“A inflamação não é de todo ruim”, assegura a nutricionista focada em saúde intestinal Davineé Lingo em um artigo do portal de saúde e bem-estar EatingWell. Segundo a especialista, a condição surge como uma resposta imunológica necessária que ajuda o corpo a detectar e destruir substâncias estranhas que afetam a saúde. De acordo com a nutricionista, uma tática para reduzir a inflamação — responsável por ocasionar uma série de doenças — é optar por uma dieta rica em vegetais coloridos, sendo um em especial, no caso, a beterraba. Davineé destacou que a hortaliça tuberosa traz composição betalaínas, pigmentos “poderosos” com ação anti-inflamatória.
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A beterraba ajuda a combater a inflamação
“Foi demonstrado que as betalaínas reduzem vários marcadores de inflamação, diminuem a produção de radicais livres pró-inflamatórios e protegem o corpo de substâncias nocivas chamadas xenobióticos”, ressaltou a nutricionista ao ter por base um estudo publicado pelo jornal acadêmico Human Nutrition & Metabolism. A especialista salientou que a beterraba é fonte de nitratos dietéticos: “São compostos naturais que o corpo converte em óxido nítrico, um importante mensageiro químico que ajuda a dilatar os vasos sanguíneos, melhorando o fluxo do sangue”. Davineé pontuou que esses ativos melhoram o desempenho de atletas, fato comprovado por uma pesquisa publicada revista na Critical Reviews in Food Science and Nutrition. Davineé realçou que a beterraba é “embalada de manganês”, composto que desempenha um papel na produção e ativação do superóxido dismutase (SOD), considerado um dos mais importantes antioxidantes do corpo responsável por combater os radicais livres. Consumir uma xícara do vegetal cru oferece em torno de 19% do valor diário do mineral.
Um estudo recente da Preply, uma plataforma de ensino de idiomas, revelou dados preocupantes sobre os hábitos de leitura dos brasileiros. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura, cerca de 30% dos brasileiros nunca adquiriram um livro, e 58% dos entrevistados manifestaram falta de interesse pela leitura ou sentem que perderam esse hábito ao longo do tempo, o que impacta negativamente sua habilidade como leitores. A fim de compreender melhor as perspectivas dos brasileiros em relação ao universo literário, a Preply conduziu entrevistas com centenas de pessoas de todas as regiões do país. Durante esses diálogos, os participantes compartilharam suas experiências pessoais com a leitura, desde suas preferências literárias até os ambientes mais propícios para desfrutar de uma boa história. Além disso, puderam identificar os principais obstáculos que dificultam o hábito da leitura no Brasil, destacando responsabilidades domésticas e o uso das redes sociais como fatores influentes.
FORMATOS E GÊNEROS
Quanto aos padrões de leitura, a pesquisa revela que, apesar da diversidade de formatos disponíveis, o livro impresso continua sendo a escolha predominante, com cerca de 60% dos entrevistados o preferindo em detrimento de e-books (11,6%) e audiolivros (6,2%). Em relação aos gêneros literários mais populares, a ficção e a autoajuda lideram, seguidas por mistério/suspense, fantasia/ficção científica e histórias de amor. Quanto aos momentos propícios para a leitura, a maioria dos entrevistados prefere dedicar-se a um livro durante momentos de tranquilidade em casa, seguido por períodos de espera e viagens de férias, quando há mais tempo livre e relaxamento.
DESAFIOS
Entretanto, os desafios para a prática da leitura são significativos. Barreiras como o acesso limitado aos livros, a falta de investimento na educação e a crescente influência do entretenimento digital, como redes sociais e conteúdos audiovisuais, contribuem para a diminuição do interesse e do hábito de leitura entre os brasileiros. Além disso, as responsabilidades cotidianas, tanto profissionais quanto familiares e domésticas, também são citadas como obstáculos significativos.
A PESQUISA
Para investigar os hábitos de leitura no Brasil, nas últimas semanas, 500 entrevistados de todas as regiões foram solicitados a responder a 10 questões envolvendo certos detalhes de suas relações e experiências com os livros, dos gêneros literários favoritos aos melhores ambientes para se estar na companhia de uma boa história. A organização das respostas possibilitou a criação de diferentes rankings, nos quais é possível conferir o percentual de cada alternativa apontada pelos entrevistados.
O Consórcio Nordeste, grupo formado pelos nove estados da região, anunciou o envio de recursos humanos e equipamentos para auxiliar os esforços de busca, socorro e o atendimento à população atingida pelas tempestades no Rio Grande do Sul. Segundo o consórcio, cada estado disponibilizou recursos, incluindo dezenas de bombeiros militares, binômios (dupla formada por bombeiro e cão farejador), embarcações, viaturas e enfermeiros. Estão sendo enviados também Equipamentos de Proteção Individual (EPI), como luvas, roupas técnicas, cordas e outros.
O estado já conta om mais de 50 mortos e mais de 20 mil pessoas desabrigadas
O Rio Grande do Sul já registra 56 mortes devido às fortes chuvas que atingem o estado desde o início da semana. De acordo com boletim da Defesa Civil, 281 municípios foram afetados deixando 8.296 pessoas em abrigos e 24.666 cidadãos desalojados. O número de desaparecidos chega a 67. Há ainda 74 feridos.Os trabalhos de resgate têm sido dificultados por cortes de energia elétrica e de telecomunicações. Diversas comunidades do interior do estado encontram-se isoladas por alagamentos e ocorrências nas estradas. Até a noite desta sexta-feira (3), ao menos 128 trechos de 68 rodovias estavam total ou parcialmente bloqueados, incluindo estradas e pontes.”Os nove governos do Nordeste deixam seus efetivos à disposição do Governo do Rio Grande do Sul para que juntos possamos combater os efeitos deste desastre natural que atinge nossos irmãos gaúchos”, disse o consórcio em nota. De acordo com as previsões, o mau tempo não deve dar trégua ao longo do fim de semana. Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou novo alerta de perigo de chuvas intensas para o Rio Grande do Sul e a região sul de Santa Catarina.
Levantamento do Programa de Imunizações de Pernambuco (PEI-PE) mostra que, até o momento, apenas 3.640 doses das vacinas contra dengue (5% do lote) foram aplicadas no Estado, o que comprova a baixa procura pelo imunizante. No dia 5 de abril, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) recebeu, do Ministério da Saúde, um lote 72.020 doses, já encaminhadas aos municípios. Mas, até o momento, só 5% foram aplicadas e registradas pelas gestões locais no sistema de informação.
Com doses sobrando nos postos de saúde, Pernambuco amplia a faixa etária de acesso à vacinação contra a doença. A partir de agora, crianças e adolescentes entre 10 a 14 anos de idade podem ser imunizadas. Anteriormente, no Estado, a orientação era vacinar meninos e meninas com 10 e 11 anos.Em Pernambuco, 20 municípios são contemplados pela estratégia. A medida de ampliação foi recomendada diante da baixa procura por vacinação nessas cidades, iniciada há cerca de duas semanas.“É importante destacar que, nesse cenário de aumento de casos de dengue e por ocasião da disponibilidade de doses, especialmente para faixa etária de 10 a 14 anos, é importante que a população busque a vacinação de suas crianças e adolescentes”, destaca a superintendente de Imunizações da SES-PE, Jeane Tavares Torres.“A vacina contra dengue protege contra os quatro sorotipos, sendo o três e quatro de ressurgimento nos últimos anos. A faixa etária (contemplada com a imunização) está suscetível a eles.”
Veja quais cidades de Pernambuco vacinam crianças e adolescentes contra dengue:
A imunização é destinada a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos das seguintes cidades de Pernambuco: Recife, Paulista, Jaboatão dos Guararapes, Vitória de Santo Antão, Cabo de Santo Agostinho, Igarassu, Camaragibe, Abreu e Lima, Olinda, Chã Grande, Araçoiaba, São Lourenço da Mata, Chã de Alegria, Moreno, Ilha de Itamaracá, Ipojuca, Glória do Goitá, Fernando de Noronha, Pombos e Itapissuma.
Toda venda do Burger Pão Carne e Queijo, que custa R$ 39,90 será revertida em doação
O restaurante Melt Cozinha de Fogo, localizado em Goiânia, doará 100% das vendas de um dos hambúrgueres do cardápio para ajudar as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul (RS). Segundo o proprietário Juliano Carrilho, a ação acontecerá durante todo o domingo (5). O horário de funcionamento será das 11h às 22h. Carrilho explicou que toda a venda do Burger Pão Carne e Queijo, que custa R$ 39,90 será revertida em doação. De acordo com o proprietário, será entregue um relatório com o total das vendas ao governo do estado afetado.
“Nem todas as pessoas entram na conta e ajuda, mas se ela tiver algo em troca, participam”, disse Carrilho.O estabelecimento ressaltou que não tem problema se o cliente quiser comer outra coisa, mas que seria de grande valia se ele considere levar o Buger para ajudar as vítimas das enchentes. Carrilho disse que a ação tem o objetivo de incentivar as pessoas a doarem e a ajudarem aqueles que precisam. Conforme divulgou o restaurante nas redes sociais, “estamos distantes da região, e a forma mais eficaz no momento é arrecadar o dinheiro”.
O último boletim divulgado pela Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul, atualizado às 18h deste sábado (3), confirmou 55 pessoas mortas, 107 feridas e 74 desaparecidas em todo o estado, por causa das fortes chuvas que atingem a região desde a última terça-feira 30.
Municípios afetados: 317
Pessoas em abrigos: 13.324
Desalojados: 69.242
Afetados: 510.585
Feridos: 107
Desaparecidos: 74
Óbitos confirmados: 55
Bento Gonçalves (3)
Boa Vista do Sul (2)
Bom Princípio (1)
Canela (2)
Caxias do Sul (4)
Encantado (1)
Farroupilha (1)
Forquetinha (2)
Gramado (6)
Itaara (1)
Lajeado (1)
Montenegro (1)
Pantano Grande (1)
Paverama (2)
Pinhal Grande (1)
Putinga (1)
Salvador do Sul (2)
Santa Cruz do Sul (3)
Santa Maria (6)
São João do Polêsine (1)
São Vendelino (2)
Segredo (1)
Serafina Corrêa (2)
Taquara (2)
Três Coroas (1)
Vale do Sol (1)
Venâncio Aires (3)
Vera Cruz (1)
Óbitos em investigação: 7
Caxias do Sul (1)
Pinhal Grande (1)
Santa Cruz do Sul (1)
Santa Maria (1)
Três Coroas (3)
Alertas
Para aumentar o nível de prevenção, as pessoas podem se cadastrar para receberem os alertas meteorológicos da Defesa Civil estadual. Para isso, é necessário enviar o CEP da localidade por SMS para o número 40199. Em seguida, uma confirmação é enviada, tornando o número disponível para receber as informações sempre que elas forem divulgadas. Também é possível se cadastrar via aplicativo Whatsapp. Para ter acesso ao serviço, é necessário se registrar pelo telefone (61) 2034-4611 ou clicando aqui. Em seguida, é preciso interagir com o robô de atendimento enviando um simples “Oi”. Após a primeira interação, o usuário pode compartilhar sua localização atual ou qualquer outra do seu interesse para, dessa forma, receber as mensagens que serão encaminhadas pela Defesa Civil estadual.
Muitas casas foram destruídas na tragédia, e a mãe de Maria Alice e Maria Flor decidiu ajudar algumas entidades. Nos stories do Instagram, ela publicou os comprovantes das doações.
Quanto ela doou?
Ela doou R$ 50 mil para cada uma das três instituições diferentes que escolheu, somando, ao todo R$ 150 mil. Porém, alguns internautas acharam muito pouco dinheiro, em comparação a fortuna dela. “Só? Essa moça é milionária, só rindo…”, disse uma internauta no Instagram. “Doou, doou… falar valores é querer aparecer mais, gente! Caridade não se negocia”, comentou uma outra.
Como os crentes de Corinto, constantemente nos achamos em luta contra dois inimigos: o mundanismo e a carnalidade. O primeiro é exterior, e o segundo, interior. Os coríntios raramente os venciam; frequentemente sucumbiam a ambos. Em consequência, cometiam sérios pecados, um após outro. Quase toda a primeira epístola visa identificá-los e corrigi-los. O pecado das divisões na igreja coríntia foi acompanhado de outros pecados, pois estão sempre inter-relacionados. Não existe pecado isolado – um leva a outro, e o segundo reforça o primeiro. Cada pecado é uma combinação de pecados. A primeira epístola aos coríntios confirma essa realidade e nos exorta a cortar o mal pela raiz.
I. A manifestação da carnalidade (1Co 3.1-9)
Antes, o apóstolo mostrou que a causa de existirem divisões na igreja de Corinto era o mundanismo – eles continuavam a prezar a sabedoria humana. Agora, ele aponta a carnalidade como a razão de criarem partidos.
1. A causa da existência dos partidos (1Co 3.1-3)
O motivo do partidarismo não era somente externo – a influência do mundanismo; mas também interno – a carnalidade. Os coríntios não só haviam sucumbido às pressões do mundo, mas também haviam sido seduzidos pela própria carne. Antes de começar a repreender os coríntios, Paulo os chama de “irmãos”. Isso é a indicação de que eram salvos por Cristo, e que o apóstolo assim os considerava. Entretanto, não podia diminuir a gravidade do pecado que haviam cometido. Não convinha dirigir-se a eles como crentes“espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo” (1Co 3.1). O crente espiritual é aquele que se deixa controlar pelo Espírito, enquanto o crente carnal se entrega ao controle da sua natureza carnal (Rm 8.9,14).
Quando ainda eram “crianças”, os coríntios haviam recebido o alimento adequado ao nível espiritual em que se encontravam. Agora, porém, passado algum tempo, já deviam estar preparados para receber doutrina mais difícil de digerir. Entretanto, não podiam, porque ainda agiam como crianças espirituais (1Co 3.2).O cristão cresce quando caminha dirigido pelo Espírito, mas estaciona no crescimento espiritual quando se deixa dirigir pela carne, pois são duas forças opostas entre si (Gl 5.16-17). A carnalidade do cristão não é um estado absoluto, no qual permanece, mas um comportamento ocasional, quando prevalece o comando da carne (Rm 8.5-14).
2. As manifestações da carne (1Co 3.3-4)
A carnalidade não é inevitável. É uma questão de escolha. Os cristãos de Corinto não cresciam porque alimentavam os apetites carnais. Era por essa causa que a congregação de Corinto colocava em evidência os ciúmes e as contendas. O ciúme é a atitude ou a condição emocional interna; e a contenda é a ação que resulta dela ou a sua expressão exterior. O primeiro se revela como forma de egoísmo, que é uma característica comum às crianças, e não aos adultos! Crentes maduros são altruístas. Essas duas manifestações são sintomas carnais mais destrutivos do que se possa pensar. Entre outras coisas, causaram as divisões na igreja de Corinto. Quando a congregação desenvolveu lealdade em torno de indivíduos, foi manifesto o ciúme entre os grupos, e surgiram as contendas (1Co 3.4).
3. É preciso mudar o foco da atenção! (1Co 3.5-9)
As divisões são evitadas quando os olhos são fixados em Deus, o único que deve ser exaltado. Quando focamos a nossa atenção no Senhor, o que sempre devemos fazer, eliminamos o perigo da formação dos partidos na igreja.
a. O que são os obreiros?
Apolo e Paulo eram simplesmente servos do Senhor, usados para a instrução dos coríntios, de acordo com os dons e habilidades que Deus havia concedido a cada um. Paulo plantou, Apolo regou! Era inútil, portanto, que atribuíssem qualquer glória a Paulo ou a Apolo, porque ambos não significaram nada mais do que isto: servos, uma tradução da palavra grega diakonos– aquele que serve (1Co 3.5-6). Eles foram simples instrumentos da fiel ação divina, que trouxe os crentes de Corinto à comunhão do Filho de Deus (1Co 1.9).
Paulo usou uma ilustração do que acontece na agricultura para demonstrar a dependência de cada servo ao seu Senhor. “Plantar” e “regar” são ações humanas, mas “dar o crescimento” é obra de Deus. Ambas as funções são inúteis, se Deus não fizer crescer. Por isso, um e outro cooperam com Deus (1Co 3.9), de Quem hão de receber o galardão pelo trabalho realizado (1Co 3.8).
b. De quem é a igreja?
Encontramos duas metáforas no versículo 9: “lavoura de Deus e edifício de Deus”. Com a primeira, o apóstolo dá a entender que o trabalho do que planta e do que rega produz um resultado que não lhes pertence. A lavoura é propriedade de Deus. Com a segunda, Paulo ensina que os obreiros não passam de construtores, pois o edifício que levantam está edificado sobre um alicerce que não foi estabelecido por eles (1 Co 3.11). O edifício pertence a Deus. Devemos ser lembrados, muitas vezes, de que a igreja onde e pela qual labutamos não é propriedade nossa.Somos apenas servos, às ordens de um Senhor, a Quem pertence todo o resultado do nosso labor. É Ele que deve ser glorificado em tudo o que fazemos.
1 Coríntios para hoje Como age uma pessoa que pensa ser dona da igreja nos dias de hoje? Qual a diferença entre ela e um irmão que entende que é apenas instrumento do Senhor e que Ele é o dono de todos? Em qual grupo você se encaixa?
II. Deus julga os obreiros (1 Co 3.10-17)
Paulo ainda continua a considerar o problema das divisões em Corinto. Mas agora nos remete a uma reflexão sobre como o Senhor considerará as obras dos crentes, quando Ele regressar.
1. O fundamento da construção (1 Co 3.10-11)
Paulo se comparou a um prudente construtor. Trabalhava como um experiente e habilidoso mestre de obras, distribuindo as tarefas a cada operário. Mas a obra que realizava tinha o fundamento certo. Só existe um fundamento sobre o qual se pode erigir o edifício espiritual – Jesus Cristo (1Pe 2.4-8). Cada obreiro, porém, é responsável quanto ao modo como realiza a obra.
2. A revelação da qualidade da obra (1 Co 3.12-17)
Paulo tem em mente a chegada daquele dia (1 Co1.8), quando se tornará manifesta a verdadeira natureza das obras dos cristãos.
a. O rigor do teste. O teste se fará “pelo fogo”, o que dá a ideia de uma prova rigorosa. O valor das obras poderá ser comparado ao ouro, à prata e às pedras preciosas – materiais valiosos que, quando submetidos ao fogo, têm expurgadas as impurezas; ou à madeira, feno e palha – materiais que não resistem ao fogo (1 Co 3.12-13).
b. O resultado final do testeserá determinar se o obreiro receberá ou não galardão (1 Co 3.14-15). “Sofrerá ele dano” (1Co 3.15) não significa perda da salvação. Isso se confirma com a expressão que segue: “mas esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo”. O crente, cuja obra será comparada a material que o fogo extingue, não receberá galardão, embora seja “salvo”. Para que os cristãos entendam a seriedade com que os obreiros devem construir, Paulo introduz uma pergunta que já inclui em si mesma a resposta (1 Co 3.16). A igreja é santuário de Deus – Ele está pessoalmente presente, pelo Seu Espírito, em todos os membros da igreja, que juntos constituem o corpo de Cristo. Eis a razão pela qual se deve encarar a obra de Deus com muita responsabilidade. A advertência contida no versículo 17 demonstra a gravidade da existência das divisões na igreja de Corinto. Por ser santuário de Deus, o homem que não age corretamente na sua relação com a igreja é culpado de grave pecado. O ofensor haverá de receber o castigo na proporção em que o comete, porque o “santuário de Deus, que sois vós, é sagrado”.
1 Coríntios para hoje Deus vai pedir conta daquilo que fizemos em Sua igreja.De que maneira essa verdade impacta você? Quão cuidadoso você tem sido com suas atitudes e serviço em relação à sua igreja local?Faça uma autoavaliação. Em seguida, ore pedindo o Senhor que o ajude a ser autêntico no exercício do serviço cristão.
III. Como eliminar as divisões (1 Co 3.18-23)
O apóstolo Paulo voltou ao tema da sabedoria do mundo e da futilidade de qualquer tipo de vanglória, baseada em líderes de grande capacidade, para mostrar que essa tendência pode ser corrigida quando a igreja possui um conceito exato de ministério.
1. A visão correta de quem ensina (1 Co 3.18-20)
É bastante fácil que tenhamos conceito errado acerca de nós mesmos. Por isso Paulo advertiu: “Ninguém se engane” (1Co 3.18). Talvez alguns mestres em Corinto se fizessem passar por homens de grande sabedoria. O apóstolo se dirigiu a eles e a qualquer pessoa que possui um conceito elevado da sua própria sabedoria. Se alguém deseja ter verdadeiro discernimento espiritual, tem que se tornar o que o mundo chama de “louco”. A verdadeira sabedoria, que está contida no evangelho, é achada quando se renuncia à sabedoria deste mundo. A sabedoria do mundo é “loucura diante de Deus” (1 Co 3.19). Com a sabedoria humana, por mais que insistisse, o homem jamais poderia elaborar um plano de salvação eficaz como o elaborado por Deus. Ele triunfa sobre a sabedoria humana, a fim de realizar os Seus propósitos. Nem mesmo toda a erudição dos homens poderia frustrar os planos divinos. Não há pensamento humano que o Senhor não conheça, e sabe que são pensamentos vãos ou inúteis, como o comprova a incapacidade de o homem alcançar a salvação (1Co 3.20).
Deve-se considerar aqui que Deus não condena a sabedoria relacionada com a Ciência, a Filosofia e outros campos do saber humano. Ela é necessária e é dádiva de Deus. Mas a sabedoria que exclui o temor do Senhor (Pv 1.7) e a cruz de Cristo (1 Co 1.18-25) é vã e inútil nas questões relacionadas a Deus, à salvação e à verdade espiritual.
2. A visão correta sobre quem possui o que ou quem (1 Co 3.21-23)
a. Todos são da igreja (1 Co 3.21-22).
Não havia nenhuma razão para os crentes coríntios se gloriarem nos homens.Eles deveriam se alegrar pela providência de todos os fiéis líderes que Deus lhes enviou: “seja Paulo, seja Apolo, seja Cefas”.Se a igreja tivesse sido cuidadosa para entender e seguir tudo o que aqueles três homens ensinaram, estaria unida, e não dividida. Eles cooperaram com Deus para suprir as necessidades espirituais dos crentes, um de um modo, outro de outro, como Lhe aprouve.
b.Tudo é da igreja (1Co 3.22).Não somente os bons líderes são da igreja, mas todas as demais coisas que Deus concede para o bem dos Seus filhos. Como cristãos, somos “herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo” (Rm 8.17). Somos participantes da glória de Deus em Cristo (Jo 17.22). Todas as coisas colaboram para o bem dos que amam a Deus (Rm 8.28).
• O mundo é nosso. Não apenas no sentido em que Deus o criou para o nosso sustento e deleite (Gn 1.28-30), mas também no sentido de que os seguidores de Cristo herdarão a terra (Mt 5.5).
• A vida é nossa. No sentido físico, a vida é dom de Deus e devemos prezá-la. No sentido espiritual, nós a recebemos para participar da natureza divina (2Pe 1.3-4) e para desfrutá-la eternamente.
• A morte é nossa. O grande inimigo da humanidade foi vencido. Cristo venceu a morte, e por Ele nós a vencemos também (1Co 15.54-57). Paulo entendia que para ele “o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Fp 1.21). Para o povo de Deus, a presença no mundo é boa e necessária, mas a morte – que conduz à vida eterna – é melhor (Fp 1.23-24).
• As coisas do presente são nossas– as boas e as más. Em todas as coisas temos a oportunidade de ser vencedores e de experimentar o amor de Deus por nós (Rm 8.37-39).
• As coisas futuras são nossas. Certamente são nossas as bênçãos celestiais, das quais agora só desfrutamos o mínimo (1 Co 2.9).
c. A igreja pertence a Cristo, e Cristo pertence a Deus (1 Co 3.23). Nós somos propriedade de Cristo. Ele é a origem da igreja, a base para a sua unidade espiritual; a cura para as divisões. Se os olhos dos cristãos de Corinto estivessem voltados para Cristo, as divisões não ocorreriam. O maior motivo para se manter a unidade do Espírito e evitar as divisões na igreja é saber que pertencemos a Cristo, e que Cristo é de Deus. Todos nós somos propriedade de um e de outro. Na oração sacerdotal, o Senhor valoriza o que ensina sobre a unidade, ao dizer: “porque são teus; ora, todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas… que todos sejam um;e como és, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste… para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade” (Jo 17.9-10,21-23). Nós deveríamos aprender a manter a unidade com o Deus Pai e o Deus Filho. Eles são eternamente um em essência, embora sejam duas Pessoas.
1 Coríntios para hoje As divisões têm origem em desejos bem egoístas. Faça um levantamento de algumas atitudes que refletem esse egoísmo. Em seguida, reflita: Como olhar para Jesus pode ajudar-me a corrigir o que o egoísmo estragou em minha vida?
Conclusão
1. Entendeu o que é um crente carnal e um crente espiritual? De que modo a carnalidade provoca divisões na igreja?Concorda que, se os crentes corrigirem o foco de atenção, poderão evitar que a igreja sofra com a existência de partidos?
2. Qual tem sido a qualidade das suas obras? As motivações com que as faz são corretas? Lembre-se de que Deus não vê apenas o resultado do que é feito. Ele conhece as razões que impulsionam o crente a agir.
3. Por que ainda há divisões na igreja?Qual é a sua opinião?Para o apóstolo Paulo, tudo começa com a falha em não compreendermos a realidade da unidade espiritual existente no nosso único Possuidor.
4. Considere o significado de a igreja ser o “santuário de Deus”.
A CARREIRA QUE NOS ESTÁ PROPOSTA O Caminho da Salvação, Santidade e Perseverança para Chegar ao céu
O QUE ESTUDAREMOS? A Palavra de Deus identifica três grandes inimigos que se colocam diante de nós ao longo de nossa carreira cristã: o Diabo, a Carne e o Mundo. Por isso, nesta lição, estudaremos cada um desses inimigos, o conceito bíblico de cada um deles, e como, do ponto de vista doutrinário, a Bíblia nos orienta a lidar com esses inimigos. Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.
TEXTO ÁUREO – COMPARANDO TRADUÇÕES Que o Espírito de Deus, que nos deu a vida, controle também a nossa vida! Nós não devemos ser orgulhosos, nem provocar ninguém, nem ter inveja uns dos outros. (Gl 5.25,26 NTLH). Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito. Não sejamos presunçosos, provocando uns aos outros e tendo inveja uns dos outros. (Gl 5.25,26 NVI); A chave para a vitória espiritual é estar “no” Espírito. Há um duplo significado na expressão “viver”, pois se refere tanto à vida neste mundo, na conduta diária de cada crente, quanto à nova vida no Senhor: a vida espiritual que também vivemos neste mundo. O verbo grego stoichomen, “andemos”, significa ficar numa fila, caminhar em linha reta, comportar-se adequadamente. A palavra era usada para o movimento numa linha definida, como numa formação militar. O tempo presente aponta para a ação habitual contínua. Como exército de Deus (“Senhor dos exércitos” no Antigo Testamento significa “Senhor dos exércitos do céu”), devemos marchar em linha com o Espírito, nosso comandante. Somos agora parte da nova criação, e seguimos em sintonia com a nova era do Espírito, seguindo sua liderança em tudo o que fazemos. O peregrino só terá êxito em sua jornada se viver e andar no Espírito. É sob o governo divino que o viajante rumo às mansões celestiais evitará os pecados listados no versículo 26: • Presunçoso. A palavra traduzida como “vangloria/presunção é usada somente aqui em todo o Novo Testamento; pode ser traduzida literalmente como “vangloriou-se em vão”. Em seu uso na literatura secular, ela é frequentemente associada à jactância e tem o sentido de “gloriar-se em coisas vãs” ou “ver valor em coisas que não são realmente valiosas”. Aqui, provavelmente significa “vangloria” ou “jactancioso”. Orgulhoso pode muitas vezes ser traduzido como “sempre dizendo o quanto somos grandes” ou, como expresso de forma idiomática, “sempre dizendo: Olhe para mim”. • Provocação. A frase traduzida provocando uns aos outros também é usada apenas uma vez no Novo Testamento. De acordo com seu uso secular, ela significa “provocar” ou “desafiar”. O significado do termo grego subjacente pode ser expresso de forma idiomática em alguns casos como “sempre se colocar à frente dos outros”. • Inveja — A frase traduzida como “invejosos uns dos outros” também é usada apenas uma vez no Novo Testamento, embora sua forma nominal seja usada em muitos outros lugares. Ela significa “ter ciúmes” ou “ter inveja uns dos outros”.
VERDADE PRÁTICA Na jornada da fé há inimigos que tentam nos atrapalhar: o Diabo, a Carne e o Mundo; mas em Cristo somos mais que vencedores. Quero focar apenas na última parte da Verdade Prática: em Cristo somos mais que vencedores. Essa expressão está registrada em Romanos 8.37:Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. “Em todas essas coisas” significa que em todas as áreas onde enfrentamos oposição e problemas, nós não apenas não podemos ser derrotados, mas, na verdade, crescemos e vencemos. O que somos pode ser literalmente traduzido por “super vencedores” (hypernikōmen). Vencedor é aquele que derrota o inimigo. Vitória absoluta sobre todas as dificuldades e sobre todos os que agem para nos prejudicar (por exemplo, o Diabo, a Carne e o Mundo) é garantida quando Cristo e o Espírito assumem o controle. Nove razões porque somos mais do que vencedores: • Somos mais do que vencedores porque o Espírito Santo nos assiste em nossas fraquezas (Rm 8.26). • Somos mais do que vencedores porque o Espírito Santo intercede por nossas fraquezas (Rm 8.26,27). • Somos mais do que vencedores porque Deus trabalha em nós (Rm 8.28,29). • Somos mais do que vencedores porque Deus é o nosso defensor (Rm 8.31). • Somos mais do que vencedores porque Deus nos deu o seu filho (Rm 8.32). • Somos mais do que vencedores porque fomos declarados justos por meio de Cristo Jesus (Rm 8.33). • Somos mais do que vencedores porque nenhuma situação adversa pode nos separar do amor de Deus em Cristo Jesus. (Rm 8.35). • Somos mais do que vencedores porque temos uma convicção inabalável(Rm 8.38,39). • Somos mais do que vencedores porque Jesus morreu pelos nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia. A dividida foi paga. (Rm 8.34).
I. O PRIMEIRO INIMIGO DO CRISTÃO: O DIABO 1.1 O Diabo é real. A LIÇÃO DIZ: A existência do Diabo como pessoa é descrita desde o primeiro livro da Bíblia. No Antigo Testamento, as ações de Satanás são descritas em Gênesis, 1 Crônicas, Jó, Salmos, Isaías, Ezequiel e Zacarias. O Novo Testamento mostra a atuação do Diabo por cerca de 25 vezes das 29 passagens dos Evangelhos em que Jesus o menciona. Em seu ministério, nosso Senhor atesta a realidade de Satanás (Mt 13.39; Lc 11.18). A Bíblia declara que o mal não surgiu por acaso. Não foi uma questão de azar ou fatalismo que interrompeu os bons planos do Criador. A explicação da revelação bíblica se firma na queda de um poderoso anjo, criado por Deus antes da formação de Adão e Eva (Gn 1 e 2). Do pináculo da criação, caiu no mais fundo abismo do pecado. Este principal adversário de Deus escolheu, junto com inúmeros espíritos aliados, o caminho do mal e a rebelião contra seu Criador (1 Jo 3.8). Ainda que a Bíblia pouco nos informe sobre a queda de Satanás, passagens tais como Isaías 14.12-15 e Ezequiel 28.12-18, que descrevem a soberba dos reis da Babilônia e de Tiro, nos fornecem uma sugestiva possibilidade acerca do modo como esse arcanjo teria caído. “Tu és o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura. Estavas no Éden, jardim de Deus… Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus… Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti” (Ez 28.12- 15). Essas afirmações parecem mais adequadas a Lúcifer, no sentido literal, do que ao rei de Tiro. Certamente foram a soberba e a inveja que levaram aquele ser a se tornar o inimigo implacável de Deus, exatamente como aconteceu com o chefe de Tiro. João diz que a cauda do dragão (um dos nomes figurados de Satanás) “arrasta a terça parte das estrelas do céu, as quais lançou para a terra” (Ap 12.4). O Diabo existe e é o principal opositor a Deus, a sua Palavra e a seu povo. A palavra diabo significa “acusador” e vem do grego diabolos. Ele é mencionado na Bíblia como um ser hostil e completamente mau. O Diabo é cruel e furioso, capaz de fazer tudo o que estiver ao seu alcance para alcançar seus propósitos malignos. Segue uma breve lista das correntes de pensamento que não acreditam na existência da figura do Diabo conforme descrita nas Escrituras: • Secularismo e Ateísmo: a. Grupos naturalistas e negativistas dentro do secularismo e ateísmo não acreditam na existência literal do Diabo conforme descrito nas Escrituras. b. Para eles, Satanás é uma construção mental, uma figura mitológica ou um símbolo que representa o mal, a injustiça e a oposição. • Psicologia e Filosofia: a. Essas disciplinas veem Satanás como uma metáfora. b. Ele personifica aspectos sombrios do subconsciente humano, como impulsos e desejos egoístas. c. Também pode representar a negação da responsabilidade pessoal. • Cultura Popular, Nova Era e Esoterismo: a. Na cultura popular (filmes, séries, arte, música), Satanás é retratado de maneira sensacionalista, evocando terror e medo. b.Na Nova Era e no esoterismo, Satanás é visto de forma mais sincretista, equilibrando características de bem e mal. Ou seja, o Diabo no fim das contas é necessário e não de todo mal. • Teólogos Liberais: a. Teólogos liberais questionam a inspiração total das Escrituras. b. Para eles, Satanás é uma metáfora do mal, não uma entidade real. c. Textos bíblicos que mencionam Satanás são interpretados como alegorias com lições morais e espirituais. 1.2 A descrição de Satanás. A LIÇÃO DIZ: Satanás é o chefe dos anjos caídos. Ele possui poder, porém, suas ações estão limitadas, mas é visto como o deus deste século, o príncipe da potestade do ar (2 Co 4.4; Ef 2.2). Também podemos afirmar que Satanás é um ser que possui personalidade, ou seja, ele tem inteligência (2 Co 11.3), raiva (Ap 12.17), desejos (Lc 22.31) e vontade própria (Is 14.13,14; 2 Tm 2.26). Nosso Senhor considerava Satanás como uma pessoa e, por isso, usou pronomes pessoais para se referir a ele (Mt 4.1-12; cf. Jó 1.6-12; 2.1-4). O texto nos fornece uma informação importante que merece destaque: Ele (o Diabo) possui poder, porém, suas ações estão limitadas. Satanás não é onipresente, onisciente e nem onipotente! Quando pensamos em termos de Batalha espiritual, o nosso inimigo não estar e nunca esteve em pé de igualdade com Deus. Pelo contrário, ele já foi vencido e sua sentença está decretada. O texto afirma que Satanás possui personalidade: • Inteligência:Ele é astuto e enganador (2 Co 11.3). • Raiva: O Apocalipse o descreve como um inimigo furioso (Ap 12.17). • Desejos: Ele tentou Pedro (Lc 22.31) e busca desviar as pessoas do caminho correto. • Vontade Própria: Sua rebelião contra Deus (Is 14.13-14; 2 Tm 2.26) demonstra sua autonomia. 1.3 A identidade do Inimigo. A LIÇÃO DIZ:Podemos conhecer o Inimigo por meio dos nomes que a Bíblia usa para descrevê-lo. • Antiga serpente. Este nome nos lembra da primeira aparição de Satanás na história. Ele espreitava Eva no paraíso e convenceu o primeiro casal a pecar. “Antiga” sugere que ele está no mundo há muito tempo e, também, que é bem conhecido. Paulo afirma que “a serpente enganou Eva com a sua astúcia” (2 Co 11.3; Gn 3.4-13), destacando a inteligência utilizada com a intenção de seduzir. A serpente se esconde, não mostra o veneno inoculado por suas Mpresas. Uma característica de Satanás é que ele não anuncia o destino do caminho que recomenda nem revela as consequências das prazerosas atividades que promove. • Satanás. Este vocábulo de origem hebraica significa adversário. Aponta para a inveja deste ser angelical que não suporta a comunhão e a lealdade que une Deus àqueles que O amam. O caso de Jó é notório. Satanás acusa Jó de ser justo apenas pelo que recebe materialmente de Deus (Jó 1.6-11). Ele quis anular os direitos sacerdotais de Josué, acusando-o diante de Deus pelos seus pecados (Zc 3.1). Mas Deus perdoou os pecados de Josué. As acusações não surtem nenhum efeito, a não ser destacar mais nitidamente a graça e bondade de Deus. Paulo queria visitar os tessalonicenses, mas Satanás barrou o seu caminho (1 Ts 2.18). A oposição do inimigo de Deus tem a finalidade de estabelecer o seu reino em detrimento do reino de Deus. Por ser o rival do Rei do universo. Satanás se opõe a toda iniciativa de Deus no mundo. • Maligno. Na maioria das vezes em que se emprega o termo poneros, “mal”, “mau”, “maligno”, seu uso descreve o caráter de um objeto ou ação. Há, entretanto, uns poucos casos, facilmente identificáveis pelo uso absoluto com o artigo, “o maligno” (Mt 6.13; 13.19, 38; Jo 17.15; Ef 6.16; 2 Ts 3.3; 1 Jo 2.13s.; 3.12; 5.18), que tratam de Satanás. O maligno, como nome, salienta claramente a perversidade total deste espírito corrompido. A declaração de João: “Sabemos que somos de Deus, e que o mundo inteiro jaz no maligno” (1 Jo 5.19), ensina que o mundo pecador, inimigo de Deus, vive em submissão a Satanás. Dele recebe orientação e direção para se opor a tudo que agrada a Deus. Não fosse o diabo, a maldade do mundo careceria de coordenação e alvos específicos. Ocorreria espontaneamente e por acaso. Por isso Jesus ensinou os discípulos a pedirem livramento do maligno (Mt 6.13), como quem tem uma estratégia bem pensada na sua luta contra Deus. Devemos agradecer a Deus, pois Ele guarda os Seus amados do maligno (1 Jo 5.18; Jo 17.15). • Dragão Vermelho.As origens deste título se encontram no A.T. e mostram um certo paralelismo com “a serpente”. As 12 ocorrências deste nome no N.T. estão no Apocalipse e se referem a Satanás. Transparece o seu caráter destrutivo, que inspira terror como um monstro feroz. Ele ficou cheio de ódio e ira, dominado pelo pensamento de destruir os servos de Deus (Ap 12.12). A sua cor vermelha (v. 3) deve apontar para sua natureza assassina (Jo 8.44). Nenhuma piedade acalenta o seu coração duro como pederneira. • Tentador. Este nome, ainda que raro, descreve de modo literal a atividade satânica natural de tentar induzir os justos a pecar ou abandonar a fé. Mateus 4.3 mostra o tamanho da arrogância do diabo que pensava poder tentar o Senhor Jesus Cristo, fazendo-O pecar. 1 Tessalonicenses 3.5 revela o temor que Paulo sentia diante da possibilidade de o “tentador” ho peirazõn) provar (epeirasen) os novos crentes da Macedônia, induzindo-os, através dos sofrimentos, a renunciarem à fé. Por certo, Jesus tinha a tentação em mente quando advertiu Simão Pedro a respeito do intenso desejo que Satanás tinha de peneirar os discípulos (Lc 22.31). A intercessão de Jesus concentrava-se no pedido: “que a tua fé não desfaleça” (v. 32). • Belzebu. No A.T., Baal-Zebube era o deus de Ecrom, cidade dos filisteus (2 Rs 1.2, 16). Jesus designou Satanás com este nome, acrescentando a informação de que ele é o “maioral dos demônios” (Mt 12.24). O significado deste vocábulo composto é “Senhor (baal, cf. 1 Pe 3.6 com Gn 18.12) das moscas” ou “o gênio que preside a corrupção”. Se as moscas representam os espíritos malignos, deduzimos que Satanás ordena o serviço deles, sempre com o intuito de corromper a vida pessoal (sexo, drogas, desonestidade) e social (intrigas, maledicência, manipulação, mentira e pressão). Satanás é descrito por João como “o sedutor de todo o mundo” (Ap 12.9). • Belial. No A.T., os “filhos de Belial” (Jz 20.13; 1 Sm 10.27; 30.22; 1 Rs 21.13) são os “marginais”, “salafrários”, “mal-intencionados”. No N.T., Paulo emprega este nome para apontar para o extremo contraste: “Que harmonia existe entre Cristo e o Maligno?” (gr. Beliar, 2 Co 6.15). Provavelmente, “o homem sem lei” (anomias, 2 Ts 2.3) representa o mesmo conceito básico, um homem dominado por Satanás e, portanto, isento de qualquer controle da parte de Deus.
II. O SEGUNDO INIMIGO DO CRISTÃO: A CARNE 2.1 Conceito bíblico de carne. A LIÇÃO DIZ: Há quatro definições para a palavra “carne” na Bíblia:
1) o tecido muscular do corpo humano e dos animais (Gn 2.21);
2) о corpo humano inteiro (Ex 4.7);
3) o ser humano segundo a sua fragilidade e mortalidade (Sl 78.39);
4) a natureza humana pecaminosa (Gl 5.19; 6.8). A carne é a nossa natureza humana com sua tendência natural ao pecado. A carne refere-se à nossa natureza caída (as vezes chamada de velho homem), que surgiu desde a desobediência de Adão e Eva. A Bíblia diz que todos nós nascemos com o coração inclinado a pecar, e que essa tendência a fazer o mal estará conosco enquanto vivermos aqui. Todo cristão possui duas naturezas: a nova vida que ele recebeu quando aceitou a Cristo, e a velha natureza pecaminosa chamada carne. A nova natureza é controlada pelo Espírito Santo, mas a natureza antiga é caracterizada por seus desejos pecaminosos. Quando a nova natureza sem pecado é colocada ao lado da antiga natureza depravada, começa então a luta entre espírito e carne. 2.2 As marcas da carne. Nossa natureza caída, pecaminosa, caracteriza-se pela sutileza e hipocrisia. Todos temos uma tremenda dificuldade de enxergar nossa carnalidade. Vivemos atrás da máscara que nos esconde de nós mesmos. Impedimos que o espelho de Deus nos revele o que somos. • A autojustificação revela nossa natureza de modo inegável. Nós cobrimos o mau cheiro dos pecados com o desodorante das desculpas. • Prazer nas Falhas dos Irmãos. Um sinal da “carne” é também aquele gosto perverso de receber notícias das falhas e pecados dos irmãos. Quedas sensacionais agradam particularmente à “carne”. • A Fuga da Culpa. A fuga da culpa seria o método pelo qual a carne evita as dores provindas da humilhação. A nossa natureza herdada de Adão e Eva não vê com bons olhos as suas próprias falhas. A “carne” detesta o sentimento de culpa, de maneira que carrega a marca inegável de quem quer se defender e fugir. • Rebelião Contra Deus.A inimizade contra Deus cria o desgosto humano por cultos, oração e comunhão prolongada na presença do Senhor. Paulo escreve que “o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar” (Rm 8.7). • Podridão, Decomposição e Corrupção. A carne, material orgânico de toda criatura, está sujeita à corrupção (1 Co 15.53). Paralelamente, a “carne” no sentido moral também apodrece, tomando o coração uma espécie de fossa negra de onde emanam ideias, atitudes, palavras e ações perversas. Não é preciso ser dono de uma inteligência extraordinária para concluir que existe, nas profundezas do ser humano, uma perversidade tão característica como é da natureza do gato perseguir o rato ou do galo cantar de madrugada. Essa corrupção cancerosa se propaga, contaminando os relacionamentos com o próximo (inveja, homicídio, furtos, adultério, dolo) e com Deus (soberba, amor próprio, independência, idolatria, etc.)
III. O TERCEIRO INIMIGO DO CRISTÃO: O MUNDO 3.1 Perspectivas bíblicas da palavra “mundo”. A LIÇÃO DIZ: Há cinco conotações bíblicas para a palavra mundo: 1) a terra (Sl 24.1); 2) o conjunto das nações conhecidas (1 Rs 10.23); 3) a raça humana (Sl 9.8; Jo 3.16); 4) o universo (Rm 1.20); 5) os que se opõem a Deus. Esses têm o Diabo como chefe e vivem na impiedade (Jo 12.31; 15.18). Tendo em mente a quinta conotação, queremos destacar que a Bíblia ensina que não devemos amar ao mundo, pois ser amigo do mundo é ser “inimigo de Deus” (Tg 4.4). O mundo é todo esse sistema de valores que domina a sociedade e muitos deles são contrários à vontade de Deus. O mundo que não devemos amar é o “modo de vida” sem regras e cheio de pecados, que incentiva a ganância, o egoísmo, a força, a ambição e o prazer acima de tudo. O cristão temente a Deus deve sempre vigiar para não ser envolvido por estes sentimentos carnais e deixar os valores espirituais em segundo plano. 3.2 Três níveis de vícios infames. A LIÇÃO DIZ: As concupiscências da carne, dos olhos e a soberba da vida são níveis de vícios infames que todo cristão encontrará diante de sua jornada. Em 1 João 2.15-17 está escrito que os prazeres do mundo estão divididos em 3 partes: a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a soberba da vida. Essas são as marcas do mundo sem Deus: • A cobiça da carne. A concupiscência da carne. “Concupiscência” significa desejo, vontade, cobiça, uma palavra sempre usada na Bíblia com conotação negativa, especialmente quando se refere à “carne”, que João emprega aqui no sentido de natureza pecaminosa e corrompida do homem. A concupiscência da carne pode se referir em geral aos desejos e impulsos ilícitos da humanidade sem Deus e a gratificação deles (Rm 13.14; Ef 2.3). Provavelmente, o melhor comentário sobre tais desejos seja a lista de obras da carne que Paulo menciona em Gálatas 5.19–21, e que inclui prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções. Mas aqui João tem em mente um tipo de concupiscência em particular, aquela relacionada com a “carne”. “Ele se refere, quer aos desejos impuros, que incluem todos os pensamentos, palavras e ações não castos, fornicação, adultério, estupro, incesto, sodomia e demais desejos não naturais, quer à intemperança no comer e no beber, motins, arruaças e farras, bem como todos os prazeres sensuais da vida, que gratificam a mente carnal e pelos quais a alma é destruída e o corpo desonrado” (J. Gill). • A cobiça dos olhos. João menciona ainda a concupiscência dos olhos, que é a vontade de contemplar aquilo que agrada aos olhos, mesmo que seja proibido. Vários exemplos podem nos ajudar a compreender essa marca do modo pagão de viver: Eva percebeu que o fruto proibido era “agradável aos olhos” e se deixou levar pela concupiscência que entrou em seu coração pelos olhos (Gn 3.6); Davi, ao ver Bate-Seba tomando banho, desejou-a, mesmo que fosse a mulher de outro (2Sm 11.2); Acã, após ver a bonita capa babilônica entre os despojos proibidos, desejou-a e tomou-a ocultamente (Js 7.21). São olhos que “nunca se fartam de riquezas” (Ec 4.8). • A soberba da vida. Finalmente, completando o catálogo das marcas do mundo sem Deus, João menciona a soberba da vida, que pode ser entendida como uma confiança vaidosa e arrogante nos bens materiais que alguém possui. João usa aqui uma palavra para “vida” (βίος) que recorre somente em 3.17. Naquela passagem, João se refere ao crente que “possui recursos deste mundo (βίος)” e diz que a atitude dele para com esses recursos deve ser de usá-los para socorrer o irmão que passa necessidade. A confiança arrogante e pretensiosa nesses recursos, em contraste, é a marca do mundo sem Deus. Vários exemplos bíblicos podem ser dados de “soberba da vida”, entre eles a soberba de Nabucodonosor (Dn 4.30), de Assuero (Et 1.3–7), de Herodes (At 12.21–23). Veja a descrição do típico soberbo no salmo 73.5–12. Veja o mesmo também na atitude dos fariseus em Mateus 23.6–7. O mundo exerce muita influência sobre nós e quer moldar nossos pensamentos, mas quando estamos em Cristo, nos tornamos cidadãos do Céu e temos a oportunidade de sermos guiados pelo Espírito Santo.
CONCLUSÃO Como o peregrino pode vencer esses inimigos? 1. O Diabo. Para vencer as ciladas satânicas é preciso uma compreensão bíblica de luta e defesa. Estratégias eficazes precisam ser identificadas e praticadas. Jesus utilizou uma defesa modelar quando enfrentou a tentação do adversário no deserto. Ele reconheceu tanto a origem da tentação como o seu objetivo. Em Sua perfeita defesa, Cristo elevou a autoridade da Bíblia acima da racionalização e dos interesses humanos. “Está escrito…” bastava para encerrar qualquer discussão. A Bíblia inspirada, corretamente interpretada, deve ser a última palavra em qualquer discussão travada com Satanás. A Bíblia apresenta eficientes meios para resistir ao leão que ruge. Na carta endereçada a igreja de Éfeso, Paulo orientou os irmãos a vestirem toda armadura de Deus (Ef 6.10-18). 2. A Carne. O apóstolo Paulo estabelece três estratégias para vencer o inimigo, a carne. São muito mais fáceis de lembrar do que praticar, uma vez que sufocar os desejos que nossa natureza suscita, mortificá-los, fugir deles e despojá-los não são tarefas realizáveis, a não ser que haja muita sabedoria e motivação. Examinemos com cuidado cada maneira de lutar contra a carne com oração e humildade. • A Destruição das Fontes de Sustento. Em primeiro lugar, devem-se tomar medidas para sufocar a carne, privando-a de tudo que a sustenta. “Nada disponhais (grego, pronoian, ‘premeditação’) para a carne, no tocante às suas concupiscências” (desejos malignos, Rm 13.14), exclama Paulo. Com o auxílio do Espírito afastaremos, uma por uma, as fontes que incitam a carne: se for o sexo, devemos cortar os incentivos, tais como filmes, revistas, leitura, praia, enfim, todo e qualquer relacionamento, atividade ou local que alimente a concupiscência ou lascívia. • O Afastamento das Paixões. A vitória sobre a força maligna em nós mesmos demanda fuga (1 Tm 6.11). Não se pode fugir de Satanás, nem do mundo (a não ser por intermédio da morte física), mas “o homem de Deus” deve correr em direção oposta à avareza (amor ao dinheiro, 1 Tm 6.10) e às “muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína” (1 Tm 6.9). Mas não basta fugir das paixões; precisamos “seguir (grego, diõke, “perseguir”) a justiça, a piedade (santidade), a fé, o amor, a constância, a mansidão”(lTm6.11). • O Despojamento da Carne. Em terceiro lugar, Paulo exorta os seus leitores a se despojarem do “velho homem” e se revestirem do “novo homem” (Ef4.22,24s.; Rm 13.12, 14; Cl 3.8; Hb 12.1; Tg 1.21; 1 Pe 2.1). A figura de tirar as roupas da velha vida, anterior ao arrependimento e conversão, surgiu do batismo. A carne e suas práticas devem ser postas de lado na nova vida em que Cristo reina. O “novo homem” representa a realidade da vida abundante, que substitui as práticas e atitudes da carne anteriores ao nascimento do Espírito (Jo 3.6). Este “novo homem”, criado de acordo com o padrão de Deus “em verdadeira justiça e santidade”, deve manifestar o fruto do Espírito produzido quando o filho de Deus a Ele se submete. 3. O Mundo. Para vencer, é imprescindível levar a sério os conselhos bíblicos: • A maioria não representa necessariamente a vontade de Deus. “Não seguirás a multidão para fazeres o mal” (Êx 23.2). Receosos de parecermos isolados ou minoritários, curvamo-nos facilmente ante o argumento de que “todos estão fazendo…” Vencemos quando temos a convicção de que vale muito mais ficarmos sozinhos com Deus. • O mundo deve ser derrotado pela cruz. Disse Paulo: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo” (G16.14). • É preciso tomar a decisão de evitar conformar-se com a cultura pagã do secularismo contemporâneo (Rm 12.2). Para se conseguir a nova mentalidade anti-mundana, é necessário deixar conscientemente de imitar os “habitantes da terra” (Dt 12.29s.). Não amar ao mundo quer dizer evitar ter como heróis aqueles que os não-crentes exaltam e, ao mesmo tempo, “imitar a fé” dos homens de Deus que venceram a tentação do mundanismo (Hb 13.7; 1 Co 11.1). • A vitória sobre o mundo só pode ser alcançada por quem muda o objeto do seu amor. À semelhança de Demas, que abandonou a Paulo numa hora de extrema necessidade, por amor ao mundo (“presente século”, 2 Tm 4.10), o cristão sente uma atração pelo mundo, pelas coisas, pela lisonja e pela preciosidade de tudo que brilha e entretém, mesmo que temporariamente (1 Jo 2.16). Esse amor precisa ser desterrado, e um amor maior pelo Senhor da glória implantado em seu lugar.
A Igreja foi edificada para dar continuidade à missão de Cristo, de pregar o Evangelho a toda criatura. No entanto, algumas pessoas da igreja em Corinto estavam na contramão desse propósito divino, pois ainda eram imaturos, vivendo de acordo com as obras da carne. Paulo afirma que a imaturidade de alguns era um empecilho para o cumprimento da Grande Comissão. Nesta lição, veremos por que os irmãos da igreja em Corinto tinham uma vida cristã imatura. Observaremos que a imaturidade deles estava impedindo o crescimento e o avanço da obra de Deus, prejudicando a comunhão com o Senhor e entre os membros da igreja.
I – OS CORÍNTIOS ERAM IMATUROS NA VIDA CRISTÃ
1. Os cristãos em Corinto ainda eram carnais(v.1).Os crentes de Corinto tinham pouco tempo de conversa.Eles saíram do paganismo e do judaísmo, mas o paganismo e o judaísmo ainda não haviam saído deles. Estavam há pouco tempo na difícil caminhada cristã e muitos dos desejos carnais ainda dominavam suas vidas. Paulo ressalta que a igreja ainda possuía muitos comportamentos carnais e, como consequência, tinha uma fé exclusivista, fechada e egoísta. O apóstolo critica essa fragilidade da fé dos coríntios e os exorta a deixarem a infantilidade espiritual para alcançarem a maturidade cristã. Como os coríntios daquela época, atualmente, muitos se comportam da mesma maneira. Sem uma base sólida de fé, alicerçada na Palavra de Deus, são levados por qualquer vento de doutrina.
2. Os coríntios são chamados de crianças espirituais.Toda analogia é incompleta e precisa ser tratada com cuidado. Por exemplo, Pedro também usa a figura da criança, mas no sentido positivo: “Desejo afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que, por ele, vades crescendo” (I Pe 2.2). Jesus também a usou no sentido positivo: “Em verdade vos digo que qualquer que não receber o Reino de Deus como uma criança não entrará nele” (Lc 18.17). Pedro destaca o apetite saudável pelo leite racional, ou seja, o alimentar-se da Palavra de Deus. Enquanto Jesus destaca a simplicidade e a humildade de uma criança. Mas diferente de Pedro e de Jesus, Paulo compara os coríntios com uma criança no sentido negativo, na sua incapacidade de compreender a seriedade do Evangelho.
3. O cristão infantil não pode se alimentar de alimento sólido(v.2). Paulo afirma que devido à imaturidade dos coríntios, ele teve de alimentá-los com leite. O autor da Carta aos Hebreus afirma que “qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino (Hb 5.13).” O alimento sólido é somente para os adultos que “têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal” (Hb 5.14). Os coríntios estavam em um processo lento de crescimento, mas se achavam adultos e prontos. No entanto, estavam equivocados. Paulo os chama de crianças na fé. Para uma criança não se pode dar algo mais forte do que ela seja capaz de ingerir. Por isso, sempre há necessidade de cuidados especiais. A maneira como Paulo fala na carta demonstra esse cuidado. Pessoas espiritualmente imaturas não suportam ser corrigidas e, geralmente, distorcem as palavras e os ensinos recebidos.
II – O QUE PODE NOS IMPEDIR DE CRESCER NA FÉ
2. Alimentar o sentimento de inveja(v.3). Uma das principais paixões humanas que os crentes imaturos e carnais não conseguem controlar é a inveja. A inveja produz contendas e dissensões na igreja. Infelizmente, esse sentimento predominava entre os membros da igreja em coríntios. A inveja é uma paixão humana, obra da carne, que interfere no julgamento do indivíduo, causando-lhe um peso diante do sucesso dos outros. A palavra “inveja” é formada pelos vocábulos latinos in (dentro de) + videre (olhar), que indicam um olhar maléfico que penetra no outro de forma destrutiva. O invejoso vive em função do que o outro tem. Não importa que ele não tenha o objeto desejado, desde que o outro também não possua. O cristão deve ser capaz de identificar esse sentimento e, por meio do Espírito Santo, mantê-lo sob controle. Isso é um exemplo de maturidade cristã.
2. Promover contendas e dissensões(v.3).Nem sempre as contendas e dissensões são geradas pela inveja, podem ser suscitadas também pela ambição, desejo de prestígio, soberba, dentre outros desejos, todos presentes na igreja de Corinto. Em geral a inveja promove contendas e dissensões, não permitindo que venhamos andar de maneira honesta e sincera diante de Deus e dos irmãos em Cristo (Rm 13.13). As pessoas que costumam promover contendas e dissensões são consideradas crianças espirituais e crentes carnais.
3. A falta de unidade.Paulo via cada pessoa como parte de uma grande unidade, o Corpo de Cristo, por isso ele partia do pessoal para o comunitário. Os coríntios se moviam no sentido contrário, eles criaram divisões e enfraquecem a unidade fraternal. A proposta de Paulo era o trabalho em equipe, a igreja unida como um só corpo para a superação das divisões e partidarismos. O apóstolo comenta a respeito do fato de algumas pessoas dizerem: “Eu sou de Paulo” e outras afirmarem: “Eu sou de Apolo”. Paulo assevera que ele e Apolo eram apenas ministros a serviço do Reino de Deus, por isso faziam um trabalho de cooperação. Os coríntios, que não sabiam trabalhar em unidade, defendiam o que achavam ser o mérito de cada um dos líderes, enquanto estes apenas queriam unir suas forças em prol de um objetivo comum: a expansão do Reino de Deus.
III – O PERIGO DA ESTAGNAÇÃO NA FÉ
1. Substituir o verdadeiro fundamento imobiliza a fé (3.10,11). Paulo usa a figura do fundamento de um edifício para mostrar a importância de estarmos edificados sobre a Rocha Eterna. Se o fundamento não for bom e sólido, acaba por comprometer toda a construção. O que Paulo combate em Corinto é o mau uso da razão com intenções orgulhosas para obter resultados facciosos. Alguns membros, erroneamente, utilizavam ensinos e preceitos fundamentados em valores da sociedade secular, que não levavam em conta o Evangelho da cruz, e acabavam por gerar divisões e contendas na igreja. Paulo tomava como base a própria Escritura para demonstrar que não se pode ir além da verdade do Evangelho, a salvação por meio da cruz de Cristo. Alguns coríntios, por substituírem o fundamento lançado por Paulo, estavam estagnados na fé. Por isso, o apóstolo faz uma séria advertência aos crentes de Corinto e a todos os cristãos: “[…] Ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo” (v.11).
2. Ignorar o juízo divino pode comprometer a vida eterna com Deus.Paulo adverte aos crentes de que todas as pessoas terão que prestar contas de suas obras diante de Deus (vv.13-15). Provavelmente, ele traz a lembrança desse dia porque os coríntios viviam como se esse dia não existisse. Eles estavam ignorando o julgamento divino. Paulo declara que quem realiza a obra de Deus de forma fraudulenta não ficará para sempre encoberto (I Co 4.1-5).
3. O perigo de se gloriar na sabedoria humana(vv.18-23). Os coríntios tinham aparência de piedade, mas eram guiados pelo elevado conceito que possuíam acerca de si mesmos. Paulo os adverte para não serem sábios aos próprios olhos, pois Deus apanha os sábios em sua própria astúcia (vv.18,19). O problema aqui não é a capacidade intelectual e cultural, mas em usá-los para sobrepor o próximo. Como os coríntios, algumas pessoas se vangloriam por terem sido influenciadas por pessoas que são consideradas grandes intelectuais. No entanto, ignoram e menosprezam os que têm fé em Deus e no sacrifício de Cristo. Em alguns ambientes intelectuais a fé tem sido alvo de deboche e as pessoas que se apresentam como cristãos e tementes a Deus têm sido humilhadas. Paulo exorta os coríntios para que não se gloriem na sabedoria deste mundo, pois é loucura diante de Deus (vv.19-23 ).
CONCLUSÃO
A imaturidade dos coríntios evidencia o perigo da fragilidade da fé infantil e a necessidade do crescimento espiritual. Eles ainda eram carnais, pois alimentava o sentimento de inveja e promoviam contendas e dissensões na igreja. Portanto, precisamos nos manter firmes em Jesus Cristo, buscar a sabedoria divina e cultivar uma vida de comunhão para continuarmos a crescer até o Dia do Senhor.
O PADRÃO BÍBLICO PARA A VIDA CRISTÃ Caminhando Segundo os Ensinos das Sagradas Escrituras
A santidade, característica moral e prática da fé cristã, é um dos ensinos mais presentes nas Escrituras. Portanto, nesta lição, estudaremos a respeito da realidade bíblica da santificação cristã. Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.
TEXTO PRINCIPAL E, porque Jesus Cristo fez o que Deus quis, nós somos purificados do pecado pela oferta que ele fez, uma vez por todas, do seu próprio corpo. (Hb 10.10 NTLH). Pelo cumprimento dessa vontade fomos santificados, por meio do sacrifício do corpo de Jesus Cristo, oferecido uma vez por todas. (Hb 10.10 NVI). O sacrifício de animais não podia agradar a Deus nem remover pecados, mas o sacrifício de Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, foi uma oferta perfeita, pelo sacerdote perfeito, que agradou a Deus perfeitamente e removeu o pecado de uma vez por todas. Olyott é oportuno ao dizer que a vontade de Deus para o Messias era que ele fizesse plena expiação pelo pecado. Isso requeria um sacrifício com derramamento de sangue, e assim lhe foi preparado um corpo no qual pudesse sofrer. Em seu sofrimento e morte, foi plenamente cumprida a vontade de Deus. Deus é santo, o céu dele é santo, os padrões e exigências dele são santos também. Hebreus 12.14, portanto, afirma corretamente: sem santidade “ninguém verá o Senhor”. Por meio da fé em Cristo somos santificados, porque o corpo dele foi oferecido por nós de uma vez por todas. Já não somos como o resto do mundo aos olhos de Deus. Já não somos o que anteriormente éramos para ele. Nós somos santos, porque Cristo conquistou a aprovação de Deus com a perfeita obediência de sua própria vida. George Landis comenta: Essa é uma santificação posicional, como é em todo o livro de Hebreus, com exceção de 12.14, e é real para todos os cristãos (1Co 6.11), e não apenas para alguns “cristãos desenvolvidos”. Ela é consumada pela vontade de Deus e pelo sacrifício de Cristo. Nós somos separados por Deus, para Deus. Isso não deve ser confundido com a obra progressiva do Espírito de Deus no cristão por meio da palavra (Jo 17.17–19; 1Ts 5.23).
RESUMO DA LIÇÃO A santificação não somente é possível, mas também esperada por Deus em nossa vida. • A Possibilidade da Santificação. A Bíblia afirma que a santificação é possível. Quando aceitamos Jesus como nosso Salvador. Leia com muita atenção o texto bíblico: Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos e, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus. Assim foram alguns de vocês. Mas vocês foram lavados, foram santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus. (1Co 6.9-11 NVI). • A Expectativa de Deus. A vontade de Deus é que sejamos santificados, abstendo-nos da imoralidade sexual (1 Ts 4.3). A vontade de Deus, nesse contexto, refere-se ao desejo ou propósito divino. • O Chamado à Santidade. Pedro nos lembra que, assim como Deus é santo, devemos ser santos em tudo o que fizermos (1 Pe 1.14-16). Portanto, a santificação não apenas é possível, mas também é parte essencial da nossa jornada de fé.
I. A SANTIDADE DE DEUS 1.1Deus é Santo. A LIÇÃO DIZ: O primeiro motivo pelo qual os cristãos ensinam e buscam a santidade é porque Deus é Santo. A santidade de Deus quer dizer que ele está separado do pecado e dedicado a manter em alto sua honra. Esta definição contém tanto uma qualidade relacional (separação) e uma qualidade moral (a separação é do pecado ou mal, e a devoção é ao bem da honra ou glória de Deus). Quando a Escritura chama Deus de santo, ou quando chama as pessoas individuais da Deidade de santas (como ela frequentemente o faz: Lv 11.44, 45; Js 24.19; 1Sm 2.2; Sl 99.9; Is 1.4; 6.3; 41.14, 16, 20; 57.15; Ez 39.7; Am 4.2; Jo 17.11; At 5.3–4, 32; Ap 15.4), a palavra significa tudo a respeito de Deus que o coloca separado de nós e faz dele objeto de nossa reverência, adoração e temor. Ela cobre todos os aspectos de sua grandeza transcendente e perfeição moral, e, assim, é um atributo de todos os seus atributos, salientando a “divindade” de Deus em cada ponto. Cada faceta da natureza de Deus e cada aspecto de seu caráter podem apropriadamente ser chamados santos, precisamente porque ele o é. A essência do conceito, porém, é a pureza de Deus, que não pode tolerar qualquer forma de pecado (Hc 1.13) e, por isso, impõe aos pecadores a constante autocontrição em sua presença (Is 6.5). 1.2O Senhor Jesus é Santo. A LIÇÃO DIZ: Jesus é descrito como estando bastante tempo cercado de pessoas pecadoras, mas sem ser afetado pelos pecados delas. Ele foi oferecido como um cordeiro imaculado, sem pecado, pelos nossos, e até o Inimigo reconheceu a santidade de Jesus. Ao chegar em Cafarnaum e deparando-se com um homem endemoninhado, antes de libertá-lo, Jesus ouviu o reconhecimento de sua santidade: “[…] Bem sei quem és: o Santo de Deus” (Lc 4-34). Texto que enfatizam a santidade de Jesus: Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós, para que Nele fôssemos feitos justiça de Deus (2 Co 5.21) • Jesus foi anunciado a Maria pelo anjo como o Santo filho de Deus (Lc 1.35). • Jesus foi tentado a pecar, mas nunca pecou (Mt 4; Hb 2.18;4.15). • Ninguém podia ou pode provar que Jesus tenha pecado (Jo 8.46). • Jesus é santo, inocente, imaculado e mais sublime do que os céus (Hb 7.26). • Assim Jesus é apresentado no Apocalipse: Isto diz o que é SANTO e verdadeiro (Ap 3.7). • Os homens reconhecem Jesus como O Santo (At 4.27,30). • Os demônios reconhecem Jesus como O Santo (Mc 1.24). • Jesus diz que foi Ele a quem Isaías viu assentado num alto e sublime trono,sendo aclamado Santo, Santo, Santo é o Senhor dos exércitos (Is 6.3/Jo 12.41). • Jesus permanece Santo e voltará em santidade (Hb 9.28). • Jesus era santo, é santo e há de vir em santidade (Ap 4.8). 1.3O Espírito é Santo. A LIÇÃO DIZ: Espírito que Deus deixou para nos guiar na ausência temporária do Senhor Jesus Cristo é chamado de Espírito Santo. Esse nome já nos mostra que Ele é o Consolador, o que se manifesta na igreja por meio de sua presença e seus dons e que atua neste mundo para convencer os pecadores e santificar aqueles que receberam a Jesus. Somente pela atuação do Santo Espírito conseguimos praticar a santidade em nossa vida. O Espírito Santo desempenha um papel fundamental na santificação do cristão, que é o processo contínuo de ser transformado à imagem de Cristo. Em 2 Tessalonicenses 2.13, Paulo escreve: “Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e pela fé na verdade”. O Espírito Santo é o agente de santificação que Deus usa para transformar o coração do cristão. Ele trabalha em nós para mudar nossos desejos e pensamentos, para que possamos crescer na fé e obedecer aos mandamentos de Deus. É através do Espírito Santo que podemos ter poder para resistir ao pecado e nos tornar mais parecidos com Cristo. Além disso, o Espírito Santo nos capacita a compreender a Palavra de Deus. Em João 16.13, Jesus disse aos seus discípulos: “Quando vier o Espírito da verdade, ele os guiará a toda a verdade”. É o Espírito Santo quem nos revela a verdade sobre Deus, sobre nós mesmos e sobre a realidade do pecado.
II. A SANTIFICAÇÃO COMO UM PROCESSO 2.1A santificação posicional. A LIÇÃO DIZ: Essa perspectiva de santificação nos leva a entender que todos aqueles que foram salvos em Cristo são santos. Ainda que passem por tributações e nem sempre demonstrem a perfeição, são chamados de “santos”. A santificação posicional ou instantânea refere-se ao passado, quando Cristo nos livra da condenação do pecado. Quando um homem pecador se entrega a Jesus, ele é santificado por Ele. Alguns pontos relevantes incluem: • Justificação e Perdão: Na justificação, somos plenamente perdoados (Rm 8.1; 2 Co 5.17). • Morte do Velho Homem: Nosso velho homem foi crucificado com Cristo (Rm 6.11; 2 Co 5.14; Jo 12.32; Gl 2.19, 20). • Santidade em Cristo: Quando aceitamos a Cristo como nosso Salvador e Senhor, nos tornamos santos (1 Co 1.2; 6.11). • Posição em Cristo: Nossa posição em Cristo é a de santos, lavados, comprados e selados com o Santo Espírito (1 Pe 2.9, 10; Ef 2.6). Acreditamos que, no momento da conversão e do novo nascimento, ocorre o maior milagre: a vinda de Cristo para o nosso coração, transformando-nos completamente. 2.2A santificação progressiva. A santificação posicional é um marco dramático na vida de qualquer pessoa, mas por si só não garante uma transformação completa. Embora sejamos nascidos de novo, ainda somos como bebês espirituais e precisamos crescer. Conheça o curso para pregadores iniciantes: O Pregador e a Pregação A santificação progressiva, por outro lado, é um processo contínuo atuado por Deus em nossa vida. Diferentemente da santificação posicional, que não requer nossa ação, a santificação progressiva depende de nossa cooperação. Nesse estágio, Deus nos liberta do poder do pecado, permitindo que renunciemos a ele e resistamos. Considere as seguintes observações: • Santificação na Conversão: Em certo aspecto, nos tornamos santos ou santificados quando passamos pela experiência da conversão. No entanto, isso não significa que a santificação já está completa em nós. Não devemos confundir a santificação com a graça, que é um presente e uma dádiva da salvação. • Chamados de Santos: Quando Paulo escreve aos cristãos, ele os chama de “santos” ou “santificados” (1 Co 1.2). Isso não o impede de corrigi-los quando necessário (1 Co 3.1-4; 5.1; 6.11; 11.17-22, 30). • Crescimento Contínuo: Estamos em constante crescimento espiritual (2 Pe 3.17), buscando atingir a maturidade e a estatura de Cristo (Ef 4.13-15). Corremos em direção ao alvo, buscando o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Em resumo, a santificação é um processo dinâmico em que Deus age e nossa cooperação é essencial para nosso crescimento espiritual contínuo. 2.3A santificação perfeita ou final. A santificação definitiva é um mistério que transcende nossa compreensão. A Bíblia nos revela que, após o fim dos tempos, experimentaremos uma transformação gloriosa. Nesse momento, receberemos um corpo imortal, livre de qualquer mancha do pecado. Aqui estão algumas reflexões sobre essa santificação definitiva: • Semelhança com Cristo: Um dia seremos semelhantes a Cristo. A passagem de 1 Coríntios 13.9-12 e 1 João 3.2 nos lembra que, embora agora vejamos apenas em parte, no futuro, conheceremos plenamente e seremos transformados à imagem de nosso Salvador. • Obra Completa: Deus é o autor dessa obra. Ele a completará no dia do encontro com Cristo. Filipenses 1.6 nos assegura que aquele que começou a boa obra em nós a aperfeiçoará até o dia de Jesus Cristo. • Corpo Transformado: Nosso corpo mortal será transformado. A passagem de 1 Coríntios 15:51-58 descreve essa mudança: “Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta […], os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.” Portanto, nossa esperança está firmemente ancorada na promessa de Deus de nos santificar completamente e nos preparar para viver eternamente em Sua presença.
III. A SANTIDADE NA PRÁTICA 3.1A santidade na vida diária. A LIÇÃO DIZ: O desejo do Senhor é que sejamos santos, interagindo com o ambiente que nos cerca, afinal, somos o “sal” e a “luz” da terra (Mt 5.13.14). Querido irmão ou irmã, a busca pela santidade não é uma tarefa fácil, mas é uma jornada que Deus nos convida a trilhar em todas as áreas de nossa vida. Vamos explorar como podemos viver essa santidade de forma prática e devocional: • No Trabalho: a. Seja honesto e íntegro em suas atividades profissionais. b. Trate seus colegas com amor e respeito. c. Ore por sabedoria e discernimento em suas decisões. • Na Faculdade: a. Estude com dedicação, buscando a excelência. b. Seja um exemplo de ética e integridade acadêmica. c. Ore por discernimento em suas escolhas acadêmicas. • Na Família: a. Ame e honre seus pais, irmãos e filhos. b. Seja paciente e compreensivo. c. Ore pela unidade e paz em sua casa. • No Namoro e no Casamento: a. Mantenha relacionamentos puros e respeitosos. b. Priorize o diálogo e a comunicação. c. Ore para que Deus seja o centro de seu relacionamento. • Na Forma de Vestir: a. Escolha roupas modestas e que não causem tropeço aos outros. b. Lembre-se de que sua aparência reflete seu coração. • Nas Amizades: a. Escolha amigos que compartilhem seus valores e princípios. b. Seja um amigo leal e compassivo. c. Ore por discernimento ao escolher suas amizades.
3.2 Somos santificados pela Palavra. A LIÇÃO DIZ: O Senhor Jesus sabia da importância da santificação, e também do preço que se paga para que o crente tenha uma vida de santidade. Por isso, Ele orou: “Santifica-os na verdade: a tua palavra é a verdade” (Jo 1 7 17). O Senhor nos mostra que o tempo dedicado à leitura tem uma enorme influência na nossa vida espiritual, especificamente para a santidade. A melhor proteção para os discípulos é a santificação/crescimento em santidade. Santificar os discípulos é fornecer o poder espiritual que os capacitará a se elevar acima dos fardos deste mundo. “Santifica-os pela verdade” (17.17), e a preposição aqui poderia ter duplo significado, referindose tanto à esfera (“na verdade”, que os discípulos sejam imersos nas verdades de Deus) quanto significa (“pela verdade”, que a verdade de Deus seja um agente de mudança na vida deles). Cristo nos transmitiu a Palavra (17.8) e nos deu a Palavra (17.14). A Palavra de Deus é a dádiva de Deus para nós. Sua origem é divina, uma dádiva preciosa do céu. Agora, somos santificados pela Palavra (17.17). A Palavra é a verdade, e não apenas contém a verdade (17.17). Ela é o instrumento da nossa santificação (17.17). Sem o conhecimento da Palavra, não há crescimento espiritual. Dwight Moody escreveu na capa de sua Bíblia: “Este livro afastará você do pecado ou o pecado afastará você deste livro”. 3.3A santidade nos conduz para o Céu. A LIÇÃO DIZ: Se cremos na vida eterna, devemos também crer que um dia estaremos diante de Deus para ouvir Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei: entra no gozo do teu senhor” (Mt 25.21). Precisamos nos acostumar com a santidade como um elemento que nos levará para a glória, e “sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). Muitos pentecostais, neopentecostais e até mesmo pessoas do meio evangélico tradicional interpretam Hebreus 12.14 de forma errada. O texto diz: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”. Quando leem este versículo, logo concluem que a santidade é um pré-requisito para a salvação. Mas não é isso que o texto está ensinando. Se a santificação fosse condição para a salvação, a salvação seria por obras. Somos salvos para a santificação e não pela santificação de vida, como deixa claro o v.10 de Efésios 2. Na verdade, o texto de Hebreus. 12.14 está nos ensinando que a santificação é um resultado da salvação. O texto deve ser entendido da seguinte maneira: se uma pessoa que se diz crente, mas nunca viveu uma vida de santidade em momento algum de sua vida essa pessoa não verá o Senhor, não porque não andou em santidade, mas porque pela falta constante de santidade essa pessoa demonstrou que nunca teve fé salvadora, e por não ter fé salvadora não verá a Deus. São pessoas que nunca deram frutos, até o fim de suas vidas tiveram uma vida marcada pelo pecado e nunca andaram em santidade”.
CONCLUSÃO O Novo Testamento, coloca em alto relevo, a vida de santidade. Os evangelhos, Atos dos apóstolos, as epístolas paulinas e gerais, bem como o livro do Apocalipse nos ensinam sobre essa temática. Portanto, concluindo, quero destacar sete razões viver em santidade: • Primeira razão. Devemos ser santos porque a voz de Deus, nas Escrituras Sagradas, assim nos ordena claramente. Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também e m tudo o que fizerem (1 Pe 1.15 NVI). • Segunda razão. Devemos ser santos porque essa é a grandiosa finalidade e propósito daquilo que Cristo veio fazer no mundo. Paulo escreveu aos coríntios: E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. (2 Co 5.15 NVI). Ele se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas obras. (Tt2.14 NVI) • Terceira razão. Devemos ser santos, porque essa é a única evidência segura de que possuímos fé salvadora em nosso Senhor Jesus Cristo. A fé autêntica sempre haverá de manifestar-se pelos seus frutos; ela santificará, operará por meio do amor, vencerá o mundo e purificará o coração. Como veem, a fé por si mesma, a menos que produza boas obras, está morta. (Tg 2.14 NVT). • Quarta razão. Devemos ser santos porque essa é a única prova de que amamos o Senhor Jesus Cristo com sinceridade. Aqueles que aceitam meus mandamentos e lhes obedecem são os que me amam. (Jo 14.21 NVT). • Quinta razão. Devemos ser santos por ser essa a única evidência segura de que somos verdadeiros filhos de Deus. Porque todos que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. (Rm 8.14 NVT). • Sexta razão. Devemos ser santos por ser essa a maneira mais provável de fazer o bem ao próximo. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus. (Mt 5.16 NVI). • Sétima razão. Em último lugar, devemos ser santos porque sem a santidade na terra nunca estaremos preparados para desfrutar do céu. O céu é um lugar santo. O Senhor do céu é um Ser santo. Os anjos são criaturas santas. A santidade está estampada em tudo quanto existe no céu. O livro de Apocalipse expressa: Nela jamais entrará algo impuro, nem ninguém que pratique o que é vergonhoso ou enganoso, mas unicamente aqueles cujos nomes estão escritos no livro da vida do Cordeiro. (Ap 21.27 NVI).
A REALIDADE BIBLICA DA SANTIFICAÇÃO CRISTÃ – Lição 5 Jovens
Material utilizado: • 1 copo com água • 1 copo com café • 1 copo com Leite • 1 copo com óleo Metodologia: O professor conduzirá uma dinâmica em sala de aula utilizando quatro copos: um com água, outro com café, um terceiro com leite e o último com óleo. Cada um desses líquidos simboliza diferentes aspectos da vida cristã. Primeiramente, o professor apresenta os copos aos alunos e explica o significado de cada um: 1. Água: Representa o cristão, aquele que está cheio do poder de Deus. 2. Café: Simboliza os ímpios, as pessoas que não seguem a fé cristã. 3. Leite: Representa a essência dos ímpios, aqueles que ainda não conhecem a verdade. 4. Óleo: Simboliza o crente cheio da presença de Deus. O professor inicia a dinâmica misturando a água (cristão) com o café (ímpios). Ele questiona os alunos: “Será que é possível separar esses líquidos novamente?”. Essa mistura representa o que acontece quando um cristão se mistura com o mundo e adota práticas mundanas. O resultado é que ele perde sua distinção e se torna indistinguível dos ímpios. Em seguida, o professor reserva a primeira mistura e apresenta o copo com óleo (crente cheio da presença de Deus) e o copo com leite (ímpios). Ele mistura esses líquidos e pergunta aos alunos: “O que essa mistura representa em nossa vida cristã?”. A resposta é que o cristão pode se relacionar com os ímpios, estar no mesmo ambiente e até mesmo conversar com eles, mas deve manter sua essência e foco em Deus. Assim, ele influencia os não-cristãos a trilharem o caminho de Cristo, em vez de ser influenciado por eles. Portanto, a mensagem final é: “Sede santos, assim como Deus, o vosso Pai, é santo” (Mateus 5:48)
Foi comemorado neste dia 27/04/2024, o aniversário da jovem Elayne Maiza Feitosa de Carvalho (auxiliar administrativo da Prefeitura Municipal).
O evento aconteceu no Hotel Center, localizado no centro da cidade de Santa Terezinha PE. Juntamente com alguns funcionários da Prefeitura Municipal de Santa Terezinha PE. Estavam presentes ao evento os seguintes convidados da aniversariante: Maurício Alexandre Cordeiro Silva (Dir. De RH), Ronaldy Ramon Costa Leite (Digitador do RH), Rayane Santos Leite (Dir. de Contabilidade) Valdecy Francisco Leandro Neto (Aux. Adm.).
“Parabéns a Elayne Maiza. Que Jesus te abençoe grandemente. Feliz vida com muita saúde, paz e leveza”.
Ao servir o pudim de iogurte natural, fica fácil surpreender a família com um fator surpresa: o xarope de groselha! Fugindo do tradicional, mas sem abrir mão de sabores consagrados, a receita se torna simplesmente irresistível. Depois de provar pela primeira vez, será impossível não querer repetir a sobremesa toda semana. Em seguida, o Guia da Cozinha detalha todo o modo de preparo para te ajudar a garantir o doce incrível sem dúvida, nem dificuldade em casa. Nós temos certeza que todos vão se apaixonar pela versão diferente do clássico brasileiro. Confira os ingredientes necessários e o passo a passo completo:
Pudim de iogurte natural Tempo: 1h15 (+2h de geladeira)
Rendimento: 10 porções
Dificuldade: fácil
Ingredientes: 3 fatias de pão de forma sem casca 4 ovos 3 e 1/2 xícaras (chá) de iogurte natural 5 colheres (chá) de açúcar Margarina e açúcar para untar Xarope de groselha para acompanhar Modo de preparo: Corte o pão de forma em cubos e coloque no fundo de uma forma untada e polvilhada com açúcar. Aqueça o leite e coloque com os outros ingredientes no liquidificador para bater. Despeje na fôrma e asse em banho-maria por 45 minutos. Sirva gelado acompanhado groselha.
Carol Celico, de 36 anos, compartilhou no domingo, 28, imagens do luxuoso aniversário de sua filha, Isabella, de 13 anos. A moça é do relacionamento com ex-jogador Kaká. Juntos, eles ainda são pais de Luca, de 15. Em seu perfil no Instagram, Carol Celico compartilhou cliques da festa que contou com a presença de amigos, familiares, o padrasto da menina, a avó Rosângela Lyra e o tio Enrico Celico. “Parabéns para a menina mais linda, alegre, esperta, alto astral, amorosa, companheira, amiga, e melhor filha do mundo que já existiu! Filha, tanto orgulho de quem você se torna a cada dia! Parabéns, parabéns, parabéns! Te amo muito!”, escreveu Carol, na postagem. À ocasião, Isabella usou um vestido sem alça prateado e brilhante da grife da mãe, a Niini. A peça custa R$ 1,7 mil. Ela também optou por sandálias de salto, mas de altura baixa.
Kaká homenageia a filha, Isabella Foto: @instagram Pela internet, Kaká parabenizou a filha pela data. “23.04. Hoje é dia da minha Bella. Eu oro pra que você possa crescer no conhecimento de Jesus, tendo sabedoria e entendimento da vontade do Pai, e possa desfrutar do inexplicável amor de Deus. Parabéns! Feliz aniversário! Te amo, minha filha!”, postou ele. Carol Celico e Kaká ficaram juntos de 2005 a 2015. Atualmente, Celico é casada com Eduardo Scarpa, de quem espera o primeiro filho do casal. A criança, segundo revelou, se chamará Rafael. Já o jogador de futebol está, desde 2016, com Carol Dias. Em 2019, eles oficializaram a união em uma praia da Bahia.
O PADRÃO BÍBLICO PARA A VIDA CRISTÃ Caminhando Segundo os Ensinos das Sagradas Escrituras
O QUE VAMOS ESTUDAR? Na lição desta semana, estudaremos a respeito da realidade da salvação oferecida por Deus a todos os seres humanos. A Bíblia nos mostra a má notícia sobre a nossa condição, a de que somos pecadores e estamos afastados de Deus, entretanto ela também nos mostra uma boa notícia: Deus proveu, em Jesus Cristo, a salvação de que necessitamos para ser reconciliados com Ele. Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.
TEXTO PRINCIPAL Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo. Porque com o coração se crê para a justiça e com a boca se confessa para a salvação. (Rm 10.9,10 NVI). • A condição da salvação – Crer e confessar. A fé salvadora é fé na ressurreição (1Co 15.17), e a confissão de Cristo é profissão pública de que ele é Senhor. A fé é a raiz e a confissão, o ramo da planta. Fé interior e confissão pública andam juntas e são essencialmente uma coisa só. Fé sem confissão seria inautêntica; não passaria de mero religiosismo estéril. Confissão sem fé seria superficial, palavras jogadas ao vento. John Stott está coberto de razão quando diz que o conteúdo do que se crê e o conteúdo da confissão têm de ser um só. Implícitas nas boas-novas estão as verdades de que Jesus Cristo morreu, ressuscitou, foi exaltado e agora reina como Senhor e concede salvação aos que nele creem. • O efeito da fé e da confissão – Salvação. O efeito dessa confissão e crença é a salvação – “serás salvo” (10.9). A salvação tem a ver com o crer no coração, e o testemunho tem a ver com a confissão da boca. A boca pronuncia os termos; o coração, porém, é que se lhes prende. Não se impõe a questão de separar as operações; não há confissão da boca sem a fé que procede do coração.
RESUMO DA LIÇÃO
A salvação é oferecida por Deus por intermédio do sacrifício de Jesus Cristo, seu Filho Unigênito. • A Oferta da Salvação por Deus. A salvação é um presente divino, uma oferta graciosa de Deus para a humanidade. Esta oferta não é baseada em méritos humanos ou realizações, mas na misericórdia e graça de Deus. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.” (Ef 2.8). A salvação é, portanto, uma expressão do amor incondicional de Deus pela humanidade. • O Papel de Jesus Cristo. Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus, é o mediador dessa salvação. Ele se ofereceu como sacrifício, morrendo na cruz para pagar a penalidade pelos pecados da humanidade. “Mas ele foi traspassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados.” (Is 53.5). Através de seu sacrifício, Jesus tornou possível a reconciliação entre Deus e a humanidade. • A Aceitação da Salvação. Embora a salvação seja oferecida a todos, ela deve ser aceita em fé. “Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo.” (Rm 10.9). A salvação, portanto, é uma resposta de fé à oferta de Deus em Jesus Cristo.
I. A NECESSIDADE DA SALVAÇÃO 1.1 O que é a salvação. É importante destacar que salvação não é: • Salvação não é a mesma coisa que filiação a uma denominação religiosa. Este é um pensamento popular muito comum. Muitas pessoas pensam que ser salvo significa pertencer a uma igreja. Porém, é perfeitamente possível que uma pessoa seja membro de uma denominação religiosa por muitos anos e não tenha um relacionamento com Jesus baseado na graça. • Salvação não é a mesma coisa que prosperidade material. As denominações adeptas da chamada “teologia da prosperidade” falam tanto sobre a prosperidade financeira que se esquecem de anunciar o perdão de pecados e da salvação em Cristo. Assim acabam transmitindo a falsa noção de que Jesus morreu na cruz para nos dar boa saúde, um bom carro, uma boa casa e para salvar nosso negócio. A mensagem da cruz fica totalmente perdida em meio às questões materiais. Jesus não morreu para nos dar bênçãos materiais e sim para nos trazer a salvação. É certo que Deus nos abençoa financeira e materialmente, dando-nos o suficiente para nossa peregrinação neste mundo, mas o cerne das boas-novas não é um carro possante, mas a salvação eterna. • Salvação não é a mesma coisa que participação em eventos religiosos. Este também é um pensamento comum. Muitas pessoas pensam que o fato de fazerem peregrinações e romarias é sinônimo de salvação. A versão evangélica mais comum deste engano é pensar que a participação em incontáveis atividades realizadas na igreja é sinônimo de salvação. Algumas atividades eclesiásticas são realmente proveitosas e edificantes. Outras consistem apenas em um ativismo vazio. Salvação é um relacionamento piedoso com Deus baseado na graça mediante a fé e não em um ativismo religioso. Salvação é a mudança do estado de condenação em que o pecador se encontra, por causa do pecado, para o estado de bem-aventurança, para o qual é conduzido pela graça de Deus. O apóstolo Paulo menciona esta mudança de estado em sua carta aos crentes de Colossos: “Ele [Deus] nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados” (Cl 1.13- 14).
1.2 A Origem da Salvação. A LIÇÃO DIZ: A salvação tem sua origem no próprio Deus. Foi Ele que planejou todo o cenário pelo qual ela aconteceria, e uma das coisas que precisamos entender é que o homem não pode salvar a si mesmo. A origem da salvação é a vontade de Deus, que decretou desde a eternidade que providenciaria a salvação àqueles que cressem: “do SENHOR vem a salvação” (Jn 2.9). Como declarou João, os crentes são “filhos […] os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus” (Jo 1.13). Paulo acrescenta: “Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece” (Rm 9.16), pois “nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Ef 1.5). Em suma, a salvação se originou em uma decisão de Deus em nos salvar. De outra forma, ninguém jamais poderia ser resgatado. A salvação, por sua vez, é uma ação divina (Ef 2.8). No entanto, demandando uma cooperação humana – por isso é sinergista – em que estão presentes duas ações conjuntas: a divina e a humana. A justificação (ato divino), a regeneração (ato divino) e a santificação (ato divino sequenciado pelo esforço humano). 1.3 O meio pelo qual provém a salvação. Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus (Ef 2.8 NVI). A salvação é pela graça, mas também “por meio da fé”. É a graça que nos salva pela instrumentalidade da fé. É bem conhecida a expressão usada por certo estudioso: “A fé traz a Deus uma pessoa vazia para que se possa encher das bênçãos de Cristo”. É muito importante ressaltar que Paulo não está falando de qualquer tipo de fé. A questão não é a fé, mas o objeto da fé. Não é fé na fé. Não é fé nos ídolos. Não é fé nos ancestrais. Não é fé na confissão positiva. Não é fé nos méritos. É fé em Cristo, o Salvador!
II. OS EFEITOS DA SALVAÇÃO 2.1 Regeneração. A LIÇÃO DIZ: Ser regenerado é nascer novamente (Jo 3.3). Essa ação é realizada pelo Espírito Santo quando a pessoa se arrepende e confessa a Jesus com o seu Salvador e Senhor, crendo em seu sacrifício. Vamos analisar algumas definições recortadas de dicionários bíblicos: Regeneração é a obra do Espírito Santo em criar uma nova vida na pessoa pecadora que se arrepende e passa a crer em Cristo. [Do gr. palinginesia, do lat. regenerationis] Ato de nascer de novo. Milagre que se dá na vida de quem aceita a Cristo, tornando-o partícipe da vida e da natureza divinas. Através da regeneração, conhecida também como conversão e novo nascimento, o homem passa a desfrutar de uma nova realidade espiritual. A regeneração não é um pro cesso; é um ato revolucionário que leva o homem a nascer da água e do espírito (Tt 3.5). O novo nascimento e a regeneração não representam fases sucessivas na experiência espiritual, dizem respeito ao mesmo evento, mas o veem em aspectos diferentes. O novo nascimento ressalta a comunicação da vida espiritual em contraste com a antecedente morte espiritual:
a “regeneração” acentua o começo de um novo estado de coisas em contraste com o antigo. 2.2 Justificação e adoção. A justificação é “um ato judicial de Deus, no qual ele declara, com base na justiça de Jesus Cristo, que todas as reivindicações da lei são satisfeitas com vistas ao pecador”, diz Louis Berkhof. “Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1). A doutrina da justificação está ligada ao início da fé cristã. Pela justificação o pecador é posto no rol dos salvos e visto com bons olhos diante de Deus, por pior que tenha sido sua vida antes desse grande acontecimento. Justificação é mais do que o perdão dos pecados. Os pecados, infelizmente, voltam, por causa da natureza humana, e, para cada ato de pecado, cabe um pedido imediato de perdão; mas isto não significa que somos justificados cada vez que cometemos um pecado. A justificação para a salvação é um acontecimento exclusivo e definitivo, a menos que o salvo abandone a sua condição em Cristo, renunciando à fé e caindo da graça. [Do gr. huithesia, estar em lugar de filho] O vocábulo, no Novo Testamento, descreve o fato de Deus receber como filho alguém que, legal e espiritualmente, não goza do direito de tê-lo como Pai. A partir deste momento, passa esse alguém a desfrutar de todos os privilégios que Deus, desde a mais remota eternidade, preparou àqueles que aceitam a Cristo como o único e suficiente Salvador.
2.3 Santificação. A LIÇÃO DIZ: A santificação não é a adoção de uma vida isolada da coletividade, como se o afastamento para com outras pessoas nos tornasse santos. Santificação é o processo de ser feito santo, resultando em um estilo de vida transformado para o crente. A palavra portuguesa “santificação” vem do latim sanctificatio, que significa o ato ou processo de fazer (algo ou alguém) santo, consagrado. J. I. Packer diz que santidade é um substantivo que pertence ao adjetivo santo e ao verbo santificar, que basicamente significa tornar santo. Santo, tanto no hebraico, como no grego, significa separado, consagrado e recriado para Deus. Quando aplicado às pessoas, como os “santos de Deus” ou “santos”, a palavra implica em devoção e assimilação: devoção, no sentido de viver uma vida de serviço para Deus; assimilação, no sentido de imitar, conformar-se e tornar-se como Deus a quem se serve.
III. A SALVAÇÃO PARA TODOS 3.1 Uma tão grande salvação. A LIÇÃO DIZ: A Palavra de Deus nos mostra que “a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens” (Tt 2.11). Quando Deus planejou a salvação , Ele objetivou salvar a todos (At 17.30). A expressão “todos” não é reducionista nem restritiva. Portanto, a morte de Cristo tem o poder de salvar a todos os homens, desde que se arrependam de seus pecados nesta vida e recebam a salvação pela fé em Jesus. Há duas correntes de pensamento, uma delas, o arminianismo, a corrente mais popular, defende a ideia da expiação ilimitada, ou seja, que Cristo morreu por todas as pessoas sem exceção alguma. Por outro lado, os calvinistas defendem a ideia da expiação limitada, ou seja, que Jesus morreu apenas por um grupo restrito no qual ele escolhera antes da fundação do mundo. Quando examinamos as Escrituras, elas parecem apontar para um Deus amoroso que deseja que todos alcancem a salvação e que, de fato, a oferece a todos. Alguns calvinistas criticam essa visão, alegando que ela pode levar ao universalismo. O universalismo é a doutrina que afirma que, no final, toda a humanidade será salva, inclusive ditadores como Hitler e Stalin. Isso não poderia estar mais longe da verdade, pois no arminianismo, para que o indivíduo possa se apropriar da salvação disponível a todos, ele precisa crer em Jesus e, como fruto dessa fé, se arrependerá de seus pecados. No universalismo, essa necessidade não existe. Vamos considerar alguns textos bíblicos que explicitam que Cristo morreu por todos: • ‘O qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.’ (1 Tm 2.4). • ‘Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.’ (Rm 5.6). • ‘Ora, é para esse fim que labutamos e nos esforçamos sobremodo, porquanto temos posto a nossa esperança no Deus vivo, Salvador de todos os homens, especialmente dos fiéis.’ (1 Tm 4.10) • ‘Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora de todos os homens.’ (Tt 2.11) • ‘Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos.’ (Hb 2.9) • ‘Pois o amor de Cristo nos constrange, porque julgamos assim: se um morreu por todos, logo todos morreram; e ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.’ (2 Co 5.14-15)
3.2 A presciência de Deus e a salvação. A LIÇÃO DIZ: Um dos atributos de Deus é a presciência, ou seja, a capacidade divina de saber o que há de acontecer no futuro. Por meio de sua presciência, Deus sabe quem há de responder à mensagem do Evangelho, mas isso não significa que foi Deus que escolheu quem será salvo e quem não será. Deus não restringe a sua salvação a um grupo isolado de pessoas escolhidas por um critério misterioso, deixando de fora da salvação outras pessoas, mas simplesmente porque Ele assim o quis. Aliás, Ele deixou bem claro que os critérios da salvação são o arrependimento e a fé no sacrifício do seu Filho, Jesus (Mc 1.15). Presciência é uma característica do intelecto divino e não traz consigo uma ação que inclui ou exclui pessoas. Esta interpretação (presciência como capacidade de conhecer o futuro) sugere que a presciência de Deus se refere simplesmente ao seu conhecimento antecipado de todos os eventos. Ele tem conhecimento do futuro antes que ele se desdobre no nosso tempo. No entanto, esse conhecimento de Deus sobre os eventos futuros é baseado em sua observação. Isso significa, por exemplo, que ele tem conhecimento de cada ação que cada uma de suas criaturas realizará. No entanto, essa presciência não é causativa, ou seja, o fato de Ele conhecer tais ações não significa que Ele interfere nelas. Em outras palavras, a presciência de Deus não é o que determina que algo aconteça. Ele age como um observador. Portanto, são os eventos futuros que causam o conhecimento prévio de Deus. Ele apenas os conhece porque eles realmente acontecerão em algum momento. O principal objetivo desta interpretação, é tentar preservar a liberdade das criaturas em relação à soberania de Deus. Assim, quando Deus predestina e elege, por exemplo, Ele o faz com base em sua presciência. Portanto, Deus conhece antecipadamente as decisões, ações e comportamentos de suas criaturas. Então, Ele toma decisões e age com base no que foi previsto.
3.3 A resposta humana à salvação. Vamos abordar esse subponto em três partes: • Aceitação da Graça Divina. A salvação é um ato de graça divina, um presente imerecido de Deus para a humanidade. No entanto, a resposta humana inicial à salvação é aceitar essa graça. Devemos reconhecer o pecado pessoal, a necessidade de redenção e a aceitação de Jesus Cristo como o Salvador pessoal. • Santificação Contínua. A salvação não é apenas um evento, mas um processo contínuo conhecido como santificação. Aqueles que foram salvos são chamados a viver uma vida transformada, refletindo a imagem de Cristo em suas ações diárias. Ou seja, a renúncia ao pecado, a busca pela santidade e a adoção de um estilo de vida que glorifique a Deus. • Perseverança na Fé. A terceira resposta à salvação é a perseverança na fé. A vida cristã é muitas vezes descrita como uma corrida ou uma batalha, e aqueles que foram salvos são chamados a “combater o bom combate da fé” (1 Tm 6.12). Precisamos manter a fé em face da adversidade, resistir à tentação e permanecer firme na verdade do Evangelho.
CONCLUSÃO A nossa expectativa deve ser a de viver eternamente com Deus, isto é, salvação eterna. Para tanto,
devemos: a. Viver com propósito. A Bíblia nos encoraja a viver cada dia com um propósito maior, buscando a vontade de Deus em todas as nossas ações. “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.” (1Co 10.31) b. Esperança na vida eterna. A Bíblia nos lembra que esta vida é passageira e que nossa verdadeira esperança está na vida eterna que Deus prometeu aos que creem Nele. “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho.” (Fl 1.21) c. Priorizar o Reino de Deus. Jesus nos ensinou a buscar em primeiro lugar o Reino de Deus, e todas as outras coisas nos serão acrescentadas. Isso significa viver com a perspectiva da eternidade em mente. “Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” – (Mt 6.33) d.Viver de forma justa e piedosa. A Bíblia nos exorta a viver de forma justa e piedosa neste mundo, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo. “Aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo.” – (Tt 2.13)
A CARREIRA QUE NOS ESTÁ PROPOSTA O Caminho da Salvação, Santidade e Perseverança para Chegar ao céu.
O QUE ESTUDAREMOS? Nesta lição, trataremos sobre a conduta cristã neste mundo enquanto aguardamos o grande Dia da Redenção. Vamos juntos aprender a Palavra de Deus.
TEXTO ÁUREO – COMPARANDO TRADUÇÕESVivam com sabedoria entre os que são de fora e aproveitem bem todas as oportunidades. (Cl 4.5 NVT). • Conduta Cristã e Observação do Mundo. O cristão deve se comportar com sabedoria em relação aos que estão fora da fé. É importante reconhecer que o comportamento cotidiano dos cristãos é constantemente observado pelos não crentes. O mundo tende a prestar maiatenção em como os cristãos vivem do que no que eles dizem. Como Edgar Guest costumava dizer: “Prefiro ver um sermão a ouvi-lo”. Isso não significa que os cristãos não devem confessar a Cristo verbalmente, mas é crucial que o comportamento deles esteja alinhado com suas palavras. • A Importância da Consistência. É essencial que os cristãos evitem qualquer inconsistência entre suas palavras e ações. Nunca deve haver uma oportunidade para que alguém diga: “Ele é maravilhoso no falar, mas péssimo no andar”. Portanto, destacamos a importância da integridade e da autenticidade na vida cristã. • Aproveitando as Oportunidades para Testemunhar. “Aproveitar as oportunidades” é interpretado como “comprar as oportunidades”. Todos os dias, os cristãos têm várias oportunidades de testemunhar o poder salvador de Jesus Cristo. Quando essas oportunidades surgem, os cristãos devem estar preparados para aproveitá-las. A palavra “comprar” suger que há um custo envolvido. Independentemente do custo, os cristãos devem estar prontos para compartilhar seu precioso Salvador com aqueles que ainda não o conhecem.
VERDADE PRÁTICA A jornada para o Céu deve ser feita com prudência e sabedoria num contexto de oposição à nossa maneira de viver. A verdade prática nos lembra que a nossa jornada para o céu é feita em um mundo hostil. Portanto, necessitamos de todas prudência e sabedoria para não cairmos nas armadilhas que estão a nossa frente. • Apegos Terrenos e Busca por Tesouros Temporais: 1. A Bíblia nos adverte sobre a armadilha de nos apegarmos excessivamente às coisas deste mundo. O materialismo, a busca por riquezas e a acumulação de bens materiais podem nos distrair da verdadeira riqueza espiritual. 2. A jornada para o “Céu” requer prudência e sabedoria para discernir entre os tesouros eternos e os tesouros temporais. Devemos lembrar das palavras de Jesus: “Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam” (Mt 6.19-20). • Individualismo Versus Comunhão Fraterna: 1. A cultura contemporânea frequentemente promove o individualismo e a busca pelo sucesso pessoal. No entanto, como cristãos, somos chamados a viver em comunhãocom outros crentes, a compartilhar nossas cargas e a amar uns aos outros. 2. Na jornada para o “Céu”, devemos resistir à tentação de nos isolarmos e lembrar que somos parte do corpo de Cristo. O apóstolo Paulo nos exorta: “Assim, cada um de nós deve agradar ao próximo para o bem dele, a fim de edificá-lo” (Rm 15.2). • Falsas Prioridades e Busca pela Verdadeira Vida: 1. O mundo muitas vezes nos distrai com preocupações passageiras e valores distorcidos. A busca por prazeres momentâneos, fama e sucesso pode nos afastar da verdadeira vida em Cristo. 2. A jornada para o “Céu” requer discernimento espiritual. Devemos buscar a vontade de Deus em todas as áreas de nossa vida e lembrar que a verdadeira vida está em conhecer a Jesus e seguir seus ensinamentos: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente” (Jo 10.10). • Caminhos fáceis: 1. O mundo muitas vezes nos conduz a caminhos fáceis e confortáveis. A busca pelo “Céu” requer esforço, sacrifício e renúncia de nossa zona de conforto. 2. Na jornada para o “Céu”, devemos estar dispostos entrar pela porta estreita e pelo caminho apertado. Às vezes, isso significa deixar para trás o que é conveniente e seguir a voz do Espírito Santo. Como disse Jesus: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16.24).
I. O PADRÃO DE CONDUTA NA CAMINHADA CRISTÃ 1.1 Jesus como nosso padrão de conduta. A LIÇÃO DIZ: A palavra “padrão” expressa uma norma determinada por consenso, ou por uma autoridade oficial, que se torna base de comparação consagrada como modelo a ser seguido. O Senhor Jesus ensinou o seguinte: “Porque eu vos dei exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (Jo 13-15). Ora, esse texto expressa que Ele é o nosso modelo de conduta, o nosso padrão de vida. O exemplo que Jesus deu aos seus discípulos: Estava sendo servido o jantar, e o Diabo já havia induzido Judas Iscariotes, filho de Simão, a trair Jesus. Jesus sabia que o Pai havia colocado todas as coisas debaixo do seu poder, e que viera de Deus e estava voltando para Deus; assim, levantou-se da mesa, tirou sua capa e colocou uma toalha em volta da cintura. Depois disso, derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos seus discípulos, enxugando-os com a toalha que estava em sua cintura. Quando terminou de lavar-lhes os pés, Jesus tornou a vestir sua capa e voltou ao seu lugar. Então lhes perguntou: “Vocês entendem o que lhes fiz? Vocês me chamam ‘Mestre’ e ‘Senhor’, e com razão, pois eu o sou. Pois bem, se eu, sendo Senhor e Mestre de vocês, laveilhes os pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros. Eu lhes dei o exemplo, para que vocês façam como lhes fiz. (Jo 13.2-5, 12-15 NVI). A ação de Jesus ao lavar os pés de seus discípulos continha uma mensagem simbólica sobre a necessidade de receber a purificação possibilitada por sua auto-humilhação na cruz. No entanto, Ele tinha mais a ensinar, e isso envolvia algo bastante prático. Após lavar os pés dos discípulos, Jesus vestiu suas roupas e voltou ao seu lugar. Com exceção da tentativa de Pedro de impedir que Jesus lavasse seus pés, o lava-pés foi realizado em um silêncio constrangedor. Em seguida, Jesus começou a ensinar aos discípulos outra lição: “Vocês entendem o que eu fiz por vocês?” Essa pergunta era retórica, pois não houve resposta. Jesus continuou: Vocês me chamam de “Mestre” e “Senhor”, e com razão, pois é isso que eu sou. Pedro reconheceu Jesus como Mestre e Senhor, mas a princípio não quis permitir que ele lavasse seus pés. Jesus afirmou que os discípulos estavam certos em considerá-Lo como Mestre e Senhor, e que seu ato humilde não mudava isso. Ele era o professor deles, mas de um tipo diferente. Ele também era o Senhor deles, mas de um tipo diferente do que eles até então entendiam. Após afirmar que os discípulos o consideravam corretamente como Mestre e Senhor, Jesus acrescentou: “Agora que eu, o Senhor e Mestre de vocês, lavei os pés de vocês, vocês também devem lavar os pés uns dos outros.” A lição era simples: se Jesus, como Senhor e Mestre, não hesitou em lavar os pés deles, eles também não deveriam hesitar em servir uns aos outros com humildade. Mesmo em culturas diferentes daquela em que Jesus e seus discípulos viveram, sempre haverá oportunidades de serviço humilde. Jesus enfatizou: “Eu lhes dei o exemplo para que façam como eu fiz por vocês”. • Nenhum pecado é tão ofensivo e prejudicial à alma quanto o orgulho. Nenhuma virtude é tão recomendada, por exemplo e preceito, quanto a humildade. “Cingi-vos todos de humildade” (1Pe 5.5). “O que se humilha será exaltado” (Lc 18.14). “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o fato de ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tomando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.5–8). Quero destacar mais uma passagem bíblica que deve ser lida em classe: Porque para isto mesmo vocês foram chamados, pois também Cristo sofreu no lugar de vocês, deixando exemplo para que vocês sigam os seus passos. Ele não cometeu pecado, nem foi encontrado engano em sua boca. Pois ele, quando insultado, não revidava com insultos; quando maltratado, não fazia ameaças, mas se entregava àquele que julga retamente, carregando ele mesmo, em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça. Pelas feridas dele vocês foram sarados. (1Pe 2.21-24 NAA). O termo traduzido aqui como exemplo dá a ideia de uma cartilha que traz modelos de caligrafia perfeita. O objetivo do aluno é reproduzir o modelo com toda precisão possível. Quanto maior o cuidado do aluno em copiar o modelo, melhor será sua caligrafia. Quanto menos se parecer com o modelo, mais feia será a cópia. Encontramos segurança quando permanecemos fiéis ao Original. 1.2 Fazendo a vontade de Deus. A LIÇÃO DIZ: Como Filho de Deus, Jesus procurou agradar ao Pai na jornada desta vida, fazendo sempre a sua vontade (Jo 4.34; 6.38; 17.4). Não por acaso, nosso Senhor nos incentivou a buscar a vontade do Pai na oração que Ele ensinou aos discípulos, o “Pai Nosso” (Mt 6.10; cf. Mt 26.39,42). Aos olhos humanos, parece muito difícil andar no padrão divino de Cristo. Entretanto isso é possível quando buscamos o auxílio do alto, conforme oração ensinada por Ele (Mt 6.9-13). Logo, o cristão que deseja ir para o céu procura fazer a vontade de Deus, deixando de lado o caminho do egoísmo, do orgulho e da vaidade; procurando se aproximar e praticar a “Lei de Ouro” ensinada pelo nosso Senhor: “tudo o que vós quereis que os homens vos façam fazei-lo também vós” (Mt 7.12; cf. Rm 13.8,10). Como fazer a vontade de Deus: • Obediência. Assim como Jesus, procure sempre agradar ao Pai, fazendo Sua vontade (Jo 4.34; 6.38; 17.4). • Busca na Oração. Siga o exemplo de Jesus e busque a vontade do Pai em oração, como ensinado no “Pai Nosso” (Mt 6.10; cf. Mt 26.39,42). • Dependência Divina. Busque auxílio do alto, confiando na ajuda de Deus (Mateus 6.9-13). • Renúncia ao Egoísmo. Abandone o egoísmo, o orgulho e a vaidade, buscando a vontade divina. • Pratique a “Lei de Ouro”. Faça aos outros o que você deseja que façam a você, seguindo o ensinamento de Jesus (Mt 7.12; cf. Rm 13.8,10). 1.3 Uma vida cristã bem-sucedida. A LIÇÃO DIZ: O cristão possui um padrão que o levará a uma vida espiritual bem-sucedida. Sabemos que pessoas bem-sucedidas procuram espelhar-se em outras pessoas ilustres, equilibradas e resilientes (cf. 1 Co 11.1). Ora, em Cristo Jesus temos esse padrão e modelo. Ele foi resiliente, equilibrado e ilustre até a morte, de modo que o apóstolo Paulo escreveu sobre o nosso Senhor, exortando que o imitássemos: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Fp 2.5; cf. Mt 11.29). Lendo esse trecho da lição, fui levado a pensar nas características do o Homem Bem-Sucedido à Luz da Bíblia. • Coração Generoso: 1. O homem bem-sucedido, segundo a Bíblia, não tem um coração egoísta. Ele compreende que a verdadeira riqueza está em compartilhar com os outros. 2. Provérbios 11.25 nos ensina: O generoso prosperará; quem dá alívio aos outros, alívio receberá. • Relacionamento com Deus: 1. O homem bem-sucedido busca um relacionamento íntimo com Deus. Ele anseia por conhecer o Criador e viver em comunhão com Ele. 2. Tiago 4.8 nos exorta a nos aproximarmos de Deus, e Ele se aproximará de nós. • Humildade e Sabedoria: 1. A verdadeira prosperidade não é arrogância, mas humildade. O homem bem-sucedido reconhece sua dependência de Deus. 2. Provérbios 3.5-6 nos lembra de confiar no Senhor e não depender de nossa própria compreensão. • Fé e Obediência: 1. O homem bem-sucedido vive pela fé e obedece aos mandamentos divinos. Ele sabe que a obediência traz bênçãos. 2. Deuteronômio 28.1-2 promete bênçãos para aqueles que obedecem ao Senhor. • Amor ao Próximo: 1. A verdadeira prosperidade inclui amar e servir aos outros. 2. Mateus 22.39 nos instrui a amar nosso próximo como a nós mesmos. • Contentamento e Gratidão: 1. O homem bem-sucedido não busca incessantemente mais, mas é grato pelo que tem. Ele encontra contentamento em Deus. 2. 1 Timóteo 6.6 nos diz que a piedade com contentamento é grande ganho. • Foco Eterno: 1. O homem bem-sucedido olha além desta vida terrena. Ele investe em tesouros no céu. 2. Mateus 6.20 nos encoraja a acumular tesouros no lugar certo.
II. FAZENDO A CAMINHADA COM PRUDÊNCIA E SABEDORIA 2.1 O que é prudência? A LIÇÃO DIZ: Em Provérbios 9.10, quando se diz que o justo “crescerá em prudência”, o termo traz a ideia de ensino, instrução e capacidade para ensinar. No Novo Testamento, a palavra remete a algo que Deus derramou sobre nós, ou seja, “toda a prudência”, entendimento, conhecimento e amor à vontade de Deus (Ef 1.8). Então, podemos conceituar prudência como virtude que nos permite agir com cuidado e moderação diante de situações desafiadoras; é uma razão prática que nos permite discernir entre as escolhas mais adequadas para fazer o bem (Pv 16.16; cf. Tg 5.17). Exortação Bíblica: • A Bíblia nos exorta a viver prudentemente, não como néscios (Ef 5.15). • A prudência nos capacita a discernir e escolher o caminho correto, honrando a Deus em todas as áreas da vida. Raiz Hebraica: Em hebraico, a palavra para prudência é ותּיר ִהְז) zehirut). Essa raiz pode significar várias coisas: • Guardar-se: A pessoa prudente se protege. • Atentar: Ela presta atenção aos detalhes. • Ser Cauteloso: Age com discernimento. • Resplendor: A prudência brilha como luz. Essa palavra nos lembra que a prudência envolve mais do que evitar riscos; é uma busca pela vontade de Deus. Benefícios da Prudência: O livro de Provérbios descreve os benefícios da prudência: • Autocontrole para não revidar ofensas. • Humildade para não exibir conhecimento. • Tomada correta de decisões. • Pensar antes de agir. • Alcançar boa reputação e posição. • Sujeição ao aprendizado e correção. • Desviar-se do perigo por meio de soluções antecipadas. 2.2 Não andeis como néscios! A LIÇÃO DIZ:Apóstolo Paulo diz que não devemos andar como néscios (Ef 5.15), cujo adjetivo asophos, traz a ideia de alguém insensato, tolo, ignorante e embotado. O desafio de viver em um mundo cheio de trevas e viver distintamente delas requer sabedoria e um andar cheio de cuidado: Vede, pois, com cuidado como andais, não como insensatos, mas como sábios. Os imperativos atuais “olhai” e “andai” apontam para uma necessidade contínua. A ideia de cuidar sugere algo que não é natural ou instintivo, mas um modo de vida que exige certa concentração. A vida cristã é uma vida pensativa e reflexiva que segue o caminho menos percorrido. Como em várias outras seções de aplicação nesta carta, o chamado é para caminhar, ou seja, viver, momento a momento, de uma determinada maneira (4.1, 17; 5.2, 8). Viver a vida em um ambiente repleto de escolhas ruins não é fácil, especialmente quando há esforços por toda parte para atrair a pessoa para essas escolhas ruins (Ef 4.14; 5.6). Portanto, o chamado é para viver com sabedoria. Os néscios são aqueles que, não possuindo percepção das coisas que pertencem a Deus e à salvação, não almejam alcançar um alvo mais elevado, e portanto não sabem, nem mesmo cuidam de saber, quais são os melhores meios para alcançá-lo. Consideram de muita importância o que é de pouco valor ou mesmo pode vir a ser prejudicial, e não apreciam o que é imprescindível. Três Aplicações Práticas para Não Andar como Néscios • Escolha Cuidadosa das Amizades: Os Néscios frequentemente se associam com pessoas que os levam para caminhos destrutivos. Aquele que anda com os sábios será cada vez mais sábio, mas o companheiro dos tolos acabará mal. (Pv 13.20 NVI). • Controle da Língua: Os Néscios falam sem pensar, causando conflitos e ferindo os outros. Seja prudente com suas palavras. Até o insensato passará por sábio, se ficar quieto, e, se contiver a língua, parecerá que tem discernimento. (Pv 17.28 NVI). • Escolhas Morais e Éticas: Os Néscios seguem seus desejos imediatos, sem considerar as consequências. Tomam decisões sem considerar os princípios bíblicos. Efésios5.15-16 nos exorta a andar com cuidado, aproveitando bem o tempo, pois os dias são maus. 2.3 Andeis como sábios! A LIÇÃO DIZ: O adjetivo que Paulo usa para qualificar quem caminha para o céu é “sábio”, do grego sophós, uma pessoa hábil, perita. Esse adjetivo descreve em essência a vida do cristão dirigida pelo Espírito Santo. O Pastor Osiel Gomes pontou de forma muito precisa como é que os sábios devem andar quando escreveu: Na prática, o andar do cristão se revela por meio de um viver que obedece à Palavra (Jo 14.15); no amor que ele tem para com o próximo (Mt 22.37-39); na busca pela santificação, pois, sem a ela, ninguém verá a Deus (Hb 12.14; 1 Pe 1.15,16); na humildade, quando coloca os outros como prioridade, e não ele mesmo (Fp 2.5-8); no coração aberto que tem para perdoar, sem qualquer resquício de mágoas (Mt 6.14- 15); no tratar com compaixão e agir com justiça; no preservar a comunhão entre os irmãos, sem jamais querer divisão no Corpo de Cristo, na doutrina e na batalha para preservar a unidade no Espírito (Ef 4.3).
III. VENCENDO OS DIAS MAUS 3.1 Remindo o tempo. A LIÇÃO DIZ: Com a expressão “remindo o “tempo”, o apóstolo Paulo se refere ao cristão que se conduz de maneira proveitosa e sábia no contexto deste mundo (Ef 5.16; cf. Cl 4.5). Russell Shedd define a expressão ‘remir o tempo’ como aproveitar o tempo. O cristão deve usar o seu tempo (como pode usar seu dinheiro, sua capacidade, seu conhecimento, sua mente) para retirar de Satanás o tempo. Comprar “para libertar” do poder satânico aquilo que ele já escravizou no mundo. A característica do nosso século é gastar mais e mais tempo sem trazer benefício para o que é divino. Satanás tenta nos pressionar para que, pela falta de tempo, não pensemos nos valores reais. O Senhor deseja que resgatemos as horas para ele. Com certeza, as pessoas sábias têm consciência de que o tempo é um bem precioso. Todos nós temos a mesma quantidade de tempo ao nosso dispor: 60 minutos por hora, 24 horas por dia. As pessoas sábias empregam seu tempo de forma proveitosa. 3.2 Remindo o tempo e a Volta do Senhor. A LIÇÃO DIZ: Quando se falava a respeito de remir o tempo entre os cristãos primitivos, estes tinham em mente a iminência da segunda vinda do Senhor Jesus, ou seja, esse esperado acontecimento poderia acontecer a qualquer momento (1 Co 15.51). Por isso, os cristãos eram incentivados a procurar sabiamente aproveitar todas as oportunidades, em especial, no sentido de se prepararem espiritualmente para aquele dia. Assim, a perspectiva da iminente volta do nosso Senhor faz com que não percamos tempo com coisas banais; antes, nos exorta a viver de maneira sábia, santa e piedosa, pois o Senhor Jesus pode voltar a qualquer momento (1 Ts 4.15). O modo de andar sábio se preocupa em remir o tempo ou aproveitar as oportunidades. A cada dia novas portas se abrem diante de nós com inúmeras possibilidades. Remindo o tempo implica ter uma vida marcada por santidade, por atos de misericórdia e por palavras ajudadoras. O que torna isso mais urgente é o caráter mau dos dias em que vivemos. A expressão nos faz lembrar que o Espírito de Deus não agirá para sempre no homem. O dia da graça vai se findar. Depressa as oportunidades para adorar, testemunhar e servir vão se acabar para sempre. 3.3 Os dias são maus. A LIÇÃO DIZ: Outra expressão que chama atenção é “os dias são maus” (Ef 5.16). Ela revela que estamos inseridos numa sociedade dominada pelo pecado, que pode tomar nosso tempo e nos levar à prática do mal. Não podemos nos conformar com essa possibilidade, não podemos ser insensatos a tal ponto, mas entender “qual seja a vontade de Deus” (Ef 5.17). Desse modo, a vontade de Deus tem a ver com, como cristãos, aproveitarmos o tempo para fortalecer nossa vida espiritual, praticar o bem para com os outros, ler a Bíblia, orar, se consagrar e congregar (Gl 6.10; Hb 10.25). A expressão os dias maus se refere a esta era em que estamos vivendo, na qual Satanás exerce influência maléfica. Ao escrever para Timóteo, Paulo chama esses últimos dias de trabalhosos (2 Tm 3.1), um tempo marcado pelo baixo nível de moralidade e desprezo à verdadeira espiritualidade produzida pela Bíblia. Entendemos que os dias maus sempre foram enfrentados pela Igreja do Senhor, mas cada cristão deve estar consciente de que os dias maus irão se intensificar cada vez mais se opondo em tudo contra Deus, seus planos e seu povo. Por isso, Paulo escreveu: Por esta razão, não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor. (Ef 5.17 NAA). A vontade de Deus se manifesta através dos mandamentos que Ele nos deu. Esses mandamentos servem como guias para a nossa vida e nos protegem do caos e da destruição que ocorrem quando vivemos sem Deus. É verdade que o pecador não consegue entender ou seguir a vontade de Deus. Em vez disso, tende a seguir sua própria vontade, que não está alinhada com a vontade divina. No entanto, quando somos transformados em novas criaturas por meio de Cristo, passamos a reconhecer e a obedecer à vontade de Deus. Mesmo assim, como cristãos, ainda corremos o risco de cair na tentação de seguir nossa própria vontade. Por isso, precisamos constantemente de incentivo e exortação para permanecer obedientes aos mandamentos de Deus.
CONCLUSÃO Para nos conduzirmos na jornada para o Céu com sucesso, precisamos viver em prudência e sabedoria, mediante o ensino das Escrituras Sagradas, acrescentando a fé em Jesus, sem tirar o olhar dEle (Hb 12.2), orando constantemente (1 Ts 5.17), sendo guiados pelo Espírito Santo (Jo 14.26), tendo o pensamento sempre voltado para as coisas de cima (Cl 3.1.1,2), vivendo na Igreja desenvolvendo comunhão uns com os outros, incentivando e promovendo a fé dos salvos (Hb 10.24,2). Agindo assim, chegaremos lá, pois a Canaã Celestial é logo ali.
Após a final do Big Brother, Boninho resolveu espairecer a cabeça e voou ao lado da mulher Ana Furtado, literalmente para o outro lado do mundo. A apresentadora compartilhou nesta quarta-feira (24.04) um álbum de fotos do casal durante um parque de cerejeiras. Ela ficou maravilhada com o que viu no local.”Uma das coisas mais lindas que já vi na minha vida! 🌸🙏🏻☺️ Que alegria viver esse encontro com as cerejeiras novamente! Sempre na melhor companhia @jbboninho 💞 #japão #tóquio #flordecerejeira”, escreveu ela na legenda. As imagens não passaram despercebidas pelos seguidores que encheram a publicação de mensagens carinhosas. “Quero um dia encontrar um amor assim, pra ver as cerejeiras florirem ❤️😍”, escreveu uma delas. “Que coisa linda , obrigada por levar milhões de pessoas junto com você nessa viagem”, agradeceu uma outra. “Que coisa lindaaa😍”, celebrou uma terceira.
Ana Furtado e Boninho — Foto: reprodução/instagram
Debora Secco está curtindo alguns dias de descanso em Fernando de Noronha ao lado da filha, Maria Flor, de oito anos. A menina é fruto de sua relação com Hugo Moura.
Em seu perfil no Instagram, a atriz surgiu usando um biquíni fininho preto, enquanto passeava de barco com a herdeira, e celebrou o momento especial entre mãe e filha. “Eu e ela… e Noronha… inesquecível”, escreveu a famosa, que está de férias da TV após o fim da novela Elas Por Elas, da Globo. Os fãs ficaram encantados com os cliques, e encheram a postagem de mensagens fofas. “Duas lindezas”, disse um seguidor. “Tão perfeitas juntas”, escreveu outra. “Que fotos lindas”, se derreteu um fã. “Noronha é um paraíso e com vocês aí então fica perfeito”, falou mais uma. No começo do mês, os fãs de Deborah e Hugo foram surpreendidos com a notícia sobre o fim do casamento. Em contato com o colunista Leo Dias no programa Fofocalizando, a atriz falou sobre o término. “Um momento infeliz. Cada vez mais o Hugo tem gostado menos dessa exposição toda, dessa vida pública, mas continuamos trabalhando juntos. Quero sumir de cena e ficar quietinha”, disse ela em nota enviada ao programa do SBT.
Separados, Hugo Moura posta fotos de Deborah Secco nas redes sociais
Recentemente, o modelo Hugo Moura surpreendeu a web com uma nova publicação em suas redes sociais. Recém-separado de Deborah Secco, ele deixou seus seguidores de queixo caído ao publicar novas fotos da atriz na web. Em seu perfil oficial do Instagram, Hugo, que também é fotógrafo, publicou alguns registros de um ensaio fotográfico que fez com a mãe de sua filha Maria Flor, de 9 anos. Nos cliques, a atriz apareceu dentro de um carro conversível e teve várias fotos em close com seu rosto. Nos comentários, a artista agradeceu e se declarou para o ex-marido. “Te amo Xe!!! Você é gênio… Ficou lindo”, escreveu ela.
A atriz Claudia Raia anunciou nesta quarta-feira, 24, que não irá renovar o contrato com a TV Globo. O vínculo entre as partes chega ao fim em julho deste ano. A artista está na emissora há 40 anos. “Meu contrato com a Globo termina agora, em julho, depois de 40 anos ininterruptamente. Então, é muita gratidão que tenho por ter ficado lá, por ter formado toda a minha personalidade profissional ali dentro. Tive muitas mãos estendidas a mim e sou realmente muito grata”, disse. A atriz de 57 anos contou ao TV Fama que ainda não tem nenhum projeto para a TV ou cinema, mas já planeja novas empreitadas no teatro. “Agora é hora de fazer outras coisas. Não tenho nenhum projeto de audiovisual, mas temos muitos projetos de teatro e as coisas vão aparecendo. Acho bonito também esse meu segundo ato mais livre, e que faz parte desse momento que estou vivendo”, explicou. Atualmente, Claudia Raia está em cartaz com o musical ‘Tarsila, a brasileira’, em que conta a história da ícone do modernismo brasileiro. Para se preparar, Claudia participou de uma maratona de ensaios e chegou a perder 15 quilos. “A gente faz sete sessões por semana, e é puxadíssimo. Estou na ativa, faço aula de balé, malho, é um dia a dia bem corrido. Me preparei para esse espetáculo, perdi quase 15 quilos durante os ensaios e fazendo dieta”, revelou.
Os países escandinavos, como a Finlândia, Dinamarca, Islândia e Suécia, continuam no topo da lista. Até aí, nenhuma surpresa. Mas um novo grupo de países tem subido no ranking da felicidade, de forma silenciosa, mas constante. A pesquisa indica que, nos últimos três anos, países da Europa central e oriental ultrapassaram alguns dos seus vizinhos da Europa ocidental, em termos de felicidade geral. Em 2024, a República Checa e a Lituânia atingiram pela primeira vez o top 20. Elas estão em 18º e 19º lugar, respectivamente, seguidas de perto pela Eslovênia, em 21º. Em termos de comparação, o Reino Unido é o 20º colocado, a Alemanha vem em 24º, a Espanha em 36º e a Itália, em 41º. O Brasil ocupa a 44ª posição. O mais interessante é que, em muitos desses países, o avanço pode ser diretamente atribuído ao aumento da felicidade dos moradores mais jovens. A Lituânia, por exemplo, ocupa o primeiro lugar entre a Felicidade dos Jovens do mesmo relatório, avaliada entre pessoas com menos de 30 anos de idade. A Sérvia ocupa a 3ª posição, a Romênia vem em 8º, a República Checa é a 10ª e a Eslovênia ocupa o 15º lugar. O Brasil é o 60º da lista.
a central e oriental não surpreendem os moradores locais, nem as pessoas que viajam frequentemente para aquela região.
“Existem mais empregos decentes no país, de forma que [agora] os jovens não estão se mudando para trabalhar em outros lugares da Europa”, afirma Tim Leffel, autor do livro The World’s Cheapest Destinations(“Os destinos mais baratos do mundo”, em tradução livre).“Na primeira vez em que visitei a Romênia e a Bulgária, uma década atrás, algumas aldeias estavam repletas de idosos”, ele conta. “Agora, você vê muito mais mistura entre as idades. Quando os jovens permanecem, aumenta a esperança de todos no futuro.”Com seu PIB per capita em franco crescimento desde o início dos anos 2000, muitos moradores da Europa central e oriental agora percebem que têm iguais chances de serem felizes — o que é um importante indicador do bem-estar em geral. De fato, o relatório concluiu que a desigualdade do bem-estar tem efeito ainda maior sobre a felicidade geral do que a desigualdade de renda.Além do crescimento econômico, esses países estão investindo em infraestrutura, promovendo cenários culturais vibrantes e capitalizando sua estonteante beleza natural — desde as dunas de areia formadas pelo mar no istmo da Curlândia, que se estende pela Lituânia e pela Rússia, até a biodiversidade dos montes Cárpatos, na Romênia.
O resultado é uma sensação palpável de otimismo e entusiasmo entre os moradores locais.
Para entender melhor esse novo senso de felicidade, conversamos com moradores e viajantes recentes sobre suas experiências em alguns desses países e descobrimos onde os visitantes podem desfrutar sua própria experiência dessa sensação.
Legenda da foto,Uma vez a cada quatro anos, o Festival Lituano da Música reúne os cidadãos do país para celebrar sua identidade nacional
Ocupando o 19º lugar no índice geral e a primeira posição entre os moradores com menos de 30 anos de idade, a Lituânia observou notáveis melhorias da qualidade de vida nas últimas décadas, segundo seus moradores. “A maioria das pessoas da Lituânia se sente muito feliz, especialmente as gerações mais jovens”, afirma a lituana Jurga Rubinovaite, fundadora e CEO (diretora-executiva) do blog de viagens Full Suitcase.“Mesmo com a guerra na Ucrânia e os comentários constantes no noticiário sobre a crescente possibilidade de expansão da guerra para os Estados bálticos, as pessoas parecem estar apreciando e aproveitando a vida como nunca antes”, ela conta.Ela atribui esta sensação ao fato de que as pessoas são livres para estudar, trabalhar e viajar para onde quiserem desde 1990, quando a Lituânia conseguiu a independência da União Soviética.
“Minha mãe sempre diz, ‘minha vida nunca foi tão boa quanto agora'”, conta Rubinovaite.
“As gerações mais novas nunca souberam o que era a vida antes que a Lituânia recuperasse a independência, mas todos eles conhecem as histórias dos seus pais e avós. Acho que esta é uma das razões por que as pessoas estão mais felizes agora, porque elas reconhecem o que elas têm, mais do que nunca.”Ela também menciona as políticas de maternidade e paternidade do país, que estão entre as mais longas do planeta (até 126 dias remunerados para as mães e 30 dias para os pais), além de grandes redes familiares para ajudar a cuidar das crianças.Raminta Lilaitė-Sbalbi, moradora da Lituânia, encontra sua felicidade no vibrante cenário cultural da capital lituana, Vilnius. Ela gosta particularmente da proximidade da natureza, do seu espírito comunitário inclusivo e das oportunidades de expressão criativa e crescimento pessoal.Lilaitė-Sbalbi indica eventos culturais importantes, como o Festival Lituano da Música, que faz parte do Patrimônio Mundial da Unesco e comemora seu 100º aniversário este ano, entre junho e julho.“É uma oportunidade de presenciar, uma vez a cada quatro anos, um enorme concerto com centenas de corais e milhares de pessoas cantando juntas em um enorme palco ao ar livre”, explica ela.“O festival tem profunda importância para todos nós, devido ao seu papel na preservação da identidade nacional lituana durante os tempos da ocupação soviética. Por isso, ele foi chamado de ‘revolução do canto’.”A proximidade do país com a natureza também oferece um claro caminho para a felicidade, com melhor equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho.“Os lituanos adoram sair ao ar livre”, afirma Rubinovaite. “Eles aproveitam todas as oportunidades que têm para sair da cidade e visitar as florestas, os lagos e seu belo litoral.”Lilaitė-Sbalbi recomenda aos visitantes conhecer as trilhas de caminhada perto de Vilnius, como a Trilha Verde Strėva. “Seu morro das fontes [abriga nascentes que] não congelam nem mesmo no inverno e há uma plantação de orquídeas lituanas em um pequeno morro”, ela conta. Lilaitė-Sbalbi também indica a Trilha Natural Karmazinai, um local fascinante de ritos pagãos e antigos cemitérios.
Romênia
CRÉDITO,GETTY IMAGES
Legenda da foto,A Romênia foi um dos países que mais subiram no ranking da felicidade mundial na última década
Embora ocupe apenas a 32ª posição geral, a Romênia observou um dos maiores saltos do mundo em termos de felicidade na última década. O país ocupava o 90º lugar no Relatório Mundial da Felicidade de 2013. E, também aqui, o salto foi impulsionado principalmente pelos jovens, que colocaram a Romênia na oitava posição entre as pessoas com menos de 30 anos de idade.
Especialistas atribuem este otimismo ao aumento da liberdade e das oportunidades.
Em março de 2024, a Bulgária e a Romênia se tornaram os mais novos Estados membros da área Schengen da União Europeia, que garante o livre movimento de cidadãos e visitantes sem controles nas fronteiras. A Romênia também recebeu grandes investimentos em infraestrutura, que melhoraram a qualidade de vida dos seus moradores e visitantes.
Uma nova lei aprovada no Brasil pretende melhorar a qualidade dos itens da cesta básica e adiciona novos alimentos mais saudáveis, ampliando as opções disponíveis e incentivando hábitos alimentares mais nutritivos. A Lei 11.936/2024, tem o objetivo de promover uma alimentação mais saudável e acessível para a população e trouxe novas e perspectivas na alimentação de pessoas que convivem com diabetes e tem como base na rotina alimentar a cesta básica. A legislação, que adiciona novos alimentos à cesta básica, pode ter um impacto significativo na vida daqueles que precisam monitorar de perto sua dieta e saúde. A nova cesta dará acesso a frutas frescas, legumes e verduras, pode ser uma mudança revolucionária. Esses alimentos são fundamentais para uma dieta equilibrada e podem ajudar a controlar os níveis de glicose no sangue, o que é essencial para gerenciar o diabetes de forma eficaz. A inclusão de alimentos como morangos, abacates, espinafres e cenouras na cesta básica não apenas oferece opções mais saudáveis, mas também incentiva escolhas alimentares que promovem o bem-estar e a qualidade de vida. Esses alimentos são ricos em nutrientes, fibras e antioxidantes, que são benéficos para pessoas com diabetes, ajudando a regular os níveis de açúcar no sangue e a prevenir complicações associadas à doença.
Além disso, a nova legislação pode facilitar o acesso a alimentos frescos e naturais, contribuindo para uma dieta mais balanceada e reduzindo a dependência de alimentos altamente processados e prejudiciais à saúde.No entanto, é importante que pessoas com diabetes consultem profissionais de saúde para orientação específica sobre sua dieta e necessidades alimentares individuais, garantindo que possam aproveitar ao máximo os benefícios da nova legislação enquanto gerenciam sua condição de forma eficaz.” Por decreto, a cesta básica deverá ser composta apenas por alimentos in naturaou minimamente processados, além de ingredientes culinários (sal, açúcar, óleos e gorduras). Recentemente, o governo havia divulgou apenas os nomes dos 10 grupos de alimentos que passariam a integrar a cesta básica, a nova portaria complementa a lista.
Segue logo abaixo os grupos da nova cesta básica:
Feijões (leguminosas)
Cereais
Raízes e tubérculos
Legumes e verduras
Frutas
Castanhas e nozes (oleaginosas)
Carnes e ovos
Leites e queijos
Açúcares, sal, óleos e gorduras
Café, chá, mate e especiarias
Governo inclui a cesta básica também no Bolsa Família:
A partir do mês de março, o governo federal anunciou também a novidade para o programa social Bolsa Família. Além do benefício regular, as famílias cadastradas no programa agora terão direito a uma cesta básica adicional. Os governos locais ficarão encarregados da responsabilidade pela escolha das famílias beneficiadas. O CadÚnico Cadastro Único para Programas Sociais, que é um instrumento do Governo Federal de identificação e caracterização socioeconômica das famílias de baixa renda. A família que ainda não estiver inscrita, precisa providenciar a inscrição para poder participar dos Programas Sociais do governo, ele será usado para determinar quem são os mais necessitados e elegíveis a receber este auxílio.
Nesta quarta, 24 de abril, marca o início dos pagamentos do tão aguardado abono anual aos beneficiários da Previdência Social, popularmente conhecido como “13º do INSS”.Os aposentados e pensionistas que recebem até um salário mínimo, equivalente a R$ 1.412, serão os primeiros contemplados com a primeira parcela. Essa antecipação foi autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último mês, e estima-se que injetará mais de R$ 30 bilhõesna economia nacional. Para aqueles que recebem acima de um salário mínimo, o pagamento terá início no dia 2 de maio.
Calendário do décimo terceiro
PARA QUEM RECEBE MAIS QUE 1 SALÁRIO MÍNIMO:
Final do NIS: 1 e 6 – pagamentos em 2/5 e 3/6
Final do NIS: 2 e 7 – pagamentos em 3/5 e 4/6
Final do NIS: 3 e 8 – pagamentos em 6/5 e 5/6
Final do NIS: 4 e 9 – pagamentos em 7/5 e 6/6
Final do NIS: 5 e 0 – pagamentos em 8/5 e 7/6
Confira o calendário do décimo terceiro do INSS – Divulgação/Secom PR
Quem tem direito e quem recebe o décimo?
O abono será concedido às pessoas que, ao longo de 2024, tenham recebido:
auxílio por incapacidade temporária,
auxílio-acidente,
aposentadoria,
pensão por morte,
auxílio-reclusão da Previdência Social.
Um total de mais de 33,7 milhões de pessoas serão beneficiadas com essa medida. Tradicionalmente, o abono era destinado para o segundo semestre de cada ano. Contudo, nos últimos anos, o governo tem optado por antecipá-lo visando estimular a economia. Em 2022 e 2023, por exemplo, o abono foi pago em maio e junho, respectivamente.
A governadora Raquel Lyra (PSDB) lançou na segunda-feira (22) o Circuito Literário de Pernambuco (CLIPE). A abertura do evento ocorreu em Caruaru, mas passará por todas as regiões do Estado. Com base no projeto regulamentado pelo Governo, o evento seguirá a regra de benefício aos professores, analistas e assistentes ativos na rede estadual e garantirá vouchers para aquisição de livros e materiais didáticos no CLIPE.
BÔNUS LIVRO NO CIRCUITO LITERÁRIO
Assim como consta na regra do “Bônus Livro”, já regulamentado em março, os professores receberão R$ 1 mil de crédito para comprar livros no Circuito. Analistas e assistentes terão acesso a um valor deR$ 500. Os professores receberão o valor do Bônus Livro através de um cartão magnético, intransferível e personalizado para o servidor. Cerca de 40 mil docentes e profissionais da rede estadual terão acesso ao benefício. Como não existe uma identificação na separação entre o número de professores e servidores administrativos, é possível saber apenas que o Governo de Pernambuco gastará mais de R$ 20 mil em vouchers (o valor médio de servidores beneficiados pelo valor de R$ 500, a menor quantia possível). A distribuição dos cartões será feita através das Gerências Regionais de Educação (GREs) a partir da aproximação do Circuito Literário com o local dos profissionais.
SOBRE O CLIPE LANÇADO POR RAQUEL LYRA
O evento será dividido em três etapas para circular ao redor do Estado, eles serão divididos em:
Etapa Agreste: sediado em Caruaru, iniciou em 22 de abril e fica até o próximo sábado (27)
Etapa Sertão: sediado em Serra Talhada, de 06 a 11 de maio
Etapa Região Metropolitana e Zonas da Mata: de 30 de maio a 6 de junho
O Circuito Literário de Pernambuco tem como tema “culturas periféricas de saberes ancestrais: educação, diversidade e equidade”. A linha temática está alinhada com a base do ano letivo de 2024 na rede estadual, que retrata as relações étnico-raciais e a valorização da diversidade e da diferença.
Novo Programa deve estimular o crescimento dos MEIs, micro e pequenas empresas em todo o país. Empreendedores terão acesso a crédito e poderão renegociar duas dívidas com condições facilitadas. Texto já foi assinada pelo Presidente Lula e entra em vigor em poucos dias; entenda. Lula autoriza EMPRÉSTIMO para MEIs, micro e pequenas empresas e valor surpreende brasileiros (Imagem: Jeane de Oliveira/ FDR) O governo acaba de criar o Programa Acredita, voltado aos MEIs, micro e pequenas e empresas. A Medida Provisória que institui o programa foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante o evento de lançamento no Palácio do Planalto na última segunda-feira, 22.
Empréstimo para MEIs, micro e pequenas empresas • Compartilhe no WhatsApp O primeiro eixo do programa, chamado de ProCred 360, deve estabelecer condições possibilitar o acesso ao crédito através do Fundo Garantidor de Operações (FGO). A oferta será voltada aos Microempreendedores Individuais e microempresas com faturamento anual até R$ 360 mil.Para estimular o crescimento dessas empresas o crédito terá juros competitivos segundo a Selic + 5% ao ano. Além disso, os empreendedores poderão fazer o pagamento dos juros durante o período de carência, com isso poderão ter uma melhor organização financeira. Já as empresas de porte médio (faturamento de até R$ 300 milhões) que decidirem utilizar o Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac) terão redução de 20% do Encargo por Concessão de Garantia (ECG). De acordo com a especialista do FDR, Laura Alvarenga, os Microempreendedores Individuais podem ter acesso a empréstimo em valores até R$ 108 mil, veja como.Renegociação de dívidas dos empreendedores. Como já foi adiantado pelo FDR na última semana o governo planejava o lançamento de um programa de renegociação de dívidas focado nos empreendedores. No eixo 2 está o Desenrola Pequenos Negócios, que tem como público-alvo os MEIs, as microempresas e as pequenas empresas com faturamento bruto anual até R$ 4,8 milhões. Esses empreendedores poderão renegocias as dívidas bancárias
Uma boa notícia para os brasileiros: o Governo Federal anunciou o aumento do salário mínimo em 2025. O mínimo passará de R$ 1.412 para R$ 1.502 e deverá impactar positivamente no valor de outros benefícios recebidos pelo trabalhador com carteira de trabalho assinada, como o abono salarial do PIS/PASEP. Salário mínimo sobe para R$ 1.502 e impacta benefício do PIS/PASEP Imagem: FDR O PIS/PASEP é um programa governamental financiado através das contribuições das empresas, tanto privadas quanto públicas. O benefício do abono salarial é liberado para funcionários de empresas privadas e para servidores públicos anualmente.
Qual será o valor do benefício do PIS/PASEP de 2025? O abono salarial é um benefício anual com o valor máximo de um salário mínimo. Em 2024, os trabalhadores de empresas privadas e servidores públicos podem rececer até R$ 1.412. Com o anúncio do aumento, o benefício pode chegar até R$ 1.502.Quem recebe o PIS/PASEP em 2024? Para receber o benefício do PIS/PASEP neste ano, o trabalhador precisa verificar se está dentro das regras para o abono salarial no ano de referência (2022). A consulta está disponível na sua Carteira de Trabalho Digital ou no portal gov.br. Ao acessar, você poderá descobrir se preenche todos os critérios para receber a quantia.
• Compartilhe no WhatsApp Veja quais são os requisitos:
Ter um cadastro no programa PIS/Pasep por, no mínimo, cinco anos;
Ter trabalhado na empresa por, pelo menos, 30 dias, no ano-base;
Ter recebido até dois salários mínimos mensais no período;
Estar com dados atualizados no RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) ou no eSocial.
Confira o calendário do PIS/PASEP de 2024 Lembre-se: em 2024, o calendário é unificado e todos receberão de acordo com o mês do seu nascimento. Os funcionários de instituições privadas recebem o abono pela Caixa Econômica Federal, enquanto os servidores públicos recebem por meio do Banco do Brasil. O saque está sendo liberado aos poucos, com novo grupo contemplado a cada mês.
Confira:
Nascidos em março e abril: a partir de 15/04/2024;
Nascidos em maio e junho: a partir de 15/05/2024;
Nascidos em julho e agosto: a partir de 17/06/2024;
Nascidos em setembro e outubro: a partir de 15/07/2024;
Nascidos em novembro e dezembro: a partir de 15/08/2024.