Carol fez parte da quarta temporada da série e, agora, mudou de país buscando “se reinventar”. O seu foco é no estudo da atuação no momento.”Madri chegou com a energia que eu precisava: viva, intensa, cheia de cultura. Escolhi a cidade pra me reinventar. Sair do lugar conhecido muda tudo. Não é só sobre técnica, é sobre se redescobrir. Aqui estou vivendo a arte no seu estado mais cru e mais verdadeiro. A dramaturgia, para mim, é como o ar. Não é só profissão é vocação, é necessidade da alma”, disse a ex-bailarina do Faustão ao “Mensch”. Carol Nakamura contou também que a necessidade de se reinventar surgiu após uma frustação. “Já pensei em desistir, sim. Tem hora que a entrega que a arte exige cansa. Mas a verdade de estar em cena sempre me puxou de volta. É como se, na dúvida, eu lembrasse por que comecei. Às vezes a gente precisa quase desistir para entender que não tem como abrir mão”.
O Colégio Salesiano oferta uma educação diferenciada pra os pequenos– Divulgação/Colégio Salesiano
O Colégio Salesiano Recifeabre as portas para um mundo de encantamento e aprendizado, especialmente para as crianças do infantil. Com uma proposta pedagógica inovadora e material pedagógico exclusivo. A escola oferece a possibilidade de uma articulação entre as dimensões do cuidado e da educação.Reconhecido por sua tradição e excelência em educação, apresenta um Infantil repleto de atividades que estimulam a curiosidade, a criatividade e o aprendizado dos pequenos. Com projetos inovadores e um ambiente acolhedor, proporcionamos aos nossos alunos uma experiência educativa única e completam, onde buscamos dar uma atenção individual, mesmo estando num espaço coletivo.
Um Infantil repleto de atividades
Na Ciranda de Livros, os alunos são incentivados a amar a leitura desde cedo, desenvolvendo a imaginação e a linguagem. Com o Lanche Saudável, a escola promove hábitos alimentares saudáveis, ensinando a importância de uma alimentação equilibrada para um crescimento saudável.A Iniciação à Robótica estimula a criatividade e o raciocínio lógico, preparando as crianças para os desafios do mundo digital. E com a Imersão na Língua Inglesa, os pequenos entram em contato com um novo idioma de forma divertida e natural.
Um ambiente acolhedor e seguro
Robótica – Divulgação/Colégio Salesiano
No Salesiano Recife, as crianças encontram um ambiente seguro e acolhedor, onde podem explorar o mundo ao seu redor e desenvolver suas habilidades de forma integral. A escola oferece uma estrutura completa, com profissionais qualificadose dedicados, que acompanham cada etapa do desenvolvimento dos alunos.No Colégio Salesiano Recife, o Infantil é um espaço de descobertas, onde as crianças aprendem brincando e desenvolvem todas as suas potencialidades.
A Secretaria de Gestão e Inovação do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (SEGES/MGI) divulgou os cronogramas para execução das emendas individuais 2025 e para execução das emendas de Bancada e de Comissão 2025, com finalidade definida. A divulgação foi feita no TransfereGov, que traz o passo a passo com o calendário a ser seguido pelo gestor municipal. Em nota, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) ressaltou que, agora, é fundamental que o gestor esteja atento aos prazos e à articulação com os parlamentares. Para a CNM, este é um momento estratégico e, por isso, é importante que prefeitos e prefeitas apresentem as necessidades dos Municípios.
Emendas individuais 2025
O Comunicado 8/2025 elenca os cronogramas para execução das emendas individuais 2025, na modalidade de finalidade definida. As emendas individuais permitem que os deputados federais destinem recursos orçamentários para atender necessidades específicas de cada região, levando em conta o planejamento de políticas públicas da localidade. O comunicado traz dois cronogramas. O primeiro refere-se à modalidade sem utilização das mandatárias, relacionado à celebração dos instrumentos pelos Órgãos Concedentes, que define o cronograma para execução de convênios, termos de parceria, termos de fomento e colaboração. A divulgação dos programas pelo concedente no Transferegov.br vai de 2/05 até 14/05. Já o prazo para envio das propostas e Plano de Trabalho pelo proponente vai de 15/05 até 1º/06.
Já o segundo refere-se à modalidade com utilização das mandatárias, relacionado à celebração de contratos de repasse pela mandatária, que define o cronograma para execução de contratos de repasse. O prazo para divulgação dos Programas no Transferegov.br pelo concedente vai de 2/05 até 14/05. Já o prazo para envio das propostas e Plano de Trabalho pelo proponente vai de de 15/05 até 1º/06/2025
Emendas de bancada e de comissão
O Comunicado 9/2025 estabelece o cronograma para execução das emendas de bancada e de comissão 2025, com finalidade definida, que são apresentadas pelas comissões técnicas da Câmara e do Senado, bem como as propostas pelas Mesas Diretoras das duas Casas.
Os prazos iniciais, em cada modalidade, tanto de divulgação dos Programas no Transferegov.br como de envio das Propostas e Plano de Trabalho são os mesmos do comunicado 8. Já os prazos para aprovação ou rejeição vão de 14/07 até 06/08.
Fonte: Brasil 61
Definitivamente, não existe tempo ruim para Flávia Reis (50). Vivendo um dos momentos mais especiais da carreira com o sucesso da empregada doméstica Jacira, da global Garota do Momento, a atriz não se intimidou diante de um dia chuvoso na Ilha de CARAS 3.0 by GAV Resorts, em Angra dos Reis. Pelo contrário: fez questão de curtir o local e tirar foto até com um guarda-chuva! Animada com a nova fase da vida e as conquistas junto à chegada dos 50, além das três décadas na ativa como atriz e comediante, ela sente que está apenas começando a surfar em uma maré de oportunidades. “Espero que momentos ainda melhores apareçam!”, torce. Foi minha primeira vez na Ilha e foi surpreendente! A experiência de estar com um grupo superdivertido e integrado de atores já foi brilhante! E ainda tínhamos um time de chefs que nos ofereceu uma gastronomia diferenciada.
– A Jacira é um dos grandes destaques da novela. O que vê de mais especial nesse trabalho? Como é recebida pelo público?
– É uma alegria imensa dar vida a essa palhaça cheia de sentimentos que é a Jacira! Ando nas ruas e recebo tanto carinho, abraço, riso. Nunca vivi isso na minha carreira e está sendo muito especial.
– Você se transforma totalmente ao dar vida para ela, especialmente a voz. Como foi construir essa personagem?
– A Jacira me foi apresentada como uma mulher que veio do interior do Rio e abordou o Alfredo Honório, papel de Eduardo Sterblitch, na frente da emissora para oferecer seus serviços domésticos. Eu fui pesquisar pessoas do interior do Rio, que tinham um sotaque diferente do meu sotaque da capital. Misturei o sotaque com uma voz mais aguda, que imprime uma certa infantilidade própria dessa personagem ingênua, e criei um jeito só dela de se expressar.
O elenco realmente formou uma família e vocês estão sempre juntos, mesmo fora de cena…
– O elenco dessa novela é realmente especial, acho que isso se deve à admiração que temos pelo trabalho do outro. No caso da família Honório, tem um ingrediente a mais que é o humor. E a gente gosta de rir junto. As gravações são leves, ditadas pela nossa diversão e apoio em cena.
– Qual o maior desafio para fazer comédia?
– O desafio é ser desapegado e jogar fora tudo o que não provocar o riso. Se o público não ri, é preciso mudar, mexer, transformar e estar a serviço da comédia.
– Você completou 50 anos recentemente. Qual o impacto de chegar a essa nova fase?
– Estou surpresa que fiz 50 anos! Não sabia que seria tão libertador. Sem dúvida é um marco para mim. Gosto de ritualizar, fiz festa e determinei que seria o início de uma nova fase sem medos bobos que, por vezes, me prendem e me paralisam.
– Como é sua rotina de cuidados pessoais?
– Gosto demais de me cuidar. Tenho uma alimentação balanceada, me preocupo com meu bem-estar físico e emocional. Mas isso já é antigo, antes dos 40 eu já estava ligada que queria envelhecer com dignidade e autonomia.
– Você também completou 30 anos de carreira. Como sente que se transformou como atriz e comediante ao longo desse tempo? – Meu trabalho, especificamente com a comédia, amadureceu muito e fiquei mais no meu lado comediante. O LOL – Se Rir Já Era, do Prime, foi um marco importante na minha carreira de comediante. A minha maior alegria nesse momento é estar lotando os teatros do Brasil com meu trabalho autoral, Neurótica. A peça, inclusive, estreia em São Paulo no dia 5 julho.
– Você comentou que mais convites estão surgindo. Sente que vive seu melhor momento, pessoal e profissional?
– Eu espero que momentos ainda melhores apareçam para mim! Mas, sem dúvida, a Jacira está me dando uma grande projeção e tenho recebido mais convites do que antes. Eu posso dizer que a vida profissional e pessoal estão num momento de muita felicidade.
– Já tem planos para depois do fim da novela? Quais?
– Voltarei ao palco com meu solo, numa temporada em São Paulo, ensaiarei um novo espetáculo e inventei um longa e uma série de humor com meu parceiro, Ricardo Cubba. Quero muito emplacar esses projetos autorais, pois neles me realizo como atriz e como idealizadora.
De acordo com previsão do tempo realizada pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), esta segunda-feira, dia 19, será de chuvas intensas em ao menos três regiões do País. A área que será mais afetada será a Nordeste, com alagamentos que vão representar grande perigo para a população local.
O instituto acredita que os locais mais afetados no Nordeste vão ser a Mata Pernambucana, o Leste Alagoano e a região Metropolitana de Recife. As chuvas vão ser superiores a 60 mm/h ou acima de 100 mm/dia. Existe, portanto, grande risco de grandes alagamentos e transbordamentos de rios e grandes deslizamentos de encostas, em cidades com tais áreas de risco.Sendo assim, a população deve desligar aparelhos elétricos e quadro geral de energia e observar a alteração nas encostas. Além disso, assim que as chuvas começarem, as pessoas devem permanecer em locais fechados. Em caso de situação de inundação, ou similar, os moradores devem proteger seus pertences da água envoltos em sacos plásticos.A região Norte recebeu um alerta de perigo relacionado às chuvas para as seguintes áreas: Marajó, Baixo Amazonas, Norte de Roraima, Centro Amazonense, Norte do Amapá, Sudoeste Amazonense, Norte Amazonense, Sul de Roraima e Sul do Amapá.Segundo o instituto, as chuvas vão ficar entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia e os ventos vão ser bastante intensos (60-100 km/h). Sendo assim, existe risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.Por conta dos perigos, em caso de rajadas de vento, as pessoas não devem se abrigar debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas. Além disso, é importante que a população não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Se possível, também é recomendável que aparelhos elétricos e quadro geral de energia sejam desligados durante as tempestades.Já as áreas do Sul do País podem esperar chuvas entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia e ventos intensos (40-60 km/h). Existe, no entanto, baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas. As regiões Centro-Oeste e Sudeste não receberam nenhum alerta em relação às chuvas. O clima nas regiões vai seguir quente durante o dia e frio durante a noite, com a possibilidade de algumas pancadas de chuva.
Depois de receber por unanimidade as denúncias contra os núcleos 1, 2 e 4 do julgamento da tentativa de golpe de Estado, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir, nesta terça-feira (20), sobre o recebimento da denúncia contra o núcleo 3, último grupo de indiciados.
Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), esse grupo era responsável pelas ações táticas do plano golpista, incluindo exercer pressão sobre o alto comando das Forças Armadas para aderirem ao golpe. Eles foram denunciados pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, envolvimento em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
O núcleo 3 é composto por 12 pessoas, entre militares e policiais:
Bernardo Correa Netto, coronel preso na operação Tempus Veritatis, da Polícia Federal;
Cleverson Ney, coronel da reserva e ex-oficial do Comando de Operações Terrestres;
Estevam Theophilo, general da reserva e ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército;
Fabrício Moreira de Bastos, coronel do Exército e supostamente envolvido com carta de teor golpista;
Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel do Exército;
Márcio Nunes de Resende Júnior, coronel do Exército;
Nilton Diniz Rodrigues, general do Exército;
Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel e integrante do grupo “kids pretos”;
Rodrigo Bezerra de Azevedo, tenente-coronel do Exército;
Ronald Ferreira de Araújo Junior, tenente-coronel do Exército acusado de participar de discussões sobre minuta golpista;
Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel;
Wladimir Matos Soares, agente da Polícia Federal.
Assim como na recepção da denúncia dos outros núcleos já julgados, o presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, também reservou a manhã da quarta-feira (21) para a continuidade da sessão, caso não seja possível encerrar o julgamento no primeiro dia. De toda forma, a expectativa é que todos os acusados se tornem réus por unanimidade.
Conciliar o inconciliável
Na segunda-feira (19), haverá a segunda sessão da Câmara de Conciliação sobre o Marco Temporal, desde que os trabalhos foram prorrogados por mais 90 dias, a pedido do Congresso Nacional, em articulação com o ministro Gilmar Mendes.Segundo informações de bastidores, o ministro busca ganhar tempo, já que não houve possibilidade de acordo entre representantes dos ruralistas e dos órgãos públicos de governo sobre uma série de propostas surgidas no âmbito da conciliação. Também há relatos de que alguns ministros do STF já manifestaram discordância com os rumos da Câmara de Conciliação, instaurada pelo ministro Gilmar Mendes.
Gilmar Mendes, relator das ações que questionam a Lei do Marco Temporal – Antônio Augusto/STF
Movimentos indígenas pedem que os trabalhos da câmara sejam anulados e que o plenário do Supremo vote os embargos de declaração do julgamento sobre a tese do marco temporal, que declarou sua inconstitucionalidade. Dessa forma, o STF reafirmaria seu entendimento, sem se envolver em temas que não são objeto das ações que questionam a Lei 14.701, aprovada pelo Congresso, à revelia da decisão judicial. Em agosto de 2024, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), que é parte em uma das ações de relatoria do ministro Gilmar Mendes, se retirou da Câmara de Conciliação, por considerar que se trata de uma tentativa forçada de rifar os direitos dos povos indígenas, em troca de reafirmar a inconstitucionalidade do marco temporal.
O Brasil registrou recentemente um foco de gripe aviária em aves de produção comercial no município de Montenegro (RS), acendendo um alerta sobre o risco de disseminação do vírus H5N1, uma variante da influenza com origem em aves. Mas o que isso representa na prática para a população, para os trabalhadores rurais e para o consumo de alimentos?
O Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato conversou com Renato Kfouri, infectologista e presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria, para entender melhor o cenário e as reais preocupações diante do avanço do vírus. Confira:
O que é a gripe aviária?
A gripe aviária é causada pelo vírus H5N1, um tipo de influenza classificado como zoonótico, ou seja, que pode afetar tanto animais quanto seres humanos. “Diferente de vírus como sarampo ou caxumba, exclusivos do ser humano, o influenza acomete cavalos, porcos, aves, entre outros. Quando ele consegue ‘pular’ de uma espécie para outra, o risco aumenta”, explica Kfouri. Essa capacidade de mutação e adaptação é o que torna o vírus um potencial causador de pandemias, como ocorreu com a gripe suína (H1N1) em 2009. O temor atual é que o H5N1, que já foi detectado em humanos nos Estados Unidos, possa passar a ser transmitido entre pessoas, o que ainda não ocorreu.
Como o vírus chega até aqui?
A principal forma de disseminação do vírus é por meio das aves migratórias, que carregam o vírus em suas fezes. “Um pássaro, voando quilômetros, evacuando em tudo quanto é canto, consegue disseminar rapidamente o vírus de uma de um local para o outro”, comenta o especialista. No Brasil, a detecção do foco em Montenegro, no Rio Grande do Sul, acendeu o alerta para a necessidade de monitoramento, especialmente de pessoas que tiveram contato direto com as aves contaminadas.
A gripe aviária pode virar uma pandemia?
Hoje, o vírus ainda está restrito às aves, mas o risco real é que ele sofra mutações que o tornem transmissível entre humanos. “Se ele começar a se transmitir, pode ganhar uma proporção, eventualmente, de uma pandemia no futuro”, alerta Kfouri. A boa notícia é que, diferente da covid-19, o mundo já tem experiência no combate ao vírus influenza. “Temos vacinas de gripe, que podem ser adaptadas rapidamente, e medicamentos antivirais eficazes”, garante.
Há risco no consumo de frango e ovos?
A resposta é clara: não há risco algum. A gripe aviária não é transmitida pela ingestão de alimentos como carne de frango ou ovos. “A gripe é uma doença respiratória. Ela não é transmitida pelo consumo de alimentos. Não há risco nenhum no consumo de carne de frango, ovos e derivados. O vírus se transmite por via aérea, através do contato com secreções das aves, não pelo alimento”, reforça Kfouri. Ele esclarece que o bloqueio da exportação de carne de frango de áreas afetadas é uma medida preventiva para evitar que o vírus seja transportado — não por risco ao consumidor, mas por risco de disseminação do vírus para novos territórios.
O que deve ser feito agora?
Para Kfouri, o mais importante neste momento é o monitoramento constante, especialmente de trabalhadores que lidam com aves infectadas. Qualquer caso de síndrome gripal ou febre nessas pessoas deve ser investigado, e a pessoa, isolada. Em alguns casos, ele acrescenta que o abate sanitário das aves é necessário para conter o avanço do vírus. “Temos que ter o monitoramento do vírus para que ele não se torne um vírus pandêmico, ou seja, para que, se ele sofra mutação, tenhamos capacidade de controlar”, conclui.
247 – A investigação conduzida pela Controladoria-Geral da União (CGU) sobre os descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) reforça a tese de que o escândalo teve origem no governo anterior, comandado por Jair Bolsonaro. Segundo a coluna do jornalista Lauro Jardim, de O Globo, a maior parte das fraudes estão ligadas a sindicatos e associações que celebraram acordos de cooperação com o INSS entre os anos de 2021 e 2022, ainda durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL). O levantamento da CGU tem como base um levantamento feito com um universo inicial de 1,5 milhão de beneficiários que solicitaram ressarcimento por cobranças não autorizadas. A associação que mais se destacou pelas práticas fraudulentas foi a Associação de Aposentados Mutualista para Benefícios Coletivos (Ambec). Segundo os dados levantados, a entidade, que em 2020 tinha apenas três associados, passou a realizar descontos irregulares em massa a partir de 2022. Naquele ano, foram descontados R$ 25 milhões de beneficiários do INSS. Dois anos depois, em 2024, a cifra disparou para R$ 231 milhões, um aumento de quase dez vezes. Ainda segundo a reportagem, as descobertas poderão ser utilizadas pelo governo Lula para responsabilizar ex-integrantes da gestão anterior, como Onyx Lorenzoni e José Carlos Oliveira, que ocuparam o cargo de ministro da Previdência durante o período em que os acordos foram firmados. O escândalo veio à tona no mês passado, quando foi deflagrada a operação “Sem Desconto”, que apura o envolvimento dessas entidades na cobrança ilegal de valores de aposentados e pensionistas.
A segunda parcela de maio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) será repassada às prefeituras do país nesta terça-feira (20). O montante, que correspondente a R$ 1,8 bilhão, é cerca de 46% maior do que o valor repassado no mesmo período do ano passado, quando os municípios receberamR$ 1,2 bilhão. Segundo o especialista em orçamento público Cesar Lima, apesar de ser um repasse de meio de mês – normalmente menor – há uma elevação expressiva comparada com o mesmo decêndio de 2024. Na avaliação dele, esse resultado acende um sinal de otimismo para este ano. “Temos uma convergência da inflação para o teto da meta, e vamos esperar que o Banco Central mantenha a atual taxa de juros, a fim de que não se tenham pressões maiores sobre o consumo. A situação do emprego tem possibilitado que não haja tantas perdas no FPM, então o fundo tem sido um pouco menos atingido pelas altas taxas praticadas na Selic”, considera. Os recursos do FPM são formados pelo que a União arrecada via Imposto de Renda e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Neste decêndio, entre as maiores parcelas, estão as destinadas a municípios dos estados de São Paulo (R$ 232 milhões), Minas Gerais (R$ 231 milhões) e Bahia (R$ 151 milhões). Entre as cidades, destacam-se Indaiatuba (SP), Sete Lagoas (MG), e Vitória da Conquista (BA). Cada um desses entes conta com mais de R$ 1 milhão.
O México também decidiu suspender temporariamente a importação de frango brasileiro após a confirmação do primeiro caso de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial em Montenegro, no Rio Grande do Sul (RS). A decisão foi anunciada pelo Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural do México. Outros países, como Argentina, China, Chile, Uruguai e membros da União Europeia, já haviam adotado a mesma medida. A suspensão segue os protocolos sanitários internacionais firmados entre o Brasil e seus parceiros comerciais, que determinam a interrupção imediata das importações diante da identificação de doenças como a gripe aviária. A confirmação do caso de gripe aviária deve impactar o volume de exportações do Brasil nos próximos meses. Conforme levantamento preliminar realizado pela consultoria Safras & Mercado, em torno de 15% a 20% das vendas mensais de carne de frango devem ser afetadas, uma vez que o Estado gaúcho – o terceiro maior exportador do país – está suspenso de comercializar o produto. “Suspendemos o Rio Grande do Sul das exportações, cumprindo o protocolo, mas o restante do Brasil continua com o fluxo comercial normal”, disse nesta sexta-feira (16/5) o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro.
O caso
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou nesta sexta-feira (16/5) a detecção do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade em uma granja de aves comerciais no Rio Grande do Sul. A detecção, que pode levar a embargos comerciais, ocorreu no município gaúcho de Montenegro, de 64 mil habitantes, e é o primeiro foco da doença registrado em sistema de avicultura comercial no país, disse a pasta, em comunicado. O ministério disse que está tomando as medidas necessárias para conter e erradicar o foco, além de realizar a comunicação oficial à OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal), aos parceiros comerciais do Brasil e outros.
E O VERBO SE FEZ CARNE Jesus sob o Olhar do Apóstolo do Amor
O QUE ESTUDAREMOS? A morte parece ser o fim de todas as coisas. Contudo, em meio ao luto de Marta e Maria, Jesus declarou algo que muda tudo: “Eu sou a ressurreição e a vida”. Com essa afirmação, Ele não apenas consola uma família enlutada, mas anuncia ao mundo que tem poder absoluto sobre a morte. Esta lição nos leva ao conhecimento dessa verdade: Jesus é a fonte da vida eterna. Ao estudar o milagre em Betânia, veremos que, para aqueles que creem, a morte não tem a palavra final. A última palavra pertence àquele que é a Vida.
TEXTO ÁUREO “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;” (Jo 11.25) Vamos desembrulhar o versículo palavra por palavra: • “Disse-lhe Jesus” (Eipen autē ho Iēsous). A expressão apresenta Jesus como o centro da revelação. Ele fala com autoridade divina e pessoal, não apenas como mestre, mas como o próprio portador da vida eterna. O verbo “disse” (Eipen) está no aoristo, indicando uma afirmação pontual e definitiva. • “Eu sou” (Egō eimi). Esta é uma das declarações de “Eu Sou” (Egō eimi) no Evangelho de João, remetendo diretamente ao nome divino revelado a Moisés em Êxodo 3.14. Não é apenas uma identificação, mas uma autorrevelação da divindade de Cristo. • “A ressurreição” (hē anastasis). Mais do que um evento futuro, “ressurreição” aqui é uma pessoa: Jesus. Ele não apenas realiza a ressurreição, Ele é a ressurreição. O termo (anastasis) significa literalmente “levantar-se novamente”, implicando vitória sobre a morte e restauração da vida. • “E a vida” (kai hē zōē). Jesus não oferece apenas vida biológica, mas vida plena, eterna, em comunhão com Deus. A palavra “vida” (zōē) em João refere-se frequentemente à vida eterna, qualitativamente superior à existência comum. Ele é sua fonte e sustentador. • “Quem crê em mim” (ho pisteuōn eis eme). A estrutura grega usa o particípio presente ” indicando ação contínua: aquele que continua crendo. Crer “em mim” não é meramente aceitar verdades sobre Jesus, mas confiar pessoalmente nele, como único Senhor e Salvador. • “Ainda que esteja morto” (kan apothanē). “kan” (ainda que) é uma construção condicional de intensidade. “apothanē” está no subjuntivo aoristo, indicando a possibilidade real da morte física. A frase aponta para a realidade do falecimento, mas afirma que não é o fim. • Viverá” (zēsetai). Este é o futuro do verbo (viver). A promessa é de continuidade da vida além da morte. Aqui se afirma a certeza da vida eterna para quem crê, mesmo que passe pela morte física. João 11.25 revela que a esperança cristã não está apenas em um futuro evento escatológico, mas em uma pessoa presente e viva. Jesus é a Ressurreição e a Vida. Crer nele é ter a garantia de que a morte não tem a palavra final. Para o crente, a morte é um portal, não um ponto final.
VERDADE PRÁTICA O Senhor Jesus Cristo é a ressurreição e a vida, e por essa razão, temos a garantia de que um dia teremos um corpo glorioso como o Dele. Vamos movimentar a classe com uma atividade dinâmica. • Objetivo: Reforçar a verdade bíblica de que Jesus é a ressurreição e a vida, e que os crentes têm a esperança de um corpo glorioso. Passos: 1. Material: Um espelho pequeno e uma folha com a frase: “Este corpo é passageiro, mas Jesus prometeu um corpo glorioso”. 2. Organização: Passe o espelho entre os alunos e peça que, ao olharem para si mesmos, pensem: “Este corpo vai envelhecer, adoecer… mas não é o fim”. 3. Leitura: Após o último aluno, leia João 11.25 e 1 Coríntios 15.42–44. 4. Aplicação: Explique que o corpo atual é como uma semente. Ao morrer, será transformado. A esperança cristã não está em evitar a morte, mas em vencê-la por Cristo.
I. O PROPÓSITO DE JESUS 1. 1. Recebimento da notícia sobre Lázaro. A LIÇÃO DIZ: Nos Evangelhos, Jesus realizou diversos milagres de ressurreição, incluindo o do filho da viúva de Naim (Lc 7.11-15) e o da filha de Jairo (Mc 5.22, 23, 35-42). O milagre da ressurreição de Lázaro é o que estamos abordando. Este é o último dos sete sinais (milagres) encontrados no Evangelho de João e representa a manifestação final de Jesus como Filho de Deus antes da sua crucificação. Pontos que merecem destaque: • As ressurreições que ocorreram no Novo Testamento. Ressurreições realizadas por Jesus durante seu ministério: a. Filho da viúva de Naim (Lc 7.11–17). b. Filha de Jairo (Mc 5.35–43; Lc 8.49–56; Mt 9.18–26). c. Lázaro (Jo 11.1–44). Ressurreições ocorridas por ocasião da morte e ressurreição de Jesus. a. Santos em Jerusalém (Mt 27.51–53). Ressurreições realizadas pelos apóstolos no período da Igreja Primitiva: a. Tabita (Dorcas) (At 9.36–43). b. Êutico (At 20.7–12). Ressurreições futuras (doutrinárias/escatológicas): a. Ressurreição dos justos em Cristo (1 Ts 4.13–17; 1 Co 15.51–53). b. Ressurreição dos ímpios no juízo final (Jo 5.28–29; Ap 20.11–15). • Os sete sinais registrados no Evangelho de João revelam progressivamente a identidade de Jesus como o Cristo, o Filho de Deus. O primeiro é a transformação da água em vinho em Caná da Galileia (Jo 2.1–11). O segundo é a cura do filho de um oficial do rei, realizada à distância (Jo 4.46–54). O terceiro, a cura do paralítico no tanque de Betesda (Jo 5.1–15). O quarto, a multiplicação dos pães (Jo 6.1–15). O quinto, Jesus andando sobre o mar (Jo 6.16–21). O sexto, a cura do cego de nascença (Jo 9.1–41). O sétimo, a ressurreição de Lázaro (Jo 11.1–44). Esses sinais foram escritos para gerar fé (Jo 20.30–31). • Estrutura do capítulo: Há quatro divisões, como segue: a. O relato da enfermidade de Lázaro; sua morte (11.1–16). b. A chegada de Jesus (e seus discípulos) a Betânia, perto de Jerusalém (11.17–37). c. O milagre em si (11.38–44). d. Seus resultados (11.45–57). Vamos ao texto bíblico: Um homem chamado Lázaro estava doente. Ele era de Betânia, da aldeia de Maria e de sua irmã Marta. Esta Maria, cujo irmão Lázaro estava doente, era a mesma que ungiu o Senhor com perfume e lhe enxugou os pés com os seus cabelos. Por isso, as irmãs de Lázaro mandaram dizer a Jesus: — Aquele que o senhor ama está doente. (Jo 11.1-3 NAA).Jesus estava em Betânia (do outro lado do Jordão), cerca de 30 quilômetros de Betânia, cidade de Lázaro (Jo 1.28; 10.40). Certo dia, um mensageiro chegou com a notícia triste de que Lázaro, o amigo querido de Jesus, estava enfermo. Se esse mensageiro não tivesse se demorado ao longo do caminho, é provável que tenha levado um dia para completar a viagem. Jesus mandou-o de volta no dia seguinte com a mensagem de ânimo registrada em João 11.4. Em seguida, esperou mais dois dias antes de partir para Betânia e, quando ele e os discípulos chegaram, Lázaro estava morto havia quatro dias. Isso significava que havia morrido no mesmo dia em que o mensageiro partira para buscar Jesus! Os acontecimentos sucederam mais ou menos da seguinte maneira, considerando sempre um dia para a viagem: Primeiro dia – o mensageiro vai buscar Jesus (Lázaro morre). Segundo dia – o mensageiro volta a Betânia. Terceiro dia – Jesus espera mais um dia e parte para Betânia. Quarto dia – Jesus chega a Betânia. 1.2 O desapontamento de Maria e Marta. A LIÇÃO DIZ: O versículo 3 expressa a esperança de Maria e Marta em relação à chegada de Jesus para ajudá-las. Devido ao carinho e à amizade que nosso Senhor tinha pela família de Betânia, pois Ele os amava, elas desejavam ardentemente que Jesus chegasse rapidamente (Jo 11.5). No entanto, a visita dEle no tempo de Maria e Marta não se concretizou. • Esperança fundamentada no amor de Cristo. Maria e Marta expressaram sua confiança no cuidado de Jesus ao enviar uma mensagem dizendo: “Aquele a quem amas está doente” (Jo 11.3). Elas não fizeram pedidos explícitos. Apenas confiaram que o amor de Cristo por Lázaro seria suficiente para que Ele agisse. • Nem sempre Deus age no nosso tempo. A expectativa de Marta e Maria era que Jesus chegasse antes da morte de Lázaro. Elas criam que o Senhor poderia curá-lo. Contudo, o tempo de Deus não coincidiu com o tempo delas. Esse atraso aparente frustra as expectativas humanas, mas não nega o amor divino. Jesus os amava (Jo 11.5), mas ainda assim permaneceu onde estava por mais dois dias. Deus não é refém do nosso cronograma. • O tempo de Deus é pedagógico e glorioso. O atraso intencional de Jesus visava um propósito maior: revelar sua glória e fortalecer a fé de seus discípulos (Jo 11.4,15). Deus nem sempre atende quando queremos, mas sempre age quando é melhor. Esse silêncio momentâneo foi uma lição profunda para aquela família e também para nós: mesmo quando parece que Deus não chegou “a tempo”, Ele nunca chega atrasado. 1.3 O tempo divino. A LIÇÃO DIZ: Apesar da desilusão e da tristeza, Maria e Marta iriam vivenciar uma experiência extraordinária de espera, que envolveria a perda do ente querido, a ausência temporária de Jesus e a chegada aparentemente tardia do Senhor (Jo 11.17-22). Contudo, Jesus Cristo estava prestes a realizar um magnífico milagre, que glorificaria a Deus e traria consolo à amada família de Betânia. • Ser amado por Jesus não nos isenta do sofrimento. Maria, Marta e Lázaro eram profundamente amados por Jesus (Jo 11.5), mas mesmo assim passaram pela dor da enfermidade, da espera e da morte. É falsa a ideia de que quem é amado por Deus será sempre poupado da dor. A fé madura entende que o amor de Cristo não significa ausência de aflições, mas sua presença no meio delas. • Na espera, surgem frustrações e dúvidas reais. Quando Jesus finalmente chega, Lázaro já estava morto havia quatro dias (Jo 11.17). Marta lamenta: “Senhor, se tu estivesses aqui…” (v. 21). É a voz da fé ferida, da esperança adiada, da alma confusa. Mesmo crendo em Jesus, Marta e Maria foram tomadas por perguntas que todos nós já fizemos: “Por que Ele não veio antes?” A espera é o terreno onde nossa fé é confrontada pelas dores do tempo e da realidade. A demora que gerou tristeza se transformaria em consolo e testemunho. Jesus não apenas conforta, Ele transforma a tragédia em sinal do Reino. O milagre viria, não no tempo delas, mas no tempo perfeito de Deus.
II. O ENCONTRO DE MARTA COM JESUS 2.1 O encontro. A LIÇÃO DIZ: O versículo 20 descreve o momento em que Marta se encontra com Jesus. Assim que soube que o Senhor estava na cidade, a irmã de Maria dirigiu-se ao encontro dele. Ao vê-lo, expressou sua convicção de que, se o Mestre estivesse presente quando Lázaro ainda estava doente, seu irmão não teria falecido (Jo 11.21). Jesus afirmou que Lázaro iria “ressuscitar” (v.23). Embora Marta acreditasse que Jesus poderia realizar um milagre extraordinário (v.22), ela não percebeu que o Senhor falava sobre a ressurreição de Lázaro naquele momento específico (Jo 11.24). • A fé de Marta era real, mas limitada pelo tempo e pela lógica humana. Marta acreditava no poder de Jesus, mas seu entendimento estava restrito à ideia de que o milagre só poderia acontecer antes da morte. Sua declaração: “se tu estivesses aqui”, expressa tanto dor quanto uma fé condicionada pela cronologia dos fatos. Ela não duvida do poder de Jesus, mas não consegue conceber a possibilidade de intervenção divina após a morte de Lázaro, seu irmão. • A fé de Marta era correta, mas não percebia a presença ativa de Jesus como a fonte imediata do milagre. Marta cria na doutrina da ressurreição futura, o que demonstra ortodoxia e esperança escatológica. Ela via a promessa, mas ainda não reconhecia plenamente a Pessoa que cumpre a promessa. Jesus não aponta apenas para um evento no porvir, mas para si mesmo como Aquele que traz a vida ao presente. Sua intenção era tirar Marta do campo teórico e levá-la a uma experiencia pessoal e marcante. Muitas vezes, como Marta, temos fé no que Jesus poderia ter feito ou no que um dia fará, mas lutamos para confiar no que Ele pode fazer agora. A fé amadurecida reconhece que Jesus não é apenas o Deus do passado e do futuro, mas o Deus presente, capaz de intervir de maneira viva, pessoal e surpreendente no hoje da nossa dor. 2.2 Quando Lázaro ressuscitará? A LIÇÃO DIZ: O diálogo entre Marta e Jesus revela que Jesus Cristo estava prestes a realizar um magnífico milagre, que glorificaria a Deus e traria consolo à amada família de Betânia. Vamos ao texto bíblico: Marta, quando soube que Jesus estava chegando, foi encontrar-se com ele; Maria, porém, ficou sentada em casa. Então Marta disse a Jesus: — Se o senhor estivesse aqui, o meu irmão não teria morrido. Mas também sei que, mesmo agora, tudo o que o senhor pedir a Deus, ele concederá. Jesus disse a ela: — O seu irmão há de ressurgir. Ao que Marta respondeu: — Eu sei que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia. Então Jesus declarou: — Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá. E todo o que vive e crê em mim não morrerá eternamente. Você crê nisto? (Jo 11.20-26 NAA). Não podemos viver apenas de lembranças que já se passaram nem apenas das promessas que permanecem no futuro. Precisamos crer hoje. Jesus não é o grande Eu Era nem o grande Eu serei. Ele é o grande Eu sou. É como se o Senhor dissesse: “Você não me entende, Marta. Eu não quero dizer que Lázaro ressuscitará no último dia. Eu sou Deus, e eu tenho na mão o poder da ressurreição e da vida. 2.3 Promessa de vida. A LIÇÃO DIZ: Na resposta de Jesus à Marta, quando Ele afirma ser a “ressurreição e a vida” (Jo 11.25), encontramos pelo menos duas lições valiosas. Primeiro, a soberania do Filho sobre a morte e a vida; ao se identificar como a “ressurreição”, Ele se coloca como fonte de toda vida, tanto no plano material quanto espiritual. Segundo, existe uma gloriosa promessa de vida para “quem crê em mim” (v.26). Assim sendo, aqueles que creem em Cristo recebem uma abundância de vida em todos os sentidos, tanto material quanto espiritual, pois uma vida entregue a Cristo é uma vida plena. • Jesus não aponta para um evento, mas para si mesmo. Ao dizer “Eu sou a ressurreição e a vida”, Jesus desloca a atenção do cronograma escatológico para a sua própria pessoa. Ele é a origem da vida e o agente da ressurreição. • Crer em Jesus muda a relação com a morte. “Quem crê em mim, ainda que morra, viverá”. A morte física, inevitável para todos, não anula a vida que vem de Cristo. E mais: “todo o que vive e crê em mim, nunca morrerá”. Aqui, Jesus fala da vida que não pode ser rompida, a comunhão com Deus que nem mesmo a morte toca. A morte perde seu poder definitivo.
III. A DOUTRINA BÍBLICA DA RESSURREIÇÃO DO CORPO. 3.1 A Ressurreição do Corpo. A LIÇÃO DIZ: A doutrina da Ressurreição do Corpo é um elemento essencial do Cristianismo bíblico. O apóstolo Paulo refere-se à mesma ressurreição, que abrange todos os mortos, justos e injustos, diferenciando os tempos (1 Co 15). Assim sendo, os justos ressuscitarão quando a trombeta tocar durante o Arrebatamento da Igreja; os mortos voltarão à vida e seus corpos serão gloriosamente transformados junto com os justos (1 Co 15.42; 1 Ts 4.13-17). Por outro lado, os injustos ressuscitarão no Juízo Final e receberão um corpo inglório, destinado à condenação eterna (2 Ts 1.9; Ap 20.11-15). Por que a doutrina da Ressurreição é essencial para o cristianismo? A Bíblia responde: Ora, se o que se prega é que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como alguns de vocês afirmam que não há ressurreição de mortos? E, se não há ressurreição de mortos, então Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e é vã a fé que vocês têm. Além disso, somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos testemunhado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam. Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a fé que vocês têm, e vocês ainda permanecem nos seus pecados. E ainda mais: os que adormeceram em Cristo estão perdidos. Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos as pessoas mais infelizes deste mundo. (1 Co 15.12-19 NAA). Paulo afirma que negar a ressurreição dos mortos é negar a própria ressurreição de Cristo. Na igreja de Corinto, havia quem aceitasse que Jesus ressuscitou, mas rejeitasse a ressurreição futura. Isso é incoerente. Se os mortos não ressuscitam, Cristo também não ressuscitou. Sem a ressurreição, sete consequências graves se seguem: • Cristo continua morto. • A pregação é inútil. • A fé é vazia. • Os apóstolos são mentirosos. • Continuamos nos nossos pecados. • Os que morreram em Cristo estão perdidos. • Os crentes são os mais infelizes de todos. A conclusão é clara: Cristo ressuscitou, e isso garante a nossa futura ressurreição. Sobre a nossa escatologia que é pré-tribulacionista e pré-milenista, destacamos: Daniel 12.2 resume os dois destinos distintos que a humanidade enfrentará: “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno.” Esse versículo aponta para uma verdade central das Escrituras: todos ressuscitarão, mas nem todos compartilharão o mesmo destino. O Novo Testamento amplia essa revelação, distinguindo entre a ressurreição dos justos e a dos injustos. Apocalipse 20.4–6 descreve a “primeira ressurreição”, cujos participantes são chamados de “bem-aventurados e santos”. Sobre eles, a “segunda morte” (o lago de fogo, Ap 20.14) não tem poder. Essa é a ressurreição dos crentes, identificada por Jesus como a “ressurreição dos justos” (Lc 14.14) ou a “ressurreição da vida” (Jo 5.29). A primeira ressurreição acontece em etapas: • Começa com a ressurreição de Cristo, as “primícias” (1 Co 15.20), que abriu o caminho para os que creem. • Inclui a ressurreição de santos em Jerusalém (Mt 27.52–53). • Prossegue com a ressurreição dos que “dormem em Cristo”, no arrebatamento (1 Ts 4.16). • E alcança os mártires fiéis ao final da tribulação (Ap 20.4). A segunda ressurreição é mencionada em Apocalipse 20.12–13. Trata-se da ressurreição dos ímpios, que comparecerão diante do trono branco e serão julgados antes de serem lançados no lago de fogo. Essa é a “ressurreição do juízo”, conforme João 5.29. O marco que separa essas duas ressurreições parece ser o milênio. Os crentes ressuscitam para reinar com Cristo durante mil anos, mas os demais mortos só reviverão depois desse período (Ap 20.5). 3.2 Da morte para a vida. A LIÇÃO DIZ: Na conversa entre Jesus e Marta, também se evidenciava a perspectiva da doutrina da Ressurreição do Corpo (Jo 11.26). A expressão “nunca morrerá”, mencionada no versículo 26, indica que, embora o salvo em Cristo experimente a morte física, nunca enfrentará a morte espiritual. Veja o texto de João 11 em paralelo com a afirmação de Jesus em João 5.28: Aqueles que estão nos sepulcros Ele encontrou Lázaro na sepultura (Jo 11.17). ouvirão a sua voz Ele clamou com grande voz: “Lázaro, vem para fora!” (Jo 11.43). e sairão O defunto saiu (Jo 11.44). Neste caso a revelação da palavra precedeu a revelação do feito. O ensinamento vai além do caso de Lázaro e inclui todos que creem. Duas verdades foram aqui declaradas. O crente pode morrer, como Lázaro, mas pelo poder de Cristo viverá, isto é, experimentará a ressurreição. Mas ainda mais importante é a posse da vida eterna obtida mediante a fé em Cristo. Aqueles que têm esta vida não podem morrer nunca no sentido de serem separados da fonte da vida (vs. 25, 26). 3.3 Uma viva esperança. A LIÇÃO DIZ: Ao ressuscitar Lázaro, Ele evidencia concretamente que também ressuscitará dentre os mortos aqueles que foram salvos. Esta é a nossa viva esperança! Esse subponto me fez lembrar de 1 Tessalonicenses 4.13, onde o apóstolo Paulo exorta os crentes: “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais que não têm esperança.” Paulo reconhece que a dor da perda é real, mas também afirma que há uma diferença radical entre o lamento do cristão e o desespero do mundo. O cristão não nega a morte, mas enfrenta a perda com os olhos voltados para a ressurreição. A nossa dor é marcada pela esperança. O que é esperança? Na Bíblia, esperança não é um desejo incerto, mas uma certeza futura baseada na fidelidade de Deus. A palavra grega usada por Paulo, elpís, significa uma expectativa segura, firmada nas promessas de Cristo. Diante das perdas, o cristão não está entregue ao vazio. Não somos como “os demais que não têm esperança”. Choramos, sim, mas com os olhos voltados para Cristo. A ressurreição de Lázaro nos lembra que o túmulo não tem a última palavra. Essa esperança nos consola, sustenta e nos move a viver com os olhos fixos na eternidade. Se Cristo venceu a morte, nós também venceremos com Ele.
CONCLUSÃO A afirmação de Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida”, não é apenas consolo para um momento de luto, mas fundamento para toda a nossa fé. Crer em Cristo é mais do que esperar um milagre: é reconhecer que Ele é a fonte da vida agora e na eternidade. A ressurreição de Lázaro antecipa a vitória de Cristo sobre a morte e aponta para o nosso futuro glorioso. Você crê nisso?
A Polícia Federal (PF) informou neste sábado (5) que as ações de combate a crimes eleitorais realizadas em 2024, até o momento, levaram à apreensão de R$ 46 milhões em bens e valores— dos quais R$ 20 milhões são dinheiro em espécie. Segundo a corporação, esses recursos estão ligados a crimes cometidos por pessoas durante a campanha para as eleições municipais de 2024.Nos últimos meses, foram deflagradas mais de 40 operações de combate a crimes eleitorais no país. Além disso, estão em curso cerca de 2.200 inquéritos para investigar esse tipo de delito e ações criminosas contra o Estado Democrático de Direito. Em 2020, foram apreendidos R$ 6 milhões em operações contra crimes eleitorais. Em 2022, foram R$ 9 milhões. Em São Gabriel da Cachoeira (AM), pessoas ligadas à administração municipal e candidatos a vereador na cidade foram alvo de operação da PF para apurar suposta distribuição irregular de combustíveis. O esquema, segundo as investigações, envolve empresários da região e beneficiaria diretamente um grupo político que concorre a cargos eletivos na cidade. Os suspeitos foram presos e o posto de gasolina teve as atividades suspensas. Na noite desta quinta-feira (3), a Polícia Federal apreendeu R$ 1,8 milhão em espécie. O dinheiro foi encontrado em dois veículos estacionados na garagem de um centro empresarial na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Durante a operação, os policiais federais cumpriram dois mandados de busca e apreensão em sedes de empresas no Rio de Janeiro. O dono de uma delas é investigado por suspeita de envolvimento em corrupção eleitoral e lavagem de dinheiro. Na noite de quinta (3), a PF apreendeu R$ 1,8 milhões em espécie, que estavam guardados dentro de dois veículos na garagem de um centro empresarial na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. No dia anterior, a PF prendeu em flagrante um homem com R$ 1,9 milhão em espécie em um estacionamento no Centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo as informações e os documentos apreendidos com o suspeito, os valores no caso das duas operações seria destinado à prática de corrupção eleitoral.
“A desigualdade social no Brasil é definida com base nas condições sociais e econômicas de determinados grupos. Alguns deles possuem mais riqueza do que outros, maior renda e acesso a serviços como saúde, educação e cultura, gerando uma sociedade marcada por níveis extremos de desigualdade. No Brasil, quase 60%da renda nacional são apropriados pelos10% mais ricos.” “Além do fator concentração de renda, as causas da desigualdade social no Brasil relacionam-se com a distribuição riqueza, o poder e o prestígio ao longo da história. Mais especificamente, a causa se dá em como essa distribuição dos recursos sociais no Brasil foi orientada pela exclusão das mulheres, dos indígenas e dos negros, sendo a violência uma de suas características mais marcantes. Historicamente, o país foi construído para excluir a maior parte da população e concentrar privilégios nas elites.”
“Resumo sobre desigualdade social no Brasil A desigualdade social no Brasil é percebida em discrepâncias nas condições de vida da população. O Brasil tem o maior índice de Gini da América Latina, sendo o país mais desigual da região. As causas da desigualdade social no Brasil são de muitas dimensões diferentes, sendo a concentração de renda e a pobreza as principais delas. Entre as principais medidas contra a desigualdade social no Brasil, o destaque vai para os programas Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e as cotas nas universidades. A realização de uma reforma agrária e uma reforma tributária progressiva pode ajudar a solucionar a desigualdade social no Brasil. Moradias inadequadas, violência urbana e a limitação do poder de compra da população são algumas das consequências da desigualdade social no Brasil. O que é a desigualdade social no Brasil? A desigualdade social no Brasil é um problema com muitas dimensões. Ele se refere às significativas e persistentes disparidades nas condições de vida, oportunidades e acesso a recursos entre diferentes grupos da sociedade brasileira. A história colonial do Brasil foi moldada pela exploração de recursos naturais e pela instituição da escravidão. O período colonial deixou um legado de desigualdade, discriminando a população negra, ainda mais marginalizada após a abolição. Por causa da falta de reparação histórica, a desigualdade social no Brasil também é caracterizada por disparidades de gênero e etnia. Mulheres e grupos étnicos minoritários frequentemente enfrentam discriminação no acesso a oportunidades, educação e emprego.” “Por outro lado, a sociedade brasileira é estratificada em diferentes camadas socioeconômicas, onde o acesso a recursos como educação, saúde, emprego e moradia é distribuído de maneira desigual. A mobilidade social pode ser limitada, com as circunstâncias de nascimento frequentemente determinando as oportunidades ao longo da vida. Enfim, o Brasil, sob o ponto de vista de diversos indicadores, tanto internacionais como nacionais, encontra-se historicamente entre os países em que mais se verifica desigualdades econômicas e sociais no mundo todo. As causas desse fenômeno são complexas. Elas nos remetem à colonização portuguesa do país, que foi baseada no trabalho escravo e criou barreiras sociais ou culturais para a ascensão econômica das pessoas; mas também existem causas políticas por trás disso tudo.”
“Quais são as principais causas da desigualdade social no Brasil? As causas da desigualdade social no Brasil, um fenômeno persistente, são bastante conhecidas: política fiscal injusta num sistema tributário regressivo; pouco acesso à educação de qualidade; distribuição injusta dos benefícios econômicos; baixos salários; história de colonização e escravidão; concentração de terras e inexistência de uma reforma agrária. Poderíamos citar ainda a normalização, no senso comum, de ideologias racistas que resultam em discriminação, e também um sistema institucional ineficaz e sabotado pela corrupção. A desigualdade social no Brasil é causada por fenômenos complexos e interconectados. Por isso, ela exige uma abordagem sistêmica em diversas direções para alcançar mudanças significativas.
Dados sobre a desigualdade social no Brasil Os dados da desigualdade social no Brasil são assustadores. Usamos como referência o Mapa da Riqueza no Brasil. A pesquisa realizada pela FGV Social, publicada em fevereiro de 2023, conseguiu unir a base de dados do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) com a base da Pnad Contínua, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado foi que a desigualdade social no Brasil é ainda maior do que o imaginado. Segundo esses dados, o índice de Gini chegou a 0.7068 em 2020, bem acima dos 0,6013, calculados apenas a Pnad Contínua. Mesmo com o Auxílio Emergencial, ao contrário do que se acreditava, a desigualdade brasileira não caiu durante a pandemia.”
A taxa de desocupação no Brasil caiu para 6,2% no terceiro trimestre encerrado em outubro. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há 6,8 milhões de pessoas desocupadas no país, conforme dados publicados nesta sexta-feira (29). Esta é a menor taxa de desocupação de toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012.Segundo o IBGE, a quantidade de pessoas desocupadas no trimestre foi a menor em uma década ou desde o trimestre encerrado em dezembro de 2014. A taxa de desocupação do terceiro trimestre recuou 1,4 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado (7,6%) e caiu 0,6 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior (6,8%), encerrado em julho de 2024. A população desocupada também recuou em ambas comparações: 8% (menos 591 mil pessoas) no trimestre e 17,2% (menos 1,4 milhão de pessoas) na comparação com 2023. Segundo o IBGE, este foi o menor contingente de desocupados desde o trimestre encerrado em dezembro de 2014. Já a população ocupada no Brasil registrou um novo recorde da série histórica do PNDAD e alcançou 103,6 milhões. Foi registrado alta de 1,5% (mais 1,6 milhão de pessoas) em relação aos três meses anteriores e de 3,4% (mais 3,4 milhões) na base anual. O nível da ocupação no país atingiu 58,7%, alta na comparação trimestral e anual: 0,8 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior (57,9%) e 1,5 pontos percentuais (57,2%) no ano.
Subutilização
A taxa de subutilização — referente às pessoas que estão desempregadas, trabalham menos do que poderia ou não procuram emprego mesmo estando disponível para trabalhar — foi de 15,4%. É a menor taxa para o terceiro trimestre desde 2014. No período, o Brasil somava 17,8 milhões de pessoas subutilizadas. Recuou nas duas comparações: -4,6% (menos 862 mil) no trimestre e -10,8% (menos 2,2 milhões) no ano. A população desalentada — pessoas que não procuram emprego porque avaliam que não vão conseguir — atingiu 3 milhões. É o menor resultado desde o trimestre encerrado em abril de 2016, quando o Brasil contabilizava 2,9 milhões de pessoas nesse perfil. Segundo o IBGE, o percentual de desalentados (2,7%) recuou 0,2 pontos percentuais no trimestre e 0,4 pontos percentuais no ano.
Mercado de trabalho
No trimestre encerrado em outubro, o Brasil contabilizou 53,4 milhões de pessoas trabalhando no setor privado, maior resultado para a série histórica. Cresceu 1,9% (mais 995 mil pessoas) no trimestre e de 5,0% (mais 2,5 milhões de pessoas) no ano. No recorte de empregados do setor privado com carteira assinada, o Brasil atingiu 39 milhões, alta de 1,2% (mais 479 mil pessoas) no trimestre e de 3,7% (mais 1,4 milhão de pessoas) no ano. Já o montante de empregados sem carteira assinada no setor privado também foi recorde e somou 14,4 milhões no período. É uma alta de 3,7% (mais 517 mil pessoas) no trimestre e de 8,4% (mais 1,1 milhão de pessoas) no ano. O número de empregados no setor público é de 12,8 milhões, estável no trimestre e com alta de 5,8% (699 mil pessoas) no ano. O Brasil registrou 25,7 milhões de trabalhadores por conta própria e 6 milhões de trabalhadores domésticos.
Informalidade
De acordo com o IBGE, a taxa de informalidade foi de 38,9% da população ocupada, com 40,3 milhões de trabalhadores informais no país. A taxa era de 38,7% (39,4 milhões de pessoas) no trimestre encerrado em julho e 39,1% no mesmo período do ano passado.
Rendimento
O rendimento real habitual dos trabalhadores foi de R$ 3.255. A massa de rendimento real habitual (R$ 332,6 bilhões) cresceu 2,4% (mais R$ 7,7 bilhões) no trimestre e 7,7% (mais R$ 23,6 bilhões) no ano.
” O dinheiro da corrupção fossem destinado para geração de empregos a situação é outra, mais os ” políticos corruptos não deixam”.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou por unanimidade nesta quarta-feira (14) a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) a dez anos de prisão por invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserção de documentos falsos. Os ministros também condenaram o hacker Walter Delgatti a oito anos de prisão pelo mesmo motivo. Ambos respondem pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica.
Além da pena de prisão, Zambelli e Delgatti terão que pagar juntos uma indenização de R$ 2 milhões.A turma também determinou a perda do mandato da deputada, a ser executada após o trânsito em julgado da ação, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recurso. A Procuradoria-Geral da República (PGR) acursou os dois em fevereiro de atacarem sistemas do CNJ para incitar atos antidemocráticos. A investigação apontou que eles inseriram documentos falsos no sistema do órgão, como um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Conforme a denúncia da PGR, Zambelli teve “papel central” na invasão dos sistemas eletrônicos do CNJ e foi a “autora intelectual” do ataque hacker. Zambelli, segundo a acusação, “arregimentou” o hacker Walter Delgatti, prometendo a ele benefícios em troca dos serviços. Conforme a acusação, de agosto de 2022 a janeiro de 2023, Delgatti invadiu “por várias vezes dispositivos de informática usados pelo Poder Judiciário, adulterando informações, mandados de prisão, alvarás de soltura, decisões de quebra de sigilo bancário, e inclusive determinando ao sistema que emitisse documento ideologicamente falso”.
” Além de não cumprir com seu ofício com a sociedade brasileiras, é corrupta, agitadora, bajuladoras e ainda que persuadir os brasileiros”.
DAVI: DE PASTOR DE OVELHAS A REI DE ISRAEL Fé e Ação em Meio às Adversidades da Vida
O casamento entre Davi e Mical começou com amor, mas foi marcado por interesses, armadilhas e muitos desafios. Nesta lição, vamos entender como a humildade de Davi e o amor de Mical se destacam em meio a um cenário complicado, cheio de tensões familiares e jogos de poder. Mais do que uma história antiga, esse episódio nos ajuda a refletir sobre relacionamentos saudáveis, decisões com propósito e o cuidado de Deus em cada etapa da nossa caminhada. Preparado? Então vamos juntos aprender a Palavra de Deus.
TEXTO PRINCIPAL Tenham uma mesma atitude uns para com os outros. Não sejam orgulhosos, mas estejam dispostos a associar-se a pessoas de posição inferior. Não sejam sábios aos seus próprios olhos. (Rm 12.16 NVI). Romanos 12.16 sintetiza virtudes fundamentais para a formação de um caráter cristão aprovado por Deus: unidade, humildade, empatia e sabedoria. Esses valores são evidenciados na postura de Davi diante de seu casamento com Mical. Mesmo perante uma oportunidade que muitos considerariam um privilégio raro, tornar-se genro do rei, Davi manteve-se humilde e consciente de sua pequenez, rejeitando qualquer pretensão de autopromoção. O texto a seguir, com as marcações intencionais em negrito, destaca a perversidade de Saul e a humildade de Davi.Mas Mical, a outra filha de Saul, amava Davi. Contaram isso a Saul, e isso agradou a ele. Saul pensava assim: “Eu a darei em casamento a Davi, para que ela lhe sirva de armadilha e para que a mão dos filisteus venha a ser contra ele.” Por isso Saul disse a Davi: — Com esta segunda você será hoje o meu genro. Saul ordenou que os seus servos falassem confidencialmente com Davi, dizendo: — O rei tem afeição por você, e todos os servos dele amam você. Sendo assim, concorde em ser genro do rei. Os servos de Saul falaram estas palavras a Davi, o qual respondeu: — Vocês acham que é pouca coisa ser genro do rei, sendo eu um homem pobre e sem importância? Os servos de Saul lhe contaram isto, dizendo: — Estas foram as palavras que Davi falou. Então Saul ordenou que dissessem a Davi: — O rei não deseja dote algum, mas cem prepúcios de filisteus, como vingança contra os seus inimigos. Porque Saul tentava fazer com que Davi fosse morto pelos filisteus. (1 Sm 18.20-25 NAA).
RESUMO DA LIÇÃO O casamento entre Mical e Davi nos permite um atento olhar sobre temas como a humildade de Davi e o valor do amor em um casamento. Vamos movimentar a classe? A atividade a seguir tem como objetivo engajar os alunos com o tema da lição, promover a participação e favorecer a assimilação do texto bíblico e do conteúdo em estudo. Atividade didática: Escreva no quadro ou em uma folha de papel A4 as seguintes frases incompletas e oriente os alunos a completá-las individualmente, de forma sincera e reflexiva: • “Davi demonstrou humildade quando…” • “Mical revelou amor verdadeiro ao…” • “Eu posso viver esses valores hoje quando…” Após a escrita, convide alguns alunos a compartilhar suas respostas com a turma. Utilize as respostas como ponto de partida para conduzir um diálogo sobre como a humildade e o amor se expressam na prática cristã, especialmente nos relacionamentos e nas escolhas pessoais. Em seguida, comece a exposição do primeiro ponto.
I. UM NOIVO HUMILDE 1.1 A humildade na vida de Davi. A LIÇÃO DIZ: É notável o quanto podemos aprender a partir da vida deste personagem bíblico. Nesse momento, somos chamados a refletir acerca de sua humildade, algo constante na trajetória de Davi: na dedicação ao pastoreio (1 Sm 16.11; Sl 78.70-72); em sua postura ao reconhecer suas limitações (1 Cr 17.16); no fato de ser um desconhecido para o rei (1 Sm 17.55-58); em sua disposição para depender de Deus e anelar por Sua presença (Sl 63); em honrar a posição do rei, sem se permitir acelerar processos (1 Sm 24.4-7); ao ouvir as justificativas de uma mulher sábia (1 Sm 25.18-43); ao respeitar a memória de amigos (2 Sm 9.5-13); ao aceitar as limitações impostas por Deus (1 Cr 17); entre muitos outros momentos. A humildade, do latim humilitas, significa literalmente “condição de quem está próximo da terra”. Biblicamente, é mais do que uma virtude moral, é uma disposição espiritual produzida pelo Espírito Santo que leva o crente a reconhecer a grandeza de Deus, sua própria pequenez e a absoluta dependência da graça divina. É o oposto da altivez, da soberba e da autossuficiência. Diferente da falsa humildade, que pode mascarar orgulho, a humildade cristã nasce da convicção profunda de que sem Cristo nada podemos fazer (Jo 15.5) e de que toda glória deve ser dada a Deus. A humildade de Davi não era episódica, mas um traço contínuo de seu caráter. Eis alguns exemplos claros: • Reconhecia sua insignificância mesmo após sua vitória sobre Golias: “Quem sou eu para ser genro do rei?” (1Sm 18.18). • Não exigiu recompensa ou prestígio após os feitos militares, mesmo quando o povo o exaltava mais do que a Saul (1Sm 18.7–9). • Continuou servindo a Saul com lealdade, mesmo quando perseguido injustamente (1Sm 18.10–11; 24.6). • Recusou-se a matar Saul mesmo tendo oportunidades para isso, demonstrando temor a Deus e respeito pela autoridade constituída (1Sm 24.4–7). • Aceitou os limites impostos por Deus, como quando lhe foi negado o direito de construir o templo (1Cr 17). • Honrou alianças e memórias, como ao proteger Mefibosete por causa de Jônatas (2Sm 9.6–7). • Confessou seus pecados com quebrantamento verdadeiro (Sl 51). Lições práticas a partir da humildade de Davi: • Não é preciso se promover quando se sabe que Deus é quem exalta. • Reconhecer limites não é fraqueza, mas sabedoria. • Servir com fidelidade, mesmo sendo injustiçado, revela grandeza de alma. • A verdadeira humildade é estável: ela resiste tanto à crítica quanto ao elogio. 1.2 A humildade aos olhos do mundo. A LIÇÃO DIZ: Em um mundo marcado pelo narcisismo e individualismo, a verdadeira humildade é vista como um demérito, pois é percebida como algo que evidencia a inaptidão das pessoas para aceitarem desafios e protagonizarem grandes feitos. O mundo atual associa humildade à fraqueza, insegurança ou insignificância. Em uma cultura orientada pela autopromoção, pelo narcisismo digital e pela busca constante de visibilidade, a humildade verdadeira é frequentemente vista como atraso, limitação ou ausência de ambição. No mundo, quem se exalta é celebrado. No Reino de Deus, quem se humilha será exaltado (Lc 14.11). Esse paradoxo é perfeitamente ilustrado em Davi. Aos olhos do mundo, ele tinha motivos para se gabar: vitórias militares, fama nacional e a oportunidade de entrar para a família real. No entanto, ele se via como “homem pobre e de humilde condição” (1Sm 18.23). Saul, ao contrário, representa bem a visão mundana: inseguro, competitivo, preso à aparência e obcecado pelo controle. Sua arrogância levou à rejeição divina (1Sm 15.23), e sua resistência à humildade o mergulhou numa espiral de inveja, medo e loucura. Orientação pedagógica: “Quais atitudes o mundo considera sinal de força, mas que, biblicamente, são sinais de orgulho?” Depois, inverta a pergunta: “Quais atitudes o mundo considera fraqueza, mas que, para Deus, revelam verdadeira força?” Isso vai manter a classe conecta com a ministração da aula. 1.3 A humidade na vida do cristão. A LIÇÃO DIZ: Para o cristão, a humildade é muito mais do que uma virtude necessária; ela é um genuíno reflexo da fé que ele carrega em seu coração. Ao seguirmos a Cristo, nos inspiramos em seus exemplos e, em nossas atitudes, manifestamos traços e padrões que demonstram nossa fé (Fp 2.5-11). A humildade, na vida do cristão, não é uma virtude opcional, mas uma marca essencial da nova natureza gerada em Cristo. A vida cristã começa com humildade, ao reconhecer a própria falência espiritual e só pode ser sustentada por ela. Como disse Agostinho: “O primeiro princípio da religião cristã é a humildade. O segundo, a humildade. O terceiro, a humildade.” A humildade cristã é apresentada na Escritura como: • Vestimenta espiritual: “Revesti-vos… de humildade” (Cl 3.12); • Virtude indispensável ao andar cristão: “Com toda humildade e mansidão…” (Ef 4.2); • Postura diante de Deus e dos homens: “Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus…” (1Pe 5.6). Além disso, Filipenses 2.3–5 nos orienta: “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.” Esse tipo de humildade exige uma transformação interior profunda: reconhecer que tudo vem de Deus, que a glória pertence somente a Ele e que o próximo deve ser tratado com dignidade, sem arrogância ou presunção.
II. O AMOR DE UMA NOIVA 2.1 Mical e o seu amor por Davi. A LIÇÃO DIZ:O relato bíblico nos revela que Mical, a filha mais nova de Saul, amava Davi (1 Sm 18.20). O amor é um sentimento essencial em um casamento. Em uma época em que os matrimônios eram arranjos que envolviam política, poder, disputas territoriais, entre outros interesses, a história desses dois jovens nos inspira. No entanto, esse casamento foi marcado por uma série de estratégias de Saul com a intenção de matar seu futuro genro. Esse é um dos poucos casos no Antigo Testamento em que se afirma explicitamente que uma mulher amava um homem. A menção do amor de Mical por Davi aparece de forma clara e direta, o que dá ao texto um tom emocional raro e significativo. Porém, como destaca Richard D. Phillips, o amor genuíno de Mical contrasta com os objetivos políticos e manipuladores de seu pai, Saul. Mesmo sabendo que sua filha amava Davi, Saul a oferece como armadilha, planejando que Davi morra ao tentar cumprir o perigoso dote: cem prepúcios de filisteus (1Sm 18.25).Mesmo sendo usada como peça num jogo de poder, Mical demonstrou amor verdadeiro e lealdade a Davi, especialmente em 1 Samuel 19.11–17, quando protege o marido da tentativa de assassinato ordenada por seu próprio pai. Ela age com coragem e astúcia, permitindo a fuga de Davi e construindo uma cena enganosa com um ídolo no leito (v. 13), o que mostra envolvimento emocional e disposição sacrificial. Apesar da demonstração inicial de amor e bravura, o relacionamento de Mical e Davi se deterioraria no futuro, como evidencia 2 Samuel 6.16–23. Naquele episódio, Mical despreza Davi por dançar diante do Senhor, revelando um distanciamento entre os dois. Vamos entender melhor esse distanciamento no próximo subponto. 2.2 Uma vítima das circunstâncias? A LIÇÃO DIZ: No início do casamento, Mical e Davi tiveram um bom relacionamento. O amor da noiva, os princípios elevados do noivo e a fidelidade de ambos resultaram em uma história inspiradora. Porém, após a fuga e diante da sentença de morte aplicada por Saul, o casamento foi desfeito pelo rei, e a princesa foi entregue em matrimônio a outro homem: Palti, filho de Laís (1 Sm 25.44). Diante desse evento, podemos perceber como Saul, seguindo seu próprio padrão, impôs sua vontade e, de forma despótica, utilizou sua própria filha em seu jogo político. As circunstâncias começaram a castigar Mical, que perdeu seu esposo amado e foi tratada como uma moeda de troca. Além disso, anos depois, quando Davi já reinava, Mical foi forçada a deixar Palti e voltar para seu primeiro casamento, sem que houvesse consulta ou qualquer respeito por seus sentimentos (2 Sm3.14-16). De fato, mesmo diante de sua posição na família real, Mical se tornou amarga diante das decisões alheias que a lançavam de um lado para o outro como um objeto qualquer. Após proteger Davi da tentativa de assassinato por parte de Saul (1Sm 19.11–17), Mical foi separada à força de seu marido e entregue como esposa a outro homem: “Saul, porém, tinha dado Mical, sua filha, mulher de Davi, a Palti, filho de Laís, que era de Galim” (1Sm 25.44). Essa decisão revela a profundidade do coração endurecido de Saul, que usou sua filha como instrumento político, sem se importar com seus sentimentos ou sua aliança com Davi. A ação de Saul fere o princípio bíblico da aliança conjugal e transforma Mical em vítima de um contexto de poder, manipulação e instabilidade espiritual. Mais tarde, já no reinado de Davi, Mical é forçada a deixar Palti e retornar a Davi (2Sm 3.13–16). Embora legalmente correta, essa decisão revela o alto custo emocional dessa história: Mical foi jogada de um relacionamento a outro, sem escolha, e sem respeito por sua vontade ou dignidade.A história de Mical é um alerta sobre o perigo de relacionamentos manipulados por terceiros, sejam eles pais, autoridades ou estruturas sociais. Ela não teve autonomia plena em suas decisões afetivas, sendo envolvida em jogos políticos, tanto por Saul quanto, em certo sentido, por Davi, que exigiu sua devolução como condição para firmar aliança com Abner (2Sm 3.13) Aplicações: • Relacionamentos saudáveis exigem escuta, respeito e consideração mútua. Mical foi silenciada e usada, sem que suas emoções ou escolhas fossem levadas em conta. Quando a vontade do outro é ignorada, a relação se torna injusta e insustentável. Amar também é dar voz. • O amor não pode ser transformado em instrumento de manipulação. Saul usou Mical como isca, Palti a recebeu como uma concessão sem vínculo legítimo, e Davi a reivindicou como símbolo de autoridade. Quando o amor é reduzido a meio de controle, ele deixa de ser bênção e se torna opressão. O amor verdadeiro se manifesta em cuidado, e não em domínio. • A fé cristã rejeita a lógica utilitarista nos relacionamentos. Na contramão da cultura que usa o outro como recurso emocional, social ou estratégico, o cristão é chamado a ver no próximo uma pessoa criada à imagem de Deus, com dignidade, valor e voz própria. O amor que glorifica a Deus não explora, não coage, não subjuga, pelo contrário, serve, ouve e edifica. 2.3 O poder do diálogo. A LIÇÃO DIZ: Quantos grandes problemas poderiam ser evitados se bons diálogos fossem realizados? Tanto na história geral, passando pela história bíblica e indo até as nossas experiências atuais, o diálogo tem sido uma constante na busca por entendimento e dissolução de conflitos. Grande parte dos conflitos mais destrutivos da história, sejam eles familiares, conjugais, eclesiásticos ou políticos, têm em comum a ausência de diálogo honesto, direto e oportuno. O caso de Davi e Mical não foge à regra: o silêncio entre eles, ao longo dos anos, foi mais corrosivo do que qualquer discussão aberta teria sido. Uma boa orientação pedagógica para esse subponto é: “Conversa que nunca aconteceu”. Peça aos alunos que leiam 2 Samuel 6.20–23 e imaginem como poderia ter sido uma conversa restauradora entre Davi e Mical naquele momento. Depois, convide voluntários para exporem suas propostas e conduza uma reflexão sobre o papel do diálogo sincero na construção de relacionamentos duradouros.
III. DEUS ERA COM DAVI 3.1 Davi e as armadilhas de Saul. A LIÇÃO DIZ: A cada dia que passava, Saul odiava ainda mais Davi. As vitórias conquistadas e a admiração que o povo nutria pelo jovem (1 Sm 18.5) eram motivos para que o rei ficasse ainda mais furioso, tentando por vezes matar o jovem. Logo, o principal desejo do rei seria a ruína e a morte do filho de Jessé. Armadilhas de Saul contra Davi (Ordem Cronológica – 1 Samuel 18–19). • Lança arremessada: tentativa direta de homicídio (1Sm 18.10–11). Saul, dominado por um espírito maligno, tenta matar Davi com uma lança enquanto ele toca harpa para aliviar sua angústia. a. Objetivo: matar Davi diretamente, no palácio. b. Resultado: Davi escapa duas vezes. • Promoção militar com intenção de exposição à morte (1Sm 18.13–16). Saul retira Davi de sua presença e o coloca como comandante de mil, esperando que morra em combate. a. Objetivo: expor Davi ao perigo de batalha e à possibilidade de derrota ou morte. b. Resultado: Davi tem êxito e conquista ainda mais o respeito do povo. • Oferecimento da filha Merabe com intenção de manipulação (1Sm 18.17–19). Saul promete sua filha mais velha, Merabe, como esposa, com a condição de Davi continuar guerreando “as guerras do Senhor”, esperando que morra. a. Objetivo: usar a promessa do casamento como isca para conduzir Davi à morte em batalha. b. Resultado: Davi não reclama; Merabe é dada a outro homem. • Uso do amor de Mical como armadilha emocional e espiritual (1Sm 18.20–21). Saul oferece Mical, que amava Davi, como esposa, dizendo: “Eu lha darei, para que lhe sirva de laço…” a. Objetivo: explorar o amor de Mical como fraqueza de Davi, e talvez influenciá-lo espiritualmente (já que Mical possuía ídolos em casa). b. Resultado: Davi permanece fiel a Deus, e o plano não prospera. • Dote mortal – exigência de 100 prepúcios de filisteus (1Sm 18.25–27). Saul impõe um desafio de guerra como dote: matar 100 filisteus e trazer seus prepúcios. a. Objetivo: que Davi morra tentando cumprir a exigência. b. Resultado: Davi entrega o dobro (200), se casa com Mical, e Saul se vê ainda mais derrotado. • Ordem secreta de execução (1Sm 19.1–2). Saul ordena a Jônatas e aos seus servos que matem Davi. a. Objetivo: eliminar Davi por meio de conspiração. b. Resultado: Jônatas alerta Davi e intercede por ele, evitando o plano. • Segunda tentativa com a lança (1Sm 19.9–10). Em nova crise espiritual, Saul tenta matar Davi novamente com uma lança. a. Objetivo: assassinar Davi diretamente em sua presença. b. Resultado: Davi escapa e foge definitivamente do palácio. • Emboscada na casa de Davi (1Sm 19.11–17). Saul envia mensageiros para vigiar a casa de Davi e matá-lo pela manhã. a. Objetivo: executar Davi em sua própria casa. b. Resultado: Mical engana os soldados, ajuda Davi a escapar e o plano falha novamente. A trajetória de Davi em meio às armadilhas de Saul nos ensina que: • A fidelidade a Deus não nos isenta de enfrentarmos injustiças ou ataques perversos. • A presença de Deus não impede que armadilhas se formem, mas garante que elas não prevalecerão. 3.2 Quando Deus é conosco. A LIÇÃO DIZ: Muitas são as dificuldades e as investidas do nosso inimigo com a finalidade de nos destruir, tentando nos tirar do bom caminho. Porém, se Deus é conosco, nada devemos temer. Ao longo de 1 Samuel 18 e 19, Davi é alvo de múltiplas armadilhas. Cada uma é cuidadosamente arquitetada, mantida com insistência e agravada com crescente crueldade. Saul altera suas táticas, seu discurso e seus instrumentos. Utiliza cargos, alianças matrimoniais, desafios militares e vigilância armada. Contudo, nenhuma de suas investidas obtém sucesso. Qual a razão? A explicação não está na astúcia de Davi, mas na providência do Senhor. Deus não atua apenas em resposta ao perigo já instalado. Ele se antecipa. Seu cuidado precede a ameaça, acompanha cada etapa do risco e continua operando mesmo quando o livramento assume formas discretas ou aparentemente naturais. O próprio texto demonstra isso com clareza: • Jônatas, movido por lealdade, descobre a conspiração e adverte Davi a tempo (1Sm 19.1–2). Deus providencia livramento por meio da amizade. • Mical, conhecendo o plano do pai, engana os soldados e dá a Davi a chance de fugir (1Sm 19.11–17). Deus utiliza uma afeiçoada esposa como instrumento de preservação. • O desafio mortal imposto por Saul, exigindo cem prepúcios de filisteus, resulta em vitória dobrada. Davi entrega duzentos. O que era para matá-lo torna-se ocasião de fortalecimento (1Sm 18.25–27). A vida do justo está guardada não porque os perigos cessaram, mas porque o Deus que tudo vê jamais é surpreendido. 3.3 Os nossos desafios. A LIÇÃO DIZ: Nas mais diversas áreas, desde as questões mais pessoais até temas de ampla abrangência na sociedade, enfrentamos desafios. Em todos eles, devemos, enquanto cristãos, confiar no cuidado divino para conosco. Entre os desafios contemporâneos, destacamos: as questões sociopolíticas latentes na sociedade; os relacionamentos, sejam familiares ou em outras esferas sociais; as questões ligadas à sexualidade; os desconfortos de ordem psicológica e psíquica, entre tantos outros. O caminho de Davi até o trono foi marcado por pressões, perseguições, manipulações e tentativas de assassinato. Ele não enfrentou apenas adversidades externas, mas também desafios internos profundos, como o risco de agir pela emoção, responder com violência ou confiar na força do próprio braço. Em tudo isso, manteve-se firme. Por quê? Porque sabia que ser chamado por Deus não significa ausência de provações. Desafios atuais que refletem a experiência de Davi: • Desafios espirituais: Permanecer fiel quando tudo ao redor sugere atalhos mais fáceis. Davi não tomou o trono à força, mesmo quando poderia. • Desafios emocionais: Lidar com a inveja alheia, a injustiça e a traição sem deixar que a amargura se instale. Davi não se corrompeu por dentro. • Desafios relacionais: Servir com lealdade a quem o perseguia (Saul) e cultivar amizades sinceras (Jônatas), sem perder o equilíbrio. • Desafios morais: Conquistar vitórias sem permitir que o sucesso o tornasse soberbo. Davi reconhecia que tudo vinha de Deus. Esses são também os nossos desafios: andar em fidelidade num mundo de vaidades, manter a integridade onde há pressão por aparência, agir com prudência onde a reatividade é incentivada.
CONCLUSÃO O casamento entre Davi e Mical começou com afeto, mas foi atravessado por interesses alheios, manipulações e escolhas difíceis. Davi manteve-se íntegro, mesmo quando exposto à injustiça. Mical, usada como instrumento político, acabou sufocada por decisões que ignoraram sua vontade. A lição revela como relacionamentos se fragilizam quando faltam escuta, respeito e temor a Deus. Também mostra que a fidelidade divina não elimina os conflitos, mas sustenta o justo por dentro deles. Em um mundo de vaidade e pressa, essa narrativa nos chama à humildade, ao discernimento e à firmeza diante dos desafios que envolvem vínculos e decisões.
O QUE ESTUDAREMOS? Vivemos dias em que muitas vozes ecoam, prometendo direção, segurança e salvação. Mas apenas uma voz é verdadeira, inconfundível e digna de confiança: a voz do Bom Pastor. Em João 10.1–16, Jesus se apresenta como a Porta das Ovelhas e o único Pastor que entrega a vida por seu rebanho. Ele não apenas conduz, mas protege, conhece e ama cada uma de suas ovelhas. Nesta lição, somos convidados a discernir essa voz em meio às distrações do mundo e a segui-la com fé. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.
TEXTO ÁUREO – COMPARAÇÃO DE TRADUÇÕES Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem (Jo 10.14 NVI). Vamos conhecer alguns termos importantes: • Bom” (kalós). No original grego, o termo kalós não significa apenas “bondoso” no sentido moral, mas aponta para algo nobre, excelente, ideal, pleno de beleza e valor. Jesus não é apenas um bom pastor entre outros, Ele é o único Pastor perfeitamente bom, aquele que corresponde à promessa messiânica e reflete o caráter do próprio Deus (cf. Sl 23). • “Pastor” (poimēn). Termo usado na Septuaginta para se referir a reis, líderes e ao próprio Deus como aquele que guia, guarda e alimenta o seu povo. Jesus reivindica para si esse título como cumprimento de Ezequiel 34, em que o próprio Senhor diz que apascentará suas ovelhas, e levantará sobre elas um único Pastor, seu servo Davi.
“Conhecer” (ginōskō). Esse verbo, tão presente no Evangelho de João, não descreve um conhecimento teórico, intelectual ou superficial. Ginōskō é o verbo do relacionamento, da intimidade, da comunhão verdadeira. Refere-se a um conhecimento baseado em amor, presença e vínculo. Como o esposo conhece a esposa, ou como o Pai conhece o Filho (Jo 10.15), assim Jesus conhece os seus. • Minhas ovelhas” (ta emá próbata). A expressão revela intimidade, relacionamento e cuidado pessoal. As ovelhas não são apenas uma multidão indefinida, mas um povo que responde ao chamado de Cristo, reconhece sua voz e o segue. Elas pertencem ao Senhor porque ouviram sua Palavra e creram nele. Ele conhece cada uma por nome, guia com amor e guarda com fidelidade. A salvação começa e continua em uma relação real, pessoal e contínua com Cristo.
VERDADE PRÁTICA Jesus é o Bom Pastor e nós, que pertencemos à sua Igreja, somos as ovelhas do seu rebanho. Vamos movimentar a classe? Leitura guiada e interativa (Jo 10.1–21). Divida os alunos em três grupos e dê a cada um a missão de identificar:
Grupo 1: Ações do Bom Pastor.
Grupo 2: Características das ovelhas verdadeiras.
Grupo 3: A diferença entre o Bom Pastor e os falsos pastores (mercenários, ladrões, estranhos). Vamos a exposição dos pontos e subpontos.
JESUS, A PORTA DAS OVELHAS
1. O contexto.
A LIÇÃO DIZ: Este capítulo é antecedido pelo capítulo 9, onde Jesus teve uma breve conversa com fariseus que tentavam encontrar algum ponto de discórdia para acusá-lo (Jo 9.40, 41). No capítulo 10, nosso Senhor interrompe esse diálogo após a cura de um cego de nascença, que foi expulso da sinagoga da cidade porque seu testemunho os incomodaria. No entanto, Jesus utilizou a parábola do Pastor e das Ovelhas para caracterizar os religiosos como falsos pastores e, mais especificamente, como mercenários. Este relato possui a mesma força da crítica aos falsos pastores presente na profecia de Ezequiel 34.1-10. Contexto maior: A imagem do pastor era comum e rica de significado no contexto judaico. Vários textos do Antigo Testamento preparam o pano de fundo para João 10: • Deus como Pastor de Israel (Sl 23.1; 80.1; Is 40.11).
Líderes de Israel como pastores infiéis (Ez 34.2–10; Jr 23.1–2). • Promessa do Pastor-Messias, Filho de Davi (Ez 34.23; Mq 5.4). Jesus retoma esses textos para mostrar que Ele é o cumprimento das promessas messiânicas: o Pastor prometido, enviado por Deus para reunir o verdadeiro rebanho e conduzi-lo à vida abundante (Jo 10.10; cf. Hb 13.20; 1Pe 5.4). Contexto imediato: O discurso do Bom Pastor registrado em João 10.1 a 21 está diretamente ligado ao episódio anterior, em que Jesus cura um homem cego de nascença, conforme o capítulo 9. Esse milagre não apenas revela o poder messiânico de Cristo, mas também expõe a dureza e a hipocrisia dos líderes religiosos. Em vez de se alegrarem com a restauração daquele homem, os fariseus o expulsaram da sinagoga, como vemos em João 9.34, demonstrando o descaso típico dos falsos pastores. Jesus, por sua vez, procura o homem rejeitado e o acolhe com graça, revelando-se a ele como o Filho de Deus. A partir dessa cena, desenvolve-se o ensino sobre o Bom Pastor. Trata-se de uma resposta direta à rejeição do homem curado e uma crítica contundente aos guias espirituais que, em vez de pastorear, oprimem e dispersam o povo. Essa conexão entre os capítulos 9 e 10 é fortalecida pela ausência de uma nova marca temporal no texto e pela menção explícita ao milagre em João 10.21. Ali, alguns disseram: “Pode, porventura, um demônio abrir os olhos aos cegos, como este fez?” Estrutura do texto conforme Carlos Osvaldo: A autoapresentação de Jesus como o Pastor Messiânico de Israel, cuja vida será oferecida pelas ovelhas gera controvérsia entre seus ouvintes (10.1–21). • Jesus estabelece um contraste entre seu papel amoroso e sacrificial como o Pastor Messiânico e as práticas autogratificantes dos falsos pastores de sua época (10.1–13). • Jesus anuncia que por meio de sua morte ele reuniria um rebanho muito maior (10.14–18). • As opiniões do povo quanto a Jesus ficam divididas (10.19–21).
1.2 A Porta das Ovelhas.
A LIÇÃO DIZ: Nesta parábola de Jesus, contada no capítulo 10 de João, destacam-se dois pontos principais. Em primeiro lugar, Ele entra pela porta do aprisco onde se encontram as ovelhas (Jo 10.1- 3). Em segundo lugar, Ele se refere a si mesmo como “a porta das ovelhas” (Jo 10.7). Vamos comentar os pontos enfatizados pelo comentarista da lição: Jesus começa a parábola descrevendo um contraste: há aqueles que entram pela porta do aprisco e há os que tentam entrar por outro caminho. Quem entra pela porta é o pastor legítimo. Ele tem autoridade, reconhecimento e relacionamento com as ovelhas. O porteiro o recebe, e as ovelhas reconhecem sua voz. O verbo grego usado para “entrar” (εἰσέρχομαι) traz a ideia de acesso autorizado. Jesus não veio de forma clandestina, nem ilegítima. Ele é o Pastor que veio de acordo com as Escrituras, cumprindo as promessas messiânicas do Antigo Testamento (cf. Ez 34.23; Mq 5.2-4). Ou seja, Jesus entra pela porta da história, das profecias e do plano eterno de Deus. Logo depois, no versículo 7, Jesus muda o foco da imagem: agora, Ele é a porta. Essa mudança não é uma contradição, mas uma expansão da metáfora. No contexto dos pastores palestinos do primeiro século, era comum que o próprio pastor se deitasse à entrada do aprisco durante a noite. Assim, ninguém saía nem entrava sem passar por ele Dessa forma, Jesus ensina que Ele não apenas tem acesso ao rebanho, como também é o único acesso ao rebanho de Deus. Ou seja, Ele é o meio exclusivo de salvação, segurança e vida verdadeira.
1.3 A mensagem da porta.
A LIÇÃO DIZ: O significado contido na frase “Eu Sou a Porta” é bastante claro: existe apenas um caminho exclusivo para entrar no Reino de Deus, que é através da fé em Jesus Cristo. Nosso Senhor atua como a porta de acesso direto ao Pai (Hb 4.14,15), permitindo-nos aproximar-nos d’Ele com ousadia e confiança (Hb 4.16). Jesus declara de forma enfática: “Eu sou a porta das ovelhas” (Jo 10.7). Sua afirmação não deixa margem para ambiguidade. Ninguém pode entrar no aprisco de Deus senão por meio de Cristo. Não existe outra porta. Não há outro caminho. Não há outro Salvador. Não há outro mediador. A porta é uma pessoa: o próprio Jesus. Não se trata de uma cerimônia religiosa, de uma doutrina, de uma instituição eclesiástica ou de uma denominação. A salvação não se encontra em sistemas, mas em uma pessoa viva e presente: Jesus Cristo. A metáfora da porta nos revela, de forma rica e profunda, quatro verdades fundamentais sobre quem é Jesus e o que Ele oferece aos que creem:
Jesus é a porta da salvação (Jo 10.9). “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, será salvo […]”. Essa é a principal porta que se abre diante do pecador. Jesus é o único acesso à salvação eterna e à comunhão com Deus. Ele não aponta para um caminho, Ele é o próprio caminho (cf. Jo 14.6). Há muitas vozes religiosas, mas apenas uma salva. A porta larga do mundo conduz à perdição (Mt 7.13), mas a porta estreita que é Jesus conduz à vida. Nenhuma alma entrará na bem-aventurança eterna senão por Ele. • Jesus é a porta da libertação (Jo 10.9). “[…] entrará e sairá […]”. Essa expressão sugere liberdade, movimento seguro e proteção constante. Ao contrário das falsas religiões que aprisionam, Jesus oferece liberdade espiritual verdadeira. Ele liberta do domínio do pecado, da culpa, da escravidão do legalismo e da tirania do medo. Em Cristo, as ovelhas não são cativas, mas livres para seguir com segurança, sob a guarda do Pastor. • Jesus é a porta da provisão (Jo 10.9). “[…] e achará pastagens.” Onde está Cristo, ali há sustento, cuidado. Ele é o pão da vida (Jo 6.35), a água que sacia para sempre (Jo 4.14), a videira verdadeira (Jo 15.1). Ao entrar por essa porta, o crente encontra alimento para a alma, força para a jornada e refrigério para o coração. A religião dos fariseus impunha fardos pesados, mas Jesus oferece vida abundante. • Jesus é a porta da vida abundante (Jo 10.10): “[…] eu vim para que tenham vida, e a tenham com plenitude.” Jesus é a fonte da vida verdadeira. Essa vida não é apenas cronológica, mas qualitativa. É uma vida marcada por sentido, paz, graça, presença divina e comunhão com o Pai. É vida eterna, que começa no novo nascimento e se estende para além da morte. Aplicação prática individual: Peça que cada aluno escreva em uma folha (ou mentalmente) uma “porta falsa” que já tentou usar (autossuficiência, religiosidade, mérito, etc.) e uma decisão prática que tomará essa semana para viver como alguém que entrou pela Porta verdadeira.
II O APRISCO DAS OVELHAS
2.1 Parábola?Uma alegoria?
A LIÇÃO DIZ: O versículo 6indica que a história narrada pelo nosso Senhor é uma parábola. Trata-se de uma narrativa, normalmente breve, que ensina por meio de uma alegoria. Assim, o Senhor Jesus comunicava suas lições de forma sistemática, utilizando a parábola. Neste subponto, acontece uma pequena digressão, a fim enfatizar a didática escolhida por Jesus para ensinar verdade profundas. O que é uma parábola? Parábola (do grego parabolḗ, que significa “colocar ao lado” para comparar) é uma narrativa curta, simples e simbólica, usada para ensinar uma verdade espiritual por meio de uma comparação com situações do cotidiano. O que é uma alegoria? Alegoria (do grego allēgoría, “outra linguagem”) é uma forma estendida de linguagem simbólica em que vários elementos da narrativa têm correspondência direta com realidades espirituais. Não é uma história com enredo definido, mas uma exposição simbólica contínua. Cada figura representa algo mais profundo: pastor, ovelha, porta, mercenário etc 2.2 O aprisco das ovelhas.
A LIÇÃO DIZ: O aprisco das ovelhas consistia, essencialmente, em uma edificação de pedras que possuía apenas uma entrada (ou porta), por onde as ovelhas eram levadas para dentro ao entardecer (Jo 10.1). Essas ovelhas eram supervisionadas pelo porteiro ou pastor, que se acomodava junto à entrada do abrigo para assegurar sua proteção. Para a explicação deste subponto, Hernandes Dias Lopes nos oferece um comentário com notas históricas e culturais bastante interessantes: Havia dois tipos de aprisco. No inverno, havia um grande aprisco para onde vários pastores levavam seus rebanhos. Esse aprisco tinha uma porta forte que ficava trancada, e a chave era confiada ao porteiro. No dia seguinte, o pastor chamava suas ovelhas e saía com elas em busca de pastos verdes e águas tranquilas. No verão, os pastores ficavam com seus rebanhos nos campos e os recolhiam a um pequeno aprisco de pedras. Esse aprisco tinha uma abertura por onde as ovelhas entravam e saíam, e o próprio pastor era a porta. Jesus está se referindo a esses dois apriscos. No primeiro aprisco (10.1–3), os ladrões tentavam roubar as ovelhas subindo as paredes. No segundo aprisco, o próprio pastor servia de porta para as ovelhas. Jesus disse: Eu sou a porta das ovelhas (10.7).
2.3 Um lugar de proteção.
A LIÇÃO DIZ: O aprisco das ovelhas também simboliza um espaço de proteção. Este local é defendido diretamente pelo Pastor do Rebanho, que está disposto a sacrificar-se, se necessário (Jo 10.11). Não existe lugar mais seguro do que aquele que está sob a vigilância e proteção do Sumo Pastor, o Senhor Jesus Cristo. O aprisco simboliza: • pertencimento, pois ali estão as ovelhas chamadas pelo nome e reconhecidas pelo Pastor; • proteção plena, pois o Pastor verdadeiro se entrega pela segurança das suas ovelhas; • refúgio de graça e restauração, onde aqueles rejeitados pelos homens são acolhidos, amados e conduzidos à verdadeira comunhão com Deus.
III. A DISTINÇÃO ENTRE O BOM PASTOR E O MERCENÁRIO.
3.1 O Bom Pastor.
A LIÇÃO DIZ: O versículo 11 menciona que Jesus é o “Bom Pastor”, que sacrifica sua vida pelas ovelhas. Em contraste com o ladrão (v.10), que vem para roubar, matar e destruir, a missão do Bom Pastor é oferecer vida, tanto na perspectiva eterna/celestial da salvação como na dimensão virtuosa da santidade, enquanto forma de viver no mundo (Jo 20.31; Rm 8.29). As características do Bom Pastor (João 10.11–18): • Entrega sacrificial e voluntária. Jesus se apresenta como o Bom Pastor que dá a vida pelas ovelhas. A entrega não é forçada, mas plenamente voluntária e consciente. Ele não foi uma vítima dos acontecimentos nem um mártir apanhado pelas circunstâncias. A iniciativa da entrega parte dele mesmo: “dou a minha vida para tornar a tomá-la” (v.17). O uso do verbo “dar” no grego (τίθημι) indica disposição e sacrifício intencional. • Conhecimento pessoal e íntimo das ovelhas. O relacionamento entre o Pastor e as ovelhas é marcado por conhecimento mútuo: “Conheço as minhas ovelhas e elas me conhecem” (v.14). Jesus conhece suas ovelhas pelo nome (v.3) e sabe exatamente quem são, onde estão e do que precisam. Essa relação é comparada à comunhão entre o Pai e o Filho (v.15), o que eleva a profundidade da união entre Cristo e seu povo. • Cuidado e presença constante. Diferente do mercenário, que foge diante do perigo, o Bom Pastor permanece. Ele não abandona suas ovelhas, mesmo quando o lobo se aproxima. Sua presença não é condicionada por interesse ou conveniência, mas por amor e compromisso com as ovelhas.
3.2 O Mercenário.
A LIÇÃO DIZ: O versículo 12 apresenta a figura do mercenário. No contexto de João 10, os mercenários representam líderes religiosos que não têm um compromisso genuíno com as ovelhas, ou seja, com o povo de Deus. Jesus está se referindo especialmente aos fariseus e demais autoridades religiosas que, em vez de cuidarem do povo, o exploravam, o manipulavam e o abandonavam em momentos de necessidade (cf. Jo 9.34; Ez 34.2-4). Eles são os “pastores profissionais” que desempenham uma função espiritual por interesse próprio, e não por amor a Deus nem às pessoas. • O mercenário não é pastor. As ovelhas não lhe pertencem. Ele não foi chamado pelo Pai nem tem responsabilidade espiritual real. Sua relação com o rebanho é externa, contratual, funcional, não afetiva nem sacrificial. Cuida das ovelhas por conveniência, não por vocação. • São movidos por interesse, não por amor. A palavra grega usada aqui (μισθωτός – misthōtós) refere-se a alguém contratado por salário. Ou seja, trata-se de uma liderança motivada por vantagens pessoais, e não por zelo espiritual. Seu ministério é uma profissão, não um chamado. Fazem do sagrado um meio de lucro e prestígio. • Abandonam o rebanho diante do perigo. Quando o lobo se aproxima, o mercenário foge. Ele evita o confronto com o mal, o risco da exposição e o custo do sacrifício. Sua atuação se limita à conveniência. O rebanho que mais precisa de proteção é justamente o que ele abandona. É o oposto do Bom Pastor, que dá a vida pelas ovelhas. • São indiferentes ao sofrimento das ovelhas. “Não se importa com as ovelhas” (Jo 10.13). Essa é a marca mais trágica. O mercenário não se comove, não intercede, não acompanha, não pastoreia. Sua indiferença é espiritual, emocional e prática. Ele pode até estar presente no culto, mas está ausente no cuidado pastoral. • Contribuem para a dispersão e a destruição do rebanho. Quando se omitem, o rebanho se torna presa fácil. A ausência de cuidado autêntico abre espaço para a ação dos lobos, falsos mestres, heresias, escândalos e confusões. Onde há mercenários, há dispersão, e onde há dispersão, há dor e dano às ovelhas.
3.3 Lobos vorazes X o Bom Pastor.
A LIÇÃO DIZ: Os lobos aproximam-se do aprisco para atacar as ovelhas apenas quando percebem que o mercenário não está atento à sua chegada. O mercenário, por sua vez, opta por fugir e abdica de suas responsabilidades: “Mas o mercenário, que não é pastor, de quem não são as ovelhas, foge, e o lobo arrebata e dispersa” (Jo 10.12). Não é por acaso que o apóstolo Paulo descreve esses “lobos vorazes” como sendo os falsos mestres que promovem doutrinas enganosas e comprometem a fé recebida do Evangelho, iludindo e levando consigo as ovelhas desatentas (At 20.29-30). Estes têm intenções destrutivas (2 Co 2.17), geram divisões no rebanho (Tt 3.10) e dispersam as ovelhas (1 Jo 2.18-19). Por essa razão, nosso Senhor se apresenta como a Porta das Ovelhas, o Bom Pastor (Mt 7.13-14; Lc 13.24). Os lobos, o mercenário e o Bom Pastor:
A presença dos lobos no meio da igreja. Em João 10.12, Jesus fala sobre o lobo que se aproxima do aprisco para “arrebatar e dispersar” as ovelhas. A imagem é clara: trata-se de um inimigo que tem como alvo o rebanho de Deus, e que ataca com violência, astúcia e intenção destrutiva. Essa figura simbólica se refere, antes de tudo, aos falsos mestres e doutrinas enganosas que comprometem a verdade do evangelho e arrastam consigo os desprevenidos. Essa mesma metáfora é retomada pelo apóstolo Paulo em Atos 20.29–30. Ele adverte os presbíteros de Éfeso que, após sua partida, lobos vorazes entrariam no meio da comunidade e, pior ainda, alguns deles viriam de dentro da própria liderança. Esses homens distorceriam a verdade para atrair discípulos para si. A motivação não é pastoral. Não há zelo. Há vaidade, manipulação e desejo de controle. São perigosos porque não anunciam o erro com aparência de erro, mas com uma roupagem de piedade e um discurso disfarçado de ortodoxia. • O lobo ataca quando é o mercenário quem guarda o rebanho. Jesus esclarece a causa do sucesso do lobo: “o mercenário foge” (Jo 10.12). O problema do lobo não é apenas a sua presença. O problema é que, no aprisco, quem deveria proteger as ovelhas está ausente ou é indiferente. O mercenário representa todo líder religioso que abandona a verdade, silencia diante do erro, prefere a paz de aparências à confrontação fiel da Palavra. Onde há liderança mercenária, os lobos prosperam. • Onde está o Bom Pastor, o lobo não prevalece. O contraste que Jesus apresenta é nítido: o bom pastor não foge, ele entrega a vida pelas ovelhas (Jo 10.11). O lobo não prevalece onde o pastor está presente. Ele é a proteção definitiva do rebanho, não apenas por vigiar, mas por conhecer cada ovelha pelo nome, por conduzi-las com a sua voz, e principalmente, por estar disposto a morrer por elas. Nenhum lobo dispersa o rebanho que está sob os cuidados do Bom Pastor. Aqui está a beleza do evangelho: o rebanho está seguro não porque é forte, mas porque o Pastor é fiel. Nenhuma ovelha se perde porque Ele está à frente. • Aplicação. A igreja precisa estar atenta. O perigo do lobo é real, mas a maior tragédia é confiar o rebanho a mãos que fogem diante da ameaça. A segurança da igreja está em seguir a voz do Bom Pastor e em reconhecer os sinais da presença de mercenários: omissão, vaidade, falta de zelo pela verdade e negligência com o cuidado das almas.
CONCLUSÃO A imagem do Bom Pastor em João 10 é uma das mais comoventes expressões do cuidado de Cristo por seu povo. Ele conhece cada ovelha pelo nome, guia com segurança e está disposto a entregar sua vida por amor. Em contraste com os mercenários e os lobos vorazes, que apenas exploram e dispersam, Jesus oferece proteção, alimento e salvação. Sua voz é inconfundível para aqueles que lhe pertencem, e sua presença afasta o perigo. Seguir o Bom Pastor é desfrutar da comunhão com Deus, da vida abundante e da segurança eterna de um amor que nunca falha.
“Lobo em pele de cordeiro é uma expressão popular, utilizada para caracterizar uma pessoa que aparenta ter boa índole, mas na realidade é má, perversa ou desonesta. Normalmente, o indivíduo considerado um “lobo em pele de cordeiro”, esconde a sua verdadeira índole negativa. Essas pessoas aparentam ser educadas, empáticas e boas amigas, mas não são sentimentos verdadeiros. Os “lobos em pele de cordeiro”usam da falsa simpatia para conquistar as pessoas ao seu redor, unicamente para alcançar determinado objetivo egoísta. Esta frase se originou a partir de um trecho clássico do Novo Testamento da bíblia sagrada cristã. Trata-se de uma parábola de Jesus Cristo, descrita no livro de Mateus, que diz:
Cuidado com os falsos profetas. Eles chegam disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Vocês os conhecerão pelos que eles fazem. Os espinheiros não dão uvas, e os pés de urtiga não dão figos. (Mateus7:15-16)
Nesta parábola, Jesus tenta alertar aos seus fiéis sobre uma das piores condições do ser humano: a falsidade. As pessoas falsas tentam ludibriar os demais na tentativa de obter vantagens sobre os outros, sendo que neste processo, não consideram os sentimentos ou a estabilidade física e mental do próximo. Muitas pessoas atribuem a expressão “lobo em pele de cordeiro” à famosa fábula homônima de autoria do escrito grego Esopo. No entanto, assim como muitos outros autores, este se baseou na parábola descrita na bíblia para construir a sua história “.
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, o MIDR, marcou presença em Montevidéu durante uma reunião da Comissão Especial de Emergência Sanitária e Ambiental do Parlamento do MERCOSUL. O encontro teve como foco discutir políticas de prevenção, adaptação e resposta a desastres ambientais e crises sanitárias. Ação importante para fortalecer a cooperação regional e proteger a população em eventos extremos. Quem representou o Brasil e o MIDR foi Armin Braun, diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres, o CENAD. Durante a exposição, ele destacou as capacidades brasileiras de resposta e prevenção a desastres naturais. Braun também reforçou a importância da integração entre as políticas nacionais e os mecanismos globais, principalmente frente às mudanças climáticas e seus impactos cada vez mais frequentes. Durante a reunião, o MIDR, através da Secretaria Nacional de Defesa Civil, apresentou o sistema “Defesa Civil Alerta” e relembrou atuações marcantes, como o apoio à região Serrana do Rio de Janeiro, em 2011, e ao estado do Rio Grande do Sul, no ano passado.
A ideia é avançar para uma estratégia coordenada entre os países do bloco, com ações de assistência humanitária, troca de informações confiáveis e resposta mais ágil diante das emergências. Para saber mais sobre as ações do Governo Federal em Defesa Civil, acesse http://mdr.gov.br.
Fonte: Brasil 61
Gestores municipais devem ficar atentos: o governo federal anulou os cronogramas que organizavam a execução das emendas parlamentares para 2025. A mudança foi oficializada esta semana, com a publicação do Comunicado nº 10/2025 no portal TransfereGov, plataforma que centraliza informações sobre repasses federais.
Com isso, deixam de valer os cronogramas divulgados anteriormente por meio dos Comunicados 8 e 9/2025. Esses documentos tratavam dos prazos para a execução de emendas individuais com destino certo (RP 6), bem como das emendas de bancada e de comissão (RP 7 e RP 8), todas ligadas ao Orçamento Geral da União para o próximo ano. Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, novos prazos e instruções serão divulgados em breve, com um calendário atualizado para orientar os gestores sobre os próximos passos.
Representando mais de 5 mil municípios brasileiros, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta sobre a importância deste período para os municípios e orienta os prefeitos e equipes técnicas a acompanharem de perto as atualizações no TransfereGov. Outra orientação da CNM é que os gestores mantenham um diálogo contínuo com os parlamentares responsáveis pelas emendas. A participação ativa dos gestores pode ser determinante para garantir que as demandas locais sejam atendidas no orçamento federal.
Fonte: Brasil 61
Estados e municípios brasileiros começaram o mês de maio com a partilha de R$ 943,4 milhões. O valor é referente à complementação da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Os recursos foram creditados em parcela única nas contas-correntes dos entes beneficiários do ajuste. Os detalhes da transferência constam na Portaria Interministerial MEC/MF nº 3. Pelos termos do documento, a receita total do Fundeb, no ano passado, chegou a R$ 261,8 bilhões. O montante é R$ 4,96 bilhões a mais do que a estimativa inicial para 2024, de R$ 256,86 bilhões. O aumento da arrecadação levou à revisão das quantias mínimas por aluno, com o Valor Anual Total por Aluno (VAAF-MIN) passando de R$ 5.648,91 para R$ 5.762,50, e o Valor Anual por Aluno (VAAT-MIN), corrigido de R$ 8.510,81 para R$ 8.539,53.
Diante desse quadro, o valor total da complementação da União do ano passado saltou de R$ 48,8 bilhões para R$ 49,7 bilhões, distribuídos da seguinte forma:
R$ 496,5 milhões em complementação VAAF
R$ 372,4 milhões em complementação VAAT
R$ 74,4 milhões em complementação VAAR
Estados beneficiados
Os repasses vão beneficiar, no âmbito da complementação VAAF, os fundos dos estados de Ceará, Maranhão, Alagoas, Bahia, Pernambuco, Piauí, Pará e Paraíba. Já em relação à complementação VAAT, 2.245 municípios serão contemplados — incluindo 17 novas cidades que passaram a atender aos critérios legais, como Boquim (SE), Angicos (RN), Apucarana (PR), entre outras. De acordo com o Ministério da Educação, a verba pode ser utilizada na construção e reforma de escolas, na aquisição de materiais didáticos, assim como no investimento em transporte escolar e outras iniciativas de manutenção e desenvolvimento da educação. O especialista em orçamento público, Cesar Lima, explica que, em regra, do valor total do Fundeb, os entes podem destinar até 70% para pagamento de pessoal. Porém, 30% devem ser investidos em outras áreas da educação. “O Fundeb é um fundo formado por várias receitas, desde o Salário Educação, que é uma contribuição paga por empresas, até mesmo uma parte do FPM [Fundo de Participação dos Municípios], que é retirada de cada município. Isso cria um fundo dividido nacionalmente, de acordo com o número de matrículas de cada município”, destaca.
O Fundeb
O Fundeb é formado por recursos que vêm de impostos e transferências constitucionais dos entes federados vinculados à educação, bem como da União, por meio das complementações Valor Aluno Ano (VAAF), Valor Aluno Ano Total (VAAT) e Valor Aluno Ano Resultado (VAAR).
Uma denúncia e insistência de uma aposentada de Feira de Santana, na Bahia, levaram a Polícia Federal a descobrir que uma associação com sede em Aracaju, em Sergipe, havia sido criada de forma fraudulenta, com documentos falsificados. A descoberta faz parte das investigações sobre um esquema de fraude no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), responsável por um desvio de R$ 6,3 bilhões de aposentados e outros beneficiários.Os detalhes da denúncia feita pela aposentada baiana foram divulgados pelo programa Fantástico, no último domingo, 4. A aposentada, que preferiu não ter sua identidade revelada, insistiu com a denúncia ao Ministério Público Federal (MPF) a ponto de fazer a investigação caminhar em Sergipe. Ela notou ter um desconto vinculado a uma associação que não conhecia e acreditou que o seu caso não era isolado.A associação em questão é a Universo, que recebeu mais de R$ 300 milhões em 21 meses só em contribuições vindas do INSS. Segundo o programa da TV Globo, o grupo ao qual a associação faz parte chegou a ter629 mil associados –número maior do que a população da capital sergipana, que tem 602.757 habitantes segundo o Censo de 2022.Outra associação, a APDAP PREV, também de Sergipe e vinculada aos mesmos sócios que a Universo, os empresários Alexsandro Prado Santos, o Lequinho, e Sandro Temer de Oliveira, da mesma forma, teria sido criada de forma fraudulenta. Os dois foram presos durante a operação da Polícia Federal (PF), ocorrida no dia 23 de abril. A defesa de ambos não quis se manifestar.
O início das fraudes
Segundo as investigações da PF, com base em relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU), as fraudes no INSS teriam tido início em 2019. Naquele ano, passou a valer a regra de que associações poderiam descontar de forma automática valores dos benefícios, bastando que houvesse uma autorização formal do beneficiário, como uma assinatura. A estimativa é de que 4 milhões de aposentados foram impactados pelas fraudes, com descontos que variavam de R$ 30 a R$ 50 mensalmente. Uma beneficiária entrevistada pela emissora recebia R$ 700 por mês do INSS e, no ano passado, a família percebeu um desconto de R$ 40 em nome de uma associação.
Quer um docinho caseiro, saudável e ainda fácil de fazer? O bolo de banana sem glúten e sem lactose é a escolha perfeita! Feito com ingredientes simples, ele é ideal para quem tem restrições alimentares ou quer manter uma alimentação mais equilibrada. Com a doçura natural das bananas maduras e uma textura macia, esse bolo conquista até quem não abre mão do sabor. Além disso, o preparo é simples e fica pronto em apenas 50 minutinhos. Sirva no café da manhã ou no lanche da tarde e deixe sua família com água na boca até dentro da dieta.
Confira o passo a passo abaixo:
Bolo de banana sem glúten e sem lactose Tempo: 50min
Rendimento: 8 porções
Dificuldade: fácil
Ingredientes: 3 ovos (claras e gemas separadas) 1 xícara (200ml) de água 2 bananas-prata picadas 1/2 xícara (100ml) de óleo 2 xícaras (chá) de farinha de arroz 1 colher (chá) de canela em pó 1/2 xícara (chá) de uva-passa branca sem semente 1/2 xícara (chá) de castanha-do-pará picada 2 colheres (café) de fermento em pó químico Óleo para untar e farinha de arroz para polvilhar Modo de preparo: No liquidificador, bata as gemas, o açúcar, a água, as bananas e o óleo. Despeje em uma tigela, junte a farinha de arroz, a canela, a uva-passa, a castanha-do-pará e o fermento e misture com uma colher. Adicione a clara batida em neve e misture delicadamente. Despeje em uma assadeira untada e enfarinhada e leve ao forno médio, preaquecido, por 30 minutos ou até dourar levemente. Retire e corte em pedaços para servir.
Nesta segunda-feira, 5, acontece um dos eventos mais aguardados do universo da moda, o Met Gala 2025. A princípio, com o tema “Superfine: Tailoring Black Style”, na tradução, “Impecável: a confecção do estilo negro”, o jantar beneficente celebra o estilo dos dândis negros desde o século 18 até os dias de hoje. O evento, que tem como objetivo evidenciar e arrecadar fundos para o Metropolitan Museum of Art, já contou com a presença de diversas celebridades brasileiras, que arrasaram em suas devidas produções, confira!
Presenças ilustres
A atriz Sônia Braga brilhou na edição de 1990, que prestava homenagem à alta-costura com o tema “Théâtre de la Mode”. Sônia cruzou o tapete vermelho usando um longo vermelho, com aplicações de paetê. Além disso, o vestido contava com uma fenda lateral, que deixou a produção mais ousada.
Gisele Bündchen, ícone da moda brasileira, já marcou presença em mais de uma dezena de edições do evento. Sua estreia ocorreu em 1999, onde elegeu um slip dress da Versace. Ou seja, a peça contou com diversas aplicações e muito brilho, formando desenhos ao longo do modelo.Outra supermodelo brasileira, Alessandra Ambrosio, participou da edição de 2016. O tema explorava a relação entre tecnologia e moda, intitulado de “Manus x Machina: Fashion in an Age of Technology”. Contudo, a modelo elegeu um vestido estruturado da grife Balmain, cheio de transparências e brilho. Em 2017, Adriana Lima esteve presente na edição que homenageou a estilista Rei Kawakubo com o tema “Art of the In-Between”. Do mesmo modo, a modelo optou por um vestido preto da Versace, com decote e fenda marcada. Anitta consolidou sua presença no Met Gala ao participar consecutivamente nos anos de 2021, 2022 e 2023. Em sua aparição mais recente, com o tema “Karl Lagerfeld: A Line of Beauty”, a cantora vestiu um look all black assinado por Marc Jacobs. Desse modo, a produção icônica ficou marcada pelo modelo e claro, as luvas brancas até a altura dos cotovelos. Por fim, Bruna Marquezine fez sua estreia no evento em 2024. Em sintonia com o tema “Sleeping Beauties: Reawakening Fashion”, a atriz escolheu uma criação da designer americana Tory Burch e complementou o visual com joias da Tiffany & Co.
247 – Diante da insatisfação crescente com a condução da política monetária, centrais sindicais decidiram romper o silêncio e intensificar a pressão sobre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Segundo a Folha de S. Paulo, um ato está marcado para esta terça-feira (6), às 10h, em frente à sede do Banco Central na Avenida Paulista, em São Paulo. O protesto será realizado por CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB, Nova Central, Intersindical e Pública — todas entidades alinhadas com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Apesar desse apoio, os sindicalistas têm feito questão de diferenciar o governo federal da atual política monetária. “Hoje, as centrais apoiam o governo Lula, mas a alta taxa de juros não tem relação com o governo. O nosso foco é o Banco Central”, afirmou Miguel Torres, presidente da Força Sindical.
Frustração com Galípolo – A decepção dos sindicalistas se concentra especialmente em Gabriel Galípolo, indicado ao comando do Banco Central pelo próprio presidente Lula após a gestão de Roberto Campos Neto. Havia a expectativa de uma mudança de postura com a nova presidência da autarquia, o que, segundo os dirigentes, não se concretizou.
“Desde o presidente anterior do Banco Central [Roberto Campos Neto] estamos sofrendo com os juros elevadíssimos, havia a expectativa que mudasse com o novo presidente [Gabriel Galípolo], mas estamos em um caminho perigoso”, lamentou Miguel Torres. “Isso afeta bastante o investimento na produção”.
Copom na mira – A insatisfação tem como pano de fundo a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para esta semana, quando há expectativa de nova alta na taxa básica de juros (Selic), que pode passar dos atuais 14,25% para 14,75% ao ano.
Para o presidente da CUT, Sérgio Nobre, não há justificativa para manter a política de juros elevados. Ele cita o próprio Boletim Focus — divulgado pelo Banco Central — segundo o qual economistas do mercado financeiro passaram a projetar redução da Selic pela primeira vez neste ano. “A gente esperava que [Galípolo] tivesse uma mentalidade nova, não há razão para a taxa chegar neste patamar. Há outras maneiras de combater a inflação, quando aumenta os juros penaliza toda a economia”, afirmou Nobre.
“O prejudicado, sempre, é o trabalhador” – O presidente da UGT, Ricardo Patah, também reforçou as críticas e acusou a diretoria do Banco Central de estar alheia à realidade da população. “No ano passado, nós batemos no Banco Central, imaginávamos que fossem mudar a interpretação e tem sido a mesma coisa. O prejudicado, sempre, é o trabalhador”, declarou.Já Adílson Araújo, presidente da CTB, foi ainda mais contundente. “As previsões do Gabriel Galípolo estão fora da curva. É um contrassenso patrocinar um engessamento do desenvolvimento e da produção industrial”, disse. Ele também ironizou a relação entre o Banco Central e o mercado financeiro: “avisa ao Galípolo que o ‘Deus Mercado’ não sabe e está pouco preocupado com o custo do arroz e do feijão no supermercado”. O tom duro adotado pelas lideranças sindicais indica o fim de um período de trégua com a nova gestão do Banco Central. A manifestação desta terça deve marcar o início de uma nova fase de confronto público com a autoridade monetária, às vésperas de mais uma possível elevação da taxa de juros.