9 de setembro de 2026 21:31

Desconto extraordinário no IPVA é liberado e alivia o bolso dos motoristas

Obrigatório para os veículos de todo o brasil, o pagamento do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) pode representar um grande impacto no orçamento das famílias brasileiras. O valor é cobrado anualmente e precisa ser pago para garantir a regularidade do veículo. Desconto extraordinário no IPVA é liberado e alivia o bolso dos motoristas. (Imagem: FDR) Recentemente, uma novidade anunciada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, trouxe alegria para os motoristas do estado. A medida promete trazer alívio no bolso dos condutores que precisam realizar o pagamento anual do IPVA. De acordo com a especialista do FDR, Lila Cunha, os motoristas poderão contar com um desconto inédito na hora de realizar o pagamento. A medida foi tomada com o objetivo de diminuir o impacto financeiro do imposto nas contas das famílias do país.

Saiba quem poderá ser beneficiado com os descontos no IPVA:

Lançado nesta semana, o programa de descontos foi batizado de “Acordo Paulista IPVA”; Por meio dele será possível obter descontos significativos no pagamento do imposto; Além disso, o programa também oferecerá condições especiais de pagamento; O desconto será concedido no valor de multas e juros acumulados sobre o imposto; O abatimento poderá ser de até 100% do valor dessas taxas; Dessa forma, mesmo que ainda esteja devendo o cidadão só precisará realizar o pagamento do valor principal do IPVA; O programa permite ainda o parcelamento do imposto em até 60 vezes; Nesse caso, as parcelas deverão ter o valor mínimo de R$ 70,72; A medida deverá auxiliar especialmente os cidadãos que possuem débitos com valores mais altos; O programa estará disponível para quem tem dívidas de até R$ 42.432; O cadastro na iniciativa deverá ser realizado por meio do site oficial da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo que está disponível neste link; A inscrição no programa deve ser realizada até o dia 20 de dezembro de 2024 para que o motorista possa aproveitar os benefícios.

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BNDES e Sebrae se juntam com promessa de 9,4 bilhões em créditos para MEIs, Micro e Pequenas Empresas

Conseguir recursos atuando como MEI (microempreendedor individual) pode ser um desafio para quem ainda está começando o seu negócio. No entanto, a liberação de recursos é considerada essencial e auxilia no desenvolvimento do novo empreendimento. BNDES e Sebrae se juntam com promessa de 9,4 bilhões em créditos para MEIs, Micro e Pequenas Empresas.  Pensando nessa necessidade dos microempreendedores brasileiros, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) formaram uma parceria que deverá ajudar na obtenção de crédito.  No total, de acordo com a especialista do FDR, Lila Cunha, a medida deverá possibilitar que os microempreendedores brasileiros passem a ter acesso a um fundo de investimento com mais de R$ 9,4 bilhões em crédito disponíveis. Segundo o Governo Federal, os recursos serão disponibilizados para um público específico. Além disso, os empreendedores também poderá contar com orientação financeira e administrativa. A medida tem o objetivo de auxiliar no uso dos recursos adquiridos por meio do empréstimo.

Saiba quem poderá ser beneficiado com o empréstimo:

O dinheiro será disponibilizado de forma exclusiva para MEIs, Micro e Pequenas Empresas; O empréstimo será concedido por meio do Fundo Garantidor FG BNDES-Sebrae; O fundo irá garantir até 80% da operação de crédito contratada por microempreendedores individuais, micro e pequenas empresas; Os recursos estarão disponíveis por todos os bancos e instituições financeiras habilitadas ao fundo; Uma das vantagens da contratação estará na liberação do crédito assistido; Com ele, os empreendedores poderão ser acompanhados e receber um suporte diretamente do Sebrae; As operações realizadas terão uma carência mínima de 3 meses; Já o prazo para pagamento será de 12 a 120 meses dependendo do valor solicitado; Para ter acesso aos recursos, o empreendedor deve se dirigir ao banco de sua confiança e solicitar o empréstimo que será disponibilizado com as condições de pagamento estabelecidas pelo fundo. “Trata-se do maior programa de crédito já lançado no país para os empreendedores e empreendedoras. O Sebrae vai pegar na mão e vai apoiar passo a passo, inclusive para garantir uma gestão financeira, que garanta fluxo de caixa saudável e capital de giro. Com o Acredita, os pequenos negócios vão continuar gerando emprego, renda e inclusão. São essas empresas que fazem a economia do país girar”, afirmou o presidente do Sebrae, Décio Lima.

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Cartilha que instrui os idosos para PERMANECEREM recebendo o BPC foi publicada

No início de outubro o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) lançou uma cartilha com orientações sobre o processo de averiguação cadastral, e reavaliação do BPC (Benefício de Prestação Continuada). A ideia é tirar todas as dúvidas sobre esse procedimento.  Um dos objetivos do INSS ao criar essa cartilha é evitar que hajam fake news, e confusão sobre o pente-fino realizado no BPC. O processo de reavaliação começou em agosto deste ano, e ainda não tem data para acabar, podendo ser prorrogado até o próximo ano.  A meta do INSS, ao reavaliar o BPC e o auxílio-doença, é conseguir economizar pouco mais de R$ 20 bilhões em 2025. Em 2024 a meta é de R$ 10 bilhões, e para chegar nessa resultado estão sendo revisadas as informações sobre as pessoas que atualmente recebem esse auxílio.  Foi descoberto que muitas pessoas não atendem mais aos requisitos para receber o salário mensal, mas por falta de um processo de fiscalização dos dados acabam tendo acesso ao dinheiro todo mês. O valor pago pelo INSS é de 1 salário mínimo, atualmente em R$ 1.412. Hoje, 6 milhões de pessoas recebem o BPC todos os meses, segundo dados da Previdência Social. Para verificar se esse grupo tem de fato direito ao benefício mensal, a fiscalização do INSS tem sido feita em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e o Cadastro Único. 

O que a cartilha de reavaliação do BPC informa?

 

A cartilha de reavaliação do BPC, que pode ser acessada por aqui, traz informações importantes sobre o processo de verificação dos dados daqueles que recebem o benefício. Como:Objetivo da reavaliação: Assegurar que os benefícios sejam pagos apenas a quem realmente precisa;
Fundamentação jurídica: Todas as leis e portarias que garantem o funcionamento do programa;
Tipo de comunicação com os beneficiários: Utilização de diversos canais para garantir a ciência dos beneficiários;
Quais as formas de notificação: extrato bancário, carta, ligações da Central 135, SMS, consulta pelo App Meu INSS;
Etapas do processo: 30 dias de bloqueio após a notificação > 45 a 90 dias de para atualização dos dados > Reativação do benefício em até 6 meses;
Público alvo: Beneficiários sem inscrição no Cadastro Único, e quem está com Cadastro Único desatualizado há mais de 4 anos;
Medidas usadas para tornar o processo mais transparente;
Conclusão. 
Quem está sendo chamado para o pente-fino do BPC?
Não são todos os beneficiados pelo BPC que serão convocados. O foco do pente-fino é avaliar os dados do Cadastro Único das pessoas que já não estão atendendo um dos principais critérios para receber o benefício, que é justamente estar nesta plataforma. 

Pessoas que recebem o BPC, mas não estão inscritas no Cadastro Único;
Pessoas que estão com o Cadastro Único desatualizado há mais de 48 meses (quatro anos);
Quem já não atende mais aos critérios de renda, ou de incapacidade. 
Para receber o BPC é preciso estar inscrito no Cadastro Único, possuir renda familiar de no máximo 1/4 do salário mínimo por pessoa, ser idoso com mais de 65 anos de vida ou pessoa com deficiência de qualquer idade. 

A deficiência, física ou mental, deve incapacitar o cidadão para o trabalho. Caso contrário, não será possível receber o benefício. Apenas a perícia médica do INSS é que vai indicar se incapacidade é de fato permanente. O que fazer se for convocado para o pente-fino do BPC?
A convocação para o pente-fino acontece com o contato do INSS por meio de SMS, carta ou pelo extrato bancário. Até que os dados sejam confirmados o pagamento do salário fica bloqueado, e se for comprovado que o cidadão de fato tem direito ao BPC ele volta a ser pago. Caso contrário, o benefício é cortado totalmente. 

Para atualização é preciso que:

O titular do benefício ou seu representante legal compareça ao CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) do município;
Na ocasião, será preciso levar todos os documentos que comprovem que tem direito de receber o BPC, por exemplo: comprovante de renda, laudos médicos, atestado de pobreza e outros;
Depois, basta aguardar a análise do governo federal que pode manter o pagamento ou interromper os próximos salários. 

fdr.

Cronograma capilar: o que é e como ele melhora a saúde dos cabelos

Quando o assunto é cuidado com o cabelo, o mercado de beleza oferece uma infinidade de produtos específicos para cada textura. No entanto, antes de garantir madeixas bem hidratadas, com tonalidade acentuada e longe de pontas duplas, por exemplo, é necessário investir em uma rotina correta. Nesse momento, o cronograma capilar entra em cena. À CNN, Lucas Miranda, médico dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, conta que o cronograma é um tratamento estruturado que visa recuperar e manter a saúde dos fios, combinando três etapas principais: hidratação, nutrição e reconstrução. “Ele é adaptado conforme as necessidades específicas do cabelo, promovendo maior resistência, brilho e maciez”, pontua.   Mas afinal, todos os cabelos exigem um cronograma capilar? A resposta é não. A técnica, segundo o profissional, é mais indicada para cabelos que sofrem com danos causados por fatores como uso de química, calor excessivo e poluição. “Entretanto, mesmo cabelos saudáveis podem se beneficiar de um cronograma, já que ele ajuda a prevenir futuros danos e manter a visibilidade dos fios”, acrescenta. “O cronograma potencializa a saúde capilar ao repor nutrientes essenciais. Cada etapa do cronograma tem uma função específica”, diz. Hidratação, nutrição e reconstrução: entenda as etapas do cronograma capilar Hidratação: visa repor a água e a umidade dos fios, fundamental para combater o ressecamento e garantir cabelos mais macios; Nutrição: repõe lipídeos e óleos naturais, melhorando o brilho e redução do frizz; Reconstrução: repõe proteínas – como a queratina – sendo indicada para cabelos mais frágeis e quebradiços, uma vez que fortalece a estrutura capilar. Também à CNN, Thiago Martins, biomédico, professor e mestre em Medicina Estética, alerta que realizar o cronograma capilar de maneira incorreta pode gerar prejuízos às madeixas. “Excesso de hidratação pode deixar os cabelos pesados e sem movimento.

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Iogurte de laranja, mel e cenoura: é saudável e fácil de fazer

Se você está procurando uma nova receitinha para encaixar na dieta, esse iogurte de mel, laranja e cenoura é mais que perfeito. A combinação dos ingredientes traz frescor e doçura na medida certa e vai agradar toda a família. Além disso, a receita vai ser mais uma opção para o seu café da manhã ou lanchinho da tarde. Os preparos são muito simples e depois que o iogurte estiver pronto, as horas de espera vão valer a pena. Cremoso, saboroso e nutritivo, essa é a receita certa para acrescentar na alimentação da casa.

O resultado vai te surpreender, não deixe de testar!

Confira as instruções completas a seguir:

Iogurte de mel, laranja e cenoura

Tempo: 1h (+8h de descanso)

Rendimento: 5 porções

Dificuldade: fácil

Ingredientes:

  • 1 litro de leite de saquinho tipo A ou B
  • 1 pote de iogurte natural (200ml)
  • cenoura média
  • 3 colheres (sopa) de mel
  • Suco de 2 laranjas

Modo de preparo:

  1. Coloque o leite em uma leiteira e leve ao fogo baixo.
  2. Assim que levantar fervura, desligue o fogo e deixe o leite amornar.
  3. Para testar se a temperatura está correta coloque seu dedo no leite e conte até 10.
  4. A temperatura deverá estar confortável.
  5. Misture o iogurte delicadamente com uma colher de pau.
  6. Despeje em uma vasilha de cerâmica, plástico, vidro ou ágata e tampe com filme plástico.
  7. Coloque dentro de um isopor ou sacola térmica e deixe descansar por 8 horas ou até firmar.
  8. Bata no liquidificador a cenoura ralada, o mel e o suco de laranja e passe por uma peneira.
  9. Misture delicadamente ao iogurte e coloque em uma peneira apoiada sobre uma tigela.
  10. Deixe escorrer na geladeira por 2 horas.
  11. Misture com uma colher e transfira para uma vasilha com tampa.
  12. Mantenha na geladeira por até 5 dias.
  13. Se desejar decore com cenoura ralada e casca de laranja.

5 alimentos com baixo índice glicêmico para diminuir o açúcar no sangue

Um plano de refeições saudáveis ​​para diabetes é a chave para controlar o açúcar no sangue, especialmente quando você tem pré-diabetes ou diabetes. Embora muitas vezes seja difícil saber quais alimentos e bebidas podem ser consideradas boas escolhas para a nossa dieta, sobretudo em meio à enxurrada de ofertas de processados e ultraprocessados nos mercados, destacamos 5 alimentos comprovadamente saudáveis, que ajudam a manter o índice de açúcar no sangue sob controle

Veja abaixo algumas opções de alimentos indicados para evitar a diabetes:

Feijão

O feijão é um alimento de baixo índice glicêmico. Isso significa que seus carboidratos são liberados gradualmente, portanto, é menos provável que causem picos de açúcar no sangue. Eles são tão benéficos que um estudo descobriu que comer uma xícara diária de feijão por três meses como parte de uma dieta de baixo índice glicêmico reduziu a medição de hemoglobina glicada (HbA1c) em meio ponto percentual.

Abacate

Um estudo do NCBI (o Centro Nacional para a Informação Biotecnológica ou o Centro Nacional de Informação sobre Biotecnologia), que investigou o efeito anti-hiperglicêmico do abacate em ratos, observou que os animais, que haviam sido induzidos ao estado de hiperglicemia e aumento do peso corporal, recuperaram os valores normais após uma dieta com a fruta.

Apesar de ser um alimento benéfico para esta patologia, pessoas que também têm sobrepeso devem moderar o consumo. O diabetes tipo II está associado à obesidade, e como o abacate é muito gorduroso, é necessário limitar o consumo.

Aveia

Além de ser boa para o coração, a aveia pode ajudar a controlar o açúcar no sangue também. Isso graças a um tipo de fibra chamada de beta-glucana, encontrada principalmente no farelo da aveia, que tem efeito sobre a degradação do amido e sobre o carboidrato disponível e consequentemente, sobre o índice glicêmico dos alimentos ingeridos.Mas é importante saber que, embora a aveia seja uma ótima escolha, a instantânea e altamente processada tende a ter um índice glicêmico mais alto, portanto, não é uma escolha tão boa.

Romã

Um estudo recente, publicado na revista Current Developments in Nutrition, descobriu que o suco de romã consegue reduzir os níveis de açúcar no sangue em cerca de 15 minutos. Uma das razões potentes do suco de romã que poderia explicar esse benefício é o alto teor de antioxidantes da fruta.As romãs são ricas em antocianinas – pigmentos que dão ao suco sua cor profunda característica e contêm antioxidantes. Uma das teorias é que os antioxidantes são capazes de se ligar ao açúcar e evitar um grande efeito nos níveis de insulina.

Sementes de Chia

Você deve ter ouvido que perder ou controlar o peso é uma das melhores coisas que você pode fazer para melhorar o açúcar no sangue. As sementes de chia podem ajudar nisso. Em um estudo, pessoas com diabetes que adicionaram cerca de 30 gramas de sementes de chia por 1.000 calorias por dia a uma dieta controlada por calorias por seis meses perderam quatro quilos e medidas da cinturas. Além de serem repletas de fibras, essas sementes também contêm proteínas e fornecem 18% da ingestão diária recomendada de cálcio.

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Finalização de cabelos ondulados e cacheados: como fazer em casa?

Saber como fazer a finalização de cabelos ondulados e cacheados faz toda a diferença na hora de valorizar ainda mais os fios com curvaturas. Para conquistar um bom resultado, no entanto, é preciso usar produtos adequados e colocar em prática as técnicas certas. Então, se você é uma daquelas pessoas que decidiram assumir os fios naturais, mas ainda não aprendeu como valorizá-los, temos aqui um guia com ótimas dicas compartilhadas por Hugo Mazetto, hairstylist do Studio W.

Produtos para cabelos ondulados e cacheados: como escolher?

De acordo com Mazetto, a gama de produtos disponível atualmente para fios cacheados e ondulados é ampla, assim como a diversidade de tipos de cabelo. “Seria precipitado recomendar um produto específico sem conhecer o tipo de cabelo, portanto, o mais indicado é testar diferentes opções”, ele afirma.Mas fique calma: você não vai precisar sair comprando um monte de opções por aí. Segundo o profissional, ter em casa apenas duas ou três já é o é suficiente para suprir suas necessidades. As indicações dele são:

  • Para cabelos ondulados

Geralmente, esses fios demandam produtos mais leves e menos concentrados, pois não necessitam de uma definição tão intensa. “Aposte em mousses de baixa ou média fixação, ou cremes de pentear específicos para ondulados. Esses produtos proporcionam um resultado mais natural, sem deixar resíduos perceptíveis.”

  • Para cabelos cacheados

Os produtos devem ser mais encorpados e concentrados para estimular e definir os cachos. “Opte por mousses de fixação média a alta, cremes de pentear ou ativadores de cachos. Como mencionei anteriormente, é essencial testar para descobrir o que melhor se adequa ao seu tipo de curvatura”, orienta o profissional. Quanto à função e efeito de cada tipo de produto, o hairstylist explica que, no geral, costuma apostar mais na mousse, seja nos fios ondulados ou cacheados.

“A mousse, em particular, é minha preferida para finalizar ambos os tipos de cabelo, pois proporciona um aspecto super natural. Ela preserva a curvatura dos fios sem exagerar na definição. O estímulo da definição, então, fica por sua conta ao secar o cabelo amassando os fios”, ele explica. Em sua opinião, os cremes de pentear não oferecem um resultado tão natural quanto a mousse, apesar de também serem eficazes para a definição. Mesmo assim, independente de qual tipo de produto for escolhido, é importante dosar a quantidade aplicada para evitar que o cabelo fique pesado ou oleoso. “Comece com uma pequena quantidade e ajuste conforme necessário para evitar frizz excessivo”, aconselha. As finalizações ainda podem ser complementadas com gelatina, geleia ou gel, para aumentar a durabilidade do penteado. Para isso, aplique esses produtos mecha por mecha junto com seu finalizador preferido (mousse ou creme de pentear) para um resultado mais duradouro, embora menos natural, segundo Mazetto. Aqui, você também pode modelar os cachos amassando-os de baixo para cima.Por fim, os óleos são essenciais para dar definição e brilho aos cabelos. “Eu prefiro aplicá-los após o cabelo estar completamente seco, distribuindo uma ou duas gotas uniformemente para eliminar qualquer rigidez causada pelos produtos anteriores”, orienta.Em casos de cabelos muito porosos ou com mais de 50% de cabelos brancos, no entanto, o profissional indica aplicar a mousse ou creme de pentear primeiro, espalhando bem, e depois misturar o óleo na mecha que está sendo finalizada.

Passo a passo: finalização dos cabelos cacheados e ondulados

    1. Aplique o finalizador de sua preferência com o cabelo bem molhado (quase pingando), logo após o banho, para melhores resultados de definição e menos frizz. “Cabelos com curvatura não devem secar sem produto se você busca definição e menos frizz.”
    1. Separe mechas de 2 a 3 dedos de espessura e aplique o produto da raiz às pontas, evitando o couro cabeludo para reduzir o frizz na raiz. Comece pela nuca, soltando a mecha que vai finalizar e mantendo o restante do cabelo preso para reter a umidade.
    1. Use uma escova com dentes menos espaçados para espalhar o produto uniformemente e desembaraçar, penteando desde a raiz.
    1. Repita esses passos para as próximas mechas, subindo pela nuca, topo e, por fim, laterais da cabeça, sempre respeitando a espessura de 2 a 3 dedos. “Quanto mais detalhista você for nesse processo, maior será a durabilidade da finalização e menos frizz você terá.”
  1. Após aplicar o produto finalizador em todo o cabelo, amasse-o suavemente com um papel toalha ou uma toalha de microfibra, de baixo para cima, para remover o excesso de umidade.

Passo a passo: secar cabelos cacheados e ondulados

    1. Deixe secar naturalmente ou seque com um difusor. Se usar o difusor, ajuste para velocidade média e temperatura alta para melhores resultados.
    1. Para uma definição máxima, acomode as mechas no difusor (com ele desligado ainda) e seque parcialmente antes de remover o secador. Antes de remover o secador dos fios, desligue-o. Repita para todo o cabelo.
    1. Se preferir um resultado menos definido, seque de cima para baixo ou nas laterais.
  1. Após o cabelo secar completamente, aplique uma ou duas gotas de óleo na mão, espalhe bem e passe pelos fios para eliminar o aspecto rígido do produto.

“Pode parecer trabalhoso no começo, mas com prática você alcançará a perfeição. Não desista! Cabelos ondulados ou cacheados bem finalizados podem transformar o seu dia para melhor, com uma boa finalização durando de 2 a 3 dias. E lembre-se, você pode ter o cabelo que quiser!”, conclui o profissional.

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AS PROMESSAS DEUS PARA A IGREJA

AS PROMESSAS DE DEUS
Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu

O QUE ESTUDAREMOS?
Nesta lição, nos aprofundaremos nas promessas de Cristo específicas para a sua Igreja. Nós, pentecostais, cremos na contemporaneidade de cada uma delas. Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.

TEXTO ÁUREO – COMPARAÇÃO DE TRADUÇÕES
Agora eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha igreja, e as forças da morte não a conquistarão. (Mt 16.11 NVT). Eclesiologia é o ramo da teologia que estuda a natureza, a origem, a estrutura e a missão da igreja cristã. Ela busca compreender a natureza da igreja como o corpo de Cristo, sua relação com Deus e com os crentes, sua função na sociedade e sua missão de proclamar o evangelho e fazer discípulos. A eclesiologia também aborda questões relacionadas à liderança eclesiástica, as ordenanças, à adoração e à comunhão dos santos. Em resumo, a eclesiologia busca compreender o significado e o propósito da igreja dentro do plano de Deus para a redenção da humanidade. Sobre a igreja, vejamos o que diz a Declaração de Fé das Assembleias de Deus (2017, p. 119120): Cremos, professamos e ensinamos que a Igreja é a assembleia universal dos santos de todos os lugares e de todas as épocas, cujos nomes estão escritos nos céus […]. A Igreja foi fundada por nosso Senhor Jesus Cristo, pois Ele mesmo disse: “sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18). Essa pedra é o próprio Cristo: “Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina” (At 4.11), tendo a doutrina dos apóstolos por fundamento e Jesus a principal pedra de esquina: “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina” (Ef 2.20). Ela, a Igreja, é a coluna e firmeza da verdade. É a comunidade do Senhor. Além de assembleia universal dos crentes em Jesus, o vocábulo “igreja” refere se a um grupo de crentes em cada localidade geográfica. Ensinamos que a Igreja é una e indivisível: um só corpo, um só Espírito, uma só fé e um só batismo. A Igreja envolve um mistério que não foi revelado no Antigo Testamento, mas que foi manifesto aos
santos na nova aliança. Nos círculos teológicos, a questão da origem exata da Igreja do Novo Testamento tem sido alvo de muitos debates. Alguns têm adotado uma abordagem bastante ampla, e sugerem que a Igreja existe desde o início da raça humana, incluindo todas as pessoas que já exerceram fé nas promessas de Deus, a partir de Adão e Eva (Gn 3.15). Outros apoiam um início veterotestamentário para a Igreja, especificamente nos relacionamentos pactuais entre Deus e o seu povo, a partir dos patriarcas e continuando durante o período mosaico. Muitos estudiosos preferem uma origem neotestamentária para a Igreja, mas neste contexto também há diferenças de opinião. Alguns, por exemplo, acreditam que a Igreja foi fundada quando Cristo começou publicamente seu ministério e chamou os 12 discípulos. Sobejam os pontos de vista, inclusive o de alguns ultradispensionalistas, que acreditam não ter a Igreja começado realmente antes do ministério e viagens missionárias do apóstolo Paulo. A maioria dos estudiosos, quer sejam seus antecedentes pentecostais, evangélicos ou modernistas, acreditam que as evidências bíblicas são favoráveis ao dia de Pentecostes, em Atos 2, para a inauguração da Igreja. Inclusive, o texto áureo destaca essa verdade, pois a expressão “edificarei” trata de um tempo futuro.

VERDADE PRÁTICA

As promessas de Deus para a Igreja são gloriosas: promessas de vida eterna, de poder e glorificação final do nosso corpo. Vamos analisar palavra por palavra de forma expositiva esse texto:
• As promessas de Deus para a Igreja são gloriosas:
a. As promessas: Refere-se às garantias e declarações divinas feitas por Deus, assegurando bênçãos e recompensas futuras.
b. de Deus: Especifica a origem das promessas, que vêm diretamente de Deus, o Criador e Soberano.
c. para a Igreja: Destinatário das promessas, que é a comunidade dos fiéis, o corpo de Cristo.
d. são gloriosas: Indica a natureza dessas promessas, sendo magníficas, esplêndidas.
• promessas de vida eterna:
a. promessas: Novamente, refere-se às garantias divinas.
b. de vida eterna: Especifica uma das promessas, a de viver para sempre, sem fim, na presença de Deus.
• de poder e glorificação final do nosso corpo:
a. de poder: Indica a promessa de receber força e autoridade divina, capacitação para viver e atuar de acordo com a vontade de Deus.
b.e glorificação final do nosso corpo: Refere-se à transformação e aperfeiçoamento final que nossos corpos experimentarão, livres de qualquer imperfeição e plenamente glorificados, semelhante ao corpo ressuscitado de Cristo.

I. A NATUREZA DA PROMESSA DE DEUS PARA A IGREJA
1.1 A promessa de sinais sobrenaturais.
A LIÇÃO DIZ: O Evangelho de Mateus 28.18-20 revela o estabelecimento da Grande Comissão de Cristo para seus discípulos. Nesta comissão, três palavras resumem a tarefa: Ide, Ensine e Batize (v.19). Em Marcos 16 temos uma promessa de que sinais sobrenaturais ocorreriam para confirmar a obra da Grande Comissão (v.17). Vamos ao texto bíblico: E disse-lhes: “Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado. Estes sinais acompanharão os que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal nenhum; imporão as mãos sobre os doentes, e estes ficarão curados”. (Mc 16.16,17 NVI). Jesus descreve aqui certos milagres que acompanhariam aqueles que acreditassem no evangelho. Ao lermos os versículos, a pergunta óbvia é: “Será que esses sinais existem hoje? O pensamento cessaionista sobre os sinais sobrenaturais é bem explicado nas palavras do= Hernandes Dias Lopes:
B. B. Warfield, em conexão com esses dons especiais diz: “Esses dons eram parte das credenciais dos apóstolos, como os agentes autoritativos de Deus, na fundação da igreja… tais dons necessariamente desapareceram, com os apóstolos”. Crisóstomo e Agostinho também eram da opinião que esses dons, com a morte dos apóstolos, cessaram de existir. Essa também era a opinião de Jonathan Edwards: “Esses dons extras foram dados para a fundação e estabelecimento da igreja no mundo. Contudo, desde que o cânon das Escrituras se completou e a igreja foi plenamente fundada e estabelecida, esses dons extraordinários cessaram de existir. O grande problema com essa posição é ausência de fundamentação bíblica. Em vez de demonstrar texto bíblico, ele cita nomes de pregadores. Outro argumento extremamente frágil é dizer que os sinais eram partes das credencias apostólicas. Em todo o novo testamento, é possível ver outros irmãos que não são apóstolos realizando grandes sinais e maravilhas. Estevão não era apóstolo (At 6.8). Felipe não era apostolo (At 8.5-7). A igreja de Corinto, seguindo essa mesma linha, vivenciava operação de sinais e maravilhas.  Diante do exposto, alguém pode dizer: Esse texto de Marcos não faz parte dos melhores manuscritos, portanto, não pode ser usado para defender uma doutrina. Mesmo que a parte final do capítulo 16 de Marcos não estivesse na Bíblia, isso não mudaria o fato da realidade e da contemporaneidade dos sinais sobrenaturais. Resumindo, não há nenhum texto bíblico que indique que essa promessa se restringe à igreja primitiva. Além disso, Jesus afirmou em Mateus 28.20 que estaria com os crentes todos os dias até o fim dos tempos. Isso é uma garantia para a igreja de todos os tempos. Portanto, essa promessa é real e atual.
1.2 A promessa de revestimento de poder.
A LIÇÃO DIZ: Com base na promessa de Cristo para seus discípulos, em Atos 1, nosso Senhor faz uma promessa de capacitação espiritual para a proclamação do Evangelho de Cristo: “Recebereis a virtude do Espírito” (v.8). É a promessa do batismo no Espírito Santo para capacitar o crente na transmissão das Boas-Novas de Salvação. Além de poder para proclamar, a capacitação do Espírito também nos forja como “testemunhas de Cristo” em nossa família, bairro, cidades e nações (v.8). Portanto, estamos diante de uma promessa de capacitação espiritual para a evangelização. O Batismo no Espírito Santo é a externalização de uma experiência reconhecível, audível e visível. Sendo uma experiência subsequente à salvação e completamente diferente ato da regeneração ou novo nascimento (Jo 20.21,22; 1Co 3.16; 6.19; 2Co 6.16; Gl 4.6). O Batismo no Espírito Santo não é modismo, pelo contrário, é uma promessa feita pelo Pai (Jl 2.28; At 1.4), confirmada pelo Filho (Mt 3.11) e manifestada pelo Divino Consolador (At 2.1-4). O que significa a expressão “Batismo no Espírito Santo”? “É um revestimento e derramamento de poder do Alto, com evidência física inicial de línguas estranhas, conforme o Espírito Santo concede, pela instrumentalidade do Senhor Jesus, para o ingresso do crente numa vida de mais profunda adoração e eficiente serviço para Deus” (GILBERTO, Antônio). O conhecido teólogo Myer Pearlman define o Batismo com o Espírito Santo como: “a imersão no poder energizante do Espírito Divino” (PEARLMAN, Myer). O teólogo J. Rodman Williams se expressa da seguinte maneira: “O batismo em água significa literalmente ser imergido na água, colocado embaixo dela, ou até mesmo ficar ensopado nela. Com efeito, ser batizado no Espírito Santo é ficar totalmente envolvido no Espírito dinâmico do Deus vivo” (WILLIAMS, J. Rodman). O saudoso pastor e missionário Eurico Bergstén diz que: “A palavra batismo tem o sentido de mergulhar, imersão, o que realmente condiz com a maravilhosa experiência de submergir na plenitude do Espírito Santo” (BERGSTÉN, Eurico). Essa promessa também é real e atual. Ela diz respeito a nós, igreja do Senhor.
1.3 Promessas espirituais para uma instituição espiritual.
A LIÇÃO DIZ: A Igreja é denominada no Novo Testamento como Corpo de Cristo (Cl 1.24), o Templo de Deus (1 Co 3.16), a Noiva de Cristo (Ef 5.25-27). Assim, uma instituição espiritual tem promessas espirituais para serem confirmadas em seu ministério no mundo (Mc 16.18-20; At 1.6-8). Três pontos que devemos considerar:
• Origem. A origem da igreja está fundamentada na obra redentora de Jesus Cristo. Ele mesmo disse em Mateus 16.18: “Sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. A igreja tem sua origem na morte e ressurreição de Cristo, e foi estabelecida no dia de Pentecoste.
• Natureza. A natureza da Igreja é espiritual, pois ela é formada por pessoas que nasceram de novo pela fé em Jesus. A Igreja é santa, pois ela é separada do pecado e consagrada a Deus. A Igreja é universal, pois ela abrange todos os salvos em Cristo, de todas as nações, línguas e culturas. A Igreja é local, pois ela se reúne em comunidades específicas, para adorar a Deus, edificar uns aos outros e testemunhar do evangelho.
• Vocação. A vocação da Igreja é glorificar a Deus em tudo o que faz. A Igreja é chamada a ser o sal da terra e a luz do mundo, influenciando positivamente a sociedade com os valores do Reino de Deus. A Igreja é enviada a pregar o evangelho a toda criatura, fazendo discípulos de todas as nações. A Igreja é equipada com dons espirituais, para servir uns aos outros e ao próximo com amor. A Igreja é esperançosa, pois ela aguarda a volta de Cristo, que a levará para a glória eterna. Vamos tentar explicar o que são promessas espirituais, já que vimos a natureza espiritual da igreja: Promessas espirituais são garantias divinas que se referem ao desenvolvimento, crescimento e bem-estar da nossa vida espiritual, em vez de aspectos materiais. Elas estão centradas na relação entre Deus e os crentes, prometendo bênçãos que fortalecem a fé e o caráter cristão. São chamadas de promessas espirituais porque se aludem a aspectos não materiais da vida cristã. Elas abrangem a nossa relação com Deus, a transformação interior e a esperança futura. Essas promessas focam na nossa caminhada espiritual, vida eterna, crescimento na fé, e são concedidas pelo Espírito Santo. Elas transcendem as promessas temporais ou materiais, dirigindo-se a nossa saúde espiritual e ao nosso destino eterno. Aqui estão algumas características das promessas espirituais:
• Vida Eterna: A promessa de viver para sempre com Deus.
• Presença do Espírito Santo: A garantia de que o Espírito Santo habitará e guiará os crentes.
• Paz Interior: A paz que excede todo entendimento, prometida por Jesus.
• Transformação Espiritual: O crescimento e a conformação à imagem de Cristo.

II. AS PROMESSAS DE DEUS PARA A IGREJA
2.1 Promessa de vida eterna.
A LIÇÃO DIZ: O estabelecimento da Grande Comissão do nosso Senhor, como vimos em Mateus 28 e em Marcos 16, constatamos que a primeira e grande promessa da Igreja é a de vida eterna, a salvação em Cristo Jesus. Essa promessa é para todo “aquele que nele crê”. Ora, “aquele que nele crê” é salvo pelo Senhor e, consequentemente, torna-se membro do Corpo de Cristo, a Igreja do Deus vivo, desde o primeiro dia de seu arrependimento e fé (Jo 3.16; Jo 5.24). Quando a Bíblia fala da vida eterna, refere-se a um dom de Deus que vem somente “em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.23). Este presente está em contraste com a “morte” que é o resultado natural do pecado. O dom da vida eterna vem para aqueles que creem em Jesus Cristo, o qual é “a ressurreição e a vida” (Jo 11.25). O fato dessa vida ser eterna indica que ela é perpétua – ou seja, continua sem fim para todo o sempre. É um erro, no entanto, ver a vida eterna como simplesmente uma progressão interminável de anos. Uma palavra comum do Novo Testamento para “eterno” é aiónios, que carrega a ideia de qualidade assim como quantidade. De fato, a vida eterna não está realmente associada a “anos”, pois é independente do tempo. A vida eterna pode funcionar fora e além do tempo, bem como dentro do tempo. Por essa razão, pode-se pensar que a vida eterna seja algo que os cristãos experimentam agora. Os crentes não precisam “esperar” pela vida eterna porque não é algo que começa quando morrem. Ao invés, a vida eterna começa no momento em que uma pessoa exerce fé em Cristo. É a nossa posse atual. João 3.36 diz: “Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna…” Observe que o crente “tem” (presente) esta vida (o verbo está no tempo presente no grego também). O foco da vida eterna não está em nosso futuro, mas em nossa posição atual em Cristo. A definição mais clara da vida eterna vem da afirmação de Jesus em Sua oração sacerdotal: “E esta é a vida eterna: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”  (Jo 17.3). Nesta declaração, o sentido da vida eterna está centrado em três palavras: “vida” (zoe), “eterna” (aionios) e “conhecimento” (ginosko). Em outra referência, o apóstolo João explica de forma clara: “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida” (1 Jo 5.11–12). Como você pode saber que tem a vida eterna? Em primeiro lugar, confesse o seu pecado diante do nosso Deus santo. Então aceite a provisão de Deus de um Salvador em seu favor. “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm 10.13). Jesus Cristo, o Filho de Deus, morreu pelos seus pecados e ressuscitou no terceiro dia. Acredite nessa boa notícia; confie no Senhor Jesus como o seu Salvador e você será salvo (At 16.31; Rm 10.9-10).
2.2 Promessa de Poder.
A LIÇÃO DIZ: Uma vez salvo em Cristo, e membro de seu Corpo, de acordo com o que lemos em Atos 1, temos uma gloriosa promessa de poder do alto para sermos instrumentos vivos em que os sinais e os milagres de Deus possam confirmar a Palavra que Ele nos entregou. Essa promessa foi feita em Atos dos Apóstolos (At 1.5,8), foi experimentada naquele tempo (At 10.44-46; 19.6) e, ao longo da história da Igreja, tem sido confirmada novamente na vida de milhares de servos de Deus que experimentam o Batismo no Espírito todos os dias e recebem dons espirituais preciosos para fazer a obra de Deus com fé e ousadia. O mesmo Senhor que batizou em Atos dos Apóstolos ainda batiza hoje! Vamos complementar aquilo que já tratamos no subponto dois do ponto um. Portanto, cabe-nos responder a seguinte pergunta: O que não é o Batismo com o Espírito Santo? A Bíblia nos adverte a não crer em todo espírito. O apóstolo João diz: “Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1 Jo 4.1).
• O batismo no Espírito Santo não é aprender a falar em línguas. Falar em línguas não é algo aprendido, mas sim recebido, conforme dizem as Escrituras: “Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem” (Atos 2.4). Devemos ter cuidado, pois as línguas não são aprendidas, mas podem ser imitadas.
• O batismo no Espírito Santo não é para os ímpios. A Bíblia diz: “o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita  convosco e estará em vós” (Jo 14.17).
• O batismo no Espírito Santo não é o mesmo que o batismo no corpo de Cristo. Muitos não compreendem devidamente o batismo com o Espírito Santo por não fazerem uma exegese correta de 1 Coríntios 12.13. Paulo não faz aqui nenhuma referência ao batismo com o Espírito Santo, nem ao batismo em águas.
• O batismo no Espírito Santo não é uma experiência exclusiva dos dias apostólicos. A Bíblia contraria veementemente essa ideia, e um texto muito esclarecedor é Atos 2.38-39. Agora, com todo esse esclarecimento em mente e considerando a atualidade da promessa de revestimento, é nosso dever não nos prender exclusivamente ao sinal de falar em línguas, mas focar no propósito: ser testemunhas e pregar o evangelho. Por ignorância, descuido e relaxamento, estamos perdendo de vista o objetivo principal pelo qual devemos buscar e viver essa promessa de revestimento. Se você é batizado, isso não aconteceu simplesmente para que você fale em línguas, mas para que você seja uma testemunha de Jesus onde Ele lhe chamar.
2.3 A promessa da glorificação do nosso corpo.
A LIÇÃO DIZ: A Palavra de Deus nos mostra que quando o nosso Senhor arrebatar a sua Igreja, “seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos” (1 Jo 3.2). Quando nosso corpo for  glorificado, o “veremos face a face” e o conheceremos como também Ele nos conhece (1 Co 13.12). Que promessa gloriosa! Embora a Bíblia não descreva em detalhes os corpos glorificados que receberemos no céu, sabemos que serão como o corpo ressurreto de Jesus. Nossos corpos humanos são descritos em 1 Coríntios 15.42–53 como perecíveis, desonrosos e fracos, tudo devido ao pecado. Nossos corpos glorificados serão imperecíveis, honrosos e fortes. Nossos novos corpos não serão mais corpos
“naturais”, sujeitos à decadência e à morte; viveremos em “vitória sobre o pecado e a morte”, conquistada por Cristo em nosso favor (1 Co 15.57). Como corpos imperecíveis, eles não sofrerão mais de doença e morte. Nossos novos corpos serão honrosos, pois não serão envergonhados ou vergonhosos por causa do pecado. Nossos corpos terrenos são “fracos” de muitas maneiras. Não só estamos sujeitos às leis naturais da gravidade e tempo/espaço, mas também somos enfraquecidos pelo pecado e suas tentações. Nossos corpos glorificados serão fortalecidos pelo Espírito que nos possui, e a fraqueza não existirá mais. Assim como nossos corpos terrenos são perfeitamente adequados para a vida na terra, nossos corpos ressuscitados serão adequados para a vida na eternidade.

III. CONDIÇÕES PARA VIVER AS PROMESSAS DE DEUS
Inicie cada ponto com uma pergunta. Você crer? Você é fiel? Você é obediente?
3.1 É preciso crer.
A LIÇÃO DIZ: As Escrituras mostram que perseverar na fé em Deus é condição indispensável para viver o tempo do cumprimento de suas promessas (At 2.1). Nestes últimos dias, precisamos reanimar a nossa fé nas promessas de Deus. É tempo de confiar no Senhor e se fortalecer na força do seu poder (Ef 6.10)! Crer é mais do que simplesmente acreditar; é ser persuadido, confiar plenamente e obedecer. Baseando-se no Dicionário Vine e no Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, a palavra “crer” (pisteuõ) envolve confiança e obediência. Atente para a seguinte ilustração: Existia um equilibrista muito bom, ele era o melhor equilibrista do mundo, muitas pessoas sempre iam ver suas apresentações e um dia ele amarrou uma corda de um lado ao outro de um precipício de mais de 100 metros de altura. uma queda seria fatal, e ele iria atravessar sem nenhuma proteção ou equipamento de segurança. Então milhares de pessoas foram assistir. Antes de começar ele perguntou “quem acredita que eu consigo ir e voltar sem nenhuma proteção?”. E todos levantaram às mãos dizendo que acreditavam que ele conseguiria. E então ele foi o voltou. Depois ele perguntou “quem acredita que eu consigo ir e voltar sem nenhuma proteção e com os olhos vendados?” E todos levantaram às mãos dizendo que acreditavam que ele conseguiria. E então ele foi o voltou com os olhos vendados. E então para finalizar o show ele perguntou “quem acredita que eu consigo ir e voltar sem nenhuma proteção, com os olhos vendados, e levando uma pessoa dentro de um carrinho de mão?” E todos levantaram às mãos dizendo que acreditavam que ele conseguiria. E então ele falou “então eu preciso de um voluntário” e então ninguém levantou a mão.
3.2 É preciso ser fiel.
A LIÇÃO DIZ: Uma vez que cremos no Senhor, devemos nos apresentar a Ele de maneira fiel. A fidelidade é caracterizada pela firmeza e pela certeza de propósitos, por uma atitude e uma conduta justas, pela devoção de alguém a uma pessoa ou a uma causa, pela incorruptibilidade, pela sinceridade, pela confiabilidade, pelo cumprimento das promessas e votos feitos e pela lealdade sincera. As ideias contrárias à fidelidade são a infidelidade, a falsidade, a volubilidade, a duplicidade, a indignidade, etc. Homens Fiéis da Bíblia. José (Gn 39.22,23); Moisés (Nm 12.7; Hb 4.2); Davi (1 Sm 22.14); Hananias (Ne 7.2); Abraão (Ne 9.8; Gl 3.9); Daniel (Dn 6.4); Paulo (At 20.20,27); Timóteo (1 Co 4.17); Tíquico (Ef 6.21); Epafras (Cl 1.17); Onésimo (Cl 4.9); Silvano (1 Pe 5.12); Ântipas (Ap 2.13).
3.3 É preciso obedecer a Deus.
A LIÇÃO DIZ: Obedecer é a condição para que Deus cumpra suas promessas na vida de alguém ou de um povo, bem como de sua Igreja. Há tanto valor para Deus na obediência que a Bíblia diz que é melhor obedecer que oferecer sacrifícios (1 Sm 15.22) Dizer que obedecer é melhor do que sacrificar significa que as formalidades externas de adoração e serviço não possuem valor quando não estão acompanhadas de um compromisso sincero e obediente ao Senhor. Sem um espírito completamente submisso a Deus, as práticas exteriores de devoção não passam de aparências de religiosidade e são inúteis, por melhores que pareçam ser. O princípio bíblico de que obedecer é melhor do que sacrificar, nos ensina que há um jeito certo de servir a Deus. Algumas pessoas pensam que podem obter o favor e a aprovação de Deus à sua própria maneira, através das decisões e obras de suas próprias vontades. Mas servir a Deus envolve, antes de tudo, obediência total à vontade de Deus. Portanto, são os obedientes, isto é, aqueles que
obedecem de coração que desfrutam das bençãos e promessas de Deus.

CONCLUSÃO
As promessas de Deus para a Igreja de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo são de grande valor espiritual. A Igreja é “o Corpo de Cristo” na terra. É um organismo vivo, integrado por todos os que são membros desse corpo espiritual. Por meio de Cristo, são muitas as promessas do Senhor para todos os que fazem a Igreja. A maior delas é, certamente, a da garantia de que “as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18). Outra promessa de grande valor é a de estar no meio da Igreja todos os dias (Mt 28.20).

Ser um professor de Escola Bíblica Dominical é algo glorioso, eu sei, mas não é uma tarefa nada fácil… 

UM CORAÇÃO PROTEGIDO

ALCANCE UM FUTURO FELIZ E SEGURO
Conselhos de Salomão no Livro de Provérbios:
Um Convite à Sabedoria e às Promessas de Proteção

O QUE VAMOS ESTUDAR?
Como você tem cuidado do seu coração? Sabe como protegê-lo? Nesta lição, vamos investigar o conceito bíblico de coração e descobrir maneiras de protegê-lo conforme a Palavra de Deus.

TEXTO PRINCIPAL
Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele depende toda a sua vida. (Pv 4.23 NVI). Vamos entender o texto em três pontos:
1. “Sobre tudo o que se deve guardar”: A ideia aqui é de prioridade. Entre todas as coisas que devemos proteger ou cuidar, há algo de suprema importância.
2. “guarda o teu coração”: O coração representa o centro das nossas emoções, pensamentos e decisões. A ideia é que devemos proteger nosso interior, nossos valores e nossa fé.
3. “porque dele procedem as saídas da vida”: A razão para proteger o coração é que ele é a fonte de nossas ações e comportamentos. Nossa vida exterior é um reflexo do estado do nosso coração.

RESUMO DA LIÇÃO
Quando cultivamos as virtudes da Palavra de Deus, protegemos nosso coração.
1. “Quando cultivamos as virtudes”: A ideia aqui é de ação contínua e intencional.Cultivar significa trabalhar diligentemente para desenvolver algo.
2. “da Palavra de Deus”: Esta frase especifica a fonte das virtudes que devemos cultivar. As virtudes são baseadas nos ensinamentos e princípios bíblicos.
3. “protegemos nosso coração”: A consequência de cultivar essas virtudes é a proteção do nosso ser interior.

I. O CONCEITO BÍBLICO DE CORAÇÃO
1.1 Compreendendo Provérbios 4.
A LIÇÃO DIZ: No capítulo 4, a sabedoria aparece como primazia em que o pai procura transmitila ao filho (vv. 1-9), a escolha entre dois caminhos (vv.10-19) e o apelo à pureza do coração (vv. 20 21). Nesta lição, nos deteremos na última seção (vv. 20-27). Este capítulo é dividido em três seções, cada uma introduzida pela forma familiar de tratamento “meu filho” (vv. 1, 10, 20), com uma pequena variação, “filhos”, no versículo 1. Os versículos de 1 a 9 funcionam como uma conclusão dos três capítulos iniciais, especialmente com a longa citação do pai do professor (vv. 4-9), que tem um forte tom emotivo e um verdadeiro senso de urgência. O plural dos destinatários (“filhos”) pode indicar uma generalização do ensino desenvolvido anteriormente, agora aplicado a todos. Essa seção é uma exortação contínua para obter sabedoria, sem nenhuma menção aos ímpios. A segunda seção (vv. 10-19) tem uma forma completamente diferente. As vantagens do caminho da sabedoria (vv. 10-13) são equilibradas pelas advertências contra seguir o caminho dos ímpios (vv. 14-17) e são encerradas por um contraste resumido dos dois caminhos (vv. 18-19). A seção final (vv. 20-27) é um apelo contínuo para que a sabedoria molde todas as áreas de sua vida. Isso inclui seu ser interior (v. 23), sua fala (v. 24), o que você vê (v. 25) e suas ações (vv. 26 27). A discussão final desta seção do capítulo é uma verdadeira lição de anatomia espiritual. Salomão percorre o corpo da cabeça aos pés enquanto insiste para que seu filho siga o caminho da sabedoria. Esse método também serve como uma ferramenta prática para ajudar a fixar a lição na memória. Veja as expressões marcadas em negrito no texto bíblico a seguir: Meu filho, escute o que lhe digo; preste atenção às minhas palavras. Nunca as perca de vista; guarde-as no fundo do coração, pois são vida para quem as encontra e saúde para todo o seu ser. Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele depende toda a sua vida. Afaste da sua boca as palavras perversas; fique longe dos seus lábios a maldade. Olhe sempre para a frente, mantenha o olhar fixo no que está adiante de você. Veja bem por onde anda, e os seus passos serão seguros. Não se desvie nem para a direita nem para a esquerda; afaste os seus pés da maldade. Salomão está pintando um retrato vívido. Ele deseja que seu filho faça mais do que simplesmente ouvir o que ele tem a dizer. Ele quer que o filho veja, compreenda e retenha o que está ouvindo e vendo em seu coração (v. 21). O filho precisa manter as palavras diante de seus olhos, onde direcionarão seu caminho. Ele deve abrigá-las no âmago do coração, de onde, serão bombeadas para todas as partes de seu ser. Os tempos verbais indicam que ele deve manter ativamente esses mandamentos em sua vida.
1.2 O coração.
A LIÇÃO DIZ: A palavra hebraica que aparece para coração em Provérbios 4 é lebhobh. Essa palavra traz um significado amplo que engloba coração, mente e ser interior. Ela descreve a disposição interior da pessoa (Dt 6.S; 1 Sm 16.5; 2 Cr 15.15); o lugar onde se processa o pensamento de uma pessoa (Js 23.14; 1 Rs 8.18; Is 6.10), o local em que reside as emoções do ser humano (Dt 28,47, Js 2.11, Sl. 13.21). Do ponto de vista bíblico, é o coração que move a vontade e as ações das pessoas, isto é, a saída da vida (Pv 4.23). Resumindo e parafraseado a definição do dicionário Vine, podemos dizer que o coração não se refere apenas ao órgão físico, mas é considerado o centro das emoções, pensamentos, desejos e a sede do ser interior humano. Ele é visto como a fonte de todas as ações, pensamentos e sentimentos, tanto positivos quanto negativos. O coração é o local onde a sabedoria deve ser guardada e mantida, pois dele procedem as saídas da vida. Em suma, o coração, segundo a Bíblia, é o núcleo essencial do ser humano, influenciando todas as suas atitudes e comportamentos. A sabedoria deve ser recebida e, em seguida, mantida ou guardada no coração (v. 23; 2.8; 3.1; 3.2; 4.6, 13). Guardar o coração com toda a diligência cria a imagem de uma sentinela intensamente focada em seu dever, ciente de todos os movimentos ao seu redor. Os sábios reconhecem a importância crucial de manter a sabedoria no coração. À medida que o coração bombeia sangue para todas as partes do corpo, ele supre vida a todo o ser. Cada extremidade do corpo, desde as pontas dos dedos até os pés, é mantida viva pelo trabalho do coração. Salomão, de forma muito sábia, se apropria dessa metáfora para destacar a importância de uma vida, cujo o coração é direcionado pela Palavra de Deus.

II. PROTEGENDO O PENSAMENTO
2.1 O pensamento bíblico.
A LIÇÃO DIZ: O sábio inicia o versículo 20 fazendo um pedido: “atenta para as minhas palavras, as minhas razões inclina o teu ouvido”, O versículo 21 exorta: “guarda-as no meio do teu coração”. Tanto a palavra “atenta” quanto a palavra “guarda” denotam uma atividade que abrange o processo racional do pensamento. É preciso pensar, ponderar, prestar atenção para o que está sendo ensinado. Esse trabalho de processar o pensamento tem a ver com selecionar o que será o centro da atenção de seu pensamento. Esse trabalho é tão importante, pois o que pensamos inevitavelmente gerará sentimentos e emoções. O ser humano tem a tendência de guardar as coisas. Às vezes, guarda coisas que deveriam ser descartadas. Por isso, o sábio Salomão, homem que possuía uma sabedoria colossal, nos aconselha a guardar o coração. Devemos atentar para sabedoria, para os princípios da Palavra de Deus. Tudo o que pensamos, sentimos e fazemos vem do nosso coração. Se nosso coração estiver puro, nossas ações e palavras serão boas e santas. Mas, se nosso coração estiver cheio de coisas ruins, isso se refletirá em tudo o que fazemos. Alguém disse que cada pecado que cometemos é cometido duas vezes: uma vez em nossos pensamentos e novamente quando agimos com base nesses pensamentos. É mais fácil livrar nossa vida do pecado se o atacarmos logo no início (em nossos pensamentos), em vez de esperar que ele se enraíze em nossas vidas através de nossas ações e depois tentar removê-lo. Há uma diferença entre ser tentado (um pensamento entrando na mente) e pecar (meditar e desfrutar de um mau pensamento). É importante compreender que quando um pensamento entra em nossa mente, devemos examiná-lo com base na Palavra de Deus e decidir se devemos continuar por esse caminho ou rejeitar o pensamento e substituí-lo por outro mais saudável.
2.2 Pensamento protegido.
A LIÇÃO DIZ: Ora, como proteger o pensamento?
1. Mantenha-se firme na Palavra de Deus. Assim, quando pensamentos ruins aparecerem, você conseguirá identificá-los e saber o que fazer.
2. Viva na dependência do Espírito Santo, principalmente buscando Sua força através da oração (Mt 26.41). Se confiarmos em nossa própria força, falharemos (Pv 28.26; Jr 17.9; Mt 26.33).
3. Não devemos alimentar nossas mentes com o que promove pensamentos pecaminosos. Esta é a ideia de Provérbios 4.23: devemos guardar nosso coração, ou seja, cuidar do que permitimos que entre ou permaneça nele. Jó 31.1 diz: “Fiz aliança com meus olhos; como, pois, os fixaria eu numa donzela?” Romanos 13.14 diz: “mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências.” Assim, devemos evitar revistas, vídeos, sites, conversas e situações que nos preparem para cair. Também devemos evitar passar tempo com aqueles que nos incentivam a seguir esses caminhos errados.
4. Devemos seguir Deus ardentemente, substituindo pensamentos pecaminosos por atividades e mentalidades piedosas. Este é o princípio da substituição. Quando tentados a odiar alguém, podemos substituir esses pensamentos de ódio com ações divinas: fazemos o bem a eles, falamos bem deles e oramos por eles (Mt 5.44). Ao invés de roubar, devemos trabalhar duro para ganhar dinheiro, buscando oportunidades para ajudar aqueles em necessidade (Ef 4.28). A Bíblia fala muitas vezes de se “despojar” de ações e pensamentos errados e se “revestir” de ações e pensamentos santos (Ef 4.22-32). Simplesmente buscar remover pensamentos pecaminosos sem substituí-los por pensamentos santos deixa um campo vazio para Satanás semear suas ervas daninhas (Mt 12.43-45).
5. Podemos usar a comunhão com outros cristãos como Deus planejou. Hebreus 10.24-25 diz: “Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima.” Companheiros cristãos que nos encorajam nas mudanças que desejamos (melhor que sejam do mesmo sexo), que oram por nós e conosco, que nos perguntam em amor como estamos indo e que nos incentivam a evitar os
velhos caminhos, são amigos realmente valiosos.

III. PROTEGENDO OS SENTIMENTOS E AS EMOÇÕES
3.1 Emoções e sentimentos.
A LIÇÃO DIZ: O versículo 22 mostra que a sabedoria é vida e saúde para o corpo; o versículo 24 descreve a sabedoria que traz a retidão a boca e virtude aos lábios. O livro de Provérbios mostra que as palavras da nossa boca e a saúde do nosso corpo têm a ver com o equilíbrio entre as nossas emoções e sentimentos. Mas qual seria a diferença entre eles? A emoção é um estado mental intenso, explosivo e de pouca duração que provoca impacto em nosso comportamento, manifestando-se como: ira, tristeza, medo, desprezo, alegria etc. Já o sentimento é um estado mental menos intenso e menos explosivo, porém, suave e duradouro, que se manifesta como: amor, gratidão, compaixão, felicidade, decepção, solidão etc. Assim, um dos maiores desafios para que as nossas emoções não desequilibrem e cultivar sentimentos ou virtudes que a Palavra de Deus denomina como Fruto do Espírito.

Nota: O pastor Marcelo dá uma definição de emoções e sentimentos, mostrando a diferença entre ambos. Meu conselho? Não gaste muito tempo tentando explicar essa definição, seja refutando ou argumentando a favor. As opiniões sobre essa questão são muitas. Foque no principal: o cristão deve cultivar o fruto do Espírito. Mesmo quando for assolado por emoções e sentimentos negativos, seu coração está ancorado em algo mais firme que a rocha: as virtudes promovidas pelo Espírito. O texto bíblico diz: Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. (Gl 5.22 NVI). É muito significativo que o apóstolo diferencie obras da carne e fruto do Espírito. Obras são realizadas pela força humana. Fruto é produzido quando o ramo permanece na vide (Jo 15:5). As virtudes alistadas descrevem a vida do Filho de Deus. Todas essas qualidades são “o fruto do Espírito”. São o produto natural que aparece na vida de cristãos guiados pelo Espírito. Não é de admirar que Paulo acrescente: “Contra tais coisas não há lei”. A função da lei é conter, restringir e deter; mas aqui nenhum impedimento é necessário.
3.2 Emoções e sentimentos protegidos.
A LIÇÃO DIZ: As emoções não são más. Elas cumprem um papel muito importante para a nossa autopreservação, O problema é que se elas se desequilibrarem, toda a vida também se desequilibra. Então, o medo vira pânico; a tristeza vira depressão: a ira vira cólera. Logo, o pecado jaz em nossa porta (Gn 4.6,7). Do ponto de vista bíblico, a melhor forma de equilibrar as nossas emoções, ou de protegê-las, e cultivando sentimentos virtuosos cuja porta de entrada é o amor (1 Co 13.13; Gl 5.22,23). Portanto, somos chamados a cultivar a mansidão, a bondade, a paciência, ou seja, pensando em tudo o que é puro, justo, amável e bom (Fp 4.8). Assim, nosso coração estará protegido. Achei proveitoso deixar esse pequeno recorte aqui: Princípios Bíblicos Sobre Emoções – Extraídos da Vida Emocional de Cristo
1. A santidade de Cristo não o impediu de experimentar emoções horrivelmente angustiantes.
2. A santidade de Cristo levou-o a entregar-se e a confiar-se à vontade do Pai na presença de emoções angustiantes.
3. A semelhança com Cristo não nos protege de emoções horrivelmente angustiantes.
4. A Bíblia não promete que a proximidade com Deus evita emoções terrivelmente angustiantes.
5. Quando surgem emoções angustiantes, em vez de negá-las, podemos enfrentá-las e senti-las plenamente. É normal sofrer em um mundo caído. Não há problema em querer e pedir humildemente que Deus intervenha em nossa situação e console nossas almas. É saudável e útil compartilhar nossas emoções angustiantes honestamente com os outros – a tristeza compartilhada é uma tristeza mais suportável.
6. Porque Cristo experimentou emoções humanas angustiantes, Ele é nosso Sumo Sacerdote compassivo que se compadece de nossa fraqueza.
7. Confie em Deus pelo que Ele promete, não pelo que Ele não promete. Deus promete estar conosco em nosso sofrimento emocional; Ele promete nos confortar em nosso sofrimento emocional; Ele promete usar nosso sofrimento emocional para nos aproximar Dele quando decidimos nos render e nos apegar a Ele. Deus não promete remover nosso sofrimento emocional – até o céu, quando todo sofrimento emocional será removido para sempre.

IV. PROTEGENDO A VONTADE
4.1 A vontade e as saídas da vida.
A LIÇÃO DIZ: O versículo 23 diz que devemos guardar o coração porque dele procedem as saídas da vida. Isso significa que o que falamos e fazemos são consequência do que cultivamos no coração. Nossa boca falará o que está em nosso coração; nossos olhos olharão de acordo com o que está no coração; nossos passos serão bem-ordenados ou mal-ordenados de acordo com o que está no coração (Pv 4.24-27). Do coração, emerge a nossa vontade. Da vontade, geramos a ação. Nossa vontade e ação serão boas se o nosso pensamento e sentimentos forem bons. Definição: Vontade é a capacidade de tomar decisões e agir de acordo com os nossos desejos, intenções e propósitos. Ela emerge do coração e se manifesta através das nossas ações. A vontade é influenciada por nossos pensamentos e sentimentos; se estes forem bons, nossa vontade e ações também serão boas. Em termos bíblicos, a vontade está intimamente ligada ao que cultivamos em nossos corações, como diz Provérbios 4:23: “Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele depende toda a sua vida.”
4.2 Vontade protegida.
A LIÇÃO DIZ: Romanos 8 nos ensina que a inclinação do Espírito é vida e paz (Rm 8.6) e os que são guiados pelo Espírito Santo são verdadeiramente filhos de Deus (Rm 8.14). Dessa maneira, o Espírito Santo, mediante a Palavra de Deus, nos leva a desejar fazer tudo o que glorifica o Senhor Jesus (Jo 16.13,14). Então, desejando as coisas do Espírito, podemos falar das coisas do Espírito e fazer as coisas do Espírito. Nossa vontade estará alinhada à vontade do Espírito Santo. Tudo está no coração, começando pelo pensamento, passando pelo sentimento e chegando à vontade. Que nosso “espírito, alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis” (1 Ts 5.23).
1. A influência do Espírito Santo: Romanos 8 destaca que a inclinação do Espírito Santo traz vida e paz, diferenciando aqueles que são guiados por Ele como verdadeiros filhos de Deus. Esta inclinação espiritual transforma desejos e vontades para que alinhemos nossas ações com a vontade divina. O Espírito Santo atua como guia, ensinando-nos a glorificar o Senhor Jesus em nossas atitudes e decisões diárias.
2. Desejando e fazendo as coisas do Espírito: Quando estamos em sintonia com o Espírito Santo, nossos desejos mudam. Passamos a desejar o que é santo e justo, levando-nos a falar e agir de maneira que reflete esses valores. Alinhar nossa vontade com a do Espírito Santo significa que nossas ações serão um reflexo direto dessa conexão espiritual, manifestando-se em comportamentos que glorificam a Deus.
3. Cuidado integral do ser: O texto conclui enfatizando a integridade do espírito, alma e corpo. A transformação começa no coração, com pensamentos e sentimentos que moldam a vontade e, consequentemente, as ações. O apelo é para que o ser completo – espírito, alma e corpo – seja conservado irrepreensível, refletindo uma vida conduzida pelo Espírito Santo. A santificação envolve todo o nosso ser, garantindo que nossas ações sejam uma manifestação fiel da vontade de Deus.

CONCLUSÃO
É muito significativo quando, no Novo Testamento, o Senhor nos ordena: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração” (Mc 12.30). É como se o Senhor estivesse dizendo: ame ao Senhor com todo o seu pensamento, sentimento e vontade. Que essas faculdades humanas estejam plenamente coerentes entre si para amá-lo. Quando isso acontecer, nossos pensamentos, alinhados com o Reino, ordenarão os nossos desejos que perpassarão a nossa vontade, manifestando-se em nosso comportamento. Assim, a sabedoria estará internalizada dentro de nós e o nosso coração estará protegido (Pv 4:23). Quando nossos pensamentos, sentimentos e vontades estão em perfeita harmonia, vivemos de maneira mais plena e coerente. Pensamentos alinhados com os princípios do Reino de Deus guiam nossos desejos e, consequentemente, nossas ações. Imagine um trio musical onde cada instrumento está afinado e tocando no mesmo ritmo. Da mesma forma, quando nossas faculdades estão sincronizadas, criamos uma “melodia” de vida que agrada a Deus. Guardar o coração é essencial porque é dele que procedem todas as saídas da vida (Pv 4.23). Pense no coração como um jardim precioso. Se permitirmos que ervas daninhas (pensamentos e sentimentos negativos) cresçam, elas sufocarão as flores (virtudes) que Deus deseja ver florescer em nós.

Ser um professor de Escola Bíblica Dominical é algo glorioso, eu sei, mas não é uma tarefa nada fácil… 

O que vale para a prova de vida do INSS?

A Prova de Vida é um procedimento necessário para que os beneficiários do INSS sigam recebendo seus benefícios. Ele é feito de forma periódica para evitar fraudes e pagamentos indevidos. A partir deste ano, passam a contar como prova de vida ações como declarar o Imposto  de Renda, renovar documentos como RG, votar, se vacinar, ser atendido no SUS e pedir empréstimo consignado.

A portaria 1.103/23 do INSS, que transferiu para o INSS a responsabilidade da prova de vida dos segurados e que regulamentou os procedimentos para ela ser feita, foi publicada na última quinta, 26. A portaria determinou um prazo de até 10 meses, após o aniversário do beneficiário, para as informações serem validadas. Cada ação realizada pelo segurado irá gerar pontos e a prova de vida vai ser atualizada de maneira automática caso o segurado alcance uma pontuação mínima exigida. O INSS ainda não definiu essa pontuação. As informações e bases de dados que serão utilizadas pelo INSS para fazer a prova de vida foram descritas na portaria 1.408, publicada no dia 2 de fevereiro do ano passado. O artigo 2º do documento fala que que “serão considerados válidos como prova de vida realizada, dentre outros, os seguintes atos, meios, informações ou base de dados”:

Acesso ao aplicativo Meu INSS (com o selo ouro) ou outros aplicativos e sistemas dos órgãos e entidades públicas que possuam certificação e controle de acesso, no Brasil ou no exterior;
Realização de empréstimo consignado, efetuado por reconhecimento biométrico;
Atendimento:
3.1. Nas agências do INSS (presencialmente) ou nas entidades ou instituições parceiras (por reconhecimento biométrico);
3.2. De perícia médica (presencial ou por telemedicina);
3.3. No sistema público de saúde (SUS) ou na rede conveniada;
Vacinação;
Cadastro ou recadastramento nos órgãos de trânsito ou de segurança pública;
Atualizações no CadÚnico (se for efetuada pelo responsável pelo grupo);
Votação nas eleições;
Emissão ou renovação dos seguintes documentos:
8.1. Passaporte;
8.2. Carteira de Identidade (RG);
8.3. Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
8.4. Carteira de Trabalho (CTPS);
8.5. Alistamento militar;
8.6. Outros documentos oficiais que necessitem da presença física do usuário ou reconhecimento biométrico; Recebimento do pagamento de benefício com reconhecimento biométrico; Declaração de Imposto de Renda (IR), como titular ou dependente. “Caso não seja atingida a pontuação necessária, o beneficiário será notificado pelo Meu INSS ou pelo banco para realizar um dos atos dessa portaria anterior. Ele terá 60 dias de prazo para essa regularização”, disse ao InfoMoney a advogada Adriane Bramante, presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP).

Fonte fdr.com.br

Conab capacita agricultores para acesso ao Programa de Aquisição de Alimentos

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está capacitando agricultores familiares no Rio Grande do Sul para aumentar a participação de cooperativas e associações em programas de compras públicas, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A oficina mais recente ocorreu em Sant’Ana do Livramento, na Fronteira Oeste, com a presença do presidente da entidade, Edegar Pretto. Essa ação faz parte do Termo de Execução Descentralizada (TED), firmado com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA), que visa levar capacitação a oito estados, além do Distrito Federal. O Programa Nacional de Formação em Compras Públicas da Agricultura Familiar tem como foco garantir que os agricultores tenham acesso a programas como o PAA, a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Fortalecimento da agricultura familiar

Segundo Edegar Pretto, a formação tem como objetivo consolidar o governo federal como o principal cliente da agricultura familiar, promovendo trabalho, renda e a permanência das famílias no campo. “Estamos capacitando nossos agricultores para que mais cooperativas e associações vendam seus alimentos ao PAA e a outros programas de compras públicas”, afirmou Pretto. Cerca de 80 agricultores familiares e assentados da reforma agrária participaram da capacitação, realizada na sede da Cooperativa Regional dos Assentados da Fronteira Oeste (Cooperforte). A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está capacitando agricultores familiares no Rio Grande do Sul para aumentar a participação de cooperativas e associações em programas de compras públicas, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A oficina mais recente ocorreu em Sant’Ana do Livramento, na Fronteira Oeste, com a presença do presidente da entidade, Edegar Pretto. Essa ação faz parte do Termo de Execução Descentralizada (TED), firmado com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA), que visa levar capacitação a oito estados, além do Distrito Federal. O Programa Nacional de Formação em Compras Públicas da Agricultura Familiar tem como foco garantir que os agricultores tenham acesso a programas como o PAA, a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Fortalecimento da agricultura familiar

Segundo Edegar Pretto, a formação tem como objetivo consolidar o governo federal como o principal cliente da agricultura familiar, promovendo trabalho, renda e a permanência das famílias no campo.“Estamos capacitando nossos agricultores para que mais cooperativas e associações vendam seus alimentos ao PAA e a outros programas de compras públicas”, afirmou Pretto. Cerca de 80 agricultores familiares e assentados da reforma agrária participaram da capacitação, realizada na sede da Cooperativa Regional  dos Assentados da Fronteira Oeste (Cooperforte). Após essa primeira fase de capacitação dos agricultores, a Conab iniciará uma segunda etapa, voltada para entidades que recebem alimentos do PAA.

Programa de Aquisição de Alimentos

O Programa de Aquisição de Alimentos é uma das principais políticas de incentivo à produção de alimentos e combate à fome no Brasil. Em nível nacional, as operações da Conab no programa somam R$ 1,1 bilhão, enquanto, no Rio Grande do Sul, o investimento é de R$ 121,6 milhões. Esse valor é direcionado a projetos como cozinhas solidárias, Compra com Doação Simultânea, Compra Direta e Compra Institucional, além da doação de sementes para agricultores familiares. Na Fronteira Oeste gaúcha, serão destinados R$ 2,5 milhões para a aquisição de 527 toneladas de alimentos de agricultores familiares. Produtos como abóbora, batata-doce, mandioca, leite em pó, frutas e legumes serão distribuídos para entidades que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade em Sant’Ana do Livramento, Santa Maria, Pelotas e Porto Alegre, além de abastecer cozinhas solidárias.

canalrura

R$ 30,5 milhões da PNAB vão fomentar quase 180 projetos culturais no Distrito Federal

Os recursos que o Ministério da Cultura (MinC) repassou ao Distrito Federal por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) serão usados para financiar cinco editais que devem contemplar 178 projetos culturais. De acordo com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF, R$ 30,5 milhões serão distribuídos para financiar seis produções audiovisuais e 67 produções culturais da cidade.

O dinheiro também será usado para fomentar 57 linhas distribuídas nos editais da Política Nacional de Cultura Viva (PNCV), incluindo Editais de Premiações e Termos de Compromisso Cultural para fomento a projetos continuados de Pontos e Pontões de Cultura. Ao todo, serão contemplados mais de 100 projetos pela Cultura Viva na PNAB. Podem participar artistas independentes, coletivos, espaços culturais, além de iniciativas de cultura popular e periférica. Para o coordenador do Escritório do MinC no Distrito Federal, Pablo Santos, a PNAB tem sido fundamental para fortalecer as expressões culturais e artísticas na capital federal. “A PNAB é parte de uma retomada do fomento à cultura, liderada pelo presidente Lula e coordenada pela ministra Margareth Menezes. É essencial unir esforços com os governos locais para apoiar artistas independentes, promover eventos culturais e assim contribuir com o crescimento da economia criativa. Essa estratégia também inclui parcerias com instituições do DF, que são essenciais para descobrir novos talentos e democratizar o acesso à cultura. Com isso,  estamos criando espaços de diálogo entre produtores culturais e fortalecendo o cenário cultural do Distrito Federal”, afirmou.

PNAB no DF

Ao todo, o MinC repassou R$ 36,5 milhões ao Distrito Federal por meio da PNAB. Desse total, R$ 30,5 milhões serão destinados aos editais e R$ 6 milhões serão usados para cobrir despesas administrativas dos certames. As inscrições para concorrer podem ser feitas a partir de hoje (10) por meio do site da PNAB no DF. Clique aqui para acessar

Também está prevista para esta sexta (11), a partir das 19h, uma live tira-dúvidas sobre os editais no canal da PNAB no Distrito Federal no YouTube.

Editais

  • Produções Audiovisuais

Investimento: R$ 10.000.000,00
Contemplados: 6 projetos

  • Produções Culturais

Investimento: R$ 14.456.206,84
Contemplados: 67 projetos

  • Pontos de Cultura

Investimento: R$ 2.000.000,00
Contemplados: 20 projetos

  • Pontões de Cultura

Investimento: R$ 900.000,00
Contemplados: 3 projetos

  • Premiação de entidades culturais

Investimento: R$ 3.150.000,00
Contemplados: 82 prêmios

gov.br

Quais são os benefícios do suco de beterraba com limão?

Com uma coloração forte e bem característica, o suco de beterraba com limão faz sucesso por onde passa! Ele é bastante nutritivo e é recheado de benefícios para a saúde. Mas você sabe o que acontece com o seu corpo quando bebe o suco de beterraba com limão? Venha descobrir no TudoGostoso e inclua em sua alimentação!

Nutrientes do suco de beterraba com limão

Os dois ingredientes por si só são recheados de nutrientes, mas quando estão juntos essa combinação é ainda mais potente e positiva para a saúde! A beterraba é uma excelente fonte de folato, vitamina C, potássio e fibras, enquanto o limão possui um alto teor de vitamina C e antioxidantes. Esses componentes são responsáveis pelas mais diversas funções do corpo. Que ótimo, né?

Melhora a saúde cardiovascular

O consumo diário de um copo de suco de beterraba com limão pode diminuir a pressão arterial, o que é particularmente benéfico para pessoas que lutam contra a hipertensão. A beterraba contém nitratos, ajudando a dilatar os vasos sanguíneos e melhorar o fluxo sanguíneo. O limão, por sua vez, é uma fonte de vitamina C, que pode ajudar a reduzir o risco de doenças cardiovasculares.

Ótima digestão com o suco de beterraba com limão

A beterraba é conhecida por ajudar na desintoxicação do fígado e no estímulo à digestão devido ao seu alto teor de fibras, que melhoram a saúde digestiva e previnem problemas como a constipação. O limão também pode facilitar a digestão. Isso acontece porque a fruta cítrica contém compostos que ativam a saliva e o suco gástrico, contribuindo para a quebra dos alimentos, facilitando o trânsito intestinal e gerando uma boa digestão dos alimentos.

O suco aumenta a resistência física

O consumo do suco de beterraba com limão pode melhorar a resistência física durante exercícios de alta intensidade, devido aos nitratos presentes e que podem melhorar a eficiência do uso de oxigênio. Ou seja, ele melhora a prática de atividades físicas aeróbicas, então nada de sofrer com a falta de ar! 

Contraindicações do suco de beterraba com limão

É importante notar que os efeitos podem variar de pessoa para pessoa. Além disso, é sempre recomendável consultar um profissional de saúde antes de fazer grandes mudanças na dieta, especialmente se você tiver alguma condição de saúde específica. Pessoas com problemas renais devem evitar consumir grandes quantidades de beterraba. Ela possui compostos que podem contribuir para a formação de cálculos renais. Além disso, algumas pessoas com o intestino irritável podem enfrentar desconforto gastrointestinal, como inchaço, gases ou diarreia, ao consumir o suco com o limão.

tudogostoso

Fez um PIX errado? Veja como recuperar o valor sem acionar a justiça

O uso do sistema de pagamento instantâneo trouxe uma nova dinâmica aos pagamentos, mas é preciso cuidado redobrado, especialmente para evitar um PIX errado. Como as transações são instantâneas, qualquer erro ao digitar a chave pode fazer o dinheiro cair na conta de outra pessoa. Embora exista um mecanismo de devolução, ele se aplica apenas a casos de fraude, não a erros cometidos pelo usuário. Por ser tão rápido e prático, o sistema exige atenção máxima. Ao realizar uma transferência, um PIX errado pode ser irreversível, já que o Banco Central não oferece uma ferramenta oficial para estorno nesses casos. A recomendação é tentar contato com o destinatário, mas a devolução depende da boa vontade da pessoa. Mesmo sem uma regra específica do Banco Central para esses casos, o não retorno do valor pode configurar apropriação indébita, conforme o Código Penal. Por isso, é fundamental revisar todas as informações antes de finalizar a transação.

Como recuperar o PIX errado?

Aqui estão os passos em formato de tópicos para tentar recuperar um valor enviado por meio de um PIX errado:

Entre em contato com a pessoa que recebeu o valor incorretamente e solicite a devolução;

Se a chave usada for um e-mail ou telefone, o contato pode ser mais fácil;

Se não obtiver resposta ou não conseguir localizar a pessoa, dirija-se à sua agência;

A agência pode intermediar o contato com o banco do destinatário para tentar reaver o dinheiro;

Caso o pedido de devolução não seja atendido, você pode fazer um Boletim de Ocorrência;

Acionar a Justiça também é uma opção para resolver a situação.

Recuperação do PIX após um golpe

É possível recorrer a um procedimento oficial em situações de PIX errado. Se um usuário enviou uma transferência e logo depois percebeu que foi vítima de uma fraude, ele pode acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED), que foi instituído pelo Banco Central. Contudo, é importante ressaltar que essa ferramenta não garante a devolução do valor. O MED também é aplicável em casos de falhas operacionais, como transações duplicadas, mas não pode ser utilizado quando o erro resulta de desatenção do remetente. Se desconfiar que foi vítima de fraude depois de fazer um Pix, entre em contato com o seu banco.

O MED pode ser acionado até 80 dias depois da operação;

A sua instituição irá entrar em contato com o banco do suposto golpista;

O valor será bloqueado na conta do suposto golpista;

Os bancos têm até sete dias corridos para analisar o caso;

Se o golpe for constatado, o valor será devolvido à vítima em até 96 horas depois da análise;

Se a fraude não for confirmada, o valor é liberado ao recebedor.

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Como evitar um PIX errado?

A melhor forma de evitar problemas com um PIX errado é adotar medidas de prevenção. Como os processos de devolução não garantem o retorno do dinheiro, o ideal é realizar as transações com cautela. Confira algumas dicas para evitar erros no PIX errado:

Utilize o QR Code sempre que possível, evitando erros na digitação;

Antes de finalizar, confira cuidadosamente os dados da transação;

Evite realizar PIX a partir de links recebidos; prefira o app ou site oficial do banco;

Certifique-se da confiabilidade da loja ao fazer compras online via PIX.

Como fazer a devolução de um PIX?

Receber um PIX errado pode ser facilmente resolvido para quem está do outro lado. A solução é simples: basta usar o botão “Devolver” disponível na área dedicada ao Pix nos aplicativos bancários. É fundamental realizar a devolução através dessa funcionalidade específica, evitando enviar outro PIX. Essa precaução ajuda a prevenir golpes, onde a pessoa solicita a devolução para uma chave diferente enquanto tenta abrir um processo de MED alegando que foi vítima de fraude.

PIX ganha novas regras de segurança

As novas regras de segurança do PIX incluem a criação de um sistema de alerta para identificar transações atípicas, reforçando a proteção do usuário. As instituições financeiras terão até seis meses para implementar esse sistema, que será baseado nas diretrizes do manual de requisitos mínimos de experiência do usuário. Com esse sistema, as instituições poderão detectar atividades suspeitas, cruzando informações como o perfil do cliente e o comportamento de transações. Entre as medidas estão o uso de temporizadores, rejeição de operações com indícios de fraude e bloqueios cautelares das chaves PIX.

fdr.com.br

Brasil Mais Produtivo é destaque de mais uma edição do “Me Conta, Brasil”

 Você conhece o Brasil Mais Produtivo? Já pensou em fazer uma transformação digital na sua empresa e não sabe como? O Me Conta, Brasil desta semana detalha tudo sobre essa iniciativa do Governo Federal para ajudar micro, pequenas e médias empresas na jornada de transformação digital.

Por que o programa é tão importante? Porque as grandes empresas conseguem contratar consultorias e têm ferramentas. Agora o pequeno, o médio, o micro, têm mais dificuldades. Então, esse aporte do governo com as agências, com os bancos, SENAI, Sebrae, Finep, BNDES, Embrapii, está viabilizando que essas pequenas, médias e microempresas consigam ter esse apoio”

Ricardo Capelli, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial

No 29º episódio, já disponível nas redes sociais e no canal do YouTube da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), os convidados Marcos Toscano, Diretor de Transformação Digital e Inovação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e Ricardo Cappelli, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), explicaram os conceitos e metas do programa.“Por que o programa é tão importante? Porque as grandes empresas conseguem contratar consultorias e têm ferramentas. Agora o pequeno, o médio, o micro, têm mais dificuldades. Então, esse aporte do governo com as agências, com os bancos, SENAI, Sebrae, Finep, BNDES, Embrapii, está viabilizando que essas pequenas, médias e microempresas consigam ter esse apoio”, destacou Capelli. A iniciativa está alinhada com as políticas governamentais de desenvolvimento econômico, integrado à Nova Indústria Brasil e é coordenado pelo MDIC, em parceria com SENAI, Sebrae, ABDI, BNDES, Finep e Embrapii.

COMO FUNCIONA — O programa é gratuito e oferece oportunidades e insumos para  aumentar produtividade, reduzir custos operacionais e impulsionar faturamento das empresas, além de se tornarem mais preparadas para os desafios do mercado. O foco final, explica Marcos Toscano, é a transformação digital. “A gente quer passar por várias etapas e falar que essa empresa passou por um processo de transformação digital. A gente quer isso para quê? Para ganhar competitividade e produtividade nessas empresas”, afirma Toscano. 93 MIL – O Novo Brasil Mais Produtivo vai destinar R$ 2 bilhões para engajamento de 200 mil empresas até 2027, com atendimento direto a 93 mil. Na primeira etapa, as empresas passam por um diagnóstico por meio de uma plataforma digital. O programa tem jornadas diferentes para empresas da indústria e da área de comércio e serviços. Marcos explica que o atendimento é customizado e elas podem até ser atendidas presencialmente por um consultor do Sebrae ou do SENAI. “Absolutamente personalizado para aquela empresa que vai ser atendida. Na plataforma, você vai ter até 200 mil empresas atendidas. Depois, passa para o conjunto de até 93 mil que vão ser atendidas diretamente, presencialmente, ou por um consultor do SEBRAE nessa trilha do setor de serviços, ou por um consultor do SENAI, caso seja uma empresa de base industrial”, explica. Com base no diagnóstico inicial, os consultores identificam as soluções mais adequadas àquela empresa. No decorrer do processo, o empresário será apresentado a diversas soluções para melhorar o faturamento. “A primeira coisa para o Brasil Mais Produtivo funcionar é um bom diagnóstico. Para isso, a gente tem a Plataforma de Produtividade, em que você vai ter um diagnóstico feito por meio de ferramenta digital, para você entender em que status a sua empresa está dentro daquele processo de transformação digital e, a partir daí, a gente vai entender que soluções se aplicam para aquela empresa”.

HISTÓRIA DE SUCESSO — O empresário Fabiano Dantas recebeu a consultoria e conta que o programa Brasil Mais Produtivo desenvolveu uma nova metodologia em seu negócio. Isso foi uma grande mudança na empresa NatuPet, com sede em Goiânia, que agora está com projeto de exportação de seus produtos. “Ele desenvolveu uma metodologia nova na parte de finalização, que nos causava um grande transtorno. Isso hoje acarreta uma vitória. Nós que somos pequenos empresários precisamos muito desse tipo de ajuda, porque a gente é meio de olhos vendados e isso é muito bom. Abriu muito a nossa visão e hoje estamos com um projeto de exportação”, contou Fabiano.

GERAÇÃO DE EMPREGO — Os convidados, além de explicarem como funciona o programa, exaltaram a capacidade dessas empresas em gerar emprego. No Brasil, grande parte das oportunidades formais são geradas por micro, pequenas e médias empresas. Para Cappelli, ajudar essas empresas a se tornarem mais eficientes é contribuir para o crescimento do país. “Tem uma série de elementos para fazer com que o pequeno negócio possa virar um grande. Isso é importante, porque são essas empresas, micro, pequenas e médias, que geram os empregos do Brasil. Os empregos não estão concentrados nas grandes empresas, estão ali, no pequeno negócio, na pequena indústria, na média”, afirma. “É isso que a gente procura, esse ciclo positivo em que a empresa consegue se posicionar melhor dentro do setor e, portanto, vai gerar mais riqueza, mais valor e empregar mais gente, que, sobretudo, é o objetivo, o desejo final que a gente quer sempre para um programa de desenvolvimento econômico como esse”, completa Toscano.

ENGAJAMENTO — Equipes do MDIC, do Sebrae e do SENAI têm viajado o Brasil inteiro para apresentar e engajar empresários. Cappelli destaca que esse é um excelente momento para os empresários aumentarem o investimento, ressaltando a nova política industrial.“O Brasil, depois de anos, voltou a ter política industrial e isso está dando resultado. É hora do empresário apostar no Brasil e ampliar o investimento”, afirmou.

O QUE É – O “Me Conta, Brasil” é um videocast para dialogar com a população e divulgar informações sobre os programas do Executivo que fazem a diferença na vida das pessoas. A ideia é que o videocast seja um espaço de bate-papo para explicar como as pessoas podem garantir os seus direitos e se beneficiar de ações federais. A cada apresentação, dois ou mais porta-vozes participam do diálogo.

gov.br

Presidente Lula sanciona lei que institui novos programas de apoio a microempreendedores e amplia acesso ao crédito

Foi publicada nesta quinta-feira, 10 de outubro, em edição extra do Diário Oficial da União, a Lei N° 1.725. Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ela institui o Programa Acredita no Primeiro Passo e o Programa de Mobilização de Capital Privado Externo e Proteção Cambial – Programa Eco Invest Brasil. O Governo Federal oficializou, assim, uma série de medidas voltadas para a inclusão produtiva e a recuperação financeira de microempresários e microempresas no Brasil, e que visam incentivar o mercado de crédito e promover o desenvolvimento sustentável.

A sanção presidencial é fundamental por várias razões. Assim como outros países, o Brasil enfrentou sérias dificuldades econômicas nos últimos anos, agravadas por fatores como a pandemia e a crise inflacionária global. Muitos microempreendedores e pequenas empresas, pilares essenciais da economia nacional, sofreram uma queda significativa na receita e no acesso ao crédito. A recuperação desses negócios é crucial para retomar a geração de empregos, aumentar a produção e a circulação de renda no país.

O texto da Lei Nº 1.725 ainda altera a Lei Nº 13.999/2020 para instituir o Programa de Crédito e Financiamento de Dívidas de Microempreendedores Individuais e Microempresas – Procred 360, e cria o Programa de Renegociação de Dívidas de Microempreendedores Individuais, Microempresas, Empresas de Pequeno Porte e Sociedades Cooperativas – Desenrola Pequenos Negócios, além de criar uma linha de crédito especial para financiar a aquisição de veículos destinados à renovação da frota utilizada na prestação de serviços de táxi.

PROCRED 360 – O Procred 360 é destinado à renegociação de dívidas de microempreendedores individuais (MEIs) e microempresas, oferecendo condições facilitadas de financiamento e cobertura por meio do Fundo Garantidor de Operações (FGO), para mitigar riscos de inadimplência e estimular o acesso ao crédito. Trata-se de uma linha de crédito exclusiva para pequenos negócios, com juros 50% menores dos praticados atualmente pelo mercado. O programa oferece empréstimos para microempreendedores individuais (MEIs) e empresas com faturamento anual de até R$ 360 mil. O governo vai destinar R$ 1,5 bilhão para garantias aos bancos. Esses recursos são remanescentes do FGO do programa Desenrola, que renegociou dívidas de mais de 15 milhões de pessoas físicas. Com essa garantia inicial, serão oferecidos R$ 5 bilhões em crédito. Posteriormente, mais recursos serão alocados para ampliar a oferta de crédito.

Para o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, este sistema de crédito é fundamental para o setor. “Ao criar uma linha de crédito exclusiva para MEIs e microempresas, criamos uma barreira de proteção para os pequenos negócios, que antes competiam pelo mesmo crédito com as grandes empresas. E os bancos, via de regra, preferem emprestar para as grandes, pois consideram um cliente de menor risco”, explicou o ministro que, nesta quinta-feira, 10 de outubro, participou do programa Bom Dia, Ministro (confira abaixo).

ACREDITA NO PRIMEIRO PASSO – Focado em famílias em situação de vulnerabilidade econômica, com ênfase em mulheres, negros, jovens e pessoas com deficiência, o Programa Acredita no Primeiro Passo visa oferecer oportunidades de trabalho e geração de renda, especialmente em territórios de alta vulnerabilidade. Programas como este têm o objetivo de incluir as parcelas mais vulneráveis da população. Esses grupos enfrentam barreiras adicionais para acessar oportunidades de trabalho e crédito, o que perpetua desigualdades. Ao criar condições para a inclusão produtiva, essas iniciativas não apenas geram emprego, mas também ajudam a promover um desenvolvimento mais igualitário, o que fortalece a coesão social.

DESENROLA PEQUENOS NEGÓCIOS – O Programa Desenrola Pequenos Negócios é voltado à renegociação de dívidas de microempresas e cooperativas, e oferece incentivos fiscais para instituições financeiras que participem da reestruturação dessas dívidas até o final de 2024. O Procred 360 e o Desenrola Pequenos Negócios são importantes porque oferecem um alívio direto para microempresários endividados, permitindo que renegociem suas dívidas com condições mais favoráveis.

ECO INVEST BRASIL – O Programa Eco Invest Brasil visa atrair investimentos privados externos para financiar projetos sustentáveis, como transição energética e bioeconomia. A medida inclui proteção cambial para operações de microcrédito e a criação de uma linha de crédito especial para a aquisição de veículos de taxistas. Ao focar em áreas como a transição energética e a bioeconomia, o Brasil pode se posicionar como um líder em práticas sustentáveis, ao mesmo tempo em que diversifica suas fontes de financiamento. Isso pode trazer benefícios de longo prazo, como a criação de empregos verdes e a redução das emissões de carbono, alinhando o país com as tendências globais de sustentabilidade.

NOVAS LINHAS DE CRÉDITO – A Lei Nº 1.725 também cria novas linhas de crédito, como a destinada à renovação da frota de taxistas, e amplia programas como o Pronampe, com maior prazo de pagamento e carência para operações de crédito. Essas iniciativas visam não só apoiar a recuperação dos microempreendedores, mas também promover a sustentabilidade e inclusão social, contribuindo para a recuperação econômica do país. A criação de novas linhas de crédito, como a destinada a taxistas, garante que setores específicos tenham a oportunidade de se reerguer e continuar operando, evitando o fechamento de negócios que são importantes para a economia local.

MERCADO IMOBILIÁRIO E GOVERNANÇA – Outro ponto importante é a atualização da Medida Provisória Nº 2.196-3, que fortalece o mercado de crédito imobiliário, permite à Empresa Gestora de Ativos (EMGEA) securitizar créditos imobiliários e adota práticas de governança mais rigorosas, buscando maior segurança e liquidez no mercado. A atualização da MP Nº 2.196-3 e o fortalecimento da EMGEA visam dar maior segurança e transparência ao mercado imobiliário, permitindo uma recuperação mais rápida deste setor. Isso não só aumenta a confiança dos investidores, mas também facilita o acesso a crédito para famílias e empresas que desejam adquirir imóveis, o que é um motor importante para a economia, dado o impacto da construção civil no emprego e no crescimento econômico.

LIQUIDEZ E COMPETITIVIDADE – Todas essas mudanças criam um ambiente financeiro mais robusto e competitivo, atraindo investidores nacionais e internacionais e incentivando o fluxo de recursos. A proteção cambial e a securitização de créditos são medidas que buscam mitigar riscos e atrair capital externo, o que pode impulsionar novos negócios e fortalecer a confiança no sistema financeiro brasileiro. Essas medidas, portanto, são cruciais não apenas para apoiar a recuperação imediata dos microempresários, mas também para garantir um crescimento mais sustentável, inclusivo e resiliente no longo prazo. Ao apoiar a inclusão social, o acesso ao crédito e a sustentabilidade, o Brasil se prepara para enfrentar os desafios econômicos futuros de maneira mais equilibrada e estruturada.

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PNAE: Campanha reivindica reajuste anual após 42% de perda no poder de compra em 14 anos

O Observatório da Alimentação Escolar (ÓAÊ) lança nesta quinta-feira (10) a campanha “Reajusta Pnae Sempre”. A iniciativa propõe a aprovação de uma lei que estabeleça o reajuste anual e permanente do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), protegendo o orçamento diante da inflação dos alimentos. Estudo publicado pelo Observatório constata a redução de 42% no poder de compra do Pnae ao analisar a série histórica da inflação dos alimentos e comparar com os reajustes realizados entre 2010 e 2024. A proposta de reajuste anual defendida utiliza como indicador o grupo Alimentos e Bebidas do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A redução no poder de compra do orçamento federal para a alimentação escolar se acumula diante de reajustes esporádicos com valores abaixo da inflação dos alimentos. Para retomar o poder de compra de 2010, seria necessário um reajuste de 72%, totalizando um acréscimo de R$ 4,2 bilhões ao orçamento federal do programa. Com o reajuste das perdas acumuladas, o orçamento do Pnae subiria para R$ 9,9 bilhões, quase o dobro dos R$ 5,7 bilhões atuais – valor obtido considerando o número de estudantes em 2023, baseado no Censo Escolar. Entre 2010 e 2024, o número de matrículas na educação básica pública teve crescimento de 7,7%, passando de 43,9 milhões de estudantes para 47,3 milhões. No mesmo período, o valor médio da cesta básica em 17 capitais brasileiras subiu 210% – de R$ 211,12 para R$ 654,79, segundo dados do Dieese. “De acordo com dados da FAO, o custo de uma alimentação saudável no Brasil, priorizando o consumo de frutas, legumes, verduras, arroz, feijão, aumenta a cada ano”, destaca a assessora executiva e de pesquisa do ÓAÊ, Débora Olimpio. A assessora do ÓAÊ salienta que o reajuste não isenta estados, municípios e o Distrito Federal da responsabilidade no cofinanciamento da alimentação escolar. “Todos os entes federativos devem se comprometer com a qualidade e a adequação da alimentação escolar, destinando aportes financeiros para o cofinanciamento do programa em suas localidades e priorizando a compra de alimentos da agricultura familiar”, defende.

Necessidade imediata

A campanha também cobra a inclusão do reajuste da alimentação escolar para 2025 na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA), a serem votadas ainda este ano pelo Congresso Nacional. Para Mariana Santarelli, coordenadora do ÓAÊ e da FIAN Brasil, assegurar recursos para a alimentação escolar é uma importante medida no enfrentamento à fome e à insegurança alimentar. “Todos os anos precisamos lutar para que o governo assegure o poder de compra do Pnae, com mais recursos na Lei Orçamentária Anual. Isso não faz o menor sentido, a alimentação escolar não pode ficar sujeita à vontade política do Congresso Nacional e aos constantes ajustes fiscais. Alimentação é direito”, enfatiza. Tramitam no Congresso diversos projetos de lei sobre o reajuste anual automático do Pnae. Atualmente, apenas o Projeto de Lei 2.754/2023, da senadora Teresa Leitão (PT-PE), utiliza o IPCA Alimentos e Bebidas como indicador para a correção anual – indicado pelos estudos do ÓAÊ como o mais adequado para esta finalidade. Planejar medidas que garantam a proteção do orçamento do Pnae pode beneficiar a agricultura familiar e fortalecer políticas sustentáveis diante do cenário global de mudanças climáticas, aponta o assessor de advocacy do ÓAÊ, Pedro Vasconcelos. “O mecanismo de compras da agricultura familiar previsto na Lei 11.947 de 2009 (Lei do Pnae) é um forte incentivador do desenvolvimento de cadeias curtas de comercialização, responsáveis por aproximar produção e consumo e, ao diminuir distâncias, favorecer sistemas alimentares sustentáveis e com menos emissões”, conta. “Ao mesmo tempo, a priorização de alimentos in natura e minimamente processados contribui para a mitigação em comparação com dietas baseadas em maior proporção de produtos ultraprocessados.”

Consea também pede a medida

A relação entre o reajuste do Pnae e as mudanças climáticas também foi destacada pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), em posicionamento favorável ao reajuste permanente. “Em função da inexistência de um mecanismo permanente de reajuste anual, o Pnae se torna vulnerável à flutuação dos preços dos alimentos, com tendência de agravamento no contexto de coexistência de múltiplas crises, sobretudo a climática, que afetam os sistemas alimentares e, por consequência, a segurança alimentar e nutricional”, destaca o Conselho em recomendação destinada ao Governo Federal e ao Congresso. O documento defende a instituição de “uma regra permanente de reajuste anual dos valores per capita do Pnae, com base no IPCA Alimentação e Bebidas”. Em nome da presidente do Consea, Elisabetta Recine, a recomendação foi enviada ao ministro da Educação, Camilo Santana, ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, à ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e ao presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco.  O Consea também propõe que o orçamento de 2025 incorpore as perdas inflacionárias entre 2010 a 2024, “resultando no aumento da dotação orçamentária atual de R$ 5,7 bilhões para R$ 9,9 bilhões”.

Aquecimento Global: Venezuela se tornou o primeiro país a perder todas as suas geleiras

A Venezuela acaba de anunciar oficialmente o derretimento de sua última geleira. A imponente La Corona, um dos destinos turísticos mais procurados por brasileiros e outros visitantes do mundo inteiro entre as décadas de 1950 e 1980, que cobria 4,5 quilômetros quadrados no Parque de Serra Nevada, foi reclassificada pelos cientistas como um simples campo de gelo.O triste comunicado, feito recentemente, representa uma derrota (mais uma na América do Sul!) contra as mudanças climáticas. Mais que uma atração turística, La Corona, que ficava próxima ao Pico Humboldt, a quase 5 mil metros de altitude, era um símbolo da natureza, e sua queda representa um impacto real na vida do país e por consequência ao nosso planeta.

Na primeira década do século passado, o país ostentava seis geleiras, que cobriam uma área total de mil quilômetros quadrados, e, em 1956, o Clube Andino Venezuelano organizou um campeonato de esqui cross-country nas montanhas do Pico Espejo, no estado de Mérida. O que restou de tudo isso, em 2024, foi um “um pedaço de gelo com 0,4% do seu tamanho original”, afirmou o professor Julio Cesar Centeno, da Universidade dos Andes, à AFP.

Por que La Corona não é mais uma geleira?

Para ser conceituada como geleira, a massa de gelo deve ter pelo menos 10 hectares.Para ser conceituada como geleira, a massa de gelo deve ter pelo menos 10 hectares.Fonte:  Getty Images 

Segundo os padrões internacionais, uma geleira precisa medir pelo menos 10 hectares, o equivalente a 0,1 quilômetro quadrado. Esse padrão já havia sido perdido, desde 2011, pelas geleiras existentes nos picos El León, La Concha, El Toro e Bolívar. Uma pesquisa feita nos últimos cinco anos indicou uma perda de 98% na coberta glacial da Venezuela entre 1953 e 2019, sendo de 17% nos últimos quatro anos da série analisada. Em uma tentativa desesperada para “proteger” a geleira, autoridades do governo venezuelano tentaram cobrir o que restou de gelo com uma cobertura de polipropileno, como as utilizadas em países alpinos para proteger as pistas de esqui durante o verão. Anunciada pelo presidente Nicolás Maduro, a medida visa “salvar as geleiras de Mérida”.A operação, que envolveu 35 rolos de manto, cada um com 2,75 metros de largura por 80 metros de comprimento, levados para o pico em helicópteros militares, é considerada inútil, visto que restam apenas 2 hectares dos 450 que ligavam Humboldt ao pico Bonpland.

Qual o resultado do plano da Venezuela para salvar sua geleira?

Além de não salvar a geleira, as mantas podem poluir o parque.Além de não salvar a geleira, as mantas podem poluir o parque.Fonte:  Getty Images 

O mirabolante plano de salvação, não conseguiu evitar o desastre ambiental e provocou protestos entre os cientistas e conservacionistas. “Estão ‘protegendo’ uma geleira que não existe mais”, diz Centeno. “É uma coisa ilusória, uma alucinação, é completamente absurdo”, conclui. Considerada imprudente, a iniciativa tem potencial para contaminar todo o ecossistema do parque, à medida que o tecido “protetor” se decompõe em microplásticos com o tempo. “Esses microplásticos são praticamente invisíveis, vão para o solo e de lá vão para as plantações, para as lagoas, para o ar, então as pessoas vão acabar comendo e respirando isso”, alerta Centeno. Mantenha-se atualizado sobre os impactos das mudanças climáticas em nosso planeta, aqui no TecMundo e descubra como o derretimento do gelo polar está mudando duração do ano na Terra.

tecmundo

Abono salarial PIS-Pasep 2024: trabalhadores ainda têm R$ 228 milhões disponíveis para saque

Mais de 247 mil trabalhadores que têm direito ao abono salarial PIS-Pasep 2024 ainda não sacaram o benefício, informou o Ministério do Trabalho nesta segunda-feira (14). Ao todo, R$ 228.651.555 estão disponíveis para saque. O abono salarial é um benefício no valor de até um salário-mínimo concedido anualmente a trabalhadores e servidores que atendem aos requisitos do programa. Neste ano, têm direito ao abono funcionários da iniciativa privada (PIS) e servidores públicos (Pasep) que trabalharam durante pelo menos 30 dias em 2022 e receberam até dois salários-mínimos por mês (veja mais regras abaixo).

O prazo para sacar o dinheiro termina no dia 27 de dezembro. Após essa data, as parcelas não pagas serão devolvidas ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), seguindo as regras do programa. Nesse caso, ainda é possível recuperar os valores, mas o processo passa a ser feito pelos canais do Ministério do Trabalho. Para quem pediu a revisão do abono salarial por meio de recurso administrativo, os pagamentos serão emitido mensalmente, todo dia 15 ou no primeiro dia útil subsequente.

Como sacar?

  • PIS: o pagamento do PIS (Programa de Integração Social) aos trabalhadores da iniciativa privada é administrado pela Caixa Econômica Federal. As pessoas que possuem conta corrente ou poupança na Caixa receberam o abono automaticamente, conforme o calendário de pagamentos, informou o banco. Se não, é possível solicitar os valores por meio do aplicativo Caixa Tem ou pelos demais canais de pagamento oferecidos pelo banco, como agências, lotéricas, terminais de autoatendimento e Caixa Aqui.
  • Pasep: o Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) é válido para os servidores públicos, e os depósitos são feitos pelo Banco do Brasil. Clientes do BB receberam os créditos diretamente em conta corrente ou poupança, segundo a instituição. Já quem não é correntista pode receber os valores pelo site ou presencialmente nas agências de atendimento do Banco do Brasil.

Quem tem direito ao abono salarial?

Os trabalhadores devem atender aos seguintes critérios para ter direito ao benefício:

  • estar cadastrado no programa PIS/Pasep ou no CNIS (data do primeiro emprego) há pelo menos cinco anos;
  • ter trabalhado para empregadores que contribuem para o Programa de Integração Social (PIS) ou para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep);
  • ter recebido até 2 salários-mínimos médios (no valor em vigor no ano-base) de remuneração mensal no período trabalhado;
  • ter exercido atividade remunerada durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base da apuração (2022);
  • ter os dados informados pelo empregador (pessoa jurídica ou governo) corretamente na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) ou no eSocial do ano-base considerado para apuração (2022).

Quem não tem direito ao abono salarial?

  • empregado(a) doméstico(a);
  • trabalhadores rurais empregados por pessoa física;
  • trabalhadores urbanos empregados por pessoa física;
  • trabalhadores empregados por pessoa física equiparada a jurídica.

Qual é o valor?

O valor do abono salarial é proporcional ao tempo de serviço do trabalhador no ano-base em questão. O cálculo corresponde ao valor atual do salário-mínimo dividido por 12 e multiplicado pela quantidade de meses trabalhados no ano-base. Assim, somente quem trabalhou os 12 meses do ano-base recebe o valor total de um salário-mínimo. Neste ano, o benefício irá variar de R$ 118 a R$ 1.412Veja abaixo os valores conforme a quantidade de meses trabalhados:

Valor do Abono Salarial

QUANTIDADE DE MESES TRABALHADOS NO ANO-BASE VALOR DO ABONO SALARIAL
1 R$ 118
2 R$ 235
3 R$ 353
4 R$ 471
5 R$ 588
6 R$ 706
7 R$ 824
8 R$ 941
9 R$ 1.059
10 R$ 1.177
11 R$ 1.294
12 R$ 1.412

Como consultar?

Para fazer a consulta pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, siga o passo a passo:

  1. Certifique-se de que o aplicativo esteja atualizado;
  2. Acesse o sistema com seu número de CPF e a senha utilizada no portal gov.br;
  3. Toque em “Benefícios” e, em seguida, em “Abono Salarial”. A tela seguinte irá informar se o trabalhador está ou não habilitado para receber o benefício.

Vale lembrar que trabalhadores do setor privado também podem consultar a situação do benefício e a data de pagamento nos aplicativos Caixa Trabalhador Caixa Tem.

Ainda tem dúvidas?

Mais informações podem ser solicitadas nos canais de atendimento do Ministério do Trabalho e nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho, pelo telefone 158 ou pelo e-mail: trabalho.uf@economia.gov.br (substituindo os dígitos UF pela sigla do estado do trabalhador) 

Dia do professor é feriado nacional?

Calendário 2024 — Foto: Jéssica França/g1

Dia do Professor é celebrado nesta terça-feira (15) em todo o país. A data faz referência ao dia em que foi sancionada a lei que 👉 De acordo com o decreto de 1963, que criou a celebração, a data não é um feriado nacional, mas sim um feriado escolarOu seja, é um feriado válido para alunos, professores e funcionários das instituições de ensino. 📚 Por ser um feriado escolar, o Dia do Professor não está na lista de feriados nacionais e pontos facultativos de 2024, divulgada pelo governo federal.

Dia do professor no Distrito Federal

Segundo a Secretaria de Educação do DF, nesta terça-feira (15) não haverá aula para os estudantes da rede pública de ensino. A pasta informa que a ausência de atividades não vai causar “qualquer prejuízo do cumprimento dos 200 dias letivos previstos no calendário escolar”. Já as instituições de ensino particulares têm autonomia para decidir se aderem ou não ao feriado escolar.

g1

RAJADA DE VENTOS EM SP FOI MAIS FORTE JÁ REGISTRADA DESTE 1995

São Paulo – A rajada de vento que atingiu a zona sul da cidade de São Paulo durante a tempestade desta sexta-feira (11/10) chegou à velocidade de 107 km/h e foi a mais forte já registrada pela Defesa Civil de São Paulo desde 1995, quando teve início a série histórica de dados do órgão. Em meio ao temporal, a cobertura de um shopping chegou a sair voando e atingiu um carro que passava pelo estacionamento do local. O recorde anterior era de 3 de novembro de 2023, quando a região metropolitana teve ventos de 103,7km/h. Na época, os estragos na rede elétrica impactaram o fornecimento de luz por mais de uma semana em vários bairros da Grande São Paulo.  A Vila Andrade e no Guarapiranga, na zona sul da capital paulista, foram alguns dos bairros que amanheceram sem luz. Com semáforos apagados, os pedestres que precisavam atravessar a Av. Giovanni Gronchi na manhã deste sábado (12/10) tinham que pedir ajuda aos motoristas. Não havia funcionários da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) quando a reportagem do Metrópoles passou no local. O presidente da Enel, concessionária responsável pelo fornecimento de energia na capital paulista, convocou uma coletiva de imprensa para falar sobre as medidas que a empresa está tomando desde o início da noite de ontem. Em novembro de 2023, a Enel chegou a ser multada pela demora no reestabelecimento de energia. Os ventos fortes desta sexta também impactaram o funcionamento do Aeroporto de Congonhas, que teve operações de pousos e decolagens suspensas por causa da tempestade. Segundo a Aena, concessionária que administra o terminal, seis pousos foram desviados para outros aeroportos e duas decolagens foram suspensas, no período entre 19h53 e 20h12 desta sexta. No Aeroporto Campo de Marte, as rajadas chegaram a 88,9km/h às 19h44, segundo monitoramento do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). Pelo menos quatro pessoas morreram em todo o estado durante as chuvas desta sexta. Em Bauru, no interior paulista, a queda de um muro deixou três pessoas, entre elas uma criança, e um cachorro, mortos. Em São Paulo, uma pessoa morreu no Campo Limpo, zona sul, após a queda de uma árvore. O Corpo de Bombeiros registrou 142 chamadas para queda de árvores na região metropolitana entre a meia-noite e às 8h da manhã desta sexta.

metropoles

AS PROMESSAS DEUS PARA ISRAEL

AS PROMESSAS DE DEUS
Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu

O QUE ESTUDAREMOS?
As promessas divinas para Israel foram proferidas há mais de 4.000 anos, antes do advento do Senhor Jesus. Tudo começou quando Deus chamou Abrão e fez-lhe promessas referentes ao propósito divino de formar uma grande nação. Nessa chamada, estão implícitas as promessas para Israel como uma nação singular dentre todos os povos da Terra, a fim de, de maneira especial, cumprir os propósitos divinos para a humanidade. Por isso, nesta lição, veremos que muitas promessas de Deus para Israel são irrevogáveis. Elas foram feitas por Deus a Abraão, a Isaque, a Jacó e a Davi, sendo posteriormente confirmadas com o advento do Senhor Jesus Cristo.
PRELIMINARES
Antes de iniciar a exposição dos pontos importantes da lição, vamos relembrar nossa divisão didática apresentada no vídeo intitulado “Como se preparar para o Novo Trimestre”. Em seguida, destacaremos uma informação crucial para o entendimento das lições dois e três: a diferença entre Israel e a Igreja.

DIVISÃO DIDÁTICA
A divisão a seguir é pessoal, portanto, você como professor pode ter opinião diferente da minha. Podemos dividir o conjunto de lições deste trimestre em quatro partes:

DIFERENÇAS ENTRE ISRAEL E A IGREJA
É muito comum os crentes confundirem a identidade e os limites dos termos “Igreja” e “Israel”. As perguntas que se fazem nesse sentido são muitas e as respostas a elas nem sempre são acertadas conforme o que a Bíblia realmente ensina. A primeira confusão é supor que o termo Igreja engloba todos os salvos da história. Isso não é verdade. Jesus, durante seu ministério terreno, independente das pessoas que foram salvas por Deus antes daqueles dias, trata a Igreja como algo que ele ainda formaria (Mt 16.18), da qual o fundamento seria formado pelo ensino e pelo ministério dos apóstolos e profetas do NT (Ef 2.20). A distinção entre o Israel natural e a Igreja revela que não são a mesma entidade (1Co 10.32; Gl 6.16). O termo “Israel natural” pretende aqui descrever os israelitas de sangue, muitos do quais permanecem na incredulidade. A partir do Pentecostes, os israelitas que creem passam a fazer parte da igreja. A Igreja, portanto, é formada pelos crentes verdadeiros que compuseram o corpo dos salvos em Atos 2 e daí por diante. Os salvos do Antigo Testamento, por sua vez, foram salvos do mesmo modo que os do NT (pela fé em Deus e em suas promessas de Redenção, segundo a graça do Senhor) e fazem parte de um único grupo de salvos e redimidos, mas não recebem a designação de Igreja, pois essa tem sua função a partir do NT. Em outras palavras, todos os integrantes da Igreja “verdadeira” são salvos, mas nem todos os salvos da história fazem parte do grupo denominado como Igreja (aliás, os “salvos” formam um grupo maior que vai desde o salvo Abel até o último salvo da história futura). A segunda confusão é achar que o chamado de Israel envolvia a salvação de cada um dos seus membros, assim como acontece com a Igreja. Isso também não é verdade. Enquanto cada integrante da Igreja verdadeira é adicionado a ela por meio da conversão e redenção, o chamado de Israel por Deus teve um caráter instrumental que trabalha com o povo como um todo, incluindo judeus salvos e não salvos. O chamado de Israel como povo não coincide com o chamado para a salvação. Vale lembrar que os judeus do AT convertidos fazem parte do grupo dos salvos de toda a história, mas não fazem parte da Igreja neotestamentária. A terceira confusão é pensar que a Igreja é identificada agora como Israel. A confusão, dessa vez, é pensar, apoiado nos enganos anteriores, que a Igreja substituiu Israel. Isso também não é verdade. Esse engano se esquece que, enquanto Israel tem uma função instrumental dada por Deus, a Igreja também tem uma que é ligada à sua existência e sua identidade. Os salvos de toda história formam “apenas um grupo” (que engloba tanto os israelitas crentes como os remidos da igreja de Cristo), mas Israel e igreja ocupam “funções históricas distintas” dentro do plano de Deus, de modo que um não pode ser identificado como o outro, nem assumir o lugar instrumental do outro. As conclusões a que podemos chegar, de modo resumido, são as seguintes:
• Há apenas um grupo de salvos, o qual compreende os salvos de antes de Abraão, os salvos de Israel e dos gentios dos dias de Israel no AT, os salvos de todos os povos e nações introduzidos na igreja de Cristo e os salvos dos dias escatológicos, ou seja, até a última pessoa da história a ser salva. Um grupo de salvos apenas, todos salvos pela graça de Deus, todos por meio da fé (cf. Hb 11). Ainda assim, Deus se utiliza, ao longo da história, tanto de Israel como da Igreja de maneiras distintas na execução dos seus propósitos no mundo.
• A Igreja verdadeira é formada apenas por salvos, enquanto Israel é um povo com salvos e não salvos, de modo que Igreja e Israel são dois grupos distintos no uso por Deus ao longo da história.
• Apesar de a Igreja verdadeira ser formada apenas por salvos, o termo Igreja não é usado nas Escrituras para designar todos os salvos da história.
• Deus não tem mais de um grupo de salvos (o povo salvo de Deus). Mas ele lança mão, durante a história, na administração de seus propósitos, de povos distintos como o “povo de Israel” (que inclui judeus salvos e não salvos) e a Igreja verdadeira e invisível de Cristo, formada apenas por salvos. Assim, chamar Israel de “povo de Deus” não tem o mesmo significado de quando se refere aos salvos como o “povo de Deus”. Cada uma dessas expressões, aplicada distintamente a cada grupo, tem limites diferentes em seu significado. Segue imagem ilustrativa: Todo esse preâmbulo é necessário para dizer o seguinte: Cremos e adotamos a visão teológica do dispensacionalismo, portanto, rejeitamos a teologia da substituição ou supersessionismo. O que isso implica? A igreja não tomou o lugar de Israel nos planos de Deus. Desse modo, há promessas que são específicas para Israel e outras para a igreja.

TEXTO ÁUREO – COMPARAÇÃO DE TRADUÇÕES
Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem. E por meio de você eu abençoarei todos os povos do mundo. (Gn 12.3 NTLH). No texto de Gênesis 12.2-3 encontramos sete bençãos prometidas a Abrão conforme o fluxograma
abaixo:
PROMESSA 01
PROMESSA 02
PROMESSA 03
“Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, PROMESSA ou ORDEM 04 PROMESSA 05 e você será uma bênção. Abençoarei os que o abençoarem PROMESSA 06 PROMESSA 07

VERDADE PRÁTICA
e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados”. Ainda que a queda espiritual tenha ocorrido com Israel, há uma gloriosa promessa ao remanescente fiel. A verdade prática será melhor abordada no último ponto da lição. Porém um comentário sintético pode ser dado neste momento.
1. Queda Espiritual de Israel: Romanos 11 aborda a queda espiritual de Israel, destacando que, apesar de terem sido escolhidos por Deus, muitos israelitas se afastaram da fé. O fato de Deus nos chamar e nos fazer promessas gloriosas, não nos impede de cair em erro ou apostasia.
2. Promessa Gloriosa: Mesmo com a queda espiritual, há uma promessa gloriosa para o remanescente fiel. Romanos 11.5 menciona que “assim, pois, também agora, neste tempo, ficou um remanescente, segundo a eleição da graça”. Há sempre espaço para o arrependimento, perdão e restauração.
3. Fidelidade do Remanescente: A fidelidade dos remanescentes é crucial para alcançar a promessa gloriosa. Por fim, entendemos que a fidelidade é um tema central, mostrando que, ao permanecermos firmes em nossa fé, podemos experimentar as bênçãos e promessas de Deus.

I. ISRAEL: A PROMESSA DA CRIAÇÃO DE UMA GRANDE NAÇÃO
Em Gênesis, veremos, nos capítulos 1—11.1) a criação de todas as coisas; 2) a corrupção de todas as coisas; 3) a condenação de todas as coisas; 4) a confusão de todas as coisas. Nos capítulos 12—50, é possível ver a era dos patriarcas: 1) Abraão; 2) Isaque; 3) Jacó; 4) José. Portanto, deixando de lado a história primeva narrada nos 11 primeiros capítulos, chegamos à gênese da nação de Israel.
1.1 “E far-te-ei uma grande nação” (v.2).
A LIÇÃO DIZ: Essa promessa tinha como objetivo mostrar a Abrão o propósito de Deus em formar, a partir dele, uma grande nação, diferente de todas as outras, a nação de Israel (Gn 12.2). Ao longo da história, esse propósito se cumpriu de maneira evidente e poderosa. Quando Deus disse a Abraão que ele seria pai de uma grande nação, o patriarca estava com 75 anos, e sua esposa, Sara, era estéril. Anos depois, Deus renovou a sua promessa de criar uma grande nação a partir de Abraão (Gn 15.4,5). Deus cumpriu essa promessa feita a Abraão (Nm 23.19). Em Dt 1.10, Moisés descreveu o cumprimento dessa promessa, dizendo: “O SENHOR, vosso Deus, já vos tem multiplicado; e eis que já hoje em multidão sois como as estrelas dos céus”.
1.2 E abençoar-te- ei, engrandecerei o teu nome e tu serás uma bênção” (v.2).
A LIÇÃO DIZ: Deus desejou promover o nome de Abrão numa dimensão jamais imaginada pelo patriarca. Entretanto, a promessa não era meramente materialista. A bênção material deveria carregar um testemunho espiritual: “E tu serás uma bênção” (Gn 12.2). Nenhuma nação teria dúvida de que era Deus que faria isso com Abrão. Era uma promessa por demais significativa, pois Abrão era filho de uma família idólatra (Gn 12.1) e Deus o escolheu para ser pai de um povo que ainda surgiria: o povo de Israel. A história hebreia comprova que o patriarca Abraão foi, de fato, uma grande bênção
para os israelitas.
Vamos destacar três pontos:
• “E abençoar-te-ei”. Deus cumpriu essa promessa, abençoando tanto Abraão como os seus descendentes (Gn 13.2). Em Gn 24.34,35, está escrito: Então ele disse: — Sou servo de Abraão. O SENHOR tem abençoado muito o meu senhor, e ele se tornou um grande homem. O SENHOR lhe deu ovelhas e bois, prata e ouro, servos e servas, camelos e jumentos.
• “engrandecerei o teu nome”. Deus tem cumprido essa promessa, pois o nome de Abraão é respeitado no mundo inteiro. O nome de Abraão é respeitado por mais de três bilhões de pessoas que professam as três grandes religiões monoteístas do planeta: o cristianismo, o islamismo e o judaísmo. Portanto, mais da metade da população mundial tem Abraão como pai genético e/ou como pai espiritual. Os construtores de Babel quiseram tornar o seu nome grande e foram desbaratados. Abrão, porém, teve seu nome engrandecido por Deus e entrou para a história com seis títulos de honra: 1) pai de numerosas nações (17.5);

2) confidente de Deus (18.17-19);

3) profeta (20.7); 4) príncipe de Deus (23.6);

5) servo de Deus (Sl 105.6);

6) amigo de Deus (2Cr 20.7).
• “e tu serás uma bênção”. Deus tem cumprido essa promessa, pois, Abraão tem sido uma bênção para o mundo inteiro (Rm 4.13). Em Is 51.2, o Senhor diz: “Olhai para Abraão, vosso pai, e para Sara, que vos deu à luz; porque sendo ele só, eu o chamei, e o abençoei, e o multipliquei”. Abrão não devia guardar as bênçãos de Deus para si, mas usá-las para abençoar outros. Além disso, seu testemunho de fé ainda abençoa vidas nos dias de hoje.
1.3 “E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem” (v.3).
A LIÇÃO DIZ: Essa foi uma promessa dupla: de bênção e de maldição. Na verdade, Abraão seria uma grande influência para os que se relacionavam com ele. De modo que Deus abençoaria os que auxiliassem Abraão e castigaria quem o amaldiçoasse. Esse evento faria de Abrão uma influência mundial que perduraria em sua posteridade. Além disso, essa promessa é confirmada em Números: “Benditos os que te abençoarem, e malditos os que te amaldiçoarem” (24.9). Vamos expor esse subponto em dois pontos:
• “E abençoarei os que te abençoarem”. Deus tem cumprido essa promessa ao longo da história, pois aqueles que têm abençoado Abraão e seus descendentes têm sido recompensados por Deus (Gn 30.27; 39.5). Em Gn 27.27-29, Isaque confirmou a bênção de Abraão sobre o seu filho Jacó, dizendo: “Eis que o cheiro do meu filho é como o cheiro do campo, que o SENHOR abençoou. Assim, pois, te dê Deus do orvalho do céu, e das gorduras da terra, e abundância de trigo e de mosto. Sirvam-te povos, e nações se encurvem a ti; sê senhor de teus irmãos, e os filhos de tua mãe se encurvem a ti; malditos sejam os que te amaldiçoarem, e abençoados sejam os que te abençoarem”.
• Deus também tem cumprido essa promessa ao longo da história, pois todos aqueles que se levantaram contra o povo judeu ao longo da história não têm ficado impunes (1Cr 16.20-22). O profeta Balaão reconheceu que não podia amaldiçoar quem Deus abençoou (Nm 23.8). Em Ne 13.2, está escrito que Deus converteu a maldição em bênção. 1.4 “E em ti serão benditas todas as famílias da terra” (v.3).
A LIÇÃO DIZ: Essa promessa é considerada uma segunda profecia das Escrituras a respeito do Senhor Jesus (A primeira está registrada em Gênesis 3.15). Podemos ter essa confirmação por meio da Carta de Paulo aos Gálatas, em que uma bênção espiritual viria por meio de um descendente de Abraão, o pai dos israelitas. Essa bênção diz respeito ao advento do Senhor Jesus Cristo, sua boa notícia oferecida a todas as nações (Gl 3.8,16; cf. Jo 3.16). Deus tem cumprido essa promessa ao longo da história, inclusive em nossos dias, por intermédio de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Em Gl 3.8, está escrito que “tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti”. E, em Gl 3.29, está escrito: “E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão e herdeiros conforme a promessa”. A bênção pessoal de Abrão é ao mesmo tempo uma bênção para outros.

II. OUTRAS PROMESSAS A ISRAEL
2.1 A promessa de um filho a Abraão.
A LIÇÃO DIZ: Além das solenes promessas de Deus a Abraão, o Senhor prometeu-lhe um filho. A promessa pareceu estranha ao patriarca, pois como vimos anteriormente, ele era avançado em idade, sua esposa também, além dela ser estéril. O pai da fé argumentou com Deus que provavelmente seu servo, Eliezer, seria seu herdeiro. No entanto, o Senhor asseverou-lhe que não. Deus iria cumprir a sua grandiosa promessa na vida de Abraão (Gn 15.4-6). O filho da promessa, portanto, seria Isaque (Gn 21.1-7). Além das solenes promessas de Deus a Abraão, com 75 anos, Sara, a sua esposa, também era de idade avançada, além de estéril, o que por si só é contra toda a lógica humana. Ainda assim, o Senhor prometeu-lhe um filho, que seria o seu herdeiro, para cumprir a promessa de que, por meio dessa criança, faria da descendência de Abraão uma grande nação. O “Pai da fé” fraquejou após 10 anos, quando já tinha 85 anos. Ele ouviu o conselho errado da sua esposa e uniu-se à sua serva, Agar, de quem teve um filho, que recebeu o nome de Ismael (Gn 16.11). Isso é uma prova de que, mesmo homens de Deus do maior conceito podem falhar, errar e
até pecar. Ismael já era um adolescente, Abraão e Sara já avançados em idade. O impossível “ficou impossível duas vezes”. Mesmo que Sara não fosse estéril, pelo fator idade, nem ela e nem Abraão poderiam gerar. Porém, Deus visita esse casal, ratifica a promessa e dar e estipula um tempo para o cumprimento. No tempo determinado, Sara estava amamento Isaque. Esses fatos provam que, para Deus cumprir as suas promessas, não há necessidade de arranjos ou atalhos. Ele vela pela sua Palavra para cumpri-la (Jr 1.12).
2.2 A promessa de um filho a Isaque.
A LIÇÃO DIZ: Deus não se esquece de suas promessas. Após a morte de Sara, Abraão casou se com Quetura. Ele tinha mais de 100 anos e teve seis filhos com ela (Gn 25.1-5). Antes de morrer, Abraão providenciou uma esposa para Isaque, por intermédio de Eliézer, seu servo. Este foi à Mesopotâmia, e lá, por direção de Deus, encontrou uma esposa, Rebeca, para o filho de seu senhor, e a levou a Isaque, que se casou com ela. No tempo próprio, ela deu à luz a dois filhos gêmeos: Esaú e Jacó (Gn 25.24-26).
Três pontos merecem destaque:
• Providência Divina: Abraão tomou medidas proativas para assegurar um futuro promissor para seu filho Isaque. Através do servo Eliézer, a providência divina guiou o processo, destacando que Deus é fiel em cumprir Suas promessas e prover tudo o que precisamos.
• Persistência na Oração: Isaque, ao perceber a esterilidade de Rebeca, não desistiu ou se desesperou. Em vez disso, ele orou ao Senhor por sua esposa. Isso nos ensina sobre a importância da oração e da confiança em Deus, mesmo quando enfrentamos situações impossíveis. Para Deus, tudo é possível.
• Cumprimento da Promessa: No tempo certo, Deus respondeu à oração de Isaque e Rebeca deu à luz gêmeos, Esaú e Jacó. Isso demonstra que as promessas de Deus se cumprem no tempo devido. Mesmo que possamos enfrentar desafios e esperar por um longo tempo, Deus é fiel para cumprir o que prometeu.
2.3 A promessa renovada.
A LIÇÃO DIZ: O Senhor falou com Jacó e reiterou a promessa feita a Abraão, de que lhe daria aquelas terras (Gn 26.3,4).
• Comunicação Divina: O Senhor falou diretamente com Jacó, mostrando que Deus busca uma relação pessoal com Seus escolhidos. Deus ainda fala conosco hoje, nos guiando e nos assegurando de Suas promessas.
• Reiteração da Promessa: Deus reitera a promessa feita a Abraão, agora para Jacó. Essa continuidade demonstra a fidelidade de Deus através das gerações. O que Ele promete, Ele cumpre, independentemente do tempo que passe.
2.4 Promessa do Reino do Messias.
A LIÇÃO DIZ: Por intermédio do profeta Isaías, Deus falou que o Messias nasceria da descendência de Jessé, pai de Davi, para redimir Israel e a humanidade. Por isso, o Senhor Jesus é chamado de “O Filho de Davi” (Lc 18.37-4o), o “Emanuel”: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de EMANUEL, que traduzido é: Deus conosco” (Mt 1.23; cf Is 7.14).
• A Promessa do Reino do Messias: Esperança para Israel e para o Mundo. O Reino do Messias, prometido através do profeta Isaías, trouxe uma renovação da esperança para o povo de Israel. A promessa de que o Messias nasceria da descendência de Jessé, pai de Davi, revelou que Deus não havia se esquecido de Seu povo. Por meio dessa linhagem real, o Senhor preparou um Salvador que seria uma resposta definitiva para as necessidades espirituais de Israel e de
toda a humanidade.
• O Filho de Davi: O título “Filho de Davi” não destaca apenas a conexão de Jesus com a casa real de Israel, mas também lembra que Ele veio como um Rei que traria justiça e paz rigorosas. Seu reinado, diferentemente dos reis terrenos, tem um caráter eterno e espiritual, abrangendo todas as famílias da terra.
• Emanuel, a Presença de Deus entre Nós: A promessa do Messias como “Emanuel”, que significa “Deus conosco”, revela a intenção de Deus em se aproximar de Sua criação de uma maneira única e pessoal. Ele é o Deus que caminha conosco, que nos entende e nos conduz à reconciliação com o Pai. A promessa do Messias como Emanuel nos relembra que a presença de Deus não está distante, mas sim ao nosso lado, trazendo paz, consolo e redenção para a vida daqueles que O aceitam como Senhor e Salvador.

III. A PROMESSA DE SALVAÇÃO PARA ISRAEL
3.1 A queda de Israel.
A LIÇÃO DIZ: O Novo Testamento mostra claramente a queda de Israel. A nação não conseguiu exercer o papel de nação sacerdotal no meio de outras nações (Lc 21.24). Por isso, os capítulos 9 11 da Epístola de Paulo aos Romanos trata de algumas questões que muitos cristãos dos dias atuais se fazem hoje: Como as promessas de Deus para Israel podem permanecer válidas hoje? Elas foram revogadas? De fato, Israel permanece em rebelião contra Deus porque a nação não reconheceu o Senhor Jesus como o seu Messias verdadeiro (Rm 9.30-31; 11.11-15). E quanto ao futuro de Israel? É verdade, como alguns ensinam, que Deus colocou Israel de lado, que a Igreja é o novo Israel de Deus e que todas as promessas feitas a Israel se aplicam à Igreja? Romanos é uma das refutações mais enérgicas das Escrituras a essa ideia. O capitulo pode ser resumido assim:
Deus não rejeitou definitivamente Israel (v.1)
• Deus sempre reserva um remanescente fiel em Israel (2-4);
• Pela graça Deus mantém o remanescente (5-6);
• O pequeno remanescente foi eleito enquanto a grande maioria de Israel foi endurecida (7
10);
• Foram rejeitados temporariamente para que os gentios fossem alcançados (11);
• Como sua transgressão redundou em bênção, assim será quando forem “plenos” (12);
• Enquanto Israel está afastado, um pequeno número crê na pregação (13-14);
• Previsão do restabelecimento de Israel como fonte de bênçãos (15);
• Israel é comparado a ramos naturais quebrados e a igreja é comparada a ramos de fora da
oliveira (ramos de oliveira brava) que são enxertados (16-17);
• Os cristãos gentios não devem desprezar Israel (18-20);
• Israel caído é ainda chamado de “ramo natural” em contraste com a igreja, “oliveira brava”
(21);
• Dispensações diferentes para Israel e a igreja (22);
• Está aberta a via necessária para o retorno de Israel (23);
• Declaração de que a igreja tem uma origem descontinuada com Israel (foi enxertada contra a natureza vindo de uma fonte de outro tipo) e o prenúncio da restauração futura de Israel que, como o ramo natural, será enxertado novamente na videira de onde foi cortada (24).
• O endurecimento de Israel durará até o final do tempo da igreja gentílica (25).
• Depois disso, todo o Israel será restaurado (26);
• A nova aliança com Israel (Jr 31.31-34) é a garantia do seu perdão (27);
• O amor e a eleição de Deus sobre Israel são perpétuos devido às promessas “irrevogáveis” de Deus (28-29);
• O processo de salvação aplicado à igreja na atualidade será também aplicado a Israel no futuro (30-32);
• Esse plano de atuação de Deus (endurecer Israel para conceder graça aos gentios e, depois de completado o tempo da igreja, voltar a conceder graça a Israel e o restaurar) é algo misterioso e maravilhoso que não podemos compreender plenamente, mas, por ele, glorificamos a Deus (33-36).
3.2 A tristeza de Paulo por Israel.
A LIÇÃO DIZ: O capítulo 9 de Romanos revela a demasiada tristeza do apóstolo pelos judeus que não conhecem a Cristo (Rm 9.2). Sim, os judeus que não conhecem a Cristo estão em uma situação muito difícil, pois o Senhor Jesus descende diretamente deles, segundo a carne (Rm 9.5). Esse sentimento de tristeza e, ao mesmo tempo, uma atitude piedosa de sofrer pela salvação dos judeus, deve ser um compromisso permanente de cada cristão para a evangelização dos judeus (Mt 23.32). Qual é a razão da tristeza de Paulo? Em primeiro lugar, a incredulidade dos judeus (9.1–3). Os judeus, irmãos e compatriotas de Paulo segundo a carne, ainda estavam aferrados à sua tradição religiosa, sem Cristo e sem salvação. Isso provoca no apóstolo grande tristeza e incessante dor. Como apóstolo dos gentios, Paulo anseia ardentemente ver a salvação dos judeus, seus compatriotas segundo a carne. A tristeza profunda e a dor contínua do veterano apóstolo o levam a fazer uma ousada confissão. Ele desejou ser apartado de Cristo para que seus irmãos fossem reconciliados com Cristo. Desejou ser maldito para que seus compatriotas fossem benditos. Desejou ir ao inferno para que os seus irmãos fossem ao céu. Warren Wiersbe diz que Paulo se mostrou disposto a ficar fora do céu por amor aos salvos e a ir ao inferno por amor aos perdidos (9.3). A palavra grega anathema significa “separado de Cristo e destinado à destruição, ou seja, abandonado à perdição”. Paulo estava pronto a ir às últimas consequências para ver seus compatrícios salvos. Em segundo lugar, os privilégios dos judeus (9.4,5). A tristeza de Paulo se agravava não apenas pelo fato de seus irmãos permanecerem incrédulos, mas também por permanecerem incrédulos a despeito de tantos e benditos privilégios. Que insignes privilégios eram esses? Deles é a adoção de filhos; deles é a glória divina, as alianças, a concessão da Lei, a adoração no templo e as promessas. Deles são os patriarcas, e a partir deles se traça a linhagem humana de Cristo, que é Deus acima de todos, bendito para sempre! Amém.
3.3 Promessa de salvação a Israel.
A LIÇÃO DIZ: A Bíblia assegura que Israel será salvo, ainda que não totalmente. A Bíblia diz que
esse povo será chamado de (‘filhos do Deus vivo” (Rm 9.26); que “o remanescente fiel de Israel” será salvo (Rm 9.27). O Libertador que virá de Sião fará isso (Rm 11.26). O texto de Romanos 11.25,26 é extremamente importante para a compreensão deste subponto: Irmãos, não quero que ignorem este mistério, para que não se tornem presunçosos: Israel experimentou um endurecimento em parte, até que chegue a plenitude dos gentios. E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: “Virá de Sião o redentor que desviará de Jacó a impiedade. O endurecimento de Israel em decorrência do julgamento de Deus será removido por ocasião do arrebatamento, mas isso não significa que todo os israelitas serão salvos de imediato. Judeus se converterão ao longo do período de tribulação, mas o remanescente eleito em sua totalidade só será salvo quando Cristo voltar à terra como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Ao dizer que todo o Israel será salvo, Paulo está se referindo a todo o Israel que crer no Senhor. Os judeus incrédulos serão destruídos na segunda vinda de Cristo (Zc 13:8–9). Somente os que dizem “Bendito o que vem em nome do Senhor” serão poupados para entrar no reino. Por isso Isaías os mencionou ao falar da vinda do Redentor de Sião e de como ele apartará de Jacó as impiedades (Is 59.20). Observe que não se trata da vinda de Cristo a Belém, mas a Sião, isto é, sua segunda vinda.

CONCLUSÃO
• Confiar nas Promessas de Deus: A Lição 2 destaca que Deus é fiel em cumprir Suas promessas, mesmo quando as circunstâncias parecem impossíveis. Devemos aprender a confiar plenamente em Deus e em Suas promessas, mesmo quando enfrentamos desafios que parecem intransponíveis. Nossa fé deve ser inabalável, pois Deus sempre cumpre Suas promessas.
• Obediência e Fidelidade: Deus abençoa aqueles que são obedientes e fiéis, como vemos nos exemplos de Abraão, Isaque e Jacó. Devemos buscar viver uma vida de obediência a Deus, seguindo Seus mandamentos e sendo fiéis em nossa caminhada com Ele. A obediência e a fidelidade são chaves para experimentar as bênçãos de Deus em nossas vidas.
• A promessas de Deus para Israel. A lição ensina que as promessas de Deus para Israel não foram revogadas e nem tão pouco transferidas para a igreja. Deus cumpriu e cumprirá todas as suas promessas feitas ao povo de Israel.

SABEDORIA, PROTEÇÃO E CONFIANÇA

ALCANCE UM FUTURO FELIZ E SEGURO
Conselhos de Salomão no Livro de Provérbios:
Um Convite à Sabedoria e às Promessas de Proteção

O QUE VAMOS ESTUDAR?
Nesta lição, exploraremos o fruto da sabedoria divina refletido na vida do crente e como essa sabedoria nos leva à maturidade espiritual. Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.

TEXTO PRINCIPAL
Eles o manterão seguro em seu caminho, e seus pés não tropeçarão. Quando for dormir, não sentirá medo; quando se deitar, terá sono tranquilo. (Pv 3.23,24 NVT). A palavra “então” (ARC) indica uma continuidade lógica com o que foi dito anteriormente. Nos versos anteriores, o autor fala sobre a importância de manter a sabedoria e o discernimento, sugerindo que aqueles que os possuem terão um efeito positivo em suas vidas. Vamos dividir o nosso texto em partes:
“Então, andarás com confiança no teu caminho, e não tropeçarás no teu pé.”
Segurança na jornada: A primeira ideia expressa aqui é de que aquele que busca a sabedoria divina e segue seus ensinamentos terá uma jornada segura e confiante. A imagem do “andar” simboliza o caminhar da vida, ou seja, o dia a dia, as decisões e os desafios enfrentados.
Confiança e estabilidade: A confiança no caminho reflete um sentimento de segurança, sugerindo que a pessoa não será facilmente abalada ou desestabilizada. A presença de sabedoria e discernimento fornece firmeza nas escolhas e nas ações.
Evitar tropeços: O “não tropeçarás no teu pé” aponta para a proteção contra erros e armadilhas. Esse trecho revela que a pessoa não será derrubada por obstáculos, sejam eles circunstâncias difíceis ou tentações morais. “Quando te deitares, não temerás;”
Ausência de medo: A ideia principal aqui é que a confiança adquirida com a sabedoria proporciona uma vida sem medo. Mesmo em momentos de maior vulnerabilidade, como quando nos deitamos para dormir, não haverá temor. A tranquilidade interna elimina preocupações e ansiedades.  “Sim, tu te deitarás, e o teu sono será suave.”
Paz e tranquilidade: A repetição e confirmação de que a pessoa deitará em paz reforça a ideia de que o repouso será pleno. Não há espaço para agitações ou perturbações noturnas, pois a tranquilidade é garantida. O texto enfatiza a segurança, a paz e o descanso que advêm da prática e do seguimento da sabedoria. A pessoa que vive conforme a sabedoria divina caminha sem medo de tropeços, dorme sem temor e repousa em paz, pois a sabedoria traz estabilidade em todos os aspectos da vida – tanto no caminho diário quanto no descanso noturno.

RESUMO DA LIÇÃO
Quem cultiva a sabedoria bíblica no coração desfruta de proteção e confiança na vida cristã. Dois pontos a se considerar:
• Internalização da sabedoria: A primeira ideia é sobre a importância de cultivar, ou seja, desenvolver e nutrir, a sabedoria bíblica no coração. Isso implica não apenas conhecer as Escrituras, mas permitir que os ensinamentos divinos façam parte do seu ser interior, moldando pensamentos, atitudes e decisões.
• Sabedoria como princípio orientador: O uso da palavra “coração” sugere que a sabedoria deve estar no centro das emoções e da vontade.

I. SABEDORIA COMO ESCUDO PROTETOR
1.1 A estrutura do capítulo 2.
A LIÇÃO DIZ: Os versículos 1-4 trazem a condição para encontrar a sabedoria, os versículos 5-9 mostram as bênçãos da sabedoria, os versículos 11-19 descrevem essas bênçãos e os versículos 20-22 concluem o capítulo.
Vamos a estrutura do capítulo 2. Para está finalidade, quero me valer da experiencia de três grandes comentaristas: O Comentário bíblico popular (MacDonald, William. 2011) nos diz: No capítulo 2, Salomão insiste com seu filho para que siga o caminho da sabedoria. Os primeiros quatro versículos tratam das condições para receber a sabedoria de Deus: é preciso procurá-la com sinceridade e determinação. O restante do capítulo promete que a sabedoria e o entendimento serão concedidos se forem buscados com essa atitude. Cada um dos 22 versículos do capítulo 2 inicia-se com uma letra do alfabeto hebraico, em ordem. O Comentários do Antigo Testamento (Waltke, Bruce K. 2011) escreve: Em termos de estrutura e lógica ela está dividida em duas metades iguais (2.1–11, 12–22), sendo que cada metade é constituída de duas estrofes de quatro versículos e uma terceira estrofe climática de três versículos. A primeira metade diz respeito ao desenvolvimento ou produção do caráter do filho. Ao internalizar o ensino dos pais (vs. 1–4) ele passará a temer e conhecer a Deus (vs. 5–8) e a aprender a retidão intuitivamente (vs. 9–11). A segunda metade diz respeito ao livramento ou proteção subsequente do filho das mãos dos homens perversos (vs. 12–15) e da mulher perversa (vs. 16–19),
permitindo, desse modo, que ele experimente vida, não morte (vs. 20–22). Em um estilo mais devocional, o Comentário Expositivo (Wiersbe, Warren. 2017) pontua: O capítulo 2 de Provérbios descreve três formas de caminhar: (a) Caminhar com Deus (w. 1-9);
(b) Caminhar com os perversos (w. 10-19). Encontramos aqui o “homem que diz coisas perversas” e a “mulher adúltera”, duas pessoas perigosas.

(c) Caminhar com os justos (w. 20-22). Neste subponto, é importante definir o que é sabedoria e entender como podemos obtê-la.
• O que é sabedoria? É olhar para a vida com os olhos de Deus. É ver a vida como Deus a vê. Sabedoria não é sinônimo de conhecimento. Sabedoria é a aplicação correta do conhecimento. Há muitas pessoas que, embora cultas, são tolas. Têm luz na mente, mas lhes falta discernimento no coração. Usam o conhecimento para o mal, e não para o bem. Sabedoria é ser governado pelos valores de Deus. É andar sintonizado com os passos de Deus. Se quisermos ser sábios, precisaremos abrir nossos ouvidos e inclinar nosso coração para conhecer a Palavra de Deus e colocá-la em prática!
• Como posso obter sabedoria? “se clamar por entendimento e por discernimento gritar bem alto; se procurar a sabedoria como se procura a prata e buscá-la como quem busca um tesouro escondido, então você entenderá o que é temer o SENHOR e achará o conhecimento de Deus”. (Pv 2.3-5 NVI).
a. Num mundo regido pela insensatez, a sabedoria precisa ser desejada ardentemente e buscada perseverantemente. Numa sociedade que aplaude o vício, exalta o pecado, promove a iniquidade e se gaba de seus devaneios morais, precisamos alçar nossa voz na busca de entendimento.
b. A grande tragédia da vida é ver pessoas empregando mais esforços e entusiasmo para adquirir bens materiais do que riquezas espirituais. A riqueza não oferece felicidade nem garante segurança, mas a sabedoria nos cobre como escudo e nos coroa de plena felicidade. Não dê descanso à sua alma enquanto você não estiver seguro de que conhece Deus e teme o seu nome.

1.2 A sabedoria como escudo.
A LIÇÃO DIZ: Os que buscam perseverantemente a sabedoria, entenderão que o temor do Senhor é um estilo de vida reta. Esse estilo faz com que o Senhor se mostre como um escudo de quem busca a sabedoria (v.7). Antes de comentar, leiamos o texto bíblico: Pois o Senhor é quem dá sabedoria; de sua boca procedem o conhecimento e o discernimento. Ele reserva a sensatez para o justo; como um escudo protege quem anda com integridade, pois guarda a vereda do justo e protege o caminho de seus fiéis. (Pv 2.6-8 NVI). Existe uma sabedoria humana e terrena, e outra divina e celestial. Tiago chama a sabedoria terrena de animal e demoníaca (Tg 3.15). Nela estão presentes inveja amargurada e sentimento faccioso, confusão e toda espécie de coisas ruins (Tg 3.14–16). A verdadeira sabedoria é divina. Ela desce do alto. Essa é pura, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento (Tg 3.17). Salomão diz que Deus reserva essa verdadeira sabedoria para os retos, ou seja, para aqueles que são íntegros quanto ao caráter e honestos quanto à conduta. Aqueles que guardam seus pés do mal e afastam suas mãos do crime, aqueles que tapam os ouvidos para a maledicência e desviam seus olhos da impureza, esses são protegidos por Deus. Ainda que os dardos inflamados sejam arremetidos contra eles, não serão destruídos, porque Deus é sua proteção. A proteção humana é vulnerável, mas a proteção divina é infalível. Podemos confiadamente perguntar: Se Deus é por nós, quem será contra nós? (Rm 8.31). Ele é o nosso escudo (Magen, v. 7b). Trata-se de um escudo pequeno e redondo, utilizado pelo soldado na batalha para desviar flechas e golpes do inimigo, diferente do grande escudo que cobre todo o corpo. Este escudo simboliza a proteção durante a luta, não um esconderijo. A vida cristã é um campo de batalha, não um parque de diversões. O próprio Senhor absorve os golpes que são dirigidos ao Seu povo enquanto lutam contra o inimigo.
• “Depois dessas coisas, o Senhor falou a Abrão numa visão: ‘Não tenha medo, Abrão! Eu sou o seu escudo; grande será a sua recompensa!’” (Gn 15.1).
• “Como você é feliz, Israel! Quem é como você, povo salvo pelo Senhor? Ele é o seu escud e ajudador, a sua espada gloriosa. Os seus inimigos se renderão diante de você, para que você pise sobre as alturas deles” (Dt 33.29).
• “O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; o meu Deus é o meu rochedo, em quem me refugio. Ele é o meu escudo e o poder que me salva, a minha torre alta” (2 Sm22.3).
• “Mas tu, Senhor, és o meu escudo, és a minha glória e me fazes andar de cabeça erguida” (Sl 3.3).
1.3 Sabedoria no coração.
A LIÇÃO DIZ: “Porquanto a sabedoria entrará no teu coração” (v.10). Uma bênção gloriosa para quem busca a sabedoria! Aqui é importante meditar a respeito da palavra “coração”. Diferentemente do Ocidente em que se vê o cérebro como o centro do ser humano, na sabedoria bíblica o centro do ser humano é o coração, cujo significado hebraico é muito mais amplo do que em nossa língua. Na sabedoria bíblica, coração engloba intelecto, moralidade e emoção, ou poderíamos dizer também que conglomera pensamento, sentimento e vontade. A sabedoria não é apenas um vocábulo que está grafado nos dicionários. Deve ser uma realidade presente em nosso coração. Nosso coração precisa ser a morada da sabedoria. A sabedoria precisa nos governar e ter todas as chaves da nossa vida. Não pode ser apenas uma inquilina sem autoridade de fazer as mudanças necessárias. A sabedoria precisa ser a dona da casa.

II. A SABEDORIA COMO MATURIDADE CRISTÃ
2.1 A Estrutura do capítulo 3.
A LIÇÃO DIZ: O capítulo 3 está estruturado em três discursos: Os versículos 1 a 10 dizem respeito à dedicação ao Senhor; os versículos 11 a 20 relatam a verdadeira felicidade de confiar no Senhor; os versículos 20 a 35 mostram a segurança na vida com Deus. É importante destacar que cada um dos discursos vem acompanhado da expressão “Filho meu”. Aqui, nos deteremos no terceiro discurso, mais especificamente os versículos 21-26, em que a segurança em Deus revela a estabilidade da maturidade do leitor. Isso mesmo. É desejo do Altíssimo que o(a) jovem cristão(ã) amadureça emocional e espiritualmente para viver uma vida segura nEle. O capítulo 3 de Provérbios é estruturado em três partes distintas, indicadas pelos chamados “meu filho” nos versículos 1, 11 e 21. Segundo Waltke (2004, 238-240), os versículos 1 a 10 destacam os benefícios que surgem da transformação de caráter abordada no capítulo anterior. Nos versículos ímpares (vv. 1, 3, 5, 7, 9), são delineados os traços de um caráter piedoso, enquanto os versículos pares (vv. 2, 4, 6, 8, 10) apresentam as recompensas que acompanham essa mudança. Ao serem lidos em conjunto, esses versículos mostram que aqueles que se deixam moldar pela sabedoria alcançarão uma vida longa e tranquila, favor diante de Deus e das pessoas, um caminho de retidão, saúde física e prosperidade material. A segunda seção (vv. 11-20) começa com um breve apelo sobre a importância de aceitar a disciplina de Deus (vv. 11-12), essencial para a busca da sabedoria. Nos versículos 13-18, a sabedoria é exaltada como incomparável e os benefícios de segui-la são enfatizados: vida longa, riqueza e honra (v. 16), dias de prazer e contentamento (v. 17) e uma existência plena e verdadeira (v. 18). Esses versículos reforçam e ampliam as promessas mencionadas nos versículos anteriores. Os versículos 19-20, por sua vez, ilustram o papel da sabedoria na criação do universo, incentivando o leitor a abraçar a sabedoria, pois ela é a base sobre a qual o mundo foi construído. A terceira seção (vv. 21-35) pode ser subdividida em três partes. A primeira (vv. 21-24) convida a manter um caráter moldado pela sabedoria (v. 21) e ressalta as recompensas que isso trará: vida abundante, segurança, tranquilidade e um sono reparador (vv. 22-24). A segunda parte (vv. 25-31) apresenta uma lista de comportamentos a serem evitados, como ceder ao medo, reter o bem, conspirar contra os outros e acusar falsamente. O capítulo se encerra (vv. 32-35) comparando o diferentes destinos dos perversos e dos justos, enfatizando os resultados finais para cada um.
2.2 Sabedoria como maturidade cristã.
A LIÇÃO DIZ: Os versículos 21 e 22 mostram que o “bom siso” e a verdadeira sabedoria trazem clareza, discernimento e experiência. Essa sabedoria está ancorada em Deus, no temor do Senhor Pv 1.7. Quando estamos firmados em Deus, Ele nos faz discernir melhor o caminho que trilhamos. Por isso, a sabedoria divina traz vida em plenitude. Ao Longo da Lição, você verá que a maturidade se revela na maneira como lidamos nas ações práticas no dia a dia de nossas vidas. De acordo com o Dicionário Michaelis On-Line, a maturidade pode ser definida como: Estado ou condição de ter atingido uma forma adulta ou amadurecida; madureza, maturescência. Qualidade daquele que, por ter atingido a idade madura, age com reflexão, com bom senso e prudência.
O texto bíblico nos diz:
Meu filho, guarde consigo a sensatez e o equilíbrio, nunca os perca de vista; trarão vida a você e serão um enfeite para o seu pescoço. (Pv 3.21,22 NVI). Com base nesses versículos, a maturidade pode ser definida como a capacidade de manter sensatez e equilíbrio em todas as circunstâncias, sem se desviar desses princípios. A maturidade envolve agir com discernimento e autocontrole, preservando esses valores como parte essencial do caráter. Quando alguém alcança esse nível de maturidade, a sensatez e o equilíbrio não apenas guiam suas ações, mas também proporcionam uma vida plena e são um reflexo visível de integridade e sabedoria, comparáveis a um “enfeite” que adorna e dignifica sua vida.
2.3 A sabedoria que gera confiança.
A LIÇÃO DIZ: Quem é sábio e tem bom siso, então “andarás com confiança no caminho” (Pv 3.23). Essa confiança só é possível tendo Deus como centro da vida, então, “deitaremos e não temeremos” (v. 24)’, o Senhor será a nossa esperança (v. 26). A sabedoria é o nosso melhor salvo-conduto. É o nosso melhor seguro de vida. É o mapa mais seguro na nossa jornada da vida. A sabedoria não apenas nos livra de tropeços e quedas, mas também nos toma pela mão e nos conduz em segurança na jornada da vida. A sabedoria livra-nos de quedas e fracassos. A insensatez coloca os pés humanos numa estrada escorregadia. A tolice leva as pessoas a fazerem escolhas erradas. A ignorância entorpece a mente, cega os olhos e coloca tampão nos ouvidos. Um coração rebelde vira as costas para Deus, ignora o semelhante e destrói a si mesmo. Mas uma pessoa sábia discerne todas as coisas, evita perigos, afasta-se de indivíduos perniciosos e coloca os pés na estrada segura que conduz à vida.

III. SABEDORIA, VIDA PROTEGIDA E CONFIANÇA
3.1 Busque a sabedoria bíblica.
A LIÇÃO DIZ: No início da lição, estudamos sobre a necessidade de buscar a sabedoria em Provérbios 2. Do ponto de vista concreto, a sabedoria que vem do alto está revelada na Palavra de Deus, na Bíblia. Isso significa que uma das condições fundamentais para se tornar sábio é buscar asabedoria bíblica. É preciso ler a Bíblia, entendê-la e aplicá-la ao coração. Como verdadeiros crentes, precisamos buscar a sabedoria continuamente e de todo o coração. Memorizar e aplicar estes seis princípios orientadores nos ajudará grandemente nessa busca:
1. Receba a sabedoria por meio da leitura e meditação da santa e inspirada Palavra de Deus, contida na Bíblia.
2. Permita que a sabedoria transforme sua vida, ao submeter sua vontade a Deus e aplicar Seus
ensinamentos no dia a dia.
3. Busque a sabedoria por meio de uma vida de oração, pedindo a Deus entendimento e discernimento.
4. Persiga a sabedoria com sinceridade e perseverança, dedicando tempo e esforço para encontrá-la, como quem busca um bem valioso. Se nossos corações estiverem receptivos e sensíveis à instrução divina, esses princípios se tornarão naturalmente parte de nossas vidas. “Mas, de lá, buscarás ao Senhor teu Deus, e o acharás, se o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma.” (Dt 4.29). “E buscar-me-eis e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração.” (Jeremias29.13).
3.2 Vida protegida num mundo de perigo.
A LIÇÃO DIZ: Quando meditamos na Palavra de Deus, somos conscientizados do perfeito amor divino por nós, de modo que nem a morte nem a vida podem nos separar desse amor gracioso, um amor que nos alcançou maravilhosamente (Rm 8.38,39). Assim, a verdadeira consciência do amor de Deus, proveniente da revelação bíblica, traz para nós segurança e equilíbrio. Quem nos separará do amor de Cristo? Será a tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo ou a espada? Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. (Rm 8.35;38,39 NAA). Franz Leenhardt apropriadamente cita as três séries de provações que nos atingem. A primeira evoca os embates interiores da fé contra a dúvida (8.35a). A segunda traz à baila as ameaças de que os homens são os instrumentos (8.35b). A terceira faz intervirem as forças misteriosas do mundo que escapam a todo controle humano (8.38,39).
3.3 Confie, mesmo estando em um mundo de incertezas.
A LIÇÃO DIZ: Como fruto do desenvolvimento do pensamento crítico no mundo moderno, um fenômeno é cada vez mais comum em nossa sociedade, o culto à dúvida, a incerteza. Duvidar parece ter ganho hoje o status de intelectualidade. Daí nasce o desejo de muitos em desconstruir a fé, os fundamentos e os valores do outro. Essa é uma parte do retrato do que sociólogos chamam de pós modernismo ou modernidade líquida. Nesse contexto de pensamento moderno, o questionamento tornou-se um ídolo. Mas como vimos, nesta lição, a sabedoria bíblica, a que vem do alto, nos traz confiança, uma fé consolidada na revelação de Deus em nossa experiência com Ele. É aquela confiança e certeza dos jovens amigos de Daniel que, mesmo num mundo de relativização religiosa, eles estavam dotados de sabedoria bíblica, não deixaram de expressar uma confiança objetiva: “Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, e que nos pode livrar; ele nos [livrará do forno de fogo ardente e da tua mão, ó rei, E, se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste” (Dn 3.17,18).A sociedade líquida é um conceito criado pelo sociólogo Zygmunt Bauman para descrever a natureza instável e fluida das relações sociais, econômicas e culturais no mundo contemporâneo. Essa ideia reflete a transitoriedade e a volatilidade das instituições e dos valores que antes eram considerados sólidos e permanentes. Principais características da sociedade líquida:
1. Instabilidade e Incerteza: As relações pessoais, profissionais e até mesmo os valores morais são transitórios e mutáveis. Não há estruturas sólidas que ofereçam estabilidade ou continuidade, e a incerteza prevalece.
2. Individualismo Exacerbado: As pessoas se preocupam mais com os interesses individuais do que com o coletivo, resultando em laços sociais frágeis e descartáveis.
3. Consumo como Identidade: O consumo é central e define a identidade das pessoas, substituindo a ideia de pertencimento a grupos sociais sólidos.
4. Relativismo e Ausência de Referências Fixas: Normas e padrões éticos são questionados e relativizados, dificultando a distinção clara entre certo e errado.
5. Flexibilidade e Efemeridade: As instituições (família, trabalho, etc.) são flexíveis e passageiras,
gerando um sentimento de insegurança e falta de permanência. Em suma, a sociedade líquida é caracterizada pela fluidez e falta de fixidez em todos os aspectos da vida, tornando difícil estabelecer certezas e compromissos duradouros. O livro de Provérbios nos chama a viver com discernimento e prudência, avaliando cada situação à luz da verdade divina. Em Provérbios 2:6, lemos que “o Senhor dá a sabedoria; da sua boca procedem o conhecimento e o entendimento”. Em um mundo onde tudo é questionável e a verdade é relativizada, essa sabedoria nos permite distinguir entre o que é passageiro e o que é eterno, entre o que é conforme a vontade de Deus e o que é enganoso. O relato dos jovens amigos de Daniel (Dn 3.17-18) é um exemplo de fé e coragem em um contexto hostil. Eles se posicionaram firmemente contra a idolatria imposta pelo rei, mesmo sabendo que poderiam perder suas vidas no processo. O segredo para essa confiança inabalável está na sabedoria bíblica que moldou suas convicções. Assim como eles, nós também podemos enfrentar as incertezas do mundo atual, desde que nossas vidas estejam fundamentadas na revelação de Deus.

CONCLUSÃO
A sabedoria bíblica vai além da leitura e memorização da Bíblia; é fundamental também aplicar suas verdades. No final do Sermão do Monte, Jesus afirmou que aqueles que ouvem e praticam suas palavras são como o homem prudente que construiu sua casa sobre a rocha (Mt 7.24). Quem fundamenta sua vida na meditação e na prática das Escrituras Sagradas encontra segurança e proteção em Deus. Duas aplicações finais:
1. Transforme a leitura bíblica em ação: Sempre que ler um ensinamento, faça perguntas como: “Como posso viver isso hoje?” ou “O que Deus está me chamando a mudar em minha atitude ou comportamento?”. Essa reflexão ajudará a conectar o conteúdo lido com situações reais, fortalecendo a prática.
2. Construa um alicerce sólido em Deus: Assim como o homem prudente construiu sua casa sobre a rocha, busque fundamentar suas decisões e atitudes nos princípios bíblicos.

Concurso dos Correios: editais são divulgados para mais de 3 mil vagas imediatas

Por g1

Correios lançam edital pra mais de 3 mil vagas com salários de até R$ 6 mil

O que se sabe sobre as provas

As provas estão previstas para o dia 15 de dezembro e serão aplicadas em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, podendo abranger até 306 localidades. O exame para o cargo de agente de Correios (nível médio) será objetiva, com questões de múltipla escolha de conhecimentos gerais e específicos. Já a avaliação para analista de Correios (nível superior) vai cobrar, além da parte de múltipla escolha, uma redação de texto dissertativo, de até 30 linhas. O prazo de validade do concurso dos Correios será de um ano, contados a partir da data de homologação do resultado final, podendo ser prorrogado pelo mesmo período. A realização do novo concurso dos Correios foi decidida entre a estatal e as federações representativas de empregados e empregadas durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho em 2023. Segundo os Correios, realizar o concurso público é um dos compromissos assumidos pela atual gestão para solucionar a demanda acumulada nos últimos anos por mais profissionais em posições estratégicas da empresa e evitar a sobrecarga de trabalho.

“A contratação de pessoas é uma medida essencial para que a empresa possa corresponder às novas demandas da sociedade e do mercado”, disse o presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, em comunicado.

A quantidade de vagas abertas, no entanto, é considerada insuficiente para suprir o déficit de mão de obra na empresa, alega a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect). Recentemente, a empresa também abriu as inscrições para outro concurso público, com 33 vagas e salários iniciais de até R$ 6,8 mil. As oportunidades eram para cargos da área de medicina e segurança do trabalho.

Cronograma do concurso 📆

  • Inscrições: 10/10 até 28/10/2024
  • Solicitação de inscrição com isenção da taxa: 10/10 até 11/10/2024
  • Data limite de pagamento das inscrições: 29/10/2024
  • Convocação para provas: 06/12/2024
  • Divulgação dos locais de provas: 09/12/2024
  • Aplicação das provas: 15/12/2024

CCJ da Câmara aprova PEC que permite anular decisões do STF

  Proposta permite que Congresso derrube decisões da Corte por dois terços dos votos dos parlamentares. Antes, comissão também aprovou PEC limitando decisões monocráticas de ministros do Supremo. A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (09/10), a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 28/2024, que permite ao Congresso derrubar decisões tomadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mediante votos favoráveis de dois terços da Câmara e do Senado. O texto aprovado determina que a suspensão das deliberações do STF ocorra se o Congresso considerar que “a decisão exorbita do adequado exercício da função jurisdicional e inova o ordenamento jurídico como norma geral e abstrata”. Após o cancelamento do Legislativo, o Supremo só poderá manter sua decisão pelo voto de quatro quintos de seus membros. A PEC 28/2024 também estabelece a inclusão automática, na pauta dos tribunais, de liminar pedindo que o colegiado analise decisão tomada individualmente. Na sessão desta quarta-feira, a PEC 28/2024 teve 38 votos a favor e 12 contra. PEC limita decisões monocráticas Mais cedo, a CCJ também aprovou a PEC 8/2021 que limita decisões monocráticas de ministros do STF e outros tribunais superiores. O texto prevê que magistrados do Supremo não poderão, através de decisão monocrática, suspender leis ou a validade de atos dos presidentes da República, do Senado ou da Câmara dos Deputados. Também ficam vetadas decisões monocráticas com poder de suspender a tramitação de propostas legislativas, que afetem políticas públicas ou criem despesas para qualquer Poder. Decisões monocráticas são aquelas tomadas por apenas um magistrado. Trata-se de uma decisão provisória, que precisa ser confirmada pelo conjunto dos ministros da Corte.

Na CCJ da Câmara, a PEC 8/2021 recebeu 39 votos favoráveis e 18 contrários. Pacote de restrições ao STF A PEC 8/2021 já foi aprovada pelo Senado em novembro do ano passado e agora tramita na Câmara, como parte de um pacote de medidas para impor restrições às ações dos ministros de cortes superiores. A CCJ tem ainda na pauta dois projetos que ampliam o rol de crimes de responsabilidade para ministros do STF. A CCJ é o primeiro passo para a aprovação de uma PEC na Câmara dos Deputados. A análise das propostas no colegiado avaliou apenas a admissibilidade dos textos – sem discutir seus conteúdos. Agora, após a aprovação na CCJ da Câmara, as PECs seguem para uma comissão especial, formada para analisar a proposta. Em seguida, serão analisadas pelo plenário da Câmara, onde precisam ser aprovadas por, no mínimo, 308 deputados, em dois turnos de votação.

QUEM É QUEM??????

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