O cinema brasileiro fez história no domingo (11) à noite no Globo de Ouro, o prêmio da associação de imprensa estrangeira de Hollywood. O Agente Secreto levou dois prêmios: melhor filme de língua não inglesa, e melhor ator, para Wagner Moura. Os correspondentes Nilson Klava e Felippe Coaglio acompanharam a festa – e o dia seguinte. O suspense acabou quando a atriz britânica Minnie Driver arriscou o português. “Parabéns… secret agent”. O Agente Secreto venceu na categoria de melhor filme de língua não-inglesa, desbancando produções da Noruega, França, Espanha, Coreia do Sul e Tunísia.
Era o roteiro que todos nós sonhávamos para aquela noite. O Brasil voltava a fazer história no Globo de Ouro, 27 anos depois de Central do Brasil.
“Dedico este filme aos jovens cineastas. Este é um momento muito importante na história para se fazer filmes aqui nos Estados Unidos e no Brasil. Jovens cineastas americanos, façam filmes! Muito obrigado”, disse Kleber Mendonça Filho. Ainda faltava uma cena fundamental e ela veio. Em 2025, Fernanda Torres ganhou o premio pela atuação em “Ainda Estou Aqui”. Este ano, foi a vez de Wagner Moura ser reverenciado. No caminho até o palco, aplaudido de pé, teve abraço em Adam Sandler e em ninguém menos que Júlia Roberts.. E lembra do molho? Olha aí o sambinha no palco…
“Meus colegas indicados, vocês são atores extraordinários. Compartilho este prêmio com vocês. Muito obrigado. Obrigado, Neon. Minha equipe, obrigado pela amizade de vocês. Kleber Mendonça Filho, você é um gênio, e você é meu irmão, e eu te agradeço por isso e por muitas. Muito obrigado. O Agente Secreto é um filme sobre memória, ou a falta dela, e trauma geracional. Acho que se o trauma pode ser transmitido entre gerações, os valores também podem. Então, este prêmio é para aqueles que se mantêm fiéis aos seus valores em momentos difíceis. Para a San, para nossos filhos, para a nossa vida juntos. Eu te amo muito. Para todo mundo no Brasil, assistindo isso agora, viva o Brasil, viva a cultura brasileira! Muito obrigado!”.
Era a primeira vez que uma produção brasileira vencia duas categorias do Globo de Ouro. O Agente Secreto conta a história de um professor universitário que volta para o Recife na década de 1970, durante a ditadura militar, para reencontrar o filho. Ele quer recomeçar a vida fora do país para fugir de um passado misterioso que vai se revelando aos poucos. Mas descobre que está sendo procurado por matadores de aluguel.
O prêmio de melhor filme de drama — o principal da noite — acabou ficando com a produção Hamnet – a vida antes de Hamlet. Mas não tem problema. O nosso roteiro dos sonhos já estava completo. “Rapaz, é incrível, é uma emoção arretada e a gente repetir um feito que o Ainda Estou Aqui fez no ano passado, né… É incrível para o cinema brasileiro, para a cultura brasileira. A gente está feliz demais”, disse Wagner Moura.
Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura entraram por esse tapete vermelho com três indicações ao Globo de Ouro — um feito inédito pra uma produção brasileira. Era a certeza de que o Agente Secreto já estava fazendo história em Hollywood. Mas eles foram além. E saíram da noite com dois globos de ouro e com o caminho pavimentado para continuar fazendo história por outro tapete vermelho, o do Oscar.
O Rio de Janeiro acordou neste domingo sob um cenário típico de verão, com sol forte, sensação de abafamento e termômetros apontando para os 40 °C. Mas o calor não vem sozinho. Ao longo da tarde, os cariocas também vão encarar um desafio invisível e perigoso. A umidade relativa do ar deve despencar para níveis entre 21% e 30% em diferentes pontos da cidade.
O alerta foi emitido pelo Sistema Alerta Rio e vale das 14h deste domingo até as 18h de segunda-feira. A combinação de altas temperaturas e ar seco acende um sinal de atenção, principalmente para crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios.
No sábado (10), o município já havia atingido o nível 3 do Protocolo de Calor. O estágio indica temperaturas entre 36 °C e 40 °C por pelo menos três dias consecutivos. A previsão para este domingo confirma o cenário, com calor intenso, céu aberto e nenhuma chance de chuva.Quando a umidade do ar cai abaixo dos 30%, o corpo sente rapidamente os efeitos. Entre os principais impactos estão o ressecamento da pele e das mucosas, irritação nos olhos, sangramentos no nariz e aumento do risco de crises alérgicas, respiratórias e infecções. Especialistas alertam que, nesses dias, é fundamental reduzir a exposição ao sol e adotar cuidados simples que fazem diferença no bem-estar.
Veja os cuidados recomendados para enfrentar o tempo seco
Hidrate-se com frequência, mesmo sem sentir sede;
Evite atividades físicas ao ar livre entre 10h e 16h;
Use soro fisiológico nos olhos e no nariz para aliviar o ressecamento;
Aplique protetor solar e prefira roupas leves;
Mantenha ambientes ventilados;
Evite queimar lixo ou vegetação, o que piora a qualidade do ar.
Quando o alívio deve chegar?
Para este domingo (11), a temperatura mínima não deve ficar abaixo dos 21 °C. Na segunda-feira (12), o calor segue forte e o tempo permanece seco. Já na terça-feira, há chance de pancadas isoladas de chuva, embora os termômetros ainda possam alcançar os 40 °C O primeiro sinal de alívio só deve aparecer na quarta-feira (14), com redução discreta da temperatura máxima, que deve ficar em torno dos 37 °C. Ainda é uma marca elevada, mas menos extrema.
A indisponibilidade, desatualização ou ausência de informações de transparência dos municípios em sites oficiais pode se tornar crime de responsabilidade de prefeitos e secretários municipais. É o que propõe o deputado Kim Kataguiri (União-SP) no projeto de lei 708/2025. Em análise na Câmara dos Deputados, o texto altera o Decreto-lei 201/1967, responsável por estabelecer as diretrizes que guiam prefeitos e vereadores, para prever pena de reclusão de seis meses a dois anos em caso de insuficiência nas informações públicas ofertadas. O texto também engloba situações em que a prefeitura da cidade esconde, manipula ou tenta omitir informações que deveriam estar no Portal da Transparência a fim de dificultar investigações ou fiscalizações. Se a conduta for realizada com a participação de terceiros ou com o intuito de beneficiá-los, a sanção pode ser agravada em até metade.
Texto tramita desde fevereiro de 2025.Bruno Spada/Câmara dos Deputados.
Em casos onde sejam praticados atos de improbidade administrativa com prejuízo financeiro ao munícipio ou contrariem princípios da administração pública, a proposta endurece as penalidades. Com a proposta, prefeitos e vereadores enquadrados perdem o mandato e são proibidos de exercício de qualquer cargo ou função pública por até oito anos, além de ser obrigado a ressarcir os valores corrigidos.
Para Kataguiri, ao reforçar o compromisso com a integridade na administração municipal, a medida pode reduzir fraudes e desvios de recursos públicos.
“Essa medida busca assegurar que a sociedade tenha amplo acesso a informações sobre contratos, licitações, convênios e prestações de contas dos recursos públicos, prevenindo irregularidades e combatendo a impunidade.”
Tramitação
A proposta aguarda designação de relator na Comissão de Administração e Serviço Público. O texto ainda passará pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, e posteriormente, será debatida e votada em Plenário.
PLANO PERFEITO A salvação da humanidade: a mensagem central das Escrituras
INTRODUÇÃO Na lição desta semana, estudaremos a respeito do problema do pecado. A doutrina do pecado, ou Hamartiologia como é chamada pela Teologia Sistemática, é fundamental para o entendimento da condição humana diante de Deus e da necessidade que o homem tem da salvação por meio de Cristo. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.
TEXTO PRINCIPAL – COMPARANDO TRADUÇÕES pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus. (Rm 3.23, NVI). Todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus. (Rm 3.23, NTLH). Paulo vem construindo um argumento em sua carta aos Romanos: tanto judeus quanto gentios estão “debaixo do pecado”, de modo que ninguém pode se apresentar diante de Deus como justo por mérito próprio (Rm 3.9-20, NAA). Então, (Rm 3.23) funciona como uma conclusão resumida de seu argumento: todos pecaram e, portanto, todos ficam aquém da glória de Deus. Premissa: o pecado alcança todos. Conclusão: todos precisam da mesma intervenção divina. A necessidade de salvação é universal porque todos pecaram. Todos pecaram em Adão, que pecou, como representante de todos os seus descendentes. No entanto, os seres humanos não são apenas pecadores por natureza; também são pecadores por prática. Carecem, em si mesmos, da glória de Deus.
RESUMO DA LIÇÃO O pecado separa, mas Cristo restaura: Ele é a solução divina para a culpa, o sofrimento e a morte que assolam a humanidade. A verdade prática está fundamentada em um encadeamento de textos bíblicos que começam com a ruptura do relacionamento entre Deus e o ser humano. Isaías afirma que as iniquidades fazem separação e produzem divisão entre o povo e o seu Deus (Is 59.2, NAA). Essa separação, por sua vez, explica por que o 1Graduado em teologia pela UniCesumar; Tecnólogo em coaching e desenvolvimento humano pela Unopar; pós-graduando em educação cristã e graduando em teologia pela Faculdade Batista do Cariri (FBC); Presbítero na Assembleia de Deus em Pernambuco pecado se torna o problema central do ser humano, ele desloca a pessoa da comunhão com a fonte da vida, e, portanto, afeta sua existência de forma ampla. Paulo, então, explicita a consequência mais terrível desse quadro ao declarar que “o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23, NAA). A morte, aqui, aparece como resultado de uma vida desligada de Deus. Nesse ponto, podemos afirmar que Jesus é a única solução para o maior problema do homem, porque Deus “nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo” e, em Cristo, reconcilia consigo o mundo, “não lhes imputando os pecados” (2Co 5.18-19, NAA). A reconciliação responde diretamente à separação indicada por Isaías: o que o pecado dividiu, Deus repara por meio de Cristo. Por fim, a esperança diante do sofrimento e da morte se ancora na identidade e na promessa de Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida”, e quem crê nele tem vida que ultrapassa a morte (Jo 11.25-26, NAA). Só em Jesus e por meio dele é que a humanidade recebe vida e tem esperança verdadeira.
1. A ORIGEM DO PECADO NA HUMANIDADE Ideia central do ponto: O pecado entrou na história humana por meio da desobediência voluntária em um contexto de liberdade responsável, e, desde então, tornou-se uma realidade universal que afeta toda a humanidade (Gn 2.16-17, NAA; Gn 3.1-7, NAA; Rm 5.12, NAA). 1. O livre-arbítrio do ser humano. Ideia central do subponto: Deus cria o ser humano com dignidade moral e lhe dá um mandamento que pressupõe uma escolha real; por isso, a desobediência não pode ser tratada como “acidente inevitável”, mas como decisão responsável (Gn 2.16-17, NAA). O aluno deve sair sabendo: Explicar por que o mandamento em (Gn 2.16-17, NAA) implica responsabilidade, e não fatalismo. Distinguir “liberdade” de “autonomia absoluta”: liberdade bíblica é capacidade de responder a Deus, e não licença para redefinir o bem. Justificar, com base no texto, que Deus não é o autor do pecado, ainda que governe a história.
A LIÇÃO DIZ: Pelas Escrituras Sagradas, entendemos que o ser humano foi criado por Deus com certo nível de perfeição, justiça e santidade. Além disso, Ele deu ao ser humano uma sabedoria especial — vinda diretamente dEle para a alma, sem que ele precisasse aprender com outras pessoas, antes da Queda (Gn 2.19,20). Nesse estado de pureza e santidade, em que a imagem divina se estabeleceu no homem, Deus também deu liberdade plena para o ser humano escolher entre obedecê-lo e desobedecê-lo. Isso fica claro quando lemos o mandamento de Deus para Adão, mostrando que havia ali uma escolha real a ser feita (Gn 2.16,17). Deus criou o ser humano livre e com dignidade moral. A proibição de comer da árvore do conhecimento do bem e do mal era uma oportunidade para o homem demonstrar seu amor e fidelidade a Deus. O mandamento não era uma ordem moral intrínseca (como “não matar”), mas um “mandamento positivo” (algo que é errado apenas porque foi proibido), servindo como teste de obediência e submissão por amor. A desobediência de Adão não pode ser tratada como um acidente inevitável. A queda não foi determinada pela onipotência de Deus, mas apenas conhecida pela Sua onisciência. O pecado teve origem em um ato voluntário do homem; Adão não foi obrigado a pecar. Pelo livre-arbítrio, Adão podia opinar, decidir e escolher entre fazer a sua vontade ou a de Deus. Será que Adão e Eva eram realmente livres para poderem escolher de forma neutra entre pecar ou não pecar? Essa pergunta sempre gerou muita polêmica no meio cristão desde a antiguidade. Se eram livres, o que significa ter liberdade? O que é o livre-arbítrio? No decorrer da história cristã, muitos teólogos têm se esforçado na tentativa de explicar o que seria de fato o livre-arbítrio humano. Por exemplo, se o livre-arbítrio for entendido como “poder fazer qualquer coisa”, então eu teria que perguntar: “Deus é livre?” Você provavelmente dirá que sim. Então eu perguntaria: “Deus pode pecar?” Não! Deus não pode nem mesmo ser tentado a pecar, Ele é totalmente imune ao mal. Mas se existe algo que Deus não pode fazer, como podemos dizer que Ele é de fato, livre? Nesse ponto cria-se um conflito, pois nossa definição de livre-arbítrio se choca com a realidade da natureza divina. Deus é livre, mas não pode pecar porque, isso é contrário a sua própria natureza santa. Ou seja, teoricamente, se Deus quisesse pecar, ele poderia, pois nada nem ninguém o impediria, mas sua natureza santa, faz com que Ele não queria pecar, ou seja, pelo poder de sua autodeterminação, Ele sempre fará somente aquilo que Ele quer fazer. Essa é a correta definição de livre-arbítrio. A liberdade real, consiste em ter plenas condições de conseguir fazer, somente aquilo que de fato a pessoa quer fazer, conforme sua própria força de vontade. Liberdade: é não ser subjugado por nenhuma influência externa e ter um domínio próprio total e pleno, para sempre conseguir fazer apenas o que de fato a pessoa quiser fazer, conforme sua vontade. Sendo assim, Adão, antes da queda era totalmente livre, pois foi criado perfeito, puro, santo e não conhecia o mal. Porém, mesmo assim, era possível para Adão praticar mal-uso dessa liberdade. Após a Queda, o livre-arbítrio natural para o bem espiritual foi corrompido. O que existe agora não é uma autonomia natural, mas um “arbítrio liberto” pela graça preveniente. A capacidade de crer e obedecer não provém de uma bondade inerente ou autônoma do homem, mas é inteiramente derivada da graça de Deus que restaura a faculdade de escolha. Deus governa o universo e nada acontece sem Sua permissão, mas Ele não causa o pecado. Deus permite o pecado (no sentido de não impedir a liberdade), mas não o efetua nem o aprova. A queda de Adão ocorreu por “mera permissão de Deus”, distinta da predestinação. Tornar o pecado necessário através de um decreto divino faria de Deus o autor do pecado, o que é repugnante à natureza de Deus. Deus não pode ser tentado pelo mal nem tenta a ninguém; Ele odeia o mal. 1.2 A tentação e a escolha errada. Ideia central do subponto: A tentação opera por meia da distorção da Palavra e por meio da suspeita sobre o caráter de Deus; então, ela reorganiza desejos do coração e conduz o homem a uma escolha errada que rompe a confiança e a obediência (Gn 3.1-6, NAA). O aluno deve sair sabendo: Identificar o “método” da serpente: questionar (“É assim que Deus disse?”), negar (“Certamente não morrereis”) e prometer autonomia (“sereis como Deus”) (Gn 3.1-5, NAA). Perceber que pecado, aqui, não é apenas impulso; é também uma disputa de interpretação e confiança. Aplicar (1Co 10.13, NAA): nem sempre dá para evitar a tentação, mas é possível resistir por caminhos legítimos.
A LIÇÃO DIZ: A serpente, que é identificada na Bíblia como Satanás ou o Diabo, apareceu no Jardim do Éden como uma criatura usada por ele para enganar Eva, que havia sido criada por Deus (Gn 3.1). O plano do Inimigo era enfrentar Deus usando a própria criação dEle — e essa é, basicamente, a história do pecado: o ser humano caído passa a distorcer o que Deus criou, assim como a serpente fez no Éden (cf. Gn 3.2-5; Rm 1.22,23). Depois disso, a mulher pegou o fruto, comeu e deu ao seu marido, que estava com ela, que também comeu (Gn 3.6). Foi assim que o pecado entrou no mundo, resultado de uma escolha errada do primeiro casal após ceder à tentação. Desde então, a humanidade, assim como Adão e Eva, tem seguido o caminho da desobediência a Deus. Vamos destacar os métodos da serpente olhando especificamente para Genesis 3.1-5: 1.2.1 Questionar a Palavra (“É assim que Deus disse?”): O primeiro passo da tentação foi lançar dúvida sobre a veracidade e a precisão do que Deus disse. A serpente distorceu o mandamento divino (que proibia apenas uma árvore) generalizando a proibição para sugerir que Deus era excessivamente restritivo (“Não comereis de toda árvore?”). Essa tática ainda é usada para descredibilizar a Bíblia e para promover uma mentalidade de que ela é opressiva e patriarcal. 1.2.2 Negar o juízo (“Certamente não morrereis”): Após plantar a dúvida, a serpente contradisse abertamente o aviso de Deus sobre a morte. Isso minimizou a gravidade do pecado e suas consequências, sugerindo que a desobediência não traria penalidade. 1.2.3 Prometer autonomia (“Sereis como Deus”): O terceiro ataque visou o caráter e as intenções de Deus. O tentador insinuou que Deus estava escondendo algo bom (a sabedoria) por inveja ou medo de perder Sua supremacia. A promessa era que, ao desobedecer, o ser humano alcançaria um nível superior de existência, igualando-se a Deus em conhecimento e independência. Que engodo terrível! Quantas pessoas em nosso tempo tem abraçado o pecado com a expectativa de uma vida extraordinária! No entanto, tudo o que encontram é o vazio existêncial, o medo, a culpa e a desesperança. Ser tentado não constitui pecado em si mesmo; o próprio Jesus foi tentado em tudo, mas permaneceu sem pecado. A tentação é uma proposta externa; o pecado ocorre quando a vontade humana consente e cede a ela. Deus é fiel e não permite que sejamos tentados além do que podemos suportar (1 Co 10.13). Ele sempre provê o livramento ou o escape. Portanto, Deus não pode ser culpado e nem responsabilizado pelos pecados que cometemos. 1.3 “Todos pecaram”. Ideia central do subponto: A queda não fica restrita ao Éden; ela inaugura uma condição universal, de modo que todos participam da realidade do pecado e se tornam “destituídos da glória de Deus” (Rm 3.23, NAA; Rm 5.12, NAA). O aluno deve sair sabendo: Diferenciar “atos de pecado” (o que fazemos) de “condição pecaminosa” (o que nos marca) sem cair em determinismo (Rm 5.12, NAA; Sl 51.5, NAA).
A LIÇÃO DIZ: A Bíblia deixa bem claro que o pecado de Adão e Eva afetou toda a humanidade: “todos pecaram” (Rm 5.12). Isso significa que o ser humano já não carrega mais aquela perfeição, justiça e santidade que tinha antes da Queda. Agora, todos nascem com uma natureza profundamente afetada pelo pecado (Rm 3.23; Sl 51.5). Essa é a doutrina bíblica do Pecado, que nos ajuda a entender por que existe tanto mal no mundo. A Bíblia ensina que existe uma solidariedade da raça humana em Adão. Quando o apóstolo Paulo afirma que “por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram” (Rm 5.12), ele não está se referindo apenas aos pecados factuais do dia a dia, mas à herança do pecado. O homem foi criado originalmente com uma natureza santa, voltada para Deus e dotada de justiça original. No entanto, a Queda desfigurou essa imagem. A declaração de que todos “destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23) indica que a humanidade perdeu aquela realeza moral e espiritual e o estado de glória que possuía antes da Queda. O pecado deve ser compreendido não apenas como um ato de transgressão, mas como um estado da alma. A humanidade passou de um estado de inocência para um estado de iniquidade e separação de Deus. Por isso, tratamos o primeiro pecado como “Queda”. A doutrina do pecado original ensina que a corrupção da natureza humana é transmitida de geração em geração. Não nos tornamos pecadores apenas quando cometemos o primeiro ato de pecado; pelo contrário, pecamos porque já nascemos pecadores. O Salmo 51.5(“Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu a minha mãe”) é a confissão de que o estado pecaminoso é inato, remontando ao momento da concepção. A Bíblia corrobora com isso em Efésios 2.3, afirmando que somos “por natureza filhos da ira”. O termo “natureza” (phusis) refere-se à realidade fundamental ou origem de uma coisa, indicando que o “conteúdo” de todas as pessoas é corrupto desde a origem. Essa condição herdada é frequentemente chamada de depravação total ou corrupção total. Isso não significa que o homem seja tão mau quanto poderia ser, mas que o pecado afetou todas as áreas do ser humano. Devido a essa natureza decaída, o ser humano perdeu a capacidade de fazer o bem espiritual ou de voltar-se para Deus por suas próprias forças, estando “morto” em seus delitos e pecados, necessitando absolutamente da graça divina para ser vivificado.
2. AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO Ideia central do ponto: O pecado produz efeitos em cadeia: rompe a comunhão com Deus, fere a consciência com culpa e vergonha, e introduz sofrimento e morte; portanto, ele é a raiz teológica dos males humanos (Is 59.2, NAA; Gn 3.7-10, NAA; Rm 6.23, NAA). 2.1 Separação de Deus. Ideia central do subponto: A primeira consequência do pecado é relacional: ele cria divisão entre o ser humano e Deus, e isso explica o medo, o ocultamento e o afastamento presentes no relato do Éden (Gn 3.8-10, NAA; Is 59.2, NAA). O aluno deve sair sabendo: Definir “separação” biblicamente: não é distância geográfica, mas sim, a ruptura de comunhão e alienação espiritual (Is 59.2, NAA). Ler (Gn 3.8-10, NAA) como evidência textual dessa ruptura (medo, esconderijo, evasão). Reconhecer que “novo nascimento” e “reconciliação” são o caminho bíblico de retorno à comunhão com Deus.
A LIÇÃO DIZ: Uma das consequências mais profundas do pecado é a separação que ele causa entre o ser humano e Deus (Is 59.2). O relato de Gênesis mostra o afastamento natural do primeiro casal em relação ao Criador quando, após desobedecê-lo, esconde-se do Altíssimo, distanciando-se por completo (Gn 3.8-10). O pecado é considerado o maior de todos os males, pior do que a pobreza, a doença ou a morte física, pois estes males não podem afastar o homem de Deus, enquanto o pecado o faz no tempo (agora) e na eternidade (no porvir). O relato de Gênesis ilustra pragmaticamente essa ruptura. Antes da Queda, Deus e o homem conviviam em comunhão e cooperação; após a desobediência, a atitude imediata do casal foi esconder-se da presença de Deus entre as árvores do jardim. O que Adão e Eva desejaram, aconteceu quase que instantaneamente. Seus olhos foram abertos e eles perderam seu estado de inocência. A sensação pós-pecado não foi exatamente o que eles esperavam. A tentativa de autorrealização excluindo Deus da equação, os levou a um misto de sentimentos horripilantes: medo, culpa, vergonha, tristeza. O pecado do ser humano, consumado por meio da desobediência, causou grandes danos a toda raça humana. Dentre todos esses danos, o mais evidente e destruidor, com certeza é a morte (separação). Os textos bíblicos nos revelam que existem ao todo, 3 tipos diferentes de morte. Morte física, morte espiritual e morte eterna. A seguir, nós analisaremos cada uma dessas mortes que afligem o ser humano. 2.1.1 Morte espiritual é o estado de separação entre Deus e o ser humano. Deus falou que no mesmo dia em que comessem do fruto proibido, eles morreriam, mas Adão e Eva não morreram no mesmo dia (Gn 2.17). Sendo que, eles não morreram no mesmo dia em que comeram do fruto, será que a advertência proferida por Deus não se cumpriu? É claro que sim! Mas, o que será que Deus quis dizer com isso? Deus estava falando primeiramente a respeito da morte espiritual que é a separação entre Deus e o homem. 2.1.2 Outra consequência inevitável da separação entre Deus e o homem é a morte física. A partir do exato momento em que Adão pecou, devido a corrupção do pecado, ele começou a morrer fisicamente. “Com o suor do seu rosto você comerá o seu pão, até que volte à terra, visto que dela foi tirado; porque você é pó, e ao pó voltará” (Gn 3.19). 2.1.3 Para todos aqueles que experimentam a morte física sem terem sido regenerados pela graça divina, existe uma condenação ainda maior no futuro. Esta é a perdição eterna no lago de fogo, a segunda morte. “Então ele (Jesus Cristo) dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Malditos, apartem-se de mim para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos” … “E estes irão para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna”. (Mt 25.41,46). 2.2 Culpa e vergonha. Ideia central do subponto: O pecado gera culpa (responsabilidade diante de Deus) e vergonha (exposição e perda de dignidade percebida), levando o ser humano a se esconder; contudo, o evangelho trata ambas: perdoa e restaura (Gn 3.7-10, NAA; 1Jo 1.9, NAA; 2Co 5.17, NAA). O aluno deve sair sabendo: Distinguir culpa de vergonha usando o texto: “perceberam que estavam nus” e “esconderam-se” indicam vergonha e medo (Gn 3.7-10, NAA). Explicar por que a solução em Cristo não é apenas “sentir alívio”, mas receber perdão e nova identidade (1Jo 1.9, NAA; 2Co 5.17, NAA). Articular que a vida cristã lida com a consciência: confissão, arrependimento e restauração (Sl 51.17, NAA).
A LIÇÃO DIZ: Gênesis 3 mostra que o primeiro casal também sentiu culpa e vergonha (vv.7-10). O advento do pecado trouxe consigo uma consciência em que a nudez passou a ser associada ao pecado e à condição corrompida — antes da Queda, a nudez não carregava nenhuma conotação de pecado, pois era o tempo da inocência moral (Gn 2.25). Dessa nova consciência, surgiram a culpa e, consequentemente, a vergonha. Por isso, os primeiros pais se esconderam de Deus (Gn 3.10). A respeito do pecado, John Bunyan escreveu: “O pecado é um desafio à justiça de Deus, um roubo à sua misericórdia, um zombar de sua paciência, um desprezo ao seu poder e um desdém ao seu amor”. A força dessa afirmação está em mostrar que o pecado atinge o próprio caráter de Deus, porque ele se apresenta como recusa prática daquilo que Deus é, bem como do modo como Deus governa e sustenta sua criação. Ainda assim, o Jardineiro não abandonou seu jardim. A narrativa de Gênesis sugere que a prova do amor de Deus inclui sua disposição de não desistir da criatura, mesmo quando o relacionamento é ferido pela desobediência. Desse modo, a história não caminha para a aniquilação do ser humano, e sim para a exposição do problema e, em seguida, para a iniciativa divina de buscar e tratar a ruptura criada pelo pecado. A culpa aparece de forma imediata após a transgressão. Em (Gn 3.7, NAA), “abriram-se os olhos” indica o surgimento de uma autoconsciência perturbadora: aquilo que era vivido com simplicidade passa a ser percebido como vulnerabilidade, e a nudez se torna sinal de vergonha. Isso contrasta diretamente com o estado anterior, quando “ambos estavam nus e não se envergonhavam” (Gn 2.25, NAA), pois ali a nudez comunicava inocência. Em seguida, a tentativa de cobrir-se com folhas de figueira revela uma resposta humana típica: lidar com os efeitos do pecado por meios próprios, sem retorno à comunhão com Deus. O texto sugere que a culpa, quando não é levada a Deus, tende a produzir estratégias de autoproteção, isto é, mecanismos de “cobertura” que escondem os sintomas, porém não curam, de fato, a sua causa. Nessa mesma linha, o medo se torna verbalizado por Adão: “Ouvi os teus passos… e tive medo” (Gn3.10, NAA). Esse medo expressa a consciência de culpabilidade e a expectativa de juízo, pois a presença de Deus passa, agora, a ser percebida como uma ameaça e não como um momento de comunhão e alegria. Implicações 2.2.1 Examine seu coração. O pecado gera uma cegueira que nos faz ver o Pai amoroso como um juiz severo ou um inimigo. O primeiro passo para a cura é reconhecer que nossas falhas ferem o coração de Deus e distorcem nossa visão sobre o caráter dEle. 2.2.2 Pare de tentar resolver sua culpa sozinho. Estratégias de autoproteção apenas aumentam o medo e a ansiedade. A verdadeira paz não vem de esconder o erro, mas de expô-lo Àquele que pode perdoar e restaurar. 2.2.3 Se você sente que falhou ou que está fugindo e se escondendo de Deus por vergonha, saiba que Ele já está à sua procura. A iniciativa da reconciliação partiu dEle. Não fuja da voz que diz “Onde estás?”; essa é a voz da graça chamando você de volta para casa. 2.3 Sofrimento e morte. Ideia central do subponto: O pecado introduz desordem no mundo humano: dor, frustrações e morte; e a Bíblia trata “morte” não apenas como fim biológico, mas também como realidade espiritual de afastamento da fonte da vida (Gn 3.16-19, NAA; Rm 6.23, NAA). O aluno deve sair sabendo: Explicar, com textos bíblicos, a ligação entre pecado e todas as mazelas da humanidade.
A LIÇÃO DIZ: A entrada do pecado no mundo causou efeitos devastadores, resultando em sofrimento, dor e, sobretudo, em morte — tanto no corpo, como na alma e no espírito (Gn 3.16-19; Rm 6.23). As dores físicas, os conflitos interpessoais e o vazio interior são evidências dessa condição caída. Do ponto de vista bíblico, é a entrada do pecado no mundo que explica as mazelas da humanidade. As dores físicas e as enfermidades decorrem da condição caída e se manifestam como parte do desarranjo introduzido pelo pecado. 2.3.1 Dor e fadiga. Em (Gn 3.16-19, NAA), Deus pronuncia juízos que atingem diretamente o bem-estar físico: multiplicação das dores no parto e obtenção do sustento mediante fadiga e suor. 2.3.2 Enfermidade. A doença se apresenta como intrusão na experiência humana e como sinal de fragilidade em um corpo mortal, sujeito à deterioração e ao sofrimento contínuo; ao mesmo tempo, a Escritura orienta cautela na ligação entre enfermidade e culpa pessoal específica (Jo 9.1-3, NAA). 2.3.3 A criação que geme. A natureza foi sujeita à frustração e à corrupção; a terra produz espinhos e cardos, e a criação “geme e suporta angústias”, aguardando redenção (Rm 8.20-22, NAA; Gn 3.18, NAA). A entrada do pecado destruiu a harmonia social. O egoísmo substituiu o amor, e, por isso, a vida em comunidade passou a ser marcada por disputa, exploração e violência. 2.3.4 Ruptura das relações. Logo após a queda, a convivência conjugal cedeu o lugar à autodefesa e à acusação (Gn 3.12-13, NAA), e a dinâmica relacional passou a incluir tensão, disputa e desejo de controle (Gn 3.16, NAA). 2.3.5 Violência e homicídio. O primeiro fruto social explícito do pecado é o fratricídio (Gn 4.8, NAA), e, a partir daí, a história bíblica evidencia a escalada da corrupção humana, com injustiça e derramamento de sangue (Gn 6.5, NAA).
3. A SOLUÇÃO DE DEUS PARA AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO Ideia central do ponto: A solução divina é centrada em Cristo e é integral: Deus reconcilia, remove culpa e a vergonha, e oferece esperança diante do sofrimento e da morte (2Co 5.18-19, NAA; 1Jo 1.9, NAA; Jo 11.25-26, NAA). 3.1 Restauração do relacionamento com Deus. Ideia central do subponto: Deus toma a iniciativa e reconcilia o mundo consigo em Cristo; logo, o antídoto para a separação é a reconciliação e a comunhão restaurada (2Co 5.18-19, NAA). O aluno deve sair sabendo: Definir “reconciliação” como restauração de comunhão com Deus por meio de Cristo, e não apenas “melhorar a vida”. Explicar a lógica de (2Co 5.18-19, NAA): Deus age, Cristo é o meio, e a relação é restaurada. Conectar isso ao problema do Éden: quem se escondia é chamado de volta por meio da graça.
A LIÇÃO DIZ: O Plano de Salvação Divino, parcialmente revelado no Antigo Testamento e plenamente revelado no Novo, repara a separação entre Deus e a humanidade causada pelo pecado. Em uma de suas epístolas, o apóstolo Paulo escreve que, em primeiro lugar, por meio de Cristo, Deus nos reconciliou consigo mesmo e nos deu o ministério da reconciliação (2Co 5.18). Em seguida, ele afirma: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação” (2Co 5.19). O que foi parcialmente revelado aos profetas e patriarcas como promessa, agora é plenamente manifestado na encarnação, morte e ressurreição de Jesus. A palavra grega para reconciliação é katallasso (variantes apokatallasso). Ela traz a ideia de uma troca ou mudança. No contexto soteriológico, refere-se à troca de um estado de hostilidade e ira para um de amizade e paz. Por meio da reconciliação, o estado de separação e inimizade é mudado para um estado comunhão e intimidade. Um aspecto distintivo da reconciliação cristã é que ela não parte do ofensor (o homem) em direção ao ofendido (Deus), mas sim de Deus em direção ao homem. É o próprio Deus quem toma a iniciativa de remover os obstáculos (o pecado e a Sua própria ira) para restaurar o relacionamento. O Novo Testamento nunca diz que Cristo reconciliou Deus com o homem (como se Deus precisasse ser persuadido a amar), mas que Deus estava em Cristo reconciliando o mundo consigo mesmo. Deus é o agente, não o objeto passivo da reconciliação. Vamos ler o texto bíblico: E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. Ora, tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos seres humanos e nos confiando a palavra da reconciliação. Portanto, somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por meio de nós. Em nome de Cristo, pois, pedimos que vocês se reconciliem com Deus. Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós, para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus. (2Co 5.17-21, NAA). Ray Stedman, descrevendo o ministério da reconciliação, destaca nove pontos importantes:
1) origina-se em Deus, e não no homem (5.18);
2) é uma experiência pessoal (5.18);
3) compreende todo o universo (5.18,19);
4) elimina a condenação (5.19);
5) é entregue pessoalmente (5.19);
6) é investida de autoridade (5.20);
7) é aceita voluntariamente (5.20);
8) realiza o impossível (5.21);
9) é experimentada a cada momento (6.1,2). 3.2 Remoção da culpa e da vergonha. Ideia central do subponto: O perdão em Cristo limpa a consciência e restaura a dignidade; assim, a solução de Deus trata o interior do ser humano, não apenas o comportamento externo (1Jo 1.9, NAA; Hb 9.14, NAA; 2Co 5.17, NAA). O aluno deve sair sabendo: Explicar por que (1Jo 1.9, NAA) confissão e perdão caminham juntos. Entender “purificar a consciência” como efeito objetivo da obra de Cristo (Hb 9.14, NAA). A LIÇÃO DIZ: Deus tem uma solução plena e transformadora para a culpa e a vergonha. Quando nos encontramos com Cristo, por meio do Espírito Santo e pela fé, através de um arrependimento sincero, recebemos o perdão verdadeiro (1Jo 1.9). Assim, mesmo sendo pecadores, somos declarados justos diante de Deus e restaurados em nossa dignidade e comunhão com o Criador (Rm 5.1). Nesse processo, a culpa e a vergonha são poderosamente removidas de nossas vidas, pois o sangue de Jesus purifica a nossa consciência (Hb 9.14), dando-nos ousadia para viver em novidade de vida (2Co 5.17). A fim de andar diariamente em comunhão com Deus e com nossos irmãos em Cristo, precisamos confessar nossos pecados: pecados de comissão, de omissão, de pensamento, de atos, pecados secretos e pecados públicos. Precisamos trazê-los à tona e colocá-los diante de Deus, chamá-los pelos seus devidos nomes, posicionar-nos do lado de Deus contra eles e abandoná-los. A verdadeira confissão implica abandonar os pecados: “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28:13). Ao proceder desse modo, podemos apropriar-nos da promessa de que Deus é fiel e justo para nos perdoar. É fiel no sentido de que prometeu perdoar e cumprirá sua promessa. É justo para nos perdoar porque encontrou uma base justa para o perdão na obra vicária do Senhor Jesus Cristo na cruz. Além de garantir o perdão, Deus nos purifica de toda injustiça. João fala de um perdão paternal, e não judicial. O perdão judicial se refere ao perdão do castigo pelos pecados; o cristão o recebe quando crê no Senhor Jesus Cristo. É chamado de “judicial” porque é concedido por Deus em seu papel de Juiz. Mas e quanto aos pecados que a pessoa comete depois da conversão? No tocante ao castigo, o preço já foi pago pelo Senhor Jesus na cruz do Calvário. No tocante à comunhão na família de Deus, porém, o santo que pecou precisa receber o perdão paternal de Deus, ou seja, seu perdão como Pai, obtido pela confissão do pecado. Precisamos do perdão judicial apenas uma vez, pois ele é suficiente para pagar o castigo pelos nossos pecados passados, presentes e futuros. Mas precisamos do perdão paternal ao longo de toda a vida cristã. 3.3 Superação do sofrimento e da morte. Ideia central do subponto: Em Cristo, a morte não é a palavra final (Jo 11.25-26, NAA; Rm 8.23, NAA; Ap 21.4, NAA). O aluno deve sair sabendo: Explicar a promessa de Jesus sobre vida e ressurreição (Jo 11.25-26, NAA). Relacionar esperança futura com perseverança presente (Rm 8.23, NAA). Entender que a consumação descrita em (Ap 21.4, NAA) refere-se a esperança escatológica, e não uma promessa de ausência imediata de dificuldades.
A LIÇÃO DIZ: A resposta de Deus para o sofrimento e a morte é a esperança viva em Cristo. Ao colocarmos a nossa fé em Jesus, temos a certeza de que a morte não representa o fim, mas sim o começo de uma nova vida com Deus (Jo 11.25,26). Mesmo perante dores e perdas neste mundo caído, aguardamos com esperança a gloriosa ressurreição dos mortos e a redenção do nosso corpo (Rm 8.23). A superação do sofrimento e da morte está ancorada na certeza de que a morte física não é o fim da existência, mas um estágio de transição para a plenitude da vida com Deus. Esta esperança fundamenta-se na obra de Cristo e se desdobra em três aspectos principais: a promessa da ressurreição, a perseverança em meio às dores presentes e a consumação escatológica final. 3.3.1 A ressurreição de Cristo é a garantia da nossa ressurreição. Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, temos a segurança de que Deus também tornará a trazer os que nEle dormem; ou seja, a morte não tem domínio final sobre o crente. (1Ts 4.14, NAA; Jo 11.25-26, NAA). 3.3.2 O sofrimento presente não anula as promessas, mas exige perseverança. O sofrimento desta vida só será completamente removido na redenção futura; até lá, vivemos na esperança da glória que há de ser revelada. As curas e bênçãos que experimentamos hoje são apenas uma “primeira prestação” ou penhor da redenção futura do nosso corpo, lembrando-nos de que a libertação total das dores de um mundo caído ocorrerá na Segunda Vinda. 3.3.3 No presente, o sofrimento ainda é uma realidade intrusa no mundo de Deus, mas a Bíblia prediz um tempo em que ele não mais existirá. A vida na Nova Jerusalém será algo muito melhor do que a vida no Éden, com todas as bênçãos intensificadas e livres da mancha do pecado e de suas consequências. Portanto, não devemos confundir a esperança futura de glória perfeita com a realidade presente de luta e perseverança.
CONCLUSÃO A análise bíblica do pecado revela a gravidade da condição humana (corrupção total). Originada na desobediência do Éden, a iniquidade contaminou todos os homens (humanidade), resultando em separação espiritual, culpa, medo, fuga e a inevitabilidade da morte. Diante dessa trágica condição, qualquer tentativa de autojustificação mostra-se insuficiente. A resposta de Deus, contudo, revela o seu insondável amor e sua extraordinária graça. Em Cristo, o Pai tomou a iniciativa de reconciliar o mundo consigo, oferecendo perdão e a restauração da dignidade perdida. Jesus não apenas resolve o problema judicial da culpa, mas garante a vitória sobre a morte física e eterna. Resta-nos, pois, acolher e receber a obra redentora de Cristo com fé e arrependimento, aguardando a consumação da nossa esperança na glória vindoura.
A SANTÍSSIMA TRINDADE O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas
INTRODUÇÃO Na lição de hoje, estudaremos sobre o Deus Pai, a Primeira Pessoa da Santíssima Trindade, e veremos como a Escritura nos conduz a conhecê-lo. Jesus ensina que o Pai se dá a conhecer por revelação e que esse conhecimento é mediado pelo Filho, pois ninguém vem ao Pai senão por Cristo (Mt 11.27; Jo 14.6, NAA). Destemodo, nossa fé não se apoia em impressões subjetivas, mas na revelação que o próprio Deus concede de si mesmo. Ao longo do estudo, reconheceremos a identidade do Pai como o único Deus verdadeiro, contemplaremos sua glória revelada em Jesus e compreenderemos como seus atributos e nomes nos levam a adoração, confiança e a obediência. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.
TEXTO ÁUREO “Todas as coisas me foram entregues por meu Pai. Ninguém conhece o Filho a não ser o Pai, e ninguém conhece o Pai a não ser o Filho e aqueles a quem o Filho o quiser revelar. (Mt 11.27, NVI). — O meu Pai me deu todas as coisas. Ninguém sabe quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém sabe quem é o Pai, a não ser o Filho e também aqueles a quem o Filho quiser mostrar quem o Pai é. (Mt 11.27, NTLH). Penso que o Texto Áureo foi muito bem escolhido para introduzir o assunto em análise, por algumas razões: 1. Distinção pessoal e relação mútua. Pai e Filho são claramente distintos em pessoa, mas unidos em íntima comunhão e exclusivo conhecimento mútuo. 2. Unidade ontológica implícita. Em última análise, somente Deus é grande o suficiente para conhecer e entender Deus. O homem não pode conhecê-lo por esforços próprios ou pelo próprio intelecto. Por isso, somente o Pai conhece o Filho e somente o Filho conhece o Pai. 3. Revela a singularidade de Cristo como mediador da revelação divina. Jesus revela o Pai aos que por meio da fé, o buscam. Todavia, quanto a este último ponto, percebi uma tensão no texto que precisa ser explicada: 1 Graduado em teologia pela UniCesumar; Tecnólogo em coaching e desenvolvimento humano pela Unopar; pós-graduando em educação cristã e graduando em teologia pela Faculdade Batista do Cariri (FBC); Presbítero na Assembleia de Deus em Pernambuco
• Se só Deus conhece Deus, • e o homem não é Deus, • como pode o homem conhecer a Deus mesmo por meio da mediação do Filho? A resposta está no tipo de revelação que Jesus oferece, e na distinção entre conhecimento essencial (próprio de Deus) e conhecimento participativo (possível à criatura por graça). Ou seja, Pai e Filho se conhecem perfeitamente por meio da consubstancialidade, isto é, a mesma essência. Porém, os seres humanos redimidos, conhecem a Deus por meio da revelação graciosa, mediada pelo Filho. Como bem escreveu Carson em algum lugar que não consigo referenciar: “A revelação do Pai pelo Filho é a auto-doação do próprio Deus — não uma elevação do homem à divindade, mas a entrada de Deus na história para se fazer conhecido.”
VERDADE PRÁTICA Conhecemos a identidade, os atributos e a glória do Deus Pai por meio da revelação de Cristo e da ação do Espírito Santo. O Deus Pai, em sua essência transcendente, jamais foi visto por qualquer ser humano, pois “ninguém poderá me ver e viver” (Êx 33.20, NAA). Por isso, o conhecimento sobre Ele não é alcançado por uma escalada intelectual humana, e sim pela autocomunicação de Deus, que se dá por iniciativa divina (Mt 11.27, NAA). Nesse sentido, Jesus Cristo, o Filho eterno, desempenha o papel de “exegese” do Pai, porque “ninguém jamais viu Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou” (Jo 1.18, NAA). Assim, o Filho é a manifestação exata do ser de Deus, “o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser” (Hb 1.3, NAA), de modo que “quem me vê, vê o Pai” (Jo 14.9, NAA). Além disso, o Espírito Santo sonda as profundezas de Deus e as comunica aos crentes (1Co 2.10-12, NAA), removendo a cegueira espiritual e iluminando o coração para reconhecer a glória de Deus na face de Cristo (2Co 4.4-6, NAA). Portanto, enquanto a ordem da existência divina é do Pai para o Filho e para o Espírito (Jo 15.26; Jo 1.14, NAA), a ordem do nosso conhecimento é inversa: o Espírito nos conduz a confessar o Filho como Senhor (1Co 12.3, NAA) e, por meio do Filho, temos acesso ao Pai (Ef 2.18; Jo 14.6, NAA).
1. A IDENTIDADE DE DEUS, O PAI
Ideia central: A Escritura apresenta o Pai como o Deus único e pessoal; e ensina que o conhecimento verdadeiro do Pai ocorre pela revelação do Filho e pela ação do Espírito. 1.1 O Pai é o único Deus verdadeiro. Ideia central do ponto: O Pai é o Deus único e verdadeiro, confessado no AT e identificado no NT; sua paternidade é pessoal e se manifesta por meio das obras divinas em comunhão com Filho e o Espírito Santo. O aluno deve sair sabendo: como manter o monoteísmo e, ao mesmo tempo, falar biblicamente do Pai como Deus, sem reduzir a Trindade a três deuses (Dt 6.4; Ef 4.4-6, NAA).
A LIÇÃO DIZ: O Pentateuco declara “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor” (Dt 6.4). Deus, no Antigo Testamento, é um só Deus, que se revela pelos seus nomes, pelos seus atributos e pelos seus atos (Horton, 1997, p.159). O Novo Testamento apresenta o Pai como Deus por excelência, identificado seis vezes com o título de “Deus Pai” (Jo 6.27; 1Co 15.24; Gl 1.1,3; Ef 6.23; 1Pe 1.2). A base da teologia bíblica é o monoteísmo: a crença de que existe apenas um Deus, excluindo qualquer outra divindade. Esta verdade é resumida no Shema de Israel: “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor” (Dt 6.4). Este credo, que afirma que Yahweh não é parte de um panteão, mas o Único, é ratificado por Jesus no Novo Testamento como o principal mandamento. Nas Escrituras do Novo Testamento, essa unicidade é especificamente atribuída ao Pai. O apóstolo Paulo declara enfaticamente: “todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos” (1Co 8.6). Quando a Bíblia diz que o Pai é o “único Deus”, o objetivo primário é excluir os ídolos e falsos deuses do paganismo, e não excluir o Filho. Se interpretarmos “um só Deus, o Pai” (1 Co 8.6) como uma exclusão de Jesus da divindade, teríamos que interpretar “um só Senhor, Jesus Cristo” (no mesmo versículo) como uma exclusão do Pai do senhorio. Pelo contrário, Pai e Filho compartilham a natureza divina única em contraste com o politeísmo. Não há ruptura entre o Deus do Antigo Testamento e o Pai revelado no Novo Testamento; há continuidade e consumação. O Deus que se revelou aos patriarcas como o “Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó” é o mesmo que ressuscitou Jesus dentre os mortos. 1.2 O Pai é a fonte da divindade. Ideia central: “Fonte” descreve a ordem relacional entre as Pessoas, e não superioridade de essência; o Pai é Deus em plenitude, assim como o Filho e o Espírito também o são. O aluno deve sair sabendo: distinguir “ordem pessoal” de “diferença de natureza”, evitando pensar que o Pai é “mais Deus” que o Filho ou que o Espírito (Jo 5.26; Hb 1.1-3; Jo 15.26, NAA).
A LIÇÃO DIZ: Nossa Declaração de Fé professa que Deus é o Supremo Ser, é Eterno, nunca teve começo, princípio e nunca terá fim (Dt 33.27), pois Ele existe por si mesmo: “como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo” (Jo 5.26). Ele é o Deus imutável, desde a eternidade, desde antes da fundação do mundo (Sl 90.2; Ml 3.6; Tg 1.17). Ele é o Criador do céu e da terra, e de tudo que neles existe (Is 45.18; At 17.24). Ele é o Deus Pai de nosso Senhor Jesus Cristo (Jo 20.31); Ele é Espírito doador e mantenedor de toda a vida (Jó 33.4). O Pai é a Primeira Pessoa divina da Santíssima Trindade, portanto, Ele é a origem e fonte eterna da divindade, de quem o Filho é gerado e de quem o Espírito procede (Jo 15.26; Hb 1.1-3). Há grande probabilidade de que este subponto se torne motivo de intenso debate na classe ou, ainda, por falta de cuidado de alguns professores, sirva de base para a exposição do unitarismo ou do subordinacionismo.Portanto, urge explicar, com muito cuidado, em que sentido o Pai é a fonte da divindade, o que significa afirmar que o Filho é eternamente gerado e o que se entende por Espírito procedente. Vamos tentar explicar um dos pontos mais difíceis da doutrina da Trindade. 1.2.1 O Pai como fonte da deidade. Na teologia trinitária clássica, afirma-se que o Pai é o principium (termo latino para “princípio”, no sentido de fonte ou origem) ou arché (termo grego com sentido semelhante) da divindade, isto é, aquele de quem procedem, por relação eterna, o Filho e o Espírito. Essa linguagem não sugere que o Pai “começou” antes dos outros, mas que ele é a origem, não em sentido temporal, e sim relacional. Assim, busca-se explicar como as Pessoas divinas se distinguem sem dividir a única essência de Deus. Santo Agostinho expõe essa distinção ao afirmar que o Pai é o único que não tem origem em outro: ele não é gerado nem procede de ninguém. Para tornar isso mais acessível, “geração” (do Filho) e “processão” (do Espírito) não descrevem eventos no tempo, mas relações eternas pelas quais o Filho é Filho do Pai e o Espírito é Espírito do Pai e também do Filho. Quando Agostinho chama o Pai de “princípio” da “deidade”, ele procura resguardar, ao mesmo tempo, duas afirmações: há um só Deus (Dt 6.4, NAA) e há distinção pessoal verdadeira no único Deus. Robert Letham observa que, especialmente na tradição oriental dos Pais Capadócios (teólogos do século IV, como Basílio de Cesareia, Gregório de Nazianzo e Gregório de Nissa), o Pai é chamado de “causa” ou “fonte” da existência hipostática do Filho e do Espírito. Aqui, “hipóstase” significa Pessoa, ou subsistência pessoal, isto é, quem alguém é; enquanto “essência” ou “natureza” se refere ao que Deus é, a única realidade divina compartilhada plenamente pelas três Pessoas. Portanto, dizer que o Pai é “fonte” não implica que ele seja “mais Deus” do que o Filho ou o Espírito. Indica, antes, uma taxis, isto é, uma ordem relacional pela qual as Pessoas são distinguidas: o Pai é “primeiro” como origem relacional, não no tempo, nem em grau de divindade, nem em dignidade. As Escrituras reforçam essa forma de falar ao apresentar o Pai como aquele que envia o Filho e o Espírito (Jo 3.16-17; Jo 14.26; Jo 15.26, NAA), ao passo que o Pai não é descrito como “enviado” por eles. Convém explicar que “enviar”, nesses textos, pode ser entendido em dois níveis. Primeiro, como missão, isto é, o envio na história (a encarnação do Filho e a vinda do Espírito). Segundo, como a relação eterna que essa missão manifesta (o Filho procede do Pai por geração eterna, e o Espírito procede eternamente). Desse modo, o que Deus faz na história da salvação revela, sem esgotar, quem Deus é desde toda a eternidade.Por isso, textos como João 5.26, “Assim como o Pai tem a vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter a vida em si mesmo” (Jo 5.26, NAA), costumam ser lidos, na ortodoxia nicena, não como uma doação ocorrida em algum momento, mas como linguagem bíblica para a comunicação eterna da vida divina. Assim, o Filho possui plenamente a mesma vida divina, recebida do Pai de modo eterno, sem começo e sem inferioridade de essência. 1.2.2 O Filho é eternamente gerado. A expressão “geração eterna” (ou “o Filho é eternamente gerado”) surgiu como uma regra de leitura da Escritura e, ao mesmo tempo, como uma fórmula de salvaguarda contra dois erros opostos: (1) o unicismo/modalismo, segundo o qual Pai e Filho seriam apenas “modos” do mesmo sujeito; e (2) qualquer forma de subordinação ontológica, como se o Filho fosse inferior em essência, um “deus menor” ou mesmo uma criatura. Dizer que o Filho é “gerado” significa, antes de tudo, que ele possui a mesma natureza do Pai, o que o distingue de tudo o que é “criado” ou “feito”. Por isso, o Credo de Niceia formula a ideia com precisão: “gerado,não feito, de uma só substância com o Pai”. A categoria “geração”, aqui, marca identidade de essência: o que é gerado é da mesma natureza daquele que gera, enquanto o que é criado é distinto do Criador. É verdade que, na geração humana, o pai existe antes do filho; porém, em Deus, essa analogia tem limite. A geração divina não ocorre no tempo. Por isso, Agostinho, ao responder aos arianos que diziam “houve um tempo em que o Filho não existia”, afirma que o “nascer” em Deus é sempiterno, isto é, sem começo. Se o Pai é eterno, o Filho é coeterno, porque o Pai nunca existiu sem o Filho. 1.2.3 O Espírito procedente do Pai e do Filho. A teologia trinitária distingue cuidadosamente a geração do Filho e a processão do Espírito, a fim de preservar a distinção real das Pessoas sem dividir a única essência divina. O Espírito procede (eternamente): o Espírito não é “gerado”, porque sua propriedade pessoal não é filiação. Por isso, a tradição utiliza o termo “processão” para distingui-lo do Filho e evitar confusão entre as propriedades pessoais da Trindade. Do contrário, o Espírito seria concebido como um “segundo Filho”, o que contraria o modo como a Escritura e a Igreja distinguem as Pessoas da Trindade. 1.3 O Pai age por meio do Filho e do Espírito. Ideia central: As obras divinas são trinitárias: o Pai opera em comunhão com o Filho e pelo Espírito, com distinção pessoal e unidade de ação. O aluno deve sair sabendo: por que “por meio do Filho” e “pelo Espírito” descrevem a maneira bíblica de Deus agir, sem inferioridade entre as Pessoas (1Co 12.4-6; Jo 1.3; Jo 14.26, NAA).
A LIÇÃO DIZ: A paternidade é o papel da primeira Pessoa da Trindade. Assim, o Pai opera por meio do Filho e por meio do Espírito Santo (1Co 12.4-6; Ef 4.4-6). Isso não implica inferioridade, mas expressa a maneira como as três Pessoas operam inseparavelmente, cada uma conforme sua distinção pessoal. O Pai proclamou as palavras criadoras (Sl 33.9), e o Filho as executou (Jo 1.3). O Pai planejou a redenção (Tt 1.2), e o Filho as realizou (Jo 17.4). Quando o Filho retornou ao céu, o Espírito Santo foi enviado pelo Pai e pelo Filho para ser o Consolador e Ensinador (Jo 14.26). Agostinho de Hipona ensina que a Trindade opera inseparavelmente em tudo o que Deus faz “para fora”, isto é, nas obras de Deus na criação e na história. Em outras palavras, quando Deus age no mundo, não são três deuses agindo separadamente, mas o único Deus agindo de modo trinitário. Essa inseparabilidade nas obras acompanha a inseparabilidade na natureza divina, pois Pai, Filho e Espírito Santo compartilham a mesma essência divina. 1.3.1 A criação é descrita com um padrão trinitário. Gênesis apresenta o Espírito de Deus pairando sobre as águas e Deus criando por meio de sua palavra, no “Disse Deus” (Gn 1.1-3, NAA). Esse padrão é ecoado quando o salmista associa a criação à “palavra” e ao “sopro” de Deus (Sl 33.6, NAA). O Novo Testamento explicita que a criação ocorreu “por intermédio” do Verbo, isto é, do Filho (Jo 1.3, NAA). Assim, a Escritura permite afirmar que o Pai cria por meio do Filho e pelo Espírito. 1.3.2 A salvação também é trinitária: o Pai planeja, o Filho realiza, e o Espírito aplica. 1.3.2.1 Planejamento e envio (o Pai): a salvação procede do amor e da vontade do Pai, que escolhe e destina seu povo em Cristo (Ef 1.3-6, NAA) e envia o Filho ao mundo (Jo 3.16, NAA). 1.3.2.2 Execução e mediação (o Filho): a redenção é realizada pelo Filho, que se fez carne. Contudo, ele não age isoladamente: cumpre a vontade do Pai e, na entrega de si mesmo, o texto relaciona sua oferta a Deus ao “Espírito eterno” (Hb 9.14, NAA). 1.3.2.3 Aplicação e consumação (o Espírito): o Pai e o Filho enviam o Espírito Santo para aplicar a obra de Cristo ao crente. É o Espírito quem vivifica e sela o povo de Deus, unindo-o a Cristo e conduzindo-o à santificação (cf. Jo 14.26, NAA) 1.3.3 Os episódios do Evangelho mostram a mesma lógica: comunhão inseparável com distinções reconhecíveis. 1.3.3.1 Encarnação: o Pai prepara um corpo para o Filho (Hb 10.5, NAA), e a concepção é atribuída à ação do Espírito Santo (Lc 1.35, NAA). 1.3.3.2 Batismo de Jesus: o Pai fala do céu, o Filho está no Jordão, e o Espírito desce sobre ele, marcando publicamente o início do ministério (Mt 3.16-17, NAA). 1.3.3.3 Milagres: Jesus declara que expulsa demônios “pelo Espírito de Deus” (Mt 12.28, NAA) e, ao mesmo tempo, afirma que “o Pai, que permanece em mim, faz as suas obras” (Jo 14.10, NAA). Atos resume essa dinâmica ao dizer que Deus ungiu Jesus com o Espírito Santo e poder para realizar o bem (At 10.38, NAA).
2. O PAI REVELADO EM CRISTO Ideia central do ponto: O conhecimento do Pai é dom revelacional: chega aos humildes e ocorre pela mediação do Filho; ver o Filho é conhecer o Pai no sentido de revelação perfeita. 2.1 O Pai se revela aos humildes. Ideia central: Deus confronta a autossuficiência espiritual; a revelação do Reino alcança quem se aproxima como “pequenino”, com humildade, sinceridade e fé.O aluno deve sair sabendo: que humildade, aqui, é a postura correta diante da revelação de Deus, não é o mesmo que desprezo pelo estudo; o problema tratado é a soberba, não a inteligência (Mt 11.25-26; Pv 3.7, NAA).
A LIÇÃO DIZ: Jesus exalta ao Pai acerca de uma profunda verdade espiritual: “…ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos, e as revelaste aos pequeninos” (Mt 11.25). Os primeiros, intitulados sábios (gr. sophós) são aqueles que detêm “inteligência e educação acima da média”. Os outros, os instruídos (gr. synetós), são as pessoas com “cultura e instrução”. Esses vocábulos caracterizam os fariseus e os escribas, que se vangloriavam de sua formação privilegiada, mas que padeciam de cegueira espiritual. Significa que os mistérios do Reino de Deus não são revelados aos soberbos, aos que se consideram sábios aos próprios olhos (Pv 3.7). O Pai se dá a conhecer aos “pequeninos” (gr. népios), àqueles que possuem a humildade das crianças (Mt 18.2-4). Vamos desembrulhar o conteúdo deste texto em quatro pontos: 2.1.1 O Pai revela o Reino como dom, e isso confronta a autossuficiência espiritual dos que se consideram sábios. Jesus diz que o Pai “ocultou estas coisas aos sábios e instruídos e as revelou aos pequeninos” (Mt 11.25, NAA). “Estas coisas” inclui o sentido de seu ministério: suas obras, sua mensagem e a chegada do Reino que muitos não perceberam, apesar de abundantes evidências (Mt 11.20-24, NAA). 2.1.2 “Sábios” e “instruídos” descrevem, antes de tudo, uma postura: gente que se considera suficiente para julgar Deus. A lição identifica os termos: sophós (sábios) e synetós (instruídos), frequentemente associados a quem possui formação e cultura. Porém, no contexto, o contraste não visa a capacidade mental em si, e sim o tipo de coração que se blinda contra a verdade. Por isso, a Escritura denuncia o ser “sábio aos seus próprios olhos” (Pv 3.7, NAA). Em Mateus 11, essa atitude aparece de forma ampla: não se limita a fariseus e escribas, pois alcança uma “geração” e cidades inteiras que se mostraram impermeáveis à mensagem e às obras do Messias (Mt 11.16-24, NAA). Assim, a ideia de “ocultar” é uma espécie juízo que acompanha a recusa persistente de pessoas endurecidas. 2.1.3 “Pequeninos” são os humildes. Jesus chama de “pequeninos” os nēpioi, isto é, os que se aproximam sem pretensão de autossuficiência. A Bíblia descreve essa postura com a linguagem da humildade de uma criança: receber, aprender, submeter-se, depender (Mt 18.2-4, NAA). Portanto, “pequenino” não é um elogio à ignorância; é um elogio a quem aceita ser ensinado por Deus. Em outros textos, essa mesma lógica aparece quando Deus escolhe o que o mundo despreza para envergonhar a confiança humana (1Co 1.26-29, NAA). 2.1.4 A humildade exigida aqui não é anti-intelectual; é a submissão correta diante da revelação da parte de Deus. O evangelho não pede que a pessoa abandone o entendimento; ele pede que o entendimento seja colocado em seu lugar. O problema em Mt 11.25 não é a inteligência, mas a soberba. 2.2. O Pai se faz conhecer pelo Filho. Ideia central: Ninguém conhece o Pai de modo salvador fora da revelação concedida pelo Filho, o mediador (Mt 11.27; Jo 14.6; 1Tm 2.5, NAA). O aluno deve sair sabendo: que fora de Cristo, o conhecimento do Pai fica deformado ou incompleto (Jo 1.18; Hb 1.1, NAA). A LIÇÃO DIZ: O Filho é o intérprete supremo do Pai, o único capaz de revelar sua natureza, vontade e amor (Jo 1.18; Hb 1.1). Sem Cristo, qualquer tentativa de conhecer o Pai será incompleta ou distorcida, e fadada ao erro e a idolatria (Jo 10.30; Cl 1.15; 2.8,9). Ninguém jamais viu a Deus. O Deus unigênito, que está ao lado do Pai, foi quem o revelou (Jo 1.18). Deus é invisível, pois é Espírito. Ele habita em luz inacessível. Contudo, a segunda pessoa da Trindade, o Verbo eterno, chamado claramente aqui pelo apóstolo João de Deus unigênito, eternamente gerado do Pai, veio ao mundo exatamente para nos revelar Deus Pai. João declara que o Verbo encarnado tornou Deus conhecido. Veio para revelar o Pai. O verbo grego que emprega é exegesato, de onde vem nossa palavra exegese. Podemos assim dizer que Jesus é a exegese de Deus. Nem Abraão, o amigo de Deus, nem Moisés, com quem o Senhor tratava face a face, puderam ver a glória divina em sua plenitude. Contudo, a glória que nem Abraão nem Moisés puderam ver, agora foi apresentada a nós em Jesus. Só Jesus pode nos tomar pela mão e nos levar a Deus. Ninguém pode ir ao Pai senão por ele. Ninguém pode conhecer o Pai senão através de sua revelação. Deus outrora nos falou muitas vezes, de muitas maneiras, mas agora ele nos fala pelo seu Filho. Em Jesus habita corporalmente toda a plenitude da divindade. Ele é a imagem do Deus invisível. Ele é o resplendor da glória, a expressão exata do ser de Deus.Jesus pode ser o revelador de Deus por três razões: Primeiro, porque ele é único. A palavra grega usada é monogenes, “unigênito”. Jesus é o único que pode trazer Deus às pessoas e levar as pessoas a Deus. Segundo, porque ele é Deus. Ele é Deus da mesma substância do Pai. Vê-lo é o mesmo que ver Deus. Terceiro, porque ele está no seio do Pai. Esse termo era usado para o relacionamento estreito do filho com a mãe, do marido com a esposa (Is 62.5; Ct 4.8). 2.3 Quem vê o Filho vê o Pai. Ideia central: “Ver o Pai” significa reconhecer que Jesus revela perfeitamente o caráter e a obra do Pai; isso não confunde as Pessoas, mas afirma unidade de essência e comunhão de ação (Jo 14.9-11; Jo 10.30, NAA). O aluno deve sair sabendo: explicar Jo 14.9 sem cair em modalismo (Pai = Filho) e sem reduzir Cristo a um mensageiro inferior; o Filho revela o Pai porque participa plenamente da divindade (Hb 1.3, NAA).
A LIÇÃO DIZ: No diálogo com Filipe, Jesus revela outra verdade sublime: “quem me vê a mim vê o Pai” (Jo 14.9). O texto bíblico diz: Jesus respondeu: — Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim. Se vocês me conheceram, conhecerão também o meu Pai. E desde agora vocês o conhecem e têm visto. Filipe disse a Jesus: — Senhor, mostre-nos o Pai, e isso nos basta. Jesus respondeu: — Há tanto tempo estou com vocês, Filipe, e você ainda não me conhece? Quem vê a mim vê o Pai. Como é que você diz: “Mostre-nos o Pai”? Você não crê que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu digo a vocês não as digo por mim mesmo, mas o Pai, que permanece em mim, faz as suas obras. Creiam que eu estou no Pai e que o Pai está em mim; creiam ao menos por causa das mesmas obras. (Jo 14.6-11, NAA). Esse episódio e todo o diálogo ocorrem no cenáculo, onde Jesus prepara os discípulos para a sua partida. Filipe expressa um desejo que reflete a esperança judaica por uma teofania, isto é, uma manifestação visível e extraordinária de Deus, semelhante ao que Moisés experimentou no Sinai: “Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta”. No entanto, Jesus responde: “Há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido, Filipe?” (Jo 14.9, NAA). Filipe não percebeu que a revelação que buscava já estava diante dele. Ele via o Jesus humano, mas não discerniu, pela fé, que contemplar o Filho é contemplar a perfeita revelação do Pai. A razão pela qual ver o Filho equivale a ver o Pai é que Pai e Filho compartilham a mesma natureza divina. Jesus não é um apenas representante; ele participa plenamente da divindade. Em linguagem nicena, ele é da mesma substância (homoousios) do Pai. Jesus explica essa realidade ao dizer: “Eu estou no Pai, e o Pai está em mim” (Jo 14.10, NAA). Essa habitação mútua significa que as palavras de Jesus não são independentes do Pai, e que suas obras são o Pai operando por meio do Filho. O Deus invisível se dá a conhecer no Filho. Se queremos saber como Deus é, seu amor, sua justiça e sua misericórdia, devemos olhar para Jesus, pois ele torna o Pai conhecido (Jo 1.18; Jo 14.9, NAA).
3. A PESSOA DE DEUS PAI Ideia central do ponto: Os atributos e nomes de Deus, são aplicados ao Pai porque ele é Deus. Portando, o conhecimento de quem Ele é nos conduz a adoração, a confiança e a obediência. 3.1 Atributos incomunicáveis. Ideia central: São perfeições próprias de Deus (autoexistência, eternidade, imutabilidade etc.), que o distinguem de toda criatura terrena e angelical.O aluno deve sair sabendo: que esses atributos pertencem à essência divina; portanto, ao dizer “atributos do Pai”, não se está excluindo Filho e Espírito da mesma divindade (Jo 5.26, NAA).
A LIÇÃO DIZ: São qualidades exclusivas da divindade. Elas pertencem apenas ao Deus Pai (bem como ao Filho e ao Espírito), e não podem ser compartilhadas pelo ser humano.Atributos incomunicáveis são as perfeições de Deus que pertencem somente a ele, isto é, não são compartilhadas com as criaturas. Eles destacam o quanto Deus é distinto de tudo o que foi criado e, por isso, evidenciam sua grandeza, infinitude e singularidade. O termo “incomunicável” não significa que Deus não se comunica conosco; significa, antes, que tais atributos não podem ser transferidos nem refletidos em nós, nem mesmo de modo limitado. Por que isso é importante? Conhecer os atributos incomunicáveis de Deus nos ajuda a: (1) Reconhecer a santidade e majestade de Deus; (2) Evitar reduções humanas de quem Deus é; (3) Cultivar reverência e temor ao Único Deus verdadeiro que é absolutamente distinto de tudo o que foi criado (cf. Is 40.25; Sl 113.5–6). Entre os principais atributos incomunicáveis, destaca-se a autoexistência (ou aseidade), isto é, Deus existe por si mesmo e não depende de nada nem de ninguém para existir. Diferentemente de nós, cuja existência é recebida e sustentada, Deus é o “Eu Sou”, aquele cuja vida não é derivada (Êx 3.14, NAA). Por isso Jesus afirma que o Pai “tem a vida em si mesmo” (Jo 5.26, NAA). Em seguida, a imutabilidade indica que Deus não muda em seu ser, caráter, vontade e promessas. Enquanto nós oscilamos em pensamentos, sentimentos e decisões, Deus permanece fiel a si mesmo, o que dá estabilidade à fé e à esperança. O Senhor declara: “Eu, o Senhor, não mudo” (Ml 3.6, NAA), e Tiago reforça que nele “não há mudança nem sombra de variação” (Tg 1.17, NAA). Em termos cristológicos, essa constância é afirmada também do Filho: “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e para sempre” (Hb 13.8, NAA). A eternidade expressa que Deus não tem começo nem fim e não está sujeito ao tempo, pois ele mesmo é o Criador do tempo. Tudo o que conhecemos está inserido em sucessão e limites; Deus, porém, é Deus “de eternidade a eternidade” (Sl 90.2, NAA). Por isso, ele se apresenta como aquele “que é, que era e que há de vir” (Ap 1.8, NAA). A onipresença (ou infinitude em relação ao espaço) significa que Deus está presente em todos os lugares, ao mesmo tempo, com todo o seu ser. Não se trata de Deus “espalhado” em partes, mas de sua presença plena e imediata em toda a criação. O salmista pergunta: “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua presença?” (Sl 139.7, NAA). E o Senhor declara: “Não encho eu os céus e a terra?” (Jr 23.24, NAA). A onipotência afirma que Deus possui todo poder e realiza tudo o que quer, sempre em conformidade com sua natureza. Ele não se cansa, não falha e não encontra limites externos ao seu domínio. Ele diz: “Eu sou o Deus Todo-Poderoso” (Gn 17.1, NAA). Jeremias confessa: “Nada é demasiadamente difícil para ti” (Jr 32.17, NAA), e o salmista conclui: “O nosso Deus está nos céus; ele faz tudo o que lhe agrada” (Sl 115.3, NAA).A onisciência é o conhecimento perfeito e imediato de todas as coisas: passado, presente e futuro, sem esforço e sem erro. Deus conhece plenamente a criação e, de modo especial, sonda o coração humano. A Escritura afirma: “Grande é o nosso Senhor… o seu entendimento é infinito” (Sl 147.5, NAA). Ele “conhece o coração dos filhos dos homens” (2Cr 6.30, NAA), e o salmista reconhece: “Antes que a palavra me chegue à língua, tu já a conheces toda” (Sl 139.4, NAA). Por fim, a incompreensibilidade ensina que Deus não pode ser esgotado pela mente de nenhuma criatura. Isso não significa que Deus seja incognoscível; significa que podemos conhecê-lo verdadeiramente, porém nunca de forma total. Sua grandeza excede nossa capacidade de abarcar plenamente quem ele é. “Grande é o Senhor… a sua grandeza é insondável” (Sl 145.3, NAA). Isaías pergunta: “Quem, pois, pode compreender o poder do seu entendimento?” (Is 40.28, NAA), e Paulo adora dizendo: “Quão insondáveis são os seus juízos e quão inescrutáveis os seus caminhos!” (Rm 11.33, NAA).
3.2 Atributos comunicáveis. Ideia central: São perfeições morais que Deus imprime em nós por analogia e limite, chamando seus filhos a refletirem seu caráter (Lv 19.2; 1Pe 1.15-16; 1Jo 4.8, NAA). O aluno deve sair sabendo: diferenciar “refletir” de “possuir por natureza”.
A LIÇÃO DIZ: São qualidades divinas que, de alguma forma, Deus compartilha com suas criaturas, ainda que de maneira limitada. Refletem os aspectos do caráter e da moral de Deus que podem ser vistos, em grau menor, no ser humano criado à sua imagem e semelhança (Gn 1.26,27). Atributos comunicáveis são as perfeições de Deus que ele permite que sejam refletidas em suas criaturas, de modo derivado, limitado e imperfeito. Eles não deixam de ser divinos por aparecerem em nós; antes, mostram que fomos criados à imagem de Deus e, por isso, podemos manifestar traços do seu caráter em forma finita (Gn 1.26–27, NAA). Em Deus, esses atributos existem com plenitude, pureza e constância; em nós, aparecem como reflexo e vocação, isto é, como aquilo para o qual somos chamados e conformados em Cristo. Esses atributos nos mostram como Deus é e como Ele quer que sejamos, ainda que nunca possamos manifestá-los com a perfeição com que Ele os possui. Por que isso é importante? Conhecer os atributos comunicáveis de Deus nos ajuda a: (1) Refletir o caráter de Deus em nossas vidas; (2) Crescer em santidade e semelhança com Cristo;
(3) Compreender como Deus age e como devemos agir. Entre os atributos comunicáveis, a santidade ocupa um lugar especial. Deus é absolutamente puro e separado do pecado, e sua santidade expressa perfeição moral e dedicação total ao bem. Os serafins proclamam: “Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos” (Is 6.3, NAA), e o mesmo Deus chama seu povo a viver de modo coerente com essa realidade: “Sejam santos, porque eu sou santo” (1Pe 1.16, NAA). O amor é outro atributo comunicável importante, pois “Deus é amor” (1Jo 4.8, NAA). O amor divino não é o mesmo que sentimentalismo; é benevolência santa e fidelidade que se manifesta em ação. Por isso, Cristo dá aos discípulos um mandamento que traduz o caráter de Deus em prática: “Amem uns aos outros, assim como eu os amei” (Jo 15.12, NAA). Em nós, amar é refletir, em medida humana, a iniciativa, a constância e a verdade do amor que procede de Deus. A justiça descreve a retidão de Deus em tudo o que ele faz e julga. O salmista afirma: “O Senhor é justo em todos os seus caminhos” (Sl 145.17, NAA). Consequentemente, a justiça se torna critério de vida para o povo de Deus, que é chamado a integridade, equidade e responsabilidade diante do próximo. A ética bíblica resume isso de forma contudente: “Pratique a justiça, ame a misericórdia e ande humildemente com o seu Deus” (Mq 6.8, NAA). Junto à justiça, a Escritura enfatiza misericórdia e graça. Misericórdia é a compaixão de Deus diante do miserável; graça é seu favor imerecido para com o pecador. O Senhor é descrito como “misericordioso e compassivo” (Sl 103.8, NAA), e Jesus torna isso norma para seus discípulos: “Sejam misericordiosos, como também é misericordioso o Pai de vocês” (Lc 6.36, NAA). Em termos práticos, isso se expressa em perdão, generosidade e cuidado com os que sofrem, sem relativizar o pecado nem abandonar a verdade.Também são comunicáveis a verdade e a fidelidade de Deus. Ele não mente, não engana e cumpre o que promete: “Deus não é homem para que minta” (Nm 23.19, NAA). Por isso, os filhos de Deus são chamados a uma vida confiável, em que palavras, promessas e atitudes sejam coerentes. A paciência (ou longanimidade) revela a disposição de Deus de suportar com tolerância e de conceder tempo para arrependimento. O mesmo texto que o descreve como misericordioso também o descreve como paciente (Sl 103.8, NAA), e Naum declara que o Senhor é “tardio em irar-se” (Na 1.3, NAA). Contudo, paciência não pode ser entendida como passividade diante do mal, antes ela é domínio de si, perseverança e prontidão para tratar o outro com mansidão e firmeza, sem explosões e sem vingança.Por fim, a paz é atributo comunicável porque Deus é o Deus que reconcilia, ordena e restaura comunhão. Paulo afirma: “O Deus da paz será com vocês” (Fp 4.9, NAA), e Jesus chama seus discípulos a serem agentes de reconciliação: “Bem-aventurados os pacificadores” (Mt 5.9, NAA). Todavia, é importante que se diga que a paz não é ausência de conflito a qualquer custo. 3.3 Nomes que revelam o Pai. Ideia central: Os nomes bíblicos de Deus comunicam identidade e ação, ou seja, quem Deus é e o que ele faz. O aluno deve sair sabendo: que Deus se deixa conhecer para ser adorado e obedecido, e não para mera curiosidade terminológica e teológica (Sl 9.10, NAA).
A LIÇÃO DIZ: Os nomes de Deus não tratam apenas de sua identificação, mas revelam sua natureza, obras e virtudes. Os nomes e títulos atribuídos a Deus nas Escrituras comunicam quem Deus é, como ele age e como ele se relaciona com o seu povo. É importante fazer duas observações para evitar confusões que são comuns. Primeiro, muitos desses nomes (por exemplo, YHWH e Elohim) designam o Deus único e verdadeiro, e, por isso, podem ser usados para falar de Deus em geral, não “exclusivamente” do Pai. Segundo, no contexto trinitário, o Pai é reconhecido como a primeira Pessoa, e certos títulos evidenciam, de modo especial, sua relação paterna com o Filho e sua iniciativa nas obras divinas. Assim, os nomes bíblicos preservam, ao mesmo tempo, o monoteísmo e a riqueza da revelação progressiva culminada em Cristo. Entre os nomes veterotestamentários, El e Elohim aparecem como designações fundamentais para Deus. “Elohim”, ainda que seja uma forma plural, é acompanhado por verbos no singular em muitos contextos, indicando o Deus único que cria e governa. O texto de Gênesis afirma: “No princípio, Deus criou os céus e a terra” (Gn 1.1, NAA). Aqui, o foco do nome está na majestade, poder criador e soberania do Senhor. O Pai não é “um deus entre outros”, mas o Deus criador, fonte de toda existência, que dá sentido ao mundo e à história. O título El Elyon, “Deus Altíssimo”, ressalta a supremacia do Senhor sobre qualquer poder terreno ou espiritual. Melquisedeque abençoa Abrão “pelo Deus Altíssimo, que possui os céus e a terra” (Gn 14.19, NAA). O ponto aqui não é apenas que Deus está “acima” em posição, mas que ele detém domínio e a posse sobre a totalidade da criação. Portanto, o Pai é confessado como soberano absoluto, e isso corrige a tendência humana de medir Deus pelos parâmetros das forças do mundo.O nome El Shaddai, geralmente traduzido como “Deus Todo-Poderoso”, enfatiza o poder eficaz e a suficiência de Deus para sustentar suas promessas. O Senhor diz a Abraão: “Eu sou o Deus Todo-Poderoso; ande na minha presença e seja perfeito” (Gn 17.1, NAA). Aqui, o nome funciona como fundamento para confiança e obediência Deus não depende de recursos externos para realizar sua vontade. Outro título relevante é El Olam, “Deus eterno”, que destaca a transcendência de Deus em relação ao tempo. Isaías declara: “O Senhor é o Deus eterno” (Is 40.28, NAA). O nome pessoal por excelência, YHWH (associado ao “Eu Sou”), concentra a autoexistência, a fidelidade e a presença perceptível e ativa de Deus com o seu povo. Deus se revela a Moisés: “EU SOU O QUE SOU” (Êx 3.14, NAA) e acrescenta: “Este é o meu nome eternamente” (Êx 3.15, NAA). No Novo Testamento, Jesus usa a linguagem do “Eu sou” de modo que remete a essa identidade divina: “Antes que Abraão existisse, EU SOU” (Jo 8.58, NAA). Dentro da lógica da providência, surge o título YHWH-Jiré, “o Senhor proverá”. Após a intervenção de Deus, Abraão dá ao lugar esse nome, e o texto registra: “No monte do Senhor se proverá” (Gn 22.14, NAA). Trata-se de um nome que ensina o cuidado soberano de Deus, especialmente quando o povo é levado ao limite de suas forças. Além disso, o Novo Testamento ilumina essa providência ao afirmar que Deus “não poupou o seu próprio Filho” (Rm 8.32, NAA), mostrando que a provisão suprema do Pai é cristológica: ele provê salvação ao entregar o Filho. Chegando ao ápice da revelação no Novo Testamento, o título Pai (e a forma aramaica Abba) expressa a pessoalidade, autoridade e intimidade do Deus que adota e acolhe os pecadores arrependidos. Jesus ensina: “Portanto, orem assim: Pai nosso, que estás nos céus” (Mt 6.9, NAA), e ele mesmo ora: “Aba, Pai” (Mc 14.36, NAA). Paulo mostra que essa linguagem começa a fazer parte da experiência do crente pela ação do Espírito: “vocês receberam o Espírito de adoção, baseados no qual clamamos: ‘Aba, Pai’” (Rm 8.15, NAA; cf. Gl 4.6, NAA).
CONCLUSÃO Nesta lição, exploramos a identidade de Deus Pai, a fonte eterna da divindade e o Único Deus verdadeiro, que age inseparavelmente com o Filho e o Espírito. Vimos que sua transcendência impede qualquer domínio intelectual humano; Ele só é acessível porque decidiu se revelar na face de Cristo.Portanto, o estudo da teologia não serve para inflar o ego dos “sábios”, mas para fundamentar a fé dos “pequeninos”. O verdadeiro clímax desta doutrina não é apenas saber que Deus é o Todo-Poderoso, mas descobrir que, por meio da mediação de Jesus, o “Eu Sou” inatingível tornou-se nosso “Aba”. Que este conhecimento nos leve a abandonar a autossuficiência, trocando a soberba humana pela segurança de quem repousa na soberana providência do Pai.
Ministério da Saúde repassou R$ 95,6 milhões para os estados de Pernambuco e Espírito Santo com o objetivo de modernizar a infraestrutura tecnológica de hospitais que atendem exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os recursos, que integram o Novo PAC Saúde e o Programa Agora Tem Especialistas, serão aplicados na aquisição de equipamentos hospitalares, ampliando a capacidade de atendimento, qualificando diagnósticos e fortalecendo o cuidado prestado em unidades estratégicas das redes estaduais de saúde.
Do total investido, R$ 70,56 milhões foram destinados ao Espírito Santo, beneficiando nove hospitais regionais geridos pelo governo estadual, e R$ 25 milhões a Pernambuco, contemplando o Hospital da Criança do município de Recife. As transferências foram realizadas na modalidade fundo a fundo, após análise técnica e econômica das propostas apresentadas pelos entes subnacionais e publicação das portarias de habilitação.
Os valores já foram integralmente pagos, assegurando a execução das aquisições e a rápida incorporação dos equipamentos à rede assistencial.
Hospital da Criança do Recife recebe R$ 25 milhões em equipamentos
Em Pernambuco, o investimento federal contempla o Hospital da Criança do Recife (HCR), unidade estratégica da linha de cuidado à criança no município. Os recursos, no valor de R$ 24.999.996,00, destinam-se à aquisição de equipamentos hospitalares gerais e de média e alta complexidade, ampliando a capacidade de internação, diagnóstico, procedimentos cirúrgicos e terapêuticos. O hospital atende crianças dos oito Distritos Sanitários de Recife e integra um conjunto de investimentos do Novo PAC Saúde, que inclui também a construção da unidade, com aporte de R$ 84,4 milhões. Do valor destinado a equipamentos, R$ 8,56 milhões referem-se a equipamentos hospitalares gerais e R$ 16,44 milhões a tecnologias voltadas para atendimentos mais complexos.
Espírito Santo fortalece rede hospitalar com equipamentos para nove unidades
No Espírito Santo, os investimentos contemplam nove hospitais regionais, com foco na modernização tecnológica, ampliação da capacidade de atendimento e qualificação da assistência em média e alta complexidade. A destinação dos recursos decorre de pactuação firmada em 2023 entre o governo federal e os entes subnacionais. Após inviabilidade técnica para apoio federal à construção de um novo hospital em Cariacica, o estado indicou a redistribuição do recurso para aquisição de equipamentos, beneficiando unidades estratégicas da rede estadual e fortalecendo o alcance do Programa Agora Tem Especialistas.
Hospital Estadual de Vila Velha (Hospital Dr. Nilton de Barros): ampliação da capacidade de monitoramento em UTI, esterilização segura de materiais e suporte ventilatório, com investimento de R$ 7,27 milhões.
Hospital Dr. Roberto Arzinaut Silvares (São Mateus): reforço de equipamentos para atendimentos de média e alta complexidade, incluindo UTIs e cirurgias especializadas, com R$ 11,47 milhões.
Hospital São José do Calçado: aquisição de tomógrafo computadorizado e equipamentos para UTI e centro cirúrgico, fortalecendo o atendimento a urgências como AVC e politraumas, com R$ 10,02 milhões.
Complexo de Saúde Norte (São Mateus): aporte de R$ 19,04 milhões em equipamentos essenciais para a inauguração do centro cirúrgico, garantindo funcionalidade plena da unidade, cuja conclusão está prevista para março de 2026.
Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória (Vitória): modernização de UTIs neonatal e pediátrica, com investimento de R$ 9,22 milhões.
Hospital Estadual de Atenção Clínica (Cariacica): aquisição de ventiladores pulmonares e ultrassom portátil para ampliação de leitos clínicos, com R$ 326 mil.
Os equipamentos incluem monitores multiparâmetros, ventiladores pulmonares, ultrassons, microscópios cirúrgicos, sistemas de vídeo endoscopia, tomógrafos, entre outros, assegurando maior volume e precisão diagnóstica, segurança nos procedimentos cirúrgicos e monitoramento contínuo de pacientes críticos.
Investimentos integram estratégia nacional de fortalecimento do SUS
As ações fazem parte do Novo PAC Saúde, que prevê investimentos estruturantes para ampliar e qualificar a rede pública de saúde em todo o país. No Espírito Santo, foram selecionadas 238 propostas, totalizando R$ 330,3 milhões em investimentos federais, que incluem obras e equipamentos para Unidades Básicas de Saúde, hospitais regionais, CAPS, ambulâncias do SAMU, odontomóveis e soluções de telessaúde. Em Pernambuco, o Novo PAC Saúde contempla 865 propostas, com investimento total de R$ 2,18 bilhões, abrangendo UBS, hospitais, policlínicas, centros especializados, ambulâncias e outras estruturas estratégicas do SUS.
Prefeitos dos 184 municípios pernambucanos já podem contar com uma receita extra no orçamento de 2026 decorrente do pagamento da primeira parcela (60%) do que o edital de concessão previu a destinação de parte dos valores recebidos diretamente para os municípios que poderão participar do esforço da Compesa de aplicar integralmente os recursos em saneamento ou redirecionar da forma que desejarem.
Os municípios devem ter os recursos creditados até o final de março, embora a expectativa seja que isso aconteça antes do prazo de 90 dias até as assinaturas dos contratos. Desta forma a estimativa é que sejam creditados nas contas dos municípios R$ 844 milhões correspondentes a 60% do valor de R$ 1,407 bilhão.
Três parcelas
O cronograma prevê o pagamento de uma segunda parcela de 20% até 180 dias após o pagamento da primeira e uma terceira também de 20% em três anos. Essas duas parcelas terão valores de R$ 281,4 milhões.
Distribuídos proporcionalmente, os valores serão de no máximo R$ 116.634.725,71 que será pago ao Recife e o mínimo de R$ 4.125.744,18 para as seis menores cidades, Calumbi, Iati, Inajá, Itacuruba, Salgadinho e Solidão.
Faltaram 10
Entretanto, o valor poderá ser um pouco maior, pois até agora os 10 municípios, localizados na região RMR–Pajeú, que não aderiram até a publicação do edital, poderão formalizar adesão até a homologação da licitação, nos termos do contrato e da legislação vigente. Água Preta, Amaraji, Carnaubeira da Penha, Catende, Cortês, Gameleira, Iati, Inajá, Palmares e Xexéu tiveram seus valores computados da distribuição do valor total que caberá aos municípios e que somam R$ 49.079.554,05. Se os prefeitos dessas cidades insistirem em não participar da distribuição, o valor será rateado.
Compesa repassará R$ 1,4 bilhão aos 184 municípios de Pernambuco. Primeira parte sai até março – Divulgação
Lei Rouanet alcançou volume recorde de captação de recursos pelo terceiro ano consecutivo. Em 2025, o valor captado via renúncia fiscal chegou a R$ 3,41 bilhões, o que representa uma expansão de 12,1% em comparação aos R$ 3,04 bilhões de 2024 e um avanço de 45,1% sobre os R$ 2,35 bilhões registrados em 2023. Os dados são do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic).
Atualmente, o Brasil possui 4.866 projetos culturais em execução viabilizados pela Lei Rouanet em todas as 27 unidades federativas. O desempenho reflete a estratégia de nacionalização do fomento cultural em todas as regiões do país. O objetivo do Governo do Brasil é ampliar o alcance do incentivo para que o recurso chegue em regiões historicamente menos contempladas por recursos de incentivo à cultura.
Nossa missão é oferecer oportunidades a todos. O fato de termos crescimentos em todas as regiões do Brasil não significa reduzir o volume de recursos onde o fomento já está consolidado, mas sim expandir e levar esse fomento a locais que antes não acessavam” Henilton Menezes Secretário de Fomento e Incentivo à Cultura
REGIÕES — A Região Norte apresentou o maior índice de expansão no país. O volume de recursos captados saltou de R$ 64,6 milhões em 2023 para R$ 117,2 milhões em 2025, um crescimento de 81,4% no período. O Centro-Oeste também registrou um salto significativo ao atingir R$ 128,2 milhões em 2025, valor 96% superior aos R$ 65,4 milhões de 2023. O Nordeste acompanhou a tendência positiva e acumulou alta de 57,4% desde 2023, ao sair de R$ 148,6 milhões para R$ 233,9 milhões captados em 2025.
As regiões Sul e Sudeste mantiveram sua posição de relevância e continuam a registrar evolução nos investimentos culturais. O Sul acumulou crescimento de 36,3% entre 2023 e 2025, quando atingiu a marca de R$ 479,7 milhões. A região Sudeste, por sua vez, registrou aumento de 42,4% comparado ao volume de 2023 (R$ 1,72 bilhão).
ACESSÍVEL E DEMOCRÁTICO — Para o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, Henilton Menezes, o trabalho do Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, é garantir que a Lei Rouanet seja um mecanismo acessível e democrático. “Nossa missão é oferecer oportunidades a todos. O fato de termos crescimentos em todas as regiões do Brasil não significa reduzir o volume de recursos onde o fomento já está consolidado, mas sim expandir e levar esse fomento a locais que antes não acessavam”, destacou.
Segundo o secretário, isso é possível por meio da simplificação dos processos de inscrição, a realização de formação a novos agentes culturais, a ampliação da base de investidores e realização de ações de indução de investimentos de forma nacionalizada. “Esse é o caminho para que a cultura seja, de fato, um direito de todos os brasileiros e um propulsor do desenvolvimento econômico em todos os estados”, afirmou.
COMO FUNCIONA — Produtores culturais, artistas e instituições que desejam promover eventos, produtos ou ações culturais podem submeter suas propostas ao Ministério da Cultura para aprovação. As propostas que cumprem os critérios da Lei Rouanet recebem autorização para captar recursos junto aos patrocinadores (pessoas físicas e jurídicas), que, em contrapartida, podem obter benefícios de renúncia permitidos pela legislação.
Por meio do incentivo, o Governo do Brasil permite que parte dos tributos seja direcionada ao financiamento de atividades culturais, fortalecendo o setor e ampliando o acesso da população a bens culturais.
Com apenas 4 ingredientes e você terá uma sobremesa de limão sem leite condensado irresistível. Essa receita é simples, feita em minutos, não precisa de liquidificador, a união do gosto azedinho do limão com o chocolate raspado fica divino. Venha conferir agora mesmo o passo a passo dessa sobremesa ensinado pelo canal Garota Virtuosa por reh que é um espetáculo!
Como fazer sobremesa de limão sem leite condensado
Preparar a sobremesa de limão sem leite condensado é simples. O modo de preparo da sobremesa de limão sem leite condensado é fácil, primeiro você vai misturar o creme de leite gelado, o leite em pó e o suco em pó sabor de limão até homogeneizar. Em seguida, você irá despejar essa mistura em uma travessa e cobrir com raspas de chocolate. Por último, você vai levar à geladeira por no mínimo 30 minutos, mas quanto mais tempo ficar melhor. E então, você irá se surpreender com essa fantástica sobremesa de limão sem leite condensado que é dos Deuses!
Ingredientes da receita de sobremesa de limão sem leite condensado
1 sachê de suco em pó sabor limão
Raspas de chocolate (a gosto)
1 caixinhas de creme de leite gelados
3 colheres (sopa) de leite em pó
Modo de preparo
Em um recipiente, coloque o creme de leite gelado, o leite em pó e o suco em pó sabor limão e misture bem com um fouet até homogeneizar.
Despeje essa mistura em uma travessa, espalhe bem com uma colher para que fique bem uniforme.
Cubra com raspas de chocolate por cima e leve à por no mínimo 30 minutos, mas quanto mais tempo ficar na geladeira melhor.
E então, retire da geladeira, sirva e experimente essa gostosura de sobremesa de limão sem leite condensado que é super cremosa!
As previsões de dias de calor extremo foram confirmadas já nos primeiros dias de verão ainda em dezembro e a perspectiva é a de que esses dias se repitam de forma esporádica nos próximos meses. Uma situação que exige cuidados especiais e medidas de saúde pública desde a instalação de totens de refrigeração a cancelamentos de eventos públicos. “O cenário de mudanças climáticas torna o clima mais imprevisível, e esses picos de temperatura são a maior preocupação para a saúde da população”, explicou ao Brasil de Fato o coordenador do Observatório de Clima e Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Diego Xavier. Em dias de calorão, as atividades mais corriqueiras como preparar uma comida ou se concentrar no trabalho ficam mais difíceis. A recomendação dos especialistas é que a alimentação seja leve, além da necessidade de beber água de forma constante. Bebidas alcoólicas, cafeinadas e com açúcar devem ser evitadas porque facilitam a desidratação. Então é melhor deixar a cervejinha, o chá mate e o refrigerante para outra hora. Entre os sintomas causados pelas altas temperaturas estão câimbras, tontura, cansaço e enjoo. Em situações mais graves, pode haver “golpe de calor”. Nessa situação, a temperatura corporal ultrapassa 40º e pode levar a confusão mental, problemas cardiovasculares e respiratórios.
Níveis de calor
Desde 2024, a prefeitura do Rio de Janeiro adotou um protocolo de medidas a serem adotadas para uma variada faixa de temperatura. Os níveis de preocupação vão de 1 (sem alertas) a 5 (alerta máximo) e é considerado pioneiro no Brasil. “Sua principal força é não se basear apenas na temperatura do termômetro, mas no índice de Calor, que combina temperatura e umidade do ar, refletindo de forma mais precisa a sensação térmica e o impacto no corpo humano”, explica Diego Xavier. Nos níveis um e dois, a temperatura não ultrapassa 36ºC por mais de quatro horas diárias. Já no terceiro nível a temperatura fica entre 36ºC e 40ºC. Nesses casos, as equipes de saúde devem ter atenção aos públicos mais vulneráveis, como idosos e crianças. Até o nível 3, além desse monitoramento, as principais ações estão relacionadas à comunicação com a população. No nível 4 e 5, quando as temperaturas ficam entre 40-44ºC ou superiores, a prefeitura deve instalar pontos de hidratação pela cidade e as atividades externas devem ser realizadas em ambiente interno refrigerado. Nesses casos também se deve considerar o cancelamento de atividades externas.
Ações preventivas
Em meio a intensificação das mudanças climáticas, não é preciso esperar os dias de calor chegarem para adotar medidas que atenuem seus impactos. A primeira medida sugerida por Xavier é o aumento de áreas verdes na cidade, com criação de parques e corredores verdes. A preservação de rios, lagoas e orla. Em agosto, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAC) criou o Observatório de Monitoramento do Calor no Complexo do Alemão para evidenciar a variação de temperatura entre as áreas mais próximas a praias e mais arborizadas e as mais distantes. Um estudo realizado pelo Centro de Estudos das Favelas da Universidade Federal do ABC (UFABC) mostrou variações de temperatura de 15º na capital paulistana devido à arborização. Outra iniciativa da SMAC é disponibilizar o número 1746 para a população solicitar o plantio de árvores na sua região. “Estamos trabalhando para mitigar esses impactos, fortalecendo a prevenção e a resposta rápida a esses eventos. Algumas medidas para proteger a população nos dias mais quentes foram priorizadas, protegendo idosos, crianças e trabalhadores expostos ao sol. Isso é compromisso com a vida e com o futuro da cidade”, disse a secretária da SMAC ao Brasil de Fato, Tainá de Paula. E ainda há medidas que podem ser adotadas pelo cidadão individualmente, como a substituição de superfícies escuras por materiais de cores claras e mais reflexivos. “A simples pintura de telhados de branco e o uso de pavimentos mais claros podem reduzir significativamente a temperatura local”, orienta o pesquisador da Fiocruz.
O governo federal vai construir o primeiro hospital público inteligente do Brasil na cidade de São Paulo. Os recursos virão do empréstimo de R$ 1,7 bilhão do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco do Brics. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (7) em cerimônia no Palácio do Planalto com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Saúde, Alexandre Padilha e da presidenta do NDB, Dilma Rousseff. Segundo o Ministério da Saúde, o hospital será referência nacional e modelo de assistência em saúde totalmente digital para os países do bloco. A unidade atenderá os pacientes da rede pública com medicina de alta precisão, apoiada por inteligência artificial e outras tecnologias emergentes. Integrará, também, a rede de hospitais e serviços inteligentes com 14 unidades de terapia intensiva (UTIs) automatizadas, que funcionarão de forma interligada em diversos estados.
A modernização de hospitais de excelência do Sistema Único de Saúde (SUS) também faz parte do projeto.
O novo hospital vinculado à Universidade de São Paulo (USP) terá um setor de emergência com 250 leitos e capacidade para atender 200 mil pacientes por ano. A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) contará com 350 leitos conectada com as UTIs inteligentes. Haverá 25 salas para cirurgia. A previsão para que a unidade fique pronta é de três a quatro anos. Os serviços inteligentes de saúde usam infraestrutura com tecnologias digitais para otimizar processos e melhorar os resultados para os pacientes. Segundo o ministério, o primeiro hospital inteligente poderá reduzir em mais de cinco vezes o tempo de espera por atendimento especializado em situações de urgência e emergência. Também foi anunciada a modernização de hospitais do SUS da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), do novo hospital Oncológico da Baixada Fluminense, do novo hospital do Grupo Hospital Conceição, no Rio Grande do Sul, do Instituto do Cérebro, no Rio de Janeiro, de hospitais federais do Rio incluindo os da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Para a reestruturação dos hospitais federais do Rio serão investidos R$ 1,2bilhão. Para o presidente Lula, o hospital inteligente também vai avançar na imagem positiva do SUS, resgatada na participação do sistema público na crise da covid-19. “O SUS era tratado de forma muito pejorativa, ou seja, só se mostrava desgraça no SUS, só se mostrava miséria no SUS, só se mostrava morte no SUS”, disse.Lula acrescentou a população mais vulnerável tem que se beneficiar com as novas tecnologias. “Nós precisamos garantir que o povo mais humilde não pode ser invisível. Ele tem que ser olhado. É para eles que a gente governa. É em função dele que nós temos que melhorar a coisa.”“Há um grande esforço de modernização tecnológico do SUS para ofertar para a população brasileira de graça o mesmo que os principais hospitais de excelência privados do país. Hoje estamos em outra fronteira. Esse contrato vai trazer um salto além, que é trazer para o Brasil aquilo que nem os maiores hospitais privados brasileiros oferecem ainda”, disse o ministro da Saúde.A presidenta do NDB disse que o prazo para pagamento do empréstimo é de 30 anos e destacou que China e Índia são parceiras no projeto.“Esse contrato vai muito além do investimento em estrutura hospitalar. Ele faz parte do compromisso do banco em promover o desenvolvimento, que significa hoje o acesso à tecnologia”, afirmou Dilma.
Nesta quinta-feira, dia 8 de janeiro de 2026, quando a invasão às sedes dos Três Poderes, em Brasília (DF), completa três anos, movimentos populares irão realizar atos pelo país, com o tema Brasil nas ruas pela democracia.
Em Brasília (DF), o evento oficial será no Salão Nobre do Palácio do Planalto, a partir das 10h, mas haverá a presença de Lula também na área externa, como confirmou nesta segunda-feira (5) o Palácio do Planalto.De acordo com informações publicadas no site do PT, o presidente deve anunciar a decisão sobre o Projeto de Lei (PL) da Dosimetria, que propõe a redução de penas dos condenados pela trama golpista, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro e generais. Lula tem a prerrogativa de vetar ou sancionar a proposta, que foi aprovada pela Câmara e o Senado. A concentração do ato público na capital do país será na Via N1, em frente ao Palácio do Planalto. O acesso será feito por um ponto único de credenciamento e revista, localizado em frente ao Ministério da Justiça. A organização informou que os protocolos de segurança serão rigorosos, com restrição a objetos como mastros de bandeira, suportes de madeira e garrafas.
Ainda em Brasília, está marcado um evento no Supremo Tribunal Federal (STF), com o tema Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer. A programação inclui a abertura de uma exposição, a exibição de um documentário, uma roda de conversa com jornalistas e uma mesa de debate. Nas ruas, haverá atos em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR) e em outras cidades do país. Confira, abaixo, a lista e os horários dos locais com manifestações já confirmadas.
Atos no dia 8 de janeiro – Brasil nas ruas pela democracia
Centro-oeste
Brasília (DF) Horário: 10h30 Local: Praça dos Três Poderes
Campo Grande (MS) Horário: 17h Local: no cruzamento da avenida Afonso Pena com a rua 14 de Julho
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, avisou auxiliares e o Palácio do Planalto que deixará o comando da pasta, disseram nesta terça-feira à Reuters duas fontes com conhecimento direto das tratativas. Segundo uma fonte palaciana, a saída de Lewandowski deverá ser formalizada na sexta-feira, dia seguinte à solenidade que será promovida pelo Planalto para rememorar os três anos dos ataques de 8 de janeiro de 2023 às sedes dos Três Poderes. Procurados, o Ministério da Justiça e a Secretaria de Comunicação da Presidência não responderam de imediato a pedido de comentário. Ainda não está definido quem assume o posto, disseram as fontes. Há a perspectiva, segundo uma das fontes, que pessoas da equipe de Lewandowski fiquem durante a transição e até permaneçam em seus postos durante a futura gestão. Desde dezembro Lewandowski já tinha dito a pessoas próximas que iria deixar o posto, segundo uma fonte próxima ao ministro. Na avaliação dessa fonte, a pasta teve bom desempenho sob a gestão Lewandowski, e 2026 será um ano complicado devido ao forte debate político antes das eleições. Se confirmada a saída, Lewandowski terá ficado pouco menos de dois anos à frente da pasta. Ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), ele tomou posse no início de fevereiro de 2024 como ministro da Justiça no lugar de Flávio Dino, que foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga dele no STF O jurista deixou o STF em abril de 2023, pouco antes de completar 75 anos, o que forçaria a sua aposentadoria compulsória do tribunal. Então desembargador de carreira, ele foi indicado a uma cadeira no Supremo em 2006 também por Lula, em sua primeira passagem pela Presidência.
Todo médico fala que a única forma de desinchar a próstata e acabar com o pinga pinga, jato fraco e falta de potência, é tomando dutasterida, tansulosina ou fazendo cirurgia… Mas a verdade, é que esses prescritos vão só te encher de efeitos colaterais terríveis… podendo até te deixar brocha… Até um dos maiores especialistas em saúde masculina, com mais de 15 anos de experiência, o Doutor Ricardo Antunes e, que inclusive, já deu entrevista na Globo, afirma: “Todas essas soluções estão ultrapassadas, pois nenhuma delas age na causa raiz do aumento da próstata. Digo isso porque existe um chá feito com a casca da melancia que acaba com os sintomas muito mais rápido.” — disse o especialista
E para provar que esse chá da melancia surtia mais efeitos que as soluções tradicionais, o doutor Ricardo Antunes fez um desafio inusitado em suas redes sociais: ele sugeriu que alguns de seus seguidores testassem esse chá feito com a casca da melancia em casa.
Acaba com o jato fraco e com as idas frequentes ao banheiro em poucas horas…
Desincha a próstata por completo em poucas semanas…
E recupera a potência sexual ocasionados pelos sintomas da próstata.
É isso mesmo! Essa receita é tão poderosa que não estão querendo deixar essa página no ar.
“Você pode até ficar revoltado com a rapidez que ela acaba com os sintomas da próstata inchada” — disse o especialista Ricardo em um vídeo privado. Milhares de homens já testaram e disseram que conseguiram voltar a dormir a noite toda sem acordar para urinar, eliminaram o terrível “pinga-pinga” e recuperaram a confiança na hora H. Os seguidores do especialista Ricardo apelidaram essa técnica de “Protocolo da Melancia”, isso porque essa receita natural ajuda a reduzir a inflamação, aliviar a bexiga e devolver a potência masculina. Depois de publicar seus “Stories” no Instagram, o especialista Ricardo liberou um vídeo privado, gratuito e sem propagandas, onde ele revela o passo a passo exato para preparar essa receita em casa. “Se essa receita ajudar pelo menos 1 homem a recuperar sua saúde, evitar uma cirurgia e voltar a viver uma vida plena, eu já ficarei honrado.”, comentou Ricardo Antunes.
Depois disso, o vídeo simplesmente viralizou. Primeiro, foi compartilhado por usuários no Facebook, depois no YouTube, e já acumula incríveis 5,2 milhões de visualizações.
Os comentários de homens que voltaram a urinar com força, dormir melhor e até recuperar o vigor na vida sexual não param de crescer! Por fim, há um pedido que o Ricardo sempre faz aos homens que assistem sua apresentação: “Por favor, compartilhe esse vídeo. Juntos, podemos ajudar milhares de homens a recuperar sua saúde, sem dor e sem cirurgias arriscadas.”
O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) caminha para atingir um volume histórico de recursos em 2026. As projeções indicam que o fundo pode alcançar cerca de R$ 370 bilhões, o maior valor desde sua criação. O crescimento reforça o papel do Fundeb como principal base de financiamento da educação pública no Brasil e reacende discussões sobre salários de professores, investimentos em escolas e ampliação de políticas educacionais em estados e municípios.
Reajuste do piso dos professores
Com a projeção recorde para 2026, cresce também a expectativa em torno do reajuste do piso salarial nacional dos professores. Apesar disso, especialistas e gestores reforçam que o valor total do Fundeb não determina, de forma direta, o aumento do piso. A legislação define uma fórmula específica para o cálculo do reajuste anual, o que impede uma correlação automática entre o montante global do fundo e os salários do magistério. O piso salarial dos professores segue uma regra prevista em lei que considera a variação do Valor Anual Mínimo por Aluno, conhecido como VAAF. O cálculo compara os dois últimos anos consolidados desse indicador, que reflete quanto o Fundeb garante, no mínimo, por estudante matriculado. Assim, mesmo que o fundo como um todo cresça de forma expressiva, o reajuste do piso depende do comportamento desse valor específico.
Projeções
Nos últimos anos, o piso nacional apresentou reajustes moderados. Em 2024, o valor ficou fixado em R$ 4.580,57. Para 2025, a atualização girou em torno de 3,62%, levando o piso para aproximadamente R$ 4.745. Esses percentuais ajudam a projetar cenários possíveis para 2026, considerando o aumento esperado do Fundeb e a tendência de crescimento do VAAF. Com o fundo ultrapassando a marca dos R$ 370 bilhões em 2026, o cenário mais realista hoje aponta para um reajuste que deve variar entre 2% e 4%, desde que não ocorram mudanças na fórmula legal de cálculo. Caso o aumento fique próximo de 2%, o piso nacional poderia alcançar algo em torno de R$ 4.840. Se a variação chegar a 3%, o valor estimado sobe para cerca de R$ 4.885. Em um cenário mais favorável, com reajuste de 4%, o piso poderia se aproximar de R$ 4.935.
Entre técnicos da área e gestores educacionais, a estimativa média mais citada situa o piso de 2026 entre R$ 4.850 e R$ 4.900. Essa projeção considera um crescimento moderado do VAAF e a manutenção das regras atuais. O debate sobre o reajuste ganha relevância porque impacta diretamente os orçamentos estaduais e municipais, que precisam se planejar para cumprir o piso e, ao mesmo tempo, manter outros serviços essenciais. O crescimento do Fundeb também amplia o espaço para discussões sobre concursos públicos na educação. Com mais recursos disponíveis, redes de ensino avaliam a possibilidade de recompor quadros de professores, reduzir contratos temporários e fortalecer equipes pedagógicas. A valorização salarial aparece, nesse contexto, como parte de uma estratégia mais ampla de fortalecimento da educação básica.
Plano Nacional de Cuidados prevê visitas a idosos por cuidadores profissionais
Um deslize durante o banho mudou em definitivo a rotina da família. Em decorrência da queda, Valdir Miguel da Silva, de 85 anos, passou a depender da cadeira de rodas para se locomover. A nova realidade impactou a esposa, também idosa, e os filhos, já adultos, que passaram a testar maneiras de lidar com a situação. Foi nesse cenário de dúvidas que o Programa Maior Cuidado entrou na casa da família, em Belo Horizonte, aliando atendimento em saúde e assistência social. A iniciativa é referência na assistência social de pessoas idosas em vulnerabilidade.
Foi por meio da iniciativa que a família de Valdir Miguel conheceu o trabalho de Antônio Campolino, cuidador social. No apartamento onde vive o idoso, a chegada do profissional é aguardada com entusiasmo, semanalmente. A atividade desenvolvida abrange a atenção à saúde e aos vínculos sociais.
“A rotina com o senhor Valdir é ofertar a ele o banho, no tempo dele e da forma melhor possível, para ele também se sentir confortável. Depois, a gente procura alguma atividade, talvez escutar uma música ou fazer um passeio na comunidade, para conversar com alguns amigos que ele não vê há um tempo”, contou.
Após Valdir sofrer a queda durante o banho, foi hospitalizado. Então, passaram cerca de quatro meses entre a alta hospitalar do idoso e o pedido da família para ingressar no Programa Maior Cuidado. Tempo que foi necessário para a esposa dele, Helena da Silva, e a filha do casal, a artista Suzana Cruz, se adaptarem à ideia de terceirizar o cuidado de Valdir a alguém de fora do núcleo familiar.
“Desde que eu me entendo por gente, eu sempre vejo os familiares cuidando dos seus idosos, e aí, quando chegou a nossa vez, por causa da cadeira de rodas, a gente estava sem saber como lidar”, afirmou Suzana. “Eu sentia culpa, porque na minha cabeça era a minha obrigação cuidar dele, como a filha mulher. É até um pensamento machista, mas é a forma como eu fui criada”, desabafou.
Suzana então tomou a frente para a família ingressar no programa de visitação domiciliar. Um dos requisitos é estar com a inscrição no Cadastro Único atualizada. “Era minha obrigação cuidar de quem cuidou de mim, mas aí, percebi que eu precisava de ajuda, principalmente a psicológica, porque foi um baque para todo mundo. E foi a melhor decisão que eu tive, de reconhecer que eu precisava de ajuda”, prosseguiu.
Ação intersetorial
Conforme a assistente social Ana Cristina da Silva, que também é analista de Políticas Públicas na prefeitura de Belo Horizonte, a demanda espontânea por participação no programa chega via Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e Centro de Saúde, como é o caso da família de Valdir. Por outro lado, há também uma ação proativa da gestão, que identifica as famílias na realização da busca ativa do público prioritário do programa.
“Além do Cadastro Único atualizado, outros critérios de inserção no programa são que as famílias morem em territórios de vulnerabilidade e tenham na composição idosos que dependam de cuidados de terceiros. Com isso, a família vai passar por uma avaliação realizada pelos técnicos da assistência social e da saúde”, explicou Ana Cristina. O atendimento domiciliar está previsto no Estatuto do Idoso. “O Programa Maior Cuidado responde a isso”, afirmou a assistente social. A rotina de cuidado ao idoso é desenvolvida a partir de diagnósticos de técnico atuantes do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e Sistema Único de Saúde (SUS). “As equipes têm papel fundamental para discutir as necessidades, tanto na área da saúde quanto da assistência social, que vão estabelecer as atividades realizadas pelo cuidador”, ressaltou Ana Cristina.
Decisão acertada
Em Belo Horizonte, o idoso Valdir Miguel e o cuidador Antônio Campolino criaram um vínculo. “Agora eu posso conversar. Eu converso mal, mas o que eu posso falar. Ninguém vive sem conversar, sem entender. Uma coisa vem com a outra. Faz parte da vida”, afirmou Valdir, sorridente, durante passeio pela vizinhança em uma manhã de sol.
“Todo dia a gente aprende. A gente aprende com o olhar do idoso. A gente aprende a valorizar a vida. A gente aprende que a união familiar é muito importante, e que a nossa profissão também é uma profissão importante”, afirmou o cuidador social. “Acho importante ter mais homens também no cuidado, como a mulher está em todos os lugares, o homem também tem que estar”, complementou Antônio. Livre do sentimento de culpa e ciente de que segue desempenhando seu papel como filha, a artista Suzana ressaltou que buscar suporte no programa de visitação domiciliar da capital mineira foi uma decisão acertada para toda família.
“Confia, se dê uma oportunidade de ter um respiro. Não acha que você é super-heroína, que vai dar conta de tudo. Se tiver desconfiança, fica junto da pessoa enquanto ela cuida, mas se dê uma chance de descansar. Para a gente que é mulher preta, que vem de uma realidade social diferenciada, você cresce achando que tem que dar conta de tudo. E aí, quando chega uma situação que a vida te coloca em xeque-mate, você vê que é um ser humano que precisa de ajuda”, concluiu Suzana.
Em mais um passo para fortalecer a rede de combate à fome no país, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) abriu, nesta quinta-feira (18.12), o credenciamento de organizações privadas sem fins lucrativos como entidades gestoras do Programa Cozinha Solidária. As organizações interessadas têm até o dia 6 de janeiro de 2026 para se cadastrar no sistema do MDS. Após a inscrição, os pedidos passarão por análise técnica. Caso sejam atendidos os requisitos estabelecidos, a entidade será credenciada e estará apta a participar dos editais do programa, assumindo a responsabilidade de apoiar as cozinhas solidárias na oferta de refeições saudáveis e gratuitas, além de desenvolver ações de qualificação e fortalecimento das iniciativas locais.
Interessados em se candidatar devem:
1. Solicitar seu credenciamento no sistema informatizado disponível neste link eletrônico;
2. Estar regularmente constituída;
3. Comprovar o exercício de atividades de gestão de ações relacionadas à segurança alimentar e nutricional;
4. Definir sua área de atuação por meio de autodeclaração assinada pelo representante legal, conforme modelo disponibilizado pelo MDS;
5. Ter experiência de, no mínimo, um ano na execução de projetos de produção e oferta de refeição; e
6. Comprometer-se com os princípios e as diretrizes do Programa Cozinha Solidária e da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Governo Federal. As informações completas sobre o processo de credenciamento de entidades privadas sem fins lucrativos como entidades gestoras no âmbito do Programa Cozinha Solidária , estão disponíveis na Portaria nº 978 de 2024.
Outras informações podem ser obtidas por meio do contato: programacozinhasolidaria@mds.gov.br
Programa Cozinha Solidária
Criado em 2023, pela Lei 14.628/2023 e regulamentado pelo Decreto nº 11.937/2024, o Programa Cozinha Solidária é realizado pelo MDS em parceria com os Ministérios do Trabalho e Emprego (MTE) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). A iniciativa é realizada de forma transversal e articulada com outros programas federais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), e atua em três frentes:
1. Apoio financeiro complementar para a oferta de refeições via entidades gestoras;
2. Entrega de alimentos in natura e minimamente processados pelo PAA;
3. Formação e capacitação de colaboradores e parceiros.
Intensificamos o combate à desinformação e seguiremos avançando para que nenhum cidadão seja prejudicado por fraudes ou notícias falsas”
João Paulo Santos, coordenador da RFBC e consultor Jurídico do MDS
“Estamos atuando de forma firme para garantir a integridade das políticas sociais. Intensificamos o combate à desinformação e seguiremos avançando para que nenhum cidadão seja prejudicado por fraudes ou notícias falsas”, afirmou o coordenador da Rede, João Paulo Santos.
A Rede atuou em ações estratégicas articulando órgãos federais, estados, municípios e instituições de controle e participação social, desenvolveu iniciativas voltadas ao enfrentamento de fraudes, à melhoria da gestão de riscos, à ampliação da participação social e ao combate à desinformação.Uma das entregas mais relevantes, por meio Advocacia-Geral da União (AGU), foi a notificação extrajudicial à empresa Meta, solicitando a remoção de perfis e grupos que comercializavam falsamente agendamentos de atendimento no SUAS, especialmente do Distrito Federal. A medida gerou resposta imediata da empresa, com remoção de conteúdos ilícitos no Facebook e no WhatsApp.
Além disso, a RFBC impulsionou a estruturação de uma rede colaborativa de gerenciamento de risco para o Cadastro Único. O MDS avançou nos diálogos para sua inclusão no Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisibin), ampliando a integração com órgãos permanentes, dedicados e associados de inteligência.Outro ponto de destaque foi a atuação diante do aumento de golpes e informações falsas sobre o Bolsa Família e o Cadastro Único. Entre as entregas está a construção do site “Bolsa Família sem Fake News” e a elaboração de materiais sobre desinformação. RFBC também reforçou as parcerias com TCU, tribunais de contas estaduais, Ministério Público, Defensoria Pública da União e Polícia Federal. Além disso, foi implementada a estratégia de levar a Rede aos territórios para fortalecer o diálogo com gestores, trabalhadores, conselhos e sociedade civil.
Um dos resultados na iniciativa foi a Chamada Pública CNPq/MDS, para destinar recursos a projetos de pesquisa e extensão ligados à participação social e controle social no SUAS.
Os três Grupos Técnicos (GT) da Rede também contribuíram com entregas relevantes:
GT 1 – Homologou acordo que facilita o acesso de migrantes ao Benefício de Prestação Continuada (BPC);
GT 2 – Produziu notas técnicas sobre orçamento e limites da LRF;
GT 3 – Avançou na reformulação do BPC, com publicações, reuniões temáticas e acompanhamento de novos decretos que reorganizam a política.
Nordeste recebe 179 veículos da Estrutura de Mobilidade no Sistema Único de Assistência Social (MobSUAS), para aprimorar o atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade. O investimento do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome é de R$ 50,83 milhões nas vans. Os veículos, personalizados e identificados com a logo do MobSUAS, facilitam o deslocamento de pessoas que moram longe das unidades de atendimento, como Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), ou possuem alguma dificuldade de transporte ou locomoção.
“Onde um veículo da assistência social do MobSUAS passar, ali a assistência social vai estar presente”, afirmou o coordenador-geral de Gestão Interna da Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS) do MDS, Fernando Rodrigues.
O MobSUAS assegura o acesso a direitos, contribui para a superação das vulnerabilidades e promove o fortalecimento da autonomia e do protagonismo das pessoas atendidas. “Você traz o público vulnerável da assistência social para dentro dos equipamentos, por meio do serviço de abordagem, por meio da busca ativa deste público, voltada à população em situação de rua, idosos, levando também para os serviços de assistência social, por meio do serviço de convivência e fortalecimento de vínculos”, destacou Fernando.
As adaptações nas vans são realizadas em uma fábrica em Mogi das Cruzes (SP), onde passam por instalação de ar-condicionado, freios ABS, tacógrafo, extintor, plataforma elevatória, piso, bancos e revestimento interno. O objetivo é garantir acessibilidade, segurança e conforto aos usuários da Rede de Assistência Social durante o transporte, permitindo que pessoas em situação de vulnerabilidade social tenham mais facilidade no acesso aos serviços oferecidos pelo Governo do Brasil. No mesmo contrato, além dos veículos que serão entregues no Nordeste, dois serão enviados para a Região Sul, dois para o Centro-Oeste e nove unidades para o Sudeste, totalizando 192 vans.
MobSUAS
O MobSUAS é uma ação de aquisição e doação de veículos no âmbito da Assistência Social em todo o país, regida pela Portaria nº 2.600/2018/MDS. Os veículos adquiridos pelo ente federado podem ser destinados tanto a equipamentos públicos estatais, como os CRAS, CREAS, quanto a entidades não governamentais, desde que estas estejam devidamente inscritas no Cadastro Nacional de Entidades de Assistência Social (CNEAS). Para a aquisição de veículos do MobSUAS podem ser utilizados recursos de programação orçamentária própria do MDS, de emendas parlamentares individuais, de bancada, ou de comissões e de repasses recebidos na modalidade fundo a fundo dos serviços, programas e projetos socioassistenciais.
As estimativas de receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para o exercício de 2026 foram divulgadas pela Portaria Interministerial 14, de 29 de dezembro 2025, publicada no Diário Oficial da União (DOU) no dia 31 de dezembro de 2025. Para 2026, a receita total estimada é de R$ 370,3 bilhões, dos quais R$ 301,1 bilhões correspondem às contribuições dos Estados, Distrito Federal (DF) e Municípios e R$ 69,2 bilhões de complementação da União, que corresponde a 23% do montante que Estados, DF e Municípios contribuem para o Fundeb. A receita total estimada do Fundeb aumentou cerca de 9,5%, em relação à última estimativa do Fundeb 2025, divulgada pela Portaria Interministerial Interministerial 13, de 29 de dezembro de 2025. O valor anual mínimo por aluno Fundeb (VAAF-MIN) nacional para o próximo ano é de R$ 5.962,79; e o valor aluno ano total mínimo nacional (VAAT-MIN) foi estabelecido em R$ 10.194,38.
Complementações da União Em 2026, o percentual de complementação da União atingirá seu valor máximo de 23% e contemplará cerca de 4 mil Municípios. A complementação segue sendo repassada em três modalidades:
1ª. Complementação-VAAF-Valor Aluno Ano Fundeb (10%): estimada em R$ 30,1 bilhões. Esses recursos beneficiarão 10 Estados e os seus 1.849 Municípios: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio de Janeiro.2ª. Complementação-VAAT-Valor Aluno Ano Total (10,5%): estão previstos R$ 31,6 bilhões. Em 2026, serão beneficiados 2.479 Municípios em 26 Estados. Duas redes estaduais de ensino serão beneficiadas com esses recursos, a do Maranhão e do Piauí.3ª. Complementação-VAAR-Valor Aluno Ano Resultado (2,5%): será de R$ 7,5 bilhões, beneficiando 3.034 redes de ensino, sendo 3.025 redes municipais nos 26 Estados e nove redes estaduais (Alagoas, Amazonas, Goiás, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná e Sergipe).Em 2025, 136 Entes que receberam a complementação VAAR deixarão de receber esses recursos em 2026; por outro lado, 328 passarão a ser contemplados. Quanto à complementação VAAT, 179 Entes não terão mais esse repasse, enquanto 286 Municípios que não foram beneficiados no exercício anterior passarão a receber os recursos neste ano. Diante desse novo cenário, é fundamental que os Entes federativos estejam atentos às regras específicas de aplicação dos recursos, a fim de assegurar sua correta utilização e o cumprimento da legislação vigente.
Alerta A Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta que as atuais regras do Fundeb impõem a necessária observância do seu funcionamento a cada portaria interministerial publicada, especialmente em relação às estimativas e correta aplicação dos recursos do Fundeb para 2026.
Ressalta-se ainda que a Emenda Constitucional 135/2024 estabelece que, a partir de 2026, 4% da receita de impostos de Estados e Municípios do Fundeb seja destinado para o fomento de novas matrículas em tempo integral. Ainda não há regulamentação sobre essa nova vinculação do Fundeb, entretanto, a CNM espera que o conceito de “criação” de novas matrículas considere as particularidades dos Entes visto que há Municípios sem demanda por tempo integral ou que já atenderam a demanda e, ainda, os que possuem diversos dificultadores para ampliar a jornada escolar.
A CNM esclarece ainda que, para 2026, serão aplicados o Nível Socioeconômico (NSE), já utilizado em anos anteriores, e a Disponibilidade de Recursos Vinculados à Educação (DRec) como ponderadores das matrículas utilizadas na distribuição dos recursos do Fundeb, tanto para a redistribuição interestadual dos recursos do Fundo como para a complementação da União. Os indicadores por Ente federado foram divulgados na Resolução 20, de 19/12/2025 do MEC, publicada dia 23 de dezembro de 2025.
Essa receita de macarrão com frango é uma delícia e você não pode deixar de fazer em casa. Esse recheio é super cremoso e saboroso, além de ser muito fácil de fazer. Todo mundo que experimenta essa receita, adora. Se eu fosse você, não perderia tempo e faria hoje mesmo esse delicioso macarrão com frango! Quer aprender a preparar uma receita deliciosa? Vem comigo que eu te mostro o passo a passo e todos os ingredientes necessários. Tenho certeza de que você vai adorar e incluir essa delícia no seu cardápio. Siga as instruções abaixo e sucesso garantido! Ah, e não esqueça de compartilhar suas adaptações nos comentários.
Como fazer macarrão com frango
Para fazer essa receita, é extremamente simples e prático. O primeiro passo é cozinhar o macarrão em água fervente, até ficar al dente. Depois de escorrer o macarrão, vamos reservá-lo enquanto preparamos o recheio. Para isso, começamos refogando alho e cebola picadinhos em uma panela com margarina. Quando dourar, entramos com frango desfiado e mexemos bem. Na sequência, entramos com milho-verde, ervilhas, molho de tomate e creme de leite. Por último, é só temperar o recheio e mexer bem. Agora juntamos o recheio ao macarrão, misturamos bem e finalizamos com queijo ralado!
Ingredientes
1 peito de frango desfiado e temperado
1 caixinha de creme de leite
1 sachê de dueto milho e ervilha)
1 sachê de molho de tomate
½ cebola picada
1 dente de alho picado
1 sachê de tempero pronto
1 pacote de macarrão penne
1 colher de sopa de margarina
parmesão ralado a gosto
Modo de preparo
Cozinhe o macarrão em uma panela com água fervente, pelo tempo indicado na embalagem.
Escorra e reserve em uma travessa.
Refogue o alho e a cebola em uma panela com margarina.
Em seguida, entre com o frango desfiado.
Adicione o molho de tomate, o creme de leite e metade do dueto. Misture.
Tempere com o sachê de tempero pronto ou outros temperos de sua preferência.
Despeje o recheio de frango sobre o macarrão e misture.
Por cima, espalhe o restante do dueto e queijo ralado a gosto.
Está pronto seu incrível macarrão com frango! Bom apetite!
Famosas por oferecer desconexão e programações sazonais, as cidades de praia costumam ser os destinos favoritos dos brasileiros no final do ano. Seja para curtir a virada a beira mar ou atualizar o bronzeado para 2026, a verdade é que tudo fica mais divertido quando estamos bem vestidos.De acordo com dados compartilhados pelo Airbnb, divulgados com exclusividade pela CNN Brasil, 90% das buscas feitas por grupos brasileiros têm como destino de verão cidades nacionais, e, em sua maioria, litorâneas. Com as temperaturas elevadas dos meses de dezembro e janeiro, é importante estar preparado para aproveitar o sol com proteção e estilo. Por isso, vale separar um bom protetor solar, o creme para cuidar dos fios depois do mar, sua câmera de estimação e, claro, os looks certeiros para arrasar nas fotos de viagem. O problema é que, na correria de fim de ano, nem sempre dá tempo de renovar o guarda-roupa de verão, e aí entra a praticidade das compras online. Pensando nisso, o CNN Review separou 8 itens essenciais para quem quer aproveitar as férias de verão em grande estilo. Confira!
Biquínis
Modelos em poa, crochê e com formatos de estrela ou flores estão em alta nesse verão e já marcaram os feeds de figuras brasileiras como Jade Picon, Rafa Kalimann e Anitta. Além disso, os clássicos modelos em cortininha e o corte meia taça continuam como apostas certeiras, tanto em versões lisas quanto em estampas coloridas.
Saídas de praia
Se você é do time que passa o dia inteiro na praia, vale apostar nas saídas de banho para aquela pausa no almoço ou para a caminhada na orla. O ideal é escolher tecidos leves e de secagem rápida. Já quem prefere um visual mais despojado pode contar com camisetas oversized e estampas coloridas, perfeitas para garantir um look casual e a cara do verão.
Acessórios
Nos dias de banho de sol, também vale apostar em acessórios que não apenas elevem o visual, mas também tragam conforto e praticidade. Bolsas de pano ou palha são opções bonitas e funcionais, já que é mais fácil de “sacudir” a areia. E, para reforçar a proteção contra o sol, vale incluir buckets, bonés ou chapéus.
Nesta semana, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o número fechado da inflação oficial do Brasil. Mas já se sabe que a trajetória do IPCA ao longo de 2025 contrariou a maior parte das projeções feitas pelo mercado desde o início do ano.
No fim de 2024, após um período marcado pela valorização do dólar, impactos climáticos e forte ritmo da atividade econômica, as estimativas dos economistas eram pouco otimistas.
“No final do ano passado estávamos em um clima bem pessimista para os indicadores econômicos. Tudo isso aumentou o pessimismo no mercado”, afirma o coordenador dos índices de preços do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), André Braz.
Esse pessimismo também se refletiu nas projeções: o primeiro Boletim Focus de 2025, por exemplo, estimava inflação próxima de 4,99% e taxa de câmbio em R$ 6 no fim de dezembro.
“Mas, aí, coisas boas aconteceram”, diz Braz.
Um levantamento feito pelo economista sênior da 4Intelligence, Fabio Romão, mostra a variação das projeções de inflação ao longo do ano. Entre os nove grupos avaliados, pelo menos quatro registraram queda nas expectativas para 2025 e um se manteve inalterado.
Veja abaixo:
“Entre os principais vetores de redução da projeção de inflação está o subgrupo alimentação no domicílio”, diz Romão.
Esse subgrupo começou o ano com uma projeção de alta de 5,8%, chegando à previsão de um avanço de 7% no meio do ano. Agora, no entanto, a estimativa é que esses preços fiquem em 2,3% em 2025.
“Esse movimento tem forte ligação com a moderação pela qual passou o conjunto de preços agropecuários esperado para este ano”, completa o economista.
Do lado do agronegócio, safras vieram melhor do que o esperado e eventos climáticos que poderiam afetar as plantações não se concretizaram – o que acabou ajudando a conter a inflação de alimentos, que vinha em trajetória de alta desde 2024.“Tivemos boas safras e a gripe aviária, ainda que temporariamente, aumentou a oferta doméstica de proteínas. Com a maior oferta, os preços ficaram mais baratos”, explica Romão. Além disso, a valorização do real frente ao dólar, as políticas comerciais dos EUA e o nível de juros no Brasil também contribuíram para segurar a inflação ao longo do ano.
Os preços que mais caíram em 2025
Um levantamento feito pelo FGV Ibre a pedido do g1, mostra que metade dos 10 itens que mais ajudaram a conter a inflação pertence ao grupo de alimentos, com destaque para laranja-pera (-27,21%), batata-inglesa (-26,57%) e arroz (-24,24%).
“Esses produtos tiveram uma queda média de 16,9% no período, ajudando a reduzir o custo da cesta básica e a aliviar a pressão sobre famílias de menor renda, cuja despesa com alimentação é proporcionalmente maior”, explica o economista André Braz.
O levantamento considera a variação acumulada entre janeiro e novembro, com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15).
Veja abaixo:
Outro destaque é o grupo de bens duráveis, que inclui itens de valor agregado maior como eletrodomésticos, móveis, equipamentos eletrônicos, entre outros. Esse segmento costuma reagir mais rapidamente ao aumento dos juros e, segundo Braz, registrou recuo médio de 3,5% no período.“Juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a demanda por bens de maior valor e maior prazo de financiamento e pressionam as empresas a concederem descontos para girar os estoques”, explica o coordenador do FGV Ibre.
Os preços que mais subiram em 2025
Segundo levantamento da FGV, os serviços livres e os preços monitorados foram os principais responsáveis pela inflação acumulada até novembro.
Veja abaixo:
Os especialistas afirmam que o comportamento do mercado de trabalho ao longo do ano explica o movimento.
“Com a taxa de desemprego ainda em patamar historicamente baixo, a demanda por serviços continua firme, o que dificulta uma desaceleração mais rápida dos preços”, explica Braz.
Dessa forma, seis dos 10 itens que tiveram contribuição positiva na inflação são de serviços livres:
Aluguel residencial;
Refeição;
Lanche;
Ensino fundamental;
Empregado doméstico; e
Condomínio.
“Juntos, eles representam 15,8% do orçamento doméstico e registraram uma inflação média de 6,2% entre janeiro e novembro de 2025, acima da meta de 3% estabelecida pelo BC”, diz o coordenador do FGV Ibre.Um caso à parte é o café, que subiu 43,27% no ano até novembro. “Esse aumento é resultado de um choque de oferta, ligado à safra, clima e câmbio, e não às condições de crédito domésticas”, completa Braz.
Inflação desacelera, mas brasileiro ainda não sente alívio
A expectativa é que a inflação brasileira encerre o ano dentro do intervalo de tolerância da meta do Banco Central, de 4,50%. Caso se concretize, o número representará uma desaceleração em comparação ao observado em 2024, de 4,83%.Mesmo com a desaceleração nos preços, os brasileiros ainda sentem os preços pesarem no orçamento. Segundo os especialistas, essa percepção está ligada ao forte aumento nos preços dos alimentos nos últimos anos.
Veja abaixo:
Segundo Braz, o preço da alimentação em domicílio de 2020 até agora já acumula uma variação muito maior do que a da inflação média. Como os salários são corrigidos pelo IPCA, isso reduziu significativamente o poder de compra das famílias.
“Muitas famílias tiveram que abrir mão de outros consumos para garantir comida em casa. E, mesmo com alguma melhora nos preços, os salários ainda não compensaram o aumento dos alimentos nos últimos cinco anos”, explica o economista.
O que podemos esperar à frente?
Em 2026, o Brasil passa por um ano eleitoral, que pode trazer medidas de transferência de renda ou injeção de recursos na economia, aumentando a pressão sobre os preços. Mas outros fatores também devem influenciar a inflação, tais como:
o clima;
o desempenho das safras;
o câmbio;
os juros; e
a evolução do mercado de trabalho.
“Por enquanto, as expectativas são positivas, pois os agentes acreditam que o Banco Central está comprometido com a meta de inflação. Mas há desafios, como o cenário político e as condições climáticas”, afirma Braz. Os especialistas também reforçam que é preciso atenção ao mercado de trabalho ainda aquecido e ao câmbio, mas indicam que, a depender do clima, há perspectiva de uma possível melhora nos preços administrados e na inflação de alimentos. “A curva do petróleo indica espaço confortável para reajustes no próximo ano. Além disso, IGP-M e IPCA mais baixos podem ajudar a mitigar um eventual aumento na conta de energia”, diz Romão, que reforça perspectivas de boas safras e algum alívio nos preços do café.
“Esperamos um IPCA semelhante ao de 2025, mas é preciso acompanhar os desdobramentos ao longo do ano”, completa o economista
Dinheiro, real, notas de R$ 50, contagem de cédulas — Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O ano de 2026 chegou e, com ele, mudanças significativas nas regras de aposentadoria para quem está prestes a se aposentar.
A reforma da Previdência, que segue alterando as normas anualmente, traz ajustes importantes, e se você já contribui com o INSS desde antes de 2019, é fundamental entender o que muda agora.
A regra geral exige que mulheres se aposentem com idade mínima de 62 anos, e pelo menos 15 anos de contribuição. Para homens, são 65 anos de idade e 20 de contribuição.
Para quem já contribuía com o INSS antes da aprovação da reforma, em novembro de 2019, o governo criou um regime de transição que prevê alterações todos os anos, até 2031, nas regras para aposentadoria.
Veja o que muda para essas pessoas em 2026:
A idade mínima para solicitar a aposentadoria sobe seis meses em relação ao regime anterior. As mulheres precisam ter, no mínimo, 59 anos e seis meses. Para os homens, a idade mínima passa a ser de 64 anos e seis meses.
O tempo mínimo de contribuição é de 30 anos para as mulheres e de 35 para os homens.
Também há mudanças na regra dos pontos, que soma o tempo de contribuição com a idade do trabalhador. Apontuação mínima exigida será de 93 para mulheres e de 103 pontos para homens.
Ao longo desta reportagem, entenda as regras de transição da reforma da Previdência e, em seguida, veja como calcular sua aposentadoria.
Regras de transição
As regras de transição são voltadas para quem já contribuía antes da aprovação da reforma da Previdência, e foram criadas para estabelecer uma passagem entre as exigências antigas e as atuais do benefício.Cada uma delas pode alterar o momento em que o benefício será concedido e o valor que o trabalhador receberá. Assim, o contribuinte pode se aposentar a partir da regra que for mais benéfica para ele.
Veja detalhes de cada uma a partir dos tópicos abaixo:
Tempo de contribuição + idade mínima;
Por idade;
Pedágio de 50%;
Pedágio de 100%;
Regra dos pontos;
Calculadora do INSS.
Tempo de contribuição + idade mínima
Nesta categoria, a idade mínima para se aposentar é progressiva e sobe seis meses anualmente. Além disso, é exigido um tempo mínimo de contribuição de 30 anos para as mulheres e de 35 para os homens.
Por idade
A regra considera a idade mínima de 65 anos para homens e de 62 para as mulheres, e um tempo de contribuição de 15 anos para ambos.
Pedágio de 50%
Direcionada para os trabalhadores que estavam prestes a se aposentar em 2019, a regra estabelece um “pedágio” equivalente a 50% do tempo de contribuição que faltava.
EXEMPLO: Um trabalhador que já havia contribuído por 33 anos e que, antes da reforma da Previdência, tinha apenas mais 24 meses de contribuição pendentes, terá de trabalhar por mais 12 meses.
Nessa modalidade, a idade mínima exigida é de 57 anos para mulher e de 60 anos para o homem.
Pedágio 100%
A modalidade exige que o trabalhador cumpra integralmente o tempo de contribuição pendente para se aposentar. Neste método, a vantagem está no valor do benefício, que pode ser maior do que o pedágio de 50%.
Regra dos pontos
São os pontos obtidos a partir da soma entre idade e tempo de contribuição. Em 2025, a pontuação mínima será de 92 para mulheres e de 102 pontos para homens.
Calcule sua aposentadoria
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) liberou um recurso que ajuda a saber quanto tempo falta para se aposentar (por idade ou tempo de contribuição).A simulação é feita com as informações que estão na base de dados do INSS. Também é possível incluir vínculos e alterar sua data de nascimento no momento da simulação.O resultado gerado pela calculadora vale somente para consulta e não garante direito à aposentadoria.
Este pedido é realizado pela internet — não é necessário ir ao INSS.
A Prefeitura de Turilândia, no interior do Maranhão, estava de portões abertos no primeiro dia útil do ano. Mas a cena não significava normalidade: dentro do prédio, quase ninguém trabalhava. Questionado pela reportagem do Fantástico por que o prédio estava tão vazio, um vigia confirmou o esvaziamento.
“Só tem eu mesmo”, disse o funcionário.
Na Câmara de Vereadores, o silêncio foi parecido. Ao serem abordados, funcionários evitaram falar e deixaram o local às pressas. A cidade sentia os efeitos de uma operação que abalou completamente a estrutura de poder do município.Na semana do Natal, o Ministério Público prendeu os chefes do Executivo e todo o Legislativo de Turilândia: o prefeito Paulo Curió, a primeira-dama Eva Curió, a ex-vice-prefeita Janaína Soares Lima e os onze vereadores da cidade. Ao todo, 21 pessoas foram presas.
Vereadores de Turilândia foram presos — Foto: g1
Segundo o MP, o grupo desviou pelo menos R$ 56 milhões dos cofres públicos. O esquema teria começado em 2021, quando Paulo Curió foi eleito pela primeira vez.As investigações apontam um sistema organizado de corrupção, com empresas de fachada, notas fiscais frias, propina e fraudes em licitações. O promotor Fernando Berniz, do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Maranhão, afirma que o problema era generalizado.
“Um dado interessante e relevante, dito pela própria pregoeira, é que 95% das licitações daquele município eram fraudadas”, disse.
Em uma das mensagens interceptadas, a pregoeira cobra do prefeito uma “recompensa” pela fraude em uma licitação — entre os pedidos, uma caneta emagrecedora.“Ei, chefe, boa tarde… Para o senhor me dar mesmo meu Monjauro e meu presente de Natal”, diz a mulher no áudio. Em seguida, ela avisa que a licitação de uma estrada vicinal seria “fracassada”, como combinado.De acordo com o Ministério Público, empresários envolvidos no esquema recebiam até 18% do valor dos contratos por serviços que não eram prestados. Três por cento ficariam com o ex-controlador geral do município, Wandson Barros, apontado como operador financeiro. O restante voltava para o prefeito.Durante a operação, a polícia apreendeu grandes quantidades de dinheiro em espécie. Também chamou a atenção o patrimônio do casal Curió. Uma das casas, luxuosa, tem móveis modernos e academia. A mais cara fica em São Luís, avaliada em R$ 3 milhões e 700 mil — imóvel que teve a porta arrombada durante a ação.
Segundo o MP, a casa foi comprada com dinheiro emprestado por um agiota que também é neurocirurgião.
“Havia um profissional da medicina que emprestava dinheiro para pagamento de campanha, dívidas de campanha e aquisição de bens. Parte do dinheiro que entrava no município foi utilizada para pagar essas parcelas”, afirmou o promotor.
Mensagens de áudio mostram o prefeito usando o cartão de crédito de uma empresa contratada pela prefeitura. Em uma das mensagens, ele reclama do limite.
Investigação do MP desvendeu esquema de desvio de renda em município do Maranhão — Foto: g1
“Dez mil reais não dá pra nada… Isso não é cartão de crédito de prefeito, não. É fraco”, diz.Em outro áudio, Paulo Curió fala em “sobras” mensais de dinheiro desviado.“A gente vai ter uma sobra aí mensal… de uns dois a dois e meio”, afirma. Valor semelhante ao que, segundo o MP, foi distribuído aos vereadores para garantir a omissão da fiscalização: R$ 2,3 milhões. “Ele pagava propinas para todos os vereadores, oposição e situação, para que deixassem de fazer alguma coisa”, explicou Fernando Berniz.
Origem da fraude
A investigação aponta que tudo começou em um posto de combustíveis pertencente à ex-vice-prefeita e ao marido dela. No papel, a prefeitura comprava milhões de reais em combustível. Na prática, o volume não correspondia ao consumo.O posto teve 58 contratos com o município e recebeu mais de R$ 17 milhões desde 2021.
“Detectamos uma grande quantidade de notas fiscais emitidas para combustíveis que não foram adquiridos”, disse o promotor.
Segundo o MP, o volume registrado permitiria que cada um dos dez carros da prefeitura rodasse 790 quilômetros por dia — o equivalente a uma viagem diária de ida e volta entre São Luís e Porto Alegre.
Enquanto o dinheiro público desaparecia em contratos fictícios, a realidade da cidade seguia marcada pela pobreza. Dados do IBGE mostram que três em cada quatro moradores vivem sem esgoto adequado.
75% das residências de Turilândia não têm acesso a saneamento básico — Foto: g1
“Tem muitas carências. Aqui a maior parte do pessoal é tudo carente”, disse um morador.
Durante toda a gravação da reportagem do Fantástico, apoiadores do prefeito acompanharam a equipe de perto — em carros, motos e até a pé. Houve buzinaços e intimidação, inclusive na visita ao hospital da cidade, que funciona, mas foi majoritariamente financiado pelo governo do estado.
Sem prefeito, vice-prefeita e vereadores, a Justiça adotou uma solução inusitada para evitar a paralisação da cidade: os vereadores despacham em prisão domiciliar. Monitorados não podem falar entre si, salvo em caso de decisões urgentes. “Se houver necessidade de se reunirem para decidir algum projeto ou medida urgente, há essa possibilidade”, explicou o procurador-geral de Justiça do Maranhão, Danilo de Castro.
O que dizem as defesas
A defesa de Paulo Curió e da primeira-dama afirmou que ambos estão à disposição para esclarecimentos e confiam no respeito às garantias constitucionais. A defesa do ex-controlador Wandson Barros disse acreditar que a análise imparcial dos fatos levará ao reconhecimento da inocência dele. Os demais citados não se manifestaram.Para o Ministério Público, o caso revela um retrato cruel: “É literalmente aviltante”, disse o promotor Fernando Berniz.“O dinheiro que era para saneamento, saúde e educação estava sendo desviado para o deleite pessoal.”
Uma moradora resume o sentimento da cidade: “Muito errado. Uma cidadezinha humilde assim…”