24 de junho de 2026 06:16

PERSEVERANDO NA DOUTRINA DE CRISTO


O QUE VAMOS ESTUDAR?

Nesta lição, estudaremos a respeito da doutrina de Jesus Cristo, a base que sustenta a Igreja e o ensino cristão. Veremos alguns dos principais ensinos de Jesus e a necessidade do crente olhar para si mesmo, vivendo assim em constante vigilância e oração. Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.

TEXTO PRINCIPAL
Que os escravos obedeçam aos seus donos e os agradem em tudo! Que não sejam respondões, nem roubem os seus donos! Pelo contrário,  que eles mostrem que são sempre bons e fiéis em tudo o que fazem. Desse modo, por causa das coisas que eles fizerem, todos falarão bem da doutrina a respeito de Deus, o nosso Salvador. (Tt 2.9,10 – NTLH). Concordo com William MacDonald quando diz que a simples menção que a Bíblia faz da escravidão no primeiro século não é sinônimo de sua aprovação, assim como a poligamia registrada no Antigo Testamento não é um atestado de aprovação divina àquela prática. Deus jamais aprovou a crueldade e a injustiça da escravatura. Porém, a igreja primitiva não se engajou num projeto revolucionário contra a escravatura. Antes, condenou-a e removeu seus abusos pelo poder do evangelho. Onde a Palavra de Deus prevaleceu, o mal da escravatura sucumbiu. Com respeito aos servos, Paulo alista duas virtudes que deveriam cultivar e dois pecados que deveriam evitar.
• Em primeiro lugar, as virtudes que deveriam cultivar (2.9,10). A fé cristã, longe de engajar-se numa luta político-social contra a escravatura, deu instruções aos servos e aos senhores sobre
como viver de forma a glorificar a Deus. Embora não haja mais escravos hoje, os princípios aplicamse perfeitamente à relação de patrõesempregados. Que virtudes os servos deveriam cultivar?
i. Obediência. “Quanto aos servos, que sejam, em tudo, obedientes ao seu senhor, dandolhe motivo de satisfação…” (2.9). A obediência deveria ser em tudo. Obviamente “em tudo” restringese ao que é lícito.

ii. Fidelidade. “[…] pelo contrário, deem prova de toda fidelidade…” (2.10). Os servos deveriam dar prova de sua honestidade. Não deveriam servir apenas quando eram vigiados nem apenas com medo de serem castigados.

Em segundo lugar, os pecados que deveriam evitar (2.9,10). Os servos crentes deveriam estar atentos para não cometerem dois pecados em relação aos seus senhores. Que pecados são esses?

i. Rebeldia. “[…] não sejam respondões” (2.9). Uma coisa é servir de coração, outra é fazêlo com má vontade e murmuração. Muitos servos eram rebeldes, respondões e destemperados emocionalmente.

ii. Desonestidade. “Não furtem…” (2.10). O verbo grego nesphizesthai, “furtar”, significa literalmente “separar” ou “colocar de lado”, e assim fica sendo um eufemismo para o furto em pequena escala ou o quieto aproveitamento de algumas vantagens indevidas.
Por último, Paulo dá aos servos uma excelente motivação para agirem com obediência e fidelidade: “[…] a fim de ornarem, em todas as coisas, a doutrina de Deus, nosso Salvador” (2.10b). Em outras palavras, seu comportamento obediente ajudará a fazer a mensagem cristã atraente e nobre, e assim a recomendará ao mundo externo. Nada podemos acrescentar ao conteúdo da doutrina de Deus, mas podemos tornála mais bela aos olhos dos homens, ou seja, podemos acrescentar brilho à doutrina. A palavra grega usada por Paulo, kosmosin, significa “colocar em ordem, enfeitar, adornar”. A palavra é usada para o arranjo de joias de modo que elas apresentem sua plena beleza.
Assim, nossa vida pode enaltecer ou desacreditar o evangelho. Perseverar na doutrina de Cristo vai além do conhecimento intelectual, significa viver uma vida adornada com amor e obediência à Palavra Revelada.
RESUMO DA LIÇÃO
Para herdar a salvação, o crente precisa perseverar na doutrina de Cristo até o fim.
No contexto apresentado, “perseverar” significa manterse firme e constante na doutrina de Cristo, sem desviarse ou abandonála, independentemente das circunstâncias ou desafios que possam surgir.
I. DIANTE DE UM MUNDO IMORAL
1.1 A moralidade cristã.

A LIÇÃO DIZ: A ética trata mais do aspecto teórico e estuda a respeito do que é certo, enquanto a moral lida com a prática do que é certo e bom. A ética e a moralidade cristãs são determinadas pela moral do próprio Deus que, à semelhança dEle, são imutáveis. A moralidade cristã diz respeito ao comportamento de acordo com as Escrituras. Ela pode ser considerada também como “absoluto moral” e se relaciona diretamente com o caráter moral de Deus, exigindo santidade, justiça, amor, honestidade e misericórdia.
Ética cristã é um grupo de princípios morais fundamentado na Palavra de Deus. Esses princípios instruem o homem sobre como ele deve viver sua vida neste mundo de uma forma que agrade ao Senhor. A ética cristã regulamenta o relacionamento do homem com o próximo e com sigo mesmo. Os fundamentos da ética cristã podem ser vistos do começo ao fim das Escrituras. A Bíblia revela explicitamente o padrão moral de Deus. Um exemplo desse padrão pode ser encontrado de forma sintetizada nos 10 mandamentos no Antigo Testamento, e no sermão da montanha no Novo Testamento (Êx 20.217; Mt 57).
1.2 Um mundo imoral.
A LIÇÃO DIZ: Jesus afirmou que “os homens amaram mais as trevas do que a Luz” (Jo 3.19). João afirma o seguinte: “Sabemos que somos de Deus e que todo o mundo está no maligno” (1 Jo 5.19). O apóstolo parece generalizar, mas isso se dá porque ele quer indicar a gravidade e a seriedade do tema.
A literatura classifica e organiza os diferentes tipos de éticas com base no princípio orientador de cada um. Basicamente três categorias são apontadas como principais, das quais outras subcategorias são derivadas.
São elas:
Éticas humanísticas: as éticas humanísticas partem do princípio de que o homem é o centro de todas as coisas. Existem várias formas de ética humanística. Há aquelas que objetivam a experiência, ou seja, o correto é a ação e o errado é a inércia, como no existencialismo. Desde que o homem esteja agindo, qualquer experiência pode se tornar válida e justificável. 
Há também aquelas éticas humanísticas que elegem como o padrão moral aceitável aquele que se concentra no bem maior para a sociedade. Isso significa que aquilo que for bom para a maioria das pessoas, então deve ser tido como correto. O utilitarismo é um exemplo desse tipo de ética. Há ainda aquelas éticas que priorizam o prazer individual. Elas são fortemente marcadas por uma tendência egoísta. Tudo é válido desde que o prazer, a satisfação e a felicidade particular
sejam alcançados. O hedonismo, e seus derivados, individualismo e materialismo, são exemplos dessa forma de ética.

Éticas naturalísticas: são éticas que se fundamentam nas leis da natureza. A ética naturalística diz que aquilo que é natural é correto e bom.

Éticas religiosas: são éticas alicerçadas naquilo que cada religião acredita ser moralmente correto segundo a visão que possuem acerca do que é bom, favorável e agradável diante de uma divindade.
A ética cristã é classificada dentro dessa categoria de alternativa ética, mas obviamente ela não é a única. Existem muitas éticas religiosas nãocristãs que pregam seus padrões éticos de acordo com a crença em seus deuses.
Para os cristãos, qualquer forma de ética que não esteja fundamentada nas Escrituras é falha, inapropriada e deve ser rejeitada. O cristão não segue o mesmo fluxo do mundo, não é governado pelos mesmos valores e princípios.

1.3 O cristão diante de um mundo imoral.

A LIÇÃO DIZ: Diante de tão grande desafio, qual deve ser a postura do cristão em um mundo imoral? O próprio João, em sua Segunda Carta, oferece a resposta à essa questão. Ele afirma que o crente não pode retroceder para que não perca o galardão (v. 8); e não prevaricar, que é o mesmo que não ultrapassar os limites estabelecidos pela doutrina (v. 9). O crente, portanto, ao invés de voltar atrás ou ir além do que as Escrituras estabeleceram, deve perseverar na verdadeira doutrina, com vistas à manutenção da comunhão com Deus, e assim poder enfrentar e vencer o mundo imoral, resistindo pela Palavra.
O padrão ético nãocristão do mundo, seja qual for a alternativa ética adotada, sempre será falho e pecaminoso. Às vezes diante de uma atrocidade alguém pode dizer que faltou a ética. No entanto, isto nunca será verdade. Todas as decisões que o homem toma se enquadram numa forma ética. Foi dessa forma que até mesmo os eventos mais tenebrosos de nossa História foram justificados por quem os cometeu. Foi assim com o nazismo e os demais casos de genocídio. As grandes guerras também foram fundamentadas em alguma alternativa ética. Atos como a defesa do aborto, eutanásia e ideologias que procuram deturpar a instituição familiar, também seguem princípios de formas éticas nãocristãs, sejam elas humanísticas ou naturalísticas. Essas formas éticas facilmente introduzem seus valores egoístas, individualistas, materialistas e relativistas na sociedade. Por isto os verdadeiros cristãos rejeitam todas essas alternativas éticas, e enxergam na ética cristã o conjunto dos valores morais exigidos por Deus aos homens, independentemente de sua cultura ou época. Esses valores são imutáveis e absolutos.
Mas deve ficar claro que é a ética cristã não é algo que concede ao homem uma forma de salvação ou justificação própria. A ética cristã é aplicada na vida do cristão como uma forma de gratidão. Ele foi salvo pela graça mediante a fé em Jesus Cristo, e agora deseja viver sua vida com uma conduta que agrada a Deus (Cl 3.16).

II. ANDANDO SEGUNDO OS MANDAMENTOS DE JESUS

2.1 Os mandamentos de Jesus.

A LIÇÃO DIZ: O
Sermão do Monte (Mt 57) é a mais importante mensagem pregada e
ensinada por Jesus. Extenso, profundo e cativante, esse sermão tem sido considerado uma expressão ampliada e aplicada da lei de Deus entregue a Moisés. O sermão do monte é de todas as mensagens de Jesus a mais mal interpretada. Uns dizem que é o plano de salvação de Deus e que, se desejamos ir para o céu um dia, devemos obedecer a suas regras. Outros o chamam de “tratado em prol da paz mundial” e instam as nações da Terra a aceitálo como tal. Outros, ainda, dizem que o sermão do monte não se aplica aos dias de hoje, mas que valerá para um tempo futuro, talvez durante o reino milenar. O sermão da montanha tinha propósitos diversos e, portanto, queremos apresentálos em, pelo menos, dois pontos:
Em primeiro lugar, no Sermão da Montanha, encontramos as exigências da vida espiritual e daquilo que se espera dos súditos do Reino. Jesus desafia os ouvintes a uma entrega completa a um estilo de vida radical ― estilo que se assemelha claramente ao de Cristo. Não vivemos a
ética e adotamos os valores do reino para sermos salvos, pelo contrário, obedecemos e praticamos os valores do reino porque fomos salvos e nascemos de Novo.

Em segundo lugar, O sermão destinavase a afastar os discípulos e a multidão de um falso conceito de justiça e conduzila a um verdadeiro; substituirlhe a falsa esperança por um fundamento seguro de entrada no reino do Messias. Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus. (Mt 5.20).
A estrutura do sermão do monte. Podemos, de forma abreviada, estruturar o sermão do monte da seguinte maneira:
Capítulo 5. (1) As bem aventuranças (112); (2) O testemunho vivencial dos discípulos sal da terra e luz do mundo (1316); (3) Jesus cumpre e os profetas (1720); (4) O homicídio (2126); (5) O Adultério (2730); (6) O divórcio (31,32); (7) Os juramentos (3337); (8) A vingança (38 41); (9) O amor aos inimigos (4348).
Capítulo 6. (1) A ajuda aos necessitados (14); (2) A oração (515); (3) O jejum (1618); (4) Os tesouros da terra e os tesouros no céu (1924); (5) As preocupações da vida (2534).

Capítulo 7. (1) O cuidado com o julgamento precipitado (16); (2) A persistência na oração (712); (3) A porta estreita e a porta larga (1314); (4) Os falsos profetas e os seus frutos (1523);
(5) O prudente e o Insensato (2429).

2.2 Mandamentos santificadores.

A LIÇÃO DIZ: Os mandamentos de Jesus preservam o crente em um mundo male capacitao a viver os propósitos divinos.
No sermão do monte, encontramos muitas orientações indispensáveis para quem almeja viver em santidade. Todavia, devido ao pequeno espaço que dispomos neste subsidio, quero destacar apenas uma: Vocês são o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o
sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada no alto de um monte. Nem se acende uma lamparina para colocála debaixo de um cesto, mas num lugar adequado onde ilumina bem todos os que estão na casa. Assim brilhe também a luz de vocês diante dos outros, para que vejam as boas obras que vocês fazem e glorifiquem o Pai de vocês, que está nos céus. (Mt 5.1317 NAA). Como sal da terra e luz do mundo, temos a responsabilidade de influenciar a nossa geração. O que o seu testemunho como cristão fala aos seus familiares, amigos e a todos os homens? Trago como exemplo dois peonagens que influenciaram suas gerações, eles são: Andrew Murray e Jonh Wesley. Andrew Murray (9 de maio de 1828 18 de janeiro de 1917) foi um escritor, professor e pastor cristão sulafricano. Murray considerou as missões como “o principal objetivo da igreja”. Ele teve uma vida excepcionalmente santa, exercendo grande influência na vida de seus filhos e netos. Cinco de seus seis filhos tornaramse ministros do evangelho e quatro de suas filhas se tornaram esposas ministro. Dez netos tornaramse ministros e treze netos se tornaram missionários. John Wesley (17031791) foi um reverendo anglicano e teólogo britânico. Foi o líder e precursor do Movimento Metodista ocorrido na Inglaterra no século XVIII. John Wesley não tinha um centavo ao morrer, mas deixou como legado 135 mil membros e 541 pregadores itinerantes sob o nome
metodista”. Em tributo a sua vida e obra, alguém foi feliz nas palavras: “Quando John Wesley foi levado ao túmulo, deixou para trás uma boa biblioteca, um traje clerical bem usado e a Igreja metodista.

2.3 Os benefícios dos mandamentos de Jesus.

A LIÇÃO DIZ: O crente que cumpre os mandamentos de Deus recebe bênçãos incontáveis, como por exemplo: não é enganado pelas falsas doutrinas e nem pelo espírito do Anticristo; está pronto a perseverar até o fim, não perde o galardão que recebeu do Senhor e mantém a comunhão com o Pai e com o Filho.
Certamente, o crente que cumpre os mandamentos de Deus recebe bênçãos incontáveis. Vamos explorar sete desses benefícios:
Proteção contra falsas doutrinas: O crente que segue os mandamentos de Deus tem discernimento espiritual para reconhecer e rejeitar falsas doutrinas. Isso protege o crente de ser enganado e desviado do caminho da verdade.

Resistência ao espírito do Anticristo: O crente fiel está equipado com a armadura de Deus, que inclui a verdade, a justiça, a fé, a salvação e a palavra de Deus. Isso fornece proteção contra o espírito do Anticristo e todas as formas de maldade.

Perseverança até o fim: O crente que obedece a Deus tem a força e a coragem para perseverar em meio a provações e tribulações. Isso é essencial para a salvação, pois Jesus disse: “Aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mt 24.13).
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Preservação do galardão: O crente que segue os mandamentos de Deus não perde o galardão que recebeu do Senhor. Este galardão é a coroa da vida, que Deus prometeu àqueles que O amam (Tg 1.12).

Comunhão com o Pai e o Filho: O crente que obedece a Deus mantém uma comunhão íntima com o Pai e o Filho.

Crescimento espiritual: A obediência aos mandamentos de Deus leva ao crescimento espiritual. À medida que o crente obedece a Deus, ele se torna mais semelhante a Cristo em caráter e conduta.

Testemunho eficaz: Um crente que vive de acordo com os mandamentos de Deus é uma luz brilhante em um mundo escuro. Seu testemunho pode influenciar outros a buscar a Deus e a receber a salvação.
Portanto, a obediência aos mandamentos de Deus traz inúmeros benefícios. Que possamos nos esforçar para viver de acordo com a Sua palavra todos os dias. Amém.

III. OLHANDO POR NÓS MESMOS

3.1 Olhai por vós mesmos.

A LIÇÃO DIZ: A expressão usada por João, “olhai por vós mesmos” em 2 João 8, é praticamente uma repetição das palavras de Jesus aos seus discípulos em Marcos 13, no qual há advertências em pontos específicos, como o cuidado com o engano doutrinário e a atenção e vigilância.
2Jo 8 Acautelaivos, para não perderdes aquilo que temos realizado com esforço, mas para receberdes completo galardão. À vista do intenso labor dos enganadores, João adverte seus leitores a que se cuidem, para que não haja a perda do que havia sido conquistado até o momento. Essa perda ocorreria se eles caíssem no erro daqueles falsos mestres.
Acautelai-vos, para não perderdes aquilo que temos realizado com esforço – “Acautelai-vos” é o primeiro dos três imperativos que João usa na carta. Os outros são “não o recebais” e “nem lhe deis as boas-vindas” (v.10). Jesus usou a mesma expressão quando advertiu os discípulos sobre os sofrimentos que adviriam sobre eles: “Estai vós de sobreaviso…” (Mc 13.9; cf. “Acautelai-vos dos cães”, Fp 3.2). Literalmente, significa “olhai por vós mesmos” (ARC), ou seja, “tomem cuidado” (BLH e NVI). A razão para a cautela é que os falsos mestres sempre vêm com aparência de apóstolos de Jesus Cristo (2Co 11.14,15; Mt 7.15). O objetivo dos cristãos é não perder aquilo que havia sido “realizado com esforço”. A que o apóstolo se refere? O melhor entendimento é que o nosso autor se refere ao esforço perseverante dos apóstolos e evangelistas em plantar e edificar igrejas locais sobre a verdade acerca de Jesus Cristo, bem como ao esforço que aqueles crentes haviam demonstrado até agora em permanecer nessa verdade, em meio às muitas provações, inclusive as tentações das doutrinas falsas dos enganadores. Tudo aquilo se perderia, caso seguissem os falsos mestres (cf. Gl 3.4; 4.11; Mc 9.41; 1Co 3.14; Ap 3.11).
• Atenção: Este termo implica um foco cuidadoso e consciente nos ensinamentos de Jesus e na palavra de Deus. A atenção é necessária para evitar ser enganado por falsas doutrinas. Isso significa que os crentes devem estar mentalmente alertas, examinando cuidadosamente todas
as doutrinas e ensinamentos à luz da Palavra de Deus.
• Vigilância: Este termo vai além da atenção mental. Implica uma prontidão espiritual constante e uma consciência das tentações e armadilhas espirituais. A vigilância envolve estar em guarda contra o espírito do Anticristo e qualquer coisa que possa desviar os crentes de sua fé em Cristo. Isso também inclui a prática regular da oração e a busca contínua de orientação e força de Deus.
3.2 Cuidados pessoais.
A LIÇÃO DIZ: Intencionalmente, dedique-se a boas práticas e a boas companhias, e sob o poder do Espírito Santo, vença o mundo. Como Paulo aconselhou Timóteo, é importante cuidar de si mesmo, tanto física quanto espiritualmente. Seguem alguns pontos importantes:
• Boas Práticas Espirituais: A piedade não é apenas sobre crenças, mas também sobre ações. Os jovens cristãos devem se esforçar para viver de acordo com os ensinamentos de Cristo em seu dia a dia.
• Escolha das Companhias: Paulo adverte que más companhias corrompem os bons costumes. Portanto, os jovens cristãos devem escolher cuidadosamente suas amizades e buscar a companhia daqueles que os encorajam em sua fé.
• Natureza das Conversas Pessoais: As palavras têm poder e os jovens cristãos devem se esforçar para usar suas palavras para edificar e não para destruir. Eles devem evitar conversas prejudiciais ou imorais.
3.3 Vencendo o mundo.
Por fim, destacamos quatros orientações bíblicas de como vencer o mundo: De acordo com a Bíblia, aqui estão cinco maneiras pelas quais um jovem pode vencer o mundo:
• Fé em Jesus Cristo: A Bíblia diz em 1 João 5.4-5 que “porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?” Portanto, a fé em Jesus Cristo é a chave
para vencer o mundo.
Obediência à Palavra de Deus: Em João 8.31-32, Jesus disse: “Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” Portanto, obedecer à Palavra de Deus e viver de acordo com seus ensinamentos
é uma maneira de vencer o mundo.
Vida de Oração: A oração é uma arma poderosa contra as tentações e desafios do mundo. Em Filipenses 4.6-7, Paulo exorta: “Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.”
• Renúncia ao Mundo: Em Romanos 12.2, Paulo escreve: “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” Portanto, renunciar às coisas do mundo e buscar a vontade de Deus é uma maneira de vencer o mundo.

CONCLUSÃO
Aprendemos que o mundo se encontra perdido na imoralidade, contrariando os padrões divinos, expostos e ensinados nas Escrituras. É neste mundo, nessas condições, que o crente é desafiado a se manter fiel a Deus, enfrentando e vencendo as propostas e os enganos deste sistema
contrário aos princípios divinos. Esta lição reafirma a necessidade de o crente “olhar para si mesmo”, isto é, estar vigilante e em oração, conforme advertido pelo próprio Jesus, pois somente assim é que o mundo poderá ser vencido.
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