Com a final de Três Graças nesta semana, Sophie Charlotte foi uma das convidadas do Domingão com Huck deste domingo, 17. Após a protagonista da novela ser esnobada na premiação do Melhores do Ano, pois nem chegou a ser indicada, Luciano Huck disse à atriz que estava feliz por recebê-la no palco após ela ser injustiçada.
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra A Gerluce foi injustiçada na novela quando ela foi presa sem motivo. A Sophie foi injustiçada no Melhores do Ano, que é aquém da minha vontade”, disse o apresentador.
“Estou muito feliz por te ter nesse palco e por dizer que você fez um trabalho impecável nesse ano. Como telespectador, como colega, parabéns. Foi linda sua entrega. Belíssima novela”, completou Luciano.
O Melhores do Ano é uma premiação realizada anualmente no Domingão e celebra os destaques da Globo. Os indicados são escolhidos internamente por funcionários da Globo, e os vencedores são definidos por votação popular.
Neste ano, Sophie não foi indicada à categoria de Melhor Atriz de Novela, mesmo sendo a protagonista de Três Graças. O troféu ficou com Grazi Massafera, que interpretou a vilã da trama, Arminda.
Três Graças ganhou o prêmio principal da noite de Melhor Novela, e o elenco agradeceu ao empenho de Sophie no palco. Após a premiação, o autor Aguinaldo Silva fez uma publicação elogiando a entrega da artista.
BRASÍLIA — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse a aliados que vai reenviar ao Senado a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) antes das eleições, mas o ministro ainda adota cautela sobre a possibilidade.
No dia 29 de abril, o Senado impôs uma derrota histórica ao governo, rejeitando Messias por 42 votos a 34. Com o resultado, o presidente Lula rompeu uma aliança que tinha com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), apontado como artífice da derrota.
Nos últimos dias, Lula disse a aliados que está disposto a mandar a indicação de Messias novamente ao Senado e fará a indicação antes das eleições de outubro. O presidente deu a sinalização mesmo sem a certeza de como seria uma segunda votação de Messias e antes mesmo de se acertar com Alcolumbre. Aliados de Lula ponderam que o envio da indicação ainda dependeria de concretização e conversas com o Senado. O ponto de virada, segundo integrantes do Palácio do Planalto, foi a posse do ministro Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na última terça-feira, 12. Messias foi aplaudido fortemente na solenidade. Para Lula, o gesto representou um sinal de respeito e reconhecimento ao trabalho de Messias e um desagravo ao indicado. Alcolumbre, que estava presente na posse, não aplaudiu e nem cumprimentou o presidente. Ele estava ao lado de Lula na mesa da cerimônia. Messias, que é ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), teve uma conversa com Lula antes da posse no TSE. Foi a segunda reunião entre os dois desde a derrota no Senado. Segundo aliados do chefe AGU, Messias só aceitaria uma nova indicação com muita certeza de que seria aprovado, principalmente após amargar a primeira derrota. Ele entrou de férias na quarta, 13, e só deve voltar ao trabalho no dia 26 de maio. O ministro recebeu apoio de juristas ligados a Lula, aliados do governo e líderes evangélicos após a derrota. Em conversas reservadas, eles prestaram solidariedade a Messias e disseram que tinham certeza que ele foi vítima de um jogo político-eleitoral no Senado e que não foi rejeitado por falta de reputação ou qualidade técnica para o cargo de ministro do STF. Uma segunda opção entrou na mesa, a de Messias assumir o Ministério da Justiça, mas essa hipótese está mais em segundo plano. O atual ministro da pasta, Wellington César Lima e Silva, vem recebendo críticas internas no governo em uma pauta sensível para Lula em ano eleitoral, que é a segurança pública. A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da segurança pública, em tramitação no Congresso, levaria Lula a criar o Ministério da Segurança Pública e a reorganizar os cargos. Para Messias, porém, o Ministério da Justiça não é atrativo, segundo interlocutores, pois falta pouco tempo para o término do mandato, a função representaria um “segundo tempo” de confronto com o Congresso e seria melhor ele terminar o mandato na AGU.
A Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Santa Terezinha PE, comemorou neste último domingo (10/05/26), o culto de adoração a Deus e em homenagem às mães. Um dia memorável às mulheres guerreiras do Senhor. Uma dádiva divina. Estiveram louvando o Conjunto das Senhoras (Lírio dos Vales), dos jovens (Shalom), PROATI (melhor idade), Eletrônico Hedeiros do Céu e das crianças (Jóias de Cristo). A Palavra de Deus foi pregada e no final houve entrega de presentes e sorteios de brindes para as mães. Tudo para a honra e a glória do Nosso Senhor Jesus Cristo.
Provérbios 31:10: Mulher virtuosa, quem a pode achar? Pois o seu valor muito excede ao de jóias preciosas.
Pastor presidente: Ailton José Alves Pastor local: Pb. Antônio Marcos.
Quando a música silencia e os holofotes se apagam, Claudia Leitte (45) assume o papel que considera o mais importante da sua vida: o de mãe. Entre shows, carnavais históricos e uma carreira consolidada, a artista vive uma rotina intensa ao lado dos filhos Davi (17), Rafael (13) e da caçula Bela (6). Neste Dia das Mães, Claudia falou sobre os desafios da maternidade, o equilíbrio entre vida pública e família, saúde mental, educação dos filhos e a emoção de acompanhar o crescimento de cada um deles. Em entrevista exclusiva à CARAS Brasil, a cantora também relembrou momentos marcantes da carreira vividos durante a gravidez e revelou como enxerga o futuro dos filhos.
Uma montanha-russa de aprendizados
Lidando diariamente com fases distintas da vida – um quase adulto, um adolescente e uma criança -, Claudia confessa que a rotina exige jogo de cintura, mas traz ensinamentos diários: “Vamos combinar que de trio elétrico eu entendo, né?! (risos). Cada um dos três vive em um mundo diferente, porque as idades e personalidades são muito singulares. Isso é incrível! Eu tenho a graça de todos terem uma base de educação, de respeito, de amor, muito valiosa”, pontua a artista.
A cantora relembra o impacto da chegada do primogênito em meio à sua transição profissional: “Quando o Davi nasceu, foi uma verdadeira explosão de emoções. Não só por ser a primeira vez, mas também porque eu estava começando minha carreira solo, vivendo muitas mudanças ao mesmo tempo, e precisei aprender a equilibrar tudo isso com a maturidade de uma mulher de 29 anos!!! Imagine! Duas gestações depois, a minha perspectiva sobre o ‘tornar-se mãe’ amadureceu bastante e muito devido ao que aprendo com meus próprios filhos.” A dinâmica com três idades tão diferentes, segundo ela, é intensa: “É uma montanha-russa! (risos) Cada um me ensina algo novo. E é claro que, com a experiência de vida do mais velho, Davi, a gente entende um pouco melhor essas fases, mas não dá pra se apegar a isso, porque cada um tem sua personalidade e o mundo para dois meninos é bastante diferente do mundo para uma menina”, explica. “Eu transito por esses mundos com muito cuidado, amor e respeito para que eles possam se desenvolver com autonomia, segurança, cientes de suas responsabilidades, mas que também saibam que o colo tá sempre aqui e é igual pra todos, assim como eles também sabem que é minha primeira vez vivendo nessa Terra (risos), então eu, o pai deles, a gente pode errar, não ser o melhor em algo, e tá tudo bem. No final do dia, independentemente de qualquer situação, sabemos que somos uma família, que caminhamos e caminharemos juntos até o fim.”
A força de gerar e trabalhar
A história de Claudia como mãe se entrelaça, de forma poética e inseparável, com marcos inesquecíveis de sua trajetória artística. A gravação do seu primeiro DVD solo nas areias de Copacabana aconteceu enquanto ela gerava Davi.
“Eu engravidei poucos meses depois do show e, inicialmente, acho que responsabilidade foi a palavra que mais estava presente nos meus pensamentos na época. Primeiro, responsabilidade com a grande prioridade da minha vida, meu filho; depois, com minha carreira que estava ‘recomeçando’ de um jeito incrivelmente maior do que eu poderia sonhar — e quando digo isso vem o peso da minha responsabilidade com toda minha equipe, minha banda, minha empresa e etc.”, relembra.
“Com o tempo e com meu foco na minha fé, na grande alegria do momento, no suporte da minha família, tudo foi se ajeitando, se acalmando. A alegria e o otimismo sempre predominaram, isso é algo da minha personalidade, da minha fé, mas houve um momento de sentir o peso dessas responsabilidades do momento.”
A maratona carnavalesca também foi dividida com a maternidade durante as gestações de Rafael e Bela: “Rafael e Bela puderam curtir um Carnaval no ventre (risos). Gestar, por si só, já é um trabalho gigantesco, que exige muita força, cuidado e entrega. Conciliar isso com a intensidade do Carnaval me fez enxergar ainda mais a potência da mulher. A gente descobre forças que nem imaginava ter. É uma capacidade muito única de gerar, cuidar, trabalhar e seguir firme, mesmo diante do cansaço, mesmo começando a sentir que seu corpo não é mais aquele corpo a que você está acostumada.”
O peso desnecessário da “Supermulher”
Sempre muito transparente, a cantora faz questão de não romantizar o esgotamento materno e reflete sobre a pressão imposta às mulheres: “Esse conceito é um peso a mais para carregar no dia a dia que é desnecessário. Não precisamos ser ‘super’, temos que ser reais e isso implica em uma série de atitudes que, apesar de soarem simples, acabam não sendo. Temos que saber pedir ajuda quando necessário, cuidar da nossa saúde física e mental, ter nossas individualidades e prazeres, ainda que isso possa não ser a maior prioridade em um dia ou outro, mas esse autocuidado ser rotina é essencial”, defende.
Ela ressalta que cuidar de si mesma foi um dos maiores aprendizados: “Eu e Marcio, como pais, aprendemos ao longo desse tempo que também precisamos cuidar das nossas individualidades. […] A minha perspectiva em relação ao trabalho, à individualidade, como comentei antes, é algo que evoluiu muito e tornou tudo mais leve. Hoje tenho plena consciência de que preciso do meu tempo pra cuidar de mim para ser a melhor mãe possível e o melhor: sem sentir culpa alguma por isso! Acho que esse é o grande ponto de evolução nesses quase 18 anos.”
Arte, holofotes e uma base “pé no chão”
Enquanto os meninos acompanham de perto a engrenagem da folia, a pequena Bela já demonstra forte conexão com os palcos. Claudia, no entanto, deixa os filhos livres para traçarem seus destinos.
“Cada um tem uma conexão diferente com a arte e eu acho isso muito lindo! Eu quero que eles se descubram e saibam que têm uma família para apoiá-los com o caminho que for. Que possam tropeçar, aprender, crescer e brilhar do jeito deles e sem o peso de uma expectativa alheia para algo. Vou estar sempre por perto, torcendo e ajudando no que eu puder. O mais bonito da vida é justamente se jogar nas experiências e ir entendendo quem você é no caminho”, garante a artista.
Mesmo sob os holofotes, a base familiar da cantora permanece sólida e preservada. O segredo? Diálogo: “O segredo está na nossa relação, na conversa que gera consciência de quem somos como família e indivíduo. Meus filhos sabem e sempre souberam do trabalho da mãe e do pai deles, do que é ser uma pessoa pública, que existem os bônus e os ônus. Temos nossa dinâmica e nossos limites como família. Além disso, eu, como uma figura pública, sou muito respeitada e vejo que esse respeito se estende à minha família também. Isso é muito valioso!”
A admiração dos filhos pela profissional que ela é se mistura com o convívio diário em casa: “Eles veem no palco uma extensão do que veem em casa. Acho que eles percebem o meu comprometimento com a entrega, sabe?! Eu tenho estúdio em casa, então eu componho, ensaio, passo horas gravando, desenho figurinos, escrevo roteiros de shows… e faço sem peso algum. Muito pelo contrário! Faço com leveza, com empolgação, porque é o que eu amo fazer! O que nasci pra fazer! Eu acho que eles notam e valorizam isso. Devo confessar que tem momentos em que quem parece que tem a idade deles sou eu. Eu sei ser Claudinha Bagunceira fora do palco e do trio também… e como sei! (risos)”
O pavê é uma das sobremesas mais queridas dos brasileiros. Ele combina camadas de biscoito umedecido com um creme aveludado e irresistível.Além de ser muito prático, ele utiliza ingredientes simples que você provavelmente já tem no armário. É a escolha ideal para quem quer impressionar sem passar horas na cozinha. Essa receita é perfeita para receber amigos ou celebrar com a família. O segredo está no tempo de geladeira, que garante a textura correta e acentua os sabores.
Seja na versão clássica ou com variações, o pavê sempre será o centro das atenções na mesa de doces.
Aprenda agora a preparar a versão tradicional que nunca falha!
Receita de pavê de baunilha e chocolate Tempo de preparo: 30 minutos (+ 4 horas de geladeira).
Rendimento: 10 porções.
Dificuldade: Fácil.
Ingredientes: 1 lata de leite condensado.
1 lata de leite integral (use a lata de leite condensado como medida).
2 gemas peneiradas.
1 colher (sopa) de amido de milho.
1 colher (chá) de essência de baunilha.
1 pacote de biscoito champanhe ou maizena.
1 xícara (chá) de leite para umedecer os biscoitos.
200g de chocolate meio amargo picado.
1 caixinha de creme de leite.
Modo de preparo: Prepare o creme branco: Em uma panela, misture o leite condensado, o leite integral, as gemas e o amido de milho.
Leve ao fogo médio e mexa sem parar até engrossar.
Desligue o fogo e adicione a essência de baunilha. Reserve e deixe esfriar um pouco.
Prepare a cobertura: Derreta o chocolate meio amargo no micro-ondas ou em banho-maria.
Misture o creme de leite ao chocolate derretido até formar um ganache liso. Reserve.
Montagem: Passe os biscoitos rapidamente no leite (não deixe encharcar demais).
Em um refratário, faça uma camada de biscoitos.
Cubra com metade do creme branco.
Repita as camadas: biscoito e o restante do creme branco.
Finalize espalhando a ganache de chocolate por cima de tudo.
Finalização: Leve à geladeira por, no mínimo, 4 horas antes de servir.
Dicas para um pavê nota 10 Para deixar seu pavê ainda mais profissional, você pode decorar com raspas de chocolate ou granulado. Se preferir um toque frutado, adicione morangos picados entre as camadas de creme.
Outra dica importante é sempre peneirar as gemas antes de levar ao fogo. Isso evita que o creme fique com cheiro ou gosto de ovo.
Sirva bem gelado e prepare-se para ouvir a famosa piadinha: “é ‘pavê’ ou pra comer?”.
Para celebrar o Dia das Mães, o café da manhã preparado em casa é uma excelente alternativa em meio a restaurantes cheios e agendas disputadas. Mais do que uma refeição prática, o momento se transforma em um gesto de cuidado, capaz de unir simplicidade, presença e atenção aos detalhes.
O ovo pode deixar o café de Dia das Mães mais especial Foto: New Africa | Shutterstock / Portal EdiCase Nesse contexto, alguns alimentos se destacam por reunir versatilidade e um forte valor afetivo na cozinha — e o ovo é um dos principais exemplos. Por ser uma fonte de preparo rápido e fácil adaptação a diferentes receitas, ele acaba se tornando uma base bastante comum no café da manhã, refeição em que praticidade e nutrição costumam andar juntas.
Para a nutricionista Lúcia Endriukaite, do Instituto Ovos Brasil (IOB), incluir alimentos nutritivos logo no início do dia pode fazer diferença na disposição e no bem-estar, especialmente para as mulheres. “O ovo é um alimento completo, fonte de proteínas de alta qualidade e nutrientes importantes como colina, ferro e vitaminas do complexo B, que contribuem para o funcionamento do organismo, proporcionam energia e equilíbrio ao longo do dia”, explica.
Além disso, nutrientes presentes no ovo, como triptofano, vitamina B6 e ácido fólico, participam de processos ligados à produção de serotonina, o que também pode influenciar positivamente o humor e o bem-estar.
Ideias práticas para um café da manhã especial Com ingredientes simples e sem exigir habilidades avançadas na cozinha, é possível montar um café da manhã completo e equilibrado utilizando o ovo. Seja em preparos doces ou salgados, o alimento mantém seu valor nutricional e se adapta a diferentes propostas. Ainda assim, é importante lembrar que doces podem fazer parte da refeição, desde que consumidos com moderação.
Veja como incluir o ovo em um café da manhã especial:
Ovos mexidos com vegetais: é uma opção simples e nutritiva, que combina proteínas com fibras e micronutrientes. Ajuda na saciedade e na manutenção de energia ao longo da manhã; Omelete de forno: versátil e prática, a receita é perfeita para servir mais pessoas. Pode levar legumes, ervas e queijo. Combinar diferentes grupos alimentares torna a refeição mais equilibrada; Sanduíche integral com ovo: rápida de preparar, a receita é uma alternativa eficiente para quem busca praticidade. Além disso, a presença de fibras contribui para uma digestão mais estável; Crepioca: é uma opção leve e adaptável para versões doces ou salgadas, atendendo a diferentes preferências; Quindim caseiro: é um clássico na mesa dos brasileiros e que adiciona um toque afetivo à data.
O ovo pochê é uma opção leve, delicada e versátil que valoriza o café da manhã e deixa a refeição ainda mais especial Foto: RomanaMart | Shutterstock / Portal EdiCase Ovo pochê O ovo pochê é uma forma leve e delicada de preparo, muito utilizada no café da manhã e como base para receitas como ovos benedict. Abaixo, confira a sugestão da nutricionista Lúcia Endriukaite para deixar o café da manhã ainda mais especial!
Ingredientes 4 ovos 3 colheres de sopa de vinagre Sal e pimenta-do-reino moída a gosto 1 l de água Modo de preparo Em uma panela grande, coloque a água e o vinagre e leve ao fogo médio. Assim que começar a ferver, reduza levemente a temperatura para manter uma fervura suave. Quebre um ovo por vez em uma xícara e, com cuidado, despeje o ovo na água quente. Com o auxílio de uma escumadeira, vá envolvendo delicadamente a clara ao redor da gema para ajudar a manter o formato. Cozinhe por cerca de 3 a 4 minutos, até que a clara esteja firme e a gema ainda macia. Adicione sal e pimenta-do-reino e sirva acompanhado de torradas ou pão integral.
Mais do que comida, um momento de conexão Para além do cardápio, o preparo do café da manhã também reforça vínculos familiares e cria experiências compartilhadas, especialmente quando envolve diferentes gerações na cozinha. “Cozinhar para alguém é uma forma de demonstrar cuidado. Em datas como o Dia das Mães, esse gesto ganha ainda mais significado, pois transforma a refeição em um momento de conexão”, afirma Lúcia Endriukaite.
Segundo Tabatha Lacerda, diretora administrativa do Instituto Ovos Brasil, o alimento tem um papel importante nesse contexto. “O ovo faz parte do dia a dia dos brasileiros e reúne praticidade e valor nutricional. Ele se adapta a diferentes ocasiões e perfis de consumo, inclusive em momentos especiais como o Dia das Mães”, destaca.
Homens dos Quais o Mundo não Era Digno O Legado de Abraão, Isaque e Jacó
INTRODUÇÃO Abraão tinha cem anos e Sara, noventa, quando o filho prometido finalmente nasceu. Uma espera longa, que atravessou décadas e desafiou toda lógica humana, chegou ao fim não pelo esforço do casal, mas pela fidelidade de Deus ao que havia dito. O Senhor cumpriu sua promessa no tempo que ele mesmo havia determinado, mostrando que sua soberanidade não depende de condições favoráveis nem de circunstâncias que pareçam viáveis aos olhos humanos. Nesta lição, vamos estudar o nascimento de Isaque, as consequências da impaciência de Sara, a difícil decisão que Abraão precisou tomar e o cuidado de Deus com Agar e Ismael, mesmo depois de serem despedidos. A história desse período na vida de Abraão revela, ao mesmo tempo, as marcas persistentes que os erros deixam e a fidelidade de um Deus que não abandona ninguém. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.
TEXTO ÁUREO Existe alguma coisa impossível para o SENHOR? Na primavera voltarei a você, e Sara terá um filho”. (Gn 18.14, NVI). Será que para o SENHOR há alguma coisa impossível? Pois, como eu disse, no ano que vem virei visitá-lo outra vez. E nessa época Sara terá um filho. (Gn 18.14, NTLH). Em face da incredulidade de Sara, o Senhor faz uma das mais fascinantes declarações acerca da onipotência divina. Para Ele não há coisa demasiadamente difícil. Para Ele não há impossíveis. Ele, que criou o universo pelo poder da sua palavra; aquele que do nada fez acontecer e existir tudo o que temos hoje; aquele que fez o homem à sua imagem e semelhança, e que soprou nele o espírito de vida? Existe alguma coisa difícil demais para Deus? O mesmo Deus que leu os pensamentos de Sara, abriu a sua madre. Em seguida, Deus reitera a promessa. É a terceira vez que essa promessa aparece em Gênesis 17 e 18. Ele repete várias vezes suas promessas porque sabe que o nosso coração é inclinado à incredulidade e ao ceticismo, predisposições que nos fazem esquecê-las. É por esse motivo que Deus aparece a Abraão, de tempos em tempos, e repete a promessa. Essa é uma lição para nós também: precisamos todo dia abrir a Palavra de Deus e ouvir suas promessas, como se o próprio Deus estivesse falando dos céus ao nosso coração. 1 Graduado em teologia pela UniCesumar; Tecnólogo em coaching e desenvolvimento humano pela Unopar; pós-graduando em educação cristã e graduando em teologia pela Faculdade Batista do Cariri (FBC); Presbítero na Assembleia de Deus em Pernambuco.
VERDADE PRÁTICA Deus é Onipotente e não há nada que Ele não possa realizar segundo a Sua vontade.Onipotência é o atributo pelo qual Deus pode fazer tudo quanto quer, tudo quanto decretou e tudo quanto é compatível com a sua natureza santa, justa, sábia e verdadeira. Em outras palavras, Deus tem poder absoluto sobre a criação, sobre a história, sobre a vida, sobre a morte, sobre a salvação e sobre o juízo. Nada pode frustrar a sua vontade, nem limitar o seu agir. Por isso, a Escritura afirma: “Acaso, para o Senhor há coisa demasiadamente difícil?” (Gn 18.14); “Ah! Senhor Deus! Eis que fizeste os céus e a terra com o teu grande poder e com o teu braço estendido; coisa alguma te é demasiadamente maravilhosa” (Jr 32.17); “O nosso Deus está nos céus; ele faz tudo o que lhe agrada” (Sl 115.3; cf. Sl 135.6; Mt 19.26; Lc 1.37). Contudo, a onipotência bíblica não deve ser entendida como um poder irracional ou desgovernado. Deus é santo e perfeito. Portanto, a sua onipotência nunca age em contradição com o seu próprio ser. A onipotência não está separada da santidade, da verdade, da justiça, da sabedoria nem da bondade de Deus. Por isso, dizer que há coisas que Deus não pode fazer não é negar sua onipotência. Pelo contrário, é afirmá-la corretamente. Há coisas que Deus não pode fazer justamente porque Ele é Deus. A Bíblia mostra, por exemplo, que Deus não pode mentir. Paulo diz que a esperança da vida eterna foi prometida por “Deus, que não pode mentir” (Tt 1.2). O autor de Hebreus reforça a mesma verdade ao declarar que “é impossível que Deus minta” (Hb 6.18). Além disso, Deus não pode negar a si mesmo. Em 2Timóteo 2.13, lemos: “Se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar a si mesmo.” Deus jamais age contra o que Ele é. Ele nunca deixará de ser santo, fiel, justo ou verdadeiro. Seu poder jamais entra em choque com seu caráter. A Escritura também ensina que Deus não pode ser tentado pelo mal, nem tentar alguém. Tiago 1.13 afirma: “Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo não tenta ninguém.” Nele não há qualquer inclinação para o pecado. Sua onipotência não inclui a possibilidade de tornar-se moralmente corrompido, porque sua santidade é perfeita. Do mesmo modo, Deus não pode agir injustamente. Deuteronômio 32.4 declara: “Ele é a Rocha, as suas obras são perfeitas, porque todos os seus caminhos são juízo; Deus é fidelidade, e não há nele injustiça; é justo e reto.” No mesmo sentido, Abraão pergunta: “Não fará justiça o Juiz de toda a terra?” (Gn 18.25). Portanto, Deus nunca usa seu poder para praticar o mal, perverter o direito ou agir de modo injusto. Também podemos dizer que Deus não falha no cumprimento da sua Palavra. Ele vela para que ela se cumpra (Jr 1.12), e ela não volta vazia, mas faz aquilo para o que foi designada (Is 55.11). Seu poder sustenta sua fidelidade. Aquilo que Deus promete, Ele é poderoso para cumprir.
Crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. (2 Pedro 3.18) Crescer na graça – e não apenas em uma graça, mas em toda a graça. Aquele que não almeja conhecer mais de Cristo, nada sabe sobre ele ainda. Quem tem bebido este vinho terá sede de mais, pois, embora Cristo satisfaça, isto é ainda uma satisfação de um apetite não saciado, mas aguçado. Se você conhecer o amor de Jesus – como o cervo anseia pelas correntes de águas, assim vai suspirar por sorvos mais profundos do seu amor.
1. AS CONSEQUÊNCIAS DA IMPACIÊNCIA DE SARA PONTO 1 E PONTO 2 SÃO COMENTADOS DE UMA SÓ VEZ. O ASSUNTO É PRATICAMENTE O MESMO Pergunta chave: O que aconteceu após o nascimento de Isaque? Ideia central do ponto: Deus cumpriu sua promessa no tempo determinado, dando a Abraão e a Sara um filho na velhice. Porém, o casal teve que enfrentar as consequências de sua tentativa anterior de “ajudar” a Deus, quando Ismael passou a zombar de Isaque. 1.1 O nascimento e o nome do filho da promessa. Verdade central: Quando Isaque nasceu, Abraão deu-lhe o nome que Deus havia escolhido. Isaque, no hebraico, significa “riso”, porque diante da velhice do casal, a ideia de terem um filho causava riso. Para refletir: Tenho crido que Deus pode cumprir suas promessas mesmo quando as circunstâncias parecem impossíveis, ou tenho duvidado por causa das minhas limitações? A LIÇÃO DIZ: Quando Isaque nasceu, a primeira providência que o velho pai tomou foi dar nome ao seu filho (Gn 21.3). Por que teria ele dado esse nome? Foi Deus quem escolheu esse nome (Gn 17.19). Isaque, no hebraico, significa “riso”. Certamente porque, ante a situação de sua velhice e a de Sara, a ideia de terem um filho causava riso. Abraão riu-se ao ouvir a promessa de que teria um filho (Gn 17.17), e Sara, de igual modo também riu com a ideia de que seria mãe aos noventa anos (Gn 18.12-14). Abraão e Sara não riram de Deus, mas do estado físico deles e da idade em que se encontravam. Vamos ao texto bíblico: O Senhor visitou Sara, como tinha dito, e cumpriu o que lhe havia prometido. Sara ficou grávida e deu à luz um filho a Abraão na sua velhice, no tempo determinado, de que Deus lhe havia falado. Ao filho que lhe nasceu, que Sara lhe dera à luz, Abraão deu o nome de Isaque. (Gn 21.1-3, NAA). A frase, “o Senhor visitou”, quando usada nas Escrituras com referência a uma pessoa ou um povo, indica algum sinal notável de favor, alguma bênção extraordinária (cf. Êx 3.16; 1 Sm 2.21; Lc 1.68).O nascimento de Isaque é descrito de forma surpreendentemente breve, considerando o espaço dedicado à falta de filhos de Sara na história até agora. No entanto, o triplo lembrete de que o SENHOR… fez o que havia prometido nos versículos 1-2 sublinha a significância do nascimento. Sem um filho, nenhuma das promessas de longo prazo a Abraão de terra, numerosos descendentes ou bênção às nações poderia ser cumprida. O nascimento de Isaque a um casal incrivelmente idoso prova a confiabilidade das promessas de Deus e que nada é impossível para o SENHOR (18.14). O versículo 2 destaca que Abraão já era velho quando Sara deu à luz. A palavra “velhice”, nessa passagem, não significa somente que Abraão tinha muitos anos, que tinha 100 anos, algo que já era algo extraordinário para os pós-diluvianos, mas indica também deterioração, desgaste, abatimento. Entretanto, foi nesse período que Deus escolheu dar um filho a Abraão. Há ainda outro detalhe que Moisés coloca no final do versículo 2: “Sara engravidou e deu um filho a Abraão em sua velhice, no tempo determinado, sobre o qual Deus lhe havia falado”. Deus havia dito que faria isso, e o fez no tempo dele. A longa espera e a provação da fé finalmente haviam terminado. Warren Wiersbe diz que o nascimento de Isaque significa o cumprimento da promessa, a recompensa da paciência, a revelação do poder de Deus e um passo decisivo no processo de cumprir o propósito de Deus na história da redenção. James Montgomery Boice diz que o nascimento de Isaque revela três verdades solenes: Deus cumpre a sua promessa, demonstra ser onipotente e ensina que seus planos são cumpridos não de acordo com a nossa pressa, mas conforme o seu tempo determinado. Partindo para o versículo 3, notemos que Moisés, o tempo todo, reforça que o menino nascido era filho de Abraão e de Sara. Afinal, era tão improvável que um casal de idosos, ele com cem anos e ela com noventa, além de ser uma mulher estéril, tivesse um bebê, que Moisés destaca esse fato repetidas vezes, como para enfatizá-lo: “sim, Isaque é filho deles mesmo. É o menino que Sara deu a Abraão na sua velhice”. O nome Isaque foi o nome que Deus havia escolhido um ano antes, quando apareceu a Abraão, em Hebrom, e estabeleceu com ele a circuncisão. Deus disse que o menino que haveria de nascer deveria se chamar Isaque (Gn 17.19), porque Abraão riu da ideia de que teria um filho aos 100 anos de idade, não um riso de cética incredulidade, mas sim de um espanto que não quer deixar de acreditar, mas que encara as dificuldades. O nome Isaque, em hebraico, significa “ele ri”. É como se Deus dissesse a Abraão: “você terá um filho, sim. E o nome dele será Isaque, que significa ‘ele ri’”. Sara, algum tempo depois, riria também, e o menino seria motivo de riso, de espanto e de alegria para todos. Portanto, em vez de escolher um nome pomposo, de fazer seu querer e sua vontade, Abraão coloca em seu filho um nome provocará perguntas: “mas por que o nome dele é ‘ele ri’?” Então, toda a história viria à tona: que o pai tinha 100 anos e a mãe, 90; que, quando soube que engravidaria, a mãe riu de incredulidade; que o pai sentiu um misto de alegria e hesitação. Quem ouvisse essa história riria também: “mas que coisa! Um casal de velhinhos tendo um bebê!”. Que espanto e que tributo à glória de Deus! 1.2 Ismael zomba de Isaque. Verdade central: Mais uma vez, Sara provou dos resultados negativos de seu plano de entregar Agar a Abraão. Quando Abraão aceitou essa proposta, começaram os problemas familiares. Agar passou a menosprezar Sara, e depois do nascimento de Isaque, Ismael, filho de Agar, zombava dele. Para refletir: Há consequências de decisões erradas do passado que ainda estou enfrentando? Como posso confiar em Deus para lidar com elas? A LIÇÃO DIZ: Mais uma vez, Sara provou dos resultados negativos de seu plano de entregar Agar, a serva egípcia, para que Abraão se unisse a ela e tivesse filhos com a estrangeira. Naquela ocasião, quando Abraão aceitou essa proposta, começaram os problemas familiares. Agar passou a menosprezar sua senhora, sem dúvida criticando-a por ser estéril. E depois do nascimento e crescimento de Isaque, Ismael, filho de Agar, zombava dele (Gn 21.9).
Vamos ao texto bíblico:
Isaque cresceu e foi desmamado. Nesse dia em que o menino foi desmamado, Abraão deu um grande banquete. Sara viu que o filho que Agar, a egípcia, teve com Abraão estava zombando de Isaque. (Gn 21.8-9, NAA). Na versão A 21, bem como na NAA, entre os versículos 8 e 9 de Gênesis 21 há subtítulos como “Agar no deserto” ou “Abraão expulsa Agar e Ismael”, o que dá a impressão de que eles narram episódios diferentes. No entanto, em outras traduções, como a NVT, a ARA e a NVI, os versículos 8 e 9 estão sequenciados, pois há o entendimento de que a zombaria de Ismael em relação a Isaque aconteceu durante a festa do desmame. Por isso, sempre gosto de advertir: cuidado com esses subtítulos em negrito, pois eles não fazem parte do original; foram os tradutores que os colocaram no texto, na intenção de ajudar o crente na leitura, permitindo que ele saiba o que acontecerá em seguida. Quando Isaque nasceu, Ismael tinha entre treze e quatorze anos. Naquele tempo, as crianças eram desmamadas com três anos. Abraão deu um banquete para comemorar esse fato. No meio do grande banquete que Abraão estava dando surgiu uma coisa que não estava agendada, que azedou a festa, estragando a celebração. Quando estava todo mundo se alegrando, Sara flagra Ismael fazendo uma brincadeira de mau gosto com Isaque e naquele momento seu mundo ruiu. Isso era mais do que poderia suportar. Ela ficou cheia de uma fúria colérica e de um ciúme incontido. A palavra “zombar” pode ser traduzida por “rir” ou, simplesmente, “brincar”, como aparece na NTLH. É evidente que se tratava de uma brincadeira de mau gosto, porque, se assim não fosse, como explicar a reação violenta de Sara? O apóstolo Paulo, quando se refere a essa passagem, afirma que aquele que foi nascido da carne, Ismael, perseguia o que fora nascido do Espírito: “o que nasceu de modo natural perseguia o que nasceu segundo o Espírito” (Gl 4.29). Portanto, a brincadeira que Ismael estava fazendo com seu irmão era o que conhecemos hoje como bullying; ele estava caçoando do irmão. Talvez estivesse zombando do nome dele, “ele ri” (“Que nome é esse!?”), ou fazendo qualquer zombaria do gênero. Como mencionado antes, Ismael era um adolescente de 16 ou 17 anos, e já sabia que tinha perdido seus direitos de primogenitura para o irmão que nascera depois. Além disso, havia o histórico de sua mãe, Agar, a escrava egípcia, que tinha zombado de Sara, 16 ou 17 anos antes. Tudo isso pode ter contribuído para que Ismael zombasse do irmão, cheio de inveja, de ressentimentos e de ciúmes. O que era para ser uma festa termina com um grave problema familiar. Implicações: 1. A primeira aplicação que faço é doloroso, mas verdadeira. Os pecados antigos de Sara estavam tornando um momento especial de alegria em algo dolorosos e constrangedor. Devemos tratar os pecados passados imediatamente, caso contrário, certamente, eles surgiram no futuro para estragarem os momentos de alegria. 2. As ações de Ismael, provavelmente, refletiam as tensões presentes no lar de Abraão. Esse texto enfatiza como o lar, a vida em família, os pais, influenciam os filhos para o bem ou para o mal. 1.3 Sara pede a expulsão de Agar e Ismael.
Verdade central: A convivência entre Sara, Agar e Ismael tornou-se insuportável. As críticas e zombarias aumentavam a cada dia. Sara não suportou mais o constrangimento de uma situação que ela mesma criou. A saída que encontrou foi muito triste: “Deita fora esta serva e o seu filho”. Para refletir: Tenho criado situações por impaciência que depois se tornam difíceis de administrar? Como posso evitar isso? Ou melhor, como posso agir com sabedoria para não cometer um segundo erro tentando resolver o primeiro. A LIÇÃO DIZ:A convivência entre Sara, Agar e Ismael tornou-se insuportável. Tudo indica que as críticas e zombarias por parte de Agar e de Ismael a Sara e a Isaque aumentavam a cada dia. Assim, Sara não suportou mais aquele constrangimento, por uma situação que ela mesma criou. A saída que Sara encontrou para a resolução desta situação é muito triste: “Deita fora esta serva e o seu filho” (Gn 21.10). Então Sara disse a Abraão: — Mande embora essa escrava e o filho dela, porque o filho dessa escrava não será herdeiro com o meu filho Isaque. (Gn 21.10, NAA). De acordo com o registro do versículo 10, ela quer que Abraão mande Agar embora, mas a expressão usada no hebraico tem o significado muito mais forte de “expulsar”. Com esse ato, ela queria que Abraão deserdasse Ismael, o que significaria um rompimento definitivo de laços; seria uma declaração pública de que Abraão reconhecia que o filho mais velho não seria seu herdeiro. Assim, Ismael estaria sendo deserdado, e não faria mais parte da herança de Abraão. Sara se refere a Agar como “essa serva”, uma expressão no hebraico mais dura do que apenas “serva”, como Sara a tratava antes disso. Ela era uma “serva” de Sara, mas agora é tratada como “essa serva”, termo que sugere desprezo, na língua hebraica. A razão que Sara apresenta diante de Abraão para a sua demanda não é necessariamente o fato de o menino estar caçoando de seu filho, mas sim porque Ismael não seria herdeiro juntamente com Isaque. Ela estava muito segura em relação a isso, porque foi o que Deus havia prometido: “Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e lhe chamarás Isaque; firmarei minha aliança com ele, como aliança perpétua para sua futura descendência” (Gn 17.19). Sara sabia do amor que Abraão tinha por seu primogênito, Ismael, e sabia também que, se os dois crescessem juntos, em algum momento Abraão seria tentado a incluir Ismael de alguma forma na herança que agora pertencia a Isaque. Assim sendo, a motivação de Sara pode ter sido errada, mas o argumento dela estava certo, pois era baseado na palavra de Deus de que seria Isaque o herdeiro das promessa, e não Ismael. Abraão não ouviu a demanda de Sara com bons ouvidos, e não a viu com bons olhos: “Isso pareceu muito desagradável aos olhos de Abraão, por causa de seu filho” (v. 11). A versão ARA traduziu essa frase como: “pareceu isso mui penoso aos olhos de Abraão”. A Septuaginta, que é a tradução grega, traduz: “que essa palavra pareceu muito dura para Abraão”. A razão para a dificuldade de Abraão em lidar com isso está na continuação do versículo 11: “por causa de seu filho”.Deus, contudo, na sua misericórdia, intervém na crise familiar, conforme registrado nos versículos 12 e 13: “Porém Deus disse a Abraão”. Esse é o nosso Deus, aquele que, em momentos de dificuldade, de angústia, de indecisão, vem ao nosso encontro para nos abençoar, guiar-nos e orientar-nos. Naquela época, no Antigo Testamento, costumeiramente Deus falava por meio de sonhos, de visões durante a noite. O indício de que a fala de Deus aconteceu durante a noite transparece no versículo 14, “Então Abraão levantou-se de manhã cedo”, frase que sugere que a fala de Deus aconteceu na noite anterior. Na noite da crise, Deus se revela ao seu servo, mais uma vez. E o que ele disse a Abraão, na visão em que lhe apareceu? • Em primeiro lugar: “Não considere isso muito desagradável aos teus olhos por causa do menino e por causa da tua serva” (v. 12). Dessa forma, a primeira palavra de Deus para Abraão foi para tranquilizar seu coração, de modo que ele não se preocupasse com o que aconteceria com a criança nem com a serva. • Em segundo lugar, a palavra que Abraão recebeu, e da qual certamente não gostou, aliás, como nenhum marido gosta, é: “Atende à voz de Sara em tudo o que te diz” (v. 12). Acredito que essa tenha sido a palavra mais dura que Deus disse para Abraão(rsrsrsrsrs)! Os motivos de Sara podem não ter sido os melhores, pois ela estava com ciúme por causa do seu filho, sentindo-se ameaçada com a presença de Agar e de Ismael; ela estava pensando apenas nela e em seu filho. Entretanto, ela estava certa em seu argumento, pois estava apoiada na palavra de Deus. Esse é o caso de alguém que faz a coisa certa pelo motivo errado. • Em terceiro lugar, Deus diz a Abraão que quem seria considerado descendência de Abraão seriam Isaque e seus respectivos filhos: “porque a tua descendência será reconhecida por meio de Isaque” (v. 12). Essa passagem é muito importante, e é usada algumas vezes no Novo Testamento. • Em quarto lugar, Deus afirma que cumpriria a promessa que já havia feito de abençoar Ismael: “Mas também farei uma nação do filho dessa serva, porque ele também é da tua descendência” (v. 13). Deus diz “também” porque estava incluído na promessa que, por meio de Isaque, Deus faria de Abraão uma grande nação, e, da mesma forma, Deus fará uma grande nação a partir de Ismael, porque ele também é da descendência de Abraão, mesmo que não seja da linhagem santa, escolhida. Deus está sendo coerente, porque prometeu abençoar Abraão e sua descendência, toda ela. Essa promessa de fazer de Ismael uma grande nação havia sido feita cerca de quatro anos antes, quando Deus deu a circuncisão a seu servo: “Quanto a Ismael, também tenho te ouvido; eu o abençoarei e o farei frutificar e crescer muito em número; ele irá gerar doze chefes, e farei dele uma grande nação” (Gn 17.20). Deus, agora, reitera a promessa que havia feito a Abraão, cerca de quatro anos atrás, como se dissesse: “não se preocupe com seu filho Ismael, porque eu vou abençoá-lo também e farei dele uma grande nação”. Deus havia dito, ainda, que Ismael geraria doze chefes, assim estabelecendo um paralelo com Isaque, que teve Jacó, do qual vieram os doze patriarcas de Israel. Implicações: 1. A escolha de Isaque, não implicava no abandono de Ismael. Ambos seriam abençoados por Deus, mas cada um segundo a vontade do Senhor. O texto está no ensinando que o que é de Isaque é de Isaque e o pertence a Ismael será de Ismael. Não adianta cobiçar o que é do outro, devemos buscar e viver o que Deus tem para as nossas vidas. 2. Em momentos de crise, a palavra final deve ser a de Deus. Devemos obedecer ao Senhor e nos sujeitar a ele, mesmo que isso doa e contrarie as nossas vontades. Verifique o aprendizado de seu aluno (ponto 1): 1. Qual o significado do nome Isaque e por que Deus escolheu esse nome? 2. Por que Abraão e Sara riram ao ouvir a promessa de Deus? 3. Quais foram as consequências da decisão de Sara de entregar Agar a Abraão? 4. Por que a convivência entre Sara, Agar e Ismael se tornou insuportável?
PONTO 1 E PONTO 2 SÃO COMENTADOS DE UMA SÓ VEZ. O ASSUNTO É PRATICAMENTE O MESMO 2. ABRAÃO TEM QUE TOMAR UMA ATITUDE Pergunta chave: O que Abraão precisou fazer diante do conflito? Ideia central do ponto: Abraão precisou tomar uma decisão difícil e dolorosa diante do conflito familiar, mas Deus o orientou e prometeu que não desampararia Agar e Ismael, mostrando que mesmo nas consequências de nossos erros, Ele age com graça. 2.1 Isaque é desmamado. Verdade central: Depois que Isaque cresceu e foi desmamado, Abraão fez um grande banquete. O desmame era um momento especial na tradição oriental. Aparentemente, tudo estaria normal, mas era puro engano. Para refletir: Há problemas antigos que podem surgir em momentos de alegria. Isso me leva a pensar com seriedade em duas coisas: o pecado deve ser evitado a todo custo. Porém, uma vez consumado, devo lidar imediatamente com ele, a fim de que não se torne um problema constante e futuro como no caso de Abraão. A LIÇÃO DIZ: ASSUNTO COMENTADO NO PRIMEIRO PONTO. 2.2. A zombaria. Verdade central: A zombaria de Ismael foi o estopim para uma crise que já se arrastava há anos. Para refletir: Há conflitos em minha família ou relacionamentos que tenho ignorado e que precisam ser resolvidos antes que se agravem? A LIÇÃO DIZ: ASSUNTO COMENTADO NO PRIMEIRO PONTO. 2.3 A tristeza de Abraão. Verdade central: Abraão estava com o coração dividido e machucado diante da situação. Essa era a consequência da tentativa de dar uma “ajudinha” a Deus. Mas o Senhor falou com Abraão que faria de Ismael uma nação e que não os desampararia. Para refletir: O Senhor é bom e não nos trata segundo aquilo que merecemos. A LIÇÃO DIZ: ASSUNTO COMENTADO NO PRIMEIRO PONTO. Verifique o aprendizado de seus alunos (ponto 2): 1. O que Abraão fez para comemorar o desmame de Isaque? 2. O que levou Sara a pedir a expulsão de Agar e Ismael? 3. Como estava o coração de Abraão diante dessa situação? 4. O que Deus prometeu a Abraão sobre Ismael?
3.AGAR E ISMAEL DEIXAM A CASA DE ABRAÃO Pergunta chave: O que aconteceu com Agar e Ismael no deserto? Ideia central do ponto: Abraão obedeceu a Deus e despediu Agar e Ismael. Embora eles tenham enfrentado o deserto e a escassez, Deus ouviu o clamor do menino e providenciou livramento, mostrando que Ele cuida dos aflitos mesmo em situações desesperadoras. 3.1 Abraão despede Agar e Ismael. Verdade central: Mandar embora seu filho deve ter sido uma decisão muito difícil para Abraão. Diante de decisões difíceis, devemos fazer como Abraão: ouvir a voz de Deus e obedecê-Lo. Para refletir: A obediência a Deus nem sempre é fácil, mas é sempre o caminho certo.
A LIÇÃO DIZ: Tomar a atitude de mandar embora o seu filho deve ter sido uma decisão difícil para Abraão. No entanto era necessário fazer o que Sara pediu. O que fazer diante de uma decisão difícil que precisamos tomar? Temos de fazer como Abraão: ouvir a voz de Deus e obedecê-Lo (Gn 21.14). Apesar do grande amor que Abraão tinha por seu filho Ismael, ele amava mais a Deus. Ele amava seu filho Ismael, mas amava a Deus mais ainda. Tanto é assim que, logo de manhã cedo, no dia seguinte, ele se levanta para obedecer a voz de Deus. Assim, ele se levanta de manhã cedinho para obedecer ao Senhor (v. 14): prepara e entrega a Agar suprimentos para a viagem. O versículo 14 menciona que ele lhe deu “pão”, uma palavra que no hebraico pode abranger outros tipos de comida, e lhe deu também um cantil de água, uma espécie de saco de couro, geralmente feito de pele de cabrito, que comportava cerca de doze litros, e diz o texto que ele pegou o pão e o cantil d’água de doze litros, e colocou tudo nos ombros de Agar. Depois de ter feito tudo isso, Abraão entregou o menino a Agar, e mandou-a embora. No hebraico, o termo usado nesse versículo é diferente do que foi usado por Sara, quando exigiu de Abraão: “Manda embora essa serva e o seu filho”(v. 10). A palavra que Sara usou no hebraico foi “expulsa”: “expulsa essa serva e o seu filho”. De acordo com o versículo 14, Abraão “mandou embora” Agar, mas não a expulsou. Ele a mandou embora talvez com lágrimas nos olhos, lágrimas de um pai que vê seu filho partir, quem sabe para sempre. No entanto, ele amava a Deus, e, sabendo que tinha de obedecer-lhe, fez o que tinha de fazer. Desse modo, Abraão estava definitivamente deserdando Ismael, seu filho mais velho, e mostrando a todos que ele não era nem seria seu herdeiro, mas sim Isaque. Despedidos do clã de Abraão, o mais lógico é que Agar e Ismael tenham saído em direção de Gerar, para o sul. Se verificarmos no mapa, notaremos que ela teria que descer para o sul para ir na direção do Egito. Contudo, ela se perde e começa a vagar sem rumo: “Ela partiu e foi andando errante pelo deserto de Berseba” (v. 14). Berseba é a região mais extrema da Palestina, a caminho o Egito. A próxima cidade é Sur, que marca as fronteiras do Egito. No caminho, Agar se perde, talvez por causa da angústia que sentia, pois ela já havia feito esse caminho antes, quando fugiu de Sara. Dessa vez, porém, ela estava desorientada, angustiada, sem perspectiva nenhuma. Geralmente, quando estamos assim, perdemos o rumo. A ansiedade é um péssimo GPS, pois nos leva por caminhos em que nos perdemos, e que não são o que queríamos. O fato é que Agar e Ismael ficaram perdidos no sul do deserto de Berseba, uma região inóspita, de sol escaldante, e perigosa para se viajar. Implicação 1. A obediência a Deus, às vezes, nos conduz a um caminho marcado por lágrimas, separações e perdas. Mesmo assim, é muito melhor do que desobedecer. 3.2 Agar e Ismael no deserto de Berseba. Verdade central: Foi terrível a prova pela qual Agar passou com seu filho. As únicas coisas que Abraão lhes deu foram um pão e um odre de água. Depois que a água terminou, Agar chorou e foi tomada pelo desespero. Ela deixou seu filho debaixo de uma árvore para não o ver morrer de sede ao seu lado. Para refletir: As situações mais desesperadoras são oportunidades para Deus mostrar seu poder e cuidado.
A LIÇÃO DIZ: As expectativas eram as piores possíveis. Agar não estava preocupada com a sua vida, mas, como mãe, não poderia ver o sofrimento do seu filho e a sua morte. Ela deixou seu filho debaixo de uma das pouquíssimas árvores que havia no deserto para não o ver morrer de sede ao seu lado, e o texto bíblico diz que ela “levantou a sua voz e chorou” (Gn 21.16). A água, enfim, acabou, e Agar teme que a morte de ambos havia chegado: “Quando a água do cantil acabou, Agar deitou o menino debaixo de um arbusto” (v. 15). É possível que o rapaz tivesse desfalecido de sede debaixo do sol forte, e, então, a mãe o coloca debaixo de uma arvorezinha, de um arbusto que havia na região, e afasta-se à distância de um tiro de arco (cerca de cem metros), deixa o menino lá, senta-se e diz: “Não quero ver o menino morrer” (v. 16). Então, começa a chorar em alta voz. Isso é o que qualquer mãe sozinha e angustiada faria por seu filho, pois chegara a hora da morte, e não havia mais esperança. Agar não tinha mais perspectivas: ela sequer sabia onde estava; a água tinha acabado. Era uma situação de completa crise, desesperadora. Ela já havia passado por uma situação parecida, quando, cerca de dezessete anos antes, fugira da casa de Abraão, após ter engravidado do patriarca. Agar tinha caçoado de Sara, humilhado-a, e depois fugira. Agora, ela estava seguindo pelo mesmo caminho que antes seguira, quando Deus a encontrou à beira de um poço e disselhe que voltasse e se humilhasse diante de Sara. Agora, Deus a encontra outra vez, mas não a manda de volta, porque seu destino está selado: ela não faz mais parte da vida de Abraão, assim como Ismael também não faz. Implicações: 1. Deus continua agindo quando os recursos humanos se esgotam. Há momentos em que nossas reservas se esgotam, os recursos acabam e já não vemos saída alguma. Nessas horas, devemos nos lembrar que o fim da capacidade humana não é o fim da providência divina. 2. Deus, às vezes, permite que cheguemos ao limite da nossa autossuficiência para nos ensinar que a vida não se sustenta apenas por aquilo que temos nas mãos. O deserto expõe nossa fraqueza, mas também nos ensina a depender mais profundamente do cuidado do Senhor. 3.3 Deus ouviu a voz de Ismael.
Verdade central: O Deus de Abraão ouviu o choro de Ismael e enviou livramento. Para refletir: Deus ouviu o choro de Ismael no deserto e enviou livramento. Ele ouve nossa voz e atende ao nosso clamor. A LIÇÃO DIZ: Somente Agar poderia ouvir a sua própria voz, o seu clamor e a voz do menino; mas nada podia fazer; porém, o Deus de Abraão ouviu o choro de Ismael, que olhava para sua mãe aflita sem poder fazer nada em seu favor. Deus enviou o livramento para Agar e seu filho. Mais tarde, Ismael se tornou um flecheiro e habitou com sua mãe no deserto de Parã (Gn 21.17-21). Como ouviu a voz do menino, Ele ouve a nossa voz e atende ao nosso clamor (Jr 33.3). Deus socorreu os aflitos no passado e Ele continua a nos socorrer no presente (Sl 121.1). O texto bíblico diz: E, afastando-se, foi sentar-se em frente, à distância de um tiro de arco, porque dizia: — Assim, não verei o menino morrer. E, sentando-se em frente dele, levantou a voz e chorou.Deus, porém, ouviu a voz do menino. E, do céu, o Anjo de Deus chamou Agar e lhe disse: — O que é que você tem, Agar? Não tenha medo, porque Deus ouviu a voz do menino, aí onde ele está.Ponha-se em pé, levante o menino e segure-
Verdade central: O Deus de Abraão ouviu o choro de Ismael e enviou livramento. Para refletir: Deus ouviu o choro de Ismael no deserto e enviou livramento. Ele ouve nossa voz e atende ao nosso clamor. A LIÇÃO DIZ: Somente Agar poderia ouvir a sua própria voz, o seu clamor e a voz do menino; mas nada podia fazer; porém, o Deus de Abraão ouviu o choro de Ismael, que olhava para sua mãe aflita sem poder fazer nada em seu favor. Deus enviou o livramento para Agar e seu filho. Mais tarde, Ismael se tornou um flecheiro e habitou com sua mãe no deserto de Parã (Gn 21.17-21). Como ouviu a voz do menino, Ele ouve a nossa voz e atende ao nosso clamor (Jr 33.3). Deus socorreu os aflitos no passado e Ele continua a nos socorrer no presente (Sl 121.1). Há poucas fontes naquele extenso deserto, e, muitas vezes, elas ficam escondidas entre arbustos. Por isso, viajantes, mesmo estando perto de uma fonte, podiam procurá-la por muito tempo sem encontrá-la. Isso ajuda a entender o sofrimento de Agar e Ismael e também esclarece que não foi um poço criado naquele instante. O que aconteceu foi que Deus abriu os olhos de Agar para perceber uma fonte que antes lhe havia escapado. Ainda assim, essa descoberta não deixa de ser uma intervenção de Deus, porque foi ele quem a conduziu, no momento certo, àquilo que poderia preservar a vida do menino. O texto termina fazendo uma breve descrição do que aconteceu com Ismael, nos versículos 20 e 21, e fornece quatro informações. A primeira é que “Deus estava com o menino” (v. 20). Deus estava com Ismael não porque ele fosse o filho da promessa, mas porque era descendente natural de Abraão. Por amor a Abraão, o Senhor usou de misericórdia para com esse filho que havia surgido de um arranjo humano. Isso mostra quão ampla é a misericórdia de Deus. Muitas vezes, ela vai além do que imaginamos. Deus é compassivo até mesmo com pessoas sobre as quais, em nossa limitação, talvez pensássemos que ele não demonstraria favor. A expressão “Deus estava com o menino” significa, nesse contexto, que Deus o abençoou, o guardou dos perigos do deserto e velou pela sua promessa para cumpri-la em sua vida. A segunda informação é que Ismael cresceu e passou a habitar no deserto, mais especificamente no deserto de Parã (vv. 20-21), região que corresponde à Arábia. A terceira informação é que ele se tornou flecheiro, isto é, um homem hábil no manejo do arco e da flecha. A quarta informação é que se casou com uma egípcia, escolhida por sua mãe, Agar. Como ele já não tinha a presença de Abraão em sua vida, foi sua mãe quem buscou, entre os seus, uma esposa para ele. Mais tarde, em Gênesis 25, Moisés registra a genealogia de Ismael, inclusive os doze príncipes que vieram dele. Assim, Deus cumpriu plenamente o que havia prometido. Moisés queria ensinar aos israelitas, pelo menos, duas lições por meio desse episódio. • A primeira é que Deus é fiel e cumpre a sua palavra. Ele deu a Abraão o filho prometido por meio de Sara, confirmou Isaque como herdeiro da promessa e, ao mesmo tempo, protegeu e abençoou Ismael. Portanto, os israelitas podiam confiar que Deus também cumpriria sua promessa relativa à terra. Eles estavam prestes a atravessar o Jordão para conquistar a terra prometida, embora os povos dali fossem militarmente mais fortes. A esperança deles, porém, não estava em sua força, mas no fato de que Deus era com eles, porque ele é o Deus da aliança, fiel e digno de confiança. • A segunda lição é sobre a misericórdia de Deus. Mesmo Agar e Ismael não pertencendo à linhagem da promessa, Deus os socorreu e os abençoou. Na primeira vez, Ismael ainda estava no ventre da mãe. Agora, pela segunda vez, Deus volta a intervir em favor deles. Os israelitas deveriam guardar isso no coração quando entrassem na terra prometida. Deus é justo e julgaria os cananeus, usando Israel como instrumento do seu juízo. Contudo, ele também é misericordioso e derrama bondade para além do povo da aliança. Sua graça alcança outras pessoas com sustento, proteção e cuidado. Por isso, Israel deveria lembrar-se dessa misericórdia e agir com compaixão diante dos estrangeiros. Verifique o aprendizado de seus alunos (ponto 3): 1. O que Abraão deu a Agar e Ismael quando os despediu? 2. Por que Agar deixou seu filho debaixo de uma árvore no deserto? 3. O que Deus fez quando ouviu o choro de Ismael? 4. O que aconteceu com Ismael depois que foi salvo no deserto?
CONCLUSÃO
O nascimento de Isaque confirma que Deus cumpre fielmente o que promete, no tempo certo e segundo a sua vontade. Ao mesmo tempo, essa narrativa também nos mostrou que decisões tomadas na pressa e na incredulidade deixam consequências dolorosas, como ocorreu com Sara, Agar e Ismael. Ainda assim, o texto também revela que, mesmo em meio à crise e ao deserto, Deus continua sendo misericordioso, justo e cuidadoso. Portanto, este estudo nos ensina a confiar na fidelidade do Senhor, a evitar atalhos carnais e a descansar no fato de que Deus não falha nem abandona aqueles que estão debaixo do seu cuidado.
A reta final da novela “Três Graças” está mexendo com as emoções de Gabriela Medvedovski.
Para a atriz, o encerramento deste trabalho não é apenas o fim de um contrato, mas o fechamento de um ciclo vivido com entrega total. Em entrevista à Quem, Gabi revelou que o clima nos bastidores é de gratidão e nostalgia. “Está sendo incrível, uma mistura de sentimentos. Estamos fechando esse ciclo da melhor maneira possível”, afirmou a atriz. O destaque absoluto de sua trajetória na trama foi a construção de Juquinha, personagem que conquistou o mundo.
O fenômeno global de “Loquinha”
Ao lado de Alanis Guillen, Gabriela protagonizou um dos casais mais amados da teledramaturgia recente. O romance entre Juquinha e Lorena ganhou o apelido de “Loquinha” e quebrou fronteiras. O sucesso não ficou restrito ao Brasil; fãs de diversos países movimentaram as redes sociais em apoio ao casal. Para Gabriela, “Loquinha” se tornou um símbolo poderoso de representatividade.
Conteúdos relacionados TV.O que nasceu no roteiro da novela vertical e migrou para a TV aberta transformou-se em uma ferramenta de identificação para milhares de pessoas. A conexão entre as duas atrizes foi essencial para esse resultado. Gabriela descreve a parceria com Alanis como um verdadeiro “encontro de almas” profissional.
Maturidade e evolução na carreira
Diferente de seus primeiros trabalhos, como em Malhação: Viva a Diferença, Gabriela encara o fim de “Três Graças” com um novo olhar. A experiência trouxe uma consciência maior sobre os processos da televisão. “Antes os finais de ciclo eram mais difíceis. Hoje sinto que tenho uma maturidade diferente”, refletiu a artista.Ela reconhece que cada erro e descoberta desde sua estreia precoce ajudaram a moldar a mulher que é hoje. Agora, em horário nobre, ela se sente mais segura e pronta para os próximos desafios.
Gratidão e novos formatos
Além da televisão tradicional, Gabriela mergulhou no universo das novelas verticais, um formato que exige agilidade e uma nova forma de atuar. A despedida de Juquinha marca um momento de celebração por ter navegado em tantas plataformas com sucesso. Ao resumir sua jornada em “Três Graças”, a atriz não hesita: o sentimento é de dever cumprido. “O sentimento mais genuíno que eu tive durante esse processo foi gratidão”, concluiu. O público agora aguarda ansioso para ver quais serão os próximos passos dessa estrela que já provou sua versatilidade.
Deixar o feijão mais saboroso não depende de ingredientes caros. Pequenos ajustes no preparo já fazem muita diferença no resultado final.
Desde o molho até o tempero, cada etapa influencia o sabor.
A seguir, confira algumas dicas que podem transformar o seu preparo.
Deixe o feijão de molho antes de cozinhar Esse passo é simples, mas poderoso.
Deixar o feijão de molho por 8 a 12 horas ajuda a amolecer os grãos. Além disso, melhora a absorção dos temperos e reduz o tempo de cozimento. Sempre descarte a água do molho antes de cozinhar.
Use o tempero na hora certa Um erro comum é colocar tudo de uma vez.
O ideal é cozinhar o feijão primeiro, com água e folhas de louro.
Depois, com os grãos macios, entra o tempero.
Isso evita que o sabor se perca durante o cozimento.
Capriche no refogado Esse é o segredo de um feijão saboroso.
Refogue bem alho e cebola antes de misturar ao feijão. Deixe dourar de verdade.
Esse processo intensifica o sabor e dá mais profundidade ao prato.
Aposte nos temperos certos Alguns ingredientes fazem toda a diferença.
Os mais usados são:
Alho e cebola (base clássica). Folha de louro (aroma marcante). Cominho ou páprica (toque extra de sabor). Esses temperos ajudam a realçar o gosto sem complicar a receita.
Use o próprio caldo do feijão para dar mais sabor O caldo do feijão é parte essencial do prato.
Cozinhar sem pressa ajuda a deixá-lo mais encorpado.
Se quiser engrossar, amasse alguns grãos e misture novamente.
Experimente ingredientes extras Para variar o sabor, vale ir além do básico.
Algumas opções incluem:
Bacon ou linguiça para um toque defumado Legumes como tomate ou pimentão Ervas frescas no final do preparo Esses ingredientes trazem novas camadas de sabor ao feijão.
Ajuste o sal no momento certo Evite colocar sal no início do cozimento. O ideal é ajustar no final. Isso ajuda a manter a textura e evita exageros no sabor.
O detalhe que muita gente esquece Depois de pronto, deixe o feijão descansar alguns minutos. Esse tempo ajuda o sabor a se concentrar ainda mais.
Resultado: caldo mais encorpado e tempero mais equilibrado.
Vice-presidente criticou vitaliciedade dos cargos e disse que mandatos seriam um ‘bom caminho na reforma do Judiciário’
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta terça-feira, 5, ser a favor de que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) exerçam mandatos. Atualmente, a Corte tem aposentadoria compulsória fixada aos 75 anos, garantia conhecida como vitaliciedade.O comentário ocorre em meio a discussão sobre uma possível reforma do Judiciário, impulsionada recentemente por falas do ministro Flávio Dino.”Tem que ter mandato. Esse negócio de vitaliciedade, sempre defendi mandato. Cumpre o mandato, prestou serviço ao País; substitui, coloca outro. Acho que é um bom caminho na reforma do Judiciário”, disse em entrevista à GloboNews.O Supremo vive momento de desgaste, com críticas recorrentes da direita bolsonarista e de parte do Congresso, além da repercussão do caso Banco Master, que envolve menções a ministros da Corte. A impopularidade também é instrumentalizada na corrida eleitoral, com candidatos apostando nos ataques ao tribunal para tentar se consolidar.O atual presidente do tribunal, ministro Edson Fachin, tem defendido a criação de um código de ética para os membros da Corte, como “medida de defesa” em resposta à crise de imagem e para aumentar a credibilidade e confiança pública. Já o ministro Flávio Dino defende publicamente uma reforma do Poder Judiciário como um todo, com propostas que vão de mudanças penais regras sobre o uso de IA. Em pesquisa RealTime Big Data divulgada nesta terça-feira, o STF foi a segunda instituição mais mal-avaliada pelos entrevistados, com 55% afirmando que não confiam na Suprema Corte. 36% disseram confiar e 9% não souberam ou preferiram não responder.
A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou, nesta terça-feira (31), o projeto de reajuste salarial dos professores da rede estadual, após um dia marcado por impasse político entre base governista e oposição. A proposta, que prevê aumento de 5,4%, foi votada em primeira e segunda discussão, sem alterações. Na mesma sessão, os deputados também mantiveram vetos da governadora Raquel Lyra (PSD) à Lei Orçamentária Anual (LOA), tema que tem provocado embates entre os parlamentares nas últimas semanas. A votação do reajuste ocorreu após demora ao longo do dia, enquanto o plenário discutia os vetos ao orçamento e mudanças no percentual de remanejamento orçamentário. O clima de tensão prolongou a sessão. Nas galerias, professores acompanharam a votação e protestaram contra a demora na apreciação da proposta. O reajuste aprovado corresponde ao piso nacional da categoria e foi firmado em acordo entre o Governo de Pernambuco e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe). Ao todo, mais de 77 mil servidores serão beneficiados, incluindo professores, analistas e profissionais administrativos da rede estadual. Além do aumento salarial, o projeto também prevê a fixação de valor de referência para contratação temporária de professores e a revisão da Gratificação de Função Técnico-Pedagógica, entre outras medidas voltadas à valorização dos profissionais da educação.
Impasse na Alepe
A tramitação do projeto foi impactada pelo impasse registrado ainda pela manhã, quando houve duas reuniões paralelas da Comissão de Constituição, Legislaçãoe Justiça (CCLJ).Uma delas foi convocada pelo vice-presidente do colegiado, deputado Edson Vieira (Podemos), mas acabou desconsiderada pelo presidente da Alepe, Álvaro Porto (MDB), que solicitou novo parecer diretamente em plenário ao presidente da comissão, deputado Alberto Feitosa (PL). Apesar da aprovação do reajuste e da manutenção dos vetos, a divergência entre governo e oposição em torno do orçamento estadual permanece.
Ministério da Saúde vai garantir o transporte de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que precisam ser atendidos longe de casa em Pernambuco. O estado será contemplado com 149 veículos, sendo 35 ambulâncias, 76 micro-ônibus e 38 vans, destinados a deslocamentos superiores a 50 km até os serviços de saúde. A iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde e tem como objetivo ampliar o acesso da população a consultas, exames, cirurgias e tratamentos contínuos, como oncologia e hemodiálise. A ação faz parte do Novo PAC Saúde e, em âmbito nacional, prevê a entrega de 3,3 mil veículos, com investimento de R$ 1,4 bilhão.
É a primeira vez que o Ministério da Saúde compra e oferta transporte sanitário diretamente a estados e municípios, enfrentando um dos principais obstáculos no acesso à saúde especializada: a distância entre o local de residência do paciente e os serviços de média e alta complexidade. Dos 3.300 veículos adquiridos, 1.824 serão entregues diretamente às prefeituras para usos em múltiplas finalidades, enquanto os outros 1.476 vão ser direcionados ao transporte de pacientes de radioterapia e hemodiálise.
Em Pernambuco, 77 veículos serão destinados diretamente a 60 municípios para uso em múltiplas finalidades, enquanto outros 72 atenderão ao transporte de pacientes em radioterapia e hemodiálise. A definição dos locais de destino desses últimos será pactuada entre o estado e os municípios no âmbito da Comissão Intergestores Bipartite (CIB). Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a iniciativa representa uma mudança concreta na vida destes brasileiros. No caso do tratamento de câncer, os pacientes do SUS em média precisam se deslocar mais de 140 km. “Muitas pessoas precisam acordar de madrugada, viajar por horas, passar o dia inteiro em tratamento e retornar apenas à noite, muitas vezes em condições precárias. Esse é o caminho do sofrimento que o governo do presidente Lula está transformando. Pelo Agora Tem Especialistas, o Caminhos da Saúde garante dignidade, segurança e qualidade no deslocamento até o atendimento”, afirma.
Transporte para garantir acesso dos pacientes a atendimento
Os veículos destinados a atender pacientes da radioterapia e hemodiálise serão distribuídos pelos estados às macrorregiões contempladas, permitindo que gestores locais organizem rotas, fluxos e tipos de transporte de acordo com a realidade de cada território. A destinação dos veículos do Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde segue critérios técnicos que consideram as desigualdades no acesso à saúde e a organização regional do SUS. A previsão é que todas as macrorregiões de saúde do país sejam contempladas, com reforço para aquelas com maior número de casos de câncer e maior dependência do SUS. Para o transporte de pacientes em radioterapia, a divisão leva em conta a oferta de serviços de aceleradores lineares e a necessidade de deslocamento. No caso da hemodiálise, os critérios consideram a distância até os serviços de terapia renal substitutiva. A definição do arranjo para uso dos veículos será pactuada entre o estado e seus municípios na respectiva Comissão Intergestores Bipartite (CIB).
Mais equipamentos e mais recursos para radioterapia no SUS
Além de garantir o transporte, o programa Agora Tem Especialistas também atua para otimizar o uso dos aceleradores lineares disponíveis no país. Cada equipamento tem capacidade para realizar cerca de 700 tratamentos por ano, mas muitos ainda operam abaixo desse potencial. Para garantir que esses aceleradores atuem em sua capacidade máxima, o Ministério da Saúde estabeleceu incentivos para que os serviços ampliem o atendimento, em um total de R$ 906 milhões por ano. Com isso, cada unidade pode ganhar até 30% mais, dentro de uma nova forma de financiamento que supera de vez a antiga Tabela SUS. Além disso, neste governo, foram adquiridos mais de 100 aceleradores lineares e já são quase 40 novos aparelhos entregues desde 2023, reforçando a capacidade de atendimento e garantindo mais rapidez no início do tratamento. Com mais equipamentos de ponta, o Ministério da Saúde fortalece os centros regionais de tratamento de câncer, garantindo também atendimento mais perto de casa. Com essas medidas, somadas a expansão do diagnóstico, consultas e cirurgias, o Governo do Brasil, pelo Agora Tem Especialistas, realiza o maior acesso a assistência oncológica da história do SUS.
O programa visa expandir o atendimento especializado no país e reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias em áreas prioritárias. A iniciativa prevê também a realização de mutirões – incluindo, em março deste ano, o maior mutirão voltado à saúde da mulher, com 230 mil atendimentos; a oferta de serviços pelas Carretas das Saúde, unidades móveis que já atenderam pacientes de mais de 1.700 municípios; e o atendimento de pacientes do SUS por hospitais privados a partir de créditos financeiros para quitar impostos com a União.
Entre os resultados o SUS bateu recorde de cirurgias em 2025, com um total de 14,9 milhões de procedimentos, 42% mais que em 2022. Também registrou recorde de exames (1,3 milhão) e de internações (14 milhões).
Um novo piso salarial próximo de R$ 2.000 passou a valer e tem gerado repercussão entre trabalhadores brasileiros. O valor de R$ 1.921,72 já está em vigor desde março de 2026, após acordo firmado por meio de convenção coletiva. Apesar de muitos comemorarem o aumento, é importante destacar que não se trata do salário mínimo nacional. O reajuste é específico para uma categoria profissional. O novo valor é destinado exclusivamente aos trabalhadores de postos de combustíveis no estado de Mato Grosso do Sul. A medida foi definida após negociação sindical e representa um aumento em relação ao piso anterior da categoria.
Com isso, frentistas e outros profissionais do setor passam a contar com um salário-base mais elevado. Além do piso, muitos profissionais ainda recebem adicionais, como o de periculosidade, que pode elevar o valor final do salário. Em alguns casos, a remuneração total ultrapassa os R$ 2.400 mensais, dependendo da função exercida. Mesmo com a repercussão, é fundamental diferenciar esse valor do salário mínimo nacional, que segue em outro patamar. O piso geral do país para 2026 gira em torno de R$ 1.621, conforme definições do governo federal. Ainda assim, acordos coletivos como esse mostram como categorias específicas podem alcançar remunerações superiores.
Reajuste reforça importância das negociações coletivas
O aumento no piso dos trabalhadores de postos de combustíveis em Mato Grosso do Sul evidencia a força das negociações coletivas no país. A convenção garantiu não apenas a reposição da inflação, mas também ganho real para a categoria. Esse tipo de acordo permite ajustes mais alinhados à realidade de cada setor. Além disso, o reajuste pode servir de referência para outras categorias em diferentes estados. Sindicatos e trabalhadores tendem a usar esses avanços como base em futuras negociações salariais. O movimento fortalece o papel das entidades representativas na busca por melhores condições de trabalho.
O Brasil tem 82,8 milhões de endividados. O número das pessoas que não conseguem pagar as dívidas em dia no país foi divulgado pela Serasa nesta terça-feira (5/5), um dia após o governo federal lançar programa para reduzir esse contingente: o Desenrola 2.0(leia abaixo).
O número representa aumento de 1,35% em relação ao levantamento anterior, de fevereiro deste ano, quando havia 81,7 milhões de pessoas que não conseguiam pagar as dívidas em dia. O total de 82,8 milhões de endividados representa 49% da população adulta.
NovoDesenrola
O programa Novo Desenrola Brasil, que visa a reduzir o endividamento recorde da população, começa a valer nesta terça-feira (5/5). A iniciativa, lançada nessa segunda-feira (4/5), vai conceder descontos em dívidas e provocar o refinanciamento com juros mais baixos, limitados a 1,99% ao mês
O Novo Desenrola traz quatro categorias de Desenrola específicas: Desenrola Famílias (carro-chefe), Desenrola Fies, Desenrola Empreendredor e Desenrola Rural (pequenos agricultores)Os descontos para as operações de renegociação de dívida variam de 30% a 90%, com taxa média estimada em 65%, segundo o governo federal.O governo também irá limpar o nome de quem tem dívida de até R$ 100. Podem participar as pessoas com renda de até cinco salários mínimos, ou seja, R$ 8.105. No caso da pesquisa do Serasa, além do aumento do contingente de pessoas endividadas, houve crescimento no valor da dívida média total por pessoa. Em relação a fevereiro, a alta foi de 1,98%, o que fez o valor chegar a R$ 6.728,51.
Cada pessoa tem, em média, conforme a Serasa, quatro dívidas. Cada uma delas tem valor médio de R$ 1.647,64.
Ao todo, existem 338,2 mil dívidas – que somam R$ 557 bilhões em valores. Esse número cresceu 3,35% em relação ao levantamento de fevereiro deste ano.
A pesquisa da Serasa ouviu ao todo 1.904 pessoas que têm dívidas não pagas em todo o país, em abril deste ano. A sondagem mostrou que 38% dos entrevistados apontam o desemprego ou a perda de renda como o principal fator para a inadimplência.
Os fatores gastos de emergência (16%), descontrole/desorganização financeira (13%), apoio financeiro a familiares ou amigos (10%) e atraso no pagamento de contas básicas (7%) representam parcela maior, ou seja, 46%.
Diretora da Serasa, Aline Maciel chama a atenção para o fato de o endividamento elevado e a inadimplência recorde ocorrerem mesmo diante de um momento bom para a geração de emprego.
“Mesmo com os índices de desemprego bons, a gente tem ele como um opressor [da inadimplência], vemos que ainda tem espaço para piorar essa percepção. É algo para a gente ficar em alerta”, pontua Maciel.
A taxa de desocupação ficou em 6,1% nos três primeiros meses do ano, conforme dados divulgados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, na última quinta-feira (30/4), pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE).
Conforme o levantamento, 47% das dívidas dos brasileiros estão concentradas no setor financeiro:
27,3% bancos/cartão de crédito;
21% utilidades (contas básicas, como água, luz e gás);
20,2% financeiras;
11,5 serviços.
Desenrola: como limpar o nome
O governo federal lançou, na segunda-feira (4/5), o programa Novo Desenrola Brasil, que visa reduzir o endividamento recorde da população. Segundo a medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o débito renegociado terá descontos de 30% a 90% para pessoas com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105).
A iniciativa, que terá duração de 90 dias, vai conceder descontos de até 90% em dívidas e provocar o refinanciamento com juros mais baixos, limitados a 1,99% ao mês.
O programa atua em linhas diferentes:
Desenrola Famílias: renegociação de dívidas atrasadas, uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviços (FGTS), consignado Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e consignado público;
Desenrola Fies;
Desenrola Empresas: Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e Programa Acredita (ProCred); e
Desenrola Rural.
No caso do desenrola famílias, são elegíveis as dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, nas modalidades de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC). Podem participar as pessoas com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105).
A dívida renegociada terá:
descontos entre 30 a 90%.
taxa de juro máxima de 1,99% ao mês.
até 48 meses de prazo;
prazo de até 35 dias para pagamento da primeira parcela;
limite da nova dívida (após descontos) até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira; e
garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO).
O Desenrola 2.0 estabeleceu que dívidas de até R$ 100 serão perdoadas pelos bancos e 1% do que for renegociado deverá ser destinado à educação financeira. As normas valem para dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC). Segundo o governo, os usuários do novo Desenrola também ficarão bloqueados em plataformas de apostas on-line, as chamadas de bets, por um ano.
“A pessoa vai estar automaticamente fora dos jogos on-line (bets) por um ano. A gente precisa melhorar a qualidade do crédito que essa pessoa toma. A pessoa que está endividada e precisa de ajuda do governo não pode jogar nas apostas on-line”, disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Quem pode participar?
Público-alvo: brasileiros com renda até 5 salários mínimos (R$ 8.105).
Dívidas elegíveis: o programa permite renegociar dívidas (cartão de crédito, cheque especial e empréstimos) que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, feitas até janeiro de 2026.
Forma de acesso: canais oficiais dos bancos.
O que quer o endividado
Do total, 71% dos entrevistados na pesquisa Serasa afirmaram que já tentaram negociar as dívidas bancárias. Na pesquisa divulgada nesta terça, 45% dos entrevistados responderam, em múltipla escolha, que se sentiriam mais confiante se houvesse:
acordo com desconto (69%);
redução nos juros (64%);
parcelamento acessível (58%); e
aumento da renda (36%).
A diretora vê com bons olhos o novo programa do governo federal para redução no endividamento e na inadimplência. No entanto, ressalva que outras medidas são necessárias, bem como a educação financeira e a redução nas taxas de juros no país.
“O programa sozinho não vai fazer milagre. A gente viu o programa passado, ele acaba suavizando a inadimplência, mas sabemos que, se outras ações não forem tomadas, a gente não vai ter a inversão na curva da dívida, porque a gente tem um estoque altíssimo de dívidas”, afirma Maciel.
No aplicativo
A Serasa afirma que parte das instituições do Sistema Financeiro Nacional (SFN) tem convênio com a instituição. Este grupo mantém ofertas de renegociação, inclusive nos termos do Novo Desenrola Brasil, que podem ser acessadas diretamente no aplicativo da Serasa.
Conforme a instituição, a plataforma privada concentra 7,7 milhões de ofertas no âmbito do Novo Desenrola Brasil e 691 milhões ao todo, contemplando 2 mil empresas parceiras.
A Lei Orçamentária Anual (LOA) prevê, para 2026, R$ 61,8 bilhões em transferências discricionárias, sendo a maior parte destinada à saúde. De acordo com estudo divulgado na quinta-feira (23) pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), esse volume acende um alerta sobre o avanço da influência política no financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Do total previsto, R$ 49,9 bilhões correspondem a emendas parlamentares com identificador específico — individuais, de bancada estadual e de comissão —, enquanto R$ 11,9 bilhões estão classificados como despesas de caráter genérico.
O levantamento indica que a participação dessas emendas no financiamento da saúde pública tem crescido de forma consistente. Entre 2016 e 2025, a fatia das emendas no orçamento do Ministério da Saúde passou de 5% para 17%, atingindo R$ 21,5 bilhões no último ano. Como cabe aos parlamentares definir os beneficiários, a distribuição dos recursos tende a refletir decisões políticas, e não necessariamente critérios técnicos.
A análise também revela desigualdades significativas entre municípios com características semelhantes. Os 20 mais beneficiados concentraram R$ 488 milhões em recursos empenhados, com média de R$ 23,8 milhões por município. Em contraste, foi preciso reunir cerca de 1.000 municípios com menor volume de repasses — média de R$ 488 mil cada — para alcançar o mesmo total.
Para o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, esse cenário evidencia distorções na alocação de recursos e compromete a equidade no atendimento à população.
Fundo de Equalização e Compensação
Como alternativa, a entidade propõe a criação de um Fundo de Equalização e Compensação, financiado com 3% das transferências discricionárias, incluindo emendas parlamentares.
A proposta prevê a redistribuição desses valores para municípios que receberam pouco ou nenhum recurso no ano anterior, considerando indicadores como o valor per capita e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). A CNM defende que a medida seja debatida no Congresso Nacional como um instrumento de ajuste coletivo, com o objetivo de reduzir desigualdades, fortalecer o pacto federativo e ampliar o acesso equilibrado aos recursos públicos, especialmente nos municípios de menor porte.
Pedido de investigação de emendas na saúde
Diante desse contexto, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) solicitou que a Corte apure o repasse de emendas parlamentares destinadas à saúde nos municípios brasileiros.
O subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado apresentou uma representação ao TCU requerendo a instauração de auditoria e de tomada de contas especial para analisar os critérios utilizados na distribuição desses recursos ao longo dos últimos três anos. No pedido, o procurador também solicita que o tribunal verifique eventuais irregularidades, incluindo possível ilegalidade ou inconstitucionalidade no uso das emendas parlamentares para o cumprimento do piso mínimo constitucional de gastos em saúde.
De acordo com o levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), a União aplicou R$ 234,5 bilhões para atingir o mínimo exigido em 2025, sendo que 11% desse total — o equivalente a R$ 25,6 bilhões — tiveram origem em emendas parlamentares. Com a ampliação desse tipo de repasse, o governo federal passou a depender, em parte, dessas emendas para cumprir a exigência constitucional de investimento na área da saúde. Brasil 61
Atenção, organizações sociais de todo o Brasil! O Fundo Sociambiental CAIXA lançou um edital público para apoiar projetos de gestão da água nas cidades. Serão investidos 10 milhões de reais. A ideia é apoiar soluções inovadoras, sustentáveis e inclusivas.
As inscrições estão abertas no site www.investidor.bussolasocial.com.br/caixaeconomicafederal/editais. Os interessados têm até o dia 22 de maio. Podem participar da seleção as entidades privadas sem fins lucrativos e cooperativas sociais. Cada concorrente pode apresentar um projeto. O diretor de sustentabilidade e cidadania digital da caixa, Jean Benevides, ressalta a importância da iniciativa do Banco. “O Fundo Socioambiental da Caixa prima pelo cuidado, tanto com as pessoas como com o nosso planeta, que é a nossa casa. E, com esta chamada pública, nós queremos encontrar e apoiar aquelas iniciativas que possam ser replicadas em todo o Brasil. Queremos projetos que ajudem a economizar os recursos hídricos, aprimorar os processos de saneamento e levar a água para os milhões de brasileiros que ainda estão apartados desse recurso que é básico para a vida”, destaca.
A execução dos projetos pode durar entre 24 e 36 meses. Para outras informações, acesse:
A relação comercial entre Brasil e União Europeia segue sólida, mas ainda oferece amplo espaço para crescimento — especialmente em produtos de maior valor agregado. É o que aponta um novo estudo de inteligência divulgado nesta semana pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O levantamento reúne dados atualizados, tendências e oportunidades para empresas brasileiras interessadas em ampliar sua presença no mercado europeu. Em 2025, o comércio bilateral entre as partes alcançou US$ 100 bilhões, reforçando a importância do bloco como parceiro estratégico.
Com uma população de 448,6 milhões de habitantes e um PIB combinado de US$ 21,2 trilhões, a União Europeia representa um mercado altamente competitivo e com relevante poder de consumo. Apesar desse peso econômico, a participação do Brasil nas importações europeias está em torno de 1,6%, o que indica um potencial significativo de expansão. Atualmente, as exportações brasileiras seguem concentradas em commodities, como petróleo bruto, café não torrado, soja, celulose e minérios. Na avaliação do gerente de Inteligência da ApexBrasil, Gustavo Ferreira, o cenário atual abre novas possibilidades para o país. “Este estudo mostra que, embora o Brasil já tenha presença relevante no comércio com a União Europeia, ainda há um potencial significativo a ser explorado, especialmente em produtos de maior valor agregado. O acordo com o bloco europeu tende a ampliar o acesso ao mercado e estimular a diversificação das exportações brasileiras”, destaca.
O estudo também identifica oportunidades em setores como máquinas e equipamentos, alimentos processados, produtos manufaturados, materiais de construção, higiene pessoal e itens relacionados à transição verde e digital — áreas em que a demanda da Europa apresenta crescimento consistente.
Acordo Mercosul/União Europeia
Outro fator que pode impulsionar esse movimento é o acordo entre Mercosul e União Europeia. A expectativa é que sua implementação leve à redução gradual de tarifas e à ampliação de cotas para produtos estratégicos do agronegócio brasileiro, como suco de laranja, carnes, açúcar, etanol, mel e frutas. No campo dos investimentos, o relatório destaca o protagonismo europeu. A União Europeia é atualmente o principal investidor estrangeiro no Brasil. Em 2024, o estoque de Investimento Estrangeiro Direto (IED) do bloco chegou a US$ 464,4 bilhões, o equivalente a 40,7% do total registrado no país.
Esses recursos estão concentrados, sobretudo, em setores como indústria, energia, infraestrutura e tecnologia. A ApexBrasil também atua diretamente no apoio à inserção de empresas brasileiras no mercado europeu. Atualmente, a agência conduz 29 projetos setoriais que têm o bloco como destino prioritário, abrangendo áreas como agronegócio, economia criativa, tecnologia, saúde e indústria.
Homens dos Quais o Mundo não Era Digno O Legado de Abraão, Isaque e Jacó
INTRODUÇÃO Nesta lição, examinaremos como Deus age com misericórdia e paciência, mas também como seu juízo é inevitável quando o pecador recusa a sua graça. Veremos que Sodoma e Gomorra não foram destruídas por acaso, mas porque a iniquidade de seus habitantes alcançou seu limite máximo e chegou até ao céu. Aprenderemos que Deus é, simultaneamente, amor e fogo consumidor. Preparados? Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.
TEXTO ÁUREO Então Abraão disse ainda: “Não te ires, Senhor, mas permite-me falar só mais uma vez. E se apenas dez forem encontrados?” Ele respondeu: “Por amor aos dez não a destruirei”. (Gn 18.32, NVI). Finalmente Abraão disse: — Não fiques zangado, Senhor, pois esta é a última vez que vou falar. E se houver só dez? — Por causa desses dez, não destruirei a cidade — Deus respondeu. (Gn 18.32, NTLH). Do ponto de vista teológico, o autor de Gênesis enfatiza, pelo menos, quatro temas nesta breve referência: ● Deus é juiz de toda a terra. Isso aparece no contexto imediato (Gn 18.25). ● Deus ouve a intercessão. Abraão não é ignorado, sua súplica é levada a sério. ● O justo tem impacto no mundo. A presença de justos poderia beneficiar muitos outros. ● A misericórdia precede o juízo. Deus é amor, mas também é fogo consumidor.
VERDADE PRÁTICA Deus é misericordioso e dá tempo para o arrependimento, mas, quando o homem não quer, seu juízo é sem misericórdia. Há vários textos nas Escrituras que enfatizam a realidade da longanimidade de Deus e de sua misericórdia. Porém, embora Ele seja gracioso, também é justo. Por exemplo, podemos evocar a vida nos tempos 1 Graduado em teologia pela UniCesumar; Tecnólogo em coaching e desenvolvimento humano pela Unopar; pós-graduando em educação cristã e graduando em teologia pela Faculdade Batista do Cariri (FBC); Presbítero na Assembleia de Deus em Pernambuco. de Noé (Gn 6-7). Antes de enviar o dilúvio, Deus suportou por um longo período de tempo, a corrupção humana. Em Gênesis 15.7, lemos a respeito dos amorreus: “a medida da iniquidade… ainda não se encheu.” Além disso, temos outros exemplos fora do livro de Gênesis, como Jonas e os ninivitas (Jn 3.1.10), e sobretudo, o período da monarquia de Israel, de onde se diz: O Senhor, Deus de seus pais, sempre de novo falou-lhes por meio dos seus mensageiros, porque teve compaixão do seu povo e da sua própria morada.Mas eles zombaram dos mensageiros de Deus, desprezaram as palavras dele e debocharam dos seus profetas, até que a ira do Senhor veio sobre o seu povo, e não houve mais remédio. (2Cr 36.15-16, NAA).
Outros textos bíblicos: Quem teima em rejeitar a repreensão será destruído de repente sem que haja remédio. (Pv 29.1, NAA). Naquela mesma ocasião, estavam ali algumas pessoas que falaram para Jesus a respeito dos galileus cujo sangue Pilatos havia misturado com os sacrifícios que os mesmos realizavam. Então Jesus lhes disse: — Vocês pensam que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem padecido estas coisas? Digo a vocês que não eram; se, porém, não se arrependerem, todos vocês também perecerão. E, quanto àqueles dezoito sobre os quais desabou a torre de Siloé e os matou, vocês pensam que eles eram mais culpados do que todos os outros moradores de Jerusalém? Digo a vocês que não eram; mas, se não se arrependerem, todos vocês também perecerão. (Lc 13.1-5, NAA). Deus, em sua misericórdia, dá tempo para o arrependimento; porém, quem endurece o coração e rejeita sua voz graciosa encontrará, por fim, o seu justo juízo.
1. OS ANJOS VISITAM ABRAÃO Pergunta chave: Como Deus se revelou a Abraão? Ideia central do ponto: Deus visitou Abraão nos carvalhais de Manre por meio de três mensageiros, sendo recebido com hospitalidade exemplar, e anunciou o nascimento de Isaque a Sara, mostrando que nada é impossível para o Senhor. 1.1 Abraão recebe a visita dos anjos do Senhor. Verdade central:O capítulo 18 de Gênesis tem início com a visitação do Senhor a Abraão nos carvalhais de Manre, por volta do meiodia. Ao avistar três homens vindo em sua direção, Abraão correu ao encontro deles e prostrou-se em terra, demonstrando hospitalidade ao oferecer proteção e provisão aos visitantes. Para refletir: Tenho mantido comunhão com Deus de forma que Ele possa me visitar e revelar seus propósitos, ou minha vida espiritual está distante e desatenta à voz do Senhor? A LIÇÃO DIZ: O capítulo 18 de Gênesis tem início com a visitação do Senhor a Abraão nos carvalhais de Manre (v.1), um momento glorioso que antecedeu ao anúncio de algo impactante que Deus iria fazer e não era na vida de Abraão: a destruição de Sodoma e Gomorra. O texto bíblicos diz: “O Senhor apareceu a Abraão nos carvalhais de Manre, quando ele estava assentado à entrada da tenda, no maior calor do dia” (Gn 18.1, NAA). Esse episódio ocorre logo após a aparição anterior do Senhor, na qual o nome de Abraão foi mudado. Não temos um espaçamento de tempo tão longo entre Gênesis 17 e 18 como entre o capítulo 16 e 17. Essa afirmação se fundamenta na idade de Abraão em relação ao nascimento de Isaque que ainda não havia ocorrido na época dos acontecimentos narrados no capítulo 18. De todas as aparições de Deus ao patriarca (12.7; 15.1; 17.1), essa é provavelmente a mais íntima e informal, pois o próprio Deus vem fazer uma refeição na presença do servo com quem ele havia feito uma aliança. Esse acontecimento se deu “junto aos carvalhos de Manre” (v. 1). Manre era um dos aliados de Abraão entre os cananeus e também o proprietário daquela parte da terra, situada nas proximidades de Hebrom, onde havia um bosque de carvalhos, conforme Gênesis 14.13. O detalhe geográfico ajuda a situar a narrativa e mostra que Abraão estava estabelecido em uma região conhecida. As tendas feitas de pele de cabra, comuns entre os povos nômades, eram preparadas de modo bastante funcional. À noite, com as abas abaixadas, conservavam o calor. Durante o dia, com as abas levantadas, permitiam a circulação do ar e amenizavam o calor. Por isso, sentar-se à entrada da tenda era uma forma de aproveitar a sombra e a brisa nas horas mais quentes do dia. O episódio de Gênesis 18 aconteceu justamente nesse período de intenso calor, provavelmente por volta do meio-dia, quando o mormaço era mais intenso e os viajantes costumavam buscar descanso. Abraão estava sentado à entrada de sua tenda, à sombra, possivelmente atento à chegada de algum forasteiro. Isso faz sentido porque a hospitalidade era uma das virtudes mais valorizadas entre os beduínos e esperava-se que um chefe, como Abraão, estivesse pronto a receber e socorrer quem passasse por ali. Há uma lição preciosa nesse texto: O Senhor aparece no ambiente da vida comum. Por isso, um grande perigo espiritual é viver esperando apenas momentos grandiosos, enquanto negligenciamos a comunhão diária. Deus pode e fala conosco por meio da leitura diária da Bíblia, das orações ao levantar e ao deitar, do culto doméstico, do devocional diário, no diálogo durantes as refeições na mesa, nos cultos que não são festivos e não tem convidados excepcionais. Não podemos perder essa realidade de vista.
1.2 A hospitalidade de Abraão. Verdade central: Abraão foi até a tenda de Sara e pediu que ela amassasse o pão, enquanto ele mesmo correu ao curral, escolheu uma vitela e ordenou que fosse preparada. Ele ofereceu o melhor aos visitantes, demonstrando a arte da hospitalidade, algo que parece esquecido atualmente. Para refletir: Tenho praticado a hospitalidade, recebendo as pessoas com alegria e oferecendo o melhor que tenho, ou tenho negligenciado essa virtude cristã? A LIÇÃO DIZ: O patriarca vai até a tenda de Sara e pede que ela amasse o pão, e ele mesmo corre até o curral, escolhe uma vitela e ordena que seja preparada. Precisamos aprender com Abraão a arte da hospitalidade, algo que parece estar esquecido atualmente. Ser bem recebido é muito bom, mas receber o próximo com hospitalidade é ainda muito melhor. Abraão levantou os olhos, olhou, e eis que três homens estavam em pé diante dele. Ao vê-los, Abraão correu da porta da tenda ao encontro deles, prostrou-se em terra e disse: — Senhor meu, se eu puder obter favor diante de seus olhos, peço que não passe adiante sem ficar um pouco com este seu servo. Vou pedir que se traga um pouco de água, para que lavem os pés e descansem debaixo desta árvore. Trarei um pouco de comida, para que refaçam as forças, visto que chegaram até este servo de vocês; depois, poderão seguir adiante. Responderam: — Faça como você disse. O texto registra, no versículo , que Abraão levantou os olhos e viu três homens em pé diante dele. Ao que tudo indica, eles ainda estavam a certa distância, pois o patriarca se levantou e correu ao encontro deles. A narrativa também sugere uma aparição repentina, porque Abraão olha e, de imediato, os três homens estão ali. Provavelmente, havia algo neles que o levou a perceber que não se tratava de simples viajantes em trânsito, mas de visitantes revestidos de dignidade e honra incomuns. Estamos, portanto, diante de uma teofania, isto é, de uma manifestação do próprio Senhor. Alguns intérpretes entendem que os três mensageiros seriam uma manifestação da Trindade, posição sustentada por alguns pais da igreja, além de Lutero e Hansjorg Braumer. Contudo, a leitura do próprio texto parece apontar em outra direção. Em Gênesis 18.13,14,17 e 22, um dos três homens é identificado como o próprio Senhor, Yahweh, enquanto os outros dois são apresentados, em Gênesis 19.1, como anjos. Nessa mesma linha, Bruce Waltke observa que se trata realmente do Senhor acompanhado de dois anjos, e que a identificação posterior dos “homens” confirma essa distinção. Talvez seja a esse episódio e ao do próximo capítulo (quando Ló recebe os anjos em sua casa) que o escritor de Hebreus se referiu, quando disse aos cristãos a quem escreveu sua carta: “Não vos esqueçais da hospitalidade, pois, fazendo isso, mesmo sem saber, alguns hospedaram anjos” (Hb 13.2). Abraão ainda não sabia até esse momento que se tratava de anjos, e que um deles era o próprio Senhor, mas, assim mesmo, ofereceu-lhes hospitalidade, e teve o alto privilégio de receber em sua tenda e à sua mesa o Senhor e os anjos que com ele vieram. Sobre o tema da hospitalidade, o Comentário Histórico-Cultural informa que: A tradição de hospitalidade requeria que fosse oferecido a todos os estrangeiros que chegassem a uma habitação a oportunidade de descansar, lavar-se e comer uma refeição. O objetivo dessa atitude era transformar inimigos em potencial em amigos, pelo menos temporariamente. O protocolo exigia que a refeição servida ao hóspede superasse o que fora servido inicialmente. Assim, Abraão ofereceu apenas uma refeição, mas o que ele ordenou é que fosse preparado um pão assado na hora, um novilho e uma mistura de leite e iogurte. O que denota generosidade especial aqui é a carne fresca, um item que geralmente não fazia parte da dieta cotidiana. (WALTON; MATTHEWS; CHAVALAS, 2018, p. 60). A hospitalidade é uma virtude importante na vida cristã porque revela amor, serviço e cuidado com o próximo. Em Romanos 12.13, Paulo manda praticá-la. Em 1Pedro 4.9, ela deve ser exercida sem murmuração. Por essa razão, a hospitalidade também aparece como requisito para os líderes da igreja em 1Timóteo 3.2 e Tito 1.8. Um líder não deve ser apenas alguém que ensina bem, mas também alguém disposto a receber, servir e cuidar de pessoas. A hospitalidade é um sinal de maturidade cristã e de compromisso com o evangelho. Cuidados relacionados a hospitalidade: ● Não devemos exercer hospitalidade de modo que apoie o falso ensino. Em 2João 10,11, o apóstolo orienta que, se alguém não traz a doutrina de Cristo, não deve ser recebido de modo a ser apoiado em sua missão. ● Não devemos praticar hospitalidade de forma ingênua, colocando a nossa casa ou a igreja em risco. Jesus mandou que seus discípulos fossem “prudentes como as serpentes e simples como as pombas” (Mt 10.16). Isso vale também para a hospitalidade. Há situações em que receber alguém sem critério pode expor a família, escandalizar os mais fracos ou abrir espaço para influência destrutiva na igreja.
● Não devemos usar a hospitalidade para legitimar pessoas divisivas e perturbadoras. Paulo manda a igreja observar e afastar-se daqueles que promovem divisões e escândalos contra a doutrina recebida (Rm 16.17).
1.3 O riso de Sara. Verdade central: Ao ouvir que teria um filho, Sara riu. Ela não riu de Deus, mas de sua própria condição física. Porém, o Senhor lembra a Sara que não há nada demasiadamente difícil para Ele. Para refletir: Tenho crido que nada é impossível para Deus, mesmo quando minhas circunstâncias parecem contrárias? A LIÇÃO DIZ: Ao ouvir que teria um filho, Sara riu. Ela não riu de Deus, mas, certamente, da sua condição física. Mas o Senhor lembra a Sara que não há nada demasiadamente difícil para Ele (Gn 18.14). Deus conhece o nosso coração e Ele viu fé no coração de Sara apesar de sua risada. Naquela ocasião, a visita de Deus a Abraão tinha pelo menos dois propósitos. Anunciar o nascimento de Isaque conforme o calendário da vida, isto é, o tempo de gestação e deixar o seu amigo ciente de que as cidades de Sodoma e Gomorra seriam completamente destruídas. No versículo 9, os anjos perguntam: “Onde está Sara, tua mulher?”. O fato de que eles sabiam que Abraão era casado e que sua mulher se chamava Sara já revela que eles não são pessoas comuns. A pergunta “Onde está Sara, tua mulher?” é uma pergunta retórica, pois, naturalmente, Deus sabia onde ela estava, mas queria chamar a atenção de Abraão para a promessa que faria em seguida. Abraão responde: “Está ali na tenda” (v. 9). Sara, seguindo o costume da época referente à modéstia que convinha às mulheres orientais, havia ficado oculta dentro da tenda, embora próxima da porta. Ela estava longe dos olhos, mas não longe de ouvir tudo o que estava sendo dito, pois “estava escutando à porta da tenda” (v. 10). Então, um deles repete a promessa que já havia sido feita a Abraão em Gênesis 17.21: “E um deles lhe disse: Certamente voltarei a ti no ano que vem, e Sara, tua mulher, terá um filho” (v. 10). É possível que tenha sido a partir desse momento que Abraão percebeu diante de quem ele estava, pois essa promessa lhe fora feita na visão anterior, registrada em Gênesis 17, pelo próprio Deus, que lhe apareceu de maneira gloriosa e extraordinária. Sara escutou quando o anjo do Senhor disse a Abraão “Certamente voltarei a ti no ano que vem, e Sara, tua mulher, terá um filho”, e por isso riu. O riso de Sara, ao contrário do riso de Abraão, do qual tratamos na lição anterior, não foi um riso de alegre admiração, ainda que hesitante, mas sim um riso de incredulidade. Ela colocou a situação do casal em contraste com a palavra de Deus: “Então Sara riu consigo, dizendo: Terei ainda prazer depois de idosa e sendo o meu senhor também já velho?” (v. 12). Ela riu no seu íntimo, um riso de incredulidade. A incredulidade de Sara é compreensível diante da idade, da esterilidade, do tempo da promessa. Sara já havia demonstrado certo ceticismo em relação a essas promessas de Deus, de modo especial quando consideramos o episódio narrado em Gênesis 16, no qual ela tentou obter a promessa usando o recurso carnal de entregar sua serva Agar a Abraão para, por meio dela, ter filhos. Portanto, Sara já apresenta um histórico de ser um tanto cética em relação a essa promessa que foi feita. Nesse episódio, seu ceticismo transparece quando ela ri, pois, ao agir assim, coloca sua condição contra a palavra de Deus.
Quando o Senhor diz“Por que Sara riu?”, ela se enche de medo, pois só então percebe diante de quem está e também que havia pecado contra Deus. O texto revela, no versículo 15, que ela teve medo e negou, dizendo “não ri”. Assim, ela acrescentou ao primeiro pecado um segundo, a mentira. Antes, ela foi incrédula; agora, ela foi mentirosa. Um pecado chama o outro.O autor de Hebreus interpreta que, nesse episódio e nos episódios de Gênesis 19 e 20, no nascimento de Isaque, Sara passou a crer, pois Deus, em sua misericórdia, não rejeitou a matriarca por sua incredulidade e por seu riso cínico, mas acolheu-a e lhe deu a fé necessária no cumprimento das promessas. Que lição preciosa para nós! Aliás, que encorajamento para nós! Quando cometemos um pecado, não precisamos tentar ocultá-lo de Deus, porque há misericórdia e perdão da parte do Senhor. Lembremos da maneira que ele tratou Sara e que ela, depois, até mesmo entrou para a galeria dos heróis da fé de Hebreus 11, apesar das suas atitudes iniciais equivocadas. Verifique o aprendizado de seus alunos (ponto 1): 1. Em que momento do dia ocorreu a visitação do Senhor a Abraão? 2. Como Abraão demonstrou hospitalidade aos visitantes celestiais? 3. Por que Sara riu ao ouvir a promessa de que teria um filho?
2. DEUS ANUNCIA SEUS PLANOS A ABRAÃO Pergunta chave: O que Deus revelou e como Abraão reagiu? Ideia central do ponto: Deus revelou a Abraão seu plano de destruir Sodoma e Gomorra por causa do imenso pecado daquelas cidades, e o patriarca se colocou como intercessor, suplicando misericórdia pelos justos. 2.1 O anúncio da destruição. Verdade central: Quando Abraão e Ló se separaram, o sobrinho escolheu estabelecer-se nos arredores de Sodoma, olhando apenas para a beleza das terras férteis. Os habitantes de Sodoma eram “maus” e “grandes pecadores contra o Senhor”. Deus revelou a Abraão que destruiria aquelas cidades. Para refletir: Minhas escolhas têm sido baseadas apenas em benefícios materiais ou aparência, ou tenho considerado o ambiente espiritual e moral ao tomar decisões importantes? A LIÇÃO DIZ: Já aprendemos que a terra entre Betel e Ai não comportava mais os pastores de Abraão e Ló. O tio e o sobrinho decidiram se separar depois de uma desavença entre seus pastores. O patriarca dá a Ló, seu sobrinho, a honra de escolher primeiro, e este viu somente a beleza das terras férteis e decidiu estabelecer-se nos arredores de Sodoma (Gn 13.1-12). O que Ló não sabia era que os habitantes de Sodoma eram “maus” e “grandes pecadores contra o Senhor” (Gn 13.13). O Senhor e seus anjos, aqui chamados de “aqueles homens”, deixam a casa de Abraão para cumprir a segunda parte de sua missão: executar o juízo sobre Sodoma. Abraão, como anfitrião, ainda lhes presta um último gesto de honra, acompanhando-os no caminho que seguiram em direção as cidades de Sodoma e Gomorra. É nesse contexto que o Senhor diz: “Ocultarei a Abraão o que estou para fazer, visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e nele serão benditas todas as nações da terra?” (Gn 18.17,18). Abraão, portanto, não é apenas o portador de uma grande promessa e o patriarca de uma grande nação. Ele também ocupa um lugar singular como profeta de Deus. Por isso, a declaração de Amós se ajusta tão bem a este momento: “Certamente, o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas” (Am 3.7). Dessa forma, o Senhor revela a Abraão tanto a gravidade do pecado de Sodoma quanto o juízo que está prestes a derramar sobre aquela cidade ímpia. Os pecados das duas cidades principais situadas às margens do mar Morto, Sodoma e Gomorra, haviam se multiplicado e se agravado muito. Por essa razão, faço dois questionamentos: (1) Ló não sabia que os moradores de Sodoma e Gomorra eram maus? O texto de Gênesis 13.13 mostra que a fama deles já era notória quando Ló decidiu ir para lá. (2) Por que Ló não deixou imediatamente essa cidade quando se viu no meio de um povo tão ímpio?
Aquelas cidades eram extremamente perversas pois seus habitantes eram dados às práticas sexuais contrárias à natureza: E chamaram Ló e lhe disseram: — Onde estão os homens que, à noitinha, entraram na sua casa? Traga-os aqui fora para que abusemos deles. (Gn 19.5, NAA). Igualmente Sodoma, Gomorra e as cidades vizinhas, que também se entregaram à imoralidade e adotaram práticas contrárias à natureza, foram postas como exemplo do castigo de um fogo eterno. (Jd v.7, NAA). Os homens daquele lugar não tentaram esconder seus pecados nem se arrependeram deles. O aspecto do rosto testifica contra eles; e, como Sodoma, exibem o seu pecado e não o encobrem. Ai deles! Porque estão provocando a sua própria desgraça. (Is 3.9, NAA). Mas nos profetas de Jerusalém vejo coisa horrenda: cometem adultério, andam com falsidade e fortalecem as mãos dos malfeitores, para que não se convertam da sua maldade. Para mim, todos eles se tornaram como Sodoma, e os moradores de Jerusalém, como Gomorra. (Jr 23.14, NAA). Algumas implicações: ● Pensando na escolha de Ló, tanto em ir para Sodoma como em permanecer por lá, afirmamos que nem toda oportunidade atraente convém ao servo de Deus, sobretudo quando ela o aproxima de contextos de maldade e pecado que irão minar a sua fé. ● Esse evento também nos chama a também a levar a sério a santidade do Senhor e a realidade do seu juízo. 2.2. O pecado leva à destruição. Verdade central: O pecado de Sodoma e Gomorra era imenso, e o Senhor não podia mais suportar a iniquidade daquele lugar. Deus é santo e não tolera a iniquidade, embora tenha misericórdia do pecador. Para refletir: Deus não ignora nem tolera o pecado, mas vê todo mal e injustiça. O caráter santo e perfeito de Deus exige que o pecado acarrete punição e toda injustiça seja castigada. A LIÇÃO DIZ: O pecado de Sodoma e Gomorra era imenso, e o Senhor não podia mais suportar a iniquidade daquele lugar. Deus é santo e não tolera a iniquidade, embora tenha misericórdia do pecador. Então, o Eterno toma a seguinte decisão: “Descerei agora e verei se, com efeito, têm praticado segundo este clamor que é vindo até mim; e, se não, sabê-lo-ei” (Gn 18.21).
O pecado pode levar a destruição? Mas o que ele destrói? ● Destrói a comunhão com Deus. O efeito imediato do pecado é a alienação, isto é, afastamento relacional de Deus. ● Destrói a integridade da pessoa. O pecado produz desejos que não conseguem ser satisfeitos e distorce até o conhecimento que a pessoa tem de si mesma. Em outras palavras, acontece uma destruição interior, pois a vontade fica cativa do mal, os afetos são desordenados e a consciência é deformada. Portanto, o pecado não estraga só comportamentos pontuais; ele alcança mente, desejos, vontade e corpo. ● Destrói os relacionamentos humanos. O pecado converte pessoas em objetos e o ambiente comunitário e social em um lugar hostil. O livro do Gênesis, em seus primeiros capítulos, mostra que o pecado tem o um grande potencial de se espalhar e se multiplicar: mentira, exploração, violência, abuso, vingança, incesto, assassinato, escravidão, rivalidade familiar. ● Destrói a vida. A morte é resultado do pecado e não algo “natural” ao ser humano em seu propósito original. ● Destrói porque termina em juízo. O pecado é destrutivo não só pelas suas consequências psicológicas, morais, comportamentais e espirituais, mas também porque ele se coloca contra a santidade de Deus.
Apêndice Neste ponto da narrativa (Gn 18.21), nós, os leitores do texto bíblico, começamos a notar que Deus se comporta como homem nessa história. Fica evidente que, em todo esse episódio, ele age dessa maneira: Deus assume um corpo humano; come uma refeição que Abraão preparou; fala como se estivesse tomando decisões no momento (“[não] esconderei de Abraão o que faço” [v. 17]); fala como se não soubesse dos acontecimentos e precisasse fazer uma investigação (“descerei agora e verei se tudo o que eles têm praticado condiz com o clamor que tem chegado a mim” [v. 21]). Ao mesmo tempo em que Deus assume uma forma humana, age como um ser humano e fala como um ser humano com Abraão, ele não deixa de revelar a sua identidade: ele é o Deus todopoderoso que dissera que Sara teria um filho dali um ano; ele é o Deus que conhece o íntimo do pensamento, e que repreendeu Sara, porque ela, no íntimo, riu-se da promessa, quando estava dentro da tenda; ele é o juiz de toda a terra a quem os clamores, o grito dos oprimidos, subiu; e ele é o Deus que é capaz de fazer avaliações e juízo, de destruir cidades e de poupar os justos que porventura nelas estejam. 2.3 A intercessão. Verdade central: Diante do juízo anunciado, Abraão se colocou na posição de intercessor, suplicando o favor do Senhor pelos habitantes justos que seriam destruídos com os ímpios. Para refletir: Tenho me colocado na brecha como intercessor pela minha família, cidade e nação, ou tenho orado apenas por mim mesmo e por minhas necessidades? A LIÇÃO DIZ: A decisão já estava tomada, mas Deus revela a seu servo o juízo que estava por vir. Diante do que o Senhor faria, Abraão coloca-se na posição de um intercessor.
No versículo 22, os dois anjos seguem em direção a Sodoma, enquanto Abraão permanece diante do Senhor. Os dois anjos descem pelo caminho do vale, rumo às cidades de Sodoma e Gomorra; Deus, porém, fica ali com Abraão, para dar ao patriarca a oportunidade de fazer o que Senhor sabia que ele faria. É como se Deus graciosamente lhe dissesse: “Eu vim para destruir Sodoma e Gomorra, mas vou escutar o que você tem a dizer”. Abraão não deixa passar a oportunidade, e, diz o texto, permanece diante do Senhor, enquanto os anjos descem para cumprir a sentença de Deus. Recordemos que, na Bíblia, os anjos com frequência são enviados por Deus para executar juízo. No livro do Apocalipse, são os anjos que derramam o juízo de Deus sobre toda a terra. Na revelação bíblica, vemos também que Deus manda um anjo para castigar Jerusalém, por causa do pecado de Davi. São anjos que destruíam exércitos inteiros. Foi o anjo da destruição, da morte, que passou na terra do Egito e matou os primogênitos, inclusive o filho de faraó. Os anjos são enviados de Deus para executar os seus juízos contra os ímpios e para proteger e abençoar os que são seus. Enquanto os dois anjos desceram na direção de Sodoma para executar a vontade de Deus, o Senhor ficou com Abraão no alto da montanha. Abraão, então, intercede seis vezes por Sodoma (v. 23-32). Ele já conhecia Sodoma e Gomorra, conhecia o rei de Sodoma, Bera, bem como o rei de Gomorra, Birsa. Sabemos disso em razão do evento narrado em Gênesis 14, em que Abraão lutou para trazer de volta as pessoas e os bens dessas duas cidades, pois haviam sido saqueadas por reis que vieram do Oriente, da Mesopotâmia. Portanto, Abraão já havia lutado por eles. Contudo, o mais importante é que Abraão sabia que Ló, seu sobrinho, e sua família estavam em Sodoma e que agora os anjos estavam indo na direção da cidade para destruí-la. Ele já havia usado as armas físicas (espadas, lança, escudo), agora ele usa arma espiritual da intercessão. Interceder é orar a Deus em favor de outra pessoa. É pedir, suplicar ou “pleitear” diante de Deus por alguém, buscando misericórdia, perdão, livramento, ajuda ou salvação.
Alguns pontos dessa intercessão merecem destaque: ● O primeiro ponto é que o apelo básico que Abraão faz a Deus, em prol de Sodoma, é um apelo à justiça de Deus. Ele diz, no versículo 23: “destruirás o justo com o ímpio?” (v.23), como se dissesse: “como o Senhor fará isso? O Senhor vai tratar o justo como se ele fosse igual ao ímpio?” Assim, Abraão apela para um dos atributos de Deus, a sua justiça. ● O segundo ponto de destaque é que o apelo de Abraão também recorre a outros atributos de Deus: a sua misericórdia e o seu amor. Ele diz no versículo 24: “Se houver cinquenta justos na cidade, destruirás e não pouparás o lugar por causa dos cinquenta justos que ali estão?” Nesse momento ele não apela para a justiça de Deus, mas sim para a misericórdia e o amor de Deus para com seu povo. Dessa forma, o que Abrãao quer dizer é: “além de justo, o Senhor é um Deus amoroso, misericordioso e fiel. Verifique o aprendizado de seus alunos (ponto 2): 1. Por que Ló escolheu morar nos arredores de Sodoma? 2. Como era o pecado de Sodoma e Gomorra segundo o texto bíblico? 3. Qual foi a atitude de Abraão diante do anúncio da destruição?
3. A DESTRUIÇÃO DE SODOMA E GOMORRA Pergunta chave: Como Deus executou seu juízo? Ideia central do ponto: Deus executou seu juízo sobre Sodoma e Gomorra com fogo e enxofre, salvando apenas Ló e suas filhas. A esposa de Ló pereceu por desobediência, tornando-se advertência de que não devemos olhar para trás. 3.1 Deus “é fogo consumidor”. Verdade central: Depois da destruição da humanidade no Dilúvio, a destruição de Sodoma e Gomorra foi o fato mais marcante e tornou-se referência e alerta da parte de Deus para toda a humanidade. Não podemos nos esquecer de que o Eterno é amor, mas também é justiça. Ele é “fogo consumidor”. Para refletir: Deus é amor, mas também é justiça. Ele dá tempo para o arrependimento, mas, quando o homem não quer, seu juízo é sem misericórdia. A LIÇÃO DIZ: Depois da destruição da humanidade na época de Noé por causa da corrupção geral do ser humano (Gn 6 e 7), a destruição de Sodoma e Gomorra nas campinas do Jordão foi o fato mais marcante e tornou-se referência e alerta da parte de Deus para toda a humanidade. Não podemos nos esquecer de que o Eterno é amor, mas também é justiça! Ele é “fogo consumidor”: “Pelo que, tendo recebido um Reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente com reverência e piedade; porque o nosso Deus é um fogo consumidor” (Hb 12.28,29). A expressão “Deus é fogo consumidor” aparece em Deuteronômio 4.24 e é retomada em Hebreus 12.29. Ela não quer dizer que Deus seja literalmente fogo, mas que Ele é santo, puro e irresistível em seu juízo.O fogo, nas Escrituras, muitas vezes simboliza a presença divina que purifica, prova e também consome aquilo que é impuro, rebelde e contrário à sua santidade. ● Em primeiro lugar, essa expressã revela a santidade de Deus. Ele é absolutamente puro e não convive com o pecado como se ele fosse algo normal. Por isso, quando a Bíblia diz que Deus é fogo consumidor, ela está afirmando que sua santidade reage contra toda idolatria, desobediência e impiedade. Em Deuteronômio, o contexto é justamente uma advertência contra a infidelidade da aliança. Israel não podia tratar o Senhor como se Ele fosse igual aos deuses das nações. ● Em segundo lugar, essa expressão revela o juízo de Deus. O fogo consome porque Deus julga o mal com justiça. Nadabe e Abiú, por exemplo, aprenderam que não se pode aproximar de Deus de qualquer maneira. Ananias e Safira também mostram, no Novo Testamento, que Deus continua santo. Portanto, “fogo consumidor” é uma forma metafórica de dizer que ninguém deve brincar com sua santidade. ● Em Hebreus 12.29, a expressão aparece no fim de uma exortação à reverência. O autor acabou de dizer que recebemos um Reino inabalável e, por isso, devemos servir a Deus de modo agradável, “com reverência e santo temor”. Em seguida, ele conclui: “porque o nosso Deus é fogo consumidor”. Ou seja, a graça de Deus não elimina sua santidade. O mesmo Deus que nos recebe em Cristo continua sendo majestoso, santo e digno de temor.
3.2 Uma catástrofe sem igual. Verdade central: Essas cidades tornaram-se símbolo de advertência divina contra a maldade e nunca mais foram habitadas. Para refletir: Tenho levado a sério as advertências da Palavra de Deus, ou tenho zombado ou ignorado os avisos divinos como fizeram os genros de Ló? A LIÇÃO DIZ: Não sabemos quantas pessoas habitavam em Sodoma e Gomorra. Provavelmente, havia um número elevado de habitantes, mas, a exemplo do que ocorreu no Dilúvio, quando somente Noé e sua família, oito pessoas, sobreviveram à destruição, também poucas pessoas foram salvas: Ló, sua esposa e suas duas filhas (Gn 19.15-23). Os genros de Ló zombaram dele quando os advertiu (Gn 19.14). Ao anoitecer, os dois anjos chegaram a Sodoma e foram recebidos por Ló, que os levou para sua casa e lhes ofereceu hospitalidade. Antes que fossem descansar, os homens da cidade cercaram a casa e exigiram que Ló entregasse os visitantes para que abusassem deles. Ló tentou impedir aquela maldade, mas a multidão se voltou contra ele e tentou arrombar a porta. Então, os anjos puxaram Ló para dentro, fecharam a porta e feriram os homens de Sodoma com cegueira. Em seguida, anunciaram a Ló que a cidade seria destruída por causa da gravidade do seu pecado e ordenaram que ele tirasse dali seus familiares. Ló foi avisar os genros, mas eles pensaram que tudo não passava de brincadeira. Eles não creram na palavra de Ló; portanto, não creram na advertência que Deus estava trazendo. Eles não haviam estado entre os homens que cercaram a casa de Ló, evidentemente, mas não tinham temor a Deus. Eram homens de Sodoma, apesar de terem se comprometido a casar com as filhas de Ló. Os genros de Ló acharam que ele estava brincando ou zombando, pois não criam em Deus, em pecado, em juízo e em nada do que Ló acreditava. Portanto, a autoridade da Ló e as palavras com que ele falou pareciam brincadeira e zombaria diante deles. Certo teólogo, ao comentar esse texto, diz: “Onde não há temor de Deus, essas coisas parecem brincadeira”. Isso continua a ser verdadeiro até hoje. Onde não existe o temor a Deus e o conhecimento da verdade, frases como “escapem do juízo”, “arrependam-se”, “voltem-se para Deus”, “existe um inferno” parecem brincadeira. As pessoas pensam que estamos zombando, brincando, ou fazendo algum tipo de piada, quando falamos da severidade do castigo de Deus que se aproxima sobre toda a humanidade.
Lembre, o comentário que estamos fazendo deste capítulo é seletivo, portanto, saltamos vários versículos seguindo o fluxo da lição. Ao amanhecer, os anjos apressaram Ló, dizendo: — Levante-se, pegue a sua mulher e as suas duas filhas, que aqui se encontram, e saia daqui, para que você não morra quando a cidade for castigada. Como, porém, ele se demorasse, aqueles homens o pegaram pela mão, a ele, a sua mulher e as duas filhas, sendolhe o Senhor misericordioso, e o tiraram, e o puseram fora da cidade. Havendo-os levado para fora, um deles disse: — Corra, para sair daqui com vida! Não olhe para trás, nem pare em toda a campina. Fuja para o monte, para que você não morra. (Gn 19.15-17, NAA). Ló havia demorado durante a noite toda, possivelmente na esperança de convencer seus futuros genros, mas foi em vão. É muito provável que, em seu coração, ele estivesse relutando em sair da cidade, pois tudo o que possuía estava ali. De que maneira ele sobreviveria sem seu gado, seus servos, seus bens e suas propriedades? Além do mais, conforme veremos mais adiante, sua esposa parecia gostar muito da cidade e estar ambientada; também suas filhas relutavam em deixar os dois noivos para serem destruídos. O fato é que o dia estava raiando, e Ló ainda estava na cidade, apesar de os anjos urdirem para que ele saísse dali com sua família, porque Deus iria destruir o lugar. Ló ainda se demorava, hesitando em sair da cidade. Então, os dois anjos tomam Ló pela mão, bem como sua mulher e suas duas filhas, e arrastam o grupo todo para fora da cidade. Moisés registra que Deus foi misericordioso para com Ló: “sendo o Senhor misericordioso com ele”. Deus poderia ter deixado Ló entregue a sua própria hesitação, mas o fez.
3.3 Transformada em estátua de sal. Verdade central: A esposa de Ló não seguiu a orientação dos anjos para não olhar para trás. Ela olhou, talvez para ver as cidades queimando, e ficou convertida numa estátua de sal. Ela não foi alcançada pelo fogo, mas pereceu pela desobediência. Para refletir: Tenho olhado para frente, buscando as coisas que são de cima, ou tenho olhado para trás com saudade do que Deus me mandou deixar? A LIÇÃO DIZ: Infelizmente, a esposa de Ló não seguiu a orientação dos anjos para não olhar para trás; ela olhou, talvez para ver as cidades queimando, e “ficou convertida numa estátua de sal” (Gn 19.26). Lembremos de que a esposa de Ló não foi alcançada pelo fogo, mas pereceu pela desobediência ao olhar para trás. Como servos de Deus, não devemos olhar para trás, mas para “as coisas que são de cima” (Cl 3.1,2). O texto bíblico diz: O sol estava nascendo sobre a terra, quando Ló entrou em Zoar. Então o Senhor fez chover enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra. Isso veio da parte do Senhor, desde os céus. Ele destruiu aquelas cidades, e toda a campina, e todos os moradores das cidades, e o que nascia na terra.E a mulher de Ló olhou para trás e virou uma estátua de sal. Além de Sodoma e Gomorra, também as cidades de Admá e Zeboim foram destruídas. A princípio, seriam destruídas as cinco cidades da planície do Jordão, a saber, Sodoma, Gomorra, Admá, Zeboim e Belá; no entanto, Belá, que mais tarde passou a se chamar Zoar, foi poupada, porque Ló pediu para ficar ali. De acordo com o registro do versículo 24, Deus fez chover fogo e enxofre dos céus. Moisés deixa claro que não se tratou de uma catástrofe natural. Atualmente, a região correspondente às cidades de Sodoma e Gomorra é cheia de depósitos de sal e de enxofre, e ninguém sabe mais ao certo a localização das antigas cidades. Acredita-se que seja onde está hoje a extremidade sul do mar Morto, e que a catástrofe tenha criado ou abaixado o nível da região, de forma que o mar a cobriu. Talvez os restos das cidades estejam debaixo do mar Morto. No versículo 26, Moisés registra que a mulher de Ló olhou para trás e se tornou uma estátua de sal. Isso aconteceu durante a fuga para Zoar, quando a destruição já havia começado. O texto sugere que ela ficou para trás e que seu olhar não foi um gesto casual, mas um sinal do apego do seu coração à cidade que estava sendo julgada. Muitos estudiosos entendem que ela era natural de Sodoma, o que ajuda a explicar esse vínculo mais profundo com o lugar. Portanto, embora tivesse recebido uma ordem clara para fugir sem parar e sem olhar para trás, desobedeceu. Seu gesto revelou que, mesmo saindo da cidade, seu coração ainda permanecia nela. A esposa de Ló foi transformada (no hebraico, literalmente, “tornou-se”) em uma estátua de sal. Não sabemos se a transformação foi um juízo imediato de Deus ou se a mulher foi alcançada pelo fogo e o enxofre que estavam caindo da parte de Deus, uma vez que ela havia ficado mais para trás do que sua família. O fato é que esse evento foi usado pelo Senhor Jesus séculos depois, para advertir seus discípulos quando Jerusalém fosse cercada pelos romanos. Em Lucas 17, Jesus diz aos discípulos que o domínio romano seria um juízo de Deus contra Jerusalém por tê-lo rejeitado, e que, quando eles vissem Jerusalém cercada de exércitos, deveriam fugir e não olhar para trás, não voltar para salvar nenhum bem. Então, nesse contexto, Jesus diz, em Lucas 17.32: “Lembrai-vos da mulher de Ló”. A mulher de Ló ficou como exemplo na história bíblica de alguém que se apegou ao mundo, e que, apesar de todos os benefícios e de toda a graça de Deus que lhe fora concedida, trocou tudo pelas coisas que estavam em seu coração: trocou a vida e a salvação em Zoar por Sodoma.
Implicações: ● Há pessoas que saem de certas práticas, ambientes ou vínculos mundanos, mas continuam interiormente presas a eles. Continuam olhando para trás com saudade, desejo ou nutrindo certa simpatia. Todavia, o texto nos adverte a obedecer sem hesitação, romper com o pecado sem nutrir afeição por ele e seguir adiante com os olhos postos na direção apontada por Deus. ● O lugar para onde Deus quer nos levar, nem se compara com o lugar do qual ele nos tirou. De acordo com Gênesis 19:17, um dos anjos ordenou que Ló e sua família fugissem para um lugar alto. O propósito era tirá-los da destruição e levá-los a um lugar totalmente seguro. Com isso, chegamos a conclusão que o lugar de onde Deus tirou Ló e sua família não se compara para onde Deus os levou. Do mesmo modo, a nossa vida em Cristo é eternamente maior e melhor que o mundo e suas paixões. Não se rebaixe, jamais desça a um nível de vida abaixo do que Deus tem para você. Conforme Colossenses 1:13, “Deus nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho”. Verifique o aprendizado de seus alunos (ponto 3): 1. Por que a destruição de Sodoma e Gomorra se tornou referência para toda a humanidade? 2. Quantas pessoas foram salvas da destruição de Sodoma? 3. O que aconteceu com a esposa de Ló e por quê? 4. O que significa não olhar para trás na vida cristã?
CONCLUSÃO A destruição de Sodoma e Gomorra foi o resultado do pecado cometido de forma constante diante de Deus. Ele ofereceu tempo para o arrependimento, mas quando o pecado é persistente e o coração se endurece, o juízo divino torna-se inevitável. Deus é misericordioso e dá muitas oportunidades para que o homem se arrependa, mas sua paciência tem limite. Para quem rejeita o arrependimento, não há escape. A história nos adverte a obedecer completamente a Deus, não apenas em aparência, mas com o coração inteiro. Sodoma e Gomorra tornaram-se um símbolo permanente do juízo de Deus contra o pecado e a desobediência.
Isis Valverde e Marcus Buaiz elevam elevaram o conceito de férias de luxo com uma mansão ‘pé na areia’ repleta de verde em Trancoso, na Bahia. Conheça a hospedagem onde as diárias chegam a R$ 42 mil! Casados desde o final de 2024, Isis Valverde e Marcus Buaiz não economizam quando o assunto é viagem. Tirando alguns dias de descanso em Trancoso, na Bahia, a atriz e o empresário elegeram uma mansão de aluguel no estilo ‘pé na areia’ para se hospedar e aproveitar, com exclusividade, os melhores atrativos da região.
Em uma das imagens, Isis aparece na piscina com o filho, Rael, fruto de seu antigo relacionamento com André Resende. A atriz também publicou fotos em clima de romance com Marcus Buaiz e registros do casal aproveitando a praia. O empresário também compartilhou cliques da viagem com os seguidores.
Mansão de luxo tem 700 m² e estrutura para até 16 hóspedes
De acordo com informações da revista Quem, a mansão escolhida por Isis Valverde e Marcus Buaiz tem 700 m² e é cercada por área verde. O clima de exclusividade também está na proximidade com o mar, a cerca de apenas 300 metros da praia, podendo ser acessada a pé.
A casa tem seis suítes, sendo cinco delas master e, ao todo, está capacitada para receber até 16 pessoas. A cozinha segue conceito aberto e dispõe de utensílios e eletrodomésticos de alto padrão para um jantar que acompanha o estilo de vida dos seus hóspedes.
Além da proximidade com o mar, a parte externa do imóvel reúne espaços voltados ao descanso, como dois decks com vista para o verde e uma piscina de borda infinita que fez sucesso nas redes sociais de Isis Valverde, que recentemente ganhou um prêmio Framboesa de Ouro.
Diárias variam ao longo do ano e podem chegar a R$ 42 mil
Ainda segundo as informações apuradas pela Quem, os valores de locação para a mansão luxuosa mudam de acordo com a época. Na baixa temporada, como estamos agora no início do outono, a diária é de R$ 8,5 mil. Já na alta, como o verão e férias escolares, o preço sobe para R$ 9,5 mil. Em períodos mais disputados, os preços aumentam bastante. No Réveillon, por exemplo, um pacote de 10 dias custa R$ 420 mil, o que equivale a R$ 42 mil por diária. Já no Carnaval, um pacote de cinco dias sai por R$ 100 mil, sendo R$ 20 mil cada dia.
Pouca gente assume, mas o quiabo costuma aparecer na lista dos alimentos mais rejeitados, quase sempre por causa da famosa “baba”. Ainda assim, o que muita gente não sabe é que esse vegetal tem um perfil nutricional surpreendente e pode ser um verdadeiro aliado da saúde quando incluído na rotina. Rico em água, vitaminas e minerais como ferro, potássio e zinco, o quiabo também se destaca pela presença de cálcio, importante para a manutenção de ossos fortes. Além disso, ele contém ácidos essenciais que ajudam no bom funcionamento do organismo como um todo, mostrando que sua fama não faz jus ao que entrega.
Um combo de benefícios para o corpo Quando o assunto é saúde, o quiabo vai além do básico. O médico nutrólogo Ronan Araujo explica, em um artigo anterior, que o alimento é uma excelente fonte de vitamina C, também conhecida como ácido ascórbico. “O quiabo melhora problemas como o colesterol, refluxo, úlcera, anemia, asma, gripes e resfriados”, afirma o especialista.
Outro ponto importante está nas fibras. Elas ajudam a regular o intestino e ainda contribuem para a prevenção de doenças nessa região. As fibras solúveis, em especial, têm um papel interessante: diminuem a absorção de gorduras e ajudam a evitar desconfortos como gases, prisão de ventre e distensão abdominal.
O governo informou, nesta quarta-feira (10), que 70,8% dos R$ 1,3 trilhão do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de 2023 a 2026, já foram executados. São R$ 944,8 bilhões investidos até agosto deste ano em diversas obras e equipamentos por todo o país.
Em cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que muita gente achava “humanamente impossível” concluir esse volume de investimento. Ele cobrou que prefeitos e governadores deem andamento aos projetos e disse que é papel do Estado mobilizar recursos para obras que alcancem a periferia e os mais pobres.
“Agora, essa última parte está sendo passar a bola de investimento para prefeitos e governadores e nós esperamos que a nossa burocracia, de quem vai fazer o investimento, não demore muito”, disse, lembrando que a escolha dos empreendimentos que receberam recursos foi feita junto com os entes federados.
“Quando a gente pensa o PAC e a gente coloca a quantidade de coisa que nós colocamos, não é uma coisa que foi pensada por nós só, é uma coisa que veio por conta das reuniões que nós fizemos com prefeitos, com governadores e o debate a nível nacional de que é preciso dar um jeito nesse país. Se não, a gente melhora somente os lugares de sempre, o miolo da cidade”, disse.
Lula ainda agradeceu a equipe da Casa Civil, responsável pela coordenação do programa.
Com previsão de R$ 1,7 trilhão em investimentos públicos e privados, o Novo PAC foi lançado em agosto de 2023 pelo presidente Lula. Do valor total, R$ 1,3 trilhão devem ser aplicados até 2026 e o restante após essa data.
PAC Seleções
Nesta quarta-feira, o governo anunciou os últimos investimentos dessa gestão do Novo PAC Seleções e as autorizações para uso dos recursos do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS). Serão R$ 39,3 bilhões para saúde, educação, abastecimento de água e esgoto.
O Novo PAC Seleções é voltado para atender projetos prioritários apresentados diretamente por estados e municípios. Hoje, foram divulgados os projetos habilitados nos eixos de abastecimento de água urbano e rural e de esgotamento sanitário urbano, no valor total de R$ 11,2 bilhões entre recursos federais e financiamentos.
Foram contempladas 218 propostas estaduais e 70 municipais, sendo 69 de abastecimento de água urbano, 153 de abastecimento de água rural e 66 de esgotamento sanitário.
Com a habilitação, os estados e municípios devem apresentar a documentação técnica necessária aos agentes financeiros para a análise de viabilidade, incluindo avaliação de risco e endividamento e os projetos de engenharia. Após a validação, elas passam para a etapa de análise final, sob responsabilidade do Ministério das Cidades.
Infraestrutura social
Do FIIS foram autorizados R$ 28,1 bilhões em financiamento para 1.701 propostas nas áreas de saúde e educação, sendo R$ 18 bilhões ainda em 2025 e outros R$ 10 bilhões em 2026. Deste total, R$ 18,4 bilhões estão autorizados para a área de saúde e R$ 9,7 bilhões para a educação.
São propostas como aquisição de ônibus escolares e construção ou ampliação de creches, escolas, quadras de esportes, UBS, UPAs, Centros Centro de Atenção Psicossocial (CAPs), policlínicas, maternidades, hospitais, entre outros empreendimentos.
Criado em agosto de 2024, o novo instrumento operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiará equipamentos e serviços em áreas como educação básica, saúde, segurança pública e outras atividades de relevante interesse social. A regulamentação do FIIS foi aprovada em outubro deste ano pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e prevê juros reduzidos, carência e prazos maiores para pagamento.
Com o FIIS Saúde, 1.119 municípios serão beneficiados em todas as unidades da Federação, exceto em Roraima, que não enviou proposta. Além disso, houve 233 propostas autorizadas para instituições públicas, filantrópicas e privadas. Na educação 1.129 municípios de 25 estados estão autorizados a contratarem o financiamento.
Foram contempladas com os recursos do fundo mais de 39 mil propostas habilitadas no Novo PAC Seleções, mas que não foram selecionadas por falta de recursos do programa.
Além de recursos específicos no Orçamento da União, o dinheiro do FIIS poderá vir de instituições financeiras nacionais e internacionais, convênios com a administração pública, entre outras fontes.
Ministério da Saúde informa que é falsa e enganosa a informação divulgada em redes sociais de que os veículos entregues no Ceará para o transporte de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) teriam sido entregues com problemas mecânicos ou elétricos. Os veículos passaram por vistorias e já estão aptos para circulação e prontos para atender a população. As informações difamatórias não tem qualquer comprovação nem base na realidade.
A publicação distorce uma ação estruturante do Governo Federal voltada a ampliar o acesso da população a tratamentos especializados, especialmente para pacientes que precisam se deslocar entre municípios para realizar procedimentos como hemodiálise e radioterapia.
A entrega realizada no Ceará integra uma estratégia inédita do programa Agora Tem Especialistas. O Ministério da Saúde realizou a primeira compra federal de 2,1 mil veículos para apoiar o transporte de pacientes do SUS em todo o país, com investimento de R$ 815 milhões por meio do Novo PAC Saúde. A iniciativa contempla 700 micro-ônibus, 700 vans e 700 ambulâncias e representa, pela primeira vez, apoio direto do Governo Federal à infraestrutura necessária para o deslocamento de pacientes em busca de atendimento no SUS.
No caso do Ceará, a entrega dos primeiros veículos está voltada ao fortalecimento do atendimento regionalizado e ao apoio ao deslocamento de pacientes que dependem de tratamento especializado fora de seu município de residência. A medida responde a uma necessidade concreta da população e busca reduzir obstáculos reais de acesso à saúde.
O Ministério da Saúde reforça que a ação foi planejada de forma estruturada, em articulação com estados e municípios, para enfrentar um problema histórico do SUS: a longa distância percorrida por pacientes em busca de atendimento especializado. Em muitos casos, esse deslocamento é um fator que dificulta a continuidade do tratamento e amplia o sofrimento de quem já enfrenta uma condição de saúde delicada.
Informações sobre eventuais ocorrências pontuais, quando existentes, devem ser tratadas com base em apuração técnica, documentação e canais oficiais. A divulgação de conteúdos sem comprovação, com generalizações indevidas, desinforma a população e compromete o entendimento sobre uma política pública criada justamente para ampliar o cuidado e garantir mais acesso ao tratamento.
O compromisso do Ministério da Saúde é seguir fortalecendo o SUS com medidas concretas, baseadas em planejamento, investimento público e cooperação federativa, para assegurar que o cuidado chegue a quem mais precisa.
Governo do Brasil anunciou, nesta quarta-feira (22), durante café com jornalistas, a realização da Semana de Vacinação nas Escolas, que acontece entre 24 e 30 de abril. A mobilização leva equipes de saúde a escolas públicas para atualizar a caderneta de crianças e adolescentes de 9 a 15 anos. A ação integra o Programa Saúde na Escola (PSE), parceria entre os ministérios da Saúde e da Educação, e pretende alcançar 27 milhões de estudantes em 104,9 mil escolas de 5.544 municípios. Além do calendário básico, a estratégia inclui a imunização contra o HPV para jovens de 15 a 19 anos que não se vacinaram na idade recomendada, chegando à unidade de ensino médio e Educação de Jovens e Adultos nesse caso. “Com a vacinação nas escolas, estamos extinguindo a disciplina do negacionismo científico da educação básica. É a maior cobertura vacinal infantil dos últimos nove anos, atingindo um índice cinco vezes superior à média mundial. Isso é motivo de comemoração, mas não para que as escolas e as equipes de saúde da família baixem a guarda”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Incentivo à vacinação por mensagens diretas ao cidadão
O Ministério da Saúde também usa a tecnologia como aliada para lembrar as famílias quando é a hora de vacinar. A Caderneta Digital de Vacinação da Criança, no ar há um ano, contabiliza mais de 3,3 milhões de acesso no período – é o mini app mais acessado do Meu SUS Digital. E, a partir de agora, uma nova funcionalidade: quem está cadastrado, recebe lembretes (push) conforme a idade das crianças, incentivando a ida aos postos de saúde o quanto antes para atualizar a caderneta.
Por meio da Caderneta Digital de Saúde da Criança no aplicativo Meu SUS Digital, pais, mães e responsáveis podem acompanhar, em tempo real, o histórico de vacinas, consultar a previsão das próximas doses.
Outra medida é o Governo na Ponta, que consiste no envio de mensagens de serviço para o cidadão, via whatsapp e pelo GovBr. O incentivo à vacinação começou no ano passado, seguindo o calendário de campanhas nacionais de vacinação, com um total de 5 milhões de mensagens enviadas – sendo 2,2 milhões via whatsapp. Este ano, o número já é 20 vezes maior, com 39 milhões de disparos, sendo 10,2 milhões via whatsapp.
Reforço do Saúde na Escola
Nos últimos anos, o Programa Saúde na Escola tem registrado avanços significativos na saúde de crianças e adolescentes. Entre 2022 e 2025, as atividades de prevenção de violências cresceram 175,4%, a verificação da situação vacinal aumentou 119% e as ações de saúde mental subiram mais de 233%, passando de cerca de 7 mil registros em 2020 para quase 99 mil em 2025.
“A Política Nacional Integrada da Primeira Infância conta com a participação ativa do Ministério da Saúde. É fundamental que as crianças se vacinem na idade adequada e tudo isso deve estar articulado com a escola. Por exemplo, a matrícula e a permanência na escola está ligada ao cartão de vacinação”, reforçou o ministro da Educação, Leonardo Barchini.
Aumento nas coberturas infantis
O Ministério da Saúde reverteu a queda histórica nas coberturas vacinais registrada nos anos anteriores, agravada pelos impactos da pandemia de Covid-19. Em 2025, todas as vacinas do calendário infantil apresentaram aumento de cobertura em relação a 2022. A tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, chegou a 92,96% de cobertura, ante 80,7% em 2022, mantendo o Brasil livre do sarampo, mesmo diante do avanço de casos na América do Norte. A vacinação contra o HPV também avançou. Entre meninas de 9 a 14 anos, a cobertura chegou a 86,11%, e entre meninos, a 74,46%. No público feminino, o índice é cinco vezes superior à média mundial. Além disso, onze estados já atingiram a meta de 90% para o sexo feminino e três estados para o sexo masculino, resultado importante para a prevenção do câncer de colo do útero. No caso da meningite, a cobertura da vacina meningocócica ACWY passou de 45,8% em 2022 para 67,75% em 2025. O número de crianças protegidas é quatro vezes maior em 2025, em relação a 2020.
Ministério das Comunicações (MCom) prepara o lançamento de um novo edital para levar internet de qualidade a até 2,7 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS) em todo o Brasil. A iniciativa, que contará com investimento da ordem de R$ 100 milhões do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), promete modernizar o atendimento pelo SUS e agilizar diagnósticos, especialmente em regiões com menor acesso a serviços de saúde.
As unidades contempladas estão distribuídas em mais de mil municípios, em 26 unidades da federação, e fazem parte das ações do NovoPAC para ampliar a inclusão digital em serviços essenciais.
Com a conectividade, será possível informatizar prontuários, integrar dados de pacientes e ampliar o uso da telessaúde, o que contribui para reduzir filas e evitar deslocamentos desnecessários, reduzindo desigualdades regionais. Comunidades rurais, indígenas, ribeirinhas e periferias urbanas estão entre as mais beneficiadas com a expansão. “Esse edital vai priorizar as UBS para garantir que médicos, enfermeiros, equipes de saúde e pacientes tenham acesso a uma infraestrutura digital moderna. Isso significa prontuários eletrônicos mais ágeis, integração de dados e atendimentos mais rápidos e eficientes”, afirmou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho. O foco do projeto são as UBS que ainda não possuem acesso à internet, usando a tecnologia como ferramenta para reduzir desigualdades regionais. Com banda larga e Wi-Fi nas unidades, será possível melhorar a gestão de medicamentos, facilitar o agendamento de consultas e ampliar o acesso a exames e diagnósticos à distância.
“Com foco em universalizar a conectividade nas UBS, o Ministério da Saúde destinou R$ 30 milhões ao MCom para conectar 775 unidades básicas em áreas remotas, onde muitas vezes apenas a conexão via satélite é viável. Este novo edital vai ajudar a viabilizar a segunda fase do NovoPAC, voltada à conexão de UBS que podem ser atendidas por fibra óptica e que ainda não possuem acesso. Isso significa que poderemos ampliar o acesso virtual a ações e serviços de saúde para as populações mais vulneráveis e que mais precisam, onde a conectividade não tinha chegado ainda”, ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Empresas e provedores interessados deverão apresentar propostas que incluam não apenas a conexão, por fibra óptica ou satélite, mas também a instalação de redes Wi-Fi internas nas unidades de saúde.
Ainda em 2026, o MCom, em parceria com o Ministério da Saúde, vai concluir a conexão de 1.191 UBS previstas em acordo assinado no ano passado. Do total previsto, 859 já foram conectadas e contam com internet pública ativa. As 332 restantes, localizadas majoritariamente em regiões de difícil acesso, serão indicadas pelo Ministério da Saúde e conectadas ao longo do próximo ano.
Fust
O lançamento do novo edital para conectar até 2,7 mil UBS é uma iniciativa que reforça o uso do Fust como motor da inclusão digital em serviços públicos. Em 2024 e 2025, o ministério já havia lançado dois editais totalizando mais de R$ 600 milhões para conectar mais de 17 mil escolas públicas, dentro do programa Escolas Conectadas. A expectativa é que a implementação dessa nova leva de UBS comece ainda em 2026.
UBS
Dados mais recentes do Censo Nacional de Unidades Básicas de Saúde, mostram o avanço do processo de transformação digital: 94,6% das UBS do país já dispõem de conexão com internet, e 87% já utilizam prontuário eletrônico.
Na noite desta quarta-feira (22), educadores, estudantes, ativistas e militantes pelo meio ambiente e pela reforma agrária se reúnem na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para o evento em homenagem à Jornada da Terra. A jornada é ciclo de debates e eventos com duração de três meses, envolvendo universidades públicas pernambucanas – como a UFPE, UFRPE e UPE -, o Centro Sabiá, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), vinculada ao Ministério da Educação (MEC). A reunião solene tem início às 18 horas, no auditório Sérgio Guerra, anexo 2 da Alepe, na rua da União, nº 397, na Boa Vista, centro do Recife. Para acessar o edifício, é recomendado o uso de calça. A homenagem foi proposta pela deputada Rosa Amorim (PT), presidenta da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa e jovem militante do Movimento Sem Terra (MST). Até 22 de julho, as instituições envolvidas na Jornada da Terra promovem uma série de oficinas, rodas de debates e encontros de mobilização. Coletivos, movimentos e outros grupos da sociedade civil podem propor atividades vinculadas à jornada. Basta inscrever a ação através de formulário online (clique aqui). Para mais informações sobre a programação, recomenda-se o contato através do e-mail jornadadaterra2026@fundaj.gov.br.
A Jornada da Terra busca engajar mais pessoas na reflexão e nas respostas, visando tanto frear os agentes aceleradores da crise, como também buscar atenuar os impactos desta crise para a vida na Terra.
Na manhã desta quarta-feira (22), a Universidade Federal de Pernambuco já deu início às atividades, com um seminário no Centro de Ciências da Saúde (CCS) cujo tema, “urgência climática e justiça ambiental: territórios, saberes e futuros possíveis”, deu destaque ao protagonismo dos atores dos territórios na construção de soluções mitigadoras dos efeitos da crise climática. O 22 de abril é considerado o Dia da Terra, marco de luta pelo meio ambiente celebrado em todo o planeta.