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EREM SANTA TEREZINHA  DESFILE CÍVICO DO 7 DE SETEMBRO

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Escola Municipal José Paulino de Siqueira DESFILE CÍVICO 2026

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Estados e municípios recebem mais de R$ 400 milhões em royalties da mineração

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Agricultura

13 de abril de 2023 Por Freitas News

A 19º edição do Acampamento Terra Livre (ATL) acontece em um momento muito distinto em relação aos anos anteriores. A mobilização, que levou mais de 8 mil pessoas para Brasília (DF) no ano passado para protestar contra a gestão Bolsonaro, acontece em um clima de “esperança” e “diálogo com governo”, define Kleber Karipuna, coordenador-executivo da Articulação dos Povos Indígenas (Apib), entidade responsável pelo evento.“Os últimos seis anos foram marcados por muito ataque à política indigenista, por isso o mote desta edição evidencia que a gente não pode perder tempo”, explica a liderança para justificar o slogan do ATL 2023: O futuro indígena é hoje. Sem Demarcação, não há democracia.“Não estamos falando só dos povos indígenas, mas sim de toda humanidade. Precisamos construir um meio ambiente e clima pra toda população”, complementa. A programação do evento acontece entre os dias 24 e 28 de abril em Brasília (DF). Segundo Kleber Karipuna, durante o Acamamento será realizada uma  “plenária específica sobre a pauta temática. Os povos indígenas vão estar decretando emergência climática global por conta de tudo que está acontecendo. Os povos indígenas estão trazendo alertas sobre a situação insustentável do planeta há anos”.A liderança não trouxe detalhes, mas confirmou a presença de representantes internacionais de povos indígenas de outras partes do planeta.A participação do governo federal brasileiro ainda não foi confirmada por nenhum ministério e nem pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).“Enviamos convites para representantes de diferentes pastas e, inclusive, para o presidente Lula. Por enquanto não tivemos resposta”, afirma Karipuna.

História

O Acampamento Terra Livre é considerado a maior Assembleia dos Povos e Organizações Indígenas do Brasil e disputa o título de ser o maior do mundo. A mobilização teve início em 2004.“Pra gente é um motivo de orgulho. A gente tá chegando a 19º da maior mobilização do Brasil e quem sabe do mundo. No primeiro acampamento, em 2004, começamos com 200 lideranças e chegamos ano passado, na 18º edição, com mais de 8 mil indígenas”, relembra Karipuna.O primeiro ATL surge a partir de uma ocupação realizada por povos indígenas do sul do país, na frente do Ministério da Justiça, na Esplanada dos Ministérios, e logo aderida por lideranças e organizações indígenas de outras regiões do país, principalmente das áreas de abrangência da Coordenação das organizações indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) e da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste e Minas Gerais (APOINME).A Apib atribuiu aos sucessivos Acabamentos conquistas como a criação do Conselho Nacional da Política Indigenista (CNPI), da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), da Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial das Terras Indígenas (PNGATI) e da participação de representantes dos povos indígenas em instâncias ou colegiados que tratavam assuntos de seu interesse.

Sem demarcação, sem democracia

O mote deste ano não poderia ser mais direto. Os povos indígenas estão empenhados em enfatizar como a demarcação de terras está paralisada há mais de seis anos. Segundo lideranças, a não efetivação desse direito constitucional causa severos danos à segurança da população.

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Categorias Agricultura, Destaque

CHUVAS CONSTANTES NO MUNICÍPIO DE SANTA TEREZINHA PE, FAZ BARRAGEM DO CASCUDO  TRANSBORDAR MAIS UMA VEZ

9 de abril de 2023 Por Freitas News

 

                                                                           

   As chuvas, que Deus pela sua misericórdia e bondade têm enviado ao nosso município terezinhense tem sido constantes, ao ponto da barragem do Cascudo, localizada no Tigre, distrito do município de Santa Terezinha PE, transbordar nesta semana.Ontem 08/04, somaram 52 mm de água, segundo informou José Carlos (Teixeira de Joca). Isso tem alegrado agricultores, pecuarista e população em geral.

    É pela bondade e misericórdia do Senhor, porque humanamente falando não merecemos. Mas o Senhor  Jesus é bom e quando manda o sol, a chuva e demais provimentos para o ser humano, não faz acepção de pessoas. Manda para maus e bons, porque eterno é o seu poder

Categorias Agricultura, Destaque

Mais recursos e menos desmatamento: conquistas imediatas de uma nova política ambiental

7 de abril de 2023 Por Freitas News

Em três meses de trabalho, o governo Lula já dá mostras importantes de que será possível colocar nossa política ambiental, novamente, nos trilhos. Nos últimos quatro anos, o ex-presidente Bolsonaro, engenhosamente, destruiu ecossistemas inteiros, gerando o caos na Amazônia e o isolamento do Brasil da comunidade internacional, no que diz respeito aos assuntos relacionados ao meio ambiente e à sustentabilidade.O presidente Lula reforça, com a indicação de Marina Silva para o Ministério do Meio Ambiente, que o combate ao desmatamento será prioridade absoluta no seu governo. O governo, rapidamente, anunciou três medidas: o compromisso em zerar o desmatamento na Amazônia, até 2030, tolerância zero para garimpeiros em terras indígenas e reassumir, diante das principais lideranças globais, o protagonismo do Brasil na questão do meio ambiente.A resposta a essa postura firme do governo veio de forma imediata. No primeiro mês de Lula III, os alertas de desmatamento na Amazônia Legal caíram 61%, de acordo com dados do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em janeiro, os desmatamentos na região foram da ordem de 121 km², a terceira menor marca para o período, até hoje, na série histórica do DETER, que começou em 2015.Também, de imediato, vimos a comunidade internacional se mobilizar no sentido de retomar o interesse em investir no Fundo Amazônia, criado em 2008 para financiar projetos de redução do desmatamento e fiscalização de biomas. O fundo estava ‘congelado’, desde abril de 2019, quando, em meio à uma série de polêmicas envolvendo a política ambiental bolsonarista, Alemanha e Noruega, principais doadores, anunciaram a suspensão dos repasses. Logo após a eleição de Lula, em outubro, os dois países recuaram da decisão; a Noruega já informou, inclusive, que os R$3 bilhões doados ao fundo podem ser aplicados imediat

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Operação contra garimpo ilegal prende dois militares no Amazonas

2 de abril de 2023 Por Freitas News

Uma operação contra o garimpo ilegal de ouro prendeu cinco pessoas na Floresta Nacional de Urupadi, no sul do Amazonas. Entre os presos, estão dois militares do Exército.Realizada pela Força Nacional de Segurança e pelo Instituto Chico Mendes, a operação durou cinco dias e desmantelou 34 acampamentos ilegais, equipados com televisão e acesso à internet. Além de queimarem as estruturas, os agentes destruíram máquinas e apreenderam armas e munições.Duas pistas clandestinas de pouso foram destruídas. Segundo a Força Nacional de Segurança, cerca de 50 quilômetros quadrados foram devastados. Os garimpeiros presos foram multados em R$ 3,6 milhões e responderão criminalmente.Ao todo, foram identificados cerca de 50 garimpeiros na região, mas só cinco foram presos. Em, nota, o Exército informou não compactuar com atos ilegais por parte de seus membros e ter aberto investigação interna, paralela às investigações na esfera civil. Segundo o Exército, um militar não está lotado em nenhuma unidade por estar inativo desde 2011. O outro será alvo de processo para ser excluído do serviço ativo porque tem condenação na Justiça Militar superior a dois anos.

istoedinheiro

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Conselho Monetário eleva limites de financiamento em linha do Pronaf

31 de março de 2023 Por Freitas News

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, nesta quinta-feira (30), a elevação dos limites de financiamento da linha de crédito de industrialização para Agroindústria Familiar, do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). De acordo com a decisão, o limite passará de R$ 15 milhões para R$ 25 milhões por cooperativa, com teto por associado ativo maior, de R$ 45 mil para R$ 60 mil. A medida vale para contratações até 30 de junho deste ano e abrange cooperativas com, no mínimo, 75% dos participantes ativos beneficiários do Pronaf e desde que 75% da produção financiada seja oriunda da agricultura familiar. Atualmente os requisitos para acesso a esta linha são de 60% de participantes e 55% da produção com origem na agricultura familiar. O CMN é um órgão colegiado presidido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e composto pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e pela ministra do Planejamento, Simone Tebet.

agenciabrasi

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Como políticas intersetoriais de agroecologia podem garantir alimentação adequada e saúde Imagem de perfil do Colunistaesd Agroecologia e Democracia

29 de março de 2023 Por Freitas News

A agroecologia gera renda e dignidade para pessoas que passam maior vulnerabilidade

O desafio de superar a fome e assegurar o direito da população brasileira à alimentação saudável e adequada voltaram ao centro da agenda política governamental, após o período de desmonte de políticas públicas duramente conquistadas pela sociedade civil organizada desde a promulgação da Constituição de 1988.Entramos em um período de reconstrução. Não se trata de reproduzir o que foi construído no passado. Vivemos outro período, com novos desafios e novos sujeitos políticos que, de uma forma ou de outra, estão engajados na construção da agroecologia. O  debate traz como centralidade a alimentação, a nutrição, a produção de comida de verdade e a agroecologia. Tudo isso pautado por outra lógica de pensar a alimentação, não apenas voltada a alimentar e nutrir, mas como um tema transversal na perspectiva dos direitos humanos, que precisa ser incorporada em todas as instâncias de participação social e políticas públicas do governo. Nesta terça-feira (28), a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), a Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizam o seminário “Direito Humano à Alimentação Adequada, Agroecologia e Saúde: políticas públicas de futuro”, na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio/Fiocruz, no Rio de Janeiro (RJ).

Um dos principais objetivos do encontro é promover o debate entre representantes de organizações da sociedade civil e do governo federal em torno do desafio de instituir um novo ciclo de políticas que considere o caráter intersetorial e a necessidade de efetivação e aperfeiçoamento dos mecanismos de participação social na gestão pública. 

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Povos tradicionais e quilombolas lutam para valorizar modos seculares de produção de alimentos

26 de março de 2023 Por Freitas News

Agricultura familiar, soberania alimentar e comunidades de matriz africana possuem muito em comum. Com apoio institucional e de políticas públicas, podem estabelecer conexões, valorizar suas produções e aumentar o alcance do seu conhecimento a outras regiões do país. É o que pensam algumas lideranças que estiveram em Brasília durante a semana da Igualdade Racial, e se reuniram para debater propostas e trocar experiências. Na segunda-feira (20), diversas organizações do movimento negro promoveram uma conferência livre sobre saúde e segurança alimentar no auditório do Ministério da Agricultura e Pecuária. Com a presença de ativistas de diferentes estados, a condução e mediação dos debates foram feitos por Kota Mulanji, nome tradicional de Regina Barros Nogueira, coordenadora do Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana (Fonsanpotma). A atividade colocou em evidência alguns padrões rituais, estéticos e alimentares que foram forjados em conhecimentos ancestrais e na resistência do povo negro, transmitidos ao longo de gerações. Segundo Mulanji, há uma reivindicação histórica da população negra pelo seu reconhecimento como “equipamento de promoção da saúde”, mantendo laços diretos com a ancestralidade.

“Os nossos saberes, conhecimentos, dentro da questão de ervas, todas essas práticas que são na verdade a grande porta de entrada da maioria desta população brasileira que não têm acesso na atenção primária, e ele vai para dentro dessas mudanças territoriais. E aí lá ele encontra a integralidade do ser, do corpo, físico e espiritual dentro desse processo alimentar também, uma alimentação adequada”, pontua.

Gestos apontam para retomada de ações afirmativas

Na manhã de terça-feira (21), Dia Internacional de Combate à Discriminação Racial, uma sessão solene no Plenário da Câmara dos Deputados reivindicou a eliminação da discriminação racial e a tolerância com religiões de matriz africana. Durante a tarde, no Palácio do Planalto, outra solenidade contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).Acompanhado de ministros, como Anielle Franco (Igualdade Racial) e Silvio Almeida (Direitos Humanos), Lula anunciou um pacote de medidas e programas dedicados à inclusão e ao desenvolvimento da população quilombola e de comunidades negras tradicionais. Um aceno de Brasília à reparação histórica, que contou com a titulação de três territórios quilombolas, onde vivem 936 famílias, e ao retorno de ações afirmativas pautadas nas memórias e saberes seculares.

O evento também contou com a presença de Eloi Ferreira de Araujo, presidente da Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (Conaq), que comemorou a titulação de terras como sinal de avanço na intensa disputa fundiária do país. Ele também entregou a Lula um levantamento feito sobre a estrutura alimentar dos quilombolas.“O povo negro vive nesse país por uma ciência natural, passando de pai para filho. O meu pai sabe o momento que ele deva plantar, o momento que ele não deve plantar, e ele explicava isso para nós. A nossa renda é a produção, não é a moeda, então nós produzimos para nos alimentar, nós só vendemos o excedente. (…) Hoje, nós temos comunidades quilombolas que vivem apenas da própria produção”, salienta.

Estímulo à produção e escoamento de alimentos

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Chuvas causam destruição em estados do Norte e Nordeste e deixam milhares de desabrigados

26 de março de 2023 Por Freitas News
Rio Branco tem 32 mil famílias afetadas pelas fortes chuvas que iniciaram na última quinta-feira (23) – Pedro Devani/Secom Acre

As fortes chuvas que vem atingindo o Norte e o Nordeste do país nos últimos dias deixou milhares de pessoas desabrigadas. Seis estados estão em estado de alerta pelas cheias nos rios: Acre, Amazonas, Rondônia, Pará, Tocantins e Maranhão. O governo do Acre e a prefeitura de Rio Branco decretaram situação de emergência por conta das chuvas. O último boletim da Defesa Civil do Estado informou que o Rio Acre ultrapassou neste sábado (25) a cota de alerta de 14 metros, chegando a 16,23 metros.  A chuva intensa começou na quinta-feira (23). Em um período de 13 horas, caiu sob o estado mais da metade da média esperada de chuva para o mês de março inteiro. Um trecho da BR-364 chegou a ser interditado por conta de uma cratera aberta em razão da força das águas.A capital do Acre vem recebendo doações para auxiliar as 32 mil famílias afetadas. Duas mil delas estão desalojadas e carecem de cestas básicas, roupas e colchões.As aulas foram suspensas e as escolas da rede estadual estão sendo usadas como abrigo. Ao todo, 500 famílias foram acolhidas nos 24 abrigos que foram disponibilizados pelo poder público. A casa de Marfisa Galvão (PSD), vice-prefeita de Rio Branco (AC), também foi atingida no bairro Vila Ivonete.

No instagram, a atriz norte-americada Viola Davis publicou um vídeo prestando solidariedade às vítimas da chuva no Acre. “Eu realmente não sei como ajudar a não ser espalhando o recado de que esse belo país precisa de nossa ajuda”, pontuou Davis na rede social.A previsão é que a chuva continue ao longo do domingo com alta possibilidade de inundações principalmente em Rio Branco. A região está em alerta laranja.  A Defesa Civil Estadual afirma que há preocupação também com os municípios de Brasileia, Assis Brasil, Xapuri e Epitaciolândia.Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, e o ministro a Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, chegaram ao Acre neste domingo para visitar as áreas atingidas acompanhar a assistência à população.“Todas as providências foram tomadas pra garantir o apoio à população. Graças a Deus, não tivemos vítimas fatais”, pontuou Góes no Twitter, reiterando que a equipe do GADE – Grupo de Apoio a Desastres se encontra no Estado. Em sua conta no Twitter, o ministro afirmou que após a passagem pelo Acre visitará Manaus. Na capital do Amazonas, mais de 41 ocorrências de alagamentos e/ou deslizamentos foram registrados neste sábado, 25, segundo o poder público municipal.  Até o momento, mais de 260 famílias foram reassentadas em Manaus (AM) por conta das chuvas

Maranhão

O Maranhão é o estado que concentra mais municípios em impactados pelas fortes chuvas. Segundo a Defesa Civil, mais de 21 cidades estão em situação de emergência, incluindo a capital São Luís. O Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão estima mais de 1.358 famílias desabrigadas e outras 2.954 desalojadas.

Edição: Daniel Lamir

brasildefato

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Governo retomará compras de alimentos da agricultura familiar

17 de março de 2023 Por Freitas News

O governo federal relança, na próxima quarta-feira (22/3), o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Segundo o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, a equipe de governo pretende aproveitar uma visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Recife (PE) para anunciar a retomada do programa. Criado no início do primeiro governo Lula, em 2003, o PAA foi instituído para incentivar a agricultura familiar sustentável por meio do estímulo ao consumo da produção do setor, principalmente por meio de compras feitas por órgãos públicos.A prática também tende a contribuir para a formação de estoques públicos, ajudando a evitar a disparada dos preços dos principais alimentos, além de incentivar hábitos alimentares saudáveis.“No dia 22 agora, lá em Recife, o governo federal vai relançar o PAA, com R$ 500 milhões para comprar da agricultura familiar e levar [os produtos] para a mesa do povo”, anunciou o ministro na 20ª Festa da Colheita do Arroz Agroecológico, evento que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizou em Viamão (RS) e que reuniu agricultores familiares, empresários, integrantes de outras entidades que apoiam o movimento, representantes do governo federal e parlamentares. “Vamos comprar a preço de mercado os alimentos que vocês produzem e colocá-los na mesa do povo. Os restaurantes universitários, o Exército [Forças Armadas], todos terão que comprar da agricultura familiar”, acrescentou Teixeira. “É inadmissível que aqui no estado [do Rio Grande do Sul], nossas crianças comam bolacha com suco artificial, que nossas crianças não tenham uma alimentação saudável na hora do almoço”, disse a deputada estadual Bruna Rodrigues (PCdoB), ao lembrar que, quando criança, a merenda escolar chegou a ser uma de suas principais motivações para ir ao colégio. “Sou uma dessas que fui à escola para comer a merenda. Por isso, sei da importância disso”, afirmou.

Conab

O ministro do Desenvolvimento Agrário lembrou que, na semana passada, o governo federal anunciou o reajuste dos valores repassados a estados e municípios por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Dependendo da etapa de ensino, o reajuste pode chegar a 39%. Em contrapartida, as normas do programa estabelecem que ao menos 30% dos itens adquiridos com os recursos federais venham da agricultura familiar.

metropoles

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Rio está entre as capitais com queda no valor da cesta básica em fevereiro, mostra Dieese

17 de março de 2023 Por Freitas News
Entre fevereiro de 2022 e fevereiro de 2023, a comparação dos valores mostrou que a cesta apresentou alta em todas as capitais – Tânia Rêgo/ Agência Brasil

O Rio de Janeiro apresentou queda no valor dos alimentos que compõem a cesta básica no mês de fevereiro, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), na Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. A variação na capital foi de -3,15%. Além da capital fluminense, outras 12 das 17 capitais onde o Dieese realiza a pesquisa mensalmente também tiveram redução do valor da cesta básica. Entre janeiro e fevereiro de 2023, as reduções mais importantes ocorreram em Belo Horizonte (-3,97%), Rio de Janeiro (-3,15%), Campo Grande (-3,12%), Curitiba (-2,34%) e Vitória (-2,34%). Já as elevações foram observadas em quatro capitais do Norte e Nordeste: Belém (1,25%), Natal (0,64%), Salvador (0,34%) e João Pessoa (0,01%). As capitais com a cesta mais cara foram: São Paulo (R$ 779,38), Florianópolis (R$ 746,95), Rio de Janeiro (R$ 745,96) e Porto Alegre (R$ 741,30). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 552,97), Salvador (R$ 596,88) e João Pessoa (R$ 600,10).

Alta em um ano

Entre fevereiro de 2022 e fevereiro de 2023, a comparação dos valores mostrou que a cesta apresentou alta em todas as capitais, com variações que oscilaram entre 3,91%, em Vitória, e 15,33%, em Belém. Nos dois primeiros meses do ano, o custo do conjunto de gêneros alimentícios básicos aumentou em sete cidades, com destaque para as variações registradas em Recife (7,40%), Natal (7,15%), João Pessoa (6,81%) e Aracaju (6,13%). As quedas mais importantes ocorreram em Campo Grande (-3,26%) e Porto Alegre (-3,18%).Com base na cesta mais cara, que, em fevereiro, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.Em fevereiro de 2023, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6.547,58, ou 5,03 vezes o mínimo reajustado em R$ 1.302,00. Em janeiro, o valor necessário era de R$ 6.641,58 e correspondeu a 5,10 vezes o piso mínimo. Em fevereiro de 2022, o mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 6.012,18 ou 4,96 vezes o valor vigente na época, que era de R$ 1.212,00.

Fonte: BdF Rio de Janeiro

Edição: Eduardo Miranda

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20ª Festa da Colheita do Arroz Agroecológico do MST reúne cerca de 5 mil pessoas no RS

17 de março de 2023 Por Freitas News

Um dia de celebração da luta pela reforma agrária e dos seus frutos para o povo brasileiro e para a natureza, com cerca de 5 mil pessoas de todo o país, movimentos sociais do campo e da cidade, convidados internacionais, autoridades, lideranças políticas e presenças ilustres. E, claro, com muita comida saudável. Assim foi a 20ª Festa da Colheita do Arroz Agroecológico, realizada pelo Movimento dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST) nesta sexta-feira (17), no assentamento Filhos de Sepé, em Viamão (RS), região metropolitana da capital gaúcha.


Público chegou cedo para a 20ª Festa da Colheita do Arroz Agroecológico / Foto: Jorge Leão

Os amigos e apoiadores do MST chegaram cedo. Desde as 7h já havia uma grande fila de ônibus e carros na entrada do assentamento. Ao entrar no espaço da festa, eram recepcionados por uma feira de produtos da reforma agrária. Disponível a preço justo, a produção das cooperativas do MST oferecia itens como sucos, geleias, cachaças, pães, doces, salgados, além do arroz orgânico do movimento, distribuído a cada um dos presentes.


Feira de produtos da reforma agrária disponíveis com preços justos / Foto: Jorge Leão

“A gente vê aqui a luta do povo. Ontem eu tive a oportunidade de comer o arroz preto e o arroz vermelho”, comenta Márcia de Carvalho, natural do estado do Pará e integrante do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM) no RS.

Mística, estudo e colheita

O tradicional momento místico realizado pelo MST em seus eventos abriu o dia. A intervenção demarcou as enormes diferenças entre o agronegócio e a produção agroecológica da agricultura familiar. De um lado, veneno, desmatamento, fome, condições degradantes do trabalhador e enriquecimento de poucos, representados por nomes de multinacionais do agrotóxico, uso de motossera e cruzes pretas.

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COP 27: redução dos gases de efeito estufa e segurança alimentar no centro das discussões

12 de março de 2023 Por Freitas News

De 6 a 18 de novembro, a cidade de Sharm el-Sheikh foi palco da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP27), que reuniu representantes de vários lugares do mundo para discutir temas como mitigação dos gases de efeito estufa (GEEs), os impactos do desequilíbrio climático no orçamento dos países e estratégias globais para conter o aquecimento global.Entre os diversos compromissos firmados, está um pacote de medidas assumidas por países que reafirmaram o seu compromisso de limitar o avanço da temperatura global a 1,5oC em relação ao níveis pré-industriais. Além disso, também fortaleceu ações voltadas para a redução de GEEs, assim como o aumento de captação financeira e investimentos em tecnologia para buscar novas alternativas de mitigação do gás carbônico. Nomeado como plano de implementação de Sharm el-Sheikh, o documento destacou que a transformação de uma economia global voltada para o baixo carbono exigirá investimentos entre US$ 4 trilhões e US$ 6 trilhões por ano.Outra decisão relevante foi a criação de um fundo de perdas e danos para os países mais afetados pelas mudanças climáticas. Os governos envolvidos concordaram em estabelecer um comitê de transição para alinhar as estratégias para operacionalizar os novos acordos de financiamento e o fundo na COP28, marcada para 2023.

Indústria de alimentos: planos para reduzir as emissões

Representantes da indústria mundial de alimentos participaram de várias ações durante a COP27. Segundo uma pesquisa da Aliança Global para o Futuro da Alimentação, o setor é responsável por quase um terço das emissões de gases de efeito estufa, o que a torna parte fundamental para manter o aquecimento global abaixo de 1,5oC até 2050.Entre as iniciativas apresentadas, está o Roteiro Roteiro do Setor Agrícola 1,5°C, um roadmap criado por 14 das maiores empresas de alimentos do mundo – entre elas, a JBS – que engloba planos de trabalho para reduzir as emissões.A iniciativa propõe um plano para lidar com a perda de florestas nas cadeias de suprimentos e inclui o fortalecimento de políticas, regulações e incentivo a produtores para promover a proteção dos recursos naturais.

Para Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS, há o grande desafio de enfrentar as mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, aumentar a produção global para garantir a segurança alimentar. “Para avançar da maneira mais rápida no Brasil, o setor deve se concentrar nas principais áreas e nos impulsionadores do desmatamento.” Segundo Tomazoni, o ano de 2023 será essencial para ir mais longe no compromisso de conter o aquecimento global para desenvolver incentivos e apoio técnico para os produtores.

Segurança alimentar x redução das emissões

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MDA vai dialogar com prefeitos sobre agricultura familiar nas escolas, diz Paulo Teixeira

12 de março de 2023 Por Freitas News

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, disse a parlamentares da bancada do PT na Câmara dos Deputados que irá travar um diálogo com prefeitos para garantir o cumprimento da legislação que trata da compra de alimentos da agricultura familiar para a merenda escolar. A lei exige que 30% das verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) dirigidas ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) devem ser canalizadas para esse tipo de aquisição. Os dados mais recentes do Ministério da Educação (MEC) a respeito do assunto datam de 2019 e mostram que, dos 5.537 municípios do país, mais de 1,8 mil não atingiram os 30% obrigatórios. Houve ainda 507 que não compraram nenhum alimento da agricultura familiar.

“Há hoje uma maquiagem. Muitos compram como sendo da agricultura familiar sem que sejam. A lei obriga a comprar 30%, mas eles podem comprar 100%, e é isso que nós precisamos fazer”, disse Teixeira, em conversa com o Brasil de Fato após o encontro. O ministro esteve na Câmara a convite da bancada para uma reunião interna em que apresentou aos correligionários os planos da pasta.O mandatário também disse que o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) pretende investir na agricultura regenerativa, conjunto de práticas que lidam com a produção de alimentos ao mesmo tempo em que permitem condições de recuperação ambiental. Teixeira disse que o MDA prepara ações relacionadas ao tema a serem futuramente divulgadas. “Estamos em construção, principalmente para o Nordeste, do Plano de Alimentos Saudáveis (PAS) e vamos trabalhar a agricultura de circuitos curtos de comercialização, em que o alimento não viaja. Ele é produzido e comercializado na região”, acrescentou, ao mencionar o sistema que aproxima consumidores e produtores de alimento, evitando que as mercadorias dependam de uma longa cadeia de escoamento dos produtos.

PAA

O ministro antecipou ainda que, no próximo dia 22, o presidente Lula (PT) irá a Pernambuco para lançar nacionalmente o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da gestão. Criada em 2003, a política busca promover o acesso à alimentação e incentivar a produção de pequenos agricultores. Teixeira disse que a medida contará com R$ 500 milhões de investimento. O programa será financiado pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e executado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), empresa pública que hoje opera como um braço do MDA.

Violência no campo

Paulo Teixeira também mencionou o interesse do ministério em atuar em prol da prevenção da violência no campo. Ele citou a criação do grupo de mediação de conflitos que está atuando na negociação entre o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) e a empresa Suzano, que teve áreas ocupadas por militantes da organização na Bahia no último dia 1º. Questionado sobre como a pasta entende que pode prevenir os conflitos, Teixeira não deu detalhes. “Primeiro, nós precisamos avançar no programa de arrecadação de terras. A nossa estratégia é arrecadar terras públicas, terras de grandes devedores e acelerar aqueles processos que já vinham sendo efetivados e dos quais o [último] governo desistiu. Nós queremos tocar nesse tema”, resumiu. Em conversa com o Brasil de Fato, o deputado João Daniel (SE) – integrante do núcleo agrário do PT na Câmara, grupo que faz frente à bancada ruralista – disse, após a reunião, que vê delicadezas no tema.“Se o governo federal tiver uma política estruturada, o Incra fortalecido, orçamento, é possível evitar que nós tenhamos grandes conflitos, mortes no campo. Nós temos um problema, e é preciso compreender a estrutura fundiária brasileira. Então, eu acho que é possível melhorar. Prevenir também é possível, mas eu não sei se se previnem questões ligadas a movimentos populares. Movimento faz luta, faz pressão, e isso vai ocorrer normalmente. O que o governo precisa é dar resposta em termos de soluções”, ponderou.Com o maior empoderamento político dos grandes ruralistas e a ampliação da desigualdade no campo nos últimos anos, o tema dos conflitos no meio rural provocou ampla mobilização em entidades civis do segmento progressista na história recente do país, especialmente no intervalo entre 2016 e 2022.   

Os dados mais recentes da Comissão Pastoral da Terra (CPT) mostram que, em 2021, por exemplo, houve 35 assassinatos ocasionados por conflitos no campo. O número representa um aumento de 75% em relação ao ano anterior, quando a entidade registrou 20 mortes do gênero.  

Edição: Thalita Pires

brasildefato

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Açude de Boqueirão ganha 16 milhões de metros cúbicos após semana de chuvas

3 de março de 2023 Por Freitas News

As chuvas registradas no interior paraibano nos últimos dias contribuíram para uma recarga significativa no Açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão. O reservatório abastece Campina Grande, os distritos de São José da Mata e Galante e mais 11 municípios da região.De acordo com o diretor do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) em Boqueirão, Evandro Pereira, o reservatório está com 32% de sua capacidade, o equivalente a 151 milhões de metros cúbicos. Entre os dias 22 a 28 de fevereiro, houve recarga de oito centímetros na lâmina d’água, o que significa cerca de 16 milhões de metros cúbicos.A Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) prevê mais chuvas para a região. “O período mais chuvoso para o interior do estado é de fevereiro a maio, então ainda existe perspectiva de chuva e principalmente uma chuva melhor distribuída a partir do dia 10 de março”, explica a meteorologista Marle Bandeira, à TV Correio. Além das chuvas, colaboram para o cenário a chegada de 2.200 litros de água por segundo, oriundos da Transposição do Rio São Francisco.

 

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Exclusivo: expulsar garimpeiros de terras indígenas custará R$ 70 milhões, prevê Funai

2 de março de 2023 Por Freitas News
Garimpo ilegal na terra Munduruku, uma das beneficiadas por decisão do STF – Foto: Vinicius Mendonça/IBAMA

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) estima que R$ 72 milhões são necessários para expulsar todos os garimpeiros de sete terras indígenas mais afetadas pela atividade ilegal: Yanomami (RR), Karipuna (RO), Uru-Eu-Wau-Wau (RO), Kayapó (PA), Arariboia (MA), Munduruku (PA) e Trincheira/Bacajá (PA). 

Estimada pela Funai no final de fevereiro, a cifra foi obtida com exclusividade pela reportagem do Brasil de Fato. O cálculo veio após decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou a retirada imediata dos garimpeiros. Barroso determinou ainda a abertura de crédito extraordinário junto ao governo federal em quantia suficiente para cumprir a decisão.

O governo Lula (PT), que prometeu acabar com o garimpo em terras indígenas, começou a expulsar os invasores da Terra Indígena Yanomami, que vive uma crise humanitária provocada pela atividade. Especialistas e lideranças indígenas ouvidos pelo Brasil de Fatosão unânimes ao afirmar que a medida deve ser estendida a outros territórios, que já começam a sofrer com aumento da fome, violência sexual contra mulheres, contaminação dos rios e mortes por doenças tratáveis. A previsão de gastos está detalhada em uma planilha encaminhada pela Funai ao Ministério da Economia. Os custos mais vultosos envolvem transporte aéreo e terrestre e contratação de funcionários temporários, além de diárias para agentes das forças de segurança e servidores da Funai. Os gastos correspondem a uma mega-operação com duração de aproximadamente 12 meses. Esta quantia necessária para expulsar os garimpeiros das sete terras indígenas equivale a apenas 0,001% do orçamento da União para 2023, que é de R$ 5,345 trilhões. Durante a gestão Bolsonaro, a mineração ilegal se tornou a principal causa de mortes por conflitos no campo. Segundo o último relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT), a atividade motivou 92% dos óbitos por conflitos em 2021.

Como conseguir o dinheiro?

Sem dinheiro, equipamentos e servidores suficientes, a Funai não tem condições de expulsar os garimpeiros sozinha. O orçamento da Funai despencou 40% em 10 anos, de R$ 1,1 bilhão em 2013 para R$ 645 milhões em 2023. Em 2020 o número de cargos vagos da Fundação (2300 cargos) era maior do que a quantidade de vagas ocupadas (2071).

Os R$ 72 milhões necessários para expulsar os garimpeiros correspondem a 11% de todo o orçamento da Funai previsto pelo governo Bolsonaro para este ano. Cerca de 70% da verba custeia os salários dos servidores. O restante é empregado na garantia de direitos sociais e territoriais para moradores de mais de 700 terras indígenas, que ocupam quase 12% do território brasileiro. Por isso, Barroso ordenou a abertura do chamado crédito extraordinário, uma forma de liberar dinheiro do orçamento da União em situações imprevisíveis e urgentes. A modalidade foi usada, por exemplo, para pagar o Auxílio Emergencial e o Auxílio Brasil a trabalhadores informais no período mais crítico da pandemia de covid-19.

Medida Provisória do Executivo pode viabilizar expulsão de garimpeiros

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SENADO EXPANDE COMISSÃO DAS TERRAS YANOMAMI, QUE TERÁ OITO MEMBROS

28 de fevereiro de 2023 Por Freitas News

O Senado aprovou em plenário o requerimento da senadora Eliziane Gama (PSD-MA) para expandir de cinco para oito membros o colegiado da comissão externa de observação da crise humanitária na terra indígena Yanomami. O pedido partiu dela e do senador Humberto Costa (PT-PE), com quem compartilha a posição de que a atual formação fortalece demais a bancada de Roraima.

A grande preocupação dos dois senadores com relação à bancada roraimense, que até então ocupava dois terços da comissão, se dá por conta da posição dessa bancada, mais simpática às causas dos garimpeiros. No requerimento, Eliziane Gama ainda chama atenção para a recomendação do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), que recomendou a mudança da estrutura do colegiado justamente para evitar que se tornasse uma comissão pró-garimpo.

No requerimento, Eliziane argumenta que o motivo da expansão da comissão serve para alcançar uma “maior participação e representatividade parlamentar e, consequentemente, aprimorar o trabalho da Comissão em prol da construção de soluções para a atual crise humanitária Yanomami”.Apesar da expansão do colegiado enfraquecer seu presidente, Chico Rodrigues (PSB-RR), nem este e nem o relator Hiran Gonçalves (PP-RR) se opuseram à decisão. O senador se viu obrigado a escolher entre aceitar a entrada de novos membros à comissão Yanomami ou lidar com a saída de Eliziane Gama e Humberto Costa, o que poderia resultar na sua dissolução. Se você chegou até aqui, uma pergunta: qual o único veículo brasileiro voltado exclusivamente para cobertura do Parlamento? Isso mesmo, é o Congresso em Foco. Estamos há 17 anos em Brasília de olho no centro do poder. Nosso jornalismo é único, comprometido e independente. Porque o Congresso em Foco é sempre o primeiro a saber. Precisamos muito do seu apoio para continuarmos firmes nessa missão, entregando a você e a todos um jornalismo de qualidade, comprometido com a sociedade e gratuito. Mantenha o Congresso em Foco na frente.

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O feijão na História do Brasil: saiba como esse querido foi ganhando espaço nas nossas mesas

27 de fevereiro de 2023 Por Freitas News
Leguminosa típica do prato dos brasileiros, feijão é produzido principalmente nos estados do Paraná, Minas Gerais e Bahia – Mapa/Divulgação

Chamar o feijão de tradicional no Brasil é pouco para explicar a importância histórica que a leguminosa tem para o país. Desde o fim do século 19, o grão forma a dieta básica das famílias brasileiras. Junto com o arroz, ele tem o balanço nutricional perfeito e se tornou obrigatório na mesa.  Mas isso está mudando. Cada vez mais o feijão vem perdendo espaço para alimentos industrializados e ultraprocessados. Embora ainda seja parte do cardápio de cerca de 60% da população, o consumo regular do feijão – cinco ou mais dias na semana – está caindo. Uma pesquisa da UFMG revela que a leguminosa pode deixar de ser frequente nos pratos da maioria da população – quatro ou menos dias por semana – até 2025. De acordo com a publicação Arroz e feijão – tradição e segurança alimentar, da Embrapa, o feijão já era consumido no território em que hoje é o Brasil pelos povos originários que habitavam a região, cozido em panelas de barro e servido sem tempero. 

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Movimentos reagem à liberação de agrotóxicos e cobram governo por mudanças

18 de fevereiro de 2023 Por Freitas News

Movimentos populares cobram explicações do governo federal, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobre a autorização de novos agrotóxicos, publicada no Diário Oficial da União nesta semana. Os atos foram assinados pelo Ministério da Agricultura e liberaram 48 substâncias. Metade é composta por produtos químicos que não são autorizados em países da União Europeia, por exemplo, porque podem causar danos ao meio ambiente e à saúde humana.O temor é de que a liberação seja uma sinalização de que a política adotada ao longo do governo de Jair Bolsonaro (PL) sobre o tema não vai mudar. O ex-presidente foi o que mais aprovou venenos agrícolas no Brasil. Durante os quatro anos em que ele ocupou o palácio do Planalto, mais de 2 mil produtos foram licenciados. As análises de risco passaram a ser feitas em tempo recorde e com pouca ou nenhuma transparência.A especialista em agroecologia e agricultura sustentável Ceres Hadich, que integra a Direção Nacional do MST, afirma que a liberação é preocupante e ressalta que o Brasil está na contramão do desenvolvimento sustentável. Ela pondera, no entanto, que o enfrentamento aos venenos agrícolas é um processo de longo prazo, que exige debate público e a construção de um projeto alternativo de desenvolvimento da agricultura.

“Esse processo de liberação dos agrotóxicos é a continuidade de uma política de passar o boi e a boiada, que já vinha sendo aplicada pelo governo Bolsonaro. Ela é muito mais impulsionada por esse processo anterior, que tinha como prerrogativa ter todo todos os direitos ao mercado e nada em defesa, função e causa do povo brasileiro. Nós temos acordo com a posição assumida pela Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida e acreditamos que esse repensar a lógica da agricultura no Brasil, a própria legislação agrícola agrária e o uso de agrotóxicos, como matriz constitutiva da nossa agricultura é urgente e necessário.” Entre as substâncias autorizadas estão o fipronil e o imidacloprido, que têm alta toxicidade para abelhas. O quanto, que prejudica o sistema no sistema nervoso central humano, também está na lista.

Alan Tygel, Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida afirma que a bancada ruralista do Congresso Nacional tem forte influência no Ministério da Agricultura, o que representa um entrave para os debates sobre o controle dos venenos agrícolas.“O Ministério da Agricultura tem estrutura totalmente apoiada pela bancada ruralista, ainda que tenham algumas divergências.

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Pico da Neblina vira destino de garimpeiros fugidos de Roraima, alertam lideranças Yanomami

16 de fevereiro de 2023 Por Freitas News

Garimpeiros em fuga do território Yanomami em Roraima começaram a migrar para a parte amazonense da Terra Indígena, próxima do Pico da Neblina, segundo denunciaram lideranças indígenas. No entorno da montanha mais alta do Brasil, a mineração ilegal não é tão intensa, em comparação com a porção roraimense do território.

A nova área escolhida pelos invasores abriga 3 mil indígenas Yanomami e também um pelotão do Exército na fronteira com a Venezuela. 

Na denúncia, organizações indígenas relatam que um líder local foi ameaçado de morte por um garimpeiro fugido de Roraima. A carta foi enviada a autoridades federais por três organizações indígenas no dia 9 de fevereiro e motivou a instauração de um procedimento pelo Ministério Público Federal do Amazonas (MPF-AM). Segundo o comunicado das associações Yanomami, houve “aumento da presença de garimpeiros na região do Pico da Neblina nas últimas semanas” na região chamada de Maturacá, além de “chegada de maquinário para garimpo”. Os Yanomami do Amazonas temem a “migração dos garimpeiros da Terra Indígena Yanomami para outras que não estão sob fiscalização, a exemplo do território de Maturacá”, escreveram as entidades. 

Pico da Neblina é porta de entrada para garimpos na Venezuela  

O Pico da Neblina – chamado de Yaripo pelos Yanomami – está a cerca de 400 quilômetros em linha reta do epicentro do garimpo ilegal em Roraima. A montanha atrai turistas do Brasil e do mundo e se transformou em fonte de renda para indígenas Yanomami, que guiam visitantes em busca do ecoturismo. “De longa data é conhecido por parte dos Yanomami o movimento de pequenos garimpos manuais na região, sendo também a área do Pico da Neblina um dos locais de acesso para outros garimpos na Venezuela”, prossegue a denúncia.  

Caso seja ignorada, a migração de garimpeiros ilegais pode levar aos Yanomami do Amazonas todas as mazelas enfrentadas pelos indígenas roraimenses: aumento da fome, envenenamento dos rios, desnutrição, epidemias de doenças tratáveis, conflitos e violência sexual. A denúncia formal partiu dos presidentes da Associação Yanomami do Rio Cauaburis e Afluentes (AYRCA), José Mario Pereira Góes, e da Associação de Mulheres Yanomami Kumirayoma (AMYK), Erica Vilela Figueiredo, entidades que representam comunidades Yanomami do rio Cauaburis. A carta é assinada também por Marivelton Baré, da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn). A denúncia foi encaminhada para quatro autoridades: a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, a presidenta da Funai, Joenia Wapichana, além do chefe do Parque Nacional Pico da Neblina, Aécio Santos e do procurador do MPF-AM, Fernando Merloto Soave.  

Liderança foi ameaçada de morte por garimpeiro, dizem líderes indígenas 

No último dia 3 de fevereiro, um garimpeiro teria chegado baleado ao polo de saúde (unidades de saúde instaladas nos territórios) Comunidade Yanomami de Ariabu, próxima Pico da Neblina. Segundo a denúncia das organizações indígenas, o ferimento teria ocorrido em um conflito dentro do garimpo.  “Não recebendo apoio das lideranças locais para a solicitação de remoção do paciente, o secretário da AYRCA, Sr. Vilmar da Silva Matos, recebeu ameaças de vida por parte do acompanhante do paciente”, narra a denúncia das entidades Yanomami.  

Junto com a carta, as associações Yanomami forneceram um documento do distrito de saúde indígena que registra o atendimento de um paciente ferido por arma de fogo. O nome do garimpeiro também foi informado às autoridades. “Dessa forma, solicitamos que as denúncias de invasão garimpeira na área do Pico da Neblina sejam apuradas com a máxima urgência, considerando a segurança das comunidades Yanomami da região com uma população de mais de 3 mil pessoas”, pede os líderes indígenas.

A procuradora do MPF-AM, Lígia Cireno Teobaldo, deu à Funai prazo até 20 de fevereiro para informar quais providências serão adotadas para impedir o fluxo migratório de garimpeiros ilegais para a região, com o objetivo de impedir a degradação ambiental e assegurar a integridade do território indígena.  

Especialistas defendem ações para além da terra Yanomami  

A invasão de terras adjacentes por garimpeiros em fuga era prevista por especialistas ouvidos pelo Brasil de Fato. Eles defenderam um plano de proteção integrado para combater os 20 mil garimpeiros proibidos de atuar na área Yanomami.

“Se não houver um plano do governo federal com respostas rápidas, assistiremos a uma invasão rápida dessas terras”, diz a advogada do Instituto Socioambiental (ISA) Juliana Batista. O discurso é engrossado pelo ex-presidente da Sydney Possuelo, que comandou a expulsão de 40 mil garimpeiros na área Yanomami na década de 90. Ele defende o aumento na segurança das terras Kayapó e Munduruku, no Pará, que já enfrentam problemas grave de saúde pública em função do garimpo.   

” As medidas são frágil, tem de agir com rigor. Quantas pessoas perderam as vidas e outros ainda estão batente enfermos? Estão querendo fazer chacota com as autoridades”

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Abóbora de 1,2 tonelada colhida na Itália bate recorde de mais pesada do mundo

29 de outubro de 2021 Por admin
Stefano Cutrupi, familiares e amigos ao lado da abóbora mais pesada do mundo com 1226 kg.
Reprodução/Guinness Book

Stefano Cutrupi, familiares e amigos ao lado da abóbora mais pesada do mundo com 1226 kg.

O agricultor italiano Stefano Cutrupi entrou para o Guinness World Records , o livro dos recordes, ao cultivar a abóbora mais pesada do mundo, com 1,2 toneladas. O fruto foi apresentado na 10ª edição do campeonato de abóboras gigantes, realizado na província de Pisa no dia 26 de setembro deste ano. Cultivado em Radda Shanti, na região Toscana da Itália, o alimento também teve sua qualidade para consumo avaliada pelo júri. O resultado demonstrou aptidão, por isso, a abóbora pôde receber o título do campeonato. Segundo Stefano, o fruto foi cultivado a partir de sementes de uma espécie gigante e começou a germinar em março. No ramo há 14 anos, foi em julho que ele percebeu que tinha chances de realizar o sonho de conquistar o título, quando a abóbora chegou em seu estágio “adulto” “Todo o tempo dedicado ao cultivo, à busca de novas ideias, o tempo que passei me comparando com outros cultivadores, meus sacrifícios e os sacrifícios dos meus familiares e amigos estão sendo recompensados. Durante esses anos tive bons momentos, mas também tive algumas decepções”, disse Stefano em entrevista. De acordo com o Guinness, as informações sobre a abóbora de Stefano foram recebidas e avaliadas pela comissão, que reconheceu o fruto como o mais pesado do mundo. Para se ter uma ideia, as 1,2 toneladas ultrapassam o peso de um carro popular ou 17 homens juntos. O recorde anterior era do fazendeiro Mathias Willemijns, da Bélgica, cuja abóbora pesava 1.190,5 kg.

ultimosegundo

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Desmatamento na Amazônia estabiliza às vésperas da COP26

20 de outubro de 2021 Por admin

Amazônia: dono da maior biodiversidade do planeta, o Brasil só tem a ganhar com a sustentabilidade

Talita Assis

Em setembro os números do desmatamento na Amazônia seguiram estáveis em relação a agosto. São 985 km2 identificados pelo sistema Deter/Inpe em setembro, número também muito próximo da média histórica para o mês, que é de 852 km2.

Os valores de incêndios florestais também ficaram abaixo da média histórica para o período. Foram 1.240 km2 de cicatrizes de incêndio na Amazônia, identificados pelo mesmo sistema. A média histórica é de 5.246 km2, impulsionada principalmente pelos valores alarmantes de 2020. O número de focos de incêndio, embora tenha apresentado uma queda de 40% em relação a agosto, permaneceu elevado. Foram 16.700 focos, sendo que 57% deles ocorreram em áreas recém desmatadas.

Desmatamento na Amazônia e o Brasil na COP26

Às vésperas da COP26, esses números ainda não são suficientes para melhorar a imagem do Brasil com relação à proteção da Amazônia. Ainda que o país tenha alterado a sua linha de base para acompanhamento da redução das emissões e com isso ficado mais próximo de atingir as metas assumidas no Acordo de Paris, o país experimentou elevadas taxas de desmatamento da Amazônia ao longo dos últimos anos. O compromisso de zerar o desmatamento ilegal também é um compromisso que está distante de ser cumprido. Grande parte do desmatamento segue acontecendo em áreas de florestas públicas não destinadas, fato que os especialistas atribuem principalmente ao processo de grilagem. As terras Yanomami e Munduruku também tem sofrido com a invasão de suas terras por garimpeiros, processo ilegal e que coloca sob grande ameaça estes povos.

O Brasil espera com expectativa as definições da COP26, especialmente com a possibilidade da regulamentação do mercado de carbono e de investimentos que auxiliem o país na proteção da Floresta Amazônica. No entanto, para que possa colher bons frutos das negociações em Glasgow o país precisa conseguir reverter a imagem de fomento à destruição da floresta que vem sendo construída nos últimos anos.

exame

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“Extremamente vergonhoso” o que Brasil faz com meio ambiente, diz Greta Thunberg

12 de outubro de 2021 Por admin
Ativista sueca Greta Thunberg
Reprodução

Ativista sueca Greta Thunberg

A ativista ambiental sueca Greta Thunberg disse nesta sexta-feira que o mundo está olhando para o Brasil e afirmou que “é vergonhosa” a postura do governo brasileiro em relação à crise ambiental.  Ela participou de forma virtual de uma audiência pública no Senado. “O que os líderes falharam não tem desculpa. O Brasil não tem desculpa para assumir a sua responsabilidade. A Amazônia, os pulmões do mundo, está no limite e vemos que agora está emitindo mais carbono que consumindo por conta do desmatamento e das queimadas (…) Isso está sendo alimentado diretamente pelo seu governo”, disse Greta, sem citar o nome do presidente Jair Bolsonaro. Greta destacou que o Brasil não começou a crise ambiental, mas cobrou uma postura das lideranças do país. A audiência na Comissão de Meio Ambiente discutiu os resultados do relatório do Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês) divulgado em agosto, que concluiu que os seres humanos são responsáveis por um aumento de 1,07°C na temperatura do planeta. “O que os líderes do Brasil estão fazendo hoje é vergonhoso, é extremamente vergonhoso o que eles estão fazendo com os povos indígenas e com a natureza. O Brasil, claro que não começou essa crise, mas acrescentou muito combustível nesse incêndio.” Na audiência, a ativista sueca afirmou que não é ela que “quem tem que dizer aos brasileiros o que fazer”, mas que pessoas de todo o mundo estão dispostas a ajudar. “É o momento de pessoas como eu deixarem o microfone para as pessoas tomarem medidas e ações nas questões mais relevantes desse mundo”, concluiu. Fiona Clouder, embaixadora da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021, destacou que é necessário “urgência” para agir. Ela disse que é preciso migrar das análises que foram realizadas para ações, e conclamou os participantes do debate a apresentarem sugestões. “O relatório do IPCC mostra que as mudanças climáticas estão acontecendo, os impactos são devastadores em países em todo mundo e também no Brasil”, afirmou, destacando também que o Brasil tem potencial de exercer uma enorme influência sobre o mundo. Na abertura da reunião, o senador Jaques Wagner (PT-BA), presidente da Comissão de Meio Ambiente, reforçou que a questão climática não é “ questão de direita, esquerda ou ideológica, é uma questão de bom senso”. “O estudo do IPPC mostra que estamos galopando no sentido da destruição da natureza (..) É momento de tomarmos atitude em defesa da vida e em defesa do planeta e do meio ambiente”, afirmou.

Metas abandonadas

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Maioria dos casos de exploração madeireira no Pará foi ilegal no último ano

12 de outubro de 2021 Por admin
Levantamento mostra que atividades ilegais na região cresceram 20% em relação aos 12 meses anteriores
Polícia Federal

Levantamento mostra que atividades ilegais na região cresceram 20% em relação aos 12 meses anteriores

Um estudo com base em imagens produzidas por satélites concluiu que, nos 50.139 hectares que tiveram  exploração madeireira no Pará de agosto de 2019 a julho de 2020, em 55% dos casos não houve a autorização de órgãos ambientais. Os dados são de levantamento feito pela Rede Simex, com participação integrada dos institutos Imazon e ICV e das ONGs Idesam e Imaflora, publicado ontem.

Em comparação com o levantamento realizado no mesmo período do ano anterior (de agosto de 2018 a julho de 2019), quando a exploração de áreas não autorizadas representava 38% do total, concluiu-se que esse ano houve um aumento de 20% da atividade. O sudeste do estado concentrou a área mais explorada sem autorização, ainda segundo a pesquisa, com 15.349 hectares, 56% do total. Em seguida no ranking, está a região do Baixo Amazonas, que representou 22%, e o sudoeste, 15% de toda a área de exploração não autorizada.”O Sudeste paraense é uma região que possui uma zona madeireira antiga, onde a atividade segue sendo bastante intensa devido à expansão da rede de estradas e à existência de estoques florestais remanescentes”, explica Dalton Cardoso, pesquisador do Imazon, em comunicado. A área com derrubada de árvores na Terra Indígena Baú, no Pará, corresponde a 158 campos de futebol. No entanto, Cardoso avalia que houve “redução expressiva da atividade não autorizada em áreas protegidas, sobretudo em terras indígenas”. “Entretanto, é preciso levar em conta que a alta cobertura de nuvens em áreas protegidas consideradas críticas pode ter contribuído para essa pouca detecção da extração madeireira no período avaliado”, completa o pesquisador do instituto.

Os 27.595 hectares de exploração madeireira sem autorização do Pará

  • Imóveis rurais cadastrados: 17.726 hectares, 64,2% do total.
  • Assentamentos rurais: 5.434 hectares, 19,7% do total
  • Vazios cartográficos: 2.635 hectares, 8,7% do total
  • Terras não destinadas: 1.858 hectares, 6,8% do total
  • Território indígena: 158 hectares, 0,6% do total.
  • ultimosegundo.ig
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Paraíba perdeu 280 mil hectares de Caatinga nos últimos 30 anos

6 de outubro de 2021 Por admin
Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro e está sendo devastado, segundo Mapbiomas. – André Pessoa

Em três décadas, as mudanças na cobertura do solo na área da Caatinga acendem o alerta para o risco de desertificação da região da Paraíba. Entre 1985 e 2020, 3% de toda a vegetação nativa da caatinga foi perdida, cerca de 300 mil hectares. Desse montante, – a maior parte deles – 280 mil hectares foram perdidos em áreas suscetíveis à desertificação (ASD), envolvendo 45 municípios paraibanos. Esse diagnóstico foi apresentado pelo MapBiomas nesta terça (5), a partir de análises de imagens de satélites feitas das últimas três décadas.

Outros fatores também contribuem para esse cenário de desertificação como a perda da superfície de água na Caatinga, que ficou mais seca nos últimos 36 anos. A Caatinga também registrou uma queda de 8,27% na superfície de água e redução de 40% da água natural – que é referente a cursos de água, sendo que a maior parte está retida em hidrelétricas e reservatórios, 42,69% e 29,61%, respectivamente. Em 2017, foi registrada a menor extensão de água, 629.483 hectares, em comparação com a média da superfície de água existente na Caatinga entre 1985 e 2020, de 922 mil hectares. Houve ainda perda de 10% de áreas naturais. Tudo isso associado à diminuição das áreas de cobertura vegetal natural, cerca de 15 milhões de hectares, o que representa retração de 26,36% da vegetação. Dos 10 municípios que mais perderam vegetação natural na Caatinga entre 1985 e 2020, oito ficam na Bahia. Por outro lado, cresceu em 11,26 milhões de hectares, a área de exploração da agropecuária, que passou a responder por 35,2% da área da Caatinga em 2020. O total de vegetação nativa da Caatinga (ou seja, a soma das áreas ocupadas por savana, campo e floresta) ocupava 63% do bioma, respondendo por 9,8% da vegetação nativa do Brasil. Segundo a pesquisa, 112 municípios do país com situação considerada “grave” ou “muito grave”. “Estamos falando de um único bioma exclusivamente brasileiro e que contém uma biodiversidade muito grande e pouco conhecida, então, o que a gente tem é o temor de ocorrer uma exploração descontrolada, não possibilitando a devida proteção de reservas e de manter a integridade do bioma”,  declarou o Prof. Washington Rocha, da UEFS e do Mapbiomas. 

Desertificação na Paraíba

O município de Caturité (PB) apresenta perda da vegetação natural de 40%, associada à diminuição da superfície de água em 51,8% e uma média de 26 hectares de área queimada por ano entre 1985 e 2020.O município de São José da Lagoa Tapada (PB) apresenta perda da vegetação natural de 16% e diminuição da superfície de água em 28%, com uma média de 411 hectares de área queimada por ano entre 1985 e 2020.“Acende-se, com tudo isso, um sinal amarelo. É preciso uma atenção maior dos órgãos de gestão ambiental, das organizações não governamentais e de todos os setores da sociedade que estão atentos a essas ameaças”, finaliza o coordenador da equipe de Caatinga do MapBiomas.

Fonte: BdF Paraíba

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Sebastião Salgado: “A Terra só se salvará com mais árvores, mas o tempo está se esgotando”

5 de outubro de 2021 Por admin
“O mundo deve entender que a Amazônia é o espaço mais puro que temos à disposição”, diz Salgado – Joel Saget/AFP

‘Pulmão do mundo fica sem oxigênio’, diz médico na Amazônia peruana

‘Pulmão do mundo fica sem oxigênio’, diz médico na Amazônia peruana.

Árvore mais alta da Amazônia

Sebastião Salgado é um homem visionário e tenaz. Sua missão, há décadas, é salvar o último Éden remanescente, a Amazônia, minado por uma destruição progressiva e imparável. Defender uma região (tão grande quanto a Europa) equivale a evitar que a Terra se autodestrua.O grande fotógrafo entra bem cedo da manhã no Maxxi, o museu de arte contemporânea em Roma, na Itália, e se detém frente às imagens malucas e proféticas que fazem parte de uma exposição destinada a percorrer as grandes capitais. A reportagem é de Franca Giansoldati, publicada em Il Messaggero, 01-10-2021. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A COP-26 será inaugurada em Glasgow em um mês. O que você espera dessa cúpula do clima?

Faço logo uma premissa para limpar o campo de qualquer mal-entendido: o meu trabalho não tem referências de tipo político, é uma espécie de missão caracterizada pela independência total. Mas a fotografia é a minha vida. Nas imagens que eu capturo com as lentes, eu expresso as minhas opiniões, a minha ética e, consequentemente, tento também viver de modo coerente. Pessoalmente, alimento uma grande esperança na Cúpula de Glasgow que será realizada em novembro na Escócia. Espero que haja dois aspectos centrais nas discussões previstas.

Primeiro: a preservação da região amazônica, assim como a defesa das florestas temperadas do Canadá, do Alasca, da Sibéria e das grandes extensões desérticas. Isso porque devemos garantir tudo aquilo que ainda não destruímos. O segundo aspecto diz respeito à estratégia a ser elaborada para sanar as feridas infligidas ao ecossistema. Há também o tema do reflorestamento. Por meio de uma fundação, nós já plantamos milhões de árvores de centenas de espécies diferentes desde 1999. Acredito que se deva fazer o mesmo em outros lugares, também aqui na Itália, onde eu vejo o avanço das monoculturas, sobretudo. Caso contrário, perde-se aquela biodiversidade sem a qual a vida na terra será cada vez mais difícil. É preciso agir, e o tempo está se esgotando.

Vamos falar sobre o imposto sobre o carbono: você acha que ele pode realmente servir à causa ambiental e ajudar a reduzir as emissões de CO2 na atmosfera?

Amadureci uma opinião favorável, mas com uma condição: que os valores arrecadados efetivamente sirvam para apoiar projetos rigorosos de proteção da terra. Explico: os créditos devidos pelo CO2 emitido, ou seja, a receita do imposto sobre as emissões de dióxido de carbono, são recursos realmente essenciais se quisermos recuperar o nosso ecossistema começando a plantar florestas. Infelizmente, até hoje, os créditos foram principalmente para apoiar o setor industrial que, em vez de reduzir as emissões nocivas, aumentou a produção. Estou convencido de que os incentivos no mínimo deveriam ser dirigidos aos agricultores. A abordagem que predomina hoje deve ser revertida, razão pela qual não apenas os representantes do mundo empresarial ou financeiro deveriam ser convidados para Glasgow, mas também os agricultores e os cultivadores. Ajustar o planeta significa agir concretamente com projetos locais, generalizados controláveis. Plantar árvores continua sendo fundamental. Repito isso várias vezes, porque as árvores representam o único instrumento para transformar o CO2 em oxigênio. Na madeira, o carbono é coletado por meio da fotossíntese. Por isso, os créditos do imposto sobre o carbono deveriam ser dirigidos aos agricultores, caso contrário não se resolverá nada.

O que devemos entender aqui e agora, sem perder mais tempo?

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