Sergio Moro, ex-juiz e ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, postou em suas dedes sociais que vai palestrar na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, nesta quarta (13). O tema é “a experiência brasileira recente no combate à corrupção”. Os internautas não perderam tempo e enquadraram o ex-juiz, considerado suspeito e parcial pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nas ações contra o ex-presidente Lula. “Fala que no Brasil tu é um juiz ladrão, chefiou uma gangue judicial, prendeu sem provas o candidato favorito das eleições presidenciais, elegeu um miliciano, virou ministro, acobertou a bandidagem até levar um pé na bunda do Bolsonaro, não foi preso e ainda quer ser presidente. “Vai contar quando você colocou grampo na Dilma e jogou na imprensa? Isso daria cadeia pra um juiz aí nos EUA”. “Você explicou pq os tucanos foram poupados na Lava Jato? ”Começa não sendo parcial em seus julgamentos, aé, tu não é mais juiz. Nem conseguiu fazer nada pra ajudar no combate a corrupção”. “Fale sobre como vc violou o devido processo legal. Como vc fabricou e ‘premiou’ delatores. Como 15 de seus condenados foram absolvidos, pelo próprio TRF4 por falta de provas! Como vc destruiu a vida dezenas de pessoas e famílias; e para quê? Para gerar desemprego!”. “O senhor vai citar como exemplo de prevenção de corrupção aquele episódio em que a PF colocou o joelho no pescoço de um porteiro para o rapaz ser silenciado? E aquele lance do caixa 2 de Onyx ? Corrupção acaba com uma simples confissão? Lembra que o senhor ‘perdoou’?”. “O que será que eles acham do senhor virar Ministro do Governo cujo candidato foi beneficiado pelo fato da sua condenação sem provas do principal adversário na disputa, em um julgamento que nem cabia à sua competência?” .“É como a Suzane Von Richthofen falar sobre as relações entre pais e filhos”. “Tua cara não treme de vergonha? Um juiz suspeito para falar sobre combate à corrupção. Você tem as digitais marcadas nesse caos que estamos vivendo”.
Empresas já não querem se expor ao risco de comprometer sua reputação com um derramamento de óleo perto de reservas
Investidores estrangeiros não querem se aventurar em áreas de proteção ambiental, como Fernando de Noronha – FUP
Foi uma grande humilhação para o governo: na 17ª rodada de licitações de áreas exploratórias de petróleo e gás, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) ofereceu aos investidores 92 blocos de concessão. Mas apenas cinco foram arrematados por apenas duas empresas. A Shell e a Ecopetrol da Colômbia compraram os cinco lotes na semana passada sem pagar um dólar de ágio. Elas pareciam certas de que ninguém mais faria uma oferta pelas concessões.
Isso é uma vergonha para o governo. Foi o leilão com a menor taxa de sucesso desde a abertura do setor de petróleo brasileiro, há 22 anos. As empresas pagam pouco menos de sete milhões de dólares. Só a preparação e organização da licitação, teria custado significativamente mais. Só para comparação: em dois leilões em 2018 e 2019, preparados pelo governo anterior, as empresas internacionais investiram, cada uma, mais de dois bilhões de dólares em campos brasileiros de petróleo e gás.
Existem várias razões por trás da relutância das multinacionais do petróleo na semana passada. Os cofres vazios após o ano pandêmico contribuíram para isso. Seus já altos investimentos no Brasil nos últimos anos também os impediram de gastar mais dinheiro.
Ponto de inflexão
Mas o que é muito mais importante é que o setor está atualmente passando por um ponto de inflexão: todas as multinacionais de petróleo estão tentando investir na produção de energia climaticamente neutra, em vez de continuar a investir em campos convencionais de petróleo e gás. Eles estão sendo pressionados por acionistas e investidores que atualmente estão desvalorizando ações ligadas ao petróleo e trocando-as por papéis de produtores de energia verde. A agência reguladora estatal de petróleo não parece ter se dado muito conta dessa tendência. Sem hesitar, ofereceu áreas de concessão próximas aos arquipélagos de Fernando de Noronha e Atol das Rocas. A probabilidade de as petroleiras obterem nesses locais uma licença de produção das autoridades ambientais é baixa. Também em leilões anteriores, houve petroleiras que adquiriram licenças na foz do Amazonas e ainda aguardam as licenças. Dificilmente empresas de petróleo internacionais desejarão se expor ao risco de comprometer sua reputação com um derramamento de óleo próximo a reservas naturais conhecidas. Mesmo que certamente existam empresas cuja administração ou proprietários não se intimidem com o risco – bancos, investidores e acionistas não querem participar mais disso. Também é bem possível que as empresas evitem investir em depósitos inexplorados no Brasil devido à má reputação que o país agora desfruta em todo o mundo em questões ambientais. A entrada em um setor que já é difícil em si, como o de óleo e gás, fica ainda mais complicada quando a localização é no Brasil. Portanto, é elogiável a eficiência com que o mercado funcionou neste caso. O sinal dos investidores foi claro: tire as mãos daí!
**Este é um artigo de opinião. A visão do autor não necessariamente expressa a linha editorial do jornal Brasil de Fato.
Vivian Amorim, Apresentadora , data de nascimento 20 de março de 1993
Nascida em Manaus, Amazonas, Vivian Amorim é uma apresentadora brasileira que ficou famosa após participar do Big Brother Brasil.
CARREIRA
Com apenas 15 anos, começou a atuar como modelo e com 16 já participara de concursos de beleza. Em 2012, venceu seu primeiro concurso, o Miss Amazonas, sendo coroada também como Miss Simpatia. No mesmo ano, ela chegou a participar do Miss Brasil, chegando as 10 finalistas. Em 2014 e 2015, apresentou o Miss Amazonas e em 2016, entrou para o Programa do Natan, transmitido na filiada da Band no Amazonas. Em meio a todos esses compromissos, ela também se formou em direito, conquistando sua OAB em 2015. Em 2017, foi confirmada no elenco do BBB17 e se tornou vice-campeã da edição. No ano seguinte, se tornou repórter do BBB18, ao lado de Fernanda Keulla e logo em seguida, ambas assumiram o lugar de repórteres do Vídeo Show e mais tarde, também se tornaram apresentadoras da atração. Em 2019, voltou a ser repórter do BBB, desta vez não só ao lado de Fernanda, como também com Ana Clara Lima. No ano seguinte, se tornou apresentadora do A Eliminação, programa do Multishow que conversa com os eliminados do Big Brother Brasil, ao lado de Titi Müllere Bruno de Luca. Ela também assumiu uma série de lives chamada De Ex Pra Ex. E já participou do Prêmio Multishow tanto como apresentadora como repórter.
Nascida em Goiânia, Poliana Rocha é uma jornalista brasileira conhecida por ser esposa deLeonardo.
CARREIRA
Sempre foi anonima, mesmo estando ao lado de um dos maiores cantores do país. Se formou em jornalismo, mas começou a surgir na mídia quando se tornou influenciadora digital, muito influenciada pelo filho,Zé Felipeepela nora, Virgínia Fonseca. Atualmente, ela tem mais de 4 milhões de seguidores, com quem compartilha sua vida pessoal e estilo de vida.
VIDA PESSOAL
Conheceu Leonardo em 1990 durante uma festa de casamento e oficializaram a união após 5 anos. Em 1998, o casal teve o primeiro filho, José Felipe, que mais tarde se tornou o cantor Zé Felipe. O casal teve uma breve separação e neste meio tempo, Leonardo acabou tendo outro relacionamento, onde teveJoão Guilherme. O casal se reconciliou e atualmente moram juntos em Goiânia. Além disso, Poliana já é vovó da pequena Maria Alice, por quem vive babando nas redes sociais.
Segundo a Prefeitura do Rio, cerca de 43 mil alunas já deixaram de ir para a escola devido à falta desse item básico de higiene – Marcos de Paula
Dias após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vetar um projeto de distribuição de absorventes como política de combate à pobreza menstrual, a Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou nesta quarta-feira (13) que vai distribuir oito milhões de absorventes para 100 mil estudantes das escolas municipais da capital. O programa “Livres para Estudar” é realizado em parceria com a Secretaria municipal de Educação e tem por objetivo combater à pobreza menstrual e evitar a evasão escolar das jovens cariocas. Segundo a Prefeitura, serão destinados R$ 14 milhões para a compra de absorventes. De acordo com a Prefeitura, cerca de 43 mil alunas já deixaram de ir para a escola devido à falta desse item básico de higiene. Evasão escolar, queda de aprendizagem, desigualdade e problemas de saúde são algumas das consequências que a pobreza menstrual intensifica na nossa sociedade.”A gente tem que parar com essa história de menina não estudar porque não tem absorvente. É um processo de desconstrução diário”, disse o secretário de Educação do Rio, Renan Ferreirinha (PSB), durante o lançamento do programa. No último domingo (10), Bolsonaro ameaçou fazer retaliação contra a população caso o Congresso Nacional derrube o veto. “Se o Congresso derrubar o veto do absorvente, eu vou tirar dinheiro da saúde e da educação, tem que tirar de algum lugar”, disse ele. O projeto de lei aprovado no Congresso destina absorventes higiênicos gratuitamente à mulheres em situação de vulnerabilidade social.
Alta no preço dos alimentos aprofunda insegurança alimentar no Brasil em meio a pandemia – Tânia Rêgo/Agência Brasil
Em constante crise política e econômica, agravada pela condução desastrosa da pandemia de covid-19, o Brasil agrava a cada dia o cenário de extrema pobreza, conforme aponta estudo da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Pessan). divulgada em abril. Quase 20 milhões de brasileiros afirmam que passam períodos de 24 horas sem ter o que comer. Cerca de metade da população – 116,8 milhões de pessoas – sofre atualmente de algum tipo de insegurança alimentar. “O Brasil continua dividido entre os poucos que comem à vontade e os muitos que só têm vontade de comer”, afirmam pesquisadores da entidade. De acordo com o Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, a situação vem piorando de forma acelerada sob o governo Bolsonaro.
“Em apenas dois anos, o número de pessoas em situação de insegurança alimentar grave saltou de 10,3 milhões para 19,1 milhões. Nesse período, quase 9 milhões de brasileiros e brasileiras passaram a ter a experiência da fome em seu dia a dia”, aponta o relatório.
Tamanho da fome no Brasil
O levantamento foi realizado em 2.180 domicílios das cinco regiões do Brasil, em áreas rurais e urbanas, de 5 a 24 de dezembro de 2020. Dos 116,8 milhões de pessoas atualmente em situação de insegurança alimentar, 43,4 milhões (20,5% da população) não contam com alimentos em quantidade suficiente (insegurança alimentar moderada ou grave) e 19,1 milhões (9% da população) estão passando fome (insegurança alimentar grave). “É um cenário que não deixa dúvidas de que a combinação das crises econômica, política e sanitária provocou uma imensa redução da segurança alimentar em todo o Brasil.” O número de brasileiros sem acesso a comida é maior do que a população total dos estados da Bahia (15 milhões) ou do Rio de Janeiro (17,5 milhões). Apenas Minas Gerais e São Paulo têm mais que 19,1 milhões de habitantes, o extrato da fome no Brasil de Bolsonaro.
Fome no Brasil por região / Rede Pessan
Fome come
O estudo identificou que a situação de fome piorou em todas as regiões do país. Entretanto, o Norte e o Nordeste são os mais afetados. Enquanto 9% da população geral brasileira passa fome, este indicador é de 18,1% no Norte e 13,8% no Nordeste. A situação no campo também é pior do que na cidade – em áreas rurais, 12% dos domicílios passam pela privação. Da mesma forma, o estudo identificou recortes de gênero, cor e escolaridade no quadro de insegurança alimentar do país. “Em 11,1% dos domicílios chefiados por mulheres, os moradores estavam passando fome, contra 7,7% quando a pessoa de referência era homem. Das residências habitadas por pessoas pretas e pardas, a fome esteve em 10,7%. Entre pessoas de cor/raça branca, esse percentual foi de 7,5%”, apontam os pesquisadores. As diferenças são ainda mais brutais quando levados em conta índices de escolaridade. “A fome se fez presente em 14,7% dos lares em que a pessoa de referência não tinha escolaridade ou possuía Ensino Fundamental incompleto. Com Ensino Fundamental completo ou Ensino Médio incompleto, caiu para 10,7%. E, finalmente, em lares chefiados por pessoas com Ensino Médio completo em diante, despencou para 4,7%”.
Números da fome no Brasil sob olhar de gênero, cor e escolaridade / Rede Pessan
Várias faces
O estudo identificou que a insegurança alimentar avançou também entre pessoas que não se encontram em condição de extrema pobreza. Isso tem relação com o desemprego e a inflação, que corrói o poder de compra, enquanto salários seguem congelados. “Cerca de metade dos entrevistados relatou redução da renda familiar durante a pandemia, provocando inclusive cortes nas despesas essenciais. Esses lares constituem o grupo com maior proporção de insegurança alimentar leve – por volta de 40%. Isso aponta para o impacto da pandemia entre famílias que tinham renda estável, que provavelmente foram empurradas da segurança alimentar para a insegurança alimentar leve”.Por fim, a Rede Pessan afirma que “a solução para erradicar a fome passa por políticas de geração de emprego e renda”. Os pesquisadores lamentam que, embora agravado pela covid-19, os indicadores estão regredindo já mesmo em período anterior à pandemia. “O sucesso da garantia do direito humano à alimentação adequada, alcançado até 2013, foi progressivamente revertido a partir de 2014 (…) A escalada da fome durante a pandemia não é de responsabilidade de um vírus, mas de escolhas políticas de negação e da ausência de medidas efetivas de proteção social”.
Criança busca tomates comestíveis no lixo no Rio de Janeiro em agosto de 2021; pandemia piorou problema da fome em famílias brasileiras
As doações de alimentos estão rareando em Caranguejo Tabaiares, comunidade de 5 mil habitantes na periferia de Recife (PE). E, quando chegam, acabam muito antes suprir toda a demanda, que está cada vez maior, de pessoas sem comida o suficiente em casa.
Ali, algumas mães já vinham se queixando de colocar os filhos para dormir com fome meses atrás, sem saber se teriam com o que alimentá-los no dia seguinte. Desde então, dizem líderes comunitárias, a situação se agravou. “A fome já era uma constante na nossa periferia. Só piorou com essa pandemia”, conta à BBC News Brasil Daniele Lins da Paixão, que integra a organização comunitária Caranguejo Tabaiares Resiste. “Daí as crianças pedem um biscoito e a mãe não consegue dar. E se sente culpada, incapaz. É um sofrimento muito grande.” A combinação de desemprego alto, crise econômica, assistência social insuficiente e aumento nos preços dos alimentos, em plena pandemia, tem se refletido em um aumento na pobreza e na fome, que afeta ao menos 19 milhões de brasileiros. E é nas famílias com crianças que os efeitos são mais agudos.
CRÉDITO,DIOGO MOREIRA/A2IMG – GOVERNO DE SP
Estima-se que mais de 9 milhões de crianças vivam em extrema pobreza no país, portanto com provável dificuldade de se alimentar bem; dado, de 2019, deve ter piorado na pandemia E uma vez que as crianças estão em uma fase crucial de seu desenvolvimento, é nelas que a fome pode deixar mais impactos de longo prazo. Às vezes, para a vida toda.
Há ao menos 9,1 milhões de criançasde 0 a 14 anos em situação domiciliar de extrema pobreza (vivendo com renda per capita mensal de no máximo R$ 275), calcula a Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança. Na prática, isso provavelmente significa que elas estão em situação de insegurança alimentar, porque a família não terá dinheiro o suficiente para garantir todas as refeições. “É uma situação em que às vezes a família consegue fazer o almoço, mas não o jantar. E não sabe o que vai acontecer naquele mesmo dia”, explica Cíntia da Cunha Otoni, líder da área de saúde da Fundação Abrinq. “Já existia uma situação grande de insegurança alimentar, mas se agravou muito na pandemia devido à queda na renda familiar.”
Cálculos apontam que custo de alimentos básicos para um adulto já corrói 55% do salário mínimo; acima, distribuição de cestas básicas no Rio
O cálculo da Abrinq foi feito com base em dados de 2019 do IBGE (da pesquisa Pnad Contínua) e leva em conta inclusive o dinheiro recebido por essas famílias via programas governamentais, como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada.Como a pobreza aumentou desde então, esse número de crianças na pobreza extrema e com fome muito provavelmente cresceu neste ano — sobretudo porque o custo dos alimentos tem um peso muito grande no orçamento das famílias mais pobres. Hoje, na média, uma família que ganha um salário mínimo já gasta 55% dessa renda comprando os alimentos básicos suficientes para apenas uma pessoa adulta, aponta o Dieese.
Outros dados reforçam essa percepção.
Enquanto 56% da população adulta brasileira viu sua renda cair desde o início da pandemia, essa porcentagem sobe para 64% no subgrupo de adultos que moram com crianças e adolescentes, segundo pesquisa do Unicef (braço da ONU para a infância) realizada em maio de 2021. “Embora a gente saiba que as crianças não foram mais afetadas pelo vírus (da covid-19) em si, elas são as mais afetadas pelos impactos secundários que toda essa situação trouxe e pela interrupção de serviços”, disse a representante do Unicef no Brasil, Florence Bauer, durante simpósio realizado no dia 6 de outubro pelo Núcleo da Ciência Pela Infância (NCPI).
Comendo menos e comendo pior
Bauer destacou, também, como piorou a qualidade da comida ingerida: 29% das famílias brasileiras estão comendo mais alimentos industrializados, 22% estão consumindo mais bebidas açucaradas, e 18% estão ingerindo mais fast food, segundo a pesquisa do Unicef. Esses alimentos são mais baratos e fartamente disponíveis. Mas costumam ser péssimos para a saúde, por não serem nutritivos e conterem excesso de sódio, açúcares e gordura. Ou seja, além de eles não proverem as crianças com os nutrientes presentes nos alimentos in natura, eles favorecem a obesidade, diabetes e outros problemas de saúde de longo prazo. Nas casas em situação de insegurança alimentar (ou seja, com alimentos em quantidade insuficiente), o consumo de comida saudável caiu 85% na pandemia, aponta uma pesquisa do grupo Food For Justice lançada em abril.
Piora nos indicadores sociais faz acentuar a desigualdade e coloca em risco avanços conquistados nas últimas décadas
A carne vermelha, cujo preço subiu mais de 30% em 12 meses, segundo o IBGE, é uma das principais fontes de ferro, um nutriente particularmente importante para as crianças — e a deficiência de ferro (ou anemia) pode causar atrasos no desenvolvimento e deixá-las mais expostas a infecções. A queda no consumo de carne, por sinal, desperta preocupação por potencialmente agravar uma estatística já considerada “trágica”: a de que uma em cada três crianças brasileiras sofre de anemia. “Não ter uma alimentação adequada nessa fase do desenvolvimento (na infância) pode deixar impactos na saúde para o resto da vida, pelo risco de desenvolverem problemas mais para frente (na vida adulta)”, agregou Bauer.
Ela lembrou, também, que quase a metade das crianças da rede pública de ensino ficaram sem acesso à merenda escolar durante os meses de escolas fechadas. “E sabemos que, para muitas delas, essa era a principal refeição do dia.”
A situação nutricional das crianças brasileiras já era preocupante. Uma ampla pesquisa nacional, feita entre 2019 e 2020 com 13 mil famílias com crianças de até cinco anos, apontou que quase a metade delas vivia em algum grau de insegurança alimentar. Isso corresponde a 6 milhões de famílias em todo o Brasil, com maior incidência nas regiões Norte e Nordeste, segundo os cálculos do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani), coordenado por Gilberto Kac, professor titular do Instituto de Nutrição da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).”Como a coleta de dados foi realizada antes da pandemia de covid-19, avaliamos que a prevalência de insegurança alimentar pode ser ainda mais elevada”, afirmou Kac, em comunicado.
Desigualdade aumentando nas próximas gerações
O risco é que o aumento da pobreza, junto às interrupções em serviços básicos de saúde e educação durante a pandemia, coloque em risco avanços conquistados a duras penas na redução das desigualdades brasileiras, diz à BBC News Brasil o economista Naercio Menezes Filho, pesquisador do Centro de Gestão e Políticas Públicas (CGPP) do Insper.
Menos famílias pobres têm conseguido manter a alimentação in natura representada na foto: estão comendo menos e comendo pior
Nesse sentido, vale lembrar que a piora em todos os indicadores sociais apontados nesta reportagem incidiu mais fortemente em crianças negras, pardas e indígenas, e também mais nas regiões Norte e Nordeste, que já vinham de uma situação mais vulnerável.” A gente sabe que a pobreza tem impactos fortíssimos no desenvolvimento infantil e no futuro dessas crianças. Todos esses impactos (sentidos) hoje elas vão carregar ao longo da vida se nada for feito para atenuá-los. É uma geração inteira que pode ser afetada”, apontou Menezes, também durante o simpósio do NCPI. “Crianças que têm seu desenvolvimento dificultado vão ter problemas de permanecer na escola no ensino médio, de entrar no ensino superior, de encontrar um emprego legal com carteira assinada, de empreender, e vão ter problemas ao longo do seu ciclo de vida.” O economista lembrou que, embora todos os grupos sociais tenham registrado perda de emprego durante a pandemia, a maior parte das demissões ocorreu entre as pessoas menos escolarizadas. E, mesmo agora no início da retomada econômica, esse é o grupo que também está tendo mais dificuldade em voltar ao mercado de trabalho. Isso reflete na capacidade desses pais de proverem o básico para seus filhos — e também de acreditarem que seus filhos terão condição de sair da pobreza. Dados de uma pesquisa global da Gallup consolidados pela FGV Social apontam que, entre os 40% mais pobres do Brasil, 11% deixaram de acreditar que as crianças teriam a oportunidade de aprender e crescer na pandemia, índice quase dez vezes maior do que a média internacional nessa faixa de renda. Essa perda de esperança tem um impacto importante, explica à BBC News Brasil o economista Marcelo Neri, diretor do FGV Social.
Regiões Norte e Nordeste estão entre as mais afetadas pela piora nos indicadores sociais; acima, distribuição de cestas básicas no Pará
“Esses dados são subjetivos, mas refletem esse problema de transmissão da desigualdade entre gerações. Ferir essa percepção de que, mesmo quando se é pobre, se pode subir na vida tem o efeito de frustrar a ascensão social”, explica. “Apesar de os indicadores infantis e de educação do Brasil serem (historicamente) muito ruins, eles vinham melhorando nos últimos 30 anos. Agora, o vento que soprava a favor está soprando contra.”
As saídas
“É lamentável a situação exporta pela mídia. Mais infelizmente existem muitos culpados nesta história toda. Em primeiro lugar uma boa parte da sociedade da classe mais baixa é quem colocar os corruptos nos poderem, depois ficando sofrendo esta e outras consequência, quando chegar a época das politicagens “eles” se esquecem de tudo o que sofreram e ainda continua trocando seus votos por algumas migalhas e termina colocando os mesmos politiqueiros (as) para continua sua missão que é a corrupções, aí a situação fica cada vez mais desastrosas. Mais as escolham foi de quem?????????
O Governo Federal não está escondendo de ninguém o seu plano. A ideia é começar os pagamentos do Auxílio Brasil no próximo mês de novembro. Só que pelo menos até este momento, o projeto ainda não passou por uma aprovação. E isso está gerando uma cerca corrida contra o tempo dentro do Palácio do Planalto. Para este ano de 2021, os pagamentos estão garantidos, pelo menos em tese. É que recentemente, o Presidente Jair Bolsonaro decidiu aumentar a cobrança de impostos para conseguir pagar esse aumento. De acordo com membros do Governo, essa arrecadação vai servir para os meses de novembro e dezembro. O Ministério da Economia afirma que o problema está mesmo no próximo ano. De acordo com o Ministro Paulo Guedes, o Congresso Nacional precisa fazer a sua parte e aprovar uma série de textos para que o Auxílio Brasil consiga sair do papel. São eles: a Reforma do Imposto de Renda, a MP do programa e a PEC dos precatórios. Nesta última semana, uma nova notícia acabou pegando muita gente de surpresa. É que membros do Ministério da Economia disseram em entrevista para o jornal Folha de São Paulo que sem a aprovação desses textos, o aumento do Bolsa Família pode deixar de acontecer até mesmo este ano. Na entrevista, eles deixaram claro que nesta situação, o dinheiro da arrecadação com o aumento de imposto acabaria voltando para a União de alguma forma. Pelo menos é isso o que se sabe até aqui. Assim, há uma chance de que o novo Bolsa Família acabe ficando sem aumento mesmo a partir do próximo mês.
Números
Hoje, de acordo com o Ministério da Cidadania, o Bolsa Família atende algo em torno de 14,6 milhões de pessoas. São brasileiros que estão em situação de pobreza ou de extrema pobreza. Pelo menos é isso o que as regras apontam. Os valores médios estão neste momento na casa dos R$ 189. O objetivo do Governo é aumentar esse patamar para R$ 300 mensais em média. Além disso, eles querem aumentar a quantidade de usuários para cerca de 17 milhões. Apesar do aumento, muita gente acredita que isso não seria suficiente. De acordo com o próprio Ministro da Cidadania, João Roma, cerca de 25 milhões de pessoas que hoje recebem algum auxílio do Governo ficarão sem nada a partir de novembro.
A ativista ambiental sueca Greta Thunberg disse nesta sexta-feira que o mundo está olhando para o Brasil e afirmou que “é vergonhosa” a postura do governo brasileiro em relação à crise ambiental.Ela participou de forma virtual de uma audiência pública no Senado. “O que os líderes falharam não tem desculpa. O Brasil não tem desculpa para assumir a sua responsabilidade. A Amazônia, os pulmões do mundo, está no limite e vemos que agora está emitindo mais carbono que consumindo por conta do desmatamento e das queimadas (…) Isso está sendo alimentado diretamente pelo seu governo”, disse Greta, sem citar o nome do presidente Jair Bolsonaro. Greta destacou que o Brasil não começou a crise ambiental, mas cobrou uma postura das lideranças do país. A audiência na Comissão de Meio Ambiente discutiu os resultados do relatório do Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês) divulgado em agosto, que concluiu que os seres humanos são responsáveis por um aumento de 1,07°C na temperatura do planeta. “O que os líderes do Brasil estão fazendo hoje é vergonhoso, é extremamente vergonhoso o que eles estão fazendo com os povos indígenas e com a natureza. O Brasil, claro que não começou essa crise, mas acrescentou muito combustível nesse incêndio.” Na audiência, a ativista sueca afirmou que não é ela que “quem tem que dizer aos brasileiros o que fazer”, mas que pessoas de todo o mundo estão dispostas a ajudar. “É o momento de pessoas como eu deixarem o microfone para as pessoas tomarem medidas e ações nas questões mais relevantes desse mundo”, concluiu. Fiona Clouder, embaixadora da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021, destacou que é necessário “urgência” para agir. Ela disse que é preciso migrar das análises que foram realizadas para ações, e conclamou os participantes do debate a apresentarem sugestões. “O relatório do IPCC mostra que as mudanças climáticas estão acontecendo, os impactos são devastadores em países em todo mundo e também no Brasil”, afirmou, destacando também que o Brasil tem potencial de exercer uma enorme influência sobre o mundo. Na abertura da reunião, o senador Jaques Wagner (PT-BA), presidente da Comissão de Meio Ambiente, reforçou que a questão climática não é “ questão de direita, esquerda ou ideológica, é uma questão de bom senso”. “O estudo do IPPC mostra que estamos galopando no sentido da destruição da natureza (..) É momento de tomarmos atitude em defesa da vida e em defesa do planeta e do meio ambiente”, afirmou.
Levantamento mostra que atividades ilegais na região cresceram 20% em relação aos 12 meses anteriores
Um estudo com base em imagens produzidas por satélites concluiu que, nos 50.139 hectares que tiveram exploração madeireira no Pará de agosto de 2019 a julho de 2020, em 55% dos casos não houve a autorização de órgãos ambientais. Os dados são de levantamento feito pela Rede Simex, com participação integrada dos institutos Imazon e ICV e das ONGs Idesam e Imaflora, publicado ontem.
Em comparação com o levantamento realizado no mesmo período do ano anterior (de agosto de 2018 a julho de 2019), quando a exploração de áreas não autorizadas representava 38% do total, concluiu-se que esse ano houve um aumento de 20% da atividade. O sudeste do estado concentrou a área mais explorada sem autorização, ainda segundo a pesquisa, com 15.349 hectares, 56% do total. Em seguida no ranking, está a região do Baixo Amazonas, que representou 22%, e o sudoeste, 15% de toda a área de exploração não autorizada.”O Sudeste paraense é uma região que possui uma zona madeireira antiga, onde a atividade segue sendo bastante intensa devido à expansão da rede de estradas e à existência de estoques florestais remanescentes”, explica Dalton Cardoso, pesquisador do Imazon, em comunicado. A área com derrubada de árvores na Terra Indígena Baú, no Pará, corresponde a 158 campos de futebol. No entanto, Cardoso avalia que houve “redução expressiva da atividade não autorizada em áreas protegidas, sobretudo em terras indígenas”. “Entretanto, é preciso levar em conta que a alta cobertura de nuvens em áreas protegidas consideradas críticas pode ter contribuído para essa pouca detecção da extração madeireira no período avaliado”, completa o pesquisador do instituto.
Os 27.595 hectares de exploração madeireira sem autorização do Pará
Imóveis rurais cadastrados: 17.726 hectares, 64,2% do total.
Assentamentos rurais: 5.434 hectares, 19,7% do total
Vazios cartográficos: 2.635 hectares, 8,7% do total
Terras não destinadas: 1.858 hectares, 6,8% do total
Centro Nacional de Furacões alerta para tempestade se formando no Atlântico
O Centro Nacional de Furacões (CNF) dos Estados Unidos emitiu um alerta nesta quarta-feira (29) à respeito da formação de ‘Victor’, uma tempestade tropical que ganha corpo no Atlântico leste. O fenômeno trata-se do penúltimo previsto para ocorrer neste ano. As informações são do portal CNN. Neste momento, Victor se desenvolve a centenas de quilômetros ao sul das ilhas de Cabo Verde. Sua formação, porém, ocorreu na costa oeste da África com ventos de 65 quilômetros por hora. Segundo previsão do CNF, a expectativa é de que o fenômeno siga para o noroeste e se torne um furacão nos próximos dias. Mesmo com o alerta, é improvável que Victor toque um pedaço de terra. De acordo com imagens de satélites, essa tempestade tropical forma-se em um giro no sentido anti-horário. Victor possui uma “circulação bem definida e seu raio de vento máximo é de até 50 quilômetros”, segundo o CNF. Após Victor se dissipar, é esperado que o furacão ‘Wanda’ encerre uma temporada acima da média em aparecimentos destes fenômenos.
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o presidente Jair Bolsonaro
O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), está no Piauí para passar o feriado e aproveitou para conversar com jornalistas após ser criticado pelo pastor Silas Malafaia. Segundo Ciro, falta informação ao pastor sobre sua atuação. “Sou um auxiliar do presidente da República e todas as suas determinações serão cumpridas sempre. Acho que falta informação para esse pastor sobre a nossa atuação”, disse Ciro, segundo o site Cidade Verde. Malafaia criticou Ciro e Flávia Arruda, ministra da Secretaria de Governo, estariam trabalhando contra a indicação de André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Não é pastor que está indicando. É uma vergonha, um preconceito e uma tremenda de uma safadeza. São ministros políticos e são obrigados a defender a indicação do presidente Bolsonaro e a trabalhar a favor de André Mendonça”, disse o pastor em vídeo divulgado nesta segunda (11).
Taxa de 0,60 coloca o país dentro do nível de declínio da pandemia, mostra o dado da Imperial College
A taxa de transmissão (Rt) do coronavírus no Brasil caiu para 0,60, menor índice desde abril de 2020, quando estava em 0,68. A informação é do levantamento do Imperial College de Londres, atualizado nesta terça-feira. O índice reverte a tendência de alta observada há duas semanas, quando chegou a 1,04, o mais alto desde 22 de junho. O Rt atual significa que cada 100 pessoas contaminadas transmitem a doença para outras 60 pessoas. Quando está abaixo de 1, a taxa de contágio indica que a propagação do vírus está em declínio.Dentro da margem de erro calculada pela universidade britânica, o índice brasileiro atual pode variar de 0,24 a 0,79. A taxa de transmissão é uma das principais referências para se acompanhar a evolução epidêmica do Sars-CoV-2 no país. No entanto, especialistas costumam ponderar que é preciso acompanhá-la por um período prolongado de tempo para avaliar cenários e tendências, levando em conta o atraso nas notificações e o período de incubação do coronavírus. Por ser uma média nacional, o Rt também não indica que a doença esteja avançando ou retrocedendo da mesma forma nas diversas cidades, estados e regiões do Brasil. Além disso, a universidade britânica afirma que a precisão das projeções varia de acordo com a qualidade da vigilância e dos relatórios de cada país.
Ministério da Saúde confirma à CPI que não vai usar Coronavac em 2022
Brasil atinge a marca de 600 mil mortos pela covid-19
EUA vão admitir visitantes imunizados com todas as vacinas aceitas pela OMS
O Imperial College também projeta que o Brasil deve registrar 1.600 mortes pela Covid-19 nesta semana, uma redução em relação à anterior, quando foram contabilizados 1.636.
Transmissão pelo mundo
Segundo o levantamento da universidade britânica, o mundo registrou, até a última segunda-feira, mais de 237 milhões de casos de Covid-19, e mais de 4,84 milhões de óbitos. As maiores taxas de transmissão da semana estimadas pelo Imperial College foram na Romênia (Rt 1,48), Singapura (Rt 1,42) e República Tcheca (Rt 1,38).Já as menores taxas de transmissão da Covid-19 estimadas foram em Santa Lúcia (Rt 0,48), Argentina (Rt 0,49) e Suécia (Rt 0,49). Nos países da América do Sul, os maiores índices foram identificados no Chile (Rt 0,89), Venezuela (Rt 0,84) e Bolívia (Rt 0,77).
Como a Lei de regulamentação do novo Fundeb prevê sua atualização em 2021, três propostas legislativas tramitam no Congresso Nacional sobre o tema. Duas delas foram formuladas com o apoio da Confederação Nacional de Municípios (CNM), que destaca a necessidade de agilizar a apreciação do tema para que seja mantida a plena operacionalização do Fundo em 2022.Nesse contexto, a entidade informa que é importante o status de urgência aprovado, em 7 de outubro, pela Câmara dos Deputados para os Projetos de Lei (PLs) 3339/2021 e 3418/2021.
Para a Confederação, há três pontos prioritários para serem tratados neste momento. O primeiro é a prorrogação das regras de transição para 2022 e 2023 e de nova atualização da Lei 14.113/2020 até 31/10/2023, com vigência a partir de 2024. O entendimento é que já não há mais tempo viável para definir itens essenciais, como as ponderações do valor aluno ano do Fundeb e indicadores de nível socioeconômico dos alunos e de disponibilidade e potencial fiscal.
Além disso, a entidade reforça que é preciso alterar a questão das contas bancárias. O texto atual veda a transferência dos recursos do Fundeb da conta no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica Federal, onde são disponibilizados, para outras contas bancárias. No entanto, para gestão de folhas de pagamento, por exemplo, muitos Municípios optam pela transferência de recursos para outras instituições. Como a verba do Fundeb é uma transferência constitucional e não pertence à União, como no caso dos recursos de um convênio entre os Entes, a CNM defende a alteração da regra, sendo mantida a obrigação de transparência dos extratos.
O terceiro ponto ressaltado pela entidade municipalista está relacionado ao conceito de profissional da educação básica fixado na Lei 14.113/2020. Na redação sugerida para alteração da Lei, estão no rol desses profissionais: docentes, profissionais no exercício de funções de suporte pedagógico direto à docência, de direção ou administração escolar, planejamento, inspeção, supervisão, orientação educacional, coordenação e assessoramento pedagógico, e profissionais de funções de apoio técnico, administrativo ou operacional, em efetivo exercício nas redes de ensino de educação básica.
Com o gás de cozinha custando mais de R$ 100 e a crise corroendo o orçamento das famílias mais pobres, a lenha ganhou espaço nos lares brasileiros durante a pandemia. Em 2020, o consumo de restos de madeira em residências aumentou 1,8% frente a 2019, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Famílias estão guardando botijões de gás para usar apenas em emergências, e outras até venderam o fogão para fazer dinheiro na crise. Como solução, recorrem à lenha e ao carvão vegetal para cozinhar, um retrocesso em saúde e qualidade de vida.
Até 1970, 80% dos lares usavam pedaços de madeira para cozinhar e se aquecer. Com a massificação da eletricidade e do gás liquefeito de petróleo (GLP), o como gás de cozinha, esse quadro se alterou. Hoje, a eletricidade é a principal fonte de energia, mas a lenha ainda ocupa a segunda colocação na matriz residencial, com 26,1% de participação, seguida do GLP (24,4%), de acordo com a EPE. O gás estava sendo mais consumido do que a lenha até 2017, quando o preço do botijão começou a disparar. Naquele ano, a Petrobras alterou sua política de preços e começou a reajustar o GLP toda vez que a cotação do petróleo e o câmbio subiam, assim como já fazia com a gasolina e o óleo diesel.
Como a commodity se valorizou muito no ano passado, o GLP disparou no Brasil. O resultado foi um crescimento ainda maior do consumo de lenha em 2020, um ano de deterioração do mercado de trabalho e escalada da inflação. As estatísticas de 2021 ainda não estão disponíveis. A projeção do órgão de planejamento energético do governo, no entanto, é de que o uso da lenha encolha apenas com “a retomada do crescimento da economia e o aumento da renda”.
“A corrupção e tão galopante que faz com que o país venha a retroceder. É um vergonha”.
Os beneficiários do Auxílio Emergencial nascidos em junho podem sacar o dinheiro nas agências da Caixa. Na terça-feira, dia 12 (feriado), não tem saque do auxílio programado pela Caixa.
O banco volta a liberar os saques do benefício para os nascidos em julho, na quarta-feira (13).A 6ª parcela é o penúltimo ciclo de saques do programa. A 7ª parcela será a última prevista pelo governo federal no programa deste ano. Os créditos da última parcela começam a ser liberados no dia 20 de outubro.
O valor do benefício varia conforme a composição da família. Se tiver apenas um membro, o benefício é de RS$ 150 por mês; com mais de uma pessoa, a família recebe RS$ 250. Já no caso de uma família chefiada por mulher sem cônjuge ou companheiro, com pelo menos uma pessoa maior de idade, o valor é de RS$ 375.
Como sacar o auxílio emergencial?
1 – Em um caixa eletrônico, selecione “Saque Auxílio Emergencial”; 2 – Digite seu CPF e confirme; 3 – Digite o código de seis números gerado no aplicativo Caixa Tem e confirme; 4 – Escolha um valor e aperte “entra”.
Como gerar o código no Caixa Tem:
1 – Na poupança digital do aplicativo, selecione saque e informe o valor; 2 – Um código será gerado – anote-o para ser utilizado em um caixa eletrônico ou unidade de Casas Lotéricas.
Pela legislação, a ANTT tem de reajustar a tabela do frete a cada seis meses ou quando a variação do preço do diesel for igual ou superior a 10% (Crédito: Arquivo/Agência Brasil )
São Paulo, 28 – O novo reajuste do preço do óleo diesel de 8,9%, anunciado na manhã desta terça-feira, 28, pela Petrobras, deve levar à atualização do piso mínimo do frete rodoviário. Pela legislação, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) tem de reajustar a tabela do frete a cada seis meses ou quando a variação do preço do diesel for igual ou superior a 10% – quando é acionado o mecanismo de gatilho. Desde a última atualização do piso pelo gatilho em 3 de março pela ANTT, o preço do óleo diesel acumula alta de 17,1% segundo cálculos feitos pelo Broadcast Agro, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.O cálculo inclui os ajustes do preço do óleo diesel feitos desde 1º março pela Petrobras, que não foi incluído na atualização posterior da ANTT, até esta terça. Desde lá, foram oito ajustes consecutivos, sendo cinco de alta e três de queda, totalizando a variação de incremento de 17,1% no valor do óleo fóssil. Procurada pela reportagem, a ANTT não respondeu ao pedido de comentário até o momento desta publicação. O reajuste mais recente da tabela do frete foi feito em 14 de julho pelo método de atualização semestral. Contudo, isso não impede que os valores do preço do diesel sejam contabilizados para reajuste pela variação do combustível. Segundo a lei que institui o piso mínimo do frete, a atualização semestral não anula o acionamento do gatilho de 10%. Presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, considera que um reajuste no piso mínimo deve ser feito pela ANTT de imediato, diante da nova alta do preço do diesel. “ANTT precisa fazer reajuste na tabela. A atualização a cada seis meses não interfere na revisão pelo gatilho.Deu 10% de variação, mesmo que tenha feito reajuste da planilha semestral, é obrigatório fazer pelo gatilho. Já superamos os 10%”, disse Landim, conhecido como Chorão, ao Broadcast Agro. A Abrava, assim como outras entidades que representam os caminhoneiros autônomos, pedem que a ANTT contrate entidade técnica para elaborar o estudo de atualização do piso mínimo. O contrato da entidade com o Esalq-Log (Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”), responsável pela metodologia da tabela, expirou no início deste ano. “Cobramos que se contrate entidade técnica para cálculo ser feito com metodologia correta”, apontou Chorão.
Resposta– Uma possível paralisação dos transportadores rodoviários, motivada pelos elevados preços do diesel, não é descartada, segundo Chorão. “Estamos avisando que estamos no limite. O combustível está subindo sucessivamente. Precisamos tomar uma atitude mais enérgica”, defendeu Chorão. “Não concordamos, porém, que isso seja feito somente pelos caminhoneiros. É preciso incluir todo setor de transporte como taxistas e motoristas de aplicativos, que também são afetados pelo preço do combustível”, acrescentou o presidente da Abrava.
Nem só os adultos estão conectados. Hoje, o universo tech também faz parte da rotina infantil, com tablets produzidos especialmente para as crianças. A partir de um visual lúdico, os dispositivos chamam a atenção dos pequenos, que brincam e aprendem com os aplicativos de jogos do equipamento. O Metrópoles selecionou seis opções para presentear a criançada em 2021. A lista traz modelos de diferentes personagens, como Minnie Mouse, Minions e Frozen. Além disso, apresenta variadas cores atrativas, capinhas e memória de armazenamento. De cunho educativo, a ferramenta pode contar com apps que auxiliam o mundo kids no processo de alfabetização, resolução de contas matemáticas e atividades que estimulam a imaginação, como jogos de figuras. Antes de adquirir o produto, no entanto, papais e mamães devem ficar de olho na faixa etária do filho. E lembrando que o uso do computador portátil é adequado desde que supervisionado pelos pais.
TechTudo/RproduçãoSe usados da maneira correta e sob supervisão, tablets infantis podem ajudar crianças a desenvolver o lado criativo, lógico e motor
Cuidados
O melhor tablet infantil é aquele que oferece segurança, desde a estrutura até a carga horária de utilização. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), existem algumas orientações saudáveis nesse sentido:
Evitar a exposição de crianças menores de 2 anos de idade às telas, mesmo que passivamente.
Limitar o tempo de tela ao máximo de uma hora por dia, sempre com supervisão para crianças com idades entre 2 e 5 anos.
Limitar o tempo de tela ao máximo de uma ou duas horas por dia, sempre com supervisão para crianças com idades entre 6 e 10 anos.
Dicas de aplicativos educativos
No caso de os aplicativos já instalados no tablet não serem suficientes, há apps educativos bem-avaliados por usuários digitais, como o Play Kids, Arqueólogo – Jurassic Life e ABC do Bita, do Mundo de Bita. Eles estimulam a criatividade, coordenação motora e raciocínio lógico.
O pastor Silas Malafaia afirmou, neste domingo (10/10), que dois ministros de Estado da gestão Jair Bolsonaro (sem partido) perderam a “condição moral” de continuar nos cargos. Em publicação no Twitter, o líder religioso disse que divulgará o nome na segunda-feira (11/10). Malafaia chamou as autoridades de “inescrupulosas” e prometeu que a divulgação será um “verdadeiro arrasa quarteirão”. “Gravíssimo! Atenção, povo brasileiro. Dois ministros de Bolsonaro perderam a condição moral de continuarem como ministros. Amanhã vou postar um vídeo denunciando esses inescrupulosos. Será um verdadeiro arrasa quarteirão”, escreveu.
Arthur Lira (PP-AL), o mais poderoso de todos os presidentes da história recente da Câmara dos Deputados, embarcou para um compromisso em Roma na última terça-feira.No dia seguinte, por 310 votos contra 142, o plenário da Câmara aprovou a convocação do ministro Paulo Guedes, da Economia, para depor sobre sua conta bancária em paraíso fiscal.Foi só coincidência? Por acaso, Lira teria sido pego de surpresa? Se não houve surpresa, por que ele não avisou antes ao presidente Jair Bolsonaro que isso poderia acontecer?Vai ver que avisou. E que Bolsonaro preferiu não se meter, nunca se sabe. O certo é que o lance acabou sendo bom para Lira e Bolsonaro. Com vantagem para Lira, um dos líderes do Centrão.A data para que Guedes vá depor ficou em aberto. Caberá a Lira marcar. E ele poderá também engavetar o assunto, como engavetados estão os pedidos de impeachment de Bolsonaro.Guedes é um ministro fraco, e não só porque descobriram que esconde parte de sua fortuna onde não precisa pagar impostos e acaba lucrando com as medidas que ele mesmo toma.É fraco porque não fez as reformas que prometeu. Sua fraqueza, no momento, interessa a Lira e a Bolsonaro. Aos dois porque querem ganhar mais um pouco com isso. Lira, dono de grande parte do Orçamento da União, espera que Guedes beneficie o Centrão com outros favores inconfessáveis. Bolsonaro quer arrancar de Guedes mais dinheiro para se reeleger. Guedes é carta fora do baralho se Bolsonaro governar o país por mais quatro anos – ele e Hamilton Mourão, vice-presidente da República. Lira ambiciona governar a Câmara por mais dois anos.
” Um governo federal e equipe faz a maior bagunça já vista na historia do Brasil. Vocês podem verem através da mídia”.
Mesmo diante da maior crise hídrica do Brasil desde 1931, segundo o próprio governo federal, o gasto com água na residência oficial da Presidência da República subiu consideravelmente. Se comparada a soma das faturas de janeiro a setembro de 2019, ano em que Jair Bolsonaro pegou as chaves do Palácio da Alvorada, com o mesmo período de 2021, os valores aumentaram 81,7%: de R$ 244.576,09 para R$ 444.431,74.
E não dá para alegar que a vilã do boleto é só a inflação ou os reajustes na conta aplicados nos últimos anos. Segundo dados oficiais obtidos por este blog, houve aumento no consumo. Nos primeiros nove meses de 2019, o Palácio da Alvorada consumiu 8.791 m³ de água. Entre janeiro e setembro deste ano, o volume foi de 10.219 m³, aumento de 16,2%. As informações constam no Portal da Transparência do governo federal, divididos em 10 áreas que compõem a Presidência da República. Entre elas, Palácio do Planalto, Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Palácio da Alvorada e Granja do Torto – em todas houve aumento no consumo de água.
O último a sair apague a luz
Justiça seja feita: na conta de água do Palácio da Alvorada o gasto subiu, mas na de luz houve economia.No período analisado (janeiro a setembro), o consumo de energia elétrica em 2019 foi de 981.069 kWh. Já nos primeiros nove meses deste ano, o registro ficou em 762.680 kWh. A despesa para o contribuinte foi de, respectivamente, R$ 730 mil e R$ 582,6 mil – redução de 20,2%. Em setembro, quando o fantasma do apagão rondava os brasileiros, Bolsonaro pediu que a população tomasse banho frio para reduzir a conta de luz. Sugeriu ainda que se evite o uso de elevadores e seja dada preferência às escadas. Se o presidente seguiu à risca o próprio conselho, os banhos no Palácio da Alvorada estão gelados, mas bastante demorados. Procurada para comentar o assunto, a Presidência da República não havia se manifestado até a última atualização deste texto. O espaço permanece aberto.
“Os valores estariam em R$ 20 milhõespor deputado, o que, já estimado, daria a “bagatela” de R$ 6,16 bilhões do dinheiro público para tentar garantir os votos necessários a aprovação da reforma. A verba seria liberada através de recursos de emendas do relator do PLOA/2022 – Projeto de Lei Orçamentária para 2022, o deputado Hugo Leal (PSD/RJ). Os possíveis agraciados seriam deputados do Centrão e da base do presidente da República”
Vladimir Nepomuceno*
Reconhecendo que a PEC 32/2020, a chamada “reforma administrativa”, não tem os 308 votos necessários para aprovação em plenário e que o tempo acordado com empresários e mercado financeiro vai vencer mais uma vez, a equipe do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP/AL) já teria comunicado a área econômica do governo da necessidade de negociar a liberação de emendas parlamentares não impositivas, que não têm sua execução obrigatória no Orçamento da União, para tentar atingir os votos necessários a aprovação da proposta.
Os valores estariam em R$ 20 milhõespor deputado, o que, já estimado, daria a “bagatela” de R$ 6,16 bilhões do dinheiro público para tentar garantir os votos necessários a aprovação da reforma.A verba seria liberada através de recursos de emendas do relator do PLOA/2022 – Projeto de Lei Orçamentária para 2022, o deputado Hugo Leal (PSD/RJ). Os possíveis agraciados seriam deputados do Centrão e da base do presidente da República.
No entanto, em conversa com lideranças na Câmara, Arthur Lira tem ouvido que, mesmo com a liberação de verbas, é muito difícil a aprovação da PEC. Isso, porque há o risco real de não reeleição de parlamentares que votarem favoráveis ao texto, considerando a grande presença de servidores públicos em suas bases eleitorais, principalmente municipais e estaduais. Muitos lembram a campanha contra a reeleição de alguns parlamentares que votaram a favor da reforma trabalhista de Temer, como foi o caso do relator da proposta na Câmara, o agora ex-deputado Rogério Marinho, do Rio Grande do Norte, que não conseguiu se reeleger, ganhando o cargo de ministro de Bolsonaro como prêmio de consolação.
Além disso, há algumas incertezas dos dois lados, pagador e recebedor. Do lado pagador a ideia é, considerando a possibilidade de traição na hora do voto, liberar o dinheiro apenas após a confirmação da votação de cada deputado nos dois turnos necessários para concluir o processo na Câmara e enviar o projeto ao Senado. O que, obviamente, não garante a aprovação naquela Casa. Do lado dos deputados fica a pergunta: e se o deputado aceitar se expor, votar favorável ao texto e, mesmo assim, a reforma não for aprovada? Haveria a garantia do pagamento? Afinal, ninguém cochila em ninho de cobras.
Há também deputados que alegam que os R$ 20 milhões, recebidos uma única vez, não pagam o prejuízo de um mandato perdido. Outros parlamentares da base de Bolsonaro entendem que a aprovação da PEC seria prejudicial à reeleição do presidente da República. Outra preocupação dos parlamentares é referente ao fato de o governo Bolsonaro não ter honrado compromissos assumidos anteriormente, o que poderia ocorrer mais uma vez. O que se sabe é que, mesmo com a promessa de liberação de verbas em troca de votos, a aprovação da PEC 32/2020 na Câmara ainda não teria garantia de sucesso. Uma coisa é certa, a pressão das entidades de servidores públicos federais, estaduais e municipais tem sido decisiva para que o número de deputados favoráveis não chegue ao necessário para sua aprovação. Estamos vendo a maior campanha do funcionalismo público há anos. Há quem afirme que nunca se viu uma unidade de ação tão grande entre servidores dos três poderes e das três esferas de governo.
Soma-se a isso a crescente presença de entidades representativas de outros setores, como estudantes, trabalhadores do setor privado e do movimento comunitário, que também serão duramente atingidos pela reforma, se aprovada. Essa situação, aliada à proximidade cada vez maior das eleições de 2022, faz com que muitos parlamentares pensem duas vezes antes de se posicionarem em relação à votação da PEC 32 em plenário.
O desgaste da dupla Lira/Guedes
Tanto Arthur Lira, quanto Paulo Guedes estão muito preocupados com o caminhar da reforma administrativa. Ambos estão na iminência de não cumprirem o prometido a quem muito contribuiu para que ambos estivesses onde estão, o mercado financeiro e o grande empresariado. Por mais de uma vez, em eventos promovidos por veículos da grande imprensa ligados a esses dois setores, tanto Arthur Lira, como Paulo Guedes, além do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM/MG), garantiram a aprovação das reformas e prometeram sua aprovação, incluindo a definição de períodos para a entrega, o que repetidas vezes teve que ser refeito.
No caso de Arthur Lira, a aprovação da PEC 32/2020 virou questão de honra, o que ficou demonstrado na manobra de baixo nível operada na comissão especial que aprovou a PEC à custa, inclusive, do descumprimento do regimento da Câmara dos Deputados, o que só serviu para deixar mais exposta a fragilidade da proposta, a não garantia da aprovação em plenário e a inabilidade do presidente da Câmara em dar trato político a questões mais delicadas. Se a PEC 32 não for aprovada, o risco de perda de credibilidade de Lira para tentar a sua recondução no início da próxima legislatura é grande. Ele sabe o peso da carga que assumiu sem ter avaliado todos os fatores envolvidos.
“Medidas para amenizar os altos preços da cesta básica é difícil, mais os corruptos que negociam com o nossos votos sempre e fácil, agora caba a cada eleitor analisar a sua situação e a do país e procurar não votarem neste corruptos”.
“Filhinhos, e já a última hora; e como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos; por onde conhecemos que é já a última hora.”(1 Jo 2.18)
SÍNTESE
Ninguém sabe o dia em que se dará o Arrebatamento da Igreja. Esse dia não pode ser marcado, mas há consideráveis sinais que mostram a proximidade do Dia do Senhor.
AGENDA E LEITURA
SEGUNDA – Jl 3.14: A proximidade do dia do Senhor
TERÇA – Hc 2.3: Um alerta antigo
QUARTA – Hb 10.37: Pouco tempo para a volta de Jesus
QUINTA – 2 Pe 3.9: 0 Senhor não retarda sua promessa
EVIDENCIAR mais alguns sinais da volta de Jesus Cristo;
COMPREENDER o que o Senhor Jesus Cristo ensinou a respeito da vigilância.
INTERAÇÃO
Prezado (a) professor (a), na Lição deste domingo estudaremos alguns dos sinais da vinda de Jesus apresentados no Sermão Profético de Mateus 24.Será que você, professor (a), conhece os sinais escatológicos revelados nas Escrituras Sagradas a respeito da vinda de Jesus? Precisamos conhecer a Palavra de Deus para ensiná-la e especialmente para não sermos enganados. Um dos sinais da primeira vinda de Jesus é o surgimento de falsos profetas, falsos mestres e falsos cristos. Atualmente, muitas heresias, a respeito da Escatologia Bíblica estão sendo disseminadas nas redes sociais, alcançando um número incontável de jovens. Que você e seus alunos estejam alertas, vigilantes, se dedicando ao estudo da Palavra de Deus para que venhamos fazer parte do Arrebatamento da Igreja que pode acontecer a qualquer momento.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor (a), para a introdução da aula deste domingo, sugerimos que você faça aos alunos a seguinte indagação: “Qual o mais importante discurso profético proferido por Jesus?” Ouça os alunos com atenção e incentive a participação de todos. Em seguida, explique que o mais importante discurso profético de Jesus se encontra no Evangelho de Mateus capítulo 24.Em seguida, faça outra pergunta: “Por que 0 Arrebatamento da Igreja ainda não aconteceu?” Enfatize que 0 calendário de Deus não é 0 nosso; Ele é 0 Senhor do tempo. Explique que na atualidade muitos rejeitam a ideia de que haverá um fim e um juízo final.Outros também questionam a promessa do Arrebatamento da Igreja. Diga que Deus é bom e tem dado tempo para que a humanidade se arrependa dos seus pecados e receba a Jesus Cristo como único e suficiente Salvador. Contudo, não podemos confundir a paciência, a bondade e a longanimidade de Deus com uma possível mudança de planos. Conclua lendo com os alunos Apocalipse 22.7: “Eis que presto venho”.
TEXTO BÍBLICO
Mateus 24.1-14
INTRODUÇÃO
Em breve 0 mundo será surpreendido com o desaparecimento súbito de um povo santo, e após o Arrebatamento da Igreja teremos a Grande Tribulação. Um período de dores nunca antes experimentado Não sabemos 0 dia que se dará 0 Arrebentamento da Igreja, mas Deus sempre avisa antecipadamente ao seu povo a respeito dos seus grandes feitos, e em relação à volta de Jesus não é diferente (Am 3.7).Jesus falou a respeito dos sinais, sofrimentos e calamidades que vão acontecer antes do Arrebatamento, 0 Mestre comparou as tribulações às contrações que são sentidas pelas mulheres antes do nascimento de uma criança. Jesus disse que seria o princípio de dores. O Salvador alertou aos homens para que observem os sinais que antecedem a sua Segunda Vinda.
Alguns dos sinais são: catástrofes na natureza, 0 surgimento de falsos cristos, falsos profetas, guerras, fome, pestes, etc. Estamos vivendo os momentos cruciais da história humana e a Igreja não pode ficar indiferente. É, pois, momento de despertar, fazer escolhas corretas, pois o tempo do fim se aproxima.
I – SINAIS DA VOLTA DE JESUS CRISTO
1.Catástrofes naturais.
Os desastres naturais foram profetizados por Jesus, no Sermão Profético de Mateus 24, como um dos sinais dos últimos dias: o sol escurecerá, a Lua não dará a sua luz, as potências dos céus serão abaladas, terremotos em vários Lugares, fome, pestes (Mt 24.7,29,30). Já podemos ver alguns desses sinais se cumprindo. Estejamos vigilantes! No capítulo 24 de Mateus vemos que Jesus, ao falar a respeito do fim, cita os dias da geração de Noé (Mt 24-37). Naqueles dias as pessoas estavam despercebidas, vivendo suas vidas como se não houvesse o Dia do Juízo. Jesus, falando a respeito da vinda do Reino de Deus, declarou: “Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres” (Mt 24.28 – NAA). Assim como os abutres agem com rapidez quando veem uma “carniça” ou um corpo sem vida, assim também quando as condições morais e espirituais da sociedade estivessem apodrecidas, Ele voltaria a este mundo trazendo juízo sobre os ímpios. Porventura, não temos observado no momento atual, uma devassidão moral como nunca antes vista? O Senhor avisou que haveria situações espantosas na Terra, “grandes terremotos, epidemias (como a COVID-19) e a fome em vários lugares” (Lc 21.11). Esses são alguns dos avisos divinos à população mundial.
2. Aumento da rebelião e conflitos.
Jesus mencionou também a respeito do rompimento da paz ao falar a respeito de “guerras, rumores de guerras, nação contra nação e reino contra reino” (Mt 24.6,7). O princípio de dores seria marcado por um crescente processo de rebelião e conflitos de todas as ordens. As guerras foram e são constantes em muitas nações. Em 2014, por exemplo, uma pesquisa realizada pela ONU (Organização das Nações Unidas) entre 162 países demonstrou que somente onze países não estavam envolvidos em guerras e conflitos. Atualmente, com o aumento do ódio, da maldade e da rebelião, temos visto também guerras e conflitos não somente entre as nações, mas no meio das famílias. Os casos de violência contra as mulheres e as crianças crescem a cada dia. A violência na vida familiar e social vem aumentando de maneira vertiginosa. Diante de tanta crueldade, podemos afirmar: O fim de todas as coisas está próximo!
3.O aumento da maldade e dos conflitos.
O período que antecedente à volta de Jesus, será marcado por grandes tensões nunca vistas antes. Sabem por quê? A Bíblia tem a resposta: “Porque o diabo desceu a vós e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo” (Ap 12.12). Por isso, Jesus previu o aumento das ações diabólicas, como o aparecimento de falsos cristos e falsos profetas (Mt 24.5,11; 1 Jo 2.18) e perseguições aos crentes (Mt 24.9), além da multiplicação da iniquidade. Atualmente, temos visto o avanço da Igreja, mas também o aumento das atividades satânicas na Terra. Os grupos de satanistas têm aumentado em muitas partes do mundo. Nos Estados Unidos há a diminuição gradativa do número daqueles que creem em Deus e no continente europeu a sociedade mergulhou no obscuro abismo do relativismo ético moral e no materialismo. De um modo geral, os homens estão mais perversos, para comprovar tal verdade basta assistir aos noticiários. O mundo jaz no maligno, mais do que nunca.
II – MAIS SINAIS DA VOLTA DE JESUS
1.Sofrimento e martírio dos cristãos.
Jesus alertou os apóstolos e discípulos sobre momentos de muito sofrimento e martírio, pois eles ainda não tinham padecido pela fé em Cristo, mas haveria um tempo em que teriam de enfrentar tormentos, prisões, mortes além de serem odiados por todos (Mt 24.9).O tempo passou e os discípulos de Jesus continuam sofrendo perseguições. Tomemos como exemplo o que vem acontecendo com os cristãos no Oriente Médio.Em 2010 os cristãos eram cerca de 13,6% da população, mas alguns anos depois esse percentual caiu para 4,3%. Essa queda se deve a uma ferrenha perseguição religiosa. Muitos têm sido mortos, atormentados, expulsos de seus lares, ou mesmo foram forçados a negar a fé. Contudo, a perseguição religiosa aos cristãos não está restrita ao Oriente Médio, pois segundo dados de algumas agências de notícias, no ano 2013, 100 mil cristãos foram mortos, por causa da sua fé, em diferentes partes do mundo. No ano 2018. a morte de cristãos, por perseguição religiosa, aumentou 40% no mundo e em 2020, 350 milhões de cristãos foram perseguidos em diferentes continentes
2 Falsos profetas.
Jesus alertou que nos últimos dias haveria o surgimento de falsos profetas (Mt 24.11). Durante a História, muitos deles se levantaram, mas sem dúvida, esse número tem aumentado significativamente na atualidade. Em nosso século, vários homens já afirmaram ser Jesus Cristo ou seu profeta, e atraíram muitos seguidores. Não podemos nos esquecer de que Satanás é o pai da mentira e que ele está atuando na Terra com grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta. A Igreja precisa estar alerta, pois estamos vivendo tempos trabalhosos. Se não vigiarmos, seremos enganados dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios (1 Tm 4.1).
3.O esfriamento do amor.
Jesus disse que por se multiplicar a iniquidade o amor de muitos esfriará (Mt 2412). Os dias que antecedem o Arrebatamento da Igreja serão muito difíceis, pois serão marcados pela falta de amor, de discernimento espiritual (os falsos profetas enganarão a muitos), escândalos, traições, ódio e uma grande apostasia. Porventura não é isso que estamos vendo acontecer?Os homens estão vivendo em rebelião contra o Altíssimo, em profundo desamor, fazendo a vontade da carne e dos seus próprios pensamentos. Muitos crentes estão vivendo segundo os prazeres deste mundo. Eles querem chegar ao “topo”, desejam fama e dinheiro, a qualquer custo, e não pensam, muitas vezes, nas consequências das suas escolhas erradas. Estes já perderam o primeiro amor por Jesus Cristo e pelo próximo. O prazer propiciado pelo pecado e as obras da carne pode até ser agradável, porém no fim de todas as coisas haverá o juízo de Deus. A recompensa pelo pecado será a morte. Muitos crentes precisam saber onde caíram, se arrependerem de seus pecados e novamente retornarem ao primeiro amor(Ap 2.4,5).
III – JESUS FALA A RESPEITO DA VIGILÂNCIA
1.Sempre alertas.
Jesus disse: “Olhai, vigiai e orai, porque não sabeis quando chegará o tempo” (Mc 13.33). Ele estava nos alertando a respeito da necessidade de estarmos vigilantes acerca da sua Segunda Vinda. A primeira ação mencionada no texto de Marcos 13.33 é “olhar” (gr. blepo), que significa “perceber” ou “estar de sobreaviso” Muitos estão dormindo o sono da indiferença. Temos que reconhecer que é tempo de sairmos do marasmo da fé e nos voltarmos para os pés do Senhor em oração e vigilância. A vigilância é fundamental para a manutenção de um padrão de espiritualidade saudável e que agrada a Deus. O Senhor Jesus enviou uma carta à igreja de Éfeso, exortando-a que se lembrasse de onde havia caído, e voltasse a fazer o que era correto (Ap 2.5). Ainda é tempo de se arrepender e recomeçar uma vida santa com Jesus.
2.Sempre vigiando.
A segunda ação mencionada por Jesus em Marcos 13.33 é “vigiar” (gr. agrupneo), o qual pode ser traduzido também como “estar ou permanecer acordado, estar atento, pronto, cuidadoso”. A vigilância foi amplamente mencionada por Jesus no sermão profético de Mateus 24. O Mestre nos mostra que existe uma recompensa para quem é vigilante: A vida eterna ao lado de Jesus Cristo, o Rei dos reis. Aqueles que são displicentes também serão recompensados: Passarão a eternidade longe de Deus. Não se distraia com os prazeres desse mundo! Não troque as bênçãos eternas por experiências e prazeres momentâneos.
“E Saulo, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote.” (At 9.1)
Leitura Bíblica em Classe
Atos 8.1-3
1 – E também Saulo consentiu na morte dele [Estevão]. E fez-se, naquele dia, uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos.
2 – E uns varões piedosos foram enterrar Estevão e fizeram sobre ele grande pranto.
3 – Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão.
Atos 22.4-5
4 – Perseguiu este caminho até a morte, prendendo e metendo em prisões, tanto homens como mulheres,
5 – Como também o sumo sacerdote é testemunha, e todo o conselho dos anciãos; e, recebendo destes cartas para os irmãos, fui a Damasco, para trazer maniatados para Jerusalém aqueles que ali estivessem, a fim de que fossem castigados.
Atos 26.9-11
9 – Bem tinha eu imaginado que contra o nome de Jesus, o Nazareno, devia eu, praticar muitos atos.
10 – o que também fiz em Jerusalém. E, havendo recebido poder dos principais dos sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e, quando os matavam, eu dava o meu voto contra eles.
11 – E, castigando-os muitas vezes por todas as sinagogas, os obriguei a blasfemar. E, enfurecido demasiadamente e contra eles, até nas cidades estranhas os persegui.
Introdução
I – Saulo de Tarso, o Perseguidor Implacável
1 – Saulo se descreve como “Blasfemo”, “Perseguidor” e “Opressor” (1Tm 1.13)
“a mim, que, dantes, fui blasfemo, e perseguidor, e opressor; mas alcancei misericórdia, porque o fiz ignorantemente, na incredulidade.” (1Tm 1.13)
Paulo neste versículo expõe o seu passado, na sua ignorância, pensando estar agradando a Deus, se tornou um dos maiores perseguidores e opressores do cristianismo primitivo. Paulo Blasfemou, zombou dos ensinos de Jesus Cristo, todavia, como ele mesmo diz: alcançou misericórdia. As pessoas podem se sentir tão culpadas, com relação ao seu passado, a ponto de pensar que Deus jamais poderia perdoá-las e aceitá-las. Mas considere o passado de Paulo. Ele zombou dos ensinamentos de Jesus e tinha caçado, perseguido e assassinado o povo de Deus antes de vir a fé em Cristo (At 9.1-9). Deus perdoou Paulo e o usou vigorosamente em benefício do seu reino. Não importa quão vergonhoso possa ter sido seu passado, Deus também pode lhe perdoar e lhe usar .
2 – As Ameaças de Saulo de Tarso
“E Saulo, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote.” (At 9.1)
Paulo era tão zeloso nas suas crenças judaicas que determinou em seu coração perseguir qualquer um que anunciasse sua fé em Jesus Cristo. Não bastava perseguir os cristãos somente em Jerusalém, Paulo não poupou esforços para perseguir os cristãos em qualquer área geográfica, na próxima lição veremos que Paulo saiu de Jerusalém e tendo em mão uma “carta branca” para perseguir os cristãos em qualquer lugar, foi para Damasco, uma importante cidade comercial situada a 241 Km de distância de Jerusalém, onde ocorreu seu encontro com Jesus e sua conversão.
Por que os judeus de Jerusalém desejariam perseguir os cristãos em lugares tão distantes como Damasco ?
Há várias possibilidades:
(1) para prender os cristãos que haviam fugido
(2) para impedir a transmissão do cristianismo a outras cidades importantes
(3) para impedir que os cristãos causassem qualquer problema com Roma
(4) para promover a carreira de Paulo e construir sua reputação como um verdadeiro fariseu zeloso da lei
(5) para unificar as facções do judaísmo, dando-lhes um inimigo comum.
3 – Por que Saulo Perseguia os Cristãos ?
II – A Perseguição contra a Igreja de Cristo
1 – Contra os Seguidores de Jesus
Quem persegue um cristão e sua crença em Jesus Cristo, não está perseguindo uma pessoa, está perseguindo o próprio Jesus Cristo, visto que Cristo é a cabeça da Igreja, o comentarista da Lição destacou:
No versículo abaixo, observamos que o próprio Jesus ao se revelar para Saulo de Tarso, faz um pergunta confirmando o que acabamos de refletir.
“E indo no caminho, aconteceu que, [Saulo] chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. E, caindo em terra, ouvia uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? E ele [Saulo] disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitar contra os aguilhões.” (Atos 9.3-5) Saulo pensava que estava perseguindo hereges, mas estava perseguindo o próprio Jesus. Qualquer pessoa, hoje, que persiga crentes, também é culpada de perseguir a Jesus (veja Mt 25.40,45), porque os crentes são o corpo de Cristo na terra.
2 – Saulo de Tarso e Estevão
“E levantaram-se alguns que eram da sinagoga chamada dos libertos, e dos cireneus, e dos alexandrinos, e dos que eram da Cilícia, e da Ásia, e disputavam com Estêvão. E não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava. Então, subornaram uns homens para que dissessem: Ouvimos-lhe proferir palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus” (At 6.9-10).
Esses homens que disputavam com Estevão chamada dos libertos
era um grupo de escravos judeus, que tinham sido libertados por Roma e haviam formado sua própria sinagoga em Jerusalém. Esses homens mentiram a respeito de Estêvão, fazendo com que ele fosse aprisionado e trazido diante do supremo conselho dos judeus. Os saduceus, o grupo dominante do conselho, aceitavam e estudavam apenas os textos de Moisés (de Gênesis até Deuteronômio). Na opinião deles, proferir blasfêmias contra Moisés era um crime. Mas, examinando as palavras de Estêvão (At 7), vemos que essa acusação era falsa. Estêvão baseou sua revisão da história de Israel nos textos de Moisés.
“E também Saulo consentiu na morte dele [Estevão]. E fez-se, naquele dia, uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judeia e da Samaria, exceto os apóstolos.” (At 8.1)
A perseguição levou os cristãos além de Jerusalém, fazendo com que fossem à Judéia e Samaria, cumprindo, assim a segunda parte da instrução de Jesus (“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.” At 1.8). A perseguição ajudou a transmitir as boas-novas. Deus traria grandes resultados do sofrimento dos crentes. A perseguição forçou os crentes a deixarem suas casas em Jerusalém, e as boas-novas foram junto com eles. Às vezes sentimos desconfortáveis, porque vamos nos mudar. Podemos não querer sentir isso, mas o desconforto pode ser melhor para nós, porque Deus pode estar operando por intermédio de nosso sofrimento. Quando você se sentir tentado a se queixar de circunstâncias desconfortáveis ou dolorosas, pare e pergunte-se se Deus pode estar preparando você para uma tarefa especial.
“Mas ele [Estevão], estando cheio do Espírito Santo e fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus e Jesus, que estava à direita de Deus, e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, que está em pé à mão direita de Deus. Mas eles gritaram com grande voz, taparam os ouvidos e arremeteram unânimes contra ele. E, expulsando-o da cidade, o apedrejavam. E as testemunhas depuseram as suas vestes aos pés de um jovem chamado Saulo.” (At 7.55-56)
Quando Jesus estava perante o Sinédrio, o sumo sacerdote fez uma pergunta para Jesus: “Conjuro-te pelo Deus vivo, que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus.” (Mt 26.63), então Jesus pronunciou as mesmas palavras que foram pronunciadas por Estêvão, veja:
“Disse-lhes Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porém, que vereis em breve o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu” (Mt 26.64).
Então o sumo sacerdote enfurecido rasga a veste (Mt 26.64) e diz que Jesus Blasfemou, condenando-o a morte. Observe que no caso de Estêvão, ao ouvir tais palavras, também enfurecidos, expulsaram Estêvão da cidade e o apedrejaram até a morte. As pessoas podem não nos matar pelo nosso testemunho a respeito de Cristo, mas podem nos dar a entender que não querem ouvir a verdade e tentar nos silenciar. Continue honrando a Deus em sua conduta e suas palavras. Embora muitos possam se voltar contra você e sua mensagem, alguns seguirão a Cristo. Lembre-se, a morte de Estêvão causou um profundo impacto em Paulo, que, posteriormente, veio a ser o maior missionário do mundo. Até mesmo aqueles que se opõem a você agora podem, mais tarde, se converter a Cristo.
EFEITOS DA MORTE DE ESTÊVÃO
A morte de Estêvão não foi em vão. Abaixo, estão alguns dos eventos que resultaram (diretamente ou indiretamente) da perseguição que se iniciou com o martírio de Estêvão.
Viagem evangelística de Filipe (At 8.4-40)
Conversão de Paulo (Saulo) (At 9.1-30)
Viagem missionária de Pedro (At 9.32-11.18)
Fundação da Igreja em Antioquia, na Síria (At 11.19ss)
3 – Uma Tolerância Religiosa e Política contra a Igreja Atual
III – Quando um Sistema se volta contra a Igreja
1 – Como era a Perseguição contra os Primeiros Discípulos ?
“como também o sumo sacerdote me é testemunha, e todo o conselho dos anciãos; e, recebendo destes cartas para os irmãos, fui a Damasco, para trazer manietados para Jerusalém aqueles que ali estivessem, a fim de que fossem castigados.” (At 22.5) Durante o ministério de Jesus, Ele já havia alertado que seus seguidores seriam perseguidos e mortos por pessoas que pensariam que fazendo isso estariam agradando a Deus, veja :
“Expulsar-vo-ão das sinagogas; vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar cuidará fazer um serviço a Deus (Jo 16.2).
2 – Perseguição, Tortura e Método
“o que também fiz em Jerusalém. E, havendo recebido poder dos principais dos sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e, quando os matavam, eu dava o meu voto contra eles. E, castigando-os muitas vezes por todas as sinagogas, os obriguei a blasfemar. E, enfurecido demasiadamente contra eles, até nas cidades estranhas os persegui.” (Ato 26.10-11)
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