7 de setembro de 2026 21:10

Brasil sobe quatro pontos em ranking internacional de competitividade

  Após escorregar dois lugares em 2024, o Brasil voltou a subir no Ranking de Competitividade Global do International Institute for Management and Development (IMD) deste ano. Avançou quatro colocações, passando do 62º lugar para o 58º, em uma lista de 69 economias pesquisadas divulgada, ontem, pelo instituto suíço com sede em Lausanne, na Suíça. O avanço do Brasil na listagem está associado ao crescimento da atividade econômica, que avançou 3,4% em 2024 e ao baixo nível do desemprego, em torno de 6,5%, patamar próximo ao pleno emprego. No fator Performance Econômica, o Brasil está em 30º lugar e um dos pontos fortes é o fluxo de investimento direto estrangeiro, que colocou o país em 5º lugar. Outro ponto forte foi o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) que fez o país ficar na 17ª colocação no ranking, contudo, o PIB per capita deixou o Brasil em 54º lugar.

Apesar desse avanço, o Brasil não tem muito o que comemorar, de acordo com Hugo Ferreira Braga Tadeu, diretor do núcleo de Inovação, Inteligência Artificial e Tecnologias Digitais da Fundação Dom Cabral (FDC), parceira do IMD na elaboração da pesquisa que utiliza 336 critérios para elaborar o ranking. Segundo ele, o país precisa avançar em segmentos em que está na lanterna, especialmente em gestão do governo, na área de educação, na qualidade da mão de obra, assim como no custo do capital para investimento.

“O Brasil ainda está no último bloco — o dos países menos competitivos, porque insiste em uma agenda que não é uma agenda de reforma e de abertura comercial, que não é de simplificação tributária, que não é de livre comércio e que não é de inovação em tecnologia, nem em formação da mão de obra”, lamentou Tadeu, em entrevista a jornalistas.

Conforme os dados da pesquisa, o Brasil, por exemplo, está em penúltimo lugar em Eficiência Governamental — um dos quatro fatores utilizados na metodologia do ranking —, à frente apenas da Venezuela, que é governado por uma ditadura de esquerda. Outro fator negativo nessa categoria foi o custo de capital, o pior entre os 69 países pesquisados, em grande parte, segundo Hugo Tadeu, devido ao elevado patamar de juros para financiamento de investimentos e ao forte peso da carga tributária, que é resultado da falta de uma reforma administrativa. Hugo Tadeu lembrou ainda que os países nas melhores colocações do ranking possuem baixa carga tributária. “Estamos fazendo o contrário, o Estado tributa e afasta o potencial de geração de riqueza, não tem regras claras e estáveis”, pontuou.

No fator Infraestrutura, o país está na 58ª colocação, mesma classificação do ranking geral, mas, quando esse indicador é aberto, os pontos fracos saltam aos olhos, como educação — área em que os países que lideram o ranking mais investem. Em habilidades linguísticas, o Brasil está em último lugar. Em educação primária e secundária, em penúltimo. Em educação em gestão e em educação universitária, em 67º. Ele citou modelos de países onde a iniciativa privada e as universidades são parceiras e investem na transferência de conhecimento. “As universidades brasileiras estão distantes da realidade e voltadas para a geração de papers em vez de desenvolver patentes”, criticou.

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FPM: 2ª parcela de junho chega a R$ 4,7 bilhões; confira valores por município

Os municípios brasileiros vão receber na sexta-feira (20) o primeiro repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) do mês de junho. Ao todo, as prefeituras vão partilhar R$ 4,7 bilhões. O valor é cerca de 39% maior do que o repassado no mesmo período do ano passado, de R$ 3,3 bilhões. O especialista em orçamento público, Cesar Lima, explica que, por ser um repasse de meio de mês, normalmente é menor do que os demais valores transferidos em junho deste ano. No entanto, ele ressalta que essa alta relacionada ao mesmo decêndio de 2024 pode significar uma tendência de recuperação do FPM“Isso nos deixa mais aliviados, já que houve, nos últimos meses, algumas instabilidades em relação aos valores do FPM. Essa situação de empregabilidade mantém o FPM alto e vamos ver se essa questão, se há uma possibilidade de queda da Taxa Selic nos próximos meses, para que o IPI também possa contribuir um pouco mais com os valores do fundo”, destaca.

FPM: estados que recebem maiores valores por região

Na Região Sul, por exemplo, o destaque vai para o Rio Grande do Sul. Os municípios da unidade da federação vão partilhar um valor acima de R$ 299 milhões. Entre as cidades gaúchas que recebem os maiores valores estão São Leopoldo, Santa Maria do Herval e Pelotas. Já no Norte brasileiro, a unidade da federação que receberá a maior quantia é o Pará, com um total de R$ 135 milhões, partilhados entre cidades como Abaetetuba, Ananindeua e Altamira. 

No Nordeste do país, Bahia recebe o maior volume de recursos, com um total superior a R$ 379 milhões. No estado, entre os entes contemplados estão Porto Seguro, Lauro de Freitas e Ilhéus, com cerca de R$ 2,8 milhões, cada. 

Na Região Centro-Oeste, Goiás se destaca, com R$ 152 milhões partilhados entre as cidades do estado. Os valores serão destinados a municípios como Valparaíso de Goiás, Senador Canedo e Novo Gama.  Já no Sudeste, o maior valor será dividido entre os municípios de São Paulo. O total chega a R$ 584 milhões. Trata-se da maior quantia destinada entre os estados das cinco regiões do país. A verba vai para os cofres de cidades como São Bernardo do Campo, Santa Bárbara d’Oeste e Ribeirão Preto. 

FPM: confira a lista dos municípios bloqueados 

Até o dia 15 de junho de 2025, 4 municípios estavam bloqueados para recebimento do FPM. São eles:

  • MADEIRO (PI)    
  • CABO FRIO (RJ)    
  • PETRÓPOLIS (RJ)    
  • SILVA JARDIM (RJ)    

Para desbloquear o repasse, o gestor público deve identificar o órgão que determinou o congelamento. Em seguida, deve conhecer o motivo e regularizar a situação. Vale lembrar que a prefeitura não perde os recursos bloqueados de forma definitiva. Eles ficam apenas congelados enquanto as pendências não são regularizadas.

Fonte: Brasil 61

Agora tem Especialistas: estados e municípios podem aderir ao programa

O Ministério da Saúde publicou, na última quinta-feira (12), o edital de adesão de estados, municípios e do Distrito Federal ao programa Agora Tem Especialistas, iniciativa voltada à redução das filas por consultas, exames, cirurgias e tratamentos no Sistema Único de Saúde (SUS).

A ação marca a etapa preparatória para a abertura de 500 bolsas de educação pelo trabalho, destinadas a médicos já especialistas. Gestores estaduais e municipais de saúde têm até o dia 30 de junho para indicar ao ministério os serviços de saúde interessados. Será necessário detalhar a estrutura disponível — como salas, equipamentos, insumos e medicamentos — e informar a quantidade de vagas para atuação dos médicos. O edital pode ser acessado aquiO objetivo do edital atual é identificar a demanda de atendimento nas áreas prioritárias para o SUS e mapear os estabelecimentos de saúde aptos a receber os profissionais. Com o mapeamento concluído, o Ministério da Saúde publicará um novo edital para selecionar os 500 especialistas, que atuarão com prática assistencial em hospitais regionais, policlínicas e ambulatórios. Os profissionais devem ter certificação da CNRM ou titulação pela AMB.

A previsão do governo é que o chamamento dos especialistas selecioandos seja publicado na primeira quinzena de julho, com início das atividades para setembro deste ano. 

Agora tem Especialistas: o que é?

É um programa que visa reduzir o tempo de espera em atendimentos realizados pelo SUS. A  ação busca também ampliar mutirões, utilizar unidades móveis de saúde, adquirir transporte sanitário e fortalecer o sistema de telessaúde.

Entre as metas do programa, estão a realização de mais de 700 mil cirurgias anuais em carreatas especializadas, colocar em operação mais de 6 mil veículos de transporte sanitário, garantir a formação de 4 mil novos médicos especializados, além da ampliação ao acesso à radioterapia com 72,6 mil procedimentos anuais. Segundo o Ministério da Saúde, serão destinados R$ 260 milhões para ampliar o provimento e a formação de profissionais especialistas em regiões com menor cobertura assistencial. É o que explica o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “O “Agora tem Especialistas” pretende usar todos os instrumentos que nós temos enquanto ministério da saúde, instrumentos legais com a medida provisória, os processos de pactuação, os recursos do ministério, os recursos que são e que não são do orçamento do ministério para estarmos direcionando para a esse esforço.”
Fonte: Brasil 61

Você sabe o que tem na carne que compra? Água, aditivos e a importância de ler o rótulo

   Maciez e suculência são características valorizadas na hora de comprar carne. No entanto, os consumidores devem ficar atentos aos rótulos desses produtos, já que, para que cortes — que não sejam in natura — garantam essas qualidades, é comum o uso de substâncias adicionais, como a água, que devem constar na embalagem.

A adição de soluções compostas por água, ou por água e sal, é permitida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e tem como finalidade conservar a carne, realçar o sabor e amaciar o corte.

O Mapa possui diversos regulamentos técnicos para controlar a adição de líquidos e outras substâncias em carnes. O Manual de procedimentos de inspeção e fiscalização de carnes e produtos cárneos estabelece que o uso de soluções para amaciar a carne é permitido mediante análise e aprovação da técnica pela Divisão de Registro de Produtos (DIREP).

O documento prevê que a empresa deve registrar todos os métodos de amaciamento da carne utilizados no frigorífico — sejam mecânicos, com ou sem adição de solução — e apresentar justificativas e comprovação de que a solução adicionada cumpre a finalidade proposta. No processo mecânico, ocorre a quebra das fibras musculares da carne com o uso de pequenas facas, lâminas ou agulhas. A injeção de água nas peças faz parte do processo de amaciamento e conservação do alimento. A técnica pode resultar em cortes mais macios e suculentos.

Segundo regulamentação do Mapa de 2018, as carnes temperadas comercializadas podem conter aditivos – como água, monossacarídeos e dissacarídeos, vinho, proteína de origem vegetal, entre outros ingredientes opcionais –, mas é preciso que a informação conste no rótulo do produto.

Percentual de água deve ser mínimo

O manual do Mapa determina que a quantidade de água utilizada deve ser limitada ao mínimo necessário para atingir a finalidade proposta. A empresa, inclusive, deve comprovar esse fato com base científica. A especialista em processamento e reformulação de produtos cárneos, e professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Marise Pollonio, explica que o Ministério da Agricultura não estabelece um percentual fixo de água permitido para as carnes. No entanto, é obrigatório informar na embalagem o percentual de água injetada. Além disso, cada categoria de produto possui limites e padrões de qualidade específicos.

“A empresa, o fabricante, pode adicionar 15% de água e declarar isso no rótulo”, informa.

Segundo a especialista, a indústria deve manter o equilíbrio entre proteína e umidade no produto cárneo processado.

“Não existe uma normativa para definir o teor de umidade em cortes de carnes temperados. O que acontece é que deve existir um equilíbrio entre a proteína e o teor de umidade. E é esse o princípio utilizado para estabelecer os padrões de identidade e qualidade de produtos processados. Presunto, almôndega, mortadela, hambúrguer. Então, ou seja, eles têm um teor mínimo de proteína. E, se esse teor de proteína for inferior ao estabelecido, a empresa é autuada”, destaca.

Rotulagem e fiscalização: atenção para evitar fraudes na indústria e não confundir consumidores

De acordo com o manual do Mapa, quando a carne for amaciada mecanicamente e houver adição de solução, o rótulo deve informar o percentual específico da solução adicionada ao produto.Por exemplo: “Adicionado de 3% de solução de água e aditivos”.

A especialista Marise Pollonio reforça a importância dos fornecedores seguirem a regulamentação.

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Pix Automático começou a funcionar na segunda (16)

  Pessoas físicas e jurídicas já podem começar a utilizar a nova ferramenta de pagamento lançada pelo Banco Central (BC) – o Pix Automático, de acordo com o cronograna oficial. A nova modalidade visa facilitar o pagamento de contas recorrentes, como mensalidades escolares, assinaturas e  serviços essenciais, como água e luz. A partir de agora, a ferramenta ficará disponível nos bancos, com pessoas físicas como pagadoras e empresas como recebedoras. Segundo o BC, a operação traz mais comodidade, praticidade e segurança, além de ser de fácil uso, beneficiando pagadores e recebedores. A instituição afirma que o Pix Automático tem como intuito facilitar a vida dos brasileiros usuários do Pix, possibilitando que os pagamentos recorrentes sejam feitos de forma automática – uma alternativa ao débito automático.  

Outro benefício, de acordo com o  BC, é que a operação é barata e inclusiva para pessoas, empresas e governos. 

O especialista nas áreas de Meios de Pagamento e Fintechs, professor da FGV/SP e do Insper, Thiago Amaral, de São Paulo (SP), destaca a praticidade da ferramenta.

“Tudo já vai ser gerenciado diretamente na área Pix do aplicativo do banco do consumidor. Por exemplo, se o cliente contrata uma escola e autoriza a cobrança mensal, ele pode visualizar e controlar essa autorização no menu Pix do seu aplicativo. Ele pode, inclusive, suspender ou cancelar essa cobrança em qualquer momento”, pontua.

Durante o evento de lançamento da operação em São Paulo, dia 4 de junho, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o Pix Automático beneficiará 60 milhões de pessoas que não têm cartão de crédito no país.

Além de beneficiar os consumidores, a operação também beneficiará os recebedores, especialmente com o aumento da base de clientes – hoje há mais de 175 milhões de usuários Pix e quase 855 milhões de chaves cadastradas. Inclusive, em abril de 2025, foram 6,2 milhões de transações via Pix no Brasil. Além disso, o BC aponta que a modalidade pode implicar na redução da inadimplência, já que a cobrança é automática. 

Como utilizar o Pix Automático

Após ser disponibilizado pelos bancos, os pagadores podem acessar o aplicativo oficial do seu banco e autorizar uma única vez a operação que permite o agendamento de despesas periódicas e recorrentes. O cliente deverá autorizar a cobrança automática, com valor, periodicidade e um prazo pré-definidoAo utilizar a nova ferramenta de pagamento Pix Automático, o consumidor deve ficar atento para garantir a segurança e o controle dos pagamentos. O especialista Thiago Amaral listou algumas medidas para proteger os pagadores que aderirem à modalidade:

  • Autorizar apenas empresas confiáveis;
  • Revisar os dados da cobrança – como valor, frequência e periodicidade dos descontos – antes de confirmar o agendamento;

“Todas essas autorizações vão ficar visíveis na área Pix do aplicativo do banco, onde também é possível suspender ou cancelar esses agendamentos em qualquer momento”, destaca Thiago.

Além disso, por se tratar de uma ferramenta de cobrança recorrente, o consumidor deve adotar outros cuidados essenciais. Segundo Thiago, é essencial acompanhar as cobranças ativas pelo próprio aplicativo do banco e não realizar autorizações em links desconhecidos fora do aplicativo oficial da instituição financeira. 

Brasil 61

Canais públicos vão chegar a 80 cidades de 16 estados

   Mais 80 cidades brasileiras vão contar, em breve, com novas opções de canais digitais de TV. O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, assinou dois novos contratos, no valor total de R$ 32 milhões, para a instalação de estações transmissoras em municípios que ainda não contam com canais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) ou da Rede Legislativa.

Os recursos do programa são do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).

A iniciativa faz parte do Programa Brasil Digital, que já está em expansão e prevê beneficiar, no total, 250 cidades em todo o território nacional. Os equipamentos serão instalados em espaços cedidos por órgãos públicos, promovendo economia e agilidade na implementação. “Levar o sinal digital de TV para todos os cantos do país, especialmente nas regiões mais remotas, é uma das metas do governo. A população tem o direito de acessar informação de qualidade, cultura e serviços públicos na tela da TV”, destacou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho. Com a ampliação, milhões de brasileiros poderão acompanhar a programação de canais públicos como TV Brasil, TV Educação, TV Saúde, Canal GOV, além das emissoras da Rede Legislativa, que transmitem conteúdos da Câmara dos Deputados, Senado Federal, câmaras municipais e assembleias legislativas.

Cidades contempladas

Os novos contratos contemplam municípios em 16 estados, com destaque para Minas Gerais (12 cidades), Pará (10), Piauí (11) e São Paulo (8). Todos os locais passarão por vistorias técnicas para confirmação da viabilidade de instalação. As estruturas poderão, ainda, ser compartilhadas com outras emissoras, públicas ou privadas, caso haja capacidade disponível. A empresa contratada, Kokusai Denki Electric Linear S/A, será responsável pela instalação das estações. A ação segue as diretrizes da Portaria nº 13.345, publicada em maio de 2023, que rege o Brasil Digital. A lista de cidades pode sofrer alterações conforme os critérios técnicos da vistoria. A expectativa é que as transmissões estejam em funcionamento nos próximos meses, ampliando o alcance da TV Digital pública e fortalecendo o papel da comunicação como serviço essencial à cidadania.

Municípios beneficiados

  • Acre: Cruzeiro do Sul e Sena Madureira
  • Ceará: Crateús
  • Espírito Santo: Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, Guarapari e Linhares
  • Goiás: Anápolis
  • Minas Gerais: Araxá, Capelinha, Diamantina, Ipatinga, Itajubá, João Monlevade, Mariana, Ouro Preto, Poços de Caldas, São Francisco, São João Del Rei e Varginha
  • Mato Grosso do Sul: Aquidauana
  • Mato Grosso: Lucas do Rio Verde, Primavera do Leste, Sinop, Sorriso e Tangará da Serra
  • Pará: Altamira, Barcarena, Bragança, Breves, Cametá, Canaã dos Carajás, Castanhal, Itaituba, Marabá e Portel
  • Pernambuco: Belo Jardim, Garanhuns, Limoeiro, Santa Cruz do Capibaribe, Timbaúba e Vitória de Santo Antão

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Brasília Design Week transforma a capital em palco de criatividade e inovação

A terceira edição da Brasília Design Week (BDW) será entre os dias 18 e 24 de junho e terá como tema “Memória, Design e Futuro”. O evento celebra o potencial criativo do design, com destaque para criadores brasilienses – além de contar com expositores de todas as regiões do país e uma programação diversificada.

Durante sete dias, designers, artesãos e o público em geral ficarão imersos no mundo do design em mais de 40 ações gratuitas espalhadas por museus, ateliês, ruas lojas, embaixadas e outros espaços pela cidade, como instituições de ensino. Diversos locais serão palco para exposições, encontros, circuitos urbanos, oficinas, desfiles, feiras e experiências imersivas. A idealizadora da Brasília Design Week, Caetana Franarin, explica que a BDW vai além de ser apenas um evento, tornando-se um movimento aberto a interlocuções entre diversos designers, público e interessados em design“Ela é um movimento em prol do design, em prol da economia criativa que envolve a cidade, envolve cultura e envolve criação e inovação. A gente transforma Brasília em um grande palco de experiências, onde o design está presente não só nos objetos, não só no design de interiores ou no design de produtos, mas nos encontros, nas palestras e em toda a programação da Brasília Design Week, que é extensa e que esse ano está realmente incrível”, ressalta. Caetana Franarin afirma que o público pode esperar uma imersão completa em tudo que o design tem de mais potente e de sua capacidade para transformar realidades, com foco em inovação“Ela é uma semana em que a gente propõe que, durante sete dias, a cidade inteira respire design, arquitetura e criatividade, por meio, principalmente, dos nossos circuitos. Ela é um espaço aberto para que artistas, designers, artesãos e o público em geral reconheçam, se inspirem e se conectem com essa linguagem. Afinal, Brasília é cidade criativa do design pela Unesco e essa é a nossa vocação”, expõe Caetana. “É tudo muito acessível, pensado com carinho e com foco em promover encontros verdadeiros, nos encontros fidedignos. Nos encontros, há uma chance de redescobrir Brasília, de ver a cidade com outros olhos, sob outras perspectivas, de viver momentos únicos e de conhecer o que o Brasil tem de mais criativo, com destaque para os talentos da nossa cidade, claro”, completa.

A BDW tem o Governo do Distrito Federal (GDF) como parceiro institucional da iniciativa, com apoio de diversas secretarias e instituições públicas. Para a vice-governadora Celina Leão, o apoio à BDW evidencia o compromisso do DF com a cultura, a inovação e a valorização dos talentos locais.

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Congresso marcha rumo ao retrocesso ambiental em ano de COP-30

Era fim de tarde do dia 21 de maio quando o Davi Alcolumbre entrou no plenário e sentou na sua cadeira de presidente do Senado. Ao reabrir a sessão, resolveu agilizar os trâmites e passar o trator para aprovar as indicações de nomes para embaixadas de 12 países. A pressa era clara, Alcolumbre tinha como foco o projeto que pode beneficiar seu capital político nos próximos anos: as mudanças no marco de licenciamento ambiental.

A proposta, criada em 2004, afrouxa regras ambientais e favorece negócios de baixo e médio risco ambiental, como barragens de rejeito e obras do governo federal. O texto também cria um modelo de declaração de auto consentimento, em que o empresário poderá realizar uma obra apenas afirmando que terá um baixo impacto ao meio ambiente. O projeto ainda cria novas modalidades de licenciamento, que podem beneficiar o governo federal e, principalmente, Alcolumbre. Uma delas é a Licença Ambiental Especial (LAE), com duração de 12 meses, que libera obras emergenciais ou estratégicas para o governo. O tema é um dos principais pontos de impasse entre o Congresso Nacional e os ambientalistas.

A licença, capitaneada por uma emenda apresentada pelo presidente do Senado, deve beneficiar a exploração de petróleo na Foz do Amazonas, no Amapá. A ideia é avalizada pelo Palácio do Planalto, pressionado por Davi Alcolumbre e pela ala econômica, mas na contramão do que prega o Ministério do Meio Ambiente.

Entre idas e vindas – e críticas internas – o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deu o aval para a exploração de petróleo na região da Bacia do Amazonas, entre o Amapá e o Pará. Internamente, o governo vê como chance de encontrar um “novo Pré-Sal” com a geração de milhares de barris de petróleo e gás natural na região.

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Educação: 32,5% dos municípios brasileiros estão na faixa de baixo desenvolvimento

No Brasil, mais de 56% dos municípios, ou seja, 3.113 entes, registram desenvolvimento moderado na área da Educação, enquanto 7,2%, o que corresponde a 401 cidades, têm alto desenvolvimento. 

Apesar desse quadro, um estudo divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), revela que ainda há 32,5% dos municípios brasileiros, ou seja, 1.806, que ainda permanecem na faixa de baixo desenvolvimento. Além disso, 4,1%, ou 230, apresentam cenário crítico. De acordo com a Firjan, o estudo avalia a oferta, assim como a qualidade da educação básica em escolas públicas e privadas, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. 

Nesse caso, são analisados pontos como percentual de crianças de até três anos matriculadas em creches, adequação da formação dos professores que lecionam no Ensino Fundamental e no Ensino Médio, oferta de educação em tempo integral, taxas de abandono escolar e de distorção idade-série e desempenho dos alunos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) no Ensino Fundamental. Diante disso, o estudo pontua que, nos municípios com desenvolvimento crítico, 57% das turmas do Ensino Fundamental não são ministradas por professores com formação adequada. Além disso, mesmo que em menor proporção, cidades com alto desenvolvimento também apresentam o mesmo problema.  Outra preocupação destacada diz respeito à distorção da idade-série. De acordo com o levantamento, 40% dos alunos do Ensino Médio nos municípios críticos estão acima da idade recomendada. Esse número é quase cinco vezes o notado nas cidades mais desenvolvidas, com 8,3%.

Educação Infantil

Em relação à Educação Infantil, o estudo revela que somente 19% das crianças de até três anos estão matriculadas em creches nos municípios com pior desempenho. O resultado corresponde a quase um terço do percentual registrado nas cidades de alto desenvolvimento, com 53%, onde a média supera a meta vigente do Plano Nacional de Educação (PNE).

Fonte: Brasil 61

FPM de junho injeta R$ 6,8 bilhões nas prefeituras, nesta terça-feira (10); confira quanto cada ente recebe

As prefeituras brasileiras recebem R$ 6,8 bilhões nesta terça-feira (10). O valor é referente à primeira parcela de junho do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Isso representa um aumento de 2,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o repasse foi de R$ 6,6 bilhões.

Para o especialista em orçamento público, Cesar Lima, esse aumento pode representar melhorias para a população desses municípios, uma vez que significa mais recursos para serem investidos em áreas importantes para a sociedade. “O aumento do FPM melhora a qualidade de vida da população, uma vez que esses recursos não são carimbados, por assim dizer. O executivo municipal pode tanto fazer investimento nas áreas de saúde, educação, infraestrutura, como também custear esses mesmos serviços para a população, como assistência social dentro do município”, destaca.

São Paulo lidera repasses do FPM em junho com R$ 840 milhões

O estado de São Paulo mantém a liderança no volume de recursos recebidos pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de junho de 2025, com um total estimado de R$ 840 milhões.

Entre os municípios paulistas com os maiores repasses estão Araçatuba, Araraquara e Atibaia, cada um recebendo R$ 3,6 milhões. Essas cidades se destacam entre as que mais arrecadaram com o FPM neste mês.

FPM de junho injeta R$ 835 milhões em municípios de Minas Gerais

O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de junho de 2025 vai repassar um total de R$ 835 milhões para prefeituras em Minas Gerais. O estado se destaca entre os que mais recebem recursos neste mês. Entre os municípios mineiros que mais serão beneficiados com os repasses estão Divinópolis, Governador Valadares e Ipatinga, cada um com R$ 3,8 milhões. Esse valor expressivo do FPM representa um importante reforço financeiro para as administrações locais, contribuindo para o custeio de serviços públicos e investimentos em áreas como saúde, educação e infraestrutura.
Fonte: Brasil 61

Piso do magistério não é aplicado na rede estadual e perdas chegam a 40%, diz sindicato

Profissionais da educação da rede estadual vêm denunciando o que consideram um quadro crônico de desvalorização e descumprimento de direitos no estado do Rio. O cenário de insatisfação tende a se intensificar. Nos bastidores, profissionais organizam novas ações em resposta à ausência de diálogo efetivo com o governo estadual. No centro da insatisfação está o não pagamento do piso nacional do magistério, uma obrigação prevista em lei, mas que, segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe), não vem sendo aplicada integralmente nem para professores nem para funcionários administrativos. Além da reivindicação pelo piso, a categoria cobra reajuste salarial e a recomposição de perdas acumuladas ao longo dos últimos anos, em especial após o congelamento de vencimentos. O Sepe aponta que a defasagem nos salários chega a mais de 40%, tomando como base o índice nacional de correção do piso aprovado em 2023.

Outro ponto de crítica é a falta de valorização das carreiras na educação. A categoria também tem solicitado o abono dos dias parados em greves e paralisações anteriores a 2023 .

extra.globo

Fundeb: recursos poderão ser aplicados em obras escolares

   A Portaria nº 505/2025, publicada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), autoriza que estados e municípios apliquem parte dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) em obras e serviços de engenharia em escolas públicas. A regulamentação flexibiliza a utilização dos recursos e facilita o acesso a investimentos destinados à expansão, reformas e melhorias estruturais em escolas de todo o país.  Conforme a medida, os recursos serão aplicados como contrapartida não financeira. Isso significa que, em termos de compromisso firmados com o FNDE, não há necessidade de repasse direto de dinheiro ao órgão. Nesse caso, só é preciso a destinação dos montantes disponíveis na conta do Fundeb para o pagamento de fornecedores – o que deve ocorrer mediante a comprovação de entrega e execução dos projetos contratados.

Apesar de não haver transferência de dinheiro para o FNDE, já que o pagamento é feito diretamente da conta do Fundeb do estado ou município para os fornecedores, é necessário seguir alguns critérios para utilização dos recursos na forma de contrapartida não financeira. Confira:

  • Os recursos devem estar vinculados estritamente ao objeto pactuado; 
  • Os percentuais mínimos de aplicação previstos na Constituição (art. 212-A) devem ser respeitados, como a parcela mínima de 70% destinada ao pagamento dos profissionais da educação básica em efetivo exercício; 
  • Pagamentos aos fornecedores feitos diretamente da conta única e específica do Fundeb, após a comprovação da entrega e da execução dos projetos e 
  • A execução de despesas deve observar a legislação vigente (Lei nº 14.113/2020, Decreto nº 10.656/2021 e Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB).

Transparência 

A portaria também estipula exigências específicas para garantir que a medida funcione de maneira eficiente e transparente, como a apresentação obrigatória de documentação comprobatória que permita o acompanhamento e a fiscalização das obras e projetos pelos órgãos competentes. Também é exigida a prestação de contas que aponte os objetos contratados, executados e pagos com recursos do Fundeb, com indicação da vinculação direta ao objeto pactuado.

Fonte: Brasil 61

Hospital de Base faz procedimento para reduzir próstata aumentada sem cirurgia

Pela primeira vez, um hospital público realizou pelo Sistema Único de Saúde um procedimento minimamente invasivo para tratar aumento benigno da próstata. O caso aconteceu no Hospital de Base de São José do Rio Preto, no interior paulista.

+ Próstata aumentada: Como funciona cirurgia minimamente invasiva para o problema?

De acordo a coordenadora do Serviço de Urologia do HB, Ana Paula Bogdan, o paciente, Gumercindo Gonçalves da Silva, de 89 anos, tinha o órgão seis vezes maior que o normal, mas não tinha condições clínicas para cirurgia tradicional, que envolve anestesia geral, internação longa e outros riscos, devido à idade avançada e comorbidades do aposentado. Chamada de Hiperplasia Prostática Benigna (HPB), a condição atinge metade dos homens com mais de 50 anos e até 90% daqueles acima dos 80, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia. Embora sem causa única definida, fatores hormonais, genéticos e o histórico familiar estão entre os possíveis desencadeadores.

+ Como os homens podem prevenir ou evitar problemas de saúde?

De acordo com o órgão, a próstata, que envolve parte da uretra e se localiza abaixo da bexiga, pode crescer com o passar dos anos, provocando sintomas como jato urinário enfraquecido, idas constantes ao banheiro e sensação de esvaziamento incompleto. Em casos extremos e sem acompanhamento médico, há risco de comprometimento dos rins.

O procedimento de embolização prostática funciona como um tipo de “fechamento” dos pequenos vasos que levam sangue até a próstata. Ao reduzir o fluxo, a glândula diminui de tamanho e os sintomas melhoram. Tudo é feito por um cateter fino, inserido pela virilha, sem cortes, com anestesia local, com menor risco de complicações e com recuperação rápida. Embora eficaz, a técnica ainda é raramente oferecida pelo SUS, sendo mais comum na rede privada. Gumercindo foi o primeiro a passar pela técnica no hospital. Ele foi diagnosticado há um ano e vinha em acompanhamento no Ambulatório de Especialidades do Hospital de Base. Com sangramento e dor, voltou à unidade no mês passado. Sem condições para cirurgia, foi submetido à embolização e teve alta dois dias depois.

sbtnews.sbt

Oito cidades brasileiras onde o frio surpreende; conheça a lista de ‘Suíças brasileiras’

O frio costuma ser associado às regiões Sul Sudeste, mas nem todas as cidades que ganham fama nacional ou regional por causa do clima mais ameno estão nessas regiões. Abaixo, o g1 lista destinos tradicionais e outros pouco conhecidos. Entre ele estão, surpreendentemente, duas localidades no Nordeste: Piatã (BA) Triunfo (PE).

Urupema (SC)

Localizada a aproximadamente 200 km de distância da capital Florianópolis, a cidade é reconhecida oficialmente como a capital nacional do frio desde dezembro de 2021. Por estar em uma altitude de 1.425 metros, é constantemente atingida por geadas e até mesmo registra a queda de neve. Além disso, possui a cascata que congela, uma cachoeira de 13 metros no Morro das Torres que congela no inverno devido às baixas temperaturas.

Sincelo deixou Morro das Torres em Urupema coberto de branco  — Foto: Marleno Muniz Farias/Prefeitura de Urupema

Sincelo deixou Morro das Torres em Urupema coberto de branco — Foto: Marleno Muniz Farias/Prefeitura de Urupema

Cascata congelou com o frio em Urupema (SC) — Foto: Marleno Muniz/Arquivo Pessoal

Cascata congelou com o frio em Urupema (SC) — Foto: Marleno Muniz/Arquivo Pessoal

Triunfo (PE)

Devido ao seu clima ameno e chuvoso, diferente do clima semiárido predominante no sertão, a cidade é conhecida como “Oásis do Sertão”. O município possui um patrimônio arquitetônico histórico preservado, com construções do século XIX e o Cine Teatro Guarany, construído em 1922 com rochas e óleo de baleia para estabilidade, sendo um cartão postal local.

Triunfo (PE) — Foto: Globo Repórter

Triunfo (PE) — Foto: Globo Repórter

Cine Teatro Guarany, Triunfo, Pernambuco — Foto: Demetrio Jereissati

Cine Teatro Guarany, Triunfo, Pernambuco — Foto: Demetrio Jereissati

Triunfo tem forte ligação histórica com o cangaço. Lampião usava a Casa Grande das Almas, localizada na fronteira entre Pernambuco e Paraíba, como esconderijo para enganar as polícias estaduais.

São Joaquim (SC)

Reconhecida por ser uma das cidades mais frias de SC, além do turismo no inverno, o clima favorece a plantação da maçãs. Foi eleita como capital nacional da fruta em 2019, após um decreto assinado pelo então presidente Jair Bolsonaro. Atualmente, 35% das maçãs do Brasil são produzidas na cidade.

Sexta-feira começou com geada e frio intenso em SC — Foto: Mycchel Legnaghi/São Joaquim Online

Sexta-feira começou com geada e frio intenso em SC — Foto: Mycchel Legnaghi/São Joaquim Online

Geada em São Joaquim, Serra de SC, no verão — Foto: Mycchel Legnaghi/Arquivo pessoal

Geada em São Joaquim, Serra de SC, no verão — Foto: Mycchel Legnaghi/Arquivo pessoal

A plantação de maçãs começou na década de 1970, impulsionada por uma política pública e o investimento de imigrantes japoneses, que trouxeram técnicas e mudas da maçã Fuji, adaptada ao clima da região. A amplitude térmica que pode variar de 5 ºC A 28 ºC é ideal para o cultivo, garantindo frutas mais doces, com melhor coloração e sabor.

Monte Verde (MG)

Localizada na Serra da Mantiqueira, é chamada de “Suíça mineira”. Com apenas 4 mil habitantes, a economia é movimentada pelo turismo de inverno devido ao frio. A cidade chega a receber 300 mil visitantes e por conta desse contexto, entrou em um ranking internacional de melhores destinos do mundo, sendo a única cidade brasileira na lista.

Em Monte Verde, distrito de Camanducaia (MG), os termômetros marcaram menos de 1°C.  — Foto: Nélson Pacheco

Em Monte Verde, distrito de Camanducaia (MG), os termômetros marcaram menos de 1°C. — Foto: Nélson Pacheco

Geada é registrada em Monte Verde, distrito de Camanducaia, MG — Foto: Edson de Oliveira/EPTV

Geada é registrada em Monte Verde, distrito de Camanducaia, MG — Foto: Edson de Oliveira/EPTV

Bom Jardim da Serra (SC)

Conhecida por paisagens como a Serra do Rio do Rastro, com temperaturas abaixo de zero no inverno, é conhecida como capital das águas por ter 35 cachoeiras com pelo menos 10 metros de altura e 14 rios que nascem no município, tornando-se afluentes do Rio Pelotas dentro do próprio território.

Ponto turístico de SC, Serra do Rio do Rastro é interditada por grande quantidade de neve — Foto: Reprodução

Ponto turístico de SC, Serra do Rio do Rastro é interditada por grande quantidade de neve — Foto: Reprodução

Bom Jardim da Serra, na Serra de SC — Foto: Sérgio Felipe Rodrigues/Arquivo Pessoal

Bom Jardim da Serra, na Serra de SC — Foto: Sérgio Felipe Rodrigues/Arquivo Pessoal

Por conta da vegetação praticamente intocada, a cidade também atrai turistas interessados em atividades ao ar livre, já que a topografia com cânions e mirantes proporcionam vistas que reforçam a imagem da cidade como um verdadeiro “jardim” na serra.

Piatã (BA)

Cachoeira do Chochó é a segunda mais visitada em Piatã (BA). — Foto: Açony Santos

Cachoeira do Chochó é a segunda mais visitada em Piatã (BA). — Foto: Açony Santos

Localizada na Chapada Diamantina, a 1.268 metros de altitude, é a cidade mais fria do Nordeste, com temperaturas que podem chegar a cerca de 10°C no inverno e até 2°C em alguns momentos. Uma curiosidade sobre Piatã é a existência de pinturas rupestres no município. Elas ficam no sítio arqueológico da Serra do Gentil e são registros pré-históricos datados do período paleolítico, com aproximadamente 10 a 12 mil anos de idade.

Urubici (SC)

Fica na cidade o Morro da Igreja, conhecido por ser o ponto mais frio do país, onde em 1996 foi registrado -17,8ºC. No local, está a Pedra Furada, uma formação rochosa em formato de janela que se tornou um dos cartões-postais do município.

Pomar congelado em Urubici (SC) — Foto: Gabriela Salvador/Reprodução

Morro de Igreja, em Bom Jardim da Serra, amanhace com 0ºC — Foto: Lucas Neves/Divulgação

Morro de Igreja, em Bom Jardim da Serra, amanhace com 0ºC — Foto: Lucas Neves/Divulgação

Para chegar até ela, é preciso agendamento, pois o acesso ao local é controlado pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio). O tempo máximo de permanência no mirante é de 15 minutos, e o horário recomendado para visitação é entre 10h e 15h para evitar neblina.

Campos do Jordão (SP)

Apelidada de “Suíça Brasileira”, é a cidade mais fria de São Paulo e um destino popular no inverno. Ganhou o apelido por conta da arquitetura com influência europeia (especialmente estilo enxaimel alemão). Seu clima frio foi considerado o melhor do mundo segundo o Congresso de Climatologia de Paris em 1957.

Imóveis de Campos do Jordão — Foto: Rosanetur

Imóveis de Campos do Jordão — Foto: Rosanetur

Moradores de Campos do Jordão já registraram neve — Foto: Arquivo Pessoal/Edmundo Rocha

Moradores de Campos do Jordão já registraram neve — Foto: Arquivo Pessoal/Edmundo Rocha

A cidade foi importante centro de tratamento para tuberculose no início do século XX, com sanatórios construídos para aproveitar seu clima favorável para doenças pulmonares. Com o avanço da medicina, a vocação turística da cidade se consolidou a partir da década de 1950.

g1.globo

Vitória do Sintepe e da negociação na Alepe: aprovado reajuste da educação e a progressão na carreira

A Assembleia Legislativa aprovou o Projeto de Lei Complementar nº 2968/2025, que promove o reajuste do salário de trabalhadores e trabalhadoras em educação da rede pública estadual com percentuais entre 6,27% e 8,38%. Além disso, define o início da avaliação anual de desempenho, garantindo mecanismos de progressão na carreira e assegurando ganhos financeiros. O texto do projeto de lei foi negociado entre o Sintepe (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco) e o Governo do Estado durante quase quatro meses, mas estava travado na Assembleia Legislativa pela ausência da bancada governista, que impedia o quórum para votações. Hoje (9), após o diálogo e a pressão da categoria, a bancada do Governo compareceu ao Plenário e aprovou o texto.

“Esta aprovação significou a vitória da valorização profissional, da escola pública e significou que venceu o diálogo. Esta é uma lição para os poderes constituídos que, diante de divergências, é preciso haver diálogo”, ressaltou a presidenta do Sintepe, Ivete Caetano. “Perdeu quem quis fazer do projeto de lei da educação um objeto de negociação e ganhou a escola pública e o povo pernambucano. Educação pública é um direito que precisa ser colocado nas mais altas prioridades”, completou.  A partir da vigência da nova Lei, o piso salarial dos professores, com jornada de 200 horas-aula mensais, passa a ser de R$ 4.867,77 para quem ganha abaixo deste valor. Para o restante da categoria, haverá reajuste que variam entre 6,27% e 8,38%.

Outro ponto central da Lei é a garantia da progressão, promovendo o desenvolvimento funcional da categoria. O processo de avaliação de desempenho, que será anual e regular, terá início em janeiro de 2026, com efeitos financeiros a partir de dezembro do mesmo ano. A legislação contempla servidores da ativa e aposentados, dentre os quais, muitos terão progressão automática por cada 10 anos de efetivo exercício e progressão por titulação. O texto também trata de migração de jornada de trabalho de 30 para 40 horas semanais para servidores das carreiras administrativas da Educação, como Analistas, Assistentes e Auxiliares. O Projeto de Lei aprovado segue agora para a sanção da governadora para que o reajuste seja efetivado na folha de pagamento agora de junho, conforme acordo do poder executivo com o Sintepe. Para o Sindicato, a aprovação do PLC 2968/2025 é uma vitória da mobilização da categoria, que negociou duramente o texto com o Governo Estadual. “O Sindicato seguirá atento, acompanhando a efetiva implementação das medidas e lutando para que nenhum direito seja desrespeitado”, concluiu a presidenta do Sintepe, Ivete Caetano.

sintepe.org.br

Maidê Mahl comemora avanços em sessões de fisioterapia: “Sozinha”

Maidê Mahl segue publicando as sessões de fisioterapia e comemorando os avanço. Neste sábado (7/6), a atriz mostrou que está evoluindo e que já está correndo sozinha na esteira. “E quase 30 minutos de esteira sozinha”, escreveu a artista, mostrando que estava com mais de 28 minutos na esteira. Ela ainda aproveitou para mostrar outros exercícios. Recentemente, Maidê explicou por que ainda não mostrou o rosto na web.“A pergunta é: por que você não aparece por completo? Gente, eu ainda não me sinto à vontade. Estou trabalhando questões emocionais. Mas em breve voltarei por completo. Agradeço desde já o apoio, a colaboração, o amor e carinho de todos. A Mariah (amiga) lê todas as mensagens de vocês para mim. E amo ler e receber cada uma delas. Gratidão a todos. Beijos”, escreveu.

Atriz se comunica “por escrita”

Maide Mahl segue em processo de reabilitação e, de acordo com Mariah, está se comunicando pela escrita. A amiga da atriz publicou um vídeo no Instagram para atualizar o estado de saúde dela e explicou o principal motivo da famosa ainda não ter mostrado o rosto.

“A Maidê, hoje, não está aqui — o que muitos se perguntam, né? ‘Por que ela não aparece? Por que não mostra o rosto?’ — porque está em um processo de reabilitação. Neste momento, ela se comunica principalmente por escrita. A linguagem falada ainda é um pouco limitada. Por isso, sou eu quem estou aqui”, explicou. Mariah explicou que, após um período em casa, Maidê voltou ao hospital em abril por recomendação médica, já que há perspectivas de avanços no tratamento. “É um caminho com altos e baixos. Mas é possível. E a gente está trabalhando essas possibilidades com muito carinho e força”, declarou. Por fim, a amiga demonstrou esperança com o tratamento de Maidê e relembrou que ela passou por momentos complicados após ser encontrada com ferimentos graves. “Tenho certeza de que, muito em breve, vocês não vão mais ver só a Mariah aqui falando — mas sim a própria Maidê”, encerrou.

metropoles

Jessika Alves fala sobre sucesso relâmpago e bastidores da série mais vista da semana

A atriz Jessika Alves dá um passo ousado em sua carreira ao protagonizar A Vida Secreta do Meu Marido Bilionário, a primeira série nacional gravada inteiramente no formato vertical, disponível na plataforma ReelShort. No papel da doce e determinada Nathália Queiroz, a artista mergulha em um projeto inovador que une agilidade, emoção e consumo direto em qualquer lugar.

“Eu fico feliz de fazer parte de algo novo”, afirma Alves, ao relembrar como surgiu o convite, em entrevista à CARAS Brasil. A proposta chegou logo após as gravações de Reis, novela da Record na qual atuou nas duas últimas temporadas.Em meio ao Carnaval, enquanto o Brasil festejava na Sapucaí, ela trocava o samba pelos estudos de uma nova personagem: “Esse ano, enquanto todos estavam na Sapucaí, eu estava fazendo o que mais amo: trabalhando, mergulhada no estudo de uma nova personagem”.A rápida preparação não impediu que a atriz entregasse uma interpretação sensível e cativante de Nathália, uma jovem que amadurece ao longo da trama, sem perder sua essência generosa. “A Nathália é uma menina doce, sonhadora e justa. Mesmo sendo a típica heroína, ela não é bobinha. Vai atrás do que precisa e não tem medo do trabalho ou de se sacrificar para isso”, destaca Jessika.A conexão emocional com a personagem foi fortalecida por um laço que atravessa o roteiro e a vida real: a relação com a mãe. “Ela tem um propósito muito forte que é ajudar a mãe. Entender essa motivação não foi difícil para mim, pois também tenho uma ligação muito forte com a minha mãe.”Sobre o formato inovador, Jessika demonstra entusiasmo com as possibilidades que a verticalidade do conteúdo oferece. “Quando soube do projeto, eu não estava familiarizada com esse tipo de conteúdo, então foi uma aposta que deu muito certo! Acredito que esse é um novo mercado que está chegando no Brasil e tem tudo para crescer”, explica, destacando a praticidade do consumo mobile. Com mais de 100 milhões de visualizações em apenas três dias, a série já se mostra um marco no streaming nacional. O sucesso não surpreende a atriz, que enxerga nas séries verticais uma nova fronteira para a ficção. “Acredito que público e demanda para essas produções já existem, isso é um fato. É apenas uma questão de tempo até aumentarmos as produções”, projeta.

caras

Banana caramelada: teste o docinho clássico em casa

 Sobremesas tradicionais são aquelas que lembram o tempo da infância, quando os ingredientes eram mais simples e naturais. Doces feitos com frutas são os mais clássicos e fáceis de fazer. Por isso, o Guia da Cozinha selecionou uma receita de banana caramelada que vai fazer muito sucesso na sua casa!

Com uma casquinha crocante de caramelo por fora e um recheio muito cremoso, o doce vai entrar para a sua lista de favoritos. Além do sabor, os preparos são práticos e ficam prontos em só 1 hora! Passe um café fresquinho e sirva os docinhos que vão deixar a família com água na boca!

Confira as instruções abaixo:

Banana caramelada
Tempo: 1h

Rendimento: 24 unidades

Dificuldade: fácil

Ingredientes: 
1 e 1/2 xícara (chá) açúcar refinado
1 e 1/2 xícara (chá) de açúcar cristal
1 e 1/2 xícara (chá) de água
3 colheres (sopa) de vinagre branco
2 claras
1/2 xícara (chá) de maisena
1/2 xícara (chá) de farinha de trigo
1/2 xícara (chá) de água
1 colher (sopa) de fermento em pó
6 bananas
Óleo para fritar
Modo de preparo:
Corte as bananas em rodelas não muito grossas e reserve.
Em uma panela, leve ao fogo os dois tipos de açúcar, o vinagre e 1 xícara (chá) de água.
Logo depois, deixe até a calda ficar em ponto de vidro ou bala dura.
Na batedeira, bata as claras em neve, junte a maisena, a farinha, a água restante e o fermento.
Assim, passe a banana nessa massa e frite no óleo.
Em seguida, passe na calda e coloque numa assadeira untada com margarina para esfriar.
Sirva depois que estiver morna.

terra

Marina Silva revela preocupação com “ambiente bélico” mundial pré-COP30

  A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, fez um alerta nesta quinta-feira (24) sobre os desafios que antecedem a COP30, que será realizada no Brasil em pouco mais de seis meses. Durante uma palestra na faculdade FIA Business School, na zona oeste de São Paulo, a ministra demonstrou preocupação com o cenário internacional, classificado por ela como um “ambiente bélico”, que estaria minando os esforços globais de combate às mudanças climáticas. Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, critica o gasto de recursos com conflitos mundiais durante palestra em São Paulo.

“O contexto pré-COP é complexo e desfavorável. Um ambiente bélico, de guerras, mina recursos que poderiam estar sendo direcionados para o combate às mudanças climáticas. Isso é muito perigoso para os grandes problemas que precisamos enfrentar”, afirmou.

A ministra apontou, ainda, que a crise do multilateralismo — ou seja, a dificuldade de cooperação entre países — ameaça o sucesso da COP30. “Mesmo com todas as dificuldades, a COP será vitoriosa se conseguir fortalecer o multilateralismo climático”, disse ela. Marina também defendeu que a conferência seja uma oportunidade de reverter a fragmentação política internacional e de reafirmar compromissos concretos em prol da preservação da vida no planeta.

“Temos que construir uma ambiência favorável, mesmo num cenário desfavorável”, disse, destacando que o Brasil tem atuado com protagonismo ao apresentar um Plano Clima ambicioso, com metas de mitigação e adaptação e compromisso de não ultrapassar o limite de 1,5°C no aumento da temperatura média global.

“O desafio agora é implementar. Todos os países terão que trabalhar dobrado para dar conta do recado”, concluiu.

Tici Pinheiro usa bolsa Kelly da Hermés de R$ 300 mil: herança

  Ticiane Pinheiro usou nada menos que três looks na quinta-feira (5), para eventos diversos. Um terno vermelho para apresentar o “Hoje em Dia”; um vestido marrom com a caríssima bolsa míni Kelly laranja, da Hermés; e vestido de tricô e crochê, em preto e branco, da marca LED. Vamos falar dos três looks, mas a bolsa laranja da Hermès, de couro de crocodilo, chamou a atenção e virou foco das atenções com o look marrom. É uma das bolsas da apresentadora que comprou há vários anos e que pretende deixar de herança para as filhas. Em entrevista à revista “Marie Claire”, em 2016, durante um desfile da grife Água de Coco, no SPFW, ela confessou sua paixão por bolsas e citou essa usada na festa de aniversário de Isabella Fiorentino.”Já cometi várias loucuras e sou apaixonada por bolsa. Tenho uma míni Kelly de crocodilo laranja. É meu xodó e sei que um dia vou passar para a Rafaella”, explicou em entrevista à revista “Marie Claire”, nove anos atrás, mencionando a única herdeira que tinha na época, filha de Roberto Justus, de quem já estava separada. Depois, casou-se com César Tralli e nasceu a Manoella. Será que vai ter briga entre as irmãs?

Brincadeiras à parte, a bolsa é oferecida no perfil do instagram Front Row Market, por R$ 299 mil ou em 10 x de R$ 33,2 mil. Segundo a página, trata-se de “uma empresa de revenda de itens adquiridos por fornecedores que compraram suas peças nas boutiques das marcas aqui dispostas”.

Veja os looks usados por Tici Pinheiro

Tici Pinheiro
Tici Pinheiro

Tici apresentou o “Hoje em Dia” na quinta-feira (5) com conjunto de blazer e calça oversized, com ênfase nas ombreiras. É trend absoluta dessa e de outras estações, tanto a modelagem quanto a cor e o uso das duas peças juntas. A blusa creme ficou ótima no look. Ticiane Pinheiro seguiu a proposta do look marrom com vestido longo e canelado, deixando o ponto de cor para a bolsa. O restante era preto: blazer e sandália. Ticiane Pinheiro seguiu a proposta do look marrom com vestido longo e canelado, deixando o ponto de cor para a bolsa. O restante era preto: blazer e sandália. Ticiane Pinheiro deu uma passada na inauguração loja fixa Mondepars, da Sasha, após participar da gravação do podcast Laboratório de Moda, da apresentadora Gabb, ao lado de Luciana Gimenez e Maria Braz. Ela usou vestido de franjas em lã mesclada, da LED, que custa R$1.798 e foi desfilado no último SPFW.

terra

Essa cidade no sertão está se tornando o novo xodó do turismo cultural no Brasil

Localizada na Serra da Baixa Verde, Triunfo é uma cidade que se destaca no cenário turístico de Pernambuco por sua abordagem única e autêntica. Com um clima agradável durante todo o ano, a cidade atrai visitantes que buscam uma experiência que une cultura, história e natureza. Triunfo é um destino que oferece mais do que paisagens deslumbrantes; é um convite para mergulhar na rica tapeçaria cultural do sertão. Triunfo é conhecida por seu turismo de experiência, que valoriza a história e as tradições locais. Os visitantes têm a oportunidade de explorar rotas rurais, onde podem observar a produção artesanal de produtos típicos, como a famosa rapadura e a cachaça. Além disso, a cidade é palco de eventos culturais vibrantes, como o Careta de Triunfo, que enriquece o calendário festivo local.

O que faz de Triunfo um destino único?

Triunfo se diferencia por sua combinação de patrimônio histórico e manifestações culturais vivas. A cidade abriga belos casarões coloniais, muitos dos quais foram transformados em pousadas acolhedoras. Entre os pontos culturais, destacam-se o Museu do Cangaço e o Theatro Cinema Guarany, que oferecem um vislumbre da rica história da região.

Para os amantes da natureza, Triunfo oferece trilhas e cachoeiras, além de passeios de pedalinho na lagoa João Barbosa Sitônio. Durante o inverno, as temperaturas podem cair, proporcionando um clima ameno e agradável. Este ambiente natural, aliado à cultura local, faz de Triunfo um destino ideal para quem busca experiências autênticas e sustentáveis.

Como Triunfo promove o ecoturismo esportivo?

Triunfo também atrai os entusiastas de esportes ao ar livre. As trilhas e cachoeiras são ideais para a prática de trekking e caminhada. Os visitantes podem desfrutar de passeios de bicicleta pelas paisagens rurais, explorando a geografia variada da região. Além disso, a lagoa João Barbosa Sitônio é perfeita para atividades de lazer aquáticas, como o pedalinho, que proporciona uma forma divertida e relaxante de apreciar a natureza local. Triunfo adota um modelo de turismo que valoriza a sustentabilidade e a inclusão social. A cidade incentiva a participação da comunidade local no desenvolvimento turístico, promovendo a economia local e garantindo que os visitantes tenham uma experiência genuína. Os roteiros turísticos são frequentemente guiados por moradores, o que enriquece a experiência dos visitantes. Além disso, Triunfo colabora com universidades e instituições culturais para formar profissionais na área de turismo, fortalecendo a economia local. Eventos culturais, como o Festival de Cinema e a Festa do Estudante, são fundamentais para a agenda cultural da cidade, atraindo visitantes e movimentando a economia.

Quais são as curiosidades sobre Triunfo?

  • Triunfo é o município mais alto de Pernambuco, com mais de 1.000 metros de altitude.
  • Foi pioneira no interior do estado ao introduzir cinema, energia elétrica e telefone.
  • O carnaval de Triunfo é famoso por suas caretas mascaradas que desfilam pelas ruas históricas.
  • A cidade faz parte da Rota do Cangaço, com locais históricos ligados a Lampião.
  • Ofícios tradicionais, como o bordado e a marcenaria, ainda são mantidos por muitas famílias locais.

Triunfo continua a se afirmar como um destino que oferece mais do que belas paisagens. A cidade proporciona experiências culturais profundas, enraizadas na história e nas tradições do sertão pernambucano, tornando-se um exemplo de turismo sustentável e inclusivo.

lance.com.br

O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA

E O VERBO SE FEZ CARNE
Jesus sob o Olhar do Apóstolo do Amor

O QUE ESTUDAREMOS?
A expressão “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”, pronunciada por Jesus Cristo em João 14.6, sintetiza a essência da fé cristã e fundamenta a compreensão sobre o relacionamento do homem com Deus. Nesta lição, exploraremos profundamente o significado espiritual e prático dessas palavras, destacando como Jesus se apresenta não apenas como uma rota segura até Deus, mas também como a expressão plena da verdade divina e a fonte inesgotável da vida eterna. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.

TEXTO ÁUREO
D. A. Carson diz que Jesus é o caminho para Deus, precisamente porque ele é a verdade de Deus (1.14) e a vida de Deus (1.4; 3.15; 11.25). Jesus é a verdade porque incorpora a suprema revelação de Deus. Ele próprio é a exegese de Deus (1.18) e é corretamente chamado de Deus (1.1,18; 20.28). Jesus é a vida (1.4), aquele que tem vida em si mesmo (5.26), a ressurreição e a vida (11.25), o verdadeiro Deus e a vida eterna (1Jo 5.20). Somente pelo fato de Jesus ser a verdade e a vida, é que ele pode ser o caminho para Deus. Tomás à Kempis lança luz sobre essas palavras de Jesus quando escreve: Sigam-me. Eu sou o caminho e a verdade e a vida. Não é possível andar fora do caminho, não é possível conhecer fora da verdade, não é possível viver fora da vida. Eu sou o caminho pelo qual vocês devem andar; a verdade em que vocês devem crer; a vida na qual vocês devem pôr por esperança. Eu sou o caminho inerrante, a verdade infalível, a vida infindável. Eu sou o caminho reto, a verdade absoluta, a vida verdadeira, bendita, não criada. Se vocês permanecerem no meu caminho conhecerão a verdade, e a verdade os libertará, e tomarão posse da vida eterna.

VERDADE PRÁTICA
A imagem de Jesus Cristo como o caminho, a verdade e a vida reforçam a nossa fé e consolida a nossa comunhão com Deus. Vamos movimentar a classe? Apliquem essa atividade dinâmica denominada “Caminho, Verdade e Vida”
Objetivo: Aplicar João 14.6 de forma pessoal e prática.
Tempo: 5 minutos
Material: 1 cartão por aluno (ou folha dividida em três partes)
Instruções:
1. Divida o cartão em três partes e escreva: Caminho, Verdade, Vida.
2. Peça aos alunos que respondam:
• Caminho: O que preciso alinhar em minha jornada com Deus?
• Verdade: Que engano preciso abandonar?
• Vida: Estou, de fato, vivendo uma nova vida em Cristo?

I. CONSOLO E PROMESSA DO SENHOR JESUS
1. 1. O Caminho, a Verdade e a Vida.
A LIÇÃO DIZ: O Senhor fez um discurso de despedida no capítulo 14 que se inicia em João 13.31. Nesse discurso, Ele confere consolo aos discípulos ao afirmar que, após a sua morte, não estariam sozinhos.
Vamos entender a estrutura do texto bíblico:
A temática do capítulo 13 é de natureza variada. Ao contrário, os capítulos 14, 15, 16 e 17 têm, cada um, um tema central. A nota predominante do capítulo 14 é de conforto (“Que o coração de vocês não fique mais perturbado”); a do capítulo 15 é de admoestação (“permaneçam em mim… amem uns aos outros… também testemunhem”); e, a do capítulo 16, de profecia (“Eles os expulsarão das sinagogas”), enquanto o capítulo 17 contém a oração sacerdotal, famosa por sua simplicidade e ternura. Vamos entender um pouco do contexto: As palavras do Dias Lopes resumem bem: “Jesus estava se despedindo dos seus discípulos. Aquela era a quinta-feira do Getsêmani, a quinta-feira do suor de sangue, a quinta-feira da traição de Judas, a quinta-feira da negação de Pedro, a quinta-feira da prisão de Jesus.” Muita coisa estava acontecendo ao mesmo tempo.
1.2 Consolo num cenário de angústia.
A LIÇÃO DIZ: É evidente que Jesus estava angustiado (Jo 12.27; 13.21). O nosso Senhor tinha plena consciência de que estava aproximando-se a hora da sua entrega nas mãos dos homens; em breve seria crucificado, morto e sepultado. Contudo, surpreendentemente, mesmo neste contexto de dor, Jesus dirige-se aos seus discípulos com o intuito de confortá-los (Jo 14.1). A história pelo prisma de nosso salvador: D. A. Carson diz que é Jesus quem está se dirigindo para a agonia da cruz; é Jesus quem está profundamente perturbado no coração (12.27) e no espírito (13.21); todavia, nessa noite das noites, o momento crucial de todos os tempos que seria apropriado para os seguidores de Jesus lhe darem apoio emocional e espiritual, ele ainda é o único que se doa, que conforta e que instrui. A história pelo prisma dos discípulos: William Hendriksen diz que os discípulos estavam: a) tristes, em razão da iminente partida de Cristo e da esmagadora solidão que os atingia; b) envergonhados, em razão do egoísmo que haviam evidenciado, perguntando quem era o maior entre eles; c) perplexos, em razão da predição de que Judas trairia Jesus e Pedro o negaria e os demais ficariam dispersos; d) vacilantes na fé, pensando: “Como o Messias pode ser alguém que será traído?”; e) angustiados, diante das aflições, açoites, perseguições, prisões e torturas que enfrentariam pela frente.
Jesus conforta os seus discípulos:
O texto bíblico diz:
Que o coração de vocês não fique angustiado; vocês creem em Deus, creiam também em mim. (Jo 14.1 NAA). O verbo grego tarassō, traduzido como “turbar”, significa literalmente “agitar”, como na movimentação das águas do tanque de Betesda (Jo 5.7), mas também descreve perturbação emocional intensa (Mt 2.3; Jo 11.33). Jesus, como sempre, conhecia o coração dos discípulos. Sabia de sua angústia, confusão e medo. Mesmo enfrentando Sua própria agonia, o Salvador compassivo sentiu a dor deles e buscou consolá-los (Is 53.3–4; Hb 4.15). A seguir, Jesus acrescenta: “Credes em Deus, crede também em mim.” Essa afirmação coloca Cristo em igualdade com o Pai como objeto de fé. Ele está chamando os discípulos à confiança contínua. A fé em Cristo é o remédio para a doença do coração turbado.
1.3 Uma promessa gloriosa.
A LIÇÃO DIZ: Jesus declarou que o caminho de Deus leva às moradas celestiais preparadas para os seus seguidores. A expressão “casa de meu Pai” refere-se ao Céu, um lugar com muitas habitações para os fiéis em Cristo (Jo 14.2). Esta realidade espiritual futura proporciona uma esperança gloriosa para os santos. A Igreja de Cristo vive na expectativa do retorno do nosso Senhor. Apesar dos tempos trabalhosos pelos quais passamos, a promessa do “Arrebatamento da Igreja” alegra e anima os corações dos fiéis. Neste sentido, podemos já experienciar um pouco do que nos aguarda no Céu.
A Bíblia nos diz:
Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu já lhes teria dito. Pois vou preparar um lugar para vocês. (Jo 14.2 NAA). Na casa de meu Pai há muitos aposentos; se não fosse assim, eu lhes teria dito. Vou preparar-lhes lugar. (Jo 14.2 NVI). Na casa do meu Pai há muitos quartos, e eu vou preparar um lugar para vocês. Se não fosse assim, eu já lhes teria dito. (Jo 14.2 NTLH). A expressão “casa de meu Pai” é uma das formas de se referir ao céu, descrito nas Escrituras como:
• um país, por sua vastidão (Hb 11.16);
• uma cidade, por seu grande número de habitantes (Hb 12.22);
• um reino, pois Deus é o Rei soberano (2 Tm 4.18; Dn 4.37; Mt 11.25; At 17.24);
• um paraíso, pela sua beleza indescritível (Lc 23.43; 2 Co 12.4; Ap 2.7);
• um lugar de descanso, onde os redimidos estarão livres da luta contra o pecado, Satanás e o mundo (Hb 4.1–11; Jo 15.19; 17.14).
As “moradas” mencionadas por Jesus não devem ser entendidas como construções isoladas, como se o céu fosse um gigantesco conjunto habitacional. A imagem evoca a prática, comum em Israel, de um pai expandir sua casa para acolher seus filhos e suas famílias. Em termos modernos, poderíamos compará-las a quartos ou apartamentos dentro de uma ampla e acolhedora casa. A ênfase está na intimidade com Deus. João escreveu no livro de Apocalipse: “o tabernáculo de Deus está com os homens; com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles” (Ap 21.3). Uma vez que o céu é a casa do Pai, deve ser um lugar de amor e alegria. Quando o apóstolo João tentou descrever o céu, por pouco não lhe faltaram símbolos e comparações (Ap 21-22) ! Por fim, apresentou uma lista das coisas que não estarão lá: morte, tristeza, choro, dor, noite etc. Será um lar maravilhoso e desfrutaremos dele para sempre. A promessa de Jesus: “voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” refere-se ao arrebatamento da Igreja (1 Co 15.51–54; 1 Ts 4.13–18; Ap 3.10). A ausência de qualquer menção ao juízo final indica que Ele não está falando aqui da Sua segunda vinda em glória para julgar o mundo e estabelecer o Reino milenar (cf. Mt 24.29–44; 25.31–46; Ap 19.11–15), mas da ocasião em que virá buscar os fiéis para si mesmo.
As diferenças entre o arrebatamento e a segunda vinda são significativas:
• No arrebatamento, Jesus vem pessoalmente buscar os crentes (Jo 14.3); na segunda vinda, Ele envia os anjos para reunir os eleitos (Mt 24.30–31).
• No arrebatamento, os crentes sobem para estar com Cristo; na segunda vinda, eles descem com Ele (Ap 19.8,14).
• No intervalo entre esses dois eventos, a Igreja participará das bodas do Cordeiro (Ap 19.7–10) e do tribunal de Cristo, onde cada crente será recompensado (1 Co 3.10–15; 4.5; 2 Co 5.10).
Assim, a esperança do céu e da volta de Cristo é um consolo poderoso para todos os que confiam em Sua promessa. Cristo não apenas partiu, mas garantiu que voltará para estar eternamente com os que são seus.

II. DÚVIDAS, INCERTEZAS E ENGANOS NO CAMINHO COM CRISTO
2.1 A dúvida de Tomé.
A LIÇÃO DIZ: No versículo 5, encontra-se a incerteza do discípulo Tomé: “como podemos saber o caminho?”. Neste Evangelho, Tomé é retratado como um discípulo fiel, corajoso, que tinha um profundo amor por Jesus, e teve a coragem de manifestar as suas dúvidas (Jo 14.5). Este episódio ilustra que durante a nossa caminhada com Cristo, não é incomum que surjam dúvidas.
O texto bíblico nos diz:
Vocês conhecem o caminho para onde vou. Disse-lhe Tomé: “Senhor, não sabemos para onde vais; como então podemos saber o caminho?” (Jo 14.4,5 NVI). Jesus estava dizendo aos discípulos que eles já conheciam o caminho para chegar ao Pai, pois eles O conheciam, e Ele mesmo é o caminho. Jesus já havia revelado, ao longo de seu ministério, que Ele era o único acesso ao Pai (Jo 10.9; 12.44–45). Mesmo sem entender tudo, os discípulos já haviam recebido as verdades essenciais.
Dois pontos que merecem destaque:
• Mesmo em meio à confusão, podemos ser sinceros com Deus. Tomé não fingiu entender o que não compreendia. Ele falou com honestidade, e essa sinceridade abriu espaço para uma das declarações mais poderosas de Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” Deus honra corações que perguntam com humildade.
• Conhecer a Jesus é conhecer o caminho. Os discípulos já sabiam mais do que imaginavam, pois caminhavam com Aquele que é o próprio caminho. Da mesma forma, não precisamos saber todos os detalhes do futuro, se confiamos em quem vai à nossa frente. Ter Jesus é ter direção.
2.2 As incertezas de Pedro e Filipe.
A LIÇÃO DIZ: O Evangelho de João revela que Pedro não compreendia totalmente sobre o lugar que Jesus mencionava para onde estava indo (Jo 13.36). No capítulo seguinte, Filipe pede a Cristo que lhe mostre o Pai (Jo 14.8). É notável que, tal como Tomé, Pedro e Filipe ainda não tinham as suas questões esclarecidas por Jesus. Eles também enfrentaram incertezas. Não somos diferentes deles; certamente haverá momentos em que nos sentiremos semelhantes a Tomé, Pedro e Filipe. Porém, devemos aprender a escutar o Senhor Jesus Cristo. A presença desses questionamentos no coração dos discípulos não deve ser vista como simples fraqueza, mas como parte do processo humano de amadurecimento da fé. Pedro, Filipe e Tomé tinham caminhado com Jesus, ouvido seus ensinamentos e presenciado seus milagres. Ainda assim, à medida que se aproximava a hora da cruz, eles se mostravam vulneráveis, confusos e temerosos. Não somos diferentes daqueles primeiros discípulos. Também enfrentamos noites escuras da alma, períodos de dúvida, angústias e perguntas sem resposta. Há momentos em que nos identificamos com a ousadia impulsiva de Pedro, com a insegurança de Filipe ou com a honestidade perplexa de Tomé. Portanto, o convite de Jesus a seus discípulos, continua atualíssimo: “Credes em mim”. Crer apesar das adversidades, duvidas e intempéries da vida.
2.3 O engano de Judas Iscariotes.
A LIÇÃO DIZ: Em João 13 é revelado que nosso Senhor anunciou que um dos seus discípulos iria traí-lo (Jo 13.21,22). Essa pessoa era Judas Iscariotes, seu discípulo. Ele acompanhou Jesus, mas não conseguiu interiorizar os seus ensinamentos e, por isso, não depositou fé suficiente no Filho de Deus. Assim sendo, traiu-o e vendeu-o por 30 moedas de prata (Jo 13.25-27). O texto de João 13.25–27 descreve o momento em que Satanás entra em Judas. Essa expressão é o ponto culminante de um processo de decadência espiritual. Judas havia, por muito tempo, endurecido o coração à verdade, e agora estava entregue ao domínio do maligno. Seu erro fatal foi tratar Jesus como útil, e não como Senhor. Judas enxergava no Mestre uma oportunidade; talvez de poder, status ou lucro, mas não o reconhecia como o Cordeiro de Deus.
Proximidade física não garante intimidade espiritual. Estar entre os discípulos, participar da igreja e conhecer a doutrina não é o mesmo que amar a Cristo. Judas nos ensina que é possível fazer parte da estrutura externa da fé sem ter uma fé verdadeira.
A incredulidade pode habitar disfarçada dentro da religiosidade. Judas ouviu a verdade todos os dias, mas resistiu em crer com sinceridade. A fé genuína não é apenas uma resposta intelectual, mas uma rendição do coração.
Satanás encontra espaço onde Cristo não é entronizado. O texto afirma que o diabo entrou em Judas (Jo 13.27). Quando um coração rejeita Cristo, se torna vulnerável ao domínio do mal.

III. CAMINHO, VERDADE E VIDA
3.1 “Eu Sou o Caminho.”
A LIÇÃO DIZ: Como analisado em lições anteriores, a expressão “Eu Sou” representa um título que revela a natureza divina de Jesus (Jo 6.48; 8.12; 10.9; 10.11; 11.25; 15.1). Assim, quando o nosso Senhor afirma “Eu sou o caminho”, está declarando que Ele é o acesso singular, exclusivo e único ao Pai. Portanto, não é possível conhecer a Deus e ter comunhão com Ele fora de Jesus. No Evangelho de João, Jesus afirma com clareza: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6). Essa declaração, por si só, desmorona toda tentativa de colocar o cristianismo ao lado das demais religiões como mais uma opção válida no mercado espiritual. Jesus não disse ser um dos caminhos, uma das verdades, ou uma das formas de vida espiritual. Ele afirmou ser o único meio de acesso ao Pai.
A estrutura do argumento é inescapável:
Se o cristianismo é verdadeiro, então todas as outras religiões são falsas, pois negam que Jesus seja o único Salvador.
Se as outras religiões são verdadeiras em sua essência, então o cristianismo é falso, pois Jesus declarou exclusividade absoluta. Não há espaço para meio-termo. A lógica da exclusividade cristã não permite harmonizações sincretistas. Ou Cristo é tudo, ou Ele é uma fraude.
3.2 “Eu Sou a Verdade.”
A LIÇÃO DIZ: Jesus não é apenas uma parte ou fração da verdade, mas sim toda a verdade em si mesma. De forma clara, o Evangelho de João realça que a verdade suprema se revelou através da encarnação do Senhor Jesus Cristo. Assim sendo, a verdade absoluta, imutável e incondicional encontra-se plenamente expressa em Cristo.
Pontos que devemos considerar:
• A verdade é uma pessoa, não uma opinião. A sociedade diz “você tem a sua verdade e eu tenho a minha.” Mas Jesus não é uma opinião. Ele é a realidade última, o padrão eterno de tudo o que é certo.
• A verdade liberta, mas também confronta. Jesus disse: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8.32). Mas antes de libertar, a verdade revela o erro, expõe o pecado e derruba os ídolos. Por isso, é rejeitada por quem prefere a ilusão da autonomia espiritual.
• A verdade não muda. Ideologias passam, culturas mudam, tendências religiosas se reinventam. Mas Jesus, a verdade encarnada, permanece o mesmo (Hb 13.8). Nossa fé está firmada numa verdade que não se adapta, mas transforma o homem e a cultura.
3.3 “Eu Sou a Vida.”
A LIÇÃO DIZ: A vida mencionada aqui não diz respeito à existência física ou ao sopro vital, mas à vida que contrapõe à morte espiritual por meio da vida eterna concedida por Jesus. Refere-se à verdadeira vida espiritual obtida pela obra redentora realizada no Calvário (Jo 19.30). Diferentemente de filósofos, moralistas ou fundadores de religiões, Jesus não veio simplesmente ensinar como viver melhor. Ele veio dar a vida (Jo 10.10) e mais do que isso, declarar que Ele é a própria vida. A vida prometida por Jesus não começa após a morte, ela já se inicia com o novo nascimento. “se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” (2Co 5.17 NAA).

CONCLUSÃO
Durante esta lição, vimos que os discípulos enfrentaram dúvidas e angústias, assim como nós enfrentamos. Ainda assim, Jesus os consolou com sua presença e lhes apresentou uma esperança firme: estar com Ele para sempre. Ele não apenas aponta o caminho, Ele é o próprio caminho. Ele não apenas ensina a verdade, Ele é a verdade. Ele não apenas concede vida, Ele é a vida.
A fé cristã não é uma entre muitas. É a única que tem em seu centro o próprio Filho de Deus. Crer em Cristo é ter direção, certeza e plenitude. Fora dele não há salvação, não há conhecimento de Deus e não há vida verdadeira.

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DAVI: FORJADO PELO TEMPO

DAVI: DE PASTOR DE OVELHAS A REI DE ISRAEL
Fé e Ação em Meio às Adversidades da Vida

                                                                                                                                                                                                                                                   

Nem toda promessa se cumpre de imediato. Há um tempo entre o chamado e o cumprimento, e é nesse intervalo que Deus forja o caráter dos seus escolhidos. Davi foi ungido rei ainda jovem, mas sua coroação só veio anos depois. Por quê? Porque antes do trono, vinha o deserto. Antes da autoridade, o aprendizado. Esta lição nos convida a olhar para o tempo de espera não como atraso, mas como processo. Assim como Davi, precisamos confiar no Deus que nos chamou e saber que, no tempo certo, Ele nos conduzirá ao lugar preparado para nós.

TEXTO PRINCIPAL
Há um tempo certo para cada coisa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu (Ec 3.1 NBV).
No hebraico original, o versículo tem uma estrutura cuidadosa e poética, com paralelismo e organização quiasmática. As duas palavras diferentes traduzidas como “tempo” ganham destaque merecido, elas são:
• זְמָן (zĕmān). Aparece poucas vezes no Antigo Testamento e indica um tempo fixado, designado. Fala da duração ou da estação adequada.
• עֵת (ʿēt). O termo mais comum para “tempo” no AT, usado com o sentido de ocasião oportuna, momento certo para uma ação.
Já a palavra חֵפֶץ (ḥēpeṣ), traduzida como “propósito”, carrega o sentido de intenção, desejo ou plano humano. O texto, então, diz que para cada plano que alguém tem, qualquer assunto da vida, existe um tempo marcado por Deus, que o torna possível ou o impede. E a expressão “debaixo do céu” amplia a ideia de “vida terrena”: é a existência humana como um todo, não limitada a Israel ou à experiência de um povo específico.
Eclesiastes 3.1 não foi escrito sobre Davi, mas sua vida encarna o princípio teológico que esse versículo afirma: Deus determina o tempo de cada coisa, e os homens não podem apressar o plano divino sem sair da vontade do Senhor.

RESUMO DA LIÇÃO
Entre o chamado de Davi e o início de seu reinado houve um grande espaço de tempo no qual ele pôde ser preparado por Deus para tal missão.
Chamado não significa prontidão; é apenas o começo da formação. Muitos acreditam que, quando Deus chama, é porque já estamos prontos. Mas a história de Davi mostra o contrário: ele foi ungido, mas ainda precisava ser moldado. O chamado não entrega um cargo, mas oferece um convite: “Deixe-me formar você.”

I. LONGOS ANOS DE ESPERA E DE PREPARO
1.1 Na espera, aprendizado.
A LIÇÃO DIZ: Davi foi ungido pelo profeta Samuel ainda na adolescência e era perfeitamente natural que muito ainda precisava ser aprendido e amadurecido por ele. As tarefas por ele desempenhadas no campo eram, em complexidade, muito distantes das que um dia assumiria ao sentar-se no trono de Israel. O Senhor nos chama, mas também nos convoca ao preparo, ao amadurecimento e ao tempo de relacionamento com o divino em uma caminhada crescente de intimidade e comunhão. A história de Davi nos apresenta uma verdade essencial da formação espiritual: Deus não apressa seus processos, porque seu foco não é apenas o resultado, mas o tipo de pessoa que seremos quando ele chegar. A pedagogia da espera é o processo formativo pelo qual Deus ensina seus servos por meio do tempo, da aparente demora e das circunstâncias. Não se trata de um tempo aleatório, mas de um método divino de lapidação, onde o caráter é provado, a fé é amadurecida e a dependência de Deus se torna concreta.
1.2 Quando a “vitória” não vem do Senhor.
A LIÇÃO DIZ: Após cortar um pedaço das vestes de Saul, já fora da caverna. Davi jurou lealdade ao rei, reafirmou sua fidelidade e prometeu segurança para com a casa do velho monarca. Como é fácil achar que diante de oportunidades “imperdíveis”, estamos presenciando uma “vitória” enviada por Deus. Mas assim como foi com Davi, precisamos ser sensíveis à vontade do Senhor. Quando Saul voltou de perseguir os filisteus, foi-lhe dito: — Eis que Davi está no deserto de En-Gedi. Então Saul tomou três mil homens, escolhidos dentre todo o Israel, e foi ao encalço de Davi e dos seus homens, nas encostas das rochas das cabras selvagens. Chegou a uns currais de ovelhas no caminho, onde havia uma caverna. Saul entrou nela, para fazer as suas necessidades. Ora, Davi e os seus homens estavam sentados no mais interior da caverna. Então eles disseram a Davi: — Hoje é o dia do qual o Senhor lhe falou: “Eis que eu entrego o seu inimigo nas suas mãos, e você fará com ele o que bem quiser.” Então Davi se levantou e, sem ser notado, cortou a ponta do manto de Saul. Mas depois Davi ficou com dor no coração por ter cortado a ponta do manto de Saul e disse aos seus homens: — O Senhor Deus me livre de fazer tal coisa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele, pois é o ungido do Senhor. (1Sm 24.1-6 NAA).Nem toda oportunidade representa um sinal da vontade de Deus. Em muitos casos, o que parece ser uma ocasião perfeita pode, na verdade, revelar-se uma prova de integridade. Quando Davi encontrou Saul vulnerável dentro da caverna, tudo indicava uma chance legítima de pôr fim à perseguição. Seus companheiros interpretaram a situação como intervenção divina. No entanto, Davi reconheceu que a vontade de Deus jamais se cumpre por meio de ações que violam os princípios do próprio Deus.
Esperar em Deus também é recusar atalhos, mesmo quando eles parecem justos aos olhos humanos. Fé madura sabe que obediência tem freio e renúncia. Quem anda com Deus não força o tempo, nem manipula os meios. Naquele dia, Davi poupou Saul. E ao fazer isso, preservou não apenas a vida do rei, mas a pureza do seu próprio coração diante do Senhor.
1.3 Duas mortes, dois filhos.
A LIÇÃO DIZ: O Monte Gilboa foi o palco de muito sangue derramado: no mesmo dia lá tombaram o rei Saul e seus três filhos. Jônatas, Abinadabe e Malquisua, seu escudo e suas tropas. Diante desse  fim trágico, a postura de Davi foi mais uma demonstração de sua integridade e distinção. O senso comum levaria muitos a comemorar a morte do perseguidor e a possibilidade de alcançar o trono tão almejado, mas não foi assim com o homem segundo o coração de Deus.O Monte Gilboa foi cenário de ruína, mas também de revelação. Ali caiu Saul, o rei desobediente, e com ele seus filhos, entre eles Jônatas, o amigo leal de Davi. A forma como Davi responde a essa tragédia não obedece à lógica humana ou à conveniência política. Era o momento em que qualquer outro homem poderia reivindicar o trono com naturalidade ou mesmo comemorar o fim de um perseguidor. Mas Davi, moldado por outro padrão, escolhe honrar. Ele não festejou o fim, mas compôs um cântico. Não impôs silêncio aos que choravam, mas exigiu silêncio aos que poderiam zombar. Honra, para Davi, não era condescendência. Era fidelidade. Integridade, nesse contexto, significava guardar o coração do veneno da vingança e da autopromoção. O trono poderia esperar. O caráter, não. E por isso, diante do cadáver de um rei falido, Davi permaneceu inteiro. Para o jovem cristão, isso significa aprender a diferenciar vitória de vaidade, e reconhecer que o verdadeiro sucesso é manter a consciência limpa diante de Deus, não apenas ocupar posições.

II. O TEMPO DE DEUS
2.1 Uma trajetória admirável.
A LIÇÃO DIZ: Davi soube esperar o tempo de Deus e foi o protagonista de uma trajetória admirável e inspiradora. Desde o dia em que foi ungido pelo profeta Samuel até o dia em que começou o seu reinado, viveu uma caminhada de muita paciência, aprendizado e serviço. Esses três fatores foram essenciais e, caso não se fizessem presentes, com certeza não teríamos o mesmo resultado: a paciência o fez se desenvolver no tempo certo (Gl 6.9); o aprendizado adquirido adquirir habilidades permitidas à missão que assumiria (Sl 119.73): o serviço lhe deu a prática necessária para desenvolver a excelência.
Três pontos que merecem destaque
• Paciência é a disposição de submeter o tempo da vida ao tempo de Deus. A paciência de Davi revela um coração que sabia que o trono não valeria o preço da precipitação.
• Aprender, na lógica de Deus, não é apenas compreender verdades, mas ser exposto a realidades que revelam quem somos diante dEle. Deus não forma pessoas apenas por instrução, mas por exposição à espera, à perda, ao conflito, ao silêncio. Você quer aprender com Deus?
• Servir é agir sem centralidade em si. É fazer o que precisa ser feito, mesmo quando ninguém está olhando, e especialmente quando não há aplausos. Servir não é um estágio antes de liderar; é parte do conteúdo que sustenta quem lidera. Ou seja, muitos acham que quando estiverem liderando, serão servidos por todos. Ledo engano. Liderar é servir.
2.2 O reino que não terá fim.
A LIÇÃO DIZ: Ungido pelo Senhor. Davi foi um rei que se destacou na história por sua integridade, por praticar uma gestão assertiva, pela dependência divina e viabilizar uma relevância de Israel sobre os demais reinos da época. Além disso, confiou na promessa divina de um reino que não teria fim (Lc 1.32-33): o Reino de Deus. Deus estabeleceu uma aliança com Davi (2Sm 7.16) onde prometeu que o seu reino seria firmado para sempre. A aliança que Deus firmou com Davi em 2 Samuel 7 e 1 Crônicas 17 representa um marco decisivo no plano redentor revelado progressivamente desde o Éden. Diferente de um projeto nacionalista, essa promessa apontava para um reino eterno, encarnado finalmente na pessoa de Jesus Cristo, o Filho de Davi (Lc 1.32–33), em quem todas as promessas de Deus se cumprem (2Co 1.20).A promessa feita a Davi não é um resíduo do Antigo Testamento, mas o fio que conecta a história bíblica ao seu clímax em Cristo. O trono de Davi permanece, não em um herdeiro político, mas em um Rei eterno, ressuscitado e entronizado. Jesus reina. Reinará. E nós, como povo do Reino, vivemos com os olhos no Rei e os pés firmes no presente, anunciando que o governo justo de Deus já começou e não terá fim. Pontos que devemos considerar:
• Esperança firme: A promessa do Reino eterno garante que o mal não terá a palavra final. Mesmo que a história pareça instável, Deus está conduzindo tudo ao desfecho que prometeu.
• Vida coerente com o Reino: Viver à luz do Reino é andar em submissão ao Senhorio de Cristo agora. A ética do Reino futuro deve moldar nossas decisões, nossos relacionamentos e nossas prioridades no presente.
2.3 Um nome a ser lembrado.
A LIÇÃO DIZ: Algo que precisa ser destacado em nossa cosmovisão é o fato de que toda a honra e glória pertence ao nosso Deus (Sl 115.1). Como é bom saber que o principal propósito de nossas vidas é glorificar ao nosso Senhor. Diante de nossos esforços pessoais e projetos, quer sejam de âmbito privado ou coletivo, somos por vezes mencionados e celebrados. Mas jamais esqueçamos de que o que há de mais precioso em nós é fruto dos propósitos do Senhor se cumprindo em nossas vidas. Tudo o que fazemos deve glorificar a Deus (1Co 10.31). Davi é, sem dúvida, uma das figuras mais destacadas das Escrituras. Sua trajetória inspira gerações por sua coragem, sensibilidade espiritual, liderança e profundo temor a Deus. No entanto, por mais notável que tenha sido sua história, o foco último da narrativa bíblica não é exaltar Davi, mas glorificar o Deus que o sustentou, corrigiu, perdoou e cumpriu suas promessas através dele. A fidelidade de Davi, sua coragem diante de Golias, seus salmos e seu governo justo não são monumentos ao mérito humano, mas evidências da graça soberana de Deus atuando em um coração disponível. Davi sabia disso. Por isso, mesmo em seus salmos de vitória, ele sempre devolvia ao Senhor a glória (Sl 18.1–3; Sl 144.1–2). Como nos ensina o salmista: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória” (Sl 115.1). Essa consciência molda uma cosmovisão cristã autêntica: toda conquista legítima, toda realização digna e todo reconhecimento recebido são, em última instância, expressão da bondade de Deus Por isso, ao sermos lembrados, citados ou celebrados em nossos projetos, ministérios, estudos ou realizações pessoais, devemos manter um senso claro de proporção: o que há de mais valioso em nós é aquilo que Deus faz por meio de nós. A glória pertence a Ele, sempre.

III. NA CAMINHADA. TEMPO DE APRENDIZADO
3.1 Kairós e Chronos.
A LIÇÃO DIZ: Essas duas palavras de origem grega nos ajudam a compreender a dimensão de tempo. Em uma tradução simples para o português. ambos significam tempo. Porém, no sentido bíblico, são bem distintos: Chronos faz referência ao tempo subordinado ao relógio, quantitativo, que é marcado a partir dos movimentos de translação e movimentos da Terra. É o tempo que nos orienta na organização do nosso cronograma diário, mensal, anual e assim por diante Já Kairós é o “tempo oportuno” e possui uma natureza qualitativa apontando para o momento adequado de determinado evento/experiência dentro dos propósitos divinos.Muitas vezes ouvimos a frase: “Kairós é o tempo de Deus e Chronos é o tempo do homem”. Apesar de popular, essa explicação não é exatamente correta. Na língua grega, as duas palavras significam “tempo”, mas com sentidos diferentes:
• Chronos se refere ao tempo cronológico, contado pelo relógio e pelo calendário. É o tempo que usamos no dia a dia: horas, dias, anos.
• Kairós significa “tempo certo”, “momento oportuno”. Refere-se ao tempo adequado para que algo aconteça, como um momento específico dentro de um plano. Na Bíblia, essas palavras são usadas em vários contextos e ambas podem se referir ao agir de Deus. Por exemplo, em João 7.6, Jesus diz: “Ainda não é chegado o meu tempo”, e usa a palavra Kairós para se referir tanto ao seu tempo quanto ao tempo dos homens. Portanto, a Bíblia não usa essas palavras como se uma fosse “tempo divino” e a outra “tempo humano”. Também vemos que Chronos pode descrever momentos do plano eterno de Deus, como em Gálatas 4.4: “Vindo a plenitude dos tempos (Chronos), Deus enviou seu Filho”. E Kairós aparece em situações comuns, como quando Jesus fala que não era tempo (Kairós) de figos (Mc 11.13) ou quando alguém crê “por um tempo (Kairós)” (Lc 8.13). Por fim, em Atos 1.7, Jesus ensina que tanto os “tempos” (Chronos) quanto as “épocas” (Kairós) foram determinados por Deus, mostrando que Ele governa sobre todos os tempos, e não apenas sobre um tipo.
3.2 Por que Deus demora tanto para agir?
A LIÇÃO DIZ: Por vezes, nos momentos mais difíceis, fazemos essa pergunta: “até quando?”
A ideia de que Deus atrasa é fruto da nossa limitação humana, não de uma falha divina. A Escritura afirma com clareza: “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a tenham por tardia, mas é longânimo para convosco” (2Pe 3.9). Ou seja, Deus não age fora do tempo certo, Ele age no tempo determinado por Sua sabedoria e propósito. Ele não age com desleixo ou precipitação.
Pontos que devemos considerar:
• Se Deus ainda não agiu, é porque o momento ainda não se completou aos olhos dEle.
• Em vez de medir a fidelidade de Deus pela nossa urgência, devemos alinhar nosso coração ao tempo do céu.
• Deus não se apressa, mas também não falha. O que Ele prometeu, Ele cumprirá na hora certa, da maneira certa e para o propósito certo.
3.3 Como é bom estar no tempo de Deus.
A LIÇÃO DIZ: Quando nos permitimos estar no tempo de Deus, somos agraciados com as vitórias decorrentes desse processo. Há tempo para todas as coisas (Ec 3.1).
Dois pontos para finalizar:
• Segurança no agir. Quem anda no tempo de Deus age sob direção e não por impulso. As decisões deixam de ser guiadas pela ansiedade e passam a ser fruto da obediência. O tempo certo protege da precipitação e preserva da culpa por escolhas mal feitas. Estar no tempo de Deus é saber que se está no lugar certo, fazendo a coisa certa, da forma certa.
• Frutos que permanecem. O que nasce no tempo certo de Deus tem estabilidade. Não se desfaz com o tempo, nem se perde nas mãos. Os frutos produzidos fora do tempo murcham; os frutos gerados na hora exata glorificam a Deus e permanecem.

CONCLUSÃO

A fé madura não força as etapas, nem confunde oportunidade com autorização. Quem está no tempo de Deus caminha com segurança, frutifica com consistência e glorifica ao Senhor em tudo. Assim como Davi, que esperou sem perder a fidelidade, sejamos forjados na espera e constantes na obediência, certos de que o tempo de Deus é sempre o melhor.

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Lula sobre Transposição do Rio São Francisco: “Nós tínhamos que resolver”

Foi anunciada também, durante a cerimônia em Salgueiro (PE), a abertura de chamada pública com orçamento de R$ 10 bilhões para selecionar planos de negócios com investimentos estratégicos para o desenvolvimento econômico e social da Região Nordeste O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu agenda em Salgueiro (PE) nesta quarta-feira, 28 de maio, para acompanhar obras que garantem segurança hídrica a milhões de brasileiros. O compromisso integra a iniciativa do Governo Federal Caminho das Águas, que reúne mais de 70 projetos de infraestrutura hídrica no âmbito do Novo PAC. A jornada começou nesta semana. As obras levam água para abastecimento humano, produção agrícola e desenvolvimento econômico no semiárido.

São 179 anos em que se pensa fazer a Transposição do São Francisco. E por que se pensava? Era para uma coisa simples e sagrada: o objetivo de dar aquilo que Deus dá a todo mundo, um copo de água para beber para 12 milhões de pessoas que viviam no Semi-Árido brasileiro”

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República

Em Pernambuco, Lula participou da assinatura da ordem de serviço, no valor de R$ 491,3 milhões, para duplicar a capacidade de bombeamento de água em todo o Eixo Norte do Projeto de Integração do São Francisco (PISF), na estação de bombeamento intermunicipal EBI3, no Ramal do Salgado. A obra amplia a capacidade de 24,75 m³/s para 49 m³/s, e beneficia 237 municípios e cerca de 8,1 milhões de pessoas nos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Foi anunciada também, ainda durante a cerimônia em Salgueiro (PE), a abertura de chamada pública com orçamento de R$ 10 bilhões para selecionar planos de negócios com investimentos estratégicos para o desenvolvimento econômico e social da Região Nordeste.

O presidente Lula afirmou que, toda vez que visita o Nordeste para inaugurar obras, sente uma sensação de projeto concluído, de uma graça atendida. “Essa obra que estamos fazendo aqui não é uma invenção do Lula, é um desejo do Imperador Dom Pedro II, desde 1846. Se a gente for contar quantos anos se passaram desde 1846, são 179 anos em que se pensa em fazer a Transposição do Rio São Francisco. E por que se pensava em fazê-la? Era para fazer uma coisa simples e sagrada: o objetivo de dar aquilo que Deus dá a todo mundo, que é um copo de água para beber para 12 milhões de pessoas que viviam no Semi-Árido brasileiro. Era apenas isso”, sintetizou Lula.

“E por que eu tomei a decisão de fazer as obras? É porque eu sei o que é ir para um açude sujo pegar água para beber. Eu sei o que é colocar uma água em um pote para assentar, para não tomar ela com caramujo ou com fezes de cabrito, de cachorro, de gato, de cavalo. Eu sei o que é isso. Eu sei o que é tomar água sem tratar, sequer sem filtrar. Então, quando eu cheguei à Presidência da República, eu tinha na mente aquela imagem de gente sofrendo, andando léguas para pegar um pote de água. Eu falei que tínhamos que resolver aquele problema”, pontuou o presidente.

COMPROMISSO — Para o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, a data da assinatura da ordem de serviço para ampliar a capacidade das estações de bombeamento de água é mais que uma cerimônia, mas um compromisso selado com a história, com o presente, com o futuro e com o povo do Nordeste. “Aqui em Salgueiro, no coração do Semi-Árido pernambucano, damos mais um passo para que a Transposição do Rio São Francisco cumpra sua missão integral: ser água para todos, o tempo todo, em todo o Nordeste”, colocou.

“Com essa obra, o povo passa a contar com uma estrutura permanente, previsível e soberana. A água chega quando precisa, a água que sustenta a vida, não apenas a esperança. Essa assinatura que o presidente Lula faz hoje tem peso histórico, porque ela não autoriza só o início de uma obra, ela renova a certeza de que esse país tem um projeto de presente e de futuro. E esse projeto passa invariavelmente por valorizar quem mais precisa e onde mais precisa”, complementou Waldez Góes.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que há um Nordeste antes e depois do presidente Lula. “A gestão anterior paralisou as obras do São Francisco e o Lula está colocando essa obra de pé. O presidente começou em 2007 e precisou voltar para agora, até 2026, entregar esse grande complexo de obras, assim como vai entregar, se Deus quiser, a Ferrovia Transnordestina até o Ceará”, pontuou. ‘1Já a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, celebrou a renovação do compromisso do presidente Lula com o povo nordestino. “É a força de todos nós juntos que tem feito o estado de Pernambuco voltar a crescer”, disse. “E não pode a gente, que tem a honra de ser eleito com o voto do povo, achar que é normal que a gente esteja no século 21 discutindo tantas coisas que tratam de tecnologias, inovações, e gente ainda vê tantas mulheres carregando balde de água na cabeça para poder levar água para suas casas. Isso não é justo e carece muita vontade e decisão política para fazer as coisas de jeito diferente. O presidente Lula decidiu mudar os rumos da história desse povo”, sublinhou a governadora pernambucana.

O prefeito de Salgueiro, Fabinho Lisandro, ressaltou a relevância da obra para a população salgueirense. “Será uma obra de fundamental importância para a vida do nosso povo. Serão 8 milhões de cidadãos nordestinos que passarão a ter segurança hídrica. É verdade que hoje, ainda, vemos as águas passarem mas, com essa segurança, a água chegará para todos e para todas. E o desenvolvimento econômico vem atrelado a isso”, ressaltou.

 

 

 

 

CAMINHO DAS ÁGUAS — A transposição do Rio São Francisco é considerada a maior obra de infraestrutura hídrica do Brasil e da América Latina. Foi idealizada e iniciada no governo do presidente Lula, com a meta de beneficiar 12 milhões de pessoas em 390 municípios e 294 comunidades rurais. O investimento é superior a R$ 8,2 bilhões. O projeto foi oficialmente lançado em junho de 2007, após décadas de debates sobre a necessidade de levar as águas do “Velho Chico” para regiões historicamente castigadas pela escassez de água. Foram iniciadas as principais frentes de trabalho nos dois grandes eixos — Norte e Leste —, consolidando sua autoria e compromisso com o desenvolvimento social e econômico do semiárido nordestino.

70 AÇÕES —  Além desses grandes canais da transposição do Rio São Francisco, outros projetos de segurança hídrica – como adutoras, ramais, reservatórios – estão espalhados pelos sertões da Bahia, Alagoas, Piauí e Maranhão, formando o Caminho das Águas. Somando estudos e projetos em andamento, são mais de 70 ações, todas elas inscritas no Novo PAC. Todo o Caminho das Águas estará em inspeção nos meses de maio e junho, por uma comitiva liderada pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.

260KM — No domingo, 25 de maio, o Caminho das Águas teve início no Eixo Norte do PISF, em Cabrobó (PE). A estrutura marca o início dos 260 km de extensão percorridos pelo Eixo Norte, responsável por levar água a 237 municípios em Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. A obra beneficia 8,1 milhões de pessoas.

SISTEMAS — Durante a visita da comitiva, foi inaugurada a Estação de Tratamento de Água de Palestina do Cariri, na segunda-feira, 26 de maio, na área rural do município de Mauriti (CE). Ao todo, são 24 sistemas, dos quais 16 já foram entregues, com investimentos totais de R$ 126,1 milhões — R$ 112,4 milhões do MIDR e R$ 13,3 milhões do estado. O sistema de abastecimento de Mauriti beneficia 32 mil pessoas, com destaque para a comunidade de Palestina, que recebeu investimentos de R$ 10 milhões, e para a comunidade de Anauá, com R$ 15 milhões investidos.

CINTURÃO DAS ÁGUAS — O ministro Waldez Góes participou de visita técnica às obras do Cinturão das Águas do Ceará (CAC), um dos principais empreendimentos hídricos do estado, nesta terça-feira, 27 de maio. Com 145 km de extensão, o CAC tem como objetivo ampliar a oferta de água para mais de cinco milhões de pessoas em municípios como Fortaleza, Juazeiro do Norte e outros atendidos pelos açudes Orós e Castanhão. A obra é executada pelo Governo do Estado do Ceará, sob a responsabilidade da Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH/CE), e atualmente está com 83,49% de execução.

ABASTECIMENTO — A infraestrutura foi dimensionada para uma vazão de 30 m³/s e conta com um investimento total superior a R$ 2 bilhões, dos quais R$ 1,7 bilhão são provenientes de recursos federais já pactuados. A previsão é de que o projeto seja concluído até 31 de dezembro de 2025. Durante a vistoria, técnicos e autoridades federais e estaduais inspecionaram o andamento da obra e discutiram os impactos positivos da integração hídrica na região. O Cinturão das Águas é peça-chave para garantir o abastecimento humano, a produção agrícola e industrial, além de fortalecer a resiliência hídrica do Ceará frente aos períodos de estiagem.

gov.br

Ministério da Saúde entrega mais 156 novas ambulâncias do SAMU 192 para ampliar atendimento de urgência e reduzir o tempo de espera no SUS

Foto: Rubens Gallerani Filho/SEAUD-PR

Para reduzir o tempo de espera em casos de urgência e emergência, o Ministério da Saúde entregou 156 novas ambulâncias do SAMU 192 para ampliar a frota em 114 municípios de 15 estados. São mais de 2 milhões de brasileiros e brasileiras que, a partir dessa entrega, passam a ter acesso a assistência e atendimento especializado no momento que mais precisam. Com mais esta iniciativa, o total de ambulâncias entregues pelo Governo do presidente Lula ultrapassa 2,2 mil unidades e o SAMU 192 chega a quase 90% da população em todo o país, um avanço histórico no compromisso de garantir saúde pública para todos. 

Na cerimônia de entrega das ambulâncias, nesta quinta-feira (27), em Brasília, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou o trabalho que vem sendo feito pelo governo para levar o SAMU 192 a todos os cantos do país. “O que estamos fazendo aqui hoje é fortalecer esse serviço que salva vidas e reduz o tempo de espera por atendimento. É mais do que entregar ambulâncias. Nossa meta, desde o início do governo do presidente Lula, é universalizar o SAMU. Queremos garantir esse equipamento em 100% do território nacional, respeitando as especificidades de cada local”, ressaltou.

O ministro falou ainda sobre a qualidade do serviço – estruturado para atender as mais diversas situações de emergência. “Hoje, o SAMU tem medicamentos que salvam vidas, como os trombolíticos, que mudaram completamente o atendimento a infartos e outras emergências. Foi o SAMU o responsável por organizar o sistema de urgência e emergência do Brasil”, observou. Na ocasião, Padilha adiantou também que uma nova entrega de ambulâncias será feita em abril, no estado de Minas Gerais.

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Foto: Rafael Nascimento/MS

Recurso do Novo PAC

Essa entrega foi viabilizada por meio do Novo PAC, com investimento de mais de R$ 50,4 milhõesNo dia 14 de março, o Ministério da Saúde entregou a maior quantidade de ambulâncias desde 2023. Foram 789 novos veículos para expansão e renovação da frota em 559 cidades de 21 estados. Dessa entrega, 86 ambulâncias eram Unidades de Suporte Avançado (USA), conhecidas como UTI Móveis. O Governo Federal não entregava unidades desse tipo desde 2018. Ao todo, o Governo Federal garantiu 2.222 novas ambulâncias do SAMU 192 — volume seis vezes maior que o registrado entre 2019 e 2022, quando 366 unidades foram entregues à população. Com essa expansão, mais de 6,1 milhões de pessoas passaram a ter acesso ao atendimento de urgência. Atualmente, o SAMU 192 conta com mais de 4,3 mil veículos em circulação e chega a 188,6 milhões de brasileiros em 4.143 municípios. 

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Também houve uma importante renovação dos veículos em circulação. Da entrega total desta gestão, 1.917 unidades renovaram a frota dos estados e municípios, representando 49,6% dos veículos habilitados e em atividade. São ambulâncias que estavam com 15 anos de uso e necessitando de manutenção, mas agora estão novas, seguras e prontas para atendimento de qualidade.  Com planejamento e investimento contínuo, o Ministério da Saúde trabalha para universalizar o SAMU até o fim de 2026. A meta é entregar mais 2,3 mil ambulâncias até 2026, sendo 1,3 mil previstas para 2025. O Ministério da Saúde reforça que o Novo PAC está com inscrições abertas até 31 de março para que gestores estaduais e municipais solicitem a renovação ou ampliação da frota. 

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