As sopas e cremes podem oferecer diversos benefícios para o funcionamento adequado do corpo. Aquelas ricas em fibras, por exemplo, ajudam a prevenir ou aliviar a constipação, mantendo o trato digestivo saudável e em movimento. Além disso, têm a capacidade de aumentar a sensação de saciedade, o que pode ajudar a controlar o apetite e reduzir a ingestão excessiva de calorias.
Abaixo, confira 7 sopas e cremes ricos em fibras para incluir na dieta!
Sopa de lentilha vermelha Ingredientes 1 xícara de chá de lentilha vermelha 1/2 cebola picada 2 dentes de alho picados 2 tomates picados 1 colher de sopa de azeite de oliva 1 colher de chá de cominho em pó 1/2 colher de chá de cúrcuma Sal e pimenta-do-reino moída a gosto 4 xícaras de chá de caldo de legumes.
Coentro picado para finalizar Modo de preparo Em uma panela, aqueça o azeite em fogo médio. Refogue a cebola até dourar. Adicione o alho e refogue por mais 1 minuto. Junte os tomates e cozinhe até desmanchar, formando um molho. Adicione o cominho, a cúrcuma, o sal e a pimenta-do-reino. Mexa bem. Acrescente a lentilha vermelha e o caldo de legumes. Cozinhe em fogo médio por cerca de 20 minutos, até que a lentilha fique macia. Desligue o fogo e finalize com coentro por cima. Sirva em seguida.
Sopa colorida Ingredientes 1 cebola descascada ralada 1 dente de alho descascado e picado 1 colher de chá de azeite 2 cenouras descascadas e raladas 1/2 abobrinha picada 1 beterraba descascada e ralada 1 maço de agrião Cebolinha picada e sal a gosto Água
Modo de preparo Em uma panela, coloque o azeite e leve ao fogo médio para aquecer. Adicione a cebola e o alho e doure. Acrescente os vegetais e refogue por 5 minutos. Cubra com água, tempere com sal e cozinhe até os vegetais ficarem macios. Retire do fogo, espere amornar e polvilhe com cebolinha. Sirva em seguida.
Sopa de aveia com legumes Ingredientes 1/2 xícara de chá de aveia em flocos 2 cenouras descascadas e cortadas em cubos 2 cebolas descascadas e picadas 1 abobrinha cortada em cubos 1 tomate sem sementes e cortado em cubos 1 talo de aipo cortado em rodelas 2 xícaras de chá de folhas de espinafre 1 l de água 1 fio de azeite Sal a gosto Água Modo de preparo Disponha a aveia em uma panela, cubra com água e leve ao fogo médio para cozinhar por 10 minutos. Enquanto isso, em uma frigideira, coloque o azeite e leve ao fogo médio para aquecer. Disponha a cebola, a cenoura, a abobrinha, o tomate e o aipo e refogue até a cebola ficar transparente. Desligue o fogo, junte o refogado à panela com a aveia e misture. Adicione sal e cozinhe por 5 minutos. Por último, coloque as folhas de espinafre, misture e cozinhe por mais 2 minutos. Desligue o fogo e sirva em seguida.
Creme de beterraba
Creme de beterraba Ingredientes 1 1/2 xícara de chá de beterraba descascada e cortada em cubos 1 colher de sopa de alho descascado e picado 1/2 xícara de chá de cebola descascada e picada 1 1/2 colher de sopa de azeite 500 ml de caldo de carne caseiro Sal e pimenta-do-reino moída a gosto Modo de preparo Em uma panela, coloque o azeite e leve ao fogo médio para aquecer. Adicione o alho e a cebola e doure. Acrescente a beterraba e refogue por 2 minutos. Junte o caldo de carne e tempere com sal e pimenta-do-reino. Cozinhe por 40 minutos. Desligue o fogo, espere amornar, transfira a mistura para um liquidificador e bata até obter uma consistência homogênea. Disponha o creme novamente na panela e leve ao fogo médio para aquecer. Sirva em seguida.
Sopa de cevadinha com salsão Ingredientes 1 xícara de chá de cevadinha 10 talos de salsão 2 tomates sem pele, sem sementes e picados 1 colher de sopa de azeite 1 l de caldo de legumes caseiro 1 cebola descascada e picada Sal a gosto
Modo de preparo Em uma panela, coloque a cevadinha, cubra com água e leve ao fogo médio para cozinhar por 30 minutos. Retire do fogo, escorra a água e reserve. Em água corrente, lave os talos de salsão e limpe-os, eliminando as folhas. Raspe a parte mais dura dos talos, pique-os em pedaços pequenos e reserve. Em uma panela, coloque o azeite e leve ao fogo médio para aquecer. Adicione a cebola, o salsão e o tomate e refogue por 5 minutos. Acrescente a cevadinha, o caldo de legumes e o sal e cozinhe por 15 minutos, mexendo ocasionalmente. Desligue o fogo e sirva em seguida.
Creme de grão-de-bico com cenoura
Creme de grão-de-bico com cenoura Ingredientes 2 xícaras de chá de grão-de-bico cozido 2 cenouras picadas 1 dente de alho picado 1 colher de sopa de azeite 2 xícaras de chá de água Sal e pimenta-do-reino moída a gosto Grão-de-bico cozido e coentro picado para finalizar Modo de preparo Em uma panela, aqueça o azeite em fogo médio e refogue o alho até dourar levemente. Acrescente a cenoura e refogue por alguns minutos. Adicione o grão-de-bico e a água. Deixe cozinhar até que a cenoura esteja bem macia. Transfira para o liquidificador e bata até obter um creme liso e homogêneo. Volte o creme para a panela e tempere com sal e pimenta-do-reino. Aqueça por alguns minutos em fogo médio. Finalize com o grão-de-bico e coentro. Sirva em seguida.
Creme de mandioquinha com couve-flor e aveia Ingredientes 2 xícaras de chá de mandioquinha descascada e picada 1 xícara de chá de couve-flor picada 1/2 cebola picada 2 dentes de alho picados 2 colheres de sopa de aveia em flocos finos 1 colher de sopa de azeite Sal e pimenta-do-reino moída a gosto Água quente para cozinhar Cebolinha picada para finalizar Modo de preparo Em uma panela, aqueça o azeite em fogo médio e refogue a cebola e o alho até dourarem. Adicione a mandioquinha e a couve-flor. Refogue por alguns minutos. Coloque água até cobrir os legumes. Cozinhe até tudo ficar bem macio. Adicione a aveia em flocos e deixe cozinhar por mais 3 minutos. Transfira para o liquidificador e bata até formar um creme liso. Volte à panela e tempere com sal e pimenta-do-reino. Finalize com a cebolinha e sirva em seguida.
Doutrina, Comunhão e Fé: A Base para o Crescimento da Igreja em meio às Perseguições
A IGREJA DE JERUSALÉM: UM MODELO A SER SEGUIDO
A Igreja de Jerusalém ocupa lugar central na narrativa de Atos dos Apóstolos, sendo considerada o berço histórico do cristianismo. Sua origem, marcada pela descida do Espírito Santo no Pentecostes, revela uma comunidade fundamentada na doutrina dos apóstolos, na comunhão fraterna, na observação das ordenanças e na vida de oração. O relato de Atos 2.37–47 fornece uma descrição rica de seus valores, práticas e impacto no mundo. Este estudo propõe examinar os pilares teológicos e eclesiológicos dessa igreja, a fim de extrair lições relevantes para a vida da igreja contemporânea e para a espiritualidade cristã autêntica.
TEXTO PRINCIPAL Todos se dedicavam de coração ao ensino dos apóstolos, à comunhão, ao partir do pão e à oração. (At 2.42 NVT). Tomando como referência o contexto imediato, Keener (2022) sugere que Lucas usa uma figura de linguagem conhecida como quiasmo na seção de Atos 2.41–47. A estrutura quiástica (ou quiasmo) é uma forma literária usada na Bíblia (em narrativas, poesia e discursos) para organizar ideias em forma de espelho, ou seja, de maneira simétrica. Os elementos são apresentados em uma ordem (por exemplo: A – B – C) e depois retomados em ordem inversa (C’ – B’ – A’), formando um padrão “cruzado” (daí o termo quiasmo, do grego chiasma, cruzamento). A organização das ideias presentes na perícope supramencionada ficam assim: A Evangelização eficaz (pela pregação, At 2.41). B Adoração e refeições compartilhadas (At 2.42). C Bens compartilhados (At 2.44,45). B Adoração e refeições compartilhadas (At 2.46). A Evangelização eficaz (pelo estilo de vida, At 2.47). Essa estrutura, segundo Keener, mostra como Lucas enfatiza tanto o crescimento externo da igreja (A–A’) quanto sua vida interna de comunhão, ensino e espiritualidade (B–B’, C), evidenciando o equilíbrio entre missão, doutrina e vida comunitária no modelo da igreja primitiva.
VERDADE PRÁTICA A igreja de Jerusalém, como igreja-mãe, tornou-se exemplo para as demais. Um modelo a ser seguido por todas as igrejas verdadeiramente bíblicas. A Igreja de Jerusalém serve como modelo, não por estar isenta de falhas, mas por ter sido a primeira igreja a viver sob o impacto direto do Pentecostes, manifestando elementos fundamentais da fé cristã: doutrina apostólica, comunhão fraterna, vida de oração e testemunho evangelístico (At 2.42–47). A autoridade do exemplo da igreja-mãe está no fato de ter sido edificada pela pregação apostólica e de ser cheia do Espírito Santo. Ainda assim, era uma igreja composta por pessoas humanas, sujeitas a erros e limitações (At 5.1–11; 6.1–7). Embora exemplar, não era perfeita. Em Atos 5, a hipocrisia de Ananias e Safira revela o perigo do pecado oculto dentro da igreja (At 5.1–11). Em Atos 6, surge a primeira crise administrativa, quando os helenistas reclamam da negligência no cuidado das viúvas, apontando uma tensão étnica e estrutural (At 6.1). Em Atos 11, os líderes de Jerusalém demonstram resistência ao aceitar a inclusão dos gentios, evidenciando uma dificuldade em romper com tradições judaicas arraigadas em seus corações (At 11.2–3). Essas imperfeições nos ensinam que a verdadeira Igreja não é marcada pela ausência de erros, mas por sua abertura à correção e à obra purificadora do Espírito (At 15.1–29, Concílio de Jerusalém). A visão romântica de uma “igreja perfeita” não resiste à luz do Novo Testamento. As epístolas revelam que as igrejas fundadas pelos apóstolos também eram compostas por homens e mulheres em processo de santificação, sujeitos a fraquezas e correções pastorais: ● Corinto: Divisões internas, imoralidade e desordem litúrgica (1Co 1.10–12; 5.1; 11.17–34). ● Gálatas: Influência do legalismo e desvio do evangelho da graça (Gl 1.6–9; 3.1–3). ● Éfeso: Doutrina ortodoxa, mas perda do primeiro amor (Ap 2.1–5). ● Laodiceia: Autossuficiência e mornidão espiritual (Ap 3.14–17). ● Filipos: Conflitos interpessoais (Fp 4.2–3). Essas dificuldades reforçam a verdade de que não há igreja sem problemas porque não há cristãos sem pecados. Somos justificados, mas ainda não fomos glorificados (Rm 8.30; Fp 3.12).
1. UMA IGREJA COM SÓLIDOS ALICERCES 1.1 Uma igreja com fundamento doutrinário. A LIÇÃO DIZ: A igreja de Jerusalém era uma igreja bem doutrinada. Lucas relata que, antes de ascender aos céus, Cristo deu mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera (At 1.2). Uma igreja genuinamente cristã reflete a prática e os ensinos dos apóstolos. É exatamente isso o que o livro de Atos diz sobre a primeira igreja: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos” (At 2.42). Uma igreja só pode ser considerada genuinamente cristã quando ela consegue ensinar e doutrinar seus membros de tal forma que eles passem a refletir o caráter de Cristo. Em sua análise expositiva do livro de Atos, Lopes (2012, p. 65–66) ressalta de maneira enfática que: A igreja de Jerusalém conjugava doutrina e vida, credo e conduta, palavra e poder, qualidade e quantidade. Hoje vemos igrejas que revelam grandes desequilíbrios. As igrejas que zelam pela doutrina não celebram com entusiasmo. As igrejas ativas na ação social desprezam a oração. Aquelas que mais crescem em número mercadejam a verdade. Ao contrário disso, a igreja de Jerusalém era unificada (2.44), exaltada (2.47a) e multiplicada (2.47b).Lucas, nos capítulos iniciais de Atos, insere pequenos quadros descritivos da vida da igreja primitiva com o propósito de apresentar modelos referenciais para as igrejas cristãs. Atos 2.42–47 é o primeiro desses retratos, destacando elementos essenciais como o ensino apostólico, os sinais, a comunhão e a oração. Outros sumários semelhantes aparecem em Atos 4.32–35, 5.12–16, 9.31 e 12.24.Em resumo, percebe-se de forma clara que a igreja começou com o derramamento do Espírito, a pregação cristocêntrica e a permanência dos novos crentes na doutrina dos apóstolos.Stott (1994, p. 87) diz: Poderíamos até dizer que, naquele dia, o Espírito Santo abriu uma escola em Jerusalém; seus professores eram os apóstolos que Jesus escolhera; e havia três mil alunos no jardim de infância! Vemos que esses novos convertidos não estavam se deliciando com uma experiência mística que os levasse a rejeitar a própria mente ou a teologia. O Anti-intelectualismo e a plenitude do Espírito são mutuamente incompatíveis, pois o Espírito Santo é o Espírito da verdade. Conclui-se que: 1.1.1 A Igreja precisa valorizar o ensino doutrinário sólido. Nenhuma igreja pode crescer de forma saudável se negligenciar a instrução bíblica e teológica, pois a verdade é o fundamento sobre o qual se forma o caráter cristão. 1.1.2 Espiritualidade autêntica une doutrina e vida. A igreja contemporânea precisa resistir à fragmentação entre ortodoxia (crença correta) e ortopraxia (prática correta). A igreja cristã que ensina, ora, serve e celebra está mais próxima do modelo apostólico do que aquela que enfatiza apenas um desses aspectos. 1.1.3 Crescimento espiritual e numérico não pode ocorrer à custa da verdade. Não devemos sacrificar a sã doutrina por estratégias de crescimento superficial. O progresso que agrada a Deus é aquele que resulta da fidelidade à Palavra e da ação do Espírito. 1.2 “Perseveravam na doutrina dos apóstolos” (At 2.42). A LIÇÃO DIZ: A expressão diz muito sobre o processo de discipulado da igreja de Jerusalém. Era uma igreja bem doutrinada e, portanto, bem discipulada. A palavra “doutrina” traduz o termo grego didaché, que significa “ensinar” e “instruir”. Está diretamente relacionada ao discipulado cristão. O discípulo é alguém capaz de reproduzir, isto é, levar adiante aquilo que aprendeu de seu Mestre. Os apóstolos aprenderam de Cristo; a igreja cristã primitiva aprendeu dos apóstolos e passou a viver segundo esses ensinamentos, com o propósito de transmiti-los a outros. A tragédia da igreja acontece quando ela não consegue ser discipulada, nem tampouco discipular. Segundo Strong (2013), o termo grego traduzido como “doutrina” em Atos 2.42 é διδαχή (didaché, verbete 1322), derivado do verbo didaskō (1321), e apresenta os seguintes significados: ensino, aquilo que é ensinado, doutrina ou ensino a respeito de algo; e também o ato de ensinar, instrução. Nas assembleias religiosas dos cristãos, refere-se ao uso do discurso como meio de instrução, distinguindo-se de outras formas de comunicação pública. Objetivamente, a expressão “doutrina dos apóstolos” pode ser definida como os ensinamentos inspirados transmitidos pelos apóstolos, inicialmente de forma oral e atualmente preservados no Novo Testamento. A Igreja nascente perseverava no ensino (At 2.42). A expressão “perseverar”, traduzida do grego προσκαρτερέω (proskarteréō), denota a ideia de “manter-se firme, dedicar-se com constância, permanecer assíduo”. Trata-se de um verbo que indica continuidade e determinação, não uma ação esporádica. Essa perseverança revela duas dimensões essenciais: ● Havia quem ensinasse. O texto demonstra que os apóstolos exerciam ativamente seu papel de mestres da fé cristã. Foram testemunhas oculares do ministério de Jesus, ouviram diretamente seus ensinamentos, presenciaram seus sinais e foram instruídos por Ele ao longo de três anos. O conteúdo de sua pregação não era produto de especulação pessoal, mas da revelação divina confiada por Cristo (Mt 28.20; Jo 14.26). ● Havia quem desejasse aprender. Os crentes recém-convertidos não buscavam apenas experiências extraordinárias, mas ansiavam crescer no conhecimento da verdade. A experiência do Pentecostes não os conduziu a um estado de êxtase desordenado, mas ao compromisso com uma vida de comunhão edificada sobre a Palavra. Essa disposição para ouvir, aprender e aplicar os ensinamentos apostólicos caracteriza o discipulado genuíno. O próprio Jesus valorizava profundamente o ensino em seu ministério. As multidões se admiravam da sua doutrina (Mt 7.28–29) e os evangelistas registram que Ele “ensinava nas sinagogas, pregava o evangelho do reino e curava…” (Mt 4.23). Antes de sua ascensão, incumbiu seus discípulos de fazer outros discípulos, ensinando-os a guardar tudo o que lhes havia ordenado (Mt 28.19–20). Nota especial (advertência que precisa ser compartilhada): “Aqui precisamos pôr em destaque o papel do pastor no processo educacional da igreja. O pastor precisa conscientizar-se de que os tempos mudaram. Com o advento das redes sociais e um maior acesso aos meios educacionais, a sociedade tornou-se mais informada (também mais bem formada), tornando-se, assim, mais exigente nas suas demandas. Isso também se reflete nas igrejas. Os crentes tornaram-se mais exigentes. Sem dúvida, esse é um fator que põe certa pressão sobre o pastor que, de alguma forma, se acomodou com os seus estudos. O pastor sente-se pressionado a estudar, pois não justifica ele ficar acomodado quando o membro da sua igreja demonstra possuir conhecimento bíblico e teológico mais do que ele. Em tempos passados, querendo evitar o ensino formal, os pastores apegavam-se à afirmação bíblica de que o Espírito Santo colocaria palavras nos lábios do crente. Assim, o pastor não precisava estudar. Essa é, sem dúvidas, uma exegese equivocada e uma forma simplista de entender a Bíblia. […]. Paulo mesmo aconselhou Timóteo a dedicar-se à leitura: “Aplica-te na leitura” (1 Tm 4.13, ARA). […]. Quando se negligencia o estudo, é fácil torcer o texto bíblico, fazendo-o dizer o que, na verdade, ele não está dizendo. Grandes pregadores como John Wesley, Charles Spurgeon, Adam Clarke, Myer Pearlman, Antônio Gilberto, entre muitos outros, foram estudantes vorazes da Bíblia e daquilo que ajudaria a entendê-la. […] O pastor deve estudar para poder melhor desempenhar o seu papel ministerial. É inconcebível o analfabetismo bíblico e teológico presente em muitos crentes, especialmente líderes. […] A pobreza dos púlpitos é resultado da pobreza bíblica, teológica e cultural de muitos pastores. […] Não só é perigoso, como também é uma irresponsabilidade de quem o faz, colocar alguém sem o devido conhecimento bíblico e teológico para liderar uma igreja. É como colocar alguém dentro de um carro e mandá-lo dirigir em um grande centro sem ele possuir uma carteira de habilitação. Se ele não se ferir e morrer, provavelmente vai ferir e matar alguém.” (GONÇALVES, 2024, p. 33–34).
Conclui-se que: 1.2.1 A Escritura é o alimento da alma, a fonte do poder e do crescimento do crente. Não existe alternativa à exposição fiel da Palavra. 1.2.2 As igrejas que negligenciam esse fundamento o fazem para sua própria ruína, como alerta o profeta: “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento” (Os 4.6). 1.2.3 A Igreja não pode praticar aquilo que não conhece, nem os crentes podem viver segundo princípios que jamais aprenderam. 1.2.4 A exposição contínua das Escrituras deve ser o centro da vida da Igreja. Os mais nobres crentes são os que examinam diariamente as Escrituras, como os bereanos (At 17.11), pois nelas encontram o fundamento seguro da fé apostólica. 1.3 Uma igreja relacional e piedosa. A LIÇÃO DIZ: A igreja de Jerusalém perseverava na “comunhão” (At 2.42). A maioria dos intérpretes entende que a palavra grega koinonia, traduzida aqui como “comunhão”, é uma referência às relações interpessoais dos primeiros cristãos. A primeira igreja era, portanto, uma igreja relacional. Assim, perseverar na comunhão tem o sentido de “dedicar-se” à construção de bons relacionamentos. A mesma igreja que perseverava na doutrina dos apóstolos e na comunhão era também uma igreja que vivia em oração (At 2.42). A igreja de Jerusalém orava! Lopes (2012, p. 67) destaca que “na igreja de Jerusalém os irmãos gostavam de estar juntos (2.44). Eles partilhavam seus bens (2.45). Eles apreciavam estar no templo (2.46) e também nos lares (2.46b).” Comunhão é o dever espiritual dos crentes de estimularem uns aos outros à santidade e à fidelidade. Essa prática se expressa, de modo mais específico, por meio dos mandamentos recíprocos do Novo Testamento (cf. Rm 12.10, 16; 13.8; 14.19; 15.5, 7, 14; 16.16; Gl 5.13; Ef 4.2, 25, 32; 5.21; Fp 2.3; Cl 3.9, 13, 16; 1Ts 4.9, 18; 5.11, 13; Hb 3.13; 1Pe 1.22; 4.9, 10; 5.5, entre outros). O significado básico de koinonía (comunhão) é “parceria” ou “compartilhamento”. Aqueles que recebem a Jesus Cristo tornam-se parceiros com Ele e com todos os demais crentes (1Jo 1.3). Essa comunhão é permanente, pois a vida eterna que compartilhamos é para sempre. No entanto, a alegria que dela provém pode ser perdida quando há negligência pecaminosa em relação às responsabilidades espirituais. Para um cristão, deixar de participar da vida de uma igreja local é algo indesculpável. Na verdade, quem escolhe o isolamento incorre em desobediência direta às Escrituras. Hebreus 10.24–25 exorta os crentes a “considerarem uns aos outros, para se estimularem ao amor e às boas obras, não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns; antes, admoestando-nos uns aos outros, e tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele dia”. A Bíblia não concebe a vida cristã como sendo vivida à parte da comunhão com outros crentes. Todos os membros da Igreja universal, o corpo de Cristo, devem estar ativamente e intimamente envolvidos em assembleias locais. Seguindo o fluxo do texto bíblico, somos informados de que os crentes “perseveravam nas orações”. Nesse contexto, Lopes (2012, p. 67) sublinha: A igreja de Jerusalém não apenas possuía uma boa teologia da oração, mas efetivamente orava. Ela dependia mais de Deus do que dos próprios recursos: Atos 1.14 – Todos unânimes perseveravam em oração; Atos 3.1 – Os líderes da igreja vão orar às 3 horas da tarde; Atos 4.31 – A igreja sob perseguição ora, o lugar treme e o Espírito desce; Atos 6.4 – A liderança entende que a sua maior prioridade é oração e a Palavra; Atos 9.11 – O primeiro sinal que Deus deu a Ananias sobre a conversão de Paulo é que ele estava orando; Atos 12.5 – Pedro está preso, mas há oração incessante da igreja em seu favor e ele é miraculosamente libertado; Atos 13.1–3 – A igreja de Antioquia ora e Deus abre as portas das missões mundiais; Atos 16.25 – Paulo e Silas oram na prisão e Deus abre as portas da Europa para o evangelho; Atos 20.36 – Paulo ora com os presbíteros da igreja de Éfeso na praia; Atos 28.8,9 – Paulo ora pelos enfermos da ilha de Malta e os cura. Infelizmente, na igreja contemporânea, a oração tem sido amplamente negligenciada. Programações, shows, entretenimento e testemunhos de pessoas influentes costumam atrair grandes multidões. As reuniões de oração, por outro lado, são frequentadas apenas por poucos fiéis. Essa negligência é, sem dúvida, uma das razões principais da fragilidade espiritual que se observa em muitas igrejas de hoje. Em contraste com a igreja primitiva, temos nos esquecido das exortações bíblicas a orar sempre (cf. Lc 18.1; Ef 6.18) e a perseverar na oração (cf. Rm 12.12; Cl 4.2). Conclui-se que: 1.3.1 Uma igreja relacional valoriza pessoas. Ela enxerga o irmão solitário no banco, o novo convertido sem apoio e o membro afastado sem acompanhamento. Perseverar na comunhão é contrariar o individualismo, romper com a indiferença e cultivar vínculos de discipulado, cuidado mútuo e correção em amor (At 2.44–46; Hb 10.24–25). 1.3.2 A igreja que não ora morre espiritualmente. Uma igreja que troca o clamor pelo entretenimento perde o vigor espiritual, mesmo que cresça numericamente. Atos mostra que onde há oração, há avivamento. Onde a oração cessa, a carne assume o púlpito e a frieza ocupa os bancos (At 6.4; 12.5; 13.1–3).
2. UMA IGREJA OBSERVADORA DOS SÍMBOLOS CRISTÃOS 2.1 O Batismo. A LIÇÃO DIZ: Após o primeiro sermão do apóstolo Pedro na igreja de Jerusalém, e como resposta a uma pergunta, ele disse ao povo: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados” (At 2.38). Naquela época, a primeira igreja batizava quem se convertia. Ela sabia que o batismo era uma das ordenanças de Jesus e que ele era um dos principais símbolos da fé cristã (Mc 16.16). O batismo era um dos primeiros passos da fé cristã, um rito de entrada para a nova vida em Cristo. Mas, para ser batizado, a pessoa precisava ter se arrependido dos seus pecados e crido em Jesus. Era preciso ter consciência do sentido desse símbolo de fé. Assim, o batismo era um testemunho público de que a pessoa havia se convertido. As ordenanças são chamadas de sacramentos, tanto pela Igreja Católica quanto por algumas denominações históricas e são também reconhecidas como meios de graça por elas. Na teologia pentecostal, usa-se o termo “ordenanças” para se referirem ao batismo e à Ceia do Senhor. Essa preferência decorre simplesmente do fato de que o Senhor Jesus ordenou ambas as coisas. Uma ordenança é simplesmente uma “prática ou cerimônia prescrita”. Os protestantes e evangélicos enxergam as ordenanças como reconstituições simbólicas da mensagem do evangelho que ensina que Cristo viveu, morreu, ressuscitou dentre os mortos, ascendeu aos céus e voltará um dia. Ao invés de serem requisitos para a salvação, as ordenanças são auxílios visuais para nos ajudar a melhor compreender e apreciar o que Jesus Cristo realizou por nós na Sua obra redentora. As ordenanças são determinadas por três fatores: foram instituídas por Cristo, foram ensinadas pelos apóstolos e foram praticadas pela igreja primitiva. Já que o batismo e a Ceia são os únicos rituais que satisfazem estes critérios, então só pode haver duas ordenanças. Nenhuma das ordenanças é necessária para a salvação e nem é um “veículo para a graça”. Depois desta breve explicação, vamos compreender o que é o “Batismo”. Batismo é a nossa identificação com Cristo na Sua morte e ressurreição. Do mesmo modo como os elementos da Ceia simbolizam o corpo e o sangue de Jesus, a imersão em águas simboliza, respectivamente o sepultamento e a ressurreição daquele que morreu para o mundo e ressuscitou para Deus. “Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos” (Cl 2.12). O apóstolo Paulo discorre sobre o simbolismo do batismo mostrando quanto ele é importante na prática de vida: “Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” (Rm 6.3,4). Portanto, esse símbolo impõe sobre o indivíduo grande responsabilidade para com Deus. Basta ler todo o capítulo sexto de Romanos para se ter uma ideia da implicação desse símbolo: o batismo em si é a dramatização externa de uma graça interna. A fim de estar preparado para o batismo requer-se o arrependimento (At 2.38,41). Exige-se “receber a palavra” (At 2.41). Isso também mostra que o batismo deve ser precedido por certa porção de ensinamento. (Não cremos no pedobatismo). Mediante essa o texto da lição e breve exposição acima, destacamos os seguintes pontos: ● O batismo é uma pública profissão de fé, ou seja, um ato em que o crente confessa diante do mundo que crê em Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador. ● O batismo é uma demonstração de mudança. Quando o crente desce as águas batismais, está testemunhando de forma pública perante mundo da sua nova vida em Cristo. O batismo é uma decisão de compromisso. Quando o salvo se candidata ao batismo deve estar convicto e consciente da fé que abraçou. 2.2 A Ceia do Senhor. A LIÇÃO DIZ: A Ceia do Senhor é a outra ordenança dada por Jesus e que foi observada pela igreja de Jerusalém. “E perseveravam… no partir do pão” (At 2.42). A maioria dos estudiosos concorda que esse texto é uma referência à prática da Ceia do Senhor entre os primeiros cristãos. O comentarista evita usar o termo “Santa Ceia” e prefere “Ceia do Senhor”. A nossa Declaração de Fé também faz essa escolha. No campo teológico, há um debate sobre essa nomenclatura. Alguns eruditos afirmam que, como a ceia não é um sacramento, mas uma ordenança, usar a terminologia “Santa Ceia” é catolicizar essa celebração. Não há nenhum poder místico nos elementos da Ceia, por isso evitamos usar a expressão “Santa Ceia”. No entanto, algo “santo” no contexto das Escrituras Sagradas é algo “dedicado, consagrado, separado a Deus”. Não acredito que seja um grave problema usar a terminologia “Santa Ceia”, mas prefiro, assim como o comentarista, aludir a essa ordenança como “Ceia” ou “Ceia do Senhor”. As três visões sobre a Ceia do Senhor 2.2.1 Transubstanciação (Igreja Católica Romana). Acredita que o pão e o vinho se tornam literalmente o corpo e o sangue de Cristo durante a missa. O sacrifício de Jesus é considerado repetido em cada celebração. Essa doutrina é baseada na interpretação literal das palavras de Jesus e sustenta que há uma presença real e substancial de Cristo nos elementos. 2.2.2 Consubstanciação (Luteranismo). Defende que o corpo e o sangue de Cristo estão presentes “com, em e sob” o pão e o vinho, sem que os elementos se transformem. Baseia-se na ideia de que o corpo de Cristo é onipresente. Ainda assim, mantém traços da tradição católica e não sustenta apoio claro nas Escrituras. 2.2.3 Memorialismo (Pentecostalismo e tradição reformada). Afirma que o pão e o vinho são símbolos do corpo e do sangue de Cristo. A Ceia é um memorial, conforme as palavras de Jesus (“fazei isto em memória de mim”), mas não é um ato vazio: Jesus está presente espiritualmente entre os crentes. Essa posição valoriza o ensino bíblico, reconhece o valor espiritual da Ceia e rejeita tanto a presença física quanto o sacramentalismo.
3. UMA IGREJA MODELO 3.1 Uma igreja reverente e cheia de dons. A LIÇÃO DIZ: É dito da igreja de Jerusalém: “Em cada alma havia temor” (At 2.43). A palavra grega traduzida como “temor” é phóbos, que também significa “reverência, respeito pelo sagrado”. Lucas destaca que “muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos” (At 2.43). “Sinais” (gr. téras) e “maravilhas” (gr. sémeíon) são as mesmas palavras usadas pelo apóstolo Paulo para se referir aos dons do Espírito Santo que se manifestavam em suas ações missionárias (Rm 15.19). Os dons espirituais ornamentavam a igreja cristã primitiva. A igreja primitiva vivia sob o impacto contínuo da presença manifesta de Deus. Conforme registra Atos 2.43, “todos continuavam a sentir um profundo temor”. O termo grego phobos, empregado nesse versículo, não se refere a um medo paralisante, mas a um sentimento reverente, oriundo da consciência de que o próprio Deus se fazia presente no meio do seu povo. Trata-se de um temor que reconhece a santidade divina e conduz o ser humano a uma atitude de reverência diante da majestade do Senhor. Conforme observam autores como Kistemaker e Osborne, esse temor afetava não apenas os crentes, mas também os que estavam fora da igreja, pois era perceptível que Deus estava operando de modo extraordinário naquele contexto. Além do temor, havia abundante manifestação de “sinais e prodígios” realizados pelos apóstolos. Esses milagres não visavam exaltar lideranças humanas, mas tinham por finalidade apontar para o Cristo ressurreto, autenticar a mensagem do Evangelho, despertar a fé nos ouvintes e edificar espiritualmente a igreja. Sob a perspectiva pentecostal, esses sinais não se restringem à era apostólica, mas fazem parte da ação contínua do Espírito Santo na vida da igreja. Com base nas Escrituras, defende-se que o mesmo Espírito, derramado no Pentecostes (At 2.1–4), continua atuando por meio dos dons espirituais (1 Co 12.7–11), com vistas à edificação do corpo de Cristo, ao testemunho do Evangelho e à glorificação de Deus. A manifestação dos dons espirituais, contudo, deve ser acompanhada de reverência. O Espírito Santo não é concedido para fins de entretenimento religioso, mas como meio de capacitação santa. Onde há temor a Deus, há também espaço legítimo para o sobrenatural. Infelizmente, observa-se na atualidade uma oscilação entre dois extremos: de um lado, há os que negam os milagres e rejeitam a atualidade dos dons espirituais, reduzindo a fé cristã a uma racionalidade estéril; de outro, encontram-se os que, em nome do poder, fabricam sinais, distorcem a Palavra e tratam o sagrado com leviandade. A igreja primitiva apresenta, contudo, um modelo equilibrado: uma fé viva, reverente e cheia do Espírito. 3.2 Uma igreja acolhedora. A LIÇÃO DIZ: Dentre as muitas marcas de uma igreja relevante, o acolhimento aparece como uma das suas principais. Uma igreja, para se tornar relevante, necessariamente deve ser acolhedora. A igreja de Jerusalém é um modelo de igreja acolhedora. Além de estarem juntos, o texto bíblico diz que naquela igreja “todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum” (At 2.44). Não é fácil partilhar, muito menos acolher. O texto de Atos 2.44–46 nos revela uma comunidade que vivia em unidade espiritual e em comunhão prática: “Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum”. Esta união não era resultado de uma imposição institucional, mas de um mover espiritual espontâneo, operado pelo Espírito Santo na vida dos crentes regenerados. A convivência cristã ia além das palavras: era marcada pela partilha voluntária dos bens, pela hospitalidade e pela mútua assistência diante das necessidades. A prática de “ter tudo em comum” não deve ser confundida com qualquer forma de comunismo ou coletivismo compulsório. O uso dos verbos no imperfeito (v.g., “vendiam” e “repartiam”) indica ações contínuas e pontuais, feitas conforme as necessidades surgiam. O testemunho de Pedro a Ananias (At 5.4) confirma que a entrega de bens era completamente voluntária. Trata-se, portanto, de um modelo de generosidade sacrificial, em que cada crente, sob o impulso da graça e da sensibilidade ao Espírito, renunciava a seus próprios interesses em favor dos irmãos necessitados (cf. 2Co 8.13–15). Conclui-se que: 3.2.1 Uma igreja cheia do Espírito ama de forma prática. Onde há comunhão verdadeira, há cuidado, hospitalidade e sacrifício pelos irmãos. 3.2.2 Quando a Igreja perde essa sensibilidade, ela perde seu brilho. O egoísmo apaga a chama do Espírito, e o amor se esfria. 3.2.3 O Espírito que nos enche para falar em outras línguas é o mesmo que nos impulsiona a abrir a casa, a mesa e o coração. 3.2.4 O mundo precisa ver esse tipo de igreja: unida, generosa, cheia de compaixão. Não basta pregar; é preciso viver. A fé que não se torna amor é fé morta. 3.3 Uma igreja adoradora. A LIÇÃO DIZ: A igreja de Jerusalém era também uma igreja adoradora: “louvando a Deus” (At 2.47). “Louvando” traduz o verbo grego aineó. É o mesmo termo usado para se referir aos anjos e pastores que louvavam a Deus por ocasião do nascimento de Jesus (Lc 2.13,20); é usado também para descrever o paralítico que louvava a Deus depois que foi curado junto à Porta Formosa do Templo (At 3.8). É, portanto, uma expressão de júbilo e de gratidão. Louvar é muito mais que simplesmente “cantar”; é uma expressão de rendição e total entrega! A igreja de Jerusalém era uma comunidade que expressava publicamente sua fé, “louvando a Deus” (aineó), como registra Atos 2.47. Esse verbo, no grego, tem o sentido de elogiar, reconhecer ou declarar publicamente os méritos de alguém. Trata-se de uma ação verbal e consciente, em que se atribui glória a Deus por quem Ele é e pelo que faz. Nesse contexto, o louvor não era um ato meramente litúrgico ou musical, mas uma resposta direta à ação de Deus na história e na vida dos crentes. A igreja primitiva louvava porque experimentava a realidade da salvação, da comunhão com Deus e dos sinais que confirmavam a atuação do Espírito. Conclui-se que: 3.3.1 O louvor como testemunho público. Em Atos, o louvor acontecia de modo visível, ao ponto de gerar impacto no ambiente social: “caindo na graça de todo o povo” (v. 47). Isso mostra que uma igreja que louva a Deus de forma autêntica também influencia sua geração. 3.3.2 O louvor como disciplina da fé. Assim como o ensino e a oração, o louvor era parte do cotidiano da comunidade cristã. Ele integrava a vida comum dos crentes, não como performance, mas como uma prática intencional de exaltar a Deus com entendimento (cf. 1 Co 14.15).
CONCLUSÃO A Igreja de Jerusalém é descrita em Atos como uma igreja centrada na verdade, sensível à ação do Espírito e comprometida com a edificação mútua. Sua força não vinha de estratégias humanas, mas da fidelidade ao ensino apostólico, da prática sincera da fé e da reverência a Deus. Ao invés de buscar relevância por meios artificiais, essa igreja influenciava por aquilo que era: ensinava com clareza, orava com fervor, partilhava com responsabilidade, adorava com integridade e permanecia firme naquilo que ouvira de Cristo.
O deputado federal Júnior Mano, do PSB, foi alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga o desvio de dinheiro de emendas parlamentares. Os agentes da Polícia Federal cumpriram 15 mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao deputado Júnior Mano, do PSB, e a outros cinco investigados – entre eles, o prefeito de Baixio, Lúcio Alves Barroso, do Republicanos – em cidades no Ceará e em Brasília. Os agentes levaram documentos e equipamentos eletrônicos do gabinete do deputado no Anexo Quatro da Câmara dos Deputados. Júnior Mano foi o segundo deputado federal mais votado do Ceará em 2022, quando era do PL. Foi expulso do partido por ter apoiado o candidato do PT à Prefeitura de Fortaleza. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, do Republicanos, foi informado da operação dentro do Congresso diretamente pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Segundo a investigação, o grupo ligado ao deputado Júnior Mano direcionava o dinheiro das emendas parlamentares para prefeituras do Ceará que integravam o esquema. Em troca, ficavam com parte dos recursos. O grupo também é suspeito de fraudar licitações públicas.A cidade que mais recebeu emendas parlamentares do deputado Júnior Mano desde 2021 foi Nova Russas. A prefeita é Giordanna Mano, esposa do parlamentar. Ela não foi alvo na operação desta terça-feira (8). Segundo a PF, a investigação aponta com clareza a participação central do deputado federal Júnior Mano como figura estruturante de uma organização criminosa voltada à utilização indevida de recursos públicos e à manipulação de processos eleitorais em diversas cidades cearenses. Os investigadores apontam que o grupo autorizava a destinação de emendas mediante exigência de retorno de 12%. Tal percentual era tratado como “imposto” ou “pedágio” cobrado sobre valores destinados, em uma prática institucionalizada de corrupção.
Deputado federal Júnior Mano, do PSB, é alvo de operação da PF que investiga o desvio de dinheiro de emendas parlamentares — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
A investigação, que está sob sigilo, apura crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, compra de votos e falsidade ideológica para fins eleitorais. A operação foi autorizada pelo ministro Gilmar Mendes, do STF – Supremo Tribunal Federal, com aval da Procuradoria-Geral da República. Gilmar Mendes determinou ainda o bloqueio de R$ 54 milhões dos investigados. Gilmar Mendes determinou ainda uma nova investigação para apurar a eventual participação de outros deputados federais no esquema. Em nota, a assessoria do deputado Júnior Mano disse que ele não exerce qualquer função executiva ou administrativa em prefeituras, não participa de comissões de licitação, ordenação de despesas ou fiscalização de contratos administrativos; e que reitera seu compromisso com a legalidade. A Prefeitura de Nova Russas declarou que a aplicação dos valores foi realizada dentro da legalidade e devidamente analisada pelos órgão competentes. A cidade de Nova Russas, no interior do Ceará, foi o município que mais recebeu recursos por meio de emendas parlamentares do deputado federal Júnior Mano (PSB-CE), alvo de mandado de busca e apreensão da Polícia Federal nesta terça-feira (8). O município é comandado por Giordanna Mano (PRD), esposa do parlamentar. A PF não informou se a prefeita também é investigada na operação. Buscas foram feitas em Nova Russas, mas a corporação também não deu detalhes de quem foi alvo das ações. Também foram feitas buscas em outros quatro municípios: Eusébio, Fortaleza, CanindéeBaixio. Não está claro se os alvos eram vinculados às prefeituras dessas cidades ou particulares. (Leia abaixo o posicionamento das prefeituras)Levantamento feito pelo g1com dados do Portal da Transparência do Governo Federal mostra que Nova Russas recebeu, desde 2021, um total de R$ 4,4 milhões em emendas destinadas por Júnior Mano — o maior volume entre todas as cidades beneficiadas por ele. A Polícia Federal não informou se os valores identificados pelo g1 têm relação direta com os recursos investigados. Segundo o Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a operação, a PF apura o desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares e fraudes em licitações envolvendo municípios cearenses.
Cidade governada por esposa de Júnior Mano foi a que mais recebeu emendas do deputado alvo da PF
Júnior Mano e esposa, atual prefeita de Nova Russas, cidade onde Mano nasceu e foi vice-prefeito. — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Dos R$ 4,4 milhões pagos à Nova Russas por emendas do deputado Júnior Mano, R$ 3,05 milhões foram repassados por meio de transferências especiais sob responsabilidade do Ministério da Fazenda.
O R$ 1,35 milhão restante foi destinado com finalidade definida: R$ 1 milhão pelo Fundo Nacional de Saúde, vinculado ao Ministério da Saúde, e l pelo Fundo Nacional de Assistência Social, ligado ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.Com uma população estimada em 32.014 habitantes, o valor equivale a R$ 137,44 por morador, o terceiro maior repasse per capita entre todos os municípios que receberam recursos do deputado. A ação da Polícia Federal, batizada de Operação Underhand, investiga a atuação de uma organização criminosa suspeita de desviar recursos públicos por meio de fraudes em processos licitatórios e contratuais. Os agentes cumpriram 15 mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar em Nova Russas, Fortaleza, Eusébio, Canindé e Baixio, no Ceará, além de um mandado em Brasília. Eusébio e Canindé, cidades alvo da operação, receberam R$ 500 mil e R$ 320 mil em emendas do deputado, respectivamente.
Em nota, a equipe de assessoria informou que o deputado Júnior Mano “atua para garantir recursos para obras e programas relevantes no estado do Ceará e não apenas em único município”.
“Os recursos mencionados pela reportagem foram aplicados em projetos de infraestrutura e promoção da saúde. Todas as verbas enviadas pela União tiveram a aplicação devidamente analisada pelos órgãos de fiscalização”, segue a nota.Em nota, a Prefeitura de Nova Russas afirmou que “todos os recursos federais mencionados foram destinados a obras e ações que trouxeram benefícios à população de Nova Russas, especialmente nas áreas de saúde e infraestrutura”.“A aplicação dos valores foi realizada dentro da legalidade e devidamente analisada pelos órgãos competentes”, diz o órgão. A prefeitura conclui a nota afirmando que “insinuações sem provas estejam sendo usadas com fins políticos”. Em 2022, o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) cassou o diploma de Giordanna Mano e do vice José Anderson por abuso de poder político e captação ilícita de votos. Além da cassação dos diplomas, foi aplicada a sanção de inelegibilidade para ela e para o próprio Júnior Mano, pelo prazo de 8 anos. Eles recorreram no TSE e, em 2023, obtiveram decisão favorável. Com isso, os direitos políticos de ambos foram mantidos.
Veja a lista completa dos municípios que receberam emendas do deputado Júnior Mano:
Distribuição das emendas pagas por Júnior Mano
Município
UF
2021
2023
2024
Total Geral
Nova Russas
CE
R$ 4.400.000,00
R$ 4.400.000,00
Russas
CE
R$ 2.900.000,00
R$ 2.900.000,00
Fortim
CE
R$ 2.850.000,00
R$ 2.850.000,00
Beberibe
CE
R$ 1.950.000,00
R$ 1.950.000,00
Mulungu
CE
R$ 1.850.000,00
R$ 1.850.000,00
Crateús
CE
R$ 1.700.000,00
R$ 1.700.000,00
Monsenhor Tabosa
CE
R$ 1.560.000,00
R$ 1.560.000,00
Aquiraz
CE
R$ 1.450.000,00
R$ 1.450.000,00
Pacatuba
CE
R$ 1.440.000,00
R$ 1.440.000,00
Reriutaba
CE
R$ 1.400.000,00
R$ 1.400.000,00
Cariús
CE
R$ 1.350.000,00
R$ 1.350.000,00
Guaiúba
CE
R$ 1.200.000,00
R$ 1.200.000,00
Pires Ferreira
CE
R$ 1.200.000,00
R$ 1.200.000,00
Piquet Carneiro
CE
R$ 1.070.000,00
R$ 1.070.000,00
Milhã
CE
R$ 1.050.000,00
R$ 1.050.000,00
Forquilha
CE
R$ 1.010.000,00
R$ 1.010.000,00
Tianguá
CE
R$ 1.000.000,00
R$ 1.000.000,00
Pindoretama
CE
R$ 950.000,00
R$ 950.000,00
Tamboril
CE
R$ 900.000,00
R$ 900.000,00
Itaitinga
CE
R$ 800.000,00
R$ 800.000,00
Santana Do Acaraú
CE
R$ 800.000,00
R$ 800.000,00
Estado do Ceará
R$ 255.430,00
R$ 125.841,00
R$ 300.000,00
R$ 681.271,00
Cedro
CE
R$ 550.000,00
R$ 550.000,00
Eusébio
CE
R$ 500.000,00
R$ 500.000,00
Mombaça
CE
R$ 500.000,00
R$ 500.000,00
Tabuleiro Do Norte
CE
R$ 500.000,00
R$ 500.000,00
Boa Viagem
CE
R$ 399.832,00
R$ 399.832,00
Apuiarés
CE
R$ 394.792,00
R$ 394.792,00
Jaguaruana
CE
R$ 349.853,00
R$ 349.853,00
Canindé
CE
R$ 320.000,00
R$ 320.000,00
Choró
CE
R$ 300.000,00
R$ 300.000,00
Porto Alegre
CE
R$ 241.316,00
R$ 241.316,00
Chorozinho
CE
R$ 200.000,00
R$ 200.000,00
Quixeramobim
CE
R$ 200.000,00
R$ 200.000,00
A operação
De acordo com a PF, o núcleo investigado articulava o envio de verbas públicas a determinados municípios no Ceará e, em troca, parte dos recursos era desviado para pagamentos ilegais. A organização criminosa também é suspeita de influenciar procedimentos licitatórios por meio de empresas vinculadas ao grupo. As condutas investigadas envolvem os crimes de organização criminosa, captação ilícita de sufrágio, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica com fim eleitoral.Segundo a PF, o grupo criminoso teria usado recursos públicos desviados para financiar campanhas eleitorais nas eleições municipais do ano passado.
Vejam o que disseram as prefeituras
Conforme a Polícia Federal, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em cinco municípios do Ceará, entre eles Nova Russas, que é administrado pela esposa de Júnior Mano. Até o momento, o município não se pronunciou sobre a operação nem confirmou se a prefeitura foi alvo dos mandados.O g1 também procurou as prefeituras de outros municípios onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão: Eusébio, Fortaleza, Canindé e Baixio. A Prefeitura de Eusébio informou que os mandados não foram cumpridos nas dependências da administração municipal, e sim em imóveis particulares.
A Prefeitura de Canindé também informou que “nenhum órgão da administração municipal atual, tampouco qualquer prédio público ou secretaria, foi alvo da referida operação”.A reportagem procurou a Prefeitura de Fortaleza para esclarecer se a administração foi alvo da operação, mas não obteve resposta.Já a Prefeitura de Baixio afirmou que a Polícia Federal esteve na sede da administração para o cumprimento de mandados de busca e apreensão, mas ressaltou que não houve apreensões na ação. Confira: “A Prefeitura recebeu os agentes federais de forma colaborativa, prestando todas as informações solicitadas e garantindo o acesso às dependências públicas necessárias para o cumprimento da diligência.Ressaltamos que não foi localizado qualquer documento, tampouco houve a apreensão de materiais ou equipamentos nas dependências da Prefeitura durante a ação, que transcorreu de maneira pacífica e transparente. Por fim, a Prefeitura de Baixio reafirma seu compromisso com a legalidade e com a boa aplicação dos recursos públicos, permanecendo à disposição das autoridades competentes para qualquer esclarecimento ou auxílio necessário ao andamento das investigações”
Entre os dias 2 e 7 de julho, acontece a etapa de chegada nos territórios dos médicos formados no Brasil com registro no Conselho Regional de Medicina (CRM). Já os médicos brasileiros formados no exterior irão participar, a partir de 4 de agosto, do Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv), um treinamento específico para atuação em situações de urgência, emergência e no enfrentamento de doenças prevalentes nas regiões de trabalho.
Os profissionais que compõem o Mais Médicos estão diretamente ligados ao fortalecimento da Atenção Primária à Saúde e no esforço contínuo em acelerar o atendimento especializado no Sistema Único de Saúde (SUS). A atuação integrada desses profissionais, pelo prontuário eletrônico e os fluxos que vão reduzir o tempo de espera do paciente, facilitará o acesso à média e alta complexidade para todos os cidadãos.
“São mais de três mil profissionais que iniciam suas atividades dentro do Mais Médicos, qualificando o atendimento na atenção primária e reduzindo o tempo de espera. Além disso, o programa também investe na formação e qualificação desses profissionais, proporcionando oportunidades de especialização em Medicina de Família e Comunidade e mestrado profissional em Saúde da Família”, explica o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço.
Distribuição de médicos no Brasil
A oferta das vagas do programa considerou o cenário atual de distribuição de profissionais no país, segundo Demografia Médica 2025. O estudo – realizado pelo Ministério da Saúde (MS), Universidade de São Paulo (USP) e Associação Médica Brasileira (AMB) –, aponta a proporção de médicos por habitante nas diferentes regiões do país.
A prioridade do Mais Médicos é atender aquelas regiões de maior vulnerabilidade social e com menor número de profissionais. As vagas do edital contemplaram, em sua maioria, regiões vulneráveis de municípios de pequeno porte (75,1%), médio porte (11,1%) e grande porte (13,8%).
O Programa Mais Médicos garante assistência a mais de 63 milhões de brasileiros em todo o país. Com a meta de alcançar 28 mil profissionais, atualmente conta com cerca de 24,7 mil médicos atuando em 4,2 mil municípios – o que representa 94% do território nacional coberto pelo programa.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, e o secretário-executivo do MinC, Márcio Tavares, participaram nesta segunda-feira (7) da cerimônia de abertura do seminário Cultura, Controle e Direito: Troca de olhares, saberes e fazeres, realizado na sede do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), em Belo Horizonte.
“É uma honra estar neste seminário, que reúne gestores municipais, representantes jurídicos, órgãos de controle e tantos profissionais comprometidos com as políticas culturais do nosso país”, afirmou a titular da Cultura. Ela pontuou ainda a relevância do diálogo entre a Pasta, os órgãos de controle e os gestores locais para consolidar marcos regulatórios mais eficientes.“Eventos como este precisam ser replicados em todo o Brasil. O diálogo com os Tribunais de Contas, com secretários e secretárias, gestores e agentes culturais, é fundamental para consolidar a nova legislação e garantir que ela seja efetiva em cada município, em cada estado, em cada projeto, tornando-se uma ferramenta de democratização do ambiente cultural”, enfatizou.Margareth Menezes destacou que a cultura deve ser compreendida como direito, motor de transformação e vetor de desenvolvimento. “A cultura é tudo que somos, é quem fomos e quem seremos. Garantir à população o direito de fazer cultura, de acessar bens e serviços culturais e de participar da construção das políticas públicas é uma forma de combater desigualdades, celebrar a diversidade e fortalecer a democracia”. O Seminário, afirmou, representa uma oportunidade de pactuação e construção conjunta.Já o presidente do TCE-MG, conselheiro Durval Ângelo, chamou a atenção para a expressiva participação de municípios e representantes da sociedade civil no seminário. Ele explicou que o evento surgiu da necessidade de repensar como os órgãos de controle lidam com os instrumentos de fomento à cultura.“O primeiro processo que chegou à minha mesa, há sete anos, foi uma tomada de contas especial do Fundo Municipal de Cultura de Belo Horizonte. Era um edital amplo, participativo, com mais de 240 artistas, entidades e grupos gestores envolvidos. Nessa tomada de contas, mais de 120 projetos foram rejeitados. Cinquenta por cento dos projetos receberam parecer contrário à aprovação”, contou.
Durval Ângelo ressaltou que, geralmente, as rejeições não estavam relacionadas à má-fé, mas sim a dificuldades na prestação de contas. “Era evidente que a grande maioria não cometeu improbidade administrativa. Mesmo diante da solidariedade dos técnicos do tribunal, eles nos diziam que, na análise técnica, nada podiam fazer: faltavam documentos ou as prestações de contas estavam incompletas”, lembrou.
A partir dessa experiência, surgiu a reflexão sobre a necessidade de um novo olhar para os mecanismos de fomento cultural. “Foi aí que me despertou a ideia de que as leis e os fundos de cultura precisavam de um tratamento diferenciado. Inicialmente, buscamos esse caminho por meio do MIROSC, o marco do terceiro setor. Isso nos permitiu ir além da análise contábil e financeira, tratando esses projetos como parcerias. Eles precisavam ser avaliados também pelo benefício que trazem para a comunidade”, avaliou.
O Direito à Cultura como Direito Fundamental: Democratização e Cidadania
Em seguida, foi realizada a conferência O Direito à Cultura como Direito Fundamental: Democratização e Cidadania. Conduzida pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, a Mesa apontou que a cultura não é somente uma expressão simbólica de um povo, mas também, um direito constitucional que garante a democracia, promove o respeito à diversidade e assegura a liberdade individual.
“É isso que a cultura faz, é isso que a cultura promove. Tornou-se um tema do Direito, tornou-se um tema garantidor da democracia, ao assegurar o respeito à diversidade, a possibilidade não apenas da produção cultural, mas também do acesso à cultura, da sua divulgação, para que cada um, livremente, possa fazer o que quiser na vida. E, com isso, se realizar como pessoa”, afirmou.
A ministra alertou que a defesa do direito à cultura deve ser constante, especialmente diante de riscos democráticos. E lembrou que o direito à cultura está previsto expressamente na Constituição de 1988. “A Constituição brasileira lista os direitos fundamentais, que não são os únicos, mas estão ali expressamente postos. Para além dos direitos autorais, o constituinte especificou o direito à cultura”, citou. Ela mencionou ainda a Declaração Universal da Diversidade Cultural, aprovada pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) em 2002, que reforça o reconhecimento da cultura como um direito universal.
A Virada de Chave nas Políticas Públicas Culturais no Brasil: O Pacto Federativo e o Sistema Nacional de Cultura
Na palestra A Virada de Chave nas Políticas Públicas Culturais no Brasil: O Pacto Federativo e o Sistema Nacional de Cultura, o secretário-executivo do MinC, Márcio Tavares, enfatizou a necessidade de aproveitar a atual janela de oportunidade para consolidar as políticas culturais como políticas efetivamente de Estado. “Nós precisamos aproveitar essa janela de oportunidade nesses quatro anos, não só de recomposição do Ministério da Cultura, mas de uma aceleração dessa agenda da construção das políticas culturais”.
O secretário traçou um panorama histórico do Sistema Nacional de Cultura (SNC), destacando sua trajetória desde a promulgação da Constituição de 1988 até sua recente regulamentação e explicou que “a ideia do Sistema Nacional de Cultura surge logo após a Constituição e ela vai se fortalecendo a partir dos anos 2000”, quando houve “o alargamento do conceito de política cultural, do conceito de cultura, uma virada antropológica e a ampliação da dimensão dessas políticas”.
O marco regulatório do SNC foi finalmente aprovado em 2024, através da Lei 14.835, após um longo processo de tramitação que se iniciou em 2017. “Entre a extinção do Ministério da Cultura e os períodos de percalços democráticos e de gestão da política cultural, a proposta de regulamentação do Sistema Nacional de Cultura foi apresentada no Congresso Nacional em 2017, mas tramitou até 2024”, explicou, referindo-se ao período em que o Ministério foi extinto.
A legislação estabelece três princípios fundamentais para o funcionamento do sistema: a cooperação federativa, que garante a coordenação entre União, estados e municípios; a participação social, que determina a existência de conselhos de participação em todos os níveis; e a transparência e planejamento de longo prazo, para as políticas públicas terem previsibilidade e continuidade.
“Hoje, o Sistema Nacional de Cultura é um dispositivo que está presente na Constituição Brasileira, só que não havia sido regulamentado”, ressaltou o secretário-executivo, destacando a importância histórica da aprovação do marco regulatório como “uma ferramenta importante para a gente consolidar esse pacto estruturante de reorganização das políticas de cultura no Brasil”.
Um dos pontos centrais da apresentação de Márcio Tavares foi a necessidade de estabelecer um pacto federativo claro para as políticas culturais, com definição precisa das responsabilidades de cada ente da federação. O secretário-executivo destacou que, diferentemente de áreas como educação e saúde, que já possuem divisões bem estabelecidas de competências, a cultura ainda enfrenta o desafio de organizar essas responsabilidades.
“Fortalecer o pacto federativo é reconhecer a cultura como um direito de todos e que ela é uma responsabilidade compartilhada entre a União, os estados e os municípios”, afirmou Márcio.
Aqui você encontra o resultado das seleções de duas modalidades do programa habitacional Minha Casa Minha Vida: Entidades, Rural e FNHIS. Essas modalidades têm por objetivo oferecer moradia para a população urbana organizada, para municípios com população inferior e/ou igual a 50 mil habitantes e, também, para agricultores familiares, povos indígenas, integrantes de comunidades remanescentes de quilombos rurais e demais povos e comunidades tradicionais residentes em áreas rurais. As Seleções do MCMV Entidades e Rural foram realizadas por meio das portarias MCID Nº 743, de 20 de junho de 2023 e MCID nº 862, de 4 de julho de 2023. Entidades organizadas de Movimentos Sociais, prefeituras e governos estaduais enviaram propostas que foram analisadas e selecionadas de acordo com os critérios previstos nas portarias de seleção. Foram selecionadas 37 mil unidades habitacionais na modalidade MCMV Entidades com investimentos totais previstos de R$ 6 bilhões. Na modalidade MCMV Rural a seleção contempla 75 mil unidades habitacionais com investimentos totais previstos de R$ 5,6 bilhões. Foram selecionadas 37 mil unidades habitacionais na modalidade MCMV Entidades com investimentos totais previstos de R$ 6 bilhões. Na modalidade MCMV Rural a seleção contempla 75 mil unidades habitacionais com investimentos totais previstos de R$ 5,6 bilhões. O MCMV-Entidades concede financiamento subsidiado a pessoas físicas para produção de unidades habitacionais para famílias residentes em áreas urbanas. As entidades devem estar organizadas por meio de entidades privadas sem fins lucrativos. O MCMV-Entidades é realizado com recursos do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS). O Minha Casa Minha Vida-Rural subsidia a produção ou a melhoria de unidades habitacionais para agricultores familiares, trabalhadores rurais e famílias residentes em área rural. O programa pode ser acessado em duas modalidades: subsidiado e financiado. A modalidade subsidiada do programa, objeto da presente seleção, é operada com recursos do Orçamento Geral da União. O MCMV Entidades atende famílias com renda mensal de até R$ 4.400,00 em áreas urbanas; e o MCMV Rural – Faixa 1, objeto da presente seleção, atende famílias com renda anual de até R$ 31.680,00, em áreas rurais. O MCMV FNHIS, com seleção realizada por meio da portaria MCID nº 1.310, 19 de novembro, 2024, visa atender às famílias cuja renda mensal bruta se enquadre na Faixa Urbano 1, ou seja R$ 2.640,00 residentes de municípios da categoria Sub 50, ou seja, com uma população igual ou inferior a 50 mil habitantes.
A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), revelou que o custo da cesta básica diminuiu em 11 localidades e aumentou em seis capitais. O levantamento foi feito entre os meses de maio e junho.O estudo do Dieese apontou que as maiores baixas foram nas capitais Aracaju (-3,84%), Belém (-2,39%), Goiânia (-1,90%), São Paulo (-1,49%) e Natal (-1,25%). As maiores altas foram registradas em Porto Alegre (1,50%) e Florianópolis (1,04%).Apesar de ter caído o custo, a cesta básica em São Paulo continua sendo a mais cara do país, com o valor de R$ 831,37. Na sequência estão Florianópolis (R$ 867,83), Rio de Janeiro (R$ 843,27) e Porto Alegre (R$ 831,37).As capitais com os valores da cesta básica mais baixos, porém com a composição diferente de produtos e com menores valores médios, foram Aracaju (R$ 557,28), Salvador (R$ 623,85), João Pessoa (R$ 636,16) e Natal (R$ 636,95).
Aumento
Na comparação dos valores da cesta entre junho do ano passado e junho de 2025, quase todas as capitais registraram aumento de preço. Nesse caso, as variações foram de 1,73% em Salvador e 9,39% no Recife. A redução ocorreu em Aracaju, com -0,83%.No acumulado do ano, entre dezembro de 2024 e junho de 2025, todas as capitais incluídas na pesquisa mostraram alta nos preços da cesta. Em Aracaju, os índices oscilaram em mais 0,58%, por exemplo, e em Fortaleza, 9,10%.
Produtos
Entre os produtos que tiveram baixas está a batata, que diminuiu nas capitais do centro-sul nos meses de maio e junho. Em Belo Horizonte e Porto Alegre, por exemplo, as quedas ficaram em em -12,62% e -0,51%, respectivamente.O açúcar, por sua vez, diminuiu em 12 cidades no período, ficando estável no Recife e aumentando em quatro capitais, sendo o mais alto em Campo Grande (1,75%). As maiores reduções no preço do açúcar ocorreram em Brasília (-5,43%), Vitória (-3,61%), Goiânia (-3,27%) e Belém (-3,15%).No mesmo período aferido pela pesquisa, o preço do leite integral diminuiu em 11 capitais, casos de Brasília (-2,31%) e Curitiba (-0,65%). Já em cinco cidades, os valores se elevaram, como aconteceu em Aracaju (2,11%). A maior alta foi no Recife (8,93%), sendo que em outras 12 houve retração no preço médio do produto, com variações, por exemplo, em Campo Grande (-7,99%) e São Paulo (-0,71%).O tomate aumentou em dez capitais entre maio e junho, sendo registradas variações no Rio de Janeiro (0,29%) e Porto Alegre (16,90%). Em outras sete, o preço caiu, com a maior variação em Aracaju (-21,43%). No período de 12 meses, o tomate baixou de preço em 16 capitais, sendo que o valor médio diminuiu, por exemplo, em Aracaju (-25,29%), Salvador (-19,72%) e no Rio de Janeiro (-14,48).
247 – O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva afinaram parcerias em áreas estratégicas como pesquisa na área de agricultura, transição energética, transformação digital, combate ao crime organizado e ao terrorismo. As duas lideranças tiveram um encontro nesta terça-feira (8), em Brasília (DF).
“Brasil e Índia podem ser os motores de um novo modelo de desenvolvimento baseado em energias limpas”, disse Lula por meio de uma declaração à imprensa sobre a reunião entre os representantes dos dois países. A Índia é atualmente o décimo maior parceiro comercial do Brasil. Em 2024, o comércio bilateral totalizou US$ 12 bilhões, alta de 24% nos cinco primeiros meses de 2025. As exportações brasileiras chegaram a US$ 5,26 bilhões, com destaque para açúcar, petróleo bruto, óleos e aviões. As importações somaram US$ 6,8 bilhões, fazendo da Índia a sexta maior origem de importações para o Brasil, de acordo com informações divulgadas pelo governo.
Acordos
Meio Ambiente
Uma das áreas da cooperação é a sustentabilidade ambiental. “Somos parceiros da Aliança Global para Biocombustíveis, lançada na presidência indiana do G20”, afirmou Lula à imprensa.
“A Índia é o mercado de bioenergia que mais cresce no mundo. O país estabeleceu como meta ampliar para 20% a mistura de etanol na gasolina e para 5% a proporção de biodiesel no óleo diesel. O Brasil tem meio século de experiência com biocombustíveis e é pioneira em motores flex. Já adicionamos 30% de etanol à gasolina e 15% de biodiesel ao diesel”, continuou. Lula
O presidente Lula também disse ter convidado “a Índia a se somar ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que vai remunerar países que preservam suas florestas”.
Tecnologia
O desenvolvimento tecnológico e defesa são outros dois assuntos em que Brasil e Índia pretendem continuar a parceria.
Segundo o presidente Lula, “as políticas indianas de infraestruturas públicas digitais, baseadas em dados, códigos e modelos abertos, se contrapõem à dinâmica concentradora de empresas privadas”.
“Queremos criar com a Índia um centro de excelência para trazer esse potencial ao Brasil. Temos interesse em colaborar no desenvolvimento e na produção de vacinas e medicamentos, a fim de fortalecer o complexo industrial da saúde brasileiro. Com suas missões à Lua, a Índia firmou-se como exemplo de sucesso na exploração espacial”, continuou o presidente. “Expus ao Primeiro-Ministro Modi a disposição da EMBRAER de consolidar sua presença na Índia em parceria com empresas locais, com transferência de tecnologia e formação profissional. Os aviões da empresa podem ajudar o país a concretizar o plano UDAN para que ‘todos os indianos possam voar’”.
Mercosul
O presidente Lula afirmou que agradeceu “ao primeiro-ministro Modi a recente abertura do mercado indiano para o frango e o algodão brasileiros”. “A ampliação do acordo MERCOSUL-Índia pode contribuir para reduzir as barreiras tarifárias e não-tarifárias que ainda obstruem nosso comércio”.
“Atualmente, apenas 14% das exportações brasileiras para a Índia estão cobertas pelo acordo”, acrescentou.
Crime organizado
O governo federal informou que, nesta terça (8), os dois países assinaram o Acordo sobre Combate ao Terrorismo e ao Crime Organizado Transnacional que ampliará nossa cooperação.
O Ministério da Saúde publicou a Portaria GM/MS Nº 7.350, de 30 de junho de 2025, que estabelece os valores da assistência financeira complementar federal referente à competência de junho de 2025. Ao todo, foram destinados R$ 790.917.224,44 a estados e municípios, para auxiliar no pagamento do Piso Salarial Nacional da Enfermagem, conforme previsto no Título IX-A da Portaria de Consolidação GM/MS nº 6, de 28 de setembro de 2017.
A medida garante o repasse mensal de recursos da União a entes federativos para o cumprimento da legislação vigente, que institui o piso nacional da categoria. Os valores correspondem à complementação federal para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, além de parteiras, que atuam em órgãos públicos ou no Sistema Único de Saúde (SUS).
Valores repassados
Segundo os dados da portaria, os estados que mais receberam recursos em junho foram:
Minas Gerais: R$ 110.196.850,46
Bahia: R$ 77.118.282,63
Pernambuco: R$ 67.944.251,63
Maranhão: R$ 59.752.518,35
Rio de Janeiro: R$ 54.042.279,50
A capital mineira lidera entre os municípios, com mais de R$ 9 milhões repassados. Também receberam valores expressivos, as cidades do Rio de Janeiro (R$ 7,8 milhões), Fortaleza (R$ 6,1 milhões), Campo Grande (R$ 4,7 milhões) e Campina Grande – PB (R$ 4,7 milhões).
Região
UF
Valor Transferido para Estado
Valor Transferido para Município
Valor Transferido em junho – Total
Centro-Oeste
DF
368.966,21
–
368.966,21
Centro-Oeste
GO
5.386.828,53
10.633.463,43
16.020.291,96
Centro-Oeste
MS
1.812.558,42
9.990.851,60
11.803.410,02
Centro-Oeste
MT
2.105.376,67
9.626.350,16
11.731.726,83
Nordeste
AL
2.009.563,59
15.411.681,48
17.421.245,07
Nordeste
BA
24.227.548,27
52.890.734,36
77.118.282,63
Nordeste
CE
5.327.282,14
37.696.067,95
43.023.350,09
Nordeste
MA
14.884.587,04
44.867.931,31
59.752.518,35
Nordeste
PB
6.609.276,20
27.224.311,52
33.833.587,72
Nordeste
PE
36.249.742,27
31.694.509,36
67.944.251,63
Nordeste
PI
3.302.405,72
15.643.488,98
18.945.894,70
Nordeste
RN
3.958.302,58
16.346.817,67
20.305.120,25
Nordeste
SE
9.354.555,03
5.737.433,85
15.091.988,88
Norte
AC
2.336.911,25
1.025.801,61
3.362.712,86
Norte
AM
9.834.673,96
11.645.601,41
21.480.275,37
Norte
AP
594.320,86
4.380.874,49
4.975.195,35
Norte
PA
12.547.421,60
35.619.646,25
48.167.067,85
Norte
RO
1.429.212,76
5.602.028,08
7.031.240,84
Norte
RR
–
853.861,34
853.861,34
Norte
TO
4.686.915,25
6.433.479,58
11.120.394,83
Sudeste
ES
9.220.679,09
7.744.712,73
16.965.391,82
Sudeste
MG
4.791.930,45
105.404.920,01
110.196.850,46
Sudeste
RJ
9.945.647,08
44.096.632,42
54.042.279,50
Sudeste
SP
15.184.221,78
32.413.972,03
47.598.193,81
Sul
PR
16.725.057,91
13.828.477,63
30.553.535,54
Sul
RS
10.929.486,55
15.962.859,79
26.892.346,34
Sul
SC
8.384.383,76
5.932.860,43
14.317.244,19
A presidente da Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE), Solange Caetano, participou da audiência pública realizada, no dia 1º de julho, no município de Bebedouro (SP), para discutir sobre o descumprimento do piso salarial da categoria. A audiência foi promovida pelo o vereador Professor Antônio Gandini Júnior (PT).
Solange lembrou da primeira derrota que os enfermeiros enfrentaram na luta pelo piso salarial. “O primeiro revés foi o veto do então presidente Bolsonaro, à época, por conta do reajuste anual que existia dentro do projeto do piso. Quando voltou para o Congresso Nacional, apesar de toda a mobilização, nós não conseguimos derrubar o veto. Hoje nós temos um piso salarial congelado. Se não tiver um debate com o governo municipal, se não tiver um debate com o governo estadual para, de fato, reajustar, o piso vai ser corroído. Quando a gente prestar atenção, ele já não vai estar valendo absolutamente mais nada, o nosso poder de compra vai estar zerado”, alertou à categoria para a situação.
Como utilizar os recursos
Os valores devem ser utilizados exclusivamente para o pagamento do piso da enfermagem, conforme regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde. Cabe aos gestores locais acompanhar os lançamentos nos sistemas oficiais e garantir a correta alocação dos repasses.
A atualização mensal dos valores segue o cronograma de execução financeira do programa, com base nas informações enviadas pelos entes federativos.
A derrubada, pelo Congresso Nacional, dos decretos do presidente Lula que ajustavam o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) traz à tona a velha lógica perversa do sistema tributário brasileiro: os trabalhadores e a classe média pagam, mas os ricaços sonegam ou pagam pouquíssimo imposto.
Enquanto a classe média e os pobres arcam com impostos regressivos, bancos, grandes corporações e bilionários usam brechas para escapar de suas obrigações. A gritaria contra o ajuste não é sobre “aumento de impostos”, mas sim sobre o fim de privilégios escandalosos. Um trabalhador que ganha R$ 5 mil mensais paga hoje 27,5% de Imposto de Renda, mas milionários com renda mensal acima de R$ 2 milhões pagam apenas 1,74%. É muito injusto. É inaceitável que haja cortes em programas sociais como o Minha Casa, Minha Vida e o Pé-de-Meia em vez de taxação de quem sempre lucrou às custas do povo. O ajuste do IOF buscava corrigir essas distorções, impedindo que grandes bancos, instituições financeiras e rentistas burlassem o pagamento do imposto. A reação furiosa desses setores apenas comprova seu temor em perder regalias. A oposição espalha a mentira de que Lula “aumentou impostos”, mas a realidade é oposta: o governo isentou do Imposto de Renda quem ganha até dois salários mínimos e propõe ampliar o benefício para rendas de até R$ 5 mil – beneficiando 10 milhões de pessoas – e diminuir os tributos dos que ganham entre esse patamar e R$ 7 mil mensais, alcançando 5 milhões de contribuintes. Com isso, teremos 25 milhões de famílias pagando nada ou menos do imposto de renda. Apenas 140 mil pessoas pagarão mais imposto de renda com a aprovação do projeto, aqueles que ganham acima de R$ 1 milhão por ano.
Importante lembrar que a tabela do IR ficou congelada por anos sob Temer e Bolsonaro, corroendo o poder de compra dos trabalhadores. Quem ganhava acima de R$ 1.904,00 em 2022 (apenas 1,6 salário mínimo) já era obrigado a pagar Imposto de Renda. O discurso da “gastança” também não se sustenta: o governo contingenciou R$ 31 bilhões em despesas e reduziu o gasto público em relação ao PIB de 19,5% em 2023 para 18,8% no ano passado, enquanto os gastos reais caíram 0,7%. Precisamos enfrentar o problema da injustiça tributária. Hoje, há isenções fiscais de R$ 800 bilhões para grandes empresas. Fala-se de cortes, mas os supersalários no Judiciário e no Ministério Público seguem intocados. O Congresso precisa enfrentar essas questões. O Brasil precisa urgentemente de uma reforma tributária progressiva, que taxe grandes fortunas e rendas financeiras isentas de tributos. O ajuste do IOF era um passo nessa direção, mas a elite preferiu sabotá-lo.
Enquanto Lula avança na redução da desigualdade, as forças do atraso tentam impedi-lo. Os donos do poder resistem ferozmente a qualquer mudança que ameace seus privilégios. A sociedade brasileira percebe nitidamente, hoje, que de um lado há os que querem um país mais justo e, do outro, os que insistem em manter seus luxos às custas do povo. O PT sempre teve como uma de suas principais bandeiras a construção de um país mais justo e igualitário. Para conseguirmos isso, é preciso que todos contribuam, especialmente aqueles que mais têm. A resistência à mudança só confirma uma velha máxima: no Brasil, a elite nunca aceita perder seus privilégios, mesmo que isso signifique perpetuar a desigualdade.
Lindbergh Farias é deputado federal (PT-RJ) e líder do partido na Câmara dos Deputados
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.
Ao anunciar que o Dia da Independência passará a ser celebrado também em 2 de Julho, data da expulsão definitiva dos portugueses da Bahia em 1823, o presidente Lula reescreveu com os pés no chão da história o que foi sequestrado pela memória oficial. A verdadeira independência foi conquistada com sangue negro, indígena e popular. Não foi um ato isolado de um príncipe às margens do Ipiranga, mas uma guerra popular que partiu do povo e enfrentou as elites coloniais. Foi arrancada à força, com coragem e sacrifício.
Ao lado de figuras como Maria Felipa, Bárbara de Alencar, Quitéria e Jovita Feitosa, Lula se colocou como herdeiro de uma tradição de resistência marginalizada pela elite brasileira. E não é coincidência que esse gesto tenha ocorrido no mesmo momento em que essa elite tenta reduzi-lo ao papel de refém institucional, por meio da sabotagem aberta no Congresso Nacional. A derrubada do decreto que aumentava o IOF sobre investimentos no exterior foi apenas o estopim. O que está em jogo é quem governa o país: o presidente eleito nas urnas ou uma casta legislativa blindada pela mídia e protegida pelo mercado. Nesta semana, o governo Lula reativou com força a retórica do “nós contra eles”, transformando a disputa sobre a taxação dos super-ricos em uma batalha simbólica entre o povo e a elite financeira. A rejeição do decreto do IOF pelo Congresso serviu de gatilho: o Planalto reagiu com uma ofensiva comunicacional centrada na justiça tributária, com Lula posando com cartaz pedindo a taxação dos super-ricos e aliados espalhando a mensagem nas redes sociais. A narrativa passou a dividir o país entre os 99% que pagam impostos e o 1% que é protegido pelo Legislativo. A campanha, que inclui ataques indiretos a bilionários, banqueiros e plataformas de apostas, mobilizou ministros, parlamentares governistas e influenciadores ligados ao PT. A estratégia provocou resposta do presidente da Câmara, Hugo Motta, que acusou o governo de governar contra todos ao adotar o discurso do confronto. Mas Lula dobrou a aposta, classificou como “absurdo” o veto ao decreto e anunciou que recorrerá ao STF.
A virada marca uma inflexão política e narrativa do governo, que passa a investir no conflito como motor de mobilização, diante das sucessivas derrotas no Congresso e do cerco imposto pela aliança entre Centrão, mídia tradicional e mercado. A tática pode tensionar ainda mais as relações institucionais, mas recoloca o povo como sujeito político em uma arena onde até então só se viam bastidores e barganhas.
A resposta de Lula foi proporcional ao tamanho do ataque. Em vez de recuar, denunciou. Em vez de negociar nos bastidores, levou a disputa à opinião pública. O governo decidiu travar, enfim, a guerra da comunicação, e o fez com coragem rara. No mesmo ciclo de embates, Fernando Haddad, normalmente avesso ao confronto, rompeu o protocolo e se levantou publicamente para defender Lula dos ataques vindos do bolsonarismo e do mercado. “Ele é muito diferente do senhor”, disse, com a voz embargada, dirigindo-se ao ex-presidente, após o fiasco do ato da Paulista.
Lula, por sua vez, com o chapéu panamá que virou sua armadura desde que se feriu no banheiro de casa, encarnou o líder que não aceita ser tutelado. No lançamento do Plano Safra Empresarial, sua fala foi marcada por um tom grave, quase amargo, como quem sabe que precisa mais do povo do que do Congresso. “Quem está ajudando esse país são os pobres”, disse, emocionado. “Não são os ricos que sustentam essa nação.”
A campanha pela taxação dos Bilionários, dos Bancos e das Bets (Há um B mudo aqui chamado Big Techs), a chamada “Taxação BBB”, ganhou corpo no campo progressista com o apoio do governo, que compreende que essa disputa não é apenas orçamentária, mas simbólica. O que está em jogo é a soberania do voto popular frente a um parlamentarismo informal e plutocrático. Ao transformar o 2 de Julho em feriado nacional, Lula não apenas corrige uma omissão histórica. Ele deixa claro: a independência precisa ser reconquistada todos os dias.
E essa reconquista começa por nomear o inimigo. Por dizer, sem hesitação: o Centrão não representa o povo. O mercado não pode vetar o projeto de país aprovado nas urnas. A elite legislativa que protege os super-ricos é a mesma que apaga Maria Felipa dos livros de história.
Neste 2 de Julho, Lula não apenas homenageou os heróis populares. Ele se colocou ao lado deles. E como em 1823, a pergunta é a mesma: vamos deixar que nos roubem de novo o Brasil?
A imagem de Hugo Motta, atual presidente da Câmara dos deputados, filiado ao Republicanos, bebendo uísque no gargalo em uma festa, é uma daquelas imagens que valem mais que mil palavras, na verdade, ela vale a consciência do povo que não se vende e não tem preço.
A cena em que o político que ocupa hoje a presidência da câmara bebe uísque no gargalo é uma alegoria da política brasileira dominada por homens sem dignidade e respeito pelo povo. É verdade que há muita gente que, sendo povo, deixou pra trás noções como dignidade e respeito, caindo na hipnose capitalista. Quem passou a amar ricos e idolatrar bilionários esqueceu de si mesmo numa evidente submissão aos agressores que apenas os psicanalistas podem explicar.
Quem abandonou a si mesmo e passou a defender os próprios algozes aceita todo tipo de humilhação por parte desses algozes. A guerra contra o povo por parte do Congresso Nacional não é de hoje, remonta pelo menos a Eduardo Cunha. Gugo Motta é cria desses Nosferatus da política. Entre as humilhações do Congresso contra o povo (e contra a ideia de uma pais mais justo), temos o aumento de conta de luz que prejudicará os pobres e seus orçamentos de fome, o aumento de número de deputados para garantir mais lugares para seus próprios associados, a manutenção dos impostos maiores para os mais pobres, o impedimento da taxação de grandes fortunas, a interdição da isenção de IR para trabalhadores que recebem até 5 mil por mês, a intocabilidade do IOF, o PL da devastação, enfim, tudo contra o povo, tudo para os mais ricos, dentre os quais há uma percentual imenso de deputados. Os deputados não aprovam taxação de grandes fortunas porque seriam atingidos, seriam também atingidos pelas mudanças no IOF.
Muitos pobres seguem acreditando na ilusão de não ser pobre. É que ser pobre é sofrido. Admitir que se luta tanto por melhores condições de vida e se é explorado pelo sistema capitalista implica enfrentar a humilhação e o sentimento de vergonha e impotência que dela resulta.
Então temos nesse momento, capitaneando a cena da antidemocracia estatal, essa figura que é Hugo Motta (como antes tínhamos o abusador Lira). O mesmo deputado que articulou a ação contra o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras para favorecer os ricos, foi recebido por João Doria (que, segundo consta, é herdeiro de capitanias hereditárias!!!!!!!!) em sua casa e tratado como “herói” do Brasil. É assim que a elite vê a si mesma, pois o Brasil nada mais é do que sua fazenda!!!
Enquanto isso, o ministro da Fazenda Fernando Haddad pronunciou-se com veemência e sem medo contra a posição anti-povo dos deputados e dos senadores capitaneados, estes, por Davi Alcolumbre. A máfia funciona em conjunto, mas essa é uma máfia pior, porque autorizada pelo voto, mesmo que as cabeças (do gado) estejam sendo manipuladas e acabrestadas. O presidente Lula resolveu fazer o que tinha que fazer, ou seja, política, defendendo a causa que sempre foi sua, a saber, a população pobre cuja jugular é sugada pelos ricos desde que o Brasil é Brasil. Os ricos seguem aí, bem tratados e tomando uísque no gargalo. Nessa hora, Lula tenta salvar o povo, mas salva a si mesmo, salva imagem, seu legado e, com generosidade, pode ser que leve Haddad à posição de candidato à presidência em 2026. Hoje, depois da catástrofe Bolsonaro, com a consciência de classe avançando, a posição de Haddad à favor do povo mostra que ele pode se tornar um bom candidato, se se mantiver firme – elegante e sincero – como tem aparecido nesses dias.
Quando políticos como Hugo Motta – que se refestela na bebedeira, associado aos oligarcas que devoram o cérebro da população em luxuosos jantares regados ao sofrimento dos que tem fome-, aumentam entre si e desnecessariamente o número de deputados e, ao mesmo tempo, protegem os mais ricos evitando que paguem mais impostos, descarregando nos pobres o peso de sustentar a economia, precisamos, enquanto povo, também mudar o tom. Foi o que o ministro da Fazenda e o Presidente fizeram porque estão do lado do povo, mas porque representam o povo e devem ser coerentes. Certamente, a direita (inclusive o tal Centrão que não passa de direita disposta a negociar se puder se autofavorecer) é coerente também: ela defende a si mesma e seus ricos. Os políticos sabem o que o povo precisa saber: políticos ou são amigos, ou são inimigos do povo, não há terceira via.
Por fim, é importante colocar ainda uma questão sobre a cena de Hugo Motta: qualquer pessoa pode tomar sua bebida favorita no gargalo, no copo, na bacia, no tanque, na piscina, mas uma pessoa que faz política precisa saber que será vista, interpretado e cobrada, já que, de um político, se espera que represente o povo, que atenda as suas demandas por direitos básicos, por justiça, por dignidade. Ora, o povo não bebe Chivas no gargalo. O povo não faz lautos jantares para comemorar a desgraça dos miseráveis, o povo não tem o que comemorar quando os ricos seguem cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Certamente, todos tem direito à festa, ao descanso, ao bem estar, ao relaxamento. Mas é curioso como o povo não tem o direito a esses sossegos. Na verdade, a sossego nenhum. Para o povo é a escala 6x 1 enquanto que para os endinheirados inescrupulosos do congresso é tratamento de luxo e salários cada vez mais altos com mil regalias. Esses homens, em geral provenientes das oligarquias, a chamada “elite do atraso”, não poupam na hora de proteger seus interesses e privilégios.
Ao povo reservam a miséria, o sofrimento e a desgraça. A falta de dinheiro, de trabalho, de saúde, de educação é irônica e democraticamente partilhada pelos desgraçados. Ao povo resta a precariedade. Os políticos viram as costas ao povo: a população que se vire enquanto os políticos se ajudam entre si.
Estados, municípios e do Distrito Federal já podem utilizar os recursos na ordem de mais R$ 4,5 bi para educação básica disponibilizados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC). O montantefoi creditado nas contas dos entes federativos no dia 27 de junho e já pode ser utilizado desde o dia 30.
O valor é referente às complementações da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), relativas ao mês de junho e abarca complementações da União nas modalidades Valor Anual por Aluno Fundeb (VAAF), Valor Aluno Ano Total (VAAT) e Valor Aluno Ano Resultado (VAAR) do Fundo.
Confira os repasses realizados, por complementações, em junho 2025:
Valor Anual por Aluno Fundeb (VAAF): R$ 2,1 bilhões;
Valor Aluno Ano Total (VAAT): R$ 1,9 bilhões;
Valor Aluno Ano Resultado (VAAR): R$ 437 milhões.
Segundo o MEC, com esse novo repasse, as transferências da União ao Fundeb em 2025 somam R$ 27,2 bilhões – sendo R$ 13,3 bilhões via VAAF, R$ 11,3 bilhões via VAAT e R$ 2,4 bilhões via VAAR.
No dia 4 de junho o FNDE publicou a Portaria nº 505/2025, que autoriza o uso dos recursos do Fundeb como contrapartida não financeira em termos de compromisso firmados com o órgão. O dispositivo permite que estados, municípios e o Distrito Federal utilizem recursos do fundo para custear obras e serviços de engenharia na educação básica. Porem, é necessário que sejam respeitadas as exigências legais, como o mínimo de 70% para pagamento dos profissionais da educação e a execução direta dos pagamentos a fornecedores.
Fundeb
O Fundeb é a principal fonte de financiamento da educação básica no país. O fundo conta com complementações mensais da União para fomentar maior equidade entre as redes de ensino no Brasil. Os repasses são realizados pelo FNDE, seguindo os critérios estabelecidos na legislação vigente.
Fonte: Brasil 61
A empresa Eco Pay Sistemas, do empresário Francisco Bezerra, o Doda, está sendo acusada nas esferas cível e criminal de causar um rombo de pelo menos R$ 3 milhões na rede de postos Nogueirão, em Tabira. Os números correspondem ao período entre 2023 e 2025, mas em 2022 já havia negócios com a empresa.
Segundo Elias Manu, representante da rede de postos, em contato com a Coluna, as contas não fechavam. A rede Nogueirão é a principal de Tabira, com três postos na Cidade das Tradições. “Há três anos começamos a sentir dificuldades, mesmo com o movimento normal nos postos. As contas não fechavam”, explicou Elias.
No início do ano, uma auditoria começou a ser instaurada. Foi a partir de um abastecimento simples que o problema começou a ser identificado. “Uma pessoa foi abastecer R$ 100 e no comprovante apareceu o nome da Eco Pay. Monitoramos as 24 horas seguintes de vendas na modalidade de maquineta e percebemos que de 40% a 60% não caiam na conta da empresa. Eram desviados”, detalhou Elias.
Não havia um padrão de descontos em valores. Iam de R$ 10 a R$ 80. O sistema do software gerava um QR Code que ia para a conta da empresa de software, e não para o posto. “Pra desviar ele colocava um texto de compras feitas no Posto Nogueirão”. Depois, foi verificado o desvio também em pagamentos via maquineta. “Em um único dia os descontos chegaram a quase R$ 5 mil. Era uma espécie de sócio majoritário”. Após a descoberta dos supostos desvios, segundo Elias, o faturamento mensal aumentou R$ 120 mil, em média. “Em 12 meses, identificamos R$ 1,5 milhão em desvios”.A empresa acusada tem mais de um braço de atuação, através da Econ Soft Sistemas, com a criação do software viciado nos desvios, a Eco-pay e operações via TEF.A empresa prestou queixa na Delegacia. A Delegada Joedna Soares ouviu os representantes do posto e há um inquérito por estelionato em andamento. Os valores desviados – segundo a denúncia feira na esfera criminal – ultrapassam R$ 3 milhões.A Delegada solicitou encaminhamento da denúncia à Delegacia Especializada, alegando “ausência de recursos humanos qualificados” para a investigação.Em ofício de 7 de maio, endereçado à 20ª Delegacia Seccional, alega que “após análise preliminar, verifica que os fatos envolvem estruturação complexa de fraude cibernética, com utilização de sistemas informatizados e desvios de vultuosas quantias mediante manipulação de plataformas de pagamento digital”.Ela acrescenta que a investigação exige pessoal especializado e solicitou o encaminhamento à Delegacia de Polícia Especializada em Crimes Cibernéticos, no que foi atendida.
A ação na esfera cível corre em segredo de justiça.
Há rumores não confirmados de que podem haver outras vítimas. O proprietário da empresa é acusado de ostentação nas redes, além de ter recentemente criado uma empresa de internet na cidade, segundo o empresário que fez a denúncia.
Veja imagens e documentos enviados ao blog:nilljunior.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião blog freitasnews.com
Em nota, defesa do empresário nega as acusações
Em resposta à matéria publicada sob o título “Empresa de software é acusada de desviar mais de R$ 3 milhões de rede de postos em Tabira”
A empresa ECONSOFT & ECOPAY LTDA., ao lado de sua coligada ECOPAY SOLUÇÕES DE PAGAMENTOS LTDA., vem a público esclarecer que a matéria veiculada recentemente carece de compromisso com os fatos e com o devido rigor técnico, transmitindo ao leitor uma narrativa distorcida, unilateral e recheada de elementos fictícios — dignos dos melhores roteiros cinematográficos de Hollywood.É fundamental destacar que não existe qualquer condenação judicial ou sequer denúncia criminal formalizada contra a empresa ou seus sócios. As acusações veiculadas têm origem em alegações isoladas de um único contratante, feitas sem qualquer suporte técnico independente, baseadas exclusivamente em documentos unilaterais e planilhas sem auditoria, como já demonstrado exaustivamente em contestação judicial protocolada nos autos do processo nº 0000297-10.2025.8.17.3420, o qual, inclusive, tramita sob segredo de justiça, tornando ilegal e antiética sua divulgação pública.Ao contrário do que se tenta fazer crer, a própria empresa acusada solicitou judicialmente a realização de perícia técnica, contábil e financeira independente, com o objetivo de demonstrar de forma cabal a lisura de sua conduta e a inexistência de qualquer desvio de valores. Trata-se de empresa com mais de 10 anos de atuação limpa no mercado de tecnologia da informação, com clientes em toda a região do Sertão do Pajeú e reputação firmada na legalidade e na boa-fé contratual.Os fatos serão esclarecidos nos autos, por meio de provas periciais e técnicas, não por meio de julgamentos midiáticos, sensacionalismo ou linchamento reputacional antecipado. Por fim, reiteramos nosso respeito à liberdade de imprensa, mas destacamos que esta jamais pode ser dissociada da responsabilidade com a verdade, sob pena de prejudicar indevidamente a imagem e a atividade de empresas sérias, que geram emprego e renda para o interior do país.
Tabira/PE, 22 de junho de 2025.
ECONSOFT & ECOPAY LTDA. ECOPAY SOLUÇÕES DE PAGAMENTOS LTDA.
O Japão vivenciou o junho mais quente já registrado, informou o serviço meteorológico nesta terça-feira (1º/7), enquanto a mudança climática desencadeia ondas de calor em todo o mundo. A temperatura média mensal do Japão em junho foi a mais alta para o mês desde o início das estatísticas em 1898, informou a Agência Meteorológica do Japão (JMA). Devido à presença de fortes anticiclones regionais, a média mensal foi 2,34°C acima do normal, informou a agência. A temperatura das águas costeiras perto do Japão também ficou 1,2°C acima do normal, o mesmo nível de junho de 2024, o recorde desde o início da coleta de dados em 1982, informou a agência. A agência meteorológica também emitiu um alerta para julho: “O próximo mês deve continuar trazendo calor intenso por todo o país”. As temperaturas recordes no Japão ocorrem enquanto uma onda de calor se espalha por partes da Europa, da França à Grécia. Cientistas dizem que as mudanças climáticas causadas por atividades humanas estão causando ondas mais intensas, frequentes e generalizadas.
O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, anunciou na manhã desta terça-feira (1º/7) que ingressou com uma Ação Direta de Constitucionalidade (ADC) no Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de preservar o Decreto 12.499/2025, que modificou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
A medida vem em resposta ao Decreto Legislativo aprovado pelo Congresso Nacional, que sustou os efeitos do ato do Executivo. O embate entre os Poderes se intensificou nos últimos dias, após parlamentares considerarem o decreto presidencial como um desrespeito à competência do Legislativo.
Ao justificar a iniciativa da AGU, Messias enfatizou que a ação não busca confrontar o Congresso, mas garantir a autonomia constitucional da Presidência da República. “A preocupação do presidente não é atacar um ato do Congresso, não é, de forma direta, discutir com o Congresso. O que o presidente quer é que o Supremo aprecie uma atribuição que a Constituição lhe conferiu”, disse. O advogado-geral relatou que essa foi a preocupação que levou a AGU a optar pela ação declaratória de constitucionalidade. “Queremos que o Supremo aprecie um pedido em favor do decreto do presidente e não necessariamente contra um ato do Congresso”, comentou em coletiva de imprensa na manhã desta terça.A medida legislativa que anulou os efeitos do decreto do IOF foi considerada pela AGU como uma violação ao princípio da separação dos poderes. Messias destacou que a jurisprudência do STF estabelece parâmetros rigorosos para o Congresso sustar atos do Executivo, o que, segundo ele, não se aplica ao caso em debate.
“A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é forte, firme, no sentido de que o Congresso Nacional, ao utilizar o dispositivo do artigo 49, inciso V, da Constituição Federal — que é uma competência própria do Congresso, de sustação de atos do Executivo de natureza regulamentar — só poderá fazê-lo em caráter excepcional, de modo restritivo, mediante a flagrante, patente inconstitucionalidade”, explicou.Messias afirmou que a decisão de judicializar a questão foi precedida por consulta a equipe econômica e comunicação prévia com as lideranças do Congresso. Com isso, o ministro reiterou que a relação com o Congresso deve ser pautada pelo diálogo, mas que a defesa institucional da Presidência da República é inegociável.“O presidente Lula não abrirá mão da defesa da Presidência da República como instituição. O presidente da República compreende que a Constituição Federal de 1988 estabeleceu um sistema de governo que é o presidencialismo. E ele está, neste momento, com essa ação, defendendo um sistema de governo que depende da relação respeitosa, harmônica com o Poder Legislativo e o Poder Judiciário”, declarou. Para Jorge Messias, o episódio é uma demonstração da importância de delimitar os espaços entre política e direito. “Nós vamos fazer uma discussão estritamente técnica, estritamente jurídica perante o Supremo Tribunal Federal. Obviamente que há um espaço da política e também há um espaço do Direito. Neste momento, falará Direito. Obviamente que a política poderá chegar a soluções próprias, poderá chegar a arranjos próprios, e tudo isso é legítimo. E o Poder Executivo está aberto a manter um diálogo em alto nível com todos os chefes de poderes”.
247 – Em pronunciamento nesta terça-feira (1), durante o lançamento do Plano Safra 2025, em Brasília, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), destacou a recuperação econômica do país, o fortalecimento da agroindústria e a importância de uma política tributária mais justa.
Haddad iniciou o discurso celebrando o desempenho agrícola: “Vamos para o terceiro Plano Safra recorde. Temos expectativa de colher mais no ano que vem”, afirmou. Segundo ele, a queda do dólar e a supersafra foram decisivas para a recente deflação dos alimentos. “As coisas estão voltando rapidamente ao normal, como era nosso plano de voo desde o início”, reforçou.
Apoio à agroindústria e defesa da reforma tributária – O ministro também exaltou a articulação entre os ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e da Fazenda, destacando o papel do vice-presidente Geraldo Alckmin na aprovação da reforma tributária. “Sem o trabalho do presidente Alckmin não teríamos realizado tantas conquistas, sobretudo a reforma tributária”, disse. Haddad afirmou que a nova legislação vai corrigir distorções históricas, como a chamada exportação de impostos, e ampliar a cesta básica.
“A reforma tributária se complementa a essas iniciativas de Planos Safra recordes que vão impulsionar muito a atividade no campo”, afirmou. Ele alertou que a disputa comercial internacional está cada vez mais agressiva, especialmente no campo ambiental, e que o Brasil precisa responder com qualidade ecológica e valorização da produção sustentável.
Sustentabilidade e logística como diferencial competitivo – Segundo Haddad, o governo trabalha com a meta de recuperar 40 milhões de hectares de pastagens degradadas por meio do programa Eco Invest. A medida, além de reduzir o desmatamento, agregará valor aos produtos agropecuários brasileiros. “Você vai poder certificar que aquilo foi feito em solo recuperado, que tem qualidade ambiental”, explicou, elogiando o trabalho da ministra Marina Silva (Meio Ambiente) no combate ao desmatamento.O ministro também destacou a reativação dos investimentos em infraestrutura como prioridade do governo Lula. “Estamos melhorando a condição das nossas rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos para dar vazão à nossa exportação”, afirmou, mencionando a meta ambiciosa do ministro Renan Filho de realizar 30 concessões — número muito superior às quatro realizadas durante o governo anterior.
Crítica à politização econômica e apelo à união – Haddad criticou a disputa ideológica promovida por adversários e a resistência diante de dados econômicos positivos. “Tenho visto nos jornais pessoas dizendo: ‘meu Deus, agora vai complicar para a gente; a economia está indo muito bem’… De que lado estamos falando? É do lado do Brasil?”, questionou. E concluiu com um apelo: “Temos que botar o pé no chão e começar a falar de país grande, de política pública, de projeto de nação”. Para o ministro, o momento exige mais do que crescimento: é preciso garantir que o progresso alcance a todos. “A gente não quer que o Brasil cresça só. Queremos que ele cresça muito — e está crescendo 3% em média, o dobro do que vinha crescendo nos dez anos anteriores — mas agora é hora de buscar crescimento com justiça social”, finalizou.
Em cerimônia no Palácio do Planalto, o Governo Federal anunciou, nesta segunda-feira (30), que vai disponibilizar R$ 89 bilhões de crédito aos produtores rurais por meio do Plano Safra 2024/2025. Do total, R$ 78,2 bilhões são do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) – o que representa um aumento de 47,5% do crédito rural para a agricultura familiar em comparação ao último governo.
De acordo com o governo, os juros variam de 0,5% a 8% ao ano no Pronaf.
No evento, o ministro do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, afirmou que o montante representa um recorde histórico de recursos para o Pronaf e juros negativos para a produção de alimentos.“Queremos que todo agricultor possa ter dignidade, possa ter conforto no trabalho, no campo, para produzir alimentos para colocar nas mesas do povo brasileiro”, afirmou o ministro.O governo anunciou que manteve a taxa de juros de 3% para financiar a produção de alimentos da cesta básica, como arroz, feijão, mandioca, frutas, verduras, ovos e leite. A taxa deve cair para 2% quando o cultivo for proveniente da sociobiodiversidade, agroecologia ou se for orgânico.Entre as novidades do crédito rural, o novo Pronaf B Agroecologia estabelece que o microcrédito agora pode financiar sistemas agroecológicos, em transição e orgânicos. Conforme o governo, agora todos os bancos passaram a ter microcrédito orientado, como o Banco da Amazônia – com foco na sustentabilidade e no apoio aos pequenos e médios produtores. A linha de crédito oferece condições especiais para aquisição de equipamentos, por exemplo.Do total de recursos relacionados ao seguro agrícola, R$ 1,1 bilhão foram destinados para o Garantia-Safra e R$ 5,7 bilhões para o Proagro Mais. Outros R$ 3,7 bilhões foram destinados às compras públicas de produtos da agricultura familiar e R$ 240 milhões para assistência técnica. O balanço do governo aponta que a soma dos últimos dois Planos Safra totaliza mais de R$ 225 bilhões de crédito rural destinado à agricultura familiar. Para a atual safra foram criadas linhas para apoiar a agroecologia, irrigação sustentável, adaptação às mudanças climáticas, quintais produtivos rurais, conectividade e acessibilidade no campo.
O evento em Brasília contou com a participação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, entre outras autoridades.
Mecanização
O novo Plano Safra da Agricultura Familiar oferece mais incentivos para a mecanização, no contexto do Programa Mais Alimentos. Na nova linha de mecanização, o limite para a compra de máquinas e equipamentos menores foi ampliado de R$ 50 mil para R$ 100 mil. Além disso, houve a manutenção da taxa de juros de 2.5%.
Já para as máquinas maiores, de até R$ 250 mil, a taxa de juros é de 5%.Outra novidade foi o lançamento do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara) – cujo decreto foi assinado durante a cerimônia. O objetivo é incentivar práticas agrícolas mais seguras e saudáveis.O programa prevê ações integradas de pesquisa científica, monitoramento de resíduos de agrotóxicos em alimentos e no ambiente. Outro eixo é incentivar o desenvolvimento da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). Além disso, será dedicado à ampliação do uso de bioinsumos – ou seja, com atuação pela substituição do uso de agrotóxicos por produtos biológicos.
Adaptação às mudanças climáticas no contexto da irrigação sustentável
Com vistas a apoiar os produtores a se adaptarem às adversidades climáticas, os produtores rurais poderão contar com uma linha de crédito destinada à irrigação com energia solar e práticas adaptadas ao clima pelo Pronaf Adaptação às Mudanças Climáticas. Programa Nacional de Irrigação SustentávelA ideia é promover irrigação eficiente, energia limpa e agroecologia, com oferta de assistência técnica, extensão rural e acesso à água aos agricultores.
Confira como será a linha de crédito para irrigação adaptadas ao clima:
● Limite de até R$ 40 mil (Pronaf Semiárido e adaptação às mudanças climáticas) ● até R$ 100 mil (Pronaf Mais Alimentos) ● até R$ 250 mil (Pronaf Bioeconomia) ● Juros de 3% ao ano (Pronaf Semiárido e Pronaf Bioeconomia) ou 2,5% (Pronaf Mais Alimentos) e prazo de reembolso de até 10 anos, com carência de até 3 anos
Como o tema: Avançando para o alvo: Filipense cap. 3. V 14, a Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Santa Terezinha – PE, realizou neste dia 28/06/25, na referida sede, o 2º Aniversário do grupo da terceira idade PROATI.
A festividade contou com o grupo do PROATI da cidade de Flore – PE, o pastor Josivaldo Lira da referida cidade, que foi o preletor da noite, e alguns obreiros que o acompanharam. Estiveram presentes alguns visitantes de outra denominações. O nome de Jesus foi glorificado.
Pastor presidente: Ailton José Alves.
Pastor local: Pb. Antônio Marcos
QUAL OBJETIVIVO DO PROATI
PROATI – PROGRAMA DE APOIO A TERCEIRA
IDADE
Histórico do PROATI
O Proati foi idealizado pelo Pr. Ailton José Alves e pela irmã Judite Alves quando direcionados por Deus, observaram a necessidade de uma maior atenção à terceira idade na igreja, começaram a orar para que o Senhor lhes mostrasse alguém, que pudesse assumir o projeto voltado ao apoio à terceira idade, devido ao crescente número de idosos na igreja (em torno de 13.000), muitos deles inativos e enfermos.
Após 05 (cinco) anos de oração, Deus revela ao Pastor Ailton, o Pb. Daniel Gonçalves e sua esposa ir. Cirlene Sales para coordenarem e implantarem o Programa de Apoio a Terceira Idade. Ambos também direcionados por Deus, abraçaram a causa e deram início ao projeto, planejando, organizando e promovendo o I Seminário de Capacitação que aconteceu no período de 08 a 12 de março de 2006, com o tema: …”Até as cãs eu vos levarei nos braços…” Isaias 46: 4b onde foram capacitados em torno de 2.000 (dois mil) voluntários. No Seminário foram ministradas diversas palestras sobre direito do idoso, saúde física, mental e espiritual, contando com a participação de diversos profissionais como: médicos, advogados, pastores, psicólogos, professores etc.
Em continuação, formaram equipes de apoio e foram feitas reuniões nas 50 (cinquenta) áreas do recife, para implantação do Proati, onde foram dados esclarecimentos e orientações aos voluntários designados pelos coordenadores de área, quanto aos objetivos e a forma de fazer o trabalho com a terceira idade. O trabalho foi implantado na maioria das congregações e foram cadastrados os irmãos com a idade superior a 60 (sessenta) anos, e para honra e glória do nome do Senhor Jesus o trabalho tem crescido.
Mensalmente os voluntários trazem ao Deptº do Proati, relatórios das visitas semanais feitas aos idosos, dos cultos mensais e encontros da terceira idade que são realizados nas diversas congregações, das oficinas de arte, das classes especiais para terceira idade na EBD, bem como, das bençãos que Deus tem operado através deste programa, como: curas divinas, batismo com Espírito Santo, bençãos materiais (casas e portas de emprego, etc.), salvação de almas, etc.
Deus tem operado grandes maravilhas através deste projeto, e hoje conforme dados estatísticos fornecidos pelo deptº de informática da igreja, temos mais de 23.000 (vinte e três mil) idosos sendo acompanhados e visitados pelos voluntários do PROATI e vemos cumprida na vida dos idosos a promessa contida em Isaias 46: 4, que diz: “E até à velhice Eu serei o mesmo e ainda até as cãs, Eu vos trarei e vos levarei…”
Ana Paula Arósio voltou a chamar atenção do público com uma rara aparição no Brasil. Aos 49 anos, a atriz participou de uma palestra privada para farmacêuticos na última sexta-feira, em evento de uma marca da qual é garota-propaganda desde o ano passado. Ovacionada na chegada, ela falou sobre autocuidado: “É empoderador sair de casa […]Ana Paula Arósio voltou a chamar atenção do público com uma rara aparição no Brasil. Aos 49 anos, a atriz participou de uma palestra privada para farmacêuticos na última sexta-feira, em evento de uma marca da qual é garota-propaganda desde o ano passado. Ovacionada na chegada, ela falou sobre autocuidado: “É empoderador sair de casa e ver que já me cuidei e estou pronta para o mundo. Ter amor consigo mesmo é o que te permite dar amor”, afirmou.Longe da TV desde 2010, quando abandonou as gravações da novela Insensato Coração, Ana Paula Arósio optou por uma vida mais discreta e se mudou para a Inglaterra. Desde 2020, no entanto, tem aparecido ocasionalmente em campanhas publicitárias. Essas aparições alimentam especulações de um possível retorno à carreira artística. “Ela está fazendo falta nas novelas”, comentou um fã em rede social.O “sumiço” da atriz rende lucros. Em 2020, ela protagonizou um comercial de banco e recebeu cerca de R$ 8 milhões. No ano passado, apareceu novamente em uma campanha de suplementos, recebendo, segundo a Folha de S.Paulo, cerca de R$ 700 mil.
Claudia Leitte lançou a música Espalhe Gratidão, em parceria com o cearense Renno Poeta, surpreendendo o público com uma faixa de tom religioso. A letra traz mensagens de fé e agradecimento, com versos como “Hoje levantei com muita gratidão […] Com Deus na frente, tudo é possível”. O lançamento gerou especulações nas redes sociais sobre uma possível transição da cantora para o segmento gospel.A artista, que é cristã e se batizou em 2012, tem mostrado uma crescente aproximação com temas religiosos também fora dos palcos. Em suas redes sociais, Claudia Leitte tem publicado reflexões sobre fé e compromisso espiritual, fortalecendo a imagem de uma nova fase em sua trajetória. O lançamento acontece em meio a outras notícias envolvendo a cantora, como uma ação trabalhista e polêmicas nas redes, o que tem ampliado o interesse do público sobre os rumos pessoais e profissionais de Claudia Leitte.
UTENSÍLIOS 1 tigela(s), 1 panela de pressão, 1 forma com buraco no meio, 1 leiteira, 1 chaleira, 1 pincel(is) culinário(s) (opcional)
EQUIPAMENTOS convencionais
MEDIDORES xícara = 240ml, colher de sopa = 15ml, colher de chá = 10ml, colher de café = 5ml
Ingredientes CARAMELO SECO – 1 1/3 xícara(s) (chá) de açúcar
– água a gosto , morna.
Ingredientes PUDIM DE TAPIOCA – 72 g tapioca granulada (1/2 xícara de chá para 8 porções)
– 330 ml leite integral , aquecido.
– 1 lata(s) leite condensado
– 130 ml leite de coco
– 4 colher(es) (chá) de manteiga sem sal
– 4 unidade(s) ovos
– 1 xícara(s) (chá) de coco ralado fresco ou hidratado
PRÉ-PREPARO: Separe os ingredientes e utensílios da receita. Para fazer uma receita como a da foto, ajuste as quantidades para 8 pessoas e use uma forma de 20 cm. Retire a manteiga da geladeira. Aqueça o leite em uma leiteira para hidrratar a tapioca. Coloque a tapioca em uma tigela, hidrate com o leite aquecido por 1 hora.
Ingredientes: 3 colheres (sopa) de azeite 1 cebola picada 2 dentes de alho picados 800g de frango cozido e desfiado 2 tomates picados 1 colher (sopa) de extrato de tomate 1/2 xícara (chá) de cheiro-verde picado Sal a gosto 100g de queijo muçarela fatiado 100g de queijo muçarela ralado Creme de milho: 2 latas de milho verde escorrido 1 xícara (chá) de leite 1/2 xícara (chá) de creme de leite 1 colher (sopa) de maisena 1 colher (sopa) de manteiga Sal a gosto Modo de preparo: Para o refogado, em uma panela, em fogo médio, aqueça o azeite e frite a cebola até murchar. Acrescente o alho, o frango, o tomate, o extrato, o cheiro-verde, sal e refogue por 5 minutos. Desligue e reserve Para o creme de milho, bata no liquidificador metade do milho, o leite, o creme de leite, a maisena, a manteiga e sal por 1 minuto. Transfira para uma panela, junte o milho restante e cozinhe em fogo médio até engrossar, mexendo sempre Para a montagem, em um refratário grande, faça uma camada com o refogado, uma camada com a muçarela fatiada e cubra com o creme de milho Polvilhe com a muçarela ralada e leve ao forno médio, preaquecido, por 15 minutos ou até dourar. Retire e sirva em seguida
No ar com a reta final ‘Garota do Momento’, atriz teve oportunidade de debater machismo e avalia função social das novelas: “Unir o entretenimento a discussão útil“
Palomma Duarte, 48 anos de idade, encerra seu trabalho em Garota do Momento satisfeita com os debates que a novela trouxe. Ambientada nos anos 1950, a trama de Alessandra Poggi trouxe abordagens atuais aos conflitos daquela época. “Nessa novela pudemos mergulhar em terrenos relevantes até hoje. A gente cumpre nossa função de reunir o entretenimento com uma discussão útil”, diz .Na história, Lígia, sua personagem, passou parte da vida longe dos filhos. Sem vocação para as atividades domésticas e em busca do sonho de ser cantora, ela deixou as três crianças sob os cuidados do marido, Raimundo (Danton Mello). Ao voltar, com os filhos já crescidos, foi rejeitada por eles. “Lígia tem afeto e amor pelos filhos, mas não se enquadrava ao tempo em que ela nasceu. Ela não tem talento para a vida doméstica. Ela não tem talento para ser aquela figura que a sociedade daquela época considerava o lugar permitido para a mulher. A atriz, que também havia trabalhado com Alessandra Poggi na novela Além da Ilusão (Globo, 2022), enaltece os temas abordados nas tramas. “Nossa autora gosta de uma trama leve e aprofunda em temas densos. Garota do Momento traz um colorido maior que Além da Ilusão.”
Palomma Duarte com Ana Clara, Maria Luiza e Antônio, seus três filhos
Maternidade
Mãe da estudante de medicina Maria Luiza, 31, do relacionamento com Renato Lui, da atriz Ana Clara Winter, de 27, da união com o ator Marcos Winter, e do caçula Antônio, de 9, do atual casamento com o ator Bruno Ferrari, Palomma vivenciou o cuidado com os filhos de maneira próxima. “A maternidade é um traço muito forte em mim. Sou mãe de três. Até antes de Garota do Momento, só havia interpretado mães presentes, dedicadas ou motivadas a recuperar o filho. Garota do Momento me trouxe a chance de interpretar o outro lado da moeda”, diz ela, que encanta os seguidores sempre que compartilha fotos com os filhos.
Filhos de Palomma Duarte
Palomma Duarte e a filha, Ana Clara Winter
Palomma Duarte e a filha mais velha, Maria Luiza
Machismo
“Por mais que a gente tenha avançado ao longo das últimas décadas, ainda vivemos em uma sociedade extremamente machista. O machismo estrutural está a anos-luz de ser enterrado. Se um pai cria o próprio filho é impressionante como ele é enaltecido — ‘Fulano é um pai incrível’, ‘Que paizão’… Isso é reflexo da nossa cultura atrasada. O homem é enaltecido por algo que a mulher já faz há anos, mas ninguém comenta ‘que mãe incrível’ porque a dedicação à maternidade é um traço que já se espera de nós, mulheres.”
Palomma Duarte caracterizada como Lígia em ‘Garota do Momento’
Pressões sociais
“Ainda hoje, você reconhece mulheres que poderiam ter escolhido outros caminhos caso tivessem passado por outro tipo de educação, talvez não tivessem tido filhos. Isso é reflexo de situações sociais, econômicas, emocionais, culturais, financeiras… Muitos fatores envolvem o caminho de uma mulher para possibilitar essa saída para ganhar o mundo. Essa discussão não é simples. Há mulheres que viram mães por questões de violência, a contragosto, são muitas questões.”
Palomma Duarte mostra mudança no visual após encerrar gravações de ‘Garota do Momento’
Um levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar de Mogi das Cruzes aponta que 77% das crianças internadas no Hospital Municipal, em Braz Cubas, não foram vacinadas contra a gripe .De acordo com a administração municipal, quando analisados os casos com complicações, 100% das crianças com quadros graves de Influenza não estão imunizadas. Para aumentar a cobertura vacinal, a Secretaria de Saúde disponibilizará, a partir do dia 1º de julho, as doses nas duas unidades de pronto atendimento pediátrico da cidade: no Pró-Criança e no Pronto Atendimento Infantil do Hospital Municipal de Mogi das Cruzes. Segundo os dados da administração municipal, somente na última quarta-feira (25), do total de 22 crianças atendidas no Hospital Municipal, 17 não foram vacinadas. Na ala de internação, 11 dos 16 pacientes estão sem a imunização, sendo que na observação, nenhuma das 4 crianças recebeu a dose, e na emergência, os 2 pacientes não estão imunizados. “A vacina contra a gripe é segura, gratuita e salva vidas. Quando os pais deixam de vacinar seus filhos, estão expondo as crianças a riscos que poderiam ser evitados com uma simples dose. Estamos vendo as consequências disso nas internações no Hospital Municipal”, disse a secretária municipal de Saúde e Bem-Estar, Rebeca Barufi.A vacina esta disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e da Estratégia Saúde da Família (ESF), de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30, e até as 18h30 em sete unidades com horário estendido: Alto do Ipiranga, Braz Cubas, Jundiapeba, Vila Suíssa, Santa Tereza, Jardim Camila e USF Nova Jundiapeba.