AS PROMESSAS DE DEUS
Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu








O QUE ESTUDAREMOS?
As promessas divinas para Israel foram proferidas há mais de 4.000 anos, antes do advento do Senhor Jesus. Tudo começou quando Deus chamou Abrão e fez-lhe promessas referentes ao propósito divino de formar uma grande nação. Nessa chamada, estão implícitas as promessas para Israel como uma nação singular dentre todos os povos da Terra, a fim de, de maneira especial, cumprir os propósitos divinos para a humanidade. Por isso, nesta lição, veremos que muitas promessas de Deus para Israel são irrevogáveis. Elas foram feitas por Deus a Abraão, a Isaque, a Jacó e a Davi, sendo posteriormente confirmadas com o advento do Senhor Jesus Cristo.
PRELIMINARES
Antes de iniciar a exposição dos pontos importantes da lição, vamos relembrar nossa divisão didática apresentada no vídeo intitulado “Como se preparar para o Novo Trimestre”. Em seguida, destacaremos uma informação crucial para o entendimento das lições dois e três: a diferença entre Israel e a Igreja.
DIVISÃO DIDÁTICA
A divisão a seguir é pessoal, portanto, você como professor pode ter opinião diferente da minha. Podemos dividir o conjunto de lições deste trimestre em quatro partes:
DIFERENÇAS ENTRE ISRAEL E A IGREJA
É muito comum os crentes confundirem a identidade e os limites dos termos “Igreja” e “Israel”. As perguntas que se fazem nesse sentido são muitas e as respostas a elas nem sempre são acertadas conforme o que a Bíblia realmente ensina. A primeira confusão é supor que o termo Igreja engloba todos os salvos da história. Isso não é verdade. Jesus, durante seu ministério terreno, independente das pessoas que foram salvas por Deus antes daqueles dias, trata a Igreja como algo que ele ainda formaria (Mt 16.18), da qual o fundamento seria formado pelo ensino e pelo ministério dos apóstolos e profetas do NT (Ef 2.20). A distinção entre o Israel natural e a Igreja revela que não são a mesma entidade (1Co 10.32; Gl 6.16). O termo “Israel natural” pretende aqui descrever os israelitas de sangue, muitos do quais permanecem na incredulidade. A partir do Pentecostes, os israelitas que creem passam a fazer parte da igreja. A Igreja, portanto, é formada pelos crentes verdadeiros que compuseram o corpo dos salvos em Atos 2 e daí por diante. Os salvos do Antigo Testamento, por sua vez, foram salvos do mesmo modo que os do NT (pela fé em Deus e em suas promessas de Redenção, segundo a graça do Senhor) e fazem parte de um único grupo de salvos e redimidos, mas não recebem a designação de Igreja, pois essa tem sua função a partir do NT. Em outras palavras, todos os integrantes da Igreja “verdadeira” são salvos, mas nem todos os salvos da história fazem parte do grupo denominado como Igreja (aliás, os “salvos” formam um grupo maior que vai desde o salvo Abel até o último salvo da história futura). A segunda confusão é achar que o chamado de Israel envolvia a salvação de cada um dos seus membros, assim como acontece com a Igreja. Isso também não é verdade. Enquanto cada integrante da Igreja verdadeira é adicionado a ela por meio da conversão e redenção, o chamado de Israel por Deus teve um caráter instrumental que trabalha com o povo como um todo, incluindo judeus salvos e não salvos. O chamado de Israel como povo não coincide com o chamado para a salvação. Vale lembrar que os judeus do AT convertidos fazem parte do grupo dos salvos de toda a história, mas não fazem parte da Igreja neotestamentária. A terceira confusão é pensar que a Igreja é identificada agora como Israel. A confusão, dessa vez, é pensar, apoiado nos enganos anteriores, que a Igreja substituiu Israel. Isso também não é verdade. Esse engano se esquece que, enquanto Israel tem uma função instrumental dada por Deus, a Igreja também tem uma que é ligada à sua existência e sua identidade. Os salvos de toda história formam “apenas um grupo” (que engloba tanto os israelitas crentes como os remidos da igreja de Cristo), mas Israel e igreja ocupam “funções históricas distintas” dentro do plano de Deus, de modo que um não pode ser identificado como o outro, nem assumir o lugar instrumental do outro. As conclusões a que podemos chegar, de modo resumido, são as seguintes:
• Há apenas um grupo de salvos, o qual compreende os salvos de antes de Abraão, os salvos de Israel e dos gentios dos dias de Israel no AT, os salvos de todos os povos e nações introduzidos na igreja de Cristo e os salvos dos dias escatológicos, ou seja, até a última pessoa da história a ser salva. Um grupo de salvos apenas, todos salvos pela graça de Deus, todos por meio da fé (cf. Hb 11). Ainda assim, Deus se utiliza, ao longo da história, tanto de Israel como da Igreja de maneiras distintas na execução dos seus propósitos no mundo.
• A Igreja verdadeira é formada apenas por salvos, enquanto Israel é um povo com salvos e não salvos, de modo que Igreja e Israel são dois grupos distintos no uso por Deus ao longo da história.
• Apesar de a Igreja verdadeira ser formada apenas por salvos, o termo Igreja não é usado nas Escrituras para designar todos os salvos da história.
• Deus não tem mais de um grupo de salvos (o povo salvo de Deus). Mas ele lança mão, durante a história, na administração de seus propósitos, de povos distintos como o “povo de Israel” (que inclui judeus salvos e não salvos) e a Igreja verdadeira e invisível de Cristo, formada apenas por salvos. Assim, chamar Israel de “povo de Deus” não tem o mesmo significado de quando se refere aos salvos como o “povo de Deus”. Cada uma dessas expressões, aplicada distintamente a cada grupo, tem limites diferentes em seu significado. Segue imagem ilustrativa: Todo esse preâmbulo é necessário para dizer o seguinte: Cremos e adotamos a visão teológica do dispensacionalismo, portanto, rejeitamos a teologia da substituição ou supersessionismo. O que isso implica? A igreja não tomou o lugar de Israel nos planos de Deus. Desse modo, há promessas que são específicas para Israel e outras para a igreja.

TEXTO ÁUREO – COMPARAÇÃO DE TRADUÇÕES
Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem. E por meio de você eu abençoarei todos os povos do mundo. (Gn 12.3 NTLH). No texto de Gênesis 12.2-3 encontramos sete bençãos prometidas a Abrão conforme o fluxograma
abaixo:
PROMESSA 01
PROMESSA 02
PROMESSA 03
“Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, PROMESSA ou ORDEM 04 PROMESSA 05 e você será uma bênção. Abençoarei os que o abençoarem PROMESSA 06 PROMESSA 07

VERDADE PRÁTICA
e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados”. Ainda que a queda espiritual tenha ocorrido com Israel, há uma gloriosa promessa ao remanescente fiel. A verdade prática será melhor abordada no último ponto da lição. Porém um comentário sintético pode ser dado neste momento.
1. Queda Espiritual de Israel: Romanos 11 aborda a queda espiritual de Israel, destacando que, apesar de terem sido escolhidos por Deus, muitos israelitas se afastaram da fé. O fato de Deus nos chamar e nos fazer promessas gloriosas, não nos impede de cair em erro ou apostasia.
2. Promessa Gloriosa: Mesmo com a queda espiritual, há uma promessa gloriosa para o remanescente fiel. Romanos 11.5 menciona que “assim, pois, também agora, neste tempo, ficou um remanescente, segundo a eleição da graça”. Há sempre espaço para o arrependimento, perdão e restauração.
3. Fidelidade do Remanescente: A fidelidade dos remanescentes é crucial para alcançar a promessa gloriosa. Por fim, entendemos que a fidelidade é um tema central, mostrando que, ao permanecermos firmes em nossa fé, podemos experimentar as bênçãos e promessas de Deus.








I. ISRAEL: A PROMESSA DA CRIAÇÃO DE UMA GRANDE NAÇÃO
Em Gênesis, veremos, nos capítulos 1—11.1) a criação de todas as coisas; 2) a corrupção de todas as coisas; 3) a condenação de todas as coisas; 4) a confusão de todas as coisas. Nos capítulos 12—50, é possível ver a era dos patriarcas: 1) Abraão; 2) Isaque; 3) Jacó; 4) José. Portanto, deixando de lado a história primeva narrada nos 11 primeiros capítulos, chegamos à gênese da nação de Israel.
1.1 “E far-te-ei uma grande nação” (v.2).
A LIÇÃO DIZ: Essa promessa tinha como objetivo mostrar a Abrão o propósito de Deus em formar, a partir dele, uma grande nação, diferente de todas as outras, a nação de Israel (Gn 12.2). Ao longo da história, esse propósito se cumpriu de maneira evidente e poderosa. Quando Deus disse a Abraão que ele seria pai de uma grande nação, o patriarca estava com 75 anos, e sua esposa, Sara, era estéril. Anos depois, Deus renovou a sua promessa de criar uma grande nação a partir de Abraão (Gn 15.4,5). Deus cumpriu essa promessa feita a Abraão (Nm 23.19). Em Dt 1.10, Moisés descreveu o cumprimento dessa promessa, dizendo: “O SENHOR, vosso Deus, já vos tem multiplicado; e eis que já hoje em multidão sois como as estrelas dos céus”.
1.2 E abençoar-te- ei, engrandecerei o teu nome e tu serás uma bênção” (v.2).
A LIÇÃO DIZ: Deus desejou promover o nome de Abrão numa dimensão jamais imaginada pelo patriarca. Entretanto, a promessa não era meramente materialista. A bênção material deveria carregar um testemunho espiritual: “E tu serás uma bênção” (Gn 12.2). Nenhuma nação teria dúvida de que era Deus que faria isso com Abrão. Era uma promessa por demais significativa, pois Abrão era filho de uma família idólatra (Gn 12.1) e Deus o escolheu para ser pai de um povo que ainda surgiria: o povo de Israel. A história hebreia comprova que o patriarca Abraão foi, de fato, uma grande bênção
para os israelitas.
Vamos destacar três pontos:
• “E abençoar-te-ei”. Deus cumpriu essa promessa, abençoando tanto Abraão como os seus descendentes (Gn 13.2). Em Gn 24.34,35, está escrito: Então ele disse: — Sou servo de Abraão. O SENHOR tem abençoado muito o meu senhor, e ele se tornou um grande homem. O SENHOR lhe deu ovelhas e bois, prata e ouro, servos e servas, camelos e jumentos.
• “engrandecerei o teu nome”. Deus tem cumprido essa promessa, pois o nome de Abraão é respeitado no mundo inteiro. O nome de Abraão é respeitado por mais de três bilhões de pessoas que professam as três grandes religiões monoteístas do planeta: o cristianismo, o islamismo e o judaísmo. Portanto, mais da metade da população mundial tem Abraão como pai genético e/ou como pai espiritual. Os construtores de Babel quiseram tornar o seu nome grande e foram desbaratados. Abrão, porém, teve seu nome engrandecido por Deus e entrou para a história com seis títulos de honra: 1) pai de numerosas nações (17.5);
2) confidente de Deus (18.17-19);
3) profeta (20.7); 4) príncipe de Deus (23.6);
5) servo de Deus (Sl 105.6);
6) amigo de Deus (2Cr 20.7).
• “e tu serás uma bênção”. Deus tem cumprido essa promessa, pois, Abraão tem sido uma bênção para o mundo inteiro (Rm 4.13). Em Is 51.2, o Senhor diz: “Olhai para Abraão, vosso pai, e para Sara, que vos deu à luz; porque sendo ele só, eu o chamei, e o abençoei, e o multipliquei”. Abrão não devia guardar as bênçãos de Deus para si, mas usá-las para abençoar outros. Além disso, seu testemunho de fé ainda abençoa vidas nos dias de hoje.
1.3 “E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem” (v.3).
A LIÇÃO DIZ: Essa foi uma promessa dupla: de bênção e de maldição. Na verdade, Abraão seria uma grande influência para os que se relacionavam com ele. De modo que Deus abençoaria os que auxiliassem Abraão e castigaria quem o amaldiçoasse. Esse evento faria de Abrão uma influência mundial que perduraria em sua posteridade. Além disso, essa promessa é confirmada em Números: “Benditos os que te abençoarem, e malditos os que te amaldiçoarem” (24.9). Vamos expor esse subponto em dois pontos:
• “E abençoarei os que te abençoarem”. Deus tem cumprido essa promessa ao longo da história, pois aqueles que têm abençoado Abraão e seus descendentes têm sido recompensados por Deus (Gn 30.27; 39.5). Em Gn 27.27-29, Isaque confirmou a bênção de Abraão sobre o seu filho Jacó, dizendo: “Eis que o cheiro do meu filho é como o cheiro do campo, que o SENHOR abençoou. Assim, pois, te dê Deus do orvalho do céu, e das gorduras da terra, e abundância de trigo e de mosto. Sirvam-te povos, e nações se encurvem a ti; sê senhor de teus irmãos, e os filhos de tua mãe se encurvem a ti; malditos sejam os que te amaldiçoarem, e abençoados sejam os que te abençoarem”.
• Deus também tem cumprido essa promessa ao longo da história, pois todos aqueles que se levantaram contra o povo judeu ao longo da história não têm ficado impunes (1Cr 16.20-22). O profeta Balaão reconheceu que não podia amaldiçoar quem Deus abençoou (Nm 23.8). Em Ne 13.2, está escrito que Deus converteu a maldição em bênção. 1.4 “E em ti serão benditas todas as famílias da terra” (v.3).
A LIÇÃO DIZ: Essa promessa é considerada uma segunda profecia das Escrituras a respeito do Senhor Jesus (A primeira está registrada em Gênesis 3.15). Podemos ter essa confirmação por meio da Carta de Paulo aos Gálatas, em que uma bênção espiritual viria por meio de um descendente de Abraão, o pai dos israelitas. Essa bênção diz respeito ao advento do Senhor Jesus Cristo, sua boa notícia oferecida a todas as nações (Gl 3.8,16; cf. Jo 3.16). Deus tem cumprido essa promessa ao longo da história, inclusive em nossos dias, por intermédio de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Em Gl 3.8, está escrito que “tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti”. E, em Gl 3.29, está escrito: “E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão e herdeiros conforme a promessa”. A bênção pessoal de Abrão é ao mesmo tempo uma bênção para outros.






II. OUTRAS PROMESSAS A ISRAEL
2.1 A promessa de um filho a Abraão.
A LIÇÃO DIZ: Além das solenes promessas de Deus a Abraão, o Senhor prometeu-lhe um filho. A promessa pareceu estranha ao patriarca, pois como vimos anteriormente, ele era avançado em idade, sua esposa também, além dela ser estéril. O pai da fé argumentou com Deus que provavelmente seu servo, Eliezer, seria seu herdeiro. No entanto, o Senhor asseverou-lhe que não. Deus iria cumprir a sua grandiosa promessa na vida de Abraão (Gn 15.4-6). O filho da promessa, portanto, seria Isaque (Gn 21.1-7). Além das solenes promessas de Deus a Abraão, com 75 anos, Sara, a sua esposa, também era de idade avançada, além de estéril, o que por si só é contra toda a lógica humana. Ainda assim, o Senhor prometeu-lhe um filho, que seria o seu herdeiro, para cumprir a promessa de que, por meio dessa criança, faria da descendência de Abraão uma grande nação. O “Pai da fé” fraquejou após 10 anos, quando já tinha 85 anos. Ele ouviu o conselho errado da sua esposa e uniu-se à sua serva, Agar, de quem teve um filho, que recebeu o nome de Ismael (Gn 16.11). Isso é uma prova de que, mesmo homens de Deus do maior conceito podem falhar, errar e
até pecar. Ismael já era um adolescente, Abraão e Sara já avançados em idade. O impossível “ficou impossível duas vezes”. Mesmo que Sara não fosse estéril, pelo fator idade, nem ela e nem Abraão poderiam gerar. Porém, Deus visita esse casal, ratifica a promessa e dar e estipula um tempo para o cumprimento. No tempo determinado, Sara estava amamento Isaque. Esses fatos provam que, para Deus cumprir as suas promessas, não há necessidade de arranjos ou atalhos. Ele vela pela sua Palavra para cumpri-la (Jr 1.12).
2.2 A promessa de um filho a Isaque.
A LIÇÃO DIZ: Deus não se esquece de suas promessas. Após a morte de Sara, Abraão casou se com Quetura. Ele tinha mais de 100 anos e teve seis filhos com ela (Gn 25.1-5). Antes de morrer, Abraão providenciou uma esposa para Isaque, por intermédio de Eliézer, seu servo. Este foi à Mesopotâmia, e lá, por direção de Deus, encontrou uma esposa, Rebeca, para o filho de seu senhor, e a levou a Isaque, que se casou com ela. No tempo próprio, ela deu à luz a dois filhos gêmeos: Esaú e Jacó (Gn 25.24-26).
Três pontos merecem destaque:
• Providência Divina: Abraão tomou medidas proativas para assegurar um futuro promissor para seu filho Isaque. Através do servo Eliézer, a providência divina guiou o processo, destacando que Deus é fiel em cumprir Suas promessas e prover tudo o que precisamos.
• Persistência na Oração: Isaque, ao perceber a esterilidade de Rebeca, não desistiu ou se desesperou. Em vez disso, ele orou ao Senhor por sua esposa. Isso nos ensina sobre a importância da oração e da confiança em Deus, mesmo quando enfrentamos situações impossíveis. Para Deus, tudo é possível.
• Cumprimento da Promessa: No tempo certo, Deus respondeu à oração de Isaque e Rebeca deu à luz gêmeos, Esaú e Jacó. Isso demonstra que as promessas de Deus se cumprem no tempo devido. Mesmo que possamos enfrentar desafios e esperar por um longo tempo, Deus é fiel para cumprir o que prometeu.
2.3 A promessa renovada.
A LIÇÃO DIZ: O Senhor falou com Jacó e reiterou a promessa feita a Abraão, de que lhe daria aquelas terras (Gn 26.3,4).
• Comunicação Divina: O Senhor falou diretamente com Jacó, mostrando que Deus busca uma relação pessoal com Seus escolhidos. Deus ainda fala conosco hoje, nos guiando e nos assegurando de Suas promessas.
• Reiteração da Promessa: Deus reitera a promessa feita a Abraão, agora para Jacó. Essa continuidade demonstra a fidelidade de Deus através das gerações. O que Ele promete, Ele cumpre, independentemente do tempo que passe.
2.4 Promessa do Reino do Messias.
A LIÇÃO DIZ: Por intermédio do profeta Isaías, Deus falou que o Messias nasceria da descendência de Jessé, pai de Davi, para redimir Israel e a humanidade. Por isso, o Senhor Jesus é chamado de “O Filho de Davi” (Lc 18.37-4o), o “Emanuel”: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de EMANUEL, que traduzido é: Deus conosco” (Mt 1.23; cf Is 7.14).
• A Promessa do Reino do Messias: Esperança para Israel e para o Mundo. O Reino do Messias, prometido através do profeta Isaías, trouxe uma renovação da esperança para o povo de Israel. A promessa de que o Messias nasceria da descendência de Jessé, pai de Davi, revelou que Deus não havia se esquecido de Seu povo. Por meio dessa linhagem real, o Senhor preparou um Salvador que seria uma resposta definitiva para as necessidades espirituais de Israel e de
toda a humanidade.
• O Filho de Davi: O título “Filho de Davi” não destaca apenas a conexão de Jesus com a casa real de Israel, mas também lembra que Ele veio como um Rei que traria justiça e paz rigorosas. Seu reinado, diferentemente dos reis terrenos, tem um caráter eterno e espiritual, abrangendo todas as famílias da terra.
• Emanuel, a Presença de Deus entre Nós: A promessa do Messias como “Emanuel”, que significa “Deus conosco”, revela a intenção de Deus em se aproximar de Sua criação de uma maneira única e pessoal. Ele é o Deus que caminha conosco, que nos entende e nos conduz à reconciliação com o Pai. A promessa do Messias como Emanuel nos relembra que a presença de Deus não está distante, mas sim ao nosso lado, trazendo paz, consolo e redenção para a vida daqueles que O aceitam como Senhor e Salvador.





III. A PROMESSA DE SALVAÇÃO PARA ISRAEL
3.1 A queda de Israel.
A LIÇÃO DIZ: O Novo Testamento mostra claramente a queda de Israel. A nação não conseguiu exercer o papel de nação sacerdotal no meio de outras nações (Lc 21.24). Por isso, os capítulos 9 11 da Epístola de Paulo aos Romanos trata de algumas questões que muitos cristãos dos dias atuais se fazem hoje: Como as promessas de Deus para Israel podem permanecer válidas hoje? Elas foram revogadas? De fato, Israel permanece em rebelião contra Deus porque a nação não reconheceu o Senhor Jesus como o seu Messias verdadeiro (Rm 9.30-31; 11.11-15). E quanto ao futuro de Israel? É verdade, como alguns ensinam, que Deus colocou Israel de lado, que a Igreja é o novo Israel de Deus e que todas as promessas feitas a Israel se aplicam à Igreja? Romanos é uma das refutações mais enérgicas das Escrituras a essa ideia. O capitulo pode ser resumido assim:
• Deus não rejeitou definitivamente Israel (v.1)
• Deus sempre reserva um remanescente fiel em Israel (2-4);
• Pela graça Deus mantém o remanescente (5-6);
• O pequeno remanescente foi eleito enquanto a grande maioria de Israel foi endurecida (7
10);
• Foram rejeitados temporariamente para que os gentios fossem alcançados (11);
• Como sua transgressão redundou em bênção, assim será quando forem “plenos” (12);
• Enquanto Israel está afastado, um pequeno número crê na pregação (13-14);
• Previsão do restabelecimento de Israel como fonte de bênçãos (15);
• Israel é comparado a ramos naturais quebrados e a igreja é comparada a ramos de fora da
oliveira (ramos de oliveira brava) que são enxertados (16-17);
• Os cristãos gentios não devem desprezar Israel (18-20);
• Israel caído é ainda chamado de “ramo natural” em contraste com a igreja, “oliveira brava”
(21);
• Dispensações diferentes para Israel e a igreja (22);
• Está aberta a via necessária para o retorno de Israel (23);
• Declaração de que a igreja tem uma origem descontinuada com Israel (foi enxertada contra a natureza vindo de uma fonte de outro tipo) e o prenúncio da restauração futura de Israel que, como o ramo natural, será enxertado novamente na videira de onde foi cortada (24).
• O endurecimento de Israel durará até o final do tempo da igreja gentílica (25).
• Depois disso, todo o Israel será restaurado (26);
• A nova aliança com Israel (Jr 31.31-34) é a garantia do seu perdão (27);
• O amor e a eleição de Deus sobre Israel são perpétuos devido às promessas “irrevogáveis” de Deus (28-29);
• O processo de salvação aplicado à igreja na atualidade será também aplicado a Israel no futuro (30-32);
• Esse plano de atuação de Deus (endurecer Israel para conceder graça aos gentios e, depois de completado o tempo da igreja, voltar a conceder graça a Israel e o restaurar) é algo misterioso e maravilhoso que não podemos compreender plenamente, mas, por ele, glorificamos a Deus (33-36).
3.2 A tristeza de Paulo por Israel.
A LIÇÃO DIZ: O capítulo 9 de Romanos revela a demasiada tristeza do apóstolo pelos judeus que não conhecem a Cristo (Rm 9.2). Sim, os judeus que não conhecem a Cristo estão em uma situação muito difícil, pois o Senhor Jesus descende diretamente deles, segundo a carne (Rm 9.5). Esse sentimento de tristeza e, ao mesmo tempo, uma atitude piedosa de sofrer pela salvação dos judeus, deve ser um compromisso permanente de cada cristão para a evangelização dos judeus (Mt 23.32). Qual é a razão da tristeza de Paulo? Em primeiro lugar, a incredulidade dos judeus (9.1–3). Os judeus, irmãos e compatriotas de Paulo segundo a carne, ainda estavam aferrados à sua tradição religiosa, sem Cristo e sem salvação. Isso provoca no apóstolo grande tristeza e incessante dor. Como apóstolo dos gentios, Paulo anseia ardentemente ver a salvação dos judeus, seus compatriotas segundo a carne. A tristeza profunda e a dor contínua do veterano apóstolo o levam a fazer uma ousada confissão. Ele desejou ser apartado de Cristo para que seus irmãos fossem reconciliados com Cristo. Desejou ser maldito para que seus compatriotas fossem benditos. Desejou ir ao inferno para que os seus irmãos fossem ao céu. Warren Wiersbe diz que Paulo se mostrou disposto a ficar fora do céu por amor aos salvos e a ir ao inferno por amor aos perdidos (9.3). A palavra grega anathema significa “separado de Cristo e destinado à destruição, ou seja, abandonado à perdição”. Paulo estava pronto a ir às últimas consequências para ver seus compatrícios salvos. Em segundo lugar, os privilégios dos judeus (9.4,5). A tristeza de Paulo se agravava não apenas pelo fato de seus irmãos permanecerem incrédulos, mas também por permanecerem incrédulos a despeito de tantos e benditos privilégios. Que insignes privilégios eram esses? Deles é a adoção de filhos; deles é a glória divina, as alianças, a concessão da Lei, a adoração no templo e as promessas. Deles são os patriarcas, e a partir deles se traça a linhagem humana de Cristo, que é Deus acima de todos, bendito para sempre! Amém.
3.3 Promessa de salvação a Israel.
A LIÇÃO DIZ: A Bíblia assegura que Israel será salvo, ainda que não totalmente. A Bíblia diz que
esse povo será chamado de (‘filhos do Deus vivo” (Rm 9.26); que “o remanescente fiel de Israel” será salvo (Rm 9.27). O Libertador que virá de Sião fará isso (Rm 11.26). O texto de Romanos 11.25,26 é extremamente importante para a compreensão deste subponto: Irmãos, não quero que ignorem este mistério, para que não se tornem presunçosos: Israel experimentou um endurecimento em parte, até que chegue a plenitude dos gentios. E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: “Virá de Sião o redentor que desviará de Jacó a impiedade. O endurecimento de Israel em decorrência do julgamento de Deus será removido por ocasião do arrebatamento, mas isso não significa que todo os israelitas serão salvos de imediato. Judeus se converterão ao longo do período de tribulação, mas o remanescente eleito em sua totalidade só será salvo quando Cristo voltar à terra como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Ao dizer que todo o Israel será salvo, Paulo está se referindo a todo o Israel que crer no Senhor. Os judeus incrédulos serão destruídos na segunda vinda de Cristo (Zc 13:8–9). Somente os que dizem “Bendito o que vem em nome do Senhor” serão poupados para entrar no reino. Por isso Isaías os mencionou ao falar da vinda do Redentor de Sião e de como ele apartará de Jacó as impiedades (Is 59.20). Observe que não se trata da vinda de Cristo a Belém, mas a Sião, isto é, sua segunda vinda.

CONCLUSÃO
• Confiar nas Promessas de Deus: A Lição 2 destaca que Deus é fiel em cumprir Suas promessas, mesmo quando as circunstâncias parecem impossíveis. Devemos aprender a confiar plenamente em Deus e em Suas promessas, mesmo quando enfrentamos desafios que parecem intransponíveis. Nossa fé deve ser inabalável, pois Deus sempre cumpre Suas promessas.
• Obediência e Fidelidade: Deus abençoa aqueles que são obedientes e fiéis, como vemos nos exemplos de Abraão, Isaque e Jacó. Devemos buscar viver uma vida de obediência a Deus, seguindo Seus mandamentos e sendo fiéis em nossa caminhada com Ele. A obediência e a fidelidade são chaves para experimentar as bênçãos de Deus em nossas vidas.
• A promessas de Deus para Israel. A lição ensina que as promessas de Deus para Israel não foram revogadas e nem tão pouco transferidas para a igreja. Deus cumpriu e cumprirá todas as suas promessas feitas ao povo de Israel.
































































































