A segurança alimentar no Brasil enfrenta um desafio invisível que reside não nos estabelecimentos comerciais, mas no centro da rotina das famílias: a cozinha doméstica. Um mapeamento rigoroso realizado pelo Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC), apoiado pela Fapesp, revela que práticas culturais inadequadas de manuseio e armazenamento são as principais causas de doenças transmitidas por alimentos (DTA). Embora o Brasil apresente um índice de 90,9% de acesso ao saneamento básico, a saúde permanece como uma das três maiores preocupações para 45% dos brasileiros, evidenciando que a infraestrutura técnica não anula os riscos decorrentes de falhas comportamentais.
46,3% dos consumidores admitem o hábito de lavar carnes na pia, prática que dissemina bactérias pelo ambiente.
O descongelamento em temperatura ambiente é comum em 39,5% dos lares, favorecendo a multiplicação acelerada de patógenos.
Apenas 37,7% da população utiliza solução clorada para higienizar vegetais, preferindo métodos ineficazes como o uso apenas de água ou vinagre.
O consumo de ovos crus ou malcozidos é realidade para 17,4% dos entrevistados, elevando o risco de infecções por Salmonella.
O comportamento como fator de risco
A pesquisa, conduzida em parceria com a Esalq/USP, destaca que a falta de informação técnica é o catalisador de surtos bacterianos. A contaminação cruzada — quando micro-organismos de um alimento cru são transferidos para utensílios ou alimentos prontos — é amplificada pelo erro de lavar proteínas animais sob água corrente. O vapor e os salpicos projetam bactérias para superfícies que o consumidor considera limpas. Este cenário de vulnerabilidade doméstica dialoga com a percepção pública de crise no setor. No Brasil, as falhas na prestação de serviços de saúde são apontadas espontaneamente como um problema crítico, sugerindo que a população reconhece a fragilidade do sistema, mas ainda subestima o impacto de seus próprios hábitos de higiene na prevenção de internações.
Mitos e realidades na higienização
Um dos dados mais alarmantes é o uso do vinagre como desinfetante para hortaliças. Praticado por 18,8% dos lares, o método é reprovado pela ciência, pois não possui o poder bactericida necessário para eliminar parasitas e bactérias. A recomendação padrão-ouro continua sendo a imersão em água com hipoclorito de sódio (solução clorada).
“A infraestrutura de saneamento disponível em grande parte do território nacional é um pilar de prevenção, mas a segurança alimentar plena depende da reeducação do consumidor sobre o manejo correto da temperatura e da higiene cruzada.”
Regras para uma cozinha segura
Para mitigar os riscos identificados, especialistas sugerem a adoção de protocolos rígidos de manipulação:
Cozimento total: é o único método capaz de eliminar bactérias presentes em carnes. Jamais lave o frango ou outras proteínas.
Cadeia de frio: o descongelamento deve ocorrer exclusivamente dentro do frigorífico ou no micro-ondas, nunca sobre a bancada.
Higiene seletiva: utilize tábuas e utensílios diferentes para alimentos crus e cozidos.
Desinfecção química: vegetais consumidos crus exigem hipoclorito de sódio; a água corrente apenas remove sujidade aparente, não micro-organismos.
As novas regras do Imposto de Renda (IR) estão em vigor desde 1º de janeiro. A principal delas é a isenção de pagamento do imposto para aqueles que ganham até R$ 5 mil. Além disso, haverá redução progressiva do imposto para quem ganha entre R$ 5.0001 e R$ 7.350. As novas regras do IR incidem sobre os salários de janeiro, com impacto direto no bolso a partir do pagamento de fevereiro. No entanto, a consolidação desses valores ocorrerá apenas na Declaração de Ajuste Anual em 2027 (ano-calendário 2026). A pedido de IstoÉ Dinheiro, o escritório Lewandowski Libertuci Advogados calculou qual vai ser a economia mensal com imposto de renda com as novas regras que passaram a valer este ano.
Veja simulações por faixa de salário entre R$ 1 mil e R$ 10 mil:
Resumo das novas regras:
A isenção de R$ 5 mil refere-se ao salário líquido de impostos federais ou pressupõe que o contribuinte utilize o desconto simplificado máximo permitido por lei. A tabela calcula o imposto considerando apenas o desconto padrão, sem outras deduções que poderiam levar esse valor a zero para quem ganha 5 mil redondos, pois, para chegar à isenção de R$ 5.000, o governo geralmente considera a aplicação do Desconto Simplificado.Para quem ganha R$ 5.000 brutos, o governo aplica um desconto padrão (que hoje é de 20% limitado a um teto de R$ 312,89) sobre a base de cálculo.
Tabela do IR
A tabela tradicional do IR permanece com os mesmos valores de 2025. A Receita Federal implementou redutores adicionais e novas tabelas de dedução que devem ser aplicadas simultaneamente. Na prática, essas medidas funcionam como um abatimento extra para garantir a desoneração das faixas inferiores. Contribuintes com mais de uma fonte de renda (como dois empregos ou salário e aluguel) devem ficar atentos. Se a soma dos rendimentos ultrapassar R$ 5 mil, o imposto deverá ser complementado na declaração anual, mesmo que as fontes isoladas sejam isentas. A regra também se aplica ao 13º salário.Para rendimentos acima de R$ 7.350 não há alteração e o cálculo segue integralmente a tabela tradicional.
Veja como ficou a tabela do IR
Tabela de isenção e redução do IR mensal
Tabela mensal do Imposto de Renda em 2026 Para rendas acima de R$ 7.350
O que muda na apuração anual do Imposto de Renda?
Além da tabela mensal, a Receita Federal também aplicará isenção e redução no cálculo anual do imposto:
isenção anual para quem ganhar até R$ 60 mil em 2026;
redução gradual do imposto para rendas entre R$ 60.000,01 e R$ 88,2 mil; acima desse valor, não há desconto adicional. O redutor anual é limitado ao imposto apurado, ou seja, não gera imposto negativo nem restituição automática extra.
Quem tem direito à isenção de IR?
Passam a ficar livres da retenção na fonte todos os cidadãos com rendimentos de até R$ 5 mil, incluindo:
Trabalhadores com carteira assinada (CLT);
Servidores públicos;
Aposentados e pensionistas do INSS ou regimes próprios.
A retomada dos serviços na Câmara e no Senado, marcada para o dia 2 de Fevereiro, também dá largada ao ano eleitoral, em que toda movimentação política ganha peso redobrado. O fim da escala de trabalho 6×1 deve ser pauta prioritária para o governo no primeiro semestre, e aliados avaliam qual proposta – e em qual Casa – ela terá mais chances de emplacar.
Assunto antigo e bandeira clássica dos movimentos trabalhistas, a redução da jornada de trabalho é debatida há anos no Legislativo, sendo que, desde 1995, ao menos 13 projetos sobre o tema já foram apresentados e arquivados. A discussão voltou a aparecer no debate público – e talvez pela primeira vez com engajamento em massa – no ano passado, com a união do movimento “Vida Além do Trabalho” e parlamentares da base governista. O destaque se deu por meio da deputada Erika Hilton (Psol), que utilizou a visibilidade nas redes sociais para divulgar a matéria. A campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tende a usar a questão como um dos principais trunfos, tendo em vista a larga adesão popular. Apesar disso, a proposta ainda enfrenta resistências de setores empresariais e parte da oposição, que projetam possíveis impactos econômicos. No total, há quatro Propostas de Emenda à Constituição (PEC) tramitando no Congresso sobre a escala 6×1, sempre sob o princípio de “redução de jornada sem redução de salário”. A mais popular é a PEC n° 8/2025, de autoria da deputada Erika Hilton, que altera artigo da Constituição para reduzir o limite de trabalho de 44 para 36 horas semanais. O texto ainda prevê a potencial redução do expediente para quatro dias de trabalho e três de descanso. Assinada por mais de 200 deputados, a proposta já foi protocolada e atualmente está em uma subcomissão da Câmara criada especialmente para debatê-la.O relator da comissão especial, deputado Luiz Gastão (PSD-CE), apresentou um relatório com mudanças na proposição original, sugerindo uma jornada semanal máxima de 40 horas. Caso o texto seja aprovado, ainda precisará passar pelo crivo do Senado.
Outras propostas
PEC nº 221/2019 – Apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), a proposta está parada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. O texto altera a Constituição para reduzir a jornada semanal de trabalho para 36 horas. Se aprovada, a emenda só passaria a valer dez anos após a promulgação.
PEC nº 148/2015 – Em análise no Senado desde 2015, a proposta do senador Paulo Paim (PT-RS) foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas ainda não foi votada em plenário. O texto atualmente em tramitação é um substitutivo apresentado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE) e prevê a redução da carga semanal de 44 para 36 horas, distribuídas em até cinco dias. A proposta estabelece um período de transição ao longo dos próximos anos e garante repouso semanal remunerado de, no mínimo, dois dias, preferencialmente aos fins de semana.
PEC nº 4/2025 – De autoria do senador Cleitinho (Republicanos-MG), a proposta reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, com possibilidade de trabalho em até cinco dias por semana. O texto também prevê descanso semanal remunerado, preferencialmente aos sábados e domingos. A matéria ainda aguarda despacho da presidência do Senado para começar a tramitar nas comissões.
Argumentos pós-redução
Do lado do governo e de parlamentares da base, a defesa do fim da escala 6×1 tem se apoiado tanto em apelo social quanto em dados econômicos. O movimento Vida Além do Trabalho (VAT) – iniciativa social idealizada pelo vereador e influenciador Rick Azevedo (Psol) – ganhou força nas redes sociais e em atos públicos ao sustentar que o modelo atual de produção compromete a saúde, o convívio familiar e a qualidade de vida dos trabalhadores, além de não refletir os ganhos de produtividade acumulados nas últimas décadas. A pressão social ajudou a recolocar o tema no centro do debate legislativo e passou a ser citada por deputados governistas como evidência de uma demanda concreta da sociedade. A argumentação da base também se apoia em estudos que indicam efeitos positivos da redução da jornada sobre a economia. Uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), realizada em 2024, analisou 19 empresas brasileiras que adotaram jornadas reduzidas e apontou que 72% destas instituições registraram aumento de receita, enquanto 44% apresentaram melhora no cumprimento de prazos. A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, aduz que o fim da escala 6×1 pode aumentar a produtividade no país e que modelos flexíveis já são adotados por iniciativa do setor privado. Poucos dias antes da volta dos trabalhos legislativos, ela afirmou que a expectativa é que a pauta seja aprovada ainda no primeiro semestre de 2026.
“Não é possível que as pessoas tenham um dia só por semana para descansar e para terem os seus afazeres domésticos e pessoais. Isso atinge principalmente as mulheres. Então, o presidente Lula está determinado”, explicou a ministra.
No Congresso, aliados do governo têm afirmado que a proposta não representa uma ruptura imediata com o mercado de trabalho, mas uma atualização do parâmetro constitucional vigente desde 1988. A base sustenta que trabalhadores mais descansados tendem a produzir mais, adoecer menos e permanecer por mais tempo nos empregos, o que reduziria custos indiretos para empresas e para o Estado.
O senador Paulo Paim (PT-RS) sempre esteve envolvido com pautas trabalhistas e é autor da PEC mais antiga sobre o tema – atualmente em trânsito no Senado Federal. Em entrevista à IstoÉ, ele apontou que a redução da jornada de trabalho segue uma tendência global, incluindo países como Portugal, Espanha, Chile, Equador, Holanda, Turquia e México.
“A PEC é viável, necessária e equilibrada. Um avanço civilizatório, compatível com a Constituição e com os direitos humanos.”, defendeu Paim.
Resistência da classe empresarial
A principal oposição ao fim da escala 6×1 fora do Congresso vem do empresariado, que passou a atuar como força política indireta no debate legislativo ao reforçar alertas sobre impactos econômicos da medida.
Entidades representativas do setor produtivo têm sustentado que a redução da jornada pode elevar custos, pressionar preços e comprometer a competitividade das empresas, mesmo diante dos estudos sobre ganhos de produtividade. Esse discurso ganhou novo fôlego com declarações recentes do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, que afirmou que o país não teria condições econômicas de absorver o fim da escala 6×1 no curto prazo e que eventuais custos adicionais acabariam sendo repassados ao consumidor. Ele ainda prometeu o lançamento de um estudo para demonstrar os impactos econômicos da medida.
Em nota à reportagem, a CNI defendeu a “negociação coletiva” acerca das proposições, mas pondera que “de forma geral, alterações legais que reduzam o limite semanal de trabalho abaixo de 44 horas podem restringir o espaço da negociação e comprometer a segurança jurídica, sobretudo em um ambiente que exige modernização das relações do trabalho, previsibilidade regulatória e sustentabilidade empresarial”.
Em reação ao desencorajamento da pauta pelo presidente da Confederação, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, acusou a CNI de recorrer ao que chamou de “terrorismo econômico” para tentar frear o avanço do projeto no Congresso. Segundo ele, a estratégia de associar a ampliação de direitos trabalhistas ao aumento de preços e perda de produtividade repete argumentos historicamente utilizados contra outras conquistas sociais e busca criar um ambiente de medo que pressione parlamentares, sobretudo do centrão.
Para a base governista, esse tipo de narrativa ignora evidências de experiências já adotadas por empresas que reduziram a jornada e reforça o caráter político da resistência empresarial, que extrapola o debate técnico e se transforma em instrumento de disputa dentro e fora do Legislativo.
E o Congresso?
Segundo levantamento da Quaest do segundo semestre de 2025, grande parte da Câmara (70% dos deputados) se declara contra a proposta ou receosa de apoiá-la, o que dificulta a obtenção dos 3/5 dos votos da Casa exigidos para aprovação da PEC. Análises indicam que parte da oposição prefere não levar a proposta a voto e tenta empurrá-la para a gaveta por receio de que ela seja votada em ano eleitoral – estratégia que transforma a pauta num jogo de custos políticos.
Fragmentos do Centrão, bolsonaristas e até deputados do Novo já se articulavam para apresentar propostas concorrentes, pedidos de retirada ou contrapropostas. Um dos nomes mais vocais contra a PEC, o deputado Marcos Pollon (PL-MS) disse à IstoÉ que o texto da proposta é “grosseiro”. O parlamentar declarou ser favorável à redução de escala, mas diz ser preciso repassar ao empregador meios para suportar o custo da redução bem como aumentar o salário.
“Este valor poderia ser obtido zerando as emendas e retirando as regalias dos políticos. Para isso não precisa de PEC.”, finalizou.
Pollon ganhou destaque por sugerir uma PEC que previa o fim dos feriados no Brasil justamente quando o texto de Erika Hilton tomava espaço no debate público, no fim de 2024. A intenção, segundo o parlamentar, era tornar o país mais “economicamente competitivo” e evitar interrupções na produtividade. A investida foi encarada pela base governista como uma provocação frente ao progresso da pauta trabalhista.
Na figura geral, o Congresso já emperrou pelo menos nove proposições sobre a redução de jornada de trabalho, se aproveitando da quantidade de trâmites e da exaustão burocrática que transpassa a efetivação do projeto.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já defendeu um “tratamento institucional” para a matéria, mas afirmou que não se deve “ficar vendendo sonhos” sobre o texto. Em últimas atualizações, o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), afirmou ter recebido uma sinalização “positiva” de Motta sobre o debate do fim da escala 6×1 neste ano, o que pode representar um avanço nas negociações.
A SANTÍSSIMA TRINDADE O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas
INTRODUÇÃO Nesta lição, exploraremos a doutrina fundamental sobre o Deus Filho, a Segunda Pessoa da Trindade. A partir da concepção virginal e da gloriosa Transfiguração, veremos que Jesus Cristo é verdadeiramente homem e plenamente Deus, possuindo a mesma essência do Pai. Ele não é apenas um profeta, mas o centro da revelação divina, o cumprimento da Lei e o único Mediador entre Deus e a humanidade. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.
TEXTO ÁUREO
Enquanto ele ainda estava falando, uma nuvem resplandecente os envolveu, e dela saiu uma voz, que dizia: “Este é o meu Filho amado em quem me agrado. Ouçam-no!” (Mt 17.5, NVI). Enquanto Pedro estava falando, uma nuvem brilhante os cobriu, e dela veio uma voz, que disse: — Este é o meu Filho querido, que me dá muita alegria.Escutem o que ele diz! (Mt 17.5, NTLH). No auge da transfiguração (Mt 17.1-8), uma nuvem luminosa envolveu os discípulos e o Pai declarou em voz audível três coisas sobre Jesus: 1. Identidade: “Este é o meu Filho…” 2. Amor e aprovação: “o amado… em quem me agrado” 3. Autoridade prática: “a ele ouvi” (um mandamento aos discípulos)
VERDADE PRÁTICA Jesus Cristo, o Deus Filho, é a revelação plena do Pai, centro da revelação divina e único mediador entre Deus e os homens. A Verdade Prática sintetiza muito bem o conteúdo dos pontos e subpontos. Vamos analisa-la em três pontos: 1. Revelação plena do Pai. A Transfiguração comprova a divindade de Cristo visual e auditivamente. Diferente de Moisés, cujo rosto brilhava com luz refletida, Jesus transfigurou-se irradiando sua própria 1 Graduado em teologia pela UniCesumar; Tecnólogo em coaching e desenvolvimento humano pela Unopar; pós-graduando em educação cristã e graduando em teologia pela Faculdade Batista do Cariri (FBC); Presbítero na Assembleia de Deus em Pernambuco glória intrínseca, revelando ser a “expressão exata do ser de Deus” e o “resplendor da sua glória” (Hb1.3). 2. Centro da revelação divina (Superioridade sobre a Lei e os Profetas). Moisés (a Lei) e Elias (os Profetas) apareceram conversando com Jesus, indicando que todo o Antigo Testamento apontava para Ele e nEle se cumpre. O fato de ambos desaparecerem, deixando os discípulos a ver “a ninguém, senão a Jesus” (Mt 17.8), somado à ordem do Pai “A ele ouvi”, estabelece que Cristo é a Palavra final e superior de Deus, a humanidade. 3. Único Mediador (O novo Êxodo). Lucas 9.31 relata que o tema da conversa no monte era a “partida” (no grego, exodos) que Jesus consumaria em Jerusalém. Isso conecta a glória divina diretamente à morte sacrificial na cruz. Jesus é o único mediador porque somente Ele, como Deus-Homem, poderia realizar esse “segundo êxodo”, libertando o povo da escravidão do pecado e inaugurando a Nova Aliança.
1. A DIVINDADE DO FILHO Ideia central do ponto: Jesus é o Filho eterno, plenamente Deus. Sua encarnação preserva sua deidade e confirma sua identidade (Jo 1.1,14; Lc 1.35). 1.1 A Concepção Virginal de Jesus. Ideia central: A encarnação ocorre pela ação do Espírito e pelo poder do Altíssimo, evidenciando o agir trinitário (Lc 1.35).O aluno deve sair sabendo: explicar por que a concepção virginal sustenta a identidade do Filho e qual é a sua relevância para igreja. A LIÇÃO DIZ: A concepção do Senhor Jesus foi um ato miraculoso. Sobre isso, o anjo Gabriel explicou à virgem: “Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra” (Lc 1.35a). Dessa maneira, observa-se, nesse evento, a manifestação da Trindade: o Pai, o Filho de Deus e o Espírito Santo. A concepção virginal de Jesus é fundamental para a teologia cristã porque atua como o elo histórico que conecta a pré-existência eterna do Filho com a sua humanidade assumida, garantindo tanto a sua impecabilidade quanto a eficácia da sua obra redentora em favor da Igreja.A concepção virginal evidencia que Jesus é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. Como homem, Jesus não teve pai humano; como Deus, Ele não teve mãe. Pela operação do Espírito Santo, Ele herdou a natureza divina do Pai e recebeu a natureza humana de Maria, unindo-as perfeitamente em uma só Pessoa, sem confusão ou mistura. Os relatos da concepção virginal de Jesus aparecem principalmente em Mateus 1.18-23 e Lucas 1.26-38: Em Mateus 1.20, o anjo diz a José: “…o que nela foi gerado é do Espírito Santo.” Em Lucas 1.35, o anjo Gabriel diz a Maria: “Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus.” Nestes textos, três elementos são evidentes: 1.1.1 O Espírito Santo é agente direto da concepção. 1.1.2 O Altíssimo (Deus Pai) é mencionado como fonte do poder envolvente. 1.1.3 O ser concebido é o Filho de Deus, pré-existente, que assume a natureza humana. Se Cristo fosse filho de José e Maria por geração ordinária, Ele herdaria a culpa de Adão e a natureza pecaminosa, tornando-se incapaz de ser o Salvador. A concepção sobrenatural garantiu que o ente nascido fosse “Santo” (Lc 1.35), livre da contaminação do pecado original e qualificado para ser o Cordeiro imaculado que tira o pecado do mundo. Esta doutrina é essencial para a fé cristã, pois se Jesus não tivesse assumido a natureza humana (sem pecado), Ele não poderia representar a humanidade nem reconciliá-la com Deus. 1.2 A deidade absoluta do Filho. Ideia central: O Verbo é Deus desde a eternidade e, na encarnação, assume a natureza humana sem deixar de ser Deus (Jo 1.1; Jo 10.30; Fp 2.6-11). O aluno deve sair sabendo: afirmar as duas naturezas em uma Pessoa e relacionar isso à mediação única de Cristo (1Tm 2.5).A LIÇÃO DIZ: O Senhor Jesus Cristo é, desde a eternidade, o único Filho de Deus e possui a mesma essência e substância (gr. homooúsios) do Pai (Jo 10.30; 14.9). Antes de nascer em Belém, o Filho já existia eternamente com o Pai: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1.1). Ele é a Segunda Pessoa da Trindade e foi enviado pelo Pai ao mundo (1Jo 4.9). Ele se fez carne, sem deixar de ser Deus, possuindo duas naturezas, a divina e a humana, unidas numa única pessoa (Jo 1.14; Fp 2.6-11). O evangelho joanino é bem claro quanto a divindade de Jesus: No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. No princípio era o Verbo. Ele mesmo não teve um começo, mas existiu desde a eternidade. Para além de onde a mente humana pode ir, o Senhor Jesus estava lá. Ele nunca foi criado. Ele não teve princípio. (Uma genealogia estaria fora de contexto nesse evangelho do Filho de Deus.) O Verbo estava com Deus. Ele tinha uma personalidade separada e distinta. Ele não era simplesmente uma ideia, um pensamento ou algum tipo de exemplo vago, mas uma pessoa real que viveu com Deus. O Verbo era Deus. Ele não apenas estava com Deus, mas ele mesmo era Deus. A Bíblia ensina que há um Deus e que há três pessoas na Divindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Essas três pessoas são Deus. Nesse versículo, duas das pessoas da Divindade são mencionadas: Deus Pai e Deus Filho. É a primeira de muitas declarações claras nesse evangelho de que Jesus Cristo é Deus. Não é suficiente dizer que ele é “um deus”, que ele é semelhante a um deus ou que ele é divino. A Bíblia ensina que ele é Deus. Numa só sentença, o primeiro versículo do evangelho de João declara a eternidade, a personalidade e a deidade de Cristo. João pretende que o todo de seu evangelho seja lido à luz desse versículo. Um dos argumentos mais conhecidos a respeito da divindade de Jesus é o famoso trilema! Um judeu do primeiro século chamado Jesus afirmou algo extraordinário a respeito de si mesmo: que era o Deus eterno e verdadeiro. Temos, assim, três possibilidades quanto a Jesus, e devemos escolher apenas uma delas: ou ele era A Bíblia afirma com frequência que Jesus é Deus: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1.1); “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9). As Escrituras Sagradas revelam os atributos divinos na pessoa de Jesus. Ele é eterno: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9.6); onipotente: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há devir, Todo-poderoso״) Ap 1.8); onipresente: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt 18.20); e onisciente: “Agora, conhecemos que sabes tudo” (Jo 16.30). As suas obras revelam também a sua divindade. Ele é o absoluto soberano e criador de todas as coisas. Ele é a fonte da vida, autor do novo nascimento, habita nos fiéis, dá a vida eterna, inspirou também os profetas e apóstolos, distribui os ministérios, santifica os fiéis, deu poder aos apóstolos, perdoa pecados, é adorado pelos humanos, pelos anjos, na terra e no céu. Possui títulos divinos, como “Eu Sou”,o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, e o Senhor dos Senhores.Os atributos são perfeições próprias da essência de Deus. Os atributos absolutos ou incomunicáveis são exclusivos da divindade como onipotência, eternidade, onisciência e onipresença. 1.3.1 Ele perdoou pecados. Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: — Filho, os seus pecados estão perdoados. Alguns escribas estavam sentados ali e pensavam em seu coração: Como ele se atreve a falar assim? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, a não ser um, que é Deus? (Mc 2.5-7, NAA). 1.3.2 Jesus era adorado como Deus. Então Jesus lhe ordenou: — Vá embora, Satanás, porque está escrito: “Adore o Senhor, seu Deus, e preste culto somente a ele.” (Mt 4.10, NAA). Cornélio prostou-se aos pés de Pedro, mas ele não aceitou ser adorado (At 10.25,26). João prostou-se diante de um anjo, mas o ele não aceitou ser adorado (Ap 19.10). Porém, Jesus aceitou adoração: E eis que um leproso aproximou-se e o adorou (Mt 8.2, NAA). E os que estavam no barco o adoraram, dizendo: — Verdadeiramente o senhor é o Filho de Deus! (Mt 14.33, NAA). 1.3.3 Jesus dizia ser igual a Deus. Respondeu-lhe Jesus: […] Eu e o Pai somos um. Novamente pegaram os judeus em pedras para lhe atirar. Disse-lhes: tenho-vos mostrado muitas boas obras da parte do Pai; por qual delas me apedrejais? Responderam-lhe os judeus: Não é por obra boa que te apedrejamos, e, sim, por causa da blasfêmia, pois sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo. (Jo 10.25-33, ARC). Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não somente violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus. (Jo 5.17-18, ARC) ASSIM COMO O FILHO DE UM PAI HUMANO É TOTALEMENTE HUMANO, O FILHO DE DEUS É TOTALMENTE DEUS. 1.3.4 Jesus é onipotência. Em Isaías são citados cinco nomes de Cristo em uma mesma passagem; um deles (Deus forte) refere-se à onipotência de Cristo: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz” (Is 9.6). 1.3.5Jesus é onipresença. “Como Jesus continuou onipresente se, ainda na Terra, estava limitado pelo tempo e o espaço, ocupando apenas um só lugar ao mesmo tempo?” Como Filho do homem (sua humanidade), Ele estava limitado às dimensões geográficas: quando estava na Galileia, não se encontrava, é claro, na Judeia. No entanto, como Filho de Deus (sua divindade), sempre esteve presente em todo o lugar (Mt 28.20).
1.3.6 Jesus é onisciente. Então, todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda mentes e corações, e retribuirei a cada um de vocês de acordo com as suas obras. (Ap 2.23 NVI).
2. A CENTRALIDADE DO DEUS FILHO Ideia central do ponto: Na transfiguração, Cristo manifestou sua glória (Mt 17.2-5; Hb 1.1-2). 2.1 A glória sobrenatural de Jesus. Ideia central: A transfiguração revela, de modo antecipatório, a glória do Filho (Mt 17.2). O aluno deve sair sabendo: descrever a finalidade cristológica do evento e sua relação com a exaltação de Cristo (Fp 2.9-11). A LIÇÃO DIZ:Pedro, Tiago e João acompanharam Jesus até um alto monte (Mt 17.1). Neste local, Jesus “transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz” (Mt 17.2). Na ocasião, Jesus revelou temporariamente a glória da sua natureza divina, com aparência resplandecente. Aqui, a divindade de Jesus foi revelada. Uma manifestação visível da glória de Deus no Filho encarnado (Fp 2.6-9). Vamos, a partir deste subponto, expor Mateus 17.1-8, onde está registrada a transfiguração de Jesus diante de alguns discípulos. Faremos isso levando em consideração o que Marcos e Lucas escreveram sobre esse mesmo evento.
Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro e os irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. E Jesus foi transfigurado diante deles. O seu rosto resplandecia como o sol, e as suas roupas se tornaram brancas como a luz. (Mt 17.1-2, NAA). Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e os levou, em particular, a sós, a um alto monte. E Jesus foi transfigurado diante deles. As suas roupas se tornaram resplandecentes, de um branco muito intenso, como nenhum lavandeiro no mundo as poderia alvejar. (Mc 9.2-3, NAA). Cerca de oito dias depois de proferidas estas palavras, Jesus levou consigo Pedro, João e Tiago e subiu ao monte com o propósito de orar. E aconteceu que, enquanto ele orava, a aparência do seu rosto se transfigurou e a roupa dele ficou de um branco brilhante. (Lc 9.28-29, NAA). Os três evangelhos narram o mesmo evento, mas cada um o enquadra e o descreve com ênfases próprias, de modo que as diferenças não enfraquecem o relato, antes revelam o foco teológico e literário de cada autor. Mateus e Marcos marcam o tempo com precisão (“seis dias depois”), enquanto Lucas amplia a janela (“cerca de oito dias depois”) e ainda amarra o episódio ao contexto imediato (“depois de proferidas estas palavras”), como quem diz: o que Jesus ensinou desemboca numa revelação. Até a forma de nomear os discípulos coopera com esse enquadramento: Mateus diz “Pedro e os irmãos Tiago e João”, trazendo um tom relacional; Marcos mantém a lista direta (“Pedro, Tiago e João”); e Lucas altera a ordem (“Pedro, João e Tiago”), sem mudar o grupo, mas mudando o ritmo da narração. Também há diferença no grau de isolamento: Mateus registra que foi “em particular”, Marcos reforça “em particular, a sós”, e Lucas prefere explicar a finalidade da subida ao monte, destacando o motivo: Jesus subiu para orar. Na descrição do que acontece com Jesus, o mesmo momento ganha cores diferentes. Mateus enfatiza o rosto, “resplandecia como o sol”, e as roupas “brancas como a luz”, com imagens mais solenes e amplas. Marcos não menciona o rosto e concentra-se nas roupas, usando uma comparação cotidiana (“como nenhum lavandeiro no mundo as poderia alvejar”), como se puxasse o leitor para o impacto visual imediato. Lucas, por sua vez, destaca que a mudança ocorre “enquanto ele orava”, e descreve a transfiguração com linguagem mais observacional: “a aparência do seu rosto se transfigurou” e a roupa ficou “de um branco brilhante”, sem analogia extensa. Assim, Mateus sublinha a glória, Marcos sublinha o assombro, e Lucas sublinha a ligação entre oração e revelação. Que monte era esse? A tradição diz que é o monte Tabor; outros pensam que se trata do monte Hermom.Mas a geografia não interessa, pois não fazemos peregrinações sagradas. A fé no Senhor vivo que está presente em todos os lugares faz que montes sagrados entrem em esquecimento. A palavra traduzida como “transfigurado” vem do verbo grego μεταμορφόω (metamorphoō), que significa “transformar-se em forma ou aparência”, de modo visível. Meta = mudança. Morphē = forma, aparência visível. O contraste entre o anúncio da cruz (Mt 16.21) e a glória vista no monte tem finalidade cristológica: preparar os discípulos para entender que a humilhação de Jesus é voluntária e que ela o conduz, necessariamente,à sua exaltação. Eles veem, por um instante, aquilo que será plenamente manifesto depois: o Cristo exaltado. 2.2. O testemunho da Lei e dos Profetas. Ideia central: Moisés e Elias representam a Lei e os Profetas, que convergem e se cumprem em Cristo (Mt 17.3; Mt 5.17; Lc 24.27). O aluno deve sair sabendo: explicar como o Antigo Testamento aponta para Cristo sem criar “mediadores paralelos”.
E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com Jesus. Então Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: — Senhor, bom é estarmos aqui. Se o senhor quiser, farei aqui três tendas: uma para o senhor, outra para Moisés e outra para Elias. (Mt 17.3-4, NAA). E lhes apareceu Elias com Moisés, e estavam falando com Jesus. Então Pedro, tomando a palavra,disse a Jesus: — Mestre, bom é estarmos aqui. Façamos três tendas: uma para o senhor, outra para Moisés e outra para Elias. Pois não sabia o que dizer, por estarem eles apavorados. (Mc 9.4-6, NAA). E eis que dois homens falavam com ele: eram Moisés e Elias, que apareceram em glória e falavam da morte de Jesus, que ele estava para cumprir em Jerusalém. Pedro e seus companheiros estavam caindo de sono; mas, conservando-se acordados, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele. Quando estes começaram a se afastar de Jesus, Pedro lhe disse: — Mestre, bom é estarmos aqui. Façamos três tendas: uma para o senhor, outra para Moisés e outra para Elias. Porém, Pedro não sabia o que estava dizendo. (Lc 9.30-33, NAA).
Moisés e Elias podem representar os santos do AT. Ou, se tomarmos Moisés como representante da Lei,e Elias representando os Profetas, então aqui vemos ambas as partes do AT apontando para os sofrimentos de Cristo e as glórias que seguiriam. Uma terceira possibilidade é que Moisés, levado ao céu por meio da morte, representa todos os que serão ressuscitados da morte para entrar no milênio, enquanto Elias, trasladado para o céu, representa os que entrarão no reino pelo caminho de trasladação. Acho mais plausível a segunda possibilidade. Moisés e Elias também carregam peso escatológico: Moisés é apresentado como modelo do profeta prometido (Dt 18.18), e Elias como figura ligada ao precursor (Ml 4.5-6; Mt 3.1-3; 11.7-10; 17.9-13). Os dois experimentaram manifestações da glória divina, um no Sinai (Êx 31.18) e o outro no Horebe (1Rs 19.8). Porém, aqui a ênfase é que a glória agora se concentra em Jesus: é Ele quem é transfigurado e irradia a glória da divindade. Também não passa despercebido que ambos sofreram rejeição: Moisés foi resistido pelo povo (cf. At 7.35,37) e Elias foi perseguido (1Rs 19.1-9; Mt 17.12). Portanto, juntos, eles podem representar a Lei e os Profetas.
Destacamos a superioridade Cristo usando as palavras do escritor aos Hebreus: Antigamente, Deus falou, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, mas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também fez o universo. O Filho, que é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela sua palavra poderosa, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas (Hb 1.1-4, NAA).
2.3 A aprovação divina do Pai. Ideia central: O Pai identifica o Filho amado e ordena que sua voz seja ouvida acima de todas as outras (Mt 17.5; Dt 18.15). O aluno deve sair sabendo: afirmar que ouvir o Filho é um critério de fidelidade a Deus e a base para a vida cristã. A LIÇÃO DIZ: A expressão “em quem me comprazo” (gr. eudokēsa) revela que o Filho é aquEle em quem o Pai se deleita (Is 42.1). A voz do Pai é uma afirmação da centralidade de Cristo (Jo 14.6) e sustenta adoutrina da Trindade, em que o Filho é Deus, gerado pelo Pai e consubstancial com Ele (Jo 14.9,10).
Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: — Este é o meu Filho amado, em quem me agrado; escutem o que ele diz! (Mt 17.5, NAA).A seguir, veio uma nuvem que os envolveu; e dela veio uma voz que dizia: — Este é o meu Filho amado; escutem o que ele diz! (Mc 9.7, NAA). Enquanto assim falava, veio uma nuvem e os envolveu. E ficaram com medo ao entrar na nuvem. E dela veio uma voz que dizia: — Este é o meu Filho, o meu eleito; escutem o que ele diz! (Lc 9.34, NAA).
Três observações precisam ser feitas aqui: 2.3.1 Em primeiro lugar, Mateus 17.5 é o ponto alto desse evento porque a voz vinda da nuvem não apenas identifica Jesus, mas fixa uma ordem que serve como critério de fidelidade: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o”. A fala é, em grande parte, uma repetição de 3.17, agora colocada no contexto da transfiguração, e, por isso, ganha força normativa. Logo, “ouvir o Filho” é uma forma de obedecer ao próprio Deus. A fé cristã se define, aqui, por uma submissão à voz de Cristo, acima de qualquer outra voz. 2.3.2Em segundo lugar, o próprio cenário explica por que essa ordem é decisiva. Mateus registra a presença de Moisés e Elias, e, com isso, a narrativa coloca lado a lado o que poderia parecer concorrente: Moisés, figura associada à Lei e à aliança, e Elias, figura associada aos Profetas e ao horizonte escatológico. No entanto, justamente quando essas figuras aparecem, o Pai acrescenta a instrução “escutai-o”, uma alusão que ecoa Dt 18.15-18, e confirma Jesus como o profeta escatológico cujo tipo Moisés personifica (cf. At 3.22,23; 7.37). Assim, o texto não está equiparando Jesus a Moisés e Elias, mas, no contexto, indo adiante e pondo-o acima deles. É por isso que o “ouvir” funciona como critério de fidelidade: quem deseja ser fiel a Deus, deve ser governado pela palavra do Filho. 2.3.3 Em terceiro lugar, a nuvem resplandecente serve como moldura teológica da ordem. A nuvem, no Antigo Testamento, é sinal clássico da presença divina e remete ao êxodo (Êx 13.21,22; 19.16; 24.15- 18; 40.34-38). Além disso, em diversos textos bíblicos e no imaginário judaico, a nuvem também aparece associada ao horizonte escatológico e ao reino que irrompe (Sl 97.2; Is 4.5; Dn 7.13; Sf 1.15; cf. Lc 21.27; 1Ts 4.17). O detalhe mateano de que a nuvem era “luminosa” reforça a ideia de glória e, no conjunto, sublinha o que importa: a ordem “escutai-o” vem do âmbito da presença de Deus.
3. A MISSÃO REDENTORA DO DEUS FILHO Ideia central do ponto: Cristo é a revelação suprema, o único salvador e mediador, e sua obra é suficiente para reconciliar o pecador com Deus (Hb 1.1-3; At 4.12). 3.1 O Filho como revelação suprema. Ideia central: Deus falou de modo definitivo no Filho, que possui autoridade final sobre a fé e a prática (Hb 1.1-2; Mt 17.5). O aluno deve sair sabendo: priorizar o ensino de Cristo como norma para crença, adoração e obediência. A LIÇÃO DIZ: A instrução, “escutai-o”, coloca o Filho em posição de supremacia sobre as revelações anteriores (Lc16.16; Jo 1.17,18). Não é Moisés (a Lei) e nem Elias (os Profetas) que devem ser ouvidos, mas o Cristo (Hb 1.1,2). Esse evento sinaliza a transição entre a Antiga e a Nova Aliança, centrada na pessoa do Filho (Cl 2.17; Hb 10.1). Logo, negar a Cristo, ignorá-lo ou relativizar sua voz é rejeitar a autoridade de Deus (1Jo 5.12). A Bíblia apresenta Jesus como maior do que todos os que viveram antes dEle e todos os que virão depois. Colossenses 1.18 expõe, de modo direto, sua supremacia “em todas as coisas”, e Efésios 1.22 afirma que Deus sujeitou tudo “debaixo dos pés de Cristo” e o constituiu “cabeça sobre todas as coisas” para a igreja (Ef 1.22). 3.1.1 Jesus é maior que toda a criação, porque é o Criador e o fim de todas as coisas: “tudo foi criado por meio dele e para ele” (Cl 1.16). Essa supremacia aparece quando Ele domina a natureza e a vida, ao acalmar a tempestade (Mc 4.39), multiplicar pães (Mc 8.6-9), curar cegos (Mc 8.22-25) e andar sobre as águas (Mc 6.48). 3.1.2 Jesus é maior que Abraão, porque sua identidade antecede a própria história patriarcal. Diante dos judeus, Ele afirma que Abraão “viu” o seu dia e se alegrou, e declara: “antes que Abraão existisse, Eu Sou” (Jo 8.56,58; cf. Jo 8.53). 3.1.3 Jesus é maior que Jacó, porque oferece uma dádiva que não se limita ao presente. No poço de Jacó, Ele promete “água viva” (Jo 4.10) e contrasta a água que passa com a água que permanece, tornandose “fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo 4.12-14; cf. Gn 32.28). 3.1.4 Jesus é maior que Moisés. Moisés foi o mediador da Lei e falou com Deus “face a face” (Êx 33.11), e também apontou para o profeta a quem o povo deveria ouvir (Dt 18.15). Porém, Jesus cumpre a Lei (Mt 5.17), liberta do pecado e da morte (Rm 8.2), e Hb 3.3 afirma que Ele é “digno de maior glória do que Moisés” (Hb 3.3; cf. At 2.22).
3.1.5 Jesus é maior que Davi. Embora o Messias seja chamado “Filho de Davi” (Mt 9.27; cf. 2Sm 7.16), o próprio Davi o chama de “meu Senhor” (Sl 110.1; cf. Mt 22.45). Logo, o Filho de Davi não é apenas herdeiro de uma linhagem, mas o Senhor acima dela. 3.1.6 Jesus é maior que Salomão. Ainda que Salomão tenha sido singular em sabedoria, riqueza e prestígio (1Rs 10.23-24), Jesus declara que “aqui está quem é maior do que Salomão” (Mt 12.42). A grandeza de Cristo supera a glória do trono de Salomão e a fama da sabedoria humana. 3.1.7 Jesus é maior que Jonas. Jonas foi instrumento de um avivamento marcante em Nínive, mas Jesus declara: “aqui está quem é maior do que Jonas” (Mt 12.41). 3.1.8 Jesus é maior que João Batista. João foi “mais do que profeta” e, entre os nascidos de mulher, “ninguém é maior” (Lc 7.26,28). Contudo, o próprio João reconhece que Cristo é “mais poderoso” e que sua obra excede a dele, pois Jesus batiza com o Espírito Santo (Mc 1.7-8; cf. Lc 1.17). 3.1.9 Jesus é maior que o templo. O templo era o centro da vida religiosa de Israel, mas Jesus afirma: “aqui está quem é maior do que o templo” (Mt 12.6). Sua mediação é superior, e Hb 8.6 declara que Ele possui “ministério tanto mais excelente” (Hb 8.6). 3.1.10 Jesus é maior que o sábado. O sábado era o sinal da aliança mosaica (Ez 20.12), e Jesus viveu sob a Lei e a cumpriu (Gl 4.4; Mt 5.17). Ainda assim, Ele afirma que “o Filho do Homem é o Senhor do sábado” (Mt 12.8). 3.1.11 Jesus é maior que a igreja. A igreja é o povo eleito e redimido por Deus (Rm 8.30) e será apresentada gloriosa (Ef 5.27). Contudo, Cristo é maior, porque é o Cabeça da igreja, seu corpo (Cl 1.18; cf. Jo 13.16; 15.20).3.1.12 Jesus é maior que os anjos. Os anjos são servos, mas o Filho está entronizado à direita da Majestade e é superior por natureza e por nome (Hb 1.3-5). Um dia, toda autoridade se curvará diante dEle (Fp 2.10), pois Ele é “tão superior aos anjos” quanto o nome que herdou é “mais excelente” (Hb 1.4; cf. Jo 3.16). O nome de Jesus é maior que todos os outros nomes. Deus o exaltou e lhe deu “o nome que está acima de todo nome” (Fp 2.9). Por isso, a salvação é anunciada em seu Nome e somente nele é encontrada (At 4.12). “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9). Como o Verbo eterno (Jo 1.1), Jesus é a revelação mais plena de Deus ao homem, e, por isso, não há voz acima da sua.
3.2 A exclusividade de Cristo na redenção. Ideia central: Só Cristo salva e reconcilia; não há outro nome dado para salvação (At 4.12; 1Tm 2.5; Cl 1.20-22). O aluno deve sair sabendo: defender a suficiência da obra de Cristo e rejeitar relativizações do evangelho. A LIÇÃO DIZ: Após a visão do Cristo transfigurado, a Bíblia declara: “erguendo eles os olhos, ninguém viram, senão a Jesus” (Mt 17.8). Essa afirmação encerra uma verdade fundamental: Cristo é absolutamente único e exclusivo na obra da redenção. A presença de Moisés e Elias cessou; restou apenas Cristo. Ele é o cumprimento da Lei e dos Profetas (Mt 5.17). Toda a Escritura aponta para Ele (Lc 24.27). Cristo não é meramente um Profeta; Ele é o Deus revelado (Jo 14.9), o resplendor da glória divina (Hb 1.3). Ele é o único mediador entre Deus e os homens (At 4.12; 1Tm 2.5). Exclusividade é a condição de ser único e incomparável em uma função que não admite substitutos nem concorrentes. Em termos bíblico-teológicos, é dizer que determinada obra ou mediação pertence somente a uma pessoa, por direito e por capacidade, de modo que não pode ser dividida, repetida ou complementada. Em Mt 17.8, após o Pai falar e a visão chegar ao fim, os discípulos “erguendo os olhos, ninguém viram, senão a Jesus” (Mt 17.8). Moisés e Elias desaparecem, e permanece apenas Cristo. Essa cena comunica, de forma visual e pedagógica, que a Lei e os Profetas não competem com o Filho Eterno, antes testemunham dele e cedem lugar à sua centralidade. Assim, a transfiguração não termina com três figuras em pé de igualdade, mas com um único foco: Cristo. 3.3 O aprendizado pela experiência. Ideia central: A visão da glória do Filho confirmou sua majestade e preparou os discípulos para perseverar (2Pe 1.16-17; Hb 12.2). O aluno deve sair sabendo: aplicar a esperança na glória de Cristo para enfrentar o sofrimento, manter a fidelidade e permanecer em adoração. A LIÇÃO DIZ: A revelação da glória do Cristo ressurreto, foi também um evento pedagógico para os discípulos. A experiência os fortaleceu para o futuro sofrimento de Jesus. Mais tarde, Pedro reconheceu o episódio como evidência incontestável da majestade de Jesus: “mas nós mesmos vimos a sua majestade […] quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido” (2Pe 1.16,17). A transfiguração, portanto, é o vislumbre do Reino, prenúncio da ressurreição, antecipação da vitória final de Cristo, e o anúncio de seu triunfo escatológico sobre a morte e todo domínio (Hb 1.8-12; Fp 2.9-11). Diante dessa glória, somos chamados a contemplar e adorar a Cristo com fé e esperança (Hb 12.2). Sobre esse evento, Pedro escreveu:
Porque não lhes demos a conhecer o poder e a vinda do nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade. Porque ele recebeu honra e glória da parte de Deus Pai, quando, pela Suprema Glória, lhe foi enviada a seguinte voz: “Este é o meu Filho amado, em quem me agrado.” Ora, nós ouvimos esta voz vinda do céu quando estávamos com ele no monte santo. Assim, temos ainda mais segura a palavra profética, e vocês fazem bem em dar atenção a ela, como a uma luz que brilha em lugar escuro, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça no coração de vocês. (2Pe 1.16-19, NAA).
Conforme vimos, a experiência da transfiguração de Jesus é relatada por Mateus, Marcos e Lucas. Mas nenhum deles estava presente no monte com Jesus. Pedro estava e foi testemunha ocular do ocorrido. Pedro dá três provas da transfiguração: um testemunho visual; um testemunho auditivo e um testemunho presencial. Quanto ao testemunho visual, os apóstolos foram testemunhas oculares da […] majestade do Senhor. Quanto ao testemunho auditivo, os apóstolos ouviram da parte de Deus […] a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. Por fim, Pedro acrescenta o testemunho presencial: estávamos com ele no monte santo. Não há dúvida de que se trata de uma situação real. A transfiguração aconteceu em boa parte para os discípulos (Jesus levou os três mais íntimos para ela; ele foi transfigurado diante “deles”; a voz falou para “eles”. Isso não quer dizer que eles entenderam totalmente o evento; mas a transfiguração foi um passo crucial na autorrevelação de Jesus carregada de simbolismo que seria muito mais bem entendida (2Pe 1.16-19) depois da ressurreição. Para o momento, ela confirmou de forma indelével a convicção dos discípulos de que Jesus era o Messias.
CONCLUSÃO O estudo sobre o Deus Filho reafirma que Jesus Cristo não é apenas uma figura histórica ou um profeta relevante, mas a Segunda Pessoa da Trindade, plenamente Deus e plenamente homem. Através da concepção virginal e da gloriosa Transfiguração, Ele se revelou como o resplendor da glória do Pai e o cumprimento definitivo de toda a Lei e dos Profetas. Sua divindade é atestada por Seus atributos eternos, enquanto Sua humanidade impecável O qualifica como o único Mediador eficaz. A ordem divina “ouçam-no” estabelece Cristo como a autoridade suprema para a Igreja. Concluirmos, portanto, que a salvação e a revelação plena de Deus repousam exclusivamente na pessoa de Jesus, o centro de toda a fé cristã.
Mefibosete era o filho de Jônatas, o melhor amigo do rei Davi. Depois que Jônatas morreu, Davi cuidou de Mefibosete, por amor ao seu amigo. Essa é uma história que ilustra a importância da lealdade e compaixão. Davi expressou honra e fidelidade à promessa de amizade feita a Jônatas, mesmo após a morte deste.
Mefibosete era neto de Saul, o primeiro rei de Israel. Saul se desviou dos caminhos de Deus, por isso Deus escolheu Davi para ser o próximo rei. Jônatas, o pai de Mefibosete, era o filho mais velho de Saul, se tornou amigo de Davi e o apoiava. Mesmo sabendo que Davi iria ser o próximo rei, e não ele, Jônatas defendeu Davi e o protegeu da inveja de Saul. Davi e Jônatas eram amigos tão próximos que estabeleceram umaaliança de amizade (1 Samuel 20:16-17). Mais tarde, em uma batalha, Jônatas morreu junto de seu pai Saul. Quando a notícia chegou à casa de Jônatas, a babá de Mefibosete pegou nele e fugiu para salvar sua vida dos inimigos. Mas ela se descuidou e deixou o menino cair. Assim, ele ficou com os dois pés aleijados pelo resto da vida. Mefibosete foi levado para Lo-Debar, um lugar em Gileade. Ele tinha cinco anos quando isso aconteceu (2 Samuel 4:4).Passado bastante tempo, quando Davi já estava estabelecido como rei em Israel, ele se lembrou de Jônatas e quis continuar a honrar sua amizade. Um antigo servo de Saul lhe contou sobre Mefibosete e Davi mandou chamá-lo. Quando Mefibosete chegou, Davi lhe devolveu todas as terras de seu avô Saul e o convidou para morar com ele. Davi também colocou um homem chamado Ziba para tomar conta da propriedade de Mefibosete (2 Samuel 9:6-7). Era comum em circunstâncias semelhantes a estas, o atual rei exterminar todos os descendentes diretos do rei anterior, para não haver uma possível conspiração ou tentativa de traição. Mas a amizade de Davi com Jônatas era muito maior que sua inimizade com Saul! Davi poderia ter visto Mefibosete como um rival ao trono, mas ele apenas o viu como o filho de seu melhor amigo.
A morte de Mefibosete
A Bíblia não menciona como Mefibosete morreu. Diz apenas que Davi poupou-o, quando teve que escolher 7 descendentes de Saul para serem mortos, vingando a barbaridade da família de Saul contra os Gibeonitas. Importante não confundir este Mefibosete, filho de Jônatas, com outro Mefibosete, filho de Saul e Rispa, que foi morto enforcado pelos gibeonitas (2 Samuel 21:7-9).
Mefibosete e Ziba
Quando um dos filhos de Davi, Absalão, tentou roubar o trono, Davi teve de fugir de Jerusalém. Durante a fuga, Ziba, o servo de Mefibosete chegou com provisões para ajudar Davi. Quando Davi perguntou onde estava Mefibosete, Ziba respondeu que ele tinha ficado em casa, porque queria retomar o trono. Zangado com a ingratidão de Mefibosete, Davi deu toda a propriedade dele a Ziba (2 Samuel 16:2-4). Algum tempo depois, quando Davi derrotou os traidores e voltou para casa, Mefibosete veio ao seu encontro. Ele não tinha se arrumado desde que Davi tinha partido, em sinal de tristeza! Davi perguntou por que Mefibosete não fora com ele, e Mefibosete explicou que Ziba o tinha traído. Sendo aleijado dos pés, Mefibosete precisava de seu jumento para ir ao encontro de Davi para lhe dar seu apoio, mas Ziba ignorou sua ordem e partiu sem ele (2 Samuel 19:26-28).
Tendo ouvido duas histórias diferentes, Davi decidiu que Mefibosete e Ziba deveriam dividir a propriedade entre si. Mas Mefibosete disse que Ziba podia ficar com tudo! Ele apenas estava preocupado com o bem-estar de Davi (2 Samuel 19:29-30).
O que podemos aprender com Mefibosete
Podemos aprender com Mefibosete a importância da humildade, confiança em Deus e perdão, mesmo quando enfrentamos traições. Além disso, a história destaca a necessidade de discernimento ao lidar com relações e lealdade, pois nem sempre as aparências refletem a verdadeira natureza das pessoas ao nosso redor. Mefibosete sofreu muito com as consequências das ações de outras pessoas, mas isso não destruiu seu caráter. Mefibosete nos ensina sobre:
Gratidão– apesar de todas as coisas ruins que lhe aconteceram, Mefibosete era grato pelas bênçãos que recebeu
Humildade – Mefibosete não se achava superior nem procurou se exaltar acima de outras pessoas, tentando ser rei
Contentamento – a alegria de Mefibosete não dependia da quantidade de seus bens
Jesus lavou os pés dos discípulos para lhes ensinar a servir uns aos outros. Ele estava dando o exemplo para todos seguirem. Quem ama Jesus serve seus irmãos. No tempo de Jesus, quando as pessoas chegavam a casa lavavam os pés, porque muitos andavam descalços ou de sandálias. Na casa com convidados, a pessoa de posição mais baixa na casa lavava os pés dos convidados. Normalmente, lavar os pés era o trabalho dos escravos ou das mulheres. Ninguém queria lavar os pés dos outros, porque o pé era a parte mais suja do corpo. Jesus era o líder. Ele não tinha a obrigação de lavar os pés de ninguém. Pelo contrário, outras pessoas deveriam lavar os seus pés! Mas Jesus não se preocupava com sua posição social (João 13:3-5). Ele fez o trabalho que precisava ser feito, para o bem de seus discípulos. Jesus não agia como se fosse superior aos outros.Depois de ter lavado os pés dos discípulos, Jesus explicou que eles deveriam fazer o mesmo uns com os outros. Nós não somos superiores a Jesus. Se ele, sendo a pessoa mais importante, era humilde e servia os outros, nós também devemos ser humildes e servir (João 13:14-16). Ser líder na Bíblia não é tratar os outros como inferiores. O cristão lidera por exemplo, servindo as pessoas com humildade e amor. Se Jesus servia, o líder cristão deve servir (Marcos 10:43-45). E se o líder cristão serve, todos devem servir.
A igreja deve ter uma cerimônia de lava-pés?
Não, a igreja não precisa de uma cerimônia onde as pessoas lavam os pés uns dos outros. Jesus não disse que deveria ser um ritual. A igreja primitiva, fundada pelos apóstolos a quem Jesus lavou os pés, não tinha nenhum ritual de lavar os pés. O objetivo de Jesus não era instituir um ritual. Hoje em dia, com sapatos fechados e estradas de asfalto, lavar os pés não tem tanta importância como no tempo de Jesus. Se não servimos aos outros, realizar uma cerimônia de lavar os pés não tem valor algum. A mensagem de Jesus era que devemos servir uns aos outros (Romanos 12:10).
ABíblia ensina que liderar é servir com humildade e responsabilidade. O verdadeiro líder, segundo a Bíblia, não busca poder ou status, mas guia as pessoas com amor, justiça e obediência a Deus. Jesus Cristo é o maior exemplo de liderança bíblica: Ele liderou com compaixão, exemplo e serviço.
De acordo com a Palavra de Deus, o papel do líder é servir, orientar e cuidar das pessoas que estão sob sua responsabilidade. Em Mateus 23:11, Jesus declarou: “O maior entre vocês deverá ser servo.”
Isso mostra que, na perspectiva bíblica, liderança não é domínio, mas serviço. Um líder piedoso se preocupa com o bem-estar dos outros, age com integridade e busca direção de Deus para suas decisões.
O que Jesus ensinou sobre liderança?
Jesus corrigiu a ideia de que liderar é “mandar”. Ele disse que a liderança no Reino de Deus se baseia na humildade: “O maior entre vocês deverá ser servo.” (Mateus 23:11) Em João 13, Jesus lavou os pés dos discípulos e explicou: “Eu dei o exemplo, para que vocês façam como lhes fiz.” (João 13:15) Jesus também disse: “Todavia é preciso que o mundo saiba que eu amo o Pai e que faço o que meu Pai me ordenou.” (João 14:31a)
Esses ensinamentos mostram que todo líder está debaixo de uma autoridade maior e deve liderar com humildade e responsabilidade.
Como ser um bom líder segundo a Bíblia?
Liderança bíblica é servir a Deus e ao próximo com humildade, responsabilidade e amor. O verdadeiro líder vive aquilo que ensina, busca a vontade de Deus em tudo e se compromete com o bem das pessoas que lidera.
Segundo a Bíblia, um bom líder:
Serve com humildade (Marcos 10:43-45)
Age com justiça (Provérbios 29:2)
Pratica o que ensina (Tiago 1:22)
Busca sabedoria de Deus (Tiago 1:5)
É responsável pelas pessoas que lidera (Hebreus 13:17)
Como diz Hebreus 13:7: “Lembrem-se dos seus líderes, que transmitiram a palavra de Deus a vocês. Observem bem o resultado da vida que tiveram e imitem a sua fé.” (Hebreus 13:7)
Que tipos de líderes aparecem na Bíblia?
A Bíblia apresenta vários tipos de liderança. Veja os principais exemplos:
Líderes espirituais: como Jesus, Samuel, Paulo, os profetas, eles guiavam o povo à vontade de Deus.
Líderes políticos:como Moisés, Josué, Davi, Salomão, eles governavam com justiça (ou enfrentavam as consequências dos seus erros).
Líderes de guerra: como Gideão, Débora, Josué, eles conduziam o povo com coragem e estratégia.
Líderes administrativos: como José no Egito, Neemias, Esdras, eles organizavam recursos e pessoas.
Líderes familiares: como Abraão, Noé, Jó, eles cuidavam da sua casa e ensinavam seus filhos no caminho do Senhor.
Muitos líderes bíblicos atuavam em mais de uma área. Davi,por exemplo, foi líder militar, político, espiritual e familiar. Ele teve falhas, mas também foi chamado de “homem segundo o coração de Deus”.
Você está sem ideia do que preparar para o almoço ou jantar da família? Então vai adorar esta saborosa carne moída recheada do Canal Tata Pereira! Com um preparo fácil e rápido, este prato é feito na travessa e composto de molho de tomate, batatas, discos de carne moída e muçarela na cobertura, uma delícia! Separe os ingredientes, faça e receba os elogios!
Como fazer carne moída recheada
Para a carne moída recheada, adicione a carne moída numa vasilha e junte o alho, o cheiro-verde, o sal, pimenta-do-reino, páprica picante e noz-moscada, mexendo tudo super bem manualmente, reservando. Distribua um pouco do molho de tomate num refratário, coloque a cebola sobre o molho, e depois as batatas pré-cozidas, com maionese por cima. Tire uma porção da massinha de carne e modele um disco manualmente, achatando e pondo por cima da maionese na travessa. Faça isso com o restante da massa de carne moída. Conclua a receita seguindo as orientações, sirva e delicie-se!
Ingredientes da receita de carne moída recheada
1 cebola picadinha
2 sachês de molho pronto de tomate
cheiro-verde picado (a gosto)
500 g de carne moída (pedir para moer 2 vezes)
sal, pimenta-do-reino, páprica picante e noz-moscada, todos a gosto
3 dentes de alho picados
2 batatas em rodelas pré-cozidas
150 g de muçarela ralada
100 g de maionese
Modo de preparo
Coloque 500 g de carne moída numa tigela e junte: 3 dentes de alho picados, cheiro-verde picado a gosto, sal, pimenta-do-reino, páprica picante e noz-moscada, todos a gosto, misturando tudo muito bem com as mãos. Reserve.
Espalhe um pouco do molho pronto de tomate em uma travessa, distribua a cebola picadinha por cima, seguida das batatas em rodelas pré-cozidas, espalhando maionese por cima.
Retire uma porção da massa de carne e forme um disco nas mãos, achatando e colocando sobre a maionese na travessa. Repita o processo com toda a massinha de carne moída.
Feito isso, espalhe o restante do molho de tomate por cima e leve ao forno pré-aquecido a 180 °C, por uns 20 minutos.
Retire, espalhe 150 g de muçarela ralada sobre tudo e volte ao forno para o queijo derreter e gratinar.
Pronto, agora você já pode servir e saborear sua espetacular carne moída recheada! Bom apetite!
O alho é um dos temperos mais utilizados na culinária brasileira, devido ao seu odor e sabor característicos. O ingrediente possui diversos nutrientes – como as vitaminas C e B6, cálcio, potássio e magnésio – e compostos que lhe conferem propriedades medicinais. Por isso, o MinhaVida listou 4 formas diferentes que podemos utilizar o alho com o objetivo de obter benefícios à saúde. Confira!
1. Chá de alho O chá de alho é fonte de alicina, substância que auxilia no fortalecimento da imunidade. Dessa forma, a infusão pode ser utilizada para o tratamento e redução de sintomas da gripe e resfriados. Além disso, o chá de alho também possui ação expectorante, ajudando na redução da tosse e do catarro.
Em entrevista prévia ao MinhaVida, a nutricionista Gisele Haiek recomendou que o consumo não ultrapasse de três xícaras ao dia.
Ingredientes
1 dente de alho 200ml de água Modo de preparo
Pique e amasse o dente de alho. Leve ao fogo na água e deixe ferver por cinco a dez minutos. Retire do fogo, coe o chá e deixe esfriar. Limão ou especiarias como gengibre ralado e canela em pó podem ser acrescentadas para melhorar o sabor.
As igrejas evangélicas citadas nas investigações que apuram desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) receberam ao menos R$ 1,5 milhão de empresários ligados a essas operações. Levantamento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou movimentações suspeitas que envolvem lideranças religiosas, igrejas e empresários citados na CPI do INSS.
As movimentações aparecem nos nomes de 4 igrejas: Adoração Church (Pará), Assembleia de Deus Ministério do Renovo (Maranhão); Ministério Deus é Fiel Church (Sete Church), de São Paulo (São Paulo); e Igreja Evangélica Campo de Anatote, de Barueri (São Paulo).
De acordo com a Controladoria-Geral da União (CGU), as igrejas evangélicas foram usadas ao longo dos desvios do INSS por suspeitos de desviar recursos de aposentados e pensionistas, como possível mecanismo para lavagem de dinheiro. A primeira delas é a Adoração Church. A CPI pediu a investigação da entidade depois que o Coaf identificou um repasse de mais de R$ 366 mil à igreja vindo de Percia Coelho Takashima. O envolvimento com os desvios do INSS se dá porque a empresa Amazonriente Rural Sustentável, que está diretamente ligada aos repasses ilegais. A companhia também pertence aos familiares de Percia.
O pastor que preside a Adoração Church é Heber Pereira Trigueiro. Além de liderar a igreja e atuar como músico, ele também tem uma atuação política. Em 2022, Trigueiro usou as redes sociais para fazer campanha para o então candidato à reeleição Jair Bolsonaro. Ele declarou voto e fez menções religiosas ao indicar apoio ao ex-presidente. Depois da divulgação dos dados, o pastor disse que o pagamento desse montante era referente ao dízimo – valor pago pelos fiéis à igreja. Ao Brasil de Fato, Heber afirmou que não recebeu nenhum valor da empresa investigada e que Percia vendeu a empresa antes de fazer o depósito bancário e que, por isso, a empresa não tem vinculo com as tranferências.
Outro pastor citado pelo Coaf é Antônio Nunes da Silva, que preside a Assembleia de Deus Ministério do Renovo. A instituição recebeu R$ 511 mil da ADS Soluções e Marketing Ltda, empresa criada em fevereiro de 2023 para prestar serviços de marketing para três associações suspeitas de desviar recursos do INSS. Por conta dessa atuação, a ADS recebeu R$ 116 milhões em descontos previdenciários de empresas relacionadas aos desvios. A companhia foi baixada e desativada em junho de 2025.
O pastor também é sócio da empresa Construtora Sym Ltda. e chamou atenção do Coaf com as movimentações já que, em sua declaração de renda, ele afirma ser aposentado e receber apenas R$ 1.320, o que, para o Conselho, representa uma movimentação suspeita por clara incompatibilidade patrimonial identificada.
Todas as igrejas mencionadas tiveram a transferência de sigilo pedido pelo deputado Rogerio Correia (PT-MG), enquanto os pastores foram convidados para oitivas na CPI.
Golden Boys
Um dos grupos fundamentais para o quebra-cabeça da relação entre igrejas e a fraude do INSS são os Golden Boys. Esse grupo está ligado à terceira igreja mencionada: Ministério Deus é Fiel Church, conhecida como Sete Church, do pastor Cesar Belluci do Nascimento. Bellucci é réu em uma investigação que apura um esquema de pirâmide. A apuração foi aberta depois de uma ação movida por pessoas que se sentiram lesadas em promessas não cumpridas de investimentos em criptomoedas.
A igreja teria recebido R$ 370 milde Anderson Cordeiro e outros R$ 124 mil de Américo Monte, presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios, empresa que é citada por receber R$ 316 milhões em descontos de aposentados do INSS. Os dois são empresários e integram o Golden Boys, que, junto a Felipe Macedo Gomes, frequentava a Igreja e administrava o quadro associativo da Amar.Anderson Cordeiro também é responsável por administrar outras associações de aposentados e pensionistas investigadas como a Master Prev, a Associação Nacional de Defesa Dos Direitos Dos Aposentados e Pensionistas (Anddap) e a Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionistas (Aasap).
Já Américo também foi responsável por fazer uma transferência de R$ 200 mil a Péricles Albino, líder da igreja evangélica Campo de Anatote. Apesar da ligação direta com o empresário, a igreja respondeu em nota as acusações afirmando que não recebeu doações de pessoas envolvidas na fraude do INSS. “A igreja, devidamente constituída e comprometida com os princípios das Sagradas Escrituras, teve seu nome injustamente exposto em relação à CPMI do INSS. Não há indícios ou provas que demonstrem que a igreja tenha sido utilizada por qualquer um dos envolvidos no esquema criminoso que está sendo investigado. É fundamental ressaltar que a Igreja não possui qualquer envolvimento ou foi utilizada para práticas ilícitas”, diz o texto.
Maiores nomes
Um dos principais envolvidos com o Golden Boys é André Machado Valadão, líder religioso que coordena a igreja Lagoinha, instituição ligada à Clava Forte Bank, plataforma que chegou a sair do ar assim que a operação contra o Banco Master, independente da CPI do INSS, começou. A plataforma era responsável por receber doações dos fiéis. Durante os cultos, os dados do banco eram divulgados acompanhadas de frases como: “Investindo no Futuro, fortalecendo o Reino”, “Empoderar igrejas com fé e finanças”.Valadão recebeu de Felipe Macedo patrocínio para o evento de réveillon promovido pela Igreja no estádio Allianz Parque. De acordo com o Coaf, essa movimentação financeira foi feita no auge dos descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. O pastor é um aliado de Bolsonaro e, além de ter feito campanha ao ex-presidente, já recebeu o ex-mandatário em seus cultos.
O pastor respondeu às acusações nas redes sociais. Em uma publicação, disse que não recuaria “nem ficaria calado” diante das denúncias e usou o caso para fazer um apelo aos fiéis com discurso político.
“Não vamos recuar nem ficar calados diante de tudo o que está acontecendo. Não se trata de um ataque apenas a um líder, mas a toda uma igreja que contribui para a sociedade. Chega de deixar espaço para fake news e invenções! Vamos responder abertamente e com transparência, para que as pessoas voltem a respeitar a igreja e os milhares de trabalhadores que se dedicam dia e noite. Não aceitem que deputados petistas tentem destruir a reputação de quem se opõe às suas ideologias”, escreveu.
O principal dos nomes ligados à CPI é Fabiano Campos Zettel, líder da Igreja Bola de Neve. Ele foi o sexto maior doador das eleições de 2022 e o maior doador pessoa física das campanhas de Jair Bolsonaro (PL) para a presidência em 2022 e do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Ele é cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Máster, e mantém relação com a Igreja Lagoinha. Zettel foi preso temporariamente pela Polícia Federal (PF) após ser pego tentando fugir do país rumo aos Emirados Árabes Unidos. Agora, ele foi convidado para uma oitiva na CPI para apurar o envolvimento no caso, além da participação nas investigações sobre as fraudes no Banco Máster.Outro a receber doação de Felipe Macedo foi o pastor André Fernandes, que também atuava na Lagoinha. O Coaf identificou um Pix de R$ 200 mil para o líder religioso também durante os desvios do INSS.
Rusga na direita
Os nomes foram levantados inicialmente pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Segundo a congressista, igrejas evangélicas foram identificadas “nos esquemas de fraudes aos aposentados”. A declaração foi dada durante uma entrevista ao SBT News e provocou a ira de uma liderança religiosa da extrema direita.
O pastor Silas Malafaia saiu em defesa dos seus companheiros e questionou a fala de Damares. De acordo com ele, a senadora precisaria divulgar o nome de todos os envolvidos e as provas, caso contrário, ela seria uma “leviana linguaruda” que deveria “calar a boca”.Depois que Damares divulgou uma lista com os nomes, Malafaia sustentou os ataques e disse que não havia uma prova apresentada contra qualquer pastor mencionado.“Só tem o nome de um grande pastor. E que também ainda não tem nada provado contra ele, que é o pastor da Lagoinha, André Valadão. Então ela foi leviana, mentirosa e linguaruda. E continua sendo. Porque não tem um nome. É só você olhar a tua lista. O desafio a Damares continua. Quem é que fez lobby para não dar nome de igrejas? Cadê as grandes igrejas?”, afirmou Malafaia.
A Polícia Federal ampliou, nas últimas semanas, o cerco a empresários e executivos ligados ao Banco Master, do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro. A investigação tem se desdobrado em diferentes frentes e alcançado diferentes personagens do mercado financeiro e empresarial em meio à expectativa sobre se ela atingirá figuras do universo político.No epicentro do caso está Daniel Vorcaro, controlador do Master e que é apontado como o líder de uma organização criminosa que teria agido contra o Sistema Financeiro Nacional.Em novembro, ele foi preso durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, que apura se o grupo liderado por ele teria articulado a venda de carteiras de crédito falsas ao Banco de Brasília (BRB) em 2025, numa transação envolvendo R$ 12,2 bilhões.
A defesa de Vorcaro nega irregularidades, afirma que ele é inocente e diz que as tratativas com o BRB não passaram de um estágio preliminar, sem transferência definitiva de carteiras.
Mas a partir de janeiro, começaram a aparecer os indícios de que o caso poderia atingir outros empresários. A segunda fase da Compliance Zero, deflagrada em 14 de janeiro, mirou nomes próximos ao banqueiro e ao entorno do conglomerado, entre eles o seu cunhado, o pastor e empresário Fabiano Campos Zettel e o empresário Nelson Tanure. Ambos foram alvos da operação. Outro personagem alcançado pela segunda fase foi João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag Investimentos, alvo de buscas, mas não preso. Em meio à escalada do caso, a investigação também passou a atrair atenção pelo seu potencial de revelar relações e estruturas complexas que, segundo investigadores, teriam permitido o crescimento acelerado do conglomerado e ampliado o alcance das suspeitas para além do banco.
Enquanto isso, cálculos preliminares apontam que a quebra do Banco Master e do Will Bank, vinculados ao conglomerado controlado por Vorcaro, pode ter impacto de R$ 47 bilhões no mercado financeiro brasileiro.
Mas em meio a novas diligências, prisões pontuais e decisões judiciais, a pergunta que muita gente ainda se faz é: quem são os principais alvos do caso Master?
O valor referente à terceira parcela de janeiro de 2026 do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) é cerca de 12% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. Nesta sexta-feira (30), as prefeituras vão receber R$ 7,3 bilhões em repasses da União. Em 2025, o montante transferido no mesmo decêndio foi de R$ 6,5 bilhões.
No Nordeste, o estado que receberá o maior valor a ser partilhado entre suas cidades é a Bahia, com um total de R$ 586 milhões distribuídos entre municípios como Vitória da Conquista, Lauro de Freitas e Jequié.
No entanto, o maior volume entre todos os estados ainda será destinado a São Paulo, cujos municípios vão partilhar R$ 902 bilhões. Entre as cidades paulistas que recebem os maiores repasses estão São Bernardo do Campo, Santos e Ribeirão Preto, cada uma com R$ 3,9 milhões.
O especialista em orçamento público Cesar Lima considera este início de ano positivo em relação ao FPM, já que os três decêndios de janeiro registraram avanço em relação ao mesmo mês de 2024. Segundo ele, esse cenário está associado à melhora na empregabilidade, mas ainda é preciso observar algumas mudanças previstas para este ano, como a nova tabela do Imposto de Renda. “Nós temos uma boa condição de empregabilidade no país e isso contribui muito para o Imposto de Renda, que é o principal componente do FPM. Vamos aguardar também a questão do impacto da mudança de legislação em relação a isenções do Imposto de Renda, verificar como isso vai se comportar nos próximos meses e saber concretamente como vai ficar a situação dos municípios nesse caso”, destaca.
Municípios bloqueados
Até o último dia 26 de janeiro, cinco municípios constavam na lista do Sistema Integrado de Administração Financeira do governo federal (SIAFI) e, portanto, estavam impedidos de receber recursos do FPM. As cidades são:
Campos Sales (CE)
Ocara (CE)
Magalhães de Almeida (MA)
Amarante (PI)
Petrópolis (RJ)
Esse impedimento pode ser causado por débitos ou falta de documentação. No entanto, o bloqueio não é definitivo: assim que as prefeituras regularizarem a situação, os valores são desbloqueados e repassados aos cofres municipais.
O que é o FPM
O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) é uma das principais fontes de receita das prefeituras brasileiras, especialmente nas cidades de pequeno e médio porte.
Formado por uma parcela da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o fundo tem como objetivo reduzir desigualdades regionais e garantir recursos mínimos para a manutenção dos serviços públicos essenciais.
A divisão dos valores é feita com base em critérios populacionais e técnicos definidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Na prática, o FPM é usado para custear áreas como saúde, educação, assistência social e infraestrutura, além de contribuir para o pagamento de salários e despesas administrativas nos municípios. Brasil 61
A implementação da biometria nos benefícios sociais está chegando para transformar o jeito como os cidadãos comprovam e mantêm o direito aos programas federais. Com o Decreto nº 12.561, sancionado recentemente, muitos se perguntam quem realmente será chamado para se submeter ao procedimento e como tudo vai funcionar na prática. O uso da biometria benefícios sociais promete aumentar a segurança, reduzir fraudes e agilizar os processos — mas, por enquanto, o que prevalece é a dúvida na cabeça de milhões de brasileiros.
Por que a biometria entrou em cena nos benefícios sociais?
Nos últimos anos, notícias sobre fraudes no recebimento de programas sociais colocaram o tema segurança em evidência. Diversas investigações apontaram o uso de documentos falsos para obter pagamentos indevidos. O governo decidiu agir, aprovando o novo decreto que regula a biometria benefícios sociais. O objetivo principal é garantir que apenas o verdadeiro beneficiário continue a receber, além de proteger os cadastros contra acessos irregulares. Vale lembrar que a biometria já faz parte do cotidiano em outras frentes, como na Justiça Eleitoral, Polícia Federal, e CNH. Tudo isso ajudou o governo a escolher essa tecnologia como escudo contra irregularidades nos programas do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS).
Quem realmente vai precisar fazer a biometria?
A grande dúvida gira em torno de quem terá que passar pelo procedimento de identificação biométrica para manter os pagamentos sociais. De acordo com o decreto, todos os beneficiários poderão, em algum momento, ser chamados. Mas há uma exceção importante: se a pessoa já possui biometria cadastrada em bases oficiais do governo, como:
Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
Cadastro do Tribunal Superior Eleitoral (título de eleitor);
Banco de dados da Polícia Federal.
Esses registros serão validados temporariamente, conforme cronograma que ainda será divulgado pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI). Ou seja, se você já fez biometria para algum desses documentos, provavelmente não terá que passar pelo procedimento mais uma vez, ao menos nos primeiros lotes de convocação.
Como será feita a convocação dos beneficiários?
A convocação não será imediata. Nada de filas nos CRAS ou nas agências da Caixa! O início está previsto para 120 dias após a publicação do decreto e só acontecerá de forma escalonada, respeitando um cronograma definido pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI).
Todos os comunicados vão acontecer de forma oficial e organizada, para que ninguém fique perdido ou desinformado. O Ministério promete avisar com antecedência, utilizando canais como o aplicativo oficial do programa, portais do governo e mídias confiáveis. Por isso, aguarde sempre instruções antes de tomar qualquer atitude.
Precisa ir ao CRAS ou à Caixa agora?
Não. O MDS orienta que todos aguardem instruções. A realização do cadastro biométrico será feita somente após a divulgação das etapas e locais autorizados para o processo.
E quem já tem a biometria cadastrada?
Uma boa notícia para quem já passou pela coleta biométrica em outros serviços públicos: essa informação será aproveitada. O governo vai utilizar, de forma temporária, as biometrias registradas recentemente, facilitando a vida de quem já está nesse grupo. Essa decisão evita deslocamentos desnecessários e acelera o cruzamento de dados para quem depende do Bolsa Família ou do BPC.
Mas fique atento: quem nunca realizou nenhum tipo de cadastro biométrico nas bases oficiais será orientado a fazer, no momento apropriado. A orientação é aguardar o cronograma e não cair em boatos ou mensagens falsas.
O governo utilizará temporariamente as biometrias registradas recentemente. Imagem: Agência Brasil.
Quais benefícios sociais estão envolvidos?
Todos os benefícios da Seguridade Social pagos pelo Governo Federal poderão exigir a biometria em algum ponto da concessão, renovação ou manutenção. Entre eles estão:
Portanto, a regra vale para quem está recebendo, quem está solicitando um novo pagamento ou quem precisa renovar o direito a qualquer programa do MDS.
Como o processo será organizado?
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, responsável pelo sistema, está planejando toda a rotina para evitar tumultos e garantir que ninguém seja prejudicado. Isso inclui o respeito absoluto à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em vigor no país, e à fiscalização da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A coleta será realizada apenas nos postos de atendimento autorizados e, segundo as diretrizes, seguirá protocolos seguros para resguardar as informações pessoais de cada cidadão.
O que muda para o cidadão? Dúvidas comuns respondidas
O início de 2026 trouxe novidades para milhares de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Aposentadorias, pensões e auxílios pagos pelo instituto terão um acréscimo de R$ 103. O aumento entrou em vigor nos pagamentos de janeiro. Este conteúdo esclarece todas as informações práticas, quem tem direito ao reajuste, o calendário de pagamentos e orientações essenciais para os segurados acompanharem suas datas e valores.
Calendário INSS de janeiro: quem recebe nos dias 28, 29 e 30/01?
O INSS organiza os pagamentos conforme o número final do benefício, sem considerar o último dígito após o traço.
Veja abaixo quem recebe nos dias 28, 29 e 30 de janeiro (até um salário mínimo):
Final 3: 28 de janeiro
Final 4: 29 de janeiro
Final 5: 30 de janeiro
As demais datas seguem até 6 de fevereiro, conforme o cronograma nacional divulgado pelo INSS.
Para quem recebe até 1 salário mínimo:
Final 6: 2 de fevereiro
Final 7: 3 de fevereiro
Final 8: 4 de fevereiro
Final 9: 5 de fevereiro
Final 0: 6 de fevereiro
Para quem recebe acima de 1 salário mínimo:
Finais 1 e 6: 2 de fevereiro
Finais 2 e 7: 3 de fevereiro
Finais 3 e 8: 4 de fevereiro
Finais 4 e 9: 5 de fevereiro
Finais 5 e 0: 6 de fevereiro
O que muda com o novo valor do salário mínimo?
A maior novidade é o acréscimo de R$ 103aos beneficiários que recebem o piso nacional. O salário mínimo foi reajustado de R$ 1.518 para R$ 1.621, o que equivale a um aumento de 6,79%, índice superior à inflação registrada em 2025.
Quem terá direito ao novo valor reajustado?
O aumento é para todos os segurados que recebem o benefício mínimo (salário mínimo), incluindo aposentadoria por idade, por tempo de contribuição, pensão por morte e auxílio-doença. Residentes em todo o Brasil e inscritos regularmente junto ao INSS se enquadram nesse critério.
Entenda em detalhes: quem recebe o acréscimo de R$ 103?
O reajuste de R$ 103 só será aplicado para quem recebe mensalmente até o valor do salário mínimo nacional. Ou seja, aposentados, pensionistas e titulares de auxílios do INSS que têm o benefício limitado ao piso. Segurados que ganham acima disso terão reajuste proporcional, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 2025, que foi de 3,90% para benefícios liberados acima do piso nacional.
Como saber se o seu benefício entra nesse reajuste?
Verifique o valor recebido mensalmente. Se for até um salário mínimo (R$ 1.621), o novo valor já está incluído.
Consulte o extrato de pagamento no Meu INSS ou ligue para o número 135.
Confira o calendário com o final do seu benefício para saber a data exata.
Como consultar o benefício INSS pelo Meu INSS ou telefone 135
Com o reajuste, é natural que muitos desejem confirmar as novas informações no sistema oficial. Veja o passo a passo para acessar pelo site ou aplicativo:
As informações aparecem na tela, inclusive o valor já reajustado e a data do próximo depósito.
Canais digitais e Central de Atendimento facilitam o acesso às informações do benefício. Imagem: Notícias Concursos
Pelo telefone 135
Ligue de segunda a sábado, das 7h às 22h.
Tenha em mãos o número do benefício e documento.
Siga as instruções para ouvir sobre seu benefício, valores e datas.
O que muda para quem recebe acima de um salário mínimo?
Para beneficiários que recebem acima de R$ 1.621, o incremento será menor: reajuste de 3,90% sobre o valor do benefício, conforme o INPC. Os pagamentos deste grupo acontecem entre 2 e 6 de fevereiro de acordo com o final do benefício. Os que começaram a receber ao longo do ano anterior terão o reajuste proporcional ao mês de concessão.
Benefício temporário e auxílio-doença também têm reajuste?
Sim, o reajuste do INSS se aplica também para quem recebe benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), conforme o indicador do salário mínimo vigente e calendário atualizado.
Alternativas e orientações para quem não recebe o reajuste
Caso identifique divergências ou dúvidas no valor depositado, procure o atendimento na agência física do INSS ou acione a plataforma digital para solicitar revisão. Quem não se enquadra neste aumento pode pesquisar outros benefícios, como Benefício de Prestação Continuada (BPC), aposentadoria por invalidez ou reabilitação, conforme o perfil e situação contributiva.
As emendas parlamentares assumiram o protagonismo regional e se tornaram a principal fonte de financiamento de melhorias em muitas cidades do interior.
Antes da implantação das chamadas emendas impositivas, a relação entre prefeituras e Brasília era marcada por dependência, excesso de burocracia e descompasso entre políticas nacionais e as necessidades locais. Porém, há problemas na nova dinâmica. Transcrição Para a maioria dos 5.570 municípios brasileiros, realizar obras de infraestrutura ou adquirir equipamentos de saúde com recursos próprios é uma tarefa praticamente impossível. Em geral, a arrecadação tributária local é insuficiente para custear investimentos que ultrapassem a simples manutenção básica da máquina pública. É neste cenário que as emendas parlamentares assumiram o protagonismo regional e se tornaram a principal fonte de financiamento de melhorias em muitas cidades do interior. Antes da implantação das chamadas emendas impositivas, que se tornaram de execução obrigatória a partir de 2015, a relação entre prefeituras e Brasília era marcada por dependência do executivo central por meio de Convênios e Transferências Voluntárias, excesso de burocracia e descompasso entre o planejamento de políticas nacionais e as necessidades impostas pela realidade local. Defensor das emendas, o senador Izalci Lucas, do PL do Distrito Federal, destacou, recentemente, a melhoria na articulação com os municípios. Quem conhece o mundo real, a base são os parlamentares, não é os tecnocratas e burocratas. Então era muito comum quem decidia onde vai investir aqui no ministério. A pessoa nem conhece a cidade, não conhece a realidade. Os parlamentares estão lá todo dia, eles que conhecem. Apesar das vantagens da descentralização, o assessor parlamentar Dalmo Palmeira observa problemas na nova dinâmica. Caso os prefeitos não tenham um bom acesso aos parlamentares de seu estado, pode acontecer o fenômeno que os cientistas políticos chamam de “desertos políticos”, que é o termo que é usado para descrever aquela situação de uma localidade que não recebe nenhum recurso de emendas, pelo fato de os candidatos de sua região não terem sido eleitos. Mesmo cada vez mais centrais no orçamento brasileiro, as emendas trazem riscos. Um deles é a pulverização dos recursos, que pode gerar ineficiência. O dinheiro é dividido em milhares de pequenos projetos que, muitas vezes, não seguem critérios técnicos e não consideram a articulação com municípios vizinhos, o que, para Palmeira, também tem desvantagens. Pode também acontecer a sobreposição de alocação de recursos de dois parlamentares a um mesmo projeto ou o outro extremo, que é a falta do atendimento, por emendas, de alguma necessidade. Com isso, falta de sinergia entre as emendas pode causar perda de ganhos de escala. Com ressalvas de prós e contras, as emendas para 2026 representam mais de 60 bilhões de reais no orçamento federal.
Tramita no Senado o projeto que prevê isenção de Imposto de Renda para professores com remuneração mensal de até R$ 10 mil, com benefício aplicado exclusivamente à renda proveniente da atividade docente (PL 5143/2025). A proposta é do senador Fabiano Contarato (PT-ES) e estipula compensação da renúncia fiscal com recursos da tributação sobre apostas on-line, as chamadas bets.
Transcrição A profissão de professor tem um dos salários mais baixos entre as carreiras de nível superior no Brasil. De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE, rede internacional que reúne 38 países, o salário mínimo de um professor no Brasil é 47% menor do que a média dos países que compõem o grupo. A realidade pesa na rotina de quem tenta seguir na sala de aula. A professora Jéssica Pereira afirma que, muitas vezes, a saída é acumular cargos para garantir uma renda mínima e lidar com o custo dos impostos. (Jéssica Pereira) “O professor, principalmente, é a profissão no qual tem o salário mais baixo em todas as profissões de nível superior aqui no Brasil. Ou seja, o professor ganha muito pouco. Muitas vezes o professor precisa acumular cargos para poder ter uma vida mais digna. Todo mês é 1.500, 1.600 de imposto de renda. muitos já me questionaram e eu mesmo me questiono se vale a pena eu continuar acumulando cargos” Está no Senado um projeto que propõe isenção de Imposto de Renda para professores que ganham até 10 mil reais por mês, considerando apenas a remuneração proveniente da atividade docente. A proposta é do senador Fabiano Contarato, do PT do Espírito Santo, e prevê que a renúncia fiscal seja compensada com recursos da tributação sobre apostas on-line, as chamadas bets. O senador, que já foi professor, defendeu que a medida pode ajudar a valorizar a carreira e estimular a permanência de profissionais qualificados no magistério, tanto na educação básica quanto no ensino superior. (senador Fabiano Contarato) “Eu lembro que toda vez que eu entrava em sala de aula, desde 1999, eu via o brilho no olhar dos alunos. A nossa relação sempre foi de troca, de respeito, isenção de imposto de renda para todo professor da rede pública, privada, da educação básica ao ensino superior e ganhar até 10 mil reais. É mais uma forma de você valorizar e transformar o sonho em realidade.” O projeto que isenta os professores do imposto de renda ainda vai passar pelas comissões do Senado.
Muitos brasileiros com mais de 60 anos sabem que possuem direito à gratuidade no transporte público, mas poucos têm conhecimento de que existe um documento capaz de garantir uma série de outros benefícios importantes.
A Carteira da Pessoa Idosa, vinculada ao Cadastro Único, funciona como uma ferramenta essencial para ampliar o acesso a direitos sociais e reduzir despesas do dia a dia, especialmente para quem vive com renda limitada.
A Carteira da Pessoa Idosa é um documento gratuito destinado a idosos com renda individual de até dois salários mínimos e que estejam devidamente inscritos no CadÚnico.
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A emissão pode ser feita tanto pela internet quanto presencialmente no CRAS, o que facilita o acesso mesmo para quem não tem familiaridade com meios digitais. Além de comprovar idade e renda, o documento simplifica o acesso a políticas públicas voltadas à população idosa.
Transporte interestadual vai além da gratuidade conhecida
O benefício mais divulgado da Carteira da Pessoa Idosa é o direito ao transporte interestadual gratuito. A legislação determina a reserva de duas vagas sem custo por veículo para idosos de baixa renda.
Caso essas vagas já estejam ocupadas, a lei ainda garante desconto mínimo de 50% no valor da passagem. Esse direito assegura mobilidade, autonomia e economia, permitindo deslocamentos para tratamentos de saúde, visitas familiares ou compromissos importantes.
Descontos na conta de luz ajudam a aliviar o orçamento mensal
Um dos efeitos menos lembrados da Carteira da Pessoa Idosa está relacionado à energia elétrica. Como o documento exige inscrição no CadÚnico, o idoso pode ser incluído na Tarifa Social de Energia Elétrica, programa que concede descontos progressivos conforme o consumo.
Em alguns casos, a redução na conta pode chegar a até 65%, representando um alívio significativo no orçamento doméstico.
Acesso facilitado à meia-entrada em eventos culturais
Embora o Estatuto da Pessoa Idosa assegure meia-entrada em cinemas, teatros, shows e eventos esportivos, muitos estabelecimentos solicitam comprovação de renda.
A Carteira da Pessoa Idosa serve como documento oficial para essa finalidade, evitando constrangimentos e facilitando o acesso do idoso à cultura, ao lazer e à convivência social, aspectos fundamentais para o bem-estar nessa fase da vida.
Isenção de IPTU pode ser solicitada em vários municípios
Em diversas cidades brasileiras, idosos de baixa renda têm direito à isenção ou a descontos no IPTU. A Carteira da Pessoa Idosa costuma ser aceita pelas prefeituras como comprovante de renda, tornando o processo menos burocrático e reduzindo a necessidade de apresentar vários documentos.
Esse benefício contribui diretamente para a manutenção da moradia e a segurança financeira do idoso.
Estar inscrito no CadÚnico e possuir a Carteira da Pessoa Idosa também facilita o acesso a outros programas sociais, como o Benefício de Prestação Continuada, o Farmácia Popular e iniciativas habitacionais.
Governos utilizam essas informações para direcionar políticas públicas, garantindo que os benefícios cheguem a quem realmente necessita.
A partir desta terça-feira, 27, os preços de venda de gasolina A para as distribuidoras será reduzido em 5,2%. O anúncio, feito pela Petrobras nesta segunda-feira, 26, irá diminuir o valor pago pelo consumidor de todo o Brasil. Embora a redução na refinaria tenha sido de R$ 0,14 por litro, o impacto final na bomba (posto de combustível) depende de outros fatores, como impostos, mistura de etanol anidro e margens de lucro dos postos.
Petrobras reduz preços da gasolina para as distribuidoras em 5,2%
Como a gasolina vendida nos postos (Gasolina C) possui uma mistura de 27% de etanol anidro, o repasse direto esperado no valor final é de aproximadamente R$ 0,10, caso os postos repassem a queda integralmente.Quem abasteceu o veículo em algum posto de combustíveis de São Paulo pagou, em média, R$ 6,16 no preço do litro da gasolina nos primeiros dias deste ano. Com a redução, deverá pagar R$ 6,06. O valor dos combustíveis varia em cada região do Brasil devido, principalmente, à variação da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é definida por Estado.
Preço Médio do Litro da Gasolina Projeção pós-redução Petrobras (Ref. Janeiro 2026)
A Polícia Civil de Pernambucofoi alvo de uma denúncia de espionagem contra o secretário de Articulação do Recife, Gustavo Monteiro, auxiliar do prefeito João Campos (PSB). Reportagem exibida pelo Domingo Espetacular, da TV Record, nesse domingo (25), diz que agentes da corporação monitoraram a rotina do secretário e chegaram a instalar um rastreador em um veículo da prefeitura também usado pelo irmão dele, Eduardo Monteiro.
Nesta segunda (26), em uma coletiva de imprensa para tratar do assunto, o secretário de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE), Alessandro de Carvalho, disse que é “falsa a narrativa de espionagem”. Segundo o secretário, houve uma apuração preliminar a partir de uma denúncia anônima.
Denúncia
Carvalho afirmou que a polícia recebeu uma denúncia de um possível pagamento de percentuais sobre um contrato. Haveria um encontro no estacionamento de um shopping center, envolvendo um veículo da Prefeitura do Recife.
“A Justiça já determinou que não pode abrir inquérito a partir de denúncia anônima. Não havia uma justa causa para abrir. Por isso, foi criado um grupo de trabalho para fazer esse procedimento”, relatou.Ainda conforme as informações repassadas por Alessandro, as diligências foram feitas de agosto a outubro de 2025, e foram encerradas porque nenhum ato ilícito foi constatado. O grupo envolvia 10 policiais, três delegados e sete agentes.“O veículo mencionado não se envolveu durante o período de investigação preliminar em algum encontro em que houvesse entrega de algum pacote, algo pudesse ser fruto daquilo que constava na denúncia. E isso foi arquivado. Uma situação dessa você tem que checar, foi checado, durante o período não foi confirmado e houve o arquivamento”, explicou.
Alessandro defendeu que a ação foi legítima e que o procedimento é de rotina na corporação.“Verificações preliminares de procedência de denúncia anônima, isso é rotina. Tanto na Polícia Civil de Pernambuco, na polícia civil dos estados e na Polícia Federal, que se faz isso. Havendo procedência, se instauraria o inquérito. Não houve, acabou. Não há mais nenhuma investigação com relação a essa denúncia que foi feita”.
Vazamento
O secretário disse também que as conversas do grupo de trabalho foram “vazadas” para um jornalista. “Isso será investigado. O repórter tem todo o direito de manter o sigilo da fonte, mas o vazamento será investigado”, declarou.Sobre o vazamento, a SDS vai apurar se foi por meio de um policial afastado após ser flagrado em um estacionamento com o presidente da Câmara de Vereadores de Ipojuca, Flávio do Cartório (PSD), suspeito de envolvimento em irregularidades no pagamento de emendas parlamentares na cidade. Esse policial estava no grupo do trabalho, o que explicaria o acesso às informações.
“Um dos integrantes desse grupo em novembro foi surpreendido, tendo uma reunião no estacionamento de um supermercado com o então presidente da Câmara de Vereadores de Ipojuca.O presidente foi preso por uma questão de, uma investigação de desvio de recursos públicos e esse policial que fazia parte do grupo, ele foi desligado no dia seguinte da Inteligência, foi ouvido pelo Gaeco, e foi colocado à disposição do setor de recursos humanos. No dia de hoje está sendo restaurado um inquérito policial para apurar o vazamento de informações protegidas por sigilo”.
Prefeitura do Recife fala em “perseguição política”.
Em nota, a Prefeitura do Recife afirma que “repudia qualquer tentativa de uso indevido das forças policiais de Pernambuco para perseguição política” e que “não poupará esforços para defender seus servidores desse tipo de ataque”.
“A Prefeitura da Cidade do Recife repudia qualquer tentativa de uso indevido das forças policiais de Pernambuco para perseguição política. A Polícia Civil de Pernambuco é uma instituição séria e respeitada, não existindo, até hoje, registro desse tipo de tentativa de uso eleitoral nos mais de dois séculos de sua existência. Essa atitude caracteriza uma conduta ilegal, inconstitucional e imoral, nunca vista em nosso Estado, e a Prefeitura não poupará esforços para defender seus servidores desse tipo de ataque, utilizando as esferas administrativas e judiciais cabíveis”.
Ministério da Educação (MEC) prevê investimento de R$ 18.610.460,00 para o estado de Pernambuco, no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) Equidade, até 2026. Ao todo, 1.391 escolas de 184 municípios pernambucanos estão elegíveis à iniciativa. O PDDE Equidade busca melhorar a qualidade da oferta do ensino e a infraestrutura física e pedagógica de escolas da educação básica, com atenção àquelas em situação de maior vulnerabilidade. As redes de ensino têm até o dia 6 de junho para aderir ao programa, por meio do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec). Os valores a serem repassados serão divididos pelas três frentes do programa: PDDE Sala de Recursos Multifuncionais (SRM), que apoia a educação especial inclusiva; PDDE Água, Esgotamento Sanitário e Infraestrutura nas Escolas do Campo, Indígenas e Quilombolas, que promove melhorias estruturais nessas unidades; e PDDE Diversidades, que visa à implementação das diretrizes curriculares nacionais em dez linhas temáticas.
Nesse ciclo, os recursos se destinam às modalidades: educação especial; educação do campo; educação escolar indígena; educação escolar quilombola; educação para as relações étnico-raciais; educação bilíngue de surdos; e educação de jovens de adultos.
Brasil – Até 2026, o PDDE Equidade vai repassar R$ 1,3 bilhão a unidades de ensino de todo o Brasil. A previsão para este ano é de um repasse de R$ 378,5 milhões para os 26 estados e o Distrito Federal. O maior volume de recursos irá para a região Nordeste (R$ 234,9 milhões), seguida pelo Norte (R$ 85,4 milhões); Sudeste (R$ 43,2 milhões); Centro-Oeste (R$ 12,3 milhões); e Sul (R$ 2,6 milhões).
Os valores que cada unidade recebe variam conforme o número de estudantes e o programa aderido. Há distinção entre recursos de custeio, que incluem despesas operacionais e recursos de capital, que englobam investimentos em bens duráveis e infraestrutura.
O PDDE Equidade tem como objetivos estratégicos aprimorar as condições de oferta, a infraestrutura física e as práticas pedagógicas das escolas; promover a equidade, a inclusão e a superação das desigualdades educacionais; e reconhecer as diversidades.
Critérios – Para participar do programa, é preciso que a escola tenha uma Unidade Executora Própria (UEx) e esteja listada como elegível pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC. A lista de escolas aptas está disponível na página do PDDE Equidade. Os critérios técnicos e orçamentários usados para a seleção dessas unidades de ensino podem ser consultados no Anexo I da Resolução nº 17/2025, que regulamenta esse ciclo do programa. A adesão ao programa pode ser realizada pelo Simec em duas etapas: adesão pelas secretarias estaduais e municipais de educação (Entidades Executoras – EEx) e adesão das UEx representativas das escolas indicadas pela Secadi.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
odas as capitais do país passam a integrar o Programa Gás do Povo a partir desta segunda-feira (26.01). Na segunda fase de implementação da política pública do Governo do Brasil, o repasse do vale chega a 950 mil novas famílias. Elas vão poder recarregar o botijão de gás de cozinha 13Kg GLP gratuitamente em mais de 10 mil revendas credenciadas.
O benefício alivia o orçamento familiar dos mais pobres, que podem destinar o dinheiro que gastariam no botijão para comprar alimentos ou suprir outra necessidade básica”
Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
As dezessete capitais que não haviam sido contempladas em novembro, na primeira etapa, foram incluídas agora: Aracaju (SE), Boa Vista (RR), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Palmas (TO), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), São Luís (MA) e Vitória (ES).
Com o marco de 10 mil pontos de troca credenciadas em menos de dois meses, uma em cada seis revendas de GLP do país está conectada à iniciativa. Com isso, praticamente todas as famílias contam com uma revenda a até 2km de sua residência, numa estratégia que busca eficiência logística e presença territorial, essenciais para combater a pobreza energética. A previsão é de que o Gás do Povo esteja em pleno funcionamento em março, quando 15 milhões de famílias (cerca de 50 milhões de pessoas) em todos os 5.571 municípios estarão contemplados. A iniciativa envolve os ministérios do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), de Minas e Energia (MME) e a Caixa.
O ministro Wellington Dias destacou o impacto social e econômico do programa no orçamento das famílias de baixa renda. “O benefício alivia o orçamento familiar dos mais pobres, que podem destinar o dinheiro que gastariam no botijão para comprar alimentos ou suprir outra necessidade básica”, disse.
Para ser elegível, a família deve ser beneficiária do Bolsa Família com pelo menos duas pessoas, ter renda per capita de até meio salário-mínimo e manter seu Cadastro Único atualizado nos últimos 24 meses. Além disso, é essencial que o CPF do Responsável Familiar esteja regular, e que o cadastro não apresente pendências como Averiguação Cadastral ou indício de óbito.
Saúde
O custo da recarga e a complexidade de sua distribuição em áreas mais afastadas impediam que muitas residências tivessem acesso à energia limpa e segura. Com isso, a realidade para muitos era o uso de alternativas precárias, como lenha, carvão e querosene, que expunham mulheres e crianças, principalmente, a ambientes insalubres, marcados por fumaça tóxica e potencial de desenvolver doenças respiratórias, além do perigo de queimaduras. É esse um dos cenários que a política pretende extinguir.Para o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o Gás do Povo tem amplo impacto social. “É uma política que leva dignidade, saúde e segurança alimentar a milhões de famílias. Em março, o programa estará em todos os municípios do país, e vai consolidar o maior programa de promoção do cozimento limpo do mundo”.
Aplicativo
No app “Meu Social – Gás do Povo”, as famílias podem verificar se estão elegíveis, conferir a situação do vale e encontrar revendas credenciadas. Isso além do telefone e endereço de pontos credenciados, caso a pessoa queira ligar para o estabelecimento e tirar dúvidas.
Alternativas
Há outras três formas de uso do vale para que as famílias atendidas tenham mais condições de acesso ao programa, considerando, por exemplo, casos de pessoas sem acesso à internet ou celular.
» Cartão do Programa Bolsa Família (com chip); » Cartão de débito da Caixa; » Informar CPF do Responsável Familiar na maquininha do cartão, a “Azulzinha”, ou no aplicativo “Azulzinha Aproxima” na revenda e receber o código via SMS no celular.
Operação
A Caixa oferece o sistema para adesão das revendedoras desde 23 de outubro de 2025. Para participar, as empresas devem estar cadastradas na ANP, em situação regular junto à Receita Federal, ter conta corrente PJ na Caixa e usar a “Azulzinha” como meio de pagamento. O banco também é o responsável por operacionalizar o benefício e validar os meios de acesso.
Canais
Os beneficiários podem consultar o direito ao vale recarga Gás do Povo nos seguintes canais:
» Aplicativo “Meu Social – Gás do Povo” (do Governo do Brasil); » Consulta do CPF do Responsável Familiar na página do Gás do Povo no site oficial do MDS;
» Portal Cidadão Caixa; » Atendimento Caixa Cidadão: 0800 726 0207.
É possível ainda esclarecer dúvidas nas seguintes opções:
» Disque Social 121, do MDS; » Canal FalaBR, do Governo do Brasil; » SAC Caixa: 0800 726 0101.
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Transição
O Gás do Povo amplia em três vezes o número de famílias atendidas em relação ao antigo Auxílio Gás dos Brasileiros, e prevê a substituição definitiva do repasse financeiro pela recarga do botijão, para fortalecer a efetividade da política e a garantia do acesso ao insumo.
Um conjunto prioritário de obras federais, estaduais e municipais, em todo o Brasil, vai compor o novo plano de investimentos do Governo Federal, previsto para ser lançado no mês de abril. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (10) pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, após reunião ministerial comandada pelo presidente Lula. Para catalogar e priorizar essas obras, que contam com recursos federais, o governo envolve, desde janeiro, gestores locais em um grande movimento pela retomada de empreendimentos.O governo já recebeu de governadores e governadoras a atualização de informações sobre o andamento dessas obras prioritárias nos estados. A Casa Civil da Presidência da República analisa, no momento, 417 obras indicadas. A previsão é de que essa análise seja concluída até o final do mês de abril.
O novo plano vai contemplar investimentos federais diretos e concessões à iniciativa privada. As Parcerias Público-Privadas (PPP), um dos pilares da iniciativa, serão utilizadas para alavancar investimentos em obras estratégicas de infraestrutura. Poderá haver PPP com participação do Governo Federal ou de estados e municípios.
Nesta sexta-feira, o governo também iniciou o processo de atualização de informações sobre obras de interesse social como escolas, creches e outros equipamentos públicos, com recursos federais, que não foram concluídas nas regiões e que também irão compor o plano de investimentos. Estados e municípios têm até o dia 10 de abril para atualizar as informações, para que o Governo Federal possa analisar e decidir pela retomada ou não do empreendimento. Batizada de “Mãos à Obra”, a ferramenta na internet que vai receber essas informações foi lançada nesta sexta-feira (10). Para usar a plataforma, gestores locais devem acessar o endereço gov.br/casacivil/maosaobra . A análise será por ordem de envio, ou seja, o município ou estado que alimentar as informações primeiro terá a demanda analisada primeiro.
A prioridades são obras de Saúde, Educação, Esporte e Cultura, como praças, escolas, creches e postos de saúde, além de imóveis do Programa Minha Casa, Minha Vida e de projetos que integrem a carteira do Ministério das Cidades.
SANEAMENTO Rui Costa também disse nesta sexta-feira que, nos próximos dias, será lançado o Programa Água Para Todos, que reunirá os investimentos relacionados à água no país, como barragens, reservatórios, equipamentos de distribuição e saneamento.
NOVAS LINHAS DE TRANSMISSSÃO O ministro também mencionou que há contratos de linhas de transmissão de energia elétrica prontos para assinatura. “Hoje deixamos de consumir 15% da energia renovável produzida por falta de linhas de transmissão. [..] O presidente assinará R$ 3 bilhões em contratos de novas linhas de transmissão, com investimento privado, e mais R$ 9 bilhões até o final do ano”, informou Rui Costa.]
O Ministério da Educação (MEC) divulgou, nesta semana, o documento “Orientações sobre Resolução de Pendências do PDDE”, que reúne instruções para a regularização de escolas com pendências pare receber recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). A iniciativa, executada em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), busca permitir que as instituições regularizem sua situação e possam receber os repasses do programa.
De acordo com o MEC, cerca de 22 mil escolas apresentam algum tipo de pendência e devem resolver as irregularidades até 31 de outubro.
O material traz orientações específicas para diferentes tipos de problemas, com destaque para os três mais frequentes:
escolas que ainda não constituíram Unidade Executora (UEx) própria;
casos de inadimplência por falhas na prestação de contas;
e Unidades Executoras sem representante ativo.
O PDDE transfere, todos os anos, recursos diretamente às escolas públicas para atender necessidades prioritárias, como manutenção do funcionamento, melhorias na infraestrutura física e pedagógica, e aquisição de materiais.Para garantir o recebimento dos repasses de 2025, as instituições precisam estar com o cadastro atualizado e sem pendências. Ao todo, estão previstos R$ 2 bilhões em repasses nas diversas modalidades do programa.
Modalidades do programa
PDDE Básico – base do programa, para repassar recursos diretamente às escolas para necessidades cotidianas de manutenção
PDDE Qualidade – ação complementar ao Básico para incentivar melhorias específicas na aprendizagem e gestão escolar
PDDE Equidade – ação agregada, com foco em redução de desigualdades em escolas vulneráveis e baixa equidade educacional
As informações são do Ministério da Educação (MEC).
O governo federal publicou a Lei nº 15.263/2025, que cria a Política Nacional de Linguagem Simples, válida para todos os Poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a legislação visa uma comunicação acessível, clara e direta para a população, o que permite uma maior participação social e favorece o direito à informação.
A medida, que entra em vigor imediatamente, é vista como um avanço histórico na relação entre Estado e sociedade, com a possibilidade de que grande parte das pessoas tenham a capacidade de encontrar informações e compreender o que está sendo comunicado e como esse dado pode influenciar em seu cotidiano.
Outro ponto abordado no projeto é a orientação para que o comunicado seja disponibilizado na língua da comunidade indígena para a qual é destinada – mas apenas sempre que possível, o que reduz a garantia de acesso à informação.
Além disso, foram definidos como princípios:
foco no cidadão;
transparência;
facilidade de acesso a serviços;
estímulo à participação popular;
garantia do exercício pleno de direitos.
Objetivos da proposta
Garantir que a administração pública use linguagem simples em todas as comunicações;
Ajudar o cidadão a entender e utilizar as informações oficiais;
Reduzir a necessidade de intermediários;
Diminuir tempo e custos com atividades de atendimento;
Facilitar o controle social e a participação popular;
Tornar a comunicação acessível para pessoas com deficiência.
Técnicas que devem ser utilizadas
Priorizar frases curtas, em ordem direta e com voz ativa;
Desenvolver uma ideia por parágrafo;
Usar palavras comuns, evitando jargões e explicando termos técnicos quando necessários;
Evitar estrangeirismos que não estejam incorporados ao uso cotidiano;
Colocar as informações mais importantes logo no início;
Não utilizar formas de flexão de gênero ou número que estejam fora das regras da língua portuguesa;
Usar listas, tabelas e outros recursos gráficos sempre que ajudarem na compreensão;
Testar a compreensão do texto com o público-alvo;
Garantir linguagem acessível às pessoas com deficiência, conforme o Estatuto da Pessoa com Deficiência.
O Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 153/24 autoriza a transposição e a transferência de saldos financeiros parados em contas de estados e municípios oriundos de repasses anteriores do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para usos exclusivamente relacionados à área educacional.De autoria do senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), o projeto tem o objetivo de flexibilizar o uso desses recursos ociosos de repasses do FNDE de anos anteriores para sua aplicação na educação, semelhante ao que foi feito na área da saúde com a Lei Complementar 172/2020. A Constituição Federal exige que realocações orçamentárias desta natureza (transposição e transferência de recursos) sejam autorizadas por lei.O autor do projeto explica que recursos repassados em acordos ou convênios com o governo federal ocasionalmente acabam parados nas contas de governos estaduais e municipais, quando as metas e compromissos firmados no acordo que originou os repasses são atingidos antes do prazo esperado.O texto do PLP afirma que os estados e municípios que realizarem essas operações deverão reportar ao Conselho de Educação, comprovar a utilização dos recursos na prestação de contas e comunicar a nova destinação dos recursos ao FNDE.
Aprovado no SenadoFederal em dezembro do ano passado, o PLP está em análise na Comissão de Educação (CE) da Câmara dos Deputados e aguarda o parecer da relatora, deputada Duda Salabert (PDT-MG), para passar às comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça (CCJ). Caso aprovado, o texto deverá seguir para apreciação em Plenário. Brasil 61