5 de setembro de 2026 14:44

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Estados e municípios recebem mais de R$ 400 milhões em royalties da mineração

Municípios bilionários: Brasil tem 195 municípios com receita orçamentária acima de R$ 1 bi; confira ranking

O Brasil conta com 195 municípios com receita bilionária. Juntos, esses entes somaram mais de R$ 678 bilhões em arrecadação orçamentária em 2024, de acordo com dados do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (SICONFI). Entre as unidades da federação, o estado de São Paulo concentra o maior volume de receitas arrecadadas pelos municípios, com um total de R$ 250,8 bilhões. Na sequência aparecem o Rio de Janeiro, com arrecadação superior a R$ 92 bilhões, e Minas Gerais, cujas cidades bilionárias somaram mais de R$ 53 bilhões.

Ranking dos 10 municípios com as maiores receitas orçamentárias

  1. São Paulo (SP): R$ 109.711.891.708,12
  2. Rio de Janeiro (RJ): R$ 39.971.249.670,83
  3. Belo Horizonte (MG): R$ 19.290.095.592,66
  4. Salvador (BA): R$ 13.979.792.584,69
  5. Curitiba (PR): R$ 13.433.545.313,32
  6. Fortaleza (CE): R$ 13.267.414.881,82
  7. Manaus (AM): R$ 11.096.133.607,99
  8. Porto Alegre (RS): R$ 10.386.669.318,45
  9. Recife (PE): R$ 9.506.737.206,76
  10. Campinas (SP): R$ 9.177.638.154,29

O especialista em orçamento público Cesar Lima avalia que os principais fatores que levam uma cidade a atingir esse patamar de arrecadação estão relacionados ao tamanho da população, além do crescimento econômico de setores como a indústria e os serviços. “Fatores como industrialização, minérios e minerais de forma geral, petróleo, também podem levar a que uma cidade tenha uma grande receita. Isso demonstra que há um grande gap social entre os municípios brasileiros. Tem muitos municípios hoje que não se sustentam pelas suas próprias economias e que dependem quase que exclusivamente de recursos do Fundo de Participação dos Municípios e da repartição de receitas dos estados”, destaca.  “Essa discrepância demonstra que nós temos um número exagerado de municípios. Poderíamos ter menos municípios em alguns estados e em outros poderíamos até ter mais. Eu acho que a questão é mesmo geográfica, de termos esse grande número de municípios, com alguns que não se sustentam com as suas próprias economias”, complementa Lima.

Veja a lista completa dos 195 municípios com receita bilionária

Um levantamento divulgado recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, em 2023, 25 municípios concentraram 34,2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, indicador que representa a soma de bens e serviços produzidos no país. A lista é liderada por São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Ainda segundo o estudo, os cinco municípios que registraram as retrações mais intensas na participação do PIB nacional possuem economias mais ligadas à exploração de petróleo. Maricá (RJ) apresentou recuo de 0,3 ponto percentual, enquanto Niterói (RJ) e Saquarema (RJ) registraram queda de 0,2 ponto percentual, cada. Já Ilhabela (SP) e Campos dos Goytacazes (RJ) tiveram diminuição de 0,1 ponto percentual.

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Após reajuste de 3,9%, teto do INSS sobe para R$ 8.475,55 em 2026

Na avaliação dos analistas do IBGE, esse desempenho contribuiu para a desaceleração do processo de desconcentração econômica no país. A participação no PIB nacional dos 5.543 municípios que não são capitais caiu de 72,5% em 2022 para 71,7% em 2023. Em contrapartida, as 27 capitais ampliaram sua participação de 27,5% para 28,3% no mesmo período.

O estudo também aponta que o desempenho positivo do setor de serviços foi determinante para o aumento da participação das capitais no PIB. O maior ganho foi registrado em São Paulo (SP), com alta de 0,4 ponto percentual, alcançando 9,7% do PIB nacional. Brasília (DF), Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ) aparecem na sequência, com avanços de 0,1 ponto percentual, cada.

No extremo oposto, o município com o menor PIB per capita do país em 2023 foi Manari (PE), com R$ 7.201,70. Além disso, quatro dos cinco menores PIBs per capita estão localizados no estado do Maranhão:

  • Nina Rodrigues: R$ 7.701,32
  • Matões do Norte: R$ 7.722,89
  • Cajapió: R$ 8.079,74
  • São João Batista: R$ 8.246,12

Na outra ponta do ranking, Saquarema (RJ) liderou o PIB per capita nacional, com R$ 722,4 mil por habitante. Entre as capitais, o maior valor foi registrado em Brasília (DF), com R$ 129,8 mil, cifra 2,41 vezes superior à média nacional, estimada em R$ 53,9 mil.

Brasil 61

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Municípios têm até 31 de janeiro para aderir à Estratégia Alimenta Cidades

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) está com prazo aberto para que municípios de todo o país ingressem na Estratégia Alimenta Cidades. Até o dia 31 de janeiro, as prefeituras podem manifestar interesse em participar do novo ciclo do programa, denominado Alimenta Cidades +1000, que prevê a ampliação da política pública para até mil municípios. Coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan), a Estratégia ocupa posição central no enfrentamento da fome nas cidades, com foco em territórios periféricos urbanos e em populações em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa fomenta o acesso a financiamentos e apoia o planejamento e a implementação de sistemas alimentares urbanos mais justos, sustentáveis e resilientes.Atualmente em implementação em 102 municípios, o Alimenta Cidades mantém atenção prioritária a contextos marcados por insegurança alimentar, especialmente em regiões classificadas como desertos e pântanos alimentares. Com a abertura do novo ciclo, a Estratégia amplia significativamente seu alcance. Instituída pelo Decreto nº 11.822, de 12 de dezembro de 2023, a Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional nas Cidades orienta a atuação do Governo Federal no enfrentamento da fome nos espaços urbanos, fortalecendo capacidades institucionais locais e ampliando o diálogo federativo.

Apoio aos municípios

Os municípios que integram a Estratégia Alimenta Cidades têm acesso a um conjunto de ofertas, que inclui:

  •  Apoio técnico-institucional;
  •  Produção de conhecimento para subsidiar a tomada de decisão;
  • Cooperação e intercâmbio de experiências;
  • Mentorias temáticas especializadas;
  • Ações de inovação orientadas por desafios reais dos territórios;
  •  Apoio à captação de recursos.

A manifestação de interesse deve ser realizada por meio de formulário eletrônico disponível na Plataforma Alimenta Cidades. Caso o número de municípios interessados ultrapasse o limite de mil vagas, a priorização seguirá os seguintes critérios:

  • Municípios participantes do Protocolo Brasil Sem Fome;
  • Municípios localizados nas regiões Norte e Nordeste.

Frentes de atuação

A Estratégia Alimenta Cidades estrutura-se a partir de pilares como:

  • Fortalecimento das capacidades institucionais locais;
  • Cooperação horizontal em âmbito nacional e internacional;
  • Inovação aberta para o desenvolvimento de soluções;
  • Promoção de uma visão integrada do Sistema Alimentar Urbano;
  • Fortalecimento do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan).

Objetivos da expansão

  • Apoiar até mil municípios na implementação da Estratégia Alimenta Cidades;
  • Fortalecer políticas públicas de segurança alimentar e nutricional;
  • Promover inovação para sistemas alimentares saudáveis, sustentáveis e resilientes;
  • Compartilhar conhecimentos e experiências por meio da cooperação entre cidades e países;
  • Construir estratégias coletivas de apoio técnico e institucional do Governo Federal;
  •  Impulsionar a formulação de políticas públicas estruturantes alinhadas às realidades locais;
  •  Fortalecer a capacidade institucional e o diálogo em níveis regionais e globais;
  • Fomentar o acesso a financiamentos para o desenvolvimento sustentável e inclusivo das cidades

Brasil 61

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Portaria especifica regras para execução de emendas parlamentares por parte dos municípios

Os gestores públicos municipais devem estar atentos às regras sobre a execução de emendas parlamentares previstas na Portaria Conjunta MPO/MGI/SRI-PR nº 2/2026, publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Diante disso, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) recomenda que prefeitos e parlamentares considerem as reais necessidades das cidades, a fim de que os recursos sejam aplicados de forma mais eficiente.De acordo com a entidade, o texto também contém direcionamentos para resolver impedimentos técnicos, seguindo dispositivos estabelecidos na Constituição Federal, na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).“O texto traz detalhes em relação à indicação de beneficiário, alteração e priorização de beneficiários, prazos comuns, impedimentos de ordem técnica, bem como sobre como pode ser feita a execução das emendas”, destaca a CNM.

Outra atenção exigida refere-se aos prazos. Os gestores também devem observar as regras de indicação de beneficiários, bem como a resolução de impedimentos técnicos, sobretudo quanto aos seguintes pontos:

  • Procedimentos: a norma especifica como as emendas parlamentares devem ser operacionalizadas, o que proporciona maior previsibilidade aos entes locais;
  • Impedimentos técnicos: o texto apresenta mecanismos que visam superar entraves técnicos, considerando o que prevê a Constituição, a LDO e a LOA;
  • Transferências especiais: os gestores precisam ficar atentos às emendas individuais na modalidade de transferências especiais, que possuem regramento próprio e exigem atenção quanto à correta execução e prestação de contas.

O que é emenda parlamentar?

Conforme informações da Controladoria-Geral da União, emenda parlamentar é compreendida como um instrumento que o Congresso Nacional pode utilizar na fase de apreciação legislativa para influenciar o processo de elaboração do orçamento anual.Por meio desses mecanismos, os parlamentares podem incluir, suprimir ou alterar determinados itens do projeto de lei orçamentária enviado pelo Poder Executivo.Com isso, é possível que os congressistas opinem sobre a alocação de recursos públicos em função de compromissos políticos assumidos durante seu mandato, tanto junto aos estados e municípios quanto a instituições.

Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026

Recentemente, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, cuja redação foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). A norma estabelece as despesas públicas e apresenta a estimativa de receitas para 2026. O texto aprovado prevê cerca de R$ 61 bilhões em emendas parlamentares. Desse montante, aproximadamente R$ 37,8 bilhões serão destinados a emendas impositivas (de pagamento obrigatório). As emendas individuais somam R$ 26,6 bilhões, enquanto as emendas de bancada estadual, destinadas às bancadas estaduais, totalizam R$ 11,2 bilhões. Já as emendas de comissão, que não têm execução obrigatória, chegam a R$ 12,1 bilhões.

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Ano eleitoral não é desculpa para interrupção de políticas públicas, avalia especialista

  A cada quatro anos, tudo se repete. A afirmação é válida tanto pelo fanatismo da torcida brasileira com a Copa do Mundo de futebol masculino quanto pelas consequências das eleições gerais. Em 2026, os brasileiros irão às urnas no dia 4 de outubro para eleger presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais no primeiro turno das eleições. Se necessário, o segundo turno está previsto para o dia 25 de outubro.  Assim como os cidadãos votantes, os votados também têm obrigações diferenciadas quadrienalmente. A maior parte delas constam na Lei 9.504/97, a Lei das Eleições, e tem o objetivo de deixar a disputa mais isonômica entre quem ocupa cargos na administração pública e quem não.“Quem é governador vai ter mais vantagem de quem está fora. Quem é presidente, sem nenhuma dúvida, vai ter mais vantagem de quem tá fora. Também não dá para dizer que a reeleição é automática. Não, não é. Pode ser que não aconteça, mas o objetivo da lei, e o objetivo do judiciário ao aplicar a lei, é garantir o equilíbrio”, afirma o advogado especialista em direito eleitoral, Alberto Rollo.Uma dessas regras é a desincompatibilização. Candidatos com cargos na Administração Pública ou em empresas com contratos com o Poder Público devem deixar as funções entre três e seis meses antes do primeiro turno, a depender do ofício.Essa imposição gera descontentamento em alguns políticos. A reclamação é devido à proibição de candidatos de comparecerem em ações de anúncio e execução de políticas públicas, que muitas vezes têm de ser aceleradas para que a entrega ocorra durante o exercício da função pública e antes do período eleitoral. Rollo avalia que o planejamento estratégico da gestão deve considerar todo o período de mandato e não concentrar ações às vésperas da eleição. “O governo é um período de 4 anos. Então, não é você deixar para fazer no último ano porque é eleitoral. Você tem que se programar para fazer ao longo de 4 anos”, pondera.

Segundo Rollo, as iniciativas podem ter continuidade com os gestores que não se lançam na disputa e a maior parte das vedações foca na conduta dos candidatos e na forma de comunicar as entregas.

Proibições

Uma das principais limitações definida pela Lei das Eleições é a criação de auxílios sociais com repasse de verbas. A partir do dia 1º de janeiro de qualquer ano eleitoral, fica proibida a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios pelos governos, e a gestão de programas em execução por por entidade vinculada a candidato. A exceção é para políticas voltadas para o enfrentamento de calamidades ou aquelas já autorizadas e previstas no exercício orçamentário anterior.

A maioria das proibições têm início a 3 meses antes do pleito:

  • Shows artísticos pagos com recursos públicos;
  • Propaganda institucional de programas, serviços e órgãos públicos, exceto para casos de urgente necessidade pública;
  • Transferência de recursos entre União, estados e municípios, ressalvadas ações planejadas anteriormente e em andamento, ou em caso de emergência ou calamidade pública;
  • Nomeação, remoção, transferência e demissão de servidores públicos, e  supressão ou readaptação de funções.

Fonte: Brasil 61

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Royalties: ANP repassa R$ 782 milhões a 978 municípios; valor é referente a contratos de concessão e de cessão onerosa

Após a conclusão de todas as etapas operacionais da distribuição de royalties referentes à produção do mês de novembro de 2025, nos contratos de concessão e de cessão onerosa, 978 municípios receberam mais de R$ 782 milhões. As informações foram divulgadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Além dos municípios beneficiados, 10 estados partilharam cerca de R$ 650 milhões. Segundo a agência, também foram destinadas parcelas de royalties à União e ao Fundo Especial, conforme previsto na legislação vigente. Os valores detalhados de royalties por beneficiário podem ser consultados na página “Royalties”. As informações referentes ao mês corrente ainda estão em fase de consolidação e deverão ser divulgadas nos próximos dias na mesma página. Em relação aos royalties dos contratos de partilha, relativos à produção de novembro do ano passado, os recursos estarão disponíveis aos entes beneficiários assim que todas as etapas operacionais forem finalizadas.

A distribuição dos royalties aos beneficiários observa critérios estabelecidos na Lei nº 7.990/1989 e no Decreto nº 1/1991, que regulamentam a destinação da parcela correspondente a 5% dos royalties.Também são considerados os dispositivos da Lei nº 9.478/1997 e do Decreto nº 2.705/1998, que tratam da distribuição da parcela superior a 5% dos royalties.O cálculo dos valores, bem como a apuração e a distribuição dos recursos, são de responsabilidade da ANP. A agência informa que não há data previamente definida para o pagamento dos valores referentes aos royalties. Os valores depositados, as datas dos repasses e os respectivos beneficiários podem ser consultados no sítio eletrônico do Banco do Brasil. Para isso, no campo “Fundo”, deve ser selecionada a opção “ANP – Royalties da ANP”.

Brasil 61

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A PATERNIDADE DIVINA

O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas

 INTRODUÇÃO Nesta lição, veremos que a paternidade divina não começa no tempo, porque pertence à identidade eterna de Deus; aprenderemos por que confessar Cristo é evidência de comunhão com o Pai; e compreenderemos como o amor do Pai, amadurecido em nós, remove o temor e nos capacita a viver em obediência e amor. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.

 TEXTO ÁUREO E vimos e testemunhamos que o Pai enviou seu Filho para ser o Salvador do mundo. (1Jo 4.14, NVI). E nós vimos e anunciamos aos outros que o Pai enviou o Filho para ser o Salvador do mundo. (1Jo 4.14, NTLH). O que esse texto comunica?

1. Há um testemunho confiável (“vimos… testemunhamos…”). O amor de Deus e o seu plano redentivo consumado pelo Filho Eterno foi anunciado pelos apóstolos e chegou até nós por meio dos Escritos do Novo Testamento.

2. O Pai é a fonte da iniciativa salvadora (“enviou”)

3. O Filho tem papel central e definido no plano da redenção: Salvador

4. O alcance é apresentado como “do mundo”, sinalizando que o alvo de Deus é todos os homens. “Nós” se refere aos apóstolos, entre os quais, naturalmente, João se inclui. Eles viram o Filho de Deus encarnado (1.1–3; Jo 1.14). Viram seus milagres, suas obras, escutaram suas palavras, perceberam seu amor e seu poder. Foram testemunhas da sua morte, viram-no ressuscitado e com seus olhos contemplaram quando ele subiu aos céus.   o curso para pregadores iniciantes: 

4 O que eles testemunham, por meio dos seus escritos, os quais compõem, hoje, as Escrituras do Novo Testamento, é que a missão do Filho de Deus neste mundo foi de salvá-lo. Ele veio como “Salvador do mundo”, enviado pelo Pai. Notemos, em primeiro lugar, que o fato do Pai enviar o Filho não quer dizer que é maior do que o Filho. As Pessoas da Trindade são iguais em glória, majestade e poder. Porém, decidiram que tomariam papéis diferentes quanto à salvação do mundo. O Pai envia, o Filho executa, o Espírito aplica, e isso sem que seja prejudicada a igualdade das Três Pessoas. Em segundo lugar, notemos que o termo mundo aqui refere-se a todas as pessoas, as quais compõem a sociedade pecaminosa, as pessoas em rebelião contra Deus e debaixo do poder do Maligno. Somente Jesus Cristo pode salvar pessoas assim. Ele é o único, não há outro. Mediante sua obra redentora, pecadores são salvos. É nesse sentido que ele é o Salvador do mundo. Em João 3.16 vemos claramente que Cristo veio ao mundo salvar os que nele creem.

VERDADE PRÁTICA A paternidade de Deus é revelada no envio do Filho e na concessão do Espírito, confirmando nossa filiação e aperfeiçoando-nos no amor. Vamos entender a verdade prática em quatro pontos:

1. O próprio Jesus identifica Deus como Pai de forma única e íntima (Jo 5.18; Jo 17.1-5). O envio do Filho ao mundo (Jo 3.16; Gl 4.4) manifesta essa relação eterna entre o Pai e o Filho, não como um começo no tempo, mas como uma revelação histórica de uma relação intratrinitária eterna.

2. Paternidade revelada na concessão do Espírito. O Espírito Santo é enviado pelo Pai em nome do Filho (Jo 14.26; 15.26). Espírito procede do Pai e é enviado pelo Filho, revelando, portanto, o dinamismo relacional da Trindade.

3. A paternidade de Deus confirma nossa filiação. A experiência da filiação é trinitária: o Pai nos adota, o Filho nos redime, e o Espírito nos une a essa nova identidade.

4. A paternidade de Deus nos aperfeiçoa no amor. O amor do Pai pelo Filho e do Filho pelo Pai no Espírito é eterno (Jo 17.24; Mt 3.17). Ao sermos incluídos nessa comunhão, somos conformados ao padrão desse amor (Jo 15.9-10; 1Jo 4.7-12). A perfeição no amor é fruto da habitação trinitária: “Se alguém me ama […] viremos a ele e faremos nele morada” (Jo 14.23). O Espírito derrama o amor de Deus em nossos corações (Rm 5.5), nos conduzindo à comunhão com o Pai e o Filho (1Jo 1.3).

1. A REVELAÇÃO DA PATERNIDADE DO PAI

Ideia central do ponto: A paternidade divina pertence ao Pai eternamente e se manifesta na relação com o Filho e na concessão do Espírito (Ef 4.6; Jo 17.5; Jo 15.26).

5 1.1 Definição da paternidade do Pai. Ideia central: O  Pai é a Primeira Pessoa, fonte de toda vida e ação trinitária: ele gera o Filho e, com o Filho, concede o Espírito (1Co 8.6; Sl 2.7; Jo 14.26). O aluno deve sair sabendo: definir paternidade como propriedade pessoal do Pai, distinguindo “fonte/origem relacional” de superioridade de essência.

A LIÇÃO DIZ: A Paternidade é atributo da Primeira Pessoa da Trindade, que opera por meio do Filho e do Espírito Santo: “um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos vós” (Ef 4.6). O Pai é a fonte de tudo, Ele é soberano (1Co 8.6), Ele é o princípio sem princípio, Ele não é gerado (Jo 1.18), mas é Aquele que gera o Filho (Sl 2.7; Hb 1.5) e de quem, junto com o Filho, procede o Espírito Santo (Jo 14.26). Antes de definir a paternidade como propriedade pessoal e exclusiva do Pai (que estará em negrito no final deste subponto) julgo necessário uma breve explicação preliminar. Biblicamente, a Escritura afirma de forma inequívoca que há um só Deus: “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor” (Dt 6.4). “Deus é um só” (Tg 2.19). Deus possui uma única essência ou substância indivisível (em grego, ousia). Deus não é composto de partes; ele é um ser simples e infinito que não pode ser dividido. Cada uma das três pessoas Pai, Filho e Espírito Santo, possui toda a plenitude da natureza divina de forma completa e idêntica. Assim, não existe “mais” de Deus nas três pessoas juntas do que em cada uma delas individualmente, pois a essência divina é partilhada integralmente por todas. A singularidade das três pessoas da Trindade refere-se ao fato de que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são distintos entre si, não por terem naturezas diferentes (pois compartilham a mesma essência divina), mas por causa de suas relações eternas e pessoais dentro da única divindade. A doutrina trinitária clássica afirma que há uma única essência divina, mas três hipóstases (pessoas ou subsistências), cada uma com uma identidade pessoal distinta, ainda que inseparável das outras. As pessoas são distinguíveis apenas por suas relações, mas são inseparáveis em sua operação. O que é dito de Deus de forma absoluta (como ser bom, onipotente ou eterno) aplica-se a todos os três igualmente. A singularidade (hipóstase) só aparece quando mencionamos a relação de um para com o outro e nas suas ações realizadas na história. Portanto, a paternidade de Deus é uma realidade intratrinitária: o Pai é eternamente Pai do Filho, e essa relação define sua identidade pessoal única dentro da Trindade. Pessoa Relação distinta Característica singular Base bíblica Pai Ingênito Fonte pessoal, gera o Filho Jo 5.26, Ef 1.3 Filho Eternamente gerado Gerado do Pai, não criado Jo 1.14, Cl 1.15–17 Espírito Santo Procedente Procede do Pai (e do Filho) Jo 15.26, Gl 4.6 6 1.2 A paternidade eterna do Pai. Ideia central: O Pai sempre foi Pai; a relação Pai-Filho antecede a criação e não começa no tempo (Jo 17.5; Ef 1.3-4; Hb 1.2-3). O aluno deve sair sabendo: explicar que Deus não “se tornou” Pai; Pai, Filho e Espírito são eternos e coeternos.

A LIÇÃO DIZ: A Paternidade de Deus não tem início no tempo. Deus é Pai desde toda a eternidade. O Pai sempre foi Pai, o Filho sempre foi Filho e o Espírito sempre foi Espírito (Ef 1.3,4; Hb 1.2,3; 9.14). A doutrina ortodoxa cristã, conforme definida nos Credos de Niceia (325) e Constantinopla (381), ensina que Deus é eternamente Pai porque Ele eternamente gera o Filho. A identidade do Pai está ligada à Sua relação eterna com o Filho. Ele não se torna Pai; Ele é Pai desde a eternidade, porque o Filho é eternamente gerado (Jo 1.1-3, 18; Jo 17.5). “Cremos em um só Deus, o Pai, todo-poderoso […] e em um só Senhor, Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todos os séculos.” (Credo Niceno-Constantinopolitano) Porém, há algumas correntes heréticas que precisamos conhecer:

1.2.1 Adocionismo. Ensinava que Jesus era um homem comum, que foi adotado por Deus como Filho em algum momento da história (ex.: no batismo ou na ressurreição). Essa heresia nega a filiação eterna do Filho e, portanto, a paternidade eterna de Deus, pois afirma e defende que Deus só se torna Pai quando Jesus é adotado como Filho.

1.2.2 Modalismo (Sabelianismo). Essa heresia afirma que Deus é uma única pessoa que se manifesta de diferentes formas ou “modos” ao longo da história: como Pai na criação, como Filho na redenção, e como Espírito na santificação. Logo, “Pai” não é uma identidade pessoal eterna, mas um modo de atuação temporal.

1.2.3 Teologia liberal. Teólogos como Friedrich Schleiermacher e Albrecht Ritschl reinterpretaram a doutrina da Trindade em categorias éticas ou existenciais e, por isso, tendiam a tratar o termo “Pai” como uma metáfora moral, ligada à ideia de uma paternidade universal de Deus em relação à humanidade. Nessa leitura, Deus se torna “Pai” sobretudo em referência ao ser humano redimido, de modo que a paternidade não é entendida como ontológica nem como uma realidade trinitária eterna, mas como uma forma de linguagem antropomórfica para expressar a relação de Deus com o seu povo.

1.3 O Pai gerou o Filho. Ideia central: A geração do Filho não é a mesma coisa que criação; indica compartilhamento da mesma essência (Jo 5.26; Jo 10.30). O aluno deve sair sabendo: diferenciar “gerado” de “criado” e afirmar a plena divindade do Filho sem cair na heresia da subordinação ontológica.

A LIÇÃO DIZ: A geração do Filho não implica criação; Ele sempre existiu com o Pai, com a mesma essência. 

Página 7 No início do século IV, a Igreja entrou em um período de intensa controvérsia doutrinária, no qual a pergunta central era: quem é, de fato, o Filho em relação ao Pai? Foi nesse contexto, em Alexandria, que Ário, presbítero influente, passou a defender que o Filho teria sido criado por Deus Pai antes de todas as coisas e, por isso, não seria eterno. A tese dele pode ser resumida na fórmula que se tornou emblemática neste debate: “houve um tempo em que o Filho não existia” (ἦν ποτε ὅτε οὐκ ἦν). Portanto, o Filho poderia receber o título de “divino” apenas em sentido derivado, como um ser intermediário exaltado, porém não plenamente Deus. Essa doutrina, conhecida como arianismo, ameaçava profundamente a fé cristã, pois negava, em primeiro lugar, a divindade plena e eterna do Filho. Por fim, ela rompia a confissão da Trindade consubstancial, isto é, a unidade de essência entre Pai e Filho, substituindo-a por uma hierarquia ontológica que rebaixava o Filho a uma categoria inferior. As consequências dessa heresia eram devastadoras. Em primeiro lugar, se o Filho não é plenamente Deus, então Ele não pode revelar plenamente o Pai (Jo 1.18). Em segundo lugar, se o Filho é uma criatura exaltada, então não pode redimir criaturas, porque somente Deus é que pode salvar (Is 43.11; Jo 14.6). Em terceiro lugar, se o Filho não é eterno, então Deus não é eternamente Pai, o que compromete a identidade trinitária de Deus. Diante disso, os Pais da Igreja, especialmente Atanásio de Alexandria, sustentaram que: O Filho não foi criado, mas eternamente gerado do Pai, o que significa que Ele compartilha da mesma essência divina (homoousios) e sempre existiu com o Pai (Atanásio, Contra os arianos). O Concílio de Niceia (325) afirmou: “Cremos em […] um só Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, gerado do Pai, unigênito, isto é, da substância do Pai, Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai.” Portanto, nesse contexto histórico, ainda que em linguagem limitada, os Pais da Igreja insistiram na geração eterna como forma de afirmar a eternidade do Filho; sua igualdade com o Pai em essência; sua distinção pessoal como Filho (não o mesmo que o Pai, mas plenamente Deus como Ele). A criatura é diferente do Criador, mas aquele que é gerado compartilha da mesma essência de quem o gerou. Novamente, a linguagem é imperfeita, pois tem sua limitações, mas é com esse sentido que ela é utilizada.

1.4 O Pai nos concede o Espírito. Ideia central: O Espírito procede do Pai e do Filho; atua em nós como presença divina permanente, confirmando nossa filiação. O aluno deve sair sabendo: enumerar as funções do Espírito ligadas à filiação: habitar, testemunhar, guiar e conduzir ao Pai (Ef 2.18; Jo 16.13).

A LIÇÃO DIZ: O Espírito Santo também tem sua origem no Pai, mas de modo distinto. Ele procede do Pai (Jo 15.26) e é enviado pelo Filho (Jo 16.7). Processão é o termo técnico usado pela teologia cristã para descrever a relação eterna e pessoal pela qual o Espírito Santo subsiste, sendo distinto do Pai e do Filho, mas da mesma essência divina. Diferente do Filho, que é eternamente gerado do Pai, o Espírito eternamente procede do Pai. Esse termo não indica tempo, subordinação ou origem cronológica, mas relações pessoais eternas dentro do único ser divino. A processão é uma maneira de ser pessoal do Espírito, assim como a geração é a maneira de ser pessoal do Filho. Ao falar dos “objetivos” da processão do Espírito Santo, é útil manter a coerência entre dois níveis inseparáveis. Primeiro, a processão descreve uma relação eterna no próprio Deus, isto é, quem o Espírito é em sua subsistência pessoal em relação ao Pai e ao Filho. Segundo, essa realidade eterna se reflete na missão do Espírito na história da salvação, isto é, no modo como ele é enviado e atua no mundo. A seguir, destacaremos seis objetivos do envio do Espírito Santo: Primeiro, o Espírito glorifica o Filho e, ao glorificar o Filho, conduz os homens ao Pai. Na economia da salvação, o Espírito não inaugura um caminho paralelo, mas opera como testemunha interior da verdade de Cristo. Jesus ensina que o Espírito “testificará” dele (Jo 15.26) e que “ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar” (Jo 16.14). O objetivo é atuar como testemunho divino no coração do crente, confirmando a identidade do Filho e, por meio dele, conduzindo o homem ao conhecimento verdadeiro do Pai. Segundo, o Espírito une os salvos a Cristo. O Espírito, que procede do Pai e do Filho, é aquele que realiza a união do pecador arrependido com Jesus, sem a qual não há participação nos benefícios espirituais. Paulo afirma que “aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele” (1Co 6.17), e também ensina que não pertencer a Cristo é não ter o seu Espírito (Rm 8.9). Portanto, uma das finalidades do Espírito é efetivar a união espiritual e vivificante com Cristo, tornando real, na experiência do crente, a comunhão com o Mediador. Terceiro, o Espírito aplica a obra da salvação. Se o Pai planeja e o Filho realiza a redenção, é o Espírito quem aplica eficazmente seus benefícios aos crentes. Isso inclui regenerar, convencer do pecado, conduzir à vida de fé, santificar e sustentar. Quarto, o Espírito forma e edifica a Igreja como corpo de Cristo. A Igreja é constituída e sustentada pela presença do Espírito. No Pentecostes, vemos a sua inauguração pública (At 2), e Paulo descreve a Igreja como habitação de Deus “no Espírito” (Ef 2.22). Além disso, o Espírito distribui dons, promove unidade e produz santidade na vida comunitária (1Co 12.4–13; Ef 4.3–4). Quinto, o Espírito habita nos crentes como templo e selo. A presença do Espírito é permanente, marcando o crente como propriedade de Deus e garantindo sua herança. Paulo afirma que os crentes foram “selados com o Espírito Santo da promessa” (Ef 1.13) e pergunta: “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito habita em vós?” (1Co 3.16). Além disso, o Espírito confirma a nossa adoção dando-nos linguagem filial: “Aba, Pai” (Rm 8.15–17). Sexto, o Espírito conforma os crentes à imagem do Filho. A obra do Espírito não se limita ao início da fé; ela se estende ao processo de transformação progressiva. Paulo descreve essa dinâmica dizendo que “somos transformados de glória em glória […] como pelo Senhor, o Espírito” (2Co 3.18), e relaciona essa transformação ao fruto do Espírito na vida prática (Gl 5.22-23).

“Cresçam na Graça e no conhecimento” (2 Pedro 3.18)
“Ao olhar pra minha velha natureza, vejo o quanto eu aprendi, nossa como eu era imatura diante de algumas coisas, no entanto muitas vezes percebo que tenho muito que aprender ainda, estamos sempre em desenvolvimento e não podemos ficar estagnados. Precisamos estar sempre em busca de aprender, crescer para melhorar. O apóstolo Pedro nos incentiva em sua carta a crescermos na Graça e no Conhecimento da Palavra de Deus. Como a busca pelo conhecimento da Palavra pode nos ajudar em diversas áreas da nossa vida? A palavra de Deus traz uma sabedoria que vem do céu. Apesar de não ter dificuldades na escola quando era criança e adolescente, ao entrar na faculdade me deparei com um problema, pois tinha muitas dificuldades para produzir um bom texto, lembro que isso era uma frustação pra mim e minha professora me orientou que precisava ler mais, foi aí que retomei meus estudos da Palavra e percebi como progredi na escrita e na produção de textos no decorrer daquele ano. Gosto sempre de dar essa dica para os estudantes, é claro que a leitura de livros é importante, mas nada se compara aos resultados que podemos ter quando nos dedicamos aos estudos da Palavra, faça isso e você vai ver como vai “CRESCER”.”

2. RECONHECENDO A PATERNIDADE DO PAI Ideia central do ponto: A filiação é reconhecida pela confissão de que Cristo é o Filho de Deus, pela permanência no amor e pela confiança diante do juízo (1Jo 4.15-18).

2.1 Confessar a Cristo como Filho. Ideia central: Confessar Jesus como Filho de Deus evidencia a habitação divina no crente e é o acesso legítimo ao Pai (1Jo 4.15; Jo 14.6; Rm 10.9-10). O aluno deve sair sabendo: relacionar confissão cristológica à obra do Espírito e à comunhão com o Pai (1Co 12.3; 1Jo 2.23).

A LIÇÃO DIZ: A confissão de que Jesus é o Filho de Deus é um ato central na fé cristã: “Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele e ele em Deus” (1Jo 4.15). Essa capacidade não nasce da carne, nem da persuasão humana, mas da ação sobrenatural do Espírito Santo (1Co 12.3). Reconhecer Jesus como o Filho de Deus é a única forma legítima de acesso ao Pai (Jo 14.6). Negar o Filho é, por consequência, negar o acesso ao Pai (1Jo 2.23). Quem são as pessoas do mundo as quais desfrutam de salvação em Cristo? São aqueles que reconhecem a filiação divina de Jesus. Na verdade, somente quando o crente confessa que “Jesus é o Filho de Deus” é que Deus habita nele e ele em Deus. A confissão de que Jesus é o Filho de Deus expressa sua humanidade e sua divindade. Além disso, exclui todos aqueles que negam que Jesus é o Filho de Deus (2.23; 5.10,12) como sendo pessoas que não têm comunhão com Deus. A carta de 1 João foi lida em uma igreja mista onde as pessoas estavam redefinindo a identidade Jesus e rompendo a comunhão. Por isso, “confessar” aqui funciona como um marcador de fidelidade: quem mantém a confissão correta sobre Jesus demonstra que permanece na fé recebida. No contexto antigo, “confessar” frequentemente tinha peso público e social: era declarar um tipo de lealdade que podia custar a reputação e a segurança. Isso nos ajuda a entender por que o autor trata a confissão como algo mais “espesso” do que a opinião privada. Desse modo, a consciência da permanência em Deus e de Deus em nós decorre dessa confissão pública de Jesus. Além disso, a confissão verdadeira de Jesus Cristo é colocada por João nessa carta como prova de que alguém tem o Pai (2.23) e que procede de Deus (4.2). É claro que não se trata de uma confissão da boca para fora, que qualquer ignorante ou herético possa fazer, mas de uma confissão que procede de um coração iluminado, crente, regenerado, habitado por Deus mediante o Espírito Santo. “Esta confissão da divindade de Cristo também implica entrega e obediência; não é algo somente da boca para fora” (A. T. Robertson).

2.2. A perfeição do amor do Pai. Ideia central: O Pai ama de forma sacrificial, adotiva e perseverante (1Jo 4.16; Jo 3.16; 1Jo 3.1). O aluno deve sair sabendo: listar marcas do amor do Pai no texto: adoção, cuidado e segurança (Ef 2.4-5; Rm 8.38-39).

A LIÇÃO DIZ: O amor do Pai é sacrificial, demonstrado ao enviar Seu Filho (Jo 3.16). Esse amor nos adotou; fomos aceitos por Ele, com todos os direitos de filhos legítimos (1Jo 3.1). Esse amor é inquebrável; nenhum poder ou circunstância poderá nos separar desse amor (Rm 8.38,39). Esse amor é pessoal; não é apenas geral, mas é individual, voltado para cada filho que crê (Jo 16.27). O apóstolo João se esforçou para transmitir aos crentes a natureza singular e incomparável do amor de Deus por Seus filhos. Há um texto que merece ser lido e explanado em classe: Vejam que grande amor o Pai nos tem concedido, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu. (1Jo 3.1, NAA). Podemos perceber três coisas que despertam a admiração do apóstolo. Primeira, que essa dádiva foi concedida por Deus a pecadores indignos. Segunda, também desperta admiração aquilo em que essa dádiva os transformou: filhos de Deus. E terceira, que tudo isso foi algo concedido, palavra que aponta claramente para o caráter gracioso do amor de Deus. Não foi por mérito nosso, mas por seu amor livre e gracioso. O fato de Deus amar seres humanos caídos a tal ponto provoca a admiração do apóstolo; ele deseja que os cristãos da Ásia, assim como os de todas as épocas e lugares, compartilhem de seu deslumbramento. Vamos destacar os desdobramentos desse tão grande amor:

2.2.1 Adoção. A adoção é o ato jurídico da graça divina que retira o pecador da “família de Adão” (escravidão) e o coloca na família de Deus. No contexto bíblico, a adoção (huiothesia) significa ser colocado na posição de filho adulto. Isso garante o direito imediato de usufruir da herança, sem necessidade de aguardar a maturidade. Diferente do nascimento natural, a adoção é um ato voluntário e consciente de amo.

2.2.2 Cuidado. O Pai cuida das aves do céu e conhece o número de fios de cabelo de cada filho (Mt 6.26; 10.29-31). Somos exortados a lançar sobre Ele toda ansiedade, pois Ele tem cuidado de nós (1 Pe 5.7). Deus nos conhece de forma minuciosa e seu cuidado sempre visa o nosso bem, mesmo quando enfrentamos tribulações.

2.2.3 Segurança. A segurança do crente reside na imutabilidade do propósito de Deus e no Seu poder protetor. O amor de Deus é uma “corrente sem elos fracos”. Deus funciona como um muro de fogo ao redor da igreja. A segurança não depende da força da nossa fé, mas da fidelidade dEle, que nos guarda como a “menina dos Seus olhos”. Segundo Romanos 8.38-39, nenhuma criatura ou circunstância (morte, vida, anjos, presente ou futuro) pode nos separar do amor de Deus. Jesus garante que ninguém arrebatará Suas ovelhas de Suas mãos ou das mãos do Pai (Jo 10.27-29). Por que muitos se perdem? Por que escolhem rejeitar esse amor perfeito. Neste caso, o problema não está no amor de que ama, mas nas ações de quem é amado.

2.3 As bênçãos da filiação divina. Ideia central: O amor aperfeiçoado em nós remove o medo da condenação e produz confiança diante do Dia do Juízo (1Jo 4.17-18; Rm 8.15). O aluno deve sair sabendo: distinguir “confiança no juízo” de presunção, mantendo a exortação à vigilância (1Co 10.12; Ez 18.24).

A LIÇÃO DIZ: As Escrituras afirmam que o amor de Deus, lança fora todo o temor, especialmente o medo do juízo: “Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no Dia do Juízo tenhamos confiança” (1Jo 4.17).  o curso para pregadores iniciantes: 11 Warren Wiersbe diz que João está tratando aqui de uma espécie específica de medo, ou seja, krisisfobia, medo do julgamento. Neste sentido, quem sente medo, normalmente tem algo no passado que o assombra, algo no presente que o perturba ou algo em seu futuro que o faz sentir-se ameaçado. O que crê em Jesus, porém, não precisa temer o passado, o presente e o futuro, pois experimentou o amor de Deus, e este amor está sendo aperfeiçoado em sua vida a cada dia. Voltando ao texto bíblico, constatamos que ele não diz que nosso amor é aperfeiçoado, mas, sim, que o amor de Deus se torna perfeito entre nós. João nos leva para o futuro, quando nos veremos diante do Senhor. O que experimentaremos nesse dia: confiança ou terror profundo? A resposta é confiança ou intrepidez, pois o amor perfeito resolve a questão do pecado de uma vez por todas. João explica o motivo da confiança que experimentaremos nesse dia vindouro: “Pois, segundo ele é, também nós somos neste mundo”. O Senhor Jesus está no céu e já passou pelo julgamento. Veio ao mundo e sofreu o castigo merecido por nossos pecados. Uma vez que Cristo consumou essa obra, a questão do pecado não precisará ser tratada nunca mais. Segundo ele é, também nós somos neste mundo. Entendeu? Cristo é santo e puro! Sua justiça foi atribuída a nós.

3. A EXPERIÊNCIA DO AMOR DO PAI

Ideia central do ponto: O amor do Pai se torna experiência visível e verificável por meio da obediência, do amor fraternal e da resposta ao amor que Deus já demonstrou por nós (1Jo 2.5; 4.12; 4.19).

3.1 O amor é aperfeiçoado no crente. Ideia central: Guardar a Palavra é o meio pelo qual o amor de Deus amadurece e se expressa em obediência prática através de nossas vidas (1Jo 2.5; Jo 14.21; Tg 1.22). O aluno deve sair sabendo: o amor a Deus se verifica por meio da obediência constante (Lc 16.10; 1Jo 5.3).

A LIÇÃO DIZ: O aperfeiçoamento do amor em nós é obra do Espírito. Guardar a Palavra é o meio pelo qual o amor divino é amadurecido: “Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele” (1Jo 2.5). Essa obediência prática à Palavra é a evidência externa de um amor interno e verdadeiro por Deus (Jo 14.21). O amor de Deus por nós é aperfeiçoado na obediência à Palavra. Nosso amor por Deus é demonstrado pela observância dos mandamentos de Cristo (5.3; Jo 14.15,21,23). Como podemos saber que estamos em Deus? João responde com uma sucessão de declarações: Quando estamos nele (2.5), quando permanecemos nele (2.6) e quando andamos assim como ele andou (2.6).O verdadeiro amor a Deus se expressa, não em linguagem sentimental ou em experiência mística, mas na obediência. A prova do amor é a lealdade. 3.2 O amor é a marca dos filhos de Deus.

Ideia central: O amor mútuo torna visível o Deus invisível e evidencia quem conhece a Deus de fato (1Jo 4.12; Jo 13.34-35). O aluno deve sair sabendo: identificar o amor fraternal como demonstração de que amamos a Deus (1Jo 3.10; 4.8).

A LIÇÃO DIZ: O amor distingue os verdadeiros filhos de Deus. O mundo conhece a Deus por meio da manifestação de amor dos seus filhos: “Ninguém jamais viu a Deus; se nós amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor” (1Jo 4.12). Lemos em João 1.18: “Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou”. O evangelho de João mostra que o Deus invisível é revelado ao mundo por meio do Senhor Jesus Cristo. Aqui, encontramos a expressão “ninguém jamais viu a Deus” repetida na epístola de João. Agora, porém, Deus não se manifesta mais ao mundo por meio de Cristo físicamente, pois ele voltou para o céu onde está assentado à destra de Deus. Hoje, Deus se manifesta ao mundo por meio dos cristãos (entenda o contexto dessa afirmação, ok?). Que verdade espantosa: hoje, nós devemos ser a resposta de Deus para a necessidade de a humanidade vê-lo! Não estou negando a atuação do Espírito e nem o papel das Escrituras, mas acentuando a nossa responsabilidade a amar o nosso próximo a fim de que aquilo que Deus fez em nossas revele quem ele é: um Deus amoroso. O amor de Deus não é concedido a nós para que o guardemos egoisticamente, mas para que possa ser derramado a outros por meio de nós. Quando amamos os outros desse modo, damos prova de que permanecemos nele, e ele, em nós, e de que somos participantes do seu Espírito. É dessa forma que o amor de Deus obtém o fruto final: transformando pecadores odiosos e que se odeiam (Tt 3.3) em filhos de Deus que se amam. É no amor fraterno entre irmãos que o amor de Deus alcança sua perfeição, isto é, o resultado completo que Deus havia almejado. “Deus se mostra presente quando, pelo seu Espírito, ele transforma nosso coração de tal forma que amamos uns aos outros.

3.3 A aplicação da salvação pelo Espírito. Ideia central: O amor cristão responde à iniciativa do Pai; a capacidade de amar decorre do amor divino já demonstrado em Cristo (1Jo 4.19; 4.10; Rm 5.8). O aluno deve sair sabendo: explicar “iniciativa divina” na vida cristã e relacioná-la à gratidão e ao serviço (Ef 1.5; Rm 5.5; 2 Co 5.14- 15).

A LIÇÃO DIZ: A essência da vida cristã está fundamentada no fato de que Deus nos amou: “Nós o amamos porque Ele nos amou primeiro.” (1Jo 4.19). Indica que a salvação, a fé e a nossa capacidade de amar são respostas à iniciativa incondicional do amor divino (1Jo 4.10). Em vista disso, fomos amados antes de qualquer mérito, antes de qualquer movimento pessoal em direção a Deus (Ef 2.4,5). Fomos amados no pior estado possível — em pecado — e recebidos como filhos em Jesus (Rm 5.8; Ef 1.5). O amor perfeito que temos por Deus é resultado do amor de Deus por nós. O ser humano jamais pode afirmar que o seu amor por Deus foi anterior ao amor de Deus por ele. Deus sempre vem em primeiro lugar ao nos amar, e nós respondemos com o nosso amor por ele. A perícope de 1João 4 organiza a manifestação do amor de Deus em um movimento temporal que revela, ao mesmo tempo, a história da salvação e a experiência cristã. No passado, o amor foi manifestado objetivamente na obra de Deus em nosso favor: quando ainda éramos pecadores, Deus enviou o Filho unigênito como iniciativa redentora, e essa manifestação alcança seu ápice na propiciação, isto é, no ato pelo qual Cristo tratou a culpa e removeu a barreira entre Deus e nós (1Jo 4.9-10; cf. 4.11). Aqui, o amor não como uma ação salvífica. No presente, esse mesmo amor se manifesta de modo interior e coletivo: Deus habita em nós, e sua presença se torna reconhecível quando o amor circula entre os irmãos. João sustenta duas ideias em paralelo. Ninguém “vê” Deus diretamente, mas Deus se torna perceptível por meio de sua habitação e do amor praticado (1Jo 4.12). Além disso, a certeza dessa habitação é confirmada pelo dom do Espírito e pela confissão verdadeira de que Jesus é o Filho de Deus (1Jo 4.13–15). No futuro, o amor alcança sua maturidade prática: ele produz confiança e segurança no Dia do Juízo. João não afirma ausência de reverência, mas ausência do medo da condenação. O amor, quando aperfeiçoado, sustenta a confiança porque a união com Cristo redefine nossa posição diante de Deus (1Jo 4.17-18). Assim, a esperança cristã se baseia no amor que nos alcançou no passado, nos sustenta no presente e nos dá firmeza diante do futuro.

CONCLUSÃO

Concluímos que a Paternidade Divina não é um título adquirido no tempo, mas uma realidade eterna e relacional da Trindade: o Pai gera eternamente o Filho e, com Ele, nos concede o Espírito. Vimos que a nossa salvação provém de uma iniciativa do Pai, realiza-se na obra do Filho e confirma-se na habitação do Espírito, garantindo-nos uma adoção plena, segura e inabalável. Compreendemos também que o perfeito amor de Deus lança fora o medo do Juízo, substituindo o temor da condenação pela confiança filial. Portanto, a evidência real de que pertencemos a essa família celestial não está apenas em nossa confissão verbal, mas na prática diária: ao obedecermos à Palavra e exercermos o amor fraternal, tornamos visível ao mundo o Deus invisível que nos amou primeiro. 

Como Deus é um e três ao mesmo tempo? Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2023. LETHAM, Robert. A Trindade: na Escritura, história, teologia e adoração. São Paulo: Vida Nova, 2022. FERREIRA, Franklin; MYATT, Alan. Teologia sistemática: uma análise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual. São Paulo: Vida Nova, 2007. p. 155-197. HORTON, Stanley M. (ed.). Teologia sistemática: uma perspectiva pentecostal. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996. p. 157-187. Santo Agostinho. A Trindade. São Paulo: Paulus, 1994. ERCKSON, Millard J. Teologia sistemática. São Paulo: Vida Nova, 2015.

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O término do 29º congresso da mocidade em Tabira – PE Houve um momento intenso Espiritual, bastante fervorosos

      Na noite deste domingo, 18 de janeiro, o Garden Recepções foi palco de uma grande celebração com o encerramento do 29º Congresso da Mocidade da Igreja Evangélica Assembleia de Deus Filial Tabira. O culto, que teve início às 18h30, reuniu jovens, membros da igreja, lideranças e convidados, sendo marcado por um ambiente de comunhão, adoração e profunda edificação espiritual.
A celebração foi dirigida pelo gestor local, Pastor Antônio Roberto, que conduziu toda a programação com zelo pastoral e sensibilidade espiritual. O momento de louvor contou com a participação da Banda Renovação, da cantora Sara Rozendo e dos corais de jovens das filiais de Betânia e Fátima de Flores, que abrilhantaram a noite com apresentações cheias de unção, preparando o coração da igreja para a ministração da Palavra. O evento também contou com a presença de autoridades do município de Tabira, entre elas o prefeito Flávio Ferreira Marques, a vereadora Esthefany de Junior e a Secretária Executiva da Mulher, Ilma Rocha, que prestigiaram o encerramento do congresso.
A mensagem da noite foi ministrada pelo Evangelista Henrique Agnis, que trouxe uma reflexão baseada em João 21:1-17, destacando o reencontro de Jesus com seus discípulos e o chamado ao serviço, à restauração e ao compromisso com a obra de Deus. A palavra impactou a igreja e levou os presentes a um momento de introspecção e decisão espiritual.

Assistam os vídeos pelo nosso canal no You Tube  blogdozefreitas,instagran freitasnews.com.br_novo_visual e facebook zé freitas

Reencontro do blogueiro Zé Freitas com Flávio Ferreira Marques, prefeito de Tabira PE, o mais novo prefeito do alto Pageú. Os mesmos se conheceram na época que Flávio também era blogueiro do (Tabira hoje). Na época o mesmo também era secretário de administração em Tabira e Zé Freitas, secretário de agricultura em Santa Terezinha PE. Flávio, com o cargo que ocupa atualmente, não o deixou envaidecido, pelo contrário, continua humilde, simples e receptivo.

     Ao final da celebração, doze pessoas foram batizadas com o Espírito Santo, ratificando que o Senhor falou poderosamente aos corações durante todo o congresso. O encerramento do 29º Congresso da Mocidade reafirmou o compromisso da IEADPE Filial Tabira com a formação espiritual da juventude e deixou um legado de fé, renovação e esperança para todos os participantes.

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Abertura abençoada do 29º Congresso da Mocidade — IEADPE Filial Tabira

     Na noite deste sábado, 17 de janeiro, o Garden Recepções foi palco de uma grande celebração: a Igreja Evangélica Assembleia de Deus Filial Tabira realizou a abertura do 29º Congresso da Mocidade com uma programação repleta de adoração, comunhão e palavra aplicada. O culto, marcado pela presença calorosa dos jovens e da comunidade, teve início às 18h e reuniu ministérios convidados e lideranças da igreja.
    O culto foi dirigido pelo gestor local, Pastor Antônio Roberto, que conduziu a noite com zelo e espiritualidade. A programação contou com momentos marcantes de louvor, com a participação da Banda Renovação, das cantoras Samara e Sanara, além dos corais de jovens das filiais de Custódia e Santa Terezinha, que abrilhantaram a celebração com apresentações cheias de unção, preparando o coração da igreja para a mensagem da Palavra de Deus.
    Estiveram presentes também autoridades como a vereadora tabirense Estefany de Junior, o vereador solidonense Vitorino e o conselheiro tutelar Genildo, juntamente com suas respectivas famílias.
   A ministração ficou por conta do Ev. Enoque Carlos, preletor oficial da abertura, que trouxe uma palavra fundamentada em Romanos 12:2, convocando os jovens à renovação da mente e à transformação de vida que só Cristo pode operar. A mensagem destacou a importância de não se conformar com os padrões deste mundo, mas de viver uma fé prática, refletida em atitudes que glorificam a Deus.
   Ao final da celebração, houve um momento especial de apelo, no qual uma vida se rendeu aos pés de Cristo, evidenciando que o Espírito Santo falou poderosamente aos corações. A primeira noite do congresso foi marcada por gratidão, quebrantamento e grande expectativa para os próximos dias.

Ev. Enoque Carlos

   A Igreja Evangélica Assembleia de Deus Filial Tabira – PE agradece a todos os envolvidos na realização do evento e convida a todos a continuarem participando da programação do 29º Congresso da Mocidade, crendo que Deus ainda fará grandes coisas no decorrer desta festividade.

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Almoço leve: 5 receitas refrescantes para dias quentes

   Quando o calor aperta e o corpo pede uma pausa do fogão, nada melhor que preparar pratos que refrescam sem pesar no estômago. As receitas certas transformam o almoço em uma experiência leve e saborosa, perfeita para manter a energia sem aquela sensação de desconforto que alimentos pesados trazem em dias de temperatura elevada.

Macarrão com camarão ao limão e ervas
Reunimos 5 preparações deliciosas que combinam praticidade com frescor. Cada sugestão foi pensada para você aproveitar refeições nutritivas sem passar horas na cozinha. Descubra abaixo como tornar seus almoços mais agradáveis nesta estação!

1. Macarrão com camarão ao limão e ervas
Ingredientes
300 g de macarrão tipo talharim sem glúten
400 g de camarão médio cru, limpo e sem casca
60 ml de azeite de oliva
3 dentes de alho picados
120 ml de vinho branco seco
Raspas de 1 limão-siciliano
40 ml de suco de limão-siciliano
Sal a gosto
Pimenta-do-reino moída a gosto
1 colher de sopa de salsinha fresca picada
1 colher de sopa de cebolinha verde picada
1 concha de água do cozimento do macarrão
Água para cozinhar o macarrão
Modo de preparo
Em uma panela em fogo médio, cozinhe o macarrão em água com sal até ficar al dente. Reserve uma concha da água do cozimento, escorra e mantenha o macarrão quente. Em um recipiente, tempere os camarões com sal, pimenta-do-reino e metade das raspas de limão. Aqueça uma frigideira grande em fogo médio-alto, adicione metade do azeite e grelhe os camarões por cerca de 2 minutos de cada lado, até ficarem rosados. Retire e reserve.

Na mesma frigideira, reduza o fogo para médio e acrescente o restante do azeite. Junte o alho e refogue por cerca de 30 segundos, sem dourar. Adicione o vinho branco e deixe ferver até reduzir levemente. Acrescente o suco de limão, as raspas restantes e misture. Incorpore o macarrão cozido, mexendo para envolver no molho. Adicione a água do cozimento para ajustar a textura. Volte os camarões à frigideira, misture delicadamente e aqueça por cerca de 1 minuto. Finalize com salsinha e cebolinha. Ajuste sal e pimenta-do-reino e sirva imediatamente.

2. Quinoa com legumes, ovo pochê e molho de iogurte
Ingredientes
1 xícara de chá de quinoa crua
Água para cozinhar
1 cenoura ralada
1/2 xícara de chá de milho-verde cozido
1 colher de sopa de azeite de oliva
4 ovos
1 xícara de chá de iogurte natural
1 colher de sopa de suco de limão
1 colher de chá de sal
Modo de preparo
Lave a quinoa e cozinhe-a com a água em uma panela, em fogo médio, por cerca de 15 minutos, até os grãos ficarem macios. Reserve. Depois, em um recipiente, misture a quinoa com a cenoura, o milho-verde e o azeite e reserve.

Ovo pochê
Em uma panela, aqueça a água até quase ferver. Quebre um ovo em um recipiente e despeje cuidadosamente na água. Cozinhe por cerca de 3 minutos. Repita com os demais ovos. Em seguida, misture o iogurte, o suco de limão e o sal até formar um molho liso. Sirva a quinoa com o ovo pochê por cima e finalize com o molho.

Poke de frango desfiado com arroz, abacate e legumes
Foto: Miguel Soutullo | Shutterstock / Portal EdiCase
3. Poke de frango desfiado com arroz, abacate e legumes
Ingredientes
2 xícaras de chá de arroz branco cru
4 xícaras de chá de água
1 colher de chá de sal
400 g de peito de frango
1 folha de louro
1 dente de alho
Sal a gosto
120 g de milho-verde cozido
150 g de tomate-cereja cortado ao meio
120 g de cebola-roxa picada
1 abacate cortado em fatias
3 colheres de sopa de molho de soja
2 colheres de sopa de azeite de oliva
1 colher de sopa de óleo de gergelim
1 colher de sopa de suco de limão
1 colher de chá de mel
1 colher de chá de gengibre ralado
1 colher de sopa de gergelim branco
1 colher de sopa de gergelim preto
Modo de preparo
Em uma panela, coloque o arroz, a água e o sal. Leve ao fogo médio e cozinhe até a água secar e os grãos ficarem macios. Desligue o fogo, tampe a panela e reserve. Coloque o peito de frango em outra panela, cubra com água, acrescente o alho, o louro e o sal. Cozinhe em fogo médio até ficar bem macio. Escorra, descarte os temperos e desfie o frango ainda quente. Em uma tigela, misture o molho de soja, o azeite, o óleo de gergelim, o suco de limão, o mel e o gengibre. Acrescente o frango desfiado e misture até ficar bem envolvido pelo molho. Para a montagem, distribua o arroz no fundo de uma tigela. Por cima, disponha o frango temperado, o milho-verde, o tomate-cereja, a cebola-roxa e o abacate, organizando os ingredientes em partes separadas. Finalize com o gergelim branco e preto e sirva em seguida.

4. Peixe grelhado com salada de grão-de-bico e hortelã
Ingredientes
4 filés de peixe branco
1 colher de sopa de azeite de oliva
1 colher de chá de sal
1/2 colher de chá de pimenta-do-reino moída
2 xícaras de chá de grão-de-bico cozido e escorrido
1 xícara de chá de tomate picado
1/2 xícara de chá de cebola-roxa picada
2 colheres de sopa de hortelã picada
2 colheres de sopa de suco de limão
Modo de preparo
Em um recipiente, tempere o peixe com sal e pimenta-do-reino. Após, aqueça uma frigideira antiaderente em fogo médio, adicione o azeite e grelhe os filés por 3 minutos de cada lado, até dourarem e ficarem macios. Em seguida, em uma tigela, misture o grão-de-bico, o tomate, a cebola-roxa, a hortelã e o suco de limão. Sirva o peixe acompanhado da salada, mantendo tudo em temperatura ambiente para maior frescor.

5. Salada de lentilha com legumes crus
Ingredientes
1 xícara de chá de lentilha verde crua
3 xícaras de chá de água para o cozimento
1 xícara de chá de tomate sem sementes cortado em cubos pequenos
1 xícara de chá de pepino japonês cortado em cubos pequenos
1/2 xícara de chá de cebola-roxa picada em cubos pequenos
1/2 xícara de chá de salsinha fresca bem picada
1/4 de xícara de chá de hortelã fresca picada
1/4 de xícara de chá de azeite de oliva
3 colheres de sopa de suco de limão
Sal e pimenta-do-reino moída a gosto
Modo de preparo
Coloque a lentilha em uma panela média, adicione a água e leve ao fogo médio. Cozinhe até que os grãos fiquem macios, porém firmes. Escorra bem a água e espalhe a lentilha em uma travessa para esfriar completamente.

Após, transfira a lentilha para uma tigela grande. Acrescente o tomate, o pepino e a cebola-roxa, misturando delicadamente para manter a textura dos legumes. Junte a salsinha e a hortelã picadas, distribuindo de maneira uniforme por toda a salada. Em um recipiente separado, misture o azeite de oliva, o suco de limão, o sal e a pimenta-do-reino até formar um tempero homogêneo. Despeje sobre a salada e mexa com cuidado até envolver todos os ingredientes. Leve à geladeira por pelo menos 20 minutos antes de servir, para que os sabores se integrem e o prato fique ainda mais refrescante.

terra

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Agência francesa alerta para danos das redes sociais em adolescentes

   A Agência Nacional de Segurança Sanitária da França (Anses) publicou, na terça-feira, 13, um relatório que vincula o uso de redes sociais à deterioração da saúde mental de adolescentes, com impacto severo sobre o público feminino. O documento surge em meio ao debate legislativo no país para proibir o acesso de menores de 15 anos a plataformas como Facebook, Instagram, TikTok e Snapchat.

  • Relatório da Anses baseia-se em 5 anos de pesquisa e análise de mil estudos científicos;

  • Meninas são as mais afetadas por estereótipos de gênero e pressão estética digital;

  • Metade dos jovens entre 12 e 17 anos utiliza as redes de duas a cinco horas por dia;

  • Agência recomenda mudança nos algoritmos e configurações de proteção nativas.

Evidências científicas e pressão social

O alerta é resultado de um comitê de especialistas que documentou efeitos negativos “variados e documentados”. Segundo Olivia Roth-Delgado, responsável pelo painel, o estudo fornece argumentos científicos robustos para a regulação do setor. A agência define as redes acessadas via smartphone como uma “caixa de ressonância inédita” para comportamentos de risco e para o fortalecimento de estereótipos prejudiciais.O relatório destaca que a exposição a imagens modificadas digitalmente projeta padrões irreais de beleza, resultando em baixa autoestima, depressão e transtornos alimentares. As adolescentes, que utilizam as plataformas com maior frequência que os meninos, sofrem uma pressão social intensificada por papéis de gênero. O documento aponta que grupos LGBTQIA+ e jovens com diagnósticos prévios de saúde mental também estão em maior vulnerabilidade.

Regulação e mudanças estruturais

Diferente da Austrália, que estabeleceu em dezembro de 2025 o limite de 16 anos para o uso dessas ferramentas, a França discute na Assembleia Nacional duas propostas de lei que fixam a barreira nos 15 anos.Anses aconselha que o poder público atue “na raiz”, obrigando as empresas de tecnologia a reformularem seus algoritmos e técnicas de persuasão. A recomendação é que os menores só tenham acesso a interfaces projetadas especificamente para proteger a saúde biopsicossocial, eliminando configurações predeterminadas que incentivam o uso prolongado e a comparação social constante.

Com informações da AFP

istoesaude

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Ministério da Saúde anuncia construção de maternidades e policlínicas com R$ 499 milhões do Novo PAC. Seis estados serão beneficiados

A expansão da oferta de serviços especializados de saúde para a população brasileira passa pelo aumento da capacidade de atendimento do SUS. Por isso, o Ministério da Saúde garantiu R$ 499 milhões do Novo PAC Saúde, destinados à construção de mais três maternidades e três policlínicas nos estados de Sergipe, Amazonas, Pará, São Paulo, Minas Gerais e Goiás. As obras dessas novas unidades de saúde tiveram autorização para terem início, em cerimônia realizada nesta sexta-feira (16) nos municípios que vão sediá-las.  

Cada maternidade terá capacidade de comportar mais de 6 mil nascimentos por ano, o que significa um aumento significativo na oferta de serviços obstétricos em todo o país. Em média, cada uma delas pode realizar mais de 16 mil procedimentos por ano. Já as policlínicas contarão com estruturas e equipamentos de saúde que podem impactar diretamente a vida de cerca de 350 mil pessoas na cidade e região em que forem construídas. 

“A expansão da assistência especializada é um compromisso do governo do presidente Lula e do Ministério da Saúde que, com o programa Agora Tem Especialistas, está aumentando a oferta de atendimentos em todo o Brasil a fim de reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias. As novas maternidades e policlínicas vão ao encontro desse objetivo”, afirmou o ministro da Saúde interino, Adriano Massuda.  

As novas unidades de saúde vão fortalecer as redes de atenção materna e infantil em Governador Valadares (MG), Anápolis (GO), Sumaré (SP), São Félix do Xingu (PA), Parintins (AM) e no estado de Sergipe, em Aracaju, nos quais representantes do Ministério da Saúde, das Prefeituras e da Caixa Econômica Federal hoje participaram da assinatura dos termos de serviço para o início das obras.  Com recursos do Novo PAC, o Ministério da Saúde está investindo, ao todo, R$ 31,5 bilhões em obras, equipamentos e veículos para fortalecer o SUS em todo o país. Trata-se do maior programa de investimentos em infraestrutura do sistema público, que já investiu em 2.600 Unidades Básicas de Saúde (UBS), 330 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), 101 policlínicas, 4.800 ambulâncias do SAMU e 800 Unidades Odontológicas Móveis (UOM) pelo país. 

Policlínicas: acolhimento de vítimas de violência e outros serviços de saúde 

Com base em projeto referencial fornecido pelo Ministério da Saúde, os municípios de Governador Valadares (MG), Anápolis (GO) e Sumaré (SP) terão policlínicas com salas de ultrassom, salas lilás para acolhimento de vítimas de violência, sala de tomografia, espaços para reabilitação, entre outros serviços.  As policlínicas são unidades especializadas de apoio diagnóstico com serviços de consultas clínicas realizadas por equipes médicas e multiprofissionais, definidas com base no perfil epidemiológico da população da região. Nessas unidades, são realizados exames gráficos e de imagem com fins diagnósticos e oferta de pequenos procedimentos. 

Maternidades: assistência à mulher, à gestante, à puérpera e ao recém-nascido 

Para prestarem assistência à mulher, à gestante, à puérpera e ao recém-nascido de risco habitual e de alto risco, o município de São Félix do Xingu (PA) receberá uma maternidade de porte I, e Aracaju (SE) e Parintins (AM), maternidades de porte II. Nesses locais, serão oferecidos serviços 24h com atendimento de urgência e emergência obstétrica e/ou ginecológica, internação hospitalar, terapia intensiva, além de atendimento ambulatorial. 

O projeto referencial do Ministério da Saúde tem como diferenciais  o espaço da recepção – que garante uma espera confortável e com privacidade -, salas lilás, suítes para pré-parto, parto e pós-parto – onde os períodos clínicos do parto podem ser assistidos com privacidade no mesmo ambiente -, centros de parto normal intra-hospitalares com banheira, espaços adequados para garantir que o atendimento imediato ao recém-nascido seja realizado no mesmo ambiente do parto sem interferir na interação mãe e filho, além da implementação do acolhimento com classificação de risco (ACCR).   

Ana Freitas
Ministério da Saúde 

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Com Novo PAC, Salvador obtém financiamento de R$ 264 milhões para a compra de 226 ônibus a diesel

   Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinou com o Município de Salvador (BA) contrato no valor de R$ 264 milhões para a aquisição de 226 ônibus a diesel Euro 6, a serem utilizados no transporte público coletivo de passageiros. O financiamento compõe escopo do Novo PAC – Refrota, programa coordenado pela Casa Civil. O financiamento viabiliza a renovação da frota do sistema de transporte coletivo por ônibus de Salvador, com a substituição de veículos antigos por modelos mais modernos, seguros e eficientes, contribuindo diretamente para a redução da idade média dos ônibus em circulação e para a melhoria da qualidade do serviço prestado à população. Além de elevar o conforto e a confiabilidade do transporte coletivo, a operação tem impacto positivo na mobilidade urbana e na sustentabilidade ambiental, ao incentivar a entrada de veículos com melhor desempenho energético e menores emissões de poluentes. Atualmente, são transportados 1,2 milhão de passageiros por dia no sistema de transporte coletivo por ônibus de Salvador, que serão diretamente beneficiados pelos novos veículos. A operação de financiamento para a aquisição de novos ônibus em Salvador está inserida no escopo do Novo PAC – Refrota, programa que tem como objetivo o fortalecimento da mobilidade urbana nas cidades brasileiras, através do apoio à aquisição de novos veículos e equipamentos de transporte, tais como ônibus elétricos, sistemas de recarga, ônibus Euro 6 e sistemas sobre trilhos.

“O Governo Federal, através do Novo PAC, reafirma seu compromisso com a melhoria concreta da mobilidade urbana nas grandes cidades brasileiras. O investimento na renovação da frota de ônibus de Salvador significa promover um transporte público mais eficiente, menos poluente e mais digno para milhões de brasileiros que dependem diariamente desse serviço.”, destaca o ministro da Casa Civil e coordenador do Novo PAC, Rui Costa.“Ao apoiar a renovação da frota de transporte coletivo de Salvador, o BNDES cumpre seu papel histórico de indutor do desenvolvimento. Essa operação, no âmbito do Novo PAC, combina melhoria dos serviços públicos, ganho ambiental com o aumento da adoção de ônibus Euro 6 e impacto direto na vida de mais de um milhão de passageiros por dia, reforçando o compromisso do Banco com cidades mais eficientes e sustentáveis.”, explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

*Com informações da Assessoria do BNDES

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Governo do Brasil alcança 9 mil operações e garimpo ilegal tem queda de 98,77% na Terra Yanomami

  Entre março de 2024 e janeiro de 2026, dados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), órgão responsável pelo monitoramento ambiental e territorial da Amazônia por meio de imagens de satélite e sistemas de inteligência, indicaram uma redução de 98,77% das áreas de garimpo ativo na Terra Indígena Yanomami. No período de maior pressão (2024), o garimpo ilegal ocupava cerca de 4.570 hectares do território. Ao final de 2025, a área identificada como garimpo ativo havia sido reduzida para 56,13 hectares.

Essa redução territorial teve impacto direto sobre a estrutura econômica do garimpo ilegal, com prejuízos estimados em mais de R$ 642 milhões, atingindo desde os pontos de extração até as rotas de abastecimento e escoamento do ouro. As 9 mil ações resultam de uma atuação contínua coordenada pela Casa de Governo, em Roraima, envolvendo a Força Nacional de Segurança Pública, a Polícia Federal, a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Polícia Judiciária da Força Nacional (PJFN), o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira. As operações se basearam em fiscalização em campo, ações de inteligência, controle do espaço aéreo e fluvial e bloqueio das rotas logísticas utilizadas por invasores. Como resultado dessas ações, foram inutilizadas 45 aeronaves, 77 pistas de pouso clandestinas e 762 acampamentos, além da apreensão de combustíveis, motores, embarcações e outros equipamentos utilizados na atividade garimpeira.

Vista aérea do rio Uraricoera, na Terra Indígena Yanomami. | Foto: Bruno Mancinelle / Casa de Governo
Vista aérea do rio Uraricoera, na Terra Indígena Yanomami. | Foto: Bruno Mancinelle / Casa de Governo

No mesmo contexto, em 2025, o cerco às rotas logísticas foi intensificado, com ações estratégicas em eixos sensíveis do território, como a região do rio Uraricoera, historicamente utilizada como corredor de acesso por garimpeiros. Nessas áreas, o bloqueio fluvial, a destruição de estruturas ilegais e a presença permanente das forças de segurança reduziram a circulação de invasores. Apreensão de ouro e mercúrio. No acumulado de 2024 e 2025, foram apreendidos 249 quilos de ouro em Roraima, sendo cerca de 213 quilos apenas em 2025, enfraquecendo diretamente a base financeira que sustenta a cadeia logística do garimpo ilegal, desde a extração até o transporte e o escoamento do minério. Outro dado relevante foi a apreensão de 232 quilos de mercúrio, insumo fundamental para o funcionamento do garimpo ilegal e diretamente associado à contaminação de rios e do solo. As apreensões ocorreram desde a abertura da Casa de Governo, como parte do controle da cadeia logística do garimpo ilegal. Além dos efeitos econômicos e operacionais, a diminuição da presença de garimpeiros teve impactos diretos na segurança das comunidades, de equipes de saúde, agentes ambientais e profissionais que atuam na região. Com menos invasores circulando, houve redução de conflitos e a retomada gradual de atividades tradicionais, como as roças e a pesca. Ao atingir, no início de 2026, a marca de 9 mil ações, o enfrentamento ao garimpo ilegal entra em uma fase de continuidade sistemática, com foco na prevenção de novas tentativas de ocupação, no monitoramento permanente, e em melhorias contínuas no âmbito ambiental e social. 

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FPM: municípios partilham R$ 6 bi; valor pode ajudar cidades que começaram 2026 com dívidas

A primeira parcela de janeiro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) foi repassada às prefeituras na sexta-feira (9). Ao todo, os municípios partilham cerca de R$ 6 bilhões, valor aproximadamente 7% maior do que o transferido no mesmo decêndio de 2025.

O especialista em orçamento público, Cesar Lima, reforça que, apesar do avanço e das boas perspectivas para 2026, é fundamental que os gestores municipais ajam com cautela e apliquem os recursos de forma eficiente. Segundo ele, muitos municípios ainda enfrentam um cenário de endividamento, com dificuldades para manter a folha de pagamento e as despesas com fornecedores em dia.

“Esses valores se referem a uma arrecadação realizada nos últimos dez dias de 2025. Eles chegam em um bom momento, já que vários municípios enfrentam dificuldades até mesmo para o pagamento da folha salarial dos seus funcionários, e esse recurso pode ajudar a atravessar esse período”, destaca. “Além de poder ser utilizado para o pagamento da folha salarial, o FPM também pode servir para quitar dívidas que, eventualmente, não foram pagas em 2025 e ficaram para 2026. Como há um resultado melhor do que o registrado em janeiro do ano passado, isso pode trazer algum alívio e permitir um certo ajuste das contas dos municípios com seus fornecedores”, complementa Lima.

Um levantamento divulgado no fim do ano passado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), aponta que 1.202 prefeituras (28,8%) enfrentam atrasos no pagamento de fornecedoresO estudo também indica que a escassez de recursos tem reflexos adicionais nas contas públicas. Segundo a CNM, 1.293 prefeituras (31%) empurraram despesas de 2025 para 2026 sem a devida previsão orçamentária, configurando os chamados restos a pagar. 

FPM: distribuição regional dos recursos

No Sudeste, os municípios do estado de São Paulo concentram o maior volume de recursos entre todas as regiões do país, com um total de R$ 748 milhões. Entre as cidades beneficiadas estão Jundiaí, Itaquaquecetuba e Guarujá.

Na Região Centro-Oeste, Goiás é o estado com o maior repasse. Os municípios goianos vão dividir cerca de R$ 195 milhões, destinados a cidades como Caldas Novas, Catalão e Itumbiara. No Norte do país, o Pará lidera o recebimento, com aproximadamente R$ 172 milhões, que serão distribuídos entre municípios como Paragominas, Redenção e Tucuruí. Já no Nordeste, a Bahia é o estado que receberá o maior montante, com mais de R$ 486 milhões. Entre as cidades beneficiadas estão Juazeiro, Jequié e Ilhéus. No Sul, o destaque é o Rio Grande do Sul, cujos municípios vão partilhar mais de R$ 383 milhões. Entre as cidades com maiores repasses, estão Alegrete, Bagé e Bento Gonçalves.

FPM: municípios com repasse bloqueado

Até o último dia 7 de janeiro, apenas o município de Dom Silvério (MG) estava com o repasse do FPM bloqueado, segundo informações do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi).

De acordo com o Tesouro Nacional, os bloqueios podem ocorrer por diversos motivos, como:

  • falta de pagamento da contribuição ao Pasep;
  • dívidas com o INSS;
  • débitos inscritos na dívida ativa pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN);
  • ausência de prestação de contas no Sistema de Informações sobre Orçamento Público em Saúde (Siops).

Sobre o FPM

Considerado a principal fonte de receita de cerca de 80% dos municípios brasileiros, o FPM é um repasse previsto na Constituição Federal. Os recursos do fundo correspondem a 22,5% da arrecadação da União com o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

O valor recebido por cada município varia conforme o número de habitantes e é atualizado anualmente com base nos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Aumento de valores em 2026

Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta que 58 municípios terão aumento de arrecadação neste ano em razão da elevação dos coeficientes do FPM, motivada pelo crescimento das faixas populacionais.

As informações constam na Decisão Normativa nº 219/2025, que estabelece os coeficientes do FPM para 2026. Confira a lista:

  1. Santo Antônio do Içá (AM);
  2. Campo Novo do Parecis (MT);
  3. Prado (BA);
  4. Rorainópolis (RR);
  5. Careiro (AM);
  6. Querência (MT);
  7. Eusébio (CE);
  8. Araquari (SC);
  9. Careiro da Várzea (AM);
  10. Breves (PA);
  11. Cachoeira Grande (MA);
  12. Barra Velha (SC);
  13. Fonte Boa (AM);
  14. Colares (PA);
  15. Itaitinga (CE);
  16. Camboriú (SC);
  17. Japurá (AM);
  18. Viçosa (MG);
  19. Colatina (ES);
  20. Canelinha (SC);
  21. Pauini (AM);
  22. Mãe do Rio (PA);
  23. Piúma (ES);
  24. Guaramirim (SC);
  25. Mazagão (AP);
  26. Moju (PA);
  27. Hidrolândia (GO);
  28. Maravilha (SC);
  29. São Gabriel da Cachoeira (AM);
  30. Caetés (PE);
  31. Orizona (GO);
  32. Balneário Piçarras (SC);
  33. Tapauá (AM);
  34. Bom Jesus (PI);
  35. Esmeraldas (MG);
  36. Pinhalzinho (SC);
  37. Uarini (AM);
  38. Murici dos Portelas (PI);
  39. Frutal (MG);
  40. Sangão (SC);
  41. Oiapoque (AP);
  42. Francisco Beltrão (PR);
  43. Santa Margarida (MG);
  44. Turvo (SC);
  45. Caldeirão Grande (BA);
  46. Marialva (PR);
  47. Teófilo Otoni (MG);
  48. Indiaroba (SE);
  49. Conceição do Coité (BA);
  50. Prudentópolis (PR);
  51. Três Lagoas (MS);
  52. Capela do Alto (SP);
  53. Jussara (BA);
  54. Siqueira Campos (PR);
  55. Cáceres (MT);
  56. Tatuí (SP);
  57. Pilão Arcado (BA);
  58. Chupinguaia (RO).

FPM: calendário de repasses

Normalmente, os repasses do FPM ocorrem nos dias 10, 20 e 30 de cada mês. Quando a data coincide com fim de semana ou feriado, a transferência é antecipada para o primeiro dia útil anterior.

brasil61

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Ministério da Saúde divulga valores de 2026 para garantir pagamento dos Agentes de Endemias nos municípios

   O Ministério da Saúde publicou a Portaria 10.132/2026, que lista os valores destinados aos municípios e ao Distrito Federal para o pagamento do piso salarial dos Agentes de Combate às Endemias (ACE) em 2026. O montante é composto pela Assistência Financeira Complementar (AFC) da União e pelo Incentivo Financeiro (IF).

A AFC garante que os profissionais da categoria recebam, no mínimo, o piso salarial nacional estabelecido em lei. Já o IF é destinado ao fortalecimento das políticas públicas relacionadas à atuação dos ACEs na área de Vigilância em Saúde.

   Os valores são transferidos aos Fundos Municipais de Saúde em parcelas mensais e buscam colaborar para o cumprimento do piso salarial da categoria. No mês de novembro, as prefeituras recebem uma parcela extra adicional. Pela Portaria, o cálculo teve como base o cadastro de agentes do Sistema de Cadastramento de Estabelecimentos de Saúde (SCNES) de outubro de 2025. A publicação destaca que a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente vai monitorar o cadastramento dos ACE pelos municípios no SCNES mensalmente. A medida tem como objetivo garantir a efetivação dos repasses da AFC e do Incentivo Financeiro para fortalecer a atuação dos agentes nos municípios. 

Repasse por UF

O repasse total por Unidade Federativa (UF) e para cada município pode ser conferido na Portaria 10.132/2026, publicada no Diário Oficial da União de 15 de janeiro de 2026, Seção 1, a partir da página 68.

Considerando o Incentivo Financeiro e a AFC, o estado de São Paulo recebe o maior investimento, na ordem de R$398,5 milhões. O segundo maior montante foi destinado a Minas Gerais, sendo R$ 451,5 milhões. Em seguida aparece a Bahia, com R$ 243,6 milhões. 

Confira o total do repasse para cada UF, conforme a Portaria:

  • AC – Incentivo: R$ 847.134,60 | AFC: R$ 16.095.557,40
  • AL – Incentivo: R$ 2.785.850,60 | AFC: R$ 52.931.161,40
  • AM – Incentivo: R$ 2.800.601,70 | AFC: R$ 53.211.432,30
  • AP – Incentivo: R$ 754.413,40 | AFC: R$ 14.333.854,60
  • BA – Incentivo: R$ 12.182.301,30 | AFC: R$ 231.463.724,70
  • CE – Incentivo: R$ 7.457.734,70 | AFC: R$ 141.696.959,30
  • DF – Incentivo: R$ 1.622.621,00 | AFC: R$ 30.829.799,00
  • ES – Incentivo: R$ 2.684.700,20 | AFC: R$ 51.009.303,80
  • GO – Incentivo: R$ 6.907.729,40 | AFC: R$ 131.246.858,60
  • MA – Incentivo: R$ 4.836.253,50 | AFC: R$ 91.888.816,50
  • MG – Incentivo: R$ 22.577.612,20 | AFC: R$ 428.974.631,80
  • MS – Incentivo: R$ 2.728.953,50 | AFC: R$ 51.850.116,50
  • MT – Incentivo: R$ 3.023.975,50 | AFC: R$ 57.455.534,50
  • PA – Incentivo: R$ 6.075.345,90 | AFC: R$ 115.431.572,10
  • PB – Incentivo: R$ 3.335.855,90 | AFC: R$ 63.381.262,10
  • PE – Incentivo: R$ 6.962.519,20 | AFC: R$ 132.287.864,80
  • PI – Incentivo: R$ 2.693.129,40 | AFC: R$ 51.169.458,60
  • PR – Incentivo: R$ 7.590.494,60 | AFC: R$ 144.219.397,40
  • RJ – Incentivo: R$ 11.902.030,40 | AFC: R$ 226.138.577,60
  • RN – Incentivo: R$ 3.158.842,70 | AFC: R$ 60.018.011,30
  • RO – Incentivo: R$ 729.125,80 | AFC: R$ 13.853.390,20
  • RR – Incentivo: R$ 684.872,50 | AFC: R$ 13.012.577,50
  • RS – Incentivo: R$ 3.860.573,60 | AFC: R$ 73.350.898,40
  • SC – Incentivo: R$ 2.364.390,60 | AFC: R$ 44.923.421,40
  • SE – Incentivo: R$ 1.633.157,50 | AFC: R$ 31.029.992,50
  • SP – Incentivo: R$ 19.926.628,80 | AFC: R$ 378.605.947,20
  • TO – Incentivo: R$ 1.483.539,20 | AFC: R$ 28.187.244,80

Agentes de Combate às Endemias

Os Agentes de Combate às Endemias (ACE) são profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS). O grupo desempenha um papel fundamental no combate às endemias, como dengue, além da atuação na promoção da saúde pública no país, com atividades de educação em saúde. Entre as atribuições dos ACEs estão a realização de visitas domiciliares, com inspeções em residências e comércios com vistas a identificar focos de vetores, como o mosquito Aedes aegypti – transmissor da dengue.

Os profissionais promovem, ainda, ações educativas, voltadas à conscientização da comunidade sobre a importância da prevenção e controle de doenças endêmicas.

O trabalho dos agentes também abarca a aplicação de larvicidas e inseticidas nos focos de proliferação de vetores. Os trabalhadores realizam, ainda, coleta de dados para registrar a incidência de vetores e doenças na área de atuação. Os ACEs têm contato direto com a comunidade. Com isso, promovem integração e constroem um relacionamento de confiança com os moradores, com vistas a facilitar o acesso às informações e às ações de saúde pública.

Fonte: Brasil 61

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LOA sancionada pelo governo prevê R$ 6,54 trilhões em orçamento da União

    A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 foi sancionada nesta quarta-feira (14) pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). A norma estabelece as despesas públicas e apresenta a estimativa de receitas ao longo de 2026. A proposta havia sido aprovada pelo Congresso Nacional no fim de 2024.

No total, o Orçamento da União para este ano será de R$ 6,54 trilhões, com meta de superávit primário de R$ 34,2 bilhões. Já o salário mínimo foi reajustado de R$ 1.518 para R$ 1.621.

De acordo com o texto, a área da Saúde contará com recursos totais de R$ 271,3 bilhões, enquanto a Educação terá R$ 233,7 bilhões.

Em relação a programas sociais, foram reservados R$ 158,63 bilhões para o Bolsa Família e R$ 11,47 bilhões para o programa de incentivo financeiro a estudantes do Ensino Médio, conhecido como Pé-de-Meia. Além disso, R$ 4,7 bilhões estão previstos para o programa que garante acesso ao botijão de gás a famílias de baixa renda.

Vetos

Ao alegar inconformidades legais, o presidente vetou dois dispositivos que somam quase R$ 400 milhões em emendas parlamentares. Segundo o governo, os trechos foram adicionados durante a tramitação da proposta no Congresso Nacional e não constavam na programação orçamentária enviada pelo Poder Executivo, conforme estabelece a Lei Complementar 210/24

Esses vetos ainda serão analisados por deputados e senadores, que poderão mantê-los ou derrubá-los.

Emendas parlamentares

O texto aprovado prevê cerca de R$ 61 bilhões em emendas parlamentares. Desse montante, aproximadamente R$ 37,8 bilhões serão destinados a emendas impositivas (de pagamento obrigatório). As emendas individuais somam R$ 26,6 bilhões, enquanto as emendas de bancada, destinadas às bancadas estaduais, totalizam R$ 11,2 bilhões. Já as emendas de comissão, que não têm execução obrigatória, chegam a R$ 12,1 bilhões. Além do veto de quase R$ 400 milhões em emendas parlamentares, o governo trabalha com a possibilidade de editar outros atos normativos para remanejar mais R$ 11 bilhões em emendas para outras ações.

Fonte: Brasil 61

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A NATUREZA DO DEUS QUE SALVA

PLANO PERFEITO
A salvação da humanidade: a mensagem central das Escrituras

INTRODUÇÃO
Em um mundo onde o afeto é frequentemente proporcional ao mérito, costumamos acreditar que precisamos ser “suficientemente bons” para sermos aceitos pelas pessoas e, sobretudo, por Deus. Entretanto, a nossa experiência diária com falhas e fragilidades nos leva a uma inquietude: quem poderia amar e resgatar alguém imperfeito? A narrativa bíblica rompe essa lógica ao nos apresentar o Calvário, onde o Justo morreu pelos injustos “enquanto ainda éramos fracos e pecadores”. Portanto, vamos abordar a natureza do Deus que salva. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus?

TEXTO PRINCIPAL – COMPARANDO TRADUÇÕES
Provem, e vejam como o SENHOR é bom. Como é feliz o homem que nele se refugia! (Sl 34.8, NVI).
Procure descobrir, por você mesmo, como o SENHOR Deus é bom. Feliz aquele que encontra segurança nele! (Sl 34.8, NTLH).
Deste texto bíblico, emanam algumas verdades espirituais:
1. Deus deseja ser conhecido de forma pessoal e direta. Não apenas obedecido, mas saboreado.
2. A verdadeira felicidade está em confiar. A bem-aventurança vem da dependência de Deus.
3. Fé é uma experiência viva. Ela passa pelos sentidos.
4. A bondade de Deus é absoluta e sempre acessível. Mesmo em meio ao sofrimento (como no contexto de Davi), o salmista declara: “Ele é bom.”

RESUMO DA LIÇÃO
A obra da salvação, que é revelada plenamente em Jesus Cristo, expressa a bondade, o amor e a santidade de Deus. BA obra da cruz resolve o “dilema divino”: como perdoar o pecador (expressão de Amor e Bondade) sem violar a justiça que exige a punição do pecado (expressão de Santidade). Em Cristo, Deus proveu o sacrifício que a Sua própria santidade exigia, permitindo que a Sua graça fluísse para a humanidade. Portanto, a salvação revela plenamente quem Deus é: um Pai amoroso que quer salvar, mas também um Juiz justo que não pode inocentar o culpado sem um resgate.

1. O DEUS QUE SE REVELA COMO SALVADOR
Ideia central do ponto: A Escritura apresenta Deus como Redentor, bom e confiável, revelado plenamente em Jesus.
1.1 A história da salvação mostra Deus como o Redentor.
Ideia central: Deus toma a iniciativa de derrotar o mal e restaurar o relacionamento com o ser humano (Gn 3.15; Sl 105.5-6). O aluno deve sair sabendo: identificar a redenção como iniciativa de Deus.
A LIÇÃO DIZ: Desde Gênesis, Deus se revela como o Redentor que toma a iniciativa de colocar em prática um plano de salvação para derrotar o mal e restaurar o relacionamento do ser humano com Ele (Gn 3.15).
A história pode ser dividida em quatro grandes momentos:
1.1.1 Na criação, vemos o Deus trino todo-poderoso, transcendente, autoexistente, suficiente em si mesmo, eterno, santo e perfeito em todos os seus atributos, criando todas as coisas que existem, desde as mais remotas e distantes galáxias até a terra e tudo o que nela há. Vemos a criação do homem imago Dei, segundo a imagem do próprio Deus, em estado de inocência e liberdade, debaixo do governo moral de Deus, ordenado a ser responsável e obediente e a governar sobre todas as coisas criadas, para a glória do criador.
1.1.2 Na queda, vemos o homem transgredindo a lei de Deus e se afastando dele, caindo de seu estado de inocência e felicidade e legando para a humanidade esta condição de condenação, aprisionando sua liberdade às inclinações do pecado, sendo tanto responsável por ele como vítima de sua poluição. Vemos o efeito da queda na criação, trazendo maldição para este mundo e resultando na grande tragédia da história do homem.
1.1.3 Na redenção, vemos ainda que Deus resolveu oferecer salvação ao homem e o fez de modo que sua justiça, ofendida pela transgressão da lei causada pelo pecado do homem, fosse satisfeita. Em amor, desde os tempos eternos, Deus o Pai resolveu salvar pecadores em seu Filho, Jesus Cristo, o qual, sendo um com Deus o Pai, entrou na história, assumiu a natureza humana e viveu como homem, obedecendo toda a lei e cumprindo toda a justiça de Deus o Pai, a ponto de oferecer-se a si mesmo como sacrifício e propiciação a Deus em favor dos homens, justificando os pecadores que se achegam a ele, movidos pela ação do Espírito de Deus que os regenera, em arrependimento e fé, sendo reconciliados com Deus e adotados em sua família.
1.1.4 Finalmente, temos a consumação de todas as coisas, vemos como o cristão é preparado nesta vida para a vida porvir; sendo santificado e perseverando em sua peregrinação. Vemos o que acontece após a morte do homem, seja do justo ou do injusto, sobre o céu e o inferno, o julgamento final, a ressurreição do corpo e a redenção final e definitiva da criação: novos céus e nova terra; todas essas coisas operando segundo o propósito e decretos de Deus e para glória dele. Em toda a história de criação, queda, redenção e consumação, há um protagonista: o Deus triúno. Ele se revela na própria história como o Redentor, isto é, aquele que resgata o seu povo da culpa e do poder do pecado por iniciativa soberana, cumprindo suas promessas e restaurando o que foi corrompido. Esse fio redentor aparece já no início, em Gênesis 3.15, quando Deus anuncia que da semente da mulher viria aquele que esmagaria a cabeça da serpente. Ali, a Escritura não apenas descreve a gravidade da queda, mas também registra a primeira promessa de redenção, estabelecendo que a vitória sobre o mal não viria do esforço humano, mas do agir de Deus. Essa promessa não fica suspensa. Ela progride ao longo da revelação bíblica e alcança seu cumprimento na “plenitude do tempo”, quando, conforme Gálatas 4.4, Deus envia o seu Filho, “nascido de mulher”. Essa expressão retoma, em linha direta, a promessa de Gênesis 3.15 e mostra a fidelidade de Deus em conduzir a história para o cumprimento do que havia dito. Assim, a história revela Deus como Redentor: aquele que prometeu a redenção e que, em Cristo Jesus, efetivamente a realizou.
1.2 Deus é bom e digno de confiança.
Ideia central: A bondade de Deus sustenta a confiança e o temor do Senhor, e a salvação procede da sua benignidade (Tt 3.4-5).
O aluno deve sair sabendo: explicar que a salvação resulta da bondade e misericórdia de Deus, não de mérito humano.

A LIÇÃO DIZ: O Salmo 34 nos convida a experimentar a bondade divina e, como resultado, a felicidade alcança aquele que confia nEle (v.8). Quando provamos da sua bondade e nos entregamos a Ele com plena confiança, o temor do Senhor — uma atitude que caracteriza a verdadeira sabedoria espiritual (Pv 1.7) — passa a fazer parte da nossa vida. A Bíblia ensina que a bondade é um dos principais atributos de Deus. Ela está na sua essência. A bondade é uma expressão de sua natureza divina. Ele é intrinsecamente bom e amoroso. De acordo com a Bíblia, a bondade de Deus é manifestada de várias maneiras.
Primeiro: ela se manifesta na criação. A criação é descrita como sendo “bom” pelo menos sete vezes, refletindo, assim, o caráter do Criador. A bondade é sua marca registrada sobre todas as coisas e a criação foi o seu primeiro ato de bondade.

Segundo: ela se manifesta na redenção: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem.” (Lc 2.14). A redenção é a expressão da bondade de Deus. Quando o homem caiu em pecado, a bondade agiu no sentido de resgatar o homem de seu estado miserável.
Terceiro: ela se manifesta na providência ao nos trazer conforto e orientação em meio às aflições da vida. Em dar respostas às nossas orações. Prover os recursos quando somos tentados, ao curar nossas doenças ou quando oferece gratuitamente perdão quando pecamos. A bondade de Deus é uma fonte de esperança e consolo para o cristão. Visto que a sua bondade dura para sempre, jamais deveríamos ficar desanimados. “O Senhor é bom, é fortaleza no dia da angústia e conhece os que nele se refugiam.” (Na 1.7). Como não confiar e temer um Deus tão bondoso assim?
1.3 Jesus revela a natureza salvadora de Deus.
Ideia central: Em Cristo habita a plenitude da divindade; ver o Filho é conhecer o Pai como Deus bom e Salvador (Jo 14.9-10).
O aluno deve sair sabendo: afirmar que Jesus revela o Pai e fundamenta o conhecimento verdadeiro do Deus que salva.
A LIÇÃO DIZ: A Palavra de Deus nos mostra que, em Jesus Cristo, habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Cl 2.9). Em João 14, Jesus declarou: “Quem me vê a mim vê o Pai; […] Não crês tu que eu estou no Pai e que o Pai está em mim?” (Jo 14.9,10).
O termo grego pleroma, traduzido como “plenitude”, significa a soma total do que Deus é, todo o Seu ser, Seus atributos e Seus poderes. Paulo utiliza este termo, que era comum no vocabulário dos falsos mestres (gnósticos), para refutá-los. Enquanto os gnósticos ensinavam que a plenitude divina estava distribuída entre várias emanações espirituais ou anjos, Paulo afirma que toda a plenitude reside em Cristo. O verbo usado para “habita” (katoikeo) indica uma residência permanente e contínua, em contraste com uma estada temporária. Isso significa que a divindade não veio sobre Jesus apenas no batismo para deixá-lo na cruz (como ensinavam algumas heresias), mas que Ele possui essa plenitude de forma inalienável e eterna. No Evangelho de João, a revelação da divindade de Cristo é aprofundada através da explicação de Seu relacionamento com o Pai. Quando Filipe pede: “Senhor, mostra-nos o Pai”, Jesus responde com uma repreensão terna que revela Sua identidade: “Quem me vê a mim vê o Pai”. Ninguém jamais viu a Deus em Sua essência espiritual, pois Ele habita em luz inacessível. No entanto, Jesus, o Filho Unigênito, é quem o “revelou” (Jo 1.18). O termo grego implica que Jesus é a “exegese” ou a explicação completa de Deus. Ele não aponta apenas para Deus; Ele é a auto-revelação de Deus. Ver Jesus, Suas obras, Seu amor, Sua santidade, é ver o caráter e a natureza do Pai em ação. A declaração “Eu estou no Pai e o Pai está em mim” (Jo 14.10) descreve uma união mística e ontológica conhecida como pericorese (habitação mútua). Eles são distintos como pessoas (o Filho não é o Pai), mas são um em essência e substância. Não há conflito de vontades ou separação de poder; as palavras que Jesus fala e as obras que Ele realiza são as palavras e obras do Pai que habita nEle.

2. A SALVAÇÃO COMO PROVA DO AMOR DE DEUS
Ideia central do ponto: A cruz demonstra o amor de Deus e exige uma resposta prática de gratidão e testemunho vivencial.
2.1 A salvação como ato de amor.
Ideia central: Cristo morreu pelos ímpios; Deus prova seu amor ao agir por nós quando ainda éramos pecadores (Rm 5.6-8; Ef 2.1). O aluno deve sair sabendo: definir a salvação como ação amorosa de Deus em favor de quem não merecia.
A LIÇÃO DIZ: Romanos 5 descreve a morte de Cristo, o Justo, no lugar dos ímpios (Rm 5.6) e revela o ato mais amoroso de Deus: “Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8). Deus entregou seu Filho único por amor. Ele não o entregou depois que fomos justificados, regenerados e santificados; pelo contrário, Ele o entregou quando ainda estávamos “mortos em ofensas e pecados” (Ef 2.1). Ora, se isso não é amor, então o que seria? Esse é o amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta — um amor sofredor, bondoso, verdadeiro (1Co 13.4-7). Vamos focar em Romanos 5.8. A expressão no original que foi traduzida como amor é ágape. Esta é a palavra mais frequente no Novo Testamento para descrever o amor cristão e o amor divino. Refere-se a uma “benevolência invencível” e uma “infinita boa vontade”. Não é apenas uma emoção, mas uma atitude da vontade que busca o maior bem do outro, independentemente de seus méritos. É um amor abnegado, inteligente, com propósito e ativo. Diferente do eros (que busca satisfação própria), o ágape busca o bem do objeto amado, mesmo que este seja indigno ou inimigo. A causa do amor de Deus não está no objeto amado, mas nele mesmo. Cristo não morreu por alguém que merecia o amor de Deus. Ao contrário, Paulo diz que éramos fracos (5.6), ímpios (5.6), pecadores (5.8) e inimigos (5.10). Numa linguagem crescente, o apóstolo elenca quatro predicados sombrios da deplorável condição humana. Embora fôssemos merecedores do juízo divino, ele graciosamente derramou em nosso coração seu imenso amor. Deus não poderia achar nos fracos, ímpios, pecadores e inimigos algo que atraísse seu amor. O caráter incomum e singular do amor de Deus se revela no fato de que ele foi exercido a favor daqueles cuja condição natural era absolutamente repugnante diante da sua santidade. Deus amou infinitamente os objetos da sua ira.
2.2 O amor de Deus se manifestou na cruz.
Ideia central: Deus amou o mundo e enviou o Filho como propiciação; a cruz expressa amor universal (Jo 3.16).
O aluno deve sair sabendo: explicar que a cruz é a expressão objetiva do amor de Deus e o fundamento da salvação.
A LIÇÃO DIZ: A doutrina do amor de Deus é o fundamento da obra da salvação. Como pentecostais, afirmamos com convicção: o que motivou o envio de Jesus Cristo à cruz foi o incomparável amor de Deus. A Bíblia declara: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Aprendemos desde cedo, no discipulado, que a palavra graça significa favor imerecido. Contudo, à luz do texto bíblico que acabamos de ler, podemos ampliar esse conceito e afirmar que a graça é a maior de todas as dádivas concedidas a quem merecia o maior de todos os castigos. A graça é um presente de Deus aos homens: ela é oferecida gratuitamente, mas custou o sangue precioso de Jesus Cristo. João 3.16, é talvez, um dos versículos mais conhecidos Bíblia, é o Evangelho em miniatura, o Evangelho em ponto pequeno. Como em uma só gota de orvalho se vê todo o universo, aqui, nestas poucas palavras, vê-se toda a boa nova da salvação de Deus. Notem-se estes pontos: 1) Deus, o maior Ser. 2) Amou, o maior sentimento. 3) O mundo, o maior grupo. 4) De tal maneira, o maior grau. 5) Que deu, o maior ato. 6) O Seu Filho unigénito, a maior Dádiva. 7) Para que todo aquele, a maior oportunidade. 8) Que nEle, a maior atração. 9) Crê, a maior simplicidade. 10) Não pereça, a maior promessa. 11) Mas, a maior diferença. 12) Tenha, a maior certeza. 13) A vida eterna, a maior possessão.
2.3 Respondendo ao amor de Deus com gratidão.
Ideia central: A gratidão pela salvação aparece em escolhas diárias que honram a Cristo e servem ao próximo (Rm 5.8; 1Jo 4.19).
O aluno deve sair sabendo: aplicar a gratidão como prática: conduta, serviço e testemunho coerentes com o evangelho.
A LIÇÃO DIZ: A gratidão verdadeira se mostra no comportamento: nas decisões que tomamos, nas amizades que cultivamos, na maneira como lidamos com as tentações e na disposição em servir a Deus e ao próximo. Como escreveu o apóstolo João: “Nós o amamos porque ele nos amou primeiro” (1Jo 4.19). A vida cristã não é uma tentativa de ganhar o favor de Deus através de esforços humanos, mas sim uma resposta amorosa à iniciativa divina. Como o apóstolo João declarou: “Nós o amamos porque ele nos amou primeiro” (1Jo 4.19). Esse versículo estabelece que o amor de Deus é a causa, e o nosso amor é a consequência; o amor dEle é a fonte, e o nosso é o fluxo que retorna a Ele.
Como, em forma de gratidão, devemos responder a esse tão grande amor?
2.3.1 Obediência. A pessoa que compreende a profundidade do amor de Deus não obedece por medo ou para acumular méritos, mas porque deseja agradar ao Pai. Jesus disse: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (Jo 14.15), indicando que a obediência é a prova irrefutável do amor e da gratidão temos a Deus.
2.3.2 Prioridades e recursos. As decisões sobre o uso do tempo e do dinheiro refletem onde está o coração. A gratidão nos leva a submeter com alegria tudo que somos e tudo que temos ao Senhor.
2.3.3 Santidade. Diante das encruzilhadas da vida, o cristão grato decide andar na luz, rejeitando as “obras das trevas”, pois entende que foi resgatado de um “vão modo de viver” para uma vida de propósito.
2.3.4 Amor fraternal. A prova de que amamos a Deus (a quem não vemos) é o amor pelos irmãos (a quem vemos).

3. A SANTIDADE DO DEUS QUE SALVA
Ideia central do ponto: O Deus que salva é santo; a salvação inclui transformação e um chamado contínuo à santidade.
3.1 Deus é absolutamente santo.
Ideia central: A santidade é atributo essencial de Deus e a base do chamado ético do seu povo (Is 6.3; 1Pe 1.15-16; Lv 11.44). O aluno deve sair sabendo: relacionar o chamado “sejam santos” ao caráter do próprio Deus.
A LIÇÃO DIZ: A Bíblia revela que uma das características fundamentais de Deus é a sua santidade. No livro do profeta Isaías, lemos a proclamação dos anjos: “E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos: toda a terra está cheia da sua glória” (Is 6.3). O apóstolo Pedro escreve em sua Primeira Epístola: “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” (1Pe 1.15). Esse chamado à santidade está diretamente relacionado à própria natureza santa de Deus, como está escrito: “Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo” (1Pe 1.16; cf. Lv 11.44). A santidade de Deus, fundamentalmente, revela que Ele é separado e distinto de tudo o que existe. Essa separação possui dois aspectos principais:
3.1.1 Transcendência majestosa. Deus é “totalmente santo”. Ele está separado da criação e elevado acima dela em glória e majestade infinita. A santidade descreve a excelência superlativa de Sua natureza, a soma total de Suas perfeições. Quando os serafins clamam “Santo, Santo, Santo” em Isaías 6.3, a repetição (o triságio) enfatiza que essa qualidade nEle é suprema e inigualável, indicando que Ele não pertence à esfera do comum ou do profano.
3.1.2 Pureza absoluta. A santidade implica que Deus está eternamente separado de todo pecado, impureza e maldade. Ele é “tão puro de olhos, que não pode ver o mal” (Hc 1.13). Sua natureza é a própria antítese da corrupção e do mal; Ele é luz e nEle não há treva alguma. Por ser santo, Ele ama a justiça e abomina a iniquidade, sendo a Sua santidade o padrão moral para todo o universo . Portanto, em vez de imitar o mundo ímpio com seus modismos, nossa vida deve reproduzir o caráter santo daquele que nos chamou. Ser piedoso significa ser semelhante a Deus, que é santo em todos os seus caminhos. A fim de sermos como ele, precisamos ser santos em tudo o que fazemos e dizemos. Nesta vida, jamais seremos tão santos quanto ele, mas devemos ser santos porque ele é. O dever de ser santo envolve um duplo movimento: separação do pecado (aspecto negativo) e dedicação a Deus (aspecto positivo). O cristão foi chamado para fora do sistema de valores do mundo (“não vos amoldeis às paixões”, 1 Pe 1.14) para ser propriedade exclusiva de Deus.
3.2 A salvação é um chamado à santidade.
Ideia central: A salvação inclui santidade posicional e santidade progressiva (Rm 6.22; 1Co 1.2; Hb 10.10; 2Co 3.18; Fp 2.12-13).
O aluno deve sair sabendo: distinguir posição em Cristo e processo de transformação, mantendo responsabilidade e a dependência de Deus.
A LIÇÃO DIZ: A doutrina bíblica da salvação ensina que, ao sermos alcançados pela graça, experimentamos o que muitos estudiosos chamam de santidade posicional, ou seja, refere-se à condição de santos que o salvo recebe no momento em que a salvação é operada (1Co 1.2; Hb 10.10). Essa é uma realidade imediata e completa, vinda direta e exclusivamente de Deus. Além dessa realidade, há outra denominada de “santidade progressiva”, que se refere ao processo contínuo de transformação interior operada pelo Espírito Santo ao longo da caminhada espiritual (2Co 3.18; Fp 2.12,13). Gosto muito de uma frase que diz: Deus chama o ímpio para a salvação, o salvo para santificação e o santo, Ele chama para a obra. De fato, a salvação é um chamado para à santidade.A Bíblia apresenta a santificação como uma posição (status) conferida por Deus e um processo (vivência) desenvolvido no crente. A santidade posicional é um ato forense, instantâneo e definitivo de Deus. Ela não depende do grau de pureza moral que o crente alcançou, mas da sua união com Cristo. No momento da conversão, o crente é posicionalmente “santificado”. Isso significa que ele foi “separado” do mundo profano e transferido para a esfera do sagrado, tornando-se propriedade exclusiva de Deus. É uma mudança de status legal e de relacionamento, não necessariamente de caráter imediato. Por isso, Paulo pôde chamar os coríntios de “santificados em Cristo Jesus” e “santos”, apesar de seus muitos problemas morais e divisões internas. Enquanto a posicional é um ato único, a progressiva é um crescimento contínuo e moral. É a transformação do caráter interior, onde o crente, capacitado pelo Espírito Santo, mortifica os atos da carne e cultiva virtudes espirituais. santidade progressiva nunca será concluída nesta vida; ela aponta para a glorificação, quando nossa condição moral finalmente corresponderá perfeitamente à nossa posição legal.
3.3 A cruz: o encontro da justiça e do amor de Deus e o caminho para a santidade.
Ideia central: Na cruz, Deus julga o pecado e oferece graça; Cristo leva a culpa e garante justificação ao que crê (Hc 1.13; Is 53.5; Rm 3.26). O aluno deve sair sabendo: explicar como a cruz expressa a justiça e graça de Deus.

A LIÇÃO DIZ: A cruz de Cristo é o maior marco da história da salvação. Nela, a justiça de Deus e o seu amor infinito se encontram de forma perfeita, preparando e apontando o caminho da santidade. O dilema teológico fundamental resolvido na cruz é como um Deus santo e justo pode perdoar pecadores culpados sem comprometer a Sua própria integridade moral. A justiça de Deus exige que o pecado seja punido. Deus não pode simplesmente “fazer vista grossa” para a iniquidade, pois Sua natureza santa não tolera o mal. A lei divina declara que “a alma que pecar, essa morrerá” e que “maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no livro da lei. Se Deus apenas perdoasse sem uma satisfação penal, Ele negaria Sua própria justiça e santidade. O pecado é uma ofensa contra a majestade infinita de Deus e exige uma reparação. Na cruz, Jesus atuou como nosso substituto. Ele não morreu como um mártir ou apenas como um exemplo, mas assumiu o lugar dos pecadores. A justiça de Deus foi satisfeita porque o castigo que nós merecíamos, a ira divina e a morte espiritual, foi derramado sobre Cristo. Ele bebeu o “cálice” da ira de Deus até a última gota. Ao mesmo tempo que a cruz é a suprema demonstração da justiça (julgando o pecado), ela é a prova máxima do amor de Deus (salvando o pecador). O crente foi “crucificado com Cristo” (Gl 2.20). Legal e espiritualmente, a velha vida sob o domínio do pecado acabou. O “corpo do pecado” foi despojado de seu poder tirânico. Portanto, é por meio da cruz que o caminho da santidade é possibilitado.
A cruz é o fundamento da história da salvação:
3.3.1 Para Deus é a satisfação de Sua justiça e a expressão suprema de Seu amor, permitindo que Ele perdoe sem deixar de ser santo.
3.3.2 Para o pecador é o único lugar de refúgio onde a culpa é removida e a paz com Deus é estabelecida.
3.3.3 Para o santo é a fonte de poder que quebra o domínio do pecado, purifica a consciência e motiva uma vida de consagração e serviço sacrificial.

CONCLUSÃO
Chegamos ao final deste estudo compreendendo que a salvação não é uma conquista humana baseada em obras, mas uma expressão soberana da graça de Deus. Vimos que Ele não é um Ser distante ou indiferente; Ele é o Redentor que, desde o Gênesis, tomou a iniciativa de resgatar a humanidade caída. A Cruz de Cristo permanece como o monumento central da história, o lugar onde o “dilema divino” foi resolvido: a justiça de Deus julgou o pecado e o amor de Deus absolveu o pecador. Aprendemos que fomos amados não quando éramos amáveis, mas quando éramos inimigos, o que torna a graça um favor escandalosamente imerecido. Portanto, a nossa resposta a esse grande amor não pode ser a passividade. A salvação nos confere uma nova posição de santos, mas também nos impulsiona ao processo de santificação progressiva. Que possamos sair desta lição não apenas com o intelecto preenchido, mas com o coração grato, decididos a viver uma vida de obediência e pureza que reflita o caráter do Deus que nos salvou.

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O PAI ENVIOU O FILHO

A SANTÍSSIMA TRINDADE
O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas

INTRODUÇÃO
Como podemos medir a verdadeira dimensão do amor? Não apenas por palavras, mas pela magnitude da renúncia envolvida e pelas ações empreendidas. Ao observarmos a narrativa bíblica, notamos que a redenção humana foi uma iniciativa soberana de Deus planejada desde a eternidade. Nesta lição, abordaremos o envio do Filho Unigênito. Veremos como esse evento, ocorrido na “plenitude dos tempos”, é a prova suprema do amor do Pai e a revelação clara da Santíssima Trindade trabalhando em perfeita harmonia para garantir a nossa salvação. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.

TEXTO ÁUREO
Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele. (1Jo 4.9, NVI). Foi assim que Deus mostrou o seu amor por nós: ele mandou o seu único Filho ao mundo para que pudéssemos ter vida por meio dele. (1Jo 4.9, NTLH). Apenas quatro vezes no Novo Testamento encontramos afirmações sobre o que Deus é, três delas feitas por João: Deus é “espírito” (Jo 4.24), “luz” (1.5) e “amor” (4.8). A quarta é “Deus é fogo consumidor” (Hb 12.29; cf. Dt 4.24). Essas afirmações não são definições completas de Deus, mas revelam o que ele é em sua natureza. Afirma que “Deus é amor” significa que ele não somente é a fonte de todo amor (4.7), mas é amor em sua própria essência. É importante, entretanto, lembrarmos que se Deus é amor, ele também é espírito, luz e fogo consumidor. Temos de manter em harmonia esses aspectos do ser de Deus, pois só assim poderemos compreender como um Deus, que é amor, castiga os ímpios com ira eterna. João, portanto, apresenta uma prova cabal de que Deus é amor. “Manifestar” significa tornar plenamente conhecida, com detalhes, mediante revelação clara, alguma coisa que estava oculta. A vinda do Senhor Jesus ao mundo tornou plenamente conhecido o amor de Deus pelo seu povo.

VERDADE PRÁTICA
O envio do Filho revela o amor do Pai e a perfeita unidade da Trindade no plano da salvação, garantindo a redenção e a adoção dos crentes. A verdade prática resume bem o conteúdo que abordaremos na lição:
1 Graduado em teologia pela UniCesumar; Tecnólogo em coaching e desenvolvimento humano pela Unopar; pós-graduando em educação cristã e graduando em teologia pela Faculdade Batista do Cariri (FBC); Presbítero na Assembleia de Deus em Pernambuco
1. O envio do Filho revela o amor do Pai. O ato de Deus Pai enviar o Filho ao mundo é a suprema demonstração de Seu amor. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito…” (Jo 3.16).
2. A perfeita unidade da Trindade no plano da salvação. O plano salvífico é, portanto, trinitário em sua origem, execução e consumação.
3. A garantia da redenção. A redenção é eficaz porque foi realizada pelo próprio Filho eterno, plenamente divino e plenamente humano, capacitado para satisfazer a justiça divina pela unção do Espírito, cujo o ministério foi aprovado pelo Pai.

1. O ENVIO DO FILHO E O AMOR DO PAI
Ideia central do ponto: O Pai revela seu amor ao enviar o Filho, por iniciativa soberana, e isso expõe a unidade trinitária na redenção.
1.1 O amor incondicional do Pai.
Ideia central: O amor (agápē) de Deus é gracioso e imerecido, e se expressa no envio do Filho (Jo 3.16–17; 1Jo 4.8–10).
O aluno deve sair sabendo: definir ágape como amor que envolve decisão e ação, e rejeitar a ideia de que o amor de Deus se baseia em algum mérito humano.
A LIÇÃO DIZ: O envio de Jesus Cristo — o Filho Unigênito do Pai, é a maior demonstração do amor de Deus ao mundo (Jo 3.16). O verbo grego para este amor é “aqapáō” e o substantivo é “agápē”. Expressam a natureza essencial de Deus (1Jo 4.8) e a busca pelo bem-estar de todos (Rm 15.2). Conforme usado, acerca de Deus, manifesta interesse profundo e constante de um Ser perfeito para seres completamente indignos (Vine, 2002, p. 395). O idioma grego possui uma riqueza de termos para descrever o amor, permitindo distinções que muitas vezes se perdem em outras línguas. No grego do Novo Testamento, há três palavras frequentemente associadas a tradução do termo amor:
1.1.1 Ágape (Agepê / agapáō). Esta é a palavra mais frequente no Novo Testamento para descrever o amor cristão e o amor divino. Refere-se a uma “benevolência invencível” e uma “infinita boa vontade”. Não é apenas uma emoção, mas uma atitude da vontade que busca o maior bem do outro, independentemente de seus méritos. É um amor abnegado, inteligente, com propósito e ativo. Diferente do eros (que busca satisfação própria), o agápe busca o bem do objeto amado, mesmo que este seja indigno ou inimigo.
1.1.2 Philia (phileõ). Descreve o amor de amizade, o afeto caloroso e a comunhão. É usada para descrever o amor entre amigos verdadeiros e o amor do Pai pelo Filho, bem como o amor de Jesus por Lázaro. Embora alguns tentem classificar philia como inferior a agápe, em muitos contextos do Novo Testamento (especialmente em João), os termos são usados como sinônimos intercambiáveis.
1.1.3 Storgê. Descreve o amor familiar, a afeição natural entre pais e filhos. O substantivo não aparece no Novo Testamento, mas o conceito existe e formas compostas (como philostorgos, “amar cordialmente”) são usadas, como em Romanos 12.10.
1.1.4 Eros. Refere-se ao amor passional, sexual e ao desejo de posse. Esta palavra não aparece no Novo Testamento. É descrita como um amor que busca a autossatisfação, em contraste com o agápe que busca o outro.
1.2 A iniciativa soberana de Deus.
Ideia central: A salvação procede do propósito de Deus em Cristo e antecede qualquer resposta humana (Ef 1.4–5,9; Rm 5.8).
O aluno deve sair sabendo: explicar que a iniciativa da salvação não parte do ser humano, mas de Deus.
A LIÇÃO DIZ: Desde a eternidade, antes da Queda no Éden, Deus traçou um plano de redenção em Cristo (Ef 1.4,5). Até mesmo anterior a fundação do mundo, o Filho já estava destinado para nossa salvação (1Pe 1.18-20). Deus, em sua soberania e seu imensurável amor, tomou a iniciativa de enviar o Salvador, cumprindo seu eterno propósito de redenção (Ef 1.9). A Escritura ratifica que o amor divino antecede qualquer atitude humana: “não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados” (1Jo 4.10).
Vamos compreender, em primeiro lugar, o texto de Efésios 1.4-5 (NAA) que diz:
Antes da fundação do mundo, Deus nos escolheu, nele, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele. Em amor nos predestinou para ele, para sermos adotados como seus filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o propósito de sua vontade,Deus, em Sua onisciência, previu a queda do homem e planejou a redenção antes mesmo da criação. As Escrituras revelam que o plano de salvação remonta à eternidade passada, onde Deus estabeleceu que Cristo seria o Cordeiro morto desde a fundação do mundo. Portanto, a eleição é um ato eterno fundamentado na presciência de Deus, onde Ele, antecipadamente, conheceu aqueles que responderiam ao Seu chamado pela fé.A eleição “olha” para o aspecto passado da salvação. Refere-se ao ato de Deus escolher um povo para Si mesmo. É o ato pelo qual Deus escolhe homens para si. A eleição é baseada na presciência de Deus. Deus elege para a salvação aqueles que Ele previu que aceitariam o Seu chamado e creriam em Jesus.A predestinação “olha” para o aspecto futuro. Ela se refere ao destino ou ao propósito pré-determinado por Deus para aquele povo que Ele elegeu. Portanto, A predestinação não é um decreto de quem será salvo ou condenado, mas a definição do futuro e dos benefícios daqueles que já são de Cristo. Deus predestinou que os que estão em Cristo desfrutem da posição de filhos (adoção), com todos os direitos e privilégios de herdeiros. É um ato da graça soberana que nos coloca na família de Deus, uma realidade presente que será plenamente realizada na redenção do nosso corpo. Tudo isso ocorre de acordo com o beneplácito (a boa vontade) de Deus. Não depende de obras ou mérito humano, mas da graça. A vontade de Deus não é restritiva (escolhendo apenas alguns para salvar), mas inclusiva no sentido de que Ele deseja que todos se salvem, embora a eficácia dessa vontade dependa da resposta humana de fé, que é possibilitada pela graça.

Em segundo lugar, corroborando com a ideia de que o amor de Deus antecede qualquer resposta humana, O apóstolo Paulo escreveu: Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando ainda éramos pecadores. (Rm 5.8 NAA). A causa do amor de Deus não está no objeto amado, mas nele mesmo. Cristo não morreu por alguém que merecia o amor de Deus. Ao contrário, Paulo diz que éramos fracos (5.6), ímpios (5.6), pecadores (5.8) e inimigos (5.10). Numa linguagem crescente, o apóstolo elenca quatro predicados sombrios da deplorável condição humana. Embora fôssemos merecedores do juízo divino, ele graciosamente derramou em nosso coração seu imenso amor. Deus não poderia achar nos fracos, ímpios, pecadores e inimigos algo que atraísse seu amor. O caráter incomum e singular do amor de Deus se revela no fato de que ele foi exercido a favor daqueles cuja condição natural era absolutamente repugnante diante da sua santidade. Deus amou infinitamente os objetos da sua ira. Portanto, fica mais que evidente que a salvação, além de ser uma iniciativa divina, é um dom gracioso da parte de Deus.
1.3 O envio do Filho e a Trindade.
Ideia central: “O envio do Filho é uma expressão do amor do Deus Triúno, que resplandece em toda a história da salvação. O aluno deve sair sabendo: destacar o envolvimento da Trindade no plano da redenção, afirmando a unidade de essência entre as pessoas da Trindade e distinguir as funções na economia da salvação.
A LIÇÃO DIZ: Embora a missão do Filho seja descrita por meio do verbo “enviar” (Jo 3.17,18,34), a ideia aqui é de um presente gracioso de Deus (1Jo 4.10). Em seu amor soberano, o Pai ofereceu sua dádiva mais preciosa — o seu Filho Unigênito: “para que por Ele vivamos” (1Jo 4.9).
O texto bíblico nos diz:
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é condenado; mas o que não crê já está condenado, porque não crê no nome do unigênito Filho de Deus. (Jo 3.16-18, NAA). Aprendemos desde cedo, no discipulado, que a palavra graça significa favor imerecido. Contudo, à luz do texto bíblico que acabamos de ler, podemos ampliar esse conceito e afirmar que a graça é a maior de todas as dádivas concedidas a quem merecia o maior de todos os castigos. A graça é um presente de Deus aos homens: ela é oferecida gratuitamente, mas custou o sangue precioso de Jesus Cristo. João 3.16, é talvez, um dos versículos mais conhecidos Bíblia, é o Evangelho em miniatura, o Evangelho em ponto pequeno. Como em uma só gota de orvalho se vê todo o universo, aqui, nestas poucas palavras, vê-se toda a boa nova da salvação de Deus. Notem-se estes pontos: 1) Deus, o maior Ser. 2) Amou, o maior sentimento. 3) O mundo, o maior grupo. 4) De tal maneira, o maior grau. 5) Que deu, o maior ato. 6) O Seu Filho unigénito, a maior Dádiva. 7) Para que todo aquele, a maior oportunidade. 8) Que nEle, a maior atração. 9) Crê, a maior simplicidade. 10) Não pereça, a maior promessa. 11) Mas, a maior diferença. 12) Tenha, a maior certeza. 13) A vida eterna, a maior possessão. Portanto, o plano da redenção revela o envolvimento do Deus triúno. Nas obras de Deus na história, especialmente na salvação, vemos o Pai enviando, o Filho vindo e obedecendo ao Pai para realizar a redenção, e o Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho, aplicando com eficácia ao crente a obra de Cristo consumada na cruz.
Essa dinâmica corresponde ao que chamamos de Trindade econômica, isto é, as ações distintas do Pai, do Filho e do Espírito na história da salvação. Nesse âmbito, há uma subordinação funcional do Filho ao Pai, porque o Filho é enviado e cumpre a vontade do Pai. Contudo, essa subordinação não é ontológica. Ontológica diz respeito ao ser de Deus. Assim, na Trindade ontológica, não existe hierarquia de essência: Pai, Filho e Espírito são igualmente Deus, coeternos e consubstanciais. Logo, a ordem das missões na redenção expressa funções, não inferioridade.

2. O FILHO E A PLENITUDE DOS TEMPOS
Ideia central do ponto: O Pai envia o Filho no tempo determinado, nascido de mulher, sob a lei, para redimir e conduzir o povo de Deus à adoção (Gl 4.4–6).
2.1 A preparação histórica e religiosa.
Ideia central: Deus prepara o cenário histórico-cultural e a expectativa messiânica para a chegada do Salvador e a expansão do evangelho. O aluno deve sair sabendo: identificar fatores providenciais (contexto romano, grego koiné, expectativa messiânica) como meios sob o governo de Deus.
A LIÇÃO DIZ: O envio de Cristo não foi um plano improvisado, mas um desígnio eterno, cumprido “na plenitude dos tempos” (Gl 4.4). Indica que a vinda do Messias se deu no tempo determinado pelo Deus Pai (Rm 5.6). A Trindade, em perfeita sabedoria e unidade, determinou o momento exato para a execução do plano redentor (Ef 1.10,11). O texto bíblico diz: “Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei”. A expressão “plenitude do tempo” (pleroma tou chronou) indica o momento cronológico decisivo, predeterminado por Deus Pai, que encerra o período de preparação e inicia o tempo do cumprimento. Não foi o tempo que forçou a ação de Deus, mas Deus quem determinou o tempo.
O “tempo oportuno” incluiu fatores como:
2.1.1 Pax Romana (O cenário político e infraestrutural). O mundo mediterrâneo desfrutava de um período de paz imposta por Roma (a Pax Romana), cessando as guerras entre nações rivais. Isso tornava as viagens relativamente seguras, visto que os mares estavam livres de piratas e as fronteiras estavam consolidadas. Roma construiu uma vasta rede de estradas excelentes (“as estradas romanas”), que conectavam os centros estratégicos do império à capital. Embora construídas para fins militares e administrativos, essas estradas facilitaram imensamente o movimento rápido de viajantes e, consequentemente, dos pregadores do Evangelho.
2.1.2 A Língua grega (O veículo cultural). Enquanto Roma forneceu as estradas, a Grécia forneceu a língua. As conquistas de Alexandre, o Grande, helenizaram o mundo antigo, estabelecendo uma língua comum. O grego koiné (comum) tornou-se a língua universal do comércio, da diplomacia e da literatura em todo o império. Isso permitiu que os apóstolos pregassem em qualquer lugar sem a necessidade de aprender novos idiomas locais e escrevessem o Novo Testamento em uma língua que quase todos podiam ler.
2.1.3 A Diáspora judaica (A base religiosa). A dispersão dos judeus (Diáspora) por todo o mundo conhecido criou “cabeças de ponte” estratégicas para o cristianismo. Em quase todas as cidades do império havia uma colônia judaica e uma sinagoga. As sinagogas serviam como locais de ensino e adoração, onde se lia a Escritura. Elas foram o ponto de partida natural para a missão de Paulo; ali ele encontrava judeus e gentios “tementes a Deus” (prosélitos) que já conheciam o monoteísmo e as Escrituras, mas precisavam ouvir sobre o Messias.
2.1.4 A falência moral e a fome espiritual (O contexto existencial). O cenário espiritual do mundo pagão era de decadência e vazio, criando um anseio por algo verdadeiro. Os antigos deuses mitológicos da Grécia e de Roma haviam perdido sua influência sobre o povo e não ofereciam mais satisfação espiritual ou esperança. As filosofias humanas mostravam-se vazias diante da morte e do sofrimento. A sociedade estava saturada de imoralidade, crueldade e idolatria. Em Roma e na Grécia, a vida familiar estava em colapso e a depravação era generalizada. Havia uma sensação generalizada de desespero e um desejo por um Salvador. O mundo estava consciente de sua falência moral e ansiava por uma religião que fosse real e satisfatória. O Evangelho chegou justamente quando o homem reconheceu que não podia salvar a si mesmo e que o “século presente” era mau.
A “plenitude do tempo” descreve um momento histórico único onde a paz romana facilitou o acesso físico, a língua grega facilitou a comunicação intelectual, a sinagoga judaica forneceu a base teológica, e a miséria espiritual do paganismo criou a necessidade existencial para a vinda de Cristo.
2.2. O Filho nascido sob a Lei.
Ideia central: Cristo assume verdadeira humanidade e cumpre integralmente a Lei, qualificando-se como o justo que oferece o sacrifício perfeito.
O aluno deve sair sabendo: explicar “nascido de mulher” (encarnação) e “sob a lei” (obediência completa), sem reduzir Jesus a um mero mestre de exemplo moral.
A LIÇÃO DIZ: A Escritura afirma que o Filho veio “nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gl 4.4b). A expressão “nascido de mulher”, reafirma que Cristo assumiu nossa natureza humana (Hb 2.14; Fp 2.7,8). A declaração “nascido sob a lei” significa que Jesus cumpriu todas as exigências da Lei mosaica (Mt 5.17). Ele foi o único homem a cumprir plenamente a Lei de Deus, sem a transgredir em momento algum (1Pe 2.22).
Vamos expor este subponto ponto:
2.2.1 Nascido de mulher. Essa expressão enfatiza que o Filho de Deus assumiu a natureza humana completa. Ele não apenas “apareceu” como homem, mas entrou no mundo através do processo natural de nascimento, tornando-se participante da condição humana com todas as suas fragilidades (exceto o pecado). O Verbo eterno assumiu uma natureza que não possuía antes. Teologicamente, a expressão remete à primeira promessa do Evangelho em Gênesis 3.15, identificando Jesus como a “semente da mulher” que esmagaria a serpente. Além disso, ao nascer de mulher, Jesus tornou-se nosso parente de sangue, um de nós, nosso irmão. Essa identificação era necessária para que Ele pudesse agir como nosso representante e Sumo Sacerdote misericordioso.
2.2.2 Nascido sob a Lei. Ele nasceu sob a Lei para cumpri-la perfeitamente onde Adão e Israel falharam. Ele obedeceu plenamente e satisfez todas as exigências de justiça da Lei. Sua vida de perfeita obediência é a base da justiça que é imputada aos crentes. Por isso que ele é o Justo e o justificador daqueles que creem.
2.3 A adoção de filhos.
Ideia central: “A redenção inclui filiação adotiva: em Cristo, e pelo Espírito, o crente recebe o status de filho e pode clamar “Aba, Pai”.
O aluno deve sair sabendo: distinguir o Filho por natureza dos filhos por adoção e reconhecer a ação do Espírito na certeza e intimidade filial.
A LIÇÃO DIZ: A obra do Filho não apenas trouxe perdão, mas também nos concedeu a posição de filhos adotivos (Gl 4.5). Cristo é o único Filho de Deus por natureza (Jo 1.18); e os crentes tornam-se filhos por adoção (Jo 1.12,13).
O texto bíblico diz:
para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. E, porque vocês são filhos, Deus enviou o Espírito de seu Filho ao nosso coração, e esse Espírito clama: “Aba, Pai!” Assim, você já não é mais escravo, porém filho; e, sendo filho, também é herdeiro por Deus. (Gl 4.5-7, NAA). Jesus não se tornou Filho de Deus em um determinado momento da história; Ele já era o Filho preexistente que o Pai enviou ao mundo. Ele é o Filho por natureza, possuindo a mesma essência do Pai, sendo o “unigênito”. A Sua filiação é eterna e intrínseca à Sua divindade. Ele é o “Filho do seu amor”. Diferentemente de Cristo, nós não somos filhos por natureza, mas nos tornamos filhos por adoção mediante a obra de redenção. O termo grego huiothesia (adoção) é usado por Paulo para descrever a nova posição legal e relacional do crente. A palavra é composta por huios (filho) e thesis (colocação/posição), significando literalmente “colocar na posição de filho”. Refere-se ao ato de Deus conceder o status de filho adulto a alguém que não pertencia à família por natureza. Paulo utiliza uma ilustração jurídica baseada na lei romana (patria potestas). A adoção era um processo legal sério que envolvia a transferência de uma pessoa da autoridade de um pai para outro. Isso implicava quatro consequências principais, que se aplicam espiritualmente ao texto:
2.3.1 Mudança de família. A pessoa perdia todos os direitos na antiga família (mundo/pecado) e ganhava todos os direitos de um filho legítimo na nova família (Deus).
2.3.2 Cancelamento de dívidas. A vida antiga e todas as dívidas do adotado eram legalmente canceladas; ele começava uma vida nova.
2.3.3 Herança. O adotado tornava-se coerdeiro dos bens do novo pai.
2.3.4 Realidade jurídica. Aos olhos da lei, ele era absolutamente filho de seu novo pai.
A adoção é distinta da regeneração (novo nascimento), embora ocorram simultaneamente. A regeneração muda a nossa natureza (dando-nos vida), enquanto a adoção muda a nossa posição (dando-nos direitos legais).

3. A TRINDADE NO PLANO DA SALVAÇÃO
Ideia central do ponto: O único Deus opera trinitariamente na salvação: o Pai deseja e envia, o Filho realiza, e o Espírito aplica com eficácia a obra realizada pelo Filho.
3.1 A vontade do Pai realizada pelo Filho.
Ideia central: O Filho cumpre a vontade do Pai com obediência perfeita, garantindo vida eterna aos que o Pai lhe dá. O aluno deve sair sabendo: explicar a obediência filial de Cristo e sua centralidade na redenção.

A LIÇÃO DIZ: O Filho veio ao mundo para cumprir a vontade do Pai: “eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (Jo 6.38). Essa vontade, segundo Cristo, é que nenhum daqueles que o Pai lhe deu se perca, mas tenham a vida eterna (Jo 6.39,40). A obediência de Jesus é perfeita, revelando plena submissão ao Pai. Ele mesmo testifica: “porque eu faço sempre o que lhe agrada” (Jo 8.29). Essa obediência alcançou o clímax na entrega voluntária de sua vida por amor: “sendo obediente até a morte e morte de cruz” (Fp 2.8). Por meio de sua vida sem pecado e morte sacrificial, a justiça de Deus foi plenamente satisfeita (Rm 3.24-26). Em Cristo, vemos a expressão sublime da obediência, do amor e da unidade perfeita na Trindade. Vamos tentar analisar esse subponto em partes. Em primeiro lugar, a afirmação “eu desci do céu” (Jo 6.38) atesta a pré-existência de Cristo e sua divindade. Ele não veio realizar uma vontade própria, desconectada ou oposta à do Pai; pelo contrário, embora tenha vontade própria, esta está em perfeita sintonia e submissão à vontade do Pai. Não existe choque entre as vontades na Trindade; o Filho age em total harmonia com Aquele que o enviou.
Em segundo lugar, a “vontade daquele que me enviou” é específica: a preservação absoluta dos salvos. Cristo recebeu do Pai um povo, “todos os que me deste”, e a vontade divina é que nenhum desses se perca. A vontade do Pai é que todo aquele que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna agora e a ressurreição garantida no futuro. Mesmo que morram, eles não estão “perdidos”, pois estão sob a custódia de Cristo, que tem o poder e a autoridade para trazê-los de volta à vida.
Em terceiro lugar, Jesus testifica: “Aquele que me enviou está comigo… porque eu faço sempre o que lhe agrada”. A obediência de Jesus não era esporádica, mas constante (“sempre”). Fazer a vontade de Deus era a “comida”, isto é, a satisfação da alma de Jesus. O Pai ama o Filho não apenas por sua natureza divina, mas também por causa dessa obediência voluntária e sacrifical, como declarado no batismo e na transfiguração: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”.
Por fim, a obediência de Cristo não foi apenas viver sem pecado, mas submeter-se à morte. A expressão “obediente até a morte” indica a extensão da submissão. O acréscimo “e morte de cruz” enfatiza a profundidade da humilhação, pois era uma morte maldita e vergonhosa, reservada aos criminosos. Ao aceitar a cruz, Jesus desceu ao ponto mais baixo possível para redimir a humanidade, transformando o instrumento de vergonha em símbolo de glória.A obra de Cristo resolveu o dilema cósmico: como um Deus santo pode perdoar pecadores sem comprometer Sua justiça? No passado (Antigo Testamento), Deus, em sua tolerância, deixou impunes os pecados (ou seja, não executou o juízo final imediatamente), aguardando a cruz. Na cruz, Deus demonstrou Sua justiça ao punir o pecado em Cristo, permitindo-Lhe ser, ao mesmo tempo, “justo” (porque o pecado foi punido) e “justificador” (daquele que tem fé em Jesus). A cruz é o local onde o amor e a justiça de Deus se encontram perfeitamente.

3.2 A mediação exclusiva do Filho. Ideia central: Somente Cristo revela plenamente o Pai e provê acesso a Deus por seu sacrifício; por isso, ele é o único Mediador.
O aluno deve sair sabendo: definir “mediador” como o único que revela e reconcilia, e avaliar como “mediadores paralelos” deformam o conhecimento do Pai e conduzem o homem à idolatria.
A LIÇÃO DIZ: O Filho é o único caminho de acesso ao Pai: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6). Esse acesso é exclusivo porque Ele é a revelação plena do Pai (Jo 1.18), e o único que pode satisfazer a justiça divina mediante o seu sacrifício no Calvário (Hb 9.15). A exclusividade da mediação de Cristo está enraizada na estrutura trinitária. O Pai enviou o Filho (Jo 3.16), e o Espírito Santo testifica do Filho (Jo 15.26). A mediação de Cristo é exclusiva porque reúne, de modo único, requisitos que nenhuma criatura pode possuir ou cumprir. (1Tm 2.5; Hb 7.25). Vamos enumera-las:
3.2.1 Plena divindade (capacidade de representar Deus e satisfazer a justiça divina). O Mediador precisa ser Deus verdadeiro, porque somente Deus pode representar perfeitamente os interesses de Deus, sustentar a honra do seu nome e satisfazer plenamente sua justiça. Por isso, Jesus é apresentado como plenamente Deus, eterno e consubstancial com o Pai: “No princípio era o Verbo… e o Verbo era Deus” (Jo 1.1) e, nele, “habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9). Essa verdade exclui anjos, santos ou qualquer criatura, pois todos são ontologicamente incapazes de mediar com base na justiça divina. Não por acaso, heresias como o arianismo foram rejeitadas, porque, ao negar a divindade plena do Filho, desmontam a própria base de uma mediação salvadora.
3.2.2 Plena humanidade sem pecado (representação legítima dos homens diante de Deus). O Mediador também precisa ser verdadeiro homem, pois deve representar os homens diante de Deus; entretanto, precisa ser sem pecado, para não necessitar de mediação em favor de si mesmo. Cristo é o “segundo Adão”, plenamente humano e, ao mesmo tempo, impecável: “foi tentado em todas as coisas… mas sem pecado” (Hb 4.15). A mediação exige alguém apto a carregar os pecados de outros, e isso exclui qualquer pessoa marcada pelo pecado original e por pecados pessoais.
3.2.3 A Posse de uma vida indissolúvel. Um mediador que morre e permanece morto não pode garantir uma salvação eterna. Os sacerdotes da ordem de Arão eram impedidos pela morte de continuar. Cristo, porém, vive para sempre para interceder. Ele foi constituído sacerdote “segundo o poder de vida indissolúvel” (Hb 7.16). Sua ressurreição garante a validade perpétua de Sua mediação. Além disso, a ideia de múltiplos mediadores paralelos contradiz a exclusividade afirmada pela Escritura: “há um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm 2.5).
3.3 A aplicação da salvação pelo Espírito.
Ideia central: O Espírito convence, regenera, ilumina, sela e santifica, confirmando a obra salvadora no crente.
O aluno deve sair sabendo: enumerar as ações do Espírito na aplicação da salvação e manter a lógica bíblica de que o Espírito conduz a Cristo e ao Pai.
A LIÇÃO DIZ: O Espírito Santo, chamado de Consolador e Espírito da verdade, foi enviado pelo Pai e pelo Filho. Jesus disse que o Espírito viria para convencer o mundo “do pecado, e da justiça, e do juízo” (Jo 16.8-11). É o Espírito que ilumina a mente para o conhecimento de Deus (2Co 4.6), ensina a verdade (Jo 14.26), regenera os pecadores (Tt 3.5), sela os que creem (Ef 1.13), opera a santificação progressiva (2Ts 2.13), e assegura a perseverança dos crentes (Fp 1.6). Além disso, o Espírito glorifica o Filho, pois foi enviado para testificar de Cristo (Jo 15.26), revelando sua Pessoa e obra ao coração humano. O Espírito nunca age independentemente do Filho ou do Pai. Sua missão é, intrinsecamente, a de exaltar a glória do Deus Triúno (Jo 16.13,14).Vamos explorar melhor esse tema quando abordarmos as lições que tratam especificamente da Pessoa do Espírito. Além disso, este subponto contém tanta informação que é impossível examinar seus detalhes no tempo disponível para a exposição em sala. Portanto, quero apenas enumerar seus pontos principais:
3.3.1 O Espírito é enviado pelo Pai e pelo Filho como Consolador e Espírito da verdade. Ele não é uma força impessoal, mas a terceira Pessoa divina que vem em missão, para continuar a obra de Deus na história da salvação (Jo 14.26; Jo 15.26, NAA).
3.3.2 O Espírito convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo. É a ação divina que desmascara o pecado, evidencia a justiça de Cristo e anuncia o juízo de Deus (Jo 16.8-11, NAA).
3.3.3 O Espírito ilumina a mente para o conhecimento de Deus. Ele abre o entendimento para que a luz do evangelho seja recebida, de modo que o pecador reconheça a glória de Deus revelada em Cristo (2Co 4.6, NAA).
3.3.4 O Espírito ensina a verdade e conduz o crente na revelação de Deus. Ele faz a Palavra ser compreendida e aplicada, formando discernimento espiritual e firmeza doutrinária na vida cristã (Jo 14.26; Jo 16.13, NAA).
3.3.5 O Espírito regenera e renova o pecador. A entrada na vida cristã ocorre por novo nascimento, como ato soberano de Deus que cria vida espiritual onde antes havia morte (Tt 3.5, NAA).
3.3.6 O Espírito sela os que creem, garantindo pertencimento e segurança em Deus. O selo confirma que o crente é de Deus e antecipa a consumação da redenção, funcionando como marca de propriedade e garantia (Ef 1.13, NAA).
3.3.7 O Espírito santifica de modo progressivo, conformando o crente a Cristo. A santificação é obra contínua do Espírito que combate o pecado e produz maturidade espiritual (2Ts 2.13, NAA).
3.3.8 O Espírito assegura a perseverança dos crentes, sustentando a “boa obra” até o fim.
3.3.9 O Espírito glorifica o Filho e testifica de Cristo ao coração humano. Sua missão é cristocêntrica: ele revela a Pessoa e a obra de Cristo, levando o pecador a confiar no Filho (Jo 15.26; Jo 16.13-14, NAA).
3.3.10 O Espírito aplica a salvação sem agir isoladamente, preservando a lógica trinitária da redenção. Ele conduz a Cristo e, por Cristo, ao Pai, de modo que a aplicação da salvação exalte a unidade do Deus Triúno (Jo 14.6; Jo 16.13-14; Ef 2.18, NAA).

CONCLUSÃO
Chegamos ao final deste estudo com a certeza de que o envio do Filho é a prova suprema e irrefutável do amor de Deus. Aprendemos que a salvação não foi um improviso, mas um projeto eterno da Santíssima Trindade: o Pai planejou e enviou por iniciativa soberana; o Filho obedeceu e executou a obra da redenção na “plenitude dos tempos”; e o Espírito Santo aplica essa obra eficazmente em nós. Mais do que perdoados, fomos elevados à posição de filhos adotivos que clamam “Aba, Pai”. Diante dessa “benevolência invencível”, nossa resposta deve ser de adoração contínua. Que a revelação desse amor sacrificial nos motive a viver exclusivamente para a glória do Deus Triúno, servindo-O com gratidão e anunciando essa verdade ao mundo.

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Alice Carvalho: ‘Nunca fiz trabalhos que contrariassem meus ideais éticos’

   Alice Carvalho é uma artista multifacetada. Atua, dirige, produz, faz música, escreve, pinta… Está no elenco de O Agente Secreto, acaba de ganhar um Grammy Latino com o BaianaSystem e até já publicou livros que hoje são parte da leitura didática de escolas do Rio Grande do Norte. Aos 29 anos, é uma atriz fora da curva, muito pela trajetória e pelo corre que a trouxe até aqui.

“Muitos dos trabalhos que fiz na minha vida, fiz porque eu precisava comer. Mas nunca fiz nada que contrariasse meus ideais éticos, políticos, artísticos e morais”, diz em entrevista exclusiva para a Quem. Conversamos com Alice por zoom, uma semana depois das fotos dessa capa. Ela estava em São Paulo para um jantar beneficente e voltaria para Salvador, onde participou da pré-estreia do filme de Kleber Mendonça Filho e dias depois se apresentou no festival Afropunk.

Entre uma coisa e outra, Alice participou de um evento em Fortaleza e voltou para o Rio de Janeiro, onde mora desde 2023. Na expectativa para a shortlist do Oscar, que será divulgada no próximo 16 de dezembro, se prepara para o lançamento da segunda temporada de Cangaço Novo, série do Prime Video que mudou a carreira (e a vida) dela, mas prefere não se “encastelar” enquanto o terreno para a premiação norte-americana é desenhado.

Enquanto no filme pernambucano ela faz Fátima, par de Wagner Moura e personagem decisiva na trama, na série dá vida à protagonista Dinorah. Apesar de viverem em polos opostos, as personagens são complexas, fortes e representativas, sem cair em estereótipos — qualidades que também se aplicam à Joaninha, de Renascer, e à Otília, de Guerreiros do Sol, e são primordiais na escolha de Alice do que representar.

Nascida em Natal, mas criada em Nova Parnamirim, região metropolitana da capital potiguar, Alice viveu a pré-adolescência e adolescência na Coophab (Cooperativa Habitacional dos Servidores e Trabalhadores Sindicalizados do RN), na periferia da cidade. Cresceu junto com nove irmãos e primos-irmãos, já com o senso de que deveria ser exemplo para eles. Esse mesmo propósito guia a carreira e as escolhas que faz. “Talvez a única projeção que tenho na minha vida é de ser uma referência positiva para as gerações que virão depois de mim. Não quero perpetuar estereótipos e não quero que achem que só existe esse espaço estereotipado para a gente” afirma. Criança ‘encapetada’, diz que dava trabalho aos professores, mas a primeira vez que ficou em recuperação foi na faculdade de artes visuais — e porque trabalhava para se manter. Ao contrário do que muitos podem esperar tudo isso fez dela parte do time que se importa mais com a qualidade da arte que produz do que com dinheiro fácil ou com o capital social adquirido com a fama. Lida bem e entende a importância da notoriedade, mas não tira os pés do chão e nem se deixa levar por convites, acessos ou sorrisos. “Não posso me deslumbrar [com a fama], porque isso passa, mas a minha cor, o meu jeito de falar, o lugar de onde eu venho, a forma de me impor no mundo, meus valores, isso eu não posso mudar”.

A turnê de divulgação de O Agente Secreto terminou, por enquanto. Quais são seus próximos compromissos com o filme?
Kleber [Mendonça Filho], Wagner [Moura] e outros colegas de equipe estão num momento de campanha internacional e a gente fica aqui nessa espera e na torcida de que saia algo positivo na shortlist do Oscar. Fico aqui fazendo barulho para as pessoas irem ao cinema e à postos para uma possível campanha coletiva lá fora, caso isso venha a acontecer. As coisas estão começando a se desenhar agora.

Já está preparando sua vida para caso o filme saia na shortlist?
Não. Não sou muito essa pessoa, vou deixando as coisas acontecerem que é para não ficar castelando muito e me frustrar. Acho que a despretensão é muito amiga da boa surpresa. Ser pretensiosa é amiga da frustração, então, estou bem do lado oposto disso. Enquanto isso, estou cuidando de outras coisas. Estou me preparando para um filme que devo rodar no ano que vem. Ainda não posso falar qual é, mas talvez seja a personagem mais importante da minha vida até agora. Nesse momento só tenho olhos para isso. Também tenho a divulgação do Cangaço Novo, segunda temporada, que deve começar no ano que vem.

Você caiu de paraquedas no set desse filme. Foram três dias do convite à gravação. Por que aceitou?
Sabia do contexto histórico do filme, tinha vários amigos no elenco que comentavam sobre estarem muito felizes com o texto e com a experiência de preparação, mas eu não tinha lido o roteiro. Quando fui chamada, estava fazendo a novela [Renascer] e fui bem às pressas, porque queria participar de qualquer jeito. Achava que faria muito sentido para mim trabalhar com Kleber [Mendonça Filho]. Sou muito fã do cinema dele e também absurdamente fã de Wagner [Moura] — já tinha essa paquera profissional. Ele assistiu Cangaço Novo, a gente já se falava e nós dois trabalhamos muito com a Fátima Toledo, que sempre falava de um para o outro. Eu já sabia, também, que Carlos Francisco e Aline Marta Maia seriam os atores que interpretariam os pais dessa personagem e isso já era muito honroso para mim. Sou muito fã deles. Não quis nem ler o roteiro, fui embora.

Alice Carvalho usa vestido Misci — Foto: Múcio Ricardo
Alice Carvalho usa vestido Misci — Foto: Múcio Ricardo

E você assistiu pela primeira vez em Cannes! Como foi a experiência?
Muito surpreendente, porque eu não tinha dimensão do tamanho da personagem. Achei que ela era do tamanho daquela cena. Achei que era uma participação de luxo (risos). Foi incrível, porque no final das contas, aquela cena era só a ponta do iceberg diante da construção que o roteiro de Kleber fazia sobre essa mulher. Fiquei muito emocionada, comecei a chorar. Vi aquela criança maravilhosa interpretando o filho da gente… Lembro de estar hipnotizada vendo aquela cena do restaurante e começaram aplausos e manifestações da plateia lá na França. Aí o Robério Diógenes, que é o ator que faz o delegado, me cutuca e fala assim: “É para você”. Só então eu me dei conta, acordei do transe e entendi que estava recebendo um aplauso ali em Cannes. Foi muito bonito.

“Não existe papel pequeno. Não sou uma pessoa que tem pretensão de protagonismos, porque o trabalho minucioso, bem feito, é grande em qualquer dimensão e lugar”

É uma participação e tanto, de fato. Uma personagem que justifica a história…
Sempre fui uma atriz de participações, com uma trajetória muito sólida no teatro e na performance, mas, no audiovisual, sempre fiz participações e personagens coadjuvantes — e sempre fui muito feliz assim. Tem uma coisa que a gente aprende desde sempre na vida e na profissão, mas é dessas que a gente precisa sempre escutar para reaprender: não existe papel pequeno. Não sou uma pessoa que tem pretensão de protagonismos, não, porque acho que o trabalho minucioso, bem feito, ele é grande em qualquer dimensão, em qualquer lugar.

Mesmo sendo um papel que, num primeiro momento, parece pequeno, já ouvi de outros atores que O Agente Secreto era o filme em que todo mundo queria estar. Era o seu caso. Como tem escolhido o que fará?
Muito de acordo com meus princípios. Tenho feito muitas coisas, mas tenho a sorte de trabalhar com pessoas muito legais, da minha agência, que é só de mulheres, a minha assessora de comunicação, a minha stylist. Trabalho numa egrégora feminina, muito consciente dos meus desejos e dos nossos desejos enquanto coletivo. Tenho uma liberdade muito grande para, mesmo diante do convite mais sedutor e mais grandioso, falar não sem culpa nenhuma — isso depois do Cangaço Novo.

Antes, não?
Venho de uma origem simples, de um lugar e de uma família simples. Muitos dos trabalhos que fiz na minha vida, fiz porque eu precisava comer. Muitas das funções que eu aprendi na minha vida, foi porque eu precisava comer. Mas nunca fiz nada que contrariasse meus ideais éticos, políticos, artísticos e morais. Não sei se me considero um artista idealista, mas sempre tive um prumo. É meu machado de Xangô; sou filha de Xangô. Minhas escolhas passam por esse lugar. A escolha de dizer não abre espaço para outras coisas acontecerem. Tenho cuidado e, além de colecionar projetos muito legais dos últimos cinco anos para cá, período muito importante de minha vida, coleciono também nãos que foram fundamentais para mim. Alguns eu disse com o coração partido, pensando se eu estava fazendo o certo, mas depois entendia que sim. Faço também a escolha de não saturar minha imagem e de, mesmo que os personagens habitem universos parecidos, como por exemplo em Cangaço Novo Guerreiros do Sol, que têm como pano de fundo a mitologia do cangaço brasileiro, tenho cuidado de escolher personagens que estejam em polos opostos energeticamente. Essas escolhas, não sei se são todas racionais, mas tenho uma intuição muito forte quanto aos personagens que eu quero fazer e não arredo o pé.

“Muitos dos trabalhos que fiz na minha vida, fiz porque eu precisava comer. Mas nunca fiz nada que contrariasse meus ideais éticos, políticos, artísticos e morais”

Alice Carvalho usa vestido Penha Maia e calça Gucci no The Vault — Foto: Múcio Ricardo

Alice Carvalho usa vestido Penha Maia e calça Gucci no The Vault — Foto: Múcio Ricardo

Me conta um pouco como foi sua infância em Natal?
Foi muito feliz. Venho de uma família muito amorosa e que sempre me apoiou nessa coisa que viria a se tornar minha profissão, mas que sempre esteve dentro de mim. Comecei a fazer teatro muito nova na escola e depois fui até para a igreja católica, porque era o lugar onde havia um grupo de jovens que tinha teatro — e nunca fui católica, mas fui, tudo pela pela arte. Depois estudei performance, entrei na faculdade e me formei em artes visuais, mas sempre fazendo teatro.

Como o teatro e a arte como um todo entraram na sua vida?
Eu era uma criança muito hiperativa e sempre tive uma família muito frutífera. Meu tio é músico; Antônio de Pádua, ele é maestro e foi uma grande referência artística para mim. Fiz aula de música novinha — tinha aprendido a tocar violão meio empiricamente, depois consegui estudar música numa escolinha lá no meu bairro. Era uma criança muito danada e tinha esse professor de artes, lá na minha escola, que entendia que eu tinha uma outra necessidade de expressão. Eu era muito trabalhosa, era o cão chupando manga! A criança que o professor entrava na sala e sabia que ia ter problema. (Risos)

Por quê?
Porque eu era muito palhaça! (Risos) Não era briguenta, não, mas era muito palhaça. Tinha umas tiradas, umas mungangas assim… Desde muito nova. Engraçado que hoje eu vejo minha irmã mais nova com um perfil muito parecido ao meu. Eu fazia vários esportes, também. Queria estar em tudo, tinha uma postura de querer ser líderzinha da sala. No teatro eu me encontrei, porque lá eu tinha um palco literal para aparecer. Mas era boa aluna. Nunca fiquei de recuperação! Louco, isso. Fui ficar de recuperação na faculdade, duas vezes, mas é porque eu trabalhava ao mesmo tempo.

Tem só uma irmã?
Não, tenho vários. Dois por parte de pai, duas por parte de mãe e cinco primos que foram criados juntos. No fim das contas, sou eu e mais nove.

Alice Carvalho usa top Intimissimi e blazer D&G e calça Gucci, ambos no The Vault — Foto: Múcio Ricardo
Alice Carvalho usa top Intimissimi e blazer D&G e calça Gucci, ambos no The Vault — Foto: Múcio Ricardo

Você falou que, durante a faculdade, acabou indo para a recuperação porque trabalhava e trabalhava porque precisava comer. Como foi essa fase?
Precisava me manter para manter meu sonho de ser atriz. Então eu trabalhava como assistente da assistente de serviços gerais num teatro de shopping, lá em Natal, ganhando por diária. Ao mesmo tempo, também tocava na noite como DJ e fazia assistência de produção em alguns lugares. Jaiara [Fontes], que hoje é minha stylist, também produzia festas, nessa mesma pegada que eu, querendo fazer o corre dela, e eu produzia algumas junto com ela e também tocava nas festas dela. A cena cultural de Natal sobrevive muito nesse lugar do multifacetado pela necessidade.

Quando sua carreira (e consequentemente sua vida) virou?
Foi com Cangaço Novo. Quando lançou foi um estrondo surpreendente até para mim, que não esperava que teria tanto sucesso. Foi algo que fez com que eu fosse vista. Fiz o teste para a série em 2020, convidada pela produtora de elenco Carol Martins — ela me viu declamando um texto no show do BaianaSystem, gostou e veio atrás de mim. Na época, fui para João Pessoa fazer essa audição e já saí de lá meio que sabendo que Dinorah era minha, tinha sido um teste muito bom. Só que aí o Brasil parou por causa da Covid-19 e eu passei um tempo sem ouvir falar do Cangaço, até que, em setembro de 2020 essa produção voltou a acontecer, tive que fazer outros testes, uma bateria infinita, porque agora era tudo online, e entrei oficialmente para o elenco no começo de 2021. Começamos a filmar no fim do mesmo ano e estreamos em 2023.

Dinorah te rendeu um prêmio Grande Otelo!
Isso! E também um PCA, um Prêmio Potências, um Troféu Cultura… Foi uma maluquice. De fato, foi a virada na minha carreira, porque além de ser uma personagem muito boa, bastante disruptiva e com contornos decoloniais no discurso, ela está junto de um elenco que é brilhante e que tem essa cara de Brasil. Não coincidentemente, quem produziu o elenco da série é a mesma pessoa que produziu o elenco de O Agente Secreto.

Você fez faculdade de artes visuais, como saiu do teatro para parar nas artes visuais?
Foi meio incidental, porque na primeira vez que passei no vestibular foi para teatro, mas estava no primeiro ano do ensino médio. Fiz para experimentar a coisa. No segundo ano, passei em segundo lugar, mas ainda não tinha acabado o ensino médio; fui atrás de fazer provão e de ter uma liberação judicial para me emancipar, uma onda toda. No fim das contas, fiz o Enem no terceiro ano, mas já não cursei o pré-vestibular, tinha feito o provão no segundo ano. Fiz só por desencargo, caso não conseguisse entrar em teatro. Nessa época, tinha um teste de habilidade específica que é necessário para poder cursar artes cênicas, e, nesse meio tempo, fui fazer meu primeiro teste de elenco na TV Globo. Foi um convite que recebi para uma novela e, ou fazia o teste de habilidade específica da faculdade, ou o da Globo. Perdi o da universidade e não passei na Globo. Meu avô me aconselhou, então, a fazer artes visuais, por já estar no departamento de artes.

E lá continuou?
Eu me apaixonei, porque comecei a estudar performance e arte contemporânea, que eram coisas que sempre gostei. Me formei, tenho uma licenciatura em artes visuais, sou professora. Talvez se eu não estivesse onde estou agora, tivesse tentando uma carreira acadêmica. Já desenhava e pintava desde pequenininha, sempre gostei e hoje talvez seja essa a minha arte que as pessoas menos veem, junto com a música. Tenho até expressado mais esse lado musical por causa do BaianaSystem.

Como o BaianaSystem surgiu na sua vida?
Foi um encontro bem poderoso entre eu e Russo Passapusso, em 2018, naquele momento de segundo turno daquelas eleições tenebrosas que elegeram o presidente que está preso e condenado [Jair Bolsonaro – PL]. Nosso encontro foi nesse ideal político.

Qual o papel do Baiana na sua vida e qual seu papel na banda? Vocês ganharam um Grammy Latino!
A gente começou a parceria com essa videoperformance, que foi importante para a produtora de elenco do Cangaço me conhecer. Nessa mesma época, eles estavam no meio do desenvolvimento de um álbum chamado O Futuro Não Demora, que venceu o Grammy Latino de 2019. Rolou uma sintonia muito grande e comecei a participar de maneira direta e indireta dos papos conceituais sobre o disco. Comecei a dirigir videoclipes para eles, como o A Vida É Curta Para Viver Depois, participei da concepção visual de outros clipes e outros álbuns e, de uns tempos para cá, começamos a fazer mais performances juntos e a partilhar conceitos criativos para o show e para o Navio Pirata, que é o trio elétrico do Baiana (que acontece em São Paulo e Salvador). Depois veio o [álbum] O Mundo dá Voltas, que ganhou novamente o Grammy Latino; participo de uma faixa que talvez seja o grande single do disco, Balacobaco, que surgiu do interesse de Anitta de trabalhar com a gente. É bem louca essa coisa de Grammy. No dia da premiação minha mãe me mandou uma mensagem falando: “Você sabe que está indicada ao Grammy, né?”. Isso é bem maluco, mesmo.

Além dessa maluquice, você ainda tem livros publicados…
É natural, acho que a escrita está muito intrínseca ao meu trabalho como atriz, porque comecei a me desenvolver como dramaturga para escrever projetos para mim. Essas publicações também são todas meio incidentais, não gosto de forçar lugares, rótulos e obras. Alguns desses livros foram adotados como livros paradidáticos em escolas do Rio Grande do Norte e isso é muito caro para mim. Eu não seria nada se não fosse a educação. Se não fossem as escolas, a universidade pública.

Isso é muito incrível, ter seus livros ajudando na formação de crianças e adolescentes. Se vê nesse lugar de influência para novas gerações?
Talvez esse seja o lugar em que eu mais me vejo. Isso é quem eu quero ser.

“Talvez a única projeção que tenho na minha vida é de ser uma referência positiva para as gerações que virão depois de mim. Não quero perpetuar estereótipos, não quero que achem que só existe esse espaço estereotipado para a gente”

Por que?
Porque acho que a gente precisa ter referências positivas. Eu tive referências muito positivas no Rio Grande do Norte; tive Titina Medeiros, Quitéria Kelly, César Ferrario… Tive esses referenciais muito positivos, mas não com um recorte racial próximo ao meu. Ainda jovem, tive a sorte de conhecer o trabalho de Alessandra Augusta, uma atriz potiguar imensa, que é uma mulher negra e uma grande referência para mim. Sei da importância que ela teve na minha vida, quando me vi colega dela.Toda vez que penso nessa projeção que meu trabalho tem agora, penso em como eu olhava para essas referências e como eu olhava para o meu tio, que é um homem negro e que é maestro — hoje ele montou um clube de choro em Viena. Talvez a única projeção que tenho na minha vida é de ser uma referência positiva para as gerações que virão depois de mim. Inclusive, os nãos que eu dou também passam muito por esse lugar. Não quero perpetuar estereótipos, não quero que achem que só existe esse espaço estereotipado para a gente. Penso muito nisso nas decisões artísticas que tomo. Prefiro estar ganhando nada, mas fazendo um trabalho incrível com meus amigos, do que ganhando muito dinheiro e fazendo uma coisa que não boto tanta fé e que não vai mudar a vida de ninguém.

Apesar de ter isso como uma meta de vida, de alguma forma tentar ser exemplo é pesado?
Não. Não mesmo. Acho que o fato de ter crescido com muitos irmãos, em sua grande maioria mais novos que eu, talvez tenha desenvolvido em mim um senso de responsabilidade, de ser exemplo para o outro. Meu avô tem isso. Venho de uma família extremamente matriarcal, não tenho uma referência machista dentro da minha casa. Todas as referências de machismo que tive na minha vida estavam fora dela. Isso é bem impressionante, bem raro. Então, talvez o fato de eu não sentir peso em tomar essas decisões foi porque eu sempre vi também meus avós tomando esses tipos de decisões. Eles foram militantes progressistas na mesma época que O Agente Secreto se passa e isso era uma coisa muito natural dentro de casa. Meu avô sempre leu o que eu escrevia e trocava ideias comigo. Sempre tive uma conversa muito aberta sobre minhas escolhas e sobre quem eu sou no mundo, minha identidade. Às vezes tem coisas que são pesadas no sentido de exaustão, porque fico querendo abraçar o mundo com as pernas, quero fazer tudo ao mesmo tempo e, infelizmente, eu não consigo ser 60 pessoas ao mesmo tempo.

Alice Carvalho usa regata Courréges no The Vault e saia Adrian Degreas — Foto: Múcio Ricardo
Alice Carvalho usa regata Courréges no The Vault e saia Adrian Degreas — Foto: Múcio Ricardo

É impossível a gente falar de tudo isso e não falar de recortes. Você é uma mulher preta e nordestina. Imagino que teve mais dificuldades por isso.
Tive e tenho. A fama é um capital social. Quando ela acontece na vida de alguém, não necessariamente te dá dinheiro, mas te dá certo poder de barganha, por você cativar uma base de fãs e respeito em diferentes lugares. E pode parecer, até para mim mesma, que, com esse capital social, em algum lugar terei como superadas certas opressões que foram muito corriqueiras na minha vida inteira. Mas, elas não desaparecem, elas começam a acontecer de uma outra forma. É por isso que não posso me deslumbrar com os sorrisos ou com uma coisa que é momentânea. Isso que está acontecendo na minha vida agora, um monte de coisa massa, trabalhos legais, talvez trabalhos onde outras pessoas quisessem estar… Não posso me deslumbrar com isso, porque isso passa, mas a minha cor, o meu jeito de falar, o lugar de onde eu venho, a forma de me impor no mundo, meus valores, isso eu não posso mudar. A forma como o outro me vê e como vai destilar seus preconceitos sobre meu corpo, isso também não muda, nem com dinheiro, nem com fama ou com capital social. Não vai deixar de acontecer. Por isso me mantenho tão firme aos meus ideais e tenho tanto cuidado com a forma como eu me coloco no mundo, como me exponho e com o exemplo que vou dar.

“Não posso me deslumbrar com isso [a fama], porque isso passa, mas a minha cor, o meu jeito de falar, o lugar de onde eu venho, a forma de me impor no mundo, meus valores, isso eu não posso mudar”.

Já aconteceu de produtores de elenco pedirem para você suavizar seu sotaque ou algo assim?Quando eu era mais nova, isso acontecia. E aí passei um bom tempo sem fazer testes de elenco e comecei a fazer as minhas coisas lá em Natal. Tem um projeto que nasceu justamente deste lugar — se chama Septo, uma websérie que fiz com o pessoal do Caboré Audiovisual, de 2015 para 2016. Fizemos essa série e isso me nutriu durante muito tempo. E aí quando chegou a [série da TV Globo] Segunda Chamada na minha vida, fui bem respeitada com relação à minha forma de falar, pois já tinha um trabalho interessante acontecendo. Outros testes que eu fazia também já tinham respeito por esse lugar, porque o mundo começou a caminhar (mesmo que devagar) em direção a tentar se emancipar dessa xenofobia arraigada.

Sim, o cenário mudou um pouco — espero.
Muitos atores nordestinos estão em ascensão e chegando em lugares muito interessantes na grande mídia, no cinema nacional e internacional — como o próprio Wagner Moura, baiano do interior, há muitos anos fazendo esse sucesso que ele faz no mundo inteiro. As coisas começaram a mudar e quando chegou Cangaço Novo, foi um encaixe perfeito. A partir daí, tudo que veio depois não teve esse papo de sotaque. Agora eu quero ter o direito de fazer uma personagem e experimentar ter uma outra prosódia, como a que a gente entende como prosódia do Rio de Janeiro. Como vi recentemente Isadora Cruz, paraibana, fazer; Rodrigo Garcia, pernambucano, fazer; e tantos outros colegas. Como vi vários atores de outras regiões do País, artistas que não são nordestinos, fazendo prosódias que tentam se assemelhar com essa homogeneização do Nordeste. Quero ter o direito a isso, quero muito. O nordestino está em todo lugar do mundo. Se você puxar uma vaia cearense na Nova Zelândia, você vai ouvir alguém respondendo. Já não tem mais essa coisa careta e ultrapassada de ter que suavizar o sotaque ou mudar o sotaque porque você está fazendo uma história no Rio de Janeiro.

Estamos numa geração de nordestinos que diz não, não vou suavizar, não vou fazer, não vou me caricaturizar. E as pessoas têm que aprender a lidar com isso.
Quantas novelas bíblicas você assistiu na sua vida e viu atores cariocas, falando ‘ox hebreux’? A gente compra porque faz parte do pacto narrativo. Quantas vezes eu vi Tony Ramos fazer um indiano, depois um grego e a gente compra? Por que será de outro mundo, então, ter uma personagem de Natal morando na Barra da Tijuca? Por que teria que explicar isso?

Falando na Barra da Tijuca, como foi sua mudança para o Rio de Janeiro?
Me mudei por causa de Guerreiros do Sol. Também foi uma mudança natural. A gente filmava a novela seis dias de trabalho para um de folga e era uma personagem que me demandava bastante tempo, então fazia mais sentido morar por aqui. No final desse processo, fui convidada para fazer Renascer, logo na sequência, começando a filmar aqui no Rio. Fui ficando. Foi uma chegada muito importante, porque hoje eu tenho uma rede de apoio muito forte aqui. Tem as pessoas que trabalham comigo, que estão todas aqui, mas, mais que isso. Alinne Moraes, por exemplo, é minha vizinha e uma pessoa muito importante para minha chegada aqui; Cadu Libonati, que também fez Guerreiros do Sol, mora pertinho de mim… Já tinha uma comunidade de amigos morando há bastante tempo, como Thardelly Lima, Suzi Lopes, Bruno Garcia, uma galera que eu amo demais e já mora aqui há um tempo, então eu fui criando essa rede de amigos. Uma pessoa que também foi fundamental nesses meus primeiros anos no Rio foi Preta Gil, que esteve bastante próxima a mim. Eu convivo muito mais com nordestinos, os forasteiros, do que com cariocas de fato. Faz todo sentido morar aqui pela natureza, pela conexão com o mar, também, que são coisas muito importantes. Já me sinto como em casa. É meio estranho, mas é bom, também.

Alice Carvalho usa vestido Penha Maia e calça Gucci no The Vault — Foto: Múcio Ricardo

E artisticamente, no sentido do trabalho, essa mudança foi importante?
Foi, porque eu tinha um teto, conseguia voltar para casa depois de sair dos Estúdios Globo. Isso foi massa. Esse ano também rodei uma série da Netflix chamada Fúria, que foi toda filmada aqui no Rio de Janeiro. Filmar e voltar para casa é uma sensação maravilhosa. Passei muito tempo num estilo meio mambembe, de locação em locação, então me deu uma tranquilidade diante dessa agenda caótica. Ter meu cantinho é muito importante para a minha paz. Botar minhas coisinhas na parede, pendurar a foto dos meus avós em algum lugar… Isso dá um gás para a caminhada.

Imagino que ter seu próprio canto seja uma vitória pessoal também, diante de toda a sua história?
Muito! Lembro de quando eu comprei meu colchão, fiquei muito emocionada. Fui uma criança criada na frente da TV, daquela cabeçuda, pequenininha. Ela foi minha grande babá e talvez uma das grandes impulsionadoras do meu desejo de ser atriz. Lembro de sentar embaixo dela, com minha avó na cozinha, antes de ir para escola ou depois, voltando. Brincava na rua, também, mas bem menos do que gostava de assistir televisão. Cresci e continuo sendo essa pessoa. Falei para minha mãe assim: “Um dia quando eu tiver um dinheiro, vou comprar uma TV que vai ser do tamanho da parede”. As besteiras… (risos)

E você comprou?
Comprei! Durmo debaixo de um painel de LED. (risos) Sou também uma pessoa muito caseira, continuo sendo a mesma criança que fica debaixo da TV, assistindo filme e novela.

O que gosta de fazer no seu tempo livre? Não sei se eu acredito que uma pessoa que está no BaianaSystem, que atacava de DJ em Natal e viveu mambembe, é uma pessoa caseira…
Ficar embaixo da minha grande televisão! Mas, sem ironia, sempre estou viajando de um lugar para o outro. Raramente as pessoas me verão numa festinha. Não sou uma uma pessoa de beber muito, também. Quando não estou trabalhando, vou para a praia cedo, molhar os pés, passo um tempão por lá. E sou regueira! Se quiser me achar no Rio, veja se tem algum show de reggae — estarei lá. Alma de pinta, né? Alma de maloqueira.

Alice Carvalho usa vestido Misci e sapatos Ferragamo — Foto: Múcio Ricardo
Alice Carvalho usa vestido Misci e sapatos Ferragamo — Foto: Múcio Ricardo

E você está solteira?
Gente, que perguntas são essas, Mateus? Será que eu te conto? (risos)

Perguntas de um perfil. Só conta se você quiser, claro.
Não sei, será que vale? Não, não estou solteira. Pronto, contei. É um momento bem feliz da minha vida, bem massa. É isso.

Você realmente é uma pessoa mais reservada em relação à vida pessoal. Como tem lidado com esse novo capital social que é a fama e como tem medido o que expõe ou não?
Não tenho medido muito, acho que é um comportamento muito natural meu, sempre fui um pouco mais reservada e prefiro preservar minha família, meus amigos e a pessoa com quem eu estou me relacionando. Sempre tive isso, antes e agora. Hoje só tenho mais cuidado de que as pessoas não sejam expostas sem terem o desejo disso. Sou muito cuidadosa com o fato de não querer colocar as pessoas em situações que elas não querem estar, com a câmera na cara ou qualquer coisa assim. Sou reservada. Minha avó me falava muito uma coisa assim: ‘Não quer que ninguém saiba, não faça’. Tenho muito isso na minha vida.

Como é a sua relação com as redes sociais, falando em exposição?
Tranquila. Hoje a demanda de atenção tem sido maior, principalmente nessas épocas de lançamento. Tem uma equipe que trabalha comigo, que entende dos reports de cada mídia, e cuidam dos números, dos engajamentos, entendem disso e daquilo. Eles me auxiliam, porque é muito difícil estar presente na vida cotidiana — que é algo que é fundamental para o meu trabalho –, se você está observando o mundo com uma tela na sua frente. Ao mesmo tempo, tenho que estar na tela, porque tenho que falar do filme, quero falar com as pessoas… Entendi que é saudável ter uma equipe me ajudando nisso, mas tudo passa pelo meu meu crivo, pelo meu controle. Uma coisa que acontece muito é quando eu entro em processo preparatório, fico mais off, mesmo, porque a natureza da imersão é estar inteira em uma coisa só. Controlo muito meu tempo de tela para não me abestalhar.

E em relação à publicidade, dentro e fora das redes, como tem sido?
Acho que o mercado entende qual publicidade direcionar para mim, tem aparecido muitos trabalhos legais e eu tenho gostado de fazê-los. Por exemplo, fiz uma publicidade muito, muito interessante com o pessoal do Sebrae, sobre comprar dos pequenos negócios, que tem tudo a ver comigo. Fiz também uma propaganda de colchões, a melhor para uma mulher exausta como eu. (Risos) Eu sou muito sortuda, cara. As coisas têm dado muito certo, me sinto muito grata porque não tenho passado muitos desconfortos. Não sei se são as coisas que eu atraio energeticamente, sei lá, sou bem macumbeira, ou se é a forma como eu me coloco no mundo. O fato é que as propostas que chegam para mim são muito interessantes, é um momento bem especial na minha vida, mesmo.

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BBB 26: Marina Sena reage à entrada de Juliano Floss e faz exigência: ‘É isso’

    A confirmação de Juliano Floss (21) no grupo Camarote do BBB 26 agitou as redes sociais na noite desta segunda-feira, 12, mas ninguém vibrou ou sofreu mais do que sua namorada, a cantora Marina Sena (29). Imediatamente após o anúncio, a artista utilizou o Instagram para convocar sua base de fãs e revelar um “ultimato” que deu ao influenciador antes do confinamento. Já sentindo o peso da distância, Marina não escondeu a emoção ao comentar as publicações oficiais do programa. “Estou passando mal já”, disparou ela, antes de declarar torcida total: “Vai brilhar, meu amor”. Em uma sequência de vídeos publicados nos Stories, a cantora mostrou que o apoio vem acompanhado de uma cobrança divertida. Marina explicou que Juliano tem a “obrigação” de vencer as dinâmicas do jogo, como a Prova do Líder ou a Prova do Anjo, para que ela possa enviar notícias da “família” felina do casal. “Gente, é isso, Jubli está lá no Big Brother e já estou morrendo de saudade. Já estou passando mal de saudade”, desabafou a cantora. Ela continuou, detalhando a conversa decisiva que teve com o namorado: “E, pra compensar essa saudade, falei com Juliano: ‘Você vai, mas é pra você ganhar. Ganhar Prova do Líder, Prova do Anjo, porque quero mandar meu vídeo com os meus gatos, com os nossos gatos. Fazer um tour pelos gatos, mostrar como estão os gatos pra ele’”.

Mutirões e sangue no olho

Engajada, Marina Sena já assumiu a posição de “chefe de torcida” e pediu ajuda aos seguidores para manter o amado na casa mais vigiada do Brasil. “Vocês vão ter que me ajudar a dar conta da saudade e fazer muito mutirão pro gatinho ganhar”, pediu. Finalizando o recado com bom humor e competitividade, ela reforçou o pedido de garra ao tiktoker: “Você vai com sangue no olho pra compensar isso que vou passar, essa saudade. Nós vamos fazer ele ganhar, gente”, completou, empolgadíssima. “E vamos de puxar mutirão pro meu amor“, escreveu na legenda.

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Receita de pudim de padaria: o verdadeiro pudim de antigamente feito sem leite condensado

  Que tal aprender a preparar para a família, com o Canal Nossa Cozinha com Fátima Barros, um delicioso pudim de padaria, que é um clássico da confeitaria e vai aguçar a sua memória afetiva com boas lembranças da infância? Bem cremoso e doce na medida certa, ele acompanha uma calda de caramelo incrível e será um sucesso em sua casa!

Como fazer pudim de padaria

Para o pudim de padaria, você vai iniciar pela calda de caramelo, seguindo as orientações e utilizando açúcar e água. Caramelize o fundo de uma forma redonda com uma parte da calda e reserve o restante. Em seguida, para a massa do pudim, adicione no liquidificador: os ovos inteiros, o leite integral, o açúcar, a farinha de trigo sem fermento, a manteiga ou margarina, a essência de baunilha (opcional) e o queijo parmesão ralado ou o coco ralado. Finalize a receita seguindo o passo a passo, sirva e delicie-se!

Ingredientes da receita de pudim de padaria

Para a calda de caramelo

  • ½  xícara (chá) de água em temperatura ambiente (125 ml)
  • 1 xícara (chá) de açúcar (180 g) 

Para o pudim

  • 3 colheres (sopa) bem cheias de manteiga ou margarina (90 g) 
  • 2 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado (25 g) ou 2 colheres (sopa) de coco ralado 
  • 1 litro de leite integral
  • 4 ovos grandes, inteiros (200 g) 
  • 1 colher (sopa) de essência de baunilha (opcional) 
  • 2 xícaras (chá) de farinha de trigo sem fermento (260 g) 
  • 2 xícaras (chá) de açúcar (360 g) 
  • água em temperatura ambiente o quanto baste e gotas de vinagre (para o banho-maria)

Obs.: a medida da xícara é de 250ml.

Modo de preparo

Da calda de caramelo

  1. Em uma panela adicione 1 xícara (chá) de açúcar e leve ao fogo médio, deixando derreter e caramelizar, mexendo com uma colher de pau, após começar a cristalizar.
  2. Com o açúcar totalmente derretido, abaixe o fogo e adicione, cuidadosamente, ½  xícara (chá) de água em temperatura ambiente.
  3. Mantenha em fogo médio para derreter os gruminhos que se formaram, sem ficar mexendo.
  4. Desligue o fogo e despeje uma parte da calda no fundo de uma forma redonda (22 cm de diâmetro x 5 cm de altura).
  5. Reserve o restante da calda para o momento de servir.
  6. Deixe reservado enquanto você faz a massa do pudim.

Do pudim / finalização

  1. No copo do liquidificador coloque: 4 ovos grandes, inteiros, 1 litro de leite integral, 2 xícaras (chá) de açúcar, 2 xícaras (chá) de farinha de trigo sem fermento, 3 colheres (sopa) bem cheias de manteiga ou margarina, 1 colher (sopa) de essência de baunilha (opcional) e 2 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado (25 g) ou 2 colheres (sopa) de coco ralado.
  2. Tampe e deixe bater por 3 minutos para homogenizar.
  3. Transfira essa mistura batida para a forma já caramelizada.
  4. Em uma forma grande em que caiba a forma do pudim, coloque água em temperatura ambiente e gotinhas de vinagre (para o banho-maria) e acomode a forma caramelizada com a massa do pudim dentro dela.
  5. Tampe a forma do pudim com papel-alumínio (parte brilhante voltada para o alimento) e leve para assar em forno pré-aquecido a 200 °C, por 50 minutos.
  6. Retire do forno, levante o papel-alumínio com cuidado, espete uma faquinha e, se sair limpa, o pudim está assado, senão, volte ao forno por mais alguns minutos.
  7. Tire, deixe amornar e depois leve o pudim na forma para a geladeira por, pelo menos 4 horas.
  8. Após esse tempo, retire, passe uma faquinha sem serra na lateral da forma, depois leve por alguns segundos para a boca do fogão, para soltar a calda e desenforme.
  9. Sirva com mais calda de caramelo que você reservou e aprecie seu espetacular pudim de padaria!

Validade: na geladeira de até 5 dias.

receitatodahora

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Bolinhos de batata doce sem trigo e sem glúten, fofinhos e perfeitos para um café da manhã saudável

   Que tal dar uma alegrada no café ou lanche da família, preparando estes espetaculares bolinhos de batata-doce, do Canal Cleo Alves, que ficam deliciosos e tem um preparo bem simples? O resultado são bolinhos macios e fofinhos, não levam farinha de trigo, são livres de glúten e vão encantar a todos! Confira tudo, faça e arrase!

Como fazer bolinhos de batata doce

Para os bolinhos de batata doce, coloque no liquidificador: a batata-doce crua, os ovos, o leite de coco, o óleo, o açúcar, o parmesão ralado e a farinha de arroz, batendo por 3 minutos. Por fim, inclua o fermento em pó e volte a bater ligeiramente, apenas para agregar. Passe para forminhas já untadas e enfarinhadas, sem preencher até em cima e asse em forno pré-aquecido a 180 °C, por 25 a 30 minutos. Tire, deixe amornar, desenforme, sirva e delicie-se!

Ingredientes da receita de bolinhos de batata doce

  • 250 ml de leite de coco
  • 2 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
  • 1 xícara (chá) de farinha de arroz
  • 50 ml de óleo
  • 3 ovos inteiros
  • ½ colher (sopa) de fermento químico em pó
  • 400 g de batata-doce crua picada
  • ½ xícara (chá) de açúcar

Modo de preparo

  1. No copo do liquidificador adicione: 400 g de batata-doce crua picada,3 ovos inteiros, 250 ml de leite de coco, 50 ml de óleo, ½ xícara (chá) de açúcar, 2 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado e 1 xícara (chá) de farinha de arroz.
  2. Tampe e deixe bater por 3 minutinhos.
  3. Por último, junte ½ colher (sopa) de fermento químico em pó e torne a bater rapidamente, somente para misturar.
  4. Despeje em forminhas untadas e enfarinhadas, sem completar até em cima e leve para assar em forno pré-aquecido a 180 °C, por cerca de 25 a 30 minutos, até ficarem douradinhos por cima (espete um palito no centro, se sair limpo, está assado).
  5. Retire, aguarde amornar, desenforme, sirva e aprecie seus divinos bolinhos de batata-doce!

receitatodahora

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Haddad diz que caso Master pode ser maior fraude bancária do Brasil

   O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o caso Master pode ser “a maior fraude bancária” da história brasileira. Segundo ele, os efeitos da liquidação da instituição financeira também são de interesse público, uma vez que o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) é capitalizado pela Caixa e o Banco do Brasil. “O caso inspira muito cuidado. Podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país. Podemos estar diante disso. Temos que cuidar de todas as cautelas devidas, garantindo espaço para defesa se explicar, mas ao mesmo tempo sendo firmes”, disse o ministro a jornalistas nesta terça-feira (13).

  A instituição financeira foi liquidada pelo Banco Central em novembro, motivada por “grave crise de liquidez”. Por essa razão, o FGC vai ressarcir cerca de 1,6 milhão de credores que tinham depósitos e investimentos no Banco Master, somando R$ 41 bilhões. É a maior operação deste tipo na história. “O FGC, que todo mundo considera fundo privado, é capitalizado também por dois bancos públicos. Banco do Brasil e Caixa respondem por 1/3 da capitalização do FGC. É um assunto de interesse público por várias razões, mas também porque envolve recursos de bancos públicos”, declarou o ministro.Haddad afirmou também que o Ministério da Fazenda tem dado respaldo institucional ao Banco Central. A autoridade monetária é alvo de um processo no TCU (Tribunal de Contas da União), que apura se houve falhas na liquidação do Master. O Banco Central retirou na última segunda-feira (12) o recurso sobre a inspeção determinada inicialmente de forma monocrática pelo TCU. A petição entrou no sistema após reunião entre o presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, o presidente da Corte, Vital do Rêgo, e o ministro do TCU Jhonatan de Jesus. Com a retirada dos recursos, o BC sinalizou não ser mais necessário levar o tema para análise no plenário do TCU. “Toda transparência pode ajudar. Se a intenção for boa, a transparência vai ajudar. Estou seguro do trabalho que o Galípolo e sua equipe fizeram. Nós atuamos conjuntamente quando o assunto era da Fazenda. Tivemos conversas com o procurador-geral da República [Paulo Gonet]. Tivemos o melhor aconselhamento possível até aqui. O trabalho do BC é tecnicamente robusto”, declarou Haddad.

cnnbrasil

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Caso Master: presidente do TCU admite que Banco Central acertou ao determinar a liquidação

    O presidente do Tribunal de Contas da União afirmou nesta sexta-feira (9) que o Banco Central tomou a decisão correta ao determinar a liquidação do Banco Master. A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, enviou ao Supremo Tribunal Federal um documento em que nega envolvimento dele em ataques coordenados nas redes sociais contra o Banco Central.   A Polícia Federal começou a investigar pagamentos milionários para influenciadores digitais com objetivo de desacreditar a atuação do BC no processo de liquidação do Master. Diante das acusações de irregularidades, a defesa de Vorcaro decidiu apresentar as alegações do dono do Master antes de qualquer solicitação.O documento foi encaminhado ao ministro Dias Toffoli, relator do inquérito que investiga fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília. Os advogados pediram inclusive a abertura de uma investigação sobre a propagação do que consideram fake news contra o banqueiro.Mas, nesta sexta-feira (9), em entrevista à jornalista Andréia Sadi, do Estúdio I, na GloboNews, o influenciador e vereador do PL, da cidade de Erechim, no Rio Grande do Sul, disse que foi procurado por uma agência que ofereceu uma proposta milionária em troca de publicações em defesa do Master. Segundo Rony Gabriel, o contato com ele foi feito por André Salvador, um dos sócios da agencia que teria sido contratada por Vorcaro   Rony Gabriel, vereador Erechim/RS (PL)

“Fizemos uma reunião via aplicativo de vídeo e nessa reunião, ai sim ele trouxe que se tratava de um reposicionamento de imagem eles eram empresa de reposicionamento e contenção de crises de imagem e assim por diante, e que se tratava de Daniel Vorcaro, se tratava do Banco Master, isso ficou claro na reunião, e diante disso eles queriam que fizessem vídeos no sentido descredibilizar o BC para dar entender que foi feita a liquidação do Banco master com certa celeridade”. O ministro Jonathan de Jesus, relator do caso, chegou a determinar uma inspeção em documentos do BC, o que provocou uma série de manifestações em defesa da autonomia da instituição feitas por entidades do setor financeiro, associações de bancos. O próprio Banco Central recorreu e pediu que a decisão fosse analisada pelo colegiado do tribunal.

Após a repercussão, o relator recuou e suspendeu a inspeção até decisão do plenário do TCU. Nesta sexta-feira (9), o presidente do tribunal, Vital do Rego Filho, disse que vai se reunir com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, na próxima segunda-feira, para tratar do tema. E reconheceu publicamente que o Banco Central não tinha outra opção senão liquidar o conglomerado Master.  “O que nós vamos ver é que o Banco Central tem toda razão em ter liquidado o banco. Como faz qualquer agência reguladora. Estou a favor do meu tribunal. Se não o tribunal é enfraquecido. Se não puder fiscalizar agência reguladora, ele sai enfraquecido do processo. Então, eu sou o presidente e eu tenho convicção constitucional que nós vamos fiscalizar, independente de eu ter achado pessoalmente correta ou não a atitude do Banco Central, mas cabe ao Banco Central liquidar e eu achei correto”, diz Vital do Rêgo Filho, presidente do TCU. Durante o processo que levou à liquidação, o Banco Central identificou uma cadeia de transações entre o banco e a gestora de fundos Reag para que o dinheiro de títulos supervalorizados voltasse para o controle de Daniel Vorcaro e diretores do Master.  A Reag foi um dos alvos da operação Carbono Oculto, que apura a lavagem de dinheiro do PCC. A TV Globo apurou que pelo menos quatro fundos investigados por ligação com o crime organizado também fizeram parte da fraude do Master.   O escândalo do Master também preocupa aposentados e pensionistas. O Fundo Garantidor de Créditos – um fundo privado com dinheiro dos próprios bancos, cobre parte dos investimentos de clientes – empresas e pessoas físicas. Mas 18 fundos de pensão não tem essa proteção porque investiram em letras financeiras do Master – títulos de renda fixa sem cobertura do FGC. Ao todo, mais de R$ 1,8 bilhão foram investidos de outubro de 2023 até dezembro de 2024.  Segundo o Ministério da Previdência, está previsto em lei que, Estados e Municípios são os responsáveis diretos por garantir o pagamento de aposentadorias e pensões caso os recursos acumulados pelos regimes próprios de previdência sejam insuficientes.  Ou seja, nestes casos, o estado ou município deve cobrir eventuais faltas financeiras para assegurar que todos os benefícios sejam pagos integralmente.    

O Jornal Nacional não teve retorno da defesa de Daniel Vorcaro, e não conseguiu contato com André Salvador.

g1.globo
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Procuradores deixam cargo depois de MP dar parecer favorável a suspeitos de corrupção no Maranhão

Dez promotores de Justiça pediram exoneração no Maranhão.

O prefeito afastado de Turilândia, Paulo Curió, do União Brasil, a esposa dele, Eva Curió e outros oito investigados estão presos no complexo penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, desde 25 de dezembro. Segundo o Ministério Público, no total 21 pessoas, incluindo servidores e 11 vereadores participaram de um esquema que desviou mais R$ 56 milhões do município No início da semana passada, todos prestaram depoimento. 20 suspeitos permaneceram em silêncio. Somente uma suspeita falou e negou as acusações. Na quarta-feira, as defesas dos investigados pediram à justiça a soltura deles. A desembargadora Maria Soares Amorim, responsável pelo caso, então, determinou que o Ministério Público apresentasse um parecer. No sábado, o procurador geral de Justiça em exercício, Orfileno Bezerra Neto, se manifestou pela soltura de todos os investigados. No documento, o procurador-geral em exercício recomendou que as prisões preventivas fossem convertidas em medidas cautelares. Ou seja, eles poderiam ser libertados, com o uso de tornozeleira eletrônica. E que isso seria suficiente para resguardar a investigação e impedir a atuação do grupo.

Após o parecer do chefe em exercício do Ministério Público, os dez promotores que integravam o Gaeco, o grupo de atuação especial de combate às organizações criminosas, pediram para sair do cargo. Eles enviaram um documento ao procurador-geral de Justiça em que afirmam que a manifestação do MP pela soltura dos investigados compromete o trabalho que revelou o esquema de fraudes. Nesta segunda-feira (12), o caso teve um novo capítulo. A desembargadora Maria Soares Amorim analisou o parecer favorável do Ministério Público, mas não se convenceu e manteve a prisão de quase todos os suspeitos. A única que terá prisão domiciliar é uma servidora que está em tratamento médico e será monitorada por tornozeleira eletrônica. O procurador-geral do titular do estado, Danilo Castro Ferreira está em férias. Mas nesta segunda-feira (12) de manhã, divulgou uma nota quem afirma que o parecer favorável à liberdade suspeitos não representa uma tentativa de abrir mão ou contornar as normas que regem o processo penal. Por enquanto, Turilândia continua sendo administrada pelo presidente da Câmara José Luís Araújo Diniz, do União Brasil. O vereador está em prisão domiciliar.

g1.globo

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