24 de junho de 2026 10:48

Bolsonaro admite pedir refúgio em embaixada para evitar prisão por trama golpista

brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) admitiu em entrevista ao UOL a possibilidade de pedir refúgio em alguma embaixada no Brasil, caso tenha a prisão decretada após eventual condenação pela trama golpista de 2022.“Embaixada, pelo que vejo na história do mundo, quem se vê perseguido, pode ir para lá”, disse. “Se eu devesse alguma coisa, estaria nos Estados Unidos, não teria voltado.”Na mesma entrevista, ele diz ter conversado sobre “artigos da Constituição” com os comandantes das Forças Armadas para “voltar a discutir o processo eleitoral” após a eleição de 2022 na qual saiu derrotado por Lula (PT), mas diz que a ideia logo foi “abandonada”.Bolsonaro também nega ter tomado conhecimento do plano que, segundo a Polícia Federal, foi arquitetado para prender ou matar Lula, seu vice, Geraldo Alckmin, e o ministro Alexandre de Moraes, do STF e então presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).O ex-presidente liderou a trama golpista no final de 2022, e a ruptura democrática não foi concretizada por “circunstâncias alheias à sua vontade”, disse a PF no relatório final da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado. Declarado inelegível pelo TSE até 2030 por ataques e mentiras sobre o sistema eleitoral, Bolsonaro teve seu papel detalhado pela PF nas conclusões do inquérito entregues ao STF e tornadas públicas por Moraes.  Segundo a PF, “os elementos de prova obtidos ao longo da investigação demonstram de forma inequívoca” que Bolsonaro “planejou, atuou e teve o domínio de forma direta e efetiva dos atos executórios realizados pela organização criminosa que objetivava a concretização de um golpe de Estado e da abolição do Estado democrático de Direito”.Segundo a corporação, os 37 indiciados cometeram três crimes: tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado e organização criminosa, cujas penas somam de 12 a 28 anos de prisão, desconsiderando os agravantes.

PROTEÇÃO CONTRA A INSENSATEZ

ALCANCE UM FUTURO FELIZ E SEGURO
Conselhos de Salomão no Livro de Provérbios:
Um Convite à Sabedoria e às Promessas de Proteção

O QUE VAMOS ESTUDAR?
Nesta lição, vamos estudar o capítulo 9 que apresenta duas senhoras: a primeira, a sabedoria; a segunda, a loucura. A qual delas daremos ouvidos?

TEXTO PRINCIPAL Mas a sabedoria que vem do alto é, antes de tudo, pura. Também é pacífica, sempre amável e disposta a ceder a outros. É cheia de misericórdia e é o fruto de boas obras. Não mostra favoritismo e é sempre sincera. (Tg 3.17 NVT). “Mas a sabedoria que vem do alto”. Aqui, a “sabedoria que vem do alto” indica uma sabedoria divina, ou espiritual, que difere do conhecimento humano comum. Vamos conhecer as sete
características da sabedoria:
1. “é, antes de tudo”, pura.” Ser “pura” significa que essa sabedoria é imaculada, sem contaminações ou intenções egoístas, e livre de segundas intenções.
2. “Também é pacífica”. A sabedoria mencionada não promove conflito ou discórdia. Ao contrário,
ela busca harmonia e promove a paz entre as pessoas. Esse traço sugere que a verdadeira sabedoria contribui para a união, ao invés de divisão.
3. “Sempre amável”. A sabedoria que vem do alto é descrita como “amável”, o que sugere uma postura de gentileza e cuidado ao lidar com os outros. Ser amável implica em tratar as pessoas com respeito e carinho, promovendo um ambiente de cordialidade e empatia.
4. “e disposta a ceder a outros.” Além de amável, essa sabedoria tem a característica de ser flexível e humilde, mostrando-se aberta a ceder. Isso significa que ela não é rígida nem obstinada, mas está disposta a considerar as opiniões alheias e ceder em benefício de um entendimento maior ou de um bem comum.
5. “É cheia de misericórdia e é o fruto de boas obras.” A misericórdia aqui é uma compaixão ativa. A sabedoria verdadeira é acompanhada de atitudes compassivas e ações concretas que beneficiam os outros (“boas obras”). Não se trata apenas de um conhecimento teórico, mas de uma prática ativa de bondade e ajuda ao próximo.
6. “Não mostra favoritismo”. Essa sabedoria é imparcial e justa. Não privilegia uns em detrimento
de outros; trata a todos de forma equitativa.
7. “E é sempre sincera.” A sinceridade implica autenticidade e transparência. Não há falsidade ou engano nessa sabedoria. Ela é honesta e verdadeira, o que fortalece a confiança e o respeito em relação ao seu conselho.

RESUMO DA LIÇÃO
Uma vida de sabedoria tem a moderação como antídoto contra uma vida insensata.
“Uma vida de sabedoria”. A sabedoria, aqui, é mais do que conhecimento; é uma maneira de viver baseada em discernimento e prudência.
“tem a moderação como antídoto. A moderação é apresentada como uma ferramenta ou “cura” para os excessos e os impulsos desmedidos. A ideia é que, ao ser moderada, a pessoa evita os extremos, que frequentemente levam a consequências negativas.
• “contra uma vida insensata.” Uma vida insensata é aquela guiada pela imprudência, pela falta de reflexão e autocontrole. A moderação, então, é o remédio que protege uma pessoa dos erros e prejuízos de uma vida sem direção sábia.

I. DUAS SENHORAS: DONA SABEDORIA E DONA LOUCURA
1.1 O capítulo 9.
A LIÇÃO DIZ: Esse capítulo de Provérbios é a conclusão da primeira seção do livro (Caps. 1 a 9) que se caracteriza pela apologia da sabedoria. Nestes nove primeiros capítulos o sábio deseja mostrar o quanto a sabedoria é boa, verdadeira e bela quando compreendida e aplicada à vida do jovem que dela se alimenta (Pv 9.1). Assim, o capítulo 9 está dividido em três seções: o convite da senhora sabedoria (vv.1- 6); o interlúdio entre os dois convites (vv.7-12) e o convite da senhora loucura (vv.13 18). Nesta lição, nos deteremos nas seguintes seções: versículos 1-6 e versículos 13-18. Este subponto apresenta algumas informações importantes. Em primeiro lugar, o capitulo 9 de provérbios é a conclusão dos capítulos anteriores (1-8). Isso significa que a partir da próxima lição, estaremos envolvidos em uma nova seção deste livro. Em segundo lugar, o comentarista propõe uma divisão do capítulo em três partes. Logo abaixo, vamos explorar uma divisão homilética. Em terceiro lugar, o subponto delimita nossa área de análise quando diz: “Nesta lição, nos deteremos nas
seguintes seções: versículos 1-6 e versículos 13-18.” O Sábio Caminho da Vida: Atender ao Apelo da Sabedoria, Não da Loucura ou Insensatez (Pv 9.1-18)
1. Aceitar o Chamado da Sabedoria: Uma Imagem do Chamado de Deus.
a. A Sabedoria edifica a sua casa sobre uma base sólida (v. 1). Construção firme e segura que simboliza os fundamentos da sabedoria.
b. A Sabedoria prepara uma grande festa com o melhor que tem: Conhecimento, compreensão e discernimento.
c. Sabedoria envia seus mensageiros com três mensagens:
i.
ii.
iii.
Chamado para fora dos lugares mais públicos. Que os simples, todos os que carecem de compreensão e bom senso, venham à minha festa. Venha, coma da minha comida e beba do vinho. Conhecimento, compreensão. Abandonar maneiras tolas e andar no caminho do entendimento. Resultados da vida vivida com sabedoria.
d. Sabedoria adverte seus mensageiros:
i.
ii.
Os Zombadores vão insultá-los. Os Pecadores irão abusar deles. e. Sabedoria instrui seus mensageiros:
i.
ii.
iii.
iv.
f.
Não repreenda escarnecedores. Repreenda apenas o sábio: eles serão gratos. Instrua o sábio, e eles se tornarão mais sábios. Ensine os justos, e eles ansiosamente procurarão aprender. O fundamento da verdadeira sabedoria: É o temor do Senhor e o conhecimento do Santo (Pv 1.7).
g. Sabedoria premia seus seguidores e julga os escarnecedores:
i.
ii.
iii.
O sábio viverá mais tempo. O sábio crescerá em sabedoria e terá uma vida produtiva. Os zombadores sofrerão as consequências de suas ações.
2. Rejeitar o Chamado da Loucura: Um Retrato de uma Prostituta Chamando.
1. Ela é indisciplinada. Representa a atração da insensatez.
2. Ela se senta em sua porta no ponto mais alto da cidade: Melhor localização para atrair sua
presa.
3. Ela chama os transeuntes, mesmo aqueles cuidando de seus próprios negócios:
i.
ii.
Seduz os simples, todos os que carecem de compreensão e bom julgamento, a virem
com ela. Oferece prazer sexual (água roubada e alimentos) e garante que será doce.
4. Ela engana e condena os simples: Seus seguidores, os ímpios e imorais, estão condenados ao inferno e/ou morte (Sheol).
1.2 A senhora sabedoria.
A LIÇÃO DIZ: O capítulo 9 apresenta a sabedoria como uma senhora que, em primeiro lugar, edificou a sua casa sobre sete colunas, ou seja, uma casa espaçosa, alicerçada e confortável para receber os que desejam acolhimento em suas dependências (v.1). Além disso, ela preparou a mesa com comidas apetitosas e bebidas de aromas agradáveis (v.2). Dessa forma, ela deu ordens às criadas para convidar todos os que são simples e faltos de entendimento (vv.3.4). É interessante destacar aqui, que as “criadas” normalmente são apresentadas como os mestres, os líderes espirituais e os pais que constituem a relação do jovem. Nesse contexto, a senhora sabedoria conclama todos os jovens: “vinde, comei e bebei” da sabedoria (v.5). Quem aceita esse convite, abandona a insensatez e caminha pela trilha direita entendimento (v.6).
Vamos abordar os versículos 1-6 em três pontos elucidativos:
1. A Casa da Sabedoria: A Segurança de uma Vida Fundada em Deus.
“A Sabedoria edificou a sua casa, lavrou as suas sete colunas” (Pv 9.1)
• A Estabilidade das Colunas: A casa construída sobre sete colunas simboliza estabilidade, plenitude e solidez. O número sete na Bíblia é frequentemente associado à perfeição divina (Gênesis 2.2-3). Assim, essa construção sólida reflete que a sabedoria divina é o alicerce perfeito para a vida humana.
i.
ii.
Em contraste com as casas frágeis construídas sobre areia (Mt 7.24-27), a casa da Sabedoria é segura e duradoura. Aqueles que aceitam o convite da sabedoria constroem suas vidas sobre fundamentos sólidos, seguros em Deus. Aplicação: Quando edificamos nossas vidas sobre os princípios de Deus,
experimentamos uma segurança espiritual que o mundo não pode oferecer. A sabedoria nos protege das ciladas do pecado e das escolhas erradas.
2. O Banquete da Sabedoria: A Plenitude e Satisfação em Deus.
“Mata os seus animais, mistura o seu vinho e arruma a sua mesa” (Pv 9.2)
• A Generosidade do Banquete: O banquete preparado pela Sabedoria representa a abundância espiritual que Deus oferece àqueles que O buscam. A preparação meticulosa do banquete reflete o desejo de Deus de nos alimentar com a verdade e nos satisfazer com Sua presença.
i.
ii.
O vinho misturado com especiarias era um símbolo de celebração e alegria. Aplicação: Aceitar o convite da Sabedoria é participar de um banquete espiritual que nos nutre, alegra e nos fortalece para a caminhada cristã. Em Isaías 55.1-2, Deus nos convida: “Vinde, comprai e comei… por que gastais o vosso dinheiro naquilo que não é pão?”.
3. O Convite da Sabedoria: Abandonar a Insensatez e Seguir o Caminho da Vida. “Vinde, comei do meu pão e bebei do vinho que misturei. Deixai a insensatez, e vivei; e andai pelo caminho do entendimento” (Pv 9.5-6)
• Um Convite à Transformação: A Sabedoria convida os simples e os que carecem de entendimento a se afastarem da insensatez e a trilharem o caminho da vida. Esse chamado não é apenas para um banquete literal, mas para uma transformação de vida.
i.
ii. Os simples, neste contexto, são aqueles que ainda não se comprometeram com a sabedoria ou a insensatez; estão em uma encruzilhada. A Sabedoria os chama a tomar uma decisão radical para viver de forma justa e reta. Ilustração Bíblica: A parábola da festa de casamento (Mt 22.2-10) reflete o convite aberto de Deus para todos virem e desfrutarem de Suas bênçãos. Assim como no convite da Sabedoria, aqueles que rejeitam esse chamado perdem a oportunidade de experimentar
a verdadeira vida.
1.3 A senhora loucura.
A LIÇÃO DIZ: Diferentemente da senhora sabedoria, a senhora loucura é “alvoroçadora”, isto é, barulhenta e, ao mesmo, sedutora em estratégias para enlaçar a sua vítima (v.13: 7.11). Diferentemente da sabedoria, ela é falta de entendimento, não tem bom senso nem respeito pelas coisas de Deus (v.13). A arma da sua sedução é apresentada de uma posição de esplendor, pois a senhora loucura se assenta nas alturas da cidade (v.14). De lá, junto com uma elite formadora de cultura, ela chama os jovens simples, seduzindo-os, da seguinte forma: “As águas roubadas são doces, e o pão comido às ocultas é suave” (Pv 9.17). Esse convite não lembra as falas da Serpente
a Eva (Gn 3.4.5)? O capítulo encerra de maneira dramática, dizendo que onde a senhora loucura está
também se encontram os mortos, nas profundezas do Inferno (v.13). Essa seção, então, mostra que é melhor escolher o caminho de vida que o caminho da morte.
Vamos expor, de forma proposicional, este subponto em três partes:
1. O Convite da Senhora Loucura (Pv 9.13-18). Assim como a Senhora Sabedoria faz um convite ao banquete da vida, a Senhora Loucura apresenta seu convite — mas, ao contrário, ela leva seus seguidores à morte. Provérbios 9.13-18 traça um claro contraste entre as duas figuras femininas, destacando que, enquanto a sabedoria é cuidadosa, ordenada e plena de entendimento, a loucura é alvoroçadora e ignorante, buscando atrair os incautos com promessas sedutoras, mas enganosas. A senhora loucura é descrita como “barulhenta” e “sem entendimento” (v. 13). Ela não se
preocupa em construir uma casa robusta ou preparar um banquete generoso como a sabedoria, mas, em vez disso, usa sua posição nas alturas da cidade para chamar a atenção de todos que passam (v. 14). De lá, ela apela aos “simples” e “faltos de entendimento”, repetindo o mesmo convite da sabedoria, porém com intenções opostas (v. 16). Sua estratégia é seduzir aqueles que ainda não decidiram seguir pelo caminho da sabedoria, oferecendo um prazer imediato, mas destrutivo.
2. O Apelo Sedutor e Enganoso. O convite da Senhora Loucura é enganador: “As águas roubadas são doces, e o pão comido às ocultas é suave” (v. 17). Ao utilizar essa linguagem, ela sugere que o que é ilícito e proibido é mais prazeroso, ecoando a tentação da serpente a Eva no Jardim do Éden (Gn 3.4-5). A ideia é que a satisfação instantânea, mesmo que obtida de forma errada, é mais atrativa do que os caminhos retos da sabedoria. A metáfora das “águas roubadas” e do “pão comido em segredo” sugere uma sedução que promete prazer, mas, na verdade, é uma armadilha que leva à destruição. Assim como no discurso da mulher adúltera em Provérbios 5, o prazer ilícito é momentâneo e suas consequências são amargas.
3. A Revelação Final: O Caminho da Morte. Porém, o autor de Provérbios conclui essa passagem
com uma advertência sombria: “Mas ele não sabe que ali estão os mortos, que os seus convidados estão nas profundezas do inferno” (v. 18). Aqueles que caem nas garras da loucura, seduzidos por suas promessas vazias, acabam encontrando um fim trágico. O “banquete” que ela oferece não é um convite à vida, mas um caminho para a morte espiritual e eterna. Assim, enquanto o banquete da Senhora Sabedoria leva à vida e à plenitude, o convite da Senhora Loucura termina em destruição e morte. A escolha entre essas duas vozes — a sabedoria que edifica e dá vida, ou a loucura que destrói e engana — é uma decisão crucial que o texto nos convida a fazer.

II. A SABEDORIA COMO ANTÍDOTO CONTRA A INSENSATEZ
2.1 A sabedoria apela para a mente.
A LIÇÃO DIZ: O convite da sabedoria em Provérbios 9 pode ser correlacionado com o que o apóstolo Paulo escreveu em Filipenses: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4.8). Por que a sabedoria apela para a mente? A verdadeira sabedoria apela para a mente, buscando transformar nossos pensamentos, vontades e ações de acordo com os princípios divinos. Em Romanos 12.2, Paulo nos ensina a “não nos conformarmos com este mundo, mas sermos transformados pela renovação da nossa mente”. A verdadeira transformação espiritual começa com a mudança da forma como pensamos, alinhando nossos pensamentos com os padrões divinos, e não com os valores mundanos.
2.2 A sabedoria apela para o fazer o bem.
A LIÇÃO DIZ: A sabedoria do alto é um chamado a fazer de maneira virtuosa o que pensamos. Em todo o momento, o ensino do Novo Testamento é um chamado a colocar em prática o que pensamos de acordo com o que aprendemos com Jesus e sua Palavra (Tg 1.22; cf. Mt 7.24.25). O ensino do Novo Testamento é claro: pensamento e ação devem caminhar juntos. Tiago nos desafia a sermos não apenas ouvintes da Palavra, mas praticantes (Tg 1.22). Isso significa que não basta apenas conhecer os princípios da fé; é preciso viver de acordo com eles, aplicando os ensinamentos de Cristo em cada aspecto da nossa vida. Como Viver de Acordo com a Sabedoria do Alto?
Medite em Filipenses 4.8: Faça uma prática diária de direcionar seus pensamentos para aquilo que é verdadeiro, puro e louvável.
Seja um praticante, não apenas um ouvinte: Como Tiago 1.22 nos ensina, coloque em ação o que você aprende na Palavra de Deus.
Permita que o Espírito Santo renove sua mente: Peça a Deus que guie seus pensamentos e ações, para que eles estejam alinhados com os valores celestiais (Rm 12.2).
• Ame de forma prática: Mostre o amor de Cristo através de atitudes concretas em sua família, comunidade e igreja, seguindo o exemplo de Jesus (Jo 13.34-35).
2.3 A vida cristã é um caminho de sabedoria.
A LIÇÃO DIZ: O jovem cristão não é chamado para viver meramente de acordo com os seus sentidos ou instintos. Não! O jovem cristão é convidado, por meio de uma vida sob a direção do Espírito Santo, a ponderar as suas escolhas à luz da Palavra de Deus, de modo que ele se encontre em fidelidade com Cristo e sua causa. Por isso, diferentemente de um caminho de insensatez, a vida cristã é um caminho de sabedoria, moderação e temperança. Provérbios 14.12 nos alerta: “Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte.” O cristão, portanto, busca sabedoria para trilhar o caminho que leva à vida eterna. Precisamos viver de forma moderada e temperante. O que é viver de forma moderada e temperante? Viver de forma moderada e temperante é adotar uma abordagem de vida equilibrada, controlada e centrada em princípios que refletem a sabedoria bíblica.
Moderação: Um Equilíbrio em Todas as Coisas. A moderação é evitar os extremos — seja na maneira como comemos, falamos, nos divertimos, gastamos dinheiro ou até mesmo trabalhamos. Ela nos ajuda a manter o foco no que realmente importa, nos protegendo de hábitos que podem se tornar prejudiciais ou consumir nossa atenção de forma desordenada.
Temperança: O Autocontrole como Fruto do Espírito. A temperança, ou autocontrole, é a capacidade de dominar nossos impulsos e desejos. Viver com temperança é saber dizer “não” a atitudes, hábitos ou comportamentos que possam nos afastar de uma vida santa e pura.

 

 

III. A LOUCURA COMO COMPORTAMENTO DESVAIRADO
3.1 A senhora loucura apela aos sentidos.
A LIÇÃO DIZ: Diferentemente da senhora sabedoria, a senhora loucura apela para uma vida baseada apenas nos sentidos, nos instintos mais baixos do ser humano. A Senhora Loucura apela aos instintos e prazeres imediatos do ser humano, buscando satisfazer os desejos terrenos e sensuais. Viver dessa forma significa agir de acordo com o que é momentaneamente agradável, sem considerar as consequências espirituais. O jovem cristão é sal da terra e luz do mundo. Portanto, ele não compactua com a vida dissoluta dos ímpios e desviados que se entregam as drogas, curtição, prostituição e toda sorte de pecados. Ele não cede aos apelos dos que já foram seduzidos pela senhora loucura. 3.2 Comportamento pecaminoso x moderação cristã.

A LIÇÃO DIZ: A ilusão de que é mais fácil viver pecaminosamente, logo é desfeita. O estilo de vida pecaminoso parece mais fácil, mais divertido e menos restritivo, mas essa é uma  ilusão temporária. Quando surgem as provações e os desafios da vida, aqueles que viveram buscando apenas o prazer se encontram sem uma base sólida. Provérbios 9.18 nos lembra que, apesar de parecerem alegres, os que seguem a Senhora Loucura acabam em companhia dos mortos. 3.3 A vida moderada é proteção para a alma.
A LIÇÃO DIZ: O livro de Provérbios faz um apelo, tal qual o mesmo que nosso Senhor fez no Sermão do Monte (Mt 7.24-27), ao jovem cristão para que construa a sua vida sob uma premissa verdadeira, elevada e segura. Por isso, na fé cristã, a vida de moderação é uma das mais importantes virtudes que devemos desenvolver em nosso trajeto com Cristo. A verdadeira sabedoria, como nos ensina Provérbios e o Sermão do Monte, é escolher o caminho de Cristo, que é um caminho de pureza, moderação e paz. Ao construir nossas vidas sobre esses princípios, encontramos a segurança e a felicidade duradoura que só Deus pode proporcionar.

CONCLUSÃO
Vamos concluir relembrando alguns pontos importantes:
Escolha a Sabedoria e não a Loucura: A sabedoria de Deus é um convite para uma vida
fundamentada, segura e equilibrada. Diariamente, fazemos escolhas sobre onde depositar nossa confiança, seja na sabedoria divina, que leva à vida eterna, ou na insensatez, que conduz à destruição. Devemos ser conscientes ao escolher os caminhos que tomamos, priorizando a sabedoria divina (Pv 9.1-6).
Viva com Moderação: A vida cristã é marcada pela moderação, evitando os extremos e os excessos que nos afastam da vontade de Deus.
• Evite os Convites Enganosos: A insensatez oferece prazer imediato, mas suas consequências
são destrutivas. A “Senhora Loucura” seduz com promessas de prazer sem compromisso, mas o caminho que ela oferece leva à morte espiritual. Devemos estar alertas e discernir as ofertas do mundo, rejeitando as tentações que nos afastam da sabedoria e da vida verdadeira (Pv 9.17-18).

LOPES, Hernandes Dias. Provérbios: manual de sabedoria para a vida. São Paulo: Hagnos, 2016.
SWINDOLL, Chales. Vivendo Provérbios. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.
WIERSBE, Warren. Comentário bíblico expositivo. São Paulo: Geografia, 2017.
WALTKE, Bruce K. Comentários do Antigo Testamento – Provérbios – Volume 1 e 2. Cultura Cristã,
2019.

Uma Promessa de Salvação

A promessa da salvação abre as portas para o cumprimento de todas as demais promessas de Deus para nós.

Texto Bíblico  Gênesis 3.9-15

A Necessidade da Promessa

A razão da promessa

A queda, como registrada em Gênesis, trouxe transtornos e males irreparáveis para a raça humana (Gn 3.17-19; Cl 3.21).Toda natureza passou a sofrer as consequências do pecado, que introduziu a morte no mundo e destituiu o homem de sua perfeita comunhão com o Criador (Gn 3.16-19). Entenda-se morte, aqui, não apenas como a separação física dos entes queridos, mas, sobretudo, a separação espiritual e eterna de Deus (Rm 5.12).Esse é o efeito mais dramático da desobediência de nossos primeiros pais, já que Deus não os criou para a morte, mas para a vida. É tanto que a luta pela sobrevivência é algo inato em qualquer ser humano. Sua expulsão do Jardim do Éden, todavia, é o símbolo perfeito dessa perda (Gn 3.22-24).

A origem da promessa

Deus, em seu infinito amor, presciência e soberania, como Senhor da história, proveu o Cordeiro para remir a humanidade perdida (Ap 13.8; 1 Pe 1.20).Seu primeiro ato após a entrada do pecado no mundo foi imolar um animal, derramar seu sangue e com a pele providenciar vestes para o primeiro casal (Gn 3.21).Sangue fala do meio para a redenção e vestes dos resultados, isto é, o usufruto da salvação (cf. Is 61.10; Jó 29.14; Ap 19.8; 3.18).Com isso, estava inaugurada a era dos tipos, no  Antigo Testamento (Cl 2.17; Hb 8.1-3), que apontaram ao longo das Escrituras para o grande momento da encarnação de Cristo, tal qual descrito por Mateus, na leitura bíblica em classe: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29).Deus é bom e justo (Sl 145.17). Ao mesmo tempo em que, no Éden aplicou sua justiça aos culpados, também demonstrou seu amor, como se vêem Gênesis 3.15-21.

Por isso, o Cordeiro de Deus é exaltado na consumação dos séculos (Ap 5.6-14).

O propósito da promessa

A promessa divina da salvação compreende:

a) a redenção do homem da escravidão do pecado;

b) a restauração da sua comunhão com Deus;

(c) a segurança da vida eterna com o Senhor na glória (Jo 5.24; 10.28,29; 6.37).

Qualquer pecador pode ser salvo aqui e agora. Basta apenas arrepender-se de seus pecados e crer na suficiência da graça manifestada em Cristo Jesus (Rm 10.8-10).E importante frisar esse ponto porque, infelizmente, há em alguns segmentos evangélicos uma mentalidade herética de que é preciso o pecador cumprir algum tipo de ritual para alcançar os benefícios da graça de Deus. Alguns desses rituais são: listar todos os pecados conhecidos, confessá-los nome por nome a algum preposto sacerdotal, “queimar” esses pecados em fogueiras, quebrar as chamadas maldições hereditárias e passar por um processo de catarse emocional, como se este, sim, fosse o grande segredo guardado a sete chaves para a obtenção da salvação. Ora, a obra completa da salvação já foi consumada na cruz! É perfeita e não precisa de nenhum adendo! (1 Pe 2.24; Cl 1.20; Is 53.4,5,12).

O Caminho da Promessa

A promessa através da Bíblia.

promessa da salvação pontilha as Escrituras desde  Gênesis, seja através dos tipos do Pentateuco, seja através dos personagens típicos que apontavam para a salvação, ou através dos conteúdos proféticos que apontavam para o dia em que Cristo nasceria de uma virgem, concebido pelo poder do Espírito Santo (v.18; Mt 1.21-23).

Artigo Relacionado  Arrependimento e Fé para Salvação.

Em determinados episódios bíblicos, como, por exemplo, o milagroso livramento de Raabe da destruição das muralhas de Jericó (Js 2.1-24: 6.17-25), a saga do casamento de Rute com Boaz (Rt 4.1-22), o ato destemido de Maria, viajando nos dias finais da sua gravidez de Nazaré para Belém, em cumprimento do vaticínio do profeta Miquéias (Mq 5.2), a promessa da salvação é reafirmada na história humana como um ato soberano da parte de Deus em favor do homem. É maravilhoso perceber isso em cada parte do Antigo Testamento. É reconfortante para a nossa !

A promessa concretizada.

Antes de descrever o cenário da promessa da salvação com o nascimento de Cristo, Mateus faz questão de destacar a sua genealogia, no capítulo primeiro do seu livro, para deixar claro que esse acontecimento era o fiel cumprimento do que fora várias vezes reiterado nas profecias do Antigo Testamento.  Veja que o próprio Deus cuidou para que José compreendesse a singularidade daquele evento de tal maneira que ele soube portar-se com zelo em seu cuidado para com Maria e em seu amor paternal (v.20). Cristo, portanto, veio cumprir, na plenitude dos tempos, a promessa da salvação prefigurada no primeiro sacrifício realizado no Jardim do Éden e anunciada no primeiro pacto entre Deus e o homem registrado na Bíblia (Gl 4.4,5). Vale ressaltar, inclusive, que essa promessa fica explícita na própria anunciação, quando o anjo declara a José: “E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de JESUS, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (v.21). Este é o sentido do vocábulo Jesus. Ele é a nossa salvação prometida!

Obs.: No  Antigo Testamento a promessa salvífica é apenas uma expectativa, mas em o Novo é um fato concreto através da encarnação, morte e ressurreição de Cristo Jesus.

O alcance da Promessa

O caráter peculiar da promessa.

A divina promessa da salvação não é um complexo conceito teológico que mais afasta o homem de Deus do que dEle o aproxima. Essa promessa tem a ver com o recomeço do relacionamento com Deus desfeito pelo pecado e o recebimento de todas as bênçãos inerentes a ela nesta vida e no porvir. A salvação implica, portanto, viver continuamente na presença de Deus, experimentar a sua graça aqui e agora e permanecer desfrutando de comunhão perfeita quando chegarmos ao céu. Desse modo, o contínuo e crescente relacionamento com Deus é o ponto culminante da promessa da salvação.

Este relacionamento começa a partir do momento em que livremente reconhecemos a promessa e aceitamos a Cristo como o meio de nossa reconciliação com Deus (Os 6.3; Rm 5.8-11; 2 Co 5.18,19). É o instante em que somos justificados (Rm 5.1; 16-19), regenerados (Tt 3.5) e nos tornamos santos segundo Deus (1 Co 1.2; Fp 1.1) e, ao mesmo tempo, buscamos, segundo a Palavra, a santificação diária pelo poder da graça de Deus (Rm 6.1-22; 2 Co 6.14-18; 7.1; 1 Tm 5.22).Fujamos, portanto, de todo e qualquer movimento que retira a eficácia da maravilhosa promessa da salvação em Cristo para pô-la em ritos que nada mais são do que fruto de corações vaidosos e arrogantes.

O caráter universal da promessa.

A promessa da salvação foi feita indistintamente a todos. Esta é a razão pela qual o evangelho precisa ser pregado a todos os povos (Mt 28.16-20). universalidade da promessa não significa, todavia, que todos serão salvos ao acaso. A vontade de Deus é que todos obtenham a salvação e cheguem ao conhecimento da Verdade (1 Tm 2.3,4).O importante é que tudo já está pronto e preparado por Deus, mediante a encarnação do Verbo Divino e seu perfeito sacrifício expiador, que não exige de nós nada em troca a não ser a nossa convicta fé nEle, para a salvação, e como resultado desse ato, vivermos em novidade de vida (2 Co 5.17; Rm 6.4).

 Obs.: A salvação não é conceito para a mente, mas um relacionamento íntimo com Deus através de Cristo. O convite à salvação é universal, sendo Cristo o centro da mensagem.

Síntese da Salvação no Antigo e Novo Testamento

Vários termos que designam a salvação ocorrem frequentemente ao longo da  Bíblia. No Antigo Testamento, a raiz mais importante em hebraico é yasha, que significa liberdade daquilo que prende ou restringe. Portanto, o verbo significa soltar, liberar, dar comprimento e largura a algo ou a alguém. Os vários substantivos derivados desta raiz significam tanto o ato de libertar quanto o de resgatar (1Sm 11,9), além de transmitir o estado resultante de segurança, bem-estar, prosperidade e de vitória sobre os adversários ( 2 Sm 23.10,12). O particípio deste verbo é a palavra traduzida como ‘Salvador’, moshia, da qual vem o nome Josué, e sua forma grega, Jesus; ambas significam ‘Yahweh salva. […] No cristianismo, o verbo passou a ser utilizado com o significado de salvar uma pessoa da condenação eterna, e conduzi-la à vida eterna (Rm 5.9). No texto de 2 Timóteo 4.18 este termo transmite a ideia de levar alguém com segurança ao reino celestial de Cristo. No Novo Testamento soteria só é encontrado em conexão com Jesus Cristo como Salvador, e não em qualquer sentido físico ou temporal. A salvação traz a justiça de Deus para o homem, quando este cumpre a condição de ter fé em Cristo (Rm 1.16,17; 1Co 1.12)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 1744).

A Salvação Plena

A salvação baseia-se na morte de Cristo para a remissão dos pecados de acordo com os justos requisitos de um Deus santo e abençoador (Rm 3.21-26). As bênçãos da salvação incluem, basicamente, a redenção, a reconciliação, e a propiciação. A redenção significa a completa libertação através do pagamento de um resgate (2 Pé 2.1; Gl 3.13). A reconciliação significa que, por causa da morte de Cristo, o relacionamento humano com Deus foi modificado de um estado de inimizade passando a um estado de comunhão (Rm 5.10). A propiciação significa que a ira de Deus foi retirada através da oferta de Cristo (Rm 3.25). Quando uma pessoa crê no Senhor Jesus Cristo, ela é salva (At 16.31), e assim já está justificada, redimida, reconciliada e limpa (Jo 13.10; 1Co 6.11). Além disso, a salvação é também progressiva (1 Co 1.18) e o homem precisa da obra santificadora do Espírito Santo no aperfeiçoamento de sua salvação (Rm 8.13). Além disso, a salvação em sua plenitude, deverá ser realizada no futuro, quando Cristo voltar (Hb 9.28)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 1744).

Vejamos a Salvação nos três tempos do verbo:

Paulo afirma que estamos mais perto da salvação do que quando aceitamos a fé: “E isto digo, conhecendo o tempo, que é já hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto de nós do que quando aceitamos a fé” (v.11). A fim de compreendermos melhor esta afirmação, faz-se necessário abordar a salvação de acordo com os três tempos definidos pela Bíblia: passado, presente e futuro.

  1. Passado: “Nós fomos salvos”. Quanto à culpa do pecado, o cristão já está salvo da maldição e da condenação da lei (Rm 8.2; 6.6; Tt 3.5).
  2. Presente: “Estamos sendo salvos”. Quanto à sua relação com o poder e a corrupção do pecado, o cristão está constantemente aperfeiçoando a sua salvação conforme diz a  Bíblia (Fp 2.12).
  3. Futuro: “Seremos salvos”. Em Romanos 8.18-23, Paulo fala da salvação absoluta, final e completa. O escritor aos Hebreus também se refere aos que aguardam a Cristo para a salvação (Hb 9.27,28). De modo semelhante, Pedro trata da salvação “já prestes para se revelar no último tempo” (1 Pe 1.3-5,8,9).
Artigo Relacionado  Soteriologia: Compreendendo a Salvação através de Jesus Cristo

Obs.: Salvação – A salvação é uma milagrosa transformação espiritual, operada na alma e na vida – no caráter – de toda pessoa que, pela fé, recebe Jesus Cristo como seu único Salvador […]. A salvação abarca todos os atos e processos redentores, bem como transformadores da parte de Deus para com o ser humano e o mundo, através de Jesus Cristo nesta vida e na outra. Para conhecer mais, leia Teologia  Sistemática Pentecostal, CPAD, p.334.

O Protoevangelho e as Bênçãos da Salvação

A semente da serpente, que Jesus relaciona aos ímpios (Mt 13.38,39; Jo 8.44), e a semente da mulher têm ambas sentido fortemente pessoal. Então, Deus disse à serpente: A Semente da mulher te ferirá a cabeça. Compare a referência de Paulo a isto em  Romanos 16.20. A serpente só poderia ferir o calcanhar da Semente da mulher. De fato, ferir não é forte o bastante para traduzir o termo hebraico, que pode significar moer, esmagar, destruir. Uma cabeça esmagada que leva à morte é contrastada com um calcanhar esmagado que pode ser curado. O versículo 15 é chamado de ‘protoevangelho’, pois contém uma promessa de esperança para o casal pecador. O mal não tem o destino de ser vitorioso para sempre; Deus tinha em mente um Vencedor para a raça humana. Há um forte caráter messiânico neste versículo.

  • Em Gênesis 3.14,15, vemos o Calcanhar Ferido.

1) O Salvador prometido era a Semente da mulher—o Deus-Homem;

2) Esta Semente Santa feriria a cabeça da serpente — conquistar o pecado;

3) A serpente feriria o calcanhar do Salvador — na cruz, Ele morreu (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 1. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 41).

  • “As bênçãos que acompanham a salvação

Muitas coisas acontecem na vida do homem que recebe a Jesus como seu Salvador. Vejamos:

  1. Ele é salvo dos seus pecados (Mt 1.21; Lc 7.50), que lhe são perdoados (Lc 7.48; Tg 5.20). A salvação também livra da culpa (Ef 1.7; Cl 1.14) e do poder do pecado (Rm 7.17,20,23,25).
  2. Ele é salvo do juízo (1 Tm 5.24; Rm 8.1), isto é, recebeu uma nova posição em relação ao mundo (Fp 2.15)
  3. Ele entra em comunhão com Deus (Ef 2.13,18; Lc 1.74,75). Recebe entrada na sua graça (Rm 5.2) e torna-se cidadão do céu (Ef 2.19).
  4. Ele é salvo desta geração perversa (At 2.40). Recebeu uma nova posição em relação ao mundo (Fp 2.15).
  5. Ele é salvo do poder de Satanás (At 26.18; Cl 1.13-15; Hb 2.14).
  6. Por ser salvo, ele tem no coração um lugar para o Espírito Santo agir em sua vida (Ef 1.13; 2.16-18).
  7. A salvação lhe dá viva esperança (1 Pe 1.3) e direito à glória eterna (2 Tm 2.10; 4.18), e, assim, é salvo da ira de Deus (1 Ts 1.10; 5.9; 2 Pe 2.9)”.

(BERGSTÉN, E. Teologia Sistemática. 4.ed., RJ: CPAD, 2005, p. 163.)

Conclusão

A promessa da salvação é, portanto, a porta de entrada para uma vida cristã frutífera consoante o propósito de Deus para o homem. Portanto, ela é parte essencial daquilo que Ele planejou para a raça humana até o tempo da restauração de todas as coisas (At 3.21). Ela também descortina ao crente a gloriosa promessa do batismo no Espírito Santo.

ctecvidacrista

Desigualdade Social

 Desigualdade social representa a diferença no padrão de vida e nas condições de acesso a direitos, bens e serviços entre integrantes de uma sociedade.

 A desigualdade sociais pode se manifestar de diferentes formas, no âmbito econômico, escolar, profissional, de gênero, entre outros. Por isso, é comum também a utilização do termo no plural: desigualdades sociais. O fenômeno da desigualdade social é marcado principalmente pela desigualdade econômica gerada pela concentração de renda. A concentração de renda gera um desequilíbrio no modo de vida dos grupos que compõem a sociedade. Assim, em uma mesma sociedade, alguns grupos possuem total acesso a seus direitos e a uma vida digna, enquanto outros grupos são excluídos. Uma grande parcela da população tende gradativamente à miséria, à ausência de condições materiais que garantam a sua própria existência. Essa distinção gradativa pode ser observada a partir da estratificação social, ou da divisão da sociedade em classes. Cada classe social possui o seu próprio modo de vida. Isso se reflete em um padrão de consumo próprio e, principalmente, na diferença de acesso a direitos fundamentais, como: alimentação, saúde, segurança, moradia e educação.

Causas e consequências da desigualdade social

Para os filósofos do liberalismo, como John Locke e Adam Smith, a desigualdade social faz parte da natureza humana e da forma como os indivíduos se organizam na sociedade. Para pensadores marxistas, influenciados por Karl Marx e Friedrich Engels, a desigualdade social é resultado de um processo histórico baseado na exploração de um grupo social por outro. Apesar da divergência sobre sua origem, é consensual a definição de alguns fatores que são causas da desigualdade social:

  • má distribuição de renda
  • má administração dos recursos públicos
  • falta de investimentos em políticas sociais
  • corrupção
  • desemprego

A desigualdade social tem como efeitos uma série de outras desigualdades, como a desigualdade de gênero, desigualdade racialdesigualdade regional, entre outras. Como consequência da desigualdade social, surgem vários problemas sociais que afetam a sociedade:

  • Favelas (favelização)
  • Gentrificação (pessoas pobre são levadas a morar em zonas periféricas das cidades)
  • Insegurança alimentar (aumento dos índices de fome e miséria)
  • Mortalidade infantil
  • Diminuição da expectativa de vida média
  • Manutenção/aumento do desemprego
  • Aumento da evasão escolar
  • Diminuição da escolaridade média da população
  • Aumento da criminalidade
  • Aumento das diferenças entre as classes sociais
  • Atraso no desenvolvimento da economia no país
  • Dificuldade de acesso aos serviços básicos, como saúde, transporte público e saneamento básico
  • Diminuição do acesso a atividades culturais e de lazer

Leia mais…

Eleições 2024: R$ 21 milhões apreendidos durante o pleito

A boiada já estão acostumado nas época de eleições, mas com certeza já gastaram o dinheiro e agora ficam se pudor de pedir nada ao gesto ou ao vereador.

   A Polícia Federal apreendeu mais de R$ 21 milhões em dinheiro vivo durante as eleições de 2024. O número é quatro vezes maior do que a quantia apreendida em 2022 e oito vezes maior que em 2020. A informação é do diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Segundo Rodrigues, em 2020 foram apreendidos R$ 1,5 milhão, já em 2022 foram R$ 5 milhões. Este ano, a PF ainda fez a apreensão de R$ 40 milhões em bens. No Centro de Divulgação das Eleições (CDE) do TSE, logo após o fechamento das urnas, a ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE, falou sobre a apreensão. “Isso é preocupante para todo mundo, mas nós não tínhamos antes dessa eleição dados concretos sobre dinheiros. Então, daqui pra frente, nós vamos nos esmerar, Ministério Público, as forças de segurança e o Judiciário para cada vez mais a gente ter dados. Ministro Barroso tem se empenhado no CNJ em adotar estatística, para gente ter como trabalhar.”Segundo a ministra presidente do TSE, o núcleo de segurança das eleições, constituído em junho, foi criado exatamente para chegar a isso. Com os dados, será possível trabalhar com todos os órgãos de segurança integrados ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para a apuração desses crimes.  A apuração da PF mostra que o dinheiro apreendido deveria ser usado para compra de votos, o que é crime eleitoral. Quase R$ 5 milhões desses R$ 21 milhões foram apreendidos no último sábado (5) na cidade de Castanhal, no Pará. Três suspeitos foram presos e a polícia investiga o caso.

Fonte: Brasil 61

PREFEITO SE ENCONTRA REGOZIJADO, MAIS UMA VEZ COMPROMISSADO COM OS TEREZINHENSES

   É uma grande satisfação para o prefeito Delson Lustosa em se reeleger pela quarta vez.  Somando 20 anos ao todo no poder público de Santa Terezinha PE. Bem como a reeleição do seu irmão Nôdo de Gregório e do seu sobrinho Thales Lustosa, eleito pela primeira vez. ambos como vereadores.”Desejamos de coração que todos possam realizar grandes feitos pelo povo terezinhense,por essa vitória tão relevante.Que Deus ilumine e esteja a frente, para que possam dar o seu melhor, fazendo cumprir as promessas de campanha e honrando a confiança a eles depositadas.

  É tetra! Adeilson Lustosa ( conhecido como Delson de Gregório) Foi reeleito pela vontade do povo para comandar, pela quarta vez, a cidade de Santa Terezinha – PE. Esta gestão vai trazer de volta a esperança, o desenvolvimento e a justiça social  para os teresinenses que anos espera por dias melhores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ACESSEM E VEJAM E PRESTE ATENÇÃO

      Planejar, coordenar e executar políticas públicas

O gestor público é responsável por planejar, coordenar e executar políticas públicas, gerenciar equipes de servidores públicos, e promover a integração entre diferentes órgãos e setores.

  • Estabelecer metas e encaminhar soluções
    O gestor público é responsável por estabelecer metas e encaminhar soluções para resolver os problemas sociais e todas as demandas de uma instituição pública.

O analfabeto político

“O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do arroz,
da carne, do aluguel, do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão equivocado que se orgulha
e estufa o peito dizendo que odeia a política.
Não sabe que, da sua ignorância política, nasce a prostituta,
o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista, pilantra, corrupto e
serviçal dos exploradores do povo”.

(adaptação de texto de Bertolt Brecht)

 Em todo o País, os eleitores e eleitoras poderão escolher prefeitos/as, vice-prefeitos/as e vereadores/as dos 5.570 municípios do país. Ao todo, serão preenchidos 67,8 mil cargos públicos eletivos. A atenção para a importância do voto, mesmo que muitos estejam descrentes com a política. Avaliamos que é preciso separar o joio do trigo, também na política. Afinal, seu voto vale direitos. E não votar, pode significar a eleição de maus políticos. Vote em quem você tem certeza que defende políticas públicas que beneficiem quem mais precisa. Exerça a sua cidadania votando em quem verdadeiramente defende os serviços e os direitos de servidoras e servidores públicos.
 Se informe sobre cada candidata e candidato. Procure saber se quem pede o seu voto defende mesmo causas nobres, que poderão melhorar a vida da população de sua cidade. 

Na hora de votar, saiba: voto não tem preço, tem consequência! Por isso, faça valer o seu voto. Vote consciente!

sintfesp.org.br

Voto soberano, independente, sem cabresto

O tema é complicado. Entretanto, faz-se necessário uma incursão preambular, pois o momento é de difícil compreensão, sendo necessário uma reflexão dos atores sociais e integrantes da sociedade.

Vamos lá.

A Constituição da República Federativa do Brasil é a lei maior na Nação. Por isso, ela deveria servir de norte para a vida em sociedade. Isso mesmo, vida em sociedade.

Pergunta-se: será que os cidadãos sabem dos seus reais direitos?

Antes do assunto de fundo, veja-se o que diz a CF/88: “A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: I – a soberania; II – a cidadania; IIIa dignidade da pessoa humana; IVos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; V – o pluralismo político”.

E mais: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.

Então, se todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição, os integrantes do Poder Legislativo não são donos do “poder”, mas sim “o povo” que os elege, correto?

Ainda consta na CF/88 que: “São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”. Grifamos. Sim, independentes e harmônicos. Apenas não concordamos que a pirâmide tenha seu início com o Poder Legislativo, mas sim com o Poder Executivo.

De sorte que, o poder constitui o Estado, não podendo haver Estado sem Constituição. Logo, o objeto fundamental de uma Constituição é a regulamentação jurídica do poder.

Todavia, não é o que estamos vendo nesse momento no Estado brasileiro. Poder Executivo e Poder Judiciário parecem (parecem?) que estão em pé de guerra. Há uma luta pelo poder. Se eu estiver errado que me corrijam, por favor.

O escólio do saudoso Celso Ribeiro Bastos traduz que: “Assim, ‘independente’ significa não subordinado, não sujeito. Significa ainda que se trata de órgão que tem condições de conduzir os seus objetivos de forma autônoma”. De outra parte, a harmonia se impõe pela necessidade de evitar que estes órgãos se desgarrem, uma vez que a atividade última que perseguem, que é o bem público, só pode ser atingida pela conjugação de suas atuações”.

Indo ao tema.

O que é votar? Votar significa indicar o eleitor (votante) no decorrer de eleição, candidato ou candidatos de sua preferência.

Do latim votare, de vovere (fazer voto, prometer em voto), é escolher, ou eleger alguém, para ocupação de cargo, para desempenho de representação, ou para o exercício de função, por escrutínio (Dicionário de Plácido e Silva). Denota-se que o voto representa a opinião de cada indivíduo, a quem se comete à escolha, ou eleição das pessoas que, assim, se investem na qualidade de representantes, ou delegados do Povo nas agremiações, nas assembleias, ou na chefia dos poderes públicos. Neste sentido é o voto eletivo.

No artigo 14º da CF/88 consta que: “A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: I – plebiscito; II – referendo; III – iniciativa popular. § 1º O alistamento eleitoral e o voto são: I – obrigatórios para os maiores de dezoito anos; II – facultativos para: a) os analfabetos; b) os maiores de setenta anos; c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. § 2º Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, os conscritos”.

À luz do significado e objetivo, o voto é a “voz do povo”. É o bem maior do Estado Democrático de Direito. Do Estado de Direito, sim. No entanto, o democrático fica na consciência de cada um. Só o povo pode escolher os seus representantes. Daí, o povo não pode nem deve reclamar da sua escolha, depois de votar. Pense bem. Estamos diante de uma situação excepcional. Estamos vivenciando uma pandemia. Estamos dentro de um mundo infectado de vírus. Contudo, não deixe de ouvir e olhar os noticiários. Os acontecimentos estão sendo propagados em tempo real. A observação de “fique em casa” é muito importante. Ocorre que também deveríamos clamar pelo cumprimento das leis e, acima de tudo, pelo respeito à dignidade humana e o bem público. Os recursos pertencem ao POVO, e não ao Poder. Isso deveria ser objeto de propagação pela mídia.

O eleitor deve saber da importância do voto consciente. Prepare-se. Saiba em quem votar.

VIVA A DEMOCRACIA!

 link: https://www.migalhas.com.br

Políticos sofrem profunda desconfiança da população, tornando imprevisível o cenário das eleições

Instituições vitais para o desenvolvimento brasileiro, os poderes Executivo e Legislativo enfrentam profunda desconfiança por parte da população, encontrando-se mergulhados em uma crise aguda de falta de credibilidade. Essa quebra de confiança nos políticos se revela nas conversas do cotidiano, nos noticiários e se consolidam em diversas pesquisas, divulgadas ao longo dos últimos meses pela mídia.

Na avaliação de diversos especialistas ouvidos para esta reportagem, esse cenário resulta de problemas estruturais, decorrentes do sistema eleitoral brasileiro, entre outros, e refletem o retrato de uma sociedade pautada pelo desalento, depois de enfrentar sucessivos sobressaltos na economia e na política – marcada por um impeachment de uma presidente da República – e que é massacrada cotidianamente por uma avalanche de denúncias de corrupção generalizada. Diante disso, o que esperar das eleições que irão escolher o novo presidente da República, senadores, governadores e deputados no próximo ano?

A falta de credibilidade da classe política pode ser mensurada por algumas pesquisas recentes, como a do Datafolha, divulgada em junho, que apontou que, das 2.771 pessoas ouvidas em todo o país, apenas 3% confiam na Presidência da República; 2% confiam nos partidos políticos; e o índice de confiança no Congresso é de apenas 3%.

Um outro levantamento, desta vez realizado pelo instituto Ipsos e divulgado em agosto pelo jornal O Estado de S. Paulo, mostra que, para 94% dos 1.200 eleitores ouvidos em 72 municípios brasileiros, os políticos que estão no poder não representam a sociedade. Para 86% dos entrevistados, os políticos em que já votaram em algum momento também não os representam mais.

Cientista político e professor da PUC Minas, Malco Camargos diz que a crise de representatividade é causada por dois fatores: o primeiro é estrutural e se relaciona com o sistema eleitoral brasileiro, ou seja, com as regras que são utilizadas na conversão de votos em poder político; e o segundo fator é a natureza política. “No Brasil, nosso sistema eleitoral somado ao tamanho do nosso território faz com que o custo de uma campanha política seja muito alto. Na busca da obtenção desses recursos, vínculos privados são feitos entre financiadores de campanha e agentes políticos e, com isso, nem sempre o interesse público prevalece”, explica o professor, que é diretor do Instituto Ver.

Sobre o segundo fator, Malco Camargos diz que a crise também é responsabilidade dos atores políticos que não respeitaram o jogo democrático. “No âmbito nacional, o desprezo da ex-presidente Dilma pelo Congresso, pelos partidos políticos colaborou, e muito, para o seu afastamento. De outro lado, o desprezo do candidato derrotado nas eleições de 2014, Aécio Neves, pelas regras do jogo, pela vontade das urnas, também propiciou o momento que estamos vivendo”, diz.

Assim como o professor Malco, outros pesquisadores constatam que o Brasil vive uma profunda crise de credibilidade política, que respinga nos três poderes: Executivo, Judiciário e Legislativo e que a situação atual deixa ainda mais embaralhado e imprevisível o cenário para as eleições de 2018, ou seja, a menos de um ano do pleito.

Ministro da Educação no governo da presidente Dilma Rousseff, professor de ética e filosofia da Universidade de São Paulo, Renato Janine diz que a crise de representatividade pode ser explicada pelo atual momento pelo qual passa o país. “O resultado da última eleição não foi respeitado. O impeachment, para alguns, e golpe, para outros, retirou a presidente Dilma do poder. Porém, na hora que você destrói o tecido democrático, não se pode destruí-lo pela metade, ele teria que ter sido destruído por inteiro. Ou seja, o governo Temer também não deveria existir e eleições diretas deveriam ser convocadas imediatamente”, explica o professor, que vai lançar, até o fim de 2017, o livro Reflexões de um Não Político no Poder, pela editora que pertence ao grupo Folha de S. Paulo. O livro vai ter como foco a experiência dele como ministro, tanto ao que se refere à educação quanto ao que acabou levando ao fim o governo Dilma.

De acordo com o professor Renato Janine, a atual crise de representatividade é sinal da perda da popularidade de um governo que havia construído inclusão social e instituições democráticas sólidas. “A falta de representatividade é consequência do poder, que se desgarrou completamente dos cidadãos, principalmente depois do impeachment”, diz ele.

Acomodação e ressentimento

Foto-2-olho-22

“Os movimentos sociais se acomodaram muito rápido quando foram eleitos os primeiros governos petistas, em vez de se mobilizarem e pressionarem o governo a cumprir políticas populares”

Maria Rita Khel, escritora e psicanalista

Foto-3-olho-31

“No caso específico da Câmara, o que há é uma quantidade elevada de representantes de pouca representatividade. Porque as regiões que eles representam têm uma população menor”

Professor Otávio Dulci

Psicanalista e integrante da Comissão da Verdade no governo Dilma Rousseff, a escritora Maria Rita Kehl diz que a crise de representatividade pode ser explicada pela acomodação de grande parte dos brasileiros. “Os movimentos sociais se acomodaram muito rápido quando foram eleitos os primeiros governos petistas, em vez de se mobilizarem e pressionarem o governo a cumprir políticas populares”, explica.

Essa acomodação pode ser justificada por uma das formas de ressentimento. “O sujeito coloca como algo que foi feito pelo outro para não ver que ele mesmo, por alguma razão, por covardia, por leniência, seja o que for, deixou de contribuir ou colaborar para extirpar aquilo que lhe faz mal. As pessoas percebem que os últimos governos não foram tão bons, mas que eles mesmos não pressionaram, que foram passivos, não contribuíram para mudar tudo isso. Ou seja, eles deixaram de fazer a parte deles”, diz a autora do livro Ressentimento, publicado pela editora Casa do Psicólogo.

A descrença com relação aos partidos políticos pode ser explicada pela pulverização deles. No Brasil, atualmente existem 35 partidos e, de acordo com o TSE, outros 58 estão na fila para obtenção de registro. Um fato curioso envolve o partido que obteve o último registro, em 29 de setembro de 2015. O Partido da Mulher Brasileira (PMB) era representado na Câmara dos Deputados por um homem, o deputado mineiro Wellinton Prado (PROS).

Uma das possíveis explicações para a quantidade de partidos e de outros engrossarem a fila de registros encontra-se no generoso Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos. Somente em 2017 há previsão de que mais de R$ 800 milhões sejam distribuídos entre eles.

“No caso específico da Câmara, o que há é uma quantidade elevada de representantes de pouca representatividade. Porque as regiões que eles representam têm uma população menor. Eles são representativos na sua região, mas não são em um contexto federal. O problema é que eles definem muito o cenário do país porque eles são em grande número”, diz o cientista político e professor do Departamento de Relações Internacionais da PUC Minas, Otávio Dulci.

Uma solução para evitar a ampliação do número de partidos políticos com maior representação na Câmara, na opinião do professor Otávio Dulci, é a instituição da cláusula de barreira, recém-aprovada pelo Congresso. Um sistema que tem funcionado bem na Alemanha, na Argentina, na Espanha, na Rússia, na Ucrânia, na Bélgica, na Itália, em Portugal, entre outros. “Nesse modelo, os partidos se tornam bastante representativos porque os eleitos obtiveram uma expressiva votação”, diz o professor.

A cláusula de barreira é um dispositivo que impede a atuação parlamentar de um partido que não atingiu um determinado percentual de votos. Não significa que o partido vai ser fechado, apenas que não terá nenhum representante naquele mandato.

No Brasil, em 1995, houve a aprovação pelo Congresso Nacional de projeto que instituía a cláusula de barreira, que passaria a valer em 2006,mas foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal. Mais recentemente, em outubro, Proposta de Emenda Constitucional nesse sentido foi aprovada, sendo válida já para as eleições de 2018.

Sociedade de risco

Foto-4-olho-41

“É claro também que a turbulência política atual tem muita conexão com o uso exagerado do discurso anticorrupção como salvação ou solução utópica e idealizada para todos e quaisquer males da política partidária no Brasil”

Professor Armindo Teodósio

Foto-5-olho-5

“Observamos no Brasil o empoderamento de juízes e promotores: em certos momentos, definindo os rumos da política, em uma explícita subversão à ordem democrática, segundo a qual, todo poder emana do povo por meio de seus representantes eleitos”

Professor José Luiz Magalhães

Na avaliação do professor do Programa de Pós-graduação em Administração da PUC Minas Armindo Teodósio, a atual crise de credibilidade das instituições brasileiras tem conexão intrínseca com diferentes temores que afetam as sociedades contemporâneas ligados à chamada “sociedade de risco”. Trata-se de um conceito que envolve várias dimensões, como as do mundo do trabalho, das relações familiares, do meio ambiente, da vida em comunidades e sociedade e que se relaciona com questões como o desemprego, vulnerabilidade ambiental, violência, fragmentação das famílias e a solidão, entre outros.

Os recentes escândalos de corrupção, oriundos da Operação Lava Jato, contribuíram para aumentar o atual quadro de instabilidade. “Porém, eles precisam ser compreendidos também dentro de uma trajetória de décadas de lutas empreendidas por diferentes movimentos sociais e organizações da sociedade civil para ampliação da transparência e do controle social de nossas instituições. É claro também que a turbulência política atual tem muita conexão com o uso exagerado do discurso anticorrupção como salvação ou solução utópica e idealizada para todos e quaisquer males da política partidária no Brasil ”, afirma o professor Teodósio .

Para o professor Malco Camargos, a Operação Lava Jato, bem como todas as outras ações do Ministério Público e da Polícia Federal, contribui, sim, para a falta de credibilidade dos políticos, pois desnudaram algo que vários conheciam, mas que não era de conhecimento da opinião pública. “Esse desnudamento, com o passar do tempo, vai trazer avanços, mas seus efeitos trazem grandes prejuízos no curto e médio prazos. Não podemos, no entanto, cair na armadilha de datar o início da corrupção no Brasil ou mesmo seu agravamento. Mais ainda, não podemos ser inocentes em culpar um ou outro partido pela situação que vivemos. O problema é estrutural, vem de muito tempo e permeia todo o sistema político e também a administração pública brasileira”, diz.

Na opinião do professor do Departamento de Direito da PUC Minas José Luiz Magalhães, fatos recentes podem explicar a atual crise de representatividade, como o enfraquecimento dos poderes Legislativo e Executivo (devido à corrupção generalizada; à narrativa policialesca da mídia no que se refere a criminalizar a política; à fragilização da democracia representativa). “Observamos no Brasil o empoderamento de juízes e promotores: em certos momentos, definindo os rumos da política, em uma explícita subversão à ordem democrática, segundo a qual, todo poder emana do povo por meio de seus representantes eleitos. Eles se utilizam de chantagem, lawfare (refere-se ao uso dos recursos jurídicos para fins de perseguição política), e da discricionariedade (muitas vezes autoritária), para perseguir, humilhar publicamente e definir o funcionamento das instituições e dos poderes”, explica o professor.

Na avaliação do professor Otávio Dulci, houve uma intervenção externa no processo político por parte dos órgãos judiciais e de controle, como os tribunais, os tribunais de contas, polícia federal, ministério público, entre outros. “É uma instituição fora da política que tenta consertá-la.” A escritora Maria Rita Khel emenda: “No Brasil, nós temos que ter um judiciário justo, que faça justiça, e não um judiciário justiceiro.”

Fatores necessários para combater a crise

A saída para a crise encontra-se em três pontos necessários, na visão do professor Renato Janine. O primeiro deles é a retomada do crescimento econômico; o segundo, a inclusão social; e o terceiro, a sustentabilidade ambiental. “No que se refere à inclusão social, o Brasil tem que ser mais justo na concessão de oportunidades. E a sustentabilidade é consequência da constatação de que não adianta crescer economicamente gerando poluição, proporcionando grandes desastres ambientais”, diz o professor.

Para a psicanalista Maria Rita Kehl, o melhor antídoto para a crise de representatividade é a volta das manifestações públicas. “O povo tem que voltar às ruas, protestar, pressionar e defender aquilo que julga de direito, de forma pacífica, mas com energia.”

O professor Malco Camargos diz que é preciso se lembrar de que tudo não se resolverá apenas com o fim da Lava Jato e eventuais punições dos culpados ou mesmo com as eleições de 2018. “Precisaremos de anos de aprimoramento dos nossos mecanismos de controle para que tenhamos cada vez mais capacidade de coibir a corrupção. Para 2018, corremos o risco de o eleitor apostar em um salvador da pátria, um messias, que por suas habilidades pessoais possa nos afastar desta grave crise. Isto não acontecerá.

Os avanços na política são progressivos, um eleitor mais responsável, mais consciente, produzirá melhores resultados em 2018 que produziu em anos anteriores.”

Se é que existe um consolo nesta situação melindrosa atual do Brasil, é que outros importantes países estão atravessando crises imensas de representatividade, como os Estados Unidos e a França. O presidente Donald Trump é diariamente questionado por suas ações e tem índice de popularidade de apenas 36%, o mais baixo em 70 anos. Na França, o nível de participação dos eleitores do presidente Emmanuel Macron, de acordo com institutos franceses, foi o menor desde as eleições proporcionais de 1969. “Ou seja, os problemas do Brasil são enormes, mas eles não são todos nossos, não”, afirma o professor Otávio Dulci.

A necessária reforma política

Leia mais…

Prefeito de Sertânia sofre tentativa de homicídio

O prefeito de Sertânia, Ângelo Ferreira (PSB), de 70 anos, foi vítima de uma tentativa de homicídio no município. Segundo informações repassadas com exclusividade ao blog, o atentado aconteceu em frente ao Banco do Brasil e o suspeito do crime é um homem identificado como Nelson do Consórcio, que teria desferido três facadas contra o prefeito. 

Ângelo deu entrada, há pouco, no hospital municipal e está consciente, com o quadro de saúde estável. Informações apontam que ele está sendo transferido para o Hospital de Arcoverde. Fontes afirmam que o suspeito já tinha atentado contra a vida do prefeito, durante outra campanha, tentando matá-lo a tiros. 

O blog segue apurando mais informações sobre o ocorrido.

blogdomagno

MAIS UM TÉRMINO DA IEAD EM SANTA TEREZINHA PE, REALIZOU O IV ENCONTRO DE JOVENS

” Uma colocação entre no YouTube pesquise o blogdozefreitas e assistam os vídeo ficam melhor para vocês”

 

 

 

Pastor Alberico Inácio de Garanhuns, representando o Pastor Ailton José Alves

Pastor João Neto

Pb. Com ação pastoral Antonio Marcos (Local)

Pastor presidente: Ailton José Alves 
Pastor local: Presbítero com ação pastoral, Antônio Marcos.

IEAD EM SANTA TEREZINHA PE, REALIZOU O IV ENCONTRO DE JOVENS 

       A Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Santa Terezinha PE, realizou nos dias 24 e 25/08/24 (sábado e domingo), o IV Encontro de Jovens, com o tema: “JOVENS DEBAIXO DA PROMESSA. Lucas 24: 49.”
     No sábado, estiveram presentes: O Grupo de Jovens de Betânia PE, juntamente com a liderança da referida igreja, o presbítero Neto, representante do pastor Nilson e demais pessoas que o acompanharam da cidade de Imaculada PB, o cantor Wellington, o cantor Mauro Roberto e outros convidados.
      No domingo, além dos cantores Wellington e Mauro Roberto, estiveram conosco os jovens de São José do Egito PE, os jovens de Carnaíba PE, juntamente com as lideranças das referidas igrejas. O pastor presidente foi representado pelo pastor de Garanhuns Pastor Alberico Inácio, sua esposa e filha, o mesmo foi o preletor do domingo, outras caravanas e convidados estiveram presentes, louvando e engrandecendo o nome do Senhor.
      Os jovens aniversariantes da igreja local apresentaram um lindo jogral e engrandeceram o Nome Santo de Jesus.
      A casa Deus ficou lotadas nos dois dias, para a glória e honra do Senhor. Louvamos e agradecemos a Deus pelos seus feitos no nosso meio. Só o Senhor é digno de honra e glória.
     

Pastor presidente: Ailton José Alves 
Pastor local: Presbítero com ação pastoral, Antônio Marcos.

IEAD SANTA TEREZINHA PE, COMEMOROU DIA DOS PAIS.

 
 Neste dia 11 de Agosto de 2024 a Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Santa Terezinha PE, realizou o culto festivo, em comemoração ao dia dos pais.
 O nome do Senhor Jesus foi glorificado através dos louvores e da Palavra de Deus. Foi distribuído brindes aos pais presentes e um coquetel no final. “Maravilhoso é servir a Deus com singeleza de coração”.
  Agradecemos a nossa coordenadora (Esposa do pastor), a irmã Vanuza e demais cooperadores (as), que contribuíram para mais um evento da nossa Igreja, pelo empenho e dedicação do mesmos (as).
Pastor presidente: Ailton José Alves.
Pastor local: Presbítero com ação pastoral Antônio Marcos 

IEAD EM IMACULADA PB REALIZOU CULTOS DE AÇÃO DE GRAÇAS 

 

 

 

      Neste sábado 10/08/24, foi realizado um Culto de Ação de Graças,  em agradecimento a Deus pelo aniversário do     Ev. Pr. Givanilson Amâncio dos Santos. O evento contou com a presença de vários pastores, presbíteros, autoridades locais e de cidades circunvizinhas. Um valioso trabalho com a presença do Espírito Santo, operando através dos louvores e da Palavra. No término do evento, foi servido um delicioso jantar. O nome do Senhor Jesus foi glorificado 

 

 

 

 

 

 

 

Ev. Local Givanilson Amâncio dos Santos

José Carlos de Lima presidente das Assembleia de Deus da Paraíba foi representado pelo pastor de Água Branca Pb. Ricardo Vladimir 

O Pb. Marcos Antônio com ação pastoral foi o preletor

Pastor presidente José Carlos de Lima.
Pastor local: Evangelista Givanilson Amâncio dos Santos.

Obs: O vídeo na íntegra, se encontra disponível no YouTube: blogdozefreitas.com

IEAD SANTA TEREZINHA PE REALIZOU COMEMORAÇÃO DO DIA DOS PAIS NA VILA MARIA LICA

       A Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Santa Terezinha PE realizou o culto em comemoração ao dia dos pais nesta sexta-feira (09/08). Na filial Vila Maria Lica.
       Foi um trabalho maravilhoso e participativo, com louvores e a Palavra de Deus foi pregada. Uma vida se entregou ao Senhor. No final um excelente coffee break . Foi benção de Deus o tempo todo.
Pb. com ação pastoral Marcos Antônio 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pastor presidente Ailton José Alves.
Pastor local: Presbítero Antônio Marcos 

O que é a Igreja segundo a Bíblia

Aigreja é o conjunto de todas as pessoas que aceitaram Jesus como seu salvador e seguem a Deus. Cada crente é parte da igreja. Na Bíblia a igreja não é um edifício; é um conjunto de pessoas.

“Igreja” significa assembleia ou congregação. A igreja é um conjunto de pessoas que se reúnem para juntos seguirem a Deus. A igreja é uma comunidade. A Bíblia diz que a igreja é:

  • Todos os crentes: todos salvos de todo o mundo, do passado, presente e futuro, formam a igreja e estão eternamente ligados através de Jesus Cristo – 1 Coríntios 1:2
  • Um grupo de crentes: quando duas ou mais pessoas se reúnem no nome de Deus, formam uma igreja local, que é uma pequena parte da igreja total

Hoje em dia o lugar onde a igreja se reúne regularmente também é chamada de igreja. Na verdade, o edifício não é a igreja; as pessoas dentro do edifício formam a igreja.

Qual é a importância da igreja?

Deus instituiu a igreja. Ninguém pode viver sua fé em isolamento; cada crente precisa viver em comunidade. A igreja implica união; onde crentes não se reúnem não há igreja (Hebreus 10:25). Ninguém é perfeito. Todos precisamos de ajuda e encorajamento em nossa caminhada com Deus. Todos os membros da igreja devem ajudar uns aos outros, crescendo juntos no amor de Cristo. Não se reunir com a igreja é um ato de egoísmo e prejudica sua fé. Deus está onde a igreja se reúne (Mateus 18:20). Para ter mais comunhão com Deus é essencial estar com outros crentes.

A igreja é o corpo de Cristo (1 Coríntios 12:27). Quando alguém perde um dedo, esse dedo morre porque não está unido ao resto do corpo. Da mesma forma, nossa fé pode morrer se nos afastamos da igreja. A vida abundante que Deus tem para nós só pode ser plenamente vivida em comunidade, como igreja.

www.respostas.com.br

Cinco pontos para entender a reforma tributária e como ela afeta a sua vida

A Câmara dos Deputados aprovou o primeiro projeto que detalha como vai funcionar o novo sistema tributário (PLP 68/24). Apesar disso, ainda há bastante gente que não sabe como as mudanças vão impactar o dia a dia dos brasileiros. Pensando nisso, o Brasil 61 preparou uma reportagem que resume, em cinco pontos, como a reforma vai afetar a população.  Vale lembrar que o principal objetivo da reforma é simplificar a tributação sobre o consumo de bens e serviços. Por isso, o texto substitui os tributos federais PIS, Cofins e IPI por uma Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Já o estadual ICMS e o municipal ISS saem de cena para a entrada do Imposto sobre Bens e Serviços (CBS). A soma da CBS e do IBS resulta no tão falado Imposto sobre Valor Agregado (IVA) — modelo adotado em mais de 170 países.  

1. Alíquota

Uma das principais dúvidas dos brasileiros a respeito da reforma tributária é o quanto de imposto as pessoas vão pagar ao comprar um produto ou serviço. De acordo com o PLP, a alíquota (ou o percentual) de referência do IVA não poderá ultrapassar 26,5%. Esse é o patamar estimado pelo Ministério da Fazenda para preservar a arrecadação da União, dos estados e dos municípios. Isso significa que se um produto custar R$ 1.265, R$ 1.000 é o valor da mercadoria e R$ 26526,5% — é o valor dos tributos.  Especialista em tributação, o advogado Leandro Alves, do escritório Bento Muniz, explica que a reforma propõe a neutralidade em termos de arrecadação. Isso significa que, embora as novas regras possam elevar a carga sobre algumas atividades e diminuir sobre outras, o peso dos novos impostos sobre os contribuintes, no geral, deve ser o mesmo que aquele observado nos últimos anos. “É uma matemática igual em todo o mundo. A tributação tem que ser do mesmo tamanho do Estado. Se você tem um Estado grande, muito assistencialista, a tributação precisa ser elevada. Sendo bem pragmático: a conta precisa fechar”, diz.  Além do tamanho da máquina pública, outro fator que contribui para que o IVA brasileiro esteja entre os maiores do mundo é a quantidade de setores que conseguiram tratamento diferenciado no novo sistema, isto é, que, na prática, vão pagar menos impostos do que os demais.  “Quanto mais exceções o regime tiver, alguém terá que pagar [a diferença]. Há uma expectativa de arrecadação X. Se uma parcela dos contribuintes está pagando menos, os que sobram terão que compensar pagando mais, para manter o mesmo volume de arrecadação. Isso se conserta reduzindo benefícios e regimes diferenciados”, aponta. 

2. Cesta Básica

De acordo com o texto aprovado pela Câmara dos Deputados, 19 tipos de produtos farão parte da Cesta Básica Nacional de Alimentos. Esses itens serão isentos da CBS e do IBS, o que significa que os consumidores não serão tributados ao comprar qualquer um deles. 

Confira a lista abaixo

Leia mais…

COMO PARA O SENHOR

“Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração como para o Senhor e não para homens (Colossenses 3:23). A base de todos os relacionamentos dos cristãos deve ser o Senhor. Tudo o que fazemos deve ser para a sua glória, para exaltar o seu nome e para o crescimento do seu reino. Isso inclui a responsabilidade do cristão para com os empregadores (senhores, Colossenses 3:22).

Como mensageiros de Deus, passamos muito tempo ao redor dos perdidos. Se levamos a sério viver e andar como Deus deseja, devemos tratar o nosso ambiente de trabalho como um lugar para influenciar a vida daqueles com os quais temos contato. Devemos ter o cuidado de não sermos presunçosos, achando que os colegas de trabalho, os vendedores, supervisores, etc. não se interessam por assuntos espirituais. Vivemos numa época em que as pessoas têm problemas tremendos. Ouvimos gritos de socorro daqueles que nos cercam. Quantas vezes não ouvimos as pessoas dizer: “Parece que falta algo em minha vida”? O povo de Deus tem a resposta. Podemos preencher o vazio!

O tema da carta escrita à igreja de Colossos é a plenitude em Cristo Jesus. Porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade. Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade” (Colossenses 2:9-10). Assim, devemos olhar para o exemplo de Cristo em tudo o que dizemos ou fazemos. O apóstolo nos manda, no texto que citei no início deste artigo, trabalhar de todo o coração. Poderíamos dizer: “Entregue tudo o que tem” ou “Dê o seu melhor”. O rei Salomão disse: “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças” (Eclesiastes 9:10).

Ao fazermos esse esforço de darmos ao nosso empregador tudo o que temos, devemos entender as cláusulas do contrato de trabalho. É importante sabermos quando e onde devemos trabalhar; quais os horários que os nossos empregadores querem que estejamos trabalhando. Será que essas horas coincidem com outros compromissos que assumimos (por exemplo: momentos importantes em reunião com a igreja ou com a família)? Será que esse emprego nos afastará da família de tal modo que nos prejudique (p. ex.: muitas viagens ou horas extras demais)? Quanto esse emprego paga? Será que é suficiente para sustentar a minha família? Será que a compensação é bastante justa para o esforço empreendido? Todas essas são perguntas importantes que devemos fazer antes de aceitar um emprego. Muitas vezes essas questões passam despercebidas até o primeiro pagamento ou a primeira viagem de negócios. Isso faz com que alguns negligenciem o trabalho que receberam. Deus nos abençoou ricamente com um governo que nos permite trabalhar arduamente, dar o nosso melhor e ser recompensados pelo esforço que empreendemos em nossa determinada linha de trabalho. Como cristãos, tenhamos certeza de que estamos nos esforçando em nosso ambiente de trabalho. Como funcionários cristãos, devemos ser os melhores! 

O rei Ezequias propôs-se a agradar ao seu Senhor. A Bíblia diz que ele “fez o que era bom, reto e verdadeiro perante o Senhor, seu Deus, em toda a obra que começou no serviço da Casa do Senhor, na lei e nos mandamentos, para buscar a seu Deus, de todo o coração o fez e prosperou” (2 Crônicas 31:20-21).Entendemos que servir com fidelidade aos nossos empregadores é agradável ao Senhor. Deus nos disse: Servos, obedecei a vosso senhor segundo a carne com temor e tremor, na sinceridade do vosso coração, como a Cristo, não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo, de coração, a vontade de Deus; servindo de boa vontade, como ao Senhor e não como a homens, certos de que cada um, se fizer alguma coisa boa, receberá isso outra vez do Senhor, quer seja servo, quer livre” (Efésios 6:5-8).

Como os funcionários se esforçam para fazer a vida de modo honesto, vamos buscar as coisas lá do alto” e pensar nas coisas lá do alto” (Colossenses 3:1-2). O nosso Senhor está sempre com os seus filhos e sempre podemos depender de sua ajuda em qualquer momento de nossa vida.

Lembre-se das palavras do rei Davi, quando incentivou seu filho Salomão a construir o templo do Senhor: Sê forte e corajoso e faze a obra; não temas, nem te desanimes, porque o SENHOR Deus, meu Deus, há de ser contigo; não te deixará, nem te desamparará, até que acabes todas as obras para o serviço da Casa do SENHOR” (1 Crônicas 28:20).

–por James L. Johnson

TEMPLO CENTRAL DA ASSEMBLEIA DE DEUS EM JOÃO PESSOA – PB REALIZOU CULTOS AVIVADOS

  A Igreja Evangélica Assembleia de Deus em João Pessoa PB, realizou grandes cultos de puro avivamento espiritual, o qual foi registrado por este freitasnewss.com.br . Na segunda-feira (08/07): Culto de Doutrina e no domingo (14/07): Culto de adoração, com a presença de vários obreiros de São Paulo, Rio de Janeiro e outros estados, pelo fato de estar acontecendo também nestes dias a Escola Bíblica de Obreiros e o aniversário do pastor presidente José Carlos de  Lima.
      Os eventos foram maravilhosos, com a presença de vários órgãos de louvores (bandas, coral, cantores, conjunto de jovens, etc.)
      O nome de Jesus foi glorificado e adorado. Deus se fez presente e encheu aquele lugar de espiritualidade, para a honra e glória do nosso Deus.

Organização: Pastor presidente José Carlos de  Lima e demais colaboradores e colaboradoras daquela Igreja.

REALIZADO IAVIVA JOVENS , ENCONTRO DE JOVENS EM IMACULADA PB

Foi realizado neste sábado (22/06)na  Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Imaculada PB ,  o I AVIVA JOVEM, encontro de Jovens.

  Contamos com a presença do cantor Alisson de Princesa Izabel PB e do pregador evangelista  Ivo, também de Princesa Izabel PB. Além do pastor de Água Branca PB e um grupo de jovens, presbíteros e outros convidados.
   O Conjunto de jovens  local entraram louvores a Deus .Também  estavam  presentes ao evento o  Conjunto de jovens Shalon de Santa Terezinha PE. Juntamente com o pastor que está na liderança da referida igreja, Antônio Marcos, sua esposa, a irmã  Vanuza , sua filha,  e alguns irmãos que acompanharam.
       Que o Senhor Jesus continue abençoando a igreja, que cresça na graça e no conhecimento de Deus.

 

Obs: Estive um pequeno problema técnico.

ASSEMBLEIA DE DEUS EM IMACULADA PB REALIZARÁ I AVIVA JOVEM 

    A Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Imaculada PB realizará neste dia 22 de Junho (sábado), às 19 horas o I AVIVA JOVEM. Habacuque (Cap. 3 v. 2)
     Teremos a presença do cantor Alisson de Princesa Izabel -PB e do pregador evangelista Ivo de Princesa Izabel PB.
     ” Contamos com a presença de todos”. Quem é de Deus, houve a Palavra de Deus.
“É uma passagem bíblica específica que tem como objetivo despertar e fortalecer a fé dos jovens, incentivando-os a buscar uma vida espiritual mais profunda e comprometida com Deus”.
       Caravanas convidadas: Cidade de Água Branca PB. Santa Terezinha PE, sob a liderança do presbítero com ação pastoral Antônio Marcos.
  Pastor presidente José Carlos José de Lima, que é também presidente da  (UMADENE(União dos Ministros das Assembleia de Deus do Nordeste)
 Pastor local, com ação pastoral:  Evangelista Nilson Amâncio 

O que Jesus Quis Dizer com “Muitos São Chamados, Mas Poucos, Escolhidos”?

Se há algo que as pessoas sabem sobre Jesus, é que Ele era um talentoso contador de histórias. As parábolas de Jesus têm a notável capacidade de despertar nossa imaginação e desafiar nossas pressuposições. Jesus não ensinava por parábolas para nos dar uma noção abrangente da maneira como compreender Deus, a nós mesmos e às outras pessoas. Ele ensinava por parábolas para nos convidar a reexaminar algumas das nossas mais estimadas convicções sobre assuntos de importância eterna. Por essa razão, as parábolas de Jesus são frequentemente inquietantes, ao invés de tranquilizadoras.

A parábola de Jesus sobre as bodas de casamento é exatamente assim.

As Bodas

Esta parábola é, como as outras, sobre o Reino dos Céus. Conta a história de um rei que deu um banquete de casamento para seu filho (Mt 22.2). Bodas de casamento tem importância significativa na Bíblia. Em última análise, é o dia em que Deus reunirá todos os seus redimidos e eles desfrutarão de sua presença em completa santidade e alegria.

Ao mandado do rei, os convites para o banquete sāo distribuídos. Os servos do rei são “enviados… a chamar os convidados para as bodas; mas estes não quiseram vir.” (Mt 22.3) Eles oferecem uma série de desculpas e maltratam os servos, então o rei os castiga (Mt 22.5-7). O rei então despacha seus servos: “Ide, pois, para as encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas a quantos encontrardes” (Mt 22.9).

Jesus está descrevendo aqui a oferta do Evangelho, primeiro aos judeus e depois aos gentios. A nação judaica havia rejeitado decisivamente a oferta que Deus lhes fez através de seus profetas. Por tal rejeição, Jesus anunciou o julgamento que Deus iria trazer — a destruição de Jerusalém pelos exércitos romanos em 70 d.C. Mas na providência de Deus, essa rejeição é a ocasião em que o Evangelho é estendido aos gentios. O resultado é que “a sala do banquete ficou repleta de convidados” (Mt 22.10).

Mas então algo inesperado acontece.

O rei se junta a seus convidados e descobre “um homem que não trazia veste nupcial” (Mt 22.11). O homem não consegue explicar porque está sem veste. Em um ato de julgamento escatológico, o rei ordena a seus servos: “Amarrai-o de pés e mãos e lançai-o para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes” (Mt 22.13). Jesus termina sua história, pronunciando o aforismo que resume o significado da parábola: “Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos” (Mt 22.14).

O Chamado

Entender esta declaração concisa de encerramento é entender a parábola como um todo. O que Jesus quis dizer com “Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos”? Para responder, necessitamos entender o que Jesus quer dizer aqui por “chamados” e “escolhidos”. A palavra “chamado” permeia a parábola. O texto em grego diz que os servos “chamam aqueles que foram chamados para as bodas” (Mt 22.3). Os convidados judeus são os “chamados” (cf. Mt 22.4, 8). Os servos são então ordenados a “chamar” os gentios (22.9). A palavra traduzida como “chamado” no versículo 14 pertence à mesma família da palavra traduzida como “chamado” nos versos 3, 4, 8 e 9. Esse padrão nos ajuda a entender a natureza do chamado nesta parábola. É a convocação ou convite de Deus por meio de seus servos — profetas no Antigo Testamento, ministros no Novo Testamento. Esse chamado conclama os ouvintes a se arrependerem e crerem nas boas novas que os servos proclamam. É possível recusar, como muitos judeus fizeram. Jesus ensina que aqueles que recusam o chamado são culpados por recusá-lo. Mas também é possível responder a este chamado de maneira não salvadora. O homem sem a veste nupcial em 22.12 presumivelmente respondeu ao convite. Mas sua falta de vestimenta prova que ele não faz parte das bodas, e é justamente banido. Qual é a “veste nupcial”? Provavelmente retrata o dom da salvação oferecido gratuitamente no Evangelho. Somente aqueles que receberem esta dádiva estarão assentados no banquete de casamento do Cordeiro na consumação de todas as coisas.

Os Escolhidos

Quem são aqueles que sinceramente respondem ao chamado e recebem a Cristo pela fé? Jesus os chama de “escolhidos” ou, como a palavra grega pode ser traduzida, os eleitos. Estes são todos aqueles que o Pai escolheu em Cristo desde antes da fundação do mundo para serem santos e irrepreensíveis perante Ele (Ef 1.4). Somente estes escolhidos constituirão a comitiva dos redimidos quando Cristo retornar em glória. A escolha eterna de Deus garante que eles responderão sinceramente ao chamado. Visto que o Novo Testamento, em outros lugares, une chamado à eleição (ver 2 Tm 1.9; Rm 8.30), o que Jesus quer dizer quando afirma que há alguns que são chamados mas não escolhidos? A resposta está em uma distinção necessária para entender o modo como os escritores bíblicos se referem a “chamado”. Nesta parábola, Jesus fala de “chamar” em um sentido externo. É a intimação de Deus através da mensagem do Evangelho. Este chamado convida homens e mulheres a virem a Cristo por meio do arrependimento e da fé.

Em outros lugares, os escritores bíblicos falam de “chamar” em um sentido interno. Por exemplo, Paulo fala desse chamado interno em 1 Coríntios 1.24 — essa é a obra salvadora e eficaz do Espírito de Cristo em conjunção com o chamado exterior do Evangelho. Esse chamado interno, poderosa e eficazmente, converte o pecador de seu pecado a Jesus Cristo. O chamado externo é para todas as pessoas. Mas somente os eleitos irão, no tempo de Deus, receber o chamado interno. Para eles, o Evangelho é, de fato, “o poder de Deus para a salvação” (Rm 1.16).

O Que Isso Nos Ensina?

Quais são as principais lições que Jesus tem para nós nesta parábola surpreendente e inquietante?

Primeiro, não é uma coisa pequena recusar a intimação de Deus através de seus mensageiros. No Dia do Julgamento, Deus irá responsabilizar aqueles que recusarem essa convocação. Em segundo lugar, Jesus quer que percebamos que há uma maneira mais sutil de recusar a convocação. Pode-se responder da boca para fora ao chamado externo, mas nunca abraçar verdadeiramente a Jesus como é oferecido naquele chamado. Até mesmo esta recusa nos sujeita ao julgamento justo de Deus.

As más novas são que não temos poder em nós mesmos para mudar nossos corações rebeldes. As boas novas são que Deus se agrada em mudar os corações rebeldes pelo poder invencível do seu Espírito. Se respondemos ao chamado externo em arrependimento e fé, é somente porque Deus primeiro esteve em ação em nós para nos voltar a ele mesmo em Cristo. A salvação é verdadeiramente somente pela Graça. Esta verdade é inquietante, mas Jesus nos inquieta por um motivo. Ele quer que encontremos salvação e vida somente nEle, somente pela Graça. E somente em Cristo podemos encontrar um fundamento eterno e inabalável.

https://coalizaopeloevangelho.org/

Mulher leva cadáver em cadeira de rodas para tentar receber um empréstimo de R$ 17 mil

As funcionárias do banco chamaram o Samu, que constatou a morte. O homem na cadeira de rodas tinha 68 anos e a polícia investiga há quanto tempo ele estava morto. O corpo foi levado para o IML.

Mulher leva corpo de homem morto à agência bancária para tentar liberar empréstimo.

No Rio de Janeiro, uma mulher foi levada pra delegacia depois de tentar receber um empréstimo de uma pessoa que já tinha morrido. Golpistas muitas vezes usam o nome de pessoas mortas. Nesta terça-feira (16), em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, um caso foi muito além disso.

“Tio Paulo, tá ouvindo? O senhor precisa assinar. Se o senhor não assinar, não tem como. Eu não posso assinar pelo senhor, tem que ser o senhor. O que eu posso fazer, eu faço”, diz a mulher para o cadáver em um vídeo gravado pelas funcionárias da agência bancária.

Érika de Souza Vieira Nunes levou ao banco um corpo em uma cadeira de rodas. Ela tentava concluir um empréstimo de R$ 17 mil que já tinha sido aprovado em nome do morto. Para isso, tentou forçar uma assinatura, segurando várias vezes a mão do cadáver.

Érika: O senhor segura, o senhor segura forte para caramba a cadeira aí. Ele não segurou ali a porta?
Funcionária: Não vi.
Érika: Viu não?
Funcionária: É, a gente também não…

A mulher se apresentou na agência como sobrinha do homem. Ela tentou passar a impressão de que tudo estava normal, levantando a cabeça do homem morto, que obviamente não se sustentava. As funcionárias do banco desconfiaram de que algo está muito errado.

Érika: Tio, está sentindo alguma coisa? Mas ele não diz nada.
Funcionária: Eu acho que ele não tá bem não.
Funcionária: A senhora está sozinha?
Érika: Sim.

A mulher foi a única ali que não se mostrou assustada ou preocupada com a situação e chegou até a sorrir.

Funcionária: É, ele não tá bem não. A corzinha não está ficando…
Érika: Mas ele é assim mesmo.
Funcionária: É?
Érika: É. Ô tio, tio…
Funcionária: É, não está não.

As funcionárias do banco chamaram o Samu, que constatou a morte. O homem na cadeira de rodas tinha 68 anos e a polícia investiga há quanto tempo ele estava morto. O corpo foi levado para o IML.

Érika foi conduzida para a delegacia no início da noite.

“O médico do Samu, ao chegar ao local, constatou que ele já estava em óbito e, aparentemente, há algumas horas. Ou seja, ele já entrou morto no banco. O principal é: a gente continuar a investigação, para a gente identificar demais familiares e saber se, quando esse empréstimo foi realizado, se ele estava vivo, qual é a data desse empréstimo”, diz o delegado Fabio Luiz.

Diante de uma situação tão inacreditável, o delegado ainda está estudando como enquadrar o caso, que, além de tudo, teve até bronca em um homem que já estava morto.

Mulher insiste em falar com o tio, que estava morto, ao ser questionada por funcionárias de banco — Foto: JN

“Se o senhor não ficar bem, vou te levar pro hospital. O senhor quer ir para UPA de novo?”, disse Érika ao cadáver.

“Quem país é este????? Até o cadáver é usado para satisfazer a ganância pelo o dinheiro, até que nível o ser humano chegou “.

jornal-nacional

Dia Mundial da Conscientização do Autismo: Vitor Fadul compartilha um roteiro cultural pela Europa

Viajar é uma grande aventura. Mas, para uma pessoa no espectro autista, se torna uma aventura ainda maior. A preparação, o roteiro, a arrumação das malas… Tudo precisa ser meticulosamente pensado para que situações de estresse e imprevistos, que podem desencadear uma crise, sejam contornadas com mais facilidade. Elaborar com antecedência um itinerário detalhado, estudar o mapa do local, ver fotos e ler sobre o país são técnicas que uso e me deixam mais tranquilo. Recorro também a estratégias no dia-a-dia da viagem. Carrego sempre comigo água, ventilador portátil, para contornar minha sensibilidade ao calor, e um leque, caso o ventilador falhe, chicletes específicos para me acalmar, fones e tampões de ouvido, além da minha carteira de identificação de autismo. São itens que não abro mão e me ajudam a manter a tranquilidade. No fim do ano passado, eu e meu marido tiramos férias e passamos o Natal e Ano Novo na Europa. Leandro emendou uma turnê de palestras, de grande sucesso, em Portugal. Voltamos ao Brasil no fim de janeiro, cheios de boas histórias e memórias na bagagem. Como dois grandes admiradores de arte, cultura e história, a escolha de países como Turquia, Grécia e Suíça foi certeira: belas paisagens, arquitetura de tirar o fôlego e uma imersão na história do Velho Continente. Confira um pouco mais sobre a viagem a seguir.

Santa Sofia, Istambul, Turquia

Vitor Fadul em Santa Sofia, na Turquia — Foto: Arquivo pessoal

Vitor Fadul em Santa Sofia, na Turquia — Foto: Arquivo pessoal

Nossa primeira parada foi em Istambul, na Turquia, e, apesar de soar clichê, não posso deixar de mencionar o maior símbolo da cidade: Santa Sofia ou, como chamam os turcos, Ayasofya. É incrível ver como o templo, construído entre 532 e 537 e considerado uma das obras-primas da era Bizantina, além de um grande marco na história da arquitetura, se mantém relevante e impecável até os dias de hoje. A grandiosidade do edifício, com sua famosa e enorme cúpula, é impactante. Sem dúvidas, uma parada obrigatória.

Passeio de barco no Mar Egeu, Turquia

Um dos pontos altos da nossa viagem foi, sem dúvida, o passeio de barco que fizemos pelo Mar Egeu, uma experiência que eu já antecipava com entusiasmo. No entanto, ela superou todas as expectativas, especialmente quando golfinhos, como embaixadores do mar, surgiram graciosamente ao nosso redor. O comandante, com uma voz carregada de surpresa e admiração, nos alertou para esse fenômeno raro. “Olhem, olhem!”, exclamava ele, enquanto nós, agraciados no primeiro dia do ano, observamos os golfinhos dançando sobre as ondas. A água cristalina refletia a luz do sol, criando um espetáculo de cores que parecia celebrar nossa partida da Alimos Marina, em Atenas, rumo à ilha pitoresca de Hydra.A viagem de duas horas sob o céu azul imaculado foi acompanhada pelo som relaxante das ondas batendo contra o barco e pelo cheiro salgado do mar, que preenchia o ar. Chegando a Hydra, fomos recebidos por suas ruas de pedra e uma aura histórica que parecia contar histórias de tempos antigos. Uma encantadora igreja escondida, descoberta quase por acaso, revelou-se um tesouro preservado, um testemunho da rica cultura da Grécia.A viagem de 45 minutos até Poros serviu como um prelúdio perfeito para a próxima etapa da nossa aventura. Em Poros, famosa pelo filme O Menino e o Golfinho, fizemos uma pausa para um café. Nesse momento, entre conversas e observações da vida local, pensei ter visto Harry Styles na mesa ao lado, tal era a semelhança do jovem com o astro, foi divertido.Em Egina, após 50 minutos de navegação tranquila, o destaque foi, sem sombra de dúvida, o sorvete de pistache mais saboroso que já provei. Era não apenas uma delícia gastronômica, mas uma celebração dos renomados pistaches da ilha. O retorno para Atenas foi marcado por um pôr-do-sol tão magnífico que me vi compelido a capturá-lo em vídeo, um momento que precisava ser compartilhado com o mundo.Além das paisagens de tirar o fôlego, navegar pelo Mar Egeu é mergulhar nas lendárias histórias da Odisseia. Como músico, esses contos épicos inspiraram uma de minhas canções, ODISSEU‘. Sentir a presença da mitologia grega tão palpável ao redor foi, para mim, uma das partes mais marcantes da viagem. Acredito firmemente que qualquer amante das aventuras de Odisseu encontraria nesse passeio um eco de suas histórias favoritas.Esta jornada pelo Mar Egeu transcendeu a simples visita a destinos belíssimos; foi uma imersão profunda na rica sinfonia cultural e histórica da Grécia. Uma experiência que permanecerá comigo como uma fonte inesgotável de inspiração e admiração, um lembrete da beleza que existe em explorar e se conectar com culturas e histórias além das nossas.

Gytheio, Grécia

Ilhota de Cranae, em Gytheio, Grécia — Foto: Arquivo pessoal
Ilhota de Cranae, em Gytheio, Grécia — Foto: Arquivo pessoal

A visita à ilhota de Cranae, em Gytheio, não foi nem um pouco comum para uma primeira viagem à Grécia, a experiência de estar ali foi verdadeiramente única. Este local foi o cenário de uma noite romântica entre Páris e Helena, figuras cujo amor desencadeou a lendária Guerra da Tróia. Atravessar a ponte que leva a Cranae é como atravessar um portal para outra era, onde cada pedra e onda parece ecoar com as vozes do passado. A pequena Igreja de São Pedro, situada nesta ilhota, oferece não apenas um vislumbre da história antiga, mas também um refúgio de paz e serenidade, onde parece possível tocar a própria essência dos mitos gregos.

Leandro Karnal e Vitor Fadul na ilhota de Cranae, em Gytheio, Grécia — Foto: Arquivo pessoal
Leandro Karnal e Vitor Fadul na ilhota de Cranae, em Gytheio, Grécia — Foto: Arquivo pessoal

O fato de ter compartilhado essa experiência com meu marido deixou tudo ainda mais magnífico. Este momento foi um dos muitos que destacaram nossa viagem, não apenas como um passeio por belos locais, mas como uma jornada através das camadas do tempo, do mito e da emoção.

Oinomello, Monemvasia, Grécia

Fachada do restaurante Oinomelo — Foto: Arquivo pessoal
Fachada do restaurante Oinomelo — Foto: Arquivo pessoal

A culinária grega é famosa no mundo todo, e quando você está por lá, não dá para passar sem provar a Moussaka. Imagine uma lasanha, mas no lugar da massa, tem carne e berinjela. É de dar água na boca, né? Pois é, essa delícia é um dos pratos que você encontra no restaurante Oinomelo. O Leandro pediu uma moussaka, e olha, eu provei um pouquinho e foi a melhor que já comi na vida. Eu pedi um badejo, que era simplesmente perfeito. E não para por aí, não. A nossa guia, a querida Lida, escolheu o Skioufichta, um macarrão tradicional de Creta, que também tive a chance de experimentar e, nossa, era de outro mundo!

Vista do mar do restaurante Oinomelo — Foto: Arquivo pessoal

O restaurante Oinomelo fica em Monemvasia, bem no sul da Grécia, no sudeste da península de Peloponeso. Monemvasia é um espetáculo à parte. E nesse restaurante, além de comer super bem, você ainda tem uma vista linda do mar. O ambiente é super gostoso e acolhedor, daqueles que a gente se sente em casa, sabe? Cada prato é muito bem preparado, um sabor único que faz a gente querer voltar lá mil vezes. Comer no Oinomelo é uma daquelas experiências que a gente não esquece, uma mistura perfeita de vista linda com comida deliciosa.

Museu Nacional de Zurique, Suíça

Para um viajante no Transtorno do Espectro Autista como eu, é importante incluir no roteiro da viagem lugares onde possamos ter diferentes experiências sensoriais. O Museu Nacional de Zurique, na Suíça, tem uma das obras que mais me impressionaram. É um livro interativo, uma verdadeira experiência sensorial que nos permite explorar a história do país de uma maneira muito única. Eu fiquei maravilhado com a tecnologia do projetor! As páginas ganham vida através de imagens em movimento e, ao virá-las, as imagens também mudam, é incrível! A trilha sonora que acompanha as projeções holográficas deixam tudo ainda mais especial.

Tonhalle, Zurique, Suíça

Para os amantes de música clássica, uma dica de ouro é a Tonhalle, em Zurique, uma sala de concertos que combina uma arquitetura deslumbrante e uma acústica impecável para criar uma experiência musical incomparável. Seu interior cria uma atmosfera íntima e sofisticada, e vivemos um momento mágico por lá. Comparecemos a um concerto da brilhante pianista Alice Sara Ott que se revelou uma verdadeira viagem sensorial, conduzida pelo maestro Kent Nagano.

Hospedagem

Vitor Fadul no Four Seasons Atenas — Foto: Arquivo pessoal

Outro ponto de extrema importância no planejamento de viagem de uma pessoa no espectro autista é a escolha do hotel. Por conta da hipersensibilidade auditiva, dou preferência para quartos que tenham isolamento acústico ou sejam em lugares mais calmos. Duas hospedagens excelentes que indico são o Four Seasons, em Atenas, e o The Peninsula, em Istambul. Ambos oferecem um serviço de alta qualidade, conforto e uma imersão na cultura local, recomendo para quem busca uma experiência excepcional.

vogue

Paolla Oliveira: ‘Vivemos em uma sociedade em que se não me posicionar, não vou existir. E eu quero existir’

Paolla Oliveira fez sua primeira capa, justamente para Quem, ainda na versão impressa, em 2006. Quase duas décadas depois, a atriz não é mais a mesma – e nem poderia. Muitas das mudanças vieram com o tempo e a maturidade, outras em um trabalhoso e libertador processo de autoconhecimento e aceitação. Elevada a símbolo sexual desde o início da carreira, era também criticada pelo mesmo corpo objetificado como “mulher gostosa”, em um ciclo que começou a ter fim após uma crise recente. “Tive que ter coragem para falar ‘me deixem como eu sou, do jeito eu sou’”, lembra. Ariana, Paolla completa 42 anos logo depois da estreia de Justiça 2, série antológica que chega ao Globoplay em 11 de abril. Ela é Jordana, uma psicopata que se envolve com Milena (Nanda Costa), uma mulher que cumpre pena por um crime cometido pela empresária. Destaque tem sido dado às cenas de sexo entre as duas, o que para a atriz é um enfoque mais que ultrapassado.

Paolla Oliveira — Foto: Hugo Barbieri

Paolla Oliveira — Foto: Hugo Barbieri

“É o tipo de coisa que não era mais para ser [notícia]. Aí que vemos que ainda temos que falar sobre alguns assuntos, bater na mesma tecla sobre o corpo da mulher, sobre esse interesse que as pessoas têm pelo lado preconceituoso em gênero, em relações homoafetivas”, explica, apontando que não é a primeira vez que isso acontece. “Já tive outros personagens complexos que também levaram para um lado muito mais banal”, diz.Paolla abandonou filtros e edições de fotos e, nas redes, passou a ignorar os comentários ofensivos à sua aparência – com a qual fez as pazes recentemente. “Eu cheguei ao ponto de falar que tinha defeito (…) As coxas, o cabelo, o pé”, lista ela, que já usou roupa larga para parecer mais longilínea, fez dietas drásticas, e tentou ser outra. “Quando você não se gosta, a primeira coisa que você quer é mudar”, assume. A tomada de consciência veio inspirada em outras mulheres – muitas ela conheceu via redes. Ao letramento se juntou uma jornada interna para ser quem queria. “Eu tinha tudo para ficar sentada em cima do meu próprio rabo e falar ‘eu não posso reclamar’. Mas eu posso reclamar, sim”, frisa. “A gente sempre tem espaço para se mover dentro da nossa própria vida. Ficar acomodada infeliz é que não pode”, avalia. A mudança não foi aceita por todos. Alguns deixaram a convivência com Paolla, chamada de prepotente e arrogante. Outros chegaram para ficar, como Diogo Nogueira, de 42, com quem ela vive na casa do Rio onde conversou com Quem. Ela conta que o sambista não é “homenzinho alfa” e deu à atriz espaço para manter sua individualidade. “Para dar certo, são duas pessoas, duas personalidades, duas vidas. Não somos um só”, avisa. Diogo tem um filho, e Paolla, que congelou óvulos, não pensa na maternidade. Já foi rejeitada para campanhas de publicidade por não ser mãe – sem filhos não seria “família” o suficiente, apesar de estar sempre com os pais e os três irmãos. Ela lembra que educou os homens à sua volta. “Tive um trabalhão para me livrar daquela macheza toda dentro de casa, mas já está todo mundo modificado”, conta a atriz, que cresceu em um lar patriarcal e nunca pensou que a arte era uma opção viável.Depois de 18 anos, o contrato de Paolla com a Globo chegou ao fim ano passado. O recomeço profissional vem junto com a transformação na vida pessoal. “Sou uma nova mulher, com pilares mais fortalecidos e com liberdade. E a liberdade dá um pouquinho de trabalho de você escolher o que vai fazer”, diz ela, contando que escolhe ver o copo sempre cheio e que não se arrepende de nada. “Temos de viver todo dia para chegar na idade que for bem feliz, olhar para trás e falar ‘maneiro, que bom que eu passei por tudo isso’”, ensina.

Muitas matérias sobre Justiça 2 e seu núcleo enfatizam sua personagem [Jordana é bissexual], que tem uma amante, que você e Nanda Costa terão “cenas quentes”, “beijos”. O que pensa deste tipo de apropriação dos corpo femininos?
Com uma personagem como Jordana, claramente o que tem que se falar sobre ela é sua personalidade, falta de caráter. Não sobre o relacionamento que ela tem. O romance é interessante porque Jordana e Milena seriam inimigas naturais, então é algo inusitado neste sentido. Mas não por serem duas mulheres.

Algo que deveria estar ultrapassado em 2024…
É o tipo de coisa que não era mais para ser [notícia]. Aí que vemos que ainda temos que falar sobre alguns assuntos, bater na mesma tecla sobre o corpo da mulher, sobre esse interesse que as pessoas têm pelo lado preconceituoso em gênero, em relações homoafetivas. Já tive outros personagens complexos que levaram para um lado muito mais banal. Mas são outros tempos. Tenho esperança de que vai se falar do que realmente interessa, que é a trama.

Temos que viver todo dia para chegar na idade seja qual for bem feliz, olhar para trás e falar ‘maneiro, que bom que eu passei por tudo isso’. Não me arrependo de nada que eu fiz

Como você chegou até Jordana?
Achei Justiça incrível e não tem como não achar, né? O tema é muito forte e faz a gente refletir sobre tudo, o que é justiça, o que eu faria naquela situação. As histórias são muito bem elaboradas, e eu sou muito apaixonada por esse tipo de roteiro que te dá nó em todos os sentidos. Estava em uma reunião [na Globo] falando sobre para onde queria caminhar dentro da emissora e tive a possibilidade de fazer um teste para Jordana. Eles chamam de teste, mas é também sobre a adequação ao personagem. Não me nego, apesar de várias vezes terem me falado ‘mas você vai fazer teste?’. Faço, sim. Essa egotrip ainda não me pegou.

Paolla Oliveira — Foto: Hugo Barbieri
Paolla Oliveira — Foto: Hugo Barbieri

Você fala sobre empoderamento há algum tempo e como atriz seu corpo está a serviço do personagem. Te incomoda o foco no sexo, no corpo?
O que importa são as cenas quentes, né? Passei um tempão da minha vida vendo minha carreira sendo ali um pouco examinada pelas cenas quentes, com nudez ou sexo, que são coisas que fazem parte da vida. A gente não conta uma história, a não ser que ela seja infantil, sem alguns elementos. Como vi a minha vida também muito cerceada por esse lado, de todas as maneiras tentei sair e consegui. E agora que consegui, quero firmar este desejo de ser maior do que essas cenas.

Como?
Temos que continuar falando sobre a objetificação em todos os sentidos, com quem é conhecido e quem não é, fora e dentro do trabalho. As coisas têm que ser vistas pelo que tem importância. Será que isso tem importância agora? Talvez tenha um outro contexto, mas nesse trabalho não é o principal, não é o mais importante, e nem na minha carreira era também .

Superou esse olhar?
O caminho é um pouco longo quando se fala de uma sociedade toda, mas em relação ao meu trabalho não me incomodo mais. Quebrei uma barreira com todos os personagens que fiz, com todas as cenas de nudez, com as coisas que disse mesmo me sentindo massacrada em alguns momentos. Estes tempos venho falando sobre esta pressão de não agradar todo mundo e as expectativas não serem cumpridas o tempo todo, desta objetificação em torno inclusive do trabalho.

Nos últimos anos, você abandonou os filtros, as fotos retocadas, e, para quem está de fora, parece ter tomado de vez posse de seu corpo. Como foi este processo?
Foi um acúmulo [de coisas]. Eu nunca descansei, principalmente em relação ao meu trabalho. Acho até que a mulher Paolla se perdeu um pouco nisso, então o que eu venho falando ultimamente é sobre a mulher. Sempre briguei muito pela Paolla profissional, para que o trabalho fosse sempre maior [que o corpo], que fosse além. Eu bati muito nessas teclas. Consegui colocar uma carreira em pé e fugir dessas ciladas, mas deu muito trabalho.

Paolla Oliveira — Foto: Hugo Barbieri

A beleza chegava antes?
Tudo que era menos interessante para mim chegava antes, como a beleza, quem era o par romântico, se tinha cenas de nudez ou mais de sexo. Tudo tudo isso já passou à frente.

O que você acha que o público vai levar da Jordana e da série?
Ela foi um personagem diferente, me levou para um caminho de um trabalho mais objetivo. Foi criada uma psicopata mesmo, mas sem grandes arroubos. Só da Jordana estar ali já estava dita a personalidade e o quão complexa ela era. Acho que as pessoas vão levar esse registro da Paola, que me parece um registro novo. E não tem como você assistir Justiça e não levar alguma coisa, nem que seja ficar refletindo depois sobre o que faria naquelas situações

Você tem que ter coragem para ser uma mulher em uma família só de homens, com uma educação muito patriarcal, bem à moda antiga

O que é justiça para você?
Nunca estou preparada para essa pergunta. É que é tanta coisa, é tão estreitinha a linha entre justiça, ética, direitos, deveres, leis… Se a gente não tivesse leis que nos possibilitem ter uma sociedade para viver de forma minimamente organizada, como ia conseguir entender a justiça? Ela ia virar vingança. São limites complexos, mas acredito que na justiça existe um espaço de liberdade até o direito do outro. O que sai disso, para mim complica, afeta o outro. E o que afeta o outro merece justiça em algum nível. Mas não tenho uma definição e nem acredito muito na justiça. Ela se mistura muito com o que gostaríamos de fazer, o que podemos fazer, algo de lei, de acharmos que deveria ser feito mais, de ter vontade de fazer justiça com as próprias mãos.

Você tem um bordado aqui em sua casa escrito ‘Ser mulher é ser coragem’. Em que momentos precisou ter mais coragem?
Todo o tempo, e aí você pensa ‘nossa, como Paolla é genérica’ (risos). Mas vou explicar: eu tenho uma criação em que não é para eu ser uma atriz, não é para eu me sentir livre dentro das possibilidades [da vida]. Eu sou simples. Não tinha nenhum entendimento, por exemplo, de artes. Fui descobrindo as artes e achei que ia ser um hobby para eu ser uma pessoa melhor. De repente, isso se transforma no meu trabalho e eu agarro com todas a força que eu tenho.

Contra sua família?
Não é contra, mas eles não sabiam o que era [ser atriz]. Você tem que ter coragem para ser uma mulher em uma família só de homens, com uma educação muito patriarcal, bem à moda antiga, que é o que foi possível. Descobrir um ramo que a minha família não tem a menor ideia do que seja e ao qual a gente não foi muito apresentado. Eu não cresci vendo teatro, não foi uma infância muito lúdica. Aí eu descubro as artes, me apontam para o Brasil inteiro e falam assim ‘faz aí um negócio, uma novela das 8’. Foram as oportunidades.

Que exigiram coragem.
Sim, tive coragem de me aproximar das oportunidades quando elas vieram e a coragem de fazer o melhor, de buscar, de me colocar naquela situação. Depois é uma coisa atrás da outra. Eu fiz a minha primeira novela, a primeira protagonista, tive grandes grandes chances e tudo precisou de coragem. Eu precisava de coragem sabe para quê? Para fazer entrevista.

Por quê?
Eu tinha pânico porque as pessoas perguntavam ‘qual é a sua melhor lembrança da infância?’, ‘qual é a parte sua de que você mais gosta?’, ‘onde você se vê daqui a 10 anos?’. Eu tinha pavor, eu não sabia responder essas coisas, eu não sei até hoje. Mas agora eu consigo falar para você que eu não sei e não tenho a menor ideia. Eu fui me conhecendo muito exposta.

De que forma?
Eu me reconheci mulher já tinha 20 e tantos anos, uma mulher que tem um corpo x, mas que aos olhos dos outros é gostosa. E a gente não se vê assim. O ‘fora’ começou a interferir. Eu precisava de coragem para combater aquilo, mas nem para tudo minha coragem me serviu, tanto é que eu fiquei entalada novamente depois de alguns anos. Tive que ter outra coragem para falar ‘me deixem como eu sou, do jeito eu sou, sem as respostas certas’. O mundo está bem melhor para a mulher hoje, apesar de estar longe da perfeição, mas a gente precisa de coragem para sair todo dia com a roupa que quer, por exemplo. Falamos muito em ser o que quisermos, mas não depende só de nós. A gente precisa de coragem todo tempo para seguir firme nos nossos propósitos.

Eu preciso ter coragem para me posicionar, até porque vivemos em uma sociedade – falando sobre mulheres – em que se eu não me posicionar, eu não vou existir. E eu quero existir. Eu existo, então eu vou me posicionar, vou apanhar.

Inclusive para enfrentar as críticas ao se posicionar, ao falar sobre empoderamento, corpo, dizer ‘é isso e pronto’.
Com certeza. O ‘é isso’ estava dentro de mim, mas precisei da coragem para falar para todo mundo e para me encontrar também. E mais do que falar para outras pessoas, para outras mulheres, eu tive coragem de falar ‘cara, não tá bom para mim, não’. E eu sou uma pessoa cheia de privilégios, tenho uma carreira que apesar de muito trabalho deu certo, sou uma pessoa bem-sucedida, com independência financeira, com liberdade de expressão. E mesmo assim a gente precisa ter coragem nesse mundo.

Há dois anos, no Rock in Rio, você disse que o governo, que naquela ocasião era o anterior, tinha tirado o direito das pessoas ficaram caladas, de não se posicionarem. Quando você passou a se posicionar, em relação aos mais diversos assuntos, qual foi a reação?
É complicado porque quando se é uma pessoa pública as pessoas falam ‘tá, mas e aí, a gente quer saber’ [de outras coisas]. É um sistema que também faz parte da minha vida, então é impor limites.

Paolla Oliveira — Foto: Hugo Barbieri

Você consegue?
Abri muito mais a minha relação hoje em dia, por exemplo. Eu me coloco para o mundo como uma pessoa que tem um relacionamento. Tinha muito medo das perguntas sobre isso, porque o tempo todo estavam me separando, me engravidando. Teve uma parte da minha vida que eu abri, e as outras imponho limites. Você falou do governo anterior e se posicionar, é verdade, mas tudo que a gente é obrigado a fazer que pelo menos se consiga mover para um outro lugar.

Eu tinha tudo para ficar sentada em cima do meu próprio rabo e falar assim ‘eu não posso reclamar’ (…) Mas eu posso reclamar, sim. A gente sempre tem espaço para se mover dentro da nossa própria vida.

Por exemplo?
Que seja uma transformação real. Eu preciso ter coragem para me posicionar, até porque vivemos em uma sociedade – falando sobre mulheres – em que se eu não me posicionar, eu não vou existir. E eu quero existir. Eu existo, então eu vou me posicionar, vou apanhar. Mas estou muito mais disposta e disponível para isso.

Você inclusive hoje fala abertamente sobre quem dá pitaco no seu corpo, como aconteceu nos últimos meses.
Sobre o corpo, a primeira coragem é a gente ver que não está bom [como é tratada]. Eu tinha tudo para ficar sentada em cima do meu próprio rabo e falar assim ‘eu não posso reclamar’. Eu pensava assim, ‘tenho um corpo maneiro, uma vida tal’, mas eu posso reclamar, sim. A gente sempre tem espaço para se mover dentro da nossa própria vida. Ficar acomodada infeliz é que não pode. Esse é o primeiro ato de coragem. Mandar um foda-se para as pessoas depois nos comentários da internet é mais tranquilo (risos).

O que você diria que é o difícil mesmo?
O mais difícil é falar ‘eu posso fazer, quero outra coisa, gosto do meu corpo’. Eu cheguei ao ponto de falar que tinha defeito, ‘ah, uma parte de você que você não gosta?’. Eu tinha que responder sobre isso e daí eu arrumava algo: eu arrumei as coxas, eu arrumei o cabelo, o pé. E meu pé realmente é meio chatinho, mas eu amo (risos).

Paolla Oliveira — Foto: Hugo Barbieri

Você chegou a se punir nessa época?
Claro. Quando você não se gosta, a primeira coisa que você quer é mudar. Quando você vai usar uma roupa e ela não entra, você fala ‘a roupa é maravilhosa, o que é ruim sou eu’. E aí você vai querer mudar, fazer dieta. É inevitável querer uma mudança que não existe. Eu, por exemplo, usei roupa larga um tempão porque achava que ficaria mais magra, mais esguia, que eu ia ‘enganar’ as pessoas. Eu queria era é ser mais aceita mesmo. Agora eu não quero mais. Olha que loucura, como a gente muda, né?

Mais aceita na sua profissão?
Aceita sei lá por quem, que a gente também não sabe ao que a gente está agradando. Às vezes falamos ‘eu quero usar um batom vermelho, mas é uma reunião de negócios’. Foda-se. É muita coisa, difícil às vezes a gente se colocar.

Como foi o processo de autoaceitação? Foi um letramento ouvindo outras mulheres, uma conscientização sua, um momento ‘não aguento mais, chega’?
Foi tudo isso. A gente vai passando no automático por algumas coisas, vai passando sobre as pressões, vai se anulando por conta, às vezes da família, do trabalho. E retomar isto [quem você é], leva tempo. Desde minha primeira entrevista estou me conhecendo, quem é a Paolla, como foi minha criação, porque queriam saber ‘como é seu pai, como a sua mãe’, eu falei ‘não sei’. Eu nunca tinha pensado sobre isso. E vale essa reflexão.

Quando você não se gosta, a primeira coisa que você quer é mudar. Quando você vai usar uma roupa e ela não entra, você fala ‘a roupa é maravilhosa, o que é ruim sou eu’. E aí você vai querer mudar, fazer dieta.

Foi uma virada?
De dois anos para cá dei uma virada, mas isso não aconteceu só neste dois anos. Eu venho prestando atenção, venho sem saber o que fazer, venho me desinteressando pelas coisas. Meu ofício ficou muito misturado; eu sou atriz, é isso que eu quero fazer da minha vida, mas aí ficou muito colado com a Paolla que vai para o samba, que é a pessoa física, com o relacionamento, com a pessoa exposta da internet. Então não teve essa virada. Teve uma grande tomada de consciência inspirada por outras mulheres.

Paolla Oliveira — Foto: Hugo Barbieri

Quem foram estas mulheres?
Eu tenho um monte de coisas para falar de mal da internet, mas eu tenho uma para falar de bom: várias mulheres chegaram, com vários recortes, histórias, com várias descobertas sobre elas. Umas falavam sobre o corpo, outras sobre relacionamento, outras diziam ‘eu faço o que eu quiser’. Pensei ‘caramba, eu sou essa pessoa e por que não estou bem? Preciso mudar alguma coisa’.

Como você cuidou da sua saúde mental e equacionou tudo isso na sua cabeça: as pressões externas, as cobranças internas, seus desejos?
É muito difícil a gente conseguir fazer isso absolutamente sozinha. Sempre se tem apoio, da família, do marido… Mas essas outras mulheres que eu falei, as leituras, tudo isso serviu.

Fez terapia?
Fiz também, porque aí é um pouquinho mais focado nos meus problemas. É um luxo, também, quem pode fazer terapia? E aí acaba que a gente vai parar novamente na internet, que é uma grande terapia. Ali tem gente, inclusive profissionais de saúde mental, falando algo que talvez seja o que você precisa ouvir. Talvez eu seja genérica, mas eu não consigo ver um foco, ‘ah, fiz yoga’. Tudo é saúde mental, o que você consegue pegar e aplicar na sua vida, desde as pessoas que amam você até as que não te amam, inclusive, ‘sai, não quero’, ‘não vou ver’, ‘bloqueado’… Também é um jeito de cuidar da sua saúde mental e dar importância ao que tem importância.

Você chegou a extremos para atender ao que outros exigiam de você, além das dietas?
Não, eu só não ficava feliz. Cheguei a não sair, ficava incomodada com a exposição. Na praia achava não estava boa o suficiente para botar um biquíni . Depois, que não estava pronta o suficiente para ouvir o que as pessoas iam falar[ de estar de biquíni]. Deixei de fazer algumas coisas, mas valeu porque cada tijolinho me trouxe até aqui. Eu faço uma grande terapia que é meu trabalho, faço uma autoanálise porque todos os personagens que passam por mim passam pelo meu julgamento de valor.

Você sente o retorno de outras mulheres ao seu posicionamento?
O tempo todo. Todos os dias, em todos os lugares, da internet até ao vivo, me param e dizem ‘posso falar com você um minuto, posso te dar um abraço?’. Eu fiquei muito impressionada com a riqueza da identificação das outras pessoas. Às vezes um artista, uma pessoa pública, pode se perder nessa nessa coisa de ‘ah, eu influencio’, porque todo mundo influencia hoje. Eu sou zero egocêntrica. Nunca tive essa sensação; fazia meu trabalho e via o reconhecimento por ele. Eu poderia estar distante das pessoas [que procuram a atriz] porque eu tenho todos esses privilégios que eu falei. Elas falam ‘você é parecida comigo’, é um nível de identificação muito legal. Trabalho para não parar essa corrente. Fui inspirada por outras mulheres e estou gostando de ter somado forças e ter ficado mais consistente nesse lugar.

No seu círculo íntimo, como essa “nova Paolla” foi recebida? Algumas pessoas não couberam mais na sua vida ou não se esforçaram para caber?
Acontece. Quando a gente toma as rédeas de novo da vida nem todo mundo entende. Você vira arrogante, prepotente, não é mais a mesma. Até ‘você enricou’ eu ouvi. Só que estou trabalhando nisso há 20 anos, não é de agora. Basta você dizer mais ‘nãos’ do que antes que já está diferente o suficiente para ser questionada. A maioria ficou, mesmo me questionando. Depois entenderam o movimento. E se não entendessem iam sair, não iam continuar. Algumas pessoas não ficaram.

Paolla Oliveira — Foto: Hugo Barbieri

Diogo entrou na sua vida em 2021, justamente, parece, neste processo de libertação e amadurecimento. Você teve dificuldade para encontrar um parceiro que soubesse lidar com esse empoderamento e desprendimento?
Relacionamento se não for uma parceria não dá certo mesmo. E, para dar certo, são duas pessoas, duas personalidades, duas vidas. Me incomoda um pouco a pessoa falar ‘ah, somos um só’. Não, não somos um só, somos dois. O Diogo tem essa consciência. Talvez por ser também uma pessoa pública, terem falado de sua vida, ele entende que existe o que dizem, e existe a gente. Por ter essa grandeza como artista, facilita para ele se colocar e saber que eu tenho o meu espaço. Fico bem feliz de ter encontrado esta pessoa que me dá espaço. Não tem outro jeito de ser.

Esse amor por você mesma, o conforto com a sua forma física e quem você é, resultou em uma vida mais prazerosa?
Não é o amor sobre mim que eu descobri, porque eu [me] gostava. Era sobre as respostas que eu não tinha que dar, sobre as expectativas que eu não tinha que atender. Comigo estava tudo bem, na relação em si eu não mudei muito. Mas se eu tiver que falar uma coisa que eu mudei foi saber que eu sou uma mulher de opinião mesmo. Porque, às vezes, até a personalidade a gente dá aquela floreada, porque pode desagradar alguém. O que eu senti que ficou mais aflorada foi a minha personalidade.

Cheguei a não sair, ficava incomodada com a exposição. Na praia achava não estava boa o suficiente para botar um biquíni . Depois, que não estava pronta o suficiente para ouvir o que as pessoas iam falar[ de estar de biquíni]. Deixei de fazer algumas coisas, mas valeu porque cada tijolinho me trouxe até aqui.

Em todos os aspectos?
A pessoa física não mudou muito porque essa continua a mesma, a essência está aqui. A pública é que era diferente, dava uma lapidada em quem era para agradar os outros, dava as respostas que talvez fizessem mal a ela mesma. A Paolla de dentro de casa não mudou muito. Mas sem dúvida, isso me deu uma potência de personalidade. Agora, então, perto do meu aniversário, ariana, posso dizer que realmente eu estou mais colocada. O Diogo acha tudo bonito (risos).

O que Diogo agregou de inédito para você numa relação?
Espaço. Diogo não se intromete muito, nunca fez uma pergunta dessas que eu já tive que falar ‘oi?’, que já vivi em outras situações, como ‘Essa roupa?’. Que mulher que nunca teve que ouvir uma bobagem dessas? Ele não me traz algo de novo, mas ele traz de esperado, de desejado. Diogo não questionou meu lugar, nem dentro de casa nem como artista.

Não se acha seu “dono”?
Exato, ele não tem isso do homenzinho alfa, do reizinho.

Você é uma pessoa muito família, Diogo também. Isso ajudou na relação?
Sim, temos valores parecidos, um deles esse pilar familiar, que é o cerne basicamente que a gente é.

Queriam muito era que eu tivesse um filho, deve estar todo mundo frustrado agora.

Quando você estava solteira, cobravam que tivesse um novo relacionamento?
Queriam muito era que eu tivesse um filho, deve estar todo mundo frustrado agora.

O público que queria ou era sua família?
O público mesmo, minha família me respeitou mais cedo. É muita gente para botar limite. Tem os próximos, a família, depois tem público, tem relacionamento.

A cobrança de ter filhos era constante?
Sempre, inclusive eu sem namorado, a pessoa virava e falava ‘quando é que você vai ter filho?’. Gostei de você falar que eu sou uma pessoa família. Ouvi algumas vezes que não sou porque não tenho filhos, que ‘a gente não pode ter a Paolla numa campanha’, por exemplo, porque eu não sou ‘família’. Daí se vê como o julgamento de valores familiares está muito fechadinho. As pessoas estão preocupadas com coisas que não são realmente importantes. Eu estou o tempo todo com minha família, fiz comerciais com meu pai e minha mãe, falo o tempo todo com meus irmãos. Inclusive eu tive um trabalhão para me livrar daquela macheza toda dentro de casa, já está todo mundo modificado. Não sou mãe, mas tive esse privilégio de conseguir educar os homens à minha volta.

Diogo não questionou meu lugar, nem dentro de casa nem como artista.

Sobre esta criação rígida, do que você teve se libertar para se encontrar profissionalmente?
Eu tinha medo da vida. Medo de tudo. Você entrar em uma profissão que nem sonhou um dia em ter, ser exposta para o Brasil inteiro numa novela do horário nobre, é corajoso. Você tem que desejar muito aquilo e como eu nem imaginava que pudesse acontecer, tive que quebrar ali uma barreira. Mudei de cidade a partir daquele momento. Não precisei brigar com eles, mas precisei ir contra tudo que falavam, que era perigoso, que não ia dar certo, e até que eu tinha que ter outro tipo de sonho, tinha que casar, ter filhos. Foi quebrado um ciclo quando eu desejei fazer a novela e consegui.

Olhando todo esta sua jornada nos últimos anos – a forma como você passou a se mostrar para os outros e seu direito de ser quem é, a se posicionar como mulher, como artista – quais foram os marcos?
A maturidade da idade, que não é uma coisa que se aprende, mas que se vive. O meu trabalho, todos os desafios dele, inclusive a exposição. A volta para o Carnaval, porque quando você sai de uma coisa e resolve voltar, já é uma situação que fala ‘eu quero, eu quero, eu gosto, dane-se o que vão pensar’ por exemplo. E, há dois anos, em novembro, teve um momento específico.

Paolla Oliveira — Foto: Hugo Barbieri

Qual foi?
Queria me colocar de outra maneira para o mundo. Daí eu tive uma ‘crisezinha’. Não falo depressão, mas foi uma parada. Parei, fiquei alguns meses [lidando com a situação] e coloquei um monte de coisa no lugar: o que eu quero para mim, para minha vida, como é que eu quero me comunicar, com quem eu quero falar, o que eu não quero mais fazer. É difícil tirar a muleta.

Em algum momento passou pela minha cabeça que as coisas iam acabar, que 40 anos era o fim da linha.

Você vai completar 43 anos daqui alguns dias. Quando era como mais nova, qual era a sua imagem de uma mulher de 40 anos?
Eu até desfiz isso rápido, mas em algum momento passou pela minha cabeça que as coisas iam acabar, que 40 anos era o fim da linha.

Profissionalmente?
Em todos os sentidos, que ia estar feia. Quantas vezes ouvi ‘ah, você tem 20, vai ver quando fizer 30’, daí virava ‘ah, você tem 30, vai ver quando tiver 40’. Parece uma profecia do desalento, do caos. Eu fui pensando por década, mas nunca adiantei muito a questão. E não é bem como falaram. Que bom que é diferente, que não era isso e que a gente tem que parar de perpetuar essa teoria do caos. Ao contrário, temos viver todo dia para chegar na idade seja qual for bem feliz, olhar para trás e falar ‘maneiro, que bom que eu passei por tudo isso’. Não me arrependo de nada que eu fiz. Tudo que eu fiz, que eu vivi, mesmo as pressões, como é que eu teria chegado até aqui? A outra opção é morrer cedo.

Paolla, você já sente algum tipo de preconceito por causa da sua idade?
Ah, sim. O Carnaval… Você acha que eu podia estar lá com 40 anos?

Eu acho que sim.
Eu também, mas as pessoas não acham. Não todas, mas já ouvi ‘ah, você tem 40, já podia parar’. Todo dia aparece uma coisinha. A velha frase ‘tá ótima para 40’. Que não é elogio, é uma ‘elofensa’ e não sei se as pessoas se dão conta disso.

Quais as suas prioridades hoje?
Conseguir tocar essa vida que eu construí e ainda ter a vida que eu não mostro para todo mundo, que é com a minha família, com namorado, ter algum nível de tranquilidade para viver. Porque a gente vai se tomando de coisas e a hora que vê está massacrado, pelas responsabilidades. O meu desejo hoje é ter tranquilidade.

Se eu tiver que escolher, o copo está sempre meio cheio. Não quer dizer que você não se posiciona, que você é feliz e diz sim o tempo todo, mas é uma maneira de viver.

Você teve uma fase workaholic?
Eu sempre fui muito equilibrada. Nunca deixei minha família, nunca, quem me conhece sabe. Tem tempo para bicho, família, namorado. Eu nunca deixei essa vida [profissional] me tomar e me tirar os afetos. Mas vocês [o público] não viam. Talvez não se precise apenas falar sobre filhos para que as pessoas se identifiquem com outra família. Foi isso que vocês passaram a ver, que eu tinha vida fora do trabalho.

Como você consegue manter sua privacidade sendo uma pessoa pública, tendo uma presença online forte, e se posicionando?
A gente nunca vai saber o tanto desse limite. Às vezes você vai até mais à frente e retorna. Mostro o que quero. O público faz parte de uma vida que eu criei e da qual tenho muito orgulho, e não posso ir contra. Eu sei que há colegas muito mais reservados e respeito.

Em 2021, sua antiga casa pegou fogo. Isso também fez parte de toda esta mudança pela qual você passou?
A perda da casa deve ter me trazido algum nível de reflexão sobre a vida e o que realmente importa. Pensei ‘que bom que eu tenho condições de ir para um outro lugar, de refazer minha vida’, e quem não tem? Eu olhei a situação pelo melhor lado, que eu tinha condições de rever aquilo e como é que eu poderia ser melhor. É muito Poliana? É, mas essa sou eu. É uma maneira de ver a vida.