O Sintepe (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco) realizou, nesta quarta-feira (23), uma paralisação das escolas da rede estadual de ensino, com a adesão de mais de 900 escolas, o que representa cerca de 90% das unidades no Estado. No Recife, o Sindicato realizou uma passeata saindo do Parque 13 de Maio, com protesto em frente à Assembleia Legislativa, onde participou também de uma audiência pública que tratou da qualidade da merenda escolar.
A mobilização contou com a participação de professores, demais trabalhadores em educação, estudantes e comunidades escolares, em um dia marcado pela defesa da escola pública, por investimentos em estrutura, climatização de salas de aula e valorização dos profissionais da educação.
A paralisação teve como principal objetivo denunciar os graves problemas enfrentados pelas unidades escolares em Pernambuco, situações que vêm sendo constantemente relatadas e cobradas pelo Sintepe. Entre as demandas, estão o sucateamento das escolas, a precarização das condições de trabalho, a falta de infraestrutura adequada, ausência de climatização nas salas de aula, atraso na entrega dos kits escolares e a baixa qualidade da merenda oferecida aos estudantes.
A presidenta do Sintepe, Ivete Caetano, destacou dados preocupantes sobre o repasse do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e cobrou explicações do Governo do Estado sobre a devolução de recursos não utilizados no ano de 2023. “O Governo precisa explicar por que deixou os estudantes passando fome em 2023 e permitiu que mais de 30 milhões de reais do PNAE voltassem para a União”, questionou Ivete.
Ela alertou ainda para as consequências desse descaso: “Quando o Governo do Estado não utiliza os recursos do PNAE, o valor repassado no ano seguinte é reduzido. Isso porque o programa entende que, se o governo não conseguir aplicar os valores, também não terá capacidade de investir adequadamente no ano seguinte. Ou seja, a incompetência administrativa penaliza diretamente a população pernambucana”, reforçou a presidenta.
O Sintepe, com base em levantamento parcial realizado junto aos seus Núcleos Regionais em todo o estado, registrou até às 19h desta quarta-feira (23), que 940 escolas aderiram à paralisação. Desse total, 67,2% fecharam totalmente, 27,2% fecharam parcialmente e 5,6% realizaram atividades alusivas ao dia. Este número representa cerca de 90% da rede que é composta por 1.051 escolas.
Nesta quinta-feira (24), o Sindicato realizará uma Assembleia Geral onde debaterá com a categoria a contraproposta do Governo à Pauta de Reivindicações entregue neste ano.
sintepe.org.br
“É vergonhoso hein governadora Raquel Lyra? Será que ela tem algum problema mental? Ela estar desequilibrada deste do início do governo”.
Profissionais da educação organizaram, nesta quarta-feira (23), uma mobilização nacional em defesa da educação pública de qualidade, com paralisações em todo o país. O movimento, engajado por sindicatos filiados à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), integra as ações da 26ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, campanha anual que ressalta a importância da valorização profissional, do investimento adequado e da gestão democrática nas escolas públicas. Entre os temas de destaque da mobilização estão as privatizações do setor e a necessidade da valorização dos professores e demais trabalhadores da educação, por meio de reajuste do piso salarial, planos de carreira e concursos públicos. “Uma coisa que tem chamado muito a atenção é a ausência de concurso público para a carreira do magistério”, explica Rosilene Corrêa, secretária de Finanças da CNTE. “Não estou nem me referindo às demais funções, que isso já é uma situação caótica do quanto nós já temos um quadro precarizado de terceirização. Mas é claro que a defesa é do concurso público para todos os cargos da educação, mas em se tratando de magistério, temos um caos, estamos vivendo um apagão docente”, diz. De acordo com a secretária, mais de 50% dos professores de educação básica hoje em sala de aula estão em contratação temporária. “Isso é um verdadeiro desmonte do Estado, da educação pública”, denuncia.
Protesto em Recife – João Carlos Mazella/Sintepe
A onda de privatizações de escolas é outro assunto urgente, de acordo com a representante do CNTE. “Alguns lugares estão conseguindo privatizar a nossa educação pública, a gestão das nossas escolas. E nós precisamos mais do que nunca fortalecer a gestão democrática, então é muito importante fortalecer esse debate, do que significa ter uma gestão democrática nas nossas escolas”, diz.
Mobilizações pelo país
Uma das maiores adesões à paralisação ocorreu no estado de Pernambuco, com 900 escolas estaduais paradas – o equivalente a 90% da rede de ensino. Desse total, 67,2% fecharam totalmente, 27,2% fecharam parcialmente e 5,6% realizaram atividades alusivas ao dia. Este número representa cerca de 90% da rede, composta por 1.051 escolas. Organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), essa foi uma das maiores paralisações dos últimos anos.Nesta quinta-feira (24), o sindicato realizará uma assembleia geral onde debaterá com a categoria a contraproposta do governo à pauta de reivindicações entregue neste ano.
Em Fortaleza (CE), os estudantes participaram ativamente das manifestações, entregando cartas ao prefeito Evandro Leitão (PT), com relatos sobre as condições precárias das escolas. A mobilização na capital cearense teve início na terça-feira (23), reunindo educadores em um ato que cobrou do prefeito mais respeito e compromisso com o ensino.
Estudantes escreveram cartas sobre a precariedade das escolas – Divulgação/Sindiute
No Piauí, além da paralisação, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica Pública do Piauí (Sinte-PI) realiza uma série de atividades centradas no lema “Escola pública não é negócio. É direito!”. A programação denuncia os processos de privatização do ensino, a retirada de direitos e a precarização das condições de trabalho dos (as) profissionais da educação. Na avaliação do CNTE, o movimento foi exitoso. “A adesão foi muito significativa, muito mesmo, com grandes mobilizações, com assembleias, com marchas, enfim, atividades de acordo com a realidade de cada município, cada categoria”, afirma Corrêa. De acordo com informações publicadas no site do CNTE, os sindicatos e profissionais da educação realizaram atos também nos estados do Maranhão, Paraíba, Piauí, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Tocantins. “Temos categoria, inclusive, em greve, como no caso de São Paulo, que nem todos fizeram a assembleia, mas fizeram uma mobilização que pudesse atender aquela demanda local”, diz Corrêa. Os professores da rede municipal de ensino da capital paulista estão em greve desde o dia 15 de abril. Eles se opõem as privatizações e reivindicam reajuste salarial de 44%.
“É lamentável, a gente vê a situação do professores perdendo seus direitos constitucionais, enquanto os governantes tratam os mesmos com desdém, as reclamações são várias, a partir dos seus salários, do bem-estar nas salas de aulas, fardamentos, merenda escolar, ninguém sabe onde é que eles colocam este dinheiro. Por que os professores são tão humilhados? Às salas de aulas estão superlotadas de alunos, mas os governantes não fazem nada para melhorar, sempre ficam com suas desculpas vergonhas, enquanto a população já sabe dos descasos que os governantes têm para a classe educacional. Em Pernambuco pela 1º vez temos uma governadora que é opróbio para todo o estado, só vemos ela correndo de um lado pra outro, foi a 1º vez na história de Pernambuco que se vê um governante correr tanto e o povo reclamado da mal administração”.
Neste sábado e domingo (19 e 20 de abril de 2025), Foi realizado a festividade de jovens, dos 49 anos da Umadesje (União da Mocidade de São José do Egito). Com o Tema:“Jovens crescendo na graça e no conhecimento”.
Baseado em 2 Pe 3.18. A festividade contou com a presença de jovens de cidade circunvizinhas e demais irmãos e visitantes.
O pastor Dário e sua esposa Maria José (irmã Dedé) estão na direção da referida igreja a 16 anos. Durante este tempo todo realizou diversos congressos de Mulheres, Mocidade, grandes Cruzadas evangelísticas. É um pastor muito sábio e tem conduzido o trabalho do Senhor com muito esmero e cumplicidade. Um homem de Deus, com muita simplicidade e sabedoria. Sempre com palavras de ânimo e encorajamento.
A Igreja tem como pastor presidente Ailton José Alves e pastor local, o Evangelista Dário Gomes.
“Uma comunhão de 16 anos, mantendo sempre ótimas receptividades em todas as oportunidade que nós encontramos e nas festividades”
Obs:O freitasnews.com.br teve um problema em um dos vídeos que foi mais de 1 h infelizmente foi corrompido.
Importante para a qualidade de vida, segurança pública, mobilidade, trânsito de pessoas e veículos, assim como no estímulo a atividades econômicas, a iluminação pública está presente na vida de mais de 90% dos brasileiros. É o que aponta a Pesquisa Características Urbanísticas do Entorno dos Domicílios, que fez parte do Censo Demográfico 2022, divulgada nesta quinta-feira (17/4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Amapá, na região Norte, foi o único estado que ficou abaixo desse percentual, como explica o pesquisador do IBGE, Maikon Novaes. “O maior deles foi registrado o estado do Goiás, com 99%. O estado do Amapá foi o único estado com índice inferior a 90%. Havia apenas 51 municípios com menos de 80%, entre eles Itaubal, no Amapá, com menos de 50%, Benjamim Constant, Uiramatã, em Roraima, e Diamante do Sul, o único na região Sul, Paraná, com 60,6%.” A pesquisa também revelou as condições de infraestrutura urbana, levando em conta o recorte cor ou raça dos moradores da região. A população que se considera amarela possui melhor infraestrutura em quase todos os quesitos, como pavimentação, iluminação pública, pontos de ônibus, sinalização para bicicleta, presença de calçada ou passeio, rampa para cadeirantes e arborização. A população branca apresenta a segunda melhor posição em quase todos os elementos pesquisados. Por outro lado, a parcela preta dos brasileiros apresenta percentuais mais baixos em quesitos como iluminação pública, via sinalizada para bicicleta, presença de calçada ou passeio, rampa para cadeirantes e arborização. Já população indígena, residente em áreas com características urbanas, apresenta os piores percentuais para a presença de todos os quesitos sobre infraestrutura, pesquisados pelo IBGE.
O Ministério Público Federal (MPF) emitiu uma nota técnica com o objetivo de orientar gestores públicos acerca de medidas de controle e transparência na administração de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Entre outros pontos, o documento trata da correção da movimentação bancária desses valores, disponibiliza orientações para os gestores locais e indica medidas essenciais para garantir a correta destinação da verba.
A nota pontua a necessidade de criação de uma conta única e específica, vinculada às secretarias de educação ou órgãos gestores equivalentes, para a movimentação dos valores, levando em conta o que determina a legislação. Esse procedimento visa garantir que os valores sejam aplicados, exclusivamente, na melhoria da educação básica, de maneira transparente.
Irregularidades
De acordo com o MPF, ao longo de 2024 foram identificadas irregularidades em municípios que não cumprem as normas, com favorecimento de fraudes e desvios. Só no estado do Maranhão, por exemplo, dez municípios tiveram bloqueio de R$ 134 milhões nos valores recebidos do Fundeb, no ano passado.
As cidades eram São Bernardo, Santa Quitéria, Zé Doca, Maranhãozinho, Igarapé do Meio, Serrano do Maranhão, Pio XII, Bacuri, Satubinha e Altamira do Maranhão. Nas ações, os entes são acusados de terem inserido dados falsos majorados no Censo Escolar, na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA), para aumentar o recebimento de recursos federais do Fundo. Para evitar problemas como esses, o MPF orienta que os gestores movimentem os recursos apenas de forma eletrônica, com proibição de saques em espécie e transferências para contas correntes diversas. A iniciativa faz parte de uma parceria entre o MPF e o Tribunal de Contas da União (TCU). O projeto, que utiliza dados de relatórios extraídos do Sistema Informatizado de Auditoria Contínua em Programas de Educação (Sinapse), identifica problemas na titularidade das contas específicas do Fundeb, como a ausência de vinculação à Secretaria de Educação, o que compromete a correta aplicação dos recursos.
Fonte: Brasil 61
Tem novidade chegando sobre o novo ciclo da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. A nova fase traz mudança nas regras de adesão e aplicação dos recursos. E isso foi definido com mobilização do Ministério da Cultura e com a participação das entidades representativas.
O coordenador do Comitê Gestor da Aldir Blanc e atual secretário-executivo-adjunto do Minc, Cassius Rosa, explica qual é a principal mudança: “Quando foi criada, a lei estabeleceu um estoque de R$ 15 bilhões, a serem distribuídos em cinco anos para os entes. Esse recurso é dividido em 50% para os estados e 50% para os municípios, tendo como regra a distribuição. A grande alteração que a lei traz para esse próximo ciclo, a grande mudança, é o estabelecimento de um piso mínimo de execução para os entes. Todo ente, seja estado ou município, para poder receber a nova parcela, precisará executar pelo menos 60% do recurso já recebido.”
Estado e município que aderir à política utilizando o dinheiro repassado pelo governo federal, por meio do MinC, vai investir em cultura para toda a população. Os recursos podem ser aplicados de várias formas, como afirma o secretário:
“Vai desde construção, reforma e restauro de equipamentos culturais até o fomento direto à atuação dos agentes culturais lá na ponta, tendo como um eixo que a gente atue principalmente nos territórios periféricos e com cotas de atuação para ações também de políticas afirmativas”, explica Cassius Rosa.
O Ministério da Cultura informa que segue empenhado na nacionalização dos recursos. De acordo com secretário, isso já pôde ser constatado com os resultados positivos do primeiro ciclo da Aldir Blanc: “O que demonstra que os recursos estão de fato sendo aplicados é o próprio primeiro ciclo da lei Aldir Blanc. Nós temos, hoje, já mais da metade dos municípios com mais de 80% dos recursos executados.”
Novas regras
Confira os novos critérios estabelecidos para que os entes federativos tenham direito à segunda parcela da política:
Solicitar a adesão na plataforma TransfereGov, por meio do envio do Plano de Ação – esse é o primeiro passo para demonstrar o interesse em receber os recursos da Aldir Blanc.
Uma vez que o plano de ação foi aprovado, assinar e enviar o Termo de Adesão na TransfereGov, se comprometendo a destinar recursos próprios para a área da cultura.
Elaborar o Plano de Aplicação dos Recursos (PAR), com participação social, e cadastrá-lo na plataforma do MinC.
Ter executado pelo menos 60% dos recursos recebidos no ciclo anterior – para este segundo ciclo, a aferição será realizada no dia 1 de julho de 2025.
Cronograma
O calendário detalhado do novo ciclo da Aldir Blanc também foi apresentado durante a live de lançamento. Clique aqui para acessar o cronograma.
A diretora de Fomento Direto do MinC, Teresa Cristina de Oliveira, anunciou que a partir desta terça (15) a plataforma TransfereGov já estará aberta para as novas adesões.
O leite de coco é um ingrediente muito versátil na culinária, usado em preparos tanto doces quanto salgados; e não seria diferente nessa receita de peixe cozido. Além de delicioso, é um prato especialmente fácil de fazer. Até quem não tem intimidade com a cozinha consegue prepará-lo!
Peixe cozido no leite de coco Tempo: 30min
Rendimento: 6 porções
Dificuldade: fácil
Ingredientes: 6 postas de cação ou robalo Sal e pimenta-do-reino branca a gosto 2 colheres (sopa) de azeite 2 cebolas em rodelas 4 tomates em rodelas 1/2 pimentão verde em rodelas 1/2 pimentão vermelho em rodelas 1/2 pimentão amarelo em rodelas 1 vidro de leite de coco light (200 ml) 1/2 xícara (chá) de ervas frescas (salsa, coentro e manjerona) Modo de preparo: Tempere as postas com sal e pimenta Aqueça uma panela em fogo baixo com o azeite e faça camadas de cebola, de tomate, de pimentão e de peixe Regue com o leite de coco e as ervas e então cozinhe em fogo baixo apor 15 minutos ou até os legumes e o peixe cozinharem Sirva em seguida.
O perfil da população em vulnerabilidade mostra que 84% são homens, 88% têm entre 18 e 59 anos, 9% são idosos e 3% são crianças ou adolescentes.
Recife registrou 3.725 pessoas em situação de rua em março de 2025, segundo dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). O número faz parte do informe técnico de abril do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua (OBPopRua/Polos-UFMG), elaborado com base em informações do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
Essa dinheirama toda de corrupção
A capital pernambucana está entre as 12 capitais que apresentaram aumento no número de pessoas em situação de rua em relação à série histórica. Confira os estados com crescimento:
Total de pessoas em situação de rua no Brasil (março de 2025): 335.151
Total em dezembro de 2024: 327.925
Crescimento entre dezembro de 2024 e março de 2025: 0,37%
Aumento em relação a 2013 (22,9 mil pessoas): mais de 14 vezes
População em situação de rua por capitais (principais):
São Paulo: 96.220
Rio de Janeiro: 21.764
Belo Horizonte: 14.454
Fortaleza: 10.045
Salvador: 10.025
Brasília: 8.591
Boa Vista: 8.254
Porto Alegre: 5.597
Curitiba: 4.209
Florianópolis: 3.773
Recife: 3.725
Outras capitais:
Manaus: 2.524
São Luís: 1.993
Goiânia: 1.888
Maceió: 1.885
Belém: 1.628
Natal: 1.579
Cuiabá: 1.563
Teresina: 1.219
Aracaju: 1.126
Campo Grande: 1.091
Vitória: 1.013
João Pessoa: 953
Porto Velho: 575
Rio Branco: 435
Palmas: 209
Macapá: 156
Região Nordeste:
Concentração da população em situação de rua no Brasil: 14%
Total de pessoas vivendo nas ruas na região: 48.374
Perfil nacional da população em situação de rua:
84% são homens
88% têm entre 18 e 59 anos
9% são idosos
3% são crianças e adolescentes
81% vivem com até R$ 109 por mês (apenas 7,18% do salário mínimo)
52% não concluíram o ensino fundamental ou não têm instrução
Violência contra essa população (2020 a 2024):
Total de episódios registrados: 46.865
Locais mais frequentes:
Vias públicas
Abrigos
Unidades de saúde
Centros de referência
Declaração do OBPopRua/Polos-UFMG:
“O descumprimento da Constituição Federal de 1988 com as pessoas em situação de rua continua no Brasil, com pouquíssimos avanços na garantia de direitos dessa população.”
O ministério informou que atua “de forma contínua no fortalecimento do acolhimento e da proteção de adultos e famílias em situação de vulnerabilidade, contribuindo para a inclusão social e o enfrentamento das desigualdades”.
“Situação caótica com o desdém dos políticos para com os moradores de rua. Cadê os dinheiros das corrupções? A sociedade também pode ajudar em alguma coisa, ou não? São seres humanos como qualquer outro? E as igrejas tem uma o oficio significativa para com os mesmos. Estão fazendo algo para tirar as mesmas destas situações?” Já chagaram a lerem a parábola do bom Samaritano em Lucas cap. 10 v 29 – 35.?”
Tays Reis decidiu mudar o visual e usou as redes sociais nesta sexta-feira, 11, para mostrar o resultado da transformação para os seguidores. No vídeo postado no feed, a cantora aparece no salão de beleza contando para Jheny Santucci, mulher de Arthur Aguiar, que deseja clarear um pouco os fios. “Aí queria agora dá uma clareada, amiga, na raiz, dá uma iluminada. Vou confiar 100% em você, viu?”, comentou a mãe de Pietra na gravação. Depois, a noiva do cantor Biel exibiu o cabelo com mechas mais claras. “Ela quis uma nova versão pra casa dos 30, pessoal! Tô bonita?”, questionou Tays na legenda da publicação, recebendo diversos elogios. “Tu combina muito com esse moreno iluminado”, disse uma seguidora. “Que gata”, escreveu outra. “Belíssima”, afirmou uma fã. “Ficou linda”, comentou mais uma. “Uma mudança muda a aura da mulher, não tem como. Tu já tá até com um brilho diferente”, observou uma admiradora.
Tays Reis encanta ao mostrar a filha indo para a escola
A cantora Tays Reis encantou os seguidores das redes sociais ao mostrar o retorno da filha, Pietra, de dois anos, à escola. No ano passado, a artista contou que a menina não tinha se adaptado, por isso, decidiu deixá-la mais um tempo em casa. Meses depois, a noiva do cantor Biel decidiu fazer uma nova tentativa, e dessa vez, Pietra se mostrou animada. Nas fotos postadas no feed pela artista, a menina aparece toda sorridente com o uniforme da escola. “Hoje vamos à escola e, desta vez, muito pelo contrário, feliz e sorridente! Será que evoluímos? Depois eu conto para vocês como foi! Partiu!!! Nos desejem sorte!”, escreveu ela na legenda da publicação.
Eva Pacheco, ex-participante do BBB 25, chamou a atenção dos seguidores das redes sociais nesta segunda-feira, 14, ao compartilhar uma sequência de cliques esbanjando toda sua beleza natural. A bailarina e fisioterapeuta aproveitou o dia ensolarado para renovar o bronzeado na praia do Leblon, no Rio de Janeiro, e exibiu seu corpo sarado ao surgir usando um biquíni branco. Em alguns registros, a ex-sister aparece usando uma blusa branca e uma calça amarela, ambas peças de crochê. Ao compartilhar as imagens, Eva falou sobre o momento de lazer. “Recarregando as energias. Ô RJ delícia esse”, escreveu a famosa, recebendo vários elogios. “Linda demais”, disse uma seguidora. “Perfeita, sem defeitos”, escreveu outra. “Musa”, falou uma fã. “Ela é linda demais, aceita”, comentou mais uma.
Ex-BBB Eva revela conversa com Maike sobre atitudes com Renata
Fora do BBB 25 há quase duas semanas, Eva reencontrou o ex-colega de confinamento Maike no Rio de Janeiro neste sábado, 12. O paulistano deixou o reality show da TV Globo na última quinta-feira, 10, com 49,12% dos votos do público.Eva usou as redes sociais para contar ao público que teve uma conversa bastante séria com Maike a respeito do comportamento do ex-brother dentro da casa mais vigiada do país. Para quem não acompanhou, antes de sua eliminação, ele foi advertido algumas vezes pela produção após morder o braço de Renata e puxar o cabelo da sister. De acordo com a ex-BBB, Maike se desculpou novamente por suas atitudes com a affair. “Ele me procurou e disse que queria muito me ver pessoalmente para conversarmos, e eu acho, sim, que era importante esse encontro e essa conversa, para colocarmos os pingos nos i’s. Para falar sobre a minha sensação como amiga, do que eu vi, e foi uma conversa importante”, disse ela em um trecho.
A Páscoa é uma data marcada pela tradição de comer bacalhau e peixe ou outros alimentos de origem animal. No entanto, os adeptos do veganismo também podem aproveitar a celebração preparando um almoço de Páscoa vegano repleto de comidas deliciosas sem abrir mão dos seus princípios. Pensando nisso, reunimos 25 receitas veganas para Páscoa para montar o seu almoço completo com direito a entradas, pratos principais, acompanhamentos e sobremesas que vão encantar todos os convidados. Confira esse cardápio especial para celebrar com muito sabor.
Um pão fofinho e delicioso é o que você precisa para iniciar o seu almoço de Páscoa vegano com estilo. Ele dá um banho nos pães de padaria com essa forma simples de preparar e fica ótimo com pastas e patês. Veja a receita de pão vegano fácil.
Patê de cenoura
Juntando o patê de cenoura com outro aperitivo não tem pra ninguém (Créditos: Shutterstock)
O patê de cenoura é uma excelente pedida para comer com pãezinhos, biscoitos e torradas. Cremoso e com um sabor de outro mundo, ele é uma das receitas veganas para Páscoa que todos vão adorar. Veja a receita de patê de cenoura vegano.
O QUE ESTUDAREMOS? Adorar não é apenas cantar, levantar as mãos ou estar num templo. É viver rendido, com o coração voltado a Deus, onde quer que estejamos. Em João 4, Jesus revela à mulher samaritana uma verdade profunda: o Pai busca adoradores que O adorem em espírito e em verdade. Portanto, estudaremos o tema: A verdadeira adoração. Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.
SOBRE O TÍTULO A “Verdadeira Adoração” pressupõe a existência de formas de adoração que não são autênticas. Portanto, nem toda prática religiosa ou expressão de fé é, de fato, aceita por Deus. A verdadeira adoração é aquela que corresponde aos critérios estabelecidos pelo Senhor — centrada em Sua Palavra e realizada com sinceridade. Ao fazer essa distinção, o título nos convida à reflexão: o que torna uma adoração genuína aos olhos de Deus?
TEXTO ÁUREO – COMPARAÇÃO DE TRADUÇÕES Deus é Espírito, e por isso os que o adoram devem adorá-lo em espírito e em verdade. (Jo 4.24 NVI). A Bíblia de Estudo Pentecostal (STAMPS, 1995, p. 1578), no diz: Jesus ensina várias coisas neste versículo. (1) “Em espírito” indica o nível em que ocorre a adoração verdadeira. Devemos comparecer diante de Deus com total sinceridade e num espírito [ou disposição de ânimo] dirigido pela vida e atividade do Espírito Santo. (2) “Verdade” (gr. aletheia) é uma característica de Deus (Sl 31.5; Rm 1.25; 3.7; 15.8), encarnada em Cristo (14.6; 2 Co 11.10; Ef 4.21), intrínseca no Espírito Santo (João 14.17; 15.26; 16.13). Por isso, a adoração deve ser prestada de conformidade com a verdade do Pai que se revela no Filho e se recebe mediante o Espírito. Aqueles que propõem um tipo de adoração que ignora a verdade e as doutrinas da Palavra de Deus desprezam no seu todo o único alicerce da verdadeira adoração. Mas vem a hora — e já chegou — (tempo escatológico inaugurado por Cristo) em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai (ação principal: adorar) em espírito e em verdade (maneira dupla: dimensão interior e fidelidade à revelação) porque são esses que o Pai procura para seus adoradores. (razão teológica: Deus toma a iniciativa, busca tais adoradores) Deus é espírito (fundamento ontológico: sua natureza exige esse tipo de adoração) e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.(mandato essencial: a adoração aceitável está vinculada à natureza de Deus)
VERDADE PRÁTICA Adorar significa viver em total rendição a Deus, entregando-nos plenamente a Ele. O conceito de adoração apresentado na Verdade Prática rompe com a ideia de que essa prática se resume a atos litúrgicos ou momentos religiosos específicos. Em vez disso, propõe uma compreensão mais profunda e abrangente, na qual adorar significa viver em rendição plena a Deus. Essa rendição não se limita a gestos simbólicos, mas envolve uma disposição contínua de submeter a própria vontade à vontade divina. Nesse sentido, a adoração se expressa em uma vida orientada por Deus em todas as suas dimensões — nas escolhas, nos relacionamentos, no trabalho, nas prioridades diárias. É uma existência marcada pela fidelidade e pela obediência, que responde de forma concreta à realidade de quem Deus é, reconhecendo Sua autoridade e santidade de maneira integral e constante. Um texto bíblico que fundamenta a verdade apresentada nesse ponto importante da lição está em Romanos 12.1: “Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto (latreia) racional de vocês”.
I. O ENCONTRO EM SAMARIA E DUAS PRECIOSAS LIÇÕES 1. 1. A necessidade de passar em Samaria. A LIÇÃO DIZ: Em João 4.4, é informado que “era-lhe necessário passar por Samaria”. O Senhor deixava a Judeia em direção à Galileia e, para isso, precisava atravessar Samaria. Antes de comentar o conteúdo do subponto, quatro observações são necessárias: ● Em primeiro lugar, novamente a um salto histórico, pois parte do capítulo três não é comentada. O pastor Elienai comunicou no livro de apoio que isso ocorreria em razão de os temas da CPAD enviados a ele serem bem específicos quanto ao que se deve comentar. ● Em segundo lugar, o contraste. D. A. Carson diz que João talvez tivesse a intenção de fazer um contraste entre a mulher dessa narrativa e o Nicodemos do capítulo 3. Nicodemos era um erudito, poderoso, respeitado, ortodoxo, teologicamente preparado; a samaritana era inculta, sem influência, desprezada, capaz somente de praticar uma religião popular. Ele era um homem, um judeu, um líder; ela era uma mulher, uma samaritana, com falhas morais. Entretanto, ambos necessitavam de Jesus. ● Em terceiro lugar, o capítulo 4 do Evangelho segundo João, pode ser divido assim: (1)Narração (vv. 1-26); exposição (vv. 31-38) e demonstração (vv. 28-30; 39-42). ● Em quarto lugar, o contexto (vv. 1,2). Os fariseus tomaram conhecimento de que Jesus estava batizando mais discípulos do que João Batista. Quando o Senhor soube disso, deixou a Judeia e dirigiu-se à Galileia (Jo 4.1-3). Três pontos se destacam nesse relato. Primeiro, os fariseus são apresentados como representantes da oposição judaica a Jesus, sendo o único grupo hostis mencionado nominalmente no Evangelho de João, enquanto saduceus e herodianos permanecem ausentes. Em segundo lugar, o texto não sugere qualquer conhecimento sobrenatural por parte de Jesus, mas indica que Ele tomou ciência dos fatos por meios ordinários, demonstrando que sua fama já era amplamente divulgada. Por fim, a observação parentética — “embora Jesus mesmo não batizasse, e sim os seus discípulos” (Jo 4.2) — tem por objetivo corrigir possíveis equívocos que circulavam a respeito de sua atuação, como já evidenciado em João 3.26 e 4.1. Enfim, comentando o conteúdo do subponto, podemos afirmar que o termo “necessário” expressa uma obrigação que pode ter uma dupla natureza. A rota mais curta entre a Judéia e a Galileia era através de Samaria. Entretanto, devido à profunda animosidade entre os judeus e os samaritanos, muitos judeus que iam da Judéia para a Galileia se encaminhavam pelo lado leste passando pelo Jordão, pelo norte através da Peréia, e novamente pelo Jordão até a Galileia. Pode ter ocorrido que, para ganhar tempo, o Senhor Jesus tenha passado por dentro de Samaria. Entretanto, é mais provável que a necessidade expressa aqui esteja relacionada ao propósito e à missão do Senhor. Samaria, e especialmente a mulher samaritana, precisavam dEle. 1.2 A necessidade do ser humano. A LIÇÃO DIZ: O encontro entre Jesus e a mulher samaritana não foi um simples acaso. Ele encontrava-se sentado à beira da fonte de Jacó, à hora sexta, durante o calor do meio-dia. A mulher samaritana dirigiu-se à fonte para recolher água, momento em que se cruzou com Jesus e ouviu um pedido do amado Mestre: “Dá-me de beber” (v.7). Em resposta ao pedido de Jesus, ela iniciou uma conversa com o divino Mestre, até que Este lhe propôs uma água que se tornaria nela uma “fonte de água a jorrar para a vida eterna” (v.14). Pontos importantes uma melhor compreensão: ● A origem do povo samaritano remonta à divisão do reino de Israel após a morte de Salomão, em 931 a.C., quando dez tribos formaram o Reino do Norte, com capital em Samaria. Esse reino foi conquistado pela Assíria em 722 a.C., e a mistura entre os israelitas remanescentes e povos estrangeiros resultou em um povo etnicamente híbrido e religiosamente sincrético — os samaritanos. Após o retorno dos judeus do exílio babilônico, os samaritanos tentaram se aliar à reconstrução do templo, mas foram rejeitados por sua apostasia religiosa. A rejeição provocou hostilidade, levando os samaritanos a se oporem ativamente à restauração judaica. Com o tempo, essa rivalidade intensificou-se, culminando na construção de um templo rival no monte Gerizim, destruído no século II a.C. Nos dias de Jesus, a animosidade entre judeus e samaritanos era profunda, marcada por desprezo mútuo e separação religiosa — cenário que contextualiza o encontro entre Jesus e a mulher samaritana. ● Sicar, mencionada em João 4, localiza-se na região de Samaria e tem sido identificada por muitos estudiosos como a antiga Siquém e com o atual povoado de Askar, é uma cidade com grande importância histórica e religiosa no Antigo Testamento. Siquém foi o lugar onde Abrão edificou um altar ao Senhor (Gn 12.6–7), onde Jacó comprou um terreno e também onde José foi sepultado (Js 24.32). ● O poço de Jacó. O poço de Jacó, mencionado em João 4, é um marco geográfico e simbólico. Segundo a tradição, esse poço foi cavado pelo próprio patriarca Jacó, na porção de terra que ele deu a seu filho José (Gn 33.19; 48.22 Jo 4.5). É um local de profundo valor histórico tanto para judeus quanto para samaritanos, sendo associado à herança dos patriarcas. Os ossos de José foram sepultados não muito distante dali. Neste local, Jesus faz um pedido inusitado, dando início a uma conversa com uma mulher samaritana: “Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber” (Jo 4.7). Tal abordagem, inesperada e ousada para os padrões sociais da época, certamente surpreendeu a mulher. Com essa simples frase, Jesus quebrou barreiras profundamente enraizadas na cultura judaica e samaritana. Ele ultrapassou três grandes tabus: ● Tabu religioso. Os samaritanos aceitavam apenas o Pentateuco como Escritura e consideravam o Monte Gerizim como o local legítimo de adoração, em oposição ao Monte Sião em Jerusalém. ● Tabu sexual/social. Em uma sociedade patriarcal, homens não conversavam publicamente com mulheres, especialmente se fossem desconhecidas. Jesus, porém, trata a mulher com dignidade e atenção, demonstrando que o Reino de Deus acolhe igualmente homens e mulheres. ● Tabu étnico. Judeus e samaritanos mantinham inimizade histórica. Ao se dirigir a uma samaritana, Jesus desmantela a hostilidade entre os povos. A partir desse encontro, podem ser identificadas necessidades humanas fundamentais que Jesus expõe e satisfaz: ● Necessidade espiritual. A mulher tinha sede espiritual, embora não soubesse. Jesus oferece “água viva”, símbolo da vida eterna e da satisfação que só a presença de Deus pode oferecer (Jo 4.10,14). A alma humana tem sede de algo que o mundo não pode suprir, apenas Cristo pode saciar essa necessidade eterna. ● Necessidade relacional. Ao falar de sua vida conjugal, Jesus toca na ferida de seus relacionamentos quebrados (Jo 4.17-18). A mulher havia tentado encontrar sentido em vínculos afetivos sucessivos, sem sucesso. Isso aponta para a carência de aceitação, amor e identidade, necessidades profundamente humanas que só se resolvem na reconciliação com Deus. ● Necessidade de propósito e missão. Ao ser transformada pelo encontro com Cristo, a mulher deixa seu cântaro, corre à cidade e se torna uma proclamadora do Messias (Jo 4.28-30). Com certeza, isso revela a necessidade de viver com um propósito maior, de cumprir a vontade de Deus para as nossas vidas. 1.3 O lugar de adoração a Deus. A LIÇÃO DIZ: Dando seguimento à conversa com Jesus, a mulher samaritana questiona-O sobre onde deveria ocorrer a verdadeira adoração: em Jerusalém ou no Monte Gerizim.. Vamos ler o texto bíblico: A mulher então lhe disse: — Agora eu sei que o senhor é um profeta! Nossos pais adoravam neste monte, mas vocês dizem que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. Jesus respondeu: — Mulher, acredite no que digo: vem a hora em que nem neste monte nem em Jerusalém vocês adorarão o Pai. (Jo 4.19-21 NAA). Quando Jesus revela detalhes íntimos da vida da mulher samaritana, ela começa a repensar quem Ele realmente é. Por isso, ela diz no versículo 19: “Senhor, vejo que és profeta.” Com isso, ela pode estar reconhecendo que Jesus tem uma ligação especial com Deus, como os profetas do Antigo Testamento, que recebiam revelações divinas (veja Lucas 7.39). Outra possibilidade é que ela estivesse se perguntando se Jesus seria “o Profeta” prometido por Moisés em Deuteronômio 18.15, chamado pelos samaritanos de Taheb, uma espécie de Messias esperado por eles. Pode haver aqui uma dupla intenção: talvez ela esteja pensando em um profeta comum, mas o autor do Evangelho está nos levando a considerar que Jesus é o Messias. Como ela acredita estar diante de um profeta, aproveita para perguntar algo que dividia judeus e samaritanos: onde é o lugar certo para adorar a Deus? Em João 4.20, ela quer saber se é Jerusalém (como diziam os judeus) ou o Monte Gerizim (onde os samaritanos adoravam, e onde tinham até construído um templo). Os samaritanos acreditavam que o altar mencionado em Deuteronômio 27 deveria ser construído no Monte Gerizim, não no Monte Ebal como está no texto. Eles também afirmavam que Jerusalém só se tornou importante depois que os livros da Lei já estavam prontos, então, para eles, Gerizim era o lugar original da verdadeira adoração. Essa pergunta marca um momento de mudança na conversa. A mulher começa a refletir mais profundamente sobre questões espirituais, e Jesus conduz o diálogo para o tema da verdadeira adoração. No versículo 21, Ele responde chamando-a de “mulher”, o mesmo termo respeitoso que usou ao falar com sua mãe em João 2.4. Ele convida a mulher a crer no que Ele está prestes a revelar — uma verdade que exigirá dela uma decisão de fé mais profunda. Jesus então faz uma afirmação profética sobre um novo tempo que está chegando: um momento em que a adoração a Deus não estará mais ligada a um local específico, nem Jerusalém nem o Monte Gerizim. Alguns estudiosos acreditam que Ele esteja falando da futura destruição do templo em 70 d.C., mas o mais provável é que Jesus esteja anunciando a chegada do Reino de Deus, inaugurado por Sua morte e ressurreição. A partir daí, a adoração ao Pai seria livre e acessível a todos, em qualquer lugar (veja Hebreus 8.10-11). Além disso, Jesus sugere que judeus e samaritanos, antes divididos, adorariam juntos em unidade. No versículo 22, Jesus responde diretamente à dúvida da mulher: os samaritanos adoram sem conhecer o verdadeiro Deus, enquanto os judeus adoram aquele que realmente conhecem — o Deus do Antigo Testamento, cuja presença se manifestava no templo de Jerusalém. Ele afirma: “a salvação vem dos judeus”, ou seja, Jesus — o Salvador — vem do povo judeu. Isso não significa que todos os judeus estão automaticamente salvos ou que alguém precise se tornar judeu para ser salvo (como será debatido mais tarde nas cartas de Paulo aos Gálatas e aos Romanos). Mas sim que o plano de salvação de Deus começou dentro do povo judeu. Por isso, Jesus assume claramente sua identidade judaica ao responder à mulher samaritana. Perguntas para refletir: ● Como tem sido a sua adoração a Deus? Ela está baseada em um local ou em um relacionamento pessoal com Ele? ● Você tem buscado a Deus com sinceridade, em espírito e em verdade? ● Sua adoração é mecânica e ritualística?
II. O ENSINO DE JESUS A RESPEITO DA VERDADEIRA ADORAÇÃO 2.1 A adoração. A LIÇÃO DIZ: A presença de Deus já não se restringe a uma localização geográfica específica; está presente em todos os lugares onde há adoradores sinceros. Mais do que uma adoração formal e ritualística, a verdadeira adoração tem, essencialmente, um caráter espiritual: “Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o façam em espírito e em verdade” (Jo 4.24). Mas vem a hora — e já chegou — em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. Porque são esses que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade. (Jo 4.23,24 NAA). Esses versículos mostram algo muito importante que, infelizmente, muita gente que diz seguir Jesus não entende completamente. É muito comum as pessoas tratarem a fé como se fosse só uma questão de cerimônias, rituais ou aparência — como se o que mais importasse fosse a forma exterior da adoração. Mas precisamos tomar muito cuidado com isso, especialmente quando levamos a sério nossa vida com Deus. A Bíblia diz que Deus olha para o coração (1 Sm 16.7). Ou seja, Ele se importa muito mais com o que está dentro de nós do que com aquilo que fazemos por fora. Podemos estar num templo bonito, com músicas bonitas e tudo muito organizado, mas se o nosso coração estiver frio e vazio, isso não agrada a Deus. Por outro lado, uma reunião simples, com poucas pessoas humildes reunidas para orar e ler a Bíblia, pode ser muito mais preciosa para Deus — porque Ele vê a sinceridade do coração. O que Deus quer não é um show ou uma performance. Ele quer adoração verdadeira, feita com amor, fé e humildade. 2.2 Jesus e a verdadeira adoração. A LIÇÃO DIZ: O Senhor Jesus é, por si só, a base para essa adoração genuína (Jo 4.21). É pertinente ilustrar essa verdade ao lembrarmos do Calvário e do sepulcro vazio, onde, após sua morte, a obra realizada se tornou a razão fundamental para a adoração de todos os cristãos. Embora os locais físicos do Calvário e do sepulcro possam não ter grande significado por si mesmos, a lembrança da obra realizada nesses lugares ultrapassa qualquer noção geográfica. O impacto dessa obra alcança a todos, não importando o lugar onde se encontrem. O que torna a cruz e o sepulcro vazios tão importantes para os cristãos não é o local físico em si, mas o que aconteceu ali. Jesus, o Filho de Deus, entregou sua vida na cruz para salvar a humanidade do pecado, e ao terceiro dia, ressuscitou, vencendo a morte. Essa obra — sua morte sacrificial e ressurreição gloriosa — é o verdadeiro motivo da nossa adoração. Não é necessário estar em Jerusalém, no Calvário ou diante do túmulo vazio para adorá-lo de verdade. A fé cristã não depende de um lugar sagrado, mas de um Salvador vivo. O que Jesus fez tem um valor eterno e universal — atinge pessoas de todas as nações, culturas e línguas, em qualquer lugar do mundo. Sempre que nos reunimos para adorá-lo, seja em uma grande igreja, em uma casa simples ou até mesmo sozinhos, estamos ligados espiritualmente ao que Ele fez por nós. Quando participamos da Ceia do Senhor, por exemplo, relembramos com gratidão o sacrifício de Cristo, não porque estamos em um lugar especial, mas porque temos consciência da grandiosa obra que Ele realizou. Por isso, a verdadeira adoração não está em rituais ou lugares, mas em reconhecer, com fé e sinceridade, o que Jesus fez por nós. Ele é o centro da nossa adoração.
III. ADORAÇÃO BÍBLICA 3.1 O conceito bíblico de adoração. A LIÇÃO DIZ: Na língua hebraica, existe uma expressão chamada hishtahawa, que transmite a ideia de “manifestar um temor reverente, admiração e respeito característicos da adoração”. Já na língua grega, duas palavras são utilizadas para definir a adoração: latreia e proskuneô. A palavra latreia refere-se à submissão daquele que serve a outrem. Por sua vez, proskuneô significa “adorar” ou o “ato de adoração”. No diálogo com a mulher samaritana, Jesus utilizou o termo proskuneô (João 4:20-26). Palavras-Chave para “Adoração” nas Línguas Bíblicas. Hebraico (Antigo Testamento): ● Shachah (הָׁחָׁש): Significa “curvar-se” ou “prostrar-se”. É a principal palavra usada no Antigo Testamento para expressar a ideia de adoração, frequentemente relacionada a uma atitude de submissão diante de Deus. ● Hishtachawah (הָׁו ֲחַּתְׁשִה): Forma reflexiva de shachah, com o mesmo sentido de prostração ou reverência profunda. ● Abad (דַּבָׁע): Literalmente “servir” ou “trabalhar”. Quando usado em contextos religiosos, refere se ao serviço prestado a Deus, sendo também traduzido como “adorar”. ● Sagad (דַּג ְׁס): Termo aramaico com o significado de “prostrar-se em adoração”, usado especialmente em livros como Daniel. Grego (Novo Testamento): ● Proskyneō (προσκυνέω): Literalmente “prostrar-se” ou “prestar homenagem”. É o termo mais comum para adoração no Novo Testamento, indicando um gesto de reverência ou submissão, muitas vezes diante de Deus ou de Jesus Cristo. ● Latreuō (λατρεύω): Refere-se ao “serviço sagrado” ou “culto religioso” prestado exclusivamente a Deus. Aponta para o aspecto contínuo e devocional da adoração. ● Sebomai (σέβομαι): Significa “reverenciar”, com ênfase na atitude interna de respeito e temor diante de Deus. ● Threskeia (θρησκεία): Traduzido como “religião” ou “devoção cerimonial”. Refere-se à expressão externa da prática religiosa, como rituais e observâncias. Adoração é a resposta reverente, consciente e intencional do ser humano à revelação de Deus, em que se expressam amor, submissão, louvor e serviço, em espírito e em verdade, tanto em atos pessoais quanto coletivos. Ela envolve uma reação profunda do coração, da mente, da alma e do corpo diante da majestade, santidade, poder, graça e beleza do Deus trino — Pai, Filho e Espírito Santo. Essa revelação provoca no homem uma resposta de reconhecimento, temor, gratidão e entrega. Como ensinava Martinho Lutero: “Conhecer a Deus é adorá-lo”. A verdadeira adoração, portanto, não é opcional, mas consequência natural de um coração transformado. A adoração cristã envolve elementos fundamentais, como: ● Revelação e resposta: Deus se dá a conhecer, e o homem responde. ● Atos físicos e espirituais: Inclinação, ajoelhamento, prostração (Êx 34.8; Gn 17.3), mas também oração, louvor, confissão, meditação e serviço. ● Dimensão pessoal e comunitária: Praticada individualmente (Salmos) e coletivamente (At 2.46). ● Santidade, arrependimento e entrega: O adorador deve se apresentar com sinceridade, pureza e consagração (Rm 12.1; Jo 4.23). ● Cristocentrismo: Jesus é digno de adoração (Mt 2.11; Jo 9.38; Hb 1.6) por ser o Filho de Deus e Salvador. O culto cristão é centrado na sua pessoa, obra e ensinamentos. ● Capacitação pelo Espírito Santo: É o Espírito quem guia a adoração verdadeira (Jo 4.24; At 2; Rm 8.26), renovando e iluminando os crentes. 3.2 Adoração como ato de rendição a Deus. A LIÇÃO DIZ: O conceito fundamental da palavra “adorar” (proskuneo) no Novo Testamento remete originalmente à noção de “beijar”, associado ao ato de dobrar os joelhos ou prostrar-se com a testa no chão, ou sobre os pés da pessoa a quem se está submisso. A essência da adoração bíblica começa com rendição total a Deus. O termo hebraico shachah (הָׁחָׁש), amplamente usado no Antigo Testamento, significa literalmente prostrar-se — uma postura corporal que expressa humilhação voluntária e submissão absoluta diante da majestade divina. Exemplos bíblicos: ● Abraão, ao ser chamado para sacrificar Isaque, diz aos seus servos: “Eu e o rapaz iremos até ali; adoraremos e voltaremos” (Gn 22.5). Sua obediência era uma expressão concreta de sua rendição a Deus. ● Isaías, ao contemplar a glória do Senhor, exclamou: “Ai de mim! Estou perdido!” (Is 6.5). A verdadeira adoração sempre revela quem Deus é — e quem somos diante dEle. 3.3 Adoração como ato de serviço a Deus. A LIÇÃO DIZ: O serviço a Deus está profundamente associado à adoração. Trata-se de um ato espontâneo que demonstra o nosso reconhecimento da soberania de Deus sobre tudo. Assim, o serviço que prestamos a Ele, ou seja, cumprir os seus propósitos para nós, exige uma entrega total de nossa vida, como um sacrifício vivo ao Senhor (Rm 12:1). Dessa forma, não podemos servir a dois senhores, mas somente a um (Mt 6:24). Trata-se de uma entrega completa a Deus, realizada por meio da nossa existência. Outro aspecto fundamental é o entendimento de que adorar também é servir. No hebraico, abad (דַּבָׁע) significa tanto “servir” quanto “adorar”. No grego, latreuo (λατρεύω) é usado para descrever o “serviço sagrado” prestado a Deus — não apenas no templo, mas com toda a vida. Outro aspecto fundamental da adoração bíblica é o entendimento de que adorar também é servir. No hebraico, o verbo ‘abad (דַּבָׁע) traz a ideia tanto de “serviço” quanto de “adoração” — indicando que, para o povo de Deus, servir a Yahweh era uma expressão natural e essencial do culto verdadeiro. Da mesma forma, no Novo Testamento, o termo grego latreúo (λατρεύω) descreve o serviço sagrado prestado a Deus, não restrito ao templo ou aos ritos, mas ampliado à totalidade da vida cristã. Como devemos servir a Deus: ● O serviço deve ser prestado em fidelidade. O serviço sem fidelidade torna-se apenas uma aparência de piedade. Deus se agrada daqueles que servem com perseverança e integridade. ● O serviço deve ser feito com um coração sincero. Deus rejeita o serviço que parte de um coração dividido ou hipócrita. ● O serviço deve ser conforme o gosto de Deus. Adorar é servir a Deus da forma que Ele deseja, e não como nós achamos melhor. Nadabe e Abiú, filhos de Arão, aprenderam isso da maneira mais trágica ao oferecerem “fogo estranho” — ou seja, algo que Deus não havia ordenado — e foram consumidos por fogo diante do Senhor (Lv 10.1-2). Isso nos ensina que a adoração não é inventada pelo homem, mas deve estar conforme a vontade revelada de Deus nas Escrituras. 3.4 Uma experiência interior de adoração. A LIÇÃO DIZ: Sentimos uma necessidade profunda de adorar a Deus, conforme é lembrado no Salmo 42: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?” (Sl 42.2). Adorar é dessedentar a alma. É permitir que o coração, com todas as suas marcas, desejos, dúvidas e esperanças, seja colocado nu na presença do Senhor. Não se trata de recitar fórmulas ou repetir expressões, mas de expor o íntimo, de derramar-se como água perante Deus (Lm 2.19). É isso que o Salmo 42 nos mostra. Não há máscaras, não há encenação. Há sede. Há clamor. Há memória e saudade da presença manifesta de Deus. “Como o cervo anseia pelas águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus.” (Sl 42.1) Esse é o grito de quem não consegue mais se satisfazer com nada que não seja Deus. A alma sente sede, mas não de alívio emocional — sede do Deus vivo, sede de comunhão real, sede de restauração. E nesse desespero santo, o salmista adora. Não com louvores exuberantes, mas com suspiros, lágrimas e confissões.
CONCLUSÃO A verdadeira adoração não está ligada a lugares, tradições ou rituais, mas a uma relação sincera com Deus por meio de Jesus. É adorar em espírito, com o coração, e em verdade, com base na revelação de Cristo. Deus busca esse tipo de adorador: alguém transformado, que reconhece quem Ele é e se rende a Ele de forma autêntica. A mulher samaritana entendeu isso, e sua vida foi transformada. A verdadeira adoração começa quando encontramos Jesus.
E O VERBO SE FEZ CARNE Jesus sob o Olhar do Apóstolo do Amor
Domingo, 20 abril de 2025
A VERDADEIRA ADORAÇÃO
O QUE ESTUDAREMOS? Adorar não é apenas cantar, levantar as mãos ou estar num templo. É viver rendido, com o coração voltado a Deus, onde quer que estejamos. Em João 4, Jesus revela à mulher samaritana uma verdade profunda: o Pai busca adoradores que O adorem em espírito e em verdade. Portanto, estudaremos o tema: A verdadeira adoração. Vamos juntos aprender a Palavra de Deus. SOBRE O TÍTULO A “Verdadeira Adoração” pressupõe a existência de formas de adoração que não são autênticas. Portanto, nem toda prática religiosa ou expressão de fé é, de fato, aceita por Deus. A verdadeira adoração é aquela que corresponde aos critérios estabelecidos pelo Senhor — centrada em Sua Palavra e realizada com sinceridade. Ao fazer essa distinção, o título nos convida à reflexão: o que torna uma adoração genuína aos olhos de Deus?
TEXTO ÁUREO – COMPARAÇÃO DE TRADUÇÕES Deus é Espírito, e por isso os que o adoram devem adorá-lo em espírito e em verdade. (Jo 4.24 NVI). A Bíblia de Estudo Pentecostal (STAMPS, 1995, p. 1578), no diz: Jesus ensina várias coisas neste versículo. (1) “Em espírito” indica o nível em que ocorre a adoração verdadeira. Devemos comparecer diante de Deus com total sinceridade e num espírito [ou disposição de ânimo] dirigido pela vida e atividade do Espírito Santo. (2) “Verdade” (gr. aletheia) é uma característica de Deus (Sl 31.5; Rm 1.25; 3.7; 15.8), encarnada em Cristo (14.6; 2 Co 11.10; Ef 4.21), intrínseca no Espírito Santo (João 14.17; 15.26; 16.13). Por isso, a adoração deve ser prestada de conformidade com a verdade do Pai que se revela no Filho e se recebe mediante o Espírito. Aqueles que propõem um tipo de adoração que ignora a verdade e as doutrinas da Palavra de Deus desprezam no seu todo o único alicerce da verdadeira adoração. Mas vem a hora — e já chegou — (tempo escatológico inaugurado por Cristo) em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai (ação principal: adorar) em espírito e em verdade (maneira dupla: dimensão interior e fidelidade à revelação) porque são esses que o Pai procura para seus adoradores. (razão teológica: Deus toma a iniciativa, busca tais adoradores) Deus é espírito (fundamento ontológico: sua natureza exige esse tipo de adoração) e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade. (mandato essencial: a adoração aceitável está vinculada à natureza de Deus)
VERDADE PRÁTICA Adorar significa viver em total rendição a Deus, entregando-nos plenamente a Ele. O conceito de adoração apresentado na Verdade Prática rompe com a ideia de que essa prática se resume a atos litúrgicos ou momentos religiosos específicos. Em vez disso, propõe uma compreensão mais profunda e abrangente, na qual adorar significa viver em rendição plena a Deus. Essa rendição não se limita a gestos simbólicos, mas envolve uma disposição contínua de submeter a própria vontade à vontade divina. Nesse sentido, a adoração se expressa em uma vida orientada por Deus em todas as suas dimensões — nas escolhas, nos relacionamentos, no trabalho, nas prioridades diárias. É uma existência marcada pela fidelidade e pela obediência, que responde de forma concreta à realidade de quem Deus é, reconhecendo Sua autoridade e santidade de maneira integral e constante. Um texto bíblico que fundamenta a verdade apresentada nesse ponto importante da lição está em Romanos 12.1: “Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto (latreia) racional de vocês”.
I. O ENCONTRO EM SAMARIA E DUAS PRECIOSAS LIÇÕES 1. 1. A necessidade de passar em Samaria. A LIÇÃO DIZ: Em João 4.4, é informado que “era-lhe necessário passar por Samaria”. O Senhor deixava a Judeia em direção à Galileia e, para isso, precisava atravessar Samaria. Antes de comentar o conteúdo do subponto, quatro observações são necessárias: ● Em primeiro lugar, novamente a um salto histórico, pois parte do capítulo três não é comentada. O pastor Elienai comunicou no livro de apoio que isso ocorreria em razão de os temas da CPAD enviados a ele serem bem específicos quanto ao que se deve comentar. ● Em segundo lugar, o contraste. D. A. Carson diz que João talvez tivesse a intenção de fazer um contraste entre a mulher dessa narrativa e o Nicodemos do capítulo 3. Nicodemos era um erudito, poderoso, respeitado, ortodoxo, teologicamente preparado; a samaritana era inculta, sem influência, desprezada, capaz somente de praticar uma religião popular. Ele era um homem, um judeu, um líder; ela era uma mulher, uma samaritana, com falhas morais. Entretanto, ambos necessitavam de Jesus. ● Em terceiro lugar, o capítulo 4 do Evangelho segundo João, pode ser divido assim: (1) Narração (vv. 1-26); exposição (vv. 31-38) e demonstração (vv. 28-30; 39-42). ● Em quarto lugar, o contexto (vv. 1,2). Os fariseus tomaram conhecimento de que Jesus estava batizando mais discípulos do que João Batista. Quando o Senhor soube disso, deixou a Judeia e dirigiu-se à Galileia (Jo 4.1-3). Três pontos se destacam nesse relato. Primeiro, os fariseus são apresentados como representantes da oposição judaica a Jesus, sendo o único grupo hostis mencionado nominalmente no Evangelho de João, enquanto saduceus e herodianos permanecem ausentes. Em segundo lugar, o texto não sugere qualquer conhecimento sobrenatural por parte de Jesus, mas indica que Ele tomou ciência dos fatos por meios ordinários, demonstrando que sua fama já era amplamente divulgada. Por fim, a observação parentética — “embora Jesus mesmo não batizasse, e sim os seus discípulos” (Jo 4.2) — tem por objetivo corrigir possíveis equívocos que circulavam a respeito de sua atuação, como já evidenciado em João 3.26 e 4.1. Enfim, comentando o conteúdo do subponto, podemos afirmar que o termo “necessário” expressa uma obrigação que pode ter uma dupla natureza. A rota mais curta entre a Judéia e a Galileia era através de Samaria. Entretanto, devido à profunda animosidade entre os judeus e os samaritanos, muitos judeus que iam da Judéia para a Galileia se encaminhavam pelo lado leste passando pelo Jordão, pelo norte através da Peréia, e novamente pelo Jordão até a Galileia. Pode ter ocorrido que, para ganhar tempo, o Senhor Jesus tenha passado por dentro de Samaria. Entretanto, é mais provável que a necessidade expressa aqui esteja relacionada ao propósito e à missão do Senhor. Samaria, e especialmente a mulher samaritana, precisavam dEle. 1.2 A necessidade do ser humano. A LIÇÃO DIZ: O encontro entre Jesus e a mulher samaritana não foi um simples acaso. Ele encontrava-se sentado à beira da fonte de Jacó, à hora sexta, durante o calor do meio-dia. A mulher samaritana dirigiu-se à fonte para recolher água, momento em que se cruzou com Jesus e ouviu um pedido do amado Mestre: “Dá-me de beber” (v.7). Em resposta ao pedido de Jesus, ela iniciou uma conversa com o divino Mestre, até que Este lhe propôs uma água que se tornaria nela uma “fonte de água a jorrar para a vida eterna” (v.14). Pontos importantes uma melhor compreensão: ● A origem do povo samaritano remonta à divisão do reino de Israel após a morte de Salomão, em 931 a.C., quando dez tribos formaram o Reino do Norte, com capital em Samaria. Esse reino foi conquistado pela Assíria em 722 a.C., e a mistura entre os israelitas remanescentes e povos estrangeiros resultou em um povo etnicamente híbrido e religiosamente sincrético — os samaritanos. Após o retorno dos judeus do exílio babilônico, os samaritanos tentaram se aliar à reconstrução do templo, mas foram rejeitados por sua apostasia religiosa. A rejeição provocou hostilidade, levando os samaritanos a se oporem ativamente à restauração judaica. Com o tempo, essa rivalidade intensificou-se, culminando na construção de um templo rival no monte Gerizim, destruído no século II a.C. Nos dias de Jesus, a animosidade entre judeus e samaritanos era profunda, marcada por desprezo mútuo e separação religiosa — cenário que contextualiza o encontro entre Jesus e a mulher samaritana. ● Sicar, mencionada em João 4, localiza-se na região de Samaria e tem sido identificada por muitos estudiosos como a antiga Siquém e com o atual povoado de Askar, é uma cidade com grande importância histórica e religiosa no Antigo Testamento. Siquém foi o lugar onde Abrão edificou um altar ao Senhor (Gn 12.6–7), onde Jacó comprou um terreno e também onde José foi sepultado (Js 24.32). ● O poço de Jacó. O poço de Jacó, mencionado em João 4, é um marco geográfico e simbólico. Segundo a tradição, esse poço foi cavado pelo próprio patriarca Jacó, na porção de terra que ele deu a seu filho José (Gn 33.19; 48.22 Jo 4.5). É um local de profundo valor histórico tanto para judeus quanto para samaritanos, sendo associado à herança dos patriarcas. Os ossos de José foram sepultados não muito distante dali. Neste local, Jesus faz um pedido inusitado, dando início a uma conversa com uma mulher samaritana: “Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber” (Jo 4.7). Tal abordagem, inesperada e ousada para os padrões sociais da época, certamente surpreendeu a mulher. Com essa simples frase, Jesus quebrou barreiras profundamente enraizadas na cultura judaica e samaritana. Ele ultrapassou três grandes tabus: ● Tabu religioso. Os samaritanos aceitavam apenas o Pentateuco como Escritura e consideravam o Monte Gerizim como o local legítimo de adoração, em oposição ao Monte Sião em Jerusalém. ● Tabu sexual/social. Em uma sociedade patriarcal, homens não conversavam publicamente com mulheres, especialmente se fossem desconhecidas. Jesus, porém, trata a mulher com dignidade e atenção, demonstrando que o Reino de Deus acolhe igualmente homens e mulheres. ● Tabu étnico. Judeus e samaritanos mantinham inimizade histórica. Ao se dirigir a uma samaritana, Jesus desmantela a hostilidade entre os povos. A partir desse encontro, podem ser identificadas necessidades humanas fundamentais que Jesus expõe e satisfaz: ● Necessidade espiritual. A mulher tinha sede espiritual, embora não soubesse. Jesus oferece “água viva”, símbolo da vida eterna e da satisfação que só a presença de Deus pode oferecer (Jo 4.10,14). A alma humana tem sede de algo que o mundo não pode suprir, apenas Cristo pode saciar essa necessidade eterna. ● Necessidade relacional. Ao falar de sua vida conjugal, Jesus toca na ferida de seu relacionamentos quebrados (Jo 4.17-18). A mulher havia tentado encontrar sentido em vínculos afetivos sucessivos, sem sucesso. Isso aponta para a carência de aceitação, amor e identidade, necessidades profundamente humanas que só se resolvem na reconciliação com Deus. ● Necessidade de propósito e missão. Ao ser transformada pelo encontro com Cristo, a mulher deixa seu cântaro, corre à cidade e se torna uma proclamadora do Messias (Jo 4.28-30). Com certeza, isso revela a necessidade de viver com um propósito maior, de cumprir a vontade de Deus para as nossas vidas. 1.3 O lugar de adoração a Deus. A LIÇÃO DIZ: Dando seguimento à conversa com Jesus, a mulher samaritana questiona-O sobre onde deveria ocorrer a verdadeira adoração: em Jerusalém ou no Monte Gerizim.. Vamos ler o texto bíblico: A mulher então lhe disse: — Agora eu sei que o senhor é um profeta! Nossos pais adoravam neste monte, mas vocês dizem que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. Jesus respondeu: — Mulher, acredite no que digo: vem a hora em que nem neste monte nem em Jerusalém vocês adorarão o Pai. (Jo 4.19-21 NAA). Quando Jesus revela detalhes íntimos da vida da mulher samaritana, ela começa a repensar quem Ele realmente é. Por isso, ela diz no versículo 19: “Senhor, vejo que és profeta.” Com isso, ela pode estar reconhecendo que Jesus tem uma ligação especial com Deus, como os profetas do Antigo Testamento, que recebiam revelações divinas (veja Lucas 7.39). Outra possibilidade é que ela estivesse se perguntando se Jesus seria “o Profeta” prometido por Moisés em Deuteronômio 18.15, chamado pelos samaritanos de Taheb, uma espécie de Messias esperado por eles. Pode haver aqui uma dupla intenção: talvez ela esteja pensando em um profeta comum, mas o autor do Evangelho está nos levando a considerar que Jesus é o Messias. Como ela acredita estar diante de um profeta, aproveita para perguntar algo que dividia judeus e samaritanos: onde é o lugar certo para adorar a Deus? Em João 4.20, ela quer saber se é Jerusalém (como diziam os judeus) ou o Monte Gerizim (onde os samaritanos adoravam, e onde tinham até construído um templo). Os samaritanos acreditavam que o altar mencionado em Deuteronômio 27 deveria ser construído no Monte Gerizim, não no Monte Ebal como está no texto. Eles também afirmavam que Jerusalém só se tornou importante depois que os livros da Lei já estavam prontos, então, para eles, Gerizim era o lugar original da verdadeira adoração. Essa pergunta marca um momento de mudança na conversa. A mulher começa a refletir mais profundamente sobre questões espirituais, e Jesus conduz o diálogo para o tema da verdadeira adoração. No versículo 21, Ele responde chamando-a de “mulher”, o mesmo termo respeitoso que usou ao falar com sua mãe em João 2.4. Ele convida a mulher a crer no que Ele está prestes a revelar — uma verdade que exigirá dela uma decisão de fé mais profunda. Jesus então faz uma afirmação profética sobre um novo tempo que está chegando: um momento em que a adoração a Deus não estará mais ligada a um local específico, nem Jerusalém nem o Monte Gerizim. Alguns estudiosos acreditam que Ele esteja falando da futura destruição do templo em 70 d.C., mas o mais provável é que Jesus esteja anunciando a chegada do Reino de Deus, inaugurado por Sua morte e ressurreição. A partir daí, a adoração ao Pai seria livre e acessível a todos, em qualquer lugar (veja Hebreus 8.10-11). Além disso, Jesus sugere que judeus e samaritanos, antes divididos, adorariam juntos em unidade. No versículo 22, Jesus responde diretamente à dúvida da mulher: os samaritanos adoram sem conhecer o verdadeiro Deus, enquanto os judeus adoram aquele que realmente conhecem — o Deus do Antigo Testamento, cuja presença se manifestava no templo de Jerusalém. Ele afirma: “a salvação vem dos judeus”, ou seja, Jesus — o Salvador — vem do povo judeu. Isso não significa que todos os judeus estão automaticamente salvos ou que alguém precise se tornar judeu para ser salvo (como será debatido mais tarde nas cartas de Paulo aos Gálatas e aos Romanos). Mas sim que o plano de salvação de Deus começou dentro do povo judeu. Por isso, Jesus assume claramente sua identidade judaica ao responder à mulher samaritana. Perguntas para refletir: ● Como tem sido a sua adoração a Deus? Ela está baseada em um local ou em um relacionamento pessoal com Ele? ● Você tem buscado a Deus com sinceridade, em espírito e em verdade? ● Sua adoração é mecânica e ritualística?
II. O ENSINO DE JESUS A RESPEITO DA VERDADEIRA ADORAÇÃO 2.1 A adoração. A LIÇÃO DIZ: A presença de Deus já não se restringe a uma localização geográfica específica; está presente em todos os lugares onde há adoradores sinceros. Mais do que uma adoração formal e ritualística, a verdadeira adoração tem, essencialmente, um caráter espiritual: “Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o façam em espírito e em verdade” (Jo 4.24). Mas vem a hora — e já chegou — em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. Porque são esses que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade. (Jo 4.23,24 NAA). Esses versículos mostram algo muito importante que, infelizmente, muita gente que diz seguir Jesus não entende completamente. É muito comum as pessoas tratarem a fé como se fosse só uma questão de cerimônias, rituais ou aparência — como se o que mais importasse fosse a forma exterior da adoração. Mas precisamos tomar muito cuidado com isso, especialmente quando levamos a sério nossa vida com Deus. A Bíblia diz que Deus olha para o coração (1 Sm 16.7). Ou seja, Ele se importa muito mais com o que está dentro de nós do que com aquilo que fazemos por fora. Podemos estar num templo bonito, com músicas bonitas e tudo muito organizado, mas se o nosso coração estiver frio e vazio, isso não agrada a Deus. Por outro lado, uma reunião simples, com poucas pessoas humildes reunidas para orar e ler a Bíblia, pode ser muito mais preciosa para Deus — porque Ele vê a sinceridade do coração. O que Deus quer não é um show ou uma performance. Ele quer adoração verdadeira, feita com amor, fé e humildade. 2.2 Jesus e a verdadeira adoração. A LIÇÃO DIZ: O Senhor Jesus é, por si só, a base para essa adoração genuína (Jo 4.21). É pertinente ilustrar essa verdade ao lembrarmos do Calvário e do sepulcro vazio, onde, após sua morte, a obra realizada se tornou a razão fundamental para a adoração de todos os cristãos. Embora os locais físicos do Calvário e do sepulcro possam não ter grande significado por si mesmos, a lembrança da obra realizada nesses lugares ultrapassa qualquer noção geográfica. O impacto dessa obra alcança a todos, não importando o lugar onde se encontrem. O que torna a cruz e o sepulcro vazios tão importantes para os cristãos não é o local físico em si, mas o que aconteceu ali. Jesus, o Filho de Deus, entregou sua vida na cruz para salvar a humanidade do pecado, e ao terceiro dia, ressuscitou, vencendo a morte. Essa obra — sua morte sacrificial e ressurreição gloriosa — é o verdadeiro motivo da nossa adoração. Não é necessário estar em Jerusalém, no Calvário ou diante do túmulo vazio para adorá-lo de verdade. A fé cristã não depende de um lugar sagrado, mas de um Salvador vivo. O que Jesus fez tem um valor eterno e universal — atinge pessoas de todas as nações, culturas e línguas, em qualquer lugar do mundo. Sempre que nos reunimos para adorá-lo, seja em uma grande igreja, em uma casa simples ou até mesmo sozinhos, estamos ligados espiritualmente ao que Ele fez por nós. Quando participamos da Ceia do Senhor, por exemplo, relembramos com gratidão o sacrifício de Cristo, não porque estamos em um lugar especial, mas porque temos consciência da grandiosa obra que Ele realizou. Por isso, a verdadeira adoração não está em rituais ou lugares, mas em reconhecer, com fé e sinceridade, o que Jesus fez por nós. Ele é o centro da nossa adoração.
III. ADORAÇÃO BÍBLICA 3.1 O conceito bíblico de adoração. A LIÇÃO DIZ: Na língua hebraica, existe uma expressão chamada hishtahawa, que transmite a ideia de “manifestar um temor reverente, admiração e respeito característicos da adoração”. Já na língua grega, duas palavras são utilizadas para definir a adoração: latreia e proskuneô. A palavra latreia refere-se à submissão daquele que serve a outrem. Por sua vez, proskuneô significa “adorar” ou o “ato de adoração”. No diálogo com a mulher samaritana, Jesus utilizou o termo proskuneô (João 4:20-26). Palavras-Chave para “Adoração” nas Línguas Bíblicas. Hebraico (Antigo Testamento): ● Shachah (הָׁחָׁש): Significa “curvar-se” ou “prostrar-se”. É a principal palavra usada no Antigo Testamento para expressar a ideia de adoração, frequentemente relacionada a uma atitude de submissão diante de Deus. ● Hishtachawah (הָׁו ֲחַּתְׁשִה): Forma reflexiva de shachah, com o mesmo sentido de prostração ou reverência profunda. ● Abad (דַּבָׁע): Literalmente “servir” ou “trabalhar”. Quando usado em contextos religiosos, refere se ao serviço prestado a Deus, sendo também traduzido como “adorar”. ● Sagad (דַּג ְׁס): Termo aramaico com o significado de “prostrar-se em adoração”, usado especialmente em livros como Daniel.Grego (Novo Testamento): ● Proskyneō (προσκυνέω): Literalmente “prostrar-se” ou “prestar homenagem”. É o termo mais comum para adoração no Novo Testamento, indicando um gesto de reverência ou submissão, muitas vezes diante de Deus ou de Jesus Cristo. ● Latreuō (λατρεύω): Refere-se ao “serviço sagrado” ou “culto religioso” prestado exclusivamente a Deus. Aponta para o aspecto contínuo e devocional da adoração. ● Sebomai (σέβομαι): Significa “reverenciar”, com ênfase na atitude interna de respeito e temor diante de Deus. ● Threskeia (θρησκεία): Traduzido como “religião” ou “devoção cerimonial”. Refere-se à expressão externa da prática religiosa, como rituais e observâncias. Adoração é a resposta reverente, consciente e intencional do ser humano à revelação de Deus, em que se expressam amor, submissão, louvor e serviço, em espírito e em verdade, tanto em atos pessoais quanto coletivos. Ela envolve uma reação profunda do coração, da mente, da alma e do corpo diante da majestade, santidade, poder, graça e beleza do Deus trino — Pai, Filho e Espírito Santo. Essa revelação provoca no homem uma resposta de reconhecimento, temor, gratidão e entrega. Como ensinava Martinho Lutero: “Conhecer a Deus é adorá-lo”. A verdadeira adoração, portanto, não é opcional, mas consequência natural de um coração transformado. A adoração cristã envolve elementos fundamentais, como: ● Revelação e resposta: Deus se dá a conhecer, e o homem responde. ● Atos físicos e espirituais: Inclinação, ajoelhamento, prostração (Êx 34.8; Gn 17.3), mas também oração, louvor, confissão, meditação e serviço. ● Dimensão pessoal e comunitária: Praticada individualmente (Salmos) e coletivamente (At 2.46). ● Santidade, arrependimento e entrega: O adorador deve se apresentar com sinceridade, pureza e consagração (Rm12.1; Jo 4.23). ● Cristocentrismo: Jesus é digno de adoração (Mt 2.11; Jo 9.38; Hb 1.6) por ser o Filho de Deus e Salvador. O culto cristão é centrado na sua pessoa, obra e ensinamentos. ● Capacitação pelo Espírito Santo: É o Espírito quem guia a adoração verdadeira (Jo 4.24; At 2; Rm 8.26), renovando e iluminando os crentes. 3.2 Adoração como ato de rendição a Deus. A LIÇÃO DIZ: O conceito fundamental da palavra “adorar” (proskuneo) no Novo Testamento remete originalmente à noção de “beijar”, associado ao ato de dobrar os joelhos ou prostrar-se com a testa no chão, ou sobre os pés da pessoa a quem se está submisso. A essência da adoração bíblica começa com rendição total a Deus. O termo hebraico shachah (הָׁחָׁש), amplamente usado no Antigo Testamento, significa literalmente prostrar-se — uma postura corporal que expressa humilhação voluntária e submissão absoluta diante da majestade divina. Exemplos bíblicos: ● Abraão, ao ser chamado para sacrificar Isaque, diz aos seus servos: “Eu e o rapaz iremos até ali; adoraremos e voltaremos” (Gn 22.5). Sua obediência era uma expressão concreta de sua rendição a Deus. ● Isaías, ao contemplar a glória do Senhor, exclamou: “Ai de mim! Estou perdido!” (Is 6.5). A verdadeira adoração sempre revela quem Deus é — e quem somos diante dEle. 3.3 Adoração como ato de serviço a Deus. A LIÇÃO DIZ: O serviço a Deus está profundamente associado à adoração. Trata-se de um ato espontâneo que demonstra o nosso reconhecimento da soberania de Deus sobre tudo. Assim, o serviço que prestamos a Ele, ou seja, cumprir os seus propósitos para nós, exige uma entrega total de nossa vida, como um sacrifício vivo ao Senhor (Rm 12:1). Dessa forma, não podemos servir a dois senhores, mas somente a um (Mt 6:24). Trata-se de uma entrega completa a Deus, realizada por meio da nossa existência. Outro aspecto fundamental é o entendimento de que adorar também é servir. No hebraico, abad(דַּבָׁע) significa tanto “servir” quanto “adorar”. No grego, latreuo (λατρεύω) é usado para descrever o “serviço sagrado” prestado a Deus — não apenas no templo, mas com toda a vida. Outro aspecto fundamental da adoração bíblica é o entendimento de que adorar também é servir. No hebraico, o verbo ‘abad (דַּבָׁע) traz a ideia tanto de “serviço” quanto de “adoração” — indicando que, para o povo de Deus, servir a Yahweh era uma expressão natural e essencial do culto verdadeiro. Da mesma forma, no Novo Testamento, o termo grego latreúo (λατρεύω) descreve o serviço sagrado prestado a Deus, não restrito ao templo ou aos ritos, mas ampliado à totalidade da vida cristã. Como devemos servir a Deus: ● O serviço deve ser prestado em fidelidade. O serviço sem fidelidade torna-se apenas uma aparência de piedade. Deus se agrada daqueles que servem com perseverança e integridade. ● O serviço deve ser feito com um coração sincero. Deus rejeita o serviço que parte de um coração dividido ou hipócrita. ● O serviço deve ser conforme o gosto de Deus. Adorar é servir a Deus da forma que Ele deseja, e não como nós achamos melhor. Nadabe e Abiú, filhos de Arão, aprenderam isso da maneira mais trágica ao oferecerem “fogo estranho” — ou seja, algo que Deus não havia ordenado — e foram consumidos por fogo diante do Senhor (Lv 10.1-2). Isso nos ensina que a adoração não é inventada pelo homem, mas deve estar conforme a vontade revelada de Deus nas Escrituras. 3.4 Uma experiência interior de adoração. A LIÇÃO DIZ: Sentimos uma necessidade profunda de adorar a Deus, conforme é lembrado no Salmo 42: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?” (Sl 42.2). Adorar é dessedentar a alma. É permitir que o coração, com todas as suas marcas, desejos, dúvidas e esperanças, seja colocado nu na presença do Senhor. Não se trata de recitar fórmulas ou repetir expressões, mas de expor o íntimo, de derramar-se como água perante Deus (Lm 2.19). É isso que o Salmo 42 nos mostra. Não há máscaras, não há encenação. Há sede. Há clamor. Há memória e saudade da presença manifesta de Deus. “Como o cervo anseia pelas águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus.” (Sl 42.1) Esse é o grito de quem não consegue mais se satisfazer com nada que não seja Deus. A alma sente sede, mas não de alívio emocional — sede do Deus vivo, sede de comunhão real, sede de restauração. E nesse desespero santo, o salmista adora. Não com louvores exuberantes, mas com suspiros, lágrimas e confissões.
CONCLUSÃO A verdadeira adoração não está ligada a lugares, tradições ou rituais, mas a uma relação sincera com Deus por meio de Jesus. É adorar em espírito, com o coração, e em verdade, com base na revelação de Cristo. Deus busca esse tipo de adorador: alguém transformado, que reconhece quem Ele é e se rende a Ele de forma autêntica. A mulher samaritana entendeu isso, e sua vida foi transformada. A verdadeira adoração começa quando encontramos Jesus.
Um suco saudável e refrescante, feito com ingredientes fáceis de achar, pode ser a resposta que você procurava para espantar o calor e ainda contribuir com uma dieta equilibrada.Segundo o Dr. Bruno Fiacadori, nutricionista da Clínica CliNutri, esse suco de cenoura com gengibre e laranja pode ser uma boa oportunidade para consumir em conjunto ingredientes nutritivos e saborosos.“Esse suco apresenta boas quantidades de vitamina A, C, fibras e antioxidantes, que auxiliam no bom funcionamento do organismo. A vitamina A colabora para a saúde dos olhos, evitando a xeroftalmia (olho seco), as fibras ajudam na saciedade, e a vitamina C, juntamente com os antioxidantes, combate os danos causados pelos radicais livres no organismo humano”, conta o especialista.Veja, a seguir, como preparar essa receita de suco saudável e fácil:
Ingredientes
1 xícara de cenoura
1 laranja
1/2 xícara de gengibre
1/2 limão
250 ml de água
Preparo
1.Descasque a cenoura, a laranja e o gengibre.
2.Adicione os ingredientes em um liquidificador com 250 ml de água.
3.Bata todos os ingredientes até ficar homogêneo. Adicione o limão espremido no copo caso deseje mais acidez.
4.Mexa bem, transfira para o copo e está pronto para beber.
Esta é uma realização do Ministério da Cultura em parceria com a Secretaria de Economia Criativa e Fomento Cultural (SEFIC).
O Ministério da Cultura registrou novo recorde de captação de recursos, por meio da Lei Rouanet, nos meses de janeiro, fevereiro e março deste ano. O valor ultrapassa R$ 305 milhões e representa um aumento de 71,3% do que foi captado no mesmo período do ano passado. Em 2024, a captação chegou a R$ 178 milhões no primeiro trimestre.
O desempenho fortalece a Lei Rouanet, afirma o secretário de Economia Criativa e Fomento Cultural do MinC (SEFIC), Henilton Menezes. “Esse volume de recursos recorde no primeiro trimestre de 2025, comparado com outros anos, demonstra a confiança que o empresário hoje tem no programa nacional de apoio à cultura. E vai nos permitir, além de ir ao encontro da nacionalização dos recursos em todos os estados brasileiros, um melhor planejamento por parte do agente cultural, que terá, ao longo dos meses, a possibilidade de investimento”, explica Menezes.
A captação recorde de recursos via Lei Rouanet também pode ser atribuída ao crescimento no número de projetos culturais ativos no sistema de acesso às leis de incentivo. Novos parceiros e incentivadores da cultura têm apoiado projetos em todo o país.
A Lei Rouanet é a principal política de incentivo a projetos culturais do Ministério da Cultura para o Brasil. O secretário explica como a lei funciona: “A Lei Rouanet é um investimento indireto, feito pelos empresários no setor cultural brasileiro, a partir da renúncia fiscal do governo federal. Projetos previamente aprovados pelo ministério podem receber esses investimentos para serem viabilizados e, dessa forma, dinamizar o setor cultural. É um investimento do governo federal num setor produtivo robusto da economia brasileira chamado cultura.” Esta é uma realização do Ministério da Cultura em parceria com a Secretaria de Economia Criativa e Fomento Cultural (SEFIC).
Nesta segunda-feira, 31 de março, as políticas públicas de alimentação escolar completam 70 anos de atuação ininterrupta no Brasil, consolidando o país como uma das principais referências globais em segurança alimentar. A iniciativa começou em 1955, com a criação da Campanha de Merenda Escolar, precursora do atual Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).
Gerido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação (MEC), o Pnae repassa recursos financeiros para redes de ensino municipais, estaduais, distrital e federal, bem como instituições filantrópicas e escolas comunitárias. O programa garante refeições diárias a 40 milhões de estudantes de 155 mil escolas públicas, além de impulsionar a agricultura familiar, reduzir desigualdades e promover hábitos alimentares saudáveis. Em 2024, o orçamento do programa atingiu R$ 5,5 bilhões, com um marco recente: após seis anos sem reajuste, os repasses tiveram aumento de até 39% em 2023. O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou que, após anos de congelamento, o reajuste dos repasses do programa prioriza a educação infantil, o ensino integral, além das escolas indígenas e quilombolas e as regiões mais vulneráveis. “É um passo vital para combater a fome e valorizar quem produz comida de verdade. Ninguém pode garantir uma boa escola, qualidade da aprendizagem, se não tiver uma boa alimentação em cada escola”, afirmou.
Trajetória de equidade – O marco inicial das políticas de alimentação escolar foi a luta contra a desnutrição infantil, mas o programa evoluiu para um modelo integrado. Além de fornecer 10 bilhões de refeições anuais, o programa é reconhecido hoje por aliar educação nutricional, apoio a pequenos produtores e sustentabilidade. Em 2009, a Lei nº 11.947 ampliou o escopo do Pnae para toda a educação básica, incluindo a educação de jovens e adultos, e determinou que 30% dos recursos fossem investidos na compra direta da agricultura familiar. “O Pnae é um símbolo de equidade. Garantimos não apenas comida no prato, mas saúde, aprendizado e dignidade”, ressaltou Fernanda Pacobahyba, presidente do FNDE.
Agricultura familiar – Enquanto a monocultura — baseada em latifúndios e uso intensivo de agrotóxicos — ameaça a biodiversidade, a agricultura familiar promove a harmonia com o meio ambiente. O diretor de Ações Educacionais do FNDE, Anderson Sampaio, explicou que esses agricultores resgatam saberes tradicionais, como o manejo indígena, que preserva a floresta enquanto cultiva alimentos.
“A Lei nº 11.947 não só melhorou a qualidade da merenda, como reduziu ultraprocessados. Com a Resolução nº 3/2025, limitamos esses produtos a 10% até 2026 e priorizamos 85% de alimentos in natura”, destacou Anderson Sampaio. Além disso, a nova norma prioriza grupos de mulheres agricultoras, que agora respondem por 50% das compras.
Projetos inovadores – A 7ª Jornada de Educação Alimentar e Nutricional (EAN), lançada em março de 2025, promete ser a mais ambiciosa. Com atividades até setembro, a iniciativa premiará com R$ 10 mil as 20 melhores experiências pedagógicas que integrem alimentação saudável ao currículo escolar.
“Queremos histórias como a da Escola Estadual Indígena de Ensino Médio Yvy Poty, em Caarapó/MS, que oferece aos alunos do ensino médio formação técnica em agroecologia e sustentabilidade, conservando recursos da agricultura tradicional local, ao mesmo tempo em que explora conhecimentos e métodos ecológicos modernos”, revelou Karine Santos, coordenadora-geral do Pnae.
O projeto dessa escola, que tem como base o Pnae, também orienta os pais e lideranças da região para a produção de alimentos tanto para o consumo familiar quanto para a comercialização e a geração de renda.
Merendeiras do Brasil – As merendeiras desempenham um papel fundamental na alimentação escolar no Brasil, sendo peças-chave na implementação bem-sucedida do Pnae. Além de prepararem refeições nutritivas e seguras para milhões de estudantes, elas atuam como educadoras alimentares, incentivando hábitos saudáveis e promovendo a valorização da cultura alimentar local. O trabalho dessas profissionais contribui significativamente para o desenvolvimento biopsicossocial dos alunos, melhorando o desempenho escolar e fortalecendo a conexão entre a comunidade escolar e a agricultura familiar.
A merendeira Djanira de Souza, da Ilha de Maré – uma comunidade quilombola localizada na Baía de Todos os Santos, em Salvador –, sempre acreditou na importância do Pnae. Ela explica que ver as crianças se alimentando bem todos os dias transformou a vida de cada aluno de sua escola. Djanira e os estudantes da escola em que trabalha. Foto: Divulgação/FNDE“Eu e as crianças de todo Brasil agradecemos ao Pnae pelo alimento de cada dia. Faço a merenda com amor e com muita satisfação, sabendo que as crianças irão crescer saudáveis e que no dia de amanhã terei a oportunidade de ser reconhecida por esses alunos como a merendeira que fazia a comida com muito carinho para cada um.”, declarou Djanira, com muito orgulho pelo trabalho.
Execução da alimentação escolar – O papel dos gestores na execução da alimentação escolar é garantir que os estudantes tenham acesso a refeições saudáveis e adequadas é um dos principais desafios da gestão da alimentação escolar. Para Evilauba Gonçalves, gestora do Pnae na Secretaria de Educação do Estado do Ceará, o programa é fundamental para assegurar uma alimentação de qualidade dentro das escolas.
A água de coco, bebida refrescante e saborosa, é muito popular no Brasil, especialmente em dias quentes. Rica em nutrientes e eletrólitos, ela é frequentemente associada à hidratação e bem-estar. Mas será que quem tem pressão alta pode desfrutar sem preocupações? Segundo a médica nutróloga Isolda Prado, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia, quem tem pressão arterial elevada pode tomar água de coco, porém com moderação. “A água de coco é naturalmente rica em potássio, um mineral que ajuda a equilibrar os níveis de sódio no organismo e pode contribuir para a redução da pressão arterial. No entanto, o consumo deve ser controlado, especialmente em pessoas que já utilizam medicamentos para hipertensão ou que precisam controlar o balanço de eletrólitos, porque embora tenha potássio, também é um alimento rico em sódio”, alerta.
Existe algum limite considerado seguro?
Para a maioria das pessoas, 1 a 2 copos (200 a 400 ml) por dia são considerados seguros e suficientes para aproveitar os benefícios da água de coco. “Quantidades maiores, principalmente de forma contínua, podem trazer riscos dependendo do estado de saúde da pessoa, a não ser em situações específicas. Para o consumo em volumes maiores, é sempre bom ser orientado por um médico”, complementa.
Quais são os benefícios da água de coco?
Confira 5 benefícios da água de coco:
• Hidratação eficaz, por ser rica em eletrólitos (potássio, sódio, magnésio);
• Pode ajudar na recuperação após exercícios físicos;
• Tem ação antioxidante;
• Contribui para o bom funcionamento dos rins e do intestino;
• Pode auxiliar no controle da pressão arterial, graças ao alto teor de potássio.
O excesso do consumo pode provocar desequilíbrio eletrolítico, especialmente hipercalemia (excesso de potássio no sangue), que é perigosa para o coração, sobretudo para pacientes portadores de doença renal. “Como tem carboidratos, pode impactar o controle glicêmico em pessoas com diabetes, se consumida em grandes quantidades”, conclui a médica.
O pepino (Cucumis sativus) é um fruto versátil e popular, pertencente à família das cucurbitáceas, a mesma da abóbora, melancia e melão. Originário da Índia, é cultivado há milhares de anos e se espalhou por todo o mundo, adaptando-se a diversos climas.
O pepino é versátil e ajuda a hidratar o organismo
Composto principalmente por água, o pepino é conhecido por suas propriedades hidratantes e refrescantes, sendo um alimento leve e de baixo teor calórico. Além de sua versatilidade gastronômica, oferece diversos benefícios à saúde. Veja a seguir!
1. Auxilia na perda de peso
Devido ao seu baixo teor calórico e alto conteúdo de água e fibras, o pepino promove sensação de saciedade, ajudando a controlar o apetite e contribuindo para dietas de emagrecimento. Além disso, ele é um excelente substituto para alimentos mais calóricos em lanches e refeições.
2. Hidrata o organismo
O consumo de pepino auxilia na manutenção da hidratação corporal, sendo especialmente benéfico em dias quentes ou após atividades físicas intensas. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o pepino é formado em 95% de água. A hidratação é fundamental para diversas funções do organismo, como a regulação da temperatura corporal, a circulação sanguínea e a eliminação de toxinas.
3. Possui ação antioxidante
O pepino contém antioxidantes que combatem os radicais livres, moléculas que causam danos às células e estão associadas ao envelhecimento precoce e ao desenvolvimento de doenças crônicas. Esses compostos ajudam a reduzir inflamações no corpo, melhorando a imunidade e protegendo contra diversas enfermidades.
4. Ação antibacteriana e antifúngica
O pepino contém compostos bioativos que demonstram propriedades antifúngicas e antibacterianas naturais. Além disso, o alto teor de água e antioxidantes contribui para fortalecer o sistema imunológico, tornando o organismo mais resistente a infecções fúngicas.
As fibras do pepino auxiliam o processo de digestão
5. Promove a digestão
As fibras presentes no pepino estimulam o trânsito intestinal, prevenindo a constipação e promovendo um sistema digestivo mais equilibrado. “[As fibras] favorecem o trânsito do intestino, já que eles exercem função importante na formação do bolo fecal e na manutenção da flora intestinal”, acrescenta a nutricionista Ronimara Santos.
6. Ação anti-inflamatória
O pepino contém compostos bioativos com propriedades anti-inflamatórias, como flavonoides, taninos e cucurbitacinas. Seu consumo pode ajudar a reduzir a inflamação, aliviar dores articulares e musculares e contribuir para uma melhor recuperação após atividades físicas intensas.
7. Melhora a saúde da pele
Rico em antioxidantes, vitaminas A, C e E, além de compostos anti-inflamatórios, o pepino contribui para a saúde da pele. Seu efeito hidratante mantém a pele mais viçosa e hidratada, enquanto seus antioxidantes ajudam a combater os radicais livres, ajudando a prevenir o envelhecimento precoce. Além do consumo, ele pode ser aplicado diretamente na pele, em máscaras caseiras ou na área dos olhos para reduzir inchaços e olheiras. “Quando aplicado topicamente, os pepinos podem fortificar as células para que possam se manter hidratadas e trabalhar nos níveis mais altos. Na área dos olhos, a hidratação é imensamente benéfica, uma vez que essa é uma região de pele extremamente fina”, diz a dermatologista Dra. Mônica Aribi, sócia efetiva da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Formas de consumir o pepino
Além de todos esses benefícios, o pepino pode ser incorporado à alimentação de diversas maneiras:
Cuidados importantes
Apesar dos diversos benefícios do pepino para a saúde, é importante lembrar que seu consumo não substitui tratamentos médicos nem o acompanhamento profissional. Embora seja rico em vitaminas, minerais e propriedades hidratantes, ele não possui capacidade de tratar ou curar doenças por si só. Para garantir a saúde e o bem-estar, é fundamental seguir orientações médicas adequadas, realizar exames periódicos e adotar uma alimentação equilibrada como parte de um estilo de vida saudável.
O Projeto de Lei 2937/20, atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados, propõe a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para idosos na aquisição de automóveis novos. Essa medida, se aprovada, permitirá que cada idoso adquira um carro nacional com isenção de IPI a cada cinco anos. A proposta visa não apenas beneficiar os idosos, mas também impulsionar a indústria automotiva nacional. O deputado Alexandre Frota (PSDB-SP), autor do projeto, destaca que a iniciativa tem como objetivo principal estimular a indústria de veículos automotivos no Brasil. Segundo ele, esse setor é crucial para a geração de empregos e renda, desempenhando um papel significativo na economia do país. A proposta, portanto, busca alavancar a economia ao mesmo tempo, em que atende às necessidades dos idosos.
Qual o impacto econômico da isenção de IPI?
Embora o projeto de lei não apresente uma estimativa detalhada do impacto orçamentário e financeiro, a isenção do IPI pode ter implicações significativas para a economia. A indústria automotiva é um dos pilares da economia brasileira, e incentivos fiscais como este podem aumentar a produção e, consequentemente, o emprego no setor. Além disso, ao tornar os automóveis mais acessíveis para os idosos, o projeto pode aumentar a demanda por veículos nacionais. Entretanto, é importante considerar que a renúncia fiscal pode afetar a arrecadação do governo. A Lei de Responsabilidade Fiscal exige que novas medidas que impactem o orçamento sejam acompanhadas de estimativas financeiras. Assim, a análise cuidadosa dos benefícios e custos é essencial para a viabilidade do projeto.
Imagem Ilustrativas de Carros – Créditos: depositphotos.com / joasouza
Como funciona a tramitação do projeto de lei?
OProjeto de Lei 2937/20 tramita em caráter conclusivo na Câmara dos Deputados. Isso significa que ele não precisa ser votado no plenário, a menos que haja recurso para tal. O projeto será analisado por três comissões: a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, a Comissão de Finanças e Tributação, e a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Essas comissões têm a responsabilidade de avaliar a proposta sob diferentes aspectos. A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa analisará o impacto social da medida, enquanto a Comissão de Finanças e Tributação examinará as implicações financeiras. Por fim, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania verificará a conformidade legal do projeto.
Quais os próximos passos para a aprovação do projeto?
Após a análise pelas comissões, o projeto poderá seguir para sanção presidencial, caso não haja necessidade de votação no plenário. Se aprovado, a isenção do IPI para idosos poderá entrar em vigor, beneficiando tanto os consumidores quanto a indústria automotiva nacional. A implementação dessa medida requer um planejamento cuidadoso para garantir que os objetivos econômicos e sociais sejam alcançados de forma eficaz. O acompanhamento da tramitação do projeto é fundamental para entender as possíveis alterações e o impacto final da medida. A participação ativa dos cidadãos e o debate público podem contribuir para o aperfeiçoamento da proposta, assegurando que ela atenda às necessidades dos idosos e promova o desenvolvimento econômico do país.
DAVI: DE PASTOR DE OVELHAS A REI DE ISRAEL Fé e Ação em Meio às Adversidades da Vida
O QUE VAMOS ESTUDAR?
Ao falarmos de Davi, nos deparamos com um jovem que transcendeu sua época, deixando um legado de coragem, fé e excelência. Desde os campos de Belém até o trono de Israel, sua vida foi marcada por uma entrega total a Deus. Não foi apenas sua habilidade com a harpa, sua bravura diante de gigantes ou sua destreza como guerreiro que o tornaram um exemplo, mas sim sua devoção inabalável. Davi nos ensina que a excelência no servir não vem apenas de talentos naturais, mas da presença e capacitação divina. Quando Deus está conosco, somos forjados para missões extraordinárias!
TEXTO PRINCIPAL Não fiquem com medo, pois estou com vocês; não se apavorem, pois eu sou o seu Deus. Eu lhes dou forças e os ajudo; eu os protejo com a minha forte mão. (Is 41.10 NTLH). Antes de avançarmos na exposição deste versículo, é necessário fazer duas observações relevantes: • À primeira vista, pode parecer que essa passagem não possui uma conexão direta com o assunto em questão. Isso levanta a pergunta: será que esse texto foi a escolha mais adequada para servir como base para a lição? No entanto, ainda que a relação não seja imediatamente clara, é possível – e necessário – buscar uma harmonização entre o conteúdo do versículo e o tema proposto. Nosso desafio será extrair insights que permitam essa conexão de maneira coerente. • É frequente ouvirmos a afirmação de que a expressão “não temas” (ou equivalentes) aparece 365 vezes na Bíblia, representando um encorajamento para cada dia do ano. No entanto, essa ideia é um mito – uma pesquisa mais aprofundada demonstra que o número real é significativamente menor. Repetir informações incorretas, mesmo com boas intenções, pode comprometer a credibilidade do ensino. Portanto, em vez de reforçar conceitos equivocados, foquemos na análise cuidadosa do texto em seu contexto. Este versículo foi dirigido ao povo de Israel durante um período de incerteza e medo, quando enfrentavam ameaças de nações mais poderosas. Deus os lembra de Sua presença, proteção e fidelidade, incentivando-os a confiar nEle. Portanto, mesmo que o contexto não se refira ao rei Davi, podemos adaptar a verdade dele ao contexto da vida de Davi e nossa realidade nos dias atuais. A vida de Davi prova que habilidades naturais + presença de Deus = excelência no serviço. Davi não confiava em suas próprias habilidades, mas no Deus que o fortalecia (1 Sm 17.37). Isaías 41.10revela essa verdade por aplicação: • “Não temas”. Como Davi, enfrentamos gigantes, mas não estamos sozinhos. • “Eu te sustento”. Como Davi, mesmo após falhas, somos restaurados. • “Eu sou contigo”. Como Davi, nossa missão só tem sentido se Deus estiver nela.
RESUMO DA LIÇÃO Davi foi escolhido e ungido por Deus para uma grande missão que incluía preservar o povo escolhido e a linhagem real do Messias. Davi tinha talentos extraordinários: era músico, poeta, guerreiro e líder. Mas nenhuma dessas habilidades o tornou grande — foi a presença de Deus em sua vida que transformou suas capacidades em legado duradouro. Sem Deus, Davi seria apenas: • Um pastor esquecido (não o rei de Israel). • Um harpista talentoso (não o autor de Salmos que consolam gerações). • Um soldado corajoso (não o homem segundo o coração de Deus). A lição é clara: Você pode ser bom, mas sem Deus, nunca será suficiente. Você pode vencer batalhas, mas só com Deus vencerá a guerra. Pode inspirar pessoas, mas só com Ele transformará vidas. Não se engane: Suas habilidades abrem portas, mas é a presença de Deus que as mantém abertas. Seu esforço constrói, mas é o Espírito Santo que dá significado à obra.
I. UM CURRÍCULO NOTAVEL PARA UM SERVIÇO EXCELENTE 1.1 Um pastor de ovelhas. A LIÇÃO DIZ: Quando os servos de Saul apresentaram as credenciais do jovem (1 Sm 16.18), as referências mencionadas chamaram bastante a atenção do rei: um músico admirável, valente, animado, guerreiro, ponderado nas palavras, educado e, o mais importante, o Senhor era com ele. O rei não perdeu tempo e imediatamente mandou chamá-lo. Porém, antes de chegar à corte, Davi aprendeu muito com o rebanho de ovelhas. A palavra “currículo” pode ser definida como o conjunto de conhecimentos, habilidades e experiências adquiridas por uma pessoa ao longo da vida, seja na educação formal, no trabalho ou em outras áreas da vivência humana. No contexto bíblico, podemos aplicar essa ideia ao aprendizado que Deus proporcionou a Seus servos antes de colocá-los em posições de grande responsabilidade. O jovem Davi, antes de se tornar rei de Israel, desenvolveu várias habilidades importantes como pastor de ovelhas que posteriormente foram úteis em sua vida e liderança. Algumas delas incluem: • Coragem e habilidade de combate. Davi enfrentou animais selvagens, como leões e ursos, para proteger seu rebanho (1 Sm 17.34-37). Isso o preparou para futuras batalhas, incluindo seu famoso duelo contra Golias. • Responsabilidade e cuidado. Como pastor, ele aprendeu a zelar pelas ovelhas, guiando-as, alimentando-as e protegendo-as, o que mais tarde se refletiu em seu papel como líder do povo de Israel (Sl 78.70-72). • Paciência e perseverança. O trabalho pastoral exigia longas horas de vigília e persistência, características que o ajudaram em momentos difíceis, como quando foi perseguido por Saul. • Habilidade com a funda. Davi tornou-se hábil no uso da funda (estilingue), uma arma comum entre pastores para afastar predadores, habilidade que usou para derrotar Golias (1 Sm 17.49 50). • Dependência de Deus. No isolamento dos campos, Davi desenvolveu uma forte relação com Deus, expressa em muitos de seus salmos (ex.: Salmo 23). Essa fé foi essencial em sua trajetória. 1.2 Corajoso e destemido. A LIÇÃO DIZ: Davi também se destacava por ser corajoso e destemido. Se ele desse ouvidos ao que os demais falavam, jamais seria um vencedor. Como veremos na próxima lição, todos temiam o gigante e tinham motivos para não querer estar ali diante daquele grande e terrível homem. Porém, Davi era diferente dos demais. Vamos definir os termos “corajoso” e “destemido”: • Corajoso. Alguém que, mesmo sentindo medo, age com determinação, enfrentando perigos ou desafios por um propósito maior. A coragem não é a ausência de medo, mas a capacidade de superá-lo. • Destemido. Alguém que demonstra uma ousadia natural, sem hesitação diante do perigo. Não é o mesmo que ser impulsivo. O destemido age com confiança e firmeza, muitas vezes por já ter enfrentado situações adversas antes. Davi era corajoso porque, mesmo sabendo dos riscos, enfrentou leões e ursos para proteger suas ovelhas (1 Sm 17.34-37). Davi era destemido porque, ao ver Golias, não hesitou em combatê-lo, confiando em sua experiência e sobretudo em Deus (1 Sm 17. 45-47). 1.3 Um músico excelente. A LIÇÃO DIZ: Davi foi um músico que louvava ao Senhor. Com sua harpa bem tocada, sua voz suave e suas letras profundas, ele foi muito usado nas mais diversas ocasiões. O autor de, pelo menos, 73 salmos deixou letras que nos convidam ao louvor, à oração, à adoração, à reflexão e à busca por mais proximidade com o nosso Deus. Quando lemos a história de Davi, é fácil se impressionar com suas vitórias, como a derrota de Golias ou seu reinado cheio de conquistas. Mas algo que muitas vezes passa despercebido é que, antes de ser guerreiro e rei, Davi era músico. Davi não entrou no palácio por ser um grande guerreiro (ainda não havia derrotado Golias). Ele chegou lá por causa da música. Isso me faz pensar: será que estamos subestimando nossos dons? Às vezes, o que parece um “hobby” ou algo simples pode ser o meio que Deus usará para nos colocar no lugar certo.
II. A EXCELÊNCIA DE DEUS EM NÓS MEDIANTE SUA PRESENÇA 2.1 A presença de Deus em nossas vidas. A LIÇÃO DIZ: “A busca pela presença de Deus em nossas vidas é um anseio profundo e inerente ao ser humano. As histórias bíblicas nos revelam muitos homens e mulheres que buscaram ardentemente um relacionamento mais profundo com Deus e, em decorrência dessa prática, vivenciaram grandes experiências. O segredo de Davi não estava em sua habilidade com a funda, nem em seu talento musical, mas em algo muito mais profundo: a presença de Deus em sua vida. Em 1 Samuel 16, vemos como essa realidade espiritual marcava cada aspecto de sua trajetória, tornando-o um homem singular. Quando Samuel derrama o óleo sobre a cabeça de Davi, algo extraordinário acontece: “o Espírito do Senhor se apossou de Davi desde aquele dia em diante” (v.13). Enquanto Saul experimentava o afastamento divino (v.14), Davi recebia uma unção permanente. Essa presença não era: • Temporária como a de Sansão. • Parcial como a dos setenta anciãos. O que fazia Davi diferente? Não sua estatura ou experiência, mas o fato incontestável de que “o Senhor é com ele” (1Sm 16.18). A vida de Davi nos ensina que: • A verdadeira grandeza vem da presença de Deus, não de nossos méritos. • Os dons naturais só alcançam plenitude quando consagrados. • O preparo nos lugares ocultos é essencial para o chamado público. • A unção divina transforma atividades comuns em ministérios poderosos. 2.2 O cristão e a sua espiritualidade. A LIÇÃO DIZ: Quando o jovem cristão se permite ser conduzido pelo Espírito de Deus, o seu coração o impele, progressivamente, a buscar uma crescente intimidade com o seu Senhor. É nessa dinâmica que a espiritualidade vai se desenvolvendo. O que é espiritualidade? Espiritualidade não é sobre quantas vezes você vai à igreja, quantas horas oras ou quantos versículos decora. É sobre vida com Deus, é sobre ter um relacionamento real, que transforma seu caráter, seus pensamentos e suas atitudes. É o Espírito Santo moldando você para ser mais como Cristo, não apenas na teoria, mas no dia a dia. No entanto, muita gente vive uma fé de fachada: • Rotina sem realidade. Vai aos cultos, canta hinos, mas o coração está distante. • Emoção sem transformação. Se emociona com louvores e pregações, mas não muda de vida. • Conhecimento sem prática. Sabe a Bíblia, mas não obedece. Jesus alertou sobre isso: “Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mt 15.8). Para desenvolver uma espiritualidade genuína, é fundamental seguir os princípios bíblicos que orientam o crescimento na fé. O apóstolo Paulo exorta: “Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito” (Gl 5.25). A verdadeira vida espiritual começa quando abandonamos a autossuficiência e passamos a viver em plena dependência de Deus, permitindo que o Espírito Santo guie nossos passos. A alimentação diária na Palavra de Deus é outro pilar essencial para o desenvolvimento espiritual. Como afirma o Salmo 1.2-3, o homem bem-aventurado é aquele que medita na Lei do Senhor dia e noite. Jesus mesmo declarou que “não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4.4), evidenciando que as Escrituras são o alimento indispensável para fortalecer nossa fé. A prática da oração contínua, conforme exortado em 1 Tessalonicenses 5.17, é outro aspecto fundamental. Mais do que recitar palavras, trata-se de manter um diálogo constante com Deus, cultivando assim uma intimidade pessoal com o Pai. A vida na igreja também se mostra indispensável para o crescimento cristão. O autor de Hebreus admoesta: “Consideremo-nos uns aos outros para nos estimularmos ao amor e às boas obras, não deixando de congregar-nos” (Hb 10.24-25). Os relacionamentos saudáveis no corpo de Cristo servem como ferramenta divina para nosso amadurecimento na fé. 2.3 Conduzido pelo Espírito. A LIÇÃO DIZ: O texto bíblico nos revela que o Espírito do Senhor estava com Davi (1 Sm 16,13), da mesma forma que esteve com Josué (Nm 27,18) e Saul (1 Sm 10,10). Ao longo do Antigo Testamento, diversas vezes o Espírito Santo é mencionado (Gn 1,2) e, como Deus, sempre esteve presente. Nesse período, o Espírito habitava nas pessoas para o desenvolvimento de ações específicas no meio do povo de Deus. Já a partir do Novo Testamento, os cristãos recebem a habitação permanente do Espírito (1 Co 3,16-17). Na Bíblia, lemos: ‘enchei-vos do Espírito Santo’ (Ef 5,18). O ‘encher’ vai além de uma experiência durante o culto e nos leva a perceber uma amplitude de vida, de obra, de prioridades e de sentidos. A presença do Espírito em nossas vidas nos conduz a um modo de viver diferente (Gl 5,25). Como nos é preciosa essa verdade! A narrativa bíblica apresenta uma teologia progressiva da atuação do Espírito Santo que merece cuidadosa reflexão. No período veterotestamentário, observamos uma atuação pontual e funcional do Espírito, Ele “vinha sobre” indivíduos específicos (como Josué e Saul) para capacitação em tarefas particulares (1Sm 16.13; Nm27.18; 1Sm 10.10). Esta era uma manifestação soberana e temporária, conforme a necessidade do propósito divino. Contudo, a novidade do Novo Testamento é revolucionária: não mais uma visitação ocasional, mas uma habitação permanente (1Co 3.16-17). A exortação paulina “enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18) utiliza o verbo grego πληροῦσθε (plērousthe), que indica um processo contínuo, não um evento pontual. Esta plenitude espiritual transcende em muito as experiências emocionais no culto, ela abarca toda a existência do crente, reorientando suas prioridades, valores e percepções da realidade. A implicação prática desta verdade é profunda: como argumenta Paulo em Gálatas 5.25, se vivemos pelo Espírito, devemos também andar pelo Espírito. O termo “andar” (στοιχῶμεν, stoichōmen) sugere um avanço ordenado, passo a passo, em sincronia com a direção do Espírito. Não se trata de mera mudança comportamental externa, mas de uma transformação ontológica que afeta nosso modo de ser no mundo. Devemos ser crentes cheios do Espírito.
III. A EXCELÊNCIA DE DEUS PARA CUMPRIR UMA DIFÍCIL MISSÃO 3.1 Um rei atormentado. A LIÇÃO DIZ: Assim que o Espírito do Senhor deixou Saul, um espírito maligno começou a atormentá-lo (1 Sm 16.14), deixando-o inapto para decisões sensatas e violento com aqueles que estavam próximos a ele. Até mesmo seus servos ficaram impressionados com a ação maligna na vida do rei (1 Sm 16.15) e sugeriram trazer um músico para que o monarca se acalmasse e o espírito maligno o deixasse em paz. Nesse contexto de tormenta e fúria, Davi foi introduzido à corte de Saul. A Bíblia diz: Depois que o Espírito do Senhor se retirou de Saul, um espírito mau, vindo da parte do Senhor, o atormentava. Então os servos de Saul lhe disseram: — Eis que, agora, um espírito mau, enviado por Deus, está atormentando o senhor, ó rei. Por isso, mande que estes seus servos, que estão em sua presença, busquem um homem que saiba tocar harpa. Assim, quando o espírito mau, enviado por Deus, vier sobre o senhor, o homem dedilhará a harpa e o senhor se sentirá melhor. (1Sm 16.14,15 NAA). Os servos de Saul apresentaram um diagnóstico correto ao declararem que o rei estava atormentado por um espírito maligno. No entanto, eles adotaram medidas superficiais e insuficientes para resolver as crises intermitentes de perturbação mental. O problema de Saul era a sua alienação de Deus, a sua rebeldia contra o Senhor e sua desobediência às ordens divinas. A solução para Saul era o arrependimento sincero, e não apenas terapia musical. Conselheiros de mentalidade bíblica parecem ter estado ausentes da corte de Saul, e seus conselheiros só conseguiram pensar num modo de tratar os sintomas psicológicos do que era um problema fundamentalmente espiritual. A solução oferecida por eles foi superficial. Saul precisava de uma cirurgia e eles lhe deram apenas paliativos. O Deus da providência age nessas circunstâncias, ainda que desafiadoras, para colocar o recém ungido rei de Israel dentro do palácio para relacionar-se com Saul. Assim, o novo rei torna-se servo do velho rei. A escola de Deus continua, mesmo que o cenário e a situação de Davi, a partir deste momento, sejam completamente diferentes. 3.2 Um reino em apuros. A LIÇÃO DIZ: Deus nos conhece por completo: nosso caráter, nossas intenções, nossa visão de mundo e a forma como nos dedicamos a buscar intimidade com Ele. Tanto o profeta quanto o pai do jovem percebiam e viam as coisas com limitações (1Sm 16.1). No entanto, Deus tinha planos surpreendentes para aquela ocasião, e um jovem pastor de ovelhas seria ungido como o novo rei de Israel. A trágica história do rei Saul nos revela um dos mais solenes alertas das Escrituras sobre os perigos da desobediência persistente. Quando o Espírito do Senhor se retirou dele (1Sm 16.14), seu coração, antes humilde, tornou-se terreno fértil para uma sucessão de erros catastróficos que marcaram seu reinado e afetaram toda a nação. Tudo começou com uma aparentemente pequena transgressão em Gilgal (1Sm 13.8-14). Pressentindo o perigo filisteu e vendo seu exército se dispersar, Saul tomou para si a função sacerdotal, oferecendo holocaustos sem esperar por Samuel. Quando confrontado, justificou-se com medo e circunstâncias, revelando um coração que priorizava a conveniência sobre a obediência. Esta primeira falha selou o destino de sua dinastia. A impulsividade de Saul se manifestou novamente quando, em meio à batalha, proferiu um juramento insensato que quase custou a vida de seu próprio filho Jônatas (1Sm 14.24-46). Seu decreto precipitado, proibindo o povo de comer até a vitória, demonstrava uma liderança movida por emoção, não por sabedoria divina. O episódio revela como um governante sem direção espiritual pode levar seu povo ao sofrimento desnecessário. O ápice de sua rebelião veio na guerra contra os amalequitas (1Sm 15). Deus ordenara a destruição total, mas Saul poupou A gague e o melhor do gado. Quando confrontado por Samuel, tentou justificar sua desobediência com argumentos religiosos: guardara os animais “para sacrificar ao Senhor”. Esta tentativa de mascarar a desobediência com pseudo-piedade foi o golpe final. Samuel então proclamou a eterna verdade: “A obediência é melhor que o sacrifício” (1Sm 15.22). Com o Espírito Santo retirado, Saul mergulhou em um abismo de ciúme e paranoia. A popularidade de Davi (1Sm 18.7) despertou nele um ódio mortal. Tentou assassinar o jovem por diversas vezes, permitindo que um espírito maligno dominasse seu coração. Sua vida tornou-se um exemplo vívido do que acontece quando o homem rejeita a Deus: o vazio é preenchido por forças destrutivas. No auge de sua crise espiritual, Saul cometeu seu pecado mais grave: consultou uma médium em En-Dor (1Sm 28), violando expressamente a lei divina (Dt 18.10-12). Este ato desesperado revela a tragédia final de quem abandona a Deus, buscar por respostas onde só se encontra engano. A mensagem que recebeu foi de condenação iminente. Seu fim foi tão trágico quanto seu reinado. Derrotado pelos filisteus, preferiu o suicídio a enfrentar o inimigo (1Sm 31.4). Morreu como viveu seus últimos anos, sem coragem, sem fé, sem a presença de Deus. 3.3 Qual a nossa “difícil” missão? A LIÇÃO DIZ: O cristão enfrenta grandes desafios. O primeiro deles é pelo simples fato de que nós, cristãos, andamos na contramão deste mundo. A cosmovisão, o jeito de agir, os valores defendidos, os relacionamentos, os valores sociais e morais, entre tantos outros, são, por essência, opostos ao que acreditamos. Agimos assim, pois do coração procedem as saídas da vida (Pv 4,23), e o coração do jovem cristão reflete Jesus! O segundo desafio está ligado à nossa grande missão: anunciar as boas novas de salvação (Mc 16,15) para um mundo que está imerso em caos e sofrimento. Entre os sofrimentos enfrentados podemos apontar: violência, dificuldades econômicas e sociais, hedonismo, individualismo, relativismo moral e religioso, entre tantos outros. A solidão assola multidões que vivem em cidades superpovoadas, cercadas por pessoas que não conseguem mais se olhar nos olhos. A entrada de Davi na corte de Saul (1 Sm 16) ilustra o chamado do cristão para viver com integridade em um mundo hostil. Quando o Espírito do Senhor se afastou de Saul, sua liderança decaiu em paranoia e violência. Nesse contexto, Davi foi trazido não como político ou guerreiro, mas como harpista, um jovem cuja vida interior com Deus era tão marcante que até sua música trazia alívio espiritual (1Sm 16.23). Aqui está o paralelo crucial: assim como Davi adentrou um ambiente corrompido sem se corromper, os cristãos são enviados a uma sociedade que opera em lógica oposta ao Reino. A lição é clara: nossa eficácia não vem da adaptação ao mundo, mas da fidelidade a Cristo. Davi transformou a corte não por estratégias humanas, mas porque “o Senhor era com ele” (1Sm 16.18). Essa mesma presença, hoje manifesta no Espírito Santo habitando em nós (1Co 3.16), nos capacita a ser sal e luz em meio às trevas do nosso tempo. O chamado permanece: servir com excelência como Davi, sem perder a essência do Evangelho. Afinal, não somos chamados para vencer o mundo em seus próprios termos, mas para testemunhar um Reino que não é deste mundo (Jo 18.36).
CONCLUSÃO Davi nos ensina que a verdadeira excelência no servir não vem apenas de habilidades ou talentos, mas da presença de Deus em nossas vidas. Ele foi pastor, guerreiro, músico e rei, mas sua grandeza estava na dependência absoluta do Senhor. Sem Deus, Davi teria sido apenas um homem comum, mas com Ele, tornou-se um exemplo de fé e obediência. Assim como Davi, somos chamados a servir com coragem, dedicação e confiança. Que nossa força não esteja em nós mesmos, mas naquEle que nos sustenta. Afinal, só em Deus encontramos a excelência para cumprir nossa missão!
Com tantos animais, Nicole acaba tendo á disposição recursos como ovos e leite, Nicole confessou que nem tudo ela consegue consumir. “Até hoje não consegui comer os ovos, porque fico com medo de ter pintinho. Como tenho uma chocadeira, chocam muitos e fico preocupada de ser um ovo galado. Mas precisei liberar porque estavam ficando muitos”, afirmou. Já o leite ela tem mais apreço. “As vaquinhas ainda não produzem porque o Carlinhos Maia, o boi, não quer namorar. Elas só produzem leite quando a vaca está prenha e tem bezerro. Elas são virgens ainda, mas ele está lá disponível. As cabras tem produzidos leite, e gosto, mas ainda não aprendi a fazer outras coisas como queijo, mas quero aprender tudo”, indicou.
Nicole Bahls
Nas próximas semanas os fãs da influenciadora vão assistir à segunda temporada do Casa Bahls, programa que ela faz por temporada nas suas redes sociais. “Vou receber amigos para mostrar minha vida nova e vou apresentar a alguns amigos que homenageei os animaizinhos deles. Já convidei Juliette, Ludmilla e Silvana“, concluiu.
Embora a ciência apresente cada vez mais evidências robustas sobre os benefícios da atividade física para a saúde, o número de pessoas que se dedica à prática na medida recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda é baixo. Tanto no Brasil quanto globalmente, os dados a esse respeito são alarmantes.
Segundo a pesquisa Saúde e Trabalho, realizada pelo Serviço Social da Indústria (SESI) em 2023, 52% dos brasileiros e brasileiras raramente ou nunca praticam atividades físicas. Entre quem se exercita, apenas 22% o fazem diariamente e 13% pelo menos três vezes por semana.
O estudo também apontou conexão entre a frequência da atividade física e o adoecimento: 72% das pessoas que se exercitam com frequência não tiveram problemas de saúde nos últimos 12 meses. Entre quem não faz nenhuma prática, 42% sofreram problemas. O cenário global também não é animador. Segundo a OMS, uma em cada quatro pessoas adultas não atinge os 150 minutos semanais mínimos de exercícios moderados recomendados pela organização. Um alerta divulgado em junho do ano passado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) reforça essa preocupação. A análise indicou que cerca de 1,8 bilhão de adultos e adultas não praticaram os níveis recomendados de atividade física em 2022, o que representa 32% da população.
As tendências são preocupantes e podem chegar a 35% até 2030 se não houver intervenção. Nesse cenário, a humanidade terá aumento real no risco de doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral, diabetes tipo 2, demência, determinados tipos de câncer e até depressão e ansiedade.
Em entrevista ao podcast Repórter SUS, o educador físico e pesquisador do Instituto Nacional do Câncer (Inca) Fábio Carvalho afirma que a lista de benefícios trazidos pelas atividades físicas engloba todos os aspectos da saúde. Ele destaca também as vantagens de socialização e formação de vínculos que as práticas proporcionam.
“Temos evidências (de benefícios) desde a década de 50 do século passado. Começou com as doenças cardiovasculares e foi avançando. Podemos dizer que essas práticas vão trazer benefício para uma miríade de condições de saúde, das mais prevalentes – como câncer e a doença cardiovascular – até as ligadas à saúde mental.”
O repasse da primeira parcela de abril do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) ocorreu nesta quinta-feira (10). O valor destinado às prefeituras neste decêndio chega a R$ 5.631.056.359,95. O montante foi praticamente o mesmo transferido no mesmo período do ano passado, quando a quantia foi de R$ 5.631.154.862,17.
Apesar desse resultado, o especialista em orçamento público, Cesar Lima, considera que se trata de um cenário que precisa de atenção, já que foi registrada uma curva descendente em relação ao ano passado, ainda que moderada“Podemos perceber o resultado da política de contenção de preços do governo, que refreou o consumo e, consequentemente, esse menor consumo está refletindo na arrecadação que compõe o FPM. Vamos esperar que essa queda não seja prolongada pelos próximos meses. Abril é mês de ajuste da Declaração do Imposto de Renda de Pessoas Físicas e Jurídicas, então podemos prever um aumento dessa arrecadação para os próximos decêndios, mas é um resultado para ficar atento”, destaca.
São Paulo segue como a unidade da federação que recebe o maior valor: R$ 693.879.486,96. Dentro do estado, o destaque vai para cidades como Taboão da Serra (R$ 3.029.123,96), Sumaré (R$ 3.029.123,96) e São Bernardo do Campo (R$ 3.029.123,96), entre outras, que receberam os maiores valores. Já em Minas Gerais – outro estado que conta com um valor representativo (R$ 690.113.796,85) – as maiores quantias serão destinadas a municípios como Contagem (R$ 3.211.706,80), Divinópolis (R$ 3.211.706,80) e Ibirité (R$ 3.211.706,80).
247 – Em sua primeira manifestação pública desde o agravamento da disputa comercial com os Estados Unidos, o presidente da China, Xi Jinping, conclamou a União Europeia (UE) a fortalecer os laços com Pequim e a resistir, em conjunto, ao que classificou como “assédio unilateral”. As declarações ocorreram nesta sexta-feira (11), durante uma reunião com o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, em Pequim, e foram divulgadas pela agência estatal chinesa Xinhua, segundo o jornal O Globo. Xi aproveitou o encontro para defender a globalização econômica e denunciar os efeitos da guerra tarifária imposta pelo governo de Donald Trump. “China e a UE devem assumir suas responsabilidades internacionais, proteger juntas a globalização econômica (…) e resistir juntas a qualquer assédio unilateral”, declarou o líder chinês, em tom de apelo à solidariedade internacional diante das pressões vindas de Washington.Retaliação tarifária – No mesmo dia do encontro, a China anunciou a elevação de tarifas sobre produtos norte-americanos para até 125%, em resposta direta ao mais recente aumento de tarifas decretado pelos EUA. Desde que Trump voltou ao poder, a ofensiva comercial contra a China se intensificou. As taxas impostas pelos Estados Unidos já alcançam 145%, numa escalada que Pequim passou a tratar como “uma piada”.
Xi Jinping reiterou que não teme as medidas punitivas e reforçou a posição contrária de seu governo a qualquer tipo de confronto. “Não há vencedores em uma guerra tarifária, e confrontar o mundo só levará ao autoisolamento”, advertiu.
Europa como mediadora – O premiê espanhol, Pedro Sánchez, por sua vez, defendeu o papel do diálogo como alternativa à deterioração das relações entre as duas potências econômicas. “Guerras comerciais não são boas, ninguém ganha, e tenho certeza de que o que o mundo precisa é que tanto a China quanto os Estados Unidos conversem”, afirmou Sánchez, que visitou a China pela terceira vez em pouco mais de dois anos. Sánchez também reforçou que a cooperação entre a Espanha e a China, bem como entre a UE e o país asiático, não deve ser prejudicada pelas tensões bilaterais entre Washington e Pequim. “Tanto a Espanha como a Europa têm um importante déficit comercial com a China em que devemos trabalhar para sanar”, disse o líder espanhol. “Não devemos permitir que as tensões comerciais interfiram no potencial crescimento de nossa relação, entre China e Espanha e entre China e a UE.” Atualmente, a Espanha importa cerca de € 45 bilhões (aproximadamente R$ 289 bilhões) em produtos chineses, enquanto suas exportações para o país asiático somam apenas € 7,4 bilhões (R$ 49 bilhões), o que evidencia o desequilíbrio comercial apontado por Sánchez.
No dia 21 de março, o Ministério da Saúde começou a distribuir doses de vacinas contra a gripe para todos os estados das regiões Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Sudeste. A primeira leva tem 5,4 milhões de doses e a previsão é de que a distribuição ocorra até o final de abril, totalizando 35 milhões de doses do imunizante pelo país.
O início oficial da vacinação está marcado para o dia 7 de abril, data que marca o começo da campanha de reforço da imunização. Apesar disso, a recomendação do Ministério da Saúde é de que estados e municípios iniciem a estratégia assim que receberem as doses do imunizante.
Segundo o MS, a vacina contra a gripe é capaz de evitar entre 60% e 70% dos casos graves e óbitos.Conforme a Pasta, a estratégia será mantida ao longo do ano, indo além das campanhas sazonais e integrando o Calendário Nacional de Vacinação. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a meta é imunizar 90% do público prioritário. Com isso, já fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos a partir de 60 anos. Mas a estratégia vai além desses grupos prioritários. Confira:
Trabalhadores da Saúde;
Puérperas;
Professores dos ensinos básico e superior;
Povos indígenas;
Pessoas em situação de rua;
Profissionais das forças de segurança e de salvamento;
Profissionais das Forças Armadas;
Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade);
Pessoas com deficiência permanente;
Caminhoneiros;
Trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso);
Trabalhadores portuários
Funcionários do sistema de privação de liberdade;
População privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (entre 12 e 21 anos).
Estratégia regional
A campanha será realizada em dois momentos:
Primeiro semestre: março/abril, nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul Segundo semestre: setembro, na Região Norte, alinhando-se ao período de maior circulação viral na região. A estratégia considera a região que concentra o pico de casos em determinado período do ano. Dessa forma, a previsão para o primeiro semestre é distribuir 67,6 milhões de doses para as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste – onde o pico de casos ocorre no outono e inverno (abril a junho). Já no segundo semestre, serão distribuídas 5,9 milhões de doses para a Região Norte. Isso deve ocorrer devido ao clima tropical e ao regime de chuvas, que fazem com que a maior circulação do vírus aconteça neste período, geralmente entre setembro e novembro, chamado de “Inverno Amazônico”.
Temporada do VSR no país
O Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado em 27 de março, alerta para o início da tendência de aumento da circulação dos vírus respiratórios nas próximas semanas. Nas últimas edições, a publicação já apontava o crescimento de casos graves do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), especialmente na região Centro-Oeste, com a incidência atingindo níveis altos ou muito altos. O estudo refere-se à Semana Epidemiológica (SE) 12, de 16 a 22 de março. A pesquisadora Tatiana Portela, do InfoGripe e do Programa de Processo de Computação Científica, informa que se trata de um crescimento sazonal. Além disso, a pesquisadora esclarece que, além do VSR, é muito provável que, em breve, haja um aumento do vírus da influenza. Apesar da sazonalidade, a pesquisadora da FioCruz ressalta que estar vacinado contra a gripe é essencial para evitar casos graves. No atual cenário, a análise aponta crescimento de VSR em níveis de incidência moderada na Região Sudeste, principalmente em São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. O Acre também já tem sinais de aumento dos casos graves de VSR.