7 de setembro de 2026 22:47

O PAI ENVIOU O FILHO

A SANTÍSSIMA TRINDADE
O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas

INTRODUÇÃO
Como podemos medir a verdadeira dimensão do amor? Não apenas por palavras, mas pela magnitude da renúncia envolvida e pelas ações empreendidas. Ao observarmos a narrativa bíblica, notamos que a redenção humana foi uma iniciativa soberana de Deus planejada desde a eternidade. Nesta lição, abordaremos o envio do Filho Unigênito. Veremos como esse evento, ocorrido na “plenitude dos tempos”, é a prova suprema do amor do Pai e a revelação clara da Santíssima Trindade trabalhando em perfeita harmonia para garantir a nossa salvação. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.

TEXTO ÁUREO
Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele. (1Jo 4.9, NVI). Foi assim que Deus mostrou o seu amor por nós: ele mandou o seu único Filho ao mundo para que pudéssemos ter vida por meio dele. (1Jo 4.9, NTLH). Apenas quatro vezes no Novo Testamento encontramos afirmações sobre o que Deus é, três delas feitas por João: Deus é “espírito” (Jo 4.24), “luz” (1.5) e “amor” (4.8). A quarta é “Deus é fogo consumidor” (Hb 12.29; cf. Dt 4.24). Essas afirmações não são definições completas de Deus, mas revelam o que ele é em sua natureza. Afirma que “Deus é amor” significa que ele não somente é a fonte de todo amor (4.7), mas é amor em sua própria essência. É importante, entretanto, lembrarmos que se Deus é amor, ele também é espírito, luz e fogo consumidor. Temos de manter em harmonia esses aspectos do ser de Deus, pois só assim poderemos compreender como um Deus, que é amor, castiga os ímpios com ira eterna. João, portanto, apresenta uma prova cabal de que Deus é amor. “Manifestar” significa tornar plenamente conhecida, com detalhes, mediante revelação clara, alguma coisa que estava oculta. A vinda do Senhor Jesus ao mundo tornou plenamente conhecido o amor de Deus pelo seu povo.

VERDADE PRÁTICA
O envio do Filho revela o amor do Pai e a perfeita unidade da Trindade no plano da salvação, garantindo a redenção e a adoção dos crentes. A verdade prática resume bem o conteúdo que abordaremos na lição:
1 Graduado em teologia pela UniCesumar; Tecnólogo em coaching e desenvolvimento humano pela Unopar; pós-graduando em educação cristã e graduando em teologia pela Faculdade Batista do Cariri (FBC); Presbítero na Assembleia de Deus em Pernambuco
1. O envio do Filho revela o amor do Pai. O ato de Deus Pai enviar o Filho ao mundo é a suprema demonstração de Seu amor. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito…” (Jo 3.16).
2. A perfeita unidade da Trindade no plano da salvação. O plano salvífico é, portanto, trinitário em sua origem, execução e consumação.
3. A garantia da redenção. A redenção é eficaz porque foi realizada pelo próprio Filho eterno, plenamente divino e plenamente humano, capacitado para satisfazer a justiça divina pela unção do Espírito, cujo o ministério foi aprovado pelo Pai.

1. O ENVIO DO FILHO E O AMOR DO PAI
Ideia central do ponto: O Pai revela seu amor ao enviar o Filho, por iniciativa soberana, e isso expõe a unidade trinitária na redenção.
1.1 O amor incondicional do Pai.
Ideia central: O amor (agápē) de Deus é gracioso e imerecido, e se expressa no envio do Filho (Jo 3.16–17; 1Jo 4.8–10).
O aluno deve sair sabendo: definir ágape como amor que envolve decisão e ação, e rejeitar a ideia de que o amor de Deus se baseia em algum mérito humano.
A LIÇÃO DIZ: O envio de Jesus Cristo — o Filho Unigênito do Pai, é a maior demonstração do amor de Deus ao mundo (Jo 3.16). O verbo grego para este amor é “aqapáō” e o substantivo é “agápē”. Expressam a natureza essencial de Deus (1Jo 4.8) e a busca pelo bem-estar de todos (Rm 15.2). Conforme usado, acerca de Deus, manifesta interesse profundo e constante de um Ser perfeito para seres completamente indignos (Vine, 2002, p. 395). O idioma grego possui uma riqueza de termos para descrever o amor, permitindo distinções que muitas vezes se perdem em outras línguas. No grego do Novo Testamento, há três palavras frequentemente associadas a tradução do termo amor:
1.1.1 Ágape (Agepê / agapáō). Esta é a palavra mais frequente no Novo Testamento para descrever o amor cristão e o amor divino. Refere-se a uma “benevolência invencível” e uma “infinita boa vontade”. Não é apenas uma emoção, mas uma atitude da vontade que busca o maior bem do outro, independentemente de seus méritos. É um amor abnegado, inteligente, com propósito e ativo. Diferente do eros (que busca satisfação própria), o agápe busca o bem do objeto amado, mesmo que este seja indigno ou inimigo.
1.1.2 Philia (phileõ). Descreve o amor de amizade, o afeto caloroso e a comunhão. É usada para descrever o amor entre amigos verdadeiros e o amor do Pai pelo Filho, bem como o amor de Jesus por Lázaro. Embora alguns tentem classificar philia como inferior a agápe, em muitos contextos do Novo Testamento (especialmente em João), os termos são usados como sinônimos intercambiáveis.
1.1.3 Storgê. Descreve o amor familiar, a afeição natural entre pais e filhos. O substantivo não aparece no Novo Testamento, mas o conceito existe e formas compostas (como philostorgos, “amar cordialmente”) são usadas, como em Romanos 12.10.
1.1.4 Eros. Refere-se ao amor passional, sexual e ao desejo de posse. Esta palavra não aparece no Novo Testamento. É descrita como um amor que busca a autossatisfação, em contraste com o agápe que busca o outro.
1.2 A iniciativa soberana de Deus.
Ideia central: A salvação procede do propósito de Deus em Cristo e antecede qualquer resposta humana (Ef 1.4–5,9; Rm 5.8).
O aluno deve sair sabendo: explicar que a iniciativa da salvação não parte do ser humano, mas de Deus.
A LIÇÃO DIZ: Desde a eternidade, antes da Queda no Éden, Deus traçou um plano de redenção em Cristo (Ef 1.4,5). Até mesmo anterior a fundação do mundo, o Filho já estava destinado para nossa salvação (1Pe 1.18-20). Deus, em sua soberania e seu imensurável amor, tomou a iniciativa de enviar o Salvador, cumprindo seu eterno propósito de redenção (Ef 1.9). A Escritura ratifica que o amor divino antecede qualquer atitude humana: “não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados” (1Jo 4.10).
Vamos compreender, em primeiro lugar, o texto de Efésios 1.4-5 (NAA) que diz:
Antes da fundação do mundo, Deus nos escolheu, nele, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele. Em amor nos predestinou para ele, para sermos adotados como seus filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o propósito de sua vontade,Deus, em Sua onisciência, previu a queda do homem e planejou a redenção antes mesmo da criação. As Escrituras revelam que o plano de salvação remonta à eternidade passada, onde Deus estabeleceu que Cristo seria o Cordeiro morto desde a fundação do mundo. Portanto, a eleição é um ato eterno fundamentado na presciência de Deus, onde Ele, antecipadamente, conheceu aqueles que responderiam ao Seu chamado pela fé.A eleição “olha” para o aspecto passado da salvação. Refere-se ao ato de Deus escolher um povo para Si mesmo. É o ato pelo qual Deus escolhe homens para si. A eleição é baseada na presciência de Deus. Deus elege para a salvação aqueles que Ele previu que aceitariam o Seu chamado e creriam em Jesus.A predestinação “olha” para o aspecto futuro. Ela se refere ao destino ou ao propósito pré-determinado por Deus para aquele povo que Ele elegeu. Portanto, A predestinação não é um decreto de quem será salvo ou condenado, mas a definição do futuro e dos benefícios daqueles que já são de Cristo. Deus predestinou que os que estão em Cristo desfrutem da posição de filhos (adoção), com todos os direitos e privilégios de herdeiros. É um ato da graça soberana que nos coloca na família de Deus, uma realidade presente que será plenamente realizada na redenção do nosso corpo. Tudo isso ocorre de acordo com o beneplácito (a boa vontade) de Deus. Não depende de obras ou mérito humano, mas da graça. A vontade de Deus não é restritiva (escolhendo apenas alguns para salvar), mas inclusiva no sentido de que Ele deseja que todos se salvem, embora a eficácia dessa vontade dependa da resposta humana de fé, que é possibilitada pela graça.

Em segundo lugar, corroborando com a ideia de que o amor de Deus antecede qualquer resposta humana, O apóstolo Paulo escreveu: Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando ainda éramos pecadores. (Rm 5.8 NAA). A causa do amor de Deus não está no objeto amado, mas nele mesmo. Cristo não morreu por alguém que merecia o amor de Deus. Ao contrário, Paulo diz que éramos fracos (5.6), ímpios (5.6), pecadores (5.8) e inimigos (5.10). Numa linguagem crescente, o apóstolo elenca quatro predicados sombrios da deplorável condição humana. Embora fôssemos merecedores do juízo divino, ele graciosamente derramou em nosso coração seu imenso amor. Deus não poderia achar nos fracos, ímpios, pecadores e inimigos algo que atraísse seu amor. O caráter incomum e singular do amor de Deus se revela no fato de que ele foi exercido a favor daqueles cuja condição natural era absolutamente repugnante diante da sua santidade. Deus amou infinitamente os objetos da sua ira. Portanto, fica mais que evidente que a salvação, além de ser uma iniciativa divina, é um dom gracioso da parte de Deus.
1.3 O envio do Filho e a Trindade.
Ideia central: “O envio do Filho é uma expressão do amor do Deus Triúno, que resplandece em toda a história da salvação. O aluno deve sair sabendo: destacar o envolvimento da Trindade no plano da redenção, afirmando a unidade de essência entre as pessoas da Trindade e distinguir as funções na economia da salvação.
A LIÇÃO DIZ: Embora a missão do Filho seja descrita por meio do verbo “enviar” (Jo 3.17,18,34), a ideia aqui é de um presente gracioso de Deus (1Jo 4.10). Em seu amor soberano, o Pai ofereceu sua dádiva mais preciosa — o seu Filho Unigênito: “para que por Ele vivamos” (1Jo 4.9).
O texto bíblico nos diz:
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é condenado; mas o que não crê já está condenado, porque não crê no nome do unigênito Filho de Deus. (Jo 3.16-18, NAA). Aprendemos desde cedo, no discipulado, que a palavra graça significa favor imerecido. Contudo, à luz do texto bíblico que acabamos de ler, podemos ampliar esse conceito e afirmar que a graça é a maior de todas as dádivas concedidas a quem merecia o maior de todos os castigos. A graça é um presente de Deus aos homens: ela é oferecida gratuitamente, mas custou o sangue precioso de Jesus Cristo. João 3.16, é talvez, um dos versículos mais conhecidos Bíblia, é o Evangelho em miniatura, o Evangelho em ponto pequeno. Como em uma só gota de orvalho se vê todo o universo, aqui, nestas poucas palavras, vê-se toda a boa nova da salvação de Deus. Notem-se estes pontos: 1) Deus, o maior Ser. 2) Amou, o maior sentimento. 3) O mundo, o maior grupo. 4) De tal maneira, o maior grau. 5) Que deu, o maior ato. 6) O Seu Filho unigénito, a maior Dádiva. 7) Para que todo aquele, a maior oportunidade. 8) Que nEle, a maior atração. 9) Crê, a maior simplicidade. 10) Não pereça, a maior promessa. 11) Mas, a maior diferença. 12) Tenha, a maior certeza. 13) A vida eterna, a maior possessão. Portanto, o plano da redenção revela o envolvimento do Deus triúno. Nas obras de Deus na história, especialmente na salvação, vemos o Pai enviando, o Filho vindo e obedecendo ao Pai para realizar a redenção, e o Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho, aplicando com eficácia ao crente a obra de Cristo consumada na cruz.
Essa dinâmica corresponde ao que chamamos de Trindade econômica, isto é, as ações distintas do Pai, do Filho e do Espírito na história da salvação. Nesse âmbito, há uma subordinação funcional do Filho ao Pai, porque o Filho é enviado e cumpre a vontade do Pai. Contudo, essa subordinação não é ontológica. Ontológica diz respeito ao ser de Deus. Assim, na Trindade ontológica, não existe hierarquia de essência: Pai, Filho e Espírito são igualmente Deus, coeternos e consubstanciais. Logo, a ordem das missões na redenção expressa funções, não inferioridade.

2. O FILHO E A PLENITUDE DOS TEMPOS
Ideia central do ponto: O Pai envia o Filho no tempo determinado, nascido de mulher, sob a lei, para redimir e conduzir o povo de Deus à adoção (Gl 4.4–6).
2.1 A preparação histórica e religiosa.
Ideia central: Deus prepara o cenário histórico-cultural e a expectativa messiânica para a chegada do Salvador e a expansão do evangelho. O aluno deve sair sabendo: identificar fatores providenciais (contexto romano, grego koiné, expectativa messiânica) como meios sob o governo de Deus.
A LIÇÃO DIZ: O envio de Cristo não foi um plano improvisado, mas um desígnio eterno, cumprido “na plenitude dos tempos” (Gl 4.4). Indica que a vinda do Messias se deu no tempo determinado pelo Deus Pai (Rm 5.6). A Trindade, em perfeita sabedoria e unidade, determinou o momento exato para a execução do plano redentor (Ef 1.10,11). O texto bíblico diz: “Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei”. A expressão “plenitude do tempo” (pleroma tou chronou) indica o momento cronológico decisivo, predeterminado por Deus Pai, que encerra o período de preparação e inicia o tempo do cumprimento. Não foi o tempo que forçou a ação de Deus, mas Deus quem determinou o tempo.
O “tempo oportuno” incluiu fatores como:
2.1.1 Pax Romana (O cenário político e infraestrutural). O mundo mediterrâneo desfrutava de um período de paz imposta por Roma (a Pax Romana), cessando as guerras entre nações rivais. Isso tornava as viagens relativamente seguras, visto que os mares estavam livres de piratas e as fronteiras estavam consolidadas. Roma construiu uma vasta rede de estradas excelentes (“as estradas romanas”), que conectavam os centros estratégicos do império à capital. Embora construídas para fins militares e administrativos, essas estradas facilitaram imensamente o movimento rápido de viajantes e, consequentemente, dos pregadores do Evangelho.
2.1.2 A Língua grega (O veículo cultural). Enquanto Roma forneceu as estradas, a Grécia forneceu a língua. As conquistas de Alexandre, o Grande, helenizaram o mundo antigo, estabelecendo uma língua comum. O grego koiné (comum) tornou-se a língua universal do comércio, da diplomacia e da literatura em todo o império. Isso permitiu que os apóstolos pregassem em qualquer lugar sem a necessidade de aprender novos idiomas locais e escrevessem o Novo Testamento em uma língua que quase todos podiam ler.
2.1.3 A Diáspora judaica (A base religiosa). A dispersão dos judeus (Diáspora) por todo o mundo conhecido criou “cabeças de ponte” estratégicas para o cristianismo. Em quase todas as cidades do império havia uma colônia judaica e uma sinagoga. As sinagogas serviam como locais de ensino e adoração, onde se lia a Escritura. Elas foram o ponto de partida natural para a missão de Paulo; ali ele encontrava judeus e gentios “tementes a Deus” (prosélitos) que já conheciam o monoteísmo e as Escrituras, mas precisavam ouvir sobre o Messias.
2.1.4 A falência moral e a fome espiritual (O contexto existencial). O cenário espiritual do mundo pagão era de decadência e vazio, criando um anseio por algo verdadeiro. Os antigos deuses mitológicos da Grécia e de Roma haviam perdido sua influência sobre o povo e não ofereciam mais satisfação espiritual ou esperança. As filosofias humanas mostravam-se vazias diante da morte e do sofrimento. A sociedade estava saturada de imoralidade, crueldade e idolatria. Em Roma e na Grécia, a vida familiar estava em colapso e a depravação era generalizada. Havia uma sensação generalizada de desespero e um desejo por um Salvador. O mundo estava consciente de sua falência moral e ansiava por uma religião que fosse real e satisfatória. O Evangelho chegou justamente quando o homem reconheceu que não podia salvar a si mesmo e que o “século presente” era mau.
A “plenitude do tempo” descreve um momento histórico único onde a paz romana facilitou o acesso físico, a língua grega facilitou a comunicação intelectual, a sinagoga judaica forneceu a base teológica, e a miséria espiritual do paganismo criou a necessidade existencial para a vinda de Cristo.
2.2. O Filho nascido sob a Lei.
Ideia central: Cristo assume verdadeira humanidade e cumpre integralmente a Lei, qualificando-se como o justo que oferece o sacrifício perfeito.
O aluno deve sair sabendo: explicar “nascido de mulher” (encarnação) e “sob a lei” (obediência completa), sem reduzir Jesus a um mero mestre de exemplo moral.
A LIÇÃO DIZ: A Escritura afirma que o Filho veio “nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gl 4.4b). A expressão “nascido de mulher”, reafirma que Cristo assumiu nossa natureza humana (Hb 2.14; Fp 2.7,8). A declaração “nascido sob a lei” significa que Jesus cumpriu todas as exigências da Lei mosaica (Mt 5.17). Ele foi o único homem a cumprir plenamente a Lei de Deus, sem a transgredir em momento algum (1Pe 2.22).
Vamos expor este subponto ponto:
2.2.1 Nascido de mulher. Essa expressão enfatiza que o Filho de Deus assumiu a natureza humana completa. Ele não apenas “apareceu” como homem, mas entrou no mundo através do processo natural de nascimento, tornando-se participante da condição humana com todas as suas fragilidades (exceto o pecado). O Verbo eterno assumiu uma natureza que não possuía antes. Teologicamente, a expressão remete à primeira promessa do Evangelho em Gênesis 3.15, identificando Jesus como a “semente da mulher” que esmagaria a serpente. Além disso, ao nascer de mulher, Jesus tornou-se nosso parente de sangue, um de nós, nosso irmão. Essa identificação era necessária para que Ele pudesse agir como nosso representante e Sumo Sacerdote misericordioso.
2.2.2 Nascido sob a Lei. Ele nasceu sob a Lei para cumpri-la perfeitamente onde Adão e Israel falharam. Ele obedeceu plenamente e satisfez todas as exigências de justiça da Lei. Sua vida de perfeita obediência é a base da justiça que é imputada aos crentes. Por isso que ele é o Justo e o justificador daqueles que creem.
2.3 A adoção de filhos.
Ideia central: “A redenção inclui filiação adotiva: em Cristo, e pelo Espírito, o crente recebe o status de filho e pode clamar “Aba, Pai”.
O aluno deve sair sabendo: distinguir o Filho por natureza dos filhos por adoção e reconhecer a ação do Espírito na certeza e intimidade filial.
A LIÇÃO DIZ: A obra do Filho não apenas trouxe perdão, mas também nos concedeu a posição de filhos adotivos (Gl 4.5). Cristo é o único Filho de Deus por natureza (Jo 1.18); e os crentes tornam-se filhos por adoção (Jo 1.12,13).
O texto bíblico diz:
para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. E, porque vocês são filhos, Deus enviou o Espírito de seu Filho ao nosso coração, e esse Espírito clama: “Aba, Pai!” Assim, você já não é mais escravo, porém filho; e, sendo filho, também é herdeiro por Deus. (Gl 4.5-7, NAA). Jesus não se tornou Filho de Deus em um determinado momento da história; Ele já era o Filho preexistente que o Pai enviou ao mundo. Ele é o Filho por natureza, possuindo a mesma essência do Pai, sendo o “unigênito”. A Sua filiação é eterna e intrínseca à Sua divindade. Ele é o “Filho do seu amor”. Diferentemente de Cristo, nós não somos filhos por natureza, mas nos tornamos filhos por adoção mediante a obra de redenção. O termo grego huiothesia (adoção) é usado por Paulo para descrever a nova posição legal e relacional do crente. A palavra é composta por huios (filho) e thesis (colocação/posição), significando literalmente “colocar na posição de filho”. Refere-se ao ato de Deus conceder o status de filho adulto a alguém que não pertencia à família por natureza. Paulo utiliza uma ilustração jurídica baseada na lei romana (patria potestas). A adoção era um processo legal sério que envolvia a transferência de uma pessoa da autoridade de um pai para outro. Isso implicava quatro consequências principais, que se aplicam espiritualmente ao texto:
2.3.1 Mudança de família. A pessoa perdia todos os direitos na antiga família (mundo/pecado) e ganhava todos os direitos de um filho legítimo na nova família (Deus).
2.3.2 Cancelamento de dívidas. A vida antiga e todas as dívidas do adotado eram legalmente canceladas; ele começava uma vida nova.
2.3.3 Herança. O adotado tornava-se coerdeiro dos bens do novo pai.
2.3.4 Realidade jurídica. Aos olhos da lei, ele era absolutamente filho de seu novo pai.
A adoção é distinta da regeneração (novo nascimento), embora ocorram simultaneamente. A regeneração muda a nossa natureza (dando-nos vida), enquanto a adoção muda a nossa posição (dando-nos direitos legais).

3. A TRINDADE NO PLANO DA SALVAÇÃO
Ideia central do ponto: O único Deus opera trinitariamente na salvação: o Pai deseja e envia, o Filho realiza, e o Espírito aplica com eficácia a obra realizada pelo Filho.
3.1 A vontade do Pai realizada pelo Filho.
Ideia central: O Filho cumpre a vontade do Pai com obediência perfeita, garantindo vida eterna aos que o Pai lhe dá. O aluno deve sair sabendo: explicar a obediência filial de Cristo e sua centralidade na redenção.

A LIÇÃO DIZ: O Filho veio ao mundo para cumprir a vontade do Pai: “eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (Jo 6.38). Essa vontade, segundo Cristo, é que nenhum daqueles que o Pai lhe deu se perca, mas tenham a vida eterna (Jo 6.39,40). A obediência de Jesus é perfeita, revelando plena submissão ao Pai. Ele mesmo testifica: “porque eu faço sempre o que lhe agrada” (Jo 8.29). Essa obediência alcançou o clímax na entrega voluntária de sua vida por amor: “sendo obediente até a morte e morte de cruz” (Fp 2.8). Por meio de sua vida sem pecado e morte sacrificial, a justiça de Deus foi plenamente satisfeita (Rm 3.24-26). Em Cristo, vemos a expressão sublime da obediência, do amor e da unidade perfeita na Trindade. Vamos tentar analisar esse subponto em partes. Em primeiro lugar, a afirmação “eu desci do céu” (Jo 6.38) atesta a pré-existência de Cristo e sua divindade. Ele não veio realizar uma vontade própria, desconectada ou oposta à do Pai; pelo contrário, embora tenha vontade própria, esta está em perfeita sintonia e submissão à vontade do Pai. Não existe choque entre as vontades na Trindade; o Filho age em total harmonia com Aquele que o enviou.
Em segundo lugar, a “vontade daquele que me enviou” é específica: a preservação absoluta dos salvos. Cristo recebeu do Pai um povo, “todos os que me deste”, e a vontade divina é que nenhum desses se perca. A vontade do Pai é que todo aquele que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna agora e a ressurreição garantida no futuro. Mesmo que morram, eles não estão “perdidos”, pois estão sob a custódia de Cristo, que tem o poder e a autoridade para trazê-los de volta à vida.
Em terceiro lugar, Jesus testifica: “Aquele que me enviou está comigo… porque eu faço sempre o que lhe agrada”. A obediência de Jesus não era esporádica, mas constante (“sempre”). Fazer a vontade de Deus era a “comida”, isto é, a satisfação da alma de Jesus. O Pai ama o Filho não apenas por sua natureza divina, mas também por causa dessa obediência voluntária e sacrifical, como declarado no batismo e na transfiguração: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”.
Por fim, a obediência de Cristo não foi apenas viver sem pecado, mas submeter-se à morte. A expressão “obediente até a morte” indica a extensão da submissão. O acréscimo “e morte de cruz” enfatiza a profundidade da humilhação, pois era uma morte maldita e vergonhosa, reservada aos criminosos. Ao aceitar a cruz, Jesus desceu ao ponto mais baixo possível para redimir a humanidade, transformando o instrumento de vergonha em símbolo de glória.A obra de Cristo resolveu o dilema cósmico: como um Deus santo pode perdoar pecadores sem comprometer Sua justiça? No passado (Antigo Testamento), Deus, em sua tolerância, deixou impunes os pecados (ou seja, não executou o juízo final imediatamente), aguardando a cruz. Na cruz, Deus demonstrou Sua justiça ao punir o pecado em Cristo, permitindo-Lhe ser, ao mesmo tempo, “justo” (porque o pecado foi punido) e “justificador” (daquele que tem fé em Jesus). A cruz é o local onde o amor e a justiça de Deus se encontram perfeitamente.

3.2 A mediação exclusiva do Filho. Ideia central: Somente Cristo revela plenamente o Pai e provê acesso a Deus por seu sacrifício; por isso, ele é o único Mediador.
O aluno deve sair sabendo: definir “mediador” como o único que revela e reconcilia, e avaliar como “mediadores paralelos” deformam o conhecimento do Pai e conduzem o homem à idolatria.
A LIÇÃO DIZ: O Filho é o único caminho de acesso ao Pai: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6). Esse acesso é exclusivo porque Ele é a revelação plena do Pai (Jo 1.18), e o único que pode satisfazer a justiça divina mediante o seu sacrifício no Calvário (Hb 9.15). A exclusividade da mediação de Cristo está enraizada na estrutura trinitária. O Pai enviou o Filho (Jo 3.16), e o Espírito Santo testifica do Filho (Jo 15.26). A mediação de Cristo é exclusiva porque reúne, de modo único, requisitos que nenhuma criatura pode possuir ou cumprir. (1Tm 2.5; Hb 7.25). Vamos enumera-las:
3.2.1 Plena divindade (capacidade de representar Deus e satisfazer a justiça divina). O Mediador precisa ser Deus verdadeiro, porque somente Deus pode representar perfeitamente os interesses de Deus, sustentar a honra do seu nome e satisfazer plenamente sua justiça. Por isso, Jesus é apresentado como plenamente Deus, eterno e consubstancial com o Pai: “No princípio era o Verbo… e o Verbo era Deus” (Jo 1.1) e, nele, “habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9). Essa verdade exclui anjos, santos ou qualquer criatura, pois todos são ontologicamente incapazes de mediar com base na justiça divina. Não por acaso, heresias como o arianismo foram rejeitadas, porque, ao negar a divindade plena do Filho, desmontam a própria base de uma mediação salvadora.
3.2.2 Plena humanidade sem pecado (representação legítima dos homens diante de Deus). O Mediador também precisa ser verdadeiro homem, pois deve representar os homens diante de Deus; entretanto, precisa ser sem pecado, para não necessitar de mediação em favor de si mesmo. Cristo é o “segundo Adão”, plenamente humano e, ao mesmo tempo, impecável: “foi tentado em todas as coisas… mas sem pecado” (Hb 4.15). A mediação exige alguém apto a carregar os pecados de outros, e isso exclui qualquer pessoa marcada pelo pecado original e por pecados pessoais.
3.2.3 A Posse de uma vida indissolúvel. Um mediador que morre e permanece morto não pode garantir uma salvação eterna. Os sacerdotes da ordem de Arão eram impedidos pela morte de continuar. Cristo, porém, vive para sempre para interceder. Ele foi constituído sacerdote “segundo o poder de vida indissolúvel” (Hb 7.16). Sua ressurreição garante a validade perpétua de Sua mediação. Além disso, a ideia de múltiplos mediadores paralelos contradiz a exclusividade afirmada pela Escritura: “há um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm 2.5).
3.3 A aplicação da salvação pelo Espírito.
Ideia central: O Espírito convence, regenera, ilumina, sela e santifica, confirmando a obra salvadora no crente.
O aluno deve sair sabendo: enumerar as ações do Espírito na aplicação da salvação e manter a lógica bíblica de que o Espírito conduz a Cristo e ao Pai.
A LIÇÃO DIZ: O Espírito Santo, chamado de Consolador e Espírito da verdade, foi enviado pelo Pai e pelo Filho. Jesus disse que o Espírito viria para convencer o mundo “do pecado, e da justiça, e do juízo” (Jo 16.8-11). É o Espírito que ilumina a mente para o conhecimento de Deus (2Co 4.6), ensina a verdade (Jo 14.26), regenera os pecadores (Tt 3.5), sela os que creem (Ef 1.13), opera a santificação progressiva (2Ts 2.13), e assegura a perseverança dos crentes (Fp 1.6). Além disso, o Espírito glorifica o Filho, pois foi enviado para testificar de Cristo (Jo 15.26), revelando sua Pessoa e obra ao coração humano. O Espírito nunca age independentemente do Filho ou do Pai. Sua missão é, intrinsecamente, a de exaltar a glória do Deus Triúno (Jo 16.13,14).Vamos explorar melhor esse tema quando abordarmos as lições que tratam especificamente da Pessoa do Espírito. Além disso, este subponto contém tanta informação que é impossível examinar seus detalhes no tempo disponível para a exposição em sala. Portanto, quero apenas enumerar seus pontos principais:
3.3.1 O Espírito é enviado pelo Pai e pelo Filho como Consolador e Espírito da verdade. Ele não é uma força impessoal, mas a terceira Pessoa divina que vem em missão, para continuar a obra de Deus na história da salvação (Jo 14.26; Jo 15.26, NAA).
3.3.2 O Espírito convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo. É a ação divina que desmascara o pecado, evidencia a justiça de Cristo e anuncia o juízo de Deus (Jo 16.8-11, NAA).
3.3.3 O Espírito ilumina a mente para o conhecimento de Deus. Ele abre o entendimento para que a luz do evangelho seja recebida, de modo que o pecador reconheça a glória de Deus revelada em Cristo (2Co 4.6, NAA).
3.3.4 O Espírito ensina a verdade e conduz o crente na revelação de Deus. Ele faz a Palavra ser compreendida e aplicada, formando discernimento espiritual e firmeza doutrinária na vida cristã (Jo 14.26; Jo 16.13, NAA).
3.3.5 O Espírito regenera e renova o pecador. A entrada na vida cristã ocorre por novo nascimento, como ato soberano de Deus que cria vida espiritual onde antes havia morte (Tt 3.5, NAA).
3.3.6 O Espírito sela os que creem, garantindo pertencimento e segurança em Deus. O selo confirma que o crente é de Deus e antecipa a consumação da redenção, funcionando como marca de propriedade e garantia (Ef 1.13, NAA).
3.3.7 O Espírito santifica de modo progressivo, conformando o crente a Cristo. A santificação é obra contínua do Espírito que combate o pecado e produz maturidade espiritual (2Ts 2.13, NAA).
3.3.8 O Espírito assegura a perseverança dos crentes, sustentando a “boa obra” até o fim.
3.3.9 O Espírito glorifica o Filho e testifica de Cristo ao coração humano. Sua missão é cristocêntrica: ele revela a Pessoa e a obra de Cristo, levando o pecador a confiar no Filho (Jo 15.26; Jo 16.13-14, NAA).
3.3.10 O Espírito aplica a salvação sem agir isoladamente, preservando a lógica trinitária da redenção. Ele conduz a Cristo e, por Cristo, ao Pai, de modo que a aplicação da salvação exalte a unidade do Deus Triúno (Jo 14.6; Jo 16.13-14; Ef 2.18, NAA).

CONCLUSÃO
Chegamos ao final deste estudo com a certeza de que o envio do Filho é a prova suprema e irrefutável do amor de Deus. Aprendemos que a salvação não foi um improviso, mas um projeto eterno da Santíssima Trindade: o Pai planejou e enviou por iniciativa soberana; o Filho obedeceu e executou a obra da redenção na “plenitude dos tempos”; e o Espírito Santo aplica essa obra eficazmente em nós. Mais do que perdoados, fomos elevados à posição de filhos adotivos que clamam “Aba, Pai”. Diante dessa “benevolência invencível”, nossa resposta deve ser de adoração contínua. Que a revelação desse amor sacrificial nos motive a viver exclusivamente para a glória do Deus Triúno, servindo-O com gratidão e anunciando essa verdade ao mundo.

Leia mais…

BBB 26: Marina Sena reage à entrada de Juliano Floss e faz exigência: ‘É isso’

    A confirmação de Juliano Floss (21) no grupo Camarote do BBB 26 agitou as redes sociais na noite desta segunda-feira, 12, mas ninguém vibrou ou sofreu mais do que sua namorada, a cantora Marina Sena (29). Imediatamente após o anúncio, a artista utilizou o Instagram para convocar sua base de fãs e revelar um “ultimato” que deu ao influenciador antes do confinamento. Já sentindo o peso da distância, Marina não escondeu a emoção ao comentar as publicações oficiais do programa. “Estou passando mal já”, disparou ela, antes de declarar torcida total: “Vai brilhar, meu amor”. Em uma sequência de vídeos publicados nos Stories, a cantora mostrou que o apoio vem acompanhado de uma cobrança divertida. Marina explicou que Juliano tem a “obrigação” de vencer as dinâmicas do jogo, como a Prova do Líder ou a Prova do Anjo, para que ela possa enviar notícias da “família” felina do casal. “Gente, é isso, Jubli está lá no Big Brother e já estou morrendo de saudade. Já estou passando mal de saudade”, desabafou a cantora. Ela continuou, detalhando a conversa decisiva que teve com o namorado: “E, pra compensar essa saudade, falei com Juliano: ‘Você vai, mas é pra você ganhar. Ganhar Prova do Líder, Prova do Anjo, porque quero mandar meu vídeo com os meus gatos, com os nossos gatos. Fazer um tour pelos gatos, mostrar como estão os gatos pra ele’”.

Mutirões e sangue no olho

Engajada, Marina Sena já assumiu a posição de “chefe de torcida” e pediu ajuda aos seguidores para manter o amado na casa mais vigiada do Brasil. “Vocês vão ter que me ajudar a dar conta da saudade e fazer muito mutirão pro gatinho ganhar”, pediu. Finalizando o recado com bom humor e competitividade, ela reforçou o pedido de garra ao tiktoker: “Você vai com sangue no olho pra compensar isso que vou passar, essa saudade. Nós vamos fazer ele ganhar, gente”, completou, empolgadíssima. “E vamos de puxar mutirão pro meu amor“, escreveu na legenda.

caras

Receita de pudim de padaria: o verdadeiro pudim de antigamente feito sem leite condensado

  Que tal aprender a preparar para a família, com o Canal Nossa Cozinha com Fátima Barros, um delicioso pudim de padaria, que é um clássico da confeitaria e vai aguçar a sua memória afetiva com boas lembranças da infância? Bem cremoso e doce na medida certa, ele acompanha uma calda de caramelo incrível e será um sucesso em sua casa!

Como fazer pudim de padaria

Para o pudim de padaria, você vai iniciar pela calda de caramelo, seguindo as orientações e utilizando açúcar e água. Caramelize o fundo de uma forma redonda com uma parte da calda e reserve o restante. Em seguida, para a massa do pudim, adicione no liquidificador: os ovos inteiros, o leite integral, o açúcar, a farinha de trigo sem fermento, a manteiga ou margarina, a essência de baunilha (opcional) e o queijo parmesão ralado ou o coco ralado. Finalize a receita seguindo o passo a passo, sirva e delicie-se!

Ingredientes da receita de pudim de padaria

Para a calda de caramelo

  • ½  xícara (chá) de água em temperatura ambiente (125 ml)
  • 1 xícara (chá) de açúcar (180 g) 

Para o pudim

  • 3 colheres (sopa) bem cheias de manteiga ou margarina (90 g) 
  • 2 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado (25 g) ou 2 colheres (sopa) de coco ralado 
  • 1 litro de leite integral
  • 4 ovos grandes, inteiros (200 g) 
  • 1 colher (sopa) de essência de baunilha (opcional) 
  • 2 xícaras (chá) de farinha de trigo sem fermento (260 g) 
  • 2 xícaras (chá) de açúcar (360 g) 
  • água em temperatura ambiente o quanto baste e gotas de vinagre (para o banho-maria)

Obs.: a medida da xícara é de 250ml.

Modo de preparo

Da calda de caramelo

  1. Em uma panela adicione 1 xícara (chá) de açúcar e leve ao fogo médio, deixando derreter e caramelizar, mexendo com uma colher de pau, após começar a cristalizar.
  2. Com o açúcar totalmente derretido, abaixe o fogo e adicione, cuidadosamente, ½  xícara (chá) de água em temperatura ambiente.
  3. Mantenha em fogo médio para derreter os gruminhos que se formaram, sem ficar mexendo.
  4. Desligue o fogo e despeje uma parte da calda no fundo de uma forma redonda (22 cm de diâmetro x 5 cm de altura).
  5. Reserve o restante da calda para o momento de servir.
  6. Deixe reservado enquanto você faz a massa do pudim.

Do pudim / finalização

  1. No copo do liquidificador coloque: 4 ovos grandes, inteiros, 1 litro de leite integral, 2 xícaras (chá) de açúcar, 2 xícaras (chá) de farinha de trigo sem fermento, 3 colheres (sopa) bem cheias de manteiga ou margarina, 1 colher (sopa) de essência de baunilha (opcional) e 2 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado (25 g) ou 2 colheres (sopa) de coco ralado.
  2. Tampe e deixe bater por 3 minutos para homogenizar.
  3. Transfira essa mistura batida para a forma já caramelizada.
  4. Em uma forma grande em que caiba a forma do pudim, coloque água em temperatura ambiente e gotinhas de vinagre (para o banho-maria) e acomode a forma caramelizada com a massa do pudim dentro dela.
  5. Tampe a forma do pudim com papel-alumínio (parte brilhante voltada para o alimento) e leve para assar em forno pré-aquecido a 200 °C, por 50 minutos.
  6. Retire do forno, levante o papel-alumínio com cuidado, espete uma faquinha e, se sair limpa, o pudim está assado, senão, volte ao forno por mais alguns minutos.
  7. Tire, deixe amornar e depois leve o pudim na forma para a geladeira por, pelo menos 4 horas.
  8. Após esse tempo, retire, passe uma faquinha sem serra na lateral da forma, depois leve por alguns segundos para a boca do fogão, para soltar a calda e desenforme.
  9. Sirva com mais calda de caramelo que você reservou e aprecie seu espetacular pudim de padaria!

Validade: na geladeira de até 5 dias.

receitatodahora

Bolinhos de batata doce sem trigo e sem glúten, fofinhos e perfeitos para um café da manhã saudável

   Que tal dar uma alegrada no café ou lanche da família, preparando estes espetaculares bolinhos de batata-doce, do Canal Cleo Alves, que ficam deliciosos e tem um preparo bem simples? O resultado são bolinhos macios e fofinhos, não levam farinha de trigo, são livres de glúten e vão encantar a todos! Confira tudo, faça e arrase!

Como fazer bolinhos de batata doce

Para os bolinhos de batata doce, coloque no liquidificador: a batata-doce crua, os ovos, o leite de coco, o óleo, o açúcar, o parmesão ralado e a farinha de arroz, batendo por 3 minutos. Por fim, inclua o fermento em pó e volte a bater ligeiramente, apenas para agregar. Passe para forminhas já untadas e enfarinhadas, sem preencher até em cima e asse em forno pré-aquecido a 180 °C, por 25 a 30 minutos. Tire, deixe amornar, desenforme, sirva e delicie-se!

Ingredientes da receita de bolinhos de batata doce

  • 250 ml de leite de coco
  • 2 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
  • 1 xícara (chá) de farinha de arroz
  • 50 ml de óleo
  • 3 ovos inteiros
  • ½ colher (sopa) de fermento químico em pó
  • 400 g de batata-doce crua picada
  • ½ xícara (chá) de açúcar

Modo de preparo

  1. No copo do liquidificador adicione: 400 g de batata-doce crua picada,3 ovos inteiros, 250 ml de leite de coco, 50 ml de óleo, ½ xícara (chá) de açúcar, 2 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado e 1 xícara (chá) de farinha de arroz.
  2. Tampe e deixe bater por 3 minutinhos.
  3. Por último, junte ½ colher (sopa) de fermento químico em pó e torne a bater rapidamente, somente para misturar.
  4. Despeje em forminhas untadas e enfarinhadas, sem completar até em cima e leve para assar em forno pré-aquecido a 180 °C, por cerca de 25 a 30 minutos, até ficarem douradinhos por cima (espete um palito no centro, se sair limpo, está assado).
  5. Retire, aguarde amornar, desenforme, sirva e aprecie seus divinos bolinhos de batata-doce!

receitatodahora

Haddad diz que caso Master pode ser maior fraude bancária do Brasil

   O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o caso Master pode ser “a maior fraude bancária” da história brasileira. Segundo ele, os efeitos da liquidação da instituição financeira também são de interesse público, uma vez que o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) é capitalizado pela Caixa e o Banco do Brasil. “O caso inspira muito cuidado. Podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país. Podemos estar diante disso. Temos que cuidar de todas as cautelas devidas, garantindo espaço para defesa se explicar, mas ao mesmo tempo sendo firmes”, disse o ministro a jornalistas nesta terça-feira (13).

  A instituição financeira foi liquidada pelo Banco Central em novembro, motivada por “grave crise de liquidez”. Por essa razão, o FGC vai ressarcir cerca de 1,6 milhão de credores que tinham depósitos e investimentos no Banco Master, somando R$ 41 bilhões. É a maior operação deste tipo na história. “O FGC, que todo mundo considera fundo privado, é capitalizado também por dois bancos públicos. Banco do Brasil e Caixa respondem por 1/3 da capitalização do FGC. É um assunto de interesse público por várias razões, mas também porque envolve recursos de bancos públicos”, declarou o ministro.Haddad afirmou também que o Ministério da Fazenda tem dado respaldo institucional ao Banco Central. A autoridade monetária é alvo de um processo no TCU (Tribunal de Contas da União), que apura se houve falhas na liquidação do Master. O Banco Central retirou na última segunda-feira (12) o recurso sobre a inspeção determinada inicialmente de forma monocrática pelo TCU. A petição entrou no sistema após reunião entre o presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, o presidente da Corte, Vital do Rêgo, e o ministro do TCU Jhonatan de Jesus. Com a retirada dos recursos, o BC sinalizou não ser mais necessário levar o tema para análise no plenário do TCU. “Toda transparência pode ajudar. Se a intenção for boa, a transparência vai ajudar. Estou seguro do trabalho que o Galípolo e sua equipe fizeram. Nós atuamos conjuntamente quando o assunto era da Fazenda. Tivemos conversas com o procurador-geral da República [Paulo Gonet]. Tivemos o melhor aconselhamento possível até aqui. O trabalho do BC é tecnicamente robusto”, declarou Haddad.

cnnbrasil

Caso Master: presidente do TCU admite que Banco Central acertou ao determinar a liquidação

    O presidente do Tribunal de Contas da União afirmou nesta sexta-feira (9) que o Banco Central tomou a decisão correta ao determinar a liquidação do Banco Master. A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, enviou ao Supremo Tribunal Federal um documento em que nega envolvimento dele em ataques coordenados nas redes sociais contra o Banco Central.   A Polícia Federal começou a investigar pagamentos milionários para influenciadores digitais com objetivo de desacreditar a atuação do BC no processo de liquidação do Master. Diante das acusações de irregularidades, a defesa de Vorcaro decidiu apresentar as alegações do dono do Master antes de qualquer solicitação.O documento foi encaminhado ao ministro Dias Toffoli, relator do inquérito que investiga fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília. Os advogados pediram inclusive a abertura de uma investigação sobre a propagação do que consideram fake news contra o banqueiro.Mas, nesta sexta-feira (9), em entrevista à jornalista Andréia Sadi, do Estúdio I, na GloboNews, o influenciador e vereador do PL, da cidade de Erechim, no Rio Grande do Sul, disse que foi procurado por uma agência que ofereceu uma proposta milionária em troca de publicações em defesa do Master. Segundo Rony Gabriel, o contato com ele foi feito por André Salvador, um dos sócios da agencia que teria sido contratada por Vorcaro   Rony Gabriel, vereador Erechim/RS (PL)

“Fizemos uma reunião via aplicativo de vídeo e nessa reunião, ai sim ele trouxe que se tratava de um reposicionamento de imagem eles eram empresa de reposicionamento e contenção de crises de imagem e assim por diante, e que se tratava de Daniel Vorcaro, se tratava do Banco Master, isso ficou claro na reunião, e diante disso eles queriam que fizessem vídeos no sentido descredibilizar o BC para dar entender que foi feita a liquidação do Banco master com certa celeridade”. O ministro Jonathan de Jesus, relator do caso, chegou a determinar uma inspeção em documentos do BC, o que provocou uma série de manifestações em defesa da autonomia da instituição feitas por entidades do setor financeiro, associações de bancos. O próprio Banco Central recorreu e pediu que a decisão fosse analisada pelo colegiado do tribunal.

Após a repercussão, o relator recuou e suspendeu a inspeção até decisão do plenário do TCU. Nesta sexta-feira (9), o presidente do tribunal, Vital do Rego Filho, disse que vai se reunir com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, na próxima segunda-feira, para tratar do tema. E reconheceu publicamente que o Banco Central não tinha outra opção senão liquidar o conglomerado Master.  “O que nós vamos ver é que o Banco Central tem toda razão em ter liquidado o banco. Como faz qualquer agência reguladora. Estou a favor do meu tribunal. Se não o tribunal é enfraquecido. Se não puder fiscalizar agência reguladora, ele sai enfraquecido do processo. Então, eu sou o presidente e eu tenho convicção constitucional que nós vamos fiscalizar, independente de eu ter achado pessoalmente correta ou não a atitude do Banco Central, mas cabe ao Banco Central liquidar e eu achei correto”, diz Vital do Rêgo Filho, presidente do TCU. Durante o processo que levou à liquidação, o Banco Central identificou uma cadeia de transações entre o banco e a gestora de fundos Reag para que o dinheiro de títulos supervalorizados voltasse para o controle de Daniel Vorcaro e diretores do Master.  A Reag foi um dos alvos da operação Carbono Oculto, que apura a lavagem de dinheiro do PCC. A TV Globo apurou que pelo menos quatro fundos investigados por ligação com o crime organizado também fizeram parte da fraude do Master.   O escândalo do Master também preocupa aposentados e pensionistas. O Fundo Garantidor de Créditos – um fundo privado com dinheiro dos próprios bancos, cobre parte dos investimentos de clientes – empresas e pessoas físicas. Mas 18 fundos de pensão não tem essa proteção porque investiram em letras financeiras do Master – títulos de renda fixa sem cobertura do FGC. Ao todo, mais de R$ 1,8 bilhão foram investidos de outubro de 2023 até dezembro de 2024.  Segundo o Ministério da Previdência, está previsto em lei que, Estados e Municípios são os responsáveis diretos por garantir o pagamento de aposentadorias e pensões caso os recursos acumulados pelos regimes próprios de previdência sejam insuficientes.  Ou seja, nestes casos, o estado ou município deve cobrir eventuais faltas financeiras para assegurar que todos os benefícios sejam pagos integralmente.    

O Jornal Nacional não teve retorno da defesa de Daniel Vorcaro, e não conseguiu contato com André Salvador.

g1.globo

Procuradores deixam cargo depois de MP dar parecer favorável a suspeitos de corrupção no Maranhão

Dez promotores de Justiça pediram exoneração no Maranhão.

O prefeito afastado de Turilândia, Paulo Curió, do União Brasil, a esposa dele, Eva Curió e outros oito investigados estão presos no complexo penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, desde 25 de dezembro. Segundo o Ministério Público, no total 21 pessoas, incluindo servidores e 11 vereadores participaram de um esquema que desviou mais R$ 56 milhões do município No início da semana passada, todos prestaram depoimento. 20 suspeitos permaneceram em silêncio. Somente uma suspeita falou e negou as acusações. Na quarta-feira, as defesas dos investigados pediram à justiça a soltura deles. A desembargadora Maria Soares Amorim, responsável pelo caso, então, determinou que o Ministério Público apresentasse um parecer. No sábado, o procurador geral de Justiça em exercício, Orfileno Bezerra Neto, se manifestou pela soltura de todos os investigados. No documento, o procurador-geral em exercício recomendou que as prisões preventivas fossem convertidas em medidas cautelares. Ou seja, eles poderiam ser libertados, com o uso de tornozeleira eletrônica. E que isso seria suficiente para resguardar a investigação e impedir a atuação do grupo.

Após o parecer do chefe em exercício do Ministério Público, os dez promotores que integravam o Gaeco, o grupo de atuação especial de combate às organizações criminosas, pediram para sair do cargo. Eles enviaram um documento ao procurador-geral de Justiça em que afirmam que a manifestação do MP pela soltura dos investigados compromete o trabalho que revelou o esquema de fraudes. Nesta segunda-feira (12), o caso teve um novo capítulo. A desembargadora Maria Soares Amorim analisou o parecer favorável do Ministério Público, mas não se convenceu e manteve a prisão de quase todos os suspeitos. A única que terá prisão domiciliar é uma servidora que está em tratamento médico e será monitorada por tornozeleira eletrônica. O procurador-geral do titular do estado, Danilo Castro Ferreira está em férias. Mas nesta segunda-feira (12) de manhã, divulgou uma nota quem afirma que o parecer favorável à liberdade suspeitos não representa uma tentativa de abrir mão ou contornar as normas que regem o processo penal. Por enquanto, Turilândia continua sendo administrada pelo presidente da Câmara José Luís Araújo Diniz, do União Brasil. O vereador está em prisão domiciliar.

g1.globo

‘Ficha cai em câmera lenta’: Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho repercutem premiações no Globo de Ouro

O cinema brasileiro fez história no domingo (11) à noite no Globo de Ouro, o prêmio da associação de imprensa estrangeira de Hollywood. O Agente Secreto levou dois prêmios: melhor filme de língua não inglesa, e melhor ator, para Wagner Moura. Os correspondentes Nilson Klava e Felippe Coaglio acompanharam a festa – e o dia seguinte.  O suspense acabou quando a atriz britânica Minnie Driver arriscou o português. “Parabéns… secret agent”. O Agente Secreto venceu na categoria de melhor filme de língua não-inglesa, desbancando produções da Noruega, França, Espanha, Coreia do Sul e Tunísia.

Era o roteiro que todos nós sonhávamos para aquela noite. O Brasil voltava a fazer história no Globo de Ouro, 27 anos depois de Central do Brasil.  

“Dedico este filme aos jovens cineastas. Este é um momento muito importante na história para se fazer filmes aqui nos Estados Unidos e no Brasil. Jovens cineastas americanos, façam filmes! Muito obrigado”, disse Kleber Mendonça Filho. Ainda faltava uma cena fundamental e ela veio. Em 2025, Fernanda Torres ganhou o premio pela atuação em “Ainda Estou Aqui”. Este ano, foi a vez de Wagner Moura ser reverenciado. No caminho até o palco, aplaudido de pé, teve abraço em Adam Sandler e em ninguém menos que Júlia Roberts.. E lembra do molho? Olha aí o sambinha no palco…  

“Meus colegas indicados, vocês são atores extraordinários. Compartilho este prêmio com vocês. Muito obrigado. Obrigado, Neon. Minha equipe, obrigado pela amizade de vocês. Kleber Mendonça Filho, você é um gênio, e você é meu irmão, e eu te agradeço por isso e por muitas. Muito obrigado. O Agente Secreto é um filme sobre memória, ou a falta dela, e trauma geracional. Acho que se o trauma pode ser transmitido entre gerações, os valores também podem. Então, este prêmio é para aqueles que se mantêm fiéis aos seus valores em momentos difíceis. Para a San, para nossos filhos, para a nossa vida juntos. Eu te amo muito. Para todo mundo no Brasil, assistindo isso agora, viva o Brasil, viva a cultura brasileira! Muito obrigado!”.

Era a primeira vez que uma produção brasileira vencia duas categorias do Globo de Ouro. O Agente Secreto conta a história de um professor universitário que volta para o Recife na década de 1970, durante a ditadura militar, para reencontrar o filho. Ele quer recomeçar a vida fora do país para fugir de um passado misterioso que vai se revelando aos poucos. Mas descobre que está sendo procurado por matadores de aluguel.  

O prêmio de melhor filme de drama — o principal da noite — acabou ficando com a produção Hamnet – a vida antes de Hamlet. Mas não tem problema. O nosso roteiro dos sonhos já estava completo.   “Rapaz, é incrível, é uma emoção arretada e a gente repetir um feito que o Ainda Estou Aqui fez no ano passado, né… É incrível para o cinema brasileiro, para a cultura brasileira. A gente está feliz demais”, disse Wagner Moura.

Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura entraram por esse tapete vermelho com três indicações ao Globo de Ouro — um feito inédito pra uma produção brasileira. Era a certeza de que o Agente Secreto já estava fazendo história em Hollywood. Mas eles foram além. E saíram da noite com dois globos de ouro e com o caminho pavimentado para continuar fazendo história por outro tapete vermelho, o do Oscar. 

Leia mais…

Rio entra em alerta com calor de 40 °C e umidade do ar entre 21% e 30%; veja os cuidados necessários

   O Rio de Janeiro acordou neste domingo sob um cenário típico de verão, com sol forte, sensação de abafamento e termômetros apontando para os 40 °C. Mas o calor não vem sozinho. Ao longo da tarde, os cariocas também vão encarar um desafio invisível e perigoso. A umidade relativa do ar deve despencar para níveis entre 21% e 30% em diferentes pontos da cidade.

O alerta foi emitido pelo Sistema Alerta Rio e vale das 14h deste domingo até as 18h de segunda-feira. A combinação de altas temperaturas e ar seco acende um sinal de atenção, principalmente para crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios.

No sábado (10), o município já havia atingido o nível 3 do Protocolo de Calor. O estágio indica temperaturas entre 36 °C e 40 °C por pelo menos três dias consecutivos. A previsão para este domingo confirma o cenário, com calor intenso, céu aberto e nenhuma chance de chuva.Quando a umidade do ar cai abaixo dos 30%, o corpo sente rapidamente os efeitos. Entre os principais impactos estão o ressecamento da pele e das mucosas, irritação nos olhos, sangramentos no nariz e aumento do risco de crises alérgicas, respiratórias e infecções. Especialistas alertam que, nesses dias, é fundamental reduzir a exposição ao sol e adotar cuidados simples que fazem diferença no bem-estar.

Veja os cuidados recomendados para enfrentar o tempo seco

  • Hidrate-se com frequência, mesmo sem sentir sede;
  • Evite atividades físicas ao ar livre entre 10h e 16h;
  • Use soro fisiológico nos olhos e no nariz para aliviar o ressecamento;
  • Aplique protetor solar e prefira roupas leves;
  • Mantenha ambientes ventilados;
  • Evite queimar lixo ou vegetação, o que piora a qualidade do ar.

Quando o alívio deve chegar?

Para este domingo (11), a temperatura mínima não deve ficar abaixo dos 21 °C. Na segunda-feira (12), o calor segue forte e o tempo permanece seco. Já na terça-feira, há chance de pancadas isoladas de chuva, embora os termômetros ainda possam alcançar os 40 °C O primeiro sinal de alívio só deve aparecer na quarta-feira (14), com redução discreta da temperatura máxima, que deve ficar em torno dos 37 °C. Ainda é uma marca elevada, mas menos extrema.

terra

Desatualização e omissão de dados públicos podem se tornar crime

   A indisponibilidade, desatualização ou ausência de informações de transparência dos municípios em sites oficiais pode se tornar crime de responsabilidade de prefeitos e secretários municipais. É o que propõe o deputado Kim Kataguiri (União-SP) no projeto de lei 708/2025. Em análise na Câmara dos Deputados, o texto altera o Decreto-lei 201/1967, responsável por estabelecer as diretrizes que guiam prefeitos e vereadores, para prever pena de reclusão de seis meses a dois anos em caso de insuficiência nas informações públicas ofertadas. O texto também engloba situações em que a prefeitura da cidade esconde, manipula ou tenta omitir informações que deveriam estar no Portal da Transparência a fim de dificultar investigações ou fiscalizações. Se a conduta for realizada com a participação de terceiros ou com o intuito de beneficiá-los, a sanção pode ser agravada em até metade.

Texto tramita desde fevereiro de 2025.

Texto tramita desde fevereiro de 2025.Bruno Spada/Câmara dos Deputados.

Em casos onde sejam praticados atos de improbidade administrativa com prejuízo financeiro ao munícipio ou contrariem princípios da administração pública, a proposta endurece as penalidades. Com a proposta, prefeitos e vereadores enquadrados perdem o mandato e são proibidos de exercício de qualquer cargo ou função pública por até oito anos, além de ser obrigado a ressarcir os valores corrigidos.

Para Kataguiri, ao reforçar o compromisso com a integridade na administração municipal, a medida pode reduzir fraudes e desvios de recursos públicos.

“Essa medida busca assegurar que a sociedade tenha amplo acesso a informações sobre contratos, licitações, convênios e prestações de contas dos recursos públicos, prevenindo irregularidades e combatendo a impunidade.”

Tramitação

A proposta aguarda designação de relator na Comissão de Administração e Serviço Público. O texto ainda passará pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, e posteriormente, será debatida e votada em Plenário.

Leia a íntegra.

congressoemfoco

O PROBLEMA DO PECADO

PLANO PERFEITO
A salvação da humanidade: a mensagem central das Escrituras

INTRODUÇÃO
Na lição desta semana, estudaremos a respeito do problema do pecado. A doutrina do pecado, ou Hamartiologia como é chamada pela Teologia Sistemática, é fundamental para o entendimento da condição humana diante de Deus e da necessidade que o homem tem da salvação por meio de Cristo. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.

TEXTO PRINCIPAL – COMPARANDO TRADUÇÕES
pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus. (Rm 3.23, NVI). Todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus. (Rm 3.23, NTLH). Paulo vem construindo um argumento em sua carta aos Romanos: tanto judeus quanto gentios estão “debaixo do pecado”, de modo que ninguém pode se apresentar diante de Deus como justo por mérito próprio (Rm 3.9-20, NAA). Então, (Rm 3.23) funciona como uma conclusão resumida de seu argumento: todos pecaram e, portanto, todos ficam aquém da glória de Deus. Premissa: o pecado alcança todos.
Conclusão: todos precisam da mesma intervenção divina. A necessidade de salvação é universal porque todos pecaram. Todos pecaram em Adão, que pecou, como representante de todos os seus descendentes. No entanto, os seres humanos não são apenas pecadores por natureza; também são pecadores por prática. Carecem, em si mesmos, da glória de Deus.

RESUMO DA LIÇÃO
O pecado separa, mas Cristo restaura: Ele é a solução divina para a culpa, o sofrimento e a morte que assolam a humanidade. A verdade prática está fundamentada em um encadeamento de textos bíblicos que começam com a ruptura do relacionamento entre Deus e o ser humano. Isaías afirma que as iniquidades fazem separação e produzem divisão entre o povo e o seu Deus (Is 59.2, NAA). Essa separação, por sua vez, explica por que o 1Graduado em teologia pela UniCesumar; Tecnólogo em coaching e desenvolvimento humano pela Unopar; pós-graduando em educação cristã e graduando em teologia pela Faculdade Batista do Cariri (FBC); Presbítero na Assembleia de Deus em Pernambuco pecado se torna o problema central do ser humano, ele desloca a pessoa da comunhão com a fonte da vida, e, portanto, afeta sua existência de forma ampla. Paulo, então, explicita a consequência mais terrível desse quadro ao declarar que “o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23, NAA). A morte, aqui, aparece como resultado de uma vida desligada de Deus. Nesse ponto, podemos afirmar que Jesus é a única solução para o maior problema do homem, porque Deus “nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo” e, em Cristo, reconcilia consigo o mundo, “não lhes imputando os pecados” (2Co 5.18-19, NAA). A reconciliação responde diretamente à separação indicada por Isaías: o que o pecado dividiu, Deus repara por meio de Cristo. Por fim, a esperança diante do sofrimento e da morte se ancora na identidade e na promessa de Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida”, e quem crê nele tem vida que ultrapassa a morte (Jo 11.25-26, NAA). Só em Jesus e por meio dele é que a humanidade recebe vida e tem esperança verdadeira.

1. A ORIGEM DO PECADO NA HUMANIDADE
Ideia central do ponto: O pecado entrou na história humana por meio da desobediência voluntária em um contexto de liberdade responsável, e, desde então, tornou-se uma realidade universal que afeta toda a humanidade (Gn 2.16-17, NAA; Gn 3.1-7, NAA; Rm 5.12, NAA).
1. O livre-arbítrio do ser humano.
Ideia central do subponto: Deus cria o ser humano com dignidade moral e lhe dá um mandamento que pressupõe uma escolha real; por isso, a desobediência não pode ser tratada como “acidente inevitável”, mas como decisão responsável (Gn 2.16-17, NAA). O aluno deve sair sabendo: Explicar por que o mandamento em (Gn 2.16-17, NAA) implica responsabilidade, e não fatalismo. Distinguir “liberdade” de “autonomia absoluta”: liberdade bíblica é capacidade de responder a Deus, e não licença para redefinir o bem. Justificar, com base no texto, que Deus não é o autor do pecado, ainda que governe a história.

A LIÇÃO DIZ: Pelas Escrituras Sagradas, entendemos que o ser humano foi criado por Deus com certo nível de perfeição, justiça e santidade. Além disso, Ele deu ao ser humano uma sabedoria especial — vinda diretamente dEle para a alma, sem que ele precisasse aprender com outras pessoas, antes da Queda (Gn 2.19,20). Nesse estado de pureza e santidade, em que a imagem divina se estabeleceu no homem, Deus também deu liberdade plena para o ser humano escolher entre obedecê-lo e desobedecê-lo. Isso fica claro quando lemos o mandamento de Deus para Adão, mostrando que havia ali uma escolha real a ser feita (Gn 2.16,17). Deus criou o ser humano livre e com dignidade moral. A proibição de comer da árvore do conhecimento do bem e do mal era uma oportunidade para o homem demonstrar seu amor e fidelidade a Deus. O mandamento não era uma ordem moral intrínseca (como “não matar”), mas um “mandamento positivo” (algo que é errado apenas porque foi proibido), servindo como teste de obediência e submissão por amor. A desobediência de Adão não pode ser tratada como um acidente inevitável. A queda não foi determinada pela onipotência de Deus, mas apenas conhecida pela Sua onisciência. O pecado teve origem em um ato voluntário do homem; Adão não foi obrigado a pecar. Pelo livre-arbítrio, Adão podia opinar, decidir e escolher entre fazer a sua vontade ou a de Deus.
Será que Adão e Eva eram realmente livres para poderem escolher de forma neutra entre pecar ou não pecar? Essa pergunta sempre gerou muita polêmica no meio cristão desde a antiguidade. Se eram livres, o que significa ter liberdade? O que é o livre-arbítrio? No decorrer da história cristã, muitos teólogos têm se esforçado na tentativa de explicar o que seria de fato o livre-arbítrio humano. Por exemplo, se o livre-arbítrio for entendido como “poder fazer qualquer coisa”, então eu teria que perguntar: “Deus é livre?” Você provavelmente dirá que sim. Então eu perguntaria: “Deus pode pecar?” Não! Deus não pode nem mesmo ser tentado a pecar, Ele é totalmente imune ao mal. Mas se existe algo que Deus não pode fazer, como podemos dizer que Ele é de fato, livre? Nesse ponto cria-se um conflito, pois nossa definição de livre-arbítrio se choca com a realidade da natureza divina. Deus é livre, mas não pode pecar porque, isso é contrário a sua própria natureza santa. Ou seja, teoricamente, se Deus quisesse pecar, ele poderia, pois nada nem ninguém o impediria, mas sua natureza santa, faz com que Ele não queria pecar, ou seja, pelo poder de sua autodeterminação, Ele sempre fará somente aquilo que Ele quer fazer. Essa é a correta definição de livre-arbítrio. A liberdade real, consiste em ter plenas condições de conseguir fazer, somente aquilo que de fato a pessoa quer fazer, conforme sua própria força de vontade. Liberdade: é não ser subjugado por nenhuma influência externa e ter um domínio próprio total e pleno, para sempre conseguir fazer apenas o que de fato a pessoa quiser fazer, conforme sua vontade. Sendo assim, Adão, antes da queda era totalmente livre, pois foi criado perfeito, puro, santo e não conhecia o mal. Porém, mesmo assim, era possível para Adão praticar mal-uso dessa liberdade. Após a Queda, o livre-arbítrio natural para o bem espiritual foi corrompido. O que existe agora não é uma autonomia natural, mas um “arbítrio liberto” pela graça preveniente. A capacidade de crer e obedecer não provém de uma bondade inerente ou autônoma do homem, mas é inteiramente derivada da graça de Deus que restaura a faculdade de escolha.
Deus governa o universo e nada acontece sem Sua permissão, mas Ele não causa o pecado. Deus permite o pecado (no sentido de não impedir a liberdade), mas não o efetua nem o aprova. A queda de Adão ocorreu por “mera permissão de Deus”, distinta da predestinação.
Tornar o pecado necessário através de um decreto divino faria de Deus o autor do pecado, o que é repugnante à natureza de Deus. Deus não pode ser tentado pelo mal nem tenta a ninguém; Ele odeia o mal.
1.2 A tentação e a escolha errada. Ideia central do subponto: A tentação opera por meia da distorção da Palavra e por meio da suspeita sobre o caráter de Deus; então, ela reorganiza desejos do coração e conduz o homem a uma escolha errada que rompe a confiança e a obediência (Gn 3.1-6, NAA). O aluno deve sair sabendo: Identificar o “método” da serpente: questionar (“É assim que Deus disse?”), negar (“Certamente não morrereis”) e prometer autonomia (“sereis como Deus”) (Gn 3.1-5, NAA). Perceber que pecado, aqui, não é apenas impulso; é também uma disputa de interpretação e confiança. Aplicar (1Co 10.13, NAA): nem sempre dá para evitar a tentação, mas é possível resistir por caminhos legítimos.

A LIÇÃO DIZ: A serpente, que é identificada na Bíblia como Satanás ou o Diabo, apareceu no Jardim do Éden como uma criatura usada por ele para enganar Eva, que havia sido criada por Deus (Gn 3.1). O plano do Inimigo era enfrentar Deus usando a própria criação dEle — e essa é, basicamente, a história do pecado: o ser humano caído passa a distorcer o que Deus criou, assim como a serpente fez no Éden (cf. Gn 3.2-5; Rm 1.22,23). Depois disso, a mulher pegou o fruto, comeu e deu ao seu marido, que estava com ela, que também comeu (Gn 3.6). Foi assim que o pecado entrou no mundo, resultado de uma escolha errada do primeiro casal após ceder à tentação. Desde então, a humanidade, assim como Adão e Eva, tem seguido o caminho da desobediência a Deus.
Vamos destacar os métodos da serpente olhando especificamente para Genesis 3.1-5:
1.2.1 Questionar a Palavra (“É assim que Deus disse?”): O primeiro passo da tentação foi lançar dúvida sobre a veracidade e a precisão do que Deus disse. A serpente distorceu o mandamento divino (que proibia apenas uma árvore) generalizando a proibição para sugerir que Deus era excessivamente restritivo (“Não comereis de toda árvore?”). Essa tática ainda é usada para descredibilizar a Bíblia e para promover uma mentalidade de que ela é opressiva e patriarcal.
1.2.2 Negar o juízo (“Certamente não morrereis”): Após plantar a dúvida, a serpente contradisse abertamente o aviso de Deus sobre a morte. Isso minimizou a gravidade do pecado e suas consequências, sugerindo que a desobediência não traria penalidade.
1.2.3 Prometer autonomia (“Sereis como Deus”): O terceiro ataque visou o caráter e as intenções de Deus. O tentador insinuou que Deus estava escondendo algo bom (a sabedoria) por inveja ou medo de perder Sua supremacia. A promessa era que, ao desobedecer, o ser humano alcançaria um nível superior de existência, igualando-se a Deus em conhecimento e independência. Que engodo terrível! Quantas pessoas em nosso tempo tem abraçado o pecado com a expectativa de uma vida extraordinária! No entanto, tudo o que encontram é o vazio existêncial, o medo, a culpa e a desesperança. Ser tentado não constitui pecado em si mesmo; o próprio Jesus foi tentado em tudo, mas permaneceu sem pecado. A tentação é uma proposta externa; o pecado ocorre quando a vontade humana consente e cede a ela. Deus é fiel e não permite que sejamos tentados além do que podemos suportar (1 Co 10.13). Ele sempre provê o livramento ou o escape. Portanto, Deus não pode ser culpado e nem responsabilizado pelos pecados que cometemos.
1.3 “Todos pecaram”.
Ideia central do subponto: A queda não fica restrita ao Éden; ela inaugura uma condição universal, de modo que todos participam da realidade do pecado e se tornam “destituídos da glória de Deus” (Rm 3.23, NAA; Rm 5.12, NAA). O aluno deve sair sabendo: Diferenciar “atos de pecado” (o que fazemos) de “condição pecaminosa” (o que nos marca) sem cair em determinismo (Rm 5.12, NAA; Sl 51.5, NAA).

A LIÇÃO DIZ: A Bíblia deixa bem claro que o pecado de Adão e Eva afetou toda a humanidade: “todos pecaram” (Rm 5.12). Isso significa que o ser humano já não carrega mais aquela perfeição, justiça e santidade que tinha antes da Queda. Agora, todos nascem com uma natureza profundamente afetada pelo pecado (Rm 3.23; Sl 51.5). Essa é a doutrina bíblica do Pecado, que nos ajuda a entender por que existe tanto mal no mundo. A Bíblia ensina que existe uma solidariedade da raça humana em Adão. Quando o apóstolo Paulo afirma que “por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram” (Rm 5.12), ele não está se referindo apenas aos pecados factuais do dia a dia, mas à herança do pecado. O homem foi criado originalmente com uma natureza santa, voltada para Deus e dotada de justiça original. No entanto, a Queda desfigurou essa imagem. A declaração de que todos “destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23) indica que a humanidade perdeu aquela realeza moral e espiritual e o estado de glória que possuía antes da Queda. O pecado deve ser compreendido não apenas como um ato de transgressão, mas como um estado da alma. A humanidade passou de um estado de inocência para um estado de iniquidade e separação de Deus. Por isso, tratamos o primeiro pecado como “Queda”. A doutrina do pecado original ensina que a corrupção da natureza humana é transmitida de geração em geração. Não nos tornamos pecadores apenas quando cometemos o primeiro ato de pecado; pelo contrário, pecamos porque já nascemos pecadores. O Salmo 51.5 (“Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu a minha mãe”) é a confissão de que o estado pecaminoso é inato, remontando ao momento da concepção. A Bíblia corrobora com isso em Efésios 2.3, afirmando que somos “por natureza filhos da ira”. O termo “natureza” (phusis) refere-se à realidade fundamental ou origem de uma coisa, indicando que o “conteúdo” de todas as pessoas é corrupto desde a origem. Essa condição herdada é frequentemente chamada de depravação total ou corrupção total. Isso não significa que o homem seja tão mau quanto poderia ser, mas que o pecado afetou todas as áreas do ser humano. Devido a essa natureza decaída, o ser humano perdeu a capacidade de fazer o bem espiritual ou de voltar-se para Deus por suas próprias forças, estando “morto” em seus delitos e pecados, necessitando absolutamente da graça divina para ser vivificado.

2. AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO
Ideia central do ponto: O pecado produz efeitos em cadeia: rompe a comunhão com Deus, fere a consciência com culpa e vergonha, e introduz sofrimento e morte; portanto, ele é a raiz teológica dos males humanos (Is 59.2, NAA; Gn 3.7-10, NAA; Rm 6.23, NAA).
2.1 Separação de Deus.
Ideia central do subponto: A primeira consequência do pecado é relacional: ele cria divisão entre o ser humano e Deus, e isso explica o medo, o ocultamento e o afastamento presentes no relato do Éden (Gn 3.8-10, NAA; Is 59.2, NAA).
O aluno deve sair sabendo: Definir “separação” biblicamente: não é distância geográfica, mas sim, a ruptura de comunhão e alienação espiritual (Is 59.2, NAA). Ler (Gn 3.8-10, NAA) como evidência textual dessa ruptura (medo, esconderijo, evasão). Reconhecer que “novo nascimento” e “reconciliação” são o caminho bíblico de retorno à comunhão com Deus.

A LIÇÃO DIZ: Uma das consequências mais profundas do pecado é a separação que ele causa entre o ser humano e Deus (Is 59.2). O relato de Gênesis mostra o afastamento natural do primeiro casal em relação ao Criador quando, após desobedecê-lo, esconde-se do Altíssimo, distanciando-se por completo (Gn 3.8-10). O pecado é considerado o maior de todos os males, pior do que a pobreza, a doença ou a morte física, pois estes males não podem afastar o homem de Deus, enquanto o pecado o faz no tempo (agora) e na eternidade (no porvir). O relato de Gênesis ilustra pragmaticamente essa ruptura. Antes da Queda, Deus e o homem conviviam em comunhão e cooperação; após a desobediência, a atitude imediata do casal foi esconder-se da presença de Deus entre as árvores do jardim. O que Adão e Eva desejaram, aconteceu quase que instantaneamente. Seus olhos foram abertos e eles perderam seu estado de inocência. A sensação pós-pecado não foi exatamente o que eles esperavam. A tentativa de autorrealização excluindo Deus da equação, os levou a um misto de sentimentos horripilantes: medo, culpa, vergonha, tristeza. O pecado do ser humano, consumado por meio da desobediência, causou grandes danos a toda raça humana. Dentre todos esses danos, o mais evidente e destruidor, com certeza é a morte (separação).
Os textos bíblicos nos revelam que existem ao todo, 3 tipos diferentes de morte. Morte física, morte espiritual e morte eterna. A seguir, nós analisaremos cada uma dessas mortes que afligem o ser humano.
2.1.1 Morte espiritual é o estado de separação entre Deus e o ser humano. Deus falou que no mesmo dia em que comessem do fruto proibido, eles morreriam, mas Adão e Eva não morreram no mesmo dia (Gn 2.17). Sendo que, eles não morreram no mesmo dia em que comeram do fruto, será que a advertência proferida por Deus não se cumpriu? É claro que sim! Mas, o que será que Deus quis dizer com isso? Deus estava falando primeiramente a respeito da morte espiritual que é a separação entre Deus e o homem.
2.1.2 Outra consequência inevitável da separação entre Deus e o homem é a morte física. A partir do exato momento em que Adão pecou, devido a corrupção do pecado, ele começou a morrer fisicamente. “Com o suor do seu rosto você comerá o seu pão, até que volte à terra, visto que dela foi tirado; porque você é pó, e ao pó voltará” (Gn 3.19).
2.1.3 Para todos aqueles que experimentam a morte física sem terem sido regenerados pela graça divina, existe uma condenação ainda maior no futuro. Esta é a perdição eterna no lago de fogo, a segunda morte. “Então ele (Jesus Cristo) dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Malditos, apartem-se de mim para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos” … “E estes irão para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna”. (Mt 25.41,46).
2.2 Culpa e vergonha.
Ideia central do subponto: O pecado gera culpa (responsabilidade diante de Deus) e vergonha (exposição e perda de dignidade percebida), levando o ser humano a se esconder; contudo, o evangelho trata ambas: perdoa e restaura (Gn 3.7-10, NAA; 1Jo 1.9, NAA; 2Co 5.17, NAA). O aluno deve sair sabendo: Distinguir culpa de vergonha usando o texto: “perceberam que estavam nus” e “esconderam-se” indicam vergonha e medo (Gn 3.7-10, NAA). Explicar por que a solução em Cristo não é apenas “sentir alívio”, mas receber perdão e nova identidade (1Jo 1.9, NAA; 2Co 5.17, NAA). Articular que a vida cristã lida com a consciência: confissão, arrependimento e restauração (Sl 51.17, NAA).

A LIÇÃO DIZ: Gênesis 3 mostra que o primeiro casal também sentiu culpa e vergonha (vv.7-10). O advento do pecado trouxe consigo uma consciência em que a nudez passou a ser associada ao pecado e à condição corrompida — antes da Queda, a nudez não carregava nenhuma conotação de pecado, pois era o tempo da inocência moral (Gn 2.25). Dessa nova consciência, surgiram a culpa e, consequentemente, a vergonha. Por isso, os primeiros pais se esconderam de Deus (Gn 3.10). A respeito do pecado, John Bunyan escreveu: “O pecado é um desafio à justiça de Deus, um roubo à sua misericórdia, um zombar de sua paciência, um desprezo ao seu poder e um desdém ao seu amor”. A força dessa afirmação está em mostrar que o pecado atinge o próprio caráter de Deus, porque ele se apresenta como recusa prática daquilo que Deus é, bem como do modo como Deus governa e sustenta sua criação. Ainda assim, o Jardineiro não abandonou seu jardim. A narrativa de Gênesis sugere que a prova do amor de Deus inclui sua disposição de não desistir da criatura, mesmo quando o relacionamento é ferido pela desobediência. Desse modo, a história não caminha para a aniquilação do ser humano, e sim para a exposição do problema e, em seguida, para a iniciativa divina de buscar e tratar a ruptura criada pelo pecado. A culpa aparece de forma imediata após a transgressão. Em (Gn 3.7, NAA), “abriram-se os olhos” indica o surgimento de uma autoconsciência perturbadora: aquilo que era vivido com simplicidade passa a ser percebido como vulnerabilidade, e a nudez se torna sinal de vergonha. Isso contrasta diretamente com o estado anterior, quando “ambos estavam nus e não se envergonhavam” (Gn 2.25, NAA), pois ali a nudez comunicava inocência. Em seguida, a tentativa de cobrir-se com folhas de figueira revela uma resposta humana típica: lidar com os efeitos do pecado por meios próprios, sem retorno à comunhão com Deus. O texto sugere que a culpa, quando não é levada a Deus, tende a produzir estratégias de autoproteção, isto é, mecanismos de “cobertura” que escondem os sintomas, porém não curam, de fato, a sua causa. Nessa mesma linha, o medo se torna verbalizado por Adão: “Ouvi os teus passos… e tive medo” (Gn 3.10, NAA). Esse medo expressa a consciência de culpabilidade e a expectativa de juízo, pois a presença de Deus passa, agora, a ser percebida como uma ameaça e não como um momento de comunhão e alegria.
Implicações
2.2.1 Examine seu coração. O pecado gera uma cegueira que nos faz ver o Pai amoroso como um juiz severo ou um inimigo. O primeiro passo para a cura é reconhecer que nossas falhas ferem o coração de Deus e distorcem nossa visão sobre o caráter dEle.
2.2.2 Pare de tentar resolver sua culpa sozinho. Estratégias de autoproteção apenas aumentam o medo e a ansiedade. A verdadeira paz não vem de esconder o erro, mas de expô-lo Àquele que pode perdoar e restaurar.
2.2.3 Se você sente que falhou ou que está fugindo e se escondendo de Deus por vergonha, saiba que Ele já está à sua procura. A iniciativa da reconciliação partiu dEle. Não fuja da voz que diz “Onde estás?”; essa é a voz da graça chamando você de volta para casa.
2.3 Sofrimento e morte.
Ideia central do subponto: O pecado introduz desordem no mundo humano: dor, frustrações e morte; e a Bíblia trata “morte” não apenas como fim biológico, mas também como realidade espiritual de afastamento da fonte da vida (Gn 3.16-19, NAA; Rm 6.23, NAA). O aluno deve sair sabendo: Explicar, com textos bíblicos, a ligação entre pecado e todas as mazelas da humanidade.

A LIÇÃO DIZ: A entrada do pecado no mundo causou efeitos devastadores, resultando em sofrimento, dor e, sobretudo, em morte — tanto no corpo, como na alma e no espírito (Gn 3.16-19; Rm 6.23). As dores físicas, os conflitos interpessoais e o vazio interior são evidências dessa condição caída. Do ponto de vista bíblico, é a entrada do pecado no mundo que explica as mazelas da humanidade. As dores físicas e as enfermidades decorrem da condição caída e se manifestam como parte do desarranjo introduzido pelo pecado.
2.3.1 Dor e fadiga. Em (Gn 3.16-19, NAA), Deus pronuncia juízos que atingem diretamente o bem-estar físico: multiplicação das dores no parto e obtenção do sustento mediante fadiga e suor.
2.3.2 Enfermidade. A doença se apresenta como intrusão na experiência humana e como sinal de fragilidade em um corpo mortal, sujeito à deterioração e ao sofrimento contínuo; ao mesmo tempo, a Escritura orienta cautela na ligação entre enfermidade e culpa pessoal específica (Jo 9.1-3, NAA).
2.3.3 A criação que geme. A natureza foi sujeita à frustração e à corrupção; a terra produz espinhos e cardos, e a criação “geme e suporta angústias”, aguardando redenção (Rm 8.20-22, NAA; Gn 3.18, NAA).
A entrada do pecado destruiu a harmonia social. O egoísmo substituiu o amor, e, por isso, a vida em comunidade passou a ser marcada por disputa, exploração e violência.
2.3.4 Ruptura das relações. Logo após a queda, a convivência conjugal cedeu o lugar à autodefesa e à acusação (Gn 3.12-13, NAA), e a dinâmica relacional passou a incluir tensão, disputa e desejo de controle (Gn 3.16, NAA).
2.3.5 Violência e homicídio. O primeiro fruto social explícito do pecado é o fratricídio (Gn 4.8, NAA), e, a partir daí, a história bíblica evidencia a escalada da corrupção humana, com injustiça e derramamento de sangue (Gn 6.5, NAA).

3. A SOLUÇÃO DE DEUS PARA AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO
Ideia central do ponto: A solução divina é centrada em Cristo e é integral: Deus reconcilia, remove culpa e a vergonha, e oferece esperança diante do sofrimento e da morte (2Co 5.18-19, NAA; 1Jo 1.9, NAA; Jo 11.25-26, NAA).
3.1 Restauração do relacionamento com Deus.
Ideia central do subponto: Deus toma a iniciativa e reconcilia o mundo consigo em Cristo; logo, o antídoto para a separação é a reconciliação e a comunhão restaurada (2Co 5.18-19, NAA). O aluno deve sair sabendo: Definir “reconciliação” como restauração de comunhão com Deus por meio de Cristo, e não apenas “melhorar a vida”. Explicar a lógica de (2Co 5.18-19, NAA): Deus age, Cristo é o meio, e a relação é restaurada. Conectar isso ao problema do Éden: quem se escondia é chamado de volta por meio da graça.

A LIÇÃO DIZ: O Plano de Salvação Divino, parcialmente revelado no Antigo Testamento e plenamente revelado no Novo, repara a separação entre Deus e a humanidade causada pelo pecado. Em uma de suas epístolas, o apóstolo Paulo escreve que, em primeiro lugar, por meio de Cristo, Deus nos reconciliou consigo mesmo e nos deu o ministério da reconciliação (2Co 5.18). Em seguida, ele afirma: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação” (2Co 5.19). O que foi parcialmente revelado aos profetas e patriarcas como promessa, agora é plenamente manifestado na encarnação, morte e ressurreição de Jesus. A palavra grega para reconciliação é katallasso (variantes apokatallasso). Ela traz a ideia de uma troca ou mudança. No contexto soteriológico, refere-se à troca de um estado de hostilidade e ira para um de amizade e paz. Por meio da reconciliação, o estado de separação e inimizade é mudado para um estado comunhão e intimidade. Um aspecto distintivo da reconciliação cristã é que ela não parte do ofensor (o homem) em direção ao ofendido (Deus), mas sim de Deus em direção ao homem. É o próprio Deus quem toma a iniciativa de remover os obstáculos (o pecado e a Sua própria ira) para restaurar o relacionamento. O Novo Testamento nunca diz que Cristo reconciliou Deus com o homem (como se Deus precisasse ser persuadido a amar), mas que Deus estava em Cristo reconciliando o mundo consigo mesmo. Deus é o agente, não o objeto passivo da reconciliação.
Vamos ler o texto bíblico:
E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. Ora, tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos seres humanos e nos confiando a palavra da reconciliação. Portanto, somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por meio de nós. Em nome de Cristo, pois, pedimos que vocês se reconciliem com Deus. Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós, para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus. (2Co 5.17-21, NAA).
Ray Stedman, descrevendo o ministério da reconciliação, destaca nove pontos importantes:

1) origina-se em Deus, e não no homem (5.18);

2) é uma experiência pessoal (5.18);

3) compreende todo o universo (5.18,19);

4) elimina a condenação (5.19);

5) é entregue pessoalmente (5.19);

6) é investida de autoridade (5.20);

7) é aceita voluntariamente (5.20);

8) realiza o impossível (5.21);

9) é experimentada a cada momento (6.1,2).
3.2 Remoção da culpa e da vergonha.
Ideia central do subponto: O perdão em Cristo limpa a consciência e restaura a dignidade; assim, a solução de Deus trata o interior do ser humano, não apenas o comportamento externo (1Jo 1.9, NAA; Hb 9.14, NAA; 2Co 5.17, NAA).
O aluno deve sair sabendo: Explicar por que (1Jo 1.9, NAA) confissão e perdão caminham juntos. Entender “purificar a consciência” como efeito objetivo da obra de Cristo (Hb 9.14, NAA).
A LIÇÃO DIZ: Deus tem uma solução plena e transformadora para a culpa e a vergonha. Quando nos encontramos com Cristo, por meio do Espírito Santo e pela fé, através de um arrependimento sincero, recebemos o perdão verdadeiro (1Jo 1.9). Assim, mesmo sendo pecadores, somos declarados justos diante de Deus e restaurados em nossa dignidade e comunhão com o Criador (Rm 5.1). Nesse processo, a culpa e a vergonha são poderosamente removidas de nossas vidas, pois o sangue de Jesus purifica a nossa consciência (Hb 9.14), dando-nos ousadia para viver em novidade de vida (2Co 5.17). A fim de andar diariamente em comunhão com Deus e com nossos irmãos em Cristo, precisamos confessar nossos pecados: pecados de comissão, de omissão, de pensamento, de atos, pecados secretos e pecados públicos. Precisamos trazê-los à tona e colocá-los diante de Deus, chamá-los pelos seus devidos nomes, posicionar-nos do lado de Deus contra eles e abandoná-los. A verdadeira confissão implica abandonar os pecados: “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28:13). Ao proceder desse modo, podemos apropriar-nos da promessa de que Deus é fiel e justo para nos perdoar. É fiel no sentido de que prometeu perdoar e cumprirá sua promessa. É justo para nos perdoar porque encontrou uma base justa para o perdão na obra vicária do Senhor Jesus Cristo na cruz. Além de garantir o perdão, Deus nos purifica de toda injustiça. João fala de um perdão paternal, e não judicial. O perdão judicial se refere ao perdão do castigo pelos pecados; o cristão o recebe quando crê no Senhor Jesus Cristo. É chamado de “judicial” porque é concedido por Deus em seu papel de Juiz. Mas e quanto aos pecados que a pessoa comete depois da conversão? No tocante ao castigo, o preço já foi pago pelo Senhor Jesus na cruz do Calvário. No tocante à comunhão na família de Deus, porém, o santo que pecou precisa receber o perdão paternal de Deus, ou seja, seu perdão como Pai, obtido pela confissão do pecado. Precisamos do perdão judicial apenas uma vez, pois ele é suficiente para pagar o castigo pelos nossos pecados passados, presentes e futuros. Mas precisamos do perdão paternal ao longo de toda a vida cristã.
3.3 Superação do sofrimento e da morte.
Ideia central do subponto: Em Cristo, a morte não é a palavra final (Jo 11.25-26, NAA; Rm 8.23, NAA; Ap 21.4, NAA).
O aluno deve sair sabendo: Explicar a promessa de Jesus sobre vida e ressurreição (Jo 11.25-26, NAA). Relacionar esperança futura com perseverança presente (Rm 8.23, NAA). Entender que a consumação descrita em (Ap 21.4, NAA) refere-se a esperança escatológica, e não uma promessa de ausência imediata de dificuldades.

A LIÇÃO DIZ: A resposta de Deus para o sofrimento e a morte é a esperança viva em Cristo. Ao colocarmos a nossa fé em Jesus, temos a certeza de que a morte não representa o fim, mas sim o começo de uma nova vida com Deus (Jo 11.25,26). Mesmo perante dores e perdas neste mundo caído, aguardamos com esperança a gloriosa ressurreição dos mortos e a redenção do nosso corpo (Rm 8.23). A superação do sofrimento e da morte está ancorada na certeza de que a morte física não é o fim da existência, mas um estágio de transição para a plenitude da vida com Deus. Esta esperança fundamenta-se na obra de Cristo e se desdobra em três aspectos principais: a promessa da ressurreição, a perseverança em meio às dores presentes e a consumação escatológica final.
3.3.1 A ressurreição de Cristo é a garantia da nossa ressurreição. Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, temos a segurança de que Deus também tornará a trazer os que nEle dormem; ou seja, a morte não tem domínio final sobre o crente. (1Ts 4.14, NAA; Jo 11.25-26, NAA).
3.3.2 O sofrimento presente não anula as promessas, mas exige perseverança. O sofrimento desta vida só será completamente removido na redenção futura; até lá, vivemos na esperança da glória que há de ser revelada. As curas e bênçãos que experimentamos hoje são apenas uma “primeira prestação” ou penhor da redenção futura do nosso corpo, lembrando-nos de que a libertação total das dores de um mundo caído ocorrerá na Segunda Vinda.
3.3.3 No presente, o sofrimento ainda é uma realidade intrusa no mundo de Deus, mas a Bíblia prediz um tempo em que ele não mais existirá. A vida na Nova Jerusalém será algo muito melhor do que a vida no Éden, com todas as bênçãos intensificadas e livres da mancha do pecado e de suas consequências. Portanto, não devemos confundir a esperança futura de glória perfeita com a realidade presente de luta e perseverança.

CONCLUSÃO
A análise bíblica do pecado revela a gravidade da condição humana (corrupção total). Originada na desobediência do Éden, a iniquidade contaminou todos os homens (humanidade), resultando em separação espiritual, culpa, medo, fuga e a inevitabilidade da morte. Diante dessa trágica condição, qualquer tentativa de autojustificação mostra-se insuficiente. A resposta de Deus, contudo, revela o seu insondável amor e sua extraordinária graça. Em Cristo, o Pai tomou a iniciativa de reconciliar o mundo consigo, oferecendo perdão e a restauração da dignidade perdida. Jesus não apenas resolve o problema judicial da culpa, mas garante a vitória sobre a morte física e eterna. Resta-nos, pois, acolher e receber a obra redentora de Cristo com fé e arrependimento, aguardando a consumação da nossa esperança na glória vindoura.

Leia mais…

O DEUS PAI

A SANTÍSSIMA TRINDADE
O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas

INTRODUÇÃO
Na lição de hoje, estudaremos sobre o Deus Pai, a Primeira Pessoa da Santíssima Trindade, e veremos como a Escritura nos conduz a conhecê-lo. Jesus ensina que o Pai se dá a conhecer por revelação e que esse conhecimento é mediado pelo Filho, pois ninguém vem ao Pai senão por Cristo (Mt 11.27; Jo 14.6, NAA). Deste modo, nossa fé não se apoia em impressões subjetivas, mas na revelação que o próprio Deus concede de si mesmo. Ao longo do estudo, reconheceremos a identidade do Pai como o único Deus verdadeiro, contemplaremos sua glória revelada em Jesus e compreenderemos como seus atributos e nomes nos levam a adoração, confiança e a obediência. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.

TEXTO ÁUREO
“Todas as coisas me foram entregues por meu Pai. Ninguém conhece o Filho a não ser o Pai, e ninguém conhece o Pai a não ser o Filho e aqueles a quem o Filho o quiser revelar. (Mt 11.27, NVI). — O meu Pai me deu todas as coisas. Ninguém sabe quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém sabe quem é o Pai, a não ser o Filho e também aqueles a quem o Filho quiser mostrar quem o Pai é. (Mt 11.27, NTLH). Penso que o Texto Áureo foi muito bem escolhido para introduzir o assunto em análise, por algumas razões:
1. Distinção pessoal e relação mútua. Pai e Filho são claramente distintos em pessoa, mas unidos em íntima comunhão e exclusivo conhecimento mútuo.
2. Unidade ontológica implícita. Em última análise, somente Deus é grande o suficiente para conhecer e entender Deus. O homem não pode conhecê-lo por esforços próprios ou pelo próprio intelecto. Por isso, somente o Pai conhece o Filho e somente o Filho conhece o Pai.
3. Revela a singularidade de Cristo como mediador da revelação divina. Jesus revela o Pai aos que por meio da fé, o buscam.
Todavia, quanto a este último ponto, percebi uma tensão no texto que precisa ser explicada:
1 Graduado em teologia pela UniCesumar; Tecnólogo em coaching e desenvolvimento humano pela Unopar; pós-graduando em educação cristã e graduando em teologia pela Faculdade Batista do Cariri (FBC); Presbítero na Assembleia de Deus em Pernambuco

• Se só Deus conhece Deus,
• e o homem não é Deus,
• como pode o homem conhecer a Deus mesmo por meio da mediação do Filho?
A resposta está no tipo de revelação que Jesus oferece, e na distinção entre conhecimento essencial (próprio de Deus) e conhecimento participativo (possível à criatura por graça). Ou seja, Pai e Filho se conhecem perfeitamente por meio da consubstancialidade, isto é, a mesma essência. Porém, os seres humanos redimidos, conhecem a Deus por meio da revelação graciosa, mediada pelo Filho. Como bem escreveu Carson em algum lugar que não consigo referenciar:
“A revelação do Pai pelo Filho é a auto-doação do próprio Deus — não uma elevação do homem à divindade, mas a entrada de Deus na história para se fazer conhecido.”

VERDADE PRÁTICA
Conhecemos a identidade, os atributos e a glória do Deus Pai por meio da revelação de Cristo e da ação do Espírito Santo. O Deus Pai, em sua essência transcendente, jamais foi visto por qualquer ser humano, pois “ninguém poderá me ver e viver” (Êx 33.20, NAA). Por isso, o conhecimento sobre Ele não é alcançado por uma escalada intelectual humana, e sim pela autocomunicação de Deus, que se dá por iniciativa divina (Mt 11.27, NAA). Nesse sentido, Jesus Cristo, o Filho eterno, desempenha o papel de “exegese” do Pai, porque “ninguém jamais viu Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou” (Jo 1.18, NAA). Assim, o Filho é a manifestação exata do ser de Deus, “o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser” (Hb 1.3, NAA), de modo que “quem me vê, vê o Pai” (Jo 14.9, NAA). Além disso, o Espírito Santo sonda as profundezas de Deus e as comunica aos crentes (1Co 2.10-12, NAA), removendo a cegueira espiritual e iluminando o coração para reconhecer a glória de Deus na face de Cristo (2Co 4.4-6, NAA). Portanto, enquanto a ordem da existência divina é do Pai para o Filho e para o Espírito (Jo 15.26; Jo 1.14, NAA), a ordem do nosso conhecimento é inversa: o Espírito nos conduz a confessar o Filho como Senhor (1Co 12.3, NAA) e, por meio do Filho, temos acesso ao Pai (Ef 2.18; Jo 14.6, NAA).

1. A IDENTIDADE DE DEUS, O PAI

Ideia central: A Escritura apresenta o Pai como o Deus único e pessoal; e ensina que o conhecimento verdadeiro do Pai ocorre pela revelação do Filho e pela ação do Espírito.
1.1 O Pai é o único Deus verdadeiro.
Ideia central do ponto: O Pai é o Deus único e verdadeiro, confessado no AT e identificado no NT; sua paternidade é pessoal e se manifesta por meio das obras divinas em comunhão com Filho e o Espírito Santo. O aluno deve sair sabendo: como manter o monoteísmo e, ao mesmo tempo, falar biblicamente do Pai como Deus, sem reduzir a Trindade a três deuses (Dt 6.4; Ef 4.4-6, NAA).

A LIÇÃO DIZ: O Pentateuco declara “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor” (Dt 6.4). Deus, no Antigo Testamento, é um só Deus, que se revela pelos seus nomes, pelos seus atributos e pelos seus atos (Horton, 1997, p.159). O Novo Testamento apresenta o Pai como Deus por excelência, identificado seis vezes com o título de “Deus Pai” (Jo 6.27; 1Co 15.24; Gl 1.1,3; Ef 6.23; 1Pe 1.2).
A base da teologia bíblica é o monoteísmo: a crença de que existe apenas um Deus, excluindo qualquer outra divindade. Esta verdade é resumida no Shema de Israel: “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor” (Dt 6.4). Este credo, que afirma que Yahweh não é parte de um panteão, mas o Único, é ratificado por Jesus no Novo Testamento como o principal mandamento. Nas Escrituras do Novo Testamento, essa unicidade é especificamente atribuída ao Pai. O apóstolo Paulo declara enfaticamente: “todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos” (1Co 8.6). Quando a Bíblia diz que o Pai é o “único Deus”, o objetivo primário é excluir os ídolos e falsos deuses do paganismo, e não excluir o Filho. Se interpretarmos “um só Deus, o Pai” (1 Co 8.6) como uma exclusão de Jesus da divindade, teríamos que interpretar “um só Senhor, Jesus Cristo” (no mesmo versículo) como uma exclusão do Pai do senhorio. Pelo contrário, Pai e Filho compartilham a natureza divina única em contraste com o politeísmo. Não há ruptura entre o Deus do Antigo Testamento e o Pai revelado no Novo Testamento; há continuidade e consumação. O Deus que se revelou aos patriarcas como o “Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó” é o mesmo que ressuscitou Jesus dentre os mortos.
1.2 O Pai é a fonte da divindade.
Ideia central: “Fonte” descreve a ordem relacional entre as Pessoas, e não superioridade de essência; o Pai é Deus em plenitude, assim como o Filho e o Espírito também o são. O aluno deve sair sabendo: distinguir “ordem pessoal” de “diferença de natureza”, evitando pensar que o Pai é “mais Deus” que o Filho ou que o Espírito (Jo 5.26; Hb 1.1-3; Jo 15.26, NAA).

A LIÇÃO DIZ: Nossa Declaração de Fé professa que Deus é o Supremo Ser, é Eterno, nunca teve começo, princípio e nunca terá fim (Dt 33.27), pois Ele existe por si mesmo: “como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo” (Jo 5.26). Ele é o Deus imutável, desde a eternidade, desde antes da fundação do mundo (Sl 90.2; Ml 3.6; Tg 1.17). Ele é o Criador do céu e da terra, e de tudo que neles existe (Is 45.18; At 17.24). Ele é o Deus Pai de nosso Senhor Jesus Cristo (Jo 20.31); Ele é Espírito doador e mantenedor de toda a vida (Jó 33.4). O Pai é a Primeira Pessoa divina da Santíssima Trindade, portanto, Ele é a origem e fonte eterna da divindade, de quem o Filho é gerado e de quem o Espírito procede (Jo 15.26; Hb 1.1-3). Há grande probabilidade de que este subponto se torne motivo de intenso debate na classe ou, ainda, por falta de cuidado de alguns professores, sirva de base para a exposição do unitarismo ou do subordinacionismo.Portanto, urge explicar, com muito cuidado, em que sentido o Pai é a fonte da divindade, o que significa afirmar que o Filho é eternamente gerado e o que se entende por Espírito procedente. Vamos tentar explicar um dos pontos mais difíceis da doutrina da Trindade.
1.2.1 O Pai como fonte da deidade.
Na teologia trinitária clássica, afirma-se que o Pai é o principium (termo latino para “princípio”, no sentido de fonte ou origem) ou arché (termo grego com sentido semelhante) da divindade, isto é, aquele de quem procedem, por relação eterna, o Filho e o Espírito. Essa linguagem não sugere que o Pai “começou” antes dos outros, mas que ele é a origem, não em sentido temporal, e sim relacional. Assim, busca-se explicar como as Pessoas divinas se distinguem sem dividir a única essência de Deus. Santo Agostinho expõe essa distinção ao afirmar que o Pai é o único que não tem origem em outro: ele não é gerado nem procede de ninguém. Para tornar isso mais acessível, “geração” (do Filho) e “processão” (do Espírito) não descrevem eventos no tempo, mas relações eternas pelas quais o Filho é Filho do Pai e o Espírito é Espírito do Pai e também do Filho. Quando Agostinho chama o Pai de “princípio” da “deidade”, ele procura resguardar, ao mesmo tempo, duas afirmações: há um só Deus (Dt 6.4, NAA) e há distinção pessoal verdadeira no único Deus. Robert Letham observa que, especialmente na tradição oriental dos Pais Capadócios (teólogos do século IV, como Basílio de Cesareia, Gregório de Nazianzo e Gregório de Nissa), o Pai é chamado de “causa” ou “fonte” da existência hipostática do Filho e do Espírito. Aqui, “hipóstase” significa Pessoa, ou subsistência pessoal, isto é, quem alguém é; enquanto “essência” ou “natureza” se refere ao que Deus é, a única realidade divina compartilhada plenamente pelas três Pessoas. Portanto, dizer que o Pai é “fonte” não implica que ele seja “mais Deus” do que o Filho ou o Espírito. Indica, antes, uma taxis, isto é, uma ordem relacional pela qual as Pessoas são distinguidas: o Pai é “primeiro” como origem relacional, não no tempo, nem em grau de divindade, nem em dignidade. As Escrituras reforçam essa forma de falar ao apresentar o Pai como aquele que envia o Filho e o Espírito (Jo 3.16-17; Jo 14.26; Jo 15.26, NAA), ao passo que o Pai não é descrito como “enviado” por eles. Convém explicar que “enviar”, nesses textos, pode ser entendido em dois níveis. Primeiro, como missão, isto é, o envio na história (a encarnação do Filho e a vinda do Espírito). Segundo, como a relação eterna que essa missão manifesta (o Filho procede do Pai por geração eterna, e o Espírito procede eternamente). Desse modo, o que Deus faz na história da salvação revela, sem esgotar, quem Deus é desde toda a eternidade.Por isso, textos como João 5.26, “Assim como o Pai tem a vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter a vida em si mesmo” (Jo 5.26, NAA), costumam ser lidos, na ortodoxia nicena, não como uma doação ocorrida em algum momento, mas como linguagem bíblica para a comunicação eterna da vida divina. Assim, o Filho possui plenamente a mesma vida divina, recebida do Pai de modo eterno, sem começo e sem inferioridade de essência.
1.2.2 O Filho é eternamente gerado.
A expressão “geração eterna” (ou “o Filho é eternamente gerado”) surgiu como uma regra de leitura da Escritura e, ao mesmo tempo, como uma fórmula de salvaguarda contra dois erros opostos: (1) o unicismo/modalismo, segundo o qual Pai e Filho seriam apenas “modos” do mesmo sujeito; e (2) qualquer forma de subordinação ontológica, como se o Filho fosse inferior em essência, um “deus menor” ou mesmo uma criatura.
Dizer que o Filho é “gerado” significa, antes de tudo, que ele possui a mesma natureza do Pai, o que o distingue de tudo o que é “criado” ou “feito”. Por isso, o Credo de Niceia formula a ideia com precisão: “gerado,não feito, de uma só substância com o Pai”. A categoria “geração”, aqui, marca identidade de essência: o que é gerado é da mesma natureza daquele que gera, enquanto o que é criado é distinto do Criador.
É verdade que, na geração humana, o pai existe antes do filho; porém, em Deus, essa analogia tem limite. A geração divina não ocorre no tempo. Por isso, Agostinho, ao responder aos arianos que diziam “houve um tempo em que o Filho não existia”, afirma que o “nascer” em Deus é sempiterno, isto é, sem começo. Se o Pai é eterno, o Filho é coeterno, porque o Pai nunca existiu sem o Filho.
1.2.3 O Espírito procedente do Pai e do Filho.
A teologia trinitária distingue cuidadosamente a geração do Filho e a processão do Espírito, a fim de preservar a distinção real das Pessoas sem dividir a única essência divina. O Espírito procede (eternamente): o Espírito não é “gerado”, porque sua propriedade pessoal não é filiação. Por isso, a tradição utiliza o termo “processão” para distingui-lo do Filho e evitar confusão entre as propriedades pessoais da Trindade. Do contrário, o Espírito seria concebido como um “segundo Filho”, o que contraria o modo como a Escritura e a Igreja distinguem as Pessoas da Trindade.
1.3 O Pai age por meio do Filho e do Espírito. Ideia central: As obras divinas são trinitárias: o Pai opera em comunhão com o Filho e pelo Espírito, com distinção pessoal e unidade de ação. O aluno deve sair sabendo: por que “por meio do Filho” e “pelo Espírito” descrevem a maneira bíblica de Deus agir, sem inferioridade entre as Pessoas (1Co 12.4-6; Jo 1.3; Jo 14.26, NAA).

A LIÇÃO DIZ: A paternidade é o papel da primeira Pessoa da Trindade. Assim, o Pai opera por meio do Filho e por meio do Espírito Santo (1Co 12.4-6; Ef 4.4-6). Isso não implica inferioridade, mas expressa a maneira como as três Pessoas operam inseparavelmente, cada uma conforme sua distinção pessoal. O Pai proclamou as palavras criadoras (Sl 33.9), e o Filho as executou (Jo 1.3). O Pai planejou a redenção (Tt 1.2), e o Filho as realizou (Jo 17.4). Quando o Filho retornou ao céu, o Espírito Santo foi enviado pelo Pai e pelo Filho para ser o Consolador e Ensinador (Jo 14.26). Agostinho de Hipona ensina que a Trindade opera inseparavelmente em tudo o que Deus faz “para fora”, isto é, nas obras de Deus na criação e na história. Em outras palavras, quando Deus age no mundo, não são três deuses agindo separadamente, mas o único Deus agindo de modo trinitário. Essa inseparabilidade nas obras acompanha a inseparabilidade na natureza divina, pois Pai, Filho e Espírito Santo compartilham a mesma essência divina.
1.3.1 A criação é descrita com um padrão trinitário. Gênesis apresenta o Espírito de Deus pairando sobre as águas e Deus criando por meio de sua palavra, no “Disse Deus” (Gn 1.1-3, NAA). Esse padrão é ecoado quando o salmista associa a criação à “palavra” e ao “sopro” de Deus (Sl 33.6, NAA). O Novo Testamento explicita que a criação ocorreu “por intermédio” do Verbo, isto é, do Filho (Jo 1.3, NAA). Assim, a Escritura permite afirmar que o Pai cria por meio do Filho e pelo Espírito.
1.3.2 A salvação também é trinitária: o Pai planeja, o Filho realiza, e o Espírito aplica.
1.3.2.1 Planejamento e envio (o Pai): a salvação procede do amor e da vontade do Pai, que escolhe e destina seu povo em Cristo (Ef 1.3-6, NAA) e envia o Filho ao mundo (Jo 3.16, NAA).
1.3.2.2 Execução e mediação (o Filho): a redenção é realizada pelo Filho, que se fez carne. Contudo, ele não age isoladamente: cumpre a vontade do Pai e, na entrega de si mesmo, o texto relaciona sua oferta a Deus ao “Espírito eterno” (Hb 9.14, NAA).
1.3.2.3 Aplicação e consumação (o Espírito): o Pai e o Filho enviam o Espírito Santo para aplicar a obra de Cristo ao crente. É o Espírito quem vivifica e sela o povo de Deus, unindo-o a Cristo e conduzindo-o à santificação (cf. Jo 14.26, NAA)
1.3.3 Os episódios do Evangelho mostram a mesma lógica: comunhão inseparável com distinções reconhecíveis.
1.3.3.1 Encarnação: o Pai prepara um corpo para o Filho (Hb 10.5, NAA), e a concepção é atribuída à ação do Espírito Santo (Lc 1.35, NAA).
1.3.3.2 Batismo de Jesus: o Pai fala do céu, o Filho está no Jordão, e o Espírito desce sobre ele, marcando publicamente o início do ministério (Mt 3.16-17, NAA).
1.3.3.3 Milagres: Jesus declara que expulsa demônios “pelo Espírito de Deus” (Mt 12.28, NAA) e, ao mesmo tempo, afirma que “o Pai, que permanece em mim, faz as suas obras” (Jo 14.10, NAA). Atos resume essa dinâmica ao dizer que Deus ungiu Jesus com o Espírito Santo e poder para realizar o bem (At 10.38, NAA).

2. O PAI REVELADO EM CRISTO
Ideia central do ponto: O conhecimento do Pai é dom revelacional: chega aos humildes e ocorre pela mediação do Filho; ver o Filho é conhecer o Pai no sentido de revelação perfeita.
2.1 O Pai se revela aos humildes.
Ideia central: Deus confronta a autossuficiência espiritual; a revelação do Reino alcança quem se aproxima como “pequenino”, com humildade, sinceridade e fé.O aluno deve sair sabendo: que humildade, aqui, é a postura correta diante da revelação de Deus, não é o mesmo que desprezo pelo estudo; o problema tratado é a soberba, não a inteligência (Mt 11.25-26; Pv 3.7, NAA).

A LIÇÃO DIZ: Jesus exalta ao Pai acerca de uma profunda verdade espiritual: “…ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos, e as revelaste aos pequeninos” (Mt 11.25). Os primeiros, intitulados sábios (gr. sophós) são aqueles que detêm “inteligência e educação acima da média”. Os outros, os instruídos (gr. synetós), são as pessoas com “cultura e instrução”. Esses vocábulos caracterizam os fariseus e os escribas, que se vangloriavam de sua formação privilegiada, mas que padeciam de cegueira espiritual. Significa que os mistérios do Reino de Deus não são revelados aos soberbos, aos que se consideram sábios aos próprios olhos (Pv 3.7). O Pai se dá a conhecer aos “pequeninos” (gr. népios), àqueles que possuem a humildade das crianças (Mt 18.2-4).
Vamos desembrulhar o conteúdo deste texto em quatro pontos:
2.1.1 O Pai revela o Reino como dom, e isso confronta a autossuficiência espiritual dos que se consideram sábios. Jesus diz que o Pai “ocultou estas coisas aos sábios e instruídos e as revelou aos pequeninos” (Mt 11.25, NAA). “Estas coisas” inclui o sentido de seu ministério: suas obras, sua mensagem e a chegada do Reino que muitos não perceberam, apesar de abundantes evidências (Mt 11.20-24, NAA).
2.1.2 “Sábios” e “instruídos” descrevem, antes de tudo, uma postura: gente que se considera suficiente para julgar Deus. A lição identifica os termos: sophós (sábios) e synetós (instruídos), frequentemente associados a quem possui formação e cultura. Porém, no contexto, o contraste não visa a capacidade mental em si, e sim o tipo de coração que se blinda contra a verdade. Por isso, a Escritura denuncia o ser “sábio aos seus próprios olhos” (Pv 3.7, NAA). Em Mateus 11, essa atitude aparece de forma ampla: não se limita a fariseus e escribas, pois alcança uma “geração” e cidades inteiras que se mostraram impermeáveis à mensagem e às obras do Messias (Mt 11.16-24, NAA). Assim, a ideia de “ocultar” é uma espécie juízo que acompanha a recusa persistente de pessoas endurecidas.
2.1.3 “Pequeninos” são os humildes. Jesus chama de “pequeninos” os nēpioi, isto é, os que se aproximam sem pretensão de autossuficiência. A Bíblia descreve essa postura com a linguagem da humildade de uma criança: receber, aprender, submeter-se, depender (Mt 18.2-4, NAA). Portanto, “pequenino” não é um elogio à ignorância; é um elogio a quem aceita ser ensinado por Deus. Em outros textos, essa mesma lógica aparece quando Deus escolhe o que o mundo despreza para envergonhar a confiança humana (1Co 1.26-29, NAA).
2.1.4 A humildade exigida aqui não é anti-intelectual; é a submissão correta diante da revelação da parte de Deus. O evangelho não pede que a pessoa abandone o entendimento; ele pede que o entendimento seja colocado em seu lugar. O problema em Mt 11.25 não é a inteligência, mas a soberba.
2.2. O Pai se faz conhecer pelo Filho.
Ideia central: Ninguém conhece o Pai de modo salvador fora da revelação concedida pelo Filho, o mediador (Mt 11.27; Jo 14.6; 1Tm 2.5, NAA).
O aluno deve sair sabendo: que fora de Cristo, o conhecimento do Pai fica deformado ou incompleto (Jo 1.18; Hb 1.1, NAA).
A LIÇÃO DIZ: O Filho é o intérprete supremo do Pai, o único capaz de revelar sua natureza, vontade e amor (Jo 1.18; Hb 1.1). Sem Cristo, qualquer tentativa de conhecer o Pai será incompleta ou distorcida, e fadada ao erro e a idolatria (Jo 10.30; Cl 1.15; 2.8,9). Ninguém jamais viu a Deus. O Deus unigênito, que está ao lado do Pai, foi quem o revelou (Jo 1.18). Deus é invisível, pois é Espírito. Ele habita em luz inacessível. Contudo, a segunda pessoa da Trindade, o Verbo eterno, chamado claramente aqui pelo apóstolo João de Deus unigênito, eternamente gerado do Pai, veio ao mundo exatamente para nos revelar Deus Pai. João declara que o Verbo encarnado tornou Deus conhecido. Veio para revelar o Pai. O verbo grego que emprega é exegesato, de onde vem nossa palavra exegese. Podemos assim dizer que Jesus é a exegese de Deus. Nem Abraão, o amigo de Deus, nem Moisés, com quem o Senhor tratava face a face, puderam ver a glória divina em sua plenitude. Contudo, a glória que nem Abraão nem Moisés puderam ver, agora foi apresentada a nós em Jesus. Só Jesus pode nos tomar pela mão e nos levar a Deus. Ninguém pode ir ao Pai senão por ele. Ninguém pode conhecer o Pai senão através de sua revelação. Deus outrora nos falou muitas vezes, de muitas maneiras, mas agora ele nos fala pelo seu Filho. Em Jesus habita corporalmente toda a plenitude da divindade. Ele é a imagem do Deus invisível. Ele é o resplendor da glória, a expressão exata do ser de Deus.Jesus pode ser o revelador de Deus por três razões: Primeiro, porque ele é único. A palavra grega usada é monogenes, “unigênito”. Jesus é o único que pode trazer Deus às pessoas e levar as pessoas a Deus. Segundo, porque ele é Deus. Ele é Deus da mesma substância do Pai. Vê-lo é o mesmo que ver Deus. Terceiro, porque ele está no seio do Pai. Esse termo era usado para o relacionamento estreito do filho com a mãe, do marido com a esposa (Is 62.5; Ct 4.8).
2.3 Quem vê o Filho vê o Pai.
Ideia central: “Ver o Pai” significa reconhecer que Jesus revela perfeitamente o caráter e a obra do Pai; isso não confunde as Pessoas, mas afirma unidade de essência e comunhão de ação (Jo 14.9-11; Jo 10.30, NAA).
O aluno deve sair sabendo: explicar Jo 14.9 sem cair em modalismo (Pai = Filho) e sem reduzir Cristo a um mensageiro inferior; o Filho revela o Pai porque participa plenamente da divindade (Hb 1.3, NAA).

A LIÇÃO DIZ: No diálogo com Filipe, Jesus revela outra verdade sublime: “quem me vê a mim vê o Pai” (Jo 14.9).
O texto bíblico diz:
Jesus respondeu: — Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim. Se vocês me conheceram, conhecerão também o meu Pai. E desde agora vocês o conhecem e têm visto. Filipe disse a Jesus: — Senhor, mostre-nos o Pai, e isso nos basta. Jesus respondeu: — Há tanto tempo estou com vocês, Filipe, e você ainda não me conhece? Quem vê a mim vê o Pai. Como é que você diz: “Mostre-nos o Pai”? Você não crê que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu digo a vocês não as digo por mim mesmo, mas o Pai, que permanece em mim, faz as suas obras. Creiam que eu estou no Pai e que o Pai está em mim; creiam ao menos por causa das mesmas obras. (Jo 14.6-11, NAA).
Esse episódio e todo o diálogo ocorrem no cenáculo, onde Jesus prepara os discípulos para a sua partida. Filipe expressa um desejo que reflete a esperança judaica por uma teofania, isto é, uma manifestação visível e extraordinária de Deus, semelhante ao que Moisés experimentou no Sinai: “Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta”. No entanto, Jesus responde: “Há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido, Filipe?” (Jo 14.9, NAA). Filipe não percebeu que a revelação que buscava já estava diante dele. Ele via o Jesus humano, mas não discerniu, pela fé, que contemplar o Filho é contemplar a perfeita revelação do Pai. A razão pela qual ver o Filho equivale a ver o Pai é que Pai e Filho compartilham a mesma natureza divina. Jesus não é um apenas representante; ele participa plenamente da divindade. Em linguagem nicena, ele é da mesma substância (homoousios) do Pai. Jesus explica essa realidade ao dizer: “Eu estou no Pai, e o Pai está em mim” (Jo 14.10, NAA). Essa habitação mútua significa que as palavras de Jesus não são independentes do Pai, e que suas obras são o Pai operando por meio do Filho.
O Deus invisível se dá a conhecer no Filho. Se queremos saber como Deus é, seu amor, sua justiça e sua misericórdia, devemos olhar para Jesus, pois ele torna o Pai conhecido (Jo 1.18; Jo 14.9, NAA).

3. A PESSOA DE DEUS PAI
Ideia central do ponto: Os atributos e nomes de Deus, são aplicados ao Pai porque ele é Deus. Portando, o conhecimento de quem Ele é nos conduz a adoração, a confiança e a obediência.
3.1 Atributos incomunicáveis.
Ideia central: São perfeições próprias de Deus (autoexistência, eternidade, imutabilidade etc.), que o distinguem de toda criatura terrena e angelical.O aluno deve sair sabendo: que esses atributos pertencem à essência divina; portanto, ao dizer “atributos do Pai”, não se está excluindo Filho e Espírito da mesma divindade (Jo 5.26, NAA).

A LIÇÃO DIZ: São qualidades exclusivas da divindade. Elas pertencem apenas ao Deus Pai (bem como ao Filho e ao Espírito), e não podem ser compartilhadas pelo ser humano.Atributos incomunicáveis são as perfeições de Deus que pertencem somente a ele, isto é, não são compartilhadas com as criaturas. Eles destacam o quanto Deus é distinto de tudo o que foi criado e, por isso, evidenciam sua grandeza, infinitude e singularidade. O termo “incomunicável” não significa que Deus não se comunica conosco; significa, antes, que tais atributos não podem ser transferidos nem refletidos em nós, nem mesmo de modo limitado. Por que isso é importante? Conhecer os atributos incomunicáveis de Deus nos ajuda a: (1) Reconhecer a santidade e majestade de Deus; (2) Evitar reduções humanas de quem Deus é; (3) Cultivar reverência e temor ao Único Deus verdadeiro que é absolutamente distinto de tudo o que foi criado (cf. Is 40.25; Sl 113.5–6). Entre os principais atributos incomunicáveis, destaca-se a autoexistência (ou aseidade), isto é, Deus existe por si mesmo e não depende de nada nem de ninguém para existir. Diferentemente de nós, cuja existência é recebida e sustentada, Deus é o “Eu Sou”, aquele cuja vida não é derivada (Êx 3.14, NAA). Por isso Jesus afirma que o Pai “tem a vida em si mesmo” (Jo 5.26, NAA). Em seguida, a imutabilidade indica que Deus não muda em seu ser, caráter, vontade e promessas. Enquanto nós oscilamos em pensamentos, sentimentos e decisões, Deus permanece fiel a si mesmo, o que dá estabilidade à fé e à esperança. O Senhor declara: “Eu, o Senhor, não mudo” (Ml 3.6, NAA), e Tiago reforça que nele “não há mudança nem sombra de variação” (Tg 1.17, NAA). Em termos cristológicos, essa constância é afirmada também do Filho: “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e para sempre” (Hb 13.8, NAA). A eternidade expressa que Deus não tem começo nem fim e não está sujeito ao tempo, pois ele mesmo é o Criador do tempo. Tudo o que conhecemos está inserido em sucessão e limites; Deus, porém, é Deus “de eternidade a eternidade” (Sl 90.2, NAA). Por isso, ele se apresenta como aquele “que é, que era e que há de vir” (Ap 1.8, NAA). A onipresença (ou infinitude em relação ao espaço) significa que Deus está presente em todos os lugares, ao mesmo tempo, com todo o seu ser. Não se trata de Deus “espalhado” em partes, mas de sua presença plena e imediata em toda a criação. O salmista pergunta: “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua presença?” (Sl 139.7, NAA). E o Senhor declara: “Não encho eu os céus e a terra?” (Jr 23.24, NAA). A onipotência afirma que Deus possui todo poder e realiza tudo o que quer, sempre em conformidade com sua natureza. Ele não se cansa, não falha e não encontra limites externos ao seu domínio. Ele diz: “Eu sou o Deus Todo-Poderoso” (Gn 17.1, NAA). Jeremias confessa: “Nada é demasiadamente difícil para ti” (Jr 32.17, NAA), e o salmista conclui: “O nosso Deus está nos céus; ele faz tudo o que lhe agrada” (Sl 115.3, NAA).A onisciência é o conhecimento perfeito e imediato de todas as coisas: passado, presente e futuro, sem esforço e sem erro. Deus conhece plenamente a criação e, de modo especial, sonda o coração humano. A Escritura afirma: “Grande é o nosso Senhor… o seu entendimento é infinito” (Sl 147.5, NAA). Ele “conhece o coração dos filhos dos homens” (2Cr 6.30, NAA), e o salmista reconhece: “Antes que a palavra me chegue à língua, tu já a conheces toda” (Sl 139.4, NAA). Por fim, a incompreensibilidade ensina que Deus não pode ser esgotado pela mente de nenhuma criatura. Isso não significa que Deus seja incognoscível; significa que podemos conhecê-lo verdadeiramente, porém nunca de forma total. Sua grandeza excede nossa capacidade de abarcar plenamente quem ele é. “Grande é o Senhor… a sua grandeza é insondável” (Sl 145.3, NAA). Isaías pergunta: “Quem, pois, pode compreender o poder do seu entendimento?” (Is 40.28, NAA), e Paulo adora dizendo: “Quão insondáveis são os seus juízos e quão inescrutáveis os seus caminhos!” (Rm 11.33, NAA).

3.2 Atributos comunicáveis.
Ideia central: São perfeições morais que Deus imprime em nós por analogia e limite, chamando seus filhos a refletirem seu caráter (Lv 19.2; 1Pe 1.15-16; 1Jo 4.8, NAA).
O aluno deve sair sabendo: diferenciar “refletir” de “possuir por natureza”.

A LIÇÃO DIZ: São qualidades divinas que, de alguma forma, Deus compartilha com suas criaturas, ainda que de maneira limitada. Refletem os aspectos do caráter e da moral de Deus que podem ser vistos, em grau menor, no ser humano criado à sua imagem e semelhança (Gn 1.26,27).
Atributos comunicáveis são as perfeições de Deus que ele permite que sejam refletidas em suas criaturas, de modo derivado, limitado e imperfeito. Eles não deixam de ser divinos por aparecerem em nós; antes, mostram que fomos criados à imagem de Deus e, por isso, podemos manifestar traços do seu caráter em forma finita (Gn 1.26–27, NAA). Em Deus, esses atributos existem com plenitude, pureza e constância; em nós, aparecem como reflexo e vocação, isto é, como aquilo para o qual somos chamados e conformados em Cristo. Esses atributos nos mostram como Deus é e como Ele quer que sejamos, ainda que nunca possamos manifestá-los com a perfeição com que Ele os possui. Por que isso é importante? Conhecer os atributos comunicáveis de Deus nos ajuda a: (1) Refletir o caráter de Deus em nossas vidas; (2) Crescer em santidade e semelhança com Cristo;

(3) Compreender como Deus age e como devemos agir.
Entre os atributos comunicáveis, a santidade ocupa um lugar especial. Deus é absolutamente puro e separado do pecado, e sua santidade expressa perfeição moral e dedicação total ao bem. Os serafins proclamam: “Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos” (Is 6.3, NAA), e o mesmo Deus chama seu povo a viver de modo coerente com essa realidade: “Sejam santos, porque eu sou santo” (1Pe 1.16, NAA). O amor é outro atributo comunicável importante, pois “Deus é amor” (1Jo 4.8, NAA). O amor divino não é o mesmo que sentimentalismo; é benevolência santa e fidelidade que se manifesta em ação. Por isso, Cristo dá aos discípulos um mandamento que traduz o caráter de Deus em prática: “Amem uns aos outros, assim como eu os amei” (Jo 15.12, NAA). Em nós, amar é refletir, em medida humana, a iniciativa, a constância e a verdade do amor que procede de Deus. A justiça descreve a retidão de Deus em tudo o que ele faz e julga. O salmista afirma: “O Senhor é justo em todos os seus caminhos” (Sl 145.17, NAA). Consequentemente, a justiça se torna critério de vida para o povo de Deus, que é chamado a integridade, equidade e responsabilidade diante do próximo. A ética bíblica resume isso de forma contudente: “Pratique a justiça, ame a misericórdia e ande humildemente com o seu Deus” (Mq 6.8, NAA). Junto à justiça, a Escritura enfatiza misericórdia e graça. Misericórdia é a compaixão de Deus diante do miserável; graça é seu favor imerecido para com o pecador. O Senhor é descrito como “misericordioso e compassivo” (Sl 103.8, NAA), e Jesus torna isso norma para seus discípulos: “Sejam misericordiosos, como também é misericordioso o Pai de vocês” (Lc 6.36, NAA). Em termos práticos, isso se expressa em perdão, generosidade e cuidado com os que sofrem, sem relativizar o pecado nem abandonar a verdade.Também são comunicáveis a verdade e a fidelidade de Deus. Ele não mente, não engana e cumpre o que promete: “Deus não é homem para que minta” (Nm 23.19, NAA). Por isso, os filhos de Deus são chamados a uma vida confiável, em que palavras, promessas e atitudes sejam coerentes. A paciência (ou longanimidade) revela a disposição de Deus de suportar com tolerância e de conceder tempo para arrependimento. O mesmo texto que o descreve como misericordioso também o descreve como paciente (Sl 103.8, NAA), e Naum declara que o Senhor é “tardio em irar-se” (Na 1.3, NAA). Contudo, paciência não pode ser entendida como passividade diante do mal, antes ela é domínio de si, perseverança e prontidão para tratar o outro com mansidão e firmeza, sem explosões e sem vingança.Por fim, a paz é atributo comunicável porque Deus é o Deus que reconcilia, ordena e restaura comunhão. Paulo afirma: “O Deus da paz será com vocês” (Fp 4.9, NAA), e Jesus chama seus discípulos a serem agentes de reconciliação: “Bem-aventurados os pacificadores” (Mt 5.9, NAA). Todavia, é importante que se diga que a paz não é ausência de conflito a qualquer custo.
3.3 Nomes que revelam o Pai.
Ideia central: Os nomes bíblicos de Deus comunicam identidade e ação, ou seja, quem Deus é e o que ele faz. O aluno deve sair sabendo: que Deus se deixa conhecer para ser adorado e obedecido, e não para mera curiosidade terminológica e teológica (Sl 9.10, NAA).

A LIÇÃO DIZ: Os nomes de Deus não tratam apenas de sua identificação, mas revelam sua natureza, obras e virtudes. Os nomes e títulos atribuídos a Deus nas Escrituras comunicam quem Deus é, como ele age e como ele se relaciona com o seu povo. É importante fazer duas observações para evitar confusões que são comuns. Primeiro, muitos desses nomes (por exemplo, YHWH e Elohim) designam o Deus único e verdadeiro, e, por isso, podem ser usados para falar de Deus em geral, não “exclusivamente” do Pai. Segundo, no contexto trinitário, o Pai é reconhecido como a primeira Pessoa, e certos títulos evidenciam, de modo especial, sua relação paterna com o Filho e sua iniciativa nas obras divinas. Assim, os nomes bíblicos preservam, ao mesmo tempo, o monoteísmo e a riqueza da revelação progressiva culminada em Cristo.
Entre os nomes veterotestamentários, El e Elohim aparecem como designações fundamentais para Deus. “Elohim”, ainda que seja uma forma plural, é acompanhado por verbos no singular em muitos contextos, indicando o Deus único que cria e governa. O texto de Gênesis afirma: “No princípio, Deus criou os céus e a terra” (Gn 1.1, NAA). Aqui, o foco do nome está na majestade, poder criador e soberania do Senhor. O Pai não é “um deus entre outros”, mas o Deus criador, fonte de toda existência, que dá sentido ao mundo e à história.
O título El Elyon, “Deus Altíssimo”, ressalta a supremacia do Senhor sobre qualquer poder terreno ou espiritual. Melquisedeque abençoa Abrão “pelo Deus Altíssimo, que possui os céus e a terra” (Gn 14.19, NAA). O ponto aqui não é apenas que Deus está “acima” em posição, mas que ele detém domínio e a posse sobre a totalidade da criação. Portanto, o Pai é confessado como soberano absoluto, e isso corrige a tendência humana de medir Deus pelos parâmetros das forças do mundo.O nome El Shaddai, geralmente traduzido como “Deus Todo-Poderoso”, enfatiza o poder eficaz e a suficiência de Deus para sustentar suas promessas. O Senhor diz a Abraão: “Eu sou o Deus Todo-Poderoso; ande na minha presença e seja perfeito” (Gn 17.1, NAA). Aqui, o nome funciona como fundamento para confiança e obediência Deus não depende de recursos externos para realizar sua vontade. Outro título relevante é El Olam, “Deus eterno”, que destaca a transcendência de Deus em relação ao tempo. Isaías declara: “O Senhor é o Deus eterno” (Is 40.28, NAA).
O nome pessoal por excelência, YHWH (associado ao “Eu Sou”), concentra a autoexistência, a fidelidade e a presença perceptível e ativa de Deus com o seu povo. Deus se revela a Moisés: “EU SOU O QUE SOU” (Êx 3.14, NAA) e acrescenta: “Este é o meu nome eternamente” (Êx 3.15, NAA). No Novo Testamento, Jesus usa a linguagem do “Eu sou” de modo que remete a essa identidade divina: “Antes que Abraão existisse, EU SOU” (Jo 8.58, NAA). Dentro da lógica da providência, surge o título YHWH-Jiré, “o Senhor proverá”. Após a intervenção de Deus, Abraão dá ao lugar esse nome, e o texto registra: “No monte do Senhor se proverá” (Gn 22.14, NAA). Trata-se de um nome que ensina o cuidado soberano de Deus, especialmente quando o povo é levado ao limite de suas forças. Além disso, o Novo Testamento ilumina essa providência ao afirmar que Deus “não poupou o seu próprio Filho” (Rm 8.32, NAA), mostrando que a provisão suprema do Pai é cristológica: ele provê salvação ao entregar o Filho. Chegando ao ápice da revelação no Novo Testamento, o título Pai (e a forma aramaica Abba) expressa a pessoalidade, autoridade e intimidade do Deus que adota e acolhe os pecadores arrependidos. Jesus ensina: “Portanto, orem assim: Pai nosso, que estás nos céus” (Mt 6.9, NAA), e ele mesmo ora: “Aba, Pai” (Mc 14.36, NAA). Paulo mostra que essa linguagem começa a fazer parte da experiência do crente pela ação do Espírito: “vocês receberam o Espírito de adoção, baseados no qual clamamos: ‘Aba, Pai’” (Rm 8.15, NAA; cf. Gl 4.6, NAA).

CONCLUSÃO
Nesta lição, exploramos a identidade de Deus Pai, a fonte eterna da divindade e o Único Deus verdadeiro, que age inseparavelmente com o Filho e o Espírito. Vimos que sua transcendência impede qualquer domínio intelectual humano; Ele só é acessível porque decidiu se revelar na face de Cristo.Portanto, o estudo da teologia não serve para inflar o ego dos “sábios”, mas para fundamentar a fé dos “pequeninos”. O verdadeiro clímax desta doutrina não é apenas saber que Deus é o Todo-Poderoso, mas descobrir que, por meio da mediação de Jesus, o “Eu Sou” inatingível tornou-se nosso “Aba”. Que este conhecimento nos leve a abandonar a autossuficiência, trocando a soberba humana pela segurança de quem repousa na soberana providência do Pai.

Leia mais…

Novo PAC Saúde investe R$ 95,6 milhões em equipamentos para hospitais do SUS em Pernambuco e no Espírito Santo

   Ministério da Saúde repassou R$ 95,6 milhões para os estados de Pernambuco e Espírito Santo com o objetivo de modernizar a infraestrutura tecnológica de hospitais que atendem exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os recursos, que integram o Novo PAC Saúde e o Programa Agora Tem Especialistas, serão aplicados na aquisição de equipamentos hospitalares, ampliando a capacidade de atendimento, qualificando diagnósticos e fortalecendo o cuidado prestado em unidades estratégicas das redes estaduais de saúde.

Do total investido, R$ 70,56 milhões foram destinados ao Espírito Santo, beneficiando nove hospitais regionais geridos pelo governo estadual, e R$ 25 milhões a Pernambuco, contemplando o Hospital da Criança do município de Recife. As transferências foram realizadas na modalidade fundo a fundo, após análise técnica e econômica das propostas apresentadas pelos entes subnacionais e publicação das portarias de habilitação.

Os valores já foram integralmente pagos, assegurando a execução das aquisições e a rápida incorporação dos equipamentos à rede assistencial.

Hospital da Criança do Recife recebe R$ 25 milhões em equipamentos

Em Pernambuco, o investimento federal contempla o Hospital da Criança do Recife (HCR), unidade estratégica da linha de cuidado à criança no município. Os recursos, no valor de R$ 24.999.996,00, destinam-se à aquisição de equipamentos hospitalares gerais e de média e alta complexidade, ampliando a capacidade de internação, diagnóstico, procedimentos cirúrgicos e terapêuticos. O hospital atende crianças dos oito Distritos Sanitários de Recife e integra um conjunto de investimentos do Novo PAC Saúde, que inclui também a construção da unidade, com aporte de R$ 84,4 milhões. Do valor destinado a equipamentos, R$ 8,56 milhões referem-se a equipamentos hospitalares gerais e R$ 16,44 milhões a tecnologias voltadas para atendimentos mais complexos.

A habilitação dos recursos foi formalizada por meio da Portaria GM/MS nº 9.387, de 15 de dezembro de 2025.

Espírito Santo fortalece rede hospitalar com equipamentos para nove unidades

No Espírito Santo, os investimentos contemplam nove hospitais regionais, com foco na modernização tecnológica, ampliação da capacidade de atendimento e qualificação da assistência em média e alta complexidade. A destinação dos recursos decorre de pactuação firmada em 2023 entre o governo federal e os entes subnacionais. Após inviabilidade técnica para apoio federal à construção de um novo hospital em Cariacica, o estado indicou a redistribuição do recurso para aquisição de equipamentos, beneficiando unidades estratégicas da rede estadual e fortalecendo o alcance do Programa Agora Tem Especialistas.

As habilitações ocorreram por meio das Portarias GM/MS nº 9.494, de 18 de dezembro de 2025, e nº 9.885, de 29 de dezembro de 2025.

Entre os principais investimentos, destacam-se:

  • Hospital Estadual de Vila Velha (Hospital Dr. Nilton de Barros): ampliação da capacidade de monitoramento em UTI, esterilização segura de materiais e suporte ventilatório, com investimento de R$ 7,27 milhões.
  • Hospital Dr. Roberto Arzinaut Silvares (São Mateus): reforço de equipamentos para atendimentos de média e alta complexidade, incluindo UTIs e cirurgias especializadas, com R$ 11,47 milhões.
  • Hospital São José do Calçado: aquisição de tomógrafo computadorizado e equipamentos para UTI e centro cirúrgico, fortalecendo o atendimento a urgências como AVC e politraumas, com R$ 10,02 milhões.
  • Complexo de Saúde Norte (São Mateus): aporte de R$ 19,04 milhões em equipamentos essenciais para a inauguração do centro cirúrgico, garantindo funcionalidade plena da unidade, cuja conclusão está prevista para março de 2026.
  • Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória (Vitória): modernização de UTIs neonatal e pediátrica, com investimento de R$ 9,22 milhões.
  • Hospital Estadual de Atenção Clínica (Cariacica): aquisição de ventiladores pulmonares e ultrassom portátil para ampliação de leitos clínicos, com R$ 326 mil.

Os equipamentos incluem monitores multiparâmetros, ventiladores pulmonares, ultrassons, microscópios cirúrgicos, sistemas de vídeo endoscopia, tomógrafos, entre outros, assegurando maior volume e precisão diagnóstica, segurança nos procedimentos cirúrgicos e monitoramento contínuo de pacientes críticos.

Investimentos integram estratégia nacional de fortalecimento do SUS

As ações fazem parte do Novo PAC Saúde, que prevê investimentos estruturantes para ampliar e qualificar a rede pública de saúde em todo o país. No Espírito Santo, foram selecionadas 238 propostas, totalizando R$ 330,3 milhões em investimentos federais, que incluem obras e equipamentos para Unidades Básicas de Saúde, hospitais regionais, CAPS, ambulâncias do SAMU, odontomóveis e soluções de telessaúde. Em Pernambuco, o Novo PAC Saúde contempla 865 propostas, com investimento total de R$ 2,18 bilhões, abrangendo UBS, hospitais, policlínicas, centros especializados, ambulâncias e outras estruturas estratégicas do SUS.

Comunicações e Transparência Pública

Compesa vai repassar R$ 1,4 bilhão para os 184 municipios de Pernambuco

Prefeitos dos 184 municípios pernambucanos já podem contar com uma receita extra no orçamento de 2026 decorrente do pagamento da primeira parcela (60%) do que o edital de concessão previu a destinação de parte dos valores recebidos diretamente para os municípios que poderão participar do esforço da Compesa de aplicar integralmente os recursos em saneamento ou redirecionar da forma que desejarem.

Os municípios devem ter os recursos creditados até o final de março, embora a expectativa seja que isso aconteça antes do prazo de 90 dias até as assinaturas dos contratos. Desta forma a estimativa é que sejam creditados nas contas dos municípios R$ 844 milhões correspondentes a 60% do valor de R$ 1,407 bilhão.

Três parcelas

O cronograma prevê o pagamento de uma segunda parcela de 20% até 180 dias após o pagamento da primeira e uma terceira também de 20% em três anos. Essas duas parcelas terão valores de R$ 281,4 milhões.

Distribuídos proporcionalmente, os valores serão de no máximo R$ 116.634.725,71 que será pago ao Recife e o mínimo de R$ 4.125.744,18 para as seis menores cidades, Calumbi, Iati, Inajá, Itacuruba, Salgadinho e Solidão.

Faltaram 10

Entretanto, o valor poderá ser um pouco maior, pois até agora os 10 municípios, localizados na região RMR–Pajeú, que não aderiram até a publicação do edital, poderão formalizar adesão até a homologação da licitação, nos termos do contrato e da legislação vigente. Água Preta, Amaraji, Carnaubeira da Penha, Catende, Cortês, Gameleira, Iati, Inajá, Palmares e Xexéu tiveram seus valores computados da distribuição do valor total que caberá aos municípios e que somam R$ 49.079.554,05. Se os prefeitos dessas cidades insistirem em não participar da distribuição, o valor será rateado.

Divulgação
Compesa repassará R$ 1,4 bilhão aos 184 municípios de Pernambuco. Primeira parte sai até março – Divulgação

https://jc.uol

Lei Rouanet alcança R$ 3,41 bilhões em captação e consolida política de nacionalização do incentivo cultural

    Lei Rouanet alcançou volume recorde de captação de recursos pelo terceiro ano consecutivo. Em 2025, o valor captado via renúncia fiscal chegou a R$ 3,41 bilhões, o que representa uma expansão de 12,1% em comparação aos R$ 3,04 bilhões de 2024 e um avanço de 45,1% sobre os R$ 2,35 bilhões registrados em 2023. Os dados são do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic).

Atualmente, o Brasil possui 4.866 projetos culturais em execução viabilizados pela Lei Rouanet em todas as 27 unidades federativas. O desempenho reflete a estratégia de nacionalização do fomento cultural em todas as regiões do país. O objetivo do Governo do Brasil é ampliar o alcance do incentivo para que o recurso chegue em regiões historicamente menos contempladas por recursos de incentivo à cultura.

Nossa missão é oferecer oportunidades a todos. O fato de termos crescimentos em todas as regiões do Brasil não significa reduzir o volume de recursos onde o fomento já está consolidado, mas sim expandir e levar esse fomento a locais que antes não acessavam” 
Henilton Menezes 
Secretário de Fomento e Incentivo à Cultura

  REGIÕES — A Região Norte apresentou o maior índice de expansão no país. O volume de recursos captados saltou de R$ 64,6 milhões em 2023 para R$ 117,2 milhões em 2025, um crescimento de 81,4% no período. O Centro-Oeste também registrou um salto significativo ao atingir R$ 128,2 milhões em 2025, valor 96% superior aos R$ 65,4 milhões de 2023. O Nordeste acompanhou a tendência positiva e acumulou alta de 57,4% desde 2023, ao sair de R$ 148,6 milhões para R$ 233,9 milhões captados em 2025.

As regiões Sul e Sudeste mantiveram sua posição de relevância e continuam a registrar evolução nos investimentos culturais. O Sul acumulou crescimento de 36,3% entre 2023 e 2025, quando atingiu a marca de R$ 479,7 milhões. A região Sudeste, por sua vez, registrou aumento de 42,4% comparado ao volume de 2023 (R$ 1,72 bilhão).

  ACESSÍVEL E DEMOCRÁTICO — Para o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, Henilton Menezes, o trabalho do Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, é garantir que a Lei Rouanet seja um mecanismo acessível e democrático. “Nossa missão é oferecer oportunidades a todos. O fato de termos crescimentos em todas as regiões do Brasil não significa reduzir o volume de recursos onde o fomento já está consolidado, mas sim expandir e levar esse fomento a locais que antes não acessavam”, destacou.

  Segundo o secretário, isso é possível por meio da simplificação dos processos de inscrição, a realização de formação a novos agentes culturais, a ampliação da base de investidores e realização de ações de indução de investimentos de forma nacionalizada. “Esse é o caminho para que a cultura seja, de fato, um direito de todos os brasileiros e um propulsor do desenvolvimento econômico em todos os estados”, afirmou.

  COMO FUNCIONA — Produtores culturais, artistas e instituições que desejam promover eventos, produtos ou ações culturais podem submeter suas propostas ao Ministério da Cultura para aprovação. As propostas que cumprem os critérios da Lei Rouanet recebem autorização para captar recursos junto aos patrocinadores (pessoas físicas e jurídicas), que, em contrapartida, podem obter benefícios de renúncia permitidos pela legislação.

  Por meio do incentivo, o Governo do Brasil permite que parte dos tributos seja direcionada ao financiamento de atividades culturais, fortalecendo o setor e ampliando o acesso da população a bens culturais.

Cultura, Artes, História e Esportes

Sobremesa de limão sem leite condensado super cremosona, rápida e fácil para o seu domingo

Com apenas 4 ingredientes e você terá uma sobremesa de limão sem leite condensado irresistível. Essa receita é simples, feita em minutos, não precisa de liquidificador, a união do gosto azedinho do limão com o chocolate raspado fica divino. Venha conferir agora mesmo o passo a passo dessa sobremesa ensinado pelo canal Garota Virtuosa por reh que é um espetáculo!

Como fazer sobremesa de limão sem leite condensado

Preparar a sobremesa de limão sem leite condensado é simples. O modo de preparo da sobremesa de limão sem leite condensado é fácil, primeiro você vai misturar o creme de leite gelado, o leite em pó e o suco em pó sabor de limão até homogeneizar. Em seguida, você irá despejar essa mistura em uma travessa e cobrir com raspas de chocolate. Por último, você vai levar à geladeira por no mínimo 30 minutos, mas quanto mais tempo ficar melhor. E então, você irá se surpreender com essa fantástica sobremesa de limão sem leite condensado que é dos Deuses!

Ingredientes da receita de sobremesa de limão sem leite condensado

  • 1 sachê de suco em pó sabor limão
  • Raspas de chocolate (a gosto)
  • 1 caixinhas de creme de leite gelados
  • 3 colheres (sopa) de leite em pó

Modo de preparo

  1. Em um recipiente, coloque o creme de leite gelado, o leite em pó e o suco em pó sabor limão e misture bem com um fouet até homogeneizar.
  2. Despeje essa mistura em uma travessa, espalhe bem com uma colher para que fique bem uniforme.
  3. Cubra com raspas de chocolate por cima e leve à por no mínimo 30 minutos, mas quanto mais tempo ficar na geladeira melhor.
  4. E então, retire da geladeira, sirva e experimente essa gostosura de sobremesa de limão sem leite condensado que é super cremosa!

receitatodahora

 

Calor extremo: quais os cuidados devem ser tomados?

   As previsões de dias de calor extremo foram confirmadas já nos primeiros dias de verão ainda em dezembro e a perspectiva é a de que esses dias se repitam de forma esporádica nos próximos meses. Uma situação que exige cuidados especiais e medidas de saúde pública desde a instalação de totens de refrigeração a cancelamentos de eventos públicos. “O cenário de mudanças climáticas torna o clima mais imprevisível, e esses picos de temperatura são a maior preocupação para a saúde da população”, explicou ao Brasil de Fato o coordenador do Observatório de Clima e Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Diego Xavier. Em dias de calorão, as atividades mais corriqueiras como preparar uma comida ou se concentrar no trabalho ficam mais difíceis. A recomendação dos especialistas é que a alimentação seja leve, além da necessidade de beber água de forma constante. Bebidas alcoólicas, cafeinadas e com açúcar devem ser evitadas porque facilitam a desidratação. Então é melhor deixar a cervejinha, o chá mate e o refrigerante para outra hora. Entre os sintomas causados pelas altas temperaturas estão câimbras, tontura, cansaço e enjoo. Em situações mais graves, pode haver “golpe de calor”. Nessa situação, a temperatura corporal ultrapassa 40º e pode levar a confusão mental, problemas cardiovasculares e respiratórios.

Níveis de calor

Desde 2024, a prefeitura do Rio de Janeiro adotou um protocolo de medidas a serem adotadas para uma variada faixa de temperatura. Os níveis de preocupação vão de 1 (sem alertas) a 5 (alerta máximo) e é considerado pioneiro no Brasil. “Sua principal força é não se basear apenas na temperatura do termômetro, mas no índice de Calor, que combina temperatura e umidade do ar, refletindo de forma mais precisa a sensação térmica e o impacto no corpo humano”, explica Diego Xavier. Nos níveis um e dois, a temperatura não ultrapassa 36ºC por mais de quatro horas diárias. Já no terceiro nível a temperatura fica entre 36ºC e 40ºC. Nesses casos, as equipes de saúde devem ter atenção aos públicos mais vulneráveis, como idosos e crianças. Até o nível 3, além desse monitoramento, as principais ações estão relacionadas à comunicação com a população. No nível 4 e 5, quando as temperaturas ficam entre 40-44ºC ou superiores, a prefeitura deve instalar pontos de hidratação pela cidade e as atividades externas devem ser realizadas em ambiente interno refrigerado. Nesses casos também se deve considerar o cancelamento de atividades externas.

Ações preventivas

Em meio a intensificação das mudanças climáticas, não é preciso esperar os dias de calor chegarem para adotar medidas que atenuem seus impactos. A primeira medida sugerida por Xavier é o aumento de áreas verdes na cidade, com criação de parques e corredores verdes. A preservação de rios, lagoas e orla. Em agosto, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAC) criou o Observatório de Monitoramento do Calor no Complexo do Alemão para evidenciar a variação de temperatura entre as áreas mais próximas a praias e mais arborizadas e as mais distantes. Um estudo realizado pelo Centro de Estudos das Favelas da Universidade Federal do ABC (UFABC) mostrou variações de temperatura de 15º na capital paulistana devido à arborização. Outra iniciativa da SMAC é disponibilizar o número 1746 para a população solicitar o plantio de árvores na sua região. “Estamos trabalhando para mitigar esses impactos, fortalecendo a prevenção e a resposta rápida a esses eventos. Algumas medidas para proteger a população nos dias mais quentes foram priorizadas, protegendo idosos, crianças e trabalhadores expostos ao sol. Isso é compromisso com a vida e com o futuro da cidade”, disse a secretária da SMAC ao Brasil de Fato, Tainá de Paula. E ainda há medidas que podem ser adotadas pelo cidadão individualmente, como a substituição de superfícies escuras por materiais de cores claras e mais reflexivos. “A simples pintura de telhados de branco e o uso de pavimentos mais claros podem reduzir significativamente a temperatura local”, orienta o pesquisador da Fiocruz. 

Editado por: Vivian Virissimo

Governo federal vai construir primeiro hospital inteligente do SUS

    O governo federal vai construir o primeiro hospital público inteligente do Brasil na cidade de São Paulo. Os recursos virão do empréstimo de R$ 1,7 bilhão do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco do Brics. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (7) em cerimônia no Palácio do Planalto com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Saúde, Alexandre Padilha e da presidenta do NDB, Dilma Rousseff. Segundo o Ministério da Saúde, o hospital será referência nacional e modelo de assistência em saúde totalmente digital para os países do bloco. A unidade atenderá os pacientes da rede pública com medicina de alta precisão, apoiada por inteligência artificial e outras tecnologias emergentes. Integrará, também, a rede de hospitais e serviços inteligentes com 14 unidades de terapia intensiva (UTIs) automatizadas, que funcionarão de forma interligada em diversos estados.

   A modernização de hospitais de excelência do Sistema Único de Saúde (SUS) também faz parte do projeto.

  O novo hospital vinculado à Universidade de São Paulo (USP) terá um setor de emergência com 250 leitos e capacidade para atender 200 mil pacientes por ano. A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) contará com 350 leitos conectada com as UTIs inteligentes. Haverá 25 salas para cirurgia. A previsão para que a unidade fique pronta é de três a quatro anos. Os serviços inteligentes de saúde usam infraestrutura com tecnologias digitais para otimizar processos e melhorar os resultados para os pacientes. Segundo o ministério, o primeiro hospital inteligente poderá reduzir em mais de cinco vezes o tempo de espera por atendimento especializado em situações de urgência e emergência. Também foi anunciada a modernização de hospitais do SUS da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), do novo hospital Oncológico da Baixada Fluminense, do novo hospital do Grupo Hospital Conceição, no Rio Grande do Sul, do Instituto do Cérebro, no Rio de Janeiro, de hospitais federais do Rio incluindo os da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Para a reestruturação dos hospitais federais do Rio serão investidos R$ 1,2bilhão. Para o presidente Lula, o hospital inteligente também vai avançar na imagem positiva do SUS, resgatada na participação do sistema público na crise da covid-19. “O SUS era tratado de forma muito pejorativa, ou seja, só se mostrava desgraça no SUS, só se mostrava miséria no SUS, só se mostrava morte no SUS”, disse.Lula acrescentou a população mais vulnerável tem que se beneficiar com as novas tecnologias. “Nós precisamos garantir que o povo mais humilde não pode ser invisível. Ele tem que ser olhado. É para eles que a gente governa. É em função dele que nós temos que melhorar a coisa.”“Há um grande esforço de modernização tecnológico do SUS para ofertar para a população brasileira de graça o mesmo que os principais hospitais de excelência privados do país. Hoje estamos em outra fronteira. Esse contrato vai trazer um salto além, que é trazer para o Brasil aquilo que nem os maiores hospitais privados brasileiros oferecem ainda”, disse o ministro da Saúde.A presidenta do NDB disse que o prazo para pagamento do empréstimo é de 30 anos e destacou que China e Índia são parceiras no projeto.“Esse contrato vai muito além do investimento em estrutura hospitalar. Ele faz parte do compromisso do banco em promover o desenvolvimento, que significa hoje o acesso à tecnologia”, afirmou Dilma.

Editado por: Maria Claudia
Conteúdo originalmente publicado em: Agência Brasil

Movimentos populares convocam atos em 8 de janeiro pela defesa da democracia no país; confira os locais

Nesta quinta-feira, dia 8 de janeiro de 2026, quando a invasão às sedes dos Três Poderes, em Brasília (DF), completa três anos, movimentos populares irão realizar atos pelo país, com o tema Brasil nas ruas pela democracia.

Em Brasília (DF), o evento oficial será no Salão Nobre do Palácio do Planalto, a partir das 10h, mas haverá a presença de Lula também na área externa, como confirmou nesta segunda-feira (5) o Palácio do Planalto.De acordo com informações publicadas no site do PT, o presidente deve anunciar a decisão sobre o Projeto de Lei (PL) da Dosimetria, que propõe a redução de penas dos condenados pela trama golpista, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro e generais. Lula tem a prerrogativa de vetar ou sancionar a proposta, que foi aprovada pela Câmara e o Senado. A concentração do ato público na capital do país será na Via N1, em frente ao Palácio do Planalto. O acesso será feito por um ponto único de credenciamento e revista, localizado em frente ao Ministério da Justiça. A organização informou que os protocolos de segurança serão rigorosos, com restrição a objetos como mastros de bandeira, suportes de madeira e garrafas.

Ainda em Brasília, está marcado um evento no Supremo Tribunal Federal (STF), com o tema Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer. A programação inclui a abertura de uma exposição, a exibição de um documentário, uma roda de conversa com jornalistas e uma mesa de debate. Nas ruas, haverá atos em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR) e em outras cidades do país. Confira, abaixo, a lista e os horários dos locais com manifestações já confirmadas.

Atos no dia 8 de janeiro – Brasil nas ruas pela democracia

Centro-oeste

Brasília (DF)
Horário: 10h30
Local: Praça dos Três Poderes

Campo Grande (MS)
Horário: 17h
Local: no cruzamento da avenida Afonso Pena com a rua 14 de Julho

Corumbá (MS)
Horário: 17h
Local: Praça Independência

Cuiabá (MT)
Horário: 16h30
Local: Praça Ipiranga

Nordeste

Aracaju (SE)
Local: Praça Valadão
Horário: 16h30

Fortaleza (CE)
Horário: 15h
Local: Praça do Ferreira

Recife (PE)
Horário: 15h
Local: rua Sete de Setembro com a avenida Conde da Boa Vista

São Luís (MA)
Horário: Largo do Carmo
Local: 16h

Maceió (AL)
Horário: Centro de Inovação Jaraguá, na rua Melo Póvoas, 110
Local: 18h

João Pessoa (PB)
Horário: Busto de Tamandaré
Local: 16h

Campina Grande (PB)
Horário: Praça da Bandeira
Local: 16h

Juazeiro do Norte (CE)
Horário: Praça do Giradouro – Cariri
Local: 18h

Natal (RN)
Horário: 15h
Local: Esquina do Midway Mall

Mossoró (RN)
Horário: 15h30
Local: Pax

Norte

Belém (PA)
Horário: 17h
Local: Boulevard da Gastronomia (Boulevard Castilhos França, Campina)

Porto Velho (RO)
Horário: 15h
Local: praça da Estrada de Ferro Madeira Mamoré

Boa Vista (RR)
Horário: 18h30
Local: Ponto de Cultura Ulisses Manaças, na rua Odílio D’Oliveira Cruz, 1027, Alvorada

Sudeste

São Paulo (SP)
Horário: 18h
Local: salão nobre da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no Largo de São Francisco

Belo Horizonte (MG)
Horário: 17h
Local: Praça Fuad Noman

Rio de Janeiro (RJ)
Horário: 16h
Local: Cinelândia

Vitória (ES)
Horário: 16h
Local: rua Sete de Setembro, Centro

Campos dos Goytacazes (RJ)
Horário: 9h
Local: em frente à sede do Sindicato dos Bancários, na Rua Dr. Oliveira Botelho, 129, centro

Araraquara (SP)
Horário: 18h30
Local: em frente à Câmara Municipal

Bauru (SP)
Horário: 16h
Local: em frente à Câmara Municipal

Ribeirão Preto (SP)
Horário: 18h
Local: Esplanada do Theatro Pedro II

Ubatuba (SP)
Horário: 19h
Local: Pistinha de Skate

Sul

Curitiba (PR)
Horário: 17h
Local: Praça Santos Andrade

Florianópolis (SC)
Horário: 17h30
Local: Terminal Integrado do Centro (Ticen)

Porto Alegre (RS)
Horário: 17h30
Local: Esquina Democrática

brasildefato

Lewandowski avisa auxiliares e Planalto que deixará Ministério da Justiça, dizem fontes

   O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, avisou auxiliares e o Palácio do Planalto que deixará o comando ‌da pasta, disseram nesta terça-feira à Reuters duas fontes com conhecimento direto das ‌tratativas. Segundo uma fonte palaciana, a saída de Lewandowski deverá ser formalizada na sexta-feira, dia seguinte à solenidade que será promovida pelo Planalto para rememorar os três anos dos ataques de 8 de janeiro de 2023 às sedes ‍dos Três Poderes. Procurados, o Ministério da Justiça e a Secretaria de Comunicação da Presidência não responderam de imediato a pedido de comentário. Ainda não está definido quem assume o posto, disseram as fontes. Há a ‌perspectiva, segundo uma das fontes, que pessoas da equipe ‌de Lewandowski fiquem durante a transição e até permaneçam em seus postos durante a futura gestão. Desde dezembro Lewandowski já tinha dito a pessoas próximas que iria deixar o posto, segundo uma fonte próxima ao ministro. Na avaliação dessa fonte, a pasta teve bom desempenho sob a gestão Lewandowski, e 2026 será um ano complicado devido ao forte debate político antes das eleições. Se confirmada a saída, Lewandowski terá ficado pouco menos de dois anos à frente da pasta. Ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), ele tomou posse no início de fevereiro de 2024 como ministro da Justiça no lugar de Flávio Dino, que foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga dele no STF O jurista deixou o STF em abril de 2023, pouco antes de completar 75 anos, o que ‌forçaria a sua aposentadoria compulsória do tribunal. Então desembargador de carreira, ele foi indicado a uma cadeira no Supremo em 2006 também por Lula, em sua primeira passagem pela Presidência.

terra.

Especialista Revela: Sofrendo de próstata inchada? Use essa receita da casca da melancia em casa, todas as manhãs

   Todo médico fala que a única forma de desinchar a próstata e acabar com o pinga pinga, jato fraco e falta de potência, é tomando dutasterida, tansulosina ou fazendo cirurgia… Mas a verdade, é que esses prescritos vão só te encher de efeitos colaterais terríveis… podendo até te deixar brocha… Até um dos maiores especialistas em saúde masculina, com mais de 15 anos de experiência, o Doutor Ricardo Antunes e, que inclusive, já deu entrevista na Globo, afirma: “Todas essas soluções estão ultrapassadas, pois nenhuma delas age na causa raiz do aumento da próstata. Digo isso porque existe um chá feito com a casca da melancia que acaba com os sintomas muito mais rápido.” — disse o especialista

E para provar que esse chá da melancia surtia mais efeitos que as soluções tradicionais, o doutor Ricardo Antunes fez um desafio inusitado em suas redes sociais: ele sugeriu que alguns de seus seguidores testassem esse chá feito com a casca da melancia em casa.

  • Acaba com o jato fraco e com as idas frequentes ao banheiro em poucas horas…
  • Desincha a próstata por completo em poucas semanas…
  • E recupera a potência sexual ocasionados pelos sintomas da próstata.

É isso mesmo! Essa receita é tão poderosa que não estão querendo deixar essa página no ar.

“Você pode até ficar revoltado com a rapidez que ela acaba com os sintomas da próstata inchada” — disse o especialista Ricardo em um vídeo privado. Milhares de homens já testaram e disseram que conseguiram voltar a dormir a noite toda sem acordar para urinar, eliminaram o terrível “pinga-pinga” e recuperaram a confiança na hora H. Os seguidores do especialista Ricardo apelidaram essa técnica de “Protocolo da Melancia”, isso porque essa receita natural ajuda a reduzir a inflamação, aliviar a bexiga e devolver a potência masculina. Depois de publicar seus “Stories” no Instagram, o especialista Ricardo liberou um vídeo privado, gratuito e sem propagandas, onde ele revela o passo a passo exato para preparar essa receita em casa. “Se essa receita ajudar pelo menos 1 homem a recuperar sua saúde, evitar uma cirurgia e voltar a viver uma vida plena, eu já ficarei honrado.”, comentou Ricardo Antunes.

Depois disso, o vídeo simplesmente viralizou. Primeiro, foi compartilhado por usuários no Facebook, depois no YouTube, e já acumula incríveis 5,2 milhões de visualizações.

Os comentários de homens que voltaram a urinar com força, dormir melhor e até recuperar o vigor na vida sexual não param de crescer! Por fim, há um pedido que o Ricardo sempre faz aos homens que assistem sua apresentação: “Por favor, compartilhe esse vídeo. Juntos, podemos ajudar milhares de homens a recuperar sua saúde, sem dor e sem cirurgias arriscadas.”

portaldeprefeitura

Piso dos professores pode ter reajuste de até 4% após Fundeb atingir valor recorde em 2026; entenda

  O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) caminha para atingir um volume histórico de recursos em 2026. As projeções indicam que o fundo pode alcançar cerca de R$ 370 bilhões, o maior valor desde sua criação. O crescimento reforça o papel do Fundeb como principal base de financiamento da educação pública no Brasil e reacende discussões sobre salários de professores, investimentos em escolas e ampliação de políticas educacionais em estados e municípios.

Reajuste do piso dos professores

Com a projeção recorde para 2026, cresce também a expectativa em torno do reajuste do piso salarial nacional dos professores. Apesar disso, especialistas e gestores reforçam que o valor total do Fundeb não determina, de forma direta, o aumento do piso. A legislação define uma fórmula específica para o cálculo do reajuste anual, o que impede uma correlação automática entre o montante global do fundo e os salários do magistério. piso salarial dos professores segue uma regra prevista em lei que considera a variação do Valor Anual Mínimo por Aluno, conhecido como VAAF. O cálculo compara os dois últimos anos consolidados desse indicador, que reflete quanto o Fundeb garante, no mínimo, por estudante matriculado. Assim, mesmo que o fundo como um todo cresça de forma expressiva, o reajuste do piso depende do comportamento desse valor específico.

Projeções

Nos últimos anos, o piso nacional apresentou reajustes moderados. Em 2024, o valor ficou fixado em R$ 4.580,57. Para 2025, a atualização girou em torno de 3,62%, levando o piso para aproximadamente R$ 4.745. Esses percentuais ajudam a projetar cenários possíveis para 2026, considerando o aumento esperado do Fundeb e a tendência de crescimento do VAAF. Com o fundo ultrapassando a marca dos R$ 370 bilhões em 2026, o cenário mais realista hoje aponta para um reajuste que deve variar entre 2% e 4%, desde que não ocorram mudanças na fórmula legal de cálculo. Caso o aumento fique próximo de 2%, o piso nacional poderia alcançar algo em torno de R$ 4.840. Se a variação chegar a 3%, o valor estimado sobe para cerca de R$ 4.885. Em um cenário mais favorável, com reajuste de 4%, o piso poderia se aproximar de R$ 4.935.

Entre técnicos da área e gestores educacionais, a estimativa média mais citada situa o piso de 2026 entre R$ 4.850 e R$ 4.900. Essa projeção considera um crescimento moderado do VAAF e a manutenção das regras atuais. O debate sobre o reajuste ganha relevância porque impacta diretamente os orçamentos estaduais e municipais, que precisam se planejar para cumprir o piso e, ao mesmo tempo, manter outros serviços essenciais. O crescimento do Fundeb também amplia o espaço para discussões sobre concursos públicos na educação. Com mais recursos disponíveis, redes de ensino avaliam a possibilidade de recompor quadros de professores, reduzir contratos temporários e fortalecer equipes pedagógicas. A valorização salarial aparece, nesse contexto, como parte de uma estratégia mais ampla de fortalecimento da educação básica

portaldeprefeitura

Conheça programa que integra SUS e SUAS para assistência a idosos em vulnerabilidade

Plano Nacional de Cuidados prevê visitas a idosos por cuidadores profissionais

  Um deslize durante o banho mudou em definitivo a rotina da família. Em decorrência da queda, Valdir Miguel da Silva, de 85 anos, passou a depender da cadeira de rodas para se locomover. A nova realidade impactou a esposa, também idosa, e os filhos, já adultos, que passaram a testar maneiras de lidar com a situação. Foi nesse cenário de dúvidas que o Programa Maior Cuidado entrou na casa da família, em Belo Horizonte, aliando atendimento em saúde e assistência social. A iniciativa é referência na assistência social de pessoas idosas em vulnerabilidade. 

Foi por meio da iniciativa que a família de Valdir Miguel conheceu o trabalho de Antônio Campolino, cuidador social. No apartamento onde vive o idoso, a chegada do profissional é aguardada com entusiasmo, semanalmente. A atividade desenvolvida abrange a atenção à saúde e aos vínculos sociais.

“A rotina com o senhor Valdir é ofertar a ele o banho, no tempo dele e da forma melhor possível, para ele também se sentir confortável. Depois, a gente procura alguma atividade, talvez escutar uma música ou fazer um passeio na comunidade, para conversar com alguns amigos que ele não vê há um tempo”, contou.

Após Valdir sofrer a queda durante o banho, foi hospitalizado. Então, passaram cerca de quatro meses entre a alta hospitalar do idoso e o pedido da família para ingressar no Programa Maior Cuidado. Tempo que foi necessário para a esposa dele, Helena da Silva, e a filha do casal, a artista Suzana Cruz, se adaptarem à ideia de terceirizar o cuidado de Valdir a alguém de fora do núcleo familiar.

“Desde que eu me entendo por gente, eu sempre vejo os familiares cuidando dos seus idosos, e aí, quando chegou a nossa vez, por causa da cadeira de rodas, a gente estava sem saber como lidar”, afirmou Suzana. “Eu sentia culpa, porque na minha cabeça era a minha obrigação cuidar dele, como a filha mulher. É até um pensamento machista, mas é a forma como eu fui criada”, desabafou.

Suzana então tomou a frente para a família ingressar no programa de visitação domiciliar. Um dos requisitos é estar com a inscrição no Cadastro Único atualizada. “Era minha obrigação cuidar de quem cuidou de mim, mas aí, percebi que eu precisava de ajuda, principalmente a psicológica, porque foi um baque para todo mundo. E foi a melhor decisão que eu tive, de reconhecer que eu precisava de ajuda”, prosseguiu.

Ação intersetorial

Conforme a assistente social Ana Cristina da Silva, que também é analista de Políticas Públicas na prefeitura de Belo Horizonte, a demanda espontânea por participação no programa chega via Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e Centro de Saúde, como é o caso da família de Valdir. Por outro lado, há também uma ação proativa da gestão, que identifica as famílias na realização da busca ativa do público prioritário do programa.

“Além do Cadastro Único atualizado, outros critérios de inserção no programa são que as famílias morem em territórios de vulnerabilidade e tenham na composição idosos que dependam de cuidados de terceiros. Com isso, a família vai passar por uma avaliação realizada pelos técnicos da assistência social e da saúde”, explicou Ana Cristina. O atendimento domiciliar está previsto no Estatuto do Idoso. “O Programa Maior Cuidado responde a isso”, afirmou a assistente social. A rotina de cuidado ao idoso é desenvolvida a partir de diagnósticos de técnico atuantes do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e Sistema Único de Saúde (SUS). “As equipes têm papel fundamental para discutir as necessidades, tanto na área da saúde quanto da assistência social, que vão estabelecer as atividades realizadas pelo cuidador”, ressaltou Ana Cristina.

Decisão acertada

Em Belo Horizonte, o idoso Valdir Miguel e o cuidador Antônio Campolino criaram um vínculo. “Agora eu posso conversar. Eu converso mal, mas o que eu posso falar. Ninguém vive sem conversar, sem entender. Uma coisa vem com a outra. Faz parte da vida”, afirmou Valdir, sorridente, durante passeio pela vizinhança em uma manhã de sol.

“Todo dia a gente aprende. A gente aprende com o olhar do idoso. A gente aprende a valorizar a vida. A gente aprende que a união familiar é muito importante, e que a nossa profissão também é uma profissão importante”, afirmou o cuidador social. “Acho importante ter mais homens também no cuidado, como a mulher está em todos os lugares, o homem também tem que estar”, complementou Antônio. Livre do sentimento de culpa e ciente de que segue desempenhando seu papel como filha, a artista Suzana ressaltou que buscar suporte no programa de visitação domiciliar da capital mineira foi uma decisão acertada para toda família.

“Confia, se dê uma oportunidade de ter um respiro. Não acha que você é super-heroína, que vai dar conta de tudo. Se tiver desconfiança, fica junto da pessoa enquanto ela cuida, mas se dê uma chance de descansar. Para a gente que é mulher preta, que vem de uma realidade social diferenciada, você cresce achando que tem que dar conta de tudo. E aí, quando chega uma situação que a vida te coloca em xeque-mate, você vê que é um ser humano que precisa de ajuda”, concluiu Suzana.

Assessoria de Comunicação – MDS

Assistência Social

Ano é marcado por combate a fraudes e desinformação

Em 2025, a Rede Federal de Fiscalização do Programa Bolsa Família e do Cadastro Único (RFBC) reafirmou seu papel como instância articuladora do Governo do Brasil para fortalecer a integridade, a gestão e a transparência das políticas sociais.

Intensificamos o combate à desinformação e seguiremos avançando para que nenhum cidadão seja prejudicado por fraudes ou notícias falsas”

João Paulo Santos, coordenador da RFBC e consultor Jurídico do MDS

“Estamos atuando de forma firme para garantir a integridade das políticas sociais. Intensificamos o combate à desinformação e seguiremos avançando para que nenhum cidadão seja prejudicado por fraudes ou notícias falsas”, afirmou o coordenador da Rede, João Paulo Santos.

A Rede atuou em ações estratégicas articulando órgãos federais, estados, municípios e instituições de controle e participação social, desenvolveu iniciativas voltadas ao enfrentamento de fraudes, à melhoria da gestão de riscos, à ampliação da participação social e ao combate à desinformação.Uma das entregas mais relevantes, por meio Advocacia-Geral da União (AGU), foi a notificação extrajudicial à empresa Meta, solicitando a remoção de perfis e grupos que comercializavam falsamente agendamentos de atendimento no SUAS, especialmente do Distrito Federal. A medida gerou resposta imediata da empresa, com remoção de conteúdos ilícitos no Facebook e no WhatsApp.

Além disso, a RFBC impulsionou a estruturação de uma rede colaborativa de gerenciamento de risco para o Cadastro Único. O MDS avançou nos diálogos para sua inclusão no Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisibin), ampliando a integração com órgãos permanentes, dedicados e associados de inteligência.Outro ponto de destaque foi a atuação diante do aumento de golpes e informações falsas sobre o Bolsa Família e o Cadastro Único. Entre as entregas está a construção do site “Bolsa Família sem Fake News” e a elaboração de materiais sobre desinformação. RFBC também reforçou as parcerias com TCU, tribunais de contas estaduais, Ministério Público, Defensoria Pública da União e Polícia Federal. Além disso, foi implementada a estratégia de levar a Rede aos territórios para fortalecer o diálogo com gestores, trabalhadores, conselhos e sociedade civil.

Um dos resultados na iniciativa foi a Chamada Pública CNPq/MDS, para destinar recursos a projetos de pesquisa e extensão ligados à participação social e controle social no SUAS.

Os três Grupos Técnicos (GT) da Rede também contribuíram com entregas relevantes:

GT 1 – Homologou acordo que facilita o acesso de migrantes ao Benefício de Prestação Continuada (BPC);

GT 2 – Produziu notas técnicas sobre orçamento e limites da LRF;

GT 3 – Avançou na reformulação do BPC, com publicações, reuniões temáticas e acompanhamento de novos decretos que reorganizam a política.

Assessoria de Comunicação – MDS

Assistência Social

MDS investe R$ 50,83 milhões em 179 veículos do MobSUAS para o Nordeste

Nordeste recebe 179 veículos da Estrutura de Mobilidade no Sistema Único de Assistência Social (MobSUAS), para aprimorar o atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade. O investimento do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome é de R$ 50,83 milhões nas vans. Os veículos, personalizados e identificados com a logo do MobSUAS, facilitam o deslocamento de pessoas que moram longe das unidades de atendimento, como Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), ou possuem alguma dificuldade de transporte ou locomoção.

“Onde um veículo da assistência social do MobSUAS passar, ali a assistência social vai estar presente”, afirmou o coordenador-geral de Gestão Interna da Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS) do MDS, Fernando Rodrigues.

O MobSUAS assegura o acesso a direitos, contribui para a superação das vulnerabilidades e promove o fortalecimento da autonomia e do protagonismo das pessoas atendidas. “Você traz o público vulnerável da assistência social para dentro dos equipamentos, por meio do serviço de abordagem, por meio da busca ativa deste público, voltada à população em situação de rua, idosos, levando também para os serviços de assistência social, por meio do serviço de convivência e fortalecimento de vínculos”, destacou Fernando.

As adaptações nas vans são realizadas em uma fábrica em Mogi das Cruzes (SP), onde passam por instalação de ar-condicionado, freios ABS, tacógrafo, extintor, plataforma elevatória, piso, bancos e revestimento interno. O objetivo é garantir acessibilidade, segurança e conforto aos usuários da Rede de Assistência Social durante o transporte, permitindo que pessoas em situação de vulnerabilidade social tenham mais facilidade no acesso aos serviços oferecidos pelo Governo do Brasil. No mesmo contrato, além dos veículos que serão entregues no Nordeste, dois serão enviados para a Região Sul, dois para o Centro-Oeste e nove unidades para o Sudeste, totalizando 192 vans.

MobSUAS

O MobSUAS é uma ação de aquisição e doação de veículos no âmbito da Assistência Social em todo o país, regida pela Portaria nº 2.600/2018/MDS. Os veículos adquiridos pelo ente federado podem ser destinados tanto a equipamentos públicos estatais, como os CRAS, CREAS, quanto a entidades não governamentais, desde que estas estejam devidamente inscritas no Cadastro Nacional de Entidades de Assistência Social (CNEAS). Para a aquisição de veículos do MobSUAS podem ser utilizados recursos de programação orçamentária própria do MDS, de emendas parlamentares individuais, de bancada, ou de comissões e de repasses recebidos na modalidade fundo a fundo dos serviços, programas e projetos socioassistenciais.

Assessoria de Comunicação – MDS

Assistência Social