Ao ser questionado pela relatora Eliziane Gama (PSD-MA) sobre a sua proximidade com Bolsonaro, o ex-diretor da PRF disse que nunca teve “relação íntima” com o ex-presidente e que sequer votou nele em eleições passadas porque “não morava no Rio de Janeiro”. Silvinei é investigado pela Justiça do Rio de Janeiro por improbidade ao pedir voto em Bolsonaro nas eleições do ano passada. Senadora Eliziane Gama (PSD-MA) manda deputado Delegado Éder Mauro (PL-PA) ‘calar a boca’ em CPMI: “Eu nunca utilizei do cargo para benefício eleitoral do presidente, se fosse assim nós teríamos que autorizar metade dos servidores públicos daquela época”, afirmou Silvinei em sua defesa. “As fotos que tenho com o presidente Bolsonaro foi porque ele deixou eu tirar e as fotos foram postadas na minha hora de folga”, prosseguiu. “Não seria eu que mudaria o resultado da eleição”, concluiu. Silvinei que se disse alvo da “maior injustiça da história” deixou a parlamentar irritada ao não dar informações precisas as suas perguntas. O deputado bolsonarista deputado Éder Mauro (PL-PA), que não é membro da CPMI, interrompeu a senadora aos gritos dizendo que o depoente não poderia ser pressionado. Houve bate-boca e a sessão teve que ser interrompida no momento em que Eliziane mandou o Éder Mauro calar a boca. Silvinei é alvo de inquérito aberto pela Polícia Federal por conta a atuação da PRF durante os dias de votação na eleição do ano passado. A investigação apura se a ação policial teria como objetivo atrapalhar a chegada de eleitores do presidente Luiz Inácio Lula Silva, sobretudo no Nordeste, reduto político do petista. No início do depoimento, Silvinei classificou com “crime impossível” o uso das operações para obstruir o processo eleitoral. “Como nós teríamos 13 mil policiais no Brasil explicando a forma criminosa de operar sem ter uma conversa no Telegram, sem ter uma reunião?”, questionou. No dia do segundo turno das eleições de 2022, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, chegou a se reunir às pressas com Silvinei para ordenar a suspensão das blitzes. Na véspera da votação, Moraes expediu decisão para proibir que a PRF abordasse veículos utilizados no transporte público de eleitores. Chegado o dia 30, porém, as redes sociais foram tomadas por vídeos de ônibus no Nordeste paralisados por policiais rodoviários. Apesar do descumprimento da ordem judicial, o ex-diretor da PRF fez elogios à atuação de Alexandre de Moraes. “O ministro foi muito importante nas suas decisões”, disse.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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