Ícone de beleza, a atriz Deborah Secco já admitiu que lutava internamente contra uma autoimagem negativa. “Eu tive vergonha do meu corpo, fui muito afetada por essa cultura estética que nos impõe uma perfeição inalcançável.” Questões como essa, além de outras sobre maturidade, autenticidade e beleza por trás das câmeras serão o foco do próximo Metrópoles Talks, em São Paulo. O talk “Confissões de uma ex-adolescente” será em 25 de setembro, às 20h, no Teatro Bravos, que fica dentro do prédio do Instituto Tomie Ohtake, na bairro de Pinheiros (SP). Desde muito jovem, Deborah contou, em entrevista, que se via distante dos padrões impostos, chegando a recorrer a remédios para emagrecer mesmo quando estava dentro dos moldes considerados “ideais”. “Sentia que, se alguém visse meu corpo real, sem retoques, eu perderia trabalhos.” A atriz e empresária contará isso e muito mais em um bate-papo cheio de insights e aprendizados da jornada profissional e pessoal, além de abordar temas como protagonismo feminino, maturidade, resiliência e reinvenção.
Metrópoles Talks
O Metrópoles Talks é o braço de palestras do maior portal de notícias do Brasil. Um espaço no qual mentes brilhantes compartilham ideias, experiências e visões que inspiram e provocam reflexões
Grandes nomes já estiveram presentes no projeto de palestras do Metrópoles. Em São Paulo, a médica Ana Claudia Quintana Arantes convidou o público a refletir sobre a jornada da vida sob um ângulo surpreendente. Antes dela, a capital paulista reuniu Ingrid Guimarães e Glenda Kozlowski em um bate-papo bem-humorado e informativo sobre a chegada da menopausa.
O último nome que se apresentou no ciclo de conversas em Brasília foi o autor e roteirista Marcelo Rubens Paiva. Em março, a campeã mundial, finalista olímpica e empresária Hortência compartilhou insights importantes sobre comprometimento, preparação, concentração e foco.
Em dezembro de 2024, a fisioterapeuta, sexóloga, especialista em sexualidade feminina e youtuber Cátia Damasceno compartilhou os bastidores de décadas de atendimentos no consultório e trouxe histórias com as quais muitas pessoas se identificam.
Em outubro, o advogado Samer Agi contou os segredos para criar um discurso que conecta a audiência ao orador. Em agosto, o psicólogo Rossandro Klinjey e a jornalista Daniela Migliari abordaram autoconhecimento e gestão das emoções. Em junho, foi a vez de o navegador Amyr Klink promover uma conversa cheia de reflexões sobre a busca pela felicidade em meio às tempestades da vida.
Talk Confissões de uma ex-adolescente com Deborah Secco
Data e horário: 25 de setembro, às 20h Local: Teatro Bravos, Rua Coropé, 88 – Pinheiros, em São Paulo.
O repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), feito a cada dez dias pela União, será depositado nesta sexta-feira, 8 de agosto, para os 5.570 municípios brasileiros. O valor da primeira parcela do mês soma R$ 7,3 bilhões, representando um crescimento em relação ao mesmo período do ano passado, o que é positivo para as finanças das cidades, avalia o assessor de orçamento, César Lima. “Temos um crescimento em relação ao mesmo período no ano passado na casa dos 3%, o que é muito interessante e confirma a um bom andamento do FPM neste ano de 2025”, destaca.
Veja abaixo quanto seu município vai receber de FPM:
FPM: São Paulo e Minas lideram repasses
Os estados de São Paulo e Minas Gerais concentram juntos cerca de um quarto do valor total repassado no primeiro decêndio de agosto. Os municípios paulistas recebem 14,2% do total, o que equivale a R$ 911 milhões. Em seguida, estão os municípios mineiros, com 14,1%, somando R$ 906 milhões.
Entre as prefeituras paulistas que recebem os maiores valores estão São José dos Campos, Marília e Limeira. No estado mineiro, as maiores quantias serão destinadas a municípios como Santa Luzia, Ribeirão das Neves e Poços de Caldas.
Na outra ponta, o estado de Roraima, que possui apenas 14 municípios, representa 0,08% dos repasses, com R$ 5,4 milhões depositados neste decêndio.
FPM: municípios bloqueados
Até o último dia 5 de agosto, 5 municípios estavam impossibilitados de receber valores do FPM. Esse impedimento pode ser causado por algum débito ou falta de documentação. Confira a lista das cidades:
Cabo Frio (RJ)
Barra do Piraí (RJ)
Barra de São Francisco (ES)
Realeza (PR)
Guamaré (RN)
O que é o FPM
O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) é uma das principais fontes de receita das prefeituras brasileiras, especialmente nas cidades de pequeno e médio porte. Formado por uma parcela da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o fundo tem como objetivo reduzir desigualdades regionais e garantir recursos mínimos para a manutenção dos serviços públicos essenciais. A divisão dos valores é feita com base em critérios populacionais e técnicos definidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Na prática, o FPM é usado para custear áreas como saúde, educação, assistência social e infraestrutura, além de contribuir para o pagamento de salários e despesas administrativas nos municípios.
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) já repassou, em 2025, R$ 14,6 bilhões a estados, municípios e ao Distrito Federal por meio do Salário-Educação. O valor está disponível para apoiar ações da educação básica pública, como transporte, alimentação escolar, manutenção e infraestrutura. No mês de agosto, foram transferidos R$1,61 bilhão, creditados no último dia 20. Para o ano de 2025, a previsão orçamentária total do Salário-Educação é 35,5 bilhões, conforme divulgado pelo Ministério da Educação em fevereiro deste ano. Essas transferências são resultados da contribuição social recolhida mensalmente das empresas vinculadas à Previdência Social, que correspondem a 2,5% da folha de pagamento dos seus empregados. Do montante arrecadado, 60% são destinados diretamente aos entes federados, enquanto os demais 40% permanecem com o FNDE, que os realocam em programas e ações educacionais. Os valores foram calculados levando em conta dados do Censo Escolar de 2024. Os repasses são realizados em 12 parcelas mensais entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026. As transferências ocorrem até o dia 20 de cada mês Fonte: Brasil 61
Os pequenos produtores rurais das regiões Norte e Centro-Oeste passaram a contar com uma nova modalidade de microcrédito produtivo rural, o AgroAmigo. O programa vai destinar R$ 1 bi dos fundos constitucionais para apoiar produtores rurais das duas regiões.
O lançamento da campanha “AgroAmigo – Microcrédito pertinho da gente” foi realizado pelo governo federal no início desta semana, em Brasília (DF), e contou com a participação do Banco da Amazônia, que deve operacionalizar a nova linha de crédito na Amazônia.
A nova modalidade de microcrédito produtivo rural é voltada a agricultores de baixa renda, cujas famílias tenham renda bruta anual de até R$ 50 mil e que trabalhem em atividades agrícolas como forma de subsistência.
Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), o AgroAmigo pode possibilitar a inclusão de 100 mil famílias das Regiões Norte e Centro-Oeste. A iniciativa foi inspirada no programa de mesmo nome, do Banco do Nordeste (BNB). Conforme o Banco da Amazônia, o microcrédito rural é destinado a agricultores familiares para estimular a geração de renda e melhorar as condições de vida e trabalho no campo. Inclusive, para a instituição financeira, os produtores rurais de pequeno porte são prioridades para o banco. Poderão usufruir do crédito agricultores, pecuaristas, pescadores artesanais, indígenas, quilombolas, extrativistas. O subsídio pode ser aplicado em diversas melhorias na propriedade, de forma estrutural, e também no sistema produtivo – como construção de reservatórios e armazéns e na implantação de sistemas de irrigação. Os recursos também podem ser utilizados pelos produtores rurais em ações voltadas à sustentabilidade – as quais são apoiadas pelo Banco da Amazônia, como a recuperação de pastagens.
O evento contou com a participação do Gerente Executivo de Estratégias de Negócios do Banco da Amazônia (GENEG), Misael Moreno e do Coordenador de Microfinanças (COMIC), Melquesedeque Filho.
Misael Moreno destacou a importância do programa para os produtores rurais da Amazônia.
“Ao levar o AgroAmigo para a Amazônia, o Banco da Amazônia amplia e fortalece a agricultura familiar como pilar estratégico de fomento, reduz as desigualdades regionais e impulsiona a sustentabilidade na Região Norte”, pontuou Misael. Também participaram do lançamento outros órgãos federais e autoridades, como o Ministro da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR), Waldez Góes; o Secretário do MIDR, Eduardo Tavares; o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA); o Superintendente da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM), Paulo Rocha; a Caixa Econômica Federal (CEF); o Banco do Brasil (BB), entre outros convidados.
AgroAmigo
De acordo com o governo federal, o Agroamigo abrange grupos diversos, desde assentados, ribeirinhos, comunidades extrativistas e pescadores, a indígenas e quilombolas. Segundo o Banco da Amazônia, o Agroamigo reconhece as especificidades e vulnerabilidades de diferentes perfis dentro da agricultura familiar. Sendo assim, a linha de crédito deve disponibilizar limites diferenciados conforme o perfil do beneficiário.
Confira a destinação de recursos para cada perfil:
Mulheres poderão acessar até R$ 15 mil;
Jovens, até R$ 8 mil;
Homens, até R$ 12 mil.
De acordo com a instituição financeira, uma mesma família pode somar até R$ 35 mil em crédito – desde que cada integrante esteja inscrito no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF). Fonte: Brasil 61
Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) revelou que a previdência rural fechou 2024 com um rombo de R$ 187,1 bilhões. No ano passado, os gastos com benefícios previdenciários voltados a pequenos produtores rurais, pescadores artesanais, indígenas e trabalhadores da agricultura familiar alcançaram R$ 196,9 bilhões, enquanto a arrecadação de contribuições somou apenas R$ 9,8 bilhões.
O levantamento mostrou, ainda, que a política de previdência rural apresenta falhas graves em sua concepção. Apenas 22% dos requisitos avaliados foram plenamente atendidos, enquanto 78% tiveram cumprimento parcial, o que indica, segundo a Corte, fragilidades no entendimento das causas do problema e na identificação clara do público-alvo. Além disso, a ausência de dados dos segurados no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) dificulta a comprovação da atividade rural e abre espaço para irregularidades. Outro dado que chama a atenção é o nível elevado de judicialização. Em dezembro de 2024, 34,8% dos benefícios rurais foram concedidos por meio da Justiça, número significativamente maior do que os 13,8% registrados nos casos urbanos. Essa dependência de decisões judiciais aumenta os custos e sobrecarrega o sistema.
Sonegação
O TCU também identificou o chamado “gap de sonegação”, que corresponde a valores não arrecadados por informalidade ou omissões fiscais, estimado entre R$ 1,2 bilhão e R$ 2,6 bilhões apenas em 2024.
Instituída em 1963 pelo Estatuto do Trabalhador Rural, a política vem se ampliando ao longo das décadas. De 2015 a 2024, o número de benefícios pagos aumentou 49%, passando de 798 mil para 1,2 milhão. No ano passado, os benefícios rurais representaram 21,12% do total das despesas do INSS, pressionando ainda mais as contas públicas. Diante do cenário, o TCU determinou que o Ministério da Previdência Social apresente, em até 180 dias, avaliações periódicas da política rural e elabore estudos em conjunto com o INSS e a Receita Federal para combater a sonegação. Além disso, o tribunal cobrou que o Executivo aperfeiçoe o controle da arrecadação entre os segurados especiais e proponha uma revisão estrutural da política pública com base nas conclusões alcançadas.
Na primeira semana de setembro, o Congresso Nacional terá uma agenda marcada por debates centrais para o governo e para os parlamentares que já projetam as Eleições de 2026. Entre os principais temas, estão a chamada “PEC da Segurança”, a regulamentação da reforma tributária, o imposto de renda, o orçamento do próximo ano e o andamento da CPMI do INSS.
Segundo o cientista político Eduardo Grin, professor da Fundação Getulio Vargas, a pressão por respostas rápidas à violência deve impulsionar a votação de propostas relacionadas à segurança pública. “Nos próximos dias, começando pela denúncia do caso do PCC, vai crescer a discussão da PEC da Segurança. Caiu de maduro já, e acho que o governo vai aproveitar pra botar isso na pauta. Vai ser difícil o Congresso resistir, então o assunto ganha relevância nesse momento”, afirma.
Tributação e orçamento em disputa
A reforma tributária segue no centro das negociações, com foco na regulamentação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e na composição do comitê gestor, que ainda gera impasses. Também entra em discussão a proposta de mudanças no imposto de renda, com disputas entre governo e oposição sobre a taxação de setores específicos. O Planalto tem pressa, já que precisa aprovar o texto até o fim de setembro para usar a medida como trunfo político em 2026.
Outro ponto de atenção é o orçamento de 2026. Parlamentares pressionam para acelerar a votação e garantir liberação antecipada de emendas, fundamentais para suas campanhas no próximo ano.
CPIs, PECs polêmicas e crimes digitais
A pauta também inclui a CPMI do INSS, que a oposição pretende utilizar como instrumento de desgaste do governo, e o debate sobre a chamada “PEC da blindagem”, que perdeu força após a repercussão de denúncias envolvendo políticos e esquemas de lavagem de dinheiro.
Além disso, deve avançar a análise de propostas voltadas ao combate a crimes digitais e ao uso das redes sociais para disseminação de conteúdos ilegais. Para Grin, o tema ainda exige ajustes “É um projeto que merece discussão, detalhamento, deixar mais claro como vai se dar a punição de quem cometer crime pela internet. Essa coisa do ECA digital e das redes sociais deve permanecer no radar do Congresso nos próximos dias”, avalia.
A IGREJA EM JERUSALÉM Doutrina, Comunhão e Fé: A Base para o Crescimento da Igreja em meio às Perseguições
INTRODUÇÃO Muitas vezes imaginamos a vida cristã como um caminho de paz e segurança. No entanto, desde os primeiros dias da Igreja, seguir a Cristo significou enfrentar oposição, rejeição e, em alguns casos, até a morte. Estêvão, um dos primeiros diáconos, não apenas serviu com dedicação, mas também testemunhou sua fé diante de líderes hostis. Sua coragem revela que a Igreja não nasceu para se esconder, mas para brilhar em meio às trevas. Nesta lição, aprenderemos que o verdadeiro discipulado exige disposição para se arriscar por causa do Evangelho. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.
TEXTO ÁUREO Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou firmemente para o céu e viu a glória de Deus, e viu Jesus em pé no lugar de honra, à direita de Deus. (At 7.55 NVT). Vamos considerar uma parte mais ampla da narrativa e, no desenvolvimento da lição, comentaremos em detalhe a vida e o martírio de Estêvão presentes nesse versículo. Lucas enfatizou os discípulos como comunidade de profetas batizados com o Espírito e relatou os atos dessa comunidade cheia do Espírito. Assim que a negligência das viúvas dos crentes de fala grega foi resolvida, a atenção passa para seis líderes pentecostais, começando por Estêvão e terminando por Paulo (At 6.8—28.31). A partir desse ponto, Lucas dedica sua narrativa a esses seis líderes: Estêvão, Filipe, Barnabé, Ágabo, Pedro e Paulo. Dentro dessa moldura, Estêvão é a primeira figura destacada (6.8–7.60). Sua história cumpre duas funções: 1. Testemunho inspirado: ele aparece como homem cheio de graça e poder, realizando sinais e defendendo a fé diante do Sinédrio. 2. Prelúdio da missão fora de Jerusalém: sua morte não é apenas um registro trágico, mas um ponto de virada. A perseguição que se segue espalha os discípulos e abre caminho para que a mensagem alcance a Judeia e Samaria.
VERDADE PRÁTICA A igreja foi capacitada por Deus para enfrentar um mundo que é hostil à sua fé e valores. 1. Capacitação. A igreja não foi deixada sozinha para enfrentar as pressões do mundo. Ademais, a hostilidade do mundo não pode ser enfrentada apenas com força humana ou argumentos, mas com a presença e capacitação sobrenatural de Deus. 2. Fidelidade em meio à oposição. A hostilidade é uma realidade para os seguidores de Jesus, pois o mundo rejeitou o próprio Senhor (Jo15.18-20). A igreja precisa entender que ser fiel à Palavra muitas vezes significa enfrentar rejeição, críticas ou até perseguição. Contudo, a fidelidade é o que dá credibilidade ao testemunho e mostra que nossa confiança está em Deus, não em aprovação humana. 3. A oposição como oportunidade de avançar. A morte de Estêvão parecia um revés, mas se tornou um marco para a expansão do evangelho (At 8.1). O sofrimento e a perseguição não destruíram a igreja; ao contrário, foram usados por Deus para espalhar a mensagem de Cristo por todo o mundo conhecido.
1. ESTÊVÃO E A IGREJA QUE TEM SUA FÉ CONTESTADA 1.1 Aprendendo com Estêvão. A LIÇÃO DIZ: Com Estêvão, em Atos 6 e 7, aprendemos que a fé cristã sempre será questionada. Ele enfrentou oposição, e todo cristão também enfrentará. A fé será colocada à prova, sem espaço para indecisão. Além disso, Estêvão nos ensina que todo cristão deve saber defender sua fé. Explicar e sustentar as crenças cristãs é uma responsabilidade da Igreja, e cada crente precisa entender no que acredita e como responder a desafios. No entanto, em um mundo que muitas vezes se opõe ao Cristianismo, não basta apenas defender a fé é preciso estar preparado até mesmo para enfrentar perseguições. Vamos ao texto bíblico: Estêvão, cheio de graça e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. (At 6.8 NAA). A narrativa sobre Estêvão constitui um ponto de virada em Atos. Ela encerra uma série de três julgamentos perante o Sinédrio. O primeiro terminou em advertência (4.21), o segundo em açoites (5.40), e o de Estêvão em morte. O episódio de Estêvão é o clímax do testemunho aos judeus de Jerusalém, tema central de Atos 2–5. Até esse momento, a oposição crescente dos líderes judeus contra os cristãos havia sido contida pelo favor do povo em relação ao movimento. Mas o cenário mudou: o povo se uniu à resistência contra Estêvão. O historiador Lucas destaca, dentre os sete diáconos, o primeiro da lista, Estêvão. Ele foi fiel tanto em sua vida quanto em sua morte. Viveu de forma superlativa e morreu de modo exemplar. Coroa é o significado do nome de Estêvão, o diácono que se tornou o protomártir do cristianismo. Assentou-lhe bem o nome porque foi o primeiro a receber a coroa do martírio na igreja. Se existe uma palavra que caracteriza a vida de Estêvão é cheio. Ele era um homem cheio de Deus. Sua vida não era apenas irrepreensível, mas também plena. Destacamos aqui alguns aspectos dessa plenitude. 1.1.1 Estêvão era cheio do Espírito Santo (6.3,5). Todo homem está cheio de alguma coisa. Está cheio do Espírito ou de si mesmo. Está cheio de Deus ou de pecado. 1.1.2 Estêvão era cheio de fé (6.5). Estêvão fora salvo pela fé, vivia pela fé, vencia o mundo pela fé e era cheio de fé. 1.1.3 Estêvão era cheio de sabedoria (6.3). Sabedoria é mais do que conhecimento; é o uso correto do conhecimento. 1.1.4 Estêvão era cheio de graça (6.8). Havia em Estêvão abundante graça. Sua vida era uma fonte de bênção. 1.1.5 Estêvão era cheio de poder (6.8). Estêvão era um homem revestido com o poder de Deus para fazer milagres e muitos sinais entre o povo. Implicações: 1.1.6 Estêvão, o apologista cheio do Espírito. Estêvão não respondeu aos opositores com arrogância, mas com a sabedoria e o poder do Espírito Santo. Seu testemunho revela que a defesa da fé exige mais do que argumentos; exige vida cheia de Deus. Para nós, a aplicação é clara: cada cristão deve conhecer sua fé, mas sobretudo depender do Espírito para testemunhar com graça em um mundo que questiona o evangelho. 1.1.7 Estêvão, amado pelo céu e rejeitado pelo mundo. Esse contraste mostra a realidade da vida cristã: a fidelidade a Cristo traz a aprovação do céu, mas também a oposição do mundo. Assim, o discípulo de Jesus não deve se surpreender com críticas ou hostilidade, pois seguir a Cristo é carregar sua cruz. Mais vale a aprovação de Deus do que a aceitação dos homens. 1.2 A fé sob ataque. A LIÇÃO DIZ: Lucas nos conta que, em um momento do ministério de Estêvão, um grupo de judeus que vivia fora de Israel, chamado de judeus helenistas, se levantou contra ele. Esses judeus faziam parte da Diáspora, ou seja, eram pessoas que tinham se espalhado por outras regiões, fora do território de Israel. Eles não concordaram com o que Estêvão estava ensinando e começaram a se opor ao seu trabalho (At 6.9).Então alguns dos que eram da sinagoga chamada dos Libertos, dos cireneus, dos alexandrinos e dos da Cilícia e da província da Ásia se levantaram e discutiam com Estêvão. (At 6.9 NAA). A chamada “Sinagoga dos Libertos” (Synagōgē tôn Libertinōn) provavelmente era composta por judeus descendentes de escravos libertos do Império Romano. Muitos estudiosos, como Schnabel, Keener e Marshall, apontam que o termo “libertos” (grego libertinoi) se refere a judeus que haviam sido escravizados em Roma e depois libertos, cujos descendentes retornaram a Jerusalém e formaram sua própria sinagoga. Pelo histórico de cativeiro e retorno, esses judeus tendiam a ser especialmente zelosos quanto à identidade judaica e à pureza da fé, o que pode explicar a reação intensa contra Estêvão, visto por eles como uma ameaça. Keener acrescenta que o termo poderia abranger também judeus libertos de outras regiões do Império, não apenas de Roma.Além deles, o relato menciona Cirineus, Alexandrinos, bem como judeus da Cilícia e da Ásia, representando a presença judaica da diáspora em várias regiões do Império Romano. Cirene, localizada no norte da África (atual Líbia), possuía uma grande colônia judaica, e é de lá que provavelmente vinha Simão de Cirene, que carregou a cruz de Jesus. Alexandria, no Egito, era a maior comunidade judaica fora de Israel e um importante centro intelectual, onde o judaísmo se desenvolvia sob forte influência helenista. A Cilícia, por sua vez, era uma região da Ásia Menor cuja principal cidade era Tarso, local de nascimento de Saulo (Paulo), o que sugere que ele mesmo pode ter participado da oposição inicial a Estêvão. Já a referência à Ásia diz respeito à província romana que incluía cidades como Éfeso, onde também havia comunidades judaicas significativas. Esses judeus, oriundos de contextos greco-romanos, falavam grego e compartilhavam da mesma língua que Estêvão, o que indica que o embate ocorreu no campo do judaísmo helenista, em debates teológicos travados dentro da própria tradição judaica. 1.3 A disputa com Estêvão. A LIÇÃO DIZ: Uma outra palavra usada nesse texto merece nossa atenção. É o vocábulo “suzéteó”, traduzido aqui como “disputavam”: “E disputavam com Estêvão” (At 6.9). Os léxicos, ou dicionários de grego português, observam que este termo era frequentemente usado no contexto de discussões religiosas ou filosóficas, onde diferentes pontos de vistas estavam sendo examinados ou desafiados. Era uma forma de debater ideias e impor aos outros sua forma de enxergar as coisas. O texto bíblico diz: […] se levantaram e discutiam com Estêvão. Mas eles não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito, pelo qual ele falava. (At 6.9b-10 NAA). O verbo usado, suzēteō, não indica uma briga, mas um debate formal. Lucas não nos fornece o conteúdo da discussão, mas parte dos argumentos de Estêvão pode ser inferida das acusações feitas contra ele (6.13-14) e de seu discurso diante do Sinédrio. O centro do debate certamente envolveu a morte, a ressurreição e a messianidade de Jesus, bem como a incapacidade da lei mosaica e do ritual do templo para conceder salvação.Seja qual for o conteúdo preciso, Estêvão saiu vencedor. Seus opositores não conseguiam resistir à sabedoria e ao espírito com que ele falava. Seu raciocínio humano era insuficiente diante da sabedoria concedida por Deus. A expressão “o espírito com que falava” provavelmente não se refere diretamente ao Espírito Santo, mas ao fervor, à sinceridade, à energia e ao zelo que caracterizavam sua fala. Assim, Estêvão possuía as duas qualidades essenciais para vencer em debates públicos: a verdade indiscutível e uma comunicação poderosa. O impacto dessa combinação era irresistível para seus adversários. 1.4 A falsa narrativa. A LIÇÃO DIZ: A Igreja sempre teve de lidar e combater as falsas narrativas. Nos dias de Jesus, Ele foi acusado de enganar o povo (Jo 7.12); quando Ele ressuscitou, criaram a narrativa de que seu corpo havia sido roubado pelos discípulos (Mt 28.13). O apóstolo Paulo foi acusado de pregar contra os decretos de César (At 17.7) e pelo fato de pregar a respeito de Jesus e da ressurreição, o acusaram de pregar “deuses estranhos” (At 17.18). Hoje não é diferente. A igreja luta em várias frentes com falsas narrativas que a todo custo querem minar o seu testemunho e desacreditá-la. Você pode reconhecer algumas dessas narrativas? Eu consigo pensar em várias: “A fé cristã é anticientífica; a ciência ‘matou’ Deus.” “A Bíblia foi alterada/corrompida; não é confiável.” “Cristianismo copiou mitos pagãos; Jesus é só mais um mito.” “Religião causa a maioria das guerras (logo o cristianismo é socialmente nocivo).” Vamos voltar ao texto bíblico? Então subornaram alguns homens para que dissessem: — Ouvimos este homem proferir blasfêmias contra Moisés e contra Deus. Atiçaram o povo, os anciãos e os escribas e, investindo contra Estêvão, o agarraram e levaram ao Sinédrio. Apresentaram testemunhas falsas, que disseram: — Este homem não para de falar contra o lugar santo e contra a lei. Nós o ouvimos dizer que esse Jesus, o Nazareno, destruirá este lugar e mudará os costumes que Moisés nos deu. Todos os que estavam sentados no Sinédrio, fitando os olhos em Estêvão, viram o seu rosto como se fosse rosto de anjo. (At6.11-15 NAA).Como não podiam derrotá-lo em um debate justo, recorreram a outra estratégia. Subornaram homens para acusá-lo: “Ouvimos este homem proferir palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus” (6.11). O verbo hupoballō, traduzido por “subornar” ou “incitar secretamente”, significa “sugerir ou instruir com más intenções”. Recrutaram falsas testemunhas, repetindo a mesma tática usada no julgamento de Jesus (Mt 26.59-61). Até mesmo as acusações de blasfêmia contra Estêvão lembram as feitas contra Cristo. As testemunhas acusaram Estêvão de falar blasfêmias contra Moisés e contra Deus. Seu zelo pela lei era tão grande que colocaram Moisés antes mesmo de Deus. A blasfêmia, isto é, falar mal daquilo que Deus considera sagrado, fosse a Lei ou o templo, era um crime gravíssimo, punível com a morte (Lv 24.16). Acusar Estêvão de blasfemar contra Moisés mostra que entendiam suas palavras como uma negação da capacidade da Lei de salvar. E acusá-lo de blasfemar contra Deus refletia sua defesa de Cristo como a verdadeira habitação divina, em contraste com o templo (v. 14; cf. Jo 10.36).O verbo sunarpazō (“arrastar”) significa “agarrar com violência”. É usado em Lucas 8.29 para descrever a possessão de um homem por um espírito maligno e em Atos 19.29 para relatar a apreensão dos companheiros de Paulo por uma turba revoltosa. A mesma multidão que antes respeitava Estêvão por seus sinais e maravilhas agora se voltou violentamente contra ele, assim como fizeram com Jesus: da aclamação à rejeição. Esse contraste mostra como é tênue a linha entre ouvir o evangelho e odiá-lo, a linha da apostasia, que, uma vez cruzada, frequentemente se transforma em violência.Lucas não informa quanto tempo se passou entre a prisão e o julgamento. É improvável que o Sinédrio já estivesse reunido, aguardando. Mas, no início do julgamento, os helenistas trouxeram suas falsas testemunhas (6.13), sem dúvida as mesmas mencionadas no versículo 11. Elas repetiram diante do conselho as acusações que haviam inflamado a multidão: Estêvão “não cessa de falar contra este lugar santo (o templo) e contra a Lei”. Não eram falsas por inventarem palavras inexistentes, mas por distorcerem as afirmações de Estêvão. O versículo 15 é espantoso. Esta cena apresenta um contraste impressionante. Estêvão estava diante do Sinédrio acusado de blasfemar contra Deus, contra o templo e contra a lei. No entanto, quando os membros do conselho fixaram seus olhos nele, viram o seu rosto como o rosto de um anjo. Longe de refletir maldade, Estêvão irradiava a santidade e a glória de Deus. Deus respondeu às falsas acusações colocando a Sua glória no rosto de Estêvão, algo experimentado anteriormente apenas por Moisés (Êx 34.27-35). Assim, o Senhor demonstrou sua aprovação ao ministério de Estêvão da mesma forma como o fizera com Moisés. Cada crente deve lembrar-se de Estêvão e imitar suas qualidades. O homem que refletia a glória de Deus no rosto de um anjo deixou-nos um memorial não de pedra, mas de caráter e fidelidade. Esse é o tributo mais digno à sua vida.
2. ESTÊVÃO E A IGREJA QUE DEFENDE SUA FÉ 2.1 Deus na história do seu povo. A LIÇÃO DIZ: Estêvão é conhecido como o primeiro defensor da fé cristã e o primeiro mártir da Igreja. Ele faz uma defesa apaixonada da fé, usando a própria história do povo de Israel como base. No capítulo 7 do livro de Atos, encontramos seu discurso completo, no qual, guiado pelo Espírito Santo, ele não apenas mostra como Deus sempre agiu na história do seu povo, mas também revela o propósito principal dessa história: provar que Jesus é o Cristo. A defesa de Estêvão pode ser resumida em cinco aspectos, conforme observa Thomas Whitelaw: 2.1.1 Em primeiro lugar, a quem foi dirigida? Estêvão falou diretamente ao Sinédrio, ao povo judeu em geral e, de modo mais amplo, a todos os que em qualquer tempo enfrentassem situação semelhante. 2.1.2 Em segundo lugar, em que espírito foi proferida? Suas palavras transpareciam afeição e reverência, pois ele se dirigiu a eles chamando-os de “irmãos e pais” (7.2). 2.1.3 Em terceiro lugar, de que se compôs sua defesa? Estêvão percorreu a história de Israel, desde os patriarcas até o templo, evidenciando que José, Moisés e os profetas foram rejeitados, antecipando assim a rejeição de Cristo. 2.1.4 Em quarto lugar, com quais argumentos a sustentou? Ele mostrou que a verdadeira adoração não dependia nem da lei nem do templo, mas do Deus que se revelou a Abraão antes do Sinai e que não habita em casas feitas por mãos humanas. 2.1.5 Em quinto lugar, quais resultados produziu? Sua defesa gerou fúria nos ouvintes e levou ao seu martírio; contudo, confirmou que sua mensagem não era blasfêmia, mas a proclamação fiel do evangelho. O pastor José Gonçalves, em sua análise, também acrescenta importantes contribuições a essa discussão, ao afirmar: A pregação de Estêvão pode ser dividida em três partes seguidas de uma conclusão. Na primeira parte, ele faz referência aos patriarcas (At 7.2-16); na segunda, a referência é a Moisés (At 7.17-42); e, na terceira, faz alusão ao Tabernáculo e ao Templo (At 7.44-50); na conclusão, Estêvão mostra Cristo, o Messias, como a convergência e cumprimento de todas as profecias bíblicas (At 7.51-60). (GONÇALVES, 2025, p. 113). 2.2. Corações endurecidos. A LIÇÃO DIZ: Concluindo sua defesa da fé, Estêvão disse: “Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim, vós sois como vossos pais” (At 7.51). Mesmo diante dos fatos apresentados por Estêvão em uma defesa suficientemente convincente, seus adversários preferiram ignorar. Na verdade, ninguém convence quem não quer ser convencido. Deus não força ninguém a crer, nem tampouco o condena sem lhe dar, antes, oportunidade. O texto mostra que o Espírito Santo não tem espaço em corações endurecidos. Vamos ao bíblico: Homens teimosos e incircuncisos de coração e de ouvidos, vocês sempre resistem ao Espírito Santo. Vocês fazem exatamente o mesmo que fizeram os seus pais. Qual dos profetas os pais de vocês não perseguiram? Eles mataram os que anteriormente anunciavam a vinda do Justo, do qual vocês agora se tornaram traidores e assassinos, vocês que receberam a lei por ministério de anjos e não a guardaram. (At 7.51-53 NAA). Na retórica clássica, a conclusão de um discurso recebia o nome de peroratio. Tratava-se do momento em que o orador aplicava as lições apresentadas em sua fala, de forma direta e muitas vezes emotiva, visando levar seus ouvintes à ação. Esse recurso, comum tanto na retórica grega quanto na profecia hebraica, tinha o objetivo de despertar consciência de culpa e mover os ouvintes ao arrependimento. Assim também Estêvão concluiu: não apenas para condenar seus acusadores, mas para conclamá-los ao retorno a Deus. Usando a linguagem profética, chamou-os de “duros de cerviz, incircuncisos de coração e ouvidos”, sempre resistindo ao Espírito Santo (7.51). Todo o resumo histórico serviu justamente para mostrar esse padrão: Israel resistindo aos líderes enviados por Deus. Moisés e os profetas todos foram rejeitados. Agora, seus ouvintes haviam feito o mesmo com o Messias, o Justo. Para John Stott, essa acusação de Estêvão equivalia a chamar seus juízes de “pagãos de coração e surdos à verdade”. No fim, fica claro que Estêvão não buscava absolvição. Sabia que não conseguiria escapar sem negar suas convicções. Resolveu, então, usar aquele momento como última oportunidade para dar testemunho de Cristo e chamar seu povo ao arrependimento. Seu discurso não foi uma defesa judicial, mas uma proclamação profética e missionária.
3. ESTÊVÃO E O MARTÍRIO DA IGREJA 3.1 Contemplando a vitória da cruz. A LIÇÃO DIZ: Diante de um grupo enfurecido (At 7.54), Estêvão contemplou a glória de Deus: “Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, que está em pé à mão direita de Deus” (At 7.56). Uma igreja que contempla o Cristo glorificado não nega a sua fé, pois ela contempla a vitória da cruz. O texto bíblico diz: Ao ouvirem isto, ficaram com o coração cheio de raiva e rangiam os dentes contra ele. Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus, que estava à direita de Deus. Então disse: — Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à direita de Deus. Eles, porém, gritando bem alto, taparam os ouvidos e, unânimes, avançaram contra ele. E, expulsando-o da cidade, o apedrejaram. As testemunhas deixaram as capas deles aos pés de um jovem chamado Saulo. (At 7.54-58 NAA). O Sinédrio ouviu a primeira parte do discurso de Estêvão com interesse e até concordância. Afinal, ele estava apenas recitando a história, tema caro ao coração da nação. Contudo, à medida que sua linha de argumentação se tornava cada vez mais clara, eles começaram a ficar desconfortáveis. Quando ouviram a repreensão definitiva de Estêvão nos versículos 51-53, foram profundamente atingidos. As palavras de Estêvão rasgaram o verniz de sua falsa espiritualidade e os expuseram como os hipócritas blasfemos que eram. Enfurecidos, em vez de quebrantados em arrependimento diante das palavras de Estêvão, começaram a ranger os dentes contra ele. Esse ato expressava raiva e frustração (cf. Sl 35.16; 37.12). Enquanto o Sinédrio se enchia de fúria, Estêvão, cheio do Espírito, fixou os olhos no céu e teve uma visão extraordinária. Ele contemplou a glória de Deus e Jesus em pé à direita do Pai (At 7.55-56). Essa imagem é notável, pois em outros textos Cristo é descrito como assentado à direita de Deus (Sl 110.1; Cl 3.1; Hb 1.3). Aqui, porém, Ele está em pé, como quem se levanta para receber e honrar o primeiro mártir cristão. O céu se abriu não para livrá-lo da morte, mas para confirmar-lhe a vitória. Ao declarar o que via, Estêvão provocou a ira máxima dos seus acusadores. Taparam os ouvidos e, unânimes, avançaram contra ele, arrastando-o para fora da cidade e apedrejando-o (At 7.57-58). A morte de Estêvão não foi uma derrota, mas uma vitória. Ele entrou na glória, e sua vida se tornou um memorial permanente. Foi o primeiro a experimentar o que Jesus havia prometido: “Bem-aventurados sois quando vos injuriarem e perseguirem… porque grande é o vosso galardão nos céus” (Mt 5.11-12). 3.2 Perdoando o agressor. A LIÇÃO DIZ: A última declaração de Estêvão antes de sua morte é marcante e cheia de significado: “E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu” (At 7.60). Aqui vemos um cristão que não teme a morte porque contempla a coroa da vida (Ap 2.10). Temos aqui a figura de uma igreja que, literalmente, se dá pelo perdido, que se sacrifica por ele. Esse deve ser o modelo a seguir. 3.2.1 Entrega. Estêvão morreu como alguém cheio do Espírito Santo (7.55). Suas últimas palavras, “Senhor Jesus, recebe o meu espírito” (7.59), ecoam diretamente a oração de Cristo na cruz: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23.46). Essa entrega não é apenas um paralelo literário, mas uma confissão de confiança absoluta. O texto de fundo é o Salmo 31.5, oração judaica ensinada às crianças para a hora de dormir. Assim, Estêvão enfrenta a morte com a simplicidade da fé infantil, descansando inteiramente no Senhor. 3.2.2 Perdão diante da injustiça. Seu pedido “Senhor, não lhes imputes este pecado” (7.60) remete à intercessão de Jesus pelos que o crucificaram: “Pai, perdoa-lhes” (Lc 23.34). Esse detalhe mostra que a obra do Espírito não apenas capacita a enfrentar a morte, mas a amar e perdoar os inimigos no momento mais extremo. Estêvão não apenas testemunha de Cristo com palavras, mas imita Cristo em seu gesto de perdão. 3.2.3 Esperança na ressurreição. Lucas conclui dizendo que Estêvão “adormeceu” (7.60). Essa metáfora, recorrente no cristianismo primitivo, não banaliza a morte, mas a redefine à luz da vitória de Cristo sobre o túmulo. O “sono” exprime certeza de despertar, confiança na ressurreição final e descanso no Senhor. Para Estêvão, morrer não foi o fim, mas o início da vida plena junto ao Cristo glorificado, cuja visão ele ainda tinha diante dos olhos (7.55–56). Assim, sua morte se torna uma proclamação da esperança cristã: quem morre em Cristo adormece para acordar na eternidade.
CONCLUSÃO William Barclay destaca três pontos importantes acerca de Estêvão neste texto: 3.2.4 O segredo do seu valor. O primeiro diácono da igreja viu o martírio como sua entrada à presença de Cristo. 3.2.5 O protomártir do cristianismo seguiu o exemplo de Cristo em sua vida e também em sua morte. Assim como Jesus orou pelo perdão daqueles que o executavam (Lc 23.34), também o fez Estêvão. 3.2.6 Para Estêvão, o terrível tumulto terminou em uma estranha paz. Ele dormiu na terra e logo foi recebido no céu pelo próprio Senhor Jesus.
A LIBERDADE EM CRISTO Vivendo o Verdadeiro Evangelho conforme a Carta aos Gálatas
INTRODUÇÃO Quem somos diante de Deus: devedores que precisam provar seu valor, ou filhos que recebem graça? Os gálatas viviam essa tensão. Os judaizantes prometiam segurança em regras e ritos. Todavia, seguir as doutrinas desse grupo herético era trocar a liberdade por escravidão. Paulo, porém, responde de forma muito clara esse falsos ensinadores quando, por meio de um exemplo, leva-nos à casa de Abraão. Ali, há duas mulheres, Sara e a escrava Agar. Há dois filhos: Ismael, nascido de um atalho humano; Isaque, nascido da promessa de Deus. A conclusão apostólica é: caminhemos, portanto, como filhos da livre: firmes na graça, obedientes pela fé e gratos pela herança que o Pai nos confiou em Cristo. FLUXOGRAMA – CONHECENDO O TEXTO BÍBLICO CENÁRIO RETÓRICO Digam-me vocês, os que querem estar sob a lei: CONFLITO será que vocês não ouvem o que a lei diz? FUNDO ESCRITURÍSTICO Pois está escrito que Abraão teve dois filhos: um da mulher escrava e outro da mulher livre. DISTINÇÃO TEOLÓGICA O filho da escrava nasceu segundo a carne; o filho da mulher livre nasceu mediante a promessa. INTERPRETAÇÃO ALEGÓRICA Estas coisas são alegóricas, porque essas mulheres são duas alianças. Uma se refere ao monte Sinai, que gera para a escravidão; esta é Agar. DESENVOLVIMENTO ALEGÓRICO Ora, Agar é o monte Sinai, na Arábia, e corresponde à Jerusalém atual, que está em escravidão com os seus filhos. DECLARAÇÃO IDENTITÁRIA Mas a Jerusalém lá de cima é livre e ela é a nossa mãe. FUNDAMENTO PROFÉTICO Porque está escrito: “Alegre-se, ó estéril, você que não dá à luz; exulte e grite, você que não sente dores de parto; porque os filhos da mulher abandonada são mais numerosos do que os filhos da que tem marido.” AFIRMAÇÃO APOSTÓLICA Mas vocês, irmãos, são filhos da promessa, como Isaque. CONFLITO HISTÓRICO-TIPOLÓGICO Como, porém, no passado, aquele que nasceu segundo a carne perseguia o que nasceu segundo o Espírito, assim também acontece agora. PALAVRA DE ORDEM Mas o que diz a Escritura? Ela diz: “Mande embora a escrava e seu filho, porque de modo nenhum o filho da escrava será herdeiro com o filho da mulher livre.”RESUMO DA LIÇÃO Pela fé em Jesus Cristo, somos filhos de Deus e descendência de Abraão. Atividade: Cartas de Liberdade: um paralelo entre Sara e Agar Base Bíblica: Gálatas 4.21-31 ● Objetivo da Atividade: Ajudar os alunos a compreenderem o contraste entre a vida sob a lei (representada por Agar) e a vida sob a graça (representada por Sara), conforme ilustrado por Paulo. 1. Como a atividade pode ser realizada? 1.1. Material: Dois envelopes ou sacolas simples, identificados com: 1.1.1 “Agar – Filhos da Escravidão” 1.1.2 Sara – Filhos da Promessa” 1.2 Conteúdo de cada envelope: 1.2.1 Envelope de Agar (Escravidão): Um pequeno papel com Gálatas 3.10 “Todos os que se apoiam na prática da lei estão debaixo de maldição”. Frases como: 1.2.1.1 “Você precisa conquistar o amor de Deus.” 1.2.1.2 “Deus só se agrada quando você acerta tudo.” 1.2.1.3 “Você precisa cumprir regras para ser aceito.” 1.2.2 Envelope de Sara (Liberdade): Um papel com Efésios 2.8-9 – “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé…”. Frases como: 1.2.2.1 “Você é filho amado.” 1.2.2.2 “Deus te aceita por quem Ele é, não pelo que você faz.” 1.2.2.3 “A promessa é maior que o seu desempenho.” 2. Dinâmica: 2.1.Divida a turma em dois grupos. 2.2.Cada grupo abre seu envelope e compartilha o conteúdo. 2.3.Depois, os grupos trocam os envelopes. Pergunte: 2.3.1. “Como vocês se sentem lendo essas frases?” 2.3.2. “Com qual envelope você mais se identifica no dia a dia?” Finalize dizendo: “Assim como Paulo explicou, Agar e Sara são mais que duas mulheres: são representações de dois caminhos espirituais. Um exige desempenho constante, e gera medo, dúvidas e tristeza. O outro se baseia em promessa e amor, e gera liberdade. A cruz de Cristo nos convida a viver como filhos da promessa. Qual envelope você tem carregado dentro de você?”
1. O QUE A LEI DIZ 1. 1 Paulo se vale da história. A LIÇÃO DIZ: A fim de reforçar seu argumento, o apóstolo mostra aos gálatas a diferença entre ser escravo e ser livre. Ele começa com a seguinte pergunta: “Dizei-me vós, os que quereis estar debaixo da lei: não ouvis vós a lei” (v. 21)? Em outras palavras, “Já que vocês querem viver debaixo da Lei, ao menos vejam o que ela diz”. O exemplo de Agar e Sara serve a dois propósitos. Primeiro, funciona como prova bíblica que encerra a ideia central de Paulo: somos justificados pela fé. Segundo, faz a ponte para a parte prática que começa em Gálatas 5.1–6. Nesse cenário, surge então a pergunta: por que Paulo escolhe focar nessas duas mulheres e em seus filhos de modo aparentemente complexo? A explicação mais plausível, apontada por C. K. Barrett, é que Paulo estava respondendo a uma leitura que os judaizantes já faziam dessa história. Entre os rabinos, o relato de Ismael e Isaque era usado para defender que só quem pertencesse fisicamente à família de Abraão teria direito à promessa. Em outras palavras: os descendentes de Isaque seriam os judeus; os de Ismael, os gentios. No Sinai, os judeus teriam recebido a luz da Lei, enquanto os gentios teriam permanecido nas trevas, fora das promessas. Barrett resume assim: entendida apenas no plano biológico, a “semente de Abraão” separaria filhos “legítimos” e “ilegítimos”, e os gálatas estariam sendo pressionados a se “legitimar” pela circuncisão e a se unir à comunidade centrada em Jerusalém. Quem não aceitasse isso deveria ser excluído e não poderia esperar herdar as promessas. Não é difícil ver como um argumento desses pesaria sobre novos convertidos, levando-os a duvidar se a fé em Cristo bastava para entrar na verdadeira família de Deus. Por isso, Paulo revisita a história para mostrar que, lida corretamente, ela não sustenta o projeto judaizante; ao contrário, confirma sua mensagem: a inclusão no povo de Deus não vem do sangue nem dos ritos, mas da promessa de Deus acolhida pela fé. Vamos ao texto bíblico Digam-me vocês, os que querem estar sob a lei: será que vocês não ouvem o que a lei diz? (Gl 4.21 NAA). Ao dirigir-se aos que “querem estar sob da lei”, Paulo deixa claro que a apostasia ainda não era total. É verdade que alguns gálatas já guardavam festas e dias do calendário judaico, e outros estavam quase aceitando a circuncisão. As ideias judaizantes haviam ganhado espaço, mas não tinham vencido de todo. Por isso, Paulo busca reconquistá-los, mostrando o sentido correto da lei. Numa única frase ele usa “lei” em dois sentidos. “Debaixo da lei” aponta para a lei mosaica, com seus mandamentos e regulamentos. Já na pergunta “Não ouvis a lei?”, “lei” significa as Escrituras do Antigo Testamento (especialmente o Pentateuco), de onde extrairá o exemplo dos dois filhos de Abraão. Assim como em Gl 2.19, Paulo afirma que a lei é santa, justa e boa, mas não foi dada para justificar; ela aponta para trás, à aliança com Abraão, e para frente, ao seu cumprimento em Cristo. Logo, “ouvir” a lei não é repetir a exegese rabínica dos judaizantes, e sim lê-la à luz de Cristo. É exatamente isso que Paulo faz ao reinterpretar a história de Agar e Sara. Implicações: 1.1.1 Você realmente entende aquilo que está buscando obedecer? Muitos cristãos vivem como se estivessem debaixo de regras para “agradar a Deus”, mas esquecem que a Lei apenas mostra o pecado, não salva. Devemos nos perguntar: estou vivendo pela graça ou tentando merecer a bênção de Deus por desempenho religioso? 1.1.2 Não basta conhecer a Bíblia; é preciso entender o seu propósito redentivo. Estou lendo a Palavra com as lentes do evangelho ou da religiosidade? 1.2 O significado de ser escravo. A LIÇÃO DIZ: No mundo do primeiro século, no Império Romano, a escravidão era bem conhecida. Milhões de pessoas foram feitas escravas por causa de guerras, de dívidas, ou porque nasceram filhos de escravos. O escravo era simplesmente uma pessoa que não tinha direito sobre a própria vida. Sua vida e morte residiam nas mãos do seu proprietário. Nos dias de Paulo, o Império Romano era sustentado em grande parte por uma estrutura escravagista: 1.2.1 Cerca de 1/3 da população do Império era escravizada em algumas regiões. 1.2.2 Escravos não tinham status legal, nem direitos civis ou familiares. 1.2.3 Eram considerados propriedade viva de seus senhores, podendo ser vendidos, punidos ou mortos legalmente. 1.2.4 A escravidão não era baseada em raça, mas em conquistas militares, dívidas, abandono infantil ou nascimento. Quando Paulo fala do “filho da escrava”, ele invoca uma imagem de submissão total, falta de liberdade, e impossibilidade de herança. 1.3 A busca pela liberdade. A LIÇÃO DIZ: Paulo se utiliza da história de Abraão para ilustrar o que os gálatas precisavam saber. Ele é chamado de pai da fé, mas é dele que também procedem os judeus. O patriarca era casado com Sara, e a promessa de ser uma grande nação foi dada a ambos, não somente a Abraão. A genética repassada do patriarca aos seus descendentes seguia uma linha de muitos séculos, onde, por vezes, os hebreus se viram dominados por outros povos. Eles sabiam a importância de serem livres, e no primeiro século não desfrutavam ainda de plena liberdade. Os judeus, descendentes de Abraão, carregavam uma memória coletiva de opressão que moldou sua identidade. A experiência da escravidão no Egito (Êxodo), o exílio na Babilônia (2 Reis 25) e, depois, o domínio de impérios sucessivos, como persas, gregos e, nos dias de Paulo, o Império Romano, mantiveram viva a sensação de sujeição. Mesmo com o Templo reconstruído, Jerusalém seguia vigiada por soldados estrangeiros; havia tributos e pouca autonomia (Jo 8.33). Os judeus do primeiro século ansiavam por liberdade política; contudo, Paulo revela um anseio ainda mais profundo: a liberdade espiritual. Ele afirma que ser descendente físico de Abraão não torna ninguém automaticamente filho da promessa. A filiação que conta diante de Deus não é garantida por sangue, costumes ou ritos, ela é uma ação graciosa do Senhor e é recebida pela fé. Nesse sentido, Paulo distingue dois caminhos. Ismael, “filho da carne”, representa quem confia na Lei, no esforço humano e no sistema religioso para alcançar aceitação. Isaque, “filho da promessa”, simboliza quem recebe a graça, crê em Deus e vive pela fé. Aplicando isso aos gálatas, Paulo os adverte: ao abraçar os ensinos judaizantes, vocês estão escolhendo o caminho de Ismael quando Deus já os fez Isaque. Buscar liberdade na Lei, na carne e nas obras é trocar a herança por servidão; a verdadeira liberdade é dom de Deus em Cristo.
2. O FILHO DA CARNE E O FILHO DA PROMESSA 2.1 A carne e seu filho. A LIÇÃO DIZ: A comparação que Paulo faz com referência a Ismael, o primeiro filho de Abraão, como sendo o resultado não da fé ou da promessa, mas como sendo um arranjo de uma decisão baseada em um pensamento humano diante da impaciência. A ideia partiu de Sara, que seguiu um costume de sua época, em que uma escrava poderia dar um filho ao seu senhor. Ninguém poderia negar que Ismael era filho de Abraão. Entretanto, ele representa um arranjo humano, uma forma de antecipar a realização da promessa de Deus. Vamos ao texto bíblico: Pois está escrito que Abraão teve dois filhos: um da mulher escrava e outro da mulher livre. O filho da escrava nasceu segundo a carne; o filho da mulher livre nasceu mediante a promessa. (Gl 4.22-23 NAA). Tendo convidado seus leitores a “ouvir” a lei, Paulo introduziu o pano de fundo histórico da história de Hagar e Sara com a fórmula de citação bem conhecida: “Está escrito”. Paulo frequentemente usava essas palavras quando estava prestes a citar um texto específico do Antigo Testamento. Nesta ocasião, contudo, ele não forneceu uma citação direta, mas sim um resumo conciso da narrativa de Gênesis a respeito do nascimento dos dois filhos de Abraão. Paulo recorreu ao relato veterotestamentário registrado em Gênesis 16–17; 21. Em Gênesis, essa história é marcada por tensão, emoção e detalhes históricos fascinantes. Paulo, porém, não concentrou sua atenção nesses elementos, mas destacou três fatos históricos básicos que são essenciais para o significado figurado que ele desenvolveria. 2.1.1 Os dois filhos de Abraão. Na realidade, Abraão teve oito filhos, seis deles com Quetura (Gn 25.1-2), que se tornou sua esposa após a morte de Sara. Paulo, entretanto, não mencionou esses filhos posteriores porque eram irrelevantes para o seu propósito imediato. 2.1.2 A condição das duas mães. Assim como os dois filhos, também suas mães não são nomeadas neste ponto, mas descritas em relação ao seu status. Hagar era uma escrava egípcia ligada à casa de Abraão, enquanto Sara era uma mulher livre, a legítima esposa de Abraão. O contraste entre liberdade e escravidão, sugerido pela condição das duas mães, teria papel crucial na aplicação que Paulo faria do exemplo nos versículos finais do capítulo. 2.1.3 As circunstâncias dos dois nascimentos. Não apenas os filhos tinham mães diferentes, mas também nasceram de maneiras distintas. O filho da escrava nasceu “segundo a carne”, isto é, pelo processo natural da procriação humana. Em contraste, o filho da mulher livre nasceu “mediante a promessa”, isto é, em cumprimento direto da palavra de Deus a Abraão. O nascimento de Ismael resultou da filosofia segundo a qual “Deus ajuda aqueles que ajudam a si mesmos”. Abraão e Sara, já em idade avançada e ainda sem filhos, decidiram “ajudar Deus” a cumprir sua promessa. O resultado foi o nascimento de Ismael, que se tornou fonte de contenda e sofrimento por toda a vida. Assim, Ismael representa o caminho humano, o caminho da carne, isto é, a tentativa de alcançar a promessa por meio de esforço próprio e obras. Implicações 2.1.4 Eu sei que você, assim como eu, já tentou forçar o cumprimento das promessas de Deus. É uma ação natural de quem está governado pela ansiedade e pela incredulidade querer oferecer uma mão amiga a Deus. Todavia, não podemos nos esquecer de que Deus não precisa de nossa ajuda para cumprir suas promessas. O resultado de nossas precipitações será frustração, arrependimento e angustia. 2.2 A promessa e seu filho. A LIÇÃO DIZ: Isaque foi dado a Abraão e Sara como garantia de que Deus cumpre o que promete. É à descendência de Isaque, e não de Ismael, que os crentes seriam associados. Quatro verdades são destacadas por Paulo acerca de Isaque (LOPES, 2011 p. 203-204): 2.2.1 Primeiro, Isaque nasceu como filho da mulher livre. “… e outro da livre” (4.22b). Nasceu para a liberdade, e não para a escravidão. 2.2.2 Segundo, Isaque nasceu mediante a promessa. “… o da livre, mediante a promessa” (4.23b). Se Ismael nasceu de uma conjunção puramente carnal entre Abraão e Hagar, Isaque nasceu por intervenção sobrenatural de Deus. E isso por duas razões. Primeiro, porque tanto Abraão como Sara já estavam avançados em idade e não poderiam mais gerar naturalmente. Isaque é fruto de um milagre de ressurreição (Rm4.17–25). Segundo, porque Sara era estéril, e seu ventre estéril não poderia conceber. Por isso, Isaque é filho da promessa e nasceu no tempo de Deus, da maneira sobrenatural de Deus. 2.2.3 Terceiro, Isaque nasceu segundo o Espírito. “Como, porém, outrora, o que nascera segundo a carne perseguia ao que nasceu segundo o Espírito, assim também agora” (4.29). Assim também são os crentes em Cristo. Eles nascem não segundo a carne nem segundo a vontade do homem, mas de cima, do alto, do Espírito. 2.2.4 Quarto, Isaque nasceu para ser o herdeiro de tudo. “Contudo, que diz a Escritura? Lança fora a escrava e seu filho, porque de modo algum o filho da escrava será herdeiro com o filho da livre” (4.30). Isaque é o herdeiro de tudo. As bênçãos espirituais são dádivas da graça, e não resultado do esforço humano. As riquezas eternas são confiadas aos filhos, ou seja, aqueles que recebem a Cristo como Salvador, e não aos escravos que vivem sob a tirania da lei (Rm 8.17).
2.3 O escravo persegue o livre. A LIÇÃO DIZ: A Palavra de Deus nos diz que no momento da cerimônia em que Isaque, o filho da promessa, foi desmamado, Ismael zombou dele (Gn 21.8.9). Da mesma forma que Hagar quando engravidou zombou de Sara, Ismael o faz com Isaque. O comentarista, infelizmente, salta vários textos bíblicos. Vamos ler a passagem que fundamenta este subponto: Como, porém, no passado, aquele que nasceu segundo a carne perseguia o que nasceu segundo o Espírito, assim também acontece agora. (Gl 4.29 NAA). Em Gênesis 21.8-9, durante a festa do desmame de Isaque, Sara viu Ismael zombando dele. Embora alguns interpretem o verbo hebraico como simples brincadeira, o uso bíblico da palavra indica sentido negativo: ridicularização ou hostilidade (cf. Gn 19.14; 39.14; Êx 32.6; Jz 16.25). Historicamente, Ismael, então com cerca de 17 anos, percebeu que o nascimento de Isaque comprometia sua posição de herdeiro, o que explica sua atitude de inveja. Além disso, o desprezo de Agar por Sara (Gn 16.4) pode ter sido imitado por Ismael em relação a Isaque. Paulo, portanto, interpretou corretamente o episódio: o que nasceu segundo a carne perseguia o que nasceu segundo o Espírito, pela promessa (Gl 4.23). Assim também os judaizantes perseguiam os gálatas, e o mundo, seja legalista ou libertino, continua hostil aos filhos de Deus (Mt 5.11; Jo 15.20; 2Tm 3.12). 3. A SOLUÇÃO PARA ESSE CONFLITO 3.1 Lança fora a escrava e seu filho. A LIÇÃO DIZ: (Na minha percepção, o texto da lição está sem sentido). Vamos ler o texto bíblico. Mas o que diz a Escritura? Ela diz: “Mande embora a escrava e seu filho, porque de modo nenhum o filho da escrava será herdeiro com o filho da mulher livre.” (Gl 4.30 NAA). No primeiro versículo desta seção (v. 21), Paulo desafiou os gálatas: se eles realmente desejassem estar sob a lei, precisariam primeiro ler e entender o que essa lei realmente dizia. Ele agora se aproxima da conclusão de seu raciocínio alegórico, perguntando: “Mas o que diz a Escritura?”. Paulo cita Gênesis 21.10, que vem logo após o versículo da passagem anterior sobre Ismael zombando de Isaque. Como resultado do escárnio de Ismael, Sara concluiu que ele era uma ameaça para Isaque e exigiu que ambos, Ismael e sua mãe, fossem mandados embora. Abraão, que amava Ismael, estava relutante, mas Deus tomou o partido de Sara e Abraão foi obrigado a atender aos seus desejos. Hagar e Ismael foram expulsos para o deserto. Assim como Sara deu ordem a Abraão para lançar fora de casa Hagar e Ismael, também devemos lançar fora da nossa vida espiritual toda espécie de legalismo carnal. Donald Guthrie diz que os gálatas precisavam de uma ação igualmente firme para impedir que a liberdade cedesse lugar à escravidão. O legalismo não pode existir lado a lado com a promessa. Não há aliança entre a confiança nos méritos de Cristo e a confiança na carne. Não existe harmonia entre a fé em Cristo e a confiança nas obras. Precisamos romper com o legalismo. Precisamos mandar embora todo sistema religioso que escravize as pessoas. 3.2 Somos filhos da livre. A LIÇÃO DIZ: Os gálatas eram, da mesma forma que Isaque, filhos da promessa: “De maneira que, irmãos, somos filhos não da escrava, mas da livre” (Gl 4.31). O texto bíblico diz: Portanto, irmãos, somos filhos não da escrava, mas da livre. (Gl 4.31 NAA). Este versículo não encerra apenas a comparação entre Hagar e Sara; ele amarra todo o raciocínio de 3.1 a 4.30. Como os falsos mestres usavam a Escritura, Paulo também os responde com a Escritura. Primeiro, ele lembra os gálatas da história de Abraão: ele foi considerado justo porque confiou em Deus, não por cumprir regras (3.6–9). Depois, explica a lei: ela mostra o pecado e nos conduz a Cristo; é importante, mas não salva (3.10–25). Com isso claro, ele faz um apelo de coração: “sejam como eu”, apoiando-se só na graça (4.12–20). Por fim, Paulo relembra Hagar e Sara à luz do evangelho e mostra dois caminhos que não se misturam: de um lado, Sara, Isaque, a nova aliança, Sião e a Jerusalém do Alto; de outro, Hagar, Ismael, a antiga aliança, Sinai e a Jerusalém atual. A conclusão é simples: os verdadeiros filhos de Abraão são os da promessa, justificados pela graça mediante a fé; quem busca o Senhor “pela carne” continua preso (vv.23, 29). Como esses caminhos não combinam, Paulo chega ao ponto: “Expulsa a escrava e seu filho” (v.30), ou seja, rejeitem o legalismo e quem o sustenta. Com a diferença entre escravidão e liberdade bem definida, ele abre a próxima etapa da carta: viver no Espírito (caps. 5–6). 3.3 Não tornem a ser escravizados. A LIÇÃO DIZ: Paulo nos dá duas ordens aqui: Estejam firmes na sua liberdade, e não se coloquem debaixo de servidão. Na primeira observação, ele ordena que a liberdade que receberam em Cristo seja defendida a todo custo. Na segunda, ele aponta que era possível os gálatas serem escravizados, não por uma força militar externa, ou como despojo de guerra, ou por causa de uma dívida, coisas comuns para a escravidão naquela época. O que Paulo mostra é que os gálatas estavam se sujeitando voluntariamente à perda da liberdade. Por isso ele diz que eles não se sujeitem à escravidão que a Lei e os judaizantes estavam lhes imprimindo. Confesso que demorei a entender o que o comentarista estava tentando explicar. Ele comenta Gálatas 5.1. Particularmente, acredito que muitos irmãos terão certa dificuldade de entender. O comentarista deveria ter feito menção do texto bíblico. Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Por isso, permaneçam firmes e não se submetam, de novo, a jugo de escravidão. (Gl 5.1 NAA). Como é típico em um verso de transição como esse, os intérpretes discordam se ele conclui 4.21–31 ou começa 5.2–11. O comentarista da revista, achou interessante comentar esse texto agora. Vamos entender o a passagem bíblica diz: 3.3.1 Primeiro, a liberdade é um dom conquistado por Cristo. Ela não é fruto do esforço humano, nem resultado de obediência à Lei, mas efeito direto da morte e ressurreição de Jesus. Essa liberdade tem um sentido abrangente: libertação do pecado, da maldição da Lei e também das forças espirituais que escravizam a humanidade. Para Paulo, recusar essa liberdade é desprezar o próprio evangelho.] 3.3.2 Segundo, essa liberdade precisa ser preservada ativamente. Paulo usa a imagem do “jugo”, comum no contexto judaico para falar da Lei, mas também usada em sentido mais amplo para descrever opressão e servidão. A advertência é clara: não basta ter sido liberto, é preciso permanecer firme, resistindo a qualquer tentativa de retornar a uma vida de escravidão espiritual, seja pelo pecado, seja por sistemas religiosos que se tornam substitutos da graça. Implicações 3.3.3 Vigiar contra novas formas de escravidão espiritual. Devemos examinar continuamente se estamos vivendo como livres ou como cativos de velhos hábitos, tradições ou vícios.
CONCLUSÃO A alegoria de Sara e Agar nos mostra que não existe meio-termo entre viver como escravo ou viver como filho. O caminho da carne, representado por Agar, é o do esforço humano, da religiosidade e da escravidão. O caminho da promessa, representado por Sara, é pura graça, liberdade e herança. Paulo deixa claro: fomos libertos em Cristo para nunca mais voltar às correntes da Lei ou às ilusões do pecado. Por isso, somos chamados a viver como filhos da livre, não como escravos da carne.
Considerada uma das principais vozes de seu gênero musical, Bruna Viola, de 32 anos, não esconde sua gratidão pelas oportunidades pessoais e profissionais que hoje refletem em seu sucesso. Em entrevista à Contigo!, a artista premiada com o Grammy Latino 2017 de Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa revelou mais detalhes dos desafios enfrentados ao longo de sua trajetória. “21 anos de carreira, sempre trazendo, por mais que novidades, mas sempre com a viola caipira, né? Cheguei a um lugar que eu nunca imaginei, principalmente com a viola caipira. Foi difícil. É um instrumento e uma música que eu carrego, que é difícil de estar nas grandes mídias, tocar na rádio, essas coisas. E eu batalhei muito e a gente conquistou isso. Eu e a minha violinha conquistamos isso, graças a Deus“, apontou.
“E aí, eu acho que a Bruna Viola já é uma artista consolidada, né? Todo mundo pensa em viola caipira. Querendo ou não, um pouquinho, lembra de mim o que eu fiz e o que eu tenho feito pela música raiz, pela viola. E aí eu acho que eu já consegui consolidar a minha carreira em cima disso: defensora da viola caipira. Vou continuar, sem dúvida, até porque no ‘Bruna Viola Improvável’, até mesmo no ‘Bruna Viola Improvável’, tem regravações de pagode de viola. Regravei ‘Mala Amarela’, que é um clássico da música caipira“, acrescentou.
Além disso, a artista comentou sobre as críticas que recebe quando se arrisca em outros gêneros musicais: “Então, eu e a viola, a gente vai estar sempre andando juntos. Vocês podem ficar calmos, gente. É porque, assim, a gente busca alguma coisa diferente, explorar o outro lado, o lado artístico mesmo, da Bruna Vviola, aí, tem gente que sai reclamando. Tem uns fãs que são mais conservadorzão. ‘Aí, vai largar viola’. Não vou, gente, vocês acalmem“.
“Se vocês não gostarem das músicas que eu gravei, escutem as de viola que eu gravei. Entendeu? Eu penso assim. E é exatamente isso, mostrar a versatilidade do artista, né? Porque eu sou uma cantora, eu posso cantar um pouquinho de tudo, né? Mas o meu forte mesmo, o meu trabalho, é a viola. Então, os mais conservadores podem ficar tranquilos, gente. A viola vai estar sempre empoleirada no peito da violeira aqui“, concluiu.
Entidades sem fins lucrativos de todo o Brasil interessadas em construir moradias por meio do Minha Casa, Minha Vida poderão enviar suas propostas para a Caixa Econômica Federal. O cadastro e a lista de documentos necessários para a apresentação destas propostas foram publicados na edição extra do Diário Oficial da União desta sexta-feira (22).
O texto regulamenta o processo de seleção e estabelece a meta de contratação do Minha Casa, Minha Vida – Entidades para 2025 (veja tabela abaixo). As moradias serão construídas em áreas urbanas, com recursos do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS). Podem participar entidades habilitadas sem fins lucrativos de todo o país. Poderão ser apresentadas propostas para as seguintes modalidades:
I – Aquisição de terreno e elaboração de projeto de unidades novas;
II – Elaboração de projeto de unidades novas;
III – Produção de unidades novas;
IV – Aquisição de imóvel e elaboração de projeto de unidades requalificadas;
V – Elaboração de projeto de unidades requalificadas; e
VI – Produção de unidades requalificadas.
A seleção das propostas observará critérios territoriais, sociais e de projeto. Tais critérios guardam consonância com as prioridades de atendimento constantes da Lei nº 14.620, de 13 de julho de 2023. Serão priorizadas propostas em imóveis disponibilizados pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU).
O Ministério das Cidades procederá à seleção das propostas, de acordo com a ordem de hierarquização, até o limite da meta. Caso esta meta não seja alcançada por inexistência de proposta enquadrada, o ministério poderá realizar o remanejamento da meta com vistas a contemplar propostas enquadradas e não selecionadas.
Nesta quinta-feira (21), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, entregam 400 Unidades Odontológicas Móveis (UOM), durante cerimônia em Sorocaba (SP). Com investimento de R$ 152 milhões do Novo PAC Saúde, os novos veículos vão beneficiar 1,4 milhão de pessoas que vivem em 400 municípios de todos os estados do país. A entrega marca a retomada, após 10 anos, de uma ação estratégica do Brasil Sorridente, que garante acesso à saúde bucal em regiões rurais, remotas e de difícil acesso.
As UOMs levam atendimento odontológico onde vivem populações que têm dificuldade de acesso a esse serviço, como indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, assentadas e quem está nas periferias urbanas. Com isso, o Ministério da Saúde busca garantir assistência em saúde bucal a todos os brasileiros e brasileiras. “Eu quero que cada brasileiro e cada brasileira tenham orgulho de sorrir. O Brasil Sorridente é hoje o maior programa de saúde bucal pública do mundo, e nós estamos mostrando que quando o governo tem coração e olha para o povo, o povo volta a sorrir com esperança”, afirmou o presidente Lula. Nesta primeira etapa do Novo PAC, o Nordeste é a região que mais vai receber Unidades Odontológicas Móveis, com um total de 207 veículos entregues, seguida do Norte, com 95 unidades, Sudeste (45), Centro-Oeste (32) e Sul (21). Até 2026, outras 400 unidades vão reforçar o atendimento em todo o país, totalizando 800 novos veículos.
Os municípios contemplados foram selecionados com base em critérios de vulnerabilidade socioeconômica, extensão territorial e proporcionalidade regional, buscando evitar a concentração de recursos e ampliar a cobertura em saúde bucal no SUS onde mais precisa.
“Saúde bucal é dignidade, é cidadania. Quando uma pessoa tem acesso a um dentista, a uma prótese dentária, quando pode recuperar o sorriso, ela também recupera a autoestima, a coragem de procurar um emprego, de falar na sala de aula, de conviver na igreja ou na comunidade sem vergonha. Cuidar da saúde bucal é cuidar da vida inteira das pessoas, é devolver oportunidade e esperança”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Mais investimento e mais acesso
Para incentivar a habilitação de mais Unidades Odontológicas Móveis no país, o Ministério da Saúde vai reajustar em mais de 30% o valor de implantação das unidades – que passará de R$ 7 mil para R$ 9,3 mil. Outra medida é que os municípios vão poder credenciar também suas unidades próprias ou financiadas por emendas parlamentares, o que potencializa o alcance da assistência. A portaria que viabiliza o aumento nos repasses foi assinada durante a cerimônia.
O Ministério da Saúde ampliou os recursos e a rede de serviços em saúde bucal em funcionamento no SUS. O investimento triplicou entre 2022 e 2024, passou de 1,5 bilhão para 4,3 bilhões de reais. Os recursos são destinados à ampliação do acesso, qualificação dos serviços e fortalecimento do Brasil Sorridente. O número de equipes, cresceu 25% no período, passou de 29 mil, em 2022, para 36,2 mil. A retomada das entregas das unidades móveis pelo Ministério da Saúde está alinhada aos objetivos do programa Agora Tem Especialistas, que também busca levar assistência em áreas remotas e de difícil acesso. Enquanto as carretas do novo programa levam atendimentos especializados como consultas, exames e cirurgias, as UOM fortalecem os cuidados primários e especializados em saúde bucal nos mesmos territórios.
Como funcionam as Unidades Odontológicas Móveis
A Unidade Odontológica Móvel é o componente móvel do Brasil Sorridente e uma extensão da Unidade Básica de Saúde, podendo ofertar tanto os procedimentos da atenção primária quanto, conforme a organização local, ações especializadas como tratamento endodôntico e a oferta de próteses dentárias. Quando necessário, as pessoas atendidas nas UOM também podem ser encaminhadas para continuidade do cuidado em serviços especializados, como os Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) e os Serviços de Especialidades em Saúde Bucal (Sesb), localizados no interior do país, com foco em municípios de até 20 mil habitantes. “Muita gente nunca considerou a odontologia como parte da saúde. Mas nós teimamos, insistimos e mostramos que cuidar da boca é cuidar da vida e da dignidade do povo brasileiro”, afirmou Lula. Cada UOM é equipada com cadeira odontológica completa, aparelho de raio-x, ar-condicionado, frigobar, exaustor, gerador de energia, canetas de alta e baixa rotação, fotopolimerizador, entre outros equipamentos essenciais para garantir a qualidade do atendimento odontológico. Para garantir mais segurança, eficiência e continuidade nos serviços, a previsão é que a frota seja renovada a cada 5 anos.
Os veículos são utilizados pelas equipes de Saúde Bucal (eSB), compostas por cirurgião-dentista e auxiliar e/ou técnico em saúde bucal, habilitadas pelo Ministério da Saúde. Os gestores locais podem compartilhar uma mesma UOM com mais de uma equipe, o que ajuda a levar cuidado às localidades que mais precisam.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou a Polícia Federal (PF) investigar as possíveis irregularidades de emendas parlamentares que somam R$ 694 milhões em repasses do orçamento da União.
A medida tem como alvo 964 emendas individuais de transferência especial, que ficaram conhecidas como “emendas Pix”, aprovadas entre 2020 e 2024 e que não tiveram plano de trabalho cadastrado no sistema oficial do governo. Dino deu 10 dias úteis para que o Tribunal de Contas da União (TCU) envie às superintendências da PF em cada estado a lista de emendas sem plano de trabalho a serem alvo de inquérito policial. O cadastro de plano de trabalho para as emendas Pix foi determinado pelo Supremo a partir de 2022, quando a Corte determinou a implementação de regras de transparência e rastreabilidade na liberação dos recursos públicos.
Outras medidas
Na mesma decisão, Dino determinou ainda que o Ministério da Saúde seja alertado a não executar emendas de relator ao Orçamento, identificadas pela sigla RP9, que não atendam a critérios objetivos como a correção de erros ou omissões. Fora desses critérios, as emendas não deverão ser executadas, ordenou o ministro. Em abril, Dino havia determinado o bloqueio nos repasses de 1,2 mil emendas para a área de Saúde, devido a irregularidades na abertura de conta específica para o recebimento dos recursos.
Outra determinação do ministro foi para que a Controladoria-Geral da União (CGU) realize, no prazo de 10 dias úteis, uma auditoria completa dos repasses feitos à Associação Moriá entre os anos de 2022 e 2024, com prioridade para convênios firmados com o Ministério da Saúde. A entidade é suspeita de irregularidades na execução dos recursos públicos. Dino reforçou que bancos públicos como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil somente podem transferir recursos de emendas parlamentares por meio da abertura de conta específica para cada emenda, ficando proibidas a utilização de “contas de passagem”. O ministro determinou que, a partir de 2026, qualquer repasse de emendas seja realizado somente por meio de Ordens de Pagamento de Parceria (OPP), sistema criado para aumentar a rastreabilidade dos recursos.
O Senado aprovou nesta quarta-feira (27) o projeto de lei que cria regras na tentativa de combater a adultização de crianças no mundo digital, seja por redes sociais, sites, programas e aplicativos, jogos eletrônicos ou plataformas específicas. O texto, que tem origem no Senado, voltou após a Câmara dos Deputados modificar o texto. Agora, após nova votação pelos senadores, a proposta segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
🔞O projeto estabelece uma série de obrigações aos provedores de serviços digitais. Entre as quais, garantir que haja vinculação das redes sociais de crianças e adolescentes a um responsável e, também, remover conteúdo considerado abusivo para este público. 📱O objetivo da lei é garantir a proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais. Ela se aplicará sobre todo produto ou serviço de tecnologia da informação quando houver possibilidade de uso por crianças e adolescentes. 💰O descumprimento das medidas pode levar a multas que vão de R$ 10 por usuário cadastrado na plataforma até um limite de R$ 50 milhões, dependendo da infração. ⛔As empresas também poderão ter suas atividades suspensas temporária ou definitivamente em caso de descumprimento das medidas. O texto foi aprovado de maneira simbólica, em que os senadores permanecem como se encontram e os contrários se manifestam. Se manifestaram contra a aprovação os senadores Carlos Portinho (PL-RJ), Eduardo Girão (Novo-CE), Jaime Bagatolli (PL-RO) e Luis Carlos Heinze (PP-RS).
O que diz o projeto?
Entenda o projeto contra a adultização de crianças
No caso de identificação de conteúdos de abuso sexual, sequestro, aliciamento e exploração, as empresas deverão comunicar imediatamente às autoridades nacionais e internacionais. As empresas também devem disponibilizar meios para que todos os usuários sejam denunciados por conteúdos com violações aos direitos das crianças e adolescentes. A partir da notificação, a informação deve ser repassada às autoridades para a instauração de investigação. Ainda na Câmara, para atender a uma demanda da oposição, o texto limitou o escopo de quem pode ser denunciante: apenas vítimas, responsáveis legais, Ministério Público ou entidades representativas de defesa dos direitos de crianças e adolescentes, independentemente de ordem judicial. ✉️Para que um conteúdo seja retirado do ar, o usuário que o publicou terá que ser previamente notificado sobre a necessidade dessa retirada, com a explicação do motivo, bem como se a análise do conteúdo foi feita de forma automatizada ou por uma pessoa. Os autores de conteúdo poderão recorrer da decisão a partir de um mecanismo que deve estar disponível de maneira acessível e clara na plataforma.
São considerado impróprios ou inadequados para crianças e adolescentes, pelo texto:
exploração e abuso sexual;
violência física, intimidação sistemática virtual e assédio;
indução, incitação, instigação ou auxílio a práticas que levem a danos à saúde física ou mental de crianças e adolescentes, como automutilação e uso de substâncias que causem dependência, por exemplo;
promoção e comercialização de jogos de azar, apostas, loterias, produtos de tabaco, bebidas alcoólicas, narcóticos ou produtos de comercialização proibida a crianças e adolescentes;
práticas publicitárias predatórias, injustas ou enganosas;
conteúdo pornográfico.
Caso uma denúncia seja feita de forma arbitrária, sanções também poderão ser adotadas, inclusive com a possibilidade de suspensão temporária ou perda da conta para quem fizer falsa denúncia reiteradamente.
Verificação de idade
Felca revela que levou cerca de um ano para finalizar vídeo sobre adultização
🚸Os fornecedores de produtos com conteúdo impróprio para menores de 18 anos deverão impedir o acesso por crianças e adolescentes.O projeto determina apenas que os fornecedores devem “adotar medidas eficazes”, através de “mecanismos confiáveis de verificação de idade a cada acesso do usuário ao conteúdo”.O projeto de lei proíbe que a conferência de idade seja feita através de autodeclaração do usuário.O texto estabelece que o poder público poderá atuar como um regulador da verificação de idade, bem como certificar os processos e promover as soluções técnicas para que a idade do usuário seja aferida adequadamente.No caso das redes sociais, o texto determina que contas de usuários com até 16 anos devem estar, obrigatoriamente, vinculadas à conta ou à identificação de um de seus responsáveis legais.
Os provedores poderão requerer dos responsáveis a verificação da identidade da criança ou do adolescente que solicitou acesso à plataforma.
Controle dos pais
👨🏼👩🏼👧👦O projeto também exige que as empresas responsáveis por produtos ou serviços digitais disponibilizem para os meios mecanismos para garantir o acompanhamento do conteúdo acessado pelas crianças e adolescentes.⏱️E ainda limitar o tempo de uso. Isso deve estar de forma transparente nas plataformas.
Segundo o texto, deverá ser disponibilizado um “exibir aviso claro e visível quando as ferramentas de supervisão parental estiverem em vigor”.
Medidas de prevenção
O projeto determina que os provedores elaborem políticas claras e eficientes de prevenção à intimidação e ao assédio no ambiente virtual.Também caberá às empresas desenvolver programas educativos para crianças, adolescentes, pais, educadores, funcionários e equipes de suporte sobre os riscos, formas de prevenção e enfrentamento dessas práticas, nos termos de regulamento.As redes que tiverem mais de 1 milhão de crianças ou adolescentes como usuários deverão apresentar um relatório semestral com a quantidade de denúncias de abusos recebidas, a quantidade de conteúdo que foi moderada, bem como o detalhamento do gerenciamento de risco à segurança e à saúde de crianças e adolescentes identificados.
🎥Felca possui mais de 5,23 milhões de inscritos no canal dele no Youtube, que foi criado em julho de 2017. No Instagram, são mais de 13,7 milhões de seguidores.
Jogos eletrônicos
A principal mudança aprovada pelo Senado foi sobre caixas de recompensa em jogos eletrônicos, conhecidos como “loot boxes”. Originalmente, a Câmara dos Deputados permitia a existência desse tipo de produto desde que seguissem condições específicas.Entretanto, o relator da proposta, senador Flávio Arns (PSB-PR), reestabeleceu o texto original sobre o assunto, em que torna proibitivo o acesso de crianças e adolescentes a jogos eletrônicos que tenham caixas de recompensas.
“Entendemos que as ressalvas criadas no referido dispositivo, embora louváveis, não são suficientes para justificar a legalização dessa prática, uma vez que não afastam o caráter de jogo de azar das caixinhas de recompensa”, justificou Arns.
O relator ainda ponderou que a possibilidade de crianças e adolescentes terem acesso a esse tipo de jogo poderia ser uma forma de iniciação aos jogos de azar, em função das similaridades.
247 – Em entrevista ao UOL nesta quarta-feira (27), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), fez críticas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontado como provável candidato contra a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026. Haddad afirmou que o posicionamento de Tarcísio contrário à taxação dos super-ricos representa um alinhamento com a elite econômica brasileira e cobrou que o governador se pronuncie sobre a proposta da chamada “reforma da renda”.
Segundo o ministro, setores do mercado financeiro e da elite nacional resistem a agendas de combate à desigualdade, o que os leva a buscar candidatos que defendam pautas conservadoras. “A elite não vai de Lula. A elite brasileira não consegue assimilar o presidente. [A Faria Lima] não vai abraçar o Lula. Então eles vão ter que viabilizar outro candidato. A elite tem problema com a agenda progressista. Estamos entre os dez países mais desiguais do mundo, nós perdemos para 47 dos 54 países da África em desigualdade”, disse Haddad. O ministro destacou que Tarcísio já se posicionou contra a taxação dos mais ricos e relacionou isso à necessidade de apoio político. “O Tarcísio já falou que é contra taxar o super-rico. Talvez se ele não falasse isso não teria o apoio desse pessoal. Mas, para uma pessoa se candidatar disposta a não querer olhar no espelho da desigualdade brasileira, é uma opção”.Haddad ponderou, no entanto, que não acredita em uma campanha de “baixaria” por parte do governador, apesar da possibilidade de aliados recorrerem a estratégias de desinformação. “Não acredito que ele tenha, a julgar pelo comportamento dele até aqui, um espírito de fazer uma eleição de baixaria. Embora ali o entorno, tem muita gente ali que vai usar fake news, impulsionamento de coisas… O problema maior, o meu desejo, é que nós possamos jogar luz sobre o que está em disputa, para que a opinião pública possa se posicionar em relação a ideias”.Ao abordar a reforma da renda, que prevê a taxação de super-ricos e alívio tributário para trabalhadores e consumo, o ministro ressaltou que a posição de potenciais candidatos à Presidência é crucial para o debate público. “Agora vamos votar [a reforma] da renda. Tem gente querendo não taxar os super-ricos. Eu acho, por um lado, positivo que esse tipo de opinião venha a público, que a pessoa fale isso. Não sei se algum jornalista perguntou para o Tarcísio o que ele acha desse projeto. Mas um candidato a presidente deveria se manifestar sobre isso, assim como ele se manifestou sobre a reforma tributária e apoiou, contrariando o Bolsonaro”.Haddad recordou que Tarcísio apoiou a reforma tributária, mesmo sob resistência de Jair Bolsonaro (PL), mas ressaltou que o novo projeto enfrenta interesses mais sensíveis. “Aquela reforma não feria certos pilares da economia brasileira, não mexia com interesses de classe, a não ser na questão da cesta básica. Mas agora, na reforma da renda, mexe. Então seria interessante saber o que pensam os presidenciáveis, não apenas o Tarcísio. Eles vão ajudar a votar a favor? Vão trabalhar contra? Isso diz muito para a sociedade brasileira”.O ministro concluiu destacando o apoio popular à proposta, citando pesquisas que mostram ampla aceitação. “80% da população é a favor desse projeto. Todas as pesquisas de opinião dão entre 70% e 80% de aprovação. Não era importante um presidenciável vir a público e dizer o que pensa? O Congresso vai votar”. As declarações ampliam a pressão sobre Tarcísio de Freitas e outros possíveis candidatos ao Planalto, colocando a desigualdade social e a tributação sobre os super-ricos no centro do debate político que deve marcar a corrida presidencial de 2026.
Decisão liminar impõe multa de R$ 50 mil por dia para plataformas que permitirem trabalho de crianças sem autorização judicial
247 – A Justiça do Trabalho determinou, nesta quarta-feira (27), que as plataformas Instagram e Facebook devem suspender imediatamente a exploração do trabalho infantil artístico, proibindo qualquer atividade de crianças e adolescentes sem autorização judicial prévia. A medida, concedida pela juíza da 7ª Vara do Trabalho de São Paulo, foi motivada por uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pelo Ministério Público de São Paulo. Em caso de descumprimento, será imposta uma multa diária de R$ 50 mil por criança ou adolescente envolvido em situação irregular. As informações são do g1. A decisão liminar enfatiza que expor menores de idade na internet com fins lucrativos sem uma devida avaliação judicial pode acarretar sérios riscos à saúde física e mental dos envolvidos. A juíza destacou, ainda, os danos que essa prática pode causar, como pressões para produzir conteúdo de forma contínua, ataques virtuais que afetam a autoestima, o uso indevido da imagem, prejuízos educacionais e a privação de momentos típicos da infância.O processo recebeu apoio de um inquérito civil que identificou perfis de crianças e adolescentes atuando comercialmente nas redes sociais. O MPT, em sua denúncia, apontou que tal atividade infringe o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Constituição Federal, especificamente no que tange ao trabalho infantil e à proibição de trabalho a menores de 16 anos, salvo em condições específicas como aprendiz. A Polícia Civil de São Paulo também revelou, por meio de investigações, que o Brasil possui uma crescente demanda por perfis de menores de idade em plataformas digitais. O impacto dessa exploração vai além das questões financeiras e educacionais, pois coloca as crianças e adolescentes em risco de abuso virtual, como estupros virtuais, automutilação e outros crimes digitais. A coordenadora do Núcleo de Operações e Investigações (NOAD), delegada Lisandrea Salvariego, afirmou que o grupo responsável por esse tipo de crime atua como uma organização criminosa, promovendo a venda de pornografia infantil e outros atos ilícitos nas plataformas digitais. Ela ressaltou que, além da exploração sexual, as investigações também apontam para o envolvimento dos menores em atividades criminosas como instigação de automutilação e até mesmo suicídios.
247 – Em entrevista concedida após evento do Lide em Brasília, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes exaltou a atuação de Alexandre de Moraes no combate às ameaças à democracia. Recentemente, Moraes tem sido alvo de ataques por parte do governo de Donald Trump, dos Estados Unidos, que o acusou de promover uma perseguição política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Eu acho que o Brasil deve muito ao ministro Alexandre de Moraes. Eu sou plenamente solidário ao ministro Alexandre de Moraes. Eu acho que se nós estamos aqui hoje em um ambiente democrático devemos muito ao ministro Alexandre de Moraes. E eu sei que a história vai lhe fazer justiça”, afirmou Gilmar Mendes. Para Gilmar, a firmeza de Moraes foi crucial em momentos recentes de instabilidade política e institucional. O ministro ressaltou que não há dúvidas sobre a importância do colega para o funcionamento democrático. “Eu apoio o ministro Alexandre de maneira inquestionável”, reforçou.
Relações de trabalho e modernização jurídica
O ministro também abordou a pejotização e a necessidade de atualizar a legislação trabalhista diante das transformações tecnológicas. “Hoje a gente já não discute mais a relação de emprego, mas fala de trabalho. Já temos várias legislações sobre isso, MEI, o Salão Parceiro e tantas outras relações que se desenvolveram com base na tecnologia. E é preciso que se façam os ajustes jurídicos nesse sentido”, disse.
Inteligência artificial e soberania tecnológica
Outro ponto de preocupação levantado por Gilmar foi o impacto da inteligência artificial na economia e no trabalho. O ministro defendeu investimentos em tecnologia nacional. “No atual momento, nós vivemos uma espécie de neocolonialismo tecnológico. As transações financeiras, dizem-nos os bancos, são feitas 70%, 80% pelos canais da Amazon. Nós não temos canais brasileiros para fazer isso. Nós não temos cloud, não temos nuvem. Precisamos olhar tudo isso”, alertou. Para ele, o Brasil deve investir em pesquisa própria. “Eu também sugiro que nós mesmos, brasileiros, desenvolvamos tecnologias, inclusive na área da inteligência artificial. Acho que é fundamental”, afirmou, lembrando ainda da necessidade de qualificação profissional para enfrentar os novos cenários.
Apesar dos ataques externos e da cumplicidade criminosa de setores da oposição, o Brasil continua a mostrar resiliência e vitalidade em sua economia. Mesmo diante do tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos, com o apoio explícito do deputado Eduardo Bolsonaro contra os interesses nacionais, o país mantém resultados expressivos na geração de empregos, fruto direto de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento econômico interno, o fortalecimento da indústria e o estímulo ao mercado de trabalho.
Segundo os dados do CAGED, divulgados pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, nesta quarta-feira, somente em julho de 2025, todos os cinco grandes grupamentos econômicos apresentaram saldos positivos. O setor de Serviços liderou, com +50.159 novos postos, puxado por atividades administrativas, transporte e saúde. O Comércio veio em seguida, com +27.325 empregos, especialmente no varejo. A Indústria cresceu +24.426, destacando-se alimentos e veículos automotores. Já a Construção Civil adicionou +19.066, e a Agropecuária fechou com +8.795, impulsionada pela soja e pela laranja. No acumulado de agosto de 2024 a julho de 2025, foram +1,5 milhão de vínculos formais criados, elevando para 48,5 milhões o estoque de trabalhadores com carteira assinada. Esse resultado reflete não apenas a recuperação da confiança no ambiente econômico, mas também o impacto de investimentos estratégicos em infraestrutura, políticas de crédito direcionado e estímulo à produção nacional. O perfil das novas contratações revela inclusão social. Jovens entre 18 e 24 anos responderam por quase 95 mil vagas, enquanto aprendizes até 17 anos somaram mais de 12 mil postos. Mulheres tiveram participação crescente no comércio e serviços, e houve avanço também na inserção de pessoas com deficiência (+774). Entre os grupos raciais, pardos (+108 mil) e pretos (+21 mil) lideraram os saldos, demonstrando que as oportunidades estão chegando com mais força à base da pirâmide social. Os números confirmam a robustez do mercado de trabalho nacional e a capacidade do país de manter-se no rumo do crescimento com inclusão. O Brasil prova, mês a mês, que tem força para resistir às pressões externas e internas. O tarifaço norte-americano e a sabotagem de setores ligados ao bolsonarismo não foram suficientes para interromper um ciclo virtuoso de geração de empregos formais, sustentado por políticas públicas que valorizam o trabalho, estimulam a produção e fortalecem a soberania nacional.
A taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano, representa um problema mais grave para a economia nacional do que o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil, disse nesta quarta-feira (27) o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. A declaração foi feita ao avaliar os resultados do Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados (Caged), que registrou a menor criação de empregos formais em julho desde 2020.Segundo o ministro, a elevação dos juros tem efeito direto na atividade econômica e no mercado de trabalho. O patamar da taxa é definido pelo Banco Central nas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom).
“Peço para o santo dos juros baixar esse juro, esse é o principal problema, maior que o tarifaço. Precisamos de redução de juros urgentemente para a atividade se manter”, declarou Marinho.
“Creio que passaremos por isso, e tenho certeza que o comércio exterior brasileiro sairá mais forte”, afirmou Marinho.
O ministro ressaltou que o acesso aos financiamentos pelas empresas prejudicadas será condicionado à manutenção dos empregos.
Pejotização
Durante a entrevista coletiva sobre o Caged, Marinho também criticou a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal (STF) reconhecer a legalidade de contratos de prestação de serviço por pessoas jurídicas, prática conhecida como pejotização. Ele classificou a medida como “um crime contra a ordem econômica”. Para o ministro, a substituição da carteira assinada pela contratação via pessoa jurídica (PJ) traria sérios riscos à Previdência Social, ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e até ao papel do BNDES.
“Caminhar para a pejotização é um desastre. Isso é fraude trabalhista”, disse.
O tema tramita no STF, por meio de um recurso extraordinário com agravo, com repercussão geral reconhecida. O relator, ministro Gilmar Mendes, sinalizou nesta quarta-feira (27) ser favorável à legalidade da prática e afirmou que o julgamento poderá ocorrer ainda este ano. A Corte deverá analisar três pontos principais: a validade da contratação de trabalhadores como pessoas jurídicas, a competência da Justiça do Trabalho para julgar supostas fraudes e a responsabilidade sobre a apresentação de provas nesses casos. Gilmar destacou que a discussão tem impacto econômico e social relevante, considerando tendências de flexibilização nas relações trabalhistas em diversos países.
“Neste Dia do Soldado, celebramos a dedicação e a coragem de todos os homens e mulheres que arriscam a vida para proteger nossa nação e garantir a segurança de todos os cidadãos. Vocês são o braço forte que defende o país e a mão amiga que ampara a sociedade, um exemplo de disciplina, civismo e amor à pátria. Que o Brasil reconheça sempre o valor do seu soldado, valorizando o serviço de quem é a segurança e a proteção do povo brasileiro. Parabéns a todos os soldados!”
Temas que podem ser destacados
Coragem e Determinação:
O soldado é aquele que se destaca pela sua bravura em face do perigo, um pilar de força para o país.
Dever e Sacrifício:
A vida do soldado é marcada por um compromisso com o dever, o que muitas vezes implica deixar a família e a segurança pessoal em nome de um bem maior.
Amor à Pátria e Serviço:
O soldado é movido por um profundo amor à pátria e um desejo de servir e proteger a sociedade em que vive.
Cidadania e Civismo:
O serviço militar forma cidadãos com forte senso de dever e disciplina, fundamentais para a construção de um país mais seguro e próspero.
No domingo (24) não foi diferente, um abençoado culto na presença de Deus. Estavam presentes o pastor da cidade de Betânia, o Pr. Enoque e parte da Mocidade daquela cidade. O Jogral apresentado pela mocidade da igreja local foi lindo.
Tudo para a honra e glória do Nosso Senhor Jesus Cristo.
Nestes dias 23 e 24 de agosto de 2025, na Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Santa Terezinha PE, foi realizado o 5° Encontro de Jovens com o tema: JOVENS QUE INFLUENCIAM A SUA GERAÇÃO. I Pedro 2:9. No dia 23(sábado) estava presente a mocidade de Tabira com o Presbítero Ev. Antônio Roberto Batista, representante do pastor presidente Ailton José Alves e a orquestra daquela igreja , que é formada por jovens, uma benção. Também estava presente a cantora Wayne Aline vinda de Recife, vários irmãos de outras denominações e visitantes. A Igreja se alegrou na presença do Espírito Santo de Deus. O culto foi fervoroso e a presença da Trindade foi marcante.
A cantora Lauana Prado e sua equipe passaram por um susto nesta segunda-feira (18), quando o avião em que estavam precisou realizar um pouso de emergência em Goiânia.
O que aconteceu durante o voo
Segundo a assessoria da artista, a aeronave partiu de Anápolis, no Centro de Goiás, por volta das 9h30. Durante o trajeto, houve a abertura acidental de uma das portas, o que obrigou o piloto a retornar e pousar no aeroporto da capital. Ninguém ficou ferido.
Após o ocorrido, Lauana divulgou uma nota em que descreveu a situação. “Foi realmente um susto muito grande, nunca passei por algo parecido. Graças a Deus estamos bem. Estamos ainda muito abalados mas agradecidos por não termos tido um desfecho muito pior”, disse a cantora.
A atriz Bianca Bin abriu o jogo sobre sua decisão de não gravar novelas e revelou que não pretende viver uma rotina considerada exaustiva. Conhecida por papéis marcantes na TV Globo, a atriz desabafou sobre a escala das produções de novela, que exige gravações seis dias por semana, com apenas uma folga. Para a atriz, a prática compromete a saúde física e mental dos profissionais do setor. “Não dou mais conta de gravar seis vezes por semana”, disse ela em entrevista para o portal UOL, publicada na semana passada. A decisão reaquece o debate sobre saúde mental no trabalho. Segundo dados do Ministério da Previdência Social, mais de 10 mil trabalhadores foram afastados em 2024 por transtornos mentais ligados ao trabalho – o que equivale a 27 pessoas por dia. Entre as principais causas estão ansiedade, depressão, estresse e a síndrome de burnout.
Para a psicóloga *Ana Lara Vilar, especialista em saúde mental, o alerta de Bianca não é isolado.
“Vivemos em uma cultura que naturaliza o excesso de produtividade e não dá espaço para pausas. Esse ritmo é um caminho direto para o burnout. Quando alguém decide dizer ‘não’, não é fraqueza, mas sim preservação”, analisa.
Bianca, por sua vez, deixa claro que não quer romantizar a exaustão. O posicionamento da atriz ecoa no setor cultural, onde profissionais frequentemente enfrentam jornadas de trabalho noturnas, pouco descanso e pressão constante por resultados. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o burnout é classificado como um distúrbio ocupacional causado pelo excesso de demandas. E no Brasil, pesquisas apontam que 70% dos trabalhadores já relatam sintomas de estresse elevado no ambiente profissional, colocando o país entre os líderes mundiais nesse ranking. “Para mim, o descanso é imprescindível. Meu problema com a TV é que não conseguem garantir que eu terei duas folgas semanais. Eu digo humanamente e humildemente que não dou conta de gravar seis vezes por semanas. Quero uma relação mais saudável com o trabalho. Não quero romantizar o burnout, a estafa. Sei que muita gente não entende meu afastamento da TV, mas eu banco o incômodo de não agradar os outros com minhas escolhas”, declarou a atriz, O último trabalho inteiro de Bianca Bin em uma novela foi “O Outro Lado do Paraíso”, trama exibida no horário nobre da Globo em 2017. De lá para cá, a estrela fez apenas participações especiais em alguns capítulos das novelas. Ultimamente, ela esteve em “Eta Mundo Melhor”, com uma participação no início do folhetim, que é baseado em “Êta Mundo Bom!”, do qual ela participou e que foi exibido em 2016.
Em entrevista exclusiva ao The Washington Post, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes disse que a Corte Suprema está “preservando a democracia brasileira” e, portanto, fará “o que é certo”. “Não há a menor possibilidade de recuar nem um milímetro” disse Moraes em uma entrevista de uma hora em seu gabinete: “Faremos o que é certo: receberemos a acusação, analisaremos as provas e quem deve ser condenado será condenado, e quem deve ser absolvido será absolvido.”
Aos olhos do governo americano, Moraes é classificado como um vilão global. “Juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal”, disse o Secretário do Tesouro Scott Bessent. “O rosto mundial da censura judicial”, nas palavras do Secretário de Estado Adjunto Christopher Landau. “A acrimônia não é mútua”, disse Moraes ao jornal americano. O ministro disse que sempre buscou inspiração na história da governança americana, discorrendo sobre as obras de John Jay, Thomas Jefferson e James Madison. “Todo constitucionalista tem uma grande admiração pelos Estados Unidos”, disse o juiz.
Moraes disse que o Brasil e os Estados Unidos eram amigos e admitiu que acreditava que o crescente abismo entre eles era temporário, impulsionado pela política e pelo tipo de desinformação que ele passou anos tentando reprimir. O ministro citou o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que lidera uma campanha diplomática rebelde instando hostilidades dos EUA contra o Brasil e sanções contra Moraes. “Essas narrativas falsas acabaram envenenando a relação – narrativas falsas apoiadas pela desinformação espalhada por essas pessoas nas redes sociais”, disse Moraes. “Então o que precisamos fazer, e o que o Brasil está fazendo, é esclarecer as coisas.” Perguntado sobre a perda de liberdades pessoais e restrições de viagem impostas a ele pelo governo dos EUA, Moraes respondeu que “isso não é agradável de passar”. Mas, segundo ele, o Brasil estava contra forças poderosas que queriam desfazer a democracia, e era seu trabalho detê-las. “Enquanto houver necessidade, a investigação continuará”, concluiu.