Na última terça-feira (27), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) concluiu todas as etapas operacionais da distribuição de royalties referentes à produção do mês de novembro de 2025, para os contratos de partilha de produção. No repasse, 546 municípios foram beneficiados com R$ 677,1 milhões ao todo.
Além dos municípios beneficiados, três estados partilharam cerca de R$ 522,5 milhões.
Segundo a agência, com o repasse, foram encerrados os repasses aos entes beneficiários referentes aos contratos tanto de partilha de produção quanto de concessão e cessão onerosa, relacionados à produção de novembro de 2025. O montante total de royalties desse período foi de R$ 4,38 bilhões. Os valores detalhados de royalties por beneficiário podem ser acessados na página “Royalties”. As informações referentes ao mês corrente ainda estão em fase de consolidação e deverão ser divulgadas em breve na mesma página.
Atribuição da ANP na distribuição de royalties
A distribuição dos royalties aos beneficiários considera critérios estabelecidos na Lei nº 7.990/1989 e no Decreto nº 1/1991, que regulamentam a destinação da parcela correspondente a 5% dos royalties. São considerados, ainda, os dispositivos da Lei nº 9.478/1997 e do Decreto nº 2.705/1998 – que tratam da distribuição da parcela superior a 5% dos royalties. O cálculo dos valores, bem como a apuração e a distribuição dos recursos, são de responsabilidade da ANP. Conforme a agência, não há data previamente definida para o pagamento dos valores referentes aos royalties. Os valores depositados, as datas dos repasses e os respectivos beneficiários podem ser consultados no sítio eletrônico do Banco do Brasil. Para isso, no campo “Fundo”, deve ser selecionada a opção “ANP – Royalties da ANP”.
O protagonismo tem seus ônus e efeitos para a legitimidade institucional. Os ministros respondem pelas escolhas que fazem, as decisões que nós todos tomamos, os casos que priorizamos, a forma como nos comunicamos, tudo isso importa.”
Foi com essa declaração que o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, deu início ao ano judiciário em 2026. A fala ocorre em meio à acusações de parcialidade e decisões contraditórias de alguns integrantes da Suprema Corte brasileira, principalmente dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, envolvidos nas investigações da fraude bilionária relacionada ao Banco Master, liquidado no fim do ano passado pelo Banco Central. Diante desse panorama, Fachin defendeu publicamente a criação do Código de Ética e de Conduta para o STF. Segundo o ministro, esse é o projeto central de sua gestão à frente da Corte, que terá a relatoria da ministra Carmen Lúcia, e é essencial para arrefecer a disputa entre os Poderes da República. “A questão é a de saber se chegou a hora de o Tribunal sinalizar, por seus atos próprios, que o momento é outro. Minha convicção é que esse momento chegou. A fase agora é a da retomada plena da construção institucional de longo prazo. Cabe então refletir sobre a causa, e não apenas quanto aos sintomas”, avaliou o presidente do STF.
As eleições de 2026 também ganharam menção do magistrado. Fachin exaltou a condução dos últimos pleitos pela Justiça Eleitoral, com foco no combate às informações falsas, e instruiu à Justiça se manter equidistante de quaisquer posições políticas.“Se os tempos exigerem mais de nós, sejamos maiores que os desafios. Enquanto a magistratura brasileira permanecer íntegra e firme, a democracia permanecerá em pé com plena legitimidade”, finalizou Fachin.
Presenças
A cerimônia contou com a presença dos chefes dos outros dois poderes da República: o presidente do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e os do Legislativo: Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado Federal, e Hugo Motta (Republicanos-PB), da Câmara dos Deputados. Os demais 9 ministros titulares do STF também marcaram presença, além de Jorge Messias, indicado por Lula para substituir o aposentado Luís Roberto Barroso e que deve ser sabatinado pelo Senado nas próximas semanas.
Os trabalhos do Poder Legislativo tiveram início nesta segunda-feira (2) com uma sessão solene conjunta entre deputados e senadores. O ano de 2026 marca os 200 anos da primeira sessão legislativa do Brasil, marco que foi ressaltado tanto pelo presidente do Congresso Nacional e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), quanto pelo mandatário da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
No seu discurso, Alcolumbre defendeu o Legislativo como o poder da pacificação de conflitos, mas ressaltou que essa postura não significa omissão. “Este é o compromisso que assumo como Presidente do Congresso Nacional: não ampliar conflitos, mas ajudar a resolvê-los; não estimular extremismos, mas construir consensos possíveis; não fugir das tensões próprias da vida democrática, mas tratá-las com seriedade e com maturidade.”
Minutos antes, foi Hugo Motta quem fez uso da palavra. O paraibano anunciou as matérias prioritárias, acordadas com os líderes partidários, para discussão neste ano, que deve ser concentrado no primeiro semestre devido às eleições. Entre elas os pacotes de combate ao crime organizado, a PEC da Escala 6×1 e a ratificação do acordo União Europeia-Mercosul. “Conto com os nobres pares para fazermos de 2026 um ano de serenidade, de firmeza institucional e de entregas concretas”, concluiu Motta.
Executivo
O primeiro ato foi a leitura da mensagem do Poder Executivo com as entregas de 2025 e as prioridades para 2026. O texto foi apresentado pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT-BA), e lido pelo 1º Secretário-Geral da Mesa da Câmara dos Deputados, deputado Carlos Veras (PT-BA).
Os pontos destacados:
PIB cresceu pelo terceiro ano consecutivo;
Dólar teve a maior queda dos últimos nove anos;
Bolsa de Valores cresceu 34% em relação a 2024 e ultrapassou, pela primeira vez, a marca de 160 mil pontos;
Maior volume de investimentos estrangeiros dos últimos sete anos: US$77,7 bi;
Segundo destino mais atrativo para o capital externo;
Desemprego caiu para 5,2%, a menor taxa da série histórica;
Renda média dos trabalhadores subiu para R$ 3.574;
Registrada a menor inflação em sete anos (4,26%);
521 novos mercados abertos às exportações;
Exportações atingiram a marca recorde de US$348,7 bilhões.
Para 2026, a Presidência da República alega estar comprometida com a responsabilidade fiscal e promete seguir investindo no desenvolvimento do país, com maior atração de capital exterior e aumento da renda das famílias. No âmbito do Legislativo, o Palácio do Planalto compartilha a priorização do combate ao crime organizado, com a PEC da Segurança Pública e o PL Antifacção, bem como a PEC da Escala 6×1 sem redução de salário, a regulação do trabalho por aplicativos e o esforço nacional para conter a onda de feminicídios.
Judiciário
Após realizar a abertura do Ano Judiciário, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, também compareceu à cerimônia do Legislativo. A intenção foi passar uma mensagem de união institucional com os demais poderes, além de se colocar à disposição para trabalhar nas questões de interesse nacional.
Se existe uma receita coringa na cozinha brasileira, é a torta de frango de liquidificador. Ela resolve almoço, jantar e lanche sem complicação. Fácil de preparar, rende bem e agrada diferentes paladares. O grande segredo dessa versão está no recheio bem úmido e na massa fofinha. Com ingredientes simples e preparo direto, o resultado é uma torta leve, saborosa e impossível de errar.
O segredo do recheio molhadinho
O recheio é o coração da torta de frango. Para evitar que fique seco, o truque é refogar o frango desfiado com extrato de tomate.Além de realçar o sabor, o extrato adiciona umidade ao preparo. Isso garante uma torta macia mesmo depois de assada.Outro ponto importante é deixar o recheio esfriar antes da montagem. Isso evita que a massa cozinhe de forma desigual.Massa fofinha feita no liquidificador A massa dessa torta é simples e prática. Tudo começa no liquidificador, o que economiza tempo e lA combinação de leite, óleo, ovos e farinha cria uma base leve. Já o fermento químico entra por último para garantir crescimento e textura macia.O caldo de galinha é outro ingrediente-chave. Ele reforça o sabor da massa sem precisar exagerar no sal.
Ingredientes da torta de frango de liquidificador Antes de começar, separe todos os ingredientes. Isso facilita o preparo e evita esquecimentos. Tempo de preparo: 1h10 Rendimento: 8 porções
Dificuldade: fácil
Massa 2 xícaras (chá) de leite
1 xícara (chá) de óleo
3 ovos
1 cubo de caldo de galinha
Sal a gosto
3 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó químico
Margarina e farinha de trigo para untar
Recheio 4 colheres (sopa) de azeite
1 cebola picada
1 tomate picado
2 colheres (sopa) de extrato de tomate
1/2 lata de milho escorrida
3 xícaras (chá) de frango cozido e desfiado
1/2 xícara (chá) de cheiro-verde picado
Sal e pimenta-do-reino a gosto
Como preparar o recheio corretamente
Em uma panela, aqueça o azeite em fogo médio. Refogue a cebola até ficar levemente dourada.Acrescente o tomate, o extrato de tomate, o milho e refogue por mais alguns minutos. Em seguida, junte o frango desfiado.Tempere com sal, pimenta e finalize com cheiro-verde. Refogue por cerca de cinco minutos, desligue o fogo e deixe esfriar.
Preparo da massa sem erro No liquidificador, bata o leite, o óleo, os ovos, o caldo de galinha e o sal. Bata até ficar homogêneo.
Transfira a mistura para uma tigela. Acrescente a farinha de trigo aos poucos, mexendo com uma colher.Por último, incorpore o fermento delicadamente. Evite bater nessa etapa para não perder a leveza da massa.
Com o passar dos anos, especialmente após os 30, muitas pessoas notam uma dificuldade maior para perder gordura abdominal e acabam culpando a redução do metabolismo e outros fatores associados ao envelhecimento. Porém, não adianta ficar culpando o metabolismo, viu? É até verdade que ele desacelera com a idade, mas existem muitos fatores envolvidos, como perda de massa muscular, mudanças hormonais e redução da prática de atividades físicas.”Depois dos 30 anos, algumas pessoas relatam que emagrecer fica mais desafiador. Porém, o grande problema não é a idade”, fala a nutricionista Thays Pomini. “Aos 30 anos a gente tem alguma tendência à perda de massa muscular – e, com menos músculo, nós temos menos gasto de energia”, completa.Porém, segundo ela, aos 30 isso ainda não é tão impactante a ponto de dificultar o processo de perda de peso. “Esses fatores são muito mais impactantes na terceira idade”, garante. Segundo ela, o mais importante é fazer ajustes no estilo de vida se você precisa perder barriga.
Você precisa fazer essas 5 mudanças se quer perder barriga Com a ajuda da nutricionista Thays Pomini, o MinhaVida listou algumas mudanças que você deve fazer na sua rotina se você quer perder gordura abdominal depois dos 30 anos. Veja quais são as dicas da especialista!
Hipócritas! Bem profetizou Isaías sobre vós, denunciando: “Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; pois ensinam doutrinas que não passam de regras criadas por homens”.
Mateus 15:7-9
A cada dia que se passa contemplamos mais e mais absurdos cometidos no dito “meio evangélico” e por mais que possa parecer sensacionalista é isto que estamos contemplando no presente século, um evangelho raso, sem fundamentos e carregados de emocionalismo, sobrecarregados de autoajuda, que não levam as pessoas ao arrependimento, mas apenas ao simples dizer que agora“Deus está agindo ao nosso favor”, ou “Não importa o que você fez” – e refletindo na Palavra do Senhor encontro o quão atual as suas escrituras retratam a nossa realidade e nós alerta para uma dura verdade :
Eis que assim declara o Eterno: “Visto que este povo se chega junto a mim apenas com palavras sem atitude, e me honra somente com mover dos lábios, enquanto seu coração está muito distante da minha pessoa. E a adoração que me prestam é constituída tão somente de regras e doutrinas criadas por homens,
Isaias 29:13
Sim dura verdade! Está é a Palavra que nos corrigi é nos leva a refletir, o que temos louvado e o que temos dito, será que está de acordo com o que temos vivido, será que está de acordo com sua Palavra. Ou simplesmente tem saído de nossa boca uma canção vazia, sem sentido, ou apenas acompanhado a onda do momento – que possamos entender a sua Palavra e vivermos em conformidade ao que temos aprendido, que não sejamos apenas ouvintes, ou uma plateia diante de uma apresentação. Mas ávidos por conhecer a vontade do Senhor
O meu povo vem a ti, como costuma fazer, e se assenta para ouvir a tua pregação, mas não coloca a Palavra em prática. Com a boca eles chegam a expressar louvor e devoção, mas o coração dessa gente dá mais importância ao lucro, estão ávidos por ganhos injustos.
Ezequiel 33:51
Talvez ao ler o versículo acima você pense eu não tenho por intuito obter lucro, ou ganhos injustos, mas peço que repense qual o seu objetivo ao participar do culto, qual o seu real interesse. Uma benção, uma reposta, um milagre talvez por estes motivos você tenha se aproximado do Senhor, mas somente ouvindo a sua voz, entendendo a sua lei e praticando a sua Palavra e que entenderas o real proposito de servi-lo, vamos mais além, quais ritos você tem seguido; acho tão “legal” certos comportamentos dentro das igrejas, atitudes religiosas para demonstrar fé; Ou ainda líderes religiosos que exigem do povo determinadas atitudes para assim justificarem ou dizerem que agora possuem ou andam com Deus: Roupas estranhas, amuletos, filosofias e por ai se estendem seus absurdos e desvios doutrinários e teológicos levando cada vez mais pessoas ao engano, não levando elas a Cristo mas para si próprios, para os seus templos, para os seus ritos e para as suas vontades –“Cegos guiando Cegos”
Tende muito cuidado para que ninguém vos escravize a vãs e enganosas filosofias, que se baseiam nas tradições humanas e na falsa religiosidade deste mundo, e não em Cristo. Colossenses 2:8
Sempre poderemos recorrer a Palavra para analisarmos nossa vida, nossas atitudes e sabermos se estamos vivendo o Evangelho do Senhor Jesus Cristo ou se estamos vivendo a vontade dos homens, se estamos agradando a homens, a nos mesmo ou ao mundo.
A Palavra do Senhor é a nossa bussola neste mundo em trevas, passemos a observa-la a todo o instante e mantenhamos ela bem próximo do nosso coração.
Ela (a Palavra do Senhor) é simples, direta, sem falácias ou com duplos sentidos, digna de toda aceitação.Por isso, é fundamental prestarmos atenção, mais ainda, às verdades que temos ouvido, para que jamais nos desviemos delas. Pois, se a mensagem proferida por anjos provou sua firmeza, e toda transgressão e desobediência recebeu a devida punição, como nos livraremos se desconsiderarmos tão grande salvação? Esta salvação, tendo sido proclamada pelo Senhor, foi depois confirmada a nós pelos que a ouviram.
Hebreus 2:1-3
Que coloquemos a nossa vida e fé diante do espelho inerrante: a Palavra, e a todo instante verificamos a veracidade do que temos ouvido e vivido, que a sua, a nossa fé não seja apoiada em conhecimentos humanos, mas no poder de Deus.Um analise singelo da Palavra sempre nos mostrará um norte, uma direção segura: E ainda disse-me o SENHOR: “Tudo isso que estes profetas andam divulgando em meu Nome é mentira! Eu não os enviei nem lhes dei ordem alguma para falar em meu Nome, sequer falei com eles. Eles vos profetizam falsas visões, adivinhações, doutrinas inúteis e o engano de suas próprias mentes e corações! ”
Jeremias 14:14
Esclareceu-lhes Jesus proferindo: “Cuidai para que ninguém vos iluda. Pois muitas pessoas virão em meu nome, proclamando: ‘Ele sou eu! ’ E ainda: ‘Chegou o final dos tempos! ’ A estes não sigais!
Lucas 21:8
Isto é o que mais tem surgido em nosso tempo: Homens que se intitulam profetas, outros ainda se auto intitulam apóstolos, que vem trazendo um evangelho estranho, diferente do que encontramos na palavra, trazendo “bênçãos” através de “sacrifícios” – através de ritos que farão com que a mão de Deus se movam em nosso favor, besteira!!! Digo sem medo de errar, já que não ensinam de acordo com a Palavra do Senhor! O verdadeiro e aceitável sacrifício ao Eterno é o coração contrito; um coração quebrantado e arrependido jamais será desprezado por Deus!
Salmos 51:17
Por esse motivo, me indignei contra essa geração e declarei: O coração destes está sempre se desviando, e não reconheceram os meus caminhos. Sendo assim, jurei na minha ira: Estes jamais entrarão no meu descanso”.
Irmãos, tende muito cuidado, para que nenhum de vós mantenha um coração perverso e incrédulo, que se afaste do Deus vivo. Pelo contrário, exortai-vos mutuamente todos os dias, durante o tempo que se chama “hoje”, de maneira que nenhum de vós seja embrutecido pelo engano do pecado. Porque passamos a ser participantes de Cristo, desde que, na realidade, nos apeguemos até o fim à fé que nele depositamos desde o início.
Por essa razão é que se afirma: “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração, como ocorreu na rebelião”.
Hebreus 3:10-15
Portanto estejamos atentos a vontade do Senhor, que não sejamos hipócritas de dizermos que somos cristãos, não o sendo, ou muito mais ainda o louvando e não vivendo, que não mintamos a nós mesmo gritando Senhor!!! Senhor!!! Eu sou teu filho, sendo que não vivemos a sua verdade. Que de agora em diante esteja a Palavra em nosso coração, mente e atitude. Que brote em nós o arrependimento por tudo o que fizemos e falamos, que foi contrário à sua Palavra; Nem todo aquele que diz a mim: ‘Senhor, Senhor! ’ Entrará no Reino dos céus, mas somente o que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
Mateus 7:21
Que a benção do Senhor esteja sobre você e sua casa, ame e viva a Palavra do Senhor todos os dias da tua vida.
Embora os idosos ainda liderem proporcionalmente as estatísticas de vítimas de golpes digitais, os jovens aparecem cada vez mais entre os alvos dos criminosos. Para o delegado Paulo Barbosa, da DCCiber, divisão de crimes cibernéticos da Polícia Civil de São Paulo, o motivo está menos na idade e mais no comportamento diante da tecnologia. “As pessoas fazem tudo no automático, e o crime se aproveita disso”, afirma. Segundo o delegado, os jovens são mais expostos porque vivem conectados. Compram, trabalham, se relacionam e resolvem praticamente tudo pela internet. “Se tirar a internet do jovem, ele não vive”, diz. Essa presença constante no ambiente digital aumenta a possibilidade de um ataque e torna esse público mais vulnerável a mensagens falsas, links maliciosos e golpes sofisticados.
Já entre os idosos, o que pesa é a falta de familiaridade com a internet e os aplicativos. Muitos ainda preferem atendimento presencial em bancos e serviços, mas, quando usam aplicativos e redes sociais, por exeplo, tendem a confiar excessivamente em mensagens que simulam situações de urgência. “Proporcionalmente, o idoso ainda cai mais”, afirma Barbosa.
O delegado relata casos próximos para ilustrar o problema, como o golpe do falso pedido de ajuda no WhatsApp. “A pessoa vê a foto do filho, lê a mensagem e faz o Pix sem ligar para confirmar”. Para ele, esse comportamento automático, impulsionado por medo ou pressa, é a base da chamada engenharia social, técnica usada para manipular emoções e induzir decisões rápidas.
“Falta parar, pensar e desconfiar”, resume. Segundo Barbosa, independentemente da idade, a vulnerabilidade surge quando o usuário reage no calor da emoção, sem checar informações básicas. Para prevenir cair em golpes, é importante manter a calma e sempre confirmar as informações antes de fazer pagamentos pelo pix ou fornecer dados de cartões. Se algum familiar ou conhecido pedir dinheiro, desconfie, procure ligar para a pessoa ou falar pessoalmente, se possível, antes de fazer uma transação.
Corina Godoy Cunha e Gisele Violin encontraram na corrida de rua mais do que uma atividade em comum. Amigas de infância, transformaram a experiência esportiva em negócio ao desenvolver uma linha de dermocosméticos pensada para acompanhar o ritmo do corpo durante as atividades físicas. Há mais de dez anos, a marca Pink Cheeks chegou ao mercado.Com a proposta de unir cuidado com a pele e bem-estar, a empresa conquistou projeção nacional e, no ano passado, foi a marca oficial de proteção solar da Maratona do Rio de Janeiro. Mas, antes de alcançar esse reconhecimento, Corina e Gisele precisaram apostar em uma ideia ainda pouco explorada no Brasil. “Em 2014, não encontrávamos cosméticos com classificação esportiva. Tampouco se falava sobre eles, e a relação dos brasileiros com a corrida era bem diferente”, afirma Corina. A falta de opções de produtos foi sentida na pele por elas. Durante os treinos, Gisele sofria com bolhas nos pés, enquanto Corina lidava com o surgimento de manchas provocadas por um melasma. “Nós corríamos com outras amigas e conversávamos sobre assaduras, machucados e outros incômodos que afetavam todo o grupo, e isso se tornou um assunto frequente”, conta Gisele. Farmacêutica e proprietária de uma farmácia de manipulação, Corina levou as queixas para o ambiente profissional e passou a pesquisar soluções que atendessem às necessidades das corredoras.No laboratório, ela passou a buscar por fórmulas voltadas ao cuidado e à proteção da pele que fossem resistentes à atividade física. “O primeiro produto foi um protetor solar que não escorresse nos olhos e apresentasse maior resistência, já que treinamos em períodos de altas temperaturas”, afirma a farmacêutica.
Na mesma época, o irmão de Gisele se preparava para o Ironman, prova de triatlo de longa distância, o que impulsionou um estudo ainda mais detalhado dos dermocosméticos. “Foi então que começamos a pensar em produtos capazes de atender a um nível mais alto de performance”, completam.
O surgimento da marca
Os primeiros testes foram realizados pelas próprias amigas de treino, que também ajudaram a batizar o nome da marca. “Nosso apelido era ‘Pink Cheeks’, porque terminávamos as corridas com as bochechas avermelhadas”, explica Gisele. Rapidamente, os efeitos dos produtos foram sentidos pelas corredoras, reforçando a eficácia das soluções desenvolvidas e a viabilidade de um possível negócio. “Elas gostaram tanto que queriam comprar e começaram a nos incentivar a vender”, contam.
Formada em administração de empresas, Gisele somou seu conhecimento ao de Corina e, juntas, projetaram levar as novas fórmulas para o mercado. A ideia inicial era comercializar os produtos na farmácia de manipulação, mas a estrutura se mostrou inviável. “Uma farmácia de manipulação só pode vender produtos manipulados. Foi nesse momento que entendemos que era o momento de abrir uma empresa”, afirma Corina. Com a decisão de produzir em maior escala, as amigas passaram a visitar indústrias na região de São Paulo. “Muitas dúvidas surgiram naquele momento, entre terceirizar a fabricação ou encontrar um modelo que respeitasse a essência dos produtos”, detalham.
O cenário, no entanto, contribuiu para a definição do modelo de negócio da marca. Foi dentro do laboratório que Corina e Gisele encontraram o apoio e também o incentivo para abertura oficial da empresa. “A gente ouvia muito que era preciso dinheiro, muito trabalho e que o retorno demorava para chegar. Ainda assim, queríamos levar os produtos adiante, junto com outras mulheres que também acreditavam no mesmo sonho”, relembra Corina.A farmacêutica adquiriu um galpão e, ao lado de Gisele, liderou uma equipe quase toda feminina para lançar a marca Pink Cheeks, que passou a produzir, além de protetores solares, outros cosméticos, incluindo maquiagem e produtos para o cabelo.
Do interior de São Paulo para o Brasil
Aos poucos, a empresa foi ganhando forma e notoriedade. Localizada em Leme, no interior de São Paulo, a marca passou a investir em gestão, logística e estratégias de divulgação, sem se distanciar da essência que motivou a sua criação.
“Não foi por mérito imediato, mas por um caminho gradativo, de entendimento do mercado e das próprias escolhas. Um reflexo de uma empresa que cresceu cercada por mulheres em todos os processos”, revelam.
O reconhecimento veio com o tempo e também em forma de premiação. A Pink Cheeks conquistou, por três anos consecutivos, o prêmio ‘ABIHPEC Beleza Brasil’, na categoria de melhor protetor solar, consolidando sua posição no mercado nacional.
“O que parecia impossível se tornou possível. Não era apenas uma avaliação técnica, mas um reconhecimento do conceito cosmético e sensorial do produto. Foi um momento muito importante para a marca e principalmente para nós”, finalizam.
No município de Carauari, a 780 quilômetros de Manaus, o Projeto Mejuruá ocupa 900 mil hectares de floresta nativa e pretende operar por três décadas. A iniciativa combina manejo florestal certificado — com extração seletiva de madeira de espécies como cumaru e maçaranduba — e geração de créditos de carbono no mercado voluntário. A operação enfrenta o principal desafio econômico da região: os quase 4.000 quilômetros até o Atlântico encarecem drasticamente a logística e definem a viabilidade do modelo.
A BR Arbo Gestão Florestal, empresa proprietária da área em Carauari e responsável pelo Projeto Mejuruá, definiu como estratégia não desmatar os 20% da propriedade que seriam permitidos pelo Código Florestal. Em vez de converter a floresta em pasto ou lavoura, a proposta é manter a floresta em pé e envolver as comunidades locais em projetos que valorizem a biodiversidade. Maurizio Rocchi, coordenador do Projeto Mejuruá, explica que além da localização estratégica, a escolha por Carauari teve como base a segurança jurídica. “Essa terra é uma das poucas legalizadas no Brasil”, disse. A experiência brasileira deve servir de modelo para futuros projetos do grupo em outros países de floresta tropical, como Tanzânia e Congo.
A segurança alimentar no Brasil enfrenta um desafio invisível que reside não nos estabelecimentos comerciais, mas no centro da rotina das famílias: a cozinha doméstica. Um mapeamento rigoroso realizado pelo Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC), apoiado pela Fapesp, revela que práticas culturais inadequadas de manuseio e armazenamento são as principais causas de doenças transmitidas por alimentos (DTA). Embora o Brasil apresente um índice de 90,9% de acesso ao saneamento básico, a saúde permanece como uma das três maiores preocupações para 45% dos brasileiros, evidenciando que a infraestrutura técnica não anula os riscos decorrentes de falhas comportamentais.
46,3% dos consumidores admitem o hábito de lavar carnes na pia, prática que dissemina bactérias pelo ambiente.
O descongelamento em temperatura ambiente é comum em 39,5% dos lares, favorecendo a multiplicação acelerada de patógenos.
Apenas 37,7% da população utiliza solução clorada para higienizar vegetais, preferindo métodos ineficazes como o uso apenas de água ou vinagre.
O consumo de ovos crus ou malcozidos é realidade para 17,4% dos entrevistados, elevando o risco de infecções por Salmonella.
O comportamento como fator de risco
A pesquisa, conduzida em parceria com a Esalq/USP, destaca que a falta de informação técnica é o catalisador de surtos bacterianos. A contaminação cruzada — quando micro-organismos de um alimento cru são transferidos para utensílios ou alimentos prontos — é amplificada pelo erro de lavar proteínas animais sob água corrente. O vapor e os salpicos projetam bactérias para superfícies que o consumidor considera limpas. Este cenário de vulnerabilidade doméstica dialoga com a percepção pública de crise no setor. No Brasil, as falhas na prestação de serviços de saúde são apontadas espontaneamente como um problema crítico, sugerindo que a população reconhece a fragilidade do sistema, mas ainda subestima o impacto de seus próprios hábitos de higiene na prevenção de internações.
Mitos e realidades na higienização
Um dos dados mais alarmantes é o uso do vinagre como desinfetante para hortaliças. Praticado por 18,8% dos lares, o método é reprovado pela ciência, pois não possui o poder bactericida necessário para eliminar parasitas e bactérias. A recomendação padrão-ouro continua sendo a imersão em água com hipoclorito de sódio (solução clorada).
“A infraestrutura de saneamento disponível em grande parte do território nacional é um pilar de prevenção, mas a segurança alimentar plena depende da reeducação do consumidor sobre o manejo correto da temperatura e da higiene cruzada.”
Regras para uma cozinha segura
Para mitigar os riscos identificados, especialistas sugerem a adoção de protocolos rígidos de manipulação:
Cozimento total: é o único método capaz de eliminar bactérias presentes em carnes. Jamais lave o frango ou outras proteínas.
Cadeia de frio: o descongelamento deve ocorrer exclusivamente dentro do frigorífico ou no micro-ondas, nunca sobre a bancada.
Higiene seletiva: utilize tábuas e utensílios diferentes para alimentos crus e cozidos.
Desinfecção química: vegetais consumidos crus exigem hipoclorito de sódio; a água corrente apenas remove sujidade aparente, não micro-organismos.
As novas regras do Imposto de Renda (IR) estão em vigor desde 1º de janeiro. A principal delas é a isenção de pagamento do imposto para aqueles que ganham até R$ 5 mil. Além disso, haverá redução progressiva do imposto para quem ganha entre R$ 5.0001 e R$ 7.350. As novas regras do IR incidem sobre os salários de janeiro, com impacto direto no bolso a partir do pagamento de fevereiro. No entanto, a consolidação desses valores ocorrerá apenas na Declaração de Ajuste Anual em 2027 (ano-calendário 2026). A pedido de IstoÉ Dinheiro, o escritório Lewandowski Libertuci Advogados calculou qual vai ser a economia mensal com imposto de renda com as novas regras que passaram a valer este ano.
Veja simulações por faixa de salário entre R$ 1 mil e R$ 10 mil:
Resumo das novas regras:
A isenção de R$ 5 mil refere-se ao salário líquido de impostos federais ou pressupõe que o contribuinte utilize o desconto simplificado máximo permitido por lei. A tabela calcula o imposto considerando apenas o desconto padrão, sem outras deduções que poderiam levar esse valor a zero para quem ganha 5 mil redondos, pois, para chegar à isenção de R$ 5.000, o governo geralmente considera a aplicação do Desconto Simplificado.Para quem ganha R$ 5.000 brutos, o governo aplica um desconto padrão (que hoje é de 20% limitado a um teto de R$ 312,89) sobre a base de cálculo.
Tabela do IR
A tabela tradicional do IR permanece com os mesmos valores de 2025. A Receita Federal implementou redutores adicionais e novas tabelas de dedução que devem ser aplicadas simultaneamente. Na prática, essas medidas funcionam como um abatimento extra para garantir a desoneração das faixas inferiores. Contribuintes com mais de uma fonte de renda (como dois empregos ou salário e aluguel) devem ficar atentos. Se a soma dos rendimentos ultrapassar R$ 5 mil, o imposto deverá ser complementado na declaração anual, mesmo que as fontes isoladas sejam isentas. A regra também se aplica ao 13º salário.Para rendimentos acima de R$ 7.350 não há alteração e o cálculo segue integralmente a tabela tradicional.
Veja como ficou a tabela do IR
Tabela de isenção e redução do IR mensal
Tabela mensal do Imposto de Renda em 2026 Para rendas acima de R$ 7.350
O que muda na apuração anual do Imposto de Renda?
Além da tabela mensal, a Receita Federal também aplicará isenção e redução no cálculo anual do imposto:
isenção anual para quem ganhar até R$ 60 mil em 2026;
redução gradual do imposto para rendas entre R$ 60.000,01 e R$ 88,2 mil; acima desse valor, não há desconto adicional. O redutor anual é limitado ao imposto apurado, ou seja, não gera imposto negativo nem restituição automática extra.
Quem tem direito à isenção de IR?
Passam a ficar livres da retenção na fonte todos os cidadãos com rendimentos de até R$ 5 mil, incluindo:
Trabalhadores com carteira assinada (CLT);
Servidores públicos;
Aposentados e pensionistas do INSS ou regimes próprios.
A retomada dos serviços na Câmara e no Senado, marcada para o dia 2 de Fevereiro, também dá largada ao ano eleitoral, em que toda movimentação política ganha peso redobrado. O fim da escala de trabalho 6×1 deve ser pauta prioritária para o governo no primeiro semestre, e aliados avaliam qual proposta – e em qual Casa – ela terá mais chances de emplacar.
Assunto antigo e bandeira clássica dos movimentos trabalhistas, a redução da jornada de trabalho é debatida há anos no Legislativo, sendo que, desde 1995, ao menos 13 projetos sobre o tema já foram apresentados e arquivados. A discussão voltou a aparecer no debate público – e talvez pela primeira vez com engajamento em massa – no ano passado, com a união do movimento “Vida Além do Trabalho” e parlamentares da base governista. O destaque se deu por meio da deputada Erika Hilton (Psol), que utilizou a visibilidade nas redes sociais para divulgar a matéria. A campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tende a usar a questão como um dos principais trunfos, tendo em vista a larga adesão popular. Apesar disso, a proposta ainda enfrenta resistências de setores empresariais e parte da oposição, que projetam possíveis impactos econômicos. No total, há quatro Propostas de Emenda à Constituição (PEC) tramitando no Congresso sobre a escala 6×1, sempre sob o princípio de “redução de jornada sem redução de salário”. A mais popular é a PEC n° 8/2025, de autoria da deputada Erika Hilton, que altera artigo da Constituição para reduzir o limite de trabalho de 44 para 36 horas semanais. O texto ainda prevê a potencial redução do expediente para quatro dias de trabalho e três de descanso. Assinada por mais de 200 deputados, a proposta já foi protocolada e atualmente está em uma subcomissão da Câmara criada especialmente para debatê-la.O relator da comissão especial, deputado Luiz Gastão (PSD-CE), apresentou um relatório com mudanças na proposição original, sugerindo uma jornada semanal máxima de 40 horas. Caso o texto seja aprovado, ainda precisará passar pelo crivo do Senado.
Outras propostas
PEC nº 221/2019 – Apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), a proposta está parada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. O texto altera a Constituição para reduzir a jornada semanal de trabalho para 36 horas. Se aprovada, a emenda só passaria a valer dez anos após a promulgação.
PEC nº 148/2015 – Em análise no Senado desde 2015, a proposta do senador Paulo Paim (PT-RS) foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas ainda não foi votada em plenário. O texto atualmente em tramitação é um substitutivo apresentado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE) e prevê a redução da carga semanal de 44 para 36 horas, distribuídas em até cinco dias. A proposta estabelece um período de transição ao longo dos próximos anos e garante repouso semanal remunerado de, no mínimo, dois dias, preferencialmente aos fins de semana.
PEC nº 4/2025 – De autoria do senador Cleitinho (Republicanos-MG), a proposta reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, com possibilidade de trabalho em até cinco dias por semana. O texto também prevê descanso semanal remunerado, preferencialmente aos sábados e domingos. A matéria ainda aguarda despacho da presidência do Senado para começar a tramitar nas comissões.
Argumentos pós-redução
Do lado do governo e de parlamentares da base, a defesa do fim da escala 6×1 tem se apoiado tanto em apelo social quanto em dados econômicos. O movimento Vida Além do Trabalho (VAT) – iniciativa social idealizada pelo vereador e influenciador Rick Azevedo (Psol) – ganhou força nas redes sociais e em atos públicos ao sustentar que o modelo atual de produção compromete a saúde, o convívio familiar e a qualidade de vida dos trabalhadores, além de não refletir os ganhos de produtividade acumulados nas últimas décadas. A pressão social ajudou a recolocar o tema no centro do debate legislativo e passou a ser citada por deputados governistas como evidência de uma demanda concreta da sociedade. A argumentação da base também se apoia em estudos que indicam efeitos positivos da redução da jornada sobre a economia. Uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), realizada em 2024, analisou 19 empresas brasileiras que adotaram jornadas reduzidas e apontou que 72% destas instituições registraram aumento de receita, enquanto 44% apresentaram melhora no cumprimento de prazos. A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, aduz que o fim da escala 6×1 pode aumentar a produtividade no país e que modelos flexíveis já são adotados por iniciativa do setor privado. Poucos dias antes da volta dos trabalhos legislativos, ela afirmou que a expectativa é que a pauta seja aprovada ainda no primeiro semestre de 2026.
“Não é possível que as pessoas tenham um dia só por semana para descansar e para terem os seus afazeres domésticos e pessoais. Isso atinge principalmente as mulheres. Então, o presidente Lula está determinado”, explicou a ministra.
No Congresso, aliados do governo têm afirmado que a proposta não representa uma ruptura imediata com o mercado de trabalho, mas uma atualização do parâmetro constitucional vigente desde 1988. A base sustenta que trabalhadores mais descansados tendem a produzir mais, adoecer menos e permanecer por mais tempo nos empregos, o que reduziria custos indiretos para empresas e para o Estado.
O senador Paulo Paim (PT-RS) sempre esteve envolvido com pautas trabalhistas e é autor da PEC mais antiga sobre o tema – atualmente em trânsito no Senado Federal. Em entrevista à IstoÉ, ele apontou que a redução da jornada de trabalho segue uma tendência global, incluindo países como Portugal, Espanha, Chile, Equador, Holanda, Turquia e México.
“A PEC é viável, necessária e equilibrada. Um avanço civilizatório, compatível com a Constituição e com os direitos humanos.”, defendeu Paim.
Resistência da classe empresarial
A principal oposição ao fim da escala 6×1 fora do Congresso vem do empresariado, que passou a atuar como força política indireta no debate legislativo ao reforçar alertas sobre impactos econômicos da medida.
Entidades representativas do setor produtivo têm sustentado que a redução da jornada pode elevar custos, pressionar preços e comprometer a competitividade das empresas, mesmo diante dos estudos sobre ganhos de produtividade. Esse discurso ganhou novo fôlego com declarações recentes do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, que afirmou que o país não teria condições econômicas de absorver o fim da escala 6×1 no curto prazo e que eventuais custos adicionais acabariam sendo repassados ao consumidor. Ele ainda prometeu o lançamento de um estudo para demonstrar os impactos econômicos da medida.
Em nota à reportagem, a CNI defendeu a “negociação coletiva” acerca das proposições, mas pondera que “de forma geral, alterações legais que reduzam o limite semanal de trabalho abaixo de 44 horas podem restringir o espaço da negociação e comprometer a segurança jurídica, sobretudo em um ambiente que exige modernização das relações do trabalho, previsibilidade regulatória e sustentabilidade empresarial”.
Em reação ao desencorajamento da pauta pelo presidente da Confederação, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, acusou a CNI de recorrer ao que chamou de “terrorismo econômico” para tentar frear o avanço do projeto no Congresso. Segundo ele, a estratégia de associar a ampliação de direitos trabalhistas ao aumento de preços e perda de produtividade repete argumentos historicamente utilizados contra outras conquistas sociais e busca criar um ambiente de medo que pressione parlamentares, sobretudo do centrão.
Para a base governista, esse tipo de narrativa ignora evidências de experiências já adotadas por empresas que reduziram a jornada e reforça o caráter político da resistência empresarial, que extrapola o debate técnico e se transforma em instrumento de disputa dentro e fora do Legislativo.
E o Congresso?
Segundo levantamento da Quaest do segundo semestre de 2025, grande parte da Câmara (70% dos deputados) se declara contra a proposta ou receosa de apoiá-la, o que dificulta a obtenção dos 3/5 dos votos da Casa exigidos para aprovação da PEC. Análises indicam que parte da oposição prefere não levar a proposta a voto e tenta empurrá-la para a gaveta por receio de que ela seja votada em ano eleitoral – estratégia que transforma a pauta num jogo de custos políticos.
Fragmentos do Centrão, bolsonaristas e até deputados do Novo já se articulavam para apresentar propostas concorrentes, pedidos de retirada ou contrapropostas. Um dos nomes mais vocais contra a PEC, o deputado Marcos Pollon (PL-MS) disse à IstoÉ que o texto da proposta é “grosseiro”. O parlamentar declarou ser favorável à redução de escala, mas diz ser preciso repassar ao empregador meios para suportar o custo da redução bem como aumentar o salário.
“Este valor poderia ser obtido zerando as emendas e retirando as regalias dos políticos. Para isso não precisa de PEC.”, finalizou.
Pollon ganhou destaque por sugerir uma PEC que previa o fim dos feriados no Brasil justamente quando o texto de Erika Hilton tomava espaço no debate público, no fim de 2024. A intenção, segundo o parlamentar, era tornar o país mais “economicamente competitivo” e evitar interrupções na produtividade. A investida foi encarada pela base governista como uma provocação frente ao progresso da pauta trabalhista.
Na figura geral, o Congresso já emperrou pelo menos nove proposições sobre a redução de jornada de trabalho, se aproveitando da quantidade de trâmites e da exaustão burocrática que transpassa a efetivação do projeto.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já defendeu um “tratamento institucional” para a matéria, mas afirmou que não se deve “ficar vendendo sonhos” sobre o texto. Em últimas atualizações, o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), afirmou ter recebido uma sinalização “positiva” de Motta sobre o debate do fim da escala 6×1 neste ano, o que pode representar um avanço nas negociações.
A SANTÍSSIMA TRINDADE O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas
INTRODUÇÃO Nesta lição, exploraremos a doutrina fundamental sobre o Deus Filho, a Segunda Pessoa da Trindade. A partir da concepção virginal e da gloriosa Transfiguração, veremos que Jesus Cristo é verdadeiramente homem e plenamente Deus, possuindo a mesma essência do Pai. Ele não é apenas um profeta, mas o centro da revelação divina, o cumprimento da Lei e o único Mediador entre Deus e a humanidade. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.
TEXTO ÁUREO
Enquanto ele ainda estava falando, uma nuvem resplandecente os envolveu, e dela saiu uma voz, que dizia: “Este é o meu Filho amado em quem me agrado. Ouçam-no!” (Mt 17.5, NVI). Enquanto Pedro estava falando, uma nuvem brilhante os cobriu, e dela veio uma voz, que disse: — Este é o meu Filho querido, que me dá muita alegria.Escutem o que ele diz! (Mt 17.5, NTLH). No auge da transfiguração (Mt 17.1-8), uma nuvem luminosa envolveu os discípulos e o Pai declarou em voz audível três coisas sobre Jesus: 1. Identidade: “Este é o meu Filho…” 2. Amor e aprovação: “o amado… em quem me agrado” 3. Autoridade prática: “a ele ouvi” (um mandamento aos discípulos)
VERDADE PRÁTICA Jesus Cristo, o Deus Filho, é a revelação plena do Pai, centro da revelação divina e único mediador entre Deus e os homens. A Verdade Prática sintetiza muito bem o conteúdo dos pontos e subpontos. Vamos analisa-la em três pontos: 1. Revelação plena do Pai. A Transfiguração comprova a divindade de Cristo visual e auditivamente. Diferente de Moisés, cujo rosto brilhava com luz refletida, Jesus transfigurou-se irradiando sua própria 1 Graduado em teologia pela UniCesumar; Tecnólogo em coaching e desenvolvimento humano pela Unopar; pós-graduando em educação cristã e graduando em teologia pela Faculdade Batista do Cariri (FBC); Presbítero na Assembleia de Deus em Pernambuco glória intrínseca, revelando ser a “expressão exata do ser de Deus” e o “resplendor da sua glória” (Hb1.3). 2. Centro da revelação divina (Superioridade sobre a Lei e os Profetas). Moisés (a Lei) e Elias (os Profetas) apareceram conversando com Jesus, indicando que todo o Antigo Testamento apontava para Ele e nEle se cumpre. O fato de ambos desaparecerem, deixando os discípulos a ver “a ninguém, senão a Jesus” (Mt 17.8), somado à ordem do Pai “A ele ouvi”, estabelece que Cristo é a Palavra final e superior de Deus, a humanidade. 3. Único Mediador (O novo Êxodo). Lucas 9.31 relata que o tema da conversa no monte era a “partida” (no grego, exodos) que Jesus consumaria em Jerusalém. Isso conecta a glória divina diretamente à morte sacrificial na cruz. Jesus é o único mediador porque somente Ele, como Deus-Homem, poderia realizar esse “segundo êxodo”, libertando o povo da escravidão do pecado e inaugurando a Nova Aliança.
1. A DIVINDADE DO FILHO Ideia central do ponto: Jesus é o Filho eterno, plenamente Deus. Sua encarnação preserva sua deidade e confirma sua identidade (Jo 1.1,14; Lc 1.35). 1.1 A Concepção Virginal de Jesus. Ideia central: A encarnação ocorre pela ação do Espírito e pelo poder do Altíssimo, evidenciando o agir trinitário (Lc 1.35).O aluno deve sair sabendo: explicar por que a concepção virginal sustenta a identidade do Filho e qual é a sua relevância para igreja. A LIÇÃO DIZ: A concepção do Senhor Jesus foi um ato miraculoso. Sobre isso, o anjo Gabriel explicou à virgem: “Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra” (Lc 1.35a). Dessa maneira, observa-se, nesse evento, a manifestação da Trindade: o Pai, o Filho de Deus e o Espírito Santo. A concepção virginal de Jesus é fundamental para a teologia cristã porque atua como o elo histórico que conecta a pré-existência eterna do Filho com a sua humanidade assumida, garantindo tanto a sua impecabilidade quanto a eficácia da sua obra redentora em favor da Igreja.A concepção virginal evidencia que Jesus é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. Como homem, Jesus não teve pai humano; como Deus, Ele não teve mãe. Pela operação do Espírito Santo, Ele herdou a natureza divina do Pai e recebeu a natureza humana de Maria, unindo-as perfeitamente em uma só Pessoa, sem confusão ou mistura. Os relatos da concepção virginal de Jesus aparecem principalmente em Mateus 1.18-23 e Lucas 1.26-38: Em Mateus 1.20, o anjo diz a José: “…o que nela foi gerado é do Espírito Santo.” Em Lucas 1.35, o anjo Gabriel diz a Maria: “Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus.” Nestes textos, três elementos são evidentes: 1.1.1 O Espírito Santo é agente direto da concepção. 1.1.2 O Altíssimo (Deus Pai) é mencionado como fonte do poder envolvente. 1.1.3 O ser concebido é o Filho de Deus, pré-existente, que assume a natureza humana. Se Cristo fosse filho de José e Maria por geração ordinária, Ele herdaria a culpa de Adão e a natureza pecaminosa, tornando-se incapaz de ser o Salvador. A concepção sobrenatural garantiu que o ente nascido fosse “Santo” (Lc 1.35), livre da contaminação do pecado original e qualificado para ser o Cordeiro imaculado que tira o pecado do mundo. Esta doutrina é essencial para a fé cristã, pois se Jesus não tivesse assumido a natureza humana (sem pecado), Ele não poderia representar a humanidade nem reconciliá-la com Deus. 1.2 A deidade absoluta do Filho. Ideia central: O Verbo é Deus desde a eternidade e, na encarnação, assume a natureza humana sem deixar de ser Deus (Jo 1.1; Jo 10.30; Fp 2.6-11). O aluno deve sair sabendo: afirmar as duas naturezas em uma Pessoa e relacionar isso à mediação única de Cristo (1Tm 2.5).A LIÇÃO DIZ: O Senhor Jesus Cristo é, desde a eternidade, o único Filho de Deus e possui a mesma essência e substância (gr. homooúsios) do Pai (Jo 10.30; 14.9). Antes de nascer em Belém, o Filho já existia eternamente com o Pai: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1.1). Ele é a Segunda Pessoa da Trindade e foi enviado pelo Pai ao mundo (1Jo 4.9). Ele se fez carne, sem deixar de ser Deus, possuindo duas naturezas, a divina e a humana, unidas numa única pessoa (Jo 1.14; Fp 2.6-11). O evangelho joanino é bem claro quanto a divindade de Jesus: No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. No princípio era o Verbo. Ele mesmo não teve um começo, mas existiu desde a eternidade. Para além de onde a mente humana pode ir, o Senhor Jesus estava lá. Ele nunca foi criado. Ele não teve princípio. (Uma genealogia estaria fora de contexto nesse evangelho do Filho de Deus.) O Verbo estava com Deus. Ele tinha uma personalidade separada e distinta. Ele não era simplesmente uma ideia, um pensamento ou algum tipo de exemplo vago, mas uma pessoa real que viveu com Deus. O Verbo era Deus. Ele não apenas estava com Deus, mas ele mesmo era Deus. A Bíblia ensina que há um Deus e que há três pessoas na Divindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Essas três pessoas são Deus. Nesse versículo, duas das pessoas da Divindade são mencionadas: Deus Pai e Deus Filho. É a primeira de muitas declarações claras nesse evangelho de que Jesus Cristo é Deus. Não é suficiente dizer que ele é “um deus”, que ele é semelhante a um deus ou que ele é divino. A Bíblia ensina que ele é Deus. Numa só sentença, o primeiro versículo do evangelho de João declara a eternidade, a personalidade e a deidade de Cristo. João pretende que o todo de seu evangelho seja lido à luz desse versículo. Um dos argumentos mais conhecidos a respeito da divindade de Jesus é o famoso trilema! Um judeu do primeiro século chamado Jesus afirmou algo extraordinário a respeito de si mesmo: que era o Deus eterno e verdadeiro. Temos, assim, três possibilidades quanto a Jesus, e devemos escolher apenas uma delas: ou ele era A Bíblia afirma com frequência que Jesus é Deus: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1.1); “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9). As Escrituras Sagradas revelam os atributos divinos na pessoa de Jesus. Ele é eterno: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9.6); onipotente: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há devir, Todo-poderoso״) Ap 1.8); onipresente: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt 18.20); e onisciente: “Agora, conhecemos que sabes tudo” (Jo 16.30). As suas obras revelam também a sua divindade. Ele é o absoluto soberano e criador de todas as coisas. Ele é a fonte da vida, autor do novo nascimento, habita nos fiéis, dá a vida eterna, inspirou também os profetas e apóstolos, distribui os ministérios, santifica os fiéis, deu poder aos apóstolos, perdoa pecados, é adorado pelos humanos, pelos anjos, na terra e no céu. Possui títulos divinos, como “Eu Sou”,o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, e o Senhor dos Senhores.Os atributos são perfeições próprias da essência de Deus. Os atributos absolutos ou incomunicáveis são exclusivos da divindade como onipotência, eternidade, onisciência e onipresença. 1.3.1 Ele perdoou pecados. Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: — Filho, os seus pecados estão perdoados. Alguns escribas estavam sentados ali e pensavam em seu coração: Como ele se atreve a falar assim? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, a não ser um, que é Deus? (Mc 2.5-7, NAA). 1.3.2 Jesus era adorado como Deus. Então Jesus lhe ordenou: — Vá embora, Satanás, porque está escrito: “Adore o Senhor, seu Deus, e preste culto somente a ele.” (Mt 4.10, NAA). Cornélio prostou-se aos pés de Pedro, mas ele não aceitou ser adorado (At 10.25,26). João prostou-se diante de um anjo, mas o ele não aceitou ser adorado (Ap 19.10). Porém, Jesus aceitou adoração: E eis que um leproso aproximou-se e o adorou (Mt 8.2, NAA). E os que estavam no barco o adoraram, dizendo: — Verdadeiramente o senhor é o Filho de Deus! (Mt 14.33, NAA). 1.3.3 Jesus dizia ser igual a Deus. Respondeu-lhe Jesus: […] Eu e o Pai somos um. Novamente pegaram os judeus em pedras para lhe atirar. Disse-lhes: tenho-vos mostrado muitas boas obras da parte do Pai; por qual delas me apedrejais? Responderam-lhe os judeus: Não é por obra boa que te apedrejamos, e, sim, por causa da blasfêmia, pois sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo. (Jo 10.25-33, ARC). Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não somente violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus. (Jo 5.17-18, ARC) ASSIM COMO O FILHO DE UM PAI HUMANO É TOTALEMENTE HUMANO, O FILHO DE DEUS É TOTALMENTE DEUS. 1.3.4 Jesus é onipotência. Em Isaías são citados cinco nomes de Cristo em uma mesma passagem; um deles (Deus forte) refere-se à onipotência de Cristo: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz” (Is 9.6). 1.3.5Jesus é onipresença. “Como Jesus continuou onipresente se, ainda na Terra, estava limitado pelo tempo e o espaço, ocupando apenas um só lugar ao mesmo tempo?” Como Filho do homem (sua humanidade), Ele estava limitado às dimensões geográficas: quando estava na Galileia, não se encontrava, é claro, na Judeia. No entanto, como Filho de Deus (sua divindade), sempre esteve presente em todo o lugar (Mt 28.20).
1.3.6 Jesus é onisciente. Então, todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda mentes e corações, e retribuirei a cada um de vocês de acordo com as suas obras. (Ap 2.23 NVI).
2. A CENTRALIDADE DO DEUS FILHO Ideia central do ponto: Na transfiguração, Cristo manifestou sua glória (Mt 17.2-5; Hb 1.1-2). 2.1 A glória sobrenatural de Jesus. Ideia central: A transfiguração revela, de modo antecipatório, a glória do Filho (Mt 17.2). O aluno deve sair sabendo: descrever a finalidade cristológica do evento e sua relação com a exaltação de Cristo (Fp 2.9-11). A LIÇÃO DIZ:Pedro, Tiago e João acompanharam Jesus até um alto monte (Mt 17.1). Neste local, Jesus “transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz” (Mt 17.2). Na ocasião, Jesus revelou temporariamente a glória da sua natureza divina, com aparência resplandecente. Aqui, a divindade de Jesus foi revelada. Uma manifestação visível da glória de Deus no Filho encarnado (Fp 2.6-9). Vamos, a partir deste subponto, expor Mateus 17.1-8, onde está registrada a transfiguração de Jesus diante de alguns discípulos. Faremos isso levando em consideração o que Marcos e Lucas escreveram sobre esse mesmo evento.
Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro e os irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. E Jesus foi transfigurado diante deles. O seu rosto resplandecia como o sol, e as suas roupas se tornaram brancas como a luz. (Mt 17.1-2, NAA). Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e os levou, em particular, a sós, a um alto monte. E Jesus foi transfigurado diante deles. As suas roupas se tornaram resplandecentes, de um branco muito intenso, como nenhum lavandeiro no mundo as poderia alvejar. (Mc 9.2-3, NAA). Cerca de oito dias depois de proferidas estas palavras, Jesus levou consigo Pedro, João e Tiago e subiu ao monte com o propósito de orar. E aconteceu que, enquanto ele orava, a aparência do seu rosto se transfigurou e a roupa dele ficou de um branco brilhante. (Lc 9.28-29, NAA). Os três evangelhos narram o mesmo evento, mas cada um o enquadra e o descreve com ênfases próprias, de modo que as diferenças não enfraquecem o relato, antes revelam o foco teológico e literário de cada autor. Mateus e Marcos marcam o tempo com precisão (“seis dias depois”), enquanto Lucas amplia a janela (“cerca de oito dias depois”) e ainda amarra o episódio ao contexto imediato (“depois de proferidas estas palavras”), como quem diz: o que Jesus ensinou desemboca numa revelação. Até a forma de nomear os discípulos coopera com esse enquadramento: Mateus diz “Pedro e os irmãos Tiago e João”, trazendo um tom relacional; Marcos mantém a lista direta (“Pedro, Tiago e João”); e Lucas altera a ordem (“Pedro, João e Tiago”), sem mudar o grupo, mas mudando o ritmo da narração. Também há diferença no grau de isolamento: Mateus registra que foi “em particular”, Marcos reforça “em particular, a sós”, e Lucas prefere explicar a finalidade da subida ao monte, destacando o motivo: Jesus subiu para orar. Na descrição do que acontece com Jesus, o mesmo momento ganha cores diferentes. Mateus enfatiza o rosto, “resplandecia como o sol”, e as roupas “brancas como a luz”, com imagens mais solenes e amplas. Marcos não menciona o rosto e concentra-se nas roupas, usando uma comparação cotidiana (“como nenhum lavandeiro no mundo as poderia alvejar”), como se puxasse o leitor para o impacto visual imediato. Lucas, por sua vez, destaca que a mudança ocorre “enquanto ele orava”, e descreve a transfiguração com linguagem mais observacional: “a aparência do seu rosto se transfigurou” e a roupa ficou “de um branco brilhante”, sem analogia extensa. Assim, Mateus sublinha a glória, Marcos sublinha o assombro, e Lucas sublinha a ligação entre oração e revelação. Que monte era esse? A tradição diz que é o monte Tabor; outros pensam que se trata do monte Hermom.Mas a geografia não interessa, pois não fazemos peregrinações sagradas. A fé no Senhor vivo que está presente em todos os lugares faz que montes sagrados entrem em esquecimento. A palavra traduzida como “transfigurado” vem do verbo grego μεταμορφόω (metamorphoō), que significa “transformar-se em forma ou aparência”, de modo visível. Meta = mudança. Morphē = forma, aparência visível. O contraste entre o anúncio da cruz (Mt 16.21) e a glória vista no monte tem finalidade cristológica: preparar os discípulos para entender que a humilhação de Jesus é voluntária e que ela o conduz, necessariamente,à sua exaltação. Eles veem, por um instante, aquilo que será plenamente manifesto depois: o Cristo exaltado. 2.2. O testemunho da Lei e dos Profetas. Ideia central: Moisés e Elias representam a Lei e os Profetas, que convergem e se cumprem em Cristo (Mt 17.3; Mt 5.17; Lc 24.27). O aluno deve sair sabendo: explicar como o Antigo Testamento aponta para Cristo sem criar “mediadores paralelos”.
E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com Jesus. Então Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: — Senhor, bom é estarmos aqui. Se o senhor quiser, farei aqui três tendas: uma para o senhor, outra para Moisés e outra para Elias. (Mt 17.3-4, NAA). E lhes apareceu Elias com Moisés, e estavam falando com Jesus. Então Pedro, tomando a palavra,disse a Jesus: — Mestre, bom é estarmos aqui. Façamos três tendas: uma para o senhor, outra para Moisés e outra para Elias. Pois não sabia o que dizer, por estarem eles apavorados. (Mc 9.4-6, NAA). E eis que dois homens falavam com ele: eram Moisés e Elias, que apareceram em glória e falavam da morte de Jesus, que ele estava para cumprir em Jerusalém. Pedro e seus companheiros estavam caindo de sono; mas, conservando-se acordados, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele. Quando estes começaram a se afastar de Jesus, Pedro lhe disse: — Mestre, bom é estarmos aqui. Façamos três tendas: uma para o senhor, outra para Moisés e outra para Elias. Porém, Pedro não sabia o que estava dizendo. (Lc 9.30-33, NAA).
Moisés e Elias podem representar os santos do AT. Ou, se tomarmos Moisés como representante da Lei,e Elias representando os Profetas, então aqui vemos ambas as partes do AT apontando para os sofrimentos de Cristo e as glórias que seguiriam. Uma terceira possibilidade é que Moisés, levado ao céu por meio da morte, representa todos os que serão ressuscitados da morte para entrar no milênio, enquanto Elias, trasladado para o céu, representa os que entrarão no reino pelo caminho de trasladação. Acho mais plausível a segunda possibilidade. Moisés e Elias também carregam peso escatológico: Moisés é apresentado como modelo do profeta prometido (Dt 18.18), e Elias como figura ligada ao precursor (Ml 4.5-6; Mt 3.1-3; 11.7-10; 17.9-13). Os dois experimentaram manifestações da glória divina, um no Sinai (Êx 31.18) e o outro no Horebe (1Rs 19.8). Porém, aqui a ênfase é que a glória agora se concentra em Jesus: é Ele quem é transfigurado e irradia a glória da divindade. Também não passa despercebido que ambos sofreram rejeição: Moisés foi resistido pelo povo (cf. At 7.35,37) e Elias foi perseguido (1Rs 19.1-9; Mt 17.12). Portanto, juntos, eles podem representar a Lei e os Profetas.
Destacamos a superioridade Cristo usando as palavras do escritor aos Hebreus: Antigamente, Deus falou, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, mas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também fez o universo. O Filho, que é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela sua palavra poderosa, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas (Hb 1.1-4, NAA).
2.3 A aprovação divina do Pai. Ideia central: O Pai identifica o Filho amado e ordena que sua voz seja ouvida acima de todas as outras (Mt 17.5; Dt 18.15). O aluno deve sair sabendo: afirmar que ouvir o Filho é um critério de fidelidade a Deus e a base para a vida cristã. A LIÇÃO DIZ: A expressão “em quem me comprazo” (gr. eudokēsa) revela que o Filho é aquEle em quem o Pai se deleita (Is 42.1). A voz do Pai é uma afirmação da centralidade de Cristo (Jo 14.6) e sustenta adoutrina da Trindade, em que o Filho é Deus, gerado pelo Pai e consubstancial com Ele (Jo 14.9,10).
Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: — Este é o meu Filho amado, em quem me agrado; escutem o que ele diz! (Mt 17.5, NAA).A seguir, veio uma nuvem que os envolveu; e dela veio uma voz que dizia: — Este é o meu Filho amado; escutem o que ele diz! (Mc 9.7, NAA). Enquanto assim falava, veio uma nuvem e os envolveu. E ficaram com medo ao entrar na nuvem. E dela veio uma voz que dizia: — Este é o meu Filho, o meu eleito; escutem o que ele diz! (Lc 9.34, NAA).
Três observações precisam ser feitas aqui: 2.3.1 Em primeiro lugar, Mateus 17.5 é o ponto alto desse evento porque a voz vinda da nuvem não apenas identifica Jesus, mas fixa uma ordem que serve como critério de fidelidade: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o”. A fala é, em grande parte, uma repetição de 3.17, agora colocada no contexto da transfiguração, e, por isso, ganha força normativa. Logo, “ouvir o Filho” é uma forma de obedecer ao próprio Deus. A fé cristã se define, aqui, por uma submissão à voz de Cristo, acima de qualquer outra voz. 2.3.2Em segundo lugar, o próprio cenário explica por que essa ordem é decisiva. Mateus registra a presença de Moisés e Elias, e, com isso, a narrativa coloca lado a lado o que poderia parecer concorrente: Moisés, figura associada à Lei e à aliança, e Elias, figura associada aos Profetas e ao horizonte escatológico. No entanto, justamente quando essas figuras aparecem, o Pai acrescenta a instrução “escutai-o”, uma alusão que ecoa Dt 18.15-18, e confirma Jesus como o profeta escatológico cujo tipo Moisés personifica (cf. At 3.22,23; 7.37). Assim, o texto não está equiparando Jesus a Moisés e Elias, mas, no contexto, indo adiante e pondo-o acima deles. É por isso que o “ouvir” funciona como critério de fidelidade: quem deseja ser fiel a Deus, deve ser governado pela palavra do Filho. 2.3.3 Em terceiro lugar, a nuvem resplandecente serve como moldura teológica da ordem. A nuvem, no Antigo Testamento, é sinal clássico da presença divina e remete ao êxodo (Êx 13.21,22; 19.16; 24.15- 18; 40.34-38). Além disso, em diversos textos bíblicos e no imaginário judaico, a nuvem também aparece associada ao horizonte escatológico e ao reino que irrompe (Sl 97.2; Is 4.5; Dn 7.13; Sf 1.15; cf. Lc 21.27; 1Ts 4.17). O detalhe mateano de que a nuvem era “luminosa” reforça a ideia de glória e, no conjunto, sublinha o que importa: a ordem “escutai-o” vem do âmbito da presença de Deus.
3. A MISSÃO REDENTORA DO DEUS FILHO Ideia central do ponto: Cristo é a revelação suprema, o único salvador e mediador, e sua obra é suficiente para reconciliar o pecador com Deus (Hb 1.1-3; At 4.12). 3.1 O Filho como revelação suprema. Ideia central: Deus falou de modo definitivo no Filho, que possui autoridade final sobre a fé e a prática (Hb 1.1-2; Mt 17.5). O aluno deve sair sabendo: priorizar o ensino de Cristo como norma para crença, adoração e obediência. A LIÇÃO DIZ: A instrução, “escutai-o”, coloca o Filho em posição de supremacia sobre as revelações anteriores (Lc16.16; Jo 1.17,18). Não é Moisés (a Lei) e nem Elias (os Profetas) que devem ser ouvidos, mas o Cristo (Hb 1.1,2). Esse evento sinaliza a transição entre a Antiga e a Nova Aliança, centrada na pessoa do Filho (Cl 2.17; Hb 10.1). Logo, negar a Cristo, ignorá-lo ou relativizar sua voz é rejeitar a autoridade de Deus (1Jo 5.12). A Bíblia apresenta Jesus como maior do que todos os que viveram antes dEle e todos os que virão depois. Colossenses 1.18 expõe, de modo direto, sua supremacia “em todas as coisas”, e Efésios 1.22 afirma que Deus sujeitou tudo “debaixo dos pés de Cristo” e o constituiu “cabeça sobre todas as coisas” para a igreja (Ef 1.22). 3.1.1 Jesus é maior que toda a criação, porque é o Criador e o fim de todas as coisas: “tudo foi criado por meio dele e para ele” (Cl 1.16). Essa supremacia aparece quando Ele domina a natureza e a vida, ao acalmar a tempestade (Mc 4.39), multiplicar pães (Mc 8.6-9), curar cegos (Mc 8.22-25) e andar sobre as águas (Mc 6.48). 3.1.2 Jesus é maior que Abraão, porque sua identidade antecede a própria história patriarcal. Diante dos judeus, Ele afirma que Abraão “viu” o seu dia e se alegrou, e declara: “antes que Abraão existisse, Eu Sou” (Jo 8.56,58; cf. Jo 8.53). 3.1.3 Jesus é maior que Jacó, porque oferece uma dádiva que não se limita ao presente. No poço de Jacó, Ele promete “água viva” (Jo 4.10) e contrasta a água que passa com a água que permanece, tornandose “fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo 4.12-14; cf. Gn 32.28). 3.1.4 Jesus é maior que Moisés. Moisés foi o mediador da Lei e falou com Deus “face a face” (Êx 33.11), e também apontou para o profeta a quem o povo deveria ouvir (Dt 18.15). Porém, Jesus cumpre a Lei (Mt 5.17), liberta do pecado e da morte (Rm 8.2), e Hb 3.3 afirma que Ele é “digno de maior glória do que Moisés” (Hb 3.3; cf. At 2.22).
3.1.5 Jesus é maior que Davi. Embora o Messias seja chamado “Filho de Davi” (Mt 9.27; cf. 2Sm 7.16), o próprio Davi o chama de “meu Senhor” (Sl 110.1; cf. Mt 22.45). Logo, o Filho de Davi não é apenas herdeiro de uma linhagem, mas o Senhor acima dela. 3.1.6 Jesus é maior que Salomão. Ainda que Salomão tenha sido singular em sabedoria, riqueza e prestígio (1Rs 10.23-24), Jesus declara que “aqui está quem é maior do que Salomão” (Mt 12.42). A grandeza de Cristo supera a glória do trono de Salomão e a fama da sabedoria humana. 3.1.7 Jesus é maior que Jonas. Jonas foi instrumento de um avivamento marcante em Nínive, mas Jesus declara: “aqui está quem é maior do que Jonas” (Mt 12.41). 3.1.8 Jesus é maior que João Batista. João foi “mais do que profeta” e, entre os nascidos de mulher, “ninguém é maior” (Lc 7.26,28). Contudo, o próprio João reconhece que Cristo é “mais poderoso” e que sua obra excede a dele, pois Jesus batiza com o Espírito Santo (Mc 1.7-8; cf. Lc 1.17). 3.1.9 Jesus é maior que o templo. O templo era o centro da vida religiosa de Israel, mas Jesus afirma: “aqui está quem é maior do que o templo” (Mt 12.6). Sua mediação é superior, e Hb 8.6 declara que Ele possui “ministério tanto mais excelente” (Hb 8.6). 3.1.10 Jesus é maior que o sábado. O sábado era o sinal da aliança mosaica (Ez 20.12), e Jesus viveu sob a Lei e a cumpriu (Gl 4.4; Mt 5.17). Ainda assim, Ele afirma que “o Filho do Homem é o Senhor do sábado” (Mt 12.8). 3.1.11 Jesus é maior que a igreja. A igreja é o povo eleito e redimido por Deus (Rm 8.30) e será apresentada gloriosa (Ef 5.27). Contudo, Cristo é maior, porque é o Cabeça da igreja, seu corpo (Cl 1.18; cf. Jo 13.16; 15.20).3.1.12 Jesus é maior que os anjos. Os anjos são servos, mas o Filho está entronizado à direita da Majestade e é superior por natureza e por nome (Hb 1.3-5). Um dia, toda autoridade se curvará diante dEle (Fp 2.10), pois Ele é “tão superior aos anjos” quanto o nome que herdou é “mais excelente” (Hb 1.4; cf. Jo 3.16). O nome de Jesus é maior que todos os outros nomes. Deus o exaltou e lhe deu “o nome que está acima de todo nome” (Fp 2.9). Por isso, a salvação é anunciada em seu Nome e somente nele é encontrada (At 4.12). “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9). Como o Verbo eterno (Jo 1.1), Jesus é a revelação mais plena de Deus ao homem, e, por isso, não há voz acima da sua.
3.2 A exclusividade de Cristo na redenção. Ideia central: Só Cristo salva e reconcilia; não há outro nome dado para salvação (At 4.12; 1Tm 2.5; Cl 1.20-22). O aluno deve sair sabendo: defender a suficiência da obra de Cristo e rejeitar relativizações do evangelho. A LIÇÃO DIZ: Após a visão do Cristo transfigurado, a Bíblia declara: “erguendo eles os olhos, ninguém viram, senão a Jesus” (Mt 17.8). Essa afirmação encerra uma verdade fundamental: Cristo é absolutamente único e exclusivo na obra da redenção. A presença de Moisés e Elias cessou; restou apenas Cristo. Ele é o cumprimento da Lei e dos Profetas (Mt 5.17). Toda a Escritura aponta para Ele (Lc 24.27). Cristo não é meramente um Profeta; Ele é o Deus revelado (Jo 14.9), o resplendor da glória divina (Hb 1.3). Ele é o único mediador entre Deus e os homens (At 4.12; 1Tm 2.5). Exclusividade é a condição de ser único e incomparável em uma função que não admite substitutos nem concorrentes. Em termos bíblico-teológicos, é dizer que determinada obra ou mediação pertence somente a uma pessoa, por direito e por capacidade, de modo que não pode ser dividida, repetida ou complementada. Em Mt 17.8, após o Pai falar e a visão chegar ao fim, os discípulos “erguendo os olhos, ninguém viram, senão a Jesus” (Mt 17.8). Moisés e Elias desaparecem, e permanece apenas Cristo. Essa cena comunica, de forma visual e pedagógica, que a Lei e os Profetas não competem com o Filho Eterno, antes testemunham dele e cedem lugar à sua centralidade. Assim, a transfiguração não termina com três figuras em pé de igualdade, mas com um único foco: Cristo. 3.3 O aprendizado pela experiência. Ideia central: A visão da glória do Filho confirmou sua majestade e preparou os discípulos para perseverar (2Pe 1.16-17; Hb 12.2). O aluno deve sair sabendo: aplicar a esperança na glória de Cristo para enfrentar o sofrimento, manter a fidelidade e permanecer em adoração. A LIÇÃO DIZ: A revelação da glória do Cristo ressurreto, foi também um evento pedagógico para os discípulos. A experiência os fortaleceu para o futuro sofrimento de Jesus. Mais tarde, Pedro reconheceu o episódio como evidência incontestável da majestade de Jesus: “mas nós mesmos vimos a sua majestade […] quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido” (2Pe 1.16,17). A transfiguração, portanto, é o vislumbre do Reino, prenúncio da ressurreição, antecipação da vitória final de Cristo, e o anúncio de seu triunfo escatológico sobre a morte e todo domínio (Hb 1.8-12; Fp 2.9-11). Diante dessa glória, somos chamados a contemplar e adorar a Cristo com fé e esperança (Hb 12.2). Sobre esse evento, Pedro escreveu:
Porque não lhes demos a conhecer o poder e a vinda do nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade. Porque ele recebeu honra e glória da parte de Deus Pai, quando, pela Suprema Glória, lhe foi enviada a seguinte voz: “Este é o meu Filho amado, em quem me agrado.” Ora, nós ouvimos esta voz vinda do céu quando estávamos com ele no monte santo. Assim, temos ainda mais segura a palavra profética, e vocês fazem bem em dar atenção a ela, como a uma luz que brilha em lugar escuro, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça no coração de vocês. (2Pe 1.16-19, NAA).
Conforme vimos, a experiência da transfiguração de Jesus é relatada por Mateus, Marcos e Lucas. Mas nenhum deles estava presente no monte com Jesus. Pedro estava e foi testemunha ocular do ocorrido. Pedro dá três provas da transfiguração: um testemunho visual; um testemunho auditivo e um testemunho presencial. Quanto ao testemunho visual, os apóstolos foram testemunhas oculares da […] majestade do Senhor. Quanto ao testemunho auditivo, os apóstolos ouviram da parte de Deus […] a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. Por fim, Pedro acrescenta o testemunho presencial: estávamos com ele no monte santo. Não há dúvida de que se trata de uma situação real. A transfiguração aconteceu em boa parte para os discípulos (Jesus levou os três mais íntimos para ela; ele foi transfigurado diante “deles”; a voz falou para “eles”. Isso não quer dizer que eles entenderam totalmente o evento; mas a transfiguração foi um passo crucial na autorrevelação de Jesus carregada de simbolismo que seria muito mais bem entendida (2Pe 1.16-19) depois da ressurreição. Para o momento, ela confirmou de forma indelével a convicção dos discípulos de que Jesus era o Messias.
CONCLUSÃO O estudo sobre o Deus Filho reafirma que Jesus Cristo não é apenas uma figura histórica ou um profeta relevante, mas a Segunda Pessoa da Trindade, plenamente Deus e plenamente homem. Através da concepção virginal e da gloriosa Transfiguração, Ele se revelou como o resplendor da glória do Pai e o cumprimento definitivo de toda a Lei e dos Profetas. Sua divindade é atestada por Seus atributos eternos, enquanto Sua humanidade impecável O qualifica como o único Mediador eficaz. A ordem divina “ouçam-no” estabelece Cristo como a autoridade suprema para a Igreja. Concluirmos, portanto, que a salvação e a revelação plena de Deus repousam exclusivamente na pessoa de Jesus, o centro de toda a fé cristã.
Mefibosete era o filho de Jônatas, o melhor amigo do rei Davi. Depois que Jônatas morreu, Davi cuidou de Mefibosete, por amor ao seu amigo. Essa é uma história que ilustra a importância da lealdade e compaixão. Davi expressou honra e fidelidade à promessa de amizade feita a Jônatas, mesmo após a morte deste.
Mefibosete era neto de Saul, o primeiro rei de Israel. Saul se desviou dos caminhos de Deus, por isso Deus escolheu Davi para ser o próximo rei. Jônatas, o pai de Mefibosete, era o filho mais velho de Saul, se tornou amigo de Davi e o apoiava. Mesmo sabendo que Davi iria ser o próximo rei, e não ele, Jônatas defendeu Davi e o protegeu da inveja de Saul. Davi e Jônatas eram amigos tão próximos que estabeleceram umaaliança de amizade (1 Samuel 20:16-17). Mais tarde, em uma batalha, Jônatas morreu junto de seu pai Saul. Quando a notícia chegou à casa de Jônatas, a babá de Mefibosete pegou nele e fugiu para salvar sua vida dos inimigos. Mas ela se descuidou e deixou o menino cair. Assim, ele ficou com os dois pés aleijados pelo resto da vida. Mefibosete foi levado para Lo-Debar, um lugar em Gileade. Ele tinha cinco anos quando isso aconteceu (2 Samuel 4:4).Passado bastante tempo, quando Davi já estava estabelecido como rei em Israel, ele se lembrou de Jônatas e quis continuar a honrar sua amizade. Um antigo servo de Saul lhe contou sobre Mefibosete e Davi mandou chamá-lo. Quando Mefibosete chegou, Davi lhe devolveu todas as terras de seu avô Saul e o convidou para morar com ele. Davi também colocou um homem chamado Ziba para tomar conta da propriedade de Mefibosete (2 Samuel 9:6-7). Era comum em circunstâncias semelhantes a estas, o atual rei exterminar todos os descendentes diretos do rei anterior, para não haver uma possível conspiração ou tentativa de traição. Mas a amizade de Davi com Jônatas era muito maior que sua inimizade com Saul! Davi poderia ter visto Mefibosete como um rival ao trono, mas ele apenas o viu como o filho de seu melhor amigo.
A morte de Mefibosete
A Bíblia não menciona como Mefibosete morreu. Diz apenas que Davi poupou-o, quando teve que escolher 7 descendentes de Saul para serem mortos, vingando a barbaridade da família de Saul contra os Gibeonitas. Importante não confundir este Mefibosete, filho de Jônatas, com outro Mefibosete, filho de Saul e Rispa, que foi morto enforcado pelos gibeonitas (2 Samuel 21:7-9).
Mefibosete e Ziba
Quando um dos filhos de Davi, Absalão, tentou roubar o trono, Davi teve de fugir de Jerusalém. Durante a fuga, Ziba, o servo de Mefibosete chegou com provisões para ajudar Davi. Quando Davi perguntou onde estava Mefibosete, Ziba respondeu que ele tinha ficado em casa, porque queria retomar o trono. Zangado com a ingratidão de Mefibosete, Davi deu toda a propriedade dele a Ziba (2 Samuel 16:2-4). Algum tempo depois, quando Davi derrotou os traidores e voltou para casa, Mefibosete veio ao seu encontro. Ele não tinha se arrumado desde que Davi tinha partido, em sinal de tristeza! Davi perguntou por que Mefibosete não fora com ele, e Mefibosete explicou que Ziba o tinha traído. Sendo aleijado dos pés, Mefibosete precisava de seu jumento para ir ao encontro de Davi para lhe dar seu apoio, mas Ziba ignorou sua ordem e partiu sem ele (2 Samuel 19:26-28).
Tendo ouvido duas histórias diferentes, Davi decidiu que Mefibosete e Ziba deveriam dividir a propriedade entre si. Mas Mefibosete disse que Ziba podia ficar com tudo! Ele apenas estava preocupado com o bem-estar de Davi (2 Samuel 19:29-30).
O que podemos aprender com Mefibosete
Podemos aprender com Mefibosete a importância da humildade, confiança em Deus e perdão, mesmo quando enfrentamos traições. Além disso, a história destaca a necessidade de discernimento ao lidar com relações e lealdade, pois nem sempre as aparências refletem a verdadeira natureza das pessoas ao nosso redor. Mefibosete sofreu muito com as consequências das ações de outras pessoas, mas isso não destruiu seu caráter. Mefibosete nos ensina sobre:
Gratidão– apesar de todas as coisas ruins que lhe aconteceram, Mefibosete era grato pelas bênçãos que recebeu
Humildade – Mefibosete não se achava superior nem procurou se exaltar acima de outras pessoas, tentando ser rei
Contentamento – a alegria de Mefibosete não dependia da quantidade de seus bens
Jesus lavou os pés dos discípulos para lhes ensinar a servir uns aos outros. Ele estava dando o exemplo para todos seguirem. Quem ama Jesus serve seus irmãos. No tempo de Jesus, quando as pessoas chegavam a casa lavavam os pés, porque muitos andavam descalços ou de sandálias. Na casa com convidados, a pessoa de posição mais baixa na casa lavava os pés dos convidados. Normalmente, lavar os pés era o trabalho dos escravos ou das mulheres. Ninguém queria lavar os pés dos outros, porque o pé era a parte mais suja do corpo. Jesus era o líder. Ele não tinha a obrigação de lavar os pés de ninguém. Pelo contrário, outras pessoas deveriam lavar os seus pés! Mas Jesus não se preocupava com sua posição social (João 13:3-5). Ele fez o trabalho que precisava ser feito, para o bem de seus discípulos. Jesus não agia como se fosse superior aos outros.Depois de ter lavado os pés dos discípulos, Jesus explicou que eles deveriam fazer o mesmo uns com os outros. Nós não somos superiores a Jesus. Se ele, sendo a pessoa mais importante, era humilde e servia os outros, nós também devemos ser humildes e servir (João 13:14-16). Ser líder na Bíblia não é tratar os outros como inferiores. O cristão lidera por exemplo, servindo as pessoas com humildade e amor. Se Jesus servia, o líder cristão deve servir (Marcos 10:43-45). E se o líder cristão serve, todos devem servir.
A igreja deve ter uma cerimônia de lava-pés?
Não, a igreja não precisa de uma cerimônia onde as pessoas lavam os pés uns dos outros. Jesus não disse que deveria ser um ritual. A igreja primitiva, fundada pelos apóstolos a quem Jesus lavou os pés, não tinha nenhum ritual de lavar os pés. O objetivo de Jesus não era instituir um ritual. Hoje em dia, com sapatos fechados e estradas de asfalto, lavar os pés não tem tanta importância como no tempo de Jesus. Se não servimos aos outros, realizar uma cerimônia de lavar os pés não tem valor algum. A mensagem de Jesus era que devemos servir uns aos outros (Romanos 12:10).
Você está sem ideia do que preparar para o almoço ou jantar da família? Então vai adorar esta saborosa carne moída recheada do Canal Tata Pereira! Com um preparo fácil e rápido, este prato é feito na travessa e composto de molho de tomate, batatas, discos de carne moída e muçarela na cobertura, uma delícia! Separe os ingredientes, faça e receba os elogios!
Como fazer carne moída recheada
Para a carne moída recheada, adicione a carne moída numa vasilha e junte o alho, o cheiro-verde, o sal, pimenta-do-reino, páprica picante e noz-moscada, mexendo tudo super bem manualmente, reservando. Distribua um pouco do molho de tomate num refratário, coloque a cebola sobre o molho, e depois as batatas pré-cozidas, com maionese por cima. Tire uma porção da massinha de carne e modele um disco manualmente, achatando e pondo por cima da maionese na travessa. Faça isso com o restante da massa de carne moída. Conclua a receita seguindo as orientações, sirva e delicie-se!
Ingredientes da receita de carne moída recheada
1 cebola picadinha
2 sachês de molho pronto de tomate
cheiro-verde picado (a gosto)
500 g de carne moída (pedir para moer 2 vezes)
sal, pimenta-do-reino, páprica picante e noz-moscada, todos a gosto
3 dentes de alho picados
2 batatas em rodelas pré-cozidas
150 g de muçarela ralada
100 g de maionese
Modo de preparo
Coloque 500 g de carne moída numa tigela e junte: 3 dentes de alho picados, cheiro-verde picado a gosto, sal, pimenta-do-reino, páprica picante e noz-moscada, todos a gosto, misturando tudo muito bem com as mãos. Reserve.
Espalhe um pouco do molho pronto de tomate em uma travessa, distribua a cebola picadinha por cima, seguida das batatas em rodelas pré-cozidas, espalhando maionese por cima.
Retire uma porção da massa de carne e forme um disco nas mãos, achatando e colocando sobre a maionese na travessa. Repita o processo com toda a massinha de carne moída.
Feito isso, espalhe o restante do molho de tomate por cima e leve ao forno pré-aquecido a 180 °C, por uns 20 minutos.
Retire, espalhe 150 g de muçarela ralada sobre tudo e volte ao forno para o queijo derreter e gratinar.
Pronto, agora você já pode servir e saborear sua espetacular carne moída recheada! Bom apetite!
O alho é um dos temperos mais utilizados na culinária brasileira, devido ao seu odor e sabor característicos. O ingrediente possui diversos nutrientes – como as vitaminas C e B6, cálcio, potássio e magnésio – e compostos que lhe conferem propriedades medicinais. Por isso, o MinhaVida listou 4 formas diferentes que podemos utilizar o alho com o objetivo de obter benefícios à saúde. Confira!
1. Chá de alho O chá de alho é fonte de alicina, substância que auxilia no fortalecimento da imunidade. Dessa forma, a infusão pode ser utilizada para o tratamento e redução de sintomas da gripe e resfriados. Além disso, o chá de alho também possui ação expectorante, ajudando na redução da tosse e do catarro.
Em entrevista prévia ao MinhaVida, a nutricionista Gisele Haiek recomendou que o consumo não ultrapasse de três xícaras ao dia.
Ingredientes
1 dente de alho 200ml de água Modo de preparo
Pique e amasse o dente de alho. Leve ao fogo na água e deixe ferver por cinco a dez minutos. Retire do fogo, coe o chá e deixe esfriar. Limão ou especiarias como gengibre ralado e canela em pó podem ser acrescentadas para melhorar o sabor.
As igrejas evangélicas citadas nas investigações que apuram desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) receberam ao menos R$ 1,5 milhão de empresários ligados a essas operações. Levantamento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou movimentações suspeitas que envolvem lideranças religiosas, igrejas e empresários citados na CPI do INSS.
As movimentações aparecem nos nomes de 4 igrejas: Adoração Church (Pará), Assembleia de Deus Ministério do Renovo (Maranhão); Ministério Deus é Fiel Church (Sete Church), de São Paulo (São Paulo); e Igreja Evangélica Campo de Anatote, de Barueri (São Paulo).
De acordo com a Controladoria-Geral da União (CGU), as igrejas evangélicas foram usadas ao longo dos desvios do INSS por suspeitos de desviar recursos de aposentados e pensionistas, como possível mecanismo para lavagem de dinheiro. A primeira delas é a Adoração Church. A CPI pediu a investigação da entidade depois que o Coaf identificou um repasse de mais de R$ 366 mil à igreja vindo de Percia Coelho Takashima. O envolvimento com os desvios do INSS se dá porque a empresa Amazonriente Rural Sustentável, que está diretamente ligada aos repasses ilegais. A companhia também pertence aos familiares de Percia.
O pastor que preside a Adoração Church é Heber Pereira Trigueiro. Além de liderar a igreja e atuar como músico, ele também tem uma atuação política. Em 2022, Trigueiro usou as redes sociais para fazer campanha para o então candidato à reeleição Jair Bolsonaro. Ele declarou voto e fez menções religiosas ao indicar apoio ao ex-presidente. Depois da divulgação dos dados, o pastor disse que o pagamento desse montante era referente ao dízimo – valor pago pelos fiéis à igreja. Ao Brasil de Fato, Heber afirmou que não recebeu nenhum valor da empresa investigada e que Percia vendeu a empresa antes de fazer o depósito bancário e que, por isso, a empresa não tem vinculo com as tranferências.
Outro pastor citado pelo Coaf é Antônio Nunes da Silva, que preside a Assembleia de Deus Ministério do Renovo. A instituição recebeu R$ 511 mil da ADS Soluções e Marketing Ltda, empresa criada em fevereiro de 2023 para prestar serviços de marketing para três associações suspeitas de desviar recursos do INSS. Por conta dessa atuação, a ADS recebeu R$ 116 milhões em descontos previdenciários de empresas relacionadas aos desvios. A companhia foi baixada e desativada em junho de 2025.
O pastor também é sócio da empresa Construtora Sym Ltda. e chamou atenção do Coaf com as movimentações já que, em sua declaração de renda, ele afirma ser aposentado e receber apenas R$ 1.320, o que, para o Conselho, representa uma movimentação suspeita por clara incompatibilidade patrimonial identificada.
Todas as igrejas mencionadas tiveram a transferência de sigilo pedido pelo deputado Rogerio Correia (PT-MG), enquanto os pastores foram convidados para oitivas na CPI.
Golden Boys
Um dos grupos fundamentais para o quebra-cabeça da relação entre igrejas e a fraude do INSS são os Golden Boys. Esse grupo está ligado à terceira igreja mencionada: Ministério Deus é Fiel Church, conhecida como Sete Church, do pastor Cesar Belluci do Nascimento. Bellucci é réu em uma investigação que apura um esquema de pirâmide. A apuração foi aberta depois de uma ação movida por pessoas que se sentiram lesadas em promessas não cumpridas de investimentos em criptomoedas.
A igreja teria recebido R$ 370 milde Anderson Cordeiro e outros R$ 124 mil de Américo Monte, presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios, empresa que é citada por receber R$ 316 milhões em descontos de aposentados do INSS. Os dois são empresários e integram o Golden Boys, que, junto a Felipe Macedo Gomes, frequentava a Igreja e administrava o quadro associativo da Amar.Anderson Cordeiro também é responsável por administrar outras associações de aposentados e pensionistas investigadas como a Master Prev, a Associação Nacional de Defesa Dos Direitos Dos Aposentados e Pensionistas (Anddap) e a Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionistas (Aasap).
Já Américo também foi responsável por fazer uma transferência de R$ 200 mil a Péricles Albino, líder da igreja evangélica Campo de Anatote. Apesar da ligação direta com o empresário, a igreja respondeu em nota as acusações afirmando que não recebeu doações de pessoas envolvidas na fraude do INSS. “A igreja, devidamente constituída e comprometida com os princípios das Sagradas Escrituras, teve seu nome injustamente exposto em relação à CPMI do INSS. Não há indícios ou provas que demonstrem que a igreja tenha sido utilizada por qualquer um dos envolvidos no esquema criminoso que está sendo investigado. É fundamental ressaltar que a Igreja não possui qualquer envolvimento ou foi utilizada para práticas ilícitas”, diz o texto.
Maiores nomes
Um dos principais envolvidos com o Golden Boys é André Machado Valadão, líder religioso que coordena a igreja Lagoinha, instituição ligada à Clava Forte Bank, plataforma que chegou a sair do ar assim que a operação contra o Banco Master, independente da CPI do INSS, começou. A plataforma era responsável por receber doações dos fiéis. Durante os cultos, os dados do banco eram divulgados acompanhadas de frases como: “Investindo no Futuro, fortalecendo o Reino”, “Empoderar igrejas com fé e finanças”.Valadão recebeu de Felipe Macedo patrocínio para o evento de réveillon promovido pela Igreja no estádio Allianz Parque. De acordo com o Coaf, essa movimentação financeira foi feita no auge dos descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. O pastor é um aliado de Bolsonaro e, além de ter feito campanha ao ex-presidente, já recebeu o ex-mandatário em seus cultos.
O pastor respondeu às acusações nas redes sociais. Em uma publicação, disse que não recuaria “nem ficaria calado” diante das denúncias e usou o caso para fazer um apelo aos fiéis com discurso político.
“Não vamos recuar nem ficar calados diante de tudo o que está acontecendo. Não se trata de um ataque apenas a um líder, mas a toda uma igreja que contribui para a sociedade. Chega de deixar espaço para fake news e invenções! Vamos responder abertamente e com transparência, para que as pessoas voltem a respeitar a igreja e os milhares de trabalhadores que se dedicam dia e noite. Não aceitem que deputados petistas tentem destruir a reputação de quem se opõe às suas ideologias”, escreveu.
O principal dos nomes ligados à CPI é Fabiano Campos Zettel, líder da Igreja Bola de Neve. Ele foi o sexto maior doador das eleições de 2022 e o maior doador pessoa física das campanhas de Jair Bolsonaro (PL) para a presidência em 2022 e do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Ele é cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Máster, e mantém relação com a Igreja Lagoinha. Zettel foi preso temporariamente pela Polícia Federal (PF) após ser pego tentando fugir do país rumo aos Emirados Árabes Unidos. Agora, ele foi convidado para uma oitiva na CPI para apurar o envolvimento no caso, além da participação nas investigações sobre as fraudes no Banco Máster.Outro a receber doação de Felipe Macedo foi o pastor André Fernandes, que também atuava na Lagoinha. O Coaf identificou um Pix de R$ 200 mil para o líder religioso também durante os desvios do INSS.
Rusga na direita
Os nomes foram levantados inicialmente pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Segundo a congressista, igrejas evangélicas foram identificadas “nos esquemas de fraudes aos aposentados”. A declaração foi dada durante uma entrevista ao SBT News e provocou a ira de uma liderança religiosa da extrema direita.
O pastor Silas Malafaia saiu em defesa dos seus companheiros e questionou a fala de Damares. De acordo com ele, a senadora precisaria divulgar o nome de todos os envolvidos e as provas, caso contrário, ela seria uma “leviana linguaruda” que deveria “calar a boca”.Depois que Damares divulgou uma lista com os nomes, Malafaia sustentou os ataques e disse que não havia uma prova apresentada contra qualquer pastor mencionado.“Só tem o nome de um grande pastor. E que também ainda não tem nada provado contra ele, que é o pastor da Lagoinha, André Valadão. Então ela foi leviana, mentirosa e linguaruda. E continua sendo. Porque não tem um nome. É só você olhar a tua lista. O desafio a Damares continua. Quem é que fez lobby para não dar nome de igrejas? Cadê as grandes igrejas?”, afirmou Malafaia.
A Polícia Federal ampliou, nas últimas semanas, o cerco a empresários e executivos ligados ao Banco Master, do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro. A investigação tem se desdobrado em diferentes frentes e alcançado diferentes personagens do mercado financeiro e empresarial em meio à expectativa sobre se ela atingirá figuras do universo político.No epicentro do caso está Daniel Vorcaro, controlador do Master e que é apontado como o líder de uma organização criminosa que teria agido contra o Sistema Financeiro Nacional.Em novembro, ele foi preso durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, que apura se o grupo liderado por ele teria articulado a venda de carteiras de crédito falsas ao Banco de Brasília (BRB) em 2025, numa transação envolvendo R$ 12,2 bilhões.
A defesa de Vorcaro nega irregularidades, afirma que ele é inocente e diz que as tratativas com o BRB não passaram de um estágio preliminar, sem transferência definitiva de carteiras.
Mas a partir de janeiro, começaram a aparecer os indícios de que o caso poderia atingir outros empresários. A segunda fase da Compliance Zero, deflagrada em 14 de janeiro, mirou nomes próximos ao banqueiro e ao entorno do conglomerado, entre eles o seu cunhado, o pastor e empresário Fabiano Campos Zettel e o empresário Nelson Tanure. Ambos foram alvos da operação. Outro personagem alcançado pela segunda fase foi João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag Investimentos, alvo de buscas, mas não preso. Em meio à escalada do caso, a investigação também passou a atrair atenção pelo seu potencial de revelar relações e estruturas complexas que, segundo investigadores, teriam permitido o crescimento acelerado do conglomerado e ampliado o alcance das suspeitas para além do banco.
Enquanto isso, cálculos preliminares apontam que a quebra do Banco Master e do Will Bank, vinculados ao conglomerado controlado por Vorcaro, pode ter impacto de R$ 47 bilhões no mercado financeiro brasileiro.
Mas em meio a novas diligências, prisões pontuais e decisões judiciais, a pergunta que muita gente ainda se faz é: quem são os principais alvos do caso Master?
O valor referente à terceira parcela de janeiro de 2026 do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) é cerca de 12% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. Nesta sexta-feira (30), as prefeituras vão receber R$ 7,3 bilhões em repasses da União. Em 2025, o montante transferido no mesmo decêndio foi de R$ 6,5 bilhões.
No Nordeste, o estado que receberá o maior valor a ser partilhado entre suas cidades é a Bahia, com um total de R$ 586 milhões distribuídos entre municípios como Vitória da Conquista, Lauro de Freitas e Jequié.
No entanto, o maior volume entre todos os estados ainda será destinado a São Paulo, cujos municípios vão partilhar R$ 902 bilhões. Entre as cidades paulistas que recebem os maiores repasses estão São Bernardo do Campo, Santos e Ribeirão Preto, cada uma com R$ 3,9 milhões.
O especialista em orçamento público Cesar Lima considera este início de ano positivo em relação ao FPM, já que os três decêndios de janeiro registraram avanço em relação ao mesmo mês de 2024. Segundo ele, esse cenário está associado à melhora na empregabilidade, mas ainda é preciso observar algumas mudanças previstas para este ano, como a nova tabela do Imposto de Renda. “Nós temos uma boa condição de empregabilidade no país e isso contribui muito para o Imposto de Renda, que é o principal componente do FPM. Vamos aguardar também a questão do impacto da mudança de legislação em relação a isenções do Imposto de Renda, verificar como isso vai se comportar nos próximos meses e saber concretamente como vai ficar a situação dos municípios nesse caso”, destaca.
Municípios bloqueados
Até o último dia 26 de janeiro, cinco municípios constavam na lista do Sistema Integrado de Administração Financeira do governo federal (SIAFI) e, portanto, estavam impedidos de receber recursos do FPM. As cidades são:
Campos Sales (CE)
Ocara (CE)
Magalhães de Almeida (MA)
Amarante (PI)
Petrópolis (RJ)
Esse impedimento pode ser causado por débitos ou falta de documentação. No entanto, o bloqueio não é definitivo: assim que as prefeituras regularizarem a situação, os valores são desbloqueados e repassados aos cofres municipais.
O que é o FPM
O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) é uma das principais fontes de receita das prefeituras brasileiras, especialmente nas cidades de pequeno e médio porte.
Formado por uma parcela da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o fundo tem como objetivo reduzir desigualdades regionais e garantir recursos mínimos para a manutenção dos serviços públicos essenciais.
A divisão dos valores é feita com base em critérios populacionais e técnicos definidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Na prática, o FPM é usado para custear áreas como saúde, educação, assistência social e infraestrutura, além de contribuir para o pagamento de salários e despesas administrativas nos municípios. Brasil 61
A implementação da biometria nos benefícios sociais está chegando para transformar o jeito como os cidadãos comprovam e mantêm o direito aos programas federais. Com o Decreto nº 12.561, sancionado recentemente, muitos se perguntam quem realmente será chamado para se submeter ao procedimento e como tudo vai funcionar na prática. O uso da biometria benefícios sociais promete aumentar a segurança, reduzir fraudes e agilizar os processos — mas, por enquanto, o que prevalece é a dúvida na cabeça de milhões de brasileiros.
Por que a biometria entrou em cena nos benefícios sociais?
Nos últimos anos, notícias sobre fraudes no recebimento de programas sociais colocaram o tema segurança em evidência. Diversas investigações apontaram o uso de documentos falsos para obter pagamentos indevidos. O governo decidiu agir, aprovando o novo decreto que regula a biometria benefícios sociais. O objetivo principal é garantir que apenas o verdadeiro beneficiário continue a receber, além de proteger os cadastros contra acessos irregulares. Vale lembrar que a biometria já faz parte do cotidiano em outras frentes, como na Justiça Eleitoral, Polícia Federal, e CNH. Tudo isso ajudou o governo a escolher essa tecnologia como escudo contra irregularidades nos programas do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS).
Quem realmente vai precisar fazer a biometria?
A grande dúvida gira em torno de quem terá que passar pelo procedimento de identificação biométrica para manter os pagamentos sociais. De acordo com o decreto, todos os beneficiários poderão, em algum momento, ser chamados. Mas há uma exceção importante: se a pessoa já possui biometria cadastrada em bases oficiais do governo, como:
Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
Cadastro do Tribunal Superior Eleitoral (título de eleitor);
Banco de dados da Polícia Federal.
Esses registros serão validados temporariamente, conforme cronograma que ainda será divulgado pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI). Ou seja, se você já fez biometria para algum desses documentos, provavelmente não terá que passar pelo procedimento mais uma vez, ao menos nos primeiros lotes de convocação.
Como será feita a convocação dos beneficiários?
A convocação não será imediata. Nada de filas nos CRAS ou nas agências da Caixa! O início está previsto para 120 dias após a publicação do decreto e só acontecerá de forma escalonada, respeitando um cronograma definido pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI).
Todos os comunicados vão acontecer de forma oficial e organizada, para que ninguém fique perdido ou desinformado. O Ministério promete avisar com antecedência, utilizando canais como o aplicativo oficial do programa, portais do governo e mídias confiáveis. Por isso, aguarde sempre instruções antes de tomar qualquer atitude.
Precisa ir ao CRAS ou à Caixa agora?
Não. O MDS orienta que todos aguardem instruções. A realização do cadastro biométrico será feita somente após a divulgação das etapas e locais autorizados para o processo.
E quem já tem a biometria cadastrada?
Uma boa notícia para quem já passou pela coleta biométrica em outros serviços públicos: essa informação será aproveitada. O governo vai utilizar, de forma temporária, as biometrias registradas recentemente, facilitando a vida de quem já está nesse grupo. Essa decisão evita deslocamentos desnecessários e acelera o cruzamento de dados para quem depende do Bolsa Família ou do BPC.
Mas fique atento: quem nunca realizou nenhum tipo de cadastro biométrico nas bases oficiais será orientado a fazer, no momento apropriado. A orientação é aguardar o cronograma e não cair em boatos ou mensagens falsas.
O governo utilizará temporariamente as biometrias registradas recentemente. Imagem: Agência Brasil.
Quais benefícios sociais estão envolvidos?
Todos os benefícios da Seguridade Social pagos pelo Governo Federal poderão exigir a biometria em algum ponto da concessão, renovação ou manutenção. Entre eles estão:
Portanto, a regra vale para quem está recebendo, quem está solicitando um novo pagamento ou quem precisa renovar o direito a qualquer programa do MDS.
Como o processo será organizado?
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, responsável pelo sistema, está planejando toda a rotina para evitar tumultos e garantir que ninguém seja prejudicado. Isso inclui o respeito absoluto à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em vigor no país, e à fiscalização da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A coleta será realizada apenas nos postos de atendimento autorizados e, segundo as diretrizes, seguirá protocolos seguros para resguardar as informações pessoais de cada cidadão.
O que muda para o cidadão? Dúvidas comuns respondidas
O início de 2026 trouxe novidades para milhares de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Aposentadorias, pensões e auxílios pagos pelo instituto terão um acréscimo de R$ 103. O aumento entrou em vigor nos pagamentos de janeiro. Este conteúdo esclarece todas as informações práticas, quem tem direito ao reajuste, o calendário de pagamentos e orientações essenciais para os segurados acompanharem suas datas e valores.
Calendário INSS de janeiro: quem recebe nos dias 28, 29 e 30/01?
O INSS organiza os pagamentos conforme o número final do benefício, sem considerar o último dígito após o traço.
Veja abaixo quem recebe nos dias 28, 29 e 30 de janeiro (até um salário mínimo):
Final 3: 28 de janeiro
Final 4: 29 de janeiro
Final 5: 30 de janeiro
As demais datas seguem até 6 de fevereiro, conforme o cronograma nacional divulgado pelo INSS.
Para quem recebe até 1 salário mínimo:
Final 6: 2 de fevereiro
Final 7: 3 de fevereiro
Final 8: 4 de fevereiro
Final 9: 5 de fevereiro
Final 0: 6 de fevereiro
Para quem recebe acima de 1 salário mínimo:
Finais 1 e 6: 2 de fevereiro
Finais 2 e 7: 3 de fevereiro
Finais 3 e 8: 4 de fevereiro
Finais 4 e 9: 5 de fevereiro
Finais 5 e 0: 6 de fevereiro
O que muda com o novo valor do salário mínimo?
A maior novidade é o acréscimo de R$ 103aos beneficiários que recebem o piso nacional. O salário mínimo foi reajustado de R$ 1.518 para R$ 1.621, o que equivale a um aumento de 6,79%, índice superior à inflação registrada em 2025.
Quem terá direito ao novo valor reajustado?
O aumento é para todos os segurados que recebem o benefício mínimo (salário mínimo), incluindo aposentadoria por idade, por tempo de contribuição, pensão por morte e auxílio-doença. Residentes em todo o Brasil e inscritos regularmente junto ao INSS se enquadram nesse critério.
Entenda em detalhes: quem recebe o acréscimo de R$ 103?
O reajuste de R$ 103 só será aplicado para quem recebe mensalmente até o valor do salário mínimo nacional. Ou seja, aposentados, pensionistas e titulares de auxílios do INSS que têm o benefício limitado ao piso. Segurados que ganham acima disso terão reajuste proporcional, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 2025, que foi de 3,90% para benefícios liberados acima do piso nacional.
Como saber se o seu benefício entra nesse reajuste?
Verifique o valor recebido mensalmente. Se for até um salário mínimo (R$ 1.621), o novo valor já está incluído.
Consulte o extrato de pagamento no Meu INSS ou ligue para o número 135.
Confira o calendário com o final do seu benefício para saber a data exata.
Como consultar o benefício INSS pelo Meu INSS ou telefone 135
Com o reajuste, é natural que muitos desejem confirmar as novas informações no sistema oficial. Veja o passo a passo para acessar pelo site ou aplicativo:
As informações aparecem na tela, inclusive o valor já reajustado e a data do próximo depósito.
Canais digitais e Central de Atendimento facilitam o acesso às informações do benefício. Imagem: Notícias Concursos
Pelo telefone 135
Ligue de segunda a sábado, das 7h às 22h.
Tenha em mãos o número do benefício e documento.
Siga as instruções para ouvir sobre seu benefício, valores e datas.
O que muda para quem recebe acima de um salário mínimo?
Para beneficiários que recebem acima de R$ 1.621, o incremento será menor: reajuste de 3,90% sobre o valor do benefício, conforme o INPC. Os pagamentos deste grupo acontecem entre 2 e 6 de fevereiro de acordo com o final do benefício. Os que começaram a receber ao longo do ano anterior terão o reajuste proporcional ao mês de concessão.
Benefício temporário e auxílio-doença também têm reajuste?
Sim, o reajuste do INSS se aplica também para quem recebe benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), conforme o indicador do salário mínimo vigente e calendário atualizado.
Alternativas e orientações para quem não recebe o reajuste
Caso identifique divergências ou dúvidas no valor depositado, procure o atendimento na agência física do INSS ou acione a plataforma digital para solicitar revisão. Quem não se enquadra neste aumento pode pesquisar outros benefícios, como Benefício de Prestação Continuada (BPC), aposentadoria por invalidez ou reabilitação, conforme o perfil e situação contributiva.
As emendas parlamentares assumiram o protagonismo regional e se tornaram a principal fonte de financiamento de melhorias em muitas cidades do interior.
Antes da implantação das chamadas emendas impositivas, a relação entre prefeituras e Brasília era marcada por dependência, excesso de burocracia e descompasso entre políticas nacionais e as necessidades locais. Porém, há problemas na nova dinâmica. Transcrição Para a maioria dos 5.570 municípios brasileiros, realizar obras de infraestrutura ou adquirir equipamentos de saúde com recursos próprios é uma tarefa praticamente impossível. Em geral, a arrecadação tributária local é insuficiente para custear investimentos que ultrapassem a simples manutenção básica da máquina pública. É neste cenário que as emendas parlamentares assumiram o protagonismo regional e se tornaram a principal fonte de financiamento de melhorias em muitas cidades do interior. Antes da implantação das chamadas emendas impositivas, que se tornaram de execução obrigatória a partir de 2015, a relação entre prefeituras e Brasília era marcada por dependência do executivo central por meio de Convênios e Transferências Voluntárias, excesso de burocracia e descompasso entre o planejamento de políticas nacionais e as necessidades impostas pela realidade local. Defensor das emendas, o senador Izalci Lucas, do PL do Distrito Federal, destacou, recentemente, a melhoria na articulação com os municípios. Quem conhece o mundo real, a base são os parlamentares, não é os tecnocratas e burocratas. Então era muito comum quem decidia onde vai investir aqui no ministério. A pessoa nem conhece a cidade, não conhece a realidade. Os parlamentares estão lá todo dia, eles que conhecem. Apesar das vantagens da descentralização, o assessor parlamentar Dalmo Palmeira observa problemas na nova dinâmica. Caso os prefeitos não tenham um bom acesso aos parlamentares de seu estado, pode acontecer o fenômeno que os cientistas políticos chamam de “desertos políticos”, que é o termo que é usado para descrever aquela situação de uma localidade que não recebe nenhum recurso de emendas, pelo fato de os candidatos de sua região não terem sido eleitos. Mesmo cada vez mais centrais no orçamento brasileiro, as emendas trazem riscos. Um deles é a pulverização dos recursos, que pode gerar ineficiência. O dinheiro é dividido em milhares de pequenos projetos que, muitas vezes, não seguem critérios técnicos e não consideram a articulação com municípios vizinhos, o que, para Palmeira, também tem desvantagens. Pode também acontecer a sobreposição de alocação de recursos de dois parlamentares a um mesmo projeto ou o outro extremo, que é a falta do atendimento, por emendas, de alguma necessidade. Com isso, falta de sinergia entre as emendas pode causar perda de ganhos de escala. Com ressalvas de prós e contras, as emendas para 2026 representam mais de 60 bilhões de reais no orçamento federal.
Tramita no Senado o projeto que prevê isenção de Imposto de Renda para professores com remuneração mensal de até R$ 10 mil, com benefício aplicado exclusivamente à renda proveniente da atividade docente (PL 5143/2025). A proposta é do senador Fabiano Contarato (PT-ES) e estipula compensação da renúncia fiscal com recursos da tributação sobre apostas on-line, as chamadas bets.
Transcrição A profissão de professor tem um dos salários mais baixos entre as carreiras de nível superior no Brasil. De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE, rede internacional que reúne 38 países, o salário mínimo de um professor no Brasil é 47% menor do que a média dos países que compõem o grupo. A realidade pesa na rotina de quem tenta seguir na sala de aula. A professora Jéssica Pereira afirma que, muitas vezes, a saída é acumular cargos para garantir uma renda mínima e lidar com o custo dos impostos. (Jéssica Pereira) “O professor, principalmente, é a profissão no qual tem o salário mais baixo em todas as profissões de nível superior aqui no Brasil. Ou seja, o professor ganha muito pouco. Muitas vezes o professor precisa acumular cargos para poder ter uma vida mais digna. Todo mês é 1.500, 1.600 de imposto de renda. muitos já me questionaram e eu mesmo me questiono se vale a pena eu continuar acumulando cargos” Está no Senado um projeto que propõe isenção de Imposto de Renda para professores que ganham até 10 mil reais por mês, considerando apenas a remuneração proveniente da atividade docente. A proposta é do senador Fabiano Contarato, do PT do Espírito Santo, e prevê que a renúncia fiscal seja compensada com recursos da tributação sobre apostas on-line, as chamadas bets. O senador, que já foi professor, defendeu que a medida pode ajudar a valorizar a carreira e estimular a permanência de profissionais qualificados no magistério, tanto na educação básica quanto no ensino superior. (senador Fabiano Contarato) “Eu lembro que toda vez que eu entrava em sala de aula, desde 1999, eu via o brilho no olhar dos alunos. A nossa relação sempre foi de troca, de respeito, isenção de imposto de renda para todo professor da rede pública, privada, da educação básica ao ensino superior e ganhar até 10 mil reais. É mais uma forma de você valorizar e transformar o sonho em realidade.” O projeto que isenta os professores do imposto de renda ainda vai passar pelas comissões do Senado.
Muitos brasileiros com mais de 60 anos sabem que possuem direito à gratuidade no transporte público, mas poucos têm conhecimento de que existe um documento capaz de garantir uma série de outros benefícios importantes.
A Carteira da Pessoa Idosa, vinculada ao Cadastro Único, funciona como uma ferramenta essencial para ampliar o acesso a direitos sociais e reduzir despesas do dia a dia, especialmente para quem vive com renda limitada.
A Carteira da Pessoa Idosa é um documento gratuito destinado a idosos com renda individual de até dois salários mínimos e que estejam devidamente inscritos no CadÚnico.
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A emissão pode ser feita tanto pela internet quanto presencialmente no CRAS, o que facilita o acesso mesmo para quem não tem familiaridade com meios digitais. Além de comprovar idade e renda, o documento simplifica o acesso a políticas públicas voltadas à população idosa.
Transporte interestadual vai além da gratuidade conhecida
O benefício mais divulgado da Carteira da Pessoa Idosa é o direito ao transporte interestadual gratuito. A legislação determina a reserva de duas vagas sem custo por veículo para idosos de baixa renda.
Caso essas vagas já estejam ocupadas, a lei ainda garante desconto mínimo de 50% no valor da passagem. Esse direito assegura mobilidade, autonomia e economia, permitindo deslocamentos para tratamentos de saúde, visitas familiares ou compromissos importantes.
Descontos na conta de luz ajudam a aliviar o orçamento mensal
Um dos efeitos menos lembrados da Carteira da Pessoa Idosa está relacionado à energia elétrica. Como o documento exige inscrição no CadÚnico, o idoso pode ser incluído na Tarifa Social de Energia Elétrica, programa que concede descontos progressivos conforme o consumo.
Em alguns casos, a redução na conta pode chegar a até 65%, representando um alívio significativo no orçamento doméstico.
Acesso facilitado à meia-entrada em eventos culturais
Embora o Estatuto da Pessoa Idosa assegure meia-entrada em cinemas, teatros, shows e eventos esportivos, muitos estabelecimentos solicitam comprovação de renda.
A Carteira da Pessoa Idosa serve como documento oficial para essa finalidade, evitando constrangimentos e facilitando o acesso do idoso à cultura, ao lazer e à convivência social, aspectos fundamentais para o bem-estar nessa fase da vida.
Isenção de IPTU pode ser solicitada em vários municípios
Em diversas cidades brasileiras, idosos de baixa renda têm direito à isenção ou a descontos no IPTU. A Carteira da Pessoa Idosa costuma ser aceita pelas prefeituras como comprovante de renda, tornando o processo menos burocrático e reduzindo a necessidade de apresentar vários documentos.
Esse benefício contribui diretamente para a manutenção da moradia e a segurança financeira do idoso.
Estar inscrito no CadÚnico e possuir a Carteira da Pessoa Idosa também facilita o acesso a outros programas sociais, como o Benefício de Prestação Continuada, o Farmácia Popular e iniciativas habitacionais.
Governos utilizam essas informações para direcionar políticas públicas, garantindo que os benefícios cheguem a quem realmente necessita.