Neste sábado, dia 26 de julho, o Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães (Geraldão), cediou o 2º dia do 43º Congresso de Jovens da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco (IEADPE). O tema deste ano está baseado em Efésios 6:10, “Fortalecidos pelo Poder”. Um tema atual, pelo qual Deus tem falado grandiosamente ao coração dos jovens.
Estão participando do evento várias caravanas vindas de todo o estado, que juntos louvaram o Senhor em mais uma noite de evento.
Além das caravanas, a festividade também contou com a participação de um grande coral de jovens composto por aproximadamente 2.000 vozes, e vários cantores como Luanna e Francisco, Aline Irineu, Aline Rodrigues, Ben Yanni, Lucas Benaia, Mayra Carvalho, Pb. Josafá Souza, Israel Ferreira, Pr. Marcelo Santos (AD em Sorocaba, SP) e Pr. Emerson Pedrosa (Campinas, SP).
Nestes dias 26 e 27 /07/25, na Assembleia deDeus em São José do Egito PE, aconteceu o 9° Encontro deMulheres, com o tema Buscando ao Senhor em todo tempo , Jeremias 29:13. No domingo o encerramento aconteceu com a presença de vários pastores e caravanas das cidades vizinhas. Estava presente o pastor Stenio representante do pastor presidente Ailton José Alves, o pastor de Santa Terezinha Antônio Marcos, o pastor de Brejinho José Maria, o pastor de Tuparetama Roberto, todos acompanhados com suas esposas e irmãs que fazem parte de comissões das referidas igrejas e outros irmãos que os acompanharam.
Foi um evento grandioso. O Espírito Santo tomou conta do ambiente, para a glória e honra do Nosso Senhor Jesus Cristo.
Venha conhecer a receita de um bife á parmegiana fácil que é um espetáculo, saborosíssimo, super suculento e sem dúvida todos irão adorar
Essa receita de bife à parmegiana fácil é simplesmente sensacional. Que maravilha esse bife feito com ingredientes da melhor qualidade e sabor e aposto que todos vão adorar e pedir bis. Venha conferir o passo a passo desse bife ensinado pelo canal Receita da Tata Medeiros que é imperdível e vale a pena ser compartilhado!
Como fazer bife à parmegiana fácil
Preparar o bife à parmegiana fácil é simples. O modo de preparo do bife à parmegiana fácil é rápido, primeiro vamos temperar os bifes de alcatra e reservar. Em seguida, iremos preparar as farinhas e os ovos para empanar os bifes. Na sequência, iremos fritar os bifes empanados e reservar. Por fim, faremos um molho com muita muçarela derretida e despejaremos por cima dos bifes empanados. E então, vamos provar essa gostosura de bife à parmegiana fácil que é magnífico e muito apetitoso!
Confira outras receitas:
Ingredientes da receita de bife à parmegiana fácil
Para o bife
4 dentes de alho
600g de alcatra em bife
Sal e páprica defumada (a gosto)
2 colheres (sopa) de molho shoyu
Para empanar
1 colher (chá) de cebola, alho e salsa desidratados
3 ovos
Páprica defumada (a gosto)
Para o molho
½ cebola pequena
300g de molho de tomate
Sal, chimichurri e muçarela (a gosto)
3 dentes de alho
Modo de preparo
Do bife
Em uma travessa, coloque os bifes de alcatra, o alho ralado fino, o sal, a páprica defumada e o molho shoyu, misture bem com as mãos e deixe marinar na geladeira por 30 minutos.
Do empanado
Em uma tigela, coloque os ovos, a páprica defumada, a cebola, salsa e o alho desidratados e bata bem com um garfo. Reserve.
Em um recipiente, coloque a farinha de rosca e o queijo parmesão ralado e misture bem. Reserve.
Em um outro recipiente, coloque a farinha de trigo.
E pegue o bife de alcatra, passe na farinha de trigo, no ovo batido e na farinha de rosca e frite-o em óleo quente.
Escorra em uma peneira para diminuir o excesso de óleo e transfira para uma tigela. Repita esse processo com todos os bifes.
Do molho
Em uma panela, em fogo médio, coloque o azeite, o alho amassado e a cebola picada, misture um pouco e deixe durar.
Adicione o molho de tomate, a água, o chimichurri e o sal e misture bem por 3 minutos.
Assim que começar a ferver acrescente muçarela fatiada, tampe a panela e deixe derreter.
Despeje esse molho incrível por cima dos bifes na travessa e então se delicie com essa maravilha de bife à parmegiana fácil que é divino!
Você vai preparar um saboroso peixe empanado com um toque de cerveja que dá um sabor surreal para o seu peixe.
Vem com a gente aprender a preparar um peixe empanado na cerveja. Com uma casquinha crocante, a carne suculenta e um toque especial de cerveja para realçar ainda mais o sabor. Perfeito para servir de petisco ou até mesmo no almoço do dia a dia essa receita vai deixar todo mundo com água na boca. Você vai surpreender a todos com o peixe empanado do canal nossa cozinha.
Como fazer peixe empanado
Para o peixe empanado os ingredientes usados são: alho, suco de limão, sal, pimenta do reino, filé de tilápia, cerveja e farinha de trigo. Tempere os filés de peixe com uma pastinha de alho, sal e suco de limão. Deixe marinar por 30 minutos. Passe os filés na farinha de trigo e depois na pasta de cerveja. Frite em óleo quente até dourar dos dois lados. Sirva e saboreie esse peixe empanado, crocante por fora e suculento por dentro.
Ingredientes da receita de peixe empanado
Para o peixe
3 dentes de alho
Suco de 1 limão
Sal e pimenta do reino a gosto
850 gramas de filé de tilápia
Para empanar
1 colher(chá) de sal
1 latinha de cerveja (350 ml)
1 ¼ xícaras(chá) de farinha de trigo
Pimenta do reino a gosto
Farinha de trigo o quanto baste para empanar
Modo de preparo
Em uma tigela coloque os filés de tilápia.
Em uma tigelinha amasse o alho juntamente com o sal, formando uma pastinha.
Passe a pasta de alho sobre o peixe, despeje o suco de limão e sal.
Mexa tudo muito bem para que o tempero envolva o peixe.
Deixe descansar por 30 minutos.
Em uma travessa adicione sal, pimenta do reino, cerveja e a farinha de trigo.
Passe os filés de peixe após marinar na farinha de trigo e em seguida na pasta de cerveja.
Frite em óleo quente, virando até que esteja igualmente dourados dos dois lados.
Retire o peixe empanado do óleo e passe para uma travessa forrada com papel toalha para remover o excesso de óleo.
Repita do processo com todos os filés e sirva esse perfeito peixe empanado.
A Charth elegeu um salão neoclássico como cenário para apresentar Phases, coleção de verão 2026 que reinterpreta a mitologia grega por meio das figuras de Selene, deusa da Lua, e Éos, deusa do amanhecer.
Sob direção criativa de Nastácia Schacht (32), a proposta explorou toda a dualidade entre estrutura e movimento, como nós podemos observar em peças como blazers esculturais, vestidos com fendas, decotes e até recortes assimétricos e texturas drapeadas que simulavam esculturas em ação. A cartela de cores seguiu uma paleta minimalista de beges, brancos, tons açucarados e suaves. Pretos e terrosos escuros pontuais trouxeram o toque cosmopolita que a marca abraça. Já os detalhes de cunho mais surrealista aparecem em adornos, acessórios e botões de motivos mitológicos e ainda fazem o papel de elementos narrativos, o que se coaduna com o tema e com a identidade da marca, que ora se apresenta sem ruídos, ora acolhe o maximalismo.
A abertura e o encerramento da apresentação com a modelo e atriz Camila Queiroz (31), primeiro em um longo claro com detalhes em dourado de atmosfera boho e depois em um vestido preto e recortado de apelo mais sensual, reforça a ideia de ciclos, o tema central da coleção.
A Charth manteve sua expertise em peças que possuem uma grande procura no agora, brincando com estruturas opostas e trazendo os recursos de movimento, como as franjas, os cortes assimétricos, os bordados, as pedrarias tridimensionais, as caudas longas etc.
A ousadia ficou por conta dos acessórios, que vieram como pontos focais importantes dos looks. Cintos, bolsas e até tops representavam de maneira literal as referências da coleção e imprimiram robustez ao ar mais romântico das roupas. Phases confirmou toda a habilidade da Charth em trabalhar silhuetas e estilos diversos, mas deixa aberto como pretende evoluir sua linguagem além do já conhecido.
247 – Durante ato público realizado nesta sexta-feira (25), na tradicional Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, o diretor da instituição, Celso Campilongo, defendeu com firmeza a importância da soberania nacional frente a ameaças internacionais. A atividade, que reuniu entidades da sociedade civil, acadêmicos e representantes de movimentos sociais, teve como foco principal a proteção do sistema de Justiça brasileiro diante de pressões externas, especialmente oriundas do governo dos Estados Unidos, atualmente liderado por Donald Trump.
Mobilização crescente em defesa do Brasil – O ato desta sexta foi convocado por diversas organizações sociais e jurídicas, em resposta direta ao que vem sendo interpretado como uma tentativa de ingerência do governo norte-americano nos assuntos internos do Brasil. Segundo Campilongo, o evento reflete uma demanda concreta da sociedade civil brasileira. “Este ato é uma demanda da sociedade”, afirmou. O apoio à iniciativa tem crescido rapidamente. “Ontem fechamos o dia com 150 entidades apoiando o ato. Hoje tivemos pela manhã mais 150 entidades”, declarou. A carta-manifesto em defesa da soberania, disponível no site “Soberania Nacional”, também registrou uma adesão significativa. “Começamos a colher as assinaturas ontem – hoje já são mais de 7 mil”, destacou.
Uma reação que pode se espalhar pelo país – Para Campilongo, o movimento ainda está em sua fase inicial, mas tem potencial para ganhar força em todo o território nacional. “Entendo que esse seja apenas um início, início muito tímido de um movimento que pode se desdobrar pelo Brasil inteiro, várias universidades, estados, com diferentes sindicatos, movimentos sociais e empresariais”, projetou.
O jurista reiterou que a defesa da soberania deve ser encarada com o mesmo nível de prioridade e permanência que a defesa da democracia. “Defender a soberania nacional é algo tão importante, diuturno e cotidiano como defender a democracia. Isso tem que ser cuidado diariamente”, enfatizou.
Contexto de tensão com os Estados Unidos – A manifestação ocorre em meio a uma escalada de tensões diplomáticas, jurídicas e políticas envolvendo o Brasil e o governo norte-americano. A gestão de Donald Trump tem sido acusada por setores da sociedade brasileira de adotar uma postura de intimidação em relação ao funcionamento das instituições democráticas brasileiras, especialmente o sistema Judiciário. A mobilização liderada por entidades jurídicas e acadêmicas, como a Faculdade de Direito da USP, busca não apenas repudiar essas pressões, mas também fortalecer a confiança da sociedade nas instituições nacionais.
O país deve ao incansável — e corajoso — trabalho de entidades dedicadas à defesa dos direitos humanos um retrato realista da violência policial contra pobres e pretos nas principais metrópoles brasileiras. Mesmo nas cidades onde é comum referir-se com orgulho e cabeça erguida a aparentes avanços de natureza econômica, os registros contabilizam um inaceitável quadro de violência e impunidade em um ponto essencial. Diante das 7.720 mortes causadas por forças de segurança em São Paulo, as investigações resultaram em apenas 691 denúncias do Ministério Público, o equivalente a 9%. No Rio de Janeiro, a taxa foi ainda menor: 3,7%, ou 401 denúncias para 12.789 assassinatos. (Folha de S. Paulo, 24/7/2025). Em uma informação definitiva sobre o grau vergonhoso de impunidade, uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas revela que, entre 859 procedimentos criminais da polícia de São Paulo, ocorridos entre 2018 e 2024, nenhum agente sequer foi denunciado pelo Ministério Público, e apenas 2% resultaram em algum tipo de condenação. (Folha de S. Paulo, 24/7/2025, página 2). Num país onde a luta contra a criminalidade constitui uma necessidade evidente e prato principal das campanhas políticas, esses números mostram que a violência policial tornou-se uma tragédia com vida própria, a ser combatida sem descanso, sob o risco de o país mergulhar numa criminalidade sem fronteiras nem limites, capaz de conduzir brasileiros e brasileiras a uma barbárie social que não interessa a ninguém. Como todos aprendemos em duas décadas de ditadura militar, a violência que tortura e mata é a estrada mais curta para uma selvageria generalizada e a criminalidade permanente.
O Programa Voa Brasil completou um ano de lançamento no dia 23 de julho e atingiu neste período cerca de 45 mil reservas de passagens de até R$ 200 para aposentados do INSS. A iniciativa garante a inserção social na aviação brasileira. O montante de passagens seria suficiente para lotar mais de 344 aeronaves com os beneficiados. O movimento de passageiros integrantes do programa foi registrado em 87 aeroportos de todos os estados do país. O Voa Brasil foi lançado pela Secretaria Nacional de Aviação Civil do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), em parceria com as companhias aéreas. As empresas firmaram o compromisso de disponibilizar passagens no site gov.br/voabrasil ao longo do primeiro ano do programa.
O objetivo é ofertar passagens ociosas e em baixa temporada para possibilitar o acesso a aposentados que não tinham viajado nos últimos 12 meses.
O diretor de Outorgas e Políticas Regulatórias, Daniel Longo, destacou o papel do programa em promover o acesso ao uso da aviação civil no país por aposentados. “O programa dá oportunidade a este grupo de brasileiros, de ter acesso ao transporte aéreo nacional, e isso é muito positivo. O Voa Brasil resgata a autoestima do aposentado, dá a possibilidade de fazer uma primeira viagem de avião ou mesmo de rever parentes que não via há anos.”
Destinos mais procurados
A cidade de são São Paulo (SP) foi o destino mais procurado pelos beneficiários – escolhida por 12,7 mil passageiros.
Em seguida aparece a cidade do Rio de Janeiro (RJ), destino de 3,6 mil viajantes entre 2024 e 2025. Já em terceiro lugar ficou Recife (PE) com 3,5 passageiros registrados.
Confira o ranking com os destinos mais procurados pelos usuários do Voa Brasil (por número de passageiros):
São Paulo: 12.771;
Rio de Janeiro: 3.673;
Recife: 3.509;
Brasília: 3.000;
Fortaleza: 2.843;
Salvador: 2.601;
João Pessoa: 1.587;
Maceió: 1.507;
Belo Horizonte: 1.254;
Natal: 1.150.
Entre as regiões, Sudeste e Nordeste concentraram, respectivamente, 43% e 40% do total de reservas efetuadas desde o início do programa.
Já a terceira região mais procurada pelos aposentados foi o Centro-Oeste (8%), seguida pelo Sul (5%) e pelo Norte (3%). No total, foram 510 trechos diferentes procurados pelos aposentados – considerando que os mais movimentados foram entre a capital paulista e as capitais nordestinas Recife, Salvador, Maceió, Fortaleza e João Pessoa (ida e volta). Também foram identificados trechos de longa distância, como Porto Alegre/Recife ou São Paulo/Fernando de Noronha (quatro horas de voo). Entre os trechos curtos, foram registrados viajantes da Ponte Aérea Rio/São Paulo e também dentro do mesmo estado, como Salvador/Porto Seguro.
Fonte: Brasil 61
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, declarou que está em “luto” após a aprovação do PL (Projeto de Lei) do Licenciamento Ambiental pelo Congresso Nacional no dia 21 de julho que flexibiliza regras para o licenciamento ambiental.
Em entrevista ao videocast ‘Conversa vai, conversa vem’, do O Globo, afirmou que passou a noite em claro para acompanhar a votação e, para ela, o Brasil chegará enfraquecido na COP 30, sediada no Belém, Pará, após a aprovação do texto. “Tem que estar comprometido com as metas estabelecidas no Acordo de Paris do qual o Brasil é signatário”, disse. A ministra classificou o ocorrido como uma “derrota” para os avanços conquistados na área, como clima equilibrado, biodiversidade e a grande quantidade de recursos hídricos, florestas, diversidade cultural.
Na sua visão, não é preciso fazer a demolição da principal ferramenta de proteção ambiental para que o agronegócio seja próspero. “É um tiro no pé porque só somos uma potência agrícola e hídrica, e só somos uma potência hídrica porque somos potência florestal sem destruir a Amazônia”, afirmou. Marina ressaltou que o PL do Licenciamento Ambiental, apelidado de PL da Devastação, não é claro ao estabelecer novas diretrizes. “E se um estado diz que aquilo tem impacto e o outro diz que não tem, sendo o mesmo rio que atravessa os dois estados? A natureza não muda em função das nossas necessidades”, disse. Questionada sobre a função do BEG (Balanço Ético Global), a ministra ressaltou que ele tem como intuito implementar o que foi estabelecido no Acordo de Paris, e também para que a sociedade faça uma avaliação se os governos, empresas e setores financeiros estão alinhados com a meta de não ultrapassar um grau e meio de aumento da temperatura da terra.
“Essa vai ter que ser a COP da implementação. Já discutimos, nos comprometemos com uma série de encaminhamentos, o que falta é implementar”, destacou. Marina, no entanto, fez a ressalva de que vivemos em um ambiente geopolítico altamente desafiador, há guerras bélicas e tarifárias, “como esse absurdo de taxação do Brasil em 50% do presidente Trump para proteger seus aliados políticos que destruíram a política ambiental brasileira”.
Para a ministra, a solução para os desafios e prejuízos climáticos é o fortalecimento do multilateralismo.
Nesta quinta-feira, 24, a Receita Federal libera a consulta ao 3º lote de restituição do Imposto de Renda (IR) 2005, que pagará um total de R$ 10 bilhões a 7.219.048 restituições. O contribuinte que quiser consultar se sua restituição está neste lote, deve acessar a página da Receita na internet (www.gov.br/receitafederal), clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, em “Consultar a Restituição”.
Para este lote, R$ 557.779.060,71 serão destinados a contribuintes que possuem prioridade legal, o que corresponde a 15.988 restituições para idosos acima de 80 anos, 83.575 restituições para contribuintes entre 60 e 79 anos, 11.298 restituições para contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave e 35.315 restituições para contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério. Além disso, 6.316.894 restituições serão destinadas a contribuintes que não possuem prioridade legal, mas que receberam prioridade por terem utilizado a Declaração pré-preenchida e/ou optado por receber a restituição via PIX. Foram contempladas ainda 755.978 restituições destinadas a contribuintes não prioritários. No segundo lote de restituição do IR 2025, 6,5 milhões de contribuintes entraram. Já no 1º lote, 6,25 milhões de pessoas foram contempladas.
Como saber se caí na malha fina
Para verificar o status da declaração e da restituição, o contribuinte pode fazer a consulta na página da Receita Federal, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Pelo serviço, o contribuinte pode verificar se está na lista de espera ou se há alguma pendência.
Se a mensagem exibida for “Em Fila de Restituição”, significa que a declaração foi processada, mas a restituição ainda não foi liberada. Basta esperar e fazer a consulta nos próximos lotes. Já no item “Pendências de Malha”, o contribuinte pode verificar se sua declaração está em malha e também verificar qual é o motivo pelo qual ela ficou retida. Caso identifique alguma pendência, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo as informações. Corrigindo o erro ou pendência, basta enviar uma declaração retificadora, pelo Programa Gerador da Declaração ou pelo aplicativo.
O Brasil é um país empreendedor por natureza. Nem nos momentos mais difíceis, abandonamos a criatividade. Vamos além do sonho, realizamos e colocamos de pé a ideia que nos motiva. 60% da população brasileira quer ter o próprio negócio. O empreendedorismo já alcançou o patamar de modelo de desenvolvimento para o país. É fato que o empreendedorismo vem revolucionando vidas e que sua importância alçou o patamar de política de Estado, junto com tantos outros avanços de um Estado de bem-estar social.
Com o avanço da automatização de processos e do uso de tecnologias para aumentar a eficiência da gestão pública, o Brasil alcançou um cenário em que é possível abrir uma empresa, em média, em menos de um dia nas capitais brasileiras. Somente em 2025, mais de 2,6 milhões de novos pequenos negócios foram abertos. No acumulado até junho, o número de formalizações de microempreendedores individuais (MEI) cresceu 24,5% em relação ao mesmo período de 2024. O otimismo do MEI aumentou no último ano. A Sondagem Econômica do Microempreendedor (Sebrae/FGV) mostra que no último mês de junho, na comparação com o mesmo período do ano passado, o Índice de Confiança do MEI (IC-MEI) aumentou 2,3 pontos. Além disso, o sexto mês de 2025 registrou o menor nível da série histórica dos MEI que avaliam como “difícil” o acesso a crédito (63,2%) – em 2024, esse indicador foi de 67,8%.
Agora, os esforços se concentram na capacitação desses novos empreendedores. Isso significa garantir vida longa a cada sonho que saiu do papel, que abriu portas, que melhorou a vida das pessoas e que trouxe o sentimento de liberdade. O papel do Sebrae é justamente apoiar esses negócios e transformar a realidade das pessoas que, em muitos casos, optam por empreender por oportunidade.Para isso, a educação empreendedora tem sido uma grande aliada. Em 2024, foram quase 345 mil professores capacitados e mais de 6,8 milhões de atendimentos a estudantes, por meio de ações estruturadas em parceria, principalmente, com as redes públicas de ensino. Nosso compromisso é levar uma abordagem transformadora, que promova o exercício da cidadania, fortaleça os projetos de vida e estimule o protagonismo no mundo do trabalho — contribuindo para uma transformação sustentável das realidades brasileiras. Um exemplo concreto desse esforço é o Desafio Liga Jovem do Sebrae, a maior competição de empreendedorismo nas escolas do Brasil. Em 2024, o desafio contou com 55 mil inscritos, de mais de 2.300 municípios. Na prática, trata-se de um investimento na formação de estudantes, que são estimulados a pensar de forma colaborativa, criativa e crítica, transformando problemas reais de suas comunidades em soluções práticas. O empreendedorismo está, definitivamente, consolidado na cultura dos brasileiros. E o Sebrae tem atuado com firmeza para apoiar os donos de pequenos negócios, para que continuem gerando emprego, inclusão e renda para o nosso país.
A soberania é o fundamento principal da República brasileira, insculpida, não por acaso, no inciso I do artigo 1º da Constituição de 1988. O Brasil é um país independente, com Poderes autônomos, atribuições e dinâmicas definidas.
Não é propriamente espantosa a tentativa de ingerência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na soberania nacional. O país não é o único no mundo a sofrer ameaças oriundas do megalomaníaco que se imagina dono do planeta. Tampouco é a primeira vez que os Estados Unidos tentam interferir nos assuntos internos brasileiros, situação corriqueira desde a proclamação da independência de ambas as nações. O que choca, neste momento, é que a justificativa de ingerência na soberania nacional tem como razão, assumida pelo próprio Donald Trump em carta reforçada pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, os processos judiciais movidos contra Jair Bolsonaro, um ex-presidente desprezível e covarde, que tentou, de maneira frustrada, aplicar um golpe de Estado no país e, por isso, responde à Justiça. Um sabujo que jamais poderia ter tido a honra de sentar-se na cadeira mais importante da República — fato que ele mesmo, despudoradamente e com singular naturalidade, reconheceu em público.
O filho do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro, não só não nega que as ameaças de sanções estadunidenses contra o Brasil tiveram como motivação sua sabotagem internacional, articulada junto às autoridades da Casa Branca, como do conluio se orgulha, a ponto de dizer que não importa se o Brasil tiver que quebrar — o importante é garantir a impunidade do pai. Cometeu a indecência de afirmar que, se tal impunidade não se consumar, não haverá eleições em 2026. Assumindo a condição de agente dos Estados Unidos, descartou de vez retornar ao país para dar continuidade às ações pró-sanções contra o Brasil e o comércio brasileiro — punições que já começaram a se consumar (deportações em massa de brasileiros considerados marginais à parte) com o cancelamento unilateral de vistos de entrada de ministros da Suprema Corte do país nos Estados Unidos. Um escândalo contra a deferência institucional que nações devem manter entre si. Crime claro contra o Estado brasileiro que o lesa-pátria, deputado federal do país, comete no exterior. Deslealdade evidente contra sua própria condição de parlamentar, que tem como dever ético defender a soberania nacional. Que o futuro lhe reserve as punições administrativas e criminais merecidas.
De outra sorte, trata-se de mais uma tentativa indecorosa do ex-presidente Bolsonaro de garantir sua impunidade, já havendo ele próprio confessado financiar as atividades internacionais de traição do filho. Um lesa-pátria que, se hoje não está preso preventivamente, é por excesso de cautela do Supremo Tribunal Federal, pois há muito mandou às favas o respeito pelo povo, pelo Estado democrático brasileiro, pela Constituição e pelas regras nacionais.
Sua agremiação partidária, o Partido Liberal, que também não se furta de insistir na chantagem contra o Brasil ao escancarar apoio a Donald Trump, igualmente ignora que o resguardo da soberania é pressuposto básico para a existência de um partido político no Brasil, segundo está explícito no caput do artigo 17 da Constituição. A bem da verdade, desde as eleições de 2022 — quando, sob o inescrupuloso pretexto de fraude nas urnas utilizadas no escrutínio presidencial de segundo turno, mas não no de primeiro turno, quando se viu beneficiado em pleitos majoritários estaduais e proporcionais — deveria ter tido seu registro eleitoral cassado por má conduta contra a democracia do Brasil.
Embora hoje, com instituições mais sólidas do que em janeiro de 2023, novamente se faça necessária a defesa veemente do Estado Democrático de Direito, não apenas como precaução, mas como necessidade iminente diante das conspirações externas e internas contra o país.
Nação nenhuma pode dizer ao Brasil ou às suas instituições como devem agir. Se Donald Trump se considera o dono do mundo e lacaios brasileiros, por conveniência ou razão de vida, com tal absurdo concordam, este é um problema deles. O Brasil é do povo brasileiro, e quem quer que seja o nacional ordinário que se levante contra isso que assuma as consequências de ser um inimigo da República, opositor do país, vassalo a serviço da sabotagem nacional. Que se acomodem em seu lugar na lata do lixo da história e lá permaneçam, porque de lá jamais deveriam ter saído. Não, porém, sem antes pagarem caro pelo crime de traição ao Estado, porque não pode haver prova maior de desamor ao país do que a tentativa de entrega de sua liberdade e independência a outrem. Que trincheiras sejam erguidas em defesa do Brasil, pátria livre e soberana. À luta, compatriotas!
O governo federal anunciou que 11,9 mil propostas foram selecionadas para o Novo PAC Seleções 2025 em 5.290 cidades. Os novos equipamentos de saúde serão disponibilizados e empregados em todas as regiões do país, com um investimento total da ordem de R$ 6 bilhões para construir mais Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), policlínicas e expandir frota do SAMU.
Segundo o governo, as seleções priorizaram a cobertura de vazios assistenciais, além dos critérios de cada modalidade – conforme divulgado no lançamento do programa. As cidades selecionadas alcançaram 95% dos municípios brasileiros, nas 27 UFs. Ao todo, os municípios contarão com 800 novas UBS; 7 mil salas de teleconsulta em UBS; 10 mil UBS equipadas e 400 unidades odontológicas móveis.
Com os recursos da segunda edição do PAC Seleções 2025, a capacidade de atendimento na rede pública de saúde será ampliada. Serão construídas mais 46 policlínicas em 45 municípios, beneficiando cerca de 18 milhões de pessoas que dependem do SUS. Além disso, o país contará com 130 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) – nos quais 22 milhões de pessoas de 130 municípios poderão tratar da saúde mental. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) também será reforçado, com a aquisição de mais 1,5 mil ambulâncias, sendo 635 para expandir a frota de 408 municípios, fortalecendo o atendimento pré-hospitalar e de urgência; as outras 898 devem renovar a frota em 475 cidades.
Municípios contemplados
Confira a lista com os municípios contemplados em cada modalidade:
Policlínicas: 46 unidades em 45 municípios | CLIQUE AQUI
Novas Ambulâncias – SAMU: 635 unidades em 408 municípios | CLIQUE AQUI
Renovação de Frota – SAMU: 898 unidades em 478 municípios | CLIQUE AQUI
Unidades Básicas de Saúde (UBS): 800 unidades em 800 municípios | CLIQUE AQUI
IGREJA EM JERUSALÉM Doutrina, Comunhão e Fé: A Base para o Crescimento da Igreja em meio às Perseguições
Vivemos dias em que a igreja é constantemente pressionada a se calar, se adaptar ou recuar. Mas a Igreja cheia do Espírito Santo não se curva diante da oposição: ela ora com fervor, persevera em meio às aflições e proclama com ousadia a Palavra de Deus. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.
TEXTO PRINCIPAL Depois dessa oração, o lugar onde eles estavam reunidos foi sacudido, e todos eles ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a mensagem de Deus. (At 4.31 NBV-P). A Igreja do Novo Testamento respirava carismas. Era o seu oxigênio. Isso era tão normal que nem precisava ser enfatizado em todas as cartas.
VERDADE PRÁTICA Uma igreja cheia do Espírito Santo suporta aflições, ora com poder e ousa no testemunho cristão. A expressão “cheio do Espírito Santo” desempenha papel significativo na pneumatologia neotestamentária, embora seu uso varie conforme os autores. Nos escritos de Lucas, onde ocorre nove vezes, a ênfase recai sobre manifestações carismáticas como profecia, línguas e ousadia na proclamação. Em Paulo, a única ocorrência (Ef 5.18) está inserida em um contexto ético e relacional, destacando virtudes como santidade, gratidão e submissão, mas também admitindo manifestações espirituais (cf. 1Co 14.15). As abordagens não se contradizem, mas se complementam: Lucas ressalta a capacitação carismática, enquanto Paulo enfoca a transformação moral e comunitária do crente cheio do Espírito. Ser cheio do Espírito Santo é viver uma vida guiada, capacitada e transformada pelo Espírito, de forma que o cristão manifeste os dons espirituais com ousadia e os frutos espirituais com integridade, sendo instrumento de Deus tanto no poder para testemunhar quanto na santidade do viver. Ser cheio do Espírito Santo, como vimos, é viver uma vida guiada, capacitada e transformada pelo Espírito. Isso significa que uma igreja verdadeiramente cheia do Espírito: 1. Suporta aflições com perseverança, pois está fortalecida interiormente pelo Espírito que consola, encoraja e dá coragem em meio às provações (At 4.31; 1Ts 1.6). 2. Ora com poder, pois reconhece que sua força vem do agir sobrenatural do Espírito (At 1.14; 4.24–31). 3. Ousa no testemunho cristão, proclamando Cristo com intrepidez, mesmo diante de oposição (At 4.8–13; 13.9–12). A igreja cheia do Espírito não silencia, mas fala com ousadia, pois é revestida do mesmo poder que impulsionou os apóstolos.
1. UMA IGREJA PERSEVERANTE 1.1 Suporta o sofrimento. A LIÇÃO DIZ: Após sua pregação junto à Porta Formosa, Pedro e João são levados presos (At 4.3) e, posteriormente, ameaçados por pregarem o nome de Jesus (At 4.17). Foi dito a eles que não falassem nem ensinassem no nome do Senhor (At 4.18). A ordem era clara, mas os apóstolos estavam dispostos a pagar o preço de não segui-la. O texto bíblico diz: Enquanto Pedro e João ainda falavam ao povo, chegaram os sacerdotes, o capitão do templo e os saduceus, ressentidos porque os apóstolos estavam ensinando o povo e anunciando, em Jesus, a ressurreição dentre os mortos. Prenderam Pedro e João e os recolheram ao cárcere até o dia seguinte, pois já era tarde. Porém muitos dos que ouviram a palavra creram, subindo o número desses homens a quase cinco mil. (At 4.1-3 NAA). A primeira perseguição da Igreja recém-formada estava prestes a irromper. Como de costume, a oposição surgiu dos líderes. Os sacerdotes, o capitão do templo e os saduceus se levantaram contra os apóstolos. Scroggie sugere que os sacerdotes representam a intolerância religiosa; o capitão do templo, a hostilidade política; e os saduceus, a incredulidade racionalista. Os saduceus negavam a doutrina da ressurreição. Sua posição era claramente conflitante com a dos apóstolos, pois a ressurreição era a tônica da pregação destes últimos. Motivações que levaram os líderes religiosos a se enfurecerem com os apóstolos (At 4.1–3): 1.1.1 Usurpação do ofício de ensino. Em primeiro lugar, os apóstolos estavam publicamente ensinando o povo “estavam ensinando o povo”, sem possuírem autorização formal das autoridades religiosas. Tal atitude representava uma grave violação das estruturas de ensino rabínico, nas quais somente os mestres reconhecidos poderiam instruir em nome da fé judaica. 1.1.2 A proclamação de uma doutrina contrária à teologia dos saduceus. Em segundo lugar, o conteúdo da mensagem anunciada era considerado teologicamente inaceitável pelos saduceus. Pedro e João proclamavam a ressurreição dos mortos por meio de Jesus Cristo. Ora, os saduceus não criam na ressurreição nem em recompensas escatológicas (cf. At 23.8). Assim, a pregação apostólica era, para eles, herética e perigosa. 1.1.3 A indignação com o impacto popular da mensagem. Por fim, os líderes religiosos estavam visivelmente incomodados com o crescimento do número de ouvintes e com a receptividade popular à mensagem. Homens sem formação rabínica estavam mobilizando multidões dentro do espaço sagrado. A expressão usada em Atos 4.2 (“ressentidos” ou “muito perturbados”) reflete não apenas oposição doutrinária, mas também o temor de perder o controle sobre o povo. Contudo, prender os apóstolos não anulou os efeitos de sua pregação. Muitos dos que ouviram a mensagem creram, e o número de homens chegou a quase cinco mil. Conclui-se que: 1.1.4 A perseguição não destrói a verdadeira Igreja de Cristo. Historicamente, sempre que a Igreja foi perseguida por sua fidelidade à verdade, ela foi purificada, fortalecida e expandida. O sangue dos mártires, como diz Tertuliano, foi a semente da Igreja. 1.1.5 O que destrói a verdadeira Igreja não é a perseguição externa, mas o pecado interno. A fragilidade da Igreja não está na fúria dos inimigos, mas na infidelidade dos seus membros. Ao longo da história, e mesmo em Atos, o maior perigo não vem das autoridades hostis, mas do abandono dos princípios bíblicos. Podemos destacar algumas causas que sufocam a ação do Espírito na Igreja: i. Pecado não confessado. ii. Falta de integridade no testemunho cristão. Uma igreja que fala com os lábios, mas nega com as atitudes, perde sua autoridade espiritual. iii. Alianças políticas que negociam a verdade. Quando a Igreja busca favores do Estado em troca de silêncio ou conveniência, ela enfraquece seu chamado profético. iv.Alianças ideológicas em nome da aceitação cultural. O desejo de agradar ao mundo produz concessões doutrinárias que diluem o Evangelho. v. Acomodação ao espírito do tempo. A Igreja perde sua voz profética quando troca o arrependimento pela relevância, e a cruz pela popularidade.
1.2 Não negocia seus valores. A LIÇÃO DIZ: Quando a classe sacerdotal intimou os apóstolos e lhes deu ordem expressa para que eles não falassem nem ensinassem no nome de Jesus, a resposta dos apóstolos foi: “Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus” (At 4.19). Em outras palavras, os apóstolos afirmaram que não negociariam a sua fé. O Sinédrio estava revivendo o seu pior pesadelo. Eles haviam executado Jesus por afirmar ser o Messias. No entanto, seus seguidores estavam agora por toda parte repetindo essas afirmações. Pior ainda: estavam proclamando essa mensagem com a prova irrefutável de que Ele havia ressuscitado dos mortos. E haviam realizado um milagre notável para autenticar sua pretensão de representarem a Deus. O Sinédrio sentiu-se compelido a tomar providências, a fim de impedir que esse ensino se espalhasse ainda mais entre o povo. Eles precisavam suprimir a verdade embaraçosa de que haviam crucificado o seu próprio Messias. Por isso, decidiram tentar intimidar os apóstolos ao silêncio, advertindo-os a não falarem mais com ninguém naquele nome. Em virtude dessa decisão, convocaram Pedro e João de volta à sala de audiências e ordenaram-lhes que absolutamente não falassem nem ensinassem coisa alguma em nome de Jesus. Ironicamente, os primeiros cristãos precisavam ser ordenados a se calar, enquanto muitos cristãos modernos precisam ser ordenados a falar. Este momento representa uma encruzilhada crucial na história da Igreja. Se os apóstolos tivessem aceitado a exigência do Sinédrio, toda a trajetória posterior da Igreja teria sido radicalmente alterada. Tudo dependia de sua disposição em obedecer a Deus, a qualquer custo, até mesmo o da própria vida. Pedro e João não vacilaram. Imediatamente responderam que se recusavam a obedecer à ordem do Sinédrio. Eles apelaram a um tribunal superior, propondo a seguinte questão diante do conselho supremo de Israel: “Julgai vós mesmos se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós outros do que a Deus” (At 4.19; 5.29). Qual tribunal é maior ? Com esse apelo à autoridade divina, os apóstolos colocaram o Sinédrio diante de um dilema inevitável. Eles certamente não queriam que Pedro e João continuassem pregando, mas tampouco podiam dizer abertamente que era melhor obedecer aos homens do que a Deus. No meio da perseguição, Pedro e João permaneceram fiéis a Deus. Assim como eles, nenhuma ameaça ou vantagem pessoal deve nos fazer trair o nosso Senhor. Mais tarde, o próprio Pedro escreveu com base nessa experiência e também por inspiração divina: Mas, mesmo que venham a sofrer por causa da justiça, vocês são bem-aventurados. Não tenham medo das ameaças, nem fiquem angustiados; pelo contrário, santifiquem a Cristo, como Senhor, no seu coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que pedir razão da esperança que vocês têm. (1Pe 1.15,16 NAA).
Conclui-se que: 1.2.1 A obediência a Deus é prioridade absoluta, mesmo diante de riscos e ameaças. A fidelidade à missão dada por Cristo era mais importante que a segurança pessoal. 1.2.2 A autoridade humana tem limites, quando exige desobediência a Deus, deve ser rejeitada. A fidelidade à Palavra está acima de decretos, costumes ou pressões institucionais. 1.3 Está convicta de sua fé. A LIÇÃO DIZ: Uma igreja cheia do Espírito Santo está convicta de sua fé. Não se apoia em suposições, mas em fatos (At 4.20). Os primeiros cristãos não apenas ouviram sobre Deus, mas também testemunharam suas obras. O que é convicção? É a disposição firme de sustentar a verdade, mesmo sob risco, porque se tem plena consciência de que ela é real. Pedro e João estavam diante dos mesmos homens que haviam determinado a morte de Jesus, mas não se intimidaram. O Sinédrio, composto por setenta membros, incluindo sacerdotes saduceus, escribas, fariseus e anciãos, representava a mais alta corte religiosa e política de Israel. Ainda assim, os apóstolos falaram com ousadia e clareza. Seu testemunho não se baseava em rumores ou invenções doutrinárias, mas em fatos presenciados de forma direta. Em essência, afirmavam ter visto Jesus morrer, ressuscitar e realizar sinais incontestáveis. Testemunharam a cura de cegos, coxos e leprosos. Mais do que observadores, foram impactados por esse poder e profundamente transformados por ele. Conclui-se que: 1.3.1 Em primeiro lugar, há falta de convicção em nossos dias porque a experiência com Cristo é superficial. 1.3.2 Em segundo lugar, há falta de ousadia no testemunhar porque há incompreensão das verdades cristãs. Quem não compreende a grandeza do evangelho hesita em anunciá-lo. O testemunho vacilante é reflexo da fé rasa. Pedro e João falaram com autoridade porque sabiam o que criam e por que criam. Resumindo: Uma igreja cheia do Espírito Santo não recua diante da oposição, não negocia sua fidelidade e permanece convicta da verdade, mesmo sob prisões, ameaças e sofrimento. Lopes (2012, p. 101) escreveu: Nas horas de perigo, o diabo vem negociar: “Cuidado, se você não ceder, vai se prejudicar”. “Assine esse documento, e você vai se sair bem”. “Faça tudo que o patrão mandar, senão você será mandado embora”. “Dê propina, senão você perderá esse negócio”. Quando Pedro tentou a Jesus, buscando afastá-lo da cruz, Jesus foi enfático: Arreda, Satanás. Com o diabo não há negociação possível. O diabo é estelionatário. A mentira do diabo é: Tudo te darei se, prostrado, me adorares. Isso não é verdade. O diabo não é dono de nada. O diabo não tem nada. Não dá nada. Ele tira tudo: sua paz, sua dignidade e até sua alma. É por isso que os covardes não entrarão no reino de Deus. Não devemos temer os que matam o corpo, mas não podem matar a alma.
2. UMA IGREJA QUE ORA COM PODER 2.1 Orando com propósito. A LIÇÃO DIZ: Observamos na oração do capítulo 4.24–30 de Atos dos Apóstolos que os crentes oram para que Deus seja glorificado por meio de um evangelismo de poder. Eles oraram com um propósito e, por isso, foram específicos. A oração registrada em Atos 4.24–30 revela uma igreja espiritualmente objetiva e biblicamente consciente. Diante da oposição das autoridades religiosas, os cristãos não reagiram com desespero, retaliação ou indiferença, mas com oração fundamentada na soberania de Deus, nas Escrituras e na missão que haviam recebido de Cristo. No contexto bíblico, orar com propósito é uma súplica que não busca conformar Deus aos desejos humanos, mas alinhar os desejos humanos à vontade de Deus. Nesse episódio, os cristãos fazem três pedidos objetivos, que evidenciam não apenas submissão, mas também discernimento espiritual: 2.1.1 “Olha para as suas ameaças” (At 4.29a). A igreja reconhece a gravidade das ameaças sofridas, mas não dita a Deus como agir em relação aos perseguidores. Não há súplica por punição. Apenas entregam a situação nas mãos dAquele que é justo juiz. 2.1.2 “Concede aos teus servos que anunciem com toda a intrepidez a tua palavra” (At 4.29b). O pedido central da oração não diz respeito à proteção física ou ao conforto pessoal, mas à capacitação espiritual para proclamar a Palavra com ousadia. O termo “servos” reforça a consciência de submissão voluntária à autoridade de Cristo. Ao invés de recuar diante da intimidação, os discípulos suplicam por coragem para permanecer fiéis à sua vocação. 2.1.3 “Enquanto estendes a mão para fazer curas, sinais e prodígios por meio do nome do teu santo Servo Jesus” (At 4.30). O terceiro pedido está relacionado à ação divina que acompanha a proclamação do Evangelho. Ao pedirem que Deus continue operando curas e maravilhas, os discípulos demonstram compreensão de que a obra evangelística deve ser sustentada tanto pela pregação quanto pela manifestação do poder de Deus. Conclui-se que: 2.1.4 Em primeiro lugar, a Igreja cheia do Espírito não ora pedindo rota de fuga, mas coragem para seguir em frente. Ela não clama: “Senhor, tira a dor”, mas: “Nos dá força para suportar”. Em vez de pedir que Deus os livrasse da ameaça, os primeiros crentes pediram ousadia para continuar pregando. A Igreja bíblica não ora por atalhos, ora por firmeza no caminho estreito. 2.1.5 Em segundo lugar, a Igreja bíblica não ora por vingança, ora por justiça. Ela não diz: “Senhor, derruba aquele líder, manda uma enfermidade, mata aquele irmão”, mas entrega a causa nas mãos de Deus. Ela reconhece que o Senhor é quem julga, corrige e disciplina. O crente cheio do Espírito não ora com rancor nos lábios, mas com temor no coração. 2.2. Orando em unidade. A LIÇÃO DIZ: A Concordância de Strong explica que a palavra “unânimes” vem do termo grego homothymadon, que significa um grupo de pessoas agindo com o mesmo propósito e em total harmonia. Isso mostra que havia unidade e concordância na oração. Uma igreja cheia do Espírito Santo é unida. Unidade é o estado em que os cristãos permanecem juntos no mesmo propósito espiritual. Não se limita a concordar sobre algum assunto nem a evitar conflitos. Unidade significa ter o coração voltado na mesma direção, a mente direcionada ao mesmo Deus e a oração focada no mesmo objetivo. Atos 4.24 mostra como essa unidade acontecia na prática: “Ouvindo isto, unânimes levantaram a voz a Deus e disseram: Senhor, tu que fizeste o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há”. O texto deixa claro três motivos pelos quais a igreja primitiva era uma comunidade unida: Em primeiro lugar, eles sabiam exatamente a quem estavam orando. Reconheciam Deus como Criador e Senhor absoluto, usando o termo despótes, que expressa autoridade suprema e inquestionável. Em segundo lugar, eles oravam juntos, com uma só voz. Essa expressão revela sintonia espiritual, compromisso mútuo e clareza sobre o propósito coletivo da Igreja. Em terceiro lugar, eles compartilhavam da mesma confiança: Deus estava no controle, mesmo diante da perseguição. Não havia espaço para dúvidas ou divisão, pois criam juntos no Deus soberano e cuidadoso. Que o Senhor conduza sua igreja novamente a viver essa unidade bíblica, pois onde há unidade espiritual genuína, haverá também poder, coragem, testemunho fiel e uma presença manifesta do Espírito Santo entre o povo de Deus. 2.3 Orando fundamentada na Palavra de Deus. A LIÇÃO DIZ: Ao orarem, os crentes citaram o Salmo 2.1-2: “que disseste pela boca de Davi, teu servo: Por que bramaram as gentes, e os povos pensaram coisas vãs?” (At 4.25). Não basta orar. É preciso orar tomando por base a Palavra de Deus. Orar fundamentado na Palavra é orar crendo e afirmando as suas verdades. Uma oração feita fora da Palavra de Deus não terá nenhuma garantia de ser respondida, porque Ele vela pela sua Palavra para a cumprir (Jr 1.12). Recapitulando, já analisamos dois aspectos da oração realizada pela igreja em Atos 4: seu propósito e sua unidade. Agora, voltamo-nos para um terceiro elemento, sua fundamentação bíblica. A oração aqui exemplificada nos ensina que orar com base nas Escrituras é reconhecer a soberania divina, confiar em suas promessas e interceder segundo sua vontade revelada. Três pontos sobre a oração fundamentada na Palavra: 2.3.1 A oração dos discípulos inicia-se com a declaração: “Soberano Senhor” (At 4.24). Essa expressão evidencia que orar com base na Palavra implica, em primeiro lugar, reconhecer a supremacia de Deus sobre todas as coisas. Sua soberania absoluta prevalece sobre qualquer circunstância, autoridade ou ameaça. Assim, ao orarmos, dirigimo-nos ao Deus revelado nas Escrituras, o Deus transcendente, único e todo-poderoso, que governa a história e sustenta o universo. 2.3.2 Apoia-se nas Escrituras e suas promessas. A oração citada pelos discípulos faz referência direta ao Salmo 2.1-2, aplicando-o ao sofrimento de Jesus Cristo (At 4.25-28). Eles interpretaram suas circunstâncias à luz das Escrituras, lembrando que mesmo as perseguições já haviam sido previstas e estavam sob o controle divino. Uma oração bíblica não apenas conhece, mas cita e aplica promessas das Escrituras à situação presente. Complementando, o Evangelho de João 15.7, quando disse: “Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito”. Em outras palavras, a oração eficaz é aquela que pede exatamente o que Deus já disse que deseja nos dar. De acordo com Warren Wiersbe, a verdadeira oração não consiste em dizer a Deus o que fazer, mas em pedir que Deus faça sua vontade em nós e por meio de nós. É pedir que a vontade de Deus seja feita na terra, não que a vontade humana seja feita no céu.
3. UMA IGREJA OUSADA NO SEU TESTEMUNHO 3.1 Ousadia para enfrentar oposição ao Evangelho. A LIÇÃO DIZ: Deve ser destacado ainda que uma igreja verdadeiramente bíblica sofrerá rejeição e oposição: “E, na verdade, todos os que querem viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições” (2 Tm 3.12). A razão para essa perseguição é simples. Uma vida piedosa expõe a maldade dos outros. As pessoas não gostam de ser expostas assim. Em vez de se arrependerem de suas maldades e buscarem Cristo, elas procuram destruir aquele que lhes mostrou realmente quem elas são. É um comportamento totalmente irracional, mas característico de um homem caído. William Barclay observou: “É melhor sofrer com Deus e com a verdade do que prosperar com os homens e com a mentira, pois a perseguição é transitória, mas a glória final dos fiéis é segura”. Hernandes Dias Lopes (2012, p. 95) relata um diálogo: Certa feita perguntaram a um professor: — Se a Igreja for mais perseguida, será mais fiel? — Não! Se a Igreja for mais fiel, será mais perseguida! — respondeu o professor. John Knox ilustra esse tipo de compromisso. Diziam dele: “Teme tanto a Deus que não teme homem algum”. 3.2 Ousadia no exercício dos dons espirituais. A LIÇÃO DIZ: O evangelista nos informa que, tendo eles orado, todos foram cheios do Espírito Santo” (At 4.31). Como vimos, o cerne da petição não é o livramento da perseguição, mas a concessão de ousadia para continuar proclamando a palavra de Deus, acompanhada de manifestações sobrenaturais. O texto descreve a seguinte súplica: “enquanto estendes a tua mão para curar, e para que se façam sinais e prodígios por meio do nome do teu santo servo Jesus” (v.30). A seguir, o versículo 31 registra a resposta divina: “tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com ousadia, anunciavam a palavra de Deus”. Do ponto de vista exegético, o particípio presente ἐκτείνειν (“estender”) sugere continuidade e simultaneidade da ação divina com a missão da Igreja. A mão estendida é uma metáfora veterotestamentária para a intervenção poderosa de Deus, agora reinterpretada cristologicamente. Os termos sinais (σημεῖα), prodígios (τέρατα) e curas (ἰάσεις) compõem o vocabulário típico da atividade carismática, referindo-se às ações extraordinárias que autenticam a mensagem do Evangelho e edificação a igreja. A narrativa mostra que a resposta do céu ao clamor da Igreja se dá em três níveis: teofânico (o tremor do lugar), pneumatológico (todos foram cheios do Espírito) e missional (anunciavam com ousadia). Ao contrário da perspectiva cessacionista, a tradição pentecostal sustenta, com base na revelação bíblica, que os dons do Espírito Santo permanecem em operação “até que venha o que é perfeito” (1 Co 13.10), o que se refere à consumação escatológica na volta de Cristo e não ao fechamento do cânon bíblico. Conforme Efésios 4.11–13, os ministérios e dons foram concedidos “com vistas ao aperfeiçoamento dos santos, para o desempenho do seu serviço” e permanecerão “até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus”, realidade ainda não plenamente alcançada. Os dons espirituais, segundo 1 Coríntios 12.7, são manifestações do Espírito concedidas “a cada um visando a um fim proveitoso” (εἰς τὸ συμφέρον), ou seja, para o bem comum da Igreja. Eles não são distintivos de uma elite espiritual, mas expressões da graça (χάρις) de Deus distribuídas conforme a vontade soberana do Espírito (1 Co 12.11). Precisamos orar mais pedindo por para testemunhar! 3.3 Ousadia na exposição da Palavra. A LIÇÃO DIZ: As Escrituras dizem que, após a oração da igreja, “todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a palavra de Deus” (At 4.31). No grego do Novo Testamento, parrēsia refere-se a uma “fala aberta”, “franqueza”, “liberdade de expressão”, muitas vezes associada à coragem diante da adversidade. A palavra aparece apenas cinco vezes no livro de Atos, três delas no capítulo 4, destacando a ênfase do autor Lucas sobre a ousadia como característica fundamental do testemunho apostólico. Esse termo denota um tipo de coragem que habilita o crente a proclamar a verdade com clareza, coragem e fidelidade, mesmo em contextos de oposição intensa. Vamos fazer um comparativo entre essa ousadia mencionada em Atos 4 e a mensagem Pentecostal. A mensagem pentecostal bíblica tem chegado aos quatro cantos do mundo e conduzido milhões de vida a Cristo. Essa eficácia é nada mais, nada menos do que o poder do Espírito atuando meio da igreja capacitando, ricos e pobres, pretos e brancos, velhos e jovens, letrados e iletrados. Na teologia pentecostal clássica, a pregação é marcada por quatro pilares essenciais, conhecidos como o “quadrilátero pentecostal”. 3.3.1 O primeiro traço distintivo é que Jesus salva, o que significa a proclamação da salvação pela fé no nome de Jesus, conforme Atos 4.12, onde a ousadia na pregação cristã implica anunciar que só há salvação em Cristo, acompanhado do chamado ao arrependimento. 3.3.2 O segundo pilar é que Jesus cura, evidenciando a manifestação do poder de Deus por meio da cura, como descrito em Atos 3. 3.3.3 O terceiro elemento é que Jesus batiza no Espírito Santo, referindo-se à experiência do Espírito Santo que capacita a igreja a pregar com ousadia, conforme enfatizado em todo o livro de Atos. 3.3.4 Por fim, o quarto traço distintivo é que Jesus breve voltará, significando que a pregação é feita com a expectativa do retorno iminente de Cristo.
CONCLUSÃO Nesta lição, vimos o que caracteriza, de fato, uma igreja pentecostal. Suas características se tornam visíveis e estão diretamente associadas à plenitude do Espírito Santo. A Primeira Igreja não foi perfeita, como o livro de Atos deixa bem claro. Contudo, suas limitações eram superadas por um viver diário sob a capacitação do Espírito Santo. Se queremos, de fato, ser uma igreja relevante, devemos nos deixar encher do Espírito Santo.
LIBERDADE EM CRISTO Vivendo o Verdadeiro Evangelho conforme a Carta aos Gálatas
INTRODUÇÃO Muitas mensagens que parecem cristãs não têm, de fato, origem em Deus. O apóstolo Paulo se mostra perplexo ao ver os gálatas abandonando tão rapidamente o verdadeiro evangelho da graça para seguir um falso ensino. Nesta lição, estudaremos o alerta solene do apóstolo: ainda que um anjo do céu pregasse algo diferente, deveria ser rejeitado como anátema. A firmeza na verdade e o discernimento espiritual são essenciais para resistir aos ventos de doutrina. O evangelho genuíno é o de Cristo crucificado, ressuscitado e suficiente para a salvação. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.
TEXTO PRINCIPAL Pois já dissemos antes e repetimos: se alguém anunciar um evangelho diferente daquele que vocês aceitaram, que essa pessoa seja amaldiçoada! (Gl 1.9 NTLH). Imagine um jovem da Galácia, novo na fé, mas firme no evangelho. Fora alcançado pela pregação de Paulo, havia crido com alegria, experimentado a liberdade em Cristo e andava de modo irrepreensível. Amava a verdade. Amava a cruz. Amava a graça. Então chegaram certos homens de Jerusalém. Eram persuasivos, eloquentes, pareciam profundamente piedosos. Citavam as Escrituras com segurança, usavam vestes chamativas e demonstravam zelo aparente por Deus. Eles não atacavam o evangelho diretamente, antes, insinuavam que algo ainda faltava. Diziam em tom solene: “Cristo é importante, sim… mas não é suficiente”. E assim, com aparência de sabedoria e falsa reverência, começaram a semear dúvidas, despertando culpa e oferecendo um evangelho adulterado, mais rigoroso, mais ritualístico, mais meritório. O jovem, seduzido pela sagacidade das bonitas palavras, achou que seria mais santo, mais devoto e abraçou a nova doutrina. Pensava estar sendo mais fiel, mais espiritual, mas estava sendo enredado. Sem perceber, trocou a graça por regras, a liberdade por pesos, o Filho de Deus por um sistema humano. Os mestres pareciam bons. Suas palavras pareciam bíblicas. Mas por trás de todo aquele brilho havia veneno. É por isso que Paulo se espanta e adverte com severidade (Gl 1.6–9): os falsos mestres são sedutores. Eles não vêm com chifres, mas com aparecia de piedade. Não atacam frontalmente, mas minam sutilmente. E quem os segue, mesmo com boas intenções, caminha para longe de Cristo. Nem toda mensagem aparentemente cristã é verdadeiramente vinda de Deus. Cuidado para não ser seduzido por retórica, aparência e obras. Por esta razão, João escreveu: “Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo.” (1Jo 4.1 NVI). Três exemplos bíblicos: 1. Nem toda palavra atrativa vem da parte de Deus. Jeremias enfrentou uma geração de profetas que proclamavam uma mensagem de paz, restauração imediata e otimismo nacional. Diante do iminente juízo divino, os falsos profetas ofereciam segurança emocional ao povo, dizendo que o cativeiro terminaria em breve e que tudo acabaria bem. Suas palavras eram agradáveis, mas não vinham do Senhor. Deus declara que eles falavam visões do próprio coração, não aquilo que Ele lhes havia ordenado (Jr 23.16–17,21–22). O povo, carente de discernimento, preferia ouvir o que agradava aos ouvidos, em vez de considerar o que confrontava seus pecados. A lição é clara: o critério da verdade não é a conveniência do conteúdo, mas sua origem em Deus. 2. Nem todo obreiro é aprovado por Deus. O apóstolo Paulo adverte os coríntios quanto a obreiros fraudulentos, que se disfarçavam de apóstolos de Cristo (2 Co 11.13–15). Esses homens se apresentavam com autoridade, linguagem polida e aparência piedosa, mas estavam corrompendo o evangelho da graça. Paulo revela que até mesmo Satanás se transforma em anjo de luz, o que implica que seu ministério pode parecer, externamente, semelhante ao ministério legítimo. A aparência religiosa, por si só, não comprova a origem divina de um ministério. 3. Nem toda obra ministerial impressionante é fruto de comunhão com Deus. Jesus afirma que muitos, naquele Dia, dirão: “Senhor, Senhor, porventura não temos profetizado em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitos milagres?” A resposta será: “Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt 7.21–23). Essas pessoas apresentavam um currículo religioso admirável, mas não tinham um relacionamento autêntico com Cristo. As obras que impressionam os homens não são o critério para o reconhecimento divino. O discernimento é necessário para que a igreja não se encante com sinais e façanhas externas, mas examine os frutos e a fidelidade doutrinária dos que se dizem enviados por Deus (Mt 7.15–20).
1. UM APÓSTOLO SURPRESO 1. 1 Paulo se mostra impressionado. A LIÇÃO DIZ: O apóstolo Paulo se declara surpreso com os irmãos gálatas. Os leitores dessa carta eram pessoas que já haviam aceitado Jesus, já conheciam o Evangelho e já haviam experimentado o arrependimento e o perdão dos pecados, mas estavam trilhando uma rota não planejada por Deus. Ele escreve: “Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho” (Gl 1.6). Paulo destaca a expressão “tão depressa” para marcar não só a inconstância dos gálatas, mas também o pouco tempo que levaram para ser convencidos por uma outra doutrina. A Carta aos Gálatas apresenta uma introdução singular. Conforme observa Stott (2018, p. 18), Gálatas não começa como as outras cartas de Paulo. Não há oração, não há ação de graças, não há louvor. Em vez disso, há surpresa, censura e maldição. Imagine um pastor que dedicou meses de sua vida ensinando um grupo de novos convertidos. Ele os viu, um a um, deixarem os velhos ídolos, se renderem à cruz de Cristo, chorarem ao ouvirem pela primeira vez que a salvação não precisava ser comprada, que não dependia de méritos, mas era dom gratuito da graça de Deus. Ele os viu crescerem. Havia testemunhos, havia liberdade. Eles sabiam que eram salvos pela graça e que Cristo era suficiente. Agora imagine esse mesmo pastor recebendo uma notícia inesperada. Chega uma carta. Uma visita. Um boato confirmado. Aqueles mesmos irmãos que haviam sido libertos pela verdade agora estavam se curvando a um novo ensino. Estavam sendo convencidos de que não era bem assim, de que a graça precisava de um complemento, de que, para serem realmente aceitos por Deus, era preciso fazer mais, seguir ritos, voltar a práticas antigas, tornar-se o que Cristo já havia superado. O pastor era Paulo. E sua reação? Não foi raiva. Não foi desprezo. Foi espanto. “Maravilho-me…” assim começa sua carta. A palavra descreve a reação de quem não esperava tal reviravolta. Paulo se espanta não apenas com o erro, mas com a velocidade do desvio. Ele não entende como aqueles que haviam conhecido a liberdade do Evangelho estavam agora voltando a um jugo de escravidão. Era como se um náufrago, resgatado do mar, pulasse de novo nas ondas por acreditar que agora sabe nadar melhor sozinho. Como se um prisioneiro, perdoado e liberto, voltasse ao cárcere para cumprir uma pena que já foi paga. Paulo não está lidando com pagãos ignorantes. Está falando com irmãos, gente que já havia sido chamada pela graça de Cristo, mas que agora estava se deixando seduzir por um evangelho diferente que na verdade nem evangelho era. 1.2 Da graça para a Lei. A LIÇÃO DIZ: A surpresa de Paulo se dá por causa da mudança que os gálatas fizeram, de passarem da graça de Deus para a Lei de Moisés. Pare para refletir. O próprio apóstolo Paulo buscou, por muito tempo, a justificação diante de Deus mediante a observância da lei judaica. No entanto, sua experiência na estrada de Damasco revelou a inutilidade dessa busca e o fracasso do caminho legalista como meio de reconciliação com Deus. A certeza da aceitação definitiva, que jamais alcançaria enquanto estivesse sob a lei, ele recebeu de forma imediata ao se submeter ao Cristo ressurreto. Logo entendeu que a lei, à qual havia dedicado seus dons, talentos e recursos, não fora capaz de impedir sua conduta pecaminosa ao perseguir a Igreja de Deus. Paulo experimentou, de forma jubilosa, a libertação da escravidão da lei por meio da fé em Cristo, e desejava que outros judeus experimentassem essa mesma graça. Diante disso, ver gentios convertidos, que haviam conhecido a salvação sem jamais terem vivido sob a lei, desejarem agora submeter-se ao seu jugo representava, para ele, uma perversão absurda do evangelho. 1.3 Outro Evangelho. A LIÇÃO DIZ: A palavra “outro”, na língua portuguesa, é um pronome indefinido utilizado de forma ampla para designar algo ou alguma coisa que seja da mesma natureza, que seja semelhante ou que seja de outra natureza. Para definir o exato significado, precisaremos saber o contexto em que essa palavra está sendo usada. Na língua grega, a palavra “outro” tem duas percepções distintas, advindas igualmente de duas palavras apontadas: allos, que significa “outro da mesma espécie”, e heteros, “outro de outra espécie”. Veja como a Nova Almeida Atualizada (NAA), traduziu esse texto: Estou muito surpreso em ver que vocês estão passando tão depressa daquele que os chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual, na verdade, não é outro. (Gl 1.6,7a). O texto grego diz: “heteron euangelion ho ouk estin allo”. (Como pronunciar: hé-te-ron eu-an-gué-li-on ró uc és-tin ál-lo). Paulo usa aqui um trocadilho de palavras para desmascarar o outro evangelho anunciado pelos judaizantes. Há duas palavras na língua grega para “outro”: heteros (outro de outra substância, diferente) e allos (outro da mesma substância). Afinal de contas, o que é este “outro evangelho”? O livro de Atos, no capítulo 15, registra o Concílio de Jerusalém, convocado justamente em razão da controvérsia que também motivou a redação da carta aos Gálatas. Alguns judeus cristãos afirmavam: “É necessário circuncidá-los [os gentios] e ordenar-lhes que guardem a Lei de Moisés” (At 15.5). Essa era a essência do “outro evangelho” combatido por Paulo. A própria epístola aos Gálatas explicita os elementos centrais dessa doutrina distorcida que estava sendo disseminada entre os crentes: 1.3.1 Justificação pelas obras da Lei. “Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo” (Gl 2.16). Os judaizantes ensinavam que a justificação diante de Deus não se dava apenas pela fé em Cristo, mas exigia o cumprimento da Lei mosaica. Negavam a suficiência do sacrifício de Cristo. 1.3.2 Necessidade da circuncisão. “E, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará” (Gl 5.2). A circuncisão era imposta como sinal de pertencimento à aliança e como condição de salvação. Ao fazê-lo, os falsos mestres implicavam que a fé em Cristo não bastava. 1.3.3 Observância de dias, meses, tempos e anos. “Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Receio de vós, que não haja trabalhado em vão para convosco” (Gl 4.10–11). Os judaizantes insistiam na manutenção de práticas cerimoniais do Antigo Testamento, como se fossem essenciais à vida cristã. Essa exigência contradizia a liberdade que há no evangelho.
2. O ANÁTEMA 2.1 A inquietação dos gálatas A LIÇÃO DIZ: Um falso ensino tem a capacidade de deixar as pessoas alvoroçadas e inquietas. Stott (2018, p. 19–20), escreveu […] as duas principais características dos falsos mestres são que eles estavam perturbando a igreja e modificando o evangelho. Essas duas ações andam juntas. Adulterar o evangelho implica perturbar a igreja. Não se pode tocar o evangelho e deixar a igreja intocada, porque a igreja é criada e vive pelo evangelho. De fato, os maiores perturbadores da igreja (tanto hoje como na época) não são os de fora que se opõem a ela, ridicularizam-na e perseguem-na, mas os de dentro que tentam modificar o evangelho. São eles que a perturbam. Por outro lado, a única maneira de ser um bom cristão da igreja é ser um bom cristão do evangelho. A melhor maneira de servir à igreja é crer no evangelho e pregá-lo. (STOTT, 2018, p. 19–20). O termo grego tarássō, traduzido como “perturbar”, carrega a ideia de agitação intensa, confusão mental e angústia. Trata-se do mesmo termo usado em Mateus 2.3, quando Herodes ficou “perturbado” ao saber do nascimento de Jesus, e em João 14.1, quando Jesus disse: “Não se turbe o vosso coração”. Assim, o efeito desse falso ensino não era neutro; ele causava instabilidade espiritual e confusão doutrinária nas igrejas. Além disso, Paulo afirma que esses falsos mestres estavam “pervertendo o evangelho de Cristo” (Gl 1.7). O verbo grego metastrephō significa inverter ou transformar algo em seu oposto. Quando o evangelho é adulterado, a igreja é enfraquecida. 2.2 Ainda que um anjo do céu. A LIÇÃO DIZ: Paulo deixa expresso que, mesmo que um anjo, identificando-se como sendo enviado por Deus, venha apresentar uma mensagem diferente da sua, seja considerado maldito. Hendricksen (2009, p. 55–56) parafraseia Gálatas 1.8 da seguinte maneira: “Ainda que nós, os representantes humanos de Deus (eu, Paulo, e meus cooperadores), ou um bom anjo, que desça dos céus na radiante luz de sua perfeita santidade, começasse a pregar-lhes qualquer outra boa nova diferente – e portanto contrária – ao evangelho que nós anteriormente (na primeira viagem missionária e na primeira etapa da segunda viagem missionária) lhes pregamos, que ele (eu mesmo, meus auxiliares, aquele anjo) seja amaldiçoado. O Islamismo e o Mormonismo constituem-se em exemplos claros de religiões que se fundamentam sobre supostas revelações angélicas contrárias à mensagem central do Evangelho cristão. O Islamismo foi fundado por Maomé no século VII, após uma experiência em que alegou ter recebido revelações do anjo Gabriel (Jibril). Já o Mormonismo, conhecido formalmente como Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, teve sua origem no século XIX com Joseph Smith, que afirmou ter recebido revelações e orientações do anjo Morôni. 2.3 Anátema. A LIÇÃO DIZ: A palavra “anátema” é oriunda do hebraico herem, e pode ter dois sentidos: algo devotado a uma divindade e, ao mesmo tempo, excluído da utilização humana — como relatado em Josué 6.17, quando os despojos de Jericó deveriam ser separados para Deus, não podendo ser usados pelos israelitas. Essa ordem não foi seguida por Acã. O anátema foi tão sério que Acã e sua família pagaram o preço da ganância com a vida. O segundo sentido é mais radical, pois representa anathematizo: colocar alguém ou algo debaixo de maldição. Mesmo que um anjo viesse até eles e lhes ensinasse um outro Evangelho, que fosse maldito e condenado. Quando Paulo declara que quem prega outro evangelho deve ser anátema (Gl 1.8–9), ele está afirmando algo muito sério: perverter o evangelho não é apenas erro teológico, é um pecado que conduz à perdição. Essa indignação não era exclusividade de Paulo. Jesus foi duro com os religiosos hipócritas (Mt 23.13). Pedro, João e Judas também denunciaram falsos mestres que distorciam a verdade (2 Pe 2; 2 Jo 7–11; Jd 3–19). O verdadeiro seguidor de Cristo ama o evangelho e não aceita que ele seja adulterado, pois sabe que essa mensagem é o único caminho de salvação para um mundo perdido (Rm 10.14–15). Quem modifica a mensagem do evangelho, seja acrescentando exigências humanas ou removendo verdades fundamentais, coloca-se sob a maldição divina. Como advertiu o livro de Apocalipse, “Deus tirará a sua parte do livro da vida” (Ap 22.18–19). Estas são verdades fundamentais da fé cristã: • A divindade de Cristo e seu nascimento virginal; • A autoridade plena das Escrituras; • A realidade da queda de Adão e da corrupção humana; • A perdição da humanidade sem Cristo; • A salvação pela graça, mediante a fé no sacrifício de Jesus; • A ressurreição corporal de Cristo; • A veracidade dos milagres bíblicos; • A existência de Satanás e dos demônios; • A doutrina do inferno; • E a volta literal de Jesus Cristo. Quando qualquer uma dessas doutrinas é negada ou relativizada, o evangelho perde sua integridade e poder. E onde o evangelho é corrompido, vidas são enganadas. Por isso, Paulo não hesita: quem prega outro evangelho, mesmo que pareça piedoso, seja considerado maldito. Porque o evangelho é a boa nova de Deus e não pode ser alterado sem consequências eternas.
3. AGRADAR AOS HOMENS OU A DEUS 3.1 Repetindo a advertência. A LIÇÃO DIZ: Como o assunto é muito sério, Paulo repete a observação. Não poderia haver dúvidas sobre a força das palavras paulinas, pois o assunto era grave. Paulo repete sua repreensão em Gálatas 1.9 para enfatizar a gravidade e a urgência do perigo que os gálatas estavam enfrentando. A repetição não é mera retórica, mas uma forma intencional de reforçar a seriedade da mensagem. 3.2 O que agrada aos homens. A LIÇÃO DIZ: Os judaizantes bajulavam os gentios, e com palavras doces os desviavam dos caminhos do Senhor. As palavras de Paulo poderiam soar como amargas, mas eram o remédio que os gálatas deveriam tomar. Os mestres judaizantes não se limitaram a atacar o apostolado de Paulo e a sua mensagem. Eles passaram também a questionar suas motivações. Alegavam que o apóstolo diminuía as exigências do evangelho a fim de conquistar o favor dos homens. Acusavam-no de isentar os crentes gentios da circuncisão apenas para agradá-los. Insinuavam que Paulo ajustava sua pregação para torná-la mais atraente e, assim, ganhar a aprovação das pessoas. Entretanto, Paulo não era bajulador, mas pregador da verdade. Jamais transigiu com a fidelidade doutrinária para agradar a homens, nem vendeu sua consciência por qualquer vantagem pessoal. Leiamos dois textos bíblicos bastante claros: “Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus. Pelo contrário, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus.” (2 Co 2.17 NAA). Pois a nossa exortação não procede de erro ou de intenções impuras, nem se baseia no engano. Pelo contrário, visto que fomos aprovados por Deus, a ponto de ele nos confiar o evangelho, assim falamos, não para agradar as pessoas, e sim para agradar a Deus, que prova o nosso coração. A verdade, como vocês sabem, é que nunca usamos de linguagem de bajulação, nem de pretextos gananciosos. Deus é testemunha disso. Também jamais andamos buscando elogios das pessoas, nem de vocês, nem de outros. (1Ts 2.3-6 NAA). A adulteração do evangelho muitas vezes acontece não por erro doutrinário explícito, mas por uma tentação sutil: agradar ao público. Conclui-se que: • Evangelho bajulador é como maquiagem em um doente: esconde o problema, mas não cura. • Pregar só o que agrada é como dar doces a quem precisa de remédio. • A busca por aplausos faz da pregação um palco, não um púlpito. • Quem só diz o que o povo quer ouvir, logo perderá o que Deus quer dizer. 3.3 O que agrada a Deus. A LIÇÃO DIZ: Se fosse para agradar aos homens, ele poderia deixar a situação nas igrejas da Galácia correr sem qualquer interferência. O Hernandes Dias Lopes (2011, p. 59), argumenta que: “quem é servo de Cristo não depende de elogios nem se desencoraja com as críticas. Quem é servo de Cristo não está atrás de sucesso nem de glórias humanas. Quem é servo de Cristo não muda a mensagem para atrair os ouvintes. O propósito do ministério de Paulo não era agradar aos homens, mas servir a Cristo.” O termo grego doulos não significa apenas “funcionário” ou “colaborador”, mas escravo voluntário, alguém que abriu mão dos próprios direitos para viver inteiramente sujeito ao senhorio de Jesus. Não vivemos para agradar os homens, mas para obedecer à vontade do Senhor, mesmo que isso custe a aprovação dos homens. Ser doulos de Cristo é viver debaixo de sua autoridade, pronto para obedecer, pronto para sofrer, pronto para falar a verdade. O servo verdadeiro não negocia a Palavra. Ele agrada ao seu Senhor porque não se pertence mais.
CONCLUSÃO O evangelho não pode ser negociado. Ele é a revelação da graça de Deus em Cristo, suficiente para salvar, transformar e sustentar o crente até o fim. Quando adulterado, seja por adições legalistas, omissões convenientes ou motivações humanas, ele perde sua essência, confunde os irmãos e enfraquece a igreja. Por isso, Paulo foi tão enfático: mesmo que um anjo do céu anuncie outro evangelho, deve ser rejeitado. Quem é servo de Jesus não vive para agradar aos homens, mas para obedecer ao Senhor, custe o que custar. Que permaneçamos firmes no evangelho verdadeiro, sem concessões nem desvios.
247 – Levantamento do Instituto Datafolha encomendado pelo Movimento Pessoas à Frente, 83% dos brasileiros são favoráveis à revisão dos chamados “supersalários” pagos a servidores públicos que recebem além do teto constitucional, hoje fixado em R$ 46,4 mil. A pesquisa evidencia uma demanda social por mais equidade no serviço público, especialmente diante de benefícios que, acumulados, fazem com que a remuneração ultrapasse o limite legal. As informações são da Folha de S. Paulo.
Esses pagamentos extras — conhecidos como “penduricalhos” — são compostos por vantagens eventuais ou verbas classificadas como indenizatórias, mas que não necessariamente correspondem a prejuízos reais sofridos pelos funcionários. Exemplos incluem auxílio-creche, auxílio-moradia e gratificações por acúmulo de função.Segundo o próprio Movimento, 93% dos magistrados e 91,5% dos membros do Ministério Público recebem valores acima do teto, cenário que tem provocado crescentes críticas por parte da sociedade civil e de especialistas em justiça fiscal.
Nesse contexto, de acordo com a reportagem, a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa restringir as exceções ao teto salarial do funcionalismo. A proposta já está disponível no sistema da Câmara para coleta de assinaturas.O projeto busca definir com precisão quais benefícios podem ser considerados indenizatórios — como auxílio-alimentação, indenização por uso de veículo próprio, despesas com deslocamentos profissionais e auxílio-transporte. Em todos os casos, os valores deverão ter caráter compensatório, transitório e limitado a percentuais entre 2% e 7% da remuneração.O texto também permite o pagamento por férias não gozadas e por auxílio-moradia, mas estabelece critérios rigorosos, como a inexistência de imóvel funcional disponível e a proibição de que o servidor more com outra pessoa que receba o mesmo benefício.A discussão sobre os supersalários também esteve entre os principais pontos abordados pelo grupo de trabalho da reforma administrativa da Câmara dos Deputados, encerrado em 14 de julho. Das 66 propostas elaboradas pela equipe coordenada pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), 17 tratam especificamente dos mecanismos que inflacionam os salários no serviço público.
Luciana Zaffalon, diretora-executiva do centro de pesquisa Justa, criticou a prática de flexibilizar o teto constitucional e ressaltou a necessidade de regras claras e intransigentes. “A capacidade das instituições de Justiça para burlar o teto é incalculável”, alertou. Ela ainda afirmou que a manutenção desses privilégios “cria uma casta alheia à realidade nacional”, reforçando o abismo entre a elite do funcionalismo e a maioria da população.
Zaffalon destacou que a recorrência desses supersalários é mais evidente no sistema de Justiça, por ser um dos menos submetidos ao controle social. “Quem processa e define os conflitos tem sido privilegiado: quem pode mais, fica com mais, mas o interesse público nem sempre é priorizado”, avaliou.
Jessika Moreira, diretora-executiva do Movimento Pessoas à Frente, pontuou que os pagamentos indenizatórios precisam, obrigatoriamente, ter natureza reparatória e serem limitados no tempo. Ela defende que o projeto inclua mecanismos de responsabilização: “Prevemos punição por improbidade administrativa no caso de descumprimento da lei, sobretudo na criação de novas verbas indenizatórias por ato infralegal”.
Jessika Moreira enfatizou que embora os supersalários afetem apenas cerca de 0,06% do funcionalismo público, o impacto orçamentário é significativo. Em 2023, essas distorções custaram aos cofres públicos R$ 11,1 bilhões. “A ideia é resgatar a autoridade do teto constitucional”, concluiu.
247 – O ministro da Casa Civil, Rui Costa, classificou como “inacreditável” a decisão do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) de abrir uma investigação formal contra o Brasil por supostas práticas desleais. A medida inclui críticas ao uso do Pix e à existência de comércio popular na tradicional rua 25 de Março, em São Paulo. As informação são da CNN Brasil. “Não dá para imaginar um presidente de uma das maiores potências do mundo estar preocupado com a 25 de Março e colocar isso em um documento internacional. Está preocupado com o meio de pagamento que um país adota, que é abraçado por todos — pela população, pelas empresas, pelo sistema financeiro —, que é o Pix. É inacreditável algo dessa natureza”, disse Rui Costa, demonstrando perplexidade com o conteúdo do documento norte-americano. A ofensiva do USTR contra o Brasil foi formalizada no relatório anual sobre barreiras ao comércio, onde os Estados Unidos afirmam que o país “parece adotar práticas desleais em relação aos serviços de pagamento eletrônico”, com especial destaque ao favorecimento de “serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo”, como é o caso do Pix. A ferramenta, desenvolvida pelo Banco Central, é atualmente o principal meio de transferência de valores entre pessoas e empresas no Brasil, e conta com ampla adesão nacional. Ainda assim, o USTR considera que sua predominância pode representar distorções no mercado de serviços financeiros. mOutro ponto da queixa estadunidense se refere à rua 25 de Março, popular centro de comércio popular no centro de São Paulo, mencionada na seção dedicada à proteção da propriedade intelectual. De acordo com o relatório, o local “tem permanecido, por décadas, como um dos maiores mercados de produtos falsificados, apesar das operações realizadas para combatê-la”.
Jackson Lemos, publicitário de 47 anos e dono da agência 324, em Governador Valadares (MG), começou a trabalhar aos 12 anos. Aos 16, pediu emancipação ao pai para abrir seu próprio negócio. Hoje, mais de 30 anos depois, ele é um exemplo de como o associativismo pode mudar trajetórias pessoais e transformar comunidades inteiras.
Sua história com o associativismo começou por acaso, quando foi convidado a participar de uma reunião da Associação Comercial de Governador Valadares. Na época, a entidade queria lançar uma campanha para incentivar os eleitores a escolher candidatos da região para o poder legislativo estadual e federal. A proposta era voluntária e, entre todas as agências convidadas, apenas Jackson apareceu na data marcada com um projeto pronto. A campanha deu certo e a cidade conseguiu eleger representantes locais.
“Foi ali que percebi a força do associativismo. A capacidade que temos de mudar realidades quando nos unimos por um objetivo comum”, conta.
Desde então, Jackson passou a se envolver cada vez mais com a Associação Comercial e Empresarial de Governador Valadares. Já foi diretor, presidente e, hoje, é vice-presidente. Para ele, deixar de ver os concorrentes como rivais e começar a enxergá-los como aliados em uma causa maior foi um divisor de águas. “Quando a cidade cresce, todo mundo cresce junto. O ciclo gira e o impacto chega em você”, afirma. O associativismo foi também essencial para avanços estruturais em Governador Valadares. Jackson cita, por exemplo, a aprovação da inclusão da cidade na área da Sudene — um pleito antigo que ganhou força a partir da articulação da Associação Comercial junto a deputados, senadores e órgãos federais. O projeto ficou engavetado por anos, mas foi retomado e aprovado após quatro anos e meio de articulação. “Era algo considerado impossível. Mas o associativismo fez acontecer”, resume.
Associações comerciais e o desenvolvimento local
Para o presidente da Associação Comercial de Salvador, Paulo Sérgio Cavalcanti, histórias como a de Jackson mostram como as associações comerciais têm poder de transformação. “Elas dão voz ao empresariado, articulam soluções e promovem o desenvolvimento econômico e social das cidades”, destaca.
Cavalcanti ressalta que o associativismo não se resume à defesa de interesses empresariais.
“Essas pautas de nação, pautas estruturantes, pautas que dizem respeito exatamente a todo povo brasileiro, elas precisam ser defendidas e óbvio que você fica muito mais forte, muito mais representativo, quando você está associado a uma classe produtiva. Precisamos levar essa consciência a todos os empresários, a todas entidades formais do Brasil. O brasileiro precisa despertar para a inteligência cidadã.” Na visão de Jackson, o associativismo é também uma forma de resistência diante das dificuldades enfrentadas pelos pequenos empreendedores. “No começo, eu andava de porta em porta oferecendo serviços com uma maletinha. Teve mês que deu certo, teve mês que não. Mas quando você encontra apoio em outros que também enfrentam os mesmos desafios, você não está mais sozinho”. Hoje, mais do que um conceito, o associativismo é parte da identidade de Jackson. “Quando a gente se junta por algo maior, as conquistas vêm. E ficam para todos.”
A Câmara dos Deputados aprovou, na última segunda-feira (14), o projeto de lei complementar que torna permanente a Lei de Incentivo ao Esporte, uma das principais ferramentas de fomento à atividade esportiva no país. Criada em 2006 com validade temporária, a legislação permite que pessoas físicas e jurídicas destinem parte do Imposto de Renda a projetos esportivos e paradesportivos previamente aprovados pelo governo. A matéria segue agora para o Senado.
A proposta foi aprovada por ampla maioria, com 471 votos a favor e apenas um contra, e contou com o apoio de parlamentares de diferentes partidos. O texto prevê o fim da validade da atual lei em 2027, substituindo-a por uma norma permanente que amplia os limites de dedução fiscal e fortalece a estrutura de financiamento do esporte nacional.
Regras mantidas e novidades
O projeto mantém os principais mecanismos da atual legislação, como o teto de repasses e os critérios de prestação de contas. A novidade é o aumento gradual dos limites de dedução. Pessoas físicas poderão destinar até 7% do imposto devido, acima dos 6% atuais. Já as pessoas jurídicas terão o limite ampliado de 2% para 3%, com possibilidade de chegar a 4% no caso de projetos voltados à inclusão social. A proposta também incentiva estados e municípios a criarem legislações semelhantes para isenção de ICMS e ISS em projetos esportivos, em um esforço para ampliar a capilaridade do incentivo. No entanto, essas legislações locais terão validade até 2032, quando entra em vigor o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), previsto na reforma tributária.
Apoio de atletas e parlamentares
A sessão contou com a presença de nomes de destaque do esporte brasileiro, como Hortência, Lars Grael, Emanuel Rego e Ana Moser, que acompanharam a votação no plenário.
Próximos passos
O texto segue agora para o Senado. Caso seja aprovado sem alterações, seguirá para sanção presidencial. As novas regras entram em vigor a partir de 2028. A aprovação marca um avanço significativo para o esporte nacional, ao transformar uma política temporária em um instrumento permanente de desenvolvimento social e esportivo. Com mais segurança jurídica, os idealizadores esperam atrair um número maior de empresas e cidadãos dispostos a investir no setor.
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou a PEC 66/2023, que trata de temas sensíveis às administrações municipais, como o parcelamento especial das dívidas dos municípios com o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e com o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) e o pagamento de precatórios. A chamada PEC da sustentabilidade foi aprovada em primeiro e segundo turno. Agora, o texto retorna ao Senado – já que foi alterado pelos deputados.
O placar foi de 404 votos favoráveis e 67 contrários no primeiro turno. Já no segundo turno, a proposta teve 367 votos favoráveis e 97 contrários.
O texto retira os precatórios federais do limite de despesas primárias do Executivo a partir do ano que vem. No entanto acrescenta, a cada ano, a partir de 2027, 10% do estoque de precatórios dentro das metas fiscais previstas pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) por conta do arcabouço fiscal.
A proposta abre, ainda, um novo prazo de parcelamento especial de débitos dos municípios com seus regimes próprios de previdência social e com o Regime Geral de Previdência Social (RGPS).
Além disso, a PEC 66/23 aumenta, até 31 de dezembro de 2026, a desvinculação de receitas permitida pela Constituição aos municípios. Sendo assim, o percentual de desvinculação, atualmente em 30%, passa para 50% até o final do ano que vem.
Dispositivos aprovados
Em reunião na Comissão Especial sobre Limite Precatório e Débitos Previdenciários na terça-feira (15), antes da votação em Plenário, o relator, deputado Baleia Rossi (MDB-SP), acatou emendas apresentadas pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) e votou pela aprovação da PEC. A aprovação teve forte articulação de prefeitos e representantes municipais que aderiram à mobilização, em Brasília, liderada pela Confederação.
Confira os pontos da proposta da CNM contemplados no texto aprovado:
parcelamento das dívidas dos municípios, inclusive as previdenciárias dos RGPS e Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) e fundadas com a União em até 300 parcelas;
novo modelo de quitação de precatórios pelos municípios;
programa de regularidade previdenciária;
desvinculação de receitas.
O texto final da proposta atende à demanda de gestores municipais pela substituição da taxa Selic pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com incidência de juros de 2% ao ano como novo indexador das dívidas.
No entanto, o relator votou pela rejeição da Emenda 5 – cujo dispositivo era considerado relevante para o movimento municipalista, que atuou pela aprovação. O dispositivo apresentado pela Confederação teve como autor o deputado Gilson Daniel (PODE – ES). Segundo a CNM, se acatada, poderia implicar na economia de R$ 9,8 bilhões por ano para pelo menos 1.257 municípios. O deputado Gilson Daniel (PODE – ES) criticou em Plenário a retirada da Emenda 5 da pauta da votação – o que, segundo ele, foi acordado na comissão. Ele destacou o papel da CNM em realizar os estudos para “mostrar para os parlamentares como os municípios estão endividados”.
Gilson Daniel defendeu, ainda, a importância do Congresso avançar na reforma da previdência dos municípios – iniciativa prevista na Emenda 5.
“Avançamos com os precatórios, avançamos com o regime geral e os parcelamentos das dívidas com o governo federal. Mas precisávamos ter avançado também com a reforma da previdência dos municípios que têm regime próprio de previdência, que é a emenda 5. Fizemos um acordo na Comissão e esse acordo não está sendo cumprido. Deveríamos ter esse destaque hoje, não teremos ele para os deputados votarem”, destacou o deputado. Segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM), responsável pela construção da medida, o impacto da proposta inicial com todas as emendas era estimado em até R$ 800 bilhões de alívio nas contas dos municípios.
O comitê interministerial que vai elaborar a resposta brasileira às chantagens de Trump fez nesta terça-feira (15) as primeiras reuniões com representantes da indústria e do agronegócio. Governo e empresários consideram que a Lei da Reciprocidade deve ser o último recurso a ser usado.
Pela manhã, o comitê formado pelos ministérios da Indústria, Comércio e Serviços, da Fazenda, da Casa Civil e das Relações Exteriores recebeu os setores da indústria que mais exportam para os Estados Unidos. Eles defenderam uma trégua de 90 dias para tentar uma saída diplomática, sem usar a Lei da Reciprocidade. O prazo inicial estipulado por Trump termina daqui a 16 dias.
“O que temos aqui é um verdadeiro perde-perde e não faz sentido de forma nenhuma – nem econômica, nem social, nem geopolítica, nem política – um perde-perde. Isso não é razoável. O que nós queremos é o entendimento, e felizmente temos visto isso como uma postura do governo”, diz Ricardo Alban, presidente da CNI.
À tarde, o comitê ouviu os setores do agronegócio. Além do impacto das tarifas nos negócios, o setor está preocupado com o efeito imediato da ameaça americana na produção dos perecíveis. Além dos exportadores de manga, os exportadores de suco de laranja, por exemplo, têm uma safra inteira a ser colhida sem saber se ela será vendida ou não. Os exportadores de carne bovina estão parando a produção.
“É um volume em torno de US$ 150 milhões, US$ 160 milhões que já estão produzidos e a caminho dos Estados Unidos. Uma preocupação adicional ao produtor, que tem impacto em uma cadeia que gera 7 milhões de empregos no Brasil, e que nós viemos trazer ao governo a nossa preocupação, dizer que estamos negociando com os importadores nos Estados Unidos”, afirma Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes.
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, reconheceu a dificuldade e disse que o governo busca alternativas:
“Nós vamos, então, intensificar a busca de alternativas, mas já no reconhecimento de que não é possível, em 10 ou 15 dias, dar destino a tudo isso que se produz no Brasil e é vendido para os Estados Unidos. O diálogo está aberto da parte brasileira, mas com respeito à soberania e com muita altivez”.
Segundo o governo, a Lei da Reciprocidade seria o último recurso. A principal estratégia para tentar reverter a chantagem de Trump será o diálogo. O vice-presidente Geraldo Alckmin, que comanda o comitê de negociação, disse que as propostas dos setores coincidem com o encaminhamento que o presidente Lula quer dar para essa crise. Segundo Alckmin, pelo menos por enquanto, o governo não vai pedir prorrogação de prazo.
“Houve uma colocação aqui da questão que o prazo é exíguo e pedindo um prazo maior. Mas a ideia do governo não é pedir que o prazo seja estendido, mas procurar resolver até o dia 31. O governo vai trabalhar para tentar resolver e avançar nesse trabalho nos próximos dias. Então, trabalharmos também com os empresários americanos, mostrando que isso tem um prejuízo não só para o Brasil, mas também um prejuízo para a população americana, porque há uma complementariedade econômica”, diz Geraldo Alckmin, vice-presidente da República.
Nos Estados Unidos, a Câmara de Comércio divulgou uma nota em conjunto com a Câmara Americana de Comércio para o Brasil pedindo que os dois governos trabalhem para evitar a implantação do tarifaço. As entidades afirmam que a medida tem o potencial de causar danos graves a uma das relações econômicas mais importantes dos Estados Unidos, além de estabelecer um precedente preocupante, e pode afetar produtos essenciais às cadeias produtivas e aos consumidores norte-americanos, elevando os custos para as famílias e reduzindo a competitividade de setores produtivos estratégicos dos Estados Unidos, atingindo diretamente mais de 6,5 mil pequenas empresas que dependem de produtos importados do Brasil.
As entidades terminam dizendo que “uma relação comercial estável e produtiva entre as duas maiores economias das Américas beneficia consumidores, sustenta empregos e promove prosperidade em ambos os países”.
Nesta terça-feira (15), o Itamaraty elevou o tom. Em uma nota pública sobre o tarifaço, declarou que o governo brasileiro deplora e rechaça as manifestações dos Estados Unidos, que vem negociando com autoridades americanas desde março e que está disposto a manter o diálogo; e afirmou que “a equivocada politização do assunto não é de responsabilidade do Brasil, país democrático cuja soberania não está e nem estará jamais na mesa de qualquer negociação”.
A Primeira Turma do STF – Supremo Tribunal Federal começou nesta segunda-feira (14) mais uma fase das ações penais sobre a tentativa de golpe e ouviu testemunhas de acusação contra o chamado “núcleo 2” da trama. O STF não permitiu a gravação dos depoimentos, mas os jornalistas puderam acompanhar. As primeiras testemunhas ouvidas foram indicadas pela Procuradoria-Geral da República. São testemunhas de acusação contra os seis réus, acusados de gerenciar as ações golpistas: Fernando de Sousa Oliveira, Filipe Garcia Martins Pereira, Marcelo Costa Câmara, Marília Ferreira de Alencar, Mário Fernandes e Silvinei Vasques.
Uma das testemunhas foi Clebson Ferreira de Paula Vieira, servidor do Ministério da Justiça, que já havia prestado depoimento em maio. Clebson elaborou documentos a pedido da área de inteligência do ministério. Nesta segunda-feira (14), o servidor disse que recebeu o pedido para fazer uma análise de dados que vinculasse os votos em Lula a uma facção criminosa no Rio de Janeiro. Também contou que recebeu uma encomenda para informar em que locais Lula teve mais votos no primeiro turno. Segundo a PGR, esses dados sobre locais com mais votos em Lula foram usados para direcionar as ações da Polícia Rodoviária Federal no segundo turno das eleições de 2022 na Região Nordeste. A Procuradoria perguntou:
Gabriela Starling, procuradora da República: No dia do segundo turno, o senhor percebeu alguma semelhança entre os dados que o senhor trabalhou e o direcionamento das forças de segurança? Clebson Ferreira de Paula Vieira: Imediatamente. Fiquei assustado e, com o transcorrer do dia, foi se confirmando.
A Procuradoria também quis saber:
Gabriela Starling: Com base nos dados em que trabalhou, percebeu se a PRF atuou de forma idêntica ou diferente nos municípios em que Lula ou Bolsonaro venciam preponderantemente?
E o servidor disse:
“Onde Lula tinha mais de 75%, houve uma pressão nas adjacências dos fluxos de trânsito, não só nas cidades, mas nas circunvizinhas. Deu para perceber isso de forma bem nítida”.
STF começa a ouvir testemunhas de acusação contra ‘núcleo 2’ da tentativa de golpe de Estado — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
À tarde, o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, prestou o terceiro depoimento à Primeira Turma do STF. Cid voltou a afirmar que Bolsonaro e militares discutiram uma minuta golpista e que o ex-presidente pediu que o então assessor Filipe Martins fizesse ajustes no documento, que previa, por exemplo, a convocação de novas eleições e a prisão do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e de ministros do STF. De acordo com Mauro Cid, por determinação de Bolsonaro, foi mantida a previsão de prender apenas o ministro Alexandre de Moraes. Nesta segunda-feira (14), Cid afirmou que:
“Depois que Filipe Martins saiu da reunião com o presidente, com as alterações feitas pelo presidente, ele veio até a minha mesa, ali onde eu estava, onde eu ficava na sala auxiliar, com esses documentos já rabiscados. E aí ele ia fazer as alterações, e aí foi quando ele pegou o computador dele para fazer modificações propostas pelo presidente”.
E nesta segunda-feira (14) termina o prazo para a PGR entregar as alegações finais no processo contra o chamado núcleo crucial da tentativa de golpe. O documento resume a investigação e apresenta os argumentos do Ministério Público contra Jair Bolsonaro e sete aliados, que respondem por cinco crimes.
As alegações finais são a última etapa antes do julgamento que vai decidir se os réus serão condenados ou absolvidos. Depois da PGR, a defesa do tenente-coronel e colaborador Mauro Cid vai se manifestar. Em seguida, será a vez das defesas dos demais acusados. A defesa de Filipe Martins afirmou que, no depoimento, Mauro Cid reconheceu que nunca teve acesso ao conteúdo da suposta minuta golpista; que Mauro Cid também reconheceu não ter prova que sustente a versão apresentada na delação premiada; e que Filipe Martins não tem qualquer relação com os documentos encontrados na casa do ex-ministro Anderson Torres ou no celular do próprio Cid.
A defesa de Jair Bolsonaro não deu retorno ao contato do Jornal Nacional.
Ela voltou com tudo! Em entrevista exclusiva à CONTIGO! e após sete anos longe dos palcos, a cantora Flayanunciou o retorno de sua carreira e compartilhou os maiores desafios e conquistas dessa retomada. Confira!
Retorno da carreira!
Durante entrevista, Flay revelou que a maior dificuldade é abrir mão de seu tempo. “Com certeza, o maior desafio é abrir mão do tempo livre em alta demanda que eu tinha para estar com meu filho. Por outro lado, o maior presente é ter esse contato com os meus fãs e receber tanto amor deles”, inciou.
Seu retorno foi marcado durante o São João, momento em que a cantora teve a oportunidade de mostrar todo o seu talento e agitar o público. “Foram muitos shows únicos e encontros com pessoas maravilhosas. É difícil escolher uma cidade diante de tantos shows inesquecíveis, mas posso dizer que a região do Cariri foi um lugar que nos abraçou de uma forma especial”.
Descanso e autocuidado pós-show!
Assim como acontece com muitos artistas, a rotina de Flay é intensa e exige ainda mais dedicação física e emocional da cantora. “Minha rotina é bem rígida, passo o dia praticamente todo calada e dormindo pra economizar voz diante de uma agenda tão intensa. Faço o uso de nebulização, tenho uma alimentação saudável, escolho comer mais leve ao longo do dia e mais forte antes do show, tomo medicação, às vezes, e muita vitamina. Se não for assim, a voz ela não recupera [risos]”.
Nos últimos meses, a artista fez uma mudança que certamente será bem aproveitada para momentos de descanso. Flay se mudou para uma mansão com o aluguel avaliado em R$ 11 mil reais. Segundo ela, o marco representa que “uma nova era começou na sua vida” e explicou como funcionará o novo estilo de vida. “A casa é muito arejada. Já escolhi a casa mobiliada, mas vou dar a minha personalizada. Vou me dividir entre São Paulo e Natal com meu filho, Bernardo. Minha mãe e minha irmã decidiram ficar em São Paulo”, explicou a ex-bbb 20.
Após sua participação no reality show, a sister havia se mudado com São Paulo e agora planeja ficar um pouco em cada estado.
Wanessa Camargo (42) está em clima de celebração! A artista lançou o EP WAN2k25, que marca o início das comemorações pelos seus 25 anos de carreira. O projeto traz 11 faixas entre releituras e versões MTG com colaborações especiais.
Wanessa mergulha em suas canções mais conhecidas com outra perspectiva — a de alguém que já passou por altos e baixos, encarou críticas e recomeços. A artista não só ressignifica o passado, como também se apropria dele para construir um futuro mais autêntico, em que sua voz e identidade artística não fiquem à sombra de expectativas externas.
“Veio a maturidade ao longo desses 25 anos como pessoa e acabou se refletindo na cantora também, em quem eu sou como cantora. [Estou] mais segura. Eu tinha muita insegurança, ansiedade, até com a minha própria técnica, com a minha própria voz e hoje eu me sinto tão segura para cantar e entendendo onde eu me encontro”, declara.
Em seu novo lançamento musical, a emoção de revisitar o passado se mistura à curiosidade de apresentar o próprio legado a uma nova geração. A cantora Wanessa Camargo reflete sobre seu amadurecimento na carreira e aponta qual foi sua maior transformação neste período. “Hoje, o conhecimento que eu tenho de mercado, cada detalhezinho que engloba o meu trabalho desde do palco, a equipe, a marketing, tudo que engloba essa carreira, é anos luz do que eu tinha quando eu comecei. Eu não entendia nada, eu só queria ser feliz e cantar. Acho que essa [é] a maior transformação: segurança e conhecimento”, finaliza a cantora Wanessa Camargo.
Poucas coisas combinam tanto com o fim de semana quanto o aroma marcante de uma boa carne assando no forno. Com textura macia, exterior dourado e suculência a cada corte, ela é ideal para momentos de pausa e confraternização. Seja em família, com amigos ou em uma refeição tranquila, esse prato tem um lugar garantido na mesa.
Fraldinha assada com legumes Ingredientes 1,5 kg de fraldinha em peça 4 dentes de alho picados 2 colheres de sopa de mostarda dijon 2 colheres de sopa de molho inglês 4 batatas cortadas ao meio 3 cenouras cortadas em bastões grossos 1 colher de sopa de páprica defumada 2 ramos de alecrim 1 xícara de chá de vinho tinto seco Azeite, sal e pimenta-do-reino moída a gosto Modo de preparo Em uma tigela, misture o alho, a mostarda, o molho inglês, a páprica defumada, o sal, a pimenta-do-reino e o vinho. Coloque a carne em um saco ou tigela e despeje essa marinada. Deixe marinar por pelo menos 2 horas ou de um dia para o outro na geladeira. Retire a carne da marinada e reserve o líquido. Aqueça uma panela com 2 colheres de sopa de azeite em fogo médio e sele a carne em todos os lados até dourar bem.
Coloque a carne em uma assadeira, regue com a marinada e junte os ramos de alecrim. Cubra com papel-alumínio e leve ao forno preaquecido a 180 °C por 1 hora, regando de tempos em tempos. Após, retire o papel-alumínio. Adicione as batatas e as cenouras ao redor da carne e regue com mais azeite. Asse por mais 45 minutos a 1 hora, até os legumes ficarem dourados e macios. Sirva em seguida.
Alcatra assada com crosta de ervas e parmesão Ingredientes 1,2 kg alcatra em peça 2 colheres de sopa de azeite 1 xícara de chá de queijo parmesão ralado 1/2 xícara de chá de farinha de rosca 2 colheres de sopa de manteiga 2 colheres de sopa de mostarda 2 colheres de sopa de salsinha picada 1 colher de sopa de tomilho 1 colher de sopa de alecrim picado 2 dentes de alho picados Raspas de 1 limão
Modo de preparo Em uma tigela, tempere a carne com sal e pimenta-do-reino. Deixe marinar por 1 hora. Aqueça uma frigideira grande com azeite em fogo médio e sele todos os lados da carne até dourar. Em uma tigela, misture a manteiga, o queijo parmesão, a farinha de rosca, a mostarda, a salsinha, o tomilho, o alecrim, o alho e as raspas de limão até formar uma pasta úmida e levemente granulada.
Coloque a carne em uma assadeira. Espalhe a crosta sobre a parte superior da peça de carne, pressionando levemente. Leve ao forno preaquecido a 200 °C por 1 hora ou até atingir o ponto desejado. Retire do forno e deixe descansar por 10 minutos antes de fatiar, para manter a suculência. Sirva em seguida.
Costela bovina assada na cerveja preta Ingredientes 3 kg de costela bovina cortada em ripas 3 cebolas cortadas em rodelas grossas 6 dentes de alho amassados 1 colher de sopa de páprica defumada 1 colher de sopa de sal grosso Pimenta-do-reino moída a gosto 600 ml de cerveja preta 2 colheres de sopa de azeite 2 colheres de sopa de molho inglês Modo de preparo Em uma tigela, tempere a costela com sal, pimenta-do-reino, alho, páprica e molho inglês. Esfregue bem todos os temperos na carne. Deixe marinar por pelo menos 2 horas, ou de um dia para o outro na geladeira. Em uma assadeira grande, faça uma camada com as rodelas de cebola. Coloque a costela sobre as cebolas, com o osso virado para baixo. Regue com o azeite e a cerveja preta. Cubra bem com papel-alumínio. Leve ao forno preaquecido a 180 °C por 2 horas. Após esse tempo, retire o papel-alumínio e aumente o forno para 220 °C por mais 30-40 minutos, até dourar e formar uma crosta. Após, retire a costela do forno e deixe descansar por 10 minutos. Sirva com as cebolas caramelizadas.
Espetinho de lombo suíno com pimentão Espetinho de lombo suíno com pimentão Ingredientes 700 g de lombo suíno cortado em cubos 1 pimentão vermelho cortado em cubos 1 pimentão amarelo cortado em cubos 3 colheres de sopa de azeite 3 colheres de sopa de molho de soja 2 colheres de sopa de suco de limão 2 dentes de alho picados 1 colher de chá de orégano seco Sal e pimenta-do-reino moída a gosto Azeite para untar
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Modo de preparo Em uma tigela, misture o azeite, o molho de soja, o suco de limão, o alho, o orégano, o sal e a pimenta-do-reino. Junte os cubos de carne e mexa bem para envolver tudo. Cubra e leve à geladeira por pelo menos 2 horas. Intercale os cubos de carne com os pimentões nos espetos. Coloque em uma assadeira untada com azeite e leve ao forno preaquecido a 200 °C por 25-30 minutos, virando na metade do tempo. Sirva em seguida.
Pernil suíno assado com alho e limão Ingredientes 3 kg de pernil suíno 12 dentes de alho amassados Suco de 5 limões 1/2 xícara de chá de azeite 1 colher de sopa de sal grosso 2 colheres de sopa de vinagre 1 colher de chá de pimenta-do-reino moída 1 colher de sopa de orégano seco 1 colher de chá de cominho Ramos de alecrim e tomilho a gosto 1 xícara de chá de caldo de legumes para assar Modo de preparo Em uma tigela, misture o alho, o suco de limão, o azeite, o sal grosso, o vinagre, a pimenta-do-reino, o orégano e o cominho. Com uma faca, faça cortes profundos na carne e esfregue bem o tempero por toda a peça, inclusive nos cortes. Coloque o pernil em uma assadeira, adicione os ramos de ervas por cima e cubra com plástico-filme. Leve à geladeira por no mínimo 4 horas.Retire da geladeira 1 hora antes de assar.
Retire o plástico-filme, cubra a assadeira com papel-alumínio e leve ao forno preaquecido a 180 °C por 2 horas, regando ocasionalmente com o líquido do fundo da forma. Após esse tempo, retire o papel-alumínio e aumente a temperatura para 220 °C. Asse por mais 30 minutos, até a pele dourar e a carne formar uma crosta. Retire do forno e deixe descansar por 15 minutos antes de fatiar. Sirva em seguida.