5 de setembro de 2026 09:09

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MP Eleitoral recomenda a igrejas que não façam propaganda eleitoral

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Pernambuco é o segundo estado com mais denúncias de irregularidades eleitorais no início da campanha

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Ensino fundamental melhora nas redes municipais

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Brasil registra quase 30 mil focos de incêndio em 2026; aumento de temperatura levanta alerta de risco para Amazônia, Cerrado e Caatinga

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Estados e municípios recebem mais de R$ 400 milhões em royalties da mineração

Mais de 500 mil pessoas se cadastram na plataforma MEC Livros; site empresta publicações gratuitamente

   A plataforma MEC Livros registrou a marca de 566 mil usuários cadastrados no sistema nacional de livros digitais acessíveis. O balanço, divulgado pelo Ministério da Educação nesta quarta-feira (22), indica a adesão de estudantes e professores à ferramenta que disponibiliza mais de 8 mil títulos gratuitos.

Disponível para qualquer pessoa que possua uma conta ativa no Gov.br, o site possui um acervo com obras de autores brasileiros e internacionais.

“O MEC Livros foi organizado a partir de critérios que valorizam a diversidade literária, cultural e linguística e conta com uma série de ferramentas voltadas para facilitar a experiência do usuário. Além de permitir a personalização da leitura e o uso de notificações automatizadas sobre as obras, o aplicativo separa os exemplares por categorias, que permitem uma navegação mais assertiva. A biblioteca digital conta com quase 20 editorias e gêneros, que vão de romance e ficção a histórias em quadrinhos e literatura de cordel”, diz o MEC. Os livros disponibilizados na plataforma podem ser lidos em até 14 dias. Depois disso, o usuário pode optar por renovar o empréstimo pelo mesmo prazo ou fazer a devolução da obra. Só é possível realizar um novo empréstimo após a devolução do livro que já está com o usuário.

Desde o início da operação do serviço, o sistema contabilizou a realização de 263 mil empréstimos de obras literárias.

Segundo dados do Ministério da Educação, o título com maior volume de acessos no período é a obra Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski, seguida por A Cabeça do Santo, de Socorro Acioli, e Sem Despedidas, de Han Kang.Seis obras de Itamar Vieira Júnior, autor de Torto Arado, estão no site do MEC Livros. Clássicos da literatura como Guimarães Rosa, Mário de Andrade, Carolina de Jesus e Lygia Fagundes Telles também. Bem como obras do rapper Emicida: Amoras e E foi assim que eu e a Escuridão ficamos amigas. O Ministério da Educação informou que o projeto visa à preservação do patrimônio literário e à integração de recursos tecnológicos ao ensino.  Sobre a operação do sistema, o órgão declarou que estão em andamento atualizações para permitir a devolução de exemplares digitais a qualquer momento e a habilitação automática dessa função após a conclusão de 90% da leitura. A leitura pode ser feita diretamente no aplicativo ou no navegador.

brasildefato

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FPM: municípios recebem R$ 2,2 bi no 2º decêndio de abril; consulte valores por município

   Os municípios brasileiros partilham, nesta segunda-feira (20), R$ 2,2 bilhões referentes ao segundo decêndio de abril do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O valor é quase 2% menor do que o transferido no mesmo período do ano passado, quando o montante foi de R$ 2,3 bilhões.

Para o especialista em orçamento público, Cesar Lima, o cenário acende um alerta entre gestores municipais, apesar de resultados positivos recentes no acumulado. Na avaliação dele, a oscilação reforça a necessidade de acompanhar os próximos repasses para entender se há uma tendência ou apenas variação pontual. “Essa tem sido uma recorrência, altos e baixos durante esse exercício. Tivemos, no mês passado, um resultado positivo em relação ao ano passado, mas nesse decêndio em questão, o resultado foi menor. Pode ser que haja uma acomodação entre altos e baixos, a depender do decêndio. Caberá uma análise mais criteriosa para saber se há realmente esse ajuste. Vamos aguardar os próximos decêndios para ver se esse cenário não é uma tendência e somente uma sazonalidade”, destaca. 

Os recursos do FPM são formados por parcelas arrecadadas pela União por meio do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Os coeficientes de participação de cada município são definidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU), com base principalmente no número de habitantes, conforme dados oficiais.

Maiores valores por estado

Entre os estados, São Paulo é o que recebe o maior volume de recursos neste decêndio: cerca de R$ 280 milhões. No estado, destacam-se municípios como Campinas, Cotia e Bragança Paulista, todos com repasses superiores a R$ 1,2 milhão.

Minas Gerais também figura entre as unidades da Federação com valores expressivos, totalizando aproximadamente R$ 279 milhões. Municípios como Divinópolis, Itabira e Ituiutaba estão entre os que recebem os maiores repasses no estado, com montantes superiores a R$ 1 milhão.

FPM: Municípios bloqueados

Até o dia 16 de abril de 2026, 25 municípios estavam impedidos de receber recursos do FPM. Confira a lista:

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FNDE determina aplicação mínima de 45% dos recursos da merenda na agricultura familiar

   O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação publicou a Resolução nº 4/2026 com novas regras para a execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A norma amplia exigências para estados e municípios e determina que, no mínimo, 45% dos recursos federais destinados à merenda escolar sejam aplicados na compra de alimentos da agricultura familiar, com prioridade para comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas.A resolução também reforça critérios nutricionais. Os cardápios deverão ser elaborados por nutricionista responsável técnico, com restrição a alimentos ultraprocessados e limitação de açúcar, sal e gorduras, priorizando produtos in natura e minimamente processados, respeitando hábitos regionais e culturais.

Compras e pesquisa de preços

Nas aquisições via licitação, a modalidade obrigatória passa a ser o pregão eletrônico. Já para a definição de preços de referência, os gestores deverão utilizar painéis oficiais do governo federal, dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e cotações junto a fornecedores locais.A resolução reforça que os recursos do PNAE devem ser utilizados exclusivamente para a compra de alimentos, mesmo nos casos de terceirização do serviço de preparo das refeições. Outras despesas ficam a cargo dos estados e municípios.

Gestão e repasses

Os recursos são transferidos automaticamente pelo FNDE, sem necessidade de convênio, com base no número de estudantes informados no Censo Escolar. O cálculo considera o valor per capita por modalidade de ensino, 200 dias letivos e é feito pela fórmula VT = A x D x C (número de alunos, dias de atendimento e valor por estudante).Os repasses ocorrem em oito parcelas anuais, entre fevereiro e setembro. Os valores devem ser movimentados exclusivamente em conta específica do programa, aberta pelo FNDE, com pagamento eletrônico direto aos fornecedores.A norma detalha ainda regras para gestão centralizada e descentralizada. No modelo descentralizado, estados e municípios devem transferir os valores às unidades executoras das escolas em até cinco dias úteis após o recebimento.

Prestação de contas e fiscalização

A prestação de contas deverá ser feita por meio da plataforma BB Gestão Ágil, com acompanhamento do Conselho de Alimentação Escolar (CAE). O FNDE poderá suspender os repasses em casos de inadimplência, ausência de nutricionista responsável técnico ou irregularidades na execução.Os gestores respondem civil, penal e administrativamente por informações falsas ou uso indevido dos recursos. Em caso de irregularidades, qualquer cidadão pode apresentar denúncia à Ouvidoria do FNDE.A resolução também prevê auditorias anuais por amostragem, monitoramento permanente e possibilidade de bloqueio ou devolução de valores ao erário em caso de inconsistências.Durante situações de emergência ou calamidade pública, fica autorizada, de forma excepcional, a distribuição de kits de alimentos às famílias dos estudantes, mantendo os critérios nutricionais e a prioridade para alimentos frescos.

As novas regras já estão em vigor e devem ser observadas por estados, municípios e instituições federais que ofertam educação básica.

 Brasil 61

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A FALÁCIA DA IDEOLOGIA DE GÊNERO

ENTRE A VERDADE E O ENGANO
Combatendo Ideologias e Ensinos que opõem à Palavra de Deus

INTRODUÇÃO
Em nossos dias, muitas ideias têm disputado o coração, a mente e a formação das novas gerações. Entre elas está a ideologia de gênero, que afirma que ser homem ou mulher não decorre da criação divina, mas da construção social e da percepção individual. Essa visão já ultrapassou o ambiente acadêmico e alcançou a educação, a política, as leis e a cultura, influenciando crianças, adolescentes e famílias. Nesta lição, examinaremos os fundamentos da ideologia de gênero e veremos o que a Bíblia ensina sobre a identidade humana. Também entenderemos como a Igreja deve responder a esse desafio. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.

TEXTO PRINCIPAL – COMPARANDO TRADUÇÕES
Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. (Gn 1.27, NVI). Assim Deus criou os seres humanos; ele os criou parecidos com Deus. Ele os criou homem e mulher! (Gn 1.27, NTLH). Jesus faz menção a essa passagem bíblica em Mateus 19.4 (NAA), quando diz: “Jesus respondeu: — Vocês não leram que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher.” O texto é extremamente importante para o assunto que estamos desenvolvendo por duas razões:
• A identidade humana vem de Deus, não da autodeterminação. O versículo começa com a expressão “criou Deus”. A ênfase recai sobre o Criador como aquele que define a realidade humana. Portanto, a identidade do ser humano não procede, em primeiro lugar, do sentimento, da preferência pessoal ou da construção social, mas do ato criador de Deus.

• A humanidade foi criada em duas formas sexuadas: “macho e fêmea”. Homens não são mulheres, e mulheres não são homens. Todavia, ambos compartilham a imagem de Deus. Além disso, o texto destaca que a sexualidade é um dom de Deus.

RESUMO DA LIÇÃO
À luz das Escrituras, aprendemos que homem e mulher foram criados de forma intencional e complementar, e que a verdadeira identidade do ser humano só é plenamente encontrada em Cristo.
• Deus criou homem e mulher de forma intencional, distinta e complementar. Intencional significa que a criação do ser humano não é fruto do acaso ou da evolução, mas de um ato deliberado de Deus. Ele quis criar o ser humano como homem e mulher (Gn 1.27). Distinta indica que há diferenças biológicas, relacionais e até funcionais, estabelecidas pelo próprio Criador. Complementar significa que essas diferenças não competem entre si, mas se completam. O homem sozinho é declarado “incompleto” (Gn 2.18), e a mulher é dada como correspondente adequada. Juntos, refletem de maneira mais plena a imagem de Deus e cumprem a missão designada pelo Criador (Gn 1.28).
• O pecado distorceu a percepção humana de identidade e propósito. O que significa essa distorção? O pecado não destruiu a criação, mas a desordenou. O ser humano, agora, busca interpretar a realidade sem referência correta a Deus. Em Romanos 1, Paulo afirma que a humanidade “trocou a verdade pela mentira”. Ou seja, a crise de identidade é, antes de tudo, uma crise espiritual e epistemológica o homem passa a redefinir a realidade a partir de si mesmo. Dessa forma, a identidade deixa de ser recebida de Deus e passa a ser autoconstruída.
• Somente em Cristo o ser humano encontra sua verdadeira identidade e restauração. Cristo é chamado de “imagem de Deus” (Cl 1.15), ou seja, ele revela perfeitamente aquilo que o ser humano deveria refletir. Em união com Cristo (2Co 5.17), o ser humano é feito nova criatura: sua mente é renovada, seus afetos são reordenados e sua identidade é restaurada.

1. CONCEITOS DA IDEOLOGIA DE GÊNERO
Pergunta chave: O que a ideologia de gênero ensina? Ideia central do ponto: A ideologia de gênero defende que a identidade sexual é uma construção social que pode diferir do sexo biológico, negando a criação fixa de homem e mulher por Deus e promovendo confusão especialmente entre crianças e jovens.
1. Origem do termo.
Verdade central: O termo “ideologia de gênero” surge entre grupos conservadores e religiosos nos anos 90 para designar a ideologização do conceito de gênero. A base dessa teoria remonta ao psicólogo John Money (1950).
Para refletir: Tenho me informado sobre as ideologias que afetam minha geração, ou tenho sido influenciado por elas sem perceber?
A LIÇÃO DIZ: Foi em 1950 que o psicólogo americano John Money apresentou a ideia de que não existe uma relação natural entre o sexo anatômico de uma pessoa e sua identidade sexual ou, como veio a ser chamada, sua identidade de gênero, como ficou conhecida a discussão nos meios acadêmicos. A partir desse ponto, as discussões se ampliaram para a filosofia, sociologia, psicanálise etc. O termo “ideologia de gênero” surge entre grupos conservadores e religiosos (em meados dos anos 90) que percebem uma apropriação e ideologização do termo, o qual afirma que a identidade sexual de uma pessoa é determinada socialmente e pode diferir do sexo biológico, negando a criação fixa de homem e mulher por Deus. A ideologia de gênero pode ser compreendida como resultado de um processo histórico e filosófico que passou a questionar a família, os papéis masculinos e femininos e a própria ideia de uma identidade humana dada por Deus. Nesse percurso, a crítica social de Karl Marx e Friedrich Engels é apresentada como um marco importante, porque ambos atacaram estruturas tradicionais da sociedade, especialmente a família e a moral herdada da cultura cristã. No Manifesto Comunista, eles falam abertamente da “abolição da família”. A partir dessa lógica, abriu-se espaço para a desconstrução de referências consideradas estáveis na vida social. Mais tarde, esse movimento encontrou força em setores do feminismo contemporâneo, sobretudo quando a discussão deixou de girar apenas em torno de direitos civis e passou a questionar a própria definição de mulher, de sexualidade e de família. Nesse contexto, Simone de Beauvoir ganhou relevância ao defender que a condição feminina não deveria ser vista como algo natural, mas como construção social. Sua frase mais conhecida, “não se nasce mulher, torna-se mulher”, abriu caminho para a ideia de que a identidade feminina é moldada historica e socialmente. Com isso, a distinção entre sexo biológico e identidade passou a ganhar cada vez mais espaço nos debates culturais e acadêmicos. Esse processo alcançou formulação mais ampla com Judith Butler e a teoria queer, que consolidaram a ideia de que gênero e identidade sexual não são determinados pela biologia, mas produzidos socialmente. Assim, a ideologia de gênero foi sendo formada pela junção entre crítica às estruturas tradicionais, releituras feministas
da identidade e as teorias que separaram sexo e gênero. Com o tempo, essas ideias deixaram o ambiente universitário e passaram a influenciar a política, a educação, a cultura e os costumes. Portanto, de forma sintética, podemos definir a Ideologia de Gênero como a ideia de que ninguém nasce com sua identidade sexual definida por Deus, mas que cada pessoa constrói para si o próprio gênero ao longo da vida. Nessa perspectiva, ser homem ou mulher não estaria ligado, em primeiro lugar, ao sexo biológico recebido no nascimento, mas à maneira como a pessoa se percebe, se sente ou escolhe se identificar. Dessa forma, a diferença entre masculino e feminino passa a ser vista não como parte da criação divina, mas como o resultado de processos sociais e culturais. Nesta lição, usamos a palavra ideologia porque estamos tratando de um conjunto de ideias e pressupostos que procuram reinterpretar a identidade humana, o corpo e a sexualidade. Em muitos ambientes acadêmicos,
costuma-se falar em teoria de gênero ou estudos de gênero. Mas tal posição não goza de fundamentação acadêmica, por isso é mais coerente trata-la como ideologia. 

1.2 Separação entre sexo e gênero.
Verdade central: A separação entre sexo biológico e gênero psicológico é um dos fundamentos da ideologia de gênero.
Para refletir: Tenho reconhecido que minha identidade e sexualidade são dons recebidos de Deus, ou tenho sido tentado a acreditar que posso construí-las conforme meus sentimentos?
A LIÇÃO DIZ: A separação entre sexo biológico e gênero psicológico é um dos fundamentos da ideologia de gênero. Segundo seus defensores, o sexo é atribuído ao nascer com base nos órgãos genitais, mas o gênero seria uma identidade interna, que pode ou não coincidir com esse sexo. Isso significa que, para essa ideologia, uma pessoa pode nascer biologicamente homem e, ainda assim, se identificar como mulher, ou viceversa, ou com nenhum dos dois. Biblicamente (e cientificamente), a orientação e o desejo sexual estão direta e intrinsecamente relacionados às características físicas do sexo (masculino e feminino). O conceito de “identidade de gênero” não aceita o sexo biológico (masculino e feminino) como fator determinante da sexualidade. Ensinam que os indivíduos desenvolvem sua “identidade de gênero” durante o processo de socialização com a cultura na qual estão inseridos. No entanto, de acordo com as Escrituras e a ciência, existem apenas dois tipos de gêneros: o masculino e o feminino. Vejamos:
• A ação do Criador. Do ponto de vista bíblico, a sexualidade de uma pessoa é determinada por uma ação criadora do próprio Deus de maneira bem definida: “E criou Deus […] homem e mulher os criou” (Gn1.27); “Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea” (Mc 10.6 ver Mt 19.4); “[…] e Isabel tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome João” (Lc 1.13); “[…] A Noemi nasceu um filho, e chamaram ao menino Obede […]” (Rt 4.17). A ideologia de gênero está fora de sincronia com esta criação e é contrária à ordem natural estabelecida pelo Criador (Rm 1.24-27 ver Lv 18.1-23; Is 28.15).
• A genética. Os hormônios sexuais são encarregados de conceder a uma pessoa as características físicas de seu sexo genético. Estes cromossomos contêm as chaves que desencadeiam a regulação dos hormônios sexuais nos homens e mulheres. Essas instruções estão localizadas em segmentos do DNA chamados “genes” que definirão o sexo da pessoa. Os cromossomos sexuais são um tipo de plasma encontrado no núcleo das células e que determina o sexo dos seres vivos. As fêmeas normalmente possuem o mesmo tipo de cromossomos sexuais “XX”, e por isso chamado de sexo homogamético. Os machos são o sexo heterogamético, contendo dois tipos distintos de cromossomos sexuais, um “X” e outro cromossomo “Y. Então, alterar o fenótipo (aparência) não consiste em alterar o genótipo (genes).
• A fisiologia. Fisiologia é uma área de estudo da biologia responsável em analisar o funcionamento físico, orgânico, mecânico e bioquímico dos seres vivos. O termo fisiologia se originou a partir da junção do grego “physis”, que significa “funcionamento” ou “natureza”, com a palavra “logia”, que quer dizer “estudo” ou “conhecimento. Deus criou dois sexos anatomicamente distintos (Gn 1.27). Portanto, o órgão genital e as características físicas de nascimento de um ser humano, também determinam sua sexualidade.

1.3 Movimentos e ativismos.
Verdade central A ideologia de gênero encontrou força política e cultural em movimentos que visam redefinir as leis, a educação e a moralidade pública.
Para refletir: Devemos compreender que por trás da militância e das ideologias contrárias a Palavra de Deus, há uma ação maligna em atuação.
A LIÇÃO DIZ: A ideologia de gênero encontrou força política e cultural nos movimentos e em ativismos sociais que visam redefinir leis, educação e moralidade pública. Esses grupos têm pressionado governos, escolas e instituições para que adotem políticas que reconheçam a autodeterminação de gênero e proíbam qualquer discurso contrário. Além disso, em muitos lugares já se penaliza legalmente quem expressa opinião contrária à ideologia de gênero, mesmo que baseado na fé. Hoje, a propagação da ideologia de gênero acontece, sobretudo, por meio do pensamento esquerdista e das ideias progressistas que, ao longo do tempo, passaram a questionar a família, os papéis masculinos e femininos e a compreensão tradicional da identidade humana. Nesse mesmo ambiente, o discurso do politicamente correto também ganha força, criando pressão cultural para que determinadas visões sejam aceitas como obrigatórias, enquanto posições contrárias passam a ser tratadas como intolerância, preconceito ou atraso. É por meio desses veículos que essa ideologia de gênero chega às escolas, universidades, produções culturais, debates públicos, meios de comunicação e propostas políticas. Desse modo, o que antes parecia restrito a grupos militantes ou acadêmicos passou a influenciar a linguagem, os costumes e a formação de crianças, adolescentes e famílias. Quais são as estratégias usadas pelos grupos que querem promover essa ideologia?
• Dominação política com a ocupação de espaços estratégicos. A ocupação de cargos estratégicos faz parte de um contexto utilizado pelos ideólogos de gênero, tendo por objetivo facilitar a implementação da cultura LGBT de forma ampla e sem que haja resistência, pois, tendo pessoas influentes em todas as áreas, torna-se fácil conseguir o convencimento por meio da manipulação.
• Buscam uma sociedade igualitária através de um falso discurso. Outra estratégia é a promoção de um discurso manipulador de luta entre classes, carregado de rotulação contra a homofobia, a intolerância e a busca de uma sociedade igualitária.
• Quebra de paradigmas morais através do relativismo. O relativismo moral é outra estratégia dos defensores da ideologia de gênero, a qual visa acabar com toda e qualquer verdade absoluta. Não há mais princípio moral absoluto; tudo é relativo. Não há mais comportamento eticamente certo ou errado; tudo depende de um ponto de vista. O julgamento moral ou de valores varia conforme diferentes indivíduos, culturas e classes sociais o propõe. Imagine um mundo em que nada estaria errado, em que não há regras de conduta que se apliquem a todos. Isso é anarquismo.
• Banalização sexual, erotização precoce e desconstrução do modelo familiar tradicional. Cuidados necessários:
• O primeiro cuidado é político. Jovens que já votam, pais, professores e cristãos em geral precisam entender que o voto tem consequências reais. Deputados e senadores participam da elaboração das leis e da fiscalização do poder público, enquanto o presidente sanciona ou veta projetos aprovados e conduz a administração federal. Por isso, o cristão não deve votar por emoção, por propaganda ou apenas por rótulos como direita e esquerda. O voto precisa ser consciente, responsável e guiado pela análise de propostas, histórico, caráter público e princípios.
• O segundo cuidado começa dentro de casa. A educação é dever dos pais, o que mostra que eles não podem se afastar da formação dos filhos nem terceirizar totalmente esse processo para a escola. Eles precisam acompanhar o que os filhos aprendem, quais conteúdos recebem, que valores estão sendo transmitidos e como estão sendo influenciados em sala de aula.
O terceiro cuidado envolve aquilo que consumimos todos os dias. Séries, filmes, livros, músicas, redes sociais e produções culturais não são neutros. Muitas vezes, é justamente por esses meios que certas ideias influenciam a formação de crianças, adolescentes e jovens. Por isso, precisamos aprender a perguntar: o que estou assistindo está moldando meu pensamento de acordo com a verdade ou de acordo com a cultura? O que essa mensagem normaliza, aprova ou tenta redefinir?
• O quarto cuidado diz respeito às pessoas que admiramos e seguimos. Quem ocupa nossa atenção também influencia nossos valores. Por isso, é necessário observar quem são nossas referências, o que elas ensinam, que estilo de vida defendem e que visão de mundo estão promovendo.
• O quinto cuidado é eclesiástico e pastoral. A igreja não pode tratar esse assunto com omissão, medo ou superficialidade. É preciso ensinar com clareza o que a Bíblia diz sobre criação, identidade, sexualidade, família e redenção em Cristo. Quando a igreja se cala, outras vozes ocupam esse espaço com rapidez. Verifique o aprendizado de seus alunos (ponto 1):
1. Quando e como surgiu o conceito de ideologia de gênero?
2. Qual é a diferença que a ideologia de gênero faz entre sexo e gênero?
3. Por que a separação entre sexo e gênero é perigosa especialmente para crianças e jovens?
4. Qual deve ser nossa postura diante dos ativistas da ideologia de gênero?

2. O QUE A BÍBLIA ENSINA SOBRE GÊNERO E IDENTIDADE SEXUAL
Pergunta chave: O que a Bíblia ensina em contraste? Ideia central do ponto: A Bíblia ensina que Deus criou o ser humano como homem e mulher de forma intencional e complementar, e que a verdadeira identidade pode ser restaurada em Cristo, mesmo após a confusão causada pelo pecado.
2.1 Deus criou homem e mulher.
Verdade central: A Palavra de Deus apresenta uma visão clara sobre a sexualidade humana. O gênero não é uma construção social, mas uma realidade criada por Deus.
Para refletir: Tenho valorizado a forma como Deus me criou, reconhecendo que minha identidade sexual é parte do seu plano sábio e amoroso

A LIÇÃO DIZ: A Palavra de Deus apresenta uma visão clara, coerente e bela sobre a sexualidade humana. Em Gênesis 1.27, lemos: E “criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou”. Analisemos esse trecho bíblico por partes. Primeiro, a Bíblia diz que Deus criou homem e mulher: “homem e mulher os criou” (Gn 1.27b ARA). Ainda em outra passagem do livro de Gênesis, em que se faz
referência à criação, está escrito: “Macho e fêmea os criou, e os abençoou […]” (Gn 5.2a, ARC). Note que a Palavra de Deus não dá brechas e nem deixa qualquer nuance sobre a neutralidade de sexo ou gênero no que diz respeito à criação divina da espécie humana. A Bíblia é taxativa ao afirmar que foram criados homem e mulher, ou seja, o sexo masculino e feminino, macho e fêmea respectivamente, sendo tal verdade confirmada pelas palavras do próprio Senhor Jesus Cristo conforme registrado no Novo Testamento: “Ele [Jesus], porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que, no princípio, o Criador os fez macho e fêmea” (Mt 19.4). Ao instituir o casamento, Deus ordenou: “o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne” (Gn 2.24). Isso significa que a união monogâmica (um homem e uma mulher) e heterossexual (um macho e uma fêmea) sempre fez parte da criação original de Deus. A diferenciação dos sexos visa à complementaridade mútua na união conjugal: “nem o varão é sem a mulher, nem a mulher, sem o varão” (1Co 11.11 ver Gn 1.27; 1Co 6.10; Ef 5.22-25). Por ser a heterossexualidade a normativa divina, a própria Bíblia condena a homossexualidade como um sério afastamento, desvio e disfunção em relação à natureza humana e em relação aos propósitos originais da criação. Tal verdade pode ser observada nos seguintes textos bíblicos: “Com varão te não deitarás, como se fosse mulher: abominação é” (Lv 18.22). “Quando também um homem se deitar com outro homem como com mulher, ambos fizeram abominação” (Lv 20.13a). “Pelo que também Deus os entregou às concupiscências do seu coração, à imundícia, para desonrarem o seu corpo entre si; pois mudaram a verdade de Deus em mentira e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém! Pelo que Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro” (Rm 1.24-27).

2.2 Complementaridade dos sexos.
Verdade central: A diferença entre homem e mulher foi estabelecida por Deus para benefício mútuo e realização do plano divino. O casamento é uma união entre homem e mulher, simbolizando a relação entre Cristo e a Igreja.
Para refletir: Tenho valorizado a complementaridade entre homem e mulher como parte do plano de Deus, ou tenho absorvido visões que a tratam como opressão?
A LIÇÃO DIZ: A diferença entre homem e mulher foi estabelecida por Deus para benefício mútuo e para a realização do plano divino. Efésios 5.31-33 ensina que o casamento é uma união entre homem e mulher, simbolizando a relação entre Cristo e a Igreja. Essa complementaridade revela não apenas função, mas também beleza e propósito espiritual. A igualdade de valor entre homens e mulheres não precisa ser conquistada por revolução cultural, porque ela já foi estabelecida por Deus na criação e confirmada por Cristo na redenção.Ambos são igualmente portadores de dignidade, valor e propósito. sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os animais que rastejam pela terra. Assim Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. (Gênesis 1.26-27, NAA). Paulo deixa claro que em Cristo não há distinção de valor ou acesso a Deus entre homem e mulher.Ambos têm plena igualdade diante de Deus. “Assim sendo, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vocês são um em Cristo Jesus”. (Gl 3.28, NAA). Aqui está a diferença: O mundo prega igualdade pela desconstrução das diferenças.
A Bíblia prega igualdade afirmando as diferenças como parte do plano bom de Deus. Portanto, homens e mulheres são iguais em valor, dignidade e acesso à graça de Cristo.Isso é fundamental para não cairmos em dois erros comuns: O erro do machismo religioso, que desvaloriza a mulher e confunde liderança com dominação. O erro do igualitarismo secular, que tenta apagar as diferenças estabelecidas por Deus. A visão que defendemos é a visão do evangelho: igualdade ontológica, distinção funcional, missão comum. Dito isso, podemos afirma que:
• Homens e mulheres foram criados em igual dignidade e valor.
• No lar, Deus chamou o homem para liderar com amor sacrificial, e a mulher para responder com respeito e parceria.
• Na igreja, Deus chamou homens qualificados para o presbiterato, sem desvalorizar o papel vital das mulheres na edificação do corpo de Cristo.
• E em tudo, Ele nos deu dons espirituais para servirmos lado a lado na missão de anunciar o evangelho.

2.3 Identidade restaurada em Cristo.
Verdade central: A entrada do pecado corrompeu a natureza humana, trazendo desordem para todas as áreas, inclusive a sexualidade. Porém, a identidade do ser humano pode ser restaurada em Cristo. A maior resposta à crise de identidade é a nova identidade que recebemos nEle. O Evangelho não apenas perdoa pecados, mas nos habilita a viver de forma santa.
Para refletir: Minha identidade está fundamentada em Cristo e na Palavra de Deus, ou tenho permitido que sentimentos e tendências culturais definam quem eu sou?
A LIÇÃO DIZ: A salvação transforma todo o nosso ser: corpo, alma e espírito. Isso inclui a forma como nos vemos e vivemos nossa sexualidade. A Igreja tem o dever de discipular com paciência e firmeza, ajudando cada pessoa a compreender sua verdadeira identidade à luz das Escrituras.
Há um texto bíblico extremamente importante em relação ao assunto deste subponto: idólatras, nem adúlteros, nem afeminados, nem homossexuais, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o Reino de Deus. Alguns de vocês eram assim. Mas vocês foram lavados, foram santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus. (1Co 6.9-1, NAA).
• A homossexualidade é apresentada como pecado. Paulo inclui essa prática numa lista de condutas incompatíveis com a vontade de Deus.
• A permanência no pecado impede a herança do Reino de Deus. Quando Paulo diz que tais pessoas “não herdarão o Reino de Deus”, ele está afirmando que um modo de vida dominado pelo pecado, sem  arrependimento, é incompatível com a salvação.
• Há redenção, santificação e justificação em Cristo. A expressão “alguns de vocês eram assim” é relevante. Paulo mostra que o evangelho não apenas condena o pecado, mas transforma o pecador. Em Cristo, há perdão, purificação e nova vida. Portanto, o texto bíblico ensina que ninguém precisa permanecer escravizado ao pecado, porque a graça de Deus é poderosa para lavar, santificar e justificar.
Verifique o aprendizado de seus alunos (ponto 2):
1. O que Gênesis 1.27 ensina sobre a criação do ser humano?
2. Por que a distinção entre homem e mulher não é motivo de competição?
3. O que significa a complementaridade entre homem e mulher?
4. Como a identidade pode ser restaurada em Cristo?

3. A RESPOSTA DA IGREJA À IDEOLOGIA DE GÊNERO
Pergunta chave: Como a Igreja deve responder?
Ideia central do ponto: A Igreja deve proclamar a verdade bíblica com amor e coragem, ensinar as famílias e os jovens, e acolher com graça aqueles que sofrem com confusões de identidade, mostrando-lhes a verdade do Evangelho.
3.1 Proclamar a verdade com amor.
Verdade central: A Igreja é coluna e firmeza da verdade e deve proclamar fielmente os princípios bíblicos sobre a identidade humana, mesmo em meio a uma cultura que os rejeita. Isso deve ser feito com coragem, mas também com compaixão.
Para refletir: Tenho proclamado a verdade bíblica com amor e coragem, ou tenho me omitido por medo ou condenado sem misericórdia?
A LIÇÃO DIZ: Diante da ideologia de gênero, os cristãos são chamados a defender o que é bíblico sem cair em extremos: nem na omissão, que silencia por medo da rejeição, nem no legalismo, que condena sem misericórdia. A Igreja precisa proclamar a verdade porque essa é parte de sua vocação no mundo. Em 1Timóteo 3.15, Paulo afirma que a igreja do Deus vivo é “coluna e firmeza da verdade”. Ela não existe para repetir o que a cultura quer ouvir, mas para sustentar com fidelidade aquilo que Deus revelou em sua Palavra. Contudo, essa fidelidade doutrinária precisa vir acompanhada de uma postura cristã coerente com o evangelho. Paulo ensina, em Efésios 4.15, que devemos seguir “a verdade em amor”. Isso é muito importante, porque a verdade pode ser anunciada de modo errado. Quando falta amor, a defesa da doutrina pode se tornar áspera, orgulhosa e até desumana. Por outro lado, quando falta verdade, o discurso de amor se torna vazio e ineficaz. A Igreja deve falar com firmeza, porém sem crueldade. Deve corrigir o erro, porém sem tratar pessoas como inimigas.
O comentarista, portanto, aponta dois extremos:
• O primeiro é a omissão. Em muitos casos, o crente sabe o que a Bíblia ensina, mas prefere se calar por medo da rejeição, da crítica ou do constrangimento.
• O segundo é o legalismo. Nesse caso, a pessoa até sustenta a posição correta, porém o faz sem misericórdia, como se a função da verdade fosse apenas condenar. Nenhum desses caminhos expressa bem o caráter de Cristo. Jesus nunca negociou a verdade, mas também nunca deixou de demonstrar graça aos pecadores. Portanto, a Igreja erra quando se cala diante da mentira e também erra quando transforma a verdade em um meio para simplesmente matar as pessoas.
3.2 Ensino bíblico nas famílias e igrejas.
Verdade central: Uma das principais frentes de resistência à ideologia de gênero deve estar na formação cristã das famílias e da igreja local. Os pais são chamados por Deus a ensinar seus filhos nos caminhos do Senhor. O lar é o primeiro campo de batalha onde a verdade
deve ser semeada, com oração, exemplo e instrução contínua.
Para refletir: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele” (Pv 22.6). O lar é o primeiro campo de batalha onde a verdade deve ser semeada. A igreja deve oferecer ensino sólido, claro e relevante.
A LIÇÃO DIZ: Uma das principais frentes de resistência à ideologia de gênero deve estar na formação cristã das famílias e da igreja local.
Vamos pensar, em primeiro lugar, em algumas orientações específicas quanto ao papel da família:
• Estruture bem sua família na rocha verdadeira, que é Cristo (Mt 7.24). Famílias bem estruturadas dificilmente sofrerão com esse mal, pois, mesmo que Satanás lance ventos e tempestades nos seus filhos na escola, Internet ou com os amigos, eles terão suporte emocional para vencer as tentações e o pecado e, assim, triunfar na presença de Deus. Uma família bem estruturada gera filhos bem estruturados; numa família onde o amor impera, os filhos não serão facilmente manipulados por militantes de esquerda; numa família onde há tempo de qualidade para as relações familiares, a homossexualidade dificilmente entra, pois as portas e janelas de sua casa emocional estarão bem guardadas pelo amor e respeito e ainda terão o auxílio do querido Espírito Santo, que nos guarda diariamente das investidas de Satanás (Sl 33.20).
Família educa, Igreja congrega. Não é responsabilidade da igreja, do pastor e dos professores da Escola Dominical a educação dos filhos. Essa responsabilidade é dos pais! A educação bíblica espiritual, assim como o amor e o diálogo, são barreiras que inibem Satanás de destruir os filhos com a confusão gerada pela ideologia de gênero. Nunca foi tão necessária a presença dos pais e, principalmente, a educação bíblica no lar, pois, atualmente, todos temos dentro de casa uma espécie de janela aberta, Televisão e Internet, para o mundo.
• Família educa, Escola ensina. A casa é a fonte formal de educação dos filhos, e não a escola. A escola ensina enquanto a família educa. É a família que provê a educação emocional e sexual, os valores morais e religiosos, os costumes e a cultura familiar. É em casa que os pais passam a seus filhos a educação afetivo-sexual, e não na escola. O professor não tem qualquer legalidade em ensinar a nossos filhos outra coisa senão as matérias básicas estabelecidas no seu plano de educação. Porém, precisamos ficar atentos, pois na pratica, não é isso que acontece. Pense, portanto, um pouco nas responsabilidades da igreja:
• A igreja deve fomentar a discussão sobre o assunto. Sexo, sexualidade, namoro e casamento devem ser assuntos tratados biblicamente e com certa recorrência entre os jovens e adolescentes. Penso que deveria existir seminários e congressos sobre esse assunto voltado para pais, com tema: Como lidar com filhos que têm tendencias ou são homossexuais; como falar sobre sexo, etc.
• Criação de conteúdo impresso, digital, revistas, etc. Acredito que isso seria útil para todas as faixe etárias. Literaturas que molde o imaginário da criança, bem como texto que conscientizem os jovens e adolescentes da igreja.
• Capacitar influenciadores e treiná-los para serem apologistas. Hoje, praticamente toda igreja tem pessoas que são ativas nas redes sociais. Em vez de inibir e condenar essas pessoas, que tal ajuda-las enxergar a grande oportunidade que elas têm serem agentes do reino? Essas são apenas pequenas sugestões das muitas que poderíamos dar. A verdade é que a família e a igreja são trincheiras de resistência as muitas heresias e ensinos perigosos. 

3.3 Acolhimento e restauração dos que sofrem.
Verdade central: Há pessoas que enfrentam lutas internas com sua identidade sexual. Igreja não pode ser um tribunal que condena, mas um hospital espiritual onde todos encontrem graça, verdade e restauração. Nenhuma luta humana é maior que o poder do Evangelho.
Para refletir: Jesus disse: “Não necessitam de médico os que estão sãos, mas sim os que estão enfermos. Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores, ao arrependimento” (Lc 5.31,32).
A LIÇÃO DIZ: Há pessoas que enfrentam confusões e lutas internas com sua identidade sexual. Para elas, a resposta cristã deve ser de acolhimento, escuta, cuidado e discipulado. A Igreja não pode ser um tribunal que condena, mas um hospital espiritual onde todos, inclusive os que enfrentam conflitos de gênero, encontrem graça, verdade e restauração. Jesus disse: “Não necessitam de médico os que estão sãos, mas sim os que estão enfermos. Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores, ao arrependimento” (Lc 5.31,32).

Atentemos para os seguintes pontos:

• A igreja deve receber essas pessoas com dignidade, e não com zombaria ou repulsa. Elas continuam sendo criaturas de Deus e precisam ser tratadas com seriedade, respeito e compaixão. Aliás, demonizamos esse pecado mais do que outros, isso é um erro. Assim como qualquer outro pecador, essas pessoas precisam do evangelho.
• Ao mesmo tempo, a igreja não deve tratar o pecado como algo normal. Acolher não é aprovar. Amar não é relativizar.
• A igreja deve chamar essas pessoas ao arrependimento e apontar para Cristo como única fonte de restauração. Em Lucas 5.31,32, Jesus não afasta os pecadores, mas também não confirma ou incentiva seus caminhos. Ele os chama ao arrependimento. Por isso, a igreja precisa ensinar que a identidade verdadeira não está nos sentimentos subjetivos nem nas tendências culturais, mas em Cristo.
• A igreja deve discipular pacientemente essas pessoas. Nem toda luta é resolvida de forma instantânea. Por isso, além de pregar no púlpito, a igreja precisa ouvir, aconselhar, orar, ensinar as Escrituras e acompanhar com amor essas pessoas. Muitas delas lutaram até o fim da vida contra esses sentimos, sem contudo, se rederem a elas. Outras, serão completamente libertas.
Verifique o aprendizado de seus alunos (ponto 3):
1. Por que a Igreja é chamada de “coluna e firmeza da verdade”?
2. Quais são os dois extremos que devemos evitar ao proclamar a verdade?
3. Por que o lar é o primeiro campo de batalha na formação da identidade?
4. Como a Igreja deve tratar as pessoas que lutam com confusões de identidade?

CONCLUSÃO
A ideologia de gênero propõe ao ser humano uma falsa autonomia, como se ele pudesse reconfigurar a si mesmo à parte do Criador. As Escrituras, porém, nos conduzem a outra direção. Deus criou o ser humano como homem e mulher, com dignidade, distinção e propósito. Embora o pecado tenha atingido profundamente a experiência humana, inclusive no campo da sexualidade, a Palavra de Deus continua firme e suficiente para orientar nossa compreensão sobre quem somos. Em um tempo em que tantas vozes tentam redefinir a identidade humana, cabe à Igreja permanecer firme na Palavra e apontar para Cristo. Somente nele o ser humano encontra redenção, direção e o verdadeiro sentido de sua identidade.

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A CONFIRMAÇÃO DE UMA PROMESSA

Homens dos Quais o Mundo não Era Digno

 

 

 

INTRODUÇÃO
A história de Abraão nos ensina lições valiosas sobre a fidelidade de Deus e a importância da perseverança na fé. Nesta lição, estudaremos um momento decisivo na vida do patriarca: a confirmação do pacto divino quando ele já contava com 99 anos de idade e sua esposa, Sara, com 89 anos. Veremos que, mesmo quando as circunstâncias parecem impossíveis e o tempo desafia nossa esperança, Deus permanece fiel às suas
promessas.

TEXTO ÁUREO
Estabelecerei a minha aliança como aliança eterna entre mim e você e os seus futuros descendentes, para ser o seu Deus e o Deus dos seus descendentes. (Gn 17.7, NVI). A aliança que estou fazendo para sempre com você e com os seus descendentes é a seguinte: eu serei para sempre o Deus de você e o Deus dos seus descendentes. (Gn 17.7, NTLH).
Algumas implicações podem ser extraídas dessa passagem bíblica:
• Primeiro, Deus toma a iniciativa de se aproximar. Em todas as ocasiões de comunhão, Deus sempre se mostrou suscetível em ouvir, ajudar e abençoar Abraão. As limitações e fragilidades do patriarca e sua esposa não foram um impedimento para que Deus se aproximasse deles.
• Segundo, as promessas de Deus vão além do nosso tempo. O que Deus promete a Abraão em Gênesis 17.7 ultrapassa a duração da sua própria vida. O Senhor fala de uma aliança com ele e com a sua descendência em todas as gerações. Há aqui uma lição importante para a vida espiritual. Nem tudo o que Deus promete se cumpre no mesmo momento em que ouvimos sua voz. Há promessas que amadurecem com o tempo, avançam pela história e alcançam desdobramentos muito maiores do que conseguimos enxergar no presente.
• Terceiro, a maior promessa é a presença de Deus. O ponto mais alto do versículo não está apenas na descendência, nem na duração da aliança, mas nesta declaração: “serei o seu Deus.” Antes de pensar no que Deus pode dar, o texto nos chama a contemplar o que Deus oferece de mais alto: ele mesmo. Ter o Senhor como Deus é maior do que receber bênçãos materiais. Sua presença é a herança mais preciosa da aliança.

VERDADE PRÁTICA
Deus é fiel para cumprir tudo aquilo que nos prometeu. Em toda a Escritura, não há um único texto que o apresente como infiel, nem uma só passagem que revele a incapacidade de Deus realizar aquilo que disse. O Senhor nunca falhou, nunca mentiu, nunca voltou atrás por fraqueza e nunca deu ao seu povo motivo justo para desconfiança. Então, por que ainda duvidamos? Por que o nosso coração ainda oscila? Por que, tantas vezes, damos lugar à incredulidade? Deus permanece fiel.

MOVIMENTO TEMÁTICO
• Ponto 01: A mudança de nomes
• Ponto 02: O concerto
• Ponto 03: A circuncisão

1. DEUS MUDA O NOME DE ABRÃO E DE SARAI
Pergunta chave: O que a mudança de nomes significava para Abraão e Sara? Ideia central do ponto: Deus mudou os nomes de Abrão e Sarai para refletir o propósito divino em suas vidas, confirmando que seriam pai e mãe de multidões, mesmo quando a idade avançada parecia tornar a promessa impossível.
1.1 O novo nome de Abrão.
Verdade central: O nome original de Abrão significava “pai exaltado”, mas diante do plano de Deus em sua vida, esse nome não parecia adequado. O Senhor mudou seu nome para Abraão, que significa “pai de multidão de nações”, confirmando a promessa divina.
Para refletir: Reconheço que Deus pode transformar minha identidade e meu destino conforme seus propósitos, ou me limito ao que sempre fui e ao que parece possível?
A LIÇÃO DIZ: Nos tempos do Antigo Testamento, os nomes dos filhos, em grande parte, não eram escolhidos somente porque os pais achavam os nomes bonitos ou era moda. Existiam vários fatores que influenciavam na escolha, como, por exemplo, a vontade de Deus, as circunstâncias na hora do nascimento ou até mesmo as características físicas do bebê, como no caso de Esaú, que nasceu ruivo e bem cabeludo (Gn 25.25). No caso de Abrão, seu nome original significava “pai exaltado”; porém, diante do plano de Deus em sua vida, esse nome não parecia adequado, e o Senhor lhe mudou o nome para Abraão, confirmando que seria pai de multidão (Gn 17.4).

Vamos a leitura do texto bíblico:
1Quando Abrão atingiu a idade de noventa e nove anos, o Senhor apareceu a ele e disse: — Eu sou o Deus Todo-Poderoso; ande na minha presença e seja perfeito. 2 Farei uma aliança entre mim e você e darei a você uma descendência muito numerosa.
3Abrão se prostrou com o rosto em terra e Deus lhe falou: 4— Quanto
a mim, esta é a minha aliança com você: você será pai de muitas nações. 5 O seu nome não será mais Abrão, e sim Abraão, porque eu o constituí pai de muitas nações. (Gn 17.1-5, NAA). A narrativa começa com o relato da aparição de Deus a Abrão, quando este tinha 99 anos. Treze anos se passaram desde o episódio que abordamos na lição anterior, quando Agar engravidou de Abrão e lhe deu à luz um filho chamado Ismael. Ismael, agora, já tem 13 anos. A essa altura, com certeza, Sarai já havia perdido a esperança de dar um filho a Abrão, e Abrão estava convencido de que Ismael era mesmo o filho prometido por Deus, ainda que tivesse nascido de Agar, e não de Sarai. O escritor aos hebreus, revela-nos que neste tempo, impossibilidade de gerar um filho era compartilhada pelo casal. Além da infecundidade e idade avançada de Sarai, Abrão já era bem idoso e incapaz de ter filhos (Hb 11.12). É neste contexto, que o Senhor visita seu servo mais uma vez. Durante os últimos treze anos, aparentemente, Deus não apareceu a Abrão, muito embora ele, toda a sua família e todo o seu clã continuassem o servindo e o adorando. Pelo silêncio do texto, supomos que não houve nenhuma aparição de Deus a Abrão durante esse espaço de tempo. Isso mostra que a vida dos heróis da fé no Antigo Testamento não era marcada por visões, aparições e revelações diárias da parte de Deus. Algumas delas eram bastante espaçadas, como essa. Sinceramente, eu sou muito desconfiado dessas pessoas que têm sonhos espirituais todos os dias, que recebem revelações todos os cultos. Deus continua falando, mas muitos profetas não passam de exibicionistas e meninos na fé. O grande problema dessa espiritualidade fajuta é a falsa expectativa que ela gera nos irmãos mais leigos de que eles precisam ter uma experiencia sobrenatural todos os dias para serem crente autênticos. Não caia nesse engano. Voltando ao texto, enfatizamos que há um elemento narrativo interessantíssimo que está implícito. A demora de Deus pode ter sido intencional, para contrastá-la com a pressa do casal em alcançar a promessa, em razão da qual recorreram a meios carnais para recebê-la. Em contrapartida, Deus leva treze anos até aparecer outra vez a Abrão, estabelecendo o contraste e lembrando que o tempo de Deus não é como o nosso tempo, e que o relógio de Deus trabalha de maneira diferente do nosso. Quase nunca é dito no livro de Gênesis a forma como Deus aparece a seus servos. Pode ter sido em uma visão, em um sonho, por meio da nuvem da glória, ou algum elemento na natureza em aspecto sobrenatural, como uma sarça ardente. O fato é que não sabemos. Sabemos apenas que foi uma manifestação visível da glória de Deus.

Nessa aparição, Deus faz a Abrão três afirmações e lhe dar uma ordem (v. 1,2).
• Na primeira, ele se apresenta como Deus todo-poderoso: “Eu sou o Deus todo-poderoso” (v. 1), em hebraico, El Shaddai. É a primeira vez que Deus se apresenta dessa forma na Bíblia. Ao dizer que ele é o Deus todo-poderoso, El Shaddai, ele aponta para a sua onipotência, portanto, para a sua suficiência para cumprir todas as suas promessas.
• A ordem “anda na minha presença” significa “ande diante de mim”, como uma pessoa que está olhando para a outra, frente a frente. Em outras palavras, o que Deus diz a Abrão é: “tenha consciência de que eu sou poderoso para cumprir as minhas promessas, e de que eu o conheço, e sei o que você faz.“Anda na minha presença”, diz El Shaddai a Abrão, “e sê íntegro”. Isto é, “seja reto, obedeça a tudo o que eu lhe disser, porque eu sou o Deus todo-poderoso, e todos devem obedecer-me, respeitar-me, temer-me, e adorar-me, em pensamentos, palavras e obras”.
• A segunda afirmação que Deus faz a Abrão é: “firmarei a minha aliança contigo” (v. 2). Entraremos em mais detalhes a respeito dessa afirmação em seguida, pois essa promessa é repetida mais adiante.

A terceira afirmação de Deus nessa aparição a Abrão está também no versículo 2: “te farei crescer muito em número”, isto é, um número incontável de descendentes, em consonância com o que Deus já havia prometido, ou seja, que os descendentes de Abrão seriam como os grãos do pó da terra e tão numerosos como as estrelas do céu. Essa é mais uma evidência de que Deus não está fazendo uma aliança nova, e sim renovando e expandindo a aliança que já havia feito. A reação de Abrão a essas afirmações está no versículo 3, e não poderia ser diferente: “Abrão prostrouse com o rosto em terra”. Em seguida, Deus muda o nome de Abrão para que seu nome passe a refletir o que Deus prometeu: “não serás mais chamado Abrão, mas o teu nome será Abraão, pois te coloquei por pai de muitas nações” (v. 5). Os nomes tinham grande importância no mundo antigo. Ao dar nome aos animais, Adão demonstrou que exercia domínio sobre eles. De modo semelhante, a mudança do nome de Abrão para Abraão e de Sarai para Sara representou a reafirmação da promessa da aliança e a designação de ambos como servos escolhidos por Deus. No momento dessa declaração de Deus, o velho Abraão tinha 99 anos, e sua mulher, estéril, 89 anos. Contudo, Deus lhe diz: “te coloquei por pai de muitas nações”. Esta frase está no passado, o qual chamamos de passado profético, pois demonstra que Deus tem tanta certeza acerca do acontecimento a que se refere, que fala como se já tivesse acontecido: “te coloquei por pai de muitas nações”, ou seja, “você é pai de muitas nações, eu te constituí como tal”, afinal, ele é o El Shaddai.

1.2 O novo nome de Sarai.
Verdade central: O nome Sarai significava “minha princesa” ou “minha senhora”. O novo nome Sara significa “mãe de nações”. Deus a abençoaria e dela sairiam reis de povos.
Para refletir: Deus promove mudanças significativas na vida daqueles que nEle confiam e atendem ao seu chamado.
A LIÇÃO DIZ: O nome Sarai é hebraico e significa “minha princesa” ou “minha senhora”. Já o novo nome Sara significa “mãe de nações”. Diz a Bíblia: “Disse Deus mais a Abraão: a Sarai, tua mulher, não chamarás mais pelo nome de Sarai, mas Sara será o seu nome. Porque eu a hei de abençoar e te hei de dar a ti dela um filho; e a abençoarei, e será mãe das nações; reis de povos sairão dela” (Gn 17.15,16). Sarai significa “minha princesa”, isto é, princesa de uma família somente, o que talvez indicasse a origem nobre de Sarai. Agora, no entanto, seu nome seria “Sara”, que significa “princesa”. Essa mudança significa que ela não seria mais princesa de uma família, mas sim de muitas nações. Curiosamente, ela é a única mulher na Bíblia cujo nome foi mudado, o que evidencia a grande importância, na história da redenção, desse momento em que Deus desenvolve a sua promessa um pouco mais. Deus, em seguida, promete: “Eu a abençoarei” (v. 16). A bênção a Sara diz respeito a vários aspectos. Em primeiro lugar, à maternidade por si só, ela terá um filho de Abraão. Em segundo lugar, diz respeito à bênção
da cura, pois ela era estéril. Em terceiro lugar, à bênção da vida, pois seu ventre já estava amortecido. E em quarto lugar, diz respeito à bênção da fertilidade e de numerosa posteridade, pois Deus a abençoaria fazendo com que ela se tornasse nações (v. 16) . Além disso, haveria reis entre os seus descendentes.

Todas essas são promessas similares às que Deus fez a Abraão no início do episódio narrado na abertura
do capítulo 17. Contudo, a novidade é que Deus as reforça, afirmando-lhes que essas bênçãos acontecerão por meio de sua legítima esposa.
Algumas implicações são:
• Há situações que parecem encerradas, causas que parecem perdidas e áreas da vida em que muitos já desistiram. O texto bíblico, contudo, nos ensina que a última palavra não pertence à limitação humana e nem as circunstâncias, mas a Deus.
• Deus corrige os atalhos humanos. Abraão e Sara já haviam tentado resolver a promessa por meios próprios, no episódio de Agar. Em Gênesis 17, Deus deixa claro que o filho da promessa viria por meio de Sara.O caminho seguro continua sendo confiar no modo de Deus, e não tentar adiantar sua vontade com recursos carnais.
• As mulheres exercem papel de importância nos planos de Deus. Sara entra para história como heroína da fé sendo, esposa, mãe e dona de casa.

1.3 O pai da fé riu diante da promessa.
Verdade central: Ao ouvir novamente a promessa divina, Abraão riu, questionando se um homem de cem anos poderia ter um filho com uma mulher de noventa.
Para refletir: A espera prolongada pode entristecer o coração, mas não podemos deixar que a tristeza nos faça esquecer que para Deus nada é impossível.
A LIÇÃO DIZ: Parece que o tempo deixou o coração de Abraão fragilizado, pois, ao ouvir novamente a promessa divina, ele ri e assevera: “[…] A um homem de cem anos há de nascer um filho? E conceberá Sara na idade de noventa anos?” (Gn 17.17). A espera prolongada pode entristecer o coração, mas não podemos deixar que a tristeza nos faça esquecer que “para Deus nada é impossível” (Lc 1.37). Quando Deus diz que Sara terá um filho, o texto registra que Abraão se prostra com o rosto em terra e ri, como se dissesse consigo mesmo: “Como um velho de cem anos pode ter um filho? E minha esposa estéril de noventa anos, como ela pode ter um filho?”. Lembremos que ele estava diante de Deus, diante da visão da glória de Deus, como está explicitado no início de capítulo: “Quando Abrão tinha noventa e nove anos, o Senhor lhe apareceu e disse: Eu sou o Deus todopoderoso; anda na minha presença e sê íntegro” (Gn 17.1). Assim, Abraão se prostra diante dessa manifestação visível da glória de Deus. Narra o texto que Abraão riu consigo mesmo. Sobre esse riso, porém, não devemos pensar que foi um riso de incredulidade ímpia e debochada, como se ele dissesse: “Está brincando comigo! Isso só pode ser piada. Como é que com quase cem anos, com uma mulher estéril de noventa anos, isso vai acontecer? Que absurdo!”. Não, não foi esse, mas sim um riso de alegria que o deixa atônito e surpreso, até receando acreditar nessa possibilidade. Abraão ficou perplexo diante desse anúncio de fatos tão inusitados.

Essa possibilidade é perfeitamente possível. Quero apresentar os seguintes pontos a fim de prova-la:
Em primeiro lugar, quando Jacó, no livro de Gênesis, teve notícias de que seu filho José estava vivo e que era governador do Egito, notícia essa que foi trazida pelos irmãos de José, quando voltaram do Egito. Para Jacó, seu filho já havia morrido, comido por feras. Agora, entretanto, ele recebe a notícia não só de que seu filho está vivo, mas de que é o governador do Egito! E diz o texto de Gênesis 45.25,26: “Então eles subiram do Egito, foram para a terra de Canaã, até Jacó, seu pai, e lhe anunciaram: José está vivo e é governador de toda a terra do Egito. O coração de Jacó fraquejou porque não acreditava neles”. Quando a notícia chegou, o coração de Jacó acelerou, e ele deve ter dito: “Não é possível!”. No entanto, se ele não tivesse acreditado nos filhos, seu coração não teria fraquejado. Seu coração fraquejou diante da possibilidade de que aquilo poderia ser verdade. A segunda ocasião, ainda mais clara, está em Lucas 24.37-41, passagem em que Jesus apareceu aos discípulos depois da ressurreição. Os discípulos não acreditaram no que viram por causa da alegria! O mesmo aconteceu com Abraão. Abraão ficou em dúvida e, ao mesmo tempo, a alegria encheu seu coração, uma alegria que leva em consideração as dificuldades, mas que triunfa diante dos obstáculos, ainda que dizendo: “Meu Deus, será que é isso mesmo?”.
Além dessas duas ocasiões, a interpretação do apóstolo Paulo acerca dessa passagem, em Romanos 4.18- 21, esclarece melhor esse ponto:
18 Abraão, esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe havia sido dito: “Assim será a sua descendência.” 19 E, sem enfraquecer na fé, levou em conta o seu próprio corpo já amortecido, tendo ele quase cem anos, e a esterilidade do ventre de Sara. 20 Não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus, 21 estando plenamente convicto de que Deus era poderoso para cumprir o que havia prometido.

Verifique o aprendizado de seus alunos (ponto 1):
1. Qual era o significado do nome Abrão e por que Deus o mudou para Abraão?
2. O que o nome Sara significa e o que Deus prometeu a ela?
3. Como Abraão reagiu quando ouviu novamente a promessa divina?
4. O que aprendemos sobre a fidelidade de Deus mesmo quando rimos de suas promessas?

2. A CONFIRMAÇÃO DO CONCERTO DE DEUS COM ABRAÃO
Pergunta chave: Qual era o propósito do concerto de Deus com Abraão? Ideia central do ponto: Deus estabeleceu um concerto solene com Abraão, cujo propósito era trazer salvação a toda a humanidade, cumprindo-se plenamente em Jesus Cristo.
2.1 O chamado de Deus a Abraão foi especial. Verdade central: Deus confirmou o concerto com Abraão de modo solene, logo após mudar seu nome. Um pacto é um acordo de compromisso que contém promessas e obrigações específicas. No Novo Testamento, Deus estabelece uma nova aliança por meio de Jesus Cristo.
Para refletir: Tenho compreendido que também tenho um concerto com Deus por meio de Jesus Cristo, e que esse pacto exige fidelidade e compromisso da minha parte?
A LIÇÃO DIZ: O Senhor confirmou o concerto ou pacto com Abraão de modo muito solene, logo após fazer a mudança de seu nome (Gn 17.5-8). Podemos ver, por toda a Bíblia, Deus estabelecendo pactos. Você sabe o que significa um pacto? Segundo o Dicionário Bíblico Baker, “é um acordo de compromisso que continha promessas e obrigações específicas”

Aliança é o pacto que Deus estabelece por sua própria iniciativa, no qual ele promete sua presença e suas bênçãos, e requer do homem fé, obediência e fidelidade. No mundo antigo, havia relatos de deuses favorecendo reis ou recompensando serviços prestados em templos e santuários. Mas isso é diferente do que vemos em Gênesis 17. Ali, não temos um homem tentando garantir o favor divino por meio de obras cultuais. Temos o próprio Deus tomando a iniciativa de estabelecer sua aliança com um mortal para cumprir seus propósitos na história. A expressão “minha aliança” é usada treze vezes neste capítulo e define o relacionamento de Deus com Abrão. As três divisões desta aliança, “De minha parte […]” (17.4,8), “De sua parte […]” (17.9-14) e “Da parte de Sara […]” (17.15,16), reconhecem as obrigações de todos os envolvidos. Deus promete comprometimento com Abrão e com sua descendência (17.4-8,15,16); eles seguem seus mandamentos (17.9-14). Não era outra aliança, diferente da que Deus já havia feito com ele (12.1-3; 15.1-21). Era uma reafirmaçãodaquela aliança com o acréscimo importante da circuncisão, o sinal e o selo da aliança.
2.2. Qual o objetivo do concerto com os patriarcas?
Verdade central: O propósito único e supremo do concerto era trazer salvação não apenas a uma nação (Israel), mas a toda a raça humana. Deus nunca teve a intenção de privilegiar somente um povo. A graça de Deus era e é para todas as nações.
Para refletir: Reconheço que faço parte do cumprimento dessa promessa, sendo abençoado em Cristo para também abençoar outras
pessoas com o Evangelho?
A LIÇÃO DIZ: O propósito único e supremo era trazer salvação, não apenas a uma nação (Israel), mas a toda a raça humana. Deus havia prometido que abençoaria “todas as famílias da terra” por intermédio de Abraão (Gn 12.3; 18.18; 22.18; 26.4). O concerto de Deus foi dado ao povo de Israel para que eles pudessem ser a “luz dos gentios”. Deus escolheu os patriarcas para serem os instrumentos que levariam a bênção divina a todas as nações. A razão da eleição de Abraão era que todas as famílias da terra pudessem encontrar o conhecimento de Deus e a Sua bênção. Abraão foi chamado para ser mais do que apenas um beneficiário; ele deveria ser tanto um receptáculo quanto um transmissor da bênção divina. A intenção de Deus era que essa família funcionasse como a luz para as nações da terra. Além disso, a aliança com os patriarcas serve como a solução divina para o problema do pecado e da alienação que se espalhou pelo mundo. Enquanto os capítulos 3 a 11 de Gênesis descrevem uma escalada contínua do pecado e a alienação da humanidade em relação a Deus, a história patriarcal (capítulos 12 a 50) apresenta o plano de Deus para resolver esse dilema e restaurar a esperança humana de redenção. O plano estabelecido é que as mesmas nações corrompidas descritas anteriormente na narrativa bíblica acabem sendo abençoadas por intermédio de Abraão. Para garantir que esse plano de abençoar o mundo não falhasse, Deus demonstrou contínua fidelidade em manter Suas promessas, intervindo repetidamente para proteger os patriarcas até mesmo de seus próprios fracassos morais e éticos, assegurando assim que o objetivo e a linhagem da aliança fossem preservados. Quando Deus fez a promessa a Abraão, ele não estava pensando só nele, nem só em seus filhos e netos de forma imediata. A promessa seguiria pela sua descendência e alcançaria um objetivo maior no futuro. Em Gálatas 3.16, Paulo explica que essa promessa apontava, no fim das contas, para uma pessoa específica: Jesus Cristo. Ou seja, a promessa feita a Abraão ia passando por sua linhagem até chegar em Cristo. Jesus é o descendente principal, aquele em quem a promessa encontra seu sentido mais alto e seu cumprimento final. Nele, todas as famílias da terra são abençoadas.
2.3 O concerto e as promessas.
Verdade central: O pacto de Deus com Abraão viria acompanhado de várias promessas: Deus seria seu escudo e galardão, lhe daria muitos descendentes e a terra de Canaã como herança. Da mesma forma, Deus tem um pacto conosco em Jesus Cristo, cuja maior promessa é a salvação da alma e a vida eterna.
Para refletir: A maior promessa para nós em Cristo é a salvação da alma e a vida eterna, mas é preciso perseverar para recebê-la.
A LIÇÃO DIZ: O pacto de Deus com Abraão viria acompanhado de várias promessas. Observe: Deus seria o escudo e o galardão de Abraão (Gn 15.1), lhe daria muitos descendentes (Gn 15.5) e a terra de Canaã como herança (Gn 15.7). O Senhor também tem um pacto conosco em Jesus Cristo, e a sua maior promessa e bênção para nós é a salvação da nossa alma. Como já abordamos, no capítulo 17 não encontramos o estabelecimento de uma nova aliança, mas uma reafirmação com acréscimos da aliança que Deus já havia feito com Abrão. Logo, regredir a Gênesis 15 é perfeitamente aceitável do ponto de vista exegético. Vamos, portanto, comentar algumas promessas destacadas pelo comentarista da lição:
• Escudo e Galardão (Gn 15.1).O texto começa dizendo que a palavra do Senhor veio a Abrão, depois destes acontecimentos. Que acontecimentos são esses? No capítulo 12, ele sai da sua terra e do meio de sua parentela. No capítulo 13, ele desce ao Egito sem consultar a Deus, e ali, por medo de morrer, mente acerca de sua mulher, e ela é levada para o harém do faraó. No capítulo 14, ele peleja contra vários reis
e, provavelmente, quase morreu nessa batalha. Portanto, é razoável que o patriarcado esteja pensativo e temeroso. Nesse momento de dúvida, Deus fez três afirmações:

i. Não temas. Deus lhe dá essa palavra de encorajamento, talvez porque, agora, depois que a batalha terminou e a euforia pela vitória diminuiu um pouco, o medo possa estar rondado o coração de Abrão. Lembremos que o covarde tem medo antes da batalha, mas o herói somente depois, como é o caso de Abrão. Que medo poderia ser esse, depois de tamanha vitória? Medo de que os reis derrotados pudessem armar um exército muito maior e voltar para a vingança, pois isso era perfeitamente possível. Ele também podia estar com medo de que os cananeus quisessem fazer guerra contra ele, depois de ter testemunhado seu poder, pois possivelmente estivessem pensando que Abrão, se quisesse, poderia dominar toda aquela região.
ii. Sou o teu escudo. O escudo era parte da armadura dos soldados e protegia os guerreiros contra flechas, lanças, dardos, espadas e pedras do inimigo. Era uma peça extremamente importante, que garantia a integridade do soldado no campo de batalha. Como um escudo, então, Deus haveria de proteger Abrão dos perigos vindos do oriente e de Canaã. Deus haveria de guardá-lo das flechas dos inimigos e de qualquer perigo que, porventura, houvesse durante o período da sua peregrinação.
iii. Sou o teu grandíssimo galardão. Esta é a razão pela qual, provavelmente, essa visão ocorreu logo depois daqueles acontecimentos. Abrão havia rejeitado a recompensa que o rei de Sodoma tinha oferecido, e agora Deus lhe promete algo muito maior do que o produto do saque das cidades da planície do Jordão. A promessa “o teu galardão será muito grande” está relacionada com as promessas que Deus fez a Abrão, quando o tirou de Ur dos caldeus pela primeira vez (Gn 12.1-
3), nas quais Deus disse: “sai da tua terra, do meio dos teus parentes, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei”. Na ocasião, Deus prometeu: que lhe daria uma terra; que faria de Abrão uma grande nação; que o abençoaria; que abençoaria aqueles que o abençoassem e amaldiçoaria aqueles que o amaldiçoassem; que engrandeceria o seu nome; e que na descendência de Abrão seriam benditas todas as nações da terra. Portanto, a promessa que Deus faz a Abrão agora, nessa quarta vez que aparece a ele e diz “teu galardão será muito grande”, está relacionada com tudo que Deus já havia prometido antes, e parece uma espécie de consolo, como se Deus dissesse: “Você não quis, e com razão, ficar com aqueles bens que o rei de Sodoma lhe ofereceu. Mas não se preocupe, porque a recompensa, o galardão que tenho para você é muito maior do que qualquer coisa que esses reis de Canaã poderiam lhe dar”. Acima de tudo, Deus seria a maior recompensa de Abrão.
• Muitos descendentes (Gn 15.7). “Disse-lhe mais: Eu sou o Senhor, que te tirei de Ur dos caldeus, para te dar esta terra como herança” (v. 7). O nome de Deus nesse versículo é Yahweh, nome pelo qual ele se revelou desde o início do livro de Gênesis. Ele é o mesmo Deus que tirou Abrão de Ur dos caldeus e que chamou Abrão da Mesopotâmia, onde ele morava e adorava outros deuses. É também o mesmo Deus que iria dar aquela terra à sua descendência como propriedade e posse. Foi o mesmo Deus quem fez todas essas coisas.

• Em Cristo, Deus também se relaciona conosco por meio de uma aliança, agora fundada em seu sangue, conforme o ensino do Novo Testamento. Por isso, a maior bênção que recebemos não é material, territorial ou temporal, mas espiritual e eterna: a salvação da nossa alma. Isso precisa ser bem entendido. Deus pode conceder livramentos, provisão, cuidado diário e respostas ao seu povo. Tudo isso é expressão de sua bondade. Ainda assim, a maior promessa não está nas coisas que Deus dá ao longo da caminhada, mas no que ele fez de modo definitivo em Cristo. Em Jesus, recebemos perdão dos pecados, reconciliação com Deus, adoção, nova vida e esperança eterna. Essa é a maior riqueza da aliança. 

Verifique o aprendizado de seus alunos (ponto 2):
1. O que é um pacto ou concerto segundo a lição?
2. Qual era o propósito único e supremo do concerto com os patriarcas?
3. Quais promessas acompanhavam o pacto de Deus com Abraão?
4. Qual é a maior promessa que Deus tem para nós no pacto em Jesus Cristo?

 

3. O PACTO PERPÉTUO DA CIRCUNCISÃOPergunta chave: Qual era o sinal visível do pacto e o que ele representava? Ideia central do ponto: A circuncisão foi estabelecida como sinal visível da aliança entre Deus e a descendência de Abraão, mas no Novo Testamento a verdadeira circuncisão é a do coração, feita mediante a graça e a fé em Jesus Cristo.
3.1 Todo macho será circuncidado.
Verdade central: Na renovação do concerto, Deus incluiu o pacto da circuncisão como sinal visível da aliança entre Ele e a descendência de Abraão. Era uma marca perpétua que lembraria o compromisso da fidelidade de Deus.
Para refletir: Há sinais visíveis em minha vida que demonstram meu compromisso de aliança com Deus, ou minha fé é apenas interna e invisível?
A LIÇÃO DIZ: Na renovação do concerto de Deus com Abraão, Ele incluiu o pacto da circuncisão. Deus lhe disse que aquele seria o sinal visível da aliança entre Ele e a descendência de Abraão, uma marca perpétua que lembraria o compromisso da fidelidade de Deus (Gn 17.10). A circuncisão consistia na remoção da pele chamada prepúcio, que envolve a extremidade final do órgão masculino. O equivalente hoje seria a operação de fimose, geralmente feita em bebês, quando há necessidade. A marca da circuncisão, a remoção da pele do prepúcio, deveria ser praticada por Abraão e por toda a sua descendência para todo o sempre, e serviria de sinal da aliança entre Deus e o seu povo: “Fareis a circuncisão na pele do prepúcio; este será o sinal da aliança entre mim e vós” (v.11). O que Deus quer dizer a Abraão é que ele guarde a aliança, isto é, o sinal da aliança, que é a circuncisão. Em outras palavras, a marca na pele causada pela circuncisão deve estar em Abraão e em todos os seus descendentes.

O Comentário Histórico e Cultura diz:
A circuncisão era largamente praticada no antigo Oriente Próximo como um rito de puberdade, fertilidade ou casamento. Embora os israelitas não fossem o único povo a circuncidar seus filhos, esse sinal foi usado para marcá-los como membros da comunidade da aliança. A circuncisão pode ser vista como um dos muitos casos em que Deus transforma uma prática comum para servir a um novo propósito ao revelar-se e relacionar-se com seu povo. Qual é a razão para essa marca? O texto não diz. Moisés não menciona o motivo desse sinal; porém, podemos inferi-lo.
• A circuncisão era a marca apropriada para essa aliança, pois o povo da aliança trazia no órgão reprodutor a marca de Deus, como se fosse uma declaração de que “a minha semente, os meus filhos, que forem gerados por meio do órgão reprodutor, são parte do povo de Deus”.

• Deus escolheu a circuncisão porque ela é uma marca que não se pode desfazer; era um símbolo de que a aliança é eterna, de que Deus não voltaria atrás: quem era de Deus era marcado como de Deus, e tal marca não seria removida.
• O terceiro e mais importante sentido, na minha opinião, é que a circuncisão tem um significado profundamente espiritual. O sentido principal da circuncisão e, que supera todos os anteriores, é que ela apontava para a remoção da dureza de coração, uma vez que a remoção da pele do órgão masculino simbolizava a remoção da incredulidade e da obstinação, sendo assim um símbolo profundamente espiritual. Ela era sinal da obediência, do amor e da consagração a Deus.
3.2 Quando deveria ser feita a circuncisão.
Verdade central: O bebê do sexo masculino deveria ser circuncidado ao completar oito dias de nascido. Essa prática é realizada entre os judeus até hoje, indicando que a aliança com Deus deveria ser estabelecida desde o início da vida.
Para refletir:Tenho sido pronto em obedecer às orientações de Deus, ou tenho adiado minha obediência esperando um momento mais conveniente?
A LIÇÃO DIZ: O bebê, do sexo masculino, deveria ser circuncidado ao completar oito dias de nascido (Gn 17.12). A circuncisão é feita entre os judeus até os dias de hoje, sendo realizada por especialistas e com o uso de anestesia. No Antigo Testamento, além do bebê israelita no oitavo dia, a circuncisão era exigida em outras situações:
• Todo macho da casa de Abraão, inclusive escravos e comprados por dinheiro. Não era só o filho biológico; também o nascido na casa e o estrangeiro comprado deviam receber o sinal (Gn 17.12-13).

• O estrangeiro que quisesse participar da Páscoa. Segundo Êxodo 12.48, se um estrangeiro quisesse celebrar a Páscoa ao Senhor, todo macho da sua casa devia ser circuncidado.
Por que no oitavo dia? Muitas explicações são oferecidas:
• Alguns afirmam que a circuncisão era realizada no oitavo dia a fim de que a criança conclui-se o ciclo da criação (sete dias) e passasse pelo primeiro Shabat.
• Outros explicam que assim como o sangue da oferenda traz expiação, também a circuncisão. Portanto, assim como um animal levado como oferenda precisa ter pelo menos oito dias de idade (Lv 22.27), na época da circuncisão, o bebê precisa ter pelo menos oito dias de idade.
• Maimônides explica que a espera de oito dias é necessária, pois caso contrário, a criança não teria forças para suporta a circuncisão. A outras opiniões são tão absurdas que não valem apena serem mencionadas. Por fim, o que se pode concluir é que a razão é incerta e não está declarada de forma explicita na Bíblia.

3.3 A circuncisão do coração.
Verdade central: A circuncisão física era inútil para aqueles cujo coração permanecia “incircunciso”. A verdadeira circuncisão é a do coração, realizada quando a pessoa ama ao Senhor por completo e entrega-se a Ele totalmente.
Para refletir: Meu coração está verdadeiramente “circuncidado”, entregue por completo a Deus?
A LIÇÃO DIZ: Não podemos nos esquecer de que a circuncisão física era inútil para aqueles cujo coração permanece “incircunciso” (Jr 9.25,26; Rm 2.25). Mas como é realizada a circuncisão do coração? Ela é realizada quando a pessoa ama ao Senhor por completo e entrega-se a Ele também por completo (Dt 10.16; 30.6; Jr 4.4; Rm 2.29). Na Nova Aliança, somente a circuncisão do coração, mediante a graça e a fé em Jesus
Cristo, é capaz de nos fazer levar uma vida de obediência e dedicação ao Senhor. Moisés, quando fala aos israelitas, descendentes de Abraão, em Deuteronômio 10.16, diz: “circuncidai o vosso coração e não sejais mais obstinados”. É óbvio que a circuncisão na carne representava a circuncisão espiritual do coração, e indicava que o povo marcado por ela era um povo obediente a Deus, que andava no temor do Senhor. Mais adiante, em Deuteronômio 30.6, Moisés diz: “O Senhor, teu Deus, circuncidará o teu coração, e o coração da tua descendência, a fim de que ames o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a alma, para que vivas”. A circuncisão física era símbolo da conversão que Deus operava no coração, para que os israelitas pudessem amá-lo de todo o coração, uma vez que se Deus não a fizesse, o judeu nunca iria amar a Deus de todo o coração, pois é um pecador, filho de Adão, inclinado a todo mal, e, portanto, não quer buscar a Deus. Assim, Deus circuncidava o coração dos israelitas e, então, eles podiam amar a Deus, servi-lo e obedecer-lhe. Esse é o significado da circuncisão e também seu sentido mais profundo. O profeta Jeremias, séculos depois, fala para a nação de Israel, nação rebelde: “Circuncidai-vos ao Senhor e circuncidai o coração, ó homens de Judá e moradores de Jerusalém” (Jr 4.4). Eles já eram circuncidados na carne, mas isso não significava nada, pois tinham de ser circuncidados no coração. Era isso que a circuncisão representava. O grande problema desse tempo foi que os israelitas se apegaram a marcas exteriores e se esqueceram do principal, amar o Senhor de todo coração.O sentido espiritual da circuncisão fica ainda mais claro no Novo Testamento. O apóstolo Paulo, que fora um rabino, fariseu, e que conhecia muito bem o judaísmo, diz, em Romanos 4.11: “E [Abraão] recebeu o sinal da circuncisão, como selo da justiça da fé que teve quando ainda não era circuncidado”. Abraão foi justificado pela fé e recebeu o sinal da circuncisão, uma vez que a circuncisão era o selo ou sinal de que o homem éjustificado pela fé. Ela representava a fé que Deus exigia da parte do seu povo, ou, como Paulo diz, em Romanos 2.28,29: “Porque judeu não é quem o é exteriormente, nem é circunciso quem o é apenas no exterior, na carne. Mas judeu é quem o é no interior, e circuncisão é a do coração, realizada pelo Espírito, não pela letra, cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus”. Paulo está reagindo ao legalismo judaico de sua época, quando os judeus diziam: “nós somos circuncidados. Nós somos o povo de Deus. Nós temos a marca de que pertencemos a Deus”. No entanto, Paulo lhes diz que a verdadeira circuncisão é a do coração e que o ser judeu é um estado espiritual. Não é judeu apenas aquele que o é exteriormente, mas sim aquele que o é de coração. Portanto, todo crente verdadeiro, todo aquele que crê no Deus de Abraão é verdadeiro judeu, e já foi circuncidado no seu coração.
Essa é a verdadeira circuncisão que fará toda a diferença. Também Paulo, em Gálatas 6.15, diz: “Pois nem a circuncisão nem a incircuncisão são coisa alguma, mas, sim, o ser nova criação”.E, ainda, o mesmo Paulo, em Colossenses 2.11: “Nele também fostes circuncidados com a circuncisão que não é feita por mãos humanas, o despojar da carne pecaminosa, isto é, a circuncisão de Cristo”. A circuncisão era um sinal físico, aplicado no órgão reprodutor masculino, mas carregava o simbolismo que apontava para a consagração a Deus, a mudança de vida, a remoção da incredulidade, a conversão, o novo nascimento, o amor e a obediência a Deus.

Verifique o aprendizado de seus alunos (ponto 3):
1. Qual era o propósito da circuncisão no concerto de Deus com Abraão?
2. Quando a circuncisão deveria ser realizada segundo Gênesis 17.12?
3. Por que a circuncisão física era inútil sem a circuncisão do coração?
4. O que significa ter o coração “circuncidado” na Nova Aliança?

CONCLUSÃO
Deus não estabeleceu uma aliança nova com Abraão aos 99 anos, mas reafirmou aquela que já havia feito, com acréscimos e confirmações. Mudou seu nome e o de Sara para indicar o propósito divino em suas vidas. Instituiu a circuncisão como sinal visível e perpétuo desse pacto. O concerto que Deus fez não era apenas para o patriarca e sua descendência imediata, mas para todas as famílias da terra, e apontava para Cristo como seu cumprimento final. O sinal físico cedeu lugar à circuncisão do coração, realizada quando o Espírito Santo nos transforma e nos leva a amar e obedecer a Deus completamente. A marca que antes estava na carne agora está no coração renovado.

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Frango assado, com uma marinada perfeita para deixar a carne muito suculenta e bem temperada.

  O frango assado, sem dúvida alguma, é um clássico da culinária, que nunca sai de moda, muita gente ama, e é presença garantida em almoços de domingo e ocasiões especiais. Confira o passo a passo dessa versão do canal receitas que amo e faça, é surpreendente!

Como fazer frango assado

Para fazer frango assado vamos utilizar alho, batata, cebola, coxa e sobrecoxa de frango, shoyu, suco de ½ limão, páprica defumada, sal, pimenta do reino e azeite. Inicialmente iremos temperar o frango e deixar marinar na geladeira no mínimo por 4 horas ou de um dia para o outro. Em  seguida vamos dispor num refratário untado com azeite, as batatas e as cebolas em rodelas, o frango marinado, cobrir com papel alumínio, assar por 40 minutos, a 180 graus, remover o papel alumínio e deixar terminar de assar por mais 20 minutos ou até dourar. Iremos retirar do forno e desfrutar dessa maravilha!

 Ingredientes da receita de frango assado

  • 4 dentes de alho
  • 2 batatas
  • 1 cebola
  • 1 kg de coxa e sobrecoxa de frango
  • ¼ xícara(chá) de shoyu
  • Suco de ½ limão
  • Páprica defumada a gosto
  • Sal e pimenta do reino a gosto
  • Azeite a gosto

Modo de preparo

  1. Coloque os cortes de frango numa tigela, tempere com alho amassado, sal, pimenta do reino, páprica defumada, azeite, suco do limão e misture bem para envolver totalmente os temperos no frango.
  2. Leve para marinar na geladeira por 4 horas  ou até o dia seguinte.
  3. Num refratário retangular, untado com azeite, coloque as batatas e as cebolas cortadas em rodelas, polvilhe sal, pimenta do reino e regue com mais azeite.
  4. Disponha os pedaços de frango marinado, cubra com papel alumínio, e asse em forno pré-aquecido a 180 graus por cerca de 40 minutos.
  5. Após esse tempo, retire o papel alumínio, e deixe terminar de assar por 20 minutos ou até dourar.
  6. Retire do forno e se delicie com esse frango assado suculento!

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Pernambuco sofre quatro tremores de terra em 15 dias

Pernambuco registrou, em menos de 15 dias, quatro abalos sísmicos, sendo o último ocorrido na sexta-feira (16), no município de Caruaru, no Agreste do estado.

Segundo André Tavares, engenheiro do Laboratório Sismológico (LabSis), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, esses fenômenos ocorrem pela presença de falhas geológicas que estão sendo ativadas ou movimentadas na região, o que pode ter ocasionado os tremores de terra.Mesmo que o último tremor registrado em Caruaru tenha mostrado uma gravidade relativamente baixa de 1.9mR, o especialista aponta um possível risco para novos abalos sísmicos e com proporções maiores. “Sabe-se que regiões próximas a falhas são mais suscetíveis a terem a ocorrência de tremores. Então pode sim ocorrer um de magnitude maior ou nunca mais ocorrer tremor, não se pode afirmar nada com certeza.” explicou.“Os tremores de terra, ao contrário de chuvas e alguns outros fenômenos, não podem ser previstos, nem quando, nem onde e nem sua magnitude.” acrescenta André Tavares.Esse é o segundo fenômeno sísmico que ocorre em Caruaru em intervalo de 14 dias. O primeiro foi registrado em 6 de maio, com magnitude de 2.0mR.Outros dois abalos que aconteceram em Pernambuco foram nas cidades de Paudalho, na Zona da Mata Norte, no dia 6 de maio, com magnitude 2.1mR, e em São Joaquim do Monte, no Agreste, em 8 de maio, e 2.1mR de intensidade.Abalos Sísmicos são fenômenos naturais da propagação de ondas mecânicas originadas no interior da Terra em regiões de fraturas ou falhas ou na borda das placas tectônicas.

O Engenheiro ainda destaca que, no Brasil, os abalos são decorrentes de reativação ou movimentação de falhas já existentes. “Nessas falhas há muita pressão ou energia acumulada, quando essas falhas não conseguem reter mais essa energia, há um deslocamento e/ou crescimento da falha e consequente liberação de energia sob forma de ondas mecânicas que ao chegarem na superfície, geram os tremores de terra.”

diariodepernambuco

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O amor em tempos de culto ao ódio

Como o avanço tecnológico convive com o crescimento do ódio e por que o amor se torna o único antídoto possível diante da barbárie contemporânea.

    “No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido”… Assim Chico Buarque escreveu estes versos, e assim canta, assim cantamos… Quisera que o tempo da maldade já tivesse passado, quisera que nunca tivesse existido… A história da humanidade, em seus movimentos cíclicos, foi e tem sido cenário de horror e de carência de paz, em razão da ganância e do egoísmo humano, cujos produtos são, dentre outros, a intolerância às diferenças culturais e religiosas e o preconceito de classe, intensificados pela disseminação do ódio.

  O tempo presente é marcado por avanços tecnológicos e midiáticos admiráveis, ao mesmo tempo em que quase toda a riqueza do mundo se concentra nas mãos de poucos e a miséria infame se alastra entre muitos, resultando na repulsiva realidade da fome, da violência, da ambição desmedida, da destruição voraz da natureza etc.

Dados do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), referentes a 2024-2025, denunciam que o mundo convive hoje com o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial. Estima-se que ocorram atualmente cerca de 130 conflitos armados, internos e externos, demonstrando o crescimento da violência, com o registro de 26 guerras de alto impacto envolvendo mais de 60 Estados. O fato é que a magnitude de interesses privados em defesa de padrões ideológicos ancorados em valores patriarcais põe em risco o futuro da humanidade. Aniquila conquistas sociais, descredibiliza a ciência e o conhecimento produzido ao longo dos séculos. Na prática, a violência se instala não somente na constância de bombardeios atingindo prédios públicos e civis, em espaços geográficos apinhados de gente — em especial, mulheres, crianças e idosos —, mas também nas atitudes e comportamentos que denotam o descaso pela vida alheia e os propósitos nefastos das mais variadas formas de comunicação, que desagregam e disseminam a intolerância.

Não há como negar que vivemos num mundo que intencionalmente se submete ao comando da insanidade que se decide pela morte e pela exacerbação do ódio, amparado no fundamentalismo político e religioso. Uma era marcada pela presença de gigantes tecnológicos e pigmeus morais, conforme lucidamente descreveu o escritor Regis de Moraes. Assim, os homens caminham entre um passo à frente da ciência que controla o mundo sem fronteiras e, por cliques, descobre fórmulas capazes de fazer tetraplégicos andarem e da conjunção de átomos que, em átimos de segundos, pode sentenciar a destruição do planeta. Assim, as utopias se perdem, sonhos se desfazem, relações se esfacelam e a esperança se desencanta. É um indício vigoroso de que a máxima cristã do “Amai-vos uns aos outros” não tem lugar neste cenário. Contudo, como disse Nelson Mandela, “Ninguém nasce odiando. Aprende-se a odiar. Se é possível aprender a odiar, também é possível aprender a amar”. Será?

Nesse contexto de soberania da insensatez, a poesia e a literatura, aliadas à filosofia, emergem como ferramentas fundamentais que nos permitem refletir sobre o que será de nós e qual o futuro que se desenha para as novas gerações. Sim, “O amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente; é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer”, proclamava Camões, em 1598, cantando o amor e evidenciando suas formas de contradição e exigências. Talvez seja um convite que nos desafia a não abdicarmos de pensar e de questionar as veredas desprovidas de empatia e de tantos outros valores nobres em que trilha a humanidade nos dias de hoje. Faz-se necessário não ignorarmos o contraditório, e a nossa fragilidade humana indica que a contradição nos habita; por isso, é fundamental reavaliarmos nossa forma de ver, de agir e de estar no mundo.

Diante de uma realidade em permanente conflito, em que o ódio que enodoa as relações triunfa revestindo-se de um fanatismo de viés político-religioso, o qual se dissemina através do racismo, da misoginia, da homofobia, do sexismo, da intolerância, da aporofobia e da desinformação, não é possível vislumbrar outro tipo de antídoto que não seja o amor. E amar, como ensina a escritora francesa Simone Weil, não é possuir, fundir-se nem projetar fantasias sobre o outro. É vê-lo com rigor, suspender o ego e reconhecer uma realidade que não gira em torno de nós. Reforçando a ideia de que o amor amadurece na medida em que o compartilhamos nas relações entre as pessoas e que não se trata de mera emoção passageira, o filósofo alemão Max Scheler descreve o amor como movimento que revela valores e reorganiza a percepção do que verdadeiramente importa. De sua parte, condenando a objetificação e a coisificação do ser humano, o filósofo judeu Emanuel Levinas defende que não se vive o amor sem a revisão dos valores éticos e uma tomada de posição sobre o sentido de nossa existência no mundo, pois o outro não é objeto que eu compreendo por inteiro, nem extensão do meu ponto de vista. Ele é presença que interrompe a soberania do eu e limita sua pretensão de domínio.

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6×1, regulamentação de aplicativos e fim da CPI do crime organizado: Congresso tem semana decisiva

O Congresso deve discutir dois projetos fundamentais para o governo nesta semana. O fim da escala 6×1 e a regulamentação dos aplicativos de transporte voltam à pauta nas comissões temáticas e podem ser aprovados em um movimento que pode influenciar as eleições de 2026. O Projeto de Lei Complementar (PLP) 152 de 2025 será discutido na terça-feira (14). O texto determina mudanças nos direitos dos trabalhadores de aplicativos e obrigações das plataformas, mas recebeu críticas por não contemplar demandas básicas da categoria.  O relatório de Augusto Coutinho (Republicanos-PE) propôs ainda mais mudanças na legislação e desagradou uma parcela dos trabalhadores. O principal problema se dá em torno da exigência de apresentação da certidão negativa de antecedentes criminais. O documento é emitido quando não há nenhuma condenação contra o trabalhador. Organizações populares entendem que, na prática, essa é uma forma de proibir que pessoas que já foram presas possam fazer o registro nas plataformas.

Outro texto que é fundamental para o governo é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1. O projeto deve ser votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e passar para o plenário. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), se comprometeu a acelerar a tramitação e tentar votar o texto até o final de maio no plenário. “A admissibilidade será votada nesta semana na CCJ. Imediatamente criaremos a comissão especial para trabalharmos a votação em plenário até o fim do mês de maio, dando oportunidade para todos os setores se manifestarem”, disse Motta.O tema ganhou força no ano passado depois que a deputada Erika Hilton (Psol-SP) enviou um projeto de lei propondo escala 4×3 e a redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais. O governo demorou, mas embarcou na proposta no final de 2025 e começou a fazer articulações para tentar enviar um novo texto ao Congresso. Depois de negociações, inclusive com Motta, a saída foi juntar o PL de Hilton a outro escrito pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) nos mesmos moldes: 3 dias de descanso por semana e um teto de 36 horas de trabalho. Para o governo, no entanto, o ideal é que sejam 40 horas semanais e dois dias de folga por semana. 

CPI com Castro?

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Associação dos Juízes elege primeira mulher para a presidência

  A Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) elegeu, pela primeira vez em sua história, uma mulher como presidente. A juíza federal Ana Lya Ferraz da Gama Ferreira foi a escolhida para comandar a associação durante o biênio 2026–2028. A eleição, realizada de forma eletrônica, contou com a participação de 1.298 associados e sua chapa, a “Ajufe em Frente”, recebeu 1.222 votos, o equivalente a 94,14% do total. Também foram registrados 76 votos em branco. 

Trajetória na magistratura

  Ana Lya, 44, é natural de Cuiabá (MT) e possui formação em Direito pela Universidade Federal de Mato Grosso, com pós-graduação em Direito Público e mestrado em Direito Penal Tributário pela PUC-SP. Antes da magistratura, ela atuou como advogada e professora. Sua carreira na instância federal começou em 2011. Com passagens por Campo Grande (MS) e São Paulo, desde 2015 ela está vinculada à 1° Região. Foi juíza federal substituta em Cáceres (MT) e, em 2016, assumiu como titular na 2ª Vara Federal no município, nas competência cível e criminal, cargo que exerce até hoje. Na Associação dos Juízes Federais do Brasil, ela passou a atuar em 2022 como suplente da 1ª Região. Em 2023, assumiu a Secretaria-Geral e foi efetivada no cargo em 2024, participando da articulação junto a órgãos como o Conselho Nacional de Justiça e o Conselho da Justiça Federal. Atualmente, além de exercer jurisdição cível e criminal na 2ª Vara Federal de Cáceres, ela ocupa o cargo de secretária-geral da própria Ajufe. Sua posse será realizada em  cerimônia oficial agendada para o dia 1º de junho. 

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Automedicação com anti-inflamatórios ameaça rins e coração

A automedicação de anti-inflamatórios, uma prática comum entre brasileiros, representa um perigo silencioso para a saúde, podendo causar danos graves aos rins e ao coração. Cerca de nove em cada 10 pessoas no Brasil tomam medicamentos por conta própria, e os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como ibuprofeno e diclofenaco, estão entre os mais utilizados para aliviar dores nas costas, cabeça ou musculares.

+ Dieta anti-inflamatória não existe; saiba como combater a inflamação crônica

O que aconteceu

  • A automedicação com anti-inflamatórios é uma prática disseminada no Brasil e oferece riscos significativos aos rins e ao coração.
  • A combinação de AINEs com diuréticos e medicamentos para pressão, conhecida como “tríade perigosa”, pode levar à insuficiência renal aguda e crônica.
  • O uso prolongado desses fármacos também eleva a pressão arterial, causa descompensação em doenças cardíacas e aumenta o risco de sangramentos e infarto.

Esse hábito, aparentemente banal, pode se tornar ainda mais prejudicial quando os anti-inflamatórios são combinados com outros medicamentos, um cenário frequente em pacientes hipertensos ou cardíacos. A chamada “tríade perigosa” inclui anti-inflamatórios, diuréticos e remédios para pressão, como os inibidores da ECA ou bloqueadores do receptor de angiotensina.

Cada um desses fármacos atua em diferentes partes do sistema que regula a filtração do sangue pelos rins. Quando usados simultaneamente, eles podem reduzir drasticamente a pressão interna necessária para o funcionamento renal, comprometendo a capacidade dos órgãos de filtrar o sangue de forma adequada.Outras combinações igualmente arriscadas para os rins incluem AINEs com inibidores de SGLT2 (como dapagliflozina e empagliflozina), usados para diabetes, insuficiência cardíaca e doença renal crônica; com lítio, empregado no tratamento do transtorno bipolar; e com ciclosporina, indicada para doenças autoimunes e inflamatórias graves como psoríase e artrite reumatoide. A interação medicamentosa também pode anular o efeito de medicações anti-hipertensivas, prejudicando o controle da pressão alta. Adicionalmente, os AINEs são capazes de potencializar os efeitos de anticoagulantes e antiagregantes plaquetários, elevando significativamente o risco de sangramentos e hemorragias.

Como os anti-inflamatórios afetam os rins?

Os rins desempenham um papel vital na filtração contínua do sangue, 24 horas por dia, e para isso precisam de uma pressão interna adequada. Os AINEs bloqueiam a produção de prostaglandinas, substâncias essenciais que agem como “mantenedoras da pressão” dentro dos rins, garantindo que os vasos sanguíneos permaneçam abertos e bem irrigados. “Quando essas prostaglandinas são bloqueadas, os vasos que levam sangue ao rim se contraem. O rim recebe menos sangue e filtra menos. Em pessoas saudáveis, isso geralmente é temporário e reversível, mas em quem já tem algum problema renal, pressão alta, diabetes ou idade avançada, essa redução pode ser suficiente para causar danos graves”, explica a nefrologista Patricia Taschner Goldenstein, do Hospital Israelita Albert Einstein. Um estudo transversal conduzido no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) demonstrou que 14,8% dos pacientes com doença renal crônica utilizavam AINEs, grande parte por automedicação. As principais causas eram dores reumáticas e musculoesqueléticas, que frequentemente levam ao uso repetido desses medicamentos.

Em grupos vulneráveis, como hipertensos e diabéticos, os rins operam com uma “margem de segurança” reduzida. Nesses indivíduos, os pequenos vasos renais frequentemente já apresentam lesões, um processo conhecido como microangiopatia. Os rins ainda funcionam, mas possuem menor reserva para enfrentar situações de estresse.

Já em idosos, ocorre um declínio natural da função renal associado ao envelhecimento. A partir dos 40 anos, estima-se uma perda de aproximadamente 10% da função renal por década. Assim, uma pessoa de 70 anos pode ter apenas 70% da função renal de um jovem, mesmo que aparentemente saudável.

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Uso consciente das redes sociais melhora saúde mental, diz estudo

   Um novo estudo da Universidade de British Columbia, no Canadá, demonstra que não é preciso abandonar as redes sociais para proteger a saúde mental, mas sim o modo como elas são utilizadas. A pesquisa, publicada no Journal of Experimental Psychology: General, revela que tanto a abstinência completa quanto o uso intencional oferecem benefícios distintos para o bem-estar psicológico. Enquanto parar o uso reduz sintomas como ansiedade e estresse, aprender a usá-las de forma consciente diminui a solidão e o receio de estar perdendo algo, conhecido como FOMO.

O que aconteceu

  • Pesquisa aponta que a forma de uso das redes sociais impacta a saúde mental, com benefícios tanto da abstinência quanto do uso intencional.
  • Parar de usar plataformas digitais alivia ansiedade e estresse; o uso consciente combate solidão e o FOMO (“medo de ficar de fora”).
  • O estudo canadense acompanhou 393 jovens adultos por seis semanas, investigando mudanças comportamentais e indicadores de bem-estar.

A abstinência total das redes sociais comprovadamente reduziu sintomas como ansiedade e estresse. Por outro lado, a aprendizagem de um uso mais consciente das plataformas digitais diminuiu significativamente sentimentos de solidão e o receio de estar perdendo algo, conhecido pela sigla em inglês FOMO (fear of missing out). “Essa redução da solidão e do FOMO aconteceu porque as pessoas foram incentivadas a agir e se conectar com os outros na vida real, fora da internet”, explica o psicólogo clínico Vitor Koichi Iwakura Fugimoto, do Espaço Einstein Bem-Estar e Saúde Mental, do Einstein Hospital Israelita. Segundo ele, “o problema não é o uso por si só, mas como fazemos esse uso”.

O estudo acompanhou 393 jovens adultos canadenses, com idades entre 17 e 29 anos, que expressaram preocupação com o impacto das redes sociais em seu bem-estar. Durante seis semanas, os participantes foram divididos aleatoriamente em três grupos: um manteve o uso habitual das plataformas, outro interrompeu totalmente o acesso e o terceiro recebeu aulas sobre como modificar sua forma de interação. Este último grupo focou na redução de comparações sociais, diminuição do uso passivo e priorização de conexões mais significativas.

Ao longo das seis semanas do experimento, os pesquisadores monitoraram tanto as alterações no comportamento digital quanto os indicadores de saúde mental dos voluntários. Foram analisados o tempo de uso, a intensidade e o padrão de engajamento — como rolagem passiva versus interação ativa —, além de medidas de solidão, FOMO, estresse, ansiedade e sintomas depressivos. As avaliações ocorreram em diferentes momentos, permitindo uma comparação precisa da evolução dos três grupos e a identificação dos efeitos distintos entre a abstinência total e o uso intencional das plataformas.

Como as redes sociais afetam a saúde mental?

Os autores do estudo canadense concluíram que as redes sociais operam de forma ambivalente. Embora amplifiquem as pressões de comparação e autoapresentação, elas também proporcionam oportunidades genuínas de conexão. “Nem todo uso da rede social é danoso, é importante isso ser discriminado”, enfatiza Fugimoto. O psicólogo destaca que um padrão que frequentemente deteriora o bem-estar é o uso passivo, caracterizado pela navegação sem um propósito definido. Adicionalmente, o tipo de interação é crucial: consumir principalmente conteúdo de celebridades ou páginas de fofoca, sem engajamento com amigos e familiares, tende a intensificar a sensação de desconexão.

Os impactos na saúde mental estão intrinsecamente ligados ao modo de uso das redes. A comparação social emerge como um dos fatores mais proeminentes. Embora seja um comportamento humano inerente, ele se intensifica nas plataformas digitais, onde prevalecem recortes positivos e idealizados da vida cotidiana. “Muitas vezes, o que é mostrado não é uma realidade compatível com a vida da grande maioria da população”, observa o psicólogo Vitor Fugimoto.

A intensidade do uso é outro fator relevante. Quanto maior o tempo dedicado às plataformas, mais acentuada tende a ser a sensação de perda de controle, o que contribui para a deterioração do bem-estar. Esse ciclo é autoalimentado: ao perder a noção do tempo e do conteúdo consumido, o usuário permanece conectado por mais tempo do que o pretendido. “De uma forma ou de outra, isso leva a uma intensidade maior de uso, geralmente porque a pessoa perde a noção do tempo e do que está consumindo”, alerta Vitor Fugimoto.

Esses padrões de uso problemáticos são corroborados pela literatura científica. Uma revisão sistemática com meta-análise, publicada em 2022 na revista JMIR Mental Health, analisou 18 pesquisas envolvendo mais de 9 mil adolescentes e jovens adultos. O estudo identificou correlações moderadas entre o uso problemático de redes sociais – caracterizado por padrões aditivos – e sintomas de depressão, ansiedade e estresse. Os autores ressaltaram que esse hábito foi um preditor mais consistente de sofrimento psicológico do que o mero tempo de exposição. Outro estudo longitudinal, publicado em 2025 na JAMA Network Open, acompanhou quase 12 mil crianças e adolescentes nos Estados Unidos por quatro anos. A pesquisa revelou que aumentos individuais no tempo de uso de redes sociais estavam associados a uma elevação posterior de sintomas depressivos. Uma investigação distinta, com mais de 3 mil jovens, publicada em 2019 na JAMA Pediatrics, também correlacionou maior tempo dedicado às redes com o aumento de sintomas depressivos. Este efeito foi parcialmente explicado por mecanismos como a comparação social ascendente e a consequente redução da autoestima.

Dados alarmantes e impacto na autoimagem

Dados populacionais dos Estados Unidos, divulgados em 2025 pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC), reforçam essa preocupação. O órgão indicou que adolescentes com quatro horas diárias ou mais de tempo de tela apresentam maior risco de relatar sintomas de depressão, ansiedade, pior qualidade do sono e menor percepção de suporte social. A correlação se estende até a autoimagem dos usuários. Uma meta-análise publicada em 2025 na revista Body Image, que compilou dados de estudos com mais de 55 mil participantes, demonstrou que níveis mais elevados de comparação social online estão associados a maiores preocupações com a imagem corporal, sintomas de transtornos alimentares e uma percepção inferior de imagem corporal positiva.

É possível usar redes sociais de forma consciente?

No estudo canadense, os participantes submetidos à intervenção de “uso intencional” receberam orientações claras. Eles foram instruídos a reduzir comparações sociais, deixar de seguir ou silenciar contas que gerassem sentimentos negativos, diminuir a rolagem passiva e priorizar interações ativas. Isso inclui comentar, enviar mensagens diretas e fortalecer vínculos com pessoas próximas no ambiente digital.

A proposta central não era apenas diminuir o tempo de tela, mas sim transformar a qualidade do engajamento com as plataformas. “No dia a dia, o que podemos fazer para reduzir a comparação social e tornar o uso intencional é, de fato, ter um propósito claro ao abrir um aplicativo, seja Instagram, TikTok, WhatsApp ou Facebook”, sugere o psicólogo Vitor Fugimoto. Para Fugimoto, o primeiro passo fundamental é estabelecer um filtro ativo para as próprias redes sociais. Isso envolve revisar as contas seguidas e refletir criticamente sobre o impacto real de cada uma. Perfis que incessantemente estimulam a comparação, exibem rotinas idealizadas ou reforçam padrões inalcançáveis devem ser silenciados ou descartados.

É crucial, contudo, reconhecer que o controle nunca é absoluto. Mesmo após ajustes personalizados, os algoritmos das plataformas continuarão a sugerir conteúdos que podem reacender comparações ou distrações. Daí a importância de manter uma postura constantemente consciente diante do que aparece no feed e avaliar continuamente se o conteúdo consumido contribui ou prejudica o bem-estar. Outra medida eficaz é estabelecer limites de tempo rigorosos e evitar o uso automático das redes. Desativar alertas constantes ou ativar ferramentas de monitoramento de tempo no próprio celular pode auxiliar o usuário a visualizar seu gasto de tempo nas plataformas e a identificar padrões de acesso impulsivo. O objetivo não é impor metas inflexíveis, mas sim desenvolver uma percepção aprimorada sobre o próprio comportamento digital.

istoesaude

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Novo Estatuto dos Direitos do Paciente entra em vigor: confira principais mudanças no atendimento de saúde

   O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sancionou, sem vetos, a Lei 15.378/26, que institui o Estatuto dos Direitos do Paciente. O texto, publicado no Diário Oficial da União (DOU) da última terça-feira (7), tem o objetivo de regular os direitos e responsabilidades dos pacientes sob cuidados prestados por profissionais e/ou serviços de saúde de natureza pública ou privada, trazendo maior proteção aos cidadãos que buscam esses serviços.

Segundo a nova lei, os profissionais de saúde, os responsáveis por serviços de saúde públicos ou privados e as pessoas jurídicas de direito privado que operam planos de assistência à saúde, sem prejuízo do cumprimento da legislação específica que rege suas atividades, estão submetidos ao Estatuto. Além disso, outros direitos dos pacientes previstos na legislação brasileira devem ser aplicados em conjunto com as disposições da nova lei.

Direitos dos pacientes

O núcleo principal do estatuto é o capítulo que trata dos direitos dos pacientes. O texto assegura que todo atendimento seja realizado em local privado e com transparência absoluta. O cidadão deve ser informado sobre todos os riscos, benefícios e alternativas de tratamento, mantendo a autonomia para aceitar ou recusar procedimentos e pesquisas experimentais sem qualquer represália.

A legislação também garante a participação ativa do paciente em seu plano terapêutico e nas decisões sobre seus cuidados para casos de incapacidade. O paciente pode indicar um representante para decidir em seu nome e tem o direito de buscar uma segunda opinião médica em qualquer etapa do processo. O acesso ao prontuário médico torna-se gratuito e sem exigência de justificativa, incluindo o direito a cópias e correções. Além disso, a confidencialidade dos dados de saúde é protegida por lei, permanecendo resguardada mesmo após a morte do indivíduo. Em relação à segurança, o estatuto permite que o paciente questione a higienização de mãos e equipamentos, além de conferir a procedência e dosagem de medicamentos. O atendimento deve ser livre de discriminação, garantindo o uso do nome de preferência e o respeito a crenças religiosas e culturais. O direito a acompanhante em consultas e internações é reafirmado, assim como a possibilidade de recusar a presença de estudantes ou visitantes durante os procedimentos. Por fim, o texto assegura cuidados para o alívio da dor e garante ao paciente o direito de escolher o local de sua morte.

Responsabilidades dos pacientes

Junto aos direitos, o estatuto também lista uma série de responsabilidades que os pacientes devem ter enquanto sob cuidados dos profissionais de saúde. O texto estabelece que o paciente, ou a pessoa por ele indicada, é responsável por compartilhar informações sobre doenças anteriores, internações e medicamentos dos quais faz uso e outras informações pertinentes com os profissionais de saúde, com o objetivo de auxiliá-los na condução de seus cuidados.
Além disso, a norma lista sete outras responsabilidades que devem ser mantidas pelo paciente:

  • seguir as orientações do profissional de saúde quanto ao medicamento prescrito, de modo a finalizar o tratamento na data determinada;
  • realizar perguntas e solicitar informações e esclarecimentos adicionais sobre seu estado de saúde ou seu tratamento, quando houver dúvida;
  • assegurar que a instituição de saúde guarde uma cópia de suas diretivas antecipadas de vontade por escrito, caso tenha;
  • indicar seu representante para os fins da Lei nº 15.378;
  • informar os profissionais de saúde acerca da desistência do tratamento prescrito, bem como de mudanças inesperadas em sua condição;
  • cumprir as regras e os regulamentos dos serviços de saúde; e
  • respeitar os direitos dos outros pacientes e dos profissionais de saúde.

Segundo a lei, caberá ao governo divulgar os direitos e deveres dos pacientes, realizar pesquisas periódicas sobre a qualidade dos serviços, produzir relatório anual sobre a implantação da lei e acolher reclamações sobre descumprimento desses direitos.

 Brasil 61

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Lula demite presidente do INSS e nomeia servidora de carreira

BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exonerou nesta segunda-feira (13/4) o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Júnior, que estava no cargo há onze meses. Em seu lugar, assume a servidora de carreira Ana Cristina Silveira.

O principal fator para a demissão de Waller é o aumento nas filas de benefícios do INSS. A “missão estratégica” da nova comandante, segundo o governo, é acelerar a análise dos pagamentos e “simplificar processos internos”. Gilberto Waller assumiu a presidência do órgão em maio do ano passado, logo após vir à tona o esquema de fraudes que desviou cerca de R$ 6,3 bilhões dos benefícios do INSS entre 2019 e 2024. Apesar de ter colocado em prática o processo de devolução dos valores aos aposentados e pensionistas, o presidente da instituição teve dificuldades para reduzir a fila de novos benefícios.

Currículo

Graduada em Direito, a nova presidente, Ana Cristina Silveira, é servidora do INSS desde 2003, no cargo de Analista do Seguro Social. Ocupou a presidência do Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS) de abril de 2023 até fevereiro de 2026, quando foi nomeada secretária-executiva adjunta do Ministério da Previdência Social.

“Ela tem o perfil ideal para iniciar esse novo momento e cumprir a determinação do presidente Lula, que é solucionar a fila e não deixar nenhum brasileiro para trás. Sua nomeação também entrega o comando do Instituto nas mãos de seus próprios servidores. Tenho a alegria ainda de anunciar mais uma mulher para a alta cúpula do órgão, que já tem quatro diretoras”, disse o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz.

otempo

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A FÉ DE ABRÃO NAS PROMESSAS DE DEUS

Homens dos Quais o Mundo não Era Digno
O Legado de Abraão, Isaque e Jacó


INTRODUÇÃO
A vida de Abrão constitui um testemunho extraordinário do poder transformador da fé genuína em Deus.Tendo recebido um chamado singular para deixar sua terra, sua parentela e a casa de seu pai, ele respondeu com obediência irrestrita, ainda que não compreendesse plenamente o caminho que Deus o levaria a percorrer. Após retornar do Egito e estabelecer-se em Canaã, o patriarca enfrentou um grande dilema: a contenda entre seus pastores e os de seu sobrinho Ló. Eles tiveram que se separar. As escolhas que ambos fizeram naquele momento revelaram a diferença entre uma fé fundamentada em Deus e uma vida guiada apenas pelo que os olhos carnais conseguem enxergar. Enquanto Ló optou pela aparência e pela prosperidade imediata, Abrão permaneceu confiante nas promessas de Deus, ainda que a terra que lhe coube não fosse tão visualmente atraente. Nesta lição, examinaremos como Abrão respondeu às provas da fé, compreenderemos as consequências das escolhas humanas e aprenderemos como a adoração sincera sustenta a vida do crente. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.

TEXTO ÁUREO
O Senhor apareceu a Abrão e disse: “À sua descendência darei esta terra”. Abrão construiu ali um altar dedicado ao Senhor, que lhe havia aparecido. (Gn 12.7, NVI). Ali o SENHOR apareceu a Abrão e disse: — Eu vou dar esta terra aos seus descendentes. Naquele lugar Abrão construiu um altar a Deus, o SENHOR, pois ali o SENHOR havia aparecido a ele. (Gn 12.7, NTLH). A expressão “construiu” ou “edificou” é muito significativa no relato. Em terra estrangeira, Abrão evita utilizar altares já existentes. Como a prática de oferecer sacrifícios sobre altares de pedra é anterior ao período patriarcal, conforme se vê em Gênesis 8.20, é bastante provável que já houvesse altares cananeus em Canaã. Ainda assim, Abrão edifica seu próprio altar, porque não deseja oferecer culto ao Senhor em estruturas ligadas a divindades estranhas ou marcadas por usos pagãos. Por isso, ao levantar um altar, ele demarca publicamente sua devoção exclusiva ao Senhor e rejeita qualquer possibilidade de sincretismo. Além disso, esse cuidado sugere avanço em sua fé. Abrão já não está apenas caminhando pela terra da promessa, mas também aprendendo a consagrá-la ao Senhor por meio da  adoração. O altar, nesse sentido, torna-se um sinal visível da comunhão com Deus, isto é, um memorial da revelação recebida e um testemunho de que, mesmo cercado por uma cultura idólatra, ele pertence ao Senhor e deseja cultuá-lo em santidade.

VERDADE PRÁTICA
Quando Deus faz uma promessa incondicional, Ele a cumpre plenamente. Vamos as definições:
• Promessa é uma palavra empenhada, um compromisso assumido. Quando falamos de promessa divina, estamos falando de uma declaração em que Deus anuncia o que fará, dará ou realizará, segundo sua vontade e seu propósito.
• Promessa incondicional é aquela cujo cumprimento final não depende do mérito, da força ou da constância do homem, mas repousa na fidelidade, no poder e no decreto do próprio Deus. Entretanto, isso não significa que a obediência humana seja irrelevante. Significa que a certeza última da promessa não está no homem, mas em Deus.

• Promessa condicional é aquela cuja realização, aplicação histórica ou experiência prática está ligada a uma condição estabelecida por Deus. Essa condição costuma aparecer em forma de ordem, chamado, advertência ou exigência de resposta. Aqui, a condição não significa que Deus seja infiel ou limitado. Significa que o próprio Deus decidiu relacionar aquele benefício a uma resposta humana específica. Deus cumpre fielmente suas promessas incondicionais porque seu caráter o impede de falhar. Há pelo menos quatro razões centrais.
• Primeiro, Deus não mente. Números 23.19 ensina que Deus não é homem para que minta. Se ele
prometeu, sua palavra é verdadeira.

• Segundo, Deus não muda. Sua vontade não sofre instabilidade, revisão moral ou fraqueza. O que ele determinou, ele sustenta.
• Terceiro, Deus tem poder para fazer o que prometeu. Romanos 4.21, no contexto de Abraão, diz que ele estava plenamente convicto de que Deus era poderoso para cumprir o que prometera.
• Quarto, Deus age para a glória do seu nome. Quando Deus promete, ele vincula o cumprimento dapromessa à sua própria fidelidade pactual. Portanto, falhar seria negar seu próprio nome, e isso é impossível. Por isso, as promessas incondicionais de Deus são cumpridas cabalmente. Elas podem atravessar anos, crises, pecados de homens, esterilidade, desertos e impérios, mas não caem por terra.
MOVIMENTO TEMÁTICO
• Ponto 01: A separação
• Ponto 02: As consequências
• Ponto 03: Os altares.

1. ABRÃO VOLTA DO EGITO PARA CANAÃ
Pergunta chave: Por que Abrão e Ló precisaram se separar? Ideia central do ponto: A separação entre Abrão e Ló foi necessária porque Deus já havia ordenado que Abrão deixasse sua parentela. As escolhas de cada um revelaram suas prioridades: Ló escolheu pela aparência, enquanto Abrão confiou na direção de Deus.
1.1 Contenda entre os pastores.
Verdade central: Devido à riqueza de Abrão e Ló, a terra não comportava as duas famílias, gerando contendas entre os pastores. Deus já havia ordenado que Abrão deixasse sua parentela, e agora a separação se tornava inevitável para que sua fé fosse lapidada.
Para refletir: Há pessoas ou situações em minha vida que Deus está pedindo que eu deixe para trás, mas tenho resistido por causa de laços emocionais?
A LIÇÃO DIZ: Devido à riqueza de Abrão e de Ló, no retorno para Canaã, a terra onde estavam acampados não comportava as famílias do tio e do sobrinho: “[…] porque sua fazenda era muita; de maneira que não podiam habitar juntos” (Gn 13.6). É importante ressaltar que Deus já havia alertado a Abrão que ele deveria sair de sua terra e da sua parentela (Gn 12.1). O texto bíblico omitido pela lição, nos diz: Abrão saiu do Egito e foi para o Neguebe, ele e a sua mulher e tudo o que tinha. E Ló foi com ele. Abrão era muito rico; possuía gado, prata e ouro. Fez as suas jornadas do Neguebe até Betel, até o lugar onde primeiro tinha armado a sua tenda, entre Betel e Ai,  até o lugar do altar, que anteriormente tinha feito. E ali Abrão invocou o nome do Senhor. (Gn 13.1-4, NAA). Abrão não apenas sai do Egito com sua mulher, mas sai rumo ao Neguebe, até Betel. Ele retorna para o lugar de onde nunca deveria ter saído. Retorna com as mãos cheias de bens, mas com a necessidade imperativa de acertar sua vida com Deus. Abrão voltou para sua tenda e seu altar e para uma vida de peregrino e estrangeiro. A distância da fronteira do Egito até a região de Betel e Ai seria de cerca de 320 quilômetros. No Egito Abrão e Ló aumentaram suas riquezas, traduzidas em rebanhos numerosos. A região que não tinha pastagens tão luxuriantes como o Egito ou as campinas do Jordão, e ainda, povoada também pelos cananeus e ferezeus, tornou-se insuficiente para atender toda a demanda. Sendo assim, os pastores de Abrão e Ló não podiam escolher qualquer lugar; tinham de sobreviver com o que sobrava dos cananeus e dos perizeus. E por isso a briga deve ter começado. O texto bíblico revela os detalhes pelos quais a separação era inevitável: Ló, que ia com Abrão, também tinha rebanhos, gado e tendas.E a terra não podia sustentá-los, para que morassem juntos, porque eram muitos os seus bens, de maneira que não podiam morar um na companhiado outro.Houve desentendimento entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló. Nesse tempo os cananeus e os ferezeus habitavam essa terra. (Gn 13.5-7, NAA).
O espaço era pequeno demais para as duas famílias, que tinham enriquecido.
• Abrão e Ló tinham que dividir a terra com os cananeus e ferezeus.
• uma briga declarada havia surgido entre os pastores de Abrão e os pastores de Ló. No Egito Abrão e Ló aumentaram suas riquezas, traduzidas em rebanhos numerosos. A região que não tinha pastagens tão luxuriantes como o Egito ou as campinas do Jordão, e ainda, povoada também pelos cananeus e ferezeus, tornou-se insuficiente para atender toda a demanda. Sendo assim, os pastores de Abrão e Ló não podiam escolher qualquer lugar; tinham de sobreviver com o que sobrava dos cananeus e dos perizeus. E por isso a briga deve ter começado. O texto bíblico revela os detalhes pelos quais a separação era inevitável: Ló, que ia com Abrão, também tinha rebanhos, gado e tendas.E a terra não podia sustentá-los, para que morassem juntos, porque eram muitos os seus bens, de maneira que não podiam morar um na companhia do outro.Houve desentendimento entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló. Nesse tempo os cananeus e os ferezeus habitavam essa terra. (Gn 13.5-7, NAA).
• O espaço era pequeno demais para as duas famílias, que tinham enriquecido.
• Abrão e Ló tinham que dividir a terra com os cananeus e ferezeus.
• uma briga declarada havia surgido entre os pastores de Abrão e os pastores de Ló. isso? Porque estava confiante de que Deus haveria de cumprir a promessa que fizera a ele: “Darei esta terra à tua descendência” (Gn 12.7). Essa proposta de Abrão é generosa. Alguns comentaristas dizem que ele não poderia tê-la feito, porque sugere que está abandonando a terra que Deus havia lhe dado. Mas não é isso. Ele tinha total confiança na promessa de que Deus haveria de lhe dar aquela terra, quando cede a Ló o direito de escolher para que lado queria ir. Ló não era descendente de Abrão, era apenas parente; e a promessa foi feita para Abrão e os seus descendentes. Em vez de armar um estratagema para tirar vantagem da situação, Abrão generosamente dá a oportunidade de escolha ao sobrinho, que lhe era hierarquicamente inferior. O que explica a generosidade do patriarca é a confiança na promessa. Ele se comporta como se já fosse dono da terra. E a fé não é exatamente isso? Fé é a certeza das coisas que não vemos; é a confiança e a plena convicção de fatos que não se veem.

Alguns pontos importantes:
• A paz na família é mais importante que o lucro financeiro (13.8). Abrão entende que, entre parentes, a rivalidade deve ser rejeitada, porque a comunhão familiar é um bem mais precioso do que a prosperidade econômica. Seu gesto revela nobreza de caráter, pois trata Ló, seu sobrinho órfão, com respeito e consideração. Assim, antes de pensar em vantagens pessoais, Abrão se empenha em preservar a paz no ambiente familiar.
• Como chefe do clã, homem mais velho e principal responsável pelo grupo, Abrão tinha autoridade para escolher primeiro a parte da terra que desejasse, e Ló deveria aceitar sua decisão. Mesmo assim, para preservar a paz, Abrão abre mão dessa prerrogativa e concede ao sobrinho a prioridade na escolha. Seu gesto revela desprendimento, maturidade e confiança em Deus, pois ele prefere renunciar a um direito legítimo a permitir que a contenda destrua a comunhão familiar. A narrativa ensina, portanto, que a verdadeira grandeza espiritual aparece quando alguém, podendo exigir o que lhe pertence, escolhe agir com generosidade para preservar a paz.
1.3 As escolhas de cada um.
Verdade central: Ló não buscou a direção de Deus e escolheu pela aparência, atraído pela fertilidade da campina do Jordão. Abrão, homem de fé, preferiu ficar na terra de Canaã, confiando em Deus. Escolhas sem orientação divina quase sempre resultam em consequências negativas.
Para refletir: Tenho buscado a direção de Deus antes de tomar decisões importantes, ou me deixo guiar apenas pelo que parece vantajoso aos olhos naturais?
A LIÇÃO DIZ: Ló não buscou a direção de Deus em sua escolha e nem respeitou seu tio. Escolheu somente pela aparência, vendo a beleza da fertilidade da campina do Jordão (Gn 13.10,11). Abrão, homem de fé, temente a Deus, preferiu escolher a terra prometida por Deus, a terra de Canaã. O texto bíblico diz:
Ló ergueu os olhos e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem-regada, como o jardim do Senhor, como a terra do Egito, até a região de Zoar. Isto foi antes de haver o Senhor destruído Sodoma e Gomorra. Então Ló escolheu para si toda a campina do Jordão e partiu para o Oriente. E assim separaram-se um do outro. Abrão habitou na terra de Canaã, e Ló foi morar nas cidades da campina. E ia armando as suas tendas até Sodoma. Ora, os moradores de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o Senhor. (Gn 13.10-13, NAA). Ló levanta os olhos de Betel (880 metros acima do nível do mar), de onde se tem uma magnífica visãodo vale do Jordão a sudeste, e vê toda a campina do Jordão de pastagens verdejantes com entusiasmo, a pontode compará-las com o Éden ou com as terras férteis do delta do Nilo, de onde tinha recentemente saído com seu tio. O texto mostra que o vale era “todo bem regado”. O que havia instaurado conflito entre eles fora exatamente a falta de água e de pasto para os rebanhos. Contudo, o vale do Jordão era bem regado não só pelo rio Jordão, mas também por afluentes que desciam das encostas das montanhas e regavam toda aquela terra. Então, ele pôs os olhos naquela região e pensou: “Não tenho dúvida. Quero essa terra aqui”. No mesmo versículo 10, Moisés faz um parêntese, como que para nos avisar sobre o que acontecerá mais à frente, e já indicando que a escolha de Ló não seria a melhor, pois diz: “antes de o Senhor destruir Sodoma e Gomorra”, cidades que ficavam exatamente ali. Quando Ló fez a escolha, aquele era um lugar maravilhoso. Em Gênesis 19, essas cidades serão destruídas com fogo caído do céu. O final do versículo 12 mostra que Ló foi armando suas tendas em direção a Sodoma. Ele desce das colinas de Betel para os vales com um destino em mente: uma cidade próspera, atraente e promissora aos olhos humanos. Tudo indica que Ló pensava em sobrevivência, estabilidade e crescimento material. Ló fraqueja diante da possibilidade de prosperar ainda mais financeiramente. Ele não levou em consideração a situação moral e espiritual de Sodoma e de outras cidades daquela região, como adverte o texto a seguir: “Os homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o Senhor” (v. 13). Em contraste, Abrão permaneceu no lugar designado por Deus. Ele ficou em Canaã, isto é, no espaço da promessa. Além disso, o texto mostra que a tenda de Abraão permaneceu junto ao altar. A tenda aponta para sua condição de peregrino. O altar revela sua vida de adoração, dependência e comunhão. Abraão não organizou sua existência em torno da vantagem material, mas em torno do Senhor.

Verifique o aprendizado de seus alunos (ponto 1):
1. Por que a separação entre Abrão e Ló se tornou necessária?
2. Como Abrão demonstrou seu caráter pacificador diante da contenda?
3. Qual foi a diferença entre a forma como Abrão e Ló fizeram suas escolhas?
4. O que aprendemos sobre decisões tomadas sem a orientação de Deus?

2. AS CONSEQUÊNCIAS DAS ESCOLHAS
Pergunta chave: O que cada um colheu de suas escolhas? Ideia central do ponto: Nossas escolhas são opcionais, mas suas consequências são inevitáveis. Abrão colheu bênçãos por confiar em Deus, enquanto Ló enfrentou tragédias por escolher sem direção divina.
2.1 Resultados da escolha de Abrão.
Verdade central: Deus aprovou a escolha de Abrão e lhe prometeu toda aquela terra e uma descendência incontável. Abrão estava na direção certa, e em breve colheria os frutos de sua submissão à vontade de Deus.
Para refletir: Tenho confiado que Deus honrará minhas escolhas feitas em obediência a Ele, mesmo quando o caminho parece menos
vantajoso aos olhos humanos?
A LIÇÃO DIZ: Nossas escolhas são opcionais, mas as consequências são inevitáveis e quase sempre
imprevisíveis. O texto bíblico nos mostra que Deus aprovou a escolha de Abrão (Gn 13.14).
Vamos ao texto bíblico:
O Senhor disse a Abrão, depois que Ló se separou dele: — Erga os olhos e olhe de onde você está para o norte, para o sul, para o leste e para o oeste;porque toda essa terra que você está vendo, eu a darei a você e à sua descendência, para sempre.Farei a sua descendência como o pó da terra, de maneira que, se alguém puder contar o pó da terra, então será possível também contar os seus descendentes.Levante-se e percorra essa terra no seu comprimento e na sua largura, porque eu a darei a você. Warren Wiersbe diz que, depois que Ló partiu, Abrão teve outro encontro com o Senhor. Seu sobrinho havia levantado seus olhos e visto o que o mundo tinha a oferecer; então, Deus convidou Abrão a levantar os olhos e ver o que o céu tinha a oferecer. Ló escolheu um pedaço da terra que acabou perdendo, mas Deus deu a Abrão toda a terra que ainda pertence a ele e a seus descendentes. Ló “escolheu para si” as terras que desejava. Deus disse a Abrão: “eu ta darei”. Contraste!
2.2. Resultados da escolha de Ló.
Verdade central: Ló escolheu habitar perto de Sodoma, cidade de grandes pecadores. Tempos depois, a terra que ele escolhera foi invadida por quatro reis, que o levaram cativo com sua família. Ele colheu o que havia semeado.
Para refletir: Há alguma área da minha vida em que estou tolerando o mal ou me aproximando de ambientes perigosos por causa de vantagens aparentes?

A LIÇÃO DIZ: Tempos depois, a terra que Ló escolhera foi invadida por quatro reis, que o levaram cativo com sua família (Gn 14.12). Já imaginou o arrependimento dele por ter escolhido aquela terra? Sua escolha não teve a direção de Deus. Agora Ló estava colhendo aquilo que ele havia semeado.
Pontos que precisamos destacar:
• Escolhas erradas podem levar a prejuízos irreparáveis. Ló escolheu com base na aparência e na vantagem imediata, mas terminou perdendo tudo o que havia acumulado. A escolha que parecia promissora se transformou em grande perda. Assim também acontece hoje quando alguém, movido pela cobiça, pela ganância ou pela desonestidade, toma decisões contrárias à vontade de Deus para ganhar mais, subir mais rápido ou obter vantagem. No começo, o pecado parece lucrativo; no fim, produz ruína.

• Escolhas erradas podem nos colocar em perigo de morte. Ao se aproximar de Sodoma, Ló se expôs a um ambiente de violência e acabou sendo sequestrado em meio a uma guerra (Gn 14). Uma escolha errada pode levar alguém muito mais longe do que imaginava.
• Escolhas erradas podem destruir a família. A decisão de Ló não atingiu somente a sua vida. Sua mulher virou estátua de sal, e suas filhas revelaram uma mente corrompida pelos costumes de Sodoma. Ou seja, a escolha de um homem abriu as portas para a desordem moral dentro de sua própria casa. 

2.3 A atitude de Abrão para com Ló.
Verdade central: Quando soube que Ló foi levado cativo, Abrão saiu com seus empregados para resgatá-lo. Sua atitude demonstrou que não guardava ressentimento pela escolha do sobrinho. Ele confiava em Deus e sabia o momento certo de agir.
Para refletir: Tenho guardado ressentimento contra pessoas que me prejudicaram, ou estou disposto a ajudá-las quando precisarem,
como fez Abrão?
A LIÇÃO DIZ: Quando Abrão tomou conhecimento do que havia acontecido com seu sobrinho, saíram ele e todos os seus empregados em defesa de Ló. A atitude do patriarca demostrou que ele não tinha nenhum tipo de ressentimento quanto à escolha de Ló.
• Abraão não guardou ressentimento no coração. Ressentimento é a disposição interior de alimentar a dor, a mágoa e a ofensa. Abraão tinha motivos humanos para endurecer o coração. Ló havia escolhido a melhor campina. Mesmo assim, quando soube que Ló fora levado cativo, Abraão não disse: “ele escolheu assim, agora arque com as consequências”. Sua atitude mostra que ele não permitiu que a separação se tornasse em amargura. O servo de Deus pode até se afastar de certas pessoas para preservar a paz, mas não deve transformar a dor em ressentimento.
• Abraão demonstrou amor por meio de suas ações. Abraão não se limitou a lamentar a situação de Ló. Ele se levantou, reuniu alguns homens, enfrentou riscos e foi ao encontro do sobrinho para resgatá-lo. Seu amor não ficou no campo das palavras, da intenção ou da lembrança afetiva. A narrativa ensina, portanto, que o amor verdadeiro se prova em ações, sobretudo quando o outro está em necessidade.
• Abraão revelou fé e confiança em Deus. Ao sair para enfrentar os reis e recuperar Ló, Abraão não agiu apoiado em superioridade militar, mas em confiança no Senhor. Humanamente, a situação era desfavorável. Ainda assim, ele foi. Sua decisão revela coragem. Abraão cria que Deus podia guardar sua vida, conduzir a batalha e lhe dar vitória.

Verifique o aprendizado de seus alunos (ponto 2):
1. O que Deus prometeu a Abrão depois que Ló se apartou dele?
2. Quais foram as consequências da escolha de Ló?
3. Como Abrão reagiu quando soube que Ló havia sido levado cativo?
4. O que a atitude de Abrão nos ensina sobre perdão e ressentimento?

3. OS ALTARES ERGUIDOS POR ABRÃO
Pergunta chave: O que os altares revelam sobre Abrão?
Ideia central do ponto: Ideia central do ponto: Abrão era um adorador que erguia altares ao Senhor em cada fase de sua jornada. Os altares representavam sua gratidão, consagração e fé inabalável em Deus.
3.1 Abrão, um construtor de altares.
Verdade central: Além de ser um homem de fé, Abrão era um adorador. Ele construiu o primeiro altar em Siquém, que significa “ombro”, em gratidão a Deus pelas bênçãos e promessas recebidas.
Para refletir: Tenho respondido às bênçãos e promessas de Deus com gratidão e adoração, ou tenho recebido sem reconhecer a bondade
do Senhor?
A LIÇÃO DIZ: Além de ser um homem de fé e obediência, Abrão era um adorador. Ele levantou altares, quando passava pelos lugares em consagração e adoração ao Senhor. A Bíblia registra a construção de quatro altares por Abrão. Abrão construiu o primeiro altar em Siquém, que significa “ombro”. A vida de Abraão é exemplo de fé e de crescimento espiritual, e o altar ocupa lugar central nessa caminhada. Nas Escrituras, o amadurecimento espiritual é apresentado como um processo contínuo. O crente avança “de força em força” (Sl 84.7), “de fé em fé” (Rm 1.17), “de glória em glória” (2Co 3.18) e vive da plenitude de Cristo, recebendo “graça sobre graça” (Jo 1.16). Nesse sentido, os altares edificados por Abraão expressam etapas de sua comunhão com Deus e do seu progresso na vida espiritual. O altar, na Bíblia, é símbolo de adoração, consagração e comunhão com Deus. Ele não é levantado para o homem, mas para o Senhor. No altar, Deus é adorado, seu nome é invocado e a vida do ofertante e da oferta é colocada diante dele. Por isso, a vida de altar revela a essência da verdadeira espiritualidade.Além disso, o altar aponta para sacrifício e rendição. Adorar é colocar diante de Deus os planos, os desejos, as ambições e as expectativas, permitindo que ele trabalhe em nós e por meio de nós. Os quatro altares de Abraão representam etapas de sua jornada interior com o Senhor e expressam o aprofundamento de sua fé e de sua consagração. O primeiro altar foi edificado em Siquém (Gn 12.6-7). Siquém significa ombro, lugar que remete à força do homem. Esse primeiro altar na vida de Abrão pode ser chamado de altar da revelação, porque foi ali que o Senhor lhe apareceu. O texto bíblico declara: “Apareceu o Senhor a Abrão… Ali edificou Abrão um altar ao Senhor, que lhe aparecera” (Gn 12.7). O altar, portanto, surge como resposta à revelação divina. Esse ponto é muito importante. Deus se apresentou a Abrão. A adoração está ligada à revelação, porque ninguém pode adorar verdadeiramente aquele que não conhece. Foi isso que Jesus ensinou à mulher samaritana, ao dizer que a adoração deve estar ligada ao conhecimento de Deus (Jo 4.22). Portanto, o altar erguido por Abrão mostra que a verdadeira adoração é fruto de um encontro com o Senhor. 

3.2 Mais um altar.
Verdade central: Abrão construiu um altar em Betel, que significa “Casa de Deus”, e ali invocou o nome do Senhor. Ele não era apenas um homem de fé, mas um adorador por excelência que valorizava estar na presença de Deus.
Para refletir: Tenho valorizado a Casa de Deus e a adoração coletiva como Abrão valorizava, ou tenho negligenciado a comunhão
com os irmãos?
A LIÇÃO DIZ: Abrão também construiu um altar em Betel (que significa Casa de Deus) e ali invocou o nome do Senhor (Gn 12.8).O segundo altar foi edificado em Betel (Gn 12.8). Abrão edificou um altar entre Ai e Betel (Gn 12.8). Esse segundo altar pode ser chamado de altar da separação, porque sua localização é teologicamente significativa. Ai significa ruína, enquanto Betel significa casa de Deus. Assim, Abrão deixa Ai para trás e mantém Betel diante de si. Nesse sentido, a vida de altar aponta para consagração.Esse ponto se torna ainda mais claro quando lembramos que Abrão voltou a Betel depois de sua descida ao Egito.O Egito foi o lugar de sua falta de confiança na proteção divina. Ali, pressionado pelas circunstâncias, Abrão agiu com temor e acabou mentindo, junto com Sarai. O Egito oferecia recursos, estabilidade e riqueza, mas ali não aparece altar. Havia provisão material, mas não comunhão. Por isso, o retorno a Betel é tão importante. Abrão volta ao lugar da comunhão, ao lugar da promessa e ao lugar da adoração. A narrativa ensina, portanto, que Deus trabalha por etapas na vida de seus servos. Ele conduz, trata,corrige e reconduz. Abrão falhou, mas foi trazido de volta ao lugar onde deveria estar. Betel representa esse retorno. O segundo altar, então, mostra que a verdadeira vida espiritual exige separação do mundo e renovação da comunhão com o Senhor.
3.3 O altar em Hebrom e Moriá.
Verdade central: Em Hebrom, que significa “união”, Abrão ergueu um altar depois que Ló se separou dele, lembrando-nos da importância da comunhão. Em Moriá, ele enfrentou a maior prova de fé ao preparar-se para sacrificar Isaque, demonstrando obediência absoluta a Deus.
Para refletir: Estou disposto a entregar a Deus aquilo que mais amo, confiando que Ele proverá, ou guardo para mim o que deveria estar no altar?
A LIÇÃO DIZ: É interessante que Abrão foi para Hebrom, que significa “união”, depois que seu sobrinho Ló separou-se dele. Tal fato nos lembra que, em nossa jornada, devemos viver em união: “Oh!, quão bom e quão suave é, que os irmãos vivam em união […]” (Sl 133.1). Precisamos permanecer no amor fraternal (Hb 13.1). O altar construído em Moriá foi o que mais lhe causou preocupação na alma, pois ele teria que sacrificar seu filho da promessa, Isaque, nesse altar (Gn 22.9). Deus provou a fé de seu amigo.

O terceiro altar foi edificado em Hebrom (Gn 13.18). Esse altar foi erguido logo após a separação entre.Abrão e Ló (Gn 13.1-13). Hebrom era uma cidade montanhosa de Judá, situada a cerca de 36 km de Jerusalém. Seu nome está ligado à ideia de comunhão, associação e aliança. Por isso, esse altar pode ser chamado de altar da comunhão ou altar da aliança. O contexto é significativo. Depois do conflito e da separação, Deus volta a falar com Abrão, reafirma suas promessas e o consola. Hebrom, então, se torna o lugar onde o patriarca é fortalecido pela palavra divina. Ali, Deus renova sua aliança, confirma a promessa da terra e conduz Abrão a olhar a realidade não pelos olhos da perda, mas pelos olhos da fé. O quarto altar na vida de Abraão foi erguido em Moriá (Gn 22.1-14). Esse quarto altar pode ser chamado de altar da entrega total. Em Moriá, vemos Abraão em um dos momentos mais altos de sua vida espiritual. Deus lhe pede Isaque, o filho da promessa, o filho amado, e Abraão se dispõe a obedecer. Ali, a adoração aparece em sua forma mais profunda: entrega, rendição e confiança absoluta no Senhor. Nesse altar, Deus toca a área mais íntima do coração de Abraão. Isaque não era apenas um filho. Era também a concretização da promessa, a alegria da velhice e o bem mais precioso que ele possuía. Ao pedir Isaque, Deus prova se Abraão amava mais a dádiva do que o Doador. Moriá ensina que a verdadeira adoração exige entrega. Quem não foi tratado por Deus tende a preservar a própria vontade, os próprios planos e os próprios afetos como se fossem intocáveis. Abraão, porém, mostra que adorar é colocar tudo diante do Senhor, inclusive o que há de mais precioso. Nesse sentido, o altar revela que Deus não quer apenas algo das nossas mãos. Ele quer o nosso coração.
Verifique seu aprendizado (Ponto 3):
1. O que o altar em Siquém representava para Abrão?
2. Qual é o significado do nome Betel e o que Abrão fez ali?
3. Por que o altar em Moriá foi o mais difícil para Abrão?
4. O que os altares de Abrão nos ensinam sobre adoração?

CONCLUSÃO
A fé de Abrão nas promessas de Deus o levou a escolhas radicalmente diferentes de Ló. Enquanto Ló buscava vantagem imediata, Abrão confiou no invisível. As consequências foram inevitáveis: Abrão recebeu confirmação das promessas divinas, Ló colheu perdas irreparáveis. Nossas escolhas definem nosso destino. Escolher pela fé em Deus e não pela aparência, marca a diferença entre prosperar espiritualmente ou naufragar
nas circunstâncias. Precisamos manter a nossa confiança em Deus em todos os momentos. Amem!

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A FALÁCIA DO MATERIALISMO HISTÓRICO

ENTRE A VERDADE E O ENGANO
Combatendo Ideologias e Ensinos que opõem à Palavra de Deus

INTRODUÇÃO
O Materialismo Histórico, formulado por Karl Marx e Friedrich Engels, oferece uma leitura totalitária dos acontecimentos humanos, reduzindo toda a história à luta entre classes sociais motivadas por interesses econômicos. Para o Materialismo Histórico, a história é apenas a história das formas de produção material, e as estruturas econômicas determinam inevitavelmente a política, a cultura, a moralidade e até a religião. Essa teoria penetrou escolas, universidades, movimentos políticos e conquistou milhões de adeptos em todo o mundo, prometendo uma sociedade sem classes, sem injustiça e sem conflito. Porém, esta interpretação da história entra em conflito direto com a cosmovisão cristã. O cristão não pode aceitar uma interpretação da realidade que nega o papel de Deus e substitui a transformação espiritual por revolução ideológica. Nesta lição, examinaremos os fundamentos do Materialismo Histórico, confrontaremos esta cosmovisão com a verdade bíblica e compreenderemos as consequências práticas e espirituais dessa teoria quando aplicada ao governo e à sociedade. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.

TEXTO PRINCIPAL – COMPARANDO TRADUÇÕES
Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo. (2Co 10.5, NVI). e também todo orgulho humano que não deixa que as pessoas conheçam a Deus. Dominamos todo pensamento humano e fazemos com que ele obedeça a Cristo. (2Co 10.5, NTLH). Paulo, neste momentos da escrita da carta aos coríntios, muda o foco da sua argumentação e passa a tratar da legitimidade do seu apostolado. Nesse trecho, ele responde aos ataques pessoais feitos por falsos apóstolos e, ao mesmo tempo, enfrenta os danos que a influência desses homens estava causando na igreja de Corinto. Ao se preparar para sua terceira visita, Paulo volta a mostrar quais são as marcas de um ministério verdadeiramente apostólico. Os opositores de Paulo eram judeus, como o próprio texto indica em  Coríntios 11.22, e se apresentavam como apóstolos de Cristo, conforme 2 Coríntios 11.13. Eles estiveram em Corinto por pouco tempo, mas tentaram assumir para si o mérito pelo trabalho já realizado ali. Além disso, eram orgulhosos, dominadores e cheios de pretensão. Diante disso, Paulo responde a altura. Sua linha de defesa é a seguinte: embora viva neste mundo, ele não luta segundo critérios humanos. Seu ministério não se apoia em força carnal, manipulação ou aparência. Suas armas são espirituais (1-6), sua autoridade é coerente (7-11) e seu orgulho pelo que fez em Corínto é legítima diante de Deus (12-18).

Quanto ao Texto Principal, a versão NAA capita bem a ideia do texto: Porque, embora andemos na carne, não lutamos segundo a carne. Porque as armas da nossa luta não são carnais, mas poderosas em Deus, para destruir fortalezas. Destruímos raciocínios falaciosos e toda arrogância que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento à obediência de Cristo (2Co 10.3-5, NAA). Paulo se via em uma guerra contra o raciocínio arrogante dos homens, sofismas, isto é, argumentos contrários à verdade.O verdadeiro caráter desses sofismas é descrito na expressão contra o conhecimento de Deus. Hoje, poderia ser usado para descrever o raciocínio de cientistas, evolucionistas, filósofos e fanáticos religiosos cujo modo de pensar exclui a Deus. O apóstolo não está disposto a assinar uma trégua com eles. Antes, seu compromisso é levar cativo todo pensamento à obediência de Cristo.

O comentarista da Bíblia de Estudo Pentecostal, Stamps (2008, p. 1783), afirma: Siga os quatro passos abaixo para sujeitar todos os seus pensamentos ao senhorio de Cristo:Saiba que Deus conhece todos os seus pensamentos, e de que nada jamais se oculta dEle (Sl 94.11; 139.2,4,23,24). Somos tão responsáveis diante de Deus pelos nossos pensamentos, quanto somos pelas nossas palavras e ações (2Co 5.10; Ec 12.14; Mt 12.35-37; Rm 14.12).Saiba que a mente é um campo de batalha. Alguns pensamentos têm sua origem em nós mesmos, enquanto outros provêm diretamente do inimigo. Levar cativo todo o pensamento à obediência de Cristo demanda uma guerra espiritual contra a natureza humana pecaminosa e as forças satânicas (Ef 6.12,13; cf. Mt 4.3-11). Quando você for atacado com pensamentos maus ou imundos, resista-os e rejeite-os firmemente em nome do Senhor Jesus Cristo. Permita que a paz de Deus guarde o seu coração e mente, em Cristo Jesus (Fp 4.7). Nas lutas espirituais lembre-se de que nós, crentes, vencemos nosso adversário pelo sangue do Cordeiro, pela palavra do nosso testemunho e por dizer um “NÃO” persistente ao diabo, à tentação e ao pecado (Tt 2.11,12; Tg 4.7; Ap 12.11; cf. Mt 4.3- 11). Seja resoluto ao concentrar a sua mente em Cristo e nas coisas celestiais, e não nas coisas terrenas (Fp 3.19; Cl 3.2). Compreenda que a mente firmada no Espírito é vida e paz, ao passo que a mente firmada na carne é morte (Rm 8.6,7). Encha sua mente da Palavra de Deus (Sl 1.1-3; 19.7-14; 119) e com aquilo que é verdadeiro, justo e de boa fama (Fp 4.8).Tenha cuidado com aquilo que seus olhos vêem e seus ouvidos ouvem. Recuse-se terminantemente (a) a deixar seus olhos serem um instrumento de concupiscência (Jó 31.1; 1 Jo 2.16) e (b) a colocar diante dos seus olhos qualquer coisa má ou vil, quer livros, revistas, quadros, televisão/vídeo/filmes ou cenas da vida real (Sl 101.3; Is 33.14,15; Rm 13.14).

RESUMO DA LIÇÃO
A resposta bíblica está na fidelidade ao Evangelho, que promove transformação genuína pela graça de Deus, não por revolução ideológica. Resposta bíblica a quê? O texto está incompleto. Mesmo assim, é possível recuperar seu sentido. Penso que o resumo da lição poderia ser reescrito da seguinte forma: A resposta bíblica ao materialismo histórico pode ser apresentada em três pontos: a história está sob o governo soberano de Deus, o ser humano tem dignidade por ter sido criado à imagem de Deus e a transformação da sociedade começa pela graça de Deus operando no coração humano, e não pela revolução ideológica.

[MOVIMENTO TEMÁTICO ]

1. FUNDAMENTOS DO MATERIALISMO HISTÓRICO
Pergunta chave: O que o Materialismo Histórico ensina?
Ideia central do ponto: O Materialismo Histórico interpreta a história apenas com base em conflitos econômicos e de classes, negando a dimensão espiritual, a providência de Deus e a necessidade de redenção pelo Evangelho.
1. Luta de classes.
Verdade central: O marxismo ensina que a história é a luta entre opressores e oprimidos. Porém, a cosmovisão cristã revela que a luta real não é entre classes sociais, mas entre a verdade e o engano, a luz e as trevas, contra os principados e potestades espirituais.
Para refletir: Tenho compreendido que a transformação verdadeira começa no coração rendido a Cristo, ou tenho buscado soluções apenas em mudanças políticas e sociais?
A LIÇÃO DIZ: No centro da teoria marxista está a ideia de que a história é, essencialmente, a história da luta entre classes – entre opressores e oprimidos. Segundo essa visão, as estruturas sociais, políticas e culturais existem para manter a dominação de uma classe sobre outra, o que supostamente justifica a necessidade de uma revolução que inverta essas posições. A história, portanto, seria apenas um ciclo de conflitos materiais. Como o professor pode expor esse subponto? Lendo o texto abaixo e fazendo comentários sobre a origem judia Marx, sua cosmovisão ateísta, as ideias que ele defendia e a sua visível hipocrisia. Quem foi Karl Marx? Karl Marx (1818-1883) foi um filósofo, político, economista, sociólogo e jornalista alemão, reconhecido como o principal ideólogo do socialismo científico e do comunismo. Nascido em Tréveris, numa família judia de classe média que se converteu ao luteranismo, ele teve uma formação acadêmica no Direito e na Filosofia, sendo profundamente influenciado pela dialética de Hegel e adotando uma postura radicalmente ateísta e materialista. A dialética de Hegel é um método filosófico que interpreta a realidade como um processo dinâmico de mudanças, impulsionado pela contradição entre ideias ou forças contrárias. Junto com seu amigo e financiador Friedrich Engels, Marx elaborou o Manifesto do Partido Comunista (1848) e também foi o autor de O Capital (1867). A essência do seu pensamento reside na ideia de que a história da sociedade é movida pela “luta de classes”, ou seja, o conflito constante entre os donos dos meios de produção
(a burguesia) e os trabalhadores explorados (o proletariado).
Para Marx, o mundo é puramente material, não existindo espaço para o sobrenatural ou espiritual. Ele defendia o fim do capitalismo, a abolição da propriedade privada e o fim da religião, a qual considerava uma ilusão criada para alienar as pessoas, chamando-a de “ópio do povo”. Ele pregava que os trabalhadores deveriam se revoltar por meio de uma revolução armada para tomar o poder, instaurando uma “ditadura do proletariado” que, no futuro, levaria a uma sociedade comunista, totalmente igualitária e sem classes sociais. Apesar de ter idealizado a libertação da classe trabalhadora, a vida de Marx não refletia a de um proletário: ele vivia um estilo de vida burguês, casou-se com uma mulher da nobreza alemã chamada Jenny, e, por não gerar renda suficiente, dependia amplamente do suporte financeiro de Engels, que era filho de um rico industrial. Marx faleceu em 14 de março de 1883, mas seu corpo de ideias remodelou a história mundial nos séculos seguintes.

1.2 Materialismo Dialético.
Verdade central: O Materialismo Dialético propõe que as mudanças sociais ocorrem por contradições internas nos sistemas materiais, sem qualquer interferência divina. Isso é incompatível com a doutrina bíblica da providência, que afirma que Deus dirige a história
segundo seus propósitos.
Para refletir: Tenho reconhecido a soberania de Deus sobre os acontecimentos da história e da minha própria vida, ou tenho interpretado tudo apenas por uma ótica materialista?
A LIÇÃO DIZ: O Materialismo Dialético propõe que todas as mudanças sociais ocorrem como resultado de contradições internas nos sistemas materiais, sem qualquer interferência externa ou divina. Essa teoria nega a possibilidade de intervenção divina e a realidade de princípios morais imutáveis, substituindo-os por um relativismo histórico que legitima qualquer ação em nome da “evolução social”.
Vamos a definições:
Materialismo Dialético e Histórico. É a filosofia de Karl Marx baseada na premissa de que tudo o que existe no universo é puramente matéria, negando qualquer elemento sobrenatural, espiritual ou divino. Marx adotou o conceito de “dialética”, a ideia de que a realidade avança por meio do choque entre forças opostas (tese contra antítese, gerando uma nova síntese), e o aplicou à economia e à sociedade. Dessa forma, o materialismo histórico define que o fator econômico e a “luta de classes” são os verdadeiros motores que movem todos os eventos da história humana. Na visão de Marx, o choque entre o sistema capitalista e a revolução socialista abriria caminho, inevitavelmente, para a síntese final: a sociedade comunista.
Marxismo Cultural (ou Marxismo Ocidental). É um movimento intelectual que surgiu na década de 1920 na Europa. Ele preserva o objetivo final do marxismo clássico, mas altera os métodos para alcançá-lo. Teóricos como Antonio Gramsci e os membros da Escola de Frankfurt perceberam que a revolução econômica na Rússia não foi capaz de alterar a mentalidade “burguesa” das pessoas comuns. A partir disso, o Marxismo Cultural propõe que a revolução não deve ser feita inicialmente pela força armada ou tomada da economia, mas sim de forma psicológica e silenciosa através da cultura.
Portanto, o Marxismo histórico e Marxismo cultural são conceitos conectados à mesma ideologia revolucionária, mas operam de maneiras diferentes:
O materialismo histórico clássico tenta iniciar a revolução pela base econômica (infraestrutura) na esperança de que isso molde a cultura.
• O marxismo cultural defende que a revolução deve ser travada com armas simbólicas diretamente na superestrutura infiltrando-se na educação infantil, nas leis, nas artes, na mídia e na família.

1.3 Visão ateísta.
Verdade central: O Materialismo Histórico parte de uma base ateísta declarada. Marx dizia que “a religião é o ópio do povo”. Essa visão trata Deus como uma invenção humana e considera a fé cristã um obstáculo ao progresso social.
Para refletir: Tenho mantido minha fé com ousadia diante de ambientes hostis ao cristianismo, ou tenho me envergonhado do Evangelho quando confrontado por ideologias ateístas?
A LIÇÃO DIZ: O Materialismo Histórico parte de uma base ateísta declarada. Marx dizia que “a religião é o ópio do povo”, ou seja, uma ilusão criada para manter os pobres subjugados e satisfeitos com sua condição. Assim, Deus é tratado como uma invenção humana, e a fé cristã é vista como um obstáculo ao progresso social.
A premissa central do materialismo é a negação absoluta de qualquer realidade espiritual, divina ou sobrenatural:
A matéria como origem e única realidade. O materialismo afirma que tudo no universo é feito de matéria (energia) ou é redutível a ela. Logo, não há necessidade nem espaço para um Criador, pois o universo material é considerado autocriado e autossustentado. Para o materialista, a matéria sempre existiu eternamente ou surgiu espontaneamente do nada.
• Na visão teísta (religiosa), acredita-se que uma Mente Suprema (Deus) criou a matéria e tudo o que existe no universo. O materialismo adotado por Marx pensa exatamente o oposto: ele afirma que foi a matéria que produziu a mente humana ao longo da evolução. Nessa visão, a mente é o “produto mais elevado da matéria”, sendo uma mera função que depende totalmente do cérebro físico para existir. Sendo assim, se a matéria gerou a nossa mente, o conceito do divino muda. Para Marx, Deus é apenas uma criação inventada pela mente do homem. Ele concluiu que não foi Deus quem criou a humanidade à Sua imagem,mas sim a humanidade que usou a própria imaginação para inventar um “Deus”.
• Rejeição da alma e da imortalidade. Ao descartar o aspecto espiritual, o ser humano é visto como puramente mortal e sem alma. Acredita-se que a consciência depende inteiramente do cérebro físico, de modo que, quando o corpo perece e a matéria se desintegra, a pessoa deixa de existir.
Redução da moralidade e da existência. Com a abolição do transcendente e do divino, todos os ideais, incluindo os valores morais, deixam de ter uma base absoluta e são reduzidos estritamente à materialidade e às condições socioeconômicas.
Verifique o aprendizado de seus alunos (ponto 1):
1. Qual é a ideia central da teoria marxista sobre a história?
2. Por que o Materialismo Dialético é incompatível com a fé cristã?

3. O que Marx dizia sobre a religião e por que isso é hostil ao cristianismo?

2. VISÃO BÍBLICA DA HISTÓRIA E DO SER HUMANO
Pergunta chave: O que a Bíblia ensina em contraste?
Ideia central do ponto: A Bíblia ensina que Deus é soberano sobre a história, que o ser humano foi criado com dignidade e livrearbítrio, e que a verdadeira justiça provém da regeneração pelo Evangelho, não de revoluções ideológicas.
2.1 Soberania de Deus.
Verdade central: A narrativa bíblica afirma que Deus é soberano sobre todas as nações, povos e tempos. Ele estabeleceu os tempos previamente ordenados e os limites da habitação dos homens. A história não é resultado do acaso, mas está sob a direção sábia e justa do Senhor.
Para refletir: Tenho interpretado os acontecimentos da história e da minha própria vida a partir da Palavra de Deus, ou a partir de ideologias que excluem a ação divina?
A LIÇÃO DIZ: A narrativa bíblica afirma com clareza que Deus é soberano sobre todas as nações, povos e tempos. Em Atos 17.26, Paulo declara que Deus estabeleceu os tempos previamente ordenados e os limites da habitação dos homens. Isso significa que a história não é resultado do acaso nem de forças impessoais,mas está sob a direção sábia e justa do Senhor.
O que é soberania? A expressão “soberania” quando atribuída a Deus diz respeito ao seu governo absoluto sobre toda a criação. Como Criador todo-poderoso e autoridade suprema, ele conduz a história de modo pleno e infalível, por meio de sua vontade diretiva e permissiva, sempre em perfeita harmonia com seu caráter santo e justo.Ao mesmo tempo, Deus age sem anular a responsabilidade humana, de modo que o exercício do livrearbítrio não escapa ao seu governo.Para Marx, porém, não há lugar para um Criador nem para um Governador do universo. A história humana, em sua visão, avança unicamente por força das condições materiais e da luta de classes. Assim, o marxismo rejeita qualquer governo divino sobre os acontecimentos e atribui ao próprio homem, por meio da revolução, a tarefa de construir seu paraíso terreno. A doutrina da soberania de Deus confronta diretamente essa visão. As Escrituras afirmam que a história não está entregue a vontade humana nem ao determinismo econômico. A Bíblia apresenta outra leitura. Ela afirma que Deus reina sobre as nações, muda tempos e estações, levanta e abate reis e conduz a história segundo os seus propósitos (Dn 2.21; At 17.26). Além disso, o marxismo tende a atribuir ao Estado uma função absoluta, quase redentora, como se dele viessem a provisão final, a justiça suprema e a definição do certo e do errado. A revelação bíblica rejeita essa pretensão.Os governos humanos estão debaixo da autoridade de Deus e só exercem legitimamente o papel que ele lhes conferiu. Sua função é servir como instrumentos de ordem e justiça, e não ocupar o lugar do próprio Deus na vida das pessoas. Portanto, a doutrina da soberania divina desfaz a base do materialismo histórico. O destino humano não está preso às forças econômicas nem à ação revolucionária do homem, mas ao governo do Senhor sobre a história. É em Cristo, e não em um projeto ideológico, que se encontram a sabedoria, a autoridade e a direção definitiva da vida e da história.

2.2 Dignidade e livre-arbítrio.
Verdade central: O ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus, o que lhe confere dignidade, responsabilidade moral e capacidade de escolha. Cada pessoa possui valor intrínseco, independentemente de sua posição econômica ou classe social.
Para refletir: Tenho reconhecido minha responsabilidade moral diante de Deus, ou tenho culpado apenas as estruturas sociais pelos meus erros e pecados?
A LIÇÃO DIZ: Segundo Gênesis 1.26,27, o ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus. Isso lhe confere dignidade, responsabilidade moral e capacidade de escolha. Cada pessoa possui valor intrínseco, independentemente de sua posição econômica ou classe social. O livre-arbítrio é parte dessa dignidade e permite ao homem escolher entre o bem e o mal, entre a obediência a Deus ou a rebelião contra Ele. Essa visão é incompatível com o Materialismo Histórico, que trata o ser humano como produto das estruturas materiais e econômicas. Ele não é livre, mas condicionado. Tal ideia elimina a responsabilidade pessoal e abre caminho para justificativas ideológicas para o pecado e a violência, como se o mal não fosse fruto de um coração corrompido, mas apenas resultado de opressões externas. A visão bíblica e a visão do materialismo histórico partem de pressupostos profundamente diferentes sobre a origem, a natureza e o propósito do ser humano.
• Origem. Na visão bíblica, o homem foi criado de modo singular à imagem e semelhança de Deus. Por isso, possui dignidade própria, valor intrínseco e uma relação de dependência com o seu Criador. Sua existência não é acidental, nem pode ser reduzida ao mundo material. O ser humano foi formado por Deus para viver sob sua autoridade e em comunhão com Ele. Já na visão materialista histórica, o homem é entendido como uma realidade puramente material, sem alma e sem dimensão espiritual. Nessa perspectiva, ele é visto como o estágio mais elevado do processo evolutivo. A mente, a consciência e a vida interior são tratadas como resultado do funcionamento do cérebro e das condições materiais de existência, e não como expressões de uma dimensão espiritual criada por Deus. Nesse aspecto, as conclusão do marxismo e da fé cristã entram em choque. Contudo, é obvio que ficaremos com a cosmovisão cristã.
Natureza, comportamento e moralidade. Na visão bíblica, o homem foi criado bom, mas tornou-se
pecador ao se rebelar contra Deus. Desde então, sua natureza foi afetada pelo pecado, e a raiz de seus problemas está na ruptura de sua comunhão com o Criador. Por isso, a idolatria, a desordem moral e as demais corrupções humanas não são explicadas apenas pelo ambiente, mas pelo estado espiritual do coração humano diante de Deus. Ao mesmo tempo, a Bíblia afirma que existem valores absolutos, estabelecidos pelo próprio Senhor, que definem o bem e o mal. Na visão materialista histórica, porém, o comportamento humano é explicado principalmente pelas condições sociais, econômicas e materiais. O homem seria produto do meio, e sua consciência seria moldada pelas estruturas em que vive. Como essa perspectiva rejeita valores absolutos dados por Deus, o conceito de pecado é negado. Em muitos casos, o erro moral passa a ser interpretado como simples resultado da opressão social ou econômica.

Propósito e realização do ser humano. Na visão bíblica, o ser humano foi criado para Deus. Seu verdadeiro sentido de vida está em conhecer, glorificar e desfrutar da comunhão com o Criador. Fora dessa relação, ele permanece perdido, ainda que alcance sucesso material, reconhecimento social ou realização profissional. A plenitude humana, segundo a Escritura, está em viver reconciliado com Deus e guiado por sua vontade. No materialismo marxista, por outro lado, não existe realidade maior do que este mundo. Assim, o propósito do homem se concentra na vida social e na atividade produtiva. Marx entende que o ser humano sofre alienação em estruturas opressoras, especialmente no capitalismo, e que sua realização plena dependeria de uma transformação radical da sociedade. Nesse esquema, a esperança final não está em Deus, mas na reorganização das estruturas econômicas e sociais, culminando em uma sociedade sem propriedade privada e sem classes. Portanto, a diferença entre as duas visões é profunda. A Bíblia ensina que o homem procede de Deus, vive diante de Deus e só encontra seu verdadeiro sentido em Deus. O materialismo histórico, em contraste, reduz o homem à matéria, explica sua vida a partir das estruturas sociais e transfere sua esperança para uma solução histórica e terrena. Enquanto a visão bíblica aponta para redenção, reconciliação e transformação pela graça, o materialismo aposta na mudança das condições materiais como resposta final para o problema humano.
2.3 Solidariedade cristã.
Verdade central: A resposta bíblica à injustiça não é a luta armada nem a revolução violenta, mas o amor ao próximo, a compaixão e a justiça segundo os padrões do Reino de Deus.
Para refletir: Minha prática de justiça e solidariedade nasce de um coração regenerado pelo Espírito Santo, ou tenho sido motivado por ideologias que pregam o ódio de classes?
A LIÇÃO DIZ: A resposta bíblica à injustiça não é a luta armada nem a revolução violenta, mas o
amor ao próximo, a compaixão e a justiça segundo os padrões do Reino de Deus. Jesus ensinou que devemos amar até os inimigos (Mt 5.44) e que o maior é aquele que serve (Mc 10.43-45). A Igreja Primitiva vivia a solidariedade cristã de forma prática, compartilhando recursos e cuidando dos necessitados (At 2.44,45), sem depender de imposição estatal ou de alguma ideologia. Há uma colocação do Tassos Lycurgo bem interessante sobre esse assunto: “O cristianismo e o comunismo são opostos em sua essência. Enquanto Cristo nos chama para a liberdade, o comunismo prega o controle absoluto. Enquanto a fé ensina a caridade voluntária, o comunismo impõe a expropriação forçada. O verdadeiro cristão sabe que Deus é soberano, não o Estado. Sabe que a propriedade não é um pecado, mas a idolatria do coração é. Sabe que a justiça vem de Deus, não de ideologias humanas.” Outrossim, é importante destacar que a Bíblia não orienta o cristão a enfrentar a injustiça por meio de
luta armada, ódio social ou revolução violenta. Jesus ensinou:“Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mt 5.44). Paulo escreveu: “Não torneis a ninguém mal por mal” e “não vos vingueis a vós mesmos” (Rm 12.17,19). Essas afirmações significam que devemos tolerar o mal com indiferença. Significa que o povo de Deus deve enfrentá-lo sem copiar seus métodos. O cristão combate a injustiça, mas não entrega o coração ao ódio. Na esteira do assunto que estamos abordamos é necessário ressaltar que a diferença entre a solidariedade cristã e a igualdade imposta pela ideologia marxista reside na motivação e no método:
A solidariedade cristã difere do comunismo marxista, em primeiro lugar, quanto à motivação. No cristianismo, o cuidado com o próximo decorre de um coração transformado por Deus, que ama o Senhor e, por isso, ama também o seu próximo. O crente reparte, socorre e serve os necessitados porque foi alcançado pela graça de Deus e deseja obedecer às Escrituras. Já no marxismo, a preocupação social está ligada a superação das desigualdades por meio de um projeto político e econômico.
• Em segundo lugar, a diferença aparece no modo de agir. A solidariedade cristã se expressa de forma voluntária, movida por amor, compaixão e responsabilidade moral. Foi assim na igreja primitiva, em que os irmãos repartiam seus bens livremente para acudir os necessitados. No comunismo marxista, por outro lado, a igualdade econômica costuma ser buscada pela imposição estatal, com controle centralizado da vida social e, em muitos casos, com uso da força para manter o sistema.
Verifique o aprendizado de seus alunos (ponto 2):
1. O que a Bíblia ensina sobre a direção da história?
2. Por que a visão marxista do ser humano é incompatível com a dignidade bíblica?
3. Qual é a resposta bíblica à injustiça segundo a lição?
4. Qual a diferença entre a solidariedade cristã e a igualdade imposta por ideologias?

3. CONSEQUÊNCIAS PRÁTICAS E ESPIRITUAIS DESTA TEORIA
Pergunta chave: O que resulta dessa ideologia na prática?
Ideia central do ponto: O Materialismo Histórico, quando aplicado, resulta em perseguição religiosa, fracasso utópico e autoritarismo.
Em contraste, a Igreja permanece como testemunho de que a verdadeira transformação vem do Evangelho.
3.1 Perseguição religiosa.
Verdade central: Em países onde o marxismo se tornou governo, a fé cristã foi tratada como inimiga do Estado. Igrejas foram fechadas, líderes foram presos ou mortos, e a Bíblia foi proibida. O cristão que se recusa a adorar o Estado torna-se alvo de perseguição.
Para refletir: Estou preparado para manter minha fé mesmo diante de pressões ou perseguições, ou minha fidelidade a Cristo depende de circunstâncias favoráveis?
A LIÇÃO DIZ: A história moderna oferece inúmeros exemplos dos perigos do Materialismo Histórico quando aplicado ao governo. Em países onde o marxismo virou governo, a fé cristã foi tratada como inimiga do Estado. Nesses locais, igrejas foram fechadas, líderes foram presos ou mortos, e a Bíblia foi proibida em muitos contextos.Para os marxistas, cultura é a superestrutura erguida sobre as bases da economia, refletindo os interesses e valores das classes dominantes. A religião não passa de uma crença primitiva, relíquia de um tempo em que os homens ainda se esforçavam por entender o mundo ao redor; é um instrumento utilizado pela classe dominante em termos econômicos para manter os trabalhadores subjugados. Por isso, o triunfo do socialismo trará uma nova cultura, expressão dos interesses e valores do proletariado em ascensão. A religião desaparecerá.” Vamos levantar alguns dados. Fontes: Todas as informações foram extraídas de publicações da organização Portas Abertas, disponíveis em portasabertas.org.br, incluindo a Lista Mundial da Perseguição (edições de 2023 a 2026), perfis dos países, artigos analíticos e reportagens sobre a opressão comunista e póscomunista. A organização Portas Abertas, fundada em 1955 pelo missionário holandês Irmão André, publica anualmente desde 1993 a Lista Mundial da Perseguição (LMP), um ranking dos 50 países onde é mais difícil viver como cristão. Dentre os múltiplos tipos de perseguição catalogados pela Portas Abertas, um deles é especificamente denominado “opressão comunista e pós-comunista”. A própria organização define esse tipo como a situação em que cristãos são perseguidos e igrejas controladas por um sistema de Estado comunista ou derivado de valores comunistas.
Segundo a Portas Abertas, dos 50 países da Lista, quatro têm a opressão comunista e pós-comunista como principal tipo de perseguição, todos no Leste e Sudeste Asiático: Coreia do Norte, China, Vietnã e Laos. Além desses, esse tipo de opressão está presente como fator relevante em Cuba e Nicarágua, na América Latina. A Eritreia, embora classificada primariamente sob “paranoia ditatorial”, é frequentemente comparada à Coreia do Norte por seu regime autoritário de inspiração marxista. Vamos tentar esboçar o que esses países tem em comum no seu tratamento contra os cristãos:
O Estado como divindade substituta. Nos regimes de fundamento marxista-materialista, o Estado reivindica para si a lealdade absoluta dos cidadãos. Qualquer outra devoção, seja a Deus, a Cristo, ou a uma comunidade eclesiástica independente, é percebida como uma ameaça à autoridade do partido.
Controle e registro obrigatório das igrejas. Em todos esses países, o governo exige que as igrejas se registrem junto ao Estado, submetendo-se à supervisão oficial. As que se recusam são consideradas ilegais. Mesmo as igrejas registradas sofrem interferência direta na seleção de líderes, no conteúdo dos sermões e nas atividades permitidas.
Vigilância, delação e tecnologia. Da Coreia do Norte à China, passando por Nicarágua e Laos, o padrão inclui vigilância sistemática dos cristãos, incentivo à delação por parte de vizinhos e familiares, e uso crescente de tecnologia para monitoramento.
Punição desproporcional. Campos de trabalho forçado na Coreia do Norte, contêineres-prisão na Eritreia,
condenações a 15 anos de prisão na Nicarágua, fechamento massivo de igrejas em Cuba, a resposta estatal é invariavelmente desproporcional e visa não apenas punir o indivíduo, mas intimidar toda a comunidade
cristã.
• A fé cristã como “ideologia ocidental”. Em todos esses regimes, o cristianismo é retratado como uma ideologia estrangeira, ocidental e subversiva, oposta aos valores do Estado. Essa narrativa serve para justificar a repressão perante a população.

3.2 Fracasso utópico.
Verdade central: O Materialismo Histórico promete uma sociedade utópica sem classes e sem desigualdade, mas resulta em governos
autoritários, concentração de poder e pobreza.
Para refletir: Tenho colocado minha esperança em sistemas humanos que prometem resolver os problemas do mundo, ou reconheço que só o Evangelho pode verdadeiramente transformar corações e sociedades?
A LIÇÃO DIZ: O Materialismo Histórico promete uma sociedade utópica, sem classes, sem desigualdade, e com justiça plena. Contudo, a experiência mostra que eles falharam nessas promessas, causando sofrimento e injustiça, resultando em governos autoritários, concentração de poder, pobreza generalizada e perda de liberdades fundamentais. A utopia prometida se tornou pesadelo para milhões. Imagina que alguém chega e diz: “Vou criar um mundo perfeito. Ninguém vai ser pobre, ninguém vai ser rico demais, todo mundo vai ter comida, casa, saúde e educação. Não vai existir mais patrão explorando empregado. Tudo vai ser de todos.” Marx pensou: “O problema é a propriedade privada. Se tudo for de todos, ninguém vai explorar ninguém.” A ideia, no papel, era essa: tirar tudo das mãos dos ricos, colocar nas mãos “do povo”, e aí todo mundo seria igual e feliz. O Estado (o governo) existiria só por um tempinho, para organizar essa transição, e depois desapareceria sozinho, porque ninguém mais precisaria dele.
O que aconteceu na prática?
• O governo que ia “sumir” ficou gigante e nunca mais saiu. Pensa assim: alguém te diz que vai tomar conta da sua casa “só por uns dias” enquanto você viaja. Quando você volta, essa pessoa trocou a fechadura, mudou as regras e agora manda em tudo. E se você reclamar, vai preso. Foi exatamente isso. Em todo país onde o comunismo foi implantado União Soviética (Rússia), China, Coreia do Norte, Cuba, Vietnã, Camboja, o governo que era para ser “temporário” virou uma ditadura permanente. O partido comunista tomou o controle de tudo: da economia, da imprensa, das escolas, das igrejas, até do que as pessoas podiam pensar e falar. E nunca mais largou o poder.
• Em vez de acabar com os “chefões”, criaram novos chefões. O comunismo prometia acabar com a elite rica. Mas o que aconteceu foi que a elite rica foi substituída por uma elite política. Os líderes do partido comunista passaram a viver em mansões, ter carros importados, acesso a hospitais bons e comida farta, enquanto o povo comum ficava na fila para comprar pão.

• A economia desabou. Imagina que na sua escola, o diretor decide o seguinte: “A partir de hoje, não importa se você estuda muito ou pouco, todo mundo vai tirar a mesma nota:.”Então, o que acontece? Quem estudava muito pensa: “Pra quê me esforçar se vou tirar  de qualquer jeito?” E quem não estudava nada pensa: “Ótimo, nem preciso abrir o caderno.” Resultado: a média da escola despenca. Foi basicamente isso que aconteceu na economia comunista. Se o governo decide tudo, o que produzir, quanto produzir, quanto pagar, as pessoas perdem o incentivo de se esforçar, criar coisas novas, inventar soluções. Não existe competição, não existe recompensa por fazer melhor. Qual a razão de se esforçar?
A economia e a produção colapsaram.
• A supressão da liberdade e da opinião. Esse talvez seja o ponto mais grave. Em uma democracia, se você não gosta do governo, pode criticar, protestar, votar em outro candidato, escrever nas redes sociais. Em um regime comunista, nada disso é permitido. Por quê? Porque o partido comunista se considera o dono da verdade. Se o partido diz que o sistema é perfeito, e você diz que não é, então VOCÊ é o problema. Você vira um “inimigo do povo”, um “contrarrevolucionário”, um “traidor”.
• A religião virou o inimigo número . Karl Marx disse que a religião era “o ópio do povo”, ou seja, uma droga que mantinha as pessoas alienadas e conformadas. Por isso, todos os regimes comunistas perseguiram a religião, especialmente o cristianismo. O motivo é simples: se você acredita em Deus, você acredita que existe algo acima do governo. E para o comunismo, NADA pode estar acima do partido. O partido é o deus, o líder é o deus, a ideologia é a verdade absoluta. Um cristão que diz “eu obedeço a Deus antes de obedecer ao partido” é, automaticamente, uma ameaça. 

3.3 Testemunho da Igreja.
Verdade central: Em contraste com os sistemas que falharam, a Igreja permanece como sal da terra e luz do mundo. Seu poder não está nas armas humanas nem no domínio político, mas na cruz de Cristo, que salva, transforma e liberta.
Para refletir: Tenho vivido como sal e luz no mundo, proclamando o Evangelho com ousadia, ou tenho me conformado com as ideologias que prometem transformação sem Cristo?
A LIÇÃO DIZ: A Igreja testemunha que a verdadeira justiça é fruto da reconciliação com Deus, não de imposições humanas. Ela ensina que a paz começa no coração regenerado, e que o amor ao próximo é mais eficaz do que o ódio de classes. O testemunho cristão, portanto, é um desafio a todas as ideologias que prometem salvação sem Deus. Você faz parte da Igreja do Deus vivo! Por isso, viva com ousadia, ame com verdade e proclame o Evangelho com coragem. A palavra “mártir” vem do grego martys, que significa literalmente testemunha. Quando a Bíblia fala em testemunhar de Cristo, não está falando apenas de palavras, está falando de uma vida inteira que aponta para Jesus. Com palavras, sim, mas também com atitudes, com coragem, com amor, e quando necessário, com o próprio sofrimento.

Por que o testemunho cristão incomoda tanto o comunismo? O comunismo quer ser a resposta para tudo.Quer ser o médico, o professor, o pai, o pastor e o deus da sociedade. Quando a igreja aparece e diz que existe um Deus verdadeiro, que existe uma verdade que não depende do partido, que o ser humano tem um valor que nenhum governo pode tirar, isso abala os fundamentos do regime.
Vejamos, resumidamente qual deve ser o papel da igreja nesse contexto em embate de cosmovisões:
• Permanecer fiel e não negar a Cristo mesmo quando o custo é a vida.
• Proclamar o Evangelho, pois a Grande Comissão não tem cláusula de exceção.
• Ser sal e luz, isto é, viver de forma que o mundo veja a diferença.
• Amar os perseguidores, visto que a resposta ao ódio não é ódio, é amor.
• Orar, já que essa arma nenhum governo consegue confiscar.
• Não se calar, ser voz dos que não têm voz. Dietrich Bonhoeffer, pastor alemão que foi executado pelo regime nazista, disse algo que se aplica perfeitamente ao contexto comunista: “Silêncio diante do mal é o próprio mal. Deus não nos considerará inocentes. Não falar é falar. Não agir é agir.”
• Manter a esperança, porque a história tem dono, e não é nenhum ditador.
Verifique o aprendizado de seus alunos (ponto 3):
1. O que aconteceu com a fé cristã em países onde o marxismo se tornou governo?
2. Por que o Materialismo Histórico falhou em cumprir suas promessas de uma sociedade justa?
3. Onde está o verdadeiro poder da Igreja diante da crise do mundo?
4. Qual é o testemunho que a Igreja deve dar em contraste com as ideologias humanas?

CONCLUSÃO
Portanto, concluímos que o Materialismo Histórico reduz a realidade à matéria e aos conflitos econômicos, negando Deus, a responsabilidade moral e a dignidade humana. Sua promessa de uma sociedade sem classes fracassou em todos os lugares onde foi aplicada, gerando autoritarismo, perseguição religiosa e miséria. A cosmovisão cristã oferece resposta distinta: Deus governa a história, o homem foi criado à imagem de Deus com capacidade moral de escolha, e a verdadeira transformação social provém da regeneração espiritual, não de revoluções ideológicas. Nesse cenário, a igreja não pode corromper sua mensagem e nem abandonar a sua missão. Pelo contrário, ela deve, com toda confiança, continuar proclamando o Evangelho neste mundo tenebroso.

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Proposta de subsídio ao diesel importado tem adesão de 25 estados, diz ministério

Das 27 unidades da Federação, apenas duas não aderiram à proposta de subsídio de R$ 1,20 ao diesel importado, informou nesta tarde o Ministério da Fazenda. A medida, que integra o pacote para segurar a alta dos combustíveis, terá o custo dividido igualmente entre a União e os estados que aceitaram o acordo. A pasta não divulgou as duas unidades federativas que não aderiram. Em entrevista coletiva, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que está conversando com os governos estaduais para tentar convencê-los a entrar no acordo.De caráter temporário e excepcional, a proposta prevê um subsídio total de R$ 1,20 por litro de diesel importado por dois meses. O custo será dividido igualmente entre o governo federal e os estados, com R$ 0,60 arcados pela União e os outros R$ 0,60 pelas unidades da federação.A medida, informou a Fazenda, terá custo de R$ 4 bilhões: R$ 2 bilhões para a União e R$ 2 bilhões para as unidades da Federação. Até a semana passada, a pasta informava que a medida custaria R$ 3 bilhões nos dois meses em que vigorará.

Na semana passada, o Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) informou que a participação dos estados será proporcional ao volume de diesel consumido em cada região, embora os critérios específicos ainda estejam em definição. A adesão é voluntária. As cotas dos estados que optarem por não participar não serão redistribuídas entre os demais, preservando a autonomia das unidades federativas.

Produtores nacionais

Além do subsídio ao diesel importado, o governo anunciou nesta segunda-feira (6) um subsídio de R$ 0,80 por litro de diesel produzido no Brasil. Também prevista para vigorar por dois meses, a ajuda custará R$ 6 bilhões (R$ 3 bilhões mensais), mas nesse caso o custo será totalmente bancado pelo governo federal.

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Endividamento sobe a recorde de 80,4% em março, diz CNC; inadimplência estabiliza em 29,6%

Os brasileiros ficaram mais endividados na passagem de fevereiro para março, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A proporção de famílias com dívidas subiu de 80,2% em fevereiro para um recorde de 80,4% em março. Em março de 2025, esse porcentual era de 77,1%. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). Segundo a CNC, o endividamento deve seguir em alta até que os efeitos do recente ciclo de cortes na taxa básica de juros, a Selic, cheguem efetivamente ao consumidor final.

“Somado aos juros altos, a alta dos preços do diesel e combustíveis em geral tem gerado incerteza inflacionária. Esse aumento logístico repercute nos preços das mercadorias, reduzindo o poder de compra e forçando o uso de crédito para despesas básicas”, acrescentou a CNC, em relatório. A pesquisa considera como dívidas as contas a vencer nas modalidades cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa.

“A elevada taxa Selic é, há meses, um desafio para quem empreende e para quem consome”, manifestou o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, em nota. “A redução gradativa dos juros começou, mas ainda vemos um aumento do nível de famílias endividadas, pois levaremos meses até que o alívio do aperto monetário faça efeito.” Houve ligeira melhora na proporção de pessoas que se consideram “muito endividadas”, de 16,1% em fevereiro para 16,0% em março. A parcela média da renda comprometida com dívidas caiu de 29,7% em fevereiro para 29,6% em março.

Já a fatia de famílias inadimplentes manteve-se estável em 29,6% em março, mesmo resultado de fevereiro. Essa proporção era de 28,6% em março de 2025. Além disso, a fatia de famílias brasileiras afirmando que não terão condições de pagar suas dívidas em atraso, ou seja, que permanecerão inadimplentes, encolheu de 12,6% em fevereiro para 12,3% em março. Em março de 2025, essa proporção era de 12,2%.

Endividamento sobe entre ricos

O aumento no endividamento em março ficou concentrado nas faixas de renda mais elevadas. No grupo com renda familiar mensal de até três salários mínimos, a proporção de endividados permaneceu em 82,9% em março, mesma fatia vista em fevereiro. Na classe média baixa, com renda de três a cinco salários mínimos, a proporção de endividados caiu de 82,9% em fevereiro para 82,6% em março. No grupo de cinco a dez salários mínimos, houve elevação de 78,7% para 79,2%. No grupo com renda acima de 10 salários mínimos mensais, essa fatia subiu de 69,3% para 69,9%.

Quanto à inadimplência, no grupo com renda familiar mensal de até três salários mínimos, a proporção de famílias com dívidas em atraso caiu de 38,9% em fevereiro para 38,2% em março. Na classe média baixa, com renda de três a cinco salários mínimos, a proporção de inadimplentes diminuiu de 29,1% para 28,7%. No grupo de cinco a dez salários mínimos, houve elevação de 21,7% para 22,1%. No grupo que recebe acima de 10 salários mínimos mensais, a fatia de inadimplentes diminuiu de 14,8% para 14,7%.

“Vemos uma nova rodada de reajuste das expectativas de inflação para os próximos meses, fenômeno que, se confirmado, pressionará desproporcionalmente o orçamento das famílias de renda mais baixa”, ponderou o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, em nota.

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Apac mantém alerta para chuvas moderadas a fortes em Pernambuco nesta quarta (8)

A previsão do tempo para esta quarta-feira (8) indica chuvas em todas as regiões de Pernambuco, com maior intensidade na Região Metropolitana do Recife (RMR) e na Zona da Mata.

De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), o cenário é influenciado pela atuação de um Distúrbio Ondulatório de Leste (DOL), sistema que favorece a formação de nuvens carregadas no litoral.

  • Região Metropolitana do Recife: O dia deve ser de céu parcialmente nublado a nublado, com pancadas de chuva ao longo do dia, variando de moderadas a fortes. As temperaturas ficam entre 24°C e 30°C, com umidade podendo chegar a 100% e ventos moderados vindos do sudeste.
  • Mata Norte: A previsão também indica céu parcialmente nublado a nublado, com pancadas de chuva isoladas de intensidade moderada a forte. Os termômetros variam entre 22°C e 30°C, com alta umidade e ventos moderados.
  • Mata Sul: As chuvas devem ocorrer de forma isolada e com menor intensidade, variando entre fraca e moderada. As temperaturas ficam entre 21°C e 30°C, com ventos de leste.
  • Agreste: A previsão aponta pancadas de chuva isoladas ao longo do dia, com intensidade moderada. As temperaturas variam entre 19°C e 31°C, com ventos moderados de sudeste.
  • Sertão de Pernambuco: O cenário também é de céu parcialmente nublado a nublado, com pancadas de chuva isoladas de intensidade moderada. As temperaturas ficam entre 18°C e 32°C.
  • Sertão do São Francisco: Há previsão de chuva rápida e isolada, com intensidade fraca a moderada. A temperatura pode chegar a 34°C, com mínima de 21°C.
  • Fernando de Noronha: O tempo deve permanecer nublado a parcialmente nublado, com pancadas de chuva ao longo do dia de intensidade moderada. As temperaturas variam entre 26°C e 30°C.

    O alerta destaca maior intensidade nas regiões da Mata Norte, Região Metropolitana do Recife e Mata Sul, onde as chuvas devem variar de moderadas a fortes.

    Para o Agreste, a previsão também indica precipitações entre moderadas e fortes, embora com menor intensidade em comparação ao litoral.

    A agência orienta que a população siga as recomendações da Defesa Civil, especialmente em áreas de risco.

    Tendência para os próximos dias

    Segundo a Apac, a tendência é de continuidade das chuvas ao longo da semana em Pernambuco, com volumes significativos principalmente no litoral.

    A terça-feira (7) e a quarta-feira (8) concentram as maiores intensidades, especialmente na Região Metropolitana do Recife, Mata Norte e Mata Sul.A partir da quinta-feira (9), a previsão indica redução gradual das chuvas no litoral, enquanto o Sertão pode registrar aumento nas precipitações, com intensidade moderada. No Sertão do São Francisco, as chuvas devem permanecer entre fracas e moderadas.Entre a sexta-feira (10) e o sábado (11), a expectativa é de diminuição das chuvas em boa parte do estado, embora ainda haja possibilidade de precipitações moderadas na faixa litorânea. A Apac orienta a população a acompanhar os avisos meteorológicos oficiais, especialmente em áreas com histórico de alagamentos e outros impactos causados pelas chuvas.

    Ocorrências registradas

    Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE) registrou 16 ocorrências relacionadas às chuvas na Região Metropolitana do Recife entre a madrugada do domingo (6) e a manhã da terça-feira (7), segundo dados do Sinesp Segurança.

    Entre os atendimentos, destacam-se cinco quedas de árvores, sendo duas no Recife, duas em Paulista e uma em Jaboatão dos Guararapes.Também foram contabilizadas quatro ocorrências de busca e salvamento de pessoas, três em Olinda e uma em Paulista.Os bombeiros ainda registraram três resgates de animais, todos no Recife, além de duas ocorrências de desabamento, uma no bairro do Pilar, na capital, e outra em Olinda.Houve ainda um registro de alagamento e um corte de árvore, ambos no Recife. As autoridades reforçam a importância de atenção redobrada durante períodos de chuva intensa.

    Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil de Pernambuco informou que, até o momento, não houve registro de desastres relacionados às chuvas no estado.Foram contabilizadas apenas ocorrências pontuais, como quedas de árvores e áreas alagadas. O órgão destacou ainda que segue em monitoramento permanente das condições climáticas e dos municípios. De acordo com a Defesa Civil, equipes permanecem de prontidão 24 horas para acompanhar os avisos meteorológicos e prestar suporte às cidades afetadas e à população, caso necessário.

  • jc.uol.com.br
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Quer emagrecer? Esses 6 chás podem acelerar seu metabolismo; conheça

A busca por alternativas naturais para auxiliar no emagrecimento tem levado muitas pessoas a recorrerem aos chás. Mas afinal, eles realmente funcionam? Segundo a nutricionista Amanda Figueiredo, alguns tipos de chá podem sim contribuir para o processo, desde que inseridos em um estilo de vida equilibrado.

De acordo com a especialista, os melhores chás para quem deseja perder peso são aqueles com ação termogênica e diurética. “Esses chás ajudam a acelerar o metabolismo e a reduzir o inchaço, principalmente por conta de compostos como catequinas, polifenóis e cafeína”, explica.

Chá verde emagrece? Tem cafeína? Saiba
Entre as principais opções estão:

Chá verde
Chá de canela
Chá de gengibre
Chá de cavalinha
Chá de dente-de-leão
Chá de hibisco
Cada um apresenta propriedades específicas, mas todos compartilham benefícios como ação antioxidante e baixo valor calórico.

Apesar disso, Amanda faz um alerta importante: nenhum chá promove emagrecimento de forma isolada. “Eles podem complementar o processo, mas o resultado real depende de um conjunto de escolhas saudáveis ao longo do dia, incluindo alimentação equilibrada, prática de atividade física e bons hábitos”, reforça.

Como incluir os chás na rotina

Para obter benefícios, o consumo deve ser moderado. A recomendação é ingerir de uma a três xícaras por dia, preferencialmente pela manhã ou à tarde. Isso porque alguns chás contêm cafeína e podem prejudicar o sono se consumidos à noite.

Outra estratégia é utilizar os chás como substitutos de bebidas calóricas, como refrigerantes e sucos industrializados. Além disso, eles podem ajudar na hidratação e no controle da retenção de líquidos quando consumidos entre as refeições.No preparo, a orientação é simples: optar pelo método de infusão, evitando ferver excessivamente a água, o que pode comprometer os compostos ativos. O ideal também é não adoçar, preservando as propriedades naturais da bebida. Para potencializar os efeitos e evitar excessos, a nutricionista sugere variar os tipos de chá ao longo da semana. Assim, é possível aproveitar diferentes benefícios sem sobrecarregar o organismo. No fim das contas, os chás podem ser aliados interessantes na jornada de emagrecimento.

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Você toma café da manhã tarde? Isso pode afetar sua saúde

O horário em que você faz a primeira refeição do dia pode ser mais importante do que parece. Um estudo publicado no International Journal of Epidemiology revelou que tomar café da manhã após as 9 horas da manhã está associado a um aumento de 59% no risco de desenvolver diabetes tipo 2, em comparação com quem se alimenta antes das 8h. A pesquisa, realizada até o ano passado, acompanhou 103.312 adultos na França, que registraram detalhadamente seus hábitos alimentares, incluindo horários e composição das refeições. Os participantes foram monitorados por cerca de sete anos, período em que foram identificados 963 novos casos da doença. Segundo os dados, o risco foi significativamente maior entre aqueles que costumavam adiar o desjejum.

Exagerou no feriado? Nutricionista revela como desinchar sem cortar chocolate
Para os pesquisadores, a relação tem base fisiológica. Pular ou atrasar o café da manhã pode prejudicar a regulação da glicose, da insulina e dos lipídios no organismo, processos essenciais para manter o metabolismo equilibrado e prevenir doenças metabólicas.

Jantar tarde também pesa contra
Além do café da manhã, o estudo também analisou o impacto do horário da última refeição do dia. Os resultados indicam que jantar após as 22h também pode elevar o risco de diabetes tipo 2.

Por outro lado, pessoas que distribuíam melhor a alimentação ao longo do dia, com refeições mais frequentes, apresentaram menor incidência da doença. Isso reforça a importância não apenas do que se come, mas também de quando se come.

Qual seria o horário ideal?
De acordo com os cientistas, os benefícios do jejum prolongado parecem depender de uma rotina alimentar equilibrada. Nesse contexto, a recomendação mais favorável seria:

Tomar café da manhã antes das 8h

Jantar antes das 19h

Essa combinação pode ajudar a alinhar o relógio biológico do corpo, favorecendo o metabolismo e reduzindo o risco de desenvolver diabetes tipo 

terra

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Supergripe: variante da Influenza A é mais transmissível e circula no Brasil

O Brasil registra avanço de casos de Influenza A, com aumento de 36,9% das mortes em quatro semanas, conforme dados do Boletim InfoGripe da Fiocruz. Apesar do subclado K do vírus Influenza A (H3N2), chamada de “supergripe”, estar em circulação no país e ser mais transmissível, a pesquisadora do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, afirma que a cepa não causa mais óbitos ou casos graves em relação aos outros vírus da gripe.

“O vírus da Influenza A do subclado K, que está circulando agora no Brasil, já circulou no Hemisfério Norte. O que sabemos desse vírus é que é mais transmissível, então causa mais casos de gripe, mas não é mais virulento. Ele não causa mais casos graves ou óbitos em relação aos outros vírus da influenza. O vírus da influenza está sempre sofrendo mutações, por isso que a vacina contra o vírus é atualizada todo ano para proteger contra as subvariantes que mais circulam nos hemisférios Norte e Sul”, destaca Tatiana Portella.

A pesquisadora da Fiocruz garante que a principal forma de prevenção é a vacinação e que o atual imunizante aplicado no Brasil protege contra a “supergripe”.

“A vacina da influenza atual aqui do Brasil  é a vacina mais atualizada e protege contra o subclado K e também contra outros tipos de vírus da influenza que tem circulado aqui no Hemisfério Sul”, completa Portella.O Boletim aponta que a maioria dos estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste apresenta níveis de atividade de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento. Dados da Fiocruz, enviados ao Brasil 61, apontam que de 4 de janeiro de 2026 até 28 de março, o Brasil registrou 187 óbitos de SRAG confirmados por Influenza A. Do total de mortes, o estado do Ceará registrou o maior número, 38; seguido por São Paulo, com 25, e Mato Grosso do Sul, com 14.

Confira o ranking com o total de óbitos por Influenza A no Brasil (de 04/01/2026 até 28/03/2026):

  • AC : 2
  • AL : 2
  • AM : 11
  • AP : 0
  • BA : 4
  • CE : 38
  • DF : 1
  • ES : 4
  • GO : 2
  • MA : 5
  • MG : 13
  • MS : 14
  • MT : 3
  • PA : 13
  • PB : 4
  • PE : 3
  • PI : 3
  • PR : 8
  • RJ : 6
  • RN : 5
  • RO : 3
  • RR : 0
  • RS : 4
  • SC : 11
  • SE : 3
  • SP : 25
  • TO : 0

Supergripe

O novo subclado K do vírus influenza A (H3N2) é monitorado por autoridades de saúde internacionais e tem sido chamado de ‘supergripe’. O médico infectologista Diogo Borges, que atua no hospital Anchieta, em Ceilândia (DF), menciona que “supergripe é um termo criado pela população. Apenas estamos tendo várias infecções pela influenza concomitantes. Influenza A é um vírus com várias mutações”, diz Borges.

A cepa foi identificada pela primeira vez no Brasil em dezembro por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

A amostra foi coletada em Belém (PA) de uma paciente do sexo feminino, adulta e estrangeira, oriunda das ilhas Fiji. Conforme o IOC/Fiocruz, o caso foi classificado como importado. 

Diogo Borges explica que a alta de casos de gripe está associada à sazonalidade da época do ano, com aumento dos casos de infecções das vias aéreas. Ele ressalta, ainda, que entre os principais sintomas da nova cepa está a febre alta. 

“Essa febre alta é diferente porque começa no início do contágio e perdura ali por três, cinco dias, podendo perdurar até sete dias em alguns casos de pacientes mais imunossuprimidos. Inflamação da garganta, tosse, calafrios, calafrios acompanhados de febre, dores articulares e dor de cabeça, vômitos persistentes, náuseas persistentes, perda de apetite e desidratação. O paciente com  influenza A desidrata mais rápido que os demais”, elucida.

Considerando a alta de casos de Influenza A no país, com os números do InfoGripe, o médico infectologista Diogo Borges alerta para que os hospitais estejam atentos em relação à notificação de casos e no tratamento precoce para evitar agravos.

“Os hospitais devem ficar atentos, acionar vigilância epidemiológica para que todos os casos de influenza A entrem com o tratamento mais precocemente e, em caso de suspeita, entrar com tratamento para aqueles que têm fator de risco”, salienta Borges.

A médica especialista em Clínica Médica e integrante da plataforma INKI, Gabriela Passos Arantes, reforça que o avanço de casos de Influenza no país deve deixar os hospitais em alerta para possíveis lotações.

“Esse aumento acende um alerta importante para os hospitais, porque o boletim InfoGripe funciona quase como um termômetro do sistema de saúde. Então, quando existe um aumento expressivo dos óbitos, das internações por influenza, geralmente significa que mais pacientes estão chegando aos prontos atendimentos e UTIs ao mesmo tempo”, frisa Arantes.

Segundo o especialista, pacientes com comorbidades, como diabetes ou cardiopatias, além, de pneumopatias e condições no pulmão podem evoluir para casos graves de gripe.

Proteção contra a gripe

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Estados e municípios em emergência por SRAG podem solicitar recursos para ampliar leitos de UTI

Estados e municípios em situação de emergência em saúde pública devido à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) podem solicitar incentivo financeiro do Ministério da Saúde para a ampliação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e de Suporte Ventilatório Pulmonar (SVP).A medida foi publicada por meio da Portaria nº 10.484 e possui caráter excepcional e temporário. O objetivo é ampliar o atendimento a pacientes adultos e pediátricos com SRAG em estabelecimentos hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS). O montante anual estimado para a iniciativa é de R$ 150 milhões. De acordo com a norma, o repasse dos recursos aos estados, municípios e ao Distrito Federal dependerá da disponibilidade orçamentária do Ministério da Saúde.

Como solicitar os recursos

Para ter acesso ao incentivo financeiro, gestores municipais e estaduais deverão encaminhar uma série de documentos que comprovem a necessidade de ampliação da estrutura hospitalar, entre eles:

  • Declaração formal de emergência em saúde pública;
  • Informações sobre a capacidade instalada e o número de leitos que serão ampliados ou convertidos;
  • Dados sobre a taxa de ocupação e a fila de espera para leitos de UTI e SVP;
  • Informações sobre a disponibilidade de equipamentos e recursos humanos necessários ao funcionamento dos leitos;
  • Plano de Ação para enfrentamento da SRAG em adultos e crianças, aprovado pela Comissão Intergestores Bipartite.

A solicitação do incentivo deverá ser enviada juntamente com toda a documentação por meio do Sistema de Apoio à Implementação de Políticas em Saúde (SAIPS), disponível no site www.saips.saude.gov.br.

Aumento dos casos de SRAG no país

De acordo com o mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a maioria dos estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste apresenta níveis de atividade de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento. Grande parte dos casos registrados tem sido associada à influenza A, ao vírus sincicial respiratório (VSR) e ao rinovírus, agentes que podem evoluir para quadros graves e levar a óbito.No ano epidemiológico de 2026, o país já registrou 28.363 casos de SRAG, dos quais 11.597 tiveram resultado laboratorial positivo para vírus respiratórios e 1.451 evoluíram para óbito.
Brasil 61

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Sem compensação, nova faixa de isenção do Imposto de Renda afeta serviços essenciais, como saúde e educação, dizem especialistas

Em 2026, entrou em vigor a nova faixa de isenção do Imposto de Renda. O novo formato beneficia integralmente quem ganha até R$ 5 mil por mês, além de prever uma desoneração gradual para quem recebe até R$ 7.350. Essa medida, porém, acarreta perda de arrecadação por parte dos municípios.

O especialista em orçamento público Cesar Lima explica que o governo até anunciou ações de compensação com o objetivo de garantir um retorno efetivo dos valores aos cofres das prefeituras, mas não há garantia de que isso será cumprido. Diante disso, ele considera que existe a possibilidade de a execução de serviços básicos destinados à população ficar comprometida.

“De maneira geral, vai impactar em todos os serviços que o município presta, como nas áreas de saúde e educação. Alguns já prestam segurança pública através de suas guardas civis municipais. Então, isso, com certeza, vai fazer falta para os municípios, o que muito provavelmente pode preceder de bloqueios orçamentários nos municípios”, afirma.

De acordo com o governo federal, com o intuito de reduzir a queda na arrecadação, foi restabelecida em 2026 a cobrança de imposto sobre a distribuição de lucros e dividendos. Para pessoas físicas residentes no Brasil, incide uma alíquota de 10% sobre os valores que excederem R$ 50 mil por mês — ou R$ 600 mil por ano — recebidos de cada empresa.

O especialista em orçamento Dalmo Palmeira destaca que os cálculos não são claros e, portanto, deixam uma lacuna de entendimento sobre os efeitos da compensação.Ele também afirma que a legislação estabelece que, caso a reparação não seja cumprida, a União assume essa responsabilidade. No entanto, não há especificação sobre a origem dos recursos que seriam utilizados para essa compensação. Diante disso, Palmeira entende que até mesmo o pagamento do funcionalismo público pode ser afetado.

“Isso aí envolve saúde, educação, infraestrutura, mas, inclusive, outras áreas também podem ser atingidas. A depender da estrutura do financiamento do orçamento de cada município, pode, inclusive, afetar a dificuldade para o pagamento da folha de pessoal por conta dessa redução da receita”, pontua. Um estudo publicado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta que, caso essa compensação não seja realizada, a medida poderá retirar ao menos R$ 9,5 bilhões por ano dos cofres municipais. Do total estimado de perdas, cerca de R$ 5 bilhões referem-se à redução da arrecadação própria do Imposto de Renda, enquanto aproximadamente R$ 4,5 bilhões dizem respeito à diminuição dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Brasil 61

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ABRAÃO: SEU CHAMADO E SUA JORNADA DE FÉ

Homens dos Quais o Mundo não Era Digno
O Legado de Abraão, Isaque e Jacó


INTRODUÇÃO
Neste trimestre, estudaremos a vida e a jornada de fé dos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, cujas experiências espirituais constituem um legado permanente para a Igreja de Cristo. Abraão, em particular, representa um modelo singular de obediência e confiança em Deus, pois recebeu um chamado que o desafiou a abandonar sua terra natal, sua parentela e a segurança de uma civilização estabelecida para seguir rumo a um lugar totalmente desconhecido. O chamado divino a Abrão foi uma ordem que exigiu obediência irrestrita e uma fé radical. Sem possuir mapas, planos ou garantias visíveis, ele caminhou unicamente orientado pela voz do Senhor e pela confiança em suas promessas. A trajetória de Abraão revela também as lutas, as dificuldades e os desafios que caracterizam a caminhada cristã genuína. Ele enfrentou fome, pressões culturais e situações que o levaram a falhas éticas, contudo, a graça divina o sustentou e o restaurou. As promessas feitas ao patriarca transcenderam sua vida pessoal e abarcaram todas as famílias da terra, culminando na vinda de Cristo. Nesta lição, examinaremos o chamado de Abrão, sua resposta obediente e as batalhas que enfrentou, aprendendo como a fé e a perseverança moldaram seu caráter. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.

TEXTO ÁUREO
Então o SENHOR disse a Abrão: “Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei. (Gn 12.1, NVI). Certo dia o SENHOR Deus disse a Abrão: — Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa do seu pai e vá para uma terra que eu lhe mostrarei. (Gn 12.1, NTLH).

Ação divina: Ordem/chamado.
O paralelo com Gênesis 1, é inevitável. O verbo hebraico (disse) é o mesmo em ambos os textos. A mesma palavra que chamou o cosmos à existência agora chama Abraão a trazer uma nação à existência.

Ação humana: Ação/obediência.
Além disso, esse texto destaca a obediência de Abraão. Abrão obedeceu quando não sabia onde “e partiu sem saber para onde ia” (Hb 11.8), como “a própria Sara, apesar de não poder ter filhos e já ser idosa” (Hb 11.11), quando “Não obtiveram as promessas, mas viram-nas de longe” (Hb 11.13-16) nem por que “quando posto à prova, ofereceu Isaque. Aquele que acolheu as promessas de Deus estava a ponto de sacrificar o seuúnico filho” (Hb 11.17-19).

VERDADE PRÁTICA
O chamado de Deus na vida de Abrão e na nossa exige obediência irrestrita, fé e perseverança. Deus não chama todos os seus servos para a mesma jornada. Abraão teve o seu caminho, Isaque teve o seu, Jacó teve o seu, e cada um de nós recebe de Deus uma vocação marcada por propósitos próprios. Por isso, não há necessidade de ocupar o lugar de ninguém, nem de desejar a porção que Deus destinou a outro. Contudo, ainda que os chamados sejam distintos, o Senhor continua requerendo de todos os que chama as mesmas virtudes fundamentais: obediência para seguir sua voz, fé para confiar em sua palavra e perseverança para permanecer firmes até o fim.

MOVIMENTO TEMÁTICO
• Ponto 01: O Chamado
• Ponto 02: A Obediência
• Ponto 03: As Lutas

1. DEUS CHAMA ABRÃO
Pergunta chave: O que Deus exigiu de Abrão e o que prometeu a ele? Ideia central do ponto: Deus chamou Abrão para deixar sua terra, sua parentela e sua casa, prometendo-lhe bênçãos extraordinárias que alcançariam não apenas ele, mas todas as famílias da terra.
1.1 A fé de Abrão diante do chamado (Gn 12.1).
Verdade central: Deus chamou Abrão para sair de sua terra, de sua parentela e da casa de seu pai, rumo a um lugar que ele não conhecia. Esse chamado exigia fé e obediência irrestrita, pois Abrão não tinha mapa nem sabia o destino final.
Para refletir: Tenho obedecido a Deus mesmo quando não compreendo todo o caminho, ou exijo saber todos os detalhes antes de dar
o primeiro passo de fé?
A LIÇÃO DIZ: Deus chamou Abrão e ordenou que ele saísse de sua terra, do meio de sua família e seus amigos, e fosse para um lugar desconhecido para ele. Seu chamado exigia fé e obediência irrestrita. O lugar onde habitava Abrão e seus pais era uma terra idólatra. Contudo, ele creu no Todo-Poderoso, único e soberano, e partiu para o lugar destinado por Ele. Há certa ambiguidade quanto à questão de quando e onde Deus chamou Abraão. Foi em Ur dos caldeus ou Harã, antes ou depois da morte Terá?

O discurso de Estêvão relata que Deus “apareceu” a Abraão antes de ele habitar em Harã, mostrando que o Senhor supervisionou a jornada de Abraão desde o começo, em Ur, até o seu destino final, em Canaã (At 7.2- 4). Então, teria Abraão cumprido seu chamado em duas etapas? A relação entre o chamado em 12.1-3 e a teofania em Ur, em 15.7, tem sido explicada de diferentes maneiras.
A primeira alternativa é que Gênesis 12.1 estaria recitando o chamado original de Abrão recebido em Ur. Essa perspectiva é possível e portanto, a luz das evidências bíblicas é a que eu, particularmente, acredito ser a mais plausível (Gn 15.7; Ne 9.8 At 7.2-4.
A segunda alternativa, a qual alguns comentaristas sustentam que o chamado ocorreu duas vezes. Qualquer uma dessas explicações permite compreender a interpretação de Estêvão acerca do chamado e da mudança de Abraão. Portanto, seguindo a primeira perspectiva é relevante entender que a migração para Canaã não começa como uma peregrinação seguindo uma visão, mas como decisão familiar. Gênesis 12.1 pressupõe que Abraão recebe a ordem de ir para Canaã, contudo não se separa de seu pai até a morte deste. Esta introdução representa Abraão muito lento para crer. Ainda sobre o chamado de Abrão, o contexto mais amplo da revelação bíblica nos leva a reconhecer que Deus chama os improváveis. Quem utiliza a Bíblia de Estudo Pentecostal pode perceber essa linha de interpretação. Na introdução ao livro de Jó, Donald Stamps observa que Jó provavelmente viveu na mesma época de Abrão. Essa observação é relevante, porque coloca diante de nós dois perfis muito diferentes. De um lado, está Jó, descrito como homem temente a Deus, reto, íntegro, obediente, piedoso e respeitado. De outro, está Abrão, oriundo de um contexto familiar marcado pela idolatria, conforme Josué 24.2, inserido em um ambiente espiritual profundamente corrompido. Humanamente falando, a escolha mais lógica recairia sobre Jó. Afinal, se Deus haveria de dar andamento ao seu plano redentor na história, quem pareceria mais preparado para isso? No entanto, Deus não age segundo os critérios humanos. Ele não se orienta pela lógica da aparência, do currículo, da reputação ou da previsibilidade. Em sua soberania, escolheu Abrão.E a esse homem Deus ordenou que saísse da sua terra, do meio da sua parentela e fosse para uma terra que ainda lhe mostraria.

1.2 A promessa para Abrão.
Verdade central: As promessas feitas a Abrão não alcançariam somente ele, mas incluíam toda a humanidade. O que Deus prometeu marcaria sua história e a de seus descendentes até os dias de hoje. O Senhor é fiel e cumpre o que prometeu, mas no seu tempo.
Para refletir: Tenho confiado que Deus cumprirá suas promessas no tempo certo, ou a aparente demora tem enfraquecido minha fé e esperança?

A LIÇÃO DIZ: As promessas feitas a Abrão não alcançariam somente ele, mas incluíam toda a humanidade. O que Deus prometeu ao patriarca marcaria a sua história e a de seus descendentes até os dias de hoje. O Senhor é fiel e cumpre com o que prometeu, mas no seu tempo. Há um tempo certo para todas as coisas(Ec 3.1-3).
O texto bíblico diz:
O Senhor disse a Abrão: — Saia da sua terra, da sua parentela e da casa do seu pai e vá para a terra que mostrarei. Farei de você uma grande nação, e o abençoarei, e engrandecerei o seu nome. Seja uma bênção! Abençoarei aqueles que o abençoarem e amaldiçoarei aquele que o amaldiçoar. Em você serão benditas todas as famílias da terra. A primeira ordem é sair: da terra, da parentela, da casa do pai. A segunda ordem é: vá para a terra “que te mostrarei”. Antes de Abrão ir, ele precisa romper com sua terra pagã, com sua parentela que adora outros deuses e com a casa de seu pai. Porém, ele só veria a terra se saísse de onde estava estabelecido. Considerando isso, entendemos que em nossa caminhada com Deus, certos detalhes daquilo que ele tem para nossas vidas só serão conhecidos a medida que caminhamos o caminho que ele traçou para nós. Abrão tinha setenta e cinco anos quando Deus o chamou. A idade não é um obstáculo para aceitar novos e grandes desafios na vida. Ele morreu aos cento e setenta e cinco, portanto, viveu cem anos na presença de Deus, e para a sua glória. A bênção de Deus sobre Abrão é tríplice: pessoal, nacional e internacional. Deus lhe promete riquezas. Deus promete a ele uma terra. E Deus, ainda, promete que nele serão benditas todas as famílias da terra.
Primeira, “de ti farei uma grande nação” (12.2). A magnitude da promessa a um homem com uma esposa estéril testa a fé de Abrão ao limite máximo. Ao não se entregar à incredulidade, ele serve como um modelo de fé: “Olhem para Abraão, seu pai, e para Sara, que os deu à luz. Porque Abraão era um só, quando eu o chamei, o abençoei e o multipliquei.” (Is 51.2).

.Segunda, “te abençoarei” (12.2b). A palavra “abençoar” ocorreu apenas cinco vezes em Gênesis 1 a 11. Agora, ocorre cinco vezes apenas em Gênesis 12.1-3. Isso significa que Deus estava dizendo a Abrão: “Vou lhe mostrar o meu favor e cercá-lo de bênçãos materiais e espirituais; eu lhe darei muito mais do que você já possui. Eu, o Deus da glória, estarei ao seu lado. Serei seu defensor, provedor, e vou cobri-lo
de todo tipo de bênção”.
• Terceira, “engrandecerei o nome” (12.2c). Os construtores de Babel quiseram tornar o seu nome grande e foram desbaratados. Abrão, porém, teve seu nome engrandecido por Deus e entrou para a história com seis títulos de honra: 1) pai de numerosas nações (17.5); 2) confidente de Deus (18.17-19);

3) profeta
(20.7); 4) príncipe de Deus (23.6); 5) servo de Deus (Sl 105.6); 6) amigo de Deus (2Cr 20.7).
• A quarta promessa aparece como imperativo em algumas versões, mas a melhor tradução é: “e tu serás uma bênção”. Note que algumas versões trazem um imperativo: “seja uma bênção” (NAA); “sê uma bênção” (ARIB); “Sê tu uma bênção!” (ARA). Outras, porém, dizem: “e tu serás uma bênção” (A21, ARC); “e você será uma bênção” (NVI); “e você será uma bênção para outros” (NVT). Podemos juntar as duas coisas, uma vez que no hebraico, de fato, há o imperativo. Deus quer dizer a Abrão que vai abençoá-lo, e, assim, ele será um canal de bênção para muitas pessoas. Aquelas bênçãos que Deus lhe prometera não são somente para Abrão, mas para que outras pessoas sejam abençoadas por meio de
Abrão. O plano de Deus iria além da pessoa de Abrão.
Em seguida, vem a quinta promessa, no versículo 3: “abençoarei os que te abençoarem”. A bênção que vem na sequência, a qual Deus promete que será para todas as nações, é condicionada à maneira que as nações haverão de tratar Abrão. É como se Deus dissesse: “Abrão, todas as famílias da terra serão abençoadas por meio de ti, isto é, eu abençoarei aquelas que te abençoarem, aquelas que reconhecerem que tu és o meu escolhido, que tu és o portador das promessas, que tu és o pai do Messias. Aqueles que crerem nisso, eu abençoarei com as mesmas bênçãos que derramarei sobre ti”.
• Sexta, “amaldiçoarei os que te amaldiçoarem” (12:3b). Logo, a bênção de Deus sobre as famílias da terra é condicionada à atitude das pessoas, dos indivíduos para com Abrão e o seu descendente. Então, aqueles que reconhecerem Abrão e o seu descendente, Jesus Cristo, esses serão abençoados com as bênçãos de Abrão. No entanto, aqueles que amaldiçoarem Abrão e o seu descendente, Jesus Cristo, serão
amaldiçoados igualmente por Deus; não receberão as bênçãos prometidas, que incluem não só a bênção material, mas especialmente as bênçãos espirituais, como a remissão, a vitória, a redenção das consequências da Queda que havia acontecido no jardim do Éden. 

Sétima, “em ti serão benditas todas as famílias da terra” (12:3c). Podemos imaginar o espanto de Abrão ao ouvir tudo isso. Imagine se Deus chegasse para você e dissesse: “Em você, vou abençoar todas as famílias da terra”. Essa promessa pode ser entendida de duas maneiras: que, através de Abrão, Deus iria abençoar todas as famílias da terra ou, simplesmente, que Deus está colocando Abrão como cabeça de uma nova humanidade, de um novo povo, e todas as pessoas que dele participarem serão abençoadas. Contudo, na verdade não precisamos escolher uma entre essas duas interpretações, pois ambas cabem perfeitamente. O ponto é que Deus não somente iria abençoar Abrão, mas que, em Abrão, ou seja, por meio dele, todas as famílias da terra seriam abençoadas. Note que algumas versões traduzem o termo “famílias” como “nações”, mas a ideia é a mesma, pois se mantêm a abrangência e a extensão da promessa. Observe também que há nessa promessa uma clara referência ao Messias. É uma referência velada e discreta; porém, quando estudamos toda a história da revelação, entendemos o que Deus está dizendo: de Abrão virá aquele em quem Deus abençoará todas as famílias da terra, todas as nações. Evidentemente essa pessoa é o Senhor Jesus Cristo, pois somente nele todos recebem o perdão dos pecados e se reconciliam com Deus. Mas ainda é muito cedo para Abrão ser capaz de entender por completo todas as consequências do que Deus está lhe dizendo. Por isso ele precisa de fé. Abrão apenas ouviu o que Deus lhe disse e entendeu o que pôde; contudo, muita coisa Deus ainda não lhe tinha revelado.
Portanto, Abrão obedece pela fé.

1.3 As bênçãos de Deus para Abrão.
Verdade central: Deus prometeu abençoar Abrão grandemente e engrandecer seu nome. Quando tinha 99 anos, Deus mudou seu nome para Abraão, que significa “pai de muitas nações”. O Senhor tem prazer em abençoar e promover aqueles que o amam e nEle confiam.
Para refletir: Tenho buscado a honra que vem de Deus através da fidelidade, ou tenho procurado engrandecer meu nome por meios humanos?
A LIÇÃO DIZ: O Senhor prometeu engrandecer o nome de Abrão (v.2), e, quando ele estava com  anos, Deus mudou o seu nome para Abraão, cujo significado é “pai de muitas nações”. Seu nome foi engrandecido pelo Eterno de forma que talvez ele nunca tenha imaginado. O exemplo de Abrão mostra que o Todo-Poderoso é quem promove aqueles que o amam, nEle confiam e esperam. No tempo oportuno, Deus honra os que permanecem fiéis (Tg 4.10).
As promessas feitas pelos homens dependem de caráter, memória, circunstância, poder e tempo de vida. Um homem pode prometer algo com sinceridade e, ainda assim, falhar, porque muda de ideia, perde a capacidade de cumprir, esquece o que disse ou morre antes de realizar o que prometeu. Já as promessas de Deus têm outra natureza. Elas procedem de um Deus que não mente, não muda, não esquece, não é vencido pelas circunstâncias e vive eternamente. Por isso, quando Deus promete, a garantia da promessa não está na força de quem recebe, mas na fidelidade de quem falou. No caso de Abrão, isso é decisivo. Deus chama um homem sem filho, vindo de um contexto idólatra, e lhe faz promessas humanamente improváveis. Se essas palavras fossem apenas palavras humanas, tudo pareceria exagerado demais. Só que, porque são palavras de Deus, elas carregam em si a certeza do cumprimento. Deus cumpriu todas as promessas que fez a Abraão:
A primeira promessa, “de ti farei uma grande nação”, começou a se cumprir com o nascimento de Isaque, prosseguiu com Jacó e seus descendentes. Depois, em sentido mais amplo, alcançou também a multidão dos que, pela fé, se tornam filhos de Abraão.
A segunda, “te abençoarei”, cumpriu-se na proteção, na provisão, no enriquecimento e no cuidado visível de Deus ao longo da vida de Abrão. Em toda a narrativa patriarcal, Deus o guarda, o sustenta e o favorece.
A terceira, “engrandecerei o teu nome”, cumpriu-se porque Abrão de fato teve o nome engrandecido por Deus. Ele não construiu fama para si, como Babel tentou fazer. Deus mesmo lhe deu honra e lugar
singular na história da redenção.

A quarta, “tu serás uma bênção”, cumpriu-se porque Abraão passou a ser canal da bênção divina. Sua vida não termina nele mesmo. Deus o abençoa para que, por meio dele, outros sejam alcançados. Essa verdade se vê já em sua casa, em seus encontros e, de modo pleno, em sua descendência messiânica.

A sétima, “em ti serão benditas todas as famílias da terra”, é a mais ampla de todas. Ela ultrapassa a biografia de Abraão, atravessa toda a história bíblica e encontra seu cumprimento pleno em Jesus Cristo. Quem tem promessa morre? Eu diria sim e não. Sim, porque há promessas cujo cumprimento final ultrapassa a vida terrena de quem as recebeu. Abraão morreu sem ver a nação de Israel formada, sem ver a saída do Egito, sem ver a conquista da terra e sem ver, em sua manifestação histórica, a bênção alcançando todas as famílias da terra em Cristo. Não, porque há promessas cujo cumprimento exige que quem as recebeu, esteja vivo para experimentálas. Como Isaque seria gerado se Abraão não estivesse vivo?
Verifique seu aprendizado (Ponto 1):
1. O que o chamado de Deus exigiu de Abrão segundo Gênesis 12.1?
2. Qual era o alcance das promessas feitas a Abrão?
3. O que o exemplo de Abrão nos ensina sobre como Deus promove os seus servos?

2. A OBEDIÊNCIA DE ABRÃO A DEUS
Pergunta chave: Como Abrão respondeu ao chamado de Deus?
Ideia central do ponto: Abrão atendeu ao chamado divino com fé, mesmo sem conhecer o destino, demonstrando que a obediência
irrestrita a Deus é essencial.
2.1 Atendendo o chamado.
Verdade central: Abrão atendeu ao chamado divino sem hesitar e partiu para uma terra que não conhecia, seguindo somente a direção do Senhor. Ele não conhecia a definição de fé, mas a viveu de forma prática ao confiar em Deus e obedecer.
Para refletir: Minha fé tem se manifestado em obediência prática a Deus, ou fica apenas no campo das ideias e intenções?
A LIÇÃO DIZ: Como homem de fé, Abrão atendeu ao chamado divino sem hesitar e partiu para a terra que Deus ordenou, sem saber onde se localizava, seguindo somente a direção do Senhor. Ele não conhecia o significado de fé, tão bem definido na Bíblia, como conhecemos atualmente. Hoje sabemos a definição bíblica de fé: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem” (Hb 11.1). Mesmo sem conhecer essa definição, Abrão agiu com fé em sua decisão.
Leiamos o seguinte texto bíblico:
São estas as gerações de Tera. Tera gerou Abrão, Naor e Harã; e Harã gerou Ló. Harã morreu na terra de seu nascimento, em Ur dos caldeus, estando Tera, seu pai, ainda vivo.Abrão e Naor tomaram para si mulheres. A mulher de Abrão se chamava Sarai, e a mulher de Naor era Milca, filha de Harã, que foi pai de Milca e de Iscá. Sarai era estéril, não tinha filhos.Tera tomou Abrão, seu filho, e Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e Sarai, sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã. Foram até Harã, onde ficaram. E, havendo Tera vivido duzentos e cinco anos ao todo, morreu em Harã.
Lendo o texto bíblico, percebemos que Deus chama especificamente Abrão em meio aos seus familiares.
Warren Wiersbe resume a biografia desses renomados personagens da seguinte maneira Naor foi o homem que ficou (11.31), Tera foi o homem que parou (11.31), Ló foi o homem que se desviou (13.10-13; 14.12; 19.1-38) e Abrão foi o homem que obedeceu (12.1). As promessas de Deus não são vividas por causa de talento, aparência, posição familiar ou habilidade humana de se ajustar às circunstâncias. Elas são vividas no caminho da obediência, da fé e da perseverança.
2.2. Um descuido.
Verdade central: Abrão permitiu que seu sobrinho Ló o acompanhasse, apesar de Deus ter ordenado que deixasse sua parentela. Esse descuido ocasionou problemas posteriores entre eles, ensinando-nos que a obediência parcial traz consequências.
Para refletir: Há alguma área da minha vida em que tenho obedecido a Deus apenas parcialmente, fazendo concessões que podem
trazer problemas futuros?
A LIÇÃO DIZ: Já vimos que Abrão era um homem de fé, porém permitiu que seu sobrinho Ló o acompanhasse na jornada que haveria de empreender. Talvez, Abrão não tenha lembrado de que Deus havia dito que deveria deixar tudo para trás, não apenas sua terra, mas também a sua parentela. Tempos depois, seu descuido ocasionou alguns problemas com seu sobrinho (Gn 13.8,9). Assim, Abrão saiu da Caldeia, em direção a uma terra escolhida por Deus. Tenha cuidado, pois, sempre que deixamos de obedecer de forma irrestrita ao Senhor, os problemas surgem.Partiu, pois, Abrão, como o Senhor lhe havia ordenado. E Ló foi com ele. Abrão tinha setenta e cinco anos quando saiu de Harã. Abrão levou consigo a sua mulher Sarai, o seu sobrinho Ló, todos os bens que haviam adquirido e as pessoas que lhes foram acrescentadas em Harã. Partiram para a terra de Canaã e lá chegaram. (Gn 12.4-5, NAA).  Em Gênesis 12.1, o Senhor lhe ordena que saia da sua terra, da sua parentela e da casa de seu pai. Entretanto, em Gênesis 12.4, lemos que “Ló foi com ele”. Esse detalhe foi registrado propositalmente. O narrador preserva essa informação porque ela ajuda o leitor a perceber que, embora Abrão tenha obedecido, sua obediência ainda trazia consigo um traço de incompletude. Ele saiu, mas saiu levando consigo alguém que pertencia justamente ao círculo do qual Deus o chamara a se desvencilhar. É importante tratar esse ponto com equilíbrio. O texto não transforma Abrão em um rebelde, nem anula a sinceridade de sua fé. Ao contrário, ele continua sendo apresentado como homem que crê e caminha. Ainda assim, a narrativa sugere que a fé genuína pode coexistir, em certos momentos, com hesitações, áreas em que a obediência ainda não alcançou toda a sua profundidade. E é justamente aqui que a passagem se torna tão instrutiva. A Escritura mostra que a obediência parcial não interrompe necessariamente o agir de Deus, mas frequentemente complica a caminhada de quem foi chamado. Deus continua conduzindo Abrão, porém a presença de Ló se transforma, mais adiante, em um fator de tensão. Em Gênesis 13, os rebanhos de Abrão e Ló crescem, os seus pastores entram em contenda, e a convivência entre eles já não pode ser mantida da mesma forma. O que antes foi tolerado como a permanência de um vínculo familiar agora exige uma separação dolorosa. Em outras palavras, a obediência incompleta sempre cobra um preço. E a narrativa avança ainda mais, porque, em Gênesis 14, Abrão terá de lidar novamente com os desdobramentos da escolha de Ló, quando seu sobrinho é levado cativo. Inclusive, eu creio que nesse evento do capítulo 14, Abrão quase morreu. Essa afirmação é justiçada pelo que está escrito no capítulo 15. Dessa forma, o texto mostra que certas concessões feitas no começo da jornada podem se tornar pesos maiores no futuro.

A obediência parcial é muito perigosa justamente porque conserva aquilo que Deus mandou deixar. Ela mantém reservas no coração e adia renúncias necessárias.
2.3 A passagem por Harã.
Verdade central: Antes de chegar a Canaã, Abrão passou um tempo em Harã. Nem sempre Deus nos leva diretamente ao propósito que definiu para nós. Às vezes, Ele deseja forjar nosso caráter antes de chegarmos ao destino.
Para refletir: Tenho aceitado as etapas intermediárias da minha jornada como oportunidades de crescimento, ou me frustro quando não chego imediatamente ao destino?
A LIÇÃO DIZ: Nem sempre Deus nos leva diretamente ao propósito que Ele definiu para nós. Antes de chegar a Canaã (nome antigo da Palestina, às margens do Mar Mediterrâneo), Abrão e os que lhe acompanhavam tiveram que passar um tempo em Harã, cidade importante da Mesopotâmia (Gn 11.31). Novamente, vamos retornar ao texto bíblico: Partiu, pois, Abrão, como o Senhor lhe havia ordenado. E Ló foi com ele. Abrão tinha setenta e cinco anos quando saiu de Harã.Abrão levou consigo a sua mulher Sarai, o seu sobrinho Ló, todos os bens que haviam adquirido e as pessoas que lhes foram acrescentadas em Harã. Partiram para a terra de Canaã e lá chegaram. (Gn 12.4-5, NAA). Diz o versículo 4 que seu sobrinho Ló foi com ele, o que sugere que a iniciativa tenha sido de Ló. Este também havia enriquecido. A esposa de Abrão, Sarai, o acompanha também, bem como, segundo é dito no versículo 5, “as pessoas que haviam comprado em Harã”. Que pessoas eram essas? Eram pessoas que Abrão tinha adquirido como escravos. A escravidão era um sistema normativo, era parte da cultura e do padrão daquela época; assim, Abrão tinha escravos. É provável que ele tivesse também pessoas assalariadas que cuidavam do gado, pois tinha um grande rebanho de ovelhas, camelos e bois, e precisava de pessoas para cuidar de tudo isso. Veremos, mais adiante, no episódio em que parte para salvar seu sobrinho, Ló, que foi capturado por alguns reis cananeus, que Abrão escolheu 318 homens nascidos na sua casa. Ora, se havia 318 homens que eram guerreiros, imagine o restante do clã. Então, estamos falando de uma tribo seminômade com 500 a 700 pessoas, talvez. Esse era o pessoal que estava no entorno de Abrão, quando ele saiu de Harã em sua peregrinação para Canaã. Às vezes, pode ser que alguém pense que estavam com Abrão apenas sua esposa, Sarai, seu sobrinho, Ló, e mais três ou quatro gatos pingados, armando uma tendinha aqui e acolá. Mas não foi assim! O que estava acontecendo era a migração de um povo mesmo, por assim dizer.

O texto afirma que Abrão saiu de Harã. Ao que tudo indica, o destino, Canaã, foi revelado no curso da jornada. A narrativa nos ensina, portanto, que Deus não nos entrega um roteiro completo, com todos os detalhes do caminho, do tempo e da chegada. Ele nos chama a andar pela fé e a viver na dependência diária de sua direção. Podemos fazer planos, mas eles nem sempre se cumprem como imaginamos, justamente porque o Senhor quer nos ensinar a confiar nele. Em outras palavras, Deus nos conduz a uma vida de fé, dependência e obediência, para que cumpramos a sua vontade e, no seu tempo, experimentemos o cumprimento de suas promessas.
Verifique seu aprendizado (Ponto 2):
1. Como Abrão demonstrou sua fé de forma prática ao atender o chamado de Deus?
2. Qual foi o descuido de Abrão e que consequências ele trouxe?
3. O que as etapas intermediárias da jornada nos ensinam sobre o processo de Deus?

3. AS LUTAS QUE ABRÃO ENFRENTOU AO CHEGAR A CANAÃ
Pergunta chave: Que dificuldades Abrão enfrentou ao chegar a Canaã?
Ideia central do ponto: Abrão enfrentou diversas dificuldades ao chegar a Canaã, incluindo fome, incerteza e desafios éticos, mas sua fé em Deus o sustentou e a graça divina o livrou.
3.1 A dificuldade contra a fome.
Verdade central: Ao chegar a Canaã, Abrão deparou-se com uma grande fome na terra. Todos os que decidem obedecer a Deus experimentam batalhas e dificuldades, mas assim como Abrão, podemos enfrentá-las com fé.
Para refletir: Quando enfrento dificuldades depois de obedecer a Deus, reajo com fé e perseverança, ou questiono se realmente ouvi
a voz do Senhor?
A LIÇÃO DIZ: Em todos os tempos, todos os que decidem obedecer a Deus experimentam batalhas, dificuldades e oposições. No entanto, assim como Abrão, podemos com fé enfrentar todas as batalhas que se apresentam em nossa trajetória. Depois que Abrão chegou a Canaã, deparou-se com um acontecimento frustrante. Diz a Bíblia que: “E havia fome naquela terra; e desceu Abrão ao Egito, para peregrinar ali, porquanto a fome era grande na terra” (Gn 12.10).
Robert Candlish, lista sete provas que levaram Abrão ao fracasso:
• Sarai, sua mulher, era estéril;
• seu destino era incerto;
• ele estava deixando o seu povo;
• no caminho, seu pequeno grupo, foi diminuindo;
• ele não encontrou um lar;
• os cananitas estavam habitando a terra que Deus lhe prometera;

• havia fome na terra.

Havia fome extrema, terrível, ao sul de Canaã, até onde Abrão tinha descido, na região desértica do Neguebe. A fome era algo muito comum naquela época, ela era causada por secas, por pragas de gafanhotos e pela guerra. Essas catástrofes fazem parte da humanidade desde a queda de Adão, no jardim do Éden, quando Deus lhe disse: “maldita é a terra por tua causa” (Gn 3.17). Dessa forma, vemos que mesmo as terras mais aprazíveis têm seus momentos de fome e de necessidade. No Egito, contudo, havia comida naquele tempo. O Egito já era um dos grandes impérios no período em questão. Aquela região, que ficava no norte da África, tinha sido povoada pelos descendentes de Cam. Era uma
terra fértil, irrigada principalmente pelo rio Nilo, um dos rios mais conhecidos daquela época e também dos dias de hoje. Abrão, então, desceu até o Egito com a intenção de ficar lá por algum tempo. Abrão deve ter se sentido bastante pressionado com aquela situação, pois mal chegara à terra de Canaã, a terra prometida, depois de sair de Ur e passar um tempo em Harã, e é confrontado com uma fome, uma grande fome, conforme o texto reforça (v. 10). E, para complicar ainda mais a situação, Abrão trazia muita gente com ele. Era muita gente e muito gado. Tudo isso fazia com que Abrão se sentisse pressionado. Ele não podia esperar ajuda dos cananeus, os povos que moravam na terra prometida, pois estes eram povos cruéis e violentos, e Abrão era um estrangeiro, um viajante. Então, ele resolve descer para o Egito, o que não era exatamente o que Deus lhe havia dito que fizesse. Deus havia tirado Abrão de sua terra de origem e dito que ele fosse para Canaã e que peregrinasse naquela terra. Deus havia prometido que o abençoaria, que o protegeria e que daria aquela terra a ele. Até então, Deus havia cumprido o que prometera. Abrão já tinha cruzado toda a terra, de Norte a Sul. Vimos que Moisés registrou que os cananeus já moravam na terra e eram um povo hostil. Entretanto, Deus havia guardado e preservado Abrão. Agora, porém, Abrão resolve tomar uma decisão baseada não na confiança em Deus, mas justamente na falta de confiança em Deus.
3.2 A dificuldade de ir para o lugar certo.
Verdade central: Diante da fome, Abrão teve que decidir para onde ir. Pode parecer estranho que Deus o tenha conduzido a um lugar em que havia escassez, mas o Todo-Poderoso não erra. Abrão estava na direção certa, mesmo enfrentando dificuldades.
Para refletir: Quando as circunstâncias parecem contraditórias à direção que Deus me deu, busco orientação em oração ou tomo decisões precipitadas por minha conta?
A LIÇÃO DIZ: Havia fome na terra. Então, para onde ir? Qual direção tomar? Diante das dificuldades, sempre a melhor opção é orar. Parece estranho o fato de Deus tirar Abrão da sua terra e conduzi-lo a um lugar em que havia escassez. No entanto, Abrão estava na direção certa, pois o Todo-Poderoso não erra. A fome em Canaã não significava que Abrão estava fora da vontade de Deus, mas que sua fé estava sendo provada no lugar da promessa. O erro de Abrão foi interpretar a dificuldade como se ela anulasse a direção divina. Em vez de buscar ao Senhor e esperar por sua provisão, ele desceu ao Egito, tomando uma decisão precipitada baseada na incredulidade.A narrativa mostra que decisões fundamentadas na falta de confiança em Deus produzem sérias consequências: afastam o servo do lugar da promessa, alimentam o medo, geram estratégias carnais, expõem terceiros ao sofrimento e comprometem o testemunho que deveriam ter.É melhor permanecer em Canaã com fome e na dependência de Deus do que descer ao Egito em busca de segurança sem consulta ao Senhor.
3.3 A dificuldade em falar a verdade.
Verdade central: Por medo de ser morto, Abrão mentiu dizendo que Sarai era sua irmã. Faraó a tomou para sua casa, mas Deus interveio ferindo Faraó com pragas. Mesmo diante da falha de Abrão, a graça do Senhor o livrou dessa situação difícil.
Para refletir: Tenho confiado em Deus para me proteger nas situações difíceis, ou tenho recorrido a meios pecaminosos como a mentira e a manipulação?

A LIÇÃO DIZ: O texto diz que, quando Faraó viu Sarai, com seus 75 anos, mas com uma beleza singular, tomou-a para sua casa: “E viram-na os príncipes de Faraó e gabaram-na diante de Faraó; e foi a mulher tomada para a casa de Faraó. E fez bem a Abrão por amor dela; e ele teve ovelhas, e vacas, e jumentos, e servos, e servas, e jumentas, e camelos” (Gn 12.15,16). Sarai foi tomada por Faraó, mas Deus impediu que ele tivesse um relacionamento conjugal com ela. O Senhor feriu a Faraó e à sua casa com grande praga por causa de Sarai (Gn 12.17). Sobre a parte final do capítulo 12 de Gênesis, Lopes destaca os seguintes pontos:
• Uma mentira (12.10-13). Abrão é movido pelo medo dos homens, o que é incompatível com a fé em Deus. Seu temor demonstra ainda falta de confiança nas recentes promessas de Deus. Ele acovardou-se e usou sua mulher para proteger-se em vez de protegê-la, expondo-a para livrar-se da morte. Abrão tornase duplamente culpado: a primeira culpa é a falta de fé; a segunda, a da meia-verdade.
• Um harém (12.14,15). Sarai era sobremaneira formosa. Não tardou para que os príncipes de faraó observassem a chegada da estrangeira e a notificassem ao soberano, o que resultou em Sarai ser levada para a casa real (12.15), para ser mulher do monarca.
• Uma falsa recompensa (12.16). Faraó toma Sarai e recompensa Abrão, que, por causa de Sarai, passou a ter ovelhas, bois, jumentos, escravos e escravas, jumentas e camelos. Esses aparentes benefícios levaram aos conflitos com os pastores de Ló e, mais tarde, a escrava egípcia, Hagar, tornou-se um elemento desagregador no casamento do patriarca. Por causa dessa descida ao Egito, mais tarde Abrão possuirá Hagar, serva egípcia, por orientação de Sarai, e como fruto dessa relação nascerá Ismael.
• Uma maldição (12.17).“O Senhor puniu Faraó e a sua casa com grandes pragas, por causa de Sarai, mulher de Abrão”. Aquele que foi chamado para ser uma bênção e abençoar todas as famílias da terra está sendo uma maldição na casa de Faraó.

Uma reprimenda (12.18,19a). O ímpio faraó está repreendendo o piedoso Abrão e este não tem defesa nem se atreve a defender-se. Seu silêncio é a confissão de sua culpa. O pecado deixa o homem mudo e sem argumentos.
Uma expulsão (12.19b,20). ‘“[…] agora, pois, eis a tua mulher, toma-a e vai-te.’ E Faraó deu ordens aos seus homens a respeito dele; e acompanharam-no, a ele, a sua mulher e a tudo que possuía”. Abrão desce ao Egito por medo e vai embora dele expulso por seu soberano. Para garantir que Abrão e sua família deixarão o Egito, Faraó ordena que a caravana seja escoltada até a fronteira. Abrão deixa o Egito como
um homem envergonhado por Deus e humilhado pelas pessoas.

Verifique seu aprendizado (Ponto 3):
1. O que Abrão encontrou ao chegar a Canaã e para onde ele se dirigiu?
2. Por que a presença de dificuldades não significa que estamos fora da vontade de Deus?
3. Qual foi a falha ética de Abrão no Egito e como Deus interveio?
4. O que aprendemos sobre a graça de Deus diante das falhas de Abrão?

CONCLUSÃO
Abraão foi chamado por Deus para uma missão extraordinária: abençoar todas as famílias da terra por meio de sua descendência, culminando em Cristo. Sua obediência irrestrita, apesar das dificuldades e fracassos pessoais, demonstra o poder da fé genuína sustentada pela graça divina. As promessas feitas ao patriarca transcendem sua vida e alcançam todos os crentes, que se tornam filhos de Abraão e herdeiros de suas promessas. Somos desafiados a imitá-lo na fé, confiando em Deus mesmo quando o caminho é incerto, e perseverando diante dos obstáculos que surgem em nossa jornada cristã.

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