A IGREJA DE CRISTO E O IMPÉRIO DO MAL
Como Viver Neste Mundo Dominado Pelo Espírito da Babilônia



O QUE ESTUDAREMOS?
Nesta lição, estudaremos a respeito da responsabilidade que temos como igreja de nos afastamos do mundo, vivemos o propósito de Cristo na terra e nos livramos das influências hostis aos valores eternos da mensagem de Cristo. Os nossos objetivos são: Explicar a natureza da Igreja do Deus Vivo; Enfatizar o relacionamento de Cristo com a Igreja por meio da santificação; Elencar as armas da Igreja do Deus Vivo. Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.
Há uma verdade imensa revelada nessa passagem das Escrituras, e eu entendo que ela está falando a respeito de Cristo e da Igreja. (Ef 5.32 – NTLH). “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne.” Este é um mistério profundo; refiro-me, porém, a Cristo e à igreja. (Ef 5.32 – NVI). Paulo acabou de falar acerca da ordenança do matrimônio, segundo a qual duas pessoas se tornam tão intimamente unidas que, em certo sentido, passam a ser uma. “Grande é este mistério”, diz ele. Portanto, ele certamente está se referindo ao matrimônio. Todavia, ele deixa bem claro que não está pensando única e exclusivamente no matrimônio em si mesmo. Evidentemente Paulo quer dizer que o mistério é a comparação do matrimônio com a união entre Cristo e a igreja. O fato de aquilo que é fisicamente distinto poder ser visto como uma unidade é um grande mistério, e isso se aplica ao modo como Cristo e a igreja estão unidos. Em Efésios 5.22-32 Paulo fala sobre o relacionamento conjugal, mas sempre fazendo alusão à semelhança que há entre a relação “marido e mulher” com Cristo e a Igreja. Ele faz diversas declarações interessantes que sempre apontam para a conexão que há entre Cristo Jesus e o seu
Corpo, a Igreja:
• A mulher deve ser submissa ao marido como é submissa ao Senhor (v. 22).
• O marido é o cabeça da mulher, como Cristo é o cabeça da Igreja (v. 23).
• A igreja está sujeita a Cristo como as mulheres devem ser aos maridos (v. 24).
• Maridos devem amar as mulheres como Cristo amou a Igreja (v. 25).
• Como Cristo, os maridos também devem amar a mulher como o seu próprio corpo (v. 28).
• Assim como marido e mulher são uma só carne, nós também somos membros do corpo de
Cristo (v. 30).
VERDADE REVELADA QUE NÃO PODE SER EXPLICADA PELA LÓGICA HUMANA Grande é este mistério;
PAULO DEIXA A SUA INTENÇÃO MUITO EVIDENTE digo-o, porém,
O MISTÉRIO DO QUAL PAULO ESTÁ FALANDO a respeito de Cristo e da igreja.
A Noiva de Cristo não pode ser mundana, pois ela é a guardiã da verdade revelada e suas vestes devem se manter imaculadas para as Bodas do Cordeiro.
a. “A Noiva de Cristo”. A verdade prática faz alusão a uma metáfora teológica encontra em vários textos bíblicos (Ef 5.25-27; 2Co 11.2; Ap 19.7-9…). A metáfora da Noiva de Cristo representa a relação profunda entre a igreja e seu Noivo divino.
b. A Santidade da Noiva de Cristo. “Não pode ser mundana”. “suas vestes devem se manter imaculadas”. Essa pureza envolve tanto aspectos morais quanto doutrinários.
c. A Responsabilidade de preservar a verdade revelada. “guardiã da verdade revelada”. A igreja deve manter-se fiel à sã doutrina, protegendo a mensagem do Evangelho contra influências mundanas.
d. “As Bodas do Cordeiro”. As Bodas do Cordeiro é um evento escatológico reservado exclusivamente para os fiéis, isto é, para aqueles que não atenderam aos convites do “espírito da Babilônia”.
A LIÇÃO DIZ: Os efeitos do mundanismo são percebidos quando a Igreja deixa de ser pautada pelos valores da fé cristã (2 Tm 3.1-5). Lendo esse trecho, fiquei a me perguntar: O que é mundanismo e quais são os efeitos do mundanismo? O pastor John Piper definiu o mundanismo como “uma mentalidade, uma visão de mundo que está saturada com os valores, paixões e prioridades deste mundo, em vez de estar saturada com os valores de Deus e da Sua Palavra.”
Veja a seguir, alguns dos mais terríveis efeitos do mundanismo:
a. Perda do amor a Cristo. O mundanismo faz com que a igreja se afaste do seu noivo, que é Cristo, e se apaixone pelo mundo. Com isso, a igreja deixa de buscar um relacionamento íntimo com Cristo, de se alegrar na sua salvação, de esperar pela sua vinda e de obedecer aos seus mandamentos.
b. Perda da identidade cristã. O mundanismo faz com que a igreja se esqueça de quem ela é em Cristo, e se misture com o mundo. A igreja deixa de ser sal e luz no mundo, de testemunhar do evangelho, de defender a verdade e de praticar a justiça. Em resumo, ela se torna irrelevante, ineficaz e semelhante ao mundo.
c. Perda da pureza moral. O mundanismo faz com que a igreja se contamine com todo tipo de pecado. A igreja deixa de se arrepender dos seus erros, de se purificar pela palavra de Deus e pelo sangue de Cristo, de se santificar pelo Espírito Santo e de se preparar para as bodas do Cordeiro. A igreja se torna culpada, hipócrita e indigna diante de Deus.
d. Perda da unidade espiritual. O mundanismo faz com que a igreja se divida. Ela se torna
fragmentada, conflituosa e vulnerável diante do inimigo.
e. Perda da autoridade bíblica. A igreja se torna ignorante, confusa e enganada pelas mentiras do mundo.
f. Perda da visão missionária. A igreja se torna egoísta, indiferente e omissa diante da necessidade do mundo.
A LIÇÃO DIZ: A proposta é chamar a atenção para o papel da Igreja do Deus vivo, como coluna e firmeza da verdade (1 Tm 3.15).
Vamos atingir esses objetivos mediante a exposição dos tópicos a seguir:







I. A NATUREZA DA IGREJA DO DEUS VIVO.
1.1 A casa do Deus vivo.
Em termos simples, poderíamos dizer que a igreja é a comunidade de todos os crentes verdadeiros de todos os tempos. Mesmo tendo sido inaugurada no Pentecostes sou levado a crer que os santos do Antigo Testamento são incluídos na Igreja do Deus vivo. A Bíblia diz: “Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5.25). Aqui o termo “a igreja” é usado para referir-se a todos aqueles pelos quais Cristo morreu para redimir, todos os salvos pela morte de Cristo. A Declaração de fé das Assembleias de Deus (2017, p.119), diz: CREMOS, professamos e ensinamos que a Igreja é a assembleia universal dos santos ׳ de todos os lugares e de todas as épocas, cujos nomes estão escritos nos céus: “À universal assembleia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados” (Hb 12.23). Esse subponto nos lembra que a igreja é universal e local, visível (perspectiva humana) e invisível (perspectiva divina). A igreja visível inclui salvos e não salvos, lobos e ovelhas. Todavia, a igreja invisível é a noiva pura e imaculada de Cristo. A igreja é muito mais que um templo (prédio, edifício), ela é o local onde Deus se revela, onde os crentes se unem como família; onde o Deus vivo se relaciona pessoalmente com o seu povo.
1.2 Coluna e firmeza da verdade.
Para nos ajudar a entender a natureza da igreja, as Escrituras usam uma ampla variedade de metáforas e imagens que retratam a igreja como: (1) uma família; (2) a noiva de Cristo (Ef 5.32); (3) ramos de uma videira (Jo 15.5); (4) uma oliveira (Rm 11.17-24); (5) uma lavoura (1Co 3.6-9); (6) um edifício (1Co 3.9); (7) o corpo de Cristo (1Co 12.12-27); (8) coluna e alicerce da verdade. A igreja é comparada com uma coluna e um fundamento. Como a coluna sustenta o teto e
como o fundamento sustenta toda a estrutura da casa, assim a igreja sustenta a gloriosa verdade do evangelho no mundo. A igreja sustenta a verdade por ouvi-la e obedecer-lhe (Mt 13.9), por usá-la corretamente (2Tm 2.15), por guardá-la no coração (Sl 119.11), por defendê-la (Fp 1.16), por proclamá-la (Mt 28.18–20). A igreja sustém a verdade:
Ouvi-la e obedecê-la (Mt 13.9) Manuseá-la corretamente (2Tm 2.15) Guardá-la no coração (Sl 119.11) e Proclamá-la como a Palavra da Vida (Fp 2.16).
1.3 O mistério da piedade.
E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne foi justificado em espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo e recebido acima, na glória. (1Tm 3.16 – ARC). Os estudiosos do Novo Testamento veem elementos de ritmo e métrica fortes o bastante para colocar o versículo 16 em seis estrofes, formando um hino para a divindade e o triunfo de Cristo. É a afirmação unânime dessa verdade divina que une todos os cristãos. Ele foi manifestado na carne Encarnação Jo 1.14; Rm 1.3; Gl 4.4; Fl 2.5-7; Hb 2.14 Foi justificado no Espírito Ressurreição Jo 13.31,32; Rm 1.4; 1Pe 3.18 Visto pelos anjos Ascensão Mc 16.19; Lc 24.51; At 1.9-11 Pregado entre os gentios Evangelização Mt 28.16-20; At 1.8 Crido no mundo Afirmação Rm 10.17,18; 14.11; Ap 5.9; 7.9- 11 Recebido acima na glória Acessão Dn 7.13,14; 1Co 15.27; Ef 1.20-22; Fl 2.9-11




II. CRISTO E O RELACIONAMENTO COM A IGREJA.
2.1 Santificação e pureza.
A LIÇÃO DIZ: Ora, sabemos que a Santificação é o ato de separar-se do pecado e prepararse para a volta do Senhor (1 Pe 1.15; Hb 12.14). Esse processo é contínuo até a glorificação final no dia de Cristo.
a. O papel de Deus em nossa Santificação. “Que o próprio Deus de paz vos santifique completamente” (1Ts 5.23). O papel específico de Deus Pai na santificação é seu processo de nos disciplinar como seus filhos (Hb 12.5-11). O papel de Deus Filho, Jesus Cristo, na santificação é, primeiro, que ele conquistou nossa santificação para nós. Paulo podia dizer que Deus levou Cristo a se tornar “sabedoria, justiça, santificação e redenção” (1Co 1.30). Além disso, no processo de santificação, Jesus também é nosso exemplo, porque devemos correr a corrida da vida “olhando para Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé” (Hb 12.2). Deus Espírito Santo que atua dentro de nós para nos transformar e nos santificar, dando-nos maior santidade na vida. Pedro fala da “santificação do Espírito” (1Pe 1.2), e Paulo da “santificação pelo Espírito” (2Ts 2.13). É o Espírito Santo quem produz em nós o “fruto do Espírito” (Gl 5.22,23), os traços de caráter que fazem parte de uma santificação cada vez maior. Se crescermos na santificação, “andamos pelo Espírito” e somos “guiados pelo Espírito” (Gl 5.16-18; cf. Rm 8.14),
b. O nosso papel na santificação. O papel que desempenhamos na santificação é tanto passivo, em que dependemos que Deus nos santifique, quanto ativo, em que nos esforçamos para obedecer a Deus e dar os passos que aumentarão nossa santificação.
2.2 Gloriosa e irrepreensível.
A LIÇÃO DIZ: A santificação tem como alvo preparar uma “igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Ef 5.27). A Escritura compara a relação de Cristo com a Igreja, com a do marido com a esposa (2 Co 11.2). Assim, a Igreja é a noiva de Cristo, que se prepara para a festa nupcial (Ap 21.2,9).
Lendo essa sessão da lição, fiquei a pensar sobre as responsabilidades da noiva de Cristo:
• Como noiva de Cristo, devemos ama-lo acima de tudo e de todos. Precisamos buscar um relacionamento pessoal e íntimo com Ele, através da oração, da meditação, da adoração e da comunhão.
• Como noiva de Cristo, devemos odiar o mundo e tudo o que ele oferece. Precisamos resistir às tentações, às paixões e às concupiscências do mundo. É nossa responsabilidade renunciar ao egoísmo, ao orgulho, à ganância, à inveja, à ira, à mentira, à imoralidade e a todo tipo de pecado.
• Como noiva de Cristo, devemos amar a verdade e guardar a sã doutrina.
• Como noiva de Cristo, devemos amar a santidade e manter as nossas vestes imaculadas. Necessitamos examinar o nosso coração e o nosso comportamento diante de Deus. Precisamos confessar os nossos pecados e pedir perdão a Deus.




III. AS ARMAS DA IGREJA DO DEUS VIVO.
3.1 O zelo pela verdade.
A LIÇÃO DIZ: Enfatizamos que a verdade bíblica é absoluta e imutável (Lc 21.33; Jo 17.17), ou seja, o Evangelho de Cristo é a única verdade (Jo 14.6). Nossa Declaração de Fé (2017, p. 26) é enfática ao afirmar que: A inspiração da Bíblia é especial e única, não existindo um livro mais inspirado e outro menos inspirado, tendo todos o mesmo grau de inspiração e autoridade. A Bíblia é nossa única regra de fé e prática, a inerrante, completa e infalível Palavra de Deus: “a lei do SENHOR é perfeita” (SI 19.7). É a Palavra de Deus, que não pode ser anulada: “e a Escritura não pode falhar” (Jo 10.35 – ARA). Aplicações:
a. A veracidade e imutabilidade da Palavra de Deus. Em um mundo de constantes mudanças e incertezas, podemos confiar na firmeza das Escrituras como nosso alicerce espiritual.
b. A exclusividade do Evangelho. A verdade não é relativa, mas encontrada somente em Cristo. Jesus disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém pode vir ao Pai senão por mim. (Jo 14.6 – NVT).
A LIÇÃO DIZ: Nesse caso, a igreja é a “fiel depositária” dessa verdade (1 Tm 3.15). Quero me deter apenas nessa afirmação para não comentar o conteúdo do próximo subponto. Vamos definir o significado da palavra “zelo”. A expressão “zelo” é geralmente definida como um forte sentimento de dedicação, cuidado, interesse ou entusiasmo por algo. Também pode ser associado à diligência e ao esforço em proteger, manter ou promover algo que é considerado importante. Na Bíblia, o “zelo” muitas vezes se refere a um ardente compromisso e devoção a Deus e aos princípios espirituais. Por exemplo, em Romanos 12:11 (NVI), Paulo exorta os crentes a serem “não deixem de ter zelo, sejam fervorosos no espírito, sirvam ao Senhor.” Isso implica um profundo comprometimento com a fé e a vontade de Deus, demonstrado por meio de uma vida de devoção, obediência e diligência espiritual. A fim de permanecer firme contra as investidas do “espírito da Babilônia” a igreja não pode perder o zelo pela verdade.
3.2 O ensino da verdade.
A LIÇÃO DIZ: Deus constituiu líderes para o aperfeiçoamento e edificação da Igreja (Ef 4.11,12). Vamos ler o texto bíblico de Efésios 4.11-15 na versão NVI: E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, 12 com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, 13 até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. 14 O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. 15 Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. Esses “homens presentes” concedidos por Deus a igreja têm a responsabilidade primária de ensinarem a Palavra! Em termos gerais, o “ensino” é o processo de transmitir conhecimento, informações, habilidades ou valores a outras pessoas por meio de métodos de instrução, comunicação e educação. Na Bíblia, o “ensino” geralmente se refere à transmissão da verdade espiritual, moral e doutrinária com o propósito de instruir, edificar e orientar as pessoas em sua fé e relacionamento com Deus. Portanto, uma das maiores armas da igreja é o ensino da Palavra. O versículo (12) nos ensinam que os líderes que são fieis no ensino equipam os santos, os santos então servem e por fim, o corpo é edificado. Os versículos (13,14) nos ensinam que quando a liderança é fiel ao ensino da verdade de acordo com a vontade de Deus e os santos são ativos no serviço do Senhor, três perigos são evitados — imaturidade, instabilidade e ingenuidade.
a. Imaturidade. — O propósito é que não sejamos mais como crianças.
b. Instabilidade — levados de um lado para outro pelas ondas.
c. Ingenuidade — pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro.
A igreja que zela e ensina a verdade é vitoriosa no combate ao “espírito da Babilônia”.

Encerramos mais uma pré-aula da Escola Dominical. Pedimos aos alunos da Ferramenta EBD que façam bom uso de todos os demais recursos que estão exclusivamente disponíveis na plataforma da Ferramenta. Deus abençoe. Até a próxima aula.

















