5 de setembro de 2026 04:58

PF diz que apreendeu mais de R$ 46 milhões em ações de combate a crimes eleitorais em 2024

Polícia Federal (PF) informou neste sábado (5) que as ações de combate a crimes eleitorais realizadas em 2024, até o momento, levaram à apreensão de R$ 46 milhões em bens e valores — dos quais R$ 20 milhões são dinheiro em espécie. Segundo a corporação, esses recursos estão ligados a crimes cometidos por pessoas durante a campanha para as eleições municipais de 2024.Nos últimos meses, foram deflagradas mais de 40 operações de combate a crimes eleitorais no país. Além disso, estão em curso cerca de 2.200 inquéritos para investigar esse tipo de delito e ações criminosas contra o Estado Democrático de Direito. Em 2020, foram apreendidos R$ 6 milhões em operações contra crimes eleitorais. Em 2022, foram R$ 9 milhões. Em São Gabriel da Cachoeira (AM), pessoas ligadas à administração municipal e candidatos a vereador na cidade foram alvo de operação da PF para apurar suposta distribuição irregular de combustíveis. O esquema, segundo as investigações, envolve empresários da região e beneficiaria diretamente um grupo político que concorre a cargos eletivos na cidade. Os suspeitos foram presos e o posto de gasolina teve as atividades suspensas. Na noite desta quinta-feira (3), a Polícia Federal apreendeu R$ 1,8 milhão em espécie. O dinheiro foi encontrado em dois veículos estacionados na garagem de um centro empresarial na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Durante a operação, os policiais federais cumpriram dois mandados de busca e apreensão em sedes de empresas no Rio de Janeiro. O dono de uma delas é investigado por suspeita de envolvimento em corrupção eleitoral e lavagem de dinheiro. Na noite de quinta (3), a PF apreendeu R$ 1,8 milhões em espécie, que estavam guardados dentro de dois veículos na garagem de um centro empresarial na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. No dia anterior, a PF prendeu em flagrante um homem com R$ 1,9 milhão em espécie em um estacionamento no Centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo as informações e os documentos apreendidos com o suspeito, os valores no caso das duas operações seria destinado à prática de corrupção eleitoral.

g1

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