8 de setembro de 2026 05:36

Destaque Educação

7 de Setembro: Entre memórias, emoção e orgulho de ser Brasileiro

Destaque Educação

EREM SANTA TEREZINHA DESFILE CÍVICO DO 7 DE SETEMBRO

Celebridade Destaque

Aos 29 anos, ex-BBB reflete sobre participação no reality show

Celebridade Destaque

Julia Guedes lança ‘Álbum Vermelho’ em show nesta quinta (20) em Belo Horizonte

Destaque Notícias

MP Eleitoral recomenda a igrejas que não façam propaganda eleitoral

Destaque Política

Pernambuco é o segundo estado com mais denúncias de irregularidades eleitorais no início da campanha

Destaque Educação

Ensino fundamental melhora nas redes municipais

Destaque Saúde

Hemorroidas: saiba o que são

Destaque Meio Ambiente

Brasil registra quase 30 mil focos de incêndio em 2026; aumento de temperatura levanta alerta de risco para Amazônia, Cerrado e Caatinga

DAVI: FORJADO PELO TEMPO

DAVI: DE PASTOR DE OVELHAS A REI DE ISRAEL
Fé e Ação em Meio às Adversidades da Vida

                                                                                                                                                                                                                                                   

Nem toda promessa se cumpre de imediato. Há um tempo entre o chamado e o cumprimento, e é nesse intervalo que Deus forja o caráter dos seus escolhidos. Davi foi ungido rei ainda jovem, mas sua coroação só veio anos depois. Por quê? Porque antes do trono, vinha o deserto. Antes da autoridade, o aprendizado. Esta lição nos convida a olhar para o tempo de espera não como atraso, mas como processo. Assim como Davi, precisamos confiar no Deus que nos chamou e saber que, no tempo certo, Ele nos conduzirá ao lugar preparado para nós.

TEXTO PRINCIPAL
Há um tempo certo para cada coisa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu (Ec 3.1 NBV).
No hebraico original, o versículo tem uma estrutura cuidadosa e poética, com paralelismo e organização quiasmática. As duas palavras diferentes traduzidas como “tempo” ganham destaque merecido, elas são:
• זְמָן (zĕmān). Aparece poucas vezes no Antigo Testamento e indica um tempo fixado, designado. Fala da duração ou da estação adequada.
• עֵת (ʿēt). O termo mais comum para “tempo” no AT, usado com o sentido de ocasião oportuna, momento certo para uma ação.
Já a palavra חֵפֶץ (ḥēpeṣ), traduzida como “propósito”, carrega o sentido de intenção, desejo ou plano humano. O texto, então, diz que para cada plano que alguém tem, qualquer assunto da vida, existe um tempo marcado por Deus, que o torna possível ou o impede. E a expressão “debaixo do céu” amplia a ideia de “vida terrena”: é a existência humana como um todo, não limitada a Israel ou à experiência de um povo específico.
Eclesiastes 3.1 não foi escrito sobre Davi, mas sua vida encarna o princípio teológico que esse versículo afirma: Deus determina o tempo de cada coisa, e os homens não podem apressar o plano divino sem sair da vontade do Senhor.

RESUMO DA LIÇÃO
Entre o chamado de Davi e o início de seu reinado houve um grande espaço de tempo no qual ele pôde ser preparado por Deus para tal missão.
Chamado não significa prontidão; é apenas o começo da formação. Muitos acreditam que, quando Deus chama, é porque já estamos prontos. Mas a história de Davi mostra o contrário: ele foi ungido, mas ainda precisava ser moldado. O chamado não entrega um cargo, mas oferece um convite: “Deixe-me formar você.”

I. LONGOS ANOS DE ESPERA E DE PREPARO
1.1 Na espera, aprendizado.
A LIÇÃO DIZ: Davi foi ungido pelo profeta Samuel ainda na adolescência e era perfeitamente natural que muito ainda precisava ser aprendido e amadurecido por ele. As tarefas por ele desempenhadas no campo eram, em complexidade, muito distantes das que um dia assumiria ao sentar-se no trono de Israel. O Senhor nos chama, mas também nos convoca ao preparo, ao amadurecimento e ao tempo de relacionamento com o divino em uma caminhada crescente de intimidade e comunhão. A história de Davi nos apresenta uma verdade essencial da formação espiritual: Deus não apressa seus processos, porque seu foco não é apenas o resultado, mas o tipo de pessoa que seremos quando ele chegar. A pedagogia da espera é o processo formativo pelo qual Deus ensina seus servos por meio do tempo, da aparente demora e das circunstâncias. Não se trata de um tempo aleatório, mas de um método divino de lapidação, onde o caráter é provado, a fé é amadurecida e a dependência de Deus se torna concreta.
1.2 Quando a “vitória” não vem do Senhor.
A LIÇÃO DIZ: Após cortar um pedaço das vestes de Saul, já fora da caverna. Davi jurou lealdade ao rei, reafirmou sua fidelidade e prometeu segurança para com a casa do velho monarca. Como é fácil achar que diante de oportunidades “imperdíveis”, estamos presenciando uma “vitória” enviada por Deus. Mas assim como foi com Davi, precisamos ser sensíveis à vontade do Senhor. Quando Saul voltou de perseguir os filisteus, foi-lhe dito: — Eis que Davi está no deserto de En-Gedi. Então Saul tomou três mil homens, escolhidos dentre todo o Israel, e foi ao encalço de Davi e dos seus homens, nas encostas das rochas das cabras selvagens. Chegou a uns currais de ovelhas no caminho, onde havia uma caverna. Saul entrou nela, para fazer as suas necessidades. Ora, Davi e os seus homens estavam sentados no mais interior da caverna. Então eles disseram a Davi: — Hoje é o dia do qual o Senhor lhe falou: “Eis que eu entrego o seu inimigo nas suas mãos, e você fará com ele o que bem quiser.” Então Davi se levantou e, sem ser notado, cortou a ponta do manto de Saul. Mas depois Davi ficou com dor no coração por ter cortado a ponta do manto de Saul e disse aos seus homens: — O Senhor Deus me livre de fazer tal coisa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele, pois é o ungido do Senhor. (1Sm 24.1-6 NAA).Nem toda oportunidade representa um sinal da vontade de Deus. Em muitos casos, o que parece ser uma ocasião perfeita pode, na verdade, revelar-se uma prova de integridade. Quando Davi encontrou Saul vulnerável dentro da caverna, tudo indicava uma chance legítima de pôr fim à perseguição. Seus companheiros interpretaram a situação como intervenção divina. No entanto, Davi reconheceu que a vontade de Deus jamais se cumpre por meio de ações que violam os princípios do próprio Deus.
Esperar em Deus também é recusar atalhos, mesmo quando eles parecem justos aos olhos humanos. Fé madura sabe que obediência tem freio e renúncia. Quem anda com Deus não força o tempo, nem manipula os meios. Naquele dia, Davi poupou Saul. E ao fazer isso, preservou não apenas a vida do rei, mas a pureza do seu próprio coração diante do Senhor.
1.3 Duas mortes, dois filhos.
A LIÇÃO DIZ: O Monte Gilboa foi o palco de muito sangue derramado: no mesmo dia lá tombaram o rei Saul e seus três filhos. Jônatas, Abinadabe e Malquisua, seu escudo e suas tropas. Diante desse  fim trágico, a postura de Davi foi mais uma demonstração de sua integridade e distinção. O senso comum levaria muitos a comemorar a morte do perseguidor e a possibilidade de alcançar o trono tão almejado, mas não foi assim com o homem segundo o coração de Deus.O Monte Gilboa foi cenário de ruína, mas também de revelação. Ali caiu Saul, o rei desobediente, e com ele seus filhos, entre eles Jônatas, o amigo leal de Davi. A forma como Davi responde a essa tragédia não obedece à lógica humana ou à conveniência política. Era o momento em que qualquer outro homem poderia reivindicar o trono com naturalidade ou mesmo comemorar o fim de um perseguidor. Mas Davi, moldado por outro padrão, escolhe honrar. Ele não festejou o fim, mas compôs um cântico. Não impôs silêncio aos que choravam, mas exigiu silêncio aos que poderiam zombar. Honra, para Davi, não era condescendência. Era fidelidade. Integridade, nesse contexto, significava guardar o coração do veneno da vingança e da autopromoção. O trono poderia esperar. O caráter, não. E por isso, diante do cadáver de um rei falido, Davi permaneceu inteiro. Para o jovem cristão, isso significa aprender a diferenciar vitória de vaidade, e reconhecer que o verdadeiro sucesso é manter a consciência limpa diante de Deus, não apenas ocupar posições.

II. O TEMPO DE DEUS
2.1 Uma trajetória admirável.
A LIÇÃO DIZ: Davi soube esperar o tempo de Deus e foi o protagonista de uma trajetória admirável e inspiradora. Desde o dia em que foi ungido pelo profeta Samuel até o dia em que começou o seu reinado, viveu uma caminhada de muita paciência, aprendizado e serviço. Esses três fatores foram essenciais e, caso não se fizessem presentes, com certeza não teríamos o mesmo resultado: a paciência o fez se desenvolver no tempo certo (Gl 6.9); o aprendizado adquirido adquirir habilidades permitidas à missão que assumiria (Sl 119.73): o serviço lhe deu a prática necessária para desenvolver a excelência.
Três pontos que merecem destaque
• Paciência é a disposição de submeter o tempo da vida ao tempo de Deus. A paciência de Davi revela um coração que sabia que o trono não valeria o preço da precipitação.
• Aprender, na lógica de Deus, não é apenas compreender verdades, mas ser exposto a realidades que revelam quem somos diante dEle. Deus não forma pessoas apenas por instrução, mas por exposição à espera, à perda, ao conflito, ao silêncio. Você quer aprender com Deus?
• Servir é agir sem centralidade em si. É fazer o que precisa ser feito, mesmo quando ninguém está olhando, e especialmente quando não há aplausos. Servir não é um estágio antes de liderar; é parte do conteúdo que sustenta quem lidera. Ou seja, muitos acham que quando estiverem liderando, serão servidos por todos. Ledo engano. Liderar é servir.
2.2 O reino que não terá fim.
A LIÇÃO DIZ: Ungido pelo Senhor. Davi foi um rei que se destacou na história por sua integridade, por praticar uma gestão assertiva, pela dependência divina e viabilizar uma relevância de Israel sobre os demais reinos da época. Além disso, confiou na promessa divina de um reino que não teria fim (Lc 1.32-33): o Reino de Deus. Deus estabeleceu uma aliança com Davi (2Sm 7.16) onde prometeu que o seu reino seria firmado para sempre. A aliança que Deus firmou com Davi em 2 Samuel 7 e 1 Crônicas 17 representa um marco decisivo no plano redentor revelado progressivamente desde o Éden. Diferente de um projeto nacionalista, essa promessa apontava para um reino eterno, encarnado finalmente na pessoa de Jesus Cristo, o Filho de Davi (Lc 1.32–33), em quem todas as promessas de Deus se cumprem (2Co 1.20).A promessa feita a Davi não é um resíduo do Antigo Testamento, mas o fio que conecta a história bíblica ao seu clímax em Cristo. O trono de Davi permanece, não em um herdeiro político, mas em um Rei eterno, ressuscitado e entronizado. Jesus reina. Reinará. E nós, como povo do Reino, vivemos com os olhos no Rei e os pés firmes no presente, anunciando que o governo justo de Deus já começou e não terá fim. Pontos que devemos considerar:
• Esperança firme: A promessa do Reino eterno garante que o mal não terá a palavra final. Mesmo que a história pareça instável, Deus está conduzindo tudo ao desfecho que prometeu.
• Vida coerente com o Reino: Viver à luz do Reino é andar em submissão ao Senhorio de Cristo agora. A ética do Reino futuro deve moldar nossas decisões, nossos relacionamentos e nossas prioridades no presente.
2.3 Um nome a ser lembrado.
A LIÇÃO DIZ: Algo que precisa ser destacado em nossa cosmovisão é o fato de que toda a honra e glória pertence ao nosso Deus (Sl 115.1). Como é bom saber que o principal propósito de nossas vidas é glorificar ao nosso Senhor. Diante de nossos esforços pessoais e projetos, quer sejam de âmbito privado ou coletivo, somos por vezes mencionados e celebrados. Mas jamais esqueçamos de que o que há de mais precioso em nós é fruto dos propósitos do Senhor se cumprindo em nossas vidas. Tudo o que fazemos deve glorificar a Deus (1Co 10.31). Davi é, sem dúvida, uma das figuras mais destacadas das Escrituras. Sua trajetória inspira gerações por sua coragem, sensibilidade espiritual, liderança e profundo temor a Deus. No entanto, por mais notável que tenha sido sua história, o foco último da narrativa bíblica não é exaltar Davi, mas glorificar o Deus que o sustentou, corrigiu, perdoou e cumpriu suas promessas através dele. A fidelidade de Davi, sua coragem diante de Golias, seus salmos e seu governo justo não são monumentos ao mérito humano, mas evidências da graça soberana de Deus atuando em um coração disponível. Davi sabia disso. Por isso, mesmo em seus salmos de vitória, ele sempre devolvia ao Senhor a glória (Sl 18.1–3; Sl 144.1–2). Como nos ensina o salmista: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória” (Sl 115.1). Essa consciência molda uma cosmovisão cristã autêntica: toda conquista legítima, toda realização digna e todo reconhecimento recebido são, em última instância, expressão da bondade de Deus Por isso, ao sermos lembrados, citados ou celebrados em nossos projetos, ministérios, estudos ou realizações pessoais, devemos manter um senso claro de proporção: o que há de mais valioso em nós é aquilo que Deus faz por meio de nós. A glória pertence a Ele, sempre.

III. NA CAMINHADA. TEMPO DE APRENDIZADO
3.1 Kairós e Chronos.
A LIÇÃO DIZ: Essas duas palavras de origem grega nos ajudam a compreender a dimensão de tempo. Em uma tradução simples para o português. ambos significam tempo. Porém, no sentido bíblico, são bem distintos: Chronos faz referência ao tempo subordinado ao relógio, quantitativo, que é marcado a partir dos movimentos de translação e movimentos da Terra. É o tempo que nos orienta na organização do nosso cronograma diário, mensal, anual e assim por diante Já Kairós é o “tempo oportuno” e possui uma natureza qualitativa apontando para o momento adequado de determinado evento/experiência dentro dos propósitos divinos.Muitas vezes ouvimos a frase: “Kairós é o tempo de Deus e Chronos é o tempo do homem”. Apesar de popular, essa explicação não é exatamente correta. Na língua grega, as duas palavras significam “tempo”, mas com sentidos diferentes:
• Chronos se refere ao tempo cronológico, contado pelo relógio e pelo calendário. É o tempo que usamos no dia a dia: horas, dias, anos.
• Kairós significa “tempo certo”, “momento oportuno”. Refere-se ao tempo adequado para que algo aconteça, como um momento específico dentro de um plano. Na Bíblia, essas palavras são usadas em vários contextos e ambas podem se referir ao agir de Deus. Por exemplo, em João 7.6, Jesus diz: “Ainda não é chegado o meu tempo”, e usa a palavra Kairós para se referir tanto ao seu tempo quanto ao tempo dos homens. Portanto, a Bíblia não usa essas palavras como se uma fosse “tempo divino” e a outra “tempo humano”. Também vemos que Chronos pode descrever momentos do plano eterno de Deus, como em Gálatas 4.4: “Vindo a plenitude dos tempos (Chronos), Deus enviou seu Filho”. E Kairós aparece em situações comuns, como quando Jesus fala que não era tempo (Kairós) de figos (Mc 11.13) ou quando alguém crê “por um tempo (Kairós)” (Lc 8.13). Por fim, em Atos 1.7, Jesus ensina que tanto os “tempos” (Chronos) quanto as “épocas” (Kairós) foram determinados por Deus, mostrando que Ele governa sobre todos os tempos, e não apenas sobre um tipo.
3.2 Por que Deus demora tanto para agir?
A LIÇÃO DIZ: Por vezes, nos momentos mais difíceis, fazemos essa pergunta: “até quando?”
A ideia de que Deus atrasa é fruto da nossa limitação humana, não de uma falha divina. A Escritura afirma com clareza: “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a tenham por tardia, mas é longânimo para convosco” (2Pe 3.9). Ou seja, Deus não age fora do tempo certo, Ele age no tempo determinado por Sua sabedoria e propósito. Ele não age com desleixo ou precipitação.
Pontos que devemos considerar:
• Se Deus ainda não agiu, é porque o momento ainda não se completou aos olhos dEle.
• Em vez de medir a fidelidade de Deus pela nossa urgência, devemos alinhar nosso coração ao tempo do céu.
• Deus não se apressa, mas também não falha. O que Ele prometeu, Ele cumprirá na hora certa, da maneira certa e para o propósito certo.
3.3 Como é bom estar no tempo de Deus.
A LIÇÃO DIZ: Quando nos permitimos estar no tempo de Deus, somos agraciados com as vitórias decorrentes desse processo. Há tempo para todas as coisas (Ec 3.1).
Dois pontos para finalizar:
• Segurança no agir. Quem anda no tempo de Deus age sob direção e não por impulso. As decisões deixam de ser guiadas pela ansiedade e passam a ser fruto da obediência. O tempo certo protege da precipitação e preserva da culpa por escolhas mal feitas. Estar no tempo de Deus é saber que se está no lugar certo, fazendo a coisa certa, da forma certa.
• Frutos que permanecem. O que nasce no tempo certo de Deus tem estabilidade. Não se desfaz com o tempo, nem se perde nas mãos. Os frutos produzidos fora do tempo murcham; os frutos gerados na hora exata glorificam a Deus e permanecem.

CONCLUSÃO

A fé madura não força as etapas, nem confunde oportunidade com autorização. Quem está no tempo de Deus caminha com segurança, frutifica com consistência e glorifica ao Senhor em tudo. Assim como Davi, que esperou sem perder a fidelidade, sejamos forjados na espera e constantes na obediência, certos de que o tempo de Deus é sempre o melhor.

Leia mais…

Compartilhe:

Lula sobre Transposição do Rio São Francisco: “Nós tínhamos que resolver”

Foi anunciada também, durante a cerimônia em Salgueiro (PE), a abertura de chamada pública com orçamento de R$ 10 bilhões para selecionar planos de negócios com investimentos estratégicos para o desenvolvimento econômico e social da Região Nordeste O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu agenda em Salgueiro (PE) nesta quarta-feira, 28 de maio, para acompanhar obras que garantem segurança hídrica a milhões de brasileiros. O compromisso integra a iniciativa do Governo Federal Caminho das Águas, que reúne mais de 70 projetos de infraestrutura hídrica no âmbito do Novo PAC. A jornada começou nesta semana. As obras levam água para abastecimento humano, produção agrícola e desenvolvimento econômico no semiárido.

São 179 anos em que se pensa fazer a Transposição do São Francisco. E por que se pensava? Era para uma coisa simples e sagrada: o objetivo de dar aquilo que Deus dá a todo mundo, um copo de água para beber para 12 milhões de pessoas que viviam no Semi-Árido brasileiro”

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República

Em Pernambuco, Lula participou da assinatura da ordem de serviço, no valor de R$ 491,3 milhões, para duplicar a capacidade de bombeamento de água em todo o Eixo Norte do Projeto de Integração do São Francisco (PISF), na estação de bombeamento intermunicipal EBI3, no Ramal do Salgado. A obra amplia a capacidade de 24,75 m³/s para 49 m³/s, e beneficia 237 municípios e cerca de 8,1 milhões de pessoas nos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Foi anunciada também, ainda durante a cerimônia em Salgueiro (PE), a abertura de chamada pública com orçamento de R$ 10 bilhões para selecionar planos de negócios com investimentos estratégicos para o desenvolvimento econômico e social da Região Nordeste.

O presidente Lula afirmou que, toda vez que visita o Nordeste para inaugurar obras, sente uma sensação de projeto concluído, de uma graça atendida. “Essa obra que estamos fazendo aqui não é uma invenção do Lula, é um desejo do Imperador Dom Pedro II, desde 1846. Se a gente for contar quantos anos se passaram desde 1846, são 179 anos em que se pensa em fazer a Transposição do Rio São Francisco. E por que se pensava em fazê-la? Era para fazer uma coisa simples e sagrada: o objetivo de dar aquilo que Deus dá a todo mundo, que é um copo de água para beber para 12 milhões de pessoas que viviam no Semi-Árido brasileiro. Era apenas isso”, sintetizou Lula.

“E por que eu tomei a decisão de fazer as obras? É porque eu sei o que é ir para um açude sujo pegar água para beber. Eu sei o que é colocar uma água em um pote para assentar, para não tomar ela com caramujo ou com fezes de cabrito, de cachorro, de gato, de cavalo. Eu sei o que é isso. Eu sei o que é tomar água sem tratar, sequer sem filtrar. Então, quando eu cheguei à Presidência da República, eu tinha na mente aquela imagem de gente sofrendo, andando léguas para pegar um pote de água. Eu falei que tínhamos que resolver aquele problema”, pontuou o presidente.

COMPROMISSO — Para o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, a data da assinatura da ordem de serviço para ampliar a capacidade das estações de bombeamento de água é mais que uma cerimônia, mas um compromisso selado com a história, com o presente, com o futuro e com o povo do Nordeste. “Aqui em Salgueiro, no coração do Semi-Árido pernambucano, damos mais um passo para que a Transposição do Rio São Francisco cumpra sua missão integral: ser água para todos, o tempo todo, em todo o Nordeste”, colocou.

“Com essa obra, o povo passa a contar com uma estrutura permanente, previsível e soberana. A água chega quando precisa, a água que sustenta a vida, não apenas a esperança. Essa assinatura que o presidente Lula faz hoje tem peso histórico, porque ela não autoriza só o início de uma obra, ela renova a certeza de que esse país tem um projeto de presente e de futuro. E esse projeto passa invariavelmente por valorizar quem mais precisa e onde mais precisa”, complementou Waldez Góes.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que há um Nordeste antes e depois do presidente Lula. “A gestão anterior paralisou as obras do São Francisco e o Lula está colocando essa obra de pé. O presidente começou em 2007 e precisou voltar para agora, até 2026, entregar esse grande complexo de obras, assim como vai entregar, se Deus quiser, a Ferrovia Transnordestina até o Ceará”, pontuou. ‘1Já a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, celebrou a renovação do compromisso do presidente Lula com o povo nordestino. “É a força de todos nós juntos que tem feito o estado de Pernambuco voltar a crescer”, disse. “E não pode a gente, que tem a honra de ser eleito com o voto do povo, achar que é normal que a gente esteja no século 21 discutindo tantas coisas que tratam de tecnologias, inovações, e gente ainda vê tantas mulheres carregando balde de água na cabeça para poder levar água para suas casas. Isso não é justo e carece muita vontade e decisão política para fazer as coisas de jeito diferente. O presidente Lula decidiu mudar os rumos da história desse povo”, sublinhou a governadora pernambucana.

O prefeito de Salgueiro, Fabinho Lisandro, ressaltou a relevância da obra para a população salgueirense. “Será uma obra de fundamental importância para a vida do nosso povo. Serão 8 milhões de cidadãos nordestinos que passarão a ter segurança hídrica. É verdade que hoje, ainda, vemos as águas passarem mas, com essa segurança, a água chegará para todos e para todas. E o desenvolvimento econômico vem atrelado a isso”, ressaltou.

 

 

 

 

CAMINHO DAS ÁGUAS — A transposição do Rio São Francisco é considerada a maior obra de infraestrutura hídrica do Brasil e da América Latina. Foi idealizada e iniciada no governo do presidente Lula, com a meta de beneficiar 12 milhões de pessoas em 390 municípios e 294 comunidades rurais. O investimento é superior a R$ 8,2 bilhões. O projeto foi oficialmente lançado em junho de 2007, após décadas de debates sobre a necessidade de levar as águas do “Velho Chico” para regiões historicamente castigadas pela escassez de água. Foram iniciadas as principais frentes de trabalho nos dois grandes eixos — Norte e Leste —, consolidando sua autoria e compromisso com o desenvolvimento social e econômico do semiárido nordestino.

70 AÇÕES —  Além desses grandes canais da transposição do Rio São Francisco, outros projetos de segurança hídrica – como adutoras, ramais, reservatórios – estão espalhados pelos sertões da Bahia, Alagoas, Piauí e Maranhão, formando o Caminho das Águas. Somando estudos e projetos em andamento, são mais de 70 ações, todas elas inscritas no Novo PAC. Todo o Caminho das Águas estará em inspeção nos meses de maio e junho, por uma comitiva liderada pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.

260KM — No domingo, 25 de maio, o Caminho das Águas teve início no Eixo Norte do PISF, em Cabrobó (PE). A estrutura marca o início dos 260 km de extensão percorridos pelo Eixo Norte, responsável por levar água a 237 municípios em Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. A obra beneficia 8,1 milhões de pessoas.

SISTEMAS — Durante a visita da comitiva, foi inaugurada a Estação de Tratamento de Água de Palestina do Cariri, na segunda-feira, 26 de maio, na área rural do município de Mauriti (CE). Ao todo, são 24 sistemas, dos quais 16 já foram entregues, com investimentos totais de R$ 126,1 milhões — R$ 112,4 milhões do MIDR e R$ 13,3 milhões do estado. O sistema de abastecimento de Mauriti beneficia 32 mil pessoas, com destaque para a comunidade de Palestina, que recebeu investimentos de R$ 10 milhões, e para a comunidade de Anauá, com R$ 15 milhões investidos.

CINTURÃO DAS ÁGUAS — O ministro Waldez Góes participou de visita técnica às obras do Cinturão das Águas do Ceará (CAC), um dos principais empreendimentos hídricos do estado, nesta terça-feira, 27 de maio. Com 145 km de extensão, o CAC tem como objetivo ampliar a oferta de água para mais de cinco milhões de pessoas em municípios como Fortaleza, Juazeiro do Norte e outros atendidos pelos açudes Orós e Castanhão. A obra é executada pelo Governo do Estado do Ceará, sob a responsabilidade da Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH/CE), e atualmente está com 83,49% de execução.

ABASTECIMENTO — A infraestrutura foi dimensionada para uma vazão de 30 m³/s e conta com um investimento total superior a R$ 2 bilhões, dos quais R$ 1,7 bilhão são provenientes de recursos federais já pactuados. A previsão é de que o projeto seja concluído até 31 de dezembro de 2025. Durante a vistoria, técnicos e autoridades federais e estaduais inspecionaram o andamento da obra e discutiram os impactos positivos da integração hídrica na região. O Cinturão das Águas é peça-chave para garantir o abastecimento humano, a produção agrícola e industrial, além de fortalecer a resiliência hídrica do Ceará frente aos períodos de estiagem.

gov.br

Compartilhe:

Ministério da Saúde entrega mais 156 novas ambulâncias do SAMU 192 para ampliar atendimento de urgência e reduzir o tempo de espera no SUS

Foto: Rubens Gallerani Filho/SEAUD-PR

Para reduzir o tempo de espera em casos de urgência e emergência, o Ministério da Saúde entregou 156 novas ambulâncias do SAMU 192 para ampliar a frota em 114 municípios de 15 estados. São mais de 2 milhões de brasileiros e brasileiras que, a partir dessa entrega, passam a ter acesso a assistência e atendimento especializado no momento que mais precisam. Com mais esta iniciativa, o total de ambulâncias entregues pelo Governo do presidente Lula ultrapassa 2,2 mil unidades e o SAMU 192 chega a quase 90% da população em todo o país, um avanço histórico no compromisso de garantir saúde pública para todos. 

Na cerimônia de entrega das ambulâncias, nesta quinta-feira (27), em Brasília, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou o trabalho que vem sendo feito pelo governo para levar o SAMU 192 a todos os cantos do país. “O que estamos fazendo aqui hoje é fortalecer esse serviço que salva vidas e reduz o tempo de espera por atendimento. É mais do que entregar ambulâncias. Nossa meta, desde o início do governo do presidente Lula, é universalizar o SAMU. Queremos garantir esse equipamento em 100% do território nacional, respeitando as especificidades de cada local”, ressaltou.

O ministro falou ainda sobre a qualidade do serviço – estruturado para atender as mais diversas situações de emergência. “Hoje, o SAMU tem medicamentos que salvam vidas, como os trombolíticos, que mudaram completamente o atendimento a infartos e outras emergências. Foi o SAMU o responsável por organizar o sistema de urgência e emergência do Brasil”, observou. Na ocasião, Padilha adiantou também que uma nova entrega de ambulâncias será feita em abril, no estado de Minas Gerais.

ministro discurso samu brasilia.jpg
Foto: Rafael Nascimento/MS

Recurso do Novo PAC

Essa entrega foi viabilizada por meio do Novo PAC, com investimento de mais de R$ 50,4 milhõesNo dia 14 de março, o Ministério da Saúde entregou a maior quantidade de ambulâncias desde 2023. Foram 789 novos veículos para expansão e renovação da frota em 559 cidades de 21 estados. Dessa entrega, 86 ambulâncias eram Unidades de Suporte Avançado (USA), conhecidas como UTI Móveis. O Governo Federal não entregava unidades desse tipo desde 2018. Ao todo, o Governo Federal garantiu 2.222 novas ambulâncias do SAMU 192 — volume seis vezes maior que o registrado entre 2019 e 2022, quando 366 unidades foram entregues à população. Com essa expansão, mais de 6,1 milhões de pessoas passaram a ter acesso ao atendimento de urgência. Atualmente, o SAMU 192 conta com mais de 4,3 mil veículos em circulação e chega a 188,6 milhões de brasileiros em 4.143 municípios. 

ambulancias planalto.jpg

Também houve uma importante renovação dos veículos em circulação. Da entrega total desta gestão, 1.917 unidades renovaram a frota dos estados e municípios, representando 49,6% dos veículos habilitados e em atividade. São ambulâncias que estavam com 15 anos de uso e necessitando de manutenção, mas agora estão novas, seguras e prontas para atendimento de qualidade.  Com planejamento e investimento contínuo, o Ministério da Saúde trabalha para universalizar o SAMU até o fim de 2026. A meta é entregar mais 2,3 mil ambulâncias até 2026, sendo 1,3 mil previstas para 2025. O Ministério da Saúde reforça que o Novo PAC está com inscrições abertas até 31 de março para que gestores estaduais e municipais solicitem a renovação ou ampliação da frota. 

gov.br/saude

Compartilhe:

Estados e municípios têm até 30 de maio para regularizar obras da educação

O prazo para estados e municípios responderem às diligências técnicas do Pacto Nacional pela Retomada de Obras na Educação Básica e Profissionalizante termina na próxima sexta-feira, 30 de maio. Com 522 obras ainda pendentes de resposta, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), alerta que a não regularização dos projetos resultará em seu cancelamento. Fernanda Pacobahyba, presidente do FNDE, ressaltou que o prazo foi prorrogado diversas vezes para permitir que as administrações estaduais e municipais se ajustassem à situação. “Temos dado várias oportunidades para que as obras sejam regularizadas, mas agora o prazo é definitivo. Sem uma resposta até o dia 30 de maio, as obras serão canceladas”, afirmou. O pacto tem como objetivo retomar e concluir obras paralisadas em escolas de educação básica e profissionalizante. Até o momento, 2.132 obras foram aprovadas, sendo que 352 já foram concluídas. O programa prevê um investimento total de R$ 4,1 bilhões, o que poderá gerar a criação de mais de 552 mil vagas em tempo integral ou até 1,1 milhão de vagas em dois turnos nas redes públicas de ensino em todo o país. É essencial que os entes federativos atendam aos prazos estabelecidos para garantir a execução dos projetos e a melhoria das condições de ensino nas escolas públicas.

Confira quantas obras por UF ainda não responderam às diligências técnicas iniciais:

Leia mais…

Compartilhe:

O Brasil arcaico, racista, escravocrata, misógino e patriarcal que agrediu Marina

Com as decisões das últimas semanas, deputados e senadores fizeram jus à pesquisa Atlas Intel de fevereiro passado que mostrou a baixíssima credibilidade do Congresso Nacional: 82% da população não confia neles. Primeiro, 265 deputados assinaram requerimento para a votação em caráter de urgência do Projeto da Impunidade dos golpistas para livrar da cadeia Bolsonaro e comparsas civis e fardados, dentre eles ex-comandantes das Forças Armadas e ex-integrantes do Alto Comando do Exército. Depois, em mais uma prova de desprezo pela legalidade, e com a assombrosa maioria de 315 deputados, quórum suficiente para mudar a Constituição, a Câmara aprovou uma resolução para trancar no STF o julgamento dos co-réus de Alexandre Ramagem na ação penal da trama golpista. Não bastassem essas barbaridades, Suas Excelências decidiram ir ainda mais longe e criaram 18 novos mandatos na Câmara, que passarão dos atuais 513 deputados para 531. A partir de agora, o céu será o limite: a cada perda de vagas dos estados em consequência do censo demográfico, aplicarão a fórmula mágica de aumentar a malta.

Entre emendas impositivas de cada deputado, mais salários, cotas de gabinete e auxílios, a ampliação representará um gasto adicional de R$ 4,5 bilhões de reais a cada legislatura. Afora, claro, o efeito cascata da medida para os legislativos estaduais e municipais. Saltando de um grande absurdo a outro ainda maior, também nessas últimas semanas o Conselho de Ética da Câmara aprovou a cassação do deputado Glauber Braga. O caso vai entrar na história dos maiores absurdos do Congresso Nacional, porque se sabe que esta cassação não tem fundamento legal; é um ato de vingança pessoal do ex-todo-poderoso chefão do esquema corrupto do orçamento secreto.

Qualquer ser humano dotado com a mínima razoabilidade duvidaria da possibilidade de algum parlamento de qualquer republiqueta do mundo descer ainda mais baixo no esgoto político. Pura ilusão, no entanto. O Senado mostrou que no fundo do poço sempre tem uma pá, e que se pode cavar ainda mais fundo no abismo.

E então, em mais um ataque bárbaro ao que ainda resta do arcabouço jurídico-ambiental do Brasil, os predadores aprovaram o Projeto de Lei da Devastação, que cria uma realidade grave de insegurança social, humana, econômica e ambiental no país. E, menos de uma semana depois, agindo como uma horda assassina com ânsia de dizimar toda e qualquer forma de civilidade e dignidade humana, os senadores patrocinaram uma sessão grotesca de agressão à ministra Marina Silva.

O ocorrido neste 27 de maio de 2025 entra para a história nacional como o dia da afirmação do Brasil arcaico, racista, escravocrata, misógino, machista e patriarcal. O que se viu foi uma brutalidade horrorosa, com a prática de violência política de gênero descrita nos manuais de misoginia. Os “senhores do engenho”, expoentes do arcaísmo, atacaram Marina com fúria, como uma malta ensandecida. Os covardes se deram mal, pois se depararam com uma mulher guerreira, imbuída do espírito dos animais e dos povos originários da Floresta, secularmente acostumados a resistir a agressores, predadores e facínoras.

Leia mais…

Compartilhe:

Segredos de beleza com Bella Campos: atriz mostra sua técnica de finalização para cachos definidos

“Só comecei a amar meu cabelo natural através das minhas personagens: primeiro a Muda, em Pantanal, depois Jenifer Daiane, em Vai na Fé“, conta Bella Campos sobre sua relação com os fios. “Antes, era uma prisão. Passava horas em frente ao espelho tentando domar o cabelo, que alisei dos 14 aos 18 anos”, relembra a atriz, hoje com 27 anos. Antes de seguir para mais uma gravação da nova versão de Vale Tudo, onde interpreta a vilã Maria de Fátima, e com o umbigo tapado com um Band-Aid — um ritual que a atriz aposta para se blindar de energias negativas —, Bella nos recebeu no Rio de Janeiro e compartilhou detalhes de sua rotina de beleza: do suco verde que dá início às manhãs, passando pela maquiagem de efeito natural, até os truques para finalizar o chanel cacheado que virou marca registrada de sua personagem.

vogue.globo

Compartilhe:

Governo Lula lança programa que promete revolução no SUS

Por Tereza Cruvinel, 247 – O presidente Lula (PT) lançará nesta sexta-feira (30), com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), o programa com que o governo pretende revolucionar o atendimento do SUS, enfrentando especialmente o problema das filas para acesso a especialistas e a tratamentos contra doenças graves, como o câncer. Lula assinará uma medida provisória que ampliará a parceria com instituições privadas, como as Santas Casas, permitindo inclusive a permuta de dívidas federais por atendimentos.

O ex-deputado e Secretário Especial de Assuntos Parlamentares André Ceciliano falou do novo programa em entrevista a Marcelo Auler, Tereza Cruvinel e Dafne Ashton no programa Bom Dia 247, da TV 247.

“Este programa, cujo nome ainda não posso revelar, vai ser uma revolução no Sistema SUS. Vamos zerar estas filas ampliando o atendimento através de instituições privadas de saúde que devem ao Estado, e de planos de saúde que precisam ressarcir o SUS pelo atendimento a seus segurados. Vamos identificar o tamanho das filas para todos os procedimentos, como exames, cirurgias  e tratamentos complexos como quimioterapia e radioterapia. Para estes últimos, estamos propondo duplicar o tempo de uso dos equipamentos. Vai ser um novo momento no SUS “, garante o secretário. Ele explicou que a MP reformula o programa “Mais Acesso a Especialistas”, lançado pela ex-ministra Nísia Trindade, ampliando parcerias com o setor privado para agilizar exames e procedimentos em troca de abatimento de dívidas tributárias. Instituições que devem ao governo, como as Santas Casas de Misericórdia, poderão amortizar dívidas com atendimentos, saindo da inadimplência que hoje impede o funcionamento de muitas delas e de instituições similares. As dívidas das Santas Casas são estimadas em cerca de R$ 10 bilhões. Desse montante, aproximadamente R$ 7 bilhões correspondem a empréstimos contraídos junto à Caixa Econômica Federal, enquanto o restante está distribuído entre outros bancos , fornecedores e tributos federais.

Os planos de saúde também entrarão no mutirão, trocando atendimentos pelas dívidas que têm para com o SUS. As operadoras brasileiras têm a obrigação legal de ressarcir o SUS pelos atendimentos prestados a seus segurados, conforme estabelecido pelo artigo 32 da Lei nº 9.656/1998. Geralmente o segurado é levado a um hospital do SUS em caso de acidentes, emergências, partos e outras situações.

Até 2022, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) avaliava em R$ 10,3 bilhões o ressarcimento devido por atendimentos realizados entre 2012 e 2022. Deste montante, as operadoras teriam pago R$ 4,18 bilhões e teriam parcelado o pagamento de R$ 819 milhões e obtido a suspensão judicial de R$ 941 milhões. O restante encontra-se ainda em análise administrativa.

Com estes acordos, o governo espera aumentar o orçamento do programa “Mais especialistas”, que agora terá outro nome, dos atuais R$ 2,4 bilhões para um valor que pode variar de R$ 4 bilhões a R$ 10 bilhões. Com a conversão das dívidas, o governo espera agregar um valor (em atendimentos) de R$ 2,7 bilhões. Emendas parlamentares também reforçarão o programa.

Leia mais…

Compartilhe:

MinC destina mais de 450 milhões para fortalecer pontos de cultura

O Ministério da Cultura destinou mais de 450 milhões de reais para fortalecer os pontos de cultura em todo o Brasil. Tudo isso no primeiro ciclo da Política Nacional Aldir Blanc, que é responsável pelo maior investimento da história em política de base comunitária do país. Esses valores deverão ser mantidos no segundo ciclo da Polìtica Aldir Blanc, que encerrou o prazo de adesão dos municípios na segunda-feira, dia 26. Os recursos também foram direcionados para a Política Nacional Cultura Viva. São investimentos na ampliação da Rede de Pontos e Pontões de Cultura em todos os Estados. uem destaca é a secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do MinC, Márcia Rollemberg: “É um momento de adesão à Política Nacional Aldir Blanc de comprometimento na aplicação desses recursos, que devem chegar na ponta.” Para o segundo ciclo da Aldir Blanc, o MinC publicou novas regras para aplicação dos incentivos ao Cultura Viva. A atualização aprimora os instrumentos utilizados pelos estados, Distrito Federal e municípios, como explica o diretor da Política Nacional Cultura Viva, João Pontes.  “O primeiro ciclo foi um sucesso e a gente está apostando no aperfeiçoamento ainda melhor para este segundo ciclo da Aldir Blanc, com a Política Nacional Cultura Viva, a cultura de base comunitária do sistema nacional pensando nela como a cultura viva do tamanho do Brasil.”  Todas as diretrizes complementares vão fortalecer o fazer cultural nas comunidades e o acesso da população aos seus direitos culturais. Ressalta a secretária Márcia Rollemberg: “Os novos regramentos trazem boas novidades. Traz o financiamento das teias, traz a possibilidade de planos plurianuais de bolsas para mestras e mestres.” 

 Os principais destaques das novas regras estão relacionados ao fomento a Pontos e Pontões de Cultura, valorização das culturas tradicionais e populares e a realização de fóruns e TEIAs dos Pontos de Cultura.  A padronização dos modelos de editais, e a efetivação de uma série de reuniões virtuais por meio do Circula Cultura Viva na Aldir Blanc também são importantes.  O diferencial da Política Nacional Cultura Viva é esclarecido pela secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do MinC: “Ela é uma rede cidadã, é uma rede que alavanca a cidadania no território. Eu falo que o Cultura Viva é a digital de cada território, nessa capacidade de ser específico, de ser local, de valorizar o que tá acontecendo.” 
 
Esta é uma realização do Ministério da Cultura em parceria com a Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC).   

Para mais informações acesse o site www.gov.br/cultura 

Compartilhe:

9 frutas ricas em magnésio para uma saúde melhor

Você sabia que algumas frutas do seu dia a dia são verdadeiras potências nutricionais? Além de deliciosas e ricas em fibras, várias delas carregam magnésio, um mineral essencial que pode transformar sua saúde. Segundo Abeer Bader, nutricionista do Hospital Geral de Massachusetts, o magnésio atua em funções fundamentais como controle do estresse, saúde óssea, regulação da glicose e até prevenção de demência. O que surpreende é que, mesmo sendo tão vital, o corpo humano não produz esse nutriente. É aí que entra o poder escondido de frutas frescas e secas, capazes de complementar suas necessidades diárias com sabor e praticidade.

O figo seco lidera como fonte natural de magnésio

Uma simples xícara de figo seco oferece impressionantes 101 mg de magnésio. É a fruta campeã da lista e um verdadeiro símbolo da dieta mediterrânea. Além do magnésio, contém fibras, ferro, potássio, cálcio e vitamina K. Seus efeitos benéficos já foram associados à melhora de quadros inflamatórios, cardiovasculares e gastrointestinais.

Maracujá surpreende com benefícios contra o estresse

Com 68,4 mg de magnésio por xícara, o maracujá entra com força na lista de frutas poderosas. Rico em antioxidantes e vitaminas A e C, ele ainda demonstrou, em estudo de 2024, reduzir a glicemia e aumentar a disposição de quem consome seu suco. A fruta que acalma também energiza.

Frutas – Créditos: depositphotos.com / AntonMatyukha

Damascos e bananas ajudam a equilibrar o organismo

damasco seco entrega 41,6 mg de magnésio por xícara, com uma combinação potente de vitaminas A, E, niacina e ferro. Já a banana, sempre lembrada pelo potássio, traz 32 mg de magnésio por unidade média. Além disso, a banana tem propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e até antidiabéticas. E acredite: até sua casca é rica em compostos que previnem doenças.

Papaya, kiwi e amoras vão além das vitaminas

mamão (papaya) oferece 30,4 mg de magnésio por xícara e é uma das melhores fontes de licopeno, importante para a prevenção de câncer. O kiwi, com 28,8 mg, é um verdadeiro impulso para o humor e o bem-estar. Já as amoras, também com 28,8 mg, são pequenas bombas de antocianinas e vitaminas, especialmente conhecidas por proteger o coração.

Abacate e laranja fecham a lista com efeitos impressionantes

abacate, com cerca de 22 mg de magnésio por meia xícara, ainda traz gorduras boas e efeitos positivos no coração. Estudo de 2022 mostrou que quem consome mais abacate tem menor risco de doenças cardiovasculares. E não para por aí: em 2024, observou-se que ele também influencia positivamente os hábitos alimentares em geral. Já a laranja, com 15 mg de magnésio, é a campeã da vitamina C e uma aliada contra inflamações e problemas intestinais. Estudos mostram ainda que pode melhorar a função cognitiva e contribuir para níveis saudáveis de glicose e pressão arterial. 

com.br/emfoco

Compartilhe:

Gisele Bündchen estampa a primeira capa após nascimento do terceiro filho

Cerca de três meses após dar à luz seu terceiro filho, River, do relacionamento com o instrutor de jiu-jítsu Joaquim Valente, Gisele Bündchen é a estrela a capa da edição de junho e julho de 2025 da Vogue França. A revista faz uma ode ao bem-estar e tem Gisele como personificação desse conceito. “Uma musa do bem-estar à frente do seu tempo, ela avança em sua nova vida com graça, disciplina e energia radiante. Com seus rituais de corpo, mente e espírito, ela é uma força silenciosa que inspira. Ela é ao mesmo tempo um ícone e uma mulher plenamente ancorada em seu tempo”, escreveu a jornalista Claire Thomson-Jonville sobre a übermodel. 

vogue.glob

Compartilhe:

Marina Silva abandona audiência na CI após discussão com senadores Fonte: Agência Senado

A ida da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, à Comissão de Infraestrutura (CI) nesta terça-feira (27) foi marcada por tensão e divergências entre a gestora e alguns senadores. Ela foi cobrada pela demora na liberação de licenças ambientais. Após três horas e meia de debate e desentendimento com o senador Plínio Valério (PSDB-AM), a ministra se retirou da audiência. Marina foi convidada a partir de requerimento do senador Lucas Barreto (PSD-AP) para tratar da criação de unidades de conservação marinha no Norte. O convite surgiu pela preocupação do parlamentar de que a instituição dessas áreas impossibilitasse a prospecção e exploração de petróleo na Margem Equatorial no Amapá. Ao iniciar sua fala, o senador Plínio Valério disse que “a mulher merece respeito, a ministra não”. Marina Silva exigiu um pedido de desculpas e, como não foi atendida, retirou-se da audiência. Ela lembrou ainda que o senador, em outra ocasião, chegou a falar em “enforcá-la”.

— Sou ministra de Meio Ambiente, foi nessa condição que eu fui convidada e ouvir um senador dizer que não me respeita como ministra, eu não poderia ter outra atitude — disse Marina Silva em coletiva após a audiência.

Para o senador Rogério Carvalho (PT-SE), a fala de Plínio Valério não cabe num debate institucional:

— O debate político pode ser caloroso, pode expressar as divergências, os pontos de vista, mas manifestação de desrespeito é inaceitável. Anteriormente, a ministra já havia se desentendido com outros senadores. Ao presidente da CI, senador Marcos Rogério (PL-RO), ela disse que não é “uma mulher submissa”. Na sequência, ele a mandou se “pôr no seu lugar”.Também houve bate-boca com o senador Omar Aziz (PSD-AM) com relação a liberação da obra de pavimentação da BR-319 (Manaus-Porto Velho). Ao final da audiência, Marcos Rogério disse que a convocação da ministra deve ser posta em votação na próxima reunião deliberativa do colegiado.

Unidades de conservação

Ao tratar das unidades de conservação marinha no Norte, Marina Silva afirmou que a instituição dessas áreas não é impeditiva à pesquisa e à exploração de petróleo em águas profundas na margem Equatorial, mas há necessidade de licenciamento ambiental.  A criação da unidade de conservação no Amapá não incide sobre os blocos de petróleo e não foi criado agora para inviabilizar a Margem Equatorial — disse a ministra. De acordo com a gestora, o país tem um déficit de 10 milhões de hectares de unidades de conservação.

O pedido de criação dessas unidades de conservação data de 2005, segundo Marina Silva. As UCs, de acordo com a ministra, pretendem dar condições para populações tradicionais ribeirinhas, pescadores, comunidades indígenas, abarcando em torno de 24 mil pessoas. Ela reconheceu que até pouco tempo o governo do estado do Amapá estava de acordo com a criação das unidades de conservação, mas se iniciou “uma tensão muito forte no estado”, o que levou o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) a suspender a última audiência pública.

O senador Lucas Barreto (PSD-AP), autor do requerimento para o convite à ministra, disse que foi surpreendido com a criação de quatro unidades de conservação com um 1,3 milhão de hectare no Amapá. Segundo o parlamentar, 74% de território amapaense já é área de proteção, onde “75% da floresta primária está de pé”. Ele salientou que só 11% do estado está liberado para atividade econômica. — Essas reservas não vão impedir petróleo, elas vão impedir que o Amapá se desenvolva. (…) Amapá é um estado que nós não estamos mais querendo aceitar a criação de reservas lá. O licenciamento novo ambiental foi aprovado por essa atitude lá. (…) Nós queremos esse direito de prospectar essa riqueza que tem na costa do Amapá — afirmou Lucas Barreto.

Criadas por lei, as unidades de conservação (UCs) são áreas protegidas destinadas à preservação e restauração da biodiversidade e dos recursos naturais, de forma a promover a sustentabilidade dos ecossistemas. — Uma unidade de conservação é criada dentro de uma estratégia, dentro de um plano, ela não é algo isolado. E essa ainda mais, que é um processo que vem desde 2005, passando por inúmeras audiências públicas, mobilizando centenas e centenas de pessoas e que vinha sendo um processo trabalhado, ombro a ombro com o governo do Estado, tanto é que duas dessas unidades de conservação estão sendo encaminhadas para serem criadas pelo governo federal e duas delas seriam criadas pelo próprio governo do estado— disse Marina Silva.

Petróleo

Leia mais…

Compartilhe:

INSS: veja calendário de pagamentos de maio e da segunda parcela do 13º

Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) iniciou nesta semana os pagamentos dos mais de 40,6 milhões de benefícios aos aposentados, pensionistas e titulares de auxílios. O calendário de maio começou na segunda-feira, 26, e vai até o dia 6 de junho. A data de pagamento do beneficiário corresponde ao número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço. Por exemplo, se o número do benefício for 1610-3, o dígito final a ser considerado é o 0.

Calendário

Os beneficiários do INSS que recebem até um salário-mínimo e com o dígito final de 1 a 5, vão receber os pagamentos nos últimos 5 dias úteis de maio.

Os segurados de dígito final de 6 ao 9 e os com final 0, recebem os pagamentos junto aos que recebem benefícios acima do salário-mínimo, nos primeiros 5 dias úteis de junho. Veja abaixo os calendários para quem recebe até um salário-mínimo e acima do piso nacional:

Quem ganha até um salário-mínimo

Final do benefício e dia do crédito

1 – 26/Mai
2 – 27/Mai
3 – 28/Mai
4 – 29/Mai
5 – 30/Mai
6 – 2/Jun
7 – 3/Jun
8 – 4/Jun
9 – 5/Jun
0 – 6/Jun

Quem ganha acima do piso nacional

Final do benefício e dia do crédito

1 e 6 – 2/Jun
2 e 7 – 3/Jun
3 e 8 – 4/Jun
4 e 9 – 5/Jun
5 e 0 – 6/Jun

Veja abaixo o calendário completo de 2025:

Segunda parcela do 13º

Instituto Nacional do Seguro Social também iniciou na segunda-feira, 26, o pagamento da segunda parcela do 13º salário de 2025. O calendário vai até 6 de junho. Cerca de 34,2 milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários serão contemplados. Com a previsão de injetar R$ 73,3 bilhões na economia, a antecipação do décimo terceiro do INSS foi programada para ser paga em duas parcelas, sendo que a primeira ocorreu entre 24 de abril e 8 de maio.

INSS
INSS (Crédito:Agência Brasil)

Como saber a data de pagamento?

O calendário do 13º também leva em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço. Por exemplo, no cartão 999.999.993-9, o número que define o pagamento é o 3. Ele é dividido em dois grupos: para quem recebe até um salário-mínimo e outro para quem ganha acima do piso nacional.

Calendário de pagamento da 2ª parcela do 13º salário do INSS:

Cronograma de pagamento da segunda parcela do 13º antecipado do INSS
Cronograma de pagamento da segunda parcela do 13º antecipado do INSS (Crédito:Divulgação/Governo Federal)

Confira o passo a passo de como conferir o pagamento do INSS:

Site

  • Acesse o site ou aplicativo Meu INSS;
  • Faça login com CPF e senha;
  • No menu, selecione Extrato de Contribuição;
  • Clique em Baixar PDF para obter o documento do INSS.

Telefone

  • Para quem não tem acesso à internet, basta ligar para a Central 135;
  • Depois, informar o número do CPF e confirmar algumas informações cadastrais para a atendente, de forma a evitar fraudes;
  • O atendimento ocorre  de segunda a sábado, das 7h às 22h.

Quem não recebe?

Não recebem 13º salário pessoas contempladas pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência, desde que comprovem baixa renda, e beneficiários de Renda Mensal Vitalícia. O INSS alerta que não há previsão de pagamento de “14º salário” no final do ano, como circula em redes sociais e plataformas de vídeo e mensagem. Essas informações não são verdadeiras.

INSS Meu INSS Previdência Social

 

Compartilhe:

EconomiaNovo previsão do salário mínimo é divulgado e brasileiros comemoram o valor

 O governo brasileiro planeja aumentar o salário mínimo para R$ 1.630 em 2026, conforme o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO). Este ajuste representa um aumento de 7,37% em relação ao valor atual de R$ 1.518. Com uma inflação projetada de 4,76% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o reajuste proporcionaria um ganho real de 2,5% para os trabalhadores. A fórmula de correção do salário mínimo, que foi retomada em 2023, leva em conta o INPC acumulado até novembro do ano anterior e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. No entanto, o novo arcabouço fiscal limita o crescimento real a um intervalo entre 0,6% e 2,5%, mesmo em cenários de expansão econômica mais robusta.

Qual é o impacto do salário mínimo nas finanças públicas?

O reajuste do salário mínimo tem um impacto direto nas finanças públicas, uma vez que muitos benefícios sociais estão vinculados a ele. Cada aumento de R$ 1 no salário mínimo pode resultar em um acréscimo de aproximadamente R$ 400 milhões nas despesas governamentais. Benefícios como aposentadorias, pensões e seguro-desemprego são diretamente afetados por essas mudanças.Na Previdência Social, o aumento do salário mínimo pode gerar despesas adicionais significativas, que são parcialmente compensadas por um aumento na arrecadação tributária. Assim, o governo precisa equilibrar o reajuste com a sustentabilidade fiscal, assegurando que as contas públicas permaneçam sob controle.

Quais são as perspectivas para os próximos anos?

O projeto de lei orçamentária prevê aumentos progressivos no salário mínimo para os anos seguintes: R$ 1.724 em 2027, R$ 1.823 em 2028 e R$ 1.925 em 2029. Esses valores são preliminares e podem ser ajustados nas futuras diretrizes orçamentárias, dependendo das condições econômicas e fiscais. Novo previsão do salário mínimo é divulgado e brasileiros comemoram o valor
Dinheiro (Créditos: depositphotos.com / rmcarvalhobsb) Além disso, o governo projeta um superávit primário de R$ 34,3 bilhões em 2026, equivalente a 0,25% do PIB. As metas para os anos subsequentes incluem superávits crescentes, com o objetivo de fortalecer a responsabilidade fiscal e estabilizar a dívida pública.

Como será o caminho para a aprovação do projeto?

O projeto precisa ser analisado pela Comissão Mista de Orçamento e votado pelo Congresso até julho. O relator da proposta é o deputado Carlos Zarattini. O valor final do salário mínimo será confirmado após a divulgação oficial da inflação de 2025, prevista para novembro. Enquanto isso, a expectativa é que a dívida pública, atualmente em 78,5% do PIB, continue a crescer até 2028, atingindo 84,2%. A partir desse ponto, espera-se uma redução gradual, impulsionada por superávits primários e controle de gastos, incluindo o reajuste do salário mínimo dentro dos limites fiscais estabelecidos.

tupi.fm

Compartilhe:

Marcas conhecidas como ‘café fake’ são consideradas impróprias para consumo em lista do governo; veja quais

Produtos foram desclassificados após o Ministério da Agricultura detectar presença de matérias estranhas e impurezas acima do limite permitido. Estes pós saborizados não tinham café entre seus ingredientes e não podem ser considerados alimentos.

Ministério da Agricultura divulgou nesta sexta-feira (25) que três marcas de “pó para preparo de bebida sabor café”, apelidados de “café fake”, são impróprias para consumo. São elas: MelissaPingo Preto e Oficial (veja lotes abaixo).A categoria, que não é o mesmo que o pó de café, pode confundir consumidores porque tenta imitar as embalagens de marcas famosas — a descrição “pó para preparo de bebida sabor café” fica em letras pequenas, na parte de baixo dos pacotes. Além disso, ele é mais barato.Após a apreensão dos produtos das três marcas, em fevereiro, o governo já havia dito que os ingredientes encontrados na análise mostraram que eles não poderiam ser considerados alimento. Na época, os nomes das marcas não foram revelados.Segundo o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) do Ministério da Agricultura, Hugo Caruso, os itens das três marcas não tinham café em sua composição e eram feitos de “lixo da lavoura”.No anúncio desta sexta-feira, foi explicado que a desclassificação ocorreu após análises laboratoriais detectarem a presença de matérias estranhas e impurezas acima do limite permitido, além de níveis de micotoxinas superiores ao tolerado pela legislação vigente.

Compartilhe:

Perseguições da Igreja Primitiva

Neste artigo, vamos rever as perseguições da Igreja Primitiva, eventos históricos em que os primeiros seguidores do cristianismo enfrentaram por parte das autoridades políticas e religiosas da época. A Igreja Primitiva é o nome dado aos cristãos dos primeiros séculos depois de Cristo e, inicialmente, enfrentou oposição significativa, especialmente do Império Romano e de outras autoridades locais.

Obra de Jean Léon Gérôme – A última oração dos mártires cristãos.

Como os cristãos enxergam as perseguições?

As perseguições da Igreja Primitiva como uma bem-aventurança

Entre os católicos, a perseguição por causa da fé é vista como uma bem-aventurança, ou seja, uma virtude característica dos que desejam permanecer com Cristo na Eternidade. No Sermão da Montanha, Jesus proclama as Bem-aventuranças, entre elas, a oitava bem-aventurança fala diretamente sobre a perseguição.

8 Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
9 Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus.
10 Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos céus.
1

A Igreja ensina que sofrer por Cristo é uma forma de estar unido a Ele, que também sofreu perseguição e morte injusta. Os fiéis que enfrentam perseguição estão, de certa forma, seguindo os passos de Jesus. O sofrimento aceito com fé é visto como um meio de santificação pessoal. Ao suportar a perseguição com paciência e fé, o cristão se purifica e se aproxima de Deus. Como testemunho de fé, a perseguição oferece uma oportunidade para os cristãos. Os mártires, que deram suas vidas por causa da fé, são especialmente venerados na Igreja Católica como exemplos de fé inabalável e coragem.
Na evangelização, o exemplo de cristãos que sofrem perseguição pode inspirar outros, mostrando a profundidade e a verdade da fé cristã.

O martírio e a eternidade

Conforme ensinado por Jesus, os perseguidos por causa da justiça têm a promessa do Reino dos Céus. Esta recompensa é vista como infinitamente maior do que qualquer sofrimento terreno. Os cristãos perseguidos mantiveram a esperança e até mesmo a alegria em meio ao sofrimento, sabendo que estão acumulando tesouros no céu.Para os católicos primitivos, a vida eterna – os tesouros no céu – significava viver para sempre com Deus em um estado de perfeita felicidade e comunhão com o Criador. “Deus lhes enxugará todas as lágrimas dos seus olhos, e não haverá mais morte, nem luto, nem clamor, nem mais dor, porque as primeiras coisas passaram”2Os cristão enxergam também a bem-aventurança como uma forma de imitar a Cristo e um cumprimento de algo que o próprio cristo disse: “Lembrai-vos daquela palavra que eu vos disse: ‘O servo não é maior do que seu senhor. Se eles me perseguiram a mim, também vos hão de perseguir a vós; se eles guardaram a minha palavra, também hão de guardar a vossa.3E, por fim, os mártires têm “lugar cativo” no céu, como mostra no cap. 7 do Apocalipse (os de vestes brancas que lavaram as vestes no sangue do cordeiro). Portanto, morrer é lucro para o Cristão, “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro”.4

Herodes Antipas, a raposa tetrarca da Galileia e da Perea

Herodes Antipas é uma figura sombria e infame, principalmente por seu papel na morte de João Batista, o precursor de Jesus Cristo. No Evangelho de Lucas, Herodes é descrito como um governante curioso e supersticioso, que tinha interesse em ouvir sobre Jesus, mas também como alguém que foi responsável por atos terríveis, influenciado por seus desejos e pela pressão de sua corte. E, no mesmo Evangelho, Jesus o chama de “raposa” (Lucas 13,31-32). Herodes Antipas mandou prender João Batista porque este denunciava publicamente o casamento de Herodes com Herodíades, a esposa de seu irmão Filipe, considerando tal união ilegítima aos olhos da lei judaica. Herodíades, ofendida pelas palavras de João, desejava a sua morte. Embora Herodes respeitasse João e o considerasse um homem justo e santo, ele acabou cedendo aos desejos de Herodíades e da pressão da corte.

a decapitação de são joão batista precursora das perseguições da igreja primitiva
“A decapitação de São João Batista” por Caravaggio (1608).

O ápice dessa história trágica é descrito no Evangelho de Marcos (Marcos 6,14-29), onde é relatado que Herodes, durante uma festa de aniversário, ofereceu à filha de Herodíades – Salomé – qualquer coisa que ela desejasse, como recompensa por sua dança. A jovem, instruída por sua mãe, pediu a cabeça de João Batista em um prato. Herodes, embora relutante, por causa de seu juramento e dos convidados presentes, ordenou que João fosse decapitado na prisão.

Herodes e Jesus

No Evangelho de Lucas (Lucas 23,7-12), Herodes Antipas aparece novamente durante o julgamento de Jesus. Quando Pilatos soube que Jesus era galileu, enviou-O a Herodes, que estava em Jerusalém na época. Herodes, que havia ouvido falar de Jesus e desejava ver algum milagre realizado por Ele, questionou-O extensivamente, mas Jesus permaneceu em silêncio. Desapontado e frustrado, Herodes, junto com seus soldados, zombou e ridicularizou Jesus, enviando-O de volta a Pilatos.

Perseguição da Igreja Primitiva por Líderes Judaicos

Jesus Cristo enfrentou intensa perseguição de várias facções dentro da comunidade judaica. Essa oposição veio não apenas dos fariseus, mas também de outros grupos poderosos e influentes da sociedade judaica da época.

E quem eram os fariseus?

Os fariseus (hebraico: Perushim) surgiram como um grupo distinto logo após a revolta dos Macabeus, cerca de 165-160 a.C.; eles eram, geralmente se acredita, descendentes espirituais dos hassidianos.

Os fariseus eram um grupo judaico que se destacou no período do Segundo Templo. Conhecidos por sua rígida observância da Lei Mosaica (Torá) e das tradições orais, os fariseus buscavam uma vida de pureza ritual e moral. Eles acreditavam na ressurreição dos mortos, nos anjos e na vida após a morte, ao contrário dos saduceus, outro grupo significativo.

Os fariseus exerciam uma grande influência sobre o povo comum e eram vistos como os guardiões da Lei. Sua oposição a Jesus e, posteriormente, aos apóstolos, originava-se em grande parte do desafio que o Cristianismo nascente representava à sua interpretação da Lei e às tradições judaicas estabelecidas.

Outros Grupos Judaicos Envolvidos na Perseguição

Os saduceus eram uma seita aristocrática e conservadora que controlava o Templo de Jerusalém. Eles negavam a ressurreição dos mortos e a existência de anjos e espíritos, diferenciando-se significativamente dos fariseus. A liderança saduceia via os cristãos como uma ameaça à sua autoridade e ao status quo religioso e político. Eles estavam diretamente envolvidos na prisão e julgamento de Jesus e continuaram a perseguir os apóstolos.

O Sinédrio era o supremo conselho religioso e tribunal dos judeus em Jerusalém. Composto por fariseus, saduceus e outros líderes religiosos, este conselho perseguiu veemente os cristãos. Eles estavam envolvidos nos julgamentos de Jesus e dos apóstolos, como se lê nos capítulos 4 e 5 de Atos, onde Pedro e João são presos e julgados pelo Sinédrio.

Também no Sinédrio, Estêvão, um dos primeiros diáconos e considerado o primeiro mártir cristão, foi apedrejado até a morte por uma multidão incitada por membros do Sinédrio, incluindo Saulo (posteriormente conhecido como Paulo), um fervoroso fariseu na época (Atos 7).

Antes de sua conversão, Saulo de Tarso (Paulo) foi um zeloso perseguidor dos cristãos, autorizado pelos líderes judaicos a prender e punir aqueles que seguiam a Cristo (Atos 8-9).

Após sua conversão, São Paulo se tornou um dos principais apóstolos do Cristianismo primitivo. Realizou várias viagens missionárias, fundou inúmeras igrejas e escreveu muitas das cartas do Novo Testamento, que continuam a ser fundamentais para a teologia e prática cristãs. Sua obra ajudou a espalhar o Evangelho por todo o Império Romano e estabeleceu as bases para a expansão global do Cristianismo.

Perseguição da Igreja Primitiva pelo Império Romano

Entre 30 d.C. e 311 d.C., período em que 54 imperadores governaram o Império Romano, cerca de doze se dedicaram a perseguir os cristãos. Além disso, foi somente após o reinado de Décio (249-251) que houve uma tentativa deliberada de implementar uma perseguição em todo o Império.

Até então, a perseguição era principalmente instigada pelos governantes locais, embora com a aprovação de Roma. No entanto, alguns imperadores tiveram interações diretas e, para os cristãos, profundamente adversas com esta fé.

O imperador Claudius (41-54), durante o seu reinado, evitou sabiamente guerras estrangeiras potencialmente dispendiosas, estendeu a cidadania romana internamente e mostrou tolerância para com uma variedade de religiões.

O historiador Suetônio sobre os acontecimentos em Roma por volta de 52 escreveu “visto que os judeus provocavam continuamente distúrbios por instigação de Cresto, ele expulsou-os de Roma (…)”. “Chrestus” pode ter sido uma pedra no sapato dos políticos romanos ansiosos por se livrar dele e de seus companheiros.

Ou “Chrestus” pode ser a forma como os burocratas desinformados pronunciavam o nome sobre o qual os judeus discutiamChristus. Tais discussões entre judeus e cristãos não eram desconhecidas (Atos 19). Cláudio provavelmente e inadvertidamente foi o primeiro imperador a lançar perseguições da Igreja Primitiva – onde os cristãos eram vistos como uma seita judaica – por, ao que fica entendido, perturbar a paz.5

O Jovem Nero (54-68 d.C.) e Seu Reinado de Terror

O jovem Nero, tendo sido instruído pelo filósofo Seneca, que, embora reverenciado, tinha uma reputação moral questionável, inicialmente mostrava repulsa pela pena de morte. No entanto, Nero habilmente transformou essa aparente fraqueza em um instrumento de poder: ele ordenou a execução de sua mãe, Agripina, acusando-a de traição, e de sua esposa, Otávia, sob a acusação de adultério.

Após decapitá-la, exibiu a cabeça de Otávia para sua amante, Popéia Sabina, a quem, anos depois, matou com um chute enquanto ela estava grávida. O Senado, paradoxalmente, ofereceu agradecimentos aos deuses por essas ações, vendo nelas uma restauração da moralidade pública.

Estas ações sanguinárias são apenas a ponta do iceberg traiçoeiro do reinado de Nero. Tais atividades ofuscam as poucas tentativas construtivas que ele fez, embora sem sucesso, como a abolição dos impostos indiretos para ajudar os agricultores, a construção de um canal em Corinto, e o reassentamento das vítimas do Grande Incêndio de Roma em 64 d.C.

Após o incêndio, Nero procurou um bode expiatório na pequena comunidade cristã de Roma, então vista como um grupo dissidente de judeus, e ordenou que muitos deles fossem queimados vivos. Segundo a tradição cristã, foi durante essas perseguições da Igreja Primitiva impostas por Nero, que Pedro e Paulo foram martirizados.

A turbulência política e os constantes escândalos acabaram por forçar o perturbado imperador a cometer suicídio. Suas últimas palavras, “Que artista o mundo está perdendo em mim!”, ecoam seu trágico e teatral legado.

Domiciano e as Perseguições da Igreja Primitiva (81-96)

O historiador Plínio chamou Domiciano de besta do inferno que estava sentada em sua cova, lambendo sangue. E no livro do Apocalipse, João pode ter se referido ao imperador Domiciano quando descreveu uma besta que blasfema o céu e bebe o sangue dos santos. Domiciano é lembrado tanto por sua habilidade administrativa quanto por sua crueldade.

Ele conseguiu repelir invasões da Dácia (atual Romênia), uma tarefa que se tornaria cada vez mais difícil para seus sucessores. Além disso, Domiciano foi um mestre construtor e um administrador competente. Mesmo o historiador Suetônio, um de seus críticos mais ferozes, teve de admitir que Domiciano exerceu uma supervisão rigorosa sobre as autoridades municipais e os governadores provinciais, resultando em um período de administração particularmente honesta e justa.

Domiciano foi o primeiro imperador romano a ser oficialmente intitulado “Deus, o Senhor” em Roma. Ele insistia que as pessoas o saudassem com aclamações como “Senhor da terra”, “Invencível”, “Glória”, “Santo” e “Somente Tu”. Quando ordenou que lhe prestassem honras divinas, judeus e cristãos se recusaram. A perseguição aos judeus está bem documentada, enquanto a dos cristãos é menos clara. Contudo, muitos estudiosos acreditam que a besta descrita no Apocalipse é uma alusão oculta ao governo de Domiciano e suas ações contra os cristãos.6

Décio (249–251): líder da primeira perseguição em todo o Império

Durante décadas, os imperadores romanos enfrentaram crescentes desafios nas fronteiras do Império, lidando com invasões de tribos bárbaras. Décio, oriundo de uma aldeia próxima ao Danúbio, reconheceu não apenas a dimensão militar desses problemas, mas também a espiritual.

Décio estava preocupado com o declínio do politeísmo tradicional e acreditava que reviver a devoção aos antigos governantes deificados fortaleceria Roma. Os cristãos, com sua fé monoteísta e organização autônoma, eram vistos como uma ameaça a essa unidade religiosa.

Décio foi o primeiro imperador a iniciar uma perseguição sistemática aos cristãos em todo o Império. Após executar o Papa Fabiano, ele teria dito: “Prefiro receber notícias de um rival ao trono do que de outro bispo de Roma”. As perseguições da Igreja Primitiva tornaram-se rotineiras.

Décio não exigiu que os cristãos abandonassem sua fé, mas que realizassem sacrifícios aos deuses romanos, recebendo um Certificado de Sacrifício (libellus) como prova. Muitos cristãos cederam à pressão ou subornaram para obter o certificado, mas muitos outros recusaram-se e foram martirizados. Orígenes, por exemplo, foi preso e torturado, embora tenha sido libertado, morreu pouco tempo depois.

Diocleciano (284-305): Líder da Grande Perseguição

É conhecido por sua significativa reorganização do Império Romano, conhecida como a Tetrarquia. Ele dividiu o império entre quatro governantes: dois Augustos e dois Césares. No entanto, essa tentativa de facilitar a transição de poder acabou gerando mais conflitos do que estabilidade.

Diocleciano estendeu seu talento organizacional às questões religiosas e patrióticas. Em 303, influenciado por seu César Galério e buscando despertar o sentimento patriótico, ele iniciou a Grande Perseguição dos cristãos, apesar de sua esposa, Prisca, ser cristã. Essa foi a primeira grande perseguição em quase 50 anos, com o objetivo explícito de extinguir o Cristianismo.

Os éditos de Diocleciano proibiram o culto cristão, ordenaram a destruição de igrejas e livros cristãos, e exigiram que o clero fosse preso a menos que sacrificasse aos deuses pagãos. Em 304, a exigência de sacrifício foi estendida a todos os cristãos, sendo particularmente cruel na África sob o co-Augusto Maximiano.Diocleciano abdicou do trono, um ato sem precedentes. Ele se retirou para Salonae, na Dalmácia. As perseguições da Igreja Primitiva continuaram sob Galério, que foi promovido a Augusto. No entanto, em 311, gravemente doente, Galério e seus colegas imperadores emitiram um édito cancelando a perseguição aos cristãos.

Outras perseguições aos Cristãos da Igreja Primitiva

Além das perseguições supracitadas, os cristãos da Igreja Primitiva enfrentaram muitas outras formas de perseguição por parte das comunidades locais pagãs e das religiões romanas. Essas perseguições muitas vezes surgiam espontaneamente das tensões sociais e religiosas. Em Éfeso, o ourives Demétrio, que fazia miniaturas do templo da deusa Ártemis, incitou uma multidão contra o apóstolo Paulo e seus companheiros, temendo que prejudicasse seu negócio (Atos 19, 23-41). Policarpo, bispo de Esmirna, foi martirizado após uma multidão exigir sua execução. Eles clamavam pela morte dos cristãos, e as autoridades locais, cedendo à pressão popular, prenderam e executaram Policarpo.A economia local muitas vezes dependia de atividades associadas ao paganismo, como a produção de ídolos e a organização de festivais religiosos. A conversão ao Cristianismo e a rejeição dessas práticas afetavam negativamente a economia local, levando a ressentimentos e a ataques contra os cristãos.Em Lyon, atual França, 177 d.C., os cristãos foram atacados por seus vizinhos pagãos. A perseguição culminou com cristãos sendo torturados e executados no anfiteatro local. Blandina, uma escrava cristã, tornou-se notável por sua resistência e coragem durante esses eventos. E, o coliseu de Roma. Os cristãos frequentemente enfrentavam acusações infundadas, como canibalismo (devido à interpretação errônea da Eucaristia) e incesto (devido ao uso dos termos “irmão” e “irmã”). Essas acusações incitavam a hostilidade popular e levavam à execução pública de cristãos, muitas vezes no Coliseu ou em outros anfiteatros, onde eram lançados aos leões ou obrigados a lutar contra gladiadores.

  1. Mateus 5,8-10. ↩︎
  2. Apocalipse 21,4. ↩︎
  3. João 15,20. ↩︎
  4. Filipenses 1,21. ↩︎

 

Compartilhe:

DAVI: FORJADO POR UMA PERSEGUIÇÃO IMPLACAVÉL

A trajetória de Davi nos leva a um cenário de fuga, lágrimas e cavernas, onde o herói não empunha espadas, mas carrega a fé. Nesta lição, vamos acompanhar os bastidores da preparação de um rei, forjado não no conforto do palácio, mas nas dores da perseguição. Saul, movido por inveja, se torna sombra constante, mas Davi aprende a esperar no Senhor. Cada passo em meio ao deserto revela que as provações não atrasam os planos de Deus, apenas os amadurecem. Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.

TEXTO PRINCIPAL
Mas os que confiam no Senhor recebem sempre novas forças. Voam nas alturas como águias, correm e não perdem as forças, andam e não se cansam. (Is 40.31 NTLH). Vamos dividir a passagem bíblica em três pontos. Dessa forma, iremos considerar os versículos 30 e 31:
• Reconheça os limites da força humana. “Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os moços certamente cairão” (v.30). Nem mesmo os mais fortes são infalíveis. A vitalidade da juventude e as conquistas humanas têm seus limites. Quem confia apenas em sua energia natural, mais cedo ou mais tarde, será vencido pelo desgaste, pela ansiedade ou pela frustração.
• Espere com confiança: Deus age no tempo certo. “Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças” (v.31a), Esperar aqui não é passividade, mas um ato ativo de fé e confiança. A expressão hebraica qāwâ indica uma vida de dependência contínua de Deus e uma entrega absoluta à Sua vontade. Esperar é declarar com a vida: “Não tenho outro auxílio senão o Senhor.”
• Viver no ritmo da graça: De águia a caminhante. “Subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão” (v.31b). Aqueles que esperam no Senhor recebem força proporcional às suas necessidades. Há dias de voo, quando somos elevados acima das tempestades. Há dias de corrida, quando a urgência exige rapidez. Mas, principalmente, há muitos dias comuns, em que apenas caminhamos um passo de cada vez. A promessa não é só para o extraordinário, mas para a rotina. Deus sustenta os que confiam nele tanto nos picos quanto nos vales da vida. Assim como Davi, o jovem crente também será provado. Chegará ao limite da força (v.30), será chamado a esperar com fé (v.31a) e aprenderá que a graça de Deus sustenta tanto os voos como as caminhadas (v.31b)
RESUMO DA LIÇÃO
Em meio às perseguições e adversidades, Davi foi sendo preparado por Deus para a missão que a ele estava reservada, mantendo-se sempre fiel e íntegro. Vamos movimentar a classe e despertar o interesse dos alunos quanto ao assunto da lição: Nome da atividade: “Mapa de formação espiritual”.
Objetivo: Ajudar os jovens a reconhecer que as dificuldades da vida cristã fazem parte do processo de preparação para o propósito de Deus. Procedimento:
• Peça que escrevam em uma folha dividida em três colunas:
1. Prova ou dificuldade que enfrentaram
2. Lição aprendida
3. O que Deus estava moldando em mim
• Em seguida, convide os que se sentirem à vontade para compartilhar um dos pontos.
• Reforce: Davi não foi poupado da dor, mas permaneceu íntegro, e isso foi parte essencial da sua preparação.

I. UMA PERSEGUIÇÃO IMPLACÁVEL
1.1 Quando a fuga é necessária.
A LIÇÃO DIZ: As perseguições foram se intensificando, obrigando Davi a iniciar uma época de constantes fugas para salvar sua vida. Mesmo sendo temente a Deus, fiel ao rei, dedicado a proteger o povo de Israel, íntegro e humilde, as maldades de Saul se agravaram, tornando a morte uma possibilidade nítida. Ao longo de 1 Samuel 18 a 31, Davi enfrenta ameaças de morte, instabilidade social, afastamento da família e até mesmo o rompimento com a corte. Essas pressões revelam um princípio bíblico fundamental: Deus prepara seus servos não poupando-os da dor, mas usando-a como ferramenta de lapidação. O sofrimento foi um “deserto pedagógico” onde Davi aprendeu a depender de Deus, esperar o tempo certo e discernir o propósito maior por trás da crise (Sl 27.1–14; 59.16–17). Recuar com fé é diferente de desistir por incredulidade. Fugir não é pecado quando é expressão de obediência, não de medo (cf. Mt 10.23; Pv 22.3). A fé verdadeira não exige sempre confronto; às vezes, ela se expressa na espera. Era o tempo de recuar. Destaco uma lição preciosa: há momentos em que recuar não significa fracassar, mas obedecer à direção de Deus. Quando a integridade está ameaçada, quando a alma começa a ser sufocada pela ira, pela mágoa ou pelo desejo de vingança, o Espírito Santo pode nos conduzir, em sabedoria, a um tempo de retirada. Esse recuo não é fuga covarde, mas pausa estratégica, onde o coração é preservado e o caráter é moldado.
1.2 Em busca de Samuel.
A LIÇÃO DIZ: Após ser salvo da morte e do perverso plano de Saul por meio da intervenção de Mical, Davi fugiu para Ramá em busca de Samuel. Lá chegando, abriu o coração, contando tudo o que ocorrera ao profeta (1 Sm 19.18). Após ouvir atentamente os conselhos do velho amigo, ele o acompanhou até Naiote, ainda em Ramá. Aqui temos um importante ensinamento para todos nós: como é bom termos em nossas vidas pessoas tementes a Deus, nas quais podemos confiar, abrindo o coração à espera de sábias palavras e bons conselhos.
O texto bíblico nos diz:
Assim, Davi fugiu e escapou, e foi até onde Samuel estava, em Ramá, e lhe contou tudo o que Saul lhe havia feito. Então se retiraram, ele e Samuel, e ficaram na casa dos profetas. (1 Sm 19.18 NAA).
As Escrituras não registram uma resposta direta de Samuel, mas o texto deixa claro que eles foram juntos para Naiote. Samuel não apenas ouviu, ele o acolheu. Essa breve narrativa oferece três grandes lições:
• Em tempos de crise, busque pessoas que ouvem com sabedoria. Davi precisava ser ouvido. Não bastava uma fuga física; era necessário encontrar um espaço seguro onde pudesse processar sua dor com alguém que compreendesse os caminhos de Deus. Samuel foi esse espaço. Como é importante para os jovens cristãos de hoje terem líderes, mentores e irmãos maduros aos quais possam abrir o coração sem medo e com confiança!
• A comunhão com os santos é refúgio providencial. A ida de Davi a Naiote com Samuel não foi apenas estratégica, foi espiritual. Muitos estudiosos entendem Naiote como um centro de formação profética, talvez um “colégio de profetas”, uma comunidade dedicada ao ensino, à adoração. Ao conduzir Davi até lá, Samuel não apenas o protegeu, mas o reintroduziu num ambiente de edificação espiritual. O refúgio do crente está onde Deus é honrado, e onde há pessoas cheias do Espírito.
• Deus retira os apoios para formar a dependência. Embora o encontro com Samuel tenha sido um refrigério momentâneo, a narrativa mostra que, em breve, Davi teria de continuar fugindo e desta vez, sem o apoio de Samuel. Um a um, os apoios humanos de Davi foram sendo removidos: ele perde Mical, Jônatas, Samuel, e sua posição na corte. Isso não foi abandono, mas lapidação. Deus estava ensinando a Davi que o verdadeiro sustento não viria de alianças humanas, mas da confiança absoluta nEle.
1.3 “[…] na angustia nasce o irmão”.
A LIÇÃO DIZ: Como foram difíceis os dias de Davi, e como foi preciosa a amizade cultivada com Jônatas! Ao voltar de Ramá para Gibeá, tiveram a oportunidade de se despedir e confirmar uma aliança de bondade (1 Sm 20.14-17). A Palavra de Deus constantemente nos fala acerca do valor da verdadeira amizade e dá exemplos de parcerias edificantes. Lembremos que, nas adversidades, o verdadeiro amigo se mostra presente (Pv 17.17). O texto bíblico nos diz: Então Davi fugiu da casa dos profetas, em Ramá, foi até o lugar onde Jônatas estava […]. (1 Sm 20.1a NAA). No capítulo 19 de 1Samuel, Saul está no centro dos acontecimentos; no capítulo 20, Jônatas é o protagonista da ação. A narrativa bíblica segue a mesma toada da insana perseguição de Saul a Davi, seu genro. Vivemos dias de relações frágeis, marcadas por conveniência e deslealdade. A amizade genuína, como a que uniu Davi e Jônatas, tornou-se escassa. Em tempos de adversidade, Davi encontrou em Jônatas não apenas abrigo, mas um pacto de confiança firmado diante do Senhor (1 Sm 20.14–17). Essa aliança não nasceu da conveniência, mas de uma comunhão profunda e de um senso espiritual de missão. Quando tudo ao redor desmoronava, Davi buscou aquele que lhe era leal na alma e no temor a Deus (1 Sm 20.1). A fidelidade de Jônatas, mesmo em oposição ao próprio pai, revela que amizades verdadeiras exigem coragem, renúncia e integridade. A Escritura é clara: o amigo verdadeiro se evidencia no sofrimento (Pv 17.17). Cuide e valorize os bons amigos.

II. AS LUTAS AO LONGO DA CAMINHADA
2.1 Em território inimigo.
A LIÇÃO DIZ: Nesse tempo de longa fuga, Davi partiu para o território filisteu, chegando à cidade de Gate, terra natal de Golias. Imaginemos a surpresa do rei Aquis e de seus súditos ao ver o matador do gigante ali, diante deles, em uma cena curiosa: fingindo-se de louco, começou a se contorcer e deixou a saliva correr de forma descontrolada (1 Sm 21.13-14). O rei filisteu, convencido de que Davi estava fora de si, permitiu que ele se refugiasse ali. E foi no meio de seus inimigos que Deus protegeu Davi da fúria de Saul.
O texto bíblico nos diz:
Naquele dia, Davi se levantou e fugiu de Saul. Ele foi procurar Aquis, rei de Gate. Porém os servos de Aquis lhe disseram: — Este não é Davi, o rei da terra? Não é a respeito dele que se cantava nas danças, dizendo: Saul matou os seus milhares, porém Davi, os seus dez milhares? Davi guardou essas palavras no coração e teve muito medo de Aquis, rei de Gate. Por isso mudou o seu comportamento diante deles, fingindo-se de louco nas mãos deles. Fazia riscos nos batentes dos portões e deixava escorrer saliva pela barba. Então Aquis disse aos seus servos: — Vocês estão vendo que este homem está louco. Por que o trouxeram para cá? Será que estou com falta de doidos, para que vocês me trouxessem este para fazer doidices diante de mim? Devo deixar que este entre em minha casa? (1 Sm 21.10-15 NAA). Em desespero, Davi toma um caminho impensável: refugia-se em Gate, a cidade natal de Golias, seu antigo inimigo. Levar consigo a espada do gigante e tentar passar despercebido entre os filisteus revela o quão profundamente ele se sentia ameaçado. Quando reconhecido, não reage com bravura. Tomado pelo medo, recorre à humilhação: finge-se de louco, riscando portas e deixando saliva escorrer pela barba. Esse Davi não é o herói da música das mulheres de Israel. É o homem ferido, acuado, tentando sobreviver. O que vemos aqui é a fé sendo sufocada pelo medo, e a integridade sendo testada no limite da fragilidade humana. Ponto que merecem destaque:
• Nem todo refúgio é seguro. Às vezes, a tentativa de escapar da dor nos leva direto para o perigo.
• O medo distorce a fé. Quando tomamos decisões sob pressão, sem consultar a Deus, caímos em caminhos que exigem disfarces e compromissos.
• A graça preserva até no fundo do poço. Mesmo agindo mal, Deus poupou Davi porque seu plano não depende da perfeição humana, mas da fidelidade divina.
2.2 Uma questão de fidelidade.
A LIÇÃO DIZ: A história de Davi nos apresenta lições valiosas, entre elas destacamos a fidelidade, que foi mantida intacta mesmo diante de tantas adversidades e perseguições. Como vimos, Davi foi exposto a rupturas em todas as esferas: perdeu sua posição, sua segurança, sua intimidade familiar e seus referenciais. Ainda assim, não ultrapassou os limites que Deus estabelecera. Ele não apenas suportou; ele se conteve. Isso é fidelidade. Ser fiel é continuar sob o governo de Deus mesmo quando não há garantias visíveis de que Ele intervirá. A fidelidade impõe limites à ação: há coisas que Davi poderia ter feito, mas não fez porque sabia que não lhe eram permitidas. Para o jovem cristão, ser fiel é aprender a perder o que poderia conquistar se abrisse mão da obediência. É recusar atalhos, suportar o silêncio de Deus e não trair princípios por conveniência. A fidelidade exige uma alma que teme mais romper com Deus do que sofrer injustamente. Observação: Veremos mais a frente que a expressão “intacta” não é não adequada.
2.3 Na caminhada, a provisão do Senhor.
A LIÇÃO DIZ: O Senhor, diante da fidelidade de Davi, proveu tudo o que foi necessário para a difícil jornada rumo ao trono de Israel (2 Sm 7.9). O cristão maduro entende: Deus não nos deve nada, e ainda assim Ele nos dá tudo. A fidelidade não compra bênçãos. Ela revela um coração que confia no caráter de Deus mais do que nos resultados imediatos. A fidelidade do crente, portanto, não é uma moeda de troca. Não é uma forma de barganhar bênçãos. Ser fiel é amar a Deus por quem Ele é, e não apenas pelo que Ele faz. No entanto, é evidente que Deus esteve com Davi em todos os momentos de sua trajetória e permaneceu fiel mesmo quando a fidelidade de Davi oscilou.

III. TEMPOS DE APRENDIZADO
3.1 Em Nobe, uma espada.
A LIÇÃO DIZ: Após fugir de Saul apenas com as roupas do corpo, Davi foi para Nobe procurar por Aimeleque. Neste subponto, é importante destacar que a revista não está seguindo a ordem cronológica dos acontecimentos. Portanto, estamos diante de uma digressão. Ao fugir de Saul, Davi dirige-se a Nobe, cidade levítica onde estava o tabernáculo, em busca de socorro entre os sacerdotes. O que ocorre ali revela o impacto do medo sobre a fidelidade.
• Encontro tenso (1Sm 21.1). Aimeleque, sumo sacerdote, se assusta ao ver Davi sozinho. O clima é de suspeita e alerta, pois a perseguição de Saul já era conhecida. O temor de Aimeleque revela o risco em que a presença de Davi colocava a cidade sacerdotal.
• Dissimulação (1Sm 21.2). Davi mente. Alega estar em missão real. A fé, pressionada pelo medo, cede à manipulação. A confiança é substituída pela astúcia. Trata-se de uma quebra moral grave, cujas consequências seriam amplas.
• Pedido de provisão (1Sm 21.3–6). Faminto, Davi solicita alimento. Aimeleque, após certificar-se da pureza cerimonial dos homens de Davi, lhe entrega os pães da proposição. O ato, embora irregular, é justificado pela urgência e misericórdia, e mais tarde será ratificado por Jesus (Mt 12.3–4).
• Testemunha perigosa (1Sm 21.7). Doegue, servo de Saul, presencia tudo. Sua presença silenciosa torna-se uma ameaça concreta. Davi percebe o perigo, mas escolhe seguir adiante, mesmo sabendo que isso poderá custar caro a outros — como de fato aconteceu (1Sm 22).
• Pedido de armas (1Sm 21.8–9). Davi pede uma espada e recebe a de Golias. A arma, antes símbolo de livramento pela fé, agora se torna instrumento de autodefesa carnal. Ele não apenas aceita, mas se alegra com ela. A ironia é clara: o mesmo Davi que rejeitou recursos humanos quando cheio de fé agora os abraça, enfraquecido pelo medo. Mesmo que a espada fosse uma lembrança do cuidado e da proteção de Deus, penso que Davi não assimilou a situação por essa perspectiva.
3.2 Tempos de caverna.
A LIÇÃO DIZ: Davi escreveu o Salmo 142 em um momento extremamente difícil, na caverna (talvez de Adulão), em fuga da perseguição feroz de Saul. Lá, na escuridão e no silêncio, o fugitivo pôde orar, meditar, chorar e confiar com ainda mais convicção no Senhor. Este foi o pior momento na vida de Davi até então e se você quiser saber como ele realmente se sentia, leia o Salmo 142, de sua composição. Davi não tinha segurança, alimento, alguém com quem conversar, promessa à qual apegar-se e nem esperança de que as coisas viessem a modificar-se um dia.
Leiamos o Salmo 142:
Ao Senhor ergo a minha voz e clamo; com a minha voz suplico ao Senhor. Derramo diante dele a minha queixa, à sua presença exponho a minha angústia. Quando dentro de mim esmorece o espírito, tu sabes o caminho por onde devo andar. No caminho em que ando, ocultaram uma armadilha para mim. Olha à minha direita e vê, pois não há quem me reconheça, nenhum lugar de refúgio, ninguém que por mim se interesse. A ti clamo, Senhor, e digo: “Tu és o meu refúgio, a minha porção na terra dos viventes.” Atende ao meu clamor, pois me sinto muito fraco. Livra-me dos meus perseguidores, porque são mais fortes do que eu. Tira a minha alma do cárcere para que eu dê graças ao teu nome; os justos me rodearão, quando me fizeres esse bem. No entanto, foi na caverna de Adulão que Davi recebeu a visita de sua família, bem como obteve os seus primeiros seguidores que mais tarde ficaram conhecidos como “valentes de Davi”. De fato, mesmo nos dias mais escuros de nossas vidas, somos surpreendidos com a bondade de Deus.
3.3 Um processo contínuo.
A LIÇÃO DIZ: A aprendizagem é uma ação contínua; ninguém aprende de forma instantânea nem amadurece em segundos. É no processo que somos preparados para os próximos passos. Todos anseiam pela linha de chegada, mas é nessa dinâmica que as histórias são escritas e os planos se concretizam. Deus não forma servos à pressa. A vida cristã não é um salto até a linha de chegada, mas uma caminhada longa onde se aprende a confiar, ceder, resistir e esperar. Muitos querem chegar, poucos querem ser preparados. Talvez você esteja num tempo de espera, frustrado por não ver o “cumprimento” ainda. Mas e se esse tempo for exatamente o que Deus está usando para ajustar seu interior à promessa? Não despreze o processo. Deus não tem pressa, mas tem propósito.

CONCLUSÃO
Davi não foi forjado no trono, mas nas fugas, nos silêncios e nas cavernas. Deus o moldou nas tensões da espera, onde a fidelidade foi testada e a confiança, refinada. Sua trajetória nos ensina que o sofrimento não atrasa os planos divinos. Fugir, calar, perder e esperar fizeram parte do currículo que formou um homem segundo o coração de Deus.

Leia mais…

Compartilhe:

13 Anos da LAI: CGU reúne especialistas para debater democratização do acesso à informação

A Controladoria-Geral da União (CGU) realizou, nesta quinta-feira (15), em Brasília, o Seminário Nacional de Acesso à Informação – Traçando os caminhos da democratização do acesso à informação. O evento marcou a celebração dos 13 anos da Lei de Acesso à Informação (LAI) e promoveu debates sobre os avanços, os desafios e as perspectivas da transparência pública no Brasil.
Na abertura do evento, a secretária nacional de Transparência e Acesso à Informação da CGU, Livia Sobota, destacou a reestruturação de sua Secretaria, que passa a integrar, além da LAI, pautas como transparência ativa, dados abertos, governo aberto e o Portal da Transparência. “Esperamos que essa reorganização nos capacite ainda mais para sermos bons interlocutores no avanço dessa agenda”, afirmou.
O vice-presidente de Finanças da Caixa, Marcos Brasiliano Rosa, ressaltou a importância da Lei de Acesso à Informação para a estrutura organizacional da instituição e destacou o avanço da instituição no cumprimento das exigências de transparência ativa. “Quando se fala de transparência e informação, a gente sempre tem que pensar no cidadão, que tem a necessidade e o direito de obter todo tipo de informação. E isso mostra a importância de você ter uma equipe treinada, especializada no atendimento à lei”, explicou.
Por fim, a secretária-executiva da CGU, Eveline Martins Brito, destacou a relevância da atuação da Controladoria e de outras instituições governamentais nos municípios, além da importância de garantir a tempestividade e a qualidade das informações públicas. “É dever das instituições garantir a informação correta e com credibilidade. É preciso chegar nos municípios, chegar nas pessoas, dar transparência, fazer com que a política pública aconteça, e buscar, de fato, um mundo mais justo, em que as pessoas se sintam efetivamente seguras e consigam viver da melhor forma possível”, disse.

Programação

O seminário contou com a participação, como painelistas e mediadores, de autoridades da CGU, representantes de instituições públicas, acadêmicos e especialistas da sociedade civil. A programação foi dividida em três painéis, cada um dedicado a um aspecto central para a democratização do acesso à informação.
O primeiro painel abordou o tema “Transparência e transformação digital no Brasil: desafios de um Estado responsivo ao novo espaço informacional”. A mesa contou com a mediação de Livia Sobota e a participação de João Caldeira Brant (Secom/PR), Flávia Schmidt (CGU), Haydée Svab (Open Knowledge Brasil) e Renan Gaya (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos).
O segundo painel, “A Lei de Acesso à Informação nos municípios: promovendo a municipalização efetiva da LAI”, reuniu representantes de órgãos de controle e especialistas no tema. Participaram Cibelle Brasil (CGU), Daniela de Mello Orlandi (Controladoria de Itabirito/MG), Marina Atoji (Transparência Brasil) e Mariana Batista (UFPE), novamente sob mediação de Livia Sobota.
O terceiro e último painel discutiu o tema “A LAI é para todos: rompendo barreiras na promoção do acesso à informação”. Participaram Ana Claudia Farranha (UnB), Giane Pauxis (CGU), Fábio Moassab Bruni (Ministério da Igualdade Racial) e Oona Castro (Instituto NUPEF).

Compartilhe:

Prefeitura de Chã Grande reforça frota municipal com dois novos ônibus para o TFD

A Prefeitura de Chã Grande reforçou a sua frota municipal de veículos nesta sexta-feira (5), com a chegada de dois ônibus 0km. Os veículos, adquiridos com recursos próprios, vão servir para o transporte de pacientes que utilizam o serviço Tratamento Fora de Domicílio, conhecido pela sigla TFD, com viagens diárias para o Recife. Com a aquisição dos novos veículos, o transporte poderá ser feito com mais qualidade para os pacientes, como destacou o prefeito, Diogo Alexandre. “São ônibus novos, bem equipados, que poderão transportar os pacientes da melhor forma possível, com climatização e tudo mais”, disse.

Atualmente, o serviço de transporte de pacientes do TFD é feito em uma única viagem até os hospitais do Recife, como ocorre com os demais municípios pernambucanos. Com a chegada dos dois novos ônibus, Chã Grande passará a ofertar duas viagens até a capital pernambucana.

A primeira será logo pela madrugada para os pacientes com consultas no período da manhã. Já no final da manhã, o segundo ônibus seguirá o mesmo destino, agora levando pacientes que precisem do atendimento no período da tarde. Enquanto isso, o primeiro ônibus já estará retornando para a cidade, o que evita que um paciente com atendimento nas primeiras horas da manhã tenha que aguardar o retorno do transporte apenas no final do dia. Segundo Diogo, o momento de entrega desses veículos é um sonho realizado. “É um investimento que chega em torno de R$ 800 mil reais, com recursos próprios, para atender ao povo chã-grandense. Pra gente, esse é um momento que sempre sonhávamos e que agora podemos realizar”, destacou o gestor. Por conta da pandemia e as medidas de restrições, a entrega dos dois novos ônibus, que ficam sob a responsabilidade da Secretaria de Saúde, contou apenas com a presença do prefeito, Diogo Alexandre, do vice, Sandro Advogado, e do Secretário de Saúde, Jairo Paiva. Também acompanharam esse momento os vereadores Gilvan Bolão e Andreson de Agrício.

Compartilhe nosso conteúdo:

O Prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, entregou à população mais um ônibus para atender os pacientes que utilizam o transporte fora do domicílio (TFD).

O ônibus, da marca Mercedes-Benz, tem 46 lugares, possui ar-condicionado, e é equipado com cinto de segurança em todos os bancos,
carregador de celular em cada cadeira e bancos de couro, para garantir maior durabilidade do equipamento. “Esse ônibus vai reforçar a nossa frota que faz o serviço de transporte fora do domicílio, dando mais conforto e segurança para as pessoas na hora em que elas mais precisam,” destacou o Prefeito Sandrinho. O Deputado eleito José Patriota parabenizou a iniciativa. “Esse ônibus vai dar mais conforto às pessoas que precisam ir ao Recife em busca de tratamento, muitas vezes em situação de fragilidade, uma viagem longa, que com um ônibus mais confortável fica menos cansativa,” destacou Patriota. A Prefeitura de Afogados investiu 270 mil reais na aquisição do ônibus, com recursos próprios. A entrega do veículo aconteceu na noite deste Domingo (20) na praça ao lado da Prefeitura. Contou com as presenças do Deputado Estadual eleito, José Patriota, e dos Vereadores Erickson Torres, Cícero Miguel, César Tenório, Raimundo Lima, Douglas Eletricista, Gal Mariano e Toinho da ponte. A benção religiosa foi dada pelo Padre André Ferreira.

Compartilhe:

NOVO PAC

Nos primeiros anos do Novo PAC, gestores municipais que aderiram à Lei do Pacto Nacional ganharam mais prazo e valores atualizados com recursos do programa para a retomada e conclusão de obras de Unidades Básicas da Saúde. O programa também retomou os investimentos na rede hospitalar, destinando R$ 4,4 bilhões distribuídos em 60 empreendimentos que incluem novas construções, reformas e ampliações da infraestrutura hospitalar em todas as regiões do país. No fortalecimento da Nova Política de Atenção Especializada, o Novo PAC investe R$ 6 bilhões para contratação de 36 novas Maternidades e 55 Polínicas já selecionados na primeira etapa do PAC. Além de ampliar a infraestrutura e os serviços de saúde, o Novo PAC fomenta o desenvolvimento econômico e industrial da saúde com investimentos na ordem de R$ 4 bilhões para produção de vacinas, fármacos e imunobiológicos, assegurando o acesso universal, equânime e integral à saúde.

Na atenção primária, o Novo PAC garante R$ 7,4 bilhões para mais de 3.500 empreendimentos com o objetivo de modernizar e expandir a infraestrutura da atenção básica, ampliar o acesso e a cobertura das equipes Multiprofissionais (eMulti), de Saúde da Família (eSF), de Saúde Bucal (eSB) e de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) em todo o país.

Na atenção especializada, mais de 2.240 empreendimentos recebem investimentos do programa, que somam R$ 14,8 bilhões, para ampliar, modernizar e aperfeiçoar a rede de serviços especializados de média e alta complexidade em saúde, com foco na promoção e proteção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos e manutenção da saúde.

No Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) são R$ 8,9 bilhões destinados a 45 empreendimentos, que garantem maior autonomia do Brasil na produção de imunobiológicos, fármacos, vacinas e no fornecimento de imunoglobulina e outros hemoderivados no SUS. O Novo PAC também amplia a capacidade de respostas do Brasil às emergências em saúde pública. No subeixo, são R$ 272 milhões em investimentos para 35 empreendimentos que visam a ampliação, estruturação e modernização da Rede Nacional de Laboratórios de Saúde Pública.

Para promover a transformação digital do SUS o Novo PAC investe 150 milhões para reativação de 32 Núcleos de Telessaúde e estruturação de Salas de Teleconsulta, com foco na integração e no acesso a serviços públicos de saúde, especialmente em locais remotos do país.

 

Fundo azul escuro, contém um ícone de um coração. Texto: Saúde

R$31,5Bi
investimento
R$17,1Bi
2023 a 2026
R$14,4Bi
Pós 2026
Compartilhe:

INSS: projeto acaba com desconto de mensalidades em aposentadorias e pensões

 A Câmara dos Deputados aprovou, na última terça-feira (19), a urgência para acelerar a análise do Projeto de Lei (PL 1846/25), que acaba com descontos aplicados na folha de pagamento de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) destinados a associações e sindicatos. A Lei de Benefícios da Previdência Social em vigor prevê a possibilidade de desconto na folha do INSS para associações e sindicatos, desde que os segurados autorizem o desconto automático. A proposta, portanto, revoga a permissão. A urgência aprovada pelos deputados garante que a proposta seja analisada direto do plenário da Câmara, sem necessidade de passar pela análise das comissões temáticas. Para virar lei, o texto deve ser aprovado por deputados e senadores. Para o autor da proposta, deputado Sidney Leite (PSD-AM), revogar o dispositivo visa a proteção dos aposentados e pensionistas contra descontos indevidos. Uma  investigação da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Federal identificou recentemente que este tipo de fraude em aposentadorias e pensões do INSS somam cerca de R$ 6,3 bilhões. Fonte: Brasil 61

Compartilhe:

Com número recorde de participantes, XXVI Marcha é encerrada com a leitura da carta municipalista

A maior mobilização municipalista do mundo em número de autoridades foi encerrada nesta quinta-feira, 22 de maio, com a leitura da Carta da XXVI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. O ato foi conduzido pelo presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, e pelo consultor Hugo Lembeck. A edição deste ano teve recorde de público, com mais de 14 mil municipalistas que se reuniram na capital federal nesta semana. O documento com as demandas e as contribuições debatidas no evento foi entregue ao secretário Especial de Assuntos Federativos da Presidência da República, José Hilário Marques, que deve repassar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com o tema “Autonomia municipal: a força que transforma o Brasil”, a XXVI Marcha teve importantes compromissos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário em relação a pautas estruturantes dos Municípios, com destaque para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 66/2023, PEC da Sustentabilidade Fiscal, elaborada pela CNM e que traz impacto de quase R$ 700 bilhões aos Municípios.

“Quero neste momento passar a carta para o Hilário, que vai levar essas questões para o governo federal. A carta está bem caracterizada e mostra o posicionamento do nosso movimento municipalista”, disse o presidente da CNM ao entregar o documento. Em seguida, o representante do governo federal congratulou a Confederação pela realização da maior edição da Marcha da história e endossou o apoio do Executivo à PEC 66/2023. “Venho aqui dizer que o governo federal apoia a PEC 66/2023. Parabenizo a CNM não só pelos números alcançados na Marcha, com recorde público neste ano, mas também por ela ter sido tão bem acolhida em Brasília”, disse o representante do governo federal.    

Presença de autoridades
Mais uma vez, o evento foi a oportunidade de debater as demandas municipais com as principais autoridades do país que marcaram presença na Marcha. A cerimônia de abertura contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; do vice-presidente, Geraldo Alckmin; do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre; do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta; e de 25 ministros de Estado, bem como deputados, senadores e outras autoridades. Os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado; de Minas Gerais, Romeu Zema; de Pernambuco, Raquel Lyra; e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, também participaram.

Parlamentares, ministros e líderes nacionais de partidos políticos voltaram na sequência da programação para debater a pauta prioritária no Legislativo em painéis destinados ao Congresso Nacional e às discussões das necessidades dos Municípios em áreas essenciais da gestão local. O ex-presidente da Câmara e relator da proposta de ampliação da isenção do Imposto de Renda, Arthur Lira (PP -AL), atualizou os gestores sobre o Projeto de Lei (PL) 1.087/2025. 

No Judiciário, a CNM se reuniu com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luís Roberto Barroso, para tratar das ações referentes à distribuição dos royalties de petróleo. O   ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, trouxe orientações aos participantes em um painel que teve como destaque a importância da governança pública. Na programação paralela, os gestores foram direcionados em relação a assuntos fundamentais da gestão local em 50 arenas temáticas.  

Confira a íntegra da Carta da XXVI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios:

Carta da XXVI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios 

Com a presença recorde de participantes, mais de 14 mil municipalistas se reuniram na XXVI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios entre os dias 19 e 22 de maio de 2025. Com o tema “Autonomia municipal: a força que transforma o Brasil”, o evento teve importantes compromissos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário em relação a pautas estruturantes dos Municípios, com destaque para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 66/2023 – PEC da Sustentabilidade Fiscal, elaborada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) e que traz impacto superior a R$ 700 bilhões aos Municípios.

Na solenidade de abertura, alertamos para o crítico cenário fiscal vivenciado pelos gestores locais, os impactos dos programas federais na folha e na previdência, os entraves na liberação de emendas e pedimos apoio na aprovação da PEC 66. Na cerimônia, tivemos a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; do vice-presidente, Geraldo Alckmin; do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre; do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta; e de 25 ministros de Estado, bem como deputados, senadores e outras autoridades. Os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado; de Minas Gerais, Romeu Zema; de Pernambuco, Raquel Lyra; e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, também participaram.

Em ato importante para o movimento, assinamos junto ao presidente da República e à ministra da Gestão e da Inovação uma portaria que autoriza a venda, com dispensa de licitação, à Confederação do terreno onde fica a sede da nossa entidade, a casa dos municipalistas em Brasília. O Executivo ainda declarou apoio à PEC 66/2023, anunciou recursos para uma nova fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Seleções e falou da intenção de lançar nova etapa do Programa Mais Acesso a Especialistas (Pmae).

Reforçamos a necessidade de aprovação das três emendas apresentadas pela CNM na PEC da Sustentabilidade Fiscal, que tratam da ampliação da Reforma da Previdência da União aos Municípios; de um novo modelo de pagamento de precatórios, abrangendo mais Entes locais; e da alteração do indexador da dívida previdenciária, da Selic para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O relator do texto na comissão especial, deputado Baleia Rossi, confirmou que dará celeridade nos trabalhos que analisam o tema e oficializou apoio aos pleitos da Confederação.

Além do compromisso com nossas pautas pelos presidentes das duas Casas, presidentes de partidos, deputados e senadores apoiaram a aprovação rápida da PEC. Também nos reunimos no Salão Verde e, em seguida, acompanhamos as entidades estaduais de Municípios em uma série de reuniões com as bancadas de seus Estados. Encaminhamento para outra medida que preocupa os Municípios foi dado pelo relator do Projeto de Lei (PL) 1.087/2025 e ex-presidente da Câmara, deputado Arthur Lira, o qual garantiu que a isenção do Imposto de Renda para os contribuintes que ganham até R$ 5 mil por mês será necessariamente acompanhada de compensação a Estados e Municípios.

Milhares de gestores municipais também se reuniram em nosso Plenário para defender o cumprimento da Constituição Federal e da Lei Complementar (LC) 214/2025 nas eleições do Conselho Superior do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS). Alertamos para os impactos do atraso nas eleições para definir os representantes municipais e reforçamos os esforços empreendidos para garantir uma Reforma Tributária que contemple as demandas e a autonomia dos Municípios. Também articulamos para que seja rejeitada emenda apresentada ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2024, que traz inúmeras inconstitucionalidades e busca alterar as regras no meio do jogo e acolher interesses que não os da maioria da população brasileira.

No Judiciário, nos reunimos com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luís Roberto Barroso, para tratar das ações referentes à distribuição dos royalties de petróleo. Apontamos que, desde a suspensão da Lei 12.734/2012, em 2013, os Municípios já perderam mais de R$ 111 bilhões. Pedimos que seja estabelecido um cronograma de reuniões junto ao Núcleo de Solução de Conflitos (Nusol). Ele se comprometeu a dialogar com a ministra Cármen Lúcia, relatora das ações, e, tão logo haja encaminhamento por parte da magistrada, colocar a ação em análise no Nusol.

O Movimento Mulheres Municipalistas (MMM) falou dos avanços registrados desde a sua criação e alertou para a necessidade de fortalecer o envolvimento na luta para garantir maior presença feminina nos cargos de chefia dos poderes. Também fez forte apelo contra o feminicídio, inclusive com a instalação de um banco vermelho gigante, símbolo da luta, na praça municipalista da Marcha.

Ocorreu o já tradicional diálogo com o Poder Legislativo municipal, em que os vereadores trouxeram as suas propostas e opiniões acerca dos rumos do movimento, além de encontros com vice-prefeitos e consórcios. Durante a Marcha, ainda realizamos 50 arenas técnicas para discutir assuntos fundamentais às gestões locais em áreas como educação, saúde, assistência social, defesa civil, finanças, inovação, turismo, desenvolvimento rural, planejamento urbano, entre outros, apresentando seus relatos ao final da Marcha.

Fechamos essa Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios demonstrando que nosso trabalho tem por objetivo melhorar a vida da população e que é a partir da união de nosso movimento que construiremos um Brasil mais forte e igualitário.

Brasília, 22 de maio de 2025 

Paulo Ziulkoski
Presidente da CNM

Compartilhe:

UMA LIÇÃO DE HUMILDADE

E O VERBO SE FEZ CARNE
Jesus sob o Olhar do Apóstolo do Amor

O QUE ESTUDAREMOS?
João 13 inaugura uma nova etapa no ministério de Jesus: a preparação íntima dos discípulos antes da crucificação. Ao lavar os pés dos seus seguidores, Jesus revela de forma clara o tipo de liderança e discipulado que Ele espera de sua Igreja. A cena não é simbólica apenas, ela é formativa. Nela, o Mestre assume o papel de servo e redefine a grandeza como disposição para servir. Estudar este capítulo é voltar os olhos para a essência da fé cristã: humildade em ação.

TEXTO ÁUREO – COMPARANDO TRADUÇÕES
Eu lhes dei o exemplo, para que vocês façam como lhes fiz. (Jo 13.15 – NVI). Vamos analisar o termo “exemplo”.
• Termo grego transliterado: Hupódeigma.
a. Pronúncia aproximada: rru-pó-dei-gma.
b. Forma lexical: ὑπόδειγμα.
c. Classe gramatical: substantivo neutro.
d. Origem: de hypo (sob, debaixo) + deiknymi (mostrar, demonstrar).
• Significado lexical. No grego do Novo Testamento e na literatura helenista, hupódeigma carrega os seguintes sentidos:
a. Exemplo a ser seguido: Um modelo moral, ético ou espiritual oferecido como padrão de conduta (cf. João 13.15; Hebreus 4.11).
b. Demonstração visível: Algo que se mostra para ensino, como um objeto didático ou uma ação pedagógica concreta.
• Aplicações.
a. O hupódeigma de Jesus é um padrão que forma o nosso interior. A humildade que Ele encarnou nos desafia a vencer o orgulho, a vaidade e o desejo de ser servido.
b. O hupódeigma de Cristo corrige nossa maneira de pensar sobre liderança e ministério. Ele nos ensina que autoridade no Reino não se exerce por domínio, mas por serviço.
c. O hupódeigma não é apenas uma lembrança do que Jesus fez, mas um chamado diário ao que devemos fazer.

VERDADE PRÁTICA
A submissão e o serviço são características de maturidade e grandeza no percurso do crescimento espiritual do cristão.
Vamos movimentar a classe com uma atividade dinâmica denominada de “A Cadeira Vazia”.
• Objetivo: Ilustrar que, no Reino de Deus, a verdadeira grandeza é ocupar o lugar de servo, não de destaque.
• Tempo: 5 minutos.
• Material necessário: Uma cadeira (colocada em evidência no centro da sala).
• Passos:
1. Coloque uma cadeira vazia no centro e diga ao grupo: “Nesta cadeira, normalmente sentamos o mais importante. Quem quiser ser o maior no Reino, deve estar disposto a ocupar essa cadeira… mas com outro propósito.”
2. Convide um voluntário para sentar-se na cadeira.
3. Diga: “Agora, este que se sentou será o servo de todos nesta sala por 1 minuto. Sua missão é perguntar a duas pessoas: ‘Posso te ajudar com algo agora?’”.
4. Depois da ação, explique: “No mundo, sentar-se na cadeira central é sinal de status. No Reino, é convite ao serviço. Submissão e serviço revelam quem está crescendo espiritualmente.”
5. Finalize com a frase-chave, pedindo que todos repitam: “No Reino de Deus, quem serve cresce.”
Aplicação prática:
Desafie os participantes a “ocupar a cadeira” em casa, na igreja ou no trabalho durante a semana com atitudes práticas de serviço.

I. UMA HISTÓRIA REAL SOBRE A HUMILDADE
1. 1. O lava-pés.
A LIÇÃO DIZ: Nesta passagem do Evangelho segundo João, quando Jesus lavou os pés, Ele utilizou o exemplo de um servo da casa onde se encontrava com os discípulos para transmitir uma lição sobre a humildade dentro do Reino de Deus. A partir de agora, Jesus não se dirige mais ao povo, às multidões, mas apenas aos seus discípulos. O ministério público de Jesus havia chegado ao fim. João 13 a 17 é a mensagem de despedida de Jesus para seus discípulos amados, culminando com sua oração intercessora por eles e por nós.
Vamos conhecer a estrutura do texto:
• Amor Redentor como fundamento do ministério (v. 1). Cristo ama “até o fim” (eis télos), apontando para a cruz como expressão suprema do amor divino.
• Autoridade consciente orientada para o serviço (vv. 2–5). Mesmo ciente de sua soberania e da traição, Jesus escolhe servir.
• Purificação como condição para comunhão (vv. 6–11). O lava-pés aponta para a purificação espiritual necessária à participação no corpo de Cristo.
• O exemplo como método formativo do discipulado (vv. 12–15). O gesto de Jesus torna-se paradigma de conduta para seus seguidores.
• Obediência prática como expressão da bem-aventurança (vv. 16–17). Saber o que Jesus ensinou só é eficaz se for acompanhado de prática humilde.
1.2 O desenvolvimento da história.
A LIÇÃO DIZ: No capítulo 13, o Mestre tomou uma bacia com água e uma toalha, levantou as pontas de suas vestes e atou-as à cintura. Pegou as mangas longas e largas de suas roupas masculinas típicas da época e amarrou-as atrás do pescoço. Este gesto era uma forma de ‘cingir-se’ para realizar um trabalho, permitindo que tivesse as mãos e as pernas livres para realizar a tarefa do ato de “lava-pés”.
Vamos ao texto bíblico:
Antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. Durante a ceia, tendo já o diabo posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que traísse Jesus, sabendo este que o Pai tinha confiado tudo às suas mãos, e que ele tinha vindo de Deus e voltava para Deus, levantou-se da ceia, tirou a vestimenta de cima e, pegando uma toalha, cingiu-se com ela. Em seguida Jesus pôs água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido. (Jo 13.2-5 NAA). Quando ao costume da época, sem entrar em muitos detalhes, queremos reproduzir o que disse o Hernandes Dias Lopes:
Era costume que, antes de se assentarem à mesa, as pessoas lavassem os pés. Os discípulos tinham vindo de Betânia. Seus pés estavam cobertos de poeira. Eles não podiam assentar-se à mesa antes de lavar os pés. Esse era o serviço dos escravos, principalmente do escravo mais humilde de uma casa. Jesus estava no cenáculo com eles. Ali não havia servos. Jesus esperou que eles tomassem a iniciativa de lavar os pés uns dos outros. Mas eles eram orgulhosos demais para fazer um serviço de escravo. Ninguém tomou a iniciativa. Aliás, os discípulos abrigavam no coração a dúvida de quem era o mais importante entre eles (Lc 22.24–30). O vaso de água, a bacia, a toalha-avental, dispostos ali à vista de todos, os acusavam. Esses utensílios constituíam uma acusação silenciosa contra aqueles homens! Mesmo assim, ninguém se mexia. Eles pensavam que privilégios implicava grandeza, reconhecimento, aplausos e regalias. Jesus, porém, reprova a atitude deles, mostrando-lhes que, entre os que o seguem, mede-se a grandeza de qualquer um pelo serviço prestado. D. A. Carson diz corretamente que os discípulos ficariam felizes em lavar os pés de Jesus; eles não podiam conceber, entretanto, a ideia de lavar os pés uns dos outros, visto que essa era uma tarefa normalmente reservada aos servos inferiores. Muitos leem João 13 e se impressionam com a humildade de Jesus, mas passam despercebidos de algo profundo: Ele lavou os pés de Judas. Sabendo que seria traído, Jesus não evitou o contato, não omitiu o gesto, não poupou o amor. Lavou também os pés daquele que o entregaria à morte. Isso revela um amor que não faz distinção, que serve até quem não merece, que honra até quem fere. É o exemplo máximo de graça em ação. Servir a quem nos ama é fácil, mas Jesus nos ensina a amar até quem nos fere com beijos de traição.
1.3 A mudança de paradigma.
A LIÇÃO DIZ: Ele mostrou que a humildade representa a verdadeira grandeza espiritual do seguidor do Evangelho. Por isso, usou um gesto cotidiano para exemplificar essa atitude humilde. Ensinar por meio do exemplo é a forma mais profunda e eficaz de comunicar a verdade. Palavras podem instruir, mas é a vida que convence. Quando aquilo que falamos é confirmado por nossas atitudes, o ensino deixa de ser apenas teórico e se torna palpável, real, impactante. O exemplo não depende de microfones, púlpitos ou títulos, mas de coerência entre fé e prática. Jesus ensinava com autoridade porque vivia aquilo que pregava. Ao lavar os pés dos discípulos, Ele não apenas falou sobre humildade, Ele a demonstrou. No discipulado cristão, ações são mais impactantes do que discursos. Quem vive o que ensina constrói credibilidade espiritual. O mundo observa mais o que fazemos do que o que dizemos. Por isso, nossa vida deve ser o reflexo fiel do evangelho que professamos.

II. HUMILDADE IMPLICA AUTOCONHECIMENTO
2.1 Conhecendo a própria natureza.
A LIÇÃO DIZ: Jesus tinha plena consciência de quem era, entendia o seu papel e a sua relevância como Senhor e Mestre: “Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado nas suas mãos todas as coisas, e que havia saído de Deus, e que ia para Deus” (Jo 13.3). Neste contexto, Ele deliberadamente trocou o seu papel de Senhor pelo de um simples servo para ensinar aos seus discípulos a importância da humildade. Dessa forma, é essencial que conheçamos a nossa natureza. Devido ao pecado, temos dificuldade em nos submeter aos outros e em nos humilhar; frequentemente preferimos olhar de cima para baixo, raramente de baixo para cima. João 13.3 não tem como propósito apenas informar o leitor sobre a consciência de identidade de Cristo, mas preparar o impacto do que vem a seguir. Aquele que detém toda autoridade, que procede de Deus e está prestes a voltar para Deus, é o mesmo que se inclina diante de homens falhos, inclusive Judas, para realizar o serviço mais desprezível da casa: lavar pés sujos. Esse gesto contrasta profundamente com a nossa realidade espiritual. Sem reconhecer nossa própria miséria, nos iludimos com falsas virtudes. A Bíblia é clara: somos pecadores, falhos, inclinados ao mal, orgulhosos por natureza. Como afirma Romanos 3.10–12, “não há justo, nenhum sequer”. E o orgulho é uma das manifestações mais visíveis dessa natureza corrompida.
Veja o contraste com Jesus:
• Ele sabia que era Senhor e por isso se humilhou.
• Nós não somos nada e, mesmo assim, queremos ser servidos.
Essa é a raiz da soberba humana: gente pequena que se julga grande, que luta por reconhecimento, posição e superioridade, mas não reconhece sua real condição diante de Deus.
2.2 O exemplo deixado por Jesus.
A LIÇÃO DIZ: À luz deste exemplo, não deveria ser tão difícil servir aos outros ou submeter-nos à liderança dos nossos irmãos. Desviar a nossa própria vontade em favor da vontade divina deveria ser algo natural. Por isso mesmo, o apóstolo Paulo faz este apelo: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus” (Fp 2.5-6).
O exemplo deixado por Jesus deve nos conduzir a três ações práticas:
• Sirva quando ninguém quiser servir. Em casa, na igreja, no trabalho, há sempre algo que precisa ser feito. O orgulho diz: “Isso não é minha função”. O exemplo de Cristo nos diz: “Se há necessidade, eu posso fazer”. O cristão maduro não mede tarefas pelo status que conferem, mas pelo amor que expressam.
• Enxergue a grandeza na entrega, não no controle. Muitos confundem autoridade com domínio. No Reino de Deus, liderar é carregar a toalha. Quanto mais crescemos em Cristo, menos precisamos ser notados. O coração mais parecido com o de Jesus é aquele que não teme descer para levantar outros. Se queremos ser parecidos com Ele, precisamos parar de buscar o primeiro lugar e começar a buscar o lugar de servo.
• Combata o orgulho com ações concretas de serviço. O orgulho é vencido na prática. Você pode pregar contra ele, orar contra ele, mas só será esmagado quando você escolher fazer aquilo que sua carne resiste: abaixar-se, calar, ceder, perdoar, servir.
2.3 O maior no Reino de Deus.
A LIÇÃO DIZ: No Reino de Deus, prevalece sempre a ideia de que o primeiro serve o último. Dizer que “no Reino de Deus, o primeiro serve o último” é dizer algo escandaloso à lógica do mundo. Em qualquer sistema humano, o primeiro é servido. Ele ocupa o trono, define as regras, exige atenção. O último, por sua vez, é esquecido, ignorado, descartado.O mundo diz: “vença”. O Reino diz: “morra para si”. O mundo diz: “faça o seu nome conhecido”. O Reino diz: “diminua para que Ele cresça”. O mundo diz: “seja o primeiro para não ficar para trás”. O Reino diz: “seja o último, porque o último será exaltado por Deus”. Essa inversão não é fácil de viver. Ela exige morrer para o ego todos os dias. Exige abrir mão da necessidade de ser visto, reconhecido e elogiado. Exige olhar para o outro não como degrau, mas como irmão. O mundo não entenderá isso. Vai achar que você é fraco. Que está se rebaixando. Que está perdendo oportunidades. Mas no Reino, quem se abaixa está sendo elevado aos olhos do Pai.

III. HUMILDADE X OSTENTAÇÃO
3.1 Uma competição silenciosa.
A LIÇÃO DIZ: Jesus estava ciente de que, entre os seus discípulos, existia uma competição discreta em busca de proeminência e liderança, como é retratado nos Evangelhos (Lc 9.46; Mc 9.34). Havia preocupações entre eles sobre quem ocuparia o lugar mais destacado em um eventual reino de Jesus. O que Jesus demonstra é que tal espírito não deve prevalecer entre seus seguidores. Pouco antes de Jesus tomar a toalha e lavar os pés dos discípulos, Lucas registra algo vergonhoso: “Levantou-se também entre eles uma discussão sobre qual deles parecia ser o maior” (Lc 22.24). Enquanto o Mestre se aproximava da cruz, seus discípulos discutiam quem era o mais importante. Cristo se preparava para o sacrifício, e eles disputavam posição. Essa cena é vergonhosa. O escândalo disso tudo é que a presença de Jesus não impediu que eles desejassem serem maiores que os outros. A proximidade com o Mestre não os havia curado da doença da vaidade. E a mesma doença continua entre nós hoje.Ocultamos o orgulho com palavras piedosas, mas no fundo queremos o primeiro lugar. O problema não é querer fazer algo para Deus. O problema é querer ser alguém para os outros.
3.2 O caminho humilde de Jesus.
A LIÇÃO DIZ: Através do episódio do lava-pés, nosso Senhor revelou que o caminho dos seus discípulos não se alicerça no sucesso material, na notoriedade ou na ambição, mas sim na capacidade de servir ao próximo de maneira humilde.A fim de não cansar os alunos e nem ser repetitivo, movimente mais uma vez a classe antes de expor o último subponto.Divida a turma em duplas. Entregue um pequeno cartão a cada dupla com uma tarefa simples (organizar cadeiras, recolher materiais, oferecer um copo d’água, varrer um espaço etc.). Uma dupla será “o líder”, a outro “o servo”. Após 2 ou 3 minutos, trocaram de papel. Ao final, faça as seguintes perguntas:
• Como se sentiu ao servir?
• Como se sentiu ao ser servido?
• O que isso revela sobre o nosso coração?
3.3 Um convite à humildade.
A LIÇÃO DIZ: A vida e os ensinamentos do nosso Salvador constituem um convite para aprendermos com Ele.Depois de lavar os pés, Jesus pergunta: “Vocês entenderam o que eu fiz?” (v. 12). A questão não é se admiramos o gesto, mas se o imitamos. Ele não deixou uma lembrança. Deixou um exemplo. Ele disse: “Façam o mesmo.” E conclui: “Se vocês sabem isso, serão felizes se o praticarem” (v. 17).Aqui está o convite. Não à performance, mas à coerência. O chamado é para viver de modo diferente: sem disputar posição, sem buscar reconhecimento, sem se proteger da poeira dos outros. O convite à humildade é, no fundo, um convite à obediência. Cumpramos o ministério da toalha e da bacia.

CONCLUSÃO
Aplicações finais:
• Sirva sem seletividade. Jesus lavou os pés de Pedro, que o negaria, e de Judas, que o trairia.
• O serviço é a linguagem do Reino (Jo 13.14–15). A prática do serviço é a marca de quem entendeu o Evangelho.
• A obediência é o caminho da bem-aventurança (Jo 13.17). Obediência não é emoção, é resposta.

Leia mais…

Compartilhe:

Reflexões para o Dia dos Professores: O Desafio do Apagão Docente no Brasil

 O Dia dos Professores, comemorado em 15 de outubro, é uma data significativa para homenagear os profissionais que dedicam suas vidas à educação. Contudo, mais do que um momento de celebração, esse dia deve nos levar a refletir sobre os desafios enfrentados pela educação no Brasil, entre os quais se destaca a crescente crise em que se desenha um “apagão docente”. Este fenômeno, que consiste na falta de professores qualificados, vem chamando a atenção de especialistas e gestores da educação, expondo questões fundamentais sobre o futuro da educação no país.

O Que Está Por Trás do Apagão Docente?

Diversos fatores contribuem para o apagão docente, sendo um dos principais o desinteresse dos jovens pela carreira de professor. De acordo com Munsberg e Silva (2020), a constituição da identidade docente está diretamente ligada ao contexto de socialização e ao ambiente profissional em que os docentes são inseridos. A desvalorização da profissão, os baixos salários, a sobrecarga de trabalho e a falta de condições adequadas impactam diretamente a motivação dos jovens a seguirem essa carreira. Essa tendência é preocupante, principalmente quando se considera que a educação é um dos pilares para o desenvolvimento social e econômico de qualquer país.

A falta de professores qualificados prejudica diretamente o processo de ensino-aprendizagem, comprometendo a formação dos estudantes e o futuro do país. A necessidade de profissionais preparados é particularmente crítica em disciplinas como matemática e ciências, que são essenciais para o desenvolvimento das competências exigidas no século XXI.

A Desvalorização da Profissão de Professor

Um dos pontos centrais do apagão docente é a desvalorização da profissão. Professores, especialmente os que atuam nas redes públicas, convivem com uma realidade de salários baixos e condições de trabalho inadequadas. Isso está em linha com o que Tardif (2012) chama de “saberes docentes”, que se constituem a partir das experiências vividas pelos profissionais no exercício da docência e é esse conhecimento, que é adquirido pela prática e pela reflexão sobre a prática, que faz toda a diferença nos processos de ensino-aprendizagem. Esses saberes, no entanto, não são devidamente reconhecidos, o que reforça a ideia de que a profissão de professor não é valorizada na sociedade contemporânea.

Além dos baixos salários, muitos professores enfrentam jornadas de trabalho exaustivas, lecionando em mais de uma escola para complementar a renda, o que acaba por comprometer sua saúde física e mental. Munsberg e Silva (2020) enfatizam que a formação docente deve ser contínua e atrelada a condições de trabalho que possibilitem o exercício pleno da profissão. No entanto, a sobrecarga de trabalho e a falta de apoio institucional são fatores que desestimulam a continuidade na carreira.

Por Que os Jovens Estão Evitando a Carreira Docente?

O desinteresse dos jovens pela carreira docente reflete uma percepção negativa da profissão. A carreira, muitas vezes, é vista como desvalorizada, de baixo prestígio e com poucas oportunidades de crescimento. A maioria das redes públicas de ensino não possuem planos de carreira para os professores, muito embora isso esteja previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira. Segundo Morgado (2011), a construção da identidade profissional docente passa pela valorização social da profissão e pela autonomia curricular, fatores que, quando ausentes, contribuem para a crise de identidade entre os docentes e o afastamento dos jovens da profissão.Além disso, o fator financeiro desempenha um papel decisivo. Em um cenário em que outras profissões oferecem salários mais atrativos e melhores condições de trabalho, os jovens optam por carreiras que lhes proporcionam maior estabilidade e remuneração.

O Impacto do Apagão Docente na Qualidade da Educação

A escassez de professores qualificados impacta diretamente na qualidade da educação oferecida nas escolas brasileiras. Com menos profissionais disponíveis, muitas escolas adotam soluções emergenciais, como a ampliação do número de alunos por sala ou a contratação de docentes sem a formação adequada para lecionar determinadas disciplinas. No entanto, essas medidas são paliativas e não resolvem o problema de fundo. Como salientam Munsberg e Silva (2020), a formação contínua dos professores é essencial para a construção de uma identidade profissional sólida e para o enfrentamento dos desafios educacionais contemporâneos.A falta de docentes afeta especialmente as áreas de ciências exatas, como a matemática, onde há uma demanda crescente por profissionais qualificados. Tardif (2012) argumenta que o saber docente está profundamente relacionado ao domínio específico das disciplinas e ao contexto social em que os professores atuam. Quando a formação docente é fragilizada, a qualidade do ensino também é comprometida.

O Que Pode Ser Feito para Reverter Esse Cenário?

Para enfrentar o apagão docente, são necessárias políticas públicas que priorizem a valorização do professor e a melhoria das condições de trabalho nas escolas. Munsberg e Silva (2020) destacam que a formação docente não pode ser pensada de forma dissociada das condições de trabalho oferecidas aos profissionais. Algumas soluções possíveis incluem:

Valorização salarial: Aumentar os salários dos professores para tornar a carreira mais atraente para os jovens.

Melhoria nas condições de trabalho: Reduzir a carga horária excessiva e garantir ambientes de trabalho adequados e seguros.

Apoio emocional e psicológico: Disponibilizar suporte psicológico para os docentes, que muitas vezes enfrentam estresse e exaustão em seu dia a dia.

Incentivo à formação contínua: Oferecer programas de capacitação e desenvolvimento profissional ao longo da carreira.

Campanhas de valorização da profissão: Mostrar à sociedade a importância da docência e combater a visão negativa que se tem da profissão.

Que dia dos Professores é esse?

O Dia dos Professores deveria ser uma data de reflexão sobre o papel essencial que esses profissionais desempenham na sociedade. Não basta apenas reconhecer o esforço dos docentes; é preciso debater e implementar políticas que garantam sua valorização e o fortalecimento da educação. Como bem pontuado por Munsberg e Silva (2020), a profissão docente é central para as transformações que a sociedade contemporânea necessita. Se o apagão docente não for combatido de forma eficaz, as gerações futuras pagarão um alto preço. Neste 15 de outubro, que o reconhecimento aos professores vá além das palavras e se traduza em ações concretas que valorizem a educação e aqueles que a constroem diariamente.

 

Compartilhe:

FNDE celebra 30 anos do Programa Dinheiro Direto na Escola

Foto: Divulgação/MEC

O Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) celebra 30 anos de existência no sábado, 10 de maio, consolidando-se como uma das políticas públicas mais bem-sucedidas do Ministério da Educação (MEC). Executado em parceria pela Secretaria de Educação Básica (SEB), a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o programa promove a autonomia financeira das escolas, repassando recursos diretamente para escolas públicas de educação básica, bem como para escolas privadas de educação especial qualificadas como beneficentes de assistência social ou de atendimento direto e gratuito ao público.  Atualmente, o PDDE atende 138.796 escolas em todo o país, beneficiando diretamente 37.713.180 estudantes, distribuídos entre escolas urbanas, rurais, indígenas, quilombolas e de educação especial. Para 2025, o orçamento previsto é de R$ 2,03 bilhões, fortalecendo ainda mais a infraestrutura e a qualidade da educação básica. 

O programa baseia-se em três pilares fundamentais: manutenção e melhoria da infraestrutura física e pedagógica; incentivo à autogestão escolar; e participação da comunidade na definição de prioridades e acompanhamento dos investimentos. Esse modelo permite que as escolas adaptem os recursos às suas necessidades específicas, considerando as particularidades regionais, o porte da unidade e o perfil dos estudantes. Os repasses são realizados ao longo do ano, com valores calculados de forma a garantir equidade, levando em conta a localização (urbana ou rural), as modalidades de ensino (educação de jovens e adultos, educação especial, educação bilíngue de surdos, educação do campo, educação escolar indígena e educação escolar quilombola) e o número de alunos atendidos. 

Ao longo de três décadas, o PDDE se consolidou como um instrumento essencial para a promoção da equidade e melhoria da qualidade do ensino, oferecendo uma resposta flexível às necessidades locais das escolas. “O PDDE é uma política que valoriza a gestão local e coloca o poder de decisão nas mãos de quem vivencia os desafios diários da educação,” destaca Fernanda Pacobahyba, presidenta do FNDE. 

Ações Integradas – Além do repasse básico do PDDE, o MEC iniciou o envio de recursos financeiros nos moldes operacionais do programa, por meio de Ações Integradas (qualidade e equidade). Essas são coordenadas pela SEB e pela Secadi, com execução do FNDE. 

PDDE Qualidade – Essas iniciativas visam induzir ações específicas dentro das escolas públicas, com destinação de recursos para projetos específicos a fim de garantir que a diversidade da educação brasileira seja respeitada, fortalecendo não apenas a estrutura física, mas também a identidade e a cultura de cada comunidade e apoiar na gestão escolar, a partir de ações como: 

  • PDDE Educação Conectada apoia a conectividade e a inclusão digital das escolas públicas municipais, estaduais e distritais. Entre 2023 e 2024, a iniciativa beneficiou 197.360 escolas, com repasse de R$ 594,2 milhões. 
  • Cantinho da Leitura faz parte do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada e visa incentivar a leitura e o desenvolvimento cognitivo dos estudantes. Ao todo, essa ação integrada atendeu 49.388 escolas, entre 2023 e 2024, com repasses de R$ 175,3 milhões. 
  • Por meio do PDDE Escola e Comunidade, o MEC busca estimular a parceria entre a escola, a família e a comunidade, na perspectiva da educação integral, por meio da participação de estudantes, profissionais da educação, familiares e membros da comunidade em projetos de formação que envolvam a promoção da cidadania, da cultura de paz e democrática e a melhoria da qualidade da educação pública brasileira. Entre 2023 e 2024, a iniciativa atendeu 20.421 escolas, com R$ 54,8 milhões. 
  • Com o intuito de fortalecer os anos finais do ensino fundamental da educação básica, o PDDE Escola das Adolescências visa à aquisição de recursos didático-pedagógicos para a diversificação de insumos adequados ao desenvolvimento de clubes de letramentos (científico, matemático, literário e de ação comunitária); e recursos didático-pedagógicos para o desenvolvimento de atividades e intervenções pedagógicas adequadas à progressão de aprendizagens, junto aos estudantes de anos finais. Lançada em 2024, a ação integrada já beneficiou 3.663 escolas com repasse de mais de R$ 20 milhões.  
  • PDDE Ensino Médio Mais destina recursos para a cobertura de despesas de custeio, manutenção e pequenos investimentos que contribuam para a garantia do funcionamento e melhoria da infraestrutura física e pedagógica dos estabelecimentos de ensino, como aquisição de material de consumo e a contratação de serviços necessários ao desenvolvimento das atividades relacionadas à elaboração da proposta pedagógica; e desenvolvimento das atividades planejadas para o desenvolvimento do processo de elaboração da proposta pedagógica, no âmbito do Programa Ensino Médio Noturno Mais. Em 2024, a iniciativa beneficiou 1.032 escolas públicas, com repasse de R$ 13,6 milhões. 
  • Criado como uma ação extraordinária, o PDDE Emergencial teve papel decisivo na manutenção das atividades educacionais durante a pandemia de covid-19 e em cenários de calamidade, como as recentes enchentes no Rio Grande do Sul. A iniciativa reforça o compromisso do Governo Federal com a educação pública, ao oferecer suporte financeiro direto às escolas em momentos críticos, assegurando tanto a continuidade do ensino quanto a proteção de estudantes e profissionais da educação.  

PDDE Equidade – Iniciativa consolidada do MEC, o PDDE Equidade destina recursos financeiros suplementares para escolas públicas da educação básica, promovendo a equidade e a superação das desigualdades educacionais, reconhecendo as diversidades e assegurando a inclusão no ambiente escolar. Regulamentado em 2024, busca melhorar as condições de oferta, infraestrutura e qualidade do ensino em contextos de maior vulnerabilidade.  

O programa é estruturado em três frentes principais: o PDDE Sala de Recursos Multifuncionais (SRM), que apoia a educação especial inclusiva; o PDDE Água, Esgotamento Sanitário e Infraestrutura  em áreas rurais, voltado para melhorias estruturais nas escolas do campo, indígenas e quilombolas; e o PDDE Diversidades, que apoia a implementação das diretrizes curriculares nacionais em todas as modalidades educacionais e em áreas como educação do campo, educação escolar indígena, educação quilombola e temáticas como educação em direitos humanos, educação para as juventudes, educação para as relações étnico-raciais e escolas sustentáveis.  

Até o momento, mais de 28.871 escolas já foram beneficiadas, com um total de R$ 668 milhões empenhados entre 2023 e 2024, parte de um orçamento total de R$ 1,3 bilhão previsto até 2026.  

Inovação e modernização – Para garantir maior agilidade e transparência na gestão dos recursos, o PDDE vem adotando, nos últimos anos, ferramentas digitais como o Cartão PDDE, o sistema BB Gestão Ágil e a movimentação financeira via PIX, que facilitam as operações financeiras das escolas. “A modernização é essencial para garantir que esses recursos cheguem mais rapidamente às escolas, permitindo respostas ágeis às suas necessidades,” ressalta Anderson Sampaio, diretor de Ações Educacionais do FNDE. 

Investimentos – No mesmo período, os investimentos do programa também foram ampliados para atender a diversidade das escolas brasileiras. Em 2023, foram repassados R$ 977,3 milhões para 123.027 escolas no âmbito do PDDE Básico, R$ 311,8 milhões para 14.186 escolas pelo PDDE Equidade e R$ 728,7 milhões para 93.163 escolas pelo PDDE Qualidade. Já em 2024, os valores aumentaram: R$ 1,07 bilhão para 124.641 escolas no PDDE Básico, R$ 369,3 milhões para 17.299 escolas no PDDE Equidade e R$ 450,7 milhões para 104.197 escolas no PDDE Qualidade. 

 

Leia mais…

Compartilhe:

Educação: o que conseguimos conquistar e o que ainda não damos conta de enfrentar

RENATO CASAGRANDE Presidente do Instituto Casagrande, referência em práticas educativas movadoras Pesquisador, palestrante e escritor
N este 28 de abril, Dia Internacional da Educação, celebramos avanços significativos, mas não podemos silenciar diante das feridas abertas que continuam comprometendo o presente e o futuro da escola brasileira. Segundo o Censo Escolar 2023, o Brasil atingiu o maior número de matrículas em creches e pré-escolas desde que começou a série histórica. Houve um aumento de mais de 6% nas matrículas em creches públicas, com destaque para os municípios que ampliaram o acesso a tempo integral. Isso representa um passo importante para garantir o direito à educação desde os primeiros anos de vida. A ampliação da oferta é também um indicativo do reconhecimento da importância da primeira infância como base de todo o processo educativo. Com programas como o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada e o aumento do acompanhamento individualizado de estudantes nos primeiros anos, muitos estados apontaram melhorias na taxa de alfabetização até o 2º ano. de Desenvolvimento da Educação Bá 23 revelou um dado animador, os Jo ensino fundamental apresentaram em 21 das 27 unidades federativas, sigancre com destaque para os estados do Centro-Oeste, como Goiás, que alcançaram os maiores índices nacionais. A melhoria nos resultados está diretamente relacionada a ações de fortalecimento da gestão escolar, formação continuada de professores e políticas focadas em aprendizagem de base. E um sinal de que o investimento nos primeiros anos tem gerado impacto real. Dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) mostram que houve, em 2023, a retomada de mais de 3 mil obras paradas em escolas públicas, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Entre as melhorias, estão reformas em espaços físicos, construção de creches e escolas, ampliação de salas de aula, banheiros e acessibilidade. Além dis so, cresceram os investimentos em conectividade. com escolas recebendo internet de alta velocidade, modernização de laboratórios e ambientes pedagógicos mais adequados .A pandemia impulsionou uma mudança importante: a introdução definitiva das tecnologias no cotidiano escolar. Muitos estados mantiveram plataformas digitais, kits tecnológicos e formação docente em ambientes virtuais, mesmo após o re torno presencial. Programas como o Educar para Conectar e outras iniciativas regionais passaram a integrar inclusão digital, inovação metodológica e personalização da aprendizagem, ampliando o repertório pedagógico e a autonomia do estudante.Por outro lado, o novo ensino médio ainda caminha com indefinição. Faltam clareza, materiais, formação e conexão com a vida real do estudante. Enquanto os anos iniciais do fundamental avan-çam, o ensino médio estagnou ou recuou, segun do o Ildeb 2023. É uma geração em espera, sem di-reção, sem perspectiva, sem pertencimento. Um
ciclo que se inicia sem raízes e que termina sem propósito claro. Mais de 1,5 milhão de crianças e adolescentes estão fora da escola ou com defasagem idade-série. Em regiões mais vulneráveis, faltam livros, bibliotecas, internet e professores formados. A pandemia aprofundou o abismo social, e ainda não conseguimos recuperar os estudantes que ficaram pelo caminho. A educação segue como espelho das desigualdades brasileiras vezes, também como sua amplificadora. e, muitas
A saúde mental e emocional dos educadores brasileiros entrou em colapso, Mais de 60% relatam sintomas de estresse crônico, segundo pesquisas recentes.
🔗 CORREIO BRAZILIENSE
Compartilhe: