ALCANCE UM FUTURO FELIZ E SEGURO
Conselhos de Salomão no Livro de Provérbios: Um Convite à Sabedoria e às Promessas de Proteção






O QUE VAMOS ESTUDAR?
Neste novo trimestre, estudaremos treze Lições extraídas do livro de Provérbios, um manual divino para viver e se relacionar com Deus, com nós mesmos, com a família e com a sociedade. O comentarista da Lição é o Pr. Marcelo Oliveira, chefe do Setor de Educação Cristã da CPAD. Ele é pastor auxiliar da AD em Augusto Vasconcelos – RJ: bacharel em Teologia: especialista em Educação (Gestão e Docência); licenciado em Letras e acadêmico em Psicologia.

TEXTO PRINCIPAL
Para ser sábio, é preciso primeiro temer a Deus, o Senhor. Os tolos desprezam a sabedoria e não querem aprender. (Pv 1.7 NTLH). Este é o verso central de Provérbios, a verdade fundamental sobre a qual todo o restante se baseia. Não há alternativa ou substituto para a veracidade dessa afirmação: o temor do Senhor, e somente ele, abre as portas da mais sublime sabedoria. Portanto, é absolutamente essencial compreender plenamente o seu significado. Primeiramente, o que significa temer ao Senhor? Trata-se de reconhecer quem Deus é e atribuir a Ele o respeito, reverência e autoridade que Lhe são devidos. A pessoa que teme ao Senhor submete-se à Sua vontade e lhe obedece. Qualquer coisa menos do que obediência não constitui, de fato, o verdadeiro temor de Deus. Em segundo lugar, é importante compreender que o nome de Deus é “SENHOR” (Yahweh, no hebraico; Jeová, no grego). Muitos acreditam que todas as religiões, em última análise, adoram o mesmo deus, mas apenas o Deus vivo e verdadeiro revelou-se em Sua Palavra. Ele nos revelou o Seu nome: o SENHOR. Temer a outros deuses não é o princípio do conhecimento. Somente o temor do Senhor leva a sabedoria. A sabedoria é fruto de uma decisão. Essa decisão envolve um compromisso do coração em temer ao Senhor, o que significa:
1. Reconhecer que Deus existe;
2. Estabelecer um relacionamento com Ele através da fé em Jesus Cristo;
3. Viver fielmente em submissão e obediência à Sua Palavra.

RESUMO DA LIÇÃO
O livro de Provérbios é um manual de ética diária em que Deus se encontra no centro da vida do jovem cristão. Nosso mundo (sobretudo, a juventude) precisa desesperadamente da sabedoria de Provérbios. Em uma época em que a sedução, o conflito interno, a má gestão financeira, o abuso de substâncias e a desonestidade frequentemente parecem ser as regras de comportamento, devemos permitir que o Espírito nos transforme com as verdades da sabedoria bíblica.





I. UM LIVRO PARA A VIDA
1.1 Provérbios.
Os livros de sabedoria são parte do todo da verdade do AT; o sacerdote enunciava a lei, o profeta transmitia a palavra vinda de Deus e o sábio fornecia o seu conselho (Jr 18.18; Ez 7.26). O livro reúne 513 dos provérbios mais importantes de Salomão (1Rs 4.32; Ec 12.9), juntamente com alguns de outros autores provavelmente influenciados por ele. Os provérbios são declarações (ou ilustrações) morais simples que destacam e ensinam as realidades fundamentais da vida. 1.2 Chaves para a compreensão de Provérbios. Para compreender plenamente os provérbios, é essencial conhecer as chaves que revelam seu significado. A seguir, apresentamos algumas desta chaves: 1. Provérbios como princípios, não promessas. Muitas pessoas não compreendem que os provérbios não são garantias de Deus, mas princípios que, se seguidos, geralmente se confirmam. O resultado declarado ou implícito em um provérbio não é verdade absoluta; existem exceções para cada um deles. Por exemplo, um dos princípios mais importantes em Provérbios é que a sabedoria e a justiça frequentemente resultam em uma vida longa. Isso é verdadeiro na maioria das vezes, pois pessoas que vivem com sabedoria evitam as consequências do comportamento imprudente e pecaminoso. Contudo, algumas pessoas justas não alcançam uma idade avançada, pois Deus, em sua compreensão perfeita e graciosa, pode reuni-las a Ele em uma idade mais jovem do que o esperado. 2. A estrutura dos provérbios. A maioria dos provérbios contém duas linhas ou declarações, embora alguns apresentem mais (por exemplo: 1.27; 27.22; 30.4,9). Essas declarações trabalham juntas para ensinar uma verdade, um fenômeno conhecido como paralelismo, que é amplamente utilizado ao longo do livro. A chave para compreender um provérbio reside na relação entre as declarações. Estudar os seguintes pontos com atenção ajudará a elucidar essas relações, apresentando-os de maneira clara e acessível:
a. Embora alguns estudiosos categorizaram o paralelismo em diferentes tipos, três categorias principais são observadas em Provérbios:
• Paralelismo sinônimo: As duas declarações expressam pensamentos semelhantes. Geralmente, são conectadas por palavras como “pois” ou “como”. Exemplo: “O orgulho precede a destruição, e a altivez do espírito, a queda” (Pv 16.18). “Como o cão que retorna ao seu vômito, assim o tolo repete sua tolice” (Pv 26.11).
• Paralelismo antitético: As duas declarações expressam pensamentos opostos, frequentemente conectadas pela conjunção “mas”. Exemplo: “Quem encobre suas transgressões nunca prosperará, mas quem as confessa e as deixa, alcançará misericórdia” (Pv 28.13).
• Paralelismo sintético: A segunda declaração complementa ou conclui a primeira, geralmente conectadas pela conjunção “e”. Exemplo: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer, não se desviará dele” (Pv 22.6).
b. Cada linha de um provérbio deve ser analisada à luz da declaração paralela, pois juntas elas ensinam uma verdade.
• Uma das declarações pode ser mais clara que a outra. Como em todas as Escrituras, o que é obscuro deve ser interpretado pelo que é claro. O significado da linha menos clara geralmente é determinado pela linha paralela mais explícita.
c. O uso de sinônimos nos provérbios também deve ser compreendido.
• Muitos sinônimos são usados para descrever pessoas: sábio, justo, piedoso; ímpio, perverso, mal. No entanto, existem apenas dois grupos principais discutidos em Provérbios: os sábios/justos e os tolos/perversos. Todos os sinônimos utilizados para descrever pessoas se enquadram nessas duas categorias.
3. Aplicação dos provérbios. A aplicação específica de muitos provérbios pode ser determinada pelo provérbio inicial de um capítulo ou conjunto, ou por um tema recorrente. Por exemplo:
a. No capítulo 16, o tema da soberania e do propósito de Deus é recorrente (vv. 1, 9, 33), e os versículos 1 e 9 estabelecem um contexto para compreender o conjunto de provérbios nesse sentido.
b. No capítulo 17, a família é o tema central (vv. 1, 2, 6, 13, 17, 21, 25). Embora esses provérbios sejam verdadeiros em qualquer aplicação, seu significado é mais bem compreendido quando aplicados às relações familiares. O esquema é extremamente valioso para ajudar o leitor a identificar essas configurações.
4. Memorização dos provérbios. Os provérbios foram elaborados para serem facilmente aprendidos e memorizados. Por essa razão, incluem características como rima, repetição, aliteração (repetição de fonemas consonantais) e figuras de linguagem, tornando-se cativantes e memoráveis. Esses recursos são evidentes na língua hebraica original, tornando difícil preservar seu encanto nas traduções. Tenha isso em mente ao estudar os provérbios.
5. Tema central dos Provérbios. O tema de Provérbios é “o temor [confiança e reverência] do Senhor”, sendo o versículo-chave 1.7.
6. Personagens principais em Provérbios. Existem quatro personagens principais:
a. O simples: pessoa ingênua, crédula e propensa a cair em armadilhas.
b. O escarnecedor: alguém que ridiculariza, zomba e desdenha da Palavra de Deus.
c. O tolo: aquele que rejeita Deus e Sua Palavra, ignorando ou desdenhando a correção.
d. A pessoa justa e sábia: aquela que escolhe o caminho da vida e obedece à Palavra de Deus.





II. COMPOSIÇÃO E ESTRUTURA DE PROVÉRBIOS
2.1 Autor e Data.
O compositor do renomado livro de Provérbios é um tema que gera intensos debates entre os estudiosos da Bíblia. Vamos considerar alguns pontos:
1. A maioria dos estudiosos conservadores concorda que Salomão é a principal fonte dos Provérbios. Na verdade, o primeiro versículo atribui a primeira divisão do livro a ele (1.1-9.18), e ele também é identificado como autor dos provérbios de 10.1-22.16. Salomão era conhecido por utilizar provérbios como ferramentas de ensino, tanto em sua abordagem às pessoas quanto na administração de assuntos governamentais. “E disse três mil provérbios, e foram os seus cânticos mil e cinco” (1 Rs 4.32). “E, além disso, porque o pregador era sábio, ele ainda ensinou ao povo o conhecimento; sim, ele deu boa atenção, estudando e pondo em ordem muitos provérbios” (Ec 12.9). O Espírito Santo guiou sobrenaturalmente a compilação deste grande livro, e Salomão selecionou não apenas os provérbios que compôs, mas também as palavras sábias de outros (22.17-24.34). Observe os fatores que moldaram Salomão como o
vaso que Deus utilizou para revelar Sua sabedoria e princípios de vida para a humanidade:
• Como jovem adulto, Salomão valorizou a sabedoria acima de tudo. Após sua ascensão ao trono, Deus ofereceu-lhe qualquer coisa que desejasse. Em resposta, Salomão pediu sabedoria. Deus ficou satisfeito com seu pedido e concedeu ao jovem rei um coração extraordinariamente sábio e entendido (1 Rs 3.5-12; 4.29).
• Salomão desenvolveu seu dom sobrenatural estudando diligentemente e absorvendo todo o conhecimento que podia adquirir (Ec 1.13-16). Ele se tornou o homem mais culto e bem educado de sua época. Devido à sua grande sabedoria, conquistou a atenção de sua própria nação e do mundo (1 Rs 4.30-34).
• Salomão teve como o pai o rei Davi, que embora tenha falhado em muitas áreas, Deus descreveu como um homem segundo o Seu coração (At 13.22).
• Salomão foi influenciado pelo ministério do profeta Natã, que esteve pessoalmente envolvido em sua vida desde o seu nascimento (2 Sm 12.24-25; 1 Rs 1.38; 2 Cr 9.29).
• Embora fosse reconhecido como o homem mais sábio de seu tempo, Salomão teve a humildade de reconhecer que sempre havia muito a aprender com os outros. Isso é evidenciado pela inclusão de provérbios de outros sábios em seus escritos.
2. Aproximadamente 225 anos após a morte de Salomão, Ezequias ascendeu ao trono de Judá, tornando-se um dos reis mais piedosos da nação. Uma das maneiras que ele encontrou para retornar o povo à Palavra de Deus foi convocando um grupo de homens para estudar os provérbios de Salomão. Esses homens copiaram diversos provérbios de Salomão para uso em sua época. Os capítulos 25 a 29 contêm esses provérbios selecionados.
3. Agur é creditado como a fonte de Provérbios 30. Pouco se sabe sobre ele, além do que é revelado nesse capítulo, e seu nome possui origem árabe.
4. Provérbios 31 é atribuído a um rei chamado Lemuel. Assim como Agur, seu nome também é árabe, mas nada mais se sabe sobre ele. A época e o local de seu reinado permanecem desconhecidos. Em qualquer caso, ele registrou as lições que sua mãe lhe ensinou, presumivelmente quando era criança. Alguns estudiosos acreditam que 31.10-31, que discute a mulher virtuosa, seja uma obra separada de origem desconhecida. Vários respeitáveis comentaristas sugerem que Agur e Lemuel poderiam ser outros nomes utilizados por Salomão e que esses capítulos foram escritos por ele. Há pouca evidência que sustente essa teoria. Outros teorizam que esses capítulos foram descobertos junto aos provérbios de Salomão durante o reinado de Ezequias e que foram contribuídos pelos homens de Ezequias. Embora isso não possa ser provado de maneira conclusiva, é uma conclusão razoável. Data de Composição: Existem diversas teorias sobre a data de composição de Provérbios. Alguns estudiosos atribuem a obra ao período após o exílio babilônico (586 a.C.), enquanto outros acreditam que foi concluída antes desse período. Contudo, a data exata permanece desconhecida. A maioria dos estudiosos conservadores acredita que Provérbios foi finalizado antes do exílio babilônico.
1. Salomão governou Israel de 971 a 931 a.C. É razoável concluir que seu trabalho em Provérbios foi concluído antes de se afastar do Senhor (1 Reis 11.3-4), o que dataria a conclusão de suas partes em cerca de 950 a.C.
2. Ezequias reinou em Judá de 729 a 686 a.C. Ele provavelmente encomendou a cópia dos provérbios de Salomão no início de seu reinado, quando trabalhava diligentemente para implementar grandes reformas no país. Isso dataria a conclusão do livro em algum momento antes de 700 a.C.
2.2 Destinatários. Salomão inicia o livro de Provérbios identificando seu público-alvo:
• Os simples: Ele deseja que adquiram discernimento, a capacidade de enxergar através de más intenções.
• Os jovens: Salomão desejava que os jovens adquirissem conhecimento e discernimento por meio dos Provérbios (1.4). Na verdade, os jovens são o foco central ao longo do livro. Os pais são constantemente desafiados a educar seus filhos na Palavra Sagrada de Deus (Sua lei), enquanto as crianças são repetidamente exortadas a seguir os ensinamentos de seus pais.
• Os sábios: Salomão também se dirige aos sábios, desejando que eles aprendam e se tornem mais sábios ao estudar os provérbios, utilizando-os como guia em suas condutas e tomadas de decisões (1.5). Salomão dirige grande parte de Provérbios a seu filho, especialmente nos primeiros nove capítulos. Alguns comentaristas opinam que a palavra “filho” se refere aos alunos de uma escola de sabedoria liderada por Salomão. Contudo, a interpretação mais clara e direta é que se trata da instrução de Salomão a seu filho natural, Roboão. Observe a ênfase tanto nos ensinamentos do pai quanto da mãe (1.8; 6.20). Essa ênfase reforça a ideia de que essas lições são voltadas para o contexto familiar. Salomão compilou os provérbios como um guia para os pais na educação e instrução de seus filhos. Salomão escreveu para toda a nação de Israel. Os provérbios ajudariam seu povo a ser hábil e bem-sucedido em suas vidas, lares, profissões, negócios e comunidades. Além disso, os provérbios contribuiriam para a formação de uma nação forte, produtiva e segura. Salomão também escreveu Provérbios como uma mensagem evangelística para as nações de sua época, que cobiçavam sua sabedoria, riqueza e apoio. Ele proclamou uma verdade fundamental: o temor de Deus (Yahweh, Jeová) é a chave para uma vida proposital, significativa e bem-sucedida, uma vida que é permanentemente satisfatória. Ele ensina que o temor do Senhor é o segredo para o sucesso sem precedentes e que a verdadeira sabedoria é encontrada ao seguir a Santa Palavra de Deus (Sua lei). O temor aqui não é apenas medo, mas um respeito reverente ao Senhor (Yahweh, Jeová), o único Deus vivo e verdadeiro, que oferece um relacionamento com as pessoas através de Sua aliança. Dentro do grande livro de Provérbios, há uma mensagem implícita de abandonar todos
os outros deuses e buscar ao Senhor. Provérbios, através de sua inspiração divina e preservação, é escrito para todas as pessoas de todas as nações e gerações:
• Para dar exemplo e advertência a nós: “Agora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem os fins dos séculos têm chegado” (1 Co 10.11).
• Para nos ensinar a viver e oferecer esperança: “Porque as coisas que foram escritas outrora foram escritas para nossa aprendizagem, para que, pela paciência e consolação das Escrituras, tenhamos esperança” (Rm 15.4).
• Para nos guiar em nossa conduta e decisões (1.2-6).
• Para nos conduzir ao temor do Senhor como fundamento da sabedoria (1.7).





III. CONVITE E CHAMADO A SABEDORIA
3.1 O propósito do Livro de Provérbios (Pv 1.1-7).
Vamos considerar três pontos:
1. Finalidade Histórica. Salomão identifica seus propósitos para compor e compilar o livro de Provérbios nos primeiros versos (1.2-4).
• Para ajudar as pessoas a crescer em sabedoria e instrução (v. 2a).
• Para auxiliar na compreensão das verdades e percepções que os sábios já discerniram (v. 2a).
• Para instruir as pessoas sobre como se comportar com sabedoria e tomar decisões acertadas, para que possam agir corretamente em cada situação (v. 3).
• Para ensinar os simples a se tornarem prudentes (v. 4a).
• Para ajudar os jovens a adquirir o conhecimento necessário para exercer discernimento (v. 4a).
2. Propósito Doutrinal ou Espiritual: Provérbios é um livro muito prático que aborda áreas essenciais da vida cotidiana. Em palavras breves, mas impactantes, transmite as habilidades necessárias para ter sucesso nessas áreas. “Pouco se fala em Provérbios sobre a vida após a morte; o foco está na vida agora.” Ele ensina que a verdadeira sabedoria é encontrada na piedade, e a piedade resulta do temor do Senhor. Assim, a verdadeira sabedoria é, de fato, o temor do Senhor. O propósito de Salomão é enfatizar esse ponto para seus leitores, direcionando-os a reverenciar o Senhor e estabelecer um relacionamento com Ele. Aqueles que buscam ser sábios reconhecerão o Senhor e obedecerão à Sua Santa Palavra. Este é o propósito maior de Provérbios.
3. Propósito Cristológico ou Centrado em Cristo: A revelação completa do Novo Testamento lança uma luz gloriosa sobre Provérbios: a sabedoria personificada é Cristo (1 Co 1.30; Cl 2.3). Outra alusão significativa a Cristo em Provérbios é feita por Agur, que profetizou sobre o Filho de Deus em seu testemunho (30.4). Séculos mais tarde, em seu diálogo com Nicodemos, Jesus se identificou como a resposta à pergunta de Agur: “Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu ” (Jo 3.13).
3.2 Esboços do livro de Provérbios.
I. Instruções de um dos pais para as crianças, jovens e idosos: Escolha o Caminho Sábio da Vida (1.1-9.18).
a. O Caminho Sábio da Vida (Parte 1): Estudo do Livro dos Provérbios (1.1-7).
b. O Caminho Sábio da Vida (Parte 2): Siga os conselhos sábios de seus pais (1.8-33).
c. O Caminho Sábio da Vida (Parte 3): Procure e compreenda o valor da sabedoria (2.1-22).
d. O Caminho Sábio da Vida (Parte 4): Nunca esqueça os maiores ensinamentos de seus pais (3.1-35).
e. O Caminho Sábio da Vida (Parte 5): Obedeça às instruções de seus pais (4.1-27).
f. O Caminho Sábio da Vida (Parte 6): Fuja da sedução do mal (5.1-23).
g. O Caminho Sábio da Vida (Parte 7): Evite as armadilhas da vida (6.1-35).
h. O Caminho Sábio da Vida (Parte 8): Proteção contra as seduções do imoral (7.1-27).
i.
j O Caminho Sábio da Vida (Parte 9): Escolha a sabedoria acima de tudo (8.1-36). O Caminho Sábio da Vida (Parte 10): Atenda ao apelo da sabedoria, não da loucura (9.1-18).
II. Os sábios provérbios de Salomão (Parte 1): Um contraste entre dois estilos de vida muito
diferentes (10.1-22.16).
a. Um contraste entre o sábio e o tolo, o justo e o mau (Parte 1) (10.1-32).
b. Um contraste entre o sábio e o tolo, o justo e o mau (Parte 2) (11.1-31).
c. Um contraste entre o sábio e o tolo, o justo e o mau (Parte 3) (12.1-28).
d. Um contraste entre o sábio e o tolo, o justo e o mau (Parte 4) (13.1-33).
e. Um contraste entre o sábio e o tolo, o justo e o mau (Parte 5) (14.1-35).
f. Um contraste entre o sábio e o tolo, o justo e o mau (Parte 6) (15.1-33).
III. Os sábios provérbios de Salomão (Parte 2): Um desafio a ser sábio e viver dignamente (16.1 22.16).
a. Os deveres dos sábios e justos (Parte 1) (16.1-33).
b. Os deveres dos sábios e justos (Parte 2) (17.1-28).
c. Os deveres dos sábios e justos (Parte 3) (18.1-24).
d. Os deveres dos sábios e justos (Parte 4) (19.1-29).
e. Os deveres dos sábios e justos (Parte 5) (20.1-30).
f. Os deveres dos sábios e justos (Parte 6) (21.1-31).
g. Os deveres dos sábios e justos (Parte 7) (22.1-16).
IV. Os provérbios específicos dos sábios: Lições que precisam ser atendidas (22.17-24.33)
a. A chamada para aprender lições muito importantes (22.17-21).
b. Os provérbios específicos do sábio: Lições que o tornarão mais sábio e o levarão a uma maior confiança no Senhor (22.22-24.22).
c. Os provérbios adicionais do sábio: Lições que o tornarão mais sábio e o levarão a uma maior confiança no Senhor (24.23-34).
V. Os sábios provérbios de Salomão recolhidos pelos homens de Ezequias: Um desafio para cumprir o dever e viver sabiamente (25.1-29.27).
a. Os deveres nas relações (Parte 1) (25.1-28).
b. Os deveres nas relações (Parte 2) (26.1-28).
c. Os deveres na administração do comportamento (27.1-27).
d. A conduta do sábio e do tolo (Parte 1) (28.1-28).
e. A conduta do sábio e do tolo (Parte 2) (29.1-27).
VI. Os sábios provérbios de Agur para dois amigos: Lições para uma idade desafiadora (30.1 33).
a. A confissão pessoal, crença e oração (30.1-9).
b. Um aviso e admoestação para uma idade desafiadora (30.10-33).
VII. Os sábios provérbios do rei Lemuel: Lições aprendidas com sua mãe (31.1-31).
a. Advertência da mãe (31.1-9).
b. O caráter da esposa virtuosa: O que deve ser (31.10-31).
3.3 Temas predominantes em Provérbios.
CONCLUSÃO
Devido ao espaço limitado que dispomos neste subsídio e o tempo de aula em classe, alguns pontos importantes da lição não foram mencionados. Selecionamos as informações que consideramos mais úteis e apropriadas para uma aula introdutória. Portanto, creio que o presente subsídio é o material (resumido) mais completo que você vai encontrar na internet ou em qualquer outro lugar sobre está aula em especifico. Leia e releia este material, pois ele é um alicerce para as demais aulas que teremos. Deus abençoa sua vida e sua classe.
RESPOSTAS PARA PERGUNTAS DIFÍCEIS
1. Alguns provérbios parecem pouco claros ou até mesmo contraditórios. Como podemos estudá-los e aplicá-los se não os compreendemos? Muitas vezes, esses provérbios que, à primeira vista, parecem pouco claros ou contraditórios se revelam esquivos e profundos. É verdade que alguns provérbios realmente declaram verdades óbvias e seu significado é bastante claro: “O filho tolo é a tristeza do seu pai e a amargura daquela que o deu à luz” (17:25). Mas muitos provérbios requerem meditação; por exemplo, “A sorte é lançada no colo, mas a decisão vem do SENHOR” (16.33) ou “Há caminho que parece reto ao homem, mas no final conduz à morte” (16.25). O fato de que talvez tenhamos de fazer uma busca no restante da Escritura ou uma análise mais profunda deveria tornar o livro de Provérbios ainda mais querido para nós. Se Deus escolheu essa abordagem incomum para nos ajudar a crescer, por que haveríamos de hesitar em dar toda nossa atenção a esse livro? Dado o contexto em torno de Provérbios — o restante da Palavra de Deus —, o fracasso de um estudante da Bíblia em compreender um provérbio não deve levar à conclusão de que há algo de errado com o texto. Uma conclusão melhor seria que o estudante ainda não sabe ou não prestou atenção o suficiente. Uma pessoa sábia coloca um provérbio esquivo em reserva para entendê-lo mais adiante, em vez de prontamente rejeitá-lo como inútil. No futuro, as lições de Deus na vida dessa pessoa poderá lançar nova luz sobre partes da Bíblia que têm sido difíceis de interpretar.
2. Quais são alguns princípios gerais e testados ao longo do tempo que podem ajudar na interpretação de Provérbios? Uma das características mais comuns de Provérbios é o uso do paralelismo, que é a colocação de verdades lado a lado para que a segunda afirmação explique, complete, defina e enfatize a primeira afirmação. Às vezes, uma conclusão lógica é alcançada; outras vezes, um contraste lógico é demonstrado. As seguintes orientações ajudarão um estudante a ganhar mais confiança ao interpretar Provérbios: Determine quais fatos, princípios ou circunstâncias formam as ideias paralelas do provérbio — quais dois conceitos ou duas pessoas centrais estão sendo comparados ou contrastados. Identifique as figuras de linguagem e reestruture o pensamento sem essas figuras; por exemplo, reestruture a ideia por trás de “encoste a faca à sua própria garganta” (23.1-3). Em poucas palavras, resuma a lição ou o princípio do provérbio. Descreva o comportamento que está sendo ensinado ou estimulado. Pense em exemplos em outras partes da Escritura que ilustram a verdade do provérbio.
3. Muitos provérbios parecem impor absolutos em situações da vida que são pouco claras. Como os provérbios se aplicam a decisões e experiências de vida específicas? Os provérbios são diretrizes divinas e observações sábias que ensinam princípios subjacentes da vida (24.3-4); não são leis inflexíveis, tampouco promessas absolutas, pois são aplicados em situações da vida raramente claras ou descomplicadas por outras condições. As consequências do comportamento de um tolo como descritas em provérbios se aplicam ao tolo completo. No entanto, a maioria das pessoas age com insensatez ocasionalmente, de modo que elas experimentam as consequências ocasionais do comportamento insensato. Torna-se evidente que os provérbios em geral têm exceções em virtude da incerteza da vida e do comportamento imprevisível das pessoas caídas. O desafio e princípio maravilhosos expressos em 3.5-6 coloca uma pesada ênfase em confiar no Senhor “de todo o seu coração” e reconhece-lo “em todos os seus caminhos”. Até a prática parcial das condições dessas frases representa um grande desafio. Por causa da graça de Deus, não temos de executar com perfeição essas condições, a fim de experimentar a verdade de que “ele endireitará as suas [nossas] veredas”. Deus não garante o resultado ou a aplicação uniforme para cada provérbio, mas, ao estudá-los e aplicá-los, pode-se compreender a mente de Deus, seu caráter, seus atributos, suas obras e suas bênçãos. Em Jesus Cristo estão ocultos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento parcialmente revelados em Provérbios (Cl 2.3)





















