Em um dia de reveses políticos no Congresso, o governo federal acelerou a liberação de emendas parlamentares.Segundo dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), somente nesta quarta-feira (25) o Executivo reservou mais de R$ 1 bilhão para o pagamento das indicações de senadores e deputados ao Orçamento.Este foi o maior salto no montante reservado para emendas parlamentares ao longo de 2025. No entanto, não foi suficiente para evitar a noite de derrotas no Congresso (leia mais aqui).Até o momento, ainda de acordo com o Siop, o governo já empenhou mais de R$ 1,924 bilhão para o pagamento de emendas. O montante efetivamente pago é, no entanto, menor: cerca de R$ 465 milhões.A maior parte dos valores reservados pelo governo (R$ 1,92 bilhão) ao longo do ano é de emendas individuais (impositivas e indicadas por um único parlamentar).
Uma fatia menor (cerca deR$ 4 milhões) corresponde às emendas de bancada (também impositivas, mas definidas em conjunto pelos representantes de cada estado).Um dia antes da liberação recorde de 2025, a Secretaria de Relações Institucionais havia divulgado que cerca de 1,78% do total de emendas aprovadas pelo Congresso haviam sido empenhados, o que representa quaseR$ 897 milhões. A pasta responsável pela articulação política do governo também informou que, naquela ocasião, R$ 408 milhões em emendas já haviam sido efetivamente pagos.
No intervalo de um dia, portanto, o governo mais do que dobrou a reserva de dinheiro para pagar emendas.
Na Câmara, a derrota foi consolidada com 383 votos a favor da derrubada dos decretos e apenas 98 contrários. Do total de votos, 242 vieram de partidos com ministérios no governo. Do lado do Senado, a articulação política do Planalto evitou o registro nominal de votos e a derrubada dos decretos foi aprovada de forma simbólica.Parlamentares têm avaliado que há um atraso do governo na liberação de emendas em 2025. A insatisfação, que abrange tanto senadores quanto deputados, foi um dos fatores apontados pelos congressistas para a noite de derrotas do Planalto.Para este ano, o Congresso aprovou mais de R$ 50 bilhões em emendas parlamentares – recursos direcionados por deputados e senadores para suas bases eleitorais. A maior parte é de emendas individuais (R$ 24,7 bilhões).Diante das críticas, o governo tem justificado que houve mudanças no rito de liberação e pagamento de emendas, atendendo a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). A Secretaria de Relações Institucionais argumenta que o atraso na aprovação do Orçamento de 2025 também contribuiu para a demora.
” Os nosso votos sai muito caro vejam aí, mais se alguns querem deste jeito fiquem com a inflação, falta de uma boa educação, saúde pública, seguração pública as rodovias cheia de buracos etc “.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta sexta-feira (27) a análise da Corte sobre ações que discutem as regras para pagamento de emendas parlamentares. Relator nessas ações, Dino afirmou que não há “usurpação” de Poderes. Para o magistrado, o debate sobre os critérios das emendas não se trata de uma vontade individual ou de partidos. “O tema das emendas impositivas perpassa o governo da presidenta Dilma, do presidente Temer, Bolsonaro, do presidente Lula e do próximo presidente, seja quem for. Não estamos tratando de um tema de interesse de um governo”, afirmou.
Segundo ele, a análise das regras para pagamento de emendas é necessária diante do sistema constitucional e da separação de Poderes. Ao abrir o evento, o ministro ressaltou que o dinheiro público exige responsabilidade.
Dino também avaliou que, se não houver “emendas parlamentares ajustadas à sua finalidade”, a “conta” será paga pelo povo.
“Temos um sistema constitucional a ser [debatido] ou modificado pelo Congresso, que pode fazê-lo a qualquer tempo, salvo em relação à forma federativa de Estado. Todos os outros elementos podem ser revogados pelo Congresso Nacional no momento que quiser. Se o Congresso Nacional quiser tirar a responsabilidade fiscal da Constituição, pode tirar. Se o Congresso quiser tirar o presidencialismo da Constituição, pode tirar. Assim como também pode desconstitucionalizar o devido processo legal orçamentário”, disse.
“Mas, enquanto estiver na Constituição, não se cuida de uma invasão do Supremo, e, sim, de um dever. Se nós temos normas constitucionais que estão, aparentemente, em dissonância, a harmonização de tais normas é uma atividade tipicamente jurisdicional em todos os países do mundo [e] enquanto o Brasil for regime democrático. Portanto, não há nenhum intuito de usurpação de atribuições de outros Poderes”, concluiu o ministro.
Mudanças nas emendas
Ao longo dos últimos anos, o Congresso transformou, por meio de mudanças na Constituição, dois tipos de emendas em impositivas: as individuais e as de bancada.As emendas parlamentares são recursos que deputados e senadores destinam a seus redutos eleitorais para a realização de obras e projetos. Com o passar dos anos, esses valores representam uma parte — cada vez mais significativa — do Orçamento da União. Em 2025, o montante reservado para esses gastos é de cerca de — deste total, R$ 39 bilhões são destinados às emendas que o governo é obrigado a pagar ao longo do ano. Ao longo dos últimos anos, o Supremo tomou decisões que forçaram o Congresso a mudar as regras para o pagamento das emendas. Nos bastidores, as investidas da Corte são criticadas por parlamentares. A insatisfação dos congressistas com o avanço do STF contra regras opacas de distribuição de emendas têm levado a reações dentro do próprio Congresso.
Defesa das emendas
Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), participariam da audiência desta sexta justamente para defender as indicações de parlamentares ao Orçamento, mas acabaram desistindo. Representando Alcolumbre, a advogada-geral do Senado, Gabrielle Pereira, defendeu a obrigatoriedade do pagamento de emendas parlamentares. Segundo ela, o senador não pôde comparecer à audiência por “questões de agenda”.A advogada-geral da Casa afirmou que a obtenção de recursos federais intermediados por parlamentares eleitos “sempre fez parte da política brasileira”. Para ela, a prática é “precisamente o que os eleitores esperam dos seus representantes”. Em sua fala, Gabrielle Pereira declarou que há uma “centralização de recursos da União” e defendeu que as indicações de parlamentares ao Orçamento “não podem ser criminalizadas”.
Segundo ela, as emendas atendem às normas de responsabilidade de fiscal.
“Constata-se, portanto, que a alocação de recursos pelos parlamentares atende a fins constitucionais relevantes e claramente definidos. […] As emendas são um importante instrumento do Parlamento”, afirmou. Para a advogada do Senado, a impositividade das emendas traz “equidade no tratamento de recursos a todos os parlamentares”. Em defesa do mecanismo, ela também avaliou que a medida reserva a participação de “minorias” no Congresso na execução orçamentária.“A impositividade não assegura a participação do Poder Legislativo. Ela vem para assegurar a participação de partidos e parlamentares da oposição, antes preteridos na alocação de recursos públicos. A impositividade surge como um importante instrumento de preservação das minorias na alocação de recursos públicos”, disse Gabrielle Pereira. Durante a sua participação, a advogada-geral do Senado também fez críticas ao Judiciário. Ao defender a participação política no processo orçamentário, a advogada-geral do Senado disse que a Justiça tem interferido no Orçamento e se colocado como uma “espécie de Poder Moderador do entrave político”. “Atualmente, o próprio Poder Judiciário interfere no processo orçamentário — ou no Orçamento — ao excluir parte de suas receitas dos limites do arcabouço fiscal, ao por exemplo suspender eficácia de leis de desoneração e ao autorizar abertura de crédito extraordinário, colocando-se, muitas vezes, como uma espécie de Poder Moderador do entrave político ou mesmo como uma espécie de gestor ou influenciador na execução de políticas públicas”, afirmou. Em 2024, por meses, o pagamento dessas verbas foi interrompido para atender a decisões do STF, que cobrava por mecanismos para identificar os padrinhos das indicações. O imbróglio chegou ao fim, em março, com a aprovação unânime dos ministros da Corte de um plano de trabalho que traz a promessa de que, a partir de 2025, não será mais possível executar emendas sem a identificação do parlamentar solicitante.
Polícias encontraram mais de R$ 3 milhões no apartamento do ex-prefeito de Paratinga Marcel José Carneiro de Carvalho, do PT; Marcel e outros suspeitos de envolvimento no suposto esquema negam as acusações.
A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira (27) dois prefeitos suspeitos de desviar de dinheiro de emendas parlamentares destinadas para municípios da Bahia.Os agentes cumpriram 16 mandados de busca e apreensão. Em um prédio em um bairro nobre de Salvador mora Marcelo José Carneiro de Carvalho, do PT, ex-prefeito de Paratinga, município do interior da Bahia. Os policiais encontraram mais de R$ 3 milhões no apartamento do ex-prefeito. Além de 13 mil dólares e 16 mil euros. O dinheiro estava guardado em gavetas nos armários. O ministro do STF, Kassio Nunes Marques, determinou o afastamento de dois prefeitos de municípios baianos: Alan França, do PSB, de Boquira, e Humberto Raimundo Rodrigues de Oliveira, do PT, de Ibipitanga. Eles acabaram presos em flagrante por posse ilegal de arma. O ministro também afastou do cargo Marcelo Chaves Gomes, assessor do deputado federal Félix Mendonça Júnior, do PDT.O caso tramita no Supremo porque há indícios da participação de deputados federais no esquema.A operação investiga o desvio do dinheiro de emendas que o deputado Félix Mendonça Júnior destinou a municípios baianos de 2021 a 2024. Segundo as investigações, o assessor do deputado atuava como intermediador nas prefeituras. Ainda segundo a PF, o esquema envolvia pagamentos de propina para que o dinheiro das emendas fosse liberado. A PF suspeita que o grupo – que incluiria o deputado, o assessor dele, prefeitos e ex-prefeitos – manipulava licitações. Os suspeitos podem responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e peculato – quando o funcionário público usa do cargo em proveito próprio. O deputado Félix Mendonça Júnior negou que ele ou o assessor tenham cometido irregularidades. O deputado disse que as emendas são solicitadas por prefeitos ou lideranças para serem usadas de forma lícita. A defesa de Marcel Carneiro afirmou que ele possui vida privada consolidada e respeitada, e que vai mostrar a legalidade da atuação como gestor público. Alan França pagou fiança e foi libertado. Ele negou qualquer irregularidade na destinação e aplicação de emendas parlamentares.
A PF começou a investigar o desvio de emendas parlamentares destinadas a prefeituras em dezembro de 2024. O esquema teria movimentado mais de R$ 1,4 bilhão.
Humberto Raimundo Rodrigues pagou fiança e foi libertado.
O Jornal Nacional não conseguiu contato com a defesa dele.
“Até quando os brasileiros de classe baixa vai aguantar. Parabéns a policiar Federal e as demais autoridades. É preciso que as leis seja mais rigorosas e punitivas “.
As redes de ensino estaduais, municipais e do Distrito Federal estão autorizadas a utilizar recursos do Salário-Educação em despesas com alimentação escolar. A medida foi assinada nesta quinta-feira, 12 de junho, pelo ministro da Educação, Camilo Santana, durante a abertura da II Reunião Ordinária de 2025 do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), em Aracaju (SE).
O Salário-Educação é uma contribuição social prevista na Constituição Federal e destinada ao financiamento de programas, projetos e ações voltados à educação básica pública. Em 2025, a arrecadação líquida total está estimada em R$ 35,5 bilhões. Desse montante, 60% são repassados diretamente aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios, o que representa R$ 21,3 bilhões em recursos da cota estadual e municipal.
Durante o evento, o ministro Camilo Santana também anunciou que, nos próximos dias, será autorizada a aquisição de uniformes escolares com recursos do Salário-Educação. “É uma demanda importante, inclusive porque estamos estimulando a escola em tempo integral. E nós vamos além: nos próximos dias, vamos incluir a aquisição de uniforme escolar com esses recursos”, afirmou. A presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Fernanda Pacobahyba, também destacou a importância da medida. “Alimentação escolar é cuidado, permanência e aprendizado. Com gestão responsável dos recursos públicos, conseguimos avançar ainda mais. Essa decisão reforça o nosso compromisso com uma educação pública cada vez mais completa, inclusiva e efetiva”, afirmou. O encontro do Consed, realizado nos dias 12 e 13 de junho, reúne secretários de Educação dos 26 estados e do Distrito Federal, além de autoridades e gestores dos poderes públicos municipais, estaduais e federais. Entre os principais temas da pauta estão o novo Plano Nacional de Educação (PNE), o piso salarial dos professores e outras discussões estratégicas para o avanço da educação pública no país.
A abertura dos debates contou ainda com a presença do governador de Sergipe, Fábio Mitidieri; do presidente do Consed, vice-governador e secretário de Estado da Educação de Sergipe, Zezinho Sobral; do presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e dirigente municipal de Ibaretama (CE), Alessio Costa Lima; e da representante do Conselho Nacional de Secretários de Educação de Capitais (Consec) e secretária de Educação do Recife (PE), Cecília Cruz.
Legislação– Para o entendimento da possibilidade de uso dos recursos, o MEC se baseia no reconhecimento da alimentação escolar como direito fundamental, com respaldo em normas constitucionais, legais e internacionais. A Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) preveem a obrigação do Estado de garantir programas suplementares de alimentação em todas as etapas da educação básica.
Cabem ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e à União as funções normativa, supletiva e de coordenação do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), por meio da assistência financeira, efetuada a partir do pagamento de 8 parcelas federais repassadas aos entes. Além disso, cabe ao FNDE prestar assistência técnica, a partir da elaboração e publicação de regramentos normativos relacionados ao programa, bem como ofertar capacitação e orientação aos entes e a todos envolvidos na sua execução. No Ministério da Educação, compete à Secretaria de Educação Básica (SEB) a responsabilidade por monitoramento, avaliação e manutenção da educação básica, bem como apoio à formulação e à execução de políticas de financiamento, incluindo o Salário-Educação.
Salário-Educação– A contribuição social é destinada ao financiamento de programas, projetos e ações voltados para a educação básica pública, conforme previsto no § 5º do art. 212 da Constituição Federal de 1988. Os recursos do Salário-Educação são repartidos em cotas, sendo os destinatários a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios. Do total, 10% da arrecadação líquida é destinada ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que os aplica no financiamento de projetos, programas e ações da educação básica. Os outros 90% da arrecadação líquida são desdobrados e automaticamente disponibilizados aos respectivos destinatários, sob a forma de duas cotas: federal; e estadual e municipal.
A cota estadual e municipal é correspondente a 2/3 dos recursos gerados, por unidade federada (estado), os quais são creditados, mensal e automaticamente, em contas bancárias específicas das secretarias de educação dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Os recursos são distribuídos na proporção do número de matrículas, para o financiamento de programas, projetos e ações voltados para a educação básica (art. 212, § 6º da CF).
A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) se manifestou nas redes sociais, nesta terça-feira (24/6), para rebater as acusações de que teria nomeado maquiadores pessoais para cargos comissionados em seu gabinete na Câmara dos Deputados. Em postagem no Instagram, a parlamentar afirmou que as denúncias são uma “invenção” e classificou a repercussão como perseguição política promovida por adversários da extrema-direita. Segundo ela, os dois assessores citados, Índy Montiel e Ronaldo Hass, são secretários parlamentares que atuam diretamente em atividades legislativas, como acompanhamento de comissões, elaboração de relatórios e briefings, além de diálogo direto com a população.A deputada admitiu que conheceu os profissionais no meio da maquiagem, mas afirmou que a contratação foi motivada por outras competências. “Quando podem, fazem minha maquiagem e eu os credito por isso. Mas se não fizessem, continuariam sendo meus secretários parlamentares”, disse.Além disso, Hilton criticou a forma como o caso se espalhou nas redes sociais, após publicações de parlamentares da oposição. “A velocidade com que espalharam essa mentira ontem é desumana. Isso são sintomas de uma perseguição, de uma tentativa de desmonte generalizado de tudo que alguém faz e já fez”, afirmou.”São sintomas de uma revanche, daqueles eternos derrotados no debate público, que ainda não digeriram de tal PL que foi barrado, ou então porque tive sucesso em uma proposta ou denúncia que não queriam que avançasse. Que a indigestão dessa gente comigo continue se acumulando. Que os exploda por dentro. Porque aqui, eu e meu gabinete continuaremos trabalhando”, continuou. A representação contra a deputada foi protocolada no Ministério Público Federal (MPF) e no Conselho de Ética da Câmara pelo deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), que a acusa de usar estrutura pública para fins pessoais.
O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) se manifestou nesta terça-feira, 24, contra o projeto de lei que propõe o aumento do número de deputados federais de 513 para 531. A proposta, que deve ser votada no Senado ainda nesta semana, foi considerada pela entidade “um retrocesso institucional e um verdadeiro desrespeito com a sociedade civil e com o bem público”.Em nota, o movimento afirma que “a proposta é casuística, inoportuna e imoral, especialmente diante do cenário com tantas desigualdades sociais, de desafios econômicos, com a crise de representatividade que o País enfrenta, e da insatisfação da população com a atuação do Congresso Nacional”.
O movimento justifica ainda que aumentar o número de parlamentares acarreta em mais gastos com estrutura, salários, benefícios, emendas parlamentares, entre outros gastos, principalmente “em um momento em que milhões de brasileiros enfrentam desigualdades e falta de acesso a serviços públicos básicos”, conforme a nota. De acordo com a Câmara, a proposta deve ter impacto orçamentário de R$ 64,8 milhões. Em maio deste ano, após a aprovação do projeto na Câmara, o Estadão divulgou um levantamento mostrando que o projeto abre margem para criação de 30 novas vagas de deputados estaduais, que podem custar mais de R$ 76 milhões por ano para os Estados. Segundo o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), o Orçamento da Câmara dos Deputados já leva em conta as despesas que serão instituídas com os novos parlamentares. “Caso o Senado se debruce sobre o projeto e amplie o número de vagas, não haverá aumento de despesa em lugar algum”, afirmou. O movimento justifica ainda que aumentar o número de parlamentares acarreta em mais gastos com estrutura, salários, benefícios, emendas parlamentares, entre outros gastos, principalmente “em um momento em que milhões de brasileiros enfrentam desigualdades e falta de acesso a serviços públicos básicos”, conforme a nota. De acordo com a Câmara, a proposta deve ter impacto orçamentário de R$ 64,8 milhões. Em maio deste ano, após a aprovação do projeto na Câmara, o Estadão divulgou um levantamento mostrando que o projeto abre margem para criação de 30 novas vagas de deputados estaduais, que podem custar mais de R$ 76 milhões por ano para os Estados.
Segundo o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), o Orçamento da Câmara dos Deputados já leva em conta as despesas que serão instituídas com os novos parlamentares. “Caso o Senado se debruce sobre o projeto e amplie o número de vagas, não haverá aumento de despesa em lugar algum”, afirmou.
Amazonas, de 8 para 10
– Ceará, de 22 para 23
– Goiás, de 17 para 18
– Minas Gerais, de 53 para 54
Mato Grosso, de 8 para 10
– Pará, de 17 para 21
– Paraná, de 30 para 31
– Rio Grande do Norte, de 8 para 10
– Santa Catarina, de 16 para 20
O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral pede que os senadores rejeitem a proposta e “priorizarem pautas que promovam justiça social, combate à corrupção, responsabilidade fiscal e o respeito à vontade popular”.
” Mais um ato vergonhoso para os brasileiros, o que deve ser feito é diminuir” O este grupo de deputados ( as) deve analisara a miserabilidade que temos nos Brasil, deve trabalhar em pro da melhoria da saúde, educação, segurança pública cultura, etc “.
O projeto do governo que pretender modificar as regras do Imposto de Renda pode provocar uma perda de quase R$ 9,5 bilhões nas receitas municipais, sem previsão de compensação adequada.
Desse total, R$ 4,6 bilhões seriam de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que também é composto pelo que a União arrecada com Imposto de Renda. Outros R$ 4,85 bilhões seriam provenientes da isenção ou redução do desse imposto sobre a folha de salários dos servidores municipais. A projeção foi anunciada pela presidente da Associação Brasileira das Secretarias de Finanças das Capitais (Abrasf), Michele Roncálio, que também é secretária da Fazenda de Florianópolis (SC). Os dados foram apresentados por ela durante encontro na comissão especial que analisa o projeto de lei (PL) 1087/25, que trata do tema. Pelo que prevê a Constituição Federal, o município fica com o Imposto de Renda retido sobre qualquer tipo de rendimento pago pelos cofres municipais. “Esse projeto compromete a autonomia financeira dos municípios. Os municípios ficam ainda mais dependentes de repasses federais”, afirmou Michele. Para minimizar esse impacto, a associação sugeriu ao relator do projeto, deputado Arthur Lira (PP-AL), a criação de um Fundo de Compensação Federativa com avaliação periódica dos impactos fiscais e o fim do recolhimento municipal ao Pasep, que é de 1% sobre as receitas municipais.
Imposto de Renda: o que prevê o Projeto de Lei 1087/25
A proposta enviada pelo governo prevê, entre outros pontos, uma alíquota mínima efetiva de até 10%, denominada Imposto sobre a Renda de Pessoas Físicas Mínimo, aplicada às pessoas físicas que ganham acima de R$ 600 mil por ano. O valor arrecadado será utilizado para compensar a queda de receita com a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais.O presidente da comissão especial, deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), disse que os trabalhos do colegiado já se encaminham para o final. O parlamentar já pediu aos partidos que indiquem coordenadores para cada bancada, que vão negociar com o relator os pontos da proposta, cujo parecer deve ser entregue até o dia 27 de junho
O gasto com pessoal continua alto no governo federal e acende mais um alerta sobre a qualidade do gasto público no Brasil. Enquanto o orçamento segue pressionado por despesas obrigatórias, como salários e aposentadorias, o espaço para investimento encolhe ano após ano — e a conta acaba sendo compensada com mais impostos.
Dados da plataforma Gasto Brasil mostram que, em 2024, as despesas com pessoal — ativo e inativo do governo federal — e encargos sociais – atingiram os R$ 362 bilhões, enquanto o investimento ficou em pouco mais de R$ 60 bi no mesmo período. Ou seja, o gasto com pessoal é seis vezes maior do que com investimentos.
Mau uso do dinheiro
O contraste escancara um problema estrutural: o Brasil gasta muito com a máquina pública e pouco com políticas que geram crescimento. Para Claudio Queiroz, criador da plataforma Gasto Brasil e Consultor da CACB, Confederação das Associações Comerciais e Empresarias do Brasil, a distorção compromete o desenvolvimento do país e reduz a capacidade de resposta do Estado a demandas da população.
“O Gasto Brasil surgiu com o intuito de trazer mais transparência sobre as despesas gerais da máquina, do governo, e não de forma fragmentada”, esclarece Cláudio. O consultor explica que a plataforma serve também como um centro de pesquisa, onde é possível visualizar — por bimestre — quem está gastando mais e em que áreas esses recursos estão sendo mais investidos.
Investimento em baixa, rigidez em alta
Segundo a plataforma, as despesas do Governo Federal são classificadas em mais de 60 itens, agrupados em 28 categorias. Dentre essas, 11 categorias representam aproximadamente 96% do total das despesas. As duas maiores delas — Previdência e Despesas com Pessoal e Encargos Sociais — correspondem a cerca de 60% do total. Para Queiroz, “as novas funcionalidades da plataforma, deixam evidente o mal gasto do dinheiro público e isso se prova pela busca incessante de receitas.” MP taxa investimentos para reforçar caixa Diante do aumento de despesas, o governo federal decidiu buscar novas fontes de receita. Em junho, editou a Medida Provisória 1.303/25, que acaba com a isenção de Imposto de Renda de títulos incentivados, como as LCA e LCI, que, a partir do ano que vem, serão tributados em 5%. A expectativa da Fazenda com a MP é arrecadar mais de R$ 31 bilhões entre 2025 e 2026, valor que deve ajudar a cobrir despesas como o reajuste dos servidores públicos.
O economista Ricardo Amorim usou as redes sociais para escancarar o problema. Segundo o especialista, em vídeo postado e compartilhado em sua conta do LinkedIn, a troca da tributação do IOF pelas letras de crédito, não muda o impacto final, que acaba recaindo sobre o contribuinte. “O que significa nos dois casos é crédito mais caro. No caso do IOF é crédito mais caro para todo mundo. Se for especificamente em cima dos títulos — hoje isentos, emitidos para o setor imobiliário ou para o setor do agro — o que vai acontecer é que vai ficar mais caro crédito para comprar imóvel, ou seja, vai ficar mais difícil que o brasileiro possa ter uma casa própria. Ou vai ficar mais cara a produção do agro, o que vai significar alimentos mais caros no supermercado, pagos, obviamente, por todos os brasileiros.” Para o presidente da CACB, Alfredo Cotait, a plataforma Gasto Brasil é uma ferramenta que permite que a sociedade civil, empresários e gestores públicos tenham acesso simplificado a uma base de dados e monitorem o quanto e como esse direito é investido.
“Nós lançamos o Gasto Brasil, onde mostramos que o governo está gastando mais do que arrecada”, afirmou Cotait. Mas dados da plataforma mostram que, até maio, o Governo manteve um controle das despesas artificialmente em função da Lei Orçamentária não aprovada e, para equilibrar as contas primárias do Governo Central, seria necessário um esforço na ordem de R$ 300 bilhões de reais. A busca por receitas adicionais ocorre em meio à tentativa do governo de cumprir as metas do novo arcabouço fiscal, que prevê déficit zero em 2025. Para isso, será necessário controlar despesas obrigatórias e aumentar a arrecadação — sem sufocar a economia. Fonte: Brasil 61
Pode avisar que é ela! Shakiraacaba de superar mais um recorde ao anunciar sua 12ª apresentação no Estádio GNP Seguros, na Cidade do México. A artista colombiana se torna a primeira da história a atingir esse marco em uma única turnê no principal estádio de shows do mundo.
Turnê “Las Mujeres Ya No Lloran”
Em março, a artista fez sete shows com ingressos esgotados no estádio e agora se prepara para retornar com mais cinco apresentações. Após esse recorde, a artista reforça sua forte ligação com o público da América Latina, em especial, com os fãs mexicanos. Apenas no México, a turnê Las Mujeres Ya No Lloran terá 28 apresentações em diferentes cidades do país, incluindo Guadalajara, Monterrey, Puebla, Tijuana e outras. A maioria dos shows já está com ingressos esgotados. A turnê celebra uma nova fase pessoal e artística de Shakira e também comemorará os 30 anos do álbum Pies Descalzos, marco importante para a carreira da colombiana. A atual etapa, nomeada como Estoy Aquí, resgata as raízes de sua trajetória internacional e promove um reencontro emocional com o público que a acompanha há décadas. Segundo o relatório de meio de ano da Billboard, a turnê Las Mujeres Ya No Lloran se enquadra na segunda posição entre as mais lucrativas de 2025. Com mais de 1 milhão de ingressos vendidos e uma arrecadação de US$ 130 milhões em apenas 21 shows pela América Latina, a tour se destaca como a única de um artista latino presente no Top 10 Global. A pré-venda para os novos shows será aberta na terça-feira, 24 de junho, às 14h (horário local). A venda geral começa na quarta-feira, 25 de junho, no mesmo horário.
Dos R$ 35,4 bilhões em investimentos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) previstos até o fim de 2026 em Pernambuco, R$ 15,8 bilhões já foram executados, ou 44,5% do total. Outros R$ 8,7 bilhões estão projetados para o período após 2026, o que totaliza R$ 44,2 bilhões em ações voltadas para o estado. Em Pernambuco, há 1.444 empreendimentos listados no Novo PAC. Desses, 219 já foram entregues e concluídos até o fim de 2024. Estão na lista veículos de transporte escolar, construção de creches e escolas de educação infantil, unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para renovação de frota, quadras esportivas e construção e reforma de escolas e universidades. Ao todo, 62 municípios receberam veículos escolares e mais 20 ambulâncias foram destinadas para a renovação de frota. Outras 376 obras no estado estão em fase de execução, 165 em fase de licitação e/ou leilão, e 684 em ações preparatórias, como as etapas de contratação, estudo, projeto de engenharia e licenciamento ambiental. Na área de habitação, há um total de 71.762 unidades do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) destinadas a Pernambuco, entre selecionadas, em obras e entregues.
Nacional Até o fim de 2024, o Novo PAC executou R$ 711 bilhões em investimentos, mais da metade (53,7%) do total de R$ 1,3 trilhão previsto até o fim de 2026. O programa prevê, além destes recursos, outros R$ 500 bilhões para investimentos após 2026, totalizando, assim, R$ 1,8 trilhão. Do total de R$ 711 bilhões em investimentos, R$ 345,7 bilhões tiveram como origem recursos privados, R$ 183,1 bilhões de financiamentos e R$ 106 bilhões de estatais com projetos incluídos no programa. Além disso, R$ 71,3 bilhões são provenientes do Orçamento Geral da União (OGU) e R$ 5,1 bilhões, de fundos setoriais. Empreendimentos A carteira do Novo PAC conta com mais de 23 mil empreendimentos. Em dezembro de 2024, mais de 3.800 (16,6%) já haviam sido concluídos, 5.178 (22,4%) estavam sendo executados e 2.836 (12,3%) estavam em fase de licitação ou leilão. Outros 11.181 (48,6%) empreendimentos estavam em ação preparatória. Desse universo, 47% estão na modalidade Novo PAC Seleções, com ações de responsabilidade de estados e municípios. “Estamos em diálogo constante com os estados e municípios para que estes empreendimentos – realizados com recursos federais, mas com gestão local – ganhem mais agilidade em sua execução. Para tanto, é importante o diálogo, principalmente, com as prefeituras e governos estaduais para que os empreendimentos avancem e sejam entregues”, afirmou o secretário especial do Novo PAC na Casa Civil, Maurício Muniz. Minha Casa, Minha Vida Até dezembro de 2024, foram contratadas 1,3 milhão de novas moradias por meio do Minha Casa, Minha Vida, com um investimento total de R$ 190 bilhões. Dessas, mais de 80% (1.047.829) foram entregues. Desde o início do Novo Pac, mais de 43 mil moradias que estavam com obras paralisadas ou em ritmo lento foram entregues, beneficiando cerca de 173 mil pessoas.
Seleções O Novo PAC Seleções, que dá oportunidade para que governos estaduais e municipais submetam diretamente ao Governo Federal as necessidades e propostas de obras e equipamentos, encerrou a primeira etapa com 13,7 mil projetos selecionados, que totalizam investimentos de R$ 81,1 bilhões. A segunda seleção, em andamento, teve 35 mil propostas inscritas e previsão de R$ 49,2 bilhões em investimentos.
Os investimentos do Governo Federal na Paraíba vêm promovendo impactos diretos na qualidade de vida da população em áreas como educação, saúde, infraestrutura e recursos hídricos. Dos R$ 20,1 bilhões previstos pelo Novo PAC até o fim de 2026, R$ 12,3 bilhões já haviam sido executados até abril deste ano, o que corresponde a 61,2% do total. Outros R$ 2,6 bilhões estão previstos para o período após 2026, somando R$ 22,8 bilhões em investimentos até 2030.
Ao todo, são 858 empreendimentos no estado, dos quais 144 já foram entregues. As obras incluem UBSs, creches, escolas, universidades, unidades do Samu, quadras esportivas, além de melhorias em rodovias e nos aeroportos de João Pessoa e Campina Grande. Na área hídrica, o destaque é o avanço das obras do Ramal do Apodi, parte do Projeto de Integração do Rio São Francisco, que vai garantir o abastecimento de 127 municípios e beneficiar 2,5 milhões de pessoas. A obra conta com 115,5 km de extensão, investimento de R$ 1,45 bilhão e previsão de conclusão em outubro de 2026.
Também foram ampliadas as ações do Programa Água Para Todos, com sistemas de dessalinização em cidades como Alcantil, Campina Grande, Casserengue, Damião, Tenório, São José dos Cordeiros e Várzea .No campo social, o programa Bolsa Família atinge 667 mil famílias nos 223 municípios paraibanos, com investimento de R$ 442 milhões apenas em junho de 2025. A média do benefício é de R$ 662,90, com 246 mil crianças de zero a seis anos atendidas. A Paraíba também lidera no Nordeste em adesões ao Desenrola Brasil, com 77,5 mil pessoas beneficiadas na Faixa 1, voltada a cidadãos com renda de até dois salários mínimos ou inscritos no CadÚnico. Na educação, o programa Pé-de-Meia contempla 112,2 mil estudantes paraibanos do ensino médio. A iniciativa pode garantir até R$ 9.200 por aluno que concluir os três anos do ciclo escolar.
O programa Escola em Tempo Integral também avança no estado. Entre 2022 e 2024, o percentual geral de matrículas em tempo integral cresceu de 27,4% para 33,1%. Na pré-escola, o salto foi de 16,6% para 23,9%. Já nos anos iniciais do ensino fundamental, o índice passou de 14,9% para 24,7%.
A expansão da Rede Federal de Educação Profissional inclui a criação de três novos campi do IFPB nos municípios de Mamanguape, Sapé e Queimadas, com investimento de R$ 75 milhões e previsão de 4.200 vagas.
No setor da saúde, o programa Mais Médicos abriu 46 novas vagas em 38 municípios, além de outras duas no Distrito Especial Indígena Potiguara, com prioridade para áreas de alta vulnerabilidade. O número de profissionais cresceu 30% em relação a 2022.
O programa Farmácia Popular já beneficia 627 mil pessoas na Paraíba, sendo 439 mil mulheres. Medicamentos gratuitos para doenças como diabetes, hipertensão, asma e osteoporose são disponibilizados em 205 municípios com 599 farmácias credenciadas.
Além de promover melhoria na qualidade de vida, os investimentos refletem na economia: o rendimento mensal per capita subiu 15,7% entre 2022 e 2024, passando de R$ 1.178 para R$ 1.363, enquanto o desemprego caiu 1,9% no mesmo período.
Dos onze estados acima da média para proporção de mulheres eleitas prefeitas, dez estão no Nordeste e no Norte do País. Em Roraima 26,6% das prefeituras serão governadas por mulheres, segundo o resultado do primeiro turno. As mulheres representam apenas 15,5% do total escolhido para as prefeituras. Segundo dados do TSE, 724 mulheres foram eleitas, contra 656 no mandato vigente. Um aumento de 10%, ainda bem tímido considerando a base de 4.746 homens eleitos prefeitos no 1º turno. Rio Grande do Norte (25,6%), Paraíba (24,4%), Alagoas (23,5%) e Ceará (20,8%) vêm em seguida. Pará (20%), Maranhão (19,5%), Tocantins (18%) e Amazonas (18%) também superam a média. Todos os estados da região Sudeste apresentam representatividade feminina abaixo da média nacional. Principalmente o Espírito Santo, o estado com a pior média do País: somente 2 das 76 cidades com resultados definidos no primeiro turno têm mulheres eleitas. São Paulo (10,9%) e Minas Gerais (7,9%) completam a lista.
O Rio de Janeiro elegeu 13 prefeitas nestas eleições, num total de 84 cargos definidos no primeiro turno. A proporção de mulheres no comando municipal, de 15,4%, é levemente abaixo da média do País, apesar de ser o estado com a maior proporção de mulheres. A razão de sexo do estado é de 89,4 homens para cada 100 mulheres. Em números absolutos, são 16.055.174 de habitantes. Deste total, 8.477.499 (52,8%) são mulheres e 7.577.675 (47,2%) são homens. A região Sul também tem seus três estados com representatividade feminina abaixo da média nacional – Paraná (9,1%), Rio Grande do Sul (7,1%) e Santa Catarina (13,2%). No Centro-Oeste, apenas o Mato Grosso do Sul não ficou abaixo da média, com 15,5%. Nas 51 cidades onde haverá segundo turno, em 12 há candidatas mulheres, duas das quais são apenas de mulheres na disputa.
Os recursos do Programa de Apoio à Manutenção da Educação Infantil – Novos Estabelecimentos e Novas Turmas já podem ser solicitados pelos municípios e pelo Distrito Federal. Para fazer a solicitação, o Ministério da Educação (MEC) disponibilizou o Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec). O objetivo da iniciativa é aumentar a oferta de vagas em creches e pré-escolas. O programa foi instituído pelas Leis n.º 12.499/2011 e 12.722/2012 e regulamentado, respectivamente, pelas resoluções CD/FNDE nº 7 e 6, de 28 de abril de 2025. As resoluções, estabelecem os critérios e procedimentos para a transferência automática de recursos financeiros aos entes. Por meio do programa, o MEC apoia financeiramente a área para garantir a expansão da oferta e o funcionamento regular das novas matrículas – seja em novos locais ou em novas turmas de educação infantil, até que sejam computadas para recebimento de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
Como solicitar os recursos
O primeiro passo para solicitar o apoio financeiro é acessar o Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec) o Módulo E. I. Manutenção, nas abas “Novos Estabelecimentos” ou “Novas Turmas”. No passo seguinte, o município ou DF deve cadastrar as novas matrículas oferecidas em novos estabelecimentos públicos de educação infantil, construídos com recursos do governo federal. Além disso, também devem ser cadastradas as matrículas em novas turmas de educação infantil oferecidas em instituições educacionais públicas ou em instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos conveniadas com o poder público.
As solicitações serão analisadas pela Coordenação-Geral de Educação Infantil (COGEI) da Diretoria de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica (DPDI) da SEB. O Gabinete da SEB publica as portarias no Diário Oficial da União (DOU), que autorizam o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) a realizar o pagamento.
Valores
O apoio financeiro equivale ao valor anual mínimo por matrícula em creche e em pré-escola, em período integral e parcial, estabelecido no país pelo Fundeb, computando-se 1/12 desse valor para cada mês de funcionamento.
Caso o município ou o DF não cadastre as informações entre o início do funcionamento e o início de recebimento dos recursos do Fundeb, perderá o direito de pleitear o apoio financeiro.
A transferência será realizada em parcela única e automaticamente pelo FNDE, em conta específica, aos municípios e ao Distrito Federal, mediante disponibilidade orçamentária.
Saiba mais
Os gestores podem acessar o Manual de execução financeira dos programas de apoio à Educação Infantil, disponibilizado pelo MEC. Dúvidas e outras informações podem ser solicitadas pelos telefones 0800616161 e (61) 2022-8399 ou pelo e-mail eimanutencao@mec.gov.br. Brasil 61
A Agência Nacional de Mineração (ANM) repassou R$ 443.047.630,29 aos estados, Distrito Federal e municípios produtores minerais. O repasse foi feito nesta semana. O montante é referente à cota-parte da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), arrecadada durante o mês de maio.
O advogado especialista em mineração Alexandre Sion, explica que a maior parte do valor recolhido a título de CFEM é destinado aos municípios. Segundo ele, esses entes sofrem os reais impactos das atividades minerárias. “Considerando que a atividade mineradora tem como uma de suas características o exaurimento do jazigo, isso é, o minério tem data para acabar, o recebimento da CFEM pelos municípios proporciona recursos para planejar, fomentar e executar diversificação econômica nas atividades, buscando assim a sustentabilidade socioeconômica dos municípios para além da mineração”, salienta Sion.
Da quantia total, R$ 354.438.102,78 serão destinados a 2.075 municípios. Os estados e o Distrito Federal vão partilhar R$ 88.609.527,51.
CFEM: maiores valores
Os dados divulgados pela ANM revelam que, entre as unidades da federação, os estados que mais receberam recursos da CFEM foram Minas Gerais (R$ 39.303.257,64), Pará (R$ 35.817.402,24), Bahia (R$ 2.846.691,22) e Goiás (R$ R$ 2.369.134,94).
Confira o ranking completo:
MINAS GERAIS – R$ 39.303.257,64
PARÁ – R$ 35.817.402,24
BAHIA – R$ 2.846.691,22
GOIÁS – R$ 2.369.134,94
MATO GROSSO – R$ 1.905.373,57
SÃO PAULO – R$ 1.514.853,82
SANTA CATARINA – R$ 645.412,49
RIO GRANDE DO SUL – R$ 523.600,07
PARANÁ – R$ 520.566,07
RONDÔNIA – R$ 397.673,38
MATO GROSSO DO SUL – R$ 393.846,61
TOCANTINS – R$ 371.177,59
MARANHÃO – R$ 336.040,83
AMAZONAS – R$ 274.516,14
SERGIPE – R$ 245.092,66
CEARÁ – R$ 238.349,49
RIO DE JANEIRO – R$ 183.098,57
ESPIRITO SANTO – R$ 177.705,38
PERNAMBUCO – R$ 108.117,33
PARAÍBA – R$ 106.535,90
ALAGOAS – R$ 74.141,66
AMAPÁ – R$ 70.546,29
PIAUÍ – R$ 68.617,94
RIO GRANDE DO NORTE – R$ 61.733,45
DISTRITO FEDERAL – R$ 50.477,27
RORAIMA – R$ 4.540,56
ACRE – R$ 1.024,40
Entre os municípios produtores que mais receberam os recursos estão: Canaã dos Carajás (PA), com R$ 60.619.653,51; Parauapebas (PA), com R$ 46.801.463,89; Conceição do Mato Dentro (MG), com R$ 18.247.540,35; e Marabá (PA), com R$ 16.849.138,24.
O mais recente Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta que a incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) segue em nível de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento em 18 as 27 unidades da Federação. O documento também mostra que as hospitalizações por SRAG nas crianças pequenas, associados ao vírus sincicial respiratório (VSR), seguem em alta em vários estados das regiões Centro-Sul, Nordeste e Norte. Os estados que compõem a lista são de todas as regiões do país, com predominância de estados das regiões Norte, Nordeste e Sudeste. Confira o mapa com as 18 UFs no final da página.
Apesar do aumento, o Boletim informa que há um sinal de interrupção do crescimento ou início de queda de internações de crianças em estados do Centro-Oeste e do Sudeste e em alguns do Norte e Nordeste.
Conforme a FioCruz, a incidência de SRAG apresenta maior impacto nas crianças pequenas. Já em relação à análise de mortalidade, as crianças pequenas e os idosos apresentam os maiores valores.
No Brasil, a influenza A se mantém como principal causa de internações de jovens, adultos e idosos, com maior incidência e número de mortes entre a população idosa.
A atualização do Boletim mostra que em alguns estados do Centro-Oeste, como GO, DF e MS, e do Sudeste, sendo SP e ES, além do TO, também apresentam incidência de SRAG em nível de risco ou alto risco, mas com tendência de queda – apesar do número de hospitalizações ainda permanecer alto. Pelo boletim, essas UFs apresentaram tendência de recuo de casos nas últimas semanas, tendo como resultado o começo da redução das hospitalizações associadas à Influenza A e VSR nesses estados. A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, destaca a importância da vacinação, especialmente para as pessoas do grupo de risco, como idosos e pessoas com comorbidades.
“É muito importante que as pessoas, principalmente dos grupos de risco, como idosos, crianças e pessoas com comorbidades, grávidas, estejam em dia com a vacina contra o vírus, já que esse grupo tem uma chance maior de desenvolver a forma mais grave da doença e precisar de hospitalização”, alerta a especialista.
Cenário epidemiológico no país
O documento identificou, ainda, que 14 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco – relacionado às últimas duas semanas – com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo, ou seja, as últimas seis semanas até a semana 24. As capitais são: Aracajú (SE), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Manaus (AM), Porto Velho (RO), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA) e Teresina (PI). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, o Boletim aponta que a influenza A prevaleceu entre os casos positivos, com 39,2%. Já a influenza B teve apenas 0,8% de casos positivos. Por outro lado, 45% foram de vírus sincicial respiratório, 17,7% de rinovírus e 1,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, 74,6% foram por influenza A, 0,8% influenza B, 13% de vírus sincicial respiratório, 9,7% de rinovírus e 4,2% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Confira as 18 das 27 UFs que apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco com sinal de crescimento na tendência de longo prazo:
Semana 24 2025 (08/06 – 14/06): Estados e DF
Fonte: Infogripe
Capitais e região central de saúde do DF
Fonte: Infogripe
Em 2025 já foram notificados 103.108 casos de SRAG, 51,3% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Entre os casos positivos, 25,7% foram de influenza A.
Temos acompanhado com apreensão o desenrolar de mais um conflito no mundo. Dessa vez se trata do Irã e Israel.
Além da guerra em si, uma das coisas que mais tem me surpreendido nessa guerra são as manifestações de rua em prol do Irã. Elas têm acontecido por todo o mundo, inclusive no Brasil. É claro que em uma guerra existe propaganda política de ambos os lados e manifestações públicas de apoio às partes envolvidas são de se esperar. Então, por que essas manifestações em prol do Irã me causam tanta perplexidade? Me permita explicar começando pelo contexto do Irã.
O regime dos Aiatolás
A revolução islâmica no Irã se deu em 1979, liderada pelo Aiatolá Khomeini. Desde então se desenvolveu um regime fortemente opressor. Veja:
O país é governado pelo líder supremo. Atualmente Ali Khamenei. Ele é a autoridade suprema do país, com poderes totais sobre as forças armadas, o judiciário, o legislativo e a mídia.
Não existe pluralismo partidário. Somente os partidos leais ao governo têm autorização para existir. A oposição é violentamente perseguida. Aqueles que se levantam contra o regime são presos, torturados e mortos.
A liberdade de imprensa é inexistente. As emissoras, os jornais e noticiários são fortemente censurados.
Os indivíduos não têm liberdade de expressão, de reunião, de organizar em ONGs, ou sindicatos.
As mulheres são submetidas às leis que impõem um padrão de vestimenta. “Em 2022, um número crescente de mulheres apareceu em público sem o véu como um ato de desobediência civil. Dezenas foram presas, incluindo várias atrizes famosas. Em setembro de 2023, o parlamento aprovou um projeto de lei que imporia penas mais pesadas, incluindo multas mais pesadas e penas de prisão mais longas, para mulheres que não usassem o hijab (o véu islâmico).”[1] De acordo com relatórios oficiais 165 mulheres foram mortas por familiares do sexo masculino entre julho de 2021 e julho de 2023, embora especialistas acreditem que o número real seja significativamente maior.
O financiamento dos terroristas
O Irã tem patrocinado o terrorismo pelo mundo. O governo iraniano fomenta o terrorismo de grupos como o Hezbollah e Al-Qaeda, além de fornecer apoio irrestrito a grupos terroristas palestinos em Gaza e vários outros grupos terroristas no Iraque, Síria, Bahrein e em outros lugares do Oriente Médio.É por isso que seu crescente programa de energia nuclear é tão temeroso. Ele diz que é para fins pacíficos, mas há anos tem quebrado os acordos nucleares que assina, ao passo que não envida esforços para patrocinar o terror no mundo.
O Cristianismo no Irã
Na lista mundial de perseguição aos cristãos da Missão Portas Abertas, o Irã se encontra em 9º lugar. Segundo a Missão, os cristãos são divididos pelo Governo em duas classes: os cristãos reconhecidos pelo governo e os cristãos que o governo não reconhece como seguidores de Jesus. Os cristãos reconhecidos pelo governo são os armênios e assírios. Estes são protegidos pelo Estado, mas tratados como cidadãos de segunda classe, tendo seus direitos tolhidos. No Irã, a conversão do islamismo para o cristianismo é ilegal e pode ser punida com perda do direito à herança da família; ser obrigada a se casar com um muçulmano (no caso de mulher); sofrer a perda da guarda dos filhos; ser preso e até mesmo perder a vida. Muito bem, diante desse contexto atroz por parte do Estado Iraniano à sua própria população, era de se esperar manifestações de apoio a Israel. Que bom que Israel tomou a iniciativa de impedir os planos nefastos do Irã no que tange ao projeto de energia nuclear e, com isso, poder libertar a população iraniana da tirania do regime. Não é mesmo?! Entretanto, não é o que vemos. Ao contrário, temos visto manifestações de repúdio a Israel. E aí voltamos à questão inicial. Como explicar as manifestações em defesa do Estado iraniano? A resposta para essa pergunta está na Ideologia. No caso, da Esquerda. Como despertei para isso? Outro dia estava assistindo a uma reportagem do Metrópoles[3] que mostrava uma dessas manifestações. Foi a manifestação de São Paulo. Entre os manifestantes tinham cartazes do tipo: “Palestina livre”, “Lula, rompa com Israel”, “Netanyahu é o Hitler do séc. XXI”, “Estudantes em solidariedade ao povo da Palestina”. Achei curioso que entre a pequena multidão havia várias mulheres. Elas estavam sem a hijab, com todos os seus direitos assegurados, protestando livremente contra o ataque de Israel ao Irã, país este, aliás, que oprime terrivelmente as mulheres, como já mencionei. Como essa incoerência absurda é possível? Em busca a essa resposta continuei a assistir o protesto insano. Nessa manifestação, um dos participantes entrevistados explicou o motivo de estar ali: “Pela primeira vez vemos Tel Aviv em chamas. Algo inimaginável ao longo das últimas décadas. Isso mostra que os países oprimidos estão saindo da condição de oprimidos e estão tentando nada mais nada menos que se defenderem e terem seus direitos nesse mundo imperialista que está indo à falência”.
Observe bem a fala contendo velhos conceitos como oprimido/opressor, imperialismo, oprimidos se defendendo. Tudo isso me deixou curioso e me levou a observar com mais cuidado os organizadores do evento. Eu vi bandeiras do PCO, CUT e APEOSP. Ou seja, entidades de Esquerda. Daí eu entendi! O que está por detrás de toda essa manifestação de apoio ao Estado nefasto do Irã é a Ideologia da Esquerda. A Esquerda no mundo (Rússia e China) tem financiado Estados como o Irã para fazer valer o seu projeto de poder. De acordo com reportagem da BBC, os grupos de esquerda apoiaram Khomeini, na Revolução Islâmica de 1979, inclusive o partido comunista Tudeh.
A Ideologia explica a nota do Itamaraty condenando os ataques de Israel ao Irã: “O governo brasileiro expressa firme condenação e acompanha com forte preocupação a ofensiva aérea israelense lançada na última madrugada contra o Irã, em clara violação à soberania desse país e ao direito internacional”, diz o comunicado.”Não podíamos esperar outra coisa vinda de um governo de Esquerda, como o do Brasil.
A ideologia de Esquerda tem corrompido corações e mentes por todo o mundo há décadas, inclusive na América Latina e no Brasil. Sua sedução tem cooptado as mentes de jovens a partir da militância de professores nas escolas e universidades públicas, de maneira que tem se tornado cada vez mais temeroso enviar os nossos filhos a estas instituições, sob risco de serem aliciados. Diante disso, a pergunta se faz pertinente: como a Igreja de Cristo pode fazer frente a esta Ideologia que se coloca contra os valores cristãos?
A resposta está na Palavra de Deus. O Nosso Senhor Jesus disse:
“Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (Jo 8.31,32) Assim como fomos instruídos e como sempre fizemos, nós cristãos somos livres da cegueira ideológica à medida que nos mantemos nas Escrituras. É a Palavra de Deus que abre bem os nossos olhos para que possamos rejeitar o que é falso e nos posicionar ao lado da verdade. Veja que Jesus disse “se permanecerdes na minha palavra”. O problema está exatamente aqui. Existem inúmeras igrejas que, embora ainda se apresentem como igrejas evangélicas, há muito deixaram a palavra de Deus, seja em detrimento de experiências místicas, seja por abraçar o humanismo de nossa época. Sendo assim, seus membros são presas fáceis da Ideologia que está à espreita. Nós, porém, pela graça do Nosso Bom Deus, nos manteremos nas Sagradas Escrituras, anunciando a todos os homens o Cristo Jesus ressurreto.
E O VERBO SE FEZ CARNE Jesus sob o Olhar do Apóstolo do Amor
O QUE ESTUDAREMOS? Nesta lição, estudaremos uma das orações mais impactantes da Bíblia, registrada em João 17. Conhecida como a oração sacerdotal de Jesus, esse texto revela um momento singular em que Cristo, às vésperas de sua crucificação, intercede intensamente pelos seus discípulos e por todos que viriam a crer em seu nome. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.
TEXTO ÁUREO E a vida eterna é esta: que eles conheçam a ti, que és o único Deus verdadeiro; e conheçam também Jesus Cristo, que enviaste ao mundo. (Jo 17.3 NTLH). Este versículo faz parte da chamada oração sacerdotal de Jesus (João 17), pronunciada pouco antes de sua prisão. Após afirmar que chegou a hora da glorificação (v.1), Jesus reconhece que recebeu autoridade para dar vida eterna a todos os que o Pai lhe confiou (v.2). Em seguida, Ele define o que é a vida eterna (v.3). No contexto do judaísmo do Segundo Templo, a vida eterna era normalmente entendida como uma bênção futura, reservada para os justos após a ressurreição dos mortos no final dos tempos. A vinda de Jesus inaugura uma releitura dessa esperança: a vida eterna deixa de ser apenas uma promessa futura e passa a ser uma realidade presente, relacional e espiritual. Na filosofia grega, especialmente no platonismo, a vida eterna era concebida como a imortalidade da alma. A alma era vista como eterna por natureza, presa a um corpo corruptível, e a morte era a libertação da alma do mundo material. Essa concepção influenciou muitos cristãos primitivos, mas é claramente contrastada por Jesus, que não promete uma fuga da carne, mas a vida plena com Deus, em corpo e alma neste mundo e na eternidade.
Elementos distintivos da definição cristã: 1. Conhecimento relacional: não se trata de informação intelectual (gnosis), mas de comunhão pessoal (ginosko no grego, usado para relações profundas, como entre marido e mulher – cf. Gn 4.1 na LXX). 2. Cristocentrismo: o acesso ao Deus verdadeiro é mediado exclusivamente por Cristo (Jo 14.6–7). 3. Presente e futuro: a vida eterna começa agora (Jo 5.24), mas se consuma na glória futura (Jo 14.3; Ap 21.3–4). 4. Qualidade, não apenas duração: trata-se de uma vida participativa, na qual o ser humano compartilha da própria vida divina (2Pe 1.4), sendo transformado por ela.
VERDADE PRÁTICA A oração que Jesus fez ao Pai em favor de si próprio, dos seus discípulos e da sua Igreja ressoa ainda nos dias atuais. A depender da didática do professor, essa atividade pode ser realizada no início, meio ou fim de sua aula. Atividade: “A oração de Jesus e a minha vida hoje.” Base Bíblica: João 17.1–26 Objetivo: Compreender de forma clara como os pedidos de Jesus em João 17 continuam se cumprindo na vida da Igreja e de cada crente. Passos: 1. Leitura Guiada (5 minutos): Divida a turma em 3 grupos e atribua a cada um a leitura de uma parte da oração de João 17: • Grupo 1: João 17.1–5 (oração por si mesmo). • Grupo 2: João 17.6–19 (oração pelos discípulos). • Grupo 3: João 17.20–26 (oração por todos os que creriam). 2. Identificação Bíblica (5 minutos): Cada grupo deve responder: • Qual é o pedido central de Jesus nessa parte da oração? • Esse pedido ainda é relevante hoje? Como? 3. Aplicação Pessoal (5 minutos): Peça que cada aluno escreva em 1 frase uma resposta pessoal à pergunta: “O que Jesus pediu ao Pai nesta oração que eu preciso viver hoje?” Exemplos: • “Preciso buscar mais unidade com meus irmãos em Cristo.” • “Quero glorificar a Deus com minha vida, como Jesus fez.”
1. A ORAÇÃO DE JESUS E SUA GLORIFICAÇÃO 1. 1. A oração de Jesus. A LIÇÃO DIZ: Entre todas as orações do Senhor documentadas nos Evangelhos, é indiscutível que foi João quem relatou, possivelmente, a mais elevada oração de Jesus (17.1-26). João 17 está intimamente conectado ao discurso de despedida nos capítulos 14 a 16, como indicado pela expressão introdutória “Depois de dizer isso”. No mundo antigo, orações como essa eram comuns em discursos finais. F. F. Bruce diz que, nessa oração, o Senhor consagra-se para o sacrifício em que ele é, ao mesmo tempo, sacerdote e vítima. Também é uma oração de consagração em favor daqueles por quem o sacrifício é oferecido – os discípulos que estavam no cenáculo e os que depois viriam a crer através do testemunho deles.1 Warren Wiersbe destaca que Jesus ora por si mesmo e diz ao Pai que concluiu sua obra aqui na terra (17.1–5), ora por seus discípulos, pedindo ao Pai que os guarde e os santifique (17.6–19), e ora pela igreja inteira, para que possamos ser unidos nele e, um dia, participarmos de sua glória (17.20–26). 2 A estrutura de João 17 é tradicionalmente dividida em três partes principais, conforme o conteúdo e os destinatários da oração. Essa divisão é amplamente reconhecida por comentaristas como D. A. Carson, William Hendriksen, Andreas Köstenberger e outros, e pode ser assim resumida: 1.1.1 Jesus ora por Si mesmo (Jo 17.1–5). Tema: Glorificação mútua entre o Pai e o Filho • Verso 1. Introdução da oração: “Pai, é chegada a hora.” • Versos 2–3. Jesus fala sobre a autoridade que recebeu e define a vida eterna como conhecer o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo. • Versos 4–5. Jesus declara ter cumprido sua missão e pede para ser glorificado com a glória que tinha com o Pai antes da fundação do mundo. Ênfase teológica: A missão cumprida de Jesus, sua divindade preexistente e a obra da cruz como meio de glorificação. 1.1.2 Jesus ora pelos discípulos (Jo 17.6–19). Tema: Preservação, santificação e missão dos discípulos • Versos 6–8. Jesus reconhece a fé e a receptividade dos discípulos à revelação do Pai. • Versos 9–12. Jesus intercede especificamente por eles, não pelo mundo. • Versos 13–16. Jesus ora para que os discípulos tenham alegria, sejam guardados do mal e não se percam no mundo. 1 Bruce, F. F. João: introdução e comentário, p. 279. 2 Wiersbe, Warren W. Comentário bíblico expositivo. Vol. 5, p. 474. • Versos 17–19. Jesus pede que eles sejam santificados na verdade, e os consagra à missão. Ênfase teológica: A identidade distinta dos discípulos no mundo, a proteção divina, e o papel central da Palavra na santificação. 1.1.3 Jesus ora por todos os crentes (Jo 17.20–26). Tema: Unidade e glorificação da Igreja • Versos 20–23. Jesus ora por aqueles que creriam por meio da pregação apostólica, para que todos sejam um, como Ele é um com o Pai. • Versos 24–26. Jesus deseja que os crentes vejam sua glória e experimentem o amor eterno que o Pai tem por Ele. Ênfase teológica: A unidade espiritual dos crentes, o amor trinitário como base da comunhão da Igreja e a esperança escatológica de ver a glória de Cristo. 1.2 A oração de Jesus pela sua glorificação. A LIÇÃO DIZ: Na oração de Jesus pedindo por sua “glorificação” havia um significado espiritual mais profundo, que não se tratava de um ato egoísta. Como já abordamos, Ele estava plenamente ciente de seu ministério e, portanto, da finalidade de sua missão na Terra. Assim, em sua conversa direta com o Pai, Jesus declara que “é chegada a hora”, referindo-se ao momento em que o Pai o glorificaria por meio de seu sacrifício redentor no Calvário. Nosso Senhor expressa: “glorifica a teu Filho para que também o teu Filho te glorifique a ti” (Jo 17.1). Que tipo de glorificação seria essa? Mediante a sua morte, o mundo o conheceria e a vida eterna seria oferecida a todos que o aceitassem como Salvador de suas vidas. Glorificar alguém significa torná-lo conhecido. Jesus seria reconhecido como “o Filho de Deus, o Salvador do mundo” (Jo 17.3,4). O texto bíblico diz: 1 Depois de dizer essas coisas, Jesus levantou os olhos ao céu e disse: — Pai, é chegada a hora. Glorifica o teu Filho, para que o Filho glorifique a ti, 2 assim como lhe deste autoridade sobre toda a humanidade, a fim de que ele conceda a vida eterna a todos os que lhe deste. 3 E a vida eterna é esta: que conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. 4 Eu te glorifiquei na terra, realizando a obra que me deste para fazer. (Jo 17.1-4 NAA). Vamos explicar em três pontos: 1.2.1 O fato de Jesus ter erguido os olhos ao céu não prova que ele e seus discípulos estivessem do lado de fora da casa (At 7.55). Com toda a probabilidade, o pequeno grupo ainda estava no cenáculo. Erguer os olhos ao céu era uma postura comum na oração, e muito apropriada também, visto que aquele a quem a oração era dirigida tem seu trono no céu. 1.2.2 A hora era chegada. Muitas vezes seus inimigos foram incapazes de prendê-lo, porque sua hora não havia chegado. Mas agora chegara o tempo de o Senhor ser morto. Essa hora era o momento da crise. “Era a hora em que o Filho do homem findaria seus labores ao fazer o único e exclusivo sacrifício de expiação pelo pecado da humanidade; a hora do cumprimento das profecias, de tipos e de símbolos; a hora do triunfo sobre o príncipe do mundo; a hora da destituição da antiga dispensação e da instituição da nova.” 3 1.2.3 A palavra glória (do grego doxa ou doxazo) ocupa papel central na chamada Oração Sacerdotal de Jesus, sendo mencionada oito vezes no capítulo 17 de João. Entretanto, é essencial perceber que o termo não se refere sempre ao mesmo conceito. Jesus usa glória em diferentes sentidos, e uma exegese cuidadosa precisa distinguir esses usos para não incorrer em confusão teológica. 1.2.3.1 A glória eterna e preencarnada (Jo 17.5). Quando Jesus ora: “Glorifica-me junto de ti mesmo com aquela glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse”, Ele está se referindo à glória eterna, compartilhada com o Pai desde a eternidade. 1.2.3.2 A glória manifestada na obediência (Jo 17.4). Neste versículo, Jesus afirma ter glorificado o Pai ao cumprir a missão que lhe fora confiada. A glória aqui é relacional e funcional: não se trata da glória ontológica (essencial), mas da honra e exaltação que Ele deu ao Pai por meio da sua vida perfeita, seu ensino, seus milagres (cf. Jo 2.11; 11.4, 40) e especialmente pela preparação dos discípulos e sua submissão à cruz (Jo 10.17-18). Em suma, glorificar o Pai significa torná-lo conhecido e honrado por meio de uma vida de perfeita obediência. 1.2.3.3 A glória na cruz e na exaltação (Jo 17.1). Jesus diz: “Pai, é chegada a hora; glorifica o teu Filho, para que o Filho te glorifique”. Aqui, glorificar inclui tanto a cruz quanto a exaltação. A morte de Jesus, à luz de João, não é um fracasso, mas o momento culminante de sua missão (Jo 12.23–25; 13.31–32). Embora, humanamente, a cruz represente vergonha, dor e injustiça, do ponto de vista divino ela é a revelação suprema da graça, do amor e da glória de Deus. A hora chegada é o momento decisivo em que a obediência do Filho trará glória plena ao Pai – e, por consequência, o Pai glorificará o Filho (cf. Fp 2.9-11). 1.2.3. 4 A glória compartilhada com os discípulos e crentes (Jo 17.22, 24). Além da glória eterna e funcional, Jesus menciona uma glória comunicada aos discípulos: “Eu lhes dei a glória que a mim me deste”. Essa glória se refere à presença, missão e unidade no amor que caracterizam os que pertencem a Cristo. Ela não é uma glória divina essencial, mas uma Cultura Cristã. participação real e transformadora na vida do Deus trino, antecipando a glorificação futura (Rm 8.30). 1.3 A mesma glória com o Pai. A LIÇÃO DIZ: No versículo 5 está escrito: “E, agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse”. Essa referência à glória se relaciona à divindade do nosso Senhor como o Verbo Divino, antes da sua encarnação. Na realidade, o que Jesus solicita é a glorificação mútua entre o Filho e o Pai (v.5). Somente nosso Senhor, o Filho de Deus, poderia fazer tal pedido por essa glorificação, uma honra que Ele possuía “antes que o mundo existisse”. Essa declaração evidencia a divindade de Jesus, ao revelá-lo como um com o Pai (Jo 17.11,21,24). O teólogo William MacDonald diz “Antes de Cristo vir ao mundo, ele habitou no céu com o Pai. Quando os anjos contemplavam o Senhor, viram toda a glória da Divindade. A cada olho, obviamente ele era Deus. Mas, quando ele veio entre os homens, a glória da Divindade foi encoberta. Apesar de ainda ser Deus, isso não era evidente à maioria dos espectadores. Eles o viram apenas como o filho do carpinteiro. Aqui, o Salvador está orando para que a manifestação visível da sua glória no céu fosse restaurada. As palavras Glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo significam “Glorifica-me na sua presença no céu. Permite que a glória original que eu desfrutava contigo antes da minha encarnação seja retomada”. Isso ensina claramente a preexistência de Cristo”.4
2. A ORAÇÃO DE JESUS PELOS DISCÍPULOS 2.1 Intercessão pela proteção dos discípulos. A LIÇÃO DIZ: Nos versículos 4 a 8, exceto o versículo 5, Jesus ora como se estivesse apresentando um relato ao Pai sobre tudo o que realizou durante seu ministério na Terra. No versículo 6, Ele intercede por seus discípulos e pela unidade entre eles, uma vez que seriam os responsáveis por continuar a obra que Jesus havia iniciado. O texto bíblico diz: 6 Manifestei o teu nome àqueles que me deste do mundo. Eram teus, tu os deste a mim, e eles têm guardado a tua palavra. 7 Agora eles reconhecem que todas as coisas que me tens dado provêm de ti, 8porque eu lhes tenho transmitido as palavras que me deste, e eles as receberam, verdadeiramente reconheceram que saí de ti e creram que tu me enviaste. 9— É por eles que eu peço; não peço pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. 10 Todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e, neles, eu sou glorificado. (Jo 17.6-10 NAA). A intercessão começa com uma declaração de missão cumprida: Jesus revelou o “nome” do Pai, ou seja, seu caráter, sua vontade, sua presença salvadora. O termo “manifestar” (gr. phaneróō) indica não apenas tornar conhecido, mas tornar visível, acessível. Os discípulos, que antes pertenciam ao mundo, foram separados por Deus e entregues ao Filho. Jesus atesta que seus discípulos, apesar das falhas humanas, guardaram a palavra de Deus. Isso não significa perfeição, mas lealdade. Eles: (1) Reconheceram a origem divina de tudo que Jesus lhes ensinou; (2) receberam sua palavra com fé; (3) Creram na missão do Filho como enviado do Pai. Jesus intercede pelos discípulos porque são eles os instrumentos escolhidos para levar a salvação ao mundo. A distinção “não pelo mundo” aponta para a responsabilidade particular que eles têm como portadores da revelação e como representantes do Reino de Deus. Essa oração reflete a preocupação pastoral de Jesus com sua proteção espiritual. 2.2 Os discípulos receberam a Palavra. A LIÇÃO DIZ: Apesar de, em certas ocasiões, os discípulos terem encontrado dificuldades para compreender completamente os ensinamentos de Jesus, as suas recordações foram reavivadas pelo Espírito Santo quando receberam o poder no dia de Pentecostes, permitindo-lhes assim entender e difundir o que aprenderam com o Mestre (At 2.14-36). No versículo 6, Jesus referiu-se ao Pai afirmando que os seus discípulos mantiveram a mensagem recebida: “E guardaram a tua Palavra”. Ao vivermos conforme a Palavra de Deus, aceitando e obedecendo aos ensinamentos de Cristo, podemos testemunhar o Evangelho com credibilidade. A ideia principal do texto é que, embora os discípulos inicialmente tivessem dificuldades para compreender plenamente os ensinamentos de Jesus, eles guardaram a Palavra revelada, e, posteriormente, com o auxílio do Espírito Santo, foram capacitados a compreender, viver e proclamar essa Palavra. Assim, guardar a Palavra é entendido como acolher, obedecer e testemunhar os ensinamentos de Cristo, o que resulta em um testemunho cristão fiel ao Evangelho. 2.2.1 A ação divina (revelação e envio do Espírito). 2.2.2 A resposta humana (guardar, obedecer). 2.2.3 E a missão no mundo (testemunho com credibilidade). 2.3 Protegidos do mundo. A LIÇÃO DIZ: O versículo 14 afirma: “Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo”. É importante prestar atenção ao termo “mundo”. Este pode referir-se ao “universo criado” (Jo 17.5) ou à humanidade (Jo 3.16). No entanto, aqui Jesus se refere ao sistema espiritual governado por Satanás (Jo 17.14). O versículo 14 começa com a afirmação: “Dei-lhes a tua palavra”, e a consequência imediata é: “o mundo os odiou”. Receber essa Palavra implica alinhar-se com Deus e com sua verdade, o que necessariamente coloca os discípulos em oposição ao “mundo”. Jesus afirma que o mundo “os odiou porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo”. Essa oposição não é simplesmente social ou cultural, mas espiritual. O termo “mundo” (gr. kosmos) aqui não se refere à criação física nem à humanidade em geral, mas ao sistema espiritual rebelde que se opõe a Deus e está sob o domínio do Maligno (cf. 1Jo 5.19; Jo 12.31; 16.11). Os discípulos foram tirados desse sistema (Jo 15.19) e agora pertencem a outro Reino, o Reino de Deus (Jo 3.3–5), tornando-se, portanto, estrangeiros nesse mundo (Fp 3.20; 1Pe 2.11). Nos versículos seguintes (Jo 17.15), Jesus deixa claro que não roga para que o Pai tire os discípulos do mundo, mas que os guarde do Maligno (ek tou ponērou). Essa petição mostra que a permanência dos discípulos no mundo é intencional e missional. Eles são enviados ao mundo (Jo 17.18), mas não pertencem mais a ele. Sua segurança espiritual não está em se isolar do mundo, mas em serem guardados por Deus em meio ao combate espiritual.
3. A ORAÇÃO DE JESUS PELOS QUE VIRIAM A CRER 3.1 Oração pela unidade da Igreja. A LIÇÃO DIZ: Nesta terceira parte de sua súplica, Jesus pediu pela unidade da Igreja. Mais do que uma unidade de natureza eclesiástica ou orgânica, Jesus intercedeu pela harmonia espiritual do seu povo. Nosso Senhor ansiava por uma união genuína, tal como a que existe entre Ele e o Pai. Essa foi a súplica do nosso Senhor: “para que todos sejam um, assim como tu, ó Pai, estás em mim, e eu em ti” (Jo 17.21). A Bíblia diz: 20— Não peço somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por meio da palavra que eles falarem, 21a fim de que todos sejam um. E como tu, ó Pai, estás em mim e eu em ti, também eles estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. (Jo 17.20-21 NAA). Agora o sumo sacerdote estendeu sua oração para além dos discípulos. Ele orou por gerações futuras. De fato, ao ler esse versículo, cada cristão pode dizer: “Jesus orou por mim há mais de dois mil anos”. A oração foi pela unidade entre os cristãos, mas dessa vez estava em vista a salvação de pecadores. A unidade pela qual Cristo orou não era uma questão de unidade externa da Igreja. Antes, era uma unidade baseada na semelhança moral. Ele orava para que cristãos pudessem ser um ao exibir o caráter de Deus e de Cristo. Isso é o que faria o mundo crer que Deus o enviara. Essa é a unidade que faz o mundo dizer: “Vejo Cristo nesses cristãos como o Pai foi visto em Cristo”. 3.2 Propósito da unidade. A LIÇÃO DIZ: O propósito da unidade espiritual da Igreja, conforme a intercessão do nosso Senhor, é que “o mundo creia que tu me enviaste” (v.21). Assim, a Igreja revela essa unidade espiritual com Cristo por pelo menos quatro motivos: (1) união essencial dos salvos como membros do Corpo de Cristo (1Co 12.12); (2) união essencial dos salvos promovida pelo conhecimento crescente sobre Jesus Cristo (2Pe 3.18); (3) união essencial dos salvos no desenvolvimento do Fruto do Espírito (Gl 5.22,23); (4) união essencial dos salvos manifestada na glória como filhos de Deus e detentores da vida eterna (Jo 17.22). Lopes (2015) pontua quatro razões pelas quais a igreja deve buscar a unidade: 3.2.1 Em primeiro lugar, porque Jesus pediu isso ao Pai (17.11,20,21,22). Jesus só tem uma igreja, um rebanho, uma noiva. A unidade da igreja é o desejo expresso de Jesus, o alvo da sua oração, a expressa vontade do Pai. 3.2.2 Em segundo lugar, por causa da nossa origem espiritual (17.21). Se nós somos filhos de Deus e membros de sua família, não podemos viver em desunião. Não há desarmonia entre o Pai e o Filho. Nunca houve tensão nem conflito entre a vontade do Pai e a do Filho. Se nascemos de Deus, se nascemos do Espírito, se somos coparticipantes da natureza divina e se Jesus é o nosso Senhor, não podemos viver brigando uns com os outros. 3.2.3 Em terceiro lugar, por causa da nossa missão no mundo (17.21,23). O mundo perdido não é capaz de ver Deus, mas pode ver os cristãos. Se o mundo enxergar amor e harmonia nos cristãos, crerá que Deus é amor. Se enxergar ódio e divisão, rejeitará a mensagem do evangelho. As igrejas que competem entre si não podem evangelizar o mundo, mas prestam um desserviço à causa do evangelho. A unidade da igreja é a apologética final, o argumento irresistível. O maior testemunho da igreja é a comunhão entre seus irmãos, é o amor com que eles se amam. 3.2.4 Em quarto lugar, por causa do nosso destino eterno (17.24–26). Jesus pede ao Pai que os discípulos vejam sua glória e estejam no céu com ele. Se vamos estar no céu, se vamos morar juntos por toda a eternidade, como podemos afirmar que não podemos conviver uns com os outros aqui? Precisamos aprender a viver como família de Deus desde já, pois vamos passar juntos toda a eternidade. 3.3 Oração por encorajamento à unidade. A LIÇÃO DIZ: Em João 17.21,22, o nosso Senhor roga para que os discípulos sejam incentivados a manter a unidade com Ele. A crença em Cristo como o único e suficiente Salvador é a principal razão da unidade cristã, de modo que os discípulos sejam encorajados a promover esse testemunho no mundo. Assim, sem essa unidade de fé, o testemunho perde completamente a sua credibilidade. Conforme Efésios 4, o Espírito Santo uniu os salvos em um só corpo, sob um só Senhor, com uma só fé e esperança. No entanto, ela exige responsabilidade: precisa ser zelosamente preservada por meio de posturas moldadas pelo Evangelho, tais como: humildade, mansidão, paciência e amor perseverante (Ef 4.2–3). Conforme já abordamos, Jesus intercede por essa unidade em João 17. Sua oração não se limita aos primeiros discípulos, mas se estende a todos os que viriam a crer. Ele pede que seus seguidores sejam um como Ele e o Pai são um. Essa unidade é missional: visa que o mundo reconheça que o Filho foi enviado pelo Pai. Ou seja, a unidade da Igreja não é um fim em si, mas um meio pelo qual a verdade do Evangelho se torna visível no mundo. A divisão, portanto, não é um detalhe secundário. Quando a Igreja se fragmenta por disputas de poder, por vaidade teológica ou por rivalidades institucionais, ela obscurece o testemunho de Cristo. Por outro lado, a unidade enraizada na verdade e nutrida pelo amor revela ao mundo algo da beleza da Trindade e da reconciliação operada pela cruz. É verdade que há tensões entre verdade e comunhão. Nem toda divergência é carnal, e nem toda unidade é saudável. A unidade não deve ser buscada à custa da verdade, nem a verdade proclamada com espírito de divisão.
CONCLUSÃO Ao contemplarmos a oração de Jesus em João 17, percebemos que sua intercessão transcende o tempo. Ele ora por sua própria glorificação, pelos discípulos e por todos os que viriam a crer. Sua súplica revela prioridades eternas: comunhão com o Pai, santificação na verdade e unidade visível entre os crentes. Essa oração molda nossa identidade como povo de Deus, compromete-nos com a missão no mundo e convoca-nos à comunhão autêntica. A intercessão de Cristo é contínua, conforme Hebreus 7.25, e nos chama hoje a viver como resposta viva à sua oração, com fidelidade, unidade e testemunho coerente.
Em 1 Co 2 e 3, Paulo fala da necessidade do crescimento espiritual. Ele cita exemplos do homem natural, ainda carnal e espiritual para ensinar essa verdade à igreja em Corinto.
Homem natural
“Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” (1 Co 2:14)
Trata-se de pessoas que vivem a própria natureza do homem, que é o seu estado pecaminoso. Também é conhecido como:
homem de alma animal, isto é, que age com instinto animal. Instinto é impulso gerado por apetites do corpo presente em qualquer animal, e não pode ser confundido com sabedoria. Portanto, o homem de alma animal é guiado por apetites do corpo carnal. Assim, o homem de alma animal pode se enquadrar como aquele que vive / age segundo a sua natureza terrena e pecadora, ou na pior das hipóteses, como dominado pelo espírito demoníaco;
homem psicológico, isto é, aquele que vive dentro do padrão de raciocínio próprio do humano – e exatamente por isso, se torna impossível para ele compreender as coisas espirituais. Ele ainda não conhece a Deus, e vive segundo o curso deste mundo:
“[…] Mortos nos vossos delitos e pecados, […] segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.’” (Ef 2:1-3)
O ser humano é racional, porém o nível de raciocínio psíquico humano não é suficiente para conhecer a Deus, nem as coisas referentes a ELE. Não por falta de pesquisa ou de intelecto, e sim pela falta do principal que é o Espírito Santo. Paulo, em 1 Coríntios, não está contradizendo a sabedoria do mundo, pelo contrário, diz que a sabedoria de Deus é infinitamente superior à sabedoria secular. Por isso, o homem natural não é capaz de recebê-la, embora lhe seja oferecida, e seja “digna de toda aceitação” (1 Tm 1:15)
“[…] Assim, também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus.”(1 Co 2:11)
O homem natural:
Não pode conhecer a Deus (cf. 1 Co 2:11);
Não aceita as coisas do Espírito de Deus (cf. 1 Co 2:14);
Pensa ser tolice (cf. 1 Co 2:14);
Não pode conhecer nem entender as Palavras de Deus, porque não tem o desejo de compreendê-las (Rm 8:7).
Homem ainda carnal
“Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo. Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque ainda não podíeis suportá-lo. Nem ainda agora podeis, porque ainda sois carnais.” (1 Co 3:1 e 2) Note que nos versículos acima, o apóstolo está se dirigindo aos irmãos da igreja e lhes dizendo que ainda são carnais. Note também que Paulo usa o advérbio ainda por três vezes. Então, perceba que Paulo não está dizendo que os irmãos em Corinto eram pessoas do mundo. Eles eram convertidos, batizados, e haviam recebido o Espírito Santo, mas ainda eram:
imaturos;
bebês recém nascidos na fé;
cristãos em estágio inicial da fé;
neófitos que tinham muito pela frente até começarem a produzir fruto espiritual.
Desejamos que os irmãos que ainda estão na carne cresçam e logo se tornem homens espirituais. Mas o grande problema dos que estão neste estágio da fé é que correm o risco de perderem até o que têm recebido, isto é, de voltarem a ser apenas um homem natural. Nesta categoria, temos o caso de Demas, Ananias e Safira, Judas Iscariotes, entre outros. A preocupação do apóstolo Paulo, exposta em 1 Co 2 e 3, é referente a espiritualidade do homem. Então, você pode entender que um cristão que recebeu o Espírito Santo não é necessariamente um homem espiritual, porém espera-se que seja em breve; mas por outro lado, se descuidar, poderá permanecer no mesmo estágio por muitos anos; e na pior das hipóteses, voltar a ser homem natural.
“Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz. […] Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.” (Rm 8:6 e 8)
Paulo diz de si mesmo que é carnal Rm 7:14, embora seja, acima de tudo, alguém que vive em Cristo (cf. 2 Co 5:14 e 19). Mas o apóstolo lembrou: “embora andando na carne, não militamos segundo a carne” (2 Co 10:3).
Paulo explica dizendo que tais irmãos são como crianças em Cristo que não têm ainda capacidade para se alimentar como um adulto. A expressão “leite vos dei a beber” indica que assim como o leite é o primeiro alimento que a criança recebe ao nascer, alguns cristãos em Corinto ainda estavam nesse estágio primitivo e tinham muito pela frente.
Os cristãos imaturos:
ficam satisfeitos com qualquer coisa que os divirta e com pequenas coisas que lhes proporcionam diversão e passatempo;
têm pouco controle emocional;
não suportam ensino espiritual mais profundo (1 Co 3:2).
Por isso, o apóstolo faz um forte apelo:
“Assim que, nós, daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne; e, se antes conhecemos Cristo segundo a carne, já agora não o conhecemos deste modo.” (2 Co 5:16)
O homem ainda carnal:
faltam-lhe ainda os dons do Espírito Santo;
não tem ainda capacidade de discernir;
não pode ainda experimentar plenamente uma vida frutífera;
não consegue ainda ter visão do que é espiritual;
não consegue ainda ter visão do que é celestial;
deseja fazer o que é correto, porém falha bastante;
tem altos e baixos;
ainda é desobediente;
gera confusões a respeito da sua espiritualidade;
ora pouco;
tem pensamentos impuros;
anda muito preocupado;
sente desânimo.
Então, aqui aprendemos que não basta ao homem receber o Espírito Santo. É necessário ser guiado pelo Espírito Santo, sendo-Lhe obediente; porque em Rm 8:14 ensina: “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.”
Homem espiritual
“Porém, o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém.” (1 Co 2:15)
Em oposição ao homem natural, o homem espiritual é sobrenatural; isto é, que vai além das leis naturais, que não podem ser conhecidas senão pelo Espírito de Deus. Vários homens de Deus viveram no espírito: Enoque, Noé, Abraão, Daniel, Estêvão, João, Paulo e muitos outros que podemos conferir em Hb 11. Em 1 Co 2:13, ainda diz: “Conferindo coisas espirituais com espirituais”. Conferindo outras traduções bíblicas, entendemos: “conferindo coisas espirituais para homens espirituais”, ou: “interpretando coisas espirituais por meios espirituais”. Paulo estava dizendo que as coisas espirituais são para homens espirituais capacitados pelo Espírito Santo.
O homem espiritual:
anda com Deus (cf. Rm 8:1);
vive com o Espírito Santo (Jo 14:17);
tem a sua vida governada por Deus (Rm 8:14);
é amadurecido espiritualmente;
dá bons frutos (Tg 1:5 e 3:17);
não deixa dúvidas de que pertence a Deus (Ef 1:13)
é obediente;
não é enganado (cf. At 16:16-18);
tem: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (cf. Gl 5:22-23);
é fiel;
tem incríveis revelações e testemunhos (1 Co 2:9);
julga todas as coisas, mas não é julgado por ninguém (1 Co 2:15);
Quer uma dica estilosa para incrementar seu guarda-roupa? O que acha de vestido boho chic? Traz fluidez, babados, mangas bufantes… Muitas famosas apostaram nele recentemente e arrancaram elogios de seus seguidores no Instagram, como Giovanna Ewbank, Angélica, Marina Ruy Barbosa e Sabrina Sato. Na hora da escolha da peça, mergulhe no autoconhecimento para respeitar seu estilo pessoal. Vista-se em frente ao espelho e analise as proporções e como se sente com o resultado. Se você gostar, está pronta para sair e arrasar! Mas, se surgir algum incômodo, melhor repensar, nada de usar algo apenas para seguir tendências Vale acrescentar que boho chic vem da expressão “bohemian chic”, que significa “boêmio chique”. Além dos vestidos característicos, conta com laise, saia longa, bata, quimono, jaqueta de camurça, colete de franja, itens artesanais, transparência, romantismo… Inspire-se nas fotos a seguir: Angélica escolheu vestido longo e fluido, com estampa em tons de laranja e verde. A peça conta com decote V, manga sino (que se alarga gradualmente, assemelhando-se à forma de um sino) e ajuste na cintura.#ficaadica1: Quer vestir estampa, mas tem medo de ampliar as medidas? Pois saiba que as de fundo escuro e desenhos miúdos são as mais democráticas. Faça do espelho seu melhor amigo e analise as proporções. Se você se sentir bonita e confiante, está pronta para sair de casa e arrasar!Giovanna Ewbank escolheu vestido azul longo, com decote V, babados e camada de transparência, da Corporeum. Completou com itens pesados em marrom: cinto e bota over the knee (acima do joelho).#ficaadica2: Para descobrir qual é o melhor tom de uma cor para você, coloque os tecidos próximos ao rosto e repare qual faz com que ganhe mais vida. Marina Ruy Barbosa escolheu vestido verde e curto, com camadas de babados e mangas bufantes. A leveza da peça da Chloé contrastou com o ar pesado da bota over the knee (acima do joelho) preta e com aplicações metalizadas. Sabrina Sato escolheu vestido de estampa floral, com babados e assimetria na barra (comprimento mullet). É da Chloé, da coleção de Verão 2025, e combinou com sandália creme de amarração nas pernas.#ficaadica3: O comprimento mullet, em que a parte da frente é menor que a de trás, confere irreverência ao visual por conta da assimetria, que está em alta. As peças com pouca assimetria e com corte mais reto são mais democráticas. As com bastante diferença entre a parte da frente e a de trás, e volumosas, por sua vez, tendem a favorecer mulhe Moletom res com pernas mais longas e pouco quadril. Portanto, quanto mais quadril e menos altura a pessoa tiver, é interessante que seja mais sutil a diferença entre os comprimentos. Mas isso não é regra! O que realmente importa é que você se sinta bonita e confiante em frente ao espelho.
A conta de luz já vai pesar no bolso em junho: a bandeira vermelha patamar 1 foi acionada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o que significa um acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Com a previsão de chuvas abaixo da média e as hidrelétricas gerando menos, o país depende das termelétricas — mais caras —, e esse custo extra vai direto para o consumidor. Mas o futuro pode reservar aumentos ainda maiores: uma decisão recente do Congresso pode adicionar um impacto de até R$ 197 bilhões nas tarifas de energia elétrica até 2050.
O alerta vem da Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), após o Congresso derrubar os vetos presidenciais à Lei das Eólicas Offshore. Com isso, foram mantidos na norma os chamados “jabutis” — dispositivos sem relação direta com o tema central do projeto — que obrigam o governo a contratar determinadas fontes de energia, como pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), independentemente da necessidade do sistema.
“O Poder Legislativo, mais uma vez, demonstra desrespeito pelos princípios constitucionais e democráticos, ao persistir na defesa de propostas que prejudicam a população”, afirma a FNCE, em nota. A entidade também considera entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a constitucionalidade dos trechos mantidos. A especialista em Justiça Energética do Instituto Pólis, Mónica Banegas, alerta que os impactos dessas medidas atingem diretamente os brasileiros mais vulneráveis. “As famílias de baixa renda acabam sendo afetadas de uma forma ainda mais negativa. Se a conta de luz já é pesada para as famílias, de forma geral, para as de baixa renda essa conta é ainda mais pesada. Então, quando a gente fala sobre um potencial aumento na conta de luz, são essas famílias que vão sofrer mais ainda, independentemente da região que elas estiverem”, afirma.
Mónica também critica o momento da decisão parlamentar. “Estamos discutindo o aumento num momento em que deveríamos estar debatendo uma solução que reduzisse a conta de luz efetivamente, para que as pessoas possam viver com mais dignidade, e não o contrário”, argumenta.
Entre os pontos mais críticos da lei estão a contratação de 4,9 GW de PCHs, a ampliação de contratos do Proinfa e incentivos a outras fontes não relacionadas à energia eólica offshore, como térmicas e usinas de hidrogênio. Para a FNCE, além de onerar o sistema, essas medidas aumentam a já elevada sobreoferta de energia, levando ao corte de produção de fontes limpas, como solar e eólica.
A Frente ainda aponta que o impacto vai além da conta de luz residencial. A alta no custo da energia tende a se refletir em toda a cadeia produtiva, pressionando preços e inflação. “Ao derrubar os vetos da Lei de Eólicas Offshore, o Congresso Nacional torna-se responsável pelo aumento na conta de luz dos brasileiros e por instalar o caos definitivo no setor elétrico”, conclui a entidade.
DAVI: DE PASTOR DE OVELHAS A REI DE ISRAEL Fé e Ação em Meio às Adversidades da Vida
A presente lição nos conduz a um dos episódios mais trágicos da vida de Davi, um homem segundo o coração de Deus. Em vez de estar no campo de batalha, o rei permaneceu em Jerusalém, abrindo espaço para a ociosidade, o descuido espiritual e, por fim, o pecado. O adultério com Bate-Seba e a sequência de tentativas de ocultação revelam como decisões erradas podem gerar consequências devastadoras. Contudo, essa narrativa também aponta para a possibilidade do arrependimento sincero, do perdão divino e do recomeço.
TEXTO PRINCIPAL Ó Deus, cria em mim um coração puro e dá-me uma vontade nova e firme! (Sl 51.10 NTLH). Com a finalidade de compreender adequadamente o Salmo 51 em seu contexto mais amplo, é recomendável seguir uma sequência de leituras bíblicas. Primeiramente, deve-se considerar o relato histórico registrado em 2 Samuel 11, que descreve o pecado de Davi. Em seguida, o Salmo 32 revela a angústia emocional causada pelo peso de um pecado não confessado. Na sequência, a leitura de 2 Samuel 12 apresenta o momento da confrontação profética por meio de Natã. Por fim, chega-se ao Salmo 51, onde se manifesta o arrependimento genuíno e a confissão sincera do rei Davi.
RESUMO DA LIÇÃO O erro de Davi nos leva ao aprendizado de como vencer as tentações e manter uma vida reta e santa diante do Senhor. Vamos ao nosso momento pedagógico? Essa atividade nominada “Aprendendo com os erros de Davi” pode ser aplicada no início da aula como uma forma de introduzir os alunos ao assunto que será abordado ou no final da exposição como uma avaliação e reflexão do que foi aprendido.
Objetivo: • Refletir sobre o impacto do pecado, a importância da vigilância e o caminho da restauração, com base no erro de Davi e na graça de Deus. Passos a passo 1. Leitura Bíblica Guiada: Divida os alunos em três grupos e distribua os textos: • Grupo 1: 2 Samuel 11 (O pecado de Davi); • Grupo 2: 2 Samuel 12.1–14 (A confrontação de Natã); • Grupo 3: Salmo 51 (O arrependimento de Davi). 2. Discussão Dirigida (perguntas para todos os grupos): • O que levou Davi a cair? • Como ele reagiu quando foi confrontado? • O que aprendemos com sua oração no Salmo 51? 3. Aplicação Pessoal (escrita individual): • “Com base nos textos lidos, escreva uma breve oração pedindo a Deus força para vencer tentações e manter um coração puro.” Dica para o professor: Enfatize que a restauração é possível quando há arrependimento sincero.
1. O ERRO DE DAVI 1.1 No lugar errado, na hora errada. A LIÇÃO DIZ: Eram dias de guerra, os exércitos de Israel estavam em peleja contra os filhos de Amom e a cidade de Rabá. O relato bíblico nos mostra o clima tenso e o quanto todos estavam envolvidos (2 Sm 11.1 e 11), com exceção do rei. Primeiro, o narrador faz menção de que o lugar do rei deveria ser com o exército. Em sequência, enfatiza a permanência de Davi em Jerusalém e, por último, o próprio Urias expressa a incoerência entre a postura de relaxamento e a busca por prazeres enquanto todos estavam em uma missão tão laboriosa e importante. Todos estavam atentos e ativos, já Davi estava envolto em ociosidade, omissão e pouca vigilância: três erros fatais. A narrativa de 2 Samuel 11 é uma advertência vívida sobre os perigos de um coração desatento no tempo da responsabilidade. Em vez de linguagem superficial, somos convidados a enxergar as raízes espirituais por trás da queda de Davi. Os erros cometidos por ele não começaram no terraço, mas na alma. Três falhas se destacam: 1.1.1 Ociosidade. O texto deixa implícito que ele deveria estar liderando. A Escritura não condena o descanso, mas denuncia a inatividade que desvia do chamado. Em Provérbios 6.10–11, o preguiçoso é alertado: “um pouco de sono, um pouco de repouso… e a tua pobreza virá como um ladrão”. Não é apenas a pobreza material que chega também à ruína moral. 1.1.2 Omissão. Seu papel como líder foi negligenciado. O pecado de Davi começou com o que ele deixou de fazer. 1.1.3 Falta de vigilância. O erro final foi a falta de vigilância. A vigilância espiritual é a guarda do coração diante das sutilezas do pecado (Pv 4.23). Davi viu, desejou e tomou. Não discerniu o perigo do olhar, da imaginação e da aproximação. Jesus nos ensina que o adultério começa nos olhos (Mt 5.28). A queda moral foi o desfecho de uma vigilância abandonada. Ele cochilou na fé e tropeçou na tentação. Pedro adverte: “Sede sóbrios e vigilantes; o vosso adversário, o diabo, anda em derredor” (1Pe 5.8). Todo cristão corre o risco de tropeçar quando negligencia o lugar onde Deus o quer, ignora os deveres que lhe cabem e baixa a guarda espiritual.
1.2 Fazendo o que era errado. A LIÇÃO DIZ: Os olhos de Davi já o haviam traído, o coração já estava envolto em pecado, sua mente já desejava a mulher alheia; só faltava concluir sua jornada em queda livre. Vejamos o caminho tortuoso trilhado por Davi. 1.2.1 Primeiro pecado cometido por Davi: Cobiça. A cobiça é o pecado que busca a todo custo satisfazer desejos ilegítimos. O solo fértil para esse pecado é um coração ingrato e insatisfeito com aquilo que se tem. Davi tinha esposa e concubinas, mas continuava insatisfeito. A Bíblia nos diz: “viu do terraço a uma mulher que se estava lavando; e era esta mulher mui formosa à vista. E enviou Davi e perguntou por aquela mulher; e disseram: Porventura, não é esta Bate-Seba, filha de Eliã e mulher de Urias, o heteu?” (2 Sm 11.2,3 ARC). O rei foi avisado que a mulher era casada, mas a cobiça não respeita limites. 1.2.2 Segundo pecado cometido por Davi: Adultério. “Então, enviou Davi mensageiros e a mandou trazer; e, entrando ela a ele, se deitou com ela (e já ela se tinha purificado da sua imundície); então, voltou ela para sua casa”. (2 Sm 11.4 ARC). Ato de infidelidade no casamento que ocorre quando um dos cônjuges se envolve voluntariamente numa relação sexual com outra pessoa. 1.2.3 Terceiro pecado cometido por Davi: Mentira. Em 2 Samuel (11.6-13), Davi, com muita sagacidade e perversidade tenta a todo custo encobrir os rastros do pecado que cometeu. A mentira é a roupa do pecado. O rei estava cometendo novos pecados para tentar encobrir os antigos. 1.2.4 Quarto pecado cometido por Davi: Assassinato. Em 2 Samuel (11.14-25), o rei tramou maleficamente todos os detalhes para o assassinato de Urias. Nesta passagem, vemos que, mesmo o homem segundo o coração de Deus, chegou a cometer um dos pecados mais condenáveis apresentados pela Bíblia.
1.3 Flertando com a tentação. A LIÇÃO DIZ: Os dias estavam favoráveis, o reino consolidado, tudo estava encaminhado e, diante disso, Davi começava a descuidar de si mesmo e de sua família. Tempos de mar calmo requerem muito cuidado com os perigos mais sutis, notemos que inúmeros naufrágios já aconteceram na calmaria. Infelizmente, o rei não soube manter em tempos de bonança a fidelidade e a integridade que teve nos tempos de perseguição. Estamos preparados para sucesso? Estamos prontos para desfrutar os tempos de calmaria? Enquanto enfrentava gigantes, adversários e noites de fuga, Davi mantinha-se dependente de Deus, vigilante e humilde. Contudo, quando o trono se firmou e a estabilidade trouxe conforto, a atenção começou a relaxar. Os perigos da calmaria raramente são barulhentos. Eles se manifestam em pequenas concessões, escolhas que passam despercebidas, rotinas sem oração e confiança excessiva nos próprios recursos. O tempo de bonança o iludiu, fazendo-o pensar que os riscos já haviam passado. A história mostra que muitos naufrágios acontecem em mares tranquilos, quando a alma se esquece de que a vigilância nunca é dispensável. O abandono da disciplina, a perda de senso de missão e o descuido com a família foram portas abertas para a queda. A calmaria, nesse sentido, pode ser ainda mais perigosa que a tempestade, pois adormece o discernimento e enfraquece as defesas do coração. A fidelidade deve ser mantida tanto nos desertos quanto nos palácios, pois o perigo do tropeço espreita justamente quando tudo parece sob controle.
2. COMO VENCER AS TENTAÇÕES? 2.1 Um exemplo que não deve ser seguido. A LIÇÃO DIZ: Por que devemos estudar essa fase da vida de Davi? Não seria melhor atentarmos aos exemplos positivos que ele nos deixou? A resposta é simples: ao estudarmos acerca do erro, somos alertados e preparados para que não venhamos a cometer tais pecados e assim, diante de uma vida pautada pela Palavra de Deus, possamos prosseguir para o nosso alvo sem perder o foco (Fp 3.13,14).Quando olhamos para os erros de Davi, somos confrontados com a verdade sobre a nossa própria fragilidade. Os tropeços do rei nos servem de espelho e advertência: quem pensa estar em pé, cuide para que não caia (1Co 10.12). Maus exemplos iluminam o caminho, mostrando não apenas o que deve ser feito, mas também o que deve ser evitado. Eles nos exortam a vigiar nossas decisões, a cultivar a dependência de Deus e a levar a sério as consequências do pecado. O pecado de Davi com Bate-Seba mostra, de forma inegociável, o alto preço de escolhas erradas, sobretudo para quem conhece a Deus. O rei, seduzido por um instante de prazer, abriu as portas para uma sucessão de tragédias: morte de inocentes, perda da paz familiar, desonra pública, conflitos e violência dentro de sua própria casa (2Sm 12–13). Nada ficou imune. O perdão de Deus, embora real, não anulou as consequências. Para o jovem, essa lição é clara: nenhum pecado é isolado ou inofensivo. Uma escolha impensada pode desencadear perdas profundas e dores de longa duração. O pecado promete prazer, mas entrega vergonha, angústia e sofrimento. O caminho de Deus não restringe a liberdade, mas protege do peso de consequências que vão além do momento. O custo do pecado é sempre maior do que o preço da renúncia. Escolher obedecer é, de fato, escolher o melhor. 2.2 Buscando socorro. A LIÇÃO DIZ:Muitas foram as oportunidades para que Davi buscasse o arrependimento e encerrasse a sucessão de tragédias. Diante da “cegueira’’ espiritual do rei, foi preciso que o Senhor enviasse um profeta para alertar acerca do quão inaceitável era aquela situação: falamos de Natã (2 Sm 12). O profeta sabiamente confrontou o rei, que prontamente se arrependeu. Tudo indica que Davi não iria confessar seu pecado sem que houvesse uma intervenção Divina. Deus enviou o profeta Natã duas vezes até Davi, na primeira vez o porta voz de Deus levou até o rei uma promessa de abençoar (2Sm 7). No entanto, da segunda vez o profeta é enviado com uma mensagem de juízo (2Sm 12.1-15). Natã confronta o rei (1) fundamentado na verdade, (2) no momento certo; (3) com palavras sabias, pois cremos que Deus deu a mensagem de juízo, mas a parábola foi um meio bem pensado que o profeta usou para se dirigir ao rei, (4) com muita coragem. Diante de tal contexto, gostaria de enfatizar três falhas de Davi, mas que, porém, também são nossas falhas. 2.2.1 Tu és este homem que é precipitado em julgar. Davi imediatamente reconheceu o pecado do homem rico mencionado na parábola do profeta Natã. Seu julgamento foi rápido, certeiro e sem demoras. Imagino-me o semblante do rei quando descobriu que emitiu a própria sentença. 2.2.2 Tu és este homem que é tardio para reconhecer o seu próprio pecado. Não vemos um sinal de arrependimento no coração do rei até o momento desse encontro em que seus pecados são denunciados. 2.2.3 Tu és este homem que merece a morte por suas transgressões. Deus em sua misericórdia poupou a vida de Davi mediante um arrependimento sincero. Assim como o rei todos nós somos culpado e merecemos a morte pelos nossos pecados, todavia a graça de Deus nos alcançou, (Ef 2.8) 2.3 As fontes das tentações. A LIÇÃO DIZ: Existem três fontes básicas de onde procedem as tentações: o Diabo, o mundo e a carne. Porém, independentemente de onde elas venham, o Senhor nos ensina, nos fortalece e nos encoraja para que possamos ter a vitória (2 Ts 2.16,17: Hb 12.10-12). A Escritura é clara ao revelar que as tentações se manifestam por múltiplos caminhos: o Diabo, que “anda em derredor, rugindo como leão” (1Pe 5.8), o mundo, com seus valores distorcidos e seduções passageiras (1Jo 2.15–17), e a carne, a natureza humana inclinada ao pecado (Gl 5.16–17). Essas três fontes operam de modo sutil e persistente, buscando enfraquecer nossa comunhão com Deus. No entanto, a Bíblia também afirma que o Senhor não deixa seus filhos desamparados. Ele fortalece, encoraja e disciplina para que resistamos à tentação e amadureçamos em santidade (2Ts 2.16–17; Hb 12.10–12). Não somos entregues à própria sorte; recebemos consolo, direção e capacitação pelo Espírito Santo, que opera em nós tanto o querer quanto o realizar (Fp 2.13). Assim, mesmo diante das pressões, a vitória é possível para todo aquele que se submete à graça e à correção do Pai.
3. ARREPENDIMENTO, PERDÃO E RECOMEÇO 3.1 O verdadeiro arrependimento. A LIÇÃO DIZ: O caminho da restauração passa pelo arrependimento e pela confissão do erro cometido. E assim Davi fez: confessou o seu pecado e arrependeu-se de forma profunda. Diante de tal postura, o Senhor o perdoou e o processo de restauração teve início. O salmo 51 é a oração que Davi fez a Deus depois que foi confrontado pelo profeta Natã (2 Sm 12.1-14). É possível encontrar algumas expressões chaves que revelam o sentimento presente no coração de Davi. 3.1.1 Em primeiro lugar, Davi foi tomado pela convicção de que havia transgredido, e que seu pecado foi terrível. “Tem misericórdia de mim, ó Deus, por teu amor; por tua grande compaixão apaga as minhas transgressões.” (Sl 51.1 NVI). 3.1.2 Em segundo lugar, Davi se sentiu sujo por causa do pecado. “Lava-me de toda a minha culpa e purifica-me do meu pecado.” (Sl 51.2 NVI). 3.1.3 Em terceiro lugar, Davi não colocou a culpa na beleza de Bate-Seba, nem em qualquer outra pessoa. Ele reconheceu que foi o seu coração que havia esfriado e caído em trevas. “Cria em mim um coração puro, ó Deus, e renova dentro de mim um espírito estável.” (Sl 51.10 NVI). 3.1.4 Em quarto lugar, Davi clama por restauração. “Não me expulses da tua presença, nem tires de mim o teu Santo Espírito. Devolve-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito pronto a obedecer.” (Sl 51.11,12 NVI).
3.2 A busca pelo perdão. A LIÇÃO DIZ: O arrependimento e o perdão não significam a ausência das sequelas dos pecados. O Senhor perdoou Davi, mas não anulou as suas consequências. O que o homem semear, isso também colherá (GL 6.7). Uma das estratégias do Inimigo é fazermos crer que o pecado não é sempre ruim e os prazeres do mundo devem ser usufruídos: um grande engano. Escolher o pecado pensando que depois basta pedir perdão é cair no engano do Inimigo. Uma mentira contada pode destruir amizades; um vício escondido pode arruinar reputação e saúde; relações imprudentes deixam marcas que perduram. Deus perdoa, restaura e acolhe, mas não retira todas as consequências das escolhas erradas. Por isso, viver segundo a Palavra é a única forma de evitar as sequelas amargas do pecado e experimentar uma liberdade verdadeira, não apenas o alívio momentâneo.
3.3 A alegria do recomeço. A LIÇÃO DIZ: Diante do perdão, Davi começou a experimentar novamente a verdadeira alegria (Sl 32.11). Sobre o salmo 32, Warren Wiersbe nos conta que o silencio de Davi referente ao seu pecado durou cerca de um ano. Nesse período, a mão do Senhor pesou sobre ele, a fim de o levar ao arrependimento. Spurgeon disse que: “Deus não permite que seus filhos pequem com sucesso”. O Senhor disciplinou Davi durante todo o tempo que em ele manteve em segredo as suas transgressões. A Bíblia nos diz que a disciplina de Deus na vida de seus filhos não é mesma de juiz quando castiga um criminoso, mas é como a de um pai amoroso quando castiga o seu filho. Se você está passando por um tempo de disciplina e correção, não endureça o seu coração, mas confesse os seus pecados. Como diz o texto bíblico: “Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia.” (Pv 28.13 NVI). Enquanto você insistir em carregar pecados ocultos, a alma viverá sob o peso do remorso e da culpa. O silêncio e o medo apenas aumentam a angústia e afastam você da verdadeira paz. Mas quando há coragem para confessar, buscar restauração e se entregar a Deus, a história muda. Não se deixe enganar pelo inimigo: Deus não rejeita quem se arrepende de verdade. O arrependimento genuíno não é apenas emoção ou lágrimas, mas uma decisão de mudança e entrega. Deus está pronto para lhe dar um recomeço, para perdoar e restaurar. Só assim você conhecerá a alegria real promovida pela graça divina.
CONCLUSÃO Algumas lições ficam patentes: • Ninguém, embora escolhido, abençoado e usado por Deus, está imune a um “caso” extraconjugal. • Qualquer pessoa, a despeito de grandes vitórias que tenha tido, pode cair desastrosamente. • O ato de infidelidade é o resultado de desejos, pensamentos e fantasias descontroladas. • Uma noite de paixão pode desencadear anos de dor para a família. Resta claro afirmar que o pecado levará você mais longe do que gostaria de ir; reterá você mais tempo do que gostaria de ficar e lhe custará um preço mais caro do que você gostaria de pagar.
A artista destacou que tem se esforçado para entregar uma ótima interpretação. “Feita com muito amor, com muita dedicação, com muito estudo”, disse. A avaliação negativa veio da jornalista Anna Luiza Santiago, responsável pela coluna Play, do jornal O Globo. “Nota 0 para o gestual exagerado de Paolla Oliveira como Heleninha em Vale tudo. Elementos de composição em excesso acabam atrapalhando”, disse. Diferente de Bella Campos, que também já foi avaliada, Paolla Oliveira rebateu. “Gente, tô começando aqui mais um dia de trabalho. E eu confesso que me deu uma vontadezinha de falar com vocês… Eu, na verdade, tinha esquecido que tinha isso de dar nota ainda pro nosso trabalho. Pois tem!”, rebateu. “Faz parte! Quem se expõe precisa ter a coragem para estar preparado para tudo que vem. Até um 0. E é a vida. Eu sigo daqui acreditando nessa Heleninha. Acreditando. Aliás, eu acho que essa é uma das maiores maturidades que um ator tem que ter hoje em dia, sabe?”, concluiu.
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta terça-feira, 17, uma operação que investiga crimes relacionados a colaborações firmadas entre várias prefeituras e uma Organização da Sociedade Civil, voltadas às áreas de saúde e educação, em Pernambuco. Os agentes cumprem 16 mandados de busca e apreensão, sendo 10 pessoas físicas e 6 pessoas jurídicas nos municípios de Bom Conselho, Caruaru, Garanhuns e Terezinha, todos em Pernambuco. Além disso, foram determinados afastamento do sigilo telemático dos dispositivos apreendidos e, no caso de pessoas físicas, medidas cautelares de proibição de contato entre elas e de se ausentarem da cidade em que residem e/ou trabalham.
A O operação Velatus conta com a participação de 80 policiais federais e 8 auditores da CGU.
O que diz a investigação?
Segundo a PF, as investigações iniciaram a partir de irregularidades constatadas durante o Programa de Fiscalização de Entes Federativos (FEF) da CGU, no âmbito do termo de colaboração firmado pela entidade investigada com um município do sertão pernambucano. As apurações identificaram falhas no planejamento e ausência de concorrência e/ou direcionamento nas contratações da entidade investigada por entes governamentais. Também foram identificadas a recorrente subcontratação de fornecedores vinculados à Organização da Sociedade Civil, com indícios de atuação como um grupo organizado. Ainda foram verificadas ocorrências de movimentações financeiras suspeitas em favor de dirigentes da entidade e de servidores públicos, assim como operações que podem caracterizar lavagem de capitais. De acordo com a corporação, entre 2019 e 2024, a entidade investigada recebeu mais de R$ 662 milhões em pagamentos de prefeituras pernambucanas. Desses, pelo menos R$ 431 milhões foram custeados com recursos federais.
Débora Nascimento chega aos 40 anos nesta segunda-feira (16) com a vitalidade de quem está apenas começando um novo capítulo. Em entrevista exclusiva para a Quem, a atriz compartilhou suas reflexões sobre a nova fase da vida, os aprendizados recentes, e revelou os primeiros passos como roteirista e diretora.
“Estou amando essa fase. Sinto alegria, saúde, energia, potência… uma vitalidade que acho que começou a despertar ali pelos 38, 39 anos…Teve um momento em que fiquei me perguntando: ‘O que será que vai ser?’. Mas agora, com essa nova dezena chegando, estou animadíssima. Me veio uma energia nova, uma vontade, um fogo, vamos dizer assim”, conta.
Solteira, ela também afirma que está bem resolvida com o amor-próprio e enxerga a vida como uma montanha-russa. “Acho que nem tudo é perfeito — nem tudo são alegrias. A maturidade me trouxe a percepção de que a vida é uma montanha-russa: são altos e baixos. E eu sou muito intensa, muito emocionada. Deixo tudo me atravessar. Vivo as coisas como se não houvesse amanhã — tanto as alegrias, aquela sensação de prazer, quanto os momentos melancólicos, que também fazem parte”, reflete.
Amor-próprio
Aos 40, Débora tem priorizado a saúde mental e afirmou que se sente em uma fase gostosa da vida.“Faz parte passar pelas tristezas, pelos dramas. E isso também te constrói. Constrói a artista, a mulher, a mãe… enfim. Acho que é importante se preencher também disso — das suas sombras e das suas luzes. Isso vai te dando uma percepção maior de quem você é. E eu estou me sentindo muito bem. Estou me sentindo gostosa, sabe?”, fala.
Mãe de Bella, de 7 anos, fruto do antigo relacionamento com o ator José Loreto, a atriz também reforçou a importância de preservar momentos a sós, mesmo com a rotina intensa da maternidade. Recentemente, ela embarcou em uma viagem com amigos e mencionou o equilibro na rotina. “É essencial. Eu não sou apenas mãe — também sou mãe —, mas, antes disso, sou mulher, sou ser humano, sou atriz, artista… e tudo isso também faz parte da minha maternidade. E ela sabe: ‘A mamãe vai, a mamãe volta’. Às vezes não posso estar com ela, mas, quando não estamos juntas, estou sempre rodeada de pessoas que amo. Adoro meus amigos e sou apaixonada por eles. Tenho poucos, mas são bons. Isso é ótimo”, afirma.
Além disso, ela menciona como isso tem se refletido em seus últimos trabalhos. Recentemente, ela concluiu as filmagens de A Arte do Roubo, um longa de ação dirigido por Marcos Jorge: “Foi uma experiência cheia de desafios. E entendi que meu bem-estar é algo global. Não é só sobre a carreira, a vida privada ou a maternidade. É tudo isso junto — e, principalmente, minha saúde mental.” Além dos novos aprendizados como atriz, Débora revelou que está conhecendo novos caminhos artísticos: “Comecei um novo desafio: estou escrevendo e vou dirigir. Acho que essa nova fase da vida vem trazendo grandes novidades. E estou muito animada com isso.”
O inverno tem início na próxima sexta-feira, 20, às 23h42, pelo horário de Brasília, em meio ao feriado prolongado de Corpus Christi. A estação deve apresentar temperaturas médias a mais altas na maior parte do País, especialmente nas regiões entre o Paraná, o Sudeste, e o Centro-Oeste, onde os principais desvios de temperatura são esperados.
“Podemos ter eventos de onda de frio mais intensos, que podem avançar até a região central, mas não serão frequentes”, afirma Paulo Lombardi, meteorologista da Tempo OK. Segundo ele, o fim do inverno, principalmente, será marcado por temperaturas acima do normal, por causa da atuação de uma área de alta pressão na costa do Sul e do Sudeste.
No mapa da empresa de meteorologia, é possível observar que a maior parte do País será afetada por temperatura acima ou muito acima da média, incluindo as Regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e parte do Norte. Durante o inverno, são esperados dias mais secos principalmente nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste, o que intensifica o alerta para a incidência de queimadas e para cuidados com a saúde.
Mais frio
Espera-se também que muitas áreas do Sudeste e do Centro-Oeste possam sentir fortes ondas de frio que eventualmente avançam pelo interior do País. “O sul de Minas Gerais, o Estado de São Paulo e o centro-sul de Mato Grosso do Sul são as áreas mais suscetíveis à geada quando ocorre a passagem das fortes massas de ar frio, de origem polar”, afirma a empresa Climatempo. Neste ano, no Hemisfério Sul, não haverá a influência de fenômenos como El Niño e La Niña. “A temperatura da água do mar na porção central e leste do Oceano Pacífico equatorial, na Costa do Peru, deve manter-se próxima da média. De modo geral, o inverno de 2025 tende a ser mais próximo das condições climáticas médias”, acrescenta a Climatempo.