29 de junho de 2026 19:49

Brasileiros estão usando menos Facebook e WhatsApp para ver notícias, diz pesquisa

Brasileiros estão usando menos as redes sociais como uma ferramenta para se informar. A pesquisa do Reuters Digital News Report, feita pelo instituto da Reuters em parceria com a universidade Oxford, revela que 47% compartilham notícias por apps de mensagens como WhatsApp e Facebook Messenger, e redes sociais como Instagram, Youtube e Facebook. Mas todas as plataformas registraram queda no uso exclusivo para ver notícias.

Brasileiros estão usando menos as redes sociais para ver notícias
Brasileiros estão usando menos as redes sociais para ver notícias

Foto: Jeremy Zero/ Unsplash  / Tecnoblog

Cai percentual dos que buscam notícias no Facebook

A pesquisa cobriu 46 países: 24 na Europa, 9 na América — com 6 participantes latino-americanos —, 12 na Ásia e 3 na África. O estudo foi elaborado a partir das respostas de um questionário online, devido à pandemia de COVID-19, que procurou saber sobre modelos de negócio no setor de mídia, fontes de informação via redes sociais e desempenho de veículos de notícia, como emissoras de TV pública ou privada, sites e jornais impressos. Está gostando da notícia? Fique por dentro das principais notícias de Tecnologia Ativar notificações.O uso das redes sociais para acessar notícias no mundo inteiro continua predominante, especialmente para usuários mais jovens. O relatório destaca WhatsApp e Telegram, seu principal concorrente, como populares no hemisfério sul, especialmente em países como Brasil e Indonésia. Mas o número de brasileiros que acessa plataformas como os mensageiros e  o Facebook, YouTube, Facebook Messenger e Twitter para se informar registrou queda. Cerca de 47% usam o Facebook para descobrir notícias, ante 54% em 2019 — queda de 7%. O uso de WhatsApp para descobrir notícias caiu 5%, de 48% para 43% na comparação anual. Apenas o Instagram manteve-se estável: 30% continuam usando o app de fotos para ler matérias e reportagens.

Parcela de brasileiros que usa redes sociais para se informar:

Rede social 2020 2019
Facebook 47% 53%
WhatsApp 43% 48%
YouTube 39% 45%
Instagram 30% 30%
Facebook Messenger 11% 13%
Twitter 12% 17%

Geração Z prefere redes sociais para ver notícias, diz estudo

A pesquisa diz que jovens entre as idades de 18 a 24 anos,  a chamada de Geração Z, têm maior preferência por acessar notícias via redes sociais, sem o acessar os sites dos veículos por celular ou tablet. O mobile se estabeleceu como o dominante para navegar por notícias — 73% usam dispositivos para essa finalidade, o que foi acentuado pela COVID-19. O Brasil está acima da média global: o uso de celulares para se informar por aqui é de 77%.

Gráfico sobre meios de acesso a notícias no Brasil
Gráfico sobre meios de acesso a notícias no Brasil

Foto: Reuters/ Reprodução / Tecnoblog

Brasil tem maior índice de preocupação com fake news

O índice de confiança em veículos de notícia no Brasil é de 54% — o maior na região da América Latina. É um patamar que se mantém elevado quando comparado a outros mercados continentais: é  a 8º maior confiança na mídia do mundo, empatada com a Bélgica e logo atrás de países como Finlândia, Dinamarca e Noruega. Estadunidenses são os que têm menor segurança em relação à própria imprensa, com 29%.

Mas o Brasil é líder no percentual de preocupação com fake news:  82% dos brasileiros se preocupam com conteúdo falso ou enganoso, segundo a pesquisa. Isso se deve à popularidade do WhatsApp e do Telegram, por onde é maior a exposição a esse tipo de conteúdo é maior. A pandemia de COVID-19 salientou a importância de informação confiável, o que faz esse número subir em 2020, segundo a pesquisa da Reuters.

Celebridades e influenciadores têm papel crucial para espalhar fake news, segundo o estudo. No cenário pandêmico, eles foram responsáveis por maior repercussão de desinformação sobre vacinas, ou até a falsa relação da rede 5G para disseminar o coronavírus. No Brasil, Twitter, Facebook e Instagram já ocultaram ou baniram postagens do presidente Jair Bolsonaro por desinformar sobre a COVID-19.

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