
Caminhoneiros de todo país marcaram uma paralisação para esta segunda-feira (1/2). O objetivo é forçar o governo a reduzir o preço do combustível. A gota d’água para a greve ocorreu há uma semana, quando a Petrobras anunciou um reajuste de quase 4,5% no preço do diesel, elevando o valor do litro para R$ 2,12. A partir daí, o movimento ganhou corpo, apesar da resistência de associações e federações que ainda estão alinhadas ao Palácio do Planalto.A insatisfação com o presidente Jair Bolsonaro também aflorou, ao qual muitos o acusam de traição. No campo das entidades represenstativas, há divisão.
“Traição”
Pauta
Na pauta de reivindicações, além da redução de impostos para derivados de petróleo e para itens de manutenção, os caminhoneiros pedem fiscalização e cumprimento da tabela de piso mínimo do frete rodoviário e gratuidade dos pedágios. A equipe econômica chegou a sentar com entidades que não apoiam o movimento e que trabalhavam para que a greve não ocorresse e a colocar alternativas como a de limitar a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de carros com valor mais alto, como os SUVs, para pessoas com deficiência e acabar com renúncias tributárias para o setor petroquímico. As duas medidas teriam como objetivo garantir receita de R$ 2 bilhões aos cofres públicos e compensar a perda na arrecadação com eventual redução do PIS/Cofins sobre o diesel, como forma de atenuar efeitos do aumento no preço do combustível.
Decisões judiciais
Em São Paulo, a Justiça proibiu a realização de manifestações públicas de caminhoneiros nas rodovias Régis Bittencourt e Presidente Dutra. Foram duas decisões da comarca da cidade de Santa Isabel, na região metropolitana, e da cidade de Registro, no interior do estado, acolhendo pedidos das concessionárias que administram as duas rodovias. No Rio, a Justiça Federal proibiu bloqueios na BR-101. Eles estão impedidos de obstruir, mesmo que parcialmente a rodovia e de praticar atos que prejudiquem o tráfego de veículos na via.
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