7 de setembro de 2026 02:13

Pesquisa: entenda por que as urnas e o sistema eleitoral brasileiro são confiáveis

O sistema eletrônico de votação no Brasil, referência tecnológica global desde sua implementação em 1996, permanece no centro do debate público. Embora as autoridades eleitorais e especialistas em cibersegurança reafirmem a integridade do equipamento, a percepção da população reflete a divisão do país. Dados recentes de uma pesquisa realizada pela Quaest, contratada pela Genial Investimentos, revelam que 53% dos brasileiros consideram as urnas eletrônicas confiáveis, enquanto 43% ainda manifestam discordância.

Resumo:

  • Aprovação majoritária: mais da metade do eleitorado confia na segurança do voto digital.

  • Recorte regional: o Nordeste lidera o índice de confiança, enquanto Sul e Centro-Oeste apresentam maior divisão.

  • Polarização: a percepção de segurança varia drasticamente conforme a inclinação política e o voto nas últimas eleições presidenciais.

  • Metodologia: o levantamento ouviu 2.004 pessoas presencialmente e possui margem de erro de dois pontos percentuais.

A confiança no sistema de votação não é apenas uma questão de opinião, mas de infraestrutura tecnológica. As urnas eletrônicas brasileiras operam de forma isolada, sem conexão com a internet ou qualquer rede sem fio, o que impede invasões remotas durante o processo de coleta dos votos. No entanto, o levantamento da Quaest demonstra que a aceitação dessa tecnologia passa pelo filtro da política partidária.

O mapa da confiança: recortes geográficos e sociais

A análise regional (GEO) expõe disparidades significativas. No Nordeste, a confiança atinge seu ápice, com 59% de aprovação. O Sudeste segue a tendência majoritária, com 54% dos entrevistados respaldando o sistema. Contudo, no Sul e no Centro-Oeste, o cenário é de empate técnico: em ambas as regiões, 48% confiam e 48% desconfiam, refletindo áreas de maior resistência cultural ou política ao modelo atual.

No que tange à faixa etária, os jovens de 16 a 34 anos são os que mais acreditam na segurança do processo (57%). Entre a população com mais de 60 anos, o índice é de 53%. Já a classe média (renda acima de cinco salários mínimos) apresenta uma divisão estreita, com 52% de confiança contra 45% de ceticismo.

“A urna eletrônica é um patrimônio nacional. O isolamento digital do equipamento e a auditoria constante são os pilares que garantem que o resultado das urnas seja o espelho fiel da vontade popular.”

Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

O peso da polarização política

O fator mais determinante para a crença na integridade das urnas, segundo a Quaest, é a escolha nas urnas em 2022. Entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 75% acreditam na confiabilidade do sistema. Já entre os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, esse número cai para 26%, enquanto 69% afirmam discordar da segurança das urnas. Essa discrepância evidencia que a desconfiança é alimentada mais por narrativas políticas do que por falhas técnicas comprovadas. Desde a adoção do voto eletrônico, nunca houve registro de fraude confirmada. O processo conta com múltiplas etapas de auditoria, incluindo o Teste Público de Segurança (TPS), onde hackers e peritos tentam quebrar as barreiras do sistema sob supervisão técnica.

Por que as urnas são seguras?

Para responder à pergunta que muitos usuários fazem aos assistentes de voz (“As urnas são seguras?”), é preciso listar as camadas de proteção:

  1. Ausência de rede: sem Wi-Fi ou Bluetooth, a urna é imune a ataques externos via web.

  2. Assinatura digital: cada software é assinado digitalmente por instituições como a OABMinistério Público e Polícia Federal.

  3. Boletim de urna (BU): ao final da votação, a urna imprime o resultado, que pode ser conferido publicamente antes mesmo da totalização centralizada.

  4. Auditoria: o sistema permite a conferência por amostragem em tempo real no dia do pleito.

A despeito dos 43% que ainda nutrem dúvidas, o sistema brasileiro permanece como um dos mais rápidos e auditáveis do mundo. A pesquisa da Quaest, realizada face a face em domicílios, reforça que, embora a tecnologia seja sólida, o desafio das instituições é pedagógico: comunicar com clareza a segurança do processo para mitigar o impacto da desinformação.

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Uso de álcool e drogas pelos pais influencia consumo dos filhos, diz estudo

  “Tal pai, tal filho? Os estilos parentais podem interromper o padrão intergeracional do uso de álcool e outras drogas?” Foi a partir desse questionamento que um grupo de pesquisadores brasileiros analisou dados do comportamento de 4.280 adolescentes e seus responsáveis, chegando a dois importantes resultados. Sim, as atitudes dos pais continuam sendo um dos fatores mais relevantes na prevenção ao consumo de álcool e drogas entre jovens. Porém, a forma como os responsáveis educam seus filhos pode amenizar significativamente o risco, até mesmo em famílias em que os cuidadores usam essas substâncias, incluindo cigarro, vapes (cuja comercialização é proibida no Brasil) e maconha. Essa redução do risco é mais significativa quando a relação entre as gerações é marcada por vínculo, presença, diálogo e regras claras de conduta, características do chamado estilo parental “autoritativo”, que combina acolhimento e monitoramento. Ao todo, foram analisados quatro estilos parentais (veja quadro), sendo os outros: autoritário, que também reduziu o risco a drogas, mas com impacto menor para álcool; permissivo e negligente. Os dois últimos não apresentaram efeitos protetores. Já os perfis de consumo foram separados em abstêmios; os que só bebem e os que usam duas ou mais substâncias.O consumo de álcool pelos pais foi associado a uma probabilidade de uso pelos filhos de 24% para bebidas alcoólicas e 6% para duas ou mais drogas. Se os responsáveis consomem várias substâncias, o risco de os jovens usarem vai a 17% e 28%, respectivamente. Os achados, publicados no site da Addictive Behaviors, estão descritos em artigo da edição de março da revista científica.

“Com esse estudo, reforçamos o fato de que o padrão de uso de álcool e outras drogas pelos pais influencia o dos filhos. Porém, se eles colocarem regras e limites em casa e derem afeto, esses fatores de proteção minimizam muito o risco que eles mesmos trazem quando consomem essas substâncias. Além disso, o maior preditor de abstinência dos jovens é o não uso pelos responsáveis. Quando eles são abstinentes, 89% dos adolescentes também não usam nem álcool nem outras drogas lícitas ou ilícitas. Foi a associação mais forte que encontramos”, afirma a professora Zila Sanchez, do Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), autora principal do artigo. Coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Prevenção ao Uso de Álcool e outras Drogas (Previna), da Unifesp, Sanchez publicou dezenas de estudos sobre o tema, entre eles um, em 2017, que demonstrava uma associação gradual entre estilos parentais e consumo de drogas por adolescentes.

À época, os resultados apontavam que jovens cujos pais eram negligentes tinham maior probabilidade de frequentar aulas sob uso de drogas.

Visão ampliada

A pesquisa é parte do projeto “Redução do consumo de álcool entre adolescentes através de uma intervenção multicomponente de base comunitária”, financiado pela Fapesp, que também apoiou o artigo por meio de uma Bolsa de Pós-Doutorado para Luis Eduardo Soares dos Santos. Desenvolvido em quatro municípios de pequeno porte no Estado de São Paulo – Cordeirópolis, Iracemápolis, Salesópolis e Biritiba-Mirim –, o projeto busca investigar estratégias comunitárias eficazes de prevenção ao uso de álcool por adolescentes, produzindo evidências científicas capazes de orientar políticas públicas e programas de prevenção. Com populações entre 18 mil e 25 mil moradores e diversidade geográfica, as cidades abrigam diferentes contextos para esses jovens.

Os dados foram coletados entre 2023 e 2024 em quatro cidades paulistas. A idade média dos jovens foi de 14,7 anos, com distribuição quase igual entre meninos e meninas (foto: Previna/Unifesp)
Os dados foram coletados entre 2023 e 2024 em quatro cidades paulistas. A idade média dos jovens foi de 14,7 anos, com distribuição quase igual entre meninos e meninas (foto: Previna/Unifesp)

“O artigo é decorrente dos dados do que chamamos needs assessment, ou seja, quando fazemos o diagnóstico da situação relacionada aos adolescentes do município. Essa é a fase pré-intervenção para entender como são esses jovens e seus pais. Utilizamos instrumentos extremamente consolidados para medir os estilos, mas inovamos ao trabalhar os dados conjuntos com os perfis de consumo dos pais e dos filhos, olhando para os padrões”, explica a professora à Agência Fapesp.

Os dados foram coletados entre 2023 e 2024 nas quatro cidades. A idade média dos jovens foi de 14,7 anos, com distribuição quase igual entre meninos e meninas. O consumo de álcool no último mês (19,9%) e o consumo excessivo episódico (11,4%) foram os comportamentos mais frequentes entre os filhos – entre os pais os porcentuais foram de 56,4% e 20,3%, respectivamente. Não houve análise separada para o fato de o responsável ser o pai ou a mãe.

Os pesquisadores aplicaram a Análise de Classe Latente (LCA, na sigla em inglês) para identificar perfis de uso de substâncias em ambas as gerações e modelaram sua associação por meio de Análise de Transição Latente (LTA).

A LCA é uma técnica estatística que permite identificar subgrupos não observáveis (classes latentes) dentro de uma população a partir de padrões de respostas em variáveis observadas, estimando probabilisticamente cada indivíduo que pertence a essas classes.

Também uma técnica estatística, a LTA identifica grupos “ocultos” (classes latentes) e estima probabilidades de passagem entre eles. Em estudos longitudinais, essa transição representa mudanças ao longo do tempo. Nessa pesquisa, a “transição” é interpretada como uma associação entre gerações, ou seja, a probabilidade de adolescentes pertencerem a determinados perfis de uso de substâncias dependendo do perfil observado em seus pais.

A professora ressalta que na fase de diagnóstico o grupo trabalhou com todos os adolescentes matriculados em escolas dos quatro municípios.

Impactos

Sanchez destaca que, mesmo em famílias com boas práticas educativas, o consumo de bebidas alcoólicas pelos responsáveis seguiu associado ao uso de álcool pelos adolescentes, reforçando a necessidade de cautela com a naturalização desse comportamento dentro de casa. “Quando o consumo é frequente e tratado como algo banal se traduz em maior risco, independentemente do vínculo afetivo existente”, completa.

Em todo o mundo, o álcool é um dos principais fatores de risco responsáveis pelo aumento de doenças crônicas não transmissíveis, como cardiovasculares, cânceres e diabetes. Além de efeitos físicos (possibilidade de lesões hepáticas, comprometimento do sistema cardiovascular e maior vulnerabilidade a infecções), o álcool aumenta as chances de quadros de ansiedade, dificuldades de concentração e transtorno depressivo.

Retardar o início do uso entre jovens é considerada uma das estratégias mais eficazes para diminuir o consumo futuro e os danos posteriores. Estudos epidemiológicos têm demonstrado que intervenções de base comunitária, compostas por ações de prevenção escolar (voltadas ao adolescente), de programa familiar e de estratégias ambientais (para a comunidade), promovem efeitos mais consistentes e de longo prazo.

No Brasil, apesar da proibição da venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos, mais da metade da população (56%) experimentou pela primeira vez antes dessa idade e um quarto (25,5%) passou a beber regularmente nessa fase, de acordo com o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad III), realizado pela Unifesp em parceria com o Ministério da Justiça e a Ipsos Public Affairs e divulgado em 2025.

O levantamento mostra que pouco mais de um quarto (27,6%) dos adolescentes de 14 a 17 anos já consumiu álcool em algum momento da vida, o que corresponde a cerca de 3,2 milhões de pessoas. No último ano, o uso foi relatado por 19% – o equivalente a 2,2 milhões de jovens.

Em relação à maconha, o Lenad mostra que cerca de 1 milhão de adolescentes usaram alguma vez na vida, sendo metade no último ano. Na população em geral, quase um em cada cinco brasileiros (18,7%) experimentou pelo menos uma substância psicoativa (nesse caso excluindo álcool e produtos à base de nicotina).

cnnbrasil

Por que Pernambuco registra mais ataques de tubarão que o Sudeste?

  Um trecho de 33 quilômetros do litoral de Pernambuco é considerado a área de maior risco para incidentes com tubarões em toda a costa brasileira. Em 34 anos, foram registradas 82 mordidas e 27 mortes nesse pedaço do litoral. O número contrasta com a realidade do Sudeste, onde, apesar de espécies consideradas agressivas — como o tubarão‑tigre — circularem em áreas turísticas, os registros de ataques são praticamente inexistentes. A diferença entre as duas regiões, segundo especialistas, está principalmente nas condições ambientais e no impacto das atividades humanas.

Ambiente desequilibrado x ambiente saudável

Na Baía da Ilha Grande, no litoral do Rio de Janeiro, cientistas do Instituto Pro Shark identificaram grupos de tubarões-tigre — espécie considerada uma das mais agressivas — nadando juntos, comportamento incomum para a espécie. Até então, acreditava-se que o tubarão‑tigre fosse solitário. Mesmo assim, nunca houve registro de ataque dentro da baía. Segundo os pesquisadores envolvidos no monitoramento, o que protege turistas e moradores é o equilíbrio ambiental da região. A área possui:

  • manguezais preservados,
  • trechos com exclusão de pesca,
  • grande disponibilidade de alimento,
  • áreas de proteção ambiental bem conservadas.

Esse conjunto reduz drasticamente a chance de que tubarões se aproximem da zona de banho em busca de comida. “O ambiente é extremamente equilibrado”, diz uma das pesquisadoras. Com alimento abundante e pouco estresse ambiental, os animais não precisam alterar seu comportamento natural.

Por que Pernambuco registra mais ataques de tubarão que o Sudeste? — Foto: Reprodução/TV Globo

O contraste com Pernambuco: água turva, lixo e esgoto

A situação em Pernambuco é oposta. Em um trecho de 33 quilômetros entre Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes, as condições ambientais favorecem a aproximação dos tubarões à costa — e aumentam o risco de incidentes.

Pesquisadores destacam três fatores principais:

1. Correntes que trazem esgoto e lixo

Correntes marítimas levam resíduos e esgoto diretamente para a faixa de praia. Esse material atrai peixes, que por sua vez atraem tubarões. Com a água mais turva, a visibilidade diminui, aumentando a chance de um ataque por engano.

2. Áreas de reprodução próximas da costa

O tubarão‑cabeça‑chata, espécie envolvida em diversos ataques, utiliza parte do litoral para reprodução.

Fêmeas prenhes ficam mais próximas da praia, aumentando o risco. Foi o caso do ataque que matou o jovem Deivison, de 13 anos, em Olinda, segundo pesquisadores que estimaram o tamanho do animal pelo formato da mordida.

3. A influência do Porto de Suape

O canal aberto para a construção e operação do porto alterou drasticamente a geografia e a dinâmica costeira.

Segundo especialistas, esse canal:

  • criou uma rota de passagem de peixes — alimento de tubarões;
  • ficou muito próximo da prática de banho de mar;
  • aumentou o fluxo de embarcações, que descartam restos orgânicos.

Monitoramento interrompido agrava o problema

Em Pernambuco, o monitoramento científico — realizado por anos pelo barco de pesquisa Sinuelo — foi interrompido há 11 anos por falta de verbas.Desde então, mesmo sem acompanhamento técnico, o número de vítimas continuou subindo.Somente após ataques recentes, incluindo em Fernando de Noronha, o governo estadual decidiu retomar o monitoramento, com captura, microchipagem e soltura dos animais.

Oferta irregular de alimento muda comportamento dos tubarões

Em Noronha, por exemplo, um ataque recente foi causado por um tubarão-lixa, espécie considerada pouco agressiva.Pesquisadores atribuem o incidente às reações dos animais às mudanças climáticas. O padrão se repete em áreas urbanizadas do Recife, onde resíduos atraem cardumes e deslocam tubarões para camadas mais superficiais.

g1.globo

A febre da proteína: quando a busca pelo corpo perfeito pode até virar um transplante de rim

  A busca pelo corpo perfeito movimenta academias, influencia dietas e impulsiona a venda de produtos que prometem resultados rápidos, com a palavra “proteína” sendo a mais repetida neles. Ela virou atrativo de venda: aparece em leites, pães, iogurtes, barras, biscoitos e até bolos. A reportagem do Fantástico buscou especialistas que apontaram o consumo exagerado desse nutriente pode até aumentar o peso da pessoa.

“Se a gente consome proteína em excesso, a gente não vai aproveitar essa proteína para finalidade dela, que seria a constituição corporal, formação de massa muscular. Isso vai ser armazenado de alguma forma no organismo e pode virar gordura corporal”, aponta a nutricionista Lara Natacci.

Especialistas ouvidos pela reportagem explicaram que a proteína é essencial para o funcionamento do organismo. Ela forma músculos, tecidos e participa da produção de hormônios e enzimas. Apesar disso, a recomendação diária varia conforme o perfil de cada pessoa, e o excesso pode prejudicar a saúde. Hoje, há divergências entre orientações internacionais: enquanto a nova pirâmide alimentar dos Estados Unidos sugere aumentar a ingestão de proteína animal, a Organização Mundial da Saúde indica uma quantidade menor.

“Ela está orientando a 50% a mais proteína do que a Organização Mundial da Saúde. Os Estados Unidos recomendam 1,2 a 1,6 gramas de proteína por quilo. A Organização Mundial da Saúde, 0,8 até 1.2 gramas”, explica a nutricionista e pesquisadora da USP, Sophie Deram.

Nutricionistas lembram que nem sempre essas diretrizes estrangeiras fazem sentido para a alimentação do brasileiro. Idosos, pessoas em tratamento para ganho de massa muscular ou quem está em dietas de emagrecimento podem precisar de mais proteína. Mas, para a maioria da população, a recomendação básica segue em torno de 1 grama por quilo de peso por dia — distribuída ao longo das refeições, e não acumulada em um único prato.

“Um mito: “quanto mais proteína, mais músculo”. “Depende do que você come e de quanto você malha, né? Não é consumindo, se entupindo de proteína que você vai ganhar músculo”, diz Sophie.

O corpo só aproveita uma parte do que consumimos por refeição — cerca de 25 a 30 gramas. O que excede essa capacidade pode acabar sendo armazenado pelo organismo em forma de gordura.

É por isso que algumas pessoas que comem grandes quantidades de proteína para emagrecer podem, na verdade, engordar.

O risco aumenta para quem já tem alguma predisposição a doenças renais. Para pessoas com função renal comprometida, dietas hiperproteicas podem acelerar a perda de funcionamento dos rins. E o grande problema é que a maioria não sabe que tem essa condição, já que os sintomas aparecem apenas quando a doença está avançada.

Dois exames simples — creatinina e urina — poderiam detectar alterações precocemente.

A reportagem também contou a história do ex-atleta Tiago Guzoni, de 30 anos, que decidiu aumentar drasticamente a ingestão de proteína para ganhar massa muscular.

“A minha dieta às vezes se baseava muito por proteína. Quando eu não conseguia bater os macros do dia, os macronutrientes. Então eu aumentava essa proteína ou com hipercalórico, jogando um shake, fazendo com algumas coisas de proteína, ou ao mesmo tempo comendo bastante mesmo de proteína, é filé de frango, carne, peixe e outras coisas”, diz Tiago.

Ele evitava anabolizantes e apostava na comida e nos suplementos para alcançar os resultados. Após dois anos seguindo essa rotina, começou a sentir dores de cabeça fortes durante os treinos.

“E foi esse endócrino que falou que o meu rim já estava com problema e já estava com 50% de funcionamento”, revelou o ex-atleta.

Tiago passou oito meses fazendo hemodiálise e, em 2024, precisou de um transplante de rim. Só depois disso descobriu que o problema havia sido identificado tardiamente. Hoje, com acompanhamento nutricional, ele mantém uma dieta equilibrada e controla a ingestão de proteínas e carboidratos — uma mudança de rotina que, segundo ele, trouxe mais consciência sobre o próprio corpo e sobre os exageros do passado.

A reportagem também visitou um laboratório da USP para mostrar como funciona a produção do whey protein. O pó, feito a partir do soro do leite, passa por um processo rápido de secagem que preserva o valor nutricional. Apesar disso, raramente é consumido puro: a indústria costuma adicionar adoçantes, aromatizantes e espessantes. Mesmo assim, especialistas afirmam que o suplemento não é considerado ultraprocessado.Para entender o que compensa mais — comida ou produtos industrializados com proteína extra — nutricionistas compararam barrinhas, whey e cookies com alimentos comuns, como ovos, frango e feijão. Do ponto de vista proteico, muitos produtos se equivalem aos alimentos naturais.

“Uma barrinha de proteínas tem em torno de 12 a 15 gramas de proteína. Um ovo tem 6,5 gramas de proteínas. Então a gente tem dois ovos com 13 gramas de proteínas”, diz Filipe Bragança, conselheiro da BrasNutri.

Mas, nutricionalmente, os alimentos in natura oferecem vitaminas, minerais e fibras, enquanto os industrializados tendem a ter mais gordura saturada e menos nutrientes.

“A barrinha de proteína, ela vem com gordura saturada. Muitas delas tem bastante gordura saturada, então não é interessante a gente consumir frequentemente”, revela Filipe.

Apesar da explosão de produtos proteicos, os especialistas insistem em um ponto: comida de verdade costuma ser suficiente para suprir as necessidades diárias de proteína.

“Se a gente comer comida mesmo, né, um prato que tem arroz, feijão, carne, salada, a gente vai conseguir atingir a necessidade de proteína e não precisa de suplemento”, diz Lara.

g1.globo

Simpósio de Doutrinas Bíblicas 2026

   Os simpósios da Assembleia de Deus, particularmente o tradicional Simpósio de Doutrinas Bíblicas (muito forte na IEADPE, por exemplo) e simpósios de missões, têm como objetivos principais o aprofundamento teológico, a preservação da identidade pentecostal e a capacitação dos membros para a vida cristã e o serviço missionário.
Os principais objetivos incluem:
  • Ensino e Estudo da Palavra: Analisar temas bíblicos específicos, biografias de profetas (como Daniel ou Elias) e doutrinas fundamentais, aplicando-os à vida cotidiana e à caminhada espiritual.
  • Preservação da Identidade Pentecostal: Fortalecer o ensino doutrinário assembleiano, garantindo que a igreja mantenha suas raízes e princípios teológicos perante os desafios contemporâneos.
  • Capacitação e Formação de Obreiros: Treinar líderes, pastores, evangelistas e obreiros para o exercício de suas funções, visando a excelência no trabalho da obra de Deus.
  • Fortalecimento da Obra Missionária: Conscientizar, mobilizar e preparar a igreja para o evangelismo local e internacional, com o objetivo de “ganhar almas”.
  • Renovo Espiritual: Proporcionar um tempo separado para oração, louvor e reflexão, visando o amadurecimento na fé e a vivência de experiências espirituais.
  • Fomento à Unidade e Comunhão: Reunir membros de diversas congregações e áreas para um aprendizado conjunto, fortalecendo a unidade da denominação.
Esses eventos costumam abordar temas como os “Propósitos da Vida Cristã”, a “Importância de ser a Voz de Deus” e a aplicação prática da fé.

AMOR ÁGAPE

   Este capitulo 13 da Primeira Carta de Paulo aos Corintios é considerado o “capitulo do amor. Agape é a palavra grega empregada pelo apóstolo Paulo para descrever o verdadeiro amor, O amor agape é o verdadeiro amor de Deus. Existe o amor fraternal, maternal, paternal, conjugal e o amor divino. O amor fraternal falha: o amor paternal falha: o amor maternal falha: o amor coniugal falha: e todas as demais formas de amor falham, Porém, o único amor que não falha é o agape, o amor genuino e verdadeiro. O amor é um sentimento inexplicavel que você sente por um ser divino ou humano.

CARACTERÍSTICAS DO AMOR ÁGAPE

Passivo (1Co 13.4). Em 5169.7, o salmista disse: “Pois tenho suportado afrontas

1. O armor agape é paciente por amor de ti, e o meu rosto se cobre de vergonha.
ativo (1Co 13.4). Em Sl 44.26 o salmista disse: “Levanta-te para socorrer-nos

2. O amor agape é bondoso resgata-nos por amor da tua bondade.”

3. O amor ágape não arde em ciúmes – não é extremista (1Co 13.4). Em Ct 8.6. Salomão revela a força do amor e o ardor do ciúme, dizendo: “Ponha-me como selo sobre o seu coração, como selo sobre o seu braço, porque o amor é tão forte como a morte, e o ciúme é tão duro como a sepultura. As suas chamas são chamas de fogo, são labaredas enormes.”

4. O amor ágape não se envaidece – não é vaidoso (1Co 13.4). Em Rm 12.10, Paulo escreve, dizendo: “Amem uns abs outros com amor fraternal. Quanto à honra, deem sempre preferência aos outros

5. O amor ágape não é orgulhoso não é soberbo (1Co 13.4). Em 1Co 8.1, Paulo afirma: “O conhecimento leva ao orgulho, mas o amor edifica.”

6.O amor ágape não se conduz de forma inconveniente não é impróprio(1Co 13.5). Em Rm 13.10, Paulo afirma: “O amor não pratica o mal contra o próximo. Portanto, o cumprimento da lei é o amor

7. O amor ágape não busca os seus interesses prefere dar do que receber (1Co 13.5). Em Rm 13.8, Paulo escreve, dizendo: “Não fiquem devendo nada a ninguém, exceto o amor de uns para com os outros. Pois quem ama o próximo cumpre a lei.

8.O amor agape não se imita não se exaspera (1Co 13.5). Em 1Co 16.14, Paulo escreve, dizendo. “Façam todas as coisas com amor.

9. O amor ágape não se ressente do mal não se agrava, não guarda rancor (1Co 13.5). Em 1Pe 4.8, Pedro escreve, dizendo: “Acima de tudo, porém, tenham muito amor uns para com os outros, porque o amor cobre a multidão de pecados.

10.O amor agape não se alegra com a injustiça não se mostra indiferente(1Co: 13.6). Em Fp 1.9-11. Paulo escreve, dizendo: “E também faço esta oração: que o amor de vocês aumente mais e mais em Só conhecimento e toda a percepção, para que vocês aprovem as coisas excelentes e sejam sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo, cheios do fruto de justiça que vem por meio de Jesus Cristo, para glória
e louvor de Deus.

11. O amor agape se alegra com a verdade é sincero (1Co 13.6). Em Ef 4.15, Paulo escreve, dizendo: “Mas seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo”

12. O amor ágape tudo sofre-é tolerante (1Co 13.7). Em Sl 44.22, o salmista disse: “Mas, por amor de ti, somos entregues à morte continuamente, somos considerados como ovelhas para o matadouro

13.O amor ágape tudo cré sempre confia na pessoa (1Co 13.7). Em 1Jo 4.16, João escreve, dizendo: “E nó conhecemos o amor e cremos neste amor que Deus tem por nós.”

14.O amor agape tudo espera não é desesperado (1Co 13.7). Em 1Ts 5.8, Paulo escreve, dizendo: “Nós porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, revestindo-nos da couraça da fé e do amor e tomando como capacete a esperança da salvação.”

15. O amor ágape tudo suporta é longanimo (1Co 13.7). Em Sl 69.7, o salmista disse: “Pois tenho suportado afrontas por amor de ti, e o meu rosto se cobre de vergonha

Sertão vai virar mar: a transposição do Rio São Francisco

 Transferência hídrica saiu do papel após primeiro governo Lula, período em que foram elaborados projetos e estudos ambientais destinados ao licenciamento da obra pelo IBAMA. Há quatro anos, em 9 de fevereiro de 2022, ocorria a inauguração do trecho final do Eixo Norte da Transposição do Rio São Francisco, um dos maiores projetos de infraestrutura hídrica da história do Brasil. Idealizado há quase dois séculos para enfrentar a histórica escassez de água no semiárido nordestino, o projeto somente começou a sair do papel em 2007, durante o segundo mandato de Lula.

Os desafios do semiárido

A Transposição do Rio São Francisco é uma das maiores obras de segurança hídrica da história moderna. A obra prevê o desvio de 1,4% da vazão do Rio São Francisco em direção às bacias hidrográficas do Nordeste Setentrional. São 700 quilômetros de canais divididos em dois grandes eixos, abastecendo reservatórios, aquedutos e perenizando o fluxo de água dos antigos rios intermitentes da região. A previsão é de que, após a conclusão de todos os canais secundários, a transposição garanta o abastecimento de água para 12 milhões de pessoas em 390 municípios dos estados de Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. A Região Nordeste concentra 18% do território brasileiro e 30% da população do país, mas possui apenas 3% dos recursos hídricos nacionais. Desse percentual, quase dois terços estão concentrados no Rio São Francisco. Há poucos rios perenes na região, onde predomina o clima semiárido, com altas temperaturas e baixa precipitação pluviométrica.

O flagelo da seca e os primeiros projetos

As secas são um fenômeno natural característico da região. Os registros históricos de estiagens no Nordeste remontam aos primórdios da colonização portuguesa. Ao longo dos séculos, as secas ceifaram milhões de vidas e dificultaram o desenvolvimento regional. Os primeiros projetos visando transpor as águas do Rio São Francisco para atenuar o flagelo da seca no semiárido nordestino remontam a meados do século 19. Entre 1844 e 1845, durante o reinado de Dom Pedro II, o Nordeste foi atingindo por uma grave estiagem, motivando o intendente Marcos Antônio de Macedo a idealizar um canal ligando o Rio São Francisco ao Rio Jaguaribe. O projeto foi abandonado por falta de recursos, mas foi retomado trinta anos depois, durante a grande seca de 1877-1879. A seca causou um dos maiores deslocamentos de refugiados na história do Brasil e resultou na morte de mais de 500 mil pessoas. Somente na província do Ceará, 10% da população morreu de inanição. Pedro II ordenou estudos de viabilidade para construção do projeto, mas desistiu da obra após análise negativa do engenheiro Guilherme Schüch, o Barão de Capanema, que assegurou ser impossível fazer com que as águas transpusessem a Chapada do Araripe. Abandonado o projeto, Pedro II financiou a construção de barragens e açudes na região.

Novos projetos de transposição das águas do São Francisco seriam elaborados ao longo do século 20. Após uma sequência de longas estiagens nas décadas de trinta e quarenta, Getúlio Vargas retomou as discussões sobre a transposição em 1943, mas abandonou o projeto em função dos custos elevados. Nos anos 80, um novo projeto seria elaborado por Mario Andreazza, ministro do Interior da ditadura militar, que encomendou estudos ao Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS) como uma resposta à Grande Seca de 1979-1984. Considerada a mais severa seca do século 20, a estiagem causou a morte de centenas de milhares de nordestinos, a grande maioria crianças. O projeto, entretanto, foi abandonado.

A transposição

Com a redemocratização, o presidente Itamar Franco retomou os estudos sobre aproveitamento do potencial hídrico das bacias das regiões semiáridas. Seu sucessor, Fernando Henrique Cardoso, chegou a assinar o documento “Compromisso pela Vida do São Francisco”, onde se comprometia a construir canais de transposição, mas não deu início às obras. A Transposição do Rio São Francisco somente começou a sair do papel após a eleição de Lula, que solicitou em seu primeiro mandato a confecção de um novo projeto e estudos ambientais para fins de licenciamento da obra pelo IBAMA. Ciro Gomes, então Ministro da Integração Nacional, foi incumbido de coordenar os estágios iniciais da transposição.

Sertão vai virar mar: a transposição do Rio São Francisco

Transferência hídrica somente saiu do papel após o primeiro mandato do presidente Lula, período em que foram elaborados um novo projeto e estudos ambientais destinados ao licenciamento da obra pelo IBAMA Em 2007, o projeto obteve o aval do Conselho Nacional de Recursos Hídricos, presidido pela então Ministra do Meio Ambiente Marina Silva. Teve início então a construção do projeto, orçado em 8,2 bilhões de reais. As obras da transposição sofreram sucessivos atrasos em função de uma série de contratempos. O projeto enfrentou a oposição do Banco Mundial, que alegou preocupação com o impacto ambiental para negar o financiamento da obra. Ambientalistas e ONGs como Greenpeace e WWF também criticaram duramente o projeto, alegando a existência de alto risco de deterioração dos biomas ao longo do Rio São Francisco. Registrou-se igualmente forte ativismo dos procuradores, que abriram dezenas de ações contra a obra – muitas das quais ainda em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Por fim, os cortes orçamentários e a crise fiscal de 2014 levaram à diminuição do ritmo da construção. Dilma Rousseff inaugurou o primeiro trecho da transposição em agosto de 2015. Após o golpe parlamentar de 2016, entretanto, os recursos para a conclusão da obra sofreram cortes ainda mais aprofundados. O trecho norte somente seria concluído em fevereiro de 2022.

operamundi.uol.com.br

R$ 810,50 liberados: dinheiro extra para brasileiros PCD que trabalham

Uma excelente notícia para brasileiros de baixa renda com deficiência: o Governo Federal acabou de confirmar a liberação de um valor extra! Quem conseguir um emprego com carteira assinada poderá receber um saque de R$ 810,50. Esse é o novo valor do Auxílio-Inclusão, um presente para quem busca independência financeira.

abe aquele medo de perder o benefício ao conseguir um emprego? O Auxílio-Inclusão acabou com isso! Agora, o Governo garante meio salário mínimo para pessoas com deficiência que recebiam o BPC e agora estão no mercado formal. O valor de R$ 810,50 é pensado para dar mais segurança e tranquilidade.

Como Receber o Dinheiro Extra?

Ser pessoa com deficiência (moderada ou grave).
Receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Conseguir um emprego com carteira assinada.
Ter uma renda de até dois salários mínimos.
A grande novidade é que o INSS fará a concessão automática assim que identificar que você começou a trabalhar. Mais praticidade para você!

Se você já teve o BPC suspenso por ter começado a trabalhar nos últimos 5 anos, também pode ter direito. Mantenha seu Cadastro Único (CadÚnico) atualizado e o CPF em dia. O Governo está facilitando o acesso a esse valor para você!

Essa é uma chance de ouro para garantir uma renda extra e ter mais estabilidade. Não perca essa oportunidade!

fdr.com.br

Nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) alcança 45 milhões de pessoas e amplia o acesso ao número de identificação único no Brasil

  O novo documento substitui o antigo RG e conta com número único válido para todo o Brasil, além de QRCode de segurança e outras inovações que aumentam a precisão na identificação e diminuem as chances de fraude. 

As emissões da Carteira de Identidade Nacional (CIN) chegaram à marca de 45 milhões em todo o país nesta quarta-feira (4/2). O novo documento, que substitui o antigo RG, conta com número único válido para todo o Brasil, QRCode de segurança e outras inovações que aumentam a precisão na identificação dos cidadãos e diminuem sensivelmente as chances de fraude. Aliada ao GOV.BR, a CIN possibilita um melhor acesso da população aos serviços públicos federais.

“Desde a nossa chegada ao governo, estamos trabalhando em conjunto com os estados para ampliar a expedição da nova carteira”, disse o secretário de Governo Digital do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Rogério Mascarenhas. Segundo ele, essa marca só foi possível devido ao trabalho em conjunto com os institutos de identificação estaduais, que são os responsáveis diretos pela emissão. “Em três anos,conseguimos elevar o número de CINs de menos de 100 mil para 45 milhões”, comemorou.

Letícia Aderaldo, 27, é uma dessas 45 milhões de pessoas. A analista de laboratório tirou a CIN no início de 2025 após seu antigo RG ser roubado. “Quando eu ainda morava em João Pessoa, entraram no apartamento e levaram minha mochila, com a carteira e a identidade dentro”, explica ela. “Depois disso fiquei usando uma bem antiga, a CNH e, caso precisasse, usaria o boletim de ocorrência”, complementa.

Mas quando se mudou para o Distrito Federal, Letícia percebeu que seria melhor tirar uma nova identidade para se inscrever em concursos públicos e em vagas de emprego na iniciativa privada. Deu certo e hoje ela está empregada em uma empresa de biotecnologia. Segundo a analista, o atendimento e a entrega do documento foram bem fáceis e rápidos, mas ela se esqueceu de aproveitar a oportunidade para incluir outros documentos e informações na CIN.

É que a nova carteira permite a inclusão de informações como tipo sanguíneo e opção por doação de órgãos para o caso de emergências, por exemplo. Além disso, as pessoas podem colocar na CIN informações de outros documentos como CNH, título de eleitor, dispensa militar, carteira de trabalho e cartão SUS. No entanto, mesmo sem fazer uso de todas as vantagens do documento, Letícia gostou das novidades, da segurança reforçada pelo QR Code e da facilidade de encontrar as informações necessárias no novo design. A experiencia de ter seu RG antigo furtado também fez ela redobrar o cuidado. “Agora ando com a identidade de papel por garantia, mas também tenho a digital salva no celular por segurança” conta a analista de laboratório.

Vantagens da nova identidade

Uma das vantagens da CIN é a simplificação do acesso das pessoas aos serviços públicos e benefícios sociais. Isso será possível a partir do uso dos dados da CIN como base de identificação das pessoas nas políticas públicas.  Desse modo, a carteira ajuda as pessoas na garantia dos seus direitos e facilita o acesso a benefícios sociais, por exemplo.

Outro ponto positivo da CIN é a sua versão digital disponível no aplicativo GOV.BR. A partir do recebimento do documento impresso, as pessoas já podem acessar o aplicativo para baixar a CIN em formato digital. Isso pode simplificar o uso em viagens ou em outras ocasiões em que for necessário se identificar.

A CIN também amplia a segurança da conta GOV.BR, pois a nova carteira facilita o acesso a uma conta Ouro na plataforma do governo federal. Atualmente, o GOV.BR possui mais de 173 milhões de usuários e possibilita o acesso a mais de 4.600 serviços digitais federais e outros mais de oito mil de estados e municípios.

Onde emitir

Para tirar o documento, é só acessar gov.br/identidade e agendar a expedição em seu estado. A primeira via da CIN é gratuita para todas as pessoas

gov.br

Cármen Lúcia apresenta regras para atuação de juízes nas eleições

   A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, apresentou nesta terça-feira (10) aos presidentes dos tribunais regionais eleitorais (TREs) dez recomendações que deverão ser seguidas pelos juízes eleitorais durante as eleições de outubro.

As orientações foram apresentadas em reunião realizada na tarde de hoje.

As regras deverão servir de parâmetro ético para disciplinar o comportamento dos magistrados da Justiça Eleitoral durante o pleito. Na semana passada, as orientações foram anunciadas pela ministra durante a sessão de abertura dos trabalhos de 2026. 

Entre as principais regras, os juízes eleitorais devem divulgar a agenda de audiências com partes e advogados.

Os magistrados não podem fazer manifestações sobre os processos que tramitam na Justiça Eleitoral e também estão proibidos de participar de eventos com candidatos ou seus aliados.

Eles também não podem publicar suas escolhas políticas nas redes sociais.

>> Confira as regras: 

  • Audiências: Garantir a publicidade das audiências com partes e advogados, candidatas ou candidatos e partidos políticos, divulgando previamente as agendas (que sejam realizadas dentro ou fora do ambiente institucional);
  • Manifestações: Manter postura comedida em intervenções e manifestações públicas ou privadas, inclusive em agendas profissionais ou pessoais, sobre temas relacionados ao processo eleitoral, estejam ou não submetidos à sua jurisdição;
  • Eventos: Evitar comparecer a eventos públicos ou privados que promovam confraternização com candidatas ou candidatos, seus representantes ou pessoas direta ou indiretamente interessadas na campanha, em razão do potencial conflito de interesses;
  • Redes sociais: Abster-se de manifestações, em qualquer meio, inclusive mídias digitais e redes sociais, sobre escolhas políticas pessoais, para não gerar dúvidas quanto à imparcialidade das decisões judiciais;
  • Presentes: Não receber ofertas, presentes ou favores que possam colocar em dúvida a imparcialidade no exercício da jurisdição;
  • Escritórios de advocacia: Ficar afastado de atos ou processos nos quais escritórios de advocacia dos quais façam parte estejam representando interesses;
  • Atividades privadas: Não assumir compromissos com atividades não judiciais que prejudiquem o cumprimento dos deveres funcionais;
  • Sinalizações: Evitar quaisquer sinalizações favoráveis ou contrárias a candidatas ou candidatos, partidos políticos ou ideologias, sob pena de suscitar ilações de favorecimento ou perseguição em julgamentos;
  • Divulgação: Assegurar que apenas a autoridade competente torne públicos atos judiciais e administrativos, evitando equívocos de interpretação ou divulgações precipitadas ou inadequadas sobre o processo eleitoral;
  • Transparência: Reafirmar a transparência como princípio republicano essencial, garantindo ampla publicidade dos atos da Justiça Eleitoral, de forma a assegurar ao eleitor o direito à informação segura e baseada em fatos.

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Começa vacinação de 1,2 milhão de profissionais de saúde contra dengue

   Começou nesta semana a vacinação contra a dengue para profissionais de saúde da atenção primária, com a previsão de imunizar 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o Ministério da Saúde, as primeiras 650 mil doses já foram enviadas aos estados e o restante está previsto para as próximas dias. 

A estratégia utiliza a vacina brasileira contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, de dose única, tetraviral e 100% nacional. Para a pasta, esse imunizante representa avanço importante para a autonomia do país. 

“O início da vacinação pelos profissionais da atenção primária é um passo estratégico para proteger quem atua próximo à população – médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde das unidades básicas de Saúde”, diz o ministério.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a vacinação está começando por toda a equipe multiprofissional cadastrada no SUS.

“São aquelas pessoas que batem na porta, visitam a casa das pessoas, observam se tem criadouro do mosquito da dengue, fazem o acompanhamento, a mobilização. Também são aqueles profissionais que estão na primeira porta de entrada quando há casos de dengue”, destacou.

A ampliação para outros públicos – pessoas de 15 a 59 anos, começando pelos mais velhos – está prevista para o segundo semestre deste ano, o que depende do aumento da capacidade produtiva do Instituto Butantan. Com investimento de R$ 368 milhões, o Ministério da Saúde fechou a compra de 3,9 milhões de doses.

A pasta adotou também estratégia de vacinação para avaliar o impacto do imunizante na dinâmica populacional da dengue. Para isso, está em curso, desde janeiro, a vacinação em três municípios-piloto: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Nessas localidades, o público-alvo será composto por adolescentes e adultos de 15 a 59 anos.  

“A vacinação da população em geral começa com o aumento da produção de doses, a partir de uma parceria estratégica entre o Brasil e a China, com a transferência da tecnologia nacional desenvolvida pelo Instituto Butantan para a empresa chinesa WuXi Vaccines. Com essa cooperação, a produção da vacina nacional poderá aumentar em até 30 vezes”, destaca o ministério

A vacina do Butantan apresentou 74,7% de eficácia contra a dengue sintomática em pessoas de 12 a 59 anos, além de 89% de proteção contra formas graves e com sinais de alarme. 

Público-alvo 

Profissionais de saúde assistenciais e de prevenção: 

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Caixa e MDS lançam microcrédito para integrantes no CadÚnico

  O ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e a Caixa Econômica Federal lançaram hoje (9), na capital paulista, a oportunidade de microcrédito para famílias do Cadastro Único (CadÚnico), registro que permite ao governo saber quem são e como vivem as famílias de baixa renda no Brasil.

Ainda em fase piloto, o microcrédito vai funcionar de forma experimental por 90 dias, começando por São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e depois se estenderá para o resto do país. O empréstimo integra o programa Acredita no    Primeiro Passo, que tem por objetivo combater a pobreza e a desigualdade por meio do trabalho, oferecendo crédito e qualificação para famílias de maior vulnerabilidade social.

Os primeiros contratos foram assinados na tarde desta segunda-feira pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Wellington Dias, e o presidente da Caixa, Carlos Vieira.

“Não se trata só de um financiamento, é um crédito assistido. Tem o crédito, mas tem a assistência para o próprio negócio, como o negócio da beleza, da gastronomia, do pequeno comércio”, explicou o ministro, em entrevista à Agência Brasil. 

“Uma pessoa que quer um financiamento, mas o juro está alto, aqui ela terá uma condição de taxa adequada para o financiamento com a Caixa. Se ela quer [empreender], mas não tem um avalista ou não tem uma garantia, o presidente Lula criou um fundo garantidor”, acrescentou.

O foco do programa são mulheres, pessoas negras, jovens, pessoas com deficiência e de povos e comunidades tradicionais. O crédito varia entre R$ 500 e R$ 21 mil, com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO). O prazo varia entre 4 e 12 meses. 

“Nós estamos expandindo esses créditos de forma que essas pessoas consigam desenvolver suas atividades laborais. Esse é o grande propósito”, ressaltou o presidente da Caixa.

Algumas das pessoas que serão beneficiadas com o crédito são os ambulantes da Associação Guerreiros, que congrega ambulantes, feirantes e trabalhadores informais de São Paulo. 

Segundo a presidente da associação, Margarida Ramos, esse crédito deve ajudar os ambulantes principalmente no momento de compra de mercadorias.

“As pessoas querem investir em mercadoria ou obter algum crédito para momentos de necessidade”, disse. 

“Eu ficava preocupada porque eu via vários programas do governo para todos os tipos de trabalhadores, mas para o trabalhador informal ele não chegava. Esse programa caiu assim na hora certa”, acrescentou.

Educação financeira

Ainda nesta segunda-feira, o ministro lançou, na capital paulista, o Bate-Bola Financeiro, um jogo online de educação financeira, elaborado junto com a bandeira Visa, e voltado para inscritos no CadÚnico.

Nesse jogo, os participantes vão responder perguntas de situações do dia a dia sobre controle de gastos, organização do orçamento familiar e planejamento financeiro. A cada resposta correta, o time avança em campo e faz gol. Em caso de erro, o jogador perde a posse de bola, mas pode tentar novamente. 

O objetivo do jogo, ressalta o ministério, é que todas as pessoas possam aprender a lidar com dinheiro.

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ORGANIZAR A IGREJA EM CRETA E REPRIMIR OS FALSOS DOUTORES

SEJAM FIRMES Ensino Sadio e Caráter Santo nas Cartas Pastorais Domingo, 24 de Setembro de 2023 

INTRODUÇÃO

A respeito da carta pastoral de Paulo enviada a Tito, Martinho Lutero escreveu: É uma breve epístola, mas apresenta exemplo tão perfeito da doutrina cristã e é redigida com tanta perícia que contém todo o necessário para o conhecimento e a vida cristã. Queremos destacar a importância das cartas pastorais para o nosso tempo. Elas são totalmente necessárias ainda hoje e isso por várias razões:

a. Em primeiro lugar, porque a classe pastoral está em crise. Há muitos pastores perdidos e confusos no ministério. Alguns estão cansados da obra e na obra (Gl 6.9), enquanto outros vivem na indolência sem se afadigar na Palavra (1Tm 5.17), sem vigiar o rebanho dos iminentes perigos (At 20.29,30), sem apascentar com conhecimento e inteligência o povo de Deus (Jr 3.15).

b. Em segundo lugar, porque muitas igrejas estão em crise. As cartas pastorais trazem princípios práticos que orientam a igreja acerca do modo correto de proceder diante dos perigos externos e dos conflitos interiores. Muitas igrejas são assediadas por falsos mestres e assaltadas por falsas doutrinas. Outras têm suas energias drenadas em intérminos conflitos internos, que tiram o foco da igreja de sua verdadeira missão, que é adorar a Deus e fazer a sua 

c. Em terceiro lugar, porque há nas igrejas um descompasso entre teologia e vida. A igreja de Deus precisa ser zelosa da doutrina e também da vida. Paulo escreveu a Timóteo, dizendo: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina…” (1Tm 4.16). A igreja de Éfeso era zelosa da doutrina e descuidada no amor (Ap 2.2–4).

A carta a Tito enfatiza tanto a sã doutrina

(2.1) quanto a prática da piedade

(1.1) e das boas obras (2.14; 3.14).

d. Em quarto lugar, porque as heresias sempre se vestem de nova roupagem para se infiltrar na igreja. As igrejas do primeiro século já estavam ameaçadas desde o seu nascimento pelo fermento da heresia. Ainda hoje, há muitas heresias no mercado da fé. Muitas delas com sabor de alimento saudável e nutritivo, mas não passam de comida venenosa e mortífera. Essas heresias estão presentes nos seminários, nos púlpitos, nos livros, nas músicas. Uma heresia é uma negação da verdade ou uma distorção dela. Precisamos nos acautelar.

e. Em quinto lugar, porque a maneira errada de lidar com as pessoas dentro da igreja é a causa de muitas feridas. A carta de Paulo a Tito é um verdadeiro manual de relacionamento humano. Mostra como os líderes devem lidar com as pessoas mais jovens, mais velhas e as pessoas da sua idade. A liderança da igreja precisa ser firme na sã doutrina, zelosa na disciplina, mas sensível com as pessoas.

I. INFORMAÇÕES INTRODUTÓRIAS

1.1 Título

O título grego para esta epístola é ΠΡΟΣ ΤΙΤΟΝ (pros Titon), indicando seu único destinatário. O título no NT grego literalmente diz: “A Tito”.

1.2 Remetente e Data É consenso universal que o autor dessa carta a Tito é o apóstolo Paulo. As evidências são tanto internas quanto externas.

a. Evidência interna. Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, para promover a fé que é dos eleitos de Deus e o pleno conhecimento da verdade segundo a piedade. Escrevo na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos (Tt 1.1,2 – NAA).

b. Evidência externa. Os pais da igreja, Cânon muratório; os Reformadores e a grande maioria dos estudiosos. Embora sua posição no Novo Testamento seja depois de 2Timóteo, sua posição cronológica é, provavelmente, entre as duas cartas de Timóteo. Temos certeza de que Tito precede 2Timóteo, porque o apóstolo ainda era homem livre quando escreveu essa epístola sobre o estudo. Mas se Tito precede ou sucede a 1Timóteo, é difícil dizer.

1.3 O destinatário da carta. Essa carta foi enviada a Tito e às igrejas dos cretenses. Tito é mencionado uma vez em Gálatas, nove vezes em 2Coríntios, uma vez em 2Timóteo e novamente na carta que leva o seu nome. Tito esteve com Paulo em Jerusalém, Éfeso, Macedônia, Creta, Nicópolis e Roma. Quem foi Tito? a. Em primeiro lugar, Tito foi um gentio convertido a Cristo. Enquanto Timóteo tinha pai grego e mãe judia, Tito era filho de pais gregos (Gl 2.3). Converteu-se a Cristo pelo ministério de Paulo (1.4). Saiu das fileiras do paganismo para abraçar a fé cristã. Não sabemos ao certo a naturalidade de Tito. Possivelmente residia em Antioquia da Síria, onde Barnabé e Saulo ensinaram a Palavra de Deus.

b. Em segundo lugar, Tito foi encarregado por Paulo para levar à igreja de Corinto sua carta dolorosa.

c. Em terceiro lugar, Tito foi encarregado por Paulo para levar à igreja de Corinto a segunda carta e completar entre os crentes a graça da contribuição (2Co 8.6).

d. Em quarto lugar, Tito é companheiro e cooperador de Paulo, homem digno de honra na igreja de Deus (2Co 8.23,24). Tito não é apenas filho na fé do apóstolo Paulo, mas também seu companheiro e cooperador. Está sempre obedecendo as ordens do apóstolo, no sentido de cooperar com ele no trabalho do ministério em várias igrejas. Era um homem pronto e sempre disposto a fazer a obra de Deus, onde quer que o apóstolo o enviasse.     

Em quinto lugar, Tito, um homem de iniciativa (2Co 8.16,17). Tito demonstrou amor pela igreja de Corinto a ponto de não apenas ir aos coríntios atendendo ao apelo de Paulo, mas de ir a Corinto voluntariamente. Ele tinha iniciativa própria e disposição de enfrentar grandes desafios no ministério.

f. Em sexto lugar Tito, era um homem íntegro financeiramente (2Co 12.17,18). Paulo dá seu testemunho à igreja de Corinto dizendo que, durante os dezoito meses que passou na cidade, jamais os explorou financeiramente. De igual forma, seu filho, cooperador e companheiro Tito não os explorou, uma vez que andou no mesmo espírito e nas mesmas pisadas de seu pai espiritual.

II. CONTEXTO HISTÓRICO E PROPÓSITO 2.1

A ilha de Creta.

2.2 Propósito. Destacamos três propósitos do apóstolo Paulo ao escrever essa carta: a. Em primeiro lugar, encaminhar Zenas e Apolo (3.13). Essa carta de Paulo a Tito serviu como mensagem de recomendação para Zenas, o intérprete da lei, e Apolo, o eloquente evangelista, que foram também os portadores da missiva.

b. Em segundo lugar, pedir para Tito encontrar-se com Paulo em Nicópolis (3.12). Assim que Tito tivesse concluído seu trabalho, deveria deixar Creta para encontrar-se com Paulo em Nicópolis, antes da chegada do inverno. É muito provável que eles tenham se encontrado nessa cidade, uma vez que quando Paulo escreveu sua última carta a Timóteo, da prisão romana, disse que Tito tinha ido à Dalmácia (2Tm 4.10).

c. Em terceiro lugar, dar instruções pastorais acerca do que à igreja deveria fazer. Tito deveria dar instruções à igreja para a promoção do espírito de santificação nas relações eclesiásticas, individuais, familiares e sociais. Desses três propósitos enunciados, o último é o que cobre a maior parte da carta.

2.3 Resumo dos capítulos.

a. No capítulo 1 Paulo introduz sua saudação pessoal a Tito usando as mesmas palavras dirigidas a Timóteo (1Tm 1.2; Tt 1.4), e orienta o pastor ou bispo Tito quanto ao propósito principal pelo qual ele havia sido empossado em Creta, bem como a maneira como ele deveria proceder ali (Tt 1.5) e as qualificações exigidas para consagrar alguém ao presbitério da Igreja (Tt 1.6-9). Em seguida, Paulo revela a Tito os tipos de pessoas com os quais ele iria lidar em Creta, demonstrando que a sua tarefa seria um tanto árdua naquele lugar (Tt 1.10-16).

b. No capítulo 2 Paulo inicia recomendando a Tito que não abrisse mão de pregar a sã doutrina (Tt 2.1). Também o ensina como instruir cada membro da Igreja (Tt 2.2-6) e cobra de Tito a responsabilidade de ser exemplo para os fiéis (Tt 2.7-8). Paulo apresenta ainda a doutrina universal da graça de Deus (Tt 2.11) e também a doutrina escatológica da Segunda Vinda de Cristo em glória (Tt 2.13-14).

c. No capítulo 3 Paulo destaca a doutrina da regeneração do pecador operada pelo Espírito Santo (Tt 3.4-5), além de recomendar a Tito que trate bem Zenas e Apolo (Tt 3.13).

II. AS PRINCIPAIS ÊNFASES DA CARTA

A carta de Paulo a Tito trata de vários temas fundamentais para a igreja.

a. Em primeiro lugar, a organização das igrejas (1.5). Muitas coisas estavam fora de lugar nas igrejas de Creta. Tito foi deixado lá para colocá-las em ordem. Essas coisas incluíam o ensino da sã doutrina, a aplicação da disciplina, o combate aos falsos mestres e a instrução da sã.

b. Em segundo lugar, a liderança das igrejas (1.5–9). Paulo tinha uma solene preocupação com o governo da igreja. Uma igreja bíblica precisa ter líderes sãos na fé e na conduta. Paulo deixa claro que o objetivo supremo do governo da igreja é a preservação da verdade revelada.

c. Em terceiro lugar, o combate aos falsos mestres e às falsas doutrinas (1.10–16). A liderança da igreja precisa vigiar para que os lobos que estão do lado de fora não entrem; nem os lobos vestidos de peles de ovelha, disfarçados dentro da igreja, arrastem após si os discípulos (At 20.29–31).

d. Em quarto lugar, o ensino da sã doutrina

(2.1). A igreja não deveria ficar apenas na defensiva, combatendo os falsos mestres, mas deveria sobretudo engajar-se no ensino da sã doutrina. Esta palavra “sã” é um termo médico e indica a doutrina que está livre de corrupção e enfermidade. e. Em quinto lugar, a promoção da ética cristã (2.2–10). Paulo dá orientações claras para os líderes e para os liderados. As prescrições apostólicas contemplam os idosos, os recém casados, os jovens e os servos. Não é suficiente ter doutrina sã, é preciso também ter vida santa. A doutrina sempre deve converter-se em vida.

f. Em sexto lugar, a prática das boas obras (2.11–14; 3.8,14). Não somos salvos pelas boas obras, mas demonstramos nossa salvação por meio delas. A salvação é pela fé somente, mas a fé salvadora nunca vem só; ela é acompanhada das boas obras. A fé é a causa; as boas obras são o resultado da salvação.

g. Em sétimo lugar, a submissão às autoridades (3.1–11). A igreja de Deus é um lugar de ordem, e não de anarquia; de obediência, e não de insubmissão. Insurgir-se contra as autoridades instituídas por Deus é desafiar o próprio Deus que as instituiu. Assim, a fonte da autoridade não está nela mesma, mas em Deus.

CONCLUSÃO

Estudamos as cartas pastorais. Durante três meses fomos grandemente abençoados com instruções presentes em

1 e 2 Timóteo e Tito. Louvamos a Deus pela sua bondade e misericórdia,

Mensagem O estabelecimento de igrejas maduras, nas quais a doutrina é confirmada pela vida, depende da presença ativa de liderança espiritualmente qualificada e da prática de boas obras por parte de cada crente por meio da graciosa capacitação de Deus.

I. A saudação de Paulo revela sua atitude quanto ao ministério e sua apreciação por Tito (1.1–4).

A. A saudação de Paulo revela a sua atitude quanto ao ministério (1.1–3).

1. A posição de Paulo era tão humilde quanto a de um escravo e tão altiva quanto a de um embaixador (1.1a).

2. A missão de Paulo era promover a fé e o conhecimento prático da verdadeira piedade entre os eleitos (1.1b).

3. A base para o ministério de pregação de Paulo são a fidedignidade e a soberania de Deus (1.2–3a).

4. O papel de Paulo era ser um arauto, comandado pelo Deus Salvador (1.3b).

B. A saudação de Paulo revela a sua apreciação por Tito (1.4).

1. Tito é um genuíno discípulo no elo de fé entre eles (1.4a).

2. A Tito, Paulo deseja graça e paz divinas (1.4b).

II. O estabelecimento de igrejas maduras nas quais a doutrina é confirmada pela vida depende da presença ativa de liderança espiritualmente qualificada (1.5–16).

A. As responsabilidades de Tito em Creta são definidas como o aperfeiçoamento das igrejas e a indicação de liderança qualificada segundo o plano de Paulo (1.5). 

B. Os homens a serem indicados como presbíteros em Creta precisam ser espiritualmente maduros, socialmente equilibrados e doutrinariamente sãos (1.6–9).

1. Presbíteros devem ser espiritualmente maduros (1.6–7).

• Precisam ter reputação irrepreensível (1.6a).

• Precisam ser exemplos de fidelidade conjugal (1.6b).

• Precisam ter filhos obedientes (1.6c).

• Precisam estar acima de qualquer repreensão porque são despenseiros de Deus (1.7a).

• Precisam ser humildes (1.7b).

• Precisam ser mansos (1.7c).

• Precisam ser moderados (1.7d).

• Precisam ser pacíficos (1.7e).

• Precisam ser honestos (1.7f).

2. Presbíteros precisam ser socialmente equilibrados (1.8).

• Precisam ser hospitaleiros (1.8a).

• Precisam ser estimuladores à boa conduta (1.8b).

• Precisam ser sensíveis (1.8c).

• Precisam ser justos (1.8d).

• Precisam ser santos em sua conduta (1.8e).

• Precisam ter domínio de si (1.8f).

3. Presbíteros precisam ser doutrinariamente sãos (1.9).

• Precisam estar absolutamente convencidos da mensagem do evangelho (1.9a).

• Precisam ser capazes de estimular os crentes e refutar os opositores com a doutrina que conhecem e em que creem (1.9b). 

C. A missão dos presbíteros em potencial é refutar eficazmente as doutrinas de falsos mestres e confrontar o erro para que os crentes sejam sadios em sua crença (1.10–16).

. A missão dos presbíteros em potencial é refutar eficazmente as doutrinas de falsos mestres que tiram proveito do caráter falho dos cretenses (1.10–13a).

• A natureza da missão dos presbíteros seria de oposição a pessoas rebeldes e enganosas que promoviam doutrinas judaizantes (1.10).

• A urgência da missão dos presbíteros jazia no fato de que famílias inteiras estavam sendo desviadas por falsos mestres gananciosos (1.11).

• A dificuldade da missão dos presbíteros jazia no caráter falho dos cretenses (1.12– 13a).

2. A missão dos presbíteros em potencial é de confrontar o erro para que os crentes sejam sadios em sua crença (1.13b–16).

• O alvo da missão de confrontação dos presbíteros é levar os crentes a descartar a lealdade aos judaizantes e suas doutrinas (1.13–14).

• O padrão para a missão dos presbíteros é a liberdade cristã que os hereges profanos negam e distorcem em suas vidas inúteis, inconsistentes com a sua profissão de fé (1.15–16).

III. O estabelecimento de igrejas maduras, nas quais a doutrina é confirmada pela vida, depende da prática de boas obras por parte de cada crente por meio da graciosa capacitação de Deus (2.1–3.11).

A. O dever de Tito é traduzir a doutrina sadia para a prática sadia nas vidas de grupos diferentes na igreja cretense por meio do ensino e do exemplo (2.1–10).

1. O dever de Tito é ensinar segundo a sã doutrina (2.1).

2. O alvo do ministério de Tito para homens mais velhos era de fazer deles exemplos morais e espirituais (2.2).

• Ao tornarem-se moderados.

• Ao tornarem-se sóbrios.

• Ao tornarem-se disciplinados.

• Ao tornarem-se piedosos por meio da confiança em Deus, do amor pelas pessoas e da esperança perseverante.

3. O alvo do ministério de Tito para mulheres mais velhas era fazer delas discipuladoras de mulheres mais jovens (2.3–5).

• Mulheres mais velhas devem ser levadas à maturidade espiritual (2.3).

• Evitando, assim, a fofoca.

• … e o apego ao vinho,

• … e transformando-as em mestras do bem.

• Mulheres mais velhas devem se tornar discipuladoras de mulheres mais jovens para que elas sejam um exemplo do evangelho… (2.4–5).

• … amando suas famílias,

• … sendo sensíveis e puras,

• … sendo diligentes no lar,

• … sendo bondosas,

• … sendo submissas aos seus maridos.

4. O alvo do ministério de Tito para homens mais jovens era estimulá-los a uma vida de domínio próprio que silenciaria a oposição, tornando-os exemplos de conduta e palavra (2.6–8). 5. O alvo do ministério de Tito para os escravos era fazer deles vitrinas de doutrina cristã ao serem… (2.9–10).

• … completamente submissos aos seus mestres,

• … respeitosos, • … honestos e fidedignos.

B. A motivação e capacitação de Tito para o ministério eram a disponibilidade e o poder transformador da graça divina oferecida por meio do sacrifício de Jesus Cristo (2.11–14).

1. A divina graça salvadora se fez disponível a todos os homens (2.11).

2. A divina graça salvadora capacita os crentes a renunciarem ao mal e viverem vidas piedosas (2.12–14).

• Ela capacita os crentes a renunciarem ao mal (2.12a).

• Ela capacita os crentes a viverem vidas piedosas… (2.12b–14).

• … sendo moderados, justos e tementes a Deus (2.12b),

• … mantendo viva a esperança na volta de Cristo (2.13),

• … tornando-se puros e zelosos na prática do bem como povo purificado de Deus (2.14).

3. A obrigação de Tito era ensinar, estimular e confrontar fielmente e com autoridade o seu povo com doutrina apostólica (2.15).

C. O dever de Tito é preparar os crentes a viver vidas excelentes e proveitosas na sociedade, à luz da misericórdia de Deus em suas vidas (3.1–8).

1. O dever de Tito é relembrar aos crentes o estilo de vida que Deus espera deles na sociedade (3.1–2).

Os crentes devem ser submissos às autoridades (3.1a).

Os crentes devem estar prontos a fazer o bem aos outros (3.1b).

Os crentes não devem caluniar (3.2a).

Os crentes devem ser pacíficos (3.2b).

Os crentes devem ser longânimos (3.2c).

Os crentes devem ser humildes (3.2d).

2. O dever de Tito é motivar os crentes a um estilo de vida excelente e proveitoso tendo em mente a transformação não merecida que o amor de Deus operou na vida deles (3.3–8).

• A antiga vida dos crentes era maculada pelo pecado como a sociedade é agora (3.3).

Eles eram insensatos (3.3a).

Eles eram desobedientes (3.3b).

Eles eram facilmente enganados (3.3c). 

Eles eram escravizados por concupiscências e prazeres pecaminosos (3.3d).

• A salvação graciosa e vivificadora de Deus foi dada generosamente para produzir um povo que será dedicado à prática do bem por causa da sua justificação e esperança de vida eterna (3.4–8).

• O Filho de Deus é a fonte da salvação que nos vivifica (3.4).

• A misericórdia de Deus é a base da salvação que nos vivifica (3.4–5a).

• O Espírito de Deus é o agente da salvação que nos vivifica (3.5b–6).

• A justificação pela graça de Deus e a esperança da vida eterna são o conteúdo da salvação que nos vivifica (3.7).

• Boas obras condizentes com a nossa fé são o resultado da salvação que nos vivifica (3.8).

D. O dever de Tito é proteger a igreja da fé vazia rejeitando debates infrutíferos e lançando fora falsos mestres que provocam divisão (3.9–11).

1. O dever de Tito é proteger a igreja da fé vazia rejeitando debates infrutíferos… (3.9).

• … sobre genealogias do Antigo Testamento (3.9a);

• … sobre detalhes rabínicos quanto à interpretação da Lei (3.9b).

2. O dever de Tito é proteger a igreja da fé vazia lançando fora falsos mestres que provocam divisão (3.10–11).

• Falsos mestres que provocam divisões devem ser tratados segundo a regra de Cristo para a disciplina na igreja (3.10–11).

• O motivo para expulsar tais indivíduos é seu estilo de vida deturpado, evidente na forma de eles recusarem a correção (3.11). IV. Informação – Os planos de Paulo para Tito são brevemente esboçados (3.12–14). A. Tito devia encontrar Paulo em Nicópolis depois de ser substituído em seus deveres por Ártemas ou Tíquico (3.12). B. Tito devia usar o ministério de Zenas e Apolo em Creta como uma oportunidade para os crentes cretenses praticarem boas obras ao receberem bem esses verdadeiros mestres (3.13–14). V. Trocam-se saudações e deseja-se graça a todos [que leem ou ouvem a carta] (3.15). 

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Estes 11 erros elevam o risco de infecções alimentares, segundo estudo

     Lavar o frango antes de cozinhar, descongelar carnes em temperatura ambiente e secar as mãos no pano de prato são alguns dos deslizes apontados em um estudo da Universidade de São Paulo (USP) publicado no periódico científico Food and Humanity. A pesquisa se baseou em um questionário online, respondido por 5 mil pessoas de todo o país. “As perguntas abordavam comportamentos relacionados a compra, armazenamento e manipulação de alimentos”, explica a cientista de alimentos Emília Maria França Lima, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP e uma das autoras do trabalho. Entre os achados, constatou-se que apenas 38% dos participantes higienizam adequadamente os vegetais, 17% consomem ovos crus ou malcozidos e 11,2% guardam as sobras de comida mais de duas horas após o preparo.

Todos esses “deslizes” aumentam o risco das chamadas doenças transmitidas por alimentos (DTAs) que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), afetam 600 milhões de pessoas. Entre os principais distúrbios, estão as gastroenterites, que desencadeiam vômito, diarreia, dor de cabeça, náusea e outros incômodos. As DTAs podem levar à desidratação, o que é bastante perigoso, especialmente para crianças e idosos.Embora fungos e vírus estejam por trás dos surtos, os principais agentes são as bactérias, com destaque para Escherichia coliStaphylococcus aureus e Salmonella.

Confira 11 estratégias simples, mas eficazes, para evitar problemas à saúde na hora de cozinhar.

Durante as compras

1. Leve bolsa térmica ao supermercado

O estudo da USP mostra que 81% das pessoas não utilizam sacolas térmicas para transportar alimentos refrigerados ou congelados. Ainda que não pareça prático, vale utilizar o acessório, sobretudo quando o trajeto é longo e o clima está quente.“Nesse contexto, as temperaturas mais altas contribuem para a multiplicação de micro-organismos nocivos”, lembra Lima.

2. Observe as condições dos congelados

Na hora de comprar, além de se atentar às condições dos freezers, observe se a embalagem está íntegra e se não há excesso de cristais de gelo. Esse pode ser um indício de que ocorreu descongelamento e novo congelamento, processo que facilita a proliferação microbiana.

Em casa

3. Lave bem as mãos

Antes de preparar as refeições, o primeiro passo é lavar bem as mãos para evitar a contaminação cruzada, que é quando micro-organismos são transferidos de uma área para outra. Bastam água corrente e sabão, mas a limpeza não deve se limitar às palmas. É fundamental caprichar na parte de trás, o dorso das mãos, nos espaços entre os dedos, nas unhas e nos pulsos.

“Se faltar higiene após a ida ao banheiro, por exemplo, o processo de contaminação de alimentos pode começar nesse momento”, comenta Maciel.

A nutricionista também recomenda lavar as mãos após tocar no celular, mexer no lixo ou manusear alimentos de origem animal crus, por exemplo.

4. Troque os panos de prato

A pesquisa menciona que o pano de prato é usado por 52,8% dos participantes para a secagem das mãos. Outros estudos citados no artigo da USP detectaram a presença de Escherichia coli nesses acessórios e nas superfícies da cozinha. Para evitar esse perigo e a contaminação cruzada, recomenda-se lavá-los e trocá-los com frequência e escolher os de tecidos que sequem rapidamente.

5. Não lave as carnes

Outro ponto destacado no trabalho é que 46% dos participantes têm o hábito de lavar carnes na pia, especialmente aves. Nesse caso, o risco é de espalhar micro-organismos por toda a cozinha, contaminando utensílios e outros alimentos que estão por perto. Sem contar que a água não extermina os micróbios. “O calor é o meio mais eficaz de eliminar bactérias”, ensina a nutricionista do HUGO. Portanto, o frango e o filé devem ir direto para a panela ou o forno.

Mulher lavando carne - Metrópoles
Lavar carne crua não remove bactérias e ainda pode espalhar microrganismos pela pia, utensílios e bancada, aumentando o risco de contaminação cruzada.

6. Tenha cuidado com a tábua de corte

A primeira dica é não usar a mesma tábua para carnes e vegetais. “Uma sugestão é separar por cores, utilizando cada uma para diferente finalidade”, ensina Larissa Maciel. Prefira os modelos de plástico, mas troque-as quando apresentarem manchas escuras ou fissuras na superfície. As de madeira não são recomendadas.

7. Capriche na higienização de frutas e hortaliças

Não vale usar vinagre, como fazem 18% das pessoas, segundo a pesquisa. O ingrediente é muito bem-vindo em saladas, mas não serve para exterminar micro-organismos. O melhor é lavar frutas, verduras e legumes um a um, em água corrente. Depois, deixe de molho por 10 a 15 minutos, em solução de 1 colher (sopa) de água sanitária (2 a 2,5% de cloro ativo) para 1 litro de água. Por fim, os vegetais devem ser retirados e enxaguados separadamente. Antes de levar à geladeira, a dica é secar direito, já que a umidade colabora para a proliferação de fungos e outros micro-organismos. Papel toalha ou centrífuga própria são grandes aliados.

8. Descongele carnes na geladeira

O ideal é manter em ambiente refrigerado e pode ser de um dia para o outro. “Recomenda-se deixar na prateleira inferior da geladeira, dentro de recipiente, para evitar respingos, e longe de vegetais”, aconselha a pesquisadora da USP. Descongelar em temperatura ambiente favorece o crescimento microbiano nas carnes.

9. Não congele o que já foi descongelado

Embora o aviso apareça nas embalagens, há quem se arrisque a mandar para o freezer aquilo que já foi degelado. O congelamento ajuda a brecar a deterioração ao reduzir a atividade dos micro-organismos e de enzimas. Entretanto, conforme o termômetro sobe, os micróbios tendem a se multiplicar. Se a ideia é preparar a receita imediatamente após a retirada do freezer, o micro-ondas é um ótimo aliado.

10. Organize a geladeira

Um dado positivo da pesquisa é que a maioria dos participantes tem geladeira com temperaturas adequadas, ou seja, até 10°C. Mas também é fundamental garantir que os alimentos sejam guardados de maneira correta. Leite, iogurte e outros mais perecíveis devem ficar na primeira prateleira, sobras de comida podem ir para a segunda. Na gaveta vão frutas e hortaliças e, na porta, coloque temperos, conservas e bebidas. Procure não encher muito, para não bloquear a circulação de ar.

11. Evite demorar para guardar a comida pronta

Deixar alimentos fora da geladeira pode causar a proliferação de micro-organismos nocivos, caso de Clostridium perfringens e Bacillus cereus. “Essas e várias outras bactérias se multiplicam rapidamente na faixa conhecida como ‘zona de perigo’, que vai de 5°C a 60°C, sobretudo em temperatura ambiente”, diz autora do estudo.

Ainda que o cozimento acabe com esses micróbios, os esporos (estruturas bacterianas que permitem a sobrevivência em condições adversas) podem resistir. “O ideal é não ultrapassar duas horas, após o cozimento, para guardar no refrigerador ou freezer”, ensina Emília Maria Lima.

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Países europeus cogitam proibir redes sociais para crianças

   Lei digital da União Europeia parece não ter alcance suficiente para impor mudanças em grandes plataformas como TikTok, X e Instagram. Alguns especialistas, no entanto, questionam a eficácia de uma proibição.Dias depois de os parlamentares franceses votarem a favor da proibição do uso de redes sociais para menores de 15 anos, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, prometeu proteger as crianças de seu país de uma “terra sem lei” digital.As várias horas que os jovens passam navegando por conteúdo prejudicial alteram o desenvolvimento cognitivo das crianças, além de causar ansiedade e outros problemas de saúde, dizem especialistas. Fatos como esses levaram alguns governos europeus a agir.“O foco específico em menores de idade se deve ao risco aumentado de danos a longo prazo, já que eles ainda estão em desenvolvimento cognitivo”, disse Paul O. Richter, pesquisador do think tank Bruegel, com sede em Bruxelas, à DW. “Há muitas pesquisas que mostram fortes correlações entre o uso de redes sociais e problemas de saúde mental.”A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também expressou apoio a um limite de idade em toda a União Europeia (UE), nos moldes de uma nova lei australiana que estabeleceu a idade mínima de 16 anos para o uso de redes sociais.

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Entenda a ação que levou à decisão de Flávio Dino sobre penduricalhos

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou na quinta-feira (5) uma revisão dos chamados “penduricalhos” do serviço público, usados para ultrapassar o teto constitucional de salários. A medida é válida para todos os níveis da federação, seja federal, estadual ou municipal.O caso chegou ao STF após a associação de procuradores de Praia Grande (SP) questionar um limite imposto pela justiça paulista. Os procuradores queriam que seus honorários (valores ganhos em causas vencidas) fossem pagos integralmente, respeitando apenas o teto máximo do país: o salário de um Ministro do STF.Hoje, eles estão submetidos a um “subteto” menor (90,25% desse valor).

Os procuradores defendiam que a remuneração total da carreira — incluídos os honorários — poderia alcançar o teto máximo do Supremo. O TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), no entanto, aplicou entendimento do STF segundo o qual procuradores se submetem ao subteto estadual. Ao analisar esse pedido, Dino expandiu a discussão para o que chamou de “Império dos Penduricalhos”. Ele criticou a criação de diversas verbas disfarçadas de “indenização” (que não contam para o teto salarial) para burlar o limite constitucional de pagamento no serviço público.

Segundo o ministro, apenas parcelas destinadas a ressarcir despesas efetivamente comprovadas podem ser excluídas do teto. Benefícios pagos de forma permanente, automática ou sem base legal clara devem ser considerados remuneração e, portanto, submetidos ao limite constitucional. “O teto remuneratório não afasta o direito do servidor de receber parcelas indenizatórias destinadas a recompor os gastos por ele efetivados em razão do próprio serviço. Esses valores, entretanto, devem manter correspondência com o ônus financeiro suportado pelo servidor no desempenho de sua atividade funcional, sob pena de converterem-se em indevidos acréscimos de natureza remuneratória dissimulados de indenização”, afirma o ministro.

Na liminar, além de suspender os penduricalhos, Dino determina que o Congresso regule quais são as verbas indenizatórias realmente admissíveis como exceção ao teto remuneratório e afirma que, enquanto isso não ocorrer, todos os órgãos dos Três Poderes deverão reavaliar o fundamento legal das verbas remuneratórias e indenizatórias atualmente pagas. O prazo para essa avaliação é de 60 dias. “Aquelas verbas que não foram expressamente previstas em lei — votada no Congresso Nacional ou nas Assembleias Legislativas, ou nas Câmaras Municipais (de acordo com cada esfera de competência) — devem ser imediatamente suspensas após o prazo fixado”, disse o ministro.

cnnbrasil

Brasil ruma para o Top 5 dos maiores produtores de petróleo do mundo

   O setor energético brasileiro se consolidou em um novo patamar de relevância global ao encerrar 2025 com recordes históricos de produção de petróleo. Mais do que nunca, o Brasil está estrategicamente posicionado na vitrine dos grandes players mundiais.

   Segundo dados consolidados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Brasil fechou o último ano com uma média de produção de petróleo de 3,7 milhões de barris por dia (bpd). Tal patamar deixa o país entre os dez maiores produtores do planeta, oscilando entre a oitava e nona posições – a depender do resultado de outros países ainda não anunciados.O desempenho de 2025 já sinaliza o que esperar da produção nacional para os próximos anos. Projeções da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e de consultorias internacionais como a Rystad Energy, indicam que o país irá atingir seu pico produtivo no início da década de 2030, superando a marca de 5 milhões de bpd.Caso esse volume se confirme, o Brasil ascenderá ao posto de um dos cinco maiores produtores de petróleo do mundo, sustentado quase integralmente pela robustez e competitividade técnica das reservas do pré-sal.“Vamos atingir nosso pico de produção em 2031 ou 3032. Cinco milhões de barris colocaria o Brasil entre os cinco maiores produtores do mundo, se a gente considerar as projeções de hoje, isso muito empurrado pelo pré-sal”, afirma Heloísa Borges, diretora de estudos de petróleo, gás e biocombustíveis da EPE.

Líder em petróleo na América Latina

A liderança brasileira na América Latina será ainda mais acentuada em 2026. A Rystad Energy apontou, em um recente relatório, que o país será o principal motor do crescimento da oferta de óleo fora da Opep+, com uma produção prevista superior a 4,2 milhões de bpd já no próximo ano.Esse avanço é impulsionado pela entrada em operação de novas Unidades Flutuantes de Produção, Armazenamento e Transferência (FPSOs). Recentemente, o sistema produtivo ganhou o reforço de três plataformas da Petrobras nos campos de Búzios e Mero, além do início das atividades da norueguesa Equinor no campo de Bacalhau, na Bacia de Santos.A escala e a resiliência desses projetos garantem que o Brasil, ao lado de Guiana e Argentina, dite o futuro energético da região, mantendo-se imune às oscilações de curto prazo e à possível reinserção da Venezuela no mercado internacional, cuja infraestrutura deteriorada exigiria investimentos vultosos e tempo para recuperação. “Uma reestruturação da indústria petrolífera venezuelana será cara e demorada, com os três grandes da região – Argentina, Guiana e Brasil – permanecendo amplamente indiferentes ao retorno estimado, em curto prazo, do petróleo venezuelano”, disse Radhika Bansal, vice-presidente de Oil & Gas Research, Rystad Energy, no relatório

Bacia da Foz do Amazonas

Petrobras
Agência Petrobras

A estratégia de expansão, contudo, enfrenta o desafio do tempo e da geologia. O ciclo entre a descoberta de um reservatório e o “primeiro óleo” pode levar até dez anos, exigindo uma gestão precisa da pressão dos campos e da logística de equipamentos. De acordo com a EPE, para evitar o declínio natural da curva produtiva após 2035, o Brasil precisa avançar hoje na exploração de novas fronteiras, como a Margem Equatorial. Embora o potencial da bacia da Foz do Amazonas ainda dependa de licenciamentos e avaliações de comercialidade, estudos indicam volumes recuperáveis que podem somar quase 10 bilhões de barris de óleo equivalente. “A Foz do Amazonas está em uma categoria que chamamos de recurso não descoberto, ou seja, o recurso que ainda está em fase de exploração. Mas fizemos um estudo de volumetria com uma previsão da produção de 100 mil a 150 mil barris por dia”, disse Heloísa.Ainda que a produção na margem equatorial leve tempo para alcançar um ritmo de produção elevado, sua descoberta é considerada estratégica para garantir a segurança energética do Brasil. Segundo Heloísa, o recurso que será demandado daqui 15 anos precisa ser descoberto hoje.A aposta nessas frentes é vista como vital não apenas para a segurança energética nacional, mas também para a manutenção do fluxo de investimentos estrangeiros. Atualmente, o Brasil é considerado o principal destino global de unidades offshore e o mercado prioritário para gigantes como Shell e Equinor fora de suas sedes.

Além da segurança no abastecimento, a ascensão ao Top 5 global traz dividendos geopolíticos e fiscais. O petróleo tornou-se o item central da pauta de exportações brasileira, fortalecendo a balança comercial e reduzindo a vulnerabilidade a choques externos, como os vistos em conflitos históricos no Oriente Médio. O governo brasileiro argumenta que a renda gerada pelo setor é essencial para financiar a própria transição energética do país. A visão oficial é de que o crescimento da produção de fósseis não é incompatível com as metas climáticas; ao contrário, os recursos do petróleo devem subsidiar o desenvolvimento de tecnologias de baixo carbono e a expansão de biocombustíveis. Segundo Heloísa, no horizonte de longo prazo, o Brasil projeta um modelo de refino mais modular e integrado, focado em diesel e querosene de aviação, enquanto aposta na liderança dos renováveis para garantir que a matriz energética nacional permaneça como uma das mais limpas do mundo, mesmo com o país operando como uma potência petrolífera global.

istoedinheiro

Calor nas cidades pode ser até o dobro do previsto com o aquecimento global, aponta estudo

Um novo estudo científico recém-publicado indica que o aquecimento global pode ter um efeito ainda mais intenso dentro das cidades do que o previsto por modelos climáticos tradicionais. A pesquisa, publicada na prestigiada revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)”, analisou 104 cidades de porte médio em regiões tropicais e subtropicais e concluiu que, em cerca de 81% delas, a temperatura urbana tende a subir mais rapidamente do que nas áreas rurais ao redor.

O trabalho utilizou projeções climáticas combinadas com modelos estatísticos e técnicas de aprendizado de máquina para estimar como fatores como a chuva, a umidade e a vegetação influenciam o aquecimento urbano.

2️⃣ Em parte das cidades avaliadas, o aumento de temperatura pode chegar a ser até o dobro do registrado no entorno rural.

Entre as cidades analisadas estão municípios de vários países da América Latina, incluindo o Brasil.

O estudo cita, por exemplo, Campo Grande, além de outras cidades brasileiras avaliadas nas projeções.Nos resultados, os pesquisadores observaram que o comportamento das cidades brasileiras tende a ser diferente do registrado em regiões mais áridas ou densamente urbanizadas da Ásia e do Oriente Médio.

Em partes do Brasil, porém, a diferença entre o aquecimento urbano e o regional pode ser menor, em parte por causa da presença de vegetação e da maior disponibilidade de umidade, fatores que ajudam a reduzir a intensidade da chamada ilha de calor urbana. Ainda assim, o estudo mostra que essas cidades continuam aquecendo junto com o clima regional, o que pode aumentar a frequência de dias muito quentes e de noites abafadas.Os resultados mostram, contudo, que o comportamento de cidades pelo mundo não é uniforme: em alguns casos, a diferença entre o aquecimento urbano e o regional é pequena, enquanto em outros há um aumento mais expressivo.Ainda assim, os pesquisadores destacam que mesmo variações aparentemente pequenas podem ter impacto relevante na vida cotidiana.

➡️ Em cidades já quentes, um aumento adicional de alguns décimos de grau pode elevar a frequência de dias muito quentes e noites abafadas, com efeitos sobre saúdeconsumo de energia e qualidade de vida.O fenômeno por trás desse resultado é conhecido como ilha de calor urbana. Cidades tendem a reter mais calor do que áreas rurais por causa da presença de concreto, asfalto e edifícios, além da menor quantidade de vegetação.Esses materiais absorvem energia durante o dia e liberam calor lentamente à noite, mantendo as temperaturas elevadas.

São Paulo registrou 39 °C em 25 de dezembro, em pleno dia de Natal, durante uma onda de calor. — Foto: RENATO S. CERQUEIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

São Paulo registrou 39 °C em 25 de dezembro, em pleno dia de Natal, durante uma onda de calor. — Foto: RENATO S. CERQUEIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Segundo os autores, os modelos climáticos globais são essenciais para prever o aquecimento do planeta, mas não conseguem representar com precisão o microclima das cidades, especialmente as de porte médio.

🌡️ Isso acontece porque esses modelos trabalham com áreas muito grandes, nas quais diferenças locais acabam diluídas.Para contornar essa limitação, o estudo combinou dados climáticos com informações de satélite e modelos capazes de estimar com mais detalhe a temperatura da superfície nas áreas urbanas.Os resultados indicam que, ao considerar esses fatores locais, o aquecimento nas cidades pode ser maior do que o estimado apenas com base nas médias regionais.Em algumas regiões do mundo, como norte da Índia e partes da China, as projeções apontam aumentos urbanos significativamente superiores aos das áreas vizinhas.Já em cidades brasileiras analisadas, a diferença tende a ser menor em média, embora o aumento geral de temperatura ainda seja significativo.Os pesquisadores também ressaltam que o estudo não considerou a expansão futura das cidades.E caso áreas urbanizadas continuem crescendo nas próximas décadas, o aquecimento local pode ser ainda maior do que o estimado.

Silhueta de uma mulher contra o sol poente. — Foto: AP Photo/Charlie Riedel

Silhueta de uma mulher contra o sol poente. — Foto: AP Photo/Charlie Riedel

Por que limitar o aquecimento a 1,5°C é a meta perseguida?

A meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais surgiu como um consenso científico e diplomático em 2015, com o Acordo de ParisEla foi definida após uma série de estudos mostrarem que esse valor representava um “limite seguro” para evitar os efeitos mais devastadores das mudanças climáticas – como secas intensas, colapso de ecossistemas, aumento extremo do nível do mar e impactos graves à saúde humana.A lógica por trás desse número era clara: quanto menor o aquecimento, menores os riscos. Relatórios do IPCC (painel da ONU sobre clima) mostraram que, mesmo com 1,5°C, o planeta já enfrentaria perdas consideráveis, mas que esses impactos seriam muito piores com 2°C ou mais.Estabelecer esse teto era uma forma de preservar o futuro de bilhões de pessoas, especialmente nas regiões mais vulneráveis.

No entanto, os dados mais recentes apontam que esse limite já está sendo superado. Em 2024, o planeta atingiu a marca de 1,6°C de aquecimento: a questão que os cientistas avaliam é se isso foi um novo padrão ou apenas o registro pontual em um ano.

E, pior: estudos publicados nas revistas “Nature Climate Change e Nature Communications” indicam que manter o aquecimento em 1,5°C talvez não seja mais suficiente para impedir o colapso de geleiras na Groenlândia e na Antártida – regiões que armazenam gelo capaz de elevar o nível do mar em até 65 metros nos próximos séculos. Além disso, um relatório da ONU afirma que, mesmo no cenário mais otimista, a chance de limitar o aquecimento global a 1,5°C é de apenas 14%.

O Código de Ética para ministros do Supremo – O Assunto #1653

   No discurso que abriu o ano do Judiciário, o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a prioridade da sua gestão será a criação de um Código de Ética para os integrantes da Corte. Na primeira sessão de 2026, realizada na segunda-feira (2), ele também indicou que a ministra Cármen Lúcia será a relatora do tema. O presidente do STF destacou a atuação do tribunal em momentos críticos, como na defesa do processo eleitoral e das urnas eletrônicas, mas ponderou que “o momento histórico é também de autocorreção”. A proposta é uma ideia antiga de Fachin e foi recebida com resistência por outros integrantes da Corte, afirma Felipe Recondo, jornalista especializado em Supremo e autor do livro “O Tribunal: como o Supremo se uniu ante a ameaça autoritária”. Em entrevista a Natuza Nery, ele analisa quais são as chances de um código de ética prosperar agora.Depois, a conversa é com Oscar Vilhena, doutor em Ciência Política pela USP, professor da FGV Direito SP e autor de “Constituição e sua reserva de Justiça”. Vilhena integra o grupo da OAB-SP que formulou uma proposta de código de conduta para os ministros do STF, já entregue a Fachin. Ele explica o que diz o texto e defende que sua aprovação seria uma medida de proteção da democracia e do próprio Judiciário. Convidados: Felipe Recondo, autor do livro “O Tribunal: como o Supremo se uniu ante a ameaça autoritária”, fundador do canal no YouTube Recondo e os Onze e apresentador do podcast Sem Precedentes; e com Oscar Vilhena, doutor em Ciência Política pela USP, professor da FGV Direito SP e autor de “Constituição e sua reserva de Justiça”.

g1.globo

Precisamos de unção nos púlpitos e ação nos bancos.

    Pode acontecer de um crente ficar muito tempo no estágio de criancinha espiritual e depois, de repente, despertar e amadurecer espiritualmente, tornando-se fervoroso nas batalhas do Senhor, e manifestando um intenso amor pelos perdidos. Existe uma explicação para isso. (Mas nós nos achamos tão abaixo do padrão normal do cristianismo neotestamentário que o normal nos parece anormal.) O segredo da transformação a que me referi acima é que houve um momento em que essa pessoa lutou com Deus, como Jacó, e saiu da luta esvaziado do seu “ego”, mas “fortalecido com poder, mediante o seu Espírito”. Para se ter uma vida vitoriosa, dois elementos são indispensáveis: visão e fervor. Sabemos de homens que lutam contra fortíssimas oposições da crítica carnal humana, e tomam de assalto os picos pedregosos do território inimigo, tão somente para “fincar” a cruz de Cristo em lugares onde habita a crueldade. Por quê? Porque tiveram uma visão, e se encheram de intenso fervor. Alguém já advertiu que não devemos estar tão envolvidos com o céu a ponto de sermos totalmente inúteis na terra. Se há um problema que esta geração não enfrenta é esse. A verdade nua e crua é que estamos tão envolvidos com a terra que não temos nenhuma utilidade para o reino dos céus.Irmãos, se fossemos tão eficientes na tarefa de enriquecer nossa alma quanto o somos na de cuidar de nossos interesses pessoais, constituiríamos uma ameaça para o diabo. Mas se fossemos ineficientes no cuidado de nossos interesses como o somos nas questões espirituais, estaríamos mendigando.Alguns anos atrás, George Deakin ensinou-me uma verdade usando um argumento bastante lógico. Ter visão sem missão torna-nos visionários; ter missão sem visão leva-nos a trabalhar demais; ter visão e missão faz de nós missionários. E é mesmo. Isaías teve uma visão no ano da morte do rei Uzias. Talvez haja alguém à nossa frente, impedindo que tenhamos uma visão ampla de Deus.O preço a ser pago pelo crescimento espiritual é bastante elevado, e, às vezes, doloroso também. Você estaria preparado para ter uma visão a esse preço a perda de um amigo ou de sua carreira? E para essa transformação de alma não se oferecem descontos especiais. Se alguém deseja apenas ser salvo, santificado e só, não há lugar para ele nas fileiras do Senhor.Ter visão sem missão torna-nos visionários; ter missão sem visão leva-nos a trabalhar demais; ter visão e missão faz de nós missionários.Isaías teve uma visão em três dimensões. Vejamos Isaías 6, versículos 1 a 9. Seu olhar se dirigiu para o alto: viu o Senhor; para dentro de si: viu a si mesmo; e para fora: viu o mundo. Sua visão tinha altura: viu o Senhor alto e sublime; profundidade. viu as profundezas de seu coração; e largura: viu o mundo. Foi uma visão da santidade. Ó amados, como nossa geração precisa ter uma visão de Deus em toda a sua santidade!   

Ter visão sem missão torna-nos visionários; ter missão sem visão leva-nos a trabalhar demais; ter visão e missão faz de nós missionários.

    “Não havendo profecia, o povo se corrompe.”
                                              (Pv 29.18.)                                                                    

Câmara do Recife rejeita impeachment de João Campos

Câmara do Recife rejeita impeachment de João Campos

Foto: Júlio Gomes/LeiaJá

A maioria da Câmara Municipal do Recife votou contra a admissibilidade do pedido de impeachment do prefeito João Campos (PSB) nesta terça-feira (3). A proposta foi rejeitada pelo plenário em uma sessão tumultuada que terminou com apenas nove votos favoráveis ao processo. No total, 25 parlamentares votaram contra a abertura da investigação.

A vereadora Jô Cavalcanti (PSOL) optou pela abstenção diante do processo. Enquanto Agora É Rubem (PSB) e Flávia de Nadegi (PV) não votaram. Os dois eram aliados do prefeito, inclusive Rubem do mesmo partido do gestor, mas declararam apoio recentemente a governadora Raquel Lyra (PSD).

Veja como foi a sessão:

Veja como votaram os vereadores

Pela admissibilidade do pedido de impeachment:

Alcides Teixeira Neto (Avante);
Alef Collins (PP);
Davi Muniz (PSD);
Felipe Alecrim (Novo);
George Bastos (Novo) – suplente de Eduardo Moura;
Gilson Machado Filho (PL);
Paulo Muniz (PL);
Thiago Medina (PL);
Fred Ferreira (PL).

Contra a admissibilidade:

Aderaldo Pinto (PSB)
Carlos Muniz (PSB);
Chico Kiko (PSB);
Cida Pedrosa (PCdoB);
Eduardo Mota (PSB);
Eriberto Rafael (PSB);
Fabiano Ferraz (MDB);
Felipe Francismar (PSB);
Gilberto Alves (PRD);
Hélio Guabiraba (PSB);
Júnior Bocão (PSD);
Júnior de Cleto (PSB);
Kari Santos (PT);
Liana Cirne (PT);
Luiz Eustáquio (PSB);
Natália de Menudo (PSB);
Osmar Ricardo (PT);
Professora Ana Lúcia (Republicanos);
Rinaldo Júnior (PSB);
Rodrigo Coutinho (Republicanos);
Romerinho Jatobá (PSB);
Samuel Salazar (MDB);
Tadeu Calheiros (MDB);
Wilton Brito (PSB);
Zé Neto (PSB).

Abstenções:

Jô Cavalcanti (PSOL): abstenção;
Agora é Rubem (PSB): não votou;
Flávia de Nadegi (PV): não votou.

O suplente George Bastos votando. Foto: Júlio Gomes/LeiaJá

O pedido de impeachment

O pedido de impeachment se baseia em uma suposta fraude no concurso público da Procuradoria do Recife envolvendo o filho de um juiz com uma procuradora. O candidato Lucas Vieira Silva ficou na 63ª posição da ampla concorrência, mas passou na frente do 1º colocado da modalidade Pessoa com Deficiência (PCD) com um laudo de autismo posterior à prova e fora do prazo fixado em edital. O juiz Rildo Veira, pai de Lucas, trocou a Vara de Carpina pela Vara de Crimes contra a Administração Pública da Capital pouco antes da nomeação. Cerca de um mês depois, ele arquivou os atos da operação Barriga de Aluguel, que investigava o desvio superior a R$ 100 milhões em contratos da gestão João Campos.prefeito assinou a nomeação de Lucas Vieira e voltou atrás após a repercussão negativa do caso. A oposição da Câmara Municipal fala em ‘troca de favores’ e o pedido de impeachment denuncia que João deu uma “canetada” em benefício próprio. O prefeito recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) e contou com o apoio do ministro Gilmar Mendes, que decidiu trancar o procedimento do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) dois dias após o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) autorizar a continuidade da persecução.

Argumentos

Antes do início da votação, o vereador Eduardo Moura (Novo) deixou o mandato para dar posse ao seu suplente, uma vez que ele é o autor da denúncia de não poderia votar. Seguindo o rito, George Bastos (Novo) tomou posse para a votação. Contudo, o discurso de defesa do processo foi feito pelo próprio Moura.

“O que o prefeito João Campos fez foi passar na frente de um PCD outro candidato, que, por coincidência, é filho de um juiz que havia arquivado uma investigação de possível corrupção contra a prefeitura. […] O prefeito infringiu leis federais, como o decreto 201/1947; ele infringiu a lei de improbidade administrativa; ele infringiu a Lei Orgânica da cidade. Mas, mais que os códigos, parágrafos e incisos, o prefeito infringiu o direito de cada cidadão de mudar de vida”, relatou, reforçando o documento apresentado de 480 páginas.

“Aqui não está Eduardo contra João, aqui está um vereador tentando fazer o certo. Será que não está na hora da gente começar a se libertar? […] Clamo aos senhores vereadores, na grandeza do mandato de cada um, vamos votar para abrir um processo de investigação”, emendou o autor do pedido.

Já do lado do governo, o líder da bancada, Samuel Salazar (PSB), discursou contra a solicitação de abertura da investigação.“O ato do prefeito, ao nomear um servidor, é apenas o de assinar uma portaria que chega pronta para ele. Tem uma série de outros atos administrativos ocorridos dentro da prefeitura que o prefeito não tem qualquer ingerência”, argumentou.“É um pedido de impeachment completamente vazio, não tem argumento para isso. Não houve um real do erário pago indevidamente a ninguém”, completou o pessebista, dizendo ainda que o pedido era eleitoreiro.

Confusão

Após o resultado da votação, houve um desentendimento entre os que não conseguiram entrar na Câmara e estavam no pátio da casa legislativa. A Polícia Militar precisou conter os envolvidos e montou um cordão para separar os dois grupos. De um lado ficaram os aliados do prefeito e do outro, integrantes do partido Missão, oriundo do Movimento Brasil Livre (MBL).

leiaja

Novas regras de segurança do Pix entram em vigor; veja mudanças

   Entram em vigor nesta segunda-feira (2) as novas regras de segurança do Pix definidas pelo Banco Central (BC), com foco na recuperação mais rápida dos valores transferidos de forma indevida.Foram reforçados mecanismos de combate a golpes, fraudes e casos de coerção. A principal novidade é a atualização do Mecanismo Especial de Devolução (MED), que passa a permitir o acompanhamento mais eficiente do caminho do dinheiro.

   Os recursos serão rastreados, mesmo quando são rapidamente transferidos para outras contas, prática comum em crimes financeiros.

Com o novo modelo, a expectativa do Banco Central é aumentar significativamente a taxa de recuperação dos valores e reduzir o sucesso das fraudes. Especialistas estimam que as mudanças podem diminuir em até 40% os golpes considerados bem-sucedidos. Outra frente importante é o reforço da integração entre bancos, instituições de pagamento e órgãos de segurança, além da ampliação do uso do autoatendimento nos aplicativos, o que torna a contestação mais simples e rápida para o usuário.O BC esclarece que o MED só deve ser acionado em caso de fraude, suspeita de fraude ou erro operacional das instituições financeiras. A ferramenta não pode ser usada no caso de Pix a destinatários errados digitados pelo usuário. Em outubro, o Banco Central havia determinado que todas as instituições financeiras oferecessem o MED por meio de um botão de contestação em seus aplicativos. A medida preparou o sistema para a adoção das novas regras.

O que muda com as novas regras do Pix

MED passa a ser obrigatório: todos os bancos e instituições de pagamento que operam o Pix devem adotar a versão 2.0 do Mecanismo Especial de Devolução.

Rastreamento do dinheiro entre contas: a devolução não fica mais restrita à conta que recebeu inicialmente o valor. O sistema passa a rastrear transferências para contas intermediárias.

Bloqueio automático de contas suspeitas: contas com denúncia de fraude podem ser bloqueadas de forma imediata, antes mesmo da conclusão da análise.

Prazo menor para devolução: o Banco Central estima que os valores possam ser recuperados em até 11 dias após a contestação, prazo mais curto do que o praticado anteriormente.

Compartilhamento de informações entre instituições: bancos passam a trocar dados sobre o caminho do dinheiro, o que facilita o bloqueio e a restituição dos recursos.

Autoatendimento para contestação: A vítima pode solicitar a devolução diretamente pelo aplicativo do banco, sem necessidade de contato humano.

O que o correntista deve fazer em caso de golpe:

  1. O cliente deve contestar a transação o quanto antes pelos canais oficiais do banco;
  2. a instituição de origem comunica a instituição recebedora em até 30 minutos;
  3. Os recursos são bloqueados na conta do suspeito;
  4. As instituições analisam o caso;
  5. Se confirmada a fraude, o valor é devolvido;
  6. Se não houver indícios, o dinheiro é liberado ao recebedor.

Criado em 2021, o MED é um dos principais pilares de segurança do Pix. Com as novas regras, o Banco Central espera desestimular o uso recorrente de contas para crimes financeiros e ampliar a proteção dos usuários do sistema de pagamentos instantâneos.

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Cartilha de Emendas Parlamentares – Ploa 2026

  O Ministério da Saúde anuncia a publicação da nova edição da Cartilha de Emendas Parlamentares para o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026. O documento, lançado anualmente, é uma peça-chave para fortalecer o diálogo entre os Poderes Executivo e Legislativo, promovendo maior eficiência e transparência na destinação de recursos públicos à saúde.

  Nesta edição, a cartilha reúne informações detalhadas sobre programas estratégicos, critérios técnicos e valores previstos, além de apresentar orientações práticas sobre o uso do Ambiente Parlamentar, sistema que permite o acompanhamento das emendas individuais, de bancada e de comissão. A iniciativa também reforça o fortalecimento de programas estratégicos – como o Agora tem Especialistas, Programa Nacional de Imunizações (PNI), o Programa Farmácia Popular do Brasil e o Brasil Sorridente, entre outros -, além do aperfeiçoamento e da expansão da Atenção Primária, principal porta de entrada do SUS e pilar da melhoria dos sistemas de saúde.

  A cartilha busca orientar e apoiar estados e municípios para que os recursos cheguem de forma eficiente à população, reforçando o compromisso com uma gestão pública articulada, responsável e voltada ao interesse coletivo.

Com essa iniciativa, o Ministério da Saúde destaca a importância da colaboração entre os Poderes para a efetividade das políticas públicas e reafirma seu compromisso em assegurar que os recursos sejam direcionados para quem mais precisa. Cartilha de Emendas Parlamentares consolida-se, assim, como um guia fundamental para parlamentares e gestores públicos na construção de um sistema de saúde cada vez mais forte e acessível.

Acesse aqui a versão disponibilizada eletronicamente na Biblioteca do Fundo Nacional de Saúde.

Fundo Nacional de Saúde

Desabastecimento em SP: redução de pressão na rede penaliza bairros periféricos

   O ano de 2026 começa sob alerta máximo para a segurança hídrica da Grande São Paulo. O Sistema Cantareira, principal manancial da região, está estacionado próximo dos 20% de sua capacidade operacional — índice inferior ao registrado em janeiro de 2014, quando o estado enfrentou sua pior crise de desabastecimento. O cenário atual obriga a Sabesp a manter medidas de restrição que, na prática, têm gerado impactos desiguais na população. Desde agosto do ano passado, a companhia de saneamento realiza a redução da pressão nas tubulações. De acordo com a Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo), o sistema opera na chamada “faixa três de atenção”, o que permite até dez horas diárias de pressão reduzida.

Desabastecimento seletivo

A estratégia, embora defendida como técnica pela Sabesp, é alvo de críticas por especialistas em saneamento. Amauri Pollachi, coordenador do Observatório dos Direitos à Água e ao Saneamento, define a medida como um “desabastecimento seletivo”. Segundo ele, as áreas mais abastadas e verticalizadas não sentem os efeitos, enquanto as periferias, localizadas em pontos mais distantes ou elevados em relação aos reservatórios, sofrem interrupções totais.É o caso de Ana Maria dos Santos, auxiliar de limpeza e moradora do Grajaú, no extremo sul da capital. Vizinha de represas, ela convive com a escassez diária. “Eu acordo de manhã, tem que esperar para encher todas as garrafas. Quando chega determinado horário, a água é desligada e aí toma banho de canequinho”, relata.

Planejamento e investimentos

Sabesp argumenta que a medida é transitória e necessária diante da seca severa. Segundo Marco Barros, diretor regional da companhia, a gestão da pressão permitiu economizar 80 milhões de metros cúbicos desde agosto, volume suficiente para abastecer a capital paulista por um mês. Para enfrentar a frequência crescente de estiagens decorrentes das mudanças climáticas, a empresa prevê o investimento de R$ 5 bilhões até 2027. O montante será destinado à interligação de represas e reforço da malha de tubulações. No entanto, o nível do Alto Tietê, que abastece 13 milhões de pessoas, também preocupa: o reservatório está 37% mais baixo do que no período crítico de uma década atrás.

Brasil Sem Fome: 500 municípios serão prioritários para apoio técnico no combate à insegurança alimentar

  O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) definiu os 500 municípios prioritários que receberão apoio técnico e institucional na implementação do Protocolo Brasil Sem Fome. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a proteção social às famílias e minimizar a insegurança alimentar no país. A medida foi oficializada por meio da Portaria nº 1.148/2026, publicada na segunda-feira (26) no Diário Oficial da União. 

  As cidades prioritárias foram definidas seguindo o critério de maior número de famílias em situação de risco de insegurança alimentar grave, identificadas segundo o indicador CadInsan. Os municípios selecionados contemplam todas as Unidades da Federação (UF), com maior número de cidades localizadas no Pará, com 83. Em seguida aparece a Bahia, que terá 50 municípios apoiados pela iniciativa. Já São Paulo ficou na terceira posição com o maior número de cidades com insegurança alimentar grave, sendo 48.

Protocolo Brasil Sem Fome

Pela Portaria, o suporte do Governo Federal terá duração de 12 meses. Ao longo do período, os municípios selecionados receberão o auxílio de articuladores estaduais para organizar a rede local de atendimento. O trabalho será voltado a fortalecer a capacidade institucional e técnica das Câmaras Intersetoriais de Segurança Alimentar e Nutricional estaduais e municipais na implementação das etapas operacionais do Protocolo Brasil Sem Fome, conforme disposto no artigo 3º da Resolução CGI-BSF nº 02, de 16 de setembro de 2025.

O objetivo é integrar os serviços de saúde (SUS), assistência social (SUAS) e segurança alimentar (Sisan), com a identificação de famílias em situação de insegurança alimentar e encaminhamento garantido aos serviços públicos de saúde.

Municípios prioritários

As cidades listadas como prioritárias pelo MDS deverão manifestar interesse na implementação do Protocolo por meio da apresentação do Termo de Aceite, previsto no Anexo II da Portaria. O documento deverá ser assinado pelo presidente da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan) estadual. Outro termo de aceite deve ser assinado pelo prefeito.O termo de aceite estadual e o municipal deverão ser encaminhados ao endereço eletrônico protocolobsf@mds.gov.br. O envio do documento estadual pode ser feito no prazo de até dez dias, contados a partir da publicação da Portaria. Para o envio do documento municipal o prazo é de até 30 dias.

O recebimento do apoio técnico também está condicionado à adesão ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) no prazo máximo de 120 dias, contados a partir da data de assinatura do Termo de Aceite.Caso algum município não manifeste interesse, a vaga poderá ser repassada ao município seguinte, na mesma UF – considerando que tenha maior número de famílias em risco alimentar.

Confira a lista completa dos municípios prioritários:

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