A IGREJA DE CRISTO E O IMPÉRIO DO MAL
Como Viver Neste Mundo Dominado Pelo Espírito da Babilônia



INTRODUÇÃO
A antropologia bíblica estuda a natureza do homem à luz da Bíblia Sagrada. Ela tem como objetivo revelar aos estudantes das Sagradas Escrituras as verdades bíblicas sobre a natureza humana, bem como sua origem e desenvolvimento. Em toda a sua história existencial, o homem é questionado acerca de sua origem e o porquê da mesma, isto é, seu propósito no mundo. A Bíblia é o único livro que pode oferecer respostas verdadeiras e satisfatórias com respeito à origem da humanidade, por que o homem veio a existir, o que faz aqui e qual é seu destino. Vamos, portanto, aprender a Palavra de Deus. A antropologia bíblica diferencia-se da antropologia científica que estuda o homem em suas características físicas e culturais em três aspectos:
• Fundamento: a base da antropologia bíblica encontra-se exclusivamente na revelação especial do homem;
• Abordagem: é feita a partir de uma visão bíblica do homem;
• Propósito: demonstra a postura privilegiada do homem em relação às demais criaturas, bem como sua deficiência moral diante de Deus decorrente da Queda.

TEXTO ÁUREO
O corpo, porém, não é para a imoralidade, mas para o Senhor, e o Senhor para o corpo. (NVI – 1Co 6.13b). Esse texto e seu contexto imediato, revela o pensamento mundano que influenciava, não apenas os moradores de Corinto, mas também a igreja plantada naquele lugar. Vejamos, portanto, as duas premissas que fundamentavam a permissividade e o comportamento pecaminoso adotados pelos corintos:
a. A primeira premissa deles era: “Todas as coisas me são lícitas”. Na cidade de Corinto defendia-se uma liberdade total, irrestrita e incondicional. Paulo, então, coloca uma adversativa. Ele usa um “mas”, um “porém”. Isso, porque para a sociedade Corinto todas as coisas eram lícitas, e essa filosofia estava influenciando a igreja. Eles consideravam todas as coisas indistintamente como lícitas, sem nenhuma restrição. Inclusive, estavam aplaudindo e sendo condescendentes como pecados escandalosos, como incesto e imoralidade sexual.
b. A segunda premissa deles era: “O alimento é para o estômago assim como o sexo é para o corpo”. A máxima da igreja de Corinto para incentivar a imoralidade da igreja era: “O alimento é para o estômago assim como o sexo é para o corpo”. Os coríntios pensavam que assim como o apetite é natural e o corpo precisa de alimento, também o sexo era um desejo natural e precisava ser satisfeito. Para eles uma pessoa não podia reprimir seus apetites sexuais. Mas Paulo ensina: “Os alimentos são para o estômago, e o estômago para os alimentos; mas Deus destruirá tanto estes como aquele. Porém o corpo não é para a impureza, mas, para o Senhor, e o Senhor, para o corpo” (6.13). Paulo fundamenta seu argumento contra permissividade e a imoralidade sexual em cinco pontos:
i. O propósito do corpo no Senhor. Paulo afirma: “[…] o corpo não é para a impureza,
mas, para o Senhor, e o Senhor, para o corpo” (6.13). O propósito de Deus ter lhe dado um corpo é para que você possa viver para Jesus. Servir a Jesus por intermédio do seu corpo.
ii. A ressurreição do corpo no Senhor (6.14). Para os coríntios, Deus não dava nenhuma
importância ao corpo. O corpo era apenas uma prisão da alma. No entanto, Deus valoriza o corpo. Deus criou o corpo e o ressuscitará.
iii. A interação do corpo com o Senhor (6.15–17). O nosso corpo é membro de Cristo.Você não pode unir um membro de Cristo a uma meretriz. Só o pensar nisso é uma blasfêmia. Se o seu corpo é membro de Cristo e se você se entrega à impureza e à prostituição, você está juntando Cristo à prostituição. Isso é uma blasfêmia. Os nossos corpos são membros de Cristo. Não podemos unir o corpo de Cristo à impureza. Os que se unem ao Senhor se tornam um só espírito com Ele.
iv. A habitação do corpo pelo Senhor (6.19). O seu corpo é santuário do Espírito. Tudo aquilo que não é digno do santuário de Deus não é digno do seu corpo. Nada que seja inconveniente no templo de Deus é decente no seu corpo. Somos a morada de Deus. O nosso corpo é lugar santíssimo, o Santo dos Santos, onde a glória de Deus se manifesta. Devemos eliminar do nosso corpo toda forma de conduta que não seja apropriada para o templo de Deus.
v. A redenção do corpo pelo Senhor (6.20). Você é de Deus por duas razões: Você é de Deus porque Deus criou você e você é de Deus porque Deus comprou você de volta para Ele.
VERDADE PRÁTICA
O corpo e o templo do Espírito Santo e, por isso, deve ser conservado em santificação até a volta de Cristo.






I. A CRIAÇÃO DO SER HUMANO
1.1 A origem da raça humana.
Ao longo de toda a sua história, o homem como ser intelectual vem buscando as respostas acerca de sua origem. Há um constante anseio pelo conhecimento de sua procedência que se estende até a antiguidade mais remota. Por mais que as civilizações tentem sanar essas dúvidas, elas jamais atendem o homem de forma definitiva. Nenhuma resposta está próxima de explicar a origem do homem além daquilo que está narrado no texto sagrado da Bíblia, que não especula em devaneios, mas aponta de forma certeira para a verdade. Os escritores sagrados sustentam de forma consistente a verdade de que Deus criou os seres humanos. As passagens mais precisas indicam que, tratando-se da parte física e estrutural exterior, Deus criou o primeiro homem do pó da terra. O primeiro homem e mulher foram criados à imagem de Deus, isto é, a essência espiritual do homem é sua alma vivente. O processo criativo que Deus estabelece para formar o homem é uma ação direta e pessoal, de forma que o homem não é resultado de um processo de macroevolução, mas sim uma obra exclusiva, direta, total e plena do próprio divino. Deus criou várias espécies e as deixou para que se desenvolvessem e progredissem de acordo com as leis de Seu ser. A distinção entre a criação do ser humano e das outras criaturas é que Deus colocou no homem Sua imagem e semelhança, o que diferencia-o do resto da criação. E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Gênesis 1.27 Numa linguagem antropomórfica e teofânica, Deus usou suas próprias mãos, apresentando se como oleiro divino para dar formatação a esse homem. Para tal, utilizou-se do pó da terra e seus elementos químicos como matéria prima. Ao observar esse relato, não se pode chegar a outra conclusão senão que o homem é resultado de uma intervenção direta e exclusiva de Deus. O homem não é autônomo, mas criação exclusiva proveniente de um ato voluntário e exclusivo do próprio Deus. Deus não utilizou-se de formas preexistentes ou sub-humanas de vida para fazer o primeiro
homem, mas soprou diretamente nas narinas daquela criatura que Ele mesmo projetou. O homem carrega a imagem e semelhança de Deus e é a única criatura que traz intrinsecamente em si mesmo algo peculiar do divino: Imago Dei.
1.2 A Constituição do ser humano.
Sobre a constituição humana, existem três visões principais:
a. Unitarismo ou Monismo – É uma corrente doutrinaria que ensina que o homem é um só todo, uma só parte, não havendo qualquer divisão em sua constituição; ou seja, não existe alma ou qualquer parte do ser humano que sobreviva a morte. Para os monistas, o ser humano constitui-se de uma unidade indivisível. Essa visão é ensinada pelos adventistas do sétimo dia e por alguns materialistas para sustentar ensinos contrários as escrituras.
b. Dicotomismo – Essa doutrina ensina que há dois elementos, ou partes constitutivas, do homem: a parte material e imaterial. Baseiam-se no fato de os termos alma e espírito, às vezes, na bíblia, serem sinônimos, ou intercambiáveis entre si. Em suma, dizem os dicotomistas que a alma e o espirito são a mesma coisa.
c. Tricotomismo – Os chamados tricotomista, (posição adotada, principalmente pelas assembleias de Deus) entendem que o homem é formado de três partes distintivas: corpo, alma e espirito. Os principais textos que fundamentam a visão tricotomista são:
i. Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração (Hb 4.12).
ii. E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo (1 Ts 5.23).
iii. E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente (Gn 2.7).
1.3 Queda e restauração humana.
A “Queda” do ser humano é uma expressão teológica usada para designar o momento em que o pecado entrou no mundo por meio do primeiro casal. O homem foi criado com aquilo que chamamos de imortalidade condicional. A morte já existia, porém, apenas como uma possibilidade (Gn 2.17). Sua imortalidade estava condicionada a sua obediência as ordenanças de Deus. Pecando, portanto, o primeiro casal, a morte tornou-se uma realidade, pois morreram espiritualmente (Gn 3.7-9) e fisicamente (Gn 5.3-4). Aquele que morre fisicamente, na condição de morto espiritual, permanecerá separado de Deus pela eternidade, a isso chamamos de morte eterna (Mt 10.28; Ap 20.13-14). Paulo, ciente dessa verdade escreveu: Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram (NVI – Rm 5.12). Vamos dividir esse versículo em três pontos:
a. “como por um homem entrou o pecado no mundo”. Paulo está evocando um texto que está registrado em “Gênesis 3.6,19” para fundamentar uma doutrina, a qual ele está ensinando aos irmãos de Roma, a saber, “A desobediência de Adão e o pecado original”.
b. “a morte”. A morte tornou-se uma realidade desde a desobediência do primeiro casal; biblicamente, aprendemos que há a morte física, espiritual e eterna.
c. “a morte passou a todos os homens”. Adão deixou uma maldita herança para toda humanidade, pois como consequência de sua desobediência, todos os homens começam a morrer, logo depois de nascerem e nascem pecadores com uma natureza pecaminosa, inclinada para o pecado. O pecado do primeiro casal acarretou em perdas humanamente irreparáveis. A perda da comunhão com Deus, a perda da inocência, a perda do domínio sobre todas as coisas; a perda do jardim e muitas outras. Todo esforço e trabalho humano em prol de recuperar tudo aquilo que ele perdeu em decorrência do pecado é infrutífero. Somente Deus, em sua graça e misericórdia, pode levantar o homem caído e lhe dar perdão, salvação e vida eterna. Por essa razão, Paulo completa seu argumento na carta aos Romanos dizendo: Se pela transgressão de um só a morte reinou por meio dele, muito mais aqueles que recebem de Deus a imensa provisão da graça e a dádiva da justiça reinarão em vida por meio de um único homem, Jesus Cristo. Consequentemente, assim como uma só transgressão resultou na condenação de todos os homens, assim também um só ato de justiça resultou na justificação que traz vida a todos os homens. Logo, assim como por meio da desobediência de um só homem muitos foram feitos pecadores, assim também, por meio da obediência de um único homem muitos serão feitos justos. (NVI – Rm 5.17-19). Somente por meio de Cristo, de sua graça e do sacrifício vicário, o homem pode ser purificado, perdoado e restaurado. Não existe outra solução além a cruz!









II. A VISÃO BÍBLICA DO CORPO
2.1 A parte exterior do homem.
O corpo é o invólucro do espírito e da alma. É a parte física, o homem exterior, que se corrompe, ou seja, envelhece e é mortal. O homem é carne como criatura perecível: “porque toda a carne é como erva” (1 Pe 1.24). Rejeitamos a ideia de ser o corpo a prisão da alma e do espírito ou de ser inerentemente mau e insignificante, pois ele é templo do Espírito Santo e templo de Deus, um a vez que o Espírito Santo habita em nós. O corpo é importante, pois Deus o ressuscitará: “Assim também a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo em corrupção, ressuscitará em incorrupção” (1 Co 15.42). O Corpo humano foi feito do pó da terra. Desse modo, alguns elementos químicos que encontramos no solo estão presentes no corpo humano. Os pontos a seguir são percentuais aproximados:
• Quando Deus utiliza-se do pó da terra, o homem vai ter em sua composição 23% de carbono. A vida é o efeito colateral de uma propriedade de átomos de carbono que se juntam em cadeias grandes e complexas. Músculos, pele e cabelo: a extraordinária sabedoria de Deus aplica esse elemento com perfeição no corpo;
• 1,4% de cálcio responsável pelos dentes, ossos, coagulação do sangue e movimento dos músculos;
• 0.83% de fósforo responsável por armazenar e transportar energia entre as células, bem como contribuir na região dos ossos e dentes;
• 2,6% de nitrogênio que se junta com o carbono para formar o ácido nucléico, o DNA;
• 55% de água, sem a qual não há vida, pois é nela em que as moléculas reagem quimicamente;
• 0,2% de enxofre, que aparece ligado a outros átomos para compor proteínas como a insulina;
• 0,27% de cloro e sódio, que trabalham como válvula para os tecidos do organismo e auxiliam a contração muscular;
• 0,2% de potássio, que está envolvido no movimento dos músculos;
• 0,09% de metais. O corpo usa 7 deles para funcionar: o ferro, mais abundante, trabalha nas hemoglobinas, o zinco, segundo mais presente, nos glóbulos brancos. À luz da Bíblia, nosso corpo é chamado de morada ou tabernáculo (2Co 5.1). Com a morte do corpo a tenda é desarmada e a alma parte para sua morada eterna, pois ela provém de Deus. O corpo é chamado de templo do espírito pois é consagrado pela presença de Deus. É também comparado a um vaso (1Ts 4.4, 2Tm 2.20,21).
2.2 A parte imaterial – a alma.
Na originalidade hebraica, a palavra corpo – basar (hebraico) ou soma (grego) – é a parte tangível, visível e temporal do homem. o corpo é a parte que se separa na morte física da alma – nepesh (hebraico) ou psique (grego). De modo geral, em relação ao homem a alma é aquele princípio inteligente que anima o corpo e usa os órgãos e seus sentidos físicos como agentes da exploração das coisas materiais. Dessa forma, o corpo é o meio para a interação com o mundo físico.
A alma:
• A alma é uma substância incorpórea e invisível, inseparável do espírito, embora distinta dele, formada por Deus dentro do homem, sendo também consciente mesmo depois da morte física: “vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a
terra?” (Ap 6.9,10)
Teorias divergentes:
• A teoria do preexistencialismo da alma. Essa doutrina, preconiza que as almas das pessoas existem no céu muito antes dos corpos serem concebidos no ventre das mães, e que Deus depois traz a alma à terra, unindo-a ao corpo do bebê enquanto ele se desenvolve no útero. Mas essa tese não tem apoio de teólogos católicos nem protestantes, e se aproxima perigosamente das ideias de reencarnação encontradas nas religiões orientais; os mórmons creem nessa doutrina, ainda que não do mesmo modo das religiões orientais.
• O traducionismo. Segundo o traducionismo, as almas são transmitidas pelos pais aos filhos. Alguns teólogos bem conhecidos criam nessa teoria; como Lutero, Culver, Strong e muitos outros.
• O criacionismo. Na visão do criacionismo, (adotada pelas assembleias de Deus), cada alma é criada imediatamente por Deus. No princípio da criação, o corpo veio da terra e a alma veio de Deus, portanto, são duas substâncias diferentes. Cremos que há uma participação humana e divina do processo da gestação; o corpo é formado no ventre materno e a alma é criada e dada por Deus (Ec 12.7).
2.3 A parte imaterial do homem – o espírito.
O espírito do homem não é simples sopro ou fôlego, é vida imortal (Ec 12.7; Lc 20.37; 1Co 15.53; Dn 12.2). O espírito é o princípio ativo de nossa vida espiritual, religiosa e imortal. É o elemento de comunicação entre Deus e o homem. Certo autor cristão escreveu que “corpo, alma e espírito não são outra coisa que a base real dos três elementos do homem: consciência do mundo externo, consciência própria e consciência de Deus”. O espírito faz o homem ser diferente de todos os seres viventes (Jó 32:8. Pv 20:27). Na teologia Bíblica, a alma e o espírito são a expressão do homem interior. Esse espírito é a sede da operação de Deus através do Espírito Santo (Jo 4:23-24, Rm 8:16).
• Esse espírito é capaz de renovação e desenvolvimento. Podemos perceber a veracidade dessa afirmação quando Davi ora para que haja pureza e retidão no seu homem interior (Sl 51:10).
• O espírito e a alma são incorpóreos, imateriais, espirituais e inseparáveis (Jó 12:10).
• O espírito e a alma se separam do corpo na morte (At 7:55,56,59, Tg 2:26, Ec 12:7, Gn 2:7).






III. A VISÃO SECULAR DO CORPO
3.1 Hedonismo e Narcisismo.
Hedonismo é a “filosofia do prazer”. É a busca insaciável do prazer carnal, desde o comer e beber, até o prazer do sexo anti-natural. “Pecam contra si mesmos”. Seu principal representante na Grécia antiga foi Epicuro. Por isso os hedonistas são também chamados epicureus. Essa filosofia é referida rapidamente nas Escrituras, em: Recomendo-lhes, irmãos, que tomem cuidado com aqueles que causam divisões e colocam obstáculos ao ensino que vocês têm recebido. Afastem-se deles. Pois essas pessoas não estão servindo a Cristo, nosso Senhor, mas a seus próprios apetites. Mediante palavras suaves e bajulação, enganam o coração dos ingênuos. (NVI – Rm 16.17,18). Pois, como já lhes disse repetidas vezes, e agora repito com lágrimas, há muitos que vivem como inimigos da cruz de Cristo. O destino deles é a perdição, o seu deus é o estômago e eles têm orgulho do que vergonhoso; só pensam nas coisas terrenas. (NVI – Fl 3.18,19). Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos e trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal, bem como de pássaros, quadrúpedes e répteis. Por isso Deus os entregou à impureza sexual, segundo os desejos pecaminosos do seu coração, para a degradação do seu corpo entre si. Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram a coisas e seres criados, em lugar do Criador, que é bendito para sempre. Amém. Por causa disso Deus os entregou a paixões vergonhosas. Até suas mulheres trocaram suas relações sexuais naturais por outras, contrárias à natureza. Da mesma forma, os homens também abandonaram as relações naturais com as mulheres e se inflamaram de paixão uns pelos outros. Começaram a cometer atos indecentes, homens com homens, e receberam em si mesmos o castigo merecido pela sua perversão. (NVI – Rm 1.22-27). O termo narcisismo vem da mitologia grega e da lenda de Narciso. Conhecido por sua beleza requintada, Narciso teria se apaixonado por si mesmo depois de ver seu reflexo no rio. Dependendo de qual versão da história, Narciso definhou em desespero ou se matou, nunca encontrando ninguém amável o suficiente para afastá-lo de sua vaidade. Naturalmente, como o mito clássico trata tão proeminentemente da auto paixão e da vaidade, desde então incorporamos o termo “narcisista” para descrever alguém que é obcecado ou tem admiração excessiva por si mesmo. No conto grego, Narciso olhou para a água e ficou obcecado com sua beleza física. Muitos hoje tornaram-se igualmente preocupados com sua imagem, identidade e influência. Desse modo, o narcisista é orgulhoso, arrogante e centrado em si mesmo! Na contra mão da cultura narcisista, a Bíblia exalta a importância da humildade (Pv 16.18); fala do amor ao próximo (Mt 22.39); Serviço e empatia (Mc 10.45) e modéstia e autocontrole (1Pe 3.3,4).
3.2 Erotização e Libertinagem.
O sexo foi criado por Deus e a bíblia diz em “Gênesis 1. 31 E viu Deus tudo quanto tinha feito e eis que era muito bom”. O sexo não é visto como algo ruim pelos cristãos ou pela bíblia. Muitos descrentes têm essa impressão porque o casal de namorados crentes e fieis a Deus, esperam até o casamento para desfrutarem do sexo. Mas, os crentes fieis, assim o fazem, em obediência a palavra de Deus indo na contramão deste mundo entregue as concupiscências da carne (1 Jo 2.16).
Vejamos alguns pecados relacionados a essa área:
a. A fornicação. A fornicação é o relacionamento sexual entre pessoas solteiras antes do casamento. Quem se entrega a tal prática não herdará o reino dos céus (Ap 21.8). A fornicação é nociva ao ser humano, pois (1) produz arrependimentos irreparáveis, (2) mal testemunho, (3) morte espiritual e (4) desfavor Divino. (Efésios 5.5).
b. Adultério. O adultério se refere ao relacionamento sexual de uma pessoa casada com outra casada ou solteira. O adultério, além de ofender a Deus e transgredir seus mandamentos é uma ofensa para toda a família e traz prejuízos morais e espirituais para todos. (Êx 20.14; Rm 13.9). O adultério era punido no Antigo Testamento severamente, “as vezes” com a pena capital, a morte (Lv 20.10). No Novo Testamento, não é diferente, a bíblia ensina que Deus pune severamente aquele que comete o adultério, não com o apedrejamento e a morte física, mas com algo muito pior, a privação de herdar o Reino de Deus (I Co 6.9,10).
c. Homossexualidade. De acordo como o dicionário Houaiss, homossexualidade é a prática amorosa ou sexual entre indivíduos do mesmo sexo. O apostolo Paulo classifica os homossexuais em duas categorias: ativos, os “sodomitas”, e passivos – os “efeminados” (1 Co 6.10). Assim como o adultero, o homossexual praticante não pode herdar o reino de Deus, porquanto essa prática é pecado e uma afronta ao Criador (Rm 1.24-28).
3.3 Liberdade e Autonomia.
O existencialismo foi um movimento filosófico plural, isto é, desenvolvido de formas diferentes por muitos pensadores. Jean-Paul Sartre, filósofo existencialista, disse: “O existencialismo não é tanto um ateísmo no sentido em que se esforçaria por demonstrar que Deus não existe. Ele declara, mais exatamente: mesmo que Deus existisse, nada mudaria; eis nosso ponto de vista. Não que acreditamos que Deus exista, mas pensamos que o problema não é o da sua existência; é preciso que o homem se reencontre e se convença de que nada pode salvá-lo dele próprio, nem mesmo uma prova válida da existência de Deus” (SARTRE, 1987, p. 22). Por não considerar a existência ou não de Deus um problema filosófico, a noção de “responsabilidade” ganha em Sartre contornos interessantes. O homem é livre mesmo diante da existência de Deus ou de uma ordem direta recebida dele. Dessa forma, independente da vontade de Deus, se propaga neste tempo que o homem é livre para viver como quiser, fazer o bem entender porque Deus não está nem aí. É uma forma “nova e antiga” do pensamento existencialista. Quando a isso, a Bíblia é muito clara: Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. (NVI – Gl 6.8).

CONCLUSÃO
Finalizamos mais uma lição, nesta oportunidade, a primeira lição do terceiro e último bloco de nossa revista. Espero que esse subsídio abençoe grandemente a sua vida.















