O governo federal autorizou a contratação temporária de 39,1 mil pessoas para atuar em dois grandes levantamentos conduzidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola 2025 e do Censo da População em Situação de Rua. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (17), por meio de uma portaria conjunta dos ministérios da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e do Planejamento e Orçamento.Segundo o texto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) poderá contratar profissionais por tempo determinado para atender a uma necessidade temporária de excepcional interesse público, conforme previsto em lei.De acordo com a portaria, as pessoas selecionadas atuarão em diversas funções, com quantitativos já definidos. A maior parte das vagas é para o cargo de recenseador, responsável pela coleta de dados, com 27.330 oportunidades.
Ao todo, são 39.108 vagas, distribuídas da seguinte forma:
As despesas com as contratações correrão à conta do orçamento do próprio IBGE, classificadas como “Outras Despesas Correntes”, e dependerão de declaração de adequação orçamentária e financeira.O recrutamento dependerá de aprovação prévia em processo seletivo simplificado, que deverá ter ampla divulgação. O IBGE tem prazo de até seis meses para publicar o edital de abertura das inscrições, e as remunerações serão definidas pelo próprio instituto, conforme a legislação vigente. A portaria é assinada pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, e pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e entrou em vigor na data de sua publicação.O último concurso do IBGE foi em 2023, quando o governo federal autorizou o instituto a realizar concurso para contratar 8.141 funcionários temporários para a elaboração de pesquisas.Além disso, no ano passado o IBGE também ofertou 895 oportunidades no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU). Atualmente, o IBGE mantém outro processo seletivo temporário em andamento, com 9.580 vagas para os cargos de Agente de Pesquisas e Mapeamento e Supervisor de Coleta e Qualidade.
O Jornal Nacional teve acesso a documentos inéditos sobre a crise dos Correios. A reportagem é de Thiago Resende e Júlio Mosquéra.
O Conselho Fiscal dos Correios fez ao menos quatro alertas, desde 2023, sobre o aumento das despesas e a perda de receita da estatal. Documentos internos mostram grande preocupação dos conselheiros – um representante do Tesouro Nacional e dois do Ministério das Comunicações.
Em agosto de 2023, o Conselho cobrou informações sobre medidas tomadas para redução de despesas e um plano de ação para geração de receitas. Dois meses depois, os conselheiros alertaram para o alto custo da folha de pagamento e a baixa capacidade da empresa de reduzir despesas no curto prazo. Já em abril de 2024, o Conselho Fiscal apontou que as metas de receitas definidas pelos Correios pareciam arrojadas, considerando o histórico que se mostrava mais conservador. Ou seja, as receitas estavam superestimadas. Os alertas foram mais fortes em agosto de 2024: risco de insuficiência orçamentária. O Conselho Fiscal manifestou preocupação com a perspectiva de a estatal não atingir a meta de receita e defendeu a necessidade de adequação das despesas. Alertou que isso era essencial para proteger os ativos dos Correios, garantir a continuidade das operações e alcançar os objetivos estratégicos. Em 2024, a empresa teve um déficit de R$ 2,6 bilhões. Em janeiro de 2025, o governo federal passou a discutir medidas para reequilibrar as contas. Em maio, os Correios apresentaram um plano de reestruturação – esperavam economizar R$ 1,5 bilhão. Mas as despesas continuaram subindo e as receitas, caindo. Até setembro, a empresa registrou déficit de R$ 6 bilhões e a projeção é fechar 2025 com rombo de R$ 10 bilhões.Sob pressão, os Correios apresentaram já em novembro um novo plano de reestruturação com previsão de demissão voluntária de 15 mil funcionários, venda de imóveis e pedido de empréstimo de R$ 20 bilhões. A estatal ainda não chegou a um acordo com os bancos e, agora, a expectativa é de que o empréstimo seja de R$ 12 bilhões. Um órgão de fiscalização do governo também apontou problemas nos Correios. Técnicos da Controladoria-Geral da União encontraram inconsistências no balanço financeiro de 2023. Uma análise mostra que a estatal deixou de registrar R$ 1 bilhão de dívidas trabalhistas, o que evitou um resultado financeiro ainda pior.
JN tem acesso a documentos que mostram que direção dos Correios recebeu alertas sobre despesas e risco de falta de dinheiro desde 2023 — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Segundo a CGU, os Correios registraram um rombo de R$ 600 milhões em 2023. De acordo com a auditoria, o déficit real foi de R$ 1,6 bilhão, porque a estatal não contabilizou as dívidas com funcionários que estavam na Justiça. O Tribunal Superior do Trabalho já havia dado ganho de causa para os funcionários. Mas, às vésperas da publicação do balanço financeiro, os Correios usaram uma decisão liminar de uma instância inferior na Justiça comum para declarar que ainda havia dúvidas sobre a obrigatoriedade do pagamento. Na prática, retirou a previsão de despesa de R$ 1 bilhão.A CGU aponta que o procedimento não seguiu princípios e normas contábeis. Os Correios também têm um outro órgão que assessora o Conselho de Administração: é o Comitê de Auditoria. Desde 2021, esse comitê vinha alertando que era necessário contratar uma empresa de auditoria independente mais robusta e mais preparada para atuar diante da complexidade dos negócios da estatal. A direção dos Correios afirmou que assumiu há três meses e vem adotando medidas para reverter a crise e manter a estatal sustentável a longo prazo. Declarou ainda que o plano de reestruturação prevê equilibrar as contas, fortalecer a governança e modernizar os Correios; e que órgãos de supervisão do governo acompanham de maneira permanente a situação da empresa.
O Piso Nacional dos Professores 2026 está prestes a ser definido pelo Ministério da Educação (MEC) e mobiliza a atenção de mais de 3 milhões de profissionais da educação básica pública em todo o Brasil. A expectativa é que a portaria oficial com o índice de reajuste seja publicada entre o fim de dezembro e o início de janeiro, encerrando um período de incertezas que tem gerado ansiedade entre professores, sindicatos e gestores públicos. Mais do que um ajuste salarial, o piso representa reconhecimento profissional e segurança financeira para milhões de famílias que dependem do magistério. A definição do percentual para 2026 ocorre em um contexto econômico mais restritivo, o que ampliou o debate sobre valorização docente e financiamento da educação.
Como é calculado o Piso Nacional dos Professores
O Piso Nacional dos Professores 2026 não é definido por decisão política direta. O reajuste segue a fórmula prevista na Lei nº 11.738/2008, que vincula a atualização do piso à variação do Valor Aluno Ano do Fundeb (VAAF), indicador que reflete o financiamento da educação básica no país. Dados preliminares apontam que, entre abril e agosto de 2025, o VAAF apresentou leve retração, o que limitaria o reajuste a cerca de 0,85%. Caso esse percentual seja confirmado, o piso passaria de R$ 4.867,77 para aproximadamente R$ 4.909,15 para professores com jornada de 40 horas semanais, um aumento considerado insuficiente por entidades representativas da categoria.
Projeções variam e ampliam o debate
Apesar do índice técnico indicar reajuste baixo, outros cenários seguem em discussão. Especialistas e sindicatos defendem que o Piso Nacional dos Professores 2026 possa alcançar percentuais entre 5% e 8%, considerando pressões políticas e negociações com estados e municípios. Em um cenário mais otimista, defendido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), o reajuste poderia chegar a 15%, garantindo ganho real e reposição das perdas inflacionárias.
Cerca de 5 mil municípios brasileiros já aderiram à plataforma da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) de padrão nacional, segundo dados da Receita Federal. A adesão municipal representa apenas a primeira etapa do processo. Na sequência, cada prefeitura precisa ativar o convênio com o governo federal para integrar o Sistema de NFS-e.Segundo a Receita Federal, a ampliação da plataforma — que já alcança quase a totalidade dos municípios do país — representa um avanço estratégico para a implementação da Reforma Tributária sobre o Consumo. A reforma prevê maior padronização dos documentos fiscais e integração entre União, estados e municípios. Algumas unidades da federação já alcançaram 100% de municípios conveniados à plataforma nacional. É o caso dos estados de Rio de Janeiro, Santa Catarina, Mato Grosso, Rondônia, Roraima e Goiás.
Plataforma fortalece a gestão tributária
A plataforma da NFS-e oferece produtos e funcionalidades que permitem aos municípios melhorar a gestão tributária e o controle fiscal. Para os contribuintes, o sistema facilita o cumprimento das obrigações acessórias, como emitir notas, manter cadastro atualizado, prestar informações ao fisco, entre outras. Segundo a Receita Federal, esses benefícios têm sido determinantes para o avanço das adesões.
Atualização do layout da NFS-e
Como parte das adequações necessárias para a operacionalização da Reforma Tributária sobre o Consumo, foi divulgado no último dia 10 de dezembro o novo layout da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e), aplicável tanto a empresas quanto a municípios. As especificações técnicas e demais detalhes estão disponíveis no Portal da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica. Fonte: Brasil 61
Os municípios brasileiros recebem nesta sexta-feira (19) o segundo repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) referente ao mês de dezembro. Ao todo, os entes locais vão partilhar R$ 5,5 bilhões. O valor representa um aumento de cerca de 31% em relação ao montante repassado no mesmo período do ano passado, quando foram distribuídos R$ 4,1 bilhões. Tradicionalmente, os repasses do FPM ocorrem nos dias 10, 20 e 30 de cada mês. Neste decêndio, no entanto, como a data cai em um feriado, a transferência é antecipada para o primeiro dia útil anterior. O especialista em orçamento público, Cesar Lima, considera que o resultado é positivo para os cofres municipais. Na avaliação dele, é um aumento que vai contribuir para o pagamento das despesas municipais, inclusive com investimento em áreas importantes como saúde e educação, por exemplo. “Praticamente encerrando o ano com um ótimo resultado para os municípios no quesito FPM. Os principais motivos desse cenário continuam sendo essa situação de empregabilidade brasileira e tem o Imposto de Renda como o principal componente do FPM. Essa situação de empregabilidade formal faz com que haja uma maior arrecadação”, destaca.
FPM: estados que recebem os maiores valores por região
Na Região Norte, o estado que receberá o maior volume de recursos é o Pará, com cerca de R$ 156 milhões, distribuídos entre municípios como Abaetetuba, Ananindeua e Altamira.
No Sul do país, o destaque é o Rio Grande do Sul. Os municípios gaúchos vão partilhar mais de R$ 347 milhões. Entre as cidades com maiores repasses, estão São Leopoldo, Santa Maria do Herval e Pelotas. Já no Nordeste, a Bahia lidera o recebimento de recursos, com um total superior a R$ 441 milhões. Entre os municípios beneficiados no estado, estão Porto Seguro e Lauro de Freitas. Na Região Centro-Oeste, Goiás se destaca, com R$ 177 milhões destinados às cidades goianas. Entre elas, estão Senador Canedo e Novo Gama. No Sudeste, os municípios do estado de São Paulo concentram o maior volume de recursos entre todas as regiões. O total chega a R$ 678milhões, que serão repassados a cidades como São Bernardo do Campo e Ribeirão Preto.
FPM: confira a lista de municípios bloqueados
Até o dia 16 de dezembro de 2025, quatro municípios estavam com o repasse do FPM bloqueado. São eles:
Wagner (BA)
Guarapari (ES)
Resende (RJ)
Caracaraí (RR)
Para que o repasse seja desbloqueado, o gestor municipal deve identificar o órgão responsável pelo bloqueio, verificar o motivo da restrição e regularizar a pendência. Vale destacar que os recursos não são perdidos de forma definitiva, permanecendo apenas congelados até que a situação seja resolvida.
O que é o FPM
O Fundo de Participação dos Municípios é um repasse previsto na Constituição Federal. Os recursos que compõem o fundo correspondem a 22,5% da arrecadação da União com o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O valor destinado a cada município varia conforme o número de habitantes e é atualizado anualmente com base nos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os pagamentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de dezembro para aposentados e pensionistas começam no dia 21 e vão até o dia 8 de janeiro. Os valores são repassados de acordo com o valor do benefício e final do Número de Identificação Social (NIS). Mais de 37 milhões de pessoas receberão o pagamento de seus benefícios durante o ano de 2023. O economista Newton Marques alerta:
“Quem ganha até um salário mínimo tem uma data e quem ganha mais de um salário mínimo tem outra data. E sempre tem que verificar o último dígito antes do traço, para as pessoas poderem fazer jus”, destaca.
Para Newton Marques, aproveitar o dinheiro acaba sendo difícil para quem ganha um salário mínimo. “Quem ganha um salário mínimo tem uma despesa em geral muito superior a esse um salário mínimo, quem tem mais de um salário mínimo pode aí sim se programar, colocar as despesas essenciais que ele tem com a família e deixar as despesas supérfluas para depois”, expõe.
Data de pagamento para quem recebe até 1 salário mínimo:
Final 1: 21 de dezembro
Final 2: 22 de dezembro
Final 3: 26 de dezembro
Final 4: 27 de dezembro
Final 5: 28 de dezembro
Final 6: 2 de janeiro
Final 7: 3 de janeiro
Final 8: 4 de janeiro
Final 9: 5 de janeiro
Final 0: 8 de janeiro
Data de pagamento para quem recebe acima de 1 salário mínimo:
Finais 1 e 6: 2 de janeiro
Finais 2 e 7: 3 de janeiro
Finais 3 e 8: 4 de janeiro
Finais 4 e 9: 5 de janeiro
Finais 5 e 0: 8 de janeiro
De acordo com o economista, todo repasse é feito de acordo com o Fluxo de Caixa que o INSS programa. “Como tem as contribuições que entram e os repasses do governo federal, então tudo isso daí acaba sendo motivo para poder construir as datas de pagamento desses benefícios dos aposentados”, explica.
Como consultar o recebimento
Os pagamentos variam conforme o valor, com datas diferentes para quem recebe até um salário mínimo e para quem recebe acima disso. Para saber a data de recebimento, basta checar o último número do cartão de benefício, antes do traço. Beneficiários recorrentes seguem o calendário de pagamento usual.
Como consultar o extrato
Para verificar o extrato do INSS, os segurados podem utilizar o aplicativo do INSS ou o site Meu INSS, com a conta Gov.br. Tanto no app quanto no site, é possível visualizar informações importantes como extrato de pagamento, valores a serem recebidos, datas de pagamento, além de agendar ou remarcar perícias e acessar outros serviços relacionados à seguridade social.
Quem precisar acessar os serviços e benefícios oferecidos pelo INSS, precisa manter as informações sempre em dia. Segundo o Instituto, dados desatualizados ou incorretos podem causar atrasos ou até mesmo a suspensão dos pagamentos. É importante realizar a atualização cadastral das bases de dados do INSS, para evitar qualquer tipo de contratempo.
Em caso de mudança de endereço, e-mail, número de telefone, alteração de nome ou atividade do segurado, o INSS informa que precisa ser feita uma nova solicitação para atualizar através da Central de Atendimento telefônico 135 ou do site Meu INSS.
A baixa ingestão de água costuma passar despercebida, mas pode alterar o funcionamento de todo o organismo antes mesmo da sede surgir. Os rins são responsáveis por filtrar o sangue e eliminar substâncias tóxicas, por isso, são os primeiros a sentir quando o corpo está desidratado.
Mesmo uma desidratação leve traz prejuízos para a mente e o corpo. Na mente, a concentração diminui e a memória é afetada. No corpo, o desempenho em exercícios cai, a pressão arterial diminui e a temperatura corporal pode aumentar, podendo evoluir para exaustão por calor.
Isso tudo acontece porque o organismo entra em “modo de economia de água”, sobrecarregando os rins, que precisam intensificar a reabsorção de líquido para manter as funções vitais.
Principais sinais de um corpo desidratado
A desidratação contínua provoca sintomas pouco específicos, o que faz muita gente não relacioná-los à falta de água. Especialistas ouvidos pelo Metrópoles listaram os principais sinais que podem aparecer no dia a dia:
Cansaço constante: surge pela menor irrigação dos tecidos e pela queda na oxigenação do cérebro e dos músculos.
Dor de cabeça frequente: o volume reduzido de sangue circulante faz o corpo funcionar em ritmo mais lento, favorecendo episódios de dor.
Tontura ao levantar: o organismo tem dificuldade de estabilizar a pressão arterial quando o volume de líquido está baixo.
Urina escura ou com odor forte: a concentração aumenta porque o rim tenta reter água, deixando o xixi mais escuro e denso.
Menor volume de urina ao longo do dia: o corpo diminui o ritmo de produção de xixi para economizar líquido e proteger funções essenciais. A falta de água muda o funcionamento de vários sistemas do organismo, desde a regulação da pressão até o equilíbrio dos sais minerais
Como o corpo reage quando está desidratado?
A desidratação faz com que o corpo acione alguns métodos de compensação. Para tentar guardar a água que resta, o organismo inicia processos que deixam tudo mais econômico: a liberação de hormônios que seguram líquido aumenta, o volume filtrado pelos rins diminui e a circulação sanguínea também.
Esses mecanismos, juntos, deixam a urina escura e concentrada, um dos primeiros sinais de que o corpo está em alerta. Com o passar do tempo, esse esforço extra se torna pesado.
As células dos rins ficam expostas a um ambiente mais denso e pouco irrigado, situação que provoca uma queda temporária da função renal e facilita danos acumulativos em pessoas que vivem em períodos repetidos de desidratação.
“Mesmo uma queda pequena no volume de água disponível já muda a forma como o rim filtra o sangue, porque ele passa a receber um fluxo mais lento e concentrado. Esse cenário força as estruturas renais a trabalhar no limite para manter o equilíbrio do corpo”, explica Pedro Mendes Filho, nefrologista do Hospital Brasília.
Quem tem mais risco de sofrer com desidratação?
Nem todos sentem sede da mesma forma. Crianças e idosos costumam perceber menos a falta de água e, muitas vezes, dependem de outras pessoas para manter a ingestão adequada.
Quem trabalha no calor, passa horas no ar-condicionado ou pratica exercícios intensos também perde líquido com rapidez. Há ainda alguns hábitos do dia a dia que pioram a situação.
Café em excesso, chás estimulantes, bebidas alcoólicas e o uso de diuréticos aumentam a eliminação de água e deixam o corpo desregulado com mais facilidade.
“Em idosos, por exemplo, essa percepção de sede é ainda menor, o que faz com que o corpo permaneça em déficit por longos períodos sem que a pessoa perceba”, afirma o nefrologista Filipe Krüger, do Hospital São Lucas, no Rio de Janeiro.
Possíveis complicações nos rins pela desidratação
A falta de água altera o ambiente dos rins e deixa tudo mais propenso a problemas. A urina muito concentrada facilita a formação de cristais, que podem se agrupar e evoluir para cálculos renais.
Além disso, o fluxo reduzido de água compromete a limpeza natural das vias urinárias, permitindo que bactérias se instalem com mais facilidade e provoquem infecções.
Com o passar dos anos, essas agressões se acumulam e aumentam o risco de doença renal crônica, condição caracterizada pela perda lenta, progressiva e irreversível da capacidade dos rins de exercerem suas funções.
Segundo Flávio Ricco, a emissora estipulou um prazo de cinco dias para que a apresentadora dê sua resposta definitiva. A intenção é encerrar o processo ainda nesta semana, evitando que a definição se arraste por mais tempo.
A demora, porém, não é injustificada. Ticiane Pinheiro vive um momento de reorganização familiar: enquanto seu marido já está instalado no Rio de Janeiro e cuidando da preparação de um novo apartamento, suas duas filhas continuam em São Paulo, onde estudam. A situação exige cautela, especialmente porque Rafaella está perto de concluir um ciclo escolar importante.
Um internauta quis saber quanto tempo levou para chegar ao corpo atual: “Quanto tempo levou para ficar com esse corpo? Estou na luta com a barriga e não sai por nada”. Suzanna Freitas respondeu: “Aproximadamente dois anos e meio. Foi quando virou a chave na minha cabeça e eu comecei a treinar de forma mais disciplinada”.Ela destacou que o uso de medicamentos para emagrecer não é suficiente para alcançar resultados duradouros. “Acho que é um conjunto de coisas que a gente faz pra ficar com corpo bacana. Em 2023 foi quando eu cheguei no auge do meu sobrepeso, […] voltei a treinar, comecei a ter mais consciência muscular na academia”, explicou. A jovem acrescentou que o remédio foi apenas um apoio dentro de um processo maior: “O [remédio para emagrecimento] veio também como uma forma de me auxiliar nesse processo, então acho que foi um conjunto de coisas. Desde 2023 eu já estava treinando e hoje sigo aí no meu foco. Não fazia dieta, então inserir isso como um hábito para mim também foi uma coisa que demorou, mas eu acho que desde que comecei a estar mais inserida nesse meio, desde 2023, acredito que com uns dois anos por aí”.
Esse maravilhoso frango na panela de pressão do Canal Ana Zambrin fica divino e é perfeito para servir no almoço ou jantar da família! Feito com praticidade na panela de pressão sem bagunça na cozinha, ele não leva água no cozimento e é cozido numa caminha de cebolas, ficando macio, bem temperado e suculento! Não perca tempo, faça hoje mesmo!
Como fazer frango na panela de pressão
Para a receita de frango na panela de pressão, com um preparo descomplicado, coloque numa vasilha as sobrecoxas de frango com pele, tirando o excesso (ou se preferir use frango a passarinho), e, para temperar, passe por todos os pedaços de frango: sal, lemon pepper, alho em pó (ou alho amassado), páprica defumada ou picante, pimenta-calabresa ou pimenta-do-reino e vinagre (ou suco de limão). Mexa tudo super bem para absorver os temperos e finalize a receita seguindo o passo a passo. Sirva e aproveite essa maravilha!
Ingredientes da receita de frango na panela de pressão
1 colher (sopa) rasa de sal
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
uma pitada de pimenta-calabresa ou pimenta-do-reino
1 colher (chá) de lemon pepper
1 colher (sopa) de extrato de tomate ou colorau
1 colher (chá) de alho em pó (ou 5 dentes de alho amassados)
1 colher (chá) de páprica defumada ou picante
1 kg de sobrecoxas de frango com pele (ou frango a passarinho)
3 cebolas grandes picadas em meias-luas
2 colheres (sopa) de vinagre (ou o suco de 1 limão)
cheiro-verde picado a gosto (para finalizar)
Modo de preparo
Em uma tigela adicione 1 kg de sobrecoxas de frango com pele (ou frango a passarinho), retire somente o excesso de pele e tempere sempre de ambos os lados com: 1 colher (sopa) rasa de sal, 1 colher (chá) de lemon pepper, 1 colher (chá) de alho em pó (ou 5 dentes de alho amassados), 1 colher (chá) de páprica defumada ou picante, uma pitada de pimenta-calabresa ou pimenta-do-reino e 2 colheres (sopa) de vinagre (ou o suco de 1 limão).
Misture tudo muito bem para pegar bem os temperos (se possível, faça essa etapa de um dia para o outro, mas se não der, não tem problema).
Fora do fogo, forre o fundo de uma panela de pressão com 3 cebolas grandes picadas em meias-luas, regue com 2 colheres (sopa) de azeite de oliva, junte 1 colher (sopa) de extrato de tomate ou colorau, um pouco de sal e misture tudo, ajeitando no fundo da panela.
Acomode os pedaços de frango sobre essa “caminha”, tampe a panela, leve ao fogo baixo e, assim que pegar pressão, marque 15 minutos de cozimento. Não adicione água.
Após esse tempo, desligue o fogo, tire a pressão com cuidado, abra a panela, se estiver com muito caldo, cozinhe por mais 5 minutos sem pressão, para dar uma apurada, apague o fogo, salpique com cheiro-verde picado, sirva e saboreie seu magnífico frango na panela de pressão! Bom apetite!
Dica adicional: se desejar, acrescente linguiça calabresa picada entre a cebola e o frango, ou utilize gomos de linguiça toscana inteiros, para cozinhar junto, fica incrível! Batatinhas pirulito inteiras embaixo do frango antes do cozimento também vão deixar seu prato divino!
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A batata á portuguesa do canal Receitinhas Com Amor vai conquistar o coração de todos na sua casa, especialmente na ceia de natal. A mistura de ingredientes em uma única travessa, envolta por um molho branco e um gratinado de queijo, é sem defeitos. A batata á portuguesa é muito fácil de preparar e maravilhosa para saborear.
Como fazer batata à portuguesa
Para a receita da batata à portuguesa, separe batatas, água, sal, óleo, cebola, margarina, farinha de trigo, leite integral, presunto, azeitonas, ovos cozidos, muçarela ralada e orégano. Cozinhe as batatas, refogue a cebola e faça um molho branco. Em um refratário, disponha as batatas cozidas, a cebola refogada, o presunto, azeitonas e ovos cortados ao meio. Cubra com o molho branco, a muçarela e o orégano. Leve ao forno até a muçarela derreter e gratinar. Agora é só saborear essa batata à portuguesa incrível.
Ingredientes da receita de batata à portuguesa
150g de azeitonas verdes
4 ovos cozidos cortados ao meio
200g de presunto ralado
6 batatas médias cozidas
Sal (a gosto)
150g de muçarela
500ml de leite integral
3 colheres (sopa) de margarina
2 cebolas pequenas fatiadas
3 colheres (sopa) de farinha de trigo
Óleo (o quanto baste)
Modo de preparo
Primeiro cozinhe as batatas cortadas em meia lua com água e sal. Escorra a água e reserve.
Depois doure a cebola no óleo e reserve.
Para o creme branco frite a farinha de trigo na margarina, quando a mistura ficar dourada adicione o leite mexendo bem.
Adicione o sal e mexa até engrossar. Reserve.
Em uma travessa refrataria faça uma camada de batatas.
Em seguida coloque a cebola refogada, presunto, azeitona e ovos cozidos.
Despeje o creme branco sobre os ingredientes e finalize com muçarela e orégano.
Leve o refratário ao forno pré-aquecido á 180° até que a muçarela esteja gratinada.
Retire a batata á portuguesa do forno e leve para a mesa e se delicie.
César Tralli tem 5,2 milhões de seguidores no Instagram. Desde o início de novembro, quando passou a dividir a bancada com Renata Vasconcellos, ele posta curiosidades dos bastidores do ‘Jornal Nacional’.
Pelo grande número de comentários e curtidas, nota-se forte engajamento e a ampla popularidade do apresentador. “O Tralli é o tipo de cara com quem eu queria tomar uma cerveja numa sexta-feira às 18h”, escreveu um jovem conectado.Após a chegada do novo titular, a página do telejornal no Facebook registrou aumento de ‘likes’ nas fotos que mostram os apresentadores no estúdio. Uma delas teve 15 mil manifestações (entre ‘joinha’ e ‘coração’) e 1,2 mil comentários.Nas últimas semanas de William Bonner no ‘JN’, os registros dos âncoras geraram empolgação bem menor, no máximo 3 mil curtidas.Para a Globo, essa participação online do público é cada vez mais importante, já que milhares de brasileiros trocaram a TV pelas redes sociais — e é urgente tentar reconquistá-los — e tantos outros assistem à programação enquanto navegam na internet.Chega de Tralli (ao lado de Renata Vasconcellos) aumentou o engajamento do ‘JN’ nas redes sociais Foto: Reprodução/FacebookTer presença multiplataforma se tornou imprescindível a qualquer emissora. Por isso, um âncora influenciador como Tralli faz a diferença, com possibilidade real de transformar seguidores em novos telespectadores. Nesse contexto, a aposta da Globo em um apresentador com forte capital digital para o ‘Jornal Nacional’ se mostra estratégica: ele faz a ponte entre o telejornalismo tradicional e o consumo de conteúdo pela internet.Afinal, não basta que um telejornal registre bons números no Ibope para atrair anunciantes. Necessita ter atuação digital consistente para expandir o alcance a fim de informar e influenciar o máximo de pessoas, principalmente aquelas que nem ligam a TV. Em vídeos, o âncora circula pelos bastidores do ‘JN’ para mostrar o que o público não vê
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, nesta quarta-feira (3), 62 ampolas de medicamentos usados em canetas para emagrecimento durante duas ações distintas em Caxias do Sul e Triunfo. Ao todo, cinco pessoas foram presas. A operação integra uma ofensiva de combate ao crime relacionada ao transporte irregular de substâncias controladas. Em Caxias do Sul, os agentes abordaram um Jeep Compass ocupado por um homem e duas mulheres. O trio relatou ter viajado ao Paraguai para comprar mercadorias e medicamentos. Durante a revista, os policiais localizaram uma sacola térmica escondida dentro do banco traseiro, com 11 ampolas do medicamento Tirzec 15 — que não possui importação autorizada pela Anvisa.Os ocupantes tentaram justificar a posse das substâncias apresentando notas fiscais e receituários médicos. Contudo, os documentos apresentavam a mesma caligrafia, apesar de supostamente emitidos por profissionais e clínicas diferentes. Após verificação minuciosa, a PRF confirmou que os receituários eram falsificados. Uma das passageiras ainda admitiu que os papéis haviam sido obtidos já assinados e carimbados em branco.
Resumo O ministro Gilmar Mendes rejeitou pedido da AGU para reconsiderar decisão que limita à PGR a iniciativa de pedidos de impeachment de ministros do STF, considerando-o “incabível” e destacando a incompatibilidade de pontos da Lei 1.079/1950 com a Constituição. O ministro Gilmar Mendes rejeitou, nesta quinta-feira, 4, um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para que reconsiderasse a determinação que restringe à Procuradoria-Geral da República (PGR) a iniciativa para apresentar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o ministro da Corte, “o pedido de reconsideração é manifestadamente incabível”.Na decisão, Gilmar afirmou que o ordenamento jurídico brasileiro não considera “o chamado pedido de reconsideração”, o que seria um recurso informal sem valor próprio. O ministro complementou que o assunto será levado ao plenário virtual do STF, entre os dias 12 e 19 de dezembro, e poderá ser apreciado por toda a Corte. “Compreendo que existem alguns pontos da Lei 1.079/1950, no que diz respeito ao rito do processo de impeachment de membros do Poder Judiciário, que padecem de vícios maculadores de sua higidez constitucional. Além disso, conforme pontifiquei em tal ato decisório, a submissão dos magistrados dos Tribunais Superiores a um regime de responsabilização incompatível com o texto constitucional representa um grave comprometimento da independência judicial, o que denota a extrema urgência de que se reveste a medida”, escreveu Gilmar.
Impeachment de ministros do STF Em uma decisão de quarta-feira, 3, o ministro Gilmar Mendes concedeu uma medida liminar que altera o rito de impeachment de ministros do STF. O magistrado retirou de “todo cidadão” o direito de denunciar um crime de responsabilidade contra um membro da Corte, e determinou que a denúncia caberá apenas à Procuradoria-Geral da República (PGR). Em seu argumento, Gilmar disse que a PGR, “na condição de fiscal da ordem jurídica, possui capacidade para avaliar, sob a perspectiva estritamente jurídica, a existência de elementos concretos que justifiquem o início de um procedimento de impeachment”. A decisão, no entanto, não foi bem recebida pela classe. política.
CORPO, ALMA E ESPÍRITO A Restauração Integral do Ser Humano para chegar à Estatura Completa de Cristo
INTRODUÇÃO O racionalismo e o cientificismo buscam há séculos explicar a existência humana, mas falham em desvendar todos os mistérios do corpo. Essa lacuna gera uma profunda crise de identidade no homem pós-moderno. Diante de tantas incertezas, somente a fé, por meio das Escrituras Sagradas, oferece respostas seguras sobre nossa constituição e propósito. Este estudo, portanto, analisa o corpo não como um acaso evolutivo, mas como a maravilhosa obra da criação de Deus. Ao compreendermos a origem divina de nossa estrutura física, somos convidados a glorificar o Criador com nosso ser integral, corpo, alma e espírito. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.
TEXTO ÁUREO O Senhor criou todas as partes internas do meu corpo; uniu todas essas partes para formar o meu corpo, enquanto eu ainda estava no ventre de minha mãe. Agradeço ao Senhor por me ter criado de maneira tão perfeita e maravilhosa! Suas obras são maravilhosas; e eu sei disso muito bem. O Senhor conhecia perfeitamente cada osso do meu corpo que estava sendo formado enquanto eu ainda estava no ventre da minha mãe, como a semente que cresce debaixo da terra. Antes mesmo de o meu corpo tomar forma humana, o Senhor já havia planejado todos os dias da minha vida; cada um deles estava registrado no seu livro, antes de qualquer um deles existir! (Sl 139.14 NBV). Essa passagem bíblica é uma confissão poética da onisciência e da onipotência de Deus aplicadas à criação da vida. A admiração do salmista não se dirige apenas à complexidade biológica, mas à certeza de ter sido formado pelas mãos do Criador. Nessa verdade se encontra o fundamento da dignidade humana. A ciência pode encantar-se com os detalhes da formação da vida, mas o salmista exalta o próprio Autor da existência.
Verdades que a passagem bíblica destaca: 1. Dignidade humana. Os versículos sustentam o valor inalienável de cada pessoa, independentemente de suas condições físicas, sociais ou cognitivas. 2.Apologia contra a desumanização. O texto é frequentemente citado como argumento contra o aborto, a eutanásia, o racismo e outras formas de desprezo pela vida. 3. Teologia da adoração. O louvor do salmista não se apoia em bênçãos externas, mas na identidade de Deus e no modo como Ele o criou, constituindo um exemplo de adoração centrada no Criador.
VERDADE PRÁTICA A ciência busca desvendar os mistérios do corpo humano, mas o crente descansa em saber que é obra da poderosa e perfeita mão de Deus. Um visitante entrou em uma galeria de arte e, diante de um quadro de rara beleza, afirmou ironicamente: “Isto é fruto do acaso, algumas tintas se espalharam sozinhas até formar essa imagem perfeita”. Todos riram, pois sabiam que nenhuma pintura existe sem um pintor. Se um quadro simples, feito de tinta e tela, exige um artista, quanto mais o corpo humano, composto por bilhões de células organizadas com precisão, não exige um Criador? Negar essa realidade é um salto de fé muito maior do que admitir a existência de Deus. É nesse ponto que o salmista se distingue do pensamento naturalista. Ele não contempla apenas a “pintura”, a complexidade biológica, mas volta-se ao “Artista”, o Deus que o formou de modo assombroso e maravilhoso. A ciência pode analisar tintas, cores e traços, mas apenas a fé reconhece a mão do Criador por trás da obra.
1. A MARAVILHOSA OBRA DE DEUS 1.1 Do pó da terra. A LIÇÃO DIZ: Em sua sabedoria e infinito poder, Deus fez o corpo do homem (adam) do pó da terra (adamah) (Gn 2.7); uma estrutura magnífica composta, segundo estimativas, por cerca de 37 trilhões de células, tecidos, órgãos e sistemas, cujo funcionamento desafia a mais moderna ciência. O racionalismo entende que a razão humana é a fonte primária e suficiente para o conhecimento e compreensão da realidade, inclusive da existência humana. Ele parte do pressuposto de que, por meio da lógica e do raciocínio puro, podemos alcançar verdades universais e explicações últimas. Na prática, isso leva à tentativa de explicar a existência humana com base apenas na capacidade racional, sem necessidade de revelação divina. A vida, nesse quadro, é compreendida como fruto de processos intelectualmente compreensíveis, e o propósito da existência é construído pela própria razão humana. O cientificismo é uma forma extrema de confiança na ciência empírica, afirmando que apenas aquilo que pode ser observado, medido e testado cientificamente é verdadeiro. Dentro dessa visão, a existência humana é explicada exclusivamente como resultado de processos físico-químicos e evolucionários. A cosmovisão cristã, ao contrário dessas abordagens, afirma que a razão e a ciência são dons válidos de Deus, mas insuficientes por si só para explicar a totalidade da existência. A Bíblia revela que: • O ser humano foi criado à imagem de Deus, com valor intrínseco e propósito eterno (Gn 1:26). • A razão humana é real, mas limitada e afetada pelo pecado. • A ciência é uma ferramenta útil, mas incompleta para revelar verdades espirituais e morais. Somente dentro da cosmovisão cristã a razão, a ciência, a moral e o sentido existencial encontram uma base coerente e integrada: “Cristianismo não é irracional, mas oferece o único fundamento racional para a própria razão, para a moralidade, e para a dignidade da existência humana”. A ciência, quando honesta, não contradiz a Bíblia, mas confirma sua veracidade. A ciência moderna confirma de forma impressionante o testemunho bíblico. Os principais elementos químicos que compõem o corpo humano também estão presentes no solo da terra e na crosta terrestre: • Oxigênio (O) essencial para respiração e formação da água; • Carbono (C) base de todas as moléculas orgânicas; • Hidrogênio (H) componente da água e de quase todas as biomoléculas; • Nitrogênio (N) fundamental para proteínas e DNA; • Cálcio (Ca) estrutura dos ossos e dentes, presente em rochas calcárias; • Fósforo (P) parte do DNA, ATP e ossos; • Potássio (K), Enxofre (S), Sódio (Na), Magnésio (Mg), Ferro (Fe), Zinco (Zn), Cobre (Cu), Manganês (Mn) todos encontrados no solo e indispensáveis para funções vitais. Em termos químicos, o ser humano é literalmente formado do mesmo “pó” que constitui a terra. 1.2 Deus, o Autor da vida. A LIÇÃO DIZ: De uma das costelas de Adão, formou Deus a mãe de todos os viventes, Eva, em um corpo igualmente maravilhoso, porém, tão distinto em anatomia, fisiologia e genética (Gn 1.27; 3.20). Em relação a como os descendentes dos primeiros pais são formados no ventre materno, as Escrituras mostram que assim como na formação do primeiro homem e da primeira mulher, Deus é o Autor das vidas de todas as pessoas (Sl 139.13-15; Jr 1.5). Observando a forma extraordinário que o homem foi criado, o comentarista pontua que Deus é o Autor da vida. Implicações decorrentes da verdade de que Deus é o Autor da vida: 1.2.1 Toda vida humana tem valor intrínseco, pois é criada por Deus, à Sua imagem (Gn 1.26-27). O valor da vida não depende de utilidade, capacidade ou estágio de desenvolvimento. Portanto, entende-se que a Bíblia condena o desprezo pelas pessoas com limitações cognitivas e motoras, bem como abomina o aborto, tratando-o como o assassinato de um inocente indefeso. 1.2.2 Se Deus é o autor da vida, Ele tem o direito soberano de dar, sustentar e tirar a vida. Deuteronômio 32.39 “Eu faço morrer e eu faço viver.”Não temos autonomia absoluta sobre nossa própria vida ou a de outros. Logo, o homicídio e o suicídio são pecados diante de Deus. 1.2.3 Nossa vida tem um propósito designado por Deus. Se a vida veio de Deus, ela não é fruto do acaso ou de processos impessoais, mas possui um telos (finalidade). Efésios 2.10 nos diz: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras.” 1.2.4 A vida não é apenas um experimento pessoal, mas um dom com prestação de contas ao Doador. Hebreus 9.27 assevera: “… aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disso, o juízo.” 1.3 A individualizada formação integral. A LIÇÃO DIZ: Deus forma espírito, alma e corpo de cada ser humano, conforme ocorre o ato de procriação que Ele mesmo estabeleceu, pela união íntima de homem e mulher (macho e fêmea) (Gn 4.1; SI 33.15; Zc 12.1; Is 57.16). As Escrituras falam claramente da existência de vida humana completa (corpo, alma e espírito) ainda no ventre (Gn 25.22; Lc 1.15,39-44; Gl 1.15). Isso ressalta a grande perversidade do aborto e aponta para o sublime valor da maternidade, que deve ser cercada de cuidado e proteção e conduzida em temor, amor e devoção (SI 127.3-5; Sl 128.3). Uma das principais justificativas apresentadas pelos defensores do aborto é a ideia de que, nos primeiros dias de gestação, o embrião não deve ser considerado uma pessoa. Para muitos, trata-se apenas de um conjunto de células ou de um “protótipo” de ser humano cuja eliminação não envolveria implicações éticas, morais ou religiosas significativas. Essa visão busca esvaziar a dignidade do embrião a fim de legitimar a interrupção da gravidez, sobretudo nas fases iniciais do desenvolvimento. Historicamente, essa questão tem sido alvo de intensos debates. O ponto central da controvérsia é: em que momento a vida humana tem início? Seria no nascimento, quando a criança respira pela primeira vez? Seria ao atingir determinado estágio de desenvolvimento intrauterino? Ou seria no exato momento da concepção, quando ocorre a fusão entre o espermatozoide e o óvulo, formando o zigoto? No campo da bioética, diferentes teorias foram propostas. O autor Gilbert Meilaender, em sua obra Bioética: Um Guia para os Cristãos, observa que alguns modelos fazem distinção entre o “feto informe” e o “feto formado”. O “feto informe” seria aquele nos estágios iniciais da gestação, ainda sem forma definida. O “feto formado” já teria passado por um grau maior de desenvolvimento. Essa distinção deu origem a diversas especulações sobre o momento da chamada “infusão da alma”. Algumas tradições sustentam que a alma é infundida no momento da concepção. Outras acreditam que isso ocorre em um estágio posterior do desenvolvimento embrionário. Há ainda interpretações antigas, como a de certos pensadores judeus, que consideravam que a alma só era concedida ao ser humano após o nascimento, quando este passa a respirar. No entanto, a perspectiva cristã, baseada na revelação bíblica e reforçada por evidências científicas, reconhece que a vida humana é plena e digna desde o momento da concepção. Nesse instante ocorre a combinação única e irrepetível de material genético, formando o zigoto, que já possui toda a informação necessária para o desenvolvimento completo de um ser humano. Como afirmam especialistas: “cientificamente falando, um óvulo fecundado contém toda a vida de um ser humano; tudo o que ele precisa é tempo e nutrição”. À luz das Escrituras, não há espaço para uma definição tardia da dignidade humana. Deus é quem forma o espírito do homem desde o ventre (Zc 12.1),e conhece cada ser antes mesmo do seu nascimento (Jr 1.5). O testemunho bíblico aponta, de forma clara, que a vida no ventre é uma vida pessoal, dotada de identidade, propósito e valor intrínseco. Portanto, a tentativa de despersonalizar o embrião ou de relativizar o momento em que a vida começa não encontra respaldo nem na ciência moderna, nem na cosmovisão cristã. A dignidade humana não é progressiva, mas concedida por Deus desde o primeiro instante da existência. Isso torna o aborto, em qualquer fase, uma afronta direta à santidade da vida criada à imagem do Criador.
2. O CORPO E A GLÓRIA DE DEUS 2.1 O divino tecelão. A LIÇÃO DIZ: Em linguagem poética, Davi descreve a ação divina na formação do corpo humano no ventre materno apresentando Deus como o tecelão (Sl 139.13-15). O termo tecelão se refere ao artesão que trabalha com fios, entrelaçando-os no tear para produzir um tecido. Sua função exige paciência, cuidado e habilidade para combinar cada fio de maneira precisa, a fim de formar um padrão belo e funcional. Tecelões da antiguidade eram responsáveis por transformar fios soltos em peças únicas de vestuário ou ornamento. O corpo humano é visto como uma “obra de tapeçaria”, e o ventre materno como o “tear” divino. Cada célula, músculo e tecido é comparado a fios que Deus, como tecelão, entrelaça com sabedoria. O verbo hebraico empregado traz a ideia de “entrelaçar”, “bordar”, “entretecer” (sāḵaḵ, סָכַךְ ), revelando que a formação da vida é um processo artístico, não mecânico. Entender que Deus é o divino tecelão significa reconhecer que cada detalhe do nosso corpo foi cuidadosamente planejado por Ele. A cor dos olhos, o formato do cabelo, a altura, as marcas que carregamos, nada é fruto do acaso. Tudo faz parte do desenho intencional do Criador. Por isso, não devemos nos prender a padrões de beleza humanos que mudam com o tempo e só geram frustração. Você é uma obra singular planejada por Deus. 2.2. Entendimento e louvor. A LIÇÃO DIZ: A compreensão da maravilhosa obra divina na formação do corpo humano liberta-nos de toda especulação e dúvida e produz sentimento de gratidão e louvor. Davi declarou: “Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado” (SI 139.14). A teologia da adoração no Salmo 139.14 mostra que o conhecimento de que fomos formados por Deus afasta questionamentos que frequentemente atormentam a mente humana. São eliminadas dúvidas sobre o valor da vida, pois cada ser humano foi intencionalmente planejado pelo Criador. Cai por terra a especulação de que a existência seja fruto do acaso, porque o salmista afirma que cada detalhe do corpo foi tecido por Deus. Também se desfaz a incerteza sobre identidade e propósito, já que a vida não é um acidente, mas parte de um projeto divino. Ao perceber isso, a resposta natural não é indiferença ou revolta, mas gratidão. Por isso Davi declara: “Eu te louvarei, porque de modo terrível e maravilhoso fui formado”. A adoração aqui é uma resposta consciente à certeza de que a vida possui origem, sentido e valor em Deus. 2.3 O perigo dos extremos. A LIÇÃO DIZ: Desde os tempos antigos, a humanidade tem oscilado entre dois extremos sobre o valor e a importância do corpo. De um lado, correntes de pensamento como 0 maniqueísmo, o platonismo e o gnosticismo espalharam ideias que viam a matéria de forma negativa, considerando o corpo algo essencialmente mau. De outro lado, havia o culto ao belo, como na Grécia Antiga. O desequilíbrio permanece. Vícios, automutilações e outras atitudes extravagantes deformam e desonram o corpo (Lv 19.28; Pv 23-29-35; 1 Ts 4.4). Por outro lado, há o narcisismo moderno, marcado pela supervalorização do corpo em detrimento da alma e do espírito. A idolatria do “eu” leva à prática excessiva de selfies, publicações de si mesmo em redes sociais, cuidados estéticos, cosméticos e físicos em excesso (2 Tm 3.2; 1 Pe 3.3-5). Cuidar do corpo é importante, mas sem exageros. O cristão deve ser equilibrado em tudo (1 Co 6.12). O maniqueísmo foi um sistema religioso surgido no século III, que afirmava a existência de duas forças eternas em conflito: uma espiritual, boa; e outra material, má. A matéria era vista como uma prisão da alma, e o corpo, como um obstáculo à pureza espiritual. Essa dualidade radical influenciou outras visões semelhantes ao longo da história. O platonismo, originado nas ideias de Platão, sustentava que o mundo físico era uma cópia imperfeita do mundo ideal das formas. Embora não afirmasse que a matéria era má em si mesma, valorizava muito mais o mundo espiritual e desprezava o corpo como transitório e inferior. Essa desvalorização influenciou várias tradições posteriores. O gnosticismo, movimento religioso dos primeiros séculos, combinava elementos do platonismo e do misticismo oriental. Ele ensinava que a salvação vinha do conhecimento oculto (gnosis) e que o corpo era uma prisão da alma divina. No gnosticismo, o corpo era visto como criação de um deus inferior e, por isso, essencialmente mal. Essas correntes, ao reduzirem o corpo a algo negativo, promoveram práticas de ascetismo extremo e rejeição da realidade física. Em contrapartida, na Grécia Antiga, floresceu o culto ao corpo belo e proporcional, principalmente no ideal do homem atlético e harmonioso. Esculturas, competições esportivas e rituais expressavam uma veneração estética que fazia do corpo um símbolo quase divino. Embora valorizasse a forma física, essa cultura frequentemente negligenciava os aspectos morais e espirituais do ser humano. Hoje, essa tensão reaparece sob novas formas. De um lado, há vícios autodestrutivos, como automutilações, dependências e práticas degradantes que desonram o corpo, contrariando princípios bíblicos de dignidade e santidade (Lv 19.28; Pv 23.29-35; 1 Ts 4.4). De outro lado, cresce o fenômeno do narcisismo moderno, caracterizado pela supervalorização do corpo em detrimento da alma. Trata-se de uma obsessão pela aparência, pela imagem pessoal e pela aceitação social. Esse narcisismo se manifesta em práticas constantes de exposição pessoal, como selfies em excesso, postagens em redes sociais, e uma busca quase religiosa por intervenções estéticas e cuidados cosméticos desmedidos. A Escritura adverte contra esse tipo de egoísmo superficial(2 Tm 3.2; 1 Pe 3.3-5). Diante desses extremos, a fé cristã apresenta um caminho de equilíbrio. O corpo não é nem um mal a ser desprezado, nem um ídolo a ser adorado. Ele é criação de Deus, templo do Espírito Santo (1 Co 6.19-20), e deve ser cuidado com responsabilidade, sem exageros, sem negligência e sem idolatria. Como ensina o apóstolo Paulo, o cristão deve buscar moderação em todas as coisas (1 Co 6.12), reconhecendo que o corpo serve como instrumento para glorificar a Deus. Em suma, o cristão é chamado a honrar a Deus com seu corpo, sem cair no desprezo antigo nem na idolatria moderna. O corpo deve ser cuidado com sabedoria, como parte integrante do ser humano criado à imagem de Deus, aguardando a plena redenção que se manifestará na ressurreição final. 1.4 Princípios ou regras? A LIÇÃO DIZ: Quando falamos em corpo temos a tendência de logo pensar em regras, mas o viver cristão moderado consiste, acima de tudo, na observância dos princípios bíblicos. Um deles é fazer tudo para a glória de Deus (1 Co 10.31). Aplicável às práticas mais simples de nosso cotidiano, é um parâmetro espiritual mais eficaz que regras rígidas e inflexíveis, que podem nos levar ao legalismo (Mt 23.1-7,23). Devemos sempre refletir: o que fazemos com o nosso corpo glorifica a Deus ou visa agradar a nós mesmos (Rm 14.21515.1-7)? No contexto da vida cristã, é fundamental distinguir entre princípios e regras, pois essa distinção afeta diretamente a forma como o crente compreende e pratica sua obediência a Deus. Regras são normas específicas, aplicadas a situações determinadas. Elas indicam o que deve ou não deve ser feito em termos claros. Por exemplo, “Não matarás” ou “Não adulterarás” são regras diretas. Elas oferecem um limite definido, útil para casos objetivos e situações que exigem proibição imediata. Contudo, regras isoladas tendem a ser rígidas e, quando absolutizadas fora do seu contexto, podem gerar uma religiosidade mecânica ou legalista. Princípios, por outro lado, são fundamentos morais amplos, que orientam o julgamento e a conduta em diversas situações. São verdades permanentes que guiam o discernimento, mesmo em assuntos não diretamente regulamentados pela Escritura. “Fazer tudo para a glória de Deus” (1 Co 10.31) é um exemplo de princípio. Ele não impõe uma lista de ações, mas oferece um critério que pode ser aplicado a qualquer área da vida. Enquanto uma regra pode ser obedecida sem reflexão, um princípio exige consciência, reflexão e alinhamento com o caráter e a vontade de Deus. Regras funcionam bem na infância espiritual, mas princípios são indispensáveis à maturidade. Eles moldam o julgamento moral do cristão, permitindo que ele tome decisões corretas mesmo quando não há uma norma explícita. Portanto, a ética cristã saudável não despreza regras, mas as compreende à luz dos princípios que as sustentam. O crente maduro busca viver por convicções enraizadas na Palavra, aplicando os ensinamentos de Deus com equilíbrio, clareza e fidelidade.
3. O CORPO E A COLETIVIDADE 3.1 A prática relacional. A LIÇÃO DIZ: Deus nos fez seres relacionais, gregários, sociáveis. Isso está explícito na ordem de procriação e enchimento da terra (Gn 1.28). Por isso, temos necessidades e deveres que vão além de nossa individualidade. Não fomos criados para viver isolados social οu afetivamente. Desde o início, a solidão foi vista como algo inadequado (Gn 2.18). Viver isolado contradiz a estrutura com que fomos feitos. Essa verdade aparece em todas as fases da vida. Uma criança sem vínculo familiar saudável sofre emocionalmente. Um idoso sem companhia adoece mais rápido. Pessoas afastadas do convívio saudável adoecem na alma. A solidão prolongada afeta o corpo e a mente tanto quanto maus hábitos físicos. A Bíblia ilustra isso de forma clara. Jesus, embora plenamente autossuficiente, cercou-se de amigos. Escolheu discípulos. Chorou por Lázaro. Na cruz, confiou sua mãe aos cuidados de João. “Como o ferro afia o ferro, assim um amigo afia o outro” (Pv 27.27 NVT). Ninguém amadurece espiritualmente sozinho. O cristão precisa de igreja, de irmãos, de responsabilidades que envolvam outros. Precisa aprender a ouvir, perdoar, repartir, corrigir e ser corrigido. Evitar pessoas para evitar conflitos é sinal de imaturidade, não de santidade. 3.2 A prática congregacional. A LIÇÃO DIZ: O corpo é um elemento fundamental do culto divino. As Escrituras nos advertem da necessidade da reunião coletiva, da vida congregacional (Hb 10.24,25). O corpo tem participação real no culto a Deus. É com a voz que cantamos, com os lábios que oramos, com os ouvidos que recebemos a Palavra, com os joelhos que nos humilhamos, com as mãos que se erguem em adoração e repartem o pão. O culto cristão é, ao mesmo tempo, espiritual e visível, interior e exterior. Em nossos dias, muitos têm adotado discursos críticos contra a igreja institucional. Alegam que é possível manter uma espiritualidade pessoal a parte da igreja ou que reuniões virtuais, pregações pelo Youtube são suficientes para suprirem as necessidades espirituais. Outros se declaram “desagregados”, como se esse termo pudesse definir uma nova forma legítima de cristianismo. Mas isso é engano. A fé bíblica não se vive em isolamento. O Novo Testamento não conhece cristãos independentes. Os apóstolos escreveram suas cartas a igrejas reunidas. Os mandamentos de mutualidade, como exortar, servir, suportar, consolar, perdoar, pressupõem convivência. Textos como Efésios 4.1-3 e 1 Tessalonicenses 5.11-15 mostram que a igreja funciona como um corpo: seus membros crescem em união e esforço conjunto. Negar a importância da vida congregacional é negar um traço essencial da fé cristã. A fé pessoal precisa de um ambiente congregacional para amadurecer. O culto doméstico é necessário. A oração particular é indispensável. Mas nenhuma delas substitui a assembleia dos santos. 3.3 Tecnologia e culto. A LIÇÃO DIZ: O corpo precisa não apenas estar presente no templo, mas envolver-se diretamente com o culto. Tanto o Antigo quanto o Novo Testamentos enfatizam o aspecto corporal intenso da adoração (2 Cr 7.1-4; S127.4; 100.2-4; At 2.41-47). Deus quer a expressão de todo o nosso corpo em louvor ao seu nome (Sl 150.6; At 4.24,31; 1 Co 14.26; 1 Tm 2.8). Os recursos tecnológicos da atualidade, como drones, telões, celulares e tablets são muito úteis, mas se usados sem moderação podem nos distrair ou deixar inertes no culto.O culto cristão constitui o encontro sagrado entre Deus e o seu povo, momento que exige dedicação integral e foco absoluto. Esse encontro deve ser sustentado por três pilares essenciais:a presença física, a atenção plena e a reverência. Entretanto, o uso indiscriminado de celulares, luzes, drones, propagandas em telões, etc., rompem com a finalidade principal do culto que é adorar a Deus. Vamos destacar, pelos menos, três prejuízos: 3.3.1O primeiro e mais evidente prejuízo é a perda de foco e a quebra da reverência. Por exemplo, a natureza multifuncional dos smartphones, com suas notificações constantes e a facilidade para alternar entre aplicativos, dispersa a nossa atenção da Palavra, oração e adoração. Ao manusear o aparelho para fotografar, enviar mensagens ou navegar na internet, é impossível não se desconectar do culto. 3.3.2Além do impacto individual, o uso de celulares no culto acarreta consequências coletivas e geracionais. Adultos que utilizam seus aparelhos de forma indiscriminada oferecem um modelo negativo a crianças e adolescentes, cuja maturidade espiritual ainda se encontra em desenvolvimento. 3.3.3Finalmente, a substituição do texto sagrado físico pelo digital prejudica a retenção bíblica e o discipulado. A familiaridade com a Bíblia impressa, como a localização de seus livros, o contexto das passagens e as anotações pessoais, é uma ferramenta valiosa para o crescimento espiritual. A dependência da tela e do digital, em contrapartida, fomenta uma relação mais superficial com as Escrituras e, com isso, reduz a intimidade com a Palavra que deve guiar a vida do crente (Dt 6.1-7). Em suma, embora a tecnologia ofereça benefícios, sua utilização no culto deve ser criteriosa.
CONCLUSÃO
Ao final desta lição, reafirmamos que o corpo é uma dádiva divina, uma obra de arte criada com propósito. Reconhecer sua complexidade nos inspira a louvar ao Criador e a buscar um cuidado equilibrado, que rejeita tanto o desprezo quanto a idolatria. Nosso corpo é também ferramenta essencial para a comunhão e o culto coletivo, pois a adoração genuína envolve presença e participação. Portanto, que possamos honrar a Deus em nosso corpo, vivendo em santidade e servindo ativamente na igreja, para a glória Daquele que nos formou de modo tão maravilhoso.
Ágape significa amor, mas um tipo específico de amor. O amor ágape é muito importante na Bíblia. Só no Novo Testamento aparece 158 vezes. O amor ágape não trata apenas de sentir ou de fazer isso, ou aquilo, é um ato de obediência, altruísta, com propósito de fazer o bem àquela determinada pessoa. Um amor que age e que pode ser evidenciado pela relação que Jesus tem com o Pai e conosco (João 3:16; João 13:34-35).
Amor Ágape = amor incondicional
Podemos dizer que a origem desse amor é no próprio Senhor. Um amor incondicional, perfeito, sacrificial! Como nós somos seres imperfeitos, não se pode originar esse tipo de amor em nós. Mas pode ser gerado em nós pelo Espírito Santo. Só desta maneira que conseguimos amar como o Senhor ama (Romanos 5:5; 1 João 3:16; Gálatas 5:22). Na cruz do Calvário é onde podemos evidenciar o amor incondicional de Deus por nós, onde podemos constatar o amor ágape de Deus por nós com o sacrífico de Jesus, pois o amor ágape sempre é visível (João 3:16-18).
Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida juntamente com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões, pela graça vocês são salvos. – Efésios 2:4-5
Nós não somos dignos de tal amor por parte do Senhor, “mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores” (Romanos 5:8).Um exemplo de Jesus e outro do apóstolo Paulo mostram a importância da palavra ágape. O primeiro, Jesus usa para orientar os discípulos sobre os inimigos:
“Amem, (ágape), os seus inimigos, façam-lhes o bem e emprestem a eles, sem esperar receber nada de volta. Então, a recompensa que terão será grande e vocês serão filhos do Altíssimo, porque ele é bondoso para com os ingratos e maus” (Lucas 6:35). O segundo exemplo, Paulo usou para dar uma descrição do motivo que Deus enviou Seu Filho: “mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores” (Romanos 5:8).
O amor ágape não faz acepção de pessoas, isto é, por um lado, o desafio de amar os “irmãos da fé”, por outro, o desafio de amar as pessoas que nos perseguem, que querem nos fazer mal. Jesus, ao contar a parábola do bom samaritano, enfatiza o exemplo desse amor sacrificial pelo outro, mesmo que o outro não se importe conosco.
Tipos de amor humano
Um detalhe interessante é que, nós seres humanos, temos em nossa natureza, outros tipos de amor (eros; filos; storge), mas o amor ágape, como já vimos, não temos.
1. Amor Filos
Este tipo de amor é o mais abrangente, mais geral da Bíblia. Trata-se de um amor com uma maior ênfase para uma amizade profunda, carinho, respeito, compaixão.
No Novo Testamento, esta palavra, filos, em sua origem no grego, aparece cerca de 26 vezes. Veja alguns exemplos:
“Quanto ao amor fraternal, não precisamos escrever-lhes, pois vocês mesmos já foram ensinados por Deus a se amarem uns aos outros” (1 Tessalonicenses 4:9)
“Seja constante o amor fraternal” (Hebreus 13:1)
”… à piedade a fraternidade; e à fraternidade o amor” (2 Pedro 1:7)
“Quanto ao mais, tenham todos o mesmo modo de pensar, sejam compassivos, amem-se fraternalmente, sejam misericordiosos e humildes” (1 Pedro 3:8)
2. Amor Eros
Este tipo de amor é voltado para o amor romântico, entre um homem e uma mulher. Eros é uma palavra grega. Um amor com mais paixão, mais forte, com maior desejo. Por isso que este tipo de amor não aparece no Novo Testamento. Também pelo fato que naquela época um tipo de amor assim era tido como algo sujo, imoral e julgado pelas pessoas. Podemos encontrar, praticamente por todo o livro de Cânticos, menções desse tipo de amor.
3. Amor Storge
Outro tipo de amor, storge, uma palavra grega também, que demonstra um amor para descrever amor familiar, ter afeição, carinho, em particular, amor entre pais e filhos.
Uma coisa curiosa é que, assim como o amor eros, o amor storge não aparece exatamente assim na Bíblia. O que aparece, no entanto, é o oposto da palavra storge, em particular usada duas vezes no Novo Testamento. A palavra é astorgos, que tem a definição de “não ter afeição, ser insensível à família” e podemos verificar isso em Romanos 1:31 e 2 Timóteo 3:3. Por outro lado, em Romanos 12:10encontramos, na origem grega, a palavra filostorgos, que nada mais é do que a soma das palavras filos e storge. Podemos traduzir como: amar com carinho, amar de maneira familiar, mãe, filhos. Temos alguns exemplos na Bíblia desse tipo de amor storge, amor de família, como Marta e Maria que tinham pelo seu irmão Lázaro, o amor de Jacó por seus filhos, Noé por sua esposa.
Em João 13:34, Jesus ensinou: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.” Então acrescentou: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (versículo 35). Como podemos fazer isso?O que significa amar uns aos outros?
Os “uns aos outros” nesses versículos é uma referência aos companheiros crentes. Uma marca distintiva de ser um seguidor de Cristo é um amor profundo e sincero pelos irmãos e irmãs em Cristo. O apóstolo João nos lembra desse fato em outro lugar: “Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão” (1 João 4:21). Ao dar esse mandamento, Jesus fez algo que o mundo nunca viu antes – criou um grupo identificado por uma coisa: o amor. Existem muitos grupos no mundo, e eles se identificam de várias maneiras: pela cor da pele, pelo uniforme, pelo interesse compartilhado, pela escola que frequentaram, etc. Um grupo tem tatuagens e piercings; outro grupo se abstém de carne; outro grupo ainda usa chapéus religiosos – as formas pelas quais as pessoas se categorizam são infinitas. No entanto, a igreja é única. Pela primeira e única vez na história, Jesus criou um grupo cujo fator identificador é oamor. A cor da pele não importa. A língua nativa não importa. Não há regras sobre dieta, uniformes ou chapéus. Os seguidores de Cristo são identificados pelo seu amor um pelo outro.A igreja primitiva demonstrou o tipo de amor de que Jesus estava falando. Havia pessoas em Jerusalém de todo o mundo conhecido (Atos 2:9-11). Os que eram salvos se reuniram e imediatamente começaram a cuidar das necessidades uns dos outros: “Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade”(Atos 2:44–45). Isso era o amor em ação, e você pode ter certeza de que esse amor impressionou as pessoas daquela cidade. As declarações de Jesus em João 13:34–35 levam a outras perguntas que podem ser boas para responder. Primeiro, como Jesus ama?Ele ama incondicionalmente (Romanos 5:8), sacrificialmente (2 Coríntios 5:21), com perdão (Efésios 4:32) e eternamente (Romanos 8:38-39). Ao mesmo tempo, o amor de Jesus é santo – caracterizado pela pureza moral transcendente – porque Ele é santo (Hebreus 7:26). O ponto culminante do incrível amor de Cristo por nós é Sua morte na cruz, sepultamento e ressurreição corporal (1 João 4:9–10). Os crentes devem amar uns aos outros assim. Segundo, como então o crente em Cristo pode amar como Cristo amou?O crente em Cristo tem o Espírito Santo vivendo dentro dele (1 Coríntios 6:19-20). Quando obedecemos ao Espírito, através da Palavra de Deus, o crente pode amar como Cristo ama. Ele mostra aquele amor incondicional, sacrificial e perdoador aos irmãos, mas não para por aí. Ele também mostra o amor de Cristo a amigos, parentes, colegas de trabalho, etc. (Efésios 5:18–6:4; Gálatas 5:16, 22–23). Até os inimigos são recebedores do amor de Cristo (ver Mateus 5:43–48). O amor de Cristo exibido através do crente é diferente do “amor” gerado pela carne, que pode ser egoísta, interesseiro, implacável e insincero. 1 Coríntios 13:4–8dá uma descrição maravilhosa de como será o amor de Cristo em e através do crente que anda no Espírito.
As pessoas não amam naturalmente com um amor do tipo 1 Coríntios 13. Para amar assim, deve haver uma mudança de coração. Uma pessoa deve perceber que é um pecador diante de Deus e entender que Cristo morreu na cruz e ressuscitou para lhe dar perdão; então ele deve tomar a decisão de aceitar a Cristo como o seu Salvador pessoal. Nesse ponto, ele é perdoado por Cristo e recebe o dom da vida eterna de Deus – na verdade, torna-se um participante da natureza divina (2 Pedro 1:4). Em Cristo, ele sabe que é genuinamente amado por Deus. A nova vida que o crente recebe inclui uma nova capacidade de amar como Cristo ama, pois o crente agora tem dentro de si o amor incondicional, sacrificial, perdoador, eterno e santo de Deus (Romanos 5:5).
Amar uns aos outros é amar os irmãos como Cristo nos ama. Aqueles que amam como Cristo no poder do Espírito Santo evidenciam que são discípulos, ou aprendizes, de Jesus Cristo.
O Dia da Sobremesa, celebrado em 9 de setembro, é uma data que convida todos os apaixonados por doces a se deliciarem sem culpa. Afinal, quem resiste a encerrar uma refeição com um doce bem feito? Essa tradição vai além do simples ato de comer: ela desperta memórias afetivas, une pessoas e cria momentos de prazer à mesa. Seja no almoço de domingo, durante um café com amigos ou até mesmo para adoçar a rotina, as sobremesas têm o poder de transformar o dia. Para marcar essa data especial reunimos três receitas versáteis, fáceis de preparar e irresistíveis. As opções vão do clássico brownie à refrescância do creme de maracujá, sem deixar de lado uma sobremesa prática e charmosa, como os canapés de tortinha com merengue. Cada receita foi pensada para agradar diferentes paladares e se adaptar a momentos variados.
Quem busca algo rápido e criativo vai se encantar pelos Canapés de Tortinha com Merengue, ideais para servir como petisco doce em qualquer ocasião. Já o Creme de Maracujá com Biscoito de Chocolate é perfeito para compartilhar em família, trazendo a combinação equilibrada entre o azedinho da fruta e a doçura do biscoito. E, para fechar com chave de ouro, o Brownie de Chocolate Branco com Chips de Tortinha entrega sabor intenso e textura cremosa, sendo a pedida ideal para encontros entre amigos.
Confira abaixo o passo a passo dessas receitas e aproveite o Dia da Sobremesa para celebrar com muito sabor.
Canapés de Tortinhas com Merengue
Canapés de Tortinhas com Merengue. FOTO: Divulgação/Adria
Ingredientes:
1 embalagem de Biscoito Tortinhas Chocolate Adria
50g de amêndoas torradas, picadas
80g de mini suspiros
1 xícara (chá) de chantilly
Modo de preparo: Monte os canapés colocando sobre cada biscoito uma porção de chantilly. Acrescente o mini suspiro por cima e finalize com as amêndoas. Leve à geladeira até o momento de servir.
Toque do chefe: substitua as amêndoas por nozes ou chocolate granulado.
Rendimento: 25 unidades Tempo de preparo: 30min
Creme de Maracujá com Biscoito de Chocolate
Ingredientes:
1 embalagem de Biscoito Mousse de Chocolate Meio Amargo Adria
2 colheres (sopa) de amido de milho
1 xícara (chá) de suco de maracujá concentrado
1 xícara (chá) de creme de leite fresco
3 gemas
1 xícara (chá) de açúcar
50g de chocolate branco picado
Modo de preparo: Pique os biscoitos e reserve. Dissolva o amido em 1 xícara (chá) de água. Acrescente o suco, creme de leite, gemas e açúcar, levando ao fogo baixo até engrossar. Cubra com plástico filme e deixe esfriar. Forre taças com os biscoitos picados (reserve meia xícara para a finalização), coloque o creme e finalize com a mistura de biscoito reservado e chocolate branco. Leve à geladeira até servir.
Brownie de Chocolate Branco e Chips de Tortinha. FOTO: Divulgação/Adria
Ingredientes:
300g de chocolate branco picado
100g de margarina sem sal
1 xícara e meia (chá) de açúcar
4 ovos
1 pitada de sal
1 xícara e meia (chá) de farinha de trigo
1 embalagem de Tortinhas Chocolate Tipo Suíço Adria picadas
1 colher (chá) de fermento em pó
Modo de preparo: Derreta o chocolate com a margarina no micro-ondas por 3 minutos, mexendo na metade do tempo. Bata o açúcar com os ovos e adicione o creme de chocolate. Misture o sal, a farinha e as tortinhas picadas. Despeje em uma assadeira untada e enfarinhada. Asse em forno preaquecido a 180 °C por cerca de 45 minutos, até que esteja dourado por fora e cremoso no centro. Espere esfriar antes de cortar.
Com essas três opções, fica fácil celebrar o Dia da Sobremesa com muito sabor e praticidade. Escolha a sua preferida ou experimente todas e torne esse momento ainda mais especial.
Casos recentes de intoxicação grave por metanol — um composto químico de uso industrial, presente em solventes, combustíveis e outros produtos, mas impróprio para consumo humano devido à sua elevada toxicidade — têm provocado preocupação e amplo debate no Brasil ao longo da última semana.
De acordo com informações da Agência Brasil, o país já soma 59 ocorrências de intoxicação por metanol, entre casos confirmados e em apuração, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. A maior parte foi registrada em São Paulo, com 41 notificações. Entre os oito óbitos investigados, um já foi confirmado no estado, cinco seguem sob análise também em São Paulo e outros dois em Pernambuco. O cenário levanta uma questão central: por que o metanol é tão mais perigoso que o etanol, o álcool presente nas bebidas comuns? Ambos são classificados quimicamente como álcoois e, do ponto de vista visual, são muito semelhantes: são transparentes, tem a mesma liquosidade e incluse o mesmo odor – e não é possivel distingui-los por percepcao. Mas os efeitos que produzem no organismo humano são radicalmente diferentes — e essa diferença, aponta a infectologista Jessica Fernandes Ramos, explica a gravidade dos casos registrados.
“No fígado, os dois são metabolizados pela mesma enzima, mas os resultados são distintos: o etanol gera substâncias menos nocivas, enquanto o metanol é transformado em formaldeído (o formol usado para embalsamar cadáveres) e em ácido fórmico, extremamente tóxico.” “Esse ácido é corrosivo para o nervo óptico, para estruturas do sistema nervoso e altera o pH do sangue, o que pode comprometer o metabolismo celular, afetar o funcionamento de órgãos vitais e levar a complicações graves, incluindo falência de múltiplos sistemas”, descreve Ramos, que integra o Núcleo de Infectologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Os casos recentes ganharam ainda mais destaque porque, diferentemente de situações anteriores em que a ingestão de metanol estava ligada principalmente a contextos de uso intencional, muitas vezes entre populações em situação de rua, desta vez as ocorrências se deram em bares e envolveram diferentes tipos de bebidas adulteradas, como gim, uísque, vodca e outros destilados. Ainda não se sabe se o metanol foi adicionado a bebidas falsificadas (para dar mais volume e barateá-las), ou se são casos de contaminação — mas as declarações dadas pelas autoridades até o momento apontam para a primeira opção.
Os efeitos do metanol no corpo
O metanol é rapidamente absorvido. Os primeiros sintomas podem ser sentidos de duas até 48 horas – a depender de quanto da substância foi ingerido. “Em algumas intoxicações se usa lavagem gástrica, mas no caso do metanol isso não adianta, porque a absorção é muito rápida. Uma vez absorvido pelo trato digestivo, ele passa pelo fígado e se transforma nesses dois metabólitos tóxicos, que entram na circulação”, aponta a infectologista. Os metabólitos, descreve Ramos, chegam rapidamente ao sistema nervoso, e as células mais vulneráveis são os neurônios.
“Por isso os primeiros sintomas são dor de cabeça intensa, alterações no nervo óptico, visão turva ou borrada, podendo evoluir para redução da acuidade visual e, nos casos mais graves, cegueira.” O corpo também passa a produzir substâncias muito ácidas durante a digestão desse produto. Isso faz com que o sangue fique mais ácido do que deveria, uma condição chamada acidose metabólica.
Para tentar compensar, a pessoa começa a respirar de forma rápida e curta, numa tentativa de eliminar esse excesso de acidez pelo ar.
“Esse desequilíbrio afeta todas as células do corpo, mas o coração é um dos primeiros a sofrer, porque precisa de um funcionamento muito estável para manter os batimentos. O sistema respiratório também é prejudicado, já que precisa trabalhar além do normal para tentar equilibrar o organismo. Os rins, por sua vez, têm papel central nesse processo: eles tentam segurar bicarbonato (que é uma substância alcalina) para neutralizar a acidez. Mas esse esforço cobra um preço — a função de filtração fica comprometida, e o paciente pode evoluir para uma insuficiência renal.”
Crescei na graça e no conhecimento estudo é um chamado presente na Palavra de Deus que nos impulsiona a buscar um crescimento contínuo em nossa fé e compreensão da revelação divina. Esse crescimento não se refere apenas ao aumento de conhecimento teórico sobre as Escrituras, mas também a uma transformação profunda em nosso caráter, permitindo-nos viver de acordo com a vontade de Deus. A graça de Deus nos sustenta nesse processo, nos capacitando a entender mais sobre Sua natureza, Seu plano para nossas vidas e o propósito eterno de Cristo. O apóstolo Pedro, em 2 Pedro 3:18, nos exorta a “crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”, um lembrete claro de que o conhecimento não é apenas intelectual, mas deve resultar em uma vida mais parecida com a de Cristo. Portanto, o estudo bíblico torna-se uma ferramenta essencial para aqueles que desejam crescer espiritualmente e viver de maneira mais eficaz no Reino de Deus. Este artigo vai explorar como podemos aplicar o princípio de crescer na graça e no conhecimento, tanto no nosso entendimento intelectual quanto em nossa prática diária da fé. Ao longo da reflexão, também faremos uma conexão com o Salmo 1, que nos ensina sobre a importância de meditar na Palavra de Deus e viver segundo Seus ensinamentos. No final, explicaremos a relação entre o salmo e o conceito de crescimento na graça e no conhecimento, revelando como esses princípios se entrelaçam e nos guiam em nossa jornada cristã.
A Base Bíblica Para Crescer na Graça e no Conhecimento
A base bíblica para ‘crescei na graça e no conhecimento estudo’ encontra-se claramente exposta nas Escrituras, sendo um princípio fundamental para a vida cristã. O apóstolo Pedro, em sua segunda carta, capítulo 3, versículo 18, exorta os cristãos a “crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”. Esse versículo destaca que o crescimento espiritual é um processo contínuo que envolve tanto o entendimento profundo da revelação divina quanto o desenvolvimento da graça que recebemos de Deus.
A palavra “graça”, neste contexto, refere-se à favor divino imerecido que capacita o cristão a viver conforme os preceitos de Deus. Já o “conhecimento” está relacionado à compreensão não apenas teórica, mas prática, que deve se refletir em uma vida transformada. Esses dois aspectos graça e conhecimento são inseparáveis, pois é pela graça que somos habilitados a entender as coisas de Deus e é o conhecimento que nos direciona a viver de maneira mais plena no Seu propósito. Além disso, em Colossenses 1:9-10, Paulo ora para que os crentes sejam “cheios do conhecimento da Sua vontade, em toda sabedoria e inteligência espiritual, para que andem de maneira digna do Senhor”. Aqui, vemos que o conhecimento não é apenas intelectual, mas deve levar a uma transformação moral e comportamental, alinhada com a vontade divina. Portanto, crescer na graça e no conhecimento estudo é algo que envolve uma busca constante pelo entendimento das Escrituras, mas também uma vida que reflete a verdade que descobrimos nelas.
Esses ensinamentos são fundamentais para todos os cristãos que desejam amadurecer espiritualmente e caminhar cada vez mais próximos de Cristo.
O Papel da Graça e do Conhecimento no Processo de Santificação
É um dos aspectos mais profundos e transformadores da vida cristã. Quando falamos sobre “crescei na graça e no conhecimento estudo”, estamos nos referindo a dois elementos essenciais que atuam juntos no processo contínuo de santificação o ato pelo qual somos separados para Deus e moldados à imagem de Cristo.
A graça, em sua essência, é o favor imerecido de Deus, que nos capacita a viver segundo Sua vontade. Ela é um presente divino que nos proporciona não apenas a salvação, mas também a força necessária para resistir ao pecado e viver de maneira que agrada a Deus. A graça nos habilita a superar nossas fraquezas humanas e a caminhar em santidade, não por méritos próprios, mas pelo poder de Deus operando em nós. Assim, ao crescermos na graça, nos tornamos mais sensíveis à direção do Espírito Santo e mais aptos a refletir o caráter de Cristo em nossas ações e escolhas diárias.
Por outro lado, o conhecimento desempenha um papel igualmente importante. O estudo da Palavra de Deus nos proporciona a sabedoria necessária para entender o que é agradável a Ele e como podemos viver uma vida que honre Sua santidade. O conhecimento de Deus, de Sua vontade e de Seus caminhos nos guia, ilumina nossas mentes e nos ajuda a discernir entre o certo e o errado. É através do conhecimento das Escrituras que a mente é renovada e somos moldados pela verdade divina. Portanto, o processo de santificação envolve tanto a graça que nos capacita quanto o conhecimento que nos orienta. Sem a graça, não teríamos a capacidade de crescer espiritualmente, mas sem o conhecimento, não saberíamos como viver de acordo com a vontade de Deus. Ao “crescer na graça e no conhecimento estudo”, somos continuamente transformados em nossa jornada de santificação, refletindo cada vez mais a imagem de Cristo em nossas vidas.
Como ‘Crescer na Graça’ Impacta a Vida Cristã?
A palavra “graça” está no centro da vida cristã, pois ela nos reflete o imenso amor e misericórdia de Deus, que nos concede Sua salvação sem que a mereçamos. Quando “crescemos na graça”, experimentamos uma transformação contínua em nossa maneira de viver, em nosso relacionamento com Deus e com os outros. Esse crescimento impacta profundamente várias áreas da vida cristã, desde a forma como enfrentamos dificuldades até a maneira como lidamos com o pecado e a tentação.Primeiramente, crescer na graça nos faz mais conscientes do caráter de Deus. À medida que compreendemos mais profundamente o que Ele fez por nós através de Cristo, somos mais gratos e, consequentemente, mais dispostos a viver em obediência. A graça nos ensina a humildade, pois reconhecemos que não conseguimos alcançar a salvação por nossos próprios esforços, mas unicamente por meio do sacrifício de Jesus. Além disso, a graça de Deus também é essencial para lidar com os desafios da vida cristã. Quando crescemos nesse entendimento, somos mais resilientes diante das dificuldades e provações. Em vez de cair no desespero, sabemos que Deus nos sustenta com Sua graça, dando-nos força para perseverar. A graça também nos torna mais compassivos e perdoadores com os outros, pois, assim como fomos perdoados, somos chamados a perdoar. Isso transforma nosso relacionamento com as pessoas, criando uma comunidade cristã mais unida e amorosa. Finalmente, crescer na graça nos permite viver com maior liberdade e paz, pois sabemos que nossa aceitação diante de Deus não depende de nossas obras, mas do que Cristo fez por nós. Essa liberdade nos capacita a viver de forma mais generosa, servindo aos outros e compartilhando o evangelho com aqueles ao nosso redor. Assim, ao “crescer na graça e no conhecimento estudo”, a nossa vida cristã se torna mais vibrante e refletiva da verdadeira transformação que Deus opera em nós.
Como ‘Crescer no Conhecimento’ Fortalece a Fé Cristã?
O crescimento no conhecimento é fundamental para fortalecer a fé cristã, pois ele nos proporciona uma compreensão mais profunda de Deus, de Sua vontade e de Seu plano para a humanidade. Quando falamos sobre “crescei na graça e no conhecimento estudo”, estamos nos referindo ao processo contínuo de aprender mais sobre Deus, não apenas em termos intelectuais, mas de uma forma que transforma nossa maneira de viver e crer. Ao “crescer no conhecimento”, somos capacitados a compreender melhor as Escrituras, discernir a verdade em meio às dificuldades e aplicar os princípios bíblicos de forma prática em nossa vida diária. Esse conhecimento não é apenas sobre fatos ou doutrinas, mas sobre um relacionamento pessoal com Deus, que se aprofunda à medida que entendemos mais sobre Sua Palavra. À medida que conhecemos mais a fundo o caráter de Deus, Sua justiça, misericórdia, e fidelidade, nossa confiança n’Ele se fortalece. Além disso, o conhecimento sólido das Escrituras nos ajuda a resistir às falsas doutrinas e aos enganos do mundo. Compreender as verdades bíblicas nos permite distinguir o que é verdadeiro do que é falso, protegendo nossa fé de ser corrompida por ideias que não se alinham com a Palavra de Deus. Esse entendimento fortalece nossa capacidade de enfrentar os desafios da vida com firmeza, sabendo que temos uma base sólida na verdade divina. Por fim, crescer no conhecimento de Deus também nos capacita a viver de acordo com Sua vontade, promovendo uma vida mais plena e frutífera. Esse crescimento nos leva a uma fé mais madura e segura, capaz de enfrentar os altos e baixos da vida com confiança em Sua providência. Portanto, ao “crescer na graça e no conhecimento estudo”, nossa fé se torna mais robusta, fundamentada na verdade, e cada vez mais capaz de refletir o amor e a sabedoria de Deus em nossas ações e decisões.
Práticas para Crescer na Graça e no Conhecimento
Práticas para crescer em graça e conhecimentosão essenciais para aqueles que desejam avançar em sua jornada espiritual. Quando falamos sobre “crescei na graça e no conhecimento estudo”, não nos referimos apenas a um crescimento teórico, mas a uma transformação prática e contínua. Aqui estão algumas práticas que podem nos ajudar a crescer nessas áreas de forma eficaz.
Leitura e estudo diário das Escrituras: A Bíblia é a fonte primária de conhecimento sobre Deus e Sua vontade. Estudar as Escrituras regularmente nos permite aprofundar nosso entendimento e aplicar os princípios divinos em nosso dia a dia. Ler passagens específicas e refletir sobre seu significado ajuda a fortalecer a nossa fé e a crescer na compreensão de Deus.
Oração constante: A oração é um meio fundamental para crescer na graça. Através dela, estabelecemos uma comunicação contínua com Deus, onde buscamos Sua orientação, expressamos nossa gratidão e nos abrimos para Sua transformação. A oração fortalece nossa dependência de Deus e nos permite crescer em nossa intimidade com Ele.
Meditação na Palavra de Deus: Além da leitura, é importante meditar nas Escrituras. Isso envolve refletir profundamente sobre os textos e permitir que eles penetrem em nossos corações. A meditação nos ajuda a internalizar os ensinamentos de Deus e a aplicá-los em nossa vida cotidiana, promovendo um crescimento espiritual mais consistente.
Participação em estudos bíblicos em grupo: Engajar-se com outros cristãos em estudos bíblicos é uma excelente maneira de crescer no conhecimento. Ao compartilhar insights e aprender com outros, expandimos nossa compreensão das Escrituras e somos desafiados a viver de acordo com os ensinamentos de Cristo. A comunhão com outros cristãos também nos fortalece na graça.
Serviço e ação prática: Crescer na graça também envolve colocar em prática o que aprendemos. Servir aos outros, praticar a misericórdia e viver conforme o exemplo de Cristo são maneiras de desenvolver uma fé madura. O serviço nos ajuda a refletir o caráter de Deus em nossas ações, promovendo crescimento tanto na graça quanto no conhecimento.
Busca pela sabedoria divina: Além do estudo intelectual, devemos buscar sabedoria divina, pedindo a Deus que nos conceda discernimento e entendimento através do Espírito Santo. Essa sabedoria não apenas aumenta nosso conhecimento, mas também nos capacita a aplicar corretamente a verdade de Deus em nossa vida prática.
Portanto, ao adotar essas práticas, podemos crescer de forma equilibrada tanto na graça quanto no conhecimento, refletindo cada vez mais a imagem de Cristo em nossas vidas e fortalecendo nossa caminhada cristã
Desafios no Crescimento Espiritual e Como Superá-los
As pessoas da sua igreja são imaturas? Elas são reflexo da liderança. Caminhe em direção ao amadurecimento e veja sua igreja crescer!
I. O RETRATO DA IMATURIDADE
No contexto natural, amadurecimento é a fase que dá sequência ao crescimento. Se uma árvore der o seu fruto e ele não estiver maduro, por exemplo, isso significa que ele ainda está em processo de formação. O corpo físico funciona da mesma forma. Existe um crescimento físico programado, mas existe também um limite para este crescimento. Quando o corpo chega neste limite, significa que ele está maduro.
Agora, vamos trazer este assunto para o contexto espiritual, começando com a leitura de um versículo do apóstolo Paulo aos Coríntios:
“Eu, porém, não vos pude falar como a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo. 2 Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque ainda não podíeis suportá-lo. Nem ainda agora podeis, pois ainda sois carnais. 3 Porquanto, havendo entre vós ciúmese contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem?4 Quando, pois, alguém diz: Eu sou de Paulo, e outro: Eu, de Apolo, não é evidente que andais segundo os homens?” (1 Coríntios 3:1-4)
A igreja de Corinto era conhecida por sua “meninice espiritual”, ou seja, por sua carnalidade. Era uma Igreja onde havia contendas, ciúmes, fofocas, mentira, inveja e outras coisas mais, por isso, Paulo disse que não podia falar com eles como se já fossem espirituais, pois eram claramente carnais. Isso lhe parece familiar? Em qualquer igreja onde não há um processo que leve as pessoas ao amadurecimento, a carnalidade irá dominar. É claro que cada pessoa tem a responsabilidade de buscar o seu crescimento individualmente também, mas, enquanto Corpo de Cristo, a Igreja que tem um comportamento carnal revela a fraqueza espiritual em que vive. Por que isso acontece?
II. A MATURIDADE DOS LÍDERES E DA IGREJA
Quando falamos de vida espiritual, amadurecimento não é um processo espontâneo (natural) que virá independentemente de fazermos alguma coisa. Existe um investimento espiritual a ser feito! Nós vemos ministérios que parecem que estão no Jardim da Infância! E, quando isso acontece, o resultado é confusão. A obra de Deus é para ser segura, é para trazer benefícios e para fazer as pessoas crescerem; de forma alguma é para ser confusa! Se você observar, verá que existem muitas igrejas sendo abertas pelo nosso país. Isso é fácil de fazer. O difícil é achar a pessoa certa, que tenha um relacionamento familiar equilibrado e saudável, para liderar uma Igreja. Igreja não é feita de tijolo; Igreja é feita de pessoas. E pessoas estarão debaixo de alguém que está à frente, a liderança. Será que os líderes estão preparados suficientemente? Será que estão no lugar certo, fazendo aquilo que Deus os chamou? Porque, se não estiverem, eles vão ter muitos problemas e, pior, vão causar um grande estrago ao seu redor. Mas, se estiverem, Deus vai dar o crescimento devido, a partir do seu amadurecimento.
A Igreja é um reflexo do seu líder
Como a Igreja pode amadurecer, então?A Igreja amadurece quando a liderança está no processo de amadurecimento. A fórmula é simples:
Líder maduro = Igreja madura
Quando o líder é imaturo e carnal, a Igreja também é. Mas, se o líder estiver crescendo, levará outros ao crescimento também. O amadurecimento equilibra a Igreja em uma base mais sólida.Por que o inferno está parando ou desviando várias pessoas das igrejas?Porque elas não têm esta base. Por serem “crianças espirituais”, são arrastadas facilmente para doutrinas hereges ou se perdem com distrações.A pessoa que está no processo de amadurecimento não se deixa ser enredada ou confundida por coisas estranhas, mas desenvolve uma sensibilidade ao que o Espírito Santo fala com ela.
III. OS PILARES DO AMADURECIMENTO
O apóstolo Paulo nos aconselha o seguinte:
“Irmãos não sejais, meninos no entendimento; na malícia, contudo sede criancinhas, mas adultos no entendimento.” (1 Coríntios 14:20 – Bíblia Revisada)
Este entendimento não é algo mental, mas sim do espírito. É o que traz a visão correta da vida. Entendimento esse que é capaz de mudar todas as coisas! Ser “adulto no entendimento” depende do amadurecimento espiritual que, por sua vez, precisa de uma base espiritual sólida, como falamos. Esta base se equilibra em três pilares:
Idade (tempo de existência) A idade não é 100% determinante para o amadurecimento, pois existem pessoas novas muito responsáveis e maduras, enquanto outras já são adultas em idade, porém bem infantis. No entanto, no geral, ser uma pessoa mais velha é um item que contribui para uma maturidade maior.
Experiência vivida (prática da Verdade) Não estou me referindo aqui a trabalho, cursos, vivência no exterior, situações que a pessoa viveu e outros conhecimentos adquiridos a partir de uma experiência natural. A experiência que gera maturidade é a que é vivida em cima da Verdade, que é a Palavra de Deus.
Treinamento (ensino certo) Existe um versículo bem adequado a este tópico: “Se você deixa o ensino hoje, ficará longe da Verdade amanhã” (Provérbios 19:27 – Bíblia Viva). Aquele que quiser ser frutífero tem que ter paixão pela Verdade e temor pelos princípios deste livro. A Verdade tem que ser indispensável na nossa vida assim como a nossa roupa do corpo! Se, hoje, existe a falta de zelo para com a Verdade e há um relaxamento sobre aprender mais de Deus e da Sua palavra, a pessoa já está “matando” o seu futuro. Imagine isso então no ministério! O líder tem que cuidar da sua vida espiritual para chegar bem até o final! Além disso, o ensino tem que ter qualidade (não é qualquer um, pois há várias heresias!) e intensidade.
Base do tripé:
Por mais que a pessoa tenha uma idade adulta (tempo de existência), treinamento (ensino) e experiência vivida (prática da Verdade), se a base não for construída na oração e no estudo da Palavra de Deus, o “tripé” do amadurecimento não será sustentado! O nosso espírito precisa de comunhão com Deus!
Só a idade não é sinônimo de amadurecimento; só a experiência vivida não é sinônimo de amadurecimento; só o treinamento não irá garantir o amadurecimento. É preciso que os 4 fatores trabalhem interagindo para o amadurecimento.
AMADURECIMENTO:
3 PILARES: IDADE, EXPERIÊNCIA E TREINAMENTO
BASE: ORAÇÃO E ESTUDO BÍBLICO
Deus quer que cada um de nós cresça e frutifique. Se você tem dado passos concretos, respeitando a base e os pilares que acabamos de falar, o amadurecimento se estabelecerá. E, quando isso acontecer, tudo na sua vida vai melhorar: finanças, família, saúde e, claro, refletirá no ministério. Isso porque os comportamentos e as atitudes advindos da maturidade espiritual te levarão a ser uma pessoa sempre bem-sucedida. No ministério, as pessoas serão contagiadas e impulsionadas a fazer o mesmo que você. A paixão que você demonstrar ter por Deus e por Sua Palavra (e viver na prática, claro) será transmitida às pessoas que você lidera de forma absolutamente natural!
V. CONCLUINDO
O que Deus quer fazer através de você começa na sua vida primeiramente. Então, se você hoje tem uma posição de liderança e não tem visto resultados, pergunte-se a si mesmo:
Eu estou vivendo o que tenho ensinado?
Eu tenho investido meu tempo e coração em aprender aquilo que preciso de Deus para que eu possa ensinar com excelência?
Eu tenho me preparado como deveria, com a consciência de que sou responsável por várias vidas?
Eu tenho deixado Deus conduzir o ministério que opero?
O que um líder não deve ser
Orgulhoso: A ideia aqui é de alguém autossuficiente, arrogante e teimoso – o que pensa sempre ter razão e prefere mandar a fazer. Esse orgulho é danoso. Pedro aconselha a respeito disso:
Jovens, sujeitem-se aos mais velhos. Sejam todos humildes uns para com os outros, porque “Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes”. Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele os exalte no tempo devido(1Pe 5.5-6).
Ganancioso: É o que quer sempre levar vantagem sem esforço e mesmo à custa dos outros. A igreja, porém, é um corpo que precisa viver em harmonia, com todos se beneficiando mutuamente:
Caso sim, ótimo, você está no caminho do amadurecimento e a Igreja que você lidera será contagiada por este espírito e acompanhará o seu ritmo. Mas, se as suas respostas forem não, não perca mais um dia, nem mais um minuto! Decida agora ser o líder espiritual que Deus espera que você seja. Lembre-se: o que você quer colher no FUTURO depende do que você planta HOJE. Fazendo isso, a sua vida pessoal será bem-sucedida e o seu ministério também será próspero!
“Ouvindo-o todo o povo, recomendou Jesus a seus discípulos: Guardai-vos dos escribas, que gostam de andar com vestes talares e muito apreciam as saudações nas praças, as primeiras cadeiras nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes; os quais devoram as casas das viúvas e, para o justificar, fazem longas orações; estes sofrerão juízo muito mais severo” .Lc 20.45-47
Na Antiguidade, os escribas eram os profissionais que tinham a função de escrever textos, registrar dados numéricos, redigir leis, copiar e arquivar informações. Como poucas pessoas dominavam a arte da escrita, possuíam grande destaque social.Os escribas eram, geralmente, funcionários reais, pois eram comandados pelo governante e deviam fazer tudo o que seu superior ordenasse.
Jesus aponta duas atitudes erradas nos escribas: a vaidade e a hipocrisia. A vaidade revela-se nas longas vestes, no prazer em ser cumprimentados publicamente, na presunção de ocupar sempre os primeiros lugares no templo e nas sinagogas. É espantoso validar o significado desta palavra: “vaidade” qualidade do que é vão, ilusório, instável ou pouco duradouro. Desejo imoderado de atrair admiração ou homenagens. A hipocrisia revela-se em ostentarem grande devoção, prolongando os tempos de oração comum, só para darem nas vistas. Os “hipócritas” são identificados por sua impostura, fingimento, simulação, falsidade. A sua pretensa religiosidade torna-se ainda mais escandalosa quando não revelam qualquer pudor na opressão dos fracos e dos indefesos. Os escribas são homens impuros, incapazes de fazerem dom de si mesmos a Deus e ao próximo. Atualmente esta profissão não é denominada como nos tempos antigos, mas não podemos garantir que suas características ainda continuam a se revelar nos grandes templos, em frente a potentes câmeras e aquecidos grupos sociais.
Tudo que não é verdadeiro é falso. Tudo que não é de Deus é de Satanás. Não há meio termo. Se alguém defende algo não verdadeiro, é uma mentira satânica destinada a enganar e condenar almas. Há apenas um caminho: o verdadeiro evangelho. Todos os outros caminhos são falsos e condenatórios.
Seguindo nossa trilha no Evangelho de Marcos, vamos olhar agora para Marcos 12:38-44. Essa porção é dividida em duas partes.
• Marcos 12: 38-40 registra o alerta do Senhor em relação aos falsos mestres (também registrado em Mateus 23). • Marcos 12: 41-44 registra a oferta da viúva pobre, vítima de falsos mestres (também registrado em Lucas 21:1-4)
OS FALSOS MESTRES
Vemos nas Escrituras o fato de que sempre houve e sempre haverá os falsos mestres, profetas mentirosos e hipócritas, enganadores religiosos e pregadores corruptos que afirmam representar Deus, mas na verdade representam Satanás.
Eles afirmam trazer o caminho do céu, mas, na verdade, pavimentam o caminho para o inferno. Afirmam falar a verdade divina, mas, na verdade, falam mentiras satânicas e doutrinas de demônios. A Escritura nos adverte sobre isso: Satanás é um mentiroso e o pai da mentira (João 8:44). Ele contou sua primeira mentira no Éden, o que levou à queda da raça humana (Gênesis 3). Ele continua a perpetrar mentiras através de demônios e seus agentes (1 Timóteo 4). Tudo que não é verdadeiro é falso, e tudo que não é de Deus é de Satanás. Não há meio termo. Se uma pessoa, mesmo que religiosa, está defendendo qualquer coisa que não seja verdadeira, é uma mentira satânica destinada a enganar e condenar as almas de suas vítimas.
Há apenas um caminho: o verdadeiro evangelho. Todos os outros caminhos são caminhos falsos e condenatórios, que fazem parte do caminho largo que leva ao inferno. No tempo de nosso Senhor em Israel, os agentes do inferno estavam no comando da religião judaica. Era uma forma apóstata de judaísmo, como qualquer forma de judaísmo é hoje. Essa forma apóstata de judaísmo estava sob o controle de Satanás e nas mãos de hipócritas, que eram meros instrumentos de Satanás e representantes humanos de poderes demoníacos (João 8:42-44, Mateus 23 etc.).
Mas o povo não enxergava isso.O povo via os saduceus, os fariseus, os escribas, os sacerdotes e os rabinos como os representantes de Deus, os agentes de Deus, os árbitros divinamente designados e implantados da verdade divina para o povo.
O povo os via como pastores de Israel, devotos e dignos de respeito. E esses líderes queriam ter certeza de que o povo os via assim, porque isso satisfazia seus desejos de popularidade, poder, prestígio e, principalmente, dinheiro.Os falsos mestres sempre fazem o que fazem por dinheiro, eles estão nisso por causa do lucro imundo ( 2 Pedro 2:1-3; Lucas 16:13-14; 1 Tim. 6:5 etc.). Aqueles líderes fingiam adorar, servir e honrar a Deus, e, consequentemente produziam filhos do inferno duas vezes pior que eles mesmos (Mat. 23:15). Enquanto eles afirmavam honrar a Deus, eles estavam empenhados em assassinar o Filho de Deus. Todos os falsos mestres e todos os líderes da falsa religião são inimigos de Jesus Cristo, inimigos da verdade, inimigos do evangelho e inimigos das almas. Os líderes religiosos de Israel eram um conglomerado que compunha um grupo chamado Sinédrio, o conselho governante com 70 membros mais o Sumo Sacerdote. O Sinédrio era formado pelos saduceus (liberais religiosos) e fariseus (conservadores religiosos que dominavam a religião da época). Entre os fariseus havia os escribas, que eram especialistas, intérpretes e aplicadores da lei. Havia também vários mestres e rabinos, e eles variavam em seus pontos de vista. Os rabinos e mestres se apegavam a outros rabinos do passado, então havia diferenças na maneira como eles viam as coisas. Eles estavam divididos em muitas coisas. Os fariseus e os saduceus eram inimigos teológicos, mas, no entanto, foram capazes, apesar de suas enormes diferenças, de se reunirem em um esforço universal, coeso e unido para matar Jesus. Eles concordavam que Jesus era uma ameaça a seus poderes, proeminência, prestígio e posições.
CONTEXTO DE MARCOS 12: 37-40
Era a quarta-feira da semana da cruz.Na sexta Jesus seria crucificado. Eles fizeram isso apenas porque era a vontade predeterminada de Deus. Aparentemente era a vontade deles contra Deus, mas, em seus esforços vis e malignos, eles apenas estavam cumprindo a vontade eterna de Deus.
Aquela quarta-feira foi um dia muito longo:
1) Começou quando Jesus entrou na cidade com Seus discípulos e viu a figueira amaldiçoada morta ao longo da estrada[leia o sermão]. Foi um símbolo da maldição sobre o templo, sobre o povo e sobre a nação.
2)Jesus foi direto ao templo e passou a quarta-feira inteira pregando o evangelho (Lucas 20:1), e ensinando coisas a respeito da salvação e do reino.
3) O Sinédrio resolveu confrontar Jesus por três vezes. Eles precisavam desacreditá-lo perante o povo, minar sua popularidade, para o prendê-lo e convencer os romanos a crucificá-lo como um criminoso. Foram três ondas:
• Fariseus: experimentaram Jesus sobre o pagamento de tributos a César [leia o sermão] • Saduceus: experimentaram Jesus sobre a ressurreição [leia o sermão] • Escribas: experimentaram Jesus sobre o maior mandamento [leia o sermão]
4) Jesus frustrou todos os planos do Sinédrio. Suas respostas deixaram os fariseus e saduceus em silêncio e em estado de choque. E então “ninguém ousava perguntar-lhe mais nada” (Marcos 12:34).
5) Jesus então fez uma pergunta e deixou sua última palavra para os líderes religiosos. O assunto foi o que eles pensavam ser o Filho de Davi [leia o Sermão]
Os líderes religiosos concluíram então que precisavam mudar de estratégia. Eles tinham que difamar, caluniar, levantar falsas testemunhas etc.tal como fizeram com Judas, fato que veremos mais adiante.
Parece ser um fato que muitos enxergavam a corrupção dos líderes religiosos.Quando Jesus expulsou os ladrões do templo, ele atraiu muita gente (Marcos 11:18), porque as muitos conheciam a corrupção naquele local.
Muitos sabiam que estavam pagando dez vezes mais por um animal sacrificado. Eles sabiam que estavam sendo enganados pelos cambistas. Quando Jesus disse que a liderança religiosa tinha transformado o templo em covil de ladrões (Marcos 11:17), penso que muita gente concordou com suas palavras.
Com tantas ocorrências nesta mesma quarta, Marcos 12:37 registra que “a grande multidão o ouvia de boa vontade”. Lucas 20:45 registra: “ouvindo-o todo o povo”. Havia ali uma multidão atenta a tudo, algo que incomodou e enfureceu os líderes religiosos.
A PALAVRA FINAL DE JESUS PARA A MULTIDÃO
Após dar sua palavra final aos líderes religiosos, quando falou sua condição de filho de Davi e Filho de Deus, ou seja, de sua divindade, Jesus dá sua palavra final para as multidões.
Marcos 12 37 […] E a grande multidão o ouvia de boa vontade. 38 E, ao ensinar, dizia ele: Guardai-vos dos escribas, que gostam de andar com vestes talares e das saudações nas praças; 39 e das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos primeiros lugares nos banquetes; 40 os quais devoram as casas das viúvas e, para o justificar, fazem longas orações; estes sofrerão juízo muito mais severo.
Em sua palavra final para a multidão, Jesus denunciou os líderes religiosos, retratando-os como hipócritas, corruptos e que geravam uma influência condenatória. Em Mateus 15:13-14, referindo-se aos fariseus, Jesus disse à multidão:
Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada. Deixai-os; são condutores cegos; ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova.
Os fariseus e escribas eram os principais provedores da religião em Israel. Aqui Jesus voltou a fazer duro ataque contra eles perante a multidão. Marcos 12:37-40 registra em poucas palavras, mas Mateus 23 registra a denúncia completa de Jesus.
Jesus começa sua advertência dizendo: “Guardai-vos” ou “tome cuidado” com os escribas. Eles não apenas sustentavam ensinos falsos e heresias, como os propagavam por toda a nação. Jesus disse o que pensa dos falsos mestres. Sua tolerância para com eles foi zero.
Se alguém nega o verdadeiro significado das Escrituras, nega a verdadeira identidade de Cristo e nega o verdadeiro evangelho, sua fé não pode ser tolerada no meio da igreja. Não nos reunimos com eles para descobrir o que temos em comum. É inconciliável.
Não podemos buscar pontos de convergência quando são inconciliáveis questões fundamentais. Qualquer comunhão com aqueles que negam as verdades fundamentais das Escrituras é danosa. Engajamento com pessoas que deturpam as Escrituras e pregam mentiras é totalmente antibíblico.
ADVERTÊNCIA DE JESUS
Então, vamos olhar para a advertência de Jesus: “Guardai-vos dos escribas” (Marcos 12:38), ou seja: “Cuidado com eles”. Os escribas eram, em sua maioria, fariseus.
Pode-se descrever uma panelinha como um grupo exclusivo de pessoas que passam tempo juntas e são hostis a pessoas de fora. As pessoas gravitam naturalmente em direção a outras que são como elas e, às vezes sem perceber, formam um grupo. Quando encontramos alguém com os mesmos gostos, o mesmo senso de humor e uma cosmovisão semelhante, queremos passar mais tempo com ele ou ela. Gostamos de estar perto de pessoas que validam nossas próprias perspectivas e personalidade. É perfeitamente normal e aceitável passar um tempo com um pequeno grupo de amigos de quem você gosta. No entanto, não é aceitável ser indelicado ou desconsiderar aqueles que não fazem parte do seu grupo de amigos. A Bíblia nos diz para amar a todos como amamos a nós mesmos (Gálatas 5:14), inclusive aqueles que são diferentes de nós. As panelinhas costumam estar associadas ao comportamento imaturo das crianças na escola, mas algumas igrejas também têm a reputação de ter esses grupos. Certas denominações tendem a propagar essa cultura mais do que outras, e a atitude da congregação é muitas vezes um reflexo da liderança. Um pastor que é aberto, humilde e ansioso para se conectar com todos muitas vezes lidera uma igreja cheia de pessoas da mesma atitude.No entanto, os pastores que se consideram acima do adorador comum ou que se isolam dentro de um círculo restrito de um grupo seleto podem, sem saber, inspirar seus fiéis a fazer o mesmo. Primeiro Pedro 5:5 nos adverte sobre tais atitudes: “… cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça.”
Não podemos deixar de gravitar em direção a pessoas que nos fazem sentir confortáveis e aceitos. C. S. Lewis declarou que “a amizade nasce no momento em que uma pessoa diz a outra: ‘O quê! Você também? Eu achava que eu era o único.” Quando encontramos várias pessoas com quem temos essa experiência, podemos preferir a companhia delas àquelas que não conhecemos bem ou com quem não nos importamos muito. Fazer novos amigos pode ser estranho e desconfortável. Então, naturalmente, procuramos aqueles que já conhecemos e esse padrão pode levar à criação de uma panelinha. Um círculo de amigos se torna um grupo exclusivo quando perdem o interesse em conhecer novas pessoas e não são particularmente receptivos quando alguém novo tenta se encaixar.
Dentro da igreja, a presença de panelinhas pode ser espiritualmente devastadora para novos membros e especialmente para crentes mais fracos.Tiago 2:1diz: “Meus irmãos, não tenhais a fé em nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas.”Esse favoritismo pode ser devido à situação financeira, popularidade, aparência, estilo de vida ou história pessoal. Os crentes devem estar cientes da tendência ao favoritismo e reprimi-lo sempre que o virmos em nós mesmos. Quando reconhecemos nossos preconceitos diante de Deus, demos o primeiro passo para superá-los. Não podemos mudar o que não reconhecemos. Tem sido sugerido que Jesus fazia parte de um grupinho, uma vez que Ele passou muito do seu tempo apenas com Pedro, Tiago e João (Marcos 5:37). Jesus teve muitos discípulos (João 6:60), mas apenas doze apóstolos escolhidos (Mateus 10:1). É verdade que Ele compartilhou algumas das maiores experiências espirituais com apenas as pessoas mais próximas a Ele, mas será que isso constitui uma panelinha? Pessoas saudáveis reconhecem que existem muitos níveis de relacionamento e que nem todas as pessoas merecem o mesmo nível de confiança.A vida de Jesus demonstrou um equilíbrio perfeito nos relacionamentos. Ele tinha um pequeno círculo íntimo de amigos de confiança, mas não passava todo o Seu tempo livre apenas com eles. Sua vida foi consumida com interação, bênção, ensino e serviço a todos os que Se aproximavam, e Ele ensinou os Seus discípulos a fazer o mesmo (Mateus 4:23; 12:15; Lucas 20:1). Jesus deu altruistamente sem permitir que outros tomassem o que Ele não estava pronto para dar. Até mesmo a Sua própria vida não foi tirada dEle, mas dada voluntariamente (João 10:18). Não podemos gastar todos os nossos momentos apenas dando. Até mesmo Jesus tirou tempo para ficar sozinho com o Pai (Marcos 6:45-46). Ele também encorajou os discípulos a descansarem (Marcos 6:31). Pessoas saudáveis sabem a diferença entre aqueles a quem servem e aqueles que os ajudam a carregar o fardo de servir, e gastam quantidades adequadas de tempo e energia com cada grupo. Um círculo de amigos próximos não necessariamente forma uma panelinha.Eles podem ser pessoas que encontraram companheiros para ajudar a carregar seus fardos. Se também são comprometidos a servir os outros, dando abnegadamente àqueles que não podem dar em retorno, então eles podem precisar desse círculo íntimo como um alívio da pressão da doação constante, assim como Jesus fez. Principalmente aqueles em ministério de tempo integral precisam de pessoas-chave em quem confiam, com as quais podem simplesmente ser eles mesmos sem as constantes exigências e pressões para servir. Aqueles que não estão neste círculo de amigos podem vê-lo com ciúmes e chamá-lo de panelinha, sem perceber que todos – inclusive os líderes do ministério – precisam de alguns amigos de confiança. Embora deva ser o objetivo de todo cristão modelar Cristo e desenvolver compaixão altruísta por todos, também é importante cultivar amizades íntimas. No entanto, se esse círculo de amigos se tornar uma unidade fechada que intencionalmente exclui outros possíveis companheiros, pode ter se tornado uma situação não saudável. Se a exclusividade de um grupo da igreja estiver causando mágoa ou ofensa dentro do corpo de Cristo, então esse grupo deve considerar a sua reestruturação a fim de evitar a reputação de ser uma panelinha.
Igrejas que se tornam fortes e fazem diferença são acolhedoras. Todas as pessoas são bem-vindas. Todas são chamadas, desafiadas e instruídas no discipulado de Cristo.
O ministério da igreja é planejado, saturado em oração e estruturado para que as pessoas sejam acolhidas. A boa recepção no templo, nos grupos de convivência, na Escola Bíblica e no ministério infantil é apenas um pequeno passo. O acolhimento continua sendo visto na maneira como cada pessoa é tratada nos diferentes contatos que tem com os irmãos; no fortalecimento dos grupos de comunhão e no modo como os diferentes ministérios servem.
Numa igreja acolhedora haverá sempre essa dinâmica: buscar, receber, integrar, pastorear com amor, demonstrar misericórdia e bondade com o necessitado, treinar e enviar para que outros sejam buscados, integrados. E a dinâmica continua sem sofrer interrupções.
Na igreja acolhedora, as pessoas compreendem o valor da comunhão que envolve:relação íntima do crente com o Cristo e uns com os outros (1Co 19; 2Co 13.13; Fp 2.1; 1Jo 1.3,6-7); compartilhar bens materiais para suprir as necessidades de outros; dividir aquilo que tem em sua própria mesa (2Co 8.4; 9.13; Hb 13.16); participação mútua na obra do evangelho, nas dores e alegria do próximo; participar juntos do pão e das orações (At 4.42); Fp 1.5; 3.10).
Uma igreja que cresce e vive em comunhão promove tais oportunidades entre seus membros, mas a igreja por si só não promove a comunhão. A comunhão verdadeira é obra do Espírito Santo.
A igreja acolhedora valoriza os relacionamentos entre os irmãos, que deve ser desfrutada em pequenos grupos. No grupo pequeno você é conhecido, pode adorar, orar, ser edificado, compartilhar suas experiências, contar seus “causos”, evangelizar seus parentes e amigos, abençoar e ser abençoado. Isso gera saúde, acolhimento, unidade e vida na igreja.
A comunhão implica em investimento financeiro para acudir necessidades e necessitados. Ao ajudar, a pessoa coopera sem esperar nada em troca.
Igrejas acolhedoras crescem de fora para dentroe de dentro para fora. O visitante é recebido e integrado, os de dentro são fortalecidos nos grupos pequenos e na dinâmica da vida da igreja, e assim a igreja cresce em qualidade e quantidade. Toda pessoa se integra melhor e mais rapidamente quando se envolve com a vida da igreja. Portanto, não fique sozinho. Envolva-se na vida de sua igreja.
Com a sua cooperação e comprometimento; com o amor do Pai, a Graça de Jesus e o Poder do Espírito Santo, seremos uma igreja melhor.