8 de setembro de 2026 02:41

Dos 30 mil projetos em tramitação no Congresso, somente oito propõem ações para a preservação do Cerrado

No Dia do Cerrado, não há o que celebrar. Embora o desmatamento esteja em queda, o bioma segue somando a maior área devastada dos últimos anos em comparação com as demais regiões. Apesar disso, recebe pouca atenção do Poder Legislativo.

Um levantamento do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) constatou que dos mais de 30 mil Projetos de Lei (PLs), Emendas Constitucionais e Medidas Provisórias (MPs) em tramitação na Câmara dos Deputados, apenas oito tratam da proteção do bioma.Devastadas pela expansão da monocultura, as vegetações savânicas e campestres, típicas do Cerrado, são “historicamente negligenciadas”, segundo Dhemerson Conciani, pesquisador do Ipam. “O seu fortalecimento e inclusão no escopo das legislações anti-desmatamento, nacionais e internacionais são fundamentais para regular o clima e manter os ciclos hidrológicos no Cerrado”, explica o pesquisador.Dentro das poucas propostas de reversão desse cenário, está o PL 933/2025, de autoria do deputado federal Amom Mandel (Cidadania-AM), que visa ampliar a área de reserva legal nas propriedades privadas na região da Amazônia Legal.

“A principal causa do desmatamento no Cerrado é a expansão da agropecuária, principalmente para produção de commodities”, ressalta Conciani.O Ipam alerta que, embora cerca de 45% da área total das propriedades privadas do Cerrado ainda esteja coberta por vegetação nativa, até 31 milhões de hectares — o equivalente à área da Polônia ou sete vezes a área do Estado do Rio de Janeiro — permanecem passíveis de desmatamento autorizado.

Conciani ressalta que essas áreas são fundamentais para regular o clima e manter os ciclos hidrológicos no Cerrado, já que o desmatamento nessas áreas impacta nos ciclos das chuvas e de retenção de água.“Então, com menos vegetação, a gente tem menos evapotranspiração; menos evapotranspiração, a gente tem menos chuva e menos chuva implica em menos produtividade para o setor agropecuário brasileiro”, diz.

Criação de áreas protegidas

De autoria do deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), dois PLs pedem a criação dos parques nacionais da Serra de São José e da Serra do Curral, fortalecendo a preservação dessas áreas. Segundo o texto da proposta 2775/2023, o Parque Nacional Serra de São José “tem por finalidade proteger os ecossistemas da Serra de São José, bem como os ambientes de topos de morros, áreas vegetadas, cachoeiras, reservas abaixo do solo, biomas do Cerrado e Mata Atlântica”.

Na Serra do Curral, defendida por meio do PL 1125/2022, mineradoras ameaçam a manutenção das matas e a saúde dos rios. Em setembro de 2024, ambientalistas denunciaram que a Empresa de Mineração Pau Branco (Empabra) estaria minerando de forma ilegal no território, mesmo após a Justiça determinar a suspensão das atividades.

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Municípios podem economizar R$ 1,5 trilhão com PEC da Sustentabilidade, estima CNM

Estimativas da Confederação Nacional de Municípios (CNM) apontam que os municípios podem economizar recursos agregados de cerca de R$ 1,5 trilhão a partir da promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 66/2023 – conhecida como PEC da Sustentabilidade. A proposta aguarda promulgação para passar a valer.

A economia estimada pela CNM considera o período definido para os novos parcelamentos e para o pagamento de precatórios – de até 30 anos.

Conforme a CNM, que encabeçou a iniciativa, a PEC deve apresentar benefícios para todos os municípios do país na área previdenciária de precatórios. A Confederação aponta que os benefícios são direcionados para os que possuem regime próprio ou geral e também podem implicar na flexibilização das receitas e superávits de fundos municipais. 

Dados levantados pela entidade apontam que as maiores economias serão vinculadas à alteração dos indexadores da dívida do regime geral e de precatórios, sendo R$ 1,0 trilhão até 2055, seguida da desvinculação de receitas – estimada em R$ 251,0 bilhões até 2032.

Pelos dados da CNM, o abatimento de juros e multa da dívida do regime geral também deve gerar uma economia de R$ 41,4 bilhões, bem como o abatimento nos valores de parcelas até 2055 do RGPS, na ordem de R$ 88 bilhões e a não incidência do Pasep nas receitas dos RPPS – sendo R$ 62,1 bilhões até 2055. 

Outros detalhes sobre a estimativa estão disponíveis na Nota Técnica nº14/2025: Os impactos da PEC 66/2023 para os municípios, na página oficial da entidade. Segundo informações da Agência Senado, na prática, a PEC alivia a situação de estados e municípios ao possibilitar o pagamento de dívidas judiciais em parcelas reduzidas e com prazo maior. Além disso, a medida deve colaborar para que o governo federal cumpra a meta fiscal — ao retirar parte desses gastos do teto de despesas.

A PEC deve ser promulgada na próxima terça-feira, 9 de setembro. Na data, gestores municipais estarão reunidos em Brasília. A mobilização foi convocada pela CNM.

PEC da Sustentabilidade

A matéria tira os precatórios do limite de despesas primárias da União a partir do ano que vem e limita o pagamento desse tipo de dívida por parte de estados e municípios. Além disso, os entes também poderão refinanciar dívidas previdenciárias com a União. Entre os principais pontos da PEC 66/2023 está o parcelamento das dívidas e alteração do indexador. O valor será parcelado em até 300 meses com adicional de mais 60 meses se for preciso para cumprir o limite da parcela dentro de 1% da Receita Corrente Líquida (RCL) mensal do Município. Conforme emenda apresentada pela CNM e acatada na Câmara, o indexador da dívida passa da atual Selic para o IPCA acrescido dos juros reais de até 4% ao ano.  Em relação aos precatórios, a medida prevê o escalonamento dos pagamentos de precatórios limitados a percentuais da Receita Corrente Líquida do Município – de 1% a 5%, além da alteração da Selic para IPCA + 2% ao ano. A Confederação avalia que o dispositivo vai evitar o comprometimento das contas públicas. 

Outro ponto da PEC aborda a desvinculação de receitas, a qual foi ampliada até 31 de dezembro de 2032, sendo de 50% das receitas dos municípios relacionadas a impostos, taxas e multas até 2026 e a partir de 2027 no percentual de 30%. Pela PEC 66/2023, ficam incluídas no rol desvinculações as receitas de contribuição e também os superávits de fundos municipais.No que diz respeito ao Programa de Regularidade Previdenciária, a Confederação afirma que a medida permitirá a regularização de diversos Certificados de Regularidade Previdenciária (CRP). 

Além disso, atendendo pleito da CNM, ficou estabelecido a não incidência do Pasep em recursos do RPPS.
Fonte: Brasil 61

Pix: novas regras para agilizar devolução de valores em casos de golpes

O Banco Central anunciou mudanças nas regras do Pix que vão facilitar a devolução de valores em casos de golpes, fraudes ou crimes de coerção. A partir de 1º de outubro, os clientes poderão contestar transações suspeitas diretamente pelo aplicativo do banco, sem precisar recorrer a centrais de atendimento. O recurso será integrado ao ambiente Pix e promete dar mais rapidez ao bloqueio de valores.

Outra inovação será a possibilidade de recuperar o dinheiro mesmo quando o fraudador já tiver transferido para outras contas. O Mecanismo Especial de Devolução (MED) passará a rastrear o caminho dos recursos e compartilhar essas informações entre os bancos envolvidos. Assim, aumentam as chances de que as vítimas recebam de volta, total ou parcialmente, os valores.

A advogada Ana Francisca Carvalho, especialista em sistema bancário, avalia que as novas regras do MED aumentam as chances de recuperação de valores em casos de golpes, mas ressalta que a agilidade do cliente continua sendo o fator decisivo. “O Pix cai de forma imediata na conta do recebedor e os fraudadores possuem como prática a evasão do dinheiro, seja por meio de transferências sequenciais ou até mesmo saque. Com a atualização, aumentam as chances, pois é propiciado um rastreamento mais abrangente que permite recuperar esse dinheiro, mesmo que o fraudador o transfira para outras contas sequencialmente em até cinco níveis, ou seja, a primeira transação e mais quatro eventualmente realizadas pelos fraudadores”, explica.

Criado em 2021, o MED pode ser acionado apenas em situações de fraude comprovada ou falhas operacionais das instituições financeiras. O recurso não se aplica a desacordos comerciais, transações entre terceiros de boa-fé ou casos em que o próprio pagador envia o Pix para a chave errada por engano.

Em casos comprovados de fraude ou falha operacional das instituições financeiras, o cliente pode acionar o MED desde que o pedido seja feito em até 80 dias após a transação. Hoje, a devolução é possível apenas se ainda houver saldo na conta usada no golpe, o que limita a recuperação, já que criminosos costumam esvaziar rapidamente esses recursos. Com as novas regras, o Banco Central espera ampliar a identificação de contas usadas em fraudes, desestimular práticas criminosas e aumentar a efetividade da devolução de valores.

Segundo o BC, a devolução poderá ocorrer em até 11 dias após a contestação. Essa funcionalidade entra em operação de forma facultativa em 23 de novembro e se tornará obrigatória a partir de 2 de fevereiro de 2026.

Sobre a contestação direta via aplicativo, a especialista destaca que a medida facilita o início do processo e pode aumentar as chances de sucesso. “O tempo de resposta, na verdade, permanece o mesmo. A questão é que, com a otimização da contestação, aumentam-se as chances de localização dos valores. Como toda funcionalidade facilitadora, no entanto, há o risco de aumento de pedidos infundados, sendo indispensável que haja critério por parte dos clientes quanto à função principal do MED, que é a devolução de recursos para as vítimas de fraudes, golpes ou coerção”, alerta.

A advogada acrescenta ainda que o rastreamento de transferências para contas secundárias deve inibir a atuação dos criminosos. “O rastreamento de transferências para contas secundárias dificulta que os fraudadores atuem na evasão do dinheiro, porque não se rastreará apenas a transação feita pelo contestante, mas eventuais transferências sequenciais feitas pelos fraudadores em cadeia. Com isso, há um aumento de chances de êxito na recuperação dos valores e rastreamento dessas contas que receberão quantias referentes a golpes, fraudes ou coerção, o que aumenta a segurança do sistema como um todo”, conclui.

Fonte: Brasil 61

Fundeb: 1,2 mil municípios devem enviar dados para habilitação ao VAAR-Fundeb

  As redes municipais de ensino aguardam a habilitação para receber a complementação VAAR (Valor Aluno Ano Resultado) do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fundeb). No entanto, cerca de 1,2 mil delas ainda não haviam enviado, até 8 de setembro de 2025, os dados obrigatórios, segundo levantamento do Ministério da Educação (MEC).
O prazo final para inserção das informações no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec) é 15 de setembro, quando se encerra a participação no ciclo 2025/2026.Esse envio é fundamental para comprovar o cumprimento das condicionalidades I, IV e V (ver abaixo), previstas na lei que regulamenta o fundo (Lei nº 14.113/2020).

  • (I) Provimento técnico de gestores escolares;
  • (IV) ICMS-Educação;
  • (V) Adoção de referências curriculares alinhadas à BNCC .

As condicionalidades I e V são de responsabilidade conjunta dos entes federativos, enquanto a IV cabe exclusivamente aos estados.Para apoiar os gestores, o MEC disponibilizou um guia prático, um tutorial em vídeo e realizou um webinário, em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), para orientar no uso do módulo Fundeb no Simec.

A complementação VAAR funciona como um mecanismo de incentivo a boas práticas de gestão e à redução de desigualdades raciais e socioeconômicas nas redes de ensino, com base em critérios avaliados pela CIF.

Brasil 61

Periferias Verdes Resilientes: sete cidades receberão recursos para aplicar em sustentabilidade

O Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional de Periferias, anunciou que sete propostas foram selecionadas no primeiro Edital Periferias Verdes Resilientes. A iniciativa vai destinar R$ 15,3 milhões para fomentar a implementação de projetos de Soluções Baseadas na Natureza (SBN) voltados à adaptação das periferias urbanas às mudanças climáticas.  

O edital foi voltado a selecionar Organizações da Sociedade Civil interessadas em celebrar Termo de Fomento para executar ações de adaptação às alterações do clima. A ideia é de que as propostas levem mais sustentabilidade, justiça ambiental e climática às comunidades periféricas.

Confira as comunidades beneficiadas:

  • Rio de Janeiro (RJ);
  • Santo André (SP);
  • Belo Horizonte (MG);
  • Colombo (PR);
  • Fortaleza (CE);
  • Olinda (PE) e
  • Belém (PA)

Durante o seminário Cidades Verdes Resilientes, em Brasília, o ministro Jader Filho disse que os projetos selecionados são voltados à realidade dessas comunidades, e “que se somam às ações já consolidadas pelo programa Periferias Vivas Urbanização de Favelas que unem macrodrenagem, obras de pavimentação, de esgotamento sanitário e abastecimento de água”, afirmou.

Detalhamento de propostas

Os projetos de SBN selecionados contemplam quatro regiões do país. Segundo a pasta, as SBN são tecnologias fundamentadas nos elementos, estruturas e funções da natureza.  As soluções propiciam benefícios diretos e indiretos para os ecossistemas e também para as famílias, favelas e comunidades urbanas envolvidas.

A região Sudeste teve o maior número de projetos selecionados – sendo três no total. 

O Instituto de Assessoria A Mulheres e Inovação, de Belo Horizonte (MG), foi contemplado com R$ 1,5 milhão. O montante deverá ser aplicado para intervenção na comunidade Izidora – um conjunto de assentamentos informais situados na região norte da cidade. 

No Rio de Janeiro, a instituição contemplada foi a Redes da Maré, no Complexo de Favelas da Maré. A proposta receberá R$ 2,4 milhões. Já em São Paulo, R$ 1,5 milhão será do Movimento de Defesa dos Direitos dos Moradores de Favelas, em Santo André. O objetivo é realizar ação na favela Nova Centreville. Já na região Nordeste, duas cidades foram selecionadas no edital. Em Fortaleza (CE), a comunidade Afluentes do Rio Maranguapinho inscreveu o projeto da Taramela Assessoria Tecnica em Arquitetura e Cidade aprovado, com destinação de R$ 2,4 milhões. 

Em Olinda (PE) a comunidade beneficiada é Beira do Rio Condor, com R$ 2,3 milhões destinados a executar o projeto da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educação. 

No Norte do país, os bairros periféricos às margens da bacia do Tucunduba, em Belém (PA) ganharão as alterações projetadas pela Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa, na ordem de R$ 2,5 milhões.  Por fim, a instituição Soylocoporti do município de  Colombo (PR), no Sul do país, foi contemplada com R$ 2,3 milhões. O valor deverá ser utilizado para executar o projeto no território periférico Jardim das Graças II. 

Esta foi a primeira edição do Edital Periferias Verdes Resilientes. Ao todo, a iniciativa recebeu 91 propostas. 

Outros projetos

Conforme o Ministério das Cidades, além deste edital, outros cinco protótipos de SBN estão em andamento no país. As ações em curso integram o Programa SBN nas Periferias – em parceria com as Universidades Federais, com financiamento de R$ 873,5 mil em quatro estados e no Distrito Federal. 

Confira as comunidades:

  • Alto do Coqueiro, Ilhéus (BA);
  • Sol Nascente, em Ceilândia (DF);
  • Córrego do Machado, em Palmas (TO);
  • Bom Jardim, em Fortaleza, (CE);
  • Terra firma, em Belém (PA).  

Fonte: Brasil 61

FPM: Municípios recebem R$ 7,8 bilhões de repasse extra

A União repassou, nesta quarta-feira (10), parcela extra do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Ao todo, foram transferidos R$ 7,8 bilhões aos municípios brasileiros. Em 2024, o repasse extra somou R$ 3,3 bilhões. O crescimento é resultado da Emenda Constitucional 112/2021, que determinou a ampliação gradual do repasse, até atingir o adicional de 1% sobre a arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Entenda a mudança

O assessor de orçamento César Lima explica que este é o primeiro ano em que a emenda alcança sua totalidade.

“A emenda constitucional agora alcança sua totalidade. Antes, víamos percentuais de 0,25% e 0,5% do total acumulado entre setembro e agosto de cada ano. E, neste ano, pela primeira vez, temos o valor integral de 1% sobre esse mesmo acumulado”, afirma. Segundo Lima, o reforço traz impacto direto para as contas municipais: “Isso representa um valor 57% maior do que foi depositado no ano passado e deve ajudar bastante os cofres municipais. Como esse recurso não tem uma vinculação específica, pode ser usado tanto para o custeio da máquina pública quanto para investimentos, a depender da lei orçamentária de cada município.”

Veja quanto seu município vai receber de repasse extra 

Ranking dos estados

Os maiores volumes da parcela extra do FPM ficam concentrados nos estados mais populosos. São Paulo lidera o ranking, com R$ 965 milhões. Em seguida aparece Minas Gerais, com R$ 959 milhões, e a Bahia, com R$ 627 milhões.

O que diz a Emenda Constitucional 112/2021

A EC 112/21 instituiu um repasse adicional de 1% do FPM, pago anualmente em setembro. O percentual foi implementado de forma escalonada: 0,25% em 2022, 0,5% em 2023 e 2024, chegando agora ao valor integral de 1% em 2025. O objetivo é fortalecer o caixa das prefeituras no segundo semestre, período em que a arrecadação costuma cair, garantindo recursos para serviços essenciais, pagamento de pessoal e investimentos locais.

Brasil 61

INAUGURAÇÃO DA LOJA CILO FARMA.  A MAIS MODERNA FARMÁCIA DE SANTA TEREZINHA -PE 

     Nesta segunda (08/09/25), foi inaugurada na cidade de Santa Terezinha-PE a mais moderna, linda e aconchegante Farmácia da cidade. A CILO FARMA conta com um espaçoso espaço, um estoque grandioso de produtos e atendimento de primeira qualidade, com os melhores preços da cidade.
    Foi um momento espetacular para a cidade de Santa Terezinha-PE e região. A inauguração foi impressionante com a loja cheia de pessoas e produtos. 
  Além dos medicamentos, uma grande variedade de produtos: infantil, leites e derivados, higiene bucal, linha corporal, unhas, cabelos, dermocosméticos,  suplementos, produtos de higiene, etc. 
       A festa de inauguração iniciou com uma benção apostólica, também contou com uma banda de forró e um delicioso e sortido coffee break .
       A farmácia funcionará das 6:00 da manhã às 22:00 hs. da noite.
A partir de 50 reais divide em quatro vezes com todos cartões. Faz entregas a domicílio. 
   

A qualidade é a nossa marca

  A CILO FARMA localiza-se na Avenida José Romão de Araújo, n° 50, no centro de Santa Terezinha-PE. 
Contatos: (87)9.9192-0347
Instagram: @cilofarma

DESFILE CÍVICO DE 7 DE SETEMBRO,  DA  EREM SANTA TEREZINHA VALORIZOU O MEIO AMBIENTE 

  Neste dia 06/09/25 a EREM SANTA TEREZINHA, na cidade de Santa Terezinha-PE , realizou o desfile cívico de 7 de Setembro, em comemoração a Independência do Brasil.  Juntamente com a Escola Municipal José Paulino de Siqueira e demais escolas do município.
   A EREM destacou o tema Meio Ambiente, valorizando o cuidado para com o nosso planeta. As escolas municipais apresentam temas diversos, mas destacando principalmente o LEITURART, projeto, o qual vem sendo desenvolvendo já a alguns anos.
  Parabéns a gestão da EREM, na pessoa de Edson Murilo de Holanda e demais membros da gestão,  aos professores, alunos e pais, enfim toda comunidade escolar. Foi um belo desfile. Parabéns a banda e o corpo coreógrafo, que fez por merecer. 
   Então o 7 de Setembro será sempre uma data memorável para o povo brasileiro. 

Apesar da inclusão, eles querem ser reconhecidos como parceiros reais pelo clima e cobram ações imediatas para frear as mudanças climáticas.

O freitasnews.com.br – Sempre social e idôneo 

       Agradecemos ao professor Diego, da rede municipal, que fez a cobertura do desfile, a Valmir Ferreira de Andrade que esteve acompanhando com o carro de som e aos demais blogueiros  (as) da cidade.
      Nosso blog faz questão de valorizar a arte e a cultura do Brasil e principalmente do nosso povo para os internautas, principalmente àqueles que estão fora do município. Enfim a internet tem um alcance jamais visto, não temos ideia de onde nossas postagens irão chegar. 

É oficial! William Bonner sai do Jornal Nacional e Cesar Tralli assume o telejornal

O apresentador William Bonner está fora do Jornal Nacional, da Globo. Nesta segunda-feira, 1º, a emissora confirmou que ele vai deixar o cargo de apresentador e de editor-chefe do telejornal. Ele será substituído por César Tralli, que vai dividir a bancada com Renata Vasconcellos.

“Não estou pronto para me aposentar, só estava precisando mudar de ares e ter uma rotina nova“, disse ele ao Jornal O Globo. A saída dele acontecerá no mês de Novembro de 2025. Depois disso, ele irá para o Globo Repórter, no qual ficará ao lado de Sandra Annenberg

Enquanto isso, o cargo de editora-chefe será de Cristiana Souza Cruz, que é a atual editora-adjunta. Outra mudança na Globo afeta os telejornais Jornal Hoje e Hora Um. Roberto Kovalick é o novo titular do Jornal Hoje. E Tiago Scheuer assume o Hora Um.

Motivo da saída de William Bonner do Jornal Nacional

De acordo com o comunicado da Globo, William Bonner manifestou seu desejo de sair do Jornal Nacional há cinco anos, quando a transição começou a ser preparada pela emissora. Ele pediu para mudar de função para ter mais tempo para sua família e atividades pessoais. O comunicador ficou 29 anos como apresentador e 26 anos acumulando também a função de editor-chefe.  O depoimento do apresentador sobre a hora da despedida

No comunicado oficial de sua saída do JN, William Bonner compartilhou um depoimento relembrando do seu trabalho no telejornal por tanto tempo. 

Esse aniversário do JN não tem número redondo, lançamento de livro, série especial de reportagens. E, mesmo assim, foi o que consumiu mais tempo pra ser preparado. Foram cinco anos, desde a minha primeira conversa com a direção do jornalismo sobre o desejo de reduzir a carga horária e as responsabilidades exigidas pela chefia e pela apresentação do JN. Precisamos superar a fase crítica da pandemia, arquitetar sucessões e preparar sucessores até a data do anúncio das novidades. E, finalmente, podemos todos conversar sobre essas conquistas e movimentos sem reservas. Alguns números ajudam a explicar meu desejo e minha necessidade de mudar de ritmo. São 29 anos e quatro meses de JN. Exatos 26 anos como chefe da equipe de editores, comandando reuniões, avaliando pautas, planejando edições, apresentando as notícias a milhões. Nesse período, tornei-me pai, vi minhas crianças acharem que se tornaram adultos. Mudaram de endereço, até de país. Ser recebido pelo Globo Repórter me deixa honrado e gratíssimo. Todos os meus amigos me ouviram falar do sonho de integrar essa equipe quando pudesse deixar o JN. De todos os programas do jornalismo já existentes quando cheguei à Globo, é o único em que nunca atuei, nem interinamente, em 39 anos. Lembro quando a Sandra Annenberg chegou lá. Amiga de décadas, cúmplice do meu sonho, que era dela também, Sandra me mandou mensagem carinhosa: ‘Cheguei antes, amigo. Te espero aqui!’ Ano que vem, estaremos juntos por lá. O Tralli receberá o carinho e o apoio merecidíssimo que o time do JN sabe compartilhar. E terei prazer de continuar colhendo até lá“, afirmou. 

Renata Vasconcellos fala sobre a mudança

Bonner, Renata Vasconcellos

Com a saída de Bonner, Renata Vasconcellos vai trabalhar ao lado de Cesar Tralli. Em um depoimento, ela falou sobre a mudança. “Depois de mais de uma década de parceria incansável com William Bonner na bancada do Jornal Nacional, é com um imenso prazer que eu recebo César Tralli nessa nova etapa. Que sorte a minha poder trabalhar com profissionais que representam o melhor do telejornalismo brasileiro. Ao Bonner, minha gratidão emocionada pela confiança, pelo aprendizado e pela inspiração. Na sua ética do trabalho e na sua coragem. Ao Tralli, minhas boas-vindas com a certeza confortante do que virá: parceria dedicada, competente e cheia de sensibilidade”, comentou. 

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Corrida de rua ganha espaço como aliada ao bem-estar feminino

Matéria escrita por Gabriella Collodetti, jornalista do CB Brands, estúdio de conteúdo do Correio Braziliense

Em tempos em que a rotina acelerada exige cada vez mais do corpo e da mente, manter o equilíbrio entre saúde emocional, alimentação e prática de atividades físicas deixou de ser apenas uma recomendação médica para se tornar uma necessidade. Cuidar da mente, do que se come e de como o corpo se movimenta são atitudes que, quando caminham juntas, podem transformar o bem-estar de forma profunda e duradoura – principalmente para as mulheres, que muitas vezes acumulam múltiplas jornadas e pouco tempo para si.

Pensando justamente nessa conexão entre corpo, mente e estilo de vida, nasce a Encontro Delas, um evento voltado exclusivamente para o público feminino. Mais do que promover a prática esportiva, a proposta é oferecer um espaço de acolhimento, incentivo e valorização da saúde da mulher em todas as suas dimensões. MA corrida está marcada para o dia 21 de setembro, com largada prevista às 08 horas, no ParkShopping, e contará com percursos de caminhada (2 km) e corrida (5 km e 10 km), pensados para todos os perfis, desde iniciantes a atletas experientes. As inscrições podem ser feitas no site Brasil Corrida. Na data do evento, o público contará com sorteios, ativações de patrocinadores, aulas de dança e espaços instagramáveis. Para auxiliar na preparação para a prova, a nutricionista e especialista em comportamento alimentar Karol Marques indica que a alimentação adequada é essencial para a prática da corrida. “Ela fornece o combustível necessário para o corpo realizar o esforço e se recuperar de forma adequada”, explica. De acordo com a especialista, os carboidratos, apesar de muitas vezes serem negligenciados, são a principal fonte de energia. No entanto, alerta: “é necessária a ingestão adequada, que varia para cada indivíduo”. Nesse contexto, as proteínas também são de extrema importância, pois reparam e fortalecem os músculos. As gorduras também não ficam de fora, desde que sejam saudáveis, pois colaboram com funções metabólicas essenciais. “Também temos que lembrar da importância dos micronutrientes, porque eles fazem parte de todo o auxílio na produção de energia, oxigenação muscular e recuperação”, diz. Para Karol, uma alimentação equilibrada, personalizada às necessidades individuais é fundamental para garantir saúde e, ainda, para evitar lesões e melhorar a performance durante a corrida.  Antes da corrida, a especialista recomenda que as atletas tenham energia e conforto durante a prova. Para isso, duas ou três horas antes do exercício é indicado o consumo de carboidratos complexos, como arroz integral, batata doce, aveia e pão integral, combinados com uma fonte leve de proteína. No entanto, se a alimentação se der de 30 a 60 minutos antes da atividade, a nutricionista indica uma refeição que gere uma digestão mais rápida, como uma banana com aveia ou um pão com geleia. 

No âmbito dos preparativos para os exercícios físicos, a profissional faz um alerta, ainda, sobre equívocos mais recorrentes. Na percepção de Karol, o jejum mal orientado ocupa lugar de destaque. Muitas mulheres iniciam o dia com treinos intensos sem nenhuma ingestão prévia de alimentos, o que pode comprometer o desempenho e levar a episódios de fraqueza.

“Treinar em jejum sem acompanhamento pode causar queda de performance, ingestão alimentar inadequada ao longo do dia e até compulsão no final da tarde”, alerta. Outro erro comum está na ingestão insuficiente de proteínas e na restrição excessiva dos carboidratos, que afeta diretamente a produção de energia, o equilíbrio hormonal e o humor.

Para o pós-corrida, a prioridade é a recuperação muscular e a reposição dos estoques de energia que foram gastos. “recomenda-se uma combinação de carboidratos e proteínas, como um iogurte com frutas, uma vitamina ou um sanduíche com proteína magra. Se a refeição for o almoço, apostar no prato completo: arroz, feijão, proteína, legumes, fibras e, claro, não esquecer da água”, aponta.

Alimentação, exercício e saúde mental

A nutricionista alerta: a alimentação não apenas influencia o desempenho nas corridas, como também está diretamente ligada à saúde mental. “Uma dieta equilibrada, rica em alimentos naturais como frutas, verduras, proteínas, magras e gorduras saudáveis ajuda a manter a mente mais tranquila, a concentração mais afiada e a vontade de continuar no processo”, aponta. 

Outro fator fundamental destacado por Karol diz respeito ao sono. “Quando a alimentação não está equilibrada, podem surgir sintomas como cansaço mental, irritabilidade, dificuldade de concentração e um sono de qualidade ruim. Todos esses fatores atrapalham a performance e o prazer na prática de exercícios físicos”, acrescenta. 

Mas a relação entre alimentação e saúde vai além do prato. Transtornos alimentares ainda são uma realidade no universo esportivo feminino e, segundo Karol, vêm se intensificando com a exposição de corpos nas redes sociais. 

“Com o crescimento dos esportes na mídia e a influência de grandes influenciadores, muitas vezes sem informação técnica, a pressão por corpos perfeitos e rotinas rígidas aumentou, elevando o risco de transtornos alimentares. Alguns sinais importantes: a preocupação excessiva com calorias, medo ou culpa relacionados à comida, uso compulsivo do exercício para compensar a alimentação e o isolamento social devido a hábitos restritivos. Identificar esses sinais precocemente é fundamental, assim como buscar um acompanhamento profissional que envolva muitas vezes uma abordagem multidisciplinar”, afirma. 

Encontro Delas chega a sua 4ª edição em 2025.
Encontro Delas chega a sua 4ª edição em 2025.(foto: MAR)

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TCU aponta rombo de R$ 187,1 bi na previdência rural

Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) revelou que a previdência rural fechou 2024 com um rombo de R$ 187,1 bilhões. No ano passado, os gastos com benefícios previdenciários voltados a pequenos produtores rurais, pescadores artesanais, indígenas e trabalhadores da agricultura familiar alcançaram R$ 196,9 bilhões, enquanto a arrecadação de contribuições somou apenas R$ 9,8 bilhões. 

O levantamento mostrou, ainda, que a política de previdência rural apresenta falhas graves em sua concepção. Apenas 22% dos requisitos avaliados foram plenamente atendidos, enquanto 78% tiveram cumprimento parcial, o que indica, segundo a Corte, fragilidades no entendimento das causas do problema e na identificação clara do público-alvo. Além disso, a ausência de dados dos segurados no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) dificulta a comprovação da atividade rural e abre espaço para irregularidades.

Outro dado que chama a atenção é o nível elevado de judicialização. Em dezembro de 2024, 34,8% dos benefícios rurais foram concedidos por meio da Justiça, número significativamente maior do que os 13,8% registrados nos casos urbanos. Essa dependência de decisões judiciais aumenta os custos e sobrecarrega o sistema. 

Sonegação

O TCU também identificou o chamado “gap de sonegação”, que corresponde a valores não arrecadados por informalidade ou omissões fiscais, estimado entre R$ 1,2 bilhão e R$ 2,6 bilhões apenas em 2024.

Instituída em 1963 pelo Estatuto do Trabalhador Rural, a política vem se ampliando ao longo das décadas. De 2015 a 2024, o número de benefícios pagos aumentou 49%, passando de 798 mil para 1,2 milhão. No ano passado, os benefícios rurais representaram 21,12% do total das despesas do INSS, pressionando ainda mais as contas públicas.

Diante do cenário, o TCU determinou que o Ministério da Previdência Social apresente, em até 180 dias, avaliações periódicas da política rural e elabore estudos em conjunto com o INSS e a Receita Federal para combater a sonegação. Além disso, o tribunal cobrou que o Executivo aperfeiçoe o controle da arrecadação entre os segurados especiais e proponha uma revisão estrutural da política pública com base nas conclusões alcançadas.
Fonte: Brasil 61

Desfile de 7 de setembro terá como temas soberania, COP 30 e novo PAC

O desfile oficial do feriado da Independência em Brasília, no próximo domingo, 7 de setembro, terá três temas principais, segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom). Os motes serão a defesa da soberania nacional, a COP30 e o Novo PAC. A escolha dos três eixos temáticos faz parte da estratégia do governo para melhorar a relação com o eleitorado. Após pesquisas apontarem uma boa avaliação do governo diante da crise advinda da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos, o discurso de “soberania” passou a ser utilizado por auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), inclusive com a mudança do slogan do governo, que passou de “União e Reconstrução” para “Do lado do povo brasileiro”. O tarifaço e outras retaliações dos EUA, como a cassação de vistos de autoridades nacionais e a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes foram articuladas por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em uma tentativa de travar o julgamento do político. Desde o começo das sanções, o PT tem denunciado tentativas de intervenção estrangeira e usado o cenário para promover campanhas como a “Brasil Soberano”. Já a COP30, segundo eixo do desfile, é a aposta do governo para mostrar uma relevância do Brasil no cenário nacional. A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas está agendada para novembro na cidade de Belém (PA), porém, a deficiência do setor hoteleiro do município está sendo criticada por autoridades estrangeiras. Até agosto, menos de um quarto das delegações tinha confirmado hospedagens. A falta de leitos faz com que algumas delegações planejem até mesmo diminuir o número de representantes, o que na prática prejudicaria as negociações.

Por fim, o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) está sendo utilizado por Lula, em eventos, para destacar a atuação do Executivo nos Estados. O governo reservou R$ 52,9 bilhões para o Novo PAC em 2026. No total, serão R$ 83 bilhões em investimentos públicos, um aumento de R$ 11,7 bilhões em relação ao ano anterior.

O desfile do 7 de Setembro terá início às 9h00, na Esplanada dos Ministérios, mas o público poderá acessar as arquibancadas desde as 6h30. Além de Lula, também devem estar na tribuna de honra ministros e os chefes das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica). Ao todo, as apresentações devem duas duas horas. Estão previstas, durante esse período, manobras aéreas da Esquadrilha da Fumaça, a formação de uma Pirâmide Humana e desfiles motorizados e a cavalo.

terra.

Governo federal deposita R$ 7,3 bilhões do FPM aos municípios nesta sexta (8)

O repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), feito a cada dez dias pela União, será depositado nesta sexta-feira, 8 de agosto, para os 5.570 municípios brasileiros. O valor da primeira parcela do mês soma R$ 7,3 bilhões, representando um crescimento em relação ao mesmo período do ano passado, o que é positivo para as finanças das cidades, avalia o assessor de orçamento, César Lima. “Temos um crescimento em relação ao mesmo período no ano passado na casa dos 3%, o que é muito interessante e confirma a um bom andamento do FPM neste ano de 2025”, destaca.

Veja abaixo quanto seu município vai receber de FPM: 

FPM: São Paulo e Minas lideram repasses

Os estados de São Paulo e Minas Gerais concentram juntos cerca de um quarto do valor total repassado no primeiro decêndio de agosto. Os municípios paulistas recebem 14,2% do total, o que equivale a R$ 911 milhões. Em seguida, estão os municípios mineiros, com 14,1%, somando R$ 906 milhões.

Entes federativos podem perder recursos do Fundeb em 2026 por irregularidade no envio de dados contábeis

Entre as prefeituras paulistas que recebem os maiores valores estão São José dos Campos, Marília e Limeira. No estado mineiro, as maiores quantias serão destinadas a municípios como Santa Luzia, Ribeirão das Neves e Poços de Caldas.

Na outra ponta, o estado de Roraima, que possui apenas 14 municípios, representa 0,08% dos repasses, com R$ 5,4 milhões depositados neste decêndio.

FPM: municípios bloqueados

Até o último dia 5 de agosto, 5 municípios estavam impossibilitados de receber valores do FPM. Esse impedimento pode ser causado por algum débito ou falta de documentação. Confira a lista das cidades: 

  • Cabo Frio (RJ) 
  • Barra do Piraí (RJ) 
  • Barra de São Francisco (ES)
  • Realeza (PR)
  • Guamaré (RN)

O que é o FPM

O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) é uma das principais fontes de receita das prefeituras brasileiras, especialmente nas cidades de pequeno e médio porte. Formado por uma parcela da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o fundo tem como objetivo reduzir desigualdades regionais e garantir recursos mínimos para a manutenção dos serviços públicos essenciais. A divisão dos valores é feita com base em critérios populacionais e técnicos definidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Na prática, o FPM é usado para custear áreas como saúde, educação, assistência social e infraestrutura, além de contribuir para o pagamento de salários e despesas administrativas nos municípios.

Fonte: Brasil 61

Salário-Educação: FNDE já repassou R$ 14,6 bi a estados e municípios em 2025

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) já repassou, em 2025, R$ 14,6 bilhões a estados, municípios e ao Distrito Federal por meio do Salário-Educação. O valor está disponível para apoiar ações da educação básica pública, como transporte, alimentação escolar, manutenção e infraestrutura. No mês de agosto, foram transferidos R$1,61 bilhão, creditados no último dia 20.  Para o ano de 2025, a previsão orçamentária total do Salário-Educação é 35,5 bilhões, conforme divulgado pelo Ministério da Educação em fevereiro deste ano.  Essas transferências são resultados da contribuição social recolhida mensalmente das empresas vinculadas à Previdência Social, que correspondem a 2,5% da folha de pagamento dos seus empregados. Do montante arrecadado, 60% são destinados diretamente aos entes federados, enquanto os demais 40% permanecem com o FNDE, que os realocam em programas e ações educacionais. Os valores foram calculados levando em conta dados do Censo Escolar de 2024. Os repasses são realizados em 12 parcelas mensais entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026. As transferências ocorrem até o dia 20 de cada mês
Fonte: Brasil 61

Microcrédito AgroAmigo: programa destina R$ 1 bi para produtores rurais do Norte e Centro-Oeste

Os pequenos produtores rurais das regiões Norte e Centro-Oeste passaram a contar com uma nova modalidade de microcrédito produtivo rural, o  AgroAmigo. O programa vai destinar R$ 1 bi dos fundos constitucionais para apoiar produtores rurais das duas regiões.

O lançamento da campanha “AgroAmigo – Microcrédito pertinho da gente” foi realizado pelo governo federal no início desta semana, em Brasília (DF), e contou com a participação do Banco da Amazônia, que deve operacionalizar a nova linha de crédito na Amazônia.

A nova modalidade de microcrédito produtivo rural é voltada a agricultores de baixa renda, cujas famílias tenham renda bruta anual de até R$ 50 mil e que trabalhem em atividades agrícolas como forma de subsistência.

Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), o  AgroAmigo pode possibilitar a inclusão de 100 mil famílias das Regiões Norte e Centro-Oeste. A iniciativa foi inspirada no programa de mesmo nome, do Banco do Nordeste (BNB).  Conforme o Banco da Amazônia, o microcrédito rural é destinado a agricultores familiares para estimular a geração de renda e melhorar as condições de vida e trabalho no campo. Inclusive, para a instituição financeira, os produtores rurais de pequeno porte são prioridades para o banco. Poderão usufruir do crédito agricultores, pecuaristas, pescadores artesanais, indígenas, quilombolas, extrativistas. O subsídio pode ser aplicado em diversas melhorias na propriedade, de forma estrutural, e também no sistema produtivo – como construção de reservatórios e armazéns e na implantação de sistemas de irrigação. Os recursos também podem ser utilizados pelos produtores rurais em ações voltadas à sustentabilidade – as quais são apoiadas pelo Banco da Amazônia, como a recuperação de pastagens. 

O evento contou com a participação do Gerente Executivo de Estratégias de Negócios do Banco da Amazônia (GENEG), Misael Moreno e do Coordenador de Microfinanças (COMIC), Melquesedeque Filho. 

Misael Moreno destacou a importância do programa para os produtores rurais da Amazônia.

“Ao levar o AgroAmigo para a Amazônia, o Banco da Amazônia amplia e fortalece a agricultura familiar como pilar estratégico de fomento, reduz as desigualdades regionais e impulsiona a sustentabilidade na Região Norte”, pontuou Misael. Também participaram do lançamento outros órgãos federais e autoridades, como o Ministro da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR), Waldez Góes; o Secretário do MIDR, Eduardo Tavares; o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA); o Superintendente da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM), Paulo Rocha; a Caixa Econômica Federal (CEF); o Banco do Brasil (BB), entre outros convidados.

AgroAmigo

De acordo com o governo federal, o Agroamigo abrange grupos diversos, desde assentados, ribeirinhos, comunidades extrativistas e pescadores, a indígenas e quilombolas.  Segundo o Banco da Amazônia, o Agroamigo reconhece as especificidades e vulnerabilidades de diferentes perfis dentro da agricultura familiar. Sendo assim, a linha de crédito deve disponibilizar limites diferenciados conforme o perfil do beneficiário.

Confira a destinação de recursos para cada perfil:

  • Mulheres poderão acessar até R$ 15 mil;
  • Jovens, até R$ 8 mil;
  • Homens, até R$ 12 mil.

De acordo com a instituição financeira, uma mesma família pode somar até R$ 35 mil em crédito – desde que cada integrante esteja inscrito no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF). 
Fonte: Brasil 61

TCU aponta rombo de R$ 187,1 bi na previdência rural

Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) revelou que a previdência rural fechou 2024 com um rombo de R$ 187,1 bilhões. No ano passado, os gastos com benefícios previdenciários voltados a pequenos produtores rurais, pescadores artesanais, indígenas e trabalhadores da agricultura familiar alcançaram R$ 196,9 bilhões, enquanto a arrecadação de contribuições somou apenas R$ 9,8 bilhões. 

O levantamento mostrou, ainda, que a política de previdência rural apresenta falhas graves em sua concepção. Apenas 22% dos requisitos avaliados foram plenamente atendidos, enquanto 78% tiveram cumprimento parcial, o que indica, segundo a Corte, fragilidades no entendimento das causas do problema e na identificação clara do público-alvo. Além disso, a ausência de dados dos segurados no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) dificulta a comprovação da atividade rural e abre espaço para irregularidades. Outro dado que chama a atenção é o nível elevado de judicialização. Em dezembro de 2024, 34,8% dos benefícios rurais foram concedidos por meio da Justiça, número significativamente maior do que os 13,8% registrados nos casos urbanos. Essa dependência de decisões judiciais aumenta os custos e sobrecarrega o sistema. 

Sonegação

O TCU também identificou o chamado “gap de sonegação”, que corresponde a valores não arrecadados por informalidade ou omissões fiscais, estimado entre R$ 1,2 bilhão e R$ 2,6 bilhões apenas em 2024.

Instituída em 1963 pelo Estatuto do Trabalhador Rural, a política vem se ampliando ao longo das décadas. De 2015 a 2024, o número de benefícios pagos aumentou 49%, passando de 798 mil para 1,2 milhão. No ano passado, os benefícios rurais representaram 21,12% do total das despesas do INSS, pressionando ainda mais as contas públicas. Diante do cenário, o TCU determinou que o Ministério da Previdência Social apresente, em até 180 dias, avaliações periódicas da política rural e elabore estudos em conjunto com o INSS e a Receita Federal para combater a sonegação. Além disso, o tribunal cobrou que o Executivo aperfeiçoe o controle da arrecadação entre os segurados especiais e proponha uma revisão estrutural da política pública com base nas conclusões alcançadas.

Fonte: Brasil 61

UMA IGREJA QUE SE ARRISCA

A IGREJA EM JERUSALÉM
Doutrina, Comunhão e Fé: A Base para o Crescimento da Igreja em meio às Perseguições

INTRODUÇÃO
Muitas vezes imaginamos a vida cristã como um caminho de paz e segurança. No entanto, desde os primeiros dias da Igreja, seguir a Cristo significou enfrentar oposição, rejeição e, em alguns casos, até a morte. Estêvão, um dos primeiros diáconos, não apenas serviu com dedicação, mas também testemunhou sua fé diante de líderes hostis. Sua coragem revela que a Igreja não nasceu para se esconder, mas para brilhar em meio às trevas. Nesta lição, aprenderemos que o verdadeiro discipulado exige disposição para se arriscar por causa do Evangelho. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.

TEXTO ÁUREO
Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou firmemente para o céu e viu a glória de Deus, e viu Jesus em pé no lugar de honra, à direita de Deus. (At 7.55 NVT). Vamos considerar uma parte mais ampla da narrativa e, no desenvolvimento da lição, comentaremos em detalhe a vida e o martírio de Estêvão presentes nesse versículo. Lucas enfatizou os discípulos como comunidade de profetas batizados com o Espírito e relatou os atos dessa comunidade cheia do Espírito. Assim que a negligência das viúvas dos crentes de fala grega foi resolvida, a atenção passa para seis líderes pentecostais, começando por Estêvão e terminando por Paulo (At 6.8—28.31). A partir desse ponto, Lucas dedica sua narrativa a esses seis líderes: Estêvão, Filipe, Barnabé, Ágabo, Pedro e Paulo. Dentro dessa moldura, Estêvão é a primeira figura destacada (6.8–7.60). Sua história cumpre duas funções:
1. Testemunho inspirado: ele aparece como homem cheio de graça e poder, realizando sinais e defendendo a fé diante do Sinédrio.
2. Prelúdio da missão fora de Jerusalém: sua morte não é apenas um registro trágico, mas um ponto de virada. A perseguição que se segue espalha os discípulos e abre caminho para que a mensagem alcance a Judeia e Samaria.

VERDADE PRÁTICA
A igreja foi capacitada por Deus para enfrentar um mundo que é hostil à sua fé e valores.
1. Capacitação. A igreja não foi deixada sozinha para enfrentar as pressões do mundo. Ademais, a hostilidade do mundo não pode ser enfrentada apenas com força humana ou argumentos, mas com a presença e capacitação sobrenatural de Deus.
2. Fidelidade em meio à oposição. A hostilidade é uma realidade para os seguidores de Jesus, pois o mundo rejeitou o próprio Senhor (Jo 15.18-20). A igreja precisa entender que ser fiel à Palavra muitas vezes significa enfrentar rejeição, críticas ou até perseguição. Contudo, a fidelidade é o que dá credibilidade ao testemunho e mostra que nossa confiança está em Deus, não em aprovação humana.
3. A oposição como oportunidade de avançar. A morte de Estêvão parecia um revés, mas se tornou um marco para a expansão do evangelho (At 8.1). O sofrimento e a perseguição não destruíram a igreja; ao contrário, foram usados por Deus para espalhar a mensagem de Cristo por todo o mundo conhecido.

 

1. ESTÊVÃO E A IGREJA QUE TEM SUA FÉ CONTESTADA
1.1 Aprendendo com Estêvão.
A LIÇÃO DIZ: Com Estêvão, em Atos 6 e 7, aprendemos que a fé cristã sempre será questionada. Ele enfrentou oposição, e todo cristão também enfrentará. A fé será colocada à prova, sem espaço para indecisão. Além disso, Estêvão nos ensina que todo cristão deve saber defender sua fé. Explicar e sustentar as crenças cristãs é uma responsabilidade da Igreja, e cada crente precisa entender no que acredita e como responder a desafios. No entanto, em um mundo que muitas vezes se opõe ao Cristianismo, não basta apenas defender a fé é preciso estar preparado até mesmo para enfrentar perseguições.
Vamos ao texto bíblico:
Estêvão, cheio de graça e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. (At 6.8 NAA). A narrativa sobre Estêvão constitui um ponto de virada em Atos. Ela encerra uma série de três julgamentos perante o Sinédrio. O primeiro terminou em advertência (4.21), o segundo em açoites (5.40), e o de Estêvão em morte. O episódio de Estêvão é o clímax do testemunho aos judeus de Jerusalém, tema central de Atos 2–5. Até esse momento, a oposição crescente dos líderes judeus contra os cristãos havia sido contida pelo favor do povo em relação ao movimento. Mas o cenário mudou: o povo se uniu à resistência contra Estêvão. O historiador Lucas destaca, dentre os sete diáconos, o primeiro da lista, Estêvão. Ele foi fiel tanto em sua vida quanto em sua morte. Viveu de forma superlativa e morreu de modo exemplar. Coroa é o significado do nome de Estêvão, o diácono que se tornou o protomártir do cristianismo. Assentou-lhe bem o nome porque foi o primeiro a receber a coroa do martírio na igreja. Se existe uma palavra que caracteriza a vida de Estêvão é cheio. Ele era um homem cheio de Deus. Sua vida não era apenas irrepreensível, mas também plena. Destacamos aqui alguns aspectos dessa plenitude.
1.1.1 Estêvão era cheio do Espírito Santo (6.3,5). Todo homem está cheio de alguma coisa. Está cheio do Espírito ou de si mesmo. Está cheio de Deus ou de pecado.
1.1.2 Estêvão era cheio de fé (6.5). Estêvão fora salvo pela fé, vivia pela fé, vencia o mundo pela fé e era cheio de fé.
1.1.3 Estêvão era cheio de sabedoria (6.3). Sabedoria é mais do que conhecimento; é o uso correto do conhecimento.
1.1.4 Estêvão era cheio de graça (6.8). Havia em Estêvão abundante graça. Sua vida era uma fonte de bênção.
1.1.5 Estêvão era cheio de poder (6.8). Estêvão era um homem revestido com o poder de Deus para fazer milagres e muitos sinais entre o povo.
Implicações:
1.1.6 Estêvão, o apologista cheio do Espírito. Estêvão não respondeu aos opositores com arrogância, mas com a sabedoria e o poder do Espírito Santo. Seu testemunho revela que a defesa da fé exige mais do que argumentos; exige vida cheia de Deus. Para nós, a aplicação é clara: cada cristão deve conhecer sua fé, mas sobretudo depender do Espírito para testemunhar com graça em um mundo que questiona o evangelho.
1.1.7 Estêvão, amado pelo céu e rejeitado pelo mundo. Esse contraste mostra a realidade da vida cristã: a fidelidade a Cristo traz a aprovação do céu, mas também a oposição do mundo. Assim, o discípulo de Jesus não deve se surpreender com críticas ou hostilidade, pois seguir a Cristo é carregar sua cruz. Mais vale a aprovação de Deus do que a aceitação dos homens.
1.2 A fé sob ataque.
A LIÇÃO DIZ: Lucas nos conta que, em um momento do ministério de Estêvão, um grupo de judeus que vivia fora de Israel, chamado de judeus helenistas, se levantou contra ele. Esses judeus faziam parte da Diáspora, ou seja, eram pessoas que tinham se espalhado por outras regiões, fora do território de Israel. Eles não concordaram com o que Estêvão estava ensinando e começaram a se opor ao seu trabalho (At 6.9).Então alguns dos que eram da sinagoga chamada dos Libertos, dos cireneus, dos alexandrinos e dos da Cilícia e da província da Ásia se levantaram e discutiam com Estêvão. (At 6.9 NAA). A chamada “Sinagoga dos Libertos” (Synagōgē tôn Libertinōn) provavelmente era composta por judeus descendentes de escravos libertos do Império Romano. Muitos estudiosos, como Schnabel, Keener e Marshall, apontam que o termo “libertos” (grego libertinoi) se refere a judeus que haviam sido escravizados em Roma e depois libertos, cujos descendentes retornaram a Jerusalém e formaram sua própria sinagoga. Pelo histórico de cativeiro e retorno, esses judeus tendiam a ser especialmente zelosos quanto à identidade judaica e à pureza da fé, o que pode explicar a reação intensa contra Estêvão, visto por eles como uma ameaça. Keener acrescenta que o termo poderia abranger também judeus libertos de outras regiões do Império, não apenas de Roma.Além deles, o relato menciona Cirineus, Alexandrinos, bem como judeus da Cilícia e da Ásia, representando a presença judaica da diáspora em várias regiões do Império Romano. Cirene, localizada no norte da África (atual Líbia), possuía uma grande colônia judaica, e é de lá que provavelmente vinha Simão de Cirene, que carregou a cruz de Jesus. Alexandria, no Egito, era a maior comunidade judaica fora de Israel e um importante centro intelectual, onde o judaísmo se desenvolvia sob forte influência helenista. A Cilícia, por sua vez, era uma região da Ásia Menor cuja principal cidade era Tarso, local de nascimento de Saulo (Paulo), o que sugere que ele mesmo pode ter participado da oposição inicial a Estêvão. Já a referência à Ásia diz respeito à província romana que incluía cidades como Éfeso, onde também havia comunidades judaicas significativas. Esses judeus, oriundos de contextos greco-romanos, falavam grego e compartilhavam da mesma língua que Estêvão, o que indica que o embate ocorreu no campo do judaísmo helenista, em debates teológicos travados dentro da própria tradição judaica.
1.3 A disputa com Estêvão.
A LIÇÃO DIZ: Uma outra palavra usada nesse texto merece nossa atenção. É o vocábulo “suzéteó”, traduzido aqui como “disputavam”: “E disputavam com Estêvão” (At 6.9). Os léxicos, ou dicionários de grego português, observam que este termo era frequentemente usado no contexto de discussões religiosas ou filosóficas, onde diferentes pontos de vistas estavam sendo examinados ou desafiados. Era uma forma de debater ideias e impor aos outros sua forma de enxergar as coisas.
O texto bíblico diz:
[…] se levantaram e discutiam com Estêvão. Mas eles não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito, pelo qual ele falava. (At 6.9b-10 NAA). O verbo usado, suzēteō, não indica uma briga, mas um debate formal. Lucas não nos fornece o conteúdo da discussão, mas parte dos argumentos de Estêvão pode ser inferida das acusações feitas contra ele (6.13-14) e de seu discurso diante do Sinédrio. O centro do debate certamente envolveu a morte, a ressurreição e a messianidade de Jesus, bem como a incapacidade da lei mosaica e do ritual do templo para conceder salvação.Seja qual for o conteúdo preciso, Estêvão saiu vencedor. Seus opositores não conseguiam resistir à sabedoria e ao espírito com que ele falava. Seu raciocínio humano era insuficiente diante da sabedoria concedida por Deus. A expressão “o espírito com que falava” provavelmente não se refere diretamente ao Espírito Santo, mas ao fervor, à sinceridade, à energia e ao zelo que caracterizavam sua fala. Assim, Estêvão possuía as duas qualidades essenciais para vencer em debates públicos: a verdade indiscutível e uma comunicação poderosa. O impacto dessa combinação era irresistível para seus adversários.
1.4 A falsa narrativa.
A LIÇÃO DIZ: A Igreja sempre teve de lidar e combater as falsas narrativas. Nos dias de Jesus, Ele foi acusado de enganar o povo (Jo 7.12); quando Ele ressuscitou, criaram a narrativa de que seu corpo havia sido roubado pelos discípulos (Mt 28.13). O apóstolo Paulo foi acusado de pregar contra os decretos de César (At 17.7) e pelo fato de pregar a respeito de Jesus e da ressurreição, o acusaram de pregar “deuses estranhos” (At 17.18). Hoje não é diferente. A igreja luta em várias frentes com falsas narrativas que a todo custo querem minar o seu testemunho e desacreditá-la. Você pode reconhecer algumas dessas narrativas? Eu consigo pensar em várias: “A fé cristã é anticientífica; a ciência ‘matou’ Deus.” “A Bíblia foi alterada/corrompida; não é confiável.” “Cristianismo copiou mitos pagãos; Jesus é só mais um mito.” “Religião causa a maioria das guerras (logo o cristianismo é socialmente nocivo).”
Vamos voltar ao texto bíblico?
Então subornaram alguns homens para que dissessem: — Ouvimos este homem proferir blasfêmias contra Moisés e contra Deus. Atiçaram o povo, os anciãos e os escribas e, investindo contra Estêvão, o agarraram e levaram ao Sinédrio. Apresentaram testemunhas falsas, que disseram: — Este homem não para de falar contra o lugar santo e contra a lei. Nós o ouvimos dizer que esse Jesus, o Nazareno, destruirá este lugar e mudará os costumes que Moisés nos deu. Todos os que estavam sentados no Sinédrio, fitando os olhos em Estêvão, viram o seu rosto como se fosse rosto de anjo. (At 6.11-15 NAA).Como não podiam derrotá-lo em um debate justo, recorreram a outra estratégia. Subornaram homens para acusá-lo: “Ouvimos este homem proferir palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus” (6.11). O verbo hupoballō, traduzido por “subornar” ou “incitar secretamente”, significa “sugerir ou instruir com más intenções”. Recrutaram falsas testemunhas, repetindo a mesma tática usada no julgamento de Jesus (Mt 26.59-61). Até mesmo as acusações de blasfêmia contra Estêvão lembram as feitas contra Cristo. As testemunhas acusaram Estêvão de falar blasfêmias contra Moisés e contra Deus. Seu zelo pela lei era tão grande que colocaram Moisés antes mesmo de Deus. A blasfêmia, isto é, falar mal daquilo que Deus considera sagrado, fosse a Lei ou o templo, era um crime gravíssimo, punível com a morte (Lv 24.16). Acusar Estêvão de blasfemar contra Moisés mostra que entendiam suas palavras como uma negação da capacidade da Lei de salvar. E acusá-lo de blasfemar contra Deus refletia sua defesa de Cristo como a verdadeira habitação divina, em contraste com o templo (v. 14; cf. Jo 10.36).O verbo sunarpazō (“arrastar”) significa “agarrar com violência”. É usado em Lucas 8.29 para descrever a possessão de um homem por um espírito maligno e em Atos 19.29 para relatar a apreensão dos companheiros de Paulo por uma turba revoltosa. A mesma multidão que antes respeitava Estêvão por seus sinais e maravilhas agora se voltou violentamente contra ele, assim como fizeram com Jesus: da aclamação à rejeição. Esse contraste mostra como é tênue a linha entre ouvir o evangelho e odiá-lo, a linha da apostasia, que, uma vez cruzada, frequentemente se transforma em violência.Lucas não informa quanto tempo se passou entre a prisão e o julgamento. É improvável que o Sinédrio já estivesse reunido, aguardando. Mas, no início do julgamento, os helenistas trouxeram suas falsas testemunhas (6.13), sem dúvida as mesmas mencionadas no versículo 11. Elas repetiram diante do conselho as acusações que haviam inflamado a multidão: Estêvão “não cessa de falar contra este lugar santo (o templo) e contra a Lei”. Não eram falsas por inventarem palavras inexistentes, mas por distorcerem as afirmações de Estêvão.
O versículo 15 é espantoso.
Esta cena apresenta um contraste impressionante. Estêvão estava diante do Sinédrio acusado de blasfemar contra Deus, contra o templo e contra a lei. No entanto, quando os membros do conselho fixaram seus olhos nele, viram o seu rosto como o rosto de um anjo. Longe de refletir maldade, Estêvão irradiava a santidade e a glória de Deus. Deus respondeu às falsas acusações colocando a Sua glória no rosto de Estêvão, algo experimentado anteriormente apenas por Moisés (Êx 34.27-35). Assim, o Senhor demonstrou sua aprovação ao ministério de Estêvão da mesma forma como o fizera com Moisés. Cada crente deve lembrar-se de Estêvão e imitar suas qualidades. O homem que refletia a glória de Deus no rosto de um anjo deixou-nos um memorial não de pedra, mas de caráter e fidelidade. Esse é o tributo mais digno à sua vida.

2. ESTÊVÃO E A IGREJA QUE DEFENDE SUA FÉ
2.1 Deus na história do seu povo.
A LIÇÃO DIZ: Estêvão é conhecido como o primeiro defensor da fé cristã e o primeiro mártir da Igreja. Ele faz uma defesa apaixonada da fé, usando a própria história do povo de Israel como base. No capítulo 7 do livro de Atos, encontramos seu discurso completo, no qual, guiado pelo Espírito Santo, ele não apenas mostra como Deus sempre agiu na história do seu povo, mas também revela o propósito principal dessa história: provar que Jesus é o Cristo.
A defesa de Estêvão pode ser resumida em cinco aspectos, conforme observa Thomas Whitelaw:
2.1.1 Em primeiro lugar, a quem foi dirigida? Estêvão falou diretamente ao Sinédrio, ao povo judeu em geral e, de modo mais amplo, a todos os que em qualquer tempo enfrentassem situação semelhante.
2.1.2 Em segundo lugar, em que espírito foi proferida? Suas palavras transpareciam afeição e reverência, pois ele se dirigiu a eles chamando-os de “irmãos e pais” (7.2).
2.1.3 Em terceiro lugar, de que se compôs sua defesa? Estêvão percorreu a história de Israel, desde os patriarcas até o templo, evidenciando que José, Moisés e os profetas foram rejeitados, antecipando assim a rejeição de Cristo.
2.1.4 Em quarto lugar, com quais argumentos a sustentou? Ele mostrou que a verdadeira adoração não dependia nem da lei nem do templo, mas do Deus que se revelou a Abraão antes do Sinai e que não habita em casas feitas por mãos humanas.
2.1.5 Em quinto lugar, quais resultados produziu? Sua defesa gerou fúria nos ouvintes e levou ao seu martírio; contudo, confirmou que sua mensagem não era blasfêmia, mas a proclamação fiel do evangelho. O pastor José Gonçalves, em sua análise, também acrescenta importantes contribuições a essa discussão, ao afirmar: A pregação de Estêvão pode ser dividida em três partes seguidas de uma conclusão. Na primeira parte, ele faz referência aos patriarcas (At 7.2-16); na segunda, a referência é a Moisés (At 7.17-42); e, na terceira, faz alusão ao Tabernáculo e ao Templo (At 7.44-50); na conclusão, Estêvão mostra Cristo, o Messias, como a convergência e cumprimento de todas as profecias bíblicas (At 7.51-60). (GONÇALVES, 2025, p. 113).
2.2. Corações endurecidos.
A LIÇÃO DIZ: Concluindo sua defesa da fé, Estêvão disse: “Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim, vós sois como vossos pais” (At 7.51). Mesmo diante dos fatos apresentados por Estêvão em uma defesa suficientemente convincente, seus adversários preferiram ignorar. Na verdade, ninguém convence quem não quer ser convencido. Deus não força ninguém a crer, nem tampouco o condena sem lhe dar, antes, oportunidade. O texto mostra que o Espírito Santo não tem espaço em corações endurecidos.
Vamos ao bíblico: Homens teimosos e incircuncisos de coração e de ouvidos, vocês sempre resistem ao Espírito Santo. Vocês fazem exatamente o mesmo que fizeram os seus pais. Qual dos profetas os pais de vocês não perseguiram? Eles mataram os que anteriormente anunciavam a vinda do Justo, do qual vocês agora se tornaram traidores e assassinos, vocês que receberam a lei por ministério de anjos e não a guardaram. (At 7.51-53 NAA). Na retórica clássica, a conclusão de um discurso recebia o nome de peroratio. Tratava-se do momento em que o orador aplicava as lições apresentadas em sua fala, de forma direta e muitas vezes emotiva, visando levar seus ouvintes à ação. Esse recurso, comum tanto na retórica grega quanto na profecia hebraica, tinha o objetivo de despertar consciência de culpa e mover os ouvintes ao arrependimento. Assim também Estêvão concluiu: não apenas para condenar seus acusadores, mas para conclamá-los ao retorno a Deus. Usando a linguagem profética, chamou-os de “duros de cerviz, incircuncisos de coração e ouvidos”, sempre resistindo ao Espírito Santo (7.51).
Todo o resumo histórico serviu justamente para mostrar esse padrão: Israel resistindo aos líderes enviados por Deus. Moisés e os profetas todos foram rejeitados. Agora, seus ouvintes haviam feito o mesmo com o Messias, o Justo. Para John Stott, essa acusação de Estêvão equivalia a chamar seus juízes de “pagãos de coração e surdos à verdade”. No fim, fica claro que Estêvão não buscava absolvição. Sabia que não conseguiria escapar sem negar suas convicções. Resolveu, então, usar aquele momento como última oportunidade para dar testemunho de Cristo e chamar seu povo ao arrependimento. Seu discurso não foi uma defesa judicial, mas uma proclamação profética e missionária.

3. ESTÊVÃO E O MARTÍRIO DA IGREJA
3.1 Contemplando a vitória da cruz.
A LIÇÃO DIZ: Diante de um grupo enfurecido (At 7.54), Estêvão contemplou a glória de Deus: “Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, que está em pé à mão direita de Deus” (At 7.56). Uma igreja que contempla o Cristo glorificado não nega a sua fé, pois ela contempla a vitória da cruz.
O texto bíblico diz:
Ao ouvirem isto, ficaram com o coração cheio de raiva e rangiam os dentes contra ele. Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus, que estava à direita de Deus. Então disse: — Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à direita de Deus. Eles, porém, gritando bem alto, taparam os ouvidos e, unânimes, avançaram contra ele. E, expulsando-o da cidade, o apedrejaram. As testemunhas deixaram as capas deles aos pés de um jovem chamado Saulo. (At 7.54-58 NAA).
O Sinédrio ouviu a primeira parte do discurso de Estêvão com interesse e até concordância. Afinal, ele estava apenas recitando a história, tema caro ao coração da nação. Contudo, à medida que sua linha de argumentação se tornava cada vez mais clara, eles começaram a ficar desconfortáveis. Quando ouviram a repreensão definitiva de Estêvão nos versículos 51-53, foram profundamente atingidos. As palavras de Estêvão rasgaram o verniz de sua falsa espiritualidade e os expuseram como os hipócritas blasfemos que eram.
Enfurecidos, em vez de quebrantados em arrependimento diante das palavras de Estêvão, começaram a ranger os dentes contra ele. Esse ato expressava raiva e frustração (cf. Sl 35.16; 37.12).
Enquanto o Sinédrio se enchia de fúria, Estêvão, cheio do Espírito, fixou os olhos no céu e teve uma visão extraordinária. Ele contemplou a glória de Deus e Jesus em pé à direita do Pai (At 7.55-56). Essa imagem é notável, pois em outros textos Cristo é descrito como assentado à direita de Deus (Sl 110.1; Cl 3.1; Hb 1.3). Aqui, porém, Ele está em pé, como quem se levanta para receber e honrar o primeiro mártir cristão. O céu se abriu não para livrá-lo da morte, mas para confirmar-lhe a vitória.
Ao declarar o que via, Estêvão provocou a ira máxima dos seus acusadores. Taparam os ouvidos e, unânimes, avançaram contra ele, arrastando-o para fora da cidade e apedrejando-o (At 7.57-58).
A morte de Estêvão não foi uma derrota, mas uma vitória. Ele entrou na glória, e sua vida se tornou um memorial permanente. Foi o primeiro a experimentar o que Jesus havia prometido: “Bem-aventurados sois quando vos injuriarem e perseguirem… porque grande é o vosso galardão nos céus” (Mt 5.11-12).
3.2 Perdoando o agressor.
A LIÇÃO DIZ: A última declaração de Estêvão antes de sua morte é marcante e cheia de significado: “E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu” (At 7.60). Aqui vemos um cristão que não teme a morte porque contempla a coroa da vida (Ap 2.10). Temos aqui a figura de uma igreja que, literalmente, se dá pelo perdido, que se sacrifica por ele. Esse deve ser o modelo a seguir.
3.2.1 Entrega. Estêvão morreu como alguém cheio do Espírito Santo (7.55). Suas últimas palavras, “Senhor Jesus, recebe o meu espírito” (7.59), ecoam diretamente a oração de Cristo na cruz: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23.46). Essa entrega não é apenas um paralelo literário, mas uma confissão de confiança absoluta. O texto de fundo é o Salmo 31.5, oração judaica ensinada às crianças para a hora de dormir. Assim, Estêvão enfrenta a morte com a simplicidade da fé infantil, descansando inteiramente no Senhor.
3.2.2 Perdão diante da injustiça. Seu pedido “Senhor, não lhes imputes este pecado” (7.60) remete à intercessão de Jesus pelos que o crucificaram: “Pai, perdoa-lhes” (Lc 23.34). Esse detalhe mostra que a obra do Espírito não apenas capacita a enfrentar a morte, mas a amar e perdoar os inimigos no momento mais extremo. Estêvão não apenas testemunha de Cristo com palavras, mas imita Cristo em seu gesto de perdão.
3.2.3 Esperança na ressurreição. Lucas conclui dizendo que Estêvão “adormeceu” (7.60). Essa metáfora, recorrente no cristianismo primitivo, não banaliza a morte, mas a redefine à luz da vitória de Cristo sobre o túmulo. O “sono” exprime certeza de despertar, confiança na ressurreição final e descanso no Senhor. Para Estêvão, morrer não foi o fim, mas o início da vida plena junto ao Cristo glorificado, cuja visão ele ainda tinha diante dos olhos (7.55–56). Assim, sua morte se torna uma proclamação da esperança cristã: quem morre em Cristo adormece para acordar na eternidade.

CONCLUSÃO
William Barclay destaca três pontos importantes acerca de Estêvão neste texto:
3.2.4 O segredo do seu valor. O primeiro diácono da igreja viu o martírio como sua entrada à presença de Cristo.
3.2.5 O protomártir do cristianismo seguiu o exemplo de Cristo em sua vida e também em sua morte. Assim como Jesus orou pelo perdão daqueles que o executavam (Lc 23.34), também o fez Estêvão.
3.2.6 Para Estêvão, o terrível tumulto terminou em uma estranha paz. Ele dormiu na terra e logo foi recebido no céu pelo próprio Senhor Jesus.

Leia mais…

FILHOS DE DEUS E DESCENDÊNCIA DE ABRAÃO

A LIBERDADE EM CRISTO
Vivendo o Verdadeiro Evangelho conforme a Carta aos Gálatas


INTRODUÇÃO
Quem somos diante de Deus: devedores que precisam provar seu valor, ou filhos que recebem graça? Os gálatas viviam essa tensão. Os judaizantes prometiam segurança em regras e ritos. Todavia, seguir as doutrinas desse grupo herético era trocar a liberdade por escravidão. Paulo, porém, responde de forma muito clara esse falsos ensinadores quando, por meio de um exemplo, leva-nos à casa de Abraão. Ali, há duas mulheres, Sara e a escrava Agar. Há dois filhos: Ismael, nascido de um atalho humano; Isaque, nascido da promessa de Deus. A conclusão apostólica é: caminhemos, portanto, como filhos da livre: firmes na graça, obedientes pela fé e gratos pela herança que o Pai nos confiou em Cristo.
FLUXOGRAMA – CONHECENDO O TEXTO BÍBLICO
CENÁRIO RETÓRICO Digam-me vocês, os que querem estar sob a lei:
CONFLITO será que vocês não ouvem o que a lei diz?
FUNDO ESCRITURÍSTICO Pois está escrito que Abraão teve dois filhos: um da mulher escrava e outro da mulher livre.
DISTINÇÃO TEOLÓGICA O filho da escrava nasceu segundo a carne; o filho da mulher livre nasceu mediante a promessa.
INTERPRETAÇÃO ALEGÓRICA Estas coisas são alegóricas, porque essas mulheres são duas alianças. Uma se refere ao monte Sinai, que gera para a escravidão; esta é Agar.
DESENVOLVIMENTO ALEGÓRICO Ora, Agar é o monte Sinai, na Arábia, e corresponde à Jerusalém atual, que está em escravidão com
os seus filhos.
DECLARAÇÃO IDENTITÁRIA Mas a Jerusalém lá de cima é livre e ela é a nossa mãe.
FUNDAMENTO PROFÉTICO Porque está escrito:
“Alegre-se, ó estéril, você que não dá à luz; exulte e grite, você que não sente dores de parto; porque os filhos da mulher abandonada são mais numerosos do que os filhos da que tem marido.”
AFIRMAÇÃO APOSTÓLICA Mas vocês, irmãos, são filhos da promessa, como Isaque.
CONFLITO HISTÓRICO-TIPOLÓGICO Como, porém, no passado, aquele que nasceu segundo a carne perseguia o que nasceu segundo o
Espírito, assim também acontece agora.
PALAVRA DE ORDEM Mas o que diz a Escritura? Ela diz:
“Mande embora a escrava e seu filho, porque de modo nenhum o filho da escrava será herdeiro com o filho da mulher livre.”RESUMO DA LIÇÃO
Pela fé em Jesus Cristo, somos filhos de Deus e descendência de Abraão.
Atividade: Cartas de Liberdade: um paralelo entre Sara e Agar
Base Bíblica: Gálatas 4.21-31
● Objetivo da Atividade: Ajudar os alunos a compreenderem o contraste entre a vida sob a lei (representada por Agar) e a vida sob a graça (representada por Sara), conforme ilustrado por Paulo.
1. Como a atividade pode ser realizada?
1.1. Material: Dois envelopes ou sacolas simples, identificados com:
1.1.1 “Agar – Filhos da Escravidão”
1.1.2 Sara – Filhos da Promessa”
1.2 Conteúdo de cada envelope:
1.2.1 Envelope de Agar (Escravidão): Um pequeno papel com Gálatas 3.10 “Todos os que se apoiam na prática da lei estão debaixo de maldição”. Frases como:
1.2.1.1 “Você precisa conquistar o amor de Deus.”
1.2.1.2 “Deus só se agrada quando você acerta tudo.”
1.2.1.3 “Você precisa cumprir regras para ser aceito.”
1.2.2 Envelope de Sara (Liberdade): Um papel com Efésios 2.8-9 – “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé…”. Frases como:
1.2.2.1 “Você é filho amado.”
1.2.2.2 “Deus te aceita por quem Ele é, não pelo que você faz.”
1.2.2.3 “A promessa é maior que o seu desempenho.”
2. Dinâmica:
2.1.Divida a turma em dois grupos.
2.2.Cada grupo abre seu envelope e compartilha o conteúdo.
2.3.Depois, os grupos trocam os envelopes. Pergunte:
2.3.1. “Como vocês se sentem lendo essas frases?”
2.3.2. “Com qual envelope você mais se identifica no dia a dia?”
Finalize dizendo:
“Assim como Paulo explicou, Agar e Sara são mais que duas mulheres: são representações de dois caminhos espirituais. Um exige desempenho constante, e gera medo, dúvidas e tristeza. O outro se baseia em promessa e amor, e gera liberdade. A cruz de Cristo nos convida a viver como filhos da promessa. Qual envelope você tem carregado dentro de você?”

1. O QUE A LEI DIZ
1. 1 Paulo se vale da história.
A LIÇÃO DIZ: A fim de reforçar seu argumento, o apóstolo mostra aos gálatas a diferença entre ser escravo e ser livre. Ele começa com a seguinte pergunta: “Dizei-me vós, os que quereis estar debaixo da lei: não ouvis vós a lei” (v. 21)? Em outras palavras, “Já que vocês querem viver debaixo da Lei, ao menos vejam o que ela diz”. O exemplo de Agar e Sara serve a dois propósitos. Primeiro, funciona como prova bíblica que encerra a ideia central de Paulo: somos justificados pela fé. Segundo, faz a ponte para a parte prática que começa em Gálatas 5.1–6. Nesse cenário, surge então a pergunta: por que Paulo escolhe focar nessas duas mulheres e em seus filhos de modo aparentemente complexo? A explicação mais plausível, apontada por C. K. Barrett, é que Paulo estava respondendo a uma leitura que os judaizantes já faziam dessa história. Entre os rabinos, o relato de Ismael e Isaque era usado para defender que só quem pertencesse fisicamente à família de Abraão teria direito à promessa. Em outras palavras: os descendentes de Isaque seriam os judeus; os de Ismael, os gentios. No Sinai, os judeus teriam recebido a luz da Lei, enquanto os gentios teriam permanecido nas trevas, fora das promessas. Barrett resume assim: entendida apenas no plano biológico, a “semente de Abraão” separaria filhos “legítimos” e “ilegítimos”, e os gálatas estariam sendo pressionados a se “legitimar” pela circuncisão e a se unir à comunidade centrada em Jerusalém. Quem não aceitasse isso deveria ser excluído e não poderia esperar herdar as promessas. Não é difícil ver como um argumento desses pesaria sobre novos convertidos, levando-os a duvidar se a fé em Cristo bastava para entrar na verdadeira família de Deus. Por isso, Paulo revisita a história para mostrar que, lida corretamente, ela não sustenta o projeto judaizante; ao contrário, confirma sua mensagem: a inclusão no povo de Deus não vem do sangue nem dos ritos, mas da promessa de Deus acolhida pela fé. Vamos ao texto bíblico Digam-me vocês, os que querem estar sob a lei: será que vocês não ouvem o que a lei diz? (Gl 4.21 NAA). Ao dirigir-se aos que “querem estar sob da lei”, Paulo deixa claro que a apostasia ainda não era total. É verdade que alguns gálatas já guardavam festas e dias do calendário judaico, e outros estavam quase aceitando a circuncisão. As ideias judaizantes haviam ganhado espaço, mas não tinham vencido de todo. Por isso, Paulo busca reconquistá-los, mostrando o sentido correto da lei. Numa única frase ele usa “lei” em dois sentidos. “Debaixo da lei” aponta para a lei mosaica, com seus mandamentos e regulamentos. Já na pergunta “Não ouvis a lei?”, “lei” significa as Escrituras do Antigo Testamento (especialmente o Pentateuco), de onde extrairá o exemplo dos dois filhos de Abraão. Assim como em Gl 2.19, Paulo afirma que a lei é santa, justa e boa, mas não foi dada para justificar; ela aponta para trás, à aliança com Abraão, e para frente, ao seu cumprimento em Cristo. Logo, “ouvir” a lei não é repetir a exegese rabínica dos judaizantes, e sim lê-la à luz de Cristo. É exatamente isso que Paulo faz ao reinterpretar a história de Agar e Sara. Implicações:
1.1.1 Você realmente entende aquilo que está buscando obedecer? Muitos cristãos vivem como se estivessem debaixo de regras para “agradar a Deus”, mas esquecem que a Lei apenas mostra o pecado, não salva. Devemos nos perguntar: estou vivendo pela graça ou tentando merecer a bênção de Deus por desempenho religioso?
1.1.2 Não basta conhecer a Bíblia; é preciso entender o seu propósito redentivo. Estou lendo a Palavra com as lentes do evangelho ou da religiosidade?
1.2 O significado de ser escravo.
A LIÇÃO DIZ: No mundo do primeiro século, no Império Romano, a escravidão era bem conhecida. Milhões de pessoas foram feitas escravas por causa de guerras, de dívidas, ou porque nasceram filhos de escravos. O escravo era simplesmente uma pessoa que não tinha direito sobre a própria vida. Sua vida e morte residiam nas mãos do seu proprietário. Nos dias de Paulo, o Império Romano era sustentado em grande parte por uma estrutura escravagista:
1.2.1 Cerca de 1/3 da população do Império era escravizada em algumas regiões.
1.2.2 Escravos não tinham status legal, nem direitos civis ou familiares.
1.2.3 Eram considerados propriedade viva de seus senhores, podendo ser vendidos, punidos ou mortos legalmente.
1.2.4 A escravidão não era baseada em raça, mas em conquistas militares, dívidas, abandono infantil ou nascimento.
Quando Paulo fala do “filho da escrava”, ele invoca uma imagem de submissão total, falta de liberdade, e impossibilidade de herança.
1.3 A busca pela liberdade.
A LIÇÃO DIZ: Paulo se utiliza da história de Abraão para ilustrar o que os gálatas precisavam saber. Ele é chamado de pai da fé, mas é dele que também procedem os judeus. O patriarca era casado com Sara, e a promessa de ser uma grande nação foi dada a ambos, não somente a Abraão. A genética repassada do patriarca aos seus descendentes seguia uma linha de muitos séculos, onde, por vezes, os hebreus se viram dominados por outros povos. Eles sabiam a importância de serem livres, e no primeiro século não desfrutavam ainda de plena liberdade. Os judeus, descendentes de Abraão, carregavam uma memória coletiva de opressão que moldou sua identidade. A experiência da escravidão no Egito (Êxodo), o exílio na Babilônia (2 Reis 25) e, depois, o domínio de impérios sucessivos, como persas, gregos e, nos dias de Paulo, o Império Romano, mantiveram viva a sensação de sujeição. Mesmo com o Templo reconstruído, Jerusalém seguia vigiada por soldados estrangeiros; havia tributos e pouca autonomia (Jo 8.33). Os judeus do primeiro século ansiavam por liberdade política; contudo, Paulo revela um anseio ainda mais profundo: a liberdade espiritual. Ele afirma que ser descendente físico de Abraão não torna ninguém automaticamente filho da promessa. A filiação que conta diante de Deus não é garantida por sangue, costumes ou ritos, ela é uma ação graciosa do Senhor e é recebida pela fé. Nesse sentido, Paulo distingue dois caminhos. Ismael, “filho da carne”, representa quem confia na Lei, no esforço humano e no sistema religioso para alcançar aceitação. Isaque, “filho da promessa”, simboliza quem recebe a graça, crê em Deus e vive pela fé. Aplicando isso aos gálatas, Paulo os adverte: ao abraçar os ensinos judaizantes, vocês estão escolhendo o caminho de Ismael quando Deus já os fez Isaque. Buscar liberdade na Lei, na carne e nas obras é trocar a herança por servidão; a verdadeira liberdade é dom de Deus em Cristo.

2. O FILHO DA CARNE E O FILHO DA PROMESSA
2.1 A carne e seu filho.
A LIÇÃO DIZ: A comparação que Paulo faz com referência a Ismael, o primeiro filho de Abraão, como sendo o resultado não da fé ou da promessa, mas como sendo um arranjo de uma decisão baseada em um pensamento humano diante da impaciência. A ideia partiu de Sara, que seguiu um costume de sua época, em que uma escrava poderia dar um filho ao seu senhor. Ninguém poderia negar que Ismael era filho de Abraão. Entretanto, ele representa um arranjo humano, uma forma de antecipar a realização da promessa de Deus. Vamos ao texto bíblico: Pois está escrito que Abraão teve dois filhos: um da mulher escrava e outro da mulher livre. O filho da escrava nasceu segundo a carne; o filho da mulher livre nasceu mediante a promessa. (Gl 4.22-23 NAA). Tendo convidado seus leitores a “ouvir” a lei, Paulo introduziu o pano de fundo histórico da história de Hagar e Sara com a fórmula de citação bem conhecida: “Está escrito”. Paulo frequentemente usava essas palavras quando estava prestes a citar um texto específico do Antigo Testamento. Nesta ocasião, contudo, ele não forneceu uma citação direta, mas sim um resumo conciso da narrativa de Gênesis a respeito do nascimento dos dois filhos de Abraão. Paulo recorreu ao relato veterotestamentário registrado em Gênesis 16–17; 21. Em Gênesis, essa história é marcada por tensão, emoção e detalhes históricos fascinantes. Paulo, porém, não concentrou sua atenção nesses elementos, mas destacou três fatos históricos básicos que são essenciais para o significado figurado que ele desenvolveria.
2.1.1 Os dois filhos de Abraão. Na realidade, Abraão teve oito filhos, seis deles com Quetura (Gn 25.1-2), que se tornou sua esposa após a morte de Sara. Paulo, entretanto, não mencionou esses filhos posteriores porque eram irrelevantes para o seu propósito imediato.
2.1.2 A condição das duas mães. Assim como os dois filhos, também suas mães não são nomeadas neste ponto, mas descritas em relação ao seu status. Hagar era uma escrava egípcia ligada à casa de Abraão, enquanto Sara era uma mulher livre, a legítima esposa de Abraão. O contraste entre liberdade e escravidão, sugerido pela condição das duas mães, teria papel crucial na aplicação que Paulo faria do exemplo nos versículos finais do capítulo.
2.1.3 As circunstâncias dos dois nascimentos. Não apenas os filhos tinham mães diferentes, mas também nasceram de maneiras distintas. O filho da escrava nasceu “segundo a carne”, isto é, pelo processo natural da procriação humana. Em contraste, o filho da mulher livre nasceu “mediante a promessa”, isto é, em cumprimento direto da palavra de Deus a Abraão. O nascimento de Ismael resultou da filosofia segundo a qual “Deus ajuda aqueles que ajudam a si mesmos”. Abraão e Sara, já em idade avançada e ainda sem filhos, decidiram “ajudar Deus” a cumprir sua promessa. O resultado foi o nascimento de Ismael, que se tornou fonte de contenda e sofrimento por toda a vida. Assim, Ismael representa o caminho humano, o caminho da carne, isto é, a tentativa de alcançar a promessa por meio de esforço próprio e obras.
Implicações
2.1.4 Eu sei que você, assim como eu, já tentou forçar o cumprimento das promessas de Deus. É uma ação natural de quem está governado pela ansiedade e pela incredulidade querer oferecer uma mão amiga a Deus. Todavia, não podemos nos esquecer de que Deus não precisa de nossa ajuda para cumprir suas promessas. O resultado de nossas precipitações será frustração, arrependimento e angustia.
2.2 A promessa e seu filho.
A LIÇÃO DIZ: Isaque foi dado a Abraão e Sara como garantia de que Deus cumpre o que promete. É à descendência de Isaque, e não de Ismael, que os crentes seriam associados. Quatro verdades são destacadas por Paulo acerca de Isaque (LOPES, 2011 p. 203-204):
2.2.1 Primeiro, Isaque nasceu como filho da mulher livre. “… e outro da livre” (4.22b). Nasceu para a liberdade, e não para a escravidão.
2.2.2 Segundo, Isaque nasceu mediante a promessa. “… o da livre, mediante a promessa” (4.23b). Se Ismael nasceu de uma conjunção puramente carnal entre Abraão e Hagar, Isaque nasceu por intervenção sobrenatural de Deus. E isso por duas razões. Primeiro, porque tanto Abraão como Sara já estavam avançados em idade e não poderiam mais gerar naturalmente. Isaque é fruto de um milagre de ressurreição (Rm 4.17–25). Segundo, porque Sara era estéril, e seu ventre estéril não poderia conceber. Por isso, Isaque é filho da promessa e nasceu no tempo de Deus, da maneira sobrenatural de Deus.
2.2.3 Terceiro, Isaque nasceu segundo o Espírito. “Como, porém, outrora, o que nascera segundo a carne perseguia ao que nasceu segundo o Espírito, assim também agora” (4.29). Assim também são os crentes em Cristo. Eles nascem não segundo a carne nem segundo a vontade do homem, mas de cima, do alto, do Espírito.
2.2.4 Quarto, Isaque nasceu para ser o herdeiro de tudo. “Contudo, que diz a Escritura? Lança fora a escrava e seu filho, porque de modo algum o filho da escrava será herdeiro com o filho da livre” (4.30). Isaque é o herdeiro de tudo. As bênçãos espirituais são dádivas da graça, e não resultado do esforço humano. As riquezas eternas são confiadas aos filhos, ou seja, aqueles que recebem a Cristo como Salvador, e não aos escravos que vivem sob a tirania da lei (Rm 8.17).

2.3 O escravo persegue o livre.
A LIÇÃO DIZ: A Palavra de Deus nos diz que no momento da cerimônia em que Isaque, o filho da promessa, foi desmamado, Ismael zombou dele (Gn 21.8.9). Da mesma forma que Hagar quando engravidou zombou de Sara, Ismael o faz com Isaque. O comentarista, infelizmente, salta vários textos bíblicos. Vamos ler a passagem que fundamenta este subponto: Como, porém, no passado, aquele que nasceu segundo a carne perseguia o que nasceu segundo o Espírito, assim também acontece agora. (Gl 4.29 NAA). Em Gênesis 21.8-9, durante a festa do desmame de Isaque, Sara viu Ismael zombando dele. Embora alguns interpretem o verbo hebraico como simples brincadeira, o uso bíblico da palavra indica sentido negativo: ridicularização ou hostilidade (cf. Gn 19.14; 39.14; Êx 32.6; Jz 16.25). Historicamente, Ismael, então com cerca de 17 anos, percebeu que o nascimento de Isaque comprometia sua posição de herdeiro, o que explica sua atitude de inveja. Além disso, o desprezo de Agar por Sara (Gn 16.4) pode ter sido imitado por Ismael em relação a Isaque. Paulo, portanto, interpretou corretamente o episódio: o que nasceu segundo a carne perseguia o que nasceu segundo o Espírito, pela promessa (Gl 4.23). Assim também os judaizantes perseguiam os gálatas, e o mundo, seja legalista ou libertino, continua hostil aos filhos de Deus (Mt 5.11; Jo 15.20; 2Tm 3.12).
3. A SOLUÇÃO PARA ESSE CONFLITO
3.1 Lança fora a escrava e seu filho.
A LIÇÃO DIZ: (Na minha percepção, o texto da lição está sem sentido). Vamos ler o texto bíblico. Mas o que diz a Escritura? Ela diz: “Mande embora a escrava e seu filho, porque de modo nenhum o filho da escrava será herdeiro com o filho da mulher livre.” (Gl 4.30 NAA). No primeiro versículo desta seção (v. 21), Paulo desafiou os gálatas: se eles realmente desejassem estar sob a lei, precisariam primeiro ler e entender o que essa lei realmente dizia. Ele agora se aproxima da conclusão de seu raciocínio alegórico, perguntando: “Mas o que diz a Escritura?”. Paulo cita Gênesis 21.10, que vem logo após o versículo da passagem anterior sobre Ismael zombando de Isaque. Como resultado do escárnio de Ismael, Sara concluiu que ele era uma ameaça para Isaque e exigiu que ambos, Ismael e sua mãe, fossem mandados embora. Abraão, que amava Ismael, estava relutante, mas Deus tomou o partido de Sara e Abraão foi obrigado a atender aos seus desejos. Hagar e Ismael foram expulsos para o deserto. Assim como Sara deu ordem a Abraão para lançar fora de casa Hagar e Ismael, também devemos lançar fora da nossa vida espiritual toda espécie de legalismo carnal. Donald Guthrie diz que os gálatas precisavam de uma ação igualmente firme para impedir que a liberdade cedesse lugar à escravidão. O legalismo não pode existir lado a lado com a promessa. Não há aliança entre a confiança nos méritos de Cristo e a confiança na carne. Não existe harmonia entre a fé em Cristo e a confiança nas obras. Precisamos romper com o legalismo. Precisamos mandar embora todo sistema religioso que escravize as pessoas.
3.2 Somos filhos da livre.
A LIÇÃO DIZ: Os gálatas eram, da mesma forma que Isaque, filhos da promessa: “De maneira que, irmãos, somos filhos não da escrava, mas da livre” (Gl 4.31).
O texto bíblico diz:
Portanto, irmãos, somos filhos não da escrava, mas da livre. (Gl 4.31 NAA). Este versículo não encerra apenas a comparação entre Hagar e Sara; ele amarra todo o raciocínio de 3.1 a 4.30. Como os falsos mestres usavam a Escritura, Paulo também os responde com a Escritura. Primeiro, ele lembra os gálatas da história de Abraão: ele foi considerado justo porque confiou em Deus, não por cumprir regras (3.6–9). Depois, explica a lei: ela mostra o pecado e nos conduz a Cristo; é importante, mas não salva (3.10–25). Com isso claro, ele faz um apelo de coração: “sejam como eu”, apoiando-se só na graça (4.12–20). Por fim, Paulo relembra Hagar e Sara à luz do evangelho e mostra dois caminhos que não se misturam: de um lado, Sara, Isaque, a nova aliança, Sião e a Jerusalém do Alto; de outro, Hagar, Ismael, a antiga aliança, Sinai e a Jerusalém atual. A conclusão é simples: os verdadeiros filhos de Abraão são os da promessa, justificados pela graça mediante a fé; quem busca o Senhor “pela carne” continua preso (vv.23, 29). Como esses caminhos não combinam, Paulo chega ao ponto: “Expulsa a escrava e seu filho” (v.30), ou seja, rejeitem o legalismo e quem o sustenta. Com a diferença entre escravidão e liberdade bem definida, ele abre a próxima etapa da carta: viver no Espírito (caps. 5–6).
3.3 Não tornem a ser escravizados.
A LIÇÃO DIZ: Paulo nos dá duas ordens aqui: Estejam firmes na sua liberdade, e não se coloquem debaixo de servidão. Na primeira observação, ele ordena que a liberdade que receberam em Cristo seja defendida a todo custo. Na segunda, ele aponta que era possível os gálatas serem escravizados, não por uma força militar externa, ou como despojo de guerra, ou por causa de uma dívida, coisas comuns para a escravidão naquela época. O que Paulo mostra é que os gálatas estavam se sujeitando voluntariamente à perda da liberdade. Por isso ele diz que eles não se sujeitem à escravidão que a Lei e os judaizantes estavam lhes imprimindo. Confesso que demorei a entender o que o comentarista estava tentando explicar. Ele comenta Gálatas 5.1. Particularmente, acredito que muitos irmãos terão certa dificuldade de entender. O comentarista deveria ter feito menção do texto bíblico. Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Por isso, permaneçam firmes e não se submetam, de novo, a jugo de escravidão. (Gl 5.1 NAA). Como é típico em um verso de transição como esse, os intérpretes discordam se ele conclui 4.21–31 ou começa 5.2–11. O comentarista da revista, achou interessante comentar esse texto agora.
Vamos entender o a passagem bíblica diz:
3.3.1 Primeiro, a liberdade é um dom conquistado por Cristo. Ela não é fruto do esforço humano, nem resultado de obediência à Lei, mas efeito direto da morte e ressurreição de Jesus. Essa liberdade tem um sentido abrangente: libertação do pecado, da maldição da Lei e também das forças espirituais que escravizam a humanidade. Para Paulo, recusar essa liberdade é desprezar o próprio evangelho.]
3.3.2 Segundo, essa liberdade precisa ser preservada ativamente. Paulo usa a imagem do “jugo”, comum no contexto judaico para falar da Lei, mas também usada em sentido mais amplo para descrever opressão e servidão. A advertência é clara: não basta ter sido liberto, é preciso permanecer firme, resistindo a qualquer tentativa de retornar a uma vida de escravidão espiritual, seja pelo pecado, seja por sistemas religiosos que se tornam substitutos da graça.
Implicações
3.3.3 Vigiar contra novas formas de escravidão espiritual. Devemos examinar continuamente se estamos vivendo como livres ou como cativos de velhos hábitos, tradições ou vícios.

CONCLUSÃO
A alegoria de Sara e Agar nos mostra que não existe meio-termo entre viver como escravo ou viver como filho. O caminho da carne, representado por Agar, é o do esforço humano, da religiosidade e da escravidão. O caminho da promessa, representado por Sara, é pura graça, liberdade e herança. Paulo deixa claro: fomos libertos em Cristo para nunca mais voltar às correntes da Lei ou às ilusões do pecado. Por isso, somos chamados a viver como filhos da livre, não como escravos da carne.

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Bruna Viola desabafa sobre críticas em sua carreira musical: ‘Os mais conservadores podem ficar tranquilos’

Considerada uma das principais vozes de seu gênero musical, Bruna Viola, de 32 anos, não esconde sua gratidão pelas oportunidades pessoais e profissionais que hoje refletem em seu sucesso. Em entrevista à Contigo!, a artista premiada com o Grammy Latino 2017 de Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa revelou mais detalhes dos desafios enfrentados ao longo de sua trajetória. “21 anos de carreira, sempre trazendo, por mais que novidades, mas sempre com a viola caipira, né? Cheguei a um lugar que eu nunca imaginei, principalmente com a viola caipira. Foi difícil. É um instrumento e uma música que eu carrego, que é difícil de estar nas grandes mídias, tocar na rádio, essas coisas. E eu batalhei muito e a gente conquistou isso. Eu e a minha violinha conquistamos isso, graças a Deus“, apontou.

E aí, eu acho que a Bruna Viola já é uma artista consolidada, né? Todo mundo pensa em viola caipira. Querendo ou não, um pouquinho, lembra de mim o que eu fiz e o que eu tenho feito pela música raiz, pela viola. E aí eu acho que eu já consegui consolidar a minha carreira em cima disso: defensora da viola caipira. Vou continuar, sem dúvida, até porque no ‘Bruna Viola Improvável’, até mesmo no ‘Bruna Viola Improvável’, tem regravações de pagode de viola. Regravei ‘Mala Amarela’, que é um clássico da música caipira“, acrescentou.

Além disso, a artista comentou sobre as críticas que recebe quando se arrisca em outros gêneros musicais: “Então, eu e a viola, a gente vai estar sempre andando juntos. Vocês podem ficar calmos, gente. É porque, assim, a gente busca alguma coisa diferente, explorar o outro lado, o lado artístico mesmo, da Bruna Vviola, aí, tem gente que sai reclamando. Tem uns fãs que são mais conservadorzão. ‘Aí, vai largar viola’. Não vou, gente, vocês acalmem“.

Se vocês não gostarem das músicas que eu gravei, escutem as de viola que eu gravei. Entendeu? Eu penso assim. E é exatamente isso, mostrar a versatilidade do artista, né? Porque eu sou uma cantora, eu posso cantar um pouquinho de tudo, né? Mas o meu forte mesmo, o meu trabalho, é a viola. Então, os mais conservadores podem ficar tranquilos, gente. A viola vai estar sempre empoleirada no peito da violeira aqui“, concluiu.

contigo

Minha Casa, Minha Vida pode contratar 21.282 novas moradias por meio do Entidades

Entidades sem fins lucrativos de todo o Brasil interessadas em construir moradias por meio do Minha Casa, Minha Vida poderão enviar suas propostas para a Caixa Econômica Federal. O cadastro e a lista de documentos necessários para a apresentação destas propostas foram publicados na edição extra do Diário Oficial da União desta sexta-feira (22).  

O texto regulamenta o processo de seleção e estabelece a meta de contratação do Minha Casa, Minha Vida – Entidades para 2025 (veja tabela abaixo). As moradias serão construídas em áreas urbanas, com recursos do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS). Podem participar entidades habilitadas sem fins lucrativos de todo o país. 
 
Poderão ser apresentadas propostas para as seguintes modalidades: 

I – Aquisição de terreno e elaboração de projeto de unidades novas; 

II – Elaboração de projeto de unidades novas; 

III – Produção de unidades novas;  

IV – Aquisição de imóvel e elaboração de projeto de unidades requalificadas; 

V – Elaboração de projeto de unidades requalificadas; e 

VI – Produção de unidades requalificadas. 

A seleção das propostas observará critérios territoriais, sociais e de projeto. Tais critérios guardam consonância com as prioridades de atendimento constantes da Lei nº 14.620, de 13 de julho de 2023. Serão priorizadas propostas em imóveis disponibilizados pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU). 

O Ministério das Cidades procederá à seleção das propostas, de acordo com a ordem de hierarquização, até o limite da meta. Caso esta meta não seja alcançada por inexistência de proposta enquadrada, o ministério poderá realizar o remanejamento da meta com vistas a contemplar propostas enquadradas e não selecionadas. 

gov.br

Governo Federal entrega 400 unidades odontológicas móveis para levar atendimento a 1,4 milhão de pessoas

  Nesta quinta-feira (21), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, entregam 400 Unidades Odontológicas Móveis (UOM), durante cerimônia em Sorocaba (SP). Com investimento de R$ 152 milhões do Novo PAC Saúde, os novos veículos vão beneficiar 1,4 milhão de pessoas que vivem em 400 municípios de todos os estados do país. A entrega marca a retomada, após 10 anos, de uma ação estratégica do Brasil Sorridente, que garante acesso à saúde bucal em regiões rurais, remotas e de difícil acesso.

As UOMs levam atendimento odontológico onde vivem populações que têm dificuldade de acesso a esse serviço, como indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, assentadas e quem está nas periferias urbanas. Com isso, o Ministério da Saúde busca garantir assistência em saúde bucal a todos os brasileiros e brasileiras. “Eu quero que cada brasileiro e cada brasileira tenham orgulho de sorrir. O Brasil Sorridente é hoje o maior programa de saúde bucal pública do mundo, e nós estamos mostrando que quando o governo tem coração e olha para o povo, o povo volta a sorrir com esperança”, afirmou o presidente Lula. Nesta primeira etapa do Novo PAC, o Nordeste é a região que mais vai receber Unidades Odontológicas Móveis, com um total de 207 veículos entregues, seguida do Norte, com 95 unidades, Sudeste (45), Centro-Oeste (32) e Sul (21). Até 2026, outras 400 unidades vão reforçar o atendimento em todo o país, totalizando 800 novos veículos.

Os municípios contemplados foram selecionados com base em critérios de vulnerabilidade socioeconômica, extensão territorial e proporcionalidade regional, buscando evitar a concentração de recursos e ampliar a cobertura em saúde bucal no SUS onde mais precisa.

“Saúde bucal é dignidade, é cidadania. Quando uma pessoa tem acesso a um dentista, a uma prótese dentária, quando pode recuperar o sorriso, ela também recupera a autoestima, a coragem de procurar um emprego, de falar na sala de aula, de conviver na igreja ou na comunidade sem vergonha. Cuidar da saúde bucal é cuidar da vida inteira das pessoas, é devolver oportunidade e esperança”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Mais investimento e mais acesso

Para incentivar a habilitação de mais Unidades Odontológicas Móveis no país, o Ministério da Saúde vai reajustar em mais de 30% o valor de implantação das unidades – que passará de R$ 7 mil para R$ 9,3 mil. Outra medida é que os municípios vão poder credenciar também suas unidades próprias ou financiadas por emendas parlamentares, o que potencializa o alcance da assistência. A portaria que viabiliza o aumento nos repasses foi assinada durante a cerimônia.

O Ministério da Saúde ampliou os recursos e a rede de serviços em saúde bucal em funcionamento no SUS. O investimento triplicou entre 2022 e 2024, passou de 1,5 bilhão para 4,3 bilhões de reais. Os recursos são destinados à ampliação do acesso, qualificação dos serviços e fortalecimento do Brasil Sorridente. O número de equipes, cresceu 25% no período, passou de 29 mil, em 2022, para 36,2 mil. A retomada das entregas das unidades móveis pelo Ministério da Saúde está alinhada aos objetivos do programa Agora Tem Especialistas, que também busca levar assistência em áreas remotas e de difícil acesso. Enquanto as carretas do novo programa levam atendimentos especializados como consultas, exames e cirurgias, as UOM fortalecem os cuidados primários e especializados em saúde bucal nos mesmos territórios.

Como funcionam as Unidades Odontológicas Móveis

A Unidade Odontológica Móvel é o componente móvel do Brasil Sorridente e uma extensão da Unidade Básica de Saúde, podendo ofertar tanto os procedimentos da atenção primária quanto, conforme a organização local, ações especializadas como tratamento endodôntico e a oferta de próteses dentárias. Quando necessário, as pessoas atendidas nas UOM também podem ser encaminhadas para continuidade do cuidado em serviços especializados, como os Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) e os Serviços de Especialidades em Saúde Bucal (Sesb), localizados no interior do país, com foco em municípios de até 20 mil habitantes. “Muita gente nunca considerou a odontologia como parte da saúde. Mas nós teimamos, insistimos e mostramos que cuidar da boca é cuidar da vida e da dignidade do povo brasileiro”, afirmou Lula. Cada UOM é equipada com cadeira odontológica completa, aparelho de raio-x, ar-condicionado, frigobar, exaustor, gerador de energia, canetas de alta e baixa rotação, fotopolimerizador, entre outros equipamentos essenciais para garantir a qualidade do atendimento odontológico. Para garantir mais segurança, eficiência e continuidade nos serviços, a previsão é que a frota seja renovada a cada 5 anos.

Os veículos são utilizados pelas equipes de Saúde Bucal (eSB), compostas por cirurgião-dentista e auxiliar e/ou técnico em saúde bucal, habilitadas pelo Ministério da Saúde. Os gestores locais podem compartilhar uma mesma UOM com mais de uma equipe, o que ajuda a levar cuidado às localidades que mais precisam. 

gov.br

Dino manda PF investigar emendas parlamentares que somam R$ 694 mi

ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou a Polícia Federal (PF) investigar as possíveis irregularidades de emendas parlamentares  que somam R$ 694 milhões em repasses do orçamento da União.

medida tem como alvo 964 emendas individuais de transferência especial, que ficaram conhecidas como “emendas Pix”, aprovadas entre 2020 e 2024 e que não tiveram plano de trabalho cadastrado no sistema oficial do governo.  Dino deu 10 dias úteis para que o Tribunal de Contas da União (TCU) envie às superintendências da PF em cada estado a lista de emendas sem plano de trabalho a serem alvo de inquérito policial.  O cadastro de plano de trabalho para as emendas Pix foi determinado pelo Supremo a partir de 2022, quando a Corte determinou a implementação de regras de transparência e rastreabilidade na liberação dos recursos públicos. 

Outras medidas

Na mesma decisão, Dino determinou ainda que o Ministério da Saúde seja alertado a não executar emendas de relator ao Orçamento, identificadas pela sigla RP9, que não atendam a critérios objetivos como a correção de erros ou omissões. Fora desses critérios, as emendas não deverão ser executadas, ordenou o ministro. Em abril, Dino havia determinado o bloqueio nos repasses de 1,2 mil emendas para a área de Saúde, devido a irregularidades na abertura de conta específica para o recebimento dos recursos.

Outra determinação do ministro foi para que a Controladoria-Geral da União (CGU) realize, no prazo de 10 dias úteis, uma auditoria completa dos repasses feitos à Associação Moriá entre os anos de 2022 e 2024, com prioridade para convênios firmados com o Ministério da Saúde. A entidade é suspeita de irregularidades na execução dos recursos públicos. Dino reforçou que bancos públicos como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil somente podem transferir recursos de emendas parlamentares por meio da abertura de conta específica para cada emenda, ficando proibidas a utilização de “contas de passagem”.  ministro determinou que, a partir de 2026, qualquer repasse de emendas seja realizado somente por meio de Ordens de Pagamento de Parceria (OPP), sistema criado para aumentar a rastreabilidade dos recursos. 

agenciabrasil.ebc

Adultização: Senado aprova projeto para proteger crianças e adolescentes no ambiente digital

Senado aprovou nesta quarta-feira (27) o projeto de lei que cria regras na tentativa de combater a adultização de crianças no mundo digital, seja por redes sociais, sites, programas e aplicativos, jogos eletrônicos ou plataformas específicas. O texto, que tem origem no Senado, voltou após a Câmara dos Deputados modificar o texto. Agora, após nova votação pelos senadores, a proposta segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

🔞O projeto estabelece uma série de obrigações aos provedores de serviços digitais. Entre as quais, garantir que haja vinculação das redes sociais de crianças e adolescentes a um responsável e, também, remover conteúdo considerado abusivo para este público. 📱O objetivo da lei é garantir a proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais. Ela se aplicará sobre todo produto ou serviço de tecnologia da informação quando houver possibilidade de uso por crianças e adolescentes. 💰O descumprimento das medidas pode levar a multas que vão de R$ 10 por usuário cadastrado na plataforma até um limite de R$ 50 milhões, dependendo da infração. ⛔As empresas também poderão ter suas atividades suspensas temporária ou definitivamente em caso de descumprimento das medidas. O texto foi aprovado de maneira simbólica, em que os senadores permanecem como se encontram e os contrários se manifestam. Se manifestaram contra a aprovação os senadores Carlos Portinho (PL-RJ), Eduardo Girão (Novo-CE), Jaime Bagatolli (PL-RO) e Luis Carlos Heinze (PP-RS).

O que diz o projeto?

Entenda o projeto contra a adultização de crianças

No caso de identificação de conteúdos de abuso sexual, sequestro, aliciamento e exploração, as empresas deverão comunicar imediatamente às autoridades nacionais e internacionais. As empresas também devem disponibilizar meios para que todos os usuários sejam denunciados por conteúdos com violações aos direitos das crianças e adolescentes. A partir da notificação, a informação deve ser repassada às autoridades para a instauração de investigação. Ainda na Câmara, para atender a uma demanda da oposição, o texto limitou o escopo de quem pode ser denunciante: apenas vítimas, responsáveis legais, Ministério Público ou entidades representativas de defesa dos direitos de crianças e adolescentes, independentemente de ordem judicial. ✉️Para que um conteúdo seja retirado do ar, o usuário que o publicou terá que ser previamente notificado sobre a necessidade dessa retirada, com a explicação do motivo, bem como se a análise do conteúdo foi feita de forma automatizada ou por uma pessoa. Os autores de conteúdo poderão recorrer da decisão a partir de um mecanismo que deve estar disponível de maneira acessível e clara na plataforma.

São considerado impróprios ou inadequados para crianças e adolescentes, pelo texto:

  • exploração e abuso sexual;
  • violência física, intimidação sistemática virtual e assédio;
  • indução, incitação, instigação ou auxílio a práticas que levem a danos à saúde física ou mental de crianças e adolescentes, como automutilação e uso de substâncias que causem dependência, por exemplo;
  • promoção e comercialização de jogos de azar, apostas, loterias, produtos de tabaco, bebidas alcoólicas, narcóticos ou produtos de comercialização proibida a crianças e adolescentes;
  • práticas publicitárias predatórias, injustas ou enganosas;
  • conteúdo pornográfico.

Caso uma denúncia seja feita de forma arbitrária, sanções também poderão ser adotadas, inclusive com a possibilidade de suspensão temporária ou perda da conta para quem fizer falsa denúncia reiteradamente.

Verificação de idade

Felca revela que levou cerca de um ano para finalizar vídeo sobre adultização

🚸Os fornecedores de produtos com conteúdo impróprio para menores de 18 anos deverão impedir o acesso por crianças e adolescentes.O projeto determina apenas que os fornecedores devem “adotar medidas eficazes”, através de “mecanismos confiáveis de verificação de idade a cada acesso do usuário ao conteúdo”.O projeto de lei proíbe que a conferência de idade seja feita através de autodeclaração do usuário.O texto estabelece que o poder público poderá atuar como um regulador da verificação de idade, bem como certificar os processos e promover as soluções técnicas para que a idade do usuário seja aferida adequadamente.No caso das redes sociais, o texto determina que contas de usuários com até 16 anos devem estar, obrigatoriamente, vinculadas à conta ou à identificação de um de seus responsáveis legais.

Os provedores poderão requerer dos responsáveis a verificação da identidade da criança ou do adolescente que solicitou acesso à plataforma.

Controle dos pais

👨🏼‍👩🏼‍👧‍👦O projeto também exige que as empresas responsáveis por produtos ou serviços digitais disponibilizem para os meios mecanismos para garantir o acompanhamento do conteúdo acessado pelas crianças e adolescentes.⏱️E ainda limitar o tempo de uso. Isso deve estar de forma transparente nas plataformas.

Segundo o texto, deverá ser disponibilizado um “exibir aviso claro e visível quando as ferramentas de supervisão parental estiverem em vigor”.

Medidas de prevenção

O projeto determina que os provedores elaborem políticas claras e eficientes de prevenção à intimidação e ao assédio no ambiente virtual.Também caberá às empresas desenvolver programas educativos para crianças, adolescentes, pais, educadores, funcionários e equipes de suporte sobre os riscos, formas de prevenção e enfrentamento dessas práticas, nos termos de regulamento.As redes que tiverem mais de 1 milhão de crianças ou adolescentes como usuários deverão apresentar um relatório semestral com a quantidade de denúncias de abusos recebidas, a quantidade de conteúdo que foi moderada, bem como o detalhamento do gerenciamento de risco à segurança e à saúde de crianças e adolescentes identificados.

O tema ganhou força após um vídeo feito pelo influenciador Felca viralizar nas redes sociais. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), sensibilizado pelo tema, publicou uma mensagem em suas redes sociais afirmando que ia pautar a proposta.A publicação com a denúncia possui quase 50 minutos de duração e, até a última atualização desta reportagem, tinha mais de 24 milhões de visualizações.

🎥Felca possui mais de 5,23 milhões de inscritos no canal dele no Youtube, que foi criado em julho de 2017. No Instagram, são mais de 13,7 milhões de seguidores.

Jogos eletrônicos

A principal mudança aprovada pelo Senado foi sobre caixas de recompensa em jogos eletrônicos, conhecidos como “loot boxes”. Originalmente, a Câmara dos Deputados permitia a existência desse tipo de produto desde que seguissem condições específicas.Entretanto, o relator da proposta, senador Flávio Arns (PSB-PR), reestabeleceu o texto original sobre o assunto, em que torna proibitivo o acesso de crianças e adolescentes a jogos eletrônicos que tenham caixas de recompensas.

“Entendemos que as ressalvas criadas no referido dispositivo, embora louváveis, não são suficientes para justificar a legalização dessa prática, uma vez que não afastam o caráter de jogo de azar das caixinhas de recompensa”, justificou Arns.

O relator ainda ponderou que a possibilidade de crianças e adolescentes terem acesso a esse tipo de jogo poderia ser uma forma de iniciação aos jogos de azar, em função das similaridades.

g1

Haddad diz que Tarcísio tem compromisso com a desigualdade e a elite e cobra posicionamento sobre super-ricos

247 – Em entrevista ao UOL nesta quarta-feira (27), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), fez críticas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontado como provável candidato contra a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026. Haddad afirmou que o posicionamento de Tarcísio contrário à taxação dos super-ricos representa um alinhamento com a elite econômica brasileira e cobrou que o governador se pronuncie sobre a proposta da chamada “reforma da renda”.

Segundo o ministro, setores do mercado financeiro e da elite nacional resistem a agendas de combate à desigualdade, o que os leva a buscar candidatos que defendam pautas conservadoras. “A elite não vai de Lula. A elite brasileira não consegue assimilar o presidente. [A Faria Lima] não vai abraçar o Lula. Então eles vão ter que viabilizar outro candidato. A elite tem problema com a agenda progressista. Estamos entre os dez países mais desiguais do mundo, nós perdemos para 47 dos 54 países da África em desigualdade”, disse Haddad. O ministro destacou que Tarcísio já se posicionou contra a taxação dos mais ricos e relacionou isso à necessidade de apoio político. “O Tarcísio já falou que é contra taxar o super-rico. Talvez se ele não falasse isso não teria o apoio desse pessoal. Mas, para uma pessoa se candidatar disposta a não querer olhar no espelho da desigualdade brasileira, é uma opção”.Haddad ponderou, no entanto, que não acredita em uma campanha de “baixaria” por parte do governador, apesar da possibilidade de aliados recorrerem a estratégias de desinformação. “Não acredito que ele tenha, a julgar pelo comportamento dele até aqui, um espírito de fazer uma eleição de baixaria. Embora ali o entorno, tem muita gente ali que vai usar fake news, impulsionamento de coisas… O problema maior, o meu desejo, é que nós possamos jogar luz sobre o que está em disputa, para que a opinião pública possa se posicionar em relação a ideias”.Ao abordar a reforma da renda, que prevê a taxação de super-ricos e alívio tributário para trabalhadores e consumo, o ministro ressaltou que a posição de potenciais candidatos à Presidência é crucial para o debate público. “Agora vamos votar [a reforma] da renda. Tem gente querendo não taxar os super-ricos. Eu acho, por um lado, positivo que esse tipo de opinião venha a público, que a pessoa fale isso. Não sei se algum jornalista perguntou para o Tarcísio o que ele acha desse projeto. Mas um candidato a presidente deveria se manifestar sobre isso, assim como ele se manifestou sobre a reforma tributária e apoiou, contrariando o Bolsonaro”.Haddad recordou que Tarcísio apoiou a reforma tributária, mesmo sob resistência de Jair Bolsonaro (PL), mas ressaltou que o novo projeto enfrenta interesses mais sensíveis. “Aquela reforma não feria certos pilares da economia brasileira, não mexia com interesses de classe, a não ser na questão da cesta básica. Mas agora, na reforma da renda, mexe. Então seria interessante saber o que pensam os presidenciáveis, não apenas o Tarcísio. Eles vão ajudar a votar a favor? Vão trabalhar contra? Isso diz muito para a sociedade brasileira”.O ministro concluiu destacando o apoio popular à proposta, citando pesquisas que mostram ampla aceitação. “80% da população é a favor desse projeto. Todas as pesquisas de opinião dão entre 70% e 80% de aprovação. Não era importante um presidenciável vir a público e dizer o que pensa? O Congresso vai votar”. As declarações ampliam a pressão sobre Tarcísio de Freitas e outros possíveis candidatos ao Planalto, colocando a desigualdade social e a tributação sobre os super-ricos no centro do debate político que deve marcar a corrida presidencial de 2026.

Justiça determina proibição de exploração de trabalho infantil no Instagram e Facebook

Decisão liminar impõe multa de R$ 50 mil por dia para plataformas que permitirem trabalho de crianças sem autorização judicial