8 de setembro de 2026 04:16

“O Brasil deve muito ao Alexandre de Moraes”, diz Gilmar Mendes

247 – Em entrevista concedida após evento do Lide em Brasília, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes exaltou a atuação de Alexandre de Moraes no combate às ameaças à democracia. Recentemente, Moraes tem sido alvo de ataques por parte do governo de Donald Trump, dos Estados Unidos, que o acusou de promover uma perseguição política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Eu acho que o Brasil deve muito ao ministro Alexandre de Moraes. Eu sou plenamente solidário ao ministro Alexandre de Moraes. Eu acho que se nós estamos aqui hoje em um ambiente democrático devemos muito ao ministro Alexandre de Moraes. E eu sei que a história vai lhe fazer justiça”, afirmou Gilmar Mendes. Para Gilmar, a firmeza de Moraes foi crucial em momentos recentes de instabilidade política e institucional. O ministro ressaltou que não há dúvidas sobre a importância do colega para o funcionamento democrático. “Eu apoio o ministro Alexandre de maneira inquestionável”, reforçou.

Relações de trabalho e modernização jurídica

O ministro também abordou a pejotização e a necessidade de atualizar a legislação trabalhista diante das transformações tecnológicas. “Hoje a gente já não discute mais a relação de emprego, mas fala de trabalho. Já temos várias legislações sobre isso, MEI, o Salão Parceiro e tantas outras relações que se desenvolveram com base na tecnologia. E é preciso que se façam os ajustes jurídicos nesse sentido”, disse.

Inteligência artificial e soberania tecnológica

Outro ponto de preocupação levantado por Gilmar foi o impacto da inteligência artificial na economia e no trabalho. O ministro defendeu investimentos em tecnologia nacional. “No atual momento, nós vivemos uma espécie de neocolonialismo tecnológico. As transações financeiras, dizem-nos os bancos, são feitas 70%, 80% pelos canais da Amazon. Nós não temos canais brasileiros para fazer isso. Nós não temos cloud, não temos nuvem. Precisamos olhar tudo isso”, alertou. Para ele, o Brasil deve investir em pesquisa própria. “Eu também sugiro que nós mesmos, brasileiros, desenvolvamos tecnologias, inclusive na área da inteligência artificial. Acho que é fundamental”, afirmou, lembrando ainda da necessidade de qualificação profissional para enfrentar os novos cenários.

Emprego em alta: Brasil resiste ao tarifaço norte-americano

Apesar dos ataques externos e da cumplicidade criminosa de setores da oposição, o Brasil continua a mostrar resiliência e vitalidade em sua economia. Mesmo diante do tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos, com o apoio explícito do deputado Eduardo Bolsonaro contra os interesses nacionais, o país mantém resultados expressivos na geração de empregos, fruto direto de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento econômico interno, o fortalecimento da indústria e o estímulo ao mercado de trabalho.

Segundo os dados do CAGED, divulgados pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, nesta quarta-feira, somente em julho de 2025, todos os cinco grandes grupamentos econômicos apresentaram saldos positivos. O setor de Serviços liderou, com +50.159 novos postos, puxado por atividades administrativas, transporte e saúde. O Comércio veio em seguida, com +27.325 empregos, especialmente no varejo. A Indústria cresceu +24.426, destacando-se alimentos e veículos automotores. Já a Construção Civil adicionou +19.066, e a Agropecuária fechou com +8.795, impulsionada pela soja e pela laranja. No acumulado de agosto de 2024 a julho de 2025, foram +1,5 milhão de vínculos formais criados, elevando para 48,5 milhões o estoque de trabalhadores com carteira assinada. Esse resultado reflete não apenas a recuperação da confiança no ambiente econômico, mas também o impacto de investimentos estratégicos em infraestrutura, políticas de crédito direcionado e estímulo à produção nacional. O perfil das novas contratações revela inclusão social. Jovens entre 18 e 24 anos responderam por quase 95 mil vagas, enquanto aprendizes até 17 anos somaram mais de 12 mil postos. Mulheres tiveram participação crescente no comércio e serviços, e houve avanço também na inserção de pessoas com deficiência (+774). Entre os grupos raciais, pardos (+108 mil) e pretos (+21 mil) lideraram os saldos, demonstrando que as oportunidades estão chegando com mais força à base da pirâmide social. Os números confirmam a robustez do mercado de trabalho nacional e a capacidade do país de manter-se no rumo do crescimento com inclusão. O Brasil prova, mês a mês, que tem força para resistir às pressões externas e internas. O tarifaço norte-americano e a sabotagem de setores ligados ao bolsonarismo não foram suficientes para interromper um ciclo virtuoso de geração de empregos formais, sustentado por políticas públicas que valorizam o trabalho, estimulam a produção e fortalecem a soberania nacional.

brasil247

Avião de Lauana Prado faz pouso de emergência após abertura de porta acidental

A cantora Lauana Prado e sua equipe passaram por um susto nesta segunda-feira (18), quando o avião em que estavam precisou realizar um pouso de emergência em Goiânia.

O que aconteceu durante o voo

Segundo a assessoria da artista, a aeronave partiu de Anápolis, no Centro de Goiás, por volta das 9h30. Durante o trajeto, houve a abertura acidental de uma das portas, o que obrigou o piloto a retornar e pousar no aeroporto da capital. Ninguém ficou ferido.

Relato da cantora

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Após o ocorrido, Lauana divulgou uma nota em que descreveu a situação. “Foi realmente um susto muito grande, nunca passei por algo parecido. Graças a Deus estamos bem. Estamos ainda muito abalados mas agradecidos por não termos tido um desfecho muito pior”, disse a cantora.

ofuxico

Bianca Bin revela que ritmo de trabalho a fez recusar novelas: ‘Não dou mais conta’

A atriz Bianca Bin abriu o jogo sobre sua decisão de não gravar novelas e revelou que não pretende viver uma rotina considerada exaustiva. Conhecida por papéis marcantes na TV Globo, a atriz desabafou sobre a escala das produções de novela, que exige gravações seis dias por semana, com apenas uma folga. Para a atriz, a prática compromete a saúde física e mental dos profissionais do setor. “Não dou mais conta de gravar seis vezes por semana”, disse ela em entrevista para o portal UOL, publicada na semana passada. A decisão reaquece o debate sobre saúde mental no trabalho. Segundo dados do Ministério da Previdência Social, mais de 10 mil trabalhadores foram afastados em 2024 por transtornos mentais ligados ao trabalho – o que equivale a 27 pessoas por dia. Entre as principais causas estão ansiedade, depressão, estresse e a síndrome de burnout.

Para a psicóloga *Ana Lara Vilar, especialista em saúde mental, o alerta de Bianca não é isolado.

Bianca, por sua vez, deixa claro que não quer romantizar a exaustão. O posicionamento da atriz ecoa no setor cultural, onde profissionais frequentemente enfrentam jornadas de trabalho noturnas, pouco descanso e pressão constante por resultados. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o burnout é classificado como um distúrbio ocupacional causado pelo excesso de demandas. E no Brasil, pesquisas apontam que 70% dos trabalhadores já relatam sintomas de estresse elevado no ambiente profissional, colocando o país entre os líderes mundiais nesse ranking. “Para mim, o descanso é imprescindível. Meu problema com a TV é que não conseguem garantir que eu terei duas folgas semanais. Eu digo humanamente e humildemente que não dou conta de gravar seis vezes por semanas. Quero uma relação mais saudável com o trabalho. Não quero romantizar o burnout, a estafa. Sei que muita gente não entende meu afastamento da TV, mas eu banco o incômodo de não agradar os outros com minhas escolhas”, declarou a atriz, O último trabalho inteiro de Bianca Bin em uma novela foi “O Outro Lado do Paraíso”, trama exibida no horário nobre da Globo em 2017. De lá para cá, a estrela fez apenas participações especiais em alguns capítulos das novelas. Ultimamente, ela esteve em “Eta Mundo Melhor”, com uma participação no início do folhetim, que é baseado em “Êta Mundo Bom!”, do qual ela participou e que foi exibido em 2016.

istoe

‘Não existe possibilidade de recuar um milímetro’, diz Moraes ao Washington Post

Em entrevista exclusiva ao The Washington Post, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes disse que a Corte Suprema está “preservando a democracia brasileira” e, portanto, fará “o que é certo”. “Não há a menor possibilidade de recuar nem um milímetro” disse Moraes em uma entrevista de uma hora em seu gabinete: “Faremos o que é certo: receberemos a acusação, analisaremos as provas e quem deve ser condenado será condenado, e quem deve ser absolvido será absolvido.”

Aos olhos do governo americano, Moraes é classificado como um vilão global. “Juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal”, disse o Secretário do Tesouro Scott Bessent. “O rosto mundial da censura judicial”, nas palavras do Secretário de Estado Adjunto Christopher Landau. “A acrimônia não é mútua”, disse Moraes ao jornal americano. O ministro disse que sempre buscou inspiração na história da governança americana, discorrendo sobre as obras de John Jay, Thomas Jefferson e James Madison. “Todo constitucionalista tem uma grande admiração pelos Estados Unidos”, disse o juiz.

Moraes disse que o Brasil e os Estados Unidos eram amigos e admitiu que acreditava que o crescente abismo entre eles era temporário, impulsionado pela política e pelo tipo de desinformação que ele passou anos tentando reprimir. O ministro citou o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que lidera uma campanha diplomática rebelde instando hostilidades dos EUA contra o Brasil e sanções contra Moraes. “Essas narrativas falsas acabaram envenenando a relação – narrativas falsas apoiadas pela desinformação espalhada por essas pessoas nas redes sociais”, disse Moraes. “Então o que precisamos fazer, e o que o Brasil está fazendo, é esclarecer as coisas.” Perguntado sobre a perda de liberdades pessoais e restrições de viagem impostas a ele pelo governo dos EUA, Moraes respondeu que “isso não é agradável de passar”. Mas, segundo ele, o Brasil estava contra forças poderosas que queriam desfazer a democracia, e era seu trabalho detê-las. “Enquanto houver necessidade, a investigação continuará”, concluiu.

Deputados aliados de Raquel Lyra buscam reverter alteração em empréstimo durante votação no plenário

Deputados da base governista estão articulando a derrubada de um parecer emitido pelo relator do empréstimo de R$ 1,5 bilhão na Comissão de Constituição, Legislação e Justiça da Assembleia Legislativa de Pernambuco na última sexta-feira (15).

O texto, de autoria do deputado de oposição Waldemar Borges (PSB), determina que metade dos recursos seja executada diretamente pelos municípios, com regulamentação própria para definir a destinação orçamentária. Nos bastidores, a movimentação da oposição é interpretada como uma estratégia para reduzir a margem de autonomia do Palácio do Campo das Princesas e, ao mesmo tempo, fortalecer prefeitos aliados em ano pré-eleitoral.

Deputados governistas afirmam que a proposta de Borges não apenas cria insegurança jurídica, como também retira do Executivo a prerrogativa de planejar investimentos estruturadores de maior impacto regional.Nesta segunda-feira (18), véspera da votação do relatório na CCLJ, parlamentares aliados à governadora afirmaram que o parecer de Waldemar deverá ser derrubado quando a votação chegar ao plenário. O desejo da situação é aprovar o projeto original, garantindo ao Executivo a prerrogativa de definir a destinação total do montante.deputado Renato Antunes (PL), alinhado a Raquel, afirmou que a derrubada poderá acontecer devido a uma possível inconstitucionalidade do teor do parecer. “No meu ponto de vista é inconstitucional. O Legislativo não pode determinar onde será gasto o recurso. A decisão será revertida no plenário”, afirmou. Segundo o parlamentar, a nova mudança no texto é “mais uma manobra com uma tentativa de retardar o processo”. A deputada Débora Almeida (PSDB), aliada de primeira hora da governadora Raquel Lyra, também afirmou que o substitutivo é inconstitucional. “O governo é quem tem a capacidade e legalidade em destinar os empréstimos para obras estruturadoras e não terceirizar essa responsabilidade. Isso não acontece na gestão pública e nem na privada”, apontou. Já o deputado João Paulo (PT), também da base aliada ao governo, reforçou que o texto deverá ser mantido como foi encaminhado pelo Executivo. “Ao meu ver, devemos manter o projeto original”, resumiu. O parecer de Waldemar foi apresentado à CCLJ na última sexta-feira (15) e deverá ser votado na comissão na terça-feira (19), como já havia garantido o presidente do colegiado, deputado Alberto Feitosa (PL). Após a provável aprovação, a matéria avançará para a comissão de Administração Pública, onde também deverá passar sem dificuldade. Depois disso, será levada para votação no plenário, onde o governo possui maioria e poderá definir os rumos do projeto.

Entenda as mudanças

As mudanças propostas por Waldemar foram incluídas em um um parecer sobre o substitutivo de autoria do deputado Antônio Coelho (União Brasil), aprovado em junho pela Comissão de Finanças, Orçamento e Tributação da Alepe. O texto de Antônio determinava que metade do empréstimo seria destinado aos municípios, mas sugeria que o valor fosse dividido igualitariamente entre os 184 municípios do estado. Waldemar manteve a divisão do empréstimo pela metade, mas estabeleceu que a escolha das cidades “deverá obedecer a critérios objetivos, definidos em regulamento próprio, levando em consideração as necessidades locais”. Além disso, o relator também estabeleceu que as ações realizadas com os recursos devem ser previamente comunicadas à Assembleia em um “relatório detalhado” e determinou a criação de uma seção específica no Portal da Transparência para detalhar todas as operações contratadas com o dinheiro captado.

O pedido de autorização para captação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão foi apresentado à Alepe em março, assinado pela vice-governadora Priscila Krause, que estava no exercício da função de governadora. A pauta foi alvo de ataques da oposição, que questionou a necessidade de contratação de uma nova operação de crédito. A bancada passou a cobrar do governo explicações detalhadas sobre o uso de recursos contratados anteriormente, passando a travar a tramitação da pauta durante todo o primeiro semestre. Após meses travado, o projeto começou a tramitar na Casa no início dos trabalhos legislativos deste segundo semestre, após uma aparente trégua da oposição em relação ao governo.

Dino decide que leis estrangeiras não valem automaticamente no Brasil

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira (28) que decisões judiciais e leis estrangeiras não podem produzir efeitos no Brasil sem prévia análise pela autoridade brasileira competente, sob pena de violação da soberania nacional.

Pela decisão, nenhuma lei, decisão judicial ou ordem executiva estrangeira pode produzir efeitos automáticos sobre pessoas naturais, empresas ou órgãos que atuem em território nacional, ou sobre contratos firmados ou bens que estejam no Brasil, sem análise ou homologação por órgão judicial competente brasileiro.

A decisão foi proferida em uma ação aberta pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que acionou o Supremo contra municípios brasileiros que abriram ações diretamente na Justiça do Reino Unido, em casos contra mineradoras britânicas, por exemplo. O ministro escreveu que qualquer violação dessa determinação “constitui ofensa à soberania nacional, à ordem pública e aos bons costumes, portanto presume-se a ineficácia de tais leis, atos e sentenças emanadas de país estrangeiro”.

Lei Magnitsky

A liminar de Dino foi concedida no momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impõe um tarifaço contra o Brasil e sanções a ministros do Supremo, em especial o ministro Alexandre de Moraes, com base em leis norte-americanas. Moraes foi enquadrado pela Casa Branca na Lei Magnitsky, que prevê sanções econômicas contra violadores de direitos humanos. Trump acusa o ministro de impedir a liberdade de expressão e promover uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu grupo político, com quem mantém afinidades ideológicas.

Sem citar a lei norte-americana, Dino escreveu que a realidade tem mostrado “o fortalecimento de ondas de imposição de força de algumas Nações sobre outras”, e que por isso, “na prática, têm sido agredidos postulados essenciais do Direito Internacional”.

“Diferentes tipos de protecionismos e de neocolonialismos são utilizados contra os povos mais frágeis, sem diálogos bilaterais adequados ou submissão a instâncias supranacionais”, disse o ministro. Dino continua afirmando que, “nesse contexto, o Brasil tem sido alvo de diversas sanções e ameaças, que visam impor pensamentos a serem apenas ‘ratificados’ pelos órgãos que exercem a soberania nacional”. Apesar de não citar as sanções econômicas contra Moraes, que têm o potencial de bloquear a utilização de cartão de créditos com bandeiras dos EUA como Visa e Mastercard, por exemplo, Dino ordenou a notificação do Banco Central; da Federação Brasileira de Bancos (Febraban); da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF) e da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg).

“Transações, operações, cancelamentos de contratos, bloqueios de ativos, transferências para o exterior (ou oriundas do exterior) por determinação de Estado estrangeiro, em desacordo aos postulados dessa decisão, dependem de expressa autorização desta Corte, no âmbito da presente ADPF [arguição de descumprimento de preceito fundamental]”, decidiu Dino.

O ministro escreveu ainda que qualquer cidadão brasileiro que se sinta prejudicado por imposição internacional pode acionar o Supremo diretamente, em busca de proteção.

Dino convocou uma audiência pública sobre o tema, cujo cronograma ainda deve ser divulgado.

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Servidor pego com R$ 14 milhões em São Bernardo pagava despesas em nome da esposa e da filha do prefeito Marcelo Lima, aponta PF

   O servidor público Paulo Iran Paulino Costa é apontado pela Polícia Federal como operador financeiro de um esquema que, segundo as investigações, desviava recursos públicos da Prefeitura de São Bernardo do Campo. Ainda de acordo com a PF, ele também organizava, controlava e pagava diversas despesas pessoais do prefeito Marcelo Lima (Podemos) e de sua família.

Marcelo foi afastado do cargo na quinta-feira (14) após operação da PF que investiga suspeitas de corrupção.

Segundo a investigação, Paulo Iran desempenhava papel central em um esquema de controle financeiro oculto, sendo o agente principal na arrecadação e na distribuição de valores supostamente ilícitos, que, segundo as evidências, vinham de diversas empresas com contratos com a Prefeitura de São Bernardo do Campo e a Fundação ABC. A Polícia Federal descobriu por acaso o esquema de corrupção e lavagem de dinheiro, ao encontrar cerca de R$ 14 milhões com o servidor durante outra operação. Entre as despesas pagas por Paulo Iran, segundo a PF, estão:

  • Fatura de cartão de crédito do prefeito Marcelo Lima no valor de e R$ 32.049,78;
  • Contas telefônicas da esposa do prefeito, Rosangela dos Santos Lima Fernandes;
  • Despesas de viagem, incluindo a aquisição de passagens aéreas internacionais para a esposa, como uma de R$ 19.182,14 para Washington, nos Estados Unidos;
  • Mensalidades da faculdade de medicina da filha do prefeito, Gabriele dos Santos Lima Fernandes, no valor de R$ 8.284,95, além de outros boletos. Nos documentos da PF obtidos pela TV Globo, registros fotográficos dos passaportes de Marcelo e Rosangela foram encontrados, sugerindo que Paulo Iran era responsável pela compra das passagens para o casal. No dia 7 de julho, os policiais estavam por coincidência no prédio em que ele mora e, por um motivo não informado, resolveram abordá-lo e se surpreenderem ao encontrar R$ 14 milhões com ele: uma parte estava no carro e outra, no apartamento. No total, foram apreendidos quase R$ 13 milhões e US$ 157 mil em espécie. Na época, ele não foi preso, mas, ao longo das investigações, a Justiça decretou a prisão preventiva dele. Ele está foragido. Em nota, o advogado do servidor informou que “aguarda acesso aos autos, onde se manifestará”.
Prefeito de São Bernardo do Campo é alvo de operação da PF

Prefeito de São Bernardo do Campo é alvo de operação da PF

Troca de mensagens

Segundo a PF, Marcelo Lima emitia determinações financeiras diretas para que Paulo Iran realizasse pagamentos e transferências para terceiros. As conversas entre eles, iniciadas em 26 de julho de 2022, demonstravam uma relação de subordinação: Marcelo solicitava os pagamentos, e Paulo Iran os executava. Marcelo também instruía Paulo Iran a “anotar tudo para o posterior acerto” e pedia a “lista do que tem para entrar”, segundo documento da PF. Há ainda registros em que Marcelo sugere a Paulo que “dê uma de bobo” ao contatar outro indivíduo para saber se havia “alguma coisa nova” a ser recebida. A PF indica que as trocas de mensagens eram feitas com cautela. Segundo a investigação, as mensagens entre os dois foram configuradas como temporárias e apagadas automaticamente entre abril de 2023 e maio de 2025.

Cargos públicos

Paulo Iran também atuava como auxiliar legislativo no gabinete do deputado Rodrigo Moraes (PL) desde setembro de 2022. Segundo o portal da transparência da Alesp, seu salário era de R$ 6.154,51. No documento da PF, a investigação aponta que Marcelo tratou diretamente com Paulo sobre a nomeação dele e de sua esposa para cargos na Alesp. Segundo a investigação, Paulo Iran foi nomeado para o cargo de assessor no gabinete de Rodrigo Moraes no mesmo dia em que o assunto foi abordado em mensagens pelo prefeito e pelo servidor. No portal de transparência da Alesp, consta que tanto Paulo quanto a esposa foram nomeados em 2 de setembro de 2022 para o gabinete do deputado Rodrigo Moraes (PL). Rosangela ocupou o cargo até novembro de 2024. Paulo, até a quinta (14), quando foi exonerado.Procurado, o deputado informou que o servidor será exonerado. “No meu mandato não aceito qualquer suspeita de corrupção ou conduta indevida”, declarou. Sobre a nomeação do casal ter ocorrido no mesmo dia em que Paulo tratou do assunto com o prefeito de São Bernardo do Campo, a assessoria de imprensa do deputado informou apenas para a equipe de reportagem “procurar a prefeitura [de São Bernardo]” e que “o deputado já exonerou Paulo”.

Com o afastamento do prefeito, quem assume o comando da cidade é a vice-prefeita, Jessica Cormick, do Avante. — Foto: Arte/g1

Com o afastamento do prefeito, quem assume o comando da cidade é a vice-prefeita, Jessica Cormick, do Avante. — Foto: Arte/g1

Operação Estafeta

 

O prefeito afastado Marcelo Lima (Podemos), ao lado do vereador suplente Ary José de Oliveira (PRTB), além do presidente da Câmara Municipal da cidade, Danilo Lima (Podemos). — Foto: Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais

O prefeito afastado Marcelo Lima (Podemos), ao lado do vereador suplente Ary José de Oliveira (PRTB), além do presidente da Câmara Municipal da cidade, Danilo Lima (Podemos). — Foto: Montagem/g1/Reprodução/Redes SociaisA PF cumpriu na quinta-feira (14) 20 mandados de busca e apreensão, além de quebras de sigilos bancário e fiscal nas cidades de São Paulo, São Bernardo do Campo, Santo André, Mauá e Diadema.As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e incluíram ainda afastamento de cargos públicos e monitoramento eletrônico de investigados.Com o afastamento do prefeito Marcelo Lima, quem assume o comando da cidade é a vice-prefeita, Jessica Cormick, do Avante. Aos 38 anos, ela é sargento da Polícia Militar e está no seu primeiro cargo público eletivo.Na operação, batizada de Estafeta, foi preso em flagrante o empresário Edmilson Carvalho, sócio da Terraplanagem Alzira Franco Ltda., que tem contrato com a prefeitura. Na casa dele, a PF apreendeu R$ 400 mil. (Veja foto abaixo.)

Dinheiro apreendido pela PF nesta quinta-feira (14), em endereços ligados a empresários e servidores que participavam do esquema de corrupção em São Bernardo do Campo (SP) — Foto: Montagem/g1/Reprodução/TV Globo

Dinheiro apreendido pela PF nesta quinta-feira (14), em endereços ligados a empresários e servidores que participavam do esquema de corrupção em São Bernardo do Campo (SP) — Foto: Montagem/g1/Reprodução/TV Globo

Também foi preso Antonio Rene da Silva, que é servidor da Prefeitura de São Bernardo e atua como Diretor de Departamento na Secretaria de Coordenação Governamental. Havia um mandado de prisão contra ele.O atual presidente da Câmara Municipal da cidade e primo do prefeito, vereador Danilo Lima Ramos (Podemos), também é alvo de buscas pela polícia, assim como o suplente de vereador Ary José de Oliveira (PRTB).Os envolvidos poderão responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e corrupção ativa. Procurada, a prefeitura afirmou que irá colaborar com a investigação. “A gestão municipal é a principal interessada para que tudo seja devidamente apurado. Reforçamos que o episódio não afeta os serviços na cidade”, disse a administração municipal.

” Gente que que isto!!!! Parece que não vai acabar mais com esta plástica ilícita. E o povão que muitos se encontra na miserabilidade”?

g1

‘Adultização’: projeto de lei sobre proteção de crianças nas redes tramita desde 2022

   Com a repercussão do vídeo Adultização, em que o youtuber Felca expõe influenciadores de conteúdo que ganhavam dinheiro explorando a imagem de crianças com apelo sexual, o projeto de lei (PL) 2.628/2022 deve, finalmente, entrar na pauta da Câmara dos Deputados. O texto, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), foi aprovado em novembro de 2024 pelo Senado e aguardava, desde o mês seguinte, a apreciação dos deputados. PL trata da proteção de crianças e adolescentes no meio digital, e não chega a citar o termo “adultização”. Segundo descreve a Agência Senado, ele estabelece regras para as plataformas e facilita o fornecimento de informações e o monitoramento pelos pais e responsáveis. Na Câmara, o projeto está em análise na Comissão de Comunicação e está sob a relatoria do deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI). Em entrevista à Rádio Câmara, ele destacou que o texto vem sendo debatido com entidades desde abril, antes das denúncias do influenciador Felca sobre a adultização virem à tona.O projeto estabelece regras não só para as redes sociais, mas para as plataformas de jogos online e outros softwares e serviços virtuais. Pelo texto atual, menores de idade não seriam proibidos de criar contas, mas devem haver mecanismos de controle para que os pais possam monitorar esse uso. Além disso, as plataformas deverão criar sistemas de notificação de abuso sexual. Há ainda novas regras para a realização de publicidade destinada à crianças neste meio. Pelo projeto, a Agência Senado diz que as punições partem de advertência, suspensão e até proibição do serviço, sendo possível a aplicação de multa de até 10% do faturamento da empresa no ano anterior ou de R$ 10 até R$ 1 mil por usuário cadastrado, com valor máximo de R$ 50 milhões por infração Segundo o juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, que autorizou a prisão preventiva do casal, Hytalo e Israel tentaram “destruir e ocultar provas fundamentais às investigações”. A prisão dos investigados apresenta-se, portanto, como medida imprescindível para a preservação da instrução processual, protegendo as provas e as testemunhas de novas investidas ilícitas”, diz trecho do documento judicial.  Na decisão da prisão, o juiz reitera que as provas apuradas até aqui pela polícia dão “fortes indícios de autoria e materialidade dos crimes de tráfico de pessoas, exploração sexual, e trabalho infantil artístico irregular – produção de vídeos com divulgação em redes sociais, constrangimento de crianças e adolescentes”.

terra

O que dificulta punições exemplares aos deputados responsáveis por motim na Câmara

   Há cerca de 10 dias, deputados de oposição ocuparam a mesa diretora da Câmara dos Deputados em protesto à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, no dia 4 de agosto.

Com a boca coberta por fita adesiva, os parlamentares passaram 36 horas na Casa e obstruíram os trabalhos. Para deixar o local, exigiam o avaço do PL que pede anistia aos condenados pelo 8 de janeiro de 2023 e do projeto sobre o fim do foro privilegiado. O presidente da Câmara, Hugo Motta, chegou a ser impedido de sentar à sua cadeira.

Após o episódio, Motta enviou à Corregedoria da Casa os pedidos de afastamento, por até seis meses, de 14 deputados da oposição que participaram do motim no Congresso Nacional e de uma deputada acusada de agressão.

Somente depois do parecer da Corregedoria, a cúpula da Câmara pode pedir a suspensão de um parlamentar e encaminhar a solicitação ao Conselho de Ética, que tem até três dias úteis para analisar se concorda ou não com a punição. Após aprovação pela comissão, o caso vai para plenário.Desde 2001, quando o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados foi criado, a cassação  — última instância punitiva da Casa — aconteceu em 17 situações. As suspensões também são raras.

À IstoÉVítor Sandes, coordenador do curso de Ciência Política da UFPI (Universidade Federal do Piauí), explicou que o Congresso Nacional adota uma postura cautelosa ao analisar pedidos de cassação de mandato. Ele explica que essa prudência decorre do fato de que qualquer parlamentar pode, no futuro, ser alvo de uma solicitação semelhante, gerando um ambiente de cuidado mútuo entre os legisladores.

“No caso do motim, é preciso lembrar que tratam-se de deputados que são aliados ao campo da direita bolsonarista. Uma decisão que possa cassar o mandato desse parlamentares pode enfraquecer esse grupo em um contexto praticamente pré-eleitoral, e esse elemento político é considerado no momento da análise dos processos e nas outras possíveis punições”, disse.

Segundo o Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, as outras penalidades aplicáveis para condutas atentatórias são:

  • Censura verbal ou escrita;
  • Suspensão das prerrogativas regimentais por até seis meses;
  • Suspensão do exercício do mandato por até seis meses.

Caso a Corregedoria da Câmara entenda que não houve transgressão, as representações são arquivadas.

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Deborah Secco: 5 dicas e segredos de beleza da atriz

Nas redes sociais, Deborah Secco (45) sempre compartilha diversos momentos da rotina com seus mais de 26 milhões de seguidores. Para muitas pessoas, a atriz também chama atenção por sua beleza, sendo assunto pela aparência física e por atitudes em relação ao autocuidado.

Deborah Secco coleciona décadas de uma carreira bem sucedida, desde seu primeiro papel de destaque em Confissões de Adolescente (1994), a lista de personagens marcantes vem sendo cada vez mais extensa, fica difícil não se lembrar de ao menos um papel que a atriz já tenha interpretado. Chamando também atenção por sua beleza, confira 5 dicas de autocuidado da artista.

1. Limpeza Facial

Lavar o rosto pela manhã e à noite e aplicar o filtro solar antes de sair de casa são ações diárias de Deborah Secco. “Com o passar do tempo, vamos entendendo a importância de se cuidar, da prevenção e eu fui ficando mais assídua nos meus cuidados com a pele”, disse ela em entrevista à Vogue.

2. Protetor Solar

O protetor solar é um aliado potente que ajuda a prevenir o envelhecimento da pele. A atriz aposta nele para os cuidados com sua aparência e não abre mão nem mesmo em dias nublados ou durante o inverno.

A radiação ultravioleta (UV), especialmente UVA e UVB, é uma das principais causas do envelhecimento precoce, e o protetor solar atua bloqueando ou absorvendo esses raios. Além disso, ele também ajuda a prevenir o câncer de pele.

3. Cuidados com o cabelo

Deborah Secco já declarou não ter medo de mudar o visual para um novo personagem. Com tantas mudanças, ela conta que tem que redobrar os cuidados com os fios. “Faço tudo que eu posso, tomo todas as vitaminas, uso xampu antiqueda, faço tratamento para estimular folículo capilar”, declarou ela ao site do programa Encontro em 2014.

4. Musa Fitness

Deborah Secco também já mostrou diversas vezes sua rotina de treinos, no começo do ano, mesmo durante viagem de férias, ela revelou que manteve os cuidados com o corpo: “Pra quem está perguntando se aqui em Nova York está tendo? Está. Todos os dias. Orgulho de mim”, disse nas redes sociais. 

5. Procedimentos também são bem-vindos

Por conta de tantos cuidados com a aparência, Deborah Secco nunca escondeu já ter apostado em cirurgias estéticas, inclusive, revelou que fez um procedimento com células-tronco no rosto, visando o rejuvenescimento da pele. 

“Fiz a nanofat com células-tronco para suavizar o envelhecimento e deixar a pele mais rejuvenescida. Faz um efeito lifting e estimula a produção de colágeno”, disse a atriz Deborah Secco nas redes sociais ao falar dos procedimentos. 

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Alvo de CPI, contrato bilionário de publicidade de Raquel vai parar no STF

 O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) recorreu ao STF na última segunda-feira (4) para derrubar uma liminar do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) que autorizou a execução da licitação. Uma decisão anterior do TCE, em junho, havia suspendido o certame. Quatro agências de publicidade venceram a licitação da Secretaria estadual de Comunicação, com um contrato anual de R$ 120 milhões e a possibilidade de prorrogação por até dez anos, chegando à quantia bilionária.Em decisão monocrática do conselheiro Eduardo Porto, o Tribunal de Contas suspendeu a maior parte do certame através de uma medida cautelar, sob o entendimento que a comissão avaliadora das empresas concorrentes não apresentou as notas individuais de cada julgador, como é previsto por lei. Relator do caso, Eduardo é sobrinho do presidente da Alepe, Álvaro Porto (PSDB), adversário político da governadora Raquel Lyra (PSD).A denúncia é de autoria do advogado Pedro Queiroz Neves, primo do conselheiro do TCE Carlos Neves, ex-assessor jurídico do ex-governador Paulo Câmara (PSB). O denunciante também é associado ao gabinete do deputado estadual Rodrigo Farias (PSBDeputados estaduais de oposição fizeram coletiva de imprensa para apontar irregularidades em contrato de publicidade do governo Raquel Lyra

A suspensão do TCE foi derrubada por uma decisão liminar do desembargador Fernando Cerqueira, do Tribunal de Justiça, no dia 28 de julho, apontando a ausência de requisitos mínimos para a decretação de uma medida cautelar. Ele atendeu um pedido de uma das empresas ganhadoras da licitação – a agência E3 Comunicação Integrada.

O conselheiro Rodrigo Novaes, ex-deputado estadual pelo PSB, recorreu ao TJPE na última quinta-feira (31) para reaver a suspensão do contrato. Já o presidente do Tribunal de Contas, Valdecir Pascoal, acionou o STF para derrubar a liminar.

Empresa associada a parente de Raquel

A licitação do governo é alvo de outra denúncia no Tribunal de Contas, que aponta possíveis irregularidades na contratação da agência E3 Comunicação Integrada, uma das quatro vencedoras do certame e a responsável por acionar o TJPE. Esta denúncia é a base para a CPI aberta na Alepe nesta semana.De acordo com o texto, a empresa não possuía filial no Recife até vencer a licitação, em abril deste ano. A sede da E3 foi aberta em quatro salas em um imóvel no bairro do Pina no nome de Waldemiro Ferreira Teixeira, conhecido como “Dodi”, primo da governadora Raquel Lyra, e em outras salas da empresa Pozitiva, da qual Dodi seria “sócio oculto” – acusação baseada na proximidade de Dodi com o proprietário da Pozitiva.Além disso, a denúncia também aponta que uma gerente da empresa Makplan Marketing e Planejamento, de propriedade de Dodi e de Marcelo José Pimentel Teixeira, tio de Raquel, foi contratada como diretora de operações da E3 em Pernambuco.

O texto foi tema de uma coletiva de imprensa realizada por deputados estaduais da oposição uma semana antes de retornarem do recesso parlamentar. Eles disseram que iriam entrar com ações contra a gestão estadual. A mesma denúncia foi divulgada pela deputada Dani Portela (PSOL) em suas redes sociais.

CPI “política”

A abertura da CPI na Assembleia Legislativa foi requerida por Dani Portela e assinada por 18 parlamentares, incluindo o presidente Álvaro Porto. Agora, as bancadas devem indicar seus representantes na comissão até o dia 18 de agosto.O “blocão” governista tem direito a quatro cadeiras na CPI, enquanto o bloco do PSB, PSOL e Republicanos possui três. O União Brasil e o PL têm apenas uma indicação cada. Enquanto o União deve se aliar à oposição, o Partido Liberal pode pender para o governo, apesar de três de seus cinco deputados terem assinado a abertura da CPI.Nos bastidores, o coronel Alberto Feitosa é considerado “isolado” ao lado do PSB, enquanto Renato Antunes e Nino de Enoque votam com os governistas. É esperado que Joel da Harpa e o atual líder da bancada, Abimael Santos, se alinhem com o Executivo. A bancada do PL tem uma reunião marcada com Raquel Lyra na próxima semana para discutir política. Para os deputados governistas, a CPI é puramente política. Aliados de Raquel afirmam que a comissão já nasce “morta” e “vazia”, sem objetivos claros e sem cumprir requisitos mínimos.

Questionada sobre a abertura da CPI, a governadora disse “não temer a ação dos opositores”. “Temos bons desafios lá na frente, que não são justos, que estão colocados lá querendo me impor medo. Mas eu não tenho medo de mudança. Nada do que se coloca à nossa frente nos faz ter menos do que mais força para seguir em frente”, declarou, durante a abertura do Circuito Literário de Pernambuco (Clipe), em Olinda.

diariodepernambuco

Motim na Câmara: corregedoria recebe pedido de punições contra deputados e tem 48 horas para se manifestar

A Corregedoria da Câmara recebeu nesta segunda-feira (11) as queixas contra 14 deputados do PL, do PP e do Novo que participaram do bloqueio aos trabalhos da Casa. A partir disso, será aberto um prazo de 48 horas para que o corregedor se manifeste sobre pedidos de suspensão e cassação de parlamentares. A corregedoria fará uma análise preliminar dos casos. Nesta avaliação, o corregedor da Câmara dos Deputados, Diego Coronel (PSD-BA), opinará se concorda com a aplicação de um rito sumário para suspender deputados antes mesmo da conclusão do julgamento dos processos no Conselho de Ética da Casa

“Pretendo pedir uma reunião com a Mesa Diretora para ouvi-los. Os casos mais simples podem ser resolvidos de forma mais rápida. Os casos mais difíceis considero abrir prazo para defesa”, afirmou Coronel à TV Globo.

Presidente da Câmara envia pedido de suspensão de deputados à Corregedoria

Presidente da Câmara envia pedido de suspensão de deputados à Corregedoria

“Se for necessário, podemos pedir extensão do prazo de 48 horas para concluir a análise dos casos mais complexos”, prosseguiu o corregedor. Não há, no entanto, previsão regimental para que o prazo seja estendido em denúncias que pedem a suspensão imediata de parlamentares. Pelas regras, se o corregedor não se manifestar em 48 horas, a direção da Câmara pode decidir por conta própria se há material para solicitar a punição. Além disso, uma eventual extensão do prazo colocará em risco a possibilidade de punir os deputados amotinados de forma célere. Isso porque, nas regras do rito sumário de suspensão, há um limite para que a Mesa peça a punição: até cinco dias úteis depois do conhecimento do fato — o que ocorreu na sexta passada.

Coronel espera apresentar à cúpula da Casa até a próxima quarta-feira (13) os pareceres de processos disciplinares contra parlamentares que impediram o funcionamento da Câmara.

Na semana passada, Coronel já tinha dito ao g1 que pretende se reunir com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para tratar das denúncias. As conclusões de Coronel serão submetidas à Mesa Diretora, formada por Motta e mais seis deputados, a quem cabe recomendar formalmente a suspensão imediata de um parlamentar.Além das denúncias apresentadas por diversos partidos contra 14 deputados de oposição (veja lista abaixo), Coronel informou que também recebeu um pedido do PL para punir a deputada Camila Jara (PT-MS), acusada de empurrar Nikolas Ferreira (PL-MG) no plenário.

Diego Coronel já havia adiantado ao g1 que, durante a análise técnica da ocupação pela Corregedoria da Câmara, outros parlamentares também podem se tornar alvo de punições.

Rito acelerado

  • Na gestão de Arthur Lira (PP-AL), a Câmara criou um rito acelerado para punir deputados antes da instauração, discussão e conclusão de um processo disciplinar no Conselho de Ética.
  • Pela regra, após manifestação da corregedoria, a cúpula da Casa pode pedir a suspensão imediata de um deputado.
  • O pedido é encaminhado ao Conselho de Ética, que tem até três dias úteis para analisar se concorda ou não com a punição.
  • Em caso de suspensão pelo rito sumário, o deputado não fica livre de ser julgado formalmente no conselho e ainda pode correr o risco de ser cassado.

Motta inaugurou o uso desse tipo de punição. Desde o início do mandato à frente da Câmara, a Mesa presidida por ele já pediu a suspensão imediata de dois parlamentares: Gilvan da Federal (PL-ES) e André Janones (Avante-MG).

Nos dois casos, os pedidos foram acatados pelo Conselho de Ética. Pioneiro nesse tipo de suspensão, Gilvan já retornou ao mandato após um “gancho” de três meses.

Além de se reunir com Motta, o corregedor da Câmara também espera conseguir conversar com os outros membros da direção da Casa para discutir a análise das medidas disciplinares sobre o motim.

O presidente da Câmara tem defendido a aliados a punição dos deputados que ocuparam o plenário principal e impediram os trabalhos da Casa.

Parlamentares do entorno de Motta avaliam que as medidas serviriam para dar um recado de que novos motins não serão tolerados e para reafirmar a liderança do paraibano.

Hugo Motta, que foi impedido de se sentar na cadeira de presidente, classificou o episódio como “grave” e afirmou que a Casa precisa ser “pedagógica” nas punições disciplinares.

Até o momento, 14 deputados estão na mira de possíveis punições. Segundo o corregedor da Câmara, durante a análise técnica da ocupação, outros parlamentares também podem se tornar alvo. As denúncias encaminhadas à corregedoria abrangem três lideranças da Câmara — Sóstenes Cavalcante (RJ), que comanda a bancada do PL; Zucco (PL-RS), líder da oposição; e Marcel Van Hattem (RS), líder do Novo.

Além deles, também estão na lista:

  1. Carlos Jordy (PL-RJ);
  2. Nikolas Ferreira (PL-MG);
  3. Allan Garcês (PP-MA);
  4. Caroline de Toni (PL-SC);
  5. Marco Feliciano (PL-SP);
  6. Domingos Sávio (PL-MG);
  7. Zé Trovão (PL-SC);
  8. Bia Kicis (PL-DF);
  9. Paulo Bilynskyj (PL-SP);
  10. Marcos Pollon (PL-MS);
  11. e Julia Zanatta (PL-SC)

 

IBGE: vendas do comércio recuam 0,1% em junho, terceira queda seguida

As vendas no comércio varejista brasileiro recuaram 0,1% na passagem de maio para junho, marcando a terceira queda mensal seguida. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quarta-feira, 13, pelo IBGE. Já na comparação com junho de 2024, houve alta de 0,3% no volume de vendas. No acumulado no primeiro semestre, o comércio registrou alta de 1,8% e, nos últimos 12 meses, o ganho foi de 2,7%.

+ Inflação desacelera para 0,26% em maio e arrefece para 5,32% em 12 meses

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas caiu 2,5% em junho e o primeiro semestre fechou em 0,5%.

A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,70% na comparação mensal e de avanço de 2,40% sobre um ano antes.

Segundo Cristiano Santos, gerente da pesquisa, os três resultados combinados já dão uma distância de -0,8% em relação a março, quando houve a última alta. “No entanto, março foi justamente o fim de um período que levou ao patamar recorde da série histórica do Índice de Base Fixa. Portanto, um dos fatores para essa queda combinada dos últimos três meses é a base alta de comparação. Outros fatores que também influenciam são a retração do crédito e a resiliência da inflação, no primeiro semestre, em itens-chave, como a alimentação no domicílio”, explicou.

Vendas nos supermercados puxam queda

Das 8 atividades monitoradas, 5 tiveram queda em junho: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,7%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-1,5%), Móveis e eletrodomésticos (-1,2%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-0,9%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,5%).As vendas nos supermercados possui a maior influência no resultado, pois funciona “como um fator âncora, impedindo que o indicador global tenha uma performance pior, já que houve predomínio de taxas negativas no intersetorial”, destaca Santos.No comércio varejista ampliado, Veículos e motos, partes e peças caiu 1,8%, assim como Material de construção, com queda de de 2,6% entre maio e junho.

E daqui pra frente?

A expectativa entre analistas é de desaceleração gradual no ritmo do comércio ao longo do ano sob o impacto do aperto monetário realizado pelo Banco Central, que começa a aparecer de forma mais clara e afeta o crédito. A taxa básica de juros Selic está atualmente em 15% e o BC já indicou que ela seguirá em patamar elevado por tempo prolongado. Por outro lado, ainda sustentam o consumo um mercado de trabalho aquecido com massa salarial robusta, enquanto pesam as incertezas provocadas pela tarifa de 50% dos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras que entraram em vigor neste mês.“O que ainda há de positivo para o comércio é o crescimento e melhora do mercado de trabalho com mais ocupação, mais renda e avanço da massa salarial. Isso ajuda no poder de compra”, disse Cristiano Santos, gerente da pesquisa no IBGE.Para o economista Heliezer Jacob, do C6 Bank, o resultado reforça a visão de que tanto o comércio quanto a economia brasileira como um todo deve crescer neste ano menos que em 2024. ‘Entendemos que essa perda de fôlego é reflexo dos juros mais altos, que tendem a impactar os investimentos. Esperamos que o PIB cresça 2% em 2025 e 1,5% em 2026, impulsionado pelos estímulos promovidos pelo governo, como o aumento de gastos, a liberação de recursos do FGTS para os trabalhadores e o incentivo à concessão de crédito” , avaliou.

Com informações da Reuters

Eleição nesta quarta define o novo comando do STF; posse deverá ocorrer em setembro

  O Supremo Tribunal Federal (STF) vai eleger, nesta quarta-feira (13), os novos presidente e vice-presidente da Corte. Edson Fachin e Alexandre de Moraes devem assumir as funções e ficarão os próximos dois anos no comando do tribunal. A posse deverá ocorrer no fim de setembro. A sucessão nos principais cargos do STF segue a ordem da antiguidade. Ou seja, pela tradição, a Presidência é ocupada pelo ministro mais antigo que ainda não ocupou o posto. O segundo mais antigo, nesse mesmo critério, passa a ser o vice.

Por isso, o atual vice-presidente Edson Fachin deve assumir a Presidência no lugar de Luís Roberto Barroso, enquanto Moraes assumirá a vice-presidência, deixada pelo próprio Fachin. Luiz Edson Fachin está no STF desde junho de 2015. O ministro é doutor em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Tem pós-doutorado no Canadá e é autor de diversos livros e artigos publicados.

Mudanças nas Turmas

A mudança o comando do STF também muda a composição das Turmas da Corte — dois colegiados formados por cinco ministros cada.Como Fachin assume a presidência, deixará de compor a Segunda Turma. Com isso, Barroso, o atual presidente, deverá seguir para o colegiado.Já a composição da Primeira Turma, da qual Moraes participa — que é responsável por julgar os casos envolvendo a ação penal da tentativa de golpe em 2022 —, não será modificada.

Como é a eleição?

A eleição ocorre por voto secreto, por meio de um sistema eletrônico. Pelas regras internas do tribunal, deve ocorrer no mês anterior ao do fim do mandato do atual presidente. Para realizar a eleição, é necessária a presença de, no mínimo, 8 ministros. É eleito quem obtém a maioria dos votos dos integrantes do tribunal. A posse ocorre em data e horário marcados no dia da eleição. Como o mandato de Barroso termina no dia 28 de setembro, os novos presidente e vice-presidente devem ser empossados na sequência.

Ministro Edson Fachin em Sessão plenária do STF. — Foto: Ton Molina/STF

Ministro Edson Fachin em Sessão plenária do STF. — Foto: Ton Molina/STF

Perfil do próximo presidente do STF

Nascido em Rondinha (RS), Edson Fachin graduou-se em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 1980.

Concluiu mestrado em 1986 na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde também fez doutorado, em 1991. Fez pós-doutorado no Canadá, foi pesquisador convidado do Instituto Max Planck, na Alemanha, e professor visitante do King’s College, na Inglaterra. Também foi professor titular de Direito Civil na UFPR.

Antes de fazer parte do Supremo, Fachin foi integrante da comissão do Ministério da Justiça sobre a Reforma do Poder Judiciário. Colaborou, também, na elaboração do novo Código Civil brasileiro no Senado. Atuou, ainda, como procurador do Estado do Paraná de 1990 a 2006 e na advocacia.

Tomou posse como ministro do Supremo em junho de 2015, indicado pela então presidente Dilma Rousseff.

Na Suprema Corte, é o relator de processos relativos à Lava Jato e de temas com repercussão social, como a chamada “ADPF das Favelas”, que restringiu operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro no período da pandemia; e o recurso que discute se é possível a aplicação da tese do marco temporal na demarcação de áreas indígenas.No Tribunal Superior Eleitoral, passou a integrante titular em agosto de 2018. Em maio de 2022, assumiu a presidência da Corte Eleitoral, sucedendo o ministro Luís Roberto Barroso. Atuou no tribunal até agosto de 2022, quando deixou o cargo para o ministro Alexandre de Moraes.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, é alvo de sanções financeiras do governo Trump — Foto: Ton Molina/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, é alvo de sanções financeiras do governo Trump — Foto: Ton Molina/STF

Moraes será vice-presidente

O ministro Moraes tomou posse no Supremo Tribunal Federal em março de 2017, indicado pelo presidente Michel Temer. Está no TSE também desde 2017, quando assumiu uma vaga de ministro substituto. Alexandre de Moraes se formou em Direito pela Universidade de São Paulo em 1990. Na mesma instituição, obteve o doutorado em Direito do Estado, em 2000. É Professor Titular da Faculdade de Direito da USP. Foi promotor de Justiça em São Paulo por 11 anos, onde ingressou em 1991. Em 2002 foi nomeado secretário de Justiça do estado, cargo que exerceu até 2005. Depois, foi secretário de Segurança Pública e ministro da Justiça do governo Temer. No exercício deste cargo, foi um dos coordenadores da área de inteligência e segurança dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro em 2016. Também elaborou o Plano Nacional de Segurança Pública em conjunto com os secretários de Segurança Pública, secretários de Justiça e Assuntos Penitenciários e procuradores-gerais de Justiça dos estados, lançado em 2017.

Moraes também integrou a primeira composição do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), entre 2005 e 2007.

Papel do presidente

O presidente do Supremo tem como competência, por exemplo, decidir a pauta do plenário – os casos a serem julgados pelos ministros. Também é o responsável pela gestão administrativa da Corte, exerce a presidência do Conselho Nacional de Justiça e representa o tribunal diante os outros Poderes e autoridades.

g1

Dono da Ultrafarma fechou com o MP acordo de R$ 32 milhões, para pagar em 60 vezes, em outro processo

Pouco antes de ser preso, o empresário e dono da Ultrafarma, Sidney de Oliveira, tinha fechado um acordo com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), no valor de R$ 32 milhões, para não ser mais alvo de outro processo que apura um suposto esquema de fraude fiscal. Ele foi preso na terça-feira (12) durante operação do próprio MP-SP, chamada de Operação Ícaro, por envolvimento num esquema bilionário no qual auditores fiscais da Secretaria da Fazenda facilitavam o ressarcimento irregular de créditos tributários para empresas varejistas(Leia mais abaixo.)O acordo foi assinado com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) pelo dono da Ultrafarma e homologado pela Justiça recentemente. Este processo criminal não tem relação com a operação que terminou com a prisão de Sidney Oliveira.

🔎 Acordo de não persecução penal é uma medida alternativa prevista no Código de Processo Penal para crimes cometidos sem violência ou grave ameaça. É necessário que o investigado confesse a prática do crime e aceite cumprir as condições estipuladas pelo MP. Em 2023, a Operação Monte Cristo apurou a acusação de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro envolvendo grandes distribuidoras de medicamentos.

Para conseguir fechar o acordo, Oliveira admitiu ter atuado em organização criminosa no esquema.

O que diz a defesa

O advogado e ex-deputado Fernando Capez, que representa a defesa do empresário, informou ao g1 que o pagamento do acordo de R$ 32 milhões será realizado em 60 parcelas, além de haver uma multa de R$ 91 mil. Segundo Capez, o acordo reconheceu irregularidades tributárias e já está sendo cumprido. A defesa de Sidney Oliveira ainda disse que o acordo foi firmado com intuito de buscar a segurança jurídica e evitar o desgaste de um processo judicial.

Sidney Oliveira, fundador da Ultrafarma — Foto: Reprodução/Ultrafarma

Sidney Oliveira, fundador da Ultrafarma — Foto: Reprodução/Ultrafarma ,Operação Ícaro

Sidney Oliveira, de 71 anos, foi preso em Santa Isabel, na Grande São Paulo, durante operação do MP-SP na terça-feira que desarticulou um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais da Secretaria da Fazenda e grandes empresas varejistas.

Segundo as investigações, o esquema movimentou mais de R$ 1 bilhão em propinas para facilitar o ressarcimento irregular de créditos tributários. Além do empresário, outras cinco pessoas foram presas, incluindo auditores fiscais e executivos. O esquema, investigado pela Operação Ícaro, tinha como “cérebro” o auditor fiscal estadual Artur Gomes da Silva Neto, que atuava facilitando e fraudando o processo de ressarcimento de créditos tributários — especificamente o ICMS — para grandes empresas como Ultrafarma e Fast Shop. O ressarcimento de crédito tributário é um direito do contribuinte que pagou a mais, mas o procedimento para recebê-lo é burocrático e complexo. Segundo o MP, Artur coletava a documentação necessária, acelerava a aprovação dos pedidos para esse ressarcimento, e garantia que eles não fossem revisados internamente. Em alguns casos, os valores liberados eram maiores que os devidos, e o prazo para pagamento, reduzido. Em troca, ele recebia propinas milionárias, que ultrapassam R$ 1 bilhão desde 2021, pagas por meio de empresas intermediárias, incluindo uma empresa fantasma registrada em nome da mãe do auditor. Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão nas seguintes cidades: Ribeirão Pires, Barueri, Santana de Parnaíba e Diadema, na Grande São Paulo, Atibaia, Indaiatuba e São José dos Campos, no interior do estado, e na capital paulista. Durante a operação, foram apreendidos dois pacotes de esmeraldas e mais de R$ 1 milhão na casa de um casal de investigados, responsáveis pela lavagem de dinheiro, que também foram presos.

g1

Nova Lei Geral de Licenciamento Ambiental compromete autonomia municipal, alerta CNM

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) avalia que a nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025), sancionada, na sexta-feira (8), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, compromete a autonomia das prefeituras na gestão ambiental. O principal ponto de crítica é o veto que impede estados e municípios de definirem seus próprios padrões e critérios para o licenciamento, medida que, segundo a entidade, enfraquece a capacidade de adaptação às realidades locais e pode atrasar decisões para o desenvolvimento e a preservação. “Os vetos presidenciais ainda serão avaliados pelo Congresso Nacional, podendo ser mantidos ou revertidos. No entanto, o atual texto já aponta para um enfraquecimento da autonomia municipal na gestão ambiental, o que preocupa gestores e especialistas da área”, afirma a CNM.

Para a confederação, a nova lei inclui um ponto sensível para a gestão ambiental municipal. Ela avalia que o artigo 17 elimina a exigência de apresentação da certidão de uso, parcelamento e ocupação do solo urbano nos processos de licenciamento ambiental. “Essa medida resulta na exclusão da consulta dos municípios em decisões de licenciamento sob responsabilidade de órgãos estaduais e federais”, ressalta A CNM destaca que a alteração enfraquece o papel das prefeituras no ordenamento do território, contrariando o artigo 30 da Constituição Federal, que atribui aos municípios a competência de promover o adequado ordenamento territorial por meio do planejamento e controle do uso, parcelamento e ocupação do solo urbano.

Segundo a entidade, ao reduzir a participação dos municípios, aumenta-se o risco de decisões desalinhadas aos interesses locais e que possam afetar a qualidade de vida da população. O texto sancionado, originado do PL 2.159/21, foi aprovado com 63 vetos. O governo justificou as alterações como forma de equilibrar celeridade, segurança jurídica e proteção ao meio ambiente. Entre os principais vetos estão a limitação da Licença por Adesão e Compromisso (LAC) a atividades de baixo potencial poluidor, a manutenção de proteção reforçada à Mata Atlântica e a exigência de consulta a povos indígenas e quilombolas, mesmo sem terras homologadas.

O Executivo também assinou a Medida Provisória 1.308/25, que institui a Licença Ambiental Especial (LAE) para empreendimentos estratégicos, com prazos definidos e equipes dedicadas, e enviará ao Congresso um projeto de lei em regime de urgência para regulamentar pontos não contemplados pela sanção.
Brasil 61

Municípios arcam com R$ 3,6 bilhões para manter estradas vicinais e recebem apenas R$ 371 milhões

Um levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela um déficit alarmante na manutenção das estradas vicinais brasileiras — importante rede viária para escoamento da produção agrícola e mobilidade rural. Os municípios gastam anualmente uma média de R$ 3,6 bilhões para conservar essas vias, mas receberam apenas R$ 371 milhões por ano de repasses federais para essa finalidade. Segundo a CNM, a falta de recursos compromete o desenvolvimento local e nacional. A malha de estradas vicinais do país é extensa e de responsabilidade dos governos municipais, como determina a Constituição Federal. No entanto, a discrepância entre os custos e o apoio financeiro federal coloca prefeitos diante de um desafio orçamentário permanente, como explica o consultor de orçamento, César Lima: “Hoje nós temos aí uma uma malha de estradas vicinais enorme e que, até pela Constituição, cabe a sua manutenção aos municípios, são as vias municipais”. O consultor aponta que a chave para reduzir o déficit de recursos está no acesso às emendas parlamentaresO que se pode pensar hoje para resolver essa questão da falta de recursos federais para manutenção dessa malha, seria realmente as prefeituras solicitarem emendas do orçamento da União aos parlamentares. Porque, se você for olhar hoje a capacidade de investimento do governo federal, 80% dela está na mão dos parlamentares, dos congressistas, através de suas emendas.” A CNM alerta que a falta de manutenção adequada pode comprometer não apenas a logística de escoamento da produção, mas também o acesso a serviços básicos. 

Brasil 61

     A IEAD EM SANTA TEREZINHA -PE COMEMOROU O DIA DOS PAIS COM MUITA ALEGRIA E ESPIRITUALIDADE 

      Neste dia especial 10/08/25, na Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Santa Terezinha PE, comemorou-se o Dia dos Pais.
     A igreja estava muito linda e o Culto a Deus foi de muitas bençãos para todos. Os pais foram homenageados com uma linda decoração , belos hinos e mensagens,  presentes, Slides com fotografias e no final um delicioso jantar e churrasco.  Tudo para a honra e a glória do Nosso Senhor Jesus Cristo. 
Pastor presidente: Ailton José Alves 
Pastor local: Antônio Marco

COP30: florestas brasileiras recebem apenas 2% do financiamento climático, diz estudo

O financiamento climático é um dos temas centrais das negociações entre países que participarão da COP30 – a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima – em Belém, em novembro deste ano. Países em desenvolvimento tentam captar pelo menos US$ 1,3 trilhão por ano em recursos das nações mais ricas.

No caso do Brasil, os desafios são maiores na captação de financiamento para as florestas. É o que mostra estudo publicado esta semana pelo Climate Policy Initiative, organização filiada à Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (CPI/PUC-Rio). Apenas 2% dos recursos internacionais recebidos pelo país foram para esses ecossistemas. Joana Chiavari, advogada especializada em Direito Ambiental e diretora do CPI/PUC-Rio, diz que as florestas tropicais precisam ser encaradas como parte fundamental e estratégica da solução climática.

“Elas desempenham um duplo papel: como fontes de emissão de CO2 (quando desmatadas ou degradadas) e como sumidouras de carbono (quando conservadas), podendo, ainda, capturar CO2 da atmosfera através da restauração florestal. Desta forma, as florestas têm capacidade de mitigar ou agravar a crise climática, dependendo da sua gestão”, argumenta Chiavari.

Capital privado

Segundo a pesquisadora, o setor que engloba florestas, agricultura, pesca e outros usos da terra enfrenta mais resistência para atrair o capital privado.

“Investimentos em mitigação são menos viáveis comercialmente e envolvem períodos de retorno do investimento mais longos ou dinâmicas complexas de uso da terra.

No entanto, o financiamento para esse setor tem aumentado no mundo (em torno de 286% entre 2018 e 2023, segundo estudo do Climate Policy Initiative), apoiado, principalmente, pelo financiamento público e concessional, mostrando que existe um interesse crescente em soluções climáticas baseadas na natureza”, salienta Chiavari.

Belém (PA), 26.03.2024 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o Presidente da França, Emmanuel Macron, visitam a produtora de chocolate “Filha do Combu”, na comunidade ribeirinha da Ilha do Combu, em Belém (PA). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Florestas, agricultura, pesca e outros usos da terra enfrentam mais resistência para atrair capital privado -Foto: Ricardo Stuckert/PR

Financiamento para o Brasil

A pesquisa do CPI/PUC-Rio mostra que o Brasil recebeu R$ 26,6 bilhões/ano de financiamento climático internacional entre 2021 e 2022. O número é 84% maior do que o registrado no período anterior, entre 2019 e 2020.

O resultado brasileiro ficou acima da média global de financiamento climático, que acusou crescimento de 28% (aumento de US$ 158 bilhões para US$ 203 bilhões). Os pesquisadores destacam que o cenário foi positivo, dado o contexto de retomada da economia depois da pandemia de Covid-19 e da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que distanciou o país das discussões de política climática internacional.

Origem das verbas

Os pesquisadores detalharam a região de origem, o tipo de instituição que destinou o recurso, o instrumento utilizado no financiamento, o setor beneficiado e o uso climático. A Europa Ocidental foi a principal financiadora: 50% dos recursos (R$ 13,3 bilhões/ano) vieram da região. Na sequência, vieram a América Latina e o Caribe, com 18,2% (R$ 4,83 bilhões/ano). Neste último caso, a maior parte dos recursos vem de bancos multilaterais, como o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). No ranking de países, a líder foi a França com 13% do total (R$ 3,5 bilhões/ano) que chegou ao Brasil. Em seguida, aparecem China (11,6%), Espanha (10%), Reino Unido (9,5%) e Estados Unidos (9%).

Instituições públicas mobilizaram 58% do financiamento climático internacional para o Brasil, R$ 15,4 bilhões/ano em valores absolutos.

Setor privado

Instituições privadas movimentaram 42%, o que equivale a R$ 11,2 bilhões/ano. Mesmo que menor do que o público, o valor vindo do setor privado merece destaque por ter crescido quatro vezes em relação ao período anterior.

O estudo mapeou os tipos de instrumentos comerciais utilizados para o financiamento climático. Foram basicamente quatro: crédito, crédito concessional, equity e doações. O crédito comum é aquele em que há antecipação de recursos com compromisso de pagamento posterior acrescido de juros. No caso do crédito concessional, o financiamento é feito com taxas abaixo do mercado. O equity é diferente dos casos anteriores porque o investidor antecipa os recursos em troca de uma fatia do negócio e participação de lucro.

Entre 2021 e 2022, R$ 17,28 bilhões de financiamento vieram por meio de crédito comum, R$ 6,42 bilhões por meio de equity, R$ 1,68 bilhões em crédito concessional e R$ 0,82 bilhões em doações. O setor de energia foi o que recebeu mais recursos (53%), com destaque para projetos de geração solar e eólica (80%). A pesquisa mostra que o financiamento para energia cresceu 165% no Brasil, passando de R$ 8,7 bilhões/ano para R$ 14,0 bilhões/ano. O resultado supera a tendência global de aumento de 53% no período.

Florestas

Logo em seguida, veio a categoria Intersetoriais com 20% (R$ 5,4 bilhões/ano); agropecuária, florestas, outros usos da terra e pesca com 11% (R$ 2,9 bilhões/ano), transporte com 11% (R$ 2,9 bilhões/ano) e água e saneamento com 5% (R$ 1,3 bilhão/ano). No setor de agropecuária e florestas, a maior parte dos recursos foi para o subsetor agricultura (72%, R$ 2,11 bilhões). O subsetor de florestas recebeu R$ 623 milhões/ano, apenas 2% do financiamento internacional para o país. Os pesquisadores consideram o financiamento para o setor muito aquém do potencial. Principalmente, se for levado em conta que ele é responsável por três quartos das emissões de gases de efeito estufa do país, segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG). Os pesquisadores também mapearam o tipo de uso climático feito com os recursos do financiamento climático internacional. A maior parte (80% ou 21,4 bilhões/ano) foi exclusivamente para mitigação. No glossário ambiental, o termo se refere à redução das emissões de gases de efeito estufa.

Adaptação climática

Apenas 5% dos fluxos mapeados (R$ 1,4 bilhão/ano) foram investidos em adaptação climática. O termo se refere às ações para reduzir a vulnerabilidade de sistemas naturais e humanos às mudanças climáticas.

Recursos que contribuem tanto para a mitigação quanto para a adaptação somaram R$ 3,8 bilhões/ano (14%).

“O governo brasileiro tem adotado uma série de iniciativas para criar condições de investimento favoráveis para que o capital estrangeiro financie projetos alinhados com a agenda climática nacional, como a Plataforma de Investimentos Climáticos e Transformação Ecológica (BIP), o Eco Invest Brasil e a emissão de títulos soberanos sustentáveis. Compreender o status atual de financiamento é crucial para medir o impacto dessas iniciativas e ampliar sua efetividade”, finaliza Chiavari.

Alvo de CPI, contrato bilionário de publicidade de Raquel vai parar no STF

Alvo de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa (Alepe), o contrato de comunicação do governo de Pernambuco, que pode chegar ao valor de R$ 1,2 bilhão, também é motivo de disputa no Supremo Tribunal Federal (STF).O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) recorreu ao STF na última segunda-feira (4) para derrubar uma liminar do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) que autorizou a execução da licitação. Uma decisão anterior do TCE, em junho, havia suspendido o certame.  Quatro agências de publicidade venceram a licitação da Secretaria estadual de Comunicação, com um contrato anual de R$ 120 milhões e a possibilidade de prorrogação por até dez anos, chegando à quantia bilionária. Em decisão monocrática do conselheiro Eduardo Porto, o Tribunal de Contas suspendeu a maior parte do certame através de uma medida cautelar, sob o entendimento que a comissão avaliadora das empresas concorrentes não apresentou as notas individuais de cada julgador, como é previsto por lei. Relator do caso, Eduardo é sobrinho do presidente da Alepe, Álvaro Porto (PSDB), adversário político da governadora Raquel Lyra (PSD).

A denúncia é de autoria do advogado Pedro Queiroz Neves, primo do conselheiro do TCE Carlos Neves, ex-assessor jurídico do ex-governador Paulo Câmara (PSB). O denunciante também é associado ao gabinete do deputado estadual Rodrigo Farias (PSB).

Empresa associada a parente de Raquel

A licitação do governo é alvo de outra denúncia no Tribunal de Contas, que aponta possíveis irregularidades na contratação da agência E3 Comunicação Integrada, uma das quatro vencedoras do certame e a responsável por acionar o TJPE. Esta denúncia é a base para a CPI aberta na Alepe nesta semana.De acordo com o texto, a empresa não possuía filial no Recife até vencer a licitação, em abril deste ano. A sede da E3 foi aberta em quatro salas em um imóvel no bairro do Pina no nome de Waldemiro Ferreira Teixeira, conhecido como “Dodi”, primo da governadora Raquel Lyra, e em outras salas da empresa Pozitiva, da qual Dodi seria “sócio oculto” – acusação baseada na proximidade de Dodi com o proprietário da Pozitiva.Além disso, a denúncia também aponta que uma gerente da empresa Makplan Marketing e Planejamento, de propriedade de Dodi e de Marcelo José Pimentel Teixeira, tio de Raquel, foi contratada como diretora de operações da E3 em Pernambuco.O texto foi tema de uma coletiva de imprensa realizada por deputados estaduais da oposição uma semana antes de retornarem do recesso parlamentar. Eles disseram que iriam entrar com ações contra a gestão estadual. A mesma denúncia foi divulgada pela deputada Dani Portela (PSOL) em suas redes sociais.

CPI “política”

A abertura da CPI na Assembleia Legislativa foi requerida por Dani Portela e assinada por 18 parlamentares, incluindo o presidente Álvaro Porto. Agora, as bancadas devem indicar seus representantes na comissão até o dia 18 de agosto.O “blocão” governista tem direito a quatro cadeiras na CPI, enquanto o bloco do PSB, PSOL e Republicanos possui três. O União Brasil e o PL têm apenas uma indicação cada. Enquanto o União deve se aliar à oposição, o Partido Liberal pode pender para o governo, apesar de três de seus cinco deputados terem assinado a abertura da CPI.Nos bastidores, o coronel Alberto Feitosa é considerado “isolado” ao lado do PSB, enquanto Renato Antunes e Nino de Enoque votam com os governistas. É esperado que Joel da Harpa e o atual líder da bancada, Abimael Santos, se alinhem com o Executivo. A bancada do PL tem uma reunião marcada com Raquel Lyra na próxima semana para discutir política.Para os deputados governistas, a CPI é puramente política. Aliados de Raquel afirmam que a comissão já nasce “morta” e “vazia”, sem objetivos claros e sem cumprir requisitos mínimos. Questionada sobre a abertura da CPI, a governadora disse “não temer a ação dos opositores”. “Temos bons desafios lá na frente, que não são justos, que estão colocados lá querendo me impor medo. Mas eu não tenho medo de mudança. Nada do que se coloca à nossa frente nos faz ter menos do que mais força para seguir em frente”, declarou, durante a abertura do Circuito Literário de Pernambuco (Clipe), em Olinda.

 

diariodepernambuco

Motta decide pelo afastamento de 5 deputados por até 6 meses por causa de motim

O presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) decidiu indicar a punição do afastamento do mandato por até seis meses para os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Zé Trovão (PL-SC), Júlia Zanatta (PL-SC), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Camila Jara (PT-MS).

Todas as decisões foram tomadas em razão do tumulto nesta semana, quando bolsonaristas resolveram impedir o início da sessão da Câmara ocupada a Mesa Diretora do plenário. A decisão ainda precisa passar pelo crivo do Conselho de Ética, o que deve já acontecer nos próximos dias. Segundo comunicado da Secretaria-Geral da Mesa, todas as denúncias sobre condutas praticadas durante o motim foram encaminhadas à Corregedoria Parlamentar. Um ofício enviado por PT, PSB e PSOL, que pede a suspensão de cinco parlamentares, deu o pontapé inicial às representações. Alguns desses nomes já passavam por análise de Motta – ao menos por enquanto, Paulo Bilynskyj (PL-SP) deverá ser poupado e não será afastado do mandato. Uma petista foi adicionada à lista de sancionados.Camila Jara foi acusada por Nikolas Ferreira (PL-MG) de empurrá-lo durante a confusão para reestabelecer o controle do plenário. A deputada petista nega que tenha agredido. Em nota, a assessoria da parlamentar afirmou que havia um “empura-empurra” na Casa e que ela afastou Nikolas, que pode ter se desequilibrado. Como mostrou o Estadão, Pollon foi o último a resistir e foi ele quem teve que ceder a cadeira da presidência da Câmara para Motta retomar os trabalhos. Dias antes, ele chamou o presidente da Câmara de “bosta” e “baixinho de um metro e 60”.

REPRESENTAÇÃO CONTRA DEPUTADOS

Na representação, os partidos de esquerda dizem que Zé Trovão tentou impedir fisicamente Motta de conseguir voltar à Mesa Diretora. “A liberdade de expressão parlamentar não abrange o direito de impedir fisicamente o exercício legítimo de função pública”, diz o documento.

A expectativa é que o Conselho de Ética tenha uma semana movimentada. Além de todas as representações sobre a confusão que paralisou os trabalhos da Câmara nesta semana, devem enfim chegar ao colegiado outra representações já apresentadas à Mesa Diretora sobre outros parlamentares como Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos. Já foram protocolados um pedido de suspensão e um de cassação de Eduardo.Pessoas familiarizadas com a movimentação na Câmara estimam que mais de 20 representações devem chegar ao Conselho. A obstrução da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso teve fim após mais de 30 horas, no final da noite desta quarta-feira, 6. Os congressistas, que impediram fisicamente que os trabalhos legislativos iniciassem nesta terça-feira, 5, após o recesso parlamentar, tinha como exigência que três projetos fossem pautados pelos presidentes da Câmara e do Senado Federal.

jc

Explosão de ansiedade entre jovens alerta para urgência do cuidado socioemocional nas escolas

  Em uma sociedade marcada pelo excesso de redes sociais, vídeos curtos e dinâmicos e pela velocidade da informação, crianças e adolescentes têm sido cada vez mais afetados por transtornos emocionais, entre eles: a ansiedade. Nos últimos dez anos, os atendimentos por transtornos de ansiedade dispararam entre o público jovem no Brasil, com aumento de 2.500% para a faixa de 10 a 14 anos no Sistema único de Saúde (SUS), de acordo com o Ministério da Saúde. O crescimento ainda é mais alarmante entre adolescentes de 15 a 19 anos, quando o número de registros saiu de 1.534, em 2014, para 53.514, em 2024.

A tendência também aparece nos registros da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Em 2023, a taxa de transtornos de ansiedade entre crianças e adolescentes superou a dos adultos. Foram 125,8 casos por 100 mil habitantes na faixa de 10 a 14 anos e 157 casos por 100 mil entre jovens de 15 a 19 — contra 112,5 entre adultos com mais de 20 anos.

Diante desses dados, o ambiente escolar se coloca como um espaço importante para enfrentar esse desafio. O cuidado com a saúde emocional dos estudantes, mais do que uma ação complementar, deve se tornar parte do próprio processo educativo. “Hoje, não é incomum que de cada turma que a gente tem em uma escola, uma porcentagem considerável dos jovens receba algum tipo de abordagem ou tratamento à companhia“, afirma o médico e educador Jairo Bouer, palestrante da Jornada Bett, que acontecerá em agosto, no Recife. “Essa é a ponta do Iceberg de uma questão maior, que é a questão de como os jovens estão lidando com suas emoções, com os seus pensamentos, com as suas percepções de mundo hoje em dia. Neste sentido, acho que é muito importante a gente começar a trabalhar a questão das habilidades socioemocionais desde muito cedo“, complementa o especialista. Bouer defende que não é necessário criar disciplinas exclusivas para lidar com saúde emocional. A integração desse tema pode ocorrer de forma transversal, sem que haja sobrecarga nos professores e educadores, que aproveite situações do cotidiano escolar, livros, textos e atividades que já fazem parte do planejamento pedagógico. “Livros que estimulem essa discussão, que permitam que haja um espaço pra que os jovens possam falar dessas suas questões, eu acho que são ferramentas muito importantes“, comenta.

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Jairo Bouer – DIVULGAÇÃO PESSOAL

Segundo o médico, a escola tem um papel fundamental como espaço de construção de vínculos e referência emocional para os estudantes, mas essa tarefa deve ser feita em comunidade. “Dividindo essas questões com os pais, com os familiares, com os responsáveis, com os tutores, onde as interações sociais são muito importantes“, afirma.

Cuidado como estrutura da aprendizagem será tema da Jornada Bett Nordeste

A importância da saúde emocional no ambiente escolar será um dos eixos principais da Jornada Bett Nordeste 2025. O evento acontece nos dias 27 e 28 de agosto, no Recife Expo Center, e reunirá mais de dois mil participantes, entre gestores, professores e lideranças da educação. A visitação é gratuita e as inscrições estão abertas. Com o tema “Uma nova aprendizagem para construir futuros regenerativos”, a Jornada propõe uma reflexão sobre o papel do cuidado como parte central do processo educativo. “A gente não pode mais falar de educação sem falar de cuidado — com quem aprende e com quem ensina. A escola precisa ser um espaço de escuta, acolhimento e desenvolvimento integral”, afirma Adriana Martinelli, diretora de conteúdo da Bett Brasil.

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Adriana Martinelli – DIVULGAÇÃO

Segundo ela, os chamados “4 C’s da aprendizagem” — Cuidado, Convivência, Consciência e Criação — foram definidos para orientar a programação. A escolha reforça que o desenvolvimento socioemocional não é acessório, mas parte fundamental da formação de estudantes preparados para lidar com os desafios da atualidade. Quando a gestão valoriza o cuidado, isso se traduz em ações concretas: escuta ativa das equipes, conversas frequentes com coordenadores e professores, construção coletiva de soluções para os desafios do dia a dia”, explica Adriana. Jornada Bett também dará espaço a experiências como as mentorias personalizadas, que acompanham o desenvolvimento integral dos estudantes, considerando aspectos acadêmicos, emocionais, sociais e físicos.

Evento de educação no Recife

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Jornada Bett – Nordeste – DIVULGAÃ?Ã?O

Com mais de 20 horas de conteúdo e mais de 60 palestrantes confirmados, a Jornada Bett Nordeste terá formatos interativos, como o “Aquário”, que convida o público a participar ativamente das discussões.

“Não é só ouvir, é refletir junto, compartilhar experiências e sair transformado”, diz Adriana. O evento também contará com um auditório exclusivo dedicado à educação pública, além da presença de empresas e instituições que apresentarão soluções em tecnologia, gestão e metodologias voltadas à aprendizagem.

jc.

Atrasos no PAC reduzem investimentos e obrigam Pernambuco a bancar obras federais

 A lentidão nos repasses do Novo PAC em Pernambuco vem reduzindo o volume de investimentos previstos no orçamento estadual e obrigando o governo a destinar recursos próprios para obras de responsabilidade federal. O último balanço do programa, divulgado pelo governo federal em abril, mostra o Estado com o terceiro menor índice de repasses do Nordeste (44,5%), melhor apenas do que Sergipe (39,3%) e Piauí (42,1%). No Brasil, Pernambuco tem o 9º pior desempenho. Apesar da situação estadual, o PAC está atrasado em todo o País.

Do total de R$ 35,4 bilhões previstos no orçamento para o Estado até o fim de 2026, apenas R$ 15,8 bilhões (44,5%) foram executados. Outros R$ 8,7 bilhões estão programados para o período pós-2026, o que eleva o total projetado para R$ 44,2 bilhões. No levantamento, Pernambuco aparece com 1.444 empreendimentos listados. Desses, 219 foram concluídos até o fim de 2024. A lista inclui veículos de transporte escolar, construção de creches e escolas, unidades do Samu, quadras esportivas e obras em universidades. Para o secretário estadual de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional, Fabrício Marques Santos, o problema não está apenas no atraso nos repasses, mas na falta de clareza na gestão do PAC. “O recurso federal chega com dificuldade. O Brasil precisa ter um modelo de governança do PAC. Eu sou um crítico disso nacionalmente. Porque, se a gente não tiver um modelo de governança, como é que eu posso ser parceiro de algo que eu não tenho clareza?”, questiona. O anúncio de R$ 91,9 bilhões em investimentos para Pernambuco no lançamento regional do programa, em setembro de 2023, criou uma expectativa que não se confirmou. Esse valor geral leva em consideração várias fontes, como recursos do governo federal (via Orçamento da União), estatais (como Petrobras e Eletrobras), parcerias público-privadas (PPPs) e investimento privado induzido (como concessões rodoviárias e ferroviárias). O disponível, de fato, no Orçamento da União para o Estado é R$ 35,4 bilhões. “Mais de 70% desses investimentos anunciados são na modalidade do ‘PAC intenção’: diz que vai fazer, se tiver orçamento, projeto e viabilidade. Isso gera frustração. Menos de 10% dos investimentos previstos no PAC chegaram à ponta até agora”, diz.

Supremo prevê gastar R$ 72 milhões com segurança em 2026

O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou, nesta quinta-feira (7/8), proposta orçamentária de R$ 1 bilhão para 2026. A previsão foi aprovada durante sessão administrativa e será enviada ao Ministério do Planejamento e Orçamento para compor a proposta orçamentária da União para 2026. A proposta do STF para o ano vem teve aumento em relação ao orçamento deste ano, que ficou em R$ 953 milhões. No relatório em que votou a favor da aprovação do orçamento, o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, destacou que a Corte foi obrigada, por “fatores externos”, a aumentar os gastos com segurança.

Em 2020, o gasto com a proteção das instalações e com segurança dos ministros foi R$ 40 milhões. No ano que vem, o valor proposto é de R$ 72 milhões.

“Essa é uma despesa que tem causas externas ao tribunal. Vem do aumento das hostilidades ao Supremo Tribunal Federal, que são fato público e notório. O risco à segurança aumentou a necessidade de investir em infraestrutura, tecnologia e equipamentos e aumento de pessoal (servidores e terceirizados), com severo impacto no orçamento, mas inevitável”, justificou Barroso.

No relatório, o ministro também afirmou que os gastos da Corte estão dentro dos limites fiscais.

“Como mencionado no relatório, ao montante de despesas primárias com receitas do Tesouro (obrigatórias e discricionárias), foi acrescido o campo de despesas discricionárias com receitas próprias do tribunal”, completou o ministro.

Com informações da Agência Brasil

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