A partir desta terça-feira, 27, os preços de venda de gasolina A para as distribuidoras será reduzido em 5,2%. O anúncio, feito pela Petrobras nesta segunda-feira, 26, irá diminuir o valor pago pelo consumidor de todo o Brasil. Embora a redução na refinaria tenha sido de R$ 0,14 por litro, o impacto final na bomba (posto de combustível) depende de outros fatores, como impostos, mistura de etanol anidro e margens de lucro dos postos.
Petrobras reduz preços da gasolina para as distribuidoras em 5,2%
Como a gasolina vendida nos postos (Gasolina C) possui uma mistura de 27% de etanol anidro, o repasse direto esperado no valor final é de aproximadamente R$ 0,10, caso os postos repassem a queda integralmente.Quem abasteceu o veículo em algum posto de combustíveis de São Paulo pagou, em média, R$ 6,16 no preço do litro da gasolina nos primeiros dias deste ano. Com a redução, deverá pagar R$ 6,06. O valor dos combustíveis varia em cada região do Brasil devido, principalmente, à variação da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é definida por Estado.
Preço Médio do Litro da Gasolina Projeção pós-redução Petrobras (Ref. Janeiro 2026)
A Polícia Civil de Pernambucofoi alvo de uma denúncia de espionagem contra o secretário de Articulação do Recife, Gustavo Monteiro, auxiliar do prefeito João Campos (PSB). Reportagem exibida pelo Domingo Espetacular, da TV Record, nesse domingo (25), diz que agentes da corporação monitoraram a rotina do secretário e chegaram a instalar um rastreador em um veículo da prefeitura também usado pelo irmão dele, Eduardo Monteiro.
Nesta segunda (26), em uma coletiva de imprensa para tratar do assunto, o secretário de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE), Alessandro de Carvalho, disse que é “falsa a narrativa de espionagem”. Segundo o secretário, houve uma apuração preliminar a partir de uma denúncia anônima.
Denúncia
Carvalho afirmou que a polícia recebeu uma denúncia de um possível pagamento de percentuais sobre um contrato. Haveria um encontro no estacionamento de um shopping center, envolvendo um veículo da Prefeitura do Recife.
“A Justiça já determinou que não pode abrir inquérito a partir de denúncia anônima. Não havia uma justa causa para abrir. Por isso, foi criado um grupo de trabalho para fazer esse procedimento”, relatou.Ainda conforme as informações repassadas por Alessandro, as diligências foram feitas de agosto a outubro de 2025, e foram encerradas porque nenhum ato ilícito foi constatado. O grupo envolvia 10 policiais, três delegados e sete agentes.“O veículo mencionado não se envolveu durante o período de investigação preliminar em algum encontro em que houvesse entrega de algum pacote, algo pudesse ser fruto daquilo que constava na denúncia. E isso foi arquivado. Uma situação dessa você tem que checar, foi checado, durante o período não foi confirmado e houve o arquivamento”, explicou.
Alessandro defendeu que a ação foi legítima e que o procedimento é de rotina na corporação.“Verificações preliminares de procedência de denúncia anônima, isso é rotina. Tanto na Polícia Civil de Pernambuco, na polícia civil dos estados e na Polícia Federal, que se faz isso. Havendo procedência, se instauraria o inquérito. Não houve, acabou. Não há mais nenhuma investigação com relação a essa denúncia que foi feita”.
Vazamento
O secretário disse também que as conversas do grupo de trabalho foram “vazadas” para um jornalista. “Isso será investigado. O repórter tem todo o direito de manter o sigilo da fonte, mas o vazamento será investigado”, declarou.Sobre o vazamento, a SDS vai apurar se foi por meio de um policial afastado após ser flagrado em um estacionamento com o presidente da Câmara de Vereadores de Ipojuca, Flávio do Cartório (PSD), suspeito de envolvimento em irregularidades no pagamento de emendas parlamentares na cidade. Esse policial estava no grupo do trabalho, o que explicaria o acesso às informações.
“Um dos integrantes desse grupo em novembro foi surpreendido, tendo uma reunião no estacionamento de um supermercado com o então presidente da Câmara de Vereadores de Ipojuca.O presidente foi preso por uma questão de, uma investigação de desvio de recursos públicos e esse policial que fazia parte do grupo, ele foi desligado no dia seguinte da Inteligência, foi ouvido pelo Gaeco, e foi colocado à disposição do setor de recursos humanos. No dia de hoje está sendo restaurado um inquérito policial para apurar o vazamento de informações protegidas por sigilo”.
Prefeitura do Recife fala em “perseguição política”.
Em nota, a Prefeitura do Recife afirma que “repudia qualquer tentativa de uso indevido das forças policiais de Pernambuco para perseguição política” e que “não poupará esforços para defender seus servidores desse tipo de ataque”.
“A Prefeitura da Cidade do Recife repudia qualquer tentativa de uso indevido das forças policiais de Pernambuco para perseguição política. A Polícia Civil de Pernambuco é uma instituição séria e respeitada, não existindo, até hoje, registro desse tipo de tentativa de uso eleitoral nos mais de dois séculos de sua existência. Essa atitude caracteriza uma conduta ilegal, inconstitucional e imoral, nunca vista em nosso Estado, e a Prefeitura não poupará esforços para defender seus servidores desse tipo de ataque, utilizando as esferas administrativas e judiciais cabíveis”.
Um conjunto prioritário de obras federais, estaduais e municipais, em todo o Brasil, vai compor o novo plano de investimentos do Governo Federal, previsto para ser lançado no mês de abril. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (10) pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, após reunião ministerial comandada pelo presidente Lula. Para catalogar e priorizar essas obras, que contam com recursos federais, o governo envolve, desde janeiro, gestores locais em um grande movimento pela retomada de empreendimentos.O governo já recebeu de governadores e governadoras a atualização de informações sobre o andamento dessas obras prioritárias nos estados. A Casa Civil da Presidência da República analisa, no momento, 417 obras indicadas. A previsão é de que essa análise seja concluída até o final do mês de abril.
O novo plano vai contemplar investimentos federais diretos e concessões à iniciativa privada. As Parcerias Público-Privadas (PPP), um dos pilares da iniciativa, serão utilizadas para alavancar investimentos em obras estratégicas de infraestrutura. Poderá haver PPP com participação do Governo Federal ou de estados e municípios.
Nesta sexta-feira, o governo também iniciou o processo de atualização de informações sobre obras de interesse social como escolas, creches e outros equipamentos públicos, com recursos federais, que não foram concluídas nas regiões e que também irão compor o plano de investimentos. Estados e municípios têm até o dia 10 de abril para atualizar as informações, para que o Governo Federal possa analisar e decidir pela retomada ou não do empreendimento. Batizada de “Mãos à Obra”, a ferramenta na internet que vai receber essas informações foi lançada nesta sexta-feira (10). Para usar a plataforma, gestores locais devem acessar o endereço gov.br/casacivil/maosaobra . A análise será por ordem de envio, ou seja, o município ou estado que alimentar as informações primeiro terá a demanda analisada primeiro.
A prioridades são obras de Saúde, Educação, Esporte e Cultura, como praças, escolas, creches e postos de saúde, além de imóveis do Programa Minha Casa, Minha Vida e de projetos que integrem a carteira do Ministério das Cidades.
SANEAMENTO Rui Costa também disse nesta sexta-feira que, nos próximos dias, será lançado o Programa Água Para Todos, que reunirá os investimentos relacionados à água no país, como barragens, reservatórios, equipamentos de distribuição e saneamento.
NOVAS LINHAS DE TRANSMISSSÃO O ministro também mencionou que há contratos de linhas de transmissão de energia elétrica prontos para assinatura. “Hoje deixamos de consumir 15% da energia renovável produzida por falta de linhas de transmissão. [..] O presidente assinará R$ 3 bilhões em contratos de novas linhas de transmissão, com investimento privado, e mais R$ 9 bilhões até o final do ano”, informou Rui Costa.]
O governo federal publicou a Lei nº 15.263/2025, que cria a Política Nacional de Linguagem Simples, válida para todos os Poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a legislação visa uma comunicação acessível, clara e direta para a população, o que permite uma maior participação social e favorece o direito à informação.
A medida, que entra em vigor imediatamente, é vista como um avanço histórico na relação entre Estado e sociedade, com a possibilidade de que grande parte das pessoas tenham a capacidade de encontrar informações e compreender o que está sendo comunicado e como esse dado pode influenciar em seu cotidiano.
Outro ponto abordado no projeto é a orientação para que o comunicado seja disponibilizado na língua da comunidade indígena para a qual é destinada – mas apenas sempre que possível, o que reduz a garantia de acesso à informação.
Além disso, foram definidos como princípios:
foco no cidadão;
transparência;
facilidade de acesso a serviços;
estímulo à participação popular;
garantia do exercício pleno de direitos.
Objetivos da proposta
Garantir que a administração pública use linguagem simples em todas as comunicações;
Ajudar o cidadão a entender e utilizar as informações oficiais;
Reduzir a necessidade de intermediários;
Diminuir tempo e custos com atividades de atendimento;
Facilitar o controle social e a participação popular;
Tornar a comunicação acessível para pessoas com deficiência.
Técnicas que devem ser utilizadas
Priorizar frases curtas, em ordem direta e com voz ativa;
Desenvolver uma ideia por parágrafo;
Usar palavras comuns, evitando jargões e explicando termos técnicos quando necessários;
Evitar estrangeirismos que não estejam incorporados ao uso cotidiano;
Colocar as informações mais importantes logo no início;
Não utilizar formas de flexão de gênero ou número que estejam fora das regras da língua portuguesa;
Usar listas, tabelas e outros recursos gráficos sempre que ajudarem na compreensão;
Testar a compreensão do texto com o público-alvo;
Garantir linguagem acessível às pessoas com deficiência, conforme o Estatuto da Pessoa com Deficiência.
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) está com prazo aberto para que municípios de todo o país ingressem na Estratégia Alimenta Cidades. Até o dia 31 de janeiro, as prefeituras podem manifestar interesse em participar do novo ciclo do programa, denominado Alimenta Cidades +1000, que prevê a ampliação da política pública para até mil municípios. Coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan), a Estratégia ocupa posição central no enfrentamento da fome nas cidades, com foco em territórios periféricos urbanos e em populações em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa fomenta o acesso a financiamentos e apoia o planejamento e a implementação de sistemas alimentares urbanos mais justos, sustentáveis e resilientes.Atualmente em implementação em 102 municípios, o Alimenta Cidades mantém atenção prioritária a contextos marcados por insegurança alimentar, especialmente em regiões classificadas como desertos e pântanos alimentares. Com a abertura do novo ciclo, a Estratégia amplia significativamente seu alcance. Instituída pelo Decreto nº 11.822, de 12 de dezembro de 2023, a Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional nas Cidades orienta a atuação do Governo Federal no enfrentamento da fome nos espaços urbanos, fortalecendo capacidades institucionais locais e ampliando o diálogo federativo.
Apoio aos municípios
Os municípios que integram a Estratégia Alimenta Cidades têm acesso a um conjunto de ofertas, que inclui:
Apoio técnico-institucional;
Produção de conhecimento para subsidiar a tomada de decisão;
Cooperação e intercâmbio de experiências;
Mentorias temáticas especializadas;
Ações de inovação orientadas por desafios reais dos territórios;
Apoio à captação de recursos.
A manifestação de interesse deve ser realizada por meio de formulário eletrônico disponível na Plataforma Alimenta Cidades. Caso o número de municípios interessados ultrapasse o limite de mil vagas, a priorização seguirá os seguintes critérios:
Municípios participantes do Protocolo Brasil Sem Fome;
Municípios localizados nas regiões Norte e Nordeste.
Frentes de atuação
A Estratégia Alimenta Cidades estrutura-se a partir de pilares como:
Fortalecimento das capacidades institucionais locais;
Cooperação horizontal em âmbito nacional e internacional;
Inovação aberta para o desenvolvimento de soluções;
Promoção de uma visão integrada do Sistema Alimentar Urbano;
Fortalecimento do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan).
Objetivos da expansão
Apoiar até mil municípios na implementação da Estratégia Alimenta Cidades;
Fortalecer políticas públicas de segurança alimentar e nutricional;
Promover inovação para sistemas alimentares saudáveis, sustentáveis e resilientes;
Compartilhar conhecimentos e experiências por meio da cooperação entre cidades e países;
Construir estratégias coletivas de apoio técnico e institucional do Governo Federal;
Impulsionar a formulação de políticas públicas estruturantes alinhadas às realidades locais;
Fortalecer a capacidade institucional e o diálogo em níveis regionais e globais;
Fomentar o acesso a financiamentos para o desenvolvimento sustentável e inclusivo das cidades
Dez promotores de Justiça pediram exoneração no Maranhão.
O prefeito afastado de Turilândia, Paulo Curió, do União Brasil, a esposa dele, Eva Curió e outros oito investigados estão presos no complexo penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, desde 25 de dezembro. Segundo o Ministério Público, no total 21 pessoas, incluindo servidores e 11 vereadores participaram de um esquema que desviou mais R$ 56 milhões do município No início da semana passada, todos prestaram depoimento. 20 suspeitos permaneceram em silêncio. Somente uma suspeita falou e negou as acusações. Na quarta-feira, as defesas dos investigados pediram à justiça a soltura deles. A desembargadora Maria Soares Amorim, responsável pelo caso, então, determinou que o Ministério Público apresentasse um parecer. No sábado, o procurador geral de Justiça em exercício, Orfileno Bezerra Neto, se manifestou pela soltura de todos os investigados. No documento, o procurador-geral em exercício recomendou que as prisões preventivas fossem convertidas em medidas cautelares. Ou seja, eles poderiam ser libertados, com o uso de tornozeleira eletrônica. E que isso seria suficiente para resguardar a investigação e impedir a atuação do grupo.
Após o parecer do chefe em exercício do Ministério Público, os dez promotores que integravam o Gaeco, o grupo de atuação especial de combate às organizações criminosas, pediram para sair do cargo. Eles enviaram um documento ao procurador-geral de Justiça em que afirmam que a manifestação do MP pela soltura dos investigados compromete o trabalho que revelou o esquema de fraudes. Nesta segunda-feira (12), o caso teve um novo capítulo. A desembargadora Maria Soares Amorim analisou o parecer favorável do Ministério Público, mas não se convenceu e manteve a prisão de quase todos os suspeitos. A única que terá prisão domiciliar é uma servidora que está em tratamento médico e será monitorada por tornozeleira eletrônica. O procurador-geral do titular do estado, Danilo Castro Ferreira está em férias. Mas nesta segunda-feira (12) de manhã, divulgou uma nota quem afirma que o parecer favorável à liberdade suspeitos não representa uma tentativa de abrir mão ou contornar as normas que regem o processo penal. Por enquanto, Turilândia continua sendo administrada pelo presidente da Câmara José Luís Araújo Diniz, do União Brasil. O vereador está em prisão domiciliar.
A indisponibilidade, desatualização ou ausência de informações de transparência dos municípios em sites oficiais pode se tornar crime de responsabilidade de prefeitos e secretários municipais. É o que propõe o deputado Kim Kataguiri (União-SP) no projeto de lei 708/2025. Em análise na Câmara dos Deputados, o texto altera o Decreto-lei 201/1967, responsável por estabelecer as diretrizes que guiam prefeitos e vereadores, para prever pena de reclusão de seis meses a dois anos em caso de insuficiência nas informações públicas ofertadas. O texto também engloba situações em que a prefeitura da cidade esconde, manipula ou tenta omitir informações que deveriam estar no Portal da Transparência a fim de dificultar investigações ou fiscalizações. Se a conduta for realizada com a participação de terceiros ou com o intuito de beneficiá-los, a sanção pode ser agravada em até metade.
Texto tramita desde fevereiro de 2025.Bruno Spada/Câmara dos Deputados.
Em casos onde sejam praticados atos de improbidade administrativa com prejuízo financeiro ao munícipio ou contrariem princípios da administração pública, a proposta endurece as penalidades. Com a proposta, prefeitos e vereadores enquadrados perdem o mandato e são proibidos de exercício de qualquer cargo ou função pública por até oito anos, além de ser obrigado a ressarcir os valores corrigidos.
Para Kataguiri, ao reforçar o compromisso com a integridade na administração municipal, a medida pode reduzir fraudes e desvios de recursos públicos.
“Essa medida busca assegurar que a sociedade tenha amplo acesso a informações sobre contratos, licitações, convênios e prestações de contas dos recursos públicos, prevenindo irregularidades e combatendo a impunidade.”
Tramitação
A proposta aguarda designação de relator na Comissão de Administração e Serviço Público. O texto ainda passará pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, e posteriormente, será debatida e votada em Plenário.
Prefeitos dos 184 municípios pernambucanos já podem contar com uma receita extra no orçamento de 2026 decorrente do pagamento da primeira parcela (60%) do que o edital de concessão previu a destinação de parte dos valores recebidos diretamente para os municípios que poderão participar do esforço da Compesa de aplicar integralmente os recursos em saneamento ou redirecionar da forma que desejarem.
Os municípios devem ter os recursos creditados até o final de março, embora a expectativa seja que isso aconteça antes do prazo de 90 dias até as assinaturas dos contratos. Desta forma a estimativa é que sejam creditados nas contas dos municípios R$ 844 milhões correspondentes a 60% do valor de R$ 1,407 bilhão.
Três parcelas
O cronograma prevê o pagamento de uma segunda parcela de 20% até 180 dias após o pagamento da primeira e uma terceira também de 20% em três anos. Essas duas parcelas terão valores de R$ 281,4 milhões.
Distribuídos proporcionalmente, os valores serão de no máximo R$ 116.634.725,71 que será pago ao Recife e o mínimo de R$ 4.125.744,18 para as seis menores cidades, Calumbi, Iati, Inajá, Itacuruba, Salgadinho e Solidão.
Faltaram 10
Entretanto, o valor poderá ser um pouco maior, pois até agora os 10 municípios, localizados na região RMR–Pajeú, que não aderiram até a publicação do edital, poderão formalizar adesão até a homologação da licitação, nos termos do contrato e da legislação vigente. Água Preta, Amaraji, Carnaubeira da Penha, Catende, Cortês, Gameleira, Iati, Inajá, Palmares e Xexéu tiveram seus valores computados da distribuição do valor total que caberá aos municípios e que somam R$ 49.079.554,05. Se os prefeitos dessas cidades insistirem em não participar da distribuição, o valor será rateado.
Compesa repassará R$ 1,4 bilhão aos 184 municípios de Pernambuco. Primeira parte sai até março – Divulgação
Nesta quinta-feira, dia 8 de janeiro de 2026, quando a invasão às sedes dos Três Poderes, em Brasília (DF), completa três anos, movimentos populares irão realizar atos pelo país, com o tema Brasil nas ruas pela democracia.
Em Brasília (DF), o evento oficial será no Salão Nobre do Palácio do Planalto, a partir das 10h, mas haverá a presença de Lula também na área externa, como confirmou nesta segunda-feira (5) o Palácio do Planalto.De acordo com informações publicadas no site do PT, o presidente deve anunciar a decisão sobre o Projeto de Lei (PL) da Dosimetria, que propõe a redução de penas dos condenados pela trama golpista, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro e generais. Lula tem a prerrogativa de vetar ou sancionar a proposta, que foi aprovada pela Câmara e o Senado. A concentração do ato público na capital do país será na Via N1, em frente ao Palácio do Planalto. O acesso será feito por um ponto único de credenciamento e revista, localizado em frente ao Ministério da Justiça. A organização informou que os protocolos de segurança serão rigorosos, com restrição a objetos como mastros de bandeira, suportes de madeira e garrafas.
Ainda em Brasília, está marcado um evento no Supremo Tribunal Federal (STF), com o tema Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer. A programação inclui a abertura de uma exposição, a exibição de um documentário, uma roda de conversa com jornalistas e uma mesa de debate. Nas ruas, haverá atos em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR) e em outras cidades do país. Confira, abaixo, a lista e os horários dos locais com manifestações já confirmadas.
Atos no dia 8 de janeiro – Brasil nas ruas pela democracia
Centro-oeste
Brasília (DF) Horário: 10h30 Local: Praça dos Três Poderes
Campo Grande (MS) Horário: 17h Local: no cruzamento da avenida Afonso Pena com a rua 14 de Julho
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, avisou auxiliares e o Palácio do Planalto que deixará o comando da pasta, disseram nesta terça-feira à Reuters duas fontes com conhecimento direto das tratativas. Segundo uma fonte palaciana, a saída de Lewandowski deverá ser formalizada na sexta-feira, dia seguinte à solenidade que será promovida pelo Planalto para rememorar os três anos dos ataques de 8 de janeiro de 2023 às sedes dos Três Poderes. Procurados, o Ministério da Justiça e a Secretaria de Comunicação da Presidência não responderam de imediato a pedido de comentário. Ainda não está definido quem assume o posto, disseram as fontes. Há a perspectiva, segundo uma das fontes, que pessoas da equipe de Lewandowski fiquem durante a transição e até permaneçam em seus postos durante a futura gestão. Desde dezembro Lewandowski já tinha dito a pessoas próximas que iria deixar o posto, segundo uma fonte próxima ao ministro. Na avaliação dessa fonte, a pasta teve bom desempenho sob a gestão Lewandowski, e 2026 será um ano complicado devido ao forte debate político antes das eleições. Se confirmada a saída, Lewandowski terá ficado pouco menos de dois anos à frente da pasta. Ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), ele tomou posse no início de fevereiro de 2024 como ministro da Justiça no lugar de Flávio Dino, que foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga dele no STF O jurista deixou o STF em abril de 2023, pouco antes de completar 75 anos, o que forçaria a sua aposentadoria compulsória do tribunal. Então desembargador de carreira, ele foi indicado a uma cadeira no Supremo em 2006 também por Lula, em sua primeira passagem pela Presidência.
Em mais um passo para fortalecer a rede de combate à fome no país, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) abriu, nesta quinta-feira (18.12), o credenciamento de organizações privadas sem fins lucrativos como entidades gestoras do Programa Cozinha Solidária. As organizações interessadas têm até o dia 6 de janeiro de 2026 para se cadastrar no sistema do MDS. Após a inscrição, os pedidos passarão por análise técnica. Caso sejam atendidos os requisitos estabelecidos, a entidade será credenciada e estará apta a participar dos editais do programa, assumindo a responsabilidade de apoiar as cozinhas solidárias na oferta de refeições saudáveis e gratuitas, além de desenvolver ações de qualificação e fortalecimento das iniciativas locais.
Interessados em se candidatar devem:
1. Solicitar seu credenciamento no sistema informatizado disponível neste link eletrônico;
2. Estar regularmente constituída;
3. Comprovar o exercício de atividades de gestão de ações relacionadas à segurança alimentar e nutricional;
4. Definir sua área de atuação por meio de autodeclaração assinada pelo representante legal, conforme modelo disponibilizado pelo MDS;
5. Ter experiência de, no mínimo, um ano na execução de projetos de produção e oferta de refeição; e
6. Comprometer-se com os princípios e as diretrizes do Programa Cozinha Solidária e da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Governo Federal. As informações completas sobre o processo de credenciamento de entidades privadas sem fins lucrativos como entidades gestoras no âmbito do Programa Cozinha Solidária , estão disponíveis na Portaria nº 978 de 2024.
Outras informações podem ser obtidas por meio do contato: programacozinhasolidaria@mds.gov.br
Programa Cozinha Solidária
Criado em 2023, pela Lei 14.628/2023 e regulamentado pelo Decreto nº 11.937/2024, o Programa Cozinha Solidária é realizado pelo MDS em parceria com os Ministérios do Trabalho e Emprego (MTE) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). A iniciativa é realizada de forma transversal e articulada com outros programas federais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), e atua em três frentes:
1. Apoio financeiro complementar para a oferta de refeições via entidades gestoras;
2. Entrega de alimentos in natura e minimamente processados pelo PAA;
3. Formação e capacitação de colaboradores e parceiros.
Intensificamos o combate à desinformação e seguiremos avançando para que nenhum cidadão seja prejudicado por fraudes ou notícias falsas”
João Paulo Santos, coordenador da RFBC e consultor Jurídico do MDS
“Estamos atuando de forma firme para garantir a integridade das políticas sociais. Intensificamos o combate à desinformação e seguiremos avançando para que nenhum cidadão seja prejudicado por fraudes ou notícias falsas”, afirmou o coordenador da Rede, João Paulo Santos.
A Rede atuou em ações estratégicas articulando órgãos federais, estados, municípios e instituições de controle e participação social, desenvolveu iniciativas voltadas ao enfrentamento de fraudes, à melhoria da gestão de riscos, à ampliação da participação social e ao combate à desinformação.Uma das entregas mais relevantes, por meio Advocacia-Geral da União (AGU), foi a notificação extrajudicial à empresa Meta, solicitando a remoção de perfis e grupos que comercializavam falsamente agendamentos de atendimento no SUAS, especialmente do Distrito Federal. A medida gerou resposta imediata da empresa, com remoção de conteúdos ilícitos no Facebook e no WhatsApp.
Além disso, a RFBC impulsionou a estruturação de uma rede colaborativa de gerenciamento de risco para o Cadastro Único. O MDS avançou nos diálogos para sua inclusão no Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisibin), ampliando a integração com órgãos permanentes, dedicados e associados de inteligência.Outro ponto de destaque foi a atuação diante do aumento de golpes e informações falsas sobre o Bolsa Família e o Cadastro Único. Entre as entregas está a construção do site “Bolsa Família sem Fake News” e a elaboração de materiais sobre desinformação. RFBC também reforçou as parcerias com TCU, tribunais de contas estaduais, Ministério Público, Defensoria Pública da União e Polícia Federal. Além disso, foi implementada a estratégia de levar a Rede aos territórios para fortalecer o diálogo com gestores, trabalhadores, conselhos e sociedade civil.
Um dos resultados na iniciativa foi a Chamada Pública CNPq/MDS, para destinar recursos a projetos de pesquisa e extensão ligados à participação social e controle social no SUAS.
Os três Grupos Técnicos (GT) da Rede também contribuíram com entregas relevantes:
GT 1 – Homologou acordo que facilita o acesso de migrantes ao Benefício de Prestação Continuada (BPC);
GT 2 – Produziu notas técnicas sobre orçamento e limites da LRF;
GT 3 – Avançou na reformulação do BPC, com publicações, reuniões temáticas e acompanhamento de novos decretos que reorganizam a política.
Nordeste recebe 179 veículos da Estrutura de Mobilidade no Sistema Único de Assistência Social (MobSUAS), para aprimorar o atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade. O investimento do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome é de R$ 50,83 milhões nas vans. Os veículos, personalizados e identificados com a logo do MobSUAS, facilitam o deslocamento de pessoas que moram longe das unidades de atendimento, como Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), ou possuem alguma dificuldade de transporte ou locomoção.
“Onde um veículo da assistência social do MobSUAS passar, ali a assistência social vai estar presente”, afirmou o coordenador-geral de Gestão Interna da Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS) do MDS, Fernando Rodrigues.
O MobSUAS assegura o acesso a direitos, contribui para a superação das vulnerabilidades e promove o fortalecimento da autonomia e do protagonismo das pessoas atendidas. “Você traz o público vulnerável da assistência social para dentro dos equipamentos, por meio do serviço de abordagem, por meio da busca ativa deste público, voltada à população em situação de rua, idosos, levando também para os serviços de assistência social, por meio do serviço de convivência e fortalecimento de vínculos”, destacou Fernando.
As adaptações nas vans são realizadas em uma fábrica em Mogi das Cruzes (SP), onde passam por instalação de ar-condicionado, freios ABS, tacógrafo, extintor, plataforma elevatória, piso, bancos e revestimento interno. O objetivo é garantir acessibilidade, segurança e conforto aos usuários da Rede de Assistência Social durante o transporte, permitindo que pessoas em situação de vulnerabilidade social tenham mais facilidade no acesso aos serviços oferecidos pelo Governo do Brasil. No mesmo contrato, além dos veículos que serão entregues no Nordeste, dois serão enviados para a Região Sul, dois para o Centro-Oeste e nove unidades para o Sudeste, totalizando 192 vans.
MobSUAS
O MobSUAS é uma ação de aquisição e doação de veículos no âmbito da Assistência Social em todo o país, regida pela Portaria nº 2.600/2018/MDS. Os veículos adquiridos pelo ente federado podem ser destinados tanto a equipamentos públicos estatais, como os CRAS, CREAS, quanto a entidades não governamentais, desde que estas estejam devidamente inscritas no Cadastro Nacional de Entidades de Assistência Social (CNEAS). Para a aquisição de veículos do MobSUAS podem ser utilizados recursos de programação orçamentária própria do MDS, de emendas parlamentares individuais, de bancada, ou de comissões e de repasses recebidos na modalidade fundo a fundo dos serviços, programas e projetos socioassistenciais.
Nesta semana, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o número fechado da inflação oficial do Brasil. Mas já se sabe que a trajetória do IPCA ao longo de 2025 contrariou a maior parte das projeções feitas pelo mercado desde o início do ano.
No fim de 2024, após um período marcado pela valorização do dólar, impactos climáticos e forte ritmo da atividade econômica, as estimativas dos economistas eram pouco otimistas.
“No final do ano passado estávamos em um clima bem pessimista para os indicadores econômicos. Tudo isso aumentou o pessimismo no mercado”, afirma o coordenador dos índices de preços do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), André Braz.
Esse pessimismo também se refletiu nas projeções: o primeiro Boletim Focus de 2025, por exemplo, estimava inflação próxima de 4,99% e taxa de câmbio em R$ 6 no fim de dezembro.
“Mas, aí, coisas boas aconteceram”, diz Braz.
Um levantamento feito pelo economista sênior da 4Intelligence, Fabio Romão, mostra a variação das projeções de inflação ao longo do ano. Entre os nove grupos avaliados, pelo menos quatro registraram queda nas expectativas para 2025 e um se manteve inalterado.
Veja abaixo:
“Entre os principais vetores de redução da projeção de inflação está o subgrupo alimentação no domicílio”, diz Romão.
Esse subgrupo começou o ano com uma projeção de alta de 5,8%, chegando à previsão de um avanço de 7% no meio do ano. Agora, no entanto, a estimativa é que esses preços fiquem em 2,3% em 2025.
“Esse movimento tem forte ligação com a moderação pela qual passou o conjunto de preços agropecuários esperado para este ano”, completa o economista.
Do lado do agronegócio, safras vieram melhor do que o esperado e eventos climáticos que poderiam afetar as plantações não se concretizaram – o que acabou ajudando a conter a inflação de alimentos, que vinha em trajetória de alta desde 2024.“Tivemos boas safras e a gripe aviária, ainda que temporariamente, aumentou a oferta doméstica de proteínas. Com a maior oferta, os preços ficaram mais baratos”, explica Romão. Além disso, a valorização do real frente ao dólar, as políticas comerciais dos EUA e o nível de juros no Brasil também contribuíram para segurar a inflação ao longo do ano.
Os preços que mais caíram em 2025
Um levantamento feito pelo FGV Ibre a pedido do g1, mostra que metade dos 10 itens que mais ajudaram a conter a inflação pertence ao grupo de alimentos, com destaque para laranja-pera (-27,21%), batata-inglesa (-26,57%) e arroz (-24,24%).
“Esses produtos tiveram uma queda média de 16,9% no período, ajudando a reduzir o custo da cesta básica e a aliviar a pressão sobre famílias de menor renda, cuja despesa com alimentação é proporcionalmente maior”, explica o economista André Braz.
O levantamento considera a variação acumulada entre janeiro e novembro, com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15).
Veja abaixo:
Outro destaque é o grupo de bens duráveis, que inclui itens de valor agregado maior como eletrodomésticos, móveis, equipamentos eletrônicos, entre outros. Esse segmento costuma reagir mais rapidamente ao aumento dos juros e, segundo Braz, registrou recuo médio de 3,5% no período.“Juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a demanda por bens de maior valor e maior prazo de financiamento e pressionam as empresas a concederem descontos para girar os estoques”, explica o coordenador do FGV Ibre.
Os preços que mais subiram em 2025
Segundo levantamento da FGV, os serviços livres e os preços monitorados foram os principais responsáveis pela inflação acumulada até novembro.
Veja abaixo:
Os especialistas afirmam que o comportamento do mercado de trabalho ao longo do ano explica o movimento.
“Com a taxa de desemprego ainda em patamar historicamente baixo, a demanda por serviços continua firme, o que dificulta uma desaceleração mais rápida dos preços”, explica Braz.
Dessa forma, seis dos 10 itens que tiveram contribuição positiva na inflação são de serviços livres:
Aluguel residencial;
Refeição;
Lanche;
Ensino fundamental;
Empregado doméstico; e
Condomínio.
“Juntos, eles representam 15,8% do orçamento doméstico e registraram uma inflação média de 6,2% entre janeiro e novembro de 2025, acima da meta de 3% estabelecida pelo BC”, diz o coordenador do FGV Ibre.Um caso à parte é o café, que subiu 43,27% no ano até novembro. “Esse aumento é resultado de um choque de oferta, ligado à safra, clima e câmbio, e não às condições de crédito domésticas”, completa Braz.
Inflação desacelera, mas brasileiro ainda não sente alívio
A expectativa é que a inflação brasileira encerre o ano dentro do intervalo de tolerância da meta do Banco Central, de 4,50%. Caso se concretize, o número representará uma desaceleração em comparação ao observado em 2024, de 4,83%.Mesmo com a desaceleração nos preços, os brasileiros ainda sentem os preços pesarem no orçamento. Segundo os especialistas, essa percepção está ligada ao forte aumento nos preços dos alimentos nos últimos anos.
Veja abaixo:
Segundo Braz, o preço da alimentação em domicílio de 2020 até agora já acumula uma variação muito maior do que a da inflação média. Como os salários são corrigidos pelo IPCA, isso reduziu significativamente o poder de compra das famílias.
“Muitas famílias tiveram que abrir mão de outros consumos para garantir comida em casa. E, mesmo com alguma melhora nos preços, os salários ainda não compensaram o aumento dos alimentos nos últimos cinco anos”, explica o economista.
O que podemos esperar à frente?
Em 2026, o Brasil passa por um ano eleitoral, que pode trazer medidas de transferência de renda ou injeção de recursos na economia, aumentando a pressão sobre os preços. Mas outros fatores também devem influenciar a inflação, tais como:
o clima;
o desempenho das safras;
o câmbio;
os juros; e
a evolução do mercado de trabalho.
“Por enquanto, as expectativas são positivas, pois os agentes acreditam que o Banco Central está comprometido com a meta de inflação. Mas há desafios, como o cenário político e as condições climáticas”, afirma Braz. Os especialistas também reforçam que é preciso atenção ao mercado de trabalho ainda aquecido e ao câmbio, mas indicam que, a depender do clima, há perspectiva de uma possível melhora nos preços administrados e na inflação de alimentos. “A curva do petróleo indica espaço confortável para reajustes no próximo ano. Além disso, IGP-M e IPCA mais baixos podem ajudar a mitigar um eventual aumento na conta de energia”, diz Romão, que reforça perspectivas de boas safras e algum alívio nos preços do café.
“Esperamos um IPCA semelhante ao de 2025, mas é preciso acompanhar os desdobramentos ao longo do ano”, completa o economista
Dinheiro, real, notas de R$ 50, contagem de cédulas — Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta terça-feira (23) um decreto que cria diretrizes para a valorização da música e outros elementos da cultura gospel no país. O texto também reconhece o gênero como uma manifestação da cultura nacional. A norma (veja mais aqui) foi anunciada em uma cerimônia, no Palácio do Planalto, com a presença de lideranças evangélicas e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que é católico. O reconhecimento é mais um aceno de Lula em direção ao eleitorado religioso.
Levantamento deste mês da Quaest apontou um crescimento na desaprovação da gestão Lula entre pessoas que se reconhecem como evangélicos. O índice saiu de 58% para 64%. A aprovação também registrou mudança, caindo de 38% para 33%.O presidente Lula tem ensaiado disputar um quarto mandato no próximo ano, e aliados avaliam que a proximidade com o eleitor evangélico pode melhorar as intenções de voto.O eleitorado evangélico é um gargalo eleitoral recorrente para Lula. Em 2022, diante do mesmo cenário, o petista chegou a lançar uma carta com compromissos aos evangélicos. Entre outras coisas, o texto afirmava que Lula não fecharia igrejas e que o futuro governo defenderia a liberdade religiosa.À época, o documento foi construído por aliados políticos de Lula com interlocução com as igrejas evangélicas. Um dos nomes era o da senadora Eliziane Gama (PSD-MA), que é da Assembleia de Deus.Desta vez, a edição do decreto foi discutida pelos ministros Sidônio Palmeira (Comunicação Social) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), além do advogado-geral da União, Jorge Messias — evangélico indicado por Lula ao Supremo Tribunal Federal (STF). Eliziane Gama também participou das discussões.
O presidente Lula em evento que reconhece a cultura gospel como manifestação cultural do Brasil — Foto: Reprodução/TV Brasil
O presidente Lula afirmou, em seu discurso, que a assinatura do decreto significa fazer “justiça ao povo evangélico e à música gospel”. “É mais um passo importante de acolhimento e respeito à comunidade e ao povo evangélico do Brasil. É um ato simples, mas com força simbólica muito profunda”, disse.
Segundo Lula, a norma abrirá caminho para incluir a cultura gospel no planejamento de ações culturais e em mecanismos de preservação. “A cultura gospel não tinha o reconhecimento formal no âmbito da política cultural. Isso dificultava a sua inclusão no planejamento das ações e na preservação de suas manifestações”, declarou. “Hoje estamos inaugurando esse momento. Esse decreto se soma a outros gestos que reafirmam o compromisso do Estado brasileiro com a liberdade religiosa, com o diálogo e com o respeito”, acrescentou o petista.
O que diz o texto?
O decreto de Lula estabelece que a cultura gospel e seus elementos, como a música, serão considerados uma manifestação da cultura nacional. O texto considera como parte da cultura gospel:
música gospel, abrangendo diversos estilos da música gospel, como adoração louvor, hip-hop gospel, entre outros;
formas de expressão corporal e cenográfica, tais como dança de adoração, teatro, encenações religiosas;
artes visuais, exposição de pinturas, esculturas, artesanato e outras formas de arte visual inspiradas na fé cristã, promovendo o diálogo entre arte e espiritualidade;
literatura religiosa;
e outras manifestações culturais que tenham a vida cristã como base.
A norma determina que as políticas públicas de cultura terão de contemplar diretrizes nacionais para promover e valorizar o gospel.
As ações listadas são as seguintes:
reconhecimento e incentivo à criação, pesquisa, preservação e difusão dos repertórios, saberes e práticas gospel;
estímulo à formação, capacitação técnica e profissionalização de agentes culturais;
articulação entre órgãos federais, estaduais e municipais para inclusão da cultura gospel nas políticas culturais locais e no Sistema Nacional de Cultura;
promoção da circulação nacional e internacional de obras e artistas gospel;
e ações de preservação documental e arquivística de acervos musicais, registros de culto, vídeos e publicações gospel. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, avaliou que o decreto aproxima o “cotidiano das comunidades de fé e a institucionalidade cultural”.
Ao longo da cerimônia no Planalto, Margareth também defendeu que a “política cultura deve ser capaz de abraçar a pluralidade de crenças”. “Esse decreto estabelece diretrizes que têm o sentido de promover e ampliar a formação de profissionais, de agentes culturais, e a articulação federativa para inclusão da cultura gospel nas políticas locais e no sistema nacional. Celebramos esse decreto como mais um avanço. A política cultura deve ser capaz de abraçar a pluralidade de crenças”, disse a ministra.
Governo do Brasil entregou nesta terça-feira (2) a Barragem Panelas II e autorizou a retomada das obras para concluir a Barragem Igarapeba, em Pernambuco. Esses dois empreendimentos fazem parte dos investimentos do Caminho das Águas, dentro do Novo PAC, para ampliar a segurança hídrica e fazer a contenção de cheias no Agreste e na Zona da Mata pernambucana.
O ato de entrega foi realizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante agenda no estado nordestino. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que obras paradas, investimentos abandonados e fábricas fechadas ficaram no passado. “São cinco barragens iniciadas pela presidente Dilma que ficaram paradas. O presidente Lula definiu, desde o início desse governo, que nenhuma obra parada seria abandonada, que deveriam ser retomadas. Agora, estamos chegando no final do terceiro ano de governo com o menor nível de desemprego da história, com a menor inflação que já teve, com o dólar em queda, com os salários representando a maior massa salarial da história do Brasil e dando os primeiros passos para a justiça fiscal”, explicou o ministro, demonstrando que o planejamento estratégico do governo, consequentemente, desenvolve o país, reflete na economia e melhora a vida dos brasileiros. “Quero publicamente reconhecer e parabenizar os técnicos e engenheiros que se dedicaram para a conclusão desta obra. São profissionais que cuidaram da obra porque sabem que atrás da obra está o interesse da população. Obra andando significa emprego para o povo, significa água para produção, para consumo – e aqui, como essa barragem, água para também para salvar vidas humanas e o patrimônio das pessoas. Ou seja, para dar qualidade de vida decente para a população”, acrescentou. A Barragem Panelas II irá beneficiar mais de 169 mil habitantes de cinco municípios. Com capacidade de 16,9 milhões de m³ e investimento total de R$ 114,3 milhões, a obra foi iniciada em 2011 e paralisada em outubro de 2014, sendo retomada em janeiro de 2024.“Essa é a segunda barragem que estamos entregando para resolver o problema de água no estado do Pernambuco”, destacou o presidente Lula. “O Novo PAC, a nível nacional, tem R$ 1,7 trilhão em investimentos. Aqui em Pernambuco, o programa tem R$ 45,9 bilhões, e até agora foram executados R$ 22 bilhões. Tem muita obra em execução. Então é muito importante o que está acontecendo no Brasil”, disse.A governadora Raquel Lyra, o prefeito do Recife, João Campos, e os ministros Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovações), Alexandre Silveira (Minas e Energia), Waldez Góes (Integração) e Wolney Queiroz (Previdência Social) também participaram da cerimônia.
Retomada autorizada
Autorizada pelo Governo do Brasil, a obra da Barragem Igarapeba será retomada a partir desse mês de dezembro, em São Benedito do Sul (PE), com a capacidade de armazenar 46,6 milhões de m³. O investimento é de R$ 206 milhões.
Os investimentos em Pernambuco cobrem todo o ciclo da água: enquanto na Mata Sul o foco é a contenção de enchentes, no Agreste o trabalho é garantir o abastecimento. São iniciativas que o governo assumiu como prioritárias.
O governo federal autorizou a contratação temporária de 39,1 mil pessoas para atuar em dois grandes levantamentos conduzidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola 2025 e do Censo da População em Situação de Rua. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (17), por meio de uma portaria conjunta dos ministérios da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e do Planejamento e Orçamento.Segundo o texto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) poderá contratar profissionais por tempo determinado para atender a uma necessidade temporária de excepcional interesse público, conforme previsto em lei.De acordo com a portaria, as pessoas selecionadas atuarão em diversas funções, com quantitativos já definidos. A maior parte das vagas é para o cargo de recenseador, responsável pela coleta de dados, com 27.330 oportunidades.
Ao todo, são 39.108 vagas, distribuídas da seguinte forma:
As despesas com as contratações correrão à conta do orçamento do próprio IBGE, classificadas como “Outras Despesas Correntes”, e dependerão de declaração de adequação orçamentária e financeira.O recrutamento dependerá de aprovação prévia em processo seletivo simplificado, que deverá ter ampla divulgação. O IBGE tem prazo de até seis meses para publicar o edital de abertura das inscrições, e as remunerações serão definidas pelo próprio instituto, conforme a legislação vigente. A portaria é assinada pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, e pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e entrou em vigor na data de sua publicação.O último concurso do IBGE foi em 2023, quando o governo federal autorizou o instituto a realizar concurso para contratar 8.141 funcionários temporários para a elaboração de pesquisas.Além disso, no ano passado o IBGE também ofertou 895 oportunidades no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU). Atualmente, o IBGE mantém outro processo seletivo temporário em andamento, com 9.580 vagas para os cargos de Agente de Pesquisas e Mapeamento e Supervisor de Coleta e Qualidade.
O Jornal Nacional teve acesso a documentos inéditos sobre a crise dos Correios. A reportagem é de Thiago Resende e Júlio Mosquéra.
O Conselho Fiscal dos Correios fez ao menos quatro alertas, desde 2023, sobre o aumento das despesas e a perda de receita da estatal. Documentos internos mostram grande preocupação dos conselheiros – um representante do Tesouro Nacional e dois do Ministério das Comunicações.
Em agosto de 2023, o Conselho cobrou informações sobre medidas tomadas para redução de despesas e um plano de ação para geração de receitas. Dois meses depois, os conselheiros alertaram para o alto custo da folha de pagamento e a baixa capacidade da empresa de reduzir despesas no curto prazo. Já em abril de 2024, o Conselho Fiscal apontou que as metas de receitas definidas pelos Correios pareciam arrojadas, considerando o histórico que se mostrava mais conservador. Ou seja, as receitas estavam superestimadas. Os alertas foram mais fortes em agosto de 2024: risco de insuficiência orçamentária. O Conselho Fiscal manifestou preocupação com a perspectiva de a estatal não atingir a meta de receita e defendeu a necessidade de adequação das despesas. Alertou que isso era essencial para proteger os ativos dos Correios, garantir a continuidade das operações e alcançar os objetivos estratégicos. Em 2024, a empresa teve um déficit de R$ 2,6 bilhões. Em janeiro de 2025, o governo federal passou a discutir medidas para reequilibrar as contas. Em maio, os Correios apresentaram um plano de reestruturação – esperavam economizar R$ 1,5 bilhão. Mas as despesas continuaram subindo e as receitas, caindo. Até setembro, a empresa registrou déficit de R$ 6 bilhões e a projeção é fechar 2025 com rombo de R$ 10 bilhões.Sob pressão, os Correios apresentaram já em novembro um novo plano de reestruturação com previsão de demissão voluntária de 15 mil funcionários, venda de imóveis e pedido de empréstimo de R$ 20 bilhões. A estatal ainda não chegou a um acordo com os bancos e, agora, a expectativa é de que o empréstimo seja de R$ 12 bilhões. Um órgão de fiscalização do governo também apontou problemas nos Correios. Técnicos da Controladoria-Geral da União encontraram inconsistências no balanço financeiro de 2023. Uma análise mostra que a estatal deixou de registrar R$ 1 bilhão de dívidas trabalhistas, o que evitou um resultado financeiro ainda pior.
JN tem acesso a documentos que mostram que direção dos Correios recebeu alertas sobre despesas e risco de falta de dinheiro desde 2023 — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Segundo a CGU, os Correios registraram um rombo de R$ 600 milhões em 2023. De acordo com a auditoria, o déficit real foi de R$ 1,6 bilhão, porque a estatal não contabilizou as dívidas com funcionários que estavam na Justiça. O Tribunal Superior do Trabalho já havia dado ganho de causa para os funcionários. Mas, às vésperas da publicação do balanço financeiro, os Correios usaram uma decisão liminar de uma instância inferior na Justiça comum para declarar que ainda havia dúvidas sobre a obrigatoriedade do pagamento. Na prática, retirou a previsão de despesa de R$ 1 bilhão.A CGU aponta que o procedimento não seguiu princípios e normas contábeis. Os Correios também têm um outro órgão que assessora o Conselho de Administração: é o Comitê de Auditoria. Desde 2021, esse comitê vinha alertando que era necessário contratar uma empresa de auditoria independente mais robusta e mais preparada para atuar diante da complexidade dos negócios da estatal. A direção dos Correios afirmou que assumiu há três meses e vem adotando medidas para reverter a crise e manter a estatal sustentável a longo prazo. Declarou ainda que o plano de reestruturação prevê equilibrar as contas, fortalecer a governança e modernizar os Correios; e que órgãos de supervisão do governo acompanham de maneira permanente a situação da empresa.
Resumo O ministro Gilmar Mendes rejeitou pedido da AGU para reconsiderar decisão que limita à PGR a iniciativa de pedidos de impeachment de ministros do STF, considerando-o “incabível” e destacando a incompatibilidade de pontos da Lei 1.079/1950 com a Constituição. O ministro Gilmar Mendes rejeitou, nesta quinta-feira, 4, um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para que reconsiderasse a determinação que restringe à Procuradoria-Geral da República (PGR) a iniciativa para apresentar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o ministro da Corte, “o pedido de reconsideração é manifestadamente incabível”.Na decisão, Gilmar afirmou que o ordenamento jurídico brasileiro não considera “o chamado pedido de reconsideração”, o que seria um recurso informal sem valor próprio. O ministro complementou que o assunto será levado ao plenário virtual do STF, entre os dias 12 e 19 de dezembro, e poderá ser apreciado por toda a Corte. “Compreendo que existem alguns pontos da Lei 1.079/1950, no que diz respeito ao rito do processo de impeachment de membros do Poder Judiciário, que padecem de vícios maculadores de sua higidez constitucional. Além disso, conforme pontifiquei em tal ato decisório, a submissão dos magistrados dos Tribunais Superiores a um regime de responsabilização incompatível com o texto constitucional representa um grave comprometimento da independência judicial, o que denota a extrema urgência de que se reveste a medida”, escreveu Gilmar.
Impeachment de ministros do STF Em uma decisão de quarta-feira, 3, o ministro Gilmar Mendes concedeu uma medida liminar que altera o rito de impeachment de ministros do STF. O magistrado retirou de “todo cidadão” o direito de denunciar um crime de responsabilidade contra um membro da Corte, e determinou que a denúncia caberá apenas à Procuradoria-Geral da República (PGR). Em seu argumento, Gilmar disse que a PGR, “na condição de fiscal da ordem jurídica, possui capacidade para avaliar, sob a perspectiva estritamente jurídica, a existência de elementos concretos que justifiquem o início de um procedimento de impeachment”. A decisão, no entanto, não foi bem recebida pela classe. política.
CORPO, ALMA E ESPÍRITO A Restauração Integral do Ser Humano para chegar à Estatura Completa de Cristo
INTRODUÇÃO O racionalismo e o cientificismo buscam há séculos explicar a existência humana, mas falham em desvendar todos os mistérios do corpo. Essa lacuna gera uma profunda crise de identidade no homem pós-moderno. Diante de tantas incertezas, somente a fé, por meio das Escrituras Sagradas, oferece respostas seguras sobre nossa constituição e propósito. Este estudo, portanto, analisa o corpo não como um acaso evolutivo, mas como a maravilhosa obra da criação de Deus. Ao compreendermos a origem divina de nossa estrutura física, somos convidados a glorificar o Criador com nosso ser integral, corpo, alma e espírito. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.
TEXTO ÁUREO O Senhor criou todas as partes internas do meu corpo; uniu todas essas partes para formar o meu corpo, enquanto eu ainda estava no ventre de minha mãe. Agradeço ao Senhor por me ter criado de maneira tão perfeita e maravilhosa! Suas obras são maravilhosas; e eu sei disso muito bem. O Senhor conhecia perfeitamente cada osso do meu corpo que estava sendo formado enquanto eu ainda estava no ventre da minha mãe, como a semente que cresce debaixo da terra. Antes mesmo de o meu corpo tomar forma humana, o Senhor já havia planejado todos os dias da minha vida; cada um deles estava registrado no seu livro, antes de qualquer um deles existir! (Sl 139.14 NBV). Essa passagem bíblica é uma confissão poética da onisciência e da onipotência de Deus aplicadas à criação da vida. A admiração do salmista não se dirige apenas à complexidade biológica, mas à certeza de ter sido formado pelas mãos do Criador. Nessa verdade se encontra o fundamento da dignidade humana. A ciência pode encantar-se com os detalhes da formação da vida, mas o salmista exalta o próprio Autor da existência.
Verdades que a passagem bíblica destaca: 1. Dignidade humana. Os versículos sustentam o valor inalienável de cada pessoa, independentemente de suas condições físicas, sociais ou cognitivas. 2.Apologia contra a desumanização. O texto é frequentemente citado como argumento contra o aborto, a eutanásia, o racismo e outras formas de desprezo pela vida. 3. Teologia da adoração. O louvor do salmista não se apoia em bênçãos externas, mas na identidade de Deus e no modo como Ele o criou, constituindo um exemplo de adoração centrada no Criador.
VERDADE PRÁTICA A ciência busca desvendar os mistérios do corpo humano, mas o crente descansa em saber que é obra da poderosa e perfeita mão de Deus. Um visitante entrou em uma galeria de arte e, diante de um quadro de rara beleza, afirmou ironicamente: “Isto é fruto do acaso, algumas tintas se espalharam sozinhas até formar essa imagem perfeita”. Todos riram, pois sabiam que nenhuma pintura existe sem um pintor. Se um quadro simples, feito de tinta e tela, exige um artista, quanto mais o corpo humano, composto por bilhões de células organizadas com precisão, não exige um Criador? Negar essa realidade é um salto de fé muito maior do que admitir a existência de Deus. É nesse ponto que o salmista se distingue do pensamento naturalista. Ele não contempla apenas a “pintura”, a complexidade biológica, mas volta-se ao “Artista”, o Deus que o formou de modo assombroso e maravilhoso. A ciência pode analisar tintas, cores e traços, mas apenas a fé reconhece a mão do Criador por trás da obra.
1. A MARAVILHOSA OBRA DE DEUS 1.1 Do pó da terra. A LIÇÃO DIZ: Em sua sabedoria e infinito poder, Deus fez o corpo do homem (adam) do pó da terra (adamah) (Gn 2.7); uma estrutura magnífica composta, segundo estimativas, por cerca de 37 trilhões de células, tecidos, órgãos e sistemas, cujo funcionamento desafia a mais moderna ciência. O racionalismo entende que a razão humana é a fonte primária e suficiente para o conhecimento e compreensão da realidade, inclusive da existência humana. Ele parte do pressuposto de que, por meio da lógica e do raciocínio puro, podemos alcançar verdades universais e explicações últimas. Na prática, isso leva à tentativa de explicar a existência humana com base apenas na capacidade racional, sem necessidade de revelação divina. A vida, nesse quadro, é compreendida como fruto de processos intelectualmente compreensíveis, e o propósito da existência é construído pela própria razão humana. O cientificismo é uma forma extrema de confiança na ciência empírica, afirmando que apenas aquilo que pode ser observado, medido e testado cientificamente é verdadeiro. Dentro dessa visão, a existência humana é explicada exclusivamente como resultado de processos físico-químicos e evolucionários. A cosmovisão cristã, ao contrário dessas abordagens, afirma que a razão e a ciência são dons válidos de Deus, mas insuficientes por si só para explicar a totalidade da existência. A Bíblia revela que: • O ser humano foi criado à imagem de Deus, com valor intrínseco e propósito eterno (Gn 1:26). • A razão humana é real, mas limitada e afetada pelo pecado. • A ciência é uma ferramenta útil, mas incompleta para revelar verdades espirituais e morais. Somente dentro da cosmovisão cristã a razão, a ciência, a moral e o sentido existencial encontram uma base coerente e integrada: “Cristianismo não é irracional, mas oferece o único fundamento racional para a própria razão, para a moralidade, e para a dignidade da existência humana”. A ciência, quando honesta, não contradiz a Bíblia, mas confirma sua veracidade. A ciência moderna confirma de forma impressionante o testemunho bíblico. Os principais elementos químicos que compõem o corpo humano também estão presentes no solo da terra e na crosta terrestre: • Oxigênio (O) essencial para respiração e formação da água; • Carbono (C) base de todas as moléculas orgânicas; • Hidrogênio (H) componente da água e de quase todas as biomoléculas; • Nitrogênio (N) fundamental para proteínas e DNA; • Cálcio (Ca) estrutura dos ossos e dentes, presente em rochas calcárias; • Fósforo (P) parte do DNA, ATP e ossos; • Potássio (K), Enxofre (S), Sódio (Na), Magnésio (Mg), Ferro (Fe), Zinco (Zn), Cobre (Cu), Manganês (Mn) todos encontrados no solo e indispensáveis para funções vitais. Em termos químicos, o ser humano é literalmente formado do mesmo “pó” que constitui a terra. 1.2 Deus, o Autor da vida. A LIÇÃO DIZ: De uma das costelas de Adão, formou Deus a mãe de todos os viventes, Eva, em um corpo igualmente maravilhoso, porém, tão distinto em anatomia, fisiologia e genética (Gn 1.27; 3.20). Em relação a como os descendentes dos primeiros pais são formados no ventre materno, as Escrituras mostram que assim como na formação do primeiro homem e da primeira mulher, Deus é o Autor das vidas de todas as pessoas (Sl 139.13-15; Jr 1.5). Observando a forma extraordinário que o homem foi criado, o comentarista pontua que Deus é o Autor da vida. Implicações decorrentes da verdade de que Deus é o Autor da vida: 1.2.1 Toda vida humana tem valor intrínseco, pois é criada por Deus, à Sua imagem (Gn 1.26-27). O valor da vida não depende de utilidade, capacidade ou estágio de desenvolvimento. Portanto, entende-se que a Bíblia condena o desprezo pelas pessoas com limitações cognitivas e motoras, bem como abomina o aborto, tratando-o como o assassinato de um inocente indefeso. 1.2.2 Se Deus é o autor da vida, Ele tem o direito soberano de dar, sustentar e tirar a vida. Deuteronômio 32.39 “Eu faço morrer e eu faço viver.”Não temos autonomia absoluta sobre nossa própria vida ou a de outros. Logo, o homicídio e o suicídio são pecados diante de Deus. 1.2.3 Nossa vida tem um propósito designado por Deus. Se a vida veio de Deus, ela não é fruto do acaso ou de processos impessoais, mas possui um telos (finalidade). Efésios 2.10 nos diz: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras.” 1.2.4 A vida não é apenas um experimento pessoal, mas um dom com prestação de contas ao Doador. Hebreus 9.27 assevera: “… aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disso, o juízo.” 1.3 A individualizada formação integral. A LIÇÃO DIZ: Deus forma espírito, alma e corpo de cada ser humano, conforme ocorre o ato de procriação que Ele mesmo estabeleceu, pela união íntima de homem e mulher (macho e fêmea) (Gn 4.1; SI 33.15; Zc 12.1; Is 57.16). As Escrituras falam claramente da existência de vida humana completa (corpo, alma e espírito) ainda no ventre (Gn 25.22; Lc 1.15,39-44; Gl 1.15). Isso ressalta a grande perversidade do aborto e aponta para o sublime valor da maternidade, que deve ser cercada de cuidado e proteção e conduzida em temor, amor e devoção (SI 127.3-5; Sl 128.3). Uma das principais justificativas apresentadas pelos defensores do aborto é a ideia de que, nos primeiros dias de gestação, o embrião não deve ser considerado uma pessoa. Para muitos, trata-se apenas de um conjunto de células ou de um “protótipo” de ser humano cuja eliminação não envolveria implicações éticas, morais ou religiosas significativas. Essa visão busca esvaziar a dignidade do embrião a fim de legitimar a interrupção da gravidez, sobretudo nas fases iniciais do desenvolvimento. Historicamente, essa questão tem sido alvo de intensos debates. O ponto central da controvérsia é: em que momento a vida humana tem início? Seria no nascimento, quando a criança respira pela primeira vez? Seria ao atingir determinado estágio de desenvolvimento intrauterino? Ou seria no exato momento da concepção, quando ocorre a fusão entre o espermatozoide e o óvulo, formando o zigoto? No campo da bioética, diferentes teorias foram propostas. O autor Gilbert Meilaender, em sua obra Bioética: Um Guia para os Cristãos, observa que alguns modelos fazem distinção entre o “feto informe” e o “feto formado”. O “feto informe” seria aquele nos estágios iniciais da gestação, ainda sem forma definida. O “feto formado” já teria passado por um grau maior de desenvolvimento. Essa distinção deu origem a diversas especulações sobre o momento da chamada “infusão da alma”. Algumas tradições sustentam que a alma é infundida no momento da concepção. Outras acreditam que isso ocorre em um estágio posterior do desenvolvimento embrionário. Há ainda interpretações antigas, como a de certos pensadores judeus, que consideravam que a alma só era concedida ao ser humano após o nascimento, quando este passa a respirar. No entanto, a perspectiva cristã, baseada na revelação bíblica e reforçada por evidências científicas, reconhece que a vida humana é plena e digna desde o momento da concepção. Nesse instante ocorre a combinação única e irrepetível de material genético, formando o zigoto, que já possui toda a informação necessária para o desenvolvimento completo de um ser humano. Como afirmam especialistas: “cientificamente falando, um óvulo fecundado contém toda a vida de um ser humano; tudo o que ele precisa é tempo e nutrição”. À luz das Escrituras, não há espaço para uma definição tardia da dignidade humana. Deus é quem forma o espírito do homem desde o ventre (Zc 12.1),e conhece cada ser antes mesmo do seu nascimento (Jr 1.5). O testemunho bíblico aponta, de forma clara, que a vida no ventre é uma vida pessoal, dotada de identidade, propósito e valor intrínseco. Portanto, a tentativa de despersonalizar o embrião ou de relativizar o momento em que a vida começa não encontra respaldo nem na ciência moderna, nem na cosmovisão cristã. A dignidade humana não é progressiva, mas concedida por Deus desde o primeiro instante da existência. Isso torna o aborto, em qualquer fase, uma afronta direta à santidade da vida criada à imagem do Criador.
2. O CORPO E A GLÓRIA DE DEUS 2.1 O divino tecelão. A LIÇÃO DIZ: Em linguagem poética, Davi descreve a ação divina na formação do corpo humano no ventre materno apresentando Deus como o tecelão (Sl 139.13-15). O termo tecelão se refere ao artesão que trabalha com fios, entrelaçando-os no tear para produzir um tecido. Sua função exige paciência, cuidado e habilidade para combinar cada fio de maneira precisa, a fim de formar um padrão belo e funcional. Tecelões da antiguidade eram responsáveis por transformar fios soltos em peças únicas de vestuário ou ornamento. O corpo humano é visto como uma “obra de tapeçaria”, e o ventre materno como o “tear” divino. Cada célula, músculo e tecido é comparado a fios que Deus, como tecelão, entrelaça com sabedoria. O verbo hebraico empregado traz a ideia de “entrelaçar”, “bordar”, “entretecer” (sāḵaḵ, סָכַךְ ), revelando que a formação da vida é um processo artístico, não mecânico. Entender que Deus é o divino tecelão significa reconhecer que cada detalhe do nosso corpo foi cuidadosamente planejado por Ele. A cor dos olhos, o formato do cabelo, a altura, as marcas que carregamos, nada é fruto do acaso. Tudo faz parte do desenho intencional do Criador. Por isso, não devemos nos prender a padrões de beleza humanos que mudam com o tempo e só geram frustração. Você é uma obra singular planejada por Deus. 2.2. Entendimento e louvor. A LIÇÃO DIZ: A compreensão da maravilhosa obra divina na formação do corpo humano liberta-nos de toda especulação e dúvida e produz sentimento de gratidão e louvor. Davi declarou: “Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado” (SI 139.14). A teologia da adoração no Salmo 139.14 mostra que o conhecimento de que fomos formados por Deus afasta questionamentos que frequentemente atormentam a mente humana. São eliminadas dúvidas sobre o valor da vida, pois cada ser humano foi intencionalmente planejado pelo Criador. Cai por terra a especulação de que a existência seja fruto do acaso, porque o salmista afirma que cada detalhe do corpo foi tecido por Deus. Também se desfaz a incerteza sobre identidade e propósito, já que a vida não é um acidente, mas parte de um projeto divino. Ao perceber isso, a resposta natural não é indiferença ou revolta, mas gratidão. Por isso Davi declara: “Eu te louvarei, porque de modo terrível e maravilhoso fui formado”. A adoração aqui é uma resposta consciente à certeza de que a vida possui origem, sentido e valor em Deus. 2.3 O perigo dos extremos. A LIÇÃO DIZ: Desde os tempos antigos, a humanidade tem oscilado entre dois extremos sobre o valor e a importância do corpo. De um lado, correntes de pensamento como 0 maniqueísmo, o platonismo e o gnosticismo espalharam ideias que viam a matéria de forma negativa, considerando o corpo algo essencialmente mau. De outro lado, havia o culto ao belo, como na Grécia Antiga. O desequilíbrio permanece. Vícios, automutilações e outras atitudes extravagantes deformam e desonram o corpo (Lv 19.28; Pv 23-29-35; 1 Ts 4.4). Por outro lado, há o narcisismo moderno, marcado pela supervalorização do corpo em detrimento da alma e do espírito. A idolatria do “eu” leva à prática excessiva de selfies, publicações de si mesmo em redes sociais, cuidados estéticos, cosméticos e físicos em excesso (2 Tm 3.2; 1 Pe 3.3-5). Cuidar do corpo é importante, mas sem exageros. O cristão deve ser equilibrado em tudo (1 Co 6.12). O maniqueísmo foi um sistema religioso surgido no século III, que afirmava a existência de duas forças eternas em conflito: uma espiritual, boa; e outra material, má. A matéria era vista como uma prisão da alma, e o corpo, como um obstáculo à pureza espiritual. Essa dualidade radical influenciou outras visões semelhantes ao longo da história. O platonismo, originado nas ideias de Platão, sustentava que o mundo físico era uma cópia imperfeita do mundo ideal das formas. Embora não afirmasse que a matéria era má em si mesma, valorizava muito mais o mundo espiritual e desprezava o corpo como transitório e inferior. Essa desvalorização influenciou várias tradições posteriores. O gnosticismo, movimento religioso dos primeiros séculos, combinava elementos do platonismo e do misticismo oriental. Ele ensinava que a salvação vinha do conhecimento oculto (gnosis) e que o corpo era uma prisão da alma divina. No gnosticismo, o corpo era visto como criação de um deus inferior e, por isso, essencialmente mal. Essas correntes, ao reduzirem o corpo a algo negativo, promoveram práticas de ascetismo extremo e rejeição da realidade física. Em contrapartida, na Grécia Antiga, floresceu o culto ao corpo belo e proporcional, principalmente no ideal do homem atlético e harmonioso. Esculturas, competições esportivas e rituais expressavam uma veneração estética que fazia do corpo um símbolo quase divino. Embora valorizasse a forma física, essa cultura frequentemente negligenciava os aspectos morais e espirituais do ser humano. Hoje, essa tensão reaparece sob novas formas. De um lado, há vícios autodestrutivos, como automutilações, dependências e práticas degradantes que desonram o corpo, contrariando princípios bíblicos de dignidade e santidade (Lv 19.28; Pv 23.29-35; 1 Ts 4.4). De outro lado, cresce o fenômeno do narcisismo moderno, caracterizado pela supervalorização do corpo em detrimento da alma. Trata-se de uma obsessão pela aparência, pela imagem pessoal e pela aceitação social. Esse narcisismo se manifesta em práticas constantes de exposição pessoal, como selfies em excesso, postagens em redes sociais, e uma busca quase religiosa por intervenções estéticas e cuidados cosméticos desmedidos. A Escritura adverte contra esse tipo de egoísmo superficial(2 Tm 3.2; 1 Pe 3.3-5). Diante desses extremos, a fé cristã apresenta um caminho de equilíbrio. O corpo não é nem um mal a ser desprezado, nem um ídolo a ser adorado. Ele é criação de Deus, templo do Espírito Santo (1 Co 6.19-20), e deve ser cuidado com responsabilidade, sem exageros, sem negligência e sem idolatria. Como ensina o apóstolo Paulo, o cristão deve buscar moderação em todas as coisas (1 Co 6.12), reconhecendo que o corpo serve como instrumento para glorificar a Deus. Em suma, o cristão é chamado a honrar a Deus com seu corpo, sem cair no desprezo antigo nem na idolatria moderna. O corpo deve ser cuidado com sabedoria, como parte integrante do ser humano criado à imagem de Deus, aguardando a plena redenção que se manifestará na ressurreição final. 1.4 Princípios ou regras? A LIÇÃO DIZ: Quando falamos em corpo temos a tendência de logo pensar em regras, mas o viver cristão moderado consiste, acima de tudo, na observância dos princípios bíblicos. Um deles é fazer tudo para a glória de Deus (1 Co 10.31). Aplicável às práticas mais simples de nosso cotidiano, é um parâmetro espiritual mais eficaz que regras rígidas e inflexíveis, que podem nos levar ao legalismo (Mt 23.1-7,23). Devemos sempre refletir: o que fazemos com o nosso corpo glorifica a Deus ou visa agradar a nós mesmos (Rm 14.21515.1-7)? No contexto da vida cristã, é fundamental distinguir entre princípios e regras, pois essa distinção afeta diretamente a forma como o crente compreende e pratica sua obediência a Deus. Regras são normas específicas, aplicadas a situações determinadas. Elas indicam o que deve ou não deve ser feito em termos claros. Por exemplo, “Não matarás” ou “Não adulterarás” são regras diretas. Elas oferecem um limite definido, útil para casos objetivos e situações que exigem proibição imediata. Contudo, regras isoladas tendem a ser rígidas e, quando absolutizadas fora do seu contexto, podem gerar uma religiosidade mecânica ou legalista. Princípios, por outro lado, são fundamentos morais amplos, que orientam o julgamento e a conduta em diversas situações. São verdades permanentes que guiam o discernimento, mesmo em assuntos não diretamente regulamentados pela Escritura. “Fazer tudo para a glória de Deus” (1 Co 10.31) é um exemplo de princípio. Ele não impõe uma lista de ações, mas oferece um critério que pode ser aplicado a qualquer área da vida. Enquanto uma regra pode ser obedecida sem reflexão, um princípio exige consciência, reflexão e alinhamento com o caráter e a vontade de Deus. Regras funcionam bem na infância espiritual, mas princípios são indispensáveis à maturidade. Eles moldam o julgamento moral do cristão, permitindo que ele tome decisões corretas mesmo quando não há uma norma explícita. Portanto, a ética cristã saudável não despreza regras, mas as compreende à luz dos princípios que as sustentam. O crente maduro busca viver por convicções enraizadas na Palavra, aplicando os ensinamentos de Deus com equilíbrio, clareza e fidelidade.
3. O CORPO E A COLETIVIDADE 3.1 A prática relacional. A LIÇÃO DIZ: Deus nos fez seres relacionais, gregários, sociáveis. Isso está explícito na ordem de procriação e enchimento da terra (Gn 1.28). Por isso, temos necessidades e deveres que vão além de nossa individualidade. Não fomos criados para viver isolados social οu afetivamente. Desde o início, a solidão foi vista como algo inadequado (Gn 2.18). Viver isolado contradiz a estrutura com que fomos feitos. Essa verdade aparece em todas as fases da vida. Uma criança sem vínculo familiar saudável sofre emocionalmente. Um idoso sem companhia adoece mais rápido. Pessoas afastadas do convívio saudável adoecem na alma. A solidão prolongada afeta o corpo e a mente tanto quanto maus hábitos físicos. A Bíblia ilustra isso de forma clara. Jesus, embora plenamente autossuficiente, cercou-se de amigos. Escolheu discípulos. Chorou por Lázaro. Na cruz, confiou sua mãe aos cuidados de João. “Como o ferro afia o ferro, assim um amigo afia o outro” (Pv 27.27 NVT). Ninguém amadurece espiritualmente sozinho. O cristão precisa de igreja, de irmãos, de responsabilidades que envolvam outros. Precisa aprender a ouvir, perdoar, repartir, corrigir e ser corrigido. Evitar pessoas para evitar conflitos é sinal de imaturidade, não de santidade. 3.2 A prática congregacional. A LIÇÃO DIZ: O corpo é um elemento fundamental do culto divino. As Escrituras nos advertem da necessidade da reunião coletiva, da vida congregacional (Hb 10.24,25). O corpo tem participação real no culto a Deus. É com a voz que cantamos, com os lábios que oramos, com os ouvidos que recebemos a Palavra, com os joelhos que nos humilhamos, com as mãos que se erguem em adoração e repartem o pão. O culto cristão é, ao mesmo tempo, espiritual e visível, interior e exterior. Em nossos dias, muitos têm adotado discursos críticos contra a igreja institucional. Alegam que é possível manter uma espiritualidade pessoal a parte da igreja ou que reuniões virtuais, pregações pelo Youtube são suficientes para suprirem as necessidades espirituais. Outros se declaram “desagregados”, como se esse termo pudesse definir uma nova forma legítima de cristianismo. Mas isso é engano. A fé bíblica não se vive em isolamento. O Novo Testamento não conhece cristãos independentes. Os apóstolos escreveram suas cartas a igrejas reunidas. Os mandamentos de mutualidade, como exortar, servir, suportar, consolar, perdoar, pressupõem convivência. Textos como Efésios 4.1-3 e 1 Tessalonicenses 5.11-15 mostram que a igreja funciona como um corpo: seus membros crescem em união e esforço conjunto. Negar a importância da vida congregacional é negar um traço essencial da fé cristã. A fé pessoal precisa de um ambiente congregacional para amadurecer. O culto doméstico é necessário. A oração particular é indispensável. Mas nenhuma delas substitui a assembleia dos santos. 3.3 Tecnologia e culto. A LIÇÃO DIZ: O corpo precisa não apenas estar presente no templo, mas envolver-se diretamente com o culto. Tanto o Antigo quanto o Novo Testamentos enfatizam o aspecto corporal intenso da adoração (2 Cr 7.1-4; S127.4; 100.2-4; At 2.41-47). Deus quer a expressão de todo o nosso corpo em louvor ao seu nome (Sl 150.6; At 4.24,31; 1 Co 14.26; 1 Tm 2.8). Os recursos tecnológicos da atualidade, como drones, telões, celulares e tablets são muito úteis, mas se usados sem moderação podem nos distrair ou deixar inertes no culto.O culto cristão constitui o encontro sagrado entre Deus e o seu povo, momento que exige dedicação integral e foco absoluto. Esse encontro deve ser sustentado por três pilares essenciais:a presença física, a atenção plena e a reverência. Entretanto, o uso indiscriminado de celulares, luzes, drones, propagandas em telões, etc., rompem com a finalidade principal do culto que é adorar a Deus. Vamos destacar, pelos menos, três prejuízos: 3.3.1O primeiro e mais evidente prejuízo é a perda de foco e a quebra da reverência. Por exemplo, a natureza multifuncional dos smartphones, com suas notificações constantes e a facilidade para alternar entre aplicativos, dispersa a nossa atenção da Palavra, oração e adoração. Ao manusear o aparelho para fotografar, enviar mensagens ou navegar na internet, é impossível não se desconectar do culto. 3.3.2Além do impacto individual, o uso de celulares no culto acarreta consequências coletivas e geracionais. Adultos que utilizam seus aparelhos de forma indiscriminada oferecem um modelo negativo a crianças e adolescentes, cuja maturidade espiritual ainda se encontra em desenvolvimento. 3.3.3Finalmente, a substituição do texto sagrado físico pelo digital prejudica a retenção bíblica e o discipulado. A familiaridade com a Bíblia impressa, como a localização de seus livros, o contexto das passagens e as anotações pessoais, é uma ferramenta valiosa para o crescimento espiritual. A dependência da tela e do digital, em contrapartida, fomenta uma relação mais superficial com as Escrituras e, com isso, reduz a intimidade com a Palavra que deve guiar a vida do crente (Dt 6.1-7). Em suma, embora a tecnologia ofereça benefícios, sua utilização no culto deve ser criteriosa.
CONCLUSÃO
Ao final desta lição, reafirmamos que o corpo é uma dádiva divina, uma obra de arte criada com propósito. Reconhecer sua complexidade nos inspira a louvar ao Criador e a buscar um cuidado equilibrado, que rejeita tanto o desprezo quanto a idolatria. Nosso corpo é também ferramenta essencial para a comunhão e o culto coletivo, pois a adoração genuína envolve presença e participação. Portanto, que possamos honrar a Deus em nosso corpo, vivendo em santidade e servindo ativamente na igreja, para a glória Daquele que nos formou de modo tão maravilhoso.
Em João 13:34, Jesus ensinou: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.” Então acrescentou: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (versículo 35). Como podemos fazer isso?O que significa amar uns aos outros?
Os “uns aos outros” nesses versículos é uma referência aos companheiros crentes. Uma marca distintiva de ser um seguidor de Cristo é um amor profundo e sincero pelos irmãos e irmãs em Cristo. O apóstolo João nos lembra desse fato em outro lugar: “Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão” (1 João 4:21). Ao dar esse mandamento, Jesus fez algo que o mundo nunca viu antes – criou um grupo identificado por uma coisa: o amor. Existem muitos grupos no mundo, e eles se identificam de várias maneiras: pela cor da pele, pelo uniforme, pelo interesse compartilhado, pela escola que frequentaram, etc. Um grupo tem tatuagens e piercings; outro grupo se abstém de carne; outro grupo ainda usa chapéus religiosos – as formas pelas quais as pessoas se categorizam são infinitas. No entanto, a igreja é única. Pela primeira e única vez na história, Jesus criou um grupo cujo fator identificador é oamor. A cor da pele não importa. A língua nativa não importa. Não há regras sobre dieta, uniformes ou chapéus. Os seguidores de Cristo são identificados pelo seu amor um pelo outro.A igreja primitiva demonstrou o tipo de amor de que Jesus estava falando. Havia pessoas em Jerusalém de todo o mundo conhecido (Atos 2:9-11). Os que eram salvos se reuniram e imediatamente começaram a cuidar das necessidades uns dos outros: “Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade”(Atos 2:44–45). Isso era o amor em ação, e você pode ter certeza de que esse amor impressionou as pessoas daquela cidade. As declarações de Jesus em João 13:34–35 levam a outras perguntas que podem ser boas para responder. Primeiro, como Jesus ama?Ele ama incondicionalmente (Romanos 5:8), sacrificialmente (2 Coríntios 5:21), com perdão (Efésios 4:32) e eternamente (Romanos 8:38-39). Ao mesmo tempo, o amor de Jesus é santo – caracterizado pela pureza moral transcendente – porque Ele é santo (Hebreus 7:26). O ponto culminante do incrível amor de Cristo por nós é Sua morte na cruz, sepultamento e ressurreição corporal (1 João 4:9–10). Os crentes devem amar uns aos outros assim. Segundo, como então o crente em Cristo pode amar como Cristo amou?O crente em Cristo tem o Espírito Santo vivendo dentro dele (1 Coríntios 6:19-20). Quando obedecemos ao Espírito, através da Palavra de Deus, o crente pode amar como Cristo ama. Ele mostra aquele amor incondicional, sacrificial e perdoador aos irmãos, mas não para por aí. Ele também mostra o amor de Cristo a amigos, parentes, colegas de trabalho, etc. (Efésios 5:18–6:4; Gálatas 5:16, 22–23). Até os inimigos são recebedores do amor de Cristo (ver Mateus 5:43–48). O amor de Cristo exibido através do crente é diferente do “amor” gerado pela carne, que pode ser egoísta, interesseiro, implacável e insincero. 1 Coríntios 13:4–8dá uma descrição maravilhosa de como será o amor de Cristo em e através do crente que anda no Espírito.
As pessoas não amam naturalmente com um amor do tipo 1 Coríntios 13. Para amar assim, deve haver uma mudança de coração. Uma pessoa deve perceber que é um pecador diante de Deus e entender que Cristo morreu na cruz e ressuscitou para lhe dar perdão; então ele deve tomar a decisão de aceitar a Cristo como o seu Salvador pessoal. Nesse ponto, ele é perdoado por Cristo e recebe o dom da vida eterna de Deus – na verdade, torna-se um participante da natureza divina (2 Pedro 1:4). Em Cristo, ele sabe que é genuinamente amado por Deus. A nova vida que o crente recebe inclui uma nova capacidade de amar como Cristo ama, pois o crente agora tem dentro de si o amor incondicional, sacrificial, perdoador, eterno e santo de Deus (Romanos 5:5).
Amar uns aos outros é amar os irmãos como Cristo nos ama. Aqueles que amam como Cristo no poder do Espírito Santo evidenciam que são discípulos, ou aprendizes, de Jesus Cristo.
Casos recentes de intoxicação grave por metanol — um composto químico de uso industrial, presente em solventes, combustíveis e outros produtos, mas impróprio para consumo humano devido à sua elevada toxicidade — têm provocado preocupação e amplo debate no Brasil ao longo da última semana.
De acordo com informações da Agência Brasil, o país já soma 59 ocorrências de intoxicação por metanol, entre casos confirmados e em apuração, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. A maior parte foi registrada em São Paulo, com 41 notificações. Entre os oito óbitos investigados, um já foi confirmado no estado, cinco seguem sob análise também em São Paulo e outros dois em Pernambuco. O cenário levanta uma questão central: por que o metanol é tão mais perigoso que o etanol, o álcool presente nas bebidas comuns? Ambos são classificados quimicamente como álcoois e, do ponto de vista visual, são muito semelhantes: são transparentes, tem a mesma liquosidade e incluse o mesmo odor – e não é possivel distingui-los por percepcao. Mas os efeitos que produzem no organismo humano são radicalmente diferentes — e essa diferença, aponta a infectologista Jessica Fernandes Ramos, explica a gravidade dos casos registrados.
“No fígado, os dois são metabolizados pela mesma enzima, mas os resultados são distintos: o etanol gera substâncias menos nocivas, enquanto o metanol é transformado em formaldeído (o formol usado para embalsamar cadáveres) e em ácido fórmico, extremamente tóxico.” “Esse ácido é corrosivo para o nervo óptico, para estruturas do sistema nervoso e altera o pH do sangue, o que pode comprometer o metabolismo celular, afetar o funcionamento de órgãos vitais e levar a complicações graves, incluindo falência de múltiplos sistemas”, descreve Ramos, que integra o Núcleo de Infectologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Os casos recentes ganharam ainda mais destaque porque, diferentemente de situações anteriores em que a ingestão de metanol estava ligada principalmente a contextos de uso intencional, muitas vezes entre populações em situação de rua, desta vez as ocorrências se deram em bares e envolveram diferentes tipos de bebidas adulteradas, como gim, uísque, vodca e outros destilados. Ainda não se sabe se o metanol foi adicionado a bebidas falsificadas (para dar mais volume e barateá-las), ou se são casos de contaminação — mas as declarações dadas pelas autoridades até o momento apontam para a primeira opção.
Os efeitos do metanol no corpo
O metanol é rapidamente absorvido. Os primeiros sintomas podem ser sentidos de duas até 48 horas – a depender de quanto da substância foi ingerido. “Em algumas intoxicações se usa lavagem gástrica, mas no caso do metanol isso não adianta, porque a absorção é muito rápida. Uma vez absorvido pelo trato digestivo, ele passa pelo fígado e se transforma nesses dois metabólitos tóxicos, que entram na circulação”, aponta a infectologista. Os metabólitos, descreve Ramos, chegam rapidamente ao sistema nervoso, e as células mais vulneráveis são os neurônios.
“Por isso os primeiros sintomas são dor de cabeça intensa, alterações no nervo óptico, visão turva ou borrada, podendo evoluir para redução da acuidade visual e, nos casos mais graves, cegueira.” O corpo também passa a produzir substâncias muito ácidas durante a digestão desse produto. Isso faz com que o sangue fique mais ácido do que deveria, uma condição chamada acidose metabólica.
Para tentar compensar, a pessoa começa a respirar de forma rápida e curta, numa tentativa de eliminar esse excesso de acidez pelo ar.
“Esse desequilíbrio afeta todas as células do corpo, mas o coração é um dos primeiros a sofrer, porque precisa de um funcionamento muito estável para manter os batimentos. O sistema respiratório também é prejudicado, já que precisa trabalhar além do normal para tentar equilibrar o organismo. Os rins, por sua vez, têm papel central nesse processo: eles tentam segurar bicarbonato (que é uma substância alcalina) para neutralizar a acidez. Mas esse esforço cobra um preço — a função de filtração fica comprometida, e o paciente pode evoluir para uma insuficiência renal.”
Crescei na graça e no conhecimento estudo é um chamado presente na Palavra de Deus que nos impulsiona a buscar um crescimento contínuo em nossa fé e compreensão da revelação divina. Esse crescimento não se refere apenas ao aumento de conhecimento teórico sobre as Escrituras, mas também a uma transformação profunda em nosso caráter, permitindo-nos viver de acordo com a vontade de Deus. A graça de Deus nos sustenta nesse processo, nos capacitando a entender mais sobre Sua natureza, Seu plano para nossas vidas e o propósito eterno de Cristo. O apóstolo Pedro, em 2 Pedro 3:18, nos exorta a “crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”, um lembrete claro de que o conhecimento não é apenas intelectual, mas deve resultar em uma vida mais parecida com a de Cristo. Portanto, o estudo bíblico torna-se uma ferramenta essencial para aqueles que desejam crescer espiritualmente e viver de maneira mais eficaz no Reino de Deus. Este artigo vai explorar como podemos aplicar o princípio de crescer na graça e no conhecimento, tanto no nosso entendimento intelectual quanto em nossa prática diária da fé. Ao longo da reflexão, também faremos uma conexão com o Salmo 1, que nos ensina sobre a importância de meditar na Palavra de Deus e viver segundo Seus ensinamentos. No final, explicaremos a relação entre o salmo e o conceito de crescimento na graça e no conhecimento, revelando como esses princípios se entrelaçam e nos guiam em nossa jornada cristã.
A Base Bíblica Para Crescer na Graça e no Conhecimento
A base bíblica para ‘crescei na graça e no conhecimento estudo’ encontra-se claramente exposta nas Escrituras, sendo um princípio fundamental para a vida cristã. O apóstolo Pedro, em sua segunda carta, capítulo 3, versículo 18, exorta os cristãos a “crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”. Esse versículo destaca que o crescimento espiritual é um processo contínuo que envolve tanto o entendimento profundo da revelação divina quanto o desenvolvimento da graça que recebemos de Deus.
A palavra “graça”, neste contexto, refere-se à favor divino imerecido que capacita o cristão a viver conforme os preceitos de Deus. Já o “conhecimento” está relacionado à compreensão não apenas teórica, mas prática, que deve se refletir em uma vida transformada. Esses dois aspectos graça e conhecimento são inseparáveis, pois é pela graça que somos habilitados a entender as coisas de Deus e é o conhecimento que nos direciona a viver de maneira mais plena no Seu propósito. Além disso, em Colossenses 1:9-10, Paulo ora para que os crentes sejam “cheios do conhecimento da Sua vontade, em toda sabedoria e inteligência espiritual, para que andem de maneira digna do Senhor”. Aqui, vemos que o conhecimento não é apenas intelectual, mas deve levar a uma transformação moral e comportamental, alinhada com a vontade divina. Portanto, crescer na graça e no conhecimento estudo é algo que envolve uma busca constante pelo entendimento das Escrituras, mas também uma vida que reflete a verdade que descobrimos nelas.
Esses ensinamentos são fundamentais para todos os cristãos que desejam amadurecer espiritualmente e caminhar cada vez mais próximos de Cristo.
O Papel da Graça e do Conhecimento no Processo de Santificação
É um dos aspectos mais profundos e transformadores da vida cristã. Quando falamos sobre “crescei na graça e no conhecimento estudo”, estamos nos referindo a dois elementos essenciais que atuam juntos no processo contínuo de santificação o ato pelo qual somos separados para Deus e moldados à imagem de Cristo.
A graça, em sua essência, é o favor imerecido de Deus, que nos capacita a viver segundo Sua vontade. Ela é um presente divino que nos proporciona não apenas a salvação, mas também a força necessária para resistir ao pecado e viver de maneira que agrada a Deus. A graça nos habilita a superar nossas fraquezas humanas e a caminhar em santidade, não por méritos próprios, mas pelo poder de Deus operando em nós. Assim, ao crescermos na graça, nos tornamos mais sensíveis à direção do Espírito Santo e mais aptos a refletir o caráter de Cristo em nossas ações e escolhas diárias.
Por outro lado, o conhecimento desempenha um papel igualmente importante. O estudo da Palavra de Deus nos proporciona a sabedoria necessária para entender o que é agradável a Ele e como podemos viver uma vida que honre Sua santidade. O conhecimento de Deus, de Sua vontade e de Seus caminhos nos guia, ilumina nossas mentes e nos ajuda a discernir entre o certo e o errado. É através do conhecimento das Escrituras que a mente é renovada e somos moldados pela verdade divina. Portanto, o processo de santificação envolve tanto a graça que nos capacita quanto o conhecimento que nos orienta. Sem a graça, não teríamos a capacidade de crescer espiritualmente, mas sem o conhecimento, não saberíamos como viver de acordo com a vontade de Deus. Ao “crescer na graça e no conhecimento estudo”, somos continuamente transformados em nossa jornada de santificação, refletindo cada vez mais a imagem de Cristo em nossas vidas.
Como ‘Crescer na Graça’ Impacta a Vida Cristã?
A palavra “graça” está no centro da vida cristã, pois ela nos reflete o imenso amor e misericórdia de Deus, que nos concede Sua salvação sem que a mereçamos. Quando “crescemos na graça”, experimentamos uma transformação contínua em nossa maneira de viver, em nosso relacionamento com Deus e com os outros. Esse crescimento impacta profundamente várias áreas da vida cristã, desde a forma como enfrentamos dificuldades até a maneira como lidamos com o pecado e a tentação.Primeiramente, crescer na graça nos faz mais conscientes do caráter de Deus. À medida que compreendemos mais profundamente o que Ele fez por nós através de Cristo, somos mais gratos e, consequentemente, mais dispostos a viver em obediência. A graça nos ensina a humildade, pois reconhecemos que não conseguimos alcançar a salvação por nossos próprios esforços, mas unicamente por meio do sacrifício de Jesus. Além disso, a graça de Deus também é essencial para lidar com os desafios da vida cristã. Quando crescemos nesse entendimento, somos mais resilientes diante das dificuldades e provações. Em vez de cair no desespero, sabemos que Deus nos sustenta com Sua graça, dando-nos força para perseverar. A graça também nos torna mais compassivos e perdoadores com os outros, pois, assim como fomos perdoados, somos chamados a perdoar. Isso transforma nosso relacionamento com as pessoas, criando uma comunidade cristã mais unida e amorosa. Finalmente, crescer na graça nos permite viver com maior liberdade e paz, pois sabemos que nossa aceitação diante de Deus não depende de nossas obras, mas do que Cristo fez por nós. Essa liberdade nos capacita a viver de forma mais generosa, servindo aos outros e compartilhando o evangelho com aqueles ao nosso redor. Assim, ao “crescer na graça e no conhecimento estudo”, a nossa vida cristã se torna mais vibrante e refletiva da verdadeira transformação que Deus opera em nós.
Como ‘Crescer no Conhecimento’ Fortalece a Fé Cristã?
O crescimento no conhecimento é fundamental para fortalecer a fé cristã, pois ele nos proporciona uma compreensão mais profunda de Deus, de Sua vontade e de Seu plano para a humanidade. Quando falamos sobre “crescei na graça e no conhecimento estudo”, estamos nos referindo ao processo contínuo de aprender mais sobre Deus, não apenas em termos intelectuais, mas de uma forma que transforma nossa maneira de viver e crer. Ao “crescer no conhecimento”, somos capacitados a compreender melhor as Escrituras, discernir a verdade em meio às dificuldades e aplicar os princípios bíblicos de forma prática em nossa vida diária. Esse conhecimento não é apenas sobre fatos ou doutrinas, mas sobre um relacionamento pessoal com Deus, que se aprofunda à medida que entendemos mais sobre Sua Palavra. À medida que conhecemos mais a fundo o caráter de Deus, Sua justiça, misericórdia, e fidelidade, nossa confiança n’Ele se fortalece. Além disso, o conhecimento sólido das Escrituras nos ajuda a resistir às falsas doutrinas e aos enganos do mundo. Compreender as verdades bíblicas nos permite distinguir o que é verdadeiro do que é falso, protegendo nossa fé de ser corrompida por ideias que não se alinham com a Palavra de Deus. Esse entendimento fortalece nossa capacidade de enfrentar os desafios da vida com firmeza, sabendo que temos uma base sólida na verdade divina. Por fim, crescer no conhecimento de Deus também nos capacita a viver de acordo com Sua vontade, promovendo uma vida mais plena e frutífera. Esse crescimento nos leva a uma fé mais madura e segura, capaz de enfrentar os altos e baixos da vida com confiança em Sua providência. Portanto, ao “crescer na graça e no conhecimento estudo”, nossa fé se torna mais robusta, fundamentada na verdade, e cada vez mais capaz de refletir o amor e a sabedoria de Deus em nossas ações e decisões.
Práticas para Crescer na Graça e no Conhecimento
Práticas para crescer em graça e conhecimentosão essenciais para aqueles que desejam avançar em sua jornada espiritual. Quando falamos sobre “crescei na graça e no conhecimento estudo”, não nos referimos apenas a um crescimento teórico, mas a uma transformação prática e contínua. Aqui estão algumas práticas que podem nos ajudar a crescer nessas áreas de forma eficaz.
Leitura e estudo diário das Escrituras: A Bíblia é a fonte primária de conhecimento sobre Deus e Sua vontade. Estudar as Escrituras regularmente nos permite aprofundar nosso entendimento e aplicar os princípios divinos em nosso dia a dia. Ler passagens específicas e refletir sobre seu significado ajuda a fortalecer a nossa fé e a crescer na compreensão de Deus.
Oração constante: A oração é um meio fundamental para crescer na graça. Através dela, estabelecemos uma comunicação contínua com Deus, onde buscamos Sua orientação, expressamos nossa gratidão e nos abrimos para Sua transformação. A oração fortalece nossa dependência de Deus e nos permite crescer em nossa intimidade com Ele.
Meditação na Palavra de Deus: Além da leitura, é importante meditar nas Escrituras. Isso envolve refletir profundamente sobre os textos e permitir que eles penetrem em nossos corações. A meditação nos ajuda a internalizar os ensinamentos de Deus e a aplicá-los em nossa vida cotidiana, promovendo um crescimento espiritual mais consistente.
Participação em estudos bíblicos em grupo: Engajar-se com outros cristãos em estudos bíblicos é uma excelente maneira de crescer no conhecimento. Ao compartilhar insights e aprender com outros, expandimos nossa compreensão das Escrituras e somos desafiados a viver de acordo com os ensinamentos de Cristo. A comunhão com outros cristãos também nos fortalece na graça.
Serviço e ação prática: Crescer na graça também envolve colocar em prática o que aprendemos. Servir aos outros, praticar a misericórdia e viver conforme o exemplo de Cristo são maneiras de desenvolver uma fé madura. O serviço nos ajuda a refletir o caráter de Deus em nossas ações, promovendo crescimento tanto na graça quanto no conhecimento.
Busca pela sabedoria divina: Além do estudo intelectual, devemos buscar sabedoria divina, pedindo a Deus que nos conceda discernimento e entendimento através do Espírito Santo. Essa sabedoria não apenas aumenta nosso conhecimento, mas também nos capacita a aplicar corretamente a verdade de Deus em nossa vida prática.
Portanto, ao adotar essas práticas, podemos crescer de forma equilibrada tanto na graça quanto no conhecimento, refletindo cada vez mais a imagem de Cristo em nossas vidas e fortalecendo nossa caminhada cristã
Desafios no Crescimento Espiritual e Como Superá-los
As pessoas da sua igreja são imaturas? Elas são reflexo da liderança. Caminhe em direção ao amadurecimento e veja sua igreja crescer!
I. O RETRATO DA IMATURIDADE
No contexto natural, amadurecimento é a fase que dá sequência ao crescimento. Se uma árvore der o seu fruto e ele não estiver maduro, por exemplo, isso significa que ele ainda está em processo de formação. O corpo físico funciona da mesma forma. Existe um crescimento físico programado, mas existe também um limite para este crescimento. Quando o corpo chega neste limite, significa que ele está maduro.
Agora, vamos trazer este assunto para o contexto espiritual, começando com a leitura de um versículo do apóstolo Paulo aos Coríntios:
“Eu, porém, não vos pude falar como a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo. 2 Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque ainda não podíeis suportá-lo. Nem ainda agora podeis, pois ainda sois carnais. 3 Porquanto, havendo entre vós ciúmese contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem?4 Quando, pois, alguém diz: Eu sou de Paulo, e outro: Eu, de Apolo, não é evidente que andais segundo os homens?” (1 Coríntios 3:1-4)
A igreja de Corinto era conhecida por sua “meninice espiritual”, ou seja, por sua carnalidade. Era uma Igreja onde havia contendas, ciúmes, fofocas, mentira, inveja e outras coisas mais, por isso, Paulo disse que não podia falar com eles como se já fossem espirituais, pois eram claramente carnais. Isso lhe parece familiar? Em qualquer igreja onde não há um processo que leve as pessoas ao amadurecimento, a carnalidade irá dominar. É claro que cada pessoa tem a responsabilidade de buscar o seu crescimento individualmente também, mas, enquanto Corpo de Cristo, a Igreja que tem um comportamento carnal revela a fraqueza espiritual em que vive. Por que isso acontece?
II. A MATURIDADE DOS LÍDERES E DA IGREJA
Quando falamos de vida espiritual, amadurecimento não é um processo espontâneo (natural) que virá independentemente de fazermos alguma coisa. Existe um investimento espiritual a ser feito! Nós vemos ministérios que parecem que estão no Jardim da Infância! E, quando isso acontece, o resultado é confusão. A obra de Deus é para ser segura, é para trazer benefícios e para fazer as pessoas crescerem; de forma alguma é para ser confusa! Se você observar, verá que existem muitas igrejas sendo abertas pelo nosso país. Isso é fácil de fazer. O difícil é achar a pessoa certa, que tenha um relacionamento familiar equilibrado e saudável, para liderar uma Igreja. Igreja não é feita de tijolo; Igreja é feita de pessoas. E pessoas estarão debaixo de alguém que está à frente, a liderança. Será que os líderes estão preparados suficientemente? Será que estão no lugar certo, fazendo aquilo que Deus os chamou? Porque, se não estiverem, eles vão ter muitos problemas e, pior, vão causar um grande estrago ao seu redor. Mas, se estiverem, Deus vai dar o crescimento devido, a partir do seu amadurecimento.
A Igreja é um reflexo do seu líder
Como a Igreja pode amadurecer, então?A Igreja amadurece quando a liderança está no processo de amadurecimento. A fórmula é simples:
Líder maduro = Igreja madura
Quando o líder é imaturo e carnal, a Igreja também é. Mas, se o líder estiver crescendo, levará outros ao crescimento também. O amadurecimento equilibra a Igreja em uma base mais sólida.Por que o inferno está parando ou desviando várias pessoas das igrejas?Porque elas não têm esta base. Por serem “crianças espirituais”, são arrastadas facilmente para doutrinas hereges ou se perdem com distrações.A pessoa que está no processo de amadurecimento não se deixa ser enredada ou confundida por coisas estranhas, mas desenvolve uma sensibilidade ao que o Espírito Santo fala com ela.
III. OS PILARES DO AMADURECIMENTO
O apóstolo Paulo nos aconselha o seguinte:
“Irmãos não sejais, meninos no entendimento; na malícia, contudo sede criancinhas, mas adultos no entendimento.” (1 Coríntios 14:20 – Bíblia Revisada)
Este entendimento não é algo mental, mas sim do espírito. É o que traz a visão correta da vida. Entendimento esse que é capaz de mudar todas as coisas! Ser “adulto no entendimento” depende do amadurecimento espiritual que, por sua vez, precisa de uma base espiritual sólida, como falamos. Esta base se equilibra em três pilares:
Idade (tempo de existência) A idade não é 100% determinante para o amadurecimento, pois existem pessoas novas muito responsáveis e maduras, enquanto outras já são adultas em idade, porém bem infantis. No entanto, no geral, ser uma pessoa mais velha é um item que contribui para uma maturidade maior.
Experiência vivida (prática da Verdade) Não estou me referindo aqui a trabalho, cursos, vivência no exterior, situações que a pessoa viveu e outros conhecimentos adquiridos a partir de uma experiência natural. A experiência que gera maturidade é a que é vivida em cima da Verdade, que é a Palavra de Deus.
Treinamento (ensino certo) Existe um versículo bem adequado a este tópico: “Se você deixa o ensino hoje, ficará longe da Verdade amanhã” (Provérbios 19:27 – Bíblia Viva). Aquele que quiser ser frutífero tem que ter paixão pela Verdade e temor pelos princípios deste livro. A Verdade tem que ser indispensável na nossa vida assim como a nossa roupa do corpo! Se, hoje, existe a falta de zelo para com a Verdade e há um relaxamento sobre aprender mais de Deus e da Sua palavra, a pessoa já está “matando” o seu futuro. Imagine isso então no ministério! O líder tem que cuidar da sua vida espiritual para chegar bem até o final! Além disso, o ensino tem que ter qualidade (não é qualquer um, pois há várias heresias!) e intensidade.
Base do tripé:
Por mais que a pessoa tenha uma idade adulta (tempo de existência), treinamento (ensino) e experiência vivida (prática da Verdade), se a base não for construída na oração e no estudo da Palavra de Deus, o “tripé” do amadurecimento não será sustentado! O nosso espírito precisa de comunhão com Deus!
Só a idade não é sinônimo de amadurecimento; só a experiência vivida não é sinônimo de amadurecimento; só o treinamento não irá garantir o amadurecimento. É preciso que os 4 fatores trabalhem interagindo para o amadurecimento.
AMADURECIMENTO:
3 PILARES: IDADE, EXPERIÊNCIA E TREINAMENTO
BASE: ORAÇÃO E ESTUDO BÍBLICO
Deus quer que cada um de nós cresça e frutifique. Se você tem dado passos concretos, respeitando a base e os pilares que acabamos de falar, o amadurecimento se estabelecerá. E, quando isso acontecer, tudo na sua vida vai melhorar: finanças, família, saúde e, claro, refletirá no ministério. Isso porque os comportamentos e as atitudes advindos da maturidade espiritual te levarão a ser uma pessoa sempre bem-sucedida. No ministério, as pessoas serão contagiadas e impulsionadas a fazer o mesmo que você. A paixão que você demonstrar ter por Deus e por Sua Palavra (e viver na prática, claro) será transmitida às pessoas que você lidera de forma absolutamente natural!
V. CONCLUINDO
O que Deus quer fazer através de você começa na sua vida primeiramente. Então, se você hoje tem uma posição de liderança e não tem visto resultados, pergunte-se a si mesmo:
Eu estou vivendo o que tenho ensinado?
Eu tenho investido meu tempo e coração em aprender aquilo que preciso de Deus para que eu possa ensinar com excelência?
Eu tenho me preparado como deveria, com a consciência de que sou responsável por várias vidas?
Eu tenho deixado Deus conduzir o ministério que opero?
O que um líder não deve ser
Orgulhoso: A ideia aqui é de alguém autossuficiente, arrogante e teimoso – o que pensa sempre ter razão e prefere mandar a fazer. Esse orgulho é danoso. Pedro aconselha a respeito disso:
Jovens, sujeitem-se aos mais velhos. Sejam todos humildes uns para com os outros, porque “Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes”. Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele os exalte no tempo devido(1Pe 5.5-6).
Ganancioso: É o que quer sempre levar vantagem sem esforço e mesmo à custa dos outros. A igreja, porém, é um corpo que precisa viver em harmonia, com todos se beneficiando mutuamente:
Caso sim, ótimo, você está no caminho do amadurecimento e a Igreja que você lidera será contagiada por este espírito e acompanhará o seu ritmo. Mas, se as suas respostas forem não, não perca mais um dia, nem mais um minuto! Decida agora ser o líder espiritual que Deus espera que você seja. Lembre-se: o que você quer colher no FUTURO depende do que você planta HOJE. Fazendo isso, a sua vida pessoal será bem-sucedida e o seu ministério também será próspero!
“Ouvindo-o todo o povo, recomendou Jesus a seus discípulos: Guardai-vos dos escribas, que gostam de andar com vestes talares e muito apreciam as saudações nas praças, as primeiras cadeiras nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes; os quais devoram as casas das viúvas e, para o justificar, fazem longas orações; estes sofrerão juízo muito mais severo” .Lc 20.45-47
Na Antiguidade, os escribas eram os profissionais que tinham a função de escrever textos, registrar dados numéricos, redigir leis, copiar e arquivar informações. Como poucas pessoas dominavam a arte da escrita, possuíam grande destaque social.Os escribas eram, geralmente, funcionários reais, pois eram comandados pelo governante e deviam fazer tudo o que seu superior ordenasse.
Jesus aponta duas atitudes erradas nos escribas: a vaidade e a hipocrisia. A vaidade revela-se nas longas vestes, no prazer em ser cumprimentados publicamente, na presunção de ocupar sempre os primeiros lugares no templo e nas sinagogas. É espantoso validar o significado desta palavra: “vaidade” qualidade do que é vão, ilusório, instável ou pouco duradouro. Desejo imoderado de atrair admiração ou homenagens. A hipocrisia revela-se em ostentarem grande devoção, prolongando os tempos de oração comum, só para darem nas vistas. Os “hipócritas” são identificados por sua impostura, fingimento, simulação, falsidade. A sua pretensa religiosidade torna-se ainda mais escandalosa quando não revelam qualquer pudor na opressão dos fracos e dos indefesos. Os escribas são homens impuros, incapazes de fazerem dom de si mesmos a Deus e ao próximo. Atualmente esta profissão não é denominada como nos tempos antigos, mas não podemos garantir que suas características ainda continuam a se revelar nos grandes templos, em frente a potentes câmeras e aquecidos grupos sociais.