20 de abril de 2024 04:22

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Verão marca aumento de casos de conjuntivite no Grande Recife; saiba como se cuidar

Apesar de poder ocorrer ao longo do ano, nas estações mais quentes, as pessoas devem ter uma atenção ainda maior. (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

As emergências oftalmológicas no Grande Recife tem registrado aumento de casos de conjuntivite. É uma inflamação que atinge os olhos. Segundo os médicos, esse aumento é algo esperado nesta época do ano. Apesar de poder ocorrer ao longo do ano, nas estações mais quentes, as pessoas devem ter uma atenção ainda maior. No verão, a tendência é o aumento dos casos. Na emergência oftalmológica da Fundação Altino Ventura (FAV), muitos casos foram registrrados no mês de dezembro de 2023.
‘’A Fundação Altino Ventura (FAV) informa que, no último mês de dezembro, houve um aumento no número de casos de conjuntivite atendidos na emergência 24 horas da instituição, localizada na Unidade da FAV no bairro da Boa Vista, chegando a totalizar 1.100 atendimentos’’. Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Ibura, na Zona Sul do Recife, os atendimentos oftalmológicos tiveram um aumento de 35% entre um mês e outro.  Em novembro, foram registrados 366 casos. No mês de dezembro, houve 496 casos. De acordo com a comunicação da unidade, foram 3.315 atendimentos oftalmológicos, com um total de 496 casos de conjuntivite que corresponde a 14,96% dos atendimentos.  
Definição
De acordo com a médica oftalmologista Catarina Ventura, a conjuntivite é uma inflamação que acomete a superfície transparente do olho, a camada transparente, que é chamada de conjuntiva.
Ela pode ter vários agentes etiológicos, desde vírus, bactérias, fungos, ou até mesmo alergias a algum produto, água do mar, água da piscina, cloro, ou de contato. Quando o agente causador é uma bactéria, fungo ou vírus, ela sim, é contagiosa.  Nos casos que forem uma conjuntivite por alergias ou por produto químico ou contato, isso sim não seria contagioso.A especialista ressalta que os cuidados durante o verão devem ser dobrados.‘’É o caso de  crianças que tomam muito banho de piscina, banho de mar e que naturalmente não sabem proteger os olhos”, afirmou. A especialista disse, ainda, que o ideal é dar preferência a óculos de piscina para proteger, para não entrar na piscina com o olho aberto.  “É bom rer sempre à mão um colírio lubrificante que deve ser prescrito pelo médico, para estar lavando os olhos após esses banhos. E ter cuidado nas mãos, porque pode se transformar em uma conjuntivite bacteriana ou infecciosa. Então estar sempre com as mãos limpas, é o principal vetor de contágio “, enfatiza Catarina Ventura.
Sintomas
Olhos vermelhos e lacrimejantes;
Fotofobia (dor ao olhar para a luz);
Pálpebras inchadas;
Sensação de areia ou de ciscos nos olhos;
Secreção;
Coceira.
Tratamento
Para a médica oftalmologista Ceres Kreimer, o tratamento vai depender da causa.Se for inflamação bacteriana, o tratamento vai ser com antibióticos. Às vezes, é necessário o uso de antibióticos combinado com corticóides, mas esse tratamento precisa ser orientado pelo médico oftalmologista.
Se for causada por vírus, será por meio de colírios de corticóides e lágrimas artificiais; 
‘’No caso das conjuntivites por fungo, o tratamento vai necessitar medicações antifúngicas. Nas conjuntivites alérgicas, a gente faz uso de colírios antialérgicos. E lembrar que o uso de lubrificantes vai ser importante tanto em qualquer tipo de conjuntivite. Ele também vai ser importante como prevenção. Por exemplo, numa criança que está numa piscina, se você puder, quando sair da piscina, já pingar um colírio lubrificante, já fazer uma certa lavagem do olho, isso também já vai funcionar como prevenção’’.
Prevenção
Segundo Ceres Kreimer, o principal para a prevenção da conjuntivite infecciosa é o cuidado com a higiene, principalmente as mãos, devido aos toques na região dos olhos. ‘’Ao coçar, a gente pode estar levando as sujidades, os microrganismos, para a superfície do olho e a partir daí ocorrer algum tipo de contaminação. Nas questões alérgicas e químicas, ela ressalta que o importante é manter distância dos produtos que causem o desconforto. ‘’A questão é evitar ao máximo possível o contato com os produtos que causem alergia, desde que a pessoa saiba quais são, que ela tem alergia, e evitar esse tipo de contato’’. Ceres ainda lembra que pacientes com lentes de contato devem se atentar aos cuidados tanto das mãos, das lentes e do próprio estojo para armazenamento.
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