Deputados da base governista estão articulando a derrubada de um parecer emitido pelo relator do empréstimo de R$ 1,5 bilhão na Comissão de Constituição, Legislação e Justiça da Assembleia Legislativa de Pernambuco na última sexta-feira (15).
O texto, de autoria do deputado de oposição Waldemar Borges (PSB), determina que metade dos recursos seja executada diretamente pelos municípios, com regulamentação própria para definir a destinação orçamentária. Nos bastidores, a movimentação da oposição é interpretada como uma estratégia para reduzir a margem de autonomia do Palácio do Campo das Princesas e, ao mesmo tempo, fortalecer prefeitos aliados em ano pré-eleitoral.
Deputados governistas afirmam que a proposta de Borges não apenas cria insegurança jurídica, como também retira do Executivo a prerrogativa de planejar investimentos estruturadores de maior impacto regional.Nesta segunda-feira (18), véspera da votação do relatório na CCLJ, parlamentares aliados à governadora afirmaram que o parecer de Waldemar deverá ser derrubado quando a votação chegar ao plenário. O desejo da situação é aprovar o projeto original, garantindo ao Executivo a prerrogativa de definir a destinação total do montante.deputado Renato Antunes (PL), alinhado a Raquel, afirmou que a derrubada poderá acontecer devido a uma possível inconstitucionalidade do teor do parecer. “No meu ponto de vista é inconstitucional. O Legislativo não pode determinar onde será gasto o recurso. A decisão será revertida no plenário”, afirmou. Segundo o parlamentar, a nova mudança no texto é “mais uma manobra com uma tentativa de retardar o processo”. A deputada Débora Almeida (PSDB), aliada de primeira hora da governadora Raquel Lyra, também afirmou que o substitutivo é inconstitucional. “O governo é quem tem a capacidade e legalidade em destinar os empréstimos para obras estruturadoras e não terceirizar essa responsabilidade. Isso não acontece na gestão pública e nem na privada”, apontou. Já o deputado João Paulo (PT), também da base aliada ao governo, reforçou que o texto deverá ser mantido como foi encaminhado pelo Executivo. “Ao meu ver, devemos manter o projeto original”, resumiu. O parecer de Waldemar foi apresentado à CCLJ na última sexta-feira (15) e deverá ser votado na comissão na terça-feira (19), como já havia garantido o presidente do colegiado, deputado Alberto Feitosa (PL). Após a provável aprovação, a matéria avançará para a comissão de Administração Pública, onde também deverá passar sem dificuldade. Depois disso, será levada para votação no plenário, onde o governo possui maioria e poderá definir os rumos do projeto.
Entenda as mudanças
As mudanças propostas por Waldemar foram incluídas em um um parecer sobre o substitutivo de autoria do deputado Antônio Coelho (União Brasil), aprovado em junho pela Comissão de Finanças, Orçamento e Tributação da Alepe. O texto de Antônio determinava que metade do empréstimo seria destinado aos municípios, mas sugeria que o valor fosse dividido igualitariamente entre os 184 municípios do estado. Waldemar manteve a divisão do empréstimo pela metade, mas estabeleceu que a escolha das cidades “deverá obedecer a critérios objetivos, definidos em regulamento próprio, levando em consideração as necessidades locais”. Além disso, o relator também estabeleceu que as ações realizadas com os recursos devem ser previamente comunicadas à Assembleia em um “relatório detalhado” e determinou a criação de uma seção específica no Portal da Transparência para detalhar todas as operações contratadas com o dinheiro captado.
O pedido de autorização para captação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão foi apresentado à Alepe em março, assinado pela vice-governadora Priscila Krause, que estava no exercício da função de governadora. A pauta foi alvo de ataques da oposição, que questionou a necessidade de contratação de uma nova operação de crédito. A bancada passou a cobrar do governo explicações detalhadas sobre o uso de recursos contratados anteriormente, passando a travar a tramitação da pauta durante todo o primeiro semestre. Após meses travado, o projeto começou a tramitar na Casa no início dos trabalhos legislativos deste segundo semestre, após uma aparente trégua da oposição em relação ao governo.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira (28) que decisões judiciais e leis estrangeiras não podem produzir efeitos no Brasil sem prévia análise pela autoridade brasileira competente, sob pena de violação da soberania nacional.
Pela decisão, nenhuma lei, decisão judicial ou ordem executiva estrangeira pode produzir efeitos automáticos sobre pessoas naturais, empresas ou órgãos que atuem em território nacional, ou sobre contratos firmados ou bens que estejam no Brasil, sem análise ou homologação por órgão judicial competente brasileiro.
A decisão foi proferida em uma ação aberta pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que acionou o Supremo contra municípios brasileiros que abriram ações diretamente na Justiça do Reino Unido, em casos contra mineradoras britânicas, por exemplo. O ministro escreveu que qualquer violação dessa determinação “constitui ofensa à soberania nacional, à ordem pública e aos bons costumes, portanto presume-se a ineficácia de tais leis, atos e sentenças emanadas de país estrangeiro”.
Lei Magnitsky
A liminar de Dino foi concedida no momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impõe um tarifaço contra o Brasil e sanções a ministros do Supremo, em especial o ministro Alexandre de Moraes, com base em leis norte-americanas. Moraes foi enquadrado pela Casa Branca na Lei Magnitsky, que prevê sanções econômicas contra violadores de direitos humanos. Trump acusa o ministro de impedir a liberdade de expressão e promover uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu grupo político, com quem mantém afinidades ideológicas.
Sem citar a lei norte-americana, Dino escreveu que a realidade tem mostrado “o fortalecimento de ondas de imposição de força de algumas Nações sobre outras”, e que por isso, “na prática, têm sido agredidos postulados essenciais do Direito Internacional”.
“Diferentes tipos de protecionismos e de neocolonialismos são utilizados contra os povos mais frágeis, sem diálogos bilaterais adequados ou submissão a instâncias supranacionais”, disse o ministro. Dino continua afirmando que, “nesse contexto, o Brasil tem sido alvo de diversas sanções e ameaças, que visam impor pensamentos a serem apenas ‘ratificados’ pelos órgãos que exercem a soberania nacional”. Apesar de não citar as sanções econômicas contra Moraes, que têm o potencial de bloquear a utilização de cartão de créditos com bandeiras dos EUA como Visa e Mastercard, por exemplo, Dino ordenou a notificação do Banco Central; da Federação Brasileira de Bancos (Febraban); da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF) e da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg).
“Transações, operações, cancelamentos de contratos, bloqueios de ativos, transferências para o exterior (ou oriundas do exterior) por determinação de Estado estrangeiro, em desacordo aos postulados dessa decisão, dependem de expressa autorização desta Corte, no âmbito da presente ADPF [arguição de descumprimento de preceito fundamental]”, decidiu Dino.
O ministro escreveu ainda que qualquer cidadão brasileiro que se sinta prejudicado por imposição internacional pode acionar o Supremo diretamente, em busca de proteção.
Dino convocou uma audiência pública sobre o tema, cujo cronograma ainda deve ser divulgado.
Marcelo foi afastado do cargo na quinta-feira (14) após operação da PF que investiga suspeitas de corrupção.
Segundo a investigação, Paulo Iran desempenhava papel central em um esquema de controle financeiro oculto, sendo o agente principal na arrecadação e na distribuição de valores supostamente ilícitos, que, segundo as evidências, vinham de diversas empresas com contratos com a Prefeitura de São Bernardo do Campo e a Fundação ABC. A Polícia Federal descobriu por acaso o esquema de corrupção e lavagem de dinheiro, ao encontrar cerca de R$ 14 milhões com o servidor durante outra operação. Entre as despesas pagas por Paulo Iran, segundo a PF, estão:
Fatura de cartão de crédito do prefeito Marcelo Lima no valor de e R$ 32.049,78;
Contas telefônicas da esposa do prefeito, Rosangela dos Santos Lima Fernandes;
Despesas de viagem, incluindo a aquisição de passagens aéreas internacionais para a esposa, como uma de R$ 19.182,14 para Washington, nos Estados Unidos;
Mensalidades da faculdade de medicina da filha do prefeito, Gabriele dos Santos Lima Fernandes, no valor de R$ 8.284,95, além de outros boletos. Nos documentos da PF obtidos pela TV Globo, registros fotográficos dos passaportes de Marcelo e Rosangela foram encontrados, sugerindo que Paulo Iran era responsável pela compra das passagens para o casal. No dia 7 de julho, os policiais estavam por coincidência no prédio em que ele mora e, por um motivo não informado, resolveram abordá-lo e se surpreenderem ao encontrar R$ 14 milhões com ele: uma parte estava no carro e outra, no apartamento. No total, foram apreendidos quase R$ 13 milhões e US$ 157 mil em espécie. Na época, ele não foi preso, mas, ao longo das investigações, a Justiça decretou a prisão preventiva dele. Ele está foragido. Em nota, o advogado do servidor informou que “aguarda acesso aos autos, onde se manifestará”.
Prefeito de São Bernardo do Campo é alvo de operação da PF
Troca de mensagens
Segundo a PF, Marcelo Lima emitia determinações financeiras diretas para que Paulo Iran realizasse pagamentos e transferências para terceiros. As conversas entre eles, iniciadas em 26 de julho de 2022, demonstravam uma relação de subordinação: Marcelo solicitava os pagamentos, e Paulo Iran os executava. Marcelo também instruía Paulo Iran a “anotar tudo para o posterior acerto” e pedia a “lista do que tem para entrar”, segundo documento da PF. Há ainda registros em que Marcelo sugere a Paulo que “dê uma de bobo” ao contatar outro indivíduo para saber se havia “alguma coisa nova” a ser recebida. A PF indica que as trocas de mensagens eram feitas com cautela. Segundo a investigação, as mensagens entre os dois foram configuradas como temporárias e apagadas automaticamente entre abril de 2023 e maio de 2025.
Cargos públicos
Paulo Iran também atuava como auxiliar legislativo no gabinete do deputado Rodrigo Moraes (PL) desde setembro de 2022. Segundo o portal da transparência da Alesp, seu salário era de R$ 6.154,51. No documento da PF, a investigação aponta que Marcelo tratou diretamente com Paulo sobre a nomeação dele e de sua esposa para cargos na Alesp. Segundo a investigação, Paulo Iran foi nomeado para o cargo de assessor no gabinete de Rodrigo Moraes no mesmo dia em que o assunto foi abordado em mensagens pelo prefeito e pelo servidor. No portal de transparência da Alesp, consta que tanto Paulo quanto a esposa foram nomeados em 2 de setembro de 2022 para o gabinete do deputado Rodrigo Moraes (PL). Rosangela ocupou o cargo até novembro de 2024. Paulo, até a quinta (14), quando foi exonerado.Procurado, o deputado informou que o servidor será exonerado. “No meu mandato não aceito qualquer suspeita de corrupção ou conduta indevida”, declarou. Sobre a nomeação do casal ter ocorrido no mesmo dia em que Paulo tratou do assunto com o prefeito de São Bernardo do Campo, a assessoria de imprensa do deputado informou apenas para a equipe de reportagem “procurar a prefeitura [de São Bernardo]” e que “o deputado já exonerou Paulo”.
Com o afastamento do prefeito, quem assume o comando da cidade é a vice-prefeita, Jessica Cormick, do Avante. — Foto: Arte/g1
Operação Estafeta
O prefeito afastado Marcelo Lima (Podemos), ao lado do vereador suplente Ary José de Oliveira (PRTB), além do presidente da Câmara Municipal da cidade, Danilo Lima (Podemos). — Foto: Montagem/g1/Reprodução/Redes SociaisA PF cumpriu na quinta-feira (14) 20 mandados de busca e apreensão, além de quebras de sigilos bancário e fiscal nas cidades de São Paulo, São Bernardo do Campo, Santo André, Mauá e Diadema.As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e incluíram ainda afastamento de cargos públicos e monitoramento eletrônico de investigados.Com o afastamento do prefeito Marcelo Lima, quem assume o comando da cidade é a vice-prefeita, Jessica Cormick, do Avante. Aos 38 anos, ela é sargento da Polícia Militar e está no seu primeiro cargo público eletivo.Na operação, batizada de Estafeta, foi preso em flagrante o empresário Edmilson Carvalho, sócio da Terraplanagem Alzira Franco Ltda., que tem contrato com a prefeitura. Na casa dele, a PF apreendeu R$ 400 mil. (Veja foto abaixo.)
Dinheiro apreendido pela PF nesta quinta-feira (14), em endereços ligados a empresários e servidores que participavam do esquema de corrupção em São Bernardo do Campo (SP) — Foto: Montagem/g1/Reprodução/TV Globo
Também foi preso Antonio Rene da Silva, que é servidor da Prefeitura de São Bernardo e atua como Diretor de Departamento na Secretaria de Coordenação Governamental. Havia um mandado de prisão contra ele.O atual presidente da Câmara Municipal da cidade e primo do prefeito, vereador Danilo Lima Ramos (Podemos), também é alvo de buscas pela polícia, assim como o suplente de vereador Ary José de Oliveira (PRTB).Os envolvidos poderão responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e corrupção ativa. Procurada, a prefeitura afirmou que irá colaborar com a investigação. “A gestão municipal é a principal interessada para que tudo seja devidamente apurado. Reforçamos que o episódio não afeta os serviços na cidade”, disse a administração municipal.
” Gente que que isto!!!! Parece que não vai acabar mais com esta plástica ilícita. E o povão que muitos se encontra na miserabilidade”?
Com a repercussão do vídeo Adultização, em que o youtuber Felca expõe influenciadores de conteúdo que ganhavam dinheiro explorando a imagem de crianças com apelo sexual, o projeto de lei (PL) 2.628/2022 deve, finalmente, entrar na pauta da Câmara dos Deputados. O texto, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), foi aprovado em novembro de 2024 pelo Senado e aguardava, desde o mês seguinte, a apreciação dos deputados. PL trata da proteção de crianças e adolescentes no meio digital, e não chega a citar o termo “adultização”. Segundo descreve a Agência Senado, ele estabelece regras para as plataformas e facilita o fornecimento de informações e o monitoramento pelos pais e responsáveis. Na Câmara, o projeto está em análise na Comissão de Comunicação e está sob a relatoria do deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI). Em entrevista à Rádio Câmara, ele destacou que o texto vem sendo debatido com entidades desde abril, antes das denúncias do influenciador Felca sobre a adultização virem à tona.O projeto estabelece regras não só para as redes sociais, mas para as plataformas de jogos online e outros softwares e serviços virtuais. Pelo texto atual, menores de idade não seriam proibidos de criar contas, mas devem haver mecanismos de controle para que os pais possam monitorar esse uso. Além disso, as plataformas deverão criar sistemas de notificação de abuso sexual. Há ainda novas regras para a realização de publicidade destinada à crianças neste meio. Pelo projeto, a Agência Senado diz que as punições partem de advertência, suspensão e até proibição do serviço, sendo possível a aplicação de multa de até 10% do faturamento da empresa no ano anterior ou de R$ 10 até R$ 1 mil por usuário cadastrado, com valor máximo de R$ 50 milhões por infração Segundo o juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, que autorizou a prisão preventiva do casal, Hytalo e Israel tentaram “destruir e ocultar provas fundamentais às investigações”. A prisão dos investigados apresenta-se, portanto, como medida imprescindível para a preservação da instrução processual, protegendo as provas e as testemunhas de novas investidas ilícitas”, diz trecho do documento judicial. Na decisão da prisão, o juiz reitera que as provas apuradas até aqui pela polícia dão “fortes indícios de autoria e materialidade dos crimes de tráfico de pessoas, exploração sexual, e trabalho infantil artístico irregular – produção de vídeos com divulgação em redes sociais, constrangimento de crianças e adolescentes”.
Há cerca de 10 dias, deputados de oposição ocuparam a mesa diretora da Câmara dos Deputados em protesto à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, no dia 4 de agosto.
Com a boca coberta por fita adesiva, os parlamentares passaram 36 horas na Casa e obstruíram os trabalhos. Para deixar o local, exigiam o avaço do PL que pede anistia aos condenados pelo 8 de janeiro de 2023 e do projeto sobre o fim do foro privilegiado. O presidente da Câmara, Hugo Motta, chegou a ser impedido de sentar à sua cadeira.
Somente depois do parecer da Corregedoria, a cúpula da Câmara pode pedir a suspensão de um parlamentar e encaminhar a solicitação ao Conselho de Ética, que tem até três dias úteis para analisar se concorda ou não com a punição. Após aprovação pela comissão, o caso vai para plenário.Desde 2001, quando o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados foi criado, a cassação — última instância punitiva da Casa — aconteceu em 17 situações. As suspensões também são raras.
À IstoÉ, Vítor Sandes, coordenador do curso de Ciência Política da UFPI (Universidade Federal do Piauí), explicou que o Congresso Nacional adota uma postura cautelosa ao analisar pedidos de cassação de mandato. Ele explica que essa prudência decorre do fato de que qualquer parlamentar pode, no futuro, ser alvo de uma solicitação semelhante, gerando um ambiente de cuidado mútuo entre os legisladores.
“No caso do motim, é preciso lembrar que tratam-se de deputados que são aliados ao campo da direita bolsonarista. Uma decisão que possa cassar o mandato desse parlamentares pode enfraquecer esse grupo em um contexto praticamente pré-eleitoral, e esse elemento político é considerado no momento da análise dos processos e nas outras possíveis punições”, disse.
Segundo o Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, as outras penalidades aplicáveis para condutas atentatórias são:
Censura verbal ou escrita;
Suspensão das prerrogativas regimentais por até seis meses;
Suspensão do exercício do mandato por até seis meses.
Caso a Corregedoria da Câmara entenda que não houve transgressão, as representações são arquivadas.
Nas redes sociais, Deborah Secco (45) sempre compartilha diversos momentos da rotina com seus mais de 26 milhões de seguidores. Para muitas pessoas, a atriz também chama atenção por sua beleza, sendo assunto pela aparência física e por atitudes em relação ao autocuidado.
Deborah Secco coleciona décadas de uma carreira bem sucedida, desde seu primeiro papel de destaque em Confissões de Adolescente (1994), a lista de personagens marcantes vem sendo cada vez mais extensa, fica difícil não se lembrar de ao menos um papel que a atriz já tenha interpretado. Chamando também atenção por sua beleza, confira 5 dicas de autocuidado da artista.
1. Limpeza Facial
Lavar o rosto pela manhã e à noite e aplicar o filtro solar antes de sair de casa são ações diárias de Deborah Secco. “Com o passar do tempo, vamos entendendo a importância de se cuidar, da prevenção e eu fui ficando mais assídua nos meus cuidados com a pele”, disse ela em entrevista à Vogue.
2. Protetor Solar
O protetor solar é um aliado potente que ajuda a prevenir o envelhecimento da pele. A atriz aposta nele para os cuidados com sua aparência e não abre mão nem mesmo em dias nublados ou durante o inverno.
A radiação ultravioleta (UV), especialmente UVA e UVB, é uma das principais causas do envelhecimento precoce, e o protetor solar atua bloqueando ou absorvendo esses raios. Além disso, ele também ajuda a prevenir o câncer de pele.
3. Cuidados com o cabelo
Deborah Secco já declarou não ter medo de mudar o visual para um novo personagem. Com tantas mudanças, ela conta que tem que redobrar os cuidados com os fios. “Faço tudo que eu posso, tomo todas as vitaminas, uso xampu antiqueda, faço tratamento para estimular folículo capilar”, declarou ela ao site do programa Encontro em 2014.
4. Musa Fitness
Deborah Secco também já mostrou diversas vezes sua rotina de treinos, no começo do ano, mesmo durante viagem de férias, ela revelou que manteve os cuidados com o corpo: “Pra quem está perguntando se aqui em Nova York está tendo? Está. Todos os dias. Orgulho de mim”, disse nas redes sociais.
5. Procedimentos também são bem-vindos
Por conta de tantos cuidados com a aparência, Deborah Secco nunca escondeu já ter apostado em cirurgias estéticas, inclusive, revelou que fez um procedimento com células-tronco no rosto, visando o rejuvenescimento da pele.
“Fiz a nanofat com células-tronco para suavizar o envelhecimento e deixar a pele mais rejuvenescida. Faz um efeito lifting e estimula a produção de colágeno”, disse a atriz Deborah Secco nas redes sociais ao falar dos procedimentos.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) recorreu ao STF na última segunda-feira (4) para derrubar uma liminar do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) que autorizou a execução da licitação. Uma decisão anterior do TCE, em junho, havia suspendido o certame. Quatro agências de publicidade venceram a licitação da Secretaria estadual de Comunicação, com um contrato anual de R$ 120 milhões e a possibilidade de prorrogação por até dez anos, chegando à quantia bilionária.Em decisão monocrática do conselheiro Eduardo Porto, o Tribunal de Contas suspendeu a maior parte do certame através de uma medida cautelar, sob o entendimento que a comissão avaliadora das empresas concorrentes não apresentou as notas individuais de cada julgador, como é previsto por lei. Relator do caso, Eduardo é sobrinho do presidente da Alepe, Álvaro Porto (PSDB), adversário político da governadora Raquel Lyra (PSD).A denúncia é de autoria do advogado Pedro Queiroz Neves, primo do conselheiro do TCE Carlos Neves, ex-assessor jurídico do ex-governador Paulo Câmara (PSB). O denunciante também é associado ao gabinete do deputado estadual Rodrigo Farias (PSB
Deputados estaduais de oposição fizeram coletiva de imprensa para sugerir irregularidades em contrato de publicidade do governo Raquel Lyra (Foto: Francisco Silva/DP Foto)
A suspensão do TCE foi derrubada por uma decisão liminar do desembargador Fernando Cerqueira, do Tribunal de Justiça, no dia 28 de julho, apontando a ausência de requisitos mínimos para a decretação de uma medida cautelar. Ele atendeu um pedido de uma das empresas ganhadoras da licitação – a agência E3 Comunicação Integrada.
O conselheiro Rodrigo Novaes, ex-deputado estadual pelo PSB, recorreu ao TJPE na última quinta-feira (31) para reaver a suspensão do contrato. Já o presidente do Tribunal de Contas, Valdecir Pascoal, acionou o STF para derrubar a liminar.
Empresa associada a parente de Raquel
A licitação do governo é alvo de outra denúncia no Tribunal de Contas, que aponta possíveis irregularidades na contratação da agência E3 Comunicação Integrada, uma das quatro vencedoras do certame e a responsável por acionar o TJPE. Esta denúncia é a base para a CPI aberta na Alepe nesta semana.De acordo com o texto, a empresa não possuía filial no Recife até vencer a licitação, em abril deste ano. A sede da E3 foi aberta em quatro salas em um imóvel no bairro do Pina no nome de Waldemiro Ferreira Teixeira, conhecido como “Dodi”, primo da governadora Raquel Lyra, e em outras salas da empresa Pozitiva, da qual Dodi seria “sócio oculto” – acusação baseada na proximidade de Dodi com o proprietário da Pozitiva.Além disso, a denúncia também aponta que uma gerente da empresa Makplan Marketing e Planejamento, de propriedade de Dodi e de Marcelo José Pimentel Teixeira, tio de Raquel, foi contratada como diretora de operações da E3 em Pernambuco.
O texto foi tema de uma coletiva de imprensa realizada por deputados estaduais da oposição uma semana antes de retornarem do recesso parlamentar. Eles disseram que iriam entrar com ações contra a gestão estadual. A mesma denúncia foi divulgada pela deputada Dani Portela (PSOL) em suas redes sociais.
CPI “política”
A abertura da CPI na Assembleia Legislativa foi requerida por Dani Portela e assinada por 18 parlamentares, incluindo o presidente Álvaro Porto. Agora, as bancadas devem indicar seus representantes na comissão até o dia 18 de agosto.O “blocão” governista tem direito a quatro cadeiras na CPI, enquanto o bloco do PSB, PSOL e Republicanos possui três. O União Brasil e o PL têm apenas uma indicação cada. Enquanto o União deve se aliar à oposição, o Partido Liberal pode pender para o governo, apesar de três de seus cinco deputados terem assinado a abertura da CPI.Nos bastidores, o coronel Alberto Feitosa é considerado “isolado” ao lado do PSB, enquanto Renato Antunes e Nino de Enoque votam com os governistas. É esperado que Joel da Harpa e o atual líder da bancada, Abimael Santos, se alinhem com o Executivo. A bancada do PL tem uma reunião marcada com Raquel Lyra na próxima semana para discutir política. Para os deputados governistas, a CPI é puramente política. Aliados de Raquel afirmam que a comissão já nasce “morta” e “vazia”, sem objetivos claros e sem cumprir requisitos mínimos.
Questionada sobre a abertura da CPI, a governadora disse “não temer a ação dos opositores”. “Temos bons desafios lá na frente, que não são justos, que estão colocados lá querendo me impor medo. Mas eu não tenho medo de mudança. Nada do que se coloca à nossa frente nos faz ter menos do que mais força para seguir em frente”, declarou, durante a abertura do Circuito Literário de Pernambuco (Clipe), em Olinda.
A Corregedoria da Câmara recebeu nesta segunda-feira (11) as queixas contra 14 deputados do PL, do PP e do Novo que participaram do bloqueio aos trabalhos da Casa. A partir disso, será aberto um prazo de 48 horas para que o corregedor se manifeste sobre pedidos de suspensão e cassação de parlamentares. A corregedoria fará uma análise preliminar dos casos. Nesta avaliação, o corregedor da Câmara dos Deputados, Diego Coronel (PSD-BA), opinará se concorda com a aplicação de um rito sumário para suspender deputados antes mesmo da conclusão do julgamento dos processos no Conselho de Ética da Casa
“Pretendo pedir uma reunião com a Mesa Diretora para ouvi-los. Os casos mais simples podem ser resolvidos de forma mais rápida. Os casos mais difíceis considero abrir prazo para defesa”, afirmou Coronel à TV Globo.
Presidente da Câmara envia pedido de suspensão de deputados à Corregedoria
“Se for necessário, podemos pedir extensão do prazo de 48 horas para concluir a análise dos casos mais complexos”, prosseguiu o corregedor. Não há, no entanto, previsão regimental para que o prazo seja estendido em denúncias que pedem a suspensão imediata de parlamentares. Pelas regras, se o corregedor não se manifestar em 48 horas, a direção da Câmara pode decidir por conta própria se há material para solicitar a punição. Além disso, uma eventual extensão do prazo colocará em risco a possibilidade de punir os deputados amotinados de forma célere. Isso porque, nas regras do rito sumário de suspensão, há um limite para que a Mesa peça a punição: até cinco dias úteis depois do conhecimento do fato — o que ocorreu na sexta passada.
Coronel espera apresentar à cúpula da Casa até a próxima quarta-feira (13)os pareceres de processos disciplinares contra parlamentares que impediram o funcionamento da Câmara.
Na semana passada, Coronel já tinha dito ao g1 que pretende se reunir com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para tratar das denúncias. As conclusões de Coronel serão submetidas à Mesa Diretora, formada por Motta e mais seis deputados, a quem cabe recomendar formalmente a suspensão imediata de um parlamentar.Além das denúncias apresentadas por diversos partidos contra 14 deputados de oposição (veja lista abaixo), Coronel informou que também recebeu um pedido do PL para punir a deputada Camila Jara (PT-MS), acusada de empurrar Nikolas Ferreira (PL-MG) no plenário.
Diego Coronel já havia adiantado ao g1 que, durante a análise técnica da ocupação pela Corregedoria da Câmara, outros parlamentares também podem se tornar alvo de punições.
Rito acelerado
Na gestão de Arthur Lira (PP-AL), a Câmara criou um rito acelerado para punir deputados antes da instauração, discussão e conclusão de um processo disciplinar no Conselho de Ética.
Pela regra, após manifestação da corregedoria, a cúpula da Casa pode pedir a suspensão imediata de um deputado.
O pedido é encaminhado ao Conselho de Ética, que tem até três dias úteis para analisar se concorda ou não com a punição.
Em caso de suspensão pelo rito sumário, o deputado não fica livre de ser julgado formalmente no conselho e ainda pode correr o risco de ser cassado.
Motta inaugurou o uso desse tipo de punição. Desde o início do mandato à frente da Câmara, a Mesa presidida por ele já pediu a suspensão imediata de dois parlamentares: Gilvan da Federal (PL-ES) e André Janones (Avante-MG).
Além de se reunir com Motta, o corregedor da Câmara também espera conseguir conversar com os outros membros da direção da Casa para discutir a análise das medidas disciplinares sobre o motim.
O presidente da Câmara tem defendido a aliados a punição dos deputados que ocuparam o plenário principal e impediram os trabalhos da Casa.
Parlamentares do entorno de Motta avaliam que as medidas serviriam para dar um recado de que novos motins não serão tolerados e para reafirmar a liderança do paraibano.
Hugo Motta, que foi impedido de se sentar na cadeira de presidente, classificou o episódio como “grave” e afirmou que a Casa precisa ser “pedagógica” nas punições disciplinares.
Até o momento, 14 deputados estão na mira de possíveis punições. Segundo o corregedor da Câmara, durante a análise técnica da ocupação, outros parlamentares também podem se tornar alvo. As denúncias encaminhadas à corregedoria abrangem três lideranças da Câmara — Sóstenes Cavalcante (RJ), que comanda a bancada do PL; Zucco (PL-RS), líder da oposição; e Marcel Van Hattem (RS), líder do Novo.
As vendas no comércio varejista brasileiro recuaram 0,1% na passagem de maio para junho, marcando a terceira queda mensal seguida. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quarta-feira, 13, pelo IBGE. Já na comparação com junho de 2024, houve alta de 0,3% no volume de vendas. No acumulado no primeiro semestre, o comércio registrou alta de 1,8% e, nos últimos 12 meses, o ganho foi de 2,7%.
No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas caiu 2,5% em junho e o primeiro semestre fechou em 0,5%.
A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,70% na comparação mensal e de avanço de 2,40% sobre um ano antes.
Segundo Cristiano Santos, gerente da pesquisa, os três resultados combinados já dão uma distância de -0,8% em relação a março, quando houve a última alta. “No entanto, março foi justamente o fim de um período que levou ao patamar recorde da série histórica do Índice de Base Fixa. Portanto, um dos fatores para essa queda combinada dos últimos três meses é a base alta de comparação. Outros fatores que também influenciam são a retração do crédito e a resiliência da inflação, no primeiro semestre, em itens-chave, como a alimentação no domicílio”, explicou.
Vendas nos supermercados puxam queda
Das 8 atividades monitoradas, 5 tiveram queda em junho: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,7%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-1,5%), Móveis e eletrodomésticos (-1,2%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-0,9%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,5%).As vendas nos supermercados possui a maior influência no resultado, pois funciona “como um fator âncora, impedindo que o indicador global tenha uma performance pior, já que houve predomínio de taxas negativas no intersetorial”, destaca Santos.No comércio varejista ampliado, Veículos e motos, partes e peças caiu 1,8%, assim como Material de construção, com queda de de 2,6% entre maio e junho.
E daqui pra frente?
A expectativa entre analistas é de desaceleração gradual no ritmo do comércio ao longo do ano sob o impacto do aperto monetário realizado pelo Banco Central, que começa a aparecer de forma mais clara e afeta o crédito. A taxa básica de juros Selic está atualmente em 15% e o BC já indicou que ela seguirá em patamar elevado por tempo prolongado. Por outro lado, ainda sustentam o consumo um mercado de trabalho aquecido com massa salarial robusta, enquanto pesam as incertezas provocadas pela tarifa de 50% dos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras que entraram em vigor neste mês.“O que ainda há de positivo para o comércio é o crescimento e melhora do mercado de trabalho com mais ocupação, mais renda e avanço da massa salarial. Isso ajuda no poder de compra”, disse Cristiano Santos, gerente da pesquisa no IBGE.Para o economista Heliezer Jacob, do C6 Bank, o resultado reforça a visão de que tanto o comércio quanto a economia brasileira como um todo deve crescer neste ano menos que em 2024. ‘Entendemos que essa perda de fôlego é reflexo dos juros mais altos, que tendem a impactar os investimentos. Esperamos que o PIB cresça 2% em 2025 e 1,5% em 2026, impulsionado pelos estímulos promovidos pelo governo, como o aumento de gastos, a liberação de recursos do FGTS para os trabalhadores e o incentivo à concessão de crédito” , avaliou.
O Supremo Tribunal Federal (STF) vai eleger, nesta quarta-feira (13), os novos presidente e vice-presidente da Corte. Edson Fachin e Alexandre de Moraes devem assumir as funções e ficarão os próximos dois anos no comando do tribunal. A posse deverá ocorrer no fim de setembro. A sucessão nos principais cargos do STF segue a ordem da antiguidade. Ou seja, pela tradição, a Presidência é ocupada pelo ministro mais antigo que ainda não ocupou o posto. O segundo mais antigo, nesse mesmo critério, passa a ser o vice.
Por isso, o atual vice-presidente Edson Fachin deve assumir a Presidência no lugar de Luís Roberto Barroso, enquanto Moraes assumirá a vice-presidência, deixada pelo próprio Fachin. Luiz Edson Fachin está no STF desde junho de 2015. O ministro é doutor em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Tem pós-doutorado no Canadá e é autor de diversos livros e artigos publicados.
Mudanças nas Turmas
A mudança o comando do STF também muda a composição das Turmas da Corte — dois colegiados formados por cinco ministros cada.Como Fachin assume a presidência, deixará de compor a Segunda Turma. Com isso, Barroso, o atual presidente, deverá seguir para o colegiado.Já a composição da Primeira Turma, da qual Moraes participa — que é responsável por julgar os casos envolvendo a ação penal da tentativa de golpe em 2022 —, não será modificada.
Como é a eleição?
A eleição ocorre por voto secreto, por meio de um sistema eletrônico. Pelas regras internas do tribunal, deve ocorrer no mês anterior ao do fim do mandato do atual presidente. Para realizar a eleição, é necessária a presença de, no mínimo, 8 ministros. É eleito quem obtém a maioria dos votos dos integrantes do tribunal. A posse ocorre em data e horário marcados no dia da eleição. Como o mandato de Barroso termina no dia 28 de setembro, os novos presidente e vice-presidente devem ser empossados na sequência.
Ministro Edson Fachin em Sessão plenária do STF. — Foto: Ton Molina/STF
Perfil do próximo presidente do STF
Nascido em Rondinha (RS), Edson Fachin graduou-se em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 1980.
Concluiu mestrado em 1986 na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde também fez doutorado, em 1991. Fez pós-doutorado no Canadá, foi pesquisador convidado do Instituto Max Planck, na Alemanha, e professor visitante do King’s College, na Inglaterra. Também foi professor titular de Direito Civil na UFPR.
Antes de fazer parte do Supremo, Fachin foi integrante da comissão do Ministério da Justiça sobre a Reforma do Poder Judiciário. Colaborou, também, na elaboração do novo Código Civil brasileiro no Senado. Atuou, ainda, como procurador do Estado do Paraná de 1990 a 2006 e na advocacia.
Tomou posse como ministro do Supremo em junho de 2015, indicado pela então presidente Dilma Rousseff.
Na Suprema Corte, é o relator de processos relativos à Lava Jato e de temas com repercussão social, como a chamada “ADPF das Favelas”, que restringiu operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro no período da pandemia; e o recurso que discute se é possível a aplicação da tese do marco temporal na demarcação de áreas indígenas.No Tribunal Superior Eleitoral, passou a integrante titular em agosto de 2018. Em maio de 2022, assumiu a presidência da Corte Eleitoral, sucedendo o ministro Luís Roberto Barroso. Atuou no tribunal até agosto de 2022, quando deixou o cargo para o ministro Alexandre de Moraes.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, é alvo de sanções financeiras do governo Trump — Foto: Ton Molina/STF
Moraes será vice-presidente
O ministro Moraes tomou posse no Supremo Tribunal Federal em março de 2017, indicado pelo presidente Michel Temer. Está no TSE também desde 2017, quando assumiu uma vaga de ministro substituto. Alexandre de Moraes se formou em Direito pela Universidade de São Paulo em 1990. Na mesma instituição, obteve o doutorado em Direito do Estado, em 2000. É Professor Titular da Faculdade de Direito da USP. Foi promotor de Justiça em São Paulo por 11 anos, onde ingressou em 1991. Em 2002 foi nomeado secretário de Justiça do estado, cargo que exerceu até 2005. Depois, foi secretário de Segurança Pública e ministro da Justiça do governo Temer. No exercício deste cargo, foi um dos coordenadores da área de inteligência e segurança dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro em 2016. Também elaborou o Plano Nacional de Segurança Pública em conjunto com os secretários de Segurança Pública, secretários de Justiça e Assuntos Penitenciários e procuradores-gerais de Justiça dos estados, lançado em 2017.
Moraes também integrou a primeira composição do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), entre 2005 e 2007.
Papel do presidente
O presidente do Supremo tem como competência, por exemplo, decidir a pauta do plenário – os casos a serem julgados pelos ministros. Também é o responsável pela gestão administrativa da Corte, exerce a presidência do Conselho Nacional de Justiça e representa o tribunal diante os outros Poderes e autoridades.
Pouco antes de ser preso, o empresário e dono da Ultrafarma, Sidney de Oliveira, tinha fechado um acordo com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), no valor de R$ 32 milhões, para não ser mais alvo de outro processo que apura um suposto esquema de fraude fiscal. Ele foi preso na terça-feira (12) durante operação do próprio MP-SP, chamada de Operação Ícaro, por envolvimento num esquema bilionário no qual auditores fiscais da Secretaria da Fazenda facilitavam o ressarcimento irregular de créditos tributários para empresas varejistas. (Leia mais abaixo.)O acordo foi assinado com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) pelo dono da Ultrafarma e homologado pela Justiça recentemente. Este processo criminal não tem relação com a operação que terminou com a prisão de Sidney Oliveira.
🔎 Acordo de não persecução penal é uma medida alternativa prevista no Código de Processo Penal para crimes cometidos sem violência ou grave ameaça. É necessário que o investigado confesse a prática do crime e aceite cumprir as condições estipuladas pelo MP. Em 2023, a Operação Monte Cristo apurou a acusação de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro envolvendo grandes distribuidoras de medicamentos.
Para conseguir fechar o acordo, Oliveira admitiu ter atuado em organização criminosa no esquema.
O que diz a defesa
O advogado e ex-deputado Fernando Capez, que representa a defesa do empresário, informou ao g1 que o pagamento do acordo de R$ 32 milhões será realizado em 60 parcelas, além de haver uma multa de R$ 91 mil. Segundo Capez, o acordo reconheceu irregularidades tributárias e já está sendo cumprido. A defesa de Sidney Oliveira ainda disse que o acordo foi firmado com intuito de buscar a segurança jurídica e evitar o desgaste de um processo judicial.
Sidney Oliveira, fundador da Ultrafarma — Foto: Reprodução/Ultrafarma ,Operação Ícaro
Sidney Oliveira, de 71 anos, foi preso em Santa Isabel, na Grande São Paulo, durante operação do MP-SP na terça-feira que desarticulou um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais da Secretaria da Fazenda e grandes empresas varejistas.
Segundo as investigações, o esquema movimentou mais de R$ 1 bilhão em propinas para facilitar o ressarcimento irregular de créditos tributários. Além do empresário, outras cinco pessoas foram presas, incluindo auditores fiscais e executivos. O esquema, investigado pela Operação Ícaro, tinha como “cérebro” o auditor fiscal estadual Artur Gomes da Silva Neto, que atuava facilitando e fraudando o processo de ressarcimento de créditos tributários — especificamente o ICMS — para grandes empresas como Ultrafarma e Fast Shop. O ressarcimento de crédito tributário é um direito do contribuinte que pagou a mais, mas o procedimento para recebê-lo é burocrático e complexo. Segundo o MP, Artur coletava a documentação necessária, acelerava a aprovação dos pedidos para esse ressarcimento, e garantia que eles não fossem revisados internamente. Em alguns casos, os valores liberados eram maiores que os devidos, e o prazo para pagamento, reduzido. Em troca, ele recebia propinas milionárias, que ultrapassam R$ 1 bilhão desde 2021, pagas por meio de empresas intermediárias, incluindo uma empresa fantasma registrada em nome da mãe do auditor. Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão nas seguintes cidades: Ribeirão Pires, Barueri, Santana de Parnaíba e Diadema, na Grande São Paulo, Atibaia, Indaiatuba e São José dos Campos, no interior do estado, e na capital paulista. Durante a operação, foram apreendidos dois pacotes de esmeraldas e mais de R$ 1 milhão na casa de um casal de investigados, responsáveis pela lavagem de dinheiro, que também foram presos.
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) avalia que a nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025), sancionada, na sexta-feira (8), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, compromete a autonomia das prefeituras na gestão ambiental. O principal ponto de crítica é o veto que impede estados e municípios de definirem seus próprios padrões e critérios para o licenciamento, medida que, segundo a entidade, enfraquece a capacidade de adaptação às realidades locais e pode atrasar decisões para o desenvolvimento e a preservação. “Os vetos presidenciais ainda serão avaliados pelo Congresso Nacional, podendo ser mantidos ou revertidos. No entanto, o atual texto já aponta para um enfraquecimento da autonomia municipal na gestão ambiental, o que preocupa gestores e especialistas da área”, afirma a CNM.
Para a confederação, a nova lei inclui um ponto sensível para a gestão ambiental municipal. Ela avalia que o artigo 17 elimina a exigência de apresentação da certidão de uso, parcelamento e ocupação do solo urbano nos processos de licenciamento ambiental. “Essa medida resulta na exclusão da consulta dos municípios em decisões de licenciamento sob responsabilidade de órgãos estaduais e federais”, ressalta A CNM destaca que a alteração enfraquece o papel das prefeituras no ordenamento do território, contrariando o artigo 30 da Constituição Federal, que atribui aos municípios a competência de promover o adequado ordenamento territorial por meio do planejamento e controle do uso, parcelamento e ocupação do solo urbano.
Segundo a entidade, ao reduzir a participação dos municípios, aumenta-se o risco de decisões desalinhadas aos interesses locais e que possam afetar a qualidade de vida da população. O texto sancionado, originado do PL 2.159/21, foi aprovado com 63 vetos. O governo justificou as alterações como forma de equilibrar celeridade, segurança jurídica e proteção ao meio ambiente. Entre os principais vetos estão a limitação da Licença por Adesão e Compromisso (LAC) a atividades de baixo potencial poluidor, a manutenção de proteção reforçada à Mata Atlântica e a exigência de consulta a povos indígenas e quilombolas, mesmo sem terras homologadas.
O Executivo também assinou a Medida Provisória 1.308/25, que institui a Licença Ambiental Especial (LAE) para empreendimentos estratégicos, com prazos definidos e equipes dedicadas, e enviará ao Congresso um projeto de lei em regime de urgência para regulamentar pontos não contemplados pela sanção. Brasil 61
Um levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela um déficit alarmante na manutenção das estradas vicinais brasileiras — importante rede viária para escoamento da produção agrícola e mobilidade rural. Os municípios gastam anualmente uma média de R$ 3,6 bilhões para conservar essas vias, mas receberam apenas R$ 371 milhões por ano de repasses federais para essa finalidade. Segundo a CNM, a falta de recursos compromete o desenvolvimento local e nacional. A malha de estradas vicinais do país é extensa e de responsabilidade dos governos municipais, como determina a Constituição Federal. No entanto, a discrepância entre os custos e o apoio financeiro federal coloca prefeitos diante de um desafio orçamentário permanente, como explica o consultor de orçamento, César Lima: “Hoje nós temos aí uma uma malha de estradas vicinais enorme e que, até pela Constituição, cabe a sua manutenção aos municípios, são as vias municipais”. O consultor aponta que a chave para reduzir o déficit de recursos está no acesso às emendas parlamentares: O que se pode pensar hoje para resolver essa questão da falta de recursos federais para manutenção dessa malha, seria realmente as prefeituras solicitarem emendas do orçamento da União aos parlamentares. Porque, se você for olhar hoje a capacidade de investimento do governo federal, 80% dela está na mão dos parlamentares, dos congressistas, através de suas emendas.” A CNM alerta que a falta de manutenção adequada pode comprometer não apenas a logística de escoamento da produção, mas também o acesso a serviços básicos.
Neste dia especial 10/08/25, na Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Santa Terezinha PE, comemorou-se o Dia dos Pais.
A igreja estava muito linda e o Culto a Deus foi de muitas bençãos para todos. Os pais foram homenageados com uma linda decoração , belos hinos e mensagens, presentes, Slides com fotografias e no final um delicioso jantar e churrasco. Tudo para a honra e a glória do Nosso Senhor Jesus Cristo.
Neste dia 10/08/25, várias famílias do município de Santa Terezinha-PE, estiverem se confraternizando no Restaurante da Edivone, localizado na zona rural deste município.
O local estava lotado. Foi um momento importante para celebrar O DIA DOS PAIS.
O financiamento climático é um dos temas centrais das negociações entre países que participarão da COP30 – a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima – em Belém, em novembro deste ano. Países em desenvolvimento tentam captar pelo menos US$ 1,3 trilhão por ano em recursos das nações mais ricas.
No caso do Brasil, os desafios são maiores na captação de financiamento para as florestas. É o que mostra estudo publicado esta semana pelo Climate Policy Initiative, organização filiada à Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (CPI/PUC-Rio). Apenas 2% dos recursos internacionais recebidos pelo país foram para esses ecossistemas. Joana Chiavari, advogada especializada em Direito Ambiental e diretora do CPI/PUC-Rio, diz que as florestas tropicais precisam ser encaradas como parte fundamental e estratégica da solução climática.
“Elas desempenham um duplo papel: como fontes de emissão de CO2 (quando desmatadas ou degradadas) e como sumidouras de carbono (quando conservadas), podendo, ainda, capturar CO2 da atmosfera através da restauração florestal. Desta forma, as florestas têm capacidade de mitigar ou agravar a crise climática, dependendo da sua gestão”, argumenta Chiavari.
Capital privado
Segundo a pesquisadora, o setor que engloba florestas, agricultura, pesca e outros usos da terra enfrenta mais resistência para atrair o capital privado.
“Investimentos em mitigação são menos viáveis comercialmente e envolvem períodos de retorno do investimento mais longos ou dinâmicas complexas de uso da terra.
No entanto, o financiamento para esse setor tem aumentado no mundo (em torno de 286% entre 2018 e 2023, segundo estudo do Climate Policy Initiative), apoiado, principalmente, pelo financiamento público e concessional, mostrando que existe um interesse crescente em soluções climáticas baseadas na natureza”, salienta Chiavari.
Florestas, agricultura, pesca e outros usos da terra enfrentam mais resistência para atrair capital privado -Foto: Ricardo Stuckert/PR
O resultado brasileiro ficou acima da média global de financiamento climático, que acusou crescimento de 28% (aumento de US$ 158 bilhões para US$ 203 bilhões). Os pesquisadores destacam que o cenário foi positivo, dado o contexto de retomada da economia depois da pandemia de Covid-19 e da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que distanciou o país das discussões de política climática internacional.
Origem das verbas
Os pesquisadores detalharam a região de origem, o tipo de instituição que destinou o recurso, o instrumento utilizado no financiamento, o setor beneficiado e o uso climático. A Europa Ocidental foi a principal financiadora: 50% dos recursos (R$ 13,3 bilhões/ano) vieram da região. Na sequência, vieram a América Latina e o Caribe, com 18,2% (R$ 4,83 bilhões/ano). Neste último caso, a maior parte dos recursos vem de bancos multilaterais, como o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). No ranking de países, a líder foi a França com 13% do total (R$ 3,5 bilhões/ano) que chegou ao Brasil. Em seguida, aparecem China (11,6%), Espanha (10%), Reino Unido (9,5%) e Estados Unidos (9%).
Instituições públicas mobilizaram 58% do financiamento climático internacional para o Brasil, R$ 15,4 bilhões/ano em valores absolutos.
Setor privado
Instituições privadas movimentaram 42%, o que equivale a R$ 11,2 bilhões/ano. Mesmo que menor do que o público, o valor vindo do setor privado merece destaque por ter crescido quatro vezes em relação ao período anterior.
O estudo mapeou os tipos de instrumentos comerciais utilizados para o financiamento climático. Foram basicamente quatro: crédito, crédito concessional, equity e doações. O crédito comum é aquele em que há antecipação de recursos com compromisso de pagamento posterior acrescido de juros. No caso do crédito concessional, o financiamento é feito com taxas abaixo do mercado. O equity é diferente dos casos anteriores porque o investidor antecipa os recursos em troca de uma fatia do negócio e participação de lucro.
Entre 2021 e 2022, R$ 17,28 bilhões de financiamento vieram por meio de crédito comum, R$ 6,42 bilhões por meio de equity, R$ 1,68 bilhões em crédito concessional e R$ 0,82 bilhões em doações. O setor de energia foi o que recebeu mais recursos (53%), com destaque para projetos de geração solar e eólica (80%). A pesquisa mostra que o financiamento para energia cresceu 165% no Brasil, passando de R$ 8,7 bilhões/ano para R$ 14,0 bilhões/ano. O resultado supera a tendência global de aumento de 53% no período.
Florestas
Logo em seguida, veio a categoria Intersetoriais com 20% (R$ 5,4 bilhões/ano); agropecuária, florestas, outros usos da terra e pesca com 11% (R$ 2,9 bilhões/ano), transporte com 11% (R$ 2,9 bilhões/ano) e água e saneamento com 5% (R$ 1,3 bilhão/ano). No setor de agropecuária e florestas, a maior parte dos recursos foi para o subsetor agricultura (72%, R$ 2,11 bilhões). O subsetor de florestas recebeu R$ 623 milhões/ano, apenas 2% do financiamento internacional para o país. Os pesquisadores consideram o financiamento para o setor muito aquém do potencial. Principalmente, se for levado em conta que ele é responsável por três quartos das emissões de gases de efeito estufa do país, segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG). Os pesquisadores também mapearam o tipo de uso climático feito com os recursos do financiamento climático internacional. A maior parte (80% ou 21,4 bilhões/ano) foi exclusivamente para mitigação. No glossário ambiental, o termo se refere à redução das emissões de gases de efeito estufa.
Adaptação climática
Apenas 5% dos fluxos mapeados (R$ 1,4 bilhão/ano) foram investidos em adaptação climática. O termo se refere às ações para reduzir a vulnerabilidade de sistemas naturais e humanos às mudanças climáticas.
Recursos que contribuem tanto para a mitigação quanto para a adaptação somaram R$ 3,8 bilhões/ano (14%).
“O governo brasileiro tem adotado uma série de iniciativas para criar condições de investimento favoráveis para que o capital estrangeiro financie projetos alinhados com a agenda climática nacional, como a Plataforma de Investimentos Climáticos e Transformação Ecológica (BIP), o Eco Invest Brasil e a emissão de títulos soberanos sustentáveis. Compreender o status atual de financiamento é crucial para medir o impacto dessas iniciativas e ampliar sua efetividade”, finaliza Chiavari.
Alvo de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa (Alepe), o contrato de comunicação do governo de Pernambuco, que pode chegar ao valor de R$ 1,2 bilhão, também é motivo de disputa no Supremo Tribunal Federal (STF).O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) recorreu ao STF na última segunda-feira (4) para derrubar uma liminar do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) que autorizou a execução da licitação. Uma decisão anterior do TCE, em junho, havia suspendido o certame. Quatro agências de publicidade venceram a licitação da Secretaria estadual de Comunicação, com um contrato anual de R$ 120 milhões e a possibilidade de prorrogação por até dez anos, chegando à quantia bilionária. Em decisão monocrática do conselheiro Eduardo Porto, o Tribunal de Contas suspendeu a maior parte do certame através de uma medida cautelar, sob o entendimento que a comissão avaliadora das empresas concorrentes não apresentou as notas individuais de cada julgador, como é previsto por lei. Relator do caso, Eduardo é sobrinho do presidente da Alepe, Álvaro Porto (PSDB), adversário político da governadora Raquel Lyra (PSD).
A denúncia é de autoria do advogado Pedro Queiroz Neves, primo do conselheiro do TCE Carlos Neves, ex-assessor jurídico do ex-governador Paulo Câmara (PSB). O denunciante também é associado ao gabinete do deputado estadual Rodrigo Farias (PSB).
Deputados estaduais de oposição fizeram coletiva de imprensa para sugerir irregularidades em contrato de publicidade do governo Raquel Lyra (Foto: Francisco Silva/DP Foto) A suspensão do TCE foi derrubada por uma decisão liminar do desembargador Fernando Cerqueira, do Tribunal de Justiça, no dia 28 de julho, apontando a ausência de requisitos mínimos para a decretação de uma medida cautelar. Ele atendeu um pedido de uma das empresas ganhadoras da licitação – a agência E3 Comunicação Integrada. O conselheiro Rodrigo Novaes, ex-deputado estadual pelo PSB, recorreu ao TJPE na última quinta-feira (31) para reaver a suspensão do contrato. Já o presidente do Tribunal de Contas, Valdecir Pascoal, acionou o STF para derrubar a liminar.
Empresa associada a parente de Raquel
A licitação do governo é alvo de outra denúncia no Tribunal de Contas, que aponta possíveis irregularidades na contratação da agência E3 Comunicação Integrada, uma das quatro vencedoras do certame e a responsável por acionar o TJPE. Esta denúncia é a base para a CPI aberta na Alepe nesta semana.De acordo com o texto, a empresa não possuía filial no Recife até vencer a licitação, em abril deste ano. A sede da E3 foi aberta em quatro salas em um imóvel no bairro do Pina no nome de Waldemiro Ferreira Teixeira, conhecido como “Dodi”, primo da governadora Raquel Lyra, e em outras salas da empresa Pozitiva, da qual Dodi seria “sócio oculto” – acusação baseada na proximidade de Dodi com o proprietário da Pozitiva.Além disso, a denúncia também aponta que uma gerente da empresa Makplan Marketing e Planejamento, de propriedade de Dodi e de Marcelo José Pimentel Teixeira, tio de Raquel, foi contratada como diretora de operações da E3 em Pernambuco.O texto foi tema de uma coletiva de imprensa realizada por deputados estaduais da oposição uma semana antes de retornarem do recesso parlamentar. Eles disseram que iriam entrar com ações contra a gestão estadual. A mesma denúncia foi divulgada pela deputada Dani Portela (PSOL) em suas redes sociais.
CPI “política”
A abertura da CPI na Assembleia Legislativa foi requerida por Dani Portela e assinada por 18 parlamentares, incluindo o presidente Álvaro Porto. Agora, as bancadas devem indicar seus representantes na comissão até o dia 18 de agosto.O “blocão” governista tem direito a quatro cadeiras na CPI, enquanto o bloco do PSB, PSOL e Republicanos possui três. O União Brasil e o PL têm apenas uma indicação cada. Enquanto o União deve se aliar à oposição, o Partido Liberal pode pender para o governo, apesar de três de seus cinco deputados terem assinado a abertura da CPI.Nos bastidores, o coronel Alberto Feitosa é considerado “isolado” ao lado do PSB, enquanto Renato Antunes e Nino de Enoque votam com os governistas. É esperado que Joel da Harpa e o atual líder da bancada, Abimael Santos, se alinhem com o Executivo. A bancada do PL tem uma reunião marcada com Raquel Lyra na próxima semana para discutir política.Para os deputados governistas, a CPI é puramente política. Aliados de Raquel afirmam que a comissão já nasce “morta” e “vazia”, sem objetivos claros e sem cumprir requisitos mínimos. Questionada sobre a abertura da CPI, a governadora disse “não temer a ação dos opositores”. “Temos bons desafios lá na frente, que não são justos, que estão colocados lá querendo me impor medo. Mas eu não tenho medo de mudança. Nada do que se coloca à nossa frente nos faz ter menos do que mais força para seguir em frente”, declarou, durante a abertura do Circuito Literário de Pernambuco (Clipe), em Olinda.
O presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) decidiu indicar a punição do afastamento do mandato por até seis meses para os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Zé Trovão (PL-SC), Júlia Zanatta (PL-SC), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Camila Jara (PT-MS).
Todas as decisões foram tomadas em razão do tumulto nesta semana, quando bolsonaristas resolveram impedir o início da sessão da Câmara ocupada a Mesa Diretora do plenário. A decisão ainda precisa passar pelo crivo do Conselho de Ética, o que deve já acontecer nos próximos dias. Segundo comunicado da Secretaria-Geral da Mesa, todas as denúncias sobre condutas praticadas durante o motim foram encaminhadas à Corregedoria Parlamentar. Um ofício enviado por PT, PSB e PSOL, que pede a suspensão de cinco parlamentares, deu o pontapé inicial às representações. Alguns desses nomes já passavam por análise de Motta – ao menos por enquanto, Paulo Bilynskyj (PL-SP) deverá ser poupado e não será afastado do mandato. Uma petista foi adicionada à lista de sancionados.Camila Jara foi acusada por Nikolas Ferreira (PL-MG) de empurrá-lo durante a confusão para reestabelecer o controle do plenário. A deputada petista nega que tenha agredido. Em nota, a assessoria da parlamentar afirmou que havia um “empura-empurra” na Casa e que ela afastou Nikolas, que pode ter se desequilibrado. Como mostrou o Estadão, Pollon foi o último a resistir e foi ele quem teve que ceder a cadeira da presidência da Câmara para Motta retomar os trabalhos. Dias antes, ele chamou o presidente da Câmara de “bosta” e “baixinho de um metro e 60”.
REPRESENTAÇÃO CONTRA DEPUTADOS
Na representação, os partidos de esquerda dizem que Zé Trovão tentou impedir fisicamente Motta de conseguir voltar à Mesa Diretora. “A liberdade de expressão parlamentar não abrange o direito de impedir fisicamente o exercício legítimo de função pública”, diz o documento.
A expectativa é que o Conselho de Ética tenha uma semana movimentada. Além de todas as representações sobre a confusão que paralisou os trabalhos da Câmara nesta semana, devem enfim chegar ao colegiado outra representações já apresentadas à Mesa Diretora sobre outros parlamentares como Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos. Já foram protocolados um pedido de suspensão e um de cassação de Eduardo.Pessoas familiarizadas com a movimentação na Câmara estimam que mais de 20 representações devem chegar ao Conselho. A obstrução da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso teve fim após mais de 30 horas, no final da noite desta quarta-feira, 6. Os congressistas, que impediram fisicamente que os trabalhos legislativos iniciassem nesta terça-feira, 5, após o recesso parlamentar, tinha como exigência que três projetos fossem pautados pelos presidentes da Câmara e do Senado Federal.
Em uma sociedade marcada pelo excesso de redes sociais, vídeos curtos e dinâmicos e pela velocidade da informação, crianças e adolescentes têm sido cada vez mais afetados por transtornos emocionais, entre eles: a ansiedade. Nos últimos dez anos, os atendimentos por transtornos de ansiedade dispararam entre o público jovem no Brasil, com aumento de 2.500% para a faixa de 10 a 14 anos no Sistema único de Saúde (SUS), de acordo com o Ministério da Saúde. O crescimento ainda é mais alarmante entre adolescentes de 15 a 19 anos, quando o número de registros saiu de 1.534, em 2014, para 53.514, em 2024.
A tendência também aparece nos registros da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Em 2023, a taxa de transtornos de ansiedade entre crianças e adolescentes superou a dos adultos. Foram 125,8 casos por 100 mil habitantes na faixa de 10 a 14 anos e 157 casos por 100 mil entre jovens de 15 a 19 — contra 112,5 entre adultos com mais de 20 anos.
Diante desses dados, o ambiente escolar se coloca como um espaço importante para enfrentar esse desafio. O cuidado com a saúde emocional dos estudantes, mais do que uma ação complementar, deve se tornar parte do próprio processo educativo. “Hoje, não é incomum que de cada turma que a gente tem em uma escola, uma porcentagem considerável dos jovens receba algum tipo de abordagem ou tratamento à companhia“, afirma o médico e educador Jairo Bouer, palestrante da Jornada Bett, que acontecerá em agosto, no Recife. “Essa é a ponta do Iceberg de uma questão maior, que é a questão de como os jovens estão lidando com suas emoções, com os seus pensamentos, com as suas percepções de mundo hoje em dia. Neste sentido, acho que é muito importante a gente começar a trabalhar a questão das habilidades socioemocionais desde muito cedo“, complementa o especialista. Bouer defende que não é necessário criar disciplinas exclusivas para lidar com saúde emocional. A integração desse tema pode ocorrer de forma transversal, sem que haja sobrecarga nos professores e educadores, que aproveite situações do cotidiano escolar, livros, textos e atividades que já fazem parte do planejamento pedagógico. “Livros que estimulem essa discussão, que permitam que haja um espaço pra que os jovens possam falar dessas suas questões, eu acho que são ferramentas muito importantes“, comenta.
Jairo Bouer – DIVULGAÇÃO PESSOAL
Segundo o médico, a escola tem um papel fundamental como espaço de construção de vínculos e referência emocional para os estudantes, mas essa tarefa deve ser feita em comunidade. “Dividindo essas questões com os pais, com os familiares, com os responsáveis, com os tutores, onde as interações sociais são muito importantes“, afirma.
Cuidado como estrutura da aprendizagem será tema da Jornada Bett Nordeste
A importância da saúde emocional no ambiente escolar será um dos eixos principais da JornadaBett Nordeste 2025. O evento acontece nos dias 27 e 28 de agosto, no Recife Expo Center, e reunirá mais de dois mil participantes, entre gestores, professores e lideranças da educação. A visitação é gratuita e as inscrições estão abertas. Com o tema “Uma nova aprendizagem para construir futuros regenerativos”, a Jornada propõe uma reflexão sobre o papel do cuidado como parte central do processo educativo. “A gente não pode mais falar de educação sem falar de cuidado — com quem aprende e com quem ensina. A escola precisa ser um espaço de escuta, acolhimento e desenvolvimento integral”, afirma Adriana Martinelli, diretora de conteúdo da Bett Brasil.
Adriana Martinelli – DIVULGAÇÃO
Segundo ela, os chamados “4 C’s da aprendizagem” — Cuidado, Convivência, Consciência e Criação — foram definidos para orientar a programação. A escolha reforça que o desenvolvimento socioemocional não é acessório, mas parte fundamental da formação de estudantes preparados para lidar com os desafios da atualidade. “Quando a gestão valoriza o cuidado, isso se traduz em ações concretas: escuta ativa das equipes, conversas frequentes com coordenadores e professores, construção coletiva de soluções para os desafios do dia a dia”, explica Adriana. A Jornada Bett também dará espaço a experiências como as mentorias personalizadas, que acompanham o desenvolvimento integral dos estudantes, considerando aspectos acadêmicos, emocionais, sociais e físicos.
Evento de educação no Recife
Jornada Bett – Nordeste – DIVULGAÃ?Ã?O
Com mais de 20 horas de conteúdo e mais de 60 palestrantes confirmados, a Jornada BettNordeste terá formatos interativos, como o “Aquário”, que convida o público a participar ativamente das discussões.
“Não é só ouvir, é refletir junto, compartilhar experiências e sair transformado”, diz Adriana. O evento também contará com um auditório exclusivo dedicado à educação pública, além da presença de empresas e instituições que apresentarão soluções em tecnologia, gestão e metodologias voltadas à aprendizagem.
A lentidão nos repasses do Novo PAC em Pernambuco vem reduzindo o volume de investimentos previstos no orçamento estadual e obrigando o governo a destinar recursos próprios para obras de responsabilidade federal. O último balanço do programa, divulgado pelo governo federal em abril, mostra o Estado com o terceiro menor índice de repasses do Nordeste (44,5%), melhor apenas do que Sergipe (39,3%) e Piauí (42,1%). No Brasil, Pernambuco tem o 9º pior desempenho. Apesar da situação estadual, o PAC está atrasado em todo o País.
Do total de R$ 35,4 bilhões previstos no orçamento para o Estado até o fim de 2026, apenas R$ 15,8 bilhões (44,5%) foram executados. Outros R$ 8,7 bilhões estão programados para o período pós-2026, o que eleva o total projetado para R$ 44,2 bilhões. No levantamento, Pernambuco aparece com 1.444 empreendimentos listados. Desses, 219 foram concluídos até o fim de 2024. A lista inclui veículos de transporte escolar, construção de creches e escolas, unidades do Samu, quadras esportivas e obras em universidades. Para o secretário estadual de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional, Fabrício Marques Santos, o problema não está apenas no atraso nos repasses, mas na falta de clareza na gestão do PAC. “O recurso federal chega com dificuldade. O Brasil precisa ter um modelo de governança do PAC. Eu sou um crítico disso nacionalmente. Porque, se a gente não tiver um modelo de governança, como é que eu posso ser parceiro de algo que eu não tenho clareza?”, questiona. O anúncio de R$ 91,9 bilhões em investimentos para Pernambuco no lançamento regional do programa, em setembro de 2023, criou uma expectativa que não se confirmou. Esse valor geral leva em consideração várias fontes, como recursos do governo federal (via Orçamento da União), estatais (como Petrobras e Eletrobras), parcerias público-privadas (PPPs) e investimento privado induzido (como concessões rodoviárias e ferroviárias). O disponível, de fato, no Orçamento da União para o Estado é R$ 35,4 bilhões. “Mais de 70% desses investimentos anunciados são na modalidade do ‘PAC intenção’: diz que vai fazer, se tiver orçamento, projeto e viabilidade. Isso gera frustração. Menos de 10% dos investimentos previstos no PAC chegaram à ponta até agora”, diz.
Estado banca obras federais
Entre as obras assumidas com recursos do Estado está o Arco Metropolitano do Recife, considerado pelo Ministério dos Transportes uma das soluções para um dos maiores estrangulamentos logísticos do País. A via, que deveria ser financiada pela União, começará a ser executada com operações de crédito estaduais. “Teoricamente, não faz sentido um estado pobre bancar uma rodovia federal. Mas não podemos esperar. O impacto sistêmico para Pernambuco é imensurável”, justifica o secretário.
Barragem de Gatos, no município de Lagoa dos Gatos – Aluísio Moreira/divulgação
O mesmo ocorre com barragens de contenção das chuvas na Zona da Mata Sul, previstas para receber verbas federais, mas que estão sendo tocadas com recursos estaduais para evitar riscos e paralisações.
Menos dependência
Na avaliação do secretário, depender do PAC para planejar investimentos estaduais é arriscado. “Se a gente for planejar a partir de R$ 90 bilhões, vai quebrar o Estado. É melhor trabalhar com o que é garantido do que prometer com base em recursos que não existem. O PAC é importante, mas não pode ser o centro da política de investimento do Estado”, observa.
A LDO 2026, enviada à Assembleia Legislativa na última sexta-feira (1º), prevê receita de R$ 58 bilhões e investimento de R$ 6,1 bilhões. A expectativa é cumprir esse volume de investimento, porque a LDO já foi pensada com menor dependência de repasses do governo federal. “Na LDO 2025 colocamos uma previsão de investimentos de R$ 5,7 bilhões, mas estávamos esperando pelo menos R$ 1 bilhão da União, o que não deve se concretizar. Diante disso, esperamos executar entre R$ 4,5 bilhões e R$ 5 bilhões, o que historicamente já é um dos maiores investimentos”, destaca Santos.
A previsão é que a dependência de recursos do PAC no investimento caia de 20% na LDO 2025 para algo em torno de 5% em 2026. O que a gestão quer dizer é que o patamar de investimentos será mantido mesmo que obras federais continuem sem repasse integral.
Atrasos no PAC
Lançamento regional do PAC em Pernambuco aconteceu em setembro de 2023, com presença do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e da governadora Raquel Lyra – Guga Matos/JC Imagem
A lentidão nos repasses do PAC é problema comum no Brasil. Vitrine do governo federal, as obras sofrem com restrições de recursos e paralisações. Para cumprir o arcabouço fiscal (regras de limites para os gastos públicos) e as metas, a equipe econômica anunciou um bloqueio de R$ 31,3 bilhões no orçamento deste ano. Essa limitação atinge em cheio o PAC, que é prejudicado pelo contingenciamento sofrido pelos ministérios. Em declarações à imprensa, representantes da Casa Civil — que controla o PAC — têm dito que os desembolsos do PAC não deixaram de acontecer, mas que os investimentos têm sido menores. Procurada pela reportagem do JC para comentar o atraso nos repasses dos recursos do PAC em Pernambuco, a Casa Civil respondeu que precisava de mais tempo, o que lhe foi concedido, mas não respondeu até a publicação desta matéria.
O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou, nesta quinta-feira (7/8), proposta orçamentária de R$ 1 bilhão para 2026. A previsão foi aprovada durante sessão administrativa e será enviada ao Ministério do Planejamento e Orçamento para compor a proposta orçamentária da União para 2026. A proposta do STF para o ano vem teve aumento em relação ao orçamento deste ano, que ficou em R$ 953 milhões. No relatório em que votou a favor da aprovação do orçamento, o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, destacou que a Corte foi obrigada, por “fatores externos”, a aumentar os gastos com segurança.
Em 2020, o gasto com a proteção das instalações e com segurança dos ministros foi R$ 40 milhões. No ano que vem, o valor proposto é de R$ 72 milhões.
“Essa é uma despesa que tem causas externas ao tribunal. Vem do aumento das hostilidades ao Supremo Tribunal Federal, que são fato público e notório. O risco à segurança aumentou a necessidade de investir em infraestrutura, tecnologia e equipamentos e aumento de pessoal (servidores e terceirizados), com severo impacto no orçamento, mas inevitável”, justificou Barroso.
No relatório, o ministro também afirmou que os gastos da Corte estão dentro dos limites fiscais.
“Como mencionado no relatório, ao montante de despesas primárias com receitas do Tesouro (obrigatórias e discricionárias), foi acrescido o campo de despesas discricionárias com receitas próprias do tribunal”, completou o ministro.
Apaixonada por ingredientes naturais, Gisele Bündchen tem nos chás uma presença constante em sua rotina de autocuidado. A modelo costuma combinar diferentes ervas e raízes para criar infusões que atendem a momentos específicos do dia, como energizar pela manhã ou acalmar o corpo antes de dormir. Além de saborosos, esses blends carregam benefícios para a saúde, como o alívio de dores abdominais leves, um incômodo comum, muitas vezes sinal de que o sistema digestivo não está funcionando como deveria. Algumas plantas medicinais, frequentemente usadas em chás como os que fazem parte do dia a dia de Gisele, têm compostos naturais que ajudam a reduzir desconfortos, como é o caso do gengibre e a hortelã. A seguir, veja mais cinco opções com propriedades digestivas e calmantes.
1. Chá de hortelã-pimenta Muito usado em receitas detox – e também presente nas misturas matinais de Gisele -, o chá de hortelã-pimenta ajuda a relaxar os músculos do trato digestivo e a reduzir espasmos causados por gases. Para preparar, amasse uma colher de folhas frescas e adicione água fervente. Deixe abafado por 15 minutos e coe.
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3. Chá de erva-doce Um clássico para aliviar o inchaço abdominal, …
247 – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos‑PB), declarou que está em análise a possibilidade de punições aos parlamentares que protagonizaram o tumulto na sessão de retomada dos trabalhos legislativos. A declaração foi dada em entrevista à coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, nesta quinta-feira (8/8).
“Existem pedidos de lideranças para punir este ou aquele deputado. Estamos avaliando. É uma decisão conjunta da Mesa. Mas está, sim, em avaliação a possibilidade de punição a alguns parlamentares que ontem [quarta-feira, 6/8] se excederam, digamos assim, do ponto de vista de dificultar o reinício dos trabalhos”, afirmou Motta. Segundo ele, entre as medidas previstas estão sanções regimentais, como a suspensão de mandato, e já há uma apuração em curso com base nas imagens do ocorrido. “Atitudes que não colaboram para o bom funcionamento da Casa precisam ser coibidas”, disse.
Pressão da oposição e tumulto na retomada
O episódio citado por Motta se deu na noite de quarta-feira (6/8), quando diversos deputados da oposição ocuparam a Mesa Diretora da Câmara como forma de pressão para a votação do projeto de anistia a partidos e da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com o foro privilegiado. A ação causou um atraso de duas horas na abertura oficial da sessão de reinício dos trabalhos legislativos.
Após a resistência, Hugo Motta conseguiu reassumir seu lugar na Mesa Diretora e deu início à sessão. Em seu discurso, o presidente da Câmara mandou um recado direto aos colegas: “Projetos pessoais não estão à frente do povo”.
Motta nega acordo e reafirma autoridade da presidência
Líderes da oposição afirmaram à imprensa que houve um acordo com a presidência da Câmara para desobstrução da Mesa em troca da garantia de votação do projeto da anistia. Hugo Motta, no entanto, negou qualquer tipo de negociação.
“A presidência da Câmara é inegociável. Quero que isso fique bem claro. As matérias que estão saindo sobre a negociação feita por esta presidência para que os trabalhos fossem retomados não estão vinculadas a nenhuma pauta”, afirmou o parlamentar à imprensa nesta quinta-feira. Em tom firme, acrescentou: “As prerrogativas da presidência não são tratadas nem com a oposição, nem com o governo, nem com absolutamente ninguém”.
Decisão caberá à Mesa Diretora
Apesar de reconhecer que há pressão por sanções, Hugo Motta ressaltou que qualquer decisão nesse sentido será coletiva e respeitará os trâmites regimentais. “É uma decisão conjunta da Mesa”, repetiu, indicando que não tomará nenhuma medida isoladamente. O episódio reacende o debate sobre a relação entre governo, oposição e o papel institucional da presidência da Câmara diante de crises e tentativas de obstrução legislativa.
Com a tensão ainda no ar e as imagens sendo analisadas, a expectativa é que nos próximos dias a Mesa Diretora delibere sobre eventuais sanções aos parlamentares envolvidos no episódio.
A IGREJA EM JERUSALÉM Doutrina, Comunhão e Fé: A Base para o Crescimento da Igreja em meio às Perseguições
A narrativa de Atos 4 apresenta uma igreja cujo amor cristão era o princípio organizador da vida e da convivência entre os crentes. A generosidade não foi imposta, tampouco ocasional, mas voluntária e constante. Nesta lição, observamos como a presença do Espírito Santo produziu uma igreja sensível, onde a comunhão se expressava em ações concretas. Trata-se, portanto, de um modelo eclesiológico que desafia a prática cristã em qualquer tempo e cultura.
TEXTO ÁUREO Todos os que creram pensavam e sentiam do mesmo modo. Ninguém dizia que as coisas que possuía eram somente suas, mas todos repartiam uns com os outros tudo o que tinham. (At 4.32 NTLH). Essa passagem está inserida em uma seção narrativa do livro de Atos (2–6), na qual Lucas descreve o crescimento e a vida coletiva da igreja primitiva em Jerusalém. O texto em análise apresenta um ideal, resultado da obra do Espírito no coração dos crentes. Esse ideal se expressa em pelo menos quatro áreas: 1. Unidade: “um só coração e uma só alma”. 2. Desapego dos bens: ninguém dizia que algo era “seu”, pois via seus recursos como bênçãos para repartir. 3. Generosidade: o texto seguinte (4.34–35) mostra que havia distribuição conforme a necessidade. 4. Testemunho visível: esse estilo de vida impactava os de fora e fortalecia a comunhão interna. Embora o ideal seja exaltado, o texto bíblico logo mostra que a realidade da igreja visível é marcada por falhas, tensões e desafios éticos. Duas observações se destacam: Em primeiro lugar, destacam-se os inúmeros problemas internos. Logo após o relato, Lucas narra a história trágica de um casal que fingiu compartilhar tudo, mas mentiu. Temos o problema de Atos 6, onde os bens não estavam sendo repartidos corretamente e a pobreza que assolou a igreja. Em seguindo lugar, a presença dos aproveitadores. A generosidade da igreja primitiva correu o risco de ser explorada. Em outras cartas, como 2 Tessalonicenses, Paulo adverte contra aqueles que se recusavam a trabalhar, mas desejavam viver à custa dos irmãos. Ele afirma: “se alguém não quer trabalhar, também não coma” (2Ts 3.10). Não podemos ignorar o modelo bíblico de partilha e vida comum, mas também não devemos romantizar ou tentar replicar mecanicamente uma prática que pertenceu a um contexto histórico específico. O desafio é traduzir o princípio em ações fiéis, prudentes e coerentes com a verdade do evangelho.
VERDADE PRÁTICA O amor é o elo que mantém a unidade da igreja local. Sem o amor, não existe relacionamento cristão saudável. Nenhum mandamento de Deus pode ser ignorado. Como Criador, Ele exige obediência completa. Quando Jesus foi questionado sobre qual é o maior mandamento, respondeu que o mais importante é amar a Deus com todo o ser e, em seguida, amar o próximo como a si mesmo (Mc 12.30-31). O amor é o princípio que sustenta toda a vida cristã. Ele organiza nossas virtudes, dá sentido ao nosso comportamento e torna a obediência verdadeira e livre. Sem amor, qualquer prática religiosa perde valor diante de Deus, que se importa tanto com nossas ações quanto com nosso caráter. Antes de chamar a Igreja para pregar, Deus a convoca para o exercício do amor. Visto que o amor é o elo que mantém a igreja unida, em nenhuma hipótese, ele deve ser negligenciado. Imagine um prédio imponente, construído com as melhores técnicas e materiais. Esse edifício tem paredes fortes, pilares firmes, janelas belas e portas seguras. Contudo, todo esse edifício desabaria rapidamente se não tivesse uma base sólida, um fundamento estável. Assim é o amor na vida cristã. Podemos ter conhecimento bíblico, práticas religiosas corretas e moralidade exemplar, mas sem o amor verdadeiro, tudo desmorona. O amor é o fundamento que sustenta e dá sentido à nossa fé, à nossa obediência e à nossa comunhão com Deus e com os outros.
1. O AMOR MANIFESTADO NA COMUNHÃO CRISTÃ 1.1 O crescimento da Igreja Cristã. A LIÇÃO DIZ: Nesse ponto de sua narrativa, Lucas se refere à igreja como a “multidão dos que criam” (v.32). Essa expressão pode ser entendida com o sentido de um “grande número” ou “assembleia”. A Igreja que havia começado com 120 discípulos, agora é uma grande multidão. Uma igreja pequena possui a mesma natureza e essência de uma igreja grande. Assim como uma igreja grande, uma pequena igreja também enfrenta seus problemas e desafios. Contudo, os desafios e problemas de um grande povo são maiores em proporção em relação a uma pequena. Eles se tornam mais complexos e, portanto, mais desafiadores. A congregação dos que criam havia crescido tão rapidamente que já não podia ser numerada. Esse crescimento extraordinário foi resultado direto do que é registrado no versículo 31, quando aqueles que foram “cheios do Espírito Santo […] anunciavam com ousadia a palavra de Deus”. O texto descreve um dos períodos mais notáveis da igreja em Jerusalém. Contudo, o pastor José Gonçalves chama a atenção para as dores associadas ao crescimento. Nenhum processo de expansão ocorre sem o surgimento de desafios. O crescimento da igreja, embora desejável, traz consigo tensões que exigem maturidade, discernimento e firmeza doutrinária para serem superadas. Dessa forma, apresentam-se a seguir alguns dos problemas enfrentados pela igreja que cresce: 1.1.1 Dificuldade em preservar a unidade espiritual. Com o aumento do número de membros, torna-se mais difícil manter uma comunhão verdadeira entre todos. O risco de fragmentações internas, formação de grupos fechados e conflitos por preferências pessoais aumenta significativamente. 1.1.2Fé superficial. O crescimento numérico, muitas vezes, não é acompanhado por um crescimento espiritual proporcional. 1.1.3Sobrecarga da liderança pastoral. À medida que a demanda por cuidado espiritual aumenta, pastores e líderes podem ser sobrecarregados. A necessidade de aconselhamento, visitas, discipulado, administração e ensino se torna mais intensa. 1.1.4 Complexidade organizacional. Uma igreja pequena pode funcionar de maneira mais simples e espontânea. Contudo, à medida que cresce, surgem demandas organizacionais inevitáveis: gestão de espaço, comunicação interna, ministérios diversificados, divisão por faixas etárias, controle financeiro e planejamento de atividades. 1.2 Os desafios do crescimento. A LIÇÃO DIZ: Assim, vemos a Igreja de Jerusalém crescer em escala geométrica. Ela se multiplicava (At 6.7) e com isso os desafios também eram maiores. Como essa igreja, que até pouco tempo não passava de um pequeno número, se comportaria com o novo formato adquirido? Apontamentos necessários: Em primeiro lugar, é comum que observadores externos se apressem em apontar falhas, criticar ou sugerir soluções simplistas para os problemas da igreja. No entanto, tais dificuldades são plenamente compreendidas apenas por aqueles que participam ativamente das demandas do corpo de Cristo. Em segundo lugar, não se deve ignorar nem dissimular a existência dos problemas. Eles precisam ser reconhecidos e enfrentados com sabedoria e responsabilidade. Em terceiro lugar, os problemas não devem desviar a igreja dos fundamentos essenciais de sua fé. Caso a igreja negligencie a Palavra de Deus e a oração na tentativa de resolver suas dificuldades, acabará gerando conflitos ainda maiores do que os inicialmente enfrentados. Permanecer firme nos fundamentos espirituais é indispensável para que as soluções sejam consistentes e agradáveis a Deus. Em quarto lugar, as atividades da igreja não devem estar concentradas em uma única pessoa. É necessário que líderes sejam separados com base em princípios bíblicos e devidamente preparados à luz da Palavra de Deus para o exercício do ministério. Por fim, é em Cristo, no amor fraternal e na unidade do corpo que a igreja encontra a base sólida para enfrentar todas as dificuldades. Textos sobre a responsabilidade mútua dos cristãos: • “Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.” (Jo 13.34,35). • “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.” (Rm 12.10). • “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor.” (Gl 5.13). • “Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz.” (Ef 4.2,3). • “Consolai-vos uns aos outros e edificai-vos reciprocamente, como também estais fazendo.” (1Ts 5.11). • “Consideremo-nos também uns aos outros para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns.” (Hb 10.24,25). • “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.” (1Jo 4.7,8). 1.3 A vida interior. A LIÇÃO DIZ: A expressão “era um o coração e a alma” (At 4.32) mostra a igreja em sua essência, revelando sua união interna. O Espírito Santo capacitou poderosamente os cristãos para cumprir a missão fora da igreja (At 1.8), para a tarefa do evangelismo (At 4.31,33; 8.6,7), mantendo os crentes unidos internamente.“Da multidão dos que creram era um o coração e a alma”. Isto é, todos os crentes tinham os mesmos pensamentos (“coração”) e os mesmos desejos (ou a mesma disposição) (“alma”).O texto aparece assim em algumas traduções mundo a fora: “Todos os crentes, que eram muitos, pensavam e sentiam da mesma maneira”; “… tinham a mesma maneira de pensar e de sentir”. “Eram como se fossem uma só pessoa nos seus pensamentos e nos seus desejos”; ou, “Todos pensavam a mesma coisa e queriam a mesma coisa”. Essa união gerou frutos evidentes. Em primeiro lugar, foi pela unidade interna que a evangelização se fortaleceu. A proclamação do evangelho feita com ousadia (At 4.31,33) era sustentada pela integridade da comunhão. O êxito evangelístico se dava por meio da unidade. Uma igreja dividida não evangeliza com poder, porque seu testemunho contradiz a mensagem do Evangelho. Em segundo lugar, essa união fortaleceu a vida comunitária. A igreja cresceu não apenas numericamente, mas em discipulado, mutualidade e testemunho. Os que criam se tornavam parte de um corpo vivo, e aprendiam a viver o evangelho no cotidiano, em amor e fraternidade. Por fim, essa união era visível ao mundo. O testemunho externo da igreja era marcado não por triunfalismo, mas por comunhão verdadeira. O mundo via e reconhecia que aquele povo vivia de modo diferente.
2. O AMOR COMO MANIFESTAÇÃO DA GRAÇA 2.1 A graça como manifestação do Espírito. A LIÇÃO DIZ: O melhor ambiente para a manifestação dos dons do Espírito é em uma igreja onde o amor de Deus está presente. Lucas nos informa que “os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus” (At 4.33). O contexto nos mostra que o Espírito opera em um ambiente que lhe é propício, isto é, onde a igreja está banhada no amor cristão. Observe no versículo 33 duas marcas de excelência de uma igreja: grande poder e abundante graça. Vance Havner relaciona outras quatro características: grande temor (5.5,11); grande perseguição (8.1); abundante alegria (8.8; 15.3); e um grande número de cristãos (11.21). A ressurreição do Senhor Jesus era o tema central da pregação apostólica (cf. At 2.24, 32; 3.15; 5.30; 10.40; 13.30, 33, 34, 37). Apesar de saberem que essa ênfase ofendia profundamente as autoridades judaicas, os apóstolos nunca ocultaram a verdade para evitar tal ofensa. Essa postura firme contrasta com a prática de muitos setores da igreja atual. Em nome da contextualização, termo frequentemente usado para suavizar a acomodação ao mundo, a mensagem do evangelho é despojada de tudo aquilo que possa ser considerado ofensivo. No entanto, os incrédulos precisam ser confrontados em seu pecado, pois, se não forem, jamais se voltarão a Cristo. Sobre o “grande poder”. Tratava-se de poder divino manifesto em seu mais alto grau, operando por meio dos apóstolos. O termo grego utilizado é megá dýnamis, isto é, “grande poder”. Essa expressão caracteriza de forma marcante a pregação e o testemunho apostólicos (cf. At 1.8), por pelo menos três razões fundamentais: 2.1.1 O testemunho apostólico estava solidamente fundamentado na Palavra de Deus (v. 29), com a convicção de que ela fora inspirada pelo Espírito Santo. 2.1.2 Os discípulos estavam plenamente conscientes de que haviam sido enviados e comissionados pelo próprio Jesus Cristo, o Senhor ressurreto (v. 33). 2.1.3 O poder do Espírito Santo, operando intensamente por meio dos discípulos (v. 31), produzia profunda convicção nos corações dos ouvintes quanto ao pecado, à justiça de Cristo e ao juízo divino (cf. Jo 16.8). O mesmo poder do alto continua disponível à igreja contemporânea. Onde o Espírito Santo opera com liberdade e autoridade, ali também haverá ousadia na proclamação, convicção nos corações e frutos visíveis da ação divina. 2.2. A graça como favor imerecido. A LIÇÃO DIZ: Há ainda um outro aspecto da graça de Deus revelada neste texto: “em todos eles havia abundante graça” (At 4.33). Isso significa que a graça de Deus estava manifestada tanto nos apóstolos como em toda a igreja. Esse texto não se encontra deslocado, mas é posto aqui com o propósito de mostrar a razão ou motivo daquele contagiante ambiente cristão. Uma igreja dinâmica, que demonstra amor para com seu próximo e na qual o Espírito Santo se manifesta de forma abundante, é uma igreja que reflete a graça de Deus. Como resultado da pregação poderosa dos apóstolos, abundante graça estava sobre todos eles. A palavra “graça”, no sentido de favor, pode ser entendida de duas formas. Primeiramente, como em Atos 2.47, pode referir-se ao favor do povo. Embora os líderes religiosos se opusessem aos apóstolos, o povo comum ainda não havia se voltado contra eles. Pelo contrário, ficava impressionado com o amor e a unidade entre os crentes. Em segundo lugar, e mais importante, a igreja primitiva contava com o favor de Deus. A comunhão caracterizada por amor, unidade e zelo evangelístico é sempre acompanhada pelas bênçãos divinas. Diante do exposto, é possível afirmar que: 2.2.1 Na linguagem popular, especialmente no contexto evangélico brasileiro, muitos usam a expressão “tô só a graça”para se referirem a um estado de fraqueza, desânimo ou até mesmo caos pessoal. Porém, esse uso está em completo contraste com o sentido bíblico da graça, especialmente conforme vemos em Atos 4.33. A menção de “abundante graça” no contexto do testemunho apostólico mostra que a graça de Deus não é apenas perdão, mas força capacitadora para a proclamação ousada do evangelho.
3. A MANIFESTAÇÃO DO AMOR NA SOLIDARIEDADE CRISTÃ 3.1 A busca pela equidade. A LIÇÃO DIZ: O Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa conceitua “equidade” como a “disposição de reconhecer igualmente o direito de cada um”. Assim, diferentemente da igualdade, a equidade não enxerga as pessoas como sendo todas iguais e, por isso, busca formas de ajustar o desequilíbrio entre elas. Em Jerusalém não havia nivelamento social, nem todos possuíam as mesmas condições. Havia pessoas mais abastadas, e havia pobres também. Estes, geralmente, em maior número. Logo, a igreja demonstrou ser sensível a essa realidade, procurando tratar dessa situação (At 4.34), sendo solidária com a situação dos menos favorecidos. O texto bíblico diz: Não havia nenhum necessitado entre eles, porque os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes e os depositavam aos pés dos apóstolos; então se distribuía a cada um conforme a sua necessidade. (At 4.34,35 NAA). A expressão “nenhum deles” mostra que essa atitude era característica de todos os crentes. Todos entenderam que tudo o que possuíam pertencia a Deus e que haviam recebido esses bens como mordomos, para administrar conforme a vontade divina. Assim, quando surgia uma necessidade, sentiam-se obrigados a usar os recursos dados por Deus para supri-la. Um teste muito prático do amor cristão é o quanto alguém está disposto a sacrificar financeiramente. Tiago pergunta: “Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e necessitarem do alimento cotidiano, e algum de vós lhes disser: ‘Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos’, mas não lhes der o necessário para o corpo, que proveito há nisso?” (Tg 2.15–16). O apóstolo João vai ainda mais direto ao ponto: “Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe fechar o coração, como permanece nele o amor de Deus?” (1Jo 3.17). O resultado prático da demonstração de amor em Jerusalém foi que “não havia entre eles necessitado algum”. Conclui-se que: 3.1.1 É necessário avaliar se, ao ajudarmos alguém, estamos realmente demonstrando amor ou apenas aliviando a consciência. Muitos doam apenas o que sobra, o que não usam mais, o que perderia o valor de qualquer forma. No entanto, a igreja em Jerusalém entregava aquilo que tinha valor. Eles vendiam propriedades e traziam os recursos para o sustento dos necessitados. Generosidade bíblica envolve sacrifício, não conveniência. 3.1.2 Muitos crentes vivem como se tudo o que têm fosse para consumo próprio. Organizam a vida para poupar, viajar, reformar, investir, mas não colocam nem 5% da mesma energia para socorrer quem passa necessidade. Na igreja de Jerusalém, ninguém retinha o que poderia suprir o outro. Eles não pensavam só em “ter”, mas em “compartilhar”. A pergunta é simples: você consegue cortar alguma coisa do seu orçamento para incluir alguém que precisa? 3.1.3 Uma igreja que arrecada muito, mas gasta quase tudo com estrutura, som, reforma, mídia e estética, enquanto ignora irmãos que enfrentam desemprego, abandono ou necessidades básicas, precisa urgentemente reavaliar suas prioridades. 3.2 Propriedade e compartilhamento. A LIÇÃO DIZ: Estudiosos observam que a igreja de Jerusalém vivia uma comunidade de compartilhamento, não de domínio. Os crentes mantinham a propriedade de seus bens, mas os disponibilizavam conforme a necessidade de cada um. Alguns interpretam essa prática como uma forma de comunismo primitivo. No entanto, conforme visto em Atos 2.44–46, isso não é correto. O uso do pretérito imperfeito indica uma prática contínua, e não um ato único e obrigatório de redistribuição de riqueza. Além disso, Atos 12.12 mostra que crentes ainda possuíam casas, e as palavras de Pedro a Ananias em Atos 5.4 confirmam que a venda de bens era voluntária. O destaque positivo dado a Barnabé por sua generosidade também reforça esse ponto: se fosse obrigatório, não haveria elogio. Ademais, não há registro de que outras igrejas tenham seguido esse modelo. Ryrie comenta: Não se trata de “comunismo cristão”. A venda dos bens era absolutamente voluntária (v. 34). O direito à propriedade particular não foi abolido. A comunidade só controlava os recursos a partir do momento em que estes haviam sido entregues voluntariamente aos apóstolos. A distribuição não era feita de maneira uniforme, mas de acordo com a necessidade. Não se trata de princípios comunistas, e sim da mais excelente demonstração de caridade cristã. 3.3 Um exemplo da voluntariedade. A LIÇÃO DIZ: O texto bíblico deixa claro que havia voluntariedade nos crentes em ajudar uns aos outros. Havia uma consciência de pertencimento e, por isso, ninguém deseja ver o outro excluído. Isso era a manifestação do grande amor de Deus derramado nos corações daqueles crentes. Vamos concluir em tom de advertência e exortação. Vou parafrasear as palavras do pastor José Gonçalves registradas no livro de apoio. Três aspectos fundamentais podem ser destacados na igreja de Jerusalém: (1) a supervisão apostólica, (2) a voluntariedade dos crentes e(3)a prática da solidariedade. Esses elementos aparecem de forma clara na narrativa e oferecem lições relevantes para a vida da igreja contemporânea. 3.3.1 Em primeiro lugar, a voluntariedade deve caracterizar o serviço cristão, tanto na esfera social quanto na dimensão missional. Embora alguns possam receber apoio financeiro para o desempenho de determinadas tarefas, tal remuneração não deve ser sua motivação principal. Quando o interesse material ocupa o lugar da obediência a Deus, o serviço torna-se deficiente e esvaziado de sentido espiritual. Isso não significa que a remuneração seja indevida, mas sim que o desejo de agradar a Deus deve ocupar o centro da motivação. 3.3.2 Em segundo lugar, além da voluntariedade, há a necessidade de possuir-se um espírito solidário. Uma igreja que não é solidária na sua essência deixou de ser Igreja. Por natureza, uma igreja necessita ser solidária. 3.3.3 Em terceiro lugar, toda igreja precisa de supervisão responsável. Os apóstolos atuavam como administradores fiéis das necessidades da igreja, zelando com sabedoria pelos bens e pelas decisões da congregação. A má gestão pode comprometer não apenas os recursos da igreja, mas também sua unidade e credibilidade. Em muitos casos, os maiores problemas enfrentados por igrejas não têm origem nos membros, mas na má administração de seus líderes. Aqueles que recebem autoridade para gerir o que lhes é confiado, especialmente no que se refere a recursos financeiros devem fazê-lo com responsabilidade e total transparência. A ausência de prestação de contas pode gerar desconfiança, insatisfação e murmuração no seio da igreja. Por isso, a liderança deve primar por uma gestão ética, transparente e orientada pelos princípios das Escrituras.
CONCLUSÃO A igreja de Jerusalém demonstrou que o amor cristão, quando operado pela graça de Deus, gera unidade, desprendimento e responsabilidade mútua. A partilha de bens, o cuidado com os necessitados e a firmeza doutrinária não foram resultados de imposição externa, mas fruto da ação do Espírito Santo entre os crentes. Ainda que enfrentasse tensões internas e riscos de exploração, manteve-se firme na obediência à verdade do evangelho. A lição central não está na reprodução literal do modelo, mas na aplicação coerente de seus princípios.
Com asfalto cheio de remendos e deteriorados, a PE 285 tem sido alvo de grande preocupação por parte dos motoristas que necessitam passarem constantemente por esta via. Esperávamos que a governadora do Estado de Pernambuco, que prometeu em campanha cuidar das estradas, mas infelizmente essa promessa não chegou até nós. Os buracos dessa estrada são considerados um caos total. Todos os dias, motoristas são forçados a fazer vários Zing Zag uma maneira melhor para enfrentas vários buracos na mesma via, que resultam em pneus cortados, amortecedores estourados, , para não falar de temidos acidentes.
A PE 285 foi construída no governo de Jarbas Vasconcelos no ano de 2006. Está com 19 anos. Já era para ter sido feito um revestimento. Esse tapa buraco constante não resolve o problema, já que tapa em um local e abre novamente em vários outros.
Passam corriqueiramente nessa estrada, como carros pipas, carretas, caminhões com mercadorias, ônibus com estudantes, ambulâncias com doentes e mulheres grávidas, o ônibus do TFD levando vários de pessoas com problemas de doenças para o Recife etc. Então a dificuldade é grande, além de levar mais tempo para chegar no destino.
A população solicita aos poderes executivo e legislativo providência cabíveis junto a governadora Raquel Lyra com este programa PE na Estrada que tem objetivo principal a recuperação e requalificação da malha viário, incluído rodovias estaduais e vicinais. Esperamos que este PE na Estrada chegue ao nosso município por que até o momento só temos o Zing Zag na PE 285. Já que a pouco tempo o prefeito Delson Lustosa afirmou ao blog do Pereira dizendo: “Todo nosso grupo político marchará junto com a governadora Raquel Lira”, disse o prefeito Delson Lustosa.
Obs. Este tapo buraco é temporário com pouca semanas os buracos faltam de novo. Um exemplo é bem semelhante é bem parecido é coloca remendo em calças velha, faz os remendo com pouco dias a calça estar com o mesmo buraco.